Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05370


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Full Text
Jimio de I84S.
Sexta feira
O nilltin publica-so lodosos das que
nao torera de guarda: o pirco da signa-
tura he de 4^rs. por quartel pnjoi adianttutoi.
Os annuncios dos assignantes sao inseridos
a rarfu de 20 ris por linlia, 40 r. ero typo
diSereote, o as repeccs pela meMae.
Os que nao foicn assignantes pagao su rs.
por liuha, clGO em typo dillercnte.
PHASES DA LA NO HEZ DE JUNIIO.
I.ua nova a 4 as 10 h. e 48 min. da larde.
Crescente a 13a I hor. e M rain, da man.
I.ua obela a 19 as 8hor. c 58 min. da larde.
Mingoantc a2 a 1 hor. c 7 mu. da tarde.
PARTIDAS DOS CORRF.IOS.
Goianna Parahjba, o Rio Grande do Norte
Segundas e Sextas feiras.
Cabo, Seriiihaein, Rio l'ormoso, Porto Cal-
vo, c Maccy, no I II e 21 de cada mez.
Garanhuns e Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 c 28.
Victoria Quintas fciras.
Olinda todos os dias.
PREAMARDF- IIOJE.
Primeira as 5 h. e 18 min. da manhaa.
Segunda as 5 b. 48 minutos da tarde.
de Jiinho.
AnnoXXI N. 154.
.....iiM --"'-'""''
DAS DA SEMANA.
1G Segunda 8. Joo Francisco Brgis, aud,
1 do J. de D. da 2. v., e do J. M. da 2. v.
17 Terca o. Therea, aud. do J. de D
da 1. v, edo i. dos Frito*.
is Quarta S. Leoncio, aud. do J. de I).
da :i. vara.
1:1 Quinta s. Juliana, aud. do Juii ue i.
da 2. vara.e do .1. M. da I. e 8. v.
20 Sexta S. Silverio, aud. do J de D. da I.
v. do rivel. e dos I, dos E-i los.
21 Sabhado S. Luil Gontaga, aud. do J.
de 1). da 2. vara.
22 Domingo S. Paulino.
CAMBIOS NO DA 19 DEJHUO.
Cambio Sobre Londres.....*"'-'
Parli 373 r^ia* i>or (raneo.
Lisboa 120 por 100 dr- prcm.
Deac. delet. de boaa firmas l '/i l '': .",
Onro-Onraabesp.1........ "''''l'1 '
M irdadrC lO'l f\ I" '
., deC iOOn iv. 17*300.1
de4 '
Pin!" Pal icoes '
o Pesos Columnares. 1 la
Ditos Mexican is 1
Moedas de 2 yatac. 280 a
. i
i.'-i
i
4'HiH
i (300
cedesda C do Bebcrlbe dco0000ao par
INTERIOR
RIO DE JANEIRO.
ORELOCIO 1)A CVMAIUDOS 1IF.PTADOS
(Correspondencia inervada. Comi da corle.)
Sr. Sentinella.Deixe ilc cumprir a ininlia prnmessa
na caria pausada, porque liem vio <|iie ella fui extensis
sima: seria digno de eorrecelo quem, depois de pre-
gar lio furibunda macada, inda se mrlltsso a nontar os
arrufos de praieiros com joannicos. Nao se afllija po-
rein unm ilSO, nieu amigo, ahi vai a historia, tal qual a
sei, e ercio poder assegurar que he, em todos os pontos,
verdadeira.
Opatrilas de Pcrnambiicn devom sua eleracBo prin-
cipalmente s pi>si;cs que oceupao, cuino juizes do di
rcilo, chafes de polica, etc. Levanta-se contra esses
empreados a crinada do inslinclo, dos rerogadores
da consttuicio e na primeira linlia dessa crinada fi-
gurSo os joannicos com todas as tretas que sem usar,
quando pretendeni levar aga ao sen inoinlio.
Vivi as tretas!.... Murrio as lettras !. ..
Ningtiein mellior do que vor sabe {nal he a ultima
ratio dcstes patueco*, quando querein as cousa* : so cu
tivera tempe dosobejo recordara us scus leitores un
millilo do facloscm que cssa ultima ratio fo emprega
da com feliz success.i.Ora pois, cntciitendcrio os jo
annicos que era ohegadn o cato era que, aln de outros,
deverian usar desse ineo, por todos reeunhecido como
milito poderoso; os praieiros aiiubrlu da cousa e dc-
olararto a guerra, unindo se com ii leronymo que, con
junetainciile ooiu o Ernesto, he para os joannicos o cuo
leba-morbos do ministerio.
O Urbano, que j anilava cun a gravidade de ministro
da juslica, pardea de todo a csperniic.i, porque madama
enlendeo, que mellior era supportar os aotuacs minis-
tros, que rueonliccem subinisiios a omnipotencia do
clianceller mor (o Paulo da Venus,, do que exporiraon
lar os caprichos do Urbano, o trr do detal-o tambera
margem com perigo do que viesse a desandar a roda da
fortuna Eis-aqui, a raio dos arrufos. lio preciso oou-
fcnr que isto he que se chama govemar s dircitas !
Cumpri o que promelt; TOCO nao tcr.i razio de quei
xa. Agora darlhe-hei cunta da segado de quarta fera,
que nflo fui grande cousa, a pesar da InterpellaeS
Frrrax
Fiindava-sc a inlerpellacHu em um ullicio de David
Ciinavarro, un qual esla estrellado Sul fallava na fi que
devia depositar no conde de Caxias n respeim das CO
VF..NCOES TERMisAnxs. O Ferrai fe a inlerpellaclo, por ""'Z''alarinho, meu amigo, nao haduvida, est no re
me de nmrcipierimcnlo, que voc oiieontrni ahi.no gress0 \ Assiin o disse o 1) Manoel, e ello
ia., est muito pctoflranqueaoiprovincaen'A...
que os snelas c as suas duas r.ommisses esli 'em a pu
rus. As commissea fizerao liontcm mesmu oslenlncao
do soiis dosejos do trubalhar m> negocio; reunirio-se os
seis alli por baixo da galera que fiea ininlia direta, 0
d'ah marcharan fin pnsso grave Iriso para a sala das
emnmiasiles, <>u para a dus passos perdidos ? !. Km que
conversaran ellosD!... Ser bem inleressanto sbelo.
A enmara nSo quiz saber do prOJOOtO do Nones.
O Manoel Alvcsnio esl inais par., aturar a discussi.0
do orcamento, deo llie como basta. Tambera que ucees
aidade tem ello dessa lei ? A camaraje Ihodeu orcamen-
to para 1S51810.
Continua a discassao damorini/aia. Tem a palavr.i
o Salulnino, o est visto, folln como gente O hornera,
em verbo Ruancas, ho un Lokc; esgravatou ludo,que toi
um gusto! OSaldanha, que lugo vio que um discurso
lestes pode lavar *e com um bnchcehod'agM, mandou
enllocar direta do orador nm copo da pura da Cano-
ra; eo caso he quo, apenas o Satiilniuo deo fin, dcitou
a min an vaso, c sorteo o de um Irago.
Ao Salulnino seguin-se 0 Filippe para responder ao
Marinho. Parece qu o Filippe reconliccra no poder
uiagitaticoaauloridadede, independento de qnalquer
conferencia com curia romana, enxolardo scus esta-
los os Jesutas, lomar-Ibes os bous, propnedades, ele. O
Marinho disse que no, c pretenden preval O com por
taras, decretos e vari> nutra papelada : mas o denotado
da pro/a nao estove pcl'is autos, ehojo mandou vr uns
poilOOl de altarrnbios do lempo do marques de Pombal,
e com clieg c outros livrecos foi dando no padre panca
da decgn; escnipro sustentando quo os fictos citados
pelo Marinho crio os incsmos com quo ello o in derro-
tando.
O que sio argumentos fui cu diendo ca comniigo.
Est deoidido O negocio; a lito nSo ha que rollar 1ro-
copensando que a cousa tinlia sido bem espiolhada po
lo Filippe. Maa qual levanta-se o Marinho, c isso be
que foi fallar; com duas palbetadas e ineia varreo da sa
la todo o parlapatoriodo acu contendor. Que gandul .
que satisfacSo ndo senta o Dora Manoel! E o Men
des... csse, s visto se fsr ideia : (o hornera pareca
arrebatado, torcia-se todo, dava com os pei e com as
mi, finia em fim earantonbas, oh que carantonlias ..
O que he ser bom calbolico : o Limpo nio largou a lu-
neta; para onde virava-se o syndico da Terra Santa, la
Ido ia elle ntrai
Sabe quemis? O Salulnino quer f.ner Ir.insac-
coes com o Snuta Franca en. certo artigo do men-
lo. Mo vai ella : o que vale lie que lio honrado lie um
como entro.
jornal da casa, e publicar, pela importancia do objee>
ti>. O Jcronymo da guerra cliicanou a respeito da pala
vraeonrcncJ ; disse que o governo mina iii.iiul.irli>
vir os esernvos para esla corto, o i|uo aqu Ibes dara o
destino que Ihc paroccsBO conveniente; quo os olliciaes
e anidados dos rebeldes esiaido sontos da milicia. No
Ion que o in(erpellac0o fosse annunciada un 28 de obril,
justamente dous meses depois da pacificarlo da provill
ola, c entrega das armas pelos rebeldes. Dii 0 Salda-
iilia que estas cnincidencias de datas sio muito impor-
tantes, c que ueste ponto llalli um Pinientel que he 8.1-
bielifln. O Jeroiiymo cumparou-se com Scipi.io, edis-
i,. :__Faxera dous meses que os rebeldes do Hio tirande
depuicrao as armas; vamos ios templos dar grabas a
Dos! -Isio hepreaurapoloj nio faca caso. Taire*que
esta inleriiell.n.an d algiima cousa de si o Rios pedio
a patarra, c sexta feira responder ao ministro da guer
ra. O que me parece poder alliriiiar se hoque aqu ha
cousa !..- Se liiilu o que se fez no Rio Grande foi mullo
digno para todos, porque nio lia de o governo ser fran-
co, e aprcsonlnr ao corpo legislativo ludo quantu bou
ve ? porque se oppoe o governo as ioformacoes pedi-
das ? Sio esprtelas do rato..., sio velbaeadas, que a
miiioria approva cora toda a en lid ora de sen extremado
patriotismo !Nestas trafienneias, que papel representa
o corpo legislativo ? em que ponto lien o systcma repre-
sentativo ?__He queslao que cu talvct desi.'nvolva com 0
atrio de estadista
ONuncs Machado quil himleiu npresentar um priijec-
lo de emenda no cdigo do processo criminal : os Lu
zias esli fumando com o tal indefectivel; c pnalo que
ello he representante da praia ueste negocio. O caso lie
fi- .
CAROLINA NA SICILIA. (*)
7n sanguim fmlus
DIVISH DA iililil M UE S. JANUAIUO.
SEGUNDA PAUTE.
Concluso do Capitulo XXII.
Nio bavia Rafaella dito ale alli cousa alguma, ou por
que se bouvesse ennvencionado com Errante reiervar-sc
jiara os ltimos guipes, ou purque antes a franqucia um
pouco ruda do pintor, c seu genio mordaz ll.c pareces-
sciii mais proprius a excitar de que a vencer o resistencia
de Fahio ; mas em iim interveio ella por sua ves na dis-
cuti, e o fe cura a sua Iranquillidsdc c rcclid.io acus-
tumadas.
__ Dignai-vos, disse ella Fnbio com a ana in.iltera-
vel brandora, fazer urna ves na vossa vida alguma cousa
por vosaos amigos ; nio ponbais aempro aa vossas pai-
xes no lugar da rasan.
() VidoDon'en.* 133.
O padre
Por fu
o confirmou
|l|
.rein D. Manoel, quer ver com que se sabio
elle boje:' Fallava o Filippe, e diiia que o inarquez de
Pombal nio fizera escrpulo neiibuiu cm cxpellir de
Portugal os Jcsuilas. Nao falle nesse bouicni, (vulla-
IllO o D. Manuel} que foi o maior jancenista que eu le-
n h o visto!Poneos dignissimos j por ea restayio, e
as galeras estar So quasi desertas, mesmo assiin loi la
maulla a gailada, que u Saldanha, que j eslava a coclu
lar na sua cadeira do corredor, puxon o repu.teiro e cu-
iruu na sala para ver pelo que era lamanbn galliuta 0
onde se bavia de ir por o velbo ? Vis-a vis do Jansen,
que, deiiando-lhc aquclles ollius penelinnles todo cuba-
do, pareca dizcr-lbe.-Va agora mcller no b.co do re
logio o que diste oD. Manoel, que coniniigo se ha de ha
ver K o caso beque, se 0 negocio ficasse nisso, como
eu nSotinbaouvido bem, deixiria de cuiilar-llie; mas
d'ahi a pituco, n cada passu, nio se fallava senao em
jansenismo e jancenistas; e o Jos Pago moia-se; e eu
com o ponleiro bem npplicado para ver o que elle ra-
zia.-Passe bem, adeos. Sala das sesscs, 1 do maio
de 1845. O ltelogio da Casa
m i
PE^N/ilVIBliCO.
de os oulros Srs.; foi aberta a sesso, e approvada a ac-
ia da antecdante. O secretario, dando conla do expe-
duinte. mencionou um oflicio da presidencia de ol de
uibo de 18H. remetiendo um plano do alinhamenln
da estrada da Ma.-dalena para ser examinado pelx c-
mara. A' commisso d'cJificacao.
Oulro da mesma presidencia, do 2 de Janeiro do cor-
rente auno, contendo a soiucio, dada pelo governo go-
ral As duvidas suscitadas entro aa dipoiicoei d j 2* do
art 17!) da conslituico o alvar do 15 de novembro d
1623, sobre poiercm, ou niio os mdicos ecirurgiOes
ser boticarios.A' commissao de laude.
Um oflicio do contador, n flcxionand.i sobro a classi
icacao feila das despe/.as, com o ponto da ra da Auro-
ra.Mandou, quo subsistisse a ordem ueste sentido
anteriormente dada. .
Oulro do mismo contador, declarando niio existir
mais a quota designada no orcamento para despezas
oventuaos. por so adiar eigoUda. Deliberou, que se
peilisse autnrisacao 30 governo provincial para se conli
nuar a azer cssas despeas ; urna vez que silo indos-
pensaveis c urgentes. .
O Sr. Mello Cavalcanli rcqucrCo. quo so cxigissem
informacoes do fiscal do S. Jos sobre urna padaria, no-
vamente feila na ra do Culderoiro. lugar n5o designa-
do pela cmara para taes ostabclccimonlos Appro-
vado. .
OSr. Cintra requereo, quo so mandassom replantar
as arvores do caos do Collegio c d'alfandega, incumbi-
do este trabalho aos fiscaos. Approvado.
Mandou-se commissao de sade o requerimento do
Joaquim Jos Dias Pereira, o do polica o de Jobo lly
lario do Barros. Dcspachro-so as pcticoes de Manoel
Jos Machado, edo Lui/.da Costa l.eile; o dada a hora,
o Sr. pro-presidento levantou a sessao. Eu Joho Josc
Ferreirade Aguiar, secretorio a escrcvi. Mello La
valcanti.- Cintra Manoel. Carneiro Montetro.
Oliveira.Hamos.
A' comisso do edificacao foi presente orequeri-
mento de Luii Jos Marques ( cm replica oulro ja in-
delerido) em que pedo Ibe seja concedido lovantar, no
anligo alinbamenlo da ra do Bangcl urna casa, quo
quer reedificar.
0 novo plano da cidado marca, que o predio em
queslao recuo palmo e meio a 2 palmos, do antig a
linhimcnto diflerenca na verdade muito pequea pa-
ra merecer lana opposicao do supplicante, quando se
trata de un mellioramenlo lio no:essario, especialmen-
te oslando o predio demolido; o so a municipalidado
nao fior exccular os novos planos approvados, nesto
eoulros somclliantcs casos, cm que nao sollro a pro-
priedadepaiticular, ncm be oncrado o colre da muni-
cipahdado, do certo nao pode baver mellioramenlo
algutn.
Ho porlanto a commissao do parecer, que nao tem
lugar a preleocio do supplicanle. Rccifo, 19 deju-
nbode 1813. liamos.
foriJobatallio, quo nio proced o em regra, quando
dcixou derecolUcr ao capilao Cezirii, pela ciusa por
que o bavia prendido o cipilao man lana. Carneiro
l.ins, e bem assim por nao (el pren lido a ambos, quan-
ifo, emsuapresanca, elles se dsafiJrSo ; procedimen-
toeite digno de puniclo, oa> s pela falla do respeito
ios dous refer los capilaes para com UD chafe, como
por ler ano proced i ment cm Irente do bata! io.
Oulro sim, determina S. S., que no di* 1 i do cr-
rante as) Imras ih manhaa, lera lugar b inspoeco de
sade as i ',2.', e3.'eompanhiado > 'baUlhSo.de-
vendo compireeerem os Srs. coronel c raiman lauto da
L'legUo, comroandante do2.bataMu eoiScom-
uianil mies das companbia?. Claudino Ihnccio Ma-
chado, capilao 8|udanlo d'ordcns.
CORREIO.
ConBEsrnxiir.xci \ DA CIDADR I' PROVIXCU
Nao sei onda esti mettidoo diabo do vapor, quo nao
nos tem dar urna noticie, quando esta esta dula lo
rasqueira, ao menos para nos dizer, io ja letn a sua
suspirada carocha o grao a tapador. Anda b ni que a
rapaxiada da praia lento cborava cm oulro temon pela
vinda de um vapor, como i hora agora, pira que ello
nSn venba! Mas cmliiii, nada temos de novo ; porquu
o quo boje tiremos he a c ntinua?ao do que comecou a
0 do n.ci, tem continuado, maisdia, monosdia, gra-
cas a Dos, e ha de continuar, em qusnto Elle quizor.
Ditero, que no dia 16 do corrento fra preio cort-i
ladran de negros, em conicqucncia de denuncia ; mal
logo loi sollo, sendo crime inafiancaTol. Oh linda
cousa !
C*
CMARA MUNICIPAL.
SESSAO OllDINAniAEM H DE JL'NHO DE 18i5.
Presidencia do Sr. Mello Cavalcanli.
Acbndo-se presentes os Srs. Oliveira, Ramos, Car
neiro Monteiro, Cintra, fallando sem causa participa-
wwMgi!* muTawgawapaauaeanasatsusssssrapasnaasss^
Tambera v* Rafaella !?' Pensis bem no que me
acunscllinisP Evadir-mc... mas issu he fugir.hc correr d
iiiimigo; esleja elle formado cm batalha on cm conce-
Ibo de guerra, be semprc o inimigo, e o nieu dever he
fazer-lbe face:
Exageris um seiitimciito muito louvavcl por cer-
to, eque ua vossos amigos muito prexto distinguir em
vossa pesson. Acredilai que cu nunca vos aconselharci
um proceder vcrgonboso, qualqucr que leja O bem que
dclle [IOSB3 resultar; tio zelosa sou de vossa honra como
vos inesmo; mas no caso presente nio se trata de honra ;
entregar os bracos s cadeias como vos queris foze-lo,
nio he honra, Fabio, hcloucura.
__ Creio-vos quando fallis; porque vossas palavras
lev5o a oonvicoio aomen coracio; e todava tciiho sem-
pre alguma cosa que me di: Evadir-to be fugir.
lie a voz do prejnizo que assiin falla, entretan-
to que a prudencia fulla pela noss bocea. Resto ago-
ra saber, se a vossa m cabeca vos dar a lei, como
semprc.
Escutai, Rafaella, lalve tenhais raso; mas dei-
xai-inc acostuniar a esta ideia. Nccessito de algum lem-
po para me familiarizar com ella. Vos nio queris que
eu luja inmediatamente?
Hoje, nao, respnndeo Errante, os nossos meios de
accio anda nio esli maduros ; mas nao tardar a s-
lo, e entio.......
__ Nio me dirs tu antes quaes sio esses meios
Vos os sabereis, disse de promplo Rafaella, quan-
Quarltl do commando superior da guarda nacional do
municipio do leci/e, 7 dejunho le 1845.
OIIDEM D da.
S. S., o Sr. coronel commandanlo superior, deter-
mina, em cm-equencia da ordem do Exm.Sr. vico pro-
sidenlo da provincia, que d'ora en dianle a guarda
nacional do municipio fari o servigo da guaruicSo, uni-
camenle nos domingos.
S. S manda estranhar s Srs. capilaes Francisco
Xavier Carneiro Lins, o Jos Cetario do Mello, am-
bos do 4. Latalhao do municipio, pelo reprehensi-
vel procedimenlo, que tiveriio no dia 11 de maio p. p.,
ach.indo-se o Latallio formado para o exercicio; o es-
pera S. S., quo jamis se repilao semclbantes procedi-
menlos pelos Srs. oficiaes, a quem cumpre dar exem-
plos do disciplina.
Nao pode S. S. dcixar dedizer ao Sr major Joao
Francisco do Reg Maia, commandanlo interino do re-


Publicaci'io a pedido.
.. : su i i lMi,l .::
do lr tempe de os por em exeoucSo ; eu me anearrcgi
de vu-los-ciinimunicar; antes, para que serve1
meu projecto.
Um projecto de mulbcr, diz Errante; tu a Oli-
ves, nieu charo capitio ; se queres anda resistir, se-
gura-te.
Pois quo peds lempo para reflectir, proseguio
Rafaella, rcflccli; utas nao esqueeais ineltir em liuha de
conla lia vossa deliberacio interna os vossos amigos em
geral, e nos em particular. J [tur algumas vezes vos te-
nbodilo, Fabio, o be aqu mais que nunca o caso e o
lugar de vo-lo-repclr; se a vossa obstinado vos pro-
dmisse alguma desgrana, mcu lio que vos ama eoiiio
um filbo, murreria de desgosto, e eu jamis me con-
solara.
Nio lhc diga isso, interrompoo Errante, que o in-
duzir a nflo sabir daipi; que se nao faro para iiccu-
par u seu penaamenlo? E com islo, niiiilin bella sig-
noriua, cuidemos ua retirada; a prudencia ebaiiia-a
para junto do bario.
Rafaella poz a sua manta, citvolvco-sc para sabir, como
fizera para entrar. Fnbio acompanliava com melancli-
cos olhos osles tristes preparativos de despedida.
Vultoruis breve? pcrguntou-lhe.
Cora urna condico.
Qual?
He que d'ora cm dianle vos deixarcs conduzir por
ni 11 ii dcil c ccgamenle. Quando nio, nao
Forcoso be proniettcr-vo-lo.
Exposico dos srvicos mais importantes, prestados ao
pan pelo ex commandante gem I\dio .llc.candri-
no de fia'ros Cavalcanli, dtfoit dabdiCtfHo do
Senhor I). I'cdro I.
Sendo lente de caradores de I.* li'ilia, foi addido
aobalalhao 14, e ochava se do guarda no hospital mi-
litar no da.14 detetembrodc 1831 quando rebuntou
a rev Ka dos corpos da guaroicao doitl cidade, e u ile"-
peilo das onicacas, edo perigo que ni corra, coiiser-
vou-so fiel no seu posto, ecommand i da guarda (nica
quo anda existia) at a larde do dia 15, om que. co-
dendo l instancias dos emprcg idos do mesmo hospital,
retirou-se alinal quando s I he restao d.i mesma
guarJa um Oabo, e Ires soldados. Apresenlou se ao
presidentePinheiro de Vasconcelloa, que, lendo sua
disposicio alguns militares, c cidadSos armados, mas
baldos de municao, bavia no da 10 oncarrogado a dous
ofiiiaos de a condii/irein Ai fortaleza do Brum, ( depo-
sito da municao de guerra); e nao podendo elles cum-
prir a ordem, em consoqui ocio de estarem tambeni ro-
voltudos os soldados da gunrni quaes tioliao em custodia o respectivo commandante, e
baviao ameacado a existencia d'aquelles oficiaes; foi o
mesmo lenle chamado pelo presidente, que, condu-
zindo-o a seu gabinete privado, Ibe perguntOU so su
atreva o r aquella fortaleza com o Iim indicado, e res-
pondendo sfDrmatiTamente, munio-se das precisas or-
dene, o acompanbado de alguns cidadios armados, se-
guio a seu deslino, e pouco lempo depois vollou.condu
/.indo em duas alvarengas, quo aportrilo em frenlo
do collegio, suflicicnto municao, como qual fornecida
inmediatamente a frca do goveroo, fro atacados, o
dispersados os soldados, que so arhavo postados na ra
deS. Francisco, e campo de l'alacio-N cilio, os quaes
frao logo desarmado-, o conduzidos presos termi-
nando assim aquella terrivcl crise. Este relcvanlo sor-
vico moreceo que o presidente Pinheiro p reoommen-
dasse a consideraQo do governo de S. M. I. na parle
que Ibe dirigi ci rea dcste importante aconlecioicnlo,
como consta do regislo da secretaria da presidencia desla
provincia.
Uuando o povo so reuni armado na fortaleza dag
:x&m. lalaBB
Ora disse um iim, exelamou Errante era tora tri-
unipbaiile. Grandes deozes, que oouxis! recebei seu
juramento.
Os dona visitamos fiir8e-io como linho vindo. Ra-
faella ct.iva ISoenoobcrta pola sua inania, que era im-
possvel reconlicce-la o oareereiro lerou a dscri^io ao
ponto do nein procurar ftiie-lo. Elle ganhava o seu 1
iiheii'o em consciencia, un por outre procurava ganhar
maia.
S. magestade cl-rei Carlos III, disse elle phlosu-
pliicainente, liuha toda a rasio em dizer qui' cm todos os
negocios havia una niollier.
O pintor reeondutio Rafaella na cas*.
A Sra. deve-me. disse-lhe elle, inui.is indemnisa-
roi's. Rra quanto andamos na;'.!;';; arrauoa o nosso rc-
(ratn esl parado, c ialu nao me la/, cunta.
Tenba paciencia; era breve, seui duvida, nao mo
faltar tempo.
Desta si-rte a Sra. persiste; VSli labouco nao altalou as suas resolucdes?
Pelo oontrariu rbrlifloou-as.
Vejo boje o que nunca acreditoi.
Que v Yin. '
Que s ha rerdadeiro herosmo nos ooracoes das
ulhores.
Rafaella eslava um pouco agestada com o bario pelo
mysteiio que elle faiia com illa, mvstcrio intil, pois
que n'um da s soubera ella mais do que elle n'iima se-
mana.


2
Cinco-Ponlas, cnm o fim de dirigir ao governo requi-
icocs illcgaes, oi o tcncnle P. A di- I!. C. miindudo,
pelo govrrnador das armas o coroni'l Francisco Jacinto
Pereira, commandar a guarda daotdeia, cujos presos
pretendiao entao forcal-a par* te evadirein, o engroi-
siirciii. s fleiras dos revollosi.s (o que O mesmo len-
lo pode obstar), pernianceendo nesseservtco.iit- que a-
l. I foi restablecida a ordem.
Continuando a merecer a conh'anca do governo, loi
cscolhido pata (azer paite da frca que expedicionou
conlr.i a revolta de Torres Galindo em liczcrios.
T"ndo regressudo para csti capital depuis do batel
precneiiido aquella commissao,foi requisitado pelo com-
msndantc Carapelia, que bavia marchado contra os re-
VoluMOl do Panillas, cncoiilrandc-o ainda na povoa-
i do Bebedor : pdoassistir a entrada de Panelas.
' rule prestou valiosos solvimos, di(iogu1ndo-te, sobre-
ludo, nos ataque de Celund, o Altinho, e sendo um
dos fliciaes que repellitao os calan s daquella povoi-
efm.prrseguindo-osa grande distancia.
l'.hegcndo,a lt de Janeiro de 1835,4 noticia do pre-
sidente Manuel de Carvalbo, a cujas orden se ochava
cnlfio o sohreiito tenente, que a frca de I." inlia, que
j;uarnecia o ponto da Alagoa-dos (iatos, so bavia su-
blevado fpoucos diai antes da rusgi dos Carnciroi)con-
tr.i seu commandante o mejor Arroda (hojo coionel) c
[: lli. :.ir-. c que se diriga para esta cidade, u mel-
gando de nella entrar coin ai armas n i mo, para o
ti tu sinislro d'apear a adininis'.r.ic ;o piovir.cial, traten-
do cm sub con.panhia,como garante,o niesmocomman-
dante sulBeientemente escoltado ; foi na mesma occa-
siao mandado elle tenente, icoropinhado nicamente
de doussolJades de cavall ria, ao encontr da meim
torca, a lim de a la/er conter em SCUI deveres, e pro-
molter-lhe quo o governo satisfara tmente aquellas
exigencias que fossem cumpaveis coni a dignidado do
niesmo governo; e pelas 5 horas da manble dodia 18
do mesmo mez dej meiro chegou a povoaco de Grava
t.i, onde bnvia pernoilado dita torva, e. convocando o
dous sargentos, que o dirigiao leve com elles larg
conferencia, conseguindo dos mesmos, afinal, obstar
quo a torca continuasse nesse dia a suu n.archa ; que
I lie fosse tranqueada urna entrevista particular com o
i major Arruda, que, cercado de aeolinellas, so acbava
in ommunicavel, e com orden de ser i spingardeado ae
primeiro motivo de suspeita ; iuo lorinassem ditos s.ir
genios,n'cssa mosma manha, a Hipfldila frca, fren-
te da qual, dirigindo se o mesmo tenente, reintegrou
no commando das conipanhias os respectivo! ofliciaes ;
C ultimaoiente quo a torga lizesso alto na villa de Santo
AnlSo, donde dirigira suasupplicaao goveriui: oque
feito, legressou o rele ido lente nesse niesmo da,
e.chegando com a rnaior celeridad i esta cidade, deu
conta de sua commissao, expondo as disposicoes, em
quoseacliava i frca sublevada, o quo servio de orlen
lar ao governo as medidas, que cumpria lomar, e com
as quaes comeguio desarmar a torea na sohredita villa
de Santo Antao, c prender os cabecas : providencias
que o sendo fruslrudas pelo eitonleainenl) c brava
tas do I)r. Joaquim Nunes Machado, que, na qualida-
de de chele de polica,(oi mandado para aquella villa.
Tendo sido perturbada a ordem publica na cotnaic
do Garanhuns, o Toreado o prefeito respectivo a aban-
donado precipitadamente para escapara iiiortc, foi man-
dado, a10 de de/flnibio le 836, pelo presidente Fran-
cisco de Paula Cavalcanli de Aihuqucmue rom20 pra-
casdo corpo de polica, fondo desde ldejanoiro le
1833 exereia o lugar de l.ocommandi alo) a Horneado
iid ho pn feito interino da mesma mu.arca, na qual
c inseguio retUbrlecer a ordem e seguranza publica
Agitada a comarca do Bonito pi r espirilos vertigino-
sos, que prctcndCrao acomparuar o Sabinos da liabia
em seu delirio, foi elle mandado com o crpode poli-
ca (quo Interinamente j' eommandava como major
que d'ellc era por nnmcatTio do presidente Vicente! ho-
rado com a sua conh'anca, do que elle se lez lio digne
por seus honrosos precedentes, c por urna serie do ser-
vicos taes,prcstudos ao paiz no decurso do 28 annos : os
quaes nao pdem deixar jamis do o recoinmendar i
estima de seus concidados, e dos luimens justos, o im-
parciaes de lodo Brasil, aos olhos dos quaes s8o reali-
dades a independencia, e a integridad do imperio, a
constituiciio, o llirono, o a ordem publica.
'm amigo do mrito.
Variedades.
mal Pires de l'igucircdo Camargo, do 1. de junho de
1837, para a referida comarca,a 4 de fovor rod 1838,
em cuja commissao prestou impoitant i servidos, neu-
i isandooi planos rcvolucionsrios.-que amescavio in
vadir toda esta provincia ; maniendo o rigor da disc
plina militar,cm toda sua plenitud, p r todos o; luga-
res que leve de tranrilar; u tornando-so tfio recom-
mcndavel por eise assignalado servieo, que merece.) ser
elevado oalhegoria de commandante peral do js cita-
do crpo, pelo presidente I ranciseo do llego Barros,
Ameacada igualmente a Iranquillidade publica na
pnvoacfiodo Taquaritinga, comarcado Limoeiro, loi
elle cnmmond..nle geral uan i.d-. para alli com ores-
perlivo corpo.no da 13 dejulbo de 18*0, sendo no-
meado novamente prefeito interino da mesma comarca;
lugar quo eurceo al principios do setemhro do tito
annn, em que regrcsi u a esta capital, por nao ser
alli j precisa a sua presenca.
Foi por duas vetes encarregado do recrulemenlo pa
ra o exercito o marinba pelo Baru da Boa-Vista, c
ltimamente pelo ooncelheiro Tbomaz Xavier Garca de
Almeida por portara de I-i de novembro de 18 i i; com-
missao quo desempenliou sempre com discernimento,
telo, imparcialidad, e satisT cao d.is diflerentea td
liiinistrares dcsla provincia, que lando o haviao hon-
"-.aatagfcirj,^
BntAo, mou lio, Vin. lera tillo noticias de Fabio?
Buje nao, porni amanilla espera.......
Elle i.-> ilizer v-|ii, o pnrou de repente por* Rio Ira-
bir-se. Il.il'.'cll.i pcreeboo-ii
V-Iu, diase ella maliciosamente, acabando i plira-
o interrumpida. Ento elle j voltoii?
Amenhaa, diguou, espero recebernoticias tuns.
Onde es'. elle agora?
Onde esti elle '.......... reapondeo pobre bario, f Mas guarduo se de I lie firor a menor pergunta ; poia que
xendo- em brasas, poia nao sabia mentir, i me pee- i elle mciino muiln lemio ser interrogado.
guniaa mide elle se ocha?......... Ello et......... Va memna noole vcio 'ila-ln o eonde Allegroni, que
niaa lacnico, mala demininiador, do <|iii
I I I i-:i I s MORAES DS MGDICAUENTOS.
Send i tan e-.tre.tas com i todos sabcm.as relacoes que
existiiii entre o phjsico o o moral do homem, bem so
pode suppnr quo a accao dos di floren tes medicamentos
sobre o rOrpo, etc., deve maniTe foilos lealis. dos sobre o moral daquelles que os einpte-
gflo : este he mesmo o fundamento das esperances com
que os mdicos determinao o emprego do diversas subs-
tancias medicamentosas no tratameuto da! alienacoes
mentaes. Todava, aind que a theoria ponh.i esle prin-
cipio lora du duvida, he certo que a pratica ainda nao
tinlia revelado quaes ero as di Hercules modificai-esdo
estado moral do homem que corresponuiao aeco de
tal, ou tal medicamento. Fsto Irabalbo foi u luna
menta emprehendido por um medico do Dinamarca
que pretende ter resolvido o problema a respeilo de cer-
tas substancias medicinaes, c que prometi continuara
serie das suas obiervacScs relativamente a oulras. Eii-
iqui urna paite dos resultados por elle obtidos, segn
do o lesteiiiunbo de urna fol'.io allemaa, dondo litemos
o prsenle extracto.
I. Oalmiscar, o castreo, o vinlio e o etbcr sulphu-
rico exeitao de urna maneia mu evidente a imagina-
cao daquelles que os emprego com corta perseveran^,
e tornao a meditacao mais fcil.
II. O opio poe constanlcmenle a gento de bom hu-
ninr. Sao conbecidos os mitos do anfiao : os Chins
que secoslumao a Tu mal o, adulo tao delicioso o alta-
do em que, pelo seu uso, se pOem.que, nao obstante os
elleilos lalacl que dello se seguem para a saude e para o
crpo.ludo Ib perdolo em descont das deliciosas allu-
einacOes meraes que Ibes procura.
III. Os leos pjr.'geneosobrao de urna maneiraona-
loga, mas em sentido directamente opposto. As allu-
cinacCcs produtidas pelo opio s3o agradavois ; as quo
proceden) do emprego dos leos pyrogencos sao tristes
e medonhas O primeiro produz o bom humor, e um
estado de melancola dco e sprazivel ; os ltimos pocm
sempro do mo humor, c a melancola que provocao he
lummamenle desagradnil, e icompanbadi to deses
peraco.
IV. Ocmprgo do arsnico cm doses mnimas (por
que de outra maneira no be possivel ) tambem he se-
guido do niel incolia c de tristeza.
V. O cosiiiiento do canbamo excita um estado do ale-
gra rrosislivel. Esta virlude j era bem conhecida na
India, onde os naluraes costumn mistural-o ao tabaco
que fumo, c o lazem entrar, como ingrediente indi-
pensavel, na prepatacao das suas bebidas inebriantes.
VI. protoxyclo d'azolu provoca o riso de urna ma-
neira 121 irresislivel, que por ludo se ri, quer o caso o
tncreca, quer nao. Daqui Ihe vcio o nomo do gaz ex-
bilarante com que be conliecido entre os chimicos.
\ II Finalmente, o uso docblorbydrato de morphi-
na lie seguido de una tal facilidade do exprimir-so. que
degenera, por va do regra, em verdadeira loquacidade:
propriodade verdadeiramenfe assustai'ra no s culo em
que vivemos; porque, se por desgraca chega ao conbe
cimento de ccrlos membroi das cmaros legislativas, be
O quo basta para que todas asiiiscussocs liquem afoga-
dos em maes de fallamentoi sem objoclo, ncm resul
lado.
PnrcllUSSOS DA ARTE 0E EVKKUtA.
A arle de envenenar he um: dos ramos, em quo a
medicina tem feito na rcalidado maiores progressos.
Gravas aos Iraballios do Orlilao.Magetidie, sabe-so enve
licuar qualquer cao com tanta dedicad za e tul ccrle/a,
que alt se pode lan-r com qui o animal duro precisa-
mente cetlo periodo mareado d'ante-mao pelo toxico
I igisla, sem que baja engao de um s dia. O que
poini ainda f llav.i a este importantissimo ramo da ar
te de n atar era estender o poder da icieocia at s plan
la;, n finid'que na escala dos entes organisados nada
licasse de fura da aleada do envenenador. Esto impor-
tante progtes-o acaba de ser foilo pelo l)r. Chatin, me-
dico do Paria, segundo urna communicaefio mu cr-
cuiiistanciada fcila uliim. menl por ello ao Instituto
de Franca. O toxico logista Itancez expoe muitus
particularidades, realmente curiosas, sobico envenena-
mento das plantas por meio do arsnico. O vegetal
regado com una dissoluco de acido arcenioso aprsen-
la, poueo mais nu menos, os mesmos phenomenos, que
o animal suhmctlido a aeco do mesmo venono. O quo
acontece a esl- ultimo he o scguinlo. O veneno, up
plicado de qualquer manuira que leja, be logo levado a
trrenle circulatoria Se a quantidade lio grande, mor
re n animal; so nao be superior s forjas da vida, es-
.Meo lio, diese-lho ella em tora multo serio, n3o
Ihe pergnnio os seus segredoa, guarde-os; man qualquer
ciuo soja a posiijao era tino Fabin Henclu, nao perca niin-
ca coragem e lenlia oonfianoa em mira ; onde ,i abeilo-
ri.i itr > homeill acaba, comeca a clan mnlheres: ella
aelio no eoracao leeiirsos que nao achariio lio ce-
rebro,
Suspeilnrella averdade? dsseentre si obaifl
Ku suppunlia que Vm. u aabia.
Ao certu nao, mas deaoonflo.
E en :.iii.l.. ii.
Tu?
Porque nio, men to? Ha na Inglaterra pesanii qna
alo dotadas do espirite propheliC, talis re son lima
dellaa.
__ Nao me falles da toa Inglaterra o dos Icm Inglesc.'
<\elaniou o baro, daiido-se por fVliz de poder lazii- nina j prio sua palavra .'
divcrio, boaou m, para occnllae O aeuembaraco, llej Sira, senbnr.
amaracateros, Jlrilannia ferox, comodi JulioCesari Consoguio v-lo?
un aciis oommeoterioa. Perdn, niinlia obara Hlha,njnit-|
lou elle com bondade, aaqoaco-me de que la mili en
Foi mu- lii
minea o fina, e islo i be dizer pouco. Km qiianlo II.i-
f'.iclla estove presente, versou a convers.ieilo A.ibee o iiiu-
cci do conde eootroa objeetoa indiSerentea i n mime
de labio nao fui iiem pronniu indo; ihi logo (pie o bario
so aeliou a sos cora Allegroni
V. enlao, Sr. conde! Ihe disse elle, V. exeolloDCia
me bavia prometlido pensar no iiosso |iobre preso; cum-
t ibelece-se entre esta e elle urna especie de luda, e o
veneno be posto Tora da economa pelas urinas, ou pe-
los suores, ou por oulras excreges.
Pouco mais ou menos a mesma cousa so verifica com
as plantas. Se a quantidade de arsnico be grande,
monea planta, seccando-se, so o terreno ho secr.o. ea-
podrecendo-se, se be hmido; so nao he tal que as torcas
vitaos nao posso resistir- Ibe, comecio a amarellar as
folhas, para o crcicimento, apparccem manchas gen-
grengonosas por dilTercntes partes do tronco e dos ra
mos; mas o veneno ho poslo fra da economa pelas
railes, e appareco separado no terreno circomvisinho.
Antes disso porm bavia sido levado pela torrente cir-
culatoria a todas as difTerentei partes do vegetal; e por
(oda a parto as Torgas da vida Ihe baviao declarado a
guerra, oxpulsando-o, j pelos Truclos, onde os reac-
tivos mamfeslavao a sua existencia em pequea quanti-
dade, ja pelas llores, onde apparecia em maior dse,
| finalmente polas loHias, por onde a natureza o ex-
pellia em muito maior quantidade.
Todas estas circumslanciassSo na realidade mui cu-
riosas; mas, a naoservirem para lazer ver, que tambero
ho possivel envenenar a gento, envcnenando-lhe ai ai-
vores doseupomsr, nao vomos para que o sou conhe-
cimento possa servir.
CDMMERCIO
Alfandega.
Rendimonto do dia 19................13:5i2jl57
Descarrega hoje 20.
Sumaca Sania Annn merendonas.
Inglcxa; para que tambem me fallas in nesaa gonle '
Desarmada, enternecida por esta explnaao de bondade
tinuar
ayo.
e nao i|iiu ron
mais lempo a cliverlir-se com oleo cinbir-
Ainda nao.
Has aoinenoi tem nolicaa dalleP
Nenhuraa,
Comuinppe V. exrellcnola, qoe learranjareite
negocio T
Mal.
Quaiido se rcunc o concelbo de guerra?
ilovimento do i'orlo.
.Vacio entrado no dia 19.
Ricbmond ; 43 dioi, brigue americano Napolen, de
233 toneladas, cnpito Charles Cbesobowreyh, equi-
pagem 11, carga larinha de trigo; a Henry Forster &
Companhia.
Vatioi sal idos no mesmo dia.
Ceara ; escuna americana Shawmut, capitSo Hcnry
Gray, com o resto da carga, que trouxo do Boslon.
Rio de Janeiro ;' brigue americano Napolen, capitao
Charles Un sebowrevh, com a carga, que trouxe de
Richniond.
Gibraltar ; polaca sarda Constante, copito B. Rama-
guino. carga assucar.
O/iserracBo.
Fundeou no lamoirio ( no dia 18 ) para acabar de
carregar a polaca salda Monte Carmello.
Editaes.
O lilil. Sr. inspector da thesouraria das rendas
provinciacs manda i'azcr publico, que cm cumprimento
de ordem do Exill. Sr. presidente da provincia, datada
de 27 do pnssado, ir a praca no dia 27 do corrente,
ao meio dia peraute esta thesouraria para ser arre-
matada a quem por menos lizer a obra da Icilura de
tuna carnada de barro no primeiro lauco da estrada do
Norte, desde o caniinlio do Pomhal al o Vacadourode
Olinda, oreada na quanlia de seis eolitos seis ceios e
quarenta e setc mil rs., as quaes scr executadas con-
forme as clausulas especiacs publicadas em o n. 125, e
outros d'este Diario.
Os licitantes devidamente habilitados comprelo
no dia. llora, e lugar indicados, com as suas proposlas
formalisadas segundo o rcgtilamcnto de 11 de junbo
de 1843.
Secretarla da thesouraria das rendas provinciacs, ke.
lllm. Sr. inspector da thesouraria das rendas pro-
vinciacs manda lazer publico, cm cumprimento da or-
dem do Exin. Sr. presidente da provincia de 20 do pas-
sado, que hoje e 23 c 2 do corrente, se lia de arre-
matar cm hasta publica, por lempo de um anuo, na for-
ma da lei, a laxa das barrenas das ponles doCa.xaug
c //ujarv, sendo a primeira pela quanlia de dous contos
de rla, e a segunda pela de um tonto e quindenios mil
ris.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
compareci na saladas sessesda mesma thesouraria nos
das cima indicados, comprtenlenirnle habilitada.-.. K
para constar se mandn aixar o presente, c publical-o
pelo pelo.
Secretaria da thesouraria das rendas provinciacs, &c.
i) lllm. Sr. inspector da lliesoiiiaria das rendas
provinciacs manda fazer publico, que, em cumplimento
it'ordein do Extll. Sr. presidente da provincia de 20 do
passado ir jirafa hoje, 20 de junho corrente .
a empieza das obras da matriz de Santo Amaro de Ja-
hoatao, oreadas na quanlia de 3:320/(100 rs., sob as clau-
sulas especiaos publicad! cm o n. 121 d'este Diario.
Os licitantes, devidamente habilitados, dever com
parecer no dia, hora c lugar indicados, munidos das
competentes propostas, conforme o regulamculo de 11
dejulhode 1843.
Secretaria da thesouraria das rendas provinciacs, &c.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria das rondas
provinciacs manda lazer publico, quo, em cumplimen-
to das ordons do Exm. Sr. presidente da provincia, do
la de fovereiro ultimo, e 27 do passado, se ha de ar-
rematar ein hasta publica boje e a 23 e 25 do
corrento, ao meio dia, a quem maior prego offerecer,
por lempo de Ires annos, o arrendamenlo do jardim
botnico da cidade de Olinda, sob as condigdes publi-
cadas em o n. 125, o outros d'este Diario.
As pessoas, que se propozerem esta arrematacao,
Brevemente.
E ale l quo peina V. cxccllcncia quo so deve fuzer.
Nada.
V. cxcellencia faz-me perder as esperances?
Tenho a infelicidad de ser sincero; nunca pro-
meti o que nao jmsso ctimprir.
Mns algiiuias vezes he grato ser engaado ; ha so-
nhos qu Pasen tomar paciencia, c quo eousolo, se nio
salvo. Amica somnia, como diz o poeta. V. cxcellen-
cia eniiio nunca espera?
Na ininlii viagem a Pariz, o iloutor Gall mo dccla-
ron qoe cu nao liiilui a bossa da eiperanca.
Mas sera duvida, Ibcdevia adiar a da circuuapeccSo.
XXIII.
A II OCHA DE PRO CID A
O roebedo do Mo-Concelho, Scoglio de Malconsiglio,
que nos j iipereebcmos do nlln do monto Eryx, honra
iilile deserto, no meio do mar, na cxlreniidadc du porto
de Trapea!, Segundo a Iradicc, dissemos ns, Proci-
da la reuni os conjurados dc.:ia ci.lado na occasiau das
veiperan sicilianas.
Era iioule, o noute escura c icm estrellas; a cidade es-
lava triste c nind.i; o o porto ainda mnis : apenas o lara-
|iioes das madunas dos nichos das ra, oil das proas dos
navios, luncavao algunia fraca lu ao longo dai ras c
das ondas: algurao senlinellas passeavio de muito era
compareci na sala dissessos da mesma thesouraria,
nos das cima indicados, compotnnlomenle habilitados.
E para constar se mandou aduar o presente, e pu-
blical-o pelo prclo. Secretaria da thesouraria. &c.
60 lllm. Sr. inspector da thesouraria das rendas
provinciaos manda fazer publico, que om cumpri-
mento da lei. peranto a mesma thesouraria, so bao do
arrematar om hasta publica, a quera mais der, hoje, o
a 25. o 25 do corrente, osseguintes imposto.
PrimeiroDi/imo do capim de planta nos muni-
cipios do Rccilo o Olinda.
Segundo Viinte por cento na ago'ardente do consu-
mo da provincia.
A arrematacao de cada um doi rendimentos ser Teita
por lempo de Ires anno e tres mezes, contados do pri-
meiro de julbo do corrente anno at 30 de lotomhro de
1848, lob as mesmas condicoes da anterior arromalacSo,
com excepeo do pagamonto que ser por quarteis
immcdialamonle ao seu vencimcnlo.
As peisoas, que se proposerem a estas arrematacSes,
compareccrO na sala das sesses da sohredita thesou-
raria, nosdias cima indicados pelo meloda,competen-
tomento habilitadas. E para constar se mandou aunar
o presente, o publicar pelo prelo. Secretaria da the-
souraria dai rendas provinciaos do Pernambuco, 11 de
junho de 18*5. 0 secretario interino, Judo Valentim
Villela. 22
3=0 lllm. Sr. inspector da tbescurana das rendas
provinciaes manda Tazor publico, que. em cumprimen-
to da lei, peranto a mesma thesouraria, se ba de arro-
matar em hasta publica, a quem miis der, nosdias 25,
26 e 27 do correle, o dizirao dos cocos nos sezuintes
municipio!, segundo as avaliacOes abaixo dcscriptas:
Recito, 600 rs.
Olinda, Itamaraca, Goianna, Cabo, Rio-Formoso,
400S rs. cada um.
Iguarass. Serinhaem. Boa-Visla, 500* rs. cada um.
A arromalacSo deste imposto ser loita por lempo do
um anno, a contar do 1." dejulbo prximo ao ultimodo
junho de 1846, e a arrecadacao conforme o regulamen-
tode31 demarco de 1832. sendo os pagamentos por
quarteis, immediatamente ao seu vencimento.
As pessoas, quo se proposerem estas irremiticSe,
compareci na sala das sessOes da sohredita thesoura-
ria nos das cima indicados, pelo meio dia, eompelen-
tcmenta habilitadas. E para constar so mandou afB-
xaro presente o publicar pela imprensa.
Secretaria da thesouraria das rendas provinciaes do
Pernambuco, 16 de junho do 1845.O secretario ,
Luiz da Costa Portocarreiro. (21
De; laragoes.
3=0 anenal de marinba tem do contratar, cotnqucm
por menos fizer, o fornecimonto do cada um dos objec-
los abaixo declarados, para os navios d'orraada, polo
lempo quo so convencional', sendo da inelhor quada-
de : p3o, bolaxa, carne verde, ago'ardente, caf moi-
do, toucinho, arroz, azeito doce, bacalbo, tintas pa-
ra pinturas do diversas qualidades, cspermaceloem volas,
lbo em pao, dit em velas, grasa do lo Grande.
As pessoas, & quem convier Tazel-o, sao convidadas pe-
lo lllm. Sr. inspector 6 apresenlarcm as suas proposlas
nesta secretaria at odia 21 do correlo mez, era cor-
tas lechadas.
Secretaria da iiispeucSo do arsenal do maiinha do
Pernambuco, 17 de junho do 1815. O sccrctaiio ,
Alexandre Rodrigues dos /injos. (14
3= A administraco dos estabelecimonlos docari-
dade manda fazer publico, quo, cm cumprimento da
lei, e ordem do Exm. Sr. vico prosideote da provincia,
ir praca boje, e 23, o 25 deste corrente mez,
por tempo de um anno, quo (era principio no dia I.'
de julho prximo futuro, a renda dos amostras do Turo
daseaixas e lechos de assucar. comprehendendo todo o
assucar do luro, quo, em conTormidade da resolucaoda
assemblca piovinciel, Toi appl'.cido em beneficio do
hospital dos lasaros,-na coiilormidade dos regulan.cu-
tos geraes: os licitantes devero comparecer na casa
dassessoes da mesma administracao, nos roeridos dias.
s 4 horas da tarde com seus Iradores. 13
2= O adminislrador da mesa de rendas internas
provinciaes avisa aos proprietarios de predios urbanos
dosta cidado e Afogsdos, que do 1." do corrente mez so
conloo os 30 dias,designados por lei, pnra pagamento,a
bocea do cofre, da respectiva decima findo? os quaes ,
iucorrem os devedores na multa do 3 por ccnlo do va-
lor do dcbilo.= Recife, 16 de Junho do l8i5. Luit
Francisco de Mello Cavalcanli. 8
7 =0 adminislrador da mesa do recebedoria deren-
das internas geraes adverte as pessoaJ que tcem a matri-
cular eicravos, que devem trazer novas relacdes em-
bora nio ten bao a diminuir ou augmentar o numero del
les ja dados, e que somente deve sor urna relacao da-
tada e assignada : aJvertindo que o tempo marcado pa-
ra o recebimento das relacoes he o corrente mez de ju-
nho: e para quo choguo a noticia a todos luco o pre-
sente annuncio Recife, 6 de junho d 1845.Fran-
cisco Xavier Cavalcanli de Albuquerque. (10
jpgiTipifiTai linii i 11 i i T i 'i'i i
muito tempo pelas bateras: um c3o sem dono v.igueava
pela praia soltando ivos lanienlaveis.
Se elle tem o foeinbo paia o ar, desigual de in-
cendio, mas so leva a rnbeca Luisa he signal de morte.
Em lodo o caso he nio slgnal.
Estos palavrai pronunciadas ilevagai iulio, saban do
nina barca, togada por dous rcmeiros marearadol, e on-
de se via una figura silenciosa vellida lal qual como os
inc-mlii-iis da eiinlrana dos nnbres, que vimos assislir a
marcha fnebre dos scle Macbabi-ns, Si be, do nina
grand luniea prcta, que ebria corpo e cara, excepto
osoIIihs. Filava a barca inysti-riosiiinente ao correr du
aneoradoni o na dirceco do roebedo do Pnieida; quando
ao aproximar-iedelle um bote quo pareca eaoolta-la ou
capia-la, raas que se conservava n distancia, como ns
ternera ser deseoberto, foi opercebido ou presentido
pelo negro pass.igeiro ; esle dille algiiinas pilavras ao
ouvido dos rcmeiros, qt>c iinnicdiat.menle nitidrio a
proa.c vngro dircilo para o bote; oqual fugio toda a
torca de remos, mas em breve foi leauCado Sem diier
nada, sallarn os dous roineirc s no bote, onde ia ura hu-
nii-ni s ; lgarrirlo-0 antes qoe elle Ii vene lempo para
defender-se nem de deixar os reuns, c o preeipitaiao mi
mar lera pronunciar una palavra. Aocahir ao mar a
vicliniaM.lti.il um grito sordo, o depois Indo sctalou.
Esta borrivcl iceua, aiiida mais horrivel pelo silencio e
escuro profundos que reina vo, foi era rigor floculada
em iiicihis lempo du qu<: he neceisariu para csercve-la.
Coniuramado o assassinio, o dous matadores panro


TT
6= Oadministrador da recchedorio de rendas inter-
nas gcraes convida as pessoas, que quizercm se encar-
regar da venda da cartas de ogai, no municipio dcsta
cidade, e no anno financeiro prximo fuluro, de con -
formidade com os artigos 53, 54 o 55 do regulamenlo
He 26 de abril do 18H,a comparcccrem em dita repar-
ticSo lodos os dias utois al 20 do corrcnte. Rccchedo-
ria, Odejuuio de 18i5. Francisco Xavi.r Cavul
canfi de Albuquerque. 19
THEATRO PUBLICO.
COMPANUU ITALIANA.
Direcco de Giuseppe Gallelti.
Sabbado, 21 docorrenlo.
A campanhia, a pedido e conselhj de muitos ama-
dores da arte ainda que j estivcsse dispoita a partir
desta capital, por estar lindo seu contrato saliendo
que muitns pcssoes nao poderlo ouvil-a no (beatro
Phlo Dramtico, j por a localidadc do theatro, j por
as circumstancias dos presos, ele se ha combinado de
n ivo a dar um curto numero do representacos no thea-
tro nacional, a fim de comprazer e dar um teslemunbo
ao Ilustre publico, do reconhocimento e gratdlo do que
6U acha possuida ; e para este efleto ha moderado os pre-
cos dos camarotes com toda a economa possivel em re-
lajo as grandes dospezas, quo se origno, conliando
que o Ilustro publico, observando os dese|os da compa-
nhia, se mostrara propicio a renovar-lhe sua proterc.3o.
Hoje di principio a seus trabalhos com oscguinlc di-
vertimento :
Subir i scena pela primeira vez neste theatro a gran-
diosa o sublime produccao de Bellini.
NORMA.
Tal qual lo representada no theatro Philo-Drama-
tico e augmentada com toda a grandiosidade e esmero
po-sivel nasituagaoearranjos descea, vostuarios, etc.
Perionagetis Actoret.
Pollione, Procnsul de Roma as
Galios.............Carlos Ricco.
Oroveso, chefe dos Druidas. Luigi Guizroni.
Norma, primeira sacerdotisa o filha
de Oroveso...........Margarida Lomos.
Fabio, amigo de Pollione.....Giusoppe Gallctti,
Chefe dos guerreiros gaulezei. A. M.Costa.
Coros, Druidas, Birbos, e guerreiros gaulezes.
Segunda parle.
Depoisde urna escolbda overtura pela orebestra su-
bir scena a primeira represcnlacSo nesto theatro da
engrapada opera. /.'albergo dellapoita msica
de Coccia.
Os lolhctosdesta produccao.traduzidosemportuguez,
so repartirn gratis s pessoas que alugarom camarotes,
o para H demais pessoas cstarii a vonda no escriptorio
do theatro i 1(30 rs.
Precot de entrada.
Camarotes de banda, primeira ordem 5S000
fronta 8*000
banda, segunda 6-jOOO
12*000
4*000
5*000
Platea............1^000
Varandas........... 500
Os bilhetes ven lem-se na ra larga do Rosario n. 30
primeiro andar, e no dia no threalro. (52
frente
banda, terceira
frente
Avisos martimos.
3 Para a Bahia segu viagem o hrigue Anna e
Constanca, sabbado 21 do crrante junho; ainda pode
receb r carga a Irete, e passigcros : quem pretender
embarcar, entenJa se com Manool Ignacio d'Oliveira.
ra do Apollo n. 18
5.= Vende so a sumaca Santa Anna Feliz, vinda
prximamente de S. MathrQS acha-se fundeada de
fronto do trem militar: para se examinar a bordo, e
pan se tratar com Gaudino Ago.tinho du Barros, aira?,
do Corpo Santo n. (it. 6
3=Para ucnos-Ayres sopue, por estes quatro ou
cinco dias, o p>tacho sueco Orion, capitio Nikoles Las-
sor.; podo recebar pequea quantidade do carga : a
quem convier, dirija-so a Gaudino Agostinho de Barros
aira/, do Corpo Santo, n. 66. o
T........-----------------. "'" mmij
usos diversos.
1= O abaixo assignaJo, estando a ponto de fazor
urna viagem para Kuropa tem constituido seus pro-
curadores bastantes, tanto para suas transcc5es com -
merciaes, como particulares ; em primeiro lugar ao Sr.
F. & I.ullkens, e em segundo lugar aosca cunbado, o
Sr. P. C. von Sohsten. G. A. Brender Hrandii. 6
1 Anna Joaquina da Conceiclo pretende hypo-
thecar urna sua casinlia, por detraz do seu sobrado n
26, na ra das C'inco-Pontas, a qual bota o porto pa-
ra a ra dos Marlyrios: quem tiver diroilo a ella, an-
nuncie nestes 3 dias. 5
outra le para abarca, c seguirlo n cu cominlio romo
tr nnila se lintivfssc passadn ; tmenle por caulclla tivtr-
rio o cuidado He revirar o bote, para (iteren) crer que a
victima se liavia afnnadn casualmente.
Nao le ditiacu, iiiiirmiirou um dos rcmeiros no
onvido do sen enmarada, que o cao que airara ainda
agora era igual He algnma Hesgraca? pelo modo levara
a cabrea baixa.
Cliegatla mi rnchcdn, a embarracln ontroo em um lima
peqnena orneada, ondoj oslarlo amarrada e sein gen-
te ouirns barcal que all havilo aportado antes Helia.
O* rcraeiro) encoslrls-sc ni remos, 0 o passageiro
taitn em Ierra, c no mesmo instante secnoaiiiinliun pa-
ra o centro do illiote como una sombra por entre as tre-
raa, Depois He ulgiimas centellas He pastos acboii-e
no meio de um grupo He homeot vcslidnt como ello,
c como ello mudos, c que formaran um circulo, como
igual de deferencia manifosta Eolio u recorn-ehegado
rorreo a roda Ha assemlda e recebeo a palavrn He or-
Hem, em voz baixa, dcada um dos Miembros, He que
olla se coinpunlio. Terminada rata oerinonia, rolln ao
centro do circulo.
__ He lio cerlo, que lia entre nos um fnratteiro, dis-
se elle deilondo para trai o capuz, como he cerlo que cu
son Allegrniii; reeonlieei-o pela maneira porque elle
pronuneiou Sicilia, que he a nutta patarra de reeonhc-
ciuirnlo. Doscuhran-ae todos.
Todos voltario como elle 08 capuzes,
Bit-aqul o traidor dissu elle indo um dos as-
titientea. Prendan-no!
Etta ordem foi esecutada tem demora. O tnt]ieito fui
Sabio o n.24, e acba-so a venda na rae;, Ha Inde-
pendencia linaria n. 6. e 8.
A CARRANCA.
Sabio o n. 12, o acba-so a venda na praca da Inde-
pendencia livraria n. C e 8.
l=Joaquim Jos de Sarta Lima he forrado outra vez
a declarar a Jou de AlIcniQo Cisneiros, que, tendo o
ajudanto JoSo Bernardino comprado a propriedade de-
noniinsda -- Silio-dos-Coqueirot ao fallecido Bastos,
como se conbece pela escriptura publica no cartorio |ii
annunciado ; e nlo tondo este sitio pertencido nunca
ao referido pardo Amaro, nem a elle annunciante, c
bem assim ao Sr. Penha, que na melhor boa fe o ne-
gociou 6 aquello Amaro; nullas fico todas estas transa-
rles, que i/ro estas pessoas ; por quanto o annun-
ciante, nao tondo nunca sido possuidor do citado sitio,
lamis poderia dar validado a um pedaco de papel sujo,
a quo o referido Alloman improvisado escriptura : por-
tanlo no he o annunciante, quo intonta a venda do si-
tio, e sim seu legitimo dono, que nao conheco direito
no titulo chamado escriptura a que se arroga b referi-
do Allemao. Aprosente portanto se llic he possivcl os
documentos deque o annunciante he rendeiro, e ao
juizo competcnto chame o seu proprietario, porque as-
sim se conhecerA, quem lie o esperto, se o comprador,
ou quede, que se ere com direito a todo o Bebiribe,
mas que desta vez ficar mamado. (21
1- Aluga-scum moleque, para cosinhar e com-
prar, ou para outro qualquvr servico; na ra do Cres-
po numero 12, fallar com JosJoaquim da Silva
Maia. 4
1= Precisa-so He 400*000 ris, pagando so os ju-
ros do 2 por cento ao mez, por espaco de 6 metes,
dando so por bypolhcca 4 oscravos bons, livres, e des-
embarazados, a cuja legitinfa posse dar-se ha pessoa
idnea, que garanta, nem s isto, como a irmoza do
contrato quo fat oobje;to tleste annuncio : a quem
convier pode annunciar a sua morada para ser pro-
curado. 8
Ao annuncio inserido no Diario novo, n. 130,
em o qual o Sr. Francisco Jos Martina retira as ct
pressOes de boa conducta, o concoito, que por vetea di
rigi a Manocl Jos de Azcvedo Maia responde so,
que a mais lempo S. S. o deveria ter feito, e nio ago-
ra, queesse homem se acha ausente ; e por isso impos-
sibilitado de patcntear ao publico tlgumas dessas ct-
pressoes, que com effeito milito honraran S. S. se por
ventura publicadas fossom.
Apezar de quo pelo dedo se condece o gigante,
comtudo o Sr Caloteado do Diario-novo, n. 132 ,
queira assignaro seu nome para se dar inleira resposta
ao sou annuncio; visto estar tan ao fado da clironica da
pessou, contra quem so dirigi o mesmo, e verse tam-
hem so responde com algunsboccadinhos de sua eiem-
plare alta biographia.
O NAZARENO n. 101
Estar a venda nos lugares do costume, ao meio dia.
__ Na larde do dia 19 do corrente.foi roubaa a urna
menina, na escada da meslra O. Maria Jos, aonde ia
aprender na ra das Cru/es, oseguinte: urna vara
decollar, sem colchetes ; urna mcdalba com diaman
te no meio e um ponteiro de prata, lavado ; o por
isso rogase a qualquer pessoa a quem o dito roubo ou
parte delle, for offerecido, do o aprehender, e dar parle
na travessa do Quoimado, n. 7, quo ser bom recom-
pens da: advertc-se, que ha (oda a certeza do ladrio ser
um negro.
1= O correlor Oliveira perdeo no dia 19 do cor-
rente, da mesa grande d'alfandega at ra do Amo-
rim. urna cartuirinha, contendo urna sedula branca de
duzentos mil ris, tendo no verso recebido do capi-
lo Compello a qual sedula linba recebido dousa
cinco minutos antes do lllm. Sr JoSo Hermenegildo
Borges init: a quem a achar.e quizer restituir, dar
com mil ris d'alvicaras, rogando so a quom dita sedula
Iho seja apresentada, o favor d'aprehcndel-a, visto ter
aquello silln! por onde se faz bem conhecida. 10
Sr. I. V. A R. P. B--Tonho entendido quo Vm.
n5o se importa quo seu crdito seja sevandijado; pois
com esta sao tres vezes, que o levo lolha publica,
Vmc., logo quo vio eu o levar urna vez, devora suppr
levar quarta, que interar com urna carta que feaebi
do Sr. J. M. B. V. L. cara minha inlclligencia, a qual
foiesciipla por Vmc. ao mesmo Sr., o ainda est por
e cumprir a promessa quo Vmc. fez : portanto, quan-
do Vn.c. por estes dias me no mando cmbolrar, eu a
mando inserir, e vamos adianto
1= Aluga-se urna casa torrea na ra da Solidado,
por muito coiTimodo preco, com duas salas, tres quar-
tos, um grande sotao, e um grande quintal: trata-se
na ra da Aurora n. oS. 4
1= Aluga-se o primeiro andar da casa da ra do
Quoimado n. 14. com bastantes commodos, acabado
sat?.-
rodeadn e aproximando se I lie do rosto urna Linterna He
furiafogo rcconhecerii que era um luglet.
Um inglez Exclaiuoii Allrgruni; um Inglez ousa
iiitrinlo/.ir-i-i- no meio de uostag assembleat nocturnas
paro penetrar os uossos inystcrio, ijue nos tepultamnt
na sombra Ha noitc eile nossas eontoieneiat! J eu lia
pouco fiz jusliea A um espin que seguia a minha birca,
c a"ora Heseubro outro em nosso circulo V.i este reu
nirseao sen complico! Morra enm elle as ondas n
nosso srgrcdu!
O oulpado nfo tentn dcfeniler-se, deixou so amarrar
e lanar a bocea sem fater um movimonto, como su su-
persticioso terror, o oseniinieuto do irrevucabilidade
llie houvesseiii paralysadu n lingun otoib des. Qualru liuiiiens o levarlo para a praia, e (tull n
ponen ouvio-sc a bulla de urna cousa pesada quo cabe
no mar. Os qualru executores voltario poneos momeo
los depois, e tomarlo sena lugares un circulo sem Harem
nina palavra a respeilo do desgranada afogado.
__ listas execuces crio necessorias, proseguio Alle-
groni com voi mpassivel; ainda que os noetot catalulo;
no no-las liouvessem determinado, a nossa tefturanca
as ordenara. A audacia desle espios me cansa reccim.
Iiif.illiveluicnle algumas imprudeiieia se lem cnuimet
tido, infeliz do indiscreto VigiAo nos, Icniem nos, puis
quo nos espilo recente tupplioio do seto adeptos,
do Mucliabco, romo os baptizaran, he para nos nina
grande desgrana, c despertou a aiiioielo do gratule juit
Tivemot de abaiiduua los n seu destino, com grande pt
zar ilutan; de tal gorte se liavilo i oinpromoltido, que a
nosta inlcrven^io not comprometiera nos meninos,
do pinttr, e preparar, ha poucos dias; a tratar no se-
gundo andar da ii.esrna casa. 4
Na ra dasCruzes, n. 12. fazem-sobolinbos, bo-
los do hacia, do le te, e sem ello; podins, pastis d-
ala, o coinha-so para lora ; ludo com muiU perfei-
ejo o asseo.
1 A casa do agencia commrrcial da ra da Ctdeia
do Reci/e n. 6 primeiro andar tora encommenda
decadeiras, de dous sophs de urna mesa jardinuira,
He urna dita do jantor, e de urna commoda sendo cm
conla ; qucmeslos ou outros trastes tiver para ven-
der assim como vidros, loucas instrumentos da
msica, livros, roupas, jotas, 4c. tora, pondo-os nes
le estabelecimento um meio fcil de Ibes dar cilrac-
ido peia muita concurrencia de compr,dor -s que a
elle acodem : o estabelecimento tambem adianta di -
nbeiro sobre os Irastes que entrarom e empresta
dinbeiro sobre mobilia prata ou ouro ou com-
pra, fazendo conta; o lem para vender camisas de ma-
dapoln a 1500 rs. 14
1Delfino Goncalves Pereira Lima mudou o seu
escriptorio para a ra do Trapiche n. 18, primeiro an-
dar. 3
1 Precisa-se de um caiteiro Porluguez para urna
venda na comarca do Limoeiro dando-se do ordena-
do 50/ rs. : no largo do Carmo venda n. 1.
1- Ofieieco-so um Poiluguei casodo, para admi-
nistrador de engeoho ; quemo precisar, di rij i-so ao
largo do Carmo, venda n. 1." o
t_ Deseja-so fallar ao Sr, Joo Francisco do Ate-
tado a negocio de seu inlcresse : annuncie sua morada,
ou dirija-so a ra da Madro de Uros n. 7. 3
1= Joaquim Jos Rebello embarca para o Rio de
Janeiro a sua escrava crioula da casa de Hado de 1G
annos. 3
1 A pessoa, que annuncioo pelo Diario n. 127 ,
querer saber da pessoa, que quer permutar predios nes-
tacidado, por outros em Lisboa, dirija-so a loja da
esquina do beceo da Congregarlo que abi so llie di
r,i o prelendenle. 5
2 Manoel Jos da Costa Pedrcira rolira-so para f-
ra do imperio. 2
2 Alui ra todo e qualquer sorvico ; na ra estroita do Rosario
n. 30, segundo an lar. 3
'2=5 Pedr i Zoferino Barboza d-- Paiva chogado ,
ha pouco ilillilin, rolira-sc para lora do imperio.
2~ Alugao-so duas casas, senJo urna na ruado
Alecrim e a outra na trav ssa do Marisco ; a tratar
na ra da Cadeia sobrado da esquina da traressa do
Ouvidor primeiro andar. 4
5 Pommateau, cuteleiro francez, com offcina no
atierro da Boa-Vista, n. 5, acaba de receber um grande
sortimento de todas as qualidades do t esouras, tanto
para costuras, como para alfaiatos, barbeiros, cirurgia,
&c. &c. caivetes, navalias de barba, odoalgibei-
ra, com caivetes nnidos, do melhor uso, quoteomap-
parecido ; assim comoalisnea, o responde pclj quali
dade: na mesma oflicina se faz t da a quilidade do obra
do prata e ouro, com toJa a perloigao, e por procos
commodos.
10
LOTERA
do Guadelupe.
As rodas dcsla lotera nao correrfio na
dia marcado pelos motivos j annuncia-
dos : o resto dos billietcs que existen) s5o
poucos ; mas nao tanto, que a irmandade
os | ossa arriscar. Todos se querem re-
servar para a vespera para comprarcm
biilieles e nao vetn os amadores que
sem comprara os bilhetes, que preci
sao, nao se pode determinar t-ssa vespe-
ra ? (omprem pois o resto dos bilhetes,
e as rodas corrers mpretcrivelmente
Vespera de S. Joao.
3 = Arrenda-se um grande armazem na ra da Son-
zalla-Velha no bairro do Recife por preco com-
modo : quem o pretender dirija-so a ra do Quoima-
do n. 14, lercoiro andar quo achar com quem tra-
tar. 5
5= Aluga-se o segundo andar do sobrado n. -13,
na ra da Praia do Rangel com muito bons commo-
dos muito frosco, e barato no aluguol ;a tratar no
mesmo sobrado. 4
3 Arrenda so urna boa casi na estnda do Man-
guinho, com 4 salas, G quarlos urna grande cos
nha com quintal murado, e um sitio por detraz ,
com al^uns arvoredosdo fruto: quom a pretender di-
rija-so ao pateo da S. Cruz, loja de funileiro de Anto-
nio Jos Das ou na mesma casa que adiar com
quem tratar nestes 3 diss. 0
'-.x>ijatt'to^JB!5i*fte\imMmnmSittmM

tem salvar a elle : em vez de se limilnmii, cumu man-
dlons nossns cstalutus, as excengoes logaes o por con
aequeucia legitimas, al,;unas coinmctlcrn arbitrarias;
tomando assim una iniciativa < riiuioo*a, baviln se ar-
recado O direito de Fcrir por sua conta, cem sen pro
priii nomo; mereoerin por sua intubordinaelo que a
justica humana ns ferisse por sua vez; c na falta drlla
(criamos nos meamos de fazer o seu terrivel otllcio. Nao
se tomba impunemente das leit, n quu juramos todos
tugeitar-not. Supplicio pnr tupplioio, ellos iio pudian
teapar an seu ilestinu; o dedo do Dos us lia vi.i turado
Jilo existem mais, perdoeuios-lhes. I'', piarao u sua falta
rom o seu xileneio, o nussn srgredo emu ellos deseco ao
tmulo. Den llio conceda eterno detoaofO
Aiueu iiiurinurai.'io em ebru todos os assis-
lenlc
Agora, coiitinuou Allrgruni, vitto que tonina vi
i.i.lo-, anie.ieados talvez, permilli, que para revivifi
car vossot cura{rs na perenne fontes do dever o da
esperanca, cu vo record aqui a origoin e ubjerlo de
nnasa sacro-santa intlltulcio. A antiya confraria de S.
Paul, qual suceedemos, e que Ma ciilumiiidada lia si
do, sn tinlia, coinu sab.-is, mu pcnsanicutii, um Bnt, in
ilepcndencia da Sicilia, HesfortunaiU ilha quo semprc
aspirou liberdade, e s mudou de escravidAo. E se os
litali l'aoli, nutsiit predecessoro, reparavao uo mesmo
tcnipo a injustieas da socicibdo, so Oattigavla os ma-
giitrado prevarioadore, os oppressorc poderoso!, te
vingavlo o innocente e os fraco, he porque entendan
fundar a felicidade publica obro a folicidade particular
i: eo.-ai.iv.io a lilienlade pela virtudo. Mas riles nunca
3_ Prrcisa-se de um caixeiro para venda quo d
fiadora sua conducta : en. l'ra-de-Porta, venda de
Antonio Joo da RcsurreirSo o Silva. 3
,">= Na ra I-'ormnsa, n. 4 precisa-se alugar urna
escrava quo saiba cozinharo farer o sorvico ordinario
de urna casa. *
T>= Quem precisar de um rapa/ que sabe ler, et-
crever o contar para caiteiro de ra ou de escriptorio,
o qutl d;'i conhecimeoto a SU3 pessoa dirija se a iraca
da lloa-\ isla n. t. *
ri^_-I'ica dissolvida a sociedade de Luiz & Belitz ,
desde odia 4 ilo corrente ; eo socio Henriquo Belitz
est auionsado para rocebor o pagar todas as contas
perlencentes a dita soeiedade. *
.">= Aluga-se a loja dosobradoda la Veiha n. 61 ,
oxccllente para estabelecimento o com commodos pa-
ra inoradla : a tratar no mesmo sobrado. 3
3 Alaga-so um prcto apto pnra todo o sorvico de
urna casa ; prelere-se alugar para urna casa do pasto ,
onde so aperfeirOe na co/inha por j saber coziobar
o diario de urna casa : no Atierro da Boa-rista n. 26,
primeiro andar.
3 A scciedado quo girava nesla praga sobre u
firma do Paiva & Manocl foi dimitida em 31 dr
Dezembrodo 184i ; Nen a cargo de Manocl Mati-
mianno Gucdos a liquidarlo da mesma ; c como julga
estarom todos os credores salisfeitos lz o presente
annuncio para conlieciinenlo de quem convier e
havendo quem se julgue credor a uiecma podo tpre-
sentor sua conla para ser pago. 8
5=Roza Tliouiazia dos Aojos, Portugueza iclira-
so desta cidade para o Rio do Janeiro com seus filhos
Carolina de Jess escolstica Candida, e Manoel Joa-
quim lavares. *
3 Aluga-so urna casa terrea com muito bons rom-
modos para familia na ra da Alegra do bairro da
lioa-\ isla ; a tratar na ra da Cadeia do Recilo loja
de ferragens n. 44. *
4Aluga-se um moleque completo co7nheiro;quom
i pretender, dirija-sca ra Nova n. 3.", segundo an-
dar. 3
{,_ Aluga-seo terceiro tndar da casa da ra larga
do Rosario dclronlo da igroja : a tralar na ra do
Queimado loja do lerranens p. 30. 3
iAluga-so o arma;em do sobrado n.confronte a
igreja do S.Francisco: quem o pretender,cntonda-secom
B J. Fernandos Barros, no segundo andar do mesmo.
4O cscriptori i da companlna do Bebiribe translerio-
so para a ra da Cadeia, I. anaardo sobrado n. con
fronloa igreja de S. Francisco. 3
10 = Aluga-se a casa terrea da ra da Aurora n. 38;
quem a pretender dirija-te a ra da Cadeia do Recife
n. 40. 3
2= Precisa-so tallar a um moco de Magoz filbo do
um homem da casa da fontu de Moz provincia do
Minho ; na ra das Cruzos n. 40. 3
2= Ouem precisar de urna ama para casa c rus, di-
rija-so a ra das Cruzes n. 17. 2
2 Trocan-se dous ricos sanctuarios, sendo un
mais pequeo do que o outro o um muito rico vin-
dos da corle, proprios para al;umacapella particular,
o tnaior por ter 3 ricas magens; quem os preten-
der annuncio por esta fnlha para ser procurado. (S
2 Aluga-se a loju da casa da ruado Noguoira n.
i (i caiada e pintada do novo com quintal e muito
boa cacimba : a Iralar na ra da Cruz n. G, primeiro
andar.
2= Antonio do Paula Teixeira embarca-su para o
Rio Grando do Sul. 2
1= Precisa-so de um caiteiro para lomar conta de
urna
ij
ro 08. (*
2 Di-so dinbeiro a premio sobro ouro e prata ;
na ra das Floros n. 18. 2
9Precisa-se alugar um prelo por mez para tomar
conta em urna casa e tralar do sou quintal, muito perto
desta praca, que srja fiel; quem o quizer alugar o afi-
anzar, dirija se a ra da Cadeia do Recife n. 25. (4
( Alugao-so duas moradas de casas terroas no
Coellio na ra dos Prazorcs, com bons commodos
para familia tem du^s salas 3 quarlos cozinha fu-
ra quintal e cacimba por barato preco : quem as
pretender, dirija-so mesma ra n. 10. 5
irn i venda por balanco: qjom esti ver nestas circumsta ri-
las dirija-sc a ra de S. Francisco, venda nume-
8
LOTERA do theatro PUPLICO.
= O tbesoureiro dcsta lotera, disposlo a cmpcnhtr
todos os esforros para augmentar o crdito de quo
sempri- ella goscu, pola regularidadode sua ezlrtccio ,
declara quo os bilhetes da segunda parte da 16.'lotera,
cujas rodas devem ter andamento muito brevemente, te
atho a venda nicamente no btirro de S, Antonio,
na botica do Sr, Jlo Morcira na ra do Cabug ;
na ra do Quoimado loja do mesmo tbesoureiro, n.
