Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05382


This item is only available as the following downloads:


Full Text

Armo de 1848.
Sabbaclo 8
de Janeiro.
dilereoV por i pibiicas-.o.
PHASES DA LOA NO MEZ. DE JANEIRO
I u. non. *> l,orM e m'.n'* oma^-
Oyente I. 9 hOB) o W mm. d maob...
lZch i. 9 hp e 45 rain, da rn.nl.....
PARTIDA DOS CORREI08.
'oiennaeParaliiba.segunda, escitas felru
lliu-Grande-dn-Norte quintasfeirasao meio-dia
Cabq, Serinliam, Hio-Kormoso.Poito-Calvo e
_ Macelo, no I.*, a i! e Ji de cada met.
(iiranlia.lseBo.ilto. 8 e 23.
Boa-Vina e Plores, illel!.
Victoria, i quinta.-feirai.
Oliuda, todos os das.
DAS DA SEMANA.
DIARIO
Anno XXV.
N. *'

*<>
PREAMAR DE-HOJE.
Primei'r., as 6 horas e 8 minutos di m.uha
Seguuda, as G Lora, c 3u minutos d. Urde,
5 Segunda. S. Aprieta.
4 Terca. Tito.
6 Quarti. S. Semco Exeliita.
6 Quii. SjSB O* Santo. Heis Maj-cs.
1 Serta. S. Tlicorloro. And. do J. do civ. r!
!. v., e do J. de pai do i. dist. de t.
8 SaWiado. S. Lourfiieo Just. Aud.doJ.cir
da .r.tol. de pardo S.dist. de l.
8 Domingo. JuliJo.
CAMBIOS NO DA 8 DE JAMURO.
So'TeLtwdrwa M por IJr. 60 di..
Par. 100 rs. por franco.
. Ijslia por IOS de premio.
Deje, dele'.tras de Iwas linn.s i a 118 / ao m.
OtroOne. besp...|-.l/...SfO'"> 29/'"00
i M&edasdeOfiO0clli. ICjlOO a l")i.i
* de 61400 uov ICJOM Ifl'lOO-
. do 41000..... 8J800 ojoot
Prala-PaUooes.....~... 1*9*0 a Ijet>
Peso. columoareK.. l|t>10 l#94(>
Ditos ine.lcano..... I#'6() a IJSIf
. Miud.............. '* ':
Aceces da comp. do Beberibe de 60)000 rs..o pr.
INTERIOR.
%
RIO-GHANDE-DO-NORTfc.
RESULTADO da rolacao dos coller/ios das'cidades do
Afsu' e Imptratriz, e das cillas do Principe
e Apudij, ta eleico de um diputado as-
' semblia geral legislativa.
COU.IXIO DOASSU' (53 KLEITOIIKSS
Os Senhores. > Votoi.
Joflo Carlos Wandorley 29
C. J. do M. Sarment 14
, ,. LuizGonzaga do Brito 9
Ooimnandanlo superior Antonio Alvos Muri/, I
COI.LEGIO DA IVPBRA'raZ (23 ELE.TOltBS).
Os Senhores. Volot.
Dr. C. i. de M. Sarment 10
Joflo Carlos Wandorley 10
Dr. l.uiz Gonzaga de Brito 3
C0U.EBI0 DO paiNCltE (25 EI.EIT0ES).
Os Senhores. Volot.
Dr.'C J. de Moraes Sarniento 15
Dr. l.uiz Gonzaga de Itri(o 9
Dr. l.uiz Francisco da Silva 1
COLLKBlO DO APUDV (fl n.ElTOSZs).
O Senhor. Tolos.
Dr. l.uiz GHzaga de Brito 11
==S
Co r-ree pon denc a.
Sr. Redactor do Diario de Pernambuco. O que liei
deeufazer nesla cadeio f Esludar as miseriasd'ellA.
Sito Untas! Novo mezes l se vilo no dia 10(leste,
que me aqu melleram, nflo por nroor dejtislif/a,
mas porque quizeram vingar-so de mim oquelles a
quem lenho profligado ; e e sinto que se acober-
tassem com o manto imperial, quando madferam
procurar no campo em que eu os agreda : maste-
nho tanta conlianca na bandado de Dos, que espero
breve ve-Ios desmascarados face do imporador do a propnc.iaue.
Brasil, a quem tanto e lano lecm esses loucoscoSP s priscs, no S
prometalo. guras, limpas
Nove mezes l se vflo indo, a en lestemunna des- osas para a
sas torpezas que so pralicam contra a seguranca in-
dividual dos caladnos brasileiro, o da immOralida-
de que lavra nestn infeliz casa, onde se tom por gar-
bo augmentar a aUliccHo ao olicto ; nove mezes l
se vilo, e eu silencioso, o cu moralmentc cumprrec
por amor de meu silencio : nHo mais.
Eu esperava estar hoje tranquillo e:n minha casa,
no snio da minha familia ; mas o espirito brbaro
de faccHo rrflo quiz : haviam golpes a dar, e nilescr
que lrror pnico se lem apossado da gente eclual-
mente em achilo, que teme yer-me na ruaem coa-
tacto com o pqvo : assim, entrando catino novo,
minlia conscicncia so revoltou contra,mim, cha-
mou-niecovarde, porque calava as inimoralidades
quotcatcmunliava ;eeu, Sr. Rcdalpr, temo tanto
oaguilhaodc minha conscicncia; ambiciono tanto
a mittlia propria estima e a paz do meu espirito, que
immedialainente tomei a penna, e escrevi os docu-
mei.los que lhe remello, para quo so digne publi-
ca-losem seu interossanlo Diario.
A materia nfio diz.respeio a interesses departi-
dos. Irata-sc da humanidade, c daquella porefio nn-
seravcl e scmpreabaialonada, por amor d'ovelliot
preconceitos que s vcm no preso um reprobo.
Aguardo as providencias do Sr. Dr. clicfo do po-
lica, e depois deltas pode ser que inda vollo a
quesillo.
He inda o seu collega e amigo
Antonio llorget da tonuea,
Cadeia, 4 de Janeiro de 1848.
DOCUMENTOS.
Illm. Sr. Dr. chefe de polica: Nada mais admis-
sivel do quo o interesso do um preso por si mesmo,
e por aquelles quecom elle padecem J assim, ma-
goado com s tormentos de que silo victimas os pre-
sos nesta cadeia onde me ocho, nno por crimes, po-
rm paralalisfazcr os rencores dos mous inimigos,
quo assim julgam satsfazorso com um assassinato
jurdico, sem proverem o futuro, nem o acautela-
rom, tomo a liberdado do enviar i V. S. urna expo-
si?no do estado dn cadeia, junto com um regula-
mento especial, que es|roro rnroca a atlcnqao de V.
S. ,ap menos para'ordonar a coiifece,iIo de um que
melhor pareca a V. S., nico juiz competente em
tal materia.
N;1o tenh qneisa particular de nenhum carcerei-
ro : sci multo do mcus dlreitos, para que ellos ou-
sas'som faltar-mea conaiileraHo que me hrfdevi.la ;
e a algumas impertinencias, como da nao-entrada
de peridicos na prisSo, tenlto sempre respondido :
Y buscar o'rdcm por escrip'to. >
No mais, como preso, cstou a disposiQo do V. S.
a quem Dos guardo.
Cadeia publica na cidade do Recifc, 3 dojanerro
de 1848.
Antonio Dorges da Fonseca.
Um. Sr. Dr. chefe de polica. -'- Um preso he lam-
liem um homem, lemdireitos, devo rcclama-los, c
eu, igualmente, preso, tenho obriga;3o do inters-
sar-mo pela sorle dos que omraigo padecem ncala
misoravel cadeia. Uto posloj ou?a V. S. as iiosms
queixao justas reclamacOes ; quo aqui somos-ns
os presos victimas de flagellos.exc*usados.
Os horneas da poltica nao sao .os homens da na-
lureza, porque o poltica em nossa trra est firma-
da na duplicidade, principio perverssimo do visio-
nario o inimorulissimo Slacliiavel; od'ahivem que
esto governoda polica em nossa Ierra va'colhendo
por-toda a parle venenosos fructos, qu estilo matan-
do todos os principios do soeiahilidaile-
A.conslliutcao iz que a Inrolabriidaile dosdi-
reilos civis e polticos dos cidadBoa brasilciros, que
teem por base a liberdado, a seguranca individual o
a propriedade. he garantida : (artigo 17) equanlo
" 21 assim diz : A8 e bem orejadas, -- Mpndu diversas
para a separ'c3o dos io7!nformc 8U
circunstancias e nattireza deseos crimes. a
V. S. urna ou outr vez tcm vindo de passagem
esta cadeia; mas, por Torca do cargo que or-cupa,
sabe que ella uno lio segura, alione lunpa, uno he
bem ari'jadfl, linalmente, que nflo esta nos condi-
cf.es conslilucionacs.
Nos, os presos nesta cadeia, n3o queremos carre-
gar a facr-ao, que ha quatro aiinos mossacra o pau,
esta falta, nem inda facclo quedrsceu do pud>r;
mas, a todas as'quo nos lecm goveraado desdo 1822,
porque lodas, nesto syslcma dupljw, s cuidam dos
internases do momento, e nunca do que diz respci-
lo aos foros da humanidade, eos dircilos do homem.
Esta scicncia nobre, o porvenlura a pnnieira, nilo
podo entrar no comprehensflo de um realista.
Esta nossa cadeia existe desdo 1791, ha 116 annos,
o lem peiorado com os concerlosque se Ibe ha que-
rido fazer, o com os muitos arromos qu*os presos
leem feilo para sevadirem, o assoalho em todos
os andares est completamente podro : assim, pois,
nno tom mais seguranca; e, fcil, qualqucr preso
industrioso se podo della evadir.
Nao ten limpeza 5 he immunda om todas as sitas
partos ; a*cloacas sSo malletas; os canos que llics
ilao sabida estilo sempre cheios- de materias ptri-
das: o ar, queso respira, he metlico. Temos noti-
cia que o concolho de salubridad* deu um relalono
exacto e minucioso do estado desla cadeia.
Se diz que eu resido em um cubculo decente, e
por ah tiro V. S. a conls. Este cubculo em que vi-
jMHr*MrBtt
FOLBIETIM.
O DUQUE DE GUISE. (*)
por tfuDmco ^>oule'.
PBIMEIRA PARTE.
XXII.
A carta que o duque de Guise apresenlra a Gen-
naroera urna mensagem do marque deFontenay,
erobaixador do Franca em Roma. O duque ia l-la,
quando se ouvio um grando eslrondo na porta ex-
terior. Baliam apressados aessaporta, disputavom
oululavam. Annese poz-se 8 tremer ; eporumnio-
vimentosmelhanto ao do menino, que assim quo
se assusta v*i logo ampa.rar-so ao pe do sua inHi, par-
ti loao para tras do duque, quo caminliava para a
porla -afim de saber donde prpvinha toda essa alga-
zarra asparocoqueA'nncso roconheoeu a voz que
levantsva os grito furiosos quo Ihehuviaiu ii.iot'-
rompido a conversa j porque correu tmmoUiaia-
menle para a porta ante quo o duque l chegasso,
o abriu-a rpido. No mesmo instante Wm homem
com o mais extravagante velido, e a cabe?a coherta
de comprldissimas guedelhas, scmelhantes a juba de
Z- P) Yide* Diario n. 4.
vo encerrado, lio hahitncao dos ratos, das baratas c
d quant mmundico ha ; todo coberto do teas de
srsnha, chcio do lixo : para oslar cu seguro, carec
mndar por porta urna fechadura. A sua origina-
lidad* he tamaita, quo sinto nao saber nem pod-
lo desenliar tal qaal s? ncha.
. Snelle achei um* fortuna, --um armario im-
mundo, mas contendo a lmagem do Crucilicado. E
certo nopodia um chrisiao achar melhor compo-
nheiro do prso. Como Christo, padeQo por amor
da liberdado e da gnaldado social, por amor dos
hovens. Como Christo, fui julgado cin una sina-
goga, com a duTcrcntja de que o meu miz nflo lavou
as moscomo Plalos, o anles, descondo da posicao
elevada cm que o acaso 011 a immoralidado .la po-
ca o coHocou, so foi metter nomeiodas turbas dos
farzeus para excita-los a atrocidorem-me.
Esta cadei nflo he bem arejada, o nem o pode ser
na posiclo, em que so acha. .
E porque, lllm. Sr., sonSolem pensado, l hoje,
cmmclliorar a sorte dos presos? Nesla cadoia. as-
sim como he, alm disto mullo pequea e acauda-
da, existem as vezes 800 o mais presos, de modo
que nem cspacolhes deixa para descansarom o cor-
no. Hoje lem ella 177, entrando os 80 que fram re-
meltidos para as fortalezas, e estes homens todos
nada valciti, nada merecem, sflo ptesos, sao reos de
polica, sflo facinorosos, o perdern, o ser de ho-
mem, osoutros nada mais Ibes devem; osoutros,
seus icuaes, seuscumplices.
Has os presos nflo soTrem soniente em ronsequen-
ca do miio estado da casa em quo esWo reclusos,
soffrem mso tralamenlo.
He aos carcereiros a quem se incumbo o suppri-
mento dos presos pobres. Teem ellos ititerctse de
atigmenlaretn o numero dos racionados, porqnc
maor he aganancia que fazcm, e por islo quasi seni-
pre todos os presos sao racionados, mesmo aquellos
que muilo trabalham por setis ollietos, equomU:to
aanham para mais .loque para mantel-se, tp pata
manterem fra suas familias, 011 | lU da, e V. S. bem v que esta quola apenas 10 para se
nflo morrer de foote: mss nom esta a recebe o pre-
so. Os carcereiros dflo de 4 em 4 das urna cscassa
libra do carno secca do Rio-Grande, vulgo t.eara,
sempre da peior que ha no mercado, o tres decimos
de farinha : d-se agoa e mais nada; c os pobres pre-
sos devem comer essa carne crua, com a farinha mo-
ldada n'ogoa. F. jbe islo um grando favor! po-
dinmdcixa-los morrer mingos / Nao digo bem, a
mineoa morrem elles I podiamdctxa-los morrer de
fotne.'Sno presos, gTilam os carcereiros, atie os lo-
vcoJiabo, acnhurn merece considerado / Elal ja
houve, que avancou que muitos livres cram inferio-
res aos escravos/.'! ...
Veja V. S. oquadro dasdespezas, como actual-
mento se lazem. e conhecer o rouboque vai nosup-
primculo, assim mesmo escasso como he.
luCAOr-MU 4 das.
um leo.,se precipita no meio da sala, corre ao du-
que, cahe-lho aos pe, ueija-lhoaa boUs, o exclama
cheiodeoxalUcfio- ...... ,j .,;.
__A{ro de victoria e do liberdarte, sol de gloria
ede nobreza eu te aado! A tua presenca nesta piu-
sa epehe de gaujlio os caraches, levanta os animo
abatidos, firma as resoliicOos vacillanles, alia as es-
padas, aceendo o Irovflodos mosquetes.....Eu tesan-
do e me inclino ante ti, astro, 6 ol, o nobre llen-
riquedel^irenal ,
OduquadeGuise recuou diuto dessa especie de
mascara grotesca;, moslrando-o com o dedo a Gcn-
naro, foi-lhe dzendo, emquenlo o orador beijava
fervoroso o chflo cm que haviam pisado os pes do
duque:
Que di.bo asisto? I
He replcou Gennaro com um sorriso sardni-
co, he excellentissimo embaixador da cOrto do
Franca iunlo repblica de Napo|e. .
Vio? dase o duque com una nausea que mal-
podo dissimular. ...,
O miseravel levantou-se { a, cobrindo-se com um
chapeo de plumas, nflo menos ridiculo que ajuDu
quejito penda pelos hombros, ose I api o u :
Eu sou il signor Adrianho l.uigi del herr, em-
baixador de Sua Magostada Chrialianissima.....
O duque vollou-lhe as costa, passou a inflo pela
fiontuearrancou um piofuniJo suspiro-
__Em que odio pasquinada mo vim eu lanzar.
queran dtzer esogeto e esso suapiro.
Comludo, Henriquecoiripozoroslo quasi imme-
diatamente; e, voUando^sa paraLuig del trro, cum-
priinenlou-o com ar grava, e entregou-lhe urna ca -
t a"" sacn do gibiln.
.-- Ouehiiao?..... Mirguntou Gennaro romm-
quietaeflo.
MUTILADO
Cada pre*o tem
Bccebo :
Urna libra de carne secca
9/10 de farinha .
100
60
320
160
Roubo feilo a ceda um preso em cada urna ra-
cao ........ ......iM
I) note V. S. : lana conscicncia teem os carcerop-
rosdeatp roubo, que, quando ha presos as fortale-
zas, do a esses 4/10 do farinha.
E noto V. S.: as vezes so compra a carne-sccca l*
a 7 patacas, o a larinha a monos de 5,000 rs. a carga,
sob cuja base calculamos.
O supprimento de agoa he parlo, o nflo entro
na quola da racto; e assim o azeilo, quo ho dado
pclt cmara municipal.___________
lio urna carta do senhor ma 1 que/, de Fontenay,
embaixador d'el-rei LuizXIV em Roma, dirigida por
elle aoaenhor l.ugi del Ferro, nosso embaixador
junto corle de aples. "
Guiso, Tallando com tal gravdado e altenc,3o a se-
melltanlesaltimbanco revestido do tilo elevado ca-
rcter, procurava, pela considerado quo quena dar-
Ihe, fazc-lo entrar 00 verdodeiro lugar e maneiras
que convinham; mas nflo pode consegui-lo, porque
Gennaro, arrancando vivamente a carta das mflos de
Luigi, exclamou:
Que diz esta carta .' .,
Essa carta he para o senhor embaixaOor, disse
Guise severamente.
Gennaro abaixou a cabeca e reslituio a carta a Lui-
gi,o qual, em vez de parecer offendido pelo insulto
quo acabava de receber, rospondeu sorriudo:
Nfio sosssuste, senhor duque; oilluslrisstmo
general pode apoderar-se do lodos os despachos do
mundo: que elles nflo lhe poderfio servir senflo para
fazerbuchasaobacamarle se elle ti vera animo para
atirar, ou para fazer logo na cosnha, porque nflo
S'itni Mr
Leenlflo tu em voz alta, miseravel eflo! bradou
Gennaro colrico. _
Entretanto, a porta tinha ficado aoaborta, eos
guardas que la-vem ficado na |Mtutiira sala, assim
como urna mujlidflo de curiosos quo titiham con-
seguido chegar at ahi, fram testemunhas dcsta
scena. '
Luigi tomou a carta, abrio-a, percorreu-a rpi-
do com os olhos.
EntSo nflo les ? esdanvea Gennaro, que o ob-
servava ancioso.
Silencio I rospondeu Luigi erguendo a voz bem
Como qur quo fr, quando mesmo so nao rou-
bc, a quola de 80 rs. para cada preso cm um da lio
insignificante, o deve ser clovada ao monos a 100
rs., dando-so a quem elToctivamenle n caroca, o nflo
a todos para conveniencia dos carcereiros.
Nflo menos infame lio o tralamenlo dos presos
docnles, quando vio pora a enfermara : a desneza
lio extraordinaria, emquanto que morrem ah do
fomc. Ocirurgifionfiovem todos os das a enferma-
ra, passa as vezes das, e entregue ella a um im-
mundo eurcrnieiro, esto nao trata, nflo alimenta aos
presos doeules, quomuilas vezes recorren asnas
relaeocs do fra, o essas Ibes tiazem comidas, sem-
pre contraras A dieta, cuja so dovo guardar.
Desla m administrarlo vem a intriga dos presos
rom os crceroiros, que, logo quo se impossibih-
tam de reger as prisAes, entrain a intriga-Ios com a
autoridade, para atrocida-los a seu contento.
Eisa necessidotlo dos cotilos c enredos a V. S.; a
necessidade do baixezas c adulacOes, para perma-
neerrem no lugar ; a nceessidiido do mudancas do
presos para as fortalezas, quatnlo a baldea(}So dclles
de urnas para nutras prisiVs fra sulficiento.
A actui.l sociedade, Sr. chefe de polica, nflo tem
direito para tratar, como traa, aos seus incmbros
que sflo refrac'atos. Nflo se tem educado o povo,
nflo so tom comprcheadidoos dreitossociaes, o po
dr amia sempre desregrado, e para aso nno tem
rasflopara ir.alhalar aquelies que falsifican, como
elle, as iostituicOes.
Sabe V. S. a desgranada situseflo dos prosos bota-
dos as fortalezas, e ltimamente na das Cinco-
Pon tas ? No Brum sBo elles levados chibata. quan-
do praz ao comman.laiite, e todava os presos ctvts
smente esto subjeitos, por suas irregularidades,
a correceflo de V. S. ds quo foraia atirados as Cin-
cu-l'ontas, se acha 111 mcllidos nos subterrneos da
entrada qelieam fronlciros no poenle : sflo o ver-
dadero inferno de liante, com lodos os seus fogOes,
onde os presos s podem estar us -. e ero cima
disto toa. ht ovivartos como \>xo de monturo,
nosses subterrneos cheios de tmmundicc, seinao
menos serem varritlos, sem so Ibes dettarem cubos,
nem vazilhas paia agoa. K nesto lempo, em quo ah
as febres stflo a tudo assolar.
Nfio he smente nsli> quo soffrem os presos; sof-
frem muitissmo falla de regulamcnlo especial,
pelo que cstflo elles 00 arbitrio do earecroiro, quo
brinco com ellescoiiiu as disneas brincan com cas-
lanhas.
DiSM a principio, quo ogovorno ds polica faza
esqueccr os devores naluraes, mesmo aos melhorns
homens, e nos mais honestos, como V. S. ho, o da a
vem o nflo ter V. S. podido cumplir o artigo 146 do
reg ulamento de 31 de Janeiro de 1842, bem botn
regulamcnlo, senhor, muilo superior a le do 3 do
dezembro de 1841, a que elleservo.e muilo mais li-
vre;exoellenle regulamcnlo, se as autoridades do
goveruo policial o cumprssem.E note V. S.: lio obra
de um estadista da faceflo cabida, a quem se culpa de
absolutista, de tyrannoe cousas poioros.
Como devom ser esses rcgulamentos especiaes,
dizom-nos os artlgos 147,148 c 149 do subrcdito rc-
(jrlamento, obra do Sr. Paulino Jos Soarcs de Soti-
za. Veja V. S. o que acontece.
11.- ii cadoia urna casa do negocio: oscarecroirossfio
.vres do prem um preso no lugar que bem Ibes
praz; o pois, apenas entra, ello no prsflo, vai logo
umagetilo procurar saber do entrado, soquerficar
na sala, ou ir para baxo: o mnimo da tabela ho
12.800 rs., dahi para cima tudo quanto se pode ti-
rar. Se, porm, o entrado nflo lem dinheiro, ou nflo
quer dar, vai logo para o seguro.
Seguro he urna prsflo que estao primeroandar,
boa prisuo gcral, na qual o carcerero tudo ompo
na por ler um juiz do seu sco, o qual j sabe o seu
dever.
Apenas cabe dentro o miseravel preso he conver
sado para dar dinheiro: se nflo d, soffre todas as
alto; e Vos lodos ouvi, repet aopovo as noticias
importantes que recebo.....
E8Culemos, escutemos, repctiram os curiosos
eos guardas.
.__Otenhor marquez.de Fontenay meannuncia a
chocada do S. Alteza o senhor duauo de Guise, como
representante da Franca, e fiador do interesse quo
S. Mageslade l.uiz XIV loma pelos bravos Napoli-
tanos. ,,..
__Viva o duque de Guise! exclamou a multidao
queseachava na sala, emquanto Angelp, correndo
rpido ao cimo do terroco, repela estaphraso ao
povo, reunido 110 baixo da oseada.
Os brados do Viva Guise! rctuinbaratn dq parte do
fra, como cchoavam dentro da sala.
Elle moannuncia lamben, continuou Luigi,
que S. Mageslade Glirislanissinia |mandar dentro
empouco, em socorro dos Napolitanos, urna frota,
de vinte galeras...,.
Quo diz elle? perguntou Angelo do alto do ler-
raco. .... j
Que S. Mageslade Christtanissima, responden
Carniolo que havia lcado na sala situada entre a cm
quo eslava Cuise e o ti rraco em que estava Angelo,
quo S Mageslade Chrslianssnia mandar, dentro
ora pouco, aos Napolitanos o soccorrode urna frota
do qinirenla galeras
E immedialainento Angelo gritou aopovo quoS.
Magostado Clirslianissttia promeltia aos bravos Na-
politanos o soccorro de urna fila de oitenta ga-
leras.
Os gritos do Viva Guiso! multipbcaram-so.
Estaesquadra.continuou Luigi,trar-umexer-
cito de cinco mil homens.
Et-rci do Franca, bradou Carnole a Angelo,
pos enva um exercto de dez mil homens.


i


^W^^^^H
----------
^m
'


~"T7"
DO C*RCBEIRO.
.2.
torturas, q'uelembra aodito juiz, quo sempre he o |
mais (inmoral e o irais Iadrflo que se acha na pri-l ,
8o. Apanha. he eondazido i clonen, ahi se o fiel ,*,*, ^rcere.ro he responsavol
n, he espetado faca; e, se ludo no basta, he "/"p d cadoi. c he cumpre:
immod.atamente remerido para a coxovin, onde l>0 M*ndar '"'pelo escrevente o a
snir.____:_____.___ '. 7U" """ in nr An n lis onlrarnm nr, illa ni i
pela adral-
ir
noiTro na lores atrocidades, t que se desengaen!
que o destrocado ero tem dinheiro, nem quem
Ih o d. lie isto para lastimar /
Etilo extraordinaria he a Come de dinheiro, que
t os captivos pagara sala, o andam a par dos livres.
o desrespeitosamento. habilitando-so assim, aqu-
na cadoia, a no respOTtarem a seus senhores, por-
que os carcereiros dizcm : aqui dentro todos silo
iguacs, todos facinorosos.--
E porque so no queixam ? dir-se-ha. lio porque
suas qneixas no silo utidas; he porque sous requu-
n mentos volvem aos carcoreiros para nfbrmarem,
c ah fieam, e em deferimento tecm os ouaados um
par de machos aos ps, f brincos, como mu graciosa-
mente Ihos cliamnm os carcereiros) que Ihes man-
dara os carcereiros por, de autoridade propria, con-
tra o preceito da lei; he porque a eadeia .180 tom re-
gu lamento especial, eeai a discriefio dos carcerei-
ros que se crfiem bares acastcllados em seus feu-
dos, o donde nfio podem ser arrancados, emboca a
rnvolucflo franceza lenha acabado com esses suze-
ranos da idade media; he porque.......
E, quanto ao recebur presos, os carcereiros nada
cnlcndem do Cdigo, nem de suas ohrlgaces, e
nem tiucrem entender; ellescstflo promptos a rece
Lercm quanto preso Ihe traz i porta, seja quem fr,
em nomo de urna autoridade qualquer.e sem ordem
por oscripto, do [:mdo.que muitas vezes os ordenan-
zas dosSrs. da governaeilo policial trazem, eoino-
me daquellcs a quera servom, presos, o depois os
vcem huscar, e por l ileam .' Tudo porquo os car-
cereiros utilisam em nfio conhecorem suas obriga-
Vdes e o cdigo criminal que Ibes estorva o do que
nfio fazem ellescaso ; porque sabem oque he, por
entre nos, a responsabilidade.
Nosta deploravel situadlo, V. S. mo permittir of-
ferecor nm regiment especial para es eadeia, afim
que diminuam tantas vcxaeOes com que se nosop-
prime, a nos os presos, j bastante inrezos pela si-
tuarlo em que estamos.
Illm. Sr., os presos liem desgranados i silo em o
seren e sirozes, 6 tivgcns sao todas as vcxaeOes
que se Ihes fazem as prisoes, vexaco/ que dcsap-
parecerfio quando V. S. sodignar pensar nees ao
nionos um so monicntp. Elles esperam na bonJade
do V. S., que Ihes seja seu protector, certo que tu- |
do quanto vai dito ho a verdade, o que sflo elles
membros da communliflo brasileira, que de ve cui-
dar da eonservacilo physica o moral dos homens.
Ao ver do que assignesta representacilo, muito
fcil fra ter urna melhnr prisilo que esta, as ac-
tuaes circumstancias, A fortaleza das Cinco-I'onlas
Hilo presta niais para o seu mister ; eportanto, com
qualquer reparo, daria urna prisilo civil, segura, tim-
*a c bem orejada, e para esse reparo daria com so-
ra o valor desta eadeia em que estamos : al I i fcil-
mente se faria a classificacfio dos presos, all tem
una cap lia para os exercicios religiosos,.tem all
linalmente boa casa para os carcereiros e guardas,
leudo a vantagem de com pouca tropa faier-se o
servico da seguranza do posto, urna vez que todo o
despejo por vala.los se pode all fazer, sem ser mis-
ter abrir as prisoes; pdem-sn mesmo eslabeleeer al-
gumas otlicinas mois lijeiras, como desapaleiro, al-
faiate, &c.
Em concluso, Sr. chefo de polica, os presos silo
tilo mal considerados, tilo como reprobos tratados,
tanto se esquece do que elles silo christiios, que,
morrendo, nilo so Ihes d sepultura onde aos mais
ehrislfios commummen te so da, e silo mandados pa-
ra a Cruz-uo-Palrfio, como se fram negros novos,
para pasto dos ciles. Tanta desconsideraeflo, tanto
despiezo pela liumanidade afilela, e soffredra pela
humanidade desvalida, nilo se acha hoje nem mesmo
. entre os selvagcns, nem mesmo mais por ntreos
mentles; mas se acha ueste Pernambuco, nesla
sociedade brasileira, nosta monarchia constitucio-
nal, nesle rgimen especial, e linalmente neste novo
governo policial.
Se esta representac^o pode ser fatal aos presos,
ineus companheiros, lodo o mal que se Ihes preme-
dite veuha sobre mim, porque fui cu quem commet-
11 esta falta, quem pialicou esta imprudencia, que
foi causar a alguem desgoslos: Me, me, adsum,
qviftei.
Esperamos presos que V. 8., considerando oes-
posto, Ihes faca justica.
Cadeia publica na cidade do Recife, 3 de Janeiro
do 1848.
Antonio Ihrgei da Fonitca.
ftr.CULAMENTO ESPECIAL PARA A CADEIA PUBLICA
l)A CIDADE RECIFE.
DOS IMPRECADOS.
Art. I.* Havcr para o servico da cadeia, alm do
caiccrciro,-um ajudaute e um cscrevciite.
assentamento
dos presos que enlrarem no da, assignnndo dito
assentamento.
9.* Remetter secretaria da polica qm mappa
das novidados do dia antecedente.
3. Participar secretaria da polica a passagem
dos presos para a enfermara, no mesmo dia em que
isto acontecer.
4. Participar, logo que tcnba alta o no mesmo
dia, o regresso do preso da enfermara pira a sua
prisilo competente.
5.* Logo que morra Igum preso, participar in-
mediatamente to delegado-e ao cirurgiilo, para fa-
zeremos exames o auto do bito, o nfio entrra-
lo sem este examo; e, quando nilo comparecemos
convidados, participar immediafament ao chefe
de polioja para providenciar.
6.* Remetter, no 1. de cada-mez, secretaria da
polica nm mappa dos presos que oxistem do mez
iludo, com declaraco dosjque frem racionados,
dos que estiverem na enfermara, e de quando, dos
eri mes por que estilo presos, juslicas donde vicram,
com nota sobre o processo de cada um.
7.* Daros! mappa. no l. de cada jnez, do todos os
presos que houverem sido sollos no mez flndo,
com declaraco da data da ordem que os mandara
soltar, e amo da autoridade que soltura orde-
nara.
8.' Pifio recolher cadeia preso algum sem or-
dem por cscrpto do chefe de polica, juiz munici-
pal, delegado e subdelegados.
9 A's 6 horas da tarde estar na cadeia, como
ordena o regulamen(p de 31 de Janeiro, para lomar
conla das chaves das prjses.
- 10. Dar parte immediatamente do qualquer a-
contecimenloqiin houver na cadeia, bem como de
qualquer irregularidade" que praticarem os presos,
para que o chefe de polica ordene a correcefio que
merecercm.
DO AJ0DWIT6..
Art. 3.9 Aoajudante compele:
i." Pssf 5 vn> valCeieirw em suas faias.
a Tomar conla das chaves s 7 horas da ma-
ntilla, ecnlrega-las aocarcureiro s 6 da tarde.
DO KSCREVENTE.
Art. 4 Compete ao escrevente fazer toda a es-
cripturaco nccesssria aoexpediento do servico da
cadeia, e por isso deve estar nella s 7 horas da
manhfia, o sabir s 6 da tarde.
DlVISAO DAJ misois.
Art. 5. A cadeia ser dividida em 7 prisOes, do
mniiii seguinte:
l." Duas a rez do chfio, denominando-se a datar-
te do sul crime : a da parte do norte ~ en so
via--
2." Tres no primeiro andar, sendo da parto do
sul duas : 11 ma o oratorio no mesmo lugar em
que se acha; outra a enfermara no lugar em
que he boje a prisilo das mullieres: da parte do
norte urna o seguro
3 Unas no 2." andar, denominando-so urna a
san livre--, nu lugnr conhaciilo como tal, e Olltra
prisilo das mullieres no lugar em que est a en-
fermara.
I'acflona sociedade, os officiaesda guarda nacional,
os condemnados pena de prisilo de um anno par
haixo, e todos os aecusados e condemnados por cri-
mes policiaos, menos os vadios o mendigos.
DO heoimbh ns pnisoES.
' Art. tS. Em cada urna das prisoes, menos aala li-
vre, por esta estar sb a immediata insptecilo docar-
ceroiro o aldante, haver um capataz de nomeagBo
do carcerefro.
Art. 16. Ao capataz incumbe fazer guardar a or-
dem na respectiva prisilo e dar parte ao carcereiro,
todos os dias pela manhfia, das oceurreneias do dia
antecedente.
Art. 17. Os presos qnc flzrem desordess as pr-
soos, que se embriagaren), ou que olio respeitarem
os empregados na cadeia, os que disserem palavras
deshonestas para a ra e insultaren! os que passam.
011 os vizinhos, serSo postos a forro, por ordem do
chefo de polica, pelo lempo que est preper.
Art. 18. Os presos que tivereoiomeios se oceupa^
rilo nelles, para o que terlo a precisa ferramenta,'
que entregarfio ao capataz as hora do silencio.
Art. 19. As .9 horas estar tudo em silencio, em
eadn urna das prisoes, o s 10 se acharSo os presos no
seu aposento.
Art 20. C carcelario esebiher, em cada prsu,
um dos presos para ensinar a ler e escrever aos que o
nilo souberem, assim como aos oulcios que se Iraba-
Iharem as mesmas prisfics, segundo a escdlha dos
aprendlzs, do modo que estojara sempre todos os
presos oceupados.
Art. 21. Dadas as 9 horas, em cada prisSose rezar
em voz baixa o terco, a que todos os presos assisti-
rSocom a maior reverencia,
Art. 22.0 preso que praticar actos do immoralida-
de, que fr onanistfepu praticar sodoma, ser pos-
to forros por um mez, e as reincidencias, alm
dos ferros do ooslume, ser algemado.
Art. 23. Os capataz quefrem relaxados e nilo
cumprirem suas obrig oes, serflo destituidos e pu-
nidos, como o merecercm.
Arf.*.Pars essss lagares sarSo r.o-.e, d
ntreos presos que souberem ler, aquellos cuja pe-
na for menor; e, em gualdade de pena, o mais
oiik piiso, iendo a precisa moraiiuade. Nun-
ca ser, porm, capataz o Iadrflo, o roubador e o
perjuro.
Art. 25. Este titulo ser lido todos os sabbados
em cada urna ras prisoes pelo carcereiro ou quem
suas rezos fizer.
porque a prisilo das mullieres em cima tira aos car-
cereiros a occasiflo de peccarcm. Sempre.que so
premie algum mulher noile, flea na sala do car-
cereiro at pola manliSa ; porque ello teme-se, e
com rasflo, de abrir a porta onde actualmente he
prisfiodasmulliores, pois que pode "sor sorpren-
dido pelos presos das oulras prisoes.
A ontrada da prisilo do seguro deve ser limpa das
grades que lera, Ocandosmenlo as quo frmam o
oratorio.
Na nova prisilo das mulheres devo-secorroruma
parede prallela ao fundo para fazer um dormito-
rio e nelle ama Urimba, o assim do lado da pare-
de do norte, um ogilo com biiciro para cima : fi-
candoo mais espnco .para rstarcm o dia, cr para
dormirom as presas queforem captivas.
No seguro se deve fazer, ao correr da parede
do norte, um rogilo com o bueiro cabido por^aobre
a cloaca a sabir do lado do nascQnle.
U'ml limpeza geral so deve fazer as prisOes,
assim como so deve envidra^ar as varandas das
frentes por amor do tempo.
*-
COMMERCIO.
CLA8SlFICt(A0 DOS PRESOS.
Art. 6. No crime, somente estarflb os captivos,
sejam presos policialmeote, ou a requciimentn de
seus senhores.
Art. 7< Na euxovia estarfio todos os presos con-
demnados a gales, ou prisilo com traualho, ou sim-
ples de 20 annos para cima.
Art. 8. O oratorio servir-smente parase ter o
padeeenle, na forma do mitigo costume.
Art. 9. Na enfermara, smente estarfio os presos
doentes.
Art. 10. No seguro, estarfio todos os presos con-
demnados a gales, ou prisilo com trabaIho, ou sim-
ples, por menos de 20 annos, e todos os pronuncia-
dos.
Art. 11. Na prisilo das mullieres, smente estas es-
tarfio.
Art. 12. Na sala livre, estarfio todos os presos em
custodia, para averguaefio, os que e estiverem pro-
cessando, mas nfio pronunciados, e os pronunciados
ou condemnados por crimes pblicos, menos os
mencionados na parle segunda do cod. crim. lit. 3.,
til. 4. caps 4. e 6, lit. 5. cap. 1. sess. primeira, se-
gunda e quarta, caos. 2. e 3 til. 6. caps. 1.2 o 3.
Art. 13. Do mesmo modo nilo estarfio na sala livre
os quo coounellerem os crimes particulares, meii-
ciouados na terceira parto do cod. crim., til. 1., til.
2. cap. 1. sess. primeira, segunda o terceira, cap. 2.
sess. primeira, art. 222, sess. segunda, art. 226, cap.
3. sess. segunda e terceira, lit. 3. cap 1. e 2., q tit. 4
Art. 14 Estarfio na sala livre os maiores do 50 an-
uos, segundo fr sua educado,' estado e represen-
a Cennaro,
Sua Magostado Cbrstianissima, disso Angelo
no povo, enva cm nosso auxilio um exe'rcito de vin-
le mil dos seus melbores soldados.
Os gritos de Viva o duque de Cuse tornarani-se
furiosos.
. E alm disto, proseguo Luigi, esta esquadra
lrara muitas municoqs, e cen mil escudos de subsi-
dios.
E a esquadra, repeli Carniole, trar muitas
espingardas, muitas munices eirezentos mil escu-
dos de subsidios.
A esquadra, gritou oulrp vez Angelo ao povo,
nos trar muitas prcas deartilharia, muitas muni-
ces e'um millio de escudos de subsidios.
Os grtfts de Viva o duquo.de Cuiso tornaram-se
frenticos.
Ilcnriqfe'estava immovel c mudo, mordendo os
bigodes. Os gi i tos continua vam foro.
Seria bom que V. Alteza apparecesse ao povo,
disse Carniole.
Nilo quero ser cmplice desla indigna comedia.
JpiiUor duque, continuou Carniole, promette-
ram av. Alteza urna cidade abundantemente prvi-
da, e a nielado do povo morre a fome; annunciaraui
;i V. Alteza, um exercito de cem mil homens, e sabe
Dos se V. Alteza achar aqui quotro mil com que
possa fonlar em um recontio; disserain a V. Alteza
quo as pessoas mais corisideraveis so Iho vlriam unir,
o V. Alteza cala vendo com que vil populaba esta incl-
lido. Jugue omesmojagn quejogaram com V. Alte-Ideourocheia desequins, e u outra um mu grande
ya; j agora apartida osl comecada. Iprato de prata cobertb de escudos.
Vinos l, disso Cuise com mo humor; mas oul A resignaefio forjada de Cennaro nfio pode sup-
nfio posso apparecer ao povo sem Iho mostrar qucfportarseuiolbinle visla.
mu um pouco liberal; c cu deixei em casa do cura I Nfio; sao nfio! disse Cennaro arreraossando-se
de Nossa-Seobora as quatro rail pistolas (dejaseis! para a mulher. Assim ou fleo arruinadlo..... dac o
empresta ao senhor duque alguns saceos desses es-
cudos e desses sequins que tu ahi amahlas.....
. Ser-I he-hilo restituidos, disse o duque, quo
Ihe pareceu ver o rosto de Cennaro com um palmo de
mais, o ouvir semelhante proposiefio.
Carniole cncomou os hombros emquanlo Cennaro
dizia baxinho mulher:
Vai buscar urna mfio-chcia de moda miuda, e
traze-m'a aqui.
Um laucar d'olhos de Angelo delevo Cennaro na
sua reco minen da gao.
Oque minha irmfia flzcr.....esl bem feito, dis-
se Angelo.
Cennaro quz recalcitrar, mas ficou mudo, lau-
cando alternativamente os odios afilelos e furiosos
sobro Carniole o Angelo, que secollocaram um de
m lado c outro de oulro de Cennaro.
Cuise se havia retirado durante esta ignobll dis-
cussfio; havia ello notado quo Luigi del Forro, nfio
obstante a sua loucura apparente, linha lido com a*V
tencao o resto do despacho, sem delie communiear
cousa'alguma a niuguein. O duque espetou quo tul-
vez houvesse algum boin-seuso o subtileza nessa ap-
parencia extravagante, porque elle saba que o resto
do despacho conlinlia instruceos que era intil fa-
zer saber ao povo.
D'ahi a pouco sabio Ronda da cosinha, ondo fra
buscar dinheiro com Aila., Urna trazia urna baca
DO SUSTENTO DOS PRESOS.
Art. 26. Os presos pobres serfio socerridos com
a diario de 100 rs. para cada. 11 m, com qual se Ihes
dar, de 4 em 4 dias, una raefio, sendo 5 Hilar-
las de carne secca da mclhor quo houver no merca-
do, e de um quarleirfio, ou um 33 avos do alqueire
de farinha, medida velha.
Art. 27. Pela Testa do. Natal,. Pasco, o Espirito-
Santo, a raefio ser do carne fresca, dada a vespe-
ra, regulando2 librase meia para 4 dias.e mei
quarta do loucinho, e a mesraa farinha.
Art. 28 Pela Quaresma terlo raefio de bacalho
s sextas o sabbados, sendo para cadanm, nos 2
dias, libra e meia e urna chicara de feijilo.
DISrOSICKS CEBlES.
Art. 29 Ao ajudante e escrevonte incumbo o tra-
t amento dos presos que frem captivos, e dos [iro-
sos que frem cstrnngeiros.
Art. 30. Pcrtence-lhes iguslmenle o producto das
cerdites que se tirarra.
Art. 31.0 cMuroro,1 por escala, tirar cada se-
mana dous plls captivos para fazerem a limpe-
za e servico da ssla livre, e 3 para o servico da fa-
china.
Art. 32. Fica prohibido surrar-se na cadeia aos
escravos, salvo sendo em virtude de sentcnca, da-
da cm juizo competente e passada em julgado.
Art. 33. Fica prohibida a assistencia do mulheres
e pretas de vendagem na sala da entrada do seguro,
as quaes nfio se podorfio demorar mais ahi que o
lempo preciso para fallarem ao preso, com quem ti-
verem negocio; assim os homens.
DOS PaiSOS INCOMMU.MICAVKtS.
Art. 34, a sala livre haverfio dous cubculos pa- \
tu os presos que forem mandados por incommuui-
caveis.
observacOes.
A sala livre est dividida em dous saldes. 0 salfio
do norte pude ser dividido em 10 cubculos 8 para
os presos que o merecerom por suas circumstancias,
e 2 paraos incommunicavos. O salfio d entrada ser-
vir para a massa co cubculo que tem no salfio
da entrada inda servo para outro preso.
Pequeo be o concert para a mudenca da en-
fermara e prisilo das mullieres. Esta mudanca lio
indispensavel : l.% porque a actual enfermara
nfio tem a precisa seguranca para Os presos que
all vfiio curar-so, como tem provado o fado : 2.,
Afandega.
RENDIMNTO DO DIA 7............'8:9|8,558
Detearregam hoje, 8 de Janeiro.
Barca Navarre farinha e bolachinha.
Brigue Sagitario mercaduras.
Sumaca- Sanio-Antonio-d-l'adua vinhos.
Brigue Art>%o meresdorias.
Brigue Loper idem.
rfiile San-Benedicto dem.
IMFHTACAO'. ^;
Emma, barca Belga, vimla.de Hanover, entrada no
corfente mez, consignada a Me. Calmontct C, ma-
nifestu osegunte :^
uaixa aueii-s, 3 faio fazenuas, 8 caixas lazsri-
nas e fuzis, 2 ditas agoa de Colonia. 251 ditas vi-
dros psra vidraca ; a Schaflieitlin & Tobler.
2 fardos mercaduras, 5 caixas fazenda de algodilo,
ditas chlorato de soda, 4 barris sal, 1 dito creoso-
to ; a Keller C.
2 fardos fazenda de lila ; a l.ullkens.
2 caixas palmatorias do cobre e lalilo, I caixinha
botijas de tinta preta, 1 caixa charutos, 2 barris fer-
ragens e cu telara, 6 caixas fuzis, 33 ditas espingar-
das, I caixa el fardo diversos objectos ; ordem.
8caixas pecas de marmorc, 1 dita calcado, 1 dita
tOFQeiras e coicrcs dclalo; K. O. Bjeer-gC.
2 caixas livros, 80 barris pregos, 24 caixas papel,
34 ditas lesouras e clcheles, II barris bacas de
latflo, 24 caixas fuzis, esporas e tapetes, 1 ombrulho
armis para bandoleiras, 1 caixa diversas miudezas,
40 ditas qucjos; a-Rrcnder a Brandis & G.
4 caixas livros em braneo, 4 ditas vidros pintados;
aL. Pugel&C.
100 caixas vidros de vidraca ; a Avrial Frres.
43 barris pregos; a Rotlie & Bidoulac.
i caixa com grvalas do seda, e 2 pecas do f a zon-
das de seda ; a Kalkmann & Itosenmund.
m
S
em-
Tu insultas minha irinfia! disso Angelo,
purrando-o forte mente com a mfio.
Ao menos conlasto-los tu ? perguntou Annesc
em tom Iscrymoso.
Econlasle-los tu quando os roubastes Y per-
guntou tambem Carniole.
Cennaro affastou-se, arrancando os cabellos da
caboga.
ilurante este tempo, Anita e Ronda so approxma-
ram do duque, e Ronda Ihe perguntou encaraudo-o
com ternura :
Ser bastante, senhor duque?
Se eu tivesse podido metler a mfio no thesouro
domen pe, disse Anita toda trmula, estes sequins
de prata teriam sido ducados do ouro.
E depois de ter olhado para o duque, abaixou os
olhos corando.
O duque as coatemplou urna depois da outra.
Entilo esta boa tu a irmfia, Angelo?.....osta he
tua subrinha, Carniole?..... Ellas ambas silo duas
guapas moca*.
Angolo pScoppa sorriram. cada um pelo que Ihe
dizia resucito.
Vamos l, disse Cuise comsgo mesmo, loman-
do o caniinho do terraco, se me fallar o apoio dos
homens, teroi om meu favor a boa voatade das mu-
llieres; ej isso nilo he pouco.
CONSULADO GERAL.
^ REM1IMFNTO DO DIA 7.
Ceral. ... .............."........ 9:900,902
Diversos provincias, .'............. 43,147
2:944,04t
CONSULADO PROVINCIAL. .
RENDIMNTO DO DIA 7........... 1:748,646
EDITA L.
Rodriga Thtodorode Freilas, oficial da imperial ordem
da Itoea, caralliro da de San.-Bento-d'Aci*r condeco-
rado com a medalha da restaurando da llahi; for oe-
caiido da independencia, capitdo de mar t guerra gra-
duado d'armada nacional e imperial, inipector da ar-
senal de marinha data provincia capitdo do porto
da mefma, por S. M. o Imperador, que eot fuar-
de, etc.
. Fa constar a todos os propretarios de embarca-
ces miudas empregadasem servico particular, quo
anda nilo estilo arroladas nesta capitana,- que dc-
verfio para issoaprcseut-las, no praz de 30dias,
contados da data deste, visto ter o Exm. Sr. mi-
nistro da marnh, em aviso de 23 de novembro"do
anno prximo pausado, em solucfio do oflcio dcsta
algn
eixav
dei
mas
iam
conloa de rls) que trouxe.
I mea cur, desavergonhada I
Chogou ello ao terraco entre Ronda e Aila, cada
urna das quaes levava urna baca cheia de dinheiro,
e foi acolhido por gritos tilo cstrondosos, que no
pode dizer urna palavru., Enlfio, tomando o dinheiro
aos punhados, ora de um vaso ora do outro, o foi
laucando aomeio da mullidile, que so arrojou vio-
lenta, daudo urros, emeima dessa prez. Semelban-
le luraullo duiou baalanta tempo para que Cuise po-
desse ver que lodos os que iam apanllam
modas so retiravam immediatamontc, o
a praca a-correr.
He esto o alvo de tanto enthusiusmo? e a con-
stancia destes populares nfio dura senfio at ao mo-
mento em que recebem o seu salario?
Nfioos julguo tfio mal,'disse Carniole; se essos
desgranados l'ogem depois de ler apanhado um se-
auim, nfio he senfio oorque vfio casa de algum pa-
ro comprar pilo para seus filhos pu para si mes-
los..... Os tres.quarlos delles morrem de fome.
Cuise deu um profundo suspiro; nas, como Visse
que era observado de lodos oslados, replicou em
(om familiar :
Tu me fazes lembrar,. Carniole, que, ha j mais
de ur. dia, que nfio com.
Cennaro quo so linha approxmado para ver os
seus sequins rolarem pelas oseadas da torre abaixo,
setdiauld.ua um signalde Angejo, dizendo nttmes-
mo tom inspido e rebjenlo :
Se y. Alteza me quer fazer a honra de aceitar
a minha modesta refeigilo. ...
Mana, disso vivamente Angolo a Ronda, nfio to
esquegasque leus o direilo de servir ao 8eilior*du-
que de Cuise.
Anita, disse baxinho Carniole, procura servir
a S. Alteza.
O duque acetou o convite do Gennaro com o mo-
do mais gracioso,deciddo a vencor a nausea que Iho
iuspirava esy miseravel o todos quanto* o cerca-
vam, al que pdesse tomar um partidora respeito
da conducta que devia seguir.
ContiniMi-M-fm.)
/


""
w
1
3,
capitania.de 5 de noYembro do 164G, declarado
que as cmbarcaces emprogadas em tal servigo e-
ram suhjoitas ao, arre-lamento, ra conformidade dos Manoel Jos de Azevedo Santos: pode receber iJ-
arligos70o74dore*ularnentodae capitanas: sob guns eiravos frcte. para o qie trata-so com o di-
pena deserom multados, so, lindo csso prazo, fo-
rem encontradas sen o documento quo isso com-
pro**.
Capitana do porto de Pernambuco, 7 de Janeiro
de 1848.
Rodriga Theodoro de Fre ts,
Capiliiodo porto.
.tfovnirnio do Porto,
. Natioi sabidos no dia 7.
Triesto; escuna austraca Angelina, capitflo Fran-
cisco Cavacovich, carga assucur.
FalmouMi; briguo ingiez George-nn, capitflo Da-
vid Brown, carga assucar.
Para o Rio-Grande-do-Sul pretende sahir. n
da 15 do correte, o brigue IMos-te-Ouarde, capito
Ueclaracoes
GAUl'iUAM 11.11;MI.
Em obedienciras ordns do Exm. Sr. concelhciro
presidente da" provincia, manda fazer publico o Sr.
coronel commissario-pngador, chcfe da pagadori;
Sur, antoamesma, no dia 10 do corrento mez, se lia
o fazerlcilfio, pela lerceira e ultima vez, das peca
de farda nientos e faixus dos msicos do cxLincto
batalhio da guarda nacional destacada, que so
acliam em boni estado anda, assim como de todas
as mais pecas que nilo estilo na mesma rasflo, mas
que se propOcm para una venda englobada.
ulro si ni, que so prope o contrato do forne-
ciinento da agoa para a fortaleza do lirum c Torio do
1
Buraco, no presento segundo semestre do corren le
exercicio, que lindar em junho prximo futuro, ou
mesmo porum anno, sossimconviora pessoa que
quizer fazer o contrato, oqualso efTectunr no su-
pracitado dia 10 desie mez, em preseoca das props-
tas. que aerfln anmanta^aa er?< csrls fccSa iwii
pagadura ao mesmo Sr. coronel commissario-pi.
gador.
Pagadoria nililar (lePetriSmbco. 3 de Janeiro de
1848.
No impedimento do cscrivo, J
JoHo Arcenio Uarboza.
to capitflo, ou com Bailar A liveira na ra da
Cadeia-Velha, n-12.
I'ara Araea'ty pretende seguir'viagrn, atoo
mojado do corrente mez, o brigue-escuna Ilenri-
queta, meslre Jos Joaquim Alves daSilVa: recebe
carga para o Ass e Tour'os..- quem iielle quizer car-
regar, entenda-se com o mesmo mestre, no Trapi-
che-Novo, ou na ruada Cadeia-Velha, n. 17, segun-
do ahdar.
Para Lisboa sahe, com a. maior brovida.le, o
brigue 'portugus Sn-Domingoi, por ter a maior
parte do seu carregamento prompta : quem no mes-
mo quizor carregar ou ir de passagem, para o que
ffereco bons cominodos, dirija-so nos consignata-
rios, Mcndc$JaSrroso, na rqa da Cruz n. 5*, ou no
capitflo, Mam! os Vianna, na praga do
Commercio.
-Para a B^^Hem poucos dias, por ja ter par-^
te de seu carrefkrtiwnto prompta, a sumaca Santo-An.
(onio-dc-Padua, forrada o pregado do cobro : para car-
ga e passagei ros, trala-se na ra do Vigario, h. 5.
Avisos diversos.
_e_
Cadetra vaga.
A de granimrlica latina da villa de Nazaretb, cujo
concurso lera lugar a 20 do corrente Janeiro.
Cavallo apprehindido pela plida.
Acha-se em deposito, e-ser entregue pela subde-
legada do Rccifo a quem legtimamente pertoncer,
um cavallo ruco, capado e.bstanlo gordo, quo foi
encontrado sem dono as 3 horas da tardo do dia 1.
do corrente.
-- Jos {Soaros do Azevedo, professor de lingoa
franceza no lyceu tem.aberto em sua casa ra do
Rangel, n. 59, segundo andar, um curso de rhclo-
rlca o oulro de gcographia o historia. As pessoas
quedesejarem soguir.uma ou outra dostas discipli-
nas, podem dirfgir-se indicada residencia a qual-
qur hr.
Q TRIBUNO N. 65
est a venda na livraria da praga da Independencia,
os. 6 o 8, o muilo digno de serjido por todos, qur
amigos, qur inimigos, Ule importante e novo esl.
Se tem flllfl mArtcido 0$ ("OrO tjanmal jw**l- -
nno que aeabou, com muito maior rasfl deve es-
te anno mcrecc-los; porquanto vai eropenhar tqdas
as suas torcas ora prol do povo, cujos direitos, t
hojo, tcm usurpado a facefio devorista e anti-soeial.
Variados artigos o enebem, vindo na frente um hym-
no patritico popular; tflo excedentes versos," ha
rnuilo lempo, ge nflo vm. Esl excelentemente im-
presso, e inda pelo mesmo p recode doui vinlens He
oa venlade para admirar couaa tal e tilo barata, nes-
te lempo om quo tudo esl caro. A ello, minlia gen-
te, i.cmbrem-se que o anno lio de hissexto, e a
pascoa em abril, que alenda popular mal augura.
Diz-se all -- Pascoa em abril, calamidades' mil.
Quer dizer, que guardemos lenha para o verflo e
Escravos apprehtniidot pela polica.
Eufrozio, de naco Mozambique, pertcncente a
Joan Francisco de Carvalho Paesde Andrnde, senlior
do engenho Sant'Anna; Agostlnho, Cern
Silvana, pardos, que conressaram ser de D. G
des da Silva, moradora erri Cariris; Joaquim,
to, quo dcclsrou pertencer a Manoel Pcreira ui-
roarfles e acliar-se furUdodesdo 1831; Clemencia,
cnoula, quo dase serescrava de Ignacio do Reg,
lenliordoengemioFigucr.Eslflo na cadeia des-
ta cidade, e devem de ser reclamados na subdelega-
cia do Recite.
Puhlicagao LIterara.
O PANORAMA. .
OsSrs. assignantes do Panorama (cnbam a bon-
dadede mandar buscar na ruada Praia n. 24, al
o numero 36. Na mesma casa vende-se o primeiro
auno da JllmlracaoJ cm .63 nmeros, por 4,000 rs.
i JosoNicacio da Silva eslabelecou* sna aula par-
ticular na ra da Roda, sobrado n. 35, pertencente
ao patrimonio dosexpostos, onde mora o Sr. pro-
fessor Jos llefnardno do Sena, o contina a ensi-
llar gra.mniutica latina, e tambom seofTorece a en-
sinar pnmoiras leltras. As pessoas que do seu pres-
umo se^uizerom utllisar, o podom procurar na so-
brodta casaa qualquer hora.
. Oabaixo assignado ensioa cm sua casi, no A-
terro-da-Boa-Vista, n. 82, geographia e francez,
ifa dar licOes em casas particulares.
Dr. Joaquim de 0(iteira e Snnza.
-Oabaixo assgnado faz publico que, honlem, pe-
as \ horas da manhfla, so ausentou de sua casa a sua
prelado nome Ignoz, de nacfo, deixand'o a porta da
sala de detrs aborta, eteve oannunciante noticia
que dous homens a cavallo, vestidos -sertaneia, a
conduziram para as bandas da ponto da Boa-Vista,
Qoannuncianle acredita que esta escrva fosse se-
duzida porpessoa que j pertcnceu a sua casa, pois
a possue liainaisdeoiio anr.os sem que nunca fugis-
se : oannunciante desde i protesta contra urna tal
sduceflo, usando dos oieios que as leis Iho facul-
lamcom toda a efficacia : esta oscrava he deestalu-
ni.regular, ter 40 anuos do idade, pouco mais oq
mepos, j ;iu cbenos broncos na testa : o abaixo
assgnado roga a todas as autoridades eaqualquer
pessoa do povo quo da dita cscrava souberem ou ti-
verom noticia, a fagam prendere a levem no pateo
doCarmo, n. 9, que gralilicar generosamente
Jop Humes IHartins.
Bernardino Luiz Ferroira faz scienle ao respei-
tavel publico quo de boje om dianto so Jiilo res-
ponsabilisa por mais Ranga alguma que possa ap-
parocer; por isso faro presente annunoio para
quo ao depois ninguem se chame a ignorancia.
.;-Madama Pofta no Atcrro-da-Bo-Vsta, n. 3,
Srimeiro andar, recebou, pelo ultimo navio viudo
e Franga um lindo sorlimento do fazendas de
modas para senhoras; por isso avisa as pessoas quo
a honran) com a sua condanga queiram dirigir-se
a sua casa para se.ulilsarem de seu prest mo.
-- Aluga-so um sobrado do dous andares na ma
Velha esquina da travessa do Veras. com muito
bons coinmodos: a tratar na ra Velha n. 5.
Aterro da-Boa-Vist* 11. 16.
Poinmaleau, cutileiro,
'_om a ,,0Pra rancez um rico
l j
----------------o *
nos habilitados para rospondercm ao nccessari>>
examo.
Tambom so encarrega de medgflo de terrenos e
Icvantamento de plantas fura desta cidade para o
que olferece aos Srs. negociantes e nroprintarios de
engenhos os scus conhecimentos do agrimensura.
Na ra da Pria, n. 55, primeiro andar.
LOTERA
DO
Hospital Pedro Secundo.
Continula se a vender, nos lugaresj
annunciadng, os bilhetcs da segunda
quinta parle da nrimeir'a lotera a bene-
ficio do Hospital Pedro Segundo ; e o
thesoureir, pela concurrencia que tem
havido, espera brevemente aoatinciar por
urna s vez o dia em que devem correr as
Compras.
agoa para o invern, como he nosso costumo, c quo. "o lcs&urs uc costura unha e de alhuate ; na-
nos nflo dixemos ir pela torrente, ouvudo as cajfe- ^Bln,8* Je tod primeira sorle o de que so garante a
nao il#.n nnnl...lP..n a :-..(.._,.. ... _./?____ __ (Illa I hhlllrt hnlui\r!nlme ni. i ..kl.ni ,-; n>...Pl.l,. ,
que recebou, pelo ultimo nayi_..n^ut
sorlimento de fazendas de primeira qualidade, bem
como : estojos de viagein apparelhados de prata e
de cryslal ; carteiresdoalgiboira de todos os ta-
maitos,- um grande sorlimento de brides do ac ;
chicotes para carro o montara ; esporas do ac e de
latjgpoliJo ; facas e caivetes de todas as quali-
aWs ; tesouras de costura unha e de aifaiale
alnas
Compram-se e vendem-se
cravos, eiccclicia-sc de cotruiis-
cOes, olTerecendo-se toda c qual- p
quer garanta a respeito mos : na rna das Larangeiras, n.
mndo andar-
I KA TRO PUBLICO.
GRANDK PRESKI'F..
-OOMISOO, 9 OB/*XRI0,
se representa o muilo applaudido druma o Fia I
Lux ou a Cimacao de Lucifer contra o Eterno a
guerra dos arijos mos coniaot bons a chegada e
adfrattQ dos reis magos o talo drama das pasto-
ral, dantas, cantonal, ele.
Os Srs. inspectores' quo sao obligados a compa-
recer, bajam delrazcr as suas insignias palcitlcs a
vista, para conhec iroento do fiscal da plala.
mmmmmmmst^imBmaBsmBmmmmsmsmmm
avisos maritfiiios.
Com os credo-
Va. Anto-
embarca par
da, de nome
-- I'ara o Porlo sabe, com muita brevidade ,
barca Bella-Pernambucana por ler a maior parte de
se*i arga prompta : quem ncll quizer carregar, ou
ir de fjissagem, pora quo offereoe os mais asseia-
dos cfMDiiiodos dirija-se ao consignatario", Anto-
nio Francisco de Moraes, na ma' da Cadeia do Ite-
oife loja n. 51, ou ao capitflo na praga do Com-
mercio.
Para o MaranhOo sahe, coma maior brevida-
de possivel, por ter parte da carga prompta, o bem
condecido brigue-escuna Laura : quem no mesmo
quizer carregar, ou ir de passagem, para o quo lem
excollentescimiiodos, dirija-so ao capito na pr-
Ca ou a Noves & Compaas na ra do Trapiche,
n 34.
Vende-sp o bergantim Independen ti, de lote de
onze mil arrobas de carne, de construceflo de
carvalho, o pregado de cobro com 6 pretos mari-
nheiros, ou sem ellos, islo em consequencia de lia-
verem coritas a liquidar rquem o pretender poda |ir
v-lo a*bordo.
--Para' o Ass segu, cm poucos (lias, o
brasilcro Sagitaria : par carga ou passageiros tr'a-
ta-ee no armwzein ao lado da cadeia, n. 23.
~Vende-sc o bom coiislruido hiato nacional Sa-
Joo, delote de 54 toneladas, chegado ltimamente
do Ass : quem pretender comprar, dirija-so a loja
de Cabos dc^Caelano da Costa Morena, ou a bordo
do mesmo je tambem so vende sal do As
-- 4*ara a Babia sahe, cm poucos dias, o hiate na-
cional Tentador, forradp o pregado do cobre : para
o reato, da carga e passageiros, ir uta-so com Silva &
d lio, ni ra da Moda, n. 11,
gas dos gnodadyres e impostores que traicam com o
nosso repouso-e felcidade. Dos se lembrar um
dia delles.
Os abaixo assignados declaran) quo dissolvc-
ram sociodade que flnharri na loja de fazendas, si-
ta na ra da Cadeia do Rccife, n, 40, quegyrava de-
baxo da firma de l'ercira & Santos, desdo o 1." de
Janeiro correle ; (cando o socio Pereira com o dito
estabelccimento, e obrigado liquidaeflo da exlinc-
ta lirma ; o o socio Santos sem mais rcsponsalidade
alguma, por assim lerem concorda '
es. -- Franoisc Goncalve da Si,
nio Soaret Ferieira dos Sanios.
Rernardu Jos Rodrigues P
rn o llio-de-Janeiro a sua escrava
Antonia.
Rflo-se 200,600 rs. a promio sobro penhoros
de ouro o prata, a prazo rasoavcl o premio mdico:
na ra do CalUeireiro, n. 62.
Qualquer pessoa que quizor fazer sociedadeem,
urna venda, entrando com algum fundo, dirija-ae
a Fora-dc-l'ortas, venda n. 84 ,,o annuncie.
() secretario interino da ir'mandado do N. S. do
I.ivraniftnto por.ordem da mesa, pelo presente
convida a lodos os irmflos da niesmairmandade pa-
ra compaaecerem no consistorio da mesma irman-
dade, uo dia 9do corrente, as9 horas do dia, para
que, reunidoscm mesa gral, possam eleger o novo
secretario o mais empegados que deixaram de
aceitar os seus tugares, na cleicflo quejase pro-
cedeu.
Precisa-se de um caixeiro para tomar conta de
urna venda em Fra-do-l'orlas n. 56 : a tratar na
mesma venda.
--Aluga-so o primeiro andar do sobrado n. 26 ,
atrs da matriz da Roa-Vista, com muilos coinmo-
dos para familia, o quo he muito fffseo por, ser da
parle dn sombra ;.c una casa na ra di (iloria, n.
43, por 8,000 rs niensacs : a tratar atrs da inat'-iz
da Roa-Vista, n. 22,
O Sr. Muuoel Alves I'erreira da /Silva queira di-
rigir-se ruada Cadeia do Itecife loja do miudc-
zas n. 51, a negocio de seu particular inlcresse.
7-A pessoa que por eilgauo, desembarcou da
ba'rcaca Novo*Destino ( sabida para Macei em 23 de
dezembro) um bah do folha de flandrcs cm lu-
Sarc oujro que deixou na mesma bnreaca, queira
irigr-se a ra da Cadeia do Recife, n. 19 para se
destrocar.
Prciiarse de um caixeiro para tomr conla do
urna vendo par balanco : as Cineo-Pontas,. n. 91. i
Precisa-se do um rapaz de 19 a 14 anuos : no
holel Pistor.
O padre Manoel Adriano de Abulqucrque Mel-
lo faz scienle aos pas de cus alumnos o ao publi-
co que as ferias Je sua au la do primeiras leltras.
sita na ra do ardim n. 43, llndam-se a 10 do cor-
rente, o princfpia o exercicio.
qualidade; polvarinhos; chuinberas ; espoletas;
cliaminese saca-trapos.
-^Francisco Jos de Frailas Guimarfles declara
que vendp a sua vonda ao Sr. Joaquim Antonio de
Oliveira, por se adiar justa o contratada com o mes-
mo Sr., sila no paleo do San-Jos, n. 2 : so alguma
pessoa se achr com dircto a ella, baja de declarar
n;'sies 3 das, ou enlcndcr-so na mesma cima:
0 padre Venancio llenriques de Rezende con-
tinua a dar I coerde lalim, francez e inglez, na sua
casa, n. 32, da roa do-Roza rio da Roa-Vista.
Jos Vatcntinda Silva, bem conhecidohoje om
da por ensinar ha 12 anuos, e seus alumnossaliirem
sonipro approvadus plenajnenle na academia, avisa
quem convier, quo alirea sua aula do lalim a 7 do*
corrente moz, na ra d'Alegria, n. 40.
-- Candido Jos Lisboa participa ao respeitavel
publico, o mxime a sous alumnos, que a sua aula
de primeira leltras, grammatica portugueza o m-
sica, na ra d'Apollo, abrir-se-ha a 10 do corrente;
o que tambom ensina as mosnias disciplinas por ca-
sas particulares.
Aula da ra do Alerro-da-
fia-Vista, n. S.
abaixo assgnado se prevalece dcste
meio para cominuhicar ao respeitavel pu-
blico, c especialmente aos pas de seus
alumnos, que as ferias da sua aula lia-
da m-se no dia io do corrente mez, co-
liifecaiido nesse dia o eu exercicio. Klle,
por tanto, contina a receber chuaos a
temos c externos, cm cajo nsino e tia-
tamento promette empregar todo o zelo
e esmero. /
Jos Xavier Faustino Ramos.
Compra-so urna canoa de um s pao, quo te-
nha 4 palmos do largura com preferencia do ama-
relio : na ra do Vigario, ns. 5 o 7, ou annuncie.
* Goinpram-se garrafas e bo-
tijas vasias : na fabrica de licores
do Aterro da Boa-Vista, n. 17.
Compra-se urna croulnha, ou mnlalinha, que
nilo exceda de 8 anuos : na ra de S- -Hila, n. 85.
Compra-so urna saia da lavarinto largo sen-
do d eesguiflo, ou brcianha fina: na ra larga do
Rozario, n. 40, segundo andar.
Compra-se, em segunda mflo, l fole de caixflo,
I laminador, 1 arricira, 1 taz 2 caixOes de ouri-
ves, 1 gamella deareiu do moldar c scus pertenres :
na prafa da Independencia, u. 19.
Vendas.
(- Aos pas de familia.
i. ns i nam-se meninas com-toda a pcrfeicflo, a sa-
ajr : primeiras latirs, grammfllica portugucza.ar-
thmclica, doutrinu christfla ; coser marcar, bor-
dar de diversas qualidades : na ra da Alegra n
42.' Advtrtc-se que so onsiua com todo o cuidado c
zelo.
O ubaixo asagnado faz seiene aos pas de seus
alumnos.o asaque do'aeu prelimo sequizerem nti-
lisar, /iuo pretende abrir a aun nula de primeiras let-
tras.'laiimo francez, no dia 15 do corrente, o que
contina a recebar pensionistas o meio-pensionistas:
na rna do Queimado n. 17.
T^ Paire J*** J*daCotUs Ribtiru.
_ Embarca Joflo da Cunta Magalhaes para o Rio-
Crando-do-Sul, com escala pelos portos interme-
dios, o seuescravo crioulo, de nome Conrado, de
idade de 22 annos.
- Existe, na rundo Cabug, loja de miudezasn.
1, urna carta ,vinda da cidade do Porto, para ser
entregue ao Sr. Joaquim Domingos Calho, ou, em
sua ausencia, a Seniora Dona Josepha Caihan.
AULAS DE PRIMEIRAS I.ETTRAS.
O abaixo assgnado declara ao respeitavel publi-
co, principalmente aos seus amigse protectores,
e, no dia 9 do corrento mez, tindairt-seas ferias
mmodiato em diante, achor-se-hflo bertas (na mes-
ma casa de sua residencia, da travessa do Veras, so-
I brado n. 18) a receber nflo s os seus antigua alum-
nos, cohjo outros novos : estes medanlo urna men-
salidade mais mdica do que at qui tem levado,
tanto a respeito dos meninos queentrarcm exter-
nos, como pensionistas e meio-pensionislas.
Polyoorpo Mues Coma.
I. V. Draenclos mudou o seu es-1
cridorio e rrmazem de fazendas, da ra
da Cruz, n. i3, para a mesma ra, n.
46, primeiro andar.
COILEfllO S.-ANTONIO.
..No dia 7 do corrente, abriram-so todas as aulas
desto collego.
Jos Mana de Figueiredo professor parlicu-l
F0LHINI1ASPARA Q ANNO DE 1848.
Vendem-se folliihhas de algibeira de porta ede
padre as mais correctas o mais regulares : na pa-
cada Independencia, livraria ns. 6 c 8; na ruada
Cruz-, loja n. 5G ; na ru do Crespo, lojan. 11; na
loja da esquina do Collego e na botica do Sr. Mo-
re i ca, defrontc da matriz da Roa-Vista.
Na ra do Queimado, n. 3i, se-
gundo andar, com frente para o pateo
do Collegio, cnsina-se negrinbas capti-
vas a cozer, costuras-clians, bordar, fa-
zer lavarinto, e tudo o mais que fdr
preciso, por menos preco do que cm
outra qualquer parte,
Vendem-se 4 escravps, sondo : um molecote de
19 annos, de benita gura, proprio para o servico
de campo ; urna linda parda de 18 annos, que* en-
gomma, cose e faz todo o mais servico de urna casa;
2 pretas de Angola, de 40 annos, que cozinnan, la-
vamdosabfloe sao ptimas quilandeiras : na ra
das Cruzes, n. 22, sogundo andar.
Vende-seuma cabrinha de 13 a 14 annos, que
eoznhu, ensaboa tem principios de costura, e he
recolhida r defronto do theatro novo n. 6
Vende-so a venda da prac da S.-Cruz n. 4,
bem afreguezada para a trra e para o mallo mui-
lo propria para um prjncipiante por aero seu alu-
gucl barato : vende-se mesmo a prazo com boa (Ir-
ma c com Os fundos a volitado : a tratar na mesma
venda.
Vondc-se um terreno excedente para se fa-
zer um pequeo siti, ou mesmo para edificar,
coro 122 palmos de frente c cerca de 500 do fundo ;
lem boa agoa de bober; na estrada nova, aberto nos
terrenos d.e llerculano Alves da Silva : vende-se
mesmo a prazo agradando as tirinas : nu ra de
S.-Rila, n. 85, ou atrs da matriz da Roa-Vista, n. 2.
Vendem-se 6 inoleques do 12 a 18 annos sen-
do um delles boliciro c sapateiro ; 2 pretos do bo-
nitas figuras; urna mulatlnha de 4 annos; urna
parda com habilidades ; 2 pretas que cozinham e
engommam; um mulatinho de 12 annos : uo pateo
da Matriz de S.-Antonio, sobrado n. 4.
Vendo-so, no liai da roa da Aurora, n. 4, urna
canoa de um s pao, de largura de 4 palmos; urna
dita que eonduz mil lijlos ; urna escrava do naco,
ptima ongoinmadeira lavadeirn o cosluroira.
Aos !O:000#'rs.
Lotera do Ro-(io-Jneiro.
Aleios bilhetes
Janeiro: na loja
da ra do Collegio,
da lotera do Itio-de-
ilo anligo baraleiro,
n. 9, pelo dinii-
lar do primeiras lellras lo bairro do Recife, faz uto pre^'O de n.sooo rs. cada uni-
do cor-jno Uecie, na na da Cruz, botica
scicnte ao respeitavel publico, que lioj
rento, abroa sua aula, e continua
receber'
n.
aluinnoj de primeiras letfras, grammatica portu-
gueza o flauta. Quem do seu presumo, so quizer
utilisar dirija-se obceco do Jos-da-CosJo u, 2,
segundo andar.
Aula de navegaco.
Agoslitilio'Fernandes Calando do Vasconcellos
abre a sua aula I accionando os diversos problemas Que se empre-
sa ni na pralica da navegaco e theoria em que se
baseam., cando por este uicthodo] os seus alum-
5o.
Vendem-se, por prego commodo, os scguinles
trastes Tcitos era llaroburge: um sof, seis cadeiras
almofadadas da crina, urna jardneira, duas ban-
quinhas dojogo, um guar.la-louca o urna secreta-
ria ; assim como toda a trramente precisa para um
segeiro : na ra do Rozario da Boa-Vsla, n. 35, em
frente da ra do Aragto.
Na ra de Agoas-Verdes, n. 46, vcndein-sc di-
vorsus cscravos mocos, cujos vicios o bondades sa
dirflo os. comprodores c entre cites 3 roolecoles
para lodo o aervijo.
MUTILADO
ILEGIVEL


wmmm-

v' ode-sc urna escrava noca le nsgSo Mo-
<;.iitiI>q que engomma, lava ^e sbito, cozirha o
i..rioi ma cas.i,', n3o tem vi [i~3 nem achaques,
e lem u i cra de 4 annos: nal jdo Vsarta hs.
5 o'7. '
Vende-se moda d cobre correnle, como
premio do dous por cenio : na casa de cambio, de
Crogorio Antunes de Oliveira na ra da Cadea do
ceile, n. 34.
Vonde-se urna venda com poucos fundos, sita
na esquina de igreja de S.-Jos' muito bom lugar
para fazer negocio para a Ierra: ao comprador so
ira o motivo porque se vende : a tratar na mesma
venda.
Vende-se urna prela que cozinha soifrivelmcn-
t, he bastante moca, sadia e de bonita figura : na
ra da Cadeia do Recife, n. 53, terceiro andar.
Na taja nnva da ra do Quci-
niado, ii. ll a, de Raimun-
do Cark Leite, a 1,400rs. o

Alcm de ler um completo sortinienlo de fazendas
linas e grossas pelos presos mais rasoaveis poss-
ves ha casimiras usase elsticas da melhor qua-
lidadoquc tem viudo a esto mercado, a 2,400 rs. o
covado bom como de listras.a 4/, 8/0 10/000 rs.
o corte.
--Vendc-se urna, ferramentn completa para mar-
conoiro, edous balcOcs grandes: na ra do Ro-
zarlo defronto da ra do Aragflo n. 56.
pp@ 323^3^^ "3.32323^3li3l3^
Wj Venflem-se; na ruada Cadeia do
Ej Recife, n. 37, cera eni velas, fa-
IKl bricadas 110 Rio-de-Janeiro, em
1 urna da? 'elhores fabricas, em ca-
xas pequeas, de una ar dezaseis
em libra ;c caixotes coinditas, la'- 5
bricadas em Lisboa, sorlimento ao fc!
gosto do comprador : e tamben se
vendem brandes, fabricados 110
Rio-de-Janeiro, e tudo por preco
mais commodo do que em pntra
qualquer parte..
I
PSI
S
IR
!
1
-T3
11 m dita de sobrado e sotao.ni roa da Senzalla-No-
va n. 37; urna dita terrea f nobecco dos Marty-
rios, n. 4; urna dita na ra dos Pescadores do
bairro des.--Antonio n. 7; urna dita dita mei'agoa
nos fundos desta a cima, n. 8: a tratar na ra &a
Cruz n. 54, com Mondes & Tarrozo, que se acliam
competentemente autorisados para esta venda, por
conta dequem pertencer.
S8J
orjnad ajqos s&iisoue se 99-onp
:ran cpcD -sj OOS^fr P oteidojoJ
-i?q ojod 'apnpp Bisan opiODJcddc
UI991 anb sooi.1 sieui sojsoS 9 soo.ip
-nd sop B)sa epuazej 'sdcuadiuj
scssi.'O op ssjjod sooi.i os-tuapunA
4 -saj^op eni 'eiquodmo^
2$ iutjBjs; saBJBtuirt) ap boj bj^
saeijadaii sbssbd sbaou sy
Vendom-so duas casas terreas, sondo uma dol-
as nova ,na Boa-Vista; cujo valor se deixar a ju-
ros por 6 mezes com boa firma: no palco da S.-
Cruz, n. 14.
Vendem-se, na ra da Cruz, n. 46, condeces
com peras ; ditas com. figos; ditas com pecegos;
lataa com figos ; ditas com bervilhas; ditas com sar-
dinhas; ditas com bolachnha do araruta; massas
finasem caixinhas ; chocolate deeanella, de l.isbda:
ludo novoc chegado ltimamente por | diminuto
preco,
^* Vendem-se, na liviana da praga da Indopen-,
dencie, os. 6 e 8, as seguintcs obras de Lobflo com'
excedente encadernaeflo:
Tratado histrico eneyeopedico, critico epra-
lico sobre todos os direitos relativos a casas;
Tratado pratico das avaliacOes c dainnos;
Tratado pratico comggjidario das pensos eccle-
siasticas;
'Vende-so uma parda de bonita figura do 20
annos, que.eorlii o da prompto um vestido de se-
nhora, corta c da proinpta um camisa de homem ,
engonima mnito bem nunca fugio, nlo tem vi-
cios nem^chaques o que se a/langa debarxo de pa-
lavra c sobretodo tic muito fiel : na ra eslreila do
llozario, n. 10, terceiro andar.
Na ra do Crespo, loja n. 12,
de Jos Joaquina da tev*
"IMaya,
yendem-se muito lindos chapeos para meninas,
tanto de seda como de palhinha chegados ltima-
mente de Paris ; chapeos do seda para senhora ;
cortes de crambraia do seda.de ricos gostos por
prego muito commodo; cortes do vestidos de cam-
braia ecassa-chitasde difTerenlcs qualidadcs por
procos baratos; ditos com uma pinta de mofo e
sem elle a 2,000 0 2,500 rs. cada corte; mantas de
seda e 18a para senhora, das mais modernas que
teemvindo a esta praca, a-5,000 rs. cada uma;
-mantas e chales do-seda de varias qualidades c ba-
ratos alpaca prcta.a 800 e 1,600 rs. o covado;
panno de linho, a 400 rs. a vara; casimiras Traq-
cezas e elsticas para caigas, a 5,000 rs. o corte:
fnstes; setinse velludos para cohete, por'preco
rriuiloem conta ; tem como um sorlimento daou-
tras militas fazendas, que se vendem nelo burato.
MOBILIA.
Vcnde-seuma porcjlo de trastes
vos : lougas o cryst,aos ; uma m
um meleque do 7 annos; caixas
deuux Colares, Lisboa, Porto e Madeira : tambem
algnmasc.iixas de csra do Klode-Janeiro : tudo
muito barato ,em virtude do retirada: para ver o
tratar na ra da Senzalla-Vollia n. 110.
Vendem-se pecas de chitas escuras; ditasc-
res de rosa, mullo encorpadas e fortes : todas de
cores fixas a 5,500 rs. e a nieia pataca a rtalho ;
madapolOcs finos; e eambraia do differeotes^cres :
na ra eslreila do llozario, n. 10, terceiro andar.
Loleria do Rio-de-Janeiro.
Bilbetes e meios ditos da u4-\ lotera
a beneficie do tbcairo de S, Pedro de Al-
cantara : na i ta da Cadeia, loja de cam-
bio n. 38, de Manocl Comea da Cunha
Silva.
_ Vende-se umapreta de tiacSo, que cozinhao
diario de urna cus iavu uuiu do varrea e vende
na ra: venderse por haver preciso e por isso por
pceo commodo : na ra da Gloria, n. 85.
A le? la csiudanles!
Olbem que os livros baratos se estao
acabando.
.Nalivraria da ra do Crespo, n. 11*, vendem-se
livros muito baratos bem como : obras de Virgi-
lio em muito bom uso, por 3,200 rs ; dita de Sa-
lustio, por 1,000 rs. ; dita de Cornelio, por 1,000
rs.; Selecta, por 1,000 r.; Diccionai io de Fonseca,-
por 3,000 rs.; Arilhmetica. d Besout, por 1,200
rs. ; Historia de Inglaterra por 3,000 -rs.; Primei-
i i-iiirnenls praticos do foro civil, com o seo
appendice, por 3,000 rs. ; Telemaco, por 1,280 rs.;
Diccionario de Itoquete, 2 v., por 12,000 rs.; gram-
maca francoza, por i,SS0 rs. ; o Oiiiros uiti ir
vros de aulas para estudantes pobres e ricos : bem
como um grandesorlimenlo de folheto francezes,
para os principiantesdesla lingos, e outros mul-
los follietos om porluguez: ludo so rende pelo me-
gbrrafas grandes e pequeas, da muito
^snovosequasno-4antcn e acreditada marca diamn'e X,
tmvint4donB^ a meUiorque vem a este mercado, por
preco commodo: em cape de Adarhson
Howieck C, ra do Trapiche, n. ^r.
Vende-se uma rede feita em MaranhSo, obra
muito boa: na ra do Cabug, loja de miudeaas de
Joaquim Jos da (osta Fajozes.
Escravos Fgidos.

direitos dominicaes.
Vende-se um sitio em Micci provincia des
Alagas, semeasado vivenda, com 95 bragas de
frente c 175 de fundo, com 213 ps de coqueiros,
d,o fruclo : a tratar no Manguinho n. 27, com D.j
Thereza de Josus do Espirito-Santo, ou om Macei ,
com Jos da Silva Hamos.
Vendc-se superior farinha do mandioca, de su-
perior qualidade om saccas, por prego commodo t
no >i ir.a/em de Fernando Jos Braguez ao p
Djscurso jurdico histrico o (critico sobre os per prego possivel. Cheguem que se estao acaba-
ado. Na mesma loja tambem se vendem conheci-
montos a 10 rs. cada um ; o folhinhas d porla e
de atgibeira das mais approvadas.

Na i ua Dir i la, n, 53,
vpndo-senm par de embonos do pao de cedro, pa-
ra barcaca ; 2 travs o um pedaco do pao de con-
duru.azcito de ca rpalo, a 1,200 rs. n caada;
pomada, a 230 rs a duzia ; e lodosos mais gneros
pertencentes a venda por menos que em outra
qualquer parte, e de muito boa qualidade.
Na ra da Cadeia-velha, u,
iO, loja de 3. O. Efstcr,
rende-so -vinho do Porto, de diversas qnalidades
dito da Madeira ; dito de Malaga ; -dito de Slierry '
dito de Carcavellos; dito de Tenerife ; dito do l.is-
bOa; dito do Rbeino ; dito Graves; dito Sauter-
ne ; flilo de Bordeaux; dito Chateaux-la-rose; dito
S.-Julnm; dito S.-George ; ago'ardento de Franga ,
de varias qualidades ; cherry-cordial; marraschi-
no ; licores finos; PTIMA CHAMPAMIA.em garrafas
inteirasemciasditas; velas de composi&ao ; eh
prelo e verde de superior qualidado ; presuntos e
si'"Je de Hamburgo;sardinhasem ltase vidros;
pctlU'pois, em latas; moslarda ingleza e france-
y.; vidros com frutas em calda de aascar e espi-
rito; agoa de fiordo laianja; CHARUTOS HE IIA-
VANA E DA BAHA ; o outros muilos objectos : tudo
recentemente chegado.
Vendem-so caixas de che hvsson do 13 libras'
em porgfio, ou a retalho: na ra da Alfandetra-
Ve.'ha n. 36, em caga deMstheus Austin & G.
A 4^200 Rs.
Na loja de Guimares Serafim&
Companhia ra do Cres-
po, n. 5,
vendem-se chapeos de sol de se-
da para homem, pelo btalo pre
V'ode 4?2O rs, cada um.
---Vende-se um molatinho de 15 para 16 annos,
proprio para psgem ,ou bolieiro : na ra Nova ,
n. 3.
Vende-se a bom afreguezada taberna en l o-
ra-de-Porta na ra do Pilar, n. 8C : ao compra-
.Jor e lira o motivoor que se vendo : a trotar na
mesma venda.
ir .Venden-so 5 propri edades de easas sendo:
unja de sobrado, sita em Olinda, na ra do Coxo ;
db],
arco d Conceigilo.
Vendem-se charutos ragalia, lairceiros e bons
cachoeironos os meHiOfes ow loem viudo a esta
mercado por prego commodo : na ra do Trapi-
che, n. 34, terceiro andar.
Ni loja nova da ra do QUei-
in a do, n. f I A, de Ray m li-
tio Carlos Leite, vendc-se a
1,000 e 1,200 rs.
a vara de um escolente panno de linho que che-
gou ltimamente de Portugal, cujas pegass ilo de 21
varas : lambem.se vende a retalho: assim cmo che-
gou novo sorlimento do de 800 rs. a vara, e as pe-
gas com 18 varas e meia i anda contina haver
do de 600 n., o hamburpos finos : estilo so aca-
bando os guardanapos de linho a 800 rs.
Vende-se um negro perito official de sapateiro,
de idade de 20 annos, e uma negra cozinheira, cos-
lureira, lavadeira e engommdeira, do idade do 22
annos pouco mais ou menos: na ra eslreila do llo-
zario, n. 43. sefcundo andar.
Itesto das pechin-
chas da loja do nicho.
Na esquina do Ltvramento loja do nicho, anda
existe um resto das boas pcchinchas, das quaes se
annunciam algumos para so acabarem antes do ba-
laugo a saber: chales grandes de garga e seda a
2,000 rs.; mantas de cambraia para senhora, a 1,000
e 1,500 rs. ; ditas de setim de cores de bonitos pa-
drOes para grvalas de homem, a 2,000 rs.; len-
gos chinezes imitando seda a 320 o 480rs.; ditos
do cassa de bonitos gostos e'linlas (ixis. 240 e
320 rs.; luvas de pellica a 640 rs. ; ditas de seda
a 32Qrs.; longos de cambraia muito' lina, abortos,
arrendados e com bicos, de muito bonitos gostos ,
a 640 rs.; c oulras umitas pechinchas que a vista
dos freguozes so farSo patentes.
Vende-se urna escrava crioffla', de 15 annos
na ra do Crespo, n. 8.
Admiraveis navalhas de ago
da China.
DE6 PORTAS NJ^ i
jrj ilj
.\esta loja das melhores pechinchas, anda
existe um resto das mesmas, que, para'se
acabar com ellas, antes do bataneo, se an-
nunciam algumas pelos pregos seguinles:
pannos pretose da cores a 2,500 3,000 ,
3,500 c 4,000 rs., e muito finq, prova de M>
ni a o, a 5, fie 7,000 rs. ; cortes decolle tes de
setim preto de crese de velludo a 2,500
e 3,000 rs. ; cortos de casas do bonitos gos-
tos, com 7 varas, ede cores fixas, a 3,000
e 4,000 rs. ; um grande sorlimento do cha-
les de la o 13a e seda, tarlatanaj o garga ,
com barra, franja, bico o renda a 2,000 e
'3,000. rs.; um grande sorlimonto.de chitas e
madapolOes ; e ou tras muitas fazendas, que
por todo o prego se vendem, so alim do aca-
bar antes do halanco.
Na ra larga do llozario, h. 35, loja do loij.
Kstas navalhas tcem a vantagem de corlar o ca-
bello sem oP'ender a pelle, deixando a cara parecen-
do estarna sua b'rilhante mocidadn. Este ago he da
China, fe Scu autor he Shan. Por todas as socieda-
des das sciencias inedico-cirurgicas, tanto da Eu-
ropa como da America, Asia c frica, lie reconhe-
cido o usa deslas navalhas maravillosas, uflo so
para prevenir as molestias cutneas aqueahunti-
nidade est suhjcita mas tambem como um meio
de as curar
Vendeni-se as verdadeiras s na loja cima ir.d-
cada.
Lotera
do Rio-do Janeiro a beneficio
da 8. Casa da Misericordia
Vendem-sc bilhelese meios ditos desta totariB,
na ra da Cadeia-Velha, loja n. 29 de J. O. Klstr.
Vendem-se 4 vsccas, sendo duas com crias ,
e duas prximas a parrcm.as quaes sSo muito man-
sas e Iciteiras ; na ra do Hospicio, venda do I.iiio-
de-Ouro, junto ao quartel.
Vendem-so saccas do mlho; ditas do arroz de
casca ; ditas vasias de estopa c algodilo ; uma ri-
ca bandeja de rasquinha prateada com 18 casaos
de chicaras e pires-de porcellana dourada ; urna
cama de Jacaranda nova, o com todos os perten-
ces; urna duzia de cadeiras ileamareM; um lou-
cador de Jacaranda do ultimo gosto ; um rico pia-
no ; uma mesa.redonda de meio desala de jaca-
randa i tudo por barato prego : na ra da Cadeia de
S.-Anlonio, n. 19.
Veudem-se 7a 10 arrobas de sebo superior, a
4,160 rs. a arroba : na ra larga do llozario n. 6.
Salsa-par rillia,
de boa qualidade por prego commodo: vende-se
no armazem do Rraguez, junto aoarco da Concei-
cHo ou a tratsfrcom Jos Uaplisla da Fonseca J-
nior na ra do Vigarjo.ji. 25.
Veride-se una commoda de Jacaranda duas
caimas do armacilo, e duas mesas de sala : na ra
do Queimado, n 30.
i\a nova loja da ra da Cadeia
do Recile, n 5, de Claulmo
Salvador Percira Braga,
yendem-SO chaposde seda enfeilados, para senho-
ra e meninas, a 3,000,4,000 e 5,000 rs.
gnu de lingir cabellos.
Contina-se a vender agoa do Ungir cabellos e
suissas : na ra do Queimado, n. 31. O melliodo de
applcaradjiaa'goa acompanha os vidros.
Vende-se o verdadeiro ntethodo d"e
Rodolpho para piano, com companha-
meiilos de solfejos : nn pr.ira da Inde-
pendencia, n. i*.
-- Vendem-se diversos escravos, che-
cados projflinjnienle do Gear, mocos e
de niuito boas figuras, sendo negras,
mulatas, negros e mulatos, e entre e>
tes um bom oilicial de carpina : ua
roa Crespo, loja n. i A ,'se dir quem
vende.
Vendem-se 2 mulatinhos ; 2 prctos ; uma par-
da ; sola ; couros miudos; bezerros; esteiras; cai-
xas para rap; botins c sapalos ; na ra da Cruz,
no Recife, n. 26.
Vendc-se ur preto de naglo de meih idade,
bastante forte o proprio para lodo o sorvigo por
preco commodo : na ra eslreila do Rozario pri-
men o andar, defronte da igreja do llozario, por
cima da loja de barheiro.
-- Yeae-s cerveja branca e preta,em
Dao-se 100^ rs. de graticacao
a quom levar casa da ra da Aurora, n. 26, ou ao
engenhoQueluz, na freguezia de Ipojuca ,o pardo
Joaquim, esoravo de Miguel Augusto de Oliveira,
que o comprou a Antonio Joaquim de Almeida, des-
ta praga ; fugio do dito fengenho no tli' 30 de do-
zembro do anno prximo passado com os signaes
coitiiLoIp : donslatura alta, reforjado de corno,
cUro^barbado, porm raspado, cabellos corrWioos
eannellados; he carreiro de prollsso; levou vesti-
do camisa de algodfiozinho, coroulas do algodilo ,
uma vara de carrear, uma trouxa com urna camisa
de bala oncarnada, dous cobertores de algodilo,
aplagalas nos ps e um faclo novo de carreiro na
cintura. Este escravo foi do Sr. BeVnardinn Jos da
Rocha da vilra do Pombal da provincia da Para-
hba.
Fugo, de bordo do patacho Livratiuuto, fun-:
deadona praia doCollegio, na nolo de 3. para *
do corrento um molecole, de nomo Joaquim do
18 annos pouco mais ou menos; he de nacilo Congo,
bonito, bem preto, falla tilo claro .que pareco
crioulo ; levou calcas de algodSo braneo camisa
de cor de chUa riseda : tem urna pequea cicatriz
ainda fresca parto do lho esquerdo: quem o pe-
gar leve-o a bordo do dilo patacho, ou a Manoel
Ignacio do Ciiv.ira nr. r;:s ds Csdeie, n. 40.
-- Sumio-se uma escrava om outubro de 1844,
com os signaes seguntes: cr'parda.cabellos esfa-
rinhados o vermelhos, altura regular, bocea pe-
3 nena denles limados, ps pequeos 0 curtos,
e 12 annos pouco mais ou menos, cose e engomma.
Esta escrava he de Jos Cazumba da Costa Agr.
Quem a pegar leve-a ao dito Cazumb, no lugar do-
Rogadinho, ou nos Afogados, a casa do Manoel Ze-
ferino de Castro Pimenlcl, no sitio S.-Miguel.
Fugio, no dia 29 de dezembrn prximo passado,
a preta Rosa j do nacao Cala liar; levou VCSldo de
chita usado ; tem falta de um dente e nutro aeon-
gulado rosto redondo; etem os calcanharcs ra-
diados : quem a pegar leve-a ao pateo dd Paraizo,
n. 20 que ser recompensado.
--Fugiram, do poder do abaixo assignado, m
26 para amanhecer do dia 27 de dezembro do anno
prximo passado. os 4 escravos seguntes : Salusla-
o pardo, de 18 a 20 annos, pouco mais ou menos,
alio, cabellos crespos, pouca"barha, pouco secco do
coYpo. Este escravo veio remetlido da Serra-d-Te-
xeira provincia da Parahiba-do-Norte pelo lllm.
Sr. major subdelegado Ignacio Dantas Concia do
Coes Manoel, pardo de 30 annos pouco mais ou
menos alto, ebeio do corpo, ponca barba, cabel-
los crespos ; remetlido peloSr. Manoel Jos Salga-
do, do Cear. Juliflo pardo, acaboclado-, de 30
annos, altura regular, cabellos pretos e corridos:
tem baslante barba ; remetlido. pelos Srs. Manoel
CaelanoCouveia ti C., do Cear. Benedicto cabra
escuro, de 18 anuos pouco maisou menos, de al-
tura regular, ebeio do corpo, cabellos crespos;
remetlido pelo Sr Joilo l.uiz Gongalvcs Vianna da
cidade do Ico. O mosmo abaixo assignado roga a
toda e qualquer pessoa onde os ditos escravos pos-
sam ser encentrados, que os pprehendam o con-
duzam a esta praga, na ra da Cadeia de S.-Antonio,
n. 25. Franci$eo ioaquim Cardozo.
Fugio, no dia 2 do correnle, de bordo do pata-
cho Livramenlo, viudo do Rio-Crande-do-Sul o
escravo Antonio de cor pela, estatura regular;
reprsenla ler 30 annos : levou camisa e caigas de
algodfiozinho braneo e um cinturita de couro. Ro-
'ga-se as autoridades policiaes, ou a qualquer pes-
soa, que o pprehendam o levem-no a ra da Ca-
deia, ir. 40,a Manoel Ignacio de Oliveira, quesorlo
generosamente recompensados.
fugio, no dia 20 de Outubro um escravo, do
norne Joaquim de 36 annos pouco mais ou menos,
de nagiloBaca grosso, baixo, com algumas cica-
trzcs pelas costas ; foi escravo do Sr. Jos Camel-
lo doMonteirp jquem o pegar leve-o a rua-do Ca-
bug, loja n. ti)* ou na ra da prala-dc-S.-RiU ,
n. 27, que ser generosamente iccompensado.
Fugio, no dia 6 para 7 docorren-
t, o preto Joaquim, de nncao Angoh ;
representa 35 a pannos de idade, de cor-
po e estaUra regulares, rosto largo, ollios
upado? e barbado ; tem o dedo grande
do p direito desmentido, e forma um
bolo de carne porbaixo da junta do mes-
mo dedo : ainda nao se explica bem no
fallar ; levou camisa de algodao azul de
mangas curtas, e calca do mesmo algodao
azul trancado : e*le preto foi de M.inotl
Antonio l'ereira, morador na Lapi, ao
p de Goianna. Roga-se s autoridades
policiaes, capilaesde camp^ oappreben-
dam e levem 00 Recife, ra d Alfande-
ga-Vellia, n. 36.
Fugio, no dia 5 do corronte, am escravo criou-
lo do nimio Manoel, natural do serlilo ; he liaixo
o groaso do corpo; lem os ps apalhcla.dos edou^
ossos na nuca sabidos para fra ; levou caigas o
camisa branca chapeo de pallia novo, "Roga-se as
autoridades policiaes e capitfles de campo que o
pprehendam c levem-no a Fra-de-Porlas,n. 95,que
sero recompensados.
Fugio, no dia 8 do corrento, as 5 horas dn ma-
nhfla, urna pretajde nag3o Angola, de noine Jos-
pha de 50 annos, com osjps o pernas grossas o
fe i as por ler lido bobas e os ps radiados; lie o
maior signal que tem ; levou vestido de chita pre-
la um dito do rise.ido azul, panno da Coala com
franja branca .quem a pegar leve-a ao Aterro-da-
Boa-Vista, loja de Joaquim Carneiro Leal que re-
compensar.
PERN. : NA TYP, PE M. F. DE FAR1A. 8l|8


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EJF53X4I4_VW0LOQ INGEST_TIME 2013-04-13T02:54:30Z PACKAGE AA00011611_05382
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES