Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05400


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno de J84&'
=
Sabbado 29
O DliiRlO pul>lcsetodos o dJM que no
rem de guarda o proco da asi^uaiur.. he de
4J000 rs.pot quartel, pagot adinnUiln. Os ao..-
nuticioj do aijjiiaiiles, 5o uscridoi i rasodc
10 rs. por India, 4 0 rs. cm typo djTeraale, e as
repclij6es pala metade. Os que ri5b fiirem sig-
nantes pagaro 80 rs. por linha, e 100 eia typo
diHercnte, porcada publicaco.
PARTIDA DOS CORREIOS.
PJJASES DA LA NO Mfc'Z. DE JANEIRO,
Lu nova, a fi, 9 horas e 21 mi. da inaulia.
desente a 13, s 9 hora e 27 mia. da manh
Luacheia a 50. i 9 horas e 45mn. da manilla.
LUa cuela *' *- -- <-*. ---------........,.-, .B ... uuias d i iiiiuuiDi ua larae.
HiDitoaiite J8, s Horis'e 39min. da tniuhaa, Segunda, as 11 horas e (8 minutos da manbai.
(lOiinnaeParahihas segundas sextas ftira.il
Itio-dranle-dn-Norte quintas feirasao meio-dia
Cabo, SerustaSont, Rio-f"ormoso,Potlo-Calvo e '
"' lcelo, na I.*, a 11 e llde caria inez.
(aranhuns e Bonito, a 8 e 28.
oa-Vi.-ta e Ploras, a It e 28.
Victoria, s quiatafeirat.
Oliuda, todos osdias.
--------------------!--------------------------
PREAMAR DE HOJE.
Primeira, as 10 horas e J4 rainoloi da Urde.
de Janeiro.
Anno XXV.
n. as:
DAS DA SEMANA.
21 Segunda. S. Themoleo. Aud. do J. dos or-
li.cdo J. doc. da 2 edo J. M. da 2 v.
erra. 5. Juventino Aud. do J do civ. da
I. v. e do J. de par do 2 dist. de t.
24 Quarta S. Policarpo ud. do I. do civ. di
J. v. edo J. de paz do 2. dist de t.
T (,)uini. S. Joo Chriiostomo Aud. do J. de
orph. e d J. municipal da I. v.
28 Sena. S. Cyrillo Aud. do J. do civ. da !. v.
e do J. dr paz do i. dist. de t.
J9 Sachado. S. Francisco de Salles Aud. do J.
do civ. da l.v. edoj depaido I. dist. de t.
80 Donfego. S. Martinha.
CAMBIOS NO DA 28 DE JANEIRO.
Sobre Londres a 37 / d por IJrs.aCrt
Pars 180 r. por franco.
Lisboa 95 por I0C d premio.
Dse, de leiiras de boas firnus I a Ij4 '/
OmroOncas haspanholss.... 28*101 a
Modasdee'OOvelh ft'200 a
de OflOi'or., ntjlnno a
de 4 *ono..... i.100 a
trata Pataces.......... I#M0 a
Pesos colamnares... l|M0 a
a Ditos mexicanos.... I|8C0 a
a Miuda............. l|00a
Accoes dacomp. do Ueberbade S0|000 rs
(I.
ao m.
sWno
io#jni>
ICjIO
9ir.o
l|P80
l|9!.0
l|S2l
ifs:
.aepar.
PJBTE OFFigAl.
s
^ GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 12 IX) COR RENTE.
Oficios Ao commandante das aunas, transinlttindo
os interrogatorios fritos s lestrinunlias que tecm de
depr contra os soldados desertores da segunda cotu-
jianhia do segundo baiallio de ariilharia o \i, Joo Tlio-
tnai, Anlonlo Joar/nlm de Sant'Anna, llasllio Clemente
e Angelo Jos desRris; o CMicelho de disciplina do
toldado do sexto batalhan de catadores, Mnnorl Percira
Garca ;e o de averlguacao do toldado do mesmo bati-
lhao, IjUix I irmino de Souza. Participou-se ao Exin,
presidente das Alagas, que remetiera as peca supra
citadas.
Rilo Ao Inspector da thesouraria da fazenda, reeom..
iriendando faca pagara Francisco Jos" Rodrigues Saca-
vni ou sua ordem a lettra de 1:4121000 rs. que Ihe en-
va acompanliada de copia de um officio do presidente
das Alagas. Ordenou-se ao inspector do arsenal de
in.irir.lin mandasse pagar ao mestno Sacavcni outra let-
tra da importancia de 426/612 rs. ; e pai licipou-sc ao
Exm. presidente das Alagas.
Dito Ao conimissario-paeador, validando a arrrma
tacan de algumas pecas de faldamento c das fachas"dos
msicos do extinelo bal.illi.no de guardas nacionaes des-
tacados, pelo preco de 80/000 rt.
Dito Ao mesmo, determinando entregue 390/000
rt. ao capilao commandante da segunda companhia do
stimo batalhao de cacadores, viuda das Alagas. pa-
ra fornceimcDto de racoes diarias s ruacas da referida
companhia ; e declarando que esta quantia deve de er
descontada no pagamento.do respectivos prets. Com-
inunicou-sc ao commandante das armas.
Dito -- Ao juiz de paz do segundo districto da cldade
da Vletoria, ordenando no se npponha eondnccao de
mil quintar de po-brasil, contratada pela thesouraria
da fazeuda com Claudino Jos de Almeida Lisboa.
Pai licipou-sc ao inspector da lliesouraria da faienda.
Portaras. -- Romeando a Jos Percha lirando, sub-
delegado da frrguezia de Santa-Mana da Boa-Vista, o
ao coronel Tlburtino Pinlo de Almeida priinelro sup-
plentc do delegado do termo de Santo-Antao. l'artl-
cipou-ec ao chelo de polica.
Dita Resolvendo que na substituido dos juizes de
direitu do crime e clvel do Recife. e na do juii dos fei-
to da faienda se observe o seguinte :
Ao juii de direilo da piimcira vara do criine substi-
tuir o jniz municipal da segunda vara do Recife.
A o juiz de direilo da segunda vara do crime substitui-
r o juiz municipal de Ollpda.
Ao juiz do civel desla cidade substituir o juiz muni-
cipal da pi'imeira vara do lleeife.
Na faltados doiisjnizec de direlto do crime e do clvel.
substituir a rara dos l'citos da fazenda, estando n res-
pectivo juiz impedido, o juiz municipal de Iguarass.
Nos seut impedimento e suseteiedifa sero suhslilui-
dot: o juiz municipal da primeira vara do Recife pelo
da segunda, no rxercieio da vara do civrl; o juiz muni-
cipal da segunda vara do Recife pelo de Olinda, no exer-
ciclo da primeira vara do crime ; o Juiz munWnnl de
Olinda pelo da segunda vara do Recife, no exeretcio da
segunda vara do crime; e o juiz municipal de Iguaras-
s pelo da primeira vara do Medie, no excrcicio da va-
ra dos feito da fazenda.
Dando-seo caso de accuinulacuo de vara incompa-
t i veis na pessoa de algum juiz municipal, a ultima, lu-
jo excrcicio Ihe tocar, passar ao juiz aqun, compelir
substituir, segundo a ordem estabelccida neste regula-
inento.
O juiz municipal d.-. segunda varado Recife ser o
preparador do procesaos que teein de ser presentes ao
jury. Engolada a substituicao dos juizes munleipaes da
inaneira porque lica dispasta, terio chamados pela
mesilla ordem os respectivos suppleutes. Remelleu-sc
copia desta portara ao presidente da relaco, ao inspec-
tor da thesouraria da fazenda, aos juizes de direilo do
crime deita comarca, ao do civrl, ao dos feitos da fazen-
da e ao inunicipacs do Recife, Olinda e IguarQss.
EXTERIC R.
REVISTA DE PORTUGAL.
DE UM CORRESPONDENTE OCCASIONAL.J
Somos tim grando paiz, vivotnos n'uma grande -
poca, e Portugal no scciilo XIX forneco urna tpra-
zivcl pagina para a historia e um curioso estudo
para a poliCica Tni|o nlre nos lio original, os lm-
mens, as cousas eos aconlccimonlo.s, o niugum
pode, por cornparacflo, fazer ideia do quo somos.
0 seguinto facto he uasUnto pora apresentar como
exeniplo m argunicnto earacteri^lieo.
Em Frango aclia-sc M. Teste n'inna prisSo; mas,
so estivesse em Portugal achar-sc-hia frente, do
um partido, o seria considerado como um esladis-
la admiravcl, emquunto em Franca fui condemnu-
do por lailrSo. All aclia-so sombra soffreiulo os
resultados de urna sculenca ovillante; c passoria
ao sol, cumprimeulado c victo)iado. Os Kinncczcs
lancaram grilhOes a M. Teste; om Portugal poriam-
Ihc coras na cabec. Pobre Teste !
Como bem disse Pascal, a vitludc depende do
mais legoas ao norte ou ao sul, e a mor;,I esla sub-
jeita aos graos de laliludo. Seguudo esta doulriua,
M. Teste nfiorotibou ; commetteu um erro de la-
tilude, enganando-se no parallelo. Se se livesse col-
lacsdo no 38 graos sobro o meridiano, u3o so acha-
va agora as prisOes de Franca; era a estas horas
qucritlo, respcilado e importante; Linha sempre a
sua casa ebeia de gente, todos Ihe liravam o chapeo
na ra,abaixavani-se-Ihc todas as cabecas, esten-
diam-se-lhe todas as inos, e todas as boceas di-
rism : Que grande homem I
K diio que mo somos originaos.' Tanto, que
nem podemus ser.copiados ; e ao menos valha-nus
taso. Temos perdido a nossa independencia, depois-
qtre as baionelas hespanbolas e as naos inglezas vie-
rant Cazer urna oilicfio mais correcta, pelo menos,
da proclumacao nocturna de 6 do outubro. Desde

onl.'io os liatalhoes nacionaes locaram os hymnos
eslrangciros dianto do busto do marquez dePom-
bal [que no lio esse o primeiro insulto trrr, scTiiiioj. viarim du Governo aprese.iuou arti-
go em lioeptnbol do general Mondes Vigo ; mas, a-
pezar do tudo isto, nlo nos tratluziram do todo;
o somos ninda em portuguez, n'um dialecto que
ningucm falla, um idiotismo denacio.
Existe um partido quo so diz o ila ordem, o que
be composto de ludo qtianlo lem sidt) revoluciona-
rio no paiz. Esto partido desta ordem he represen-
tado por um jornal que ataca a todos, monos urna
familia c os sous adherentes. Esto jornal monto om
favor da ordem, calumnia n favor da moderneflo, e
estampa furibundas diatribes cm prol do partido
(conservador. O seu fanatismo pela ordem he tal,
que todos os di'as da entender queso trama urna
Ircvolucilo ordeira, epara so indemnisar do descr-
dito quolniicu sobro todos os quo sSo alguma cou-
sa no paiz, elogia o louva todos os excessos prntica-
cTos pelos entes os mais obscuros. As facadas, as
puntilladas e as culiladas s.lo objcclo de regozijo
para ello ; congralula-sc com osquo espaneam, he
inexornvel com os ospancados. So Ihe consta que
algtiem flcou banliado em snngue, desenfrcia a sua
inflexibilidade contra a victima.
Ainda mais. Considera provocador a lodo aquel-
lo a quem quebraram a caliera ; e so o dosgracado
morre, nao hesita em oscrever que exista um plano
infernal do morlo para desacreditar o innocente as-
sassinq, quo na mellior boa fdeu estocadas, sem se
poder lembrar que o perverso, que riscou do mappa
da populaclo, so fazia assassinar por estrategia,
para quo sir II. Scymour cscrevcssc una nota, ou
a Herolucode Selembro am Brtigodc fundo !
E este partido revolucionario da ordem, tambom
he carlista ; c tanto, que depois do 6 de outubro
suspendeu logo asgaran'.ias sem haver revolucilo
no paiz, supiirimio o jury, e ?final supprimio latn-
hem a carta, suspendondu-a lio um partido da
carta pensil, que s executa della regularmente o
h y ni no, o basta quo os clarinclas nssopreni a carta
c os tambores a rufcni, para todos licarcm satisfei-
tos; e milito mais o ficarlo se livcrem umacabo-
Ca cm que batan-, o compaco com um ccele, dando
vivase carta. So nlo ha cabeca, braco, costella ou
perita a quebrar, qucbrnm-se vidrajas, porque
sempre he preciso quebrar alguma cousa victori-
ando a carta. Pono caita .' Alai sabia I). Pedro
qtiandoa Tez escrever, que, cm vez de dictar um
cdigo liberal, diclava um cdigo conlundento .'
A originalidde acompaha-nos nos crimes, o o
cdigo penal, com o grave alleutado do assobio, e
com a pcrvcrsiilado rio bigode .' Quem assobia algum
hymrro ou cantiga, he preso ; e quem deixa crescer
alguns cabellos no beico superior, he perseguido en-
carnicadamento .' As autoridades tom-se mostrado i
altura da sua niissfio.
Pedro Grando trahalhou para a civilisac?lo da Itus-
sia, mandando rapar as barbas aos seos vassallos ;
nos vamos mais adiantc nessa civilisaclo, porque
proscrevemos o bigode. lio muito grande o zelo, o
intiito vasta a inteligencia para sobreviver osle or-
namento. O que so deseja saber be se escapar a pe-
ra o a suissa, ou se soiTrera igual perseguiefio. Em
summa, as graves circumstancias em que nos adia-
mos, era necessario comecar as reformas por algu-
ma parte. O dficit nlo poda soffror demora, eo bi-
gode foi a primeira verba supprimida. A patria acha.
se melhorzinhn, ainda no est de todo salva, mas
prometi. A convalescenga da nacSo he um dos arti-
gos do progrmma do Etiandaric.
Est na a fazenda, mas existo nriginalidadn dos
remedios. Ha tima providencia em mente, que pro-
meti resultados favoravois, o o jornal citado pro-
pOo-so a salvar isto por procos commodos. Elle j
indicou um remedio efllcaz, para que o dficit dosap-
pareca ; o este he, pagar os ordenados a riuus conce-
Iheiros do estado .que fram deinittidos. Medida tilo
ejcaz ainda nao linha occorrido a ningucm ; e com-
tudo, he tilo decisiva come simples ; assemelhando-
se ao problema do ovo, que uinguom poda por di-
reito, o que Colombo pdz om pe, quehrando-o. O
quo, porcm, nlo consta, lio quo Colombo ongolisse
u clara e a gemina do ovo. Este ultimo mclhora-
mento, na resoluco do problema, pertenco ao lf-
tantlartc.
Urna dcscobcrla mais do citado publicista, lio quo
fermentamos agora ultima hora. O estandarte- s d
a nacflo leveda qiiandn Ihe pagaroui os ordenados
que Ihe ti So deveui ; e at ubi fermentaremos. .Por;
certo que nlo he muito ugradavel fermenlar a gen-
te; mas, como lie absolutamente necessario, sejaas-
sim. Ora, como lio s ultima hora, mclhor he de
levar. Quo seria de nos so nos pozessouiosa fermen-
tar desde pela manhaa at mole! Tem esquecido,
poriu, dizer-nos de que nalureza be a fermentacio.
BUpnAmos quo a fermenlaco do Estandarte he ptri-
da ; temos rases para ussim o acreditar.
>o preleudenios esgotar o assumpto, o por isso
dcixamus para outra occasi.lo CaHar mais largamen-
te do muito em que somos originaes. Todaviu, nao
podemos deixar de locar ainda n'um objecto trans-
cendente Por excinplo ; o que silo voluntarios entre
lls .' Voluntarios s;"io bomens obrigados a qualquer
Cousa; o a pro va beque, ha vendo batalhOosquo Iretn
requerido voluntariamente quo no querom sor vo-
luntarios, isso foi reputado um grando crime, o sus-j
tentn o principio e que todo o governo podo obri-
;ar a ser voluntario. A alguns que eram volnta-
los desla forma nos batalhoes, mandaram-se do vo-
mtanos pata u cadeia.
EjU Voncza [ nos lempos em que havia Veneza ] a
cadeia linha este rotulo : Libertas ; hoje poda-
te por as portas do casteUo do S.-Jorge o do Li-
tnociro este leilroiro r Casa de Voluntarios .
Fizemos em adminislracflo urna descoborla que
escapou a Cormenin ; o he quo as primeiras autori-
dades administrativas dcvian ler ajudanles de or-
ilens. Invenamos que os governadores civis eram
mais que os ministros, e no tarda que inventemos
quo sSo superiores a u m re.
Por certo quo nSo pararemos em 13o bom cami-
nho.
Lisboa, 26 denovombro.
I.HI.MM.
(Jornal do Commercio.)
PERNAMB0CO.
Cnmara imtiicpal do Recife.
SESSAO ORDINARIA IE 29 DE DEZEMBR0
DE 1847.
rassioEttciA do SKxuon barros,
, Presentes os Srs. Cintra, Ferreira, Karata e Dr. A-
quino, que pouco depois retirou-se, nbrio-se a
sessio, o foi lida o approvada a acta da antecc-
flcnlo.
A esso tempo compareceu o Sr. Dr. Nery, e oceu-
pou a cadeira presidencial, por ser mais votado que
oSr. Barros.
0 secretario leu um officio do secretario da presi-
dencia, remetiendo de ordem do Exm. presidente
excmplnres de leis.~Mandou-se responder dilooITI-
cio o archivar asleis.
Foi arrematado o contrato das afericOes de pesos
c medidas deste municipio por JoJIo Hilario de Bar-
ros, por a quantla de 10:u00,000 de rs sflb fianca
de Jolo Morcira Maiques, deliberando a cmara
que se solicitosse do Exm. |.residente da provincia o
competente approvaclo, pura se poder lavrar o res-
pectivo termo, e poder assim o arrematante cntiar
no gozo da arrcmalacflo.
Despachar am-se as pelicOcs do Angela Mara Cus-
todia, do Christovao Ouilliermc Brckenfeld, o Ic-
vanlou-sc a sessfio. En, Joto Jos. Ferreira de Aguiar,
secretario, a subcrevi liego Albuqurqut, presi-
dente. Darali.-- Ferreira. AQuino. A. de Par-
res. Cintra Nanocl.Dr. Ncry.
Lista geral dos cidadot residentes no 1. e 2 distrelo
do termo do lleeife, que tecm as qualidnde exigidas
por lei para serem jurados, organisada pela junta
revisara em 10 desondro de 1848.
(Contnuaco.do numero 21.)
Manoel Francisco du Silva.
M.iiioel Nelto tic Souza Bandera.
[tepjtfio Manool Lopes Macel.
Manoel Jos Ciilvo.
Manoel Antonio de Jesus Jnior.
Manoel Jos Martins da Costa.
Manoel Antonio Alves do Brilo.
Coinmendador Miinoel de Souza Tcixcira.
Manoel Paulo Quintelle.
Manoel 'AlvesGuerra Jnior.
Manoel Duarto Bodriguos.
Manoel Antonio de Souza.
Manoel Lonrenco de Mattos.
Dr. Manoel Adriano da Silva Pontos.
Manool Cardozo da l'onseca.
Manoel Thomaz do Barros Campcllo.
Manool Clemente de Almeida Cnlanho.
Manoel Corroa Comes.
Manoel Claudio do Queiroz.
Marcolino Antonio Pereira.
Manool Luiz Cancalves Jnior.
Nicolao Rodrigues ta Cunha.
Nicomedis Mara Freiro.
Onofro Jos da Costa.
Paulino Augusto da Silva Freir.
Pedro Jos Carneiro Montoiro.
alricin Jos do Souza.
Dr. Pedro Dorncllas l'essa.
lr. Pedro Autranda Malta Albuquerqiio.
atrico Jos Borges do Fre tas.
I'orliro da Cimba More i ni Alves.
Tencntc Pedro AITonso F'errcra.
Prxedes da Fonscco Coulinlio.
Dr. Pedro Francisco de Paula Cavalcanti o A.
Theodoro Machado Freiro Poroira da Silva.
Theophlo de Souza Jardim.
Thom Correia de Aranjn
Thomaz do Carvalho Paes de a mirad.-
Thomaz de Carvalho Pereira Brantl.lo.
Thomaz de Aquino de Carvalho.
Dr Vicente Pereira do Reg.
Vicente Ferreira Gomes.
Vcenlo Jeronymo Wanderlny.
Vicente Antonio do Espirito Santo.
Vicente Cardozo Ayros.
Vicente Jos da Costa.
DIARIO DE PaRNAIBUCO.
1 11 1 ......
i-yj,,-,-u sji/Aiaaajj loa '.ijjj.
O Sr. major Antonio Saralva de Araujo acha-se no-
meado tenente-coronel commandante do segundo bata-
lhao da giiarda acier.a! do municipio de Gol.nua.
Sol) prnnola do Sr jult de direlto chefe le polica, a
presidencia nomeou delegados aos Srs. coronel Mam-
ullo de Mello e Albuquerque, e capilao Jos Candido
Ramos ; este para o termo de Agoa-Prela, e aquelle pa-
ra o do Bonito,
Correspondencia cirurgica.
!>r. Pedro do Athaido Lobo Moscoso.
'edro Cavalcanti de Albuquerque.
lapido Rodrigo Theodoro du Frcilas.
tufJno Jos Corroa de Almeida.
tujino Comes da Fonseca.
todolpho Jolo Barata do Almeida.
tomilodc Souza Lisboa.
.1 > mundo da Silva .Maia.
hnflno Jos Ferrrandes de Figueircdo.
Capitlo SebastiHo Lopes Cuimar.les.
.Major Sergio Tertuliano Castcl-Branco.
SebnstiAo Jos Comes.
Capilao Sebastian Antonio do llego Barros.
.Simiiio Correia Cavalcanto Macambira.
Simplicio Jos do Mello.
Keveriano Pinto.
Iir. Simplicio Antonio Mavignior.
SilvcslroJoaquin do Nasciine'nlo.
Silverio Joaquim Martins dos Santos.
Sr rali m Pereira da Silva Monteiro.
Simplicio Bodriguos Campello.
Thomaz de Aquino Fonseca.
Thomaz de Aquino Fonseca Jnior.
Thomaz Antonio da Costa.
Major Thomaz Jos da Silva GusmSo Jnior.
Theotonio Terhulino Couro-d'anta.
Coronel Trajano Cesar Burlamaquo,
Amicus Plato, magis amiea veritas.
Srs. Redactores. Quando, no seu Diario u.* 197,
inserimos a correspondencia cm que davamos cs-
clarecimcntosao communicad.) do Sr. Dr. JoSo Fer-
reira da Silva, acerca da cura do aneurisma ingui-
nal do Sr. Polycarpo, nlo esperavamos nue, tendo
o Sr. Dr. Ferreira sido nclla dcsculpado ras inexac-
tidoes que referir na historia daquclln doonca com
as cxpressOes que se lem no seu communicado,
que, por incommodado dcixra de ser assiduo cm
visitar o Sr. Polvcarpo >; no esperavamos, dizemos,
que nos respondesse, c ainda menos quo o fizes-
se sustentando-as com outras incxaccOes, sophismas
ocontradiccOes que formiguejam na sua correspon-
dencia inserta no mesmo Diario n. 200: e como na
nossa correspondencia prometessemos provar os es-
clarecimentos ditos, com tetemunhos ou documen-
tos, caso por alguem fossemos contestados, frc
he quo cumpramos 11 nossa promessa; mas antes
disso releva fazermos urna deelaraclo, e vem a ser
que, combatendo o Sr. Ferreira as nossas ideias com
a sua propria autoridade, mis as defenderemos com
a autoridade dos outros, para o quo faremos frequen-
tcs citacoes, cat copiaremos periodos inteiros de ou-
tras obras: e nTocabendo nos estreitos limites do
urna correspondencia respondormos a tantos pontos
como quasi tantas pronosic/ics cncerram a sua corres-
pondencia o communicado, limitar-nos-hemos ao
principaes, eomecando pelo communicado, que, para
mais commodidade do leitor, passatnos aqui a trans-
crever. Ei-lo:
COMMUNICADO.
^ No ha medico que, durante a sua carreira,
nao lenlia i-nc mi i ailo rasos de grando inleresso
seicntilico, e a puMicacaodestes he um devor a quo
se mi deve eximir nenhum pratico; porque o co-
nliei-i nii-nt 11 das observacocs soladas serve de esta-
heleccr os verdadoiros fundamentos de diversas pres-
cripcocs desconhecidas, ou quo, por pouco empregt-
das, o no seguidas convenientemente, sao abando-
nadas antes do se dar o trabalho do fazer um exa-
m e aturado. ..-; Tendo observad o nesta cidade un
caso raro, julguci necessario d-lo luz. Desejava
3ne esta piililicacan ibsso feita em um peridico me-
ico; mas, nlooshavondo por ora nesta provincia,
recorro aos nossos jornaes.
3* CURA EXTRAORDINARIA DE l!M GRANDE ANEU-
RISMA POR MEIO DAS APPI.ICACOES DE CELO
A.11 li \Di 1 DO TRATAMENTO UKBILITANTE. ^
Polycarpo Luiz Goncaives Ferreira, lillio do Sr.
Antonio Luiz Goncaives Ferreira, de estatura regular,
romploic.'io forte, idadode 36 anuos, naturalil'Africa,
donde veio para I'ernambuco com 7 anuos, voltou
com 15 o continuou a viajar at os 35, tendo soDrido
durante esto ultimo periodo febres intermitientes e
affeee,0es syphiliticas por diversas vezes; e, sondo pri-
sionciro, foi ohrigado a fazer servicos pesados a quo -
nilo eslava habituado. No anno de ISK; eomecou n
sentir forte palpitado na virilha direita, e em feve-
reiro deste anno sobreveio-lho urna infiltraco, do
joellin para baixo, na peina correspondente, e ao>
mesmo lempo apercebeu um pequeo tumor na di-
la virilha, sobre o quo consultando, disseram-lueque
nada era: mas, augmentando-se a infiltracSo, cap-
parecendo alguma dr na perna, veio consultar-mu
em 8 do abril: nesta oocasifo observei um tumor
moli, 1I0 tamanho do um punho na sua maior eleva-
Clo, aprsenla mo tima forte pulsacilo isochrone ao
corceo, acompanhada de ruido e sopro anormal,
oceupando quasi loda acxtcnso da fossa iliacadirei-
ta, dividido em duas partes pelo ligamento de Fallo-
pe, e achando-se a perna com grande inlltraqo. A*
vista do que diagnostique! um aneurisma inguinal
iliaca, o prescrevi sangras copiosas, gelo sobre o
tumor o dieta muito tenue. No da seguinte houvo
urna conferencia, qual assistiram os Srs. Dr. Sar-
ment, Pinto Guimares e eu; todos concordamos no
que eslava prescripto. Deste da at os principios
de inao praticaram-se 13 copiosas sangras, pozeram-
se32hixas, applicou-so continuadamente gelo sobra
o tumor, ha vondo apenas interrupcOes de horas em


alguna das; conservou-se o doente em repouso com-
pleto, tomando limonadas, e por dieta duas a tres
colhores decado de gallinha, e outro tanto de arroz.
Cls* O fro do gelo produzio dores agudas cm toda a
Ijerna, estas foram augmentando com a coiitinuacSo
do trataniento a ponto de ser necessario convocar
urna outra conferencia nos primeiros dias do mio,
para decidir acerca da opportunidade da operac.no,
nflo obstante o tumor estar do mesmo tamaito e
alguma cousa mais duro, ^f Compareceram os
t>rs. Drs. Gomes, May, Pinto Cuimanles, Arbuck e
cu: ostrespnmeirosSrs. foram de opiniao quo a
ligadura da arteria nSodcvia ser demorada; porm
oSr. Arbuck e eu votamos contra a laqueacio, por
julgarmos que nilo havia espado suficiente para com
seguranga fazer-se a dita operagao, epropuz a gal-
vano-punclura, caso o gelo nao fbsse bastante; o que
sendo communicado ao nosso doente, annuio ao' ul-
timo parecer, e continuou com as applicagoes do ge-
lo. Logo depois, achando-me ncommodado, e nao
podendo ser asiduo as visitas, o Sr. Pinto Guima-
rfles continuou a ver o nosso doente, e receitou-lhe
urna poclo calmante, e oleo com morpbina para fo-
mentar a perna. ^> No moiado de maio, suspend o
gelo edetermineiaempregara galvano-punclura,pa-
ra o que conferencie! com oSr.Pintonodiaat: nesta
occasiao o tumor eslava menos elevado e bastante
duro, porem as dores se tinham augmentado, o que
attnbul a maiorcompressao dos ervos pela grando
resistencia do tumor. OSr. Pinto julgou necossario
anphcar orna cataplasma narcolisada sobre o tumor,
c deitar-lhealgumas sanguisugas ao redor do anus,
o quo se poz em execugao ^3 A 26 do mesmo mez,
visitando o nosso doente, observei, pela primeira
vez, que os batimentos do tumor tinham de todo des-
aparecido, e o stltetoscopio sobre o trajelo da il-
liaca externa e principio da femoral mo dcixou per-
ceber nenhuma pulsadlo; j entilo as dores e a intil-
tracilo tinham diminuido, e continuaram al hoje as
melhofas. No estado presente existe o ncleo do
tumor com a inesma extenso, porm mais baixo,
duro, c milito resistente; c desde a fossa Iliaca at
o apse do triangulo formado pelo msculo costurei-
ro e primeiro adductor, nao se sent o batimento
da arteria, e as pulsacoes da tibial posterior na pas-
, sagem da malela interna sao mais Tracas do que as
da outra pona. f& Nenhuma duvida ha que a cura
do aneurisma foi dovida ao tratamento debilitante e
sobre tudo ao gelo; debaixo da influencia do fri
meguiain a formar-se os coalhos de sangue, aos
quaes vieram depois juntar-se novas carnadas de fe-
Drinacaugmentaram o voiume a ponto de obstruir
a arteria, r} Vcrdade lie que este resultado nao se
tarta oblido, se o nosso doente, com constancia pott-
co natural, n3o livesso supportado o tratamento ror
espago de mez e meio; e, gragas sua resignagflo,
licou livred'um mal, que parecia estar fra do al-
cance d'arte. De proposito estendemos esta obser-
vado, para que so u.lo ponhu em duvida a nalureza
da molestia, vista de seu resultado; o se n3o fos-
sem bastantes estes eselarecimentos, invocariamos
o tcstemunho da maior parte dos pralicos desta cicla-
do, que observaram a molestia no maior desenvol-
vimvitloc depois da cura; o que hoje pode ser exa-
minado. Recite, 26 de jullto de 18-17. Dr. Jofto
Fcrreira da Silva. ( Do Diario de Pemambuco.)
Comecaremos pelo prembulo do communicado
fc&* Sao ha medico que durante a sua carreira nao te-
jiha encontrado casos de gratule interesse scientieo, ea
publicando destes lie um dever a que se, ndo deve eximir
nenhum pratico; porque o conhecimento das observar-Oes
isoladus serve de eslabelecer os verdaderos fundamentos
de dicersas prescripcOes descon/iecdas, ou que, por pou-
co empregadas, e nao seguidas convenientemente, sao
abandonadas antes de se dar ao trabalho de fazer um
exame aturado. <^J
A leitura desta passagem far crer a quem nao li-
vor conhecimento da materia, que a cura de um
aneurisma externo ou cirurgico he um dos factos
mais extraordinarios, de que a sciencia tem feito
acquisicao; que o gelo, sendo um remedio heroico
no tratamento desta molestia, por pouco empregado,
anda nao tem sido bem apreciadas suas propieda-
des medicinaos, e que com esto caso acaba de ser
posto em honra nesta docnca pelo Sr. Ferreira; quan-
do na nossa correspondencia j fizemosver que, alm
dos frequenles casos de cura que ordinariamente se
obtm por meio d'arte, a natureza s tambom os cura
algumas vezes, o que constitue curas espontaneas, c
quo o gelo, exasperando o aneurisma do Sr. Polycar-
po, ora um dos peiores modificadores curativos des-;
ta molestia.
O gelo no tratamento dos aneurismas n3o tem
sido pouco ompregado; o se fosse t3o elficaz como
o Sr. Fcrreira imagina, entao ninguem hoje mor-
rena desta classe de aneurismas, nem se inven-
taran! mais processos operatorios para sen tra-
tamento, como rcccntementcaconteceu com a galva-
no-punctura; porque desde o seCulo passadoque os
cirurgics prctenderam por em parallclocom a liga-
dura o tratamento refrigerante de quo o gelo faz
parte, que elle tem sido constantemente applicado;
( Histoire de la Mcdecine, par Sprengel t. 7, p. 347 ) os
primeiros ensaios que delle so fizeram, tiveram lu-
gar em Portugal; Guerin na Franga, c depois delle
oulros muilos praticospor outras partes o preconi-
saram com actividade; e de tantas e 13o repetidas
tentativas so tem resultado conhecer-se que nesta
luenga elle he pouco eflicaz, o que o faz geralmente
recommendar como accessorio do outros methodos
de tratamento. E para que se nao nos aecuse de
septicismo exagorado, escuiomos o Sr. Vidal (de
Cassis) tratando dos stypticos e refrigerantes nos
aneurismas ehemorrhagias das arterias:
a Conceb-SO, diz este autor, a edicacia destes
meios as itemorrhagias supcriciacs e dos peque-
nos vasos. Masque ctTeito pdenlo produzr mo-
dillca.lores tacscomo estes, applicados na abertura
de urna arteria um pouco volumosa, e sobretudo
u n'um tumoraneurismatico? O gelo podo de al-
guma mancha facilitar a coagulagau do sangue es-
u tagnado n'um tecido ou n'um kysto, muitos ci-
ar rurgiOes o tcem empregado; Guerin deBordeaux
di/ ler com elle obtido bons efTeilos : nos hospitaes
desta cidade, durante 40anuos, nao se tem empre-
gadosenSo este tratamento nos aneurismas. Mas
o Sr. Moulinic, actual cirurgiflo no hospital de San-
to Andr de Bordeaux, tem reduzido a seu justo
valor este meio hemosttico ( V. Gazelle Medcale,
" 1823, So, elle he pouio e eflicaz; omito tempo con-
o tinuado, expoe gangrena ; ajudado da compres-
s3o, tem vantagens que o devem fazer conservar
i na pratica. (Traite de Patliologic Externe, t. 1, p.
318;.
Agora responderemos observagao principia-
da pela epigraphe, que aqu copiamos. 5^ CURA
EXTRAORDINARIA DEIMA GRANDE ANEURISMA POR
MEIO DAS APPLICACOES DE GELO, AJUDADO DO
TRATAMENTO DEBILITANTE^^; mas, antes disto,
passaremos em revista os ditferentes modos, por
que o gelo tem sido empregado no tratamento desla
doenga. O gelo, ao tratamento do aneurisma, be ge-
ramente aconselhado, como auxiliar da compressSo,
ligadura e tratamento de Valsalva. Como auxiliar
de compressao, he necessario, que entre o coragSo e
o aneurisma exista um intervallo, no qual o tronco
da arteria possa ser comprimido, afim de por elle
impedir-sea passagem do sangue o dar lugar ac-
g3o do fro coagular aquelle que seacha estagnado
no sacco aneurismal: deste modo formando-se os
coagules que oblitere a artera, pde-se conseguir
a cura do aneurisma, efTeito este que a compres-
sSo s por si pode produzr; e quando, por este pro-
cesso so n3o obtm semelhante resultado, consegue-
se ao menos embaragar a circulagSo, para que o san-
gue, drigindo-se aos vasos collateraes, os ditale,
circunstancia que favorece o bom xito da ligadura,
quando esta vem a ser praticada. Mas assim
administrado,!! gelo, pelas doresqueoccasiona,obri-
ga umitas vezes os enfermosa preferirem a ligadura,
comoacontcceu em um caso quasi idntico ao nos-
so, de cuja observagao transcrevemos o seguinte tre-
cho: Kinliin, diz Dupuytren, ( Lections Orates, t. 4,
p. 549 ) quando a compressao era exacta, tornava-
se t3o fatigante que apenas podia ser supportada
15 a 20 minutos durante a applicagSo do gelo,
emquanto quo podia ser tolerada mcia hora, quan-
do este nao era empreado. O gelo tornava as d-
res quasi insupportaveis; o enfermo as comparava
ao mesmo tempo aosentimento de queimaaura e
il i lacera gao. *
Vejamos como o gelo na cura do aneurisma pode
coadjuvaro tratamento debilitante ou de Valsalva.
Este tratamento, eminentemente antephlogislico,
he o nico empregado contra todos os aneurismas,
qualquerqueseja sua sede e sua especie; o tem
contra o sacco aneurismatico, e favorecer a rctrac-
cio dos vasos c a coagulaglo do sangno nos aneu-
rismas quando a isto se nao oppOe o estado avan-
gado das alteragoes que a arterite tem produzido
as suas paredes, como o amollecimento, ulcera-
SiiOfic. Entao o gelo applicado sobre o tumor p-
o contribuir produzirestesmesmos cffeitos, quo o
tratamento anmico s pode fazer. Porm deste
modo, alm de ser menos elficaz, algumas vezes ex-
aspera o aneurisma a ponto de produzr dores quasi
insupportaveis, que obrigam os enfermos a renun-
ciar o seu uso.
O gelo, dizoSr. Dr. Bgin, tratando dos metho-
x dos refrigerantes estyplieos, tem sido empregado
contra os aneurismas. Mas comprehonde-se que
empregado s, o no tempo em que a circularlo
conserva-se livre, elle nao pode obrar com ener-
b ga, para determinar o aporto dos tumores san-
guineos, e a coagulagao dos lquidos que el les con-
tem. 0 gelo, alm disso, occasiona algumas ve-
zcs urna dr intensa que se torna em certos suje
tos insupportavel e obriga a renunciar o seu uso.
'< Foi o que aconteceu debaixo das vistas de Hodg-
son sobre um sujeto atacado de um aneurisma
inguinal. Seus effeitos, fra disso, devem ser v-
giados, em rasao da inflammagao ou mesmo da
gangrena que pe provocar as partes sobre as
quaes so applica por muito tempo. Guerin de
Bordeaux comtudo o preconisou com vivacidade,
e Sabatier dissipou em tres mezes um aneurisma
da arteria popltea, por constantes applicag gelo, durante todo este tempo, sobre o tumor. (*.
ii Este era pouco volumoso osem duvida urna cura
mais fcil e prompta teria resultado da ligadura
ii da arteria femoral. Os lquidos adstringentcs
mu fros s3o mais fcilmente supportados, e itto
a apresentam o mesmo perigo que o gelo. Mas
nenhum destes meios devo ser posto cm uso so-
te ii,mi depois que o curso do sangue tem sido enfra-
n quecido ou suspendido no tumor aneurismatico ;
o gelo ou os ostypticos lornam-se entao para a
k compressao auxiliares uteis, que favoreccm seus
effeitos, e podem contribuir a apressar a so-
( lidicagao dos cogulos no tumor. He assim que
se ensopa de lquidos fros a bandage compressiva
j descripta; que os aneurismas teem sido cober-
ft.UM de gelo, ao mesmo tempo que as arterias sao
comprimidas cima dellcs. Excmplos de cura
' sao invocados em apoio destas combinages; mas
os escriptores que os referem n3o levam em conta
t os casos mais numerosos em que ellcsos.teem vis-
to falhar, e cuja considerag3o deveria nspirar-lhes
justa desconfianga. Em cirurgia jamis se deve
decidir-se segundo alguns factos solados; ospre-
ce i i os devem ter bases, a tolalidade dos successos
e revezes observados em consequencia do empre-
go du caja methodo ou processo. ( Diccionaire de
Uedecinc el Chirurgie trauques t. 2, p. 475. )
A' vista do exposto se evidencia que o gelo, no tra-
tamento dos aneurismas, s he d'algiima efflcacia
combinado com outros methodos de tratamentos,
principalmente com a compressao feita entre o tu-
mor e o eoracBo: ora, a compressao n3o foi prati-
cada em rasao do estado doloroso c meteorisado em
que leve sempre o Sr. Polycarpo o baixo ventre, du-
rante o seu tratamento ; logo, o gelo nao foi o agen-
te principal da cura do aneurisma em questao, como
alucina o Sr Dr. Ferreira na epigraphe da obser-
vagao.
Agora vejamos seellecooperou para a cura, como
auxiliar do tratamento de Valsalva, ou debilitante
empregado por ser o nico modo, por que foi ap-
plicado.
Depois da primeira conferencia, em que tiveram
parte os Srs. Drs. Sarment, Ferreira e nos, pratica-
ram-se 13 copiosas sangras, pozeram-se algumas
bichas, u comegaram as applicages de gelo sobre o
tumor ; mas, com o uso delle, o aneurisma e as do-
res se exacerbaran! a tal ponto, quo, no principio de
maio, foi necessario convocar outra conferencia,
para decidir da opportunidade da operagao, como se
v da seguinte passagem do communicado : 5^ O
fri do gelo, diz o Sr. Ferreira, produzio dores agudas
em toda a perna ; estas foram augmentando com a conti-
nuaedo do tratamento, a ponto de ser necessario convoca/
oulra conferencia nos principios de maio, para decidir -
cerca da opportunidade da opuracdo, nSo obstante o lumoi
estardo mesmo tamaito c bastante duro. *$ Tal foi a
conducta que teve o Sr. Ferreira, imitando assim aos
melhores pralicos; entretanto que na sua corres-
pondencia se contradi/ formalmente, afllrmando que
a aceao do l'rio causadores insupportaveis,e que
por isso muitos doentes o abandonam, o todos os au-
tores conrordam em mandar suspend-lo para miti-
gar por momentos os padecimentos do doente, e
ltimamente a reacgSo que appareceu em conse-
quencia da suspensHo do fri. He falso que todos os
pralicos mandem suspender o gelo por momentos
para mitigar as dores, como provado tica com as pas-
sagensdos autores, cima transcriptas; ese assim he,
aual a rasSo por que o Sr. pr. Ferreira n3o proceden
este modo.eao contrario convocou urna nova confe-
rencia para decidir da opportunidade da operacSo ? Se
a reacgSo era devida suspensSo do fri ou gelo, por
que rasilo o Sr. Ferreira nao continuou a applica-lo
afim do evita-la ? NSo foram smente as dores que se
exacerbaram; o tumor aneurismatico tambem seag-
gravou consideralvelmcnte com o seu uso, e foi o que
obrigou o Sr. Ferreira a convocar outra conferencia.
E tanto assim he, que, por esse motivo, fram nessa
occasiflo chamadosdous estimaveis pralicos, cada um
por sua vez, eum delles mandou suspender o geloe
substitul-lo por urna cataplasma emolliente; edias
depois, sendo el les convidados para assistirem se-
gunda conferencia, vola rain ambos pela ligadura,
por acharom o tumor mai deaenvolvido ( V. o docu-
mento n. !.)(**) Como, pois, afllrma o Sr. Ferreira
que o tumor se achava do mesmo tamaito e alguma
cousa mais duro ? Como se podia distinguir esse
maior grao de dureza da que he natural a esses tumo-
res, quando para isso sena necessario fazer alguma
compressSo sobre elle, e nessa occasLIo o Sr. Poly-
carpo apenas consenta o contacto dos dedo*, pelas
excessi vas dores que desenvolva a apalpagao?
N3o so decidindo logo o Sr. Polycarpo pela liga-
dura, continuou a applicar o gelo, apezar da segunda
conferencia haverdeterminado que fosse suspendido;
porm as dores fram-seaugmentando gradualmente;
os Srs. Teixeira e Dornellas convencera-no da neces-
sidade da ligadura, e o Sr. Polycarpo, dando-nos parte
ila resol uefio que havia tomado de subjeitar-se a esta
operagao, convida-nos pela primeira vez para Ih'a
praticarmos; o Sr. Ferroira, tondo noticia da resolu-
gao do doente, vem nossa casa e pode-nos quo,
emhavcndono hospital um cadver, o avisassomos,
afim de ensaiar a dita operagao que linha de prati-
|......j... ipil .11 |ri .-tlfl .> "II, V ."Mi" '.TI"! 1! \J l V. i I U ------------ ~------------- ---------- |" ------
dupla vaiitagem de diminuir o impulso do sangue car-se no Sr. Polycarpo; entao Ihedemos parte quo
(*) Sabatier applicava o gelo precidido do tratamento
debilitante ou de Valsaivas, c combinado com a com-
predsao; logo, o gelo era empregado como auxiliar destrt
mctbodoi de tratamentos. ( Midecini Outratoire, i. 3,
f, J22.)
o doente nos havia convidado para o operamos; mas
que suppunhamos seroDr. May quem a praticasso,
porque urna pessoa da familia do enfermo nos havia
asseverado que esses eram os desejos do Sr. Antonio
Luiz, pai do Sr. Polycarpo.
Em consequencia disso o Sr. Forreira abandona
0 doente ( V o documento n. 2. J, como bem se
infere do seguinte trecho da sua corresponden-
cia : J^ Se houve inexactidao em dzer que o Sr
Polycarpo n3o se quiz subjeitar ligadura, ella
fui ilevida ao Sr. Pinto, que, sendo convidado para
ver o doente por conselho meu, e tendo-o visi-
tado nos ltimos tempos em meus impedimentos,
uno quiz participar-me ossa oceurrencia, mo obstan-
te sereu oassistente ; e tambem ao Sr. Polycarpo,
que depois da segunda conferencia mandou-ine cha-
mar por muitas vezes,para perguntarsesuecumbiria
dasconsequenciasda ligadura ; ao que sempro Ihe
respond que a ligadura era o meio mais seguro de
obtera cura, mas que sua sentenga de vida e morte
so decidira em poucos dias ; e que me parecia que,
nao tendo o tumor augmentado de voiume, e as pal-
pitages npresentando-sc mais Tracas, nao linha des-
esperado de o salvar com aquelle tratamento pros-
cripto. ^J Por mais que o Sr. Ferreira se esforc
para provarque ignorava aresolug3o que o Sr. Poly-
carpo havia tomado de submetter-so oporag3o da li-
gadura, ninguem haver que o acredito, mrmente
confessando o Sr. Fcrreira na sua correspondencia,
por mais de urna vez, que fra o assistente; quando
osSrs. Drs. May o Gomes, que nSo o eram, fram con-
vidados para assistir a operagao. (V. o documento n.
1 ) ( ***) Quom acreditar quo o Sr. Polycarpo nflo
dsse parte ao Sr. Ferreira da resolugilo que havia to-
mado de suhmetter-se ligadura, quando o mandara
chamar, para Ihe pergunlar se suecumbiria das con-
sequencias delta, se ao Sr. Dr. Arbuck, que na opiniao
doSr. Ferreira n3o fra assistente, dera elle parle da
rosolugao que havia tomado do subjeitar-se dita
operagao ? (V. documento n. 3. Por esta carta, se-
gundo nos informaram pessoas fidedignas, houve um
dialogo entre certa pessoa, e o Sr. Dr. Arbuck, de
quem por este motivo tomos a satisfacao de repetir
com Zimmcrmann : > 0 amor da liberdade, a cora-
gem, a penctragao, a grandeza d'alma e a torga espi-
ritual he o quo distingue o verdadeiro Inglez, e nao o
chapeo redondo e os Bolins. )
Se o Sr. Fcrreira era o assistente, como necessi-
tava o Sr. Polycarpo manda-lo chamar por muitas
vezes, para pergunlar se suecumbiria da ligadura ?
Como diz o Senhor Ferreira quo nao Ihe domos
parte que o Sr. Polycarpo linha resolvido subjei-
tar-se a esta operagao, se, quando nos pedio o cadver
para ensaia-la, Ihe dissemos quo o doente nos convi-
dara para ooperarmos?
Se oSr. Ferreira nega este facto por n3o haver ou-
tra pessoa que o presenciasse, appcllamos para a sua
consciencia ; nao poder, porm, negar o motivo por
que Ihe dissemos, que foi por occasiao de nos pedir
o cadver ( V. documento n. 4.) Se a ligadura era
o meio mais seguro do obter a cura, por que ras3o pre-
fera o Sr. Ferreira o menos eflicaz, a galvano-punc-
tura ? E o que quereria dizer o Sr. Ferreira quando
responder ao Sr Polycarpo que a sua sentenga de
vida ou morle so decidira em poucos dias, se se sub-
jetasse ligadura ? Nao quereria com isto assusta-
lo, afim de que se submeltesse galvano-punctura,
que s linha o seu voto, em quantoquea ligadura
con lava seis a favor !' Porventura a gal vano-puno-
tura he sonta de riscos? Pois em um pequeo nu-
moro de casos j mo fizomos ver que um dos enfer-
mos morrra, n'outro sobreveo a gangrena, e n'ou-
tro falhra completamente ? Ignorar acaso o Sr.
Ferreira o preceito que manda oceultarao doentoo
perigo em que se acha, por cujo conhecimento podo o
mal se aggravar a ponto de Ihe causar a morte como
muitas vezes tem acontecido? Como a turma o Sr. Fer-
reira que, n3o lendoo tumor augmentado de voiume,
e as pulsagOesapresentandp-semaisfracas, nao linha
exasperado de salvar o Sr. Polycarpo com aquelle
mesmo tratamento preicriptn ; so no seu communi-
ddo, diz : 3r Nomeiado de maio suspend o gelo, e
determinei empregar a galvano-punclura, para o que
'onferenciei com o Sr. Pinto no dia 21 : nesta occasiao
i tumor achava-se menos elevado t bastante duro, porm
as dores se tinham augmentado, o que attribul maior
ompressSo dos ervos pela resistencia do tumor. O Sr.
Pinto julgou necessario applicar urna cataplasma nar-
cotizada e algumas bichas ao redor do anus, o que se
poz em execuedo. *^f Se o Sr. Ferreira n3o linha
itosesperado de o curar com aquelle mesmV,\rata-
inento proscripto; como no meiadode maio suspen-
den o gelo, e no dia 21 quiz praticara operagao da
galvano-punctura ? E se o tumor se achava menos
elevado, o que ndicava que ia se resolvendo com o
gelo, como as dores se tinham augmentado pela
maior compressao dos ervos, pela grande resisten-
cia do tumor, o que he som duvida alguma um con-
tra-sonso, e nao pola reacgSo ou exasperagao do mai
devida ao gelo que o Sr. Ferreira diz que suspender,
como da primeira vez o obrigou a convocar outra
conferencia para decidir da opportunidade da ope-
ragao ?
I ** ) No mesmo sentido recebemos urna carta do Sr.
Dr. Gomes, que, por extensa e nao querermos alongar
ni o esti correspondencia, ileixa de ser publicada.
( *** ; O Sr. Dr. Gomes, ua sua caria, tamben az a
uietu decdoxacao.
Se no dia 21, quando pretendeu praticar a operagao
da galvano-punctura, para o que nos convidara, e em
seu lugar propozemos queseconttnuassecom o tra-
tamento calmante, que o doente j usava com vanta-
gem desde principios de maio, tempo em que o gelo
foi por nos suspendido, ,e n3o pelo Sr. Ferreira) com
o fim de o preparar para a ligadura, e que se tornasso
o dito tratamento mais enrgico pela addicg3o da ca-
taplasma narctica e sanguisugas no anus; como as-
severa o Sr. Dr. Ferreira, na sua correspondencia, que
com ello instamos para que praticassea galvano-punc-
tura depois da segunda conferencia, c que para rfie-
Ihor formarmos o nosso juizo Ihe pedmos as ga-
zclas medicas de Paris, em que vnham as observa-
goes daquolla oporag3o; quando o Sr. Dr. Ferreira
mesmo foi quem no-las offereceu, e isto depois da
primeira conferencia por termos votado contra
ella ? E nao obeante dizermo-lhe que nao igno-
ravamos esses factos, pois at tinham j sido pu-
blicados no Diario Novo, assim mesmo no-lis man-
dou trazer casa por portadorsou,afim deconseguir
de nos o votarmos pela gnlvano-punclura, na se-
gunda conferencia, em cuja occasiao tanto o Sr.
Ferreira contava pratica-la, qtc com aiiticipagSo ha-
va mandado para a rosidencia do enfermo a pillia
galvnica que existe na casa do concelho de salubri-
dade.
Esta nerepaelfc obriga-nosa refenrmos aqu al-
gumas das particularidades que occorreram no tra-
tamento do Sr. Polycarpo, as quaes de proposito
omittmos e promettmos publicar na nossa corres-
pondencia.
Dous dias antes da primeira conferencia, fmos na
ra avisados pelo Sr. Dr. Fcrreira, que hayiamos de
ser convidados para darmos a nossa opiniao terca
de um caso que Ihe pareca ser de aneurisma ingui-
nal, posto que nao podesse bemdiagnostica-lo, em
ras3o do enfermo solTrer no mesmo lugar urna crysi-
pella edematosa (V. o documento n. 3); e, no dia
immediato, sendo nos com effeito chamados pelo
Sr. Polycarpo, dirig rao-nos sua casa, e depois de
reconhecermos a existencia do aneurisma, o de
emittirmos a nossa opiniao, dissemos-lhe, que nfo
se submeltesse ao tratamento que acabavamos do
propr, sem ouvir mais alguem, porque, se o mal
era d'algiima gravidade, tambom o seu curativo nSo
deixava de o ser. No dia seguinte, sendo nos con-
vidado para aa*i9Urmes a urna conferece::;, ns'n
comparecemos, e os Srs. Drs. Sarment eFerreira;
e fallando este ultimo em primeiro lugar, por ser o
primeiro quo vira o doente, stratou de preconisar
a galvano-punclura, citando em seu apoio asobser-
vagoes publicadas pelo Sr. Petrquin, e concluio
dizendo que pretenda mandar vir de Franca urna
pilha galvnica para esse (im. Entao, cabendo-nos
fallar depois delle, fomos do opiniao que primera-
mente se empregasso o tratamento debilitante e o
gelo que haviamos indicado na vespera, eem ulti-
mo recurso que se pralicasse a operagao da ligadu-
ra, e entre as objeogoes que fizomos galvano-punc-
tura, dissemos "que, sendo o tumor aneurismatico
do Sr. Polycarpo tao agudo como era/a pilha gal-
vnica que vesse de fra, chegaria tarde porque
elle ou estara morto, ou curado : mas que, se a
maioria da conferencia dsse a ella a preferencia,
embravamos a pilha galvnica do concelho de sa-
lubridade, ao quo o Sr. Ferreira nos roplicouqno
essa, por grande, nao servia para o caso, e so
nao chegasse a tempo a que viria de fra, (an-
garia inflo de urna pequea pilha que possuia, a
qual, por estar desarranjada, passaria a mandar con-
certar para este caso. E tal foi o enthusiasmo
que se apoderou do Sr. Dr. Ferreira pela galvano-
punctura, que, entre as objeeges que fezao trata-
mento das sangras e gelo, por nos proposlo, disse
que, a adoptar-se o nosso parecer, seria necessario
que-o enfermo existsse mergulhado n'agoa, que re-
suilassodadissoiugo do gelo, dous a tres mezes ;
lempo necessario para com elle se offectuar a cura :
ao que Ihe replicamos que estavamos persuadidos quo
elle n3o ignorava que o gelo se applicava por meio
d'iiina boxiga, mas que nos fazia essa ohjecgo, por
querer ver trumphar a sua opiniao de se praticar a
galvan<*punctura. Fallando em ultimo lugar, o Sr.
Dr. Sarment tambem propoz o mesmo tratamento,
e, s em extrema necessidado, a operagao da li-
gadura.
Isso ho tao verdade que julgamos desnecessario
provar com oulro documento mais do que-o mosmo
communicado do Sr. Ferreira, onde se v que por
tres vezes trata de querer praticar a operagao da
galvano-punclura ; o que demonstra a pouca con-
fianga que linha no gelo.
Esta explicagao refuta a objeceo que o Sr. Ferrei-
ra nos faz sobre a natureza inflammaloria do aneuris-
ma, perguntando na sua correspondencia se, quando
vimos o doente ao principio : tinha essa especie de
febre, a dr no tumor e no membro era moderada
0 a inliltracao era a consequencia necessaria da
compressflo dos vasos na passagem da virilha. F.
para coi robo ramios quanto deixamos dito, trans-
crevemos o seguinte trecho da carta de um eslima-
vel pratico, que sedignou responder-nos a outra quo
Iheenderegmos, pedindo-lhe o seu parecer a este
rospeito : a Confirmo-me ua opiniioem que esla-
va de que o aneurisma em questao era [se assim se
podo dizor ] nilammatorio, e que o tratamento an-
liphlogislico era o que Ihe convinha, como mu
bem conheceram os Srs. asistentes. ( +***;
Eis-aqu o modo por que instamos com o Sr. Fer-
reira para que pralicasse a galvano-punctura : en-
tretanto que, na sua correspondencia, diz que nflo
repugnramos emproga-la neste mesmo caso, quan-
do o contraro aconteceu ; isto he, no dia 21 de
maio, pretendendo o Sr. Dr. Fcrreira praticar es-
ta operagao que nos .oppozcmos, nesta occasiao
dissemo-lhe que a consideravamos na ordem da
1 i thotricia para com a tallia ; quer dize que nos pa-
reciauma operagao de grande importancia, masque
nao a julgavamos applicavol a todos os casos, sen-
do um delles o aneurisma em questao, em raso das
agulhas tercmdeatravessar o perilonoo, membrana
que deve sor respeitada quanto he possirel, todas
as vezes que teem de se praticar operagoes no baixo-
ventre, em ras3o da gravidade que apnssetaaYa
suas lesoes.
Ora, se o gelo, por duas vezes ompregado, d'am-
bas exasperou o aneurisma doSr. Polycarpo segun-
dse evidencia do mesmo communicado, o que c
fez suspender c substitul-lo pelos antiplilogisticOs e
calmantes com que o mal se curou, cura que o gelo
retardou por augmentar a acceleraglo da circuladlo
o o oslado febril que j soffria o Sr. Polycarpo, p-
pondo-so assim a que o impulso do coragflo se tor-
nasso mais fraco, afim do favorecer estagnacSo do
sangue no tumor, condigos estas que o Sri Fcrrei-
ra diz na sua correspondencia seren indispensaveis
para se conseguir a cura do aneurisma ; como con-
cluo o Sr. Dr Ferreira o seu communicado, dizendo :
^* Nenhuma duvida ha que a cura do aneurisma foi
/
(****) Esta carta he doSr. Teixeira, que tamben vio
o Sr. Polycarpo, a qual, por extensa e ahin de nao alon-
gar. Ulitis esto, correspoutleucia, dca, de ser publicada.


detnda ao tratamento debilitante e sobreludo ao gela :
debaixo da influencia do fri oomtoaram a formarse
os coalkot dt inngue aoi quaei vieran* depoit /uit-
tar-te nova carnada de febrina e augmentaran o vo-
lunte, a ponto de obstruir a arteria?^$ Re a cura
foi nbi jila por meio de cogulos que obstruirn) n
arteria, como oSr. Ferreira, na sua correspondencia,
explioa-a por meio da reacc&o f2^ ou irrilacflo do
sacco anourismalico <^J eausada pel gelo, queso
servio de obliterar a arteria ; o quo etn outros ter-
mos querdizer que a cura frn devida a tima rlen-
te obliterante?! Como o Sr. Forreira tanto se ma-
gooucom dzermosna nossa correspondencia que o
tumor nos parechjjd natureza iiifu>mmatorra;oque,...
sangeo tumor. Mais esta vez se engaa o Sr. Fer-
ert.m^"r ldrt0dosan8ue' MuSfrW lateral,
cortas modiIlcscoVa em scus elementos iSo s3o as
un cascircumstancias que modincom o avalen ar-
terial e produzem os aneurismas. Anda so faz no-
"**"? ocncurso de urna causa cssencialssima ;
e se assim nilo he, qual a rasflo por qe vemos aneu-
hrn aM""S ?rl8,pi,s das "'"m" fraeces de um mem-
..?. St d0 svs'ema "terial rhsistnd ao im-
pulso de- coracflo ? I>|[0tan vio 63 aneurismas no
uno individuo : como explicar esta diathesc
aneiirismalica sem o concurso do urna cansa quo,
amollecendo as paredes dos vasos, (los faca per-
dar a frea de cohesflo, por meio da qual ellas re-
bulla fez, eque dou lugar sua estirada correspon-
dencia? Como ha quem raa ert contradieces seme-
Iharites?
Todo este IraUmento, sendo ao mesmo lempo
empregado, diz o Sr Ferreira, como so pode sepa-
rara parte que leve o tratamento debilitante da do
gelo, como Tei o Sr. Pinie? F. que nilo salisreto con
esta disliiicc3oquiz chamar a si a gloria da cura,
quando cabo a todos, mas quo I lie cedo a minha par-
te, nSo thc pprmittindo, porm, quojurgue ter obtido
do linimento com a morphina, Com que mandou fo-
mentar a nerna para calmar ador, quando en j ha-
via relio pelo methodo endermico, assim como agoa
de louro-cerejo o applicacao de bixs no anus. Ho
inexactsimo que o gelo fosso empregado ao mes-
mo lempo com os medicamentos com quo o mal se
curou, porquoj desde o principios da maio em quo o
gelo ro por nos suspendido e substituido pelos an-
tiphlogislicos e calmantes [ sanguisugas, thridaceo
agn do louro-cerejo, acetato de morphina, digitalis
" externa, cqmo internamente, sendo .leste
o convoncermos, transcrevemos o seguinte periodo
tr7d7saVSri6'"" Skb m0dC' qUU f mM
tanto
ultimo modo administrada pelo Sr. Dr. Arbuck 1 o
lente so esleve em uso desle trtamenlo at lins do
dito mez, lempo em que as palpitacpcs dosapparo
reram inleirsmcnto no tumor; o que era tanto mais
Tacil, neste caso, quanto odoente linda j sido abun-
dantemente sangrado, o pela disposieflo das arterias
osanguo nos aneurismas exteriores algumas vozes
se coagula sement pelos cuidados da natureza.
He inexacto qu o Sr. Refreir houvcsse adminis-
trado a agoa de Ipuro-crcjo, [v. o documento n.* 5 i
" '""t'J.o s rncr-..;a j.c!.i meiiiodo endormico, na'
occasifio c o modo por quo ella foi appcada era
mais prejudicial que til; porque, qnerendo com ol-
la o Sr. Ferreira calmar as dores causadas pelo ge-
lo, jamis conseguira sem suspende-Jo, o que nilo
tendo feito, achava-se assim em um circulo vicioso;
fa2cndo bein com um ir.fio, e mal con a aulra. De-
niais, o caustico que 0 Sr. Ferreira abri na coxa, pa-
ra por osle methodo applcara morphina, alm de
concorrer para *uaieiitar as dores do aneurisma,
exacerbadas pelo gelo, tinha oiiiconvenient docodr
provocara gangrena, tinto mais eminente naquelle
caso, quante o dqetlta so acava submettiilo tripli-
co causa que a produz,a aceflo do gelo, a rlenle e
o aneurisma ; e foi por isso que immediatamento o
lizenios fechar, logo que nos incumbimos da direc-
cilodo tratamento.
Qual de nos pretendeu arrogar a si a gloria da cu-
ra ; nos que na nossa correspondencia inprcgAinos
un.a lingoagem no plural em vez da do singular
quando de nos fallamos, o que so usa quando soquor
communicar com outros seus louvores, o public-
rnosos nomesdos Srs. Drs. Dornellas o Teixoira, fa-
z-indo ver a parte que elles linham tido naquelle
tralameulo; ou,o Sr. Ferreira, que, alm do exprimir-
se sompre no singular quando do si falla, omillio
os nomes daquellcs dous estimaveis praticos, c as
principaesrespostas dos outros collogas s suas ob-
Jecccscontra a ligadura?
Agradecemos a parlo, queoRr. Ferreira nos rede,
da gloria que Ihe cabe naquella cura ; lembrando-
llic que, quando foi esludar medicina, j tinhamos
algum crdito como facultativo, mrmente na es-
pecialiUedo quoexercemos (a medicina operatoria! c
que, voltando a esta cidade, o nao sendo ainda
geralmonto conhecidocomo medico, o que acontece
a lodps que principian), Tomos os primeiros que,
nao s pelos seus conhccimentosprolissiomjes, como
pelas rolaccs d'amizado que entro nos a existia,
sempro Ihe demos a preferencia a praticos enca-
naos no oxercicio da arle, para asslstir As opera-
coesque praticamos nos nossos enfermos, como se
pode ver nos diarios d'esta provincia daquelle tem-
po, em cujas observaoOes, nelles publicadas, seu no-
mo figura como nosso ojudanto em algumas deltas
ira, qunm tem tillo semelhante procedimento com
o Sr Ferreira, n3o Ihe roubava a gloria d'uma cura
nue livesse feito, o ainda mais, por cstarmos sats-
imo com essa tal ou qual repulacao que gozamos
e quenflolom sido adquirida cusa de nenhum
collega.
Pensou o Sr. Ferreira que, negando o facto da
rontusio quo havia recebdo o Sr. Polvcarpo no lu-
gar em. queappareceu o tumor aiiomismatico, nflo
podessemos explicara natureza inllammnloria del-
e; porm enganou-so completamente, purque nn-
"lo o tumor vinha a ser um aneurisma, verdadeiro
u espontaneo, e desto he quo se nflo pode conc-
bor a sua formacao sem o concurso da urterito, He
tao verdade ter o docnte soffrido urna forte contu-
sao na virilba, quanto inverosmil termos proposto
na primeira conferencia o xarope anti-scorhulico, por
nao podernos atinar com a causa d'aquclle aneu-
risma. So o Sr Ferreira livesse dito que antes de
cntrarmos em conferencia, fazendo o diagnostico
daquella molestia, porgunlamos ao doente se havia
sofTrido doencas vonerea, escrofulosa, escorbtica,
etc., leria expendido nina verdade ; mas rifllrmar
que tivessemos proposto em conferencia o xarope
aim-eacorbutico, s por havermos perguntado ao
mermo se solTrra a docnca desto nome, isto he o
que nBo esperavamos do Sr. Ferreira, e permita-
nos que Ihe digamos que nisso he lo inexacto co-
mo em quasi ludo quanto tem allirmado; (V. o docu-
mento o. 6) efe assim foi, qual a rasSo por que
quando. dirigimos o curativo, nao administramos 8
u i lo jarope?
Ainda quando nao tivasse occorrido o fado da a
contuso, nfio nos supponha o Sr. Forreira tilo g- l
norantea, que, para pdennos explicar a npparicaoM
daquelle aneurisma, ri3osoubessemos weorrer a "al-
fumas das causas oommuns malor parte das moles-
tias, eque sao pelos palhologislas classifieailas se-
gundo as seis ordenados inaleriaes liygieuicosconhc-
>;dosilebaixodonome9dop^/ic(i/ij, conlosocs, que-
das, feridas, etc.; gesta ou exercicios; percepta, as
paxdea ; circumfusa, os ares, rio, calor, etc: ; inges-
ta, os alimentos ; excreta, a suppressSo d'alguma ox-
crei;ao habitual, sangunea ou humoral.
^ No tratamento do aneurisma, diz o Sr. Forreira
fneos antiphilogislicos queso costumam empregar,
nflo teem por lim combaler a inflamma;no Imagina-
ria, mas com a sangra quer-se diminuir a massa
dosanguee o calor, tornar o impulso do eorac.lo
ais fraco e o repouso favorecer a estagnaefio do
' Na primeira ordem das causas, diz o Sr. Bu-
u cumpre chsidcrar, como temos cstabelec.lo em
outro lugar, [ tratado das. molestias do coracflo
* fgrossps vasos.1 a uflamniucap chronica des-
les vasos. l'.lTectivamenie.aarteitoclironica dimi-
nuoa frc* decohesilo das pareiles arteriaea, pri
va-as em grande parle do sua contractilidade ;
ora, nos vimos que nao hosenao om rasflo desla
propriedade qje. no estado normal, as arterias
resistem frc4 que, obrando perpendicular pu
obliquametespbre seq eixo, leudo, a cada mo-
vimoqlodos ventrculos, a dilatar sua cavidade.
Esta propriedade, sendo enflaquecida emum pon.
lo da arteria, a dilatacao torna-so, pois, quaai ino-
vilavol. Esta dilal'tj.lo sf gSrl ou parcial, se-
gutido que a arteria, chronicamenle inflammada,
tiver sidoem toda a sua circumferenca, ou om
urna parle somonte desla crcumforoncia, ou bem
assim segundo que a phjcgmasia livor igualmon-
lo alterado todo o contorno do tubo artorial, ou
Ihe tiver enflaquecido mais profundamente um
do seus lados. Sabe-sc que Scarpa assignalou, en-
tro as causas mais favoravois produccao dos
aneurismas, as degenerescencias calcrea, terra-
cea, alheromatosa, ulcerosa, das arterias. Pois
bem .' Nos demonstraremos nos artigos Arterile.
' c Aorlile que estas degenerescencias, ao menos
em rii.i grande numero de casos, sflo a conse-
< quoncia de urna plilegmasia chronica. (fieeio
natre de Medicine et Chirurgle l'ratigitci t. 2 p. 39 K.)
He ainda assim que se explicamas differentos for-
mas dos aneurismas. O Sr. Breschet, cm urna memo
ria I ida na acudoniia dassciencias do Pars cm ibi,
tem estabelecido qualro especies de dilalacpes.
f.* Dilataeo tateilorme. He a de um ponto mais
ou menos extenso da circumferenca do vaso; he
urna especio de dverticulum da arteria, um sacco
formado pelas membranas em estado de expan-
s3o. Eslu forma constilue o aneurisma verdadeiro.
2.* filatacao fusiforme. Este nome indica um en-
grossamento de toda a circumferenca do vaso cm
urna extensao mais ou menos consideravel; depois
cima e abaixo urna diminuicao progressiva, que
a lina I dexa o vaso no seu calibro ordinario.
3." A DllatacaO cylindrode nflo he outra cousa se-
n3o una amjiliacao regular do vaso, que, augmen-
tando de calibre, n3o tem perdido sua forma primiti-
va. Sao as peqnenas arterias ou medias que as mais
das vezes apresentam esta especie de dilataeflo.
4." Di/atacad com alongamenlo. Nesta nSo ha so-
monte augmento de calibre, roas alongamenlo; a
arteria tnrna-se entilo flexu'osa como urna vea va-
ricosa, o quo tem feilo dar esla afTcccAo o nome
de vaziz orterial.
b. O coagulo tendo completamente prenchid o
sacco, osanguo liquido nollc nao penetra mais, po-
rm passa livreraente no vaso que nao tem mais d-
verticulum
c Quando a ulcoracflo das dims membranas mais
internas tem tido lugar em toda a circumforenca
da arteria, o aneurisma he fusiforme. Os cogulos
que se frmam sobre todos os pontos se reunem no
centro o suspendem completamente o curso do san-
gue : ou bem chegada a urna certa distancia do cixo
arterial a estratficacao se suspende; nao ha mais
sacco, existe um canal cujas paredes sao formadas
pelo sangue coagulado ; a carnada, em relacfio com
o sangue que circula se reveste de urna falsa mem-
brana que se contina om cima e em baixo com
a membrana interna d* arteria. He um canal excava-
do n'um coagulo. (**;
d. Um coagulo se destaca do sacco, dirigo-se sua
abertura do communicagBo com a arteria e interco-
. pola a circuladlo.
.0 aneurisma tero tomado um grande desenvol-
Pergunta o Sr. Ferreira se he um mal a dr que
resulta da injoceflo do um liquido irritanto na tni-
ca vaginal por meio de una operacao ea inflamma-
Cflo que d'ella resulta para fazer adherir s duas
folhas da membrana serosa e curar o hydrocelle.
Quein duvdara que urna operacao soja um mal, visto
como, posto que por meio delta muilas vezes con-
siga o enfermo o restabelecimento da sadc, em
outras occasies causa a morle? Alm disso, na
cura do hydrocelle e do aneurisma nao vomos pa-
ridade alguma; porque no tratamento do primeir
hequasi sempre necessario introduzir-so um corpo
estranhona tnica vaginal, emquanto que o segundo
pde-se curar sem se penetrar no sacco aneurismal ;
uesto a cura so effeclua quasi sempre pela oblitera-
i;ao da arteria, naquelle nao se torna necessaria a
adherencia, das folhas da mcmbrana,segundosusten-
tan) Ward, Ramsdn, o outros : o que confirma a
seguinle observacao doSr. lir. Velpeaux :
O enfermo de que trato, tinha de idado 50 e tan-
tos anuos. Seu hydrocelle tinha o volumode 2pu-
nhos. Eu o operi pela injeccao vinosa. 0 escroto
tinha quasi tornado a seu volume natural quando
um ataque de apoplexia roubou vida ao enfermo,
26 dias depois da operacao. Curioso de ver nelle o
estado do trabalho pathologico, desseelei com cui-
dado as partes, e mui admirado flquei deachar a t-
nica elytroido inteira com seu pulido natural,con-
tendo na parte inferior urna massa ligeiramentc es-
verdinhada e filaminlosa, que nao tinha adherencia
alguma com o interior da membrana serosa ( Medi-
cine operatoire t. 2, p. 123, primeir.)
Julgamos absurda a theoria do Sr. Ferreira, quan-
do diz na sua correspondencia que nao se conseguo
curar os aneurismas a senflo por meio da obliteradlo
dos vasos dilatados ; pois, so assim fsse, jamis se
curara aneurismaalgum do coracaoda aorta tnora-
cica, porque a morte seguira um semelhanlo resul-
tado, pelo obstculo que opporia ao curso do sangue.
E para confirmar esla nossa assereflo diremos
com o Sr. Vidal ( do Cassis ), que, alm da termi-
nacflo funesta que tem lugar por muio de hemor-
ragia, os aneurismas pdem ter oulras terminar des,
o sao assoguintes :
a. Os cogulos fibrinosos, depois de preencherom
o sacco, approximam-se du arteria ; o sangue que
ai nda passa nesta deixa sempre urna carnada que se
endurece; emfim o coagulo entra na arteria e produz
suHObloracHo. 0 sacco se re relie; resta o ncleo
ue se endurece, e acaba por desapparecer com o
mpo. (*)
vimonto, o tumor comprime mesmo a arteria, cima
da erosflo, e o sangue he suspendido,
/. Emfim a gangrena em consequencia do aneu-
risma nSo hesempre desfavoravel : cima e abaixo
do tumor urna rlente obliterante tom logare a mor-
ticafflo reduz o tumor a urna especie de massa li-
quida que he eliminada, mas nao sem perigo nara o
enformo.
Diz o Sr. Forroirn n sua correspondencia como
beque, n3oscndooSrPintooassistenteon3o assis-
tindo aodoenlo sen3o as conferencias e no tmela
moleslia,chama a si suadireccao edeserevo a su'a his-
toria sem ter assistido desde o principio ? sendo cu
quom dirigi o curativo. He falso que s assistisse-
raos ao tratamento do Sr. Polycarpo no fim da mo-
lestia e as conferencias, porque alm de visitar-mo-
lo um dia antes da primeira conferencia e algumas
vezes mais no intervallo da primeira segunda
conferencia, depois dosta que leve lugar em prin-
cipio de maio at lins do junho Tomos assiduos em
visitadlo; porque, tendo cessado as palpilagcs no
tumor em lins de maio, continuaran) anda por algum
lempo as dores, a inliltracflp, peso na extremidade
inronor do lado correspondente ao lumor, que recla-
ma va m soeonrros d'arte; vindo, por consequencia,
nos a assistirmoseoSr. Polycarpo muSto mais tompo
do quo o Sr. Ferreira: e como nos conteste esta verda-
de testemunhada por UnUs possoas, desaliamo-loquc
publique as suas receiUs passadas ao docnte, edentre
ollas, urna s que fsse repetida tantas vezes como as
nossas. V. documento n. 5.1 Demais, nos mo (toemos
a historia da molestia do Sr. Polycarpo, apenas na
nossa correspondencia domos alguns esclarccimen-
tos ao sou communicado; mas, se formos a isso com-
pellidos, continuaremos as a faz-la coma mesma
imparcialidade, com que principiamos, comprovan
do todos os fados com documentos quando julgar-
mos necessario ;e para isso basta termos assislido a
todas as conferencias que se fizeram, as ques se d
conta do todo o occorrido na doenca, no intervallo
dellas.
QuanloaoSr. Dr. Ferreirachamar-scassslentc.dir-
Ihe-hemos que este epitheto s pode pertencer aquel-
lo quo visita regularmente o enfermoe dirige olala-
menlo at o momento em que a molestia ou o doente
termina. So s porque Sr. Ferreira visitou o doen-
te um dia antes de nos, quer ser o assstonte exclu-
sivo, entao pcrmitla-nosque Ihe digamos que esse
titulo merece o Sr. Dr. Arbuck; porque, alm de re-
ceitar o doenle alguns dias antes que oSr. Dr. Fer-
reira e mesmo depois, vsitou-o algumas vozes du-
ranto a molestia, e at na convalecen^. Portanto
eremos ter provado exuberantemente: 1., que o
gelo nao foi o agento principal da cura do aneuris-
ma do Sr. Piycarpo e nem mesmo auxiliou-a ; 2 o,
que o gelo irrtou o aneurisma a ponto de augmen-
ta-lo, o que obrigou a suspende-lo, e a preparar
o enfermo para a operacao da ligadura ; 3., que o
Sr Polycarpo esteve disposto a subjeitar-se a esla
operaco; 4., que o tumor aneurismatico se curou
como tratamento antiphlogistico c clmente que se
empregou para o preparar para a operacao, bem
como se cura algumas vezes os auneurismaa inter-
nos e externos so com o IraUmento de Valsalva; j.,
que o aneurisma do Sr. Polycarpo fra 13o agudo, que
era impossiveldesconhecer-sesua natureza inflamma-
toria, o que mais confirma esU verdade proclamada
pelo Ilustre autor das phegmazias chronicas, que
n3o ha aneurisma sem iullammacao.
Resta respondernos ao seu achules ou conlradic-
c3o maiiifestacmque cahmos, comooSr. Ferreira na
sua correspondencia assevera nos seguidles termos :
no estado de nevo ou gelo Oscffeitos produ-
/idos pelo fri teem servido deleito a discussfies
quasi informinaves, e sobro as quaess um pro-
fundo cstudo das les do organismo vivo tom po-'
dido espalhar alguma luz. Segundo o estado de
vigor ou de deb Hilado dos sujeitos sobre os quacs
elle obra, segundo sua intensidade, a extensao e
du relo do sua arrio, o fro lie um Inico til,
< ou um irriUnto mui enrgico, ou um debilitante
profundo. 0 poder de sua impressao pode ser le-.
vado at causar a morte, suspendendo o movimen-
to de todos os orgos e o curso de todos os liqui-
dos. Ms he smente como agente therapoutic de-
bilitante queaqui conven considerado. Traite
de Therapeuliqve, i. 1., p. 158.
Domis, o termo otphlogistieo he composto
de duas palavras gregas que significan) remedio
contra nflammacao; [ V, DiccHmaire des Termes de Me-
decine, par Nysten, premicreed.] logo, todos os modi-
ficadores curativos quo so empregam contra essa
grande classo de molestia sao comprchendidos nes-
ta denominarlo. Tornemos esta definilo mais
clara com um exemplo. Quando tratamos orna
inflammac3o dos olhos, et rerbi gratis, urna oftal-
ma, e que ella resisto aos antipnlogisticos di-
rectos ou debilitantes [sangras, sanguisugascoHy-
riosemollientos, &c.j applicamos ao mesmo tempo
na nuca os irritantes revulsivos, tamben) chamados
anliphlogstcos indirectos, como custicos, sede-
nho, fonticulos, &c.; e so estes n3o s3o sumeien-
tes para debelar o mal, emprogam-se os estimulan-
tos mesmo sobro o olho indammado, como os col-
lyrios de zinco, de nitrato de prata, &c: ora, quando
esta doenga so trata com modificadores de natureza
earc1o tao dH'erentes.nflo he urna nflammacao quo
se conbale, eaos mcios que se empregam para ope-
rara cura n3o seda o nome de anliphlogsticos '
Escutemns a este respeito o Sr. Dr. Goupil : [ Doc-
trine P/tysiologique p, 191 1 Os meios que se oppen)
s irritacos differcm muito por sua natureza
e seu modo d'arcflo. Elles dividem-se em tros
ordens que consltuem outros tantos methodos anti-
phlogistlCOS : 1., OS ile bi litantes ; fl., os i ni tantos re-
vulsivos ; 3,, os estimulantes applicados sobre a sede
mesma da IrviUcflo. Onde existe, pois, ssa cUa-
dic^ao manifesta cm que cahmos, por considerarmos
o gplo como antiphlogisiico, e termos dito que elle
irritara o aneurismo do Sr. Polycarpo ? Risum te-
n calis amici?
He inexacto quo Broussais aconsclhasso o gelo
nos aneurismas deque se trata; porque, dizendo
ello que estos pertencem ao dominio da cirurgia,
que o fro he una causa mui poderosa da arterite,
e que nflo existe aneurisma sem intlammacSo, [Cows
de Patkotogie el Therapeuliqtie Gencrales,l 3., p. 163,
188, 266, ] jamis o empregaria nesU classe de
aneurismas, mrmente havendo oulros modifica- '
dores curativos mais cllicazes, a que elle parece dar
a preferencia, quando, tratando das arterites ou
ntlammacOes oxlensas do syslema arterial exte-
rior, diz : Se semanifeslassem alguns tumores que
reclamnssem um tratamento cirurgico, seria ne-
cessario resolver o doente a submetter-se-lhes .
Broussais apenas aconselha o gelo nos aneurismas
internos, particularmente nos da crossa da aorta;
quando o lumor apparecc atravs da cavidade do
p'.'ilo, porque estes s3o quasi sempro moraos, o
o emprega om desespero de causa, assim como so
applica o gelo na eongolacflo, molestia causada pe-
lo fri ; nestas circunstancias em que he necessa-
rio ludo arriscar para salvar tudo, o sflo pcrmilli-
dos os meios mais empricos, fundado no preceilo :
Melius remedium anceps i/uam nultum.
Mas olio s o aconselha depois do tratamento de
Valsalva, ou debilitante, quando j sesuppOe estar ex-
11 neta a arterite, e em seu lugar s existir subinflam-
macao ou cngorgitamenlo das paredes do kisto,
afim de favorecer a retracefa) do tumor, e nflo para
coagular o sangue o obliterar as cavidades do co-
rarlo o das arterias do peito;o que, apezar disso,
algumas vezes acontece, e em vez da cura, se obtm
a morte do enfermo. E, ainda assim, rarissimns sflo
os casos em quo elle aproveita, mesmo nos aneu-
rismas externos, porque a acc^o do gelo, produ-
zindo a repercussao da transpiracao, determina con-
gestes que pdem ser seguidas de nova arterite
ou canillo, converlcndo o engorgitament subin-
llaiumatorio do kislo em inllainmaeflo, ou exaspe-
rando a que existe oppondo-so assim sua cura ;
o he por isso que quasi todos os praticos dflo a
Temi (nos) dito que concordava eip se em-
pregar primeiramente o tratamento antiphlogis-
tico ( sangras, sanguisugas, gelo, &c,) P mo
quiz depois considerar o gelo como antiphlogisiico
ndo obstante froussais, que com quanto livesse o cerebro
bstanle irritado para ver intlammacOes por toda a par-
te, e que o Sr- Pinto cilou ein seu apoio, nSo drixas-
sc de aeonselhar o gelo; mas nesta parle o Sr Pinto apar-
tou-se da donlrina do citado autor, e qui: que o gelo
fosse anti-phlogistico e excitante ao mesmo tempo. ^r%
Permita nos o Sr. Forreira de Ihe retorquirmos nos
mesmos termos, dizendo que o seu argumento he
um sophysma c que nflo esperavamos do Sr Forrei-
ra esta phrascologia : limado duas; ouoSr. Fer-
reira, quando escreveu aquella correspondencia,
nao so lembrou que havia do ser lida por mdi-
cos, e o publico sentato, ou ignora o que nflo acre-
ditamos ) o valor do lermoanlip/tlogiticoe outros
aue empregou; e que sao, por assim dizer, o a, b, c,
a medicina.
O gelo, nos tratados de therapeutica, tem sido
classficado, entre os anliphlogsticos directos ou
debilitantes; ese muilas vezes elle se torna irritan-
te, be porque, cm virtudo das leis que regem o
organismo "vivo, nflo exstem modificadores abso-
lutamente estimulantes ou debilitantes ; os quo
augmentan) a excitacao if nina parte, diminuem-na
n'outra, e reciprocamente. Assim, o fro descora a
pello, diminue a sua acolo, o produz ao mesmo
tempo a pleuresa ou peneumonia; os alcohlicos
em excosso nflammam o estomago e lancam os
msculos cm debilidade, &c. O fro, diz o Sr. Dr.
Bgin, quasi sempre he empregado em therapeu-
preferencia aos processos operatorios no tralameu-
lo dos aneurismas externos. E para comprovar
esta assrrrlo, copiaremos o seguinte trecho d'uma
das obras do clebre cirurgiflo francez o Sr. Vel-
peaux, que tambem foi mostr do Sr. Ferreira i
a Nflo obstante, os dousoxemplos de cura pelas
refrigerantes, moxas, e debilitantes, que fez co-
nhecer o Sr. Larroy, eoque depois delle citou o
Sr. Reynaud, a ligadura deve ser actualmente pre-
ferida, nos enfermos que consentirem praticar-se-
Ihes contra todas os aneurismas inguinaes e ilia-
cos, quo permittem sua applicacao [ Medecine
Operatoire, 2." ediet, t 2., p. 153. ]
He falso que Broussais s visse inflammacfies por
toda a parle, pois sua doutrina medica, alm de ser
bascada as duas proposices fundamentaos do
systema de rown, molestias asthenicasou debilida-
des, e slhenicas ou por ii ritaclo, esta ainda he por
elle considerada nos dfferentes syslemas nervoso,
sanguneo o lymphalco, cuja modo de a encarar rom
bem so presta explicado de quasi todos os pheno-
menos mrbidos. A descoherta du irritado data do
momento em que foi escripto pelo pai da medi-
cina este admiravel aphorismo : ubi stimulus, ibi
af/luxus. Nilo nos compete defender esta theoria
medica : para as obras do seu Ilustre autor e as de
i seus numerosos discpulos envo o Icitor que nflo
tiver conhecimento aella, as quacs achara a re-
futacilo das ohjecccs que se Ihe teem feito, o que
apezar disso tem triumphado por toda a parte
como mui bem disse o sabio deflo da facuJ-
dade de medicina (fe Paris no discurso reciU-
do sobre o tmulo do Broussais : Tu foste do pe-
queno numero d'aquelles, diz o Sr. Orilla, quo
em sua vida tiveram a felicdade de ver trium-
H phar ideias pelas quaes haviam muito tempo
combalido Broussais foi, pois, reformador da me-
'(*) Esta foi a termina;ao que teve o aneurisma do Sr.
Polycarpo, como (lisiemos na nossa correspondencia.
Jao obstante o respeito que nos merece a opinio I da de do baixo-venlrc, e o ponen desenvolviineno qn o
o Sr. Dr. Sariiiciitu na sua carta exarada, de que | tumor aluda apresentava. Se por cura espontanea aitxi-
cura do aneurisma do Sr. Polycarpo fra urna cura liada pelos (raimientos que se fizeram quer o Sr. Dr.
(9______*.-_ J!_a_ _> aY_ !. riiv4 miih n'i sai iiiinr nli
t.ca pelo intermediario dagoa.de quo se abate a d y e h unM que se g|o.
temperatura abaixo d atmosphera, ou que se acha rja rfo Jer> pQr assjm dz2r> nasci,|0 do pensamento de
' um s hornero, o divino Hippocrats, bem epmo M-
espontanea, devida coinpressao da arcada cruiai sobre
o tiiuinrauriirism.itico, auxiliada pelos (calamentos que
le fizeram, nao podemos deixar de Ihe fa/.er aqu a ob-
servacao seguinte : Para que cura fsse devida coin-
pressao da arcada crural (obre o tumor aneurismad-
ooera necessewario que ella livesse (ido lugar aecima
da abertura de coiuinunlcacao do sacco anrurismntico
com a arteria : ora, esta abertura dea va 2 pollegadas
pouco mais ou menos cima da arcada crural; logo,
destf modo julgamos nao ter sido operada acurado anru-
rlsma, mrmentee a Uso Juntarmo a amplidflo da cavl-
SarmeiKo diser que nao ha cura que nao teja operada
pela natureza, da qual os facultativos nao sao teno mi-
nistros que Ihe adminisiram os soccorros d'r(e, entao
pcruiiua-nosque Ihe digamos (pie estas he que lao as cu-
ras que rhjprosaiiieiitr fallando, se detignaiu feitas pela
arte para se dislinguirciu d'aquellai que a natureza sem
o soccorro del la as faz, e sao as que se e ha mam curas ex-
pnnlaneas propriainenle ditas.
(*') O primeir exemplo delta termlnaco eremos ter
sido observado pelo clebre ccrurgio inglcz Asttey-
Coop'r.
ne'rva sahio armada da caberla de Jpiter. Nflo sabe-
mos por que rasflo cortos espiritos nflo quereni admt-
tirquea irritagabseja, para os corpos vivos, um axio-
ma anlogo aos que em physica e cbymtca.ci-
primem os phenomenos da attracc,ao c d atllnidade.
Su a irntaoflo nao he um meio de tudo explicar,
he um guia, que, como o fio d'Ariadne, serva
de conduzir-nos no labyrinlho da pathologia.
Quanto injuria quo o Sr. Ferreira irroga a
cinzas de seu mestre, o inmortal Broussais, di-
zendo que elle tinha o cerebro bastante irritado,
o publico ihe tomar essas contas ; ea nos s cabo
MUTILADO


dizermos que um homem que tivesse o cerebro
no oslado em que diz o Sr. Ferreira que Broussais
o Uvera, nfio loria na sua patria, como ella, occu-
lp>a coiicelhn desainle dosexercitos, meinhro do insti-
tuto de Franca, professor da facilidad? de medi-
cina de Paria, commendador da legilo d'honra, ckc. j
neni tilo ponco pelos relevantes servicos prestados a
tollina ii<]fiili' e sciencia, o mundo medico da Franca
ce apiossaria em conatruir-lhc um soberbo monumen-
to, que tum de leparnos vindourosa memoria de seu
nome; e para con Tusan de seus detractores terminarei
esta correspondencia eom a conclusfio do discurso
ronunciadn pelo professor Itera ni, na sessflo pu-
l ea da faculdade de medicina de Pars, a 4 de no-
vembro de 1839. Ei-I : Senhores, o esquecimenVo
'i'lianta-seas'geracoesquese extinguen!; mas o
reconhecimentodos povos se apraz em consagrar,
por monumentos duraveis, a memoria dos genios
que teem honrado a humanidade. Quando breve-
mente se eleva aquello que devo transmittir
posleridade o nome de Broussais, as palavras qu
Milln dirigi ao immorlal autor A'othello se re-
cordam no mcu pensamento e com elle digo :
Que necessidade ha, meu mestre para leus res-
tos venerados, de pedras amonluadas pelo traba-
Iho de um seculo, e que teu corpo repouse de-
baixo de urna pirmide estrellada ? Filho queri-
do do rume, grande herdeiro da gloria, que, te
importa um tSo fraeo testemunho de teu nome!
tu que te tens construido para nossa assombrosa
adiniiac.no um monumento do longa duraefio,e
estis sepultado com tnl pompa, que os reis in-
vejariam um igual tmulo 1 L' Escutape, Jour-
nul des Specialits Uidico-chirvrgicales, N.*22 et 23,17
et 2 nwcmbro 1839.
Rogamos-1 hes, Srs. Uedactores, a insrrsilo des-
ta alinhavada correspondencia, com que omito obri-
garilo ao seu constante leitor
Jos Francisco Pinto Guimares.
DOCUMENTO N. 1.
Ilha. Sr. Jos Francisco Pinto GuimarOes. Ros-
pondendo a sua carta, tenho a dizer-lhe a tal respei-
to, que fui chamado para visitar o Sr. Polycarpo em
-iiuii i,.-.iv>..... '-;:-.::':: g n*!ici c dito Sr. sobre un
sopia, soifrendo dores agudissimas na parle supe-
rior da pema; e examinando aquella parte, como era
de mcu dever, conheci que o paciente se achava com
um aneurisma da arteria iliaca externa, tendo um
tumor nflo milito volurhoso, porm com fortes pul-
saches, um calor extra-natural, pul90 mili frequen-
te, o a pema bastante indiada Como fui chamado
para dizerminba opiniiloa respeito da doenca, nfio
duvidci um momento em a declarar como um ver-
motempo informado que urna junta se linha preci-
samente feito na qu! se decidi o uso do galo por
algum lempo, do cuja applicaQHo o doente solTrou
intensas drcs.contiiiuando a mesma nchacflo, viudo
alinal a suspender-so o seu uso pela indicaijao do
Sr. Dr. Gomes, e substituind por cataplasma de li-
iihaen. Nesta occasiao cu nilo quiz de modo algum
dar minha opiniflo ou prescrever o uso de qualquer
medicamento na ausencia do facultativo assislente,
So deixando comtudu de julgar acertado que al-
gum tratainento poderia elfectuar-se antes da opc-
raqao. Km dous de maio eu fui novamente chamado
para assistir a urna junta, composta dos Srs. l)rs Go-
mes, Ferreira, Arbuck, e Pinto; e, tendo outra vez
examinado o tumor, achei que tinha considoravel-
menle augmentado em volumo, o que todos os ou-
tros symptomas se tinham exasperado : pulso mais
frequente e com fortes pulsarles, lingoa sabunosa, e
o doenle n'um perfeito estado d'inquietacaoe ancie-
dade. Tendo eu sido informado nesta reuniio, queja
so tinha feito uso de sangras, bichas, dicta, gelo,
etc.etc, dei entilo como minhaopinifio o laquear-se
iliaca externa. Ouvidas tendo apparecido para isto se
etfectuar, em i asilo de grande volume que apreson-
tava o tumor; lambem lembrei o podr-se neste caso
ligar a arteria iliaca commum,; so fosso necessario )
sendo da minha opiniSo os Srs. Gomes, e Pinto, e
da opiniilo contraria os Srs. Ferreira, e Arbuck, di-
zendo que operacito nenhuma deveria ser feita,
lembrando o Sr. Dr. Ferreira o recurso da galvano-
punctura. Passantlo algum lempo, eu encontrei na
ra Nova o Sr. Antonio I.UZ Goncalves Ferreira, o
qual me asseverou que seu filho tinha-se resolvido
deixar fazer a laqueacao da arteria, para cujo fim
desejava que eu mesmo fosso presente, com os Srs.
Gomes e Pinto. Nada mais liouve a respeito deste
doente al o fim de junho, quando eu e o Sr. Dr. Go-
mes o visitamos, adiando ainda um tumor sem pul-
sacjlo, e o doente aecusando urna dormencia em toda
a peina; mas livre dn doenca para a qual eu tinha in-
dicado a operac/io. Espero que V. S. seja indulgente,
perdoando-me alguma omisso ; porque, nilo estan-
do eu bemaofuclo de tuda a marcha e particularida-
des da duenda, escrevi isto nicamente pelo que te-
nho mais presente na memoria, sentindo muito
o ter-lhe roubado seu lempo tilo precioso e neces-
sario para o exercicio de sua vida laboriosa c
seientilica Pois Son de V S. com toda a estima ami-
go e criado. G. May. 28 de setembro de 18*7.
DOCUMENTO N. 2.
Jllm. Sr. Jos Francisco Pinto Gvimaries. AlTe-
oado, como sou, a V. S., e nilo menos ao Sr. Dr. Joflo
erreira da Silva, sinto por extremo o terem tido oc-
cnsiSo de combalerem-se, eo virem por conseguin-
te a relaxar-se os lagos de amizade que os ligayam.
Quarflo ao que me pede que declare, sou a dizer-
lhe que, achando-me em casa de V. S., creio que em
urna das noites do inez de maio, ahi appareceram os
Srs. Antonio Luiz Goncalves Ferreira e Luiz .\nin-
nio Goncalves Ferreira, e com instancia pediram a V.
S. fosse ver seu irmSo Polycarpo que se achava ator-
mentado de agudissimas dores ; e perguntando-lhcs
V. S. pelo Dr. Ferreira, responder ni com descon-
tentamento que dias havia nao apparecia, nao obs-
tante Ihe terem dirigido algumas cartas, pelo que
julgavam, tinha abandonado o doente. EntAo V.
S. pronietieu-lhes ir v-io no dia seguinte, e lem-
bre-me que nesta mesma noite disse ( nao posso af-
lirmar se em presenca dos mesmos Srs. Goncalves
Ferreira, ou sea mims depos que el les se retiraran,)
que n3o totnava conta do doente comoelles deseja-
vm, para ae nflo indispr com o Dr. Ferreira, pois
prefera a amizade de um collega a de um doente, e
accrescentou que os mdicos, segundo as sagradas
letlrat, mordent nter se dente canina.
SaQde c fulicidade lhe deseja quem he De V. S.
silencioso venerador e criado Filippe Nery Colago.
C, 24 de setembro de 1847.
erysipela edematosa, einfartacto das glndulas in-
guinaes : tnmbem fui pedido a assisti-lo, quando o
Sr. Dr. Ferreira, 1.* medico asistente, cahio doenle;
e declaro que, antes de tomar remedios calmantes, o
Sr. Polycarpo me dsse que nflo poda mais supportar
as drese que elleestava disposto a subjeitar-so
operacao da ligadura. Entre as minhas rases, por
ter votado contra a operacBo, fram que os limittes
do tumor pela parte superior ( para mim ) nflo fram
bem marcados, e o estado do systema arterioso in-
dicado pelo stethoscopio. He verdade que V. 8., na
conferencia, propoz a ligadura da| iliaca commum,
caso n3o bouvesse espaco para ligar-se a iliaca ex-
terna, operacao bastante difllcultosa em um doenle
tilo corpolento.
Votei contra a operacao das agulhas, como urna
operacao em pregad smente em aneurismas das
arterias pequeas. Estimare'! que esta discussao so-
bre a honra da cura deste tumor aneurisma! seja mais
proveitosa sciencia medica, e mais pela honra dos
facultativos interessados, do que semeHiante discus-
sflo inteiramente he. Felizmente as opinios acorca
do tumor em queslAo, por ora, n3o pdem ser verifi-
cadas, e por consequeucia, como ellas nBo teem mais
valor do que simples conjecturas, pego desculpa por
nao responder quarta questao. Sou de V. S.
atiento venerador e criado R. Arbuckh. 5 de
Outubrodet847.
DOCUMENTO N- 4.
Jllm. Sr. Jos Francisco Pinto Guimtres. Res-
pondendo a caria que V. S. me fez o favor de ende-
rezar, cumpre-me dizeraV. S., que, indo eu casa
do Sr. Polycarpo Luiz Goncalves Ferreira, quando j
se achava quasi de todo restabelecido, em conversa-
q3o communicou-mo que as juntas que naquelle
lempo se fizeram haviam resolvido que se fizesse a
operacao da ligadura, e caso ella se tivesse realisado,
deveria operar V. S em quem elle reconhecia muita
capacidade e habilidade; ao que respond, dizendo-
Ihe que muito me admirava, posto que fosso o pri-
meiro a reconhecer essas qualddesem V. S., quo,
sendo o Sr. Dr. Ferreira o medico assislente, deixas-
se de fazer dita operacAo, quando o mesmo tanto es-
lava persuadido que a elle lhe competa, quo me ha-
va dito que tinha pedido a V. S. que lhe concedesse
algum cadver, quando porventura bouvesseno hos-
pital de caridade, alim do a praticar; por isso que
esperava fazer a referida operado no dito Sr. Poly-
carpo, caso lomasse esta resoluto.
He o que me lembro que so passou a este respei-
to, e poder V. S. fazer desta o que mulhor lhe pa-
recer. De V. S. muito amigo, venerador e criado -
tiilgencio Infante de Albuquerquee Mello.
ca Crrela da Silva, carga varios genero.
Bahia hiato brasltetro F?or-*>-R<7#, capltao Aatonio
Dua'rto Rodrigues, carga varlo gneros.
Triste pela Parahlba ; polaca sarda Chantal, capltao Y.
Dressoleie, em lastro.
NOTICIA MARTIMA.
Desde H at 21 dedezembro de 1847, ebegaram
em Inglaterra, dos portos do Brasil, os seguiutes na-
vios :
POSTO
D PARTIDA.
Parahlba
Para
Peroambuco

Macelo
rOHTOS
Dk CIIIGIDA.
Liverpool
tHTll WOSIE 00 NVIO,
14
16
16
!S
r>/iHdo.
Winitor.
mbbe'rt.
Thamu-BaUrrtUy.
Durante o mesmo lapso de te mpo, os s;6inte n"
vios sahiram dos portos inglezes para os do Brasil.
PORTOS
DA PARTIDA.
Liverpool
Faliuoutli
Douvers
Porlsmoiith
Gravesend
Cowrs
Liverpool
Graveiend
DESTINO.
no dia 3 de fevoreiro prximo futuro, o ""*-
nerta: recebe alguma carga miuda a frote e escra-
vos:os pretendentes dirijam-se ao consignatario
Francisco Al*es da Cuulia na ra do Vigario, n. 11.
Segu viagem para o ltio-(.rande-do-Sul, no i.
de fovereiro prximo futuro, a escuna nacional Ma-_
ria-Firmina: quem quizor ir de passagem ou em-
barcar alguna escravos, entenda-se com Jos Anto-
nio Baslo, na ra da CadeiadoRecife.il.-34. ^
-Para a Behia pretendo seguir viagom a sumaca
Carlota, por ter parte da carga prompta : quem na
mesma quizor carregar ou ir do passagem, enten-
da-se com o proprielario da mesma, Jos Goncaivcs
Simas, ou com W Jos do S Araujo, na ra, da
Cr-Zpanr'a2oCoartemde seguir viagem com bre-
vidade o hiate flovo-Olinda, mostr AntouioJose
Vianna, tendo ja parte da carga enp^ = ^
nelle pretender carregar, so entender com o M
momestrono Trapiche-Novo, ou na ra d Cadflia-
Velha, n. 17, 2." andar. ____________
Le i la d.
D'TAS
NONES DOS NAVIOS"
Marauhao

Rio-de-Jan.
Diversos pon
Pemamburo

Rio-dr-Jan."
Pernambuco
Rio-d e-Jan."
Pernambuco
14
15
10
19
19
20
20
20
20
20
Ann.
Theresa Janes.
^am
Smgull.
Feronia.
Charlotte.
Ckiiiere-lii.
Maraarrt-etly.
I'arllunopia.
Corona. ___
Weclaracoi-s
Claudino Benicio Machado faz publico quo se
ada no exercicio do fiscal da freguezia de S -Anto-
nio do Recife, e morando na ra do Livramento n.
38.
^/. .s. r%r jg.
nBBEBOIBGo
- Richard Roylo far leiao, por intefroncSo do
corretor Olivcira, doum grande sortimnto de a-
7endasinglezas todas propnas do ranlo : ler-
ca-feira, l.'defevereiro, as 10 horas Ja usan mu ,.
oseuarmazem da ruado Trapieho-Novo.
Avisos diversos.
DOCUMENTO N. 5.
Illm. Sr. Jos Francisco Pinto Guimares. Em
cumprimento ao que V. S. pede, examinei o maco
das receitas para a casu do Sr Antonio Luiz Goncai-
ves Ferreira, e encontrei receitas de V. S. sem desig-
nar para quem ; dudS, pelos bilhetes das repelieres,
consta sorem para o Polycarpo, sendo urna do oleo
d'amendoas e ace'alo de morphina, o foi repelida
dezaseis vezes, eoutrad'agoadelouro-cerejo, agoada
alfaee, o xarnpe de Iriilaeeo, e l'ni repelida setenta e
duas vezes : e das receitas do Sr. Itr. Ferreira nflo
encontrei nenhuma que lenha agoa de louro-cerejo.
He o que tenho a responder De V. S. obligado e
criado. ~ Jos Luiz Innocencio Poqge. Recife, 17 de
setembro de 1847.
DOCUMENTO N. 6.
Jllm. Sr. Jos Faraticisco Pinto Guimarles. Res-
pondendo a caria relro, devo declarar a V. S. : 1.,que
na conferencia feita ao Sr. Polycarpo Luiz Goncalves
Ferreira, a que assisti, fui de opiuiao que no estado
em que se achava o referido Sr. se nao praticasse
operadlo alguma inmediatamente, e se recorresse
as sangras, gelo, repouso absoluto, e dieta, e que
s quando estas appicaces naodessem resultado
favoravel, o que era muito provavel, se recorresse
ligadura,e caso esta fsse rejeitada pelo doente ou
pela familia, se tentasso a galvauo-punctura; 2.,que
V S luloachou a galvano-punctura applicavel ao ca-
so da conferencia, e mostrou decidida prefeiencia
pela ligadura: 3., que nao ouvi fallar em^scorbuli-
co,nem remedios anlj-escorbuticos; mas que me
nao lembro positivamente da circumslancias dacon-
tusio no lugar do aneurisma, posto me record de se
haverdito que o Sr. Polycarpo fazia habitualmente
exercicio6 violentos, e dra, se me nao engao, que-
das ou pancadas ; 4.",que acerca da natureza, causas,
e symptomas daquella molestia nada posso accres-
seutar ao que se acha as monographias, e nos tra-
tados geraes de cirurga, mas que a respeito da feliz
cura neste caso sou de opiniao que he urna das curas
espontaneas, de que ha exemplos nos autores, e
que i'oi de\ida a eompressao da arcada crural sobre
o i o mor a neurisma I, e auxiliada pelos IraUmontos
que se fizeram. Sou de V. S. collcga muito lten-
lo e obrigado Jos Joaquim de IMoraes Sarment.
-Recife, lOdeoulubrode 1847.
O caixa da companhn le Bebcribe, tendo dei pres-
tar conlasadminstracao no dia pnroeiro de re-
vereiro lembra aos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos quatro por cento da nona prcslacao.
Recife, 13 de Janeiro de 1848. G. da Silva.
--Precisa-so de urna mulher branca, ou somi-
branca de 40 annos pouco mais ou menos sadia
e de boa conducta, capaz de tratar zelar com
asseio e delicadeza a um homem velho em rtm ai7
tio distante desta cidado duas legoas, que seja a,
nilo tenha familia do cujo tratiulho sera sulicien
timenle retribuida : na ra Direita, n. 119, s*J dir
quem precisa. ,
AFERICAO.
O arrematante da afcriclo dos pesos e medidas
deste municipio principiou a nferir do dia 25 do
oorronte em diante na ra Direita, n. 114. daa 7
horas da mantilla s-6 da Urde. Na mesma casa se
vendem medidas do folln c de pao pesos do forro
tim^cm fazem-so osconcertos de quo preeisarom
aquelies que estiveremem usn.
--Arrenda-se annualmcnte, um sitio, que seja
perlo desta cidade, tenha casa de vivenda baixa
para capim e propnrcOos para pastarem 6 a 8 vac-
cas de loite: na ra Direita n. 38, primeiro andar.
TACIIICRAPHIA.
0 professor de tachigraphia, lendoannunciado,
no dia 26 do correle quo o restante das liQOes
!mi nm filllilhio i-n-
Obecl"s que a reparlico das obras'publicas quer
comprar.
Seis ps de ferro ; -- 301 canoas de arda ; -- 2
arrobas de progos de costadinho; -- 3 duz.as de
tahuas de assoalho de amarello ; 50 alqueires do
cal preta ; >- 100 lijlos de alvenarm grossa; ~ 1
canoa le arria. ... .
- a matricula da aula do obstetricia! estar aber-
la desde o primeiro al o ultimo de fevereiro : as
lices principiarflono dia 15.
- (i professor de rhetonca do collegio das arlos
quem couvicr que est aberta a matricula
|inio .o .... o >t

.... M .W ...... -,---------
mecavam no dia 27 do referido mez as 10 oras da
mauhfla diariamente, na ra Formosa, n. 2 pelo
presento melifica o dito annuncio ; adverliudo que,
quer comparecamos alumnos, qur nfio, as lijae
sorBo contadas para o preenchimeiitn do numero
das que oonveiicionou por laso que lhe nao lio pos-
sivol protnhir para mais longo lempo a conclusilo
das iiieMims UtjOes i-d.i ircvidadc da abertura ds
assembla provincial.
O abaixo assignado teslamenteiro de seu fal-
lecido paiManoel Carvalho de Medeiros, tendo de
cumprir as dispusieres testamentarias, pode aos qi
saoaliihailos do dito seu fallecido pai, que Iho
quemi quizer inscrever-s dlrija-se a ra de Malhias- 8presentemcertidiiode baplismo por onde conste
Ferreira, terceiro sobrado do lado do norte, das 8 as que em ver,|ai|0 sn0 seus alunados vindo dila ccr-
6 horas da tardo de todos os dias uteis. tiillo reconhecida e sellada. Becifo, 28 de Janeiro de
-- O professor de francez o inglez do collegio das 18j8 jotj Candido de Carvalho Medeiros.
los avisa a quem convier, que est aberta a ma- (;u8ij,) Jos Lourencp faz scienle au pbl
.xoviiieiitu do Porto
Navio entrado no dia 28.
Porto-de-Pedra ; 2 das, hiate brasileiro Sanio-^nfom'o
Ftor-du-Rio, de 28 toneladas, capilao Flix Jos de Sou-
z.a, equipagem 4, carga assucar a Tiburcio Valeriano
Bap lista
r de encontrar V.S., fui consultado pelo Sr. PoIy-1 .
carpo, mas neste lempo nBo foi possivel distinguir! flawoi aAida* no metmr ata.
pS JiqtsdO tumof Jineurisninl, por causa de njaIParahiba; biate brasileiro Tr--lrmaot, apitao Francis-
DOCUMENTO N. 3.
Jllm. Sr. Dr. Jos Francisco Pinto Gaimar&es. .Al-
artes o..o- t-.....------
iricula : quem qu izer inscrever-scdirlja-sea ra do
Carmo casa do sua residencia, das 8 as 6 horas de
lodos os dias uteis.
THKATRO PUBLICO.
FUESEPE.
DOMINGO, 30 DO CORRENTE.
Tiancia part, [ 7 NOitbs.]
A MOP.TE DOS INNOCENTES.
Urna nova scen a enlre as pastoras e os 'toldados
Herodes far o drama mais pomposo o deba-
te da Crac com Lusbcl, e a morte de Herodes.A
desercito e can loria de um dos seus soldados, o qual
he apandado pelas pastoras, e por ellas massacia-
do. Rematar com o intervallo do vcllio judaico, e
urna aria annexa, cantando a Cra$a outra ana. Os
entre actos senlo preenchidos com o brilbante ter-
ceto a poloneza a mashurca e dancas das pas-
toras. .. ,
O director pede aos senhores quo se dignam lan-
car coroas, o facam no fim das arias ou dan^as^e nao
de
COVSMERCO.
Alfandega.
HKMHMEMTO 1)0 DIA 28............
Descarregam hoje, 29 de Janeiro.
Barca A'orma taboado, alcatrao e plxe.
Barca Corona mercaduras.
7:776,566
CONSULADO GEH A I,.
RENDIMFNTO DO DIA 28.
Gcral...........
Diversas provincias.
3:042,639
235,864
3:278,503
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 2S. ........ 1:940,619
CO,
quo, por terlres nomes proprios do liojeem diante
seassignar Custodio Lourenco Macieira.
Da-scdinlieiro a juros com penhores de ouro ,
mesmo em pequeas quantias : na ra do Rangel,
venda n. 11.
Precisa-so do um caixeiro de 18 a 90 annos,
para tomar conla de unta venda por bataneo em
Fra-de-Potas, ra do Pilar, n. 145, se dir quem
precisa.
Precisa-so de um homem casado e do mcia
idade para fazer alfctun servico moderado em uma-
olario e administrar o mais servido da mosma :
quem nestas circunstancia esliver dirija-se a ra
do Queimado, loja de chapeos n. 38.
Os Srs. Manuel Joaquim Dias de Castro, Ma-
nuel Joaquim de Souza Ramos e Hernardo Gomes
de Souza queiram dirigir-so a ra da Cadeia do
Recife, loja n. 51, a negocio que Ihes diz respeito,
ou annuiicicm suas inoradas.
Precisa-se alegar, annualmente, um sitio cu-
ja casa de vivenda lenha commodos bastantes para
grande familia, nos lugares da Ponlc-de-Ucba, S.-
Anna.ou emoutro lugar prximo a estes: na ra
do Calinga, loja de miudezas u. 1 C.
OSr. Jos Joaquim da Silva Guimares, Portu-
guez, filho de Joaquina Mara Rosa du Jess, niora-
em orincipio; porque, como meninas que sBo, fi- guez, filho de Joaquina Mana Rosa do Josus, mora-
e?n.sob2dVe e'rram o que vno ciecuter: a- dora en, S.-Cl.r.stiaa-d.-Matta e.n Portuga ten
gradeado! todava a benevolencia com que se dig- iin.a caria viuda do mesmo lugar, no Aterro-da-
n.m manifestar o seu benigno acolhimenlo. Roa-Viste n. 78. ..... _____
nam manifestar o seu benig
ILLOMIMAC>0 DI CAZ.
Como llevemos dar Dos o que he de Dos, ea
Cesar oque he de Cesar.cumpre-me fazer publico a
satis faeno quo leudo ao ver este lliealro completa-
mente Iluminado a gaz, lanto no parchc-scrmco
com o na sala e na frente da entrad, ludo devido ao
zelo Mforcoe fidelidade do Sr. Chardon. lenlio
pelo decurso de vinle e um annos procurado acertar
com una illuminacSo constante para brilhantismo
da scona, sem j mais on contra-la. Os cspelhos, os
reverberos, os candieiros da invengo do Sr. Mas-
tagne, e mesmo os do gaz que se principiaram a u-
s.ir nesta cidade, nada poda tornar a scena bem vi-
sivel aos espectadores ; a dilTerenca dos candieiros
de gas consista nBo ta uto no seu fabrico, como na
qualidadedo gaz: o que vem do Rio-de^aneiro
he muito inferior ao que me ministra o Sr. (.nar-
don Oxal que os habtenles desta cidade, banmdo
de si esse medo de um perigo immaginario, des-,
prozem a antiga rolina das materias oleosas, que*
Ionio nos candieiros de gaz, alem de excellente luz,
um asseio a toda prova.
O director do theatro.
visos martimos.
Para Lisboa pretende sabir, no dia 20 de feve-
reiro, por ter a maior parte da carga prompta, o bri-
gue porluguez Coneric\o-de-Varia i para frote e pas-
sageros, trata-se com o capilflo na praca du (om-
mercio, ou con oconsignalario. Thomaz do Aqumo
Fonscca, na ra do Vigario, n. 1. .
-Para oRio-de-Jpe!r W ioprelenvelnieute
Perdeu-se, na noite do dia 25 do corrente na
igreja matriz da Boa-Vista na occasiilo do enterro
da (ilha doSr. Jos Teixoira Bastos urna caixa de
tartaruga bastante grossa para rap : quem a li-
ver adiado, querendo rostilui-la a seu dono, diri-
ja-se a ra de Apollo, armazem do Jos Vellozo Soa-
res que nfio duvda de dar o valor da mesma do
gratificado.
.1 Fos do Pretil n. 13 est a venda nos lugares
do coslumo.
Precisa-se de una mulher capaz que se encar-
regue de todo o servico de urna casa de pouca fa-
milia: no paleo de S.-Pedro, n. 22.
Um mofo poituguez do boa conducta, e que
tem bastante pratica de venda, se olTereco para to-
mar conta de alguma por bataneo: quem de sen
pjeslimo se quizer utilisar, annuncio por esta fo-
lln.
Deseja-se saber se a casa n. 4, na Iravessa dos
Martyrios, he ou nflo foreira ; pois, tendo os herdei-
os do fallecido Cyprianno Jos Vctor Ferreira Piu-
o por seu bastante procurador feito venda da-
quella propriedade,roga-se a pessua a quom perten*
cer dito foro baja de comparecer, no pnzo de tres
dias, com os competentes ttulos,na ra da Cruz, n.
49; do contrario ser vendida (como chaos pro-
prios.
Os lllms. Srs. coronel Francisco Casado Lima e
Francisco de Souza Cirne Lima queiram annunciar
as suas moradas, para Ibes serein entregues unas
cartas, viudas do Piauliy. j
Mauorl Cuiicalves da Silva embarca para fura
da provincia ooscravo Jos llonifio
Manuel de Oliveira, Porluguez, va para a ilha
de S.-Miguel com sua mulher Luiza Jaciulha de ol-
reir, lambem Porluguez a.
.


O primeiro secretario avisa aos Srs. socios em go-
ral para sua reuniao, hoje, 29 do correle, ns 6 e 1/2
horas da Urde.
Offerece-se, para caixoiro de qualquer cosa do
negocio, um rapaz portuguez, de 18 anuos ; o quil
sabe er, cscrever e tcm alguma pralica de venda:
na praca. da Boa-Vista, n. 6.
Theatro d'ApolIo
A directo, d conformidade coro o
18 art. 38 dos estatuir, avisa aos Srs.
socios, que a recito do me* de Janeiro se
-acha mercada para o dia i de lievereiro ;|
eque, prtanlo, queirain mandar receber
os bilhetes nos das 29 e 3i do corrente,
em casa do respectivo thesonreiro, na
roa do Trapiche, n. 17,[desde o melo-
da ate s 4 horas da tarde ; e no domin-
3p, Jesde s 10 horas da manhaa at -
duas da tarde, no saino do mesmo thca-
tro ; que as piopostas para convidados
serSi entregues no respectivo secretario,
na ra do Apollo n. vi, e ao procurador
no referido salo, desde as 10 horas da
manhaa ot as duas da tarde, do mencio-
nado dio do espectculo ; depois das qunes
jo lera lugar porposta nu transferencia
alguma ; declaradlo esta que o direccao
iiiiii positivamente i'/ para evilar os
frequentcs abusos que acarretain in-
comodo, c atrasam gran emente o ex-
pediente da sociedade.
A venda da na Imperial, n. 145, deixou do ven-
der ogo'ardonle do produccio brasileira, desde o dia
28 do corrente Janeiro.
Desappnreceu da casa do abaixo assignado, no
dia 28 do correte, um molequo crioulo. de 10 para
II anuos, tic minie Simplicio; sem chapeo, esomon-
te com calcas; so suppoe andar vadiando, 011 tor si
doseduzido por alguma pessoa, o so protesta con-
tra quern o tiver oceulto : roga-se a quera delle tou-
hp |/.*a- ..- -i'-..-.:..''*. n k, am )->
---., ivtt-u m na u\ja laiiuuivo, ... v, *... .. ...,i ww
Trapiche, n. 36, quesera recompensado.
Domingo Rodrigues de Andrade.
Na ra da S.-Cruz, n. 60, precisa-se de um cai-
xeiro que entrala de negocio de taberna, o que afi-
ancen sua conducta, i
Acha-se em ejercicio a aula de primeiras Ict-
trasdo collegioS.-Antonio no pateo doCarmo.e
o respectivo prufessor empeulm-so todo no cumpli-
mento de seus deveres de modo que nada rosta u
desojar pelo bom do seus alumnos. O mesmo afian-
ca o director a respeitodas nutras sete disciplinas
preparatorias para a academia.
Precisa-se alugar qma ama escrava para casa de
pouca familia, quo sai ha engominar e ensalmar : na
ra do Aterro-da-Boa-Vista, n. 10.
-- 0 conceiho administrativo da sociedade Re-
creio-Juvenil participa aos Srs. socios, que domin-
go, 30 do corrente, principiam os ensaios da mes-
ma sociedade, na casa do costume.
L de C. Paes de Andrade, como procurador de
seu pai, o Sr. senador Manoel de C. Paes de Andrade,
faz publico que j deu principio ao aforamento, an-
teriormente annunciado, do sitio Campo-Verde, si-
tuado 110 Corredor-do-Bispo : os pretendentes diri-
jam-sea ra do Hospicio, n. 12, das 4 al as 6 horas
da tarde.
Aluga-soos'gundo andar do sobrado da ra
do Trapiche-Novo, n. 20, com bous coromados,
cozinba com muito boa villa de mar e em lugar
commodo de embarque e desembarque por preco
rasoavel.
Buhar no Passcio.
Contina a haver sorvete bem feito, pelo proco de
200 rs. o eopoj boa medida. Na mesma casa precisa-
se alugnr um negro quo seja fiel o diligente.
Offerece-se um rapaz brasileiro para caixoiro
de ra ou escripia : quem precisar nnnuncie.
A tuga-so urna casa terrea, na ra Nova, por
tras da ra do Caldeireiro, n 17 quem a pretender
dlrija-se a ra da Gloria, sobrado n. 7.
tmt mu* *Mr ** \$m Mft ^s*? mk
Ir manda de de S.-Jos da
Agona.
0 Ihesourciro da irmandado do palriarcha S. Jos
da Agona roga aos Srs. mulos que acnmpanharam
a traslodacflo do mesmo Santo na larde de 23 do
corrente, para o convento do Carmo, hajam do vir
entregar as capas c brandoes, pois vc-se obriga-
do a na"o poder entregar varios objeetos, por nio
estnrem em seu poder : por isso espera o mesmo
thesourciro que os Srs. millos Vtnham entregar os
ditos objeetos lia sua residencia na ru do Ran-
gel, n. 17.
Troca-se um muito rico e asseado
presepe do nascimento do Menino-Deos,
chegado pelo ultimo navio de Portugal, e
|ior commodo preco : na ra do Vigario,
armazem de assucar do Sr. Manoel Jos
de Souza Carneiro.
Jos Kgas de Caslro Lima, cansado j do tolerar
a pessoa que por inmensas vezas lliu tcm tirado
cartas do correin ignorando so he pessoa do igual
nomo, c(|ticrendo provenir d'ora em disnle novos
engaos, ior isso de hoje 011 ilinulcso assignar
Jos Egas Cicero de Castro e Amripe j e caso nflo
seja por este motivo, roga ao autor de seme-
ntante picarda, ha ja derohihir-.se em continuar
com mesma. Aprovcita tainbem a uccasio para
rogar ao Senhor Domingos Jos de Campos l.ou-
rionse", vindoda Bahia nomez de setembro prxi-
mo passado, mandc-lbe entregar duas cortas que
tiouxe para o annuncianle, as quaes foram entre-
gues pelo Sr. Joaqun) l.uiz Ferr ira Ponses, no caos
Dnurado daquclla cidado : e como o annuncianlo
nflo eslava nf9l praca neste tempo o a pessoa que
deu-lheesla noticia, disse II10 que o mesmo Sr.
Domingos Jos de Campos tencionava retirar-so pa-
ra o Coar, sendo tenha feito dita viagem he pro-
vavel te-las deixadoaquia pessoa que fizesso as
suas veres como lio de direito : caso o tenlia feito,
quelra, portanto, a mesma pessoa annunciar a sua
morada por esta folha, para ser procurada, ou alias,
querendo dar-so ao Iraballio, manda-las-ha entre-
gar no largo do Livrainento n. 4.
Jos DominguesFortuna e Silva com sua fami-
lia retirarse para o Aracaly julga nada dever, po-
rm quem se julgar seu credor, dirija-so a roa do
Collego, u. 13, loja de Iialis al o dia 29 do cor-
rente que ah estar para salisfazer, pois quo swlie
at o dia 30 corrente.
" eciaa-M alugar um prcto para oscrvicojdo
casa : na l.ingoeta n. 3, hotel Pistor.
Joaquirn Jos Rebollo embaica para os portos
do sul o seu escravo Luiz, crioulo.
Precisa-se de urna escrava para fazer o sorvico
de urna casa franoeza, do pouca familia: na ra
Nova, n. 69.
Precisa-se alugar um sitio quo lenha bastante
terreno c proporcOcs para le G a oito vaccas : quem
tiver amiuucie.
. Precisa-se de um rapaz de 12 a 14 annos que
seja bom ofllcialdc charulciro para ir tomar con-
t de urna fabrica em Nazareth : na ra de S. Ccci-
\endo-se 1 preta muito moga o de bo-
nita (gura, que he perfeiU cngwnina-!
ileira, coslurcira o coxinhera, a qual
ho milito desemhnracada ; 1 dita com
principios de habilidades, ptima para
arralijar heni urna casa e andar cun me-
ninos; 2 ditas com algumas habilida-
des, o quu vendem muito hem na ra ;
dous moloques, sendo um de noeflo,
bom coznhero, de 24 anuos, eoulro,
crioulo, de 15 annos, muito esperto o
hbil ; um prcto de 2(i anuos, ptimo
para todo o s-'mco ; dous nuilatinhos
Ie9 a 10 annos, muito espertos : na ra
do Vigario, 11. 24, se dir quem ven-
mesa regeilnr* iln rnmnilaile dn N. S. da Saiide.
erecta na freguezia do Poco-da-Panella, fazscionlo
aos devotos, que lem mudado o dia da festa da mes-
ma Senhora para 6 de feverciro prximo vindouro, e
quo a bandeir lovanta-se ao amaehecer 1I0 dia 28 do
corrento, com toda pompa, lia fugo de vista.
Furtaram urna trouxa doroupo lavada a urna
negra, e como ella ostivesso tonta da cabera, no su-
be darrelacfloda dita roupo.csdizquc a entrega-
ra a urna negra ; como se ignora-quem seja o se-
nhor do Lai negra, por este motivo so roga a quem
da dita roupa souber, leve-a no largo do Corpo-San-
lo, 11.17, que ser generosamente recompensado.
--Prccisa-se de um cuixeiro para nina venda: na
praca da Roa-Vista venda confronto ao oitiio da
matriz n. 2.
iNas Cinco-Poutas, n. 108, ha urna
pitia captiva, parida de 4 dias, e sem
cria, para ama de leile.
Conlna-se a ensillar primeiras Icltras, gram-
malica porlugueza e msico, pelo melhor mclhodo
possivel, e por preco commodo : na ra de Hurtas,
n. 54. Tamben) lecciona-se em casas particulares.
Precisa-se arrendar um engenho porto dcsta
praca para o sul, inoente e corrente, com boas
trras de prodcelo com alguma fabrica ou sem
ella : quem tiver drija-se a ra do Cabug loja de
ourives, doSr. Manoel Antonio Concalves, que se
dirqucui pretende.
O abaixo assignado ensina em sua casa, 110 A-
terro-da-Boa-Vista, n. 82, geographia e francez,
ir dar licescm casas particulares.
Dr. Joaquirn de livtira e Soma.
Permulam so duas grandes casas terreas, com 4
quarlos cada urna sitas nos Arrombados, com
grandes quintaos plantados do parreiras, romeiras,
larangoiras, eoqueros pinheras condeceiras,
mungucias, figueiras, goiahcirus sapolis e outros
inaia arvoredos, todos novos; e hem assim um
grande terreno, proprio para paiitafilo de capim ,
tanto de invern como de vero pura tusteuto de
mais de dous cavallos, annualinculc, porproprie-
dades em qualquer dos bairros desla cidado, ou em
Portugal : quem este negocio quizer fazer auiiun-
ciepor csia folha, ou dirija-so ao dito lugar dos
Arrombados, casa terrea junto ao sobrado defron-
te da igreja.
pos deso, con) sedas de todas as cores equalida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
panniulios trancados e lisos, imitando soda, para
cubrir os inesmos: desta fazonda se vende aretalho.
Concerta-se todoqualquerchapo do sol, por haver
um completo sortimento de todos os pertenecs para
os mesrnos, com toda a perfeicHo e brevidade.
-- Joflo Vaz doliveira embarca para oRio-Gran-
de-do-Sul o seuesciavo, de nomo Luiz de nacilo
Inhabane.
I'recisa-se de pretas quo vendara pilo pagan-
do-se-lhes a vendagem e sendo que seus senhores
se rosponsabilisom : na ra Dimita, padnria, n. 26.
J.OTERIA
DO
Hospital Pedro Segundo.
Havendo-se marcado o dia il\ de e-
vereiro prximo vindouro para o andar-
mento das rodas da segunda quinta par-
te da primeiro loleria do novo hospital
S'odro 11, o respectivo ihe.-oureiro, con-
fiado na beneficencia publica, espera que
esse dij se torne imprelerivel, pela ex-
poiiianea e prompta cononrreocia que
lem havdo na compra dos liilhetrs como
filizmcnle succedeu com a prireira an-
tecedente parte, que foro marcado por
urna s vez o dia de sna exlraccao.
-- Na ra do Araglo, n 4, bairro da toa-Vista,
fazein-so quaesquer cortinados, tanto do cama como
para jancllas, com a maior perfeicao possivel.
Precisa-se de um caixoiro para tomar coala de
urna venda em Fra-dc-Portas n. 56 : a tratar na
mesma venda.
Acha-socslabelccido'um deposito decarvio de
madeiro da melhor qualidade em saccas de cinco
palmos de alto e dous e meio de largo, no primeiro
armazem do capim ,quo fica 110 fundo da venda da
esquina da run Nova na pon ila Itoa-Visla n ra-
so de 500 rs por cada sacco, levando o compra-
dor vasillia para mudar o carvilo. All acharflo as
pessoas quo quizerem prover-se desto genoro um
constante deposito nio so da melhor qualidade ,
como na quantidade que ueccssilem pelo mdico
preco ucima mencionado.
Compras.
Comprani-se garrafas vasias, proprias para en-
garrafar vinho : na ra do Trapiche, n. 44.
Compra m-so CO caadas de azeite do coco: na
ra da Cadcia-Velha armazem n. 12.
Compram-se 20 a 30 burros, a preco de 100/
rs., sendo grandes, mansos o gordos: na ra Di-
rcita, sobrado n. 121.
Compram-se e vendem-se es-
cravos, e reccbcm-sc de commis-
c6es, o(Terecendo-.se toda e qual-
quer garanta a respeilo dos mes-
rnos : ha ra das Larangeiras, n.
i, segundo andar-
wm
--Compra-so um diccionario francez e porlugucz,
por Fonscca : na run Nova n. 16.
~ Compra m-so 35 travs, a Saber: do 40 pal-
mos de comprido duas do 39, duas de 38, duas de
37, 2 de 36, duas de 35, duas de 34, duas de 33. duas
de 32, duas do 31, 8 de 30 duas do 29, duas do 28 ,
e de 10 pollerudas de grossura cm quadro, do boas
qualidades; 12 enchamnis reforjados, de 36 : a tra-
tar com Jos Carvalho da Cosa na ra do Trapi-
che, dcfi onte do caes da Lingota, n. 30.
Vendas.
KOLHINHASPARA O ANNO DE 1848.
Al. 8. Mawson, dentista, receutemciilc chegado da
Europa acba-sc residiiido no Rccife ra do Tra-
pichc-.\ovo u 8, segundo andar anude contina
a por denles niinoracs, licaudo iiicorruptivcis e
apparecenilo inleiramento comonaturaes : tambera
tira a podra, a qual, no sendo exlrahida em pou-
co lempo lando arruina os denles ; clnimba com
ouroou piala, par privar de augmentar a corrup-
ciio ; tamliem lira, linia'e faz todas as operacOes
deiilicaes com a maior delicadeza possivel. Ellees-
pera quo os elogios e o muito patrocinio que tem
recobido polos beneficios quu tem produzido na sua
pratica duranto 7 annos de residencia nesta cida-
do ser3o garantas suOIcienles para as pessoas que,
precisando de seu preslimo.nao o deixcm do pro-
curar.
^ CH.v PKKS DE SOL |g
Ruu do Pusseio-Publico, n. 5.
Jofio koubct participa ao rcspcitavel publico, que
receben, por estes ltimos navios francezes, um com-
plelosortimantode chapos do sol, do seda, a mais
rica e superior qualidade; furia-cores e outrs nim-
ias conhecidas. tanto para liomens, como para Sras
e meninos. No mesmo estabelecimento ha um sorti-
mento de chapos do sol de paninho, dos mais mo-
dernos ; ditos muito grandes, proprios para liomens
decampo: tambom lem chapos do sol do paninho
para meninos o meninas, por serem muito linos: po-
dem-su chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sortimento do bengalas, bengalinhas e chicotes
muilo modernos; cohre-se qualquer armacao de eha-
Vendem-se folhinhasde algibera do porta e de
padr.i as mais correctas o mais regulares : na pra-
ca da Independencia, turrara hs.6e8; na ruada
Cruz loja n. 56 ; na rua do Crespo loja Ol; na
loja da esquina do Collcgio o na botica do Sr. Mo-
i'cira, dcfroiito da matriz da Boa-Vista.
Vciiilein-sc pipas arqueadas de ferro, novas;
garrafas com superior vinho do 4 o 5 anuos ; louca
as duzias ; una poredo de garrafas vasias ; vinho o
vinagre do Lisboa; azeite doce; o finalmente os
utensilios de urna venda completos : ludo por menos
proco do quo em un Ira qualquer parte : na rua Im-
perial, n. 145.
Vendo-s urna escrava crioulo., de 19 annos pou-
co mais ou menos sadia que cozinha engomma
o lava do sahlo : no becco do Theatro no scguno
andar do primeiro sobrado por cima do hotiquim.
Vende-se um preto crioulo, de 28 anuos, o urna
parda do 30 annos : na rua dos Tunueiros, n. 5.
a -- c-a es
i
Vende-se, na rua das,Cruzes, ?
n. l, primeiro andar, cal virgem \
de Lisboa, para eogenho; panno de
linho do Porto, e mermelada nova:
tudo em conta.
I
I
LOTERA DO RIO-DE-
JANEIRO.;
Venclem-se bilheles e meios
ditos da 13.a lotera a beneficio
do Monte-Pio-Geral e tam-
bem he chegada a lista da 24.a
lotera a beneficio do theatro de
San-Pedro : na rua da Cadeia, lo-
ja de cambio, n. 38, de Manoel
Gomes da Cunlia e Silva.
-Vende-se, no arnw.em de Bacelar, no caes da
Alfandega mannolada muito boa c nova, om latas
do 1, 2c 4 libras, por preco commodo.
AO PUBLICO.
Em mu crescido numero conlavam os mdicos
at agora molestias incuraveis, contra as quaes s
era permiltido ao paciento resignaban para soffrer
um mal de queja uo haviaesperancas de podftr li-
borta-lo, e ao medico philantropico a dor de ver
muito de scussomelhantes victimas doenfermlda-
dos, contra as quaes se declarava impotente, po-
lendo apenas lamentar a fraqueza da intelligencia
iiimana. Mas, grabas aos progressos da medicina,
gracas ao zelo de liomens incansaveis, que, nflo des-
esperando da perreclibildade da scioncia, se leen
dedicado investigado do remedios que possam
alliviar humanidado de alguns males que a affl-
gbm, o numero das molestias reputadas incuraveis
vai de dia em da diminuindo. Assim, achar depois
de longos Irabalhos, de profunda meditacoe reite-
radas experiencias, medicamentos quo nos reslituam
o uso dos dous mais importantes sentidos do quo
he dolado o homem, quando estes j se achavam no
supimslo estado de inciirabldado e ntciramentn
perdidos, lio por corto um dos inaioies servidos, quo
so podia prestar huinaiiidado; eiso quo eslava re-
servado a un) homem uhilanlropo da cidadede Bra-
ga, em Porlugal, cuja'sciencia, cujo amor de seus
senicllianlos se tem feito feralmente conhecor. Os
remedios que ora eflorecemos ao publico, nitnen-
tram na classo daquelles que o vidoeousado char-
latanismo inculca com roucos c dcscompassados
brados, e quo o crdulo vulgo, por ignorancia, rece-
be na boa fe esem disccininento, achando-so de-
pois Iludido; lem. porem, deocruparmui dislincto
lugar entro os medicamentos, que maores benefi-
cios prestara ao homem constani olles la dissolu-
cfioaquosa de extractos de plantus medicinaos, do
virtudes mu reconhecidas o verilicaJas. O longo u-
so, as continuada! o severas oxpericncios, a quo por
loda a porte teem ellos sido submcllidos, sem quo
urna s vez hajam falhado era seus bons cffeitos, o
ilesmonlido as esperancas (iuo sobro ellos havia fun-
dado o sen inventor, Iho teem grangeado constan-
tes o repetidos elogios dos mais sabios o respoita-
veis mdicos, assim da Kuropa, como da America,
que unisonas abonara e proclamara sna nccSo scni-
pro coi la e benigna, lira destes licores he destinado
ocombateras molestias de olhos, e tom porprinci-
pal virtude restituir aos orgfiosda visito suas func-
?0es; reanimar o fazer reapparecer om sua natural
perfcicflo visla, quando osla estivor iraca ou quasi
oxtincto, com tanlo, porm, quo nito baja cegueira,
absoluta com tlesorganissQiio das parles ; n5o me-
nos til e enrgico ho para desfazer as cataratas,
destruirs novoas o do prompto debelar qualquer
inllammacno ou vernielhidao dos olhos. N.lo causa
dor, nem oslimulo na parto.
Ooutro liquido estilue a aculdado do ouvir os
sons ao ouvido tocado de surdoz, ainda quo invete-
rada, urna vez quo o mal nao seja ilo nascenca, sera
causaron) tompoalgum o menor incoramodo ao do-
Dto, o sem priva-lo de cuidar om seus negocios.
instt.cocOp.S PA O eso dos aKHRDios.
Oos olhos emprega-se do modo seauinle :
O docnlc, pela manlifta, em jejum, urna hora pou-
co mais ou monos depois que erguer-so do leito,
tomar sobro a palma da inflo pequea porco da-
quolla agoa ; c com ella molhar hemos olhos, fa-
zendo que algumas gottas caiam sobro o globo oc-
cular: somos limpar, os conservar molhados ata-
que naturalmente t-uxugiiem : ao deitar-so noilc
platicar o mesmo : durante o lempo que usar du
remedio evitar o calor, aceito de fuinaca co vento ;
far abstinencia de comidas salgadas, azedas c adu-
hadascom especiaras.
Oremedio dos ouvidos ser upplicailo do modo que $eguc:
0 doonte, pela manhaa, una hora pouco mais ou
menos depois de erguer-so, ainda cm jejum, farn
derramar dentro dos ouvidos qui'tro ou cinco gol-
las lo liquido, tapamlo-os depois cora algodo COI
ramu ; a noile DO detar-so repelr a mesma opc-
raco. Durante u uso do remedio evitara cxpdr, os
ouvidos principalmente, a arc3o do calor o do ven-
to, alim do evitar grande ti ansprago, havendo cui-
dado em nflo motilar os poi em agoa fra ; finalmcnto
deve ahster-sc de comidas salgadas, azedas e adu-
bailas.
Estes remedios eslo a venda na botica de Bar-
tholameo Francisco de Souza, na rua larga do Ito-
zario, n. 36, nico deposito em l'ernambuto, pelo
preco de 2,240 rs. cada vidro.
MlllWBWMI-|WIMIWIWi W
Vendendem-se, na rua do Trapiche, n. 6, 9 escra-
vos, sendo : 4 mulaliniios do idado de 6 a 10 anuos ;
1 moleque de 12 anuos ; 2 mulatas, sendo urna cos-
lurcira ; 2 pretos de 35 anuos : tudo por proco cora-
modo, pelo dono se retirar para fra da provin-
cia.
POESA.
Pele ja havida entre urna alma o diabo e Miguel,
Um folheto nitidamenlo impresso em frmalo de
oilavo francez : na praca da Independencia loja do i
encaderiiaeay, u, a.
Vendem-se, na ruada Cadeia do
J71 IWcife, ii. 37, cera em velas, fa-
rn bricadas no Rio-de-Janeiro, em
jjjj utua das melhoresfubiicas, emeai- }^J
i
xas pequeas, de urna at dezaseis
l em libra ;c caixotes com ditas, a-
] bricadas em Lisboa, sortimento ao
gosto do comprador : c tamban se
vendem brandOes, fabricados no
itio-de-Jauciro, e tudo por preco
mais commodo do que em mitra
Pj qna'quer parle.
Na rua do Trapiche, arinazcm
11. 54,
vende-se assucar refinado, etn pi, a aoo
rs.a libra,
MUTILADO


ttu
Vende-se um preto de nago, de bonita figura,
milito corpulento sem vicios nem achaques : ven-
de-se para comprar urna prcta ou troca-se : na ra
da Concordia, passandoa pontezinha, a direita, se-
gunda casa terrea se dir quem vende.
Vende-se urna completa armacflo e loja do sa-
patos^ que pode servir para qualquor oulrq esta-
belccimento: na ra Direita, n-89.
Vende-se, por prego muito baixo, urna par-
tida do caixas de charutos, proprios para serom go-
bertos : na ra do Trapiche, n. 4*.
- Vendem-se, no armazem
de Das Ferreira, defronte do guindaste da alfan-
dega e na travessa da Madre-de-Deos n. 9, gigos
oom batatas, e barris com uvas, por muito barato
preco.
- No fim do Becco-Largo, no Recife, junto as tai-
xas de ferro vende-se telba, lijlo de todos os ta-
maitos, como sejam : ladrilbo, alvenaria batida ,
dita grossa tapamento, e quadrados ; ditos de fo-
gflo, cal branca o preta barro e areia : tambem
vende-ae alguna madeira, como sejam: onchameis e
caibros: tudoeni conta conformo a quantidade.
Anda um pouca de attenco.
Na ra da Cadeia doltecife, loja n. 50, defronto
da ra da Madrc-de-l)eos, vendem-se cortes de cam-
braia decores para vestidos, a 3,200 e 3,400 rs. ;
nlpnca preta superior a 900 e 1,280 rs. ; chapeos
de massa francezes a 6,600 rs. da ultima moda ;
ditos brancos de castor, a 7,000 rs.; casimiras pre-
tas a 2,700, 3,400, 4,000 c 4,500 rs. ; dita encarna-
da de duas larguras a 2,400 rs ; cazinetas pretas ,
a 1,t2U rs. o covado ; fustio branco, a 400 c 500 rs. o
ovado ; lengosde setimcoin franja para hombros
de senhora fa/enda muito lica, a 5,000 rs.; chitas ,
a 150,160 e 180 rs. o covado.
Vende-se arroz de casca pelo nrego do 3,200
rs. o alqueire medida velha : na ra da Praia n.
?1. Na mesma casa compra-se urna grammatica fran-
cezrf ; um diccionario francez o portuguez e portu-
gueze francez.
FARELOS.
Vendem- se saccascom fardos, chogndas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Ainori!, i!. 35,
Vendem-se caixas do cha hysson do 13 libras ,
em porco, ou a retalho: na ra da Alfandega-
V, i., n. 3C, em casa de Malheus Austin & ('..
Aarua Direita, n, 55,
vende-se um par de embonos do pao de cedro pn-
ra bu rea ca ; 2 traves um pedaco de pao do con-
dur ; azeitede carrapato, a 1,200 rs. a caada;
pomada, a 230 rs a duzia ; e tollosos mais gneros
pertencentes a venda, por menos que em outra
qualquer parte, o de muito boa qualidade.
Bichas de Ha ni burgo.
Vendem seas verdadeirasbichas do Hamburgo,
pelo preco de 640 rs. a retalho : na venda de Manoel
Jos ilc S Aran jo na ra da Cruz, n. 24.
Vende-so fumo em oiia para charutos de
superior qualidade ;gomma de araruta : ludo che-
gado da llalli,i : defronto da cscadinha da alfande-
ga ou a tratar com Silva & Grillo.
Vcndc-se um sitio na estrada do S.-Amaro pa-
ra Belcm, passando a poni o piimeiro, do lado
direilo com mu i los arvoredos de fruclo pasto
para 8 vaccas de'leile, tres viveiros baixa para
capim terreno para planlacflo : tambem se vende
outro mais pequeo na mesma estrada : a tratar
no mesmo sitio a cima, ou na ra Diieita n. 4,
confronte ao oitflo do Livra nenio.
Vendem-se senienlcs de hortalicc de todas as
qualidades : na ra da Cadeia, loja de Jofio Jos de
Carvalho Moraes.
-- Na ra da Cruz, n. 26, vendem-se urna parda o
urna prela mogas ; dous mulalinhos de 10 a 12
anuos; saccas com muito boa familia de mandio-
ca ; ditas com milho ; urna porgflo de saceos no-
vos parafarinha ou milho ; couros nliudos e sola.
Vcndem-se, por prego commodo, lijlos de
cacimba, de 5, 6 e 9 palmos de bocea de hom?bar-
ro c bem cozidos; ditos de ladrilho do forno de
padaria ; ditos quadrndinhos do sala: na olariado
fundio,a primeira junto a fabrica de Gervasio:
ludo bem feito c de bom barro.
Luvas de pellica, c meias
de seda.
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50, defronle
da ra da Madre-de-Deos vendem-se luvas de pel-
lica para homcm, a 1,400 rs., fazenda supeiior ; su-
periores meias de seda prcta para bomcm, a 1,000
rs. o par.
Vende-se urna escrava de 24 annos, de bonita
figura que cozinha o diario de urna casa, lava mu
liem do snlifio ehe milito diligente para todo o
mais servii'o i!e ama casa com um lindo lilho mu-
atinho de dous mezes, e com muito bom Icilc : lam-
ben) se troca por urna negrinha de 10 a 12annos, que
sirva para andar com urna menina, voltando o resto:
na ra do Crespo, n. 12.
-- Vende-se o Irescnai io de S. Francisco de Paula,
obra til aOs devotos do dito santo as lojas do
livros dos Srs. Santos* Companhia atrs do Cor-
po-Santo ; Cardozo Ayres ruada Cadeia ; c em S.-
Antonio |Taca da Independencia ns, 6 c 8.
Tlieologia moral do hispo
Monte.
Acha-se a venda a nova edicio em 3 v. na livra-
ria da esquina do Collegio, com a differenca de
2,000 rs. sobre o preco do Rio de 40,000 rs. : ha
tambom exemplares de ptima encadernacilo, que
custam mais o prego desta.
As verdadeiras bichas de
lia ni hurgo.
No deposito de bichas do Joaquim Antonio Car-
neiro & Companhia vendem-se as verdadeiras bi-
chas do Hamburgo, chegadas pelo ultimo navio,
aosecntos c a retalho por menos prego do que em
oulra qualquer parte : tambem se alugam c se vilo
pplicar a qualquer hora do dia o da noite : na ra
da Cruz, no Recife, n. 43.
Vendem-se muito superiores cordas de tripa ,
e bordes para violSo c rabeca ; papel pautado para
msica, de todas as qualidades ; retro/, prelo e asul-
ferrete de primeira sorle a 11,500 rs. a libra: na
praca da Independencia, loja de miudozas n. 3.
Vende-se urna casa terrea construida moder-1
T
na com 5 quarjos, duas salas cozinha fra, quin-
tal murado e cacimba com commodos para urna
grande familia ; urna escrava de 36 annos; um mu-
latinho de8annos; um braco de halanga granJo
com conchas de pao ; dous pesos de 2 arrobas e de
meia arroba at meia quarta propria para arma-
zem de carne; urna armag&o de venda/e canteiros :
na ra da Concordia, junto a casa terrea de solflo,do
Sr. Jos Antonio Corroa Jnior.
Vende-so salitre pardo a 7,000 rs. a arroba :
na ra do Rozarlo, botica n. 36
Vende-se cera para limas de chelro a 1,000 rs.
a libra: na ra do Kangel, n. 52.
Charutos fama-vda, de
S.-Fclix.
Vende-so, por prego commodo, para se fecharem
contas urna porgfo des tes afamados charutos, che-
gados no ultimo navio : na ra da Cruz, n. 46, pri-
meiro andar.
Vende-se urna porgSo de ptimos csaes de
omhos, muito bons batedores e de boa casta to-
dos juntos, ou separados, por prego commodo : na
ra da Florentina, n. 16.
Vendem-se duas escravas recolhidas,sendo urna
crioula, de 16 annos de muito bonita figura, que
cose muito bem. faz lavarinto e a outra parda da
mesma idade, com habilidades : no boceo do Sara-
patel sobrado ji. 12.
Vendem-se8 escravos sendo : urna linda par-
da de 18 annos, que engomma, cose chao e cozinha
o diario do urna casa ; duas pretas mogas com as
mesmas habilidades ; urna negrinha de 10 annos
com bons principios do costura ; 3 prclas de 26 a 40
annos quecozinham lavam de sabiio e silo pti-
mas quitandeiras; um molecole crioulo, de 18 an-
nos de bonita figura proprio para todo o servigo ;
um cscravo de 40 annos, ptimo par o servigo de
campo : na ra das Cruzos, n. 22, segundo andar.
Vende-so, por necessidade urna preta ainda
moga por 240,000 rs. : na ra deS.-Rita, n. 44.
Milho.
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes da
Alfandeca, armazem de Antonio Annea.
Vende-se um trancelim do ouro, varios anne-
loes, 5 pegas do cinteiro um dedal urna luneta ,
brincos, botocs um relogiodo prata dourada, urna
rica caixa para rap de prata dourada urna co-
Iher de tirar sopa rosetas e outras obras dos mes-
mos metacs : na ra do Rangcl venda n. 11.
Vende-se urna clarineta de madeira preta, ap-
parehad a de prata de lei por7,000 rs.: na ra lar-
ga do Rozarlo, n. 17.
Vendem-sedous moleques, um de 12 annos,
de bonita figura e o outro de 14 annos com prin-
cipios de pedreiro ; urna negrinha de 14 anuos, quo
cose, faz lavarinto e todo o mais servigo do urna ca-
sa : na ra Imperial, n. 39.
~ Vendcm-seduas canoas grandes, sendo urna
aberta para conduzir lijlo, areia, ou oulra qual-
quer cousa e a outra de conduzir agoa : a tra-
tar com Jos Ca valho da Costa, na ra do Trapi-
che, deii onie do caes da Lingota, n. 3o.
compo pelo barato prego de 6,000 rs.; cortes de
1.1a para calcas, a 2,500 rs. ; esgui.to finissimo ; len-
cos de seda para grvala, a 400 rs. ; ditos de caga, a
200 rs-; pello do diabo, a 200 rs. o covado ; lanzi-
nha, a 240, 330, 360 e 400 rs ; longos de cambraia,
de 3 ponas, a 240 rs.; riscados francezes, a 200 rs. ;
chales de tarlatana a 880 rs.; ditos para meninas,
a 500 rs. ; um rico sortimento de madapoles, a
2,800, 3,500, 4,000 e 5,000 rs.; brim trangado bran-
co, a 400 rs. a vara ; chitas de todas as qualidades ,
a 160, 200 e 320 rs. ; cassa preta para luto, a 320 rs.
o covado; chitas pretas f a 160 rs.; e ludo o mais
por prego commodo.
- Vende-se cal virgem em ancorlas, a mais
nova que existe no mercado por prego mais com-
modo do que em oulra qualquer parte : na roa da
Moda armazem n. 17.
Charutos de San-lFelix.
Joaquim Bernardo dos Res avisa ao publico e
os seus freguc7.es que acaba de receber pelo ul-
timo navio, vindoda Babia, um grande sortimento
de charutos de todas as qualidades, que heacostu-
mado a ter conforme o gosto de seus freguezes ,
sendo : os verdadeiras de San-Felix, regala, merca
de fogo, frma-havana regalo de llavaua, fabrica:
todos da mesma marca : regalia de diversas marcas,
uii-igna turnen uaiiua, iiauut|iiOS, u Ti ais
outras qualidades]que ser.lo patentes aos freguezes.
Ad verte-so ao publico que ueste deposito da ra da
Cruz, n. 51, achanto sompre boas qualidades de
charutos por prego rasoavel.
S Gcar seni lo quem
nao tiver 4^000 rs.
ra da Cadeia do Recife loja
w
Na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50,
vendem-se loa pretos,pelo barato prego de 4
rs.; setim preto a 640 e 900 rs.; sedas es-
cocezas, a 700 rs. o covado;crtes de vellu-
do para collete a 3,500 rs.; e outras mul-
tas fazendas que s se deixarflo de vender
seo? freguezes SS n?" nuirerem mmnrir
m
Pan no fino mesclado.
Vendc-se superior panno fino mescla-
do, de todas as cores; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas e de cores ; pan-
no fino preto e de cores ; sarja de seda
hespanhola lagilima ; cortes de cam-
braia de seda padroes novos; alpaca
muito fina ; chapeos de massa france-
zes da ultima moda ; toalhas ricas ;
guardanapos e atoalliados; e outras
militas fazendas finas: ludo mais ba-
rato do que em outra quaiqur loja : na
ra do Queimado nos quatro-canlos,
loja do sobrado amarcllo, n. 29.
Vendem-se. na ra da Cruz, n. 46 condegas
com peras; ditas com figos; ditas com pecegos
latas com figos; ditas com hervilhas; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhas de araruta : mas-
sa s finas em caixinhas ; chocolate de canella de
Lisboa; meias barris "com vinte e tantas libras de
manteiga ingleza de muito superior qualidade, e
propria para casas particulares :
te chegado por diminuto prego.
tudo ultimamen-
Va ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da Silva
Haya,
vendem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto tic seda como de palhinha chegados ltima-
mente do Paris ; chapeos de seda para senhora ;
cortes de crambraia de scda.de ricos gostos.por
prego muito commodo; cortes de vostldos de cam-
braia ecassa-chitasde diflerenles qualidades, por
pregosbaratos; ditos com urna pinta de mofo e
sem elle a 2,000 e2,500 rs. cada corte ; mantas de
seda e lita para Stfj*" das mais modernas iiuu
lecm vindo a esta praca, a 5,000 rs. cada urna;
mantas o chales de seda de varias qualidades c ba-
ratos; alpaca prcta a 800 e 1,600 rs. o covado;
panno de linho, a 400 rs. a vara; casimiras fran-
cezas eelsticas, para caigas, a5,000 rs. o corte;
los toes; setinse velludos para collele, por prego
l muito em conta ; bem como um sortimento de ou-
tras limitas fazendas, que se vendem pelo barato.
Vendc-se urna prela de 20 annos, de bonita
figura que cozinha o diario do urna casa lava de
.sahao e vai relia nao tem vicios nem achaques : na
ra da Concordia, passandoa punleziuha a direi-
ta, segunda casa terrea se dir quem vende.
Vendem-se uns escravos tanto pretos como
pretas proprios para o servigo de campo, por te-
rem sido de engenho, muito mogos, sem vicios nem
achaques ; nina preta do 22annos, boa engomma-
deira e que cose e cozinha : vende-se por preci-
sao : i)o pateo da S.-Cruz, n. 14, dir quem vende.
I%a nova loja da na da Cadeia
do Recite, ii. 5*2, de Claudino
Salvador Percira Braga,
vciidein-so chitas finas, escuras e de cores (xas a
130 rs. o 4,800 rs. a pega.
Vende-se urna casa terrea sita na ra Velha
do bairro da Boa-Vista n. 105, em chaos proprios ,
e com sufllcientes commodos para familia : a tratar
no trapiche do pelourinho com Antonio Coelho de
Mello.
Aos fumantes de bom gosto.
Vendem-se os excellentes ebem conhecidos cha-
rulos regalos de llavaua diplmalas e primores
chegados ltimamente : no armazem grande do
Bacelar, defronto da cscadinha da alfandega, n 3
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 ditos de fundo em estado do so edificar,:
por no precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazor tres ptimas mci'ngoas na ra do Pilar em
Fra-do-Portas, do lado da mar grande: nadita
ra, n 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da manliaa as 8.
Vendcm-se os caixoes e utensilios do socar as-
sucar do armazem da roa da Senzalla-Vellia, n. 110,
c iraspassn-se o mesmo armazem e casa, ao gosto do
comprador : a tratar no primeiro andar da mesma
casa.
Vcnde-se um pardo dragonas do cavallaria da
guarda nacional para official subalterno, o duas
bandas em muito bom estado por prego commo-
do : na ra larga do Rozado, loja de cirgueiro do
Sr. Thoniaz de Aquino Fonseca.
Cheguem freguezes loja de
Ala noel Joaquim Pascoal
liamos, no l'asseio-Publico,
u. 19, que elle he o haratei-
ro que est vendendo por
todo fiinheiro :
lindos corles de cambraia alegra a 2,000 rs. ; cor-
tes de cassa-chita a napolitana do imito lindos
gastos e coros muito alegres pelo barato prego do
3,000 rs.; corles de superiores casimiras, muito
eiicorpadas o de muita dura e que por isso se tor-
nam recommendaveis aos cavalleiros e liomens do
de-Janeiro, 4 das melhores modinhas, oom acom-
panhamento de piano : primeira, a escolha das tres
flores ; segunda, poupando votes ; tercoira nlo ha
mais que desojar; quarta, minha alma apaixonada:
pelo preg deSOOrs cada urna : na ra da Cruz, lo-
ja de cera n. 60.
j\Tova alpaca,
de sete palmos de largura, na
loja de Guimaraes Sera ti m
$ ., ra do Crespo, n. 6.
Vende-se a nova alpaca, de se-
[te palmos de largura pelo barato
preco de 1^000 rs. o covado y
assim como atilhados de ricos
padrdes, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; eoutras umi-
tas fazendas finas, de liiiho e se
da, chegadaflK ltimamente esta
cidade," e tudo muilo barato?V
r
Na ra de Agoas-Verdes,
n.46,
vendem-se diversos escravos, entre os quaes al-
gumas quitandeiras e de boa conducta; um bom
escravo, por 400,000 rs.; dous ditos; um moleque
de nacSo de 18 annos.
- Na ra do Trapiche, n. 17, con*
tiua a haver deposito da verdadeira car
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; edvertindo-se aos compradores des-
le genero que o deposito he j muito pe-
p mi? d& nova niin ha mnu em
O*|0fci#%|0 j#l* 10*10 *\0*IC*\0O
ALVIOARAS II.-
ItiSTRE MADA-
MISMO.

Ha muito que o nosso mercado se achava
desprevenido de fazendas modernas, que %
bem satisfizessem ao variado gosto das se- O
mores do bom tom; mas agora acabam de %
< chegar loja de Antonio Luiz dos Santos & 6
O Companhia, na ra do Crespo, n. 11 os su- ^
fe blimea cortes das encantadoras g
[ ct.IUBI.LEN.<:s.9 1
0 Seus lindos padrOes e mimosos desenos %
fsloem tanto apuro que com graga realgam O
nos corposdo bello sexo Suas amostras silo %
fe francas. g$
Oa9fe0lfes9r%t9rfe s9[fe 0Tfe 0fe g% 0* tfffe^'
niNDICAtr DE FRIIII.
Na fabrica de M. Callum & Companhia enge-
nheiros machinistas e fundidores de ferro, na ra,
do Itriim, no Recife, contina haver um grande sor-
timento do moondas de caima, de todos os ta ma-
nilos e dos modelos os mais modernos e approvados.
Na mesma fabrica se continam a construir de en-
con>menda machinas de vapor, rodas d'agoa, rodas
dentadas e todos os mais objectos de macliinismo ,
coma perfeicAoj conhecida por prego commodo.
Madama l'orta vende chapeos do palha lina c
fazendas de gosto francer a prego commodo : no,
Aterro-ila-ltoa-Vista n. 3, primeiro andar.
Vendem-se, ebegadas no ultimo vapor do ftioy
alieno
parle alguma.
ViohodeBordeaux.
DEPOSITO
NA RA DA CRUZ, N. 20.
Ba do Quciniado.n.lO,,
nova loja de cirgueiro.
Lima
vendo uniformes (militares, para, todas ,\
as patentes de legiSo cavallaria o iu-
fantaria da guarda nacional; galOes de
ouro o prata; espadas praleadas, com'
roca o sem ella.
Escravos Fgidos.
Anda contina a estar fgida a escrava Rosa,
ou Rosala, de nagfio, de 30 anuos, baixa e reforja-
da do corpo, cor bem preta ; tem os denles da fren-
te acangulados com sienacs de calor de ligado nos
ps. Esta escrava foi doSr. do engenho das Maltas,
Antonip de PaulajSouza Lefio, que a trocou rom o
Diiarle morador na ra de Moras; esteve intitula-
da por forra em Curruranas, onde esteve muilo
tempo fgida : quem a pegar eve-a a ruado Mun-
do-Nov o a sua senhora, a crioula Laurianna, que
ser gratificado.
Fugio, no da 22 do corrento, o pardo Lino, de
24 annos alto, de grossura proporcionada, sem
barba cor escura ; tem urna cicatriz na testa o
faltado um dente na frente; levou urna cuia pin-
tada de verde ; ha toda descoiifianga quefossese-
duzido : quem o pegar leve-o a Olinda, ao Ricardo
da plvora, ou ao Recife, a Leopoldo da Costa Arau-
jo, que recompensar.
Ainda cotina a estar fgido, desde o dia pri-
meiro do corrente, um preto de nago, de nome
Jos de 40 annos pnuco mais ou menos, de esta-
tura regular, rosto comprido e descarnado olhos
grandes e enea migados ; tem o beigo inferior gran-
de, sem denles na parte superior; tem no rosto um
signa! de talho ao p do lado do oho direilo e um
signal de chaga no mcio do membro proveniente de
um cancaro e oulro na verilha de um bohao; Ps
que quando o referido escravo fugio j so achava
quasi bom. Este escravo foi eompiado tiesta [iraca
a Joaquim Lopes Rnymundo Dilhar, e veio entro
outros muilos da villa do Crato dislricto do Cea-
r ; o qual o houve de I fdefonso Moreira da Silva ,
morador*no mesmo lugar, ou em Cariry : e com o
dito escravo dissesse que para l bavia tornar, ro-
ga-se as autoridades polfeiaes, capilSes de campo
e pessoas particulares, que o apprehcndam o le-
vein-no a- ra estreita do Rozario sobrado n. 13,
quo ser.lo generosamente recompensados.
Fugio, no dia 18 do rorrele um cabra, do
nome Joaquim, alto, reforjado, de, idade, com a
barba branca cabellos corridos; levou um surro
de pelie de carneiro, chapeo de bata u.ado caigas
de algodfto de lislras rotas no assento; tem os
(ornozellos dos ps um tanto iridiados : quem o
pegar leve-o a ra do Vigario n. 24, que ser re-
compensado.
ca
Fugio, no dia 26 do corrente, a parda, Franejs-
; representa ter28 a 30 annos; lovn Vjox.utrde
cassa com listras miudas e salpicas no centro, ca-
misa de madapolfoe panno da Costa ; tem fallado
denles na frente, e urna cicatriz per bauodoolho
esquerdo : quem a pegar leve-a a ra do Crespo,
loja n. 11, que ser recompensado.
-- Fugio, no dia 24 do corrente, o moleque ,
Joilo crioulo, cor fula ; representa 18 annos, olhos
ainarellos ; quemlo falla sempre est rindo-se :
quem o pegar leve-o a sen senjior na Estancia,
Komflo Antonio da Silva Alcntara ou no su ar-
mazem da ra do Brum, de Juvencio & Alcntara.
J?EHN. : NA TTP. DB M. F. DEFAMA. iM^


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ESXCJV78P_ZXB018 INGEST_TIME 2013-04-12T21:54:31Z PACKAGE AA00011611_05400
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES