Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05365


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Full Text
r
/linio de 1841$.
Salibado 14
MSI
O DI AMO publica-sc lodosos dias que
nao rorrm do guarda: o preco da nssigna-
lna he de 4.a* rs. por quartel pagni ailianladoi.
Os anuncio* dos assignantos sao inseridos
a raifiu do 20 icis por iinlia, 40 rs. em typo
diferente, c as repeticSes pela matada.
0 que no forem assignantos pagao 80 rs.
por liaba, e 1G0 em typo dille rente.
PIIASES DA. LA NO MEZ DE JUNI10.
I.ua nova a 4 as 10 h. e 48 min. da tarde.
Lrcsceutc a 13a 1 hor. e, 24 min. da man.
I.ua chela a 19 as 8hor. c 58 min. da tarde.
Mingoante a 2U a 1 Iior. e 7 iniu. da tarde.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Goianna Parahyba, e Rio Grande do Norte
Segundas c Sextas feiras.
Cabo, Serinhaeiii, Rio Formoso, Porto Cal-
vo, e Macej, no 1 11 o 21 de cada mcz.
Garanliuns o Bonito a 10 e 24.
Boa-Vista e Flores a 13 e 28.
Victoria Quintas feiras.
O inda todos os dias.
PREAMARDE IIOJE.
Primcira aos 30 min. da tarde _
Segunda aos 54 minutos da iiianhaa.
DIARIO
de Jim lio.
AnnoXXI N. 129.
jmgBammaimrmc^mmmammimmmmtii ni mu...... '-
..MIM((nM
DIAS DA SEMANA.
9 Segunda S. Feliciano, aud. do J. de
D. da 2. v., e do J. M. da 2. v.
10 Terca Margarida, aud. do J. de I)
da 1. v,edo J. dos Fcilos.
11 Quarta S. Mariiab, aud. do J. do D.
da 3. vara.
12 Quinta S. Facundo, aud. do Juiz de I).
da 2. vara, e do J. M. da I. e 2. v.
13 Sexta >;> >> S. Amonio l'adroeiro da
Provincia.
14 Sabbado S. F.llzco, aud. do J. de D.
da 2. vara.
15 Domingo S. Vilo.
CAMBIOS NO 12 DA DE JUNHO.
Cambio sobre Londres.....25 '/
> .. Paria 372 ris por franco.
Lisboa 120 por 100 de prein.
Desc. de let. de boas Urinas I '/, 1 '/a p- %
Ouro (Incas despalilllas 3lj00 a 31/800
Moeda de (ifi(H) vel. 17.4S0O a 17W00
. de /400 uov. 17/300 a 17/500
>. de 4ll00 U/500 a 9/B00
Prata Palaces .... 1/900 a 1/980
i) Pesos Coliimnares. 14080 a 2/OOn
Ditos Mexicanos 1/940 a 1/960
Moedas de 2 patac. 1/280 a 1/300
Acedes da C do Beberiuc 50/000
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
Discurso que nSr. depulado Ferrar pronunciou em
sessSo de 19 demaiodo correrte anno.
Senhores, a existencia do ministerio nctunt nSo lie a
nalogn nos principio! regulare, normaos do syslema ro
prescntalvn. O ministerio actual, nema sin marcha va
eillantc, c iciu rumo, pelos seus principios errneos,
pela nr.-.liiiin.i coiiviec.lo que teni, pela ncnhiinin f que
deposita n.is instituicoes do paiz, para as qunes nlha co-
mo para um trapo de papel, e considera boas porque 5o
n fonlc da autnri.ladc que tcm; o ministerio actual nao
eleve ter o apnio desta cmara. ITmn das c.indieo'cs regu-
lares, nurniacs do syslema representativo, he que o mi-
nisterio sia da maioria das cmaras ou se identifique
cum ellas, as guie c dirija; c usando niesmo da exprs-
si" de mu illustic publicistaque seja na essencin sen
director, e na forma sru servidor. Esta condioao nao se
d no actual gabinete Examinemos o ministerio cm sua
11* i ; t 111. S. iliin elle da maioria das cmaras ? Nao; Unto
que, ii.in leudo o nimio dellas, so vio na necessidade de
o* diasnlvcr. Qual o apoio que finita, dundo dimanava
ello i* Da opiniao publica? Nao ccrtainonle; firmou se
cutan em frcas estraulias do eviterna representativo, e
assim proeurou desde sua origen] fazcl o. Representa o
ministerio alguina renca pnlitiea, algiima das opinics
polticas em que se divido o paii? Na"<.
O Sr Coelho (minislro da guerra;:He o mellinr que
elle tein.
O Sr. Ferrax:Tomo nota, Sr. lacliy;;raplio, do ivuo
acaba de diicr n nobre iiiinistro da guerra frisadas).
O Sr. Coelho (ministro da guerra,1: Podo tomar.
O Sr. Ferras: O Sr. ministro da faieuda disse no se
nado .-NSo temos circulo ; e o Sr. ministro da guer-
ra no nutro (lia em um aparte, ufanaudo-se milito de vi-
ver solitario ueste mundo poltico, disse : -A nac.in nao
tem partido; c agora mesmo disse :He o niel luir que
0 gabinete actual tcm. He possivel que exista um mi
nisterin tem partilliar Igunia as creusaa polticas que
dividein o paii ? PhenniniMio nico Mas se dit : Te-
mos somonte cm vista a nieto, o honi da uagao : gim;
mas para o faior lio preciso que adopte um syslema po
litico d'entro aquclles que parlilliiio os grandes partidos
que dominan o paiz; he preciso quo siga a npiniao que
Ihc lie mareada pela maioria das cmaras, que se Ment
t i 1111 < rom estas maiorias que o sustentan com a sua o j i
niAii, he slo um principio rcr.onliccdo por todos, e que
o ministerio nao oonheco. Digo niait, o Sr. ministro he
quCia me obriga a ato, que o ministerio est em oppo
sie'iu flagranle enm a maioria dn paiz.
O Sr. Coelho (ministro migo.
O Sr. Ferras: Eslcjn persuadido de quo o nao dcsc-
jo offender por mancira ncnliiima, c que nao fojo do
combate. Examinmosos negocios internos Nos primei-
ros dias de sua vida, o ministerio nao liulia a maioria
das cmaras; dissolveo a cmara dos dcpiitados, eslava
no cu direilo [e he de notar que, apezar de habilitado
com limitas honras, enipregos, e de ter muito dinheiro,
a niio pode nrranjar); appclluii para o paiz; c se o paiz
podcggc inlervir livrcmenle, seria coudemnado (jiSo a-
potado]. Fui necessario, pois, que cainiihassc de modo
que podesse conseguir maioria Proeurou o opoio de
um partido cojos principios dctcstava;c sendo isto ainda
ponen, fui preciso substituir os iuteresses nos scntiuien
tos polticos; para conseguir o sen fin, n3o quiz que o
cleilor exprimiese una ideia, um pensamcuto poltico;
appellou, u;i i para a livro consciencia dos cleitores; nao
pora o juizo nacional; clioniou cm sen apoio os inters
ses loraes, 01 iuteresses iu.lividuars, as paitos egostas,
as ambiges as niais pcqueuinas c torpes, ludo quanto
uo era scntiuicnto generoso Snicule leve cm sen fa-
vor una parte da popolaoio quo almojaya a dirccc.io i'os
negocios do pni, que viva fura do parlamento, a qual
Ihc prestou um npoio gencrosp. Anda assiin, para ven-
cer fui preciso lancar mi da fraude, da violencia Rcu-
nio-sc a nova camar; c o ministerio, em vez de 1er um
apoio forte que devia vir da consciencia, da cniviec.io.
leve um apoio de emprestimo. Ao principio este apoio
limito lito valeo; porem, diftcrenlc de pensaniento com
a maioria, vio-se na necessidade de fazer s vezes o que
nao quera, o outras vezes do nao fazer aqullo que do
sejava Isto durou por algum lempo : o, Sr. presidente,
a vida do ministerio, a sua forja na cmara esl s de
jicndciitc da sombra do ministerio de 23 de marco; essa
sombra implacavci llie lem garantido a existencia ale o
presento; mas esse mdo vai dcsapparceendo, e as 000-
vieeoes ho de tomar a sua devida influencia, c essa
maioria llie escapara ao lodo. Agora lera apoio decidi-
do de cutio ? Examinemos os tactos, quer no senado,
quer uesta cmara.
As medidas que os ministros aeccito, ou cahem, o
fican adiadas: de excmplo sirva as ditierentes medidas da
lei do remenlo, essa resolucao que acaba do parsar
com as emendas do senado, contra as quacs o Sr minis-
tro da fazcuda se pronunciou, fez os mniorct esfurcos,
pedio e rngou : silva laiubcm de excmplo n scparacfio do
capitulo 3." da lei do orcamento, que ja passou. Qual a
causa disto .' Um erro do ministerio; nao quer iilenlifi
car se eui principios uuii a maioria que o sustenta; nao
tcm m .-tena nem pcusanieulo poltico. Que nao tem
systcma algum poltico o musirn i, fateudo um exame
no sen prucediiiient, quer a respeito dos negocios in-
ternos, quer dos externos Internamente, cm urna pro.
vincia vemos o ministerio desmontar a ndminigtracn no
sentido daipiellcs que o a|ioio; cm nutras urna barreira
tao forte, que no sel como anda esses individuos, .que
lano solTiem, o npoijo Em Minas cS Paulo.por excm-
plo, identificado com o partido que o apoia, o tem mon-
tado convenientemente. En declaro positivamente qui
be este o principio do syslema constitucional. Em Per
iiambuco.purcui, o contrarioapparoce.
OSr.N. Machado: Absolutamente.
O Sr. Ferro;:Varaos s Alagas. O governo apoia-
va um partido, e apenas vio que esse partido era fraco,
o iibandonnu c ligou-sc a oulro que eslava mas forte,
que se tnlia opposlo sua voulade; dcsarmnii o primei-
ro quo Iho tuha dado apoio, o mala franco c leal, sa-
crificando honra o fazcuda, e ncnlregon a disericSo do
oulro partido a quem tinha combatido; laucn o prime-
ro partido fra de todas as posiecs, lirou-lhe as armas
c as enlregou s maos dos seus contrarios A respeilo
do todas es nutras provincias o mesmo segu.
UmSr. Depulado: E da lia Lia .'
OSr. Perras: Bu sou um pinico suspoilo a respeito
da Baha; peen aos Srs. depuladns quo fallem a favor
dola, que cu fallarei em favor do suas provincias,
Alguns Senhores:Ah Ah (risadas.)
O Sr. Ferro;:Senhores, qnando fallo cm demissoes,
quando fallo desla mancira, na ontenda-sn que eu cen-
suro o governo por dcmiltir aquellcs empregados de
confianca que Ihe pem obstculo na manilla da adini-
nislracio : nao, absolutamente nao, esl no sen direilo.
Mas pee.o ao ministerio e A cmara quo reflicta que o
commum do novo, de nnssos cidadaos nSo Iceiu as Icis,
nem cutenil( m do s\ atenas polticos; que a Icm os
factos e os liomens; he neste cdigo vivo que se ins
truein Ora, ver individuos que sustentaran a dignidade
do governo dcsnierinlns dos cargos pblicos, postos a
margen!, he urna rous terrivel que far muito mal a
toda administra!;.'! porque esmorece aquclles que por
ventura tenh&o sido sempre constantes defensores da au-
toridade publica E o abuso chega a punto do demitlido
e perseguido poder diicr : Eu padreo por tal servir."
que preslei as desordena que tirarlo lugar em minha
provincia, como o proscripto Romano por sua casa de
Alba.
Vamos ao externo. Ora, o governo qner negociar com
Rosas, ora com Fructo : ora pi-ope tratado a Rosas, ra
protege a Eructo.
O Sr. Coelho (ministro da guerra) : Islo na i lio eom-
nosco
O Sr. Ferras: No he s ah quo fica.
Urna das cundinos anula de um ministerio regular
vem a ser ser solidario, estar unido, ser cunsistcnlc cm
suas opinics ; e cada di* nos vemos o triste espectculo
de os ministros votnrem diffcrenlemcntc, ora por una,
ora por nutra consa. Temos visto o triste espectculo de
o Sr. minislro da guerra volar contra as propostas de
seus colegas; temos visto no senado sustentarcm-se
principios intuiramento oppostos aquellos que nesta casa
Mistont.'io os ministros que tcem aqui asscnlo; temos vis-
to ministros d i lo re ni aqui que nao aeccitao una emenda
quo he prejudicial, c depala niudarcm de opiniao; este-
rera ora por urna idea, tira por outra. E he possivel que
isto marche assim? O que faz porm o ministerio r1 Lo-
nhecoudo que nn tcm nina maioria com que pussa san-
tificar todos os seos actos, vai legislando, decrcla cen-
sas que nflu Ihc eoinpetrm Porexemplo, considera quo
nao he legislativo alterar as laxas dos corrcius, c loma
para si esta attriluiieao; estando prximas as cmaras a
abrirem-sc, decreta que o tal regnlamcnlu, que ale vai
ferir de perto, c muito directamente a constiluico tenha
sua cxeeuco, memo na parle cm que rccunhcce que
depende da approvacao do poder legislativo, c isto qua-
tro dias antes da abertura das cmaras. Se so exige que
o govcino aprsente os balances com nina propusta para
a approvao.o dascontas, o iniiislro diz: nao he pos-
sivel fazer aquillo que a cmara exige. O que a lei exige?
A un no.'io da raan do excesso de despeza, e du passagem
de urna para outra consignacao. Fezmais: termina-seo
tratado com a Inglaterra, e o governo considera qiie a,
commisscs mixtas devcni continuar ; um tribunal cx-
cepcinnal que nem mesmo u cmara pode decretar, tri-
bunal, que at nem aprsenla garanta alguina. Utlcreee
esse arbitrio ao governo inglez, e o governo ingles no
acceila! Nao fieaahi: loma a si o coiihccimcnto da nul-
lidade ou validade das eleiees das cmaras iiiiinicipiics,
loma a si interpretar o aclo addieinnal a respeito da
maioria de 23 que he ncccss.iria para que una lei pro-
incial, nAo 8anccionada, tenha f'r^a o vigor; vai por
diante, faz, sem pedir crdito, despezas que nao cslDo
autorisadas; o corpu legislativo est aberto, o nao se
aprsenla n pedir um crdito pura ellas, vai as fazendo,
bem certo de quo,se pedisse dinheiro para despezas no-
tis c sem l!m, como as dessa illuminaeo, a cmara n.io
as approvaria, porquo a cmara nao d nina confianca
illimitadu, d so o sen votii para o que he preciso, para
o bom andamento dos negocios.
Sr. presidente, examinemos os principios quo o minis-
terio ti ni profossadu na tribuna. He um principio regu-
lar que o governo nao pode marchar sem os nijion.is;
que deva idcnlificar-se com ellas; que deve dirigi-las; o
que sem isto nao pode viver..... Nos circuios particula-
res o Sr. ministro da inarinha publicamente declara que
o governo pode marchar sem maioiia, que nao tem ne-
cessidade delta para fazer o bem do paiz.
Esse ministro disse no senado : digo mais, que, era
quanto as cousas eslivercm no estado cm que seacho,
ai do governo, se elle se esc ra visa s maiorias. (nacas a
constituido temos muilos rucios de sustentar a paz o a
ordein publica,sem ser preciso tal subjeioao.
Emoutro lugar: ai de nos, se alguma cousa nao
houvesse as uussas instituicoes, mais interessada na
eonscrvae.'io da constiluico c da ordem publica. Su
formos s maiorias..... maiorias fazem-se com milita fa-
eilidadc.....
Ora, una proposicao desla no lempo cm que vivemos!
Neste secuto! Km ISl'i, quando una opiniao destas se
aventou na Franca, Chateaubriand,na sua moiiarcliia se-
gundo a enra, mostrou quo era urna heresia poltica, o
que era da natur- za do syslema representativo dever o
ministerio eubjeilar-sc opiniao publica que Ihc marca as
maiorias das cmaras. Chateaubriand, que he, e sempre
I fui iCdlista. e que nio poda ser republicano,nem era ho-
rnera do ideias exageradas, depois de mostrar que a maio-
ria era necessaria, c quo o governo ou a derla seguir,
on dissolver a cmara dos deputados, disse:
Este espirito (fallando do da cmara dos deputados ,
piido muito bem n.io ser o sen; ellos (os ministres pulie-
ran muito bom preferir um systcma que estara em des-
liarniMia com os seus gustos, com suas iiiclinac.oe.se ha-
hilos ; mas he preciso queelloa, ou mudora espirito da
maioria, u a elle se subiuettan. Eu din-i como so tem
chegado a esta heresia publica, que u ministerio pude
marchar com a minora. Esta heresia fui inventada no
desespero de causa, para justificar falsus systemas, e
opinics imprudentemente proferidas.....
Nada do mclhor emnma cunsliluieao: he preciso
quo o ministerio dirija a maioria ou a siga. Se iiHo pode,
ou no quer tomar um deslcs dous partidos, he misler
que sedissolva a cantara, ou so va.....
Esto he o principio normal do nosso svlcma represen-
tativo: 0entretanto na tribuna publica o que he que se
diz? Que as maiorias no valem nada, nada! Peco c-
mara que veja o discurso deste ministro. Disse elle
mais: se quizermos entrar no governo democrtico,
istn he, no tal d:s maiorias..... como pordesprezo, cu-
tio o caniiulio para a dostruigo da eonstituicu est a-
berto, e lalve j para elle tciihanios inare.hadn sobre
planu inclinado; porque mcios de ter maiorias artifi-
niaoa nao faltan. Ainda mais:ai de nos, se alguma cnu-
sa mais inleressada na onnservacn da eonatituiclo e na
rdem publica.....! As maiorias que representan a opi-
niao publica ; os maiorias cm quo so base i o sistema
constitucional e todos os poderes polticos, no sao su
teressadas na ordein publica, na conservocan da consti-
luicao; casas maiorias pdem modificar a coiisliluic'in
DJ rma, por ella eslabelecida, nao sao garantas da or-
len publica........!!! Essas maiorias cm quo se basca o
throno, de que he filha a cunslituiclo.......
Eu poderia trazer agora una propoaieao do Sr. minis-
tro da fazonda, quo o Sr. ministro da guerra, cum a sua
habilidade propria, quiz ratificar, de quo a decretaran
annuol de impustus era cousa intil, que causoii bulla
no principio du systcma representativo, mas que buje
nflu vale nada. A cmara ouvio, e nada direi. Nao
Irarei tambeiu outra proposicSo quo os cidadaos nao
pdem deixar de pagar us impuslos qaanda nao sao de-
cretados pelo poder competente; opiniao que partilha o
Sr. minislro do imperio. Lembrn, porem, enmura quo
esle ministerio quo lomou por base o paz. a economa
o a reforma, apreenta-sc na cmara sem dar um s pas-
to para a acquisicu do sen grande liin.
O Sr. Coelho ministro da guerra : Reformador nao
quer ser, isso nao.
OSr. Ferras: Qual he o ministerio que, olhando
para o estado cm que estamos, nao quer reformar os
botos?
0 Sr. Coelho ministro da guerra;: Entlo todos sao
reformadores.
OSr. Ferras: Mas este minislro vem cmara, c
aprsenla como meios gnvcrnativns os golpes de estado
ca polica dos saines: nao se limita s mente 0 isto ; ata-
ca mesmo os principios fundamentaos do governo repre-
sentativo. O nobre ministro dos negocios estrungeiros
dina en noia do 1S'i3: todo o bom naseirourastan-
cias actuaos s pode vir do poder irresponsavel. O no-
bre ministro da inarinha disso no senado, tratando das
eleiees: era poror necessario que as cousas fustera
feilas pelo grande juiz.....
O povo nao he o inelhor juiz para a escolha deseutre-
preaentanles 0 nobre ministro da fazenda, na sessao de
184't no sanado, nao querendo que passasse urna emon-
du, cobrio-se cojll o manto imperial c disse: o throno
n.io aeccita esta emenda.
Sr. Coelho ( ministro da guerra ) : Islo he
muito descarnado nao foi assim.
O Sr. Ferrax : Sou muito ranco...
O Sr. Coelho ( ministro da guerra ) : A traduc
cao nao be boa, apezar de sor hbil o traductor.
OSr. Fe i ra:Diga como bo. Ainda, ba poucos
diai, vimos o niesmo ministro, querendo merecer a
confianca do senado dicr: o throno tem a maior
confianca o.m nos ; trazando a opiniao do poder irres-
ponsavel como garanto da conservacao do ministerio.
O nobro ministro do imperio disse : quanto no-
mescaode presidentes, s dou contas ao monarcha :
hci do vivor em quanto mcrecor a confianga do monar-
cha, o foi necessario, que um Sr. depulado Iho lem-
brasse ao ouido, que tambrm devia comprebender a
maioria, para ento S. Exc. dizer: esta claro, n5o
era possivel, que eu dissesse outra cousa.
{ Ha urna parte, que nao ouvimos.)
O Sr Ferraz : Pois bem Sr., tacbygrapho ,
curte esta parle deu-a por nSo dita ; quero concor-
dar com o nobre doputado. Va*, o que he mais de no-
tar bo a mancira por que se tratio aa maiorias, a
mancira por que se trata o poder legislativo. Lembra-
rei primeiramento as apupadas, que levatio os repre-
sentantes da naci na dissoluc&odo 1844 ; todos sabem
(.ics lorio os autorrs alm disto ah c:ta muito cla-
ro escriplo o que disse o Sr minislro : ai de nos,
so nos dexarmos escravisar pelas maiorias ; as maiorias
at hojo tcom sido arlificiaet Aqui te negou islo e
por isso vou Icr: Presentemente no citado om que
vejo meu paiz nao posso conhocer as maiorias reaes ;
reconbeco, que o governo qualquer que ello teja no
ettado em quo esta o paiz so acha habilitado com di-
nheiro e com muitas honras o empregos para lazer
maiorias ficticias. Eemoutia ocoasio : Se tor-
mos s maiorias ... maiorias so fa/.em com muila la-
cilidade porquo ha muito emprego muitas honras,
muito dinheiro cm liin, ha muito cousa, com que so
faeo maiorias -.
Senhores, lembrai-vos ainda, que o ministro da jus-
tica, quando deputado nosla casa, gritava em alto o
bom sotn : maioiiassao paginas do orcamento; para
ser minislro be preciso ser corrompido ou corruptor.
A i|Uo tende islosenao a desacreditar as m-ioritt das
cmaras, ao corpo legislativo!1 Tirar-llio toda forea mo-
ral P Nao be rain i ti liar sobre plan inclinado com o
descrdito para a destruicao da constituir/So ;'
NAo bo isto falsear o systoma representativo, tanto
mais quando diz esse mesmo ministro que as cmaras
Jevem limitarse apenas a aconsclhar o monarcha I Eu
conbcci atbcos cm reli^iio eatheos cm poltica. Ot
atheos cm roligiio s so fombro dola quindo esli s
n nlis di morlc ; o mesmo sucede aos adieos polticos.
Quando o ministerio vir, que uma maioria desapprova a
marcha varillante sem bussola sem systcma sem
garanda, que segu, onlao leconhcccr quo existen"!
principios nrmeos,-regulares do systcrr.a representa-
tivo; cnlaoconhcccra, quo a constituicao tom adopta-
do este systoma que a constituido be uma das reali-
dades e por consequencia as maiorias das cmaras sio
realidades, e que ludo o mais, que nao descans so-
bre este principio, be fumo, be nada.
Consideremos por oulro lado a posicao do ministerio
actual. No estado presente, em quo osla o paiz he a
mais bella possivel. Dcsassombrado deste cancaro lior-
rivol quo robia as cntranhss do Brasil, pacificado o
Mi Grande doSul o que cumpria fazer? Organisar
o paiz ; ro.'orniar suas Icis defoiluosas ; croar outras
para o bom andamento dos negocios pblicos; mas o
que vemos ? Perdom os Sis ministros quasi deleixo
cm lodas as cousas Pode-so applicar aos ministros
actuaes, o que j em 1 ranea so applicou a outros:
Carpebanl tomnum.
(Ha uma aparto, que ue ouvimos. )
Sr. Ftrras : Quer que prove ? Esta proroga-
cio do orcamento foi motivada por uma advertencia mi-
nha nesta casa tanto que no da posleri: r ao que lal-
loi, foi aqui proposla.
Aprosentastes ja a lei de cotilas; porque nlo a apre-
sentai? ? Porque o ministro declara que as cousas nao
osl.in em dia.
O Sr. Coelho ( ministro da guerra ): Deloito ra-
lbo quo vom de dotraz.
OSr. F*rraz: \ obrigacio data de 1843. E
demuisa miss3o do ministeriro actual he reformar abu-
sos e nao dovo poitanto seguir o tolerar o defeilos
dos outros seus antecessores: os males dos oulros s
devem vir sua lembranca para fugir delles. Todos ot
dias so repite o argumento : os cu'.ros tambera o li-
ma i Pois porquo so furia hoi de eu furlar tam-
ben) ; porque so conimette um crime hei de eu com -
melll-o tambem ? Porque alguem te desvia da lei,
hoi do eu tambem desviar-mo ? Julgo quo nSo.
OSr. Coelho (ministro da guerra):Nio entendo o
aparto.
OSr. Ferraz : Pois bem, deixemosisto. Ero suas
escullas o ministerio bo o mais infeliz possivel; assim o
atiesta a ticcossidado quo (em tido de demillir presi-
dentes uns aps outros. O governo nSo so em bar ac do
taber do partido que seguo o escolhido : he variado o
eslado das provincias; cm uma segue-se um syslema,
em oulru seguc-so um syslema dillercnte;o quo be bom
para uma le meo para oulra. Vamos agora vfir a 'es-
polio do Rio Grundo.
Senhores, o estado do guerra, em quo estove parte
da provincia do Kio Grande, que seguio a bandeirt da
rcbolliSo, lezcomquo existissem cortos actos, quo de-
vem inteiramente perturbar os interosset publicse das
familias. Cuida delles o ministerio actual ? Nio. Por
o\- tu pin, lormrao-su inventarios pelas autoridades re-
beldes ; que providencia propo/ o governo ao crpo le-
gislativo para remediar essa irregularidade ? Houve
processos contra dovedores, adjudicacos, arremata-
rnos; (|uo providencias tem tomado o governo a este res-
peito ? Que medidas tcm proposto nesta casa ? O cobro
quo girava all foi rogeitado o emiltido com typo difTe-
rente do quo tem no imperio, passando a mooda de 80
rs. a ser de 20, o a do 40 de 10, diflerenle do tyttema
por nos seguido : quo providencias tcm tomado o go-
verno ? Fazendas o bous dos legalistas Torio tequettra-
dot, o arrematados os seus reodimeotos ou os mesmo
terrenos; e quo providencies tem tmalo o governo a
respeito disto? Houvo escripturts publicas, he mitter
legalisal-os; e o que tem o governo feito T
O governo nao te importa com couta alguma.
Outra couta. At tropas de Oribe e llosas teem apri-
sionado tubuilot brasileirot, e pergunto, qual o des-
tino que teem tido estos prisioneirot T Tem ou nio o
governo leito reclamacet a favor delles T Em breva
creio que poderei .presentar una rcluto delles, e do
lugar e dia deseu aprisonanicnlo.
O fratado da Inglaterra expirou a 23 do marco, o
quando nos refero Sr. ministro quo officiou ao agen-
te de Inglaterra ? Guardou para o dia em que eipirou
o tratado quo devia terso dirigido ao governo inglez
com sois me/os de antecedencia ; de modo que te vio
na necessidado de dar mais mezes.
O Sr. Ernesto (ministro dos negocios cslr.mgeiros):
Veja o relatorio.
O Sr. Ferraz : Diz isto mesmo.
O Sr. Frneslo (ministro dos negocios estrangeiros) :
A nota loi a 12, o acessacio era a 13.
O Sr. Ferraz : O Sr. viseondo da branles loi pa-
ra a Europa, e nio levou instruyos : ha muilo que
so devia prever o desfecbo dos negocios do Uruguay, o



%
,
lie lia pouco inda quo forao as inslrucces ao delega-
do do governo sobre a poltica quo deia seguir.
OSr. Emulo (miniltro dos negocios cslrangoiros):
Parccc-mo que esta nuil informado. De algumat n-
l'or.iiEcoes, creio qi.o tem quem o instrua; mas a rei-
fieito do oulras est-i nial informado.
OSr. Ftrraz : Estimares muito.
Nao refiro muitas oulras cousas, por czemplo, que o
Sr. ministro leva um anno, Ib' dias. para dar un
resposta. e asvezes nao d rcsposta ; quo o crpo di-
plomtico nao tem confianca no nobre ministro; que lo-
dos se queiio de suas delongas a respeito de negocio?
de sua repartir/So; o que ate ja bouve quem dirigisse es-
las queixas aotbrono.
OSr. Ernesto (ministro dos negocios cslrangciros) :
O ministro dos negocios estrangeiros quer servirn
seu paiz ; be este o seu fim; nao procura contemplar a
nsnguem.
O Sr. Ferraz : Eu confio tanto na boa fe do S.
El., que naoacreJito estas cousas, e desojo que ludo
isto si-ja falso.
Vamos adianto.
(Ha varios apartesquo nao ouvinios).
l'mSr. depittado : Um ministro cslrangeiro diri-
gir-se aclualiucnto no llirono!...
OSr. Coelho (ministro da guerra) : Ncm forao,
nein nos consentamos [aponaos). Isto nao be Ar-
gl.
OSr. Ferias : Una lei de elevos importa da
wonarebia, do estado, do governo : lie una lei vital do
paiz; entretanto nenbuma palavra leem dado os minis-
tros a respeilo da que le discuto. Sobic os pontos os
mais capitaes dola OS ministro- volo ui.s a lavor e ou-
tros contra. Km urna palana, fin todos os paizes re-
presentativos o governo tem o interesse inaior.e mas di-
recto na confec(,o de urna lei de eleicOes, poique da le
de eleicO s muitas eres depende a inonurcbia ou a li-
Lerdadc. Futro nos nuda fazcm os ministros:car-
pebant somnum. Vamos agora lei da reforma. Sc-
i.llores, lodos saben, que a lei das relrinas passou em
alguns pontos do um modo pouco conveniente.
Lina das medidas que julgo prejudicial, o V. Ex.
concordar commigo, loi dar-se o dircito aos presi-
dentes de provincia para decid rom as duvidil que as
diflerenles autoridades livesseni sobre a sua intelligeii
cia; dobi tem procedido conlusBo tal, que nao be pos-
bivel quo tenbamos urna sabida boa. .Mas oslas duv-
das assirn postas,teern sido presentes ao minislerio;lr..ta-
se da rclrmu da lei.c o ministerio incsino vemaqui do-
sacrcdital a, chamando a diflerenles empregados, orea-
dos por ollares uc rapia; ncm as cxpGc, e refere co
ino ibe cumpria, i caara para que sua commissio
as aiamioasse; nom aconselliu a cominissSo; nom a a-
juda com seus conbecimentos pralicos, com a sin ex-
periencia ; t'in urna palavra, pega na resposta do insti-
tuto dos advogados o a manda para a cmara sem o
seu parecer, descarnada, como se oSdc cusa de pouco
momento !
Melliorar o rneio circuanla be una das necesidades
mais palpitantes do pai/.; appareceo urna lei sbreosle
objeilo, adiou-se ; o Sr. ministro da la/onda disse que
cm breve apresentaria una propusla, e ule agora nada,
absolutamente nada.
O Sr. Cotllio (ministro da guerra) : lia de apre-
sen lar.
OSr 'erras : Terci muilo prazer devl-a. Dos
oqueira. Lina das necessid. des mais palpitante lie a
colonisacao ; ontretanlo o governo nao a promove, nem
pro.noveo ; nao apreseulou ainda seu pensamento so
lire esto objecto, c unialei que exista no senado, a seu
pedido, loi adiada. A inslruccao publica, especialmente
primaria,precisa de una reforma o nicllior orgamsa ao
e dircti.ao : porm nada, absolutamente nada se la/ ;
sobre obras publicas geraes nenbuiua palavra, pela ra
zo do quinao lia engenbeiros, nom ha obras coti.c.a-
dus, de Sirle que por esta la/.ao nao leremos nunca obras
publicas geraes.
\ ainoj i economa. Quando 09 Srs. ministros da
jusliea e da fazunda estavao na opposicfio, gritavSocon
Ira as despezas c contra o iuiposlos; boje que se le/,
maior reduccio no exercilo, se conserva iu incsiuo
grao o despeza em alguns ministorios, 8 augnienlou se
eui oulros. Iloju os Sis. ministros querem estes im-
postas mos, que considervao u.i> Magollo para o paiz
Note a cmara qucsccriiio empregos sem necessidade,
quo nao s' aproveitao os empregados de reparticSes
extioolas. ,.em fim o ministerio tem tanta consumen
de que faz despezss som neeessidado, que no quudio,
que eslava na columna da lluminaco, vimos o dinbei
ros do Brasil a granel, entorna lo, e a Fama com as sua*
cern tubas publicando se espirito de dispusii fio
'Ki .uto ao lado que espeita l garantas dos cida
daos, cu nlo tenbo remedio seno valer-meda autori-
dado do Sr. deputado por S. Paulo, a espeita de vio-
lencias coniinellidas com esses bomeni residentes em
Goytz.
OSr. D. Manoel: Nao be exacto.
O Sr. Ferras : Eu me reliro u urna opiniSo se-
gura ; bem ve que be um dado muito positivo. Est
upprovado o parecer pela 'amara a este respeito, e a
respeito de presos remedidos para a ilb.i de Pcrnando-
do-Noronba Citare! Uuihcn o rocrutado das A-
lagoas, que, tendo baixa, ficou privado do vollar aos
seus lares ; c 117 rouioi.oes na magistratura econti
nuao...! Us direitos da ullandega elevados contra a di* -
posicSo da lei mais de 100 por conlo, corno mostrou
claramente o nobre deputado, que lio inspector da al-
fandega dessa cidade, estas laxas de correio, este regu-
lamcnto cerebrino... !
Sr. presidente, cu quera ainda tocar cm inuilos ou -
tros objeclos ; ha mesmo algumas cousas a di/er respei-
to de certas nomeac,5es do pessoas muito conjunctas aos
ministros, dcarranjos que produzem o descanso deum
ministro c o accesso do outro c muitas cous^s em que
muito de portse reconhece quo o ministerio vai a pro
veitando o seu lempo ; nao o larci, porm, porque a
tara,ha muito, es^otou-se.
Em remate dirci, que lodo o mal quo soflro o paiz
provm do diminuto numero do opposicionislasquo se
lenlo nesta cmara. O ministerio zomba da opposicao;
considera-se com muila frrja ; vale-se mesmo do re
ceio que ha aqui de que suba ao poder um ministerio
do outr credo ; be nesta circunstancia, b nessa baso
quose firma; masengana-se o ministerio; aopposi-
co, Srs. ministros, he mais /orle do que pensis. A
qui se limita a oito votos claros c alguns oceultos ; mas
jemos sjmpathias muito (ortos neale centro esquerdo,
onde seaninbo os sontimentos generosos, os talentos
mais qualificados: temos sympathias mesmo em toda a
maioria.
Note quo as queslOes constitucionaes ella se une
sempro a opposicao ; temos o apoio do muitas Ilustra-
mes, do um grande partido quo existe no paiz ; temos
as synipathias de una grande parto do partido puro
ue tem sustentado o ministerio, e ella cada diu crescc
pelas vossas faltas, polos oros do gabinete, pela sua va-
oillacto nadirecclo dos negocios pblicos,pelo seu ne-
nhum systoma poltico, pelo seu vasio de idoias no que
toca ao systoma do administracao publica, por sua mar-
cha pessima o errnea, por sua mi poltica cm fim. 'Io-
dos os das nos ganhamos bomcm por honiemdosque
so .partan de vos ; dos que so desaicigoSo, dos que se
irrilo, so indignao contra o proccdimenlo tibio e va
allante que tem tido o ministerio a respeito do lodosos
negocios do paiz, a respeito dos inlcressos que repre-
sentan a illuslrc maona, nao so dos geraes, dos inte-
resses mais caros e vitaos do paiz, mas ainda dos inte-
resses locaes, que ate torio ponto devem muito deter-
minar o voto de cada um do nos.
So continuarles ussim, senhores, perdis o paite o
lyitema representativo. A vossa missao foi rehabili-
tar um partido, esta missao est concluida ; codei o
lo .o que uceupais a boiuens mais habis, mais diligen-
tes c patriuUs, dos quo touipou sta maioria, que ardo
no desojo de fazer bom ao paiz ; denai estes lugares
onde j nao podis fa/er bem al., um, porque nao tun-
des interna poltico, nao tendos a torca moral necessa-
ria para levar a clleilo vossos planos: nao tendes urna
marcha segura a respeito dos negocios pblicos, p ir-
ue nao podere s jamis reganhar a synipatbia ncm da
OppoiicBo que vos detesta, nom da maioria quo vos a-
borrece, nem do paiz quo ja vos no pode tolerar, por-
que nao servs nem opposicao, ncm a maioria, nom
ao paiz.
Forestes principios vota contra a resposta fallado
llirono, porque a considero como dando, at certa pon-
to, apoio ao ministerio.
o rklogio da CMARA nos i.i.I'uaiiuS.
(Correspandtncij eseivada. Correio da carie.")
Sr. Senliiiella.O negocios da patria estao perdi-
dos, e os ;iu/nolaideixflo-os ir pela agoa abaixo, som
o menor est rvo (ue deignca .... Ctaantai espe-
ramos Iludidas quantas promessas nao cuinpri-
das |l ... A' le do cbrisUo Ihejuro que os homeos de
vem fazer peaima figrala por ra, por entre o povo
|iie tanto esperava delb.s. Se eu acreditasse em fet
ros, nao lena duviua alguma em allirinar queosSa-
quarcmas, gente endemoniihada, tinbao enle.l....do a
todoi o patriota!, e qu> osles deviao procurar alguma
velba que os benzesse ; mas infelizmente nao creio em
foilcos, e oiilao devo explicar as cousas por modo natu-
ral. A explicarlo c fica guardada; e so a publicarei
se me convier: por ora .penas Ihe digo quo sessao mais
estril, do que esta que vai lindar, ainda nao abrilhan-
lou os fastos da nossa historia parlamentar. O Salda-
uba, que he lirasileiro s direilas, como o Ernesto dos
eslrangeiros, est oinmagrccendo a olbos vistos, esta
mesmo um bagro da Laguna (com pordao doJeronymo
da Guerra); pois, olhc, digao o que quizerem, a cau
sa do tamanlia magreza lie a cslenlidade dos patriotas,
que so armlio do rolha e prego para nao fazerem
nada !
Viva o Joao l'aulo \ iva o bravo roubador das Sa
binas do Rio-Grande Na sessao de sexta (eir leve urna
deieabida de inorte : o Mendos da Cunba, qu tem scn-
pre prompliiibo um pedaeo do latim para todos os. lac-
ios e oceurrenciat, disse:Exabundanlia coiaiin
loijuilur '.Eu I e cont o que bouve.
DisculO'ie os famosos estaluto9 para as escolas de
medicina ; e vai d'uhi ontrou cm duvida quem seria o
director da escola. Di/.iao un- que devia ser um dos
medicoi mais acredil dos do pas; outros opioavao que
fosso o director liad.i dentro oslents da escola; di-
ziao a<|uelltS que, adoptado esto ultimo erbiliio.o di
rector nao sola um delegado do governo, mas um me-
ro instrumento da congiogacao dus lentes ; os outros
defendiao-se : finalmente uestedizo tu, direicude
imperliiiencius, levanta-so o Joao l'aulo o diz que a c-
lci(io deveria ser da congregaeao dos lentes, que ofle-
rcccriiio ao governo tres e. n.l idab.s para esto escolber um
para dueclor; e accrescentou que era este o systoma da
constitu, iio.e que bom ser iaque acamara sefosseconche-
gaudo para ella!.. .Ura.camarada,isto nalioccado algn.
meui que loi lente, commandante de armas, ministro,
o | residen c de provincia, o tem urna patente superior
iiotxeri.it>>, no so podo atlriluir a espirito de frade
cernuido, Alguem Iho disse que, se o systoma da
conililuicio era o dar nouicacoes sobre lista trplice,
tainboin por ossa forma deveciao ser nomeados iros de oslado. O Joao Paulo fez una careta, a que
quiz dar caiaclcr de sorriso, mas bem mostrou que lie
amargava o muito queso tinba adiantado: foi enlao
que o do .Mondes disso : Ex ubundanliacordi os lo-
(uilur '.
Com cfleilo, mcu amigo, voc nao deve mais conti
DOnciai ao bom do tal Sr. marcrhal graduado. l'os
que ja vos pesa a auloridado do poder executivo I A-
inda ha pouco o poder moderador era filio que dei-
corava a vonlado popular ; agora o syslema da cons-
ltui(fiOi o espirito genuino .ellabe que as nomeaces
dos empregados se uao sobre listas trplices 1 Ami-
puinbos, se nao sabern cncobiir seus desejos, no la-
icni nada, conten: que nao ebegao ao fim da j ruada
E noto quo as duas proposicoes so prenden entre si, e
vao difeilinlias la democratie. EMuCRATIE oi'Li
moiit I liravo inaicchal ... Vamos a ollas ; expli-
que-me a conslituicio por elle modo, o breve passari
como comaeorriqueira a doutrina do seu amigo Odo-
rico.Us aquaremai bto do dizer quo o roubador das
Sabinas di.-ie urna asneira, quando elTirmou que o sys-
tcma da constitueao era a nonie&c&o do, empregados
sobro a lista trplice, poique sso ho uina xrcpco s-
menlo a respeito dos sonadoros ; oaccresecntaradainda,
que, alm do asuena, disso tambero uina heresia con-
tra o syslema monartbio, contra todas es ideias de ad-
ministracao, e at contra o bom sonso; mas nao d
cavco, marechal ; va andando sou caminho, descu-
bra : s segrodir.hos dos patrilas I....
Alm 'esla intelligoncia dada & constituicSo, nao
bouve mas nada nesta sessao que valha a pena de rel -
rir O Junquoira fallos largamente sobro a materia,o,
tomo seinpre, com applauso geral de seus companbe!-
ros. Mcu Senlinelfa, o bouicn be enciclopdico ; p-
dem confiar-lbe qualquer das pastas, que elle esti ha-
bilitado para todas.
O ministro da fazenda deo parte de doente, o por isso
nao bouve boje discussfio do orcamento. Os maliciosos
dizem que aqui anda alguma cousa mais quo doenca;
chego mesmo a alirmar que o Jos Carlos anda pro-
curando novos parceiros, e que tem encontrado gran-!
des repugnancias. Isto hade ser pela, porquo gente
com cara de ministro de estado he cousa que nao falta:
sebeverdade oque dizem, posso assevertr que o Jos
Carlos ainda nao achou outros pe&CttBf porque os nSo
tem procurado onde elles estao.
Sabbado veioa mesa a redaccio di"reio1ic5o que deter-
mina as habilitacSos para queosgraduadosemdireitoem
universidades estrangeiras possao ser magistrados. O
Ferraz sabio com embargos, e o Wanderky relorcou-
oh, mostrando que a commissio de redaceao nao se tinba
subjeitado ao vencido Oiombirgos foro recebidoi,
e por ora ainda a resoluClo eit pendente.
Continuou adiscussao doi estatutos para as escolas
de medicina. O Moura Magalhes pedio a palavra, e
ja eslava de p,quando o Sirtunino requereo ooncerra-
mentoda dscussSo. Tambem o Saturnino .'.... Toda-
va /
O Moura Mag Ibaes n8o albardou o negocio; per-
gunlou mesa.se era licito a qualquer deputado roque
rer oncorramento, quando outro a tinba a palavra, e
eslava de p para fallar : era urna censura so amigo
Saturnino, que nem por isso se deo por oflendido.
Viva i entente cordale I Estou pasmado ; esta gente
tom estomago e cara para tudo. E enlo o Saturni-
no, que foi a Europa o la recebeo educacSo final...
O Saldanba diz que vio na mao de um deputado urna
resolu(o, quo pouco mus ou menos ho redigida oes-
tes termos:
A assemhla geral legislativa resolve :
Artigo nico. Iica supprimida a vergonhi no Bra-
sil.
Deiiemos porm o que vio o Saldanha.... que, a-
qui para nos, nao vio tal. ...e van.os para diante. Fo-
rao approvados os estatutos e emendas.
Depois passou a cmara a discutir a famosa resolu-
to a respeito do Canal de llsgoaby, em que tanto bri-
Ihou o Joio Paula
Quem loi que disseque o conego Jaouario da
Cunba barbosa tinba parte na redacto do peridico
Granadeiro ? Se alguem o disse, mentio descarada-
mente: o conego nao tem parto alguma na redaccio
do Granadeiro ; elle bem o disse bontem pelo Jornal
do Commercio ; e o Saldanba assevera que S. lixus-
toiSima nunca Ibe deo, nenio vio dar oiiginaes pa-
ra levar imprensa. O conego n5o tem nada com
Granadeiros : li est isso dito com toda a clareza no
Jornal da Caa (eslylo parlamentar): o capataz da re-
daceao do Granadeiro he um tal sujeitinho que mor-
re pola carocha (o ba do'lel-a). Nao ha por ahi papa-
gaio que, quando o v passar em certas das ainda com
as meiss cor do vermelbo, nao diga : 'J caro-
cha'....
Sala das sessoes, 20 do abril de 18-15.
O Jle.ogio da caa.
PEBNAMBUCO.
CAUARA MUNICIPAL.
4." SESSAO onDINAMA ESI 5 ni: JIMIO UE 1815.
'residencia do Sr. Mello Cavalcanti.
Acbando-se presentes os Srs. liveira, Ramos, Car-
neiro Monteiro, Nery e Cintra, faltando com causa par-
ticipada o Sr. Reg Albuqucrque2 o chegando um pou-
co mais tardo o Sr. Reg Barros ; ahrio-se a sessao, e
foi l.da o approvada a acta da antecedente.
Passando ao expediente, o secretario deo tonta d'un
officio do fiscal do S. Antonio, participando a impor-
tancia das multas do me/, de maio, e pedindo se man-
dasse pagar a > cirurgiao Joao Domingues da Silva a im-
portancia do lis 'iO rs. de duas corridas. A cmara
resolveo, quo so passasse mandado.
Lina informacao do cordeador sobre o requerimenlo
de Jos llyginio do Miranda.Mandou, que nesto
sentido so respondesso ao Exm. presidente da provincia.
Urna roquisicao do cbofo da polica de mais luzes pa-
ra a cadeia, sobre o que mandou o presidenta da pro-
vincia informar a cmara. Que se dissesse nSo existir
quola votada no orcamento para esse augmento de
despeza.
Outro do mesmo chefe de polica, lambem mandado
informar, requisitando ferramenta, e utensis para a lim-
pe/a da cadeia. Que nao loi designada no orcamento
quantia alguma para essa despeza.
Um requerimenlo de Manoel Jos da Silva Guima-
raes, em que pede ao govorno da provincia, que au-
torisea cmara para alterar o plano da cidade, relativa-
mente a parte em que est situada urna sua casa (na
Trempe), concedendo-se-lbe licenca para edificar ou-
lras, Para poder informar com conhecimento de cau-
sa, mandou a cmara, que fosse ouvida a commissio de
edilicacio.
Em virtude d'esta deliberaco, requereo o Sr. Ra-
mos, que Ibe lssem entregues todos os planos e escla-
recimentos a respeito d'esti qu'estio, que existen) na le-
cretara. Assirn so mandou.
Um requerimenlo de Joio Evangelista Ferreira Paes,
cm que pode so governo da provincia aulorise a cmara
a pagar as cusas d'um processo crin.o, cm que decahio a
justiQd. eliherou-se, se oformasse ao governo, que
eslava esgotada a quota marcada pelo orcamento muni-
cipal para taes despezas.
Frio interrompidos os trabalbos pela chegada do Sr.
commendadorManoel do Souza Toixeira, que, tendo a-
prosentado a carta imperial, pela qual tai nomeado se-
gundo vice-presdente d'esta provincia, o em virtude das
communicacoes fetas acamara pelo secretaria de esta-
do dos negocios do imperio, e governo da provincia,
Ibe foi deferido o competente juramento, lineado em
um term ., em que assigniao os inembros da cmara,
e O supradito v ice- presidente.
Continuanda a sessao, mandou leouvir aoadvogado
da cmara tobre um requerimenlo do cidadao Manoel
l'igueira de Faria, em que pede o pagamento dai m-
pressdei dos editaes publicados pelos |uizei, que teern
convocado o jury n'esta cidade. Mandou-H archivar
sen tonca do processo,. ibud em favor da cmara, con
Ira o Dr. Joio Ferreira da Silva relativamente a um ter
reno as Cmco-Pontai.
I.o-se mais urna representacio, (eita em 1844, do
fiscal de S. Jos, pedindo providencias sobre o mita -
douro daiCitm-Pontas. Foi resolvido, que nada se
fizesse ; pof^W a cmara tem em breve de tratar da
construccio de om tnatadouro publico.
O Sr. Oliveira requerco, que a camsra tratasse, quan-
lo antes, de dar nomes as ras novas, que anda os nao
tinho. Mandou-so que os fiscaes aprcsenlassem com
urgoncia as listas das ruis de suas respectivas frcguezias,
que estivessem no caso indicado.
O procurador fez ver a cmara, que Francisco Mar-
lins Rapozo queria ceder a casa, quo Ihe pertenco, c quo
foi mandada desapropiar por utiljdado municipal, por
um cont e seta ceios mil ris. Depoiide algum do-
bale foi deliberado, que se soguisse no andamento da
causa.
Despachro-se ai peticOes de Jos Gomes Ferreira,
do Jos Goncalves Ferreira Costa, do sonador Jos Car-
io* Marinck da Silv Ferrio, de Luiz de Franca e Mel-
lo Jnior, do Lourenco Avellino de Albuquorque Mel-
lo, de Maria Therea Zurrick, e do procurador da c-
mara.
Nada havendo mais a tratar, lovanlou-se a sessao; e
para constir fz a presento acta. Eu Joito Jos Ferrei-
ra de A guiar, secretario a rscrevi. Mello Cavalcanti,
pro-presidente. Oliveira. Hamos. Cintra M a
noel. Carneiro Monteiro.
CORREIO.
COBREPONOENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Lcmbradoi citars Vmi. o os cus leitores, do que cu
disso no rneu eorreio de 22 de dezembro do anno pana-
do cerca da nrbilraricdadc, conimelida requlicio do
Imperto! sindieaule da alfundegn denla cjdndo contra al-
guna negociantei despachantes dola; saibo ngora quo
o ministro da fazendu, a quem recorrern o oliendo!..s,
c quem devia ser imputada essa arbilrnricdadc, porque
delle parti, cm vez de reconhecer a injiMtira manifcaln
e clamorosa, e reparar a injuria irrogada com lauta us-
leni.v'.'io, como sorpreza, em voz d-: reilituir-lhci a hon-
ra, que ero seo nome Ibes foru roubada, sem tacha e in-
clume como a havia arrebatado, corlou o n gordio
como Alcxandre, mandando com um golpe da ua des-
ptica capada, quo a alfandagn Ilion aoja do novo fran-
queada, por julgar estarem expiadas as culpas horriveit
desses negociantes com o tempo, que harido soflrido, da
pena imposta. Nao dove ndmiror que o insigne ministro
assirn e houvessc nesto negocio, porque o liomem, ape-
lar da na fallada simpalhia pela liberdade, ho do sysle-
ma da obediencia cega, mesmo em materias do distribui-
c3o dosdibciros pblicos, como ello proclamou alto o
buin som no meto ds seus depulados oslo mino, diien-
do quu os empregados de fazenda nao tinliSo que fazer
observaedes asrdeos do ministro, e deviao cunipril-as
inmediata c reitcictamente.
Aasim v.lo todas escomas do nosso governo, e noloin
que esto miiiiatro he um dos que menos antipatizan tem
contra si, dizem os seus amigos. Se os negociantes so
hnvio tornando digno da pona quo lo deapolii-nniciiie
Ihei fr.i infligida, por corlo nao tieavao castigados com
n lempo porque a suffrrau : essa pena lio uomiuada aos
que commclteni froucles na alian.loga, e quanto a niim
essa culjia deve inhabilitar para icinpre o que dola so
faz reo; de mitro modo nunca se evitara airando. Uro,
quando o ministro diz que oijulgu castigados ullcicn-
Icmcnle, be como se duscra quo reconhece n iiuioccu-
cia dos ea-ligados, cnicu ocio he indigno de um minis-
tro da cora, quo nunca so deve servir do tergiversa-
dles, ainda m.-.-im. para desculpar as suns decieoes; c so
julgava que naverdade houvcru jusliea no castigo, enlao
devia levar por diante o acto que rccouliecia justicciro,
fazer que durosxcn lodos os seus ctt'eilos, e cerrar os
..vidos ainainuaooea ou patronatos, que nao pdem
conipadeccr-se com a boa ti.-eal.sae.":.> dosiiiiposlos: ues-
te caso o tlieor porque proceden o ministro bu ainda maii
aeniuravel.
Em fim, visto quo outro remedio nt)oba,lie snffrrrcoin
paciencia estas e oulras bellezas do nosso governo. Abi
leem Vmi. Utna copia da celebre urden), de que trato,
para Ibe darem a luz, se por outra via nao a houvereiu
oblido.
Manuel Alvos Branco, presidente do tribunal do llic-
s.Miro publico nacional, tendo por sullieienlu o lempo
detonado, desdo a veeo.o da delibei ..tilo da llicsoura-
ria da provincia de Pernambuco, que, a requisita., da
commissSo de cxaiiic da alfandoga da mesma provincia
foita em virtudo das respectivas insinenos, manduu
riscar dcassignanles, c prohibir a entrada nequelbi cs-
tacao o negociiintos quo se negaran a upresentar as fac-
turas originaos que Ibes forao exigidas ; urdena ao Sr.
inspector da referida lliesouraria, quo faca oossar o of-
fiito daquolla deliberaco, quando por oulros motivos,
ella nao (leva continuar. Thesuui'o publico naciuiiul, cm
23 de maiu de !S4>. Manoel Alces tranco.
Aqui Ibes envi, como curiosidado, este iiiappazinho,
feito por um pachorrento, quo quit sabor quaulus pos,
termo medio, crusavo apunte do Rocifo em Iros das
consecutivo*.
MAPPA DF.MOSITBATIVO DAS PE8SUAS QOE TBASZiTA'nA
a te', DOS CAVALLOI, montados, ou carrkga-
D08, K D08 U0I8, F. CAN AI.Los QUE PCIIAVA 8Er
GE8, I .Al.i.oe.ls PELA PONTE DO RECIFE, HAS,i
HORAS DA MAMIA'A, a's 9 DA TARDE, EM OS DAS
10, 11, El2 DE JUN1IO DE 1839.
Entrrdo pelo arco de S. Amonio.
da 10. da 11. da 12.
10,04!) 6,888 8,708
,022 ,032 ,690
,0a9 ,029 ,043
Entrrdo pelo arco da Conceicdo.
9,018 7,525 .9,477
,038 ,008 ,040
,040 ,028 ,040
N.o
N.o
N.o
N.o
N.o
N.o
TUTU..
25,730
1,844
,131
20,020
1,940
,108
55,785
Total 20,420 15,770 19,589
EXPLICACES.
N." 1 Pessoas a pe.
N. 2 Cavallos, ni..nimios, ou carregados.
N. 3 Animaos que puchavlo segos, ou carru(as.
Tambem Ihe contarei como raridade o ancdocla, que
urajuitdcpaz dista cidade, vendo-se iiuportuuado por
urna parlo para despachar um requcriincnto que ia bolir
com um seu correligionario, deseartou-sc por oslo mo-
do, que cu recuniinuiido a todos os juizes do paz, lia vi-
cios a por haver, como expediente praieiro de mu etfoito
incoiicebivel em caso* aperlados: J disse ao seu
p.n l.idor, repeli olaljuiz, o digo n voe taiubeni quo
nSo ha do envergonhar o meu amigo c correligionario;
nao despacho o sou requerimenlo que no quero; po-
nha-se por aqu lora, e va beb......... Vcjao luso
qualquer juiz ahi Icui oslas barbas!
Contina a ras..ira praieiro com frca e vigor, c una
boa pancada fui honlem dada no corpo de polica. For-
ru-ino ao Irabulho de Ibes indicar os nonios dos foridos,
porque ha nesto cidade um peridico quo tomuu a tarefu
de publicar uina relacao circiinistauciada di; ludo a esle
respeito. Muila bulla lem bavido na partillia do grande
banquete provincial; j leem hovido seus arrutas, 0 0
trinohanto est vendo-ie em caifas pardas pela briga da


preferencia c tamaito .los boceado. : dtata oerto gaiato
tWasnl.eoi: Q...n.lo a. pesia*! iao tre. a oa becado.
,.lr..; urna mo a bocea, oulra no prato. Eselhe
Sitia, e ,e ot boceado. forera Ir. e a. pessoas qnalra?
Ne.oc.o, umamn na pialo, oulra W venia. Palor
lio que nenie ultimo e.t.i a prni.. Os boceado, bem espi-
chados, nao cliegiio a trinta, coi comeles e.faimado.
andau por mais de trotelos, wja* Vmi se lia ou nao
lia caclii'irada. Por io jainbcm he que anda ilo nestes
di.i. inciioa turbulento, que nao tai que nao tcnliao llo-
vido uas tenlalivas de roubo, romo ineeon.la, em dif-
r'cronlc* casas desta oidade. Acorde, Sr. Arruda, vele,
vele ubre os eoa policindos, olhc que i.to fai .ua dit-
ferenca de c.crever para o Diario-novo oa cu. bellos ar-
'gos-__________________________
Correspondencia.
S-s. Redactores.Lendooseu Diario de 12 do cor
ionio, nelle deparei com um artigo do Gormo, queme
diz respeito, c como nao fOiso o casi contado, como
elle succedoo ; por uso Ibes rogo quoirao insorir o fado
tal qual loi; advertindo porm, que sou pobre, onera-
do de familia, eque, para a sustontjr, atirei-me ao ne-
gocio da pesca.
He o caso: tendo, no dia 10 do corrente, convida-
do a quatro cidadSos brancos, etao pobres como eu, pa-
ra irmos pescar, juntemo-nos norio, nos quatro e mais
dous pardos botadoros de cani (pois nos o nao sabemos
azer), lazando o numero de seis; principiomoi a pescar
pelas 10 lioras da noute, e conlinuava-mos nesse Iraba-
Iho, quando pelas A boras da madrugada, no lugar do
Cofilho, e junto a camboa do dolunlo Loulior, lomos as-
sallados por tros canoas carregadas de prctos e cabras
armados do faca e pao, o indo a ngritirao: -esta rodo,
essa canoa, be furtada, morrSo ladroes:-c botaro-saso-
bre nos como lees, provindo dcste assalto ficarem dous
dos meus companbeiros a espirar, pois nao se julga
que oscapein, e os outros ospancados; resultando leva-
rem osagressres a canoa, a rede, os doussamburaes
cheios de peixo, um socco com petrexos de conce tar re-
des, urna tarrafa nova, urna calsa nova de brim e urna
camisa de madapoln : ora, ou que fui dos primoiros a
saltar para trra, para gritar por soccorro, corr guar-
da da Ribeira, e trouxo dous bomens ; mas, quando
ebeguei ao lugarda lucia,j nao acbei vestigioalgumdos
malvados, e sencontroi estendidos na praia as duas
infelizes victimas da pobreza e da bonra. O Sr. chafe
de polica deo logo providencias mui serias; frSo pre-
sos a maior parte dos malvados, e busca-se com dili-
gencia o resto. He este, Srs. Redactores, o legitimo
lado, por cuja insercao Ibes licar summamente agrade-
cido O novo pescador.
Publicacuo a pedido.
lllm. Sr.Ro.pondendo no oflicin do V. S. de data
do 7 do corrento, em o qunl me participa haver mo o
Exm. vico-presidento da provincia demillido do lugar
de 2. oommandanto da segunda eompanllia do crpo
policial, e mo ordena que taca entrega do cominando
do destacamento a argento do mmo, tenbo a diier,
que imiuedinlamento eumpr o ordenado no referido of
fleio; c muta oncasiao permita V. S que Ibe pntente
ua meu entntenlos respeito.
Sciento do liavcr cuniprido com bonra oa meu. devo-
res, duranlo 15 anuos do ervigos publieos; tendo rece-
bido feimenlos graves em ennipanlia; au abendo nun-
ca vollar a cara ao inimigo, iiem lando jamis cominel
lido a menor falla no de.empeuho .los meus deveres,
pelo que leubo sempro merecido particular estima dos
meu. superiores : parecia me, que esta conducta me
deveria garantir de qnalquer procedimento despeitoso
do aovarnos porm, oomo todas cssas eonsideraces
naufragaran na presenta do actual administrador da pro
vineia, o Exm. Sr. vicc-presideule Menocl .le Soma Tei-
xoira, cu me vejo na rigorosa obrigacSo do declarar i
V. S para que leve ao coiilicciiHcnlo di, musmo Exn)
Sr., que miiilia espada vai ser guardada e telada, para er
de qnalquer modu einpr.gada na defcia de S M. o Im
perador o da consliluico poliliea do imperio; porque
actos desla nalurea nao sfio ca|iates de faierein (lesluar
me dos principios de ordeni o adlicsSo monarebia,pelos
quaes j leubo derramado o meu sanguc.
Apriiveilo o ensej.i para agradecer a V. S. a maneira
scniprc obsequiosa, e.oiu que .o dignou tralar-mo
Deo. guarde a V. S. Quarlel do minba residencia Od
o Poco-da l'onella, SJ dejunlio de 1846 lllm. Sr Ma
noel 11.ierra .lo Valle, maior oniumandenlo interino do
crpo de pulida. Jos francisco Carneiro Monteiro
MIYIE^IO
Alfandega.
Rcndimento do dia 12.............
DescarregaO hoje 14.
DriguoAnn JoAnionbacalbo.
BrigueCarolinamercedoriai.
HrigueShatemut ideui.
13:700, 2i2
IIoiiiiHiitu do I'orto.
Navio entado no dia 12.
Terra Nova ; 35 dias, briguo inglet 4nn Johnson, de
198tnneladas, capilo James M.e Vial, equipagem
13, carga liacalh ; a James Crabtree & Companhia.
Navios sahidos no mesmo dia.
Fulmouth ; brigue ingle/ Stetcarls, capitn Jobn F-
sber, carga assucar.
Macem; galera ingleza Columbas, capito Daniel Green,
carga lastro do assucar.
Kalmouth; paquete ingle Crans, commsndante Lewii.
Edilal
As prssnas, que se propoierem a ellas arremalacdes.
comparecer;i na sala das'sessoes da sobrcdila Ibcsou-
raria, nos dias cima indicados pelo meiodia,competen-
tomento habilitadas. E para constar se n.andou aduar
o presente, e publicar pelo prelo. Secretaria da tbe-
souraria das rendas pruvincaos de Pcrnambuco, 11 de
junbo de 18i'. O secretario interino, Joao Valentn
Vitela. 22
Deilaraces.
2Tendo dese alugar, para residencia da ofliciali-
dadedo 1. batalbio deeacadores da Ia linba, cinco
moradas de casas, que fiquem as immediacSes do
quartel do Hospicio, ecujos alugueis devem ser pagos
pela pagadoria militar; sao pela presente convidados
remetter suas propostas ao quartel general desla pro-
vincia aquellos dos Srs. propietarios, que possuirem
casas em a ja mencionada localidade. 3
Companhia brasileira de paquetes de vapor.
5= O frete de ouro embarcado nos paquetes, quan-
do nao for pago na mesma especie devera regular se
pela maneira seguinte : reduzir o ouro a papel pelo va-
lor que a dita moeda valor no mercado, e carregar so-
breo resultado o I re te que corresponda a qusntia em
papel segundo a tabella; o mesmo se deve entender com
a prata : devendo ser estes dous metaos previamente
desparhados. 8
2=Pela secretaria da policia se faz saber, para conde
cimento de quem convier, que no lugar da Itarra do
Ceara-Meirim foi apprebendido um preto, que diz cha-
mar-so Jno. e ser du naci de Angola, e escravo de
um tal Antonio do Souza, morador no lugar Pctimb
da Praia da provincia do Rio Grando do Norte; o qual
seacha recolbido na cadeia daquolla provincia. (7
THEATRO PUBLICO.
Beneficio de M.* Labutier Domingo 15.Peca no-
va Miguel Perriu, ou a polica secreta aria can-
tada em obsequio beneficiada por Tossolli, graciosa
furca () Gatum Director da orchestra Mr. (jrosdi-
dicr. Principiara a chegada do S. Exc.
Os bilhetes achio-se a venda na ra larga do Rosario
loja do Sr. Lody, e em casa da beneficiada no atierro
da Boa-Visla n. 12. {8
PUBLICAgAO L1TTERARIA.
R. GLI/.T, to celebrado entre oshomensde
eslado, oceupa lugar nao menos eminouto entre os pu-
blicistas. A sua doutrina do governo representativo ca-
racterisa urna grande escola poltica, e tom-se tornado
notavel pelas dscussdes, que ha produzido. No entre-
tanto o eximio prolessor, sem reunir em um tratado as
suas ideias desenvolvidas sjstemalicamonle, smente lem
em seus variados escrp.os, na maior parte historeos,
derramado scus pensamenlos explicando o systema cons-
titucional.
Colligir as explanarlos do sua theoria dispersas em
diversos vo'uines; expr os seus principios de um modo
fcil, separando ludo que he de circunstancia, ou pura-
mente histrico;coordenal-os e acommodal-os comoem
compendio, contendo--a Ibooria do governo ropresenla
tivo he (rabalho, que nao deixar do ser bem acceito,
pelosqiredcsejososdecondecoras doulnnasde Mr.Guiot
estimarpoder proscindirde colbol-as em suas proprias
obras, cuja leitura requer mais espac i e moditacao. Pois
este liabalho loi felizmente cnnclu'do por um dos nos-
sos mais Ilustrados cultores das sciencias polticas, e
est prestes a ver a estampa, formando um voluuio em8.
Irancez, impresso com toda a nitidez e apiro na oflici-
na dos Srs. Santos & Companhia.
Suhscreve se pelo preco de 5j rs., pagos na recepc^o
da obra, na livraria dos inesmos Srs. no Corpo Santo ;
na do Sr. Figueira, na praca da Independencia ; o em
Olinda, na casa do Sr. J L da C. Parnago.
= Aluga-se urna ama de leite ; na ra das Cruzes
o. 26, .
__M. B. Conslanca embarca para fra da provincia
os seus Kscravos: Rita.crioula e Antonio, de' Angola.
= Joao Jos Rodrigues Luflcr embarca para fra da
i rovinca o 6eu escravo de nomo Henrique, de Angola,
'ODiVDOR:
Sabio o n.22, e acha-so a venda na iraca da Inde-
pendencia livraria n. G. e 8.
2=0flerece-se um homem a qualqucr Sr. para levar
cartas a qualquer parto mesmo ao Serian, do que lem
pratica; o qual da conheciment .s de sua capacidado,
e be morador ni casa n. 4 na Eslrada-Yelba, indo do
Chora-Monino para a Passagem. (
2=0ITerece-se urna ama de leite para criar; u qual
sale tratar de urna crianca, o toin muilo bom leite :
a pessoa, que precisar, dirija-so os Cinco Ponas, becco
do Dique,casa n. 14. '.H
2 Jos Francisco Ribeiro de Sousa ombarca para o
Rio de Janoiro o sou escravo de nomo Sebastiao, do
gento de Angola. 3
2Desapparecco na noule de 5 para O do corrente,
de um sitio no Salgadinho, um quarto castanho com
corda ao pescoco, o qual esta miigrera, c he novo, c
grande, e apenas com um pequono signal na testa por
baixo dos cabellos; est de cauda rimpada, o dinas
corladas de novo, elem urna verruga grando no pes-
coco ao p da orelha : quem o tiver adiado tcnliaa
bondade de annunciar, ou dirigir-so venda da es-
trada de Belem, i chegar n> Salgadinho, defronlo do
sitio da Tacaruna fallar com o dono, que gratificar
o trabalbo, ou pagar qualquer prejuizo que por ven-
tura lenba o dito quartn leito. 12
2 Aluga-se um sobrado de um andar e solio na ra
Nova: a tratar na mosma ra n.3.,venda do Antonio F.
Lima. 3
2O bacharel Francisco Carlos Bfaodio acha-so
morando na ra do Collegio sobrado n. H, 1. andar,
aonde lem estabelecido o seu escriptorio de advogado :
as pessoas que do seu presumo se quizerem ulilisar, p-
detn all procural-o das 9 horas da m.mliSa ate as 4
da tarde. 6
2 Precisa-se de uro bom caixeiro para um bote-
quim quede fiador a sua conducta ; e tambem de
um bom cozinboiro : na ruado Cjueimado n. 29. 3
2Ua-se dinbero a premio subro penhores de ouro,
prata bvpotheca ou boas firmas; na ra larga do
Rozario n. 42, so dir quem da. 3
2 Manuel Jos Antunes faz scionle ao Sr. admi-
nistrador da mesa da recebedoria de rendas geracs, que
deixou de vender calcado e pcrlumarias, em sua loja
de fazondas, na ra Nova n. 55. 4
2 Precisase do um pequeo Portuguez ou Bra-
sileiro para caixeiro de urna venda distante da praca
um quarlo de legua; a tratar na ra da Glora n. 62 (
2 Aluga-se um sobrado do um andar, o qual tem
bastantes commodos para morar e mesmo para reco-
Iher objectos miudos de negocio, por ser prximo a
alfandega na travessa da Madre de Dcos por cima da
Avisos martimos.
2= Para o Aracaly pretende sahir com brevidade o bem
conhecido patacho nacional Laurentina Brasileira :
para carga n passagoiros, trata-se com seu propietario
Lourenco Jos das Neves.na ra da Crui n. 64. (4
2 = Para o Rio Grando do Sul sai com brevidade o pa-
tacho Vodo Temerario, para carga, passageiros eescravosa
frete, trata-so com Gaudino Agoslinho de Barros,praci-
nha do Corpo Santo n. 06, ou com o capito Jos An-
tonio de Sousa, a bordo do dito patacho, fundeado de-
fronte da Lingoeta. 6
2=Para o Rio de Janeiro sai com brevidade o pata-
cho Pagete do Rio: para carga, passageiros o escra
vos, trata-sccom Gaudino Agostinbo de Barros, pra-
cinha do Corpo Santo n. 66. 4
Leudes.
1O lllm. Sr. inspector da thesourara das rendas
provincial s manda f.,icr publico, quo em cumpri-
menlo da lei, pernio a mosma thesourara, se bio de
arrematar em hasta publica, a quem mais der, nos dias
20. 23, e 25 do corrente, os seguintet impostos.
PrimeiroDizmo do capim do plaa nos muni-
cipios do Recile e Olinda.
SegundoVintopor cenlo na ago'ardenle do consu-
mo da provincia.
A aremalacao de cada um dos rendimentos sor feita
por lempo de Iresannos o (res mezes, contadas do pri-
meiro de julho do corrente anno al .id,de selembro de
1848, sob as mesinas condicoes da anterior arromatacao,
com a excepcSn do pagamento que ser por quarleis
mmediatamenlo eo euvencimeno.
1 O corretor Olveira (ara leilio de mobilia toda
nova viuda prximamente do Porto consistindo em
cadeiras de varias qualidades o niadeiras, sopbs, mar-
quetas canaps, toucadoros, poltronas, mochos, corn-
modasdedflerentos gostos.&c. ; a qual ser vendi-
da pelo mais que se olferecer, por estar prestes a se
guir ao seu deslino o capito do b'igue Ventura Feliz ,
quem para esta a conduiio : terca feira, 17 do corrente,
as 10 boras da manbia na ra do Amorm casa do
Exm. Senador Manoel de Carvalbo. 10
= Adamson Howie& Companhia faro lelao por
intervencio do corretor Olveira, de urna porcio de
queijoslondrinos, chegados prximamente pela galera
Columbas ; segunda (eir 16 do corrente, as 11 ho-
ras da manha, noarmazempor baixo do escriptorio
dos Srs. Joao Pnlo de Lemos # Flbo.
4visos diversos.
tas familias por longo lempo, tirando seinpic o deseja-
do lim, rcitabelecendo a Mude. -
Na cute e as provincias t.riu urnaextraccaoenorme,
r sao recitadas por inuitos dos mdicos mais habis Uo
Brasil.
padaria n. 11 ; a tratar na mosma.
LOTERA
do Guadeliipe.
Bem quizera o thesoureiro d'csta lote-
ra poder annunciar a quem j comprou
bilhetes Oh meus amigos, as rod.ts
correin, sem cotisa que duvida faca,
amanhaa ves pera do muilo glorioso S.
Antonio 5 mas, como fazef-o, se an-
da existen) mais de seis cotitos de res
em bilhetes ? Ha pessoas, que leem
mais le com as sortes de S. Joao, e
he sem duvida este o motivo porque o
resto dos bilhetes se nao vendrSo ; mas
se uestes 3 ou 4 dias os Ireguezes acudi-
rn, entilo o thesoureiro nao esperar
( e perdoe lhe o bem aventurado Bap-
tista) porque as rodas corrers antes do
seu did.
Acaba de chegar do l\o de Janei-
ro o muito superior rape denominado
Princesa Novo Lisboa, da fabrica N. G
de Schueler & C. que pela sua boa qua-
lidade torna-se desnecessario todo e qual-
quer elogio ; vende -se na ra do Quei-
mado loja do Sr. Guilherme Selte, e na
ra dos Quarteis loja de miudezas dos
Srs. Victorino &c Guimaraes, sendo o de-
posito na ra d'A pollo 11. 18.
O abaixo assignado pelo presente
annuncio se desnera da responsabilidade
dos alugueis das casas de que he fiador ,
e pede aos propietarios que exijao dos
inquilinos outra lianca certos de que o
abaixo assignado por nada mais responde.
Ignacio tos liis Campello.
3= AlugaO-se os segundo e terceiro andares do so
arado .-,. 7 da ra da T.ruz ; a tratar no primeiro andar
do mesmo sobrado. 3
ML'ITO IMPORTANTE PARA O POYO DE PERNAMBUCO
YAHe espantoso o numero dos nossos scmelbantes,
que cada anno succuiube molestias que, se fssein
tratadas simplesmenle, aerlo anda vivos. Entre nos
estas molestias sao gcralmente a phthysica catbarros
indigcslao dyspepsia apoplexia iebres de toda _
especie, assini como interniitteutcs, bilis, escarlatina,
cotia molestia de ligado pleurcsi, inflammaedes ,
naralisia, hydropesia, bechigas, sarampo, lombrigas,
dysentera erysipelas incliassos de ps e peritas ,
hentorrhoidas, fra as molestias de senhoras.
Muius destas molestias sao radicalmente curadas e
todas aliviadas com aquella celebre medicina popular
Ido Dr. Snell c as pilulas vegelaes do l)r. Brandreth.
Ueconiuieiidamos a todos os doentes pois nao re-
quer resguardo algum. a Inglaterra e nos Estados
Unidos estas pilulas tem sido o nico remedio de OMl
1 = A pessoa, que achou um botSo de ouro, grande,
corlado, de peito ; querendo restituir, dirija-se a ser-
rara da ra do Sol n. 19, que ser recompensada ge-
nerosamente: o bolao foi perdido na festa de S. Antonio
na Congregado. I o
2 Agencia de passaportes
Na ruado Rangel, n. ib tirSo-se passaportes para
dentro o fra do imperio correm-se Mhas e despa-
ja ruada Cra .i. 82, ao precode 1>WW ra. cadacaixir.hu
de ambas as qualidades. a.lv.i lindo-so 00 publico que
as unirs v, rdad.ias pilul is vegcUi s sao .i.biiilliaci.is
no sen receltuario, fechado com o s.iio em lacre pre
dos iiiii.os agentes pelo Brasil no Rio de Janeiro.
i Precisa so de um oitor, ou bortelao, que se|a
Porluguez. para um eng'enho distante desta pra.a 16 le-
guas e oflerece-se commodos para a ida ; a tratar na
ra Nova n. -14, segundo andar. *
3Precisa-se de urna ama para o sorvico depeuoa
solteira : quem estiver nestascircumslancas dnja-se
a loja de livrosda esquina da ra do Collegio onde so
inculcar o prelendente.
3= Aluga se um pequeo armazcm no Fortedo-
Mallos; a fallar com o llrito, na sua prensa n. 18. 2
4 Aluga se o primeiro andar por cima da botica
da ra do Ctoeiinado com oseada separada dos outros
andares, e muito propria para qualqucr negocio por
ser bastante larga ; a tratar na ra do Queimado n. 15.
3 Casa d'agencia commercial.
Este cstabelecimonto vai abrirse com brevidade na
ra da Cadeia do Itecifon. G, primeiro 8ndar: limera
nelle um bazar publico, quo so achara aborto todos os
dias de semana, desde as 9 horas da manhia as i da tar-
de, pelo qual se encontrar um meio fcil e seguro,
de so vender nelle, commisso, qualqucr objeclo, que
para esle lim all so depozilar om segunda mao; como
pianos e mais mobilia, rnalos de casa, utencilios de co-
linba, louCM vidros, casquinbas, roupas, joiasequin-
quelliarias, etc.; offerecondo a vantagem aoscomprado-
res de poderem alli eucontrar mais commodamento o
objcclo que precisarcm, o aos vendedores um meio mais
fcil do dar cxlraccao a elle. Para esto fim so acha ja
recebendo tiasles, dando-se a seus donos urna cautella
da cntroga, numerada. Tambem so incumbe da venda de
predios, do cobranzas o de outras mais transacoos com-
merciaes, e empresta dinheiro sobre mobilia, pnta e
ouro, ou compra, (azendo conta. (19
3=0 abaixo assignado,como procurador bstanle de
seu genro Lino Ferreirada Silva.morgado dovinculodos
engenhosTapucor.Caluanda c Vella Hoza,declara, que
em consequencia da viagom, que o dito seu genro foi
fazer a Portugal, lodos os negocios tendentes aquellos
engenhos se ontenderao con. o mesmo abaixo assignado
morador no seu ongenho Itapircma de cima da comar-
ca de Goianna ; e posto que o dito seu genro nada li-
casso dovendo nesta praca; com ludo quem so julgar seu
credor, podo declarar por esta folha.ou entender-se nes-
ta cidad" com o Sr. Manoel Carneiro Leal, morador na
ra Nova ou com o abaixo assignado no seu en-
gerido.
Manoel Bento Machado. (13
3= Jos Dias da Silva embarca para o Rio de Janei-
ro a sua escrava crioula de nome Paulina. 2
6 = Precisa-se de um homem que esteja habilita-
do a fabricar fizendas pelo mesmo mothodo que se
fabricao no Porto e em Lisboa : oque se acbar tiestas
circumslaucias dirija so a praca da Independencia n.
i, para tratar de sou cngaj ment. 6
= Ropa se aos Srs do engenhos e as autoridades
policiaca do Sul, Centro e Norte que apprehendao em
alguns dos seus respectivos dislrictos um moleque de
nome Gaspar com idado pouco mais ou menos de 20
annos, de nacao I.oanda assemelhandc-se a crioulo ,
por ter vindo pequeo ; lovou calcas de panno preto,
velhas camisa de algodao azul americano; ausentou-
se no dia 2 do corrento ; ho do mediana estatura tem
sciilrnel figura sabe contar muitas historias: queirao
apprehendel-o e remctlel-o a Fortunato Perera da
Fonseca llaslos, na ra do Crespo desta cidade ; o
qualsoobriga por esta doclaracao a pagar quaesquer
despeas quo se aeocom essa apprehenco de cu-
o obsequio protesta o annuncante ser eternamente
agradecido. '2
NOVA FABRICA DE MACHINAS.
O eatabeleoitueuto dos engcnlieiros e machinistas Me.
Callum 8t C, na ra do Hrum n. lie8, acha-secompeten-
temente montado moderna para o concert de machi-
nas de vapor, inoeml.is de caima e qualqucr outro ma-
chinismo. No mesmo l'.ibiicao-sc tambem, com a maior
perfelcfio, moinhos e piensas de mandioca, aguilhea e
ebumaceiraa de rodas de agoa, vcios e outras liegas para
senarias, paial'usos de todos os tanianhos, e qualquer
especie de obra de 1'trreiio ou iiiachinista, (10
Rap vinagrinho.
l-.slo superior rap torna invkravel a sua qualidade
por nao mofar, nom seccar; nSo fere o nsriz, nem pro-
du< irrtares vertiginosas, porque a sua composieSo he
a mais simples possivel. A geral estima que tem tido
esta rap pelos apreciadores de urna boa pitada, e a ap-
provacao que a respeitavel sociedade de medicina Ido
concedo rematao o seu mais completo elogio.
Novas lomadas desteexcellente rap, com acor mui
escura, se achao venda nos depsitos da ra da Ca-
doia do Recile, n. 50, praca da independencia n. 28,
Atorro da Roa-vista n. 10, e Atteiro dos Afogados n.
209, aonde se vende a 1*000 rs., a libra, de 5 libras
para cima. 0 emurulbo deste rap ho azul, e os rtu-
los brancos. 15
2__ Un mullier de muito bons costumes se eoearre-
ga da criaeao de meninos de peito impedidos e delira-
pedidos; e tambem recebem-se meninos para se des-
mamaren no que promette esmerar-se; quem de
seu presumo so quzcr utilisar dirija-so ao pateo do
Carmo o. 24. 6
2 Roga-se ao Sr. Manoel Francisco Borges, que
declare sua morada para ser procurado. 2
2 Roga-se aoSr. V. J. L. estudante morador
em Olinda, quo queira vir pagar aquantiade 26/ri. ,
importe de azendas e fetios quo esta devendo na ra
do Queimado : e nao o lazendo por estes 3 dias vera
seu nome por extenso.
2 Precisa-se do urna ama forra ouescra, que
seja perita engommadeira e cozinheira de boas cos-
tumes para urna casa de pouca familia; psga-sa bem:
na pracinba do l.ivrament, loja de fazendas n. 1.3
2 Na noute do dia 8 do correte furtrio do litio
do Pina districto daiioa-Viagm um quafUo cas-
tanho tapado ; tendo urna ferida pequea na sarneira.
e noquartodireito o ferro M com om C na pnmeira
perna ; quem o pgar, on dalle tiver noticias dirjase
ao principio do Atterro dos Afogsdos n. 63 que ser
bem recompensado.


Jk
= A pessoa quo annunclou querer comprar escra-
vos para engenho dirija-so a ra vio Sebo D. 11.
O primeiro secretario Ja sociedad? thcatral Tba
lense avila aosSrs. socios da mesma i|uu no dia 13,
i 10 lioras da nianha, lia reunan da s iciodado, para
ideicio (Incensor o approvacSo dos membroi do con-
i I > administrativo o mais objectos quo Mies lerO
paleles pelo Sr. presidente da sociedade ; ossimeomo
bfill a todas aquellas pess as quotiveiem titulosde
iliiidas, ou se julgarein credoros da extincta sociedade
i'iuiu-1 li.ilia queiiiio comparecer no niesmo da
liora a fim do seren logalisados, o passarem-sc notos
para seren pagos na conl.'rmidadc doarl. 1!) dos esla -
lulos que Ibes serjo patentes nesga occa'iao, nao sen
do adiiiistiveis denois ijuaesquer redamaces a (.te
respeilo.
Alugao-so 3 pretos para srvenles de pedreiro ,
a iSO rs. por dia ; a tratar na ra Direita n. 18, se-
gundo andar.
A pessoa, que annunciou por esto Diario querer
comprar una batanen grande s ndoque queira urna
com corrente de corda com una porcao do pesos, n-
nunoio ou dirija se a ruada rnialla-VoIbl n. 100.
1.= Prccisa-se clug..r urna prcla lorra ou escra-
vo para vender, na ra, doce v bolinbos; na Boa vista,
ra da aialril esquina para a ra da Gloria : na mes-
tna casa cnsins so meninas cm ludo quantodiz respei-
(oai primeiras lellras, coser camiiai, vestidos, e
costuras fe alfaiatebordar.c maroar lencos e oamisas, fa-
zor iavarinlo de lodo o modelo, toacas de n eninas, ricas
0 sngalas, a u/er doce de t jd..s as qualidades boli-
nhosoooneilos, a 1000,1280, IC0o*2000 rs. men-
s. mente; o faz-so de oiicoiiiiueoda ludo quan tu esta
cxposlo. 11
1 Alugo so duas moradas de cesas terreas no
Coclho na ra dos Prazeres, com bons commndos
I. ij familia lem duas salas 3 quartos co/.inba fu-
ra quintal e cacimba por barato preco : quem as
pretender i dirija-se imams rus n. 10. ti
1 LOTERA DO i'IIEATBO PUPL1CO.
= O thesoureiro desla loteria, disposlo a cmpeiibar
. todos os esfurcos para augmentar o crdito do que
sernpro ella goscu, pela rugalandade de sua cxtrai (i .
declara quo os bilholeada segn la parte da 10.a loteria,
cujas rodas dotem ler andamento inulto brevemente, so
acn&o a venda nicamente no bairro do S. Antonio,
na botica do Sr, JoSo Moreira na roa do Cahuga ;
na ra do(v)ucimado loja do niesmo Ibesourciro n.
39 ; e na ra da Cadeia do ilecio lu i de cambio do
r. Vieira. 10
1 Qucm enlregou uin voluinc no trapiche
un preto, a semana pasaada proeuro na venda da
ra de Hortas, que fax esquina para a ra do Agoas -
Verdes, que, dando os signaos oertos, e pagando as
deapozai deato c o Ireto llio ser entregue. o
1 Na ra de Agoas-Verdea n. 40 emprestarse
dinheiro com penhores do ouro ou prota do um a
20>rs 3
l-=Joaquim Jos de S. Auna Lima respondendo o
annunrio do Joao do AliemOo Cisneiros declara ao
publico, (uo a proprledade denominada sitio dos Co-
queirosem Bebiriuo-de-Baixo portencepor domnio
legitimo ao Sr. lente Joao liernardino de Vascon-
ccllos, como so pode ver pola cscriplura publica, lancada
no carlorio do tabellio Co Ih ; sendo prtanlo una
lalsidade o direito do compra por cscriplura quo an-
nunciou o referido Allcmao ler feilo ao annunciante ,
quo nunca fui propri. torio do refer.do sitio O desafia
para declarar por esta ful lia qual o carlorio on le esla
lancada cssa falsa cscriplura quo diz tcr-lbe pasudo,
nica maneira, por que. so pJo defnder do ter publi-
caJo urna Cdlumnia. 14
1 -- No sobrado de um andar n. 7. na ra do lian-
gol lava-so o engoinma-se roupa com pcrfoJCj&O o as
teio por pr< co coiuniodj. 3
1 Aluga-so um armazein no boceo do Caiioca ,
junto a sociedade tlicatral i'iialiunso proprio para vi-
veros, por ser perto das candas : a tartar na ra da
l1
nua n.
32.
1Fiea dissolvida a ociedade do Hallidey HaymonJ
& Companhia desdo o dia 5 do corrente o o socio
i'iog i HalliJay est autorizado para receber o pagar to
das ai contal P' rtonceotes a dita sociedade. 4
3= Aiugao-se duas casas torreas com bonscommo-
dos, ambas com quintaos, cacimbas, e por precos ra-
xoavois, na travessa do Marisco (uutr'ora ra do Poi-
xolo ): trata-so naos(|uina do Liviaincnto n. 1, com o
Burgos. (6
3=Aluga-se oterceiro andar do faqueiro, na ra do
Ainorim: a tratar na roa do Qjeimado, loja n. 9. (2
4= Prxedes da Fonicca Coutinho como invonta-
rianto dos bens do casal do seu fallecido sogro o co-
ronol Francisco do Andrado lirederodc tendo convi-
dado pelas gasetas aoscrodores do inesmo casal para se
habilitarciii competentemente, a lim do seren atton-
didosseus debitus na parlilba o se Ibes mandar dar
pagamento, o nao tendo at agora apparecido alguns
doscrodoros, cujos dbitos sao oncradiS com premios,
ou juros, sem duvida para continuaren! a purceber os
juros estipulados; pelo presente declara aos mesnos
Srs. credoros, que, so at o ultimo do corrente muz uao
se babilitarem em juizo elle annunciante o os mais
berdeiros do dito casal pelos meioi judiciaes protes-
tars naoresponderem mais por a continuacodosjuros,
que he em damno do annunciante e mais berdeiros. 15
4Precisa-so alugar um preto por moz para tornar
conta em urna casa e tratar do seu quintal, inuitu pertn
desla praQa, que seja fiel ; qucm o quizer alugar o ah-
incar, dirija so a ra da Cadeia do ilecife n, 2o. (4
B= Aluga-soa casa terrea da ra da Aurora n. 38;
qucm a pretender dirija-so a ra da Cadoia do ltccif
n. 40. 3
3Jos de Almeida Vasconcellos Castel-liranco mu-
dou a sua residencia para a ra da Cadeia do iecifo n.
fi, primeiro an Jar. (o
3 Aluga-se o terceiro andar do sobrado n. 0 na ra
do Ctaeiniado: tratar na mesma ra, loja n. 9. (2
2Aluga-se urna casa terrea na soledado n. 17, ao
p do Sr. Vieira, cambista ; os prelendentesdirijao-se
ao pateo do Carmo o. 17, a fallar com Gabriel Anto-
nio. 1
tiompras.
- Compro-se dous caixoes envidracados, quo su-
jao usados, e feitos a moderna proprios para venda ;
na travessa do Pocinho n. 31.
1 Compra-so um cscravo carpina o um pedreiro ,
para urna encommenda, para o Itio de Janeiro ; son-
do bonitos pago-so bem : na ra do Collegio n. 19.
1 Compr&O-se para fura da provincia cscravos de
li a 20 annos, sendo de bonitos (guras pag8o-so bem;
nj ra da Cadeia de S Antonio sobrado de urna an-
dar do varanda pao n. 20. 4
1 ComprSa-sc dous cscravos pedreiros o dous carpi-
ras para urna encommenda para fura da provincia : na
ra da Scnzalla-Vellia n. 110, primeiro andar.
Compja-sc o Diario de Vernambuco n. 286, do
23 do Do.cmbro do 18 i ; na prara da Independencia,
linaria di. 6 e 8.
2= Compra- se papel para ombrulho, sendo diarios
a 33G0 rs. a arroba e a 100 rs a libra, caf em grao,
descascado da trra qualquer porcao ; na travessa
da Madre de Dcos n. 11.
2 Compra so um paramento cm bom uso, o em bom
estado sendo c./ua estola manipolo una bolea
para corporaes tudo do duas cores, branco o encar-
nado, umcotdSo, c unas sacias ; na ra da Cadeia
loja n. bO.
2 Compra-se um transelim de relogio ou mesmo
urna corrente sem feitio quo seu peso no exceda a 3
oilavas ; quem tiver annuncie. 3
2ComprSo-so garrafocs vasios, e papel proprio
para embrullio ; na ra Nova venda n. Qo.
CNa ruada Cad ia do Retifo n. 45, compra-so c
paga-se bem una escrava do boa figura c que leja pe-
lita coslur ira o oiigommadeira. 3
3 Compra-so um melbodocompleto para (lauta ,
quoosteja em bom uso ; na ra Nova n. 2.
Vendas.
9 Vende-sesal do Lisboa, cm grandes e pequeas
pories; na la da Mooda armazom n. 7. 2
9 Vendo-so fa re I o om barricas vindo de Lisboa ,
. i li.'i tu proco do ij(ii) rs. ; nos armazensdo Bra-
guez ao p do arco da Conceicio e de Antonio An-
es no largo da Alfandega. 4
9 Nos armazens oe Das Ferreira, ao pe1 da Alfan-
dega o na ru i da Alocua n. 7, continuad-se a vender
barra de superior vinho da Figueira. 3
5\ en le-se urna escrava do 20 annos, rccolbida ,
coso cngornma o (ez todo o mais servico do una casa;
3 ditas que eiigoiumao, cosinbSo, o lava roupa ; urna
moleca de 10 anuos de muito boa figura ptima pa-
ra ser educada ; 3 cscravos bons para lodo o servico; um
nivlequo de 12 annos ; um pequeo sitio na Varzea
com casa o arvorodos do (ruto ; na ra do Crespo n.
10 primeiro andar 7
5 = Vende so urna escrava de idade de qusrenta an-
nos cose e cozinba tdo o diario do urna casa ; a obra
o Tbeologia Moral, do bispo Monte; no l'asseio-
Publico n. 13. 4
5 \ cndeiii-so charutos superiores do regaba, ebe-
gados pelo ultimo vapor, por preco commodo ; na ra
da LingOta n. 5i, segundoandar 5
\ = \endo-se muito boa farinba de mandioca por
menos do quo em oulra qualqu r parte: abordo do
biato CoHceifiio Grande, fondeado defronte do caes do
Collegio ou no armasen! do porta larga defronte do
mesmo caes, junto ao botcquim da Estrella. (5
4 Vende-so, ou arrenda-so um pequeo sitio na
povoai.o dos A Togados, com bastantes pi de coquei-
ros, e diversosarv-redoi de fruto; urna commoda e
urna mesa do columna para moio do sala em bom uso,
por preco commodo; as Cinco-Ponas n. 53. 5
4 Vendem-ie oleados do bonitos padrocs para as-
soalbar salas ; em casa de Gcorgo Ivonworlby & Com-
panhia na ra da Cruz n. 2. 3
4\endc-se urna mulatinba do 14 annos, de bo-
nita figura ; na ra do Collegio n. 1. 2
i Vendse urna prcta para toJo o servico do una
casa; na ruada Cadeia do Rocifo casa do Joio Jos
de Carvalho Moraes. 3
3 AltcngSo ao bom e barato !
Itua do Queimado, lujas de miudezas ns. b'5 e 67.
\ endom so marroqiins de todas as coros o do su-
perior qualidade a 1G00 rs. a pello bezerro de lustro a
3840, um sortimento de estampas em formato peque
no o grande lequcs de seda pratoados e dourados a
3$ 5200 o 3500 rs, calcado francez il todas as
qualidades, tanto para bornom como p ira senhora, me-
nino c menina um completo sortimento do perfuma-
ras dj todas as qualidades, luvas de pellica para lio
nicm, a l//rs, dilas para senhora a 1280 rs.,ditas com en -
faites o 500U rs. luvas do soda o do algodflo para sc-
nboia ditas de linlio e do algodao para bomcm ba-
laios pequeos a 200 rs. cada um bengalas de canna
a 2500 o 3000 rs. bons do veludo para meninos a
1280 rs. dilosdo brim a lj rs. ditos de panno a
i 440 rs. d o-; para homem a 1280 e 1760 rs. car
teiras muito superiores aljofares agullias om caixi-
nbas e carleias lencos do seda prota para grvala a
25G0 .'i r S r; ditos do coros a 5/ rs. caixas de
balis a 320, 400 o 480 rs. linho de carretel branca a
2t0rs. a duzia botes do duraque ditos de osso pa-
ra sobre casacas e outras muitas miudezas por precos
muito ('iiiin,o l.;. 24
3- Vendo so urna escrava cozinheira ; na ruada
matriz da Bea-Vista n. 33 segundoandar. 2
3 \ ende se um c.urinbo do 4 rodas, o oulro do
duas rudas ambos c m os cimpentes arreios ; na ra
da Cruz n. 7 primeiro andar. 3
3= Vende-se urna morada de cisa de dous andares,
sita nos Qua tro -Can tos da Boa-Vista ; urna dita terrea
junto ao mesmo sobrado ; um dita terrea na estrada do
Manguind ; urna dita lerrea na ra do Padre Flori-
anno ; e urna morada do casa de 3 andares na ra do
Amorim : a fallar coin Manoel Caelano Soares Car-
iiciiu Monteiro. 6
2 3 Vendo so um relogio do ouro patente suisso, de
elegante goslo o de superior qualidade.; na praga da
Independencia n. 5. 3
,1 Vende-se um pii.no inglez, de muito boas vozes,
ptimo para se principiar aprender, por preco muito
commodo : na ra do Crespo n. 16. 3
2- Vende so urna prcta de bonita figura ama do
leite com urna cria do 2 muzes muito bonita ; duas
fJiicilfl todo n soryieo por coinrnoJo preco ; urna di
ta de 20 annos, engommadeira e costureira sendo
parda ; urna prcta co/inbeira e engommade'ra ; um
preto do 20 annos de todo o servico e be muito bom
pagem ; na ra Direita n. 81. 7
2Vende-se a padaria da ra da Gloria n. 55 ,
prompla do ludo para o seu andamento e muito em
conta; a tratar na mesma puda/ia. 3
2 Vende-se urna escrava crioula de idade de 30
annos .bonita figura a qual lava bem de arrolla e
sabe fazer o servico de una casa ; na ra da Cadeia ,
lo| doSr. JooodaCunha Magalbei. 4
2Vende se um sitio na nova travessa da Passagcm,
entro a duas pontes n. 5 com duas casas terreos ,
murado na frente com porlo de forro, o viveiro no
fundo lugar para banbo e com arvores do fruto ; a
tratar na ra dos Pires n. 24. 6
2= Vende-se urna cscruva quitandeira e lavadeira ,
por prego commodo ; na ra da Pax n. 8. 2
2 Vendc-se um cronometro novo chegado ul-
timuinente do Liverpool ; na ra da Cruz n. 11 pri-
meiro andar, casa do Kidguay Jamisson & Coropa-
nhia. 4
2 = Vendem se 80 palmos de Ierra de frente, no lugar
do Corlume-dos-Coelhos; no largo do Terco n. 20,
se dir quem vendo. 3
2 Vende se urna escrava de naca.), de 20 annos ,
de boa figura, cozinba o diario de urna casa lava de
sabio e vende na ra; urna negrioha de ll annos,
muito linda com principios do costura ; um lindo
moleque de 12 annos ; un molecotu de 17 annos, pa-
ra todo o servico ; um mulatinbo de 16 annos, pti-
mo para pagem ; 3 escravos de nacao, mocos e de boas
figuras para todo o servico de casa ou ra; na ra das
Cruzes n, 41, segundo andar. 9
2 Vende -se urna escolente casa tode de pedra e cal
e oiloes dubrados em um Jos melbores lugares da
ra do Amparo om Ulinda defronto do sobrado do
Joaquim Jos Rabello com 3 salas, 5 quartos co-
zinba o quintal ; a tratar na ra do Encantamento
sobrado do dous andares n. 8. 6
2 Vende-se um lindo molecote de 18 annos, o de
excediente conduela ; ao comprador se dir o motivo da
venda: na ra estreita do Rosario n. 31 primeiro
andar. 4
2 Vende-se um tanque que serve da deposito de
agoa e be muito proprio para deposito de azeite ; na
ra estreita do Bosario n. 1. 3
2 Na padaria de urna s porta na praca da S.
Cruz, junto ao sobrado n. 106 ba continuadamente
exeelenlo pao igual boina bolaxinba biscouto do
ce e de egoa e sal roscis, o ludo o mais que he pro-
prio de taes estabelecimentos; assim como bolaxa mais
inferior, propria para quem quer mais barato ; e ca-
f moido qualquer porcao o ludo muito em conta.
7 Vende-se um casa de um andar, com grande
quintal e cacimba em chaos proprios sita na ra das
l'iincheiras ; duas cass terreas na ra do Padre Flo-
rianno com cacimba meieira ; e um palsnquim ac
bado de novo, qua anda no serviu ; na ra da
Cadeia do itecile n. 25. 6
3 Vende-so a Biblia sagrada com o texto la-
liano margom e Ilustrada pelo Padre Antonio Pe-
reira do Figueiredo ; na praca da Independencia li-
vraria ns. 6 e 8. 4
3 Vende-se um piano inglez com muito boas voxes
e por preco commodo ; na pracinba do Livramento ,
loja da fazendas n. 46. 3
3 Vende-se, na cidade de Olinda, um sobrado com
grande quintal e terreno anneio para 3 casas; a tra-
tar na ra do Amparo sobrado n. 22, ou no liecifo ,
na ra da Guia n. 75, segundo andar. 4
2 Vendom-se ps do coqueiros de muito boa qua-
lidade a 320 rs. cada um ; na estrada que va i de liulem
paralinda a tratar em urna venda defronto do sitio
da Tacaruna. 4<
las Vendem so setins de diversas cores, proprios
para (orro de qualquer obra por preco couimodo ; na
praca da Independencia ns. 24 o 26. 3
1 Vende-se urna escrava de idade de 18 annos, boa
engommadeira e cose bem; um mulatinbo bom carreiro;
3 escravas que cozinbo e lavao ; 4 escravos de na-
cao mocos, do muito boa conducta ; na ra Di-
reita n. 3 5
1 Vende-so mullo boa farinba de mandioca, por
barato preco; a bordo do patacho flor de Maruim o
no halo Conceifo, fundeadoi defronte do caes do Col-
legio ou no armazom de porta larga defronte do
mesmo caes junto ao bolequim da Estrella. 5
1 Vonde-secera lavradado Rio de Janeiro, om
caixas de 180 libras cada urna sortidas com velas de
meia libra at 16 em libras; no armazom de assucar da
ra da Sonralla-Velha n. 110. 4
1Vende-se o rap do Bandeira com muito bom aro-
ma e paladar, e de cor escura : na ra do Cabuga ,
lojaadosSrs. Aquino Fonseca, Bandeira Jnior e Fran-
cisco Joaquim uarte ; na ruado (Jueimado defron-
to do Sr. MagalbSes Bastos, na loja do Sr. Germano;
no Atierro da Boa-Vista n. 46 loja do miudezas de
Cactano Luis Ferreira; na ra Nova, defronte do Sr.
Lopes Neto, e na loja do Sr. Quaresina ; no botcquim
do Paiva junte ao tbeatro ; e no primeiro andar por
cima do dito bolequim onde mora Antonio Jos Ban-
deira e Mello fabricante do dito jap, e vende a 1800
rs. a libra engarrafado. 11
1= Na loja de tanoeiro na ra das Crutes de-
fronte da typograpbia vendom-se uns barris e folhas
de (landres o diversas medidas, que servem para
azeite do carrapato o eslao com pouco uso. 4
;1Vendem-se saceas com milbo novo a 3S40*0rs. cada
urna; no armazom do caes da alfandega n. 1. 2
1 Vendem-se man^uinhas de vidro para caodieiros
de estabelecimeritosjna ra larga doRozario.armazemde
iouca n. 28. 3
1 Vendem-se duas beatas novas, proprias para en-
gcbo ou carro ar qualquer cousa ; na Boa-Vista ,
armazom de sal. 3
M Vendem-se riscados dechali, corteado cassa-ebi-
tas, loncos de cassa de cores, cassa lisa muito fina ,
setins lavrados para vestidos do meninas veludo pre-
to e branco do seda, liso, meias para meninas de todos
os tamaitos, madapoloes de todas as qualidades chi-
tas cambraias (.damascadas e lisas de diflerentcs cores c
as mais modernos, por preco commodo ; assim como
cera em velas ; na ra de Crespo, arco do S. Antonio ,
oja n. 2, de Manoel Jos C.oncalves Braga & Compa-
10
e varrella ; na ra da Lapa n. 6, sobrado da esquina ,
quo faz frento para a praia.
Vende-se urna mesa de meio de sala redonda ,
o do Jacaranda ; na ra da Penba loja do marcineiro
n. 6.
Vende-socervao de pedra, miudo proprio para
oflicina de lerreiro : os protendentes, tanto a grandes ,
como a pequeas porcOes, dirijao-se a agencia da com-
panbia brasilcira de paquetes do vapor, na ra do Apol -
lo n. 6.
= Vende se urna duzia de cadeiras americanas,
com assento do psllunba e com pouco uso ; na ra do
Livramento n. 22.
x Ycnde-se urna gratule porcao de
1,illancos, c de chapeos do Forto, tudo a
3io ris; na esquina do Livrainento n. 5a.
Vende-se farelo, pelo mdico pro-
co de 4000 e 2 5Go rs. 5 na ra da Sen-
zalla-Velhan. i38. 4
Escravos Fgidos
nbi
1= Vende-se nma escrava de afio Rebollo, boa
rendedein de ra e be muito fiel; na ra eslreila do
Rozario n. 22, primeiro andar. 3
1Vendem se saceas cun milbo do Rio do Janei-
ro por prc?o commodo ; na ra da Praia n. 49. (2
= Vende-se, por preciso, urna escrava de 20 a 22
1Uessppareceo no dia 15 de Maio[do corronteannoa
escrava Calharina de nacao Rebolo de idade de 25
annos, pouco mais ou menos, estatura regular sec-
ta do corpo rosto redondo, nao be mal parecida ,
entro os peilostemunsenfeitesdo sua (erra, be bom
preta ; levou vestido de chita j desbotado, panno da
Costa ; andiva vendondo mel em um (landres : quem
apegar, leve ao engenho do major Filippe em Hcbi-
ribe ou atiaz da matriz da Boa-vista n. 26 segundo
andar, quesera recompensado. 10
3_ Desappareceo no dia 2 de Junhodo corrente au-
no um molequo de nome K tevao de idade do 12 an-
nos pouco mais ou menos de bonita figura, baixo,
cheio do corpo rosto redondo nariz chato beicos
grossos.ps pequeos,dedos curtos ejabertos.tem a marca
A em um dos peitos be muito ladino pareco criou -
lo ; foi escravo dos Srs. Djpcron e Justino Meroz e
foi comprado ao Sr. Jos da Fonseca e .Silva o qual
o vendeo por commisso do Sr. Justino Meros : quem
o pegar, leve a ra do Livramento n. 38 que ser
generosamente recompensado. 11
3- No dia primeiro de Junho do corrento desappa-
receo da casa do abaixo assignado um escravo de no-
me AbrSo ladino falla a lingoa portugueza de ra
co Mocambique do boa estatura, grossura regukr ,
preto denles pequeos e espontados, ps grandes e
largos e os signaos mais distinctos, que tem sSo os se-
guntes O O justos sobre os peitos; o qual' lo
seduiido porque nunca fugio, e nem bouvo motivoi
para isso ; levou camisa e ceroulas de algodSo inglez :
qucm der noticias do dito escravo ou o levar a sou se.
ahorna ra Nova casa da esquina que volta para a
ra do Sol, ou na sua prodriedadoda lbura, (era lOOy
ris de gratificar/So. = Dtniz Antonio de Moraet
Jnior. 11
3 No dia 2 do corrente Junbo, as 7 horas da nou-
te lugirao dous cscravos sendo um pardo de ida-
dade de 35 annos, com pouca differonca alto ebeio
do corpo de nome Zeferino cabello curto e meio li-
so ; levou calcas pardas j vnlbas e camisa branca : o
oulro criouln de nome Jos muito afulado de
idade de 20 annos, estatura baixa reforfado do cor-
po cara larga o beicos grossos; levou calcas bran-
cas e camisa tambem branca ; ambos fugirao da ra
de Agoas-Verdes n. 46, aonde estavSo para seren ven-
didos por corita de seu dono: quem os pegar, e levar a
mesma casa ou der dellcs noticias aonde so achilo, ser
bem recompensado. 13
3= No dia 9 do correle mes fugio do sitio em S.
Amaro um moleque do nome Domingos, do navio
Bengucla de idade de 19 annos, pouco mais ou me-
nos fulo, bem parecido ; levou camisa e calcas de al-
godSo, sujas: quem o pegar, leve ao annazem de vidros
ao lado do cadoia quesera recompensado. 6
3 No dia segunda fera, 9 do corrente pela urna
horada tardo, fugio a escrava Calharina de nacao
Congo estatura baixa cor prota denlos abertos ,
elbos grandes de idade pouco mais ou menos 15 an-
nos pn-nlie ; lovou vestido escuro com flores encarna-
das e panno da Cosa : quem a pegar, levo na venda
por baixo do arco de S. Bom Jess que sor genero-
samente recompensado. 7
3=Na noutede 9 do correlo desapparecerao,do sobra-
do novo da Capunga dous escravos com os signaes se-
guintes : Domingos, alto e corpulento do idade do 22
a 23 annos, com urna cicatriz na testa ps grandes ,
com um forro no pescoco ; levou ceroulas de algodao e
camisa de bafita encarnada : Goncalo baixo do corpo,
de idade do 26 annos, muito vivo e alegre lovou rou-
pa bastante, jaqueta do panno fino, camisa fina e tam-
bem do bata encarnada ; sao do nacao GabSo : pede-
so porlanlo a todas as autoridades policiaese capitaesdo
campo o favor de os apprebendor o leval-os no dito so-
brado na Capunga ou na ra da Sonialla-Volha n.
138, que os portadores seri recon.pensados com lOOg
ris. 11
3 Gratilicacao de 50,000 rs.
Fugio no dia 9 do corrente do sitio da Passagcm ,
um preto de nome Relisario de nacao Costa do ida-
de de 36 annos, pouco mais ou menos, alto, fcio do
cara pos grandes anda gingando sobre a perna ti-
querda falla um tanto gago tem em urna das mios ,
1 dedoaleijado, quo nao fecha a mao, pernos compridas,
ebocanoeiro: ruga-so a todas as autoridades e mais
pessoas, de o pegarem e levarom a seu senhor Joaquim
Jos Ferreira em sua prensa no Forte-do-Mallos ou
no seu sitio da Passagcm da Magdalena que ser re-
compensado. 12
Fugio em G do correle, da padaria
do aterro, de Lotirenco Antonio Mescpiita
Falcao, o escravo IManocl de Angola,
baixo, giosso, falla olguma cousa einba-
racada, ps grandes, suppoc-se eslar
mesmo na praca, ou nos arrcbaldcs dos
A Togados ; quem o pegfr leve-o ra
Estreita do Uosario n. i3, on do Vigario
n. ii a entregar a seu senhor Francisco
Alvares da Cunha, que gratificar gene-
rosamente.
annos de idade, cngornma, cozinba o lava de sabaoj pehk. j NA TYP. UE M. F DEFAHIA l8/f5.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO .


scssesascrr

da
RECEITA E DESPEZA
DA
ADMINISTRAR O
DOS
Estabelecimentos de Caridade,
Do i." de Janeiro a 51 de Marco
DE
1845.
PERNAMBUCO,
Na Typographia de M. F. de Faria. 1845.
-



2
Conta da Rcceita e Dcspeza d'Admin.straco dos Estabelo
de Marco
5. Receita.
i. Pela importancia d'uma letra que se acha protestada por nao paga
.-acada por Gaspar le Menezes Vascoucellos de Drumond, e acceita por
Anlonii. Germano Rigueira Pinto de Souza vencida no 1. ce Junho
.le 1842.................. 509''J3
dem de onze ditas vencer de 23 de Fevereiro de l84<> a 2o de
Agosto de 1847 provenientes do arrendamento da casa n. 42 1:278ji750
18. lecebidos da Thesouraria das Rendas Provinciaes da ordinaria do
Hosoital de Caridade vencida em Outubro do anno prximo passado. 5QOSOO0
dem dem do Hospital dos Lazaros, idem idem...... 250*000
dem dem da Casa dos Expostos, idem idem...... 250*000
dem de Antonio Roberto, pelo curativo do seu escravo Victorino no
Hospital de Caridade desde 19 de Novembro al 7 de Dezembro do
cno prximo passado, a 1*280 ris por dia........ 23*040
31 dem do Procurador d'Administraso pelo rendimento dos predios
arrecadado neste mez, como consta do Livro respectivo. 2:113*841
Fevereiro 8. dem da Thesouraria das Rendas Provinciaes da ordinaria do
Hospital de Caridade vencida em Novembro do. anno psssado. 500*000
dem dem do Hospital dos Lazaros vencida no mesmo mez. 250*000
5:674*726

\


3
cimentos de Caridade, verificada do 1/ de Janeiro a 51
de 184.
1845. Desptzti.
J.n,iro 1 Saldo em 31 do prximo passado favor do ThMoureiro. 1.016,661
Janeiro i. ( ^ ^^ da .ilva por luguel de caderas e
bancas para a revista gor.l dos expostos do auno prximo ^ __ ^^
18 P'ao Regente'interino Ho8Vital de Caridade, pe* despea 1ni,7j0
que com c.mesmo HoapiUI fez em ezembro prximo passado. i 104,74U
Ao dito da Casa dos Expostos pela despeza que na mestna ^
fez em dito mez...........
Ao dito do Hospital dos Lazaros pela despeza que tambera 27,190
fez era dito nicz...... K 4 47uo
Ao mesmo por diversas despeas do 1'. a 13 do corrente. 5 i*w
Ao Comprador, pelos gneros que para os Estabrlecimentos
de Caridade compro., iio mesmo mez de Dezembro do anuo ^ i9lt9O0
P8A*Caet8na Mana do Espirito" Santo pelo feitio do roupa
que fez para o Hospital dos Lazaros.......7
20. A Jos Luir dos Santos por 21 pares de aapatos para o ^^
25. "ao estre Pintor Domingos Jos do liveira Soares pla ^ ^
pintura do Hospital del Caridade.......' *
,8. A Manoel Figueiroa de Faria pela impressio e papel da
conta corrente de Abril Junho do anno prximo passado. 10 30,000
FeTereiro 1. Aos Empregados e amas da Casa do< Expostos seus
ordenados vencidos de Novembro do anno pasado a 827*309
Janeiro do corrente...... '
A Benedicto das Chagas, por gallmlias que forneceu ao
Hospital de Caridade m Dezembro do anno prximo ^^
13 PTBe'rnardo Jos da Cosa pelo assucar refinado fornecido
em Maio do anno piximo findo. l
il Aos Empregados d'AdministracSo de seus ordenados venc- i25400l
' dos em Dezembro do anno passado e Janeiro do corrente anno 11
Aos ditos do Hospital de Caridade, vencido em igual 4U,0S
"Tos do Hospital dos Lazaros cencido em Dezembro do ^qqq
anno prximo passado......
17 Ao Comprador dos Estabeleeimentos de Caridade pelos g-
neros para os mesmos comprados era Janeiro prximo ^ 171,S70
PaAodRegente do Hospital 'de'Caridade, pela despeza que 0
eom o mesmo fez em Janeiro prximo passado. i
Ao dito do Hospital dos Lazaros, pela despeza do 14 a gM
31 de Janeiro, feita com o mesmo Hospital. i*
Ao dito dos Expostos pela despeza feita na casa dos 7gjg00
mesmos em Janeiro dito........
A Manoel Antonio de Jezus & Filho pelo pao fornecido
do 1. de Julho a 30 de Setembro do anno ndo com o 368,280
tbate de 25 por cento. 353,115
dem idem do 1." de Outubro a 31 de Dezembro ~*
A Manoel Ferreira Lima pelos gneros fornecidos de 506,6lO
Maio a Novembro do anno prximo passado.
Ao Capellso do Hospital dos Lazaros por 13 Missas que 40*599
celebrou de Agosto a Dezembro do anno prximo passado. Jt
A Francisco Joaqnim da Costa Fiaiho por 19 e meia ca-
adas dazeite de carrapato, que forneceu em Novembro do ^ 36520
anno prximo passado..........
oo A Jos Mara da Costa Carvalho por louca que vendeu 27,560
para o Hospital dos Lazar os, e Casa dos Expostos. ..
A Angello Custodio dos Santos por oito libras de cera QQ
refinada para a Botica do Hospital do Caridade. ________
4:880,381


ir""*""
4
184S. Receita.
Tr"8Prlc..............kmgn
Fevereiro 8. Recebidos Ja Thesouraria de Rendas Provinciaes da ordinaria da
Lasa dos Expostostambem pertencente ao mesmo mez. 2504000
dem idem do Hospital de Caridade vencida nos mezes de Dezem-
bro do anno passado e Janeiro do corrente. 1 000,000
dem dem do Hospital dos Lazaros vencida no mesmo temo*.' .' 500,000
n.i a T I.peren5fnte "os MPsl0S vencid mestno lempo. 500,000
De Jos* Flix da Cruz esmola deixad. por seu fallecido p.j ,o
Hospital de Landade, e Lazaros. ........ 5,3io
Uem do Procurador, pelo rendimento dos predios arrecadado neste'mez
como consta do Livro respectivo..... ^20,700
u !.dTi ,Tn.e!0!l^a^i, .d" R"nda Provinci.es da ordinaria' do
Hospital de Caridade vencida em Fevreiro prximo flndo..... 500,000
dem dem do Hospital dos Lazaros vencida em igual tcmpo. 250/000
dem da Casa dos Expostos dem idcm..... ssn.rmft
dem de Novaos & Corop.nhia pelo curativo no Hospital de Candado
do escr.vo Francisco, de 1 i a 26 de Marco torrente a 1,280 ris por da. 20,480
dem do Procurador pelo rendimento dos predios arrecadado neste mrz
como consta do Livro respectivo........... 700,720
15.
20
58
Marco 18.
27.
31.
9:869,940
Sala das SessSes da Administracao dos Estabel
Manoel do Nascimento
Y
resi
Antonio Mar
Thesou
Patricio Jos


1843.
Fevcriro
27.
28,
Margo 1.
>.
8.
12.
Despesa.
Transporto.........
22. A Joaquim Jos Thcmoteo Pinto, por um Livro da
papel d'IIollanda patalo com capa de couro.....23
A Francisco Joaquim da Cosa Filho por 18 o nieia ca-
adas do azeito do carrapalo que lorneceu em Dezcntbro
prximo lindo..............29
A Domingos da Silva Teixeira por drogas para a Botica
dos hstabclecimentos de Caridade no auno prximo passado. 30
As amas e empregados da Casa do xpostoa do seus
ordpn.u!os vencidos em Fevcreiro........3i
A Benedicto das Chagas por galliulias forr.ecidas cm Ja-
neiro prximo (ndo............32
A Mara da Penha cx-cozinheira do Hospital dos Lazaros
do seu ordenado c rarao do 1." a 17 do Dezembro. 33
A Eugenio d'Assumpcao Cavalcante, o sua mulher,
aquello regente, e esta enfermeira. do llosdital dos Lazaros,
de seus ordenados vencidos do 1." a 13 de Janeiro prxi-
mo lindo...............34
Ao Carpina Jus Rodrigues do JSascimcnto pelo con-
cert da casa n*. 48 da ra da Concejero......35
Ao Comprador pelos gneros que para os Eslabclecimea-
tos do Caridade comprou em Fevcreiro prximo passado. 36
Ao Regento do Hospital de Candado pela despoza quo
com o mismo Hospital fez cm Feverero dito.....37
Ao dito da Casa dos Expostos idcni.......3S
Ao dito Hospital dos Lazaros idero.......39
A Manoel Ricardo Machado d'Albuquerquo ex-enler-
meiro do Hospital do ('andada do sou ordenado do 1."
a 26 de Dezembro do anno prximo lindo.....40
A Joaquim Jos Themoteo Pinto por seis pastas do
diversos tamaitos............4i
A Antonio Jos Poreira por fazendas quo vendeo para
para os Estabelccitnenlos do Caridade......9. 42
A Benedicto das Chagas por gallinlias que vendeu em
Fevcreiro...............43
A Bernardo Jos da Costa por assucar refinado nos mezes
decorridos de Junlto a Dezembro do anno passado. 4i
A Manoel Figueiroa de Faria pela ronta corronle de
Jullio a Setoo:bro e do Oulubro a Dezembro do auno pr-
ximo passado.............t 45
Pela importancia d'uma letra que se acba protestada por
nao paga, sacada por Gaspar de MeitezeS Vascuncellos do
Drumond, o acceita por Antonio Germano Rigaeira Pinto
de Souza, vencida no 1". de Junho do 1842..... '
Uein de sete ditas a vencer de Fevereiro de 1846 a 23
d'Agosto do 1847 proveniente doarrondamento da casa n. 42.
Saldo cm Caixa....... ...
cimentos de Caridade 3i de Mano iS4'5.
13.
18.
20.
30.
31.
4:889*381
7*400
47|360
878*220
290sS86
62*080
6*235
6*499
3*440
245*496
114*540
00*160
45*400
3*600
8*000
'J49*l70
44*800
10*250
130*000
300*095'
813*750
9:560*22;;
309*721
9:880*946
da Costa Monteiro,
dente.
tins Ribciro,
teiro.
Borges de Freilas
-



.Ill.l-
-7*nfc
Mappa dos enfermos, e expostos, que existan, entrarao,
sahirao, morrro e cxistciu nos Hospitaes de Carida-
tie, Lazaros, e na toa dos Exposlos, de Janeiro a Mar
qo de 1843.
Hospital de Candarle. SEXO MASCULINO. SEXO FEMENINO.
'2 H 1 4 * O 'ss (t 0 Cl3 0 0 1 "3
23 23 18 64 7 i7 18 4 5 4 .3 4' 4> 38 38 20 18 9 20 12 9 22 43 8 10 G 24 6 8 6 20 18 9 3i *9
4" j 9
i Hospital dos Lazaros. SEXO MASCULINO. SEXO FEMENINO.
c .1 fa3 1 tu '3 o 's s 1 H Cs3 0 i c *+ 1 1 S W
i5 i5 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 t5 i5 i5 .5 7 / 7 7 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 7 7 7 7


Casa dos JGxpostos. SEXO MASCULINO. Sfc.VU MiMENINO.
o '5 c ti c 1 3 o 3 1 *4 O 0 i O 0 1 S *** H
7^> 75 7a 7^ 4 4 3 i3 0 0 1 1 4 9 4 7 75 72 7o 70 95 9G 98 95 6 5 2 i3 0 0 0 0 5 3 1 0 96 98 99 99


Somtna.....
Sala ras Scsses d'Administraro dosEstabelecimentos de Caridadc 1." de
Abril de 1845.
O Escriptnrario.
p. A. Cavalcanti Cousseiro.
.
. ua pVMMMu
r-r-1 '*


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