Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05353


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Full Text
wm
AnnoXXVIl
Sexea-feira 30
PARTIDAS SOS OOaBEIOS.
Goianna e Parahlba, s segundas e sextas feiras.
Ulo-Grande-do-Nortc, lodas as quintas feiras ao
ineio-dio.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23. .
Boa-Vista e Flores, a 3 e 28.
Victoria, as quintas Tetras.
(i.un.i, lados os di.ir.
PlUSES Di LOA.
Nova, a 30, as (i h. c27 m. d. t.
Creso, i (i, u4h.e 8 m, da t.
Chela, a 13, as 4 b. e 24 tu', da t.
Ming. a 21, as 3 h. c 42 m. di t.
PBBAMAR de hoje
I Priineira s 4 horas e 30 minutos da tarde._
Segunda s 4 horas e .vi minutos da mandas.
de Maio de 1851

123
.. jv'...t-v ^r-*f'i<''-lft,'ftitfTvnnBrim
ratfo da sunscaipgo
Por tres mezesfadiantatdos) 4/000
Por seis mezes ?"00
Por ii i ti anno. lyJMu
das da semana.
2 Sg. S. FilippeN. Aud. doJ. d'of. e m. 1. v.
27 Tere. S. Joo p. io.. Aud. di Chae., do J. da
2 vara do c. e dos feitot da fazenda.
28 i.iinrt S. Germano. Aud. do J. da 2. vara.
29 Qiiint. >E>I< Ascenjao do Senhor.
30 Sexl. S. Fernando. Aud. do i. da I. vara do
eivcl, e dos fritos da la enda.
31 Sab. S l'elrnnila. Aud. da Cu. e do i. da 2. v.
do civel.
I Dora. S. Firmo.
CAMBIO DE 28 DE MAIO.
Sobre Londre*. a 27'/. < P.#W "
Paria, 340 por Ir. nominal.
Lisboa, a 95 oaamnn *
Ouro. -Oncas hcspanholas-. fM""' *
Moertaa de 6/400 vclli.is. MMWQ I
de 6/lOD novas 1o>0 a
. e.40OO....... 0/U00.
Piata.Pataciies brasileiros.... >t}<
Peeol <: ilninnarios..... -i'vii
Ditos mexicanos...... 1/7U a
juboo
lszlll
1B20D
U3& uSBvt^yMfc
'- cjuam.axj&iasajs*;

INTERIOR.
RIO DE JANKIHO
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
siss'o im 16 o maio as 185c
Prrsiifnria do Sr. tiendes dos Sanios.
I.iceiica para os pie.iilentc. de Peruainbuco
e do Maranho.
O Sr. 1*. Secretario leo seguinte parecer:
A comuiisso de constiiuicTio e poderes ,
Jeodo prsenles os avisos oe IU n 14 do crran-
te expedidos pela secretarla de estado dos ne-
gocios do imperio, emqtieo presidente do con-
aelho de ministros, em nome de i. M. o Impe-
rador, que julgou indispensavel, a bem do es-
lado, encarregar da presidencia da provincia
do'Maranhoo Sr. Eduardo Olympio Machado,
e da de Pernambuco o Sr. Vctor de Olivelra ,
membros desta cmara, solicita o consenti-
inento da mesma cmara para a saluda dos re-
feridos deputados, e tomando em consideracio
o motivo allegado, he de parecer :
I. Que se preste asienlimento a sabida dos
Sr>. Olympio Machado e Victue.de Oliveira
para exercercm as couiiiistesde que se acbain
encarregados.
2. Que se olTicie ao governo para dirigir
mas orilens s cmaras municipaes da capital
de Goyaz, e eda Habla, afiiu de expedir diplo-
mas aos supplenies a quem competir.
a -ala das commistes da cmara dos depu-
tados, em 15 de maio de 1851. /n'u de
Goes i Vaiconciltot. Joao Antonio de Miran/la.
O Sr. Souto : Peco a palavra....
O Sr. Prttidtntt: Fica addido, na furnia do
regiment.
Foses O negocio he urgente.
O Sr. Aprigi. : Requeiro que V. Exc. con-
sulte a casa se este negocio he urgente, para
entrar logorin discussao.
Consultada a casa, resolve atlirmatlvamente:
OSr. I'reiidenle : Est ein discussao o pare-
cer, tema palavra oSr. Souto.
O Sr. Souto : Sr. presidente, eu nao dese-
jo, uem julgo que se deva negar ao goveruo
qualquer medida necessaria para bem gover-
nar ; mas do mesnio modo entendo quecum-
pre-nos investigar se existe realmente necessi-
dade. No caso actual eu a nao conheco, ou
pelo menos nao a vejo justificada, edirei no
que me fundo para assim opinar. A consti-
tuico esubelece duas cmncoes ftsenciaes
para que possa o governo empregar, ea cma-
ra dispensar a qualquer de seus meinbns ; a
prlmeira he utu nm imprevisto, um acnnteci-
ni'iito extraordinario; asegunda, que o em-
prego teja necessario e indispensavel ao bem
do estado. Nao me consta que tenha havido
occorrcncia alguma extraordinaiia na provin-
cia do Maranho, nao sei de acontecimenin al-
gbm imprevisto, nem no ofl'icio do governo,
pedindoa dispensa dos dous uobres deputados
se faz disso menean, nem |ior qualquer modo
se justifica esta medida. Parece que o motivo
< i no levou o governna demillir o presidente do
Maranho,e a substitui-lo j pelo nobre deputa-
do da provincia deGoyaz,he a falta de seguranca
individual que senle-se naquella provincia,
donde constantemente nos sao ira/idas dcplo-
raveis noticias de assassinalos horrorosos, na
qual parece reinar grande iinpuuidadc : mas
o seu estado, esta falta de seguranca individual
nao he iufcliiinente de lo recente data ; ha
tempos os jornaes referem tristes la< tos, crimes,
que o provam e que alUigcm : c entretanto, o
governo nodemlttio o presidente, uem tenlio
conhecimento de que recorresse outras no-
rneacOes, ou a outros meios para obstar o mal.
Jla poucos metes lizeram-se elelcoes naquella
provincia para dous deputados : a poca de
cleiedes he de ordinario niais agitada.e um pre-
sidente novo imparcial sem compromctlinien-
tos para ospart dos era enlo all inais necessa-
rio; era a poca mais propria para esta uomea-
(o : o governo porcm assim nao entendeu, e
s agora, depols de feitas, hequepede liceuca
para fazer partir* presidente iioineado. As-
sim, pois, he claro que nao temos caso impre-
visto, nao he novo o estado do Maranho, e
por conseguintc nao te verifica e condico exi-
gida pela constituico.
Se, pols, nao julgo necessaria a medida para
a provincia do Mamnl.o, multo menos neces-
saria me parece para a de Pernambuco, que
est era paz, que vai principiando a gotar de
alguma tranquillidade. O governo tluha alli
um delegado que Ihe mereca cotifianca, um
eu alliado minio distincto ; be de crer que es-
se presidente dirigisse os negocios daquella
provincia de accordo com asinstruccocs do go-
verno : o presidente tiuba praticado alguns ac-
tos de justica, linlia alliviado os soHriinentos
de alguns perseguidos, governou com modera-
cao, pelo qua eslava bem quisto, e contra sua
sdminlstracSo nada te dizla ; elle comprebeu-
deu que deviam cessar as perseguicoei...
VSr. Nabueo : lato conforme com ai vistas
do governo, segundo o nobre deputado mesino
diwe.
O Sr. Souto : Eu creio que uaquella provin-
cia a administraco dor. Souza (tainus eslava
de accordo com as inslruccdes do governo....
O Sr. Nabueo Conforme as vistas do go
verno...
O Sr. SomIo : Tiuham cessado as persegui-
coes, pralicaram-se alguns actos de juslica,
que he o que deseja a oppdsico ; entretanto
aparece demittido o Sr. Souta Ramos, e flgu-
la-se-nos alguiua oceurrncia...
( Uuitot Sn. deputadoi ptdim a palavr; exiitt
rnuifa iiyipu na caiae tussurro.)
U Sr. Prtiidtnle : .ltencao, attenco! ..
'.' Sr. Soulo ( coutinuando) :...que desse
motivo a Miii.-lii.iiMo demissao, e a euipregar-
se um membro desta casa ; quando, pelo con-
trario, Peruambuco csti em socego, o presi-
dente deuiiuido era respellado, seu procedi-
nu'iito muderado ejusto para com os vencidos
era apreciadu, tinba e devia ter a cuiiliauca do
governo como, portauto, foi demittido e jul-
gou se necessario substitui-lo com urgencia ?
Ksl conseguintemente claro que noseveri-
tica a condico prescripta pela constituico.
Quanlo outra, islo be, que o emprego do
deputado seja Indispensavel para bem do esta-
do, he anda menos sustcntavel nesta occasiao.
Pols, tenhores, fora do corpo legislativo nao
exisiem tantas capacidades, lanas pessoas que
podera ser approveiladas nestas e outras com-
iiiissoos ? So daqui devem sabir os juizes, os
presidentes e os einpregados importantes ?Nao
reconbejo como indispensavel que para taes
commics fossem nomeados os nossos dous
coliegas, pondo de parle o conceito que uicre-
ee o nobre deputado por Goyaz, e o mercci-
inenlo do nobre deputado pelatlahia, meuanii-
go.cujaprobidade ecujo ulentoe recoubecido
( apoiados) pondo de parte tudo isto a sua no-
ineacSo nao me parece necessaria e Indispensa-
vel. Tenho para mim que nao convm, em re-
gra, estas nomeacoea, porque durante as ses-
adas, ou os membros do corpo legislativo tein
de faltar, ou as provincias ficaro com nina
administraco provisoria, cujos resultados lo-
dos conhecem. Em algumas provincias, quan-
do as cmaras csto funecionandn, tildo por
atsim dizer, fica provisorio, presidenies, juizes,
ele. e os Inconvenientes sentnn lodos. Re-
unidas em uuia mesin pesaos- Aswrdes leis
lalivas, judiclarlas, do poder execulivo, d-se
una cnnlusn, nao se guarda de algum modo
a divisan e separaco indispensavel dos pode-
res. Por estas rasi.es ipie me occorrem nesta
occasio Julgo que se nao verifica nenhuina
das circunstancias exigidas pela constituico
para conceder-se a liceuca pedida ; e nao ten-
dn-sc mostrado rases que a justifiquen), eu
tenho de votar contra o parecer.
O Sr. Mtndes e Almeida: Sr. presidente,
quando vi levantar-se o nobre membro pola
Habla, oppondo-se ao parecer que esl em dis-
cussao nunca presum que viesse combaler
os principios que o seu partido seguio quamlo
no poder ; julguei que elle fosse de accordo
com esses principios : eu espere! que o honra-
do membro entraste no exame dos factos oc-
corridos em ambas as provincias, e das habili-
laces das pessoas nomeadas ou escolhidas pa-
ra servir qualquer dos lugares de presidente de
Pernambuco ou Maranho; mas, ao contrario,
assim nosiiccedeu ; o filustre deputado tratou
de mostrar, argumentando com o art. 24 da
constituico, que a noineDco dos dous honra-
dos membros pelas provincias de Goyaz e B.i-
hia, nao cstavam de conformidade com esse
artigo, islo he. que se nao dava o caso impre-
visto, extraordinario, para que elles piidessem
ser einpregados fura da cmara ; mas, Sr. pre-
sidente, considerando todos os precedentes
que se tem seguido no psjt sobre esta especie,
eu vejo que o honrado membro nao tem raso
alguma na impngnaco que faz ao parecer, por
que si ni|.i se entendeu em todas as pocas,
uo nosso pait, que logo que se dava o faci da
deniissode um presidente, verilicava-sc o ca-
so imprevisto de que trata a constituico no
rt. 34 ; pelo menos assim o coinprebeiiderain
os ministerios anteriores ao dos cinco annos;
como os dessa pica, sobre tudo o ministerio
passado j o proprio ministro do imperio do ul-
timo gabinete o honrado deputa o por Minas
o Sr. Das de Carvalho ), declarou perante a
cmara transada que se dava o caso imprevis-
to que n.en. mira o art. 34 da constituico ,
quando o governo julgava conveniente demil-
lir a qualquer presidente: repito, o Sr. Das
de Carvalho assim o declarou, ea maio ra quoo
sustentava approvou esta deutrtoa ; nao Sfl
pois como o honrado mrmbto, desglosando a
poltica desse ministerio, laiendo enlo paite
ila maioria desta casa, agora faz inipugnaco
to conlr.i.-i. lu i i ...
O Sr. Souto : Eu nao estve na casa nessa
occasio.
O Sr. Aprigio : tiene lempo era o Sr. Serra
i ni- ia levaniar a ferrara na llahia...
Sr. tiendes e Atmeida : -- Nao se i pois co-
mo, vista desta dnutrina professada pelo par-
tido da actual npposico quando no poder, se
impugna o parecer, por este lado do art. 34,
isto he, que sem darem-se circumstancias ex-
traordinarias nao pode o governo, quando o
bem publico o exija, empregar iiiialquer mem-
bro desta casa. Quando, em 1848, leve de ser
nomo.1.1.> oSr. Lisboa" Serra para administrara
provincia da llahia, caso exlranrdina.io,
circumstancias como o Sr. Machado ; por con-
sequencia o parecer ein discussao, ainda pelo
lado da eseolha do governo, nao pude ser ata-
cado, e portanlo entendo que Ihe devo dar o
tneu vol.
O Sr. Anoeio fiamos: Sr. presidente, r
minli.i npinio, o parecer da
de consiltuicoe poderes
art. 34 da constituico do i .
naiiir que lie esse artigo : dUfelle. ( Lf. ) Da
qul se v que dous i os ques tos imlispensa-
vrts para rjue naja Ireencit desta cmara aflu
de que qualquer de seui membros p-.ssa
r. |iesiiiiiiiir, ii.i
da nobi i- eommisso
nillesi na letra do
mlirrio tem termi-
mado igual medida, pergunto, ser este o caso
imprevisto'de que falla o art. 34 da consli-
(llioan ?
OSr. Carmino Moreira : Nao esl praassVn-
ta no Cear ? -
O .v Kngeln fiamos : Mas l d-ie o mesino
facto com o qual se quer justificar a dispensa-
do Sr. Olympio Machado ; e entretanto nao ae
quer qu soja substituido o presidente do
erar.
O Sr. F. S/ii/o f.o'i'i'i : -- Mostr que o Ma-
ranho he administrado por um presidente
ier|lgiialao do Cear.
I O Sr. Aiirfi< Ramo
empregdo e'm alguma eommisso do governo O Sr. Anosfo Jlamot: Sr. presidente, a ou-
A constituirlo, Sr. presente, he bem terminan- Ira oondleSo de que trata o art. -tibe relativa
a Indispeatabllidade de uiu membro desta ca-
sa. ii. Sr. presidente, j euiilli o uicu iu / i
le quando diz Se poralguin caso imprevis-
lo, de que dependa a seguranca'publica, ou o
bem do Balado. Oque quer dizer, Sr. pre-
sidente, um caso imprevisto ? Quer diier um
caso que nao se pode esperar, uin caso extraor-
dinario, que estd allin da previso humana K.
o legislador constituintc nao se conlenlou s
com isto, pois que accrescenta : de que de-
penda o bem do Estado. Portanlo alcm de
imprevisto, deve ser o ciso de lal ordem que
com elle possa perigar a seguranca publica, ou
o bem do Estado. E, pergunto, por ventura
esse caso imprevisto de que dependa a segu-
ranca do Estado lein-se .lulo na provincia de
Pernambuco, e principalmente na provincia do
Maranho, senhores ?
O auno passado, Sr presidente, quando o
ministerio pe.lio llcenca para o nosso collega,
o Sr Souza Hamos, pailir para Pernambiicii,
pergun nulo cu ao'govemo quaes as razdel que
o uni lli mi a pedir a dispensa de um iiieinhro
desta casa, respondeii-se-nie <|iie as circums-
tancias melindrosas de IVrnainbuco assim o
exigiam. I'ergiinlo agora, essas circumstan-
cias melindrosas conlinua.ii ? I. se continiiaui,
qual a razo porque o Sr. Souxa Hamos, mem-
bro proeminente, partidario distinclo do par-
tido que se aclia no poder, lie dispensado da
presidencia daquella provincia ?
OSr. F. > n/'-.. l,uhiit<> : Porque o pedio.
U Sr. Angelo llamos- --Mas permilla-me o
nobre deputado que Ihe diga que dcsoj.irci que
o nobre dopiila.lo ou qualquer ineuibro da
inaioi ia justifique o go'veniii da increpacoque
geralmeute se lile faz de que por satisfacer
depu la (So pernaiubucana .
USr. Xabuco : Peco a palavra
OSr. Angelo llamos: --..... queso aeha em
divergencia com aquelle presidente por ter
procedido com moderarn e alguma juslica,
lie qnc foi deiiMllid" o Sr, Ramos.
O .Sr. A'olueo : ^ao ha tal.
OSr. Haes Oarreto O nobre deputado hei
quem diz isso.
O Sr. Angelo /(.niioi! 0 nobre deputado deve
coiibecer-ine para saber que cu seria incapaz
re dizer llt-sta rasa lima ovnsa por Invengo !
iiiia. ( Apoiadus da maioria. ) U nobre deputado
sabe que u.esiuo nesta cmara, nos corredores
desta casa, islo se lein dito. ( Apoiadus da o/i/>o-
11(00. )
O Sr, IVunderliy : Nao falle dos c
dores .. .
O Sr. Angelo Ramos : Dos corredores falla-
va aquelle intimo amigo do in.brc deputad
que tem assento no senado, c n.io selomoii por
oimi-,1 extraordinaria. Gcralmcnle leudo ouvi
do dizer o que ha pouco alUrmei. Digo scraf-
mrnle, porque nao s Uto tenho ouvido, de dif-
lei culo.-, pessoas desta cmara, como de fra
dalla.
Mas, Sr. presidente, como quer que seja, de-
sejarei que algum membro do gabinete ou al-
gum meiMiro da cmara que possa estar inicla-
- .1. n.i -.10
gado que Ihe nao merecesse contianca ; estabe-
leceu-se ainda comn doulrlua que o termo
indispensavel do art. 34 era empregdo em
relaco uecessidade manifeslada pelo gover-
no, e nao falta que o deputado faria na ca-
in n.i, que licava privada do seu concurso.
Ora, se pela doutrina do art. 34 da constl-
tui{o e eslylos da cmara o honrado deputado
nao tem razo alguma, nao couipreheudo como
se possa impugnar a licenca pedida pelo go-
verno, sobretudo quanto a nomea^lo do pre-
sidente do Maranho. Disse-se : nao se deu
naquella provincia o caso extraordinario que
justificaste a nomeaco do Ilustre deputado
por Goyaz ; mas adniillindo que nao baja esse
casu extraordinario em que insisti o honrado
membro, as circumstancias da nomeaco do
Sr. Machado sao idnticas s que justificaran!
a do Sr. Lisboa Seria ein 1848, quando os no-
bres deputados da opposico eslavain no po-
der. Mas. ainda assim, eu nao sei se do exalta-
dos negocios daquella provincia, se aprecian-
do-te o estado da seguranca individual ali, o
iimiiiil.. deputado tem razo : creio que nao .
porque, se felizmente nao tem apparecido na
inlnha provincia lacios que se possam quali-
ficar attentat-irios daordem publica, nem to
pouco haja una eleito a lazer, forain estes os
casos que o nobre deputado excepluou, com
ludo, como elle proprio reconheceu, na pro-
vincia do Maranbo tem anparecido successos
que denotaiu falla de segQranca individual, e
dcigracadamenlecm to grande escala que de
alguma sorle deverlam chamar a allencu e a
soliclludc do governo para lo importante
provincia. Ora, isto partce-mc que sao fados
extraordinarios, e eslou persuadido que una
provincia em que se do os acontreimeutos
como os que tem succedido na do .Maranho,
subretudu ua comarca de Caxias, esl uo casu
de merecer que o governo lauco sobre ella as
suas vistas, devendo seiuelhaute estado de cou-
sas influir milito uo animo do governo para a
nomeaco de um empregdo da ordem de um
presidente de firovancia, escolheoda um que,
i mi -litando a sua pulilicrVlenha bstanle
energa e prudencia para por termo a lo
deploravel sltuacu. Creio que a enumerado
de lodos esses factot, que sao tao graves, nao
ha uecessidade que eu faja, porque ja o jorna-
lisnio, nao s da corte como das provincias, ae
encarregou dessa lartfj, e a cmara os nao ig-
nora. Ora, o goveruo, reconhecendo uo illus-
tre deputado por Goyat qualidades de que fiz
meuco, pela experiencia da administraco
que esse nobre deputado J tluha feito em uina
oulra provincia, nao duvidou encarrega-lo da
presidencia do Maranbo, e essa eseolha me
parece muito digna.
, 0 Sr. Carvalho Moreira : Apoiado.
paiz, principalmente q
a urna provincia em que Continan haver ven-
cedores e vencidos. ( Apoiados da maioria. )
l/m membro da maioria : Islo be contrapro-
ducente.
O Sr. Anaci Ramos : Nao he contraprodu-
cente ; porque pode haver vencedores e venci-
dos, c haver um piesidenle, como oque esl
em Pernambuco, que uo dexe esses vencedo-
res persrguireiii.
O Sr. Suyio Lobato : l'oit bem O Sr. Vc-
tor de Oliveira vai continuar a tarrife do Sr.
Souza Ramos
( OSr. Vctor de Oliveira fat signal afltrmaliiio.)
O Sr, Angelo Ramos:Sr. presdeme, relo
que o nobre deputado pela Baha, cujas rela-
coesde auiisade tenho lido a honra de cultivar,
e de quem tenhoconbeeiuienio, piocedcr na-
quella provincia com tuoderacao, roclido e
juslica, mas estou j Mmendo que teiilu a
iiiesina sorte do Sr. Sousa Ramos.
O Sr. Sonsa franco : -- Apoiado.
O Sr. Angelo llamos : Leinbrarci ao tueu
nobre collega pela tahia que alteuda que se
lii- .lo a ,in.-o,.io ,lc mil navio que esta com-
pellido pelas ondas e borraca, e que se. vic-
tima dos Im .icio,; mas apetar de ser o navio
tocompcllidu pela lempesiade, para que nao
naufrague, qual experto piloto, nao deixc de
guiar-se sempre pelo uorle que ihe nnlisa a
gulha de marear, que he a justica, o que i|u
querem os nobres deputados. ( Sao apoiados da
deputaco pernambucana. )
O Sr. Aauinr : Est engauado : quem o au-
torisa a dizer isso ? Eu Ihe responder!.
O Sr. I'rtidenti: Allcncao.
O Sr. u/ii> pro
O Sr. Angelo llamos : -- Sr. presidente, quan-
to ao que diz respeito provincia do alara-
uho, permillir-ine-ha V. Exc. que diga que
as ir. imii~i.mil-i.i- do Maranbo nao sao taes
que exijaiu a dispensa de um nobie iheinbro
desta casa i porquanto leudo sido o bouiado
deputado nomeado a 26 de marco presidente do
Maranbo, elle devia quanlo antes panir para
aquella provincia.
O Sr. t'areulho Uoreira ( com irania ) i De-
via sahir no da seguiule de madrugada.
O Sr. Angelo Hamos : Nao devia sabir no
da seguiule, mas immedialaiuente, se ascir-
cumslancas daquella provincia eram imperio-
sas ; poi em a demora que elle tem lido me faz
acreditar que estas eircuiuslaucias nao sao im-
periosasl'kcumo se quer inculcar.
OSr./1'. S.ii/oo y.owt i o.i um aji.nic que nao
ouvimos.
O Sr. Anaci Ramos : Diz o nobre deputado
que a seguranca individual no naranho re-
clama a medida de que >e trata ; porin alm
respeito de um dos uubres deputados, do qua
t-'nho conheeiinei.lo, e com quem tenho rel-
celes. IVi nutro nao tenho raides pira luppur
mal. Todava entendo que o paiz nao esl ein
ciicuinsl incias de nao haver fura do parla*
nclito boinens que possam adniiiiilrar as pro-
vincial, contorme a constituico e as ieis ; que
possam apreventar urna poltica :de modera-
Co c justica as provincias ; e assim se exi-
gir asaliida de Miembros desta cmara, quan-
do a consliiuifo teve rm tama importancia o
mandato deque nos ochamos revestidos e que
su perin tlioa liceuca quando hoiivessem mo-
tivos imprevistos de que dependesse a seguran-
ca publica ou o bem do Etado, sendo esles os
casos urgentes para que houvesse dispensa de
representantes da incoo. Esta disposico, se-
nhores, lio tima garantia para o paiz ; mas, me
parece que o ministerio, que se diz cumpli-
dor da constituirn c das lela, porin' que as
enteiide e executa a sen padar, nao se importa
.le pedir dispensa de artigos que eiicerram as
mal iinpoiiaues garantas para o paiz.
Finalmente, Sr. piesidi-nte, desejarei ouvlr
ao Sr. ministro, ou a qualquer dos nobres uicin-
bros da cmara a .respeito dos motivos por qui-
se deu deiiiissiio au Sr, Souza Ramos, e quaes
as circumstancias melindrosas de l'einainhuc.n
e do Maranho Os nobres deputados d.i maio-
ria suppoiibo que sabem bastante, visto como
tiles viveut, e viveui em tanta harmouia com o
ministerio.
OSr. Sabuco : J se dlsseque pedio demis-
sao ; mas o nobre deputado un quer aceitar
esta razo
OSr. Angelo Ramos '. Essa razo nao me sa-
tisfaz, hinqujiilo os nobres deputados nao me
.I. iii.in i. Mem que o parecer esl na lctlra da
OonsUtuieioi hei de volar contra.
O Sr. ,'nsfuiude Qaeiroz ( ministro dajuslcaj:
Catando do tueu dever apressar-me a dar a
este respeiloa necessaria explicaco, ainda quo
os (Ilustres madores que cslo inscriptos, por
sua luilnlidade, n.e (..,\. ra dispensar ; mas
ininli.i poslcta"aohriga a tomar palana.
para que nao diga alguem que o goveruo deso-
ja couseivar o menor myslcrin em um negocio
lao simples.
Adiini .-im Sr. presidente, que se ponha
cui qucslu a verdadeira iutelligoiicia de um
artigo constitucional que tem silo Armada
sempre no iiiesmo sentido por lodas as maio-
i ias que ii o. li.lo esta casa em repetidas 0C-
casiOSS. (,\poia ser iiuineado presidente de provincia qualquei
iiicuibiu da reprcsenlac-'io nacional, a reuuio
de circuinstancias extraordinarias, e de tal ina-
neira iuipi liosas ijue demaiiilom a partida
prompu desse adiuitiislrador : seria absurdo
exigir que para isso fuste neccssaiio mostrar
que uno ha outro bouiein habilia.lo. Se a re-
presentaco nacin .1 deve ler em seu seio as
maiores capacidades do paiz, se a admiiiislra-
co das provincias, ainda iiiosnio em circums-
tancias um Maos, pode multas vezes -exigir lio
ilion-, com certas qualidades e em certa posi-
...ii para que bem possam dii igi-las, scmrllian-
te disposico seria essencialmeule anli-guver-
naliva ; crearla os maiores embarazos ao go-
veruo.
Felizinciile, Sr. presidente, a inlelllgeni ia da
inaioiia das cmaras em lodos os'tempos tem
sido contraria a seiiielhaule doutrina : basta
que o bcindu Estado ( palaVras da constitui-
co} reclame a nomeaco de um membro da
epieseulaco nacional para que ella possa ser
folla, leudo sido sanecionado o principio deque
uo Corre ao goveruo a obrigaco de declarar
us motivos pelos quaes loz recahir a esculla
sobre mu represntame da naco. lie incon-
teslavel que a cmara, a que pevtence o indivi-
duo Humeado pelo governo tem o direilo de
averiguar, mesino a principalmente pelo lado
de cuulianeai se deve ou nao conceder essa li-
uenc-i que o goveiuo pede ; este lie o pcn.a-
ueuio da constituico em lodos os artigos que
se referem sabida de representantes da na-
co de seu recinto, pois he sabido que au-
nesuiO nao pdem aer julgados pelos tribuiiaes
sem que a cmara autorise a coutinusco do
processo mas desse direilo incoiitestavel uo
se pode concluir que o goveruo tenha obriga-
tu de faze'r seinclliaule.doclaiHCo. Militas ve-
zes pddeiu al circumstancias exigir que o go-
yerno seja reservado, e diga a cmara : h Ap-
pello para vossa conlianca, desojo que, em vis-
ta das ciicumslaiicias actuaes, ndo procuris
investigar oa motivos desaa nomeaco- a En-
tendo, senhores, que ueste caso a cmara cou-
liaudo uo goveruo, pode deixar de investigar
os motivos e couceder a liceuca, sem fallar
ua dignidade. ( Apriurfus. )
Fazendo estas observaces, uo he mcu liin
appruvoitar-me das duuliiuas que cstabelfeco,
mas uiiicameule Drmar os verdadeiros princi-
pios, j que Uesgracadaiiieuteac cosliiina por
em duvida, quaudo nos adiamos em opposico
lodos os priucipos(e mesino ..quelles que sus-
tentamos quamlo no goveruo. Eallo ein geral,
porque na verdade lodos mis temos mais ou
menos culpas ncsli materia
O Sr. Mello h raneo lie bom que veco-
nbeca.
O Sr. Busciiiu i/ Queirot : He preciso, se-
nhores, que o paiz se va acosluinando a ouvlr
sempre a mesuia verdade, eslejain estes ou
aquelles no poder : he preciso que elle ouca
sempre a uiesmu inielligeuciageuuioa da cuus
tiiiuo.io, que uao mu,.i quando se muSaiii
os governautes. ( Apoiado )
A respeito da provincia do Maranho, o pre-
sdeme actual pedio ter dcinillido ; foi elle
quein declarou au governo que euteudia con
veuiente aos iuleresses pblicos, e mesino aos
seus iuleresses particulares, se Ihe dsse um
successor. O goveruo entendeu que devia au-
nuir a esse pedido do presidente do Maranho
e .-iiiao, procurando una pessoa propria para
ir udmkuislrar aquella proViucia, nao devia
0 4'r iHoidcs c Almeida :- Quanto ao honra- de ser isto um tacto que tamben! te d a res- ir administrar aquella proViucia, nao uevia
da iwinbropeln Babia, despachado;preiidenie peilo de oulra. pruv.ucias, por exen.plo. da do de x.r de dar toda alteiifao aoestado inte-
dc iCambuco;^julgo queieachacu tao boas l provincia do Cear, paraa qual nao seiem lo-Uior della, pecialiuaue de Cana, lie fado
. fire.aiiaaaajuii i ron- '
averiguado, tenhores, que nesse municipio M
assassinalos te tem repelido com certa frequen-
cia e com urna irnpunidade inteiramente ex-
ceptional, porque infelizmente as circumtan-
cias do lirasil em loda a parte apresentam uia
contraste com o estado dessa localidade : eiu
geral os crimes tem diminuido, a seguranja
individual tem augmentado, ea punieao do*
crimes tem sido mais ellicaado que nunca foi.
lie ne.-essario pols que o administrador ano.
Iludo para a provincia do Maranbo. alm da
importancia possoal que requrr sempre a pre-
sidencia do ama provincia daquella ordem, e
to importante, tenha por si.i experlanplenola
easpiovas.lo sua habilidide adininijirafiv.i.
I Apoiados.)
O nosso collega foi presidente de fioyas; e
sua administraco foi seguramente multa
honrosa para se. s talen! para la capaoidade o probidade. (AiwiaaViV )
Importantes serviros ii-ixou fritos uaquella
provincia, especialmente pelo que respeitia
coloniaa(So ; deu inulta ttenfffo i admlnlatra-
Co da juslica, e seus eiforcos foio coi odos
dos mais l'.li/.es resultados em nina provincia
tanto do interior. Ota hoiueni assim eiperi-
menlaiio nos assegura, senhores, que, cotill-
eado na adininlltraeto da prov nela d Mara-
nho, devein em pouco lempo penetrar as ver-
I nliii i- causas dos rimes que se conmiettein
emCaxiat, e quaes os motivos de sua iuipiiiii-
dade, solicitando do governo lodos os meios
que soja.i necessario* para fazer que aquelle
Importante municipio partllhe da seguranca
Individual que teli/iiieiilc boje be geral por
todo o imperio.
Creio, tenhores, ler explicado os motivos
que doicriuinaio a eseolha do presidenta do
Maranho ; com lo la a franqueza declaro c-
mara que o governo nao teve outros A pro-
vincia do i'arauiii exige um administrador
hbil, experimentado, e estranho aos interca-
les pessoas e de localidades da provincia ; e
0 governo se persuade que o Sr. tllyiipi Ha-
chado lein lodas oslas qualidades, O governo
entendeu que, comquanto sin coadjuvacSo
nos trabalhos dosla cmara fosse iiuiilo apre-
clavel, os sei vicos que pe o preciar uo Mara-
nho sao de iinior III ;nla. ^o cslo (acil, se-
nhores fallo di ante do incuibros d i opposicar
.pie lein oceupado os priineiros lugares do |ia-,
la), n.io helio fcil eucontrar-ie n'uin mes-
ino individuo tolas ai qu inlidailes que exige
a diiiicil arte degovernar, especialmente em
certas ciiouinstaucijs dadas
Quanto provincia de Pernambuco, seja-mc
pe untiido declarar que o ger.ilniente sabido
he inteiramente o contrario do que disse o
nobre deputado da opposico que se assualha
poi-loilia paile; ccrtainenle porque leve a
infelicidad!' de ouvlr pessaat uue esl i ciimc
uilui uiaiU-s da ni nena. A uiudanfa do pre-
sidente de Pernambuco nflo ful nina deasas
eoncosses fi-ias a exigencias scui|irc irregu-
lares; Id era um faci consuinuiado quando
chogar.io os nobres deputados daquella pro-
vincia a quem fez alluso o honrado membro
da opposico. ( \piadosJ.
Senhores, o uobre presidente de Pernambu-
co lein administrado aqucla provincia por
una iiiaiioira a sati'fazer completamente as
vistas do governo, E seja-me licito em nome
delle e do governo agradecer os elogios que a
opposico Ihe fez : os nobres membros da op-
posico mi puderio deixar do recoiihrcerqiie
u presidente de Pernambuco realisou as eipe-
i aucas pei.igovorn i manifestadas nesia cma-
ra, islo he, que o Sr. Souza Ramos iaexecular
una poltica de inodcracu1 >, urna poltica que
linlia por llm fazer raquecer os odios e pal-
tes que se ostentan depols de una Int., e lula
lerrivel como a que ali leve lugar.
i.i.i nina provincia onde, con.o disse o no-
bre deputado da opposico, havia vencedorea
e vencidos; omboiaa razo e juslica fallassem
inulto alto em favor dos vencedores, c eiubora
o comporlainentodos vencidos parecesse exi-
gir alguma severldade no tralamenlo, o go-
veruo euleiideu que era necessario nao ouvlr
o conselho das paixes dos vencedores, que
era uecessaiio enllocar ali um administrador
ijue tivesse desejos l i puros como ua verdade
san puras as visias dos vencedores. Esses nos-
susadiados de Pernambuco lm vistas puras,
as sao hoiiiens;eo presidenta de Peruam-
buco devia mesino, para auxiliar essas vistas,
de iiianler lllesa a tranqullidade pubbica e
consonar as uossas Instltuicdcs, ser superior
s pequeas palzOes. OSr, Sousa Runos de-
sempenhou esta tarda perl'eilamente, e folgo
le asseverar a canmia que tenho conversado
:om lodos os nobres diputados de Pernambu-
co, a maior parte dos quaes, alm da amigos
pblicos, sao amigos particulares mcuse mul-
lo amigos, e iodos concordata em que a ad-
ulAlttracao do Sr, Souza Ramos tem sido una
adminlairacio moderada ejusta.
Apeuas liulio apparecido algumas difiicul-
1 i li -. puraineute pessoas (apoiado. da deputa-
cao pernambucana), dilculdades que o espirito
de juslica e moJoraoo daqucllc presidente e
dos deputidos da provincia devia em punco "
tciiipu la/.ci cessar. Nao bouve da parte dos
nobles doputidus de Pernambuco exigeucu
jlguma a esse respeito, o que seria lo inde-
coroso para elles como para nos. O presiden-
te de Pernambuco baria culendido conveni-
ente pedir sua demissao; o governo que pela
prlmeira e seguuda vez a liaba negado, eu-
leudera Analmente que uo podia deixar de
lunuir a suas repelidas soliciucocs, e assiiu
lli'o derijiou inulto autes de havereiu ebega-
do os nobres deputados por Pernambuco.
O filustre deputado pela Pabla que ailudio
as conversas dos corredores, devia lambeui
saber pur essas conversas que a demissao do
presdeme de l'eriiainbuco era uegocia deci-
dido, e sabido autes que diegasse deputaco
de Pernambuco, e ja e contara com seu pr-
ximo compareciiueiilo uesta casa- Ve pois o
nobre deput i.lo que nessas historias de exi-
gencia! c concasset abusaro de sua boa f.
Que.eria o nobre deputado que, s porque
alguns de nossos collegas por I ernaubuco lia-
viao lido pequeas dlUc-rencas com esse presi-
dente, fosse elle por acinte conservado? lira
lai procediueiilo seria apanonado e nao dic-
tado pelos priuciplos de prudeucia e de tizo
purque se devem dirigir os governos. Se o
presideule havia solicitado a demissao, e ins-
tado por ella ; seo goveruo Ib'a bavia conce-
dido, que razo poderla determinar sua conli-
uuaco? O simples detejo dos deputados, que
uada exigiro e nem mesino pediro, pois
a, li.n.io tudo feito? Isio teria um acinte injua-
n 11 iv. -I, que a ulnguem poderla'agradar se-
uao quel.es que lolgo quando euleudem que
II FniVFI


o govemo encontrn alguma nova dificulda-
dc. Dcsies nao queremos econselho.
O nobre deputailo pela Baha, querendo
mostrar que uo 'hara circumstancias extra-
ordinarias no Maranhao, disse : Porque nao
se muda o presidente do Cear. quando l se
repelen) os mesmos attentados > O nobre de-
pulado moslrou por esta occasiao que est
priTcit iiiriitc engaado a respeilo das cir-
cumstancias do fear. (Apoiados.) He exacra-
ii i iiir a provincia do Cear urna daquellas
que o govemo pode apontar rom ufana para
mostrar qual tcm sido o resultado pratico de
sua poltica moderada e enrgica porquanto
nessa provincia existe especialmente tun mu-
nicipio onde de longa data nao Ii .va idea do
quecraa adminisiraco da juslica e imperio
das leis, e que liojc se acha perfetamentc regu
larisada. Esses asylos que amigamente ali as-
seguravo a impundade, deixrn de existir.
O nobre deputado de errto nao se tein occu-
pado de ler os jornaes de scus amigos polti-
cos dessa provincia, porque terla visto que se,
arrastrados pelos odios e paixdes polticas, el-
les procuran negar ao governo a parte que
possa ter nos grandiosos resultados de sua
poltica ali posta ein pratica, comtudd, impel-
idos pela evidencia, sao obrigados a tecer e-
logios ao presidente da provincia. (Apoiados).
11c um Tacto, seuhore, a oposico em Per-
nambuco, uo Cear, em l'iauhy, e em inuitis
outras provincias, conheccodo r|ue se negasse
de alguns beneficios couhecidos
Mas devia o govemo escolher meinbroi dis-
ta casa para substitulrem os presidentes de-
mltldos ? Tendo esta cmara de conceder
licenca a dous de seus membros para Ircm
presidir duas provincia'!, nao deve ella ajuitar
dos motivos que obrigaram ao governo a fazer
essa nomeaco ? Senhoies, pelo que fica dito
he evidente que nao considero a casa com o
direito de entrar naavaliaco dos motivos pelos
quaes o governo escollie este 011 aquelle de
seus membros para presidente de provincia.
Considero a cas com dircto de negar a sa-
bida de qualquer de seus membros, diiendo
este boniem he aqu indispensavel.....
| O Sr. Kprigin :Apoiado. Este he o pensa-
mento da constituya .
OSr. Cerouei'ra: .....porque oque quiz a
constituicao he que. por acnte, Bao *e tirasse
d'aqui um horoem que pudesse Ilustrar a opi-
nio publica. ( Apoiado.) A cmara pode d-
ter: unan tendes a inlnha conlianca nao vos
dou este homein, porque nao quero que elle
administre essa provincia conforme os precei-
tos que denle, mas emquauto a cmara
quizerapoiar o govemo, ejulgar que nao sao
indispensaveis os membros della que elle pe-
de, nao pode pergunlar ao governo os motivos
de una tal nomeaco, nao lhe pode diicr:
neg-vos esta licenca.
Mas dsse-se : que motivos imprevistos sc-
rao esses ? O Sr. deputado entrou a querer
fazer conjecturas sobre os motivos que leva-
ran! o governo a demillir os presidentes de
Pernainbuco e Maranhao, c a Hornear os dous
existencia
umversalmente na provincia se desacreditara .
completamente, elogia os presidentes e de- ] nossos collegas a que se relcre o parecer que, ai que
rime a adminislraco geral, sen se lembrar se discute. Se nego a cmara o direilo de per-1 Rao
do outro seuhor deputado da opposlcao, para
verse apparecia alguma ideia ora a que ll
vesse de responder mas foiobrigado a fallar
depois dosenhor ministro da justica, epor isso
pouco ou niais nada tve a dizer. (Muitobemi
tllHl'ii hrn )
O Sr. Mello Franco:--Antes de entrar na dis-
cussao, V. Etc. me perniiltr dizer que quan-
do eu boje ped a palavra, tendo V. Exc. mar-
cado a mili ni do da para indcaedes al o
ineo da. c depoil o que se segusse, parece-
mequeV. Exc. nao poda rccuar-me a pala-
vra depois do expediente. Digo isto nao tanto
para faier urna censura aV. Exc., mas porque
devo cmara e ao publico diier que a honra
me impunha o dever de boje oceupar a sua
attenco por algn* momentos. Eu linha urna
indicacao a faier, a hora j se passou, e por
isso devo dar esta explicaco casa.
O Sr. I'reiidenle :O nobre deputado nao me
uegar o direito de dcfender-ine. IVesse caso
nao lit triis do que executar o regiment, que
manda, depois do expediente, ler os pareceres
da i-, i ni in i--.ni.
O Sr, Mello Franco :--V. Exc. acaba de ou-
Tir-me ; eu nao aecusei: parece-me que eu t-
uha obrigacao de dizer isto.
Entrare! agora na discussao, e com bastante
acanliamento, vista do discurso que acabo de
ouvir. O honrado menibro que acaba de sen-
tar-se esgotou a materia por forma tal que
nao ha mais nada que se diga.... Todava,
como me achava inscripto, para que algucm
nao dissesse que recuava da discussao, euten-
1 di ipii' deva diier algumas palavras.
he tambera porque eu quera embara-
ociosa; mas anda assiin ilrei algumas pala-
V'CrUO. OCWW| lliaa amua *=-. -..-- --t,-------r-
;reo, Sr presidente, ter explicado, com avras sobre as considerares lelas pelos Srs.
nquexa que devo cmara, os verdadriros| deputado que me precedern e qe tallaran.
da conlradcco em que se acha, porque a
conservaco desses administradores prova que
elles lem poslo empratica o pensameulo do
governo
Cr
fra .
motivos da demssao dos presidentes de Eer-, de encontr ao parecer
nambuco e Maranhao, eos verdadeiros mol-! Disse um Sr. deputado que se no Maranhao
vos que determinro aescolha do presidente! existe falta de seguranca mdividual, isto data
desta ultima provincia. Ouanto a escolha do1 de inuito lempo, e que por consecuencia ha
digno deputado pela Baha, nada direi; nao so milito ja deva ter sido substituido o presi-
porque sua presenca me acanha, como poique denle que l se acha.
nao tenho de que defende-lo, visto que mes-j Sr. presidente, eu peniava que um mal po-
mo os membros da opposlcao deelarrio que dia ser lanto mais grave quanlo maior tosse
elle he proprlo por continuar a poltica de mo-' a sua duraco;.e por consequencia um mal
deracao seguida pelo Sr. Souza Hamos. (Aiu-ia.; que a principio poda ser considerado em esta-
dos), i do de nao causar descoohanca, e depois vendo-
O Sr. Anjelo Ramos:He um presidente hou- se que nao lem cedido aos meios empregados
.rado. para o remover, he necessario laucar mao de
O Sr. Euitbiodt Queiroi: Poli hem, senho- outros Hielos, porlanlo entendo que o governo
res (digo-ocomniuitopraier). nessa escolha'eslava ein seu Jireilo, emquauto ate certo
e nesse pensaments o governo he acompanba- tempo julgava que o estado do tiaranhao nao
do pelos votos da depulaco da provlucia de precsava de mudanca de admiuislracao, mas
vendo que essa falta de seguranca individual
coutinuava. mudar o presidente que la se
( .. f a I ...... .. i,.i.l,,l,i .< lll I <. I '
iiiiiI ii ao'govcrno a raiao por que deu taes far 09 tralialhos da cmara ; porque V. Exc.
demisses e fez essas nomcaces, a consequen sabe que nunca foi do meii proposito prolelar
ia he que toda a queslo a csse respeilo he as discussoes. Estou mesmo convencido que
_-l. JImI ftlMIMlM ,..!,_ oten .< .Una il.' .11 f.') It.l I ll.lf-fifi. Illll' 'lll Olllr.1
Apoiados da deputaca'o >er/iaat-
Pernaubuco.
cucaa. ',
O Sr. Cerqueira: Sr. presidente, filiando!
nesla rasa pela primeira vez, he mui'.o de
presumir que eu esteja acauhado, e por cou-
sequencia nao pussa desenvolver meii pensa-
nento com a claresa precisa; e muito mais
acanhado me vrjo. seuhore, leudo de fallar
drpois do l xni ministro; mas fol miuha Sortc,
e devo a ella subjeitar-me.
S. Exc. esgotou a queslo ; drpois delle, nao
ha nada mais a diier ; porque, de quese irata.
senhores ? Trala-se de um artigo da cons-
tituicao; trata-se de saber, primeiro, em lte-
se, se ao governo compete ou nao o direito
de nomear para as presidencias ou para qual-
quer outro emprego o membros desta casa ;
e em segundo lugar, trata-se de saber, em
hypolhese, se na occasiao actual o govemo
podia distrahir dous membros desta casa, um
para presidente de Pernambuco, c outro para
presidente do Maranhao. l'clo que pertcnce
a urna como a outra queslo, o Sr. ministro
da justica j disse o que havia diier na ma-
teria.
UCtJVrtVj sruliuics, ho pe.lvl negar
ao goveruo o direito de escolher nesla casa
qualquer meinbro della para cncarrega-lo de
Sualquer funeco publica. A constituicao o
iz, Sr. presidente, e, vista do direito es-
cripto na constituicao, nao he possivel haver
duvida. Demais, esse direito tem sido excr-
cido sem conteslaco, porque as contrstacocs
da parte das opposicocs uunca puderam obier
nesla casa um voto a seu favor.
E neni de oulra inaneira podia ser. O go-
verno he o nico encarrrgado da administra-
930 do Estado; todos os mais fuucciunaiius
que fazem parte da admiiiislraco a exeicein
debaixo das vistas e responsabilidade do go-
veruo : o governo, pos, he o nico a quein
cumpre saber quando as circuinsiancias uc-
cr.su.un da mu i .is '.'i de urna ou outra pessoa
para qualquer encargo do Estado.
Disse-se que o goveroo deve dar conta a esta
cmara dos motivos que o obrigam a i'iupre-
gar qualquer membro della, purque a cons-
tituicao di : --S.iiihme nos casos imprevistos,
e para bem do Estado. O Sr. ministro da
justica j fez ver que esta mesnia cmara em
lodos os lempos nao Irm sido to rigorosa
que exija que o miuislcrio veuha declarar um
por um os motivos que obrigam o governo a
della tirar um membro para excrcer utua
iiiui ..un publica, ftem oulra cousa podia ser,
Sr. presidente : o govemo encarrrgado da alta
vliiiiiiistrai,.ni do paii, pode ter motivos que
nao convenbam sejam publicados, motivos
de simples receios, que, na opinio de alguns,
nao sejam bastantes, entretanto que na opi
nio delle o seja. O governo he aquelle que
recebe todas as coiumunicacoes, que lem i;o-
nheeimento de todas as partcula) idades das
licalidades. Porlanlo, he o nico juiz da oc-
casiao e;n que coovui escolher esle uu aquel-
le individuo para qualquer funeco. lie outra
ni ni, ii.i, nao era possivel dar-se espousabi
lidade ao governo; se elle se apreseutasse a
e-ta ia a. e dissesse: a Preciso de Euo para
substituir tal fuucciouario e esta casa Ih'o
negasse, d'ahi por diantc o governo uo era
mais responsavel por quaesquer resultados
que pudessetn provir.....
O Sr, .Yoduro: O governo nao era govemo.
O Sr. L'erqueira :Diz minio bem o nobre
deputado, o governo deixaria de ser goveruo ;
esta cmara teria tomado a si a uiisso de
governar.
O Sr. Mello Franco:Teria negado seu apoio.
O Sr. Cerqutita: Mas se esse direito nao
pode ser contestado ao governo em tbese, me-
los anda pode ser contestado em hypolhese.
Dous presidentes de provincia pediram suas
demisses ; perguuta-se, pode o governo obli-
gar a alguem a presidir una provincia coulra
suas voutad? Seum fuiccionario publico de-
clara que por qualquer motivo nao pode conti-
nuar no cxrrciciu de seu empregb; se elle
acha, embora uo tivesse pedido demssao;
purin o Sr. ministro declaiou o contrario, e
por consequencia cessou a queslo.
Mas aind disse o Sr. depulado: lia pouco
se fizeram eleifdes no Maranhao, e se no lem-
po das eleiedes, e para as eleicocs, nao loi
urcessaria a mudanca do presidente, nieues
necessara pode ser hoje. Creio, Sr presi-
eente, quesero governo tivesse mudado o pre-
sidente do Maranhao antes das elcices, os
clamores da opposlcao nesla casa seno mais
altos; enlo ella diria que nao julgando o go-
verno esse presidente com o prestigio sulli-
cienle para fazer com que seu lado losse ven-
cedor, linha mandado um presidente reves-
tido de todo prestigio que d seuiprc a uovi-
dade, smenle para fazer as eleiedes; mas
eomo o governo nao fez a mudanca nesla occa-
siao, he argido por faze-la depois. Entre*
tanto, em hypolhese, ainda pergunto ao nobre
deputado se esse presidente nao teria, em
consequencia dessas cleifcs, sido a causa de
desaguisado, para sanar os quaes nao seja o
mais habilitado? A hypolhcce pde-se dar;
|...../. ... Br. |.i ...iil.iili', lodas veas que ha
eleices, ha lula departe apaite, ha choques
de amor proprio, ha caprichos, e esses capri-
chos deixaui vestigios, que, para seren aca-
bados, sao necessarias outras pessoas que uo
aquellas enlrc as quaes se drain ou loraui
causa delles. 0 meios empregados pilo pre-
sidente do Marauho, dentro da oibila das
leis, para vencer as eleices, podiam desagra-
esse syslema de alrapalhaco, que em oulra
poca alguns honrados membros que se sen-
t un no lado adverso nos deram, he um proce-
dimenlo que desacredita o syslema represen-
tativo. Porlanlo limitar-me-nei a dizer o que
entend iudispcnsavel para fundamentar o meu
voto.
Sr. presidente, pareceu-me ouvir ao honra-
do membro que acabou de applaudir o dis-
curso do senhur ministro da justica, negar
cmara o direito de examinar os motivos poi-
que o goveruo julga conveniente nomear um
meinbro do parlamento para una commisso
qualquer. Ao mesino lempo, senhor presiden-
te, que o nobre deputado desconheceu esse di-
reito a toda cmara, sanecionou um outro,
com o qual nao posso concordar, isto he, elle
disse que as depulacdes das provincias teem o
direito de solicitar as demisses dos respecti-
vos presidentes, uo s aqui da tribuua como
particularmente ; o hourado membro, talvez
sem o querer, sanecionou com sua opinio es-
se procediiiieuso.mesquinho de uicxlricos ( ri-
sada ), de que mimas vezes se servem contra
alguns ruipiegadus pblicos, os quaes sao de
tal naturesa que nao pdem ser trazidos ao co-
nlicciiuento do paiz. Eu sel, nao precsava que
me dissessem, que qualquer representante do
paiz, quando censura o procedimento de una
auluridade qualquer, pede iudirectamente a
sua ilrini--.m ; mas, senhor presidente, para
que esse cuiiiportamenlo seja legitimo e deco-
roso, nao deve elle flear limitado aos repos-
leiros, deve ser tratido tribuna, para que o
paiz julgue, e essa autori.tade tenha occasiao
de defender-se opportunamente. Porlanlo, me
permitlir o honrado membro que eu contes-
te semelhante principio, com perigoso e im-
proprio do systema representativo. Eu uo
posso admiltir em circunstancia alguma que
motivos decorosos, justos, possam autonsar
urna ili'imi i, a qualquer, por mais numerosa
que ella seja, a solicitar...
O Sr. Cerqueira : A representar as necessi-
dades de sua provincia.
O Sr. Mello r'raneo : A representar as ne-
oflesidadea do sua pruvinria ("scrvir-iuc-hcl das
expresses do honrado meiubioj sem ser pelos
meios legtimos.....
O Sr. F.Sayo abato: OSr. Quinliliano
poderia dizer alglima cousa sobre isto.
O Sr. Mello Franco : .... geni ser pela tri-
buna ou pelo imprensa
O nobre depulado disse que um ex-presiden-
te de miaba provincia poderia dizer alguma
dar quelles que puguavaui por outro Indo; cousa a esse respeilo. Porvenlura quercra fi-
podiam nascer resenliiiieutos deque o presi- zer alluso opposicao que hz a esse honrado
dente nao se quizesse prestar a una ou outra presidente? Essa oppsslcSo foi lo rauca co-
exigencia do lado opposlo; e esses resentiuicn- mo podia ser: eu a hz pela Imprensa c nao de-
tos, pergunto, quem he o maisaiplo para ac- clinei meu lime, {.ipoiadot da maioria.) Fll
bar com elles? He esse mesmo presidente, essa opposi(ao pela imprensa, porque nao es-
ou outro? E ento nao p'de ser esta a causa lava insta casa ; a sessao se havia encerrado, e
da nomeaco de um outro presidente? Nao eu relirado-me para a nimba provincia. Aflr-
he; porque o Sr. ministro da justica disse que J mo ao nobre depulado que uao reprsemela
a causa da nomeaco do nosso collega he
demisso pedida por aquelle presidente: ape-
nas ligur} urna hypolhese; mas hypolhese
que serve para responder a bypothes.
tin outro Sr. deputado disse, que a nomea-
i! necessidade da demisso delle.
O Sr. Aprigio: Havia coinmisses de pedi-
do no seu tempo.
O Sr. Oio di Carvalho: Foram attendidas ?
O Sr. Mello Franco: Sau, Sr. presidente, na-
co do presidente "de Pernarabiico nao he se-! turalineule contrario a esses negocios camara-
no una satisfaco dada deputaco daquella r''. pcrniilta-se-iiie a expresso ; porque,
provincia. "O Sr. ministro da juslica j respon- quando se procura proceder assiin, os nleres-
deu terminantemente a este tpico, j disse s" pessoaes, as exigencias mesquinhas e os
aquillo que he geralmente sabido ; e eu, que : patronatos sao quasi sempre os niolivos que
me acho nesla camal a em lugar do Sr. Souza conduzein a esses que por tal forma procedem.
llamos, uo tiveespcrancanenhuina, no prin-f &r F. Sayio Lobato: Em parte lem ra-
cipio da sesso, de ter a honra de sentar-ine sao- ,
nella Por muitos dias ouvi dizer que o Sr. | O Sr. Mello Franco: E tenbo rasao para ir
Souza llamos vinha lomar assenlo ; e por con- i "> pouco mala loiige ; mas paro aqui ...
sequencia podia daqui perders minhas espe- Ileferiudo-me agora, Sr. presidente, ao que
raneas. Porm, dado que isto nao seja, per- ouviuios o nobre ministro da justica dizer rea-
guntose a deputajo de Pernambuco nao tcm Hvamente provincia do Maranbo, lastimo
o direilo de representar a respeilo da boa ou ma adminislraco da provincia que ella reprc- mo fex o honrado membro que me precedeu;
seula; pergunlo se um cidado qualquer nao porquanlo, Sr. presidente, coufessando o hon-
lem o direito de chegar-sc ao governo, e di- rado ministro que a talla de seguranca indivi-
zer-lhe: Tal provincia nao vai bem admi- "ual ia em progresso naquclla provincia, ac-
nistrada : e se esle direilo nao pude ser ne- crrsceatou que dra demisso ao respectivo
gado a ninguein, coro muitomais raso uo presidente em consequencia de suas repelidas
pude ser negado depulaco de qualquer pro- solicitajSes. A' vista disto, seuhores, nao so
vincia. Pergunlo eu anda se drpois de repre- eu, como memoro da opposi(o, como qual
scnlacoes a que se deva dar peso, he dtsairosa Ia" deputado da maioria, consclenciosa-
a mu i un, a de um presidente ? Pols, seuhores, l'neute nao podia deixar de unir suas votes
as dcpulaces das proviucias para que se jun- uilnhas para censurar um ministro que com
ia m aqui ? Nao he para fazer conhecer ao go- tanu Indierenca deiaa a seguranca individual
verno minio especialmente as necessidade correr discrlpso de wassinos, e de assasi-
liublicas, am de serem ellas remediadas?. ao* impunes.
Por ventura quaudo us aqu expendemos os i Sr. Soyo Lobato t Procurou substituto
lacios que se passam as provincias, uo. le-! <*'BS0'
nos em vista illusliar ao governo e ao paiz a. **&' Mello Franco: Sr. presidente, V. Exc.
respeilo da marcha das cousas publicas ? Nao u nobre ministro da juslica dizer, que o
he para blennos, ou a conliiiuafo da poli- presidente do Maranhao lora deiiiitlidocincon-
lica que lem dirigido o paiz, ou asuasubsti- sequencia de suas solicilaces: o nobre depu-
luifopor oulia poltica mais conforme com lado, conheceudo talvez que o nobre ministro
aquillo que suppomos fazer o bem publico ? nao se tinlia pronunciado como lhe parecer
titthe pur isso que censuramos ou elogiamos couveuienle, declarou que indu sempre ein
um presideulc ? Nao he por isso que vimos progresso essa falta de seguranca individual, o
insta casa dizer que i'uo, presidente de
tal ministerio se linha resolvido a dar a demisso,
provincia, nao serve, porque lem praticado
tiii por consequencia: l.am as mus a res-j taes e taes actos, porque tem drixado de to-
peilo dos resultados que possam provir da mar taes e taes piovideucias ? U que quere-
ininha nuil mi n, ao oeste emprego; comol mos com Isso? Queremos a mudanca dessa
beque o goveruo ha de obiiga-lo, como he* palilica ; e se temos dirtllo de dizer issu nes-
que* ha de entrar na indagaco dos motivos ia casa, nao unios direilo de dize-lo aoguver- ver"*e- .... ..
P'ir que um fuucciouario publico uo pude, no '.' Nao podemos julgar que oo hedo nosso U Sr. Vello t
nao quer ou nu deve continuar no exerclcio iulenssc lazer publico certos acoiiteciinen- hcin. (/iijodo.;
do emprego ? Esses mulivos multas vezes p-
d. in ser avadados pelo goveruo, he verdade;
multas porm i o podem ser pelo emprega-
do, e s por elle, porque s elle mullas vezes
pode saber sesim ou nao se acha em circums-
tancias de faier o bem que se deve esperar
da sua adminislraco, ou mesmo que esla pre-
judica seus interesses peculiares, porque ja
paiz nao deve exigir que alguem se sacrifique
sem alleuder que o nobie ministro da juslica
tiuha dilo absolutamente o contrario, isso be,
que a demisso linha sido dadaem cousequeu-
cia de solicilaco....
O Sr. (.'iiuukiu : Eu disse que podia resol-
raneo; V. Exc. fallou uiuilo
tos, e entretanto julgarmos de iuieresse pu-j O o'r. Jeroueira : brigadu.
blico faze-los chegar ao conhccimeulo do go- Sr. Millo /-runco: Euleudoqucfalioubem,
verno ? \ porejue fuilou em oposi(Uo, isto be, como um
1 deputado da maioria que uo abdicou sua iu-
o oue se V*v T
i .w dependencia.
O Sr. Mello Franco i ~ Isso he
passou,
Ubr. Cerqueira :Estou argumentando em Votes: Crcmos que nenhuin tem abdicado.
^rteve^x^cirnrnhmia'irde^S' O. M,lo Franco : Nao pos.o diie, ouies-
de Pernambuco, por consequencia a discussao '" a "'V**. de todos :, a p.oporcao que fo-
tem mais do que f?*r seu pedido e esperar
pela votscao.
Passando agora, Sr. presidente, a dizer al-
gumas palavras a respeilo do pedido para que
ii m dos membros desta casa v presidir a pro-
vincia de Pernambuco, direi aV. Exc, e tenbo
prazer ein faz-lo, porque, adversarlo como
sou doSr. Souza Ramos, cidado de quem ml-
nha provincia se recorda com mullo pezar pe
las violencias que all prillcoii.... (oda apoia-
dos.) Sao maneiras de entender. Tenho opra-
zer de confessar que nada me consta que desa-
bone a presidencia do Sr. Souia Ramos ein Per-
nambuco. Por isso mesmo, senhores, nao pos-
so conipi ehender porque, sendo esse cidado
um dos partidistas mais pronuuciados da pol-
tica actual, porque.tendo elle aceitado aquella
commisso, se visse elle lo depressa obrigado
a solicitar por urna e militas vezes demisso,
Sou levado a crr, Sr. presidente, que esse no-
bre presidente, desgostoso por exigencias de
seus correligionarios, resolvesse a insistir por
sua demssao...
O Sr. Paes Brrelo: -- Esta engaado.
( Sr. U/lo Franco: Tenho mesmo alguns
dados para assiin o crr ; todava, para nao re-
ferir o que geralmente se diz, nao direi o que
tenho ouvido.
O Sr. Henriqaes it Rexenie: Sao dados fal-
sos, chumbados. ,-_.
O Sr. Afelio Franco : Mas o facto de ser no-
meado o nobre deputado pela Bahia logo de-
pois que chegou a deputaco de Pernambuco...
O Sr. Ceroueira: Foi antes.
OSr. Mello Franco: .... me faz crr que
hnuve aquella historia que nos contou o no-
bre depulado pelo Rio de Janeiro.
O Sr. Cerqueira: Foi antes.
O Sr. Mello Franco: Em que tempo? em
que dia. ....
O Sr. Cerqurira: O Sr. ministro da justica
que lhe diga. -,,*,
O Sr. Mello Franco : Devo crer, Sr. presi-
dente, ao menos segundo as communicaedes
officiacs, que a provincia de Pernambuco se
acha, ao menos apparenlemente, em seu esta-
do normal; acredito mesmo que os nimos se
acham mais calmos, menos irritados da BOU.
moco poique passaram ; mas tambeiii estou
convencido, Sr. presidente, de que os vence-
dores ainda nao estao satisfeitos ; e a prova he,
senhore, que um grande numero de Pemam-
bucanos fogem s consequencias de processos
limpios, ou jazem nos ergastulos....
O Sr. Augusto de Oliveira: Grande numero?
O Sr. Mello Franco: Ento quantos sao os
sentenciados?....
OSr. Auumlo de Oliveira: Vim de la e nao
vi sentenciado nenhum ; s se os processos sao
iritis em Miuas.
O Sr. Mello Franco: O numero anda nao
he maior porque aml.un occullos.
O Sr. Moraes Sarmenlo! Existem numerosos
processos que aluda uo entraram no jury.
O Sr. Mello Franco: As listas de proscrip-
ccs conlinuam em Pernambuco com forca de
le ; nmeros processos pcsain sobre as cabe-
cas dos Infclizes....
O Sr. Flautira de Mello: Nao existe essa
perseguco; est eugauado.
OSr. Mello Franco: Ao menos em certos
lugures.
O Sr. Figueira de Millo : Em parte alguma.
O Sr. Mello Franco: Sr, presidenta, se o
ministerio mauifesla desejos de remover presi-
dentes ineptos ou sem capacidade pira garan-
tir a seguranca individual; se por ventura foi
esle o motivo que determinou a mudanca do
presidente do-Maranham eu pergiintarei ao
governo por que raso nao pratica o mesmo a
respeilo do Rio Grande do norte?....
O Sr. Moris Sarment : Apoiado.
O Sr. Mello Franco: Consta-me que durau-
te a adminislraco do actual presidente do Rio
Grande do norte mais de quarenta assassinatos
se lem perpetrado naqurlla provincia....
O Sr. Aloiaes Sarment : He verdade.
OSr. Mello Franco : ....que proprledades
tem sido invadidas..,.
O Sr. Moraes Sarment : Apoiado.
OSr. Mello Franco: --....que casas teem sido
arrumbadas. ,.
O Sr. Maraes Sarment: Na capital a casa
do presideute da cmara municipal foi arrom-
bada a machado.
O Sr. Mello Franco: V. Exc. acaba de ouvir
ao hourado membro, que deve estar inulto,
bem informado, como digno representante da-
quella provincia ; a qual, se por ventura o
brasil fosse administrado como a raso e a jus-
tica ni lien un, i.mil), ni eslava uo caso de mere-
cer as allencoes ministeriaes ; entretanto, qual
a raso por que aquillo que se concede a urna
provincia nega-se a oulra? Porque, senao por
espirito de partido, se conserva um adminis-
trador que lo mal comprehende seus deveres?
Nao posso lambem, senhores, deixar de es-
tranhar que o honrado ministro nos dissesse
aqui que a conservaco desses empregados de-
Seude puramente da vontade do ministerio
: assiin fura, por que raso ainda o ministe-
rio conserva o presidente da capitana do Es-
pirito Santo?....
Um Sr. depulado: Capitana?
O Sr. Mello Franco: He uina das capitanas
do imperio. Eu te que o ministerio infeliz-
mente ainda nao teve forca para demillir esse
presidente.....
O Sr. F. Sayao Lobato: Sabe umita cousa I
O Sr. Wello franco : Nem he possivel com-
prebender a posico em que se acha aquella
provincia....
O Sr. Moraes Satnenlo: Para que est pro-
mov1 udo a demisso do homem?
O Sr. Mello Franco: Kstou promovendo a
sua conservarlo.
Dizia eu que, suscitando se tontucios entre o
digno linio de polica do Espirito Santo e o
inspector da thesouraria com o presidente da
provincia, conllictos ein que o ministerio, se-
gundo me consta, tem dado raso a esses func-
cionarios, uo posso comprehender, digo, a
cuini cao do presidente, seno porque o mi-
nisterio nao lem lido forca para dimitii-lo...
O Sr. F. Saya Lobato: Foi o chele de po-
lica que lhe inandou diier islo ?
0 Sr. Mell'i Franco: Nao, senhor ; ainda
uo recebi urna caria ao menos delle, o que
simo, porque sou amigo desse magistrado;
considero-o minio digno (apoiados); lastimo
que elle oo teuha juigado conveniente habi-
liiar-me com as necessarias oformaces para
tratar dcslas materias ; seioque ninguem ig-
nora na curte; mas, por emquanto, paro aqui,
coiilenlando-uieein fazer seusivel ao nobre mi-
uistro que sua forja lem excepces. ..
(lia um aparte.)
U.-lii i. o que me consta, porque os deputado
da opposicao nao se podem guiar por docu-
mentos olliciaes; inaseufallu diinte do ebefe
do ministerio, elle me far obsequio de contra-
riar, se julgar ennveoicule, e de explicar a ra-
so porque tem conservado esse presidente.
1 i Si. Deputado '' chele do ministerio
est no senado..,'.
O Sr. Mello Franco : Est all; cu o vejo ;
o chele do ministerio, para iniui, e mesmo pa-
ra os senhores, he o Sr. ministro da justica.
O Sr. Barbosa (pela o dem; requer o eucerra-
meiiio da discussao.
Sr. 'residente consulla a cmara se julga a
materia discutida. Uecide-se que siin; e pos-
Jo o parecer a votos he approvado.
elevado apreco em que V. M. I. tem a allanca
do throno com a nacao, e do paternal amor
que consagra a seus subditos A cmara dos
denutados rende gracas ao todo poderoso por
haver concedido ao Brasil o monarcha mais
magnnimo, e confia que a tranquillldade pu-
blica nao ser perturbada.
, Sea cmara dos deputados m sessarf pai-
sada empregou os seus esforcos para satisfazer
as necessidades do paiz, nao fez mais do que
acompanhar o grandioso pensamento de V.
M I Reconhece porm que em um paiz novo
como o nosso, onde as instltuice nao adqui-
rirain todo o descnvolvimento e perfelcao pra-
tica de que sao suserptiveis, onde os recursos
naturaes do solo preclsam do Impulso da au-
toridadepara produzlrem grandes vntagen,
joclaes, multo resta anda a fazer por sua par.
te para correiponder coufianca que recebera
da nacao. ,
. Piovldenclasque tendain a corrlglr os de-
feitos que por ventura aprsente a le eleito-
ral a bem da liberdade do voto e tranquilllda-
de publica, como essencia'inente reclama um
dos mais sagrado principios da nossa consti-
tuicao ; queden forca moral institulcao das
municipalidades para que possam ser profi-
cuas ; que regulen melhor a adminislraco
das provincias, eassegurc ao govemo a neces-
sara habilidade e permanencia de administra-
dores ; queprovejam a educacao popular ; que
fornecam meios de formar um clero morallsa-
do e lllustrado, que pelo seu exemplo e cpnse-
iho ilesenvulva e lirrae ossentimentos de mo-
ral, de religio e amor ao trabalbo ; que a'cau-
telui as consequencias que da falta de bracos
provenham nossa produeco agrcola ; e que
melhor consultem o destino do exercto e da
marinba, sao de certo urgentes necessidades
do presente e do futuro.
Nao he possivel entretanto que em urna
sesso legislativa se encele e se termine to
grande tarefa. tlomeca-la, porm, he dever da
cmara dos deputados, que o tempo e a per-
severanca a concluiro ; e os mais uteis re-
sultados nao se podero deixar de conseguir,
concorreudo todos para seriamente cuidar dos
remedios que reclama o bem de todos, de pre-
ferencia discussao de principios abstractos
de politlca.
A cmara dos deputados soube com pra-
zer que continan inalteradas as relacoes
do imperio com todas *-potencias estian-
geiras.
Muito satisfactorio he tambera a cmara
dos deputados reconhecer que a lei de 4 de se-
lembro do auno passado tem sido cieculada
vigorosamente: a isso sem duvida devenios o
estado da quasi exlincco do trafico. A cma-
ra continuar a coadjuvar o governo de V.
M. I. con todos os meios necessarios para
obstar a que reappareca, aluda na menor es-
ca,a- i
Ouvio a cmara dos deputados que o ge-
neral Oribe se recusou a adoptar providencia
que fizessem cessar as violencias e vexames
que, em vlrlude de ordens suas, erara e sao
exercidas sobre as pessoas e propriedades de
grande" numero de brasileros estabelecidos
as frontelras du Estado Oriental, e que o mi-
nistro argentino, inslstindo em tomara si essa
questao, por se lhe nao dar a solucao exigida
pelo governador de Ituenos-Ayres, pedio e ob-
teve seus passaportes ; e como tem realmente
a cmara dos deputados a mais plena confi-
anca no governo de V.M.I., conta que, por
maior que seja o desejo_ de mantera paz, nao
deixara V. M. I. de dar aos seus subditos a pro-
tecco,que Ibes he devid, e nem ser inditle-
rentc acontecimentos que npssatn prejudicar
a seguranca e tranqulllldadTfutura do Impe-
rio, respeilando sempre a independencia, a
ustituices e a iolegridade dos estados vixi-
nhos, e nao se envolvendo nos seus negocios
interuos. Fiel interprete dos sentimentos da
nacao, a cmara dosdepulados nao hesita un
s momento em assegurar a V. M. I. que toda
ella apoiar enrgicamente o governo de V.
M. 1. nasustentaco da honra e dignidade na-
cional. ... j
. lio sobremanelra agradavel a cmara dos
depulado o augmento progressivo das renda
publicas, mediante medidas adoptadas, e a
tranquillldade de que tem gozado o pas.
i, Slm, senhor! A' sombra de nossa insli-
tuices polticas lemos alravessado unidos e
em progiesso mais de um quarlo de seculo h-
vres das grande tempestades revolucionarias
que lem abysmado outros povos : obrigacao
he nossa consolidadas c deseuvolre-las, e i
voz paternal de V. *. I. nenhum brasileiro
deixai de concorrer para fazer patria to-
do o bem que ella tem direito de exigir de
Leal, sincera e decidida coadiufaco, afi-
anca a cmara dos deputados a V. M. I, para
fioi to justo quanto patritico. He esta a ver-
dadera, a salutar, a gloriosa poltica que, at-
trahindo para V. M. 1. a gralido^oa contem-
porneos, honrar na posteridade a memoria
do seu reinado.--.. M 'eriira da Silea.Ajin-
lo Jo de Souza
governo o direito, e digo mais, talvez a
obrigacao de demillir os presidentes que msis- Creio, senhor presdeme, ler salisfello os tem obrigacao de referir a casa; porque, des-
tm pela sua demisso. flus para que me levautei. Esperava ter ouvl-. de que elle conta com numeroso apoio, oo
A commisso de resposta fallado Ihrouo
apresentou homem 15 do correute, na cmara
dos deputados, o seguinte projecto :
Senhor.O ctpressivo jubilo que sent V.
M. I ao ver-se rodeado da represeutacu na-
cional, congralulando-se com ella pela Iran-
quillidade que felizmente reina em todas as
proviuciaj do imperio, be evidente prova do
( Jornal d& Commercio. )
>ernaiibu;3
BALANCO DA RECEITA E DESPEZA DA C-
MARA MUNICIPAL D I.BCIFK. NO a!L
E ABRIL PRXIMO PASSADO.
Receita.
Saldo do rnei de marco p. p,
Imposto de cordeaces e licencas
Dito de aferico dos pesos
Oilo de medidas de farinha
itas eecluadas pelo fiscal da fre-
guezia do Recite
Ditas ditas da de Santo Antonio
Multas dila da de San Jos
Ditas dita da da Doa Vista
Ditas dila pelo jury
Ditas dila pelo regulamento n. 120
Ribeira da freguezia da Uoa Vista
Praca do mercado da freguezia de
Saa Jos.
500 rs. por cabeca de gado morto
oas Ireguezias do Recife
200 rs. pur gado suino
100 rs. por gado ovelburn
4,000 rs. porfogode artificio
llibeira da freguezia de San Jos
942,979
53,260
3:112,500
387,750
166,000
77,000
88,000
74,000
102,0n0
130.000
150,000
200,250
783,760
1,200
4,200
16,000
147,000
6:335,8'J9
Deipeza.
Folha do mez de marco p. p.
Cusas criminar
Jury e eleices
l.uzrs para a cadea |desta cidade
Liinpeza das ras
t.ale.nnriili) das ditas
Evenluaes
Extraordinaria
Palco do Carino
6;7i.0M
lia I a neo a favor da receita em 3i de
abril p. p. S^.?
6:335,8W
887,556
1:739,0/4
351,600
28,800
381,160
387,6U
19,200
1:550,000
445.940
CEMITERIO PUBLICO.
Receita.
Saldo do mez de marco p. p.
Diuheiro recebido do cofre
161,060
4:OUO,OcO
"4:161.980
MELHOR EXEMPL


S
WF

*
Deipeza.
Despea feila no mez de abril
Saldo "a favor da rcceita
3:158,296
1:003,661
4:t6l,(fo
Cmara municipal da cidade do Recife, I,'
de|iiiaio de i8ftl.
No impedimento do contador,
Sooquim Tavares Rodovulho.
O procurador.
Jorga Vctor Ftrriira Lopes.
DIARIO DE PRNPRCO.
accira, 29 maio de issi.
(lile recemos hoje a conildcracao dos leitores
a discussao, a que deu lugar na cmara tempo-
raria o parecer da commlsso de constituico e
poderes iobre a llcene.a pedida pelo governo,
para que os dous membros da mesma cmara
despachados presidentes podessein vir ezercer
as suas funccOes.
Esta discussao he tanto mais Importante e
curiosa, quanto por ella se deiiam bem clara-
mente comprehender os motivos, que deter-
minaran! a deinlsso do actual administra-
dor desta provincia, aquem eoube a distinc-
ta honra e rara satisfago de a ter administra
do, cin tenipos alada diflceis, aprazimento
de lodosos scus habitantes, sem deilincco de
partidos.
Seja qual Cor a justan que o publico, vista
de uina ul discussao, possa fairr a este acto do
governo imperial, que nos obstemos de appre-
ciar agora, o que be certo, e o que nao pode
admittir duvida he, que'ella nao poda serinais
honrosa ao Exm. Sr. Souza llamos, a quem tam-
bem se nSn conseguirla lser um elogio mais
completo, neni mais solemne.
-- -r i -r-maa
Repartigo da Polica.
PARTE DO DA 22,
Foraui presos: a ordem do delegado do pri-
meiro districto desle termo o preto Thmaz,
eseravo de Pedro Moar para avrrigoaces poli-
tices: a ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, o preto Iteneilito, por espan-
car a urna preta e Manuel Severino, por crlme
de oflensas pbysicas na pessoa de Francisco Ro-
drigues ; e a to subdelegado da freguezia de
Sao Jos, Domingos Antonio dos Santos, por
ipfraccao de postura municipal.
Movimento do porto.
Navios enliados no dia 29.
Val Paraizo 56 das .lera franceza L
Amelie, de 310 tonelledas, capitn Calen-
ge, equipagem 15, carga salitre; ao ca-
pitSo.Veio refrescar segu para o Havre.
llsmburgo 45 dias, brigie dinamarquo
Henriette, de 200 tonelladas, capilao T.
Themsen, equipagem 10, carga fazen las
e mais generus ; a Kalktnan i Iruiaos.
' Vni-ios suhitlu no mismo dia
Portos lo norte vai or nacional Impera-
dor, comuauCante o 1. lenle Ignacio
E. Tavares. Aim dos lassageirs que
trouxe para o norte, cunduz os seguin-
tes : ~ para a Paraliiba, o bacharel Ante-
ro Msnoel de Metleiros Furlaiio, Jar.intho
Jos de Medeiios Correia. e llanod Profi-
ri Aranha : para O Cear, pudra Luiz Vi-
eira Delgado PerdigSo e 1 criado para o
MaranliSo, o 2. lente Jos [Mues Mar-
ques e 2 esersvos, o despenseiro da ar-
mada bernardo Joaquim Pinto, e para o
Para, oex-soldedo Costudio Jos da Con-
coicSo.
Aracaty hiate nacional Anglica, nieslre
Jos Joaquim Alvesda Sjlva, carga fazen-
das. Passageiros, Gustavo L. Liberal Pes-
soa, Jos Joaquim da Silva Matulo, Ciciro
c mdido I en Tira Chaves, Melquades da
Costa Barros, Raymun lo Mendes Guerrei-
ro, Joaquim Jos dos Santos, Tliomez
Marques Porto e Camillo RoJnguesda Sil-
va Figueiredo.
Lisboa gt lera portugueza Uargarida, ca-
pitSoSilvcrio Manocl dos Reis, carga as-
altear e mais gneros. Passageiros, Igna-
cio de Albuqueique Maranhuo Jnior ,
Thomaz de Aquino Pcreira do Vasconcel-
los, Domingos Filippe Ferreira Campos,
Victorino Jos do Souza, A. Kradel e seu
lillio, Mama 1 Concalves de Oliveira eMa-
nuel Jos Gsnr,alvcs Guerra.
Ruanos Ayres, por Buceo biigue argenti-
no l'aulisla, c*piulo J. Vale, carga as-
sucar.
Liverpool, por Maceio brlgue inglez Tita-
nia, capilSo W. Welleana. carga assucar.
EDITAL.
O conreino de revista da guarda nacional
desle municipio, faz publico aos guardas
nacionaes, abaixo derlarudos, quo rompa-
retam na sala ds sessOes da cmara muni-
cipal desta cidade, no da 31 do correhte,
1" las 9 horas da manliSa, para seiem ins-
peccionados.
Viril to de Freitas Tavares, Euseblo da
Assumpefio, Uclarmino de Jezuz llandeira,
Baitholomeo Rlbeito Piros, Antonino Jos
de Lemos, Joaquim Demetrio de Almcida
Cvale nte Jnior, Joaauim Moreno da Cos-
ta, Jos Antunes CuinarSes, Jos da An-
nunciacSo Carvalbo, Antonio das Chagua
Ramos,' Camillo de Lelis Peixoto e Jos Nar-
ciso Lial de Barros.
Sala dassessoes do conselho de revista,
28 de maio de 1851. -- Francisco Jacintho l'e-
rei'a, piesidente. ~ Francisco Antonio deO-
liveira. Francisco de Astis Oliveira Maciel.
UeclaracSes."
A quem convier o encarregar-se da
dcmolicSoe compra dos materiacs do So-
brado do dous andares da ra Nova n. 25,
que tem de ser demolido, so poder dirigir
aos vareadores Jos Pires Fojreir o Manuel
CaelanoSoares Carneiro Mb'nleiro, afim de
tratar o pre^o e prazo denlro do qual deve-
r ser feila tal .lemolicao.
Pela segunda seceso do consulado pro-
vincial, se faz publico, que a cobranca de
3 p< r cento do imposto provincial sobre
de diversos estabellecimeotos," continua le
o.fim docorrenle mez, lindo o qual passa
a mesin.i a ser felta judicialmente.
Agencin da eoiupanhla lngleza
de paquetes a vapor.
O vapor da coinpanhia deve
aqui ebegar dos portos da Eu-
ropa no dia I." d junho prxi-
mo futuro, c do mesmodia se-
guir para os portos do sul. Os Srs. que pre-
tenderein passagens no inesmo, pdeiu din-
glr-se coiii antecedencia ao escriptorio da
ageucia, ra do Trapiche n. 42.
COLLECTORIA DA (IDA DE DE OLLNDA.
O collector da decima e mais imposlos
da cidade de Oliuda, manda fazer publico,
a todos os seus collectados, que do 1 de ju-
nho prximo futuro, principiase acontar
os 30 dias uteis marcados para a cobranza
a bocea do cofre, na respectiva casa da c-
mara, do segundo siniestro do correte an-
oo financeiro de 1850 a 1851, da decima dos
predios urbanos, e que no mesmo praso co-
brar os 3 por cento do imposto provincial
sobre diversos estabelecimonlos : assim
como far igualmente a cobranca, no mes-
mo praso, de todas as mais imposir;6es, que
estilo a seu cargo; e titulo esto praso, fica-
i'.iu os omissos sugeitqs as multas marcadas
nos regulamentos, alm de serem de promp-
tos executaJos ; e para que chegue a noti-
cia a todos tnandbu fazer certo pelo presen-
te. Cidade de Olinda,20de maio de 1851.
O escrivSo.
Joto Gonfalces Rodrigues Franfa.
~ Avisa-se aos credores do laudo Pedro
Turbat, que no dia 31 de maio corrente, na
cnancellaria do consulado da repblica fran-
ceza, se pagar ao pronta asquantias que
vierem a perlencer a cada um, conforme as
coi'tas que elles entregaram no mesmo con-
sulado. Pornambuco, 27 de maio de 1861 -
O cbanceller interino, /.. A. Baudoux
Theatro de S.-Izabel.
ULT1MX RECITA.
Os aitistas lyricos e de danrja, tendo de
rctirar-se tara o Rio de Janeiro, e quoren-
doem despedida manifestar ao publico sua
gralidilo, pe i maneira generosa o cheia do
bondade, com que tanto os obsequiaram,
cederam ao pedido da algumas pessoas, pa-
ra (lari'm oii um ultimo espoctaculo, os me-
Ihores o mais applaudidos pedacos de muzi-
ca, que teem cantado neste theatro. A com-
panhia dramtica, lambem pela ultima vez
se presta pata tornar mais explendida o-ti
ultima representBQSo.que tei lugar
SiBBADO, 3l DE MA10DEI85I.
Depois de urna introduccao pela orches-
tra.acompanhia lyrica executar o sogun-
di) acto da erandi) opera
NORMA.
Em seguida a Sra Baderna e o Sr. Jos
Dje-Vcccbi dsniarara o intcressanle pusso
a dous
OSJAKDiyElROS.
A compantiia dramtica, depois represen-
ta o terceiro acto do muito applaudido
drama
l>. Cezar tic llazan.
0 festejo do marquez de Montiliori ser
completa : a Sra. Can liani cuntura nessa oc-
casi^o urna
MOIlIMIA BRASII.EIRA.
OSr. Filippe Tati, executara urna bella
aria de sua piedilecc,9o o a Sra. Baderna e o
Sr. De-Vccchi dansaram a engranada
C'racovieniia.
Terminado o dramtico, a companhia ly-
rica executar o segundo acto da opera
/. PlRITANl.
Em seguida o actor Jos da Silva Reis,
execut ir a gran lo scena trgica do
I' arrlci <1 a.
PURSONlGENS-
Eduardo o parricida Reis.
jujz Silveste.
Algnz Costa.
Soldados, &c.
Logo que termine, a Sra. Baderna e loM
De-Vecchi, dansuram o lindo passo
A DUQUEZA D'ARGIL.
Terminar o espectculo com o ultimo
acto da magnifica opera
ttapho.
ComeQar s 8 horas.
Os burieles cham-se venda no escripto-
rio do theatro.________________
Theatro de Apollo.
MOJE, 30 DE MAIO DE 1851.
Recita exlraoidinaria de canto e dpnca
em beneficio do cantor Gayo Eckeilin.
Dividido em tres partes.
Piimeira parl.
Granda symphoni executada pela or-
chesUa.
Aiia de Normani in Pariggi do maestro
Mercadante, executada pelo beneficiado.
Passo a dous da
DUQUEZA D'ARCIL,
executado por Mademoisellu Baderna, e o
Sr. ho-Vecchi.
1 me! o ila onera
i:i/.:t e Claudio,
executado pelo Sr. Filippe Tali e o benefi-
ciado.
Dueto da opera
PIRATA,
executado pela Sra. Candiani e oSr. Filip-
pe Tati.
Sfountta pnrl.
Ouvortura pela orcliestra.
Dueto das
Pistolas,
executado pelos Srs. Capurri e Tati filho.
Aria da opera
OLINO PASQUALE,
executada nelo Sr. Filippe Tati.
Terceto di lie
Sciapre,
executado por Mademoiselle Baderna, Mo-
reaux e o Sr. De-Vocchi.
IHOD1NHA BRASII.EIRA,
executada pela Sra. Candiani.
remira parte.
Ouverturs pela orcneslra.
Bolero ilespanliol,
por Mademoiselle Baderna.
Dueto da opera
MARINO FALLIERO,
do maestro Douizzeti, oxecutado pelo Sr.
Capurri e o beneficiado.
Passo do
Marinheii'o,
executado por Mademoiselle Moreaux.
Finalisara o espectculo com o multo ap-
plaudido terceto da opera
AUNA BOLENA,
do maestro Donzzetti, executado pela Sra.
Candiani, e os Sra. Filippe Tati, e Coustatiti
Cspurri.
Os bilheles acha.m-se a disppilcno do res-
peitavel public, na casa do beneficiado,
ra do Aterro da Boa Vista n- 4, terceiro an-
dar, e no dia do espectculo no escriptorio
do thealro.
O beneficiado muito conlia na generosida-
de do Ilustrado publico desla capital, ao
qual pede tuda indulgencia e protecQSo.
O beneficiado dirige sinceros sentirenlos
de gralidao aos Srs. artistas, que por obse-
quio so prestan a coadjuva-lo em seu be-
neficio-.
'" !.l
Avisos martimos.
Para a Ka lila.
Segu com brevidado a escuna joacioaal
Jdelaide, de primlrt marche, forrada e
encavilhada de cubre, por ter pirtedo car-
regamento : quem o reslanlo quizer carre-
garouir depis-agem, queira dingir-se.a
ra u*a Cadeia do Rrcife n. 5r., loja do Sr.
Vital.
Para o Rio de Janeiro segu viagem
com hrevldade o patacho nacional Curioso,
capitlo Jos da Cunha Jnior, por ter parte
da carga engajada : quem no mesmo quizer
carregar ou ir do passagem, poda enten-
der-secom ocapilo na Pra?a, ou com o
consignatario Luiz Jos de S Araujo, na
ra da Cruzn. 33.
Vende-se urna lancha nova, que pe-
ga de trinta a quarenta barricas, a a qual
se acha em perfeitissimo estado, bom co-
mo tres boles novos, tudo por preco com-
modo : na rda do Vigario, n. 11, primeiro
andar.
Para o Rio de Janeiro segoe com a
maior brevidade o hrigue Destino, recebe
carga afrete, e lem bons rommorlos pura
passageiros: quem pretender entenda-se
com Leopoldo Jos da Costa Areujo, na ra
da Moeda n. 7.
O hiate nscional SanJoSo segu por
estes dias para a Parahyba : quem no mes-
mo quher carregar, dirija-se aomoslre
bordo ou a Justino da Silva Boa Vista, na
travessa do Vigario n. 3.
Para o Rio de Janeiro segu no dia pri-
meiro de junho a vclleira enun sGatlanle
Maria sement recebe passageiros e escla-
vos afrete: para tratar u ra do>Vigario n.
4 com o consignatario Silva & Ftilloou
com ocapitSo. ______
Leiloes.
Oeoiretor Oliveira far leilSofduas
vezes transferido por causa da chuva)d
grande variedade de faiendta inglezas, fran-
cezas esuissas, que furan da extincla loja
de Fernandos da Luz & Irmo: segunda
feira, 2 de junh prximo, as 10 horas da
DiannSa em ponto ( principiar-se-ha com
qualquer numero de pessoas a iudicada ho-
ra), no seu arma7em, tua da Cadeia.
Ocorreti r Oliveira far leil3o, em um
s lole, a dinlieiro, ou a praso por meio de
letras com firmas salisfatorias, das fazen-
das existentes na loja de Ricardo Jos de
Freitas Ribeiro, conjunlanicnto coro a ar-
mai;no da mesma loja, sila na run do Cres-
po n. 5 e A, cujo inventario existe em uiSo
do dito corretor para c.xame dos pretenden-
te j advirtinilo-se ma>', que o Sr. Judo
Honriques da Silva proprtslario da loja,
dar preferencia no alugndor que arrematar
as referidas fazendas Oarma^So : suta-fei-
ra, 30 do corrente, ao meio dia em ponto,
un indic do lugar.
O correlor Miguel Carneiro, far leilao
no dia ti rja-felra '! de junho as 10 horas
da manlia i no seu arinaieni, de diversos tras-
tes novos e com pouco uso; louja, vidros,
candiriros, laulernas, quatlros, espingardas,
pistolas de um e dous canos, relogios e oulros
objectos que sero vendidos muito em coma.
Miguel.Carneiro fara leilSu no dit do
sexla-feira 30 do crtente no caes da Alfan-
dega as 10 horas da mantifia, de urna por-
C.io defarinha com algum loque de avaria,
chegada pelunaviu Jeone Raymonl."
I-------- | ,." "WH
Avisos diversos.
No dia 31 do corrente, se ha de aire-
matar om histi publica do Or. jin'z niuni-
cip:l di 2 vara, um eseravo pudeiro, pc-
nhorado a Joaquim Antonio do Fumo, por
executjao de D. Coiistantina Jacintlia da
Mota.
Dam-sc 100,000 rs. a juros, romie-
nhores deouro, uu piala : no patio do Pa-
raso, relinagSo.
A praca anm nciada nos Diarios de 26 e
27 do corrente, por cxecuccs da fazonda
provincial, foi transferida para hoje, 30 do
corrcnle, as mesmas horas o no mesmo lu-
gar j indicados nos d tos annnncios.
Joflo Antonio Villa Secca embarca pa-
ra tra da provincia, o seu eseravo creou-
lo, de nomc Antonio.
~ No dia 7 do corrente mez de abril, fu-
giram pela n adi ugada.dous esrravos do en-
genho Contragude, com os seguintos sig-
naos : Similo eseravo de Virginio Carnet]
l ro LeSo proiriclario do ennenho ccima
mencionado, tllicial de sapateiro, mulato
claro, com o rosto um tanto sujo de pannos,
idade de 35 annos, iouco mais ou menos,
cabello pechaim, altura regular, secco, pou-
ca barba, pemas finas, tendo em um dos
ps, quando pisa, os dedos um pouco ca-
ranguejados, levndo comsigo um quatto
alasSo, grande, gordo, com urna estrella na
testa, urna costura no peador da m3o, um
carrejo obrigado, levando tambem um se-
limdepage.ii, que era o'seu vardadeiroem-
prego, juulan.enlo com asta fugiooutro, de
nome Boaventtra, eseravo de Ignecio Fran-
cisco da Cunha, lavrador do mesmo enge-
nlio, tendo o dito eseravo os soguinte Big-
uaes : -molito ms fechado da cor que o
outro, idade 20 annos, pouco mais ou me-
nos, sem barba, baixo, secco, pernas linas,
olhos grandes o a pitombados, Cbbcllo pi-
cbaim, pisan lo com oa dedos de ambos os
pes um tanto caranguejados, itvou 213,000
rs., que roubou a seu proprio Sr., e junta-
mente um quarto rucocardSo de segunda
muda, um tanto desiaruado e um pouco po-
sado, bem leito, com as dinas e cauda mais
fechada, que o corpo : pede se e roga-se as
autoridades competentes a prisSo destests-
c avosem qualquer parte que soacliarem,
levando-os ao engenho cima mensionados,
que seraogenerosamrnte gratilicados. Maio,
15 de 1851. Mrgiuio Carneiro Ledo.
Germano Franciscu de Oliveira reme-
te para o Rio de Janeiro, suas duas escravas,
Anna o (', thaiina.
9 ft 8 ## 99 #
fr Na ra de Apollo n.20, prepara-se i^
( comidas para fra, com lodooasseiu -( % e prou pldSo : a tratar ua mesma *
* casa. 4
__O abaixo assignao tendo de fazer urna
viagem no sert3o, onde se demorara por
dous a tres mezes, trevine as pessoas, que
por ventura tenbam de o procurar para
qualquer negocio, que se dirijam nesta pra-
ra ao Sr. Luiz Jos Pcreira simOes, e lora, a
seu sogro o Sr. Jos de Araujo Pinheiro, em
seu engenbo Covas.
Slanoel Lucas de Oliveira Pinheiro.
Na ra alreita do Rozario n. 28, se-
gundo-andar, se dita quem da dinlieiro a
premio.
Aluga-fy o primeiro andar e o terceiro
da ra do Vigario ti-13 : a tratar na ra do
Amorim n. 18.
0 abaixo assigado pede a sua tia a Sra.
D. Joanna Francisca Maciel Monteiro que
vista do annuncio publicado neste Diario de
26 do corrente, declarando se.achar revo
gada urna procurarlo, qoe Ihe conferio sua
mulher D. Maria da Concedo da Silveira
Maciel Montoiro, haja a mesma sua ta de
declarar, ou transcrever essa procuracSo,
quo revogou a do abaixo assignado, afim
de se tirar certas duvidas.
Jojo Ojoro de Cauro Maciel Monteiro.
C'OHsiilloriolioiiiu'opllicociii
Pcriiaiiibuco A)
Jj Ba Nova n, 58 ^
*) niRIGIDO PELO
m Dr. J. S. SANJOS JNIOR. #
Consullas e remedios de graca aos po-
'* bres todos os dias uteis desde dt 8 Aora* #
# da manlida aumadalarde, idessaho: <
ro em diante, serio visitados o doentct *
em eus domicilios. d
&**,*:*;>*
AttencSo !
Mudou-se da ru do AragSo para a ra da
Matriz da Roa Vista casa n. 30, (defronte do
Sr. Antonio Carneiro; a antiga fabrica de
phosphoros ;elo verdadeiro methodo de
Pars, amide podero ser procurados.
--Precisa-sedouma ama para lodo ser-
vico de urna casa de familia: na ra do
Hospicio u. 13.
~ Ha para alugar diversos escravos, cuma
negra rngominadeira c coiinheira, na ra do
Vigario, casa n. 7. aonde os pretendemos se
podem dirigir.
No lia 28 do corrente desapparecco da
leja de miudezas, n. 4(5 da ra da Cadeia Ve-
Iha, um quarto n. 287 da lotera da, fabrica
de vidros de S. Hoque e papel de Ferrez, em
que sabio a sorte de uincoiilo de ris o qual
se pagou aJuaodaCunha Magalbiea Jnior,
v por Isso se previne a qualquer pessoa para
<|iie nao faca transaeco alguma com o dito
quarlo, tirando desde i prevenido tambem
o cautellsla, oSr. Salustiano d'Aquino Ferrei-
ra, para que nao o pague segunda vez.
Tem de ir ',em praca, no dia 31 de cor-
rente, Anda a audiencia do Sr. I)r juii mu-
cicipal da segunda vara, uinacasa terrea, sita
na ra do Rangel n. I. rior execuco contra
D. Ii;iiez Maria da Trindadc, be a ultima
praca.
-- Sabbado, 31 do corrente, linda a audi-
encia do Dr.joiz municipal da 2." vara se
ha de arrematar os alugueis do sobrado da
ra do Rozario da Boa Vista n. 27, a razo
do 12,000 rs., t or mez, penhorado a Rober-
"tii ile Souza Zuzarle, e nSo havendo lau$a-
lor srro adjudicados ao exequente.
Precisa-se de um forneiro : na Praga
la S. Cruz, padaria por baixo do sobrado
n. 106.
No vapor que deve chegar a este por-
to, em o.0 de junho, devero vir lodos os
jorntes diarios, quo se publicamem Lisboa
e Porto ( se liver cliegaio a lempo a ordem
que pira tal se mandn ) e podem ser lidos
por quem quizer pagar mentalmente 3,000
rs. alianlados ; lodas as noules ( nao sanli-
licadasj das Gas 9 lloras.
Pola mesma forma, os pode ler das 9 da
rnanliHa as 3 da tarde, que.n pagar igual
quantia (cando em ambos os casos de a-
cordo a guardar o silencio e socego indif-
pcnsavel para nao encutnmudar quem esli-
verlenlo; igualmente se n3o cousenle ti-
rar copias, cu apontanicntos.
Lisboa le o ponto em que se cruzio os
ilifferentes vapores, que Iransporliio 8S ma-
las de toda turupa, Azia e America, e por
isso os seusjornaesos primeiros que publi-
cam as noticias de interesso ao commercio,
altes esciencias; eserfloaqui trazi.las, por
lodos os vapores,em 180diil';reutes jornats,
cada o.er,
Pica pois estabelecido um entretimenlo
para quem he dedicado a leitura.
Na loja de fazendas, na ra Nova n. 42,
delropta da igroja da ConceigSo, o na ra
da Cadeia do Recife, loja de miudezas n. IC,
serecebem os nomes das pessoas quo delta
soquizerem utilisar.
A casa para os jornaes se franquearem ha
de ser prxima ao arco, de S. Antonio, ou
da CooceicSo, e no dia em que elles chega-
reiii e na casa em que elles estiverem se re-
Cdber a quota de quem liver dado o seu
nome para os ICr; continuando lodos os
lias e noutes a sua disposir5o, as horas
para que se tiver inscripto.
- A possoa que foi na ra da Gloria em
casa do Sr. Cypnano da Roza MagalliSes, re-
ceber o importo de amas recoilas de botica,
da Praca da Boa Vota n. 32, baja quanto
antes de vir restituir o referido importe, do
' contrario ver seu nomo por extenso.
# Precisa-se de urna ama deleite forra
ou captiva : trata-so na ra da Lingueta
n. 4.
SI*:!**
Paulo Gnlguoiix* dentista *
* france/.. oflerece seu prest- i
nio ao publico para todos os >
# uiistercs de sua prollssao : i
'? pode ser procurado a qual-
quer hora em sua casa, na <^
j ra larga do Rozario, n. 1G, %
segundo andar. $
>ai((f(i?(f!#^l'_
-- Precisa-se de um portuguez para to-
mar couta do um sitio e nalmbar nelle :
quem esliver as circurostancias, dirija-se
ao sobrado ita ra de S.thereza, para tratar.
Precisa-se alugar urna prcta, captiva
on forra, que d fiador a sua conduela, pa-
ra tratar de urna enanca : na ra do Viga-
rio D. 3.
Lotera da matriz*ua Boa Vista.
O andamento das rodas he no
dia j annunciado i de junho vin
douro s 8 horas da nianha no
consistorio da mesma matriz, e o
restante dos hilhetes est a venda
nos lugaies do costume.
Ain.ia se precisa, no "Aterro da Boa-
Vista, sobrado n. 5, do tima ama para todo
o servido de urna casa de familia, preferin-
do-se sendo escrava : quem esnver neslas
circumstancias, dirija-se ao referido sobra-
ao, ouannuncie, para ser ptocurado.
Traspasse-se urna loja de fazendas em
boa localidade, simplesmente com a arma-
eau : quem a pretender, dirija-so a ra do
Queimado n. 7.
Ruga-se a todas as pessoas que estSo
deveudo conlas antigs na ra da Cadeia
do Recife, u. 25 delimite do Uecco Largo,
que queiram vir ou mandar pagar seus
ocluios al o liui do coi rente me: de maio,
pois o nSo fazendo terSo de ver seus no-
mes neste jornal, e se proceder us ter-
mos da lei.
Precisa-se alugar urna criada portu-
gueza, que^Seja bem conduzda, para o ser-
vico interno de urna casa eatr.nge.ra de
pouca familia: quem eslivergestas circuns-
tancias, dirija-so a ra do Vigario n..3,
Roga-se ao Sr. Dr. Honorio Fiel de
Sigmaringa de Vascurado, que so acha ho-
je advogando en- Coianna, que mande pa-
gar a sua lettra que se acba vencida a an-
uo e meio, o qual n3o ignora aondei.
em quanto o nSo fizer ha de ser lembrado.
-- Aluga-se um bom sitio com boa casa
de vivenda e muitos arvoredos de fructo,
boa agoa de beber, estribara para dous ca-
Aailos, tendo a frente murada e grande par-
te dos lados, e nortSo de ferro : na ra da
Codeia le Santo Antonio n. 15, armazem de
farinba.
Odoposito de farinha de mandioca e
milito, arroz branco e de casca da ra da
Cadeia de Santo Antonio n. 19, est muda-
do para a casa n. 15 aonde pretende fazer
grandes compras e ven las destes gneros,
espera portanto odonodesteestabelecimen-
to de grandojiecegaidade para esta provin-
cia, pelas continuadas faltas que de lempos
em lempos appareoem; espera como d antes
a concurrencia dos seus bons compradores
e vendedores da taes gneros.
= O Sr. Francisco Antonio da Silva da ra
do Rangel. queira mandar pagar a asignatu-
ra dcste Diario e emqnanto nao o lizer vera o
eu noinr publicado em lettra redonda.
- O abaixo assignado faz scionte ao pu-
blico que .Narciso Luiz Ferreira deixou de
serseucaixeiro desde 27 do corrente.
Joi Manoet dos Santos Villaca.
A pessoa que annunciou no Diario de
liontem querer vender uina taverna e'm
urna das principaes ras desta cidade : di-
rija-sea ra do Rosario eslreita, travessa
ila do Queimailo, loja de miudezas n. 2 A
que se Ihe dir quem compra.
- rf"~ tf-- r,- ^m'\-
-- Desde o dia 2 de maio I
do corrente, o Sr. Antonio j
Pedro Hodrigues Guima- 2
raes, deixou de ser met cai- 1
, xeiro, e najesteu mais res- ^
y ponsavel por conta alguma i
por elle contrahida em nome ^
! do abaixo assignado vista
I do sal o de contas que me i
H passo u. Judo Ozorio de ^
m Castro Maciel Monteiro.
Curso progressivo de desenlio;
ffercendo em 32 estampas, urna linda c
variada collcco de esludos e paisagena, objec-
los do reino animal e vegetal, do corpo liuma-
ui, &c.; deJieado aos amantes do desenlio
de'ambos os sexos, a 5.00J cada obra: no pa-
teo do Collogio, casado livro azul.
Novo ma n na l do fazendeiro-
Ou tratado completo de medicina e cerurgia
domestica, adaptado inlclligencia de toda
as classes d.i povo ; seguido de um formularlo
de medicina e de um diccionario nos termos
scicntilicos, por bunjeau, doutor em medeci-
n i, membro titular da academia imperial de
medecina no Uio de Janeiro: 2 vola, acompa-
nhad.'S de 154 estampas, por 12,000: vende-se
no pateo doColleglo, casa do livro azul.
Compras.
Compra-se urna gargantillia
de diamantes, urna pulseiraebrin-
cos : na ra da Larangeira, loja
deourives n. a.
-- Comprom-se apolices da di-
vida publica : na ra das Laran-
geiras n. 18.
Compram-se
esrravos de ambos os sexos de 10 a 30 an-
nos, bonitas (guras : na ra Larga do Ro-
sario n. 48, primeiro andar
Vendas.
Devoto < ln i-ta<>
Vende-se o livrinho Devoto Chriitto,
o qual contem a Doulrina ChristSa, modo de
ajudar missa, novena das almas, voto para
remir as mesmas do Purgatorio, exercicio
para alcanzar de Nossa Sentiora o que so Ihe
pedir, oraco de S. Rernardo, novenas da
AssencSo, da ConceiQao, do Natal, Irezena e
novena de S. Antonio eresponsoriodo mes-
mo Santo, oraches para de manh9a e a nou-
lo, ditas para confiss3o, communhSo e mis-
sa, modo de rezar a estaco, exercicio para
cada dia, signaes de N. S. Jezus Chnsto a
sentenga do mesmo Senhor dada por Pila-
tos, modo de rezar o rozario e excellencia
do mesmo, misterios dolorosos, gososos o
gloriosos, ladainha de N, Senhora e outras
muitas oraces. Rste livrinho organisado
por um boi.i christo e a seus rogos impres-
so vende-se pelo diminuto prego de duas
patacas, na livraria n. 6 e8, da Prat;a da In-
dependencia.
Lotera do Mi de Janeiro,
Aos ao:ooo,ooo rs.
Na ra estrella do Rozario iravessa do Quel-
mado loja de miudezas n. 2 A, de J.F. doa
Santos Maia, vendem-ie os muito afortunados
bilheles, meios, quartoa, oiuvos e vigsimos
da dei iin.i-ieiei na loleria das casas da carida
de. Na mesma loja est patente a lista 27. da
lotera do Monte Pi.
Vende-se erva mate muito nova:na ra
Augusta n. 94.
Vendem-se manteiga inglezi boa a
640 c 480 rs.; queijos novos, a 1,600 rs.; rh,
a 1,600 rs. ; caf em grSo, a 160 rs.; touci-
nho de Santos, a 120 rs. ; farinha domara-
nhno, a 80 rs.; quartinhas. a 120 rs., e to-
dos os mais gneros muito em cunta na
ra Augusta ti. 94.
Vendem-se 2 negros habis para todo
servico, sendo um ptimo para ganbador de
ra, no que muito sedeseja empregar : na
ra da Cadeia do Recife, a fallar com Jos
Cortos Leal.
A 3Sooo rs.
Vendem-se sapatOes do Cear, de couro
de lustro, muito superiores : na ra do
Queimado, loja de miudezas n. 25.
A oa tomantes.
lie ebegado nova tornada, do muito apre-
ciavel rap pnnceza, do Rio de Janeiro, em
libra e meias libras : no deposito da ra to
Queimado, loja de miudezas n 25.
Vende-se urna armaco toda envidra-
kaila por prec,o commodo : na ra Nova
ln. 52.
LAR ENCONTRADO


b-. ?'t."
LV
!
Vende-se Jira escravo de na
cJ5o bom cozinheiro; bonita figu-
ra, de idade de 28 srinos : trata-
se com Machado & Pinheiro, ra
do Vigarion. q, segundo andar.
Rap arela preta Pcilro 11.
Vende-se este superior rap areia preta Pe-
dro II. pelo preco j estnbelccido na ra da
Cadeia do Becife, loja do Sr. I0S0 Jos de Car-
valho Moraes, e Jos Diasda Silva, e no bairro
de S. Antonio as tojas dos Srs. Francisco Du-
arle Lemus, Manoel llodrigucs da Silva, Joo
Carlos de Leinos, Joaquim Fcrrcira de Araujo
Guimaraes, Joo Paulo da Silva, Joanulm
Montelro da Cruz, ra do Queimado, Victo-
rino!! Guimaraes, ra dos Quartris, IManoel
Dias Frinandrs, Ililario Pciclra da Silva, Jos"
Dias da Silva Cardial. Moraes Si Soares, Manoel
Tose Lopes, ra do Rozario I.arga.
De superior qualidade.
Cimento-iiovo, chegado ltimamente de
llsmburgn : vende-se 110 armazem de Vi-
cente Ferreira da Costa.
p Rap le.id 11.
jl Vende-se no deposito geral, ra dos m
J Quarteis n. 24, loja de Jos DiasSimOes ty
fi n imii tu superior rap Areia Preta Pedro j |
* II cni pequeas e grandes porces, pelo
i preco j eslahelecido, garantindo o de- ',.
jjj pnsitario a seus fregnejcs a faculdade 9
6 de tnrnar-lhrs a receber no caso de se
jf? adiar rm mo estado.
*~,,:- .: :^.s &&> ; fe :
Vendem-se chapeos de pa-
tita do Chile de diversas quali
dadesc a preces rasoaveis : na ra
do Trapiche n. 5, e-criplorio.
Vende-sc superior p^nno
de algodao para saceos de assucar :
era casa de Geo Kenworthy ck C,
rita da Cruz n. a.
Vendem-se neos appare-
I luis de metal para cha : cni casa
de Geo Kenworthy & Companhia,
ruada Cruz n. 2.
Vendem-se (Clins inglezes
elsticos, e ditos com boiraul ebegados agora : cm casa tle Geo
Kenworthy & Companhia, na da
Cruz n. 2.
Vendem-se relojios de ouro
para senhora, patente inglez : em
casa de Geo Ktnvvorthy & Com-
panhia, ruada Cruz n. >..
Vendem-se cadeudos de ta-
tito de leltras mu to su eriores :
em casa de Geo Kenworthy & C,
panliia, na da Cruz n. 2.
Rape Paulo Coiilelro.
Na ra da Cruz n. 49, vende-sc o bein co-
nliecido rap Paulo tordeiio, cm libras e oi-
tavas.
Chegou o nevo rap de Lis-
boa, o qual se vende as i ilavas :
na ra da Cadeia do lenle nu-
mero i5.
f fft*mv"f V* f VVtf Wf f
Arados americanos.
^ Vendem-se arados americanos ver-
g. daileiros, cite gados dos Estados-.|
.* Unidos : na rtia du Tiapirtte n. 8. <-,
iMA^fliftAA **6* \
OlhemQve temos anda mait echinchw, no
Passeio Publico, laja n II, do baraleiro
Firmiano Jos Itcdriyites lerrcira,
Chitas >em evaiii, pelo barato prego de
3,600 rs. a prsSB, qtu m uilii comprar a vis-
ta de tul (reg ? algo.iOoziiiho com toque
tle a vana, a 2,000 is.; corlea de casimira tle
'.'.gon.ln, a 1,440 rs. ; cortea de Col) les tle
13a e de seda com mofo, a S00 rs., e militas
oulras fazendas, por | tecos rasoaveis.
Para o invern.
A 2,240 rs. um corte.
Na loja n. 5, de Guimardes & llenriques,
vi ndem-se cuites de casimia de algodfio,
nioiio encorpados, padioes escuros, com 3
3|4covados, pelo barato prego de 2,240 rs.
cada um cuite ; assini romo oultas muiU*
I r/end:n baratas.
A 5(io rs. cada um.
Na loja de Cuimares .\ llenriques, na
ra Crespo n. 5, vi tidem-so lingos e
seda, muito linos, para meninos, pelo bara-
to preco do 5G0 rs. ; dateos de sol de pao-
ninlio, armagflo de baloia, a 2,000 re. i o
aligo algodfio transado nionslro, a st o rs.
a vara.
Cor es de caseniia elstica
pela diminuto prego de 6,000 rs. cada um,
acham-se venda na ra du Crespo n. 5,
loja que volla para a ruado Collegio, lti-
mamente ebegadas.
caixinhai de sedentes porgalivo, consenas de
todas as qualidades, cementes ou passas miu-
das para podins, carne salgada para uso de fa-
milias em barril de 50 libras c iniudos da mes-
ma forma preparados, ludo ltimamente che-
gado : na ra da Cruz, armazem n. 9. de Da-
vIs&C,
Cera em vellas.
Vende-se cera em vellas do Rio
de Janeiro c Lisboa, sortida no
gos'o do comprador; tambera ha
cal virgem da melhor que ha no
mercado vindo de Lisboa : tra-
ta-se com Machado & Pinhei-
ro, ra do Vigario ti. Ig, segundo
andar
Lqleria da motriz da Boa Vista.
Aos loe 5:ooo,ooo rs.
Na loja de calcado do Arantes na praca da
Independencia ns. lile 15, vendem-sc os mili-
to afortunados bilhetes e me ios ditos desta lo-
4
ten
jun
adimite ora : trate-se com Joaquim de Oli-
veira oSouza. no Aterro da Boa Vista 11. 8.
- Vende-se urna casa de sobrado de dous
an.lsres, no Aterro da Boa-Vista trata-se
na mrsraa propriedade n. 8.
-- Vende-se una rica capa de panno, pro-
priapaia qualquer Sr. oicial militar: na
ra de Santa Rita n. 85.
~ Vendem-se um ropartimento para es-
criptorio, lodo de amarclo, almofadado e
com balaustrada, una carteira grande de
urna s face, com 8 palmos de comprimen-
to, tendo qustro armarios com diversos re-
partimontos, um pianno do goslo moderno,
piqueno com muito boas vozos, urna mesa
redonda de meio Je sala de amarello, ludo
em muito bom estado c por preco coromo-
do : na ra da Cadeia de S. Antonio, so-
brado n. 25, ao j andar.
Para acabar-sc.
Vende-se, para senhoras, sapalos de du-
raque prclo A-ancrz, obra muito boa, e pelo
baratissimo preco de 900 rls o par: na ra
do I.ivrnmento loja n. II.
ia, que corre infalliyelmentc no dia 2 de 1 ..._:_ .! matriz da Boa Vista'
1I10 vlndouro: a cllesausque se acabem. UWieria tu m""
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Corles de chita do ultimo gosto
8 2,000 e a 2,500, e algodioiioho a 1.C00
e a 2,000 rs. a peca.
Ns ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a Cadeia, acaba de cliegar um
bello si rlimento de cortea tle chita de bom
goslo, com 12 cova los, a 2,000 e a 2,500 ;
assim romo pecas de algodao com toque de
averia, a 1,600 e a 2,000; lencas de seda
mullo bonito,a 1.440, l.eoo, 2,000e2,240;
Bilhetes "0,400
Ifeioi ft'2on
Cera de carnauba.
O inais superior que ba neste genero, vrn-
de.ie em porcao e a relallio : na ra da l adela
do Rccife, loja n. 50 de Cunta S Aiiioi im.
Vellos i e carnauba.
Vendem-se vellas de carnauba, pelo bara-
tissimo prefo de 1,500 rs. o cento : na
da Cadeia do Itecife loja 11. 50 de Cimba 4;
Amorim.
''arinlta barata
Veni|e-se, na ra da Cruz do Itecife, ar-
mazem 11. 13, fariuhade mandioca em sac-
cus, a |irec,u iiarali.-simo
A mellior peclilnelia.
VenJem-se chal s de seda de lindos e mo-
dernos goslos, a .prego de 4,500 at 6,000
rs. : na ra do Crespo, loja n. 10.
~ Vende-se um molcqtie de 16 a 18 an-
nos de idade, bonita ligura, com principio
de cozinheiro : na ra das Cruzes n. 18, se-
gundo andar.
Lotera da matriz da Boa Vista.
Aos 10:000,onoe 5:ooo,ooo rs.
No Atierro da Itoa Vista, loja de fazendas n.
Mi, vendem-se os afortunados billictese meins
da mesma lotera, que corre iiupreterlvelmen.
te 110 dia 2 de jiinlio vindouiu, ou antes se se
venderem os bilhetes.
Ililheteo inteiros 10,000
Meios 5,000
tiiem ipiizer comprar barato.
Venlia ver e admirar.
Por se querer liquidar.
Na ra do Queimado, loja n. 1", ven se cazimiras fr zenda muito superior, 5,000, 5,500 e 6,ou0
rs., cada corto ; ditos de fuslfio de corea o
mala lino pollvel e padiOes muito moder-
nos, a 1,600 rs., o corle, panno lino pretu e
azul de corea lisas, a 3,500 e 4,000rs., o co-
vado ; altara de quadro dii cotes, proprlo
rara |ialili s c jequelas, b 200 rs., o cova.In ;
lirios transa ios de corea da \ anuo de lindo,
pelo diminuto prego de 800 r., a vara ; co-
bertores de lila muito enconados, a 1,600
rs., ditos muito grandes, 11 3,000 rs assim
como um resto ti" madapolOes, com pique-
tio loque a 2,500 rs, a peca, e outras mu-
laa militas fazendas, paia liquidar, a troco
deselllas.
Vende-se'uma armagilo de;venda, com
lodos os seus'perteiices, sita na povusgao
da Matriz da Va r zea : tratase na la Direila
dos Allogados 11. 86.
l'ara acabar, sarja liespanhola,
llmpa, boa, a 1,930 rs.
Vindc-se sarja limpa esranliola, muito
laiga, boa fazenda, a 1,920 rs : na tua lai-
ga do lt"zaiio n. 48, primeiro aodai-
Lotcria da inaliiz. da Itoa Vista.
Aos 10:000,000 de n.
Bilhetes ecaulellas da lotera da matriz
da Ilua Vista, a qual coi re impnterivelmen
te, no dia 2dejunlio vindouro, a elle que
esto-se acabando : no Aterro da Boa Vista,
loj decalsado n 58.
V, n li iti-se dous escravas quilandei-
ras, urna por 300,t 00 rs., e oulra por 400,000
is., e outra dita de 10 a II anuos, cotn al-
curnia habilidades I no paleo da matriz de
S. M.! lino, sobrado n. 4, se dir quem
vende.
-- Vendem-se 2 cmodas,-urna di'jaca-
randa vinda do l'orto, oulra bem fela e se-
gura, outra 4isa ole.i bem ft'ilo, com pouco uso, urna csixs
de cano toai rodas o varoes pura se aunar
a qiinlro todas, ou cnhiiolel novo: na ra
da Cadeia de Sanio Antonio, armazem de
larinha.
-- Vendem-se 13 escravos, sendo 2 mo-
leqiits creoulos, lions ollinaes de peoreiro,
de i lade 20 a 22 anuos ; una bonila mua-
la recolbida, o lima mucaiba, rose en
gomtt a bem e cozinha o tunaineute; 2 cre-
oulas de ida.le 18 anuos, com aigumas habi-
lidades ; I inoleque de idadd 18 anuos, of-
licial de albiate, bonita lgula ; 4 escravas
de lodo seivtto; i escravo carreiro, c 2 es-
navas de servir decampo com bonitas fi-
gutas : na ra Direita n. 3.
-- Vendem-se cobertores de ISa pura, pe-
lo baratissimopnco de l,soo rs., cada uro,
sendo em porgSo 1,300 rs.; cassa de cores
com listas desuda, a 400 rs. o covado; len-
(01 brincos de cassa, a 200 rs rada um
rasimuas de superior qualidailo ebonilos
padrOes. a 6,000 rs., o corle; madaiolo
rom toque de avarui, a 2,400 rs., a | n",
oliis niuil'S fazendas, por iucqos bsralis-
situos: nos yuatro Cantos da ra do Quei-
mado, loja in 20.
laiinliti de S. Malliciis.
A burdo do .." '-. Uns, funutado en
frente do Collegiu, entrado no da s-4 do
coircnte : vende-se a bordo, ou ao lado (lo
CorpoStnlo, loja deCaelano da Costa Mo-
rena.
J~ Acaba de clie^ar do llio, ea seguinles
obras poelicaf*! obnis completas di Gon-
galves Dias, p'rimeiros, segundos, le cetros
e ltimos cantos, 3 bellus volumes por 5,ouo
rs.: Vendem se uo pateo do Collegiu, casa
do livro azul.
Chi'gaiatn do Itio, pelo vapor passado
os ltimos cantos ( oesias o Dr. Gongal-
ves Das, 1 bello volume 1851, por 3,000
rs. : vendein-of) no poleo do Collegio, casa
lo livro azul.
Vende-se um sitio na estrada dos Alllic-
tos, cotn casa glande de sohrado, de peilra
e cl, com excelleules ar\oredus do fruto,
roxera e i slnliai ti, boa carimba d'ago i d
Suarlos
. iiinlos
alpaca de cores pira palitos, a 800 rs. oco-juer, cuiu tanque, o qual parlo pelo fundo
vado ; dita le algoilio, a 280 is. ; e outras i com o sillo du Sr. JuSo Caioll ; ouliuiiil.
n uilas fazendas por pregos commodos. junto ao cima, com casa leirea, solfio i
Vendem-se queijos londriuos, presuntos,' arvoredos plantado de novo, cacimba qui
\os io e 5:000,000 rs
Na praca da Independencia loja de iniudezas
n. 4, na ra da Cadeia n 4(i, loja de iniudeas
o no Atierro da loa Vista, loja de calcadon.
58. e na ra Direita, loja de ouvlies n. 124,
venden -se os muito alortunados bilhetes,
meios, iiiarlos, quintos, decimos e vigsimos
da n.cMiia lotrrla, pir corre infallivelmente
uo din 2 de junlio vindouro.
Blllieiei '0.00
Meios *222
.... 2,ti00
'* 2,100
Decimos I.Mg
Vigsimos uu
Vende-se u-ra tnvirna com poneos fun-
dos, sendo a armago nova e muito barata,
a qual se acha fechada, na ra Di re ti n. 36 ;
Iratn-se com Joo Martins de Barros, que
faz todo negorio.
-- Vendem-se tres escravos mogos de bo-
nitas liguras, sendo um inoleque piqueno,
om cabra o urna negra, que cozinha o dia-
rio de urna casa o cose Ch5 : na roa da Ca-
deia lo Recite, bija de fazendas de JoSo da
Cunta Migalhfles n. 51.
__Vemiemse um molattnho de 17a 18
annos, per prego le 380,000 rs o qual be
bem alvinhn, bonitinho e de boa conducta ;
urna mtilatinha recolbida de boa conducta,
muito rarinliosa para criangis. sabe bem
engommar, coser e cozinhar o diario de
urna rasa: trata-se na ra Direila n. 25, pri-
meiro andar.
Ve; de-se panno verde claro, propiio
para reposltroe cubrir bancas, a 2,600 rs.,
o cova.lo : na ra do Crespo n. 3, ao lado do
reo do S Antonio.
... Vende-se alualhado branca de algo-
dilo, proprio pura mesa dejantar, a 1,600
rs., a vara : na roa do Crespo, ao lado do
arco de S. Antonio n. 3.
Velas de espermacetc,
de muito boa qualidade o de seis em libra,
vendem-se pelo diminuto prego dM0rs.,
a libra : em rasa de Kalkmann .Irmaos, na
ra d Cruz n. 10.
~ Vende-se cera tle carnauba de pri-
meira soite. em porgflo e a retalho, con-
deg s .o Porto, esleirs da llha lo Princi-
pe edoAracaty, solase couuolios de ca-
bra, ludo por menos prego que em oulra
qualquer parte na ra da Ctuz n. 36, de-
frniil.; da Ltogoeta, lavrrua de Meudes &
Braga.
(.'era di- carnauba.
No armazem de Dumitigos Hodrigites d-'
Andia.le & Con psnliis, na ra dos Tanoei-
rosn. 5. vende-si suporlur cera de carnau-
ba, ltimamente viudas lo Araraiy, em
poigu e a retalho, por menos prego que
em outra qualquer parte, assim como sola e
couros miudos.
Altengao.
No deposito i trav ssa da ra do Rozarlo
n.2, le Policiano I.ourcngo da Silva, ven-
de-sea bem acredita la bolacliinha do leile,
pelo prego mas rasoav I que em outra
qualquer parle, i or ser a lo ultimo autor e
prun.ele servir bein a seus freguezes.
Vendem-se um eseravo mogo, bom
canoeiro, cozinha o diario de urna casa e
mil in o | ara ludo o servigo; um molato
pumo sapateiro e com boa conducta: na
ra da Mungueira do bairro da Boa Visla,
casa ri'-i' de clnza n. 11.
~ Vendem-se um i ianno novo, com ex-
celletitcs vozes e a rom i cenle cadeia, todo
no ultimo gosto, una cama de Jacaranda
com cortinados, lodo novo, urna commoda
de Jacaranda em muito bom estado e um
bastidor muito bem leilo : na iub larga do
lio/ario larga n. 28, aimazein de louga se
dir quem vende,
~ Vendem-se um bonito pagem de 16
annos, bom bolieiroc linda ligura, calsado
e tardado de patino fino, sabe bem tratar
de i iv;los e agrada a qualquer um .senhor
que o quizer comprar, por ser muito activo
e diligente no Comprimeiito do seus deve-
les, 4 molecotes bonslrabalhadures de en-
xada, de 14a 18 annos, lindas figuras, um
bonito inoleque de 16 anuos, pioprio para
pagem poreslar lambrin a isso acoslumado,
um molalinho de II anuos, muito lindo e
esperto, unta negra boa vendedeira de ra,
moga e linda, duas ditas rom principio de
en j. mi. n n e rozinbar, una negra de 3o an-
nos, peifeila ruzinhrira, doceira e engom-
madrira : ni tua do Hozar io larga u. 22,
segundo andar.
rafenda mais barata do que nutra paite.
Cobertores de algodao escuro para quem
teto fri a 720 rs. cada um, cortes de brim
branco trancado de linho puro a 1,800 rs., di-
tos escuro al.GOOrs.o corle, riscados de li-
iil o a 2211 e 'M<\ rs. o covado, riscado de algo-
dao trancado muito cucorpado proprio para
escravo a 180 c aOO rs. o covado, picote a 180
rs. o covriIo, zuartc azul de 5 palmos de lar-
gura a 5-ltl rs. o covado, dito de cor a 200 rs. o
covado, risiado francez muito tinosa 240 rs. o
covado, chita para cuberas de cotes lix.is ,-.loo
rs. o covado, loas paia vestidos a 100 c i80 rs.,
cassa chita cores tixas a 440 rs. a vara, casto-
res proprio para palitos a 280 rs. o covado,
picas de cassa de juadros para babados e cor-
tinados de cama com 8 vaias e mcia a 5,400
rs., chapeos de massa para escravos a 480 rs.
cada iin : na roa do Crespo n. 6.
Bombas de Ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas c picola para cacimba :
na ra do Brum us. C, 8 e io,
liindicao tie ierro.
Contiiiua-se a vender agiaa de fazer ao
cabellos e sulssas pretas : lia ra do Quciiiulo
loja de ferragens n. 31.
Lotera da matriz da Boa Vista.
Aos i o:ooo!gooo e 5:oooSooo.
Na ra da Cadeia n. 2*. loja de cambio da
Viuva Vieira & Kilhos, vendem-se os mu
afortunados bilhetes e meios ditos da mes-
ma lotera, que corre impreterivelmente no
dia 2 de junho prximo vindouro.
Bilhctos inleiros 10,000
Meios 5.000
Gantois Pailhet & Companhia.
8 Conlinua-so a vender no deposito
geral da ra da Cruz n. 52, o excel- *
S tantee bem conceituado rape areia h
preta da fabrica de Canlois Pailhet & i
{ Companhia da Bahi,"em grandes e M
pequetas porgOes pelo prego osla be-
f lecido. '
r,......:- i :W,ilalPWll
Moinbos de vento
eom bombas de repucho para regar hortas
d baxas de capim : vendem-se na fundigSo
de Bowman & Me. Callum, na ra do Brum
M. 6,8 610.
Copos para vinlto e para agoa
de qualidade muito superior : vendem-se em
casa de Kalkmann Irmaos, ra da Cruz n. 10,
aonde tambein ha grande sorlimenlo de appa-
relhos de vidro fino para sobremesa, para agoa,
para ponche, cestos e vasos para tlures e para
frutas.
Vinbos finos
de Hordraux, vlnhode Heres, vinho do Rhei-
no, vinho de Bordeaux branco de idade de loo
obmmodo; urna preta de nsgSj, moga, qua
cozinha bem, engomma algumacousa, |a.
ya de sabSo, por 430,000 rs por haver bus-
tanto prccisSo : na ra do Bangel n. 38, se-
gundo andar.
Vendem-se urna preta creoula, moga,
coso, cozinha, vende na ra, lava e faz o
mais ana ojo de casa; urna molatinha pto-
pria para acabar de aperfeigoar-se, por ser
viuda do mato, e um sapateiro creoulo, qu
i.-i 610 rs. diarios, por 700,000 rs.: na ra
larga do Rozario, loja n. 35.
Madama Hosa Hardy, modista
brasileira, ra Nova n. 3tf.
Annuncia ao publico, que acaba de receber
de Franja um lindo soriimento de capolinhos
pretos e de cores delicados muito enfeltatlos,
gros de naples e cbainaloles, ditos de fil de
linho preto para senbora, gros de naples de se-
da furia cores par vestidos e capolinhos, ditos
de cor de rosa e gorgurao de rosa para vesti-
dos e proprlos para chapeos, gros de naples c
chamaloles preto para capolinhos, bolotas pre-
tas para capolinhos. franjas e trancas prelai e
de cores para capolinhos, tmicas de seda
branca, azul, cor de -rosa, roxa, azul paraen-
feitar vestidos, luvas de seda e pellica para se-
nlnira e meninos, ineias de seda para enancas
de 1 a 4 annos, capellas de flores para bailes e
casamentes, rjcos chapeos de seda franzid
para senhora, ditos de palha para senhoias e
meninas, chapozlnhos de seda para crianca
de 1 a 4 annos, lindas tocas para senhoras viu-
das de Franja, romeiras, cainlsinhas cotn go|.
la e sem golla, com o peito bordado e guar-
necido de renda c bico linho; pcililhos i!(
..... .------------------ i-.nnlii.-ii.i bordado com bico de lino, mangui-
.111 nos : vendem-se cni casa de Kalkmann Ir- (OJ je (^ de |nj,0> cambraias de linho borda-
das, enfeites de llores de cabeca para bailes e
theatros, e^parlilhos para senhora, o que lia
de melhor, armajo e capas para fazer cha-
peos, fitas, penachos, flores, perfumarlas,que
se vende pelo custo, querendo acabar pelo i
de i ulli.i, lindas loucas para baptlsar meninoi
vindas de Franca e l'eilas aqu. Na niesina loja
se faz v. stnlinluis de menina e de casaiuento,
capoliuhos de encounnenda por preco coiu-
modo
ItllKSTOI. SAI SAI'Alllll ItA AMERICANA
Melhor e mais extraordinaria do mundo.
I'ieservativa inlallivel contra as febres.
A salsa parrilha original egenuia de Bres-
tol possue todas as virtudes para curar to-
das as enfermedades qtre provm de um es-
lado de impureza desangue das secrecgOe-
morvidss do ligado e estomago, e em tos
dos ns casos que necessitam remedios para
puriliraro robustecer o sistema. Em to-
dos os casos de escrophulas, erisipelas, ti-
rilla erutges cutneas, manchas, bilis, eno
llamagSo o debilblade nosolhos, incitaras
das gtandolas, dores lombares, alTecgOes
i lien iitiras, dores nos ossos e as juntas
iiy ln.-| e-in, Qespepsia, asthmo, dearrhee
desenteria, tosse resfriados, enammago
do pulmSes phlhisica quaudo provm da
obstrugSo dos broncliios em pessoas escro-
pulosas, enfluenza, Indigestao, icteiicia
debilidade geral do syslema nervoso, febres
agudas, calores, enfermidades das mollie-
resenfermidades beltosas, e em todas is
afecgOes provenientes de uso moderado do
mercurio. Esta salsa parrilha se emprega
com fluencia em Unios ossobredilos casos,
e he reconhecda como a melhor medicina
que existe. Us frascos de salsa de Rrislol
leem mais de qualro tamaitos dos de sal-
si de Sands entretanto que os de Brislol
sevendom por5,000rs. eos de Sands por
3,000 rs. Deposito central no Itio de Janei-
ro, casa de Vital Lapupe, e em l'ernambuco
na botica de Jos Mara Gongalves llamos,
na ra dos (Juarleis pegado ao quartel de
policia. ,
Vendem-se colleec5es com
mais de seis lindas vistas, repre-
sentando a ponte do Hecilc com a
alfandega, a ponte da Boa-Vista,
a cidade de Olinda.a ponte do Ca-
chang, l'oco-da-l'anella, e a ra
da Cruz com o arco do Bom-Jesus;
bem como dtias grandes vistas de
l'ernambuco: na ra da Cruz, n.
: o, cas:/ Kalkmanns lrmao.
--Vendem-se amarras de ferro: na ra
da Senzalla nova n. 42.
iSlloa, ra da Crut n. 10.
Charutos de Ihvana
de superiores qualidades vendem-se em ca-
sa de Kalkmann Irinos, ra da Cruz n. 10.
Instrumentos de msica
chegou nvamenos um completo sortiinento
de instrumentos para msica militar, recom-
menda-sc principalmente os pistoes, pratos
verdadeiros daTun|Uia, flautius, llantas, bai-
xos, cornetas de chave, clarins lisos e de cha-
ves, violoes riquissiinos de Jacaranda, clarl-
netas, trombones, trompas, caixas de guerra,
zabumbas e arcos de campainhas : vendem se
em cafa de Kalkiuann'lrmos, ra da Cruz
n. 10.
Tintas em oleo
branca e verde i vendem-se cm casa de Hait-
iana Irmaos, ra d Cruz n. 10.
I.i\ i ns em bramo
grande sortiinento proprio para escriptorio e
qualquer outro eslabelecimento : vcndeni-se
em casa de Kalkmann Irmaos, ra da Crui
n. 10.
Cadeiras e sofaes
para meninos : vendem-se em casa de Kalk-
mann Irmaos, ra da Cruz n. 10.
Vinho de Champagne
de superiores qualidade : vende-se em casa
de: K jII, in.io n Irmaos, ra da Cruz n. 10.
Ubrns de ouro
chegou um novo e completo sortiinento de to-
das as qualidades, como sejam, correntes pa-
ra relogios, anneis, pulceiras, alfinetcs, ade-
refos, brincos, voltas, etc. : vendem-se em
asa de Kalkmann Irmaos, ra da Cruz nu-
mero 10.
Potassa i!;i r,ii--i;i-
Vende-se polsssa da Bussia, recenlamen-
ti Chegada, a de muito superior qualidade ,
ua ra do Trapiche n. 17.
AIoeiKlas superiores.
Na fundigflo le C. Starr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-se A venda munidas
de canna, todas le ferro, le um modelo e
c inst'ucgSo muito superior
.liados de ferro.
Na fundigSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
i elos.
Deposito de cal virgem e potassa
Cuoha & Amorim, na ruada Cadeia do
Recife u-50, vendem cal virgem em podra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qualidade, por menos prego do
queem outra qualquer parle.
AGEtNClA
da fundicao Low-Moor.
ItUA HA SENZALLA NOVA N. 42.
Neste eslabelecimento conti-
na a haver um completo sorti-
inento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferio batido e
coatlo, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
Kop Paulo Cordeiro do Ro de
Janeiro
cm latas o frascos, chegado recentemente :
vende-se na ra da Cadeia do Becife, loja
n. 50, deCuiiha & Amorim.
- Charutos le llavana le superior quali-
dade [or prego commodo : na ra da Cruz
o. 4,
Vendem-se as dores e Flores-sublimes,
poesas do Sr. Augusto Emilio Zaluar, que.
revalisam com ssda Congalves Dias, 1 vol.
in .'-.": na praga da lmlepeiiileuria, lujas ns.
C e H, e na do l.vro Azul pateo do Collegiu.
Vende-se na ra da Concordia, junto do
armazem de madeiras muito bom carvflo a
retalho, e em saccas a 500 rs.
-- Vendem-se duzia o meia de cadeiras
poi t guezas le palhinha lina, unta inaiqii -
tamul linda imitando um silla, umpnrde
ConsolOS, una mesaiolonil eumcandi-
nlu ito de meto de sala, tudo em nimio boru
estado : quem pretender, dirija-se ao Ater-
ro t!a Boa Vista, loja de calsado ti 58, que
uir-se-ha quem vende.
Vendo-se um candieiro de gz para
niio de sala, com muito pouco uso ; na ra
do Bangel, botica n. 64.
Arados tle ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com cambio de sioupira e trucos
de ferro ; ua fundicao da ra do
lii um ns. 6, 8 e to.
Vendem-se 2 escravas de 20 annos, com
bonitas ti,: .i i ns pruprias pira lo -o servi-
go: na rita du Liviamtnlo n :'.t, das 7 ho-
ras da maulla as 9, das i as 5 da tarde.
Vendem se queijos londriuos e presun-
tos inglezes, louctnho ingles, latas rom bo-
lacliinlia ingleza econsetvas do diferentes
qualidades, chegado ullimamrnle pela ga-
lera erafina : na ra da Cadeia do lenle
u. 2, venda de Funtes & IrmSo.
Escravos fgidos.
o ____^^^
~ Drsapparcceo, pela tercelra ves, na nou-
te de 25 de malo, de bordo do brigue roo,
o escravo, inarinhciro, de nome Candido, n-
fo Angola, que representi trinta e tanloi
annos, rosto comprido, nariz chalo, alto, sec-
eo du corpo, e barba cerrada. Cosluina andar
nos arredores da cidade, pelas vendas i rogv
se a sua captura; e a pessoa que o fizer levan-
do-o i bordo do dito brigue, ou ra da Ca-
deia n. 39, casa d'Amorim & Irmaos, recebe-
r boa gralilcaco.
Desapparecersm do engenho Bn-jn,
freguezia de S. Ao aro de JaboalSo os >c-
guintes esersvos : Alexsndre, cabra escu-
ro, idade pouco mais ou trenos vinle a
vinto cinco annos, marcado com um belu-
ga, em tima das fsces, estatura regular,
pouco barbado, tem alguns pannos pretos
no hombro diieilo ; consta andar por Igua-
rass, onde lem prenles ; est fgido ha
quinze dias : Filippe, preto crioulo, idado
pouco mais ou menos trinla e cinco a qua-
renta, annos tem aiguns cabellos brancos ;
este est fgido ha um anuo. Cratiflca-sc-ha
generosamente a quem pegar qualquer des-
tes escravos. e o levar ao dito engenh",
ou nesla praga a A. I. llego Medetros, na
rus do Trapiche o. 7.
liesappareceu, no dis 18 do passado, o
escravo de nagRo Cagange, le nome Jos,
representa ter 25 annos, haixo, grosso do
corpo, sem barba, rosto abocetado e pes pe-
queos ; levou^ caiga de algodilo transado
com lislras azues e carniza de algod3ozi-
nho ja rola : quem o pegar, |eve-0 a ra d
Vigarion. 22, primeiro andar, oo na ra
da Cadeia do Ilecfe n. 51, que se recom-
pensar.
boa grslilicagSo.
No dia 13 de margo do correte anno des-
apparereu da Passagein da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. Ilr. Male!, o mole-
que Margal, o qual he bem condecido e tetn
os seguinles signaes : representa ter 20 an-
uos, baixo, cheio do corpo e carcundo, cur
fula e sem barba ; lem falta de um dente n>
frente do queixo inferior e lie lilho do ser-
tiiode Paje, por isso julga so (ara l lef
ido : recoinmenda-sc, porlanto, aos calc-
ules de campo a captura du dito inulrqui'i
que M'i.oi bein gralilicados.
Vendem-se tres pares de matigas de vi-
iro lisas, com castigas de viJro, por prego
PHN. rVA.TvP.Of: M-F. DK Faiw_A
MFI HOR FyFMPI AR FNCONTRADO


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