Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05334


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Full Text
nr
BSajWM
Anno XXV TI
Quinta (cira 8
faiitidas sos ccmnrios.'
Golaona e Parahiba, s segundas e sextas felras.
Rio-Grande-do-Nortc, todas as quintas fciras ao
ineio-dia.
fiaranbuns e llonito-, a 8 e 23.
Itoa-VIst-i c Flores, a 13 c 28.
Victoria, s quintas Tetras.
Olinda, todos os das.
EPHEJtmUDZa.
Nova, a I, as 6h. e 42 m. dam.
Cresc. a 8. as 11 h. e 14 m. da m.
Cheia. alS.as 5h.e 45 m. da n.
Ming. a 22,sl0h. e38ra. da t.
nUMAB DE HOJE.
de Maiotle 1851.
N. 104
DA SEMAIWA.
^#ANMBBUiaBMB .--a/lfl.*:i
Primeira s lo horas e 54 minutos da matihaa.
Segunda s 1) horas c 18 minutos da tarde.
wtaumBBj-'jt-ai-TiniiiK umwi
DAS
5 Seg. S. Pi Aud. do J. d'o ( Tere. S. JoSo. Aud. da Chae., do J. da 2. va-
rado c. ,e dos feitos da fazenda.
7 Quart S. Estanislao. Aud. do S. da 2. vara.
8 Qulnt. 8. Apparico de S. Miguel Archaujo.
Aud. orf. e do S. ni. da primeira vara.
PREQODASimsOHlPqAo. 9 Sext. S. Geroncio. Aud. do J. da l.vara doei-
Portres meses /adiantados) 4/000 vcl, e dos feitos da fazenda.
PoseUme" 8JO00 i0 Sab. S. Plldclpho. Aud. da Ch. c do da 2.
Pnrumanna 15/1W!". vara do civel.
Porum anno tf ^^ d( Bgm pa|tor
EjjlSftar.7n_-.ris--.-.; uj.-i
CAMBIO I 7 MAIO.
Sobre Londres, a 29 d. P. I#M0 ri. 60 das,
u Pars, 320-por fr. nominal.
o.V^&22h.iM..... m i S
Moedas de 6/400 velhas. 1000 a IW|*
. de 6/400 novas 16/000 a Ibrew
, dc4f000....... 9m0 a /W
Prata.-Patacoesbrasileiros.'... 1JW0
Pesos columuarios..... /92 !t"
Ditos mexicano......... l/l>80 a 1/7W
v j PARTE OFFICUL.
govehno da imvovncia.
EXPEDIENTE DO DA Io IR MAIO DE 1851.
Offlclo. Ao Exin. presidente doCear, re-
metiendo copla do termo do contrato, pelo
qual Manoei Nunei de Mello se obrigou a con-
dutir para o porto daquella cidade na escuna
Mara Firmina, de que he mestre, os objectos
vindos da corte com destino para a mcsma
prorlncia. OIBclou-se nesle sentido ao ins-
pector do arsenal de marinha.
Dito. Ao com mondo das armas, dizendo
que pode fazer seguir para a corte no vapor
que se esperar do norte os dous ofticiaes infe-
riores do segundo baialho de arlllharia p
que se acham empregados na pagadoria mili-
lar, devendo porm ser substituidos por ou-
trns doscorpos desla guarnicao.
Dito.A tbesouraria de fazenda dizendo,que
cin vista de sua informaciio, e sob a responsa-
bilidade da presidencia, nos termos do decre-
to de 7 de maio de 1842, pode autorisar ao ins-
pector interino da alfandega desla cidade a a-
bonar a porcentagem dos empregados daquel-
la reparlico, al que o tribunal do thesouro,
resolva respelto, visto estar esgotada a con-
signaco destinada para seinelhante despeza.
Dito. Ao ebefe de polica interino, para
fazer seguir para a villa do uabo no dia 4 do
correute : afini de responder ao jury naquel-
le termo, o preso poltico Miguel Alfon-
so Ferrcira, requisitando docomniandante das
armas ai pracas de cavallaria, que julgar pre-
cisas para acotnpanhar ao referido preso.
[teste sentido expediram-se as convenientes
ordens.
Dito." Ao mesmo previnindo de que breve-
mente tem de seguir para a villa do Hrejo um
destacamento de polica cni substituirlo ao de
primeira linha que ali se acha, fm de que
approveile a occaio para remetter os pjesos
que tiverem destino aqu 'lia comarca.Nes-
K sentido expedirain-se as convenientes or-
dens.
Dito. Ao julz municipal e de orphos do
(crino do Hrejo para que faja remetter para
esta capital pelo destacamento de primeira li
nha existente naquella villa que tem de ser
substituido por outro do corpo de polica, o
preso Manoei Martinscondcnuiado gales per-
petuas pela morle do lente coronel Antonio
Francisco Cordeiro de Carvalho : alim de ser
rrcolhido na cadea desta cidade como mais
segura.
Dito. A tbesouraria da fazenda provincial,
transmittlndo urna copla do contrato celebra-
do pela contmissHO de polica da asseuibla le-
gislativa provincial com Manoei Figueira de
Para para a publicaran dos Irabalbos da mes-
illa asseuibla por tachigraphos.
Dito. Aovigario da frrgueiia de Itamarac
para que remella una declaraco do dia cin
que falleceu naquella freguciia o major da
quarla elassedn ejercito Joaquim Jos Haiidcl-
ra. Igual ao vigario da freguezia do Cabo
cerca do capitao da quarla classe do exereito
Francisco Antonio de S Brrelo.
Portarla. Mandando dar transporte para a
cuite, como passageiro'do governo, no vapor
que se espera do norje Jos Antonio da Sil-
va, que leve baxa do servido.
INTERIOR.
s. paulo.
S. Paulo. 16 de abril de 1851
Decididamente Vine, he o inaior inimigo do
meu socego. Kstava eu muito contente pen-
sando quepassaria-se a festa que boje cometa
se ni maiores attrbulaces por causa desta cor-
respondencia ; pois l linha duas caitas de so-
Lresalente, que esperava nao me viessem de
retorno seno de 20 em dante. Entretanto,
qual nao foi o mcu desaponlamcnto recebendo
o* Jornaei do Commercio de 8 e 11, e vendo nel-
Ics essas preciosas reservas, preparadas com
lano cusi, cui favor da suspirada folga !
Para que tem Vine, lana soft'reguidao? Nao
na melbor ir dando cada semana urna carta,
euibora l tivesse mals de urna ? Se liouvesse
noticia retumbante que Vine, quizesse dar logo
aos sucscarissimos leitores, eu leria o bom ac-
cordo de preveni-lo. Mas qual! Vine, jurnu
que me havia fazer andar da sala para a "cozi-
i.l i, e obrigar-me a vi ver em dia com os cr-
relos, cousa que raramente me aconteca. Sir-
va este desabafo, muito justo e necessario, de
preludio s poucas noticias que nesta occasio
lbe dare.
Completaram-sc honlem os dous me es da
sesso da asseuibla provincial : porm, vis-
la do atraso dos trabalhos, foi prorogada at o
11111 do correute niez ; e aluda assim duvido que
se concluam todas as Icis annuas a teinpo de
dispensar-se nova prorogafo ; pois que en-
tilo as feslas, e do dia 17 al 22 eslo suspeu-
sos os trabalhos, e al 30, su rcslam 7 das
uiels. A lei do orcamenlo municipal esl em-
piasada ha inultos dias ; a do orcamento pro-
vincial marcha inuilo lentamente em segunda
discusso, e levar ainda pelo menos quatro
sessoes a concluir : accrcsce que mullas ques-
loes importantes foram rcmeliidas para a ter-
cclra discusso, queconseguintemente tem de
ser demorada. Aopposico nao tem procura-
do prolelar o dbale ; mas a maioria nao esl
tao compacta e concorde que pudesse baldar
qualquer designio dilatorio da minora.
Passou, ha quatro das, em terceira discus-
so a lixaco de tortas ; e a emenda do Sr.
Sampalo, aceita e sustentada pela opposico,
foi rejeltada por um voto, havendo 12 contra e
ll a lavor; e assim flcou eslabelecido que o
regulamento militar ser applicado olficia-
lidade do corpo de permamentes, menos na
parle em que iinpe a pena de morte.
A discusso foi animadissima, e algumas ve-
sos brilhante : o br. Sampaio apruveilou a oc-
casiao para resppndcr s arguices que Ihe fi-
zeram os Srs. Manoei liento- e J. Molla de pres-
tar servitusa oppusico e desertar da maioria.
" Sr. Sampaio declarou que era saquarema,
na convieco de que este partido, querendo a
ordein, nao adopta por nico meio de mme-
la a compresso e a Cuta, e nem pretende com
lal pretexto cercear os publicas lberdades; e
que nao eslava longe de fazer al o sacrilico
de algumas opiuides, sobre pontos de doutii-
ia do partido nao essenciacs, paia oblcr o con-
curso da opluio liberal; ecoucluio tachando
de i raii/i,, ao puro pensameuto saquarema
aquelles que sacrilicam a liberdadc em prove-
vida parlloular, annullando-se completamen-1 Outro do procurador, pHtobMH lea-
te, se visse preponderar doutrinas semelhantes. recimentos para poder no fim do m ellect ar
E.taalluslo,apez.rde nao levar sobrescripto, o pagamento do, HMMNMfa
foi dar certe'iraP onde o orador quera ; e indu-jdo <**M*>^*^-X> 1"
bltarelmenteaggravou ajbein pronunciada
m-ilipia-, ,t(-,i da parte mais ardenle da maioria
contra este (Ilustre depulado.
lie com verdadeira sallsfacao que vejo con-
firmadas minhas previsoes sobre o deseuvolvi-
niento do espirito de associacao e de empresa
nesta provincia.
Rita em segunda discusso um projeeto au-
torisando o contracto com o francez Martin de
Esladens para factura de um aterrado, em subs-
tituido da ponte do Casqueiro, entre o Cuba-
to e a cidade de Sants: o empresario pro-
poe-seafazer esta importante obra por 80 e
tantos conlos de ris, recebendo os primelroi
40:000; durante os trabalhos, na raso de rs,
6:000/ por cada dez bracas de aiterrado que fi-
zer, e o resto no prazo de 4 annos, em presla-
9<5es iguaes com o juro de 6 por cento ao an-
no. Se esta obra ficar solida e duradoura. pou-
para aprovincia grandes despezasque fas com
urna ponte, que frequentemente se renova, em
mu braco de mar que coiniunnica as barras c
Santos e S. Vicente, que tem cerca de 70 bfa-
cas de largura, e onde o amano nao permute
que as ponles de madeiras, que se fazem ali por
muito alto preco, durein mais de seis a oilo
um is, apezar das frequenles reparaccs.
A empresa da companhia do Rio-Claro foi
bein aceita pela asseuibla, e brevemente se
discutir o projeeto da ecunmlssao de obras pu-
blicas que especfica suas obrigacOes e direilos;
c assim he de crer que nao tarde a incorpora-
co da companhia ; que comece ella logo seus
Irabahlos.
A' imitaco desla empresa, alguns propieta-
rios e lavradores da cidade de ll e villas vizi-
nhas apresentaram urna proposta, ha 4 ou 5
dias, para a incorporacao de outra compainhia
que se encarregar de tornar transilaveis por
carros, mediante certoi favores e privilegios, as
estradas que se dirigem inesma cidade e s
villas de Porto-Felii, Capivary, PiraporaeCons-
iiiuit:.u. Esta proposta loi enviada commis-
sao de obras publicas, que anda nao deu seu
parecer.
A fabrica de fundicao e gavansmo do Alie-
nio Joao Guilherme, de que ihe fallei em una
anterior, couseguio o emprestimode 6:000/ por
6 annos,pagando animalmente l :000/, sem pre-
mio algum.
He pena que esta tendencia tao til se pro-
nunciasscjuslanienlequaudoas fnancasdapro-
vincia estao desbaratadas ; e conseguinlcinen-
impossibilitada a asseuibla de dispor dos fun-
dos necessarios para auiiliar todas as empre-
sas que se aprescnlassem com um carcter lao
benfico como as referidas ; mas he de esperar
que, continuando a suspensao das geadas por
mais 2ou 3 anuos, possainos restaurar oequili-
bro entre areceilac despezas ordinarias, e
por em reserva algum peculio parr occorrer a
estas despezas extraordinarias ; principalmen-
te se a administraco da provincia e a asseui-
bla provincial se cmpenliarcm seriamente na
inanutenco de urna severa e bein entendida
da economa pois que, sem esta condico,
por maiores que srjaiu as rendas, nunca se
conseguir a reposicao das tinanijas no prospe-
ro estado emque se achavam- ha 4 annos.
O vice-consul francez A. Millict ainda no
apresenlou suas propostas para illiiinina. .m da
capital por meio d gaz : consla-ine que espe-
rava poder dar una amostra da Iluminado
desle geucro ; e que boje coucluio os prepara-
tivos necessarios, apresenlaudo, junto sua
residencia, um iampeo que dava urna bella
lu.
17 rf aon'l.
Foi hontem lido na asseuibla provinciano
cantado parecer da commis>o de constituicao
sobre chamada de supplentes i como, a nao
haver prorogaeflo, a sessao tiudava anle-hon-
tein, pde-se dizerque nao seria dado o pare-
cer se nao houvera prorogaco. A commisso
conclue que nao se chame supplentes, o que
minia gente mu esperava ; pois, realmente,
nao hepossivel dar-se un caso em que o regi-
ment e muito respeitaveis cousideraedes dc-
lerininem tao expressamente o contrario : sao
funestos precedentes que, de ordinario, sao
causa de escndalos ainda maiores; porque
desgracadaineute, entre us os partidos, desde
qucgovernain, peusamque Ihes fica mal nao
exceder os contrarios nos erros que prati
cararrr.
Nao live nformacocs da mortalidade causa-
da, em Santos, pela febre, desde 28 do passa-
do ; apenas sei que ella contina com o mes-
mo caracler benigno, porm mu geral ; pois
tem atacado muita gente, .
He deploravcl a falla de um lazareto naquel-
Ic porto para a gente martima ; pois estou
convencido de que.se houvesse.nao teria sollri-
do lano a geulc de trra : esta falta tanto mais
rcparavel se loma pensaudo-se na facilidade
com que ali se cstabeleceria o lazareto, com
pequea despesa.
Vou fechar esta correspondencia, porque he
duro estar eu a escrever quando esto as nas
cheias de gente que corre as Testas do dia. Este
anuo houve notavel alllucncia de familias dos
municipios visinhos ; porm pena que nao
baja um bispo para dar a necessarla nlagesla-
dc s solemnidades religiosas : faltando esta
autoridadena calhedral ludo se faz oflicialmcn-
le, e com o menor Irabalho possivel.
Eslimarei que teuha fclizes feslas, e que
possavr, sem inaior tacrificio, as maravilhas
das coufeilarias. ( Cario particular. )
( Do -Jornal da Commercio.)
lilii..... ---_-- Ti ii
ERNAMBUCO
CMARA MUNICIPAL DO BECIFE.
SKSSA.0 ni; i-lvAiw i DI 29 DE m meo
DE 1851.
Pretldeneia do Sr. Oliveira.
Presentes os Srs. Barros, Carneiro Mpnteiro,
Vianna c Pires Ferrcira, faltando com causa os
naissenhores, abriu-se a sesso, e foi lida c
approvadaa acta da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um omelo do advogado da casa, dando sua
opluio sobre a resciso do contracto do for-
necimento de carros fnebres, requerida pelo
respectivo contratante Maooel Estevo do Nas-
ciuienlo guintiro Irmo.-Inteirada.
Outro do engenbeiro cordeador, remetiendo
a copia, que se Ihe mandou llrar, da planta
deve haver ponto diario para os mesmos em
pregados, tomado pelo portean^ em que se no-
li'in as faltas que houverem nao s pelo nao
comparecimenlo as horas designadas, como
por motivo de molestia : 1.*, que a follia para o
pagamento mensal deve tambem ser feita pelo
porlelro, e rubricada pelo adtiiinislrador,. ou-
vindo ao vercador eucarregado da direcciio da
obra do ceiniterlo : 3., que csse pagamento
deve ser determinado para despacha da c-
mara. -Ncste sentido se mandou olciar ao ad-
ministrador.
Outro do fiscal de Santo Antonio, participan-
do que Jos da Rocha Paranhos nao Ihe qui/.
entregar o titulo pelo qual excrce a arte de
phannacia, diiendo que a cmara nao he au-
toridade competente por exigi-lo. Que se
ouvisse ao advogado sobre o meio legal de
obrigar a entrega do mesmo titulo.
Tratando-se a respeito da resciso do con-
trato do fornecitnento de carros fnebres, as-
sentou a cmara de nomcar una commisso,
cuja nomeaco recahio nosSr3. Vianna c liar-
ros, ]iar.-i conveuclonar com o contraante
Quinteiro t Irino sobre o pagamento porellc
requerido de 4,000 rs. por cada condiifao, que
fezgratisde cadveres para o cemiterio do
dia 12 do niez prximo passado al boje, alle-
gando que assim Ihe havia a cmara promet-
lido naquelle dia, porque quando com elle
celebrou dito contrato foi na hypothese de que
o art. 75 do regulamento do cemiterio escluia
a condueco de cadveres por outro modo, que
nao fosse em carros, hypolhese em que elle
sujeitou-se as condicedesdo contrato : esahin-
.lo a commisso para a ante sala, depois de al-
gum lempo volmu, alarmando nao poder
chegar a um accordo rasoavcl com o contra-
tante, por nao querer este restringir o seu re-
querimento, e continuando ainda a discusso,
d'ahi a pouco declarou o mesmo einprezario
que se nnha resolvido a aceitar a convncelo
que Ihe propoz, a commisso, isto he, de rece-
ber 8,000 rs. por cada cadver, que podendo
ser couduiido cm carro, desle preco o nao foi,
para ir pela inao ou em canoa, e nesta confor-
midade fez nova petico, que foi favoravelmen-
tc despachada.
Destello por esta forma o contracto, a cama-
Transporte
Deipeza no correntc m.
2I.-696000
#
Saldo 21:696,000
F.m ledras a vencer no
exerciciodel85l a 1852 20:675,000
Em lettras a vencer em
1852 a 1853 1:021,000
.......... 21:696.000
O llinioiireirn,
Tilomas lote da Si/na Giismo Jnior.
O escrivSo Antonio Cardozo deQueiroz Fonstea.
TRIBUNAL 1)0 JURY.
SESSAO ORDINARIA, EM 7 DE MAIO DE l85l.
Vresideneia o Sr. Dr.Manoei CUmentino
Carneiro As onze horas da ntanhla, faz-se a chamada,
acham-se presentei 36senhores jurados.
O Sr. Prndente declara aberta a scsso.
U Sr. luii Municipal faz entrega de 38 pro-
cesos; sendo 18 de reos presos, l? de aflama-
dos c3 de reos que se acham ausentes.
O Sr. I'reiidinte dissolve a reunio depois de
haverem sido apregoados os ros c lesteinii-
ii li i. dos processos apresentados, convidando
os senliores jurados a coinparecerem amanha
pelas 10 lloras do dia. ^^___ ^___^__.
iU) .mullicado.
He hoje o beneficio do bein conhecido artis-
ta italiano oSr. los De Vechi. beneficio que
Ihe fui concedido pelo digno administrador do
lliealro de Santa Isabel, nao como paga dos
sei \ icos, que o Sr. He Vechi tem lao generosa-
mente prestado ao theatro, mas como urna
prova de gratidao ao desiiilcresse, com que es-
te artista s para a;radar ao publico se prestuu
a trabalnos tao pes.dossem outra recompensa
mais, do que a salisfacode tr cumprido seus
deveres, e satisfeito aos desejos do Sr. Ger-
mano
OSr. De Vichi primeiro biilarino composi-
tor do theatro de S. Pedro de Alcantra, vindo
a Pernambuco a passeio, vendo que a Sra. Ila-
derna, cujo mrito he assaz reconliccidu, por
si s nao podia fazer muilo, gostoso assenlio
udaordem, material e tyrannlcamenle ina,uli-|dos arruamentos do cemiterio. Que fosse
da; e declarando que se envergonharia de per-1 rcmctlida a commisso euca regada da dlrec-
leucer ao partido saquarema, e se recolUeiia" cao das obras do mesuio ccmtlerio
uesieuo por e.ia ...ru.a u co.uracio, a cama- ao collvi,e Ile ie fez o Sr. Germano sugei-
ra contratou de novo com Agostinho Jacome ,Uimo.,e a ', elI0SO trabalho de ensaios com
llezerra Cavalcanti sol.rc as garantas necessa- le 'alll inlcirt,nentc estianbas a
rias.sendoos presos dos carros os mesmos,cas I, M & ,|a,ica, conseguio ueste pouco lempo,
mesmasascondiccs, e mandou publicar edi-|p *, ge tem demorado instruir algu-
taes.
A requerimento do Sr. Carneiro Montciro, a
cmara determinou ao porteiro que nao con-
senlisse o Ingresso das partes na sala das ses-
soes alm da grade, para uo e.storvarem os
trabalhos, querendo-de cntiometter as dis-
cusses.
Seudo lida urna pellejo dos moradores da
ra do Trapiche do bairro de Recife, recla-
mando providencia contra a pratica de se faze-
rem despejos no caes em frente da iiiesma ra,
deliberou acamara que a commisso encarre-
gada de propor medidas ledenles a limpeza do
municipio, ede incumbir-se da execuco del-
tas, requisilasse do coinmandantc do corpo de
polica urna senlinella para ser postada naquelle
lugar, alim de obstar a continuaco de seme-
Ihante abuso
Foi nume.ul.i una commisso dos senhores
Crrnriro Monleiro e Pires Ferrcira, para indi-
car os lugares que devem ser considerados su-
burbios da cidade.
Mandou-se ordem ao procurador para man-
dar proceder aos reparos, deque informouque
precisa a casinha da ribeira dopeixc da fregu- eiliprcs:lr0 du lnt,a,lo, uao deixar de ser com
za de San Jos, oceupada actualmente com arisla de tanto mrito, cujo noincheco-
as meninas, pernambucanas, com as quaes
^e tem apresentado salisfatoriameiite ao ju-
bileo, que justo apreciador do mrito, o tem
coroado com os bein merecido applausos. e
benvola ittencSo, que sde-pnestar a aquel-
les artistas, que por seus talentos se fazem rc-
commeii daveis.
O divertimento, que escolbeu o Sr. De Ve-
chi para recreio do publico em anoilc de ho-
je ; he lao bello, quanio variado; nelle temos
de ouvir a melodiosa voz do lindo rouxinol da
Italia em una inodinha brasileira, e no ter-
ceto jocoso que pela primeia vez foi cantado
no espectculo de 30 do prximo passadoabril
alm das d in.-as de dillerenlrs gneros, que se-
gundo o anuunciodo Diario de Pernambuco, nos
promette dar o beneficiado, e eremos que inui-
lo c muilo hade agradar o bailado de pretos,
com que termina o espectculo.
Nos, pois, confiamos que o publico de Per-
nambuco. que lo generoso se lem mostrado
com os oulros artistas italianos, que para aqu
vieram percebendo um ordenado mensal em
virlude de contractos celebrados com o actual
urna taverna, eao engenheiro cordeador, para
informar qual das duas estradas d melhor
condueco para o cemiterio, se a que condiu a
1)1,11,1.1, ou se a do Pombal, apresentando logo
o ornamento dos melhoramenlos para urna e
outra, alim de se conhecer qual deve ter pre-
ferencia.
Despacharam-ae as petiedes do padre Albino
de Carvalho Lessa, de Apiigio Jos da Silva,
de llelarminode HarrosCorreia, de Candida Ma-
na F'erreira, de Christovao de Santiago do
Nascimento, de Joaquim da Silva Reg, de
Joo Xavier da Fonseca Capibaribe, de Joa
Marcellino Ribeiro, de Joaquim Fcrnandes de
Azevedo, de Jos Joaquim dos Saulos Correia,
de Ludgro Goncalves da Silva, de Mauoel Fi-
gueiroa de Faria, de Miguel Esteves Alves, de
Manoei do Nascimento Quinteiro S liman, de
Pedro Jos do Reg Maia, de Vicente F'erreira
Gomes, e levautou-se a sesso.
Eu, Manoei Ferreira Accioli, secretario inte-
rino a escreviOliveira, presidente.Muidle.
__Fianna. Sarros. Carneiro Monleiro. Mo-
raet. Ferreira.
TUESOUIURIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Demonstrando do saldo existente na caixa di-
exercicio de 1850 a 1851 em 30 de abril de
1851.
Saldo em31 demarco
p.p.
Receita no correte m.
Despeza no corrente mez
163:*M|8g6
77:i:i6jri9i
--------------229;40l/086
84:51)7^468
Saldo em lettras em 3t
de marco p. p.
Heceila no corrente m.
Saldo
86:-267^706
144:803^6t8
Despeza no correntc m,
86:267/706
31:851/672
------------ 54:416/034
Ris .
Em cobre........
Notas........
Lettras vencidas.....
1 adras a vencer cm junho .
einjullio .
199:219/652
140/618
.144:603/000
. 18:370/000
. 4:714/034
. 31:332,000
199:219/652
O theioureiro,
7'ioma: Jote da Silva (iunttto Jnior.
O escrivo da receita,
A n(uni Cardoto de Qucirot Fonieca.
Demonslractu do laido exilenle na catx-i de
depsitos em 30 de abilr de 1851.
Saldo em 3t de marco
p. p. 21 696.000
Receita no corrente m. /
.,------------2i:696/00
nbei ni i e celebrado na Europa, e repelido
com applausos na corle do Imperio, e muilo
pr:ncipalmeiile, quando nos recordamos que o
Sr. De Vechi nem vcio a Pernambuco, contrac-
tado, nem tinba leutau, quando sabio do Rio
de Janeiro', de trabalbar no theatro, e que so o
fes por amisade ao Sr. Germano, c pelo pra-
zcr de agradar so publico desta cidade, scin-
prc vido de novas, c variadas diitracocs.
Perdoe-nos o Sr. De Vechi a mi.ada, com
que laucamos mo dapenna para a seu respei-
to iraearn.iii i sias luscas linbas : perdoe-nos o
publico esta massada. Esl em moda, e nos
queremos acotnpanhar os modistas. Ai...
*mss==L- i ----- -. Ta
Correpondericia.
AO PUIILIUO.
Pcdindo hontem ao publico que suspendes-
se seu juizo a cerca da uccorrencia que moli-
vou a le.ulm.ao queeu e uieu marido tomamos
relativainenieao theatro publico, emque te-
mos cantado, cumpra hoje o que prometti,
no intuito nao s de rcstabelecer a verdad.-
dos Tactos alterada no annuncio do Sr. Ad-
ministrador, a que me reler, como de dar
urna salisfaco do nosso precedimento como
artista, ante o mesmo publico, para cujo es-
clarecido juizo appellamos.
('..mil aei.ul i com met marido no Rio de Ja-
neiro pelo Illiu. Sr. Francisco Manoei de Sil-
va, para cantar no theatro desla provincia
cuna iniiha qualidade artstica de prima do-
na absoluta, c mcu marido na de primo bary-
tono, aqu nos appreseotaiuos sem escriptura,
mas com una carta da quelle Sr, que nos s-
segurava o exacto cumpriiuento de todas
condcedes entre nos, e elle estipulada; e com-
quanto muito conliasscinos no que nos asse-
gurava essa carta, julgamos que nao deviamos
deixar de exigir una escriptura de contracto;
e nesse pensar nos diriji- mos ao Sr. Germano,
e em boa f lbe entregamos a carta do Sr. Fran-
cisco Mauoel, dizendo que seria conveniente
ractificar nu.su. contractos. O Sr. Germano
com boas mneiras observou-nos, que era
isso escusado, visto como nao dexaria elle de
observar por sua parle tudo quanlo Ihe com-
pela, principalmente no que tocasse a paga-
mentos, como provava adianlando-nos uossos
ordenados, que ento precisamos para salis-
fazer certas despcias de uossa viagem. Adia-
mos nessa maneira franca do Sr. Germano
um acto de cavalleiismo, e receiando passar
por impertenentc, nao insistimos, deixando
todavia a carta que nos servia de garanta em
mo do Sr, administrador.
F'aligada c ainda assaz encommodada da
viagem, nao duvidci eslrear em muzicas delli-
ceis. Ircs dias depois da ininbacbegada ; por-
que tanto eu como mcu marido e que mais
dcsejamo'j he salisfazerao publico, e ser con-
descendeules at o ponto cm que nossa posi-
i-o de artistas ic nao aclie degradada. For
isso fomos doceis a fazer a votsfcde ao Sr. Ger-
mano, e aceitar as reclamacrs do maestro o
Sr. Geannlne; at sem vistidos carcter
(como tem acontecido sempic de cnt3o para
c! me aprsente! ao publico pernambuca-
no (!), cujo liiongeiro acolhitnento nessa oc-
casiao saberci conservar cm ininha lem-
branca.
Traclon-se de livrar a scena urna opera
completa emque cu deveria fazer a primeira
parte, c o Sr. maestro, nao obstante tninha
rcitaradas reclamaccs deslgnou-mc o /-.'/ir
'IMinore, opera bufa, que sobre nao estar enx
meu carcter, tiinguem dir que seja a mal*
propria para nm debute: c todava cu aceiiu
aparte de Adina, parle inlciranienle gfjyio-
sa, parte de rirc faier rir!
E porque.' Porque queramos ser doceis, a
acompauliar os desejos do Sr. maestro e do Sr.
Germano, que nos diflala ser aquella uperx
a que mais eslava lias forcas e interesses dr
theatrn. C'otneearam, pois, os ensaio<, e eii
preslei-tnc a elle alim da que nao dcixasse de;
ficar prompta a opera, no dia que se pretcn-
ila.
Aindamis: querendo-se que nos bailes
mascarados fosse cantado Um duelo de Anua
Holcna, e nao sendo eu obi igada a cantar as
segundas parles, condescend com tudo, para
uao crear obstculos, e acceitei a parte de Sey-
mour, ficatido a de Koena para a Sra, Candia-
ui; e sem que se quer conibinasseinos as vo-
tes, sem mais einsafo algum consenli em ser
exposiaa un puco, que muito bein poderia
dar-se, porque cu nunca tinha cantaJo nem
ensatado semelbante parte.
Jase ve por tanlo que de nenhuma sorte te
nhosido exigente, nem tenho procurado crear
obstculos ao theatro, e que se algum mal te-
nho feilo he smente a niiin, sujeilando-me
a tudo quanlo se me tem dito ser conveniente.
Agora vejamos como se exprime o Sr. Ger-
mano nesse seu annuncio ao publico, emque
sccollige que eu e meu ma.-ido desarraaoa-
ilainente rompemos uossos coinproinssos. Diz,
elle que nos despedimos do theatro dando
por motivo nao termos contracto, e n.o que-
rer-me eu prestar, como /ii (nha promellino a
>. eiitn a parte de Adalaisa na opera Norma.
etc., ele.
Ha nesta assevcraco una lal deslealdad?,
que nunca a esperamos do Sr. administrador
Germano F. d'Olivcira He inexacto, absolu-
tamente inexacto, que me recusas-sc a fazer a
parte de Adalglza: pelo contrario sempre di-
ce (efoi assim que promelli) que tomara esse;
papel, se na primeira nnite que fosse a .Vorms
a scena, me fosse dada a parte desta, e na se-
gunda fosse dada a Sra. Candian, caso emque-
ento cu faria a daquella; isto he, alternara-
mos sempre. Tanto eu como a Sra. C'andlan
somos primas donas, e nao era possivel. que
em um accordo entre nos poflesse ser a Nor-
ma levada a scena; porque nenhuiiia de us
pode ser obrigada a aceitar a parle de Adatyt-
M, Ora.jtendo o publico ouvido a minlia
companlieira no primeiro papel, que nao era
urna novidade. cntendi, que nao era exigente
(e ainda o emendo pcdindo que a vista do ac-
cordo de alternarmos aquella parle, me fosse
dada a prinieia nole. O Sr. Germano respon-
deu-me que nao era isso possivel, e eu e meu,
marido resolvidos a nao cederinos dlssemo-
Iheque nao adiniteriamos o contrario ; e por-
que sem termos em nossa mo os nossos con
tractos, para reclamarmos pela garanta de pri-
ma dona com que fui contratada, nos achasse-
mos desarmados, preferimos antes sacrificar o
quesera imicrcsseaoque era artstico. Meu ma-
ndo, portanto, respondeu a exigencia do Sr.
Germano declarando que preferira dar por
desfeito os nossos contractos, e nisio convelo
promptamciitc aquclle Sr. entrclando que le-
vando o negocio ao conhccineulo do publico,
faz por una maneira inteiramenle odiosa
para us/!
Antes de tudo eu devo declarar, que nao te-
nho a menor iudisposico para com a ininha
compauheira a Sra, Candiani, eaque peco, que
em nenhuma dcslas palavras veja nada que
Ihe seja individual e olfensivo. Nossa questo
nao he com a Sra. Candiani; te ella nao qui-
tar fuer a parte de AAalgua eit em seu di-
reilo, da mesina sor* que eu estou^ nomeu.
S me quexo do Sr. Germano, por nao expor
o caso fielmente, por narra-lo de urna manen x
odiosa para uiiui e meu marido.
Recife 7 de maio de 1851. W- tanda
varibda.de.__
110 S A S .
ARTIGO I.
Quinfa de Palermo.Campo de tncAoi.
Sentimentalimo local. D. Encuriacdo.
Manuelita. Suas virtudes e influencia.
A ineia legua de Uuenos-Ayres est a quinta
de Palermo, que Rosas fes construir para l
viver no vero, abrigado por sombras idylicas,
e que he, ha longo lempo, o sancluario das
suas alias couibinaces polticas, e por assim
diier, o Versalhes ou o St. James do Rio da
Prala. A estrada que para l conduz em to-
da a parte do mundo ser bellissma; plana
como a palma da mo, e Iluminada de uoile
por duas linhas de lampides, como qualquer
das avenida-, dos Campos t^lysios aqu em Pa-
ria.
Nao loi por inesquinhos senlimenlos da
egosmo ou para seu prazer particular que
llosas irat.ni e nivellou esta estrada; fui para
dar bom exemplo aos seus subditos. Todos
labem que em ludo quanlo faz Rosas nao
pensa seno na prosperidade da sua patria; e
se emprega os fundos pblicos em uielhorar
c augmentar as suas propriedades, nao he
seno por senlimenlos de amor paternal para
com o povo que governa.
A meio caminbo do seu palacio campestre
est um campo permanente de cavallaria. C
ditem que a quinta uao tem nem guardas,
nem sentiuellas He certo que queiu l val
nao encontra urna uuica bayoneta, e que pode
passeiar como quizer sem a mnima diihcul-
dade; porm, no meio desta atlitude de con-
fianza, llosas sabe inulto bein que nao lem
seno que baler com o p no chao, para fater
surgir do centro da ierra um esquadrn de
gauchos promptos a tudo.
A casa ollrece vastas proporedes com mullos
pateos como os palacios em llespanlia.e galeras
d'arcadas como as mesquilas turcas. Do outro
lado estende-sc um jardim construido forca
de despexas em um terreno pantanoso. Pelo
meio vai um canal, em que Rosas passa horas
e horas a balancar-se n'utn escaler sombra
de ramada de salgueiros. A um lado do jar
^


ilim v-se un navio que una rajada de vento
vomitou do scio das ondas irritadas, c que
boje, filado por nirio de estacas e de catabres
isi.i transformado cni sala de dansa. He l.i
que Manuelita recebe as suas visitas, e d
umitas vezes ns seus bailes.
Quem ve a situacao pouco tentadora da quin-
ta, de Palermo e a iogralido deste terreno
todifticil de solidioar c cultivar, pergunta-
l scui duvida, que motivo determinou o Ita-
i i presidente que nada faz sem motivo, a
preferir tio deploravcl situaran riionha col-
llna que a pequea distancia domina o pano-
rama da cldade e o ancoradourode Buenos-Ay-
res. Llsongeiroa vos diro, com ar melanc-
lico, que be porque no recinto dojardim est
a modesta casinha do pai do dictador, que
llosas, por pura piedade filial, nao pode resol-
ver-se a separar-se, e que pelo mesmo mo-
tivo se romprai em embellezar. Outros, nao
menos bem informados, atftrmaro que esta
pequea casinha pertcnceu sua querida es-
posa, a titr-ompiir/irW Enrarnacao. Ambas as
jiistorias sao mu locantes; porm tanto uina
como outra temum pequeo seno, que he
o de seren falsas. Todos sabem at que pon-
to Rosas fui mo filho. Dos votos oh desejos
de seu pai nunca se iinportou pouco nem
multo; a memoria de sua mal fd-la publi-
camente infamar. Kinfiin, a crueldade com
que sempre tratou sua mulher emquanto viva,
e a sua indigna hypocrisia para com ella depois
de mora, sao conhecidas de todo o mundo.
Com efleito quando esta pobre mulher,
que tantos serviros Ihe tiuha prestado, cabio
dnanle, pcdio-lhe que lhe fizesse vir um pa-
dre, que nunca veio. Mais larde, sentiudo
que a sin illlma hora era chegada, repeli
a mesma supplica, e sempre intilmente. O
grande caso era que a moribunda tinha sido
tc'slemnnha de grandes cousas, e podia fazer
no momento supremo, crueis revelaces. Os
mdicos nunca fortn admiltidos scuito com
as maiores precauciies: os soccorros espiri-
tuacs lu.un obstinadamente recusados. Ape-
nas, pnrt'-ni. a moribunda exbalou u ultimo
suspiro, i i.-aln Rosas a chorar, a carpir-se
r a oceupar o paiz inteiro da sua dr. Por
ordeiii sua a obsequiosa cmara legislativa
dccrelou que a nobre esposa do presidente
fosse sepultada com as mcsinas honras, fne-
bres devidas aos capites-gencraes. Todos os
habitantes da cldade assisiiram ( que nao seria
prudente nao o fazer J ao sumpluoso enterro.
Longo lempo Rosas se conservou ornado,
Com esle pretexto todos os negocios que o
ciiibaracavam ero postos de parte; longos
annos foi elle o eslribillio final da comedia
com que o dictador recreia peridicamente
a repblica. Supplicando junta, na sua un u
aagein anuual, de o alliviar do fardel do pu-
, der, dizia-se quebiado do corpo e do espirito
pela dr que lhe causava a perda da sua adu-
Tavcl Kncarnaco, e com eslas lamurias de
ternura, que nao ero cugolidas por iiinguein,
mais de uina vez deu motivo as bellas phrases
dos nieiiibros mais dedicados da junta.
Para quem conhece a vida intima de Rosas,
he fra de duvida que a quinta de Palermo
nao foi consagrada a qualqucr saudade que
seja, inspirada por piedade filial. Ka I um
capricho, semelliante aos de Lu/. XIV, que
inspirou esta difficil creaco, talvez sem pil-
tro motivo que o desejo de ter uina lialni .n,jn
dispendiosa. Porin rsla dispendiosa baliila-
cao, donde sabem tantas vezes senlencas mons-
truosas, he protegida por una nobre crealura
que a defeudc contra a maldico de Dos, e
esta nobre crealura he a propria filha de Rosas
chamada Manuelita. Mais feliz do que Croin-
vell, com qnein tanto se parece na astucia e
lia audacia, Rosas, em lugar de adiar em sua
ilba una lady Claypole, ininiiga das suas
grandezas, e dedicada a um partido vencido,
cncontaa em Manuelita submisso sem reserva
a todas as suas vontades. Pobre victima que
supporla, sem se queixar, o jugo de Ierro
que aesmaga.' Pobre rica-doua que da for-
tuna nunca collieu senu as angustias, e do
poder Millo as dolorosas agitaces: Pobre
Silba coiidrinnada pela polilica de seu pai a
nao conhecer jamis a felicidade de ser esposa
e de ser niai
Manuelita j nao he moca, c bella cuido
que nunca o foi "poim lem lindos ollios,
magnifico cabello, c una graca incomparavel
na man ira por que laz sentir aos cslrangc-
ros que recebe todo o encanto irresislivel da
franqueza hespauhola.'
Depois que Rosas comecou as suas tongas
e astuciosas negociacoes com a Franca, quiz
que sua lilha aprendesse o fianccz, o que in-
quielou extraordinariamente a legaran britni-
ca. Southern, oflendido da preferencia, olTe-
receu-se para cnsinar elle inesnio a Manuelita
a melodiosa lingua le Milln ; porin Rosas,
a quem o projecto foi apreseutado, nao acei-
tiiu o generoso i Herecinionto do ministro ple-
nipotenciario. Receio muilo que esla queslao
de philologia venha a ser o espirito de lord
l'alnierston mais una rasao dequeixa contra
a Franca na eterna questo do Rio da Prata.
A.ni contente de que sua filha aprendesse
francez, quiz que igualmente aprendesse m-
sica, o que ella fez com elleilo, e, ao que pa-
iccc, com grande goslo; mas quiz tanibein
que recebesse ir.(imaiiirnt#lodas as suas man-
cebas, durante o reinado rphemero de cada
una, e foi Decenario que a triste victimase
submettesse a este cruel capricho, dianie do
"mi .i tiuha recitado em oulro lempo o proprio
Luii XV. Rosas he menos escrupuloso; e
boje todas as nnulrs carta um pode ver em
Palermo a infeliz Manuelita sentada, com o
sorriso nos labios, entre as Cleupalras do vo-
luptuoso Antonio, i u entre o capricho da ves-
pera e o di, ,ta seguinle. lie sem queslao a
primeira victima do despotismo iuilexivel de
aeu pal. Apezar da apparente alegiia com
que ella anima por va de regra us circuios
finque apparece, quanlos desgostos e ain.ir-l Argentinos. Mas tarde nao foi sob as bandei-
guras nao andarn escondidos debaixo deste | ras da repblica que fez as suas primeiras ar-
iicnrosu sorriso de uin momento.'
ARTIGO II.
Ainda IHanuflila. tirarlo t phiiionomia it lo-
sas. Stus comecot e principios. Sua tntrada
na 11 lid un/i tur t publica. ley t Maza.
Mauuelita he uina das creaturas mais coin-
passivas para com as desgranas dos outros; tai-
vez os proprios males Ibes eiisinassein a toitiai
]iarte nos sollrimeiitos albeios. Todas as ma-
nliaas as galeras de Palermo npparecem alu-
lli.nl.is de pretendenles que veiu enllocar tulla
suas esperancas. Ksle be um negociante que
foi victima de injustas exaeces; aquelle he
UUI proprielario que reclama a relaxacc de
um sequestro, resultado de uina falsa denun-
cia que o ptivuii da fruico dos seus bens; o
seguinle j nada lem que reclamar, e limita-
se a pedir humildemente esmola. A estes abre
Manuelita Ubi ramenlo a sua bolsa; quelles
dirige palavras que os animaui e os coiisolam.
Nao ha queixa que nao escute com os ouvidos
ltenlos; nao ha petico que nao lea com es-
crpulo cousciencioso. Resta cruel repblica
do Rio da Prata lie ella quem orcupa a pasta
de um ministerio que ainda nao fui inventado
pelas theorias governan.entaes da Borona: o
ministerio da cuitiiniseraco. Todo9 os altos
Iiiihicionai ios do Kslado se submelleui s suas
justas observaces; seu proprio pai inclina
minias vezes sua altivez diante desta docura
anglica. Mais de uina vez actos de Injusiica
tein sido reparados por sua intercesso; mais
de urna seolenca de morte contia boinens, cu-
jo crime apenas merecerla urna repreiiensao,
lem sido revogada do mesmo modo.
Haquasi30 annos que Rosas oecupava o pos-
1 lll< I I L I I .1 I I I I I 1 I '1 I i i : t i : I -1 ._ ^1 .1 .
2'
haM
vezes, dissimulado nisto como em tudo o mais,
alfecte queixar-se de caducldade prematura,
dizendo queja se nao sent com toreas para di-
rigir o governo, e que a nica cousa que dese-
ja he descansar. A sua physlonomia he nobre;
bellos olhos, feicoes extremamente regulares,
posto que esligmalisadas por um dos seui ex-
ercicios de gaucho. Um diaque, fazendo praca
das suas proezas de cavalleiro (primeira base
da sua fortuna) quiz montar um cavallo bravo,
agarrando-lbe pela cauda, o generoso animal,
indignado da Insolencia, despedio-lhe um cou-
ce de mo de amigo, de que lhe ficou na testa
a marca que ainda hoje se vi.
Ha pouco mais de dez annos (em 1840) els-
aqut como Domingos Oro,um dos mais distin-
tos emigrados da repblica argentiua, se ex-
prima fallando de Rosas' Deu-lhe a nature-
za urna constituico robustiisima.que elle des-
envolveu pela aetlvidade da sua existencia, e
que o tem sustentado no terrivel emprego que
exercita. No meio de horneas da sua confian-
za, ou que elle deseja graugear, sabe mostrar-
se agradavel, cscutando coin obsequiosa atten-
co os que lhe la lia ni: em oulras occasies to-
da a grosseria das suas maneiras se mauifesta,
ora pela extravagancia da lingoagcm, ora por
urna tacuruidade obstinada, liaras vezes olba
direito para a pessoa a quem dirige a palavra;
apenas de quando em quando Ibe lanca um
golpe de vista rpido, para poder calcular o ef-
felto do que lhe diz. De resto, jamis as suas
rinoces lhe sahem ao exterior; e quem ove
est bem longe deadvlnbar as paxes brutaes
que lhe agitam o coracao. Isto nao obstante,
apezar de que lhe uao falte coragem as cir-
cuinstancias graves, a presenca do perigo lhe
eolia o rosto de una maneira niui evidente, c
o inedo lhe perturba as facilidades e o lanca
em una especie de torpor estupido. Poucos
i......ni sao to pensadorese lo laboriosos co-
mo elle; porin sentimentos religiosos nao
lem nenhuns. A sua extrema sobriedade be de-
vida nicamente ao receio de ser envenenado.
Todas as suas faculdades sao dominadas por
duas nicas paixes: a do poder e a da vingan-
ca: Km toda a historia moderna nao ha exeni-
plo de crueldade to relleclida como a de Ro-
sas. A actividade febril com que trabalha de-
genera as horas de descaigo, ou em feroci-
dadcoucui loucura.
Para quem j couhece Rosas, este breve bos-
quejo basta; para inuitos outros multo mais
particularidades sao necessarias. Ensaiaudo
iracar s priutipacs leicoes deste carcter, lal-
vez seui par nos annaes dosgovernos, bem ve-
jo as tlilliculdades da obra. Para bem pintar
tal homeni seila preciso ser Tcito. Liinitar-
me-liei a expor os faclos, e o leitor tirar as
concluses.
He preciso fazer a Rosas esta Jai tifa : Que
ludo oque he, a si inesnio o deve o mais h-
bil de todos os diplomaos e o mais firme dos
despotas. Filho de um obscuro lazendelro,
que no meio das hervagens da sua rustica ino-
rada se importava pouco de leltras, Rosas che-
gou a idade de H annos sem ter pegado n'um
livro. Foi ento que um logista do campo, em
cuja casa o collocaram como caixeiro, ihe deu
as primeiras liedes de escripia. Dizem (o que
todavia nao all...... que um acto de ratonicc o
fez por fra Restituido casa paterna, e obri-
gado a abandonar a carreira comuiercial, foi
i-in-.il r a .ln por seu pai de tiscalisar os traba-
dlos da estancia, sob direccu de um mulato
que era o capataz. Neste novo emprego, re-
doblando da audacia que tinha mostrado na
Inja do seu honrado patro, tantos e tamos pa-
taces eslafuu das rendas da familia, que seus
pais nao tlvcram remedio seno por cobro na
cousa. Obrigado a coufessar as {Ionices que
a principio negara, fugio depois de tal confis-
so, c nunca mais pi p no lar paterno. Ti-
nha ento uns 18 ou 19 annos, e, segundo se
ve, nao Ibe faltava resoluco. Longos mezes
ci i mi ao acaso na campanha de Huenos-Ayrcs,
vivendo verdadeira vida de vagabundo,
de cabana em cabana.
Aqui um mez, alm uina semana ;
e todo este tempo sem mais recursos que a
hospilalidade da gente do paiz. e as vantagens
de urna linda figura, esla excellente recom-
ini-ii'lai,.ni. dizCoethc, que cada um leva por
toda a parte comsigo.
F'oi n'uma das suas vagabundas excursoes
que Luiz Dorrcgo, rico proprielario, com quem
toinou eonliecimenlo, se iuteressou por elle, e
o accouimodou em uina das suas estancias; e
foi no exercicio do seu novo emprego que li-
tou relaces com o Dr. Vicente Maza, um dos
futuros presidentes da assembla legislativa
argentina. Maza toinou alleico ao moco aven-
tureiro, cujo olhar t physionoiiiia annuncia-
vam grande iulelligencia. Fe-lo vir parsita
casa, inspirou-lhe desejos de instruir-se, e ser-
vio-lhe de guia nos seus estudos.
Queris agora saber como Rosas pagou a di-
vida de gratido que coutrahio para com seus
dous protectores ? Dorrego foi proscripto ; o
vcneravel Maza foi assassinado em plena as-
sembla legislativa !.'...
Foi durante o seu emprego de capataz da es-
tancia de Dorrego que o futuro Lycurgo ou Ce-
sar de Buenos-Ayres comecou a iazer-se um
partido enlrc os gauchos. Moco, gentil ero-
busto, ninguem mostrara maior dcstrea em
todus os exercicios gymnaslicos que fazein o
orgulho dos pees. n um i ninguem se laucou
rom mais ousadia sobre um cavallo bravo, e
lhe (Idiu ni com mo mais hbil os brios impe-
tuosos; nunca ninguem lanc u com mais pres-
teza o temivel lien, mi com mais forca pesadas
bolas. Para os gauchos teslemunlias de taes
feitos, llosas era o primeiro horneo) Dmelas
eni todas as suas correras, tomando parte em
toda as suas lulas, em breve adquiri sobre
elles o ascendente que a forca e a destreza ex-
e-1 n un sempre as massas Je individuos igno-
anies e grosseiros.
Al i8'20 conservou-sc Rosas eslranbo aos di-
versos acn 'cnenlos que agitro os Estado
to de capilo n'iina estancia da provincia de
I ni -us -A vi i -s; lia mais de 20 que governa a
repblica do mesmo nome. lie hoje um ho-
liiein de M anuos, gil e vigoroso, anida que s
mas; a primeira vez qu pegou nellas, foi para
sustentar a iusurreicao de Rodrguez contra o
i ihttdn de Huenos-Ayrcs e a sua primeira faca-
nli.i militar foi a invaso da capital. Daqui he
que dala a sua elevaco, primeiro na qualida-
de de cliefe da campanha, depiis como gene-
ral da rxpedico contra os ludios, que nao con-
111 liiii" p .iieu para fazer medrar sua fortuna.
Desde o momento cjue liosas entrou na vida
publica, nunca ninguem lhe conhcceii mu s
amigo. >i i,liiini pensaineiito de ternura o
desviou jamis de sua carreira ambiciosa ; ne-
iihiiin si iiiiini-iiiu de alleico pode encontrar
o i iuuiiIki da sua alma de brome. Soldado,
lunca conheceu camaradas ; cliefe do poder,
nunca leve conselheiros. Os seus ministros
nunca foram para elle seno amanuenses sde
que j mais aceitn conselhos, e os mais altos
funeconarios servidores de todas as suas von-
tades, quer vestissem a toga do magistrado
quer se apresentassem cun as dragonas do ge-'
ueral.
lu nico honiein se encontrnu, que fasci-
nado nao se sabe porque magnetismo, senlio
por elle iuteresse do coraco, acompnnhando
constantemente a sua marcha polilica com
urna especie de soliciiiidc paternal. Este ho-
iii' ni era Maza, presidente da assembla legis-
lativa ; c Rosas o assassinou pela mo de tres
sicarios na propria sala em que o veneravel
v.llni, da sua cadeira de presidenir, diriga
ou apoiava as inoces dictadas pelo dictador.
Em 1830 ainda Rosas nao era, ao menos de
iiome siii.iu governador da provincia de Bue-
nos-Ayres. peado pela constituico, e emba-
razado pelas leisdopaiz. Foi ein 18.15 que de-
pois de se ter feito conferir pela junta-pode-
res Ilimitados, respondeu ao decreto da as-
sembla com aquelle famoso discurso, que to-
dos podem ainda hoje consultar na (jsela
Mercantil, seuorgao offlclal, como um dos mo-
numentos authentleos do sen carcter hip-
crita, e dos leus rancore iinplaeaveit. Quan-
do, diz elle me reslgnei ao terrivel sacrificio
que liz de acceltar o governo as clrcnmstan-
cias em que se acha a nossa infeliz patria ;
quando, para arranca-la do abysmo da desgra-
ca em que a vemos submergida, acetelo po-
der seui limites que, posto que odioso, me pa-
rece absolutamente neerssario na ininha em-
presa, nao pensis que as minba esperancas
se fundam na minha fraca capaeldade. Nao ;
toda a minha conlianca est na proteceo es-
pecial do co.
At qui hypocrisia, agora ferocidade. To-
dos sabem contina o orador, que urna nu-
merosa faccao de hoinens corrompidos, que
fasein praca da ma impiedade, da sua avareza
e da sua deilealdade, declarando a guerra
religiao, hnhcsiidade e boa f, introduzio
por toda a parte a desordein e a immoralida-
de. Istmios resol vidos a con\bate-la. Acbe-
le com esta maldita rae a de montros Sirva
de espantoso exemplo para o futuro o vigor
com que houvermos de persegul-la. Nada
nos sirva de obstculo em obra tal, e menos
que tudo o perigo ou o reeeio de nos enga-
narmos nos nono unios de persiguico.
( Do Jornal do Commercio )
Repartico da Policia.
PAUTE DO OU 14 DE ABRIL DE 1851.
liu.ini presos a orden do chele de policia,
o prclo Aleixo, esciavo por correccao ; or-
ilt-iii do delegado do primeiro districto deste
termo, Jos Joaquina de Freitas, e Joo Jos de
Sena, este por ser dezertor de primeira llnha,
aquelle por crimede furto ; ordem do subde-
legado da freguezia de Santo Antonio, o es-
cravo Aurelio e Vicente Ferreira de Souza por
desordein ; e a do subdelegado da freguezia de
S. Jos, Alexandre da Fonceca Leite, por se
presumir dizerlor de marinha.
1DEU DO DA 16.
l-'oram presos a ordem do delegado do pri-
meiro districto deste termo Mauoel Marques,
por ser dezertor do quinto batalbo de caca-
dores ; e a do subdelegado da freguezia da
lina-Vista, o prclo Francisco, escravo, por cri-
me de furto. -
DEM DO DA 17.
Fon ni presos a ordsm do chefe de policia,
os porluguezts Jos Bernardo Goncalver Perei-
ra, Joaquim da Silva Sanios e Antonio Crrela
Cabral, esle por espancamento, e quelles por
briga ; ordem do delegado do primeiro dis-
tricto deste termo Antonio Joaquim Pacheco
fiastos, para averiguaces policiaes ; e Joo
Ribeiro Dias, por crime de nllensas pbysicas ;
ordem do subdelegado de B, Fr. Pedro Gon-
calves do Recite, o porlugnez Manoel Joaquim
poi crime de furto, e Francisca Naria do Nas-
ciment, por briga ; ordem do subdelegado
da freguezia de .santo Antonio Manoel Thomaz
sem deelaraco do motivo; e do subdelega-
do da Ireguezia da /loa-Vista, Angela Caval-
canti de Albuquerque. por crime de offensas
physieal, e Joaquim Aurelio Carneiro por cor-
reccao.
O delegado supplente do termo doLimoeiro
coinmunicou em ofQclo de i-i do crreme,
Jue no lugar de Muruabeba da freguezia do
oiu Jardim, Joaquim Pereira Costa, lendo
disparado um liro de emboscada em Manoel
de Souza liuzena, esle depois de haver cabido
pr Ierra, e soll'rido mais una pancada que
lhe dera n seu aggressor lenvantra-se e con-
seguir prend-lo, sem que lhe fizesse oflensa
plusu-a, e o levara a presenca do respectivo
subdelegado.
O,
ALKANDEGA.
Hemlimento do da 7 .... 15:886,794
Dcscarregam hoje 8 de naio.
Calen pniluguti/a .l/i/r//ari(/merca dorias.
Barca ingleza ~ H. Hussell dem,
lir ne hamiiurguez -- /-. D. -- bacalho.
CONSULADO CERAL.
Rendimenlo do da la ti 5:878,989
dem do da 7........ 1:291,596
cargo dos collectorcs, conforme determina o
art. 42 da lei provincial n. 26) de 28 dcjunho
de ts.iii.
20 por cento sobre a agurdente que for con-
sumid* nos sguintei municipio!.
ltecife, avallado annualmentc por i2:50i,00f
Olinda, dem, dem 8t0,000
Iguarasi, dem, dem 81,000
Goianna, dem, dem 02,000
Pau d'Alho, dem, inem G2.000
Nazareth, dem, idem 62,00o
Santo Anio, idem. dem 202,00
Bonito e Caruar, idem, idem 32,000
Cabo, idem, idem 43,000
Rio-Formoio e Agua Preta.idcm.idem 40,000
Serinliaem, Idem, idem 25,000
Llmoeiro, idem, idem 00,000
Garanhuns, idem, idem 7'2?9
Brejo, idem. idem n-Anu
tambres, idem, idem oaSS
Flores e Floresta, idem, idem 32,000
Boa-ViitaeEx, idem, idem 32,000
Dita da Magdalena dem detn 4:450,000
Dita do Motocnlomb idem 2:721 000
Dita do Caxangi idem idem 2:100.000
Dita da Tacaruna idem idem 41,000
Dita de Bojary idem idem 611,000
As arrematares itrao feltai por tempo de
8 annos. a contar do 1 de julho do correte
anno a 30 de junho de 1854, e sob ai mesmas
conilices das anteriores.
Aspesioasque se propozem a estas arrema-
tes comparecim na sala das sessdes do mes-
mo tribunal noi dias cima indicados pelo nielo
dia, competentemente habilitados.
Secretaria da llicsourarla da fazenda provin-
cial de Pernainbuco, t9 de abril de l85i.
O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunliacSo.
Declara^oes.
DiyEltSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a 6. .
Idem do da 7.........
7:170,584
120,858
42,734
163,592
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimenlo do dia 7...... 622,872
CONSULADO PROVINCIAL.
Keindlmento do dia 7 ..... 891,150
*S*a"BBS9iMaiaHiJIBS
Alo vmieiiio do porto.
Naviot entrados no dia 7.
Rio de Janeiro 3<> dias, patacho nacional
Fausta, de 125 toneladas, mestre Amaneo
Soares de Noronha, equipagem 10, carga car-
ne secca ; a Joo Francisco da Cruz. Pas-
sageiro brasileiro Antonio Francisco Belm.
Idem 28dias. escuna Hallante Mara, de l49
tunen,olas, mestre Jos Metido de Soza,
equipagem 13, carga varios gneros- a Silva
& Grillo. Passageiros porluguezei Venancio
tumis e seu criado Hernardo Nunca da Con-
ceico.
Marios sahidos ni mesmo da.
Buenos-Ayres brigue hespanbol Caisii/ue,
mestre D. K. Ausirtck, carga assucar.
Rio de Janeiro galera nacional SanttMima
Trindade, capilo Joaquim Goncalves Mala,
carga assucat, e farinha de trigo. Passagei-
ros, o Portuguez Antonio Pinto de Souza lin-
io c cinco escravos a entregar.
EP1TAL."
O llltn- Sr. oflicial-tnaior, servindo de ins-
pector da Uns nuil i i 0a fazenda provincial
em virtude da resoluco do tribunal adminis-
trativo, manda fazer publico, que em cutnpri-
ment da lei, perante o uiestno tribunal, se
lia de arrematar em hasta publica a quem
mais der nos dias 20.27 e 28 de malo prximo
vindouro os impostos seguinles :
2,500 rs. por cabera de gado vaceum que
lor consumido nos municipios abaixo decla-
rados.
Recife avallado animalmente por
Olinda, idem, idem.
Iguarass, idem, idem.
Goianna, dem, idem.
Nazareth, idem, idem.
Pao-d'Alho, idem, idem.
Limoeiro idem, idem.
Cabo, dem, dem
Santo Aniao, idem, idem.'
Seriohem, dem, dem.
Rio-Formoso e Agoa-Prcta, idem
E nos municipios seguinles nos quaes so pa-
gam quelles que lalbarem carne para nego-
cio, e os crladores'o diziino.
Bonito e Caruaru, avallado animalmente
P' ,, 2:510,000
Brejo, dem, idem I:6i0,00"
Cimbres, idem, idem
Garanhuns, idem, idem
Flores e Floresta, idem, idem
Boa-Vista eEx, idem, idem
Nos tres ltimos municipios, isto he Gara-
nhuns, Flores, Floresta, e Boa-Viita e Eni
lio arrematados coajuactaineole os impostos
CONSULADN BRITANNICO PERNAMPUCO.
Fat-ie publico, que por ordem do crrelo
geral da Graa-Hretanha, em conforinidade de
um convenio entre o governo de S. M. B. e o
governo de Portugal, que sero recebidas e
expedidas as mallas para Lisboa deste consu-
lado pe los vapores da carreira, sem pagamen-
to df porte al,;um aqu, restando ao agente do
dito crrelo tomar conta do pezo total das
cartas e o numero dos g a zetas que van, pon-
do-Ihes o respectivo sello da data, nao pago,
e reme Henil o a nota do pezo e numero ao
agente brilannico em Lisboa, e ah se ha de
cobrar p<-lo mesmo o respectivo porte ra-
zo de 468 rs. por onca de cartas e de 2"d por
cada gazeta.
Na' chegada dos vapores do sul ai malas
devem logo estar promptos, e immediatamen-
te ie ha de feixar na porta do consulado a ul-
tima horado recebiment, e depois nao se re-
ceber cartas nem gazetas alguma por qualquer
pretexto ou empenho que ie pretenda fazer ;
isto conforme asrdeos geraes, e para o bom
andamento do despacho e tervico publico. Re-
gula isto l para Lisboa e quaesquer cartas ou
gazetas achadas no saco para qualquer outro
porto ou lugar lii-aiu sujeitas seren deudas e
encamiuhados pelo agente depois de receber o
respectivo porte aqu de 445 rs. por meia on-
ca ; mas'sero incluidas como para Lisboalo-
das as cartas e gazetas que se adiaran no sa-
co para os reinos de Portugal e assim enca-
minhadas para Lisboa em direilura, sem que
possa haver reclunaco de alguem por erros
ou lapsos seus a este resqeito.
Recife, 6 de maio de i8.ii.
Ily l.hriiiophles vice-comul,
agente do eorreio geral de S. M. B
Pela segunda seceo da mesa do consu
lado provincial se faz publico que at o dia
15 de maio prximo vindouro, se reeebe o im-
posto de trez por cento sobre divercos esta-
ln-ii eiimmus: e de pols desse dia, s com
guia do cartorio da fazenda, por ter de ser re-
medida .Tielai.iu dos devedores para serem
executados
Pela subdelegada da freguezii de
S. Frei Pedro Connives, foi apprehendido
um cavallo, e" fe aclia recolhido a unta
cocheira. Quem direito ti ver a elle, com-
pareca na mesma subdelegacia.
Pela subdelegada da freguezia da Boa
Vista, foi apprehendido um moleque de
menor idade : quem se julgar com direito
ao mesmo comprete na mesma subdelega-
cia.
Pela subdelegacia da freguezii dos
lAfbgados, se faz publico que foi remetlido
'para a enfermara da cadeia no mez de
margo do corrente anno crioulo Cosme
que d iz periencer a viuva do senador Jos
Carlos, cujo escravo foi preso por andar
fgido, e na occasiSo de ser tirado do ca-
liiiouco para a cadeia deu em si um for-
te golpe no pesclo com urna navalha que
trazia oceulta, e como ja esteja reslabele-
cido avisa-se a quem lor seu senbor que
comprela tiesta subdelegacia, a im de
Ineser entregue: lambem ainda existe
cargo da mesma subJelegaciaa caizinha de
lencos j annunciada porsuppor-se a mes-
ma ser furlada : assim como um cavallo
que foi apprehendido no lugar da Passagem,
de crcaslanho escuro, muito velho e ma-
gro.
Cartas seguras existentei na administrarn do
eorreio. paraos senhores :
Alfonso Jos de Mendonca, Domingos das
Neve Telxelra Bastos, Francisoo Antonio Viei-
ra da Silva, Jos lnnocencio de Aritto, Luiz
Antonio da Cunha Luis Fortunato Mendes,
Marianna Gomes Rozario Torres, Nicomedes
Maria Freir, Pedro Marinho Falco. Zeferino
Justino da Silva Meirelles.
Comecar s 8 horas.
Os bilhetes acham-se a venda no escrip-
torio do thealro.
PubcQo Iliteraria.
_ Discutem-se hoje com tanto calor as don-
trinas socialistas em ambos os hemispherios,
que qualquer que seja a posico do homem na
sociedade j ibe nao he licito ignora-las: os
principios fecundoi do socialismo, tal como o
conceberam o horaent notaveis que o procia-
maram no lim do leculo paisado, e os que boje
to hbilmente desenvolver enes ineimos
principios, bao de por lim Iriiimphar doi obs-
tculos que Ihes oppdcui a ignorancia, o egos-
mo, as paixes exacerbadas, e as extravagantes
loucuras do eommuiii.mo. As ideias puras da
escola socialista tem de abracar o mundo todo
li-iiii <> em pouco, e bao de governa-lo, porque
nao sao ellas outra cousa seno a resoluco
completados mais importantes problemas de
economa poltica, de que depende vida futu-
ra dos estados.
As publicaces abixo acham-ie a venda na
ra larga do Rosarlo, loja de J. J. I.odi, pelos
mdicos precos que ahi se vem.alim de chega-
rem a todas as fortunas; e nao ha mais que um
exemplar de cada uina :
Ch. Fouritr, obras completas, em 4 voluntes
por 12,000 rs.
Pillara, vida e doutrina de Ch. Fourier. 1
volunte por 4,000 rs.
As nonas Transteces Soeiaes, religiosas e tein-
tficas de Vlrtomnlus, 1 brochura, por 1,600 rs.
Tri grandes Discursos socialistas, pronuncia-
do! na cata da municipalldade de Pars, por
MM. Dain, Considerant e D'lzalguier, l bro-
chura, por 1,000 n.
O Louco do 'alais fuyal, por Contagrel, 1 vo-
lme, por 3,000 rs.
Mellroy e Ostwald, esludo sobre estas duas
colonias agrcolas, por F. Cantagrel, 1 brochu-
ra, por i ,000 rs.
Da Poltica geral, e do papel que a Franca faz
na Europa, por V. Considerant, 1 brochura,
poM.OO'i rs.
Avisos martimos.
56:010,000
2241.000
1:710.000
6:510,000
4:405,n0o
2:665,000
3:510,000
i .'un i un
6:010.000
560,000
2:510,000
810,000
2:940,000
3'W l .000
4:037,000
Theatro de Santa-Isabel.
RECIRA EXTRAORDINARIA. EM BENEFICIO
DO ARTISTA MMICO JOS' FLIX DE-
VECCHI.
quistu-feiiu, 8 na maio oe 1851.
Grande e variado espelaculo.
Depois da execuco de urna das melhnres
ouverturas, a cempanhia dramtica, por ohse
quio a pedido do beneficiado representar o
drama em3actos:
As Memoria* lo Ulutoo.
A parte de Joo Gautbier ser desempenha-
da pelo artista Res. No segundo acto, no pa-
lacio do marquez de Lorilas, llavera baile de
mascaras, as senboras Daderna e Moreaux dan-
carao unta iniva--.Wnziirncomposta pelo be-
neficiado. A senhura 6'andiani cantar uina
Modinha Brasilea.
No lim do drama o Sr. Tall, executara a bel-
la aria da operaOficio e "asqualcepois do
que a senhora Candiani, c os Srs, Germano e
Silvestre cantaran oirrrrlii jocosoem por-
tuguez.
Em seguida lera lugar o bailete jocozo em l
acto composto pelo beneficiado
OS MULEIROS
no qual lomaro parte a senhora Baderna, Dc-
Vecchl, Silvestre e Santa Rosa, terminando
com urna linda7' ficiado e a senhora Daderna.
Terminar o espetaculo com um bailado de
-/'rrni.-daiifailu a carcter pelos Srs. Silves-
tre, alaxiraiano, Santa Rosa, o beneficiado e fi-
gurante!.
O beneficiado espera apoio e proteoco dn
generoso publico desta capital, pelo que ante-
cipa seus sinceros agradeciinenlos, Igualmen-
te agradece a todos os artistas tanto dramti-
cos, como de canto c baile, a maneira delicada
porque se prestaran! a ajuda-lo em seu bene-
ficio,
Para a Rahia.
No dia '5 do corrente mez sabe para a Rahia
o hiate nacional Sociedad,- ; ja tem tres partes
de seu carregamento prompto, e inda se reee-
be carga a li ele, e nene dia icm falta salte
co m a carga que tiver : trata-se na ra da
Crus n. 27.
Para Lisboa a barca porlugueza Mur-
garida, cpit9o Silverin Manoel dos* Res,
sai com a maior brevidade possivel, por
ter parte d* carga proropta, quem na mes-
ma quizer carregar ou ir de passagem pa-
ra o que tem encllenles commodos diri-
iim-M! aos consignatarios Oliveira Irmaos
& C. na ra da Cruz n. 9, ao referido ci-
pilSo.
Para a Parahiba sahe com brevidade o
hiate nacional Espadarte : quem do mesrso
quizer carregar, dirija-se ao mestre Victo-
rio Jos Pereira, no Trapiche do algodSn,
ou na ra da Cadeia n. 23, a tratar com A.
da C. Ferreira Estrella.
Alaranliao e Cear.
Segu em poucos dias o brigae-escuna
Laura, por ter grande parte da carga trata-
da, lem excellentes commodos para passa-
geiros : quem no mesmo quizer carregar ou
ir de passagem, entenda-se com o capitSo
na praca, ou com os consignatarios, Novaes
& Companhja, na ra do Trapiche n. 34.
Para a Iba deS. Miguel o brigue por-
tuguez Oliveira, sabe infalivelmenle at o
dia 20 de maio vindouro, por ter j parte da
carga prompta : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, dirija-se ra
da Madre de Dos n. 36, a fallar com Joao
Tavares Cordeiro.
Para o Rio de Janeiro segu viagem
com brevidade o patacho nacional Curioso,
capitSo Jos da Cunha Jnior, por ter parle
da carga engajada : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, pode enlea-
der-se com o capitSo na Praga, ou com o
consignatario Luiz Jos de S Araujo, na
roa da Cruz n. 33.
Vende-se urna lancha nova, que pega de
30 a 4o barricas, a qual se acha em perfeitissi-
niii estado, bem como tres botes novos, tudo
por pi ei o coinmodo : na ra do Vigario n. 11
no primeiro andar.
Para o Rio Grande do sul pretende seguir
com brevidade o patacho Novo Temerario, para
o que tein prompto parte do seu carregamen-
to. Quem po mesmo quizer carregar embar-
car escravos ou ir de passagem poder enlen-
der-se com Amorim Irmaos na ra da Cadeia
n. 39, ou a bordo, e mesmo na praca com o
capilo Jos Antonio Candido de Souza.
Leiles,
-- Me. Calmont & Companhia farSo lei-
Ifio, por intervengo do correlor Oliveira,
de um explendico sortimento de fazendas
ingleza**, limpas e de poroso dn madapo-
lOes c algodosinhos averiados, que se ven-
derfio por conta e risco de quem perlencer :
quarta 'eir 7 do corrente, s 10 horas da
manh.la no seu armazem, Largo do Corpo
Santo.
Kalkmann rmSs finio leilSo por in-
tervencSo do corrector Oliveira, de gran-
de variedade do fazenda, de linho, lila,
seJa edoalgodSo, todas proprias do mer-
cado ; quinta feira 8 do corrente, s 11 ho-
ra* da twanhua, no seu armazem, ruada
Cruz.
Richard Crockel Jnior capilo da barca
Auveriana Muskingem, far ieilao, por In-
tcrvciieau do correlor Oliveira, de boa porco
de ionios seceos de liuenos-Ayres, para oc-
correr aos gastos e costeio da dita barca n'es-
te porto, onde foi toreada a arribar, na sua
actual viagem procedente de Buenos-Ayres
com destino a Nova-York, com carregamento
de couros e cliifres: sexta-feira, 9 do corrente,
s 10 horas da manha, no artnasem do Arau-
jo, sito uo principio da ra d'Apollo, junto ao
porto das canoas.
Avisos diversos.
Precisa-se de um menino de II a i2 an-
nos para eaxeiro: na ra Direita n 63.
Domingo, ll ai 11 horas do dia abre-se a
casa do bom gosto em sorvetes no largo do
Terco, canto da ra d'Agoas-verdes : o dono
deste estabelecmento rio quer nfeltar o an-
nuncio com panagirlc, por isso que os lllui-
trados habitantes desta bella provincia sabem
fase justica, haver o bello leits creme, alm
de outros e continua todos os das, a nolte, e
nos domingos c das santos ao melo-dia, e a
noile, havendo sempre o excellente leite
creme.
Aluga-se um primeiro aodir ni rui
Jo Rangel, defronte da botica : a fallir
oa ma do Cabug, loja de Joaquim Jos
da Costa Fojos.
- Arrenda-se um sitio na beira da es-
trada, e que sirva pan negocio, e plan-
tdcOos, e que nflo luniu agua silgada
na loja de Jo3o Carlos do Lemos, na praca
do Livramento,
I


5
_ Precisa-se de um caixciro na praca
,]s Boa Vista, loja de sapatos n. 3.
- Compra-so um selm em meio uso:
, ra do Queimado n. 25, lofa da miude-
zs.
.-Mdame Dalairac, participa a seus
credores que tem feito venda no dia 2 do
corrento mez ao Sr. Joaquim Jos de Pal-
va de seu estabellecimento de comertiveis
n bilhar situado na ru Nova n. 69, a
fim deque sefsm servidos apresentar-lhe
ns suas contas para as pagar no mesmo
domicio, quando vencidas. Koga-ae igual-
mente as pessoas que Ihe s3o devedoras
li.ijo rdo lbe sstisfszer seus dbitos na
mesma casa sem demora.
Desappareceu hojo 7 do maio de
madrugada o pardo escrado coro os sig-
naes seguintes I idade 25 annos pouco mais
00 menos, cor parda escura, altura re-
gular, rosto oval, cabellos grenhos, e
cortado bem rente, olhos pretos, nariz
regular, nflolem barba, e smente buc,o ;
tem as pernas um pouco arqueadas, e com
cicatrizes deferidas as nadegas, heoffi-
cieal de sapateiro, e por isso com callos
as mios de pnxar o fio. Foi ascravo do
capit.lo de cavallarta ligeira do Ico, que o
venden nesta praca ao Sr. Jone pos Santos
Neves, antes denle Senhor, ro escravo e
cria deum padre morador no Riacho dos
Porcos; levou eom sigo um bahu de cou-
ro preto com bastante roupa, que furtou
da casa, um anelflo de oaro com a firma
ii. A. A., dous bolees de ouro, cada um
com um brilhante no meio, com esmalte
aznl ferrete com a confiuracito oval, e
oulro tambera de ouro com um brilhante
e esmalte azul, todos de vallares; levou
Precisa-se saber quem he o correspon-
dente do Sr. Francisco Ignacio Correia
de Araujo, morador na villa da Alhalaia,
para se Ihe dar noticia de urna escrava que
o mesmo Sr. lem fgida : na ra direita
n. 133.
No dia 4 do correte, do Becco do
Veras, praga da Boa Vista, perdeo-so
um rologio de ouro com correntedo mes-
mo metal, quem o tiver achado, ooqui-
zer restituir, dirija-se a casa do Filippe
Moreau, na ra da Aurora n. 20, onde se-
r generosamente recompensado.
A irmandade de S. Ritta de
Cassia.
Nflo se tendo reunido numero sufrid-
ente de irmSos para haver mesa geral no
Domingo, por tanto de novo a actual mesa
regedora convida a todos os irmflos em
geral para que sedignem comparecer no
domingo tt deabril pelas 8 horas da ma-
nhfla, a fin" de se proceder a cleicSo, de ne-
vos funecionarios.
Cypriano Fenelon Guedes Alcanfora-
do, procurador fiscal da thesouraria da fa-
zenda provincial, advogado nos audito-
rios desta cidade, mudou-se para a ra
Nova n. 44, onde pode ser procurado das 9
horas da manila as 4 da tarde.
I Roga-se aos Srs. devedores da ex-
I tincta firma social de Jos Mnreira m
f Lopes & C. dissolvida em 31 de de- i9
zembro p. p, o obsequiode saldarem ;
I seus dbitos, visto que a pessua en-
i carregada da liquidadlo recebeu or- 9
;i; iIimh para effectuar amigavel e judi- |s
5jj cialmento.
algum dinheiro emi sedulas e paUt-Oes que vtmm^VWW U abaixo assignado pede des-
culpa ao Sr. Jos Francisco de S
Leitao, do cunlext i do annuncio
pie sahio no iaiio de hontem,
porque nao oi com intcn.-ao de o
olcnder.
Manoel Antonio Tcixeira.
furtou ; leva lanibom um chapea, da seda
novo, e na caheca um do Chile ordinario.
Ouam o pegar ou delle der noticia ter
50,000 rs. de (ralilicJcSo alem das despe-
zas que fizerque luio pagar seu senhor
Rufino Jos Correia deAlmeida, morador
na Boa Vista, ra da S. Cruz, n. 78.
-- Na ra do Itaugel casa n. Si, aonde de
vend- carne de porco, Irin todos os dias Icite
superior liquido, conforme lie tirado do peito
la vacca a 200 rs. a garrafa.
Vende-se uina linda escrava de excellente 0C33f6)j OOC60OO3
conducta e com habilidades : na ra de S. Ri-' |> No dia 8 para 9 do correte, s 8 Q
ta n. i4. I Q horas da noite, desappareceu o pelo Q
Pede-ae ao Sr. caulelisla e vandedores de -v Paulo, de naciio Benguela.de 30 an- rj>
mneles do Rio de Janeiro, que nao pague o V m,ja ou llieos, estatura
auc liouve saludo uo meio bhete da piinei-, V* _.__.,. i___. i_____ O
locra a benef.cio da J. S. da iusltruco. > reKular'r8t0 um l8n,t0 1,r b'os Q
n.-4907--por se haver perdido hoje.junta- n ^0iPs bocea grande, nariz chato, J
mente com urna nota de5,000 ra. i quem o ti- j cabeTios grandes, com falta na co- J*
ver achado e quizer resliiuir. dirija-se a ra. pj roa da cabe? proveniento de carre- *jj
da 6'adeia do Recife u. 23, que sedar o 5,000 t> gar peso, falla um tanto fina e des- *9
rs. comogratificaco. ) candada, eem certas perguntas usa O
No dia 10 do corrente, se devem arrema- j ua respostt senhor sim, ou senhor Q
tar em hasta publica do Di. Jola municipal da & nao,no andar ginga um tanto com
i^a^fct as prnas trocando-as paraumeou-
untes do escripto existente em mo do por- tro lado, bebe garapa e ago ardente ;
teirodo julio consistentes em gneros de co- <(\ levou calca de casimira azul-ferrete q
jnestivo e outros objectos. com listras ao comp ido o atravessa- q
__Procisa-se alugar urna escrava que.J? das formanJo quadros, camisa de ma-
** dapolo e chapeo de pello preto no-
O vo. Este' escravo foi de Antonio Joa-
quim, morador em Fra de Portas, e
com tenda de sapateiro na ruada Ca- )
cimba, tendo o escravo principios q
;r, do mesmo odicio i roga-se a quem o p\
f; pegar do olevar a seu senhor, abaixo *-,
__, i, i ri ti 11 nita iliiiiiii ti lurlic i.- non. ^^
cozinhe e engoinme bem, na ra Direita
primeiro andar do sobrado n. 37.
Qualquer estrangeiro que precisar de
urna ama para cozmhar, e engommar di-
rija-se ao Becco do Rozario n. 2.
Ao publico.(*)
NSo nos sendo possivel responder com
a promplidflo, que desejavainos ao quo bo-
je no annuncio do thealro de Santa Isabel
fez publicar o Sr. administrador, apressa-
mo-nos a rogar ao publico que suspenda o
seu juizo at amanliSa, que na exposigiJo
liel do que ha occorrido reconltecer que
ba inexactid9o no que refere o mesmo Sr.
administrador Pi-rnambuco 6 de maio do
1851. L. Vasco, SI. Lana.
> Cini-nllni -i o homo ..|>;< I li ico < u |
I'cr n nilhue it #
Bu* Nav. n. 58 4
DIRIGIDO PELO V
Dr. J. S. SANTOS JNIOR.
Consultas e remedios de grava aos po- i#
bre todos o dias uleis desde f 8 horas
da manhda a urna da tarde, e dessa ho-
ra em dianle, lerdo visitados os doentes (g}
em stus domicilios. )
W#***l#:#0*ta> S#*<* '& S% *
Desappareceu no dia 4 do corrente,
urna negra de nac3o Costa de no;ne .Mi-
nervina de idade de 21 annos pouco mais
ou menos, estatura alta, cabcQa pequea,
com algumas fallas.de cabellos nocilo
direito da testa ; julga se ter rapado a ca-
bera para encobrir a falta : rosto curto e
largo, pernas finas, levou vestido de ra-
migem rouxa e panno da costa : qnem a
pegar leve-a ao trapiche do Ramos que
ser recompensado.
Aluga-se mensalmenle, ou annual-
niento urna propriedade de pedra e cal no
lugar da CasaFofle.com commodos suf-
icientes para qualquer familia contigua
doSr. major Vilella,.quem a pretender
entenda-sc com o caixeiro dos Srs. Bow-
man & Me. Callero na fundicSo da ra do
Hrum ns. 6, 8e 10.
mmmmm.mm a*mmmtmmmM
| Faz-se publico a todos os Srs. e 8
ff Sras. que quizerem mandar ensinar if
tj aos seus filhos particularmente em il
| suas casas as primeiras letlras, e m
ij lingoa nacional; dirigirem-se ao Pa- i
;_j teo do Carmo loja do Tartarugueiro
g n. 2, que dir-ihe-bSo quem pre- tt
| leude. tt
i mmmvmmmmw
-Mana Rila de Mello, mulher de Jo3o
Severino do Reg Barro.t, coherdeiro da
propriedade denominada Atipucos, faz
scienle ao respeitavel publico que, pessos
alguma contracto com Josquim do Reg
Barros Pessua Jnior, qualquer negocio so-
bre a dita propriedade, sob pena de nul-
lidade ; visto que pretende allegar o seu
direito.
O abaixo. assignado, embarca para
seu ongenho Ulinga. termo de Porto Cal-
vo, provincia de lagoas, a dous escravos
pardos, Jos e Francisca, os quaes vSo com
suas diias ulnas menores.
O gerente do contracto [do rap Prin-
ceza de Lisboa continua a vender a di-
nheiro vista este rap, viudo pelo navio
ilargarid.
-- Precisa-se alugar um preto ou mole-
,-vj assignado, que pagar todas as d
j pe/ is generosamente, na ra da C
0
O
des-
roz a
- do Recifa n. 63, on atrs do Iheatro J>
^J velho, armazem que se vende taboas w
O de pinbo, no qual servico sempre es- O
lava o mesmo escravo oceupado.
Joaqaim Lopes de Almtidt.
eoo&OGo e?oooe
Precisa-se de um ou mais tfliciaes de
entalhadores para a igreja da Paz dos Aro-
gados : quero pretender, dirija-se a casa
d.is afericiM s.
Aossenliores de engenbo.
O arremaUnle das aferiQoes desle muni-
cipio pela ultima vez faz certo aos que an-
da nflo mandaran aferirsuas ancoras, no
obstante os continuados avisos, n3o CO pe-
los jornaes, como pelos cargueiros dos
mesinos senhores, < nSo Ihe tendo sido pos-
sivel ^conseguir amigavelmenle a referida
afeneflo, afim de que nSo solTra nos seus
interesses, tem determinado usar
  • meios
    que a lei impOea respeito ; e por isso pre-
    vine em tempo aos mesmos senhores, para
    que nflo ippiirecam duvidas.
    O abaixo assignado faz sciente a quem
    interessar, que o escravo de nome Antonio,
    cuclillo, de 7 a 8 annos; Antonia, parda, de
    10 a II ; o Maria de 8 a 9 pouco mais on
    menos, pertencentes a Manoel Jos Vieira
    Braga Ihe est.lo hypothecados por escrip-
    tura publica, e registrada no cartorio das
    revistas desde o dia 11 de oulubro de 1849 ;
    e para que ninguem faga negocio sobre os
    mesmos escravos sem ser o mesmo abaixo
    assignado ouvido, hz o presente annuncio.
    Jos da Silva Moreira,
    A Heneao!
    Roga-se ao Sr. Manoel de AnnunciacSo
    Borges que baja de apparecer na ra do
    Crespo u. 21, a negocio que Ihe diz res-
    pello.
    --Precisa-se de um oflicial de sapateiro
    que se queira encarregar de fazer sapatos de
    tapete ou panno : na praga da Independen-
    cia ns. 13 e 15, loja do calendo.
    OSr. J. A. C. queira mandar pagar a
    conta que deve, na ra do Crospo n 12.
    Precisa-se deum eaixeiro para lomar
    conta de urna venda por balance, e tambem
    se Ihe dar sociedade entrando com alguns
    fundos: quem estiver nestas circunstan-
    cias, dirija-se Fra de Portas n.89.
    M. G. deOliveira, senhor do sitio, na
    estrada de Santo Amaro para Belem, o qual
    Inane por compra feita a Mara A. A Tres-
    se, declara que ninguem lome de renda o
    mesmosilioa F. Chaves que o linba arren-
    dado por alguns annos a senhora dita Tres-
    se, porque o sru arrendmento nilo Ihe d
    poder para soblocar, e tem outras condi-
    cies a que qualquer que o tomar est res-
    ponsavel, o protesta o annunciante ; e para
    evitar se chame qualquer a ignorancia, se
    faz o presente aviso.
    O abaixo assignado declara publicamente,
    que est inanuutenido na posse de aua.escrava
    Maria Jos, que lbe tinba sido furtada e dous
    filhos Elias e Francisco, por mandado do juiso
    da primeira vara civel desta capital com o
    que para servir a um hornero solleiro. nflo I cuinpra-se da outra ; tendo ao mesmo protea-
    precisa ler habilidades, poim que seja bs-
    tanle ladino quem tiver, dirija-se ra
    uoQueimado n. 16, que se dir quem pre-
    cisa.
    (*) Kste annuncio devendu ser publicado no
    ii- 103, nao o foi por esqueciiueuto.
    ado pelos dias de servico daquella escrava e
    filhos contra quem de direito seja responsavel.
    Joaquim Jos Pinto Guimara'ti
    Alaga-se, ou vende-sa urna canoa que
    carrega uove ceios tijollos : na ra de
    S. Francisco casa apaleada.
    Deseja-se fallar coro os Srs. abaixo de-
    clarados a negocio da .'ous interesses, e
    quando o nSo possom fazrr pes>oalmente
    aquelles que morarem fra da praga, pode-
    ro mandar seus procuradores, a saber:
    Jos Joaquim Cavalcante, Ab'xnndre Jos
    Xavier de Miranda e Jeronymo de Farias
    Braga, moradores noUrejo d'Areia ; Manoel
    Caetano Borges, ra da Cruz ; Jo8o de Oli-
    veiraRamo', Atorro dos Afogados; Rento
    JoSo Cardoso, ra Direita ; Antonio Ayres
    da Silva, S. Rento; Lino Pinto da Silva o
    Francisco de Olrveira Deniz, no Abren de
    Una : na ra do AragSo n. 3 ; adverle-so que
    isto ser no prazo de 30 dias, contados da
    datadeste. Recife, 30 de abril de 1851.
    i%999HtQ>Wj!t99Q9*+999>1
    nulo Gaifrnoux, dentista
    frnncez, offerece sen prest- V
    nio no publico parn todos os
    nti-tc i<- de sua proflssRo :
    qner Iiorn era sua casa, na
    run Inrirndfl Rozarlo, n. 36,
    % segundo mular.
    Lotera da matriz da Boa Vista.
    O andamento das rodas he no
    dia j annunciado a de junho vin-
    douro s 8 horas d-">manhaa no
    consistorio da mesm .wiiaiiiz, e o
    restante dos bilhetes est venda
    nos lugares do costume.
    0fferece-se um criado de meia idade
    quem delle precisar, dirija-se ra de Uor-
    tasn. 17.
    Rouho.
    As 7 horas da noite do dia 27 do corren-
    te ( abril ) foi roubada a loja de otirivos da
    praga da Independencia n. 25. de Manoel An-
    tonio dos Passos Oliveira, consistindo o rou-
    bo as obras de ouro abiixo declaradas : a
    pessos quedoscobrir o roubo, ou der noti-
    cias certas, se prometle a gralificagflo de
    200,000 rs. a saber : 7 voltas do armagflo
    para senhora, 12 pares le brincos gran les
    de armaran, 8 ditos de ditos pequeos de
    dita, 20 ditos de ditos Je differentes gos-
    t"S, 16 r Mneles de armaiao, \ pares de
    brincos pequeos francezes, urna i orgflo
    de argolas cortadas, urna dita de ditas li-
    ss, 1 habito de Christo, t dito da ordem de
    Aviz, 1 corrente de relogio, 14 transelins,
    urna porgSo de palmos de cordflo, 30 anneis
    de difierentes gostos, tres pulseiras ,
    urna porgo de rozetas, urna dila de solita-
    rias, urna cora grande, urna bandeara, urna
    porgflo de solitaria para dedos, una dila
    de (gas de ouro e urna dita de ditas de uni-
    corne.
    Quem comprou um escravo de nome
    Antonio, a Domingos Jos de Souza Fer-
    reira, morador na celada de Penedo, e
    quizer saber noticias delle, dirija-se ra
    do Queimado n. 5, defronte do becco do
    Peixe Frito.
    Precisa-se alugar um moleque que seja
    fiel, para todo servico de um houieiii solteiro:
    na ruada Cruz n. 16.
    Roga-se as pessoas que tem penhores na
    mo do abaixo assignado, hajam de us mandar
    tirar no prazo de oito dias, da data deste, do
    contrario serao vendidos para pagamento do
    aliaixi- assignado. Recife, 29 de abril de i85i.
    Joi JiMiaura da Silva AJaxa.
    Precisa-se fallar com Rento Fcrreira Al-
    ves, lilbo de Antonio Ferreha Machado, e
    Aguida Maria Alves da freguezia deS. Joo de
    Guides, do Conselho da Maia, em Portugal, a
    negocio de seu interesse : dirija-se a ra do
    Crespo n. 10, segundo andar.
    Os senhores devedores >s entnelas casas
    de Fox 8c Slodant W. E. Sinith c James Cocks-
    hott Si Companhia entendam-se com S. P.
    Jobnston & Companhia, liquidalarios dos mes-
    mos : na ra da Scnzalla Nova n, 1.', aflu de
    s j I \ in ni seus dbitos.
    Faz-se negocio com urna divida de 10 con-
    tos e tanto de um dos senhores de engenho em
    Scrlnhein, com hypotheca u'um dos enge-
    nhos do mesmo : a iratar com .<. P. Jobnsiun
    & Companhia : na ra da.Vn/illa .">n\a nu-
    mero 42.
    --Precisa-se alugar duas prclas qu sai-
    bam vender na ra, pagando-se 12,000 rs.
    inen-ai's : quem as tiver, dirija-se a ra do
    Rangel, sobrado de un andar n. 57.
    Furlaram um aderesso de ouro com pe-
    dras rxas e alguns aljofares, em urna ca -
    xa de marroquim, consistindo em brincos,
    pulseiras e allinete de peito : pede-se a pes-
    soa a quem for ofi'erecido parn o comprar o
    apprehenda, e annuncie por este Diario pa-
    ra ser procurado e generosamente recom-
    pensado, ou o mande entregar no primeiro
    andar da casa n 38, da ra da Cudea do Rec
    --O abaixo assignado declara a quem in-
    teressar, que he senhor e possuidor dos ter-
    renos outr'ora pertencentes a capella de N.
    S. da Conceigflo dos Coqueiros do bairro da
    Boa Visla, que estavam livres, desembar-
    gados e nflo letigiosos ; e as pessoas que
    teem casas sitas uesses terrenos obrigadas
    a pagar foro e laudemio no caso de alliea-
    gflo, devem procurar edirigir-se ao abaixo
    assignado. Jado Hentiques da Silva.
    Precisa-se fallar ao Sr. Manuel de Fre-
    tas Cumiarnos, Portuguez, Glho da fregue-
    zia de Santa Christina de Longos, a nego-
    cio de seu interesse, na ra da Cadeia de
    Santo Antonio, venda n. 2, defrontd do
    thealro velho.
    Pelas oito horas da imito do dia 22 de
    abril, corrente, despparcceu do sitio do
    Mondego, casa de um andar, ao p da que
    est estabelecida a fabrica de rap Meurom,
    um preto de nacSn Costa, estatura regular,
    com i al lees no rosto ; levou caigas azues e
    sem carniza: quero o pegar e levar a dita
    casa, ou a Magealens, sitio de Jos Antonio
    Basto, ser bem recompensado.
    Os Sr. Juno de lieos Moreira de Carva-
    Iho ( do Cabo ), Antonio Gongalves de Oli-
    veira ( de Ped as de Fogo f, Agostinho Go-
    mes Feitoza ( do Brejo J e Joaquim Dias de
    Sant'Anna, v3o, ou manden) ao Aterro da
    Boa Vista, sobrado n. 10, a negocio que Ibes
    dizero respeito.
    f ffvffti f f *v*****rv***
    > S^ Do da 13 do correle ero di- -4S
    3f* ante llavera o bello sorvelo feito a **
    a> moda do Farul, na corte, na nova *
    O Ra das Cni7.es n. 28.
    r) Consultorio homaopathico do faculta- ty
    j livo J. t. Caianova. 0
    a Cratis para os pobres. q
    i; Sa ausencia do facultativo J B. Ca-
    T sanova, o professor homceopatba j?
    ** Gossct Bimont continuar com os ^J
    trabalhos do mesmo consultorio, on- 9
    de poJer ser procurado a qualquer
    3 hora.
    OOC5O>e0
    f'ommoflidarte para curativo rio*
    eneraron.
    O 0r. Pedro do Athayde l.obo Motete
    recebe escravos, para tratar, em urna casa
    na Soledade, qne tem para isso destinado
    Os pregossfo osseeuintes : 2,000 rs. dia-
    rios por os que padecerem de molestias in-
    ternas, e 1,500 rs. por os de molestias vul-
    garmente chamadas externas. Os doentes
    serlo fornecidos de lodos os objectos ne-
    cessarios para seu curativo. O annunciante
    se obriga a curar quaesquer ulceras, por
    mais inveteradas que sejam, nflo havendo
    grande per la de substancia, subjeitando-se
    ao onus de s receber a terga parte do esti-
    pendio no caso de que nflo se consiga o cu-
    rativo. Tambem subjeita-se aconlgflo de
    naila receber se os escravos raorrerem, e no
    caso de escaparem pagar-se-lhc o quo se
    ennvencionar antes. Nflo recebo por prego
    algum doente, que nflo offerega probabili-
    dade do curar-se. Compra tambem escra-
    vos doentes e curaveis, sendo por prego
    commodo. Logo que o numero dos doen-
    tes seja sudiciente para cobrir as despezas,
    fara urna diminuieflo nos pregos diarios.
    O secretario scieutifica aos Srs. socios, que
    os bilhetes para a recita de II do corrente se-
    rao distribuidos no salao do thealro nos dia
    9e 10.
    As tres horas da tarde do dia
    3o de dezemhro prximo passado
    esappareceu da casa do deposita-
    rio Francisco Jos Arantes, o ca-
    bra de nomo Pedro, pertencente
    ao Sr. Dr. Pedro Bezerra l'ereira
    de Araujo Beltrao, com os signaes
    seguintes : cabellos caixados, bra-
    co esquerro alejado, cicatrizes na
    p e do braco esquerdo, e outra
    no estomago de um faccada ; quan-
    do falla finge ser gago, milito pro-
    sista e cantador ; levou camisa de
    riscado azul c calca de algod
    transado, listrado, americano: ro-
    ga-se a polica e aos capilSes de
    campo, se o virein, de o peg-ir e
    leva-ln malta da Torre, sitio do
    Leo, ou no Berife, ra da (Jadeia
    de Santo Antonio, armaztm de ti-
    J lo-_____________________
    Compras.
    casa da ra do Rozario larga, junto
    *
    t> a ultima botica, pelo prego de 200
    *" rs.; tambem tem comruodos para lo- *
    9" das e quaesquer familias, com entra- ^
    ? da separada, que queiram honrar a 2
    ^ dita casa. O dono detle cstibeleci- 43
    jh melo proroelte ao respeitavel pu- j^
    , blicoapresentarsempre bous sorve- *
    g^, tes felos de difTerenles frutas, e os ^
    ; > servigos da casa com toda a aptidSo. <
    Couipiain-sc moedas de ouro de 20,0U0
    rs. do novo cunho brasileiro : na praca do
    Coiniiiei'cio 11. 2, primeiro andar.
    ---Compra-so urna mobilia inteira deja-
    caranda, estando em bom estado : na rua
    do Rangel n. 54, 11 fallar coro Victorino
    Francisco dos Santos.
    Compra-se urna negra de nagflo, quo
    saiba engommar, e cozinhar com perl'ei-
    gSo : na rua da Conceigflo da Boa Vista ni
    Compra-se um escravo crioulo dei-
    dade de 10 12 lannos, sendo bonito e sem
    defeito, paga-se bem ; 11a rua da Cadeia
    do Recife 11. 24.
    ---Compra-se ume duzia de cadeiras,
    2 lian molas e urna marqueza em se-l
    gunda ma-1. porem ainda em bom estado
    na rua do Aragflo, 11. 12, segnndo andar.
    Compram-se e vendem-se
    escravos, e recebem-se de com-
    tnissao, tanto para dentro como
    para ira da provincia com segu-
    rancu na &ua venda, romo as lu-
    gas dos escravos, que para isto
    tem una ptima casa : na rua das
    Lar.Migeiras n. i4 segundo andar,
    a qualquer hora do dia.
    ~ Compram-se efectivamente garrafas e
    botijas vasiasa 7,000 rs." o cento : na praia
    de Santa Rita, restilagflo de Franca & Ir-
    iiian, e no deposito da mesma, na Iravessa
    da Madre de Dos n. 5
    Compram-se trastos usados do toda a
    qualidade, e tambem trucani-se por novos :
    na ma .\ova, aruiazem de trastes do Pinto,
    oeliiinii' da rua de Santo Amaro.
    Compra-se urna canoa em bom uso,
    que pe-ue em 1000 lijlos, na rua Imperial
    n. 167.
    Vendas.
    A a4 cada urna.
    Cbrguem a ellas antes que se acabem.
    As ptimas esleirs de palha de carnauba,
    pelo baraiissimo preco de doze vinlens cada
    urna : na rua da Cadeia do Recife n. 23, ar-
    mazem.
    A dinheiro vista, a 8,5oo rs. a
    arroba.
    Vellas de carnauba de ptima qualidade. fa-
    bricadas no Ara, u, vendem-te na rua da Ca-
    deia do Recife, armaiem n. 23.
    -- Vendem-se sapatea de couro de lustro
    pelo baratissimo preco de 3,000, 3,500 e 4 000
    rs., ordinarios de 2.UO0 rs., brancos de orelha
    a 1,210 rs.: na ruada Cadeia do Recife n 9
    loja.
    Vende-se: cimento novo, chegado no uj-
    limo navio de Hambnrgo, em barricas e meias
    barricas, e tambem se veudem s tinas atrs
    do thealro velho. arinazem de taboas de nl-
    ubo, por preco commodo. *
    Vende-se ainda mais em cqnU do que^se
    tinha annunciado, o grande sitio perto da, pra-
    ca, com duas excellenle casas de pedra. e^cai.
    sendo una del las com bastantes commoddi.e
    outra a face da eatrada cora toda a Motelmu-
    rada, bastantes frucieiras, terreno paraP'?"-
    tacdts, balxa para caplm, com 4 cacimbas. a
    fallar com o corretor Miguel Carnelro,
    Vendem-se lindos ps de sapotyselros. no
    becco do Espinhciro primeira casa ao entrar
    pela estrada de Joao de Barros. Na mesma ca-
    sase vendo uin boi de carro multo manso.
    No arinazem da rua da Moeda n 7, ven-
    dc-se colla muito superior, vlnda agera lti-
    mamente do llio Grande do sul.
    Jarrse bacas chinzas".'
    Na rua Nova n. 20, loja de Joao Fernandes
    Prente Vlauna, vende-se ricos e nunca aqui
    vistos, jarros e bacas da China, tendo a pro-
    priedade de nunca se quebrarein, e se lornam
    tanto mais reconunendaveis por seren enver-
    nisados de cores filias e com bellissinias es-
    tampas : a elles antes que se acabem.
    Enxada.
    Vendem-se na rua Nova n. 20, loja de P-
    rente Vianna, as muito fortes e acreditadasen-
    >adas do Porto calcadas de ac, cuja durafao c
    fortaleza, as tornam duplicadamente melbo-
    res do que as que comtnuinmente temos no
    mercado.
    Attenco.
    Novos apparelhos de metal para cha, por pre-
    co coinniodo,vendem-se na rua Nova n.20,loja
    de Prenles Vianna.
    Vende-se una casa com taveruabem alre-
    gueada c bastantes connnodos para familia,
    quntale cacimba, ou troca-se por outra em
    qualquer rua desta praca : quem pretender
    fazer este negocio, dirija-se a meima casa, na
    rua Direita dos Afogados venda n. 42, a tratar
    com o mesmo dono.
    Cementes de hortalice.
    Vendem-sc cementes de hortalice de todas
    as qualidades, chegadas prximamente do Por-
    to, por preco muito commodo : ua rua Direita
    venda n. 7U.
    Vendem-se na rua do Queimado loja n.
    9, esleirs viudas da India pelo diminuto pre-
    co de 2,400 rs. a esleir, franquelim preto pro-
    prio para calcas c Jaquctas a 360 rs. o covado,
    rscadinho fraucei a 22U rs. o covado, chapeos
    de sul de seda a 5,500 rs lencos de grvala de
    seda a 500 rs lencos de lavariuto a 400 rs.,
    cortes de calca a i.OoO rs lenco de seda para
    minino aiiin rs., meias para meninos e me-
    niuas e todos os tainanhos, acha-se um gran-
    de sorllinento de faiendas por preco com-
    modo.
    Vende-se urna prela crioula de bonita fi-
    gura, boa cozinheira de forno e fogo, refina
    assucar. faz mullas qualidades de doce, coje
    bem chao, he boa engomiir-ideira e ensaboa-
    deii i. o motivo porque se vende se dir ao
    comprajor : na rpa da Praia armazem de car-
    ne secca ii. 20, se dir quem vende.
    Vendem-se escravos baratos mocos e de
    lionii i-, figuras, e caso leuliam vicios nao se
    esrni.di-iii in ni oiiira qualquer molestia.
    5 pretos mojos optimus para lodo servico.
    i dito mais velho bom para sitio.
    1 dito ptimo cozinbeiro c de boa conducta
    por pirco muito em conta.
    2 molecas com algumas habilidades,
    i mulatinba com habilidades que cozinhae
    engoiiiina.
    4 negras moca ptima para qualquer serv.
    i mulata de 30 annos muito boa cozinheira e
    que*cngoinma bem e de boa conducta, e mul-
    los outros escravos que sempreseacbaro nesta
    casa a venda na rua das Larangeiras n. 14, se-
    gundo andar.
    Vende-se urna escrava de naci, que re-
    prsenla ter 25 annos pouco mais, por preco
    commodo : na rua do Apollo n. 'J, primeiro
    andar.
    Vende-se um abito para terceirn de S.
    Francisco, de estameuha de I..-< e seda novo,
    desfaz-se por o dono ser muito alto e o dito
    sahio culto, he s o defeito, e por barato pre-
    co : na rua das Cruzes venda n. i.
    Uli! que pecbincha.
    Cortes de brim trancado de puro liuho a r.
    1,200 o corte, ditos de brim pardo a 800 rs.,
    casias sedas a 3,000 r. o corte, a elles antes
    que se acabem : na rua do Crespo loja n. 2i.
    Vendem-se toalhas de cobre
    e de zinco, para forro de navios,, com os com-
    petentes pregos de um e oulro metal.
    Estantos em verguinhas, al-
    vaiade puro em barrs pequeos, uin sorti-
    mento de vidros para vidracas, copos, calixe
    garrafas brancas de vidro de llainburgo.
    \ inliies de (hampanha e lor-
    deaux engarrafados em cestos, e caixa* de urna
    duzia, chegados no ultimo navio e do mais su-
    perior que ha.
    Um forte piano com caixa de
    Jacaranda, tudo muito em conta : no armazem
    de C, 1. Asiu-v & Companhia, rua do Trapiche
    numero 3.
    liilli les do Rio de Janeiro.
    Aos ao:ooo,ooo rs.
    Na loja de miudezas da praca da Indepen- .
    cia n. 4, vendem-se bilhetes inteiros, meio,
    quartos e oitavosa beneficio da fabrica de vi-
    dro e papel do Rio de Janeiro.
    Loleria do lio de Janeiro.
    Aos 20:000,000 rs.
    Na rua estreita Ho Rozario travessado Quei-
    mado loja de miudezas n. 2 A de J. F. dos San.
    los Maia, vendem-se os muito afortunados bi-
    lletes, meios, quartos, oitavos e vigsimos da
    loleria a beneficio da fabrica de vidros. Na
    mesma loja esl patente a lista da deciuia-
    quarla do iheatro de S. Pedro de Alcntara.
    JLoteria do liio de Janeiro.
    Aos 2o:ooo,ooo rs.
    Na ruada Cadeia do Recife n 15, vendem-se
    os muito afortunados bilhetes e-cautelas a be-
    neficio da labrica de vidros de s. Roque e da
    fabrica de papel de Zeferino Ferraz. Na mei-
    ma casa est patente a lista da deciina-quarta
    lotera a beneficio do thealro de S. Pedro de
    Alcntara.
    Loteria do Rio de Janeiro.
    Aos 20:000,000 rs.
    Na praca da Independencia n. 3, que volta
    para a rua do Queimado e Crespo, vendem-se
    os muito afortunados bilhetes, meio, quartos,-
    oitavo e vigsimos a beneficio da fabrica de
    vidro de S. Roque e da fabrica de papel de Ze-
    ferino Trras. Na mesma loja esta patente a
    lista da deciina-quarta loteria do Thealro de S>.
    Pedro de Alcntara.
    liilheUs" do Rio de Janeiro.
    Aos 20:000,000 rs.
    Na rua da Cadeia do Recife n. 24.
    Acha-se a venda na loja de cambio da Viuva
    Vieira & Filhos os inulto afortuuados bilhe-
    tes, meios e cautelas a beneficio da fabrica de
    vidros de S. Roque, e da fabrica de papel de
    Zeferino Ferrer por conta da quinta dos vidro*
    e saldo da quarta de ferrer, cuja loleria devia
    aer extrahida a 29 do mez prximo pasaado de
    abril, e na mesma loja foram vendidos da de-
    '#i.iu?osyw*


    MUTILADO
    2461lOU,OOo-593-40,000-J263 -40,000--y 18 _
    40,000 5492 40,000 392-4O,uu0-J783 _
    40,000,


    m

    Na nova fabrica de chocolata de sade
    homccopathico, arprovado e applicado po-
    los Srs. Drs. da homccopathia, na ra das
    Trincheiras n. 8, existe o excellcnle choco-
    late fino amarRO hespanhol para regalo, di-
    to entrefino temperado tambem rara resa-
    lo o dito para o diario, sendo ludo frito
    com o maior asseio possivel; assim como
    caf moiifo do melhor quo ha no mercado,
    toda a qualidado de assucar refinado e gros-
    so e oxccllcnto cha, tudo pnr preco milito
    commodo. Na mesma casa precisa-so de
    um pequeo do 12 annos, porluguez, pre-
    ferindo-so dos recentomente chegados de
    Portugal.
    Vcnde-se superior cognac velho, em
    harris de 12 a 24 caadas : na ra da Cruz
    n. 55, casa de J. Keller & Companhia.
    Vende-se gesso em barricas, vindo no
    ultimo navio chegado de Franca, tendo ca-
    da barrica 20 arrobas ponco mais ou me-
    nos : na ra da Cruz n. 55, casa de J. Kel-
    ler & Companhia.
    -- Vende-se junco bruto para e mpalhar
    cadeiras : na ra do Trapiche n. 8.
    -- Vende-se carne de vacca salgada em
    barris : na ra do Trapiche n. 8.
    Para o invern.
    A 2,240 rs. um corto.
    Na loja n. 5, de GuimarSes & llenriques,
    vendem-se cuites de casimira de algodfio,
    muito encorpados, padroes escuros, com 3
    3|4covados, pelo barato prreo de 2,2JO rs.
    caita um corle ; assim como oulras umitas
    fazenlas baratas.
    A 56o rs. cada um.
    Na loja de CuimarSes & llenriques, na
    ra do Crespo n. vendem-so lencos de
    seda, muilo finos, para meninos, pelo bara-
    to prego de 560 rs. ; chai eos de sol de pan-
    ninho, armagilo de baleia, a 2,000 rs. ; o
    anligo algodHo transado moristro, a 800 rs.
    a vara.
    Cortes de casemira elstica
    pela diminuto preco de 6,000 rs. cada um,
    acham-se venda na ra do Crespo n. 5
    leja que volta pera a ra do Collegio, ulti
    trallente chegadas.
    i* Arados americanos. J;
    j? Vendem-se arados americanos ver- ^
    g. dadeiros, chegados dos Estados- 0. Unidos : na ra do Trapiche n. 8. ?
    A AAAAAAAAi
    Vende-se, na roa Nova loja n. 23, as
    obras seguintcs : obras completas de Vol-
    taire em 7 volumes, com gravuras linas e
    meia encadernagSo, por 20,000 rs.; ditus
    Depradt, em 9 volumes, por.12,000 rs. ; di-
    tas Asair, em 3 volumes, por 4,000 rs ; di-
    tas Matthus, economa polilica, em dous
    volumes, por 4,000 rs.; ditas de Adam
    mu! Ii, em quatro volumes, riqueza das nar
    ges, por 6,000 rs. ; Historia de las Cazas ;
    ditas do Mxico, 9 volmes, poi 2,400 rs.;
    ditas l.'niversal de Millot em 10 volumes, po-
    12,000 rs em porluguez ; Encyclopedia-
    melliodica, lgica e methaphysic, publi-
    cada pnr Mr. I acrctelle. 4 volumes em quar
    to, p em 30 volumes, par une societ de gens^Je
    letres, por 30,000 rs.; dita d'Academia Irn,
    ceza, 2 volumes, por 10,000 obras com-
    pletas de Uouseau cm 21 volumes, por
    12,000 rs.; tudo bem encadeniado e ero
    obm eslado.
    Cortes de chita do ultimo gosto
    a 2,000 e a 2,500, e algodilozinho a 1,600
    c a 2,000 rs. a peca.
    Na ra do Cuspo, loja da esquina que
    volla para a Cadeia, acaba de ctiegar um
    bello sortinenlo de corles de chita de bom
    gosto, com 12 cova los, a 2,000 e a 2,500 ;
    assim como pecas de algodflo com toque de
    avaria, a 1,600 c a 2,000 ; lencos de seda
    muilo bonitos, a 1,440, 1.60O, 2,000 e 2,240 ;
    alpaca de cores para palitos, a 00 rs. o co-
    vado ; dita de elgodSo, a 280 rs. ; e oulras
    muilas laxendu por pregos conimoJos.
    Queiios e premntos.
    No armazem de Mannrl Francisco Martina &
    Iranio, vendem-ac qurijos londrinos, prezuu-
    ii%s iugli m e Id Porto, lala COIII bulaxinha
    inglrza, ditas de aramia, dias cout tardlnhai
    eeivillias, carnes, conservas inglezas, e mais
    divrrs genero, tudo rni cunta : na ra da
    Cruz n. 02.
    Sement de ortalice de to-
    da a qualidades, feijao carrapato muito no-
    vo, viudo de Lisboa no brigue Conceo ile Ma-
    ra : na rna da Cruz atrs da lacreada do Cor-
    pa Santo n. G2.
    Vende-se urna escrava de Angola, de
    30 annos, a qul sabe vender de taboleiro,
    lava roupa e tem bom leile para criar, vinda
    do Ico: na ra dos Tanociros, armazem n.
    5, se dir quem vende.
    ~ Vendem-se saceos novos de estopa com
    20 varas cada um : na ra laiga do Itozario
    n. 48, piimeiio andar.
    De. supeiior .qualidade.
    Cimento novo, chegado iilliniairicnto de
    llamburgo : vende-se no aimazeui de Vi-
    cente Ferreira da Cosa.
    A 8oo rs. o covnilo.
    Defronte do becco do l'eixe Frito, loja n.
    3, vende-se alpaca de cordilo prela, pelo
    baralissimo prego de 800 rs. o covado. F.sta
    lazenda be ricornmendavel, nfio s para cal-
    Cas, jaquelas e palitos, como tambem para
    jaques e vestidos de montara : dar-se-ha
    amostra com o competente penhor.
    Vende-sa um grande sino no lugar do
    Manguinho., que lica defronte dos sitios dos
    Srs. Carneiros, com grande casa de viven-
    da.de quatro aguas, grande senzalla, co-
    ebeira, estribaria, baixa de capim que sul-
    tenla 3 a 4 cavallos, grande cacimba, com
    bomba e tanque colierlo para banho bas-
    tantes arvoredos de fructo: na ra da Con-
    cordia, primeiro sobrado novo de um andar.
    Vendem-se os objectos seguales.
    O prctendcnlc que quizaran comprar 5
    handciras de portas j envidraeadas, ( o que
    vista Taz IV,) e que nao qiiriram Icr o eniom-
    modo cin manda-las fazer tenhain a bondade
    de dirijircin-sc a ra do Hospicio defronte da
    casa do Sr. Arceoio, que se dirjiuem vende,
    pois que tambem na inesma casa se vende mu
    e-acetente piano, neto apparelho de louca
    dourada riquissiuia, como bein seja duas du-
    lias de cala de cryslal para chainpauha e va-
    rias garrafas de vidro. quatro pelles de ou. i c
    varios outros objectoa.
    Vende se
    rva mate,
    t.iacd- de vimes,
    Gigos de garrafas,
    Genebra de llullanda em fras-
    nuciras : .vende-se na travessa da
    Madre de Dos n. 5.
    llcas l>nlcljs-
    Vendem-se as mal rica bandeijade pintu-
    ra multo linas de muito bom goalo, e por pre-
    co mal commodo do que cm outra quatquer
    parle ; na ra do Quarleis n. 24, lojade.iniu-
    dezas de Jos Das SlinOcs.
    Botoi- pura casaca.
    Vendem-se bolfles de seda prela para casa-
    ca, e de multo bom padre. por preco mal
    mdico do que cm outra qualqucr parte ; na
    ruados Quartcii n. 24, loja de miudezas de Jos
    Dia Simocs._____
    3
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    Franjas franeexas para manteletes.
    Vendem-se as mal ricas franja c tranca
    par manteletes, de muilo lindos padroes, por
    preco mais mdico do que cm outra qualquer
    parle : na ra dos Quarleis n. 24, loja de miu-
    dezas de Jos I lias Si ni lies.
    A 3,ooo rs; a peca.
    Vendem-se franja brancas para cortinado,
    in.illi.is e guardanapos, pelo mudico prejo de
    3,000 rs. a peca com i5 vara: na ra do
    Quarleis n. 24, loja de miudezas de Jos Dia
    lines.
    No perenm a pechlncha.
    Vende-se um bote com mastros, velas e
    mais pertences, ludo por 25,000 rs. : na
    praia de Santa Hita, restilac-lo de Franca &
    iniifm, se dir quem vende.
    Cassa para cortinados a G40 r. a vara.
    Defronte do becco do Peiie Frito n. 3, ven-
    de-se cassa para cortinados, pelo baralissimo
    preco de duas patacas a vara, esta faienda he
    estampada em ramagens decores.
    Vende-se urna bare.ua de lote de 20 cal-
    xa nova de primeira viagem e bem construi-
    da, e prompta a navegar : quem a pretender,
    dlrijH-se a bordo da mesma denominada Bou
    Frnlura, junto ao trapiche do algodao que acha-
    rao com quem tratar.
    A .".Simio cada um
    Na ra do Queimado, defronte do becco
    do l'eixe Frito n. 3, vendem-se cobertores
    do Porto, muilo graudese encorpados, pe-
    lo baralissimo preco de 5.000 rs. cada um.
    Vende-se urna morada de casa no lugar
    do Caxang, a melhor que naquelle lugar
    existe, por ficar ao p da ponte, cuja he de pe-
    dia c cal, com duas granJes salas, seis quar-
    tos, corredor lavado, quintal com algn ar-
    voredos, banho no tundo do inesmo, muilo
    proprio para qualquer familia, por prrfo inul-
    to comniodo, por a ilona querer lequidar con-
    ta : na Gamboa do Carino n. 33.
    Vende-se um bonito moleque crioulo de
    13 anuos, com principios de inarcineiro, um
    dito de 7 aunos lamben) muilo bonito, um pre-
    lo lamn ni crioulo de 22 aunos perito sapa-
    leiro de toda a obra, tanto de corte como de
    execucao para a praca e que d, certo 010 r.
    diarios, e una mulalinha de IG annoa, com
    principios de costura, engommado, coziuhadn
    c bem propria para cilucar por ter sido do
    malo : na ra larga do Rozario n. 35, loja.
    lie de Craea.
    Ven^-se un terreno com 60 palmos de
    ii. ii..- e os fundos al au ce, tem j mais de
    l30 palmos de aliccrce, n'iiin dos oitdes, he si-
    tuado na ra da Praia da ribeira, faz-se todo o
    negocio : quem o pretender, procure na ra
    do i .i lu.;,-i loja n. ll.
    Sahlo a luz de prximo na cidade da Ba-
    ha una obra em que se moslra a veraeidade
    da apparicao de Nosso Senhor Jess Christo a
    D. Alfonso llenriques no campo de Ourique, e
    que I\apolco o grande he vivo c vai pela ler-
    ceira vez oceupar o tkrono de Franja : vnde-
    te na ra da Cruz do llecife n. 52, 'primeiro
    andar, pelo preco de 1,000 r cada rxeiuplar.
    I .i. niiiiii.i para o invern.
    O baraleiro do Passeio Publico Firmiano Jo-
    s Rodrigues Kerreira, na sua loja den. Il,
    vende superiores corles de casimiras de algo-
    dao, faienda muito encorpada e de cores es-
    curas, padroes os mais lindos ao barato preco
    de 1,44(1 rs. rada um cuito, e quem nao com-
    prar ? Cambraias decores ao barato prejo de
    400 rs. o cpvado, faienda larga e muilo fina,
    limas francezas largas gostos modernos a 320
    rs. o covado, pannos finos de todas as cores,
    -iiiiii maco, sarjas largas, superiores meri-
    nos pretos. lencos de seda de cores para lio*
    mein, fa/.enda superior, casimiras elsticas,
    uicias ditas, gorgurOes de seda para coletes,
    lirios de linho trancados de todas as qualida-
    de, caitorr para calcas, selins lavradospara
    K-siidos, challes de seda e 19a e inultos outros
    padrdea, chapeos de masa francezes, madapo-
    le, cassas chitas, chitas de todas as qualida-
    des, riscados francezes, esguioc de linho. t-
    pele, chita cassas a 1 200 rs. o corte, algo-
    ilnes sortimenlo completo, e oulras muilas
    fazendas que e vndenlo a vontade dos senbo-
    es compradores.
    Vendem-se
    Licores de indas as qualidades,
    Agoardenle do Reino,
    Dilad'aniz,
    Genebra da Ierra e de Holanda,
    Espirito de 38 graos,
    Agoardente de canna superior,
    Vinho de caj de 4 auno.
    Vendeni-se a prejos moderado, e cncarre-
    ga-e do despacho para exportajao : no de-
    posito da restilaco de Franca & Irmao, na
    Iraussa da Madre de Dos n.5.
    Vende-se urna escrava crioula com urna
    ciia de il mezes, que sabe cotinhar bem o
    diario de urna casa, lava e sem vicio algum : a
    tratar da 0 horas em diante, na ra do Cabu-
    g loja de miudezas n. 1 c.
    Vcnde-se urna morada de casa depedra c
    cal, sila no oito da igreja do Poco da Panelia,
    cum sala, gabinete e vario quarlos, e bem as-
    sim um urub rei muito bonito e manso, tu-
    do por preco con.inodo : na rua do I.ivra-
    inenlo segundo andar do sobrado u. 24.
    I;,ilano grande.
    Na rua estreita do Rozarlo n. 43, confeltaria,
    vende seuma balaiifacom peos jafeiido es-
    te anuo por prejo commodo.
    Vendcm-se 3 escravos sendo 2 ne-
    gros e urna negra, sem habilidade porrm
    muito sadios, e habis para qualquer ser
    vico, quem os perlender dirija-se a rua da
    Cadeia do llecife loja de Jos Gomes Leal.
    Vende-se urna armado de venda em
    bomeslBdoo |or prego commodo na So-
    lidada venda n. 18.
    Vcnde-se barato a dinheiro avista.
    F.m a rua Nova n. 71 venda da quina
    a o'p da ponte, o ero o atierro da Hoa-Vista
    n. 5V vende-se o seguinte : manteiga in-
    gleza muito boa a 560, 400, 240 rs. franceza
    480, banha SStrrs. cha do milhor 2,000, pMIo
    1,800 rs., espermasete 640 rs. caffe 16 rs.
    oarnaba 280 rs., toicinho de Lisboa 200 rs.
    ditlo de santos 180 rs., letria 200 rs. ma-
    can-lo e thalarim 160 rs. farinha de ma-
    ranhlo 100 rs. ditta de araruta 160 rs. er-
    vilhasl20rs. bolaxinlia de ararula 320 rs.
    e urna lata cheiap... i,600 rs. bulaxinha
    grande o pequea 210 rs. arros 60 rs. bata-
    tas 60 rs. sevida 100 rs. chicolate de Lis-
    boa 400, milho alpiste 960 rs. a cuia, painso
    640 rs. arros 320 rs milho'160 rs. arroz de
    casca 120 rs., queijos novos dos milhores
    1,600 rs. azeilonas 240 rs. agarrafa, azeite
    dose 560 rs. assim como grande surlimento
    de charutos de varias qualidades serveja
    preta em metas garrafinhas, vois de tudo
    i ."ni bem servidos.
    Vende-se a padaria nova do Mangui- Q
    & nho, com todos os seus pertences; e t>
    <3 bastantaote afreguezada: quem a 0
    Q pretender dirija-se a mesma, que a- 0
    q chara com quem tratar. <$
    Vende-se nina rcfinucao bem afregne-
    zada com escravos ou aem elle, assegura-se
    ao comprador que pode Irabalhar sincoou se-
    is annos sem fazer despezn com o maqumismo
    por ser tudo novo ; aonde offerece commo-
    dldades al para assentar una padaria porque
    ha commodo at r ra trabalhar os dois esta-
    belecimentos r sina caa ; o motivo por-
    que se vende se ao comprador ; a tratar
    na aua da Cruz defronle do beco da lingoela
    cum Domingos Pereira Rocha.
    __Vende-se cimente de coentro nova a 200
    rs. a garrafa, niel de furo de primeira quali-
    dade a 60 rs. a garrafa, e cm caada 400, em
    barr ou cm pipa mai em -canta, tambem se
    precisa de una preta para vender na rua pa-
    gando-se 12,000 r. menae, e alugase um
    trelo para o ervico de campo, ete na rua
    llreila n. 89 e o mais no manguinho venda
    da calcada-alta.
    Yende-se em grandes ou pe-
    quenas percoes, a vontade dos
    compradores, o vardadeiroaco de
    Milao: na rua de Apollo, arma-
    zim de maqumismo de Me. Cal-
    moit & Companhia, ou no seu es-
    criptorio, praca do Commercio
    numero il.
    Na rua Estreita do Rosario n. 28 se-
    gundo andar vendem-se 2 pares de brin-
    cos, 1 cordo, 1 moda guarnecida, 1 ve-
    rnica, 2 relogios patentes, 2 annelOes, e
    1 um allinete de' peite : um aparelho de
    prata para cb ; 1 faqueiro, 1 par de cas-
    ticaes, 1 patena, 1 salva, 12 colheres para
    sopa, 12 liles para cha, 12 tacase 12garfos
    Vendem-se na Uoa Vista venda n. 80
    bixas de llamburgo, assim como alugam-
    se por preco mais commodo do que em ou-
    tra qualquer parle.
    Vende-se um siliu no lugar da Soledade,
    na estrada que atravessa do da estrada do Man-
    guinho estrada que vai do Mondego, lem
    urna excellcnle casa nova, com 3 salas, 4 quar-
    los, cozinha fura, estribaria para 3 cavallos,
    casa para fcilor, lem um bonito pomar de la-
    rangeiras, muilo boas jaqueiras e mangeiras,
    e muitos ps de sapolyeiros prximo a dar
    li uein, tem oulro inultos arvoredos de fruc-
    to, as salas eslo forradas de bonito papel : na
    rua Nova armazem de trastes do Pinto se dir.
    ,,
    r
    .i.
    Lima.
    Participa a seus freguezes e a quem :
    mai convicr, que mudou o seu esiabe- <\
    le iiiii'iilu de nuil.ii mis militares do so- 2
    brado da rua do Queimado para o pateo '.
    da matriz n. 2, aonde continua a ven- -J
    der o mais superior galo de ouro e pra- a
    la para divisas militares clibrs de pa- _
    geni, assim como promptiea unifor- m
    mes para msicas, ou o completo de n
    qualquer batalliao. fi
    i.olei ia da matriz da Boa Vista.
    Aos loe 5:ooo,ooo r.
    Na loja de calcado do Arantes na praca da
    Independencia ns. i3c 15, vendem-se os mul-
    lo afoitunados bilheles e meins ditos delta lo-
    teria, que corre infallivelinente no dia 2 de
    junhu vinduuro:a elles antes que se acabem.
    Bilheles 10,400
    Mrios 5,200
    Vende-se muito lioasicupi
    ra asMi, propria para construeco
    de carrocas carros : quem a pre-
    tender, dinja-se a rua da Praia
    n. 55, que se dir quem vende.
    Ao resto da pechincha.
    Na rua do Queimado loja n 17, vendem-se
    para acabar um resto de cambraias de la a-
    beita9, de core muito delicadas, intitulados
    balzarinas, muilo propria para vestidos para
    senhora a 300 rs. cada covado, corles de ves-
    tidos de chita de barra, fazenda muito inoderO
    na e de gostos muito gravej a 3,500 rs. cada
    cuite, corles de fil de cores bordados a 6,00-
    rs. com 7 varas cada corte, esgulSo de algo-
    d.io com 10 varas a 2,400 rs. cada peca, assim
    como oulras fazendas por pre;os inulto em
    coma.
    Vende-se urna preta crioula muilo moya
    de bonita figura para lora da provincia ou ma-
    to, por preco couiinodo, urna dita com de-
    feilo de um dedo em o, p quejeose bem chao e
    moca por 350,000 rs., urna de nafo, que co-
    zinha, por 450,000 r. i na rua do llangel n. 38,
    segundo andar.
    Pechincha de madapoloes ava-
    llados.
    Na rua do Queimado loja n. 17, ao p da bo-
    tica, vendem-se pefa de madapoloes entreli-
    os com um pequeo loque de avaria a 2,500
    rs a pi-\ a : a ellas antes que se acabem.
    Vendem-se dous curios, urna pataliva,
    um cabocolniliu, dous papacaplin, urna guria-
    lan, um pinta silgo, todos bom cantadores:
    na rua da Coucci(ao da boa Vista n. 00.
    Vendem-se as duas laveruas, itas cm
    I o a de i'urta rua do Pilar ns. 88 e i id, muilo
    bemafrrguezidas, tendo una dellas uomino-
    dos para familia, o motivo da veuda dos ditos
    esi.iiielr. iiiirnins se dir ao comprador : a tra-
    tar na veuda u. i43.
    Vcnde-kc urna parda, de idade de 30 an-
    nos, bonita ligura, para fura da provincia : na
    rua da > adeia n. 17, segundo andar.
    -- Vende-se um moleque muilo robusto e de
    luu.iia figura, de idade de ila ni anno : na
    rua do Crespo loja da esquina que vira para a
    Cadeia
    Sorvetes as 11 horas da noite.
    Na confeitaria da rua eitreita do Rozario ir
    43, continua a haver sorvete de diversas qua-
    lidades por pi i. .i commodo.
    Veude -se farinha de mandioca de S. Ma-
    Iheus, por 111 < s -. commodo : na rua da Cadeia
    numero 1'
    Vcnde-se urna canoa que pega cm 1,500
    li jiillns: na rua das Lirangeiras n. 18.
    Veude-e un* escrava parda, que abe
    eneommar c cozlnhar o diarlo de urna casa,i
    lavar e coser llo, com um fllho de 7 annos de
    idade de opllina figura : na rua Dlrella n. 112,
    primeiro andar.
    rS" Jogos de vispora.
    No Alterco da Boa Vista, loja de calcado n.
    58, vendem-e jogos de vispora a 1,000 re.: a
    elles que estao no resto.
    Vendem-se peca de boin panno de linho
    com 15 vara por 5,500 r.: na rua da Gadeia
    Velha n. 33.
    Vendem-se peca de casa liaa sem gom-
    ma com 20 jarda por 4,000 rs., e de 12 jarda
    por 2,400 r e em varas a 240 re. : na rua da
    Cadeia Velha n. 33.
    Vendem-se lencos encarnados cor segura
    a 2,200 rs. a duzia e o lenco a 200 rs. i na rua
    da Cadeia do Rccife n. 33.
    A o bom e barato.
    Na nado Queimado loja n. 23, que foido
    Sr. S I.citao, veudem-ae a seguiotes fazen-
    das por diminuto preco : chapeo de sol de
    superior cda prela a 5,000 r., rlscado mons-
    Iro de vara de largura a 240 rs. o covado. alpa-
    ca de linho com 4 palmos de largura a 320 ra.
    o covado, franquelim preto a320 r. o covado,
    corles de casa chita roxa a 2,000 rs., manta
    de superior eda furia cores a 8,000 rs., chal-
    les de eda a 10.W0 ra., aetlm maco preto a
    3 000 r. o covado, dito a 2,800 r., dito mullo
    superior a 4,200 r corte da mais modernas
    cambraias de seda a 10,000 ra., cortes de gor-
    curao de eda lavrado, branco e de cores a ra.
    3,500, dito de fustes a 700 r dito da me-
    ll'mie's casimiras elsticas de toda a core a
    5,000 rs.. chitas a 120 rs. o covado, a ICO, 180,
    200 e 220 rs., chita franceza muito larga e de
    muilo bom gosto a 280 ra. o covado, dito de
    cassa franceza muito Hua a 320 r., c outra
    inultas fazendas, e do-se a amostras, com
    penhore, asslu como lencos de eda de su-
    periores padrde para pescoco a 1,000 rs.
    .- Vndese todo o preparo da casa de or-
    vele e seus.perlcnces de loja da rua do Quar-
    leis n. 14 : quem a dita quizer, dirija-sc na
    Cinco Ponas n. 82.
    -- Vende-se um bonito moleque de 20 an-
    nos, muito bom e fiel comprador, nunca fuglo
    o que e afuanfa, cozinha muilo bem o diario
    de uina casa : na rua larga do Rozarlo n. 48,
    primeiro andar.
    Rap Paulo Cnrdeiro,
    chegado ltimamente na rua da Cruz n. 57 a
    1.600 rs, a libra. _
    Methodo de vlolao por Carulli, sexta
    edlcco : vendem-se no paleo do Collegio, ca-
    sa do Livro Azul.
    llera de carnauba.
    O Imais superior que ha neste genero, ven-
    de-se em porfo e a retalho : na rua da Cadeia
    do Reclfe. loja n. 50 de Cunta Amonio.
    Vende-e um preto de na$o, de idade
    pouco mai ou menos de 28 anno, bonita figu-
    ra e ptimo cozinheiro : trata-se na rua do Vi-
    gario n. 19, egunio andar,
    n. 15.
    Vellas de carnauba.
    Vendem-e vellas de carnauba, pelo bara-
    lissimo preco de l ,500 r. o cento : na rua
    da Cadeia do ftecife loja n. 50 de Cunha z
    Amorini. .
    Vendem-se 9 trave de 35 palmos ec ma-
    deira de mangue, urna porjao de caixilho de
    amarillo para janella e portas de alcova, um
    iibumba e urna caixa de guerra para festejo
    de Arraial: quem pretender algum destes ob-
    jectos, annuncle ua morada para ser procu-
    rado, on dirija-e ao Atierro da Hoa Vista, tra-
    vessa da Malhada n. 44.
    -- i I ijuiu o novo rap de Lisboa, o qualse
    vende a oilava: na rua da Gadeia do Rccife
    Chocolate amargo
    De musgo islndico, ou thesouro do peilo, pre-
    parado por Mr J. G. G.
    As alleeciii-s do pello oierecem todas um
    symptoma geral e constante. A tosse, esla do-
    cnca to commuin quando docuidada, lo gra-
    ve sao suas consequencias quanto parece li-
    geira em seu principio, to matadora por i s
    como todas as oulras doenf as que consomem a
    especie humana, nao tinba para combale-la e
    desii in-l. um medicamento especial e nico.
    Todas as paslilbas c xaropes que tem apparc-
    cidoat lime, tem sido impotentes.
    Nao lem acontecido isto com o chocolate
    de musgo preparado por J. G. C. O principio
    que forma a sua base principal oflerece pro-
    priedade inconteslaveis, e rrconhecidasdepois
    de muilo lempo, e nioguem ignora os felizes
    resultados da sua applicacao em todas as
    phleugmasias aguda, ou chronicas, do pul-
    mao, afl'eccdrs do pcito, phtysica, defluxos, to-
    ce etc. para dar lom ao estomago, abrir a von-
    tade de comer, conservar a gengiva, e o bom
    alilo, matar as loinbrigas, principalmente na
    eriancas.
    Toma-se puro mascando-o, e pode-se tomar
    tambem combinado em agoa como outrnqual-
    3iii r chocolate, c com leile, tomando-se urna
    as dses marcadas em urna chavena dos di-
    to liquido, ou mais de urna, conforme a gra-
    vi'ade da doenca : vende-sc na rua do Quei-
    mado n. 9.
    Vende-se na distancia de 2 legoas e meia
    da cidade do Rio-Formozo, pela margem ci-
    ma do rio Seriohcm do lado do sul, o enge-
    nho C men inlia eoni os eguinte3 quiaitoa, e
    objrclo declarado, e sem elle. O seu terre-
    no he de Ir quarto de legoa para queui do
    sul, e meia legoa de nascenlea puente, firma-
    dos pnr marco a 45 annos, sem contradieco
    alguma, como consta do eu titulo ; o seu
    slo he ind.i barro, quer seja ladeira, quer le-
    ja varzea, tem bstanle malta virgen e nellas
    bastante inadeira de er.nsd ueeao, he bom moe-
    dor com agoa, porque moe com o citado rio ;
    os seus edificios o, casa de engenho sobre
    pilares tapado todo de paredo, cavco de cal
    e lij. lio, tanque de agoa da inesma forma,
    com um forte escorinhote de ferro, tambem
    rica obra e duravcl, una famosa casa de ba-
    gado, com Irea thesouras c duas tacancas, es-
    tivada sobre inadeira lavradas, boa serrtil de
    agoa prompta de tudo, casa de purgar e en-
    eaixamento, tudo firmado sobre paredes de
    lijollo e india ; est remontado com o pre-
    ciso para sua manufactura, tudo cm bom es-
    tado, boa eapella, nina rica >an/.ala, firmado
    tudo sobre lijollo, com um terraco na frente
    firmado sobre columna e ollrivcl casa de vi-
    venda, sendo melade terrea c metade sobra-
    dada, casa de fazer farinha, eslribaria, casa
    de empregado, Corno de coainhar obras de bar-
    ro, o cercado he lodo de vallado c liinpo, um
    aobradinho dentro do engenho, e mais una
    dialillacau prompta com tudo, que pede dis-
    tillar quarenta caada de liquido diariamen-
    te, cujoa preparo sao, 24 cuba para garapas,
    duas pipas, um tonel que leva 2 pipas e niela
    de liquido para deposito, canecos, bien, re-
    filador, faz todo o preciso de agoa, deia gara-
    p no alambique, deila as caldas fora sem que
    e pegue nella, e lem ser tocado por bomba,
    40 bois maneus, 6 carros, 6 burros, 2 quartos,
    16 escravos e safra que pode regular 1,500
    pes.
    Vende-se englobado ou a parte um en-
    genho novo denominado Independente, no
    fundo do engenho cima, que mu com anl-
    lu.iei. U seu terreno he de meia legoa em
    quadro, e firmado sobre marco, c quasi cu-
    berlo lodo o seu terreno de maltas virgens e
    com elle os objecios seguidles, ou sem elle,
    lObois mancos, 20 cavallos, 4 eicravos e safra
    que pode regular 1,200 pes : quem pretender
    dirija-ae nesla prava, ao Sr. Manuel Goncalves
    da Silva, que Ihe espora a forma do negocio, e
    no engeiilios ao seu proprielarlo e resideule
    Pedro de Mello c Silva.
    Na rua da Senzalla Velha, padana n.
    aMsato Tas-
    tOO, ao entrar pelo Becco Largo, vende-so
    superior farinha de mandioca vinda ltima-
    mente de Santa Catharina, por cada sacca
    aova de bom algodaoziuhrj levar o porta-
    dor a pequea quanlia de 2,000 rs., eque-
    rendo deconta-se-lho 260, passando para
    outra que o portador levar.
    .loe mi ns superiores.
    Na fundifSo de C. Starr & Companhia
    em S.-Amaro, acham-se i venda moendas
    de canna, todas de ferro, de um modelo e
    construcQfio muito superior
    Bom e barato.
    Na rua do Passeio Publico, loja n. 9, da
    Albino Jos leile, vendem-se lindas pecas
    de chitis de cores, a 4,500 rs. e a 120 o co-
    vado ; ditas para coberta, a 6,000 a peca a
    a 160 o covado ; lencos de seda de cores,
    lindos padrOes, a 1,000; ditos brancos de
    cambraia com bicos, a 480; gravatas dese-
    tim, a 1,500; chales de chita de cores, a
    800 ; ricos cortes de meias casimiras escu-
    ras, proprias para o lempo presente, ,,
    1,500; cobertores grossos para escravos, a
    640; chapeos de sol de panninho com bar-
    ras de cores, a 8,800; ditos sem barra, a
    2,000; brim de linho de cores, a 300 o co-
    vado ; riscados monstros, a 200 u cuvado;
    cambraia da India bordada, a 400 avara;
    e nutras muilas fazendas, que se deizam de
    annunciar por falla de lempo.
    Pecas de chita limpas a 4,000 rs.
    Vendein-se pecas de chitas limpas escutas
    propria para escravas a 4,000 rs., e a 120 a re-
    talho, c cortes de bonitas cambraias para ves-
    tidos a 2,600 ra. : na rua larga do Rozario n,
    48, primeiro andar.
    Tai xa* para engenho.
    Na fufidic^u de ferro da rua do Brum,
    acaba-se de receber um completo sorlimeo-
    to de taixas de 3 a 8 palmos de bocea, ai
    quaes acham-se a venda por preco com-
    modo, e com promptidSo embarcam-se, 011
    carregam-su em carros sem despezas ao
    comprador.
    Vende-se
    Farinha fontana,
    Arroz de casca,
    l'arello novo,
    Cha preto,
    Chumbo de munico,
    Cimento,
    Bichas de llamburgo,
    vende-se ludo por presos commodos : no
    armazem de J. J. Tasso Jnior, na rua do
    Aiikm iin n. 35.
    Gantois l'ailhetck Companhia.P
    ft Conlinua-se a vendor no deposito |
    i geral da rua da Cruz n. 52, o excel- U
    9 tantee bem conceiluado rap areia |
    t prela'da fabrica de Ganlois l'ailhct& 9
    li Companhia da Bahia, em grandes e $
    .}: pequetas porcOes pelo preco cstabe- |
    3t lecido. '
    Deposito de cal virgen e potassa.
    Cunha & Amorim, na ruada Cadeia do
    ftecife n. 50, vendem cal virgem era pedra,
    chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
    lassa de boa qualidade, por menos preco do
    queem outra qualquer parle.
    __Conlinua-se a vender agoa de fazer 01
    e.iliellos e sulssas pretas : na rua do Queimailo
    loja de ferrageus n. 31.
    i*^^
    Escravos fgidos.
    Ausentou-se no dia 24 do mez passa-
    do, a prela denago Conga de nome The-
    reza, representa cincoenta annos de idade
    pouco mais ou menos, ha xa, um lano
    cheia (!o corpo, cabera quasi branrja, tem
    um dedo de um dos ps trepados por sima
    dos outos ; levou vestido de chita rocha
    miudinba, chales de laa j velho imitando
    cobertor ; he bastante regrista e bebe ca-
    li nbo: portanto roga-se as autoridades
    pulientes e capites de campo hajam de
    apprehender e leva-la a rua Nova n. 18,
    que se recompensar bem a quem a trouxer.
    Dcsappareceu no dia 30 do panado do
    engenho Piaba, freguezia de Serinbem o mu-
    lato Ravmundo de 2o a 32 annos. aem barba,
    alvo, de cbelo preto, naris afilado e pequeo,
    cheio do corpo, espadaudo, orelhas pequea,
    e lem nui andar que parece acatruzado do
    corpo, quem o pegar leve-o ao dito engenho a
    seu legitimo senhor, ou i rua do Torrer ar-
    masen! 11. 12 de Mamede Jnior que e gra-
    tificar generosamente.
    Boa gratilicacao.
    No dia 13 de marco do correte anno des-
    appareceu da Passagem da Magdalena, do
    sitio em que mora o Sr. I)r. Malet, o mole-
    que Marcal, o qual he bem conhecido e tem
    os segnintes signaes : representa ter 20 an-
    nos, baixo, cheio do corpo,e carcundo, cor
    fula e sem barba ; tem falta de um denle na
    frente do queixo inferior e he filho do ser-
    illo de Paje, por isso julga se para l ter
    ido : recommenda-se, portanto, aos capi-
    tes de campo a captura do dito moleque,
    que serSo bem gratificados.
    besappareceu, no dia 18'do passado, o
    escravo de nacAo Cacange, de nome Jos,
    representa ter 25 annos, baixo, grosso do
    corpo, sem barba, rosto abocetado e pes pe-
    queos ; lovou caifa de algodilo transado
    com I istias azues e carniza de algodozi-
    nho j rola : quem o pegar, leve-o rua do
    Vigarin n. 22, primeiro andar, ou na rua
    da Cadeia do llecife n. 51, que se recom-
    pensar.
    -- lia tres mezes Tugio do engenho S. Ilu-
    sa um escravo crioulo, de nome Matbeus,
    carreiro, mogo, alto, espigado, com falla
    de 2denles na frente urna marca de queima-
    dura na p, e ftida aberta em urna das
    pernas : foi do serillo, e aqu comprado ao
    Sr. Jos da r'onseca e Silva em 1850; quem
    o pegar leve-o ao dito engenho, e nesta
    praca na rua Augusta junto ao major Kel-
    ler, ou na praca da UoiSo loja de livro*,
    que ser generosamente recompensado.
    -1>. sappareu un dia 20 de abril p. P-i
    do engenho Elephante --ou braco do Meio
    urna escrava, nacto Cosa, bastante ladi-
    na de nome Mariana,'alta e gorda, peitos
    grandes, rosto redondo, com tres riscos
    em cada macan do rosto, cor prela, com
    7 mezes de peijada, cuja escrava suppOe-
    se estar acoitada : quem a pegar e levar
    ao seuproprilario Joaquim Goncalves Fer-
    reira no referido engenho ou nesta praca
    a Jos Gomes Leal sera bem recompensa-
    do, protestando-se desde j contra qual-
    quer pesoa que de faci a lenha acollada.
    BHBBaaaaaaai
    MUTIL


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