Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05387


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Full Text
B^WP^.
Anno de 1848.
Sexta-fe ira 14
O OI4RIO i>l>lic.je todo os das que n3o
PARTIDA DOS CORREIOS.
rem 4f00f' rs.poiqiurtel, pagoi adStnftatt. Os an- t.oianna ePamlilt.a asegundas
nuncio dos Msianantei 5i> inserirlo a" rnsiio de Rio-Oraiirle-Jo. Norte quinlafei
JO ri. portinlia, 0 rs. ein 'VPO diflerenlc, e as
rpet=oe psla matad. Os que "lo f.rem a.'g-
nante'pagano 80 ri por linlia, o 160 w lypo
difireme, porcada publicarlo.
PHASE3 Df UA NO UE.Z DE JANEIRO.
I.ua nova, a B, 9 llorase II min. da inanhSa.
(i,eicenie a l J iiO hora e i' mtn. d mauha.
La cheia a 10. i horeSmin da manilla.
Malsonlo a 38, as 8 lioraa a 39 uiin. da m.u!ii.
e sea tas fein.
rasao meio-dia
(-alio, Seriiihem, llio-Forraoso, Porto-Calvo e
Mtelo, no I.*, a 11 e 21 de cada m.
lijranliuiis e Hooito. a 8 e SI.
Iloa-Vn e flores, a i 3 e 58.
Victoria, s qiiiulas-feiras.
Oliuda, todos os dias.
PREAMAR DE HOJE.
Priineira, at 10 oras a M uiinuloi da manti*.
Secunda, as II drale II aiinuloi da Urde,
DIARIO DE
de Janeiro.
Anno XXV.
wmmmmmmmt aun- i i i i i
X. 10.
jaa >;
DAS DA SEMANA.
0 Segunda. S. PhuIu. Aud. do j. dos orph.
do J. doc. da t i. edo I. M. da l .
11 Terca. S. Hygino. Aud. do J, v. a do J. de paz do 2 disl. de t.
12 Ounia S. Sa'yro. .' ud. do I. di or. di3
T. c do J. de lint do 2. il si de t.
3 Quinta. S. Hilario. Aud, do J. de orph.
do J. muuicipal di I. r.
14 Sella, S. Felis. Aud. da i, do civ. da
r., e do J. de pat do i. dist. del.
SI Sahbado. S. Amaro Aud. do J.civ.da I. <
e do J. de pax do I. Dist. de t.
16 Domingo. O SS. Noraede Jess.
CAsKilOSNO DA 13 D JANEIRO.
Solire Londres a 27 e 7 t Paria 160 rs por franco.
IJsliox 05 por Iflfi de premio.
Drsc. de ledras de boas firm.s lat /
0*roOncas Lespunliolas.... SJonn a
Moedasde ufon velh. 10^260 a
a de 6|i0(> nov.. iCfAOO
..,lc 4JI0OO..... 9f"00 a
Prala Patacos*...........|9o a
* Pesos columnarei... lioso a
a Ditos mexicanos.... IftflO a
a Mjnda...... ...... 1,900 a
Actes da coinp. do lieueribe de iOj'OUO rs
a 60 d.
ao m..
2U|O0l>
I30O
l/109
Sjur.n
'1**0
IJJWO
l|8t
.sopar.
S
PJBTEfiFFICIJU,.- I
GOVERNO DA PROVINCIA.
? EXPEDIENTE DO T)IA 16 DO PASSADO.
Ollicio -- Ao commissarin-pagailor, determinando in-
deinnse o arsenal demariiiha de IKt/240 rs. que des-
penden com baleos mandados fnter no patacho Otivri-
ro para accommodaco dos presos que legutram para
a ilha de Fernando, assim como com ns cauo.is.quc con-
duziram agoa c alguns gneros para bordo do incsmo
patacho. -- Communicou-se ao inspector do arsenal de
inarinha.
/ Dito -- Ao niesnio coiiiinissario-pagador, ordenando
f satisfaga no careceiro da cadria desla eidade a quanlia
de 129^600 rs. despendida ein novembro ultimo com
os presos vindoi do Rio-de-.laneiro. Maranlio e Ala-
gas. Gominunlcou-se ao chefe de polica.
Ditos Ao inspector da lliesoui ai i.f das renda pro-
vlnclacs, rccommcudanUo o pagamento do 51)01036" re
nn.nvnr..Hl A-*-- *-- -IJ.J- *~._%-.
l^ J Lai*CirO -i.v.tuiiaiii.iia ,iuaut >> ..p. mi 1 u |'|ll
novembro ultimo com o sustento e curativo dos presos
pobres de justica ; o de ,16^000 rs. ao hachare! Antonio
da Assumpco Labial, pelo que se gaslou no referido
mea com o* presos da cadeia do Llmoeiro ; e o de 181360
i, ao sargento Jos de HriloSalgucirn, pela importancia
das luzes fornecldal i guarda da cadeia do Bonito, do
l.c dejuiiho ao ultimo de novembro de 1840. Coin-
niunieou-se ao chefe de polica.
Portarla Mandando passar provsao de promotor
publico do termo do Recite ao bacliarel Jnaqulm Jos
INunes da Cnoha Machado. Communicou-se ao presi-
dente da relacSo, aos Juizes de direito do crime dn Reci-
fe, respectiva cmara municipal, ao inspector da the-
aouraria da fazenda e ao Horneado.
Dita Ordenando que ao lenle reformado de pri-
nieira linlia e ajudanle do coi po de polica, Joan llernar-
dino de Vasconcellos, se expeca titulo de almoxarife iu-
terino do arsenal de guerra. Parlicipnu-se ao insiiec
inr da thesouraria da fazenda. ao director do arsenal de
guerra, ao cnmmissario-pagadnr, ao commandanle das
rir.as, ao inspector da lutBouiuiid. Oua irndas prcv!n
ciaes, ao commandanle geral do corpo de polica c ao
nomeado.
EXTERI* R.
LISBOA, 19 DE NOVEMBKQ.
A ordom do exnrcilo oxcitou ns iras do Estandar-
te. No teti devanlo liSa pbtpa ningem. Vfl o exer-
cilo humilliado, ns garantia* nieadas, e se lia ex-
cesso he s da parlo do com mando ein chelo.
Concordamos com o Estandarte en) alguns pontos.
O nrinie.ro lio na rosponsabilidado do commando,
(('segundo na punicao dos delielos o dos excessos
pralicados.
Mus porque he dilTJcil exigir a rosponsabilidado do
esposo da rninliti, e porque "densa exigencia piie y ir
nlgum legar para o llirono, lio que noscombalenios
sempro a croacjlo desse commando. Os nossos prog-
ioslicosrenlisnram-se, e inda bem que iiiTosahio
do nosso parliilo a primoira censura aos actos d'el-
rei. Essa accusaijlo parti dos homens quo lite of-
ferccera.m una regencia pata agora a vircm allegnr
.como um favor.' VilOos, que tifio quizeram con-
sultar ao bem lo estado, mas so rumprar mn rci pu-
ra os licor servindo como escravo .'
O Estandarte declara S. M. el-rei responsavel e
subjeito por isso a censura. Dnqui deduz-sc que o
re i v pelos sena proprios olhos e respondo pelos ac-
tos que pratca. '
As aceusnr;es vilo, pois, recahir todas -golire a al-
ta porsonagem que snhio da mansfio da paz pnrn a
arena das paixca pulilicas. A pessoa do Sr. Sar-
ment, aquem o Estndar Ir diz que dirige ns sellas
que lauca contra el-rei, nfo podo servir para alvo
destes tiros, porque o ajudanle general he responsn-
vl pnra com el-rei, mas el-rei he responsavel para
cm o publico, Um ajudanle general nilo he un se-
cretario de oslado que funeciono junto da pessoa
inviolavel e sagrada ; ha de fazor o que Ihe ordenar
o chefe, porque a sua responsfibilidade acaba dimi-
to (la onlcni. O Estandarte que reconbece estes prin-
cipios, por isso que rejeila a inviolabilidade, niio
quizsenfio olTender n rei na pessoa do Sr. Sarmen-
t, oii querendo nllribuir-llie ludo quanto disse da-
quelle cavalheiro, ou salviuido-o pela allegaflo de
ignorancia, que nimia lie maior all'ninla.
A ordein do excrcito coiisideruda lenlmente nflo
Cpulrara tienhuin principio do juslicn, uein offen-
de a praticn. Se o coiiininndaiilo quizesse punir,
nesse caso he que devia manjar proceder no inque-
rilo, formar processo, o applicar o castigo ; mas
quando se quer providenciar pnra o futuro por una
ordem geral, do que servo inquerilo? Para que lia-
via de ser o processo?
Quando se manda procodera inquerilo nflo secs-
trawha ; depois do inquerilo t.o quo procede. O in-
querilo niio so faz para os fados geraes, he pnra os
casos parljculares, como ncoiileceu na Inglaterra
na elciglo que o hstandurtt cita.
O inquerilo era necessario para punir as violon-
cis.c arbilrariedades cotiiniellidas por Jos Julio do
Amar ni na elehjflo da cmara do I.ciria, pelo regi-
ment 9 cm Lamego, e por outrn l'rcn ein Mezo-
frio. Aqui lie que devia haver processo c castigo.
A ordein do cxi-rcilo so fr lexeculadn lealmente,
como o devora ser, e como nos espera moa quo o uo
seja, ora urna providencia transcendente quo dara
algum relevo ao commando ein chefe o cubrira de
algum inodo a conslituciounlidade delle. Pora issp
cumpria quo so puzessem os meios de execucAo, e
csses meios eraui a prohibiefio de so appioximar
fica alguiua as asseinblas eleiloraes como so pra-
ctica na Inglaterra, ou como esleve determinado ua
'* t{ do miiialeiio l'almella.
Sendo assim, a ordem teria algum alcance, e pro-1 sacuo, pauioismo, disciplina c dedcaciio fazem-no cre-
duziiia algum resultado. Polo menos indicavani-so dor da mlnha sympalhia e do grande interesse que Ihe
ltneivi io execiiQiio. Do conirario, a ordom sera v..i-!., e jeque cominuarcia a ar-ine proyas. i.ison-
i i i i i tzeiu-me de ver os meus dous iillios alistados nas bas
escarnecida, ocnmmaudanlo cm chefe chasqueado J|fira"
pelos sous subalternos como o est sendo pelo Es-
tandarte: servir apenas para constara todo o
lempo que as eleieOes das cmaras f o rain (Ibas das
fraudes e das violencias.
(l!ei:olu(!o de Selembro.)
nuil I m PEMUIBUCU.
13j(3s3a as D'J i/Ai/^'j'^X) aa aao^
Km additaniento as noticias exteriores, que eilrnhl-
iiios das gazetas ingletas, recebidas pela barca Colum-
bus, e que j publicamos no n. 8 desle Diaria, vimos
liojr dar coma aoa nossos lelores de alguns fados, que
por iaia lie espaco nao podcraiit sabir i :n ; m. i < acm-
laremo-thes as fallas pronunciados pelos soberanos da
Grna-Bretaiihn e da Helglca, por occasao da abrrlura
das cmaras dos respectivos pases.
As ultimas noticias da llavana denunciavam grande
actividade nas transaccdVs lie se ell'ectuaram sobre o
assucar. O depotilo (Hotk) tinha diminuido considera-
velmenle, e os piceos subido de una maneira uolavel
As ultimas colas Ueste genero flucluavam entre j ."i '/., e
/lo'/*-
A exporlaco do assucar da llavana e Mat.".nzas. du-
rante os nove pi nuciros ine/.cs de 1847, monlava a 65,000
caixas ; e as noticias acerca da safra actual eram mui
satisfactorias. Knlrctanto, em consequencia das copio-
sissimas chuus que deiuormam o crescimento das cali-
nas, nao se esperava que os engentaos da illia de Cuba
podessen principiar a inor antes do actual inez de Ja-
neiro. Na occasino da partida do ultimo paquete para
Inglaterra, o frete para Canes (Irlanda) era de 2 I. # 15.;
c as ultimas vendas de cal (inham sido ell'eituadas pe-
lo preco /5 e (I 6 '/
paquete ii. \y.n: 'Jao'.uffer, que lunaria pan Suez
as noticias da India, queja referimos no mesiiio n." que
citamos cima, drvla conduzir para Calcuta o conde de
Dalliousie, que fura nomeado para substituir a Sir. II.
Ilardingc no lugar de govcrnadur geral da ludia-ln-
gleza.
No dia 9 de novembro lvera lugar a abertura das c-
maras belgas. El-rei Leopoldo, najado com o uniforme
de general da guarda nacional, pioferio neila occasiao
o discurso seguidle:
Senhnrti. Kelecilo-me pelas demonslracdes de
eoniiaiii.'.a c amizade que contino a receber de (odasas
potencias estrangeiras. Nas nossas relacdes com a si- de
lloina occorreu un incideuie. O meu governu voa dar
as neceasarlas explicn;Jes sobre esle evento, que viva-
mente oscilara a nitriico publica.
Cpncluio-sc um tratado de comnirrcio e navegacao
com-o reino das Duas-Sicilas ; ser submetiido vosi'a
.i|iprovarao. Kncela i ani-se liegociaces aliui de SC CS-
tendeiein as iios*as rela9Ces coiiiniereaes.
O meu sc,7eruu csforcoiarsc cus precurar sabida pa-
ra o nosso commeiclo exterior. A esle respeito uiuito se
leve aguardar do espirito de emprrza judieosaiuenle
coadjuvada. lima das medidas que se deve lomar para
attiugir-se este resultado, he a creajao de una soci-
dade de coiuineiclo, combinada com o rslahrlccimenlo
de fcitorias.
A convenefio jiotlal, que se concluir com a Franca
sobre largas bases, redualo o porte das cartas entre as
duas naceos, e proporciona grande facldade na irans-
misso da correspondencia exterior.
O transporte das mercadorias e os rendimentos dos
caminhos le ferio vao crescendo n'iima proporcao uo-
lavel. Traum-se de medidas que lendam a augmenla-
los nlnda mais, e aperfcicocn a adininislracao desle iin-
orlante servico publico. O meu goveruo vos pedir os
undos necesaarius, nosopara se concluirrm ases(av6es
Uestes caminhos, c as duas linlias de ra como lambem
para completar-se o material loa transportes, c talda-
rein-se as despezas de premier rtobttiisciiiail.
A industria parlicular vairivalisaiido cun o estada
ein proporcionar ao paiz novos meios de coininuiiica-
co; esta industria sempre encontrar o meu governo
Uisposlo a l'acilit ir-llie a e.xecnio dos seus contratos.
- A.vossa coopera (o vos ser requerida para obras
publicas de alia utilidadc. O inelliuraiiirntn das estra-
das actuaes. e a cicacao de ouiras (lo Intimamente li-
gadas com a prosperidade da agricultura) reclimaiii os
vussus desvelos, por seren as obras que uiiiiitiain re
cursos s classes indigentes e laboriosas.
> Kulre os disli icios que, com mais direito, reclainam
a solicitude do governo e das cmaras, devemos dar o
priineiro lugar aos das uossas provincias llaincngas. A-
guardam-se conslanles eunjicos da nossa parle e a pro-
pria naca nao recuar ante os sacrilicios qu porventu-
a Ihe imjioiiba a triste situaran em que lies adiamos.
Depois de dous anuos de dolorosos provancas, a Provi-
dencia soccorreu a nossa popula(o indigente com a-
liiiiulaiiie colheila.
O meu governo compreliendeu a inmensa influen-
cia que a agricultura exerce sobre os destinos do paiz;
e a agricultura, pela sua parle, (em provado que pode
apreciar as nossas iuienciies. O acndamento com que,
n'iiina recente occasiao, oorrespondra ao appello pue
se Ihe l'r/era, provou a conauca que ella deposita nas
vistas e actos do governo. Por urna feliz coincidencia, a
expuslciio dos productos agrcolas representou uin brl-
Ihaulc papel no nielo dos productos das Industrias que
mais aperfeicoainenfo ostrntavatn. A agricultura c a in-
dustria, longe de se hostiltsarcni, coadjuvam-se reci-
procamente. Igualmente uleis e honrosas, sao igual-
mente dignas da nossa solicitude. Breve aquelles que
se leni Uisngiiido nemas duas nobres carreiras sero
reunidos o'uiiia solciunidade coniiiniui. Folgarei se,
uesta occasiao. poder distribuir, peanle o paiz, as re-
compensas lev i das aos traballiadnres de todas as classes.
A prxima exposico das ln\as arles proporcionar
escola belga a occasiao de provar que continua digna da
sua carreira passada. e uo recela a comparar-au com as
escolas das oulras naces.
c A insirucco publica, de que depende acivilisacao
do paiz. ser o objecto das priineiras proposiedes que
vosserao apreseutadas pelo meu governo, e tereis de
Viissa solicitude para as classes indigentes vos levar
a discutir, durante a sesso, os projectos de le relativos
aos bancos populares(iiioiflept!e), depsitos paia men-
digos e lm,pitaes para doudos. O novo sysleuia peniten-
ciario exige relbi mas, que rcconimcndo aoS vossos des-
velos.
Como os recursos ordinarios do (hesouro uo sao
snlln ic mes para sallsfazer s despezas j feilas, e as que
pndereui occorrer,ser-vos-ho pedidos crditos extraor-
dinarios. A blgica com lacilidade pode fazer face ac-
tual situacao dos negocios, sobrenado (endo a(ravessa-
do a actual crisc Quanceira, mais feliz que as outras na-
5<5es.
He para desejar, Senhores, que o orcaniento, que
vos ha de ser apresentado para o anuo de 1848, seja vo-
tado antes do principio domino, para entar->e o grave
Inconveniente dos crditos provisorios- Ksla medida he
mui ueces-'.-iria, pols lereis de discutir, ilenlin de cinco
-es. oreamcBW ,= = -" dc !80-
Aiinuiii'i,ivaiii-se pvojectns que devem modificar cer-
tas disposiees das leia que re geni a nrgnnisaco muni-
cipal, e o processo eleiloral. As Iris necessarlas para Ic-
va-lm a ell'elto vos sero apiesenladas.
Teobu f que esla sessn ser assignalada por nu-
merosos e uteis trabalhos, sb o ponto le vista dos nos-
sos iiiii'iu.is materiaes, linauceiros, muais epolilicos;
e cont com a certeza do sincero e activo apoio que ha-
veis de prestar ao meu governo
A concluan do discurso de S. M- fura acolhida com
estrondosos vivas, e a imprensa belga esperava que o mi-
nisterio breve i (alisada as prnuiessas exaradas na falla
do lliii.nu.
A actual sesso do pnilamentoinglez, acerca da quai
j demos algumas noticias aos nossos leilores, lie urna
sesso exlraoidiiiaiia, cuja oonvocacao lora motivada
| ela irise linanceira que anda dura, e pelos importan-
tes acoutrciinciUos que livcrain lugar na Suissa e na Ita-
lia, e nao Ucixaiam de abalar a paz Ua Europa, de algu-
in i sortc.
O inarqurz de Lansilowne.eni uoiue de S., ''., inm
a sesso a 23 de novembro com alalia seguiilc :
A/y Lnnh e Stnhoret. S. M. ordenou-me que vos
eu dcclirasse as causas que levarani-na a convocar o
parlamento-nesla prca do anuo.
S. M. vio consternada as angustias que solTreram por
algum lempo as classes comnierciaes. Durante cerlo pe-
riodo, as diliiciilil.ides do comuirrcio foroin nggravadas
porto geral desconliaiii;a e pnico, qucS. M. olim le
restaurar o crdito,aulorisou os seus ministros arecom-
iiiendaiem aos direelores do banco de Inglaterra medi-
das aecommuil.nl.is sciicunislaiicias. Estas medidaspo-
ili-i iam occasionar alguma Inl'racco da le.
S. M. tem grande salsfaco de poder cinniuncar-
vos que a lei nao loi violada; que o pnico tem diminui-
do, e que as difllculdades com que lutavam os bancos
c o cumuicn io citan suavizadas.
A abundante eolheita, com que a Providencia dotou
o paiz, tem sllivlado'ns calamidades que sempre acoin-
panhan a falla de irabalho nos dlsiriclos inanafaclu-
reiros.
S. M. lamenta, todava, a reapparvo, emolgiimas
parngens da Irlanda, de grande penuria, occasionada pe-
la esenssez dos alimentos que servem para o quotidiano
sustento do poyo.
ii S. M. espera que esla penuria ser materialmente
sua visan.i pelos esforcos que se teem felto para exeeu-
tar-se a lei relativa ao sustento dos pobres.
,-------aprese-.. ^^^
otar as medidas necessarlas para coiiipletar-lhe e aper-
felcoar-lhe a organisao.
a O exercito, esta grande ustituico nacional, conll-
aa a lueiccer nuito do paiz. A ma excedente orgaui-
S. M. vio com salsfaco que os proprielarios terrlo-
riaes se tinham aprovelado dos meios que foram postos
sua disposro para melhorareni a cullura do solo.
S. M. laiiicnta que em alguns condados da Irlanda
lenhasn apparecido criines alrozes.e que o espirito de in-
6ubordnaco se K nhn inanifeslado, e chegado a ponto
de oppr umaTcsisiencia organisada aos dirciios le-
nes.
O lord liigar-teneiilc empregou com vigor _e ener-
ga lodos os meios que a lei punha sun disposivo, para
prevenir a repetirlo dos rimes, e ihscobrir os autores.
S. M. scnle, todava, que seja da sua obrlgacu para com
os seus leaes c pacficos subditos solicitar a coodjivaro
do parlamento para providenciar sobre a pcrpctrnco
doscilnieSem cerlos condados e dislriclos de irlanda.
i 8. M'. vio rom a mais profunda magna e nteresse o
estado actual da Irlanda, c rrcoiunienda a alenoslo do
pai lamento medidas, que, respeilanUo, como lie de de-
ver, os direiios da propriedade, elevem, todava, a con-
di;o social dopovo, e tendam a promover a prospiri-
dade desla parte do reino unido.
. S. M. vio com pezar a apparico da guerra civil na
Suissa.
a Si M se ada de acedrdo com os seus alliados sobre
este objecto, e Ueclarou estar prompla a empregar, com
elles, amigavel influencia para restituir conlederacao
suissa os beneficios da paz.
S. M. nutre a conlianca que a paz geral da fcuropa
nao ser perlurhada.
S. M. assignuu com a repblica do Equadur um tra-
i.uln p.n.i asuppresso dn (rnlico dos escravos, c3. M.
ordenou que esle tratado vos fosse apresentado.
Sentara da cmara dot commum. S. M. ordenou que
se preparasse qorcameuto para o anuo prximo, aliui
de que vos fosse apresentado. Ser organisado com es-
crupulosa atieii(os exigencias do servico publico.
M1 lordi t \ienhurei. S. M. recommenda onsi-
dera9io do parlamento as Icis que regulnm a navegarn
do reino unilo, alimde que scdelerinnem as modilica-
efles que ellas devem soflrer ; para que, sem perigo da
nossa supremaca martima, se favorecam os inlcresscs
cuiuiiiercaes e roloniaes laGra-Mrelanlia.
S. M. julgou convenienle noinrar una 'ominissan
liara investigar os nielo de remover as causan de insn-
lubridadc que exisiem na melropole; < S. M. reeom-
menda vossa mais st^ia allenco as medidas que vos
rorciu apresenladas. 11 lallvaniente a suude publica.
S. M. pioluiidainenle scnllo 9S sotlrniienlos que at-
fligiram as classes laboriosas nos dislriclos inauuiaclu-
reiros da Gia-Ilreanlia emuilas parles da Irlanda ; e
preseneioii com admiaco a resignaco com que esles
solliinienios tinham sidogcralmente supportados.
a As dillicuIdades, com que lulavam as classes com-
nierciaes, leein alleclado muilus ramos inporlantes dos
nossos rcuUmeiuos. Mas S. M. espera que dentro em
pouco, comaajuUa daDivlna Provideucia, o coinmer-
cJo < a industria do reino uuldo recobrarao a suaacii-
vldadc passada.
Esla falla tinha sido acolhida com geral favor pela
iiupi cusa daCiraa-llretanlia, e particularmente pelas ga-
zetas das culades comniercianles e mnnulctureiras,
que conliniiavam a reclamar a lberdade de coinmerclo,
e viaui nos ltimos tpicos do discurso do throuo una
promrssa favoravel s lias prelenccs; Qiicixavain-se
alguns peridicos lo paragrapho relativo aos negocio
da Suissa, e leriam desejado que o gabinete declarasse
alii categricamente, setencior.ava ou nao intervirti
pleito entre a dieta c o Sunderbiind.
A solidariedade de inlenciVs entre os gabinetes de
San-James e das Tullidlas, acerca dos negocios da
Suissa, produzra favoravel sensa^o na bolea de Lon-
dres ; mas apezar daassrrcu relativa manuteiico da
paz europea, receava-sc que apparecesse alguma com-
idica.an. e o m leiicio a b-nlu in em que o ministerio c
conservara acerca dos negocios de Dalia c Portugal, pa--
reea corroborar estas presumpres.
As gazelas do oulro lado da Mancha approvavam ge-
ralmenle este manifest do ministerio Palmerston, e o
Jiirmil iui riait iiiliipretava sn plavia lelativa a
Suissa no sentido le una promessa de iuterreneo.
V ConttUulionrt di clarava que a falla era nolavel pela
sua ho!)Cs Ihas iia opposican, noiavn o contraste entre nprocedl-
nieniode Inglaterra e Franca nos negocios da Suissa.
O crdito publico crr. Frauea, abalado pela rrpercur-
so da crise inglrza, comecava a reapparecer; mas, no
momento eiiupjr renascia a conlianca, oa agilas Ihe
derain um golpe lerrivcl rom as mas especular.es so-
bre os caminhos de ferro. O sgnal fra dado pelo bario
de ltoiseliild, director la eompnnhia do ciininlin do
uorle, o qual exigi dos accionistas una prcslaco de75
Ir. sobre cada accao. As conipanhas dos caminhos de
Ierro de Slrashurgo, Toius e Nanles, Deppe e Fecamp
Ii/.era ni o iiirsmo ; c o total denlas prestacOes, unido aos
emprestnos que as eompaiihas de Orleans, Rouen,
Havre e Marseies esiavam para conlralilr, ur, ava em
mais de 100,000,000, qu caliiraiu sbitamente sobre a
bolja, cespaularnm os eapilaes, anda descoufiados do
alguma sorte.
OA'alinnnl de Pars de 1'2 de dezembro cstigmalisava
esle procedimenlo doliarao deRotsehild, e laza reca-
hir a censura sobre o ministro da fazenda, que ltima-
mente disponala uoste da Ojbrigaca em que te acliava de recollier aos co-
fres pnico, no mez de Janeiro, a quanlia de^0,000,000
de ir. OAoional julgava (|uc o governo, com estes iriii-
ta inilhors, e com os fundos que podia oblcr do lianco de
Franca, poderla provee s mais urgentes necessidadi-
do estado, e esperar, para conlrahlr o emprestiino de
200,000,000, que o crdito se achasse em circumstanclas
mais favoraveis, em vez de passar, como lisera, por sob
as fryas caudilha do rei dos Judeus.
Carlas iiiui recentes da Italia aunuuciavam que o ne-
gocio da oicupaco de Feriara, que tantas vezes J li-
nda sido dado como concluido, devera decidir-se em Mi-
lo, para onde S. rv mandara como plenipotenciario o
Sr. Fcrreli, irnio do cardeal do mesinonoine. O gene,
ral Hadi/.esKi. por parle do governo austraco, o espera-
va naquelia eidade.
Dixia-se cm Malilla, que os Eslados-Unidosacbavam-se
em termos depossuir una imporlanle posico no Medi-
terrneo, em raso de lerein ajustado coi o gabinete de
Alhenas desobligar o Grecia da divida <|ue contrahira
com n GrSa-.-rSaiiba, rccibcndo cs:sio iudcuinisacao a
illiadcSjia.
Aluda uo nosfoi possivel cumplir a promessa que li-
zeramos aos nossos leilores, no n. 8 desla folha, c dar-
llies os importantes pnrnienores relavos aos negocios
da Italia e doSundcrbund, man ra-lo-hemo n uin dos
prximos nmeros, e lerniiiiareinos boje, referindo un
raro exemplo de palrolsnio que dra o governo ingiei,
n'uma qucslo relativa N ova-Zelandia.
Esla colonia iuglc/a, depois do tratado de Waitangl. ia
de mal a prior entre as nios do seus governadores.
pe turbada, como era ao nusmo lempo, pelas dissen-
ces dos colonos europeus e sublevacao dos Indgenas;
quando, ultiniameiile, o governo inglez leinbrou-so que
aNova-Zelandla noprecsava de iheologos subtis, dou-
lores, advogadnse oulros cliarlale Ua civilisacuo, inas
Sim de ser governada por um liomein lirme c illiisirado:
esselioniein eiiconirou-o elle na pessoa do capilao Grey,
que, con. elTeitO, dentro de poneos mezc rcslabclecara
a ordem c iranqtillidade na Infeliz colonia. A vista des-
le prospero resultados, o conde Grey, para completar
a obra doseu homonymo, leiubrra-sc le dour a Nova-
Zelandia com as vanlagens de um governo constitucio-
nal. Pelo que, na ultima sesso decrelara-se acreajao
de cmaras uiuniclpaes, collegios eleiloraes c asseni-
blas legislalivas na Nova-Zeleudia ; se Iranspoilara
para o mel da barbara dos antpodas cssa delicada Ma-
china constitucional, que apenas com mullo custo pode
funeciouar entre ospo.os mais civilizados da Europa.
ielizuienle, essa vaporosa eonsliluicao loi mandada a
mu lioniem que leve bastante juizo eresolucao para
iranca-la n'unia caixa e iccuvia-la imiueUiauuientc a
aUmiuslraco das colonias.
O governo ingle/, leve a feliz lenibraufa Ue nao levar a
mal o procedimenlo do gnvernador Ua Nova-Zelandia
e oeonUeGrey, cujonmorpioprio devera ollender-se da
rtoepcao feila coiilituiciio que mandara, leve a cora-
geni de dar eonla ao parlamento do alvitre lomado pelo
sen subordinado, e de dizei : O capllau Grey te acna
em mcllior posiyao do que us para saber jo queconv.ii.
Nova-Zelandia, erogamos aos honrados uirinltros ae
dignein de suspender as medidas dccrcUda na uiuma
sesso. .
('onospaiidenca.
Sre. ftdaclorts--Vrcsun\ni<\o Icr sempre sido bel
e ponlual un dcfcnipciilni de ineus devores, e lir-
mando-80 cssa picsumpeno, lano iiojuito do m-
nha prop ia conaciencia, como no do lodos aquel-
les que teem nspecco sobre os meus actos na qua-
lidadc de empregiulo publico, soflri, coufesso, a
mais doloiosa inipiessrio no lr no Diario de l'ernam-
buco n. 5, do 8 do concille, una rcpreseiiU;ilo,
denuncia, ou o qur quo seja assignado pelo Sr.
Antonio boigcsda ronseca, onde so euconlra o 9C-
guinlo lliecho, quo, a nilo ser lho do desejo do gra-
luilaineiile fot ir a uiiulia repulaQo, nao seique ou-
lia oiigem se liio possa dar. Ahi fallando-se da ca-
deia desla cidnde, diz-so No menos infame lie
o traUnenlo dos presos doenle quando vOo para a
enfermara ; a despoza he extraordinaria, emquauto
|
.





3T"em"hJdefom6- O cirurgiSo nflo vom to-
7.*?. ..S <,nfermr". Pssa as vczos das, e en-
lista .* Iim imm"n(lo enfermeiro, este nflo
v,.' ,,a"!"imenl'a prefos doentes, que muitis
vp/es rocorrpm cima ^i.nn.. j- m. ...__u.
-2.
trV,;*' rocorre,m s S"s relaces de fra, c essas Ib
wem comidas, sempre contrarias a dieta, cuja :
a ve guardar.-, Tres silo, portanto, os pontos o...
que sou atrozmente calumniado como cirurgiSo en-
cardado ,io curativo dos presos; e silo: i.o
morrerem os presos a Tome na enfermara ; 2.\ nilo
irrfU 1'lmesma ,0,los s das; e 3.*, consentir na en-
cana de comidas de fra para os doentes da enfor-
Ouanto p l.o pon0) ,|re que para desmentir
*ao escandalosa ralsidade basta perguntar-se a qual-
quer m,^oenlpS ,,a enronnar|l qua| he o scu ali-
mento;"*i ver-so-ha que un tem leite ao almoco,
Uro gallinha a doce ao jantar, outro ovos, arroz,
etc.; p tal he a eonviccilo que teem todos os presos
oe que os doentes da enfermara vivom ^rtos, que
quasi diariamente se apresentam alguns d'entro ol-
les pretextando molestias, smente para irem k on-
irrmaria matar a fome que os devora as oulras pri-
sOes. y
Na enfermara,os presos nilo s teem a comida suf-
nciente para sealimentarem, porm at exijo que
esta soja da melhor qualidade que ha no mercado,
i" ponto de j ter sido um fornecedor, quando o ha-1
!, demll&taj representacilo minha, como se v do i
documento n. 1.
Se o mpu gratuito offensor reconhece a exactid3o
do relatorio doconrelho gcral do salubridade pu-
blica acerca do estado da cadeia, oqunl se acha na
cniterrilodos trahalhos do segundo anuo do mesmo
concolho a pagina 71 e seguitcs, nilo me pode fa-
zer a menor Censura sem psssar por irrellectidoe
precipitado; pois quo a base desse relatorio, como
delle mesmo se ve, he o met oflicio ao concelho di-
rigido cm data do 1. de junho do anno prximo pas-
sado, ao qual o dito relatorio se refere, e vem trans-
cripto a pagina 75 eseguintes da mesma colleccSo:
nellese vfem muitas medidas que reclamo para a
onfermsria ; sflo especificadas as molestias que mais
frequentemente aflligem aos infelizes presos, o suas
causas, e at indico os muios iiygienicos do mino-
ra-las ou remove-las.
I.onge de deixar os presos morrerem fome na
enfermara, como so disse, quando ein 18*3, por se
liaver acabado a quota destinada para a mesma en-
fermera, mandn o gorerno stistar a recepto de
todo equalqucrdocnle, vendo eu o estado desgra-
nado desses infelizes com a apparicilo da peste das
bexigas, mandei sb minha rosponsabilidado reco-
Iher os doentes a enfermara, mediquei-ns, e ali-
nienlei-os minha custa; o communiquei essepas-
so ao presidente da provincia, que entilo era o Sr.
barSo da Boa-Vista, o qual se dignou de approva-lo;
mandn indemnisar-me das minhas despezas; o
(honra lho se ja feila) sb sua responsaliilidade osta-
heleceu nina nova quota para as despotas da en-
fermara, documento n. 2.
Quanto ao2." ponto, quo he nilo r eu todos os
ilias impreterivelmcnlc caileia, devo saber o meu
gratuito ofjeusor, que, fazendo eu parto do genero
humano, e estando couseguintomonle suhjeito a to-
dos os malea quo aflgam a pobre humandad* nilo
posso gozar do privilegio de ter sempre sailo; e,
portanto, no podia subjeilar-me urna condigno
impossivel, como era ir ne.cessariamcnto todos os
lias cadeia : mas, quando por molestia, como ha
pouco lempo surcedeu, ou por alguma oulra cir-
ou instancia, dcixo de ir enfermaria, oque he ra-
rissimo, e para o quo estou autorisado pelo meu
contrato com a nuinicipalidade, ou mando outro
professor que me suhslitua, ou, so os (lenlos silo
de sarnas, de alguma ferida simples, ou de alguma
nutra enformidade de pouca consequencia, exijo
sempre qne o enfermeiro me participe qualquer le-
ve incidente que occorrer; e desafio a alguem que
mostr qual o caso extraordinario que tem precisa-
do soccorros prompos, o os nilo lemtido mesmo
qunlquer hora da noile : o documento n. 3 prova
suflicientemcnle o que acabo de dizer.
Quanto ao 3. ponto finalmente, que he a intro-
duccilode comidas de fra para a enfermara, do-
claro segundo minha eonviccilo, que he manifesta-
merito falsasemelhanteimputacilo : polo coutrario,
consta-me quo em um dos ltimos das-santos, que-
rendo urna mulher levar urna pouca de comida pa-
ra un seu marido ou prente que estava na enfer-
maria, foi obstada pelo sota-oarcerciro ; o que mo-
tivou urna pequea altercaQilo entre esto e o preso,
e por isso^u o desped da enfermaria; mas, quando
esse abuso se dsse, o que neg, nilo posso ser
por tal responsavel : eu ignoro e nilo sou o guarda
*a enfermara.
Srs. Redactores, no tendo jamis sido offend-
do pela imprensa, relevem, que.em minha defesa, eu
lenha sido um pouco mais extenso do que talvez
conviiilia ; e como a sua folha foi o campo da ag-
gressfio, permittam que soja ella tambein o da defe-
sa ;,esirvam-se de publicar estas mal trucadas l-
nhas coco os documentos a que se ellas refe-
Juin.
rospeito, louvando o seu zelo e ntaresse pelo bem
da humandad. Dos guarde a Vmc. Palacio de
Pernamhuco, 23 de dezembro de 18*3. Bao da
fioa-Fista. Senhor Francisco Jos da Silva, cirur-
giio da vaccina o dos presos pobres.
N. 3. ~ lllm. e Exm. Sr. presidente da relacHo. Diz
Francisco Jos da Silva, cirucgiilo cncarregado .lo
curativo dos presos pobres da cadeia, que so lho faz
a bem quo V. Ex. Ihe atiesto se, duranto o lempo em
que V. Ex. exorceu o lugar de chofo de polica nesta
poli
provincia, cumprio'o supplicante exactamente os
seus devores, at preslando-so alta noilu ao cura-
tivo de ferimentos feitos a taos horas entro os presos,
ou se constou a V. Es. ter o mesmo commettido al-
guma omiss.lo : assim, pede a V. Ex. se sirva de de-
ferir o supplicante na forma requerida. E receber
morc. Recifo, 18 de julho de 18*5. Francisco Jos
da Silva. O supplicante portou-se sempre no des-
emponho dos seus deveres como encarregado do cu-
rativo dos presos pobres, com toda a exactidao e ca-
rdade, prestando-se a quaesquer curativos qual-
quer hora em que fosse chamado, e islo em lodo o
lempo em que serv o lugar de chefe de polica. Re-
cifo, 18 de julho de 18*5. Amonio Ignacio de Aie-
vedo.
COiVilvIiiRCiO.

Alfandega.
RKNDIMENTO DO MAIS. i.
Descarregam hoje, 14 efe Janeiro.
Escuna Maria-Firmna merca dorias.
Miate Flor-do-Recife charutos.
Brigue Runnymede bacal ho.
Rriguc Nordem taboado o ferro.
Galera Coltitnbui mercaduras.
Lancha Tres-lrmios vinho.
8:940,438
CONSULADO GERAI-.
REND1MFNT0 DO DA 13.
(eral...........
Diversas provincias.
3:399,679
183,905
3:583,58*
Sou seu patricio eassignante,
Francisco Jos daSiltm.
DOCUMENTOS.
N. 1. lllm. Sr. Em resposta ao seu oflicio de
27 do novembro prximo passndo, em que me repre-
senta contra as continuadas faltas que tem commet-
tido o fornecedor dos presos pobres de justica desta
comarca, Thom Jos Ribeiro, fornecoudo o alimen-
to dos presos da enfermara da cadeia, nflo smente
de ni qualidade, como mal preparados, com grave
prejuizo dos mesmos presos, sou a dizer a V. S., pa-
ra sua iotelllgencia, que ton lio nesta data dispensado
ilesla rommissio ao referido fornecedor, nomeando
para o substituir a Bernardo Jos Pereira. Dos
guarde a V. S Trefcilura d comarca do Recife, 1.
.lo dezembro de 1838. ~ O prefeito da comarca, Fran-
cisco Antonio de Sa Brrelo. lllm. Sr. Francisco Jos
i!a Silva, cirurgiSo da cadeia.
N. 2. Foram-mc presentes os seus oflicios, fir-
mados em 22c 23 do corrento, fazendo-me ver o es-
tado deploravel em que se acham os presos pobres
de Justica, existentes na cadeia desla cidade, com a.
iippnricffo da peste da bexiga quo ltimamente se
tem all desenvolvido, falla de remedios que sof-
frem, por cujo motivo tem fallecido alguns, e parti-
cipando ter sh sua responsabilidade mandado for-
necer aos referidos doentes os remedios de que pre-
cisam ; cm resposta sou i di/.er-llie que, soulindo
sommamente a desgrana desses infelizes, lenlio nos-
ta data expedido as necessaras ordens ao inspector
ifa thesouraiia das rendas provinciaes, para mandar
entregar ao chefe de polica a quantia de duzentos
rrifl rs., para o pagamento das despezas que Vmc.
tem felo e se houvurem do fazercom o curativo dos
presos : o por esta occasiflo cumpre-me declarar-lhe
que' irpprovo tudo t\^\t\ Vmc, fez Semejtiapto
CONSULADO PROVINCIAL.
RENDI.MENTO DO DA 13.........
Pontario as fallas dos ostudantes. Dez faltas sem
causa, e quarenta, anda que justificadas, bastam
para fazer perder o anno, isto he para perder a
prioridade nos examos. A respeito dos estudantes
dos lyceus e aulas publicas nenhum gozar do dito
privilegio sem appresontar attostadodo seu direc-
tor, ou do respectivo professor, de ter frequentado a
aula e aproveitado.
Olinda, 8 de Janeiro de 18*8.
Padre Miguel do Sacramento lapes Gama,
Director.
Dcclara^es.
i'fovimcnio do Porto.
A cmara municipal desta cidadofaz scsso ex-
traordinaria no dia 15 do crrante.
A administrado geral dos estabelecimenlos de
candado contrata, pelo lempo que decorrer do dia
ila arrematado a 30 de junho do corronte anno, o
fornecimenlo das drogas de que precisar a botica
do mesmo estabelecimento. Os protendentes diri-
jam-so a sala das sessOcs da mesma administracilo,
no dia 17 do corronte pelas 4 horas da tarde, son-
de se Ihes'apresentar a notadas referidas drogas ,
afim de organisarom as suas propostas.
Administracilo goral dos estahBW'mestos de es
rioade, 10 de Janeiro de 18*8.
F. A. Car aleante Cousseiro,
Escripturario.
0 arsenal de guerra compra 8 resmas de papel
al maco. lOcadernos de papel de Hollando; 12 gar-
rafas de tinta 400 pennasdo escrever, tres duzias
do lapes 24 macos de obrejas 12 bonecas de gom-
ma-gracha : quem ditos gneros quizer fornecor,
mandar sua proposta em carta fechada, e as amos-
tras a directora do mesmo arsenal,a t o dia 14 (hoje;
do corrente mez, Arsenal de guerra, 11 de Janeiro
de 1848. Joan Ricardo da Silva,
Amanuense.
A administracilo gcral dos cstabclceimentos de
caridade contrata, pelo lempo que decorrer do dia
da arrematadlo a 30 do junho do corronte anno, o
fornecimenlo dos viveros seguintes : carne verde de
segunda sorte, gallinhas, capes ou frangas, pilo e
bolacha de boa farjnha, sucar reunido de primel-
ra sorte, dito branco redondo, manteiga franceza
boa, alelra, mascarrilo ou talharim, cha hysson,
toucinho do Santos., caf em grao, azeito de carra-
pato, dito doce, arroz pilado branco, vinagre de Lis-
boa, salino prelo, lenha de manguo de axas regula-
res, farin ha de mandioca boa, vinho branco borne
dito tinto. Os pretendentes dirijam-se sala das
sessOes da mesma administracilo, no dia 17 do cor-
rente, pelas 4 horas da larde, munidos de suas pro-
1:749,9791 postas. Administracilo geral dos ostabelecimentos
^^^^_I de caridade, 10 do Janeiro de 1848.
O escripturacio,
/'. A. Caca/cante Cousseiro.
panhia do Jess, que o autor aprsenla como culpa-
da de tilo oxecrondo e sacrilego crime.
Vende-so somonte na ra Nova, n.-37, por 1,500
rs. cada obra. .
Publicarlo commercal.
Saino luz no Rio-do-Janeiro, e acha-se venda
nesta cidade na loja de Cardozo Ayres, ra da Ca-
deia-Vcllia, n. 31, Arilhmetica Commercal, por J. G.
Kotlingor, 1 vol. em 4., 2,000 rs.
mmmgmmmmmmmmmmmmimmmm
wmmmm
Avisos
martimos.
Navios entrados no dia 13.
Macelo ; 50 horas, brigue de guerra brasileiro Caltape,
commandanle u captao-tenente Antonio 'arlos Fi-
gurira. Paisageiros, o cscrivao da armada Francisco
Amonio Rodrigues e2 soldados do evercilo com baixa.
Ass; 16 diai, sumaca ln-.-isili iia Carlota, de 64 (onrla-
das, capilao .loao Antonio da Silva, equipagem 9, car-
ga tal e palha ; a Jos Goncalves Simas.
I'ai aliiba ; 2 dias, hiate brasileiro Trei-lrmaos, de 32 to-
neladas, capitao Francisco Crrela da Silva, equipa-
geni 3, carga vinho c loros de inangui' ; ao capitn.
Baha; 21 dias, hiale brasileiro Flor-do-Recife, de 33 to-
neladas, capilao Ignacio da Fonscca Marques, equipa-
geni 5, carga fumo, charutos e mais generoi; a Ltttz
Horges de Cerqueira
lllia de Fernando ; 2 dias, patacho brasileiro OHveira,
de 182 toneladas, capitao Jos Olas Corrida, equipa-
geni 17, carga pedra de calfar para o governo ao
proprietario Jos Vaz de Oliveira. Paiiageirs, o l-
ente Manoel Claudino de Oliveira Cruz com sua fa-
milia, o all'i-ios Pedro Lino de Barros, l2 pra;as de
primeira linlia, 19 de policia e 6 presos de justica.
Lisboa ; 90 dias, brigue porlugurz lonceico-dc-Ma>ia, de
200 toneladas, capitao Antonio Pereira Horges Jnior,
equipagem 15, carga vinho, ceblas e mais gneros;
a Tliomaz de Aquino Fonseca. Passageiros, Severino
Jos de Carvalho, Brasileiro; Carlos Augusto Ror-
dolf, Sulsso.
Navios salados no mesmo dia.
Parahiba e Liverpool; barca inglrza Elita-Johnson, ca-
pilao Wirfiam Donaldson, em lastro.
Philadelphia ; biigue americano l'utuam, capilao Jos
Farrell, carga assucar.
KDITAES.
Rodrigo Tkeodoro de Freitas, official da imperial ordem
da Rosa, cavalleiro da de San -Benlo-d'Avit, condeco-
rado com a medalha da restauracSo da Baha, por oc-
casio da independencia, cap Ido de mar e guerra gra-
duado d'armada nacional e imperial, inspector do ar-
senal de marinha desta provincia e capitdo do porto
da mesma, por S. M. o Imperador, que Dos guar-
de, etc.
Faz saber a quem convier, que est autorisado pe-
lo Exm. Sr. ministro da marinha, em aviso de 23 do
novembro do anno prximo passado, a engajar o
maior numero possiveldc individuos Vara servirem
nos corpos de impelaos marinheiros e de fuzilci-
ros navaes, de dado de 16 a 25 annos, de boa ap-
parencia o sadios, dnndo-se a cada um, como pre-
mcio de engaj menlo, a quanlia de 6,000 rs. ; po-
dendoos que quzerem servir assim em ditos cor-
pos aprcscnlar-se nesta capitana era qualquer
da til da semana, durante as horas do seu expe-
diente.
Capitana do porto do Pcrnambuco, 13 de Janeiro
de 1848.
Rodrigo Theodoro de Freiuu,
Capitao do porto.
CURSO JURDICO.
Em eselarecimontb ao edilal de 29 de novembro
prximo passado faz-se saber a quem convier, que
a matricula dos estudantes de preparatorios nesta
secretaria nilo os iscnta de irem matricular-so nos
livros dos respectivos professores, comecando dous
dias antes do mez prximo futuro, para o quo os
mesmos professores farito previamente os seus an-
nuncios, ludo de conformidade com o artigo 8.*, ca-
pitulo 2.*, dos estatuios.
Outro sim, nao so pudendo entender que o impe-
rial aviso de -J3 de agosto passado quiz conceder o
privilegio de prioridade nos exames preparatorios
dos estudantes s pelo faci de estarem matricula-
dos no collegio das arles, porm, alm disto, o mul-
to principalmente pela frequencia e applicacilo; ad-
verte-se que, em paridade e harmona com os arti-
gse e 8, capitulo 11, dos estatutos, o continuo do
collegio das arles le occrdo com os professores a-i
O caxa da companlm do Beberibe, tendo de pres-
tar contas adininistracfio no da prmeiro de fe-
vereiro lombraaos Srs. accionistas em atraso a
entrada dos quatro por cento da nona prestaeflo.
Recife, 13 de Janeiro de 1848. M. G. da Silva.
THE A TRO PUBLICO.
PRESEHE.
DOMINGO, 16 DO CORRENTE.
Drama novo a soberb de Aman triumpho de
Mardocheu dramas das pastoras o dancas.--
Segunda atsignatura pelas 5 noitet.
No podendo muitas pessoas assignar para as
10 recitas do presepe, ou porque Ibes fosse pesada
aassignalura inteira, ou porque ainda estivessem
no campo passando os dias santos de festa, o direc-
tor convida os amantes desle dverlimento para a
meia assgnatura, que lera principio domingo, 16,
at completar as 5 uoiles que faltam, pelopreco
segu uto:
Platea, as 5 noites......'. 4,000
Primeira ordem de lado.......20,000
Dila de frente...........30,000
Segunda ordem de lado.......25,000
Hita de frente........... 50,000
Tercena ordem, 5 camarotes que restam a 10,000
A decima noile he [gratuita para os senhores as-
ign antes
N. D. Dramas a representar a soberba de A-
iiian triumplio de Mardocheu a serpele, e as
pastorasLucifer o as pastorasTuribio e o soldado
de Heredes -- a degollacito dos innocentes.--
As pessoas quo pretciidercm assignar, dirijam-so
ao theatioa fallar com o director, das 6 as 8 horas
da noite.
Vende-seo hiato nacional San-Joo: lambem
se frota para qualquer porto do norte ou su!: quem
pretender fazer qualquer dostes negocios dirija-so
a loja'de cabos de Caetano da Costa Moreira 4^H
bordo do mesmo hiato.
Para Lisboa com escala pela llia do S.-Miguel
sahe, no flm do corrente mez, o briguo portugus '
S.-Domingos; linda recebe urna pouca de carga
passageiros : a tratar com os consignatarios, Meri-
des & Tarrozo, ou com o cipitilo, Manoel Concalves
Vianna, na praca do Commerco.
Para o Porto segu viaguem, no dia 20do cor-
rente o bergantim portuguez San-Mano*l-Primei-
ro, capitSo Jos Francisco Cnrneiro : quem nelle
quizer carregar, ou ir de passagem, para o quo
tem excel lentes com modos, dirja-se ao mesmo ca-
pitn, ouao seu consignatario, Manoel" Joaquim
Ramos e Silva.
Para o Rio-de-Janeiro sahe, uestes dias, por s
Ihe fallar um pequeo resto de carga para abarro-
tar, o brigue nacional bociedade : para carga, passa-
geiro ou escravos a frete, a fallar com Jos Francis-
co Collares as escadinhas, ou na loja de ferragens
da esquina da ra da Cadeia, com ocapitflo, Je-
ron y mu Jos Tclles. 9 )
Para o Rio-de-Janeiro saldr o brigue nacional
Despique : para carga e passageiros, trala-se com
Machado & Pinheiro. na ra da Cadeia. n. 37, ou com
o capitno, Joaquim Jos dos Sanios.
Para o Porto, sahe impreterivelmente no da
2G do crtenle, o iicrgaiiiim portuguez Ventura-Fe-
liz, por so nchar quasi prompto : recebe um resto do
carga o passageiros, para os quaes offereco boiii
commodos : trata-se com os consignatarios, Mendos
& Tarrozo, na ra da Cruz, n. 49, ou com ocapitflo,
Zeferino Ventura dos Santos, na praca do Commer-
co.
Para o,Rio-de-Janeiro sahir breve o brigue
Santa-Mara-Boa-Sorte, capitao Jos Joaquim Das
dos pi azores. Quem no mesmo quizer carregar, em-
barcar escravos ou ir de passagem, pode entender-
se com Amorim Irmilos, na ra da Cadeia, n. 45, ou
com o sobredit capitao Prazeres.
Para o Porto sahe, com muita brevidade a
barca Bella-Pernambucana por ter a maior parte de
scu carga prompta : quem nella quizer carregar, ou
ir de passagem, para o que offereco os mais asseia-
dos commodos dirja-se ao consignatario, Anto-
nio Francisco do Mora es, na ra da Cadeia do Re-
cife loja n. 51, ou ao capitno na praca do Com-
merco.
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sahir, no
dia 15 do corrente, o brigue Deos-te-Guarde, capito
Manoel Jos de Azevedo Santos : pode receber al-
guns eicravos frete, para o que trata-se com o di-
to capitno, ou com Hallar t Oliveira na ra da
Cadeia-Velha, n. 12.
Avisas diversos.
Piiblicacoes Littorunas.
Vendem-se, na loja deJ. Chardon, no Aterro-da-
Roa-Vista n. 3, as seguintes publicac/Ses :
A un u ario poltico e histrico do Brasil (1846).
Curso da historia da philosophia de V. Cousin ,
Iraduzidu por A. I, de Figueiredo.
0 Progrcsso tomo prmeiro (1846),
As sete cordas da lyra 1'., 2.', 3.*, 4.' e 5.' I-
vrajOes.
Memorias sobre o melhoramcnto do porto de
Pernamburo, porL. L. Vaulhier.
Na mesma loja assigna-se Folhilinlsta do Rio-
do-Janciro;
Jentaliva de pontificidio,
ou o attenlado dos jesutas contra a vi-
da do SS. tapa Pi JX.
Comprehendendo a fiel narracflodo todos os pre-
cedentes e circumnstancias que allingiram a este
horrivel acontecimento do recente data, o talvez
novo no seu genero.
Esta obra escripia com elegancia e simplicidade ,
recommenda-se so publico Iliterario quo desojar ter
exactas informa^Oes dos ardilosos trarqas da com- liver eonupcie,
Fai-se publico que he falso o boa-
to, espalhado nesta cidade, da morle do
Sr. coronel Manoel Barboza da Silva;
pelo contrario, o mesmo Sr. n3o tem sof-
IVitlo incommodo algum grave em sua sat'i-
de, e se acha no exercicio de seu empre-
go, na villa do Limoeiro, lugar de sua re-
sidencia.
A professora, q ue reside na ra larga do Roza-
rio, n. 29, primeir o andar, esquina defronteda gro-
ja declara aos pas das suas dilcctissmns alumnas
e ao publico em geral, que abro sua aula no dia 17l
do corronte. Durante o anno leclive cujos traba-
Ihos se vilo encelar, a declarante se portar de ma-
neira a censervnr, so no a augmentar, o crdito que
Ihe tem grangeado o motliodo quo ha adoptado pa-
ra a eduoacit) das meninas cuja dircccSo Ihe tem
sido confiada.
Aluga-se urna casa terrea na Soledade, n. 17,
ao p doSr. Vicira cambista : a tratar no pateo do
Carmo, n. 17 com Gabriel Antonio.
Mendes & Tarrozo fazem sciento ao publico,
que mudaram a sua residencia da ra da Cruz n.
54, para a mesma ra, n. 49.
Quem precisar de urna prcta forra, de mnito
boa conducta o que tem bom leite para criar, e
mesmo para dirigir os trahalhos de urna casa de fa-
milia dirija-se atrs da matriz da Boa-vita n. 9.
Lemhra-seaoSr. Vicente Teixeira Coimbrude
mandar pagar a quanlia de 10,000 rs., que pedio
emprestado ha sete mezes na ra do Crespo; fl-
cando cerlo quo, om quanto nilo pagar, lom do sa-
hir o seu nome neslo Diario.
Offerece-se urna mulher forra para ama de ca-
sa de hornera solteiro para todo o servico inter-
no: quem de scu prest imo se quizer utilisar, dir-
ja-se a Camboa-do-Carmo, n. 16.
Precisa-se de um rapaz portuguez de 12 a 14
annos, para urna loja no Rio-Formoso preferindo-
se dos chegados agora do Porto : a tratar na ra da
Cadeia do Recife, loja n. 55.
Joaquim de Souza Pinto, de novo convida #seus
oradores para que comparecam em sua casa na ra
Sen/alia-Velha, n. 100, no da 17 do corrente, pe-
las 10 lloras da manhila afim do que, pon iuteres-
secoinmuiii dos mesmos ciodores e do annunci-
nle, so delibere c assenle o que mais conveniente
fr, visto o estado o circunstancias commerciaes
do annunciante : e espera que os mesmos credores
nilo deixem de comparecer.
~ Aluga-se um sitio na estrada de Bolm com
bastante ierra para plantacSo, bons arvoredos de
fruclo um bom poco d'agoa de beber, urna bonita
casa, fei taha 8 mezes com cozinha fra. senzalla
para p re los estribara para dous cavallos : aluga-
se em conta, por scu dono ter de fazor urna viagem ;
na ra Dieita, n 10.
Prccsa-se arrendar um engenbo perto da pra-
ca que seja pura o sul, c lenha boas torras de pro-
ducco iiiui'iile e corrente com alguma fabrica ,
ou sem sem ella, conforme se convancionar: quera
K


Aeneao
?
\
Na luja da ra do Queimado, n. 30, de Jos Joa-
Suini de Novaes, contina a liaver um sortimento
obras feilas; chapeos do todas as qualidades;
ditos para meninos e meninas ; ricos chales de soda;
mantas de seda; lencos de todas as qualidades; e
outros muitos objectos que ha para vender.
Agencia de passaportcs.
Na ra do Collegio, n. 10, o no Aterro-da-Boa-
Vista, n. 48, continuam-so a tirar passaportcs tan-
to para dentro, como para lora do imperio; assim
como despacham -se escravos: tudocom brevidade.
Alerro da-Boa-Vist;i n. 16.
Pommateau, cntileiro,
tom a honra de participar ao rcspeitavel publico ,
que rocebeu, pelo ultimo navio franca* um rico
sortimento de fazertdas de primeira qualidade, bem
como : estojos de viagem apparelhados de praU o
de crystal ; carteiras de algibeira de lodos os ta-
mnnios ; um grande sortimento de brides do ac ;
chicotes para carro o montara ; esporas do ac e de
latffo polido; Tacase caivetes de lodos s quali-
dades ; tesouras de costura unha e de alfaiale; na-
valhas de toda primeira sorte e do que se garante a
qualidade; polvarinhos; chumbeiras ; espoletas;
cha mnese saca-trapos.
---Trccisa-sc de 2.000,000de rs a premio de um
e meioporecnto ao mez, com hypolheca cm 4 ca-
sas terreas no hairro de Sao-Jos, asquacs rendem
8,000 rs. mensalmente cada urna : d-se o aluguel
polo premio, ou paga-v o premio mensal: lambem
so vendem as mesmas casas, cujas silo cm chitos
yfoprios e feitas o moderna : quem as pretender,
por hypolheca ou por venda, anuuncio para ser
procurado.
No engonho Onlciro, da culada da Paraliiba-do-
Nortc, eni casa do tenente-coronei Jos Nnresn Je
Carvaino, oi apprehendido um mulalinho, de dado
do 20 annos, pouco mais ou menos, que diz ser os-
era vo do Sr. Francisco Estcvn de Mello, do engenlio
Gindahi, junto a povoaclo deUnna, cujo mulalinho
he baito o chama-so Podro, o qual tica oni poderda-
quelle senlior do engonho, que o comprara, visto o
querer servir ; entretanto que sendo responsabilisa
pela fuga ou morte dello. Oscnhor que fr do dito
mulatindo se poder entender nesta proca com o Sr.
JofloTavarcs Cordeiro, nu ra do Vigario ; o na ci-
dade da Parahiba, com Jnciiiltio Jos do Modeiios
Corroa.
Precisa-se alugar urna csrrava que nfloseja vi-
ciosa para urna casa estrangeira onde sera bem
tratada, o receber boa paga : na ra de Agoas-Ver-
des, n. 48, se dir quem precisa.
Jos Ignacio do Monte ludor dos orphos li-
Ilos do finado Jos Jorgo do llozario, faz publico a
todos os credores do mesmo finado quo cuidem de
se paga re m do seus dbitos, nos bous existentes,
osquaes ja scacham penhorados por outros credo-
res que adiuntaram suas exocucOos.
Aahaixo assignada, meieira o invenlariante dos
bous de seu finado marido Jos Antonio Alves da
Silva avisa aos credores do seu casal para que vilo
justificar suas dividas no cartorio do escrivao Mol-
LOTERA
do
Hospital Pedro S*%tmdo.
Continuam-se a Tender, nos logaresj
annunciados, os bilhetes da segunda
quinta parle da primeira lotera a bene-
ficio do Hospital Pedro .Segundo ; eo
thesoureiro, pela concurrencia que tem
havido, espera brevemente annunciar por
urna s vez o da em qae devem correr as
rodas.
la, por onde est procodendo a inventario. lied-
le, 12 de Janeiro do 1848. [D. Mara magdalena Po-
pe da Silva, i'
Oibaixo assignado [na qundado de invonta-
riante dos bens do finado seu lio llonriquo Pope de
Girilo, avisa aos credores do mesmo para que vilo
justificar suas dividas no Juizo municipal da Igua-
rass onde se vai proceder a inventario. Rocife,
12 de Janeiro de 1848. Francisco Joo Carneiro da
Cuaha.
Furtaram, em a noite do 11 para 12 do corron-
tc, da estribara de um sitio na Passagem-da-Mag-
dalcna um cavado melado de cunas e cabo pro-
tos calcado tamben) de preto ; lem marea de fer-
ro na perna dire.ita, sabo bem andan em carro: quem
dollesouber, dirija-se a ra da Cadeia do llccife ,
ii. 4, primeiro andar, quesera gratificado genorosa-
inoute.
10$
rs. de gratii-
cacao.
Desemcaminhou-se, desde a
Passagern-da-Magdalenaal a ra
da Cruz do Recife, urna cadelli-
nha de raca ingleza, de, apandar
ratos, preto, ps, mos e peitos
amarellos, e sobre os ollios dous
signaes ditos ; acode pelo nome
de alpaka, e he em extremo pe-
quea : d-se a mesma gratifica-
cao a quem der noticias onde el-
la existe, verificado-se. Na ra
da Cruz do Recife, n. 9, se pede-
r follar a semelhante respeito.
Na ra do Aragilo, n 4, bairro da Boa-Vista,
fazem-se quaesquer cortinados, tanto do cama como
para janellas, com a maior perfoicilo possivol.
Aos pas de familia.
Knsnam-se meninas com toda o perfeiciio, a sa-
ber : prinioiras lettras, grammatica portugucza.nri-
thmetica, doutrina cliristfla coser marcar, bor-
dar de diversas qualidades : na ra da Alegra n
42. Adverte-se que so ensina com todo o cuidado c
zelo.
Manoel Goncalvos Vianna, capitilo do bergan-
lini portuguez .San-Domingos, precisa fallar com o
Sr. Franciseo Rodrigues Lima, natural da freguezia"
de Santa-Marinha-de-Arcozellos, tormo da villa de
l'onlo-de-l.ima, cm Portugal, casado com a Sra. I).
Anna Maris ; e se ja niio existir, com algum de seus
descendentes, pura o que Ibes roga o favor de o pro-
curaren) nesla cidade em casa do Sr. Jos Francisco
Jielrn, no Forle-do-Mattos, casa n. 19.
f- -Aluga-se, ou veude-se urna parda com b.jrn Ici
je ;na ruada Cadeia, n 9.
Aluga-se urna boa cas* terrea na ra Bollo, com
duas salas 3 quartos, cozinha fra quintal o ca-
cimba : a tratar na na do Collegio, n. 15, segundo
andar.
Remedio prodigioso para os embriagados.
Esto remedio torna-se mu i aprecia vel, por su a
coniposii,fo ser nitrito simples ;nflo arruina a sa-
ilo do individuo e faz aborrecer para sempre a be-
bida : vende-se somonte na ra Velha, n 54.
Aluga-se urna boa sala com urna alcova gran-
de o um quarto pequeo ; na ra do Queimado n.
30, primeiro andar.
Quem precisar do urna ama de leile, dirija-se
a ra do Rangcl, n.5.
--Precisa-so de pretas que vendam pSo pagan-
do-se-lhes a vendagom e sendo que seus senhores
se responsabilisem : na ra Dircita, padaria, n. 26.
Nobecco do Sarapatel, n. 16, precisc-sc de urna
ama quo tenha bastante leite forra, ou escrava.
Faz-sosciente ao publico, que ninguero con-
trate negocio com o Sr. capitilo Jofo Marques Ba-
calho, do engenho Piniloba pois que todo o ne-
gocio que se (Izor ser nullo por so achar com
principio de demencia : c para quo ninguem so cha-
me a ignorancia, faz-so prsenlo "nuncic.
Precisa-se de um official de tanoeiro capaz do
fa/or qualquer obra nova ; na reslilaco da ra de
S -Rita.
Antonio Ricardo do Rogo o Manoel Das Fer-
nandes dissolveram amigavelmcnle a sociedade que
tiuliam na venda de molhados, sita na esquina da
na larga do llozario, n. 39 ; Picando a cargo do es-
coci Das Fernandos a liquidaefio dola, tanto no
que diz respeito a receber o activo, como a solver
o passivoa que lica obrigado ; visto quo o ox-so-
cio Ricardo do Reg cedeu ao ex-socio Fernandos a
parte que em dita venda tinha. Recife, 2 dejn-
noiro do 1848,
Manoel do Oliveira Ramos embarca para fra da
provincia o escravo Cliristovilo, crioulo.
Precisa-se de um caixeiro que soja portuguez ,
para a barca dos bandos : a tratar na mesma barca.
Oflerece-se um rapaz brasileiro pura caixeiro
do venda, loja ou de ra ,do 18 anuos c que tom
alguma pratica de negocio de yenda ou loja : quem
du seu presumo se quizer ulilisar dirija-se a ra
do iiangol, n. 71, primeiro andar.
A'rrhda-sc um sitio porto da prac,a com boa
casa de vivenda, sonsa las, Ierras para toda a soile
do plan taces, maltas, com olera a inargom dorio
e baixas para capim : quem o pretender dirija-se a
ra da Concordia, na quinta casa passando a pon-
lesinha, lado esquerdo.
-Exlraviaram-so tres barricas com cerveja com
a marca diamanto C, na occasifio da sabida da por-
ta da alfandega, no dia 7 do correnle : quem dol-
as so u bar quoira avisar a J. J. Tasso Jnior, que
se Ibe gratificar generosamente.
Pcrdeu-se, depoisdas 5 horas da lardo do dia
da fasta, 25 do crrente, desde o recolhimentode
N. S. ila Conceicflo do (Huida, pela ladeira da Mise-
ricordia, atea ra de Matliias-Fcrreira, um saqui-
tel, ou dispensavcl de conl^ francezas, de enan-
ca, sustentado pordfl,creiilc7volUis docordilo gros-
sode ouro, com clcheles grandes, de molde dos do
vestido, levando dentro un lenco de soda pequeo,
proprio de menino. Roga-se a quem achou de resti-
lui-lo na mesma ra do Malhias-Ferroira, sobrado
grande de varanda de ferro, quo recebera boa gra-
tificacilo.
Alugam-se e vendem-se tanto a rctalho como
aos ceios muito grandes e boas bichas chega-
das de Hamburgo : lambem so vilo appliear para
mais commodidade dos pretendentes: na ra es-
trella do llozario loja de barbeiro, n. 19, defronle
da ra das Larangeiras.
Precisa-se do um caixeiro para tomar conta de
urna venda em Fra-dc-Portas n. 56 : tratar na
mesma venda.
Aula de primeiras letlras
no Aterio-a-Ba-Vhta n. 5.
Este estabelecimento, collocado
posicao
O TRIBUNO N. 68
est a venda s 10 horas, na praca da Independen-
cia, ns. 6 o 8.: cousas do muito interesse traz este n.,
cuja leitura so recommenda.
D. Glaudina Fausta de Oliveira, lendo compra-
do aos Srs. Joaquim Barhnza deSouza e sua muiher
I). Joannn Baplista Branca a parlo de 555,000 rs. que
os mesmos linham na casa terrea da ra da Alegra,
n. 1, e deque Ihe passaram escriplura particular,
obrigando-so a assignarcm escriptura publica, quan-
do pela annuncianto Ibes fsse exigida ; o bavendoa
mesma annuncianto pago a competente ciza nacio-
nal, nio podo deixar de admirar a sorpreza do an-
nunciododito Barboza o sua muiher, publicado por
osle Diario, em data de 11 do corrento, o estranha
como os ditos vendedores, tendo recobido a impor-
tancia de tal yenda, apparceam agora allegando nul-
lidade do negocio, sem que at o presente communi-
cassem cousa alguma annuncianto. a qual faz a
presente declarac.to, para que o publico nao fique
em duvida com aquello annuncio ; e protesta a mes-
ma annnuncinnto pela firmeza da compra quo foz da
parto da referida casa, e a nullidade inculcada pelos
vendedores em seu annuncio, em juizo competcnlo
a podcr'o apresentar, porque nelle a annuncianto
disputar o seu direito.
Aluga-se o segundo andar do sobrado sito na
ra da Guia, n. 64, por prego commodo : quom o pre-
tender dirija-se ao Sr. Jos Pereira, com vonda na
mesma na, casan. 7, ou a loja demiudezas n. 22,
da ra larga do Rozario.
Procisa-se contratar um individuo quo lenha a
Erecisa capacidade para ensinar os tambores do 2.
alalhiio do arlilharia a p : no mesmo balalhiio
vende-so um zabumba, muito bem feito o novo, duas
trompas, duas cornetas de chaves, e outros instru-
mentos quo, concertados, inda pdem servir ; a tra
lar no quartel do Hospicio, das 8 horas do dia al s
3 da tarde.
Alugam-se as seguintes casas : urna casa ter-
rea, com duas salas, gabinete, seis quartos, quintal
e cacimba, na ra Formosa, n. 4, por 200,000 rs an-
imaos; duas ditas, com cnmiiioilos para grando fa-
mlR, a ra do Kcvc, ns, 3 e 4, por i4,u rs. men-
saes ; duas ditas poqiicnus, caiailase piutadas de no-
vo, na ra do Sebo, ns. 52 o 54, por 8,000 mensaes ; e
uin.i meia agoa, na ra da Solodadc, n. 37, por 5,000
rs. mensaes: quem pretender dirija-se ao escripto-
ro de F. A. de Oliveira, ra da Aurora, n. 26.
~ Tem-se contratado com os Srs. Jos Francisco
do Snuza l.ima o Manoel Francisco Ramos a compra
da rasa torrea da ra daGluria, n. 114 : se algucm se
julgar com algum direito ou livor de fazer alguma
roclamaclo, quoira annunciar no prazo do 6 das.
Aluga-sc o segundo andar do sobrado da ra
do Bango), n. 36, com seu mirante muilo bous
commodos para familia: a tratar na ra da Pcnba,
venda por bailo do sobrado do coronel Joaquim
Bernardo.
~ Precisa-sede um iiomem que entenda rripta do trapiche da alfandega e quo so oceupe s
desde as 10 horas at as 3 da tardo : quem esto ne-
gocio llie convier auiiuncie.
Antonio l.uiz dos Santos ct Companbia toem
incumbido ao Sr. Rufino JosGorreia do Almeida a
Cobranca as suas dividas para o que est o mes-
mo Sr. competentemente autorisado.
Precisa-se do costuren as quo saibam lazer col-
lotes com perfeigo : na ra da Cadeia-Velha, n. 41,
primeiro andar.
Precisa-so de urna aiua_ruira ir tratar de um
mo?o solteiro que vai tomar agoa-frrea no .'a-
chang : na rn slreita do llozario venda n. 17.
--Precisa-so fallar com oSr. Ignacio Paulino da
Cunhaa negocio que Ihe diz respeito : na ra do
Alccrim n. 2
Precisa-so do um caixeiro proferindo-se dos
chegados ltimamente do Porto : na esquina da
ra do Caldcirciro n. 94.
--Na ra Velha, n. 123, precisa-se do urna preta,
ou moleque para vender na ru>.
Quem quizer dar 700,000 rs. a premio sobro hy-
polheca em urna propriedade que rendo 12,000 rs.
mensaes, livro odesembaracada, annuncie.
~ D-se dinheiro a premio sobre penhores do ou-
ro, ou prata, mesmo cm pequeas quantias : na
ra do Rangol, u. 11. '
Jos Pradincs, cutileiro, avisa aos seus fregue-
zes que contina a fazor qualquer obra do seu ofii-
cio, como freios para cavallos, esporas do todas as
qualidades : lambem concorla espingardas pisto-
las e onlras quaesquer armas, e amla s tercas,
quintase sa bbados : na ra dos Quarleis boje lar-
ga do llozario, n. 14.
Oabaixoassignado declara que o restante das
licOesde lacbigraphia, quo se obrigou a dar aos
alumnos que se matricularam em outubro do anno
lindo,comocarfio no dia 5 do futuro mez de fevorciro,
diariamente, no local que se annunciar.
Luis Antonio Mesquita Patato.
lloje, 14 do corrente, vai a praca, na porta do
Sr. donlor juiz do civol, as 4 horas da tardo o so-
brado de um andar, sito na ra da Pcnba penhora-
do.a Francisco Sancho Riboiro do Aniaral por exe-
cuqIo de Jos Moreira da Silva.
Arrenda-se, ou lambem se vende um sitio com
Compram-se botijas e garrafas vasias : na res-
tilaco da ra doS.-Rita.
-Coiupra-sc um nrnnho grande para moer cato ,
e um torrador : na ra da S.-Cruz, padaria de urna
s porta, ou annuncio.
fCompratn-se e vendem-sc es-
cravos, e recebem-sc de commis-
i c5es, offerecendo-se toda e qual-
j quer garanlia a respeito dos mes-
^ mus : na ra das Larangeiras, n.
i4, segundo andar-
Na olaria da ra do Gotovollo, a primoira de-
pois do becco das Barreiras, compra-so um qur-
to l-iom e taboas usadas pura estacada. Na mesma
olaria aluga-sc uih escravo para srvenlo da mesma.
Vendas.
FOLHINIIAS PARA O ASNO DE 1848.
. Vendeni-so folhinhasde algibeira, de porta eda
padre as mais correctas o mais regularos: na pri-
mada Independencia, livraria ns. 6e8; na ruada
Gruz loj.-i u. 56 ; na ra do Crespo loja n. 11; na
loja da esquina do Collegio o na botica do Sr. Mo-
i^ira, defrouteda matriz da Boa-Vista.
Lotera do llo-tle-Janeiro.
Bilhetes e meios ditos da 5. loteria
a beneficio das obras da imperial cicla-
ile de iNictberoy : na ra da Cadeia, lo-
ja de cambien. 38, Cu o lia e Silva.
Vende-se a bem conbccda.e superior cham-
panli.i da marca cometa ;vinho da Madeira engar-
rafado ; ch hysson e porola cm caivinlias de 7 a lt>
libras cada urna ; bom papel do copiar em machios:
ludo chogailo rcconteincnte a osla praca : na ra
do Vigario, n. \, armazcm de Rotlie & Bidoulaa.
8'OJ
oquad ajqossciisoine e os-onp
:ujii pno 'SJ 009^^ P o5ajdo|BJi
cq o|9(l 'apppp ejsau opiDajedde
da.)i onI) soousicui soj< oS 9 soo.ip
-nd sop Bjsa cpuazBj 'saouadujj
sbssbo ap ajjo;) sodij os-ujapua.v
'S
u
'od
em
umo posicao exc'llcnle, com as conve-
nientes accommodac5es, e dirigido por Jo
s Xavier Faustino Hamos, acba-se em el- casa de vivenda ', na cidade do Olnda, no lugar de-
e j j. r j____ nominado Mana-Simplicia com plantado
fechvo cxercicio desde o da 10 do cor-.ca|lim liatarno mesmo sitio, com o seu proprie-
rento mez; e nelle sao receidos alumnos (tario Vicente Jos de Carvalho.
Quem precisar da um bom cozinbeiro e ca-
exlciucis, pensionistas e meio-pensionis-
tas, afiancando-se todo o zelo e desvelo
oo ensino e Iralamento dos mesmos.
Precisa-so de um caixeiro para lomar conta do
una padaria por balaiiQo, o qual lenha alguma pra-
tica dcsto negocio o saiba ber lr c escrevor para
soompregar tas horas vagas em fazer alguma es-
cripta, dando fiador a sua conducta : quem se -
cliar nostas circunstancias, podo dirigir-se praca
da Independencia, loja n. 24, onde so dir quem
precisa,
Aluga-so um sobrado na ra da Unio, defron-
le do Hospicio com suas competentes lojas repar-
tidas e grande sotilo quintal do mais do 300 pal-
mos todo murado, com cacimba, grande parrciral,
muito fresco o de excellento visla : a Iratar na ra
da Cadeia com Jos (ornes Leal.
.Aluga-se a prensa que oi de algodilo em que
esleve Manoel Ignacio de Oliveira Lobo muilo pro-
pria para um bom armazom de recolhor : a tratar na
ra do Vigario, ns. 5 a 7.
Precisa-se do um caixeiro portuguez, do 10 a
14 annos, dos chegados prximamente: em Fru-
de-Portas, largo do Pilar, n. 17.
Precisa-se alugar urna escrava para o servico do
urna casa: na ra do Hurlas, n- 16, primeiro an-
dar.
O major Jos da Silva Guunanles rallra-seoom
.... iv~.:k. ... .. MAnM.1. Aa Wiiii_l> -so.13 op un.i 'eiquudfiio^
7g uiijB.id^' saBJBiuuiQ ap ejb| b^[
'saeijadmi sbssbo sbaou sy
Fumoem lolha
para capas de charutos do muilo boa qualidade a
cera amarella do scrto que so vender por preco
mais barato possivol, por sor pequea porcSo : na
na da Cruz, n. .V>.
Hcrvillins c sardiihas
em latas, chegadas do Franca pelo ultimo navio,
por procos muito em conta: vendem-se na ruada
Cruz, n. 55.
s
-p
1
I
h
Recife, n. 37, cera em velas, fa-
bricadas no Rio-de-Janeiro, em
ti un das mclbores fabricas, em ca-
xas pequeas, de una at dezaseis
em lilir.i ;e caixotes com ditas, fa-
bricadas em Lisboa, sortimento ao
goslo do comprador : c lambem se
vendem brandoes, fabricados no
Rio-de-Janeiro, e tndo por preco
mais commodo do que cm ontr
qualquer parle.

m
paz do dar conla do que fr cncarregado, diririja-
bo a ra do Collegio, n. 9.
Ausentou-so, na l'onle-de-l'chn, da casa de'J.
O. Klsler, una escrava crioula, de nomo Josepha,
batante ebeia do corpo c qno no mi parecida, a
qual suppfle-se star occulla em cerlo lugar, do quo
se farfio serias posquizas para saber-so, e entilo pro-
coder-so-ha contra a pessoa quo occullou-a: tambem
se gratificara bem 11 quem der exactas informacOes
do lugar onde olla se acha escondida na ra da Ca-
deia-Velha, n. 29, ou na Ponte-do-L'clia,cm casa de
J. O Klsler.
Aluga-so o primeiro andar do sobrado 11. 26 ,
atrs da matriz da Boa-Vista, com muitos commo-
dos para familia, o que he muito fresco por, ser da
parle da sombra ;,'e una casa na ra dn (loria, n. I tras muitas fazeiiias, quese vendem polo barato.
43, por 8,000 rs mensaes : a tratar airas da matriz J'
da Boa-Vista, n. 22.
. ...... .,-------
Xa ra do Crespo, loja n. 12,
de .los Joaquim da Silva
Maya.
vendem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto de sola como do palhinha chegados ultima-
mente de Pars ; chapos de seda para senhora ;
cortos do crambraia de seda de ricos gostos, por
proco muilo commodo ; cortes de vestidos de cam-
braia ecassa-chitasde difiorentcs qualidades, por
procos baratos; ditos com urna pinta de mofo o
sem ello a 2,000 c2,500 rs. cada corte; mantas d
seda o l "i,i para senhora das mais modernas que
leem viudo a esta praca a 5,000 rs. cada urna;
inanias e chales de soda de varias qualidades e ba-
ratos; alpaca prota a 800 o 1,600 rs. o covaJd;
panno de lindo a 400 rs. a vara ; casimiras fran-
cezas e elsticas para calcas a 5,000 rs. o corte;
lusioos ; sotins c velludos para rollete, por preco
muilo em conla ; bom como um sortimento de ou-
i! -!'--
Compras.
Compra-so um Irancelim, ou '.cordflo grosso
com 12 n 14 oitavas, sendo de ouro do leiesemfei-
tio : na rus do Forle sobrado de um andar, n. 6.
Compram-se, cITectivamenlo garrafas vasias
na ra do Rangol, u. 54, fabrica de |Hcores, de Vh>
sua famirfa~ua7a provincia do'Sau-Pedro-d.o-Sul.1 torino Francisco dos Santos.
A 4#200 Rs.
Na loja de Guimares Serafn* &
Companhia ra do Cres-
po, ti. 5,
vendemse chapeos de sol de se-
da para homem, pelo barato pre
cod 4r^200 rs. ca4a um,


Vende-se um molecilo de nac.lo, de 20 anuos,
que cozinha sofTrivel, o nilo lio rao canoeiro ; 2
ditos de 22annos ; um moloque de 13 annos; um
preto de 26 annos fcflkial de sapateiro o qual nfio
ae duvida dar experimentar ; um preto, por 380
re. muito Corle; umdito, por 180,000 rs. ; una
1H*eta de imq3o de 20 anuos que engomma o co-
zinha ,com urna cria de 3 anuos muito linda ; um
nardo de 20 annos, por 450,000 rs. : na ra das
J^rangeiras, n. 14, secundo andar.
-----Veudem-se 6 moleques 1c 12 a 18 annos sen-
do um dclles bolieiro e sapateiru ; 2 pretos de bo-
nitas figuras; urna mulallnha de 4 annos; urna
parda com habilidades; 2 pretas que cozinham e
ngommam ; um mulatinlio de 12 anuos : no pateo
da Matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Na fabrica do charutos, no largo do Carmo ,
n. 43, vende-se fumo em folln a relallio o em por-
fo-; charutos da Babia, S.-Flix e da trra de to-
das /ifi qualidadcs ; bem como regala, regalos, ca-
ladores, trabuquilhos e cigarros : ludo de llavana
c ltimamente chegado por procos rasoavcis. Es-
pcr-se que os amantes dos bous charutos vcnham
apreciar a deliciosa fumaca.
Vende-secal virpem em ancorlas, a mais
nova que existe no mercido por preco mais com-
modo do quoem uutra qual(|iier parte: na ra da
Moda ariiiazem n. 17.
Vende-so um negro perito olTicial do sapatciro,
do iijade de 20 annos, c uma negra cozinlieira, cos-
turcira, lavadeirae ongommadcra, deidadede 2
anuos poueo mus ou menos : na ra estreita do Ro-
zarlo, n. 43, secundo andar.
- Yeiidctn-su pecas de chitas escuras; ditas co-
res de rosa, muito encurpudnse fortes: todas de
corea (xas a 5,500 rs. e a meia pataca a retalho^
niadapolcs finos ; n cambraia de dil'ferentes cores :
na na estreita do Itozario, ti. 10, terceiro andar.
No Aterro-da-Boa-Vista, lo-
ja n. 78 ,
vendem-se ricos bonetes de merino, para meninos;
ditos de marroquim para homcm, do muito Jhom
(oslo eduracio ; ditos para ir ao bando a 3C0 rs.
-Vendc-se :rr. molequa o S pura i* annos, mui-
to fiel e bonito : na ra da Scnzalla-Velha n. 110,
se dir quem vende.
Vendem-se espadas prateadas para ofilciaes
da guarda nacional ,e tamben douradas para ofil-
ciaes superiores : na ra Nova, loja do ferragens
n. 16.
Vendem-se 3 lindos moleques de 18 a 20 an-
nos; 2 pretos de 25 anuos, sendo um delles pti-
mo ollieial de sapatciro ; um preto de meia idade ,
robusto e proprio para todo o servico ; dous par-
dos de 16 a 18 annos, sendo um boni pagem e o ou-
!'" I'om carreiro; una mulatinha; uma negrinha
de 13 annos com principios de habilidades ; duas
prelas para lodo o servico : na ra do Collegio, n
3, segundo andar, se dir quem vende.
Vende-se um sobrado novo do um andar, so-
t"io todo corrido c com trapeina feito a moder-
na em chSos proprios, oitOes dobrados quintal
cola, de 1/rs. a 2,560 rs.; chapeos de sol, de seda,
para senliora, de muito bom gosto, a Aj rg.; chico-
tes para montara a 2,000 rs.; bonetes para me-
ninos.
Vende-se, para fra da provincia, uma crioula
de bonita figura, por ser muito rapariga, que co-
zinha, cose.lavao engomma ptimamente: o motivo
da venda se dir ao comprador : no Alrro-da-Boa-
Vista sobrado de um andar, confronte ao becco
do Ferreiro, de mandila al as 9 horas, e das i as 5
da larde.
No sitio da caixa d'agoa da Boa-Vista, von-
dem-so 3vaccasconi crias, muito boas do leile.
Vende-se superior panno do linho, por preco
commodo cliegado ltimamente do Porto em
pechinas de 10 a 16 varas : na ra da Cadeia-Velha,
loja n. 30.
Vendem-se pedras de amolar: a bordo da bar-
caca San-Caetono, junto do eaes do Ramos.
Vende-so uma preta de 12 a 14 annos, de boni-
ta figura : na ra da Cadeia-Velha, n. 33, se dir
quem vende.
Vende-se uma parte no engenho Jaguaribe,
termo da villa Iguarass de 2:853/003 rs. perten-
ccnle a D. Antonia Francisca Cavalcanle l.ins, que
Ihc tocou por morte de seu pai Frarcisco Xavier Ca-
valcanti Lins, como se ver no formal de partilha :
na ra larga do Itozario, n. 39.
Na loja de If a noel Joaquim
Paseoal Hamos, no Passeio-
Publco, n. 19,
' Vendem-se riquisslinos cortes do cambraia ale-
gra, a 2,000 rs. teditas finas, a 320 rs. o covado ;
cortes do superior 1.1a para calcas a 2,500 rs.; di-
tos de casimira de quadros, pelo barato preco de
6,000 rs. ; panno fino preto a 4,500 rs. ; dito azul,
a 4,000 rs. ; pelle do diabo a 200 rs. ; lanzinha
para calcas a 240, 280, 320 e 360 rs. ; iriadapolfio
dur; azeite de carrapato, a 1,200 rs. a caada ;
pomada, a 230 rs. a duzia ; e todos os mais gneros
pertencentos a venda, por menos que em outra
qualquer parte, o de muito boa qualidade.
Na loja novada ra do Quei-
mado, n. II A, dcRaymun-
doCarloi Leite, a <2,400rs. o
covado.
Alm de ter um completo fortimento de fazendas
linas c grossas pelos precos mais rasoaveis possi-
veis ha casimiras lisas o elsticas da melhor qua-
lidade que tem viudo a esto mercado, a 2,400 rs. o
covado bem como de lislras a 4/, 8/ e 10/000 rs.
o corte.
REFRESCOS.
Vendem-se xaropes d frutas do todas as qoalida-
des, o de orchnta e flor de laranja, muito bem pre-
parados : na : ra estrella do Itozario, padaria n.
38, e na ra das Larangeiras, n. 7, ao pe do so-
brado de varandas encarnadas.
Vende-so uma armacSo toda envidracada pro-
pria para qualquer negocio, por preco muito bara-
rato : na ra larga do Itozario, n. 14.
Vende-se um lindo moleque de 22 annos; sem
vicios nem achaques : o motivo da venda ae dir ao
comprador : na ra da Praia-de-S.-llila, n. 25, pri-
meiro andar.
Vende-se uma escrava de naco Rengela de
28 annos, de bonita figura que cozinlia bem o
diario de uma casa e forno, lava de varrella cose
chito, faz renda do toda a largura engomma liso :
na ra da Cadeia do Recife, n. 53, terceiro andar.
Vende-se um cavallo muilQ.hom andador baixo
al meio que est extraordinariamente gordo, e
he o mais bonito que apparece nesla praca : na ra
da Concecilo da Boa-Vista n. 60
Vende-se urna batanea grande, com su as com-
ptenles conchas, o urna porefto de pesos : ludo
!lc todas as qualidiles a 3,200, 3,500, 4,000 e 5,000 por preco muito ( rs. ; chapeos de palha hamburguezes, a 480 rs. ca- P fra da proviucia na ra do Colleg.o arma-
da um ; brim brancodepuro linho, a 880 rs.: di- z
novo: sem duvida ser usada aqu, bem como em
todo o mundo, como eflVnz medicina para allviar
e tratar o corpo humano.Tcnho a honra de ser o
mais attento venerador.
/. Maca.
N.1, ru LouisPhilippe.
ILegacHo dos Estados-Unidos,
i Berln, l'russia, abril 8 de 1846.
Sri. A. B. & D. Sands. Srs., tendo-se a sua sal-
ga-parrilha usadonostaciJade.com grande effeito,
em casos mui severos de escrfula, me pedem tres
duzias de garrafas da sua medicina na quaes a es-
pero sem falta que para isso romotto o pagamen-
to. Espero que Vms. quem do toda a certeza que
a compQsicao de salsa-parrilha he urna das mejho-*
res medicina do mundo assim como se val n-
troduzindo muito entro o povo Sou o mais ltenlo.
Theodore S. Yay.
Preparada e vendida por junto e a retalho as-
sim como se exhorta por A. I!. V I). Sands, chimi-
cosedroguistas, n.lOO, Fullon-Street, esquina do
William, New-York.
Vende-se na botica do agente, Vicente Jos de
Brilo, na ra da Cadeia-Velha, n. 61.
lo com mistura a 400 rs.; hamburgo fino a 480
rs. ; lencos de seda para grvala a 400 rs.; ditos do
caca a 200 rs.; lencos do seda para inflo a 1,44o
rs. ; eoutras muitas fazendas, por preco commodo.
Nova- alpaca,
de sel palmes de largura, na
loja de Guimarf s Serafn*
$ C, ra do Crespo, n. 5.
Vende-se a nova alpaca, de se-
te palmos de largura pelo barato
prego de 1#000 rs. o covado;
t cacimba : na ru estrella do Rozario, n. 10, lcr-| ee:~. ~w* i,...lU J^ A ,. .,
ceiro andar. jaSSIITl CUIIIO .lio tillados 06 riCOS
Vende-se una cnntmoda de Jacaranda duas
camas ite armacao o duas mesas de sala: na ra
.
Escravos Futidos.
ilo Queimado, n 30.
Yendcm-se diversos escrvvos, clie
gados proximamenlc do Cear, mocos e
de muito boas figuras, sendo negras,
nifil.-s, negros e mulatos, e enlre e>
les um nuil oiiicini de carpina : ua
roa Crespo, ioja n. a A se dir quem
vende.
Vende-se urna parda de bonila figura, de20
annos que corta e il prompto um vestido de se-
nliora coila o faz uma camisa de homcm, ou do
senliora engomma com asseo ho miiilo domes-
tica.riilo tem vicios nem achaques de qualidade
algiuna ho capaz do reger urna dispensa com toda
delidade o que ludo 6e afianca de baixo de pa-
' lavra : na ra estreita do Rozaiio, n. 10, terceiro
andar.
Vendcm-se 4 escravos, sendo : um molequo
le 16 annos ; um mulatinho de 8 annos ; duas pre-
'tas de 25 a 28 annos, muito boas quilandciras, e
ine lavam bem ; uma mulalinha de 6 annos mui-
lo nula e perfeita om sade : no paleo da S.-Cruz,
0.14, se dir quem vende.
O baralciro do Passein-Pn-
blico.
A nova loja do Passcio-Publico, n 17, do bem
conbecido baralciro Ricardo Jos de Freitas Itibei-
ro annuncia novamenlo aos seus freguezes da
t'cononiia e pecliinchas, quesempro as enronlrarflo
: nesta loja, comosejam : corles do cambraia branca
i com barra adamascada, filaseos mais bonitos que
leeiu apparecido a 5,000 rs.; ditos do lila Iranspa-
! rnl, com duas largurase lOcovados, a 4.000 rs ;
' ditos de cambraia de cores, a 2,240 e 2,560 rs., com
i varase meia cada um corte o uma vara de largu-
ra ; CQtc* do dula fina escura e com 14 covados ,
n 3,000 is. ; ditos comlO covados, decores fixas,
a 1,000 e 1,760 rs. ; corles de tarlalana, a 3,000 is. ;
cassa lisa de vara de largura a 240 rs. a vara ;
cambraia lisa a 400 560 e 64o rs. a vara ; pecas
'do brclanlia de rolo a 2,000rs. ; panno do linho,
proprio para lences, a 9,000 rs. a peca de 28 va-
ras; dito muito lino, adonis, a vara; brim bran-
co do linho trancado a 1,000 rs. a vara ; dito de
cores a 640 rs. a vara ; corles de caigas de pello do
diabo a 1,280 rs. ; cortos de colletes de algodao e
seda, a 320 is ; ditos de fustilo a 480 rs.; pecas
.dealgodozlnho, sem deleito, a 2,000rs. ; chitas
decobcrla, a 160 rs. n covado, e 5,500 rs. a peca;
chpeos de massa muito linos, a 7,000 rs. ; casi-
miras de corea e enfesiadas a 2,200 rs. o covado ;
c oulrss muitas fazendas que a vista se aniniaro
.os freguezes a comprar.
padides, de 9 palmos de largura,
por mdico preco; eoutras mui
tas fazendas finas, de linho e se-
da, chegadas ltimamente esta
edade, e tudo muito barato.
- Vendem-so riquissimos quadros dourados ,
com retratos que fazem por certo um lindo e mo-
derno adorno de uma sala pelo bom gosto dos
mesmbs : na pi ac da Independencia, loja n. 34.
Vendem-se 4 escravas sendo : duas pretas ,
uma crioula e a outra de nacflo de 22 a 28 annos ,
proprias para todo o servigo; uma linda negrinha
de 10annos, com principios de costura ; um preto
denacSo, de 40 annos, para o servico de campo:
na ra das Cruzes, n. 22, segundo andar.
se
Ciiegueni freguezes, que
eslao acabando
ossapates de liezerro para homcm al,280 rs. o
par,e boiigahuhas para passcio,a 320 rs. : no
'Alerro-du-Boa-lioa-Vista, n. 78.
No
lo-
A trro >da-ltoa- Vista,
ja n. 78,
vendem-sc sapatet. de lustro, para homema 3,000
rs. o pai ; liahuszinlios para guardar costura', roq-
pa de criaiicas e meoiuas guardaren costura iua es -
llilho.
Vende-se milbo, a 2,000 rs a sacca : no caes da
Alfandega, armuzem do Antonio Annes.
Vende-se um par ilo dragonas de tenente de
cavallaria da guarda nacional c uma banda rica
para o mesmo por preco commodo : na ra do Ca-
bug, loja dnThomaz de Aquino Fonseca.
Vendem-se 18 escravos sendo : 4 molecotes ,
muito lindos ,de 12a 16 anuos; 5 escravos de bo-
nitas figuras ; 4 mulatinhas recolhidas, de 14 an-
nos ; 5 escravas mocas, de lodo o servico : na ra
nireita, n. 3.
Vende-se, no armazem do llraguez ao p do
arco da Conceicflo rnenlo de boa qualidade, por
preco commodo.
Vendem-se os caixOes e utensilios desocar as-
sucar doarmazeiu da ruada Senzalla-Velha, n. 110,
e !raspBssa-se o mesmo armazem e casa, ao gosto do
comprador : a tratar no priuieiro andar da mesma
casa.
-- Vende-se um quarlo, que
anda muito bem baixo, he muito
forte e muito superior para fazer
viagens : quem o quizer comprar,
dirija-se ra do Crespo, n. 12,
para ajustar;
cli^ia do Sr.
da Florenliiifi.
-Vciidc-sc sag de primeira sorte, sevadinha
de Franca, gomma de aramia, tapioca do Maranho,
sovada o mais gneros, por preco commodo : na
ra das Cruzes, n. 40.
FARFX0S.
Vendem sesaccascom fardos, chegadas ltima-
mente, a 3,500 rs.: no armazem de J. 1. Tasso Jnior,
ra do Amoriin, n. 35.
Vendem-so 4 escravos, sendo um molecote de
18anuos cuma linda miilatinha da mesma idade,
que engomma, cose e cosinha, o duas pretas do 40
annos, que cosinhain o lavam desabito: na ruadas
Cruzes, n. 22, segundo andar.
Vendem-se ca xas de cha hysson de 13 libras ,
em porcSo, ou a retalho: na ra da Alfandega-
Velha n. 36, em casa de Malhuus Auslin l (',.
Na ra Dircita, n, 55,
vende-se um par de embonos do pao de cedro pa-
ra bareaca 2 Uves e uu ptdaco do pao de cou-
e para ver, a co-
Sebaslio, ua ra
Vende-so um relogio horizontal, sabonete de
ouro mostrador dito de segundos, por baratissimo
preco : as Cinco-Ponas, n. 128.
Vende-se uma preta de 18 a 20 annos de bo-
nita figura : na ra de Hortas, n. 60.
Vendem-so arias Italianas, com acompa-
nhaniento de piano, nicas em Pernambuco ;
aria final da opera Salto em partitura ; arte de con-
trapunto ; dita de cantona ; quartetos em partitu-
ra para dous violinos, violeta o violoncelo ; o ou-
tras diversas pecas de msica moderna : na ra do
Quoimado, por cima da botica n. 15, terceiro an-
dar.
ATM.
Vende-so alum chegado ha pouco de Lisboa ,
feito de escabecho o 240 rs. a libra : na ra estrei-
ta do Itozario, venda n. 47.
Vende-se bom azeite de carrapato, a meia pa-
taca a garrafa: na ra da matriz da Roa-Vista,
n. 36.
Vende-se uma escrava crioulaj, de bonita fi-
gura de, ti) annos pouco mais ou menos, que cozi-
nha, engomma, lava de sab.lo o faz todo o mais ser-
vico de uma casa : no beco do Thealro no segun-
do andar do primeiro sobrado por cima do boti-
qun!.
Vendom-se, na Jivraria da ra do Crespo, n.
11, Elementos do analyso por Resout; Discussfio que
na assembla provincial de Pernambuco se travou
acerca da quesillo ; Historia da Relgica, 7 volumes,
por 4,000 rs ; Diccionario de francez para inglez e
inglez para francez, por 5,000 rs.; obras de Pan-
leao por 2,000 rs.; tabeadas e cartas, a 80 rs. ;
lolhinhas do porta e algibeira; conhecimentos, a 10
rs. cada um.
Vende uma moleca crioula ( de 15a 16 annos,
de bonita figura sem vicios nem achaques e que
cozinha, engomma, cofb e lava de sabflo : na ra da
Cadeia do Recife, loja de Joaquim Ribeiro Pontos.
Na loja nova da ra do Quei-
mado, u. 11 A, de Itayniui)-
do Carlos Leile, vende-se a
1,000 e 1,200 rs.
a vara de um excellenle panno de linho, que che-
gou ltimamente de Portugal, cujas pecass fio de 21
varas : tambern se vende a retalho: assim como clie-
gou novo sortimenlo do de 800 rs. a vara, e as pe-
cas com 18 varas e meia : anda contina haver
do de 600 rs. e hamburgos linos : estilo so aca-
bando os guardanapos de linho a 800 rs.
Dous pianos fortes de Jaca-
randa,
chegados ltimamente, que alm de seren um
magnifico ornato de uma salla, teem excedentes
vo/.es sendo O niachaiiismo de muito approvada
nova invencito, chamada repetidor palale dt Collard:
vendem-so na ra da Cruz, n. 55.
SALSA-PARRILHA DE SANDS.
F.ste excellenle remedio cura todas as enfermi-
dades, as quaes sao originadas pola Impureza do
sanguc, ou do syslema ; a saber :
Escrfulas rhoumatsmo erupedes cutneas,
brebutlias na cara, homorrhoides, dooucas chroni-
cas, brebulbas, bertoeja, linha, inchaces, dores
nos 08803 e jnntas, ulcar, doencas venreas, citica,
cnfermidailes que atacam pelo grande uso do mer-
curio, hidropesa exposlos a uma vida extrava-
gante Assim como chronicas desordens da cons-
liInicuo serfo curadas por osla ISo til' appro-
vada medicina.
O extracto seguidle he do uma carta recebida do
Si. Mace puissua mullier foi atacada do escrfu-
las no nariz, das quaes os mclhores doutores em
Franca a nflo podcrSo tratar.
i (tenues, departamento do lile e Vilain.
i Franca, julho 17 de 1844.
Si. Sandi. A salsa-parrilha mandada por Vm.
foi recebida com a maior salisfaeflo possivel, imnha
mulhera tomou, oem pouco lempo se achou me-
lhor; pelos grandes beneficios que recebeu desta
medicina, a considera como uma das mclhores me-
dicinas do mundo para laes doencas pois dou-
tores de alta sabedoria nunca a poderam tratar. Mi-
nlia mulhera contina a tomar, al se adiar in-
icuamente boa. Por favor nos queira obsequiar com
aliiuuias garrafas o mais depressa possivel. Sr. ,
mis telemos o gosto de fazer condecora sua medi-
ciua ealreos uossos amigos, assim como aire o
Fugiram, do poder do ahaixo assignado, em
26 para amanhecer do dia 27 de dezemhr do anno
prximo passadn, os 4 escravos seguintes : Saluslia-
nn, pardo, de 18 a 20 annos, pouco mais ou menos,
alto, cabellos crespos pouca barda, pouco secco do
corpo. Esteescravo veiorcmellidoda Scrra-do-Tei-
xeira provincia da Parsfiiba-do-Norle pelo lllm.
Sr. maior subdelegado Ignacio Dantas Corris do
Goes Manuel, pardo de 30 annos pouco mais ou
menos alto, cheodo corpo,- punca barba, caber v
os crespos ; remedido peloSr. Manuel Jos Salga-
do, do Ceara. Julito pardo, acaboclado, de 30
annos, altura regular cabellos pretos e corridos;
lom bastante barba : remetlidn neloH Srs. Msnoc!
Caetano Gouveia 6 C., do Cear. Benedicto, cabra
escuro de 18 annos pouco maisou menos do al-
iura regular, clicio do corpo, cabellos crespos;
remettido pelo .Sr Joflo Luiz Goncalves Vianna da
cidadedolc. O mosmo sbaxo assignado raga a
toda e qualquer pessoa onde os ditos escravos pos-
san ser encontrados que os apprehendao e con-
duzam a esta praga, na ra da Cadeia de S.-Antonio,
n. 25. Franchco ioaguim Cardoto. ,
Dosappareceu, da casa de JoSo Cancio Pereira
Freir na ra do Mondego, no dia 8 do corrente,
um mulatinho de nome Martin'.io, acaboclado, da
12 para 14 annos do^cabellos corridos ; levou cal-
gas de brim pardo ja usadas jaqueta de riscadinlio
azul .chapeo de pello novo; he um tanto gago no
fallar: quem o pegar levo-o ao dito senhor que
gratificar.
Desappareceu, no dia 2 do corrento um mu-
latinho, do nomo Manoel; levou camisa de algodo
hranco, calcas do riscadoe chapeo de palha ; hade
estatura regular secco do corpo ps apiilhetados,
olhos limteos o revesados sem barba ; representa
ter 18 a 20 annos. Este escravo fui comprado nesta
praca ao Sr. MagaldSas Rastos, por correlagem do
Sr. Francisco Malinas : quem o pegar leve-o a p'o-
voacSo de N.-S.-do-O', freguezia de Ipojuca ao Sr.
Alexandre Pereira da Silva que recompensar.
Fugio, no 23 do prximo passado, a preta Mar-
cellina crioula, de cor fulla, baixa, feia, rosto ba-
tido olhos pequeos, nariz chato ; tem no pesco-
co do lado dimito um caroco que parece lohinho ;
ho bstanla impinada e tem os ps apa Hiela dos; so
cose com oculos ; desconlia-sequo fosse levada pa-
ra o engenho Perereca aondo lem irmitos. Ro-
ga-se as autoridades policiaes e capules do campo,
qiieapprebondam e levem-na a ruadas Cruz/, n.
40, que serflo gratificados por sua senliora I). Joan-
na Francisca de Jess, ou por Luiz Jos Pereira Si-
mos.
Fugio, no dia 10 do corronte, o escravo Anto-
nio de cr parda cabellos pretos o corridos ; lem
apenas buco ; representa 17 annos, corpo dbil, ps
largos falla um pouco precipitada ; levou calcas
decasimirB azul lislrada, camisa de madapoblo;
nole-se que elle est com o cabello muito baixo,
smente no centro da caneca. Quem o pegar levo-o
a ra Nova, por cima da botica do Sr. Pinto, ou ao
engenho Tapera, freguezia de S.-Amaro-JoboatSo ,
quesera generosamente recompensado.
Fugio, no dia 11 do corrente, um pardo claro,
de nomc Manoel, de cabellos corridos, cheio do cor-
po.allo; lem os psalgum tanto incitados das fehres,
que ha pouco padeceu ; levou camisa do madapo-
ln calcas novas de algodo de quadros escuros ,
o chapeo preto. Este pardo be bem conbecido om
Olinda, por ter sido escravo do dotor neroniano
de Araujo Salios. Quem o pegar leve-o a ra do l.i-
v rament n. 22, primeiro andar, que ser recom-
pensado.
Fugiram, no dia 10 do corrente, do engenho
Tapugi, do sitio Caianna, dous escravos, de Jos
Gomes Pereira os quaes silo crioulos. uui de no-
me Rafael de 20 u 25 anuos, bem preto ; tem una
fistola no rosto; he beicudo : o oulro do nome
Francisco da mesma idade ; tem um dedo da mito
direla torado ps apalhetados; he avermelhado ,
nariz afilado : quem os pegar leve-os ao dito enge-
nho na freguezia do Cabo ou as Cinco-l'otitas ,
n. 82 que se pagarOo todas as despezas.
Fugio, no dia 25 do prximo passado, b cabra
lnnoconcio, de 30 annos, alto secco do corpo ca-
bellos pegados odos lirancos pouca barba ; tem
no peito uma cicatriz de tuna entilada; foi visto
com roupa branca e chapeo de seda : quem o pegar
leve-o a ra larga do Rozario, n. 29, ou ao enge-
nho do Giqui, que se recompensar generosa-
mente.
Fugio, ao amanhecer do dia 29 do prximo pas-
sado do engenho Ulinga-dc-Cima, da freguezia do
Cabo um escravd de nacfio Angola de nome Pau-
lo de estatura alta cheio do corpo, de boa figura;
representa 40aunos ; quando Ihecresce a barba ap-
pareconi-llie alguna cabellos blancos no queixo; ex-
pressa-se mal e cos uma emhriagar-se; tem punco
cima das cadenas em linda do espinhaco uma pe-
quena cicatriz que parece ter sido o resultado do
iilguma lerida ou queimadura e solTre de' urna
hernia-carnosa que tez com que um escroto tonda
augmentado de voluine, Esto escravo nao pode con-
servar-so por muilo lempo fgido, a menos que so-
ja acoitado por algucm. Quem o pegar leve-o ao di-
to engenho ou nesta praca a casa Manoel Igna-
cio de Uliveira, na ra da Cadeia, n. 40, que se gra-
tificara generosamente.
JVRN. : NAXVP. DKJtt. J?, DfifAU. rrl^f
MUTILADO


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