Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05398


This item is only available as the following downloads:


Full Text
_J_
Auno de 1846.
O DWttO DuMca-te todos os dial que nJo
reo da guarda i o preco da aMittoaiura he d
4jn0fc rs.pot quartel. paso adlanlaiint. Os an-
anneios dos asonantes rio ioseridot i rato da
*s rs. por liaba, o, emtvpo ddlareote, sis
reoelices pla metade. Os qirt n^o f.rem asvg-
nsntes'pausro 0 rs. por liaba, e 100 e diflerente, por cada publicado.
PHASF.9 DA LOA NO MEZ. DE JANEIRO.
I u. nova, 1, 4 bor*S e ti roin. di manha.
(iiesccnta a 13. as 0 hora e 27 mo. d* mauhaa.
I u chai* a M. is boias e lamn, da mantisa.
Mmioatite a ?, as Horas t 3 rain, da m.uhS J
Qiiiiita-feira %7
PARTIDA DOS CORREIOS.
lioiennaeParahtha asegundas esextas fein.
IXio-lirande-do- Noria quintas feirasao meio-rii
Cabo, Serinhein, llo-Forroso,Poito-Calvoe
Haceld. no l.*, a II a Ii de cada mes.
IJarn.ihuns o Bonito, a 8 a II.
Boa-Vi*U a Floras, a IJ a 5S.
Victoria, as qtiiiiias-feiras.
Olinda, todos os diai.
PRRAMAR DE HOJE.
I'rimera, as 9 horas a 19 mfonloi da tarde
Segunda, as 9 horas c 41 utos da mantea.
de Janeiro.
Auno XXV.
IV. iiJ
aan
DAS DA SEMANA.
II Segunda. S. Themoleo. Aud. do J. dos or-
ph.cdo J. do c. i! v. lio J. M. !.-! 2 v.
ib Cerca. 9. Juvanlino Aud. rio I do ci. da
1. v. e do 1. da pi do 2 dim. de t,'
2* Quarta S. Policirpo ud. do >. do cir. di
2. v. e do J. de paz do 2. rlitt de I.
27 Omnta. S. Jobo Ci rl-o.tnmo Aud. doJ.de
orpb. e d J. municipal da I. V.
28 &e>la. S. Cyrillo And. do J. do ct. da !. y.,
e do J. da pai rio i. dist. de i.
29 abitado. S. Francisco de Salles Aud. do J.
do ct. da i.t. edoj depaidol.disl.de t.
30 Domingo. S. Marimba.
CAMBIOS NO DA 28 UE JANEIRO.
Sobre Londres a 27 '/, d por I) rs. a 60
a Pars J80 rs por Tranco.
a Lisbo 95 pir iflo de premio.
Desc. de leltrat da Ikms firmas I a l|4 */a
Ouro Oiicus baupatitiolas.... Jifia" a
Moadasde 6''00 valb 18(00 a
_At de njtoi' nov.. IBjfnon a
a de l*nno..... 9#n0 a
Prala Patace......... l|90 a
ia Pesos colunmares... Istill) a
Ditos mexicanos.... I|8(IH a
a Miuda..............900 a
Accesdacomp. do lleberbedeSO|000 rs
d.
ao m.
288l>fi
I0ne
I8JI0'
JIM)
1/aO
IJ.&0
11820
921'
o par.

DIARIO DE PEMfAMBUCO.
PIRTE CFFICML.
ORDF.M 1)0 DA N. 49.
CO.MMAJNDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das arma na cidade do feci-
fe, ib de Janeiro de 18*8.
J
0 cflmjnandante das armas, em virtude de comtnunlca-
coes'Rlnlaes recebidas da presidencia, publica para o
fin* convenientes:
1.* Que S. M. o Imperador houvc por bem, por de-
creto de 2 de dezembro din anno prximo pasando, pro-
mover (contando a antiguidade de7 de letcmbro) nagra-
duaran de teen te-coronel, aoSr. major do cslado-maior
\S de segunda classe, coinmandaote Interino da fortaleza
do Drum, Jnaqulni Caetano de Souza Coussrlro ; nade
major, ao Sr. capito coimnandantc da companhia liza
de cavallarla de linha desta provincia, Sebastian Lupes
Gnimares; e na de espitaos, aos Scnhore lenles, du
terceiro baiuiiaH de uzueuus juo marte rerreira lien*!
tes, c do sexto de caf adores, Antonio Jos dos l'assos,
Jos Leitao de Almelda c Domingos Rodrigues Tou-
rinho.
2.' Que por decreto de 30 de novembro do referido
anno, fui o lueamo augusto senhor servido pastar nos
meamos posios, de una para outros corpoa doexercilo,
aosSr. fficiaes abaixo mencionados.
Pan o carpo di arlilharia a eavallo.
O segundo lente do segundo batalho de arlilharia
a p, Albino Adolpho Uarboza.
Para a quarta companhia do primeiro batalho di
arlilharia a p.
O capito do segundo daiueona arma, Vicente Ferrei-
ra da Costa PeragTbe.
Para o segundo batalho di arlilharia a s.
O lente do quarlo da mesina arma, Joao Evangelis-
ta Nery da Fonseca.
Para o quinto batalho de fusittiroi.
Os lenles, do tercelro da inesma arma, Joaqtiiin Bor-
rlo do Carvalho; e o de infamara Jos Augusto de Mc-
nezes Prestes.
Para clrurgiaS-mr do otavo di futileiroi.
O tenente cirurgio-mr.Pedro de Athabide Lobo Mos-
cozo.
Para a quinte companhia do lalo balalha di caradora.
O capilo do estado-maior de segunda classe. Francis-
co Euzebio Soares.
Para eupitai da itgunda companhia dooitavo de catadora.
O capitao quaitel-inestre do segundo batallio de ar-
lilharia a p, Manocl Lopes Maciel.
3. Que o governo imperial,por aviso da repartien
da guerra de 3 de dezembro prximo passado, concedeu
ao Sr. atieres ajudantc do segundo batalho de fuzilei-
os, Theinoliao Peres de Albuquerque Maranho, tres
nezet de licenca coui vencimento de toldo,para vira es-
ta provincia tratar de seus interesses.
h.* Que pelo ministerio da guerra, em aviso de 26
de novembro ultimo, se deelaruu que aos secretarios
dos coinuiandos da armas s compete, alm do sold,
a gi'atilicaco addicional que se aclia estabelecida
para o expediente, conforme o aviso circular de 19 de sr-
teinhro de 184-1.
.')." Que tambem sedeelarou, nn aviso de 25 do ci-
tado niez de novembro, nao ter direlto o Sr. lente da
terceita classe do rxercito Manuel de Mello e Albuquer-
que, pela incumbencia dn registro do porto desta cida-
de, gralilicacfio addicional, c de segunda classe du
etlado-maior, urna ves que por conta do ministerio da
juslica percebe a gralifcaciiu meusal de 25^000 ris, dc-
vendopor conseguinte ter lugar a reposicao de quaes-
quer gratieaedes que Ibe tciihain sido abonadas, desde
que cuinecou a perceber venciiucntos por o dito minis-
terio da justlca.
0$ Senhortt "lili'
Manoel Mondes da Cunta Azcvcdn
Filippo Lopes Nclto Jnior
Antonio da Assiimprllo Cabral
Antonio Carneiro Machado Utos
Manoel do Souza Tixeira
COLUOIO DO fALOOElRO.
OS SIKHOSES.
Antonio Pinto Chichorro da Gama
Jeronymo Villela do Castro Tarares
Antonio AfTonso Fcrreira
Joaquim Nunes Machado
Flix Peixolo do Rrilo e Mello
Antonio da Costa Reg Montoiro
Silippe l.opcs Nettn Jnnior
anoel Mendes da Cunha Azevetlo
Urbano Sabino Pessoa de Mello
u.v -nipui i uu oav.iain\....C t.wpv. vauiiu
l.uiz Duarto Pcrcira
jDniiuini Teixoira Peixoto do Abreu e Lima
Jos Francisco Arrutla da Camera
Manocl Ignacio de Carvalho Mcndonca
Costa l.oup
Antonio d Assumpco Cabral
Yotoi.
36
22
17
15
1
23
25
25
25
25
25
25
25
25
Al
24
19
16
9
6
RESUMO da voiaedo de lodo os collegios da provincia,
exclusive o de guaran' cuja lista n/lo vi-
mos ; assitn como os tolos dos eleilorts de Mu-
ribeca e Jaboatdo.
O coimnandantc das armas, rin preseuca do aviso cir-
cular de 29 de uulubiu, determina que sejam desde j
excluidos dos corpos da guarnir os Sis. olficiaes que
fraiu promovidos, c passados nos inesmos postos para
os de oulras provincias, devcndo-sc-lhcs passar guias,
que serfio remettidas secretaria militar, cumprindo
que esset officiacs estejnm promptos para seguir aos seus
destinosquaodo se Ibes indicar, lucuos os Sri. capito
Manocl Lopes Maciel, c tenente Joo Duartc Ferreira
Yulos ; aquelie porque, segundo as ordens do governo,
se acha liquidando suas comas com o batalho segundo
de arlilharia, e este porque aluda se oll'crece duvida
acerca docorpo a que penence.
Determina mals que deixe de fazer o servico como
official o Sr. cadete do quinto batalho de fuzileiros
Juaquim Francisco Guilhom, por assiiuconvir disci-
plina.
Manoel Ignacio de Carvalho Vendonca.
08 SRMionFS.
Antonio Aflbnso Ferreira
Antonio Pinlo Chichorro da Cama
Urbano Sabino Possoa lo Mello
Joaquim Nunca Machado
Joronymo Villela de Caslro Tavarcs
Flix Peixoto de Rrilo e Mello
Jos Francisco Arruda da Camera
Joaquim Teixoira Peixoto de Abren e Lima
Manoel Mendes da Cunda Azevedo
Antonio da Costa Reg Monteiro
Filippo Lopes Nett Jnior
Manoel Ignacio de Carvalho MenJonca
Padre Joaquim Francisco deFaria
Padre Miguel do Sacramento Lopes Cama
Laurentino Antonio Pcrcira de Carvalho
Antonio Carneiro Machado Rios
Jos Pedro da Silva
Luiz Duartc Percira
Filippo Carneiro de Olinda Campello
Joaquin Villela de Castro lavares
HcrculanoGoncalvps da Rocha
Pedro Bezcrra Percira do Araujo lleltrlo
Antonio da Assumpcito Cabral
Manoel de Souza Teixcira
Joaquim Jos da Cosa
Antonio Tristilo de Serpa BrandSo
VOTOS.
908
887
874
871
858
814
770
615
632
620
603
600
, 470
418
414
372
315
316
281
26G
263
262
251
A2
131
117
Coronel Manoel Cavaleanti do Albuquerque.
Manoel Rezerra de Menczes.
Manoel Comes Viegas.
Manoel Rodrigues Campello Giqtii.
Manoel Francisco de Moura.
Manocl Joaquim Pascoal Ramos.
Manoel Camillo Pires.
Capitlo Manoel Joaquim Gomos.
Manoel Figucra de Faria.
Miguel Francisco de Souza Reg.
Manocl Ferreira Ramos.
Miguel Jos du Almcida Pcrnamlmco.
Manocl Pereira Magalh.tcs.
I)r. Manoel Jos Pereira de Mello.
Manocl Ferreira Antuncs Villacn.
Manocl do Amparo Caj.
Manoel Francisco Coimhra.
Malhias do Albuquerque Mello.
Manoel da Silva Ferreira Jnnior.
Manocl Filippe do Carmo Vunes.
Manoel Rleulerio do !U*go !!::rros.
Capital Manocl Fernandos da Cruz.
Major Miguel AITonso Ferreira.
Manoel Joaquim dn Costa.
Miguel Filippo da Silva.
Manoel Soares de Figuoiredo.
Manocl Joaquim Mauricio Wanderley.
Manoel Castro da Silva Fragozo.
Manoel Pires Ferreira.
Miguel Archanjo Montoiro de Andrade.
Dr. Miguel Archanjo da Silva Costa.
Manocl da Fonscca do Araujo Lima.
Manoel Jos Telxeira Bastos.
Manocl Lobo de Miranda llunriques.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo.
Manoel Goncalves da Silva.
Manoel Jos da Silva Braga.
Miguel Augusto deOlivcira.
Dr. Manocl Francisco de Paula Cavaleanti e A.
Manoel Joaquim de Souza Lefio.
Manoel Antonio SimOes do Amaral.
Manocl Elias de Moura.
Manoel Lccas de Araujo Pin|iciro.
Miguel Seralim de Castro Nunes.
Manoel Jos do Souza Luna.
Manocl Eugenio da Silva.
Manoel da Silva Ferreira.
Manoel Antonio .Nunes Machado.
Manocl Romfio Correia de Araujo.
Manoel Ferreira Accioli.
Manoel Francisco Coelho.
Manocl Jos dos Santos.
Tenentc-coroncl Manoel Florencio Alvcs do Moracs.
(Con/nMr-se'-Afl.)
ARft IB PEBSA1IIIC0.
jjiijsa^aa aai/jrjuia*'Ja aaaa.
PERNAiVISuCO.
F.LKICAO PARA DEPUTADOS CERAES.
COLLKGIO DO EXO .
os sesHor.es. votos.
Antonio Pinlo Chichorro da Gama 101
Joaquim Nunes MachaJo 101
Padre Miguel do Sacramento Lopes Gama ki
i 'erouymo Villela do Castro lavares 101
\ Antonio AlTonso Ferreira 101
) Flix Peixoto de lti ito c Mello 101
urbano Sabino Pcssoa do Mello 101
./los Francisco Anuda da Camera 99
Antonio da Costa llego Monteiro 99
Manoel Ignacio de CarviilboMendonca ?7
Padre Joaquim Francisco de Faria 80
Joaquim Tixeira Peixoto de Abreu e Lima 70
Laurentino Antonio Pejeirade Carvalho 70
Lista geral dos cidaddos residentes no l." 2." dislriclo
do termo do Recife, que letm as qualidndrs exigidas
por lei para serem jurados, organisada pela junta
revisara em 10 de Janeiro de 1848.
(Conlinuaco do numero 17.)
Luiz Antonio de Siqueira.
Luiz Antonio Vicira.
Luiz Rodrigues Solt.
Luiz de Azevedo Souza.
Luiz Antonio Rodrigues do Mnenla.
Luiz Pereira Rapozo.
Luiz Gonzaga da Rocha.
Luiz Manocl Rodrigues Valonea.
Dr. Luiz de Franca Muniz Tavares.
Luiz Jeronymo de Albuquerque.
Dr. Luiz de'Carvalho Paesde Aiulrade.
Ladislao Jos Ferreira.
Luiz Francisco de Barros llego.
Luiz da Veiga Pessa.
Luiz Pedro das Nevos.
Luiz Francisco Barbalho.
Luiz Antonio Alves Mascarenhas.
Lourcnoo Jos de Moraes Carvalho.
Dr. Luiz Ruarte Pereira.
Luiz do Pinito Borgcs.
Luiz Jos Nunca de Castro.
Luiz Ignacio Bibeiro Roma.
Luiz Vctor -icutbicr.
Miguel Archanjo Fernandes Vianna.
Manocl Joaquim Pereira Lobo.
Manocl Joaquim Ferreira.
Marcolino Goncalves da Silva.
Manoel Gregorio da Silva.
Tcnento Manoel de Mello Albuquerquo.
Miguel Martina Costa Bibeiro.
Major Manoel Jos Vicira da Silva.
Major Manoel dos Santos Nunes de Oliveira.
Major Manoel do Nascimento da Costa Monteiro.
Manoel Antonio de Souza liis.
Manoel Ignacio do Oliveira.
Manoel da Silva Nevea.
Manocl Carduzo Ayres.
Manoel Luiz Goncalves Jnior.
Manocl Joaquim Bamose Silva.
Manoel Coelho Cintra.
Manoel Caetano Soares Carneiro Monteiro.
Ur. Manoel Duarte de Farias.
CapUHo Manoel Soares de Souza.
Manocl Antonio Pereira Ramos.
Ilm amigo chamou a nossa attenfo para o artigo que
abaixo Iranscreveinos, c'que o Sr. Joo Diogo Slrtiz,
cnsul geral do I i.isil na Kussia, publicara na inais
acreditada das gazetas ofticiacs dc6lc paiz.
Quando lautas e tan encontradas so_ as opinioes que
se bao manifestado, nao su aqui como l na corte do Rio-
de-Jaueiro, acerca das vanlagens que devein de resultar
de iiii'i lU'rii i" de recente dala, que subjeilou a direitos
dill'erenciaesos navios daquellas naces que exigem das
euibarcacOcKostrangeiras direitos inaioi'csdo que aquel-
los que essas iiiesiiiascmbarcaces pagain as aliando-
gas dcsle imperio; quando lie sabido que dos diver-
sos paizes com que os estados do Zollverein prclenafr
alargar suas relceles martimas c commerciaos, o nosso
nao he, por cerlo, o que menos consideraco Ibes mere-
ce; quando nesses estados muitose ha debatido arques-
laoque tein porobjecto o estabeleccr de um modo defi-
nitivo, se elle, para serem bem succedidos em seine-
I Ib.une prctenco, devein de preferir o tyslcma que
aconselha a decretaco dos mencionados direitos diUo-
renciacs ao que recnmmenda que, no cominercio, baja
a inais ampia c plena liberdade, ou este aquellc;
quando ludo isto se passa, dizemoi mis, entendemos
que o precitado artigo ora digno de ser meditado pelos
subscriptores deste Diario, pois que trata essa queslao
de maneira a deixar cm circunstancias de apreciarem-
na devidameute todos aquellos aquem ella possa inte-
ressar.
a O ZOLLVRREIN, OS ESTADOS V1/INU0S DO MAR lo
NOBTE E ASC IDADES HANSKATICAS.
No litoral do mar do norte, as desembocaduras do
Wisrr e do Liba, he que assentam os verdadeiros focos
do commcrclo da Allemanha. Desde lempos immemo-
riaes que, no tocante ao coininercio e direitos de iui-
portaeo, as cidades c paizes que licam entre a Frisia
austral e o Mecklonburgo, inclusive estes dous, se a-
cbain no gozo de una legislaco, que j.luais pcrinitti-
ia sejam os seus interesses ollendldos pelos abusos do
sysiema maniifactureiro, vulgarmente conhecido por
sj sicina mercantil, o qual tein por flm preferir o traba-
tilo nacional a quaetquer ramos de industria, por maii
proveltosot e lucrativos que elles possain ser a esta ou
aquella nacfto. O amigo imperio germnico era inulto
pouco extenso, para que, mesmo na infancia da econo-
ma poltica, se lembrasse de medidas prohibitivas, ou
de direitos proteclores : conteslou-sc, poit, com esfer-
ar-so por obter as preciosidades estrangeiras pelo pro-
co inais barato pussivel, e por vender os productoj. da
sua industria o inais caro e o inais depressa que podes-
so. Mas, itlo nao obstante, a allluencia de artefactos
estrangoiros e degeneros coloniacs; a soflreguidao com
que Inglaterra Ihc mandava os tecidot de algodo, e
Franca os de si'ila ; o consumo de productos industria es
de outros paizes de Allemanha, com cspccialidade dos
de linlio, c a mals livre e frauca entrada de vlnbos l'ran-
cezes e allemaes, jamis podciam despi-lo de seus
preciosos metaes : ao contrario, enrlqueceram-no ; pois
que, ao passo que economisava com a barateza dos ge-|gO, Lubeck e uremeu, o inultos productos e manit-
tavol celebridade pela industria manufacturera nacio-
nal, qur nos tecidot do llnhoe outros artefactos, qur
uo fabrico do tabaco, c na refutarn dos assiicares ; no
entretanto que a agricultura, a navegaco c o commcr-
clo se desenvolvan) fin Hnlstein, Mecklonburgo o Ha-
nover, como rtn neubuin dos demais estados da Alle-
manha.
Ou.iiiiii aos paites menores, isto he, os do norte e
centro da Allemanha, uo s se Ibes periniltio que pre-
ferissem os productos eslrangeiros que mals Ihrs agra-
dassrin, como se conceden que cada individuooscolhos-
se a nccupa;;io, mi industria, que mala adaptada Ihc
parecesse para habilla-lo a adquirir meios de vida, ou
a lite Inorar de fortuna. F. este he o segredo da prospe-
ridade desles paizes. I.sla franqueza fui causa para que
a agricullura, o coinmorcio o a navrgarlio prosperassem
com a inrsnia promptido com que, sdh o imperio do
principio idntico, sbito se ergueram lloreseentes as
fabricas dos paites llhenanos, na>Sasonia o na Suissn.
Anda boje, no estados que se he conservado liis
a rsse principio creador, isto he, .i a o principio que
reciunmenda se deixe a cada um a liberdade do dar-sc
a ni enp.i. .ni pata que se jiil:a habilitado pela sua in-
iciiigeitcide pelas uaa fui yu aiudahoje, Uiieinos,
noslcs estados felizes nola-ic um bcm-cs.ar geral, de
|iie parliclpam as propias chistes inferiores : os sala-
rios siio superiores aos que se pagam as trras vzl-
nhas ; a emigrarao he inais circunscripta ; o pau-
perismo he menor do que nos paizes de badn e \\ m-
denberg, na F'ranconia, na Silesia, e mesmo na Saxo-
nia ; quasi que ha desapparecido inleiramentc osse
proletariato cm que tanto abundan) os paites luamufac-
ielroa da Allemanha.
llespeitanios muito a industria manufaclurrira, e
pois nao levamos em mira la/e-la passai aqui por cau-
sa primaria do proletariato : mas pensamos que este he
una contcquencia necessaria daquella, sempre que he
creada ai tilicialmente, ou se escora em direitos pro-
tectores. S a franqueza do comiuf rcio he que pode
derramar por sobre todas as carnadas da soeledade hu-
mana nina riqueza bem distribuida. O systciua pro-
tector basa-se no falso preceito, que quer se deixe i
nina parte das frcas productoras do paiz o gozo dos be-
neficios que se snlu abe nutra.
Occasionaudo falla c caresta local de productos ou
manufacturas, consentindo que outras localidades do
paiz ii-ii 11 ii un as vautagens c os lucros provenientes
dessa lalta c dessa caresta, scmelhantc systema reco-
nbei e a necessidade da distribuicao desigual das rique-
zas, c nao pode, por conseguinte, garantir bons resul-
tados a quem qur que se lembrc de adopta-lo. De fri-
to, se, como estamos vendo, nos estados allomaos do
mar do norte e do llaltico quasi que geraliuentc predo-
mina o desojo de conservar o acertado systema da li-
berdade commcrcial e industrial, e de eleva-lo, se possi-
vel fr, a um grao anda mais eminente, he forja que
o reconhecamos como o preferivel. E se isto nao basta,
ah csi para attcsta-lo a rainha do mar, esta cidade do
llamburgo, que, sendo a terceira das cidades marti-
mas do inundo conhecido, apresenta-se-nos mais pros-
pera do que qualquer nutra das da Allemanha, do que
qu ilquer dos districtos manufactiirciros, do que qual-
quer das agries, do que qualquer das cidades do inte-
rior cmlim. Mu, as oulras paragena, ainda mesmo
contando com as maiores cidades, o que vemos nos ? O
pauperismo, todo oceupado com ideas de luxo, apun-
to de tornar-sc maniaco. F.m llamburgo, porm, he
diil'n ii se nao iiupossivcl deparar com alguma cousa
que se paraca com esse cancro roedor das sociedades.
, na vi nlaile, qual a cidade, ou mesmo corte, que,
tendo solliido um terrivel Incendio, como ella se reer-
guesso das cnzas, transformada cm urna cidade de pa-
lacios ? I
O florescimento de llamburgo, a prosperidade dos
seus habitantes de todas ns classes, o recente o notavcl
dc8cnvolvicnto de Hreiucn, atsim como o admiravel
adiamntenlo da nawrarau h.inove ana c ineiklein-
burguenso, sao futrios do systema do commcrcio fran-
co, pcifoitisslniamente representado pela legisla;?
hamburg:ieza que regula os direilos de itnporlaco. He
cortamente esta legislaco o i boa siluaeo com que
a naturoza as doto, que llamburgo o Bromen devom o
terem-sc constituido us portos mais mportanles para a
cxpiu lar dos productos da industria allcmaa, c para
a inipuilaro dos gneros coloniacs c inanufacturas es-
ttaneeias, destinados aos paizes allemaes, e, entre os-
les, aos do Zollvercin ; mas llamburgo, bromen c Lu-
beck ainda so mala alguma cousa do que meros em-
porios da Allemanha ; sao os depsitos e mercados in-
termedios de todo o norte europeu, no tocante aos g-
neros eiiiinnei riars de imiiiir monta.
ii Vin he smente posiciio gcograpbica das nos-
sascidndes bansealcas que se devede altribuira
importancia de que ellas gozam cono pracas do
comniercio ; polo que diz respeilo distribuidlo o
conduccfio dos gneros al a Scandinavia, essa posi-
ciio he tilo favoravcl como a da Inglaterra. Ailo
serem inlciramenle francos, os nossos portos jamis
loriam adquirido a posiciio que boje oceupam no
mundo commcrcial. Em materias de commcrcio,
soso do franqueza o mulacio porfeitas, quan-
do os gneros de lo.las as especies pdem ser arma-
zenados, indepeudentede alfandogas e pautas;
quando, no lodo ou em parte, pdo-so exporiar a
cada momento o queso importara, sem obstculos,
sem vexames, sem a mnima despeza ; -- quando so
criatn morcados a que concorra,in compradores e
vendedores de lodas asparles do mundo, para pro-
curarem os gneros precisos s respectivas torras, a
darein sabida aos proprios productos.
a O systema de enlreporlos, o facto do serem de-
claradas portos Traucos certas pracas martimas
que, om estados maiores, nIo pdem dispensar a
percepeflo de direitos, sflo oulras tantas provas de
que, ao menos om parte, so procura conseguir os
ventajosos elTeilos do commcrcio livre, mesmo nos
lugares oudc as nocessidades do estado, isto he, as
linhas de alfaiutega, uo permltem que se elles
obtcuhuin em loda a sua plenilude. Cerlo donde
provm que as nuces mais favorecidas pela facili-
dade e barateza do fabrico dos navios opelamodi-
cidado dos frelcs, bem como a Sueciae Noruega,
que, comparativamente s outra*, navegam com n
maiorexpanao por loJasas paragens, vSo procu-
rara mor parte dos gneros coloniacs em llambur-
neros fornecidos pelo strangeiro, la conseguiudo no-1 facturas allomiles no primeiro desses portos. quan-
t


2^
vo, sem esse rndeo. c por vas mais curtas, suppos-
f> que mais tls-endinsas, pdem ir busca-Ios a
-nslaferra ou A Franga ? Hondo provm que alguna
gneros cnloniaes sejam reexportado* p:ira llnllan-
da, Franga, Hospanhae Italia, e at para lugares do
que ningnem se lembrra. Iiom comi fiibrtlUr?
Donde provm quo o assucar refinado alnivfs.se o
Mediterrneo, no mar Negro, para chegar Persia,
equco oiif, vindo do Brasil, igualmento os atra-
oste para alcangar Smyrna ? Donde provm que os
proprins Allemflcs vflo buscar ahi manufacturas quo
jiodcram 1er adiado muito mais perto de seus do-
micilios ? Sobremaneira nolavcis como silo, estes
Cacto* smente scexplicam pela perfeita libcrda-
de de commercio, aqual redimo llainburgo ado-
posito vasto dos gneros do todo o mundo. Ahi nflo
existe acto de navegagflo ; ah nfio vigora o sys-
tema de ilireitos dfferenciaes, com linhai de al-
fa ndegas n com o terrive appendcc do vejatorios
reaulaim-ritos fiscaos que entornegam e encuregain a
arreradac.lo dos gneros ; ahi se enonntrain di-
versas merca lorias pregos moderados ; ahi ,
emfim, seconvertcm ctn artefactos perfeitos o com-
pletos os producios de quasi todas as nagoes.
Essa liherdade, essa fucillilade na compra o von-
ci de exportagflo de productos sllcnies, aqurdl"
praga que. por essa cohorte de artificiosos rognla-
" metilos fiscaes, fssn forjada a deixar de provr
a seu mercado de todos os gneros e fazendas, que
* mais podessem conforinar-sn com o goslo dos
' compradores, ou com as relaces commerciaes ex-
islenles provaveis.
o Inclusive aquellps que teem mui fraca i.ieia das
condicOes do commercio do mondo em geral, nin-
gnem ha que nflo esteja a par das modidas que ne-
cessariamente requero syslema differencial, isto he :
arrecadagto depondente da inspccgflo dosempro-
gados do lisco ; importarlo de gneros por pro-
pria conta do negociante; certificados do proce-
dencia ; imposicSo de dircitos maiores aos gene-
ros importados indirectamente; direitos dfferen-
ciaos ;excessodc lonelagem para os navios nflo-Ca-
vorecidos,6c.,&c.:oquetudodevedodar golpe mor-
tal as relaces marilimas e commerciaes de nossos
portos livres, ao menos como mercados de entrepor-
to, taes como llambingo cl.ubeck. Quantoa Brc-
men, ella jamis poder correr pardnBS com llam-
hurgo no tocante an promover a sahida dos produc-
tos allomfles para todas as partes do mundo; visto
como participa, em gio menor, dessas relaces do
e allemflas para os paizes donde veoni esses produc-
tos, apezar de ser um entreporto iniporlanlissimo pa-
ra as cidades hansealicas, no que diz respeito ao ta-
baco ; visto como, allim, o territorio ribeirinho
do F.lba he muito maior c mais importante quo o do
Wiser, e acha-se mais relacionado com nossas loca-
lidades indusliiaes. Logo, n3o ha raso plausivel pa-
ra acanhar relagocs que tilo apropriadas silo, nflo s
s cidades de Hamburgo o Lubcck, que, pelo seu
commercio do entreporto, ao iiiesmo lempo aaugain
ios mais variados productos da Alleiiianha una sa-
bida mui prompta ; como lamboma nos mesinos :
ao contrario, ha justos motivos para quo o Zullve-
rein faga incluir no numero dos portos francos pra-
(,'is 13o importantes como as do Sloltin e Danzig, o
assim Ihcs proporcione vautagons iguaes as que fi-
Caii inGiOruMuS.
o Hamburgo nflo pode, ncm jamis queror subs-
crever aos projeclos do direitos protectores e diffe-
ronciaes ; quaudo mais nflo seja, pela nica o sim-
ples rasoile le junto a si urna lilia, que, nesse ca-
so, promoveriaa completa ruina le tilo nescia mili :
o essa filha he Altona. Sim ; se tal aconteces*!1, pas-
saria para o porto franco do Aliona lodo esse com-
mercio do quo Hamburgo so acha do posso, e esta
cidado desceria calhegoria tic logar do TRANSITO
pura o Zollverein allemflo c para os paizes que Ihe fi-
cam na retaguarda ; porquanto, na roalidade, Ham-
burgo o Aliona teem nm untan porto : a distancia
de algumas centenas de passos que mediam entre es-
tas duas pragas nflo lio levada cin conla pelos nave-
gantes. Domis, ser possivel quo a Dinamarca as-
siula a projeclos do liscalisacflo allemiia quo tendam
a cercar o porto de Aliona de cstorvos o embaragos,
e a frustraros busque se prelendem conseguir com
a franqua desse porto?
a S a completa ignorancia do quo ac.ili.imos de
ponderar, s urna credulidado quasi infantil, s urna
leviaudade a toda prova, culrelidas pela sensaboris
das nossas toldas publicas, seriam capazesde fazer
crrque Hamburgo quer ou pode pruslar-se a seme-
ntantes planos.
da, he o que altrahe a esta praga os povos de lodo i commercio do entreporto ; visto como, em conse-
o mundo : essa liberdadr.-nflo s permiti ao mer-|qUOncia de sua silua'gflo peculiar, acha-se exclusiva-
cador n prover-se, mediante despeza mdica, dosi mente rednzida a importagflo direela do nroductos
gneros de que na s precisa o respectivo mercado,; transatlnticos, c por isso apenas representa arela-
corno a 16-los a mflo, em maiores, ou menores por- > Ho mutua da sabida directa de manufacturas suissas
efles, para revend-los, sempre que assim O exijan)
os seiis interesses ; circumslancia quosenloda
nos deposilos su I quilos s pelas do fisco. Ncm em
Londres, ncm em Liverpool, ncm em parle alguma
do mundo, illim, ha, como ahi, deposilos de tilo va-
riados soitmenlos de louca, vidros e ferragens; de
objeclos d'ago, latlo e uniros quaesquer motaos; do
tecidos de seda, Ifln e algodn; do productos, emfim,
da industria de lodos os paizes. Km parle alguma
do mundo, podo o manufacturero encontrar tilo
perfeitos modelos da arto. Mflo bflo cidado quo offe-
reca prova mais convincente do que a procedencia
das manufacturas nflo he o quo decide da sua promp-
ta sabida, comoentendem o apregam os advoca-
dos dos direitos protectores ; mas sim e nicamen-
te a qualidade dolase a baraleza comparativa So
??5im So frs, deixariam compradores e vendedores do todas as partes do
mundo ;nflo havera nacflo que mandasse com-
prar ahi geueina que anda so nflo achain deposi-
tados em nenhum dos diversos armazns existentes
nesla praca, como faz a Inglaterra que ahi compra
muito trigoque be cuiharcadoua Russiao l'russia por
conla dos negociantes de Hamburgo, o que, mesmo
de l, segu para o lugar de seu novo destino, sem
que ao menos toque no porto tiesta capital. So assim
nflo Tora, nflo se elTeituariam em Hamburgo os mais
brlhanles negocios cambiaos c de seguro. F. a este
respeito, he, por certo. invojave! a silnacflo da nova
lainha to mar: imporlagflo, transito exporta-
do, seguros, tratiSBcges cambiaes, esses filhos
queridos do commercio, e que jamis deixam do
resentir-se da prosperidado ou decadoncia do pai,
limcnlam-se recprocamen'.e, abragam-so, o con-
fundem-so uns com os oulros, conlribuindo todos
ao mesmo lempo para que so desenvolva a prospe-
lidadc mercantil : mas, se, isto nflo obstante, u
importagOes directas nflo bastam para que os espe-
culadores possam obler um lucro sudicienle, recor-
ro-se, para logo, s imporlagOes indirectas, e con-
segue-se o fim dosejado.
Oque lica referido he por sis sufilciento para
demonstrar as vantagens do commercio livre : mas
como ha homens que se nflo deixam persuadir por
theoremas de economa nacional, c smenle se con-
vnceme vista dealgarismos ; para esses, ahi esta
a memoria hamburguesa, que, em mappas o curiosas
informagOes estatisticas, conten documentos ca-
pazesde levarcm a convicgflo alma do mais om-
perrado sectario do syslema prohibitivo. Em 18*6,
o commercio entre Hamburgo, Altona e.Noruega
oceupou, or si s, 371 navios, com 30:000 tonela-
das; entretanto que o valor tos gneros exporta-
dos de Hamburgo para Kiel [cidado dinamarqueza],
pelo camlnho de ferro, orgou em nada menos do
8.572,000 marcos do banco ; o tos que fAra ni con-
duzidos em carros, etn 12 762,000, o o dos que se
nandaram para l pelo canal, em 2.000,000 de mar-
cos. Ho para notar que a mor parto desses gneros
seguio para llussia, Suecia, Tinlandia, etc. etc.
u Dos precitados documentos se vA nflo sem
grande admirarlo, que, em 1846, os Norueguenses,
que alias navegam a parageus Iflo remotas e com
pouca despeza, vieram buscar a llumburgo 5 ^ mi-
IbOes de libras de caf,206.138 libras de fio de al-
godflo, 306,000 libras de tcci.los de dito, 1.286,766
libras ilenielago, 4.157,000 libras de assucar, e a-
vulladissima porgan de arroz, vintos, massas, fu-
yendas do seda, ferragens, trigo e panno tle linbo;
assim como que, quanto manira dos gneros, os
seos carregaiiionlos cni Hamburgo, por iniporlacflo
indirecta, consistirn! em 1309,991 medidas do a-
7eite do peixe, 86,480 libras do peixe-iao, 9,503
Larris tic anchovis, 285,468 libras do bacnlhao, 9,183
Larris de arenques, 107,377 libras de cobro fundi-
do, 83,209 libras de ferro laminado, 300 toneladas
tle madeira, etc. Releva notar que, na procura in-
directa, os Norueguenses se portam para com Ham-
burgo da mesma forma como as cidades blticas se
portam para com a Inglaterra. Como os llambuigue-
zes'sflo os compradores mais fortes tos productos da
Noruega, os Norueguenses se conslituem, om com-
pensagflo, mui activos compradores dos gneros ar-
ma7cnados em Hamburgo, sem se darem ao trabadlo
le indagar su esses gneros silo importados directa
ou indirectamente, uom lo pouco se embaragarem
com o destino que, porventura, vilo ter os gneros
que os llamburguezos recobem om troco do que Ibes
vendem. Assim, ambas as partes lucrain como mer-
cado mais barato, mais duradouio e mais seguro :
aintla neiibuina dellas se lombtou de entorpecer,
por suas proprias#mlos, cssas relagos commer-
ciaes, adoptando as inspidas llieorias to commer-
cio directo.
chumbo de munvSo, 500"gigo batatas, 75 caixasquei-
j"s: a B. Latterre & Compaiihia.
COiNSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DA 26.
(eral.............
Diversas provincias. .
2:815,728
85,731
2:901,459
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMIENTO DO DA 26........... 1:590,443
SBillinr no Passcio.
Contina a havpr sorvote bem foilo, polo prego de
200 rs. o copo, boa medida. Na mesma casa precisa-
se alugar un negro que seja fiel e diligente.
Off-recp-sp um rapaj h.-asilelro para caixeiro
de ra ou t-srripta : quom precisar annunrie.
Aluga-se urna casa terrea, na rila Nova, por
Irsdn ra do Calileireiro, n 17 qtiem a pretenor
dlrja-se a roa da Gloria, sobrado n. 7.
Dcniz, alfaiAtc francez,
faz sciente ao resncjlavel publico, que abri urna loja
de alfaiale, na ra Nova, n 34, e que elle encarrega-
se do confeccionar ou fornecer qualquer roupa quo
Ihe fr cncommendada, com todo o gosto e prompli-
dlo desejavel, por prego rasoavel.
Movmcnio do Porto.
CCEflEHCSQ.
Alfandega.
RENDIMFNTO DO DA 26............11:788,519
eicarregam hoje, 27 de Janeiro.
Barca A'ormalaboado.
PatachoFeronia uiercadorias.
Priguc Conteita-de-Marta dem.
IMI'OUTACAO'.
Ho com raso de sobejo, que a memoria ham-
burguesa assim se exprime a folhas 53 : l'ara ahi
concorreo mais variado sortimenlode gneros de
< todas as qualidades, e he precisamente isto o que
Ibes facilita a sabida. Do feito, os productos da in-
dustria allemiia, per si sos, nflo silo sufiicicnles
n para alimentaren) o commercio com o norte e os
paizes do Bltico, neni iflo pouco para entrelerem
a exportagflo para os paizes nflo-europeus. I)e-
u mais, cumple nao tleixar ile atlender tHicompleinen-
lo dat carga* ; porquanto, assim como ver-se-hia
reduzida a diminuir de aclivdade uina casa tle
<> commercio qualquer, que, promovendn a sabida,
" em grande escala, das manufacturas allemflas pa-
ra parngens remotas, fsse inhibida de completar
as respectivas consiguacCes com artefactos ingle-
tes, da mesma corte sofl'reria muito, no commer-
Jule, barca i'rancrza, viuda do Havre, entrada no cor-
rete mez, consignada a Bernardo Lasserrs iCoinpa-
ulii.i. inanifcstoii o seguinte:
3 i-.h\.is e. 1 barril drogas, I dila livros deouropara
dourar, 30 tlilassalitre; IR, F. deSouza.
1 caixa diversos objecin; a Joo Ferreira da Silva.
1 caixa mil cadinbus, 2diias quadros de rclngios, 2 di-
las diversos objeclos, I dila cachimbo; a Garnicr.
4 califa diversas fazendas; a L. A. Ligueira.
M caixas uiiudczas c modas, 4 ditas perfumaras, 40
barris e20 incios tlitos niaotciga, 10 ditos uiac.aag seccas,
1 barril conservas, 1 caixa calfado ; aoidcm.
12 caixas plantas ; a Aronard.
1 caixa conservas; a F Helenot.
75 barris e 50 mrios ditos mantriga, 1 caixa castc,aes
e fecbaduras doura,das; a [.. G. Ferreira.
1 caixa pannos; a Rcgord 4 Cancanas.
50 gigosvinho cliaiiipanha ; a C'almont i 1 caixa cspt'llios, 1 dita fe lamenta c pregos; a J.
Hardeaux.
1 caixa medicamentos; a L. Pugrt & Companliia.
1 caixa lazenda 1 scd&, i dila litas de dita, l dita cor-
das de rabrea, 1 dila chales de seda, 1 dita axrndas de
la, 1 dila cassas pintadas, 2 ditas fazendas de algodo,
1 dita chapeos de sol de algodo; aDcdler Coloinbicz
ti Companliia.
25 gigos vinho branco, 6 caixas fazendas, I dita tedas,
1 dila selins de sedae algodo, i fardo tetaos de algo-
do, 1 dilo litas de seda c algodo, 1 caixa lazctidas de al-
godo ; a Si liapln iilin U Toblrr.
A caixas sedas, i fardo pannos, 12 caixas fazrnda de al-
godo, 1 fardo dita de dito, l caixa cscoinilba; a J. Krl-
Icr U t.ompanhia.
2 caixas bataneas. 1 dila obras de vidro, 2 tinas dro-
gas e obras de vidro; a J. Souni.
2 caixas objeclos de retinaco ; a A. Spininier.
2 caixas escovas, 1 dita miudezas, 4 ditas tinta para
cscrcvcr, I dila obras de follia; a Cezar Krugrr,
2 caixas litas de seda, 6 ditas sedas, II ditas fazendas,
1 fardo e 5 caixas fazenda de algodo, 1 dila dila de ii-
nho; a Kalkinann & Kosenmund.
3 caixas papel dccinbrulbo, 1 tlita dito piulado, 2 far-
dos fazeoda de algodo, 1 caixa chales de tilo, 1 dita cou-
ros de lustro; a V.. Holli.
80 barris c40 unios ditos manteiga; a F. II. Lutlkens.
1 caixa roupa, 1 dita conservas, 4 barris ditas; a Meu-
ron & Companhia.
1 cana livros, 3 ditas tecidos diversos, 1 dila lilas, 40
gigos viudo. 1 caixa carneiras c calcado, 1 dila uicdica-
mcutos,6 ditas pedras inai inores,2 dilas obras de vidro,
I dila fa/.endas, 1 dita perfumarlas, I dita barretes de laa
e algodo ; a J. P. AdourSi Companhia.
1 caixa carneiras, 50 barris niaiileiga; a N. O. Bicber
& Companhia.
1 caixa chapeos de sol de seda ; a J. N. K. t Compa-
nhia. r
1 caixa livroa e roupa, 250 barris manteiga, 100 ditos'.
Navio entrado no dia 26.
Liverpool; 42 das, barca ingleza Expren, de 447 tone-
ladas, capilao H. Cubbius, equipagem 17, em lastro ;
ao capilao.
Navio lahido no metmo- dia.
Hamburgo ; barga ingleza sr!hs-Sk socar.
Parahiba ; hiate brasiletro Sanla-Crtu, capltao Antonio
M a noel Alfonso, carga varios gneros.
Rabia; bialc brasilriro .'.'oa-Fiagem, capilao Jos Anto-
nio da Silva, carga varios gneros.Passageiro, Joo
Francisco de Ollveira, Brasilriro.
SK'clararors
Claudino llenicio Machado faz publico que se
acha no exercicio do fiscal da freguezia de S -Anto-
nio do Recife, e morando na ra do l.ivramento u.
38.
= Tcno esta repartlco de promover a remosta de
plvora de diversas qualidades em barrlt, para alguyl
mas provincial do imperio, sondo: 2.VI arrobat para a
do Para, igual quantidade para a do Maranbao, 160 ar-
robas para a do Cear, 00 dilat para a do Rto-Grandc-
do Norte. 100 d'i para a da Parahiba, 60 d!! par a
de Sergipc c 100 ditas para a das Alagdaa : convida o
tiln. Sr. inspector aos Srs. mestres dat embarcares
Biercantts, que se destlnareisi aos prios desiaa provin-
cias e conveiiha-lhes contra tarem, u comparociinento
para isto ursta secretaria, dias antes de suas sahidat.
Secretaria da inspecgiio do arsenal tle marinha
de Pernambuco, 21 de Janeiro do 1848.
O secretario,
Alexandre Rodrigues do Anjoi.
Vende-sel preta muilo^hoga e do bo-
nita figura, que lio perfeita engomma-
deira, costureira e cozinheira, a qual
he muito desembaragada ; 1 dita cotn
principios de habilidades, ptima para
arraigar bem urna casa e andar com me-
ninos; 2 dilas com algumas habilida-
des, o quo vendem muito bom na ra ;
Hnus moleaucs. sendo um do nsgflo,
bom cozintieiro, de 24 anuos, o outro,
crioulo, de 15 annos, muito esperto o
hbil; um preto do 26 anuos, ptimo
para lodo O servigo ; dous iniilalirih'
de9a 10 annos, muitoespertos: na
do Vigario, n. 24, se dir quem v
de.
m
%3ttf
wmm
L BEtBEBDBBo
O caixa da companhit to Itoberibe, tundo do pres-
lar conlas adininstragfio no dia primeiro do fc-
vereiro lembra aos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos quatro por cento da nona prcstagflo.
Recife, 13 de Janeiro de 1848. M. G. da Silva.
I'rpsepe no Thealro.
Em consequencia de nao estar perfei-
ta mente sabido o drama da Morte dos
innocentes e as novas cantonas que Ihe sao
annexas.icao espectculo transferido pa-
ra domingo, 30 do corrente.
visos marilunos.
O brigue nacional Despique segu para o Rio-
de-Janoiro no dia 30 do corrente, impretervelmen-
te : recebe passageiros e escravos a freto : trata-se
com Machado & Pinheiro, na ra da Cadcia, n. 37, ou
cot o capitflo, Joaqnim Jos dos Sanios.
Segu viagem para o Rio-C.rande-do-Sul, no 1.'
de fevereiro prximo futuro, a escuna nacional Ma-
ria-Firmina : quom quizor ir de passagem ou em-
barcar alguna escravos, enlenda-se com Jos Anto-
nio Basto, na ra da Cadeia do Recife, n. 34.
Para a Baha pretende seguir viagem a sumaca
Carlota, por ter parte da carga prompta : quom na
mesma quizer carregar ou ir de passagem, cnlen-
da-se com o propietario da mesma, Jos Gongalvcs
Simas, ou com Luiz Jos de S Araujo, na ra ta
Cruz, n. 26.
Para o Cetra lem de seguir viagem com bre-
vidatlo o hiato Nuvo-Olinda, mostr Antonio Jos
Vianna, Icndo j parle da carga engajada : quem
iiele pretender carregar, se entender com o mes-
mo meslrc no Truniehe-Novo, ou na ra da Cadcia-
Velha, n. 17, 2." ailar.
O brigue-iscuiia Hcnriqueta ha de sahir infal-
lvcl mente para o Aracaty a 28 do prsenlo mez :
quem anda pretender carregar, se entender com
o mostr to mesmo, Jos Joaqnim A Ivs da Silva,
no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Vclha n.
17, 2.'
Para o Assu segu prximamente, no 28 do cor-
rente, o brigue Sagitario : para carga ou passagei-
ro, trata-so no armazem ao lado da Cadeia.. n. 23.
Avisos diversos.
O LlDADOR. .
Acham-se venda, no lugar do costumo, os ns.
246 a 250; o oslo ultimo numero de boje nflo deixa
deeslarintcressante : elle.
O TRIBUNO N. 73
est a venda s 11 horas, na praga da Independencia
livrara ns 6 e8 : boas noticias do sul, &c, &c.
L. de C. Paes tle Andradc, como procurador de
seu pai, o Sr. senador Manonl de C. Paes de Andrade,
faz publico que j deu principio aoaforamenlo, an-
tcriuimenlo aununciado, do sitio Campo-Verde, si-
tuado no Corredor-tro-Bispo : os pretendemos diri-
jam-se a ra do Hospicio, n. 12, das 4 at as 6 horas
da larde.
Aluga-se a casa Ierres da ra da Florentina, n.
5 : quem'a pretender dirija-sea,rua do Trapiche, ar-
mazem n. 19.
Aluga-sc o segundo andar do sobrado da ra
do Trapiche-Novo, u. 20, com bous commodos ,
cozinha com nuiito boa vista de mar e em lugar
commodo de embarque e desembarque por .prego
rasoavel.
Tomou-se da mflo tle um preto, no da 25 do
corrente mez, pelas 8 para 9 horas da note, um bur-
ro : quem fdr seu dono, dirija-se a ra do Rozarlo
da Boa-Visla, n. i.
Sr. Hedactor. Niosei.do cu assignante de folha
alguma, o mesmo as nflo lendo; os meus honrosos
amigos leudo no seu Diario de quarla-feira, 26 do
corrente, um atrevido annuncio de um canalha, de-
nominado Joio Pedro Gomes, qu* me calumnia do
reo do polica e ladrio, de ter Curiado da igreja da
Estancia um alampada, urna corda de prala, um Me-
uiiiu-jt'sus cun eu ciifi:il<;s ic oro go ao res-
pelavel publico que suspenda todo seu ulterior jui-
zo t que eu aprsenlo documentos lgaos que con-
tlwnnam a esle canalha, Joflo Ped ro Comes, que nflo
he capaz de mostrar recibo da casa onde ello mora,
por sor reo vagabundo.
O major Francisco Jost de Mello.
I'rocisa-se alugar urna ama escrava para casa de
pouca Camilia, quo saiba engommar o ensaboar : na
ra do Alerro-da-Roa-Vista, ll- 10
Quem precisar do urna lavadeira, tanto de sa-
bflo como de varrclla, podo procurar na ra Volha,
n. 22, que achara com quom tratar.
Arrenda-so, por 100,000 rs. um sitio com boa
casa o bem plantado,.na eslrada do Rozarinho : a
tratar na ra Volha, n. 26.
Theodoro Jos Tavares lem tratado com Jos
Domingues Fortuna o Silva comprar a loja de
bahus, que o dito Fortuna tem na ra do Collegio,
n. 13: quom se achar com direilo a alguma acgflo
sobre osla venda fallo com o mesmo Tavares, na
ra Bella, n. 33 ou annuncie por esta folha.
~ Quem livor alguma casa que queira dar gratisn
urna sonbora viuva muito capaz para nclia mo-
rar e ter todo o cuidado cm dita casa annuncio.
-A mesa regedora da irmandadede N. S. da Sade,
erecta na degueziado Pogo-da-Panella, fazscier.ie
aos devotos, que lom mudado o dia da festa da mas-
illa Senhora para 6 de fevereiro prximo vindouro, e
quo a Landeira levanta-se ao amachecer do dia 28 do
correnlo, com toda pompa. Ha fugo de vista.
Fui turam una trouxa de roupa lavada a urna
negra, e como ella estivesso tonta da cabeca, nflo sa-
be dar relagfloda dita roupa,eso dizque a entrega-
ra a urna negra ; como se ignora quem seja o se-
nhor do tal negra, por este motivo se roga a quem
da dita roupa souber, leve-a no largo do Corpo-San-
'o, o. 17, que ser generosamente recompensado.
OSr. Silvestre Rios lem urna carta na livrara
da praga da Independencia, ns. 6 e 8.
-Guimaifles & Silva fazem scicnto ao respeila-
ve| publico, que mudaran) a sua loja de selleiro, da
ra ta Cadeia do Recife, n. 49, para a mesma ra ,
n. 36.
Precisa-sede um menino porluguez de 10 a
14 annos sendo dos chogatlos prximamente, eque
seja de boa conduela, para caixciio do loja de miu-
dezas : iioAlerro-da-Bon-Vista, u. 84.
Os aliaixo assignados avisam a quem convier ,
que dissolvoram no dia primeiro do correlo,
sociedatle que linham nns suas diins lojas de fazen-
das dcbaixo da firma de Antonio do Azcvedo Vil-
la rouco limfio,brando daqucllodala em diantc per-
tencendoao segundo socio a loja da ra do Colle-
gio n. |, e ao primeiro a da ra do Queimado n.
5 ; sssm como a liqiilagflo da exliucla flima Re-
eifo, 24 de Janeiro to 1818.-i laroucp. Mmhiasde AzetedoVillarouco.
Pncsa-se de um ou dous aprendizes de cliaru-
teros : cm Fra-de-1'ortas confronto nadara .
fabrica n. 127.
A viuva I). Francisca da Cuiiha Bandeira de Mel-
lo e blhos de Joflo Carlos Percira tle Burgos l'once
de l.eflo, pelo presente fazem scienlo ao respeita-
vel publico, que teem liquidado todas as suas coa-
las, e nada devena esta, ou outra qualquer praga;
entretanto, se slguem se julgar crodor de sua casa,
baja tle apresen lar suas conlas no prazo tle 8 dias,
contados da data desto, sol pena de nonti una res-
ponsabilitlade dos annunciantos, que nflo reconbe-
cerflo vordadeiro qualquer dobilo. Os annunciantes
adverlcm que pendom em juizo duas questOes so-
bro insignificantes quantias, a sabor : cotu. a caja
dos Srs. Viuva Basto & Filhos, or inn/e lautos mil
ris, que aquella casa Ibes pedo, o do quo os annun-
ciantos liveram senteuga a favor o tribunal da rela-
gflo; ea segunda com oSr. Bernardo Antonio de Mi-
randa, que tlemantlava a casa do* annunciantes por
300/ tantos mil res, dos quaes sendo chamado a
juizo por juramontod'alma, declarou baver rocebido
280/rs., sendo os annunciantes absolvidos naquel-
lapaitedopeddo, e (cando pendente por appctlacflo
a questflo por 50ou 60 e lanos mil ris. Soledad, i
sitio da Cscala, 24 de Janeiro de 1848. I
Vende-se um muleque de 13 anuos ; u m cabri*'
nha ta mesma idade j urna negrinha reeolhida, de>
t2 annos: lodos som vicios iiem achaques: o moti-
vo da venda ho porque o sou senhor retira-se para
Portugal: bem como tambem se vende um relogio,
sabonete de ouro, muito bom regulador: na ra
do Rangel, n. 36, primeiro andar das 6 as 8 horas
da manhSa e do raeio dia as 4 da Urde.
MUTILADO



Aluga-se a casa torre da ra de Hortas, n. 116,
com hons rommoilos para familia : a tratar na ra
do Vicario n '5, <>u 7, primeiro ailar.
Precisa-so de umeaixeiro para urna venila: na
praca "la Boa-Vista, venila confronto ao oitJIo da
matriz n. 2.
-- Quem annunciou querer comprar um violilo de
boas vozos e em ho'n estado dirija-se a ra da
Cadeia do Recfe, o. 25.
r>ousley& Raymon'd avisam ao publico, que
Manuel de Oliveira S n0o he mais caixoiro de
seu arniazcm.
Alugani-seos segundo e terceiro andares do
sobrado da ra do Queimado n. 17 : a tratar na
loja do mesmo sobrado.
-'-Nanoite do dia 13 do corrente, furtaram, do
dentro do un bali um annclo lavrado com
um diamanto no centro j urna corrente lavrada de
relogio, de ouro delei; tendeo ladr.fo entrado por
uma janella do quarto : a quem ditas pecas forem
oflerecidas, baja de as tomar e levar a ra do Mon-
dogo, n. 58, ou a ru larga do Rozario, n. 39, que
ser recompensado.
as Cinco-Pon las, n. 108, ha uma
preta captiva, parida de 4 das, e sem
cria, para ama de Icite.
Os herdoiros do finado Oral.lo Antonio da Ro-
sa leem justo e contratado vendoreni seu sitio na
Passagt-m-da-Magdalena n. 11 : a pessoa que se
julgar com algng ircilo por qualquer litlo, ba-
ja de aunuiciar por esta fnllia no prazo do oito
dia* contados dn dala deste annuncio.
,Aluga-se um pretoou preta para vender fazen-
dag com oulra pessoa : quem livor dirija-se a ra do
Viga rio n. 19.
Jos Pereira daCunha embarca para uma das
provincias do sul, porordemeconla doSr. Antonio
da Silva Pessoa, a escravado nome Leonor, crioula.
Aluga-so por preco commodo o seguurt an-
dar e solflo do sobrado da ra da Cadeia do Recite,
n. 32 : a (miar na loja do mesmo sobrado.
tonlina-se a ensinar prtmeiras lettras, gram-
ola tica portuguesa e msica, pelo melbor mclbodo
possivel, c por preco commodo : na ra do Hortas,
it. 54. Tambom lecciona-su em casas particulares.
Di*>ej -se fallar cm o Sr. .Joa-
quin Francisco dos Santos Guimaracs,
natural de Portugal, iiho de Joaquim
Francisco, da freguezia de San-Goneal-
]o-de-Mostcir, do concelho da laia,
provincia do Minho, ou com pesso de
sua familia, on com quem conheccr a
inrsma, no caso de queja seja fallecido.
Juste Sr. foi o que venden a la rauca de
seu pai, Joaquim Francisco, a liento l'c-
reira, natural do mesmorcino: as pessoas
que de mesmo souberem, por obsequio
dirijan)-se ra do -Crespo, n. i^, a
fallar com Jos Francisco ias.
-- Precisa-so arrendar um engenbo perto desla
praca para o sul moente e corrente, com boas
torras do produccio com alguma fabrica ou sem
ella : quem tiver dirija-se a ra do Cabug loja do
ourives, do Sr. Manoel Antonio Concalvos que se
dir quem pretende.
Dii-sedintieiro a juros cm pequeas quantias,
al 4:000,000 do rs., sobre penhores do ouro o
prata ou garantios a contento: na Solcdade, sitio
da cscala.
O abaixo assignado ensina em sua cas, noA-
terro-da-Boa-Vista, n. 82, geographia o francez, o
ir dar licoesem casas particulares.
Dr. Joaquim de Oliteira t Sonsa.
--Permutan) so duas grandes casas terreas, com *
quartos cada uma silas nos Arrombados, eom
grandes quintaos plantados do parreiras, lomciras,
larangeiras, coqueiros pinliciras condccciras,
mangueiras, figueiras,, goiabeiras sapolis e outros
mais arvoredos, todos novos ; e bem assim um
grando lerreno, proprio para plantaclo do capim ,
tanto de invern como do verlo para sustento de
mais de dous cavados animalmente, por propie-
dades em qualquer dos liairros dcsta cidade ou em
Portugal : quem esle negocio quizer fazer annuii-
eiepor esta folha ou dirija-so ao dito logar dos
Arrombados, casa (terrea junio ao sobrado defron-
to da igreja.
LOTERA
DO
Hospital Pedro Secundo.
Hovendo-se marcado o dia i'\ de fe-
vereiro prximo vindouro para o anda-
mento das rodas da segunda quinta par-
te da primeira lotera do novo hospital
I odro II, o respectivo thesoureiro, con-
fiado na beneficencia publica, espera que
esse dia se torne impreterivel, pela es-
pontanea e prompta concurrencia que
tem havido na compra dos bilhetes como
filizmcnte succedeu com a primeira an-l
tecedente parte, que fra marcado por
uma s vez o dia de sua extraern.
Na ra do Araglo, n 4, bairro da Boa-Visla,
fazem-se quaesquer cortinados, tanto do cama como
para janellas, com a maior perfeicflo possivol.
Precisa-so de um caixeiro nara tomar conla do
urna venda em Fra-de-Portas'n. 56 : a tratar na
niesina venda.
H CHAPEOS DE SOL $|
Rua do Passeio*Publico, n. 5.
Compram-se 60 caadas do azeite de coco :
ra da Cadcia-Velha armazem n. 12.
na
Comprnm-se e
KSS
vendem-se
es-
cravos, e recehem-se de commis-
coes, oflVrecendo-sc toda e qual-
quer garanta a respeilo dos tnes-
mos : na ra das Larangeiras, n.
14, segundo andar-
Vendas.
Jonol.onbct participa aorespeitavel publico, que
recebou, por estes ltimos navios francezes, um com-
pleto sortimrnto do chapos do sol, de soda, amis
rica e superior qualidade; furta-edres e outris mul-
tas conhecidas, tanto para homens, como para Sras
e meninos, No mesmo estabulccimcnto haum sorti-
oaento do cliapos de sol de paninho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo: tambem tem chapeos de sol do paninho
para meninos e meninas, por seren muito (nos: po-
dem-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sorlimcnlo de bengalas, imigaiiunas e chicotes
muito moderno.;; cobre-se qualquer armacilo de cha-
pos deso, com sedas de todas as cores equalida-
des. fa mosma casa ha um grande sortimento de
panninhos trancados o lisos, imitando seda, para
cobrirosmesmos: desla fazenda se vendo areladlo.
Conccrla-so todo qualquer chapeo de sol, por liaver
um completo soi'limento do lodosos pe lencos para
os rnesmos, com toda a perfeicSo o bruvidade.
M. S. Mawson, dentista, recentemente chegado da
Emopa acha-se residiudo no Itecifc ra do Tra-
piche-Novo n 8, segundo andar aonde contina
a por denles minoraos, licando incorrupliveis, e da-Magdalena
oppaiecendo inloiram'ento como naturaes : tamben)
tira a pcdra.a qual, nfio sendo exlrahida em pou-
co lempo lando arruina os denles ; chumba com
ouro ou prata para privar do augmentar a corrup-
cilo; tambem tira, lima o faz todas as operacoes
denlicaes com a maior delicadeza possivcl. Klle es-
pera que os elogios e o muito patrocinio que tem
i eeelndo pelos beneficios que tem produzido na sua
pratica durante 7 annos do residoncia nusla cida-
de serfo garantas suillcientes para as pessoas que,
precisando de seu prestimo uo o dcixem do pro-
curar.
Piecisa-se de urna ama secca, pes-
soa uesimpediila, que saiba tratar com
zelo urna crianca recem-nascida : na ra
Nova, loja n. i'i.
- Precisa-se alugar um preto, [ou prela para o
servicode uma casa de familia : na ra da C'adeia
de S.-Antonio, n. 1.
Precisa-so de pretas quo vendan) pilo pagan-
dse-lhes a vendagem e sendo que seus sonliores
siArcsponsabiliscni : na ra Oireita, padaria, n. 26.
' l'reciaa-se fallar com o procurador
dos herdeiros du fallecido Jos da Silva
Botelbo, tesiiientes em Portugal, que
veo de l ueste ultimo navio, para nego-
cio de seu interesse : dirija-se ao pateo
do Carmo, n. 9, primeiro andar.
Odoutorem medicina Manoel Adria-
no da Silva Pontos contina a residir
na ra larga do Rozario, n. 30, se-
gundo andar, onde pode ser procura-
do a qualquer hora ; tambem trata
homocopathicamenle quelles quo se
quizerem subjcilar esle melbodo
curativo, 0 reccitnra gratuitamente
das 6 as 8 horas da manhfla, otdas 3
as 5 da tarde, aos pobres, quo tam-
bom terito os remedios gratis fornc-
cidos pelo boticario.
A senliora que annunciou querer morar cm uma
rasa gratii. querrndo unir.ir nun mili i srnhora, ilirij.i-
e a rua de Agoas-Vcrdes, n. 5.
Jolo Vaz de Oliveira embarca para o Rio-Cran-
de-do-Sul o seu escravo, do nome Luiz de naco
Inhabano.
A professora que reside na rua larga do Roza-
rio 11. 39, lem a honra do participar aos dignos pais
de familia desla capital, ou fura dola, que a sua
aula scacha aborta o cstabolecida para aceitar pen-
sionistas de cuja educaclo e 7clo lem prcenchido
a satisfaeo daquellas pessoas.quc Ihe leem confiado
at o (ni a educaeo dosuas lidias.
--Acha-soestabelecido um deposito docarvlo do
madeira da mcllior qualidade em saccas de cinco
palmos do alto e dous e moio do largo, no primeiro
armazem de capim ,quo tica no fundo da venda da
esquina da rua Nova na ponte da Roa-Vista a ra-
sflo de 500 rs por cada sacco, levando o compra-
dor vasilha para mudar o carviio. All acharo as
pessoas que quizerem prover-sc deslo genero, um
constante deposito, nilos da molhor qualidade,
como na quantidade que nccessitein pelo mdico
preco cima mencionado.
((depositario do archivo da sociedade--lus-
truceo & Recreio pede aos socios da mesma, que
comparceam domingo, 30 do corrente, pelas 3 ho-
ras da lar.le na sala de silas sessoes.para deliberarem
a maneira por que (leve elle dosonerar-so de seme-
Ihanlc encargo, visto o completo ahandono em que
leem estado os trabadlos da (tila sociedade.
Domingo, as II horas da noile, 23 do corrente,
perdeu-so um lenco bronco com lavarinto o bico.a
roda, desde o pateo da Santa-Cruz at a Passagem-
iii'iii o achou, e quizer restituir,
poder mauda-lo ao 2 andar do sobrado onde mo-
ra o Sr. Dr. Pereti, no paleo cima dito, que ser re-
compensado, o se agradecer assaz.
Antonio Carlos Pcreira do Buigos Punco de
Leflo pelo presento faz publico que a iiiugucm dovo
nesta praca ou oulra qualquer parte : entretanto,
convida a qualquer que sejulgar seu credor, baja
de a presentar suas cuntas no prazo de 8 das, con-
tados la data do prsenle; e cerlo de nto dover,
desdo j declara quo fra deste periodo de lempo
repula falso qualquer debito que baja de apparecor.
Solcdade, sitio da Cscala, 24 de Janeiro do 1848
-- Aluga-se o segundo andar do sobrado da rua do
Rangel, n. 36, com seu mirante e com muito bous
commodos para familia : a tratar na rua da Penha,
venda por baixo do sobrado do coronel Joaquim
bernardo.
FOLHINHAS PARA O ANNO DE 1848.
Vendem-se folhinhas de algboira de porta o de
padre s mais correctas o mais regulares: na pra-
ca da Independencia, livniria ns. 6e8; na ruada
Cruz loja n. 56 ; na rua do Crespo loja n. II ; na
loja da esquina do Collegio o na botica do Sr. Mo-
roira, defronte da matriz da Uoa-Vista.
Obras histricas
CIIECADAS DE NOVO A' LIVIURIA DA ESQUINA DO
C0I.LEC10.
Plutarco llrasileiro, contendo as vidas dos Bra-
sileiros mais Ilustres e nolaveis por seus talentos
virtudes o nobres feitos, pelo doutor J. M. Pcreira da'
Silva.
O segundo e ultimo volume, chegado agora, com-
prebende enlr'outras, as hiographias do Jos Bo-
nifacio do Pizarra e Araujo do t.emos de Faria c
de Silva Lisboa. Esta obra tem lido na corto grande
acaitacilo, eojornalismo fluminense teceu-lho pom-
posos elogios.
Historiados aconlecimontos memoraveis do cor-
codo Porto, c da restauradlo do govorno consti-
tucional .escripia pelo almirante Carlos Napier,
conde do cabo do S.-Vicento, o traduzido em por-
lugnn porM.J. P Codie.3,2 tomos em um Vuu-
mo. Esla obra no podedeixar de ser lula com in-
teresse pelos admiradores do celebro almirante, a
cujos fils heroicos se dove, cm grando parto, o
restabelociiBcnto do govorno constitucional em Por-
tugal.
tenista historien dos aconlecimentos de Portugal
desde a morle de D. Joao VI at o fallccimenlo do
imperadorI). Pedro, obra muito liem escripta el
estimada em Portugal pela fidclidade e imparciali
dado que a distinguen!, nova ediriio, I v. em oi-l
lavo.
Historia de Inglaterra por Coldsmith continua-
da por (.oot, e al nossos dios por M. Alexandrine
Aragn com importantes notas de M. M. Thierry ,
do liaranle do Vorvins, o Tliiors vertida em hn-
goagem classica porlugueza 4 v. cm formato de
oitavo francez com bellas estompas.
Consideraces sobre os prineipacs aconlecimen-
tos da rcvolucSo Iranceza obra posthuma do Ma-
dama doStacl, publicada pelo duque do Rroglc, e
baro de Stael, 3 v. em oitavo.
Uiographiados contemporneos, ou diccionario
histrico dos homens nolaveis do todas as nacoes ,
vivos 11 mortos, desdo 1788 at os nossos dias, pu--
blicadodebaixodadirocco de M. M. Rabbe, Viclh
deBoisjolin. el Sainte-Prcuve 1 grosso v.
Historia da administrado do marquez de Pombal,
ministro de el-rei Jos em portuguez 4 tomos
em 2 v., com varias uslampas representando o ge-
nero de supplicioque sollreram os lidalgos o outros
individuos implicados na conspiraeo contra o mo-
na relia.
Historia de Cromwel, escripia por M. Villoinain ,
par de Franca o traduzida em portuguez, por M.
J. da C. Coui ac 1 v. em oitavo.
Historia do consulado o do imperio [ conlinuacilo
da hilloril da rcvoluco francesa ], por Mr. Thiers ,
bolla edieo belga.com numerosas estampas, 2 v.
grandes em oilavo.
Appello justica dos contemporneos do finado
Luciano liona parto cm refulaco das assorcoes do
Mr. Thiers na sua historia do consulado e do impe-
rio pela prince/a do Canino, viuva de Luciano
Bonaparto, 1 v. brochado [ 1,000 rs. ].
Annaes de O. Joio III, por Fr. Luiz do Souza, pu-
blicados por Aloxandro llcrculano, 1 v. [ livro pre-
cioso pela pureza do lingoagem u originalidade do
cslylo].
Os ltimos momentos de i\'apoleHo ; Memorias do
doutor Anloniarclii, medico do imperador cm S.-
Ilelena 2v. em oitavo.
Memorias histricas e secretas da imperatriz Joso-
phina, primeira esposa deNapolefio porM. Lo Nor-
inant, edieo augmentada do mais de 300 notas, o
indita s, e seguida das ultimas recordacOes do a-
poleflo cmS.-llelcna, 3 v. em oitavo com gravu-
ras retrato o fac-si mi lo com o interior da nulo
do liomom extraordinario, ele.
LOTERA DO RIO-DE-
MNEIRO.
Venrlem-se bilhetes e moios
i Hilos da 13.a loleria a beneficio
bem he cliegada a lista da 24.'
lotera a beneficio do iheatro de
San-Pedro : na rua da Cadeia, lo-
ja de cambio, n. 38, de Manoel
Gomes da Cunda e Silva.
Vende-se, no armazem de Bacelar, no caes da
Alfandega marmelada muito boa e nova om latas
do 1, 2 o 4 libras por preco commodo.
Vende-se, de urna familia quo se retira para a
Europa uma parda de elegante figura do 30 an-
nos do excedente conducta mui limpa de mSos ,
pelo que so Ihe pode confiar o governo'e dirocQo de
uma grande casa, no que lie versada : alm de tSo
boas qualidades he insigne co/inheira tanto de
forn) como do fosito. porque faz todas as qualida-
des de assados, rechoios e picados; he grande dis-
penscira raconcira cenfermeira; tambem cose, la-
va rngommac faz qualquer doce: tambem se
vendo uma crioula de 17 anuos, com as mesmas
prendas, mas nlo tito apurada na cozinha : na rua
Nova n. 14, segundo andar.
i? Veiulein-se, na ruada Cadeia do IS
jjl Rocife, n. 37, cera em velas, fs- SI
Itl lineadas no l\io-de-Janeiro, em
r. "ln' das 111 el linces fabricas, 1*111 ca-
I
(Ti
I
m
xas pequeas, de urna ot dezaseis
em libra ;e caixotes coinditas, a-
bricadafl em Lisboa, sortimento ao
gosto venden) bnudoes, fabricados no
llio-de-Janciio, c tudo por preco
mais commodo do que em mitra
(jualquer parle.
4M -- OWI1MMM
I
I
Compras.
Compra-so um diccionario geograpbico, em se-
gunda inao e em bom uso 1 na rua Nova, 11. 49, ou
annuncio.
Compram-se garrafas vasias, proprias para en-
garrafar vinho : na rua do Trapiche 11. 44.
Compram-so quatro formas de cacimba : no
Alorro-da-Boa-Vista, fabrica do I core/, n. 17.
Compra-so um moleque de 18 annos pouco
mais ou menos, sem vicios: na ruado Rozario,
botica n. 36.
Vende-se, na rua das Crtizes,
n. 41, primeiro andar, cal virgem (A
de Lisboa, para engenbo- panno de 9
J linho do Porto, e'marmelada nova: j
tudo cm cunta. *
3 f
Cera de carnauba.
. Vende-se, la rua da Cruz, 110 Recite, r 21 su-
perior cera de carnauba, cm barricas, por preco
muito mdico para saldar cuntas.
Acbampe venda na praca da Independencia,!
del'ronle do Sr. FiguerOa, qnatro quadros do me-
Ihur gusto possivel, pela rica moldura duurada e bel-j
los retratos dos rnesmos, os quaes nio deisarilo do
agradar quem soubcr apreciar 1.1o moderno clin-
do adorno de uma sala.
Veode-se um mulato de 20 annos, proprio para
todo o servico e mesmo para pagom : quem o pre-
tender dirija-se a Boa-Vista, no quintal da Sra. |i.
Joanna.
Vende-se uma escrava de muito bonita figu-
ra de 20 annos com algumas habilidades : na
rua do Rozario, botica n. 36.
Vende-se um alambique de cobre com es-
quenla-garapas, tambem de cobre, 3 taixas com 6
a 7 palmos de bocea sendo urna do ferro balido, o
duas de dito coado : tudo cm muito bom uso, por
preco commodo no lugar da barra de Serinhaem.
;;
nova alpaca,
de sele palmos de largura, na
loj;i de Guinares Serafim
cV 1'., rita do Crc&po, n. 6.
Vcnde-sc a nova alpaca, de se-
le palmos de largura pelo barato
prego de I #000 rs. o covado;
assim como atilhados de ricos
pathoes, de 9 palmos de lar-jura,
por mdico preco; eoutras mui
tas fazendas finas, de linho e se-
da, ehegadas ltimamente esta
cidade, eludo muito barato.
Vendem-se portas do louro de diversos tama-
ngos ; janellas do ouro o amarello, j pintadas e
em moio uso por preco muito commodo : no Ater-
ro-da-l!oa-Vista n. 26.
ADIIIRAVEIS NAVAI.HAS DE ACODA CHINA.
Na rua larga do Rozario, n. 25, loja do Lody.
Eslas navalhas teem a vanlagem de cortar o ca-
bello tem offender a pello, dcixando a cara pa-
recendo estar na sua brilhaute mocidade. Este ac
he da China e seu autor he Sliam.
Por ludas as sociedades das sciencias medico-ci-
rurgicas tanto da Europa como da America, Asia o
frica he reconhecido o uso dcslas navalhas ma-
avilhosas, nSo s para provenir as molestias cu-
tneas, a que a liumauidade iMa suhjeita mas
lambom como um meio de as curar.
Vendcm-se as verdadeiras s na loja cima indi-
rada.
Vende so cal virgem de Lisboa,
chegado ltimamente, cm barra peque-
os, e mais barata que em outra qual-
quer parte ; vinho tinto do Porto, mui-
to superior, em barris de oitavo panno
de linho do Porto, e cueiros de ulgodao;
cera em velas, de Lisboa, com sorti-
mentos vontade do comprador : na rua
da Cruz, n. 49 casa de Mendes &Tarrozo.
No armazem do Dias Ferreira ao p 4a [alfan-
dega, vendem-se barris pequeos com ruivos e pes-
cadas muito bnns ehegados ltimamente de Lis-
boa.
-- Vendem-se caixas de uma e duas duzias de gar-
ra fas de vinho do l'oilo, da colheita de 1822, o mais
superior que ha no mercado : na rua da Cadeia do
Recite n. 34, casa de Jos Antonio Basto.
Vende-so uma escrava crioula de 19 annos pou-
|co mais ou menos, sadia quo cozinha engomma
e lava de sahilo : no berro aiidap do primoiro sobrado por cima do botiqun).
Vendo-so um jogo do diccionarios italiano e
portuguez, obra rara : na rua do Queimado, n. 17.
Na rua do Trapiche, n. 17, con-
tina a li ivcr deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; advertindo-se eos compradores des-
te genero que o deposito he j muito pe-
queo, e que da nova nao ha mais em
parte alguma.
Vrnde-se cal virgem de Lisboa em caixas a
barricas chegada prximamente : no escriptorio
de Francisco Severiauo liabtllo & Fillio.
\


i


A
. Venf-se por prego mi>ito baixo, urna par-
tid do raixas de charutos, proprios para sorom co-
cerlos : tu ra (lo Trapiche, n. 44.
- Vendenvse, no arm;izcm
p Oias Ferreir, defronle dega e na travessa da Ma.lro-de-Oans n. 9, ros
cnm batatas, e barris com uvas, por muito barato
prego.
No fim do Boceo-Largo, no Recite, junto as tai-
xas de ferro, vende-se lelha, lijlo de lodos os ta-
nwnhns.como sejam : ladrilho, alvenaria batida,
dita grossa tapamonto, e quadrados ; ditos de fo-
gSo cal branca o prcta barro e areia : tarubem
vende-se alguma madeira, como sejam: encharaes c
caibros : tudoem conta conformo a quantidade.
.Anda um pouco de attenco.
Na ra da Cadeia do Recife loja n. 50, de'fronto
da ruada Madrc-de-beos, vendem-se cortes de cam-
bra ia decores para vestidos, a 3,200 e 3,400 rs. ;
alpaca preta superior a 900 e 1,280 rs.; chapeos
de massa francezes a 6,600 rs., da ultima moda ;
ditos brancos dp castor a 7,000 rs.; casimiras pre-
tas a 2,700,3,400, 4,000 e 4,500 rs.; dita encarna-
da do duas larguras a 2,400 rs ; cazinetas pretas ,
a 1,120 rs. o covado ; fusllo branco, a 400 c 500 rs. o
covado ; lencos de setimeom franja para hombros
de senhora fazenda muito i ica. a 5,000 rs.: chitas .
i5o, itioe 180 rs. o covado.
Vende-se arroz de casca pelo prego de 3,200
rs. oalqneire medida velha : na ra da l'raia u.
41. Na mesma casa compra-se urna grammatica fuin-
ceza ; um diccionario francez e portugus e porlu-
guez e franenz.
Vende-se um sitio na estrada de S.-Amaro pa-
ra Relm, passando a ponto o primeiro, do lado
direito com inuilos nrvoredos de fruclo, pasto
para 8 vareas de leite, tres viveiros, baixa para
capini, terreno para plantaco : tambem se vende
outro uta is pequeo na mesma estrada: a tratar
no mesmo sitio a cima, ou na na Direita n. 4,
confronte ao oitfo do Livramento.
Vendem-scscmentes dehorlalice, de todas as
quididades: na ra da Cadeia, loja de Joio Jos de
Carvallio Moraes.
Vcndem-so muito superiores cordas do tripa,
e huidnos para violan e rabees ; pape! pautado para
msica, detodasasqualidades; relroz preto casul-
ferrete, de primeirasorle, a ll,500rs. a libra : na
praga da Independencia, loja do miudezas n. 3.
Vendc-sc una casa terrea construida a moder-
na com 5 quartos duas salas cozinha fra, quin-
tal murado e cacimba com commodos para urna
grande familia ; urna escrava de 36 anuos ; um mu-
lalinho de 8 anuos ; um brago de batanea grando
com conchas de pao ; dous pesos de 2 arrobas o de
meia arroba al meia quarta propria para arma-
zem de carne ; una armadlo de venda e canteiros :
na ra da Concordia, junto a casa (errea de sotHo,do
Sr. Jos Antonio Correia Jnior.
Na ra da Cruz, n. 26, vendem-se urna parda e
urna preta mogas ; dous mulalinhos de 10 a 12
. .-linios; saccas com muito boa farinha do mandio-
ca ; ditas com milito; urna porgfo de saceos no-
vos para farinha ou millio ; couros miudos c sola.
-- Vendem-se, por prego commodo, lijlos de
cacimba, do 5, 6 c 9 palmos de bocea dojbomSbar-
roobem cozidos; ditos de ladrilho de forno de
padaria ; ditos quadradinhos do sala: na olaria do
lundflo a primeira junto a fabrica de Cervasio :
ludo bem reito e do bom barro.
Luvas de pellica, c mcias
de seda.
Na ra da Cadeia do Hecife, loja n. 50, defronle
da ra da Madre-de-Doos, vondem-so luvas de pel-
lica para bomem, a 1,400 rs., fazenda superior ; su-
periores mcias do seda preta para bomem, a 1,000
rs. o par.
Vende-se urna escrava de 24 anuos, de bonita
figura qun cozinha o diario de uina casa, lava mu i
bem desabito e he muito diligente para todo o
maisservico de urna casa, com um lindo fllho mu-
lalinho de dous mezes, e com muito bom leite : tam-
bem se troca por uina negrinha de 10 a 12annos, que
sirva para andar com urna menina, voltando o resto:
na ra do Crespo, n. 12.
Vende-so um brago de batanea e conchas, com
4 pesos de duas arrobas proprio para armazom de
carne, ou de assucar; uina masseira de amassar
pflo; um terno de pesos do urna arroba at meia
libra ; um jogo de diccionarios porlugnez e inglcz,
por Vieira : ludo em bom estado : no Alerro-da-lloa-
-Yista, n. 22. Na mosma casa comprani-so algumas
portas do amarella*, ou louro, quo estejam em bom
estado.
Vende-se urna prelada Costa de muito boni-
ta figura dn 22 anuos por 420,000 rs. : na ra de
S.-Hila, u. 44.
No boliquim da Cova-da-Onga, na ra larga do
liozario, vendem-se bichas de llamburgo de su-
perior qualidade sendo as maiores, a 400 rs. o as
pequeas, a 160 rs., por se estar breve a dispr do
negocio c seu dono seguir para Europa.
No
Panno fino mesclado.
Vende-se superior panno fino mescla-
do de todas as cores; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas e de cores ; pan-
no fino preto o de cores ; sarja de seda
hespanhola higilima ; corles do cain-
hraia de seda padres novos; alpaca
muito lina ; chapeos de massa france-
zes da ultima moda ; toalhas ricas;
guardanapos c atoalliados; e nutras
militas fazendas finas: ludo mais lia-
ra lo do que em nutra qualquer toja : na
ra do Queiinado nos quatro-cantos^
loja do sobrado amurullo, n. 29.
Vende-se um terreno com 117 palmos do fren-
lee 89 ditos de fundo em estado de so edificar ,
por nfo precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer tres ptimas mei'agoas na ra do Pilar em
Fra-do-Portas, do lado da mar grande: nadita
rpa, n 11, no pateo da igreja do Pilar, das 6 horas
da uiaiiliiia as 8.
livros dos Srs. Santos & Companhia, atrs do Cor-
po-Santo ; Cardozo Ayres ruada Cadeia ; e em S.-
\ntonio praca da Independencia na. 6 o8.
Aterro-da-Boa-Vista, lo-
ja n. 78,
vendem-se sapnlOes de lustro, para homem a 3,000
rs. o par; hahuszinlios para guardar costura rou-
pa de changas e meninas guardarem costura na es-
cola, de 1/ rs. a 2,560 rs.; chapeos de sol, de seda,
para senhora, de muito bom goslo, a 4/ rs.; chico-
tes para montara a 2,000 rs.; bonetes para me-
ninos.
FARELOS.
Vendem-se saccas com farelos, chegadas ultima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Vendem-se caixas de cha hysson de 13 libras ,
em porgfo, ou a retalho: na ra da Alfandega-
Vellia n. 36, em casa dcMalheus Austin & C.
Na ra Direita, n, >.">,
vende-se uro par de embonos do pao de cedro pa-
ra han-ara ; 2 travs o um pedazo do pao de con-
dur ; azeile de carrapato a 1,200 rs. a caada ;
pomada, a 230 rs a duzia ; e lodosos mais gneros
pertencentes a venda i nnr menos que cm utitra
qualquer parte, o de muito boa qualidade.
Bichas de Hamburgo.
Vendem-se as verdadeirasbichas do llamburgo,
pelo preco de 640 rs. a rclalh : na venda de Manoel
Jos de Sa Araujo na rua da Cruz, n. 24.
Vende-so fumo cm folha para clianitos de
superior qualidade ; gomma de aramia : ludo che-
gado ja ou a tratar com Silva & Grillo.
Theologia moral do hispo
II o ii le.
Acha-se venda a nova edigfo em 3 v. na livra-
ria da esquina do Collegio, com a difTercuga de
2,000 rs. sobre o prego do Rio de 10,000 rs. : ha
laiiibuui exuiiiplaius de ptima encadernagflo que
custam mais o que prego desla.
As verdadeiras bichas de
Hamburgo.
No deposito de bichas do Joaquim 'Antonio Car-
neiro & Companhia vendem-se as verdadeiras bi-
chas do llamburgo, chegadas pelo ultimo navio
aos rentos e a retalho por menos prego do que em
nutra qualquer parle tambem se alugam c so v3o
applicar a qualquer hora do da o da noile : na rua
da Cruz, no Recife, u. 43.
Vende-se, por precisfo, urna preta quoengom-
ina muito bem cozinha toda a qualidade do comi-
da e cose, de 18 anuos : na rua de S.-Rita n 44.
Vendem-se tclhas muito boas, grandes c largas,
a 20,000 rs. o milheiro escolladas : cm S.-Anua ,
na olaria que se desmanchou : tambem se vendern
travos do 17 a 18 palmos do comprimento, o bas-
tante grossas a 1,600 rs. cada una.
Vende-se una loja de miudezas com puncos
fundos em muito bom lugar o nao tem alcaides,
a dinheiro ou a prazocom boas firmas : na rua do
Cahug loja do Joaquim Jos da Costa se dir
onde he a loja.
Vendem-se bichas pretas de Lisboa muito su-
periores a 8,000 rs. o cento : na rua da Cruz, no
itecife, n. 62.
Ihe tocn por mortede seu pai Frarcisco Xavier Ca-
valcanti Lins como se ver no formal de parlilha
na rua larga do Rozario, n. 32.
mi! lio.
dn
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vendem-se na rua da Cruz, n. 46, condecs
com peras ; ditas com figos ; ditas com pecegos ;
latas com figos; di(.as com hervilhas; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhasdeararuta : mas-
sas finas em caixinhas ; chocolate de canda de
Lisboa; meias barris "com vinto o tantas libras de
manteiga ingleza, de muito superior qualidade, e
propria para casas particulares : tudo ltimamen-
te chegado, por diminuto preco,
Aos fumantes de bom gosto.
Vendem-se os excedentes e bem conhecidos cha-
rutos regalos'de Havana diplmalas e primores
chegados ltimamente : no armazem grande do
Bacelar, defronle da escadinha da alfandega, n. 3
Vendem-se os caixOes e utensilios de socar s-
sncar do armazem da rua da Senzalla-Velha, n. 110,
e Iraspassa-se o inesmo armazem o casa, ao gosto do
comprador: a tratar no primeiro andar da mesma
casa.
Vende-ee-eai virgem cm ancoretas, a mais
nova que oxisle no merc-ulo por preco mais com-
modo do que em oulra qualquer parte : na rua da
Moda armazem n. 17.
Vende-se um par de dragonas de cavallaria da
guarda nacional, para ofitcial subalterno, o duas
bandas em muito bom estado por preco commo-
do : na rua laiga do Rozario, loja de cirgueiro do
Sr. Thoniaz de Aquino Fonseca.
ALVICARAS FL-
I.L'STRE MADA-
' MISMO.
So Picar sem l quem
nao tiver 4^000 rs.
Na rua da Cadeia do Itecife, loja n. 50,
vendem-se los pretos.pclo barato prego de 4/
rs.; sotim preto a 640 e 900 rs.; sedas es-
cocezas, a 700 rs. o covadojertes de vellu-
do para colleto a 3,500 rs. ; e otitras umi-
tas fazendas .quesosedcixarflo de vender
so os froguezes as nio quizerom comprar.
mvw
Cheguerii freguezes, que se
csto acabando
os sapates de bezerro, para bomem a 1,280 rs. o
par, e bengalinhas para passeio,a 320 rs.: no
Aterro-da-Boa-Boa-Visla, n. 78.
Cheguem freguezes loja de
Ufanocl Joaqun) Pascoal
Fiamos, no l*asseio-Publico,
n. 19, que elle he o barate!-
ro que est veudeudo por
todo dinheiro:
lindos corles de cambraia alegra a 2,000 rs. ; cor-
tes de cassa-chila a napolitana de muito lindos
gostos e cores muito alegres, pulo barato prego de
3,000 rs.; cortes de superiores casimiras, muito
cncorpadas o de muita dura e quo por isso se tor-
nam recommendaveis aos cavalleiros e homens do
compo pelo barato prego de 6,000 rs.; cortes de
lila para caigas a 2,500 rs. ; esguiflo finissimo ; len-
cos de seda para grvala, a 400 rs. ; ditos do caga, a
200 rs.; pello do diabo, a 200 rs. o covado ; lanzi-
nlia, a 240, 320, 360 e 400 rs ; lengos de cambraia,
u'o 3 ponas, a _' .u rs.; riscados francezes, a 200 rs.;
chales de tarlutaua a 860 rs. ; ditos para meninas,
a 500 rs. ; um rico sortimnnto de madapoles a
2,800, 3,500, 4,000 e 5,000 rs. ; bmn trangado bran-
co, a 400 rs. a vara ; chitas de todas as qualidades ,
a 160, 2ct) e 320 rs. ; cassa preta para luto, a 320 rs
o corado; chitas pretas, a 160 rs.; u ludo o mais
por prego commodo.
Vende-so urna preta perfeita engommadeira e
cozinheira, de 12a 20 annos; 5 ditas com habili-
dades; duas pardas de 20 ahnos de elegante figu-
ras : 5 moloques do 12 a 18 annos ; um preto bem
robusto e bom carreiro; um niulatinho de 12 annos :
no paleo da matriz de S.-Antonio sobrado n. 4.
Vende-se urna parte no engenho Jaguaribe,
Ha muito que o -nosso mercado se achava
desprevenido de fazendas modernas que
bem salisfizessem ao variado gosto das se-
nhorasdobom tom; mas agora acaban) de
chegar loja de Antonio Luiz dos Santos &
Companhia na rua do Crespo, "n. 11 os su- $S
blimes cortes das encantadoras
I *2r JUBILENStS^
0 Seus lindos padrees e mimosos desenhns
& s1o cm tanto apuro quo com graca realgam
nos corpos do bello sexo Suas amostras silo
A francas.
$#t0iQ0i*0 #[* m % tft% fa en*
Vendem-se6 lindos moleques de 15 a 20 an-
nos ; um preto de 25 annos, ptimo sapateiro ;
pardos do 16 a 18 annos ; sendo um proprio para pa-
gem c o.outro bom carreiro ; urna mulatinlia e
3nogrinhas de 12 a 13 annos mui bonitas, com
principios de habilidades; duas pretas de 25 annos,
proprias para todo o aervico : na rua do Collegio,
n. 3, segundo andar, se dir quem vende.
Charutos de San-Felii.
Joaquim Bernardo dos Res avisa ao publicoe
aos seus freguezes que acaba de receber pelo ul-
timo navio, vindo da Bahia, um grando sortimenlo
de charutos de todas as qualidades, quo he acostu-
mado a ler, conformo o gosto do seus freguezes,
semlo : osverdadeiros deSan-Felix, regala, marca
de fogo, frma-havana regalo de Havana, fabrica:
todos da mesma marca : regala de diversas marcas,
mcia-regalia marca estrella, Irabuquilhos, e mais
nutras qualidades que ser3o patentes aos freguezes.
Adverte-seao publico que nesle deposito da rua da
Cruz, n 51, achario soinpro boas qualidades de
charutos por prego rasoavel
Xa rua do Crespo, loja n. li,
de Jos Joaquim da hilva
Al aya,
vondem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto de seda como de palhinha chogados ltima-
mente de Pars ; chapeos de seda para senhora;
cortes de erambraia de seda de ricos gostos por
prego muilo commodo ; cortes do vestidos de cam-
braia ecassa-chitas de dilterenlcs qualidades, por
pregosbaratos; ditos com urna pinta de mofo e
sem elle a 2,000 e 2,500 rs. cada corte ; mantas de
seda e lila para senhora das mais modernas que
leem vindo a esta praga, a 5,000 rs. cada urna;
inanias e chales do seda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca prcta a 800 e 1,600 rs. o covado;
panno de linho a 400 rs. a vara; casimiras fran-
cezas e elsticas para caigas a 5,000 rs. o curte ;
fustOes; setinse velludos para collete, por prego
muilo em conta ; bem como um sortimenlo de ou-
tras multas fazendas, que se vendem pelo barato.
No terro-da-Boa-Yista, lo
ja n. 711,
vendem-se ricos bonetes de merino, para meninos;
ditos de marroqu ni para homem, do muito bom
gosto e duragito ; ditos para ir ao banho a 360 rs.
Rua doQucimado,ii,10,j
nova loja de cirgueiro.
Lima.
vende uniformes'militares, para todas,
as patentes de legiflo cavallaria o in-
fatuara da guarda nacional ; aloes de
ouroe prata ; espadas praleadas, com
roca e sem ella.
Vende-se o tresenario do S. Francisco do Paula, lermo da villa Iguaraasu, de 2:853/003 rs. porten-1 Vcnde-so urna parda moga de bonita figura ,
obra ulil aos devotos do dito santo, as lojas de Jcenle a D. Antonia Francisca Cavalcante Lins, quo'com urna filba de 11 anuos ; urna preta moga ; urna
negrinha de 10annos, muito propria para muca-
ma; um mulatiuho, proprio para pagem por ser
muio esperto por prego commodo : na rua d
Cadeia do Becife, n. 43.
-Vende-se urna escrava muitt, sadia, que laya,
engomma esab trabalhar de costura o diario de
urna casa : o motivo por quo so vende se dir ao
comprador : na travessa da Guia, n. 1.
O? Vendem-se 3 terrenos proprios, dous com
3 40 palmos de frente e 500 a 600 de fundo,
;5f com diversos ps do arvoredos do fruclo, ^
v) como : larangeiras, coquoiros, manguee IB
3fe ras, cajueiros, c asierras mui producli-
1S# vas: um dos terrenos he junto do Sr. Ama^
jjft ro de Barros Correia Selle, c o outro junto
SSP dositio do Sr. Theotonio Joaquim da Cos-
#ta : o terceiro com 94 palmos de frente e-
quatro centos e vinto o tantos ditos de
fji) fundo, com grande alicerce, divididos os
2 quartos para casas, ou sobrados, junto
i do sitio do Sr. Antonio Joaquim Panasco,
edo Sr. tenente Antonio Marcellino de
S9' Mello na projectada rua que segu da
fgg\ rua da Soledado para a estrada do Man-
^SP gunho: a tratar com o dentista e san-
'SSl grador, Jos Anacleto na rua estreila do
W Rozario junto a ifereja casa terrea n.
((g) 7, bairro do S.-Anlonio.
__Vende-se urna casa terrea sita na rua VeJJ
do bairro da Boa-Vista n. 105, em chilos proprios,
e com sufllcientes commodos para familia : a tratar
no trapicho do pelourinho, com Antonio Coelho de
Mello.
Na casa de modas francezas
de Madama Millechaii,
no Aterro-da-Boa-yista, n. 1, primeiro andar, alm
dos objeclos do modas ha chapeos para sonhoras
e meninas, fitas, bicos, luvas, enmbraias, tarla-
lanas, (ils, collarirhos, flores, & : bom como re-
cebeu-se, pelo ultimo navio.vindo do l'rauga Um
sortimento de miudezas para costura que so ven-
derSo em nnrerjo e a retalho, corno sejam: linlm
branco e preto, de qualidade superior e do lodosos
nmeros; linho de Escocia branco preto e de co-
res ; linho muito fino para fazer lavarinlo ou bico ;
dito do Irlanda, do linho branco e d cores para
bordar; cordflo branco o preto; novellos branco
e de cores; Irangas de algodo de diversas cOres;
dita branca de todos os nmeros; fita de linho ; di-
ta de algoduo lustroso; dita de percale lustroso de
todas as larguras ; agulhas francezas do qualida-
desuperior; titas do seda eslreilinhas de todas as
cores; relroz para coser bordar, de todas as co-
res : estas miudezas se vndenlo por prego moju)
barato em porgo e a retalho.
Vende-se urna prcta de 20 annos, do bonita
fisura que cozinha o diario de urna casa lava do
salmo e vai i ella nao tem vicios iiem achaques : na
rua da Concordia, passandoa poniezinhR a direi-
ta, segunda casa terrea se dir quem vende.
Vcnde-se bom capim du planta a 280 rs. o fei-
xe : em Ulinda, rua da Boa-Hora, casa de muro no-
vo, que vai lerao rio.
-Vende-so um preto, ou Iroca-se por urna pre-
ta que seja cozinheira : a tratar na rua das Cruzes,
n. 30.
Vendem-se unsescravos, tanto pretos como
pretas proprios para o servigo de campo por te-
rem sido de engenhe, muito mogos, seo) vicios nein
achaques ; urna preta de 22annos, boa engomma-
deira e que cose e cozinha : vende-se por preci-
s3o : no pateo da S.-Cruz, n. 14, dir quem vende.
Deposito de vinagre da fabrica
da rua Imperial, n. 7.
na fabrica de licores, de Fredorico Chaves, no Ater-
ro-da-Boa-Vista, n. 17, onde se achara sempre
grande porgo e por prego commodo.
Vende-sc a bem condecida e superior cham-
panha da marca cometa ;vinho da Madeira engar-
rafado ; cha hysson e perola cm caixinhas do 7 a 10
libras cada urna ; bom papel de copiar cm machina:
ludo chegado recentemenlo a esta praga: na rua
do Vigario, n. 4, armazem do Rolhe & Bidoulao.
pseravos Fgidos.
Fugio, na noile do dia 21 paro 22 do correte,
da rna da Aurora urna escrava patda, de noDie
Maria do Rozario ; levou em sua companhia um seu
li I lio, de nome Victorino do idade de um anno
pouco mais ou menos. Esta escrava fui da viuva do
fallecido Joaquim Candido Comes ; supnOe-se quo
esloeculla em certa casa o quo verificando-so,
se usar de lodo o rigor da lei: quem a pegar leve-a
rua Nova n. 11, que ser ratificado generosa-
mente.
- Ainda [cotina a estar fgido, desde o dia pri-
meiro do correte um preto de nago de nomo
Jos, de 40 anuos pouco ::iais ou menos, de esta-
tura regular, rosto conunido e descarnado olbos
grandes c encarnigados; tem o beigo inferior gran-
de, sem denles na parte superior; tem no rosto um
signa! de talho ao pedo lado do olho direito e um
signal do chaga no meio do memoro proveniente de
um cancero e outro na vei ilha de um bobSo ; pns
que quandu o referido -cscravo fugio j so achava
quasi bom. Esteescravo foi compiado nesta praga
a Joaquim Lopes Raymundo Bilhar, e veio entra
outros niuilos da villa do Crato distric.to do Cea-
r ; o qual o houvo de I Idefuuso Morena da Silva ,
morador no mesmo lugar, ou em Cariry : e com o
ditoescravodlssesseque para la liavia tornar, ro-
ga-se as autoridades policiaes, capilies de campo
o pessoas particulares, que o apprebendam e lc-
vein-no a rua estreila do Rozario sobrado n. 13 >
quo sero generosa monte recompensados.
Fugio, no dia 18 do rorr.ente um cabra, de
nome Joaquim, alto, lajbigado de idade, contri
barba branca cabellos corridos; levou um surwjo
de pello ile carneiro, chapeo de bala usado cU-i
de algodo do lislras rotas no assento; tem o
lornozellos dos ps um tanto linchados : queui'p
pegar leve-oa rua do Vigario u. 24, que ser re-
compensado.
PfiRN. : NA. TV.P. DIH. F. DEFAMA. IctyS
1
MUTILADO 1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E8IB66YD8_EYJD7D INGEST_TIME 2013-04-13T02:33:48Z PACKAGE AA00011611_05398
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES