Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05390


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Full Text

Anno de
"i ii
1848.
Ter$a-feira 18
O DI4HIQ pul>l-e todos os dia* que n3o| PArtTD\ DOS CORREIOS.
oren, .le Runrtfi o prero da MiijrwMrlJJe r|.
don una aParalilbaas segundas sertas fen.
Hio-(iroHe-iliv Norti quintas feirasao meio-dia
ArcTTi de Elltii" i----. -
4>00O rs.porqu.rtel. pa?n< ad:**t**n<. Qs .0
buhcM d ssignintei !*< lnsen.l a runo de
JO ,s. por Italia, Tf0 d.lfr7,e'
repet:* pela melad.. O. que n.o far.m >>-
nantas pagirS Pr '"I1"' ,8 e'n lyP
diileraote, por ead- publicado.
PHASE3 DA LA NO MEZ, DE JANEIRO.
Cabo, Serintiem, Rio-Porraoso,Potto-Calvoe
Macelo, no l.*, a II e Si de cada mez.
(aranliuns a Bonito, a 8 e 21.
Boa-Vista e Flores, a 11 e 18.
Victoria, s quintas-feiras.
Dunda, todos os da.
PREAMAA DE BOJE.
|.ua ora, a 0. i hora e 51 min. da manhSa.
Cieaceute a |3, isO hora e 27 min. da nanhan. ,
la iaa'i. a\ horas e IS min. da manliaa. Il'rimeira, as2 horas a i> nunuloi da larde.
Mugoaulo a J8, s horas e 3 rain, da mauha .Segunda, as 2 hora e 10 minutos da manbS.
de Janeiro.
Anno XXV.
N. i*
das da semana.

17 Secunda. S. Anlo. Aud. d/> J. dos orph. o
do J. do c. da ? *. e do J. M. da 3 y.
18 Terca. S. Prisci. Aud. doJ. dociv. da
T. e do J. de |w da 2 dist.de t.
ID Quaiia. S. Canuto Aud. do J. dociv. d%2.
v. c do J. de paz do 2. dist. de t.
20 Quinta. S. 'eliastiio. Aud. do J. de orph. e
do J. municipal da I. v.
21 Seila. S. Iguei. Aud. do J. do civ. da !. V.,
e do 3. dr pz do I. dist. de I.
22 Rabilado. S. Gaudencio. Aud. do J. civ.dt I.
v. edoJ. de paz do I. dist. de t.
23 Domingo. Os Despotorios de N. Sra.
CAMBIOS NO DA 17 DEJXRElffo.
Solir Londres a 27 '/, d. por 15 rs. a fO
a Paris 880 ri. por Tranco.
. Lisboa OS por 10(1 de premio.
Desc. de lettras de Ihms firrns lat /a
OvroOncas hespar.holas.... 8jr>i>n a
Moi-.l... I 8J "' veih I>ir200 a
, de "-'I" ii.i, IdjIOO a
de ?P009..... l00 a
Prala Palaces.......... l|0 a
u Pesos columnares... Ijto a
a Ditos mexicano.... IJ800 a
Minda............. 1*960 i
Acetes da comp. do Ueheriue de 0f00o rs
d.
DIARIO
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
listn,28 de nowmoro de 1847.
O maiTclial Saldanlia Tez inserir no Diario do Governo
e nn Eilandarle utna caita (*) em resposta s acensando*
que Ibe treb dirigido sobre se ler passadn para os Ca-
liracs. O marrona! o confessa, e diz que rcconhccc a im-
psslbilldade de liaver agora um governo setembristo,
e que fui paro livrar o pnii de calinos extremos, que
volou pela dlstolucSo do centro do Arco-da-Bandeirn.
Mito te cont'radlz o marerhal ; pols, condemnando os ex-
tremos, enm esta diisolucao foi dar mais frca ao ex-
tremo opposto ao setembrista*. isto be, ao extremo ca-
bralista. O inarechal termina a sua carta dizendo que
votara antes por urna cmara rujo depulado fossrin
escolhido, vm por uta, pelo conde de Thoinar, do,que
por um ministerio em que entrassem Jos" Passos e ou-
troa setembrista*. Qiiaudo o duque de Saldanha velo do
Pnrlo. rli?l* nniipin rtupi-ln nivlri f n da*. llnlla !?l*'!*
depols, que quera ludo coin os Passos, e nada rom os
Cabraes. Agora pensa o contrario. Esta versattlidade do
marprhal inin Mr nliicrin de nnvoa ninniio< dn nmren-
j opposlcionlsla ao paiso que o Eitandarte, que ainda
lia milito punco o atacava virulentamente, llie faz agora
imillas zmbalas. I'oi ni o motivo he conbecidu.
O combate elcitnval drbate-sc a estas horas ; pois os
eleitores se acliam reunidos as assemblas primarias;
e a mudanca do inarechal far naturalmente pender a
batanea a favor dos Cabraes, que leein a seu favor "li-
tros muitns meids que o auxiliaran no triumplio. Rm
Lisboa e seus arraualdrs, c evidrnleinentc uas domis
Ierras do reino, teem sido cerceados do recenseamen tos
uiuiua eieitorea pruyrraaisis e inuuuziua iiiuitidOs
ue nao estn no caso de votar, porque nao pagam os
inpostns que a Iei manda ,' mas que sao ou os fazein ser
do partido cabralista. Os administradores de bairrn e
de concelho, os regidores, em sumina todas as autori-
dades atd O* cabo de polica teem andado aedir ea
meacar os eleitores para votarem na lista cabralista.
Ora, alm de todoa este ineio de trinmpho, a juneco
ao partido cabralista do inarechal Saldanha, que tem in-
fluencia noexercito, eque se acha cercado do prestigio
da accSo de Tonef-Vedras, por certo fortalecer inulto
o dito partido.
Dlk-se que o ministros, perdendo' a esperanca de sa-
Wrcm eleltore por Lisboa, recorrern! a urna alia per-
umaqtm para se empenhar coin o centro cabralista, alim
de sahirem elcitoa. Parece que o dito centro annuira, e
refere-te que o visconde de I^buriiu, ua reuiuao eleito-
ral da fregueiia da Lapa, advogra as candidaturas dos
ministros, e terminara o seu discurso burlesco, pcdfn-
do para elle* um eoto pilo amor di -eai I
Ha queni assegure tambein que o centro cabralista,
depois de ter annuido a favorecer as candidaturas dos
ministros, resolver o contrario n'outra reuniao. O re-
sultado definitivo nao tardar muito em ser conbecido.
Os setembristas teem feito as suas reunles, e esco-
lhido os seus eleitores, os quaes provavelinente s recc-
beraoas honras de acciuit. Os uoiues destes eleitores
teem sido publicados nos jornacs da opposicSo, ao pns-
so que os cabralistas nao teem publicado os seus: o que
iiSo tem deiitado de esli'anhar-se.
He iiiquestionavrl que os cabralistas vencero at elel-
edes, no s ein Lisboa, mas na maior paste da* provin-
cias, attendendo que em todos os districtos eleiloraes
se teem cummettido fraude nos rcccnseamcntos a seu
favor. He tambein inqueslionavcl que esse trinmpho
devem-no aos actuaos ministros, qiie'inenhumas provi-
dencias tomaram, nein para ) revlsSo dos leccnseainen-
tos, nein pama mudanca das autoridades, como todos
esperaran!, quando se vio que se conserravam no
poder.
Em Lisboa nao se recela que as eleiedes sejain tumul-
tuosas ; porm, as provincias, he impussivel que nao
occorram serios disturbios em algiimas torras, onde a
opiniao exaltada lio mais pronunciada.
Assegura-se que a commisso eleiloral progressista
anda colliglndo (locuinentos das fraudes e (Ilegalidades
1 comuicllidas,nos reccnseatnenlos e em muros actos elei-
toraes, para os enviar coin urna reprrsentacao ao parla-
mento inglez. Em consequencia disto, tcreinos nova-
mente eiu campo, tratando dos negocios de Portugal,
lord Bcntinck. Mrs. Hume, Hoilivick, Osuorue e outros,
que to nouveisse lizeram nos debales passudos.
Publicou-sc aqu um impresso coin o titulo de Brado
lliguilula. Nolle se leeiu doulrinas as mais exaltadas do
miguelismo, dorstos dirigidos a el-re, e algumaspiqui-
nhas dos Cabraes. Apezar disto, todos suppein que o
tal Impresso be obra cabralista.
Em Coimbra foi atacada nao s a linprensa, como
as lojas de venda do peridico Odtartmdor por alguna sar-
gentos de cacadores n. 8. jue, comprando o dito jornal,
o rasgaran e ameaearam os dono das lojas em que se o
venda.
Nada J se diz acerca das notas ltimamente dirigidas
pelo ministro inglez ao nosso governo. Nestes ultimo
das espalhou-se que o dito representante havia pedido
os seus passaportes; c o /.ilaniiur disse que o governo
inglez havia, desistido da sua exigencia sobre adbsolucao
dos batalhes uaciouaes. AcredTta-se que nem una ncm
outra noticia tciu fundamento algum.
Corre como certo que o duque daTerceira se quer re-
tirar completamente da poltica, e que, no oaso de se
formar uin novo ministerio carlista, elle de boa vonta-
de cederla a presidencia do concelho ao duque de Sal-
danha.
Os partidos distribuirn! c affixaram pelas esquina*
proclaraaccVa ao eleitores, c he de notar que as do par-
tido cabralista foram conservadas, emquanto que a do
progressista foram mandadas arrancar pela aulorldade,
coin o pretexto deque nao estavam selladas Espalhou-
inxou-sc tambem urna proclamaao verdadeira-
nente subversiva, na qual so atacava a rainha, el-rei e
tudoqnantoha de mais sagrado, sendo por baixo a ru-
bftea da imprensa onde te Imprime o Patrila. Couhe-
ceu-selogo que isto era um manejo cabralista, para ver
se o dono daquella iMiftrcua, e (ue he o proprletrio e
editor do Patrila, pistar algum Inconunodo; porque,
se taes linpressos fossein l feitos, por certo que nao llie
punham rubrica da hn)>rensa. Heescusado dizer que o
dito proprletrio nao leve inconunodo algum, e pare-
ce que trata de laxer Indgateles para saber onde 10-
ram linpressos os ditos papel, e perseguir o calum-
niador.
Consta que a commlsso eleiloral realista de Braga,
depois de ter dado parte da sua lnstallsco A autoridade
competente, ede ter lido correspondencia coin o gene-
ral da provincia sobre candidatura, se dlssolvera por
ordeni do gnvernador civil daquella cidade, barao de
Villa-Potica (renegado miguelista). Julga-se que o mo-
tivo da dlssoiueao foi a dita commisso nao ter querido
annuir s exigencias dos cabralistas. Parece que ha urna
representado de pessoas influentes daquella cidade,
queixaudo-sc do procedimento do governador civil.
Em Lisba tambem se pratlcaram alguns actos para
obstar oprogresso do trabalho elcltorae. Ni ante-
vepera do dio da eleiedes foi preso, em Bemllca, um
individuo chamado Sedrem, que trabalhava a favor dos
progresslstas. Este Sedrem he irmao de outro, alferes
picador da guarda municipal, c que, leudo aido acrri-
mo partidario de D. Miguel, he agora exaltado cabralis-
ta. Tambem foi preso junto igreja da Pena, em Lis-
boa, um tal Thom Cabial (poralcuuha o maneta, por-
que perdru um braco ein defensa de I). Miguel), coin o
pretexto de que andava espalbando altociifOes revolu-
cionarias. Parece que andnva distilbninde listas da op-
poslco. Julga-se que estes Individuos tero sollos, logo
que terininem as eleiedes.
Para Cintra e outro pontos dos arrabaldes de Lisboa
fram mandados destacamento* de tropas, coin o lim,
dlz-e, de inanter a ordein mu provaveiimuie ,>uru
influir na eleices, sendo necessario.
Diz-sc que o conde de Tbomar, quando esteve de em-
baixador em Madrid, rrerbera avulladas soturnas sb di-
versos pretextos, e que agora accniniila o ordenado de
juis da relaco de Lisboa ao de diplomtico em dltpoui-
billdade, que he um cont de rls. A Imprenta da oppo-
sico clama altamente contra Isto, e exige que se pecain
cuntas ao conde do Thoniar das soiniuas que receben
ein Madrid.
il mn.o jnrnnes pnblicaram que os Cabraes, em
subindo ao podVr, lan;arfio ino dos bens das freirs,
que dizein montar a uns seis milhdes de crinados, e dos
das misericordias e confrarias. I'orm o mais singular
he que no mesino da o Kiiandarie d a mesina noticia,
attribuindo ainteneo ao actual governo, dando os di-
tos bens como hjpolheca eommiiiaoagmcial financeira
ein Londres, para negociar um em presumo. O Diario do
Gortivo do dia seguinle desmente autlienticamento esta
ncticia.
O inesino Estandarte publicou hontein, que os minis-
tros, sabendo que nao pudnm sabir eleitores, haviam
pedido a sua dcmiss:in! O governo fezsahir noite um
tuppleinento ao liariu negando esta noticia, e declaran-
do-a falsa. Hoje pela inanbaa o Etlandartt publicou tam-
bem um supplenienlo no qual, depois de trauscrever a
relacao dos eleitores escomidos pelo partido cabralista
nal diversas fregueiias, cuja falta j se notara, ratilica
de novo que o governo pedir a sua demisso. Veremos
e ha novo supplemento ao Diario.
A cuniiiaiihia de gaa lislmnen6o censlruio um appme-
Iho, para extrahir o gaz hydrogenio do azrite, resina,
oleo, residuos do azrite doce, sebo, e de toda a enprcie
de malcras que coiilenhaiu gaz. A compauhia annun-
cia que o diloappaielho est disposieo de quom qui-
ser servir-tc dlle para o ditoell'eito, pagando-1 lie, ja se
sabe.
Acontecen ltimamente um facto, que tem chamado
aallenco dcsia capital. Dlz-se que na ra de San-Jos
habita umasenhora, por uome-Gamboa, que he possui-
dora de alguns inilhoet ein pefas de ouro e de mu i las
propriedades. Esta senhora he muito avarentn, c lem
criados que velam de noite e tocam una sinetade es-
pajo a espafo para se saber que esto alerta. Alm dis-
to, tem no paleo da casa, em que mora, dous grandes
caes do lila, os quaes dizein que andam fainintos. Acon-
U'ceu, pois, que, indo a alravessar o dito pateo um cri-
ado amigo da casa, os caes se laucaram sobre elle, e co-
mecarain a dcvora-lo. O criado foi conduzido ao hospi-
tal, onde morreu, por nao poder supporlar a cura, pois
logo Ihe amputaran! um braco, e tcntaram-se ou-
tras opera9e* que nao tiveram feliz xito. l)i/.-se que
os ciies J devoraram um jumento que encontraran! no
paleo. O EttandarH, dando coma dcsla noticia, e censu-
rando a metquiuharia e avareza da dita senhora, pede
medidas de piecauco autoridade, para ver se obsta a
que os caes saiaju para a tua, e devorem quem transi-
tar. Porm, nestezelo do Eilandarte pelo beni publico,
ha quem descubra cubica dos milhoes de pecas da se-
nhora Gamboa, assegurando que, se os Cabraes aubi-
lein ao poder, o Jos dos Conegos nao dcicai de faser
alguma visita dita senhora, sem receio de ser devora-
do pelos caes.
DIARIO DE PEBNAilDUCU.
') J
vi
erfm esta carta em n. 8 d-* Diario.
VI HK.
Vimos hoje cumprir a parte da nossa promessa
que se refere aos ltimos acontecimentos da Suissa,
a attitude que, nestas oceurrencias, tomaram as
rico grandes potencias signatarias dos tintados do
Vienna e de Paris.
A guerra civil, que acaba de ensanguentar a Suis-
sa, nflo he sen.lo um dos episodios do drama que se
est representandonaquclla ierra cliissicada liberda-
de e independencia europea, e no qual a velhacon
tenda entre o catholicismo e o protestantismo vai
continuando atravesdosscculos.de envoila com a
lula travada entre os novo9 partidos, ascidos non-
tTin, e os antfgos privilegios abalados, em 1798, pela
invasao frJtce7.a, de envoHa tambem com as numero-
sas desavengas suscitadas pela difliculdado era esta-
helerer limitos precisos entre a autoridade da dicta
e a aobcrauia de cada estado.
Foi a Suissa um dos berros da reforma. As pre-
dicas de Zvfingle sfto contemporat)eas das de Luthe-
ro; Genebrtt vranascer c desenvoiver-ae o calvinis-<
mo; e, ao passo que os rsticos habitantes de Sv. itz,
Uri e l'nterwalcl permaneciam fiis religifio do seus
pas as novas doutrinas iam progredindo rpida-
mente por entre as populachos mais cultivada das
cidades: porisso, a Suissa dividio-so quast igual-
mente entre as duas commtinhOcs. Ao lado de
Icantoes exclusivamente catholicos vem-se outros
exclusivamente protestantes; em alguns dos esU-
Idos confederado os protestantes e catholicos se
acham com frcasquasguacs, e ilalii provm urna
fonte perenne de dissonr; Apezar das suas instituices democrticas, a Suis-
sa, at 1798, ainda conservara illeso o sequilo das
velhas instituices da meia-idade, e os csforc.os om-
pregados pela repblica franceza'para destruir os
privilegios locacs, e unitarisar o paiz, apenas deram
em resultado a formac.to de um partido liberal, o
qual,abafado em 1815 pela presenea das tropas es-
trangeirtH, resurgi em 1830, e apos dezasoto annos
de lida se acha hoje no poder, sob o nomo do parti-
do radical, na mor parte dos cantOes que compem
a confctlcraciio helvtica.
A lula entre os radicaes e conservadores he a se-
gunda origem das reiteradas agitacOes que abalam a
Suissa; quanlo terceira, provm ella, como jndis-
semos, dos frequentes conflictos que se suscitam en-
tre a dieta e cada um dos cantos. A conyencao ha-
vida em Bruen, em 15 dedezerabro de 1307, entre
os cantoesdeSwitz.llri oUnderwald, ncleo prirai-
I iyn .lo cnnfe.j.ji-a^fi.i n.lO I i lilla OUtt'O lim M'm.mi ;.
defeusa commuin, e smente conceda dieta fede-
ral mili diminuta altribuiqao.
novo pacto 'adera!, jurado ern agosto de 181., e
garantido pelas cinco grandes potencias, ampliara
de urna muneira notavel as attribuic/es da dieta;
mas, nflo obstante, ainda deixra a cada um dos es-
tados confederados tal independencia, que as neces-
sidades das relacOcs com asnac.0es estrangeiras fez
3ue na pratica se concedesse a dicta maior autoriila-
e do que a que Ihe ortorgia o pacto federal; c,
desde 1830, existe nos Iraclanda da dicta um projecto
de novo naci, aue ainda tifio pode passar, em rasao
da obstinada r'euclancia do partido conservador.
llefrtrcaremontarmo-nos ao anno de 1840 para
encontrarmos na suppressilo dos conventos do can-
tilo de Aigovia o primeiro acto da coutenda ac-
tual.
Oanno de 1840 era ixado para a revisao d cons-
lituJQio leste estado e como o numero dos protes-
tamos fosse roainr que o dos calboliens, consegui-
ramelles, em 5 de Janeiro de 1841, a adopeflo de
urna constituicao, mui offensiva aos seus adversa^
ros. Os habitantes dos dislrictos catholicos, exci-
tados pelaspredicas dos seus pastores, o dos frades
que povoavam os seus numerosos conventos, lanca-
ram mSo das armas para protestarem contra a deci-
sSo da maioria. 0 governo de Argovia reuni tro-
pas, que, coadjuvadas pelos contingentes dos cantOes
vlzinhos, bateram os catholicos em Vilmergcn, e por
decretos de 13 eO de Janeiro do mesmo anno stip-
primlo os conventos e lhes confiscou os bens.
Adecisao do gfio-concelho de Argovia era con-
traria ao art. 12do pacto federal de 1815; entretan-
to, o governo do Berne, que naqucllc momento ex-
crciaasfuncgoesdevoroi/ ( directorio federal), aju-
dou o governo de Argovia a por os decretos em exc-
cueo; mas os canles de Zug, Switz, Uri, Friburgo,
L'nterwald c Ncwchatcl, reelamaram enrgica mente;
e, em conformidade com as prescripces do pacto
federal, convocou-se, para o dia 15de margo de 1841,
urna dieta extraordinaria, que, depois de longos do-
bales, nomeou urna commissu, encaircgada de
propr os meios para resolver-se a quesillo.
A maioria da commissflo julgou os decretos m-
compativeis com o ort. 12 do pacto federal; c no da
2 de abril do mesmo anno, um decreto da dieta con-
vidou o cnido de Argovia para revoga-lo.
Mal succedidos na queslflo dos conventos de Ar-
govia, os radicaes procuraran! indemnisar-se na
questao dos jesutas, os quaes, em dezembro de
1844, foram chamados para Lucerno, alim de serem
cncarregados da educaeo da mocidade. Em 31 de
marco de 1845, os radicaes de Lceme, coadjuvados
pelos corpos francos de Argovia, Soleuro, leme e
Itasilea-Campo, atacaram a cidade de Lceme, e f-
ram esmagados pelas tropas de Uri, Switz c Inlcr-
wald, as quaes tinham marchado em soccorro dos
Lucernenses. ...
A victoria dos jesutas foi seguida de meuidas se-
veras contra os radicaes do canlfio de Lucerno. A
influencia da companhia de Jess tornou-so omni-
potente nos cantOes de Lucerno. Switz, Unlcrwald.
Uri, Valais, Zug e Friburgo, os quaes, em 7 de agos-
to de 1845, fizeram urna liga offensiva, quo tomn o
nome de Sunderbund.
A formacao desta confederac^o, no seto da repu-
blica helvtica, foi geralmenle reputada incompati-
vcl com o pacto federal. Agilou-se na dieta una
mocito para a dissoluc,ao do Sunderbund e expulsao
dos jesutas. Os deputados dos seto cantes, apoia-
dos indirectamente pelos embaxadores de Franca e
Austria, pretenderam que a questSo dos jesutas nao
era da competencia da dieta, e que o Sunderbund
era perreitameutedo accordo com o pacto federal dn
7 de agosto de 1815, e a convengo d ruen; ac-
crcsconlavam alm disto que, no caso da-dieta pre-
tender obriga-Ios a expulsar os jesutas c dissolver a
liga, ellos nito obedeceran!.
Estas doclaracOes fram apoiadas, da parte dosse-
te.cantoes, por fortnidavcis preparativos do guerra.
O governo de Lucerno, que havia sido cncarregado
da direceflo dos negocios do Sunderbund, organisou
um exercito, reuni numerosa artilharia, c compro"
no Picmontc grande quantidadedo plvora c outras
munices de guerra.
A maioria da diota nao se acobardou com a attitu-
de hostil da liga catholica, nem ino -pouco com as
ameacas mal tfisfarc,adao dos gabinetes de Vienna o
dasTuilherias; e, ern 20 de jullio do anno prximo
passado, os radicaes, achando-se'cm maioria, em
consequencia das recentes revolur;6es de Vaud e de
Cenebr, conseguirn a adopto de um decreto que
declarava o Sunderb^ud incompatlvol comas diso-
sic.es do pacto federal, e por conseguinte dissolvi-
do; sendo os sete cantOes responsaveis pelo cumpri
ment do decreto.
Os deputados da liga deelararam, em nome doa
seus commilcntes, que nao obedeceriam s ordons
da dieta, eos preparativos de guerra continuaram.-
Em 11 de agosto, novo decreto ordenou quo os seto
cantOes se abstivessem de ludo quanto poda pertur-
bar a tranquillidade publica: este decreto leve a
sorte do primeiro, e o vorort notilicou os governos
de todos os cantOes para que enviassem os contin-
gentes necessaros formaglo ile um exercito fede-
ral de 50,000 homens. O general Dufour foi Hornea-
do general em chele deste exercito, e com lodo o
afn oceupou-se em organisa-lo c preparar o plano
da futura campanha.
Afora os decretos de que j fallamos, a dieta to-
mn mais duas resoluces, cuja primeira ordenava
que os jesutas fossem expulsos do territorio da
repblica, e a segunda exautorava dos postos no
exercito federal os oflicaos que se tinhim alistado
sb as bandeiras do Sunderbund.
Entretanto, approximava-sc a poca em que a
dieta devia decidir se os sous decretos de 20 de ju-
Iho e 11 de agosto seriam postos em execuco a
frqa d'armas, c a attitude da maioria da dicta nflo
deisa"a a menor duvida sobre o resultado da doliho-
rnco que tivesse lugar a tal respeito. Austria o
Franca, embargadas pela opposicflo da Inglaterra,
deelararam que nao tencionavam inlervir por va das
armas, e a ligados sete cantes, cujas torcas n0o
passavam de 40,000 homens, via-se amcacada de ser
esmagada por um exercito federal cujo effectivo po-
da clevar-sc com facilidade a 100,000 homens.
Os deputados do Sunderbund procuraram, pois,
recorrer aos meios conciliatorios, o offereceram a
dictasubmellera S. Sanlidade, chofe da igreja ca-
tholica, a questo dos jesutas e asdifliculdades anda
pendentes acerca dos conventos do Argovia. Os de-
putados da maioria responderam que a proposi-
to nao era admissivcl, salvo se o Sunderbund mati-
dasse enviados santa s, afim de pcdir-lhe que fl-
zesse retirar os jesutas do territorio da Suissa. Re-
pelldos por este lado, os mesmos deputados reque-
reran que se decrelasso um desarmamento gerai.
alim de so poder ajustar urna concliacSo com mais
vagar. ....
Esta ptoposic.30 foi igualmente rcjeitada, assim
como outra queanlcriormonte tora apresentada pelo
cantao de Zug, e qual os outros deputados da liga
tinham adherido propondo-a como base das nego-
ciares. ,
Esgotada esta ultima esperanca, Bernardo Meyer,
deputado por Lucerno, o mais conspicuo .los ora-
dores da liga, depoa as mios do presidente da di-
eta um protesto solemne, acompanhado de um ex-
tenso manifest, que fram inseridos na acia da
sessHo d29dooulubro do anno prximo passado ;
e, pelas duas horas da larde do mesmo da, os de-
putados dos seto cantes sahiram do Berne em
oarruagens, precedidas polos oQicaesqno levavam
as bandeiras os respictivos cantes.
0 manifest do Sunderbund, que, por demasia-
do extenso, no trasladamos aqu, tinha por'alvo
provar que o compoi lamento dos cantes de Swiu
Uri, Unlcrwald, Friburgo, Zug, Valais o Lceme,
era uerfeitamente de aecrdo com a leltra e espirito
da conveneo do Bruen e do pacto federal do 1 j
do agosto de 1845 ; pois que a liga de 7 de agosto de
184aalinha por fin manter a soberana e indepen-
dencia das cantes que assgnaram-na, no eiilanto
que os governos dos cantes de Borne, Zunck, Cla-
ris, Soleure, Schatfausen, S.-Call, Crisoes, Argo-
via, Thurgovia, Ticino, Vaud c Ccnebra violaram
o pacto, asignando o decreto de 20 de julho ; e de-
elararam desarto urna guerra injusta aos seus
leaos confederados dos seto conloes catholicos.
A chegada, em Lceme, dos deputados da liga
foi considerada como urna declaradlo do guerra,
c as autoridades civis resignaran! os seus poderes
as mflos do concelho de guerra, que, em 31 no
outuhro, enderecou aos i-cprescutantcs das poten-
cias estrangeiras junto confedcracHo helvtica o
protesto e o nianisfesto do que j fallamos, c jun-
tamente a nota se^uinto
Um. e Exm. Sm: Com a mais profunda ma-
goa, temos a honra de comtnunicar a Exc o ma-
nifest apresentado dieta, na sess3o do 29 do
presento, pelas deputaqes dosnossos cantes, as-
sim como'..... protesto que V. Exc. se dignara do
levar ao conhecimento do seu governo.
(Uto recordaremos aqu os melanclicos gen-
ios que nos mpelliran a fazer esta declaracao aos
doze estados da maioria que menosprezara as not-
as justas reclamarles o parificas offertas P0"
nosso firme o nabalavcl proceder nos tmpea o-
brgacao do cumprirmos todos os nosso deverea
para com os doze cantos, sem embargo las repe-
tidas violaces do pacto federal, mW|M
ram a guerra civil, ora empenhada contra no.
. Sempre acatemos as potencia Irangei* ^
isso nos ha--mos estorcado para com ellas maultr
mos amigavesrelaees e fiel econ^enc.oMmen-
te observarmos as conticoea impostas Su'^'j*
por ella aceitas as rec.procas tt-clar*;Oes *'-fV ^
f" ona _.- .i iois e nesta conforniiua-
marcooi. de maio de 48 o e ncsiif
dT^esp^amoV'qe .7 aTas polenrias 'econhecarn
c.rcssa e formalmente a actual siluacBo dos seta
ortadw confederados como perre.tamcnto de aecr-
do com estas deelaraces.
Limitajido-nos a estas poucas liuhas, na ves-
pera da gnerra civil, aproveitamos a occasiao para
patentesrmo V. Exc. a nossa dislincta conside-
raco. SiegwartMulle,presidente. ivvvEy*,
secretario. -Lceme, 31 de oulubro de 1847.
De ambos os lados, ludo se preparou para a ln-
Ita. O concelho de guerra do Sunderbund cercou
Lceme com numerosas fortificaces. Opno
baixo Valais foi desarmado, por ser hostil 'causa
'da liga, cdous batalhes do alto Valais atravesss-..

' ',


!X?T-ide8anele8ch efram rofrgar a guar-
moir- ''lI,UrF' udevia de scro 'vo d Pn-
As ^;,a^eM<;0et m,''f do exercito federal.
Adestradas que rito ter i esta cidade lram corta-
rouWr, -l/!nhas >c.Tbada8,Vro nflo es-
conderem os movimcntos lo inimigo.
O'directorio federal, pela sua parte, nSo dosen-
"*eu a menor actividadc. Os cantor.; de Vaud e
IS8"!? numerosa tropas : e, apezar
2
vnl
6<
&m?m 'd*de m ,|U0 so houwr"n Ww m-
drral Tr?Viar .S se,is ntngentca, o exercito fe-
Am,rn^ .CO?tou. co,n n,HS ,le M*0 homon.
A mor parte dcstas tropas, sb ocommando imme-
rm.lr-, f.^"0'*1 *.'" <',"JfL,' era ainada a operar
dT^SiTO e.Lucern- eo resto, sol, as oi'dens
..Vr PCl LuV,nl' Srstava reuiiindo em Lugano
tenfeSE ParaJ,.edaras coii.municacoesdoSun-
Icidand con. a Italia. No da 30 de outubro, aps
ao oanf^"'1S8N- dC, q.U?tro horas- orue,lou a dieta
?h i',e IN.e,Lchate|. qe pozesse o seu contin-
gento a disposico do general em chefe.
r.ri^n^'0" cantes' os habitantes dos districtos
caIholicos recusaran, marchar contra os scus cor-
riligionarios do Sunderbund, e em algunas para-
gen s_ do cantao de S.-Cali foi necessario colloca-
a rctirar-se, tendo apenas perdido alguns soldados
o dous ofliciaes.
Ao receber estas noticias, o vorort expedioor-
dens ao coronel Luvini para acommetter o cantao
de Un pelo lado de S.-Gothard ; e s tropas do Cla-
ris e GrisOes para atacarem-no igualmente pelas
Ironteiras dos respectivos cantOes. No mesmo dia,
as tropas de Zurik oceuparam Zug, depois de um
reconlrode pouca importancia.
No dia 8, em concequcncia das mui acertadas ma-
nobras do general Dufour, o Sunderbund sa acha-
va totalmente bloqueado, e sem communicacHo com
os districtos cathoheos dos outros can loes; nos dias
9 e 10, foi oceupado o territorio de Friburgo, a ox-
cepcaoda capital, onde os jesutas haviam concen-
trado as suasfdrcas, e que foi sitiada immediata-
ment pelas tropas federaos. No dia 11, o general
Dufour chegou ao acampamento com os contingen-
tes de alguns cantoes retardatarios, e comecouafa-
zer fogo sobre a cidade.
No mesmo dia, as tropas de Lucerno tinham pro-
curado soccorrer Friburgo por meio de urna diver-
sio. Urna columna invadra o territorio do Zu-
rik e fra repellida. Outra passra para Argovia,
Fem-se gua das en r^adaa (toa"*!!!? ff.J2f" S?" ''e sblova''"^ districtos catbolios deslean-'
rem que se So tocasse reba C8Kino O 7,5r"|ia;i"Sfdra,Umbom ma succedida nesta tentati-
vo do Thurgovia JSjR SS Igi&SS. SA tfSASSJPS .s.an?ui,.,o,ent.a>travada
tilico de Fisch.ngen. O grao-concelho de Gri- "C "U"' uu"**m a reir-
sOcs rrsn vi^m nin ,.i.......... -.___.:____... i..ui.r.
sOcs resolver nao chamar os contingentes da par-
te catholica do mesmo cantao, o o ministro da
{russia participara ao presidente do vorort, que
Darla recebido ordem do seu governo para apoiar
a recusa fcita pelo cantao de Newchatel.
Vodia .11, o cmbaixador austraco ja havia dei-
xadoo territorio da confederado; e, nos princi-
pios de novembro, as tropas federaes oceuparam o
cantao de Newchatel Neste mesmo lempo, o grao-
concelho de Basilea-Cidadese decidir a obedecer
intimarlo do general cm chefe; as tropas fede-
,a ?f conccntraram nasimmcdiaces de Friburgo,
c Oschenbcm renunciou, por um instante, s suas
lunccOes do presidente do vorort, para tomar o com-
mando de uma das divises do exercito; e, em llm,
lio da 4, ,iu passo que as tropas de Uri e Unlerwald
iam ehegando em Lceme, a dieta adoptou, com
a maioria de 121;2 cantos, a sogninte reselucio :
A dieta federal, attendondo"que, pelo decreto
de 20 de julho, a liga dos sete cantOes, que formam
o sunderbund, foi declarada incompativol com as
* isposiQOes do pacto federal, e conseguintemente
dissolvida ; atlendendo que os ditos canlCcs eram
responsaveis pelo cumprimento do decreto; atten-
res, se assim o exigissem as circunstancias, e que os
deputados dos sete cantOes ja tinham declarado, na
sess3o de 22, que n3o reconheciam o decreto ; at-
tendendo, alm disto, que os ditos cantOes, tanto
antes como depois desta poca, fizeram preparativos
ue guerra, levantaram fbrlificaijoes de campanha,
importaran, do estrangeiro armamento e muiiiccs
de guerra, revefando desl'arte a intencao de se op-
prem, por meio d'armas, execucuo dos decretos
la dieta ; attendendo que os mesmos cantOes nao s
nao observaran, o decreto de 11 de agosto, pelo
qual eram seriamente admoestados a se absterem
de tudo que podia perturbar o socego publico, mas,
tanto depois como antes do decreto, obraran, en, op-
posicfto s decises da dieta, construindo reductos,
e continuando osseusextraordinarios preparativos;
attendendo que a commuiiicacSo com as autorida-
des dos cantOes c com as assemblas populares ha
sido vedada aos commissarios federaes nomcados
pela dieta ; quo a distribuidlo de urna proclamado
conciliatoria, inspirada por sentimentos de con fe-
deral amizade, fOra prohibida nos seto cantOes, e
em Lucerne foi considerada como um delicio que
asleisdeviam punir; attendendo que as proposices,
tendentes a effcluarcm urna reconciliacao, fOram
repellidas pelos sete estados, e que todos os estoi-
cos empregados para os inducir, pelos meios pac-
ficos, a cumprirem o seu juramento federal, fOram
inuteis; attendendo que os deputados dcsles cantes
se retiraran, da dicta en, 29 de outubro e por este
icio, combinado com as declaracOes fetas na mes-
ma occasiiio, e preparativos militares que desde
entao continuaram com duplicada actvidade, col-
locaram-se abertaniento em hostildade a confede-
rado; attendendo mais que, em virtude do pacto
foderal, a dicta he obrigada a fazer respeitar os de-
cretos que ado, tara, en, consequencia dos poderes
quo Ihe confere o mesmo pacto, e que lhe cumpre
ompregar todos os incios ao seu alcance para pOr
lim a um estado de cousas, que ameaca a interna e
externa seguranca da confederacSo, de accOrdo com
osart. l.o, 6." e 8. do pacto federal, decreta o se-
guinle:
Art. i." O decreto da dieta, em dala de 20 de
julho do presento anuo, que ordena a dissolucao
da liga feita entre os cantOes de Uri, Switz, Unter-
wald, Zug, Friburgo, Valais e Lucerne, ser executa-
do por va das armas.
a Art. 2.0 O general cm chefe das tropas fede-
raos lica cncarregado da cxecucAo do prsenle de-
creto.
Art. 3.0 A dieta decretar todos as medidas ul-
teriores que forcm necessarias.
Art. \. O directorio federal communicar sem
demora o presente decreto ao general em chefe das
tropas federaes, ao concelho de guerra federal e a
lodos os govemos cantonaes.
No da 12, o genoral Dufour Intimou ao grao-con-
celho de Friburgo que houvesso do entregar a cida-
de, dentro de 2* horas, e depois de urna dilacSo de
mais um dia, Friburgo capitulou no dia 14, e foi oc-
cupada pelas tropas federaes. A 15, o doto, reunido
na praca publica, procedeu cleicSo de um governo
provisorio, composlo dos principaes chefes do par-
tido radical ncslu cantao ; e a mor parte dos 30,080
Domea que compunliam o acampamento de Fribur-
go, fOra junlar-se com asdivisOes que operavam no
cantao de Lucerne.
No dia 17, os radicaes eram senhoros de lodo o ter-
ritorio de Lucerne, o 70,000 homens seanresenta-
ram com 180 pecas de artilharia para romperem a li-
nha de defesa que protega a capital do Sunderbund
No mesmo dia 17,1,500 homens de Uri o 2.000 do
Valais entraran, o can!3o de Ticino, e, depois de re-
ontda peleja, apoderaraiifaeda cidaue do Airlo;
dalu marcharan, para llelinzoua para atacarem o co-
ronel Livine. Mas ja se achava perdida a cnnn do
isunderbund. As lortiticacOes que protegan, Lucer-
ne, posto que defendidas rom muita coragem, cahi-
ram, urnas a pos outrns,eni poder das tropas fede-
raes ; no da 24, o general Dufour entrou en, Lucer-
ne, a rrenle du seu exercito triumphante, e foi con-
cluida a guerra.
Anda permanecan, Ilesos os pequeos cantos
do Ln Switz. Unlerwald e Valais ; mas, depois da
tomada de Lucerne e Friburgo, o Sunderbund havia
perdido loda a fOrSa moral, e j nao havia resisten-
cia possivel. No dia 26, Uri e Unlerwald reconhece-
ram a autondade da diela. Switz submetteu-se om
27; Valais om 30; e no l.o do dezembro, os sete
canlOes, de que se compunha o Sunderbund, tinham
a sua lenle governos provisorios, elcilos pelo povo
uentre os mais esleimos sectarios do partido rad-
Ci
Depois que principiamos a narrar os pormenores
uesla campanha, encolada o concluida em menos de
lies semanas, nos vimos obrigados a deixar de par-
le ludo quanto se nao referia as operacOes militares,
e por liso he Corea que nos remontemos poca do
Logo depois da publicado do decreto da dieta, as
tOrcas Cedcraes se pozeran, em movimento e 15,000
homens do exercito federal, divididos cm tres co-
lumnas, entraram o territorio de Friburgo, em 6 de
novembro, com dous parques de artilharia, ao pas-
so que o ervo do exercito federal se diriga sobre
Lucerne.
O Sunderbund, pela sua parte, j se achava promp-
topara receber o inimigo. Os sete cantOes tinham
sido declarados em estado de assedio, e o seu gene-
ral em chefe, Salis-Saglio, se achava com 16,000 ho-
prmcipio da guerra civil, para complotarmos a t-
rela que nos iii.pozemos, relatando os acontecimen-
los que seguraiu cm cada cantao o trumpho do
partido radical, e o modo porque se houveiam as
cinco grandes potencias, durante o lempo desta
gueira.
Nuiguem pensara que os radicaes de Valais, Fri-
burgo e Lucerne, Uto cruelmente tratados pelos con-
servadores, depois das mallogradas tentativas de
1844 sublevagao do baixo Valais;, de 1845 (ataque de
Lucerne pelos corpos francos), edo 1847 f.sublevacao
dos liberaos no canlilode Friburgoj, d.jxassom de
aproveitar o ensejo para se vingarem de seus adver-
sarios ; por isso, varios excessos assignalaram o tri-
umpbo dos radicaes ncsles tres cantes, e os gover-
nos provisorios lomaran, algumas medidas dictadas
poT sentimentos do odioe vingauca.
Nos dias que seguirn, a occupacHo de Friburgo
pelas tropas federaes, deram-se scenas de violencia
e pilliagcm. A calhedral de San-Nicolo, a chancel-
lara, o convenio e seminario dosligorianos, o con-
venio e collegio dos jesutas, TOram saqueados, as-
sim como diversas casas, perlencenles a alguns
membros do governo transado. Em diversas villas
do dito canuto reproduziram-se scenas anlogas;
e, succodeiido quo alguns soldados solados do exor-
citolederal (ssem assassinados pelas partidas mili-
cianas da ex-guarnicao de Friburgo, que anda se
acliavan, em armas, no campo, a cidade foi declara-
da cm estado de assedio no dia 17 de novembro ; in-
limou-se a todos os estrangeiros e membros das cor-
poracOes religiosas que deixassem a cidade, dentro
de 24 horas, proclamou-se a lei marcial, o os mili-
cianos que se encontrarain armados fdrain fuzilados
incontinente.
Dous das depois, suspendeu-seo assedio; o, por
um decreto de 19, o governo provisorio, nomeado
por um simulacro de eleicBo, banio para sempre do
territorio de Friburgo os jesutas, os lgorianos, os
maanitas, os Irados da doutrina chrislfia, as frei-
rs de S. Jos e S. Vicente de Paula, os frades do Sa-
grado Coracfiu; o decretou a coiiIscbqHo, en, pro-
veito do eslado, de todos os bens perlencenles a es-
tas congregaces.
Em Lucerno tiveram lugar as mesmaa scenas, e
nos das 25 e 26 do mesmo mez deram-se numero-
sas violacoes'da seguranca individual e de proprie-
dade. A ordem s pOdo ser restabelecida no dia 27,
o neste dia os radicaes, reunidos n'uma praca publi-
ca pelo Hr. Sleinger, um dos chefes dos corpos fran-
cos, condomuadoa pona ultima cm 1845 polo gover-
dlela, en, nome do aeu governo, uina nota diplomtica,
en, que abcrUinente amrar.ava a confederado, e decla-
ra va que a Prussia considerara, como catn belii, toda e
(|ualquervolacao da neutralidade de Newchatel. Esta
nota foi auumettida dicta, e no dia 2 de dezembro, M.
de Sidow recebeu uina resposta cathegorica, na qual a
dieta declarava o cantao de Newchatel parte integrante
da confederacao, e manifestava a firme intencao de
manter as suas regalas de naco independente, e de
repellir qualqucr usurpacao dos scus dlrcltos.
Franca, pela sua parte, asilm que coiurcoii a guerra
civil, propox s muras qualro grandes potencias que se
enderecasse ai, vorort nina notacollectiva, aflmdecon-
vida-Io a suspender as hostilidades, e mandar deputa-
dos para uina conferencia que devia ter lugar emNew-
chatel, Basilea, ou Friburgo em Brisgau, e na qual se
ajustariain as quesldes pendentes entre a dieta e o
Sunderbund; propinaba alm disto o gabinete das Tu-
Iherlas que, no caso do varort nao acceder inlhnaco
das cinco potencias, as conveneea de 1815 fossein con-
sideradas como violadas, e que as mesuias potencias to-
nassem iminediatamente as medidas nccrssarlas para
manterein e refrcarem as ditas convenefles.
Pussia e Austria aceitaran, iimnediataurntc o alvitre
lembr.ido pela Franca, ese nao duvdava do assenti-
nento da Russia mas o gabinete de S.-James no quii
que se recorressea meios violentos, e apenas consrntio
na oirerta, s partes belligerantes, de urna mrdiaco
pacillca. Como o lempo urgisse, e os eventos da guerra
civil se fossem succedendo com unta rapidei que prog-
noaticsva o ressc desbsrM.- Jos sem -ades de Sut,
derbund, o gabinete das Tulheras aceitou a modiHca-
c;io exigida por lord Pabnerston ; e como os gabioetes
de Vienna e Berlim adherissem tamben, inediacao pro-
posta, o en,bailador Trancez enderecou dieta, em da-
la de 30 de novembro prximo passado, a nota se-
gunte :
0 abaixo assignado, cmbaixador de S. M. ei-rei de
Franca junto confederacao suissa, leve ordens do seu
governo para fazer a segulnte communicaco S. Ex. ,
o presidente da dieta e ao presidente do concelho de
guerra do Sunderbund.
O governo de ei-rei, animado do mais ardente dcsc-
jo de ver todas as partes da Europa continuaren, a gozar
os beneficios da paz, inspirado pelos mais sinceros sen-
timentos de amizade para com a naco suissa, e fiel s
obrlgaces que a Franca contrabio como urna das po-
tencias que assignaram o tratado de Vienna de 1815, vio
com a mais profunda ingoa o coineco da guerra civil
entre os can loes que coinpem esta confederacao. O go-
verno de ei-rei, desejaondo prestar a sua cuadjuvaco e
eninregar os seus bons nllirw para reinovr a dlmriiL
dadrs que teem sido a origein de todas a* hostilidades,
envin aos governos de Austria, Gra-Bretanha, Prussia
e Russia, uina proposta a este respeito; e, encontrando
estes governos animados pelos, mesmos desejos, resol-
ven, de accordo con, os seus al liados, fazer um offereci-
menlo collectivo da medaco das cinco grandes poten-
cias para o restabelecimento da paz e concordia entre
os can loes deque se compe a confederacao suissa. Em
consequencia, o abaixo assignado te acha encarregado
de olTerecer a medaco da Franca neste negocio, cou-
junetamente com a das outrasquatro potencias.
n Se'este ollerecimento for aceito, como eipera o go-
verno de el-rei, uina inmediata suspenso de hostilida-
des ter lugar entre as partes belligerautes, e continua-
r at a concluso definitiva das uegociacOes que se se-
gurein.
Ncrte caso, ser necessario encelar inmediatamente
una conferencia composta de um represntame por
parte de cada urna das cinco potencias, um representan-
te da dieta e outro do Sunderbund.
As bases com que se deve cifeituar urna reconcilia-
cao entre a dieta c o Sunderbund consisten) cm reparar
un aggravos de que se quexa cada uina daa panes. Estes
aggravo9, por um lado, parecen, ser o estabeleeimenlo
dos jesuitos na Suissa, e a furmacSo da liga separada do
Sunderbund; por outro lado, o recelo de aggresso por
parte dos corpos francos, e o desiguio, atlribuido die-
ta, de querer destruir e violar a independencia e sobe-
rana dos diflerentcs cantes
Eis-aqui agora as condicoes que o governo de el-rei
proporia para o restabelecimento da paz na Suissa.
!, Os sete cantOes do Sunderbund se dirigiro
santa s para pedir-lheque. por interesse da pac eda
rrligo, se digne de prohibir que os jesutas conlinuem
a residir no territorio da coufederaciio helvtica, rece-
brndo elles uina justa e conveniente indemnidade pelos
predios c bens de raz que sero obrigados a deixar.
2. A dieta, confirmando as suas anteriores dc-
claracOcs, se comprometiera a i,3o usurpar a inde-
pendencia e soberana dos cantOes que fOram garan-
tidos pelo pacto foderal. Comnromclter-se-ha tam-
bem, para o futuro, a prestar eOJcaz protec^ao aquel-
los cantOes que lOrem omeacados coma invasaode
corpos francos, c a nSo admitlir modiOcagao alguma
no pacto federal sem o consent ment de todos os
membros da confederacao.
3.* Os sele cantOes do Sunderbund dissolverflo
entao a sua liga separada.
4. Assim que a quesillo dos jesutas se achar
completamente resolv Ja, segundo as bases indica-
das no artigo t .*, os dous partidos dissolvcr3o os ros-
pectivos exerclos, reassuminlo a sua ordinaria e
pacifica allilude.
O abaixo assignado, uaos est encarregado de
manifestar que o governo de el-rei deseja vivamen-
te que esta justa proposigSo soja immediatamente
aceita pelas duas partes belligerantes, como de soli-
citar urna prompla resposta da dieta.
a O abaixo assignado roga S. Ex., o presiJonte da
diela, se digne de aceitaros protestos da sua alta
ConsideraQ3o. Conde de Ihii/e-Comle, embaixador
de Franca. Basilea, 30 de novembro de 1847.
mens, que a Franca eslava para reunir na fronteira
do cantao de Genebra, o n'outro de 80,000 homens,
que a Austria postaria no Voralberg, mas nao po-
demos acreditar que a Franca se atreva a intervir
sem o consentimenlo da Gr3a-Rretanha, e julgamos
que as difllcufflades se hilo de aplainar sem eiTusa
de sangue.
Talvez alguem so admiro quo o protestante Gui-
sot se mostrasse tflo solicito en, proteger os calholt-
cos da Suissa, a ponto do por em risco a paz da Eu-
ropa ; mas, neslo negocio, n sympalhia religiosa de-
via desaparecer ante a questao poltica. O partido
radical, que domina hojo sem opposicSo na confe-
doracao helvtica, j por varias vezo* ha manifes-
tado a intcncSode ampliar, por via do novo pacto
federal, as diminutas altribuicOes da dieta, o o?
mais exaltados deste partido nao procuram disfar-
car o proposito de acabaren, com a independencia
cantonal, e converlerem a Suissa n'uma repblica
unitaria ; entretanto que o partido vencido en, no-
vembro de 1847, era ornis estrenuo defensor das
regalas dos cantOes. Ora, a existencia, no centro
da Europa, de urna repblica unitaria, que po-
de apresentar cm campo um exercito do mais de
150,000 homens, e na qual j se roalisaram multas
das reformas reclamadas pelos socialistas modernos,
nao deixaria de por em risco a tranquilizado das
grandes monarchias que a cercam por toaos os ia-
dos, e manteria os rospectivos governos n'um
lado de perpetua inquietadlo.
A Inglaterra, pelo contrario, muilo ganharia e
esta oceurrencia ; e, protegida pela sua sita
insular, seria o nico arbitro dos destinos da i
ropa.

Correspondencia.
niens as linhas de defesa de Lucerne. O resto das "" transado, clogeram un, governo provisorio, e vo-
l'rcas da liga consista en 12,000 homens, ontrin-jtaram contra os jesutas e seus adherentes, resolu-
cheirados em Friburgo; 8,000em Switz; 5,000emiCes anlogas as tomadas polo governo de Fribur-
Valais; 3,000 em Underwald; 2,500 em Uri, 1,500 "
cm Zug.
A nota do governo francez foi remeltida dieta,
ao mesmo lempo que as participacOes ofliciaes em
quo se Iheannuuciava a pacificado de lodos os can-
lOes rebeldes, assim como o total aniquilamento do
Sunderbund ; e a diela, na sua resposta, em data de
7 de dezembro, reeusou formalmente urna meda-
cao, que a concluso da guerra tornara inicuamen-
te desnecesaaria, e nesta nota, assim como na que
alguns dias antes enderezara o governo nrussiano,
protestou maniera sua sobara*,* o independencia,
contra qualquer usurpacao das potencias estrangei-
ras.
Sr. Redactor do Piario de Pernambueo. O Sr. c-
rurgao Francisco Jos da Silva, respondendo, no aeu
Diario de 14, represen tacar, que flz ao Sr. chefe
de polica, e que Vmc. se dignou publicar no seu
Diario de 8 do corrente sb n. -5, no que Ices y: s en-
fermara, asssim reeapitulnu.
Tres sao, portento, os pontos om que sou atroz-
iiicne i tiiiiiiiaiao, coTG cirrgiao raCrrcgu do
curativo dos presos, e silo: 1 morrerem os presos
fome na enfermara ; 2.' n3o ir cu mesma todos
os dias ; e 3., consentir na entrada de comidas de
lora para os presos da enfermara.
Esle s enunciado he bastante para convencer que
nao calumniei ao Sr. Silva, e que esto Sr. foi nimia-
mente susceptivel, quando naquelle ponto ttido to-
mou para si, fazendo-se assim solidario como enfer-
me iro. Eu nao aecusei ao Sr. Silva de tudo quanto ha
irregular na enfermara, apenas a>seu respeito foi o
nao vir todos os dias cadea, o que me pareceu estar
nassuas obrigagOcs; mas S. S. soccorre-so ao sou
contrato com a cmara municipal para mostrar-me
como nSo he obrigado a vir lodos os dias cadea, e
eu dou f implcita a suas palavras, assim coma
crco em todo o sou zelo em 1838,1843 e 1845, como
he abonado por t3o importantes documentos. Se
ve, pois, que nao he calumnia o dizer eu que S. S.
nao vcio, 'uem vcni lodos os dias cadeia.
Como o Sr. Silva nao he presentejjuaudo se isir-
bue a comida, lhe afllnno que he sempre pessima,
e inda agora, que leite, ovos, gallinha, dore de
goiaba seguramente s existe em suas receitas, o
nunca se dislribue com os presos doentes. que fa-
zein por parte do enfermeiro a mais rigorosa diela,
quasi,sempre com caldo de carne velha e passada,
magra, o que inda hontem verifiquei, assistindo
dislribuic.lo dojantar; sendo neste poni comple-
tamente Iludido oSr. Silva pelo enfermeiro.
No que respeita entrada de comida estranha na
enfermara, assevero que a convegao do Sr. Silva ho
inteiramentesem fundamento ; porque eu sou teste-
munha, e maisexislem, de qun entra para a enfer-
mara bacalho, carne secca do Rio-Grande, 6tc, e
quasi sempre inlroduaido pelo enfermeiro e seus
agentes, e al bebidas espirituosas.
Tamhein o carcereiro no seu Diarlo de 15 descora-
poz-me; mas nao iiegou que mata os presos fome,
como confessa o Sr. Silva na sua correspondencia, e
3ue ron ha a quem entra preso na cadeia, a pretexto
e flear na sala livre, 12,800 rs., e mais ou menos;
porm, nao devendo na fosicOo emquo me acho,
descer para entrar em polmica com um ente tito ab-
jeclo, amanhaa dirijo urna representadlo em forma
ao Sr. chefe de polica, e eiilfio ronhecer-so-ha quem
he o Sr. Joaquim Jos A mane i o.
Adeos. Publique asta justificoslo logo no seu in-
teressauto Diaria, amanliSa, com oque muita obri-
gar ao
seu amigo e collega,
Antonio Borgts da Fonseca.
C, 16 de Janeiro do 1848- (
O total destas frcas orcava em pouco mais de
metade'do efectivo do exercito federal; mas os sol-
dados, fanatisados pelos jesutas que llies serviam
dei capellSes e pelos predicas, do Capuchinho Ve-
rekund edos padres francezes Stockler e Arnaud
promeltiam desesperada resistencia.
No dia 7, comecaram as hostilidades, nos limites
do contfio de Ticino. Um destacamento de artilha-
ria, pertencente s tropas do Sunderbund, c encar-
regado de collocar urna batera nos desfiladeiros do
S.-Golnard, nao encontrando conveniente situaeflo
no territorio de Uri, passou as fronteiras do cantao
de Ticino, ah foi atacado por um batalhfio de caca-
dores da 6 dirisflo do exercito federa! e obrigado
go-
Iguaes medidas fram tomadas no cantao de Valais, e
he provavel que os governos definitivos, que deviain de
ser eleitos no decurso do mez de dezembro, adoptem os
proscripcOcs, contiscacOes e outras medidas violentas,
propostas as assemblas populares contra os membros
dos governos transados dos canlOes do Sunderbund.
As cinco_grandes potencias, signatarias do tratado de
Vienna, nao viram com in Jitl'ei enea, como j distemos
de passagem, as diversas peripecias da crise, por que a-
caba de passar a repblica helvtica. F.l-re da Prussia,
em qualidade de principe de Newchatel c Valaogin, a-
poiou a recusa, fe i la pelo grao-concelho de Newchatel,
de enviar o seu contingente ao exercito federal, e o pro-
testo do dito cantao contra a oceupacao militar do seu
territorio pelas tropas radicaes. Em consequencia, a 26
de novembro, 51. de Sidow, ministro prussiano junto
confederacao helvtica, enderecou ao presidente da
Franca nao ficou satisfeita com o desenlace da
guerra civil, que, pelo total.aniquilamento do Sun-
derbund, tornava, com ilcito, desnecessara a me-
di-Uo proposla pelas cinco grandes potencias; e a
,mprensa ministerial de Taris reputava necessaria
urna intervengo das mosmas potencias para protc-
gerum os cathoiicos da Suissa, e embargaren, as
usurpaces d| diela sobre a soberana e independen-
cia da minora dos canlOes. Esta oploi3o, porm,
nao he a do governo inglez; porquanlo, respon-
dendo s interpellaces de M. Osborne, lord l'al-
merston deelarou que, no parecer do predito gover-
no, a concluso da guerra civil na Suissa tornava
intil a mediacao.
N.lo obstante esta formal declaracSo do governo
inglez, Guisot, de aecrdo com Metrmele, poraistio
em querer intervir ; mas os seus collegas nao fram
da mesma opiniflo, e dovemos atlribuir divisao,
3ue so manifestara sobre esta questao no gabinete
as Tulherias, os boatos de modificaban ministerial,
e da retirada de Guisot, que ltimamente se espa-
ntaran,, e fizeram baisar os fundos na boira de Lon-
dres, como ja noticiamos aos nossos leitores, om o
n. 8 desta gazeta.
Entretanto, fallava-se n'um exercito de 40,000 lio-'
Sri. frdactortt. Constando-mc que alguem te vale
do nome do Sr. Frederico llansen para denunciar de
niini, por tentativa de morte contra o mesmo Sr. Han-
sen, rogo-lhes queiram inserir no seu Diario a carta
que ao mesmo escrevi, e a resposta que me deu, da
qual se mostra que este facto nao tein a menor proba-
bilidade : e no entretanto, se a pessna que tal proniove
nao se cohibir de um meio tao pequeo, serei obrigado
a esclarecer ao publico tudo quanto a este respeito tein
havido, para o que me estou preparando.
Sou seu assignantc
Joo da Cunka Res.
lllm. Sr. Frederico. Precito que Vtn. rae retponda
ao p desta, te em algum lempo lhe constou, ou Vine,
toube, que eu tentaste contra tua existencia, e se entr
nos bouve mais do que urna pequea apuracao tobre
aposta feita ha qualro anuos pouco mait ou menos,
na Ponte-de-Uchda, com os nossos ca val los. Desejo-lhe
tade, c crcia-me ser teu venerador e obrigado
Joto da Canas Reii.
Recifc, 12 de Janeiro de 1848. a
Um. Sr. Joo da Cunka Re Nunca me constou que
Vine, teulasse contra a imnlia existencia.
llecife, 17 de Janeiro de 1848.
Frtderieo Batum.
S
COMMERCIO.
A lan (lega.
E1SIMENTO DO DIA 17............5:IM,572
Detcarregam hoje, 18 di Janeiro.
Brigue Nordem taboado o ferro.
Brgue llunnymede bacalho.


__------,

I

CONSULADO GENIAL.
RBNDIMFNTO DO DIA 15.
Goral...........
Diversas provincias.
2:427,7*2
158,085
2:585,827
CONSULADO PROVINCIAL.
BEND1MENTO DO DIA 17........... 1:228,728
lYlovimento do Porto.
Navio tahido no da 17.
Macelo; brigue de guerra br.itilriro Capibaribt, com-
mandante o capltao tenentc Joto Nepomuceno de
Meoezea-
mmmmm m i p v l.
lJ.-.'/>.. TkmJnm Am Er*lna
mmS ^.J-L,
da Rosa, cmvalleiro da de San.-Bento-d'Avia, condeco-
rado com a medal/ia da restaurado da Baha, por oc-
.casido da independencia, oapildo de mar e guerra gra-
duado d'armada nacional e imperial, inspector do ar-
senal de marinha detta provincia e capitdo do porto
da mesma, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, ele. ____,
ntonio-de-Padua, porter sua carga prompta : tra-
ta-se na ra do Vigario, n. 5.
- s"CIi:o-uO-Jarieir s!iri, nio fim do cor-
rento mez o brigue nacional Despique por ter a
maior parte de seucarregamento engajada : para o
resto passageiros, e escravos a frete, Irala-se com
Machado & Pinheiro. na ra da Cadeia, n. 37, ou com
o cap nao, Joaquim Jos dos Santos.
-- Para Lisboa com escala pela ilha de S.-Miguel
?' rLm- <1. corrente mez, o brigue porluguez
O.-Dommgos ; anda recebe urna pouca de carga e
passageiros : a tratar com os consignatarios, Mon-
des & Tarrozo, ou com o capitSo, Manoel Gongalvcs
vianna, na praca do Commercio.
I ~)' o Rio-de-Janciro aahe, uestes dias, por s
Ihe faltar um pequeo resto de carga para abarro-
tar, o Iirigue nacional Sociedade : para carga, passa-
geiro ou escravos a (Vele, a Tallar com Jos Francis-
co Collares as escadinhas, ou na loja de ferragens ,lm crianga recem-nascida, dirija-se a casa do ma
da esquina da ra da Cadeia, com ocapitflo, Je-|jor do sexta batalhuo do capadores, na ra Impc-
ronymo Jos Telles.
Para o Rio-de-Janeiro sahir breve o brigue
Santa-Maria-foa-Sorte, capitdo Jos Joaquim Das
Offcrece-se urna mulher para o servido de unid
casa do pouca familia, aqualengomma, lava e co-
itiia : na rua do Cadeireiro, n. i.
Precisa-sede um rapaz portuguez para caisei-
ro do venda, de 14 a 16 annos : na rua Nova, venda
n. 55.
Quem precisar de um rapaz brazileiro, de 19ja
20annos, hbil para qualquer estabtdeci ment c
que d fiador a sua conducta, annuncie.
Precisa-se do um caixeiro que Icnha pratica de
venda : confronto aooitilo da matriz da Boa-Vista,
venda n. 2.
Precisa-se alugar, para o servico de estribara
emaisalgum servico de casa, um-prelo de meia
idade e quo seja sobrio : na rua do Trapiche-Novo ,
n. 16, das 9 horas da manhSa al as 4 da tarde.
-Quem tivere quizer alugar para casa do fa-
milia capaz, urna prela ou parda, para cuidaren)
um crianga recem-nascida dirija-se a casa
6
seguwii
a uenc-
UIlll i
rial, largo das Cinco-Pontas".
Prccisa-se de um caixeiro Portuguez que te-
n^mVJt^^X*^?^^^"' '""lladeAgoas-Vnrdes..i-48 Na mesma casa pre-
comTsoK o" cSEp re" Cac'8' '" "' U *-!? "e **' *K
: Para o Porto saho, com multa brevidade du7'""g"",e """ ella, com
barca Helia-Pernambucana por ter a maior parte do Da a
i a miar.
1 : diias salas, 3 quarlos, cozinlia fra, quintal c racim-
scu carga prompla : quem nella quizer carregar, ou '
liatar na rua do Collegio, n. 15, segundo

Faz saber a quem convier, que est autorisado pe-
lo Exm. Sr. ministro da marinha, em aviso de 23 do
novetnbro do anno prximo passado, a engajar o
maior numero possivel do individuos para servircm
nos cornos de imperiacs marinheiros e de fuzilei-
ros navaes, deiddo do 16 a 25 annos, de boa ap-
parencia e sadios, dando-so a cada um, como pre-
meio de engaj menlo, acuantia de 6,000 rs. ; do-
dendoos quoquizerem servir assim em ditos cor-
pos apresenlar-se nesta capitana em qualquer
da til da semana, durante as horas doseu exim-
iente.
Capitana do porto de Peraambuco, 13 de Janeiro
B 1818.
Rodrigo Theodoro d Freitas,
Capito do porto.
r do passagem, para o quo offerece os niais asscia-
dos commodos dirija-se ao consignatario Anlo-
nio Francisco de Moraes, na rua da Cadeia do Re-
cife loja n. 51, ou ao eapit3o na praca do Com-
mercio.
LeoiS.
Dcclaracos
* Acamara municipal desta cidade faz sessSo
extraordinaria (hoje) 18 do corrente.
Ilm. Sr. administrador do consulado .'provin-
cial manda fazer publico, que, no dia 21 do corren-
te ao meio-dia em hasta publica na porta do
consulado, se h3o de arrematar 7 caixas conlendo
cem charutos cada urna fabricados com fumo da
provincia, avaliadosem 23,400 rs., e apprehendidos
sem despacho pelo tlel da insnccc.Tn dn algodfoo
assucar Manocl Ferrcira Chaves' Jnior sendo a
arrematarlo Ivip do desbezas.
Mesa do consulado provinciul, 15 de Janeiro de
1848.
Jodo Ignacio do Reg,
Escriviio da t.' sccc3o.
0 corretor Oliveira far leilio, por conla e risco
de quem perlencer, do urna porc.lo de farinba do
trigo noesUdo cmquosoacha, em lotes vonlade
dos compra dores : quaitu-feira, 19 Uo crreme, as
11 horas da maiihila o ni ponto, no armazem que
servio de deposito do gello, rua da Senzalla-Velha,
lrlw u SCco-Largu, n P.CCfc.
Rozas Draga & C. farfio lelilo por inlerver.cilo
do correlor Olivcir, de um completo sortimonto de
fazendas inglezas, todas propriasdo mercado: quin-
ta-feira, 20 do corrente, s 10 horas da manliSa, no
scu armazem, largo do Corpo-Santo.
Avisos diversos.
*r*S
PBBEBDBH
O caixa da cnmpanhii de Reberibe, leudo de pres-
tar conlas administrado no dia rrimeiio de fc-
vereiro.lembraaos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos quatro por cento da nona prestagflo.
Recife, 13 de Janeiro de 1848. .11. G. da Silva.
THEATRO PUBLICO.
PBESEPE.
QUINTA-FEIRA, 20 DE JANEIRO.
O grande drama novo,
0 TB1UMPH0 DK MARDOCflKO,
com a soberba vista dos jardins Iluminados do rei
Assuero, preparados para o grande banquete. A
linda scena das Odaliskas, nos Toucadore, e a pu-
niQao do soberbo Aman, que ser enforcado. Os
intervallos serio preonebidos com lindas dantas, e
entre ellas um lindo terceto dancado por tres pas-
toras.
Rematar todo o dive lmenlo com o tflo applau-
dido acto das pastoras.
( Principiar as horas do coslume.)
Publicaco commercial.
Augusto Cezar Layno retira-se para o Rio-de-
Janciro.
-Arrenda-se um sitio com casa do vivencia, que
tenlia arvores do fructos e pasto para tresou quatro
vaccas: a tralar em casa de Jos llernardino de Sce-
na, na rua da Roda.
--abaixo assignado faz seicnte ao publico, que
seachA estabelecido na rua Direila, n. 2, com ven-
da quo comnrnii n Mnnnol do Cnrunlhi u
Manocl da Rocha Santos ; e por isso todas as pessoas
que quizerem ter negocios com eiie se poden) diri-
gir ao dito lugar.
Manoel Dias Pinho.
Quem quizer urna ama para o servico de urna
casa,quo cozinha o diario do mesma casa.engomma,
lava o faz lodo o mais servico interno do qualquer
casa dirija-sc a rua de Dorias, na loja do sobrado
n. 9.
-O senhor que quer una pessoa quo enlenda de
escripia dos trapiches, sendo para fazer e Irazercm
dia a mesma sendo que lhe convenha pura isso
nos dias forjados o domingos: annuncie para ser
procurado.
Joanna Baptista Noves de Sexas, viuva do Ba-
guio Rodrigues de Soxas contina na sua casa ,
na ruada Gloria, n. 94, a ensillar meninas a ler, es"
crever. contar, rlsaifina rtsriala ooer *r:Z~c
bordar fazer Invarinloe msica : ludo por preco
commodo : tamhem se proptfo a ensinar om casas
particulares quando convenha aos pas do familia
que suas lilhas aprendam as suas proprias casas,
e osle ensino tambem o far por preco rasoavel : e
dos ajustes concernentes ao presento annuncio, so
poder tratara toda hora do dia com a annuncian-
te em sua casa.
Aluga-se um sobrado: na rua da Aurora, n. 36.
Precisa-se saber a moradia da senhora Marga-
rida de Jess Corroa a negocio de seu inlercsso.
Precisa-so do um menino portuguez, do 10 a
12 annos sendo dos chegados prximamente: no
Atcrro-da-Boa-Vista, n 84.
Jos Moroira Lopes & Companhia fazem publi-
co, que leem constituido seu procurador, para co-
brar suas dividas, ao Sr. Rufino Jos Correia do
Almeida.
Aluga-se urna boa casa com um grande quin-
tal arvoredos do fruclo, um parreiralde uvas mos-
calcis : na Soledade, defronte da igreja, n. 2.
D-so dinheiro a juros em pequeas quantias ,
at 4:000,000 do rs., sobre penhores de ouro e
prata ou garantas a contento: na Soledade, sitio
da cscalo.
-- Dflo-se 200,000 rs. a premio, sobro penhores
na rua do Caldeireiro, n. 62.
lima pessoa, quo ha 10 annos tem dado provas
--Na rua Formosa, esquina da rua da Uniflo, pre-
cisa-so de duas criadas para o servido interno de
urna casa.
Alugarr.-seos segundo e terceiro andares do
sobrado da rua da l.apa, n. 13 por muilo commo-
do preco : para ver, no primoiro [andar do mesino
sobrado, e para Iratar, na pra^a da'Roa-Vista, n. 7.
~ Perdcu-se, na noite de quinta-feira, 13 do cor-
rente, umacarteira usada, de marrnquim verde,
desde a pra?a da Independencia al a pracinha do
1.mmenlo conlendo cinco cdulas de 5,000 rs. ,
douspaUcOcs, urnas pratas miudas diversos ns-
sentos e papis que de todos se nflo lemlira o do-
no e entre ellcs duas ledras sacadas polo Sr. Ga-
briel Soares Rapen da ('.amara e aceitas pelo lllm.
Sr.'coronel Jos Carlos Teixeira com o paguc-sc a
Manocl Lucas de Araujo Pinheiro, ambas do valor
do soiscontns e tantos- mil res, ou do um cont o
lauto. Roga-so ao aceitante, que as nio pague80-
nlo ao proprio dono; e pessoa alguina faca transac-
cio com ellas visto so tere ni pordido. Quem as li-
vor adiado, quorendo desencarregar sua conscicn-
cia poder ou mandar entregar, para que sendo
venlia a saber quem achou, na rua dasCruzes, u.
40, que receber de pralilieaeao todo o dinheiro que
liavia dentro da ditacarteira.
Antonio Fdrrelra Braga embarca para o Rio-de*
Janeiro o seu escravo de nomo Christovilo.
D. Mara Marroquii de Jess
Nazareno faz ver ao res|>eitavel publico,
que o seu genio, Juao Kantista Hudrigues
da Silvii Cabral, (ieixou de sr-i-srn un
curador desde o ultimo de novembro
prximo passado ; e lodo e ipialquer
negocio, queappareca dt-pois daqulla da-
ta, he millo. Engenbo Novo da l'arab-
ba, lo dejaneiro de i$!\H.
Precisa-se do um homem para feitor de um
sitio peito da praca quesaiba tratar de arvoredos
o de vaccas: c bcni assim,que quera vir vender fru-
tas na praga em um cavaiio : quem quizer annun-
cio. *
Quem precisar de 100,000 rs. a premio de 2
por cenlo, sobre penhores de ouro ou piala, dirija-
se a la Imperial, n- 37, do meio-dia em dianle.
hOTERfA
DO
Hospital Pedro Segundo.
Continuain-sc a vender, nos logaraj
annuncadns, os bilbetes da
quinta parle da primera lotera
(icio do Hospital Pedro egund> ; e
tliesooreiro, pela concurrencia que tem
bavido, espera brevemente annunciar por
urna s vez o dia em que deven correr as
rodas.
Na rua do Aragilo, n 4, hairro da Boa-Visla,
fazem-se quaesqner cortinados, tanto de cama como
para janellas, com a maior porfeicilo possivel,
Hoje, 18 do corrente, vilo a praga, por
venda : a grando propredado de sobrado de 4 anda-
res sita na rua do Crespo ; nm sobrado de um an-
dar sito na rua do Collegio ; um sitio mullo lioiu,
na estrada dfl Ponto-dc-t'clioa ; cujas propiedades
SilOUO CaSal uu laiieCmO AillOniu nKjjcavu ituf^M^
de Faria : parece deverom dar intcrcsse.e por isso se
convida aquellas pessoas quo quizerem nellas lau-
car, para que comparecam no da indicado. A pract
lera lugar a tardo na porta do Sr. Ir. GervasioGou-
calvcs da Silva, na rua Formosa.
* O secretario de San-Jos-d'Agonia, d'ordem
d respectiva mesa regedora, con-
vida a todos os irmos da inesina
a se reunirem em mesa geral em
odit 18 do corrente, pelas \ ho-
pas da larde, no convento do Car-
nwi .! ** *% ...>,-.<.'-> r\ f\r\w\ ~.
* VI J 'mu * < O*- uooi^iiui \j *-' i *
trato celebrado entre a mesma ir~
mandade eo reverendo provincial
e capitulo do dito comvento, pa-
ra a traslad.ieo daimagem de San-
Jos.
HtKi do Paswio-Pubfco, n.
5.
JoiloLoubct participa ao rcspeitavel publico, que
receben, por estes ultimosnavios francezes, um com-
nlelosorlimonto do chapeos de sol, de seda,, a mnU
rica o superior qualidadej fui-ta-cOres e outras mui-
Usoonhcldas, taotrj para ha:;
s, como para Srus.
Sahio luz no Rio-de-Janeiro, e acha-se venda l^0 Mu ensino de primeiras lellras como he nubli-
ncsla cidado na loja do Cardozo Ayres, rua da Ca- |co,tenoiona transferir sua aula para o Rccife,
deia-Velha, n. 31, Arit/metioa Commercial, por J. G. |Pr iss<> oienlifica a todos
Kottingor, 1 vol. em 4.', 8,000 rs. desejam o ,bom desvelo e
avisos mar ii unos.
Vende-se urna linda barcaca de 24 caixas, mui-
to veleira e de boa construceflo: as Cinco-Pontas,
n. SO.
O brgue-escuna Henriqueta sahir impreteri-
velmenle para o Aracaty, no dia 28 do carrete, com
a carga quetiver abordo: quem nelle anda pre-
tender carregar, se entenda com o ni es tro domesmo,
Jos^ Joaquim Alves da Silva, no Trapiche-Novo, ou
na rua da Cadeia-Volha, n. 17, a,* andar.
Vende-se o hiato nacional San-Joo, e tambem
se frea para qualquer porto Uo norte ou sul: quem
pretender fazer qualquer destes negocios, dirija-se
a loja do cabos de '.aeUao da Costa tloreira, ou a
bordo do mesmo.
Eslachegar muilo breve do Rio-de-Janeiro
o brigue portuguez Oliveira, que tem de seguir
viagem desta para a ilha do San-Miguel, por todo
o vindouro mez : pelo que se previne aos que para
all prelendem carregar e ir do passagem, de
se enteni'erein com o consignatario do inesmo bri-
gue, Juflo lavares Cor den o, na rua do Vigario ,
ni 8.
Para a Babia segu, no dia 19, a sumaca Sonto-
os pas de familia que
augmento no ensino de
seus Nidos : quem de scu prestimo se quizer utili-
sardrija-8ea rua do Amorim,n.43,para os matricu-
lar ; pois, havondo mu numero sulliceiito de alum-
nos, so publicara.o dia da abertura.
-- Manuel Jos Flix da Rosa aluga um preto que
seja flel e na*o tcnlia vicios pagando-lho 15,000 rs.
mensaes e o sustento : no paleo do Terco, venda
n. 7.
Precisa-se de 3:000,000 ders.a premio de um e
meio por cenloao mez, com hypotheca em 4 easas
terreas nobairrodeS.-Jos, asquees rendem 8,000
rs. mensaes cada urna : da-se o aluguel pelo pre-
mio ou paga-so o premio monjilmente : tambem ]
s vendem as mesmacasas asquaessflo om chlos
proprios o fetas a moderna;: quem quizer dar an-
nuncie.
O Sr. Joo Poreira do Lagos Braga dirija-se a
rua da Praia n. 30, a negocio de seu interesse.
Quem tiver alguma casa quo quizer dar gratis
a urna senhora viuva milito capaz, para nella mo-
rar e ler todo cuidado em dita casa, annuncie.
Precisa-se alugar urna escrava que cozinhe e
compre o diario do una casa de poucas pessoas ;
pagando-se-lhe por isso 10,000 rs. mensaes, edan-
do-se-lhe t> sustento : confronte ao theatro novo ,
II. 5.
Precs-se de prelos para srvenles : quem ti-
ver auuuucie.
Vende-se um bonito inolcquo de 15
anuos, muito esperto o hbil ; um di-
to de i annos, que cozinha muito bem
o diario de urna casa, nlma muilo bem
assucar, ho muito diligente, e nflo
tom vicios ; dous prelos ptimos para
lodo o servico ; dous nuilatiiihos de 10
a II annos, muito lindos e espertos;
urna bonita prela muito moca, perfeita
costureira e engoinmadeira que co-
zinha o diario do urna casa e he muito
desembarazada para todo o mais airan- p-M.
jo do casa ; 3 ditas muito mocas, com
algumas habilidades : na rua do Viga-
rio, n. 24, se dir quem vende.
o meninos. No mesmo estnbeleciiinento ha um sorti-
mcnlo do chapos do sol de pauinho, dos mais mo-
dernos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapos de sol de paninho
para meninos e meninas, por seren muito finos: po-
dein-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
hasortinieuto de bengalas, bcngalinhas c chicotes
muito modernos; cobre-se qualquer armaguo do cha-
peos deso, com sedas de todas as cores equalida-
des. Na mesma casa lia um grande sorlimento do
panniuios trancados e lisos, imitando seda, para
cobriiosmcsnios: desta fazenda se vende arelalho.
Concerla-se todo qualquer chapeo de sol, por haver
um completo sorlimento de todos os pertenecs para
os mesmos, com toda a perfeiclo e brevidade.
AlOgam-se o vendem-so, lano a rctallio como
aos ceios rriiic grric c cs ificiss, Ci>c-
das de llamburgo : tambem so vilo applicar para
mais commodidade dos prclendcntes: na rua os-
treila do Rota rio loja de barbeiro, n. 19, defronto
da rua das l.arangeiras.
Precisa-so do um caixeiro para tomar conla do
urna venda em Fra-de-Porlas n. 56 ; a tratar na
mesma venda.
Compras.
--ConstantinoJos FilippeSantiago retira-se, at
o dia 31 dejaneiro desle auno de 1848,para fra des-
ta provincia de Pernambuco por isso faz publico
por esta folba para que as pessoas que liverom pe-
nhores, os venham tirarcm at o da 20 do mez de
Janeiro o as que no os tirar al este dia os perde-
r3o;por isso que sao avisadas para que nSo ignoroin,
Picando o mesmo cuipenliaute sem nenliuma res-
ppnsaliilidade em taes penhores. 0 mesmo tambem
vendo a armago do loja propria para fazenda ;
urna escrava de 13 anuos rccolbida propria para
mucama : tambem vendo a mobilia de sua casa
ludo por prego rasoavel: no pateo de N. S. do Tcr-
go, n. 38.
~ Alugam-so as seguintes casas : urna casa ter-
rea, com duas salas, gabinete, seis quartos, quintal
e cacimba, na rua Formosa, n. 4, por 200,000 rs nn-
uuaes; duas ditas, com commodos para grando fa-
milia, na rua do Sove, ns. 3 e 4, por 14,000 rs. men-
saes ; duas ditas pequeas, caiadas o pintadas de no-
vo, na rua do Sebo, ns. 52 e 54, por 8,000 mensaes; e
urna meia agoa, na rua da Soledade, n. 37, por 5,00o
rs. mensaes : quem pretender dirija-se ao escripto-
rio de F. A. de Oliveira, rua da Aurora, n. 26.
Tem-se contratado com os Srs. Jos Francisco
de Souza Lima e Manoel Francisco Rumos a compra
da casa terrea da rua daGloria, n. 114 : se alguem se
julgar com algum direito ou livor de fazer alguma
reclamagfio, queira annunciar no prazo de 6 dias.
Aos pas de familia.
Ensinam-se meninas com toda a perfeigilo, a sa-
ber : primeiras lettras. grammuUca porlugueza.ari-
thmelica, doutrina christiJa coser marcar, bor-
dar de diversas qualidades : na rua da Alegra n.
42. Advertc-se que so cnsina com todo o cuidado e
zelo.
-~ Compra-se, ou arrenda-se um engenbo em
qualquer parte; mas que nao diste desla praga maig
do que seis leguas : na Soledade, sitio da cscala.
Compra-se urna carroga que sirva para cavai-
io : uo Atcrro-da-Boa-Vista n. 84, ou annuncio
por esla follia.
Couipiain-se e vendem-se es-
cravos, e rcccl'cm-sc de coimns-
ces, olYerecendo-se toda e qual-
quer garanta a respeito dos mes-
mos ; iij i na das Lurangeiras, n.
mmmwm
-- Compra-se un cavallo do sella c alguns quar-
tos que sejam bous : na rua de Horlas, n. 110
-- Compra-se uin prelo de niela sendo do boa
conduela : na rua larga do Itozario, n. 25.
-- Compra-so urna canoa meia aborta e em hom
estado : na rua de Apollo n. 27, primeiro andar.
-- Compra-se nmfbie defolear
firmigas : na rua do Crespo, n.
12.
Vendas.
FOLIIINIIASPARA O ANNO DE 1848.
Vendem-se folliinhas de algibeira de porta e de
padre as mais correctas e mais regulares: na pra-
ga da Independencia, livraria ns. 6e8; na ruada
Cruz loja n. 56 ; na rua do Crespo loja n. II ; na
loja da esquina do Collegio e na botica do Sr. Mo-
roira, defronte da matriz da Boa-Vista.
Na rua da Sanzalla-Nova, n.
42, vendem-se relogios d'ouro,
patente inglez.



Vndese um cavallo, mili-
to bom andador baixo at meio,
que est extraordinariamente gor-
do, e he o mais bonito que appa-
rece nesta praca: na ra da Con
ceicSo da Boa-Vista, n. 60.
Yendera-se pecas de talagagem, de
linho, abertas e arrendadas, porprias pa-
ra babados de qualquer obra, pelo ba-
rato preco de 3 sooo a 4 ^ooo rs. a peca,
com 3o varas, e a vara a 120 e 160 rs : na
ra do Crespo, n. 6.
Vende-se um molecno do nagAo, do 20 annos ,
quo cozinha sofTrivel, e nSo he mo canoeiro; 3
ditos de 23annos ; um moleque de 13 annos; um
preto do 26 annos official de sepateiro o qual n3o
se duvida dar a experimentar; um preto, por 380/
rs. muito forte ; umdilo, por 180,000 rs. ; urna
preta do nagflo de 30 annos, que ongomma o co-
zinha com urna cria de 3 annos muito linda; um
pardo de 20 annos. or 450,000 rs.: v.s. ruadas
l.arangeiras, n. 14, seguudo andar.
Vende-se um negro perito olfici.il de sapateiro,
de idade do 20 annos, o urna negra cozinheira, cos-
tureira, lav&deira e engommadeira, de idade de 22
annos pouco mais ou menos : na ra estreita do Ro-
zario, n. 43, secundo andar.
Vende-se sal do Ass o palha do carnauba ,
bordo da sumaca Carlota, Tundeada defronte do
trapiche novo: a tratar na ra da Cruz, n. 26, com
Luiz Jos de S Araujo.
Vendem-se, na ruada Cadeia do
ni Recife, n. 31?, cera em velas, fa-
' bricadas no Rio-de-Janeiro, em
urna das melhores fabricas, rm rai-
xas pequeas, de urna at dezaseis
em libra ;e caixotes com ditas, la-
bricadas em Lisboa, sorlimenro ao
gosto do comprador : c tambem se
vendem brandoes, imbricados no
tTi Rio-de-Janeiio, e tudo por preco
jl| mais commodo do que em otitra
I! qualquer parle.
Vende-se, ou troca-so por urna preta que saiba
coser ch5o, urna parda moga, coslureira cozinhei-
ra e boa engommadeira : na ra da matriz da Boa-
Vista, n. 33, primeiro andar.
No Alerro-da-Boa-Vista, lo-
ja n. 78,
vendem-se ricos bonetes de merino, para meninos;
ditos de raarroquim para liomem, do muito |bom
gosto e duragSo ; ditos para ir ao banlio a 360 rs.
O baraleiro do Passeio-Pu-
blico.
A nova loja do Passeio-Publico, n. 17, do bem
conhecido barateiro Ricardo Jos de Freitas Ribei-
ro, annuncia novamente aos seus freguezes da
economa e pechinchas, que sempre as encontrarse
nesta loja, como sejam : cortos do cambraia branco
com barra adamascada, finas e os mais bonitos que
leem apparecido a 5,000 rs.; ditos de Ida transpa-
rente, com duas larguras e lOcovados, a 4.000 rs ;
ditos de cambraia de cores, a 2,340 e 3,560 rs., com
6 varase meia cada um corte e urna vara de largu-
ra ; cortes de chita fina oscura ecom 14 covados ,
a 3.000 rs. : ditos rom 10 covados. do cOres (xa*,
a 1,000 e 1,760 rs. ; corles de tarlatana, a 3,000 rs.;
cassa lisa de vara de largura a 240 rs. a vara ;
cambraia lisa a 400 560 e 64o rs. a" vara ; pecas
do bretanha de rolo a 2,000 rs.; panno de linho,
proprio para lences, a 9,000 rs. a peca de 28 va-
ras: dito muito fino, a 500 rs. a vara; brim bran-
co ilc 1 i ntio trancado a 1,000 rs. a vara; dito de
cores, a 640 rs. a vara ; cortes do caigas de pello do
diabo, a 1,280 rs.; corles de colletcs de algodflo e
seda a 320 rs ; ditos de fusl.lo a 480 rs.; pecas
dealgodaozinho, sem defeilo, a 2,000 rs. ; chitas
de coberla, a 160 rs. o covado, e 5,500 rs. a pega;
chapos de massa muito finos, a 7,000 rs. ; casi-
miras do cores e enfestadas a 2,200 rs. o covado ;
emitras muilas fazendas, que avistase animarflo
os freguezes n comprar.
Cheguenj freguezes, que se
eslo acabando
ossapatOes debezerro, para homem, a 1,280 rs. o
par, e bengalinhas para passeio,a 320 rs.: no
Aterro-da-lloa-lioa-Vista, n. 78.
Lotera do Rio-de-Janeiro.
Bilhetes e meios ditos da 5.a lotera
a beneficio das Qbras da imperial cida-
de de Mictheroy : na ra da Cadeia, lo-
ja de cambio n. 38, de Manoel Gomes da
('unha e Silva.
Vende-se um sobrado novo, deum andar, so-
tfio todo corrido, c com trapeira feito a moder-
na, em chSosproprios, oitOes dobrados quintal
c cacimba : na ra estreita do Rozario n. 10, ler-
ceiro andar.
Cheguem freguezes ao Pas-
seio, loja do antigo bara-
leiro, ns. 9 e ll.de Frmian-
!0 Jos Rodrigues Fer reir.
que achanto muitas fazendas de gosto e a preco
commodo como sejnm : lindos corles de casimi-
ra a 6,000 rs. ; cortes de gorgurflo de seda, do gos-
tosdifTerentcs, para colletes; fuslOes linos de co-
res ; superiores longos de seda para grvala ; ditos
de cores para algibeira fazenda de peso ; mantas
do selini lavrado mu i ricas cm gosto; ditas de
garga de 2,400 al 5,000 rs. cada urna; mui lindas
chitas francezas largas, a 400 rs. ; cambraias de
cores (xas, a 300 rs. o covado; corles de cassa-chi-
ta de coresixas, a 2,800 rs. superiores casimiras
pretas; nieias casimiras decores; panno lino pre-
to ; lucos de linho; chitas finas de coberta por lia-
ralo prego; um completosorlimento do madapolflo
de todas as qualidades e por pregos que muito agra-
dar&o aos compradores ; o outras muitas fazeudas
encordadas edo gosto para caigas. Nn certeza de
que todos irilo bem servidos, tanto das fazendas ,
como i:o agrado que sempre all encontrarflo.
Vende-se urna cscrava de nago Rengela, de
28annos, de bonita figura, que cozinha bem o
diario de urna casa e forno, lava de varrella cose
chOo, faz renda de toda a largura ,e engomma liso :
na ra da Cadeia do Recito, n. 53, lerceiro andar.
Hecbegado um novo aorlimenlo de
taboas de pinho da Suecia, de costado,
costadinbo, assoalbo e forro, para fun-
dos de barricas, armaedes de loja e cai-
xocs para assucar; assim como ditas ame-
ricanas, de todas as larguras, grossuras e
comprimentos: eoprecoj heboruto: atrs
do llieatro, aiuiazcm de Joaquim Lopes de
Almeida. caixeiro do Sr. Joo Mal heos.
Vendem-se ancoretas de
diversos tamanhos, com vinho da
Madeira, tinto e branco, de supe-
rior qualidade : no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9.
Vcndem-se acedes da ex-
lincta companhia de Pernambu-
co e Parahiba: no escriptorio de
Oliveira Irmos & C, na ra da
Cruz, n. 9,
No Alerro-da-Boa-Vista, lo-
ja u. 78,
vendem-se sapates de lustro, para homem a 3,000
rs. o par; hahuszinhos para guardar costura rou-
pa de criangas o meninas guardaren) costuro na es-
cola, de 1/ fs. a 2,560 rs.; chapeos de sol, de seda,
para senhora, de muito bom gosto, a4#rs.; chico-
tes para montara a 2,000 rs.; bonetes para me-*
nios.
Vende-se urna parte no engenho Jaguaribe,
termo da villa Iguarass de 2:853/003 rs. perten-
cente a D. Antonia Francisca Cavalcante l.ins, que
Ihe tocou por morte de seu pai Frarcisro Xavier Ca-
valcanti Lins, como se ver no formal de partilha :
na ra larga do Rozario, n. 32.
Na loja de Manoel Joaquim
Pascoal llamos, no Passeio-
Publico, ii. 19,
Vendem-se riquissimos cortes de cambraia ale-
gra, a 2,000 rs. (chitas finas, a 320 rs. o covado;
cortes de superior 19a para caigas, a 2,500 rs.; di-
tos de casimira de quadros, pelo barato prego de
6,000 rs. ; panno fino prclo a 4,500 rs.; dito azul,
a 4,000 rs. ; pelle do diabo a 200 rs. lanzinha
para caigas a 240, 280, 320 e 360 rs.; madapolflo
de ledas as quididades 3,200, 3,500, 4,000 e 5,000
rs. ; chapeos de palha hamburguezes, a 480 rs. ca-
da um ; brim branco de puro linho a 880 rs.; di-
to com mistura a 400 rs. hamburgo lino a 480
rs. ; lengos de seda para grvala a 400 rs.; ditos de
caga a 200 rs.; lengos de seda para mflo, a 1,44o
rs. ; c outras muilas fazendas, por prego commodo.
Nova alpaca,
de sele palmos de largura, na
loja dcGuimares ScraGm
$* C, ra do Crespo, n. 6.
Vende-se a nova alpaca, de se-
te palmos de largura pelo barato
preco de l^OOO rs. o covado,-
assim como atochados de ricos
padres, de 9 palmos de largura,
por mdico prego; eoutras mui
tas fazendas finas, de linho e se*
da, chegadas ltimamente esta
edade, e tudo muito barato.
Vendem-se os caixOes e utensilios de socar Hs-
sucar do armazem da ra da Senzalla-Vclha, n. 110,
e traspassa-se o mesmo armazem e casa, ao gosto do
comprador : a tratar no primeiro andar da inesma
casa. *
Vende-se sag de primeira sorte, sevadinha
de Frange, gomma do ararula,tapioca do Marunliao,
sevada e mais gneros, por prego commodo : na
ra das Cruzes, n. 40.
FARF.LOS.
Vendem-se saccascom fardos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. J. Tasso Jnior,
ra do Amorini, n. 35.
Vendem-se caixasde cha hysson de 13 libras,
em porgflo, ou a retalho: na ra da Alfandega-
Velha n. 36, em casa de Mathcus Austin ti C.
Na ra Dirita, ti, 55,
vende-se um par de embonos de pao de cedro pa-
ra barcaga ; 2 travs e um pedago de pao de con-
dur ; azeile de carrapato a 1,200 rs. a caada;
pomada, a 230 rs a duzia ; e todos os mais genoros
pertencentes a venda por menos que em outra
qpalquer parte, e de muito boa qualidade.
Vendem-e saccas eom milho ; ditas com ar-
roz de casca; urna rica bandeja do casquinha, bor-
dada d prata com 18 casacs de chicaras o pires de
porcellana dourada ; urna cama de Jacaranda com
seus pertenecs; uina mesa redonda de dito para
meio desala; 12 cadeiras de amarcllo, obra pri-
ma ; 1 toucador de Jacaranda, o mais rico possivel ;
saccas vasias de estopa ; ditas de algodflo ; um rico
piano : a ruada Cadeia do S.-Antonio, n. 19.
Charutos de San-Felix.
Joaquim Bernardo dos Rois avisa ao publico e
aos seus freguezes, que acaba de receber pelo ul-
tuno navio, vindo da Rahia, um grande sortimento
de charutos de todas as qualidades, que heacostu-
mado a ter, conforme o gosto de seos freguezes,
sendo: os verdaderos de San-Felix, regala, marca
de fogo, frma-havana regalo de Havana, fabrica:
todos da mesma marca : regala de diversas marcas,
moia-regalia marca estreita, trabuquilhos, e mais
outras qualidades que serSo patentes aos freguezes.
Adverte-se ao publico que neste deposito da na da
Cruz, n. 51, achardo sempre boas qualidades de
charutos por prego rtsoavel.
.Va ra do Crespo, loja n. 12,
de los Joaniiim da Silva
Maya,
vendem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto de seda como de palhinha chegados ltima-
mente de Paris ; chapeos de seda para senhora;
corles de crambraia do seda de ricos gostos, por
prego muito commodo ; cortes de vostidos de cam-
braia ecassa-chilasde difTerontcs qualidades, por
pregos baratos; ditos com urna pinta de mofo e
sem olle a 2,000 e3,500 rs. cada corte; mantas de
seda e 13a para senhora, das mais modernas que
leem vindo a esta praga a 5,000 rs. cada urna ;
mantas chales de seda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca preta a 800 e 1,600 rs. o corado;
panno de linho a 400 rs. a vara; casimiras fran-
cezas e elsticas, para calcas, a 5,000 rs. o corte;
fuslOes; setinsevelludos para rollete, por prego
muito em conta ; bem como um sortimento de ou-
tras muitss fazendas, que se vendem pelo barato.
Vende-se urna preta de 18 a 30 annos, de bo-
nita figura : na ra de Ilortas, n. 60.
Milho.
Vende-se milho, a 3,000 rs. a saces : no caes da
Alfandega, armazem de Antonio Annes.
Vende-so bom azeite de carrapato, a meia pa-
taca a garrafa: na ra da matriz da Boa-Vista,
n. 36.
Vendem-se 4 lindos moleques, de 16 a 20 an-
nos 3 pretos de 25 annos, sendo um delles oftlcial
de sapateiro ; 2 pardos de 16 a 18 annos, sendo um
oplimo pagem eooutrohom carreiro; orna mua-
tinha e 3 negrinhas de lia 13 annos, com princi-
pios de habilidades duas pretas para todo o ser-
vicio : na ra do Collegio, n. 3, segundo andar, se
dir quem vonde.
Vendom-so 7 escravos, sendo : urna linda par-
do do 18 annos, que engomma., cose e cozinha ;
urna linda negrinha de 10 annos, com principios
de costura; urna preta de nagflo, de 28 annos, mui
da dita negrinha que s se vende junto com a fi-
Iha ; un molecotede 18 annos; duas pretas de 26 a
40 annos um escravo de 40 annos para o servigo
decampo: na rna das Cruzes, n. 22, segundo an-
dar.
Vcndem-se, na ra da Cruz, n. 46, condegas
com peras ditas com figos; ditas com pecegos ;
latas com figos ditas com hervilhas; ditas com
sardinhas; ditas com bolachinhas de ararula : mas-
sas finas em caixinhas ; chocolate do canella de
Lisboa; meias barricas com vinle e tantas libras de
mauteiga ingleza, de muito superior qualidade, e
propria para casas particulares : tudo ltimamen-
te chegado, por diminuto prego.
Vcndem-se 5 escravos sendo : urna mulal-
nho de 9 annos ; una mui linda mulalinha de 0 an-
nos; duas pretas, urna de 30 annos, perfeila en-
gommadeira, o que cozinha o diario de urna casa, e
a outra que he boa quilandere, e que tambem cozi-
nha e lava muito bem roupa ; um bonito escravo
sem vicio algum : no paleo da S.-Cruz n. 14 se-
gundo andar, se dir quem vende.
Vende-se cal virgem em ancoretas, a mais
nova que existe no mercado por prego mais com-
modo do que em oulra qualquer parte: na ra da
Moda armazem n. 17.
Vcnde-se urna parda de bonita figura de 20
annos, que corta o J prompjo um vestido de se-
nhora corta e faz urna camisa de homem, ou de
senhora engomma com asseio, he mulo domes-
tica, nSo tem vicios nem achaques de qualidade
alguma he capaz do reger urna dispensa com toda
lidelidade oque ludo se atianga de baixo de pa-
lavra: na ra estrella do Rozario, n. 10, lerceiro
andar.
-- Vende-se feijflo mulalinho novo e de ptima
qualidade : no caes da Alfandega, armazem de Dias
Forrcira. *
Vende-se um preta perfeila engommadeira e
cozinheira, do 12 a 20 annos; 5 ditas com habili-
dades; duas pardas de 20 annos de elegante figu-
ras : 5 moleques de 12a 18 annos; um preto bem
robusto e bom carreiro; um mulalinho de 13annos :
no paleo da matriz de S.-Antonio sobrado n. 4.
-Vendem-se folliinliasdeportae algibeira : no
pateo do Tcrgo, n. 7.
Vende-se o Recreio jornal das familias, obra
do umita instruego ornada com diversas estam-
pas : no A terro-da-lloa-Vista n. 84.
Na ra de Agoas-Verdes,
ii. 46 ,
vende-se urna cscrava recolhida, que corta o Taz
camisa do homem e vestidos de senhora, engom-
ma ptimamente, faz docos d todas as qualida-
des borda, marca e cozinha tudo com perieigflo ;
urna dita ptima engommadeira e coslureira ; duas
ditas para lodo o servigo; 3 escravos e um mole-
que pega.
Vendem-so duas casas terreas, sitas na tra-
vessa do Peixoto a prazo oh a iroeo de escravos:
na Soledade, silioda cscala.
Vende-sea principal venda da ra Imperial,
u. 145, por seu dono ter de ir a Porttugal tratar d
negocios : a tiatar na mesma venda.
Tresae, fabricante de orgflos realejos, tem
para vender dous orgflos promptos para igreja o
para qualquer outro lugar: tambem concerta os
ditos instrumentos, pe marchas novas, c eom-l
pra realejos ja servaos : no Alerro-da-Boa-Vista,
j. 21. ^.ww^*i, i -- -* '
AOS OURIYES.
Vendo-se um torno com toda a ferramenta para
ourives, o juntamente a ferramenta que he precisa
para urna loja do mesmo ofllcio : tudo por di mna-
lo prego, visto seu dono so querer retirar e nflo po-
dor condnzi-la : na ra da Cruz, venda n. 92.
Vende-se um bom escravo para engenho ou
outro servigo do campo : na ra do Queimado ,
loja n. 42.
Vende-se urna preta de nago, boa engomma-
deira, lavadera e cozinheira : na ra da Guia, n.'9.
Vende-se urna commoda de Jacaranda duas
camas de armagflo, e dua mesas do sala : rts rra
do Queimado, n 30.
--Vende-so o armazem de seceos do pateo da S.-
Cruz, n. 6, com 500,000 rs. de fundo: tambem
d-se sociedade, e entrega-se por balango,- dndo-
se um terco : a tratar no mesmo arauzem.
Xa nova loja dn roa da Cadeia
do Recife, n 52, de Claudino
Salvador Percira Braga,
vendem-se ricos chapeos de cambraia lisa e de co-
res, e de escom Iha, com flores o enfetados, para
senhora o meninas, a 2,000 rs. :-.'j-j ,
--- Vendem-se ptuia ncss uomuiar, ua me-
Ihor qualidade quo tem vindo do rio de S.-Fran-
cisco em porgio o a retalho, por prego commodo ;
na ra da Traa armazem n. 18.
Rap nacional Andarahy.
A cxlrarglo que tem tido o rap nacional Andara-
hy moslra o quanto lem sido apreciado polos ama-
dores da boa pitada ; portante, sempre o acharflo
fresco em librase meias ditas, e frascos de dito
vinjado', no deposito da ra do Trapiche, n. 34, on-
de se vende de 10 libras para cima, e a retalho as
lujas j annunciadas.
Vendem-se 7 beatas muito novas, todas prc-
nhes e urna poldra por prego commodo : na Fon- >
te-de-eh sitio de Manoel I.uiz Gongslve, ou
na ra da Cadeia do Recife, n. 43.
Vende-se a taberna n. 86, na ra do Pilar, no
iiicir lugar da Fra-de-'oiias : esi bem ae-
guezada e com poucos fundos ; lem quintal, com-
modos para familia, eoutras conveniencias venta-
josas queso dirfio ao comprador, e o motivo por
que se vende : a tratar na mesma venda.
Vcndem-se 20 escravos, sendo : 4 molecoles de
13 a 16 annos 4 mulalinhas muito lindas; 5 escra-
vos sendo um dellscarreiro; un oplimo pardo;
5 escravas de 30 a 22 annos, de bonitas figuras, que
cosem e engommam ; 3 escravas d meia idade :
na ra Direita, n. 3, defronts do becco de S.-I'e-
dro.
Vendc-se por prego commodo, ou troca-se por
um preto,', um sitio pequeo, todo cercado de li-
mito com boa cacimba de agoa de beber, 60 pe
de larangeiras parle de embigo, bastantes pes de
caf duas grandes casas de Uipa no lugar da Casa
Forte: na ra Augusta, n. 48.
Escravos Fgidos.
Desappareceu, da casa de JoSo Cancio Percira
Freir na ra do Mondcgo, no dia 8 do corrente ,
um mulalinho de nome Martinho. acaboclado, de
12 para 14 annos de cabellos corridos ; levou cal-
cas de brim pardo j usadas jaquelado rscadinho
azul chapeo de pello novo; he um tanto gago no
fallar: quom o pegar levo-o ao dito senhor qus
gratificar.
Fugio, ao amanhecer do dia 29 do prximo pas-
sado do engenho Ulinga-de-Cima, da freguezia dq
Cabo um escravo do nagflo Angola de nome Pau-
lo de estatura alta cheio do coi po, de boa figura;
representa 40 anuos ; quando Ihe cresce a barba ap-
pareccm-llie alguns cabellos brancosao queixo;ex-
pressa-se mal e costuma emhriagar-se; tem pouco
cima das cadeiras em linha do espinhago urna pe-
quena cicatriz que pareen ter sido o resultado de
alguma ferida ou queimadura e soll'rc de- una
hernia-carnosa que fez com que um escroto tenha
augmentado de volunte, Esle escravo nflo podo con-
servar-se por muilo lempo fgido, a menos que se-
ja acoitado por slguero. Quem o pegar leve-o ao di-
to engenho ou nesta praga a casa Manoel Igna-
cio de Oliveira, na ra da Cadeia, n. 40, que ae gra-
tificara generosamente.
Desappareceu, no 6 do cor rento urna preta
de omeJoanna, de nagflo Mogambiquc, de idade
de 30 annos baixa, cheia do corpo ; tem um olho
vasadoeooutro eom belida,- cor fula, cabeca ras-
pada levou vestido branco, saia preta, panno tino
preto e um laboleiro de louga vidrada que andar
vendeido; julga-ao acoitada e por isto protesta-se
contra quem a tiver. Quem a pegar leve-a a ra da
Madre-do-Deos n. 9, que ser gratificado..
Fugio. no dia 12 do corrente, pelas 9 horas da
noite, um preto canoeiro, de uome Pedro, de 36
anuos cheio do corpo rosto chupado eom urna
cicatriz em um brago ao p do homnro: quom o pe-
gar leve-o a ra da Praia de S.-Hita, n. 35.
Fugiram, do podr de Jos Joaquim da Costa,
morador na ra do Queimado", n. 42, dous oscravos
com os signaes seguidles: Joaquim, de nagflo An-
9pa cor fula baixo, corpo reforgado, com falla
e denles na frente, pes chatos e meto torios para
deutro, de 35 a 40 annos : Delfina, parda alta ,
bastante magra, caballo cortada quasi rente J de
vinle o lanos annos; he muito falladeira e cavilosa;
sahiram no dia 10 do corrento, pelas duas horas da
madrugada e tomaram o caminho do sertflo em di-
recgflo ao Corrente, comarca de Caranhuns; e jul-
ga-se levarem em sua companhia um pardo do
Sr. Joflo Cancio, segundo um annuncio deste : quem
os pegar leve-osa dita casa cima que ser grati-
ficado.
Fugio, no dia 13 do crranle, urna preta de na-
gflo Rebolo com a marca na testa da mesma lueflo,
baixa, bem parecida, de 20 annos; tem abrumas
marcas de feridas as pernas enlre ellas urna bem
visivel no peito do p direilo : quem i pegar leve-a
a praga da Boa-Vista a seu senhor eom roja de ou-
rives, que recompensar.
Fugio, no dia 6 do corrente o preto Antonio,
cnoulo, de estatura baixa, fulo, som defoitos vi-
aiveis; he quebrado ; levou um cavallo alazlo pe-
queo, fronte abarla com cangalha o cassuaes pe-
qucnos.indo a Iguarass: quem o pegar leve-o
ao Alerro-da-Boa-Vista, sobrada n. W. quesera
gratificado. V
1W. ; N4 TTP, DK M. F. P l?A*U, -r->40 J


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