Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05399


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Full Text

Auno de 1848.
Sexta-feira 8
O DHRIO paVic*-%e todos os dias que n"o|
Aran de ii-t> i o nrer.o da asignatura h* 'asm rs.oi qinrtel, pfljit aH'itil+dit. Os n- ''
nuncios los assi"inte* *5a inseridla rnsio de
ion. p.irhnba, em tvno dilfrrentc, e as
repatipoea P'1* ""lado. O qu nV> ram asig-
nantes pasudo SO r por (jotia, e 100 ein lypo
dillerente, por =ad publicacSo.
PHASF.S DA LA. NO ME' DE JANEIRO.
PARTIDA DOS COIIREIOS.
|,ua no. a S.allorase il mi, da manhaa.
Oaerle >3 9 llor" 2' m'n- d" "aanhia.
La chaia a **. a hoias e 45 mo da manhaa.
M nevante a J8, a ora e *B ma. 4a mu!iia.
oianna ePamhilia asegundas espetas feim.
IVu-'i-inde-da- Nortequiotas fetrasao incio-dia
-ajw, Seria'ic-n, Itio-Kormosn, Poi lo-Calvo e
liaceM ni I.*, a.II e 2i de cada roez.
dar i'iunt a Houito. a 8 e Ji.
Boa-Vi'(a e Plores, a l e J8.
Victoria, ai quintas-leiras.
Olinda, todoi odlas.
PREAUArt DE HOJE.
I'rimeira, al 10 tara a 6 minuloi da Urde
Segunda, aa l horas e ( aiinutos da man! i.
ww
-l^-r^lUU -^U- A-+-'.-r'-lWUL A
DIARIO DE
de alatieiro.
Anuo XXV.
N. **..'
DAS DA SEMANA.
Srtund.i. S. Tliemoieo. Aud. do J. do or-
ph. edo J. die. n* ? do J M. da I v.
Cerra. S. Jiivmlino Aud. ilo i doci. dar
I. e do J. (I- pin do J dial. v; t.
Ruarla S. folie rpo ud. do I, do tir. da
i. v. e do J. de pat do J. dial de I.
Quima. 8. Johii Ci ri o-|i orph. ed J. municipal da l.v.
Seata. S. Cyrillo Aurt. do J. dociv. da !. v.,
e do J. de pal do i. dlit. de t.
Sabnado. S. Francisco de Salles Aud. do J.
dociv. da I., cdoj de paz do I. dial, de t.
Domingo. S. Martinha.
; CAMMOSNO D|A 17 UEJAMBIUO.
Sobre lyiodri-a a J7 '/, d por l| rs, a 60
P-n 100 n por franco.
a* T.ia'o. 9S por |0f. de premio.
d.
n |4 Va
Srflfjon a |0i>
IIIWM UlaOP
laonn a i'0
ijsso a i feto
nata 11*50
t|80 a l|S10
1,300a II;
A croes dacornp. do Beberitie de bOfoofl rs.aoper.
tlrsc. de leilraa ite lioas firm-s
OatroCairas l-espautinlas ..
Modas do # oo velh
a u ile 6f\n nov.
de 4fiioo ....
Pran Pataoe........
a Peao columnare..
a Ditos mexicanos...
Miud....
JL'JULlLJ
H'"
N-HTF. ^FFHH/R.
(JOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA 10 DO COMIENTE.
_ OJlcio -- Aflcommondante das armas, aulorisando-o
a contratar com o capitn dn navio, em que o inajor Jo-
da Silva Guluiarilr vai seguir para o RIo-Grandc-do-
SiN, Jia iVa passageni destp olTicial, cnino a de aua sc-
nbora e a de mu Tilho ; e pxigindu dpclaracou do ncill-
tado do ajuste, para mandar pagar as referidas passa-
gens pela pgadoria mililar.
Dito Ao nirtino, recninmrndando exija das palm-
illas rndanle de prlinrira llnha, pora tronsniiltlr e-
crrtaia da presidencia, parle clrcinnsiaiiciada de todas
aa Tallas que ae notarr.ni na illiiininar.n publica.
dito- Ao cxiiiimnndantv (eral do corpo de polica,
autorisando-o a designar um ofl'u al e oulro sargento
para o destacamento da Roa-Vista ; c rrcommendando
ave igiic os Tactos allegados na quelxa dos soldados to
mencionado destacamento, am de sc providenciara
respeito.
nu ka iranio, facullando a Meada de um segun-
do sargento no cominando do destacamento do Cabo,
alienta a Talla de olliciaes, ponderada por S. ino.
uiiu Ao pi iinriro teuente do corpo de engenlieiros,
Jns llasilen Neves Gonzaga, encarregando-lhe a direc-
o da contiuuaciio da obra do caes c cancha das ein-
arcaces, que se est constroindo em Trente do arse-
nal de rnarinua. ~ Partlclpou-sc ao inspector do reTerl-
do arsenal.
IHF.M DO DA II.
Ofrlclos Ao Inspector da lliesouraria das rendas pro-
vinriaes, ordenando que faca entregar : ao delega Jo
de Nazarelh, oti a pessoa que o represente, 1401000 rs.
psra p.Tg3!e::t;; d i(in: se despeuden, de outuoro a
dezeiiibro do anno findo, com os presos pobres de jus-
tlca desse termo ; e ao de Olinda 38/080rs gastos do
1.* de juulio de l84Ca24 de Janeiro de 1847 com a sus-
tcntacno de um detento e com o Tornecimeiilo d'agoa
cidria da mesuia cidade. Particlpou-se ao chele de
pollcia.
Portarla Nomrando delegado do termo de Santo-
Aman ao tenente-coronel Jos .Mondes Careiro Leo.
Ciiinuiuiiicou-st uo chele de polica. ,
Pubca^o a pedido.
' '" .....'"" ..........,......aa-.ia.is lis laaaa
F.heu....
.....nec pelas inoram
Rugs et i usa mi senecios
AtTerret indmita? que moni.
IIURAT.
Ja nlo exislo o nosso prczatlo amigo Joilo Pereira
da Silva Cuiuiarfles .' A niorle olevou ilesto mundo,
na idmle Ue74 anuos, no din 24 (leste mez, depois
de havor paderido, por 35 das, de urna Icbro bilio-
sa intestinal. Ali I Nos que fomos admirador tle su as
virtudes, qunndo vivo, nlo podemos deixar tlo.lri-
lmtar s suas cinzas una lagrima de saudade, urna
brove noticia do sita vida.
Nascido na villa de Gnimarfles na provincia do
Minti em Portugal, o veneravel anciffo linlia viudo
na infancia de srus dias para Pernambuco, onda na-
M. iLji'i~aaiiiT7rfiWi>rrTr^r?i.jBri^
ra logo dedicou-se vida eommercial. Daqni so pas-
sou para o Ceara, casando-te em 1805 na villa, hoje
cidade do Aracnty, l pormaneccu seguindo sem-
pro a mesmn prrdjssflo to commcrcio at 1831, po-
ca em que, desejoso tle cuidar mais de perto ta c-
diicac.no de seus filhos, de geu filhos que tanto a-
mava, regresson pBra esta cidade do ReoiTe.
Durante a su estada no Aracaty, com a mediocre
Tin tuna que adquiri, soube militas vezes ser til
a seu prximo, mrmente na* grandes calamidades
ils seceos que assolaram aquella provincia em
1819 e 1825, em que se moslrou solicito prptector
dos desvalidos indigentes, Zeloso como era do eol-
io divino foi ti e que, pelos annos do 182" 0 1828,
reedilietu alli a igieja do N. S. dos Prazcres, i ti
[jiramente em ruinas, ampliando-a o provendo-a
le novas alTaias. Era a Virjjcni doa Prazercs a su*
especial advoguda, e a quein.sempro invocava as
ftins Iribularfirs.
Tambem nlo Toi indifTerente ao Ilustre finado a
poca ta nossa emaneipaeflo poltica ; elle tomn
teta cauao seior!! r.o pei'j.p" i''.rrcssc-. J.t c-lo
contara oilo filhos, eestn penhores de seu cornc.flo
lliciiispiraviini um nflerro uo brasil ilin do com-
mum.
Tornados Pernambuco em 1831 com a ana fomi-
ia, o nosso amigo, neste ultimo quartel ilcsua vida,
nflo foi menos dedicado ao exercieio da caritlatle,
esta a maiordas virtudes em que elle se esmerava.
Ah Que nflo podemos publicar lodos os actos me-
ritorios por elle pralicodos, diga-o a viuva desvali-
da, o orpbfio abandonado o o mendigo, vezes
que esst mito benfica Ibes cucbigou o prauto, e os
soccorreu as suns desgracas Mas eis que se apprn-
xima a ultima luna, c o nosso eborado amigo, de-
pois de receidos todos os sacramentos da igreja,
espera tranquillo e resignado a sua passagem deste
mundo. Conheoendo pcrfeitatncnlc o termo dcsetis
dias, ello cxborlova a sua familia, que o cborava,
para que trocasse as suas lagrimas em orarOes ; que
Dos o chamava para si, e que a salvarlo lo sua al-
ma era quanlo esperava da intiiiita misericordia di-
vina. No uso de todas as suas l'aculdades al o mo-
mento do expirar, abeneoou os seus lillms, o depois
de pedir agua a beber, fmm as suas derradeirus pa-
lavrus: Virgen dos Prascres, dai-me um (iliz tran-
sito e moiTcu.....
Morreu, sim : morreu cedo para os actos do be-
neficencia o de piedade, cedo para o amparo do sua
familia; mas esta se deve consolur, pois, se llio uSo
tieixuu riquezas, legou-lhe a dlucac/io civil, moral
c christflu, bens niais preciosos v iiivuus caducos,
A trra Iho seja leve. o- i. G.
KH
O 1H Ql B^ DE GUISE. (*)
pon frcDrnco oculte'-
SEGUNDA PAUTE.
Variedade.
v.
Assim que Pionnc se retirara, Guise, voltando-sc para
Aila, Ihe dlsse :
Agora que j nic canhece, minlia menina, queira
diier-me que poderoso motivo a fez vir pelo nielo da uoi
te tercoiiiiulgo.
Oque tenho a duer-lht', spiliorduque, respondeu
Aila cotn voz trmula, nao deve ser ouvflo senau por
V. Altean; he preciso que estojamos sos.
Nao quero oMVndc-la, minha menina, respondeu
Guise soi i-indo j mas, accrcscrnUm elle levantando a
vo,. nao li3n de faltar prssoas, nao he assim, meus sr-
nliores? que censurem a sua conducta, e que proc-
relo motivos de calumnia nesta entrevista mvstPriosa.
Senlioi duque, replicn Aila com voz amarga,
presentemente estou cima de toda acalumnio; alein
disso, este veo loo pouco se ha de levantar para V. Alte-
za, a qupin venlio aalvar, como para os que me ouvpiii e
talvcz queiram prrder-me.
Guise, que procurava reconhecer essa voz que too vi-
vunente o havia Interesando, mandn moca que pas-
saase para o seu gabinete particular e parala a srguio
i muiedia lamente.
A lico que o duque acabova de receber a proposito
de < asta Ihe laucara u'aliua grande magua; e a observa-
cao que acabava ''o fozer a Anita era o resultado de se-
melliante seiithm'iitv ; porm a naturrzo voluvel c ar-
denle deste hoinrui era tal, que quasi se havia rsquecido
da aceua que aeabavn de passar-se ; e urna viva curiosi-
dades lhe havia apoderado do animo no momento em
que pde-wbservar a graca e eleg.inciOi du corpo d'Auita.
Aisini que elle se viraui a sus no maguilico gabinete,
obrigou o duque a Aila a asseutar-se, e se poz defion-
te della, para Ihe observar os niovlnientos e procurar
ver-he o rosto.
*- K rutad! mlnha brlla menina, Ihe dlsscelle, agora
niuguem nosouve; que he que tem a revelar-me
Senlior duque, respondeu Aila com vos mu gra-
ve, V. Alteza anda cercado de cilada e de traicoes; Jo
soiia? v as*1.,"*
(?; VI4e ario o.' 20.
UMA SESSAO DE MAGNETISMO EM GASA DE
ALEXANDHE DUMAS.
Ao redactor da l'resse. Patis, 5 de selcnibro do
1847.
Permitla-mc escrever-lhe urna carta extensa sobro
o que so passou hoje em minha casa He muito pos-
ssaMajawaiBMJMaaaaSM^
Josci, menina, disse Guise sorrindo-se, mas te-
nbo confianca em Dos e na minha espada, e espero
frustrar ai conspira (Oes dos meus inimigos.
Senlior duque, continuou Aila, ainanhaa deve rc-
bentar urna iiisurreico no Alcrcado-Novo.
Pois hem .' replicn Guise, l estarc cu ao mesmo
lempo que ella; nao he a pi iuicira vez que encaro a re-
volca cara cara.
F.iuao, disse Aila, V. Alteza ajudar osprnjectos
dos seus inimigos ; a revolta d'amauha he um laco ar-
mado ri sua coiagem ; he porque se conta que V. Alteza
a Ir ail'roniar Tace face qne ella ha de rebentar: s-
m enie, em vez de encontrar l, como de ordinario, al-
guna descontentes a quem a presenca de V. Alteza ate-
morise ou anime, ha de encontrar assassinos, cujoapu-
nhaes eslo preparados, c cujas espingardas o espe-
ran!.
Minha bella menina, replicn Guise sorrindo, quan-
do eu vou ao encontr dos Hespanhes Tora dos muros
desta cidade, estou senipre ceno de encontrar nao s
punhaes, mas espadas desemba'inhadas contra miui; mi
s espingardas, mas tambem canhes que me rspeiam;
eeuainda nao pensei em recu.ir dimite delles;pde licar
certa que os assassinos o niuilo menos temiveis do que
os inimigos.
Senlior duque I senlior duque! toruno Anita eoltl
insistencia, pJe haver entre esses assassinos um lio-
inein mais tcrrivcl por si s do que ludo oexerrito lies-
pai.llol.
Knian que he nie he esse .' perguntou Guise desde-
iihoso.
Un lioinein que esl acostumado a derramar o
sangue dos principes para vinganca dos oulros, e que,
desta vez, Terir por sua proprla conta.
Com ell'eilo 1 dlsse o duque que se tomn mais
grave, que,m be csse houiem, cuja vinganca tanto me
auieaca '
lie um homeiu a quem V. Alicia offendeu bcj
inesnio, por una cruel recusa.
Carniole nao he assim? exclamou o duque col-
Ico ;Carniole I o mais inTame dos bandidos que povoam
esla cidade ; Carniole que havia fundado as suas espe-
raiicas de fortuna na perda de una desgracada menina
que liii/.inente Ihe fugio..... Moa, diga-me, como hepos-
aivel?.....
O duque calou-.sc de repente, e apptoximando-sc de
Aila, poz-se a examina-la com um olliar curioso e fa-
iiilnlo i mas Anita apertou mais o veo para o rosto; e
den semelhanle movimrnlo causa a que o duque podes-
se ver aquella iiifto, cuj graja e delicadeza o liaviam
iuipressioiado outr'ora ; e tambem lembrou-se daquella
noilc phantasticn em que elle podra admirar o feiri-
cero p dadouiclla que donnia junio delle_; procu-
rou-o, pois, rpido com os us olivos, e Auita nao o pode
esconder to ligeira com o vestido, que o duque de Gui-
se nfio julgasse t-lo recouhecido.
sivel que esta carta tonha certo interesse de cireums-
tanria.
Nflo supponha, ao Ifir estas ultimas palavras, que
se trate do processo Teste, do asassinatoPraslin, ou
dos disturbios da ra St -Horon; trata-se simples-
mente de urna questin de magnetismo.
Ha tresou quatro dias tornou a encelara Pmt a
pul'licacflo de Josrph Raltnmo, o na primeira parte
deste romance reprsenla o magnetismo um papel
impoitanto. Na segunda parte nflo ser esse papel
de menor importancia.
A introducto tiesto novo mcio dramtico na mi-
nha obra preoeciipo muita gente. Posso dizer sem
voidnde que tenho recebido urnas vinto cartas ano-
nymas, das quaes me dizem algumas que sou um
marta tito so nio rreio naquillo que escrevo, c ou-
lros que sou un imbcil so Ihe don crdito.
Ora, com a franqueza que me caracterisa, devo
confessarque, anlestlo dia 5 de solombro de 1847,
nunca tintn ossistido a urna sessflo de magnetismo.
Em desforra, porm, devo accrescentnr que tenho
du quasi tildo o que se tem esenpto sobre magne-
tismo. Essa leilnra me convencen do quo nada liz
fazern Halsamo que nflo se tenha feilo ou nflo seja
possivel fozer-so.
Com ludo, nesta nossa poca de duvidas, parcecu-
me que nflo bastava urna convicciio ; que nflo se po-
d ia prescindir de duas : urna do fado, se assim Iho
posso chamar, e outra de dircito.
Ja linba a convicciio de tlireilo ; resolv adquirir
de Tarlo. Pcdi, pois, noSr. Marcillet, que viesse pas-
snr 0 dia em Montc-Christocom o sen somnmbulo
Alexis.
0 convite foi frito quinta-feira, creio cu. Depois
orcorreu um accidente em minha caso, que me teria
fe lo desejar adiar a sessflo para oulro dia, se isto
fsso praticavel.
O meu pobro Arabo Paulo, que a Presse me ajudoii
a illuslrarsobo nome do Agua de lleijoim, adoecen
quinla-feira noile, c a molestia fez progressostaes,
que boje estava elle sem sentidos. Teria desejatlo,
pois, como j tlisse, adiar a cousa para oulro dia,
desgraradamcnle linba convidado alguns amigos a
quem nflo havia lempo para desavisar, c que teriam
vindo intilmente a Saint-Ccrmain. Ora, aos ami-
gos que em um dia de chuva andam cinco legoas,
deve-so alguma conccssilo, e entend, portatito, que
nflo podia Tazer mudanea alguma as JisposicOes to-
madas, mo grado a triste proocupacflo oni que me
linba o estado grave do docnte.
As tluas horas da lardo eslavamos todos reunidos
no saino to segundo andar.
Preparou-seuma mesa. Estendeu-se sobre ella um
tpele, c sobro o tpele pozemos dous baralhos tle
cartas, cmbrtilhados anda na capa em quovcni es-
tampado o sello do governo, papel, lapis, li-
vros, &c.
O Sr. Marcillet ndormcccu Alexis sem fazer um s
gcslo, pela tnica frca ta sua vontade. Levou cinco
ou seis minutos a pegar no somno, que foi precedi-
do por alguns estremecimenlos nervoso, e por orna
ligeira opprcssflo. Havia superabundancia tle (lui-
do. O Sr. Marcillet fez desaparecer essa superabun-
he possivel que salba os planos de traiciio do Infame
Carniole Pois que! s tu ?!
Senhor duque, continuou a donzella com voz tr-
mula e aterrada, os pi ojelos de Scoppa nao sao os que
onicacam a V. Alteza do perigomais temivel; ha uinho-
mem lao poderoso como V. Alteza, de um nome lio 1-
lustre como osen, e quejurou a sua perda.
Esse, disse Guise, deve trazpr una espado; eaiul-
nha espada est sempre prompta para lodos os que se
quizerem medir commgo.
Ksse, cuiiiiiiiioii Anita com voz dbil, he um ho-
ineni sombro c ebeio de artificios lerrivris. F.nconlrr-
sc V. Alteza com elle amanlia no campo da balallia,
que. pin presenca do seu exercito e do drlle, enmbater
de dia como o mis leal cavalleiro ; mas, quando ehegar
a noite e a solido, se V. Alteza passar pelo caminho em
que elle se adiar escondido no escuro, o punli.il que
elle traz. ferir a V. Alteza antes que ouca o rumor dos
passos de tal houiem.
Com todos os diabos! tu me das um enigma para
adhinli.ii\ Quem he entao que pode juntar a tanta co-
ragcui (anta perfidia ?
Ileaqurlle, senhor duque, accrcscentoii Aila abal-
lando ainda l vnr, he aquelleque, se notivrr occasioo
de cucon ti a-lo de dia no combale, de noite nos seus pas-
seios aventurosos, se introdutir neste seu palacio
aqiu He, eiiifim, que, se nio poder lianspoi oltimiar
desta casa por si mesmo, fardaqui entrar o veneno !
f orgia exclamou Guise esturglndo o voz, Borgia!
e s ni quem me vena denunciar esses projectos, meni-
na, ni que o acompanhoste nessa earreia furiosa em
que tanta frya fez para meapanhar; tu que o amas,
porqne agora he que eu te conheco, Anita 1
-r V. Alteza se engaa, senhor duque, respondeu a
moca lerontando-sc luda trmula, eu nao sou essa pes-
soa que V. Alteza pensa. Allii disto, que Ihe importa
quem eu sou? V. Alteza esta advertido; agora proteja-
so a si mesmo.
Cuisc pegou-lhc na mo, e chegando-a brandamenle
para si:
dancia; o somno tornoit-se tranquillo, e passado
um momento completo.
Fizcram-so entflo dous chumacos de algodSo do
acolchoar, com os quaes se Ihe laparam osolhoa, e
amarrou-.se um lenco por cima para os segurar. Mais
dous lencos, corneados em aspa o atados atra da
cabeca, faziam desapuarecer a supposicflo deque o
somnmbulo podesse ver pelo orgio natura*, ialo
he, pelos olhos.
I.cvou-se n poltrona em quo dormia o somnmbu-
lo para junto tle urna mesa ; ao lado opposlo scnlou-
se o Sr. Iternord, e comecot urna partida de car-
Ao locar as cartas, tlcclarou Alexis que se senta
perfeitamentc lucido, e que por consequencia po-
diom exigir dellu ludo o que quizessem. De feilo,
no meo do sen siunno, parocia entregue grande
agitncflo nervosa.
Jogaram-so tres partidas 'ecarte sem que Alexis
levantasse urna s vez as cartas; via-as na mosu
sem Ibes tocar, c antes de volla-las or jogsr, sfi-
nunciava sempre que caria jngava. Via igualmente
as cartas do seu adversario, ou este as levasse ca-
ra, ouastleixasseem cima da mesa.
Algumas das pessoas presentes mostraran! deso-
os do quo o Sr. Reman! codesse o sou tugar. O Sr.
Reman! levanlou-se logo, o foi substituido pelo Sr.
Carlos l.edru.
A lucidez ia em augmento. Alexis annunciava as
carias medida que o Sr. l.edru as dava.
Por lim larga as cartas, dizendo :
He milito fcil, vamos a nutra cousa.
I'egou-sc n'nni livro ao acaso, entre os que se
achaviim em cima ta mesa, e que era iuleiramcntu
ilesconbecido ao somnmbulo. Era urna obra de
Waller Scolt, as .loos tleS.-HomUo, tradcelo doSr.
Vivien.
0 somnmbulo abri o livro ao acaso na pagina
229 ,
Em que pagina quor que. loia? perguntou el-
le.
Na pagina 249, respondeu Moquet.
Talvcz seja isso um pouco diflicil, porque o
lypo be muito mitlo. Mas, emtim, Taremos a expe-
riencia.
Pcgou em um laps, c tracou urna linba a duas ler-
Qas partes da pagina.
Vou lr nesta altura, accrescentou elle.
E leu sem hesitaeflo, escrevendo com os olhos ven-
dados as duas lindas seguintes :
Nio nos delerflo as ditlleuldades inseparavoia
do transporte.
A nossa impaciencia nlo odeixou ir mais longo.
Tomamos-lheo livro da inflo, e pagina 249, na
duas lercas partes da pagina, na linha 36, comec.ava
um paragraplio, no qual lomos exactamenle as pa-
lavras que acabava de escrever Alexis ; Unha lido
alravs de onzo paginas!
l'cdio-se entilo a Maquct que cscrevesse urna pala-
vra a lapis em um papel, e que o fechasse em duas
capas.
Desviou-se, c escreveu a sos, som que niuguem
soubssse o que escrevia. Fechado o papel otn duas
capas, dobrot-o ecntregou-oao somnmbulo.
Tu ests iiicoinmodada, menina, Ihe disse Guise;
esse veo te sullbca, o ar te falta.....
K, dizendo isto, o duque, quz arrancar o veo que co-
lina o rosto d'Auita; mas ella o mpcllio, aleando um.
giitodesespcrado:
Oh! senhor duque, Ihe disse ella indignada, pois
eu troiixe-lhc a vida ; c V. Alteza me quer dar a.
morle?!
A unirte I repeli Guise, porque cu quiz ver mala
una vez esse bello rosto, que tantas vezes me ha sorrido
nos ineussonhos? amorte1 porque me quiz certificar
se aquella aqtiein devo abencoar como um anjo protec-
tor he a bella Aila?!
Guise ouvio alguns solucos dolorosos que se escapa-
vam d'entrc o veo nipenctravpl que cobria o roatoda
11109a ; al que ella pode por lim sobrepujar a dr, e res-
pondeu com voz quasi exlincta:
Anita j he marta, senhor duque. Se a lembrnnea
da sua belleza Ihe hograto; sea lembranca da devota-
tio de una outra niulher desconhecida Ihe parece me-
recer al'.. 11111 1 ceonheeiinenlo, coufuna esses dous sen
tmenlos c dirija-os auui ente Imaginario a quem V. Al-
teza chamar Aila, sequizer, mas quo nao ser ella,
pin que a infeliz Anita morreu; ca mi ni nunca mais V.
Alteza me hade ver.
K he essa a tua vontade, menina.' Ihe perguntou
Guise n'iim toni respeloso ; e nao devo cu coohecer
aquella que me acaba de salvar, se tu nao s Auita? Oo,
se tu s essa encantadora donzella, nao deverei eu mata
tornar a vero lindo rosto que foi oprimeiroque me sor-
rio nesta cidade?
J Ihe disse nido quonto linba a dizer-llie, senhor
duque.....respondeu adesaventurada. Adro* para sem-
pre em nonied'Anita e em meu nome!
__ Ocos te d a bemaventuranca, replicn o duque
Icvantando-sc e conduzindo-a al a porta.
A 11
brad
lita ia J transpr o iumiar, quando recunu aaaoin-
___d, l.'dn', cili iki, mu i.i-se una voz Insolente ealtiva
(iaaalados uarda por onde elladevla pasaar.
_ Que he isso ? perguntou Guise admirado do espan-
to da 11109a. ____
- Heellal ella..... inurmurou Anita recuando. como
Oh! agora, disse elle, J Ihe nio farei mais aper-
guntaque la fazet-lhe; nio Ihe perguntarei mal* como
quanlo o leu rosto he fresco c gracioso.
Deixe-nir! dexe-inr! exclamou Anita desespera-
da, V. Alteza nao ineconheee; V. Alteza nunca me vio;
en le ijulz salvar, Henrque de l.orrna, continuou ella
chorando, porque sent aqui no meu peito, que tu eras
leal c hniii ; mas tu nio ine conheces.
EJulgastu, ronlinuou Guise retendo-a anda, que
eu pude ver Impunemente esta mo de Toda, esse p de
infante, c una voz to meiga como a que me fallava em
casa de lien turo, c que ludo islo me nao licasse gravado
no coraban:'
Oh! meu Ocos, meu Oeos! exclamou Anita vacil-
lando, tende piedade de inim, nao Ihe inspiris que me
diga semclantea palavra que me queimam c me ator-
mentan] .'
diante deuiii phautasma; foi ella que me perdru, lol
ella que me matou, porque cuiliui comprehendi o sen-
tido daquellrsonho horrivcl que me sullocava era casa,
de (.i 1111:11 o ; comprehendi que mos temiveis erara
aquellas que uicpercorriam o srio, que labios hedion-
dos os que se encosta vaiu aos meus he Ronda, senhor
duque!.....
Depois, voltando-se de repente para Cuisc, disse-lhe
com raiva desesperada:
Que veni c faicr essa mullirr.' dar-sc-tia caso
que tu a ames, Henrque de Lorena? I..,.,
(Conliimar-M-w.;


?a.

Alexis toco u capa.
tr~J^uil f"cil Je Iftr, disse elle, porque let-
E. "egandou'umlapis. escreveu sobre a segunda
cana, fio mesmo lalhn -lo lellra, cuno se eslivos.se
Cohrm lo, a palvnor<7afl.
p-sr1|lr.ilh..M-. o ,ia|lel. Vio inr Me encontrinns
all a palavra rgan. tean que a letlra de Manuel c a de
Al.-xi. ora,, i|ii.-isi denlir.n.
I^iiilu-i-i-iiir rutan defallar-lhe no pobrr dorntr, e
peiRJjiilei-lhe se Ihe pareca poder distinguir rui distan-
cia. Ke|iiMii|ru-iue que eslava uos scus di js de luei-
%' r 9.'""'aria tudo o que cu Ihe maudasae laier.
Feguei-lhe na mao e disse-1 lie que viste o me liavia
no quarlo dr Paulo.
Voltou-fe rnio para mu dos lados do salo e levantou
o Olhos procurando penetrar a parede.
tita, i nao esti alli, disse elle, mudaram-o de
quarlo.
Bra rjacto ; tinham levado o doente da vespera para
outro quarln. r
Ali! aqu slin, bradou rllr, Atando os ollios no pon-
i riu que rraliurnie te achava Paulo.
V ? pregunte! eu.
Vrjo. n'-pniidru.
Diga u que v.
Oiu hoiiirm j de Idade ; nao. cngino-me: pare-
cru-inrsrr v.lho porque lir uegro negro nao, mula-
to, verla anda inelbor se me dessem um punhado do
seu cabello.
Subi logo mu criado e cortou alguns cabellos ao do-
ente.
, ~ Ah disse o somnmbulo, coi taiam-lhr os cabel-
los nrtrs da cabrea ; ao curtos e encarapinbados.
1 i-.inx.-i .nii-ilir o* cabellos
-r Oh bradou rllr, est muilo dorntr ; o sangue pre-
cipiia-s.- violentamente para os ptilines, siilloca-xe.
<..-iis.i idngular! que tem elle na cabrea? Parece urna
norraiua.
He uina brxiga ebria de grlo. respond eu.
__ Nao, loriinu rile, o grlo mt derretido, j nao lia
senaoi agoa. O doente tem una febre lyplioidc.
Parece-lhr que o medico somuambulo, o Sr. Vc-
tor Diluirts, podrra cura-lo ?
Muit.i inelhor que eu, que niiosou medico, respon-
leu Aleiis. '
-- Paroce-lhe que se o chaiiiarmos mantisa nao ser
Urde?
Agora iiiesinn he tarde, porque o doente est em
grande perigo ; mas amanha aiuda estar vivo. Se n.or-
rer nao ha de sersen5o trrca-fclra poreui, te viver aiu-
da setc illas, escapa.
Assisiiiain tres senhoras a esta srssao.
Level urna dellas para outra sala separada do salo
por nina antecmara, e nessa sala, a portas fechadas,
rscrevcu ella algumas palavras em un pedaco de papel,
liolu.iii-n e pdz-lhe em cima urna mao de iiiariiiore.
Tornamos a entrar.
Piide leroque esta senhora acaba de escrever?
pcrguntri-lhe eu.
Parcce-iue que sim.
Sabe onde est o papel em que ella escreveu?
Emciina da pedra da chamiu ; vejo-o permita-
mente.
Poisenlo leia.
Pascados alguns segundos:
Tem tres palavras, disse elle.
He verdad.-, mas que palavras sao ?
Itriliibroii os seus csforfOS.
Oh agora vejo, aeora siin.
Pegou em um lapis e escreveu:
He impon ice! ler.
Foi-se buscar o papel. Erara justamente as tres pala-
vras que nelle estavam escripias, Alexis linlia ldo nao
scm distaucia, mas ai i aves de duas portas c de una
paredr.
Poderla ler una das cartas que um destes senho-
res tem na algibeira.' perguntou-lhe o Sr. Marciilet.
Agora ludo me he posslvcl, poique vejo perfeita-
inente.
Meus srnlioi es, urna carta.
O Sr. Delange tirou urna carta da algibeira c entre-
guo-a a Alexis.
Kncnstou-a au estomago.
He de um padre, disse elle
ni. venia.e.
He do abbadc Lacordaire. Nao. ~ F.spereni.
NSo. He de alguem que un talento tem .un elle mul-
ta analoga. Ah he do abbadc de Lamenas.
Exactamente.
QueiTin que a lea.
Lela a primeira liiiha.
Ouasi sen. hesitarn, leu :
Reccbi, iiii-ii querido amigo.....
Abriu-si- a carta ; era do Sr. de Lamrnais, e a primei-
ra llnha conlinha exactamente o que Alexis acabava de
ler.
Querrin que leia outra ?
Esquirus tirou da algibeira um papel dobrado em
quarlo.
He da mesma ledra, responden o somnmbulo.
Ha, porin, urna palavra que nao he do mesmo punho.
Olhr, he a sua asignatura
Eugana-se, disse Esquiros.
l'ols nao I.eo pe [eilaineiilf : Esquiros. Tome,
toiur f> dava-mc o papel), veja se nao rstahi Esquiros?
Nao poda ler. O papel eslava fechado.
Abra-o, disse-lhc eu, e vejamos.
,Abri o papel.
l.ontinlia um passe do Sr. de Lamenas, rubricado por
Esquirus ein uin dos ngulos, Esquiros tinha-se esque-
cido da rubrica. Alexis tuha-a lido.
A lucidez tiiilia chegado ao eu maior auge.
M iqiiet chrgou-sc a elle coiu a mo fechada
I'dr ver o que trnho nrsla mo ? Perguutou-lhe.
Tire os aunis, a vista do ouro incomiuoda-ine.
Maquee, sein tirar os annels, voltouse e passou o ob-
jreto da nio direita para a esquerda.
All agora siin, bradou Alexis, vejo bem; he.....
tuna rota..... mullo uiiirclia.
llaqurt acabava de levantar a rosa do chao; tiuha il-
<] calcada aos ps.
Est cansado 1 perguutei-lhe eu.
Ksiuii; nas, se quer fazer mais alguma experiencia,
vejo maravilhosauenie
Quer que eu v buscar uina colisa ao incu quarlo
e que Ih'a traga dentro de urna caixa ?
iii siin
Podra ver o que estiver dentro da caixa ?
Pareoe-iue que siin.
Fuiao meu quarlo. Fechei una cousa n'uina caixa de
papelo c trouxe-lh'a.
Ah he singulac, disse elle. Vejo ledas, mas nao
as.poaso ler ; o objecto que ah est vein de aliii-iuar ;
linio ledo de um medalho, e comtudo he uina conde-
corado. Que dr pedraria o cerca nao posso ler o no-
in* do objecto, nao sei o que he ; nunca vi cousa seme-
Ihaote.
Era uinNislian, as ledras que Alexis nao poda ier
era a aisigualura do bej de Tunes.
O. ulijecio viulia de frito do ultramar, tiuha o feitio dc|
um medalho, e era urna eondecrar.o.
Terminada esta experiencia, eslava Alexis cansado ;
acordarani-o.
Mi o que se passou em micha casa. He a res posta que
lou a ludas as prrgunlas que se me tcem feto sobre
'aliamii. Nao a posso dar inelbor.
Alexandre Dumai.
(Jornal do Commercio.)
I .Jai
nal
Descarregam hoje, 28 de jantiro.
PatachoFeronia -- mercaduras.
Barca Norma taboado.
IMI'OltTXGAO'.
I'ernnia. patacho hamburgus, vindn de Hamhur-
go, entra,lo no rorreuto mez, consignado a N. O.
Bieher & C, maiiifeslou o seguinte :
13 caitas lazenda de algodn, pacotas amostras,
7caixas Pilas de algmlfio, I dita pertonces para cha-
peos, 42 caixas ferragons, II barricas ditas : a Scha-
pheillin & Tobler.
I caixa cordas do guitarra ; a Kallcmann & Rosen-
mund.
100 barricas genebra, 185 pacotes cabos, 5 caixas
fazeiidas. 2 ditas fnrragens, I dita lilas, 100 ditas
queijos, 5 ditas pellos envernizadas, 880 garrafdes
vasins; aN. O. nicbfir&C
3 caixas agoa dr Colonia, 6 ditas drogas, 7 barri-
cas ditas, 8 fardos ditas, 2 queijos, 5 fardos papelflo,
3 caixas fazonda dealgodflo, 1 pacole amostras; a
Cezar Kruger.
1 barrica conservas ; a Antonio Marques Amo-
rim.
1 caixa missangns, 1 dita bocetas de pao, 2 dilas
miudezas, 2 dilas pedias de louca, 1 fita 1 realejo,
1 dita herituhaos, 1 dita oleados, 2 barricas facas, 2
.litas bali&s de pao, I dita rame de lalflo e neo, 1 di-
la espoletas, :i ditas i'S|U'liins, 1 dita pollas onvcrni-
siidi.s, I dita fitas de retroz, 4 dilas bahs du pao p
vidros, 2ditas Tacase lesours, I dita agullias, 1 di-
ta filhs e liulia de alumino, I caixn diversos oljectos,
I (lila liuloes de ossu o obras de lalfio, I dita huer-
tas de papelflo e amostras, 6 dilas bezerros de lus-
tro, 2 dilas 2 pianos, 2U2 uigos batatas ; ordem.
1 caixa couriuhos c peunas de escrever, 1 dila agoa
de Colonia, 2 ditas 2 pianos, 26 ilitus vidros, 1 cai-
xinha amostras, 2 caixas meias dealgodilo, 1 dila
niiudezas, 1 volunto tabolnhas, 40 pedras do amo-
lar, 1 caixa inassa-i para chapeos, 1 dila gomma-la-
ca, 2 ditas perlencespara chapeos; a 1. I>. Wol-
(ihopp & C.
2 caixas ultramarino, 15 ditas fazenda de algodflo,
I pacute amostras ; a J. Kellero! C.
CiXt ezorros d usiro ; a H. Zimmcr.
3 caixas e 3 tinas bichas ; a Julius Tegelemeyrr.
1 caixa pertencos para chapos ; a A. L. Slra'nn.
I caixa rotlpa IV i la e conservas, I barrica azeito ;
a J I. Comes
4 gigos hlalas, 1 boho manloiga, 1 caixa livros
impressos; a O Elsler.
1 caixa cobertores para .mesa; a Rollio o Bidou-
lac.
1 barrica ferragons, 1 caixa ditas; a F. II. Lut-
tkens.
(.eral. .
Diversas
CONSULADOGEKAL.
KENDIMFNTU DO DA 27.
provincias.............
3:334,061
93,095
3:427,159
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DA 27.......... 1:896,170
.fovsiiiriito do Parlo
Navio entrado no da 27.
Londres ; 33 das, barca austraca Corona, de 232 tonel
das, capio Martins Serovich, cquipagein 12, carga
li/' ndas ; a ordetn.
y avos sahidos no mesmo- dia.
Porto; brigue portuguez San-Manocl-!, capto Jos
Francisco Carueiro, carga assurar, algodo r couros.
Raliia i brigue-escuna brasleiro de guerra Canope, coni-
mandante o prmriro lente Jos le Mello Crista
d'Ouro.
dem hiate brasleiro San-Benedicto, capitn Joaquina
Jos da Silveira, carga varios gneros.
Una i hiate hrasilriro Nooo-Deilino, capto Estevao I\-
beiro, carga varios gneros.
Ilaieeloua ; &uiiiaca liespauhnla Adriano, caplu Domin-
gos Francisco Olivrr, carga assucar e algodo.
I'liiladelpliia ; brigue americano llrandy-Wine, capto
Powell Mnack, carga assucar.
EI)IT\1
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade oficial da im-
perial ordem da Rosa, cavalletrada de Chrislo eins-
pector da alfandega de l'ernambuco, por S. A/, o
Imperador, que Dos guarde, etc.
Faz sabor que, no dia 29 do correte, ao melo-
da, na porla da uirstna, so hito de arrematar etn
hasta publica 21 cadeiras de pao prelo no valor de
73,500 rs.; 20 ditas de oleo, no de 40,000 rs 3 so-
fas no de 75,000, e 2 mesas redondas do di lo, com
pedras, no de 54,000 rs impugnado pelo amanu-
ense Domingos da Silva CuimarSes, no despacho
n. 3,190: sendo a airematago subjeita a diroilos.
Alfandega, 27 de Janeiro de 1848.
Miguel Archunju Monteiro dt Andrade.
Ikcliuaro. s
Clan.Ijiiu itcnicio Machado faz publico que se
ocha no exercicio do fiscal da freguezta de S -Anto-
nio do Itecife, o morando na ra do I.mmenlo 41.
38.
COMMEftCiO.
BBBBBDBSr
arrobas de pregos de cosladinhn; 3 \ duzias de
hihoas de assoalbo le amarello ; --50 iilqueires de
ra pretil; 100 lijlos de alvenaria grnssa ; -- I
canoa le an'ia.
A matricula da aula do obstetricia' estar aber-
la desden primeiro al o ultimo de fevereiro : as
licors principiaiflo no dia 15.
O professur de rhetorica lo collegio las artes
avisa a qiiom cunvier, que est aberta a matricula I
quem quizer inscrever-se dirija-se a ra lo lialhias-
Ferreira, tercairo sobrado do lado lo norte, das 8 as
6 horas da tardo de todos os das litis.
O prufessor de franco/, o inglez do collegio das
artes avisa a quem couvier, que est aberta a ma-
trcula : quem quizer inscrever-se dirija-se a ra do
Carmo casa de sua residencia, das 8 as horas de
lodos os das ulcis.
THKATRO PUBLICO.
PRESEPE.
DOMINGO, 30 DO CORRENTE.
TBRCFtai PARTIt, [ 7 M0ITES.]
AMOP.TE DOS INNOCENTES.
Urna nova scona entro as pastoras o os soldados
de Heroiles far o drama mais pomposo o deba-
te da (Iraca com Lusbel, ca morte de llerodes.-A
dpserc.no c enntoriado um los seus soldados, oqual
ha apanhado pelas pastoras, e por ellas massacra-
dn. Rematar com o intervallo lo velho judaico, e
tima aria annexa, cantando a Oaca outra aria. Os
entre actos sorfio preenchidos com o brilhant-; ter-
ceto a poloneza a mashurca e dan cas das pas-
toras.
O director pode aossenhores que se Itgnam lan-
Car corona, o facam no fim das arias ou daifas, e nflo
cm principio; porque, como meninas que sSo, 11-
cam sobresaltadas, e erram o que viloexecutar : a-
grnilecondo todavii a benevolencia com que so dtg-
nam manifestar o sou benigno acolhimento.
ii.lumisacaO de caz.
Como llovemos dar Dos o que he de Dos, e a
Cesar o que he de Cesar, cumpre-me fazer publico a
satisfncioque tenho ao ver este thealrn completa-
mente Iluminado a gaz, tanto no parche-scenicn
como na sala o na frente da entrada, ludo devido ao
zelo, esforc o fidelidade do Sr. Chardon. Tenho
pelo decurso do vinte e um annoa procurado acertar
com una lluminnco consiente para brilhantismo
da secna, sem j mais cnconlra-la. Os ospelhos, os
reverberos, os candieiros da invencSo do Sr. Mas-
tagne, e mesmo os de gaz que so principia rain a u-
sar uesta cidade, nada podia tornar a scena bem vi-
sivel aos espectadores ; a dilTcrenca dos candieiros
de gas consista nio tanto no seu fabrico, como na
qualidH.ledo gaz: o que vem do Rio-de-Janeiro
he muito inferior ao que me ministra o Sr. Char-
don. Oxal quo os habitantes desta cidade. banindo
le si case modo de um perigo immaginario, des-
prezem a antiga rutina das materias oleosas, que
lerflo nos candieiros le gaz, olcm de excelleute luz,
um asseio a toda prova.
O director do theatro.
v. visos mari! unos.
Para Lisboa pretende sahir.no dia 20 de fove-
rciro, por ter a mainr parte da carga prompta, o bri-
gue portuguez Conceictio-de-Mara : para fretc e pas-
sagoiros, trata-so com o capilo na praca do Com-
mercio, ou com o consignatario, Thomaz de Aquino
Fonseca, nn ra do Vigario, n. 19.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, imprcterivelmento
no dia 3 de fevereiro prximo futuro, o brigue W-
nrro : recebe alguma carga miuda a frote o escra-
vos: os pretendoutos dirijam-se no consignatario ,
Francisco Alves da Cuiiha nn ra do Vigario, n II.
O brigue nacional Despique segu para o Rio-
de-Janeiro no dia 30 lo crrente, impreterivelmon-
le : recebe passageiros e esclavos a freto : trata-se
com Machado 5c Pinheiro, na ra da Cadcia, n. 37, ou
com o capilAo, Joaqnim Jos dos Santos.
Segu viagem para o Rio-drande-do-Sul, no i.'
de fevereiro prximo futuro, a escuna iacional Sa-
ria-Finnina : quem quizer ir le passagem ou em-
barcar alguns escravos, enlenda-se com Jos Anto-
nio Basto, na ra da Cadoia do llecife, n. 34.
Para a Babia pretende seguir viagem a sumaca
Carlota, por ter parle la carga prompta: quom nn
mesma quizer carregar ou ir do passagom, cnlen-
da-se com o proprielario da mesma, Jos Goncalves
Simas, ou com Luiz Jos de S A mujo, na ra da
Ciuz, ti. 26.
Para o Cear tem de seguir viagem com bre-
vidade o hiato Novo-Olinda, mostr Antonio Jos
Viauna, lendo j parle da carga engajada : quem
nelle pretender carregar, so entender com o mes-
mo meslre no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadcia-
Velha, ii. 17, 2." andar.
Avisos dhersos.
O caixa da cnmpanlm do Beberibe, tonilo do pres-
tar cuntas administracHo no dia primeiro de. fe-
vereiro lomhra aos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos quatro por cento da nona prestago.
Recite, 13 de Janeiro de 1848. iW. G. da Silva.
Alfandega.
BNIIIMENTO DO DA 27........
11:905,778
Obieclt que a reparlic&o das obras'publicas quer
comprar.
Sei* ps de ferro ; 301 canoas do arcia ; 2
O Sr. que por engao levou do um presepe, a
Iitc assistio em a ra Velha, um chapeo francez,
novo, cm a noite de quinta-foira, doixando em seu
lugar um nutro, lenha a bondaile de ir l destrocar
pelo quo deixou : pois sabe-se qum o conduzio
por se ter visto ; c esto engano se, dovo dissolver
boje sem falta, do contrario lera o ceu nome por
extenso ueste Diario.
-Precisa-sede um professor [que nSo lenha fa-
milia] com vs liabiilutos nocessarias para ensillar
n poneos meninos primoiras ledras grammatica
purlugueza, lutini e frnncoz em um eugeuhu em .
.Sprinhleni, dislnnto desta piara f8 legoas : quemj
se adiar nessas circumslancias, e lucrando, ilirija-
separa se tratar a rcs|ieito, ra do Borlas, n. 90.
Nn ra da S.-Cruz, n. 60, precisa-se do um cai-
xeiro que enlchda lo negocio de taberna, b quo ab-
alice a sua conducta.
Acha-seom exercicio a aula lo primeiras le-
das do collegio S.-Anlonio no paleo do Carmo, e
o respectivo professor emponha-se todo no cumpli-
mento de seus deveres de modo que nada resta a
desojar pelo bem do scus alumnos. O mesmo alian-
cu o director a respcilodas oulras sete disciplinas
preparatorias para a academia.
Precisa-se alugar uina ama escrava para casa de
pouca familia, que sai ha ciigommar e ensaboar : na
ra do Aterro-da-Boa-Visla, D- lo.
Quem precisar de urna lavadeira, tanto de sa-
b.1o como de varrolla, podo procurar na ra Velha,
n. 22, quo achara coui quem Halar.
Jos Egasdc Caslro Lima, cansado j le tolerar
a pessoa que por inimensas vezas Ihe tem tirado
cartas do cnrei> ignorando se he pe nomo, equerendo provenir d'ora em lianlp novas
pntanos, por i-no le hojo em dimite, se assiirnar
Jos Ritas Cicero le Castro e Arnripe ; c casu mo
si-ja por este molivo rozn au autor de seme-
llianle picarda baja dorohibir-se em continuar
com a mesma. Aproveit tamhom a occastito pura
rogar ao Senhor Domingos Jos de Campos l.ou-
riense, vindoda Babia nu mez de setemnro prxi-
mo passado, mando-lbe enlregar dtiaa cartas quo
trouxe para o annuncianle, as quaea foram entre-
gues pelo Sr. Joaquim Luiz Ferreira Ponaes, no caes
Dourado daqueila ciliado :e como o annuncianto
n.1o eslava nesta praca noste lempo e a pessoa que
deu-lheesla noticia, disse-lho que o mesmo 8r.
Domingos Jos do Campo* tencionava retirar-se pa-
ra o Cear, sendo tenbn feilo dita viagem he pro-
va vel Id-las deixado aqu a pessoa que fizesso as
suas vozes como lio dedireito : caso o lenha feilo,
queira, portento, n mesma pessoa annunciar a sua
morada por esta folha, para ser procurada, ou alias,
querendo dar-se ao trab.ilho, manda-lss-ha entre-
gar no largo du l.ivramenlo n. 4.
Ir mandarle de 8.-Jos da
Agona.
Olhcsourero da irmanilade do-patriarcha S. Jos
da Agonia rnga aos Srs. mulos que acompanharam
a trasladapjio do mesmo Santo na tanto de 93 do
corrente ,',aia 0 convenio do Carmo hajam le vtr
entregar ascapas c brandos, pois v-se obriga-
do a nflo poder entregar varios ohjectos por iiflo<
estnrem pm Spu poder: por isso espera o mesmo
thpsrjurer0 qUo os Srs. irm.los venham entregar ps
ditos objaptos f na sua residencia na ra do Ran-
ge1, ,7- cv,
-Jos Domingues Fortuna e Silva com sua fami-
lia rctira-se para Aracaly j'ilg" n,la dewar' P-
rm quem se julgar seu crednr, dirija-se a ra do
Collegio, n. 13, loja de bahus al o lia 29 lo cor-
rento que alii estar para satisfazer, pois quo sino
at o dia 30 corrente.
-Precisa-se alugar um preto para o sorvteo do
.... o k.l.l ni.lnr
wm : na i.iiigutsia ii. o. M>.v.
Joaquim Jos Robello embnica para os portos
idosul o seu escravo l.uiz, crioulo.
Precisa-sa de urna escrava para fazer o sorvico
de urna casa franceza, do pouca familia: na ra
Nova, n. 69.
Oflerece-se, pnracaixeirodc engenho, um ra-
paz portuguez. de 18 annos ; o qual sabo ler, escre-
ver e tem alguma pratica de venda : na praca da
Boa-Vista n. 6.
Quem precisar de duna escravas sendo urna
perita engommadeira e costureira e a outra oozi-
nheira de um tudo a qual corla e fas urna camisa
de homem e um vestido de senhora,faz doce de todas
as qualidades, marca eengomma com muito asseio,
dirija-se a ra de Agoas-Verdes, n. 46.
Manocl Muniz de Faria fazsciontoao respeita-
vcl publico, quo, tendo urna carta le ordem quo
Ibc dirigi Jos de Souza Garca, afim de que o
annuncianlefizesseasdespezasde quo necossitas-
sc sen fllho Antonio Joaquim Soares que do Reci-
fe veio para esta villa de Peupueira tomar ares e
medicar-se, em rnsflo de padecimentos physicos ,
no duvidou preslnr-seaosobreditoCarcia, j aco-
Ihendo o dito seu (lino c j Iheministrando os soc-
corros de quo elle mais necessitavn, conforme a sua
possibiliilailc etc. ; o dando a conta lo ludo, escro-
vendo quelloSr. Garca por dtas vezes jamis se
servio responder-Ihe. E porque o annuncianto tem
contas com o Sr. Jos do Souza Garcia a quem pe-
dio para fazer o abalo do que se achava a dever-lhe
das despezas le seu llho feilas pelo annuncianto,
na importancia de 286,080 rs. mandando-lhe o que
reslasse com a sua Ictlra afim le nflo soffrer pre-
juzoalgum, como presume, se anticipa pelo pre-
sente annuncio a protestar contra quaesquor juros,
vislo a falta do resposla om que at hojo o tem dei-
xado aquello Sr.
Precisa-se alugar u m sitio que lenha bastante
terreno e proporedes para ter 6 a oito vaceas : quam
tiver annuncie.
Precisa-sede um rapaz de 12 a 14 annos, que
soja bom ofllcialdc charuloiro para ir tomar con-
ta de urna fabrica em Nazarelh : na ra de S.-Ceci-
lia, n. 9.
O concelho adm inislralivo da soctedado Re-
creio-Juvenil participa aos Srs. socios; que domin-
go, 30 do corrente prin cipiam os ensaios da mes-
ma sociedade, na casa do costunie.
L. de C. Paos de Amlradc, como procurador de
seu pai, o Sr. senador Ma noel leC.Paes de Andrade,
faz publico que j deu principio ao aforamento, an-
teriormente annunciado, do sitio Campo-Verde, si-
tuado no Corredor*do-Bispo : os prelendenles diri-
jam-se a ra do Hospicio, n. 12, das 4 at as 6 horas
datanlc.
Aluga-se a casa terrea da ra da Florentina, n.
5 : quema pretender dirija-se a ra do Trapiche, ar-
mazem n. 19.
Aluga-sc o segundo andar do sobrado da ra
do Trapiche-Novo, n. 20, com bons comraodos ,
cozinha com muito boa vista de mar e em lugar
coinmodo de embarque e desembarque, por prego
rasoavcl.
Ililhar no lka*sco
Contina a haver sorvelo bem feito, pelo proco de
200 rs. o copo, boa medida. Na mesma casa precisa-
se alugar ii m negro que srj liel o diligente.
Offerece-se u m rapaz hrasiliro para raixeiro
do ra ou escripia : quem precisar uiinuncie.
Aluga-se una casa terrea, na rita Nova, por
Irs da ra lo Caldeireiro, n 17 quem a pretender
di rija-se a roa da Gloria, sobrado n. 7.
Vendo-sol preta muito moca e le bo-
nita figura, que lio perfoita engomma-
leira, eosltlreira e cozinheira, n qua[
ho muito iesemliiiraenda ; 1 dita cum
principios le habilidades, ptima para
franjar bem uina casa a andar cum me-
ninos; 2ditas com algumas haliili.la-
dos, o que vendetn muilo bem ni ra ;'
dous molequcs, sendo um de naciioV
bom coziiiheiio, de 24 artnos, o outro,
crioulo, de 15 annos, muito esperto e
hbil ; um prcto do 26 anuos, opliino
para ludo o sorvico ; dous mulatiuhos
de 9 a 10 annos, muito espcrlos ; na ra
do Vigario, n. 4, so dir quem ven-
de.



.
m
Theodoro Jos Tavre.i tem tratado com Jos
Domingues Fortuna e Silva comprar a toja de
bahus quo o dito Fortuna tem na nra do Collegio,
n. 13: quem seacharcom direto a alguma accflo
sobre i-ala venda f||n com o mesmo Tarares, na
ra Bella, n. 33 nu annuneie por esla folha.
A mes regednra da irinanda erecta na f'Oguezia do l'nco-da-Piiel|H, fz scienlo
sos devutos, que lem mudado o dia da festa da mes-
ma Sc-uhora para 6 dofeveruiro prximo vindouro, e
que a bandeira iovanta-se a* amachecer do dia 28 do
coi-rento, com toda pompa. Ha fugo de vista.
FurUram urna trouxa de roupa lavada a urna
negra, e como ella ostivesso tonta da caneca, nao sa-
be dar relacflodadita roupa, eso dizque a entrega-
ra a urna negra ; como se ignora quem aoja o se-
nlior de tal negra, por este motivo se roga a quem
da dita roupa souber, leve-a no largo do Corpo-Sn li-
to, ii. 17, quesera generosamente recompensado.
OSr. Silvestre itios tem uina carta na livraria
da praca da Independencia, ns. 6 e 8.
A viuva I). Francisca da Cuulia Bandeira destel-
lo e filhos de JoSo Carlos Peroira de Burgos l'once
de Lefio, pelo presente ar.em sciento ao respeita-
vel publico, que teem liquidado todas as suas emi-
tas, e nada deven) a esta, ou outra qualquer praca;
entretanto, se alguem se julgar credor de sua casa,
haja de presentar suas contas no prazo do 8 dias,
contados da daU desle, s6l> pena de nenhuma res-
ponsahilidade dos nnnuticianles, que n.1o reconhe-
cerflo verdadeiro quaJquer debito. Os annunciantes
advorlem que pendem em juizo duas queslOos so-
bie insignificantes qunntias, a.sabor : com a casa
i dos Srs. Viuva Basto & Fillios, por 190/e tantos mil
\J"6is, que aquella casa lias pede, ede quo osannun-
cmtes Uveram sentones a favor no tribunal da rols-
eflo; ea segunda com o Sr. Bernardo Antonio do Mi-
randa, que demandara a casa dos annunciantes por
300/e tantos mil res, dos quaos sendo chamado a
juizo por juramento d'alma, declaro baverrecobldo
280/rs., sendo os annunciantes absolvidos naquel-
ta paite dopedido. eficando pendento por appellacflo
a_ quesillo por 50 ou 60 e tantos mil res. Soledudc,
sitio da Cscala, 24 de Janeiro de 1848.
Precisa-sede um menino portuguez, de 10 a
1* annos sendo dos ehegados proximamenlo, eque
seja ue ua conduca, para eaixeiro de loja de mm-
dezos -. no Aterro-da-Boa-Vista, n. 84.
Os abaixo assignudos avisam a quem convier
quedissolveram no dia primelro do correte a
sociedadeque tinbam as suus duas lojas de fazen-
das dchaixo da lirma do Antonio do Azevcdo Vil-
laroucoA/Irmflo,(cando daqiiclladalaem diante por-
tcncendoao segundo socio a loja da ra do Colle-
giu n. 1, e ao primeiro a da ra do Qucimado n.
5 ; assim como a liquidaeflo da exlincla firma- Re-
cite, 24 de Janeiro lo 1848.- Amonio de Azeeedo Vil-
aroueo. Mulhias de Aztredo Villarouco.
duranto 7 annns de residencia nesta cida- loJa da esquina do Collegio e na botica do Sr. Mo-1 da Silva Lopes, *v.: contm lambem urna lista a 1-
1 phaheiira dos nomes dos presos entrados na torre,
r ; I i illas das prisnes.
- 'reciss-sr: ue um ou dous aprendizes de eliaru-
leiros: em Fra-de-Portas, confronto a padaria .
fabrica n. 127.
--Precisa-sede um eaixeiro para urna venda: na
praca da Boa-Vista venda confronto ao oitOo du
matriz, n. 2.
iNas Cinco-Pontas, n. 108, lia orna
preta captiva, parida de 4 dias, c seni
cria, para ama de leil.
Jos Pcreira da Cunba embarca para urna das
provincias do sul, porordem c conla do Sr. Antonio
da Silva Pessoa, u escravn do nome Leonor, crioula.
Aluga-se por preco commodo o segundo an-
dar e sotflo do sobrado da ra da Cadeia do Ilecife,
n. 32 : a tratar na loja do mesmo sobrado.
Contnua-se a ensinar primciras leltras, gram-
matica porlugueza o msica, pelo mellior molliodo
Pssivcl, c por preco commodo : na ra do Hurlas,
n. 54. lambem lecciona-se em casas particulares.
Atlencao !
Na loja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
quim de Novaos, contina a haver- um sortimento
do obras feitas; chapeos do todas as qualidades;
ditos para meninos e meninas; ricos chales de seda;
mantas de seda; lencos de todas as qualidades; e
outros niuitos objectos que ha para vender.
Agencia dcpassaporlcs.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaportes tan-
to para dentro, como para fra do imperio; assim
como despachara so escravos: ludo com brevidado
Precisa-se arrendar um cugeiilio porto destu
praca para o sul moente e corrente, com boas
trras de produceflo com algunia fabrica ou sem
ella : quem livor diiija-se a ra do Cabuga leja de
ourives, do Sr. Manocl Antonio Concnlvcs que se
dir quem pretende.
O abaixo assignudo cnsina em sua cusa, no A-
terro-da-lloa-Vista, n. 82, gcographia c francez, o
ira dar licfles em casas particulares.
Dr. Joaquim de Uliteira Souza.
Permutanv se duas grandes casas terreas, com 4
quartos cada urna [sitas nos Arrumbados, com
grande quintaos plantados de parreiras, romeiras,
larangeiras, coqueiros pinheiras condeeeiras,
manguciras, figueirns, goiabeiras sapotis e outros
inais arvoredos, lodos novos; c bem assim um
grande terreno, proprio |iara pluntacflo de capim ,
tanto do invorno como de verilo para sustento de
oais de dous ca val I os animalmente por propie-
dades em qualquer dos bairros desta cidade, ou em
Portugal : quem este negocio quizer fazer annun-
eie por esta folha ou dirija-se ao dito lugar dos
Arrombados, casa (terrea junto ao sobrado, delimi-
te da igreja.
pratica
de serlo garantas sufflcientes para as pessoas que,
precisando de seu presumo nio odeixem do pro-
curar.
- Precisa-se Singar um preto, "ou preta para o
servico de urna casa de familia f na ra da Cadeia
de S.-Antonio, n 19
Precisa-so de pretas que vendam pSo pagan-
do-se-lhes a vendagom e sendo que seus seuhores
serosponsabiliscm : na ra Direita, padaria, n. 26.
LOTERA
DO
Hospital Pedro Segundo.
Ilavendo-se marcado o dia a4 de fe-
vereiro prximo vindouro para o anda-
mento das rodas da segunda quinta par-
te da primeira lotera do novo hospital
l'odro II, o respectivo the*oiirero, con-
fiado na beneficencia publica, espera que
esse di i se torne mpreterivel, pela ex-
pontanea e prompta concurrencia que
tem liavido na compra dos bilheles como
filizmcnte succedeu com a primeira an-
tecedente parte, que fra m .rcado por
urna s vez o dia de sna cxtr,acco.
Na ra do Aragflo, n 4, bairro da Boa-Vista,
fazeui-.se quaesquer cortinados, tanto de cama como
para janellas, com a maior perfeicflo possivel.
Precisarse de um eaixeiro para tomar conla de
uina venda em Fra-do-Porlas n. 56 : a tratar na
inesma venda.
3 CH PISOS DE SOL %
Ra do I*asseio"Publico. w; s.
roira, defronte da matriz da Boa-Vista.
** -- C C4M4M4MT
\ende-se, na ra das Crnzes,
n. 41, primeiro andar, cal virgem
de Lisl.i, pira engenbo; panno de
linlio do Porto, e marmelada nova:
I ttido em conta.
*NrSBMM-<*Mr Mr*MMr3>
Vendendem-se, na ra do Trapiche, n. 6,9 escra-
vos, sendo ; 4 mulatinhos do idado de 6 a 10 anuos;
t molaqude 12 annos; 2 mulatas, sendo urna cos-
turera ; 2 pretos de 35 anuos : tudo por preco com-
modo, pelo dono se retirar para fra da provin-
cia.
Cera de carnauba.
Joflo l.oubot participa ao respeitavel publico, que
recobon, por estes ltimos navios francezes, um com-
pleto sortimento do chapeos desol.de seda, amis
rica c superior qualidade; furta-cores o outrus mui-
tasconliecidas, tanto para homens, como para Sras
e meninos. No mesmo estabelecimenlo ha um sorti-
mento de chapeos de sol de paninbo, dos mnis mo-
dernos; ditos omito grandes, proprios para homens
decampo: tambem lem chapeos de sol do pannho
para meninos o meninas, por sercm milito finos: po-
dem-se chamar chapeos de economa. M.i mesma loja
ha sortimento de bengalas, beng.-ilinhas o chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armacilo de cha-
peos de sol, com sedas de todas as cores e qualida-
des. Nu mesma casa lia um grande sortimento do
panniulios trancados c lisos, imitando seda, para
cobrir os mesmos: desta fazenda se vende aretalho.
Concorta-se lodo qualquer chapeo do sol, por ha ver
um completo sortimento do todos os pe lencos para
os mesmos, com toda a perfeicilo e brevidade.
-- Joflo Vaz de Oliveira embarca para o Rio-Gran-
dc-do-Sul o seu esciavo, do nome Luiz de nacfio
Inhabano.
Acha-se estabelccido um deposito de carvlo de
madeira da melhor qualidade em saccas de cinco
palmos do alto e dous o nieio de largo, no primeiro
armazem do capim ,que Tica no fund da venda da
esquina da ru Nova na ponte da Boa-Vista a ra-
sflo de 500 rs. por cada sacco, levando o compra-
dor vasilha para mudar o carvSo. All ncharflo as
pessoas quo quizerem prover-so desle genero, um
constante deposito nao s da melhor qualidade,
como na quantidade que necessilcm pelo mdico
preco cima mencionado.
O depositario do archivo da sociedado Ins-
truccHo & Recreio pedeaos socios da mesma, que
comparceam domingo, 30 do corrente, pelas 3 ho-
ras da tarde na sala de suas sess0es,para deliberaren)
a maneira porque devo elle desoncrar-so do seme-
Ibantc encargo, visto o completo abandono em que
leem estado os trabalhos da dita sociedade.
Domingo, as II horas da imite, 23 do corrente,
perdeu-so um lenco branco com lavariuto e bico a
roda, desde o pateo da Santa-Cruz ule a Passngem-
da-Mngdaleua ; quem o acbou, e quizer restituir,
poder mauda-lo ao 2 andar do sobrado onde ino-j
ra o Sr. Dr. Pereti, no paleo cima dito, que ser re-
compensado, o so agradecer assaz.
Antonio Carlos Pe re ira de Burgos l'once do
Lefio pelo presento faz publico que a ningiiem devo
uesla praca ou nutra qualquer parte : entretanto,
convida a qualquer quoscjulgar seu credor, haja
do apreseiilar suas coutas no prazo do 8 dias, con-
tados da data do presente; e cerlo de nflo dever,
desde j declara que fra desle periodo do lempo
repula falso qualquer debito que haja do appareccr.
Soledade, 'sitio da Cscala, 24 de Janeiro do 1848.
Vendo-se, na rus da Cruz, no Recie, n. 21 su-
perior rera de carnauba, em barricas, por preco
muito mdico, para saldar conlas.
Achum-se venda na praca da Independencia,
defronln do Sr. Figuera, quatro quadros do me-
lhor gusto possivel, pela rica moldura dourada e bel-
los relalos dos mesmos, os quaes n!fo deixarflo de
agradar quem soubcr apreciar 15o moderno e lin-
do adorno de urna sala.
LOTEKIAO RIO-DE-
JANEIRO.
Vendem-se bilheles e meios
Jilos ta 13.a .olera a beneficio
do Monte-Pio-Geral e tam-
bem lie cliegada a lista da 24.a
nter*!a n beneficio do hearo de
San Pedro : ni ra da Cadeia, lo
ja de cambio, n. 38, de Manoel
Gomes Vende-se, no armazem de Bacelar, no caes da
Alfandega niiirmclada muito boa e nova em latas
de 1, 2e 4 libras por prego commodo.
Vende-se, de urna familia quo so relira para i
Europa urna parda de elegante figura do 30 an-
uos do excellente conducta mui limpa de m3os ,
pelo que se ihe pode confiar o governo.o direcefio de
uina grande casa, no que fio versada : alm de tilo
boas qualidades lie insigne cozinheira, tanto de
rorno como de fogo, porque faz todas as quidida-
des de assados.recbeios e picados ; lio grande dis-
penseira raconeira ounfenneira; tambcui cose, la-
va ongommae faz qualquer doce: lambem se
vende una criuulu de 17 anuos, com as mesmas
prendas mas nflo tflo apurada na cozinba na ra
Nova n. 14, segundo andar.
33 333t33353^3?3^

s
Vendem-se, na ra da Cadeia do fp{
reas
nenie, n. J7, cera em n.a0)
bricadas no Rio-de-Janeiro, em
tima das melliures foljricds, em cai }fj
,|j xas pequeas, de urna at deza.seis
fhl em libra ;e caixotes com ditas, a-
-!i bricadas em Lisboa, sortimento ao
{j gosto do comprador : e lambem se
ijjl vendem brindoes, fabricados no
rii llio-de-Janeiio, e tudo por preco ^!
'S mai commodo do que em outra k\
lj (|uulquer parle. i
"i
fa- m
I
p
A /-'rr/nfi Ilustrada por seus grandes homens 2
v. em 12, com eslampas.
Chronita do imperador Clarimundo, donde os
reis iie Portugal deseeiidem tirada da liugoagem
liungaia em a nossa porlugueza dirigida ao prin-
cipe D. Joflo filliu do re. 0. Manuel por J. de Bar-
ros seu criado 3 v.
Minias uutras obras histricas de merecimento se
encontrnm na livraria, edellas se dardo noticia aos
pretendentes.
VinhodeBordeaux.
DEPOSITO
NA RA DA CRUZ, N. 20.
Na na do Trapiche, n. 17, con-
tina a lnver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisbdi, chegada prximamen-
te ; ndvcrtindo-.se aos compradores des-
le genero que o deposito lie j muito pe-
queo, e que da nova n5o lia mais em.
parte alguma.
ova alpaca.
de mMc palmos (le largura, na
loj i de Guiitares SeraGm
' i)., na do Crespo, n. 6.
Vende-se a nova alpaca, de se-
te palmos de largura pelo barato
preco de I^OO rs. o covado;
assim como atocinados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; eoutras mui
las fazendas finas, de linlio e se
da, chegadas ltimamente esta
cidade, e ludo muito barato.
ADMIRAVKIS NAVALHAS DE A^O DA CHINA.
Na ra larga dn Rozario, n. 35, loja do i/iiy.
'i
-Vende-se cal virgem de l.isba em caixas o
huiricas chegada prximamente : no esciiptorio
de Fiaucisco Scveriaiio Rabello& Filbo.
I'OF.SIA.
I'eleja havidfenlre urna alma o diabo e Miguel,
Um Col helo ntidamente impresso em formato do
oja de
Compras.
no
Compram-se garrafas vasias proprias para en-
garrafar vinbo : na ra do Trapiche n.
Compram-sn quatro formas de cacimba
Alerro-da-Boa-Vista, fabrica de licores, 11, 17.
Compram-sn 60 caadas de nzeite de coco
ra da Cadeia-Velba armazem n. 12.
Compram-se c vendem-se es-
cmvos, e recebem-se de commis-
c6es, olTerccendo-se toda c qual-
quer garanlia a respeilo dos mes-
ge ira
s, n.
pera que os elogios e o muito pairoeinio que tem
1 ccebido pelos benelicios que tem produzido na >ua
mos : n na dis Laran
1 4, segundo andar-
""mmmwMW
Compra-so um diccionario francez o porluguez,
por Konseca : na mu .Nova n. IC.
>
Vendas.
M. S. taWson, dentista, recei.teniente chegado da
Euiopa ,'aclia-so residiudo noRecifo, ra do Tra-
piehc-Novo o 8, segundo andar, aonde contina
a por denles mineraes, lleando incorrupliveis, e
appaiecendo inteirmente como naluraes : tamben)
tira a pedra, a qual, nflo sendo exlrahida em pou-
co lempo tando arruina os don tes ; chumba com
ouroou pratn para privar de aiigiuenlar a conup-
co; lambem lira, lima e faz todas as operacOcs
denlicaes com a maior delicadeza possivel. Ellees- padre as inais correctas o mais regulares : na pra-
FOLHINHASPAIIA O ANNO DE 188.
Vendem-se folhinhasde algibeira de porta e do
ca ila Independencia, livraria ns. 8 e 8 ; na ruada
Cruz, loja u. 56; ou ra do Crespo, loja n. 11; na
oilavo francez : na praca da Independencia ,
encadei nacflo n. M.
Na ra do Trapiche, armazem
n. 54,
vende-se assucar refinado, em p3o, a aoo
rs. a libra.
Obras histricas
Conlinuacao' dai annuncladat na Horaria d.i esquina
do Collegio. ( l'ide Diario n. 21. )
Memorial do marechal Neij duque de Elchingon ,
principe de Moskow, pubicadas por sua familia, 2
v. em oitavo com cartas lytliographa.las.
Historia p/tilosophica dos Judeus desde a decaden-
cia dosMachabeusat os nossos dias, por M. Ca-
peliguo 1 v. em oilavo[ premiada pelo instituto].
HiHoriada reitaurafo, por M. Capefigue. novis-
simii odieflo corrigida e augmentada i v. em 12
Historia de Flortnta por Machiavel traduceflo
franceza de M. J. I'. Perica I v. em 12.
Hxtloria de Franca por Nicbuhr tradiiccflo fran-
ceza conforme a terecira odieflo allemfla por Al.
Colliery v. grandes em oilavo.
Uistaria fomana do mesmo autor, tradiiccflo in-
glezailii Pliiladelphia, por Julios Charles uConnop
Tiiislwal, 5 tomos em 2 grossos voluntes.
I'eregrinaco de Feriiflo tiendes Piulo nova edi-
eflo coiifoiuie a primeira de 1614[obiu de grande
eslimacflo pela pureza Jo fingoagem variedado do
noticias e succossos quo contm,o sobretudo polo os-
tylo ], 4 v.
Historia da rerolucSo do Porto em 1828 seguida da
Nisloriada restaurado do Portugal, pelo impera-
dor D. Pedro 2 v em oitavo com retratos [ histo-
ria liol e bem escripta dos acontec raemos daqucl-
la poca].
Historia da retoluce trncela, por M. Miguel, tra-
diiccflo porlugueza pelo poeta Costa e Souza, 3 v.
Historia do capliveiro dos presos de S.-Juliflo no'
touipo do goyerno desptico de l). Miguel, por 11.
Estas navalhas leem a vantagem de corlar o ca-
bello sem ofleuder a pello, deixundo a cara pa-
recen.lo estar na sua hrilhanle uincidado. Este aqo
he da China c seu autor he Sham.
Por todas ns sociedades das sciencias medico-ci-
rurgicas tanto da Europa como da America, Asia n
frica be reconhecido o uso deslas navalhas ma-
ravilbosas nflo s para prevenir as molestias cu-
tneas, a que a bumauidade esta subjeita, mas
lambem como um meio de as curar.
Vendem-se as verdadeiras s na loja cima indi-
cada.
ELIXIR TNICO
A N T I r L E U M A T I C O, .
pelo senhor doulor tiuillid, medico da faeuldade de Va-
ri, membro de varias sociedades medicas, assim nt>-
cionaes como eslrangeiras, cavalleiro da real ordem da
legio de honra, etc.
fDupont, pharmaceiitico, em Paris, ra T-
quetonne, n. 14.}
0 nico deposito verdadeiro doslo olixir lie esta-
belccido pelo mesmo autor na botica do Sr. Jos da
Rocha Paranhos, roa estreita do Rozario, n. 10, em
Peina m buco.
O elixir anti-llenmatico he essencialmonte tnico,
reanima o principio vital e d forca is fibras, des-
taca os humores viscosos, os precipita em baixo, a-
viva o appetite c fortifica o estomago.
Pde-se administrar na mais tenra infancia como
na velhice; nada he mais doce quo o seu efTeito: fun-
de, dissolvc os humores o Ibes da sabida som algu-
ma ngitacflo, som suspender as occupacOes, nem
mudar os hbitos: se pode tomar dcste emeazmeoto
umaculhcr dcmanhfla em jejum, particularmente
no invern c nos lempos hmidos.
Os asmticos, gotosos, hydropicos, aquolles cuj*
fibra he moli, ficain satisfeitos do sou uso; bem
como os que sofTrcm defluxflo catarral do peito, a-
/e.iiinies do estomago, syucopes e palpita^Oes do
coraqflo, clica, empigens, catarro da bexiga, apo-
plexia cerosa, reumatismo, lluxos alvos, doencas
de Icilc uasscnlioras, indigestan, vermes intestiuaes
as crianzas, eoutras muitas enfermidades que se-
ria longo enumerar.
Este medicamento salutar tem produzido os mais
fivoravuis ell'eitos, nos casos, para assim dizer, des-
esperados. Desta sorte, desde seis annos foi pres-
criplo por lodos os mdicos Ilustres, e os successos
quotiilianos quoohtm, tanto em Franca como nos
paizes estrangeiros, formam o melhor elogio que
deste posaa fazer-se, e a prova desle he a grande sa-
bida que este maravilhoso remedio tem tido as
provincias do brasil, principalmente na Rahia a
IRio-ue-Janeiro, onde ha lautas Ilustrares me-
dicas.
AVISO ESSF.NCIAL.
Deve-so smente inteira coulianea s garrafas qus
leem urna marea que leva a lirma do autor, seme-
ntante aquella que se. v em baixo. Emflm, para e-
vitar o porigo das falsificacOcs, os accidentes que
podoriam acontecer, n arrestar a cobija dos falsa-
rios, o publico lie prevenido que cada garrafa deve
seracompanli.ida de uina InstrucCiTo impressa que
indica a maneira de empregar esto medicamento,
compilado pelo Sr. (uilli, com a sua lirma, e im-
presso era Pars por o Sr. Coelschy ; carcter.esse-
senciaes para evitar a fraudo.
Vende se cal virgem de Lisboa,
chegadn ltimamente, em buris peque-
nos, e mais barata que em outra qual-
quer parte ; vinho tinto do Horlo, mui-
to superior, em barris de oitavo ; panno
de linbo do Porto, c cueiros de nlgodao;
cera em velas, de Lisboa, com sorti-
mentos a vontade do comprador : na ra
da Cruz, u.49, casa de Alende ATarroio.,

MUTILADO


-i

S-J
Vende-r um preto de naglin, de bonita figura,
rnuitooornnlpiiln, sem vicios nein cl..|iit>8 : ven-
0--*p para comprar urna preta mi trora-*)' : lia rua
ta Concordia, passando n nonteziiiha, a direita, se-
gunda casa terrea sp dir q.....n vende.
VeMilf-sp umaoomplfta araiacHo ile loja do a-
En.in.4 qnp pode servir para qualquer oulro osla-
i'Ieri ment: na rua Direita, n 89.
-Vende-se por prego mudo baixo, urna par-
lula do caixas de charutos, proprios para serum co-
Iiertos : na na do Trapiche, n. *?.
- Vendem-se, no armazem
de Dias Ferrcira, defronto do guindaste da alfan-
dega e na travessa da Maflre-de-Deos, n. 9, gigos
cobi batatas, ebarriscom uvas, por muito barato
prego. .
No fim do Itocco-Largo, no Recifo, j^nto as tai-
xas manbns, como sejaru : ladrilho, alveuaria batida,
dita grosa .lapamcnlo, o quadrados ; ditos do fo-
gflo, cal branca o preta barro e areia : tamhem
vrii'ir-se nliMima madeira, comosejam: cnchameis o
calinos : tudo em conta conforme a quantidade.
Anda um p"aco de altenco.
Na ra da Cadeia do Recife loja n 50, defronte
da ra da Madro-de-ltens, vendem-se cortes de cam-
bra I.i decores para vestidos, a 3,200 e 3,400 rs. ;
alpaca preta superior, a 900 o 1,280 is. ; chapeos
dp massa francc7.es a 6,600 rs. da ultima moda ;
ditos brancos de castor a 7,000 rs.; casimiras pre-
tas a 2,700,3,400, *,000 e 4,500 rs. ; dita encarna-
da de (liiiis larguras a 2,400 rs ; cazinelas pretas ,
1,120 rs. o covailo ; fustito branco, a 400 o 500 rs. o
covado ; lencos ile sctimcoin franja para hombros
de senhora fazenda muito i icu, a 5,000 rs. ; chitas ,
a 150, 160 c 180 rs. ocovado.
--Vende-so ai roz de casca, pelo precio de 3,200
rs o alqupjre medida velha : na ra da Praia n.
41. Na, mesma casa compra-se urna grainnialica fian-
ceza ; um diccionario francez o portugus e portu-
gueze francez.
PRELOS.
Vendem-sesaccascom fardos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
rij Js Arr.orirr, r. 35.
Vcndem-se caixas de cha liysson do 13 libras ,
em porgflo.ou a retalho: na ra da Alfandega-
Vcllia n. 3b, em casa e 'dullious Ausiin 6c C.
Ka iua Direita, n, 55,
vende-se um par de embonos de pao do codro pa-
ra hnreaga ; 2 travs c um pedago de pao do con-
dur ; azclto decarrapalo, a 1,200 rs. a caada;
pomada, a 230 rs a duzia ; c lodosos mais gneros
pertenecntes a venda por menos que cm outra
qualquer parte, e de muito boa qualidade.
luchas de Hamburgo.
Vendcm seas verdadeirasbichas do llamburgo,
pelo prego de 640 rs. a reliilho : ua venda do Manuel
Jos de S Araujo na ra da Cruz, n. 24.
Vende-se fumo em folha para charutos, do
superior qualidade; gomma de aramia: tudoclic-
gado da Babia : dcfronle da escailinha da alfande-
ga ou a tratar com Silva & Grillo.
Vende-so um sitio na estrada do S.-Amaro pa-
ra Relm, passando a ponte o piimeiro, do lado
direito com muitos arvoredos de fruco paslo
para 8 vaccas de leite, tres viveiros, baixa para
capim terreno para plantacflo : tambem se vende
outro mais pequeo na mesma estrada: a tratar
no mesmo sitio a cima, ou na ra Direita, n. 4,
confronte ao oito do l.ivra:nento.
Vcndem-scsementes de hortalicc, de todas as
qualidades: na ra da Cadeia, loja de Jolo Jos de
Carvalho Moraes.
Na ra da Cruz, n. 26, vendem-se urna parda c
urna preta, mocas; dous mulalinhos do 10 a 12
anuos; saccas com milito boa farinha de mandio-
ca ; ditas com milho; urna porg3o de saceos no-
vos para farinha ou milho ; couros miudos c sola.
-- Vcndem-se, por preco commodo, lijlos de
cacimba, de 5, 6 e 9 palmos de bocea do (humliar-
ro e bem cozidos; ditos de ladrilho de forno de
podara ; ditos quadradinhos do sala: na olaria do
liindao, a primeira junio a fabrica do Gervasio:
tudo bem feilo edo hoin barro.
Luvas de pellica, e meias
de seda.
Nn ra da Cadeia do rtecife, loja n. 50, defronlo
"Via ra da Madre-de-Dcos vcndem-se luvas de pel-
lica para homem, a 1,400 rs., fazenda supeiior ; su-
periores meias de seda preta para bomem, a 1,000
rs. o par.
Vende-se urna cscrava de 24 annos, de bonita
figura que cozinha o diario de urna casa, lava.....i
bem de galillo che muito diligente para todo o
mais servigo do urna casa com um lindo lillio mu-
Intinho de dous mezes, e com muito bom leite : tam-
hem se troca por urna negrinha de 10 a 12annos, que
sirva para andar com urna menina, voltando o resto:
na ra do Crespo, n. 12.
Vende-se q, tresenario de S. Francisco do Paula ,
obra til a os devotos do dito santo, as Injas do
livros dos Srs. Santos & Companhia atrs do Cor-.
po-Snto ; Cardozo Ayres ra da Cadeia ; e em S.
Antonio praca da Independencia ns. 6 c8.
Tlieologia moral do hispo
.11 o ti te,
Acha-se a venda a nova cdico em 3 v. na livra-
lia d esquina do Collogio, com a differenca de
2,00(i rs. sobre o preco do Rio do 10,000 rs. : ha
tamboril exemplares de ptima encudernacTo que
cuslam mais o preco desta.
n, com 5 qnarlos ditas salas cozinha fra, quin-
lal morado o ca imbn com coininnilos para urna
grande familia ; urna escrava de 36 anuos um mu-
Iniinho de 8 niimi j um llrago de halanga grande
Com conchas de pao ; dous pesos de 2 arrobas e de
ttieia arroba at meia quarta propria para arma-
7em de carne ; una armagao de venda 0 Caulei'OS :
na ra da Concordia, junto a casa terrea desol3o,do
Sr. Jos Antonio Correia Jnior.
Panno fino mcsclado.
Vende-se superior panno fino msela
do de todas as cores ; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas e de cores ; pan -
no lino preto o de cores; sarja de seda
hespanhola legitima ; cortes de cam-
inata de seda padrOes novos; alpaca
muito fina ; chapeos de massa franco-
zes da ultima moda ; toalhas ricas ;
guardanapos e aloalbados; o outras
militas fazendas linas: ludo mais ba-
rato do queem outra qualquer loja : na
ra do Queimado nos qualro-cantos,
loja do sobrado ailiareo, n. 20.
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
te e 89 ditos de fundo em estado de so edificar,
por nflo precisar aterro om cujo terreno podem-se
fazer tres ptimas mei'agoas na ra do Pilar em
Fra-do-Portas do lado da mar grande: nadita
ra, n 11, no palco da igreja do Pilar das 6 horas
da inanlia as8.
Vende-se, por precisflo, urna preta que engom-
ma muito bem cozinha toda a qualidade de comi-
da o cose, de 18annos : na ruade S.-llita n 44.
--Vendem-se tedias muito boas, grandes e largas,
a 20,000 rs. o milheiro escolhidas: em S.-Anna ,
na olaria oue se desmanchou : tambem se vendcm
travs do'l7a 18 palmosde comprimento, o bas-
tante grossas a 1,600 rs. cada urna.
Vcndc-se urna loja de mmdczns com poneos
fundos em muilo bom lugar, o nito tem alcaides,
a dinliciro ou a prazocom boas firmas : na ra do
Cabug loja do Joaquim Jos da Costa se dir
onde he a luja.
Vendem-se bichas pretas de Lisboa muito su-
periores a 8,000 rs. o cento : na ra da Cruz, no
Kecife, n. 62.
Vende-se urna parte no engenho Jaguaribc ,
termo da villa Iguarass lio 2:853#003 rs. perten-
ecido a D. Antonia Francisca Cavalcante Lins, quo
Ihe tocn por morte do seu pai Frarciseo Xavier Ca-
valcanti Lins como so ver no formal de partidla :
na ra larga do Rozario, n. 32.
Adverte-seao publico que peste deposito da ruada
Cruz, n 51, acharito sempro boas qualidades de
charutos por prego rasoavel
Na ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da fc>lva
Maya,
vendem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto de seda como de palhinha chegados ultima-
mente de Paris ; chapeos de seda para senhora ;
cortes de crambraia do seda de ricos gostos, por
prego muilo commodo ; corles de vestidos de cam-
braia ecassa-chitasde difieren tes qualidades, por
preeos baratos; ditos com urna pinta de mofo e
seui elle a 2,000 e2.5O0 rs. cada corte ; mantas de
seda e lila para senhora, das mais modernas que
leem vindo a esta praca, a 5,000 rs. cada urna
mantas e chales do seda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca preta a 800 e 1,609 rs. o covaJo;
panno do linho a 400 rs.. a vara ; casimiras fran-
cezas e elsticas para calcas a 5,000 rs. o corle ;
fusles; selins e velludos para collete, por prego
muilo em conta ; bem como um sortimeuto de ou-
tras militas fazendas, que se vendem pelo barato.
--Vende-se unta escrava muito sadia, quo lava
engomma esabe trabalhar de costura o diario de
una cas::: o motivo por que se vende e dir nn
comprador : na travessa da Guia n. 1.
Vcndc-se urna casa terrea sita na ra Velha
do hairro da Boa-Vista n. 105, em chitos proprios ,
e com sufficientes commodos para familia : a tratar
no trapicho do pelourinho com Antonio Coelho de
Mello.
&!!*!* 1* %]# tu'*]* Wl#tl*&
ALVIC-ARAS II.-
LUSTRE MADA-
MISMO.
Milho.
di
* Vende-se milho, a 2,000 rs a sacca : no caes
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vendom-so. na ra da Cruz, n. 46 condegas
com peras; ditas com figos; ditas com pecegos ;
latas com figos; ditas com homilas; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhas de aramia : mas-
sos finasen) caixinhas ; chocolate do canella de 'la queseja cozinheira : a tratar ua ra das Cruzes,
Ha milito i|ne ssO increado se aciiava
desprevenido de fazendas modernas que
bem satisfizessem ao variado gosto das se-
nhoras do bom tom ; mas agora acaham de
cliegar a loja de Antonio Luiz dos Santos &
Companhia na ra do Crospo, n. 11, os su-
blimes cortes das encantadoras
y JUBILENSFS 4$
Seus lindos padrOes e mimosos desenhos
silo om tanto apuro que com graga realgam
nos corposdo bello sexo. Suas amostras sito
francas.
<20[*0]<&0i0?<& vi* gm % 0i* 0i* 01*0
Vcndc-se urna preta de 20 annos, do bonita
lieura que. cozinha o diario de una asa lava de
salan c vai relia, nao tem vicios riem achaques : na
roa da Concordia, passando a poniczinha a direi-
ta, segunda casa terrea se dir quem vendo.
Vende-se bom capim de planta a 280 rs. o fei-
xc : em Olinda, ra da Boa-llora, casa de muro no-
vo que vai terao rio.
---Vende-so um preto, ou troca-so por urna pre-
.isba; meias barris "com vinlo e tantas libras de
manteiga iugleza de muito superior qualidade, c
propria para casas particulares : tudo ltimamen-
te cliegado por diminuto prego,
gostn.
As verdadeiras luchas de
Ha m hurgo.
No deposito de bichas do Joaquim (Antonio Car-
neiro& Companhia, vendem-se as verdadeiras bi-
chas do Hamburgo, chegadas pelo ultimo navio,
aoscentos e a relallio, por menos prego do que ern
outra qualquer parte tambem se alugam o se viio
applicar a qualquer hora do dia e da noile : na ra
da Cruz, no Recife, n. 43.
Vendem-se muito superiores curdas de tripa ,
e bordOes para violilo e rabeca ; papel paulado para
musir, do todas as qualidades ; rulroz preto e a;ul-
l'ernte de primeira sorte a 11,500 rs. a libra : na
praca da Independencia, loja e miudezas n. 3.
--Vende-se urna cas*, terrea construida a inoder-
Aos fuanles de hom
Vendem-se os excedentes o bem conhecidos cha-
rutos regalos de llavana diplmalas e primores
chegadas ltimamente : no armazem grande do
Bacelar, ileu*ontc da rscadinlia da alfandega, n 3
Vendem-sc os caixcs c utensilios de socar as-
altear do armazem da rua da Senzalla-Velha, n. 110,
o traspassa-sc o mesmo armazem o casa, ao gosto do
comprador : a tratar no primoiro andar da mesma
casa.
Vende-se cal virgem cm ancorlas, a mais
nova quo existe no mcrcido por prego mais com-
modo do que em outra qualquer parte : na rua da
Moda armazem n. 17.
Vende-se um par de dragonas de cavallaria da
guarda nacional para odlcial subalterno, e duas
bandas em muito bom estado por prego comino-
do : na rua laiga do Itozario, loja de ?iigueiro do
Sr. Tfomaz de Aquino Fonscca.
Cliegucm fregueses loja de
iVanoel Joaquim Fascoal
llamos, no l'asscio-Publieo,
i). 19, que elle he o baratei-
ro que est vendendo por
todo din heno:
lindos corles do cambraia alegra a 2,000 rs. ; cor-
les de eassa-chila a napolitana de muito lindos
gustes e cores muito alegres, pelo barato' prego de
3,000 rs.; cortes de superiores casimiras, muito
eircorpadas 6 de muita dura e quo por isso se tor-
nam recommendaveis aos cavalleiros e homens do
compo pelo barato prego de 6,000 rs.; corles de
lila para caigas a 2,500 rs. ; esguiilo finissimo ; len-
cos de seda para grvala, a 400 rs. ; ditos do caga, a
200 rs.; pede do diabo a 200 rs. o covado ; lanzi-
nha, a 240, 320, 360 e 400 rs ; lengos de cambraja,
de 3 ponas, a 240 rs.; riscados francezes, a 200 rs ;
chales de tai lalaua a 880 rs. ; ditos para meninas,
a 500 rs. ; um rico sortimeuto de inadanolOes a
2,800, 3,500, 4,000 e 5,000 rs. ; brim trancado bran-
co, a 400 rs. a vara ; chitas de todas as qualidades ,
a 160, 200 e 320 rs. ; cassa prcla para luto, a 3:20 rs
o covado; chitas pretas, a 160 rs.; e tudo o mais
por prego commodo.
Charutos de 8au-Fclix.
Joaquim Bernardo dos Reis avisa ao publico o
aos seus freguezes que acaba de receber pelo ul-
timo navio, viudo da aliia, um grande soitiinenlo
de charutos do todas as qualidades, que he acuslu-
mado u ter conforme o gosto ilc seos freguezes,
sendo: os verdadeiros de San-Kelix, regada, marca
de fogo, fruia-havana regalo de llivaua, tabica:
todos da mesma marca : regada de diversas marcas,
mcia-regalia marca estrella, trabuquilbos, e mais
n. 30.
Vendem-so uns escravns tanto prctos como
pretas proprios para o servigo de campo por te-
rem sido de engenho, muito mogos, sem vicios nein
achaques; urna preta do 22 annos, boa engomma-
deira e que cose e cozinha: vende-se por preci-
sio : no pateo da S.-Cruz, n. 14, dir quem vende.
Dous pianos fortes de jaca-
rauda,
chegados ltimamente, que alm de seren um
magnifico ornato de urna salla, teem excedentes
vozes sendo o machanismo de muito approvada
nova invenco, chamada repetidor patente ih Collari :
vendem-so na rua da Cruz n. 55.
Fumoem tolha
para capas do charutos do muito boa qualidade e
cera amarella do serlflo quo se vender por prego
mais barato possivel, por ser pequea porgo : ua
rua da Cruz, n. 55.
Hcrviihas c sardinhas
em latas, chegadas do Franga.pelo ultimo navio,
por pregas muito em conta : vendem-se na rua da
Cruz, n. 55.
S ieai sem l quem
nao liver 4^000 rs.
Na rua da Cadeia do Itccife loja n. 50,
vcndem-se los pretos.pelo barato prego de 4/
rs.; setim preto a 640 e 900 rs.; sedas es-
cocezas, a 700 rs. o covadojcrles de vellu-
do para collclo a 3,500 rs. ; e outras mui-
las fazendas .que soso deixarilo de vender
se os freguezes as no quizerem compra
Un nacional Andarahy.
A extrnrcao que tem tido o rap nacional Andara-
hy mostra oquantolem sido apreciado pelos ama-
dores da boa pitada; porta uto, sempro o acharan
fresco em librase meias dilas, o frascos de dito
viajado no deposito da rua do Trapiche, n. 34, on-
de se vende de 10 libras para cima e a retalho as
lujas j annunciadas.
SALSA-PARR1LHA DESANDS.
Este excedente remedio cura todas as enfermi-
dades, as quaos sito originadas pola impureza do
sanguc, nu do systeiua ; a saber :
escrfulas, rheumalismo crupgOes cutneas,
brebuthas na cara, homorrhoides, doengas chroni-
cas, breliiilhas, berliieija, linha, inclliigOes, dores
nos ossos e juntas, ulear, doengas venreas, citica,
cnferinidades que alacam polo grande uso do mer-
curio, hidropesa exposlos a urna vida extrava-
tilnigSo seriio curadas por esta to til appro
vada medicina.
extracto .seguidle lio de urna carta receida do
Sr. Mace, poissua niulher foi atacada de escrfu-
las no nariz, das quaos os melliores doutores em
Frangu a uo podero tralar.
t Renncs, departamento de Ido e Vilain.
j Franca, judio 17 de 1844.
Sr. Sana. -* A salsa-parrilha mandada por Vfm
foi recebida com a maiof satisragto possivel, minha
mulhera tomou, oom pouco lempo se acfoi} me-
llior; pelos grandes beneficios que recebe desta
medicina, a considera como urna das melHores me*
dicinas do mundo para taes doengas pois dou-
tores de alta sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nha mulhera contina a tomar, al se achar Irt-
teiramente boa. Por avor nos queira olisequiar com
alsumas garrafas O mais depressa possivel. Sr. ,
nos leremqsogosto de fazer eonhecera stta medi-
cina entros nossos amigos, assim como entre o
novo: sem duvida ser usada aqui, bem como em
todo O mondo como eflleaz medicina para alllyisr
e tratar o corpo humano.Tenho a honradesero
mais attento venerador.
/. Mace.
N. 1, ru Louis Philippe.
| l.egaglo dos Estados-Unidos,
, Berln, l'russia, abril 8 de 1MV.
Sri. A. B. & D. Sands. Srs., lendo-se a sua,sal-
sa-parrilha usado nestaci.lade. com grande eifeito,
em casos mu severos de escrfulas me pedem trosM
duzias de garrafas da sua medicina as quaos as es-
pero sem falla que para isso rometto o pagiinien-/
lo. Espero que Vms fiquemdotoda a certeza o,io
a composigflo de salsa-parrilha be urna das mellio-
res medicinas do mundo, assim como se vni in-
troduzindo piuito entre opovo Sou o mais ltenlo.
Theodort S. /-y.
Preparada e vendida por junto o a retalho ,_ as-
sim como se exporta por A. B. Y D. Sands, chimi-
cos o droguistas, n. 100, Fulton-Slreet, esquina de
William, New-York.
Vende-se na botica do agento, Vicente Jos de
Brito na rua da Cadeia-Velna, n. 61.
Na rua de 'goas-Vcrdcs,
n 46,
vendem-se diversos escravos, entre os quses ai-
gumasqullandeirase de boa conducta; um bom
escravo, por 400,000 rs. ; dous ditos ; um moleque
de nagflo de 18 annos.
Vendem-se, chegadas no ultimo vapor do Rio-
do-Janeiro 4 das melliores modinhas, com aeom-
panhamento de piano : primeira, a escolha das tres
llores ; segunda, poupando votes j teroeira nlln lia
mais que desejar ; quarta, minha alma apaixonada:
pelo preco de 500 rs cada urna : na rua da Cru?, lo-
jn de cera n. 60.'
Madama Porta vende chapeos do palha lina e
fazendas do gosto francez, a prego commodo: no
Aterro-da-Roa-Vista n. 3, priineiro andar.
Rua do Queimado,u. 10,
nova loja decirgueiro.
Lima
SST*J vendo uniformes Imilitares, para todas ,^
" as patentes de legiflo cavallaria e m-
k fantaria da guarda nacional; galoes de
ouroe prata ; espadas prateadas, com
roca o sem ella.

Escravos Fgidos.
Anda contina a eslar fgida a escrava Rosa,
ou Rosala, de nagiio, do 30 anuos, baixa e refurga-
da do corpo, cor bem preta ; tem os denles da fren-
te acangulados com signaos de calor do ligado nos
ps. Esta escrava foi do Sr. do engenho das Maltas,
Antonio de Paula|Souza Lefio quo a trocou com o
Hilarte morador na rua de Hurlas ; esleve intitula-
da por forra cm Curcuranas onde esteve muito
lempo fgida : quem a pegar leve-a a ruado Mun-
do-Novo a sua senhora, a crioula Laurianna que
ser gratificado.
- ~ Fugio, no dia 22 do corrento, o pardo Lino, de
24 annos alto de grossura proporcionada, setn
barba cor escura ; tem urna cicatriz na testa 0
Taita de um dente na frente; levou urna cuia pia-
lada de verdo ; ha toda descunliauga que fosse se-
duzido: quem o pegar leve-oa Uliuda, ao Ricardo
da plvora, ou ao Kecife, a Leopoldo da Costa Arau-
jo, que recompensar.
^Vinda cotina a estar fgido, desde o dia pri-
meira do correte, um preto de nag9o.de nome
Jos de 40 annos pouco mais ou menos de esta-
tura regular, rosto comprido e descarnado ollios
grandes e enea migados; lem o beigo inferior gran-
de, sein (lentes na parte superior; tem no rosto um
sjgnal de talini ao p do lado do olho direito e um
signal do cbaga nomeodo membro proveniente de
um cancaro o oulro na venilla de um hohSo ; poij
que quando o referido escravo fglo jase achav
quasi bom. Esto escravo foi compiado uesta prC
a Joaquim Lopes Raymuudo Rlliar, e veio entro
oulros muitos da villa do Crato distrieto do Co-
ra ; o qual o liouve de I Mefouso Moreira da Silva ,
morador ao mesmo lugar, ou em Carry : o coi" o
ililoescravo dissesso que para la bavia tornar, ro-
(,-a-so as autoridades polictaes, capitiles do canipo
o pessois particulares, que o appreliendnm e le-
vem-no a rua estreila du Itozario sobrado n. 13,
que serio generosamente recompensados.
-- Fugio, no dia 18 do rorrele, um cabra, de
neme Joaquim, alto, reforgadp.dc iho'j cun >
bai lia branca cabellos corridos; levou u^rsurro
de pello de carneiro chapeo do bueta uikI', calcas
dcalgodflo de listras rotas no assonto; teui os
lornozellos dos |is um tantu inchadus : quem
pegar leve-o a rua do Vigario n. 24, que ser r
compensado.
iiniii-n.B.nin incln tsunid, iiiuui|uiiiiu3, v 111 i i s cuno, o i (i ropesi a exposios a una tiu emigra-1 .,
outras qualidades que serfio patentes aos freguezes. Igante. A>im como ebronicas desordens da cons-|A W". : na tvp. ds m. f. dbfaria. le
MUTILADO
i


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