Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05383


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Full Text

Anno de 848. Segnnda-iMra 10
rem de'Vuardvi o precia Ja~ i!inatur'a tllUM
O hlARlQ pu'ilca-se lodo* 01 das j
JOOft rs.porqtiartal, pa(Jo-*W| nuncios dM assunanti-riatoendoi' rasods RIo-Orande-dn-Norle quieta* firasaamaio- 7a,rprunlia, \n rs. em typo diierante, fas
repnlijQas pala-metade. Os que nao fnrem 'sig-
nantes pagar 80 rs. por linha, a 180 ara tjpo
(liflereote, porcada putilicar.ao.
PHA3E3 DA LA NO MEA DB JANEIRO.
l.ui ora, a 8, a> 8 horas e 11 min. CrkMepte a 13. s 9 hora e 17 min. da nunbaa.
La cheia a 10. as 4 hoias HS rain, da machia.
U.DgoauU a 58, s horas J9 rain, da mauha.
:qtiiqlf
Cabo, SeriuiuWta, Kio-Kormojo, Porto-Calvo a
Macelo, nol?, II e Jl de cada mes.
(varanliuus a Bonita, a 8 e 21.
Boa-Vi.'U Flore*, a 1.8 c 28.
Victoria, s qiliuUs-leiras.
Olinda, todos os das. '
PREAMAR DE HOJE.
Priman-a, aa 7 loraj a 42 rainutoi da minhis.
Segunda, as 8 horas e 8 mulos da tarde.
0 Segunda. S. Paulo. Aud. do J. dos orph.
do J. doc. da 2 v. edo M. da 2 v.
11 Tarca. 9. Hynino. And. do i. d civ. d.
t.b do i. de pat do S dist.de I.
12 Quarta. S. Salyro. Aud. do J. da cir. da
V. a do J. de pal 'do 2. dist de t.
IJ Quinta. S. Hilario. Aud. do t. de oipli.
do J. municipal da I. v.
14 Seita. S. Felis. Aud. do J. do cr. da
v., edo 1. dpai do I. dlst. del.
61 -ahliado. S. Amaro Aud.'do J. civ.ila I.
e do J. da paa do i. oist. de t.
18 Domingo. O Noma de Jatos.
. DE JANEIRO*
o Solire Londres 27 e 7 '/, d. por l#.rs. a 60 d.
a Pars 180 rs. por franco.
I. LisMa 9i por IOf. da premio.
Desc. de tettras da boas firin-s I a ttt /
OiiroOrtoaa l-espanhola.....28ffln a J9|0rt(>
a atoadas da 6 jioiirelli. \afina a iBISlto
a de/100 uov.. jtWl a I6|l0
a > de4fO00..... | Prata Pataees.......... iflHi lf0
a Pesos columna res... 1#S0 a l|87l>
a Ditos meiicanoi.... 1*760 IJIUi
Miuda............. 1,000 a l|:
Acofics dacomp. do Ueberibe de 60/000 rs.aoaar.
m
MAMBUCO.
a
EXTERIOR.
NOTICIAS DIVERSAS,
UJIg CASAJtlEJYTO SiJVlifL.'iJt.
M tantas as virtudes deque heornad repel-
iente coracao do Pi IX, que cada dia vemos novos
helos confirmando a justica cotn qne he reverencia-
do pelo universo. Areligfflo de Jess adquiri um
verdadeiro l-riumpho naeleicflo dcsle pontifico sum-
irlo,'que conhoceu a sua verdadeira missio sobre a
trra. .
4) santo padre, lodos os dias pela mantilla, abre a
sua correspondencia, e recbu pelo correo a se-*
guinte carta:
a Santsimo Padre: Afanitacflo de Dos,
dequem sois digno ministro, pogaaiis um coracflo
que he um thesouro do misericordia: a elle, pois, se
atreve hoje a dirigir-so urna raDar'ura-dessracad-.
qu, seni experiencia do mundo, faz cinco ie/.cs te-
vea desgrac de acreditar palavras a quo nunca de-
via prestar atlencflo; rror-m aquello que as expres-
sava erastfloTormoso, tilo seductor...... lima noite
abandonei aples, minlia patria, que semduvidaJ
nao verc mais, e minha mili' ha de tcr-m*amaldi-
coado, ao encontrar o mcuquario deserto. Vonho
boje implorar o vosso pcrdfto, o de Dos o a graca
de ir acuitar a minha culpa em um convento de Ho-
mo, afim de acabar os meus dias com lagrimas de ar-
repentimiento e penitencia. Assignada.Julia.
n08"' on^c morava esta joven, vinha dosignada
no fim da carta, onde em varias partes seobserva-
vam os signaos das suas lagrimas.
0 papa niandou naquello mesmo instante chamar
a infeliz menina, p qual se a presentou lavada.em
pronto, o occultnndo o seu rosto com um veo negro.
Po IX a tranquillisouvdiznndo-lhn: Nada receiois,
minha filha, pols hilo estis ."na presenca do um
juiz, mas na de um'pai quo vos perdoar, se, cp-
vosso casamento. Os pais d Jos consontem em rc-
conhocer-vosc amar-voscomo proprio filha.
Julia vollou no convento o Jos sua habitagilo da
ruaiioGoiMi, para eitconirarein-su quinze dias de-
pois, as qualro horas da manliila, na igreja de San-
ia Mara dos Aojos : all^ na capaila da Virgeme em
presenta de seus prenles, receberam das mlos de
utn ecclsiatico abeiico nupcial.
Esto eccleitiasllco era o papa Pi IX.
{Piodieo dos Pobrt no Porto.)
DIARIO 1)1! PERNABBI1C0.
aaoaa'jj- o 3>u uAsaaaa na aoasi
mo Ihe escreVcstes, vos adiis verdadeiramente
a arrependida. Tirai o veo, c nada temis.
A joven napolitana obedeceu, deixando ver um
rosto formoso, apezar das lagrimas'que o inunda-
vam eda dp.sesperngro quoaacompanhava.
0 papa Ihe le eontnr a sua historia : era a de to-
das aa jovens, qne, nfo escutando mais que as vozes
doscu coracOo, cm menoscabo*do dever sacriDcain
a sua existencia aos caprlclios da sua tmagfnaefro ar-
denleeapaixonada.
A fulla commeitida por Julia era grave, mas nlo
irreparavel: o papa o comprehendeu no momento
de haverreflexionado na extehslo do mal e na pro-
ftiudidndu da ferida. O mancebo, que bavia arreba-
tado Julia, nlo erado lodo culpavel; pertencia a
una familia nobre, de pouca fortuna,'que, como
Oua a nu'uie/a napoiilana, estava preocupada cem
o que se chaina um casamento desigual, e negava-se
a dar o seu consentimento ao enlace de seu filho
com a filha do um plebeu, fleo, lie verdade, porm
sem titulo algum de nohreza.
Ondo lio a vossa residencia, minha filha? Ihe
perguntou o papa com a moior docura.
NTima casa alugada na ra do Corso.
Vivis szinha?
NSo, sanlis'simo padre.
Com elle som duvida?
.. Julia nlo respondou; porm o seu silencio In-
dicava resposla aflirmativa. 0 papa continuou :
Amais-Io?
Menos que a Dos, porm mais quo a tnim
mesma.
Tende confianca em mim ?
Maisqueem minha mai.
Pois entilo nio voltareis casa ; iris poruns
das para um convento, o alli rogareis a Dos vos
perde, assim comoeu vos pordoei.
De larde, quaiulo Julia, mais animada, enlrava no
convento, o papa inferrogou o mancebo, tfoafllicto
como Julia, pergunlando-lhe qual era o ojietaculo
insuperovcl que se oppunha sua desejada oniflo.
Amis a Julia ?
Mais que a mim proprio, respondeu o joven.
foajvum dia lalvez?
-^ Para .siempre, por toda a elernidade.
Conheceis se estis no caso de faze-la feliz ?
A""jPl"o fossecom o sacrificio da minha pro-
pria felicfilade.
Prometteis-m'o ?
Jui-O.
Dobaixo de palnvra de lionra .'
Por'ossa cruz, respondeu Jos, indicando a de
ouro que trazia o papa ; e.pronunciando estas pala
vras, prostrou-se.
O papa levantnu-o; e, pcrgtirrtando-lhe o nomo
dosua familia, odespedio, dizendo-lhe seapresen-
tasse ilalii a oito dias.
No fim deste prazo e mesma hora, se achava n
presenca do papa, que, cheio de jubilo, Ihe disco :
'. Oobstoculo que se oppnha a vossa unido com
Julia j nOo existe; tudo he possivel a Dos, qhe nao
condece outra nohreza mais que a da virtude : alean-
coi o consentimento de vossa familia, e dentro em 15
dias seris o esposo de Julia.
. No mesmo ipstanlo compareceu esta no palacio
quirinai, o, ao ver o seu amante, cabio desfalle-
cida.
Levantai-vos, llio disseopapa; podis olhor,
sem envergonhar-vos, aquella que mereccu lodo-*
vosso camino, porque este mui breve ser legitimo.
Reccbi carta de vossa mili: ella vos ama e vos per-
da o deagosto que Ihe causaslcs, eque a levou ao
ultimo extremo; porm esl j melhor, e dentro de
quinze dias a veris, pois vom Roma sislir o
Ao noticiarmos aos leitores a lingogem" acrimo-
niosa com que deparamos as gazotas chegadas ul-
limamonle doCear';. ao manifestarmo-lbes quan-
to esperavamos que, dentro em breve, essa lingoa-
gem fosso substituida por outra que mais se appro-
ximasse da dignidade de quo entendemos dever re-
vestir-se quem qu* jue so encarrega da reiaccl"
de urna gazeta, dissemos nos, que a ptlrascolog)
placida e honesta, nio s agrada gento sensata,
como acredita aquellos quo a empregam.
Eairimindo-os ssim, nada menos flzemos do
ijiic enunciar urna verdade ; mas, como esta nlo
dispensa a demonstraeSo, julgamos quo nlo ser
fra d proposito trasladar mos par esta columl
do Diario as palavras com que o digno redactor do
/irru/a n n une i o'u aos subscriptores a publicarlo da
Mas,com oque levamos dito ii3o nos propomos
somonte a justificar as phrases d,e queps servmos
cm u nu.iso iiumeru ~i dste anuo, o qU6 ii'|>eliiios
mais cima : tambem lembs em vistas oxcitaros
bros de todos os nossos compatriotas quo se a-
cliam.Miciiiiihidosda redac^Ko dos diversos perio-
)rco que aqui so publicara, para que, abando-
nando esse campo acaudado de interesses secun-
darios, em que sodebatem, enlrem na apreciacio
da verdadeira causados embaracos com que lua-
mos, pontem os alvitres quo mais aproprurtfos
llics parecerem para habilitarmo-nos a renurnT cs-
ses embaracos, e assim tornem-se merecedores ilo
encomio tilo honroso, como esse que ahi (lea regis-
IrsJo.
Para quo so verifique semelhante phenomeno,
nSo he preciso que as nessas, a quem nos dirigi-
mos, so desquilem das opintesqueora profetsam;
So; mil vezes nlo: basla^quo so afancm porc-
nnncia-las de urna maeira digna do si mesmas.
redactor em ebefe do Progrtito perlence a um dos
partiiios em que, infelizmente, so acha dividida
|opulacto desta provincia ; mas, isto nlo obstan-
te, ha dirigido mu bem a marcha dossa revista,
em que s Icnha deixado arrastrar porosse fltixo de
palxes, quo tcm cooperado para qucalgunsdos
posterior aos dons despachos na pelJcSo do $r.
Loureiro, tenhoeu oulro do mesmo Sr. juiz man-
dando copiar os juros da minha uxccu^So al a da-
ta da adjmiicacio o sciitonca mandando que a
casa mo soja adjudicada com abatiMento da quin-
ta parte do sua avaliaco. V. qnanlo quanlia de rs.
1:068,000, de que o 5r. l.oureiro tem rallado, o que
se acha declarada pelos partidores do juizo a fi. 29
dos autos, quo diz ser a quanlia que cu exijo dp
casal; pee,1 os meamos autos em confianca Sr.
escrivfio, e mostre-os a quem soubor lr para Ihe
explicar o quo he essa quanlia.
Recite, 8 de Janeiro de 1818.
. ./o** dos Santo Nmt*.
______ ,
r* ossos contemporneos se hajam desviado da ver-
revista que ha ss$do dos nossos prl os sob titulo
de Progrtuo; pois que ellas silo urna prova viva da
justoza da nossa proposico.
Eiscmose es>essa opredito redactor a respei-
to do Progreuo i
Com este titul o publca-se em Pernambuco um
folhelo mensal, digno de ser lido com,a mais
serii aUcncTio. Na vasta cspliora das scie'ncias o
c lettras com que se oceupa, a poltica nlo poda
deixar 08 sorc-OjUeinpiada, nOo essa imUtica que
vive de polem icas" do partirlos, e onde, pois, a
lingoogeai virulenta da paixlo tantas vezes ex-
clue o raciocinio pousado c fro do espirito pl.ilo-
sophico, nlo essa poltica de lula, quo se torna
quasi sempre pcssohl, masa alta poltica quo pres-
crula os males pblicos na sua erigem, uas suas
a causas, que Ibes moslra o remedio.
Este juizo, que muilo devo de lisongear aos cida-
dlos que collaboram para o Ptj>gre$.le, certo nao f-
ra emtlido pelo redacto dp Brml, s ellos, esfor- 'Jiar,io de r.(l ""e"le 1"ovos 1!"ult(
' ,., Sr. l.oureiro mu gratuitamente me dirigi,
can do-se por bem descmpemiar a djfUcil nnssao de
iquo jamis deteriam abandonar.
Cofft'spoiKlciKia.
que se encarregaram, se nio liouvessem apartado da
vereda tortuosa que de ordinario sogum os cs-
criplores entre nos, sempre que se orcupain do po-
ltica.
Defeito, so esss cidad:1os so tivessem adstric-
to s lides pequeninas e mesquinhas do que sc
ontreler-s#ftnr parto dos nossos polticos impro-
visados ;. se se oceupassem mais dos individuos
do quedos principios propalados edefendidos por
elles; se, dcsjirozando as regras da decencia,'se
oslonlasscm versados nossa lingoagem desabrida e
deshonesto de que se servem os gazeteiros, quando,
dominados* por pajxOcs desordenadas, cobreni do
baldees e impr operios, nlo s os adversarios, como
todos aquellos que Ihesestflo mais ou menos ligados,
sem que mesmo respeitem as cinzat dos morios, bu
oasylo sagrado das familias ; se, om vez de de-
clararen com franqueza a tente donde provnt as
difliculdades q ue ainda boje nos embaracam, ottri-
buissem-nas estada de certas o determinadas pes-
adas na gerencia dos negocios pblicos; se, lon-
go de indicaren) as reformas de que carecem as nos-
sas iiistltulces, para que nos consliluamos de
modo a pdennos vencer semelbantes difliculdades,
so limitassem a assegurar s massasque urna sim-
ples mudanca no pessoal do overno ser mais quo
sufllciento para transtermar-sc em novo Kdcm es-
paiz cm quo vivemos vida tilo afllicia o* cuslo-
a ; entilo, aeus esrriptos liverain passado desa-
nercebidos como os de oulros muitos que, sem
leonsciencia do espijito do seculo, suppondo-se a-
jnda nessa poca, desgracada em que a ignorancia
e a ba fe er'am a cada passo bigodcadas pelo
harlatanismo epelo ardil, hilo ousado laucar inflo
pennapara desviar a imprensa daseu nobre fim,
faze-la eciio dos mTi s nojentos convicios, e trna-
la orgo das falsas doulrinas que altamente rove-
lam quanto malcomprthcndem a sublime sciencia
de governar os povos oquejlcs que se alrevem a
propaga-la,
*'JSri. feiaciores.--Tenham a bondade do honrar-
me anda par esta vez, fazeudo puhlicar em sou
jornal as seguinlas lindas om minlia defesa.
,Muilo se demorou 0 Sr. Joio da Silv Loureiro em
. Responder oxignela quo Ihe fiz pelo seu Diario n.
371, de 29jje novembro do anno prximo passado,
dcsafiando-o, para que fizesse publicar, a justifica-
eflo, que o mesmo Sr. inventou ter cu dado,a quan-
lia de rs. 200,000, nos autos do inventario a que
se proecdou por morte do mcu devodor Manoel Vi-
Tl.il da Assumpcflo, como se v da correspondencia
que elle fez imprimir cm 27 do mesmo niez deuo-
venibro ; o quando eu esperava pela publicacSo das
rasos quo apresentei nos autos, com'o o Sr. l.purci-
r linda promettido em sua referida corresponden-
cia, ou pela seutenca ou despacho do Sr. Dr. I'i-
gueira do Mello, mandando desatlender essa inven-
tada juslilicacio, que o Sr. Loureiro asseverou exis-
tir nos autos, como eu oxigia om minha ultima cor-
respondencia/o que cncontrei ? Enconlrei no seu
nsullos quo n
taedan-
do-me de contumaz, como que se eu, cm defender-
me da calumnia que o Sr. l.oureiro me irrogan cm
sua correspondencia, deva ser'tachado de contumaz.
O Sr. Loureiro recorrou com effeito aos autos da
nossa quesillo; porm, nlo encontrando nelles, o
que linha asseverado existir, lancou mflodo quejul-
gou la para si quo so pareca com justilicac-fio de
divida,-eapresentou- ao respeitavel publico a copia
de um requerimenlo por elle mesmo teilo ao Sr.
Dr. Figueira de Mello, a que chamou prova muilo
valentc, edisso qu agora licava o objecto da nos-
sa questo summamento osclarecido, o na verdade,
que sim, mas nflo om favor do Sr. Loureiro, porque
& certidfio que tez publicar, pastada pelo Sr. Mi-
guel Arthanjo Posldumo do Naseimonto, cscrivflo
dos aggravos da relacao desta capital, claramente
prova quo dos autos nao consta que eu preten-
desse justificar a divida de rs. 200,000, alm da
quanlia de rs. 700,000*; ora muilo obrlgado, Sr.
MISCELLAKErt.
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OBSERVACES SOCHE A FABRICAC-AO DO AS-
SUCAR,
Por tftnrique IHitchtll. U. J),. Pk. D. R. P.
Extractamos do Jornal Agrcola dt Trinidad, de 19
do jundo, um escripto do Dr. Mitcdcll daquella Ida,
sobre a conslrucclo o volocidade de trabalho dos en-
genhos de fazor assucar, que silo d'uso geral nessas
colonia, c sobre o resultado produzido, segundo as
diversas applicaces da frga d'agoa, vapor, vento
o animaes, o qual extracto estamos certos quesera
|ido rom grande interosse em ludas as colonias
productoras tl'asstirar. Se bem que ppr varia*
veres so haja chamado a attenco publica para
a quantidade do sumo' que fica no hagaco ou
eanna espremida.em consequencia da uatttreza dc-
feituosa dos methodos actualmente usados para*
sua extraceflo, todava nunca se trouxe a questo
ante o publico daquella maneira simples e pratica,
c os incios du remediar os defeitos existentes nessa
parte nunca foram lito claramente indicados, como
na occasiilo*prcsente.
A perda quo nflosso podo provar haver lugar,
mas que se poderia remediar pelos simples mco de
urna reduccio na velocidade e augmento da grande-
za da forma actual deengenltos do assucar, monta
em Trinidad, segundo as indicaces do Dr. Mitchell,
pelo menos a um quarlo de toda a safra da colonia.
Porque, se fr 53 por cento a quantidade media de
liquido obtido da canna pola espressilo alli usada,
e 73 por cont fr o quantidade que he praticamen-
le obtepivel (como de obtida por Mr. Rouscaren, no
souengendo de Guadalupe), eniio caimas sulici-
cntes liara. fazc 288 pics de assucar devem de ser
cortadas para fazor smente 212 piles, produzindn a
perda tl'um quarto do toda a safra que se teria tei-
lo ; mas pelo que respeita o safra actualmente fl-
ta, o dficit de de um terco -- isto he, que as canoas
cortadas este anno para fazer 30,000 pfles do assu-
car, teriam produzido 40,000 piles por um methodo
me.llior do espressflo.
* l'.e este ccrlamonto um objecto bem digno da at-
lengilo dos plantadores em geral de todas estas co-
lonias. Aqui em Trinidad, em qualquer caso (diz a
Gazeta), e eremos que o mesmo acontece em quasi
todas as oulras ilhas da India Occidental, agrande
dilllculdado he cultivar a canno, efTcctuar conve-
nientemente o trabalho do campo; e o deixar per-
der 25 por cento do sumo, quo so poderia extrahir,
n'um genero que demando tanto trabalho dispen-
dio para se pretn estado proprio para a fabricacSo
to assucar, de realmente um disperdcio qe se nSo
deve de tolerar- Os 70 pilos de mais quo se fariam
n'um eslabelecimenloquo actualmente prodtu s-
mcnlo 200 pes, seria qasi lucro liquido para o
plantador. Ilaveria smanle o accrescimodo despe-
zado combustivel, o mais um ou dous bracos na
casa do ferver para escumar, vasar, etc. o exceden-
te, consequento ao augmento da quantidade do li-
quido. Portanto, n'unta safra a despez de novo ma-
chiiiismo de melhor conslrucclo teria n'uma tal pro-
priedado sido paga por si mesma.
Confiamos quo a atteneflodas possoas empenha-
Lourciro, eu no esperava que o Sr. fosso inesmo'dasna introduceflo do fabricas contraes neslas eo-
"
quem mandasse publicar um documento que pro
duz prova plena em mcu favor, o ser por isso
que promelleu nflo voltar mais queslilo? Pois eu
declaro-lheajue tamben'tenlio muilo do que cui-
dar, mas smprc bei de ter algum tempo para me
defender, quando alguein me calumniar, como
8r. Loureiro o lem teilo, o declaro-lhe mais, quo
nesta provincia e cm todo o imperio do Brasil po-
derei ter dcsafieclos, porm inimigos nflo conhe-
conenhum, salvse o Sr. Loureiro, como tal, se
quizer agora constituir.
Tcndo respondido, nflo como devia, mas sim co-
mo posso: e como o Sr. Loureiro dcclarou que na-
da mais quer dizer, cumpre-mo dar ao respeitavel
publico o devido esclarecimento da nossa queslilo.
lie tal.*) e falsissimo quanto o Sr.. Loureiro alie-
ou na petcito tute fez ao Sr. Dr. Figueira de Mello,
em Udejulhode 1846, que vom publicada no sou
n. 4, de 7 do correnle mez, como valento prova,
porque nom represente! como credor da quanlia do
rs. 760,000, no inventaro a que so procedeu por
morte do meu devedor Manoel Vidal de Assuiuu-
eflo, nem na occasiflo da partilbaTpresontei ser cre-
dor da quanlia de rs. 1:068,000, como o Sr.J.ourci-
ro allcgou, e contina a allegar: o que cousla dos
autos he que cm 13 de fevereiro de 1844 era eu
credor do casal por rs. 718,617, com cxccucflo appa-
rclhada pela segunda vara do civel, (fscrivflo llego,
o penhora feita na casa por acabar, na ra do Cal-
labouco-VeJho ; queem 20 de junho de 1816 mefoi
adjudicada esta casa, oque requer ao Sr. juiz dos
Icitos, para que o escrivflo l'.ego fizesse conlar os
autos da minha exccucSo at essa data com as de-
Vidas declarares, o que produzo rs. 914,97j que
onias ser tambem atlrahida para este assumplo.
Os engenhos das odlcinas centracs de Martinica e
Guadalupe sflo quasi Iflo defetuosos a este respeito
como qualquer dos oulros engenhos de assucar em-
uso geral (o cngenbo de quo falla o Dr. M. como um
dos engenhos de Mr. I)'. Aubre em Aucoma, que
produz 58 a 59 por cento do liquido, he um estabe-
lecimento do oflicina central)--e com tudo esta
odlcinas obteem II a II 1/2 libras do assucar de 100
libras do can as ; com o melhor methodo de espres-
sflo de que os seus negocios sflo susceptiveis, as 11,
ou 111/2 libras scelevariam a 13, ou 14 por cento,
quesera maisdodobro da quantidade ora obtida
pelos nossos meios actuaes.

Aquellos que tecm esludndo a materia em todas
as suas relaeocs platicas o scioulificas, nada de no-
vo se ofterece aqui, e pede-so o seu favoravel juizo
sobre observares especialmente destinada para
pessops, cojos embaracos as limitam a eslreilos cal-
culos, c cuja industria bem merece a amiga Coadju-
vacio da sciencia. Ser preciso acrescentar quo
s um pe leiiu conbeciincnto pratico da arto mer-
cantil pude habilitar o plantador iuglez a competir
coma produceflo exterior que diariamente cresce, o
abrir mercados no interior ?
A maior parte dos mclhorarnentos que,nos lti-
mos anuos se teem adaptado fabreacflo colonial,
serflo poslos ante o leitor, e os seus mrito* ou re-
sultados discutidos. Onde o modo du tratar o as-
stimpto nflo corresponder a sua importancia, sol
citam-se as suggestes do mais ampias obaervacOes,
e sardo agradecidamente recebidas, As priineiraa
queitOcs que naturalmeiHe senos offerecam, fio ;
MUTILADO


^
~~ ni ^08 no8* ngenhos geralmento esprotnem 1 he alimentado coa diffleldatfes, e eqnido trgs-
suiueieiite quantuladee liquido ; 2., se nflo, por-lbota por todo os iadoi jjricultor congratula-
quc meios se podo remediar cssa deficiencia? 1 eom a fortuna, osquecendo-se de que as suas
l ara resolver a primeira qucslSo, devcmos ava-lc amidas qiianto maior
liar asquasttidades relativas desumo decanna oulhnavelo o perdeentfio talvez
ile yora lignosas rerprcsentadaaJelas caima* madu- mais 10 poi
. Estas propprges teem sido "fornecidaa por M,
ligot.com asua costumada exaclidlo, a pedido
o da marinhx franceza, e silo as seguiu-
'f nido mfaur-st de 10 a 13' Bammi.
90 de sumo de eanna.
10 de fibra lignosa.
100 de
eanna.
M. Dujjjnis, phartBftculico em chefe, remeti a ana-
- lyspom Itasse-Terro (Guadelupe), com o mesmo re-
sultado. Servir-nos-hemos, -pois, dos dados supra
cogi exactos, confirmados cpmo estilo por M. Ave-1
iuin em Nova-Orleans, Proust cm Malaga, M. Pe-
lotise, Osmin Hervey e outros chimicos igualmente
eminentes,
As poqcas experiencias fritas em Trinidad sobre
a pressflo leeigeiihusfludefeiluosss; ollas nem in-
cluem o dimetro dos cylindros, nem a sua crres-
lionilciite velocidado "dous pontos importantissi-
mos. A mesm obeervagflo se applica a una serie de
experiencias mu extensas ealis cuidadosamente
dirigidas, feitas por. Dupuis em Guadalupe. Tn-
Uicmossupprir o vacuo pela inspeccflo pcssoal,
lelo peso de alguna nomes bem conhecidos.
- 2. A ppsigSo dos cylindros de engenho, qu'r ver-
tidles qur horizontaes, excrco-uma influencia raui
insignificante sobre o producto, onde s3o iguaes a
forcee superficies laminaes.
Porm muilas rasas ha, para que os segundos
sejam preferivuis.
Primeira. Umaior numero decannaque podem
jossar por uinengenho horizontal, n'um lempo da-
llo, c maior facildado de alimentar-se urna super-
floic mais extensa.
Segunda. Esta igual alimenUcOo faz com que to-
da a sujierfjcie se desgaste o se torne spera igual-
mente entretanto que num cylindro vertical a su-
perficie dcagsta-se desigualmente, etorna-se inca-
pazdeexorci'r adevida pressflo. nelAmainr jhm*.
iuo terco superior a que nao se estendoa alimen-
tanSo, e da parje inferior protegida pela mesa do
iigcnho. Oequi vmque^s cylindros novos verti-
eses dSo maior producto do que os velhos. *
Tercira. As formas" de engcnlios verticaes reque-
ren! miis espace, e sflo em proporgao mais dispen-
diosas. .
S. O*resultados medios obtidos por M. Dupuis,
de qimrenta e quatro engenhos em Guadalupe sao
ossegujnles:
61. 8 Frcad'agoa.
60. 9 Vapor.
59. 6 Animaes.
. i 56. 4 Vento.
'. A superioridade dos dous. prmeiros motores he
devisa a sua grande frca de 15 a 30 caballos; ea
nntavol infei'lorjdadu dos 2 ltimos sua velocida-
de irregular. Convm lembrar que estes termos me--]
los, pea maior parte, representan! o traba I ho esc-
rutado por machinas perfetamenle acabadas, cm
Iropriedades bem servidas de bracos, e em grande
escala, ctijos meios as habilitavam a apropriar-se
cada novo mclhornmento mechanico que a scicncia
offerece. M. I'aul D'Aubre, o infatigavel advogado
lo progresso colonial, calcula o producto medio dos
'.stabelecinientos menos felizmente.rganisados em
Guadalupe, em perto de 50 por cento, Meando assim
4-10 de liquido no bagado sendo a somma total,
como cima se disse, 9-10 a casa de ferver recebe
a SifA-renca, ou 5-10.
- para obviar esta perda ruinosa, M. Payen, bem
eonbccido do mundo manufaclor do beter raba, pro-
fioz dous cylindros addicionaes para os engenhos
lorizontacs; esta stiggcstflo foi ardcnlemente re-
commendada pelo professor Humas, em 1843, e
ndoptade por muitOX cslabeleciinchtos cm Guadalu-
I c k*lcs engenhos estavam tilo longo de realisar as
esperanzas do inventor, que s um restava em ope-
i ac.no em <*7 re deu tanto trabalho e 13o pouco in-
t crease'durente a ultima safra, que o seu proprieta-
i o,.V?payen, rlissc-me que havia resolvido substi-
tu-lo por um.trlplicc cylindro de grande dimetro
o lenta rolacSo. Sem embargo desti s mos succes-
sos, trata-se presentemente de levantar-se em Ca-
besterre um engenho de sete cylindros; e com-
quanlo o sen talentoso erector tenha la certilude de
sutctis, i'de-so fcilnaanle predizer a sua sorle.
M. Dupuis |ode obter mais 5 por.cento de assucar,
seguimlo o plano ilc M. Peligot, de saturar o bagado
cm agoa quente-u iepassa-lo; achou-sc porm, ser
este (locesso demasiado dispendioso para prali-
car-se. '' .
5. Ordinaria'menta~se confunde a fdrea effectiva-
coni a velocidade, especialmente nos casos de enge-
nhos movidos jior agoa e vento. Ora, excesso do ve-
locidade mostra simplesmente excesso * triz sobre o trabalho executado n'um lempo dado ;
Coiaguinlcniente este excesso he em pura perda.
^Mrquez St. Croix.J O nico melhodo correcto de
applicar a rrga he aquello que produz o maior re-
sultado i'uiu lempo dado e isto tem a experiencia
trovado amplnnieulo nos engenhos de moer caimas
que dependo da lentidao da rotaeflo dos cylindros.
Alguns engenhos teem os cyJindros do centro meno-
res do que os outros, e levam de menos um terco
de denles. Estes donoininam-se litrce-nilli (enge-
nhos de terco); c silo justamente considerados como
produzind niclhor pressSo ; temos dolas exeiu-
plos na iiha. A sua superioridade cpnsiste na redu-
y.ida velocidade dos cylindros lateraes; esteriru p-
ilc ser altiiigido com niellior successo, igualando-se
es tres diainftros e diminuindo-se a sua velocida-
iIo:'Torquaiitb dev'e-se observar que nos engenhos
de terco, quaudo acunliados, o pequeo dimetro do
eyliwlro central, e a sQa maior velocidade, compa-
rad* m a dos outros dous, dilacera, ou para assim
dizr. racha o bagaco. Uflimamente se lirou
1 uiHflB^Btlatci>le por est dcfeilo.
-se aqu que a presago de muitos enge-
nhos ho'cotisiderflvolmente diminuida pela canali-
>ac5o dos cylindros. Os canaet ou regos protegem
urna inlinidade de pequeas partculas de cannas da
compressao. A canalsacflo he por isso m, eoseu
lugar he admiiavelmentu sufrido ^ela superficie
lovenienle rugosa "dos novos engenhos de MM. (.ook
& Companhia- A csa"o ligeuameiite corrosiva do
samo da canha produz o mesmo efTeito. Se os enge-
nhos verticaes nao mordem, quando exactamenle
i endentos, o defeito achar-se-ta geralmente de-
pendente do grb dadilaceracao ]* eucionada.
7 M, l>'Auire, fallando do vento, que he o peor
doa'nio'lres para trabalho regular, diz:-Algu-
mas vezes )w tflo violenU a viraglo, que o engenho
Velatorio de urna experiencia da fabritacSo de anucr, I
gve teve lugdr a 18 de mareo de 18*7, por M. 3.1
Bovscaren, no estabeleeimento Mon Repos;mo distrie-X
COHfaUiAW PROVINCIAL.
.. 1:857,77*
Elle calcula o producto de plantador em 18 por
cento deaaancr coudo as cannas, da maneira se-
guinte: 8 por cento de asnear mo espremido no
bagado; dos 10 por cento restantes, 5 por cento fl-
cam as cisternas, porOea de navios, e armazens co-
mo melacos, e smento os 3 por cento que restam,
flcamlivrM para fazer face sdespezas.
tito talvez pareca exaggcrado a quem n&o. tenha
dovidameote esrudado a materia ; porm he urna
tristissimff approxteiBQSo da Wrdado. Talvez se cn-
tenda quo M. D'Aubre se expr|me de un maneira
sentimental. Um dos seus engenhos de ucoma, de
fdrcade.l6cavallos, com cylindro de 23 pollcgadas,
fazendo cinco revolucOes por minuto e espremendo
cannas para 15,000 libras (poso francez) diariamen-
te, da s de 58 a 59 por cento de lquido. A niesma
frca, com urna velocidodede 2. 5 por minuto, da-
ra cortamente de78 a 80 dos 90 por cont de sumo,
o deixaria o bagaco bastantemente secco, parauso
immediato. O bagago, presentemente fornocido, coo-
tm de 15 a 20 por cento d'agoa, e he por isso um
combuslivel inferiora eanna novanienlc espremida,
que tem dado 75 por cento de liquido. Este nflo s
he mais secco, senlo que conlm 3 por cento do as-
sucar, altamente combuslivel, menos urna pequea
porc3o de materia orgnica cerosa nSo diminuya
pela fermentacilo. Ho um erro suppr-se quaj|fcl
alguma materiasacharina no combuslivel tirado da
casa de bagQo--essa porfo d assucar tem sido dis-
sipada Ido seguramente, como se fosselancada na
tinas de liquido. Istoconduz-me a mencionar urna
observagao do professor Kaudrimont, depois de cs-
tabelVjer a regradeque a frca effectiva dos cylin-
dros he diminuida em exacta proporcilo i sua maior
velocidade. O professor contina a dizr: Aquelie
quo estabelecer urna dislillac.no perto da um enge-
nho do assucar e comprar as cannas novamenle ee-
premidas para a sua fabrica de ago'ardente, rcalisar
mais dnheiro doqueo plantador.
Aquellos quo nao frem propensos a alterar as
seus engenhos, ou frem incapazes de o fazer, pi-
de srcvctsr-5o a BU(;gesio de m. tftarimoni.
8. Examinei um engenho em Ralbados, que rai-
me indicado por inuitas pessoas, comotiui do mo-
liiores, capaz de nioer 360 gales de 40 pollegadsspOr
dia. A sua velocidade era de 8 revolucOes por minu-
to, com um dimetro de menos de 2* pollegadas,
producto 45 por cento ; poroulras pala.vras, porca-
da 360 gales de~assucar feito, OoaVam no bagaco
outros 360 gales que se perdam ; i at|de se tinhaia
adoptado qalro cylindros e.-n engenhos verticaes.
movidos por vonto, clles davam 7 porcentonddiciaf
naos ; mas at este producto mostra a nadequidt
natureza de um motor to insconstaiite para u traba-
lho regular de um estabeleeimento de assucar. Ex-
minei um dos melhores engenhos "Antigua, movi*
do por urna machina de alta pressSo de 8 ou lo es-
vallos, com cylindros horizontaes, dimetro dr "
nos de 24 pollegadasvelocidade de 12 revol
por minuto, producto de 53 a 55 por cento. O
nho vertical Woodbrook de Trinidad, de urna vetsai-
dade de 10 revoluces por minulo,^ava 55 por een-
to de liquido. N'um calculo que tenho presenta o\j
^-^7""l .*-*"- -- i
to iU Cabesterre, segundo a patente de M. G. Uichelf
com assistencia do Dr. Ferdinand V Berminier, er-
respondente do Uuteu de Par, cavalleiro da legito
de honra, &c, residente em Point--PUre.
Nos abaixo assignados, sendo convidados por M.
G. Bouscaren, assim como outras pesso.as, para vi-
sitarmos o estabeleeimento Mon Repos, no dis-
lripto de Cabesteraj, afhn de testemunharmos a ex-
periencia que elle se propunha fazer, e verillcarmos
a quantidade do assucar e melacos que era possivel
extrahir da canoa de assucar jlo novo systema de
fabncacflo deM. Michel, que consiste em macerar a
eanna em agoa a ferver, a qua se faz ferver pela
combustBo do oxydo de gaz carhonico, com cffeito
visitamos, a 18 demarco de 1847, osobreditoesta-
beleeimento Mon Repos, e Tomos testemunhas, to-
do o lempo, das seguintes operaces, que tiveram
lugar na ordem aqu referida :
A' urna hora da tarde encheu-se urna colua>na
quadrangular, servindo do gazificador, de carv5o
anthracito, fechada a abertura, lancou-se agoa so-
pn a roda d'agoa urna hora, o ao mesmo lempo
comecou a inflaco do gazificador urna hora e
Keia accenderam-se os inflammadres do gaz de-
baxo dos vasos macerantes, em cada um dos quaes.
se havia deilado 1,496 litros Tagoa fra, que indica-
vam em cada vaso urna profundidade de 42 centime-
Urps e meio. Tnhamos pesado em nossa presenca
;200 kilogrammas. de cannas, que M. G. Bousca-
ren nos disse que erara as socas de trese mezos- Em
frequeotes experiencias, por meta da torso, oxtra-
himos de cannas tomadas ao acaso, alm daquellas
ja pesadas, materia sacharina, que sempre dou 10
pelo aremetro de Beaume. As4hotasa temperatu-
ra da agoa nos vasos era de 90 centgrados. O cor-
tador de cannas fo entilo posto em movimento, e es-
lando o 1.' cesto choio dentro em meia hora, sus-
pendeu-se.o cortador de cannas, afim de fazer urna
carga simultaneados seis cestos mergulhados nos
seis vasos. A'retirada do cesto, a agoa nos prmei-
ros vasos ndicava 3 o de Materia sacharina pelo
aremetro de Beaum. Sendo o cortador de cannas
nnctn nijir inom mnvimantfl. enehen-ie 9. cesto
do-pedicos em 32 minutos. Continuou-se assim o
trablho al as 11 horas da noite, quando seencheu
9 7. cesto, testavam ah algumas cannas que tinha-
saespesado, e que deram 230 kilos., os quaes. dedu-
Tdos dos 4,200 kilos, pesados no principio, d5o 3,270
kilos, do cannas cortadas Quando o cesto numero
ttinha chegado ao vaso numero 6. -pedio-nos M.
Vosearen que provassemos os pedacos de eanna,
qOo adiamos insipidos, e lambem os dos cestos rfb-
owros2 e3; mas nos ltimos quatro eestos os peda-
mos de eanna conlinham una grande parta de ma-
teria sacharina. Donde provean esta differenca ? M
Bouaea'ren a altribue 1." a que depois da suspen-
siio^oo cortador de capna ( que ns testomunhmos,
recolando quo comegasse a fermentagao ) elle acce-
lerouo trabalho, e s deixou demorar o cesto em
Mcadi ta'so por um quarlo de hora; 2.' que os influm-
"^ asadores de nmeros 3 e 5 langa vara apenas urna
pequea quantidade de gaz quo necessariamente
dcixava esfrinr a agoa naquelles costos.' Tendo M.
G. Bouscaren dado por acabado o trabalho, nos pes-
rnosos dilTerentes lquidos, contdoTem cada cesto,
miento co
Movimenio
PoHo.
dia 8.
Henri-
de liquido he eslimado em 66. 5 por cento ; o outro
de propriedado de M. Ambard d 62 5 por cento; mas
isto nao dev ser considerado mais como producto
ordinario do que os 375 gales de M. P. Guseppi
por da devem de ser tomados como um termo me-
dio da ilhaExcepto probat rtgulam.
O maior engenho que vi as ilhas de Sota-vento,
fui o deM. Bouscarem, em Gaudalupe. Dava 73 por
cento ; velocidade 3 revoluges por minulo, e dsj>
metro 24 pollegadas : submoltondo-se o bagagp
subsecuentemente a una poderosa prensa hydrauly-
ca, produzia mais 10 por cento, fazendo ao todo 83
das 90 parles de liquido emitido na eanna. Achou-se
seren as prensas hydraulicas demasiado dispendio-
sas, c por isso cessaram. Quanxlo este engenho foi
acunhado para dar mais de65 por cento, destruio o
bagagodilliculdade fcilmente obviada; pois que os
engenheiros concordam que com iguaes frgas o
bagago lie dilacerado em proporgao da pequenhez
do dimetro, e da maior velocidade dos cylindros;
se este engenho livesse sido reduzido de 2 a 2. 5 re-
voluges por minuto, com o augmento de urna pol
legada no dimetro dos cylindros, pouca duvida po-
de haver de que o bagago leria sido igualmente la
minado, e 80 por cunto producidos sem so- langar
inflo da prensa hydraulica. Assim, so podem obter
ludas us qualidades precisas n'um engenho, dimi-
nulndo-se a velocidade e auguienlando-se a estengSo
em proporgao da quantidade do liquido cxigidaHpi
relages do curso devem de ser fortificadas na mea-,
ma rasflo. Cuanto maior fr o dimetro, celeritpari-
bui, tanto menos dilacerado sora o bagago. Atteuda-
se a opiniao do marquez St. Croix, que examinou
engenhos por todos os modos que a sciencia e a pNf-
lica podiam suggerr :
A frga eiiecliva dos engenhos de moer canna
sin em exacta proporgao da lenlidao da rolagao dos
cylindros, sendo ludo o oais igual : o meu engoaho
deu em resultado de repelidfexperiencias 46 por
Cento, com uina velocidade de 8 revoluges; e o
mesmo engenho com urna velocidade de 2. 5 revo-
luges por minuto deu 70 por cento.
Espero quo os plantadores de Trinidad, para qudin
Sao destinadas estas observages, nao consideren a
minlia expectagao de 80 por cento como sobremodo
apaixonada.
Tomando 53 porceoto, como o termo medio dos
engenhos de.Trinidad, e que por urna pressSo mais
bem dirigida pode ser elevada a 80 por cento, echa-
mos que s este arligo inclueuma perda aetual da
50 por cento, a qual por outra parte, junta a una sa-
fra de 30,000 pSes, a l'aria subir a 45,000. A ilha pos-
sue felizmente muitos engenheiros capazesVe fazer
asallerages precisas, ede explicar ihooricaineute
aquellos mfhoramentos para que a vossa altencSo
he agora praticamente solicitada. Sem duvida qu
se ha receiilemcnle prestado a este importante as-,
suinpto seria altencaoi todava, julgo do meu de-
ver despertar, quanlu o pcrmilte'ii ineus debis es-
furtos, os agi iculOares do meu paiz natal da apalhia
que invariavelmenle acompanha a retina. Se osle
publico ajpello aos seus mais caros inturesses fr
lavoraveltnente coihi-lo, obrigo me a indicar mo-
dificagoos na manufactura mercantil, capazas de pro-
ducir ulterior accrescimo.de 50 por cento setore as
resullas da casa de purgar.
trabalho feito pelo engenho de f aliayn, o producto -e eram 7. 4, 2,1, 0; alm disto tiramos de cada ees
lo urna garrafa do liquido quo arrolhmos. opuze-
mos de parle para experimentar a quantidade de
materia sacharina. No dia seguinte deram estos l-
quidos trios pelo aremetro do Beaum 10,7, 5,4, 2.
Sendo as duas bombas postas em movimento, des-'
pojaram o que se continua nos cinco cestos, em um
caldeirBo proparado para receb-lo, mas n3o sendo
firmes os escoadouros do cano, entornaram-se no
chao alguna gales de sumo. Esta acg&o deve de ser
remediada. As qualro horas e um quarto poz-se fogo
debaixo do calduirao, em poucos minutos teve lu-
gar a fervura.jOrdinaria do contedo,' mostrando o li-
quido urna appareucia mu bella. M. Bouscaren prin-
cipiou a temer que cmecase a fermentagao : toda-
va, notamos queo'sujuo ob4ido pela maceragilo na-
da tuilia da fragrancia balsmica que ho perceptivo!
no suraoobtido pela preasap dos cylindros- As 7 ho-
ras e meia foi elle despejado nos pequeos coadres
do zinco ; os prmeiros clieios oceuparam dous va-
sos, e as 9 horas O aaia oulrM dous vasos. A quan-
tidade total deSS8Tperieneia deu 11 deslos coad-
res, completamente cheios. Curiosos de saber o re-
sultado, fomos levados oasa de assucar. Pesaram-
se separadamente um coadr vasio e outro clieio
(sendo os candores do mesmo peso); depois de do-
duzirmos atara, btivemos 51.50 kilos., multipli-
cando o peso do contedo da caixa por 11, tivemos
566,50 kilos-, pes total do assucar o molagos junta-
mente, e que deu para os 3.970 kilos, de cannas cor-
tadas 14 27 por cento, ltimamente o depois de suf-J
licienteesglo.ajvaliaieinos a quantidade de assucar
e melacos, e umbam depois a quantidade de assucar
de segunda quatidade se uecessario fr. Para dar
tuna ideia exacta dp esbogo, adiamos q,ue goral-
fliente, antes que o xarope fsso posto a seccar, con-
tinha um tergo da xarope e dous.de assucar. Os
566- 50 de liquido contido nos tanques ho, pois, com-
posiud377.50^ilos. deassucaj-, e 188. 80 do uiela-
gos, ou em outros termos 9.49 por cenlo de assucar
e 4. 78 por cento de melagos.
Assignado a 19 de margo de 1847, em Mon Ite-
pos ,5anta-Maria, dislriclo deCabesterre, Guada-
lupe. ( Assigiiado* ) F. L. Uerminier.-A. Cratu.G:
Dt otii.-F. Poye*. ^^
(Colonial Magaiine)
I Iraduzido de V Aviner d* la Point--Pitre, Gua-
^' dalupe.)
-w-~-?
COaMMEHCIO.
Alfaudega.
ItENDlMgNTO DO OA8............6:561,611
Uuoarr*am noje, iv d* Janeiro.
Brigue Wtttemarland bacalho.
Itnrca iVa vatre farigK^
Urigue Sagitario mercadorias.
Patacho Loper farinlia e blachinha.
Brigue/Vordem-tabeado. ^.
Havioi entrado no
Stockholm ; 8%djs, iiriguo sueco Nordem. de 200
toneladas, ca| Woelffs, equipagem II,
carga ferro e prancWfcs; a Motile & Bideulack.
Genova ; 43 das, barca sarda Joiephma,. de 291 to-
neldas, capitSo AnJr l'reve, equipagem 14, era
lastro ;aLe Bretn Sohramm. Passageiro*
que Ideman. ,
Parahlbo; 3 das, hiato brasileiro rurt;a-dt*
de 22 toneladas, capitSo JoSo Francisco sW,
equipagem 4, carga toros do mangue; ao cAaitao.
Navios sabido* no metmo dia. -+
Liverpool por Parahiba; barca ingleza PtisHUa,
capilflo Richard Gble, carga assucar.
Genova; polaca sarda Catharina, capitSo G. Gallo,
carga assucar o couros.
Parahiba ; hiate brasileiro Sanla-Crus, capitao ^n-
' ionio Manoel Affonso, carga varios gdnoros. Pas-
sageiro, Manoel de lloraos Garvallo.
Navio sabido no dia 9.
Rio-Grande-do-Sul; brgoe brasileiro Prudente, ca-
pitSa Joaqnim Dias de Azevedo, carga assucar.
EDITA ES.
Rodrigo Theodoro de Freitai, oficial da imperial ordtm
da Rota, cavalleiro da de San.-Bento-d'Avii, condeco-
rado com a medalha A* rtstauracS da Babia, por ao-
cmiAo da independencia, capitdo de mar e guerra gra-
duado d'armad* nacional e imperial, inspector do ar-
senal de marinha^ala provincia e oapitao^do porto
flamtsma, por S. M. o Imperador, que Oto guar-
de, etc.
Faz constar que, alm do lugar designado em
editaldflll desetembro do auno lindo, para afue-
reas de barcacaa, canoas e'quaesquer outras em-
barcages miudas, estflo tambem destinados para
esse servigo :na freguezia de San-Jos, pelo lado
damar grande, todo o terreno devoluto para o su!
desde o lugar denominado Cortiime ~ ; e na fre-
f;uezia de San-Froi-Pedro-Goncalves do Recife, pelo
ado da mar pequea o que a cmara municipal
desta cidado dosignou, na ra do Brum, para-urna
praca publica o nos demais desse lado, particu-
lares, tanto'para o sal como para o norte, oujos
proprietaros derem para isso permissSo.
Capitana do porto de Pernambuco, 7 de Janeiro
de 1848.
Rodrigo Theodoro de Freilat, -_
CapiUlo do porto.
CURSO JURI
Em esclarec monto o oditJNle 29 de novombro
prximo passado f-,se_8*Der a <'uom.J,i"J,6r'"0
r
.Matriculados estudantes de preparatorios nesta
socretaria nflo es senla deirera malricular-se nos
iivros dos respectivos professores, comegando dous
das antes do'mea prximo futuro, para o que os
mesmos proossores farSo proviamente os seus ao-
nuncios, ludo deconformldado com o artigo^8., ca-
ptulo 2.", dos estatuas.
OutrV sim, nflo so podendo entender qu^ o impe-
rial aviso de 23 d agosto passado quiz conceder o
privilegio de prioridade nos exames preparatorios
dos estudantes s pelo fado de estarem matrioula-
dos no collegio das arlos, porm,alm disto, e mui-
to principalmente pela Trequencia e applicagSo; ad-
verle-se que. em paridade e harmona com os afli-
jos 6 e 8, capitulo 11, dos estatutos, o continuo do
collegio das artes deecerdo com os prbfessores a-
pontarSo as faltas dos estudantes. liez faifas sem
causa, e quarenla, anda que justificadas, bsUm
para fazer perder o aimo, istQ.be, para perder a
prioridado nos exames. A respailo dos estudantes
dos lyceus caulas publicas nenhuro gozar do dito
privilegio sem' appreaewtar atleatadodo su direc-
tor, ou do respectivo professor, de ler requenUdo a
aula e aproveilado.
Olinda, 8 de Janeiro de 1848/
Padre Mig uel do Sacramento Lopes Gama,
Director.
Manoel Ignacio de Olieeira Lobo, fiscal da fregutMa
de San-fre-Pedro Goncalves, e com exercieio inte-
rinamente nQjlf, banlo-Antonio.
Faz saber PKoradores de um e outro barro,
jaue de ora em liante Tara apprehcndor diariamente,
pa ra se rcm arrematados perante a autoridade com-
petente, quaesquer porcos que encontrar vagando
pelas ras das referidas freguezias. deconformidade
com o 6 titulo 9 das posturas do 19 do fevereiro da
1833
E par*que a lodos conste, mamtei publicar opro-
enle.
Fregueza de Santo-Antonio, 7 dejaneiro oimt.
. O fiscal, -
Manoel Ignacio de Olietira Lobo.
DccIaiatJis
CONSULAO) GEBAL.
RNDIUFNTO po DIA 8.
(eral........................ 2:027,255
Diversas provincias............... 253,833
ODr. Gervazio Gongalvos da Silva;''Juiz dodi-
reito interino da segunda do crime, cnc'ai regado da
qualilicagflo dos juir.es defacto quo toom-do servir
no crrante anno, faz saber que, hoje, 10 do cor-
rente, pelas 9 horas, na sala do tribunal dos jura-
dos, ha reuniao da junta revisra. deste termo.
Objcelos que arepartiedo das obras publica! quer
comprar.
Quatro enchamis de -25 palmos de comprlmento ;
6 de 20 ; 16 caibros do 30 ; 20 duzias de li-
pas ; 800 pregos ripaes ; 100 ditos caibraes ; -.-
160 ditos ole balel grande ; 150 ditos de ssoalho :
2 duzias de ssoalho d louro.
Cadetra vaga,
A dcgrammntica latina da villa le Nazareth,
concurso ter lugar a 20 do corrento Janeiro.
cujo
Cavallos apprehendios pela palicia.
2:281,0881 Acha-se em deposito, e ser entregue pela subde-
I legaca do Recife a quem legtimamente perloncer,

^
MELHOR EXEMPL



\t
1
umcavallo rugo, ca
Jncontrado sem dono
o corrente.
Outro cavallo que v
trege ni-'subdelegad
der gssignaes.
nte ordo, que fo
s da tarde do dia 1."
ia ai Soalb-Anti
Ser en-
Onio a quem
Escrotos apprekendiios pela poticia.
Eufrazio, de nagao Mu artepcente a
Joto Francisco de CarVallio V MMtS, snhor
do engcnho Sant'Anna : mano e
Silveri, pardos, que cdWWb :ertru-
dos da Silva, moradora em frii tquim, pre-
to, qye declaro pertcncer a Manoel Pereira Gui-
acliar-se furtado desd 1831; Clemencia,
jue disse sor cscrava de Ignacio do liego,
i eigenhoFigira. Eslflo na cadeia des-
e devem de ser reclacrfatfosna subdelega
_5fo.
Pedro, moleque, que disse porlencer a Jos Peri
de.Albuquerquo Maranho. Deve ser reclamado
na. subdelegada de Santo-Antonio.
"' III -------
Avisos martimos.
csld
Para o Porto sahir, no dia 15 do corrente mez,
o muito veleiro brigue portuguoz Primavera, capitito
Rodrigo Joaquim Corrqie, forrado e encavllhado
de coure, por s achar profhplo de scu erregamen-
to: so recebe pa.ssagciros, para o que tem bons
commodos : os que quizorem ir de passagem tra-
tero com o dito capltfto ou com o consignatario, An-
tonia Joaquim de Souza llibetro, o qtial pedo aos Srs.
corregidores os conhecimentos para apromptar os
manife^tos.
-Para o Aracaly pretende seguir viagem, at 15
doorrente, o brigue-escuna Hnriqueta mestre
Jos Joaquim Alves da Silva : receb carga para o
Assfi eToUros. Quem nelle q'uizer arrogar aten-J
tender com o mesmo mcstrejB Trapiche-Nuvo,
ou na ra de Cadeia Velha, n. 17/SflBundo andar.
Para o Rio-de-Janeiro sahira breve o brigue
Santa-Maria-Bou-Horle, capilo Jos Joaquim Das
dosPrazeres. Quem no mesmo auizer carregar. em-
barcar escravos ou ir do passagem, podo entender-
se com Amorim IrmSos, na ra da Cadeia, n. 45, ou
com osobredilo capitSo Prazeres.
Para o Porto'sabe, com muita brvidade a
barca Helia-Pernambucana por ter a maior parte de
seu carga prompla : quem nella quizer carregar, o
ir Je passagem, para o que oiTerece os mais asscia-
dos commodos dirija-se ao consignatario', Anto-
nio Francisco de Moros, na ra- da Cadeia do lle-
cife loja n. 51, ou ao eapilio na praca" do Com-
merclo.
tm-o MarnbSo sabe, com a maior brvida-
de possivel por ter parto da carga prompta, o bem
coub/cido brigue-escuna Laura: quem no mesmo
quizer carregar ou ir de passagem, para o que tem
excedentes commodos, dirija-so ao cap i t.lo na pra-
ca ou a Noves & Companbia na ra do Trapiche,
n 3*.
Vende-se o bergaoljm Independente, de lote de
onze mil arrobas do carne de conslrucqio de
carvalbo o pregado de cobro com 6 prtos mari- ,j
nheiros.ou sem ellos, Isto em consequencla deha-
verem contas a liquidar njucn o pretender pode [ir
vfi-lo a bordo.
-- Para o Ass segu, cm poucos dias, o brigue,]
brasilciro Sagitario : para carga ou passageiros tra-
ta-se no armazem .ao lado da cadeia, n. 23.
-- Para a, Babia sabe, em poucos das, o hiate na-
cional Tentador, forrado c pregado do cobre : para
o rosto da arga e passageiros, trala-se com Silva &
Grillo, na ra daModa, n. 11.
Para o Rio-Crande-do-Sul pretende sabir, no
dia f5 do corrente, o brigue Deos-te-Guarde, capiao
Manoel Jos de A/evedo Santos : pode receber al-
guna cravoi frete, para.o que trata-sc com o di-
to capullo, ou com Hallar & Oliveira na ra da
Cadein-Velha, n 12. ,
Para Lisboa sabe, con a'maior'brvidade, o
brigue portuguez San-Domingo, por ter a 'maior
parla do scu carregamento prompta : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagom, para oque
ofTcrcco bons conarnoibjs, dirija-so aos consignata-
rios, Mendos & Tarroso, na na da Cruz n. 54, ou ao
capitao, Manoel Concalvos Vianna, iia praga '
Commercio.
--Para t Babia sabe, em poucos dias, por j ter par-
tode seu carregamento prompta, a sumaca Santo-An-
lonio-de-Padua, Torrada b pregada do cobro : para car-
ga e passageiros, tral-se na ra do Vigario n. 5.
mi* ." i
Precisa-sa de urna escrava ou ama,-para urna
casa de pfeasa;famlia, que saiba bem cpzinhar e fa-
zer todoo mais sflrvico : na ra larga do Rozario, n.
46, segundo andar.
Manoel Gongalves Vianna, capitao do-hergan-
trmportuguez San-Domingo, precisa fallar como
Sr. Francisco-Rodrigues Lima, natural da freguezia
de Santa-Marinha-da-Arcozellos, termo da vuja de
Ponto-de-I.ima, em Portugal, casado com aSr. D.
Annu Maria ; e se ja nSo oxistir, eom algum de seus
descendentes, para o que.lhes roga o favor do o-pra-
curaremnesta cidadeemcasadoSr. Jos Francisco
Belm, no Forte-do-Mattos, casa 12.
No dia 8 do corrente, roubaram do neceo do Pa-
dre, loja dealfaiaten, 2, oseguinte-< um brinco de
ouro com duas podras de diamante, om dito de ouro
franccz.uns aljofares com* urna cornarnda' eneas-
loada de prata, um sapatinh'o de couro de lustro,
m frasquinho de olho odbg e mais cousa iludas :
quenvfor offereoido qualqaer" 'desles ftbjectos baja
de apprchende-lo leva-lo a casa cima.
I. Anna Claudina Roza pretende abrir a sua
aula no dia 17 do corrento, onde se enaina a ler.es-
crever, contar, grammatica portugueza, coser, bor-
dar, lavarinto, marcar, costura cbla emsica. Os
paisde familia que se quizerem utilisar do "seu pres-
t nio, dirijam-se ra da POnha, casa n. 9.
Joaquim do Andrade Pessoa Pimentol avisa a
todas as pessos que teem-penhores em aeu poder,
que osvenham resgatar dentro do prazo do oito
dias, do contrario serio endidos jiara" pagamento
do seua dbitos.
Precisa-e do urna escrava qge seja de boa
conducto, para servir cm urna casa jtraflgeira, on-
de se da bom tratamento e boa paga':" na ra de A-
goas-Verdes, i. 46, se dir quem precisa.
-- Tendo de proceder-se a invotariodosbens que
fcaram por fallccimcnto de Manoel Pereira de S,
ouriVes de prata, roga-so aos eredores do mesmo,
que queiram apresentar os ttulos probatorios dos
seus crditos, na ra estroita do Hozario, n. 19, a
flm de screm descriptos.
Precisa-se de urna ama para criar um menino,
que lenha bom e bastante leilo : na ra da-Praia, n.
, terceiro andar.
O bacharcl Fe!icano Jos Rodrigues vai a Ma-
cei, levando em sua companhia urna escrava.
No botiquim da ra larga Uu iioiario, n. 7,
precisarse de um cozinbeiro, branco ou prcto, que
saiba bem desempenhar o seu lugar.
Na ra de Hortas, n. 64, precisa-se alugar urna
pretaescrava, para vender na ra
-- Precisa-se d um caixeiro portuguez, prefe-
rindorse dos chegados prximamente do Perlo : no
pateo da S.-Cruz^ jiadaria n 6, defronte da igreja.
Precisa-sa de una mulher para o servido de
urna casa de pouca familia : na ra da Cru2, n. 18,
l'i'iir.eiro andar. Sr
Os a>aixo aasignados declaram que dis-
solveram aoiigaveimeniu a cicdiJu que iiuiaui
na loja defazeudas, sita na ra da Cadeia do Roci-
fc, nune 9 40,- que gyrava dcbaixo da lirnia-de
m
Avisas diversos.
-- Jos .Soarcs de Azevedo, professor de lingoa
franceza do lyc'eu tem aberto cm aa casa ra do
Range, n. 59, segundo andar, um curso de rhelo-
ricaooutrodo gcographia o historia. As pessoas
quedesejarem seguir urna ou outra deslas dascipli-
nas, podem dirigir-ae indicada residencia a qual-
quer hora.
O TRIBUNO N. 66
est a venda aogieio-dia, [traz um psalmo e militas
outra* cousa do nteresso. Vende-so na praca da
Independencia, llvraria ns. 6 c8.
O 1.1 DADOR N. 243
acha-se a venda, bem. como o n. antecedente que
ainda nao fui annunciado : ambos estes nmeros
conlcem arligos inleressanles.
Oflerece-se um homem para feitor do algum si-
tio, ou para outro qualquer servico : na venda da
esquina da ra so dir quem he.
abnixo assignado, com aula de primeiras let-
tras na Pasagcm-da-Magdalena, avisa aos Ilustres
pais de familia, que Ihe confiaran) a educaco de
seuslilbos o ao respcitavel publico, que tem desig-
nado o dia de. hoje, para continuar seus trabathos :
e propOe-se a cnsiuar fin casas particulares das 6
horas da manlia as 8, e das 4 da larde as 6, por
4,000 rs. mensaes porcada alumno ; lambcrn rece-
be pensionislas e meio-pcnsionistns; e compro-
metle-se, por um tratOj. a ensinar a ler, escrever e
contar, no curto espaco de 365 dias uteis :. quem so
quizer utilisar do seu presumo o actividade, diri-
ja-sdao sitio confronte ao do Sr. Manoel Joaquim Ra-
mos e Silva. *
francisco Malaquiai Soare Gietteira.
~ Aluga-se urna casa terrea com bons commodos,
na ra do Peixoto n. 36 : a tratar na ra do Sara-
patel, sobrado .'fe."
Pereira "&. Santos, desdo o 1.' de Janeiro correflB
te; ficaodo o socio Pereira com o dit t-slalie-i
lecimentOj O obrigado a liquiotc3o df exliueia-
firma; o o socio .Santos aera mais responsalidade
alguma, por assim terem concordado com os credo-
res. --'Francisco (mcakei da Sjha Prreira. Anto-
nio Soares Ferrtirtti dos Sanios. ,
-- Rcrnardo Jos Rodrigues Pinheiro embarca pa-
ra o Rio-de-Janeiro, a sua escrava parda, do nome
Antonia.
Dilo-se 200,000 ra. a premio sobre penhores
do ouro o prata, a prazo rasoavel e premio mdico;
US ra do Caldeireiro,.n. 62.
Qualquer pessoa que quizer fazer sociedadeora
urna venda, entrando com algum fundo, dirija-se
a Fra-de-Poi tas, venda n. 84, ou annuncie.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conla de
urna venda em Fra-de-Porta n.. 56 : a tratar na
mesma venda.
Aluga-so o primoiro andar to sobrado n. 26 ,
atrs da matriz da Uoa-Vistaroom muitos commo-
dos para familia, o quo lid omito fresco- por, ser da
parle da sombra ;> una Casa na ra da (loria, n.
43, por 8,000 rs iensaeS : a tratar airas da malnz
da Boa-Vista, n. 2-2, t
O Sr. Manoel Alves Frreira da Slvadiicira di-
rigir-se ra'da'Cadeia dolleelfo loja de miudc-
zas n. 51, a negocio de seu particular interesse.
Precisa-sede umWciio que tenlia alguma
pralica de venda ou mesmo Clicgado agora de Por-
tugal, de 12 a 14 annos ponen mais ou menos", e
que d liador a sua conducta : na ra de Agoas-Ver-
des n. 48.
aos omw mn
das # Ramburgo : tml
mais cmmodidade do
treila do Rozario loj
da ra das Larauge*
Aluga-so n pn
esleve Manoel lgna
pr para um bom l
roa do Vigario,
10^ rs.
rotalho como
bicha
applicar para
ua es-
, fronte
que
tu pro-
i Lar na
atii-
eacw
Desemcamnrou-se, desde a
Passagem-daMagdalejia at a ra
da Cruz do Recife, urna cadetli-
nha de raga ingleza, de apanhar
ratos, preto, ps, mos e peitos
amarellos,e sobre os ollios dous
signaes ditos ; acode pelo nome
de alpaka, e he em extremo pe-
qaMtPfd-se a mesma gralifica-
c a quem der noticias onde el-
la existe, verificando-se. Na ra
da Cruz do Recife, rv.A9, se pede-
r fallar a semelhante respejto.
Remedio prodigioso para os embriagados.
Ksle remedio lorn-se mui apreciavel, pur.au
composi^no ser muito simples nao arruina a sau-
Je do individuo e faz aborrecer par?. sempr ha-
bida : vcnde-se snicnte na ra Velha, n. 54.
-rende-je urna bonita preta de eiegan-
to figura, de 18 a 20 annos, muito dcs-
embaracad, boa boceteira de fazendas
e miudezas e quo cozinha engomma
efaz todo o mais servido do urna casa ;
una dita da,mesnia idade, com as mes-
mas habilidades ; urna dita do 28 an-
nos, perfeila cozinheira lavadeira o
que cozinba, engomma liso o he mui-
to desembarazada para lado o servico;
dos mulalinlios de 10 a 11 annos,
muito lindos e esperto; 3 molccotes
\s 15, 18 c22 annos, habis o espertes;
etos bons para todo o servico ; um
So do 20 annos, bom alfaiate, ptimo
para pagem eque he muito humilde:
na ruajo Vigario, n. 24, se dir quem
"vendo.
Aluga-se un*a boa sala com urna alcova gran-
de c um quarto pequeo na ra do Queimado n.
30, primoiro andar.
Precisa-sede um prcto para andar com labo-
leirode fazendas, que seja forte, pagando-se-lne
12,000 rs. por mez o dando-se-lbo comida : na ra
dosMartyrios, n. 34.
Aluga-se um preto para armazem de assucar ,
ou para cozinhar: na ra da Cadoia do Recife,
n.8.
t)-so um cont at dous conlos do res a pre-
mio de um e meio por cenlo sobre penhores de
ouro e prata quom precisar annuncie.
-- Precisa-se m um menino portuguez, do 12 a
14 annos, dos.chegados ltimamente, para urna
venda : na ra do Amorim, n. 17.
H CH >PISOS DE SOL jg
R un do i'asse io P ubi ico, n. .
JonoLoubct jlartieipa aorespeilavel publico, que
recebou, por estes ullimosnavios francezes, um com-
pleto sortimento do chapeos de sol, de seda, amis
i i "ir i f.,,.- rica e superior qualidade; furta-cres e oulris mui-
-- Aluga-se um sobrado na ra da WiSo, denon- Ug C0Ilhcdas> iBnl0 para homens, como para Sras
e meninos. No mesmo estabolecimenlo ha um sorti-
mento de chapeos de sol de paninho, dos mais nio-
LOTERA

DO
Hospital Pedro Setytnd:
Cuntiniaitt*e a ve-ider, nos lugares j
innuUcifldus, os bilhetes da sogunda
quinta parte d primeira lotera l bene-
fltio'ao Hospital Pcilro Sesudo e o
thesoureiro, pe Ja concurrencia qoe ten*
iavido, espera brevemerite annunci
urna s vez o dia em rpie dvem correr as
rodas. tiJk ,- ,. ,
- AlugaT-so o sobradinho n. 2, dobceco do Porto-
dasiCanas; tratar na ra do Apollo, n. 22,e-
cundo andar, ou na ra do Vigario, n. a.
- precsa-se de dous caixoiroa para trabalbarem
om urna padaria : no pateo do Rapte esquina da
Mundo-Novo n. 16. _
Na ra do Queimado, n. Jif -
gaindo andir, com frente para o pateo,
do Colkgio, ensinam-se negriiliM capti-
vas a coter, costuras cha a, -bordar, fa-
zer lavarinto, e tud*> o maia que f
preciso, por menos preco do que en
outra qualque.r parte.
Compras.
*.
commis-
la e qual-
quer garanta a re8peito dos raes- I
mos na rua das Larangeiras, n.
. Compram-se garrafas fr bo-
yas vasias : na fbrica de licores
do Aterro da Boa-Vista, n. 17.
--Compra-se urna saia de lavarinto largjK sen-
dodeesguiflo, oulbrctanha fina: na ruana* do
Rozario, n. 40, segundo andar. ,
- Compra-se, em segunda mlo, l fole ddyiaixao,
laminador 1 arrieira, f taz 2 caixOes Te ouri-
ves, 1 gamella deareia do moldare seus pertences:
na praca da Independencia, n. 19.
Vendas.
ledo Hospicio, comsuas competentes lojas repar-
tidas o g/ande sotao quintal do maia. do 300 pal-
mos todo murado, com cacimba, grande pai reiral,
muito fresco o de escellento vista : a'.trar na rua
da Cadeia com Jos Comes Leal. .
Esl para so alugar o segundo andar e sotao do
sobrado n. 73, da rua do Rangel: as chaves acbam-se
demos; ditos muito grandes, proprios para homens
decampo : tambem tem chapos do.sol do paninho
Sara meninos o meninas, por sercm muito linos: po-
em-se chamar chapeos de economa. Na mesma loja
ha sortimento do bengalas, bengalinhas e chicotes
na botica, defronlodo mesmoVe trU-se o aluguet, pUt0 modernos; cobre-se qualquer armag^ decba-
na rua da Soledade, n. 33.
Precisa-se alugar urna prela ou moleque, para
pos deso, com sedas de todas as cores anualida-
des. Na mesma casa ha um grande sortimento de
o servico io urna cas do poca familia : tratar na pan"juhos trancados o lisos, imitando seda, para
rua estreita do Rozario, casan. 23, primeiro andar, C0Drr 0s mesmos: deata fazknda se vende arctalho.
de manhSa al 9 horas, e .Urde das 3 por diante : concorta-se todo qualquer chapeo de sol, por havor
n3o desagradar o trato. um completo sortimento de todos os pertences para
- Pcrdeu-se, denols ras 5 horas da larde do dia os mesmos, com toda a per/eicio o brvidade.
do festa, 25 do corrente, desde o recolbimonto de
N S da CoiicelcaodeQI'ndii, pela ladoira da Mise-
ricordia, ala,rua d alatbias-l'-erreira, um saqul-
tel, ou dispc'nsavl da contas francezas, deerntn-
ca,jiusteiitado por differenlcs voltas de cordlo groa-
so de ouro, com clcheles grandes, de molde dos do
vestido, levando-dcntro uin lengo de seda pequeho,
proprio dajneiiino. Roga-se a quem acliou do rcsti-
lui-lo na mesma rua de Mathias-Ferroira, sobrado
grande de veranda de ferro, que roceber boa gra-
tificaefio. .
Aluga-se o sobrado n. 36, da rua da Aurora : a
tratar na rua da Cadoia-Velha, loja n. 39.
-- Precisarse de umforoejro: na padaria da rua
Nova.
Alugam-s> boas bichas, lano em tairanho co-
mo em qualidade, v-iadas proximnmenlo de llam-
burgo : tanvliem si} vendem em porc10 o a rotalho :
tudo por prego cerhmodo : na rua larga do Rozario,
n. 52, venda da esquina confronte a igreja.
A pessoa qoe por engao, desembarcou da
barcaca 'Novo-IJestino ( sabida para Macei em 23 do
dezembro) um bahdc folha do flandres., cm lu-
gar do outro que dcixou na mesma barcaca, queira
dirigir-se a rua da Cadeia do Recifo, n. 19, para se
destrocar.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conla de
urna venda por bataneo : as Cinco-Pontas n. 91.
Precisa-se do um rapaz do 12 a 14 annos: no
hotel Pistor.
-Roubaram, na noile de 3para 4 do corrente,
um cava.Ho pedrez, do quintal da casa da rua Bella,
O..40 : lio muito Bom fcito, carrega baixo, est gor-
do, muit ardigo otemum signal na mSo direita,
na prinieira junta ao pedo casco, do um talho quo
levou, cujo igual so torna muito visivel por ftio ter
oriado cabellos. Quem pegar o ladrflo e o cavallo se-
r bem recompensado na casa cima mencionada
Na r\a do AragSo, n 4, bairro da-Roai>Vista,
fzem-so qqaesquer cortinados, tanto de cama como
para janellas, com a maior perfeigBo possivot.
-- Precisa-se do 300,000 rs. a promio, para se pa-
gar em lijlos detodas"asqualidadesf_oiem moo-
da, conforme se canvencionr ; garantiqdo-sc ossa
quanlia por um firma bstanle acreditada : quem
quizer fazer qualquer dos negocios cima ditos an-
mincio. .
Precisa-se de urna ama secca que seja habili-
tada, para dar aonta do servigo interior de urna cas}:
nesta lypograp'hia se dir quem precisa.
Aluga-so urna cscrava parda, para ama delei-
te, de segunda barriga : na rua da Praia, n. 39.
Aos pais de familia.
Ensinanvae meninas com toda a pereigao, a sa-
ber : primeiras lettras, grammatica portugueza.an-
thmelca, doutrina christaa coser marcar, bor*
dar de diversas qualidades : na rua da Alegra n
42. Adverte-se que so usina com todo o cuidado e
rielo.
FOLIIINHASPARA O ANNO DE 184-
Vendem-sofolhinhasde algibuira. de porla ede
padre as mais correctas e mais regularos : na pra-
ca da Independencia, livraria nS. 6e8; na rua da
Cruz, loja n. 5 ; na rua do Crespo, loja u. 11 : na
loja da esqaina do Coltegio e na botica do sr. mo-
rcira, defronte da matriz da Doa-Vista.
Vende-se um molecflo do nacao, do 20 aono,
que cozinha soffrivcl, e nao he meo canoeiro; 2
ditos de 22annos ;um moleque de 13 anuos ; u
prcto de 26 anuos tflicial de sapatoiro o qual pao
se duWa dar a experimentar; um preto, por 380/
is. muito forte ; um dito, por 180,000 rs. < urna
preta donacto do20'anuos que engomma e co-
zinha i com uina cria de 3 ajmos, muito linda; um
pardo de 20 airaos, por 450,000 rs.: na ruadas
Larangeiras, n. 14,acguudo andar.
-Vende-se urna ferramenta completa para mar-
cenciro, sondo a maior parteras, pega e o pou-
co uso; Urna pequea mobilia de ricos trastea qua-
si novos/feitosem Hmburgo ; ealguma roupa de
homem :na frente da ruado AragRo casa terrea
sem numero junt a d numero 5fi. .
Vende-se urna escrava criouia, de20aaiosr
que cose alguma cousa e tem principio de coti-
uha sem deeilonem vicios: di-se a contento so
for preciso : em'Fra-de-J'orlas, rua dos Uuarara-
pes, n. 38.
Aos 20:000$rs.
Lotera do Uio-de-Janeiro.
Mcio9 bilhetes da lotera do Uio-de-
Janeiro: na loja Jo anligo barateiro,
da rua do Collegio, n. 9, pelo dimi-
nuto precd de usooo rs. cada un ;e
no Recife", na rua da Cruz, botica n.
5o.
Vendem-sc, ou permutam-seduas casaa de tai-
pa novas e bem arranjadas, envidragadas unidas,
oem terreno proprio com quintal bom cercado
domadoira'O limSo, anda novo, collocadas na
travessa da rua Real da Capunga o que rendara ca-
da urna 5,000 rs. mensaes, por urna casa terrea d
lijlo na lloa-Vista, ou em outro qualquer bairro,
voltando-se o que se convencionar : a tratar com
o padre Jos Antonio dos Sanloa Lessa, no palacio
da Soledade. -
Vendem-se superiores velas de carnauba ca-
pazes deacccnderem-sen'umaaala, cuja Ivura ho
{guala o esparmacete do cinposivSo, do 6 u em li-
bra a 320 rs. : assim cmodo outra qualidade.pouco
mais inferior a 280rs. : na Boa-Vista travesea do
Veras, n. 9.
Fareos de arroz,
Esta tSo til substancia alimentaria para os ca-
vallos, heajpelhor que apparoce neste mercado,
cltegado na ^nro : vende-se em barricas de 4 ar-
robas para mais a 3,000 rs. a barrica, no arma-
zem do Bacelar.ua escadnha da alfandega.ou a tra-
tar com J.B. da ronseca Jnior, n rua do Viga-
-'- Veode-so um eacravo de nag5o, muito robus-
to, bom ganhador de ra, por 350,000 rs.: vende-
por precisao : na rua do Queimado, o. 89.
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" Vende-so urna pret que cozinhi soffrivclmen-
tp lio bastante moca, sailia e de bonita figura : na
ra da Gadeia do Recite, n. 53, torceiro andar. .
3Sa lo ja nova da ra do Quei-
niado, 11. 11 a, de Raymuii-
covado.
Alen de-ler um completo sortimento de fazendas
linas o grossas, polo* pregos mais rasoaveis possi-
^cis ha casimiras lisas e elsticas da mefhor qua-
lidadq, que tem vindo a oslo mercado, a 8,400 ra. o
covado bom como de listras, a 4/, 8/ e 10/000 rs.
tVorto;
Vcnde-se urna forra menta completa para mar-'
_ cenoiro, o dous halcoes grandes. : na ra do Ho-
..rio defroute da ra do Aragilo n, 56.
frente e 175 de fundo, com 915 pea de coqueiro
de fructo : a tratar no Manguind-, n. 27, com ps
Thereza de Josus do Espirito-Santo, ou em Macei ,
eonUos da Silva Hamos.
Vende-se superior farinha de mandioca, de su-
perior qualidade om saccas, por proco commodo :
no ar.mazem de Femando Jos Braguez ao
arco da Conccig3o.
Vendom-so charutos ragalia, langein bous,
cachoeiranos os melhores que teem viudo a
mercado por prego commodo : na ra do 1
che, n. 34, terceiro andar,
Vonde-se um preto do neSo de meia idade,
bastante frte o proprio para lodo o servigo por
prego commodo : na ra estraUa do Rozarlo, pn-
meiro 8ndar, defr ,Ue da igreja"tfo Hozariq, por
cima da loja de barbeiro.
-Vendem-se 7 a 10 arrobas de sebo aunorior,*
p,i d 4,160 rs. a arroba: na ra larga do Rozario ; n. 6.
Hj Vendein-se, na ruada Gadeia do
jl Recife, n. 37. cera cm velas, .fa-
' pj tricadas no Rio-de-Janeiro, em
[r^i omn das meihores fabricas, em cai-
|jl{ xos pequeas, de nma at dezaseis
rFj em libra ;e caixoles com ditas, fa-
Mj briscadas em Lisboa, sortimento ao
f-{ gosto do comprador : c tambem se
tfj. vendem branddes, fabricados no
I
gl Rio-dc-Janeiro, e tudo por preco
1
mais commodo do que em outra
1 qualquer parte.
I
EL3
---Vcnde-se um forlo carrinbo de 4 rodas, promp-
t" de novo : na :uiiie-ie-cua ca do Sr. uren-
dr a Brandis que fica quasi dofrpnte do. Sr., Fran-
cisco Antonio de Oliveira, ou na ra do Trapiche,
p. -16, primciro andar. Na mesma casa prccisa-se
alugsr unta cscrava quo saiba tratar de meninos de
2 a 4 anuos.
Na ra do Crespo, loja n. IZ,
de Jos Joaqiiini da Silva
. 1 ilava,
voadem-so muito lindos chapeos para meninas,
tanto de seda como de paihinha chegados ultima-
. lucillo de Pars; chapeos de seda para senhora;
cortes de crambraia do seda do riros gostos, por
preco muito commodo; cortes do vestidos de cam-
brdia ecassa-cliitasde difierentes qualidades, por
pregos baratos; ditos com urna pinta de mofo e
sem ello a 2,000 o 2,500 rs. cada corte ; mantas de
seda e lila para senhora das mais modernas que
teem vindo a esta praga a 5,000 rs. cada urna ;
mantas c chales de seda de varias qualidades e ba-
ratos alpaca prcta a 800 o 1,600 rs. o covado;
pannodo linho, a 400 rs. a ara | casimiras fran-
cezas e elsticas para calcas a 5,000 ss. o curte ;
1 iisles; selinse velludos para collote,-por preco
muito em conta ; bem como um sortimento de ou-
tra s muitas fazendas, que se vendem pelo barato.
Na ra Drcita, n, 53,
vende-so um par de embonos de pao de, cedro pa-
ra barcaca ; 2 travs o um pedaco do pao de con-
dur ; azeito de carrapato, 1,200 ra. a caada;
pomada, a 230 rs a duzia ; e lodosos mais genoros
pcrtencenles a venda por menos que em outra
. qualquer parte, o de muito boa qualidade.
Vendem-se ctixasdech hysson de 13 libras',
em (orcilo.ou a retalho: na "ra da Alfandega-
. Vellia n. 36, em'casa deMathous Austin & C.
A 4#200 R.
Na loja de Guimares Serafim&
Cmpanhia, ra do Cres-
po, n. 5,
rvendem-se chapeos de sold se-
da para homem, pelo barato pre
code 4^200 rs cada um.
Vendem-so 5 propriedades de casas sendo :
, urna de sobrado, sita em Olinda na ra do Coxo ;
urna dita de sobrado e solSo.na ra da Scnzalla-No-
va u. 37 ; urna dita terrea no boceo dos Marty-
)ios,n. 4; urna dita na ra dos Pescadores do
bairro de S. -Antonio ,07; urna dita dita mei'agoa
nos fundos desta a cima, n. 8: a tratar ha ra i.a
Cruz,!). 54, com- alendes ATarrozo, que se acham
icomplon le monte autorisados para est venda, por
conta de quom pcrlencer. '
S3J
><:I|UO(l a.l(|OS SR.I1SOIUI! SB 39OB|>
:ujn i'pco -sj Q0$fi\ ap oteid o,n.i
-cq opd 'apppp ejsauopiDajidde
umoj onb soou 9ictu soisoS a soo.ip
ird SOp C)S9 BpuaZBJ 'S9i;i.l3(lllll
srrssco ap saj.toa sopij asiuapuaA
'11 'od
-saj^) op uru *ciquBdujo3
3g lujjB.iaw; sai.iBiiiin) ap e(b| B^f
'saBiJdduu; sbssbo sbaou sy
Vcndom-se.na llvraria da praga da Indopon-
doiicic, ns. 6 e 8, as seguintes obras de l^oblo com
exfolenlo cucadernacno:
Tratado histrico encycoplcdico, nuco e pra-
lico sobre lodosos dircitos relativos casas;
Tratado praticodasavaliactfesc damnos;
Tratado praticocbmpendiario das pcnsfjes eccle-
siasticas;
Discurso jurdico, histrico e crtico sobre' o
direitos dominicae.s. r
-Vonde-se um sitio em Macei, provincia das
Alagos, sem oasa de viveflda 9Qm 95 brajas de
Na loja nova da ra do Quei-
mado, n. II A, de Raymun
do Carlos Leile, vende-se
1,000 e 1,200 rs.
a vara de un excedente panno de linhp, que ch*-
gou ltimamente de Portugal, cujas pecass flo de 21
varas : tambem s vende a retalho: assim cerno cha-
gou novo sortimento do de 800 rs. a vara^ e '-pe-
cas com 18 varas e mea : ainda contina uiver
do do C00 rs., haubut'KOi no -. ost.' se se:
bando os guardanapos de linho a 800 rs.
Lotera
do Ro-do-Janeiro a beneficio
da 8. Casa da Misericordia
da corle.
Vendom-sc bilhetes e mcios ditos desta lotera,
na ruada Cadeia-Velha loja n. 20 do J. O. Klster.
Vendem-se duas catas terreas, sendo urna dol-
as nova na Boa-Vista; cujo valor se dexar a ju-
ros por 6 mezes cora boa Oroia: no pateo da S.-
Cruz, n. 14.
-- Vendem-se, na ra da.Cruz, n. 46, condecas
iv>m nri !'!( com figos: ditas com norAgn
latas com ffgt; ditas conhervithas; ditas com sar-
dinhas; ditas com bolachinha de araruta ; masas
linas em caixinhas; chocolate de canella, d Lisboa:
tudo novo c ebegado ltimamente por [diminuto
preco.
Vonde-se om negro perito oficial de sapateiro,
de idado do 20 annos, e urna negra cozinheira, cos-
tureira, layadeira e engommadeira, de idade do 29
annos piuco mais ou menos: na ra estreita do Ho-
zarlo, n. 43, sefeundo andar.
Admiraveis navalhas de ac
da China.
Na ra langa do Rosario, n. 35, loja do hdy.
Estas navalhas toem a vantagem cortar o ca-
bello sem ofTender a pello, deixando a cara parecen-
do estar na sua brilhanto mocidatlo. Este ac he da
China, e seu autor he Shan, Por todas as socieda-
des das sciencias medico-cirurgicat, tanlo da Eu-
ropa como da America, Asia o frica, he roconhe-
cido o uso destas navalhas maravillosas, niio s
para prevenir as molestias cutneas a quo a huma-
nidade esta subjeita mea tambem como um meio
de escurar.
Vendem-se as verdadeiras s na loja cima r.di-
cada.
MOBII.IA.
Vende-so urna porc2o de trastes novos e quasi ho-
vos ; loucas e crystos ; urna mulatinha de 4 annos;
um moleque de 7 annos; caixas com vinho do lior-
deaux Colares, Lisboa, Porto o Madeira,: tambem
algumascaisas de cera do Rio-de-Janeiro : tudo
muito barato ,em virhjde de retirada : para ver e
tratar na ra daSenzalla-Velha, n. 110.
Vendem-se pecas de chitas escuras; dUasco-
ros de rosa, muito encorpadas e fortes :- todas de
cores fixas a 5,500 rs., ea meia pataca a rotalho ;
madapoles finos; e cambraia de differentes'cres :
na ra estreita do Kozario, n. 10, terceiro'andar.
Loleriu do Rio-de-Janeiro.
Bilhetes e mcios ditos da i'\.1 lotera
a beneficio do theatro de S. Pedro de Al'
cantara': na ra da Gadeia, loja de eam-
iManocl Gomes da Cimba
Safsa-parrilha,
do boa^ualdado por prego commodo: vepde-8e
no armazem do Braguoz, junto ao arco da Concei-
cflo.oua tratar com Jos Capttsta da Fonicca J-
nior na ra do Vigario, n. 25.
Vende-#e uuia commoda de- Jacaranda, duas
camas de arnincSo o duas mesas de sala : na ra
doQueiraado, n 30.
Agoa de tingir cabellos.
Contina-so a vender agoa de tingir cabellos e
auissas : na ra do fiuema.do, n. 31.0 methodo de
appllcar dita agoa acompanlia os vidros.
Vende-se o verdadeiro methodo de
tes na parte superior; tem no rosto um '
tall.oao p do lado do olhod.reito ; boloy. hn W
eos dias um emplastro no pe'tc-; levou calca ue
brim trancado pardo j battante des botad*1, ca-
misa do madapoiao o chapeo preto do pollo,
de seda j velho. Este escrave foi comprado nec-
ia praca a Joaquiml.opas Ravmundo Bilhar, quo
vel entre outros mutos da villa do Crato,, distric-
to do Cear, O qual houve de Ildefonso Moreira da
Silva, morador no dito lugar: e como se suppo
nue o dito escravo parala tornara, roga-se as au-
toridades policiaes capitfles de campo e possoas
particulares que o apprehendame lovem-rroa. ra
estreiU do llozario, sobrado n. 13, que sarao |o-
nerosamenle recompcnswlos.
bio n. 38, de
Silva.
Vonde-se urna prta de nagSo, que cozinha o
diario de urna casa lava liem de varrella e vende
na ra : vende-se por"* haver precisfo e por isso por
proco com moli : na ra da Gloria, n. 85.
l
A le la escudantes !
iem que os livros baratos se estSo
acabando.
Na lvraria da ra do Crespo, n. 11', vendem-se
livros muito baratos bem como : obras de Virgi-
lio em muito bom uso por 3,200 rs ; dita de Sa-
luktio, por 1,000rs. ; dita de Cornelio, por 1,000
rs.; Selecta, por U00O rs.; Diccionaiio de Fonseca,
por 3,000 rs. ; Arilhmetica deBesout, por 1,200.
rs. ; Historia do Inglaterra por 8,000 rs.; Primei-
ros elementos praticos do foro civil, com o seu
appendice, por 3,000 rs. ; Telemaco, por 1,280 rs.;
Diccionario de Roquete, 2 v., por 12,000 rs.; gram-
matica francoza, por 1,280 rs.; o outros muitos li-
vros de aulas, para cstudantcs pobres e ricos : bem
como um grande sortimento do folbetos francezes ,
para os principiantes desta lingoa a outros mui-
tos folhetos om portuguez : ludo se vende pelo me-
nor preco pssivel. Cheguem que se estilo acaban-
do. Na mesma loja lambem se vendem conhoci-
mentos a 10 rs. cada um ; e folhinhas do porta e
de algibeira das mais approvadas.
Vendem-se'4-vaccas, sendo duas com criasj,
e duas prximas a parj[cm,as quaes sflo moilu man-
sas o Jeilciras ; na ra do Hospicio, venda do Lklo-
de-Ouro, junto ao quarlol.
Vendem-so saccas de milho; ditas de arroz de
casca ; ditas vasias de estopa e~ algOdao ; urna ri-
ca bandeja de casquinha praleaila com 18 cssaes
de-chicarasc pires de porcellaoa douradil; urna
cama do Jacaranda ,ova o com todo? os perten-
ces; una duzia de caduiras de ai'arello; um tou-
eador de jacaraild do ullimo gusto ; um rico pla-
no ; urna mesa redonda de meio de sala de Jaca-
randa ; tudo por barato preco : na ra da Cadea de
S.-Autopio, 11. 19.
V^ndem-so 2 mulalinhos ; 2 pretos ; urna par-
da ; sola ; couros iniudos; bezeros; esteiras; cai-
xas para rap; botins e sapalos: na ra da Cruz ,
no Kecife 11.26,
DSosc 100^000 rs. de gratifi
cacao
a quom levar casa da ra da Aurora, n. -M-, ou ao
engenbo Queliiz na rreguozia de Ipojuca o pardo
Joaquim, escravo do Miguel Augusto de Oliveira,
que o comprou a Antonio Joaquim de Almeida, des-
ta praca; fugio do dito origonho no da 3/> 4e da-
Bodolpho para piano.com acompanha- zembro do anno prximo passado com os signaes
'.'._.* ,*.. I____-_i j.i.ti>ro ol rnfnrnoiln at\ cnrnn
ct.ro;barbad;prfi\aVaof;cabll^^
na
pra9a
aa inue-
mentos ae soilejos
pendencia, n. 12.
Vendem-s diversos escravos* che-
gados prximamente do Cear, mocos e
de muito boas figuras, sendo negras,
mulatas, negros e mulatos, e entre es
tes um bom oficial de. carpina : ua
ru Crespo, loja n. 2 A sediraquem
vende.
Vende-se urna rede feita em Maranhfio, obra
ibuTo boa: na ra do-Cabug, loja > miodezas- de
Joaquim Jos da Costa Fajozes.
i\ a nova loja da ra da Cadeia
do Kecie, u 5*1, de Ciaudino
' Salvador Percira Braga,
vendem-se chapeos de seda enfeitados, para senho-
ra e meninas a 3,000,4,000 e' 5,000 fs,
Na na de Agoas-VrdeSf
n 46 ,
vendem-se diversos escravos e escravas com habi-
lidades que fielmente se faro ver aos comprado-
ra assim como as boas o ms qualidades. Tam-
bem se recebein para se vonderem de commiss3o ,
sendo depessoasdereconhecida|probidade,|e agen-
cla-se a compra dos mesmos promettendo-se to-
do esmero e cuidado no cumprimento de taes de-
veres.
Vende-se um sobrado novo, de um andar, s-
lito todo corrido, o eom trapeira feito a moder-
na em chflos proprios, oiloos dbbrados quinlal
e cacimba : na ra estreita do Rozario, n. 10,1er-
coiro andar.
Vendem-so 18 escravos sendo: 3 moloques do
12 a 16 annos; 5escravos mogos, sendo um dclles
ollicial de pedreiro outro curreiro e 3 do servico
de campo ; 4 muUlinhas de 14 annos, recolhldas ,
e com principios do coslura ; 2 escravas de 22 an-
nos que engommam e cosem y escravas de todo
o servido: v.s ra Direita, n. S.
Vende-se una venda sortida com excellen-
les com modos para grande familia e que lie bem
afroguezada para a Ierra: vende-se a dinheiro ou
oom melado a prazo e metade a vista : ao compra-
dor se dir o motivo por que se vende na ra For-
mosa, n. 5. Tambem se vende com os gneros a
vontade dos compradores.
Vcnde-se urna parda de bonita figura, de 20
annos quo corta o d prometo um vestido de se-
nhora ,corla e faz urna camisa do homem, ou de
senhora engomis com asseio, he muito domes-
tica nSo tem vicios era achaques de qualidade
alguma he capaz do reger urna dispensa com toda
ldelidado oque ludo se alianca do baixo de pa-
lavra : na ra estreita do Uozaiio, n. 10, terceiro
andar.
Vende-se urna armacHo de venda com todos
os wus pertences, por preco com modo : na Ira-
vessa da ra das Cruzes, n. 4.
O barateiro do Passeio-Pu
blico.
A nova loja do Passeio-Pubco n. 17, do bem
conhecido barateiro llicardo Jos de Freitas Ribei-
ro ,* annuncia novanieiito aos seus freguezes da
economa o pechnchas, quesempreasitncontrarao
nesta loja, como sejam : coitos de cambraia branca
com barra adamascada, finase os mais bonitos que
toem apparecido, a 5,000.m.; ditos <)e J8a transpa-
rente, com duas larguras"e lOcovados, a 4,000 rs ;
ditos de canibfaiade cOres, a 2,240 e 2,580 rs., com
6 varase mua cada um corte e urna vara de largu-
ra ; cortes de chita fina oscura e com 14 covados ,
a 3,000 rs. ; ditos com 10 covados, do cores fixas,
a 1,000 e 1,760 rs.; cortes d larlatana, a 3,00o rs. ;
cassa lisa de vara da largura a 240 rs. vara ;
cambraia lisa a 400 ,560 e 64o rs. a vara ; pecas
de bretanlia de rolo,2,000rs. ; panno de linho ,
propro para lences, a 9,000 rs. a poca de 28 Va-
ras; dito inuilolino aOOrs. a vara; brim bran-
co do linho trancado a 1,000 rs. a vara; dito de
cores, 'a 640 rs. a vara ; cortes de calcas de pollo do
diabo,a 1,280 rs. ; cortes de colletes de algodio e
seda, a 320 rs ; ditos defustOo a 480 rs.; pecas
de algodaozluho, soin deleito, a 2,00/) rs. ; chitas
decoberta, a 168r*. o covado, e 5,500rs. a pec*j
chaposdo massa muito linos, a 7,000 rs~; casi-
miras de cores e entestadas a 2,200 rs. o covado
e outras muitas fazendas, que. a vista se animaro
os freguezes a comprar.
Vendem-se lijlos d todos os tamanhos, te
Ibase cal branca e prola : tdo muito em conta
uwabonrba Ue ferro com 21 palmos do comp i i men-
t boa para cacimba : no boceo-Largo n o Kecife,
junto as taixas de ferro.
fiscravos rugidos.
Fugio, na madrugada do dia primciro do cor-
renle auno, um -preto de nnclo do nome. Jos de
40 aunas pouco mais o menos do esltur regu-
lar, roslaconprido o descarnado olhos grandes-!^
cencamicados, beico inferior grande, sera deoyrisitN.
e annellados; he carreiro de protlssHo; .levou vesti-
do camisa de algoditozinho coroulas de algodao,
urna vara de carrear urna troxa com urna camisa
de bata encarnada dous cobertores do aurodno ,
aplagalas nos ps o um fado novo de carreiro n
cintura. Este escravo foi d Sr. Bernardin Jos da
Rocha da villa do Pombal da provincia da Para-
Fugio. d bordo do patacho IJvramenlo, fon-
deado na praia do Collegio, na noite de 3 para 4
do torrente, um molecote, de nomo Joaquim de
18 annos pouco mais ou menos ; he de naefia Congo,
bonito, bem preto falla IS claro que parece
crioulo; levou caigas de algodSo kranco, camisa
de cor de chila riscada ; tem urna pequea cicatriz
ainda fresca porto do olho esquordo : quom o pe-
gar leve-o a Dordo do dito patacho^ ou a Manocl
Ignacio do Oiiveira na na da Caew, n. iG.
Fugiram, do poder do abaixo assignado, em
26 para amanheccr do dia 27 de dezembro do -anno
prximo passado, os 4 escravos seguintes ; Saluslii-
no pardo, de 18 a 20 annos, pouco mais Qumenos,
alto, cabellos crespos pouca barba, poucqrtacco do
edrpo. Este escravo vcio rc'mcttido da Serra-ao-Toi-
xeira provincia da Parahiba-do-Norle pelo Illm,
Sr. major subdelegado Ignacio Dantas Cqrrcia do
Goes Manoel, pardo de 30 annos pouco mais ou
menos alto, cheiodo corpo, pouca barba, cabel-
los crespos ; remcltido pelo Sr. Manoel Jos Salga-
do, do" Cear. Juli.lo pardo, acaboclado de 30
annos, altura regular, cabellos pintos e corridos;
tem bastante barba; rcmettido pelos Srs. Manoel
CaetaYio Gouvei & C.,alo Cear. Benedicto, cabra
escuro de 18 annos pouco maisou menos, de al-
tura regular ebeio do corpo, cabellos crespos;
remettido pelo Sr JoSo Luiz Goncalves Vanna da
cidado do lc. o mosmo abaixo assignado roga a
toda e qualquer pessoa onde os ditos escravos pos-
samser encontrados, que os apprpjiendam e con-
dzam a esta praga", na ruada Cadeia de S.-Antonio,
n. 25. Francisco oaquim Cardoso.
-.Fugio, no dia 2 do corrente, de bordo do pata-
cho livramento vindo do Rio-Grande-do-Sul, o
escravo,Antonio doorpreta, estatura regular;
representa ler 30 annos : lovou camisa e caigas do
algodaozinho branco e um cinturita de couro. Ro-
ga-se o autoridades policiaes ou a qualquer pes-
soa, que o apprehondam e levem-no a ra da Ca-
deia, n. 40, a Manoel Ignacio de Oltcira, queserilo
generosamente recompensados.
Fugio, no dia 6 para 7 do corren-
te, o preto Joaquim, de nacao Angola ;
representa 35 a 4oonnos de idade, de cor-
po e estatura regulares, rosto largo, olhos
upados e barbulo ; tem o dedo grande
do p direito desmentido, e forma um
bolSo.de carne por baixo da junta do mes-
mo dedo : ainda nao se explica bem no
fallar ; levou camisa de.algodao azul de
mangas curtas, e calca do mesmo algodio
azul trancado ^.e^te preto fi de Manoel
Antonio Fereira, morador na Lapa, ao
p de Goianna. Roga-se s autoridades
policiaes, capitSesde camp->,'oappreben-
dam e jevem ao Recife', ra da Alfande-
ga-Velha, n. 36.
Desappsreeeu, da casa de 0S0 Canco Perer
Freir, na ra do Mondego, no dia 8 do corrente,
um mulatinbo de nome Martiuho, acaboclado do
12 para 14 annos de cabellos-corridos ; levou cal-
gas de brim pardo j usadas jqueta de riscadnlio
azul chapeo do pello novo; he'om lano gago no
fallar: quem o pegar levo-o ao dilo senlior que
gratificar.
-- Roga-se as autoridades policiaes o capilSes de
campo, que approheii'lairi o escravo Joaquim, de
nagfio Congo, de40annos pouco mais ou menos,
de estatura baxa, bastante preto; tem falta d den-
les na frente, malhus brancas pelas pernas", o pej
grossos; levou camisa o eeroulas de algodflozinho
bstanle sujas e chapeo prelo velho. Kste escravo
pertcnce a Francisco Anacleto do Mello Luis, de
i I ha das Flores e fugio no dia 7 do corrente da
ra da l'raia casa de Joo da*Motla l'.otelho onde
se acbava para ser vendido. Quom dello dor noticia
na referida casa, ou a seu senlior ser generosa-
mente'recompensado.
Desappareceu.no dia2 do corrente uro. mu-
latinho, do nome Manoel; levou camisa de argodiio
branco, caigas do riscado e chapeo do palha ; he de
estatura regular secco do corpo ps apalhetados,
olhos hrancos o revesados, sem barba j represente
ter 18 a 29 annos. Este escravo foi comprado ueste
prga ao Sr. Magalhilas Bastos, por corretagem do
Sr. Francisco Malinas : quem.o pegar levo-o a po-
voecSo fl N.-S.-do-O', freguezia Uo Ipojuca ao Sr,
Aloxandre Percira da Silva que recompensar.
Fugio, nrf dia 5 do corrente, um escravo criou-
lo de nomo Manoel, natural do serlflo ; ha baixo
e grossO do corpo ; tem os ps apalhetados, edous
ossos na nuca sabidos para fora ; lovou caigas o
camisa branca chapeo de-palha novo. Roga-se a
autoridades policiaes o cap i les de campo que o
apprehendam e levem-no a Fra-do-Portas,n. 95,quo
serSo recompensados.
NA TTP. PB M. F. DE FAMA
7Z&W
ILEGIVEL
MUTILADO


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