Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05345


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Full Text

Anno XXVII
Quarta fem 21
iri i irasssss111
PAXITIDAS DOS COHBEIOS.
Goianoa e Parahib, s segundas e sextas feiras.
njo-Grande-do-Norle, todas as quiutas fciras ao
meio-dia.
Garanhuns e Bonito, a 8 e 23.
Roa-Visln e Flores, a 13 c 28.
Victoria, as quintas fciras.
Olinda, todos os da.
- ; '.WeMBK
Piiasks DI LOA.
PHtwralBis
Nova, a 1, as 0 h. e 42 m. da m,
Crcsc. a S. as 11 b. c Hm. da m.
Chea. a 15,as 5li. c 45m. Ming. a 22,as lUh. e 38 in. da t.
N. 115
VBXAMAB BE HOJE
Primeira s 9 horas c 18 minutos da manha.
Segunda s 0 horas c 42 minutos da i inte.-'
mrqo DA stTBSCHipgAo
Por tres mezesfadiatados) 4/o00
Por seis mezes 8^000
Por uin anno. l&JOO
ir. 3*m\-J.sl jwsap.-;*jaajJaE3itriK>.-oaJiiasb
DAS DA SEHiVA.
19 Sog. S. Ivo. Aud. do J. d'orf. e m. 1. vara.
20 Tero. 8. Pautilla. Aud. da Chae, d> I. da 2
vara do c. e dos feitos da Hienda.
2i Quart S. Mancos. Aud. do J. da 2. vara.
,22 (ibint. ?. Rita de Cassia Aud. orf. c do J. 111.
I da primeira vara.
23 Sext. S. Ilaslleu Aud. do J. da 1. vara do eivcl,
e dos feitos da fa enda.
24 .Sau. S.djfra. Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
do civel.
25 Doni^S. Gregorio.
sy*ftuflHlS2*M3
CAMBIO UI 20 DK MAIO.
Sobre landres, a 27 /, d. p. 1/000 rs.
Paris. 320por Ir. nominal.
Lisboa, a 95 noavwn
Ouro.-Oncasliespanholas..... JggWJ a
Mocdas de 0/400 velhaa. lb/000 a
. de 0/400 novas 10/000 a
de4*000....... 9/WJ>
Prata.Pataces brasileiros.... j/9" a
Pesos coluinnarios..... >f-\"
Ditos mexicanos........ 1/UoU a
28/509
lt>j20l
181300
9/I0O
1/940
1/940
1/70O
. .. n-vivrMxgsyjBaautJWBWB ii Mi 1 mu i' gaeafe:
jnati.--i.4oi v.-jwrMiJsi''y:"^*'i msn.srCTtt*-s^"
PARTE OFFIC54L.
MINISTERIO DO IMPERIO.
ATISO DE 22 DK JANEIRO HE 1851.
Permitir o ingresso a bordo dos navios em quareu-
tena a qualquer mtdieo que a elles se dirija o/p-
cialmente, incumbido de verificar alguma tnfer-
midade luipeila,
2.* Secco.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio,em i85l,
Sua Magestade o Imperador ha por bem que
Vmc. permita o ingresan a bordo dos navios
em quarenlena a qualquer medico que afiles
se dirija oflicialmente, incumbido de verificar
alguma cufeniiidade suspclta. O quecom
munico para seu conhecmento cexecucio.
Dos guarde a Vm. Viiconde de Moul'Ale-
gri.Sr. Dr. Antonio Flix Martins.
AVISO DE 30 DE JANEIRO DE 1851.
Cemtm 0 iiurucM dadae pilo governo aocom-
missario nomeado para nssistir por parte do im-
perio a expoiicao geral da industria que deve ter
lugar em Londres no mez de tnaio deste anno.
4. Secco Rio de Janeiro. Ministerio
dus negocios do imperio, em 30 de Janeiro de
1851.
Sendo Vmc. encarregado por este ministerio,
segundo llie ha de constar por aviso expedido
pelo ministerio dos negocios cstrangeiios, de
assistir por parte deste imperio rxposico
geral da industria que deve ter lugar na cida-
de de Londres cm o mei de malo prximo fu-
turo, cuiupre que Vmc. nessa commisso se re-
gule pelas seguintes instucrra !
1. Se apparecerem na exp0si9.no amostras de
productos seniellianles aos do i rasil, como as-
mii .11, cafe, tabaco, aigodiio em rama, ail,
bannilba, etc., em estado de pe frita maiiipu-
lacao e acondicioiamenlo, deve Vmc. informar
sobre o processo e machiiiismo empregados
para se obter aquelle resultado, transmittindo
rcparlico a meu cargo exeiiiplarcs 011 copias
havend-os, dos rrlalorios c desdides que
acompanbarem os referidos producto, no pro
prio idioma em que furem escriptos.
2. O mesmo dever observar a respeilo de
quaesquer pioduclos brutos novo dos diver-
sos reinos da nalureza pincipalnieiite do mi-
neralgico, cujo conhecimeulo, ajudado pelos
relatnos ou descripfes que os acompanba-
rem. possam guiar e servir para o approveila-
inento dos que existir no brasil dasmesmas
especies ; assim como noticias sobre as appli-
cacesdaquelles productos, e sobre as noval
que uos ltimos lempos hoiiverem tido os do
reino mineral j conbei idos.
3. .Vi si id" bastantes as desiripccs do na-
cliinisn.ode que trata o ideia ajustada, dever remeller um modcllo
se o puder obter.
4. Dever lamben) enviar, quando apareca,
o modelo de qualquer machina de nova inven-
cao que se repute a mais aperfei^oada para
.ir-i .....,.11 algodo herbceo, serrar madeiras,
descascar e polir arroz, caf, etc.
5. Enviar a esta secretaria de estado dous
cxeiuplares do catalogo da menciouada expo-
ilclo,
Sua Magestade o Imperador confia que Vmc.
no desempenho dessa commisso dar mais
urna prova do zelo e iuteresse com que coslu-
ina emprei{ar-se no serv9o do P rasil.
Dos guarde a Vmc. Visconde de Slont'Ale-
gre. Sr. Joo Diogo Sturz
AVISO DE 24 DE FEVEREIRO DE i85i.
Ili W na que os fitcait das cmaras manicipacs lio
competentes para inspeccionar as escolas pu-
blicas.
2. Sccco.Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 24 de fevereiro de
1851.
Sua Magestade o Imperador, a quem foi pre-
sente oque Vine, expende no seu ollicio de 18
do crreme, sobre o que occorreu entre o ris-
cal da freguezia de Iraj e o professor publico
da escola de primeira* letras da mesma fregu-
zia Joo Rodiiguesda Fonccca Jordn : ha por
bein que Vine, advina ao dito professor que
inuilo irregulnrmcnte procedeu deixando de
iniuistrar ao referido fiscal lodos os esclareci-
nicnlos que ex'gira acerca do estado daquella
escola; ficando d'ora cm diante na intelligen-
cia de que os ficaes sao pessoas coinpeleules
para inspeccionar as escolas, e o mudo por
que os respectivos professsores preeueheiii os
deveies do inagisleiio. O que communico a
Vine, para seu cuuhccimeiito e execucio.
Dos guarde a Vmc. Viscinde de Monl'Ali-
ore. Sr. Joaquim Jos da Silveira.
Solv duvidas arespeitt da cxeeuciio da lei regula-
mentar das eleic,o'e.
I. Sec(o Rio de Janeiro. Ministerio dos
negocios do imperio, em 15 de fevereiro de
1851.
Illni. e Exm. Sr. Foi presente a S. M. o
Imperador o omelo de V. Kx u. 13 de 4 do
coi rente, mez, ao qual acoinpaiiharaiii coplas
uo 1,linio do juiz de paz presidente da mesa
parocbi.il de Horrinhoa da Prata, de l4 de Ja-
neiro ultimo, e do officio que V. Exc em rea-
posta Ule expodira no citado dia 4 do corieute,
das quaes coma o siguite :
Que leudo-se apreseulado cm Janeiro do an-
uo prximo passado, lio acto da qualilica9o
dos votantes, urna lista de reclamantes em nu-
mero de 150, a Junta, por descoiihcter a mxi-
ma parle driles, e por duvidar al certo ponto
de auas habililaccs, dra pur despacho que
justificHssem os requisitos da lei e vollasseni
para seren deleridos : que porni os reclaman
tes. sem latlffaierein a este despacho, reccor-
n rain para o conselho municipal de recurso,
o qual os mandara incluir na lista dos votan-
tea. Que apresentando-se laes individuos a
votar uo dia l2do referido mes de Janeiro pa
ra a ele^o de eleilores que devein eleger um
senador por essa provincia, comecou o poo a
reclamar contra a suaiiloneidade, por nao te-
rca as qualidades requeridas pela lei, c con-
tra a illegalidade coinque lurain prvidos em
recurso j mas que, sendo nao obstante aceitas
as suas cdulas, resolveu a mesa sobrestar na
sua apuraian, bem como lias demais entre-
gues, cm cousequencia do clamor que Imu-
vera e que a puzera em coacfo, fazendo no
entanto c111111.19.1r e lacrar as ceJulas, as quaes
sendo recolliidas respectiva urna, f- esta
depositada em poder do subdelegado de poli-
ca at que V. Exc. resolvesse o precedimenlo
que deveria ter lugar.
Que eslianhaudu V. Exc aquelle illegal e
criiiiinoso coiiipurlameulo da mesa, que iiem
ao menos era apparenlado com onrelexo alle-
gado, poiquanto com o facto ddaVecebiuieulo
das cdulas baviam cessado as duistalts e o alvo-
rolo que se levanlarain, declarar! ao juiz de
"^JfKs^Z^T^ ^4 $
paz presidente da mesa parochial. que curial-
mente proceder o conselho municipal de re-
curso, visto que segundo est decidido nos avi-
sos desie ministerio de 26 de mu en de 1847, e
16 3e junho de 1848, os depachos das-jimias
qualificadoras, exlgindo dociiincnlos ou quaes-
quer oulras provas em apoio de reclama9oes,
devem ser considerados como indeferiinentos
para ter lugar o recurso nos termos Ja lei; e
que, alm disso, mesmo quando assim nao f-
ra, nao tinha a mesa parochial direito de cn-
iih.rn 1I1 jusiica il. declao do conselho mu-
nicipal .le recurso c antes cuuipria-lhe, urna
vez que nao tivesse sido revogado o recurso
em Rro de appelapao, nicamente receber as
cdulas dos reclamantes prvidos pelo dito
conselho, c apurar os scus votos, como lie ex-
?resso no aviso de9 de Janeiro de 1849.
E o mesmo augusto seuhor de ludo inteirado,
e certo de que a deciso de V. Exc. nocheg-
ra a lempo de fazer-se a ele9ao de eleitores cm
poca que elles pudessem daros seus votos na
de senador, pelo que ordenou V. Exc que a
mesa sobr'estivessc em qualquer ulterior pro-
cedimento at que pelo governo imperial fos-
se resolvido o que inelhor conviesse ; ha por
bem, approvandn a deciso de V. Etc., por ser
fuudad.1 na legislaran que cita, ordenar-lhe
que e\pi", a as ordens precisas para que se con-
cilla a .i|tiiracao das cdulas, aliiu de que os
eleilon s que della resultarcm possam votarem
outra eIel(Ao de senador que por ventura tc-
nha lugar ueste qualrienmo, na forma da lei,
procedendo contra os infractores da lei de 19
de agosto de 1846 cmiio entender de justifa.
0 ijue communico a V. Exc. para seu conheci-
llieuto e excciica.i.
Dos guarde a V. Exc Viseon'e de Nont'Ale-
greSr. presidente da piuvincia de Minas-
Geraes.
AVISO DE 8 DE MAItgO DF. I85l.
Declara nulla a elleieo dejuizes de paz da frrgue-
ziada Cnehoeira do llrumado. na provincia de
Minas Un an, e manda proceder quanto antes a
nova eleicao.
I.* Scelo.Rio de JaneiroMinisterio dos
negocios do imperio em 8 de 111.^90 de 1851.
Illni. e K1111. Sr.Sendo nuvi Ja a secfo do
conselho de estado dos negocios do imperio
sobre o officio de V. Exc, n. 118 de 5 de noveni-
bro do anno passado, e mais papis que o
acoinpanharam, relativos rlrico a que se
procedeu para uizes de paz do dislricto e fre-
guezia da Cachoeira do Hriimado dessa provin-
cia ;e confu mando-te Sua Magestade o Impe-
rador coin o parecer da mesma sereno, exaradn
em consulla de2l de Janeiro iiltimn.ha por bem
declarar : primeira, que tendn sido iinvainenle
carada a parochia de NossaSenhora da Cachoei-
ra do I) ruinado pela lei n. 471 do I." de junho
de 1850, comprehendendo-se no territorio ou
dentro dos limites della o dislricto de S. Do-
mingos, em que ha juii de paz, e devendu pro-
ceder-se| eleifio de umjuis fde pa/. do uovo
distrieto di Cachoeira, sede da frrgne/.ia, sem
se distruir ou annullar aquelle oulro distrieto
j existente de S. Domiugol, he competente
para presidir mesa parochial na eleicao de
juiz de paz desse novo distinto o do distrieto
dito de S. Domingos, como entemleu o juiz de
pai do distrieto fisiona de S Caetano, que con-
vocado para a presidencia, a passou ao de S.
1 oiuingns, c o emende V. Exc. como se v na
parte.final do sobrcdiloolHcio ; segundo, que
fique nulla a elelefc de jnizes de pai, a que se
procedeu e consta da acta, poique, supposto
fosse presidente della o juiz de paz do distrieto
de S. Domingos, oo houve a convoca9o dos
oito cidados que deviam concorrer para a for-
nacio da mesa, na forma dos arts. 4 e 0 da lei,
e foi esta falta a que deu causa a laiifar nio
das providencias dos arts. 10, II, 12 c 13 da
incsiua lei, a que alias nao seria preciso recor-
rer. O que ludo communico a V. Exc. para
seu conhecimeulo e exeeucau ; cumpiiudo que
nesta conformidade cxpc9a as necessarias or-
dens para que quanto antes se proceda a nova
eleicao.
Dos guarde a V. Exc: Visconde de .Mont'Ae-
or. Sr. presidente da provincia de .Mina
Geraes.___________________
AVISO DE 8 DE MARCO DE l85l.
Declara que nenlmma incompatibilidad* se d en-
tre o exercicio das /unecei parocliiait e as do
magisteiio publico, desde que o parodio, como em
geral se pralica, oblenha do prelado respectivo a
nomeacaode um coadjuctor.
2* Sercao. Itio de Janeiro.Ministerio dos
negocios do imperio, em 8 de mu ro de 1858.
illni. c Exm. Sr.Foi presente a Sua .Mages-
tade o Imperador o ollicio de V. Exc. 11. 27 de
24 de di a mili o ultimo, em que, participando
ter sido approvado no concurso para o prnvi-
inenlo da radeira de entino primario da fre-
gueiia de Ourem, o parodio [uterino da mes-
ma Ireguesia Dyuuisio Rodrigues Allianc.i, con-
sulla se, no caso de nao querer elle deixar o
exercicio deste emprego, deve prov-lo nadi-
ta cadeira, por Ibe parecer que ha incoinpati-
bilidade lio exercicio siinullaueu dos dous em-
pregos : c o mesmo augusto senhor houve por
bem declarar qui uenhuma incompalibilidade
se d entre o exercicio das fui^es paruchiaes
e as do magisterio publico, desde que o pa-
rodio, como cm geral se pralica, obteuha do
prelado respectivo a nomeacao de um coad-
juctor c que ao coutrario mullo convir que
as 111 ni ,, ues do magisterio sejam exercidas sem-
prc que seja possivel, pelo respectivo parodio,
sobreliidu as pequeas puvnaraics onde nao
he fcil deparar coin pessoas lio habilitadas
pela sua aptldn e inoralidade para bem diii-
girem a iiistrui^fio da mocidade. O que COtu-
iiiuuico a V. Exc. para seu cohiiecimemo e
execu(So.
Dos guarde a V. Exc. i'isconrf de ilonl'hle-
gre.Sr. presidente da provincia do Para.
AVISO DE 24 DE MARINO DE 1851.
Declara que.nao estando annultadasai duaco'es[ci-
tas lis piovincias pela lei n, 514 de -8 de outubio
de 1848. alo "".lid < d'ora em diante vedadas
novas eoncesso'es gratuitas de trras devolutas,
i.' Scccio. Rio de Janeiro. -- Ministerio
dos negocios do imperio em 24 de marco de
1851.
Illni..e Exm. Sr Levei presenta de Sua
Magestade o Imperador o ollicio de 8 do cr-
reme, em que V- Exc. pergunia-se. em villa
do 1." do art. 3 da le n. 001 de 18 de tetero-
bro de 1850, Ibe permiltido conceder a M.
Fraucois de Heauvais um prazo de Ierras que
elle solicita para as colunisar : e o mesmo au-
gusto senhor manda declarar a V. Ex. que a
citada lei nao annuiluu as ilna, u. s lenas s
provincias pela nutra lei 11. 511 de 28 de oulu-
ino de 1348, e que poriauo deve subsiuir o
que em virlude della esl feito ; mas que d'ora
em dlante sao edadas novas concesscs gra-
tuitas de ierras dovolutas.
Dos guarde a V. Ex. Fifcaade de Moni'Alea
ore Sr. presidente da provincia de Santa
MI NI STI5RIO DA FAZ ENDA.
Joaquim Jos Rodrigues Torres, presidente
do tribunal do Ihesouro nacional, attendendo
ao que representou o conselheiro de estado
procurador fiscal sobre a necessidade de re-
mover as duvidas que occorrem a respeito do
pagamento da tita, niela siza e sello propor-
cional dos contratos de compra e venda de di-
reito e ac9.o de heranvas, cujo valor nao he
condecido ao lempo da celebracSo dos mesmns
contratos; e conformando se coma oplollodo
mesmo conselheiro de estado procurador fu-
cal, declara, quanto ao pagamento da tiza e
meia liza, que sendo appllcavel o que dltpde o
capitulo I., paragrapho 15, e capitulo 45 dos
arligos das sizas dever averbar-se com as de-
rl 11 i.,."'s necessarias a somma de taes contra-
tos as csta9es fiscaes, cobrando-se depois,
quando se verificar a entrega dos bens, as
qmntias cm que iinporlarr.111 os impostos ; e
quanto ao sello proporcional, que scia o do
prefo da compra, devc-mlo restituir-se o que
demais se tiver pago, (piando na entrega dos
bens se conhecer o valor dos de rair, de que
nao he devldo T sello.
Rio, 5 de nulo de 1851. Joaquim Jos Ro-
drigues Toirei. ___________
f. () V K MU D \ 1 110 VIN c I \.
EXPEDIENTE DO DIA 14 DE MAIO DR 1851
Officio. Ao enromando das armas, aulori-
tando-0 a mandar fazer os reparos, de que
mais necessila o edificio, em que se ada col-
locado o hospital regiiuenlal dista cidade pira
commodidade dos doentes do mesmo hospital.
Dito. Ao mesmo, dizendo em retpotta, que
pode m. 1 nlar dar baixa a Untas prJ9as dus cor-
pos da guarnlcio, que a pedircn por havereu
fiualisado o seu lempo de tervico. quaulos fo
rem os reclutas alistados nol IllCtUlOl COrpOS.
Dito, A pagad.iria militar, para que^ vis-
la da cunta que remelle em duplcala, mande
pagar a Jote I.uiz Moreira a qu.iuti.i de .'10,880
rs., einque importa 0 despeja feila com o em-
barque do contingente do segundo balallio
de artilharla a pe uo vapor oViairaa.
Dito. Ao Inspector do arsenal de maiinln,
apprnvando os contratos de que remellen co-
pias, pelos quaes N'uvaes& C. se obrlgario a
mandar condu/ir para o t'ear e Maianbo 111
escuna Lauro, 01 objeclot viudos da cArtccoili
destino para aquellas provincias. --Partidpou-
teaoiExmt preaidentei das referidas provin-
cial.
Dito. Ao mesmo, inleir.iuilo-o de haver
apinovado o contrato de que remellen copla,
julo qual 'os Meudes de Souza se obrigou a
conduzir para a curie na escuna Halante Marta,
de que lie mrttre, a bagagem do si gundo bata
iho de artilharla a p.
Dito. A Ihesourarla da fazenda provincial,
p. 11.1 m.mil ir adlantar ao engenhelro direcloi
das obras publicas inais a quanli 1 de 4'00O,4H)O
de rs., que requisita para continuacio da casa
dedeteuefio, Intelligenciou-teao metroo di-
rector.
Dito. A mesina, para que villa do recibo
I ni- remelle, mande pagar ao terceiro coiu-
mandantc do corpo de polica Manocl Ferreira
Escovar a quantia de 10,000 ri em que iui-
poiloos alugueis da casa oecupada pelo des-
tacamento de Ipojuca desde 18 de fevereiro at
18 de abril ultimo. Commuuicou-se ao cum-
ulando do dito corpo.
Dilo. Ao juiz municipal supplente do ter-
mo do Cabo. I 111 resposta an seu ollicio cum
a data de 10 do correnle, dando cunta das oc-
currencias do jury desse termo, teulio a dizer-
Ihe que, haveudo sido, como l'oi, encerrada^
sesso pelo juiz de direito Interino, presiden-
te do mesiiiu, no dia 9, de modo algiim pndia
ter lugar a rcunuio que Vmc. pretemlcu ellec-
[iiai no da seguime, e que equivaieiia uiua
nova convoca(lo, sem duvida illegal em face
da lei, sendo que, em vista do exposto, regu-
lar loi o procediimnio do promotor publico
quando deiiou de conoorrer vella.
Purtaria. Mandando por em libeidade a
Manocl Antonio da Silva, que lora recrul.ido
com o lime de Manoel Jos do Natcimenlo,
visio ter apretentado itenffio legal.
Dita. Ma ndaudo dar paisagcui para as Ala-
goas bordo do vapor /'eriiai/iduriiini 110 lugar
vago para passageiro do estado ao segundo l-
ente Jos da IriudadeGrvala.
DEM DO DIA 15.
Ollicio.Ao cuiiimaudo das armas, inteiran
do-o de haver deferido favoravelnieute o rc-
queiimemo em ijue o capellodu priuieiro ln-
l.illi.ni de r i\ .1 i' 1 < s A ntuuio da Ciinlia Figuei-
redo pede permtalo para proseguir em seus
estudos na academia de Olinda, e\erceudo an
incsmii lempo as func9es de seu uisgislerio
uo hospital reg mental desla cidade.
Dito.A Lln -,11111 a 11.1 da fazenda, transiuit-
tindo o aviso de urna lettia na Importancia de
-i.'i..'' sacada pela Ibesuuraria de fazenda do
Rio tirando do Norte, sub c a desla c a favor de
Joaquim Rodiigues l'inlieiro.Parlicipou-se
ao Exm. prsidenle daquella provincia.
Dito. V pagadoria militar, para que, a vista
do documento que remelle, mande indeinuisar
a caixa do oilavo batalhJo de ca9adures da
quantia de 3^, que se despendeu com o iuter-
ramento do cadver do soldado do primeiro da
mesma arma Jos Joaquim do Amaral. lutcl-
ligenciou-sc ao Colmilludo das armas.
Dito. -A mesma, dizendo que pode 111 luda
fater entrega Francisco Tavares Lima dos 3j
cavallus da compauliia lixa de cavallaria, que
1 111 virlude de oideui da presidencia foraui
pustus cm basta publica e por elle arremata-
dos pela quantia de lili.''./
Dilo.Aodesenibargador chefede polica in-
terino, para que, ouviudo ao delegado do ter-
mo de Olinda, informe se lie verdade havei-se
iulroduzido o abuso de sepultar se ali os cad-
veres de pessoas fallecidas ueste municipio.
DiloAojuiz relator da junta de ju-n\ 1,
transmiltiiidu para seren relatados em sesso
da niesmajiiiii 1 os processos verbaes feitos aos
soldados do primeiro balalbo iln a^.ul.nc.-1, .1.1
Felippe e Jos Kczeude dos Prazeres.Solea-
lilicou-se ao commaudo das anuas.
Dito.Ao director do arsenal de guerra, para
lazer alistar na compaiiiiia de aprendices do
arsenal, depois de lavradoo le 1110 deque trata
o art. 4 do regulaiiiculo u. H3de 3 de Janeiro
de 1852 o menor (ail s Mauoel Fraucisio--
.Ne-ie sentido olliciou-se ao piimeiro tupplcule
do juit de orpuaot.
ILE6IVEL
I Dito.Aomesmo, concedendo aautorisacao
que pede para despender a quantia de 20UGOO
com a compra de 9 quinlaes de trcoi de ferro
de diversas polegadas. duas arrobas de colla da
Rabia para os trabalhos das olficinas de pri-
meira c segunda classes c coin a de 200 escovi-
nhas com agullietcs e dez earneiras de lustro
para prover os armazens daquellc arsenal.
' "miii,um ni-se a pagadoria militar.
Dilo.A thesouraria da fazenda provincial,
para que, vista da conta que remelle, mande
i^ar a'.rcgono da Costa Monleiro 011 pes-
soa por elle aulorisada a quantia de 3/500 rs.
|ue despendeu eolu o sustento do preso po-
bre Jos Antonio do Kascimrnto durante o
lempo que esleve recolhido ao quartel du cor-
po ile pulida. Inleirou-sc ao desembargador
Cbefe de polica interino.
Dito.-- A mesma, reconunendando que de
conformidade com o determinado '. 15 art. 23
da lei pruvincial n. 270, mande por ditposl-
;an da cmara municipal desta cidade dous
ler90S do rendiinenlo do disiinn do c.ipim de
planta correspondente ao exercicio crreme, e
um terfo a da camarade Olinda.Intelligen-
ciou-se as uirsmas cmaras.
Dito. \o director 'las obras publicas, inte-
raniln-o de haver concedido a permisso f|iie
pedio Jos Gnncalvrs da Porriuhcula para
traipiltir a Jote Alfonso do Reg barros o
contrato da ponte dos nrrombadns, urna vez
queo cessionario sujeite-se as mesillas condi-
90CS e li 1119a do contrato celebrado
Dito.Ao mesmo, para mandar caiar'e pin-
tar a eadeii desla cidade, conforme requisita o
desembargador chefe dr polica interino, re-
metiendo a respectiva conta pira ser paga
Scientilieou-se ao uiesuio chefe de polica.
Dito.An juiz municipal du termo de Olinda
dizendo liear tcieote de haver nomeado lote1
\nlnuio Serpa para exereer Interinamente
o lugar de escrlvao de nrphioi daquella ter-
mo, em Ciiiisequeneia da desistencia, que do
inetmo lugar fez Manoel Jos da ilutla.
Commando das armas.
Quurlel do ominando do* armas na cidade do
Ret fe, em 17 nV maio i 1851.
ORDF.M DO DIA N. 88.
O coronel eomoianilante das armas, autorisa-
do pela Kxm. Sr. eonselheii'o presidente da pro-
vincia em ollicio datado de honleiu, declara
contratado para servir temporariamente no
quarto bala bao deartilhaiia a p, ua qualida-
de de segundo clruiglSo, o Sr. Dr. em medici-
na Jos Joaquim dos Santos Crrela, que ein-
qiianlo fot assim considerado pela necessidade
ile mus tervicoi, vencer oexllpendlo de lo.tlOC
rs.. equivalente ao sold e ;;i aiilir.;, au ad'licio-
11.il que percebem os cirurgies de igual ca-
tbegoiiado corpa de ande do Exercilo.
los Vicente de Amorim lieeerra.
THlBNAIa DA BELACA'
SI-.ssaO DEI7DE MAIO DE 1851.
Presidencia do Exm. Sr. conselheiro Asevedo.
As lll lunas da manlia, estando presentes os
tenboret desembaigadores N'illares, bastos,
Leo, Souza, Rebello, Luna Freir, e Pereira
Monleiro, o Sr. presidente declara abena a
sesso.
JULCAMENTlj.
Ilabeascorpus.
De Joo Jorge Pereira. Mandaran! passaior-
deiu de soltura.
sippcllacao rr imc.
Appellanlr, o juizo; appelladoi, I.ourei)90
- Goiifalvrs Gomes e oulrosMandaiam a 110-
jry-
Revista arel.
Recorrenles, os herderos de Jos Alves de A-
raujil.edu; recorrido, Tlioma/JosdaCruz.
Foi julgada a favor dos reconcilies.
Ap/>.-iiifaJ*oci'rri.
Appellante, D. Amalia Josepliina de Mello Ac-
cioli e oulros; appellados, Manoel Marques
daUrti. Soares c oulros. Desprcsaiaui os
embargos.
Appellante, D- Rrtcs Sebastiana de Moraes; ap-
pellado, Auacleto Jos de Mcn Imiia. Jul-
garaiu millo o processo.
DILIOBMCIA8.
Appellanie, llemardo Feneira l.oureiro; ap-
pellada, a fazenda provincial. Mandaram
com vista ao Sr. dcsembaigador procurador
da corda.
Appellaules, o procurador fiscal da fazenda
das Alagoai e oulros ; ippellado, liento Joa-
quim de Medeiros. -- Mandaram com vsla
ao curador de auzeutes e ao Sr. desembarga-
dor procurador da corda.
tppellautei, Joc Francisco Regs Coelho e a
iiinaiidadc do Saiilissimo Sacraineuto da boa
Vista; appelladus, Joaquim Galdiuo Alves
da Silva c sua mulbcr. Mandaram com vis-
ta ao curador dos menores nomeado nesta
causa.
Appellante, Francisco Geraldo Moreira Tempo-
ral tutor dos orphns lilbos do filiado Joo
Ignacio Ribeiio Roma ; appellado, Joaquim
Antonio da Silveira. -- Maudaram ouvir o cu-
rador geral dol orphos.
UK$IG.MX(,'eS.
Appellanie, o juizo ; appellado, Manoel, Pinto
Moreira.
Appellante, Francisco Jos Theopbilo ; appel
leda. Innocencia Mana de Azcvedo.
Appellanie, Scbaslio Jos da silva braga ; ap-
pellado, bernardo llenriques.
Appellante, Prxedes da ronseca Coulinlio ;
appellado, Luiz Gomes Ferreira
mvisiiS.
Passou doSr. desembargador Villares ao Sr
desembargador bastos a seguinle appallacU
era que sao;
Appellante, Miguel Jos da Silva; appellado,
Jos Gomes Moreira.
Pattarain do Sr. desembargador tastos ao
Sr. desembargador Leo as seguintes appella-
fAet em que sao ;
Appellante, o juizo; appellado, Joaquim Nu-
nca de luas.
Appellante, o juizo; appellado, Manoel The-
moteo do Nasciiueiilo.
Appellanie, D. Mara Frlismina do Reg Go-
mes ; appellado, Joaquim Amelio l'ereira
de Jarvalbo e sua mullier,
Appellante, Jos Tbumaz de S liarrelo ; ap.
pellado, Amonio Francisco de Paula Brrelo.
Appellante, Tiiemoteo Ferreira Lima ; appella-
do, o juizo de capellas.
Appellante, Jos Antonio Pereira da Silva ; ap-
pellada, a fazenda.
Passou do Sr. desembargado!' Souza ao Sr.
desembargador Rebello a seguinle appi lljcao
cui queMO{
MBJM
Appellante, Joaquim Lopes da Silva, appella-
do, Luiz Custodio Pereira.
I'assaram do Sr. desembargador Rebello ao
Sr. desembargador Luna Freir as seguintca
1 pe 1 i.'u.-s em que sao :
Appellante, o promotor publico; appellado,
Vidal Rodrigues Lima.
Appellante, Patiicio Jos de Sant'Anna; appcl-
l.i'la, Claudina Maria da t".once9o
Appellante. Joaquim Alves Gamella de Araujo
Pereira; appellado, Flix da Cunba Navarro
Lins. .
Appellante, Joaquina Maria do F.spinto Sanio;
appellado, Manuel Claudio de Queiroz.
Passaram do Sr. desembargador Luna Frei-
r ao Sr. desembargador Pereira Monteiro as
kct-uintes appella9flesnn que sao;
Appellanie, Pedro l'ernandes da Silva; appel-
lada. Mara de Jess Continho Lisboa.
Appellanie, Marcelllno Jos Lopes; appellado,
Francisco Joo Camriro da unha.
PasaramdoSr. deseinbargador l'ereira Mon-'
leiro ao Sr. desembargador Villares as seguiu-
tes appellacrs em que sao 1
Appellante. Elias Cnelho Cintra; appellado,
CusludioC dla9o llias.
Appellante, Francisco ACCloll Crela Lins; ap-
pellado, Joaquim Jos de Souza.
appellante, Eduardo acquel 1 appellado, Jo-
s Jeaquiu Rodrigues da Costa.
Appellante, o procurador fiscal da thesoura-
ria geral ; appellados, Krucliemberg Denys
&C.
DiTaiioicaO.
Ao Sr. desembargador Villares a seguate
appella<-o em que sao:
Appellante, a l.i/.enda; appellada, a ordero
tercelra de San Pranciaco desta cidade.
Lcvanlou-se a sesso a una hora da larde.
fl.IbNALDOJUY.
SESSA ORDINARIA.EM 20 DE MAIO DE l85i.
I'retidencia do Sr. Dr. Manoel Clemenlino
Carneira da Confn.
Feita a chamada, s onze horas, e aehando-
se prsenle nuinero legal de senliores jurados.
1) Sr. 'rendente abre a sesso.
Procede-te ao torleaiuenlo do conselho, que
leui de julgar ao reo Juslino Gomes Villar, ac-
cusadu pcloorline defattJaitde; sabio Jo sortea-
dos os senliores :-- Manoel Antonio de Jezul
Jnior, Juan Manoel Ribeiro de Coulo. Anto-
nio de Oveira DlniZ, Ignacio Francisco da.
Mlva, Manoel da Silva Ferreira Jnior, Jos
Xavier Faustino Hamos, Joo Moreira de Men-
donca, Dr. Cosme de Si Pereira, Jacoinc Ge-
raldo Maria l.iuiiacbi de Mello, Jos de Lam-
illa da Cotia, Dr Vicente JeronyHMi Wauder-
liy e Joo Aiitoni 1 Pereira da Rocha.
Prestado o juramento do estilo,
U Sr. 'residente Ui ai reo o seguate :
INTERROGATORIO.
Jm'i ; Como se chama '
Rio : Justino Cunes Villar.
luis : -- IJue idade tem ?
Rio : 31 paia 32 anuos.
J1415 : Sabe lr e escrever ?
Rio : Sei, siiu seuhor.
Jui'i : Sabe o motivo porque he aecusado?
Reo -- Sei, llin seuhor.
Juiz : IJual he ?
Reo : Si en me oceupava como caixeiro,
roas licaudo aleijado desta pe na e desle bra-
90, tive de procurar outro tuelu de vida para
nao lar pesado aos oulros e euto roe oceupa-
va em tirar passapories e ttulos de residencia;
como tinha 11a secretaria de polica um empre-
gado por noiiie l.eito, que era do meu conhe-
ollliento, a elle pedia para me tiraros ttulos.
Quando o Sr. chele de polica Rigueira Costa
lublicuu um edilal para todos os estrangeiros
aprescnlaieni os seus ttulos uaquella reparti-
900, eu me apreseuleie disse. que os ttulos,
que eu liaba lirado me liubaiii sido dados pe-
lo Sr. Leilao; o Sr. Rigueira Costa mamiau
buscar este empiegado ua eadeia e eu ibe pe -
guiile se tinha sido elle quem me tinha dado
os ttulos, ao que elle respoudeu que siin, pe-
lo que o Sr. chefe de polica me m mil.ni etn-
bora, nao me julgaudo culpado uisso. Indo
o dito Sr. chele de polica para o mallo, o Sr.
Karata de Alenla me mandn chamar um da
e diltc-ine --nh he o Sr. o tal advogado dol
ttulos falsos? pois va tirar papis l para a sua
ierra- Eu representei-lhe, que nao liuba cul-
pa disso, pdrquequcni me haviadadoos ttu-
los tinha sido o Sr Leito, mas nao obstante,
lu processado pelo Sr, barata.
, Jui: : Foio senhur quem tirou o titulo ds
Manoel Jos de llanos Feuein Bastos?
Rea : Fui, sim seuhor
Juiz : File titulo foi reconbecido falso ?
Reo : Dizeui que foi.
Jui; : Conhcce as lesiemuulias, que jura-
ran! 110 processo ?
Reo : Sitia, senhor.
Juit : -- Tem alguui motivo particular a que
ttllrtbua o procedimeuto da jusilla coulra o
senhor t
Reo : Nao, seuhor.
I.: las as peca do processo c fiudas as alle-
ga9es pro econtra o reo,
U Sr. Presidente : Faz o rclatorio da causa
e entrega ao conselho 2 quizilos, aos quaes leu-
do este respondido ueg unamente.
U Sr. /'residente ; Absulve o reo.
Levantarte a sesso a I e meia hora da tarde.
Conespoudeucia.
Srs. redactores. Para bem da huuiandade
desvalida.queira ler a bundade de publicar pelo
seu Diario o Oociimeulo que abano ultere(o a
Contideri{do publica, aftiu de que a jostra do
pas lique intcirada, de que a parda Euzcba,
que se ada em deposito geral, a requerimenlo
de algiins dos credoret de Francisco Iguacio
Correa de Araujo, morador ua villa de Atalaia
da proviucia de Alagoas, uo he escrava da-
quelle devedor, e sim forra desde o seu uasci-
uieiilo, como constados documentos existentes
na polica daquella proviucia, que criminal-
mente procedeu contra o iiiesuio Araujo, por
a ler comprado e possuida como sua escrava.
A publlcaeio dettat poucas liuhas, multo
obrigado licar o seu ;oiistame leitor
O Ainiuo da Verdad.
a Atiesto que sendo juiz municipal da com-
marca de Atalaya fui testemuulia de ser Fran-
cisco Iguacio Crrela de Araujo preso e proces-
sado por ler vendido por escrava a Joo Cou-
rado lleidemau, una iiiulaliuba iivre de nunie
fciucuia, leuilo-a Utnbem comprado a um Uo


"
Pl
V
;!.-. ;.-rlao, e rssa mulalinba he a qu* !? Srs- rfP"
acha na sobdelegacia de San Jos, por 1er della
iierl'eito conhecimento; oque vmho de aflr-
inar ciisle provado na polica de Macelo, e no
termo de Atalaya, onde Ib I instaurado o pro-
cestO, Hecife, M de malo de 1851. O bacha-
rel, Antonia de Carvalku Itaposo.
Kstava recouliccido.
"VARIEDADES."
sentantes! Fosles convocados |das Mcrca, c collocado no aliar mor, sendo
des sobre os negocios pblicos, os prcBadui es obrigados a Introduzlr com rei-
convicco do vosso nicreciinen- peilo nos seus sermcVs o nomc do novo santo.
ROSAS.
ARTIGO III.
Hit i lu i'n. A Confederaciio Argentina Unita-
rios i fedtraes. Domingos Cufien. ;ma me-
sagem de Rosas.
l-'.m 182li, vencido pelo parlido de Ilotas ,ab-
dicou lUvadavia a presidencia. 0 projeelodo
presidente deinissionano consista em reunir
em un s eorpo, com uina uica administra-
can, as diversas provincias de que se compOe
a Confederaciio Argentina; o que osseusad-
versarios propunbam era urna organisaco fe-
deral inleiramente anloga dos Cantcs Hel-
vticos : daqui as denoininaces &e Unitario!!
Federaes, que tantas vezes se ouvem retiir no
Jlio da Prata, e cuja significacao esta boje beni
desviada da que primitivamente tiverain. Os
ledo raes de agora sao os escravos de llosas ; os
que nffendem o seu orgulbo, ou excilao os seus
toinoics. sao infalliveliiiente marcados como
Jerrele de unitarios, e inmediatamente julga-
iln. por tal crlme.
A adminislracfio das provincias do llio da
Prata foi organisada segundo o systema fede-
ral Cada nina dellas deve formar un Estado
independente, com una asscmlila indepen-
dente e nina constitiiico independente: so as
queslocs de polllloa oxleior be que devein ser
raudal em Itiicnos-Ayrcs. I'orm, debnixn
desta apparencia de federalismo, llosas reali-
sou precisamente o incsmissimo systema uui-
tario cuja iheoria occasionra a queda de lU-
vadavia. As juntas das diversas provincias sao
envainadas por elle como a de lluenos-Ayres ;
os dillerenlcs governadores sao Horneados se-
gundo as suas instrueces. c completamente
biibineltidos ao seu poder. Se algum delles llie
desagrada, ou loma o fieio nos denles, a sua
ruiiahe iufallivcl. Os meius deque llosas dis-
pe para desembaracarse drlle sao numero-
sos ; multas vetes be urna insuireicao suscita-
da na sua propria provincia, em seguida da
qual a assemblt'a, mellar informad, proceder
a nova eleicao. Para europio daquilo c|uc Ti-
ca dito, i is-aqui um faci, esculliido entre mil
cutres mais ou menos dignos de seren men-
cionados.
Em I83S escolhcu a provincia de Santa re
para seu govcniadoi Domingos Cullrn, t liosas
approvou completamente esta oomeacSo. O
novo governadnr era um dos seus mais llevlos
servidores, e, alcoi disto, um dos seus cmpli-
ces no assassinalo de Quiroga. Por sua des-
grara linlia em seu poder cerlos papis secre-
tos (onlens sanguinarias seni duvida) que llo-
sas quera liaver ino. Pedio-lh'os prlmelro
rm termos allectuosos ; logo com instancias
mais decisivas ; eiuliin com tima urdeni lor-
mal. Cllllcn resisti a ludo. Immediataiiirute
Rosal o declara traidor a patria, suscita con-
tra elle una sublevaran na propria cidade de
Santa V, e, para inaior segurauca, lauca no
meio da iusurreiio o seu Re Pacheco com
uina parle das suas tropas. Culleu, obrigado a
fugir de Sania F, refugia-se em cala de Ibai-
ra, governador de Santiago, seu amigo fiel c
desde longos aunos. -No iiiesmo momento Ko-
sas se dirige a este, supplicaiido-llie que llic
entregue o indigno Argentino refugiado em
sua casa ; mas como Ibarra resiste a todas as
sollcilncdcs, recorre a uina intriga, em conse-
quencia da qual o crdulo governador de San-
tiago, persuadido de que o ingratoCulleu cons-
pirara realmente contra quem llie dava iBo
generoso asylo, cede einliiii, e entrega o seu
protegido. victima, com as linio! presas atrs
das costas, fui enviada no ineio de una escol-
ta a liuenos-Ajrcs ; mas llosas, que tmlia Hie-
do das revclaics do preso, nao leve paciencia
de esperar pela sua chegada, e fe-lo assassiuar
no caminho por um dos seus liis.
Tal lie a independencia das vi provincias sc-
cnndarlai da ConfederacSo Argentina ; quauto
de llurtios-Ayrri, enllocada iiiiinedialainen.
te as mos de" llosas, ludo be ainda mais lim-
pies, Aqui he Rosas ludo, absolutamente lu-
do : direilo e facto ; juiz e algo/.. E comludo,
quando elle falla, ninguem inoslra inaior res-
peito para a coiistuico ; ninguem subiuclle
mu inaior escrpulo o exainc de lodos os seus
actos apreclacao da junta.
A junta coinpoe-se de 41 depulados, todos
scolhidos entre os prenles, amigos e servido-
res de llosas. As elelcoel sao livres, ninguem
dir o conlraiio ; tmente a cada eleicao he
preciso que os eleilores tenhaui seiuprc dianle
dos olhos aquella enrgica allocucao de mu
dos coronis do lempo de llonaparte : Solda-
dos, disse o honrado .oficial, de que se trata
J.e de saber se do prnuciro cnsul havrmos de
fazer um imperador. Lougedc miiu a idea de
violentar a vossa consciencia. O vosso direilo
de exprimir a vossa opinio he inconleslavcl
p 11 in o primeiio Halante que volar contra
imperador, cont que Ihe emiigalhoa cabeca.
Na provincia de lluenos-Ayres cada eleilor ha
de mostrar o seu voto ao juii de paz, no mo-
mento em que esle o matricula e triste dille
se, por sua desgraca, engaitar o re*peiavcl
funecionario .
Compoata por esta guisa, todos os anuos se
rene a junta no mez de Janeiro, c nada mais
curioso do que o espectculo que emaose pas-
ca entre o chefe do Estado e a honrada sala. A
iiensagem que llosas dirige peridicamente .
asseinlila indtptndtnte furnia, por via de regra,
mu volume de urnas ii) a 30U paginas. Todos
os negocios do seu goveruo sao nellcs exposlos
pelo excellente dictador em linguagem pelo
menos lo magnifica como a dos heres de
Homero, i'ara amostra da sua eloquencia, cis-
aqui o eiordio de una das suas ultimas nien-
sageus :
u Srs. representantes da repblica de Uucnos-
Ayres. Saudo-vos com todo o praier possi-
vel, porque comecais esta Importante sessio
no ii.i ni de acontecimeulos em ludo favoraveis
C'oiifede racao, A honra nacional brilha com
gloiia, a independencia da repblica eiiuobrc-
ce-se pelos vossos conselhos e pelas suas obras.
Depois de urna' longa anarchia, c repelidos ata-
ques dos estiangeiros, consolida-se a oidem,
agloiiosa soberana do paz eleva-se com
dignidade. A Confcderaco. merecendo a boa
oj.inlao do mundo c as ardentes svuipalhias
dos Estados Americanos, persevera com ina-
gcslosa firmeza e com feliz resultado na de-
fensa dos seus direitos. As circunstancias em
que brilbarain a sua curagem e o seu nonie
eslo a ponto de terminar i vossa sabedoria
c ao vosso aerisoladu patriotismo se deve lal
resultado. Vossas d.liberaces c vossos actos
bram evidenleinenie protegidos pela irresisii-
vel influencia de Dos ISosso Senhor. As duas
repblicas do llio da Prala susleutarain glori-
osamente por Ictiol explendidos, e por inag
lianima moderaco na justa defensa de uina
niesma causa, a sua independencia respeciiva,
a sua honra, a sua vrlha rcpuiaco. O gover-
jio c os povos confederados, firmes no heroico
senliinenio das suas prerogaiivas soberanas,
pro-egm ni com lealdade e Loora iinmortal seu
nulirr tiui ; a opinio dopaiz en da America
inteira lizeram curvar a cerviz aos sclvageus
unitarios.
Contemplando a grandeza e a houra in-
mensa dos nossos gloiiosos li nos, rendo ao Al-
tissuiiu o humilde c cordial tiibulo da miuha
gralido pela tua especial piolecfo e pelos
eui liciiHiuo ineaviis.
para deliberard
Penetrado daconvicc
to, dirijo-vos as Iniinhas resprilosas retloiM-
ees, 8 submctlo vossa soberana decisao io-
dos os actos do incn governo. Julgal ,as mi-
nlias obras c os meus erros com a vossa ele-
vada reclido e com o vosso amor da patria ;
considerai todava que nos meus desejos e as
minfaai inteneOei nunca tive cm vistaseauo a
dignidade e a prosperldade da nafao, el"T|n-
dado de conciliar os nossos proprios inleres
ses com os inlercsscs geraes do mundo.
Em leguida desle prologo relatado o oraaor
com tocante candura os teslcmiinhos de be-
nevolencia que receben dos governadores das
difierenlesprovinclas. O daprovincia deCoio-
va declara que a prepotencia das mais podero-
sos naces do mundo SO servio para dar inaior
realce heroica firmeza do grande Rosas;o de
Santa-F nao pode deixar de render homena-
gem aos sentlmentos dedicados do illuslrc res-
taurador das leis, em ludo dignos da sua gran-
de alma ; c Rosas approvando com sorriso pa-
pernal estas verdicas manileslacoes da opi-
nio das provincias, exalta a uobre e nerg.a
de tal governador, a prudencia de tal outro, e
o excellente procedimento de todos.
Emfin, para remate desle poema pico, em
que a prosperidade do pal*, o valor de seus
soldados, a gloria inmortal da sua bandeira,
s3o cantados em estrophes enlliusiastas vem o
estribilho obrigado em que, queixando-se da
fadigaque Ihe causa o peso nsupportavcl do
governo, c allegando os solVrimcntos pliysi-
coi c tnoraei de que he viclima, supplica a
asscoibla que lenba emlim do delle, c iiuc o
allivie de uina cruz que a sua fraqueza j au
pode supportar mais lempo. Todo o audito-
rio J sabe de cor esta tocante peroraco de
cada mensagem animal antes de a ouvir, e
cad i um dos que a ouvcm j sabe o resultado
que ha de ter.
Esle resultado consiste em una enrgica
resoluco, pela qual a honrada sala, depois de
ter esgotado todos os superlativos hespanhes
sobre a alta e sublime adiniuislrafao de Rosas
declara que multo embora se exponha a in-
correr no seu desagrado, nao pode consentir
em semelhanlc s ipplica, c que a necessidade
da patria exige que o illustro restaurador das
leis continu a sacrificar o seu lempo e o seu
descanso ao exercicio da sua inisso celeste.
lie forja obedecer, llosas, para quem as ne-
cesidades do bom publico sao [el suprema,
abaixa irisleuienle a cabefa, c resigna se a esta
dao prestante, a prezada mal, um fllho extre-
moso vlrtuozo. e os amigos um aliado nei e
prestlmozo.
A trra Ihe seja leve.
ReparlQo "da Polica.
PARTE DO DA 7 PE MAIO DE 1851.
Forain presos : a ordein do chefe de polica,
o preto Flllppe, escravo, por desordem: e
". .i. a. c, Fre Pedro
Quanlos rancore scnlimcntos ncxtlugul-
veis devinganca eslarao accumuladoi em tor-
no dtte hornera, que, depois de ter calcado
ao pes todos os principios da humanidade.
ousa ainda violar, pelo sen orgulho. o sane-
tuario de Dos, cada- um > pode fcilmente
imaginar; porm estes rancores sao mudos,
e estes scnlimcntos cstao reconcentrados naJ^' '^a'JL^aa. rn-mnin de San Frei Pedro
coraclo. Goncalws do Recife Anua Mara da Conceicao,
p-A-sentenca de extcnninaco de que elle fez
a divisa da republicu, apparecc a testa de lo-
dos os ai tos officiaes c de lodaij^Lxorrespon-
dencias adiiiinistratlvas. Trisfe^^Argcatlno
que ousasse sahlr ra. sem que a cac
Ihe pendesse a longa lita vermelha cora as
palavras sacramentaes Viva la confsderacton
Argentinn: Muran los Selvojts Unttarwsl Os
proprioi clrigos sao obrigados a trate-la ao
peito; os actores ao comejar de cada represen-
lacao devein proferir cm coro este grito de
vida e de inorle. os serenos o devein repetir
de noitc de ra cm iua, a cada hora que vo
annunciando com Ol fanhoia.
A cor vermelha he a nica orlbodoxa em iluc-
noi-Ayre; a azul e a verde sao unitarias
Para satisfazer os caprichos do dictador loi
necesserio que a industria Iranceza e inglesa
fabricassein nicamente para este paii, faicn-
dasem que s apparecessem cores escarales,
ou, quando muito, de amarantbo. Osjoalhei-
ros e os modistas li/eram niesma cousa; e
ns lloiistas de Pars, para conservarcm as mas
clicntellas de lluenos-Ayres, nao tiveram re-
medio senao inventar uina nova botnica, fa
bricando rainalhetes de rosas sustentadas por
hastes inleiramente sem folliai, c taes que
nenhum Jussieu seria capaz de Ihe determinar
a especie..
Este capricho do dictador argentino, relati-
vamente s cores ortodoxas c unitarias, de
ccrlo ha de fazer rir o leitor; mas em des-
cont ha oulros inuitos que o devein fazer
chorar, c por desgraca sao estes os mais nu-
merosos (b). Berilo necessarios volumes, se
se houvessc de lazir a historia de todos elles;
para se poder fazer ideia do carcter da per-
sonagem pelas suas extravagancias, eis-aqui,
entre mil cxcmplos, una das mais notavcii,
e que, s por si, me parece sumeiente revela-
cao da alma do individuo.
Um dia que Manuclila eslava cercada de to-
das as suas amigas em um brillnnte sero
ha convidado, enlrou de repeu-
, i...~v-,--------o.........- para que as Un
nova violencia. Com esla excellente asscu- te Rosas pela porta dentro lodo rlionbo, e
bla de Buenos-Ayres mo ha nunca que re- disse acompao : Ora, miiihai senhoras,
celar de todas csias terr.vcis questes de mi-, quero hoje regala-las com o expeclaculo de
norias que crescem e de maioijas que hesilo,! um beija-inao em um Estado monarchico.
de que'antas perlurbaces reollSo nos oulros' Para Ibes d.r ideia exacta da cousa, nao ha
Estados oonilliuclonae. Todas as resoluces necessidade de grandes preparamos. Esta
cadeira he o meu llirouo eu sou a rainba
Victoria. Todas as senhoras presentes devein
sao lomadas por unaiiiinidiiie e votos; gra-
cas a uina nova rcvelaco milagrosa, llosis a-
iii.la mais feliz que Moyscs, a quem Ueos rc-
vclou qual era a planta que devia transfor-
mar cm agua putavel tima fonte nauseabunda
do deserto, descobrio os lucios de deseiubaia-
ear o systema rcpreseulalivo de ludo quauto
nelle existe de amargo, e de fazer delle, para
seu uso, nina bebida mui agradavcl. QuMI
estes lucios sejo, c em que COUllllio, he o
que o leitor euconlra'r no ailigo seguintc.
ROSAS.
AHTIGO IV.
A Mnt-h'irea. Apatheose de llosas. Ucenas
le sangut nos .Simios lugares.Cor federal
i cores unitarias Lxemplo das txtruvagan
ci'is (le llosas.
Nada mais simples que o segredo emprega-
do pelo illustre llosas para manter a tranquil-
lidadepublica e operar a restaurajao das bis.
Todo aniielle que nao entende como deve a
sua sublime milito, e que o offuica, j por
demasiada fortuna, j por grande e beni me-
rerida reputafo. he iinmedialaniente classi-
licado na catbegoria dos Seleagens Unitarios,
como ta! julgado, proscripto e executado
com promptldiio Imposiivel de exceder. Quan-
do se nata de salvar a patria, e de restabe-
leccr o imperio das leis, nao ha cousidera-
efle que guardar; mas como para lo grande
numero de senlencas de morte, e de assassi-
nalos nao podia haver tribunal suflicienlemen-
le activo, e cohorte de agentes inficientemen-
te iiiilucrosa, organilOU-te em 1840 a famosa
sociedade, denominada Jfai-fcerea, que, pelo
sen titulo oficial, bem d a entender a sua
tde iusaciavel de execuces.
Para pulgar oslo argentino dos Stlvagms
Unitarios, que ainda podessem infesla-lo, eu-.
traram os sicario! de llosas pelas casas que
Ibes forain designadas como siispeitas, violan-
do, pilliaudo e matando ludo quanto se offe-
recia s suas ftrozes paisoes. Mancebos,
pertencentes a familias respeitaveis, se vlram
obrigados, para sua propria segurauca, a alis-
lar-se neslas horriveis cohortes. Por generosa
condescendencia foraui dispensados de todas
ns expedifes sanguinarias; mas loi necessario
que insultasscn s inulhercs >|ue se apresen-
tattein em puldico, sem Irazircm no cabello
a fila vermelha, que he o distiuclivo de fede-
ralismo proscripto pelo dictador. Durante
mu me/, inleiro a Uas-horea espalhou a ver-
gonha, o terror e o sangne pelas ras de Puc-
hos-\) res; porm em ^!u de oulubro, aiim
de glorificar, por um acto de
o luc chamado, cm honra do seu nonie, o
un / de Rosas, publicou o dictador um decreto
em que determinou que de cnlo para adlante
no seria permiltido astassinar niii'jucm sem ordein
por iseripto da auloridade competente'.!
Em Mi loi este /iiiiniiniimo decreto, posto
de parle, e recoiuecnit a Mas-horca as suas
lerriveis procias; porm a iiitervcncu dos
ministros de Franca, Lurdc e Mandcville, cm
breve velo por Ara a estas sanguinarias expe-
di(det. As suas enrgicas proiestajes obrl-
-.ii.iin os algozes a einbaiiihar os punhaes ; e
llosas, o excellente Rosas, declaroa que nada
imli i sabido das atrocidades comiucltidas to-
dos os das sua vista.
Emquauto, porm, a Mas-horca assin cobria
de lulo as ras da capital, cslendia-se com
o iiirsmissiuio furor ao longe a tcrrivrl juslira
do dictador. Feridos pelo piinhal dos seus
eiuissarios, caba o Ilustre Vrela as ras
de Montevideo, e o vleme Quiroga as pla-
nicies da Conledcraco Argentina. Longo tempo
a famosa pristo dos Sanios Lugares loi mise-
rando theatio de holocaustos quolidianos. Os
soldados desle lugar de supplcio fuzilavam as
suas viciimas ao som de urna linda cantiga,
composla expicssineiile para os distrahir du-
rante as suas execuces. Se o comlemnado
se iesiuava, c nao proferia queixumes, den-
tro de poucos instantes cessava de existir e
de oll'rcr ; se, pelo contrario desabafava em
alguroa palavra oftemiva contra Rosas, sus-
pcndia-sc a execucSo, cortava-sc-lhc prlmelro
a lngua, e s depuis he que a seulcn^a de
norte era excciitada.
l.is-aqui por que ineios Rosas conseguio do-
minar c mil.ni i i i a todos os seus caprichos
uinapopularo|de 80U.0U0almas;ei:-ahi porque
Hielos reduziu a Conledcraco Argentina a um
grao de servido, de que ata lia exemplo as
paginas as mais ignominiosas de toda ahislo-
i ia anliga. Do inclino modo que os Caligulas
os lleliogabalos, durante a dccrcplludc do povo
romano, assim elle nlligio a mu povo nas-
cente e chcio de vi.or a mcsina degrada^o ;
e nao contente de ser temido c obedecido,
como senhor supremo, quiz aluda, seme-
Ihauca dos despolas que lieaiii mencionados,
ser venerado comn Dos. Por ordein sua, ou
ao n.euos com cousenliiueulu seu, loi o sen
reiralo collocado ii'uma carruagcui, puxada
por senhoras as mais dislioclas de lluenos-Ay-
res (a,, condutido triumphaliucale igreja
vir urna depois das oulras beljar-uic a mao.
Comeco pela direita.
Terminada esta curta allucufo, collocnu-se
o represenlantc da rainha Victoria lia situa-
cao competente para que a ceremonia princi-
piasse ; porm com grande espanto seu, a se-
nbora que devia romper a marcha nao se mo-
va. Instada pelo autcrata para que desem-
penhase iiniuedialainente a parte que Ihe
locava do espectculo, respondeu com voz
resoluta, posto que alterada i Todas as ordens
que V. Exm. me dr cumpiirei com a sub-
missao quclhedevo; porm desde que nasci
al agora ainda nao beijei outra mao seno
a de meu pal. Meu pai j nao vive; mas nao
quero insultar a sua memoria, dando a outro
liomein o mesiiiu lesteiuuiiho dcafl'cctuosoeres
peito que s do amor filial deve ser .ainda
mais esperado do que exigido.Sim?! (tornon
Rosas com riso amarillo, que j presagi-va
detgraca); cm tal caso vciiham a- oulras
Todas se subincllram ridicula c humillante
OOi euionia.
Terminado que foi o beija-mo, vollou
joven recalcitrante, e perguutou-Pie, j in-
iiammado de culera, se quera ou seno quera
seguir o exemplu das companheiras. Tcndo
racebidu de novo a mesilla resposta negativa
que de principio, fez agarrar a triste victima
por um negro, que Ihe serve de bobo c- de
carrasco, e alli no meio da salla a f< i a;oular,
presentes todas as mais, com circumslancias
infames, cuja nairacu, inclino dissimulada,
o pudor nao lollrc ueste papel. ^^^^^^^
Publicado a pedido.
icm declaracSo do motlro.
/i/,-iii do dia 8.
Foram presos : a ordem dojulz municipal da
primeira vara Lulzllanoel Crrela de Farros e
Lulz Antonio de Franca para cumprlrem sen-
tenca ; a ordein do subdelegado da freguczia
de San Fre Pedro Goncalvci do Recife. os escra-
vos Joto Jos e Mttheui, este por crlme de
offensas physicas e aquelle sera declaracto do
motivo: e a do subdelegado da freguezia dos
Afogados lolo Francisco de Lima e Florencio
de Barros Montelro, para averigoaes poli-
O delegado do termo do Cabo, em offico de
18 de abril ultimo, communlcou ao chefe de
polica Interino, quenas iinmediafoes das mal-
tas do engenbo Arariba fra ferldo com um ti-
ro de bala dado de emboscad, o pardo Manoel
Francisco Soares. que andava emcompanhia
de Vicente de Paula de Oliveira Villas Boas, e
que nao poderam ser presos os perpetradores
desle crime, aperar de terem sido seguidos pe-
lo inspector do respectivo quarleirao.
O delegado do termo de Agoa Prett, em of-
liclo de lftdo mesino mez coinmunicou que no
engenhoCamorlm Grande fora morto Jos Joa-
qun! de Albuquerque por haver resistido a pri-
so d tres sicarios que linha em sua compa-
nhia para o lint de cominclter violencias e al-
ternados ; que tambera salina levemente feri-
do um dos taes sicarios de nome Pedro, que
pode evadir-se depois de preso; e bem assim
que no engenho Parol fora espancada por seu
marido Joaqulin Fernandes, a creoula Maria
Joaquina, sendo que a respeito se havla proce-
dido na trina da Ici,
.O delegado do termo do Rio Formlo coin-
municou em officio de 10 de abril que pelo
subdelegado da fregueiia de Barreiros haviain
sido presos Joto de Dos Paes por crime de
rapto, e sua mulher D. Rosa Maria dos Praze-
res e seu escravo Salvador, por crime de morte
perpetrado napessoa de Francisca de tal.eque
csses criminosos j se acliavam processados.
O delegado de policia do termo de I irabres
tambera coinmunicou, por olHcio de 9 de a-
bril, que no dia 13 de Janeiro no lugar deno-
micado Sitio, da freguexia de Agoa de Balxo
fora espancado Jos Rolino por Tbomaz Jos
de Mello, Jorge de tal c Manoel Alves de Arau-
jo; que no dia 8 de fevereiro tambem fora es-
pancada Auna de tal filha de Antonio Marinbo
Falcan, e bem assim JMinoel escravo de Manoel
Rodrigues de Figueiredo por Jos de Araujo
Cavalcanli, Tbomaz Jos de Mello, Antonio
l'inho de Araujo e Manoel Alves de Araujo, e
que no dia 13de marco, no lugar daSerrado
II.u .mi, o Indio Antonio Moreira assassinia
com facadas ao pardo Joao Soares; c que a ex-
cepeo desle ultimo reo, todos os mais j esta-
v.un completamente processados e pronuncia-
dos na forma da le, sendo apenas para la
mentar que nao podessem ter sido presos.
Finalmente, o delegado de polica do termo
Ourieury, parlicipou a esta reparlicao cm
O Illm- Sr. oracial-maior. servindo deini-
pector da thesouraria da faierida provincial,
era viriuv .....u'r5 do tribunal adminis-
trativo, manda fazer publico, que ein cuinpri-
nento da le, perante o memo tribunal, ,e
ha de arrematar em hasta publica a que,,,
mais der noi di. 2.27 c 28 de malo prximo
vlndouro o imposto! legnintei:
2 500 n. por cabera de gado vaceum que
lor comumldo noi municipios abaixo decla-
Reclfe avallado annualmente por
Oliuda, dem, dem.
Iguarasi, idera, dem.
I.oi.iiiii i, dem, idem.
Nazareth, dem, idem.
Pao-d'Alho, idem, dem.
Liuoelro dem, Idera.
Cabo, idem, Idem
Sanio Antao, Idem, idem.
Serinhiem, dem. dem.
RIo-Formoio e Agoa-Prcla, i
56;0t0,0oo
,2:241.000
1:710.000
6:.r>l 6,000
4:405,00a
2:665,000
3:510,000
':5l0.(!00
6:010.000
560,000
2:510,000
E nos municipios leguintes nos quaei so p_
gam aquellos que talharem carne para nego-
cio, e o! criadorc o dizimo.
Bonito e Caruaru, avahado annualmente
por Mi
Brejo, idera, idera
Cimbres, idem, idem
Garanhum, idem, idem
Flore e Floresta, idera, idem
Boa-Viita e Ex, idem, idem
Noa tre Himnos municiploi, Isto he Oara-
unhuns, Flores, Floresta, c Boa-Villa e Ex
s!u arrematados coojunetsmente os impostos a
cargo dos collectores, conforme determina a
art 42 da lei provincial n.26ide28 dejunho
de 1850. .
s20 por cenlo sobre a agurdenle que tor coa
umida nos seguintes municipioi.
Recife, avallado annualmente por I2:50i,00o
i:6i0,00"
810,000
5:9-10, o i
3:971,000
4:037,000
A separacao perpetua, que a morte causa
nao pode lollier o reconhecimento da virtude,
nem inhibir a expressfio da verdade ; porque
he o premio nico do mrito, e um dever sa
grado.
A providencia foi servida, chamar a si, Do-
mingos Soriano Goncalves Ferreira, nascido
nesla provincia de Perninibuco aos 15de se-
leinbro de 1825, lillio legitimo de Manoel Gon-
calves Ferreira e I) Maria Theodora da As-
siimpcao, e o imprmenlo de una obrigaco,
nos colloca na necessidade, de pagar um tri-
buto a sua memoria.
Na idade de 13 anuos, perdeu seu preslimo-
m pai ; e conhecendo a pieclsao de all'ronlar
os irabalhns da vida, inclinado ao cnmincrcio,
fui habilitar-sc como caixeiro, as casas de
inagnainidade, | Joaquim Goncalves Caseto e do commendadnr
Manoel Goncalves da Silva ; pela sua boa con-
duela, aetividade c coniporlamenlo, foi sem-
pre de lodos estimado c acreditado ; c logo
que chegou a dado legitima emancipou-sc e
entregou-sc ao couiuiercio, einpregando o va-
lor da heranca paterna cm associa^o n'um
ariuazem de assucar. Merecendo a ami/.ade In-
tima d seu socio, pelas eximias qualidades,
que .i.bu n iv.un Ferreira, cnlcndcu este reli-
rando-sc o socio, para Portugal, que amizade
Ihe impunha o dever, de ir visita-lo, embora
eslivesse j affeclado de urna iiillammaco.
Aggravou-ie o mal, com a viagein, e vollando
em uso de remedios, aconsclliadus poi eximios
mdicos de Lisboa, chegou a esla provincia
de Pernambuco, lo abatido, que no dia 4 de
abril ulliuio suecumbio, depois de solt'rer ciu
eo mezes de martirio. A sua morte, foi de um
vcidadeiro cbrlitaO ; pois que pedio e recebeu
todos os soecorros da igreja, e acabou contric-
lu e resignado. A caridade foi uina das virtu-
des, quemad o destinguio ; pois jamis dei-
xou de aocoorrer, aos pobres e desvalidos, que
pode favorecer, sem disto fazer oslentaco.
Sua chara mal, prenles e oulras pessoas, fo-
ram seiuprc objeclos de seus mais serios cul-
dadus ; c por boudade de animo, nao olvidou
deixar liberto a um criado fiel, que seinpre
bem o servio.
A morte permalura de Domingos Soriano
i..... in Ferreira, roubou paliia, um cida-
(aj Urna destas Ilustres donas fui a propiia
\ una do infeliz nuinga, a quem o dictador,
.11 i.i.is de a ter obligado a (anta ignominia,
ri,\ i ii de prsenle urna caixa de ouro, cheia
de hi iva, por entender que a quera acabava de
fazer servico de besla nao poderia ofterecer-se
cousa luelhor
(b) A antipalliia de llosas contra as cores
unitarias, desmandava-se us vezes em actos
que nao pudem ser atlrlbuidos seno rema-
tada I .in ni i Eis-aqui um dos mais conhe-
cidos. I ii dia de fesla, entrando por acaso
na igreja da Piedade, deu com os olhos na
estatua da Virgem, que, segundo o costume
eslava cubera com um uiaiilu azul. OU'endi-
do de seinellianle ousadla, fez iiiimedialameu-
te suspender o ollicio divino e apear do altar
a imageui a Benoora, e s permittio i|uc
ceremonia cuuiiupasse depois que a estatua
vestida de veiinillio foi reslabelecida no seu
lugar.
Oliuda, idera, idem
lguarass, idem, idera
810,000
81,000
62,000
62,000
t)-2,lli'0
202,00,5
32,000
43,000
deC_
iilin ni de 24 de man," ullimo, que no di
antecedente pelas 10 horas da noite fora bir-
barrinenle surrada Thereza Mariade Jess pelo
soldado do destacamento docorpo de polica
Joto Antonio Francisco, e que esle jseacha-
va preso, alim de contra elle se proceder na
forma da lei.
COfflMERCIO,
Goianna, idem, Idera
Pau d'Alho, idera, nem
Nazareth, idem. idera
Santo Antao, idem. idem
Bonito e Caruaru, dem, idem
Rta-Formos e Agua Preta.ldem.ldem iOlO
Serlnhaera, idem, idera ),|i
Liinoeiro, idem. idem 90, 00
Garanhum. idem, idera g.000
Br.jo, Idem. idem M
Cimbres, idera, idem -w.ooo
Flores e Floresta, idera, dem di.OOO
Boa-Vista e Ex, idem, idem 32,000
As arreraatacoei serao feilai por tempo de
3 anuos, a contar do 1 de julho do correle
anno a 30 de junho de 1854, e aob ai meiinit
condiedes das anteriores.
As pessoas que le propozem a estaiarrema-
cOe comparecam na sala dai sessoes do mes-
rao tribunal nos das cima indicados pelo meio
dia, competentemente habilitados.
Secretaria da thciouraria da fazenda provin-
cial de Pernambuco, i9 de abril de 18S1.
O lecretarlo,
Anlonio Ferreira d'Annunliafo.
rar c resolver do mellior modo a satlsfazer
as necesaidades publicas neste objeclo.
Secretaria do governo de Pernambuco,
aos 1.1 de maio de 1851.
O secretario interino da provincia,
Antonio francisco Vertir de Carvalho
tm__
eclaracSes.
ALFANDEGA.
Uen.limtnto do di* 20 11:534,001
Descarregam hoje 21 de maio,
llrigue inglez Tet.inia -bacalho
Barca rrancoza llamond.--- o resto.
Patacho brtsileiro-f- Emulacdog- CONSI.AIIO ('.ERAL.
Rondimcntodo ditl a 19 22:390,351
Idem do dia 20........i8M,M
25:229,287
DIVERSAS PROVINCIAS.
Ren-limentodo dial a 19. 955,510
Idem do da 20.........124,153
1:079,663
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 20.....1:177,230
CONSULADO PROVINCIAL.
dem do da 2o......1:267,908
O abaixo assignado avisa aaSr. Jos
Lucio Teixeira Cavalcanle, morador em Ier-
ras do engenho Ptulista, que venha quan
lo tutes liquidar o ndgocio que no ignora,
do contraro nstr de oulros meios.
Antonio Jote Pereird do Lago.
Vlovimenlo do porto.
i\avio Entiado no dia 20-
Liverpool 44 das, brigue inglez isa
llain, de 271 tonelladas, capitSu Archi-
li.ili. equiptgcm 12, carga fazendas e
i-arvn, t Steel Kidway Jamisson & C.
Navios taido no mesino dia.
MarauhSo --- pelo Ciara, brigue escuna
Laura, capilo Jos de Jess Cruz, car-
ga assucar e mais guneros. Passagciros
Manoel da Costa Moura Itravo, Francisco
Luiz Correa.
Ilahia -- hiate nacional Emilia, meslra Joa-
quim Jos da Silvnira, carga azeite de
carrtpilo e mais giieros.
tDlTAlH.
O Exm. Sr. conselhi'iro presidente da
provincia, us vistas de darcumprimento a
lei provincial n. 278 do G do correte, que
o autorisa a etnpregar medidas convenien-
tes alim de remover as causas, que produ-
zco! oencurecimenlodas carnes verdes nes-
la cidade, manda polo presente, convidar as
pessoas que se julgarcm cm circumslancias
de abastecer desse genero o mercado remet-
terem suas proposlas cm carta lachada a
esta secretaria at o 1. do prximo futuro
mez de jimlio, declarando em taes pro-
postas :
1.* O maior numero do uve-, que se rom.
promcltem a talhar por dia.
2." O menor prero porquo se obrigain a
vender ao povo a carne verde boa, tanto no
invern, como no verilo. .
3. As garantas que teeina dar, quor pa-
ra segurauca de qualquer quantia que pe-
los cofres pblicos Ihes for emprestada,
quer para manutengo do contracto, que se
houver de lavrar.
4." As con lices com que Ihcs convm
contratar o rornecimento, de que se trata
para vista dolas, Sua E&cclloucia delibe-
Pela segunda seccSo do consulado pro
vincial, se faz publico, que a cobranca d8
3 por cento do imposto provincial sobr
de diversos estabellecimentos, continale
o fim do correle mez, (indo o qual passi
a rnesma a ser feitt judicitltnento.
De Ordem do lllin Sr. Inspector da the-
souraria de fazeoda d'esta provincia se fazpu,
blico que, a arremataco do servlfo da capa-
tazia d'alfandega desta cidade, anounciada
porcdiial de 19 ultimo, flca transferida paia
os dias 28, 30, e 31 do correntc. Secreta
ria da thesouraria de fazenda de Pernambuco,
19 de maio de 1851 O offical-malor.
Ignacio dos Santos da Fonstea.
Agencia la coniuanliln Infiel
de paquetes a vapor.
O vapor da companhia dere
aqu chrgar dos portos da Eu-
ropa no da l." de junbo proil-
ino futuro, e no mesino dia se-
guir para os portos do sul. O Sn. que pre-
lendeiem passagens no ineimo, pudem diri-
gir-se cora antecedencia ao eicriptorio
agencia, ra do Trapiche n. 42.
dH
Tlieatro de S.-Izabel.
RECITA KXTRAORDINARIA, EM BENEFICIO
DO ACTOR R. 1. DE ARAUJO.
QUINTt-FEIRl, 22 BB MAIO DB 1851.
Eipetaculo vallado de canto, dramtico, dan-
ca e mmico, dividido em qualro partea i
laber:
Primeira par.
1. Ouvcrtura pela orcheilra
O Carnaval de Veneza.
2. O bellisslmo duelo
Marechal d'Anen.
pelo insigne cantor, o Sr. Filipe Tati, e a ie-
nhora Candlaoi.
3. A engracada comedia era um acto
O RECRUTAMENTO N'ALDEIA.
Na qual ai senhoras Daderna e Moreaux em
obsequio danciro com o bcueficiado o mui
applaudldo
Lund de Monro.
.SVijiiii in parte.
I.* Pela orchestra ouvertura da opera
D. Pasclinle.
2.a Terceto da grande opera
Lucrecia Boraia
Pela icnhora Candiani, e o Sn. Tlli e l a-
piiiii, em obiequio.
3." O nteressante pasio do
MARINHEIRO
Pela senhora Moreaux.
4.' O lindo passo da
Uosa,
Composicao do Sr. Joi De-Vecchl, dancado
pelo mcsiiio, e a senhora Haderna,
Terceira parte.
l." Pela orchestra bella ouvertura
LESTOC.
3 o 1 ni jocozo bailete composicao do Sr. J.
De-Vecchi,
O Moleiros.
No qual tomaro parte a icnhora Haderna,
Jos c-Vecchi, Santa Roa e Silvestre, teruii-
ii.in.I cora uina linda
Tarantella,
dancado pelo Sr. Jos De-Vecchi e a icnhora
Uadeint.
3.' Duelo deAnilla -pelos Sn. Capurri e
t, Ttti.
Qiiara parte.
A engracada comedia era um acto
OS UOUS, OU O INGLEZ MACHINISTA,
no qual far a lnteressante parte do Inglez o
lnn.lici.nlii.
Com esle espetaculo espera o -beneficiada
agradara um publico que tanto preza. K del'
de j anlecipa os scusagradecimentos aos seas
alleicoados e protector, de quem eipera aco-
lliiinenlo e benevolencia. Tambera muita
agradece aoi leus coinpanheiroi que cora tan-
ta bondade se prestaram a ajudar-lhe inde-
pendente deaajualquer coulribuico pecuniaria.
Os bilhtitcjt achara-se a venda era man do
beneficiado no mesura tbeatro.
Conic.ca.ia j 8 lloras,
II Ff


m

Theatro de Apollo.'
E.T! eon^equencia da repentina mo-
lestia de urna primeira parte,' nSo pode
ter lugar o expectaculo annunciado para
hojo 21 do corrente; flcando transferido
para qualquer dia desta semana ; o que
se far scienle ao publico por novo aviso.
Os bilheles de camarotes e platea, acham-
se desdo j venda no mcsmo theatro, das
9 horas da manhita, al aomeiodia.
Publicado Iliteraria.
Sahio a luz.
A interetsante obra, imtiluifo'ii do Direilo Civil
fraiilriro ,
formulada segundo o systema do insigne ju-
risconsulto Mello ''reir, do qual se colligio
tudo que nos he applicavel de (confonnidade
como nosao governo, addicionando-se todas as
disposicas das Iris braaileiras publicadas al
1850 pelo Dr. Lourenco Trigo de I ourelro, ad-
vocado muito conhecido ne9ta cidade. O Mel-
lo Freir de ha multo que entre nos est sem
utilidade, por isso que a nossaorganisac.au in-
diciara lie mili diversas da que em Portugal
eiistla no tempo em que esta excellente obra
foi publicada. A obra que ofterecemos an pu-
blico he de urna necessidade inconlestavel,
guia clara, segura e infallivel na iciencia.do
direito vende-se por 6,000 rs. um vol. d 200
paginas : no pateo do Collegio, casa do Livro
Asul.
Acha-se no prelo a obra de Direito
intitulada o Advogada dosOrphaoi. Ella he
tanto mais interessanle, quanto su torna
necesssria para o uso daquolles, que ex-
ercitam a advogacia, o se lem dedicado ao
esludo de direito: conten lodos os pre-
dictos da orphanologia, assim como a pra-
tica em vigor no juizo d'orphSos, e um adi-
tamento de leis brasileiras, que llie silo
c ucernentes. Subscreve-se por 2.500 ris,
na praca da Independencia luja us. 6 e 8,
no Pateo do Collegio (casa do .livro azul.
lie,mis de impressa vender-se-ha cida ex-
emplar por 3,000.
Os Srs. assignantes das Instituices de
direito Civil liras," residentes fra desta ci-
dade. dignem-se mandar buscar casa da
residencia de seu autor o Dr. Lourenco Tri-
go de Lourciro, ra da Saudade, defronte
do Hospicio, lioirro da Boa Vi-ta, n prin oi-
r volunte dessa obra, cuja siibscripc.3o
continua a estar a berta na inesma casa t
conclusSo da impressito do ullirno volu-
vinme llover (miar emjulho, ou agosto
douro, s tii'lo o trelo do ultimo vofume
o mcsmo que o do primero, islo he 5,000
rs. Na inesoia cas contina-so a vender o
compendio de pratica do Processo do nics-
ino autor.
n
Avisos martimos.
O brigue portugtiez Oi>ei>ii,sahe para
a ilha de S. Miguel no dia 25 do correle, e
quem no mesmo pretender ainda carrejar,
pleenlender-se com JoSo Tavares Cordei-
ro, na ra da Madre-de-lieos, n. 30, at o
dia 2-2.
= Para o Aracaly sahe emprelcrivelmente-
jio dia 28 do corrente o hlate Anglica ; quem
n'i lie quizer carregar ou ir de passagem diri-
ja-se a ra da Cadeia do Kccife n. 40.
Para o Itio de Janeiro segu viagem
com lirevidade o patacho nacional Curioso,
capillo Jos da Cunha Jnior, por ter parle
da carga engajada : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem,* p le enieu-
li-i -e ruin o c;i| iiTiu >>a Praca, ou com o
consignatario Luiz Jos de Sa Araujo, na
ra da Cruz n. 33.
l'.ii.i o Um (ii.ni.le dn sul pretende seguir
com brevidadeo patacho A'ovo Temerario, para
o que lem pronipto parle do seu carregameu-
1o. Quem no inesmo quizer carrtgar embar-
car escravos ou ir de passagem poder enlcn-
der-sc film A mu un Irinos na ra da Cadeia
n. 39, ou a huid.i, e mcsmo na praca com o
capitoJos Antonio Candido de Souza.
A veileira escuna nacional Galante de
Mara, dever seguir para o Itio de Janei-
ro dentro em pt'ucosdias, anda p le re-
ceber alguma carga minda, passageiros e
escravos a frete, trata-se com Silva & Grilo,
na ra do Vigario n. *, ou com o cspilo.
Para a Baha.
Segu com brevidade por ter parte da
carga prompta o patacho nacional din-
lianza quem no mesmo quizer carregar,
entemla-se com o capilSo na prega, ou
com os consignatarios Novaes & C, na ra
do Trapiche u. 31.
Vende-se urna lancha nova, que pe-
ga de trinta a quarenta barricas, a a qual
se acha otn perfeitissimo estado, bem co-
mo tres botes novos, tudo por prego com-
modo : na ra do Vigario, n. II, prinieiro
andar.
rmnmmu^^^^mmu^i____u I _j
Leilao.
J. J. 1 i.-mi Jnior, Taz leilSo por conta
de quem pertencer, de 40 barricas com fa-
milia de trigo de remen, que se venderSo
por lodo o prego, para liqudatelo de cori-
tas '. no seu armezem da ra do Amoriui
u. 35, hoje, 21 do corrente, as 10 horas da
manhfla.
llenrj R. Scott, capilao da galera ame-
ricana Pafciline, vinda de Calo, carregada de
guano, com destino a /alciinuie, e ariibada
a este porto, por Torca matar, onde foi legal-
nicnlc condeiuuada far Uilo, por iulerven-
Sao do corretor Ollvelra, de urna porcao de
lio carregamcnlo de guano para pagar o res-
to das despeas ueste porto: sexta-lera, 23
do corrente, ao mrio-dia em ponto, uo ar-
mazein de Norbcrto J. J. Quedes, & beira do
ro, por detraz do sobrado de F. A. da Cunha,
cuja Trente deila para a ra do Druin.
-- O correlnr Miguel Carnciro, Tara leilao
no da sexta-l'eira, 23 do corrente as dez horas
da manha, no seu armaiem, aa ra do Tra-
piche n. 40, de diversos trastes novos e em
meiii uso; como tambein caudiciros, lanter-
nas, mangas de vidro, quadrn* relogios, es-
pingardas, pistolas m Inn iugleies c oulros
inultos objeclos que sero vendidos mullo em
coma.
Leilao que faz Vicente Ferreira da Costa,
hoje 2l do corrente s des horas da manha,
na porta da alfandega, de 25 caixas com quei-
jos por conta de quem penencer, viudas do
Havre no biigue Joteph froiptr.
O corrector Miguel Carneiro, far
leilSo no da quinta feira 22 do correte
ao mcio da em ponto, na prence do Sr.
Manoel Ignacio do Oliven i Lobo, de mas-
sames novos o alcatroados, cabo sem l-
cali 3o, e todos outros objeclos perleu cen-
es a qualquer navio : os prele ideles que
quiZdiem var a relagao dinjam-sa ao er-
uiiZHin do dito corrector, na ra do Tra-
piche n. 40.
Avisos diversos.
Prcciso-se de amas de loite para a ca-
sa dos expostos.
Quem precisar de um caixeiro, pa-
ra casa ingle/1 ou francezs, dirija-se ru
do Queimado loja n. 2.
Offerece-se urna mulher branca, pa-
ra tomar conta de urna casa de homem sol-
teiro : a tralar no Becco do Abreu n. 4, pri-
meiro andarJy
Precisa-s do urna ama para todo o
servigo de urna casa de familia, e que seja
bom cnduzida e fiel; preferindo-se se for
escrava: quoai estiver nestas circunstan-
cias annuncie, ou dirija-se 'ao Altcrro da
Boa Vista, sobrado n. 5
Precisa-se alugar um bom andar que
seja fresco, em qualquer dos bairros, ou
mesmo casa terrea, porm que tenlia'bom
quiolal e cacimba : no Hospicio al S. A-
maro o aluguel n3o exceda de qualro
ceios mil rs., na ra da Cruz n. 2.
--Precisa-se de urna ama de leiteforra
ou captiva: no Pateo da Bibeira, sobrado
o. 17.
No dia l8demaio do corrente anno,
desappareceu da casa do abaixo assiguado
um preto do nagSo Angola, de nomo Joiio,
idade pouco mais ou menos de 30 annos,
alto um tanto cheio do corpo, ps gros-
sos, testa grande, olhos um tanto deila los
para fra, barbado por bsixo do queixo :
Darece ser crioulo, tanto na falla como na
figura ; levou vestido, carniza, caiga e ja-
queta branca, chapeo de palha usado, he
pedreiro, aprendeu o officio com o falle-
cido Placido, o foi escravodo Sr.Jos Igynio
de Miranda; e passou para a m3o do Sr.
Trocato detal, eao depois para dosenhor
de engenho Jo3o Francisco Xavier Paes
Brrelo, comprado em casa do Sr. Milhias,
na ra das Lirangeiras n. 14 : e constan-
do que anda passeando pelas ras desta
cidade, por isso se ruga a qualquer pessoa
que e encontr de leva-lo a seu senhor ;
assim como se recomenda as autoridades
policiaes a apprehencao do dito escravo.
loaquim Lobato Ferreira.
Gratiica-se bem.
No dia 18 do corrente roez, fugio da
casa da ra do Qneimado n. 9 o moleque
Juvencio de naciJo, o qual representa ter
16 annos; levou caiga de princeza preta,
e camisa de midtpollo, he muito regrista
e gingalor; consla ter andado pela Boa
Vista procurando senhor, quem delle dar
noticia ou leva-lo ra do Queimado n
9, quesera bem recompensado.
Por engao recebeu, e abri, o abai-
xo assignado urna carta vinda pelo vapor m-
glez do Itio de Janeiro para Manoel Teixei-
ra Bastos, quam fr seu dono pode pro-
curar na thesouraria geral para ser en
trege.
Ulonoel lote Teixeia llasiot.
Precisa-se duoito contos do rj. a ju-
ros, tobre hypolheca em um engenho, dis-
tante desta praca seU leguas : a fallar no
Paleo do Csrmo, venda n. 1.
-Precisi-se de um caixeiro: na ra
Nova n. 38.
Madama Papn, subdita franceza re-
tirarse para Franca.
-- Knbalc-se urna lettra da quanlia de
081,070 rs,, vencida em o primeiro de Ja-
neiro deste corrente anuo do 1851 ; quom
pretender f.rzer esta negocio annuncie
ou dirija-se a ra dos Hospicio, casa sem
numero, em fronte da do lllm. Sr. dezeni-
barcadur chefe de polica, Figueira de
Mello.
O aulor do annuncio publicado no
Diario de l'ernambuco, n. 110 do 15 do cor-
rente mez, com a assignatuia Antipa-
tliico declare se se enleiide com Jote Pa-
checo deQueirga. ____
Desappareceu sexla ftira 16 do fl
4 correte o creoulo de nome Cel- me
mente, natural do Cear, de 16 #
4 inno* do idade, escravo do Dr.
Cosme de Sa Pereira : tem na ca- 9
# boga pouco cabello, fsco descarna-
^ d.", as pernas um pouco arqueadas, #
+. e sobre o tornozello interno da per- !
S na direita uma-sicatriz de urna po- @
legada de comprimento. resultado
t de mu tumor, que loi tirado : levou 4)1
camisa branca, e caiga de ri.cado
uzul. Boga-se as pessoas que o en-
# contrarem, que o leve ra da Cruz tf
00 Recite, no primeiro ou segundo *
andar do sobrado n. 53. *
Precisa-te de urna ama, que saiba co-
zinhar na ra da Cruz do Becile, n 58.
Manoel Francisco Itibeiro, morador
nesta praga, embarca para lora da provin-
cia a seu escravo crioulo donme Crego-
rio
Precisa-se de urna preta escrava,
para tratar de urna crianga, e fazer o ser-
vigo interno de urna casa de pouca fanii-
milii, com preferencia j idos: na ra
do Crespo n 14, terceiro andar.
A pessoa que quizer servir de cria-
do, sendo aioda bem mogo : apparega na
ra da Cruz, botica de Luiz Pedro das No-
ves, para tratar do ajuste, e do trabalho.
-Boga-se a quem liver penhores na
mao de Custodio Jos Das da Molla, te-
lilla a boodade de ir tira-Ios no praso de
oilo dias, na falla icrda todos o direitos
que n el I es liver.
___O abaixo assignado, ruga aoSr. au-
tor do annuncio enserido 00 Uiarioa. 114
de 20 do correte, que sesiiva declarar,
qual o caixeiro do Sr. Joaquim Jos Fer-
reira, que anda armado', teaJo o cuidado
de atsignar seu nome, pura que seco-
nhega se ISo caridoso anuunciante esta
no caso do fazer la es annuncios, e mesuio
a premduvida a reptitagao moral do Sr.
iuaquim Jos ferreira
u mulato Angelo, perlencente ao a-
baixo assignaJo, anda fgido, e lem os sig-
naes seguinles: he baixo e delgado, ca-
ra esmagrecida, pouca baiba, mas usa de
suigas, ha amarelago, e lem o cabello cres-
po, mas bom ; esle molato he bem conhe-
cido por ter acompsnhido-mo como pagnn,
e ltimamente Irabalhava de euchada :
consta que anda pelo Airaial, brejo do
Catuc e campo Grande ; be filho do sertao,
e foi do capilao Domiugos Francisco de
Macedo: quem o pegar, entregue no sitio
dos Aflictos, onde sera gratificado gene-
rosamente. Antonio A/unoe de Morues da
Mesquita Pimenlel.
-Quem annunciou querer comprar u-
ma secretaria, dirija-se o Bicco do Abreu
D. 4.
i)
Os credore: 'lo f Uc lo Jos Gon-
calves de Faria, com angil 1 ni ra da
Prai n. < triendo "* nmeros do suas
moradas.
A pessoa que n cnbeii no da 6 do cor-
rnnle, 5 barricas com Btcalho, no arma-
zem de Annes, por mandado do Sr. Vicente
Forreirt da Costa : queira dirigir-se ao
mesmo armazem, para decidir urna duvi-
da e saber entSo o motivo pelo qu.il n3o
se declara o nome.
- No armazem n. 5, na ra do Caes da
Alfandega vende-se excelentes batatas
novas.
-- Traspasse-sejima loja dofazenlasem
boa local idade JWplesmente com a arma-
gSo : quem a pretender, dirija-so a ra Jo
Queimado n. 7.
-- Mariana Ferreira da Costa faz scienle
ao respeitavel publico, que os seus escra-
vos Francisco o Mariano, Dio estao sugei-
tosao pagamento das leltras acceitis por
seu filho J.i3o Baptista da Costa Noguein, a
favor do Sr. JoSo de Santa Boza Muniz ;
nS s por nSo ser ella acceilante de taes
leltras, como falsairiente o tem asseverado
0 dito Sr. Muniz, o que por domis se acha
decidido pelo juizo do civel da segunda va-
ra a favor da annunciante, como tambem
porque na qualidade deviuvanSo podo ser
ella fiadora do dit seu filho ; pelo que es-
lam os ditos escravos desembargados de
qualquer onus o encargo, apesar da fraude,
espertesa e trapacera do dito Sr. Muniz,
que foi vencido no arresto, que por aquel-
la juizo propoz contra a mesma annuncian-
te abaixo assignada, pois leu assim res-
pondido aossiiiisfrosannunciosdoSr. Mu-
niz nos Diarios do correte mez.
Precisa-se alugar um preto, para o ser-
vico interno, e eslerno, de casa de hoincui sor-
teiro pagam-se i5 000rs. e da-seo suslento,
na ra do Rozarlo F.slreita 11.13 confeilaria.
Val a piaca do Sr. Dr. juiz de direito do
civel, para ser arrematado de venda a reque-
rlmento dos herdeiros con-seuhores, o sitio
no \ 1 r 1i.1l, que foi do fallecido Manoel G011-
calvrs Rodrigues, de trras proprios c grande.
*S9i *'*:#'&&m%i
(gConsiiltoriolioiiia'Oimthicociug
fe pernuniituco 4
Ba No n. 58 %
DIRIGIDO PELO f
%. Dr. J. S. SANIOS JNIOR. S9
J) Consultas e remedios de graca aos po- }
tfj bre todos 01 dias Uttis desde s 8 horas >
# da manha a urna da larde, e dessa lio- ,
"Sfi ra em diante, terdti visitados os doenlcs gy
f| em seus domicilios. -|
JoSo Antonio da Silva, vai ao B10
Grande, a tratar de sua saude.
Malama Dalairac. avisa aos seus de-
ve lores, que lenciona partir para Franga,
na primeira occasiSo, e prtenlo liajam de
pagar suas contas no praso de oilo dias.
do contrario ver3o seus nomes por exten-
so liaste jornal.
Jos Bibeiro Pont-s, vai a europa
(ratar de sua saude, e deixa por seus pro-
curadores seu mano Joaquim Bibeiro Pon-
tes, e l.uiz Pereira Siiiie*; fican lo sua
loja de fazendas girando sob a direegao
do primeiro procurador.
Rup arela preta Pedro II.
Vende-se este superior rap arcia preta Pe-
dro II. pelo preco j eslabeIcciilo m ra da
Cadeia do llecile, loja do Sr. I0S0 Jos de Car*
valtio Muraes, c Jos Diasdn Silva, e no bairro
de S. Anlonio as lojas dos Srs. Francisco Pil-
arte Lcnios, Manoel Rodrigues da Silva, Joo
Carlos de Leinos, Joaquim Ferreira de Araujo
('.mu 1111-., Juao Pauto da Silva, Joaquim
Mi.nieir 1 da Cruz, ra do Qneimado, Victo-
rino (d Quimares, ra dO( Querais, Manoel
Dias Fernandes, Hilario Pereira da Silva. Jos
Dias da Silva Cardial. Moraes i Soarts, Manoel
Jos Lopes, ra do Roiarlo Larga.
Haarldue Jos de Carva.o e Souza,
e seu lilho Antonio Cabr'ai da Costa e Sou-
za. subditos portugutzes retirum-se para
fra do Imperio.
Compram-se e vcneilem-s
escravos, e recebem-se de com-
missao, tanto para dentro como
para lora da provincia com seg-
ranos na sua venda, -omo as lu-
gas dos escravos, que para islo
tem urna ptima casa : na ra das
Laiangeiras n. 14 segundo andar,
a qualquer liora do dia.
Precisa-se do um feitor pira urna ola-
ria, perlo desta praga, que enlenda porfei-
tainente daquella arte, e que se ajusla a
dormir as noutes do colmenlo do mate-
rial, junto ao fumo, eque niiotenha praga,
para Ihe nflo servir de pretexto: aquello que
se echar nesles circumstancias e aliangar
sua conducta, dirija-se a ra laTgi do Bo-
zario n. 18, quo eclier com quem tratar.
Na mesma casa cima precisa-se de um ou
dous homens, que saibilo plantar capim e
tratar do urna plquena planta, pagando-se-o
que se convenciouar por mez ou por
semana.
Quinta Feira Maior, perdeu-se do Cor-
po Santo at S. Francisco um alfinete gran-
de do ouro com diamante; quom o achou
e queren !o entregar pagar-se-ha bem o a-
chado oa ra do Collegio n. 16, terceiro
ndar.
Urna pesssoa, que sejulga habilitada
por ter os precisos conliecimentos, olTc-
reco-se para promplilcr qualquer escrip-
turagflo commercial: quem do seu pres-
umo so quizer litilisar, dirija-se a ra Bel-
la o,36; ce. todo que, a escripturagilo se-
r folla com muita limpeza, e por mdico
1 reg, o em casa do aunuucianle.
Kogonime-se con toda a perfeigao,
e por prego commodo : na ra da Gamboa
do Crino, casa II. '28.
-- Precisa-se de una ana para o servigo
interno e externo do urna casa de pouco fa-
milia, pega-se bem : na ra da Assump-
efio, ou muro da Peoha n. 16.
__precisa-se de um bom amassador : na
ra Imperial, padaria n. 37.
___precisa-so de una ama de leite : no
Atierro da Boa-Vista, luja de fazendas n. 18.
Quem quizer uui loogo para criado, di-
rije-se ra do Lobato, em S. Anlonio, ca-
da esqniua, com lampeeo, e sem nu-
mero.
Itoga-se a todas as pessoas que estao
devendo conlas enligas uarua da Cadeia
do Recite, n. 25 defronle do Becco Largo,
que queiram vir ou mandar pagar seus
dbitos at o iim do corrente mez de ineio,
pois o nSo lazeudo leao de ver seus no-
mes ueste jornal, e >o proceder nos ter-
mos da lei.
O Sr. JoSo Antonio Saborido, mora-
dor no ongenho S. Paulo, queira mandar
receber urna carta de importancia : na ra
do Crespo n. 14.
Alnija-se o segundo andar do sobra-
do da ra Direita n. 21 : trata-so no pri-
meiro andar do mesmo.
Arrcndam-se os engenhos, Ginipapo
e Goiabeira, sendo o primeiro d'agoa e
com proporgos para safrejar quatro mil
piles, conlondo urna deslilg3o montad i
em ponlPgrande, e vende t ida agoarden-
to i norli : o seguiido na freguezia de S.
Amaro 'do Jaboatao com capacidade de
safrejar dous mil paes: a fallar com seu
proprietario no mesmo engenho G-nipapo,
ao sul da cidade da Viclooia, 011 na ra do
Crespo loja do Sr. Ramos.
O Sr. Irancisco Xavinr Carneiro Rodri-
gues Campcllo, o Jos Xavier Carneiro Ro-
drigues Campcllo queiram dirigir-se i
ra da Cadeia do Recite loja de ferragens
n. 53 para realisar o negocio que Smcs.
sabern.
___Aluge-se mensalmcnle, ou ennual-
mente urna pronriedade de pelra e cal no
lugar da Casa Forle, com commodos suf-
ficientes para qualquer familia contigua
doSr. major Vilella, quem e pretender
enlenda-si: com o caixeiro dos Srs. Bow-
nian llrum ns. 6,8 10.
O Sr. Paulino da Silva Mendello, ha
ja de ter a bondade de aparecer na loja da
ra do Pstelo n. 21, negocio de seu in-
teress". .
precisa-se fallar a negocio de inte
resso com os herdeiros de Francisco Gor-
reia doQuadros, naturl da Ilha Graciosa,
o quefoifeitur na minado ouro; fallecido
nesta cidade, segundo consta, ha sete an-
nos. a qualquer dos uiesmos herdeiros, ou
pessoa quo delles saiba pede-se queira
dirigir-se cesan. 6 defronte do trapicho
novo, ou ennunciar sua morada para ser
procurado.
Casa de comn>ssao_ de escraves.
Vendem-sc eicravos e recelem-
se de commissao, tinto para a pro-
vincia como para fra deila, para
o que se o le rece umitas garantas
a seus donos : na ra da (Jadeia do
l\ecifen. 51, primeiro andar.
\rados de Ierro.
Na funtligo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-sc arados Je Ierro de diversos mo-
delos.
Sorvetes as 11 lioras do dia.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3. primei-
ro andar, continua haver sorvetes ueiu fei-
los de diversas fruclas, pelo preo. do cos-
in ni ai---------------------waMia
Compras.
__Conipra-sc una mesa ilaslita e um guai-
da loufa na ra d i Crespo D. 4 na loja de An-
lonio Francisco Pereira.
Couipra-se 4 pes de saputis e i dito
fruta pao, na ra do Crespo u. 11 terceiro
dar.
Coinpra-se um temo de pezos, um
de medulas de seco, nina balanca, e um
dieiro ludo para venda.
Vende-se una escrava cabra de 30 anuos,
qiieengonima, cose, cozinlia e oplima ama de
una casa, una preta crioula, que engonnna,
coiinha, la*e roupa, 2 prelos bous para todo o
iraballm, linio da piac como do campo : na
ra du Collegio ". 21, primeiro auda.
___Coui|na-so um oiuleque crioulo, de
18 a 2i anuos, mesmo sem babilidade, dan-
do-se a contento : oa ra Augusta, venda
n. 1.
___Compram se cavados para a compa-
nbia lixa du cavallaria, sendo grandes,
gordos, e novos: quem os liver o quiz-r
vender, dirija-se ao coinmni lanle da mes-
ma, na ra Nova n. 32, segundo andar.
__Coinpra-sc una prcla que saiba cozi-
nbar, lavar c engoinuia,r, iioexcedcndo de 20
a 25 anuos de idade : na ra Nova u. 3'J.
Compra-se urna garganti-
llia de diamantes, urna pulecira e
brincos : na rita das Latangeiras,
loja de oiuives n, a.
Compra-so para una encommendi
urna loalha para aliar de linho lino borda-
da de laverinlO, obra rica ede bom guslo:
quem a liver e quizei vender, procure a
casa n. 32, segundo andar, na praga da
Boa-V isla,
~ Compram-se eflectivamcnlo garrafas e
botijas vasias a 7,000 rs. o cenlo : na praia
de Santa Rita, restilagao de Franca & Ir-
mfio, e no deposito da inesuia, na liavessa
da Madre de lieos n. 5
-- Coinpiain-se inoedas de ouro de 20,000
rs. do novo cuubo brasilciro : na praca do
Couiiuei'ciu u. 2, primeiro andar.
(Jompiam-se
escravos derambos os sexos de 10 a 30 an-
nos, bonitas figuras : na ra Larga do Ro-
sario n. 48, primeiro endar
4 ditos de
an-
ua dito
can-
Vendas.
Aos unanles do bom e barato.
Vende-sena ra da Aurora u. 32, latas com
superior li..la\nili.i de ararula, fabricada uo
Rio de Janeiro a 2,400 rs., e a libra a 040 rs.,
ni.i iid 11_ a inglcza a 720, 500 c 400 rs., banlia de
porco a 32li rs., familia de trigo a 100 rs., dita
de ararula propria para papas e para engom-
inar roupa a lU rs., l'.u inha do Maranliao a
120 rs., sevadiuha a iliO rs., bolaxinlias .iine-
eanai a 200 rs., cliourifas a 4 rs., ervilliasa
100 rs., lucias carrafas de serveja a 280 rs.,
ditas iuleiras brancas ou prctas a 500 rs., vi-
udo do l'orm a 500 ra., atelu francs a oo rs.,
mu.o iiiuscatel a 480 rs., vellas de esperiua-
cete a (80 rs., lalliariiu c Iclria a 240 rs., ina-
carro a I0 rs passas novas a280rs., azeito-
uas .. 240 rs duzia de pralos beira azul i 1,080
rs,, tigellas a 800 rs. a duzia, loiicinlio de Lis-
boa a 20U rs., vellas de carnal.a do Aiacaty
a 300 rs., arroz pilado a 00 rs., dilo do Mara-
iili.ni a lOO rs., sendo em arroba o pilado a
1,500 rs., azeilc doce a 5b(l rs., frascos de ge-
11. lo .1 bollaudcza a 50J rs em botijas a .'liin
rs., sabo brauco a 220 rs., aioarellodo Rio a
140 rs., boies de grana inglesa a lOOrs., car-
las com traques a 240 rs., e todos os gneros
proprloi de venda por pceo commodo. Na
mesiua casa compram-se obias velbas de co-
bre, chumbo, ou oulro qualquer metal.
Vende-se una prensa para imprimir rc-
sistos, Icllras, coulieciiiieutus e toda qual-
quer obra de cbapa : na tua Imperial, nu-
mero l7,
Oleo especifico para curar a caspa c pre-
servar cahir o cabello : vende-sena ra do Rau-
gel n. 04 atHO rs. cada frasco.
- Preservativo contra o mal venreo : ven-
de-se na botica da ra do Rangel n. til, a 1,000
"I? E.'pffic.ned.o para dorej, .iplu.itic.j, :
continua-se a vende, u. ua do Rangel n. <:
botica que rol do tinado Seba.liao Josc de Oli-
C!la vndenllse lenco, encarnados cor segur
por 2.200 r. a duzia e 20o rs. o lenco : na ra
daCadci.iVellia n. 33. ,, .
- Vendcm-se pecas de cassa lisa senigoin-
ma com 20 jardas a 1,00o rs.,dlUS com I jar-
das a 2,400 rs., e 0111 varas a 240 rs. : na ra da
Cadeia Velhan. 33. ,
- Vendem-sc challes pretos de seda, opti
mos para lucto, pelo preco de 5 000 rs. cada
um : n> ra da Cadeia Vclha n.i.
.. Vendem-se pecas de panulnho verde coin
38 covados por 3,500 rs., e o covado a 100
rs. : na ra da Cadeia Velha 11. 33.
Balanca grande.
Na ra cstreira do Rozorio n. 43 confeilaria,
vende-se urna balanc grande com pesos para
a mesma, tudo he j aerido este anno, por
preco commodo,
- Vcnde-sc 'um terreno no lugar do Jcquia.
denominado Cazte, ou troca-ze por alguma
casa ou escravos dentro da praca: na ra da
Florentina n. 3.
Vdide-se superior pinno
de algodao p^ra saceos de assucar :
em casa d Geo Kewlliy ck Gom-
pahia, roa da Cruz n 1.
Vendem-se neos appare-
Ihos de niela! para cli : em casa
de Geo Kewtliy & Gompanliia,
ra da Crui n. 2.
Vendem-se reiins inglezes
elsticos, e ditos com borranhans
cliegados agora : em casa de Geo
Kewliy & Gompanbia, ra da
Cruz 11. 2.
Folias de papel com muito boni-
tas sortes para S. Antonio e
S. J o.
Conlendo perguntas e respostas, e de outra
qualidade > 80 rs. cada unii : na livraria do
Pateo iio Collegio n. 6, de Joiio da Costa Dou-
rado.
Treze.iar de S. Francisco de
Paulo.
Trezenario de S. Francisco de Paulo, um fo-
Ihcto por 320 rs. : na livraria do pateo do Col-
legio 11. de Joao da Cosa Domado.
Ijiv.inboi de sorte para. 8. Anto-
nio e S. Joiio.
Vende-se a I0 rs. cada um : na livraria do
paleo do Collegio n. 6, de Je o da Costa Dou-
I rado.
Vtn.leui-se relojios de ouro
para senliora, patente inglez : em
casa de Geo K-twlliy ck Gompa-
nliia, ra da Cruz n. 2.
Vendem-se cadeados de la-
lio de lettras miito su eriores :
em casa de Geo Ivewtby & Gom-
pnibia, na da Cruz n. 1.
Trezena -e Santo Antonio.
Tretena de Santo Antonio com ladainha,
versos e euppllra, para lodos os dias di/1'eren-
tes, uin folliclo poi 320 rs. .na livraria do pa-
teo do Collegio 11. (i, de Joao da Lela Dou-
rado,
-- Vende-se um terreno cin matas virgen!,
leudo no centro ja um pequeo cercado, e com
grandes pruporcoes para se levantar um bom
engenll > de fazer assucar pclaferlilidadee ca-
tencn das Ierras, e distante desta prafa ape-
nas quino legoa; : na ra da Aurora n. 44,
das 3 lloras da tarde em diante se dir quem
vende.
Remedio especial para boba o
era vos seceos.
Continua a vender-se este acreditado reme-
dio, e seu recciloario na botica da ra do Ran-
gel n. til. que foi do finado Scbasliao Josc de
Oliveira Macedo.
__Vende-se por mdico precio um faqueiro
de prala com a sua competente caisa cm muito
bom estado, c algumas oulras pecas : quem
as pretender, diriji-se a ra da Mangueira
na Roa Vista, casa n. 5, que se dir quem
vende.
Ao b.irateiro na ra do Collegio n. 3.
Vendem-se fazendas o mais barato possivel
do que em parte alguin.i, cuino sejam : leueos
de seda lavrada com franja para senbora a
1,000 rs., ditos para gravan a \ff rs., grvalas
de setini prelo e de core, a 320 rs., ricas mantas
de cambraia a 1,000 rs., chitas de coberta de
inuitos padroes a l'l rs. o covado, e oulras fa-
zendas c miudezas.
Rap l'.mlo Corilciro.
Na ra da Cruz n. 49, vende-se o bem co-
ndecido rape1 Paulo Cordelro, cm libras e ol-
tavas.
Bilhetea do Uio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na loja de miudezas da Pra9a da indepen-
dencia 11 4, veiideni-se bilheles inteiros, mcios,
([mu.-, mi 1 mi e vigsimos da dcciina-terccl-
ra lotera das Casas da Carldade.
Lotera do Hio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na ra estrella do Rozarlo travessa do Quei-
mado loja de miudezas 11. 2 A, de J. F. dos
Sintos \i.ui, vendem-se os muito afortunados
billittcs, meiot, quaitos, oitavos c vigsimos
da .1. un 1-1. 11 en 1 lotera das casas da carida-
de. Na mesma loja esl patente a lista da Inic-
ua da fabiica de vidros.
Lotera do itio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na prac> da Independencia loja n. 3, que
volli para a ra do Queimado e Crespo, veu-
dem-se os mullo afortunados bilheles, meios,
quarlos, oitavos e vigsimos da decima-tcrcel-
ra lotera das casas da carldade. Na mesma lo-
ja esl patente a lista da lotera da fabrica dos
vidros.
Loteiia do Uio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na ra da Cadeia do Recife n 15, vendem-se
bilheles, meios, quartos, oitavos e vigsimos,
da vigsima- stima lotera a beneficio do Non
te Po.
, (..intus I'.lillu-1 iv Compaahia.
ir Conlinua-se a vender no deposito
i& geral da ra da Cruz 11. 52, o eicel-
; linlee bem conceituado rap areia S
i; preta da fabrica de Gautois Pailhcl& fi
i CompanhiH da Babia, em grandes e p
; pequaial poreOes pelo pre^o eslabe- M
lecido. E
JQBMiMlMMdi|'IMliL filVFL
van


btitWW
De superior [qualidade.
Cimento novo, chegado ltimamente de
llamburgo vende-so no armazem de Vi-
cente Fcrrcira da Costa.
Vende-se um grande sitio no lugar do
Manguinlio, quo lica defrontc dos sitios dos
Srs. Carnciros, com grande casa do viven-
da, de quatro agoas, grande scnzalla, co-
cheira, estribar!, baixa de capim que sus-
tenta 3 a ravallos, grande cacimba, com
bomba e tanque coberto para banbo bai-
lantes arvoredos do Crudo: na ra da Con-
cordia, primeiro sobrado novo de um andar.
Para o invern."
A 2,2*0 rs. um corto.
Na loja n. 5, de Cuimaries vendom-se cortes de casimira do algodlo,
milito eucorpados, padriics oscuros, com 3
3|4eovados, pelo barato prego de 2,240 rs.
cada umcrlB ; assim como outras muitas
fazendas baratas.
A 56o rs. cada um.
N loja do Cuimaries & 'llenriques, na
ua do Crespo n. 5, vendem-so lencos de
seda, milito linos, para meninos, pelo bara-
to prego do 560 rs.; chapeos de sol de pn-
ninlio. nrmagio de baleia, a 2,000 rs. 0
antigoalgodiotiansado monstro, a 800 rs.
a vara.
Cor es de casemira elstica
pela diminuto prego de 6,000 rs. cada um,
acbam-se venda na ro do Crespo o. 5,
loja que volta para atuado Collegio, ulti-
onte chocadas.
cao bom Cozinbeiro, bonita fign- j. ^^--' *">"'" .
ra, de idade de c?8 nnnos : trata-
se com Alachado & Pioheiro, ra
do Vigarion. Ig, segundo andar.
Cera eni vellas.
Vende-se cera em vellas do Rio
de Janeiro c Lisboa, sortida ao
gos'o do comprador; tambem ha
cal virgem da melbor q#h no
mercado viudo de Lisboa.: tra-
ta-ge com Machado & Pinhei-
ro, ra do Vgario n. Ig, segundo
andar
\o bom e barato.
Ra do Passeio loja n. 9, de Albino Jos I.ri-
te, vendem-se curtes de mcias casimiras inuito
encornadas proprias para o lempo presente
pelo diminuto preCo de i.o rs. o corle, a el-
los antes que se acabein, assim como pecas
le chitas escuras a 4,500 rs. a peca, o covado a
120 rs., ditas para cobertas a ti,000 rs. a peca o
covado a 10 rs., lencos de seda com lindos pa-
dics a 1,000 r chapos de sol de panimiho
com barra a 2,000 rs. cada um, camhraias da
India bordadas a 100 rs. a vara, riscadosde li-
11I10 de cores 1 300 rs. o covado, dito monstro
a 200 rs. o covado, c outras muitas latcndas
que se deixaul de anuuuciar por Calta de
lempo.
l'olassa nacional.
Wnle-p siinenor nolassa nacional c-hega-
mmente cliegauas. .fiLSSnS do alo de Janeiro, por menos
Cortes de cinta do ultimo goMo gffi^Z&v*W^JJ^
,600*tav a ra do T
a 2,000 c a 2,500, o nlgod.'oznlio a 1,
e a 2,000 rs. a peca.
Ni ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a Cadeia, acaba de ehegar um
bello sortimenlo de cortos do chita de bom
gosto, com 12 cova los, a 2,000 e a 2,500 ;
agsim romo pegas de algodio com loque de
averia, a 1,600 e a 2,000; lencos de seda
milito bonitos, a 1,4*0, 1,600, 2,000 e 2,210 ;
alpaca de cores para palitos, a 800 rs. o co-
vado ; dita de algodiio, a 280 rs. ; e outras
muitas lazendas por precos comniodos.
Vende-se carne de vacca salgada em
tiarris i na ra do Trapiche n. 8.
?> Arados americanos. J
| Vendem-se arados americanos ver- ^
y^. dadeiros, ehegados dos KslailoS- r
> I nidos : na roa do Trapiche n. 8. <
-- Vende-se superior cognac velho, em
barris de 12 a 2* ranadas : na ra da Cruz
11. 55, cas 1 de J. Keller 6; Companhia.
Vende-se gesso em barricas, viudo no
ultimo navio chegado de Franca, tendo ca-
da barrica 20 arrobas pouco D1Iis ou me-
nos : na ra da Crol n. 55, casa de J. Kel-
ler & Companhi.
(jueijos e prezuntos.
No arraaiem de Manocl Francisco Martins &
Irmiio, vendem-sc qufijoa londrinos, prezuii-
tos Ingleiei o do Porto, latas com bolaiinha
ingleza, ditas dp araruta, ditas com sardinhas
eervilhas, ca ni s, conservas Inglesas, e mais
diversas gneros, ludo em conla: na ra da
Cruz n. G2.
3 C Q. Q C O c s ^ ._ 2 ,ui a c t: r. 0 J4 -O
C" - 1 H Q -
e 0 3 & > c-S .c9t% a 0 a g 1 11 & S 0 2 E ; C u IA 1 0
ee K- u 0 0
8 V E - fifificK O
t- ? -r 0 c 1. 5. > v c tL ce
0 ti 1 g X>%9 I* e T x u
c ce k ce li r. s f 81 u|f|Sf5 CC r. a-a ce - SflS O) */> a (X a- y -
c- filil!- JJ V T 9 I : c: X V
S tu S O. f X 3 ~ r. C
O ;5s4 J r. - -
-- Scmenie deortslice de lo-
da as qualidades, fiijjo carrapato inuilo no-
vo, viudo de Lisboa no biigue ('uiiciii.io tle Sla-
> ia : na rus da Cruz atlas da MCreslIS do C01-
pu Santo 11. 02.
olera da matriz da Boa Vista.
Aos loo 5:1100,000 rs.
Ha luja de calcado do Arantes na praca da
Independencia ns. l3e 15, vendem-se os mul-
lo Coilunados bilhetPl e ineloa dilosdesla lo-
tera, que corre Infallivclinenteno diaS de
iunho vindouro:a tiles antes que se acabeui,
llilheles "0,100
Mrios S.200
Cera de carnauba.
O mais superior (|iio lia nesle genero, ven-
de-se em por^ao e a lelalho : na ra da (.adela
do Kctife, hja n. 50 de Cunlia ,v Amoriin.
Vellos i't carnauba.
\ ondem-se vellas de carnauba, pelo bara-
lissiino piefo de 1,500 rs. o ceuto : na 111a
da Cadeia do Itecile loja 11. 50 de Luuha -v
Ainoriiii.
A ?4 is c.ida tima.
Chrguem a ellas antes que se acabein.
As ptimas esleirs depalhade carnauba,
pelo baratsimo preco de ilo/.e vinlins cada
un a : 11a ra da Cadeia do Recte 11. 23, ar-
mazem.
A dinheiro visla, a 8,5oo rs. a
arroba.
Vellas de carnauba de ptima qualidade, fa-
bricadas no A1.11 : veudem-se ua ra da Ca-
deia de Recite, armaiem n. 23.
Vende-se mullo boa larlnha de mandio-
ca de S. Caliierina viuda recentemente do liio
de Janeiro : no armazem de llias cv Couvria,
defronte da Linguete no caes da allaudega.
>a ra da ruz n 7, no primelio andar,
vende-se salsa parrilhade boa qualidade, che-
gada prximamente do Para no vapor Impt-
inliiz.
Kua Nova n. 6, loja de Waia lla-
mos &t G.
Vende-se ritos capotii.ho de verdadeiro
silim-inacac'i, assim como de chamalole prelo
e de saija de cordaosinho, seitdu licamante
guarnecidas de bonitas franjas e traumas as-
segurando o aanuncianle que siio os mais li-
eos que at boje leal apparecido; c os procos
uiuilao convido ao comprador.
Vende-se a verdadeita .*e-
cupira merim de toda grossina,
piopria para fabrica de carros e
carrocaa : quema pretender, di-
da r
lama ruado irapiche n. 34, com .\ovaes o
Companhia. ,
Uequeles para enfeites de ves-
tidos.
Veudem-se reqiiefifos de todas as cores pro-
prios para enleiles de vestidos pelo diminuto
proco de 210. 320 e 100 rs. a vara : na ra do
(Jueimado loja de miudeas junto a de cera
numero 33.
__Vendem-sc charutos da la-
bia de muito boa qualidade a rs.
i,5oo cada caixa de cem f no pa-
teo do Collegio, casa do Livro
Azul.
Camisas de meia.
Vendem-se camisas de meia as mais supe-
riores nut o pdem encontrar a l,280 rs., di-
tas de coros padrdeS muito bonitos a 10,00 rs. :
na ra do Queimado loja de miudeas junto a
de cera n. 33.
vicias de laia para padres.
Vendem-se superiores ineias de laia para
padres polo diminuto proco de 2,000 e l./IIO
rs.: na ra do gueimado, loja de miudezaf
junto a. le cera n. 33.
. Uicas lilas Invradas.
Vendem-se filas lavradas de dillerentes lar-
guras as mais linas que sp pdem encontrar e
de muito bonitos pailies : na ra do Queima-
do lujado miudezasjiintoadccera^ u _
-- Chegou o novo rap de Lis-
lira, o qual se vende as < lavas :
na ra da Cadeia do Hecile

D, 1
]ue
rija-se a ra da : raa n.
ln se dir qoem vende.
Vende-se um escravo dena-
nu
mero i5.
CA o*a luja do sobraJo ainarello nos qiia- (J
X iro cantos da ra do gueimado n. 2'J,
*" irm para vender um grande sortunen- ~
<3 to de cortes de caljas de meia casimira,
padroes de casimiras linas e pelo dlllll- V
(S uto preco de 3,000 rs. cada curte. Qp
Vende-se una taberna com poucos "ju-
dos, sendo armafio nova e muito barata, a qual
se aoha Coichada, na ma Dimitan. 36 i queni
a pr< tender, onleiida-se com Joo Martins de
Sarros que llie prometlc fazer lodo o ne-
gocio.
Madama Bosa llardy, modista
brssileira, ra Nova n. 34-
Annuncia ao publico, que aeaba de receber
de Franja um lindo sorliinenlo de capoilnlioa
prelos e de cores delicados muito enhilados,
gros de naples c chamalotes, ditos de fil de
I111I10 proto para senhora, gros de naplos (le se-
da furia cores para vestidos e capoliuholi dilos
de cor de rosa e gorguro de rosa para vesli
dos c propriiis para chapeos, gros de naples 1
chamalotes piolo para espolinos, bolotas pro-
tas para capolinhos, lianjas e trancas piolas e
de corps para capolinhos, llancas de seda
branca, asul, coroe rosa, roxa, azul para 011-
loilar vestidos, lOWS de seda o pellica para se-
nhora o meninos, nielas de seda para criancat
de I a 1 anuos, capillas de llons para bailes o
caiamenloi, ricos chapos de seda lian/ida
para senhora, ditos de palha para senhoias
meninas, cuapoilnhoi de seda para enancas
de 1 a 1 aunos, lindas locas para senhoras viu-
das de Franca,romeiras, oamisluhai com gol-
la o SCU1 polla, com o poilo bordado o guar-
necido de icnda e bico de linho, peililhos de
cambrais bordado com bico de linio, mangui-
tos do fil de linho, cambraias de linho borda-
das, enfcilrs do llores de caboia para bailes e
thealros, eqiarlilhos para senhora, o que ha
de melbor, armacao e capas para Ca/or cha-
peos, lilas, penachos, llores, perfumarlas,qui-
se vende polo custo, quorendo acabar pi lo I.'
de julho, lindas toucas para baplisar meninos
viudas de Franca c hilas aqu. fa mesina loja
se faz voslidiiihos de menina e de casamento,
capoladlos de cucouimcuda por preco com-
modo,
Na ra do Collegio n. 25, venda da quina
defroule do corroio, veudem-se os verdadeiros
chaiulos S. Kclik, por menoi prejo do que em
oulra qualquer parle, e ascgura-sc a sua boa
qualidade, asshu como muitas outras quali-
dades.
__Ko armazem da ra da Moeda n. 7, con-
linua-so a vender saccas com superior colla
das fabricas do Hio Grande do sul, e o prec-u
em conla.
Atlencao.
Na loja nova da estrella na ra do Queimado
11.7, com frente ao neceo do Pelae-Frito, ven-
dem-sc por pceo baralissimos poyas de chitas
linas a .Oi 0, 0,500 e 7,000 rs., chitas l.rgas
Cranrezas mullo linas a 280 rs. o covado. cor-
tos de cambraias de salpico miudos do ultimo
gosto desvarase meia a 0,500 rs., curies do
casta admascadas de rainagens para Cortina-
dos de vara de laigur.com 2 varas a M.000
is.,chilas linas em ovados a 10, IS'J c 500rs.,
dita para coberla lina a 240 is. o rovado, casta
lisa lina a 180 rs. a vara, paoolnbo de vara de
largura a 480 rs. a vara, pocas de inadapolao
lino a 3,600, 3,800, 4,000, 4,400 rs. e muito lina
a 5,000 is., alpacas de linho miudas propri-
para palitos, jaquelas e calcas a 400 rs. o co-
vado, corles de gambreos para calca a 1,800 e
2 000 r dilos de meia casimira de laa a 3,000
rs., c outras muitas Cazendas por procos ex-
traordinariamente baratas, parase acreditar
dita obra.
__Vende-se cera de carnauba do Aracaly,
pr lies de cabra e sola por prefo comuiodo : OS
ra dos Tanociros armaiem u. 5.
__Veude-se tres sacadas do pedia de
No Atierro da Moa Vistt, obrado n.
17, vende-se urna commola uo angico e
outra do mogno com secretaria em bom
uso, um palanquim, o tres armarios de
vidraca, ludo por proco commodo.
Vende-se a taverua sita na Paisagem ao
peda ponte, com muito pouco tundo, propria
para um principiante : quem a pretender, di-
i n.-1-r.c -i mesma.
Tinta prcta.
HTioU prota muito preta cuja qualidade se
tarante cm frascos grande queteni garraf, e
meia a 480 rs. cada um : no pateo do Cclhg.o,
casa do Livro Azul. ,,
Cunlta & AnioiinWia rn >' <--
dcla do leeilWi. '
Venden pannos inescladoJ para palitos 'a
2 400rs. ocova'o. cortes de caslmli as superior
res a 5,000 c 6,400 rs. o corte, riscados pio-
prios para vestidos e para outra qualquer
obra com trinla pologadas de largura a 220 rs.
o covado, casimira de urna largura mesclada
a 1 200 rs. o covado, e outras muitas lazendas
por preco muito commodo, que a visla se
mostrarao. ,
Novo manual
Do DMliiiWor e do Perfumista.
Conten o methodo de doslillar as agurden-
los e o espirito de vicho ; de lompor os lico-
res finos e superfinos de aromas frucUs e llo-
res-de fazer os que se chaman, rala las; de
conserva as f.uc.a's en, agurdenle -, de obter
a agoardrn.e de varios Crudos e coreaos; de
meparar >S massas a-omal.cas, pos, sabonetes
de toucador, agoas t vinagres aromticos, ex-
tiacus cssenoiaes colon,, nova in.pre.iao rc-
t e emendada : 1810, encadornado I vol
3,000 r.. : vndese no paleo do Collegio, casa
do Livro Azul. r
Loja da estrella, ra do Queima-
do n. 7.
Vendem-so sarjas pretas l.espanholas pelo
barato meco de 2,0< e 2.200 rs. o covado, cha-
. de sol Irancoze. de soda do ulumo goslo
multo fino! a i.500 e 7,00 r, a elle, antes
que se acabein. .
Loja da estrella, ma do Queima-
do n. 7.
Vendem-sc superiores cortes de casimiras
pretas, setim com 3 covado. e mel pelo bara-
to preco de 0,500 r. e pannos finos de todas
as cor, lamben, baratissi.no..
Uicas franjase trancas para mtn-
teletes.
Vendem-se tranca, e franjas para mantele-
tes do inclh->r go.to posslvel: na ra do Quar-
teis n. 24, loja de Jos Das Simos.
Colbeies tle metal principe.
Vendem-so oolhoros para cha e para soupa
de metal principe, por proco mais mdico do
que en. outra qualquer parte : na ra dos
Quarlcis n. 24. loja do Jos Dias Simos.
l-'acas e garlos.
Vendem-se facas e gaifosde muito boa qua-
lidade 3,00" a 3,400 rs. a duzia : na ra dos
(.luartpis n. 24. loja de Jos Dla.Simdei.
Caixas para charutos.
Vendem-so caixiuha. 011 charuiciras de Ja-
caranda mullo delicadas proprias para guardar
charutos por prejo mdico : na ra du> Quar-
lcis n. 24, loia de Jos Dias Simes.
Vende-so um moleque de 15 annos cri-
nulo, bonito, proprio para o campo por estar
acoslumado, ou para oulro qualquer scrviyo ;
na ra larga do llotario o. 35, loja.
Vende-.e nina iirgiinha do bonita figura,
com idade de i4 a 15 anuos pouco mais ou me-
nos na ra da t.adela do Hccife, loja de miu-
desas n. 7. Na mesma loja vendo...-se ocios
de vern longepor proco commodo.
.. Vende-se urna lardinha de i annos, que
cose, engoin.na e cozinha, leu. boa conducta,
c veio vendida do malo por estrea noco.sida-
do, assim como um piolo crinulo sapaleiro de
toda a obra, inest.e do sou cilicio, que da 1)40
rs. diarios : na.ua Inga do Hozario numero
35, loja.
__Vende-se um terronoiruilograi.de con.
unta olaria que Ion. barro para todas as qua-
lidades de obras, do tenas o l.jollos, na Passa-
gero da Magdalena defronte da Capunga : quem
a qulzer, pode ir fallar no sitio da jaquoira
cu, o seu dono.
Vende-.-e urna porclo de gargtntilIlM
francezai de sljufres de cores sorlidas, o
igualinoiite ditas prelas para luto, prega-
das en. suas i (iinppienles caixas, pelo ha-
ralissimo pre^o do t,400rs. cala ornado-
7.ia ; tambem se vende dusenlOS lOSCOS
dealjif'P snrti'los, riesmente enCpilados,
tendu doze Dos cada um msco, pelo dimi-
nuto prego de 400 rs de cada um msrjo
isla he que he a verdadeira pesincha par
11- 11.hores legistas de miudeas. que se
acabaiiJo ell", 080 sppsprceri oulra igual.
Os prelendentes dirijsm-se ra nireila
sol rado 11.88, leicciro andar, i|ue a vista
da lateada su diminuir no prego.
Cheguem ao Borato.
No l'asseio Publico laja n II, cortes dp
caoibiaia de cores, io diniinuto prego de
2,000 rs. ; cortes de 15a par vestido a IfiOO
corles de mcias casemirss d'algodno a 1140
rs. : a tiles anli s que se araheu), em rSSo
da mulla exlraccjlo.
-- Vende-se rica seda azul Curia cores.
CapolinllOI de soda Curta coros, e de fil
preto, hsmoi con o um sortimenlo de rica>
toucs para baplissdos, por prego muito
em cotila : ua loja do Duarle, ra do Cs-
bug.
Vende-se urna rica monlaria inloira
para senhora con. Ico jaqu de velludo
prelo bonet, sellim ludo som uso algum ;
na loja de Francisco Joaquim Duarte so dir
qurm vende.
Vende-se una negra de bonita figu-
ra, sabe muilo bv.ni engommar, cozinliar,
Isvar e Cazer todo arranjo de urna casa :
na rua do Uosario Larga, segundo andar
por cims do aimazen. de lougi.
Ve'udem-se sapalos do Arcaly, tecem
chogadi s para honein, e menino, Cellos ja
muito a capicb'oj isto pelas repelidas ie-
comn.(indagos quudaqui se le 111 leilo aos
'abiioanU-s esta calgado alm de si r
nacional, cln ga paia todas as classes por
si rem eu. conla, a n8o fazer rallos ; quem
os quizo-, va na rua haiga do ltosai io (11.
35 loja.
l

U VenJe-se no deposito geral, rua do.
1 Quarteis 11' '24, loja de Jos DiasSime. |
1, o muito luperior rap Arela Preta Prdro i
* II en. poqiin.as e grandes porces, pelo |
i- pirco j cstabolocido, garautindo o de- J
1- posila.io a sous freguezes a Caculdade I
J de lornar-ll.es a receber no caso de se tt
\i achar em mo estada.
;i:,..,,...., ,,.-. to^.-.gtmmmi*: -i. ~ i
Vende-se, ou permuta-so por una ca-
sa terrea no Usuro da llo.i VSls,em boa
la, que totilu bastante couiiiinilo, paia
grande familia, com bom quintal murado
ros, e soiao com Irapoira, com bonita vis-
-s. loia repartida com boa cacimba na mes-
ma loia. em chSos proprios dentro do bair-
ro do IteciCe, o qual rendo mensalmen e
trinla c dous mil rs. : na rua da Sensal a
Nova, venda n. 7, se dir quem Caz esto
negocio.
Vende-se um pianno inglez, em bom
oslado, e proprio para quem principia em-
prender, muilo em conla : ns aua de s.
Goocalo n. 20..
--Vende-se suprnores ctarotos Em -
ios, e camaristas: na rua do Queimado
n. 53, ao pe da loja de chapeos. .
Vendem-se petjas de chita a
4#000 rss.
Vendem-se pegas de chitas limpss boas
para escravos a 4,000 rs., e a 120 a retalho:
na rua Larga do Kossrio, n. 48 pnmetro
andar.
~- Vende-se um checheo muito cantador,
em conta : na rua Direita n. 120.
Vonde-se] bOil mangos, gordos, bons
para carroga ou carro, assim como garro-
tilos, ludo por precos commodos : no si-
lio Cavalleiro, junt do engenho Jangadi-
nhs.
Vendem-se cbapeos de pa-
lha do Chile de diversas quali-
dades c a precos rasoavds : na rua
do Trapiche n. 5, e-eriptorio
Vende-se um rologio patente suisso: na
rua Nova 0. 16.
Bombas de Ierro.
Vendem-se bombas de repino,
pndulas e picota para cacimba :
na rua do Brum ns. 6, 8 e io,
lundic5o de ierro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com cambio de sicupira e bracos
de ferro : na fundicSo da rua do
Brum ns. 6, 8 e io.
Lotera da matriz da Boa Vista.
Aos lo:ooo#ooo c 5:ooo8ooo.
Na rua da Cadeia n. 24, loja de cambio da
Viuva Vieira & Filhos, vendem-so os mui
aCortunados bilhetese meios dilos da mes-
ma lotera, que corre impreterivelmente no
dia 2 do junho prximo vindooro.
Ililhetes inleiros 10,000
Meios # 5.000
Antigo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. 17, ha
muito superior ca nova em pedra,
chegada ltimamente
A 2,600 rs., cada um par.
SapatOes de couro de lustro, obra do Ara- na Laica ^le
de Lisboa
Igrali-ii! lamilla, con. ouui quiiu.u miirauu buscaras porcOes de cal branca lina pira qi
o cacimba por um sobrado de dous anda-1 quer dono de obra que houver de precisar.
caly, muito bem, acabada e haralissima, o
queos Srs. compradores reconhecerSo a vis-
ta da qualidade: na ruada Cadeia Velha
n. 17.
- Vendem-se pinnas de ema, cera ama-
relia, c pelles do camurg, ludo por pre-
gos commodos: na la da Cadeia Velha,
luja do mimlezas, n. 17.
__Vendem-se dous escravos crioulos de bo-
nitas figuras e por pre{0 commodo : na rua do
Fogo n. 23, se dir quem os vende.
Na rua dasCruzesn. 22 segundo andar,
vende-se 3 escravas do 20 a 26 annos, en-
gommam bem, cozinham, cosem cusltura
chSo e lavaui de sabio, e um moiecole
crionlo de 18 anuos linda figura.
___Vende-se um lindo mulatinho del
anuos, que serve muito bem de copeiro,
assim como monta muito bem a cavallo,
e or isso bom para pagem ; urna negrinha
Ja 12 anuos, que coo muilo bem, e com
miliarios e habilidades, 3 pretas muito
moess, que sio b( as quitandeiras, 2 pre-
los bons para todo o servigo : na rua da
Cadeia do KeriCe 11. 51, piimeiro andar.
Vendem-se ciliadas calcadas con. ac,
muilo bem Coilas e forlos : na ma Nova loja de
ferrogons n. 16, de Jos I.uit Perclra.
__Na ruadas Larangeiras n. 14
segundo andar, sempre ha muitos bons es-
cravos para vender-se per prego muito mais
barato do que em oulra qualquer parte, e
sabendo-se dos vicios, achaques e molestias
dos ditos escravos nio se oceulta : negras
mogas, molecas, urna mulatinha do 10 a 18
annos, que cose, engomma e cozinha bem,
o he recolhida ; urna nrela de 18 annos que
en gomma, cose e faz laharinlo por 420,000
rs. da-se por este prego por ter Calta de
menstri'sgio ; urna preta de meia idade que
cozinha magnficamente tanto de fugio co-
mo 'de fo"no ; urna muilo boa quilandoira ;
9 escravos, que servPtn para todo o sei vigo ;
um negro ptimo cozinnei'o tanto do fo
g3o como de Corno e um molecflo pesga com
o ofliciode alCaiate, e que ptimo pagem.
__Na na-Visla, e no breo dos Cerreiros n.
ha 3 hairii de 3 em pipa de ptimo vinho de
caj para se vender; na mesma esto-se a-
pronlandooiilros vinho. de ananaz,_ manga,
e ginipapo : dos dous ltimos muito poco, pre-
Core-se aos que os encomendaren!.
Latas rom encllenle sopa de ervag,
e ervilhas de Lisboa : na rua do Trapiche
n 9, armazem por baixo do hotel Francis-
co.
Vende-se li escravos sendo 2 lindos molo-
ques crioulos bons olhciacs de ped.eiro, de
idade 20 a 22 annos urna bonita mulata reco
Ihida ptima mucamba, cojo, emgomina bem
costaba ptimamente; 2 crilas de idade 18
anuos com alguina abilidade, 4 escravas de
lodo cervico, l escravo ca,rreiro, 2 escravos de
cervico de campo con. bonitas figuras: na rua
Dirrita n. 3.
.- Vende-se um pardo .em achaques, per-
leito serrador, no segundo andar da casa da
rua cstrrita do Ro/.ario n 31.
Novo trem de cotinha
. liad ii.ii, carcarolas, frogidoiras e pancllas de
Cerro Corradas de poicclana, Caca, com gaiCds
de cabos de i.iarliin, osso lino, colheres de
metal do principe, buies e caCeteiras de metal,
machinas para Cazer caCe : na la Nova loja de
Cerragen. n. i, de Jote l.ui/. Porrira.
Asscnboria doceiras.
Novas hcelas de faia pintadas a gosto. mo-
dernos para qualquer quanlidade de doce : na
rua Nova loja de l'erragcna u. iG, de Jos Luiz
Peroira.
Carlos llardy otirives, rua Nova
numero 34.
Annuncia an publico que quorendo liquidar
as obras de ouro que tini, as vende polo custo,
lindos arferecos para meninas de 12 a 13 anuos,
coi pulleirai, brincos, alliuetes c carganiilhas
a -lO.OuU is., para senhora a CO.OOO rs., e ade-
ro(os de senhora brincos, alunles r gargant-
illas a 35,000 rs., pulceira a 23.000 rs., u.ua a
28,00l> rs., a.iris osmallados para senhora mui-
lo lindos a -1,000 rs. cada un, un sorliinenlo
de brincos para meninas o senhoras que vende
igualmente polo cusi, todas estas obras sao
de ouro de lei.
Aviso aos Srs. cuiives.
Una grande porcao de cadinlns Crancrzes
sonidos de lamai.ho, que se venden, en. reta-
lho c iiii porcao por pre;o commodo, tornos
de man, armacao de serrotes, Cerros de aliui-
par suida, podra de desunir. Na mesma loja
cima.
Vende-se um preto de dado de 20 a 23
anuos, de bonita figura : na rua Nova n. 39-
Vende-se ua i ua do Hospicio sobrado em
Crente ao lili. Sr. chele de polica, una in-
billa iutelra o. bom uso, de Jacaranda.
Veudem-se vellas de carnauba por piejo
muilo commodo: na la do .tlondogo u. 17.
Na botica da rua do Lollegiu de Peixoto
& Piulo, vendem-se a. bem conceiluadas pi-
lul.is paia bubas, cravos seceos e dore, por
mais antigs pie mj.hu, cujos buns elleilos
conCocaui todos que ti ni Coito uso ilellas, com-
posi^iio do phaimaceutico Sebastian Jos de
Ollvelra .'dacedo, cujas pilulas ouir'ora se ven-
diam ua botica da rua do llang 1.
tul luiiiica (h Jugunriue.
No bai.ro da hoa Vista rua do Pires u. 19, ha
urna porcao de alquoires de el branca de ja-
guaribe paia se vender, e tamben, ua uiesuia
cas i lia pessoa que se iucumbe de mandar
buscaras porcos de cal branca lina pura qual-
Potnssn I lUissIa.
Vende-se polassa da liussia, recentemen-
te chegada, e de muito superior qualidade,
na rua do Trapiche n. 17.
Tecido de algodao trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Cadeia n. 52,
vendem-se por atacado duas qualidades,
poprias para saceos de assucare roupa do
pseravos.
Escravos fgidos.
Boa gratificagio.
No dia 13 de margo do crrenle anno des-
appareceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora oSr. |)r. Male!, o mole-
que Margal, o qual he bem conhecido e tern
os seguintes Biguaes : representa ter 20 an-
uos, baixo, ebeio do corpo e carcundo, cor
fula e sem barba ; lem Calta de um dente na
Crenle do queixo inCerior e he lilho do ser-
tilo de Paje, por isso julga se para l ter
ido : recommenda-se, portanto, aos capi-
tles de campo a captura do dito moleque,
que serio bem gralilicados.
-- liesappareceu, no dia 18 do passado.Jo
escravo de nagio Cagange, de nome Jos,
representa ter 25 annos, baixo, grosso do
corro, sem barba, rosto abocetado e ps pe-
queos levou caiga de algodio transado
com li-dras azues e carniza de algodioi-
nho j rota : quem o pegar, leve-o a rua do
Vigarion. 22, primeiro andar, ou na rua
da Cadeia do Recife n. 51, que se recom-
pensar.
__No dia 16 de Cevereiro, desapparecou
a preta Joaquina, do nagio Cassange, re-
presenta ler 35 a 40 annos ; baixa, cheia do
corpo, sendo regular, OOr Cula olhos pe-
queos, e com carno sobro elles, lem u-
ma costura na cura no lado esquerdo, po-
rin muito apagxda, que mal se percebe;
nariz chato, com Calla de alguns denles, de
um e oulro lado, e Ceia, tem urna empin-
ja pelo rosto, que perece ser bexiga, pei-
los muito pequeos e murxos, tem slgu-
mas sicatrizes do rolho as costas, tem as
nadegas empinadas para traz ; he bem Cal-
lante, representa ser crioula : ltimamen-
te estove oceupada no servigo de cozinhs,
costuma andar suja eemhriager-se ; quan-
do Coge lem por Costume andar pelos re-
baldea desla prac, que tomando e lavan-
do roupa, intilulando-se de forra. Iies-
confia-se que estoja scivindo cm slguma
esa como Corra ; as pessoas que se estilo
servindodella na boa C, queiram denun-
ciar, do contrario se usar dos meios que
concerle a lei. Itoga-se as autoridades po-
liciaes ecapilies de campo, ou a qualquer
pessoa que aprehenda oua Caga aprehender
e liv.i-la a seu senhor Domingos da Silva
CtmbOt: na rua das Cruzes n. 40, qu
serio generosamente recompensados.
Desappaiecersm do engenho Brejo,
Creguezia do S. Amaro de Jaboatio os se-
guintes escravos.; Alexandre, cabra escu-
ro, idade pouco mais ou n enes vinte i
viulo cinco annos, mareado com um bexi-
ga, em urna ds Caces, estatura regular,
pouro barbado, tem alguns pannos preloj
no hombro diieito ; consta andar por Igua-
rass, onde tem prenles ; est fgido ha
quinze dias: Filippe, preto crioulo, idade
pouco mais ou menos Iriniae cinco a qua-
renta, annos lem alguns cabellos brancos ;
este est Cugido ha um anuo. Cralifica-so-ha
generosamenle a quem pegar qualquer des-
tes escravos, e o levar ao dito engenho,
ou nesia praca a A. I. llego Medeiros, na
rua do Trapiche n. 7.
u .ia p. iviviam do poder do abaixo
assignado, os escravos seguintes: Catha-
riua, de nagio cagange, baixa, com Calta
de denles na Crenle, com algumas marras
as cosas, siguaes de sua naco ; a qual
fugio em 1832, com idade de le annos, e
deve boje representar 35 annos; Jacob,
paido de 18 anuos, secco do corpo e es-
pigado, tem cabellos estirado, falla de um
do.te oa frente, e um pequeo taiho na
niagan do rotlo, o mais visivel sgnal ha
a marca de um caustico as costas, l'u-i '
em dezemhro de 1847 i quem a apprehen-
der ou quoira dar noticia dealgum, diri-
jase rua Nova n 16, que gratificar.
Jos /.ni; Pereira.
No dia 5docorrente, fugio do enge-
nho Mussumb, comarca de Cosnna, o
pardo escuro, Luiz, escravo do lavralor
do u.osmu engenho, Aulonio Pessoa da
Aibuquurque, e lem o dito escravo os sig-
naos seguintes : he baixo, secco, rosto
redondo e cheto, orelhas pequeas, sobre
a sohranceltia direita lem urna pequeua
sicatriz, pouco barbado, representa lerda
vuiie e dous a vinte e cinco annos, tem o
dedo ndice do p direito defeituoso : quem
o prender leve-o a seu senhor no lugar da
sua residencia, ou no Itecife a Verissimo
Jos Moieira na rua do Cres,>o loja n Mi
que ser genorosameulu reconueusado.
pR'h'. NfATvi'-'i: M.F. nr. Faii \-


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