39 ; e na ra da Cadeia do Recife loja de cambio do
Sr. Vieira. 10
perderlo He vista o voto supremo da ordem, c cstivorSn
cm algumas pocas a punto do realisa In. Os destino
decidirlo do outro modo Usada pelo lempo, engolada
por tantos esbirros, tantascriscs.n rnnfrarianao era mais
do que um fantasma, c eslava preste a Hcsappareccr
nleiraiiieule. Fui eolio que cu lito a iHeio de a trans-
formar para salva la, u a refund netta Congrega^lo dos
Nobret, que hoje nos serve do mascara, o a (o.mbra da
cpial podemos deliberar e tomaras iinstat medidas. Con-
fundidas desde cutio, < animada do mesmo espirito, ns
duas aaeoeiaeoot fatrm urna s. ruja misslo publica co-
bro a secreta. Fiis s lices, an cxemplog de nosso
uoiioies, o que elle quizeio, uo son lempo, queremn
uo no nosso, e marcliaums ao mesmo alvo que elles,
senn pelas mesillas vas, no incnos com a mesilla confi-
.iiiea o o inesmu ardor. Ja temo feito muito, farnmuii
ainda mais. Desde o moderado governo do vico re
principe de Caramanioo o do tea farol succcssnr Lpez
al caso (alacilo parlamento, forjado pelos Inglezea, pa-
ra melhor nos tubjogarem, bom ridades temos subleva-
do. Galana, Callagirotia, Alineo, liirona e nutras moi-
las, e soprado em muita lopula^oes, cm bailante lio-
mens o espirito ipiu no inspira O advogado lllasi, o
Calanet Piraino, silo iioasos martvres. Castreo o gran-
de Castreo mesmo, o lo roe do licres, o niarlyr doa
marlyrr, etae rujo brafo honvera salvado n Sicilia, so
a Sicilia podera ter salva, Castreo era do nosso, e
nos lodos fillina da Sicilia, no que rendemos culto 1 sua
memoria, oremos a Dos pelo ropouso de sua alma.
(Conlinuar-se-ha.J
Ha-


T^-
A
O primcTo leoretario avisa aos Srs. socios, que hojc
ha MSSfo da sociedado para se tratar de negocio de
grande urgencia.
1. m mullier do bons coslumes so ofleroee para
ama de qualquer rasa de familia : quem precisar an-
nuncie.
== flreco-se un rapuz pira destilador de .olo-
cntinuo, ou do outro qualquor appareilio do que
tem pratica bastante ou inesmo para outro qualquer
emprego em algum cngenbo menos leilor ; quem
precisar annuncio.
Oflercce-se um moco solteiro o sem familia pa-
ra administrar um sitio; quem o precisar dirija-so a
travessa do Marisco as Cinco-I'ontas n. 11.
O primeiro societario avisa aos Srs. socios, que sab-
hado, 21 do corrento hatera rcuniao da mcsnia na
na da Cruz n. "i, pelas 6 horas di Urde. 3
l Precisa-se do 250/ n. a juros, e d&o-ie para
seguranca 4 escravos: quem quizar dar annuneie
uia morado par lor procurado, 3
Compras.
1= Compro-so, esoravos por commisso, de ambos
os sexos de idade de 12 a 24 annos pagio so bem ;
na ra Direita n 3. 3
-- Comprase um soih dejacar nd em segunda
rulo ; na ra Ijrga do Rosario, loja de miudc/.as n. 35
6 -Compraose dout escravos podreiros o dous carpi-
nas para urna oncommende para fura da provincia: na
ra da Senzalla-V'elha n. 110, primoiro andar. ">
3 Compiao se os Luziadasi < ni bom estado edi-
cDo denominaba Morgado Malbeus: no paleo da Po-
nba n. 4. '
2= Comprao-se relogios de algibeira em segun-
da mo de ouro o prata e que sejo moaernos ; na
ra das Flores n. 18. 3
2 Comprao se pretal mocas pura lora da cidade;
no Atierro dos Alagados, sobrado n. 31. -
2 Compra-so a Bibliolheca Familiar e Recreativa ,
toda completa o em bom uso; quem livor annuneie
pan ser procurado. 3
9 Comprao-so, para fura da provincia, escravosde
II a 20 annos, sendo de bonitas figuras pagio-so bem;
ni ra da Cadeia do S Antonio sobrado do urna an-
dar de varando pao n. 20. 4
Jacaranda contendo 20 cadeiras um soph duas
ancas cobertas de pedra marmore o urna banca re-
donda do meio do sala tamben) coberta da mesma pe-
dra ; a fallar com o Sr. Manoel Jos Vireira na loja
de cambio da ra da Cadeia. 6
a \ endo-se urna preta mui boa cozinheira Iava-
deira, faz todo servico do urna casa, cnuito fiel humil-
de o sem vicio de qualidade algum ; na ra atraz da
matriz da Boa-Vista, sobrado n. 11. 4
i Yondom-se duas moradas de casas terreas no-
vas sitas na ra da Concordia: a tratar na mesma
ra n. 3 de inanha at as 9 horas o de urna as 4
da tarde. 3
i Vende-so um bom piano ingles em mcio uso,
por 80/ rs com muito boas voies, para qualquor
pessoa aprendor ; movis de varias qualidades, por
nroro cominodo ; na ra Nova loja de trastes n. 67.
3Vendem-se duas prelas paridas, mocas, como
bom le le sabem engommar perfeitamente, cozinhio,
cosem e com mais oulras habilidades e sao de bonitas
figuras; 3 negrotas de 13 a 16 annos com habilida-
des ; um proto de 20 annos; uina preta de 35 annos ,
cozinha bem e vendo na ra por 300/ r ; na ra
das Flores n. 21. 7
3 Vendo so sal, por preco commodo; assimcom
oleo de linhaca em Larris e quartolas; a tratar com
Firmino Jos Felis da Roza !t Irmao na ra do Viga-
rio n. 23, segundo andar. 4
3 Vcnde-se um piano do Jacaranda de muito
boas vosea c por preco commodo a vista do sua qualida-
de ; na ra do Crespo loja da esquina n. 4. 3
5 A bordo do liriguo brasileiro Ftlit Unido, fun-
deadodefrontodo Passeio-Publico vcnde-se farinha
Je mandioca muito boa por grosso o a retallio. 3
3\ endo-se urna mulatinba muito sadia, de 14
annos; na ra do Collegio n. 1. 2
3-^ Vndese una pequea armacao do taboas de
pinhu muito proprias para forro do obras de marci-
neiro ou qualquer topamento por muito commodo
proco 0 todo o negocio so far ; na ra do Sol, junto
a serrara do Snr. CJueiroga n. 17 ; na mesma casa
vcnde-se uina rubra de leile, por preco commodo. (6
\ endo-se uina pamba do canarios de imperio,
muito cantadores e do boa qualidade, por preco com-
modo ; na travessa dis Cruzes venda n. 10. 3
i \ ende se um guarda-louca, e um guarda rou-
pa ; no Atteiro dos Alegados, sobrado n. 31. 2
2- \ ende-se azeilc de carrapato a 7 patacas, a
quem comprar de 10 canudas para cima ; na Soledad!
indo pela Trompe quasi ao p da igreja casa n. 7.
Lembra-se
aos apaixonados Vendas.
4 AUen^Cio ao barateiro I I
Vendo-sea 120, 140e 160 rs. o covado de chita ,
ditas finas escuras a 220 rs. o covado cbilaa 110 rs.
o covado mndapnhio a 150, 100 e I8'3 rs. a vara, di-
to fino a 200, 220 e 240 rs. dita, madrasta do superior
qualidade a 280 rs avara pannos linos a/.ues a 2500
rs. o covado, do bonita vista para pagem, meios cha
les do cassa do quadros a 360 rs. cortes de cassa-(hi-
tas do muito bonitos padrocs 0 boa qualidado a 2600
rs. algodao trancado azul mesclado a 240 rs. o cova-
do zuurte azul de vara de largura a 260 rs o covado ,
muito boa fazenda para pretos lencos de cassa pinta-
dos a 160 rs. aCodao liso de muito boa qualidado a
160 rs. a vara dito americano a 220 rs. a vara, muito
encorpado chadrez sdelinhopara aquetas a 520 o
covado, sendo fazenda muito gravo a de boa qualidado ,
casimiras de quadros de bom gostn para caigas e de no-
vos pairos a 1 00 rs. o covado, pegas do bretanha
de rolo n.uito largas e do 10 varas a '.IOO r< ditas es-
treitas do superior qualidade a 1800 rs, castores ou
riscados a 210 rs. o covado de bom goslo para calcas ,
brins trancados de muito bonitos padrSes a 500 rs o
covado, riscadinbos trancados a 200 rs. o covado, mui-
to boa fazenda para meninos corles do cambraia de
listras brancas ad. mascadas a 5-< rs o corte tendo (i va-
ras o meia ditos de ditos de cor de novos padrocs de
vara e quarta de largura e com 6 varas e meia o corl
a 5frs., pceasde madapoloi 2800, 5200 e3l00 rs.,
dito fino a 4000, i 200 e 4600 rs. a peca, madrasta
lino a 5400 rs. a peca dilas de chitas a 4400 8200 ,
5500 e 6000 rs. escuras, bretanha de linhopuro, lina a
OiO rs esgua, de superior qualidade do verdadeiro
linho a 1500 rs. a vara cassa do quadros para babados
a 5000 rs. a peca cambraia lisa muito fina do vara e
tanto do largura a 600 o 800 rs. cortes de vestidos de
seda com llores a 50.000 rs o coito mu rica fazenda,
ditos de cbali de listras de seda do inclbir gosto a l>
rs. o corto chitas finas do vara do largura a 4i0 rs. o
covado sendo Irancezas c do muito bonitos pudio s ,
escoces de algodao pan vestido a 500 rs o covado ,
brm trancado branco do puro linho do muito boa
qualidade e muito encorpado a 1400 rs. a vara pecas
do bretanha de 6 varas, do puro linhoa 320(1 rs a vara;
advcrlc se aos compradores quo to estas fazendas
sao limpss o de boa qualidade alcni do oulras mui tas
fazendas por barato preco: ni ra do Collegio, loja
n. 1, de Antonio do Azevedo Villarouco & Irmao. (47
14Vcnde-se sal do Lisboa, em grandes e pejuenas
poreoes ; na ra da MocJa armazem n. 7, 2
14Vende-so fardo em barricas vindo de Lisboa ,
ao barato preco de 4500 rs. ; nos enna/ens do llra-
guez ao p do arco da Conceicao o de Antonio An-
nos no largo da Alfandega.
14NosarmszensdeDias Perreira ao p- Ja Alfan-
dega e na ra da Moeaa n. 7 continuao se j vender
Larris de superior vinho da Figueira. 3
6 \cnde-so C'ra iavrada do Rio do Janeiro, ern
caixas de 180 libras coda urna sortidas com velas do
meia libra at 16 em libra ; no armazem do assucar da
ra da Senzalla-Velha n. 110. 4
6 Vende-se muito boa farinha do mandioca, por
barato preco ; a bordo do patacho flor de Maruim e
no hiate Conceicao, fondeados defronte do caes do Col-
legio ou no armazem de porla larga defronte do
mesmo caes ,~ junto ao botiqun) da Kstrelia. 5
5= \ ende-se urna mobilia com pouco uso toda de
Principe da fabrica de Gasse do liode
Janeiro que acaba de ehegar, pela bar-
ca Firmeza, urna porcao de libras e
metas ditas deslc agradavel e delicioso
rap nico existente nesta provincia ,
que pode stipprir a falta do l'rinceza de
Lisboa ; sen preco be de i/Joo rs. a li-
bra e vende-se na ra da Cruz do Ke-
cife, deposito de rap n. 38 : no mesmo
deposito se calino a venda, em libras e
lucias dilas as qualidades de rap j
bem conbecidas, como sejao : Prirtceza
lino, grosso, c mcio grosso, tambem
ebegados ltimamente e pelos precos
i anmiiiciados. (20
2=Vendo-so um quarCo e urna hesta, por preciso;
no armazem do sal do l). Joanna. 2
Noticia aos projessores de >i nuci-
rs lettras do provincia.
A l.vraria da esquina da ra do Collegio recobeo e
(em venda por proco commodo os seguidles livros ele-
mentares coinpostcs pelo Sr. Lu Francisco Midozi:
compendio do grammalica porlugue/a publicado cin
18-12; compendio da bisloria do Portugal, 1843; ex-
positor porljrucz terceira edicao de 1842 ; estes
cscriptos elementaressaogcralinente eslimados em Por
lugal como os melhores que leem apparecido nesse
genero para inslruccao dos meninos e o Sr. Midozi
quo be conbecido por sua variada inslruccao tem me-
recido os elogios dos jornaes portuguezes pelas pu-
Idicacoes distes compendios que boje se adoplao ge-
ralmente as escolas do reino. 14
2 \ -indo-se urna casa terrea bom construida sita
no boceo do Padre Lobato n. 4 ; a tratar na ra do
Collegio n. 1 i, primeiro andar. 3
2 Vende se, para liquidado de contas, e por
pro., o mu burguez em meio uso um candieiro de machn
I cirsel ) patento urna clarineta usado em B, um
brazalete de.coraes azues encasloados em ouro a piso
c sem fuitio um transelim cm bom estado, um par
do (velas para suspensorios dous alunles de ouro pre-
sos por urna proporcionada corrente : a tratar na casa
n. lo ao lado do novo ib utro no largo do palacio do
governo i adverte-se, quo ludo se vendo impretcrivel-
inenle al o da 23 do corrente, pelo menor preco
ol. recido. 11
2Vendem-se 3 escravas de nacao, do idade de 20
a 25 annos, boas lavadeiras do sabao c varrella co-
zinbo o diario de urna casa cngomm3o liso e sen-
do urna dolas boa cozinheira e engouomadeira ; urna
dita de idade do 18 annos, com principios de costura ,
eengommado; um muLtinbudc 16 a 18 annos, bom
carroiro e lio ptimo pagem ; 2 escravos de nacao, bons
para todo o servico sendo um dallos canooiro : na
ra Direita n. 5. 8
2 Vendem-se 5 barris do vinho do Porto de su-
perior quaiidade de oito em pipa por prego commo-
do para fechar contas ; no largo do Corpo Santo
n 17. 4
2-Vende-se arroz, branco por alqueires e por arro-
bas saceos do milbo o arroz de casca ; tambem garra-
fas de tinta de escrover, e meias dilas ; travs de lou-
ro do ">0 a 56 palmos ludo por preco commodo ; na
ra do I!, ngol venda n. 50. 5
2 Vendem-se Juas pretas boas engommadeiras,
cozinheiras e fa/um todo o servico de urna casa ; duas
boa lavadeira do roupa; um pequeo sitio na Varzea ,
com casa earvorodos de fruto ; na rua do Crespo n.
10, primeiro andar. 7
_ Vende-se urna coHccc3o do Panorhina enca-
dernacSo inleira; na rua do Collegio, botica n. 6. (2
2 Vendse o muito superior e acreditado rap
grosso e meio grosso da fabrica de Gasso do Rio de
Janeiro em libras o meias ditas, o as oitavas ; em
Olinda tojas dos Srs. Domingos Jos Alvos da Silva,
nos Qjatro-Cantos; Antonio Ferroira defronto da
cadeia ; o Manoel da Silva Amorim na ladoira do
Varadouro
1Vende-se um palanquim em bom uso ; na rua
do Amorim n. 37, primeiro andar.
1= Vende-so um proto bom Irabalbador para o
campo e se vende por se ter recebido em pagamento:
na rua do (ueimado n. 29.
IVende-so um moleque sem vicios nem acha-
ques de idade de 18 annos ptimo cozinheiro ; ao
comprador se dir o motivo da venda : no caes da Lin-
gota hotel l'istor, n. 3. 4
1 Vende-se um proto de boa figura, sem vicios
nem achaques bom trabalhador de enxada fouca e
machado o he proprio para todo o servico de urna ca-
sa ; urna parda muito moca ongommadeira e lava-
doira ; na rus da Cadeia de S. Antonio ao p da
guarda n. 25 5
1 Venden se duas casas terreas na rua Augusta :
a tratar no largo do Carmo vendan. 1. 2
l = Vende-se urna par de esporas do prata sem feitio;
no pateo do Carino vendan. 1.
1 Vende-se urna morada de casa terrea sita na
rua de Agoas-Verdes n. 43 ; en Frs-de-Portas, con-
fronte a intendencia n. 147. 3
vi-- \ endem-se os mais modernos c lindos padres
Je cassas pintadas com 4 palmos do largura a 320
rs. o covado dilas do assento escuro a 180 rs. corte
de ditas com 10 covados a 1900 rs. ditos a 1440 rs.
riscados de quadros do lia o soda a 280 rs. o covado
cortes de cintas de lisfas patentes de cores lizas, a 3/
rs. cortes de lindeza de quadros a 4/ rs as mais
condecidas pecas do bretanha de 10 jardas a 1700 rs.
ditas de puro linho com 6 vares a 3200 rs. chitas
escuras a 120, 140 e ICO rs. o covado pocas de ma-
dapoln com 20 varas a 2900 e 3$ rs. riscadinbos de
quadros a 120 rs o covado pacle azul com 4 palmos
de largura proprio para escravos a 240 rs. o covado ,
casimiras do algodao de listras o quadros a 4 10 rs. o
covado, longos de chita a 160 rs. ditos de cassa de
quadros a 240 rs., guardanapos de algodao a 2 j' a du-
zis ditos de linho a 3800 rs. pecas de cassa de qua-
dros abertos e de fil de cores a 2j rs o outras
muilas fazendas de bom gosto de linho o seda, por
[uceo commodo ; na ruado Crespo n. 10, loja da viu-
va Cunba (luimarSes. 20
1 Vendem-se presuntos inglezes, queijos lon-
drinos muito frescaes, mustarda iogleza vinho Xer-
ry de superior qualidade, vinho branco francs, Ilaut-
barsao Souternes Precgnac, de diversos precos vi-
nho do llheno superior, vinho do Porto e de todas as
qualidades, conservas inglezas e francesas licor mar-
raschino e outros objectos por preco commodo;
charutos regala e fama-voa de lfjj a55S rs. o mi
Iheiro e em porcSo mais barato : em casa de Fernan-
do de Lucca rua do Trapiche n. 34. 9
1=: Vende-so para pagamento dos alugueis a
venda da rui da Cruz n. 49, cuja nao poder exceder
de 200i rs. entre armaco,um resto de louca e copos;
e caso nao baja a quem convenha estaboleccr-so tam-
bem se vende a armaco tiran do-se o mais: a quem
convier dirja-se a venda visinha n. 4G. ti
Batato t bom !
Na rua do Queimado n. 27, loja da esquina que
volta para palacio acaba de ehegar um rico sortimen-
to do bellos cortos do chitas finas o riscados com assen-
to coberto e de diflerentos tamanhos, por preco com-
modo ; afianca-se que os freguez.es do barato n5o dei-
saro de ser bem servidos. 6
v 1 \ endem-se lindos cortes de cambraia do quadros,
com sois c meia varas, a ojO(K) rs. ; ditos brancose de
cores iamhom modernos, a 4j500 rs. ; ditos de cassa
a 2..000, 1800, e bOOrs. ; ditos de chitas finas as
mais modernas, a 2,;800 rs. ; ditos de dita, a lj.'iOO,
e l.)2oo rs. ; murcelinas de quadros e listras, muito
modernas, o de superior qualidade, a 320 rs. o cova-
do ; pecas de de bretanha do rulo, a 2,>oo(l, e 1 46OO
rs. ; dilas de linho, a 4500, o 3*200 rs. ; brins de
linho do quadros, a 1 800, 1*400, clOrs. ; dito
pardo, de linho trancado, a 440 rs. a vara ; casimira
de algodao, para caifa, a 480 rs. o covado ; damasco
de la, a 1 jOOO rs o covado ; dito com vara e meia do
largura, a 1 800 rs. ; dito fuslao para colletes, a 560
rs. o covado ; tramoia de linho para babados, a 120 rs.
a vara ; lencos de seda decores, a I440 rs. ; pecas
do algodozinbo, com 12 jardas, e vara de largura, a
2*000 rs. ; guardanapos, a 2000 rs. a duzia ; algo-
dao trancado, e estamenha, propria para escravos, a
240 rs. o covado ; pecas do cassa para babados, com
12 jardas, a 3*000 rs. ; ditas com 10 ditas, a"5*200
rs. e oulras muilas fazendas modernas, por prego
commodo: na ruado Crespo, n. 12. 21
l=i Vendem-se saccas de feijo mulatinho novo ,
ditas de arroz pilado ditas de milho dilas de lari
nba ditas de arroz de cases; na rua da Cadeia ar-
mazem n. 8. 4
IVendo-so um prcto bom tirador do leite trata
do gado e trabalha do enxada por preco commodo ;
na rua do Agoas-Verdes n. 70. 2
1 Vende-se um preto de 32 annos, sadio e sem
vicios, na rua Velha n. 32. 2
1Vende-se urna mulatinba de idade de 12annos,
muito bem parecida e com aigumas habilidad es ua
negrinha de 10 annos bem parecida : na rua do
Queimado n. 39, casa de Antonio di Silva Gusmto.
1Vendem-se 4 relogios de ouro dous anneies,
urna medalba para senhura dous pares de brincos 5
ditos de rselas para meninas; na rua do Rangel n. 3,
primoiro andar. i
1 Vcnde-se urna negrinha crioula de idade de
10 annos de muito linda figura nao tem vicios nem
achaques; na rua do Bozario da Boa-Vista n. 53, se-
gundo andsr. 4
1= Venda se urna preta, pirida de pouco, com mui-
to bom loito, sem filbo, bastante moca, poisfoiapri-
meira barriga que teve, sabe engommar, cozinhar, e
do por proco commodo ; no Recifo beceo do Ca-
pim n. 60. 3
l=Vende-secaa 120 rs. a libra ditoa 140 rs.
a libro manteiga a 640 rs. a libra, (lila a 300 rs. di-
ta do porco a 520 rs. a libra toucinho a 120 rs. a li-
bra o a 100 rs dita, covada a 320 rs. dita, cha a 2210
rs. a libra dito a 2200 rs. dita velas do Porto imi-
tando espermacete a 360 rs. a libra, bolaxinha in-
glesa a 160 rs. a libra, presunto a 320 rs. dita, quarli-
nhas da Babiaa 120 rs. cada urna azeitonas a 100 rs. a
garrafa,e todos os mais gneros pertcnccntcsa venda: de-
biixo dos arcos da ribeira da Boa-Vista venda do IV
nasco. 9
Vonde-se um bom sobrado em Olinda n. 58, na
melhor rua que be a de S. lenlo com muito boa
vista para todos os quttro lados e por isso muito fres-
co com bastantes commodos contento 6 quartos ,
duas salas chaos proprios, com I terreno annezo, em
que se pode edificar outrt propriedade; a tratar na rua
do Colrelo n. 81, que se faz todo e qualquer nego-
cio.
=Vende-se muito boa manteiga ingleza a 640 rs.
a libra ; na venda da osquina da rua dos Acougui-
nhos n. 2.
Vende-se superior vinho do Porto engarrafado
de 1819 dito da Madeira do 1835, e chapeos de cas-
tor ; na rua da Gadeia-Velha n. 21 primeiro an-
dar.
Vende-se urna cscrava de bonita figura com urna
cria deanno e'meio a qual sabe lavar de varrella, o
he muito boa rendeira ; na rua dasTrincbeiras n 2i.
Na rua Direita, n. 64, vendem-so cortes de re-
montes volteados a 400 rs. por par ; na mesma casa so
trata a venda do urna armacio de loja do couros, sita
na mesma rua n. 48.
v Vendem-se coeiros de merino, bor-
dados de retroz de clifFererites cores,
muito bonitos, a 5sooo ris cada um ;
mantas de cambraia adamascada branca,
[Miiilo linas, c bem largas, proprias para
cortinados de caixilbos de alcova, a
2S000 ris cada urna esteirinbas pinta-
das a 340 cada tima ; chales de la e
seda a 3s'ooo, e 4*000 ris ; na rua do
(aboga, lojas de fazendas de l'ercira
&c Quedes.
v Vendem-se cortes de vestidos para
senhoras e meninas de riscados de muito
lindos padres e cores fixas^ a razo de 180
e 200 ris o covado ; na esquina da tra-
vessa do Queimado n. a loja de Ma-
noel Jos Gonealvcs.
Vende-se superior tinta de escre-
ver a libra a meia palacj, e a garrafa a
doze vintens sem casco, levando esle libra
e meia ; tambem vende-se rap Prince-
sa fino e meio grosso, Meuron, e Vina-
grino : na rua do Livramento, loja n, 34-
Escravos Fgidos.
inoleeos muilo lindas, o boas para serem educadas, I coser soffrivel: na ruajda Aurora, segundo andar, casa
urna de 12 annos caoulrade 16 annos; urna preta I n. 54. 5
de meia idade por 250, rs. coiinha, engomma o be| 1 | Vende-se cera de carnauba de superior qualida-
8=Na noutede 9 do corrente desapparecerao,do sobra-
do novo da Capunga dous escravos com os signacs so-
guintes: Domingos, alto e corpolento de idade do 22
a 23 annos com una cicatriz na testa ps grandes ,
com um forro no poscoco ; levou ceroulas de algodio e
camisa de bafita encarnada : t.onealo, baixo do corpo,
de idade de 26 annos, muito vivo e alegre levou rou-
pa bastante, jaqueta de panno fino, camisa fina e lam-
ben) de bata encarnada ; sao do nacao Gabao : pede-
so portanto a todas as autoridades policiaes e capilaes de
campo o favor de os apprehender e leval-os no dito so-
brado na Capunga ou na rua da Senzalla-Velha n.
138, quo os portadores seraO recon pensados com 1008
ris. 11
1 No da 18 do corrente fugio urna escrava parda
acaboclada de nome Rita do idade de 40 anuos ;
levou vestido urna saia de chita de lavror miudo ca-
beceo de madapolo e panno da Costa ; tem feridas
em urna perna: quem a pegar, leve a travessa do Quei-
mado n 3 em casa de seu senhor Manoel Firnvino
Ferroira, que recompensara geni rosamente 3
1 Fugio no dia 18 do corrente um moleque do
nome Caetano, com os signaes seguintes : de idade de
14 annos, camisa branca com mangas curtas calcas
deriscado, mas hoje brancas; be can hoto, e la lia
explicado : quem o pegar, leve ao paleo do Terco n. 1,
quo ser.i recompensado 6
1 Fugio no dia 8 do corrente, do bordo do brigue
S. Mara Boa Sorlt, um escravo de Jos Goncalves
Casco, de nome Joaquim de nacao Benguela, ma-
rinheiro estatura regular suissas cerradas, bem
fallante cujo signal mais saliente he ter bonita figu-
ra ; e quandodi destas fgidas costuma andar aqui
mesmo dentro da cidade : quem o pegar, leve a bordo
do brigue, ancorado em frente do caes, ou na rua da
Cadeia n. 40. 9
2 Fugio a preta Caetana de nar8o Benguela ,
de idade de 25 annos, baixa secca do corpo, cor pre-
ta com falta de dous denles da frente do qucixo su-
perior beico inferior vermclho tem um dos lados
do queixo mais grosso e com um signal de fstula ;
tem urna queimadura em um dos bracos, e urna per-
na mais grossa do que a outra ; andava vendendo agoa;
desappareceo no dia 14 do corrente mez : quom a pe-
gar, leve a rua de Agoas-Verdes n. 21 que ser bom
recompensado. 10
50^000 ris de graliicago.
4= Desappareceo no dia 2 de junho do corrente an-
uo um moleque, de nome Estevlo, idade 12 annos,
pouco mais ou menos, bonita figura, baixo, cheiodo
corpo, rosto redondo, nariz chato, beicos grossos,
pis pequeos, o os dedos curtos e abertos ; tem urna
lettra Aem um dospeitos; be muito ladino, e
parece crioulo : quem o pegar, leve-o rua do Livra-
mento n. 38, que receber a quanlia a cima. (8
____ S
PERN. } KATYP. DE M. FDE FARIA---- lH45'


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