Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05397


This item is only available as the following downloads:


Full Text
v
wmm
C-J
iV
knrK Je I84u
'a
joa rea-reir i

O 0/4 RIO DuMics-setodoiJ os dias <| orem da guara. o c-cr.o da MijrMlurs he He
4*'ifc rs. por quartal. pagni n4-izttftnr. Os an
niinrini dos ssiifiiaiitM inaeri.lna a raso de
*o r*. p-ir hnlia, tftrs mi tvr*> dirfVrante, as
repaticoes pila -netada. (> que u'io f re-n W>{-
nanle pauato O r por linlia, e 16" am lpo
dillerciite, por d (molleado.
PARTID\ DOS CORREIOS.
PHASES DA LA NO MEZ. DE JANEIRO.
I.ua nova. i horas e 21 snin. da aaanha.
Cieacenle a |3. as O hora e 2' rain, da manba.
La chala a 20. s 9 horas e 4& rain, da mauliia.
M unoault a 28, as horas e 39 rain, da msuhaa.
'ioianna eParahiha < *egnndas e sextas feir*.
'liu-'-ttnHe-ln- Norte qiimt as feirasao meio-.lia
''alio, Seniihae-n. IWn-Korinoso, Pono-Calvo a
tl-icei" o I.*, a 11 c 21 de cada mas,
'Jara i'iuhs e Hotiito. a 8 e 11.
Bna-V>ta e Flores, a IJ e 28.
Victoria, s quintas-lenas,
'lida, iodos os dias.
I u*.
PftEAMAR DE HOJE.
Primeira, as 8 l Segunda, as ( horas t 64 minutos da man i
.:<, Hilo'. \
il.', *.*.*.%.
DAS d\ semana.
CAMBIOS NO DA 26 DE'ANEIUO.
24 "VtunHa. S. Themoteo. And. rio .'. do or- Sohre T/>ndr a }7 ph.edo J. d .c. < ? v. do J M. da 2 I P-n Sin r (mt Tranco.
i Ttt a. Jan nl-no AiH. 'o J .lo civ. d( > T>lA. 9S por lt AtfnWto
1. v. e rio J. d- p? do 2 disi. ne l.
2ii Ijuarta S. I'olic.rpo mi. .o '. do ci. da
2. v. r do J. do |a rtn ?. ,li.l de :.
22 Momia. S. Juan O ri-o-inmo Aud.doJ.de
orpn. e d J. municipal d.i I. v.
28 Saita.S. Cyrillo Au.l. do J. do civ. da !. v.,
"o do J. de i i do i. dist. de t.
29 Sabliado. S. Francisco da Salles Aud. do J.
do civ. da I .v. e do J. de pal do I. dist. de t.
80 Domingo. S. MarKnha.
Deae.atr leitrvt de roas finn.s i a '|''A> ao m.
Duro(> Leapan-iolas Mlial a 28ff .. Moilosdc K* iw velh iti*20(t a I6.-8W
* de 8|" iiov ibj'i"'. a l6lft!
.le t;'ouo..... tfi'00 a Jlf-O
l'rala Paiacoaa......... l|980 a 1|K80
Pasos columnares... IIH9 i IJ9&0
Ditos mejicanos... IjfBSO a 1*829
Miada............. IJSOOa 1#93
Acedes da cornp. do iteberibe de iHJIOOn rs.ao uar.
DIARIO DE PER1UAM3UC0
PARTE OFFICIAL
l 1 af -4 -fc A !-.
Jr
tiUrfinnu tA riujiriLM-.iA.
REDIENTE DO DA 8 DO COMIENTE.
' Off lio Ao commandante dai arma*, declarando que
ao governo imperial he que o cadete Jesuino Antonio
de veras drre de requerer o pagamento da gratilicico
de voluntarlo.
Ditos--Ao inspector da thesouraria das renda* pro-
vinciaes, ordenando mande entregar a Antonio da Cos-
ta Reg Monteiro a quantia de 210/090 ris para paga-
mento do que se despendeu cotn os preaos pobres da oa-
deia do lionito. assiin como asomina de 100/000 rs. pa-
ra ndetnnisaco do que se gastou cotn os concertos do
quartel do destacamento de Serinhacm. Participou-
e ao chele de polica.
Dito Ao commlssario-pagador, determinando abo-
ne tres mezes de sold e as comedorias de embarque ao
major Jos da Silva Guiutariies, que se acha partir pa-
ra o Rio-Grande-do-Sul ; e rccoiiimendando que deca-
le na guia deste omcial, que, a contar do 1. de abril
:ras!n!0 futuro, elle deixa. nesta provincia, a prestara/
incnsal de 10/000 rs. aoscu fillio Aprigio Justiniano'da
Silva Culmaraes. Comiminicou-sc ao comamndante
dn? .rinfic,
Dito ~ Ao thesourciro da lotera do theatro, signifi-
cando que esta lotera s pode ter andamento depois
que sehouver extrahido ultima das cinco partes em
que Coi dividida a primelra das loteras que a lei provin-
oisl n. 166, de 17 de novetnbro de 1846, decretou para as
obras do hospital de Pedro II, por ser Uto o que quer o
artigo 1.a da citada lei.
Circular Ao inspector da thesouraria da fazenda,
ao* commandantes superiores e aos cheles de Icglo da
guarda nacional da provincia, significando que, era con-
sequncia do disposlu uu imperial aviso de lOdcjuIho
de 1847, de todos os instructores parciaes apenas ficam
ein exerciclo os que vio declarados abaixo :
Municipio do facift. JoSo Pacheco Alve, Pompeo Ro-
mano de Carvalho e Francisco de Paula Carnelro Leao
O linda. JoSo Paulo Kerreira.
Iguaran. Jos Fcrnandes Hrasil.
Cabo Joo Jos de Moura.
Jlio-f ormoso e Serinhitm.. Joaquim Jos de Sousa.
Bonito. Manoel Ferreira de Almelda.
Brtjot Cimbrei. Francisco Marques da Silva.
Limoeiro. Jos Barbosa da Silva.
______________________]________,_____-----------------3_.
EXTERIOR.
ALI.IEIVACAO' MENTAL DO CON0E MORTIEH, EMBAI-
XADOR DE FRANCA EM TURIM.
Havia j tempo quo o Sr. Morlier apresentava
Kymptomasdesla molcslia, e quepralicava grandes
violencias sem motivo. No da 7 de manliHa rechoti-
se cotn dous i I los em um quarto do palacio de Cha-
la m ; cscroveu senhora e a um amigo duas cartas
quasi do mesmo tcor, as quaes dizia que em um
instante ello e sous dous filhos n3o existiriam. Poi
logo avisado o prefeito, e foi apressadamente ao pa-
lacio de Chatam, onde pouco tardou a chegar o
chanceller; porque o Sr. Morlior he par. O Sr. Mor-
Ii.t cuiitiiiuavM no quarto quo tinlia barrlcado, ar-
mado de urna navalha de barba, quo brandia, ora
contra os dous lilhos, ora contra si; proferia ao
mesmo tempo, delirado, as mais espantosas expres-
sOcs. Foi necessario lomar alguiiia resolue/io ; Cw.c-
ram-se-)ho algumas perguntas nmigaveis, responden
com promtissas incoherentes de morte esanguo; tic-
pois, dirigindn-seao filhoquo liulia curvado nos joc-
1 los, disse-lbc que devia morrer. O menino, que
tem onze annos, disse que nilo quera morrer, e lu-
tava chorando.' Dirigio-se"depois filha, quo he de 8
annos, e perguntando-lhe se o quera acompanhar e
morrer, a pobre crangn, com voz infantil, rospon-
deu que quera morter com seu pu; elle pareca
disposto a levar a cabo o seu terrvcl luujecto. As
pessoas que porta escutavam o quo se passava, es-
tavam geiadas do terror; una palavra, un gesto po-
da precipitar o braco que a loucura mova c conti-
nha ao mesmo tempo. Durou esta sceua quasi tres
horas. A' porta estavam aterrados de modo que se
nilo pode exprimir condessa Morlier, o chanceller
Pasquier e o Sr. Delessert. Depois de longas e crueis
horas de esperance, prlicas, silencio, negociacOes,
conseguio-se entrar no quarto por urna porta falsa,
O DUQUE DE GUISE. (*;
por tfreDenco a>r)Ulie'.
que se abri sem fazer bulla. Entraram o chancol-
ler e o prefoito de polica, e tiveram a ventura de ti-
rar os dous meninos e entrega-Ios mili. O Sr. Mor-
lier continuava com a navalha na inflo, e nada o po-
da mover a deixa-ia. lie iempu a lempo azia acuSo
de cortar as goellas, e esta scena durou anda tres
quartos do hora. Entrou qtieixar-se das violentas
perseguicoes de que era ohjecto, e aecusava o prefei-
to da polica de Ihe violar o domicilio-, e o chancel-
ler deattentar contra a sua liberdode, ameaeando-o
de que se queixaria ao guarda-sellos O prefeito, o
Sr. Delessert, dissc-lhequeescrevesse que ello en-
tregara a carta ao guarda-sellos, para vV sn elle
largava a navalha, quesera arriscadoquoror-lha ti-
rar forga. Couseulio, mas com cond^So que, em-
qaanto a cscrevesse, o prefeito iria para o extremo
da sala. O guarda-sellos, que fura prevenido, res-
pondeu carta que fdsse ter com elle para Iho cx-
pr os fados de quo se queixava. Resolveu-se a sa-
bir, e as oseadas fechou a navalha e a melteu no
bolso. No pateo do palacio pegaram nello em pre-
senca do chanceller, e foi lovado logo a urna casa de
siide.
Sabemos anda poucas parlicuiardades do horro-
roso acontecimenlo que privou a Franca do um de
cus mais nobres filhos, o governo do re de um dos
J;us mais distinclos agentes, e tima familia, honra-
a a todos os respeitos, de um iilho, do um irmiio,
de um esposo, glora e felcdade, com justo motivo,
dcsta familia. He certo que o Sr. ilrcson so matou ;
mas qual sera a causa dcsta funesta rcsolugSo !
Os que conheceram o Sr. Itressou, quo podiam ava-
liar a verdadeira e torna affcic.io quo inha a seu
digno pa; a sua sonhora, Iflo dislincta por tantos
motivos ; a seus irmSos ; os quo sabem quauto era
escravo de seus devores, veem-so obrigados a susci-
tar recordarles o a lembrarem-se de quo lia minos
csteve a ponto de ser victima de uu:a febre cerebral,
e que depois tiesta lerrivel molestia, ficousubjeto a
disposic,cs inlt iinilleiiles, que provocavam do lem-
po a tempo transportes ao cerebro. Em una dns ul-
timas carias a seu veneravcl pai, depois do lhe fallar
da sua lema uffeicno, dizia-lbe : = Sinto quo sou
mais homem do norte que do meo-da : esto bello
clima excita-mo excessivamenteo cerebro, nTodava
ludo dava esperanca que breve se vera o lim das fri-
ses que cada vez pareciam perder mais da sua inton-
sidado.
No da 31 de outubro o Sr. Kresson foi recebido em
audiencia solemne por o rei de aples, com gra;a e
affabilidade particular. No da seguintc, depois do
trabalho do gabinete o ter redigido o despacho, em
que dava couta da sua rccepfilo, foi passar noilc
ao theatro do S.-Carlos, e recolhciido-se por meia
noite, deitou-se. Parece que no lim da imite foi as-
sultado de um accesso do febre ardonlo ; levautou-
se, pegou de urna navalha de barba e junto do fogilo
corlou o p'escoco. O eslrondo que fez ao enhir no
chao, desportou a Sra. Kresson, que correu a toda a
pressa e achou o marido banhado cm sangue; pde-
se ajuizar qual sera a suadr! Koran; inutois lo-
dos os soccorros, lnha morrillo. A Sra. Bresson vem
com o cadver para a Franca ; o vapor francez Maga-
Ihaci, ein que est embarcado, havia de subir do a-
ples a 6 do corrento.
{J. dos O. de II it novembro )
(Peridico dot Pobre no Porto )
PERNAMBUCG.
TRIBUNAL DA RELACAO'.
f
JULCAMENTO NO DA 25 DE JANEIRO DE 1848.
Detembargador di semana o Sr. Firmino.
Na cxecucAo cvel entro Joanna Ignez de Barros
eCarolina Thcodora de Barros, denegaran! provi-
mento.
Na appellacflo crime entro o juizo e Manoel da
Silva Froire, devolveram os autosaojuiz do direilo
para dar a dccisSo como lhe cuuipria.
Na dita dita entre o Dr.juizdo direto do Limoei-
ro e Joflo Alves de Sant'Anna, mandaram proce-
der a novojulgamonto.
SEGUNDA PARTE
IV.
A ooite j ia beiu adianUda quando Guise voltou para
o seu palacio. Atravcssou elle prluiciramente um vest-
bulo onde velava una senlinclia, e chrgou a urna sala
bei4 escassamente Iluminada por urna alampada sus-
pensa ao lecto. Alguna aoldados e tocaron! por ah dor-
man! deitados por cinia de compridas banquetas.
Censante, que os commandava, saudou o duque di-
zendo-llie:
__V. Alteza se deniorou bastante, meii senhor; e ja
comecavamos a temer que lhe ti vesse uccedido algutua
cousa.
(*) Vlde fHario a' 18.
Epensavoss, lhe disse o duque correspondendo
aociimprimento, que he possivel visitar empoucos mi-
nutos os postos de nina cidade como aples?
V. Alteza pelo menos devia consentir aalguns dos
seus ornciaesqne o acompanhassein; pode haver ajg'uin
mseravel que se atreva a tentar contra os dias de V. Al-
tera, e seria urna desgraca terrivel para aquelles que o
aniain se lhe auccedesse algum desastre.
Einverdade! lhe respondeuo duque sorrindo; es-
t voss bem preoecupado com os ineus perigos, senhor
(clisante; agradecu-lhc multo, e hei de mostrar-lhc
Jue tou grato a Unto interease; mas permitta-incquc
eixe esse cuidado para aiuanha, preciso descansar.
A hora em que V. Alteza lia de descansar anda
nao he chegada, senhor duque, replicou Censante sor-
rindo-se igualmente, porque haahi urna pessoa que o.
espera na sua cmara.
Leve o diabo tal importuno, queiu quer que seja I
disse Guise; e nao dou eu audiencia publica aquelles
,|iu- me qiiercn fallar?
Una voz ttio meiga como a da pessoa que pedio a
merce de ver a V. Alteza, responden Censante, teria
muita (lUieuldade ein se fazer ouvir de V. Alteza no meio
do susurro das audiencias publicas, cuns psznlios lo
pequeos e to delicados, como os da pessoa que o espe-
ra, snB'reriam muito aguardando duas horas o momento
de se approiimar de V7 Atiesa.
Valba-me San-Cosme I disse Guise approxmando-
sefamiliarmente de Censante, eolito be ulna mulher?
bini, meu senhor.
Blieonlta? J
Na dita cvel entre o juizo e Gabriella Joaquina
da Silva, viuva de Antonio da Silva, mandaram dar
vista as partes.
Na dita dita entro Joaquim Miguel Estevflo Santos
e maitoui ios Ferreira, uihiujiubui dar Visto as (.ar-
tes.
Na dita dita entre Thomaz Cavalcanlo da Silvcira
Lins e Antonio da Silva & C, julgaram provados
os arlgos de habilitadlo.
DIARIO HE l'M.miUICO.
ji2jj'j3iBj ao 3s iiasaiBaa aa uoo.
Aqui trasladaremos a resposla que dra a dieta fe-
deral da confederaco helvtica, em 7 de dezembro
prximo passado, anotado governo francez, dula-
da em 30 do novembro do tnosmo auno, cqtio linha
por alvo oH'oreccr asparles bclligcranles a meda-
|ao das cinco grandes potencias) signatarias do Ira-
lado de Vicua.
Quando vemos as natjOcs, que, pela sua popula-
cho o riqueza, poderatn roprcsenlar omas impor-
Innlu papci na poltica do inundo, cederem as vezes
dos seus mais ovllenles direilos para evtarem a
possbilidailedc urna guerra; nilo podemos dexar
de admirar a attiludc heoca dessa uacto de segun-
da ordem, cujo governo, liado no patriotismo dos
seusconctladSos, niloduvida tratar de igual a igual
com os governos das mais poderosas nioiinrchias ;
e antes prefere expr-so a urna lula desigual do que
dcixa-los usurpar a soberana o independencia da
sua patria.
A'S. Exc, o ministro dos negocios estrangei-
ros cm Pars.
Exm. Sr., a dieta suissa examinou a nota quo
ocondo do llois le Comle, cmbaixador dcS. M. cl-
roi dos Francezes, junto confederaco helvtica,
enderec,ra ao presidente tiesta asseinbla, cm dala
de 30 de novembro, nota cm que o cmbaixador por
parte do seu ro offerecia n mediado collectiva dos
governos de Frangn, Austria, Gifla-Brttanha, Rus-
til o Prussia, com o proposito, diza S. Exc., do
rostabelccer a paz e concordia entre os cantos quo
compOcm a confederaco suissa.
it Comquanto a dieta muito aprecie a solicitude
que as altas potencias so dignaram de testemtinlia
Suissa, todava nflo podo aceitar a ofJferta quelite
fdra feila, nilo s porque as circuinstancias que os
governos dos stippozeram existir, na realitlatle uo existom
ou cessaram de existir; mas porquo o principio da
mediaQo proposta nao concorda de inanoira algu-
ma com a siluafilo que os trillados rcconhocerain
pertoncer a Suissa na Europa, o tilo pouco com a
iMiistii mi;,io da confoderacao. De feto, a mediaQ3o
'.ende por lim guerra civil na Suissa, n cffectuar
urna reconciliac^o entro a dieta e o Sunderbund.
Ora, a mediaeflo suppOo a existencia do urna liga
separada ; a existencia do duas partes bcllige-
rantes.
i Mas temos a satisfagan de annunciar V. Exc.
quo as hostilidades cessaram completamente, ha
algunsdias, o que por conseguinte nilo existo na
Suissa nem guerra civil ncm partes belligerantcs ;
quo os sete canlOes de qno so comptiuha o Sunder-
bund renunciaram-no expressamente ; que as suas
tropas fram licenciadas e desarmadas ; quo urna
parto consideravcl do exordio federal fra igual-
mente licenciada ; que as tropas quo anda exis-
tom sb as armas foram rccebiilas amgavelmentc
nos sete estados quo ellas oceupam para ahi man-
tercm a ordem e protegerem as villas e proprieda-
tles contra a vingan^a dos partidarios do Sunder-
bund, que se acbam sobremancira irritados contra
aquellos que os conduziran ao precipicio, abusando
da sua croduldade, e illudindo-os de uitiauancira
indigna.
No lio propriamenle fallando, urna guerra
civ.il, quo afflgio a Suissa. Nem houvc guerra en-
tre os cantfles: nada disto houvc, mas a compo-
tonto autoridade federal foi obrigada a recorrer
luir para fazer respeita ros seus decretos, e dissol-
ver urna liga inconstitucional, prejudicial confe-
ileiafan, o incompalivcl com a sua existencia, para
chamar urna faecSo rebelde ao cumprimento dos
seus deveres, restabelecer a ordem e tranquillidade;
para manter a scguranQa interna -da Suissa, como
Iho lio proscripto pelo pacto federal. A lrmeza da
.I!!,- i: 1 i: ... I.. ......... .1.. ...... .1..... n. r.r......
.mi.., a ..... i i.."" mv c"v,w, w/ .|uww.w... ,......
sohejas os governos cantonaos, o unnime apoio
das popularles a galhardia o cnthusiasmo das
tropas federaos, a pericia e humandade dos seus
officiacs, fizeram com quo a ordem e a legalidade
fossem restabelecdas em breve. Pouco sangue der-
ramou-sc nesta guorra, pois dos sete membros do
que a liga so compunha, seis se submelleram do-
pois docaptulaciio, e cinco lizeram-no, sem que so
dsse combate algum no seu respectivo territorio.
A maneira porque fram recebidasas tropas da die-
ta nos seto cantOe que nflo tinham sido tratados
como territorio inimigo ou trra conquistada, o
prazer teslcmunhado pelos habitantes destes esta-
llos ao verem-se livres do jugo de Sunderbund.s b-
dicacilo da mor parte dos governos do entilo, a fuga
dos membros que compunbain dous destes gover-
nos, pravam do sobejo quo a liga nilo passava do
um instrumento facticio, s orden* dosjcsuitas,
mas repelao pela maisria do povo.
So a dieta quizesso examinar as bases desta mc-
diaqio, que no pode aceitar, fcil Iho fdrajirovar
petos eventos recenlomcnle occorridos, que .a nie-
iliat'.'ii. proposta j nilo tem cabimento.
Mas podemos por de parte estas queslOes, pois
que, como (;vram no circulo dos negocios internos
da Suissa, nfib pdem dar lugar a urna mediacjlo,
ou Otilia qualquer maneira de interven^Uo por par-
le das potencias.
S*ppunhamospor um instante, o quo n.locon-
cedemos, que o Sundcrbunil ainda exista, e quo as
hostilidades continuam.
Mesmo, nesta hypothcse, as leis internacionacs
c os direilos federaos nflo permittiriam que a dieta
aceitasse a mediaeflo que se lhe olferecra.
a A inediacilodc una ou mais potencias neutras
presupOo a existencia de urna qticstao entro a Su-
issa o outra potencia una querella internacio-
nal.So so dsse este caso, nada fra mais natural
do que a offerta de urna mcdiacfln ou arbitradlo :
ainda quo semclhanto offerta nflo poderia de ma-
neira alguma obrigar qualquer das partes a acei-
ta-la .
Mas esta nilo be a posicflo da Suissa. Como o Sun-
derbund lie urna liga proibida por urna expressa dis-
posiciao do pacto federal, urna allianca destructiva
da confederaeflo, nflo podo ser considerado como ad-
versario dos can toes quo compom a maioria da die-
ta ; nflo deve ser considerado como cm opposi?flo
confeileracio ; o concclho de guerra do Sunderbund
nflo pdu ser assemolliado a asscmblca federal; os
representantes da liga aos da dieta, ainda menos aos
representantes das cinco potencias; o presidente do
concelho de guerra do Sunderbund n3o he, ou nu-
los nflo foi igual no presidente da dicta ; porque,
se o fra, misler seria que houvcssem duas confede-
ra^Oes na Suissa, duas, ou mais; o que equivalra ao
aniquilamento da confederaeflo. Alin disto, col-
locando o Sunderbund o seus delegados na mesma
hicrarcliia que a confederaeflo, e as autoridades que
della dependem, convidando os representantes do
Sunderbund para a conferencia proposla, asseme-
Ihando-o ao representante da dieta, o at aos das po-
tencias, a mediagno implica um principio que a Suis-
sa nflo pode rcconhccer sem commeltcr um acto de
suicidio, a saber, que existom duas confederac.e8
rivaes, o que o Suiulerbuiid assumio um lugar entro
as potencias europeas. Nesle caso,a dieta protestan
com todas as veras contra seu clliantc ataque in-
tegridade da Suissa, contra urna violceo tflo fla-
grante dos seus direilos o tratados existentes.
a Nflo o Sunderbund nflo fui, nem poda ser senfo
urna minora facciosa no gremio da confederaeflo.
us cantos da Suissa uo silo, uns para os com outros,
potencias estnwgeiras o indopeudentes, como sSo
entre s, por exemplo, a Franca c a CrSa-Bretanha ;
mas, na realidadc, silo os membros de um mesmo
corpo, unidos por um lacn federal. Esto corpo,
confederatjflo, lem inlerosso coinmum com lodos
os cantes. I'or isso, toda a Suissa reconhecc a mes-
ma constiluiQo, o pacto federal, que superior as
constiluices particulares dos canlOes, da mesma
sorte que a soberana federal oceupa um lugar mais
elevado quo a dos cuntes. I'ossue urna assembla
EBJ.^attHga>
fio o sc ; porque ella quiz absolutamente I i car
coberta com o veo; mas ouvi-lbe o voz, v-llie os pes,
e a vos tinha um timbre de quinze anuos, c os ps sao de
urna ei lain, .i
Guise tornou-sc serio; tima viva curiosidade o inpcl-
lia a entrar; tuna especie de retnorso secreto pareca
tainbeiu rete-lo; mas je repente pareccu tomar um
partido accelerado:
Vminha cmara, disse elle severo a Censante;
e faca saber a essa mulher que nao posso, que nao que-
ro receba-la.
V. Alteza, scuhorduque? disse o ollicial sorprezo.
Si ni, eu mesmo, responden Uenrique, tristemente, da porta daniiella culos olhos sao as minhas estrellas.
Pobre Casta.' accrcscentou elle em voz baixa. V, se-1 K que lazes tu ia, meu bello enamorado? lhe per-
nhor Censante, continuou elle romo que inagoado;Jguntou o duque, que gostava de conversar com tal inau-
iiiande enibora essa mulher... nao quero ouvir essa voz [cebo, cujo animo por dez vezes elle havia admirado, e
meiga, nem ver esse* ps delicados.....nao; isso seria I cuja intelligeiicia e devotacao havia adivlnbado, sobo
apparentc Idiotismo do seu porte, oihar c palavras.
l'cnso nclta, que durine por cima de ininlia cabeca.
nar a V. Alteza, o deixaram entrar to socegado no seu
palacio.
Oh disse Guise, es tu Scipiao, meu fiel chefe do
lataroni..... Como he possivel que te encontr eu aqui?
Ordinariamente tu procuras postos mais perigoso*.
lie \vi il.ule. respondeu o Pionnecoin esseacecuto
inccilo, que podia faier crer a a!^nem que elle nao linlia
couscieucia do que diza, lie veril.ule, quando o da aa*-
cc c nos podemos combater ; mas note eu tciibo outro
posto que lumbcui deizei por V. Alteza.
E que posto he esse, meu bravo? lhe disse Guise
assentando-sc junto delie.
Senhor duque, he um banco de pedra no lumiar
iiifanie.
Cerisante obedeccu; e o duque lieou na ante-camara,
reliraudo-se para un canto depois de se ter envolvido
no capote, para nao ser reconbecido. Passaram-sc alguus
minutos sem que elle visse vottar iiliisuein.
Os diabos me levem disse elle Tnclinaudo-se para
um dos lataroni, que eslava deilado no chao e que o exa-
ininava coni olhos curiosos, os diabos rae levem se Ce-
risante se nao est aproveitando da occasio que eu re-
jeitei!
Toda a occasio he boa, replicou o lasaron!, para
aquelle que tem um grande desguio arcalisar; etam-
Dem o t>ein tolo aquelles que, leudo jurado cxterwi-
c quando adormc(o parccc-ine que a vejo snrrir para
llllll.
I.niao tu a amas muito?
Se ella tivesse querido ser rniuha de aple*, eu
seria o re ; mas ella nao quiz, e cu fiquei (osaroni.
E quein le fez esta noite dcixar a tua pedra acosiu-
mada?.....
Foi ella, que me disse au anoitecer :
Val para o palacio de Guise ha quera trame conspi-
rares contra elle: vela, c nao saias d'ao p do 4t-
que .... a
>
ILEGIVEL


ger.il,- a lietn, cujas decisfles sao tomadas pela
maioria de votos, oas nflo por unanimidade, como
lie costme no congrrsso dos soberanos; possue um
rtirectono rel(ral, que exerre, na sua plcnilude, as
rurccoes de poderoxecutivo, urna capital, o vo-
rort, um exordio, um pavilhao, um sello, proprios
nacionaes, rendi melos e um thesouro pubirco ;
pe.s-.iic repartios administrativas, funecionarios
pni lieos, cdigo, leis e reglamentos, tribunaes, o,
r una palavrn, ludo o que constituo um governo. A
lela declara a guerra e conduce paz, ossim como
l.esoqucn faz alliancas e tratados de commcrcio
com as potencias eslrangeir.is. NAo sSo os cantos
que sflo representados as cortea das potencias euro-
peas, mas he a confederaciio que l tem oncarrega-
dns de negocios e cnsules ; da mesma mnneira he
junto a confederaQiio, e nao junto aos cantes que os
embajadores, ministros e encarregados de nego-
cios das outras naces sito acreditados na Suissa. O
povo los vinte dous cantes, sem embargo da diver-
snlado de origem, usos e costumes das s tas inslitui-
Ooslocaes c religiOes, forma urna s c nica nacilo.
a nacflo suissa.
Nunca, desde que existe a confedratelo, a sobe-
rana dos cantOes foi absoluta e Ilimitada, mas sem-
pre relativa ^subordinada do toda confederadlo
Toda a historia da Suissa, tanto antiga como moder-
na, assim como as suas constituyos successivas,
demonstran) que os membros da confederadlo hel-i
vctica samuro formaram om corpo, mantido pelo
laco federal. Apezar do que, segundo as antigs
convences anteriores a 1798, tivessem os cantOes
menos cousas em commum do que depois do pacto
de 1815, que grandemente ceiitialisou osseus inte-
resaos, o laco federal, ora mais, ora menos aperla-
do, semprc ha obrigado a minora dos cantOes ase
submelters decisOes tomadas pela maioria dos es-
tados, ou para melhor dizer, pela maioria dos votos
na dieta geral da Suissu, e quando a maioria e a mi-
nora mmu concordavam a respeilo da competencia
da dieta na materia de que se tralava, sempre foi
uso que a maioria dos votos icsolvesse a quesLIo,
porque he semprc necessario que haja quem decida
em ultimo instancia; e, se haslasso que a minora
contestasse a competencia da dieta nafa subtrahir
una questSo a decsao desta assembla, a autori-
dade central ficaria parausada, e a confederaciio im-
praticavel.
Se sedmillisse o principio da mediado pro-
posta, isto he, de tratar com o Sunderbund como
urna potencia trata com outra, fra stocompromet-
ter a integridade da Suissa tal qual fra recouhe-
cida e garantida pelos tratados; fra violar o pacto,
que he a constituido federal da Suissa, e s reco-
nhece urna confederado, urna dicta, um directorio
federal, um conccllio federal de guerra, e que de-
clara, noart. 8., quo todas as questOes ser.lo decidi-
das pela maioriu absoluta dos votos, excepto da-
qucilas para as quaes o mesmo pacto exige ulra
maioria ; fra isto romper o lago que une os can-
tOes n'uiii corpo federativo ; fra desorgauisar a na-
ci suissa que cusa do proprio sangue sempre ha
mantido a sua independencia, quo foi reconhecida
pela Europa por multas seculos, como tambem o f-
ra pelos tratados de Vienua em 1815, tratados em que
a Franca contrahira para a confederaciio suissa obri-
gacOcs, as quaes o governo de el-re de novo decla-
ra permanecer fiel; n'uina palava, fra dividir a
Suissa em duasconfederaijes, o que fra aniqula-
la, ooccasionaria, no equilibrio europeo e as rela-
ces das potencias entre si, perlurbaces, cujas cou-
sequencias s pdem ser avahadas com sumina dilli-
culdade.
V. Ex. comprohender, portanto, quo a dieta vio
com grande sorproza que, na mediagilo oQerecida
por M. de Bois le Comte, o presidento do concelho de
guerra lo Sunderbund eslava collocado na mcsina
Iiicrarchia que o presidente da assembla federal, o
nico chefe da coiifederacao, um rebelde tratado
por um governo da mesma sorte quo a legitima au-
toridade.
tervencSo, he completamente desnecessaria, porque
os eventos que recentementeoccorrcram na Suissa
nSo comprometteram de maneira alguma a seguran-
za dos estados vizinhos. Os seus territoiios nao f-
ram invadidos, nem mesmo ameacados. As suas ina-
lituices o tranquilldade nao perigaram, porque a
Suissa sempre ha desejado cumpriras suaa obriga-
ces internacionaes, e felizmente tem o poder de fa-
z-lo. As medidas que fram tomadas por ella para
o promplo reslabelocimeiilo da ordem e tranquilli-
dade no interior, para manter a ana aeguranca [inte-
lerna c estonia], para preservara sua neutralidad,
medidas que os arts. 1., 2., 6. e8'do pacto fe-
deral determii.aram ser da competencia da dieta ; o
grande desenvolvimento de frcas militares quo a
dieta oslenlou, a galhardia, pericia e disciplina das
suas tropas os bous sentimentos quo animam o po-
vo da Suissa para com as nacos vizinhas, a pruden-
cia e energa que as autoridades mostraram, sfo pa-
ra os estados vizinhos e a Europa em geral a mo-
Ihor garanta contra os perigos quo informacns
inexactas e incompletas, muita vez partidas de fon-
te interessada ou malvola, Ihes lorian) feito re-
cejar.
Aproveitamos o ensejo para rogar a V. Ex. se
digne de aceilar os protestos de nossa alta conside
ragiio.
Km nome da dicta federal.
Ochtenbein. presidente.
Schiest, secretario de estado.
Borne, 7 de dezemhro de 18*7.
XOMMERCIO.
Alfandega.
RBNDIMRNTO DO DI V 25............8:226,936
Detcarregam hoje, 26 de Janeiro.
Brigue Rota mcrcadorias.
Barca Jula idein.
Brigue Conceicao-de-Mana dem.
Patacho Juilina bacalbo.
Barca Norma taboado.
CONSULADO GERAL.
RENDIMFNTO DO DA 25.
Cera)...........
Diversas provincias.
4:789,074
. 83,376
i Na verdade, Sr. ministro, se o embaixador doS.
SI. el-rei dosFruneezes nao nos assegurasse positi-
vo mente que o governo le S. M. era impedido pelos
mais sinceros sentimentos deamizade para com a
nac.no suissa, a posicHo que o seu governo assignara
oflieialmento ao cx-presidente do concelho transado
da liga, hoje dissolvida, seria um fado capaz desug-
genr excntricas supposices, como por oxemplo : a
intencaedo ressuscitaro Sunderbundedar-liieapoio.
Nao seria possivel encontrar, em todos os estados
confederados, um magistrado sequrque consonlis-
so em sentar-so n'uma conferencia ao lado de um
individuo quo foi obrigado a fugir para evitar justo
odio dos cidadios dos cantes que elle envolver na
liga dissolvida, de lastimosa recordado. Os brios
nacionaes da Suissa seriam profundamente offendi-
dos, so ella podesse acreditar em somelhante suppo-
sicilo.
A dieta mo duvida que, quando os governos de
el-rei e dos seus poderosos alliados, conhecerem o
verdadeiro estado dos negocios da Suissa, e houve-
rem pesado as considerares cima expendidas, nao
deixaro do comprehender os terminantes motivos
que se oppOem aceitado, pela assembla fedoral,
de urna mediacSo, rujo principio implica o reconhe-
cimento do Sunderbund com todas as suas desastro-
sas consoquencias, porque pdem conduzir anar-
'h i.i, o que fra contrario s intensos das cinco po-
tencias, mus n9o doixaria de Ihes ser fatal
Urna mediacHo, ou qualquer oulro modo de in-
4:872,450
Francisco Serfico de Assis Carvalho.
Jos Maris da Cruz.
Joaquim Jos Moreira.
Antonio Pereira do Souza.
Tenente Jos Ignacio do Reg Monteiro.
Francisco Jos da Silveira.
I)r. Angelo llonriquc da Silva.
Francisco Berenger de Almeid Cuedes.
Jos Pacheco deQueiroga.
Major Sergio Tertuliano Caatel-Branco.
Tenente-coronel Jos Mara Ildefonso.
Joan Manoel Ribeiro de t'.outo.
Jos Connives de Albuquerque.
Francisco Jos de Maga!h3cs Bastos.
Jos Francisco do Reg Rangel.
Honorato Jos do Oliveira Figuoiredo.
Francisco Manoel da Hoza.
Antonio Joaquim de Mello.
Jos Domingucs da Silva.
Francisco Antonio das Chagas.
Dr. Manoel Francisco de Paula Gavalcanli.
Dr. Antonio Francisco Poreira do Carvalho.
Or. Jos Antonio de Figueiredo.
Jos Maria Giraldes.
Manoel Thomaz de Barros Campello.
Jos Themotoo Pereira Bastos.
Capitn Manoel Fernandos da Crtlz.
I.uiz Antonio Vieira.
Manoel Ignacio de Oliveira.
Jo3o Xavier Carneiro da Cunha.
Jos Ignacio Monteiro.
Joaquim Jos Pinto Guimar.les.
Manoel Cardozo A y res.
Antonio de Souza Rangel.
Filippe de Santiago Ferreira.
Jofio Pacheco Alvos.
Tenente-coronel Domingos Affonso Nery Ferreira.
Francisco Ribeiro de tirito.
Dr. Jos Francisco de Paiva.
Ignacio Bcnto de Layla.
Joao Francisco Pessa.
Jos Marinho Falclo.
Dr. Jos Antonio de Queiroz Fonseca.
Os quaes hilo de servir durante a referida sossflo,
para o que sao polo presente edital convidados, de-
vendo comparecer, assim como todos o interesa-
dos, no dia e hora designado, sb as penas da le.
E para que chegue a noticia a todos mandei pas-
sar o presente, que ser publicado pela imprensa,
e aullado nos lugares do costunie.
P.ecife, 24 de Janeiro de 1818 Eu, Jui Affmto
(vedes Alcanforado, escrivAo o escrevi.
Jote Ftlix de Brito Macedo.
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDIMENTO DO DIA 25 ........ 3:071,077
RECTIFICACAO.
Na semana prxima linda, o assucar vendeu-se de
1,750 a 2,100 rs. por arroba, o mo de 1,750 a 2,600
rs., como se l na revilla commercial do 22 do cor-
rente.
Movmenio do Porto.
Navio tahido no dia 25.
Porios tu sul i paquete de vapor brasileiro Pernambuca-
na, commandante Juo Milit.ii> Heuriques. Alem
dos passageiros que trouxe dos portos do norte para
os do sul leva a seu bordo: para Macelo, Antonio Joa-
quim Maria Alleluia, Gamillo de I.elis da Fouseca com
sua seuhora, Joannini Bernardo de Mendonca, Brasi-
lciros; C. J. A-ll'in, Inglez ; para Habla, Francisco
Antonio Paulino, .loa rus ; Waller Scinon, A. Ilovrsu, Americanos ; George
II, Pache com um escravo, Bodolfo -efrend, Suissos ;
e 1 escravo a entregar ; para o Bio-de-Janelro, Fran-
cisco Jacintho Silveira, Anua Dutra de Caldas, Brasi-
leos.
ObservacaS.
Suspendeu do T.ameirao para Antuerpia o brigue In-
gle/. Itonnemyie, capiiao F. Walter, carga assucar.
HIMTAES.

arui
Visto isso ella mcconhcce ?
Oh! nao; oio ; ella nao couhece a V. Alteza Don-
de poderla ella conhec-lo? Oh se ella couhecessea V,
Alteza....., accrescenlou o Pionne em toin sombro.
No mesmo instante, urna mulhcr coberta com uinvo
ahlo rpidamente da cunara do duque, exclamando
com clera:
Nao ha por aqu ninguein que mepossa faterche-
gar ao pedo se n lio r duque de Guise?
O Pionne levantou-se, e o duque carregou o chapeo
apbre o rosto.
Eossenhoies bao de deixar expulsar assim pelo
nielo da nolte a uina Traca mulher, que nao pede seuo
ijnr o oucam? Meus amigos, accrescenlou ella voltan-
ai'iihor duque, nao aecusem aenao a este ollicial que me
nao quer consentir que espere por elle.
A preseiifa do duque, que se conservava sempre oc-
culto, impedio que os lataroni respondessem.
Parece-nic que reconbeco esta voz, disse o princi-
pe baixinbo.
i oniludo ningunn responden ao chamado de Anita
e Cerisante, approxiinando-se, toinou-a speramente pe?
lo braco, ordenando-lhe que sabase. O Pionne lan(ou-
se rpido entre elles. ^^a*.
Quem he, exclamou elle, que se atreve a insultar
a urna lilha do povo fe aples !'. Largue essa crlanca,
en'ior Censante; e tu, coilada I dize-ine que vieste a-
s aerqui ?
O Dr. Jos Flix de Brito Macedo, juiz municipal sup-
plenle da segunda vara em exercicio, do termo do
Hecife, preparador dot procetsos que teem de ser eub-
mettidoe ao jury, por S. SI. 1. e C, que Deo guar-
de, ele.
Faz saber que pelo Dr. juiz do direto interino da
primeira vara lo crime, Vicente Ferreira (lomes,
Un1 foi feita a participadlo de haver neslo termo
convocado para o dia 4 do mez prximo vindouro,
pelas 9 horas da manha, a primeira sessao ordina-
ria deste anno, para a qual sabiram sorteados os 48
senhores jurados que se segucm :
Joio da Costa Monteiro.
Jos Gomes dos Santos.
Antonio Botelho P. do Mesquila.
Jos Vieira de Araujo.
Jos Marianno de Albuquerque.
Cala-te, responden rpidamente a mulher que es-
tava coberta com o veo ; o meu nome deve litar occulto
como o meu rosto. Ala* sem duvida, Scipio, he Dos
quem le envia cm meu soccorro, j que re acho aqu,
porque te fui procurar sobre apedraonde tu passas as
noites, e no te encontr! la.
Ella me inaudouque viesse para aqu.....
Oh disse amargamente a moja mysteriosa. Dos
desvie della a maidic.no que llie eu lancel.
Tu! sua amiga, sua irmaa de infancia?! disse o
Pionne com voz severa.
Eu; porque, nao te encontrando, e vendo ajanel-
la da sua cmara Iluminada, chamel-a.....
E ella nao te respondeu?
NSo.....Torne! a chama-la, e en lio ella apagoua
luz.
Isso nao he possivel esclamou vivamente o Pion-
ne. Casta he incapaz de nao responder ro de sua
irma.
Nao a censures inconsideradamente como en fiz,
replicou Anita com brandura, porque era ella; se Cas-
ta estivesse s nao me terla deixado gemer ao p da sua
janella mas, antes que a luz se llie apagasse, pareceu-
ne ver ao p da sua sombra agitar-se urna sombra cs-
tranha.
A estas palavras de Anita, o Pionne estremecen, e Gui-
se levantou-se repentinamente.
Una sombra estranha, dizea tu ? I repello o Pion-
ne todo perturbado.
He verdade, respondeu ingenuamente Anita;
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade oficial da im-
perial ordem da Rota, cavalleiro da de Christo e int-
pector da alfandega de Pernambuco, por S. o
Imperador, que Deot guarde, etc.
Faco saber que, no dia 27 do correute, ao meio-
dia, o na porta da mesma, so ha do arrematar em
hasta publica um faqueiro com as pecas soguintes :
12 facas, 12 garfos,12colheres,1 dita para tirar sopa,
1 dita para tirar arroz, 1 dita para tirar peixe, 12
para cha, 1 dita para ospumar, 1 dito para assucar.
I trinchante, 1 tenaz para salada, 1 dito para assu-
car empedr, 12 facas para sobremesa, 12 colhe-
ros para lila e 12 garfos, pesando 21 marcos, 3 mi-
cas e 3 oitavas do prata, no valor de 460,000 ra.; 2
pares de casticaes lavrados, pesando 6 marcos, 6
oncas e 1 J oitavas de prata, no valor de 135,000 rs..
eacaixa no valor do 15,000 rs.: impugnado pelo
guarda Jos Alves Tenorio, no despacho por factu-
ra, n. 3,124 : sendo a arrematadlo subjeita a direi-
tos.
Alfandega, 25 de Janeiro de 1848.
Sliguel Archanjo Sloniro de Andrade.
Dcclanigdes
A pessoa que deitou na caixa do correio urna
carta para a Baha, com o subscripto de Boaventura
Ferreira Pinheiro, queira vir satisfazer o porte da
mesma, aflm de poder seguir seu destino, pois sem
que seja pago icar retida na administradlo, visto
que foi porteada com sellos j servidos.
LDBBBBDDBo -
O caixa da companlnt de Beberibe, tendode pres-
tar conlas administraQ3o no dia primeiro de fe-
verciro leiubra nos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos qualro por cento da nona prcstacHo.
Hecife, 13 de Janeiro de 1848. U. G. da Silva.
THEATRO PUBLICO.
PRESEPE.
QUINTA-FEIRA, 27 DO CORRENTE,
so representar o acto da morte dos innocentei, a
fgida das pastoras, as crueldades de llerodes e as
maisescolhidasdancas o cantonas, que tanto teem
agradado ao respeitavel publico.
havia de ser a do velho Genuino, porque era a sombra
de um homem.
- Um homem I exclamou Scipio com um grito ron-
eo, um homem a scinelhantes deshoras no quarto de
Casta he impossivel! tu mentes, iniseravcl....
Havia de er o av, j t'o disse, replicou Anita cm
toin triste ; porque, acredita-me, Scipio. eu sei lao bein
como tu que Casta he um anjo de pureza e de virtude ;
era Genuino, nao ha duvida ; foi esse velbo desalmado,
quem a forcou a Mear surda voz de sua irma mori-
bunda.
Neste momento o Pionne se poz a rir de urna manei-
ra niedonlia ; as lagrimas e os solucos se misturavam a
essa horrivel alegra, e os labias deixavam escapar pa-
lavras entercortadas.
Nao era Genuino.....nao ; nao era elle, porque a-
cabava de sabir commigo, para me arrastrar a um cri-
me ; e como eu Ih'o recusei foi conclui-lo com Peppe-
Palombo.....Era..... um homem.....um homem... di-
zea tu ? !
Apenas o Pionne pronunciou estas palavras, vol-
tou-se com vivacidade para o duque, e esquecendo-se
de que este no queria ser condecido, Ihe disse caui urna
voz de desespero, que parta o coraco :
Escuta-me, meu duque, escuta-me; lu me tens
visto combater, e sabes se eu sou fiel, Nao te tenlio pe-
dido recompensa alguma, como Carniole ; nao me fiz
justica por ininbas maos, como Gennaro-Annese ; jurei
ser leu servo, e quero ficar teu servo, porque, entre to-
I dos os que teem vindo eui soccorro desta deploravel c-
Avsos martimos.
Para a Baha pretende seguir viagem a sumaca
Carlota, por ter parto da carga prompta : quom na
mesma quizar carregar ou ir de passagom, onten-
da-so com o propridario da mesmo, Jos Goncalves
Simas", ou com J-uz Jos de S Araujo, na ra da
Cruz, n. 26.
Para o Cear tem de seguir viagem com bre-
vldade o hiato Novo-Olinda,. mestre Antonio Jos
Vianna, tendo j parle da carga engajada : quem
nello pretender carregar, so entender com o mes-
mo mestre no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-
Velha, n. 17, 2.* andar.
O brlgue-csctina Benriquela ha de sahir nfal-
livclmentepara o Aracaty a 28 do presente mez :
quem ainda pretender carregar, ao entender com
o mostr' do mesmo, Jos Joaquim Alvca da Silva,
no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Vclha n.
17,2.-
Para o Ass segu prximamente, no 28 do cor-
rente, o brigue Sagitario : para carga ou passagei-
ro, trata-se no armazem ao lado da Cadeia. n. 23.
Para a Babia seguo, no dia 26 o hiato Flor-
do-lteoife: para algumas miudezas, trata-se na ra
do Vigario, n. 5.
ParaoRio-de-janeiroaahe no dia 30 do cor-
renle, o brigue nacional Despique: pode receber al-
guma vaquela passageiros e escravos a Trele : Ira-
la-se com Machado & Pinheiro, na ra da CdKcia ,
n. 37, ou com o capitao, Joaquim Jos dos Santos.
~ Vende-se urna linda barcada de 24 caixaaf mul-
to veleira e de boa construccSo: as Cinco-Pontas,
n. 30 ________
Avis'8 diversos.
A viuva D. Francisca da Cunha Bandeira de Mel-
lo efilhos de Joao Carlos Pereira de Burgos Ponce
de l.e.To, pelo presente fazem sciente ao respeita-
vel publico, que teem liquidado todas as suas coti-
las, o nada devoma esta, ou outra qualquer praca;
entretanto, se alguem se julgar credor de sua casa,
haja lio aprosentar suas cotilas no prazo de 8 dias,
contados da dala deste, ah pena de nenhuma res-
ponsabilidade dos annunciantos, quo nSo reconhe-
cerBo verdadeiro qualquer debito. Os annunciantes
advertem que pendem em juizo duas questes so-
bro insignificantes quantlas, a saber : com 2 essa
dos Srs. Viuva Basto & Filhos, por 190/e tantos mil
ris. que aquella casa Ihes pede, e do quo os annun-
ciantes lveram sentones a favor no tribunal da rela-
cSo; e a segunda com o Sr. Bernardo Antonio de Mi-
randa, quo demandava a casa dos annunciantes por
300/e tantos mil '-is, dos quaes sendo chamado 1
juzo por juramento d'alma, declarou haver recebido
280/rs., sendo os annunciantes absolvidos naquel-
la parte dopedido, e Meando pendente por appellagilo
a quesillo por jo ou 60 e Untos mil ris. Soledade,
sitio da Cscala, 24 do Janeiro de 1848.
Antonio Carlos Pereira do Burgos Ponce do
Lefio pelo presente faz publico que a ningucm deve
nesta praca ou outra qualquer parte : entretanto,
convida a qualquer que se julgar seu credor, haja
de aprosentar suas contas no prazo de 8 dias, con-
tados da data do presente; e certo de n.lo dever,
desde j declara que fra dosle perodo de lempo
reputa falso qualquer debito que baja do apparecor.
Soledade, silioda Cscala, 24 de Janeiro de 1848.
Odopositario do archivo da sociedade Ins-
trueco & Recrcio pede aos s ocios da mesma, quo
comparecam domingo, 30 do correle, pelas 3 ho-
ras da tardena sala de suas sessOes.para deliberarem
a maneira por que deve elle desonerar-so do seme-
Ihante encargo, vislo o completo abandono em quo
teem estado os trabalhos da dita sociedade.
Domingo, as II horas da noite, 23 do corrente.^
perdeu-so um lemjo bronco com lavarinto e bico a"
roda, desde o pateo da Santa-Cruz at a Passagem-
da-Magdalena ; quem o achou, o quizer restituir,
poder manda-lo ao 2 andar do sobrado onde mo-
ra o Sr. Dr. Pereti, no pateo cima dito, que ser re-
compensado, o se agradecer assaz.
Dentista.
D. W. Raynon, cirurgiilo dentista, acaba decbe-
gar loa Eslados-Unidos-do-Norte a esta provincia
de Pernambuco, o avisa aos seus amigos e ao res-
peitavel publico, que se acha promplo a exerceras
funeces da sua arte. em'operaQOes dentaes asmis
difllcultosas, com toda facilidade possivel, confor-
me a moda mais moderna da arte ; quem se qui-
zer utilisar do seu presumo, lirija-so a sua mora-
da, na ra da Cruz, 11. 40, 2." andar.
AFRRICAO.
0 arrematante da aferico dos pesos e medidas
deste municipio, principia a aferr do dia 25 do cor-
rente em diante na ra Dlroita, casa n 114, das 7
horas da manhaa s 6 da tarde. Na mesma casa se
vendom medidas defolha, de pao c pesos de ferro, o
fazem-se os concertos de que procisarom aquellos
que esliverem om uso.
Na rila do Qucimado, n. 15, recebem-se assig-
naluras para a nova folba Correio da Tarde im-
pressa no Rio-de-Janeiro, por 7,500 ra. cada semea-
tre, e4,000]rs. por trimestre, pagos adianlados. As
pessoas quequizerem subscrever, receberao as fa-
llas que exislem, viudas pelo vapor Imperatriz.
Jos Candido de Carva Iho Medeiros embarca
para o Rio-de-Janeiro a sua escrava Petronila.
dade, s tu te has mostrado bravo, justo c leal; he por
isso que me dirijo agora a li para Ir pedir juslica e re-
compensa. Meu duque, tu me dars a caneca do ho-
mem que eslava esta noite tro quarlo de Casta, tu m'a
dars, ou eu farei como os outros, toiua-la-hel.....ou
ento me venden-i a quem m'a entregar.
K, dizendo isto, o Pionne cablra de joellios aos ps do
duque de Guise ; o rosto, que sempre eslava coberto de
melancola, e como que iminovel sb um idiotismo ap-
parente, se Ihe havia Iluminado com uina expresado de
enthusiasmo e de sublime resolucao. Guise o conten-
plou por um momento enm iristeza.
Pobre rapaz, disse elle bem enternecido, toma se
quizeres essa caneca que me pedes ; a tua clera he jus-
ta, e nao hei de ser eu quem te amaldice no dia em
que fcrlresno coracao a esse homem, que ollendeu 110
teu a afTcifo sagrada, que era a tua vida. Cointudo, re-
flecte antes de obrar, Scipio : tal vez que Casta esteja
innocente ; talvez que esta moca se tenha engaado.
He o queeu vou saber agora mesmo, disse o Pioii-
ne levantando-se lentamente.
Ent a.quem he que o vais tu perguntar? Ihe dis-
se Guise um pouco perturbado.
A'Casia niesuia, respondeu o Pionne; talvet ella
queira que eu morra, mas nao me mentir ; --Casia
nunca mentio.
E o Pionne deizou o palacio do duque.
(Coartmiar-*-*.}
K
MUTILADO 1


3
U
Vende-seum moloque de 13 annos; um cabri-
tilla d mesma dade ; urna negrinha recolhida, de
12 annos: todossom viciosnem achaques: o moti-
vo da venda lio porquo o sou senhor rotira-se para
Portugal: bem como tambem se vande um relogio,
sahoneto dcouro, muito bom regulador: na ra
do Itangel, n. 36, primeiro andar das 6 as 8 horas
da manhla edomeiodia as* da tarde.
Aluga-se o segundo andar do sobrado da ra do
Rangel, 36, com seu mirante e com muito bous
commodos para familia : a tratar na ra da I'enha,
venda por baixo do sobrado do coronel Joaquim
Bernardo.
-- No da 13 do eorrente, desapparcceu do ar-
mazem do Bacelar, um caixao de charutos; sup-
pfie-so ser levado por algum preto a alguma venda
por engao. Roga-se a pesssa a quom elle fosseof-
ferecidoofavordedar parle no dito armazcm, ou
annuiiciar, que se pagarSo todas as despezas.
Aluga-so o segundo andar do sobrado da ra
do Trapiche-Novo, n. 20, com bons commodos,
cozinha con muito boa vista de mar, e om lugar
commodo de embarque e desombarque, por preco
rasoavel.
-Guimarles & Silva fazem sciento ao respeita-
vel publico, que mu laram a sua loja de selleiro, da
ra da Cadeia do Recite, n. 49, para a mesma ra ,
n. 36.
Prccisa-scdo um menino portugus, de 10 a
14 annos., sendo dos chegados prximamente ,que
saja de boa conducta, para caixeiro de loja de miu-
dezast: no Aterro-da-Boa-Vista, n. 84.
Os^abaixoassignadosavisam a quom convier,
quedissolvergm no dia primeiro do eorrente, a
60Codade que linham as suas duas lojas de fazen-
das debaixo da llrma de Antonio de Azovedo Vil-
lamuco # Irniflo,(cando daquclladalaem dianle per-
tenecalo ao segundo socio a loja da ra do Colle-
gio n. 1, e ao primeiro a da ra doQucimado n.
5 ; assim como a liquidacflo da exlincta (Irma. Re-
cito, 24 de Janeiro do 1848.-,i4nono de Aiecedo Vil-
. larouco. Malhiai de Azetcdo Villarouco.
Deseja-se saber onde mora o Snr. Jos Perreira
de Maltas, para se lite entregar urna carta.
-No da 28 do eorrente as 4 horas da Urde,
porta do Sr.juiz do civel destacidado se ha de ar-
rematar por venda o seguidle: por execu^ao do
Francisco Manuel da Silva lavares contra. Florencio
Jos CarneiroMonteiro, urna casa com terreno de
plantadlo, sita na estrada que vai paran Apipu-
coa:a requerimento da respectiva testamenteira ,
a terceira parle de um sobrado du um andar sito
na ra da Cadeia de S.-Antonio n. 11. pertencenle
ao fallecido conego Francisco Antonio Pinto.
T Precisa-se de um ou dous aprendizos de charu-
teiros: em Fra-de-Portas, confronte a padaria .
fabrica n. 127.
Jo3o Podro Gomes, procurador ethesoureiro in-
terino da irmandado deN. S. das Fronteiras, na Es-
tancia, faver ao respeitavel pnblico, que Fran-
cisco Jos de Mello, preto oITlcial do alfa ate, he
reo de polica sentenciado a 5 mezns de prisilo :
n3o he administrador da dita igreja como elle pre-
to velho falsamente se inculca o como j esta de-
monstrado emjuizo : he publico e notorio que o
dito mestro Francisco furtou da igreja da Estancia
urna lampada, urna corda do prata, um Menino-Je-
ss, com seusenfeites deouro, e que por issojfoi
expedido da dita igreja. Consta |mesma irman,la-
de que o dito mestre Francisco anda pedindo es-
molas para concert da igreja o festa da Senhora ;
advertc-se, pois, aos devotos da mesma Senhora, se
previnam contra este trampolinoiroe vil trallcanto,
que com capa de devoc3o quer manler seus depra-
vados vicios.
O Sr. Silvestre Ros tem urna carta na livraria
da praga da Independencia, ns. 6 n 8.
Manool do Oliveira e s deixou de ser caixeiro
dosSrs. Doucsly& Raymond.
-- Arrenda-se, por 100,000 rs., um sitio com boa
casa e bem plantado (na estrada o Rozarinho : a
tratar na ra Velha, n. 26.
Theodoro Jos Tavares tem tratado com Jos
Domingues Fortuna e Silva comprar a loja de
bahus, que o dito Fortuna tem na na do Collegio,
n. 13 : quem soachar com direito a alguma acgilo
sobre esta vonda fallo com o mesmo Tavares, na
ra Bella, n. 33, ou annuncie por esta folln.
Quom l i ver alguma casu quo queira dr gralia
urna senhora viuya muito capaz, para nclia mo-
rar e lor todo o cuidado om dita casa annuncie.
OSr. cadete, sargento-brigada do sexio bata-
lllo de cegadores, baja de mandar buscar e pagar a
sobre-casaca que mandou fazer na ra do Queima-
do, n. 30, que se precisa do dinheiro de seu im-
porte.
Os liorileiros do Tinado Geraldo Antonio da Ro-
sa teemjusto e contralado venderem seu sillona
Passagem-da-Magdalena, n. 11: a pessoa que se
julgar com algum direito por qualquer titulo, ba-
jado annunciar por esta folha no prazo de oito
dias contados dn data desto anifoncio
Francisco, da fregiiezia de San-Goncal-
lo-de-Mosteir, do conedho dar Mji,
provincia do Minho, ou com pesso de
sua familia, ou com quem conhecer a
mesmo, no caso de que j seja fallecido.
Este Sr. foi o que venden a heranca de
seu pai, Joaquim Francisco, a Bento Pe-
reira, natural do mesmo reino: as pessoas
que de mesmo souberem, por obsequio
dirijan)-se ra do Crespo, n. i'i, a
filiar com Jos Francisco Dias.
Precisa-se arrendar um engenho perto desta
praca para o sul moente.e orrente com boas
torras de producefio ,eom alguma fabrica, ou sem
ella : quem tiver dirija-se a ra do Cabug loja de
ourives, do Sr. Manoel Antonio Concalves, que se
dir quem pretende.
Da-se dinheiro a juros em pequeas quantias,
t 4:000,000 da .rs., sobre penhores de ouro e
prata ou garantas a contento : na Solodade, sitio
da cscala.
O abaixo assignado ensina em sua cas, no A-
terro-da-Boa-Visla, n. 82, gcographia e francez, e
ir dar ligues em casas particulares.
Dr. Joaquim de Olittira e Sonsa.
Deseja-se saber so existe I). Quileria Maria ds
Conceicflo, que foi casada com Sim.lo Jos Uorgoa
de Araujo natural da llha-terceira onde falleceu:
lie fi I ha do Luiz de Lomos Lobo e de sua m'ulher 1).
Cabrelinda do l.emos : muito se agradeco a quem
desta senhora ou de seus herdeiron der noticia, nos
primeiros andares das casas da ra Imperial, n. 67, e
da ra do Vigario, n. 7.
Precisase de urna ama para casa
de pouca familia, parda ou preta : quem
se achar nessas circunstancias pode en-
tender se com o caixeiro da loja de livros
da praca da Independencia, ns 6 e 8,
que dir quem precisa.
Deseja-se permutar urna casa terrea na ra da
Guia n. 37, por outra no bairro de'S.-Antonio, ou
mearse no da Boa-Vista : aquella da ra da Guia po-
do servir para qualquer oslabelccimento: quem es-
to negocio quizer fazer annuncie.
Aluga-se a casa to*rrca da ra de Moras, n. 116,
com bons commodos para familia : a tratar na ra
do Vigario, n 5, ou 7, primeiro ailar.
Precisa-se de um caixeiro para urna venda: na
praca da Boa-Vista venda confronto ao oit3o da
matriz n. 2.
Quem annunciou querer comprar um violao de
boas vozes e om hoin estado, dirija-so a ra da
Cadeia doRecife, n. 25.
Dousley & Raymond avisan) ao publico, quo
Manoel de Oliveira S n3o he mais caixeiro de
seu armazcm.
Alugam-se os segundo e lerceiro andares do
sobrado da ra do Qucimado, n. 17: a tratar na
loja do mesmo sobrado.
Quem tiver urna escrava para alugar, para o
servido do casa e vender na -ra, pagando-se-lhe 8/
rs. mensans dirija-se a ra Augusta, n. 22.
Na noile do dia 13 do eorrente. furtaram, do
dentro de um bah um aunchlo lavrado, com
um diamanto no centro ; urna eorrente lavrada de
relogio, de ouro de lei; temi o ladrflo entrado por
umajanella do quarto : a quem ditas pecas forem
olTerecidas, baja de as tomar e levar a ra do Mon-
dego, n. 58, ou a rua larga doRozario, n. 39, que
ser recompensado.
LOTERA
e
fe-
TACHIGRAPHTA.
No dia 27 do eorrente comecam as licOesde ta-
chigraphia para os Srs. que se matricularan! em
outubro, os 10 horas da manhfla diariamente,
at se preenchero restante das convencionadas :
na rua Formse, n. 8.
Aluga-se um preto ou preta para vender fazen-
das com outra pessoa : quem tiver dirija-se a rua do
Vigario n. 19.
-- Quem annunciou precisar de um criado para
bolieiro ,e que il fiador sua conduela, dirija-se
ao Aterro-da-Boa-Visla padaria n.50.
Jos Pereira da Cunha embarca para urna das
provincias do sul, por ordem e conla do Sr. Antonio
da Silva Pessoa, a escrava do nome Leonor, crioula.
Aluga-se por preco commodo o segundo an-
dar eaolflo do sobrado da rua da Cadeia do Recife,
n. 32': a-tratar na loja do mesmo sobrado.
Contina-se a ensinar primeiras lettras, gram-
malica portugueza e msica, pelo mellior metbodo
possivel, c por prego commodo : na rua do Moras,
n. 54 Tambem ecciona-so em casas particulares.
Quem precisar do urna ama do leile para criar
um menino impedido, dirija-se a rua de S.-Jos .
sobrado no correr da ven,la.
Ilesa ppareceu, no dia 18 do eorrente, da co-
cheira de Joo da Cunha Reis um escravo crioulo,
do nome Candido ; representa 28 a 30 anuos ; lo-
vou caigas e camisa de riscado ; he bastante alto
e bem preto; primeiro vista parece ser maluco :
quem o pegar leve-o defronte do theatro novo ca-
sa o. 14, que se recompensar.
precisa-se alugar um preto : na praca da Inde-
pendencia, livraria ns. 6e8.
-se fallar com o Sr. .loa-
dos Santos Cuimaracs,
lilho de Joaquim
Rua larga do Rosario, n. 40.
Roga-so por favor a um Sr. tenento do quinto ba-
talhflo de fuzileiros venha buscar urna farda que
mandou fazer para odia 2de dezemhro passado, e
pagar o seu importe o juntamente 10,000 rs de
cinco varas do brim de linlio ; do contrario, so pu-
blicar o seu nome neste Diario (indos tres aiuiun-
cios e se pora a venda litando o mesmo Sr. le-
lenonte obrigado pelo projuizo, se o liouver : tam
hem se explicarSo mais algumas eousas de quo nao
gostar muito o mesmo Sr.
Mappa topographico da cilia-
do da Babia c seus s bur-
bios..
Acha-se depositada na sala da associagflo com-
mercial urna lista para as assignaluras das pessoas
que quizerem subscrever para um ou maisexempla-
res do mappa cima, a rasAo de 20,000 rs. cada
xemplar, pagos, a melado no acto daassignalura ,
ea outra ao receber o referido mappa A fiel en-
trega ser garantida peloSr. F. H. Lutlkens, nego-
ciante estabelecido nesla praca com escriplorio na
rua da Cruz, n. 40 o qual se cucarrega de receber
as assignaluras.
DO
Hospital Pedro Segundo.
Havendo-se marcado o dia i\
vereiro prximo vindouro pava o anda-
mento das rodas da segunda quinta par-
te da primeira loterii do novo hospital
Podro 11, o respectivo thesoureiro, con-
fiado na beneficencia publica, espera que
esse dia se torne imprelerivel, pela ex-
pontanea e prompla concurrencia que
tem havido na compra dos bilhetes como
flizmente succedeu com a primeira an-
tecedente parte, que fra marcado por
urna s vez o dia de saa extraeco.
Por detrs do theatro, na cocheira do Jo3o da
Cunha Reis n3o s ha os bons cavallos do costu-
mo para alugar como do prsenle outros inuilos
melhores hem gordos enuuca alugaJos : tambem
compram-sc, vendem-so e trocam-se.
O abaixo assignado faz publico, que, no dia 28
de novembro de 1845, enlregou a Antonio Pcixoto
Guimaracs, capitflo quo foi do briguo brasileiro
Sawlade-de-Sanloi, um seu escravo, do nomo Cons-
tantino de nacSo S.-Thom para com elle. nave-
gar, porser o dito escravo marinheiro: ecomo ene-
gasee a noticia ao abaixo assignado, que o dito
Peixoto deixou do ser capitao do mesmo brigue e
n3o tenha at o presente dado conta do escravo ,
pois nenhuma noticia tem delle, por isso avisa
que ninguem contrate com o dito Peixoto acerca do
mencionado escravo cujos signaes s3o os segua-
les : do 26 annos, estatura regular, pouca barba,
roslo comprido olhos grandes, nariz e bocea regu-
lares. Oaiiaixo assignado est disposto a re-
vendicar o seu escravo no caso do ser vendido em
qualquer parto quo for encontrado : e para que
ninguem ignore a maneira fraudulenta pela qual o
dito Peixoto roubou-lbe o seu escravo, previne pela
imprensa.. Pernambuco, 18 de Janeiro do 1848.
Antonio Gomei da Silva.
Precisa-se de urna ama secca, pes-
soa desimpedida, que saiba tratar com
zelo urna enanca recem-nascida : na na
Nova, loja n. a3.
Precisa-se alugar um preto, ou prota ,
servico de urna casa de familia : na rua da
do S.-Antonio, n. 19.
Precisa-se de pretas que vendam pflo
do-se-lhes a vendagem e sendo que seus sciihores
so rosponsabiliscm : na rua Direita, padaria, n. 26.
Na rua do Aragilo, n 4, bairro da Boa-Vista,
fazein-se quaesquer cortinados, tanto do cama como
para jancllas, com a maior perfeic3o possivel.
~ Prccisa-se-de un caixeiro para tomar conla de
unta venda em Fra-dc-Portas h. 56 : a lialar na
mesma venda.
Precisa-se fallar com o procurador
dos fierdciros do fallecido Jos da Silva
Botellio, residentes em Portugal,, que
veio de l neste ultimo navio, para nego-
cio de seu inleresse : dirija-se ao pateo
do Carmn. n. Q, primeiro andar.
para o
Cadeia
pagan-
Compnis.
Desej
quim Francisco
natural de Portugal,
Compra-se um diccionario geographico, e m se-
gunda mSo e em bom uso : na rua Nova, n. 49, ou
anuncie.
Compram-se garrafas vasias, proprias para en-
garrafar vinho : na rua do Trapiche n. 44.
Compram-sn quatro formas de cacimba : no
Aterro-da-Boa-Visla, fabrica de licores, n. 17.
Compram-se e vendem-se es-
cravo, e recelicm-se de commis-
ces, oFerecendo-se toda e qual-
quer garanta a respeito dos mes-
ruos : na rua dis Larangeiras, n.
14, segundo andar-
A
Compra-se um moloque
mais ou menos sem vicios :
botica n. 36.
ne de 18 annos pouco
na rua do Rozario ,
M. S. Mawson, dentista, recentcmeiile ebegado da
Europa acha-se residindo no Rccifo rua do Tra-
piche-Novo n 8, segundo andar aonde contina
a por denles mineraes, licando incorruptiveis, e
apparecendo inteiramente como naturaes : tambem
lira a pedra, a qual, n3o sendo exlrahida em pou-
co lempo lando arruina os dentee ; chumba com
ouroou prata para privar de augmentar a corrup-
c8o; tambem lira, lima e faz todas as operacocs
denticaes com a maior delicadeza possivel. Ellees-
pera que oa elogios e o muito patrocinio quo tem
recebido pelos beneficios que lem preduzido na sua
pratica duranto 7 annos (le residencia nesla da-
do, serBo garantas sunicientes para as pessoas que,
precisando de seu preslimo n3o o deixem de pro-
curar.
Precisa-se de um criado que saiba bolear e tra-
tar de cavallos, limpar e engraxar os arreios o o
carro : quem estver nestas circunstancias e der fia-
dor a sua conducta,annuncie.
Joaquim Pinto de Azevedo embarca para o Rio-
do-Janciro dous escravos, Bcrnardino, preto, c An-
na,parda.
JoSo da Rosa retira-ae para a liba de S.-Mi-
guel, a tratar de sua aaude.
Vendas.
PTIMAS NAVALHAS,
Pelo processo das temperas das melho-
res fabricas de GuimarSes, ptima
fabrica em Lisboa.
Estas navalhas s3o feitas do mais fino ago da Suc-
cia.e temperadas em agoa.que conten os mesmo*
principios que seencontram na muito afamada de
Guimarnes, epara provara sua superior qualidade,
bastar saber-so quo s3o proferidas, por quem urna
vezas exporimentou, a qiiantasvcem de Inglaterra,
Franca c outros paizes, onde a arte de cutelaria oslal
iiiquestionavelmente em grande adiantament.
Tem mais as sobreditas navalhas a importante cir-
cunstancia de conservaron por muito tompo a alia-
gao, do cortarem com rapidez o cabello da barba,o fi-
nalmcnto de n3o olTendorem nem levantarom a pel-
Ic; o que as torna recommendaveis pelos facultati-
vos, ao condec ment dos quaes lom chegado a no-
ticia da sua superioridade.
Vendcm-so nicamente na rua do Crespo, loja n.
8, de Maya Primos.
Vende se cal virgem de Lisboa,
chegsda ltimamente, em barra peque-
os, e mais barata que em outra qual-
quer parte ; vinho tinto do Porto, mili-
to superior, em barris de oitavo ; panno
de linli.i do Porto, e eueroa de ulgodao;
cera em velas, de Lisboa, com sorti-
rnentos a vontade do comprador : na rua
da Cruz, n. ig, casa de Mendes iVTarrozo.
Vende-so urna morada de casa terrea, sita no
Mundo-Novo, n. 18, livrn e desembaragada : no pa-
teo do Tergo, n. 11, sobrado de um andaiysodira
quem vende.
Vendem-se 30 escravos mogos sondo: 5 mo-
lecotes do 12a 18 annos; 6 escravos do todo o ser-
vgo, sendo um delles cu/inheiro; um dito serrador,
um pardo de 22 annos de bonita figura bom car
reiro ; 4 mulatiuhas do 14 annos muito lindas
5 escravas do 18 anuos, de bonitas figuras sendo
urna dollai boa engommadeira., costureira e quo
cozinha bem ; 3 ditas de meia dado: na rua Direita,
n. 3, defronte do beceo e S.-Pedro.
Vendo-so um jogo de diccionarios italiano o
portuguez, obra rara: na rua do Qucimado, n. 17.
lotera o rio-de-
JANE1RO.
Vendem-se bilhetes e meios
ditos da 13.a lotera a beneficio
do Monte-Pio-Geral e tam-
bem he chegada a lista da 24.a
lotera a beneficio do theatro de
San-Pedro : na na da Cadeia, jo-
ja de cambio, n. 38, (le Manoel
Gomes da Cunha e Silva.
Vcnde-se urna escrava crioula do 19 annos pou-
co mais ou menos, sada quo cozinha engomma
e lava de sablo : no beceo do Theatro no segundo
andar do primeiro sobrado por cima do botiqun.
Vcnde-sc um preto de nagio, do bonita figura ,
muito corpulento ,sem vicios nem achaques: ven-
do-separa so comprar urna preta, ou tambem se
troca : na rua a direita, segunda casa torrea so dir quem vonde.
Vendem-se caixas de urna eduas duzias de gar-
rafas do vinho do Porto, da colbcila de 1822, o mais
superior que ha no mercado : na rua da Cadeia do
Itecifo n. 34, casa de Jos Antonio Basto.
Na rua do Trapiche, n. 17, con-
tina a hiver deposito da verdadeira cal
virgem de Lisboa, chegada prximamen-
te ; edvertindo-se aos compradores des-
te genero que o deposito he j muito pe-
e que da nova nao ha mais em
FOLHINIIASPAHA 0 ANNQ DE 1848.
Vendem-se folhinhasde algibeira do porla c de
padre as mais coi roelas o mais regulares : na pla-
gada Independencia, livraria ns. c8; na ruada
Cruz loja 11. 56 ; na rua do Crespo loja n. 11; na
loja da esquina do Collegio o na botica do Sr. Mo-
rena, dcfronle da matriz da lloa-Vista.
Cera de carnauba.
Vende-se, na rua da Cruz, no Recife, n. 21 su-
perior cera de carnauba em barricas, por prego
muito mdico, para saldar contas.
Acham-se venda na praga da Independencia,
dofronle do Sr. Figuera, quatro quadros do me-
Ihorgosto possivel, pela rica moldura dourada e bel-
los retratos dos mesmos, os quaes 11I0 dcizarflo do {,Hnaldson vendem-so
agradar quem soubcr apreciar ISo moderno e liu- {jarl|lo|omeu ,, rua |arga do R02
do adorno de urna sah. I (adeia boticas do Vicente Jos
Vende-se um mualo de 20 annos, proprio para
todo e servigo e mesmo par* pagem : quem o pre-
tender dirija-se a Itoa-Visla, no quintal da Sra. I>.
ioanna.
Vcnde-se urna escrava de muito bonita figu-
ra do 20 annos com algumas habilidades : na
rua do Itozario, botica n. 36.
Vende-se un alambique de cobre, com es-
quenla-garapas, tambem de cobre, 3 taisas com 6
a 7 palmos de bocea sendo urna de ferro batido, e
duas de dito coado : ludo em muito bom uso,' por
preco commodo ; no lugar da barra de Serinhaem.
queno, e que
jiaite alguma.
poesa.
Veleja havida enlre urna alma o diabo e S. Miguel,
Um folhelo ntidamente impressoem formato de
oilavo francez na praga da Independencia loja da
encaderiiaglo, 11. 12.
-Vrnde-se cal virgem de Lisboa, em caixas o
barricas, chegada prximamente: no cscriptorio
de Francisco Sevcriano Ha bello & Filho.
Vende-se urna preta de nagio de 22 annos,
quo cozinha muito bem u diario de urna casa rulo
tem vicios nem defeito algum : na rua do Queima-
do,n. 41. Na mesma casa precisa-se alugar urna
ou duas pretas para venderem na rua, pagando-so-
Ihes urna pataca o dando-se-lhes o sustento.
Aviso importante.
Sailiam todos, que nos, nicos propietarios fa-
bricantes das pillas de vida de Parr, com o fim do
proteger o publico e contra toda falsidade quo
possa haver nesla medicina, para quo'se possa
evitar esla falsidade, deve-se olhar em roda do ca-
da caixinha, e ver se estilo embrulhadas em papel,
e no lampo de cada calxinba se ver o retrato do
nosso nobre c amigo Parr, e com as palavras seguin-
tes : Pilulas de vida do Parr. Para maior se-
guranga fizemos gravar 110 lampo de cada caixinha
a cabegado nobreanclo Parr, 6 em cerca desta o
lettreiro em lettras azues e encarnadas i T. RO-
BKRTS& CO.-
Alcm desta eremos accrescentar a nossa lirma no
imnresso que vai embrulhariocada caixinha. -
1 H T. Iloberls Viudas pela galera Columbus, .casada Christo-
1-30 s n botica ds
tholomeu na rua larga uo Rozario ; e na rua da
Cadeia, boticas do Vicente Jos de Brito e 1
Pimenta & Cruz.
Na rua do Trapiche, armazcm
n. 54,
vende-se assucar refinado, em pao, a aoo
rs. a libra.
Vende-se um mulalinho de 16 annos, muito
proprio para pagem por saber bem montar a ca-
vallo : defronte do theatro novo, n. 11.


"*

i*
7endp-so mhrago de balines e ronchas. comUp charutos de'.odas ns qualidades, que he acotu-
t pesos de taarrolias |ro|>rio para arum/em ili
carne, ou de acucar; urna inasselna ile aniaasar]
pilo; iim torno di' pesos de uma arroba at meia
libra ; um jugo di- dieeionr.i ios pnrlugni'z e inglez.
por Vioira : ludo ni bom estado : u.) Alerro-da-Hita-
Visla, ii. 22. Na ntesma cusa compram-se alfiunias
portas de amaiella ou lourp, que eslejain em boni
Catado
Vende-se urna preta da Costa de muito boni-
ta figuia, do 22 anuos, por 420,000 rs. : na ra de
S.-Kita, o. H.
Vende-so um cavallo ruco-pombo com mui-
to bous andares : na la do Qucimado loja de fer-
ragcns n. 32.
Vende-se urna preta crioula, de 22 annos : na
ra Direita. n. 25, primeiro andar.
No botiquim da Cova-da-Onga, na ra larga do
Hoza rio, vendem-se bichas de Hamburgo, de su-
perior qualidade sendo asma ores, a 400 rs. e as
pequeas, a 160 rs., por so estar brevo a dispor do
negocio e seu dono seguir para Europa.
IfttfMi
Panno futo mesclado.
Vende-so superior panno fino mescla-
do, Je todas as cores ; casimiras fran-
cezas, elsticas, pretas e de cOres ; pan
no fino preto o de cores ; sarja de seda
hespanhola lagilima ; cortes do cam-
braiadeseda padrOes novos ; alpaca
muito fina ; chapos do massa franec-
zes da ultima moda ; toalhas ricas ;
guardanapos e aloalhados; c nutras
nimias fazendas finas: tudo mais ba-
rato do que em outra qualquer luja : na
ruado Qucimado nos quatro-cantos,
toja do sobrado amarello, n. 29.
A.
mado i tpr ennforneo g'">tf. do sen froguo/.os
sonlo: os veniH.leiros doSa do fogo, forma-havana, regalo de Hivana, fabrica:
lodos da mesma marea : regala do diversas marcas,
(iiom-regilia marca estrella, irabin|uilhos, e mais
nutras qualidades que s'-rfln patentes aos froguozos.
Advi-i tinte ao publico qno nesle deposito ila na da
Cruz, n SI, acharflu sempre boas qualidades de
charutos por proco rasoavel
Tresse, fabricante de orgflos e realejos, tem
para vender dousorgfiospromptos para igreja ou
para qualquer outro lugar: tambem concerta os
ditos instrumentos, pOe marchas novas, o com-
pra realejos j servidos : no Aterro-da-Boa-Vista,
n.21. .
Vende-se urna parte no engenho Jaguaribe,
termo da villa Iguarass de 2:853^003 rs. porten-
cente a D. Antonia Francisca Cavalcante l.ins, que
Ihe tocou por muri de seu pai Frarcisco Xavier Ca-
valcanti Lins, como se ver no .formal de parlilha :
na ra larga do Rozario, n. 32.
Milito.
da
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vendem-se, na ra da Cruz, n. 46 condenas
com peras; ditas com figos; ditas com pecegos ;
atas com figos ; ditas com hervilhas; ditas com
sardinhas; ditas com bolacliinhasde araruta : mas-
sas finasem caixinhas ; chocolate de canella de
Lisboa; meias barris com vinto e tantas libras de
manteiga inglcza de muito superior qualidade, e
propria para casas particulares : tudo ltimamen-
te chegado por diminuto prego.
oslo.
Vende-se un terreno com i" palmos do tren-
te e 89 ditos do fundo em estado do se edificar,
por nflo precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazer tres ptimas mei'agoas na ra do Pilar em
Fura -do-Portas do lado da maro grande: nadita
ra, n. 11, no pateo da igreja do Pilar das 6 horas
da iuantifia s 8.
Vende-sc o tresenario de S. Francisco de Paula,
obra til aos devotos do dito santo as lojas de
livros dos Srs. Santos & Companhia atrs do Cor-
po-Santo; Cardozo Ayres ra da Cadeia ; e em S.-
Antonio praga da Independencia ns. 6 e 8.
No Aterro-da-Boa-Vista, lo-
ja n. 78,
vendem-sesapatoes de lustro, para homem a 3,000
rs. o par; bahuszinhos para guardar costura, rou-
pa de enancas e meninas guardarem costura na es-
cola, de ig rs. a 2,560 rs.; chapeos de sol, de seda,
para senhora, de muito bom gosto, a \H rs.; chico-
tes par montaria a 2,000 rs.; bonetes para me-
ninos.
FAREI.OS.
Vendem-se saccascom farelos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Vendem-se caixasde cha hysson de 13 libras,
em porgflo ou a retalho: na ra da Alfandega-
Velh n. 36, em casa deMatheus Austin & C.
Na ra Direita, n, 53,
vende-se um par de embonos de pao de cedro pa-
ra barcaca ; 2traves um pedaco de pao de con-
dur ; azeito de carrapato, a 1,200 rs. n caada;
pomada, a 230 rs a duzia ; e lodosos mais genoros
pertencenles a venda, por menos que em outra
qualquer parte, e de muito boa qualidade.
Bichas de Hamburgo.
Vendem-se as verdadeiras bichas do Hamburgo,
elo prego de 640 rs. a retalho: na venda do Manuel
ds deS Araujo na ra da Cruz, n. 24.
Chegueni reguezes, que se
eslo acabando
ossapates debezerro, para homem, a 1,280 rs. o
par, e bengalinhas para passeio,a 320 rs.: no
Aterro-da-Boa-Boa-Vista, n. 78.
Cheguem freguezes loja de
Manoel Joaqun) Pascoal
liamos, no Passeio-Publico,
n. 19, que elle he o baratei-
ro que est yendeudo por
todo dinheiro:
lindos corles de cambraia alegra a 2,000 rs. ; cor-
tes do cassa-chita a napolitana, de muito lindos
gostos ecOres muito alegres, pelo barato preco de
3,000 rs.; cortes de superiores casimiras, milito
encorpadas e de muita dura e que por sso se tor-
nam recommendaveis aos cavalleiros o homens do
compo pelo barato preco do 6,000 rs.; corles de
13a para caigas a 2,500 rs. ; csguiflo finissimo ; len-
cos de seda para grvala, a 400 rs. ; ditos de caca, a
200 rs.; pelle do dabo, a 200 rs. o covado ; lanzi-
nha, a 240, 320, 360 e 400 rs. ; lencos de cambraia,
de 3 ponas, a 240 rs.; riscados francezes, a 200 rs.;
chales de tarlatana a 880 rs.; ditos para meninas,
a 500 rs. ; um rico sortimento de madapolOes, a
2,800,3,500, 4,000 e 5,000 rs.; brim trancado bran-
co, a 400 rs. a vara ; chitas de todas as qualidades ,
a 160,200 e 320 rs. ; cassa preta para lulo, a 320 rs.
o covado; chitas prcts, a 160 rs.; e tudo o mais
por prego com modo.
Vende-se urna preta perfeita engommadeira e
cozinheira. de 12a20 annos; 5 ditas com habili-
dades ;duas pardas de 20 annos, de elegante ligu-
rs : 5 moloques de 12 a 18 annos; um preto bem
robusto e bom carreiro; um mulatinho de 12 annos :
no paleo da matriz de s.-Antonio sobrado n. 4.
Charutos de SaivFelix.
Joaquini Bernardo dos Iteis avisa ao publicoe*
aos seus freguezes, que acaba de receber pelo ul-
Hio navio, viudp d# iJtiiia, um swe orlimeule
Aos fumantes de bom
Vendem-se oscxeellentcs e bem condecidos cha-
rulos regalos de llavana diplmalas e primores,
chegados ltimamente : no armazem grande do
Bacelar, defronto da escadinha da alfandega, :i 3.
Vendem-se os caixOes e utensilios de socar as-
sucar do armazem da ra da Senzalla-Velha, n. 110,
e traspassa-se o inesmo armazem e casa, ao gosto do
comprador: a tratar no primeiro andar da mesma
casa.
&Q10$'010 10 ]0 *10 10 10&105
m*
AI.VICARAS II.-
LliSTRE UADA-
MISMO.
3noerinhas do 12 a 13 annos mui bonitas, com
principio! do habilidades ; duas pretas do 25 minos,
proprias para tndn osorvigo : na rua do Collegio ,
n. 3, segundo andar, se dir quem vende.
Os verdaderos charutos de
S.-Fe'ix.
Manoel Joaquim Gnngalves e Silva, na rua da
Cruz, n. 43, tem para vender os verdadeiros charu-
tos de S.-Felix ; bem como de outras qualidades ,
dos mais superiores que se fabricam na Cachoeira:
tambem vende galhetas devidro douradas, para
missa.
Vendem-se 8 oscravos, sendo : urna linda
parda de 18 annos que engomma, cose chao, e co-
zinha o diario de urna casa ; urna crioula de 22 an-
nos de bonita figura, que engomma, cose, cozinha
e lava de sabSo ; urna linda negriuha de 10 annos],
com principios dejeostura; 3 pretas de 26,30 a 40
annos proprias para campo di mesmo para qui-
tandeiras: um molecote de 18 annos; um preto de
40 annos, proprio para campo, ou mesmo para a
praga : na rua dasCruzes, n. 22, segundo andar.
Nova alpaca,
de sete palmos de largura, na
loja de Guiniares Serafina
$ i)., rua do Crespo, n. 5.
Vende-se a nova alpaca, de se-
le palmos de largura pelo barato
prego de 1^000 rs. o covado;
assim como a lo il hados de ricos
padres, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; eoutras mili-
tas fazendas tinas, de linho e se*

ado da IJahia lefronte dr esrtdinha da alfande-
ga ou a tralarcom Silva & Grillo.
1 Vende-se una l>ja de iiuudozas com poneos
fundos em muito bmn lugar o nflo Uim alcaides ,
a dinheiro ou a prazoeom boas firmas : na rua do
Cahug loja de Joaquim Joe da Costa se dir
onde he a loja. ...
__Vendeni-se bichas pretas de Lisboa muito su-
periores a 8,000 rs. o coulo : na rua da Cruz, J>o
llecfe, n. 62.
lia,
isa e de c-
enfeitados, para
lia muito que o nosso mercado se achava
$ desprevenido de fazendas modernas que
& bem satsfizessem ao variado gosto das 80-
M nhoras do bom tom; mas agora ac ha m de
^ chegar loja de Antonio I.tiiz dos Santos &
Companhia na rua do Crespo, n. 11 os su-
^ blimes cortes das encantadoras
I 9-JUBILENS9<:S^
fp Seus lindos padrOes e mimosos desenhos
fsftoem tanto apuro que com graga rcalgam
nos corposdo bello sexo. Suas amostras silo
Si francas.
O0TO0lt9lt9l ?! 0T i% *I # 0PO0
__Vende-se cal virgem cm ancoretas, a mais
nova que existe no mercado por prego mais com-
modo do que cm outra qualquer parte : na rua da
Moda armazem n. 17.
Vende-se um pardo dragonas de cavallaria da
guarda nacional, para ofiicial subalterno, e duas
bandas em muito bom estado por prego commo-
tlo : na rua laiga do Rozario, loja de cirgueiro do
Sr. Thomazde AquinoFonseca.
i\a nova loja da rua da Cadca
do Recile, n. 5, de Claudino
Salvador Percira Braga,
vendem-se ricos chapeos de cambraia
res, e de escomilha com flores
senhora e meninas, a 2,000 rs.
Vende-sc um sobrado de dous andares, reedi-
ficado de novo sito ntravessa da rua Bella, por
prego muito barato que vem a render um por cen-
to ao mez do juros; bem como se vende um dos me-
I lunes sitios que ha na Capunga com boa casa de
vivenda um grande, viveiro do peixe cocheira ,
scnzalla para prctos arvoredos de fructo por pre-
go commodo : a tratar na rua do Crespo n. 12.
Na rua do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se muito lindos chapeos para meninas.
tanto de seda como de palhinha chegados ultima-
mente de Paris ; chapeos de seda para senhora
cortes de crambraia de seda.de ricos gostos, por
prego muito commodo; cortes de vestidos de cam-
braia ecassa-chitasde differentcs qualidades, por
pregos baratos; ditos com urna pinta de mofo
sem elle a 2,000 e2,500js. cada corte ; mantas de
seda e lila para senhora das mais modernas que
teem viudo a esta praga a 5,000 rs. cada urna
mantas chales do seda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca preta a 800 e 1,600 rs. o covado;
panno de linho, a 400 rs. a vara; casimiras ran-
cezas e elsticas, para caigas, a 5,000 rs. o corte
fustOes; selinse velludos para collete por prego
muiloem conla ; bem como um sortimento de ou-
tras muitas fazendas, que se vendem pelo barato.
Charutos fama-va, de
S.-Felix.
Vende-se, por prego commodo, para so fechar
contas, urna porgflo destes afamados charutos,
chegados no ultimo navio: na rua da Cruz, n. 46,pii-
meiro andar.
Vende-se urna armagSo de venda 4 caixoes
envidragados canleiros, balangas pesse medi-
das no largo do Livi amonio n. 3 : a tratar na rua
larga do Rozario, o. 29.
Vendem-se 6 lindos moleques de 15 a 20 an-
nos; um preto de 25 annos, ptimo sapateiro ; 2
pardos de 16 a 18 annos; sendo um proprio para pa-
chgadas ltimamente a esta
cdatle, e tudo muito barato.
- Vendem-se duas casas terreas, sitas na tra-
vessa do I'eixoto a prazo ou a troco de escravos :
naSoledade, sitio da cscala.
No Aterro-da-Boa-Vista, lo-
ja n. 78,
vendem-se ricos bonetes de merino, para meninos;
ditos de marroquim para homem, do muilo bom
gosto e duragflo ; ditos para ir ao banho a 360 rs.
Vende-se cera para limas de cheiro, a 1,000 rs. :
na rua do Rangel, n. 52.
Vende-se um sellim inglezem meto uso : na
rua de S -Francisco, venda n. 68.
Vende-se urna parda moga de bonita figura ,
com urna filha de II anuos ; urna preta moga ; urna
negriuha de 10 annos muito propria para muca-
ma ; um mulatinho, proprio para pagem por ser
muito esperto por prego commodo : na rua da
Cadcia do Recife, n. 43.
Vende-se urna escrava muito sadia, qtio lava ,
engomma esabe trabalhar de costura o diario de
urna casa : o motivo por que se vendo se dir ao
comprador : na travessa da Guia, n. 1.
Vendem-se, na ruada Gadeia do
Recife, n. 37, cera em velas, fa-
bricadas no Rio-de-Janetro, em
j tima das melhores fabricas, em cai-
' xas pequeas, de urna at dezaseis
em libra je caixotes dbm ditas, ia-
bricadas em Lisboa, sorlimenlo ao
m gosto do comprador: e tambem se
m vendem brandSes, fabricados no
-1 Rio-de-Janeiro, e tudo por pre?o
mais commodo do que em outra
2J qualquer parle.
sw Vendem-ae 3 terrenos proprios, dous com "!
V 40 palmos de frente e 500 a 600 de fundo, f
' com diversos ps de arvoredos do fructo, \
como : larangeiras, coqueiros, manguei- g
ras, cajueiros, c asierras mui producti-
vas: um dos terrenos he junto do Sr. Ama- (g
ro de Barros Correia Selle, e o oulro junto A
dositio doSr. Theotonio Joaquim da Cos- W
ffl\ ta : o terceiro com 94 palmos de frente e g
*** austro ceios o vinto o Untos ditos de *
(Lj| rundo, com grande alicerce, divididos os (g
2|f quartos para casas, ou sobrados, junio ^
Va! do sitio do Sr. Antonio Joaquim PanasCo, 1$
4 o 1I0 Sr. tenente Antonio Marcellino de a
S2 Mello na projeclada rua que segu da ^
rua da Soledauo para a estrada do Man- A
guinho : a tratar com o dentista e san- ^
grador Jos Anacleto, na rua cslreita do (t
lio/ario junto a fcreja, casa terrea n. \
7, bairro de S.-Antonio. ((
##### o m
Vende-se urna casa terrea, sita na rua Velha
do bairro da Boa-Vista n. 105, em chflos proprios
o com sufllcienles commodos para familia : a tratar
no trapiche do pelourinho com Antonio Coclho de
Mello.
.__Vende-se um preto, ou troca-se por urna pre-
ta que seja cozinheira ; a tratar na rua das Cruzes,
n. 30.
Vendc-se una preta de 20 annos, de bonita
fi cura ue cozinha o diario do urna casa, lava de
sabDo e varrejla nao lem vicios nCm achaques : na
ruada Cncbrdja, passjndpa bonlczioha a direi-
ta, segunda casa terrea se dir quej vendo.
._ \c um cajjim do plaa ,'a 280 rs. o fei-
xe : em Olinda, rua da Boa-Hora, casa de muro no-
vo qu vai'torao rio.
-Vende-se, no armazem de Bacelar, no caes da
Alfandega mermelada muito boa e nova em latas
do 1, 2 o 4 libras por prego commodo.
Vende-se, de urna familia que se retira para a
Europa urna parda de elegante figura de 30 an-
nos de excellente conducta mui limpa de mSos ,
pelo que se Ihe pode confiar o governoje direcgflo de
una grande casa, no que be versada : alm de 13o
boas qualidades he insigne cozinheira tanto de
forno como de fogo, porque faz todas as qualida-
des de assados, recheios e picados ; he grande dis-
pnsela ragoneira o enfermoira; tambem cose, la-
va, engomma e faz qualquer doce: lambem se
vende urna crioula de 17 annos, com as mesmas
prendas, mas n.lo tilo apurada na cozinha : na rua
Nova n. 14, segundo andar.
Vendem-se uns e&cravos Unto pretos como
pretas proprios para o servigo de campo por le-
rem sido de engenho, muito mogos, sem vicios nem
achaques ; urna preta de 22 annos, boa engomma-
deira e que cose e cozinha : vendeTse Pr P,rec|-
sa> : no pajeo da S.-Cruz, n. 1*. dir quera vende.
Vende-se fumo em folha para charutos, de
Theologia moral do bspo
11 o ti te.
Acha-se venda a nova edigSo em 3 v. na Jivra-
ria da esquina do Collegio, com a difTerenga de
2 000rs. sobre o prego do Rio de 10,000 rs. : ha
tmbamexomplares de ptima encadornagSo, que
custam mais o que prego desta.
As verdadeiras bichas de
Hamburgo.
No deposito de bichas do Joaquim Antonio Car-
neiro Companhia vendem-se as yci adeir bi-
chas do Hamburgo, chegadas pelo ultimo riavio,
aos centos e a relalho, por menos prego do que em
outra qualquer parte : Umbem se alugain e so vSo
applicar a qualquer hora do dia oda noite : na rua
da Cruz, no Recife, n. 43.
. Vende-se, por precisfio, urna preta que engom-
ma muito bem, cozinha toda a qualidade de comi-
da e cose, de 18 annos : na rua de S.-Rita, n. 44.
Vende-se urna parda ao comprador se dirao
as habilidades: na rua dasCruzes, n. 36, primeiro
andar. ., ,
Vendem-se telhas muito boas, grandes alargas,
a 20,000 rs. o milheiro escolladas : em* S.-Anna ,
na olaria que se desmanchou : tambem se vendem
travs de 17 a 18 palmos de comprimento, o bas-
tante grossas, a 1,600 rs. cajia urna.
Na rua de Agoas-Verdes,
11.46 ,
vendem-se diversos escravos de ambos os sexos ,
com habilidades que se farfio ver ao comprador,
ontre osquaosduasexcellentesescravas com todas
as habilidades que se precisam. Tambem se rece-
bem de commissflo, do pessoas de reconhecida pro-
hibidade ; e agencia-se a compra dos mesmos, pro-
metiendo-so todo a esmero e cuidado no cumpri-
mentode tacsdeveres.
Escravos Fgidos.
fu, evoulro bow wrtlroi uro mulnUnua e,8ujwlrq.uliUae,#o rruu, iMoen
ATTENCAO.
Fugio, no dia 31 dedezembro do anuo passado ,
o escravo Manoel Gabiso, crioulo, de 28 a 30 annos,
basUnte barbado as vezes costuma Irazer suis-
sasporbaixo do queixo, de estatura ordinaria,
grosso do corpo, olhos vermelhos e pequeos. ps
grossosque parecem incitados; he perito ofiicial
de sapateiro, e tambem entende do servigo de pa-
daria ; anda calgado, por se intitular forro, e de lu-
to (at com camisa de panninho preto), por Ihe ter
morrillo a mai uno era a preta crioula Anninha,
que vendia fazendas na praia do Rio-Doce, Jang,
Pao-Amarcllo Maria-Farinha ect.; lugares estes
onde o dito esCravo he muito conhecido por andar
eom a dita preta, e depois que esta morreo elU
j ter andado fgido por estes lugares a cobrar di-
vidas sem para islo ter autorisagSo de seu se-
nhor: e como a pessoa encarregada desta cobranga
he o Sr. lElias Francisco da Conceigfio crioulo e
morador no Rio-Doce tondo-o vislo nesle lugar o
mandou para o Recife no dia 28 do dito mez, con-
forme as ordens que elle tinha recebido. Quemo
pegar leve-o a rua de Hortas, n.62,ou traga-oa esta
typographia que ser gratificado.
Fugio, na noile do dia 21 para 22 do corrente,
da rna da Aurora urna escrava parda ,. de nome
Mara do Rozario ; levou em sua companhia um seu
filho, de nome Victorino de idade de um anno
pouco mais ou menos. Esta escrava foi da viuva do
fallecido Joaquim Candido Gomes ; suppOe-se que
estoceulta em certa casa, o que verificanao-se,
se usar de todo o rigor da lei: quem a pegar leve-a
a rua Nova n. 11, que ser gratificado generosa-
mente.
Anda cotina a estar fgido, desde o dia pri-
meiro do corronto un preto de nagflo.de nomo
Jos de 40 annos pouco mais ou menos, de esta-
tura regular rosto comprdo e descarnado olhos
grandes e encarnigados; tem o beigo inferior gran-
de, sem dentes na parte superior ; tem no rosto um
sigmil de talho ao pedo lado do olho diroito e um
signa! do chaga no tr.eio do inembro proveniente de
um cancaro e outro na vet ilha de um bobo ; pois
quequandoo referido escravo fugio j se achava
qnasi bom. Este escravo foi comprado nesU praga
a Joaquim Lopes JRsymundo Rilhar, e veio entre
outros muitosda villa do Crato districto do Cea-
r ; o qual o houvo de I Idefonso Moreira da Silva ,
morador no mesmo lugar, ou em Cariry : e com o
dito escravo dissesse que para l avia tornar, ro-
ga-se as autoridades policiaes, capitfles de campo
e pessoas particulares, que o apprehendam e le-
vem-no*a rua estreila do Rozario sobrado n. 13,
que sorflo generosameule recompensados.
Pn,
; NA T?P
DBM,
f. DJSfABU. I


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E84J0IGEN_EPAJDE INGEST_TIME 2013-04-13T01:25:14Z PACKAGE AA00011611_05397
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES