Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05395


This item is only available as the following downloads:


Full Text
mm
Anno de 1848.
Segunda-feira 54
! II
O D14M0 pul>lica-se todos ii dias ijueiio
ortm 'la inri. i o preco da asign>iur* he de
ijOCf rs.por aitartel, pagni adiantadni. O an-
ruaciol dos assignantes s3o inserido, i raso de
l'ofi.pnrlia'i. Ow. mtyno diilcrente, a ai
ronetfc" pela "J,,e- <-' ? f '"'" %
DanM pa,,r!o ,0 ri P'linh> "e,n ,tp
dillereute, por cad. publicc*o.
PASES DA LA. NO MEZ. DE JANEIRO.
I ua nova, B i" 9 I"01"" e Jl min. da matilia.
Crescent* 13. s 9 hora a 17 mi. d manira.
1 na clieia 15. s 9 botas e 45 min, da manlia.
PARTIDA OOS CHRF.IOS.
GoannaeParahiba asegundas escitas feir.
R'-Grunde-ln-Noi 'le quintas Tetras ao meio-dia
Cabo, Serinhem, Hio-Formoso,Porto-Calvo o
_ Macelrt. no I.*, a 11 e 11 de cada mez.
Garauliuus e Bonito, a 8 e ?*.
Boa-V'i.u e Flores, alie J8.
Victoii, as qumtas-feiras.
Diinda, todos os dias.
PREAMAR DE BOJE.
Primelra, ai < loras a 64 minutos da larde.
Mutoaota a 28, t toras 1 ni*, da mauhSa. Segunda, aa 1 horas e 18 utos da meabas.
de Janeiro.
Anno XXV.
N. *-
DAS DA SEMANA.
J4 Segunda. S. Themoleo. And. i!o i. dos or-
ph.edo J. doc. da v. do ]. M. da 2 A.
15 Terra. 9. Juvtnlino Aud. do .'.' do civ. da
1. v. e do J. de paz do 2 oiit. de t,
24 Quarta. S. Policarpo u.|. do t. do ct. di
2. v. edo J. de paz do 3. dial de t.
27 Ouinta. S. Joan Ci riso-tomo. Aud.doJ.de
orpli. dt 1. municipal da 1. v.
38 Sesla. S. Cyrillo Aud. do J. docif. da !. v.,
e do J. dr pe do i. dist. de I.
39 abitado. S. Francisco de Salles Aud. do J.
doelv. da l.v. edo J depasdo !. aist. de t
SO Domingo. S. Martinhi.
CAMBIOS NU DA 12 DEJANF.IW.
Sobre Londres a 27 '/, d. por IJ n. a 15
a Pars '60 is. por Trotino,
a Tj?h6a 95 por 100 de premio.
Desc. de lettras de boas urinal I a 1)4 */o
OsiroOricashespanhotoi.... JSS'an .
a WccJaide6*.0flel!i. lO'.'OO a
a > de fi|4nv nov 18|noo a
* de 4/000..... P?"C0 a
Prula Patacei.......... I|*0 a
Pesos columnares... 1*930 a
Ditos mejicanos.... IfflBO
a Miuda..............406
Aceoes dacomp. do Beberibe de 50/000 rs
d.
ao rn.
JS0
icjano
I8/IC0
Dji;a
l|98
1J940
IJI<
1/921.
sopar.
DIARIO
FERUTAMBUCO
PARTE OFF1C1AI,.
DECRETO N. M5, DE 23 DE DEZEMBRO DE 1847.
D ortgulaminlo para ereenrio dos arligas 5.* 7.* da lei dt
33oVdo>ln de 1821, mandada observar nette imperio pelo
decreto d20 de outubro d$ 1823.
Hci por bem que d'ora eiu diante ic observe o le-
gulnte:
Artigo 1.' Sao empregot honorficos da caa imperial
os de lodos os ofliciars-mres da corle casa imperial,
anda que algiins delles nao trnham o titulo de mor;
os dr gentilhonirin da Imperial cmara, veador, dama
de palacio, moco da cmara da imperial guarda-roiipa,
actala, moco da imperial cmara, e rm geral todos
acuelles a que sao on frcui annesas as honraa ou exer-
cicio de oflicial-mrnor da casa imperial, qualquer foro
de (dalgo, titulo do conccllto ou tratamcuio de le-
nho-ia.
Ar. 9. Tanto os empregos quo ficam menciona-
dos, como as honras de official-mr ou menor da ca-
sa imperial, e todos os foros desdo escudeiro fidal-
go t fldalgo ravnllero, sejam ou nflo de novo con-
eedido, gmente o serflo por decreto expedido pela
secretaria de estado dos negocios do imperio.
Art. 8.* Os decretos dos oflciaes-mores, gentis-
liontens, damas o veedores, ter.lo logo execngflo
independentede qualqner outrn diplonia, excep-
tu gmenle dos daquelles olciaes-mres quo teem
carta, aqual continuar, como alaqui, a ser-llie
expedida pala secretaria de estado dos negocios do
imperio; os deguarda-roupa e mais olticiaes me-
nores, bem como os do fldalgo, qualquer que seja o
bou Coro, se rito remettidos por copia ao mordomo-
mr, para, em virtude delles, expedir os diplomas
do cstyln, e mandar proceder ao compotento as-
siMilameulo dos agraciados, e ao filhamonto dos li-
dalgos nos foros respectivos.
Art. 4.* nomea(fio de todos os empregados do
servico do pago, uilo comprehendidOs nos artigas
precedentes, br.m como a dos ofliciaes mecnicos
ila casa imperial ccxpcdicflo dos rospectivos diplo-
mas, ser feita pelo mordomo-mr, einquanto nflo
frem alterados os regimentos actuaos.
Art. 5. No impedimento ou falla do mordomo-
mr, servir interinamente, e sopara os actos da
corte, u ofTicial-maior ou gentilhomem a queni eu
houverpor bem conferir essa honra; mas em ludo
o mais far as suas vezes o mordomo da casa im-
Serial; fleando abolida a praticade recahirpor mo-
o ordinario, durafTtc taes fallas ou impedimentos,
o expediente dcste cargo nu ministro e secretario ds
estado dos negocios do imperio.
Art. G. Ficam reVogadas as disposigOes em con-
trario.
Manoel Alves Branco, do conselho do estado, pre-
sidente) do concelho de ministros, ministro c secre-
tario de estado ios negocios da fazendu e interino
do imperio, ass>mo tenha entendido e faca exeeu-
tar. Palacio do llio-de-Janeiro, em 23 iln dezembro
de 1847, vigesimo-sextoda independencia e do im-
peli.Coin a rubrica de Sua Magcstade o impera-
dor. -Manoel Alvtt raneo.
4 .1______
MINISTERIO DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DE 28 DE DEZEMBRO DE 1847.
A'thesotiraria da Baha, em resposla aoliciodo
7 deste mez, sobre a duvida de cstarcm ou nflo suh-
O DUQUE DE GUISE. (*)
por fffireDerico ^>oulie'.
SEGUNDA PARTE.
III.
Emqaantn Carniole Seoppa segua Miguel SanU & ea-
sa do cardeal Filomariui; cmquanlo borgia la seduzin-
do a Franceico ; e Culsr, descuidnso dos perigos que o
podiam ameacar, se esquecia da sua emprrza edapro-
pria seguranca aop da bella Casta; urna nova conspi-
rado se tramara contra rile no torreao do Carino, onde
pela priineira vez recebla buspilalidadr. Ah se acba-
vam reunidos alguns hoiueiis que de lia milito lempo se
consideravam iniuirgos, mas que pareciain haver-se es-
quecldodo seu odio para se reunirrin n'iim uusino prn-
same'nto de traico: erain Gennaro Anncsc, o velbo
Genuino, ocapiliio Peppe-Palombo, e um homein mys-
trrinsamcnle envolvido em un capote hespanbol. Se-
gundo a coslumada prudencia de Gennaro, oaoosbavia
elle introduildo naijuella parle inferior da cozinha, onde
se aehnvam amontoados iinmeiisos lliesouros. Proinplu
a liahir aquelle que elle mesmo chamara a Na|>oles, le-
mia a traican dos seus cmplices, se chrgasscm a des-
cobrir as desmedidas-riquezas que elle liavia accuinulado
por innmeros confiscos eroubos.
Quanto aos tres homens que o duque de Guise tinlia
visto sabir de casa de Genuino, s Palombo acoinpanhara
o velbo ate' a.casa de Genuaro-Anncse ; o Pioune havia
recusado scgui-lo.
Ronda estava assentada a uiu canto i c, coui a agulba
na mo, pareca toda absorta n'uiua costura. Angelo,
sea IruiSo, que acabara de iutroduzir os receiu-chega-
dos, fechara a porta e se retirara.
Gennaro, senipre sombro, in.|Ule(o e melanclico, fez
igual aos que haviam entrado para que se icntassem
em torno de urna mesa, junto da qual elle catara.
(; trda dhtu> n.' 17.
jeitas ao sello proporcional as escrinturas passadas
antes da lei de 21 de outubro do 1843 e decreto de
26 de abril do 1844. para podrem ser IngalmenlB
levadas ao registro geral das hypothecas, so decla-
ra que as escrituras nflo suhjeitas ao sello pro-
porcional por terem sido lavradas antes daquclla
le c sua cxecticflo, pelo rcgulamenlo, nno teom ne-
cessidado de paga-lo para seretn laucadas no regis-
tro das hypothecas, porque a esse pagamento as
nitoobrigao artigo 10 do rcgulamenlo de. 10 de no-
vembro d 1846, o qual as nflo comprehende nn stin
lilleral disposi^flo, quo para o registro dos ttulos s
exige a certeza do pagamento do sello a quecstive-
ram subjeitas.
aaaaaaaaRaaaaatBasaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaMeaB ,1. un laaai i lian
EXTERIOR.
NOTICIAS DIVERSAS.
O principe de Joinvie tinh* ouvido dizer o sn-
no pasando que a ilhola de Cabrera, prisflo o tmu-
lo dos Ftancezes que em Baylen cahiram em podr
dos Hespanhcs, eslava cbenla de ossos desses
infelizes que nflo tinham sido sepultados. Nflo leve
lempo cnlflo para verificar um faci, do quo s ti-
vera noticia no momento de suspender. Honlem n-
penas fundeou na baha de Palma, mandn S. A. It.
ilhota de Cabrera a corveta lo vapor Pluton, para
ver so era verdadeira a noticia dada ha um anno.
Logo que regressou o Plulon, publicou-se a segtiin-
te ordcmdodia :
Oeommandantoem chefefoi informado deque
om muitos pontos da ilha Cabrera se viam ossos sem
sepultura, triste resto dos nossos desgranados com-
patriotas, quo fram feitos prisioneros em Baylent
o que morreram de miseria neste rochedo.
a Por sua ordem, foi o Plvton ao ancoradouro da
ilha. Os ofliciaes o a gtiarnicflo, guiados por um
llespanhol que assisliu lenta agona dos nossos
soldados, rcuniram grande quantidade de ossos quo
jaziam sobro o solo, expostos n todos os insultos.
Amanhfla voltar o tiulon a Cabrera coni o Sr.
capellfl Coquereau, para dar a csses tristes restos
uma sepultura chrislfla.
O almirante prope csqnadra que sobre a se-
pultura se colloquo uma lapida com esta inscrp-
Qflo :
A MHMOIU OOS FttAUCBZBS MOSTOS EM CABRERA,
A KSQOAOaA DK KVOLtUflES VP. 1847.
0 vice-almirante, commandante em chefe, 77|
de Orleani.
Em consequencia desla ordem, voltou esta ma-
nhfla o l'luton ilha do Cabrera com o Sr. Coque-
reau, esmoler da esquadra, para desempenhar a
religiosa missllo quo Ihe fra confiado. Ncnhuma
pompa nenhum apparalo militar se desenvolveu
para dar a esta ceremonia fnebre um brilho que
nflo devia ter. O Pluton conservon a b&ndcira a
meio-po, e as vergas em funeral duranto o ofll-
cio divino e encommcnilacflo, e a isso sclimilaram
as domonstraces da esquadra. Nada poda ha ver
mais tocanto do que a vista dosquinze ou vinte
cultivadores que consliluem toda a populacho des-
sa illiola selvagern, ajoelhodos ao lado dos nossos
marinlieiros, acnnipanhando-os em seu piedoso rc-
colhimontOb Acabada a missa e dados sepul-
tura os despojos dos nossos infelizes soldados, col-
locou-se sobre a cova uma cruz do pao emquanto
nflo vem a lapida que deve cobri-la.
Osofeises e as guarnieses nflo quizeram deixar
generosidade do principe a honra de fazer os gas-
tos dessa modesta sepultura. Uma subscripeflo em
que todos tomaram parto, e que sobo a 2,000 fran-
cos, pagar o seu custo. A esquadra emtlio outro
voto. Podio que o nome do principe que a comman-
da se ajunlasse s palavras da inscripgflo tumular.
He prestar urna justa homenagem quelle que leve
o ponsomento. todo francez.do cumprir esse piedoso
dever para com compatriotas desgranados o esque-
cidos.
[Diario do Gouerno.]
Communicado.
No vapor vindo ullimamento dos portos do sul,
chegnu a asta clnde o Exm. Sr. Antonio Ignacio
de Azovcdo, paro reassumir o cargo de presidente
da relatjflo desla provincia. Damos nos l'ernambu-
canos os devidos porabenspor termos de novo en-
tre nos o Exm. Sr. Azevedo : o carcter cistido des-
te dislnctocidado, suas luzes como magistrado,
a independencia e imparcialidade com que S. Kxc.
so ha as dccisOes do seu magisterio nos lazem tam-
ben agradecer a quem o demtto da presidencia da
Babia, em cujo lugar se tomn ainda mais digno do
amor e respeito dos Brasilciros sinceros, e quo mam
de veras a sua patria.Sim,emquanto acompanhamos
aos Srs. Bahianos no pezar que Ihes ficou pela a usencia
do Exm. Sr. Azevedo, congratulamo-noscom os nos-
sos comprovincianos por termos de v-lo, dentro em
pouco, na adminislracflo da juslica.
Sea bem vindo o Exm. Sr. Azevedo; receba a
provincia os nossos sinceros parabens, o S. Exc, no
lado de sua Ilustre familia, os protestos de afleiqflo
e respeito quo ora lhe aprsenla
Um Pernambueano.
Varieclacle.
Entre 01 que aqui nos achainos nao ha alguno de
nais? perguntou o desconhecido, com vos pausada e os
che fes do poyo de aples teem o coitume de admitir
inulheres as suas delineracdes ?
Min lia mulher he minha mulher! responden Gen-
naro brutalmente hea metade dr inim mesmo; todo o
poder que a fortuna me pude dar lhe pertcnce lanto co-
mo a mim ; toda a miseria que me possa reservar o futu-
ro ser tambem seu dote; porconsegulnte he justo que
ella saiba o que cu vou resolver a respeito da nossa
existencia.
O desconhecido lcvantou-ser deitou de novo o capote
por cima do rosto e replicn u'um tom n rave :
Nessc caso eu me retiro, meus senhorea.
Espere um pouco, que isso nao val assiin, replicn
Peppe-Palombo; eu nao lenho dado estes passos, neiii
me decid a vir ao torrrao do Carino s para ter o gusto
de dar um pa*seo ; perianto he predio que o plauo que
aqui nos ha reunido seja regulado entre nos, ou aban-
donado para semprc nesta conferencia mesma. Suppu-
nho, accrescentou, elle, voltando-se para a mulher de
Gennaro, que a Ronda nao ha de querer estorvar esta
decisao, obstinando-se em licaraqui, contra o votodes-
le nobre caralleiro.
Ronda lancou os olhos chelos de clera e de dcspreio
sobre Palombo, e responden com uma voz sa reas I lea:
Quando o conde D. Flix de Medina esperava a
bella Casta no meio das ondas do golpho de aples, c
por entre os seus juramentos de amor Id interlecendoas
mais importunas perguntas a respeito do que se paseara
na nos cidade, nao achava elle que as mulherrs erain
too inuleis, como boje, para o bom exilo da sua poli-
tica.
Julio Genuino! exclamou D. Flix todo clera, le-
vando a mo ao punho da espada, ru enirel nesta casa
sb a la salva-guarda, e devia (car aqu desconheci-
do como he possircl que o meu nome j se baja pronun-
ciado?
_ Nao se irrite Unto, senhor D. Flix de Medina, dis-
se Honda com o mesmo sorriao inslenle, porque eu lhe
diise que as mulheres serrem para nlgumacousa. V.
txcellencia foi dez vezea prevenido pela Casta do da c
hora einque devlam atacar o seu exercito; ese elle de
feito no foi aniquilado. deveu s precaucoea que V.
Excellenciatomou aoi planos de urna mulher; mesmo
esta noite V. Exccllf nela nao estarla aqu se Olympia o
nao tivesse levantado moribundo da estrada das lagoas
Pontinas, e se, compadecida da sua belleta e-mocidade,
o nao tivesse mandado melter na llteiraem que vinha, e
arrancado ao soinuo da morte que comecava a adorine-
OS D0US CASAMENTOS NO TEMPO DE I.UIZ XIII. [*]
III
Pois ha pouco, replicou Bazilio sorprendido
por aquellas contradiccOcs, nflo mo disso V. Ex. que
liulia rocebidu hojo mesmo duzentos dobrOes ?
. He uma verdado que o Sr. de Voturo m'os cn-
vou, com uma caria summamente engracada.
Ah! j o entendo; nflo sflo para V. Ex ?
Sflo do corto; a caria c os dobroes vcem destina-
dos a mim.
-- Acaso jogou V. Ex. e perdeu ?
Antes isso, exclamou o marquez cuja clera
augmenlnva gradualmente com as perguntas do ou-
rives, porrr nem joguei ncm perdi.
Foi roubado ?
Tambem nflo.
Ah disse, murmurando, Bazilio. Por milagre
tero V. Exc. pago a algum credor ? Pego pcrdflo a
V. Exc., pos nflo exijo quo ni'o diga.
A isso nflo respondo, porque he uma pergunta
absurda. O Sr. Bazilio j esqueceu os dous versos
de Estcrnad que dzem ,
[*] Vide Diario n. 16.
ee-lo. Como o acordou ella ? continuou Ronda em voz
cada vez mais mordaz; liavia deerr diflicll, porquero
somno das lagoas Pontinas he pesado ; mas a corleaa
Olympia he tno bella etSoamavel; he como urna mi
tao previdentc c liio dedicada, que at se diz que cha-
mara sobre si propria o perlgo com que o seu amor
ameacava a bella Casta.
bilencio, mulher, exclamou vivamente Gennaro,
nao lances palavras de vbora no meio desta discussio;
e sr queres iicar em paz as las intrigas, deixa os u-
tios tranquillos nos seuscrime's.
Terias rasao de fallar assiin, replicou Ronda com
violencia, se eu dissesse a estes homens que tu os reu-
nistes aqui para te livrares prlmelramente daquellc que,
no concelho dos Hespanhes, pedir a_tua cabeca como
o primeiro penhor de uma i ecoiisiliacao com o povo, e
para drpois ferires aquclles que aceitaran) scnielhantcs
condices.
Traico! cxclaniaram ao mesmo tenipoGennuino
c Medina; cuiquanto I'eppe-l'alouibo, com a mo sobre
o puuhal, se punba lesto a le Ir Gennaro ao menor mo-
vlmcnto.
Traico dizeis vos, continuou Ronda levantan-
do-se altiva ; c para que vicram vosses aqui srno para
uma traico? E como se admiram vosses de a en-
contrar?
lie uma cilada infame bradou Genuino, que nao
pode occullar por mais lempo o terror que senta.
Podcut conircar a sua conferencia, disse Ronda as-
sentando-sc e tomando de novo a agulha, ossenhoirs
ho de sahir desla torre saos e salvos como entraran!,
ou en quem Ih'u juro; smenle Un; peco, senhor conde
do Medina, que nao se esqueca que deve a sua seguran9a
proteceo de urna mulher, que nao julgava digna de
ouvlr as suas palavras.
Um taciturno silencio se seguio a esta singular dis-
cusso; Palombo, Medina eGenuino trocavam entre si
olhos inquietos, emquanto Gennaro, com a cabeca baixa
cas sobrancelhas carregadas, deixava ver que elle era o
primeiro a curvar-se ao jugo que os seus cmplices de-
vlam aceitar.
Medina foi o primeiro que rompen to penoso silencio
para todos, dirigindo-sc a Ronda :
J que sabe tantas cousas, senhora Ronda, lhe dis-
se elle, laiubem deve saber com que designio cu vim
aqui?
Quera dirigir-se a mim, diste Gennaro com vio-
lenta exprrsso de clera, ru ainda sou senhor de Napo-
Qual he o nobre cavalbeiro
a Que nflo he grande caloteiro?
Pos cntflo nflo o entendo.
Cruzo os bracos o velhinho e poz-se a olhar
attentnmeule para o marquez, que imitou a sua ac-
ijflo e licou odiando para o usurario. A postura de
ambos os interlocutores era exactamente a mesma,
o comludo a curiosa physionomia do ourives pa-
reca quo perguntavn : Como dlabo pode ser
isso i Emquanto ao rosto, visivelmenle contra-
riado do marquez, podia dizer-se qne respon-
da: l'arecc-lho a voss incrivel! Pois lio a
pura verdade. a Finalmente o ourives rompeu o si-
lencio, dizendo em tom de deferencia que, apezar
do ludo, manifestava um pouco de mo humor.
Senhor marquez, V. Exc. est gracejando com-
migo ; porm nflo devo esquecer que nos, gente
do povo, nflo cnlendemosessassublilezas Pela mi-
nha parte, nunca sube adivinhor um enigma. As-
siin. .. .
O velhinho dispunba-se a voltar as costa* o mar-
quez, quando este odeteve, agarrando-o pelobra-
<;o, e dzendo-lhe :
Compadre : vossecsl cm tudo isto to s es-
curas como se lhe metessem a cabeca dentro de um
forno, de umsacco, 011 de um poQo. Nflo he estrn-
nho porque em seu lugar eu eslaria igualmcnto
desorientado; porm nflo quero que vossfi v to-
mando islo por um pracejo fastidioso, e, por mais
quo me cusi vou explicar-lhc ludo. Vossft cha-
mou minha conducta um enigma; pois entilo pe-
gue o leia.
Bazilioesfrrgou os olhos enmseoslas da mflo.
como para despertar e passando a vista por uma
carta quelite linbadadoo marquez. procurou a as-,
signatura e disse:
Ah o Sr. de Voiturc! Deve estar escripia con
graca : vejamos.
.Meu estimado amigo. Asscguram-mo que, sa-
bendoo meu amigo que muitos exercitos se teem
perdido s vezes por causa das bagngens, so desfez
de toda a sua, eque, tendo ldo na historia romana
[ esse mal tem o ler muito ] que as maiores facanhas
que praticou a cavallaria romana, foi pondo pe em
Ierra, e ficando voluntariamente desmontada, no
meio dos combates mais perigosos, rcsolveti o meu
amigo nflo ter cavados; c cumprio tilo bem o seu pro-
posito, que nflo deixou ncm sequrum.
a Talvez que ludo islo lhe causasse algum incom-
modo ; porcm, sem-mentir, he muito honroso aue,
como o philosophv Biaz, possa dizer que leva tudo o
3uo he sen comsigo, e nflo uma quantidade enorme
o roupas inuleis, ou um grande numero decaval-
los, ou um grande peso de ouro e prata cunhados,
mas sim a sua probidade, a sua generosidade, mag-
panimdade, c uma incrivol Iranquillidadono moio
da perda do seus bons falsos o moraos; qualidades,
meu amigo, quo sflo suas proprias, c de que nflo po-
dein privu-lo, nem o lempo, uetn a fortuna.
Ao chegar aqui fez o leilor um gesto muilo signi-
ficativo que expressava bem quilo longe estava de so
convcrler i relgiflo quo prgava o autor da caria ;
comludo nao podo deixar de dar a sua approva(flo
babilidado do prgador.
Que costo, disft elle, deve ser o saber escrever
dcste modo.' Eu dara por corlo alguma cousa por
ser capaz do fazer outro tanlo ; porm cu nflo sou
mais do que um pobre ignorantflo por culpa de meus
pas, quo nunca pensaram em mandar-me ensinar....
Enifin, estes Iliteratos sflo como os alfalales, sabera
vestir com bonitas palavras os ponsamentos mais dis-
Ronda quiz responder, mas Gennaro dirigio-sc-lhe ar-
dendo em ral Va 1
Cala-te, mulher! nao me estafes a paciencia; nao
te esquejas que pode chegar urna hora cm que me abor-
reca dessas fanfarronadas insolentes.
Ronda nao respondeu, mas tocou com o dedal que li-
nha 110 dedo n'um linibrc de prata que estava ao pe de
si, e no mesmo instante se abri aporta, eappareccu
Angelo no 111 miar, pergunlando com voz de escarneo:
O Excellcntissimo senhor Gennaro-Auncse precisa
de mim?
__Nao, respondeu Ronda, ful ru que, por descuido,
loquei no timbre; mas dizc-mr, Angelo, isto ha de ser
quasi meia-uoite, noheassim?
He, minha Irma, respondeu elle
Esl bom, disse Ronda, fazendo ao irino um ace-
no, ao qual elle (inmediatamente obcdcccu, retirndo-
se cinchando a porta. Os genitores todos eslo vendo,
accrescentou Ronda, qua o lempo e paisa ; he preciso
que se appressem se nao quere 111 que esta conferen-
cia se torne intil.
Por este modo acabava de roinprr-ie aos olhos de Pep-
pe-Palombo, de Genuino c de Medina o mystcrio da sin-
gular existencia de Gennaro.
Tyranno intplacavel da cidade, pela formldavcl posi-
cao da torre queoecupava, era elle proprlo escraro nes-
ta torre, d'ondc governara a cidade!
Foi oulra vea Medina o que tomn a palavra :
Sua mulher tem rasao, disse elle dlrigindo-se a Gen-
naro ; j be lempo que salbamos a que viernes aqui, e
que nos entendamos a respeito das nossas intcnces re-
ciprocas, se for possivel.
Que proposicoes nos quer V. Exccllcnoia Jtazcr ?
disse Gennaro. '
Convencionamos eu e o capitao Peppe-Palombo,
respondeu Medina, que elle abrirla s tropas hespa-
nbolas a entrada do seu quarteiro.
E he de crcr, replicou Gennaro, que elle propotei-
sc scniclliantes condices para se pagrmenos mal do
leu nabal lio.
Se propuz condices, disse Peppe-Palombo cora,
bem mo humor, he porque eu sabia que tu eslavas de-
cidido a vender a torre do Carino aos Hespanhes, e que
uma ves que este ponto importante paiiava para as
mos delles, a resistencia do meu quarteiro se toroava
totalmente impossivcl.
Mas tu te esqueces, meu Peppe-Palombo, de que se
nao pode entrar na torre do Carino, seno depois de ha-
tenia expressao ue cutera, ru ainua sou sennor ue eapo- mu |iuuc cnui mh > ..,.,<,, >w ">r"" ""
les, posto que o duque de Guise tenha presentemente ol ver Toreado algum dosquarteirdes que a cercam de 10-
tiiulo de cap to-gcncral. I dos 01 lados, os quaes tu e mais os teus collegas estis
MUTILADO





I
SSSS
Q.
i
i

M



|





jaratados, do mesmo modo que os alfaides sahem
d afargar a? desformidades de um homem com o cor-
le f a riqueza dos vestido. Que artificio! Porm, a
r!i/pia verdade, ro percebn o que querdizer o il-
l.itro correspondente de V. Ex.
-- Ten ha paciencia, ouenouco tardnri em salic-lo,
reipondeu oSr. de Ghauvelin, fazendosignal a Bazi-
lio para quo continuas.se.
O ellio rontinuuu londo assim :
Orn hem, como Eurpides escrvveu em suns tra-
gedias que o dinheiro Coi um dos males que sahiram
da caixa de Pandora, e talvez o oais pernicioso do
todos elle*, eu admiro em vos, como urna qualidade
divina, a incompatibilidade que tem com o dinhei-
ro, e pareco-me quo he um signal nada duvidoso do
urna alma grando e extraordinaria o nflo poder os-
lar unida com o corruptor da rasfio, o envenenador
dos nimos, e o autor de tantas desordena, i njusti-
cas e violencias. Comtndo, eu desejaria que a sua
virtude nflo fsse levada a tanto extremo, que o meu
amigo podesse, at corto ponto, accommodar-se
com esse iuimgo do genero humano, e que fizosse
alguma paz com elle, como a fazomos com o grao-
turco, por considerares polticas o convencOes com-
merciaes. Considerando, pois, que he muito diflicil
passar-se sem ella, o imaginando que assim como cu
jogava porvsemNarbona, talvez tenhais jugado por IRENDIMENTO DO DA 22
ni i ni em Corbie, e compromcttiilo em meu nomo o i
vosso dinheiro; envi-vos duzentos dobrOes, por i
conta do que tenhais perdido a meu cargo....
COMMEBCIQ.
A i fondega.
RENDIMENTO DO DA 22............2:912,727
Oescarregam hoja, 2 \ (Je Janeiro.
Brigue Roxa mcrcadorias.
Ha roa Jtilti idein.
Ilrigue Coneeica6-di-Maha dora.
Brigue Feroni* -- garrafo>s vasios e batatas.
CONSULADO GERAL.
RENPJMFNTO DO DA 22.
fieral...........
Diversas provincias.
2:057,903
?5,725
2:103,628
'ttOVINClAL.
....... 1:891,928
Oh Isto sim, he que he bello! exclamou o usura-
rio, inlcrrompendo a loitura da carta Isto na reali-
dad? he urna das cousas niais bem escripias quo te-
niio do em minha vida.
..Envio-vos duzentos dobrOes. S esta linha
vale mais que toda a carta. Eu desafio o Sr, de V.
Eloilo, o Sr. de Cambaut, c o poeta Saint-Amand, pa-
ra queseexpressem desta nianera. Estoucerto que
nunca terSo capacidade para o fazer.
Sorria-se o tnarquez, vendo o interesseiro enlhu-
siasmo de Basilio, que nflo cncontrava sufllcienles
phrases para expressar a admiraefio que Ihe causava
aquelle trecho, quo tornou a lr novamente :
Envio-vos duzentos dobrOes por conta do quo
tenhaia perdido a meu cargo ; porm, para que no
surcoda com osles o que tem accAtccido com outros
muilos, edesejando que no se profanem com ellos
mScsdo nieu amigu, uiandei queso os entregucm
ao vosso escudeiro La Terrisse, para que elle os des-
panda om utilidade vossa...Sou &c. fcenle de Voi-
ure. <
O final deita tudo a perder! exclamou o velho
usurario, dobrando a carta e entregando-a ao mar-
que/.. He cortamente una lasti-na !
Agora ja advinhar fcilmente o meu compa-
dre, poeque nilo est o os duzentos dobrOes na minha
nifio.
Parece-me que sim ; porm La Terrisae, em V.
Ex. Un' pedindo, no se escusar......
Pelo contrario, J o fez, apozar das mirillas
mais vivas instancias.
Mas, emfim, replicou Bazilio, V. Ex. pode obri-
ga-lo a que Ih'os entregue ; dcsobedeceu-lhe, o um
criado que desobedece a seu amo pOe-se na ra.
Isso lie itnpossivel, compadre, La Terrisse est
aflorado em minha casu ; vio-me nascer, creou-mo,
e a sua expuIsHo seria odiada pela minha familia co-
mo um crime atroz, um crime de alta iraicfio. Alm
ilisso, em ludo que uo seja dinheiro, confesso que
La Terrisse he o modelo dos criados, e por conse-
gu n te, meu amigo, a uo querer confiar-mu o lo-
que....
Bazilio, a quem nao soavam bem estas palavras,
fez quo as uo tinha ouvldo, exclamou :
Tinha que ver, se um insolente criado me ha-
via tratar.... Isso he muita bondade em V. Ex. Eu
Ihe fria conhecer o lugar; porque, cmflm, um criado
nflu he mais que um criado.
He verdade, he verdade, compadro, tem voss
i asilo, disse o Sr. de Chauvclin, quo se ia desespe-
rando gradualmente, nflo lauto por causa dos plau-
siveis motivos que invocava o ourives, neni pelo
lesgosto quo Ihe causava o confessar que eslava
sb a dependencia do seu criado, mas sim pela con-
traiiedade que soffria em nflo poder apresenlara sua
ollerenda, no din seguidle, a Si a. de (inebrian!.
Tem rasflo : um criado devo estar as ordena do
amo, e no o amo s do criado.
( Continuar-u-ha.)
cncarrrgados de defender. O que ha he isto: v l: co-
mo poda succeder que falgum do leus collcgasaban-
donasse antes de ti oponto que ihe Cora confiado, jul-
gaitc tuque era prudente aproveitar-te daoccasiio para
lser a paz com o vice-rei e procurar para ti a iinpu-
nidade.
Mentes! exclamou Pcppe furioso.
Calem-sc ambos I disse Genuino nao foi um ter-
ror pnico que os impellio a negociar coui nsHespanhe,
foi o odio que temos todos a esse execravrl Francez
que a nosia fraqueza instituio tyranno de aples.
Nao acabaremos nos com isto? perguntou Medina,
e nSo poderei eu saber que resposta devo dar ao duque
'Arcos?
A minha resposta he esta, disse Genuino : nao pe-
co para Nnpoles senao. odireitoque o imperador Car-
los V Ihe havia j concedido, de nao pagar outros im-
postes seno aquellos que fossem votados pelas edites do
rei; o o que quero mais de boje em diantv he que o nu-
mero dos canticios pertcncentes ao povo soja elevado a
cinco, em vci de um.
De mancha, disse Medina, que o povo tersempre
a inaioria contra os quatro comicios, dous dos quaes per-
tenec ao clero e dous nobreza.
E acha V. Excedencia que ainda foi pouco o lem-
po, durante o qual a nobreza c o clero eitiveraui de
posse do direito de decidir do destino do reino ?
A nao ser, replicou Medina, q uando o clero e a no-
breza cstavam divididos, c o povo venda o voto do seu
coinlcio .i nobreza ou ao clero, de modo que seinpre era
He quem decidla a queito.
fc He verdade, respondeu vivamente Palombo, em
proveito da uobrea ou do clero, mas (euipre contra si.
Estou autorisado a aceitar, continuou Medina des-
denhoso. O duque d'Arcos e o principe D. Joo iieam
vendo senhores de aples...... Cumpliremos a con-
acn(o.
Escrevamos, disse Genuino.
Est escripto, respondeu Medina ; mas agora, que
queres tu para ti, Peppc-Palombo !
Quero que o povo teuha o dirclto de se conservar
armado e de eleger livreineute os capltaes de quartei-
rOei e o capitao-gencral da guarda burgueza.
Tamben Jl Isso est escripto, disse Medina com
tedio, como um homem vergonboso do tratado que est
cncarrrgado de Concluir, ou porque as condi;es Ihe
parecessein indignas, ou porque senlisse associar-se a
um acto que era uin verdadeiro ardil.
Com os diabos cxolamou Genoaro, as cousas es-
tavain bem adiantadas.'
PRACA DORECIFE, 22 DE JANEIRO DE 1848,
AS 3 HORAS t)A TAR.DE.
Revitta temanal.
Cambio- ----- Fizoram-se transacc^es regula-
res a 27 1/4 d. p. 1/
Algodfio- ----- Entraram 201 sacras. Osprecos
nflo differiram dos da. semana
anterior, pois que regularan) de
4,700 a 5,200 ra. por arroba, con-
forme era o algodao de segunda
ou primeira sorle.
Assucar- ----- Entraram 459 caixas. O encai-
xado nflo sofTreu alleracflo no
preco ; o embarricado e ensac-
cado foi vendido: o b.-anco de
1,750 a 2,600 rs. a arroba con-
forme a qualidade ; e o masca-
vado conforme a qualidade.
Couros Appareceram bem poneos com-
pradores a esta mercadoria, que
foi offerecida ao preco de 100 a
105 rs. por libra.
Azeile-doce Vendeu-se a 1,900 rs. o galfio do
de Portugal.
Bacalho Tvemos esta semana tres carre-
gamentos: um seguio para o
aul; o outro ainda se nflo ven-
den, o o terceiro foi negociado a
preco occnlto'que suppumos tsr
sido o do 10,200 rs. por barr-
ca.-O deposito de 10:500 barri-
cas.As vendas a retalho regu-
laran) de 9,500 a f 0,600 rs.
Carne secca- He de 8:000 a tolalidade das ar-
robas vendidas de 1,400 a 3,400
rs.; e de 27:000 a das que so a-
cliam em deposito.
Familia de trigo Chegou um carregamenlo de Iti-
chetnond com 1:546 barricas ,
que se eslflo retalhando aos pre-
Cos de 19,000 a 21,000 rs. O
mercado est supprido com 7:000
barricas.
I.ouoa ----- Vendeu-se com o premio do 265
rs. por cento, cambio ao par.
Queijos ------------dem do 960 a 1,200 ris os fla-
inengos.
Retroz......dem do 10,000 a 12,000 rs. a li-
bra.
Sal -------- dem a 360 rs. o alqueire novo.
Vinho ------- dem de 95 a 110,000 rs a pipa
do do Lisboa, marca PRR ; de
80,000 a 100,000 fs. do ileou-
tras marcas ; e a 65,000 rs. a
do tinto do Cette. '
Entraram 14 embarcacOes, e sahiram 12.Eslflo
no porto 55, a saber : 2 americanas, 1 austraca, 24
brasileiras, 1 dinamarqueza, 2francezas, 1 hespa-
nhola, l hamburgueza, tOinglezas, 5 portuguezas,
1 prussiana, 4 sardas e 3 suecas.
Aiovment do Porto*
Navios enlradfii no ilia 22.
Antuerpia ; 54 das, luger sardo Audrea-Doria, de 232 to-
Porcm, continuou Medina, os senbores ainda nao
pedirain nada para si peisoalinente.
Palombo edrou, e Genuino voltou os olhos.
E entretanto he esse o ponto principal, proseguio
Flix com desdea.
Fui cu quem estipule! para o povo o direito de vo-
tar os seus impostos, disse. Genuino; por conseguinte
quero ser o primeiro guarda do exerciclo de semelhante
direito; quero ser presidente das juntas de consulta,
amigamente chamadas assemblas annuaes das cortes.
E V. Senhoria, senhor Palombo ? disse Medina cha-
coteando.
Genuino quer ser o guarda dos dircitos que elle
eslipulou para o povo, respondeu Palombo, porUntn
tainbem he Justo que eu o seja dos que igualmente pe-
di : quero ser capitao-geueral das guardas burgueza.
Quero para mim a administra;ao I disse Genuino.
eu o exercito disse Palombo.
Nao me diro os senhores o que lica para o vice-
rei ? disse Medina.
Fica isto, respondeu Genuino; e vem a ser que os
impostos votados por nos reverterio em proveito da
Hespanha.
Eque os soldados napolitanos, accrescentou Palom-
bo, coinba'.crio pela Hespanha.
J he alguma cousa, disse D. Flix.
Mas que vem a ficar para Gennaro-Annese, meu
marido ? xclamou violentamente Honda.
Elle be quem o deve diter, respondeu seccamente
Medina.
Nao peco multa cousa, disse Gennaro em tom mo-
desto ; a confian;a do povo me elevou a um cargo su-
perior s ininlias lorcas ; sou eu proprio que o reconde-
no em toda a humildade do meu cora;ao; seja-me per -
mittido retirar minha obscuridade, e he ludo quanio
desejo.
i aliimbo, Medina e o velbo Genuino pozeram-se a o
Ihar uns para os outros, cheios de assombro.
rieladas, capltao Enrique Melenari, equlpagem 10,
em lastro : a ordrm.
Rho-de-Island ; 63 das, galera americana Cauantr, de
299 toneladas, capltSo Henry Winslow. equipagein
23, carga petrechos para a pesca de btelas ; ao ca-
pitao.
CopcnbaijMn ; 61 das, barca hamburgueza yerna, de
300 tonelada, eapita G. H. Wallison, equipagein 18,
carga pranchHi alcatrSo, atlxe e ma_is gneros; a
Rothe Lidoulack.
Navioi lahiim no mesno dia.
Rio-de-Janeiro; brigue brasileirn Sanla-Maria-ffoa-Sor-
le, capitio Jos Joaquim Dia* dos Prazeres, carga as-
sucar e mais genero do pala. Passageiros, Dr. Urbano
Sabino Pessoa de Mello, 4 filhos menores e 3 escravos,
3 ditos a entregar.
Baha ; sumaca bwileira .Vanto-^tonw-ds-/'a/iiiat capl-
tao Manoel Jos Ribeiro, carga farinha de trigo, Ba-
calho e mais gneros.
Parahiba; hlatc brasllelro FipaiarU, capltao Nicolao
Francisco da Costa, carga varios gneros.
Porto do norte ; vapor brasilelro mptrador, coniman-
dante o capltao lente Jesuino Lainrgo Costa. A-
lm dos passageiros que trouxe do porto dowl pa-
ra os do norte leva a seu bordo : para o RIo-Grande-
do Norte, o soldado particular Jesuino Paulino Mon-
telro de Albuquerque ;' para o Crar, oalferrs Ca-
siano Jos Pacheco ; para o Maranho, o commissarlo
Silvestre Ignacio do liom Successo, o escrivio Fran-
cisco Mara Lanca e os Francczes J. Bordoux e A.
Fournler.
Navio entrado no dia 23.
Maranho por Cear ; 35 dia e do ultimo porto .16, blate
brasilelro de guerra Nepluno, commandanle o pri-
meiro tenente Antonio Ernesto de Lassaace Cunha.
Navios sahidot no metmo dia.
Mar-Pacifico; galera americana Casiander, capilfio
H. Winslow, carga a mesma.
New-Tork ; galera americana Sooloo, capilfio Nathl
Brown, cargas mesma que trouxe.
Marseille ; brigue francez Arago, capilfio Simflo Dey-
rieu, carga assucar.
ObtertMfo.
Fundcou no Lameirflo, para acabar de carregar. o
brigue inglez Rumnymtdt, capilfio T. VValter.
Oeclaracoes
A pessoa que deixou sobre a mena da adminis-
traeflo do correio tres cartas para Maranhfio, com a
quantia de 300 rs., para os Srs. Jos Antonio Fal-
efio Jos Ferreira da Silva & Irmfios, e a Sr.* I). Ma-
riana Rita de Castro quoira comparecer mesma
administrado, aflm de aatisfazer o porte devido
s ditas cartas.
rente o hiate Boo-Viagm o qual s recebe carga
miuda : quem no mesmo quizer carregar, ou ir do
passagem dirija-se a loja de ferrtgens, junto ao
arco da Conceivfio.
Para a Baha segu, no da 26 o hiate Flor-
do-Recife: para algumas mudezas trata-se na ra
do Vgario, n. 5. m
__Vende-so o hiato nacional San-JoSo, e lambem
se freta pBra qulquer porlodo norte ou sul: quem
pretender faxer qualquor destes negocio, dirija-se
a loja de cabos de Caetano da Costa Moreira, ou a
bordo do mesmo.
Para o Rio-de-janero sane no da 30 oo cor-
rente, o brigue nacional Despique: pode recebar al-
guma vaqueta passageiros e escravos a frete Mra-
ta-se com Machado & Pnheiro, na ra da Cadeia ,
n. 37, ou com o capilfio, Joaquim Joso dos Santos.
Para o Rio-de-Janeiro saho coa brevidade ,
porter parte de seu carregamenlo prompta bri-
gue nacional Minerva : ainda recelifcadgonia caiga
a frete e escravos : a tratar com o aonsignatano ,
Francisco Alvea da f.unba na ru do Vigar, n.
II, ou com o capilfio do mesmo navio.
Vendo-so urna lida barcaca de 24 caira, tnui-
to veleira e do boa construcefio: as Cinco-toulas,
Para o Porlo sahe, com multa brern1 a
barca Bella-Ptrnatnbvcana, por ler a maio Pkde
seu carga prompta : quem nella quizer cal JP*^ou
ir do passagem, para o que offerece es rMMueeeia-
dos commodos dirija-se ao consignatartMlf Anto-
nio Francisco de Moraes, na ra da CsdoH/r do lle-
cfe loja n. 51, ou ao capilfio na pray jto Com-
mercio. '
smmmsmm
Lclao.
Henry Gibson far leilao, por interven?flo do
correlor Oliveira de um grande sOrtimento de ft-
zendas inglezas todas proprias do mercado.:, ler-
ca-feira, 25 do corrento, s 10 horas da mnhfla ,,_-
no seu armazem da ra da Cadeia do Rccife.
Avisos dlversoS
O caixa da companhis de Beberibe, tendo de pres-
tar conlas administrarlo no dia primeiro de fe-
vereiro lembraaos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos quatro por cento da nona prestaefio.
Rae i fe, 13 de Janeiro de 1848. M. G. da Silva.
mBmamBMBmmmmessmmmmmmmammmm
wisos martimos.
Para o Cear tem do seguir viagem com bre-
vidade o hiate Novo-Olinda, mostr Antonio Jos
Vianna, tendo j parle da carga engajada : quem
nelle pretender carregar, se entender com o mes-
mo mestre no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-
Velha, ii.. 17, 2. andar.
O brigue-escuna Henriqueta ha de sabir infal-
lvelmente para o Aracaty a 28 do presente mez :
quem ainda pretender carregar, so entender com
o mestre do mesmo, Jos Joaquim Alvea da Silva,
no Trapiche-Novo, ou na ra da Cadeia-Velha n.
17, 2.'
Para o Ass segu prximamente, no 28 do cor-
rente, o brigue Sagitario -. para carga ou passagei-
ro, trata-se no armazem ao lado da Cadeia, 'n. 23.
Para o Rio-Grande-do-Sul segu, no dia pri-
meiro de fevereiro prximo futuro, a escuna nacio-
nal Marta-Firmina : quem quizer ir de passagem ,
ou embarcar alguns escravos, entenda-so com Jos
Antonio Basto, na ra da Cadeia do Recife, n. 34.
Para a Baha segu viagem no da 25 do cor-
*
Pois que I disse Medina, nao pede mais nada ? ncni
mesmo urna garanta para sua segurau;a pessoai nesta
cidade de aples ?
Gennaro ottiou para elle, soi rindo-se
O ar da cidade de aples he mortal para a minha
saudc, responden Gennaro, e eu desejo que os que c
flearem depola de mim passem bem, mesmo quando el-
le ficarcm isentos das ms influencias, pela toga de
presidente ou pela farda de capitio general. Quero dei-
xar aple e rcUrar-me para alguma cidade mais
adia.
V que seja, disse Medina, o senhor poder partir
assim que nos cntrarmos nesta cidade.
Nao, senhor conde, replicou Gennaro-Annese
quando os llespanhes entrarem nesta cidade j eu te-
re parlido. V. Excedencia vai assignar-me agora mes-
mo tres passaportes, um para mim, outro para minha
muiber e o terceiro para meu irino Angelo. Eases pas-
saportes nos abrirao caminho por entre as tropas hes-
panholas, nao s a nos, mas tambera a todas as baga-
gen que nos segnireui.
Ali.' disse Palombo, agora come;o eu a compre-
hender.
Tambera aceito, disse Medina ; porque a fallar a
verdade, senhor Gennaro, nao esperava acba-lo to pou-
co exigente.
He para que veja. Mas ainda nao disse tudo, re-
plicou Gennaro. Quero que estes passaportes sejaui ai
signados pelo duque d'Arco. .
J aqui tenlio passaporte preparados e em regra :
he s pr-lhcs os noiue, diste O. Flix
E assignados pelo principe D. Joo d'Austria ? per-
guntou Genuaro.
Medina frangi as sobrancelbaa.
E o senhor desconfa do vice-rei ? perguntou Me-
dina com altivez.
li assignados pelo conde d'Ognate, continuou Gen-
naro ; e quero que se me ah designe como lidelissimo
subdito de sua santidads nosso santo padre o papa, e
3ue semelhante qualidade seja reconbecida pelo car-
ia! l'iombino, seu ministro, que ag. ra est no forte de
Sant'Elmo.
Vine, est doudo, mestre Gennaro, dase Medina.
Nao estou, senhor conde ; he que eu nao quero
que all a urna legoa fra- da cidade, o duque d'Arcos,
nao obstante a suaassignatiira, me pona mandar pren-
der e colorear, como V. Excedencia o deseja. Talvez
que apezar das minhas precau;es sempre o fa;am,
porque para com nosco, miieraveis plebeus, os senho-
res nobres veudem bem barato a sua honra ; mas, se li-
zerem isso depois que o cardial assiguar o meu passa-
porte, prndenlo o subdito de uin soberano estrangeiro,
tero despresado a astignatura.do ministro de sua san-
tidade ; e, V. Excedencia bera -sabe, senhor Medina,
isso lites trar urna excoinmunho e condeiiuiaco eter-
na ; e creio que edes bao de pensar na sua salvacao no
outro mundo, como eu pens na minha c na trra.
Medina, que al este momento havia tratado seme-
lhante negociacao com o maior desprezo, tornou-sc si-
lencioso ) e d'ahi continuou :
Na ra do Queimado, n. 15, recebem-se assig-
naluras para a nova follia Correio da Tard-, im-
pressa no Rio-de-Janeiro, por 7,500 rs. cada semes-
tre, e 4,OOOjrs. por trimestre, pagos adiantados. As
pessoas que quizerem subscrever, receberfio.a fo-
Ihas que existem, vindas pelo vapor Imperatrts.
Precisase de uina ama para casa
de potica familia, parda ou preta : quem
se acliar nessas circumstancias pode en-
tender se com o caixeiro da loja de Iivros
da pra^a da Independencia, os. 6 e 8,
que dir quem precisa.
Deseja-se permutar urna casa terrea na ra da
Gua n. 37, por outra no bairro de S.-Antonio, ou
mosmo no da Boa-Vista: aquella da ra da Guia po-
de servir para qualquor estabeleciuieulu: quuiu es-
te negocio quizer fazer annuncie.
-- Precisa-se de um criado que saina bolear e tra-
tar de cavados limpar e engraxar os arreos o o
carro : quem estiver nestas crcumstancias e der Da-
dor a sua conducta,annuncie.
Aluga-se a casa terrea da ra de Hortas, n. 416,
com bons commodos para familia ; a tratar na ra
do Vigario, n. 5, ou 7, primeiro andar.
Antonio Rufino Ferreira Padilhadeixou de ser
caixeiro do Sr Jos da FonsccsrSilva.
Joaquim Pinto do Azevedo embarca para 0 Rio-
do-Janeiro dous escravos, Dernardino, p reto, o An-
na, parda. '
Jofio da Rosa retira-so para a ilha de 8.-Mi-
guel, a tratar de sua sade. i
Quem precisar do urna amado leile para criar
um menino impedido, dirija-so a ra de S.-Jos .
sobrado no correr da venda.
Desappsreceu, no dia 18 do corronte da co-
chera de Jofio da Cunha Reis um escravo crinulo ,
do nome Candido ; representa 28 a 30 anuos; le-
vou calcas e camisa de riscado; he bastante alta
e bem preto; -primeira vista pa rece ser maluco :
quem o pegar leve-o defronte do theatro nova, ca-
sa n. 14, que se recompensar.
Precisa-se alugar um preto : na praca da Inde-
pendencia, livraria ns. 6 o 8.
Aluga-se urna casa terrea na Solodade, n. 17,
ao p doSr. Vieira cambista : a tratar no pateo do
Carmo, n. 17, com Gabriel Antonio.
Isso he um negocio grave, senhor Genuaro; e eu
nSo me acho habilitado a conceder tudo o que me pede.
A vida salva he tudo quanto quero, disse Gennaro
com humildade chancella.
K o direito de levar com sigo os (inmensos tbesou-
ros que aqu acumulou pelos aeus espantosos roubos,
nao he assim ?
Tambera eu, disse Gennaro sem se Irritar com ai
palavras de Medina, nao pe;o nem o lugar dr presiden-
te das juntas de consulta, nem o de capilAo-general.
Pois bem I disse Medina, amanhaa esses passapor-
tes Ihe serao entregues aqui por n'iiin.
> O torreao do Carino Ihe ser entregue urna hora
depois, disse Gennaro.
Nunca I isso nunca! exclamou Ronda levantndo-
se colrica. Isso he urna trnleao contra o duque deGui-
8 R Gennaro tocou sbito com fdr;a n'um timbre que
eslava junto delle. Angelo appareceu (inmediatamente.
Angelo, Ihe disse elle, as condicdei que conVencio-
nnios entre nos fram aceitas. ... raie compretiendcr
a tua irniaa que ella nao a deve contrariar.
Medina poz-se a rir, e disae baixinho a Genuiao:
Parece-me que este rapaz est fazeudo aqui o pa-
pel de representante do povo na asscinblea das cortes;
e assim como o outro faila pender a batanea urnas ve-
ze para a nobreza e outras para o clero, assim este es-
t ora pela mulher, ora pelo marido.
Ronda, einquanto isto se passava, havia fleado linino-
vel, medlndo alternativamente o marido e o Irmo cora
olhos irritados. Os labios treinuin-ihe de raiva, os o-
Ihoschammejavain-lhe, as sobrancelbas contrahidas pa-
reciain herissar-se-lhe.
Nao ha remedio, Ihe disse Angelo "sem vergonha
nenhuina.
He verdade acrescentou Gennaro em toin menos
severo. Assenta-te, mulher, e delxa-nos acabar este ne-
gocio em pax.
-- Est bom, replicou Ronda com vozsurda.
E foi de novo sentar-se, tornou a pegar na costura, e
pareceu que se tornara surda e muda einquanto Medi-
na regulava com o traidores Genuino, Peppe-Palombo
e Annese as precau;des neeessarlas para que o duque
de Guise cahlssc cora a cidade de Mapolea as m3os dos
Hespanhes.
(CoaliniMr-ss-aa.j
mL.
>aLs.
. _
--------
___-


^^Wi^
O TRIBUNO N. 63
est a venda s 10 horas, na praca da Independencia,
ns. 6e8, e muilo ntsressanle.
--Permutam so duas grandes casas terreas, com 4
quartos cada urna sitas nos Arrumbados com
grandes quintaos plantados do parreiras, romcirns,
larangeiras, coquoiros, pinheiras condoceiras,
rningueiras, figueiras, goi.ibeiras sapotis eoutros
inuis arvoredos, todos novos ; e bem assim um
grande terreno, proprio para plantacHo do capim
tanto de invern como do verSo para sustento de
mais de dous cavallos, annualmento, por propie-
dades em qualquer dos bairros desta cidade, ou em
Portugal: quem este negocio quizer fazer annun-
ciepor esta folha, ou dirija-se ao dito lugar dos
Arrombados, casa terrea junto ao sobrado, defron-
te da igreja.
Precisa-so alugar um molcquo para o servico
de urna casa : na na do Trapiche-Novo n. 20.
--Bernardino Jos LeitSo declara ao respoitavel
publico, que muilou o seu estabclocimento da tra-
vesa das Cruzes, n. desde o primeiro do corren-
te para a ra da Florentina, n. 30.
LOTERA
DO
Hospital .Pedro Segundo.
Havendo-se marcado o da it\ de fe-
vereiro prximo vindouro para o anda-
mento das rodas da segunda, quinta par-
te da primeira lotera do novo hospital
Podro II, o respectivo llie fiado na beneficencia publica, espera quel
esse da se torne impretenvel, pela ex- dos berdeiros do fallecido Jos da Sil
Ezcquiel i
fazsciento ao respoitavel publico, quo ncnhnmaI
parte tevo no ensino das dansaa que ltimamente!
teem sido ejecutadas no theatro publico.
_ Precisa-se do bons ofllciaes de marceneiro, na-!
conaes ou estrangeiros com tanto quo sejam de
boa conducta : na ra Nova armazom de trastes,
defronloda ra de S.-Amaro, n. 59.
- Na ra do AragSo, n 4, bairro da Iloa-Vista,
razem-se quaesquer cortinados, tanto de cama como
para janellas, com a maior perfeico possvel.
I'recisa-se de um caixeiro para tomar conla de
urna venda em Fra-de-Portas n. 56 : a tratar na
mesma venda.
lotera do rio-de-

Precisa-se fallar com o procurador
$ CHAPEOS DE SOL
Rua do Passeio*Publico, n. $.
JoSoLoubot participa ao respeitavel publico, que
recebou, por estes ullimosnavios francezes, um'com-
plclosortimento de chapeos de sol, de seda, amis
rica e superior qualhlade; furta-cres e outras mul-
tas conhecidas, tanto para homrns, como para Sras
e meninos. No mesmoestahclecimento ha um sorti-
mento de chapeos de sol de pauinho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tamboin tem chapeos de sol de paninho
para meninos o meninas, por serom muito finos: po-
dem-so chamar chapeos de economa. Na mesma Ini* I
pontanea e prompta concurrencia que
tem havdo na compra dos bilheles como
filizmente succedeu com a primeira an-
tecedente parte, que ora marcado por
urna so* vez o dia de sua extraccao.
-- Desappaseceu na noile do U do corrente, do
sitio de Henrique Jorge, no Monteiro, um quartao
j bastante ve.'ho, ru^o, bem csrudo com a esu
da aparada ; tem urna aarnelha do lado esquerdo,
junto a urna pequea ferida da cangalha com um
talho no p esquerdo, junto ao casco: tem marca
de pea nos pus e com a mesma peia de ferro dcs-
appareceu : quemo tiver achado.ou der noticia, re-
ceber 10,000rs. dogratificacffo ese guardar se-
gredo.
- Precisa-se alugar um preto, [ou preta para o
servico de urna casa do familia : na ra da Cadeia
de S.-Antonio, n. 19.
Urna parda moca robusta, sem vicios, se of-
ferece para ser ama de qualquer casa de familia ca-
vn
Botellio, residentes em Portugal, que
veio de l ueste ultimo navio, para nego-
dinja-se ao pateo
>
ci de seu interesse
do Carino, n. 9, primeiro andar.
Compras.
paiiuinhos rangados e lisos, imitando seda, pura
cebrir os mesmos: desta fazsnda ao Yeiftln ---._n._
Concorta-se todo qualquer chapeo do sol, por ha'ver
um completo sortimento de todos os pertenecs para
os mesmos, com toda a perfeicSo e brevidade.
Precisa-se alugar um preto para agricultura
e urna preta para vender : na estrada de Joo-dc-
Rarros, sitio que Tica defronte do de Joflo Hanoel
Alendes da Cgnha Azevedo.
Quem annunciou querer comprar um espadim,
querendo pode dirigir-se i casa n. 16, do becco do
Sarapalcl : na mesma casa se vende um par de ata-
cas do brilhanles e urna porcSo de perolas finas, por
com modo preco.
-- Preciaa-se arrendar um engenho perto desta
praca para o sul moente e corrente, com boas
trras de producto com alguma fabrica ou sem
ella : quem livor dirija-se a ra do Cabug loja de
ourives, do SY. Manoel Antonio Concalves que se
dir quem pretende:
Precisa-se alugar urna escrava para o servico
Interno de urna casa d pouca familia, que saiba
ensalmar, comprar na ra ecozinhar, dando-se-lhe
o sustento e 10,000 rs. mensaes na Soledade, indo
pelaTrempe, lado esquerdo, casa n. 42.
D-sedinheiroa premio, sobre penhores de
ouroe prala : tambem vendem-se varias obras dos
mesmos inetaes para homem e senhora : na ra do
ngel, n. ft.
Il-ae dinheiro a juros em pequeas quantias
at 4:000,000 de rs., sobre penhores d nnrn
prata ,ou garantas a contento : na Solodade. sitio
da cscate. '
O abaixo assignado ensina em sua casa, no*A-
terro-da-Boa-Viata, n. 82, gcographia e francez, e
ira uar lines em casas particulares.
Dr. Joaquim de Oliveira e Souza.
Compra-seum violilo em bom uso e de boas
ozes: quem livor annuncie.
Compram-so escravos de ambos os sexos de
12a20annos, com habilidades o sem ellas; sendo
de bonitas figuras, pagam-so bem : na ra da Con-
cordia passando a pontezinha, a direita segunda
casa terrea.
valzidoro da Cunha Cavalcante, faz publico que
Je hoje em dianto seassignar por este ultimo no-
mo ittdnro da t'unha Cavaicanit.
Jos Fernandes Ciros embarca para o Kio-Cran-
de-do-Sul a sua escrava llosa, do gento do Ango-
la com urna cria do peito.
Rua larga do Rozara, n. 40.
Roga-se por favor a um Sr. tenento do quinto ba-
talllo de fuzileiros venha buscar urna farda que
mandn fazer para odia 2de dezembro passado, e
pagar o seu importe o juntamente 10,000 rs de
cinco varas de brim do linho; do contrario, se pu-
blicar o seu nome neste Harto, lindos tres annun-
cios e se pora a venda (cando o nicsmo Sr. te-
tenente Abrigado pelo projuizo, se o houver : tam-
bem se explicarlo mnis algumas cousas de que nflo
gostar muito o mesmoSr.
Precisa-se do urna ama de idade, para o servi-
co de urna casa do homem solteiro, sendo pessoa
capaz e de honscosimcs : quem esliver nestas cir-
cunstancias innuRcie.
A pessoa que annunciou querer comprar urna
olaria de excedente barro o bastante commoda, di-
rija-so a ra estreila do Rozaro, sobrado de um an-
dar n. 15, que ah se dir quem tem urna com os
requisitos pedidos.
Precisa-so de um caixoiro quo tenha alguma
pratica de venda, preferindo-so dos chegados ha
pouco.de Portugal: na ra de Agoas-Verdcs,
Comprain-se
cravos, e recebem-se de commis-
c5es, olFerecendo-se toda e qual-
quer garanta a respeito dos mes-
mos ; m ra das Larangeiras, n.
seguudp andar-
Compram-se burros ou machos: na ra Direi-
ta, n. 121.
Vendas.
Ten; c ser arrematada, perauie o ju!*u do ci-
vel, urna casa terrea na ra do Agoas-Verdes n.
Jt.porcxecucilo do Manoel Jos Carneiro contra
Joanna Francisca de Menezes.
Precisa-se alugar um molequo ou preta para
o servico interno e externo de urna casa de pouca
familia : no pateo de S.-Pedrp sobrado de um an-
dar de varandas de pao, n. 9.
Unta pessoa quo tem as nocessarias habilita-
coes propde-se a ensinar primeras lottras, fran-
cez egeographia em casas particulares, e median-
te mdica retribuido ; quem pretender anuuncie.
Aluga-se um escravo quo seja fiel para o ser-
vico de um homem solteiro em um sitio perto da
praca : na ra da Cruz, no Recife, n. 21.
Deseja-se saber so existe I). Quileria Mara ds
tonceicflo, que foi casada com Simflo Jos Borgea
de Arujo m>tural da llha-tercara onde fallrceu:
lie filliR de I.uz de Lomos l.obo e de sua mulner I).
Cabrelinda de l.rmos: militse agradece a quem
delta senhor ou de seus herdeiro der noticia, nos
pi imeiros andar* das casas da ra Imperial, n. 67, e
da ra do Vigario, n. 7.
O padre Leonardo Antunes Meira Henriques ,
bacliarel em direito, tem aborto o seu curso de theo-
logia em sua casa na ra Nova, n. 40, onde taoibem
advoga no civol o crime.
-- Quom annunciou querer comprar um molcque
cnoulo, de 10 a 14 anuos, querendo uro do 13, ui-
nja-se a ra do ngel, n 36, das 6 as 8 horas da
manhAa e do meo-dia as 4 da larde.
Mappa topograplico da cida-
de da Baha e scus s bur-
bios.
Acha-se depositada na sala da associecflo com-
mercial urna lista para as assgnaturas das pessoas
que quizerem subscrevor para um ou mais excmpla-
resdo mappa cima a ras.lo de 20,000 rs. cada
exemplar, pagos, a metade no acto daassgnatura ,
ea outra ao receber o referido mappa A fiel en-
trega ser garantida pelo Sr. F. H Luttkens, nego-
ciante estabelecido nesla praga, com escrptorio na
ra da Cruz, n. 40 o qual se cncarrega de receber
as assgnaturas.
FOLHINHAS PARA O ANNO DE 1848. '
Vendem-se folhinhas de algibeira, de porta ede
padre as mais correctas c mais regulares: na pra-
ca da Independencia, livrara ns. 6e8; na ruada
Cruz loja n. 56 ; na ra do Crespo loja n. 11; na
loja da esquina da Collegio e na botica do Sr. Mo-
rcira, defronle da matriz da Iloa-Vista.
Vonde-se lii.i t?2Ia de Casa torrea ~:,~ 1
Mundo-Novo, n. 18, lvre e desombaragada no pa-
teo do Terco, n. 11, sobrado do um andar, so dir
quem vende.
sapatos
a 1,280
a 2,000
DENTISTA.
D. W. Baynon, crurgiSo dentista, acaba de clie-
gar dos Estados-Unidos do norte a esta provincia de
l'ernambuco, e avisa aos seus amigos e ao respeita-
vel publico, quo se acha prompto a exi reer as funC-
cOes da sua arte, em operagoes denlaes mais diffl-
cultosas, conforme a moda mais moderna da arle :
quem de seu prestimo se quizer utilisar, a sua moradia, ra da Cruz, n. 38, segundo andar.
-Estilo justas e contratadas, com os Sis. Max i miao
Jos de Mello o seu irmflo Manoel Candido de Mel-
lo as1 parles que os mesmos Srs. teem na casa ter
rea com travejamento para se poder levantar so-
brado sita na ra da Matiiz 11. 13, do baino da
Uoa-Vista por pormuta com outra casa na villa do
Pao-do-Alho : se alguem se julgar com direito a
embaracar esta permuta por qualquer titulo, quei-
ra fazer a sua declaracOo por esta folha no prazo
de 8 das a contar desta data ou dirigir-se a ra
do Crespo, n. 15, primeiro andar. Recife, 20 de
Janeiro de 1848.
Precisa-se de pretas que veodam pflo pagan-
do-se-lhes a vendagem e sendo que seus senhores
se rcspoiisabilisem : na na Direita, padaria, n. 26.
Antonio Marques, subdito de S. M. F,, d'ora em
dianto se assignar Antonio Jos Rodrigues Mar-
c r. por motivo de lia ver outro com igual nome.
M. S. Mawson, dentista, recentcmente chegado da
Europa acha-seresidiudo no Recife, rlia do Tra-
piche-Novo, n 8, segundo andar, aondo contina
a por lenles mincraes, lirando incorrupliveis e
apparecemlo inteiramenle como naluraes: tambem
lira a pedra, a qual, n9o sendo exlrahida em pon-
fo lempo lando arruina os denles ; chumba com
otiroou prata para privar de augmentar a corrup- 5. J,
Cflo; tambem lira, lima e faz todas as operacOcs '',, 8
denticaescom a maior delicadeza possivcl. Ellees- XSP? >SU
Calcado.
Vendem-se borzeguins'para se-
nhora, a 3,000 rs. ; ditos prelos e
de cores, a 4,000 rs.
!e lustro para senhora,
rs. ; ditos muito novos,
rs. ; sapatos de lustro para lio-
mem, a l'.UO, 2,500 e 3,200 rs. ;
ditos de la, a 1,600 rs. ;de tape-
te, a 1,280 rs.; e de panno, a 1,000
rs.; sapates de bezerro, pora ho-
mem, a 1,000 rs.; sapatos de du.is
solas, inglezes, a 2,500 rs. ; sa-
patos de duas solas, de couro de
lustro, para homem ; sapates de
lustro ; ditos de bezerro ; e ou*
tros mu'os calcados, por presos
rdzonveis : na praca da Indepen-
dencia, n. 13 e 15, loja db Aran-
tes.
Vendem-se bilhetes e meios
dilos da 13.a lotera a beneficio
do Monte-PioGera! e 'tam-
bem he chegada a lista da 24.a
loterii a beneficio do theatro de
San-Pedro : na ra da Cadeia, lo*
ja de cambio, n. 38, de Manoel
Gomes da Cunha e Silva.
Vendem-se caixas do urna e duas duzias de gar-
rafas de vinho do Porto, da colheita de 1822, o mais
superior que ha no morcado : na ra da Cadeia do
Recife n. 34, casa do Jos Antonio llasto.
Vende-so urna parda de bonita figura do 20
annos que corta e d prompto um vestido corla
efaz urna camisa de homem ou do senhora on-
gomma com asscio he inuto domestica nao tem
vicios nom achaques de qualidado alguma he ca-
paz de reger urna dispensa com toda lidelidade o
que ludo sealiaiiQa do baixo de palavra: na ra
estreitado Rozario, n. 10, tercoiro andar.
POESA.
Peleja havida enlre urna alma o diabo e 3. Miguel,
Um folheto ntidamente impressoom frmalo do
oitavo francez : na praca da Independencia loja do
eiicadcrniico, n. 12.
--Vende-secal vigem de Lisboa, em caixas o
barricas, cliegada prximamente: no escriplorio
de Francisco Severiano Rabello & Filho.
Vende-so um bonito molequo de 10 annos ; um
dito de 14 annos, de bonita figura bstanlo sadio
e com principios de pedreiro ; urna preta de 14 an-
nos que coso, faz lavarinto, e lio propria para
mucama, por ser recolhida: na ra Imperial, n. 39.
Vendc-se umaprola do na^iio de 82 annos,
quo cozinlia muito bem o dinrici iln urna rasa n.ln
tem viciqs nein ilefeito algum : na ra do Queima-
do,n. 41. Na mesma casa procisa-se alugar urna
ou duas pretas para venderem na ra, pagando-so-
Ihes urna pataca o dando-se-lhes o sustento.
Vende-so urna inorada de casa terrea, em
chaos proprios sita nos Afogados ra de S.-Mi-
guel: atrs da ribeira do S.-Antonio ns. 9 e 11,
Na ra do Trapiche, armazcm
n. 54,
venJe-se assucar refinado, em pao, a aoo
rs. a libra.
Vende-sc um mulatnho de 16 annos, muito
proprio para pagem por saber bem montar a ca-
vallo: defronte do theatro novo n. 11.
A DMIRAVEf NAValHS uk ai,;0 da china.
A*o ra larga do Rozario, n. 25, loja do Lody.
ca-
pe-
ado
poss
pera que os elogios e o muito patrocinio que tem
recebido pelos beneficios que tem produzido na sua
pratica, durante 7 annos de residencia nesta cida-
de serlo garantas suHicientcs para as pessoas que,
precisando de seu prestimo n.To o deixem de pro-
curar.
~ Por detrs do theatro, na cocheira do Jo3o da
Cunha Res, nilo so ha os bons cavallos do costu-
mo para alugar, como de presente outros inuitos
melliores bem gordos e nuuca alugados : tambem
compram-se, vendem-so e Irocara-se.
-- Oabaixo assignado faz publico, quo, no dia 28
de novembro de 1845, enlrcgou a Antonio l'eixoto
Cuimarfies, capitn quo foi do briguc brasileiro
Saudade-de-Santoe, um seu escravo, do nomo Cons-
tantino de iiacoS.-Thom para com elle nave-
gar porser o dito escravo marinheiro: e como chc-
gassea noticia ao abaixo assignado, que o dito
Peixoto deixou doser capitao do mesmo brigue e
nfio tenha at o presento dado conta do escravo ,
pois nenhuma noticia tem dello, por isso avisa
que ninguem contrate com o dito Peixoto acerca do
mencionado escravo cujos signaos Silo os seguin-
les : do 26 Tinos, edatura regular, pouca barba,
rosto comprido olhos grandes, nariz o bocea regu-
lares. Oaiiaixo assignado est disposto a re-
vendicar o seu escravo no caso do ser vendido em
qualquer parle que for encontrado : e para que
ninguem ignore a maneira fraudulenta pela qual o
dito Peixoto roubou-lheoseu escravo, previne pela
impronsH-, l'ernambuco, 18 de Janeiro de 1848.
Antonio Gomti da Silva.
'Vendem-se 12 cadeiras do Jacaranda com al-
umjogo de bancas de dito, um sof de
uns trastes novos, por preco mais-
uecm outra qualquer parle: na rut-
ila Cadeia do Santo-Antonio, n. 18.
Vcndem-so cincocnla barricas vasias que foram
de fariuha de trigo : atrs da matriz da Boa-Vista,
n. 22,
T" Vendf-se urna escrava, cabra, de
Es las navalhas teem a vantagem de cortar o
bello sem offender a pello, deixando a cara
lerendo estar na sua brilhante mocidade. Este
lie da China o seu autor lio Sham.
Por todas as sociedades das sciencias medico-ci-
rurgicas tanto da Europa como da America, Asia e
frica he reconhecido o uso destas navalhas ma-
ravilhosas nflo s para prevenir as molostias cu-
tneas, a que a iiumanidado esta sutijeita mas
tambem como um meiode as curar.
Vendem-se as verdadeiras s na loja cima indi-
cada.
Aviso importante.
Saibam todos, que nos, nicos proprietarios fa-
vicanus aj piuiss ue vida doParr, coia o "uTi .;<*
proteger o publico, e contra toda falsidado que
possa haver nesla medicina, para quo fse possa
evitar esla falsidade, deve-sc olhar em roda do ca-
da caixinha, o ver se estilo embrulhadas em papel,
f no lampo de cada caixinha se ver o retrato do
nosso nobre o amigo Parr, o com as palavras seguin-
tcs : Pilulas de vida de Parr. Para maior se-
guranza fizomos gravar no lampo do cada caixinha
a caneca do nobreanciao Parr, o em cerca desta o
lettrcirocinlcttrasazuc.se encarnadas l T. RQ-
IIERTS& CO.-
Alm desta oremos accrcscentar a nossa firma no
impresso que vai enibi ulhado cada caixinha. -
T.RoberU&.C.
Viudas pela galera Columbus casa de Christo-
pheis & lianaldson vendem-so s na botica da
llarlholomou na rua larga do Rozario ; o na ra da
Cadeia boticas do Vicente Jos de Rrito e na de
Pincola & Cruz.
Vendem-se portas do lourode diversos tama-
nlios; janellas do louro o amarello, ja pioladas, e
em meio uso por preco muito commodo : no Ater-
ro-da-Hoa-V'ista n. 26.
Obras de direito chegadas de
novo livrara do bacliarel
B. i outiuho, na esquina do
Collcgi .
Htperiorio geral, ou ndice alphabetico das leis do
imperiodo Brasil publicadas desde 1808 at 1847,
34 annos de idade, de bonita figura, com emseguinienlo ao repertorio do Fernandes Tho-
lindo filbinbo, mulatnho, de JousImaz com.''reneni,e ,0t,S ? a,va,'s, apostillas,as-
um
mezes de idade ; tem muito bom leitc, c
sabe cozinhar o diario de una casa; lavo
bem de sabo, be muito fiel e nao (em vi-
cio de quaiidade alguma : na rua do Cres-
po, n. ia.
Vende-se um preto de nacflo, do bonita figura ,
muito corpolento sem vicios ncm achaques : von-
de-sopara so comprar urna preta, ou tambem so
troca : na roa da Concordia, passando a ponlozinha,
a direita, segunda casa terrea so dir quem vende.
Vonde-se, para liquiducilo de contas e por pro-
co commodo um sobrado do 2 andares silo na
rua do Raugol ; urna boa casa terrea na rua do
Padre-Florianno ; um sitio na estrada dos A111 jetos :
estas propriedades fram do fallecido Francisco Fer-
rcira da Annunciac/io : tambem se vende um terre-
no em Fra-de-Porlas da parte da mar pequea,
o qual foi de J. Donelly : na rua da Cruz n. 43.
-Vende-se urna escrava crioula de 19 annos pou-
co mais ou menos. sadia que cozinha
senlos, avisos, cartas do lei, cartas r%gias, conven-
cOcs, decretos, editaos, estatutos, mstrueces, leis,
obrigaces, oflicios, ordons, portaras provises ,
regimentos, regulamentos, resoluedes e tratados:
ordenado por K. M. Furtado do Mendonca, lente da
acaJnmia do S.-Paulo.
Cdigo das leis e regulamenlot orphanologicos, ou
extracto e commentario de toda a legislacao relativa
ao juizo de orphos e senles sobre successes,
berancas, doa(Oes, inventarios, tutoras, curado-
ras, contas, impostos forenses ele, 1 v. 1847.
Concelheiro fiel do pavo, ou collec(;flo do formulas
para qualquer pessoa saber regular-seem seus ne-
gocios conhecer os seus direitos o deveres civis ,
proceder em todos e quaesquor contratos, fazer
quaesquer escriptos particulares apontamentos ,
memorias o minutas e terminar qualquer eontes.
lacSo, sem que Ihe seja preciso recorrer a advoga-
do, tabelliHo ou oilicial publico : obra utilissim a-
lodos colligida o organisada dos principios do di-
reito patrio o estranho subsidiario, 2 v.
Vende-se cal virgem em barris chegados pr-
ximamente de Lisboa,por preco mais '
..u ...ais ou menos, sama que cozinha engomma ximamente de Lisboa.por preco mais barato do que
e lava de saMo: no becco do Theatro, no segundo om outra qualquer parlo: na rua da Moda, arma-
andar do primeiro sebrado por cima do botiquim. I zem u. 17.
MUTILADO



M-
i
I

Vondem-se rnuito superiores bichas das mais
prximas chegadas de Homturgo por prego o mais
commodo possivel ; assm como tambem se res-
ponde por qualquer que neo pegar, trocando-se
por outra : tamboril se a'.ugam por mais comino-
do prego possivel: i vista do comprador todo o ne-
gocio se far : no Aterro-da-Boa-Vista n. 44, ven-
da que foi do Maya.
Vcnde-se, no armazn do Braguez ao p do
arco de S.-Antonio, cimento, por prego commodo.
Vende-seum casal de escravos proprios para
um sitio de plantaglo, sem vicios, o que silo mu i lo
liis ,oquc so alianea e bemassim a sua boa con
duda : na praga da Independencia loja n. 3.
Vende-so um cavallo gordo, para carro : na
tenda de barbe i ro na ra do Rozario da Iloa-Vis-
ta em frente da ra do Arago.
Bichas fio liamburgo.
Vendem-seas verdadeirasbichas do Hamburgo.
pelo prego do 640 rs. a retalho: na venda de Manoel (
Jos deS Araujo, na ra da Cruz, n. 84.
Vendem-so chitas pretas tinas assetinadas :
na ra doQueimado, n. 5.
No Aterro-da-Boa-Vista, lo-
ja n. 78,
vendem-sc sapatOes do lustro, para homem a 3,000
rs. opar; bahuszinhospara guardar costura, rou-
pa de criangase meninas gunrdarcm costura na es-
col a, de l>'rs, a 2,560 rs.; chapeos de sol, de seda,
para senhora, du muito bom goslo, a 4/ rs.; chico-
tes para montara a 3,000 rs.; bonetes para me-
ninos.
FARF.I.OS.
Vendem-so saccascom Trelos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazcm de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorim, n. 35.
Vendem-se caixas de cha hysson de 13 libras ,
emporgiio.ou a retalho: na ra da Alfandega-
Vellia n. 36, em casa de Matheus Austin & C.
Na ra Dircita, n, 53,
vende-so um par de embonos de pao de cedro pa-
ra barcaca ; 2 travs e um pedago de pao' de con-
dur; azeito de carra pato a 1,200 rs. a caada ;
pomada, a 230 rs a duzia ; e lodos os mais genoros
pertencentes a venda por menos que em outra
qualquer parte, o de muito boa qualidade.
Vende-se um violfio em muito bom uso o de
muito boas vozes por mdico prego : na ra da
Cruz, no Recite, venda n. 59.
Vende-se cal virgem em ancoretas, a mais
nova que existe no merculo por prego mais com-
modo do que em outra qualquer parte: na ra da
Moda armazcm n. 17.
Epg-Kj?TS-T^^ ^32^m^^^

Vendem-se, na ruada Cadeia do JH
Recife, n. 37, cera em veia, la- jjj
bricadas 110 I\io-de-Janeiro, em m
r*j urna das mclhores fabricas, emeai- H.
xas pequeas, de urna at dezaseis 11)
rn em libra ; e' caixotes com ditas, ia- ijt
-! bricadas em Lisboa, sorlimento ao [j?
& gosto do comprador: c tambem se |2
ni vendem brandes, fabricados no I
r| Uio-de-Janeiio, e tudo por preco f4
(pl mais commodo do que em otitra |jj
pl qualquer parle. Itj
tabqas de pinho da Suecia, de costado,
costadinho, assoalbo e forro, para fun-
dos de barricas, armadSes de loja o cai-
xies para assucar; assim como ditas ame-
riennas, de todas as larguras, grossuras e
comprimentos: oprecoj he barato: atrs
do llieatro, armazem de Joaquim Lopes de
Almeida, caixeiro do Sr. Joao Maturos.
No Aterro-da-Boa-Vista, Ib-
ja u. 78,
vendem-se ricos bonetes de merino, para meninos;
ditos de marroqu 111 para homem, do muito bom
gosto e duragflo ; ditos para ir ao banho, a 360 rs.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Bilhctes e meios ditos da 5.* lotera
a beneficio das obras da imperial cida-
de de Nictheroy : na ra da Cadeia, lo-
ia de cambio n. 38. de Manoel Gomes da
Cimba e Silva.
Vende-se a taberna n. 86, na ra do Pilar, no
melhor lugar le Fra-de-l'ortas : est bem afre-
guezadn o com poucos fundos ; tem quintal, com-
modos para familia, o outras conveniencias vanta-
josasi|ucso dirflo ao comprador, e o motivo por
que se vende : a tratar na mesma venda.
Vcndem-se acgdes da ex-
(incta eompaiihia de Pernambu-
co e Parahiba: no escriptorio de
Oliveira lrmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vende-se, para fra da provincia, urna parda de
15 annos com algumas habilidades ; no pBteo da
matriz de S.-Anlonio 11. 4, segundo andar.
Vende-se o tresenario do S. francisco de Paula ,
obra til aos devotos do dito santo, as lojas de
livros dos Srs. Santos & Companhia, atrs do Cor-
po-Santo ; Carduzo A y res ruada Cadeia ; e em S.-
Antonio praga da Independencia ns. 6 c 8.
Vende-se um terreno com 117 palmos de fren-
te c 89 ditos de fundo em estado do so edificar,
por nlo precisar aterro em cujo terreno podem-se
fazertres ptimas mei'agoas na ra do. Pilar em
Fra-do-Portas, do lado da mar grande: nadita
ra, n. 11, no paleo da igreja do Pilar, das 6 horas
(la maullan as*.
Vende-se um violSo em bom uso e de muito
boas vozes; 2 methodos, sendo um em portuguez
e outro em francez para (violfio ; um pandeiro co-
berto de pergaminho e com parafusos para afinagflo,
obra rica; o castcllo das (tollinas, ou as tres irmas,
3 v.; a Noito do castello 1 v.; Cartas do Echo a
Narciso, 1 v. ; Ensaios poticos, de F. de A. barros ,
1 v. ; Portugal, recordagoes de 18-42, 1 v. ; Naufra-
gio do Sepulveda, poema, 2 v.; os Animaos fallan-
tes poema de Joato Baptista Casly ,3 v. : tudo por
prego muito commodo : na ra larga
n.46.
Vcnde-se urna preta perfeita engommadeira e
cozinheira, do 12a20 annos; 5 ditas com habili-
* fogo, frma-havana, regalo de Havana, fabrica:
todos da mesma marca : regala de diversas marcas,
mein-rcgalia marca eslreila, trabuquilhos, o mais
outras qualidades que serio patentes aos freguezes.
Adverte-seao publico que nesle deposito, da ra da
Cruz, n. 51, achar&o sompro boas qualidades de
charutos, or prego rasoavel.
-*- Vendem-se ancoretas d
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, linio e branco, de supe-
rior qualidade : no escriptorio de
Oliveira lrmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vende-so um mclliodo de flauta, om bom es-
lado por com modo prego : na ra de S.-Francis-
co, casa da esquina que volta para a ra da Flo-
rentina.
No armazem de Diis Forreira, ao p da alan-
dega, vendem-se barris pequeos com ruivos e pes-
cadas muito bons, chegados ltimamente de Lis-
boa.
Vende-se o curso completo de Economa po-
iies de I. B <, 6 f-.; nireitn natura! a das gentes,
por Felice, 4 v. ;"um jo'go de gamSo com podras de
marfin : na ra Pilar, n. 84, segundo andar.
Vendem-se livros nuticos.
Taboas do cartcago, senos ; Observador com-
pendio das corrccgOcs dos astros; um folhoto que
contm a declinaglodo sol: na ra da Cadeia do
Rccife, loja de miudezas de Bastos & LeitSo.
Vendem-se duas casas erreas, sitas na tra-
vessa do Peixoto a pra/o ou a troco de escravos :
na Solcdadc, sitio da cscala.
Vende-sea principal venda da ra Imperial,
n. 145. porscu dono ter de ir a Portugal tratar de
negocios: a tratar na mesma venda.
Cheguet freguezes, que se
esto acabando
os sapatOes do bezerro, para homem, a 1,280 rs. o
par, e bengalinhas para passcio, a 320 rs.: no
Alerro-da-Dou-Ba-Vista, n. 78.
n. 69, casa de
os verdadeiros
llebrard ,
lieores de
d'ouro e
Na ra Nova,
vendem-se
Dautziek, chamados agoa
marraskino de Zara j
vinhos de todas as qualidades, emquartolas o om
garrafas; cognac; absintho;kirch-waserda Suissa,
da verdadeira marca; conservas de todas as quali-
dades, como petits poids, sardinhas lingoigas ;
frutas conservadas dentro de licor e xarope; azei-
to doce do Sr. Plagnol do Marselha ; agoa de flor do
laranja ; e outras muilas cousas : tudo de primeira
qualidado o por pregos vantajosos para os com-
pradores.
Vende-se um terno de medidas do pao, 5 ditos
do folha urna balanga com pesos de 8 libras para
baixo, um varSo para os mesmos : no Atcrro-da-
Boa-Vista, venda n. 20.
31*7O!0*[0 *I0 ]# |# W WW&10
AI.VigARAS IL-
LL'STRE MADA-
MISMO.
reros, acbam-se venda, por baratospre.
eos, sapates de bezerro, para homem, de
,000a 3,000 rs. ; borzegoins gaspe^dos,
de 2,000 a 4,ooors. ; sapatos para meni-
nos, a 160 rs.; sapatos de marroquim para
homem, a 5oo rs.; ditos de panno para
senhora, a 600 rs ; sapatos de cabra, a
3io rs; perfumaras, porbaratissimopre-
co ; e ouras militas pechinchas, que be im-
possivel que os freguezes, vendo-as, dei-
xera de comprar.
Charutos laroa-va, de
S.-Felix.
Vende-se, por prego commodo, para se fechar
conlas, urna porgto destes afamados charutos,
chegados no ultimo navio: na ra da Cruz, n. 46,pri-
meiro andar.
Vende-seum sobrado de dous andares, reedi-
ficado de novo sito na travessa da ra Bella por
prego muito barato, que vem a render um por cen-
lo ao mez do juros; bem como se vende um dos S-
Ihores sitios que ha na Capunga com boa casa de
vivenda um grando viveiro de peixe cochoira ,
senzalla para pretos arvoredos do fructo por pre-
go commodo: a tratar na ra do Crespo n. 18.
Vendem-se 8 oscravos, sendo : urna linda
parda de 18 annos quo engomma, cose chito, o co-
zinlia o diario de urna casa ; urna crioula de 22 an-
nos de bonita figura, que ongomma, cose, cozinha
e lava desabito ;uma linda negrinha do 10 annos,
com principios do costura ; 3 pretas de 26, 30 a 40
annos proprias para campo ou mesmo para quj-
tandeiras : um molecote de 18 annos; om prcto de
40 annos, proprio para campo, ou mesmo parn-i
praga: na ra dasCruzes, n. 22, segundo andar
Vende-se urna armagflo de venda, 4 caixor
envidragados, canteiros, balangas, posos e medi-
das no largo do Livramento n. 3 : a tratar na ra
larga do Rozario, n. 29.
Os verdadeiros charutos de
S.-Felx.
Manoel Joaquim Congalves e Silva, na ra da
Cruz, n. 43, tem para vender os verdadeiros charu-
tos do S.-Flix ; bem como de outras qualidades ,
dos mais superiores que se fabricam na Cachoeira:
tambem vende galhetas devidro douradas, para
missa.
-- Vendem-se6 lindos moloques de 15 a 90 an-
nos; um prxlo de 25 annos, ptimo sapateiro; 2
pardos de 16 a 18 annos ; sondo um proprio para pa-
gem e o outro bom carreiro ; urna mulatinha e
3negrinhas do 12 a 13 anuos mui*bonitas, com
principios de habilidades; duas pretasMe 25 annos,
proprias para todo o servigo : na ra do Collcgio ,
n. 3, segundo andar, se dir quem vende.
dudes; d mis pardas do 20 annos
ras : 5 molequesde12a 18 annos; um prcto
robusto c bom carreiro; um mulatinho de 12 annos :
no paleo da matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Nova alpaca,
de setc palmos de largura, na
loja de Guimares Serafim
Sf b., rtia do Crespo, n. 5.
Vende-se a nova alpaca, de se-
te palmos de largura pelo barato
prego de l^OOO rs. o covado;
assim como alo-ilhados de ricos
padroes, de 9 palmos de largura
r\ Ha muito que o nosso mercado se achava
^ desprevenido de fazendas modernas, que
Bliem satisfizessem ao variado gosto das so-
nhoras do bom tom; mas agora acabam de
chegar loja de Antonio Luiz dos Santos &
Escravos Fgidos.
de elegante figu-iw companhia na ra do Crespo, n. 11 os su-
5; um prcto bom Mimea corles das encantadoras
- Tresse, fabricante d'e orgos e realejos, tem por UlodCO preCO; e OUtl'aS mili
ira vender dous orgospromptos para igreja, ou \ CnnnAB r.oe Ao nlin # p
iraoualauer outro lugar: tambem concerta os tas fazendas tinOS, Ce linllO e se
para
para qualquer outro luga
ditos instrumentos, pOe marchas novas, e com-
pra realejos j servidos : no Aterro-da-Boa-Vista,
n.21.
Vende-se urna escrava de nagSo, vistosa de
16 a 18 annos, propria para todo o servigo do urna
casa, por saber lavar bem de sabo e varrella re-
tinar assucar, eengommar liso: no se vendo por
defeitos : na ra da Senzalla-Nova, venda n. 7.
Vende-se cevadinha e hervilhas seceos : na ra
do trapiche-Novo, n. 20.
Aos fumantes de bom gosto.
Vendem-se os escolenles ebem conhecidos cha-
rutos regalos de Havana, diplmalas e primores,
chegados ltimamente : no armazem grande do
Bacelar, defrontc da escadinha da alfandega, n 3
__Vendem-se os caixOcs e utensilios de soca/ as-
sucar do armazem da rua da Senzalla-Velha, n. 110,
o traspassa-se-o mesmo armazem o casa, ao gosto do
comprador: a tratar no primoiro andar da mesma
casa.
Vende-se urna parle no engenho Jaguanbe,
termo da villa Iguarass de 2:853/003 rs. perten-
cente a D. Antonia Francisca Cavalcante I.ins, que
Ibe tocou por morte de scu pai Frnrcisco Xavier Ca-
valcanti Lins, como se ver no formal de partilha
na rua larga do Rozario, n. 32.
W

/i
m
0
u
Milho.
da
Vende-se milho, a 2,000 rs. a sacca : no caes
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vendem-se, na rua da Cruz, n. 46 condegas
com peras ; ditas com figos; ditas com pecegos ;
latas com figos ; ditas com hervilhas; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhasde araruta : mas-
sas finas em caixinhas ; chocolate do canda de
Lisboa; meias barris com violo e tantas libras de
manteiga ingleza, de muito superior qualidade, e
propria para casas particulares : tudo ltimamen-
te chegado por diminuto prego,
w He chegado um novo sor timen to de
da, chegadas ltimamente esta
edade,. e tudo muito barato.
BP Vendem-se 3 terrenos proprios, dous com
(g 40 palmos de frente o 500 a 600 de fundo,
" com diversos ps de arvoredos de fructo,
como : larangeiras, coqueiros, manguei-
ras, cajueiros, o asierras mui producti- ^^
vas: um dos terrenos he junto doSr. Ama- '%gfl
ro de Barros Correia Selle, o o oulro junto
do sitio doSr. Theotonio Joaquim da Cos-
ta : o lorceiro com 94 palmos de frente 0
quatro centos o vinte e lantos ditos de
fundo, com grande alicoree, divididos os
quartos para casas ou sobrados junto
dosiliodoSr. Antonio Joaquim l'anasco,
cdo Sr. lente Antonio Marcellino de
Mello na projectada rua cue seguo da
gi rua da Soledade para a estrada do Man-
guinho: a tratar com o dentista e san-
!@) grador Jos Anacido na rua eslreita do
\ Itozario junto a reja casa terrea r
() 7, bairro do S.-Anlonio.
~ Vende-so gomma de matarana, da melhor que
existe presentemente, tanlo para engommar como
paro uso de papas: na rua do Rozario da Boa-Vis-
ta n. 22, se dir quem vende.
Charutos de San-Felix.
Joaquim bernardo dos Res avisa ao publico e
aos seus freguezes que acaba de receber pelo ul-
timo navio, vindo da Baha, um grande sorlimento
de charutos do todas as qualidades, que heacostu-
mado a ter conforme o goslo de seus freguezes,
sendo : os verdadeiros de Sau-Felix, regala, marca
9
n.
m
lili mes cortes das encantadoras
I rJUBILEN^GS^
0 Seus lindos padrOes e mimosos desenhos
1 sfio em tanto apuro que com graga realgam
g) nos corposdo bello sexo. Suas amostras silo
$t francas.
Na fabrica de bebidas espirituosas, na rua da
Senzalla-Velha, n. 114, vende-se genebra, reino,
Franga ,auiz, licores refrescos de varias qualida-
des vinagre feito na mesma fabrica : tudo de su-
perior qualidade. Na mesma fabrica tambem sn
compram botijas vasias, ou a troco dos mesmos g-
neros.
Vcnde-se um par do dragonas de cavallara da
guarda nacional, para ofTicial subalterno, e duas
bandas em muito bom estado por prego commo-
do : na rua laiga do Rozario, loja de cirgueiro do
Sr. Thomazde AquinoFonseca.
\a nova loja da rua da Cadeia
do Becif, n 5(1, de Claudino
Salvador Percira Braga,
vendem-se ricos chapeos de cambrais lisa e de co-
res, o de escomilha com flores e enfpitados, para
senhora o meninas, a 2,00.0 rs.
Vcndem-se duas pretas, sendo umarecolhida,
perfeita engommadeira e cozinheira e a outra pro-
pria para todo o servigo de urna casa : ambas de boa
conducta : na rua larga do Rozario, n. 25.
Na rua do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquim da Silva
Maya,
vendem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto de se.la como de palhinha chegados ltima-
mente de Pars ; chapeos de seda para senhora ;
cortes do crambraia do scda.de ricos gostos,por
prego muito commudo; cortes de vestidos de cam-
braia ecassa-chtasde dfferontes qualidades, por
pregos baratos; ditos com urna pinta de mofo e
sem elle a 2,000 e 2.500 rs. cada corte; mantas do
seda e lita para senhora das mais modernas que
leem vindo a esta praga a 5,000 rs. cada urna ;
mantas chales de seda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca prcta, a 800 e 1,600 rs. o covado;
panno de linho, a 400 rs. a vara; casimiras fran-
cezas e elsticas, para caigas, a 5,000 rs. o corte;
fustOes; setiris e velludos par collete por prego
muiloem conta ; bem como um sorlimento de ou-
tras muitas fazondas, que se vendem pelo barato.
Vcndem-se
ATTENCAD.
qucijoslondrinos o presuntos para fiambre, che-
gados pelo Columbt: na rua da Cadeia do Itccile,
n. 1.
No Aterro-da-Ba-Visia, loja de
calcados, n. 38, junto ao becco dos J?er-|P*iiN.:
Fugio, no dia 31 de dezombro do anno pssasdo ,
o escravo Manoel Cabiso, crioulo.de 28 a 30 annos,
bastante barbado as vezes costuma trazer suis-
sas por baixo do queixo de estatura ordinaria,
grosso 4o corpo, olhos vermelhos e pequeos, ps
grossos que parecem inchados ; he perito oflicial
de sapateiro, e tambem entende do servigo de pa-
dara ; anda calgado, por se intitular forro, e de lu-
to (at com camisa de panninho preto), por Ihe ter
morrido a mili que era a preta crioula Anninha ,
que venda fazendas na praia do Rio-Doce, Jang,
Po-Amarello Maria-Farinha ecl.; lugares esles
onde o dito escravo he muito conhecido, por andar
com a dita preta, e depois que esta morreo elle
j ter andado fgido por estes lugares a cobrar di-
vidas, sem para sto ter autorsago de seu se-
nhor: e como a pessoa encarregada desta cobranga
heoSr. iKlis Francisco da Conceigflo croulo o
morador no Rio-Doce tendo-o visto nesle lugar o
msndou para oRecifeno dia 38 do dito mez, con-
forme as ordens que elle tinha recebido. Quom o
pegar leve-o a rua de Hortas, n.62,ou lraga-o a esta
typographia que ser gratificado.
Fugio. no dia 19 do corrente na occasilo quo
vinha do Iguarass na companhia de urna pessoa
que o conduzia para osta cidade o moleque crou-
lo, de nomo Fclicianno o qual se liavia lirado da
cadeia de Iguarass de 18 a 20 annos; no he mui-
to alto, bem feito de corpo ;lem os dedos dos ps
curtos; apenas tem bugo de barba, rosto redondo;
levou camisa e caigas brancas bstanlo sujas de
snor de cavallo, no assento, por ter vindo de an-
cas e bonete de panno com borla : quem o pegar
leve-o a rua do Vigario, n. 4.
Fugio, no dia 18 do corrente, um cabra, de no-
me Joaquim alto, reforgado de idade, com o bar-
ba branca, cabellos corridos; levou um surrllo de
pe le de carnciro chapeo de baca usado, e caigas
de algodo de lislras rota no assento; tem os
tornozcllos dos pos um tanto inchados: quem o pe-
gar leve-o a rua do Vigario, u. 24, que ser recom-
pensado.
-- Desappareceu, na manha do dia prmeiro do
corrente, da casa do Sr. Joflo Comes Martina, urna
preta de nome Ignez, de nagflo, de 40 annos pouco
maia ou menos. Esla preta he escrava da mulher do
mesmo Sr. Marlins, por Ihe ter sido doada por sua
mu. Costu mava dila escrava vender fazenda na rua
em dous caixes de (landres pintados de verde,
acompalibada, ora com um preto de nome Joaquim,
ora com urna- pela de nomo Benedicta, guando des-
appareceu levou urna trouxa com sua roupa ; tem
alguns cabellos brancos empinhados na testa e um
caroco na parle inferior do um dos bragos ; expres-
sa-se muito bem guando falla ; tem os begos mui-
to grossos e a bocea grande. Quem a pegar leve-a
a sua senhora, D. Anna Joaquina Baptista Martina,
na ra larga do Rozario, n. 39, terceiro andar, que
recompensar.
Fugio, na noite de20do corrente, um escra-
vo crioulo de nome Custodio de 18 annos pouco
mais ou menos de feigOes miudas rosto sobro o
comprido ; levou camisa e ceroulas brancas e cha-
peo de palha : quem o pegar leve-o ao seu senhor,
Cardozo das a I va rengas que ser bem gratificado.
NA TXP. DEM. F. DE FAMA
.---'"8
MUTILADO 1


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EZOH7EW8D_CDS6MU INGEST_TIME 2013-04-12T23:06:54Z PACKAGE AA00011611_05395
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES