Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05332


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Full Text
Anno XXVII
Terga-feira G
DAB.TIDAS DOS OOBUEIOS.
Golanna c Parahil)a,s segundas e sextas felfas.
Rio-Grande-do-Norte, todas as quintas fera9 ao ,.._.
mcio-dla.
Garanbuns e Donito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Floros, a 13 e 28.
Victoria, a quintas fciras.
Olinda, todos os. dia.
ipniiniDEs.
ai (i li. c 42 m. di ni.
as i i li. i- 14 ni. da m.
: .....II i III llllllilll
'Nuva, a I,
ICresc. a 8,
Cheia. a 15,as 5h.e 45 m. da m.
* Mus:, a 22,sl0h. e38in. da t.
MtAHill BE HOJE.
I'riineira s 0 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da urde.
de Maiode 1851.
N. 102
DIAI DA SUSANA.
. 1(111 lilil!!'.
5 Scg. S. Po. Aud. do J. d'orf. e m. 1. vara.
6 Tere. S. JoSo. Aud. da Chae., do J. da 2. va-
rado c. e dos feito da fazenda.
7 Quart. S. Estanislao. Aud. do J. da 2. vara.
8 Qtilnt. 8. Apparicao de S. Miguel Arcbanjn.
Aud. orf. c do J. in. da primeira vara.
PBEqoDASXJBSCB.ipgAo. 'J Seit. S. Geroncio. Aud.do J. da 1. vara doei-
Portresjneies/'ad'antados) 4/000 vcl, e dos feitos da fazenda. -
Por seisTneies 81000 i0 Sal). S. Piladelpho. Aud. da Ch. e do J. da 2.
Porumanno 15/000 varado clvel.
II Dom. do Uom Pastor.
wa* awt rarr-irr yWiw.4a^mWSkM0UMMSMwms%t\tBi^JBWttBWKM
CAMBIO DI WAIO.
Sobre Londres, a29 d. p. 1/000 r. 60 dias.
Pars, 320 por Ir. nominal.
Ou^o.-C^espa'nhol.,..... 28/000 .'Mt
Mocdasde/400velhas. M**
. de 8/400 novas 16/000 a 1620
, de4J000....... 9/l)00a 0100
Prata.-Palacfcs brasilelros.... 1/920 J42
Pesos columnarios..... 1^20 a l/aw
Ditos mexicanos........ I/880 a l*7UU
. w iim i^^^n------------------"''
fjsK^rs .. '
PRTE -UFFICML.
T1UBUNAL DA RELACAO'
SESSAO DE 2 DE MAIODF.I85I.
Presidencia do l-'.xm. Sr. conselhciro Atevedo.
As 10 horas da manhaa, estando presentes os
senhores dcscuibargadores Villares, Bastos,
Leo, Souzi, Rebcllo, Luna Freir, c Pcreira
Monteiro, o Sr. presidente declara aborta a
sesso.
OSr. desembargador Tcllespor athar-se im-
pedido no exeicicio de chele de polica interi-
no, reroetteu as appellacdes que existiam cm
seu poder, e que tlveraui o conveniente des-
tino.
JOLGAMNTOS.
Recurso crime.
Appcllante, ojjiizo cx-oflclo; appellado, An-
tonio de Souza Lealdade. (Sorteados os
senhores desembrgadores Villares, Rebello
e Pereira Monteiro, Confirinou se o des-
pacho de soltura.
Appellaces civels.
Appellantc, Joo Piulo de Miranda Seabra; ap-
pellado, Francisco Soare9 Villela.Mandou-
se ruin vista ao Dr. curador geral.
Apprllante, AmaroGonc.alves dos Santos e ou-
tro; appellado, Marcellino Antonio Pereira.
__Foi com vista ao Di. curador geral.
Recurso crime.
Recorrente, o juizo; recorrido, Jos Ferreira
Mendos. Sorteados os senhores desciubar-
gadorrs Leo, lie bello e Luna Freir. Foi
confirmado o despacho.
Aggravo.
Aggravantc, Miguel Martlns Costa Itibeiro ag-
gravada, Mara Joaquina de Souza Hacellar.
Sorteados os senhores desembargadores
Bastos e Rebello. Derain o provimenlo.
Habeatcorfui.
Concedeu-se ordem aos pacientes Jos Fran-
cisco da Silva Giqtiiii e Antero Teixeira de
(.'arvalho,para comparecerem neste tribunal
rni sessao dodia do corrente as 10 horas da
manhaa.
Appellacao crime.
Assinou-se o primeiro dia til para o julga-
iiiiiiiii da seguinle appcllaco :
Appellante, o juizo; appellado, Luiz Francisco
da Silva Caratis.
mvisOes.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao
Sr. desembargador Hastos as seguinles [appel-
I ices em que sao :
Appellante, N. O. Bieber ti C. ; appellada, a
adminislraco do orphaos desla cidade.
Appellante, D. Maria Felismina do Reg Go-
mes; appellado, Joaquim Aurelio Pereira
de Carvalho.
Apprllante, Jos de llarros Wandcrjey appel-
lado, Filippe de Santiago Vicirai da Cunha.
Appellante, Antonio dos Santos Siqueira Ca-
valcanti; appellado, Fslevo Jos Paes liar-
reto.
Ajipellante, Herculano Alves da Silva; ap-
pellada, a cmara municipal.
Appellante, Themoleo Ferreira Lima ; appella-
do, o juizo de auzenles do Cear.
A1 .(i. llame. Francisco Jos Theopbilo ; appel-
lada, Innocencia Mana de Azevedo.
Appellante, Jos Thomaz de S brrelo; ap-
pellado, Antonio Francisco de Paula Brrelo.
Appcllante, Antonio Jos Gurjo ; appellado,
Joaquim de Albuquerque Gandra e outros.
Passaram do Sr. desembargador Bastos ao
Sr. desembargador Leao as seguintes appclla-
edes em que sao :
Appcllante, Sebasliiio Jos da Silva Braga ; ap-
pellado, Bernardo Henrique.
Appellante, Prxedes da Fonseca Coulinlio;
appellado, Lurz Gomes Ferreira
Appellante, Patricio Jos de Sanf A nna; appel-
lada, (.l.iuiliii:i Maria da Conceico.
Appellantes, os Indios de Arronches; appel-
lados, 09 herdeiros de Jo;io da Coila Albano.
Passaram do Sr. desembargador Leao aoSr,
desembargador Souza as seguinles appellaces
em que Sao :
Appellado, Joaquim Alves Gamillo de Araujo
Pereira; appellado, Flix da Cunha Navarro
Lins. .
Appellantes, Amalia Josephina de Mello ; ap-
pellados, Manoel Marques da Costa Soares.
Appellantes, Estevo Cavalcanti de Albuquer-
que ; appellado, Jeronymo de Albuquerque
e Ollvelra.
Appellante e appellado, Jos Francisco Belem
e llanoel Jos Correa.
Appellante, Domingos Francisco Cavalcanti;
appellada, lgnei Maria das Neves.
Passou do mes.no Sr. ao Sr. desembargador
Villares a seguinle appellacao cm que sao :
Appellante, Francisco de Paula Pires Ramos ;
appellado, Jos Maria da Costa Carvalho.
Do mesmo Sr. ao Sr. desembargador llabel-
lo a seguinle appellaces em que sao :
Appellante, Joo Antonio Soares de Abreu; ap-
pellado, Manoel Goncalves Valente.
Passaram do Sr. desembargador r-ouia ao Sr.
desembargador Rebello as seguinles appella-
< "i's mu que ao :
Appellante, Joaquim Patricio Cavalcanti; ap-
pellado, Manoel Francisco da Ciu.
Appellante, Jos Velloso Soares; appellado,
Luiz Gomes Ferreira..
Appellante, o barao de Suassuna ; appellados,
os berdeiros de Gervasio Pires.
Appellantes, os herdeiros de Gervazio Pires ;
appellado, o baro de Suassuna.
Recorrentes, os herdeiros do coronel Jos Al-
ves de Araujo Ledo; recorrido, Ihoinaz Jos
da Cruz. s ,- .
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao
Sr. desembargador Luna Freir as seguinles
appellaces em que sao :
Appellante, a mesa regedora da ordem tcrcei-
ra de San Francisco-; appellado, Manoel
Francisco Coimbra.
Appellante, Manoel Pires Ferreira e outros ; ap
pellado, Domingos Joao Pires Ferreira.
Appellante, Francisco Accioli Govea Los; ap-
pellados, Joaquim Jos de Souza.
Appellante, o juizo; appellados, Malalda de
Castro Flgueira.
Appellante, Francisco Antonio da bama ; ap-
pellada, Maria da Paz.
Appellante, o juizo; appellado Lourenco Gon-
calvea Gomes e outro.
Recrreme, Manoel Teixeira da Silva Azevedo;
recorrido, Joa Martins de Souza Caldas.
Paasaraui do Sr. deaembargador Luna r rei-
r ao Sr. deaembaigador Pereira Monteiro as
scguintes appellaces ein que sao:
Appellante, Joaquim Lobato Ferreira ; appel-
lado, Manoel de Almelda Lopea.
A apellante, bernardo Antonio de Miranda; ap-
pellado Joaquim Jos de Miranda.
Appellante, Antonio Ricardo do Reg; appel-
lado, Pedro Pereira Beaerra Bellro.
Appellante, Leopoldina Emilia deMoraesSis-
nelros ; appellados, Manoel Pires Ferreira e
outros.
Appellante, Antonio Gregorio de Naziazeno;
appellado, Manoel de Paiva Dias.
Appellantc, Vicente, Ferreira da Fonseca ; ap-
pellados, Joaquim Francisco e outros.
Appellante, Thereza Goncalves de Jess Azeve-
do ; appellados, Joo Pedro Adour & C.
Appellante, Joao Antonio Soares de Abreu ; ap-
pellado, Manuel Goncalves Valente.
Appellante, Joaquim Cocino Cintra ; appella-
do, Antonio Jos Pimenla da Conceico.
Appellante, Maria Felismina do Reg Gomes ;
appellado, Joaquim Aurelio Pereira de Car-
valho.
Appellante, Francisco GeraldoMoreira Tempo-
ral, tutor dos orphaos filhos de Joo Ignacio
Hibeiro Roma; appellado, Joaquim Antonio
da Silva.
Passaram doSr. desembargador Pereira Mon-
,eiro ao Sr. desembargador Villares as segnin-
fes appellaces em que sao i
Appellante, Antonio Fabo de Mendonca ; ap-
appellados, Estevo Jos Paes Brrelo.
Apprllante*, Manoel Antonio da Silva Molla ;
appellado, Jos Goncalves Torres.
Appellanie, Joaquim Pereira Ilomem ; appel-
lados, Sergio Clenienlino Soulo Maior.
Appellantes, Silva fc Grillo; appellado, Ber-
nardo Mendes da Costa. ,
Do mesmo Sr. ao Sr. desembargador Bastos
a seguinle appellacao emque sao :
Appellante, D. Maria Francisca Souza Ramos;
appellado, Jos Maria Goncalves Ramos.
distriuoiqOes.
ao Sr. desembargador Pereira Monteiro a
seguinle appellacao em que sao :
Appellante, o juio ; appellado, a cmara mu-
nicipal do Cear
Ao Sr. desembargador Villares a seguinle
appellacao em que sao:
Appellante, o juizo; appellado, llartholomeo
da Rocha Fagundes.
Ao Sr. desembargador liaslos a seguinle ap-
pellacao em que sao:
Appellante, o juizo; appellada, a cmara mu-
nicipal do Cear.
Ao Sr. desembargador Leao as seguintes ap-
pellacao e aggravo em que sao :
Appellante, o juizo ; appellada, a cmara mu-
nicipal do Cear.
Ao Sr. desembargador Souza a seguinle
appellacao em que sao :
Appellante, Joaquina Maria do Espirito Santo ;
appellado. Manoel C. Q.
Levantou-sc a sessao a urna horada larde.
EXTERIOR.
RIO DA PRATA.
Monlividio, 3i demarco de 1851a
O dictador deBucnos-Ayres fasosseiis pre-
parativos de guerra, e Oribe comrcou j a mo-
ver-te. Alm do grande deposito on parque
formado em S. Jos mandnu alistar e reunir
todos os hnmens capazes de pegar em arma
e com os dilTerentes destacamentos que tinha
ua campanha os fez marchar para a fronleira,
onde houvc una parada de' oslenlafo em
frente das guardas brasilelras.
Este modo de proceder, fazendn desfilar pela
11 mili 11 .i em ordem militar a todos os habitan-
tes que pode reunir, nos faz crer que o seu ob-
jecto foi nicamente o de impr com um appa-
ratodeforca, para oceultar osen verdadeiro
estado de debilidade c verse assim consegue
que o brasil demore o momento de principiar
suas operace* e Ihe d o lempo necessario pa-
ra que o sen alcunhado alliadose livre dos cm-
haracos em que se acha c se prepare formal-
mente para a guerra.
Na situacao aclual n tem Oribe molos de
resistir a urna invaso de tropas regulares ,
nao pode impedir-lhes que vonham at o Cer-
rilo, c aqui estara elle pVdido. Far pois lu-
do o que puder para demorar cssa invasao,
qualquer que soja o seu pcnsamenlo actual.
As guamles que tinha na costa do Uruguay
foram retiradas e incorporadas diviso com-
ii>mu i.l.i por seu irmo Ignacio, que he a que
se iiiii-ii-nii na fronteira.
D. Manoel Oribe lauca mao de lodos os seus
neios para mercrcr que he forte, mas Dio
poder resistir por cerloao poder com que se
Ihe apresentam os seus inimigot. Nao tem
molos mu capacidade para isso.
Ha oilo anuos que o dictador Rosas Ihe deu
um grande excrcilo argentino para invadir este
paiz debaivo do prestigio de um triumpho. Ma-
nobrou com este exercito to torpemente, que
passados poucos metes leve de vir outro exer-
cito argentino commandado pelo general Ur-
quiza para llvra-lo de tuna ruina immediata e
certa ; e nestes oilo annos de guerra, comido
pela guarnlco de Montevideo, nao fez um so
inovimenlo militar que revele a capacidade
do general, limitando suas operaees a vaos c
ridiculos ensaios sobre a prafa, a minar de
noite os postos das nossas guardas para malar
tracociramenle alguns infelizes ea mandara
praja sitiada alguns assassinos, al que por
iiii cutregou intciraineule o exilo da sua causa
corle que tiver o tratado Le Prdour, espe-
rando assim quealFrancaou os seus agentes
Ihe entreguen! urna pracia que elle nao pode
tomar, le d mesmo D. Mauoel Oribe qne em
1837, commandando um exercito regular e
com o prestigio da autoridade legitima, foi
completamente derrotado em Jacutuja poroUU
emigrados seiu armamento e organlsacao mi-
litar ; o mesmo general que communicava es-
te successo ao governo cm urna parle omclal de
que todos se tembram, modelo dos documen-
tos deste genero.
Aisim, a incapacidade deale general he cou
sa sabida dos mesmos chefes que serveui de-
baixo das suas ordena. Nao ser elle por cer-
to que poder fazer frente com os pequeos re-
cursos que boje reslam ao seu exercito, sem di-
nbeiro, sem armamento e sem reservas, as Tor-
cas oiganisadas e bein provistas com que po-
dem ataca-lo os governos do Brasil e do Pa-
raguay. ,
le do outro lado do rio que ha de vir o ma-
terial e o pessoal paracoustliuir um exercito, e
o general que ha de commanda-lo.
Assim, o dictador Rosas, o Intitulado chefe
supremo da tonfederacao Argentina ; aquello
que usurpou a faculdade de dirigir os negocios
externos daquella repblica, contra a ietlra dos
tratados e espirilo da Confederacao, depois de
ler fe i lo urna guerra de oilo annos com o lim
de estabelecer na presidesidencia do tstado
Orituul a D. Mauoel Oribe, pedir a nacao uo-
vos c maiores sacrificios, e comprometiera
sua honra e a sua sorle em un? guerra
maior emaisairiscada para o fin de sustentar
as lnjuslificavcis violencias edrpredacoes com
metlidas por Oribe contra os subditos bi-asilei-
rosporque tal he o nico motivo da guerra
que se prepara.
Dest'arte os thesouros da Repblica Argen-
tina, o sangue de seus filhos e suas fortunas
particulares so empregaramem um objecto es-
ranho, do qual, nem ainda em caso de tliuiu-
pho, poder a naco colher v.aaUagcm alguma.
Para sustentar que Oiibe tem tido rasaoem sa-
quear, arruinar os eslanciciros brasileiros he
que as provincias argentinas mandaram seus
contingentes de tropas, que numerosas levas
se fizeram ein Ruenos-Ayres, arrancando os
peOes das estancias e xarqueadas, os artistas de
seus inisteres, os pais de fimilia dos bracos de
seus filhos, sendo todos levados para Jttorre-
rcni em um campo de batalha. Para susten-
tar a legillmidee daquellc saque despende-
ram-se as rendas nacionaes em navios, arma-
mentos e equipagens ; entretanto que todos os
ohjectos de ulilidade real c necessldade ur-
gente esto totalmente abandonados. Oh!
be horrivel a manrira como D. Joao Manoel
Rosas administra os negocios daquella repbli-
ca e omprogasuas rendas.
Pelo que se diz, tem chegado a Buenos-Ay-
res contingentes de tropas das provincias de
Santiago e Mendoza ; e na de lluenos-Ayres ro-
crula-se activamente para levar torca os ci-
dados ao acampamento. Ksse recrotamrnto
he tanlo mais violento, quauto a populacao fo-
ge de seus domicilios para evita-lo, o em todna
os cantos militares, situados em varios pontus
da campanha, tem havido multa deserco.
Essa cacada de liomens cabio sobre aquellos
campos quanilo as estancias mais precisavain
do pedes para seus trabalhos, em eonsequen-
ei i da extraordinaria secca que as llagella : o
lerror espalhnu-se por toda campanha, onde
hoje se nao oncoiitra um sii peo, e em resul-
tado deste transtorno geral apenas o dictador
poder obler um pequeo numero de recru-
jas ; taes sao os cIVeitos da desodem e violen-
cia que se manifestain no exercicio de todos os
ramos de sua administracao.
Desic modo comeca a preparar-se para a
guerra ; mas, como aorganisaeo, inslruccoe
equipamciilo de seu oxereno uo se far cm
um dia, algum lempo decorrer at que os
liinnri.s que hoje se arrrbanham possam cha-
mar-se soldado*!, e se acheui apostos para en-
trar em campanha.
Parece que o dictador foi cnlhido de impro-
viso ; que esperava, em primeiro lugar tor j
obldoa ratiiieacao do tratado Le Predour, e
com este acto, bastante forca moral para dar
a Ici ao Brasil, ou pelo menos retardar suas
OTTeracoes. Esperava, oiiiNugundo lugar, que
o governo brasileiro eneonlraria embaracns na
opiuio publica para srus preparativos belli-
cos, e que oslas raees, juma das enormes
sommas que cusa a um governo regular o
conslituir-se cm p da guerra, suslaria seus
aprestos. Conli.iva, finalmente, c esla era til-
vez sua mais solida esperanca, em que a In-
glaterra, accedendo a seus rogos, inierporLi
sua ingerencia ou mcdilaco no momento le
acco;equede novamentc cahiria a queaio
sob o dominio diplomtico ; conseguiido des-
le modo lempo de sobra para superar as re-
sistencias que boje oncontra, e pieparar-se
convenientemente pa/a faier a guerra.
Hoje smente ihe resta o nico lecurso ;
masduvidamos que a Inglaterra descubra ra-
sdes capazes de prrsuadircm o governo impe-
rial a confiar-Ihe o ajuste de seus interesses c
o desaggravo do sua honra : ou capazes de
convence-lo de que he conveniente aguardar
que seu inimlgose forlaleca e adquira recur-
sos que boje nao tem.
Una das cousas que hoje fallam ao dictador
he um general capaz de comniandar o exerci-
to. Sua primeira idea fixou-sc sobre o gene-
ral Urquiza ; pelo menos qui saber particu-
larmente a opinio deste, quanto i pessoa que
podoria dcsenipcnhar dignamente aquelle ear-
go. Temos ouvido dizer que Urquiza recu-
sara, expressando decididamente esla opini-
o, que queni devia coinmandar era o mesmo
Rosas, que se intitula general em chefe dotexer-
cilot da Confederacao. Nao podemos deixar de
reconhecer um grande fundo de juslica nesta
resposta ; porque, seo objecto que Rosas tem
em vista nesla guerra he nicamente um in-
terosse egoista, o desojo de perpetuar c lega-
lisar o usurpado cargo de chefe da Confede-
racao, e general em chefe dos seus exercllos,
-'nipos
i-ii11>;
justo he qne os dirija realmeulc nos ca
de batalha, e nao da sua quinta de Pal
justo he que sua preciora vida se exponha
aos azares dos combales ; e he iuiquo que
quoira fazer-se grande cuata daa fadigas c
perigos de oulrem. .
Mas essa resposta era um sarcasmo termo ;
porque sabe muilo bem o grneral Urquiza, e
o -i.ili. ni todos os chefes, olliciaes e at mes-
mo os tambores da Conedcraco que, posto
seu illuilre ctete saiba mandar degolar cenle-
nares de homens e tome isso eomo un en-
tretenimonto domestico nos pratios da sua
quinta, morreria de susto se visse marchar
contra elle urna columna, ou ouvisse o sibilo
de una baila ; saben mais que, posto se in-
titule brigadeiro general, e para imitar a
Cromwell costume entrelcr-se cm coinman-
dar o exercicio dos pecs da sua quinta, nao
sabe de sciencia militar nem o necessario pa-
ra commandar um regiment-
Hoje nao se sabe nem pode imaginar-se qual
ser o geueral que tem de commandar o exer-
cito de Rosas contra o Urasil, apezar de que o
governador Urquiza he al hoje ofiicialmcutc
o general m chefe do exercito di operades da Con-
federacao. Desta e de outias duvidas teamos
abidoseo diclador tivesse podido apresenlar
a sua mensagein auuual ala dos represen-
tantes ; porin nao o fez em Janeiro a protexto
de que o i..r. i.n-n ca/or podciia incouimodar os
seus representantes, e at agura parece que
dura o mesmo motivo, porque a meiisagem nao
seapresentou
Bem ae ve que o pretextado calor, he como
temos dito varias veies, urna fulllidade com
que encobre os verdadeiros motivos que leve
para variar os termos da sua mensageui pre-
parada desde'dezembro; para nao manifestar
o estado dos negocios, c a poltica que se pro-
punha seguir ; e para ganhar lempo e ver a
marcha dos 9Uccessos.
lie crenca geral em Buenos-Ayres que um
desses motivos, o mais poderoso, he o estado
das suas relaedes com o general Urquiza. He
um assumpo que tem comecado a chamar a at-
tencao de lodos, porque tal pode ser o seu des-1- luleirada
cuvolvimentoque teoha urna influencia decisi-
va sobre os negocios prsenles e sobre a sorto
futura dcsles paizes. O certo he que desdo
n......que"a diflerenfa de conducta c de ten-
dencias que ha entro ambos os governadores
inili.i ni tu..luz .1" a fiicza em suas relacoes;
que esta frio/.a se converleii em desavenca da
parte do de Entrcrios pela absurda medida do
dictador,de nao permitlir que sabisse dinheiro
de Buenos-Ayrcs para aquella provincia, pri-
vando arbitrariamente dos seus lundos os cbar-
quoadores e estanclciros entrnanos, que ti-
iiham mandado os seus producios qucllc mer-
cado Annos inteiros tem subsistido estesys-
tema do qual nao pode encontrarse significa-
,.i!i lento de mu hn.stilidade calculada, sem
que tivesseui resultado algum as repelidas re-
clamacdcs do governador Urquiza.
I.evaiiluii o dictador essa prnhibicao quando
julgou poder indurir osse general a conduzir os
habitantes da provincia que governa guerra
contra o Brasil, c a que elle mesmo tomasse
parle nella. Mas ento ebegou a occasiao da
desforra' e posto que uo saibamos qual lem
sido o loor das suas cominunicacoes olhciaes,
o general Urquiza lem manifestado varias ve-
zes que uo compronietleria a vida e o bem es-
tar do sen poyo senao em una guerra que ti-
vesse fias di' interosse nacional, e depois de ler
e tido na sua deliberadlo a parto que Ihe to-
ca pelo pacto federal. E o resultado he que
aquella provincia nao se lem feito preparati-
vos militares.
Eslasdill'erencas tem chegado hoje anu rom-
pinenlo manifest ; e posto que nao esteja of-
ficial c claramente formulado, parece que se
pretende, por parte do general Urquiza, que
o assumptos geraes da confederacao sejam re-
gidos pelos depulados das provincias confede-
radas, reunidos em eongresso, em conformi-
dade dasdisposiedes do tratado de 4 de Janeiro
de 1831, o qual hequalilicado pelo governador
llosas de traico patria ; prclendrudo elle
continuar a dirigir os assumptos nacionaes, c
at legalisar o sen titulo com a appruvaco dos
governadores de provincia.
Em 27 de fevereiro piibllcou-sc no Federal
Enlreriano, peridico da cidade do Paran, ca-
pital de ntrenos, um artigo em que, sb a
capa de amisade, se combaten) estas prctenedes
ambiciosas do dictador. A sua leltnra excitou
o seu furor c causou um escndalo em Patcrmo
entre a gente costumada a adorar nao s os
seus caprichos, como lembem us seus mais cri-
minosos feitos; ao mesmo tempo que tem en-
i Id.I.. de esperanca a gratule maioria da pro-
vincia do l!ueuos-Ayres,(|iie i: leuma liivi lancada acara do tyramno. Os
habitantes de Palerino nao fallam do general
Urquiza senao dando-lhe os ttulos de traidor
o de lelvagem unitario, e D. Mauurlila ilizia ha
pouco i no seu sarao, roferimlo-se a elle ; 7J
urna felicidade, senhoret, que v averno conheca os
seus inimigos, elle sabe como hade trate-los iior-
dem ou ca\tiqnr. liosas manilou publicar na
sua (lcele no Uritish Paskt, e em todos os seus
peridicos, una carta que escreveu ao general
Queiroga ein 20 de deiembro de iS II. como
complemento das iiistruccoes que este general
Ictava na sua mlltio s provincias, na qual de-
talha todos os inconvenientes que bavia ento,
no seu entender, para a reuno de um eon-
gresso.
Todos os seus argumentos assentam na falla
de Liiiii. ns para formar um governo regular, e
no atrazu dos povos para so constituirem. Pa-
rece-nos que estas rases sao falsas hoje e que
o ruin ento; mas. sevalessom paradeduiir-
se a cousequoncia que elle tira, poderia em tal
caso dizer-se justamente que nos de/.oito anuos
decorridos desde a dala da caita, perseguindo
elle os horneas capazes, e atrazandoos povos,
tem augmentado voluntariamente c lein-se em-
penhado em perpetuar esaes mesmos inconve-
nientes, a que nao se v termo debaixo do seu
systema. Parece-nos (ambem que o estarom
os povos atrazados nao he raso para que elle
se arrogue o direito de govcrna-los, de fechar
os acuarios, deesbanjar as suas rendas, de por
fit*a*iv
Outro da sociedade das artos mecnicas, re-
metiendo una pequea parle de seus traba-
lhos. Inleirada.
ORDEM DO DA.
Diseuiso da emenda empatada na sesaiio
anterior.
O Sr. Olivara : Hcquer para ser a emenda
votada por partes.
Submettida votaco, he approvada a pri-
meira parto, aendo rjellatla a segunda, que
diz. .. para coucluirem os seus estudos de
tachigraphia.it'
O Sr. Presidente : Observa, ter ficado igual-
mente empatada a seguinle emenda :
k Ao 2. do art. 27accrescente-se, sen-
do elevado o ordenado do solicitador a 500 nuL
la.
RO havendo quem falle, he a emenda sub-
mettida a votaco e approvida.
O Sr. Presidente : Nomeia para membros
da cominisso que tem de levar os actos legis
lativos saneeo, aos Srs. Barros Brrelo, Viel-
ra de Mello c llarros Kalco.
Sao approvados em terecira discusso os pro-
jeclos ns. 22, 24 e 25.
Sao igualmente approvadas as redaccd>9 dos
menciona.los projectos e do de n. l de orca-
niento provincial.
A' mola hora depois de mcio dia, sahoa com-
mlsso, suspendeu-se a sesso at i sua volla.
Voliando pouco depois a coinmisso, o seu
relator participa ter cuiiiprido a sua inisso.
Be lida e aprovada a acta da presente sessao.
O Sr. Prraii/fiite declara estarcm cucerrado*
os trabalhos da presente sessao ordinaria.
Era una una bora da tarde.
HARIO DI PHWWIICO.
BICIFE, 5 DE MAIO DE 1851.
.Hoje terminaran os trabalhos da assombla
legislativa provincial, como verao nossos le
torca da publicaco da sessao que deixaiuos
transcripta em lugar competente.
as gatetas que nos trouxe o vapor Teviol
adiamos mais as seguimos noticias :
Mlrmanha.
\ conferencias de Drcsdc nao produziram o
effeito que dolas se esperavam. Os governos
germnicos convencidos de que por meio das
mesillas nada se far para a reorganisaco do
paiz, vao recorrer todos dicta de Francfort.
O prnjecto da Austria de incorporar na confe-
deracao os seus estados ainda inosmo os nao
germnicos, parece igualmente abandonado.
A <;.i:i ii de Colnijnt publica tima carta do iru
correspondente em Dresde com data de I de-
abril, na qual l-seo seguinle trecho !
" Do hoje por diante podem-se considerar
as conferencias miiiisieriacs para a reorgani-
acio da Alleoianbl como acabadas. O con-
d'Alvcnsleben deelarou aos plenipotenciarios
que o seu governo eslava determinado a en-
viar um plenipotenciario anti;a dieta em sua
forma primitiva. A 27 de marco o governo
prussiano cnuvidou por circular a indos os
governos alliados a euviarcm um plenipoten-
ciario dieta de Francfort. A l'ruisia declara
que est canvenrida da itnpossibilidade de
nada fazer de mil pelas conferencias de Dres-
de, todavia as doliberaces continuarn na
quella cidade, e o resultado dos trabalhos das
commisas ser subinettido dieta quando
alia se oceupar da organisaco da Alleinanlia.
A Prussia desoja que a 15 deste mez a assein-
bla federal estoja completa. A Austria dr>
HM parte renuncia entrar na Confederacao com,
todos os seus oslados, lie sobre ludo a in-
llueiicia dos euibaixadorcs da l-'i-.n.-a e da In-
glaterra, e especialmente a lord iJowleg que
he devido este resultado.
A (iazela Nona da Prussia de 4 de abril pu-
blica o seguinle :
embaracos sua industria e de compromete- ^S*'0' S5 d.0S Peifno? e'tado,s J '"
lo. ein guerras perpetuas de que iionliumaull- P01-^"' ainrmativamenle a circular pela
guerras perpetuas Uc que
liiLi.L' iii-.iin. Seria, ao que nos parece, urna
raso para fazer inteiramente o contrario.
Mas o nosso ubjecto agora nao he analysar
este to celebre documento, e lint nolar que a
sua publicaco nestas eircumstaucias nao tem
por liin seii.ui responder s exigeucias do go-
vernador de Entierios.
Hoje 30 de marco he o aniversario do nas-
cimenlo do dictador. A nfasborca preparou
as anas festas, c, segundo nos Informara, sa-
hir noite com bandas de msica para vic-
toriar o dictador c dar morras ao governador
d'Entrerioi.
Em Eutrcrios pagam-lhe na mesma moeda
fallar ali contra Rosas c contra sua tyrannia
he cousa publica e corrente.
Tal he a situacao dos nimos e das cousas
sabida do Esk ; mas esta situacao, violenta em
qualquer circumstancia he hoje insiistouta-
vel ; e uislo nos fundamos para crcr que bre-
vemente se suscitar um conflicto, no qual ou
os pivos argentinos coiisiguiram reger-sc por
suas leis luiidamcntaes derrocando o poder
usurpador do diclador, ou ento firmar este
a sua iii.iiinii destruiudo o pacto fedeal.
Eslanios cm vesporas de grandes successos.
(Commcrcio del Plata )
I Do Journal do Commrm'o.)
m
ASSEitlBLEA 1M.UV1LNC1AL.
SESSAO DE ENCERRAMENTO EM 5DE MAIO
DE i85l.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
A's onze horas da inanha, feita a chamada
vorilica-se estarem presentes 25 Srs. depu-
lados.
OSr. Presidente declara aberla a sesso.
O Sr. 2." Secretario le a acta da sessao ante-
rior, que he approvada.
O Sr. 1." Secretario menciona o seguate
EXPEDIENTE,
Um ull'ui.i do secretario da provincia, par-
ticipando ter sido enviado Ihesouraria da fa-
zenda provincial, a copia do contracto celebra
do com o cidado Manoel Figueirua de Faria
para a publicaco dos trabalhos da asaerabla.
-- Inleirada.
Outro do meaino, participando ter S. Exc. o
Sr. presidente da provincia designado o dia 5
do corrente pelo meio dia, para receber a
commisso que lem de apresentar-lhe os actos
legislativos promulgados por esta asseinbla.
qual o governo prussiano os convidara a en-
viar um plenipotenciario adieta de Francfort;
smeme dous ainda nao o literam. O gover-
no prussiano anuiinciou pot una nota ao ga-
binete de Vienna que tinha resolvido enviar
um plenipotenciario a Fianefort.
O senado de Hamburgo resolveu tambera,
enviar um plenipotenciario a Francfort, con-
forme o desojo da Piussia.
Una carta de Vienna datada de 3 de abril.
diz que o Lloyd aimuncira que o principe de
Sehwarlzemburg nao volla mais a Dresd, visto
que as conferencias sao abandonadas.
Estadui Unidos.
As noticias da Unio americana alcancam.
at 25 de marco prximo passado.
Nada de extraordinario tinha alloccorrido.
O eongresso que hrvia tratado com algurna
negligencia os negocios do paiz, volou em sua
ultima sessao, a qual nao durou, diz o JVu>-
York-IIerald. menos de 24 horas, um grande
numero de medidas.
Depois do i ni .i i iniiiitii da sesso regular
o presidente da Unio convocou o senado
extraordinariamente para examinar e confir-
mar os tratados concluidos pelo poder exe-
culivo, e para approrar ou regeitar as noiuea-
cocs leitas por este ultimo, para alguns dos
postos. diplomticos; trabalho este que lora
lelto, para assim diier, toda a pressa.
Achava-se j aborta a campanha para a elei-
(o presidencial de 1852. Os principaes can-
didatos do partido \vhig so; o actusl presi-
dente Millord Filmoie, o general Scott e Mr.
Daniel Webster; os do partido demcrata sao ;
os generaos Cass, Houstou e Butler.
Os dous que inais partidarios contain sao
os generaos Cass e Scott.
O general llenderson, o governador Qulot-
mam, c todos os individuos aecusados por
lerein tomado parte na expedlco contra a
ilba de Cuba Lira ni ltimamente absolvidos.
Mxico. Piru' Bolina.
O Mxico, cujas noticias alcancam apenas
at 22 de fevereiro, liona tranquillo, entre-
tanto a administracao do novo presidente, o
geueral Arista, parece que no satisfazla a
expectacao publica. No proprio seio do ga-
binete reinava bastante desintelligencia. O
ministro da fazenda nomeado pelo presidente
nao era do agrado do ministro dos negocios
estrangeiros, o qual trabalhava para que ou-
tro Individuo fosse comeado em subslilulco
quelle. I>i/.ia-sr tambera que os credores
da repblica tinham pouca coutianca na admi-
nistracao e que prelendiaui reunir-se para
protestar contra ella.
No Per linba-se concluido pacilicaueBic a


*
i mm
*!
clelcao presidencial, sahlndo vencedor o ge-
neral Echenique.
Na Bolivla o presiilenlc Brlzn tendo escapado
ieiiimer.il- a cilada que lile arniarain, desin-
volve presentemente grande aetividade para
restabcleccr acalma. Por uu> decieto datado
le 18 de dezembro doanno prximo passado
cllerxpellio da Solivia os Argentinos unitarios
all emigrados: por terein tido una conducta
jrprelisnsivel lomando parle activa as per-
turbarnos polticas, excitando de todos os
modos os rovos guerra civil.
As noticias de S. Juan de Nicaragua alean-
cam at 14 de marco. Tinha liavido urna ba-
talha entre o exordios das repblicas-de S.
Salvador c ('iiathii.il.-i, na qnal o da ultima
ficou victorioso, perdendo o da prnicira 528
Jiomens entre morios c feridos, alm de uns
200 que ficaram prislonciros.
Chin*.
As noticias rebidas do imperio eelesie sin
le Mnima importancia. O joven Imperador
cxpellio deseus conselhos os dous inais amigos
servidores de seu pal, Mu-Tcan-lla e Ki-In !
Os motivos allegados para a justificaco desse
acto odioso de ingralido, diz a l're.'ie traus-
errvendo o ItegiKer. no sao outros seno os
scDliineutos de consideraban manifestados al-
tamente por esses dous ministros a respe lio
dos F.uropeus. Quantoa Kl-ln em particular,
sua dcstilurao be attribuida adhesao por
rile dada ein 1847 ao tratado especial que au-
t.orlsava os estrangeiros a circular livremeute
lia cidade de Cania tratado que foi completa-
mente esqueeido, quando chegou a occasio
do ser rxecutado.
O decreto imperial assignado rom tinta ver-
nclha, o qual d lao funesto golpe na poltica
lo progresso a unir capas de regenerar o
Imperio chinez be concebido nos termos se-
guimos :
(i Empregar os hoines de mrito ; c expellir
os indignos, be o primeiro dever do soberano :
porque se usa de condescendencia para com os
indignos, a administrarlo pcide loda i'orfa.
i Nostc momento, os prejuizos causados ao
ni | < 11 pela negligencia de nlguns funecio-
narins tem chegado ao ultimo punto. O go-
vrrno cabe j-or toda a pai te ein decadencia ; o
povo aelia-se ein um estado de desmorallsaco
j;eral, e he sobre miin que recabe tao deplora*
vel estado de colisas. Era portanto, du dt'\cr
dos ministros que rstavam ao meu lado, pro-
(ii 11 ni boas medidas, r* foiinaieni as ms, e
prcstareiii-inc assim urna coadjuvaciio diaria
que me impedisse de errar.
Mu-Tchan-lla, na qnalidade do primeiro
ministro do gabinete, gosou da conlianca de
mullos imperadores ; porm nunca toinou ein
consideraco as dilliculdadcs ainiexas aoscu
.-argo, nem a obrigacao ciu (jue eslava de se
identificar com a virtudc, c cun os bous con-!
seibos de seu soberano. Pelo coutrario, con-,
servando sua posco, c o crdito a ella unido,
liavia aflastadu dos einpregos, com grande de-I
irimcnto do imperio, os boiucns de um mrito
real c tomando, para meliior Iludirme com
xlerior de adliesao, e lidelidadc nao eraprtv
- ii ii seu (alent scnaoem fazer harmonizar
as minhas ideias comas suas.
Um dos actos que inais excilam a indigna-
cao, he a deiuissao que pronunciou contra os
nomens qne Unham opinies puliticas dille-
rentes das suas, na poca, em que fui tratada
a questao dos barbaros. A respeito de 'J'a-j
lloung lia, e Yao-Jourg, por rxeinplo, cuja'
inl.lili.il c eneigia extremas llie faziain som-
bra, iiiio descancoii lento depois de os ter (ci-
to i. Milu ii ; porm a respeito de Ki-In, hu-
luiiii sem pudur, e inorlu para vi ilude, o i|ual
esperava ter por cumplice de suas iniquidades,
mo licou salisfelto, seniio quando o ergueu a
inais alia clevaco. Nao se puderla contar o
liumern de excmplos seinelhaiiies, nosquarso
favor foi ciiipugnado por elle, para se apode-
rar de cada vez inais de urna uiaior j i i .i., de
poder.
O ultimo imperador linha umita rectido,
C equidade c nao poda suspeitai dos liunirii
depeifidi.i, epor Uso foi que .Mu. TchanHa,
pode ni iii h ii ji ni medo, e sem obstculos no
camiiiiio das suas desordens. .Nao ha duvida
que elle loria sollrido um castigo spvero, nao
ha duvida que iionhuina commiseraciio teria
tido pela sua pessoa, se por tuna su vea a lu
inanileslasse todas as suas Iraicoes ; porem a
iinpunidade, c a coiilinuato das boiiJadesiiu-
periaes augmeularam a sua ousadia, vivendo
ale boje sem mudar de conduela, u
No principio do nosso reinado, todas as
voz.es que se olforecia occasio de ouvir o seu
conseliio, ou dava-o em termos equvocos, ou
guardava silencio, porem alguna mozos depoil
cjuprehendcu desenvolver sua astucia, logo
|ue chegou a'fien--'fsiu o navio dos barba-
ros inglezes, entend use com o sen confiden-
te Kilualiiii de fazer prevalecer a sua poli-
tita, c expur a populacio do imperio s ca-
lamidades passadas. N;io be possivol pintar-
se os peiigos occullos em suas inlcnces.
Quando o ministro Pan Chelian aconsc-
lhou-nosqueempregassemos, Lin, Mu. Tchan
Ha allegou incoiisaiileiiieule que a fraque-a.
e as mi, rumian.-s de l.iu tornavo-no impro-
prio para lodu o emprogo; mas logn que por
ultimo ihe ordenamos que osse Kwao~Si
debellaros rebeldes, Mu. Tchaulia pozem
questao a aptidau do Un para esta iniss&o,
Elle procurou illudir-uos por sua dissiinula-
co, aiiui de nos Impedir de saber o que se
passava no exterior c be nisto que consiste
verdaderamente a sua culpabilidade. >
(Juautu a KiIn, as suas tendencias an-
tipatriticas, c a sua covardia estn cima di
toda a expresso. Durante o lempo em que
Utev< ein Canlo, nao fez, sonrio oppiimir o
povo afim Ue agradar aos barbaros, com
grande prejuio do oslado. Isto foi claiamrii-
te demostrado na discusso relativa A entrada
dos Europeos na cidade olllcial. ?
De un lado, elle ialciflcou os principios
sagrados dajuslica, culietaiito que do nutro
nllrajou os srnliinciil'.s nalnraos da naro,
dando assiiu lugar a bostilldade que nao havia
motivo alguin de esperar.
Fclisuienle o nosso prrdecessor Informado
plenamente da dobrez del le boinom o chamou
iiniiicdialamontc capital e posto que o nao
tivesse logo deinlllldo, certainente nao o dei-
aaria de laier em lempo opporluno.
i Por limitas vezes este anuo scuipre que
J'oi chamado anossa prrsenca, soKilu falln
dos bcubaros Ingleses, fazendo valer quanto
temiveis, c quanto seria urgente concordar
com elles, no caso de sobrevir alguina ctesa-
venja. Elle pensava, que' nao coiiliecianios a
sua ir.an..ni, c que nos engaara assim fcil-
mente, por quanto inais declamava, inais sua
depravado se loruava evidente aos uossos
olbos e os seus dscuisos nao foram para os
liossos ouvidos inais que os latidos de um cao
liydrophobico ; elle deixou al de ser um objec-
lo de comuiiseacao
Asmauobrasde Mu. Tclian-lla cro fur-
^adas e dificeis de serem descobertas, as de
KiIn. palpavris e visiveis para todos ; mas
aili ndoiidu-so aos prejuizos que deviain ic-
Eultar para o Imperio, o crime de ambos tem
igual gravidade. Se nao procedessemos con-
tra elles com todo o rior dai leis como les-
r eiiuiiiliai 11 mas o nosso respeito pelas institui-
jes do Imperio, como nosso exemplo lortili-
.II ia o povo nos seutimeutos d^ roclidSo.
'I mi na, considerando que Mu-Tean-ila
lie um ministro, que tem sustentado as redeas
do Imperio durante iros reinados consecuti-
vos, o nosso eumeno nao se pude decidir a
io que merece, queremos oois que soja trac-
tado com docura, que soja simplosmenle de-
mittido da sua posicao, e que n'u seja chama-
do tnaii nunca par.i nenhum i-mprego.
o A Incapacidadedo Ki-In be excessiva, po-
rem altendendo s dilliculdadcs da sua posi-
cao, queremos tambem que seja tractada com
indulgencia, que seja degradado ,i quinta or-
dem, c que espere como aspirante a um cm-
prego em um dos seis ministerios.
A conducta egostica destes dous nomens
e a sua dcslealdadc para com o soberano, sao
condecidas de todo o imperio. Entretanto
n temos traclado com benlgnidade, nao
condrmn.indo.os a tima prna extrema. Exa-
minando a sua causa lizomo-lo com toda a
madurez possivcl, nolla rrllectlmos por mul-
to lempo, c como sabein todos os nossos mi-
nistros, foi com petar que tomamos uiu deter-
minaco tornada indispensavrl.
o Que daqui em.dianle, todos os emprea-
dos civis, o militares da capital, e das provin-
cias mostrom por sua ronduta que sao dirigi-
dos polos principios de un.a sa moral, e sir-
vam lealmente o imperio sem temer asdilli-
culdades, nem procurar um ocioso descanco,
*r al;-ii ..i possuir meioc proprios para fa-
icr desenvolver a accao benfica do governo
uu a propriedade do povo, fava-o livrenionte
conhecer ; ninguom se deve dcixar levar por
sua dedicacao para ein o seu superior cx-po-
litica, nem por suas Simpatas para com os
seus protectores.
Esta nossa decisao ser publicada ne capi-
tal c as provincias alim de que lodo o impe-
rio truha conheciinento drlla
o Dado aos 18 da dcima ina do trigsimo
anuo de Tao-kwan,(2i de novembro de 1850J-
Por grande que seja a sua desgraoa actual,
neerrsernta o C'/u'na-.lliiil, Ki-In nao pode doi-
xardeser chamado de novo aos coiisclbos do
Imperador,, porquanto este nao poder passar
inuito lempo sein os servicos de um estadista
lo omnenle.
>o se pode negar todava, que a poltica
retrogada deve sor boje milito poderoso ua
corte, para ter oblido a demisso dos dous
inaiores ministros do Imperio, e ter dictado a
1-TeboU o elogio officlal do publico dos dous
I inlseravels que lizeram assassinar em o nume-
ro de duzenlos europeos as oquipagons dos
i navios inglezes .Inn, o Ntrbuiakl naufraga-
1 dos em lSli sobre as costas da llha Pormoza.
Ta-lloung-lla era cutio coininaiidanio das for-
jas do Ierra na Iba, e Yao-Joung e\orcia nol-
la as fiiueoos do porloilo. Se cuino diz o de-
creto imperial, estes dous mndanos, furam os
nicos que uesta clrcumstancia dorain pr.va
de energa, e lideldado. que oxcessos uo pla-
ticar a poltica do gabinete actual para com
| os europeos!
1 Esta stuac.ao mui seria por si nirsnia, anda
be aggravada pela reciudescencia da insurroi-
9S0 ilo Kwan-Si, que se suppunlia quisi ex-
iiucia. Novos cnconlros liveruii lugar aos
quaes as Iropas iuiperiaes foram balidus pelos
robelpes.
As ni. i.....I ules lingem drsprriar o rliefe
actual da robollio, que se chaina Tion-T (a
virtudc do ceu), e que se proclama imperador,
porm nenhum dilles duvida porliin que a
rebrln nao tetilla siinpalhias em tulas as
provincias, e que um ilesuicinbramciito par-
cial do Imperio nao estoje imiiicule no Mcio
da.
Acerca do celeste imperio, lomos na PttIM
de SJ de marco, anida o seguinle artigo.
l'm peridico uauito inlcressante, o North-
Chim lleral, ltimamente publicado em Chan-
hai, extrahio da Gaieta de l'okn nina repre-
sonlaco dirigida por Ki-In ao Imperador,
na qual d um desnienlido ollicial dos inais
cathegoricos, ao decreto imperial de sua de-
inisso.
lingo a Vossa Magestado, diz o ex-innis-
tro K-ln, baje por bem poruiillir-nic <|ue
me demilla das minhas funcccs proteslando-
|lio que, logo que liver recuperado a niinha
saude, voUarei, com a cabeca baixa ao pajo
Imperial, a sutlio.ilar um nuv > eiuprego,
Agradece a V. Al. as licencas temporarias
que me ha concedido em varios assaltos de
molestias, assim como o interesse allecluoso
que me h teslciuuiihado uessas occasides.
Uma so cousa me enche de dor, li que ini-
nhas torcas nao permeliam urna grande aetivi-
dade no cumplimento dos nieus deveres olli-
ciaeSi nico iiioio que me resta de provar a
\ M. o meu vivo reconliociineulo.
.. A ulcera que supurou oo meu pescoco
o anuo passado. quindo me acliava ciu inis-
so eiiiTisu-Kian, torna-so de diaeiudia inais
gravidade, e o meu medico be de oplnifio que
asperdas causadas por um mal lio clironco,
bosto para arruinar a mulla COUStitUicao, e
tornar-nie incapaz de todo o trabalho do es-
pirito, < de corpo.
Nao me resta pois oulro recurso boje, se-
no dirigir osla supplica, a Vossa Magostide,
por intermedio de meu lilhn.pedin/lu-llie que-
ra lauca sobre a miiiba pessoa mu ulliar be-
nigno.
l-'.sia ropresentacao, acrescenla a correspon-
dencia de Chau-llni, prora claramente duas
cousas dignas de igual allenco. A primoira
he que, bem louge de intrigar com Mu-Tcham
Ha, para conservar a sua policio, o seu orde-
nado, e augmentar a sua Influencia poltica,
bem como lizeram loucamcnle dizer ao expe-
riuienlado I.-Tchon, Ki-lruzon, pelo contra-
rio, de todos os lucios, al mesiiio da ascen-
dencia de seu filho sobre o imperador, de
i|iiom lio piiniciro camarista, para ubter
sua dimisso ; a segunda he, que o partido
que triuuipha noste iiiumenlo oni Pekn nao
Ueve ser milito teinivt-l, porquanto suas victi-
mas as inais mah^atadas fazcni uso de urna
linguageui como' *t que se acaba de Icr, c
prouieilom voliar ao palacio em um futuro
mals ou menos prximo, A amiga poltica
do exclusivismo piulo ter audacia e abslinaco
mas a poltica Intelllgente do progresso. tem
uniafoira moral, ni.mensa na coovIccSo inti-
ma, que s ella pode conjurar lodos os pon-
gos que ainoacaiii ao mesiiio lempo a existen-
cia da dynastia, a inlogridade do territorio c
a Independencia do imperio ol i no;..
O Chtna-Vail auiiuncia, sobre a IV- de urna
circular alllxad.i em Canlo a 4 do Janeiro
que Li-Slo-Iauen, oulr'ora governador geral
dos dous Ko.in, lora nomoado commlssarlo
imperial em Kwan-Si, ein lugar de Lin, cuja
niorie nao pode inais ser posta em duvida.
0 cargo de governador geral das provincias
rebelladas acaba de ser confiado aumantigo
vice-roi do llon-Krvang que o tallecido im-
perador havia diuiittido por causa das sevi-
cias excessivas, que havia exercido contra os
fumantes do opio. O Imperador actual nao
acha in iis fuuccionarios liis c dignos de con-
lianca, Seno entre os homens vidos de san-
gzie que teassigualaram por cuines de losa liu-
iii inei.ule in crusada liaprehendida em appa-
eiicia, contra o uso do opio, mas em reali-
dade contra a Influencia scniprc crcsccntc dos
Europeos.
Debaixo da rubrica de Macad o China-lUail d
os motivos soguintcs : O novogovernadorde M^a-
ca, oSr. 1" i a in i >t ii Antonio GoncalvesCardoso,
caplto de fragata da inarinlia portugueza,
chegou a Hong-Kong a 20 de Janeiro no barco
de vapor l'ekin e o-seu desembarque foi sau-
dado iiiiii treze tiros pelas batterias do porto,
como i uiiiii in pelo navio do almirante iuglez,
c pela corveta portuguesa Don iuan 1. S. Exc.
trocou visitas com as priuieiras autoridades
da colonia e deixou urna iinpresso favoravel
cm todos os que o viram de perto. A corveta
que o esperava em l'on-Kong, recebeu-o em
seu bordo no dia 23, e dosforrou para Maca
ao estrondo das salvas de honra que Ihe I'-
rain os fortes e os navios de guerra inglezes
surtos uo ancoradouro.
1 ni q n Milu o Sr. Lardoso se diriga para o
seu posto, o povo de Maca rompa cm indig-
nado contra a profanacao incrivel de que
acabavam de ser victima, os restos do infeliz
Amaral. Com um flu dilcll de se explicar
o secretarlo, do governo, ao qual foi dada a
guarda da caprlla ardciile, onde se julgava
que o tmulo de Amaral esperara pela vln-
ganca, mandou vir secretainrntc quatro co-
veiros cbinezes, c os incumbi de raspar com
faca, e lavar com vinagre os ossos docx-go-
veruador, e vendeu-o pela somma de 20 pias-
tras; o calxao de cliuinbo que ia tornar-se
intil, por esta horrivel opperasjo, fez-se no
proprlo jardim di residencia ollicial. Os in-
testinos, as carnes e os restos tirados pela
faca dos coveiros, foram enterrados sem que
o presidente do conselho e o hispo da cidade
os quaes nao leriam perinittldo semclbante
piel ui.-iei., fossein dsso informados.
Depois desta terrivel lavagem os ossos fo-
ram envolvidos em panno c transportados
com pompa, em una pequea caixa, para_ o
convento de S. Francisco, onde esperarao,
lalvex por multo lempo, que a rainha de Por-
tugal vngue o attentado, ao qual succumblo
o seu representante na China. A Indigna-
cio d> povo de Maca nao admirar a nln-
guem, porm todos pasmaio ao saber que
os prlncipaes mandantes desta horrivel au-
topsia nR> foram perseguidos, nem inesmo
sollrram urna reprehendo da parle da aulo-
ridade superior-
0 llnng-Krmg-rgiiUr conta lambem um fac-
to que prodiizio grande sonsacSo, e que teria
podido, cm oulras rircumstauclas, dar logar
grandes complicacoos polticas:
Un chinez, nascdo cm l'iraog, c por
conseguinle vassnllo inglez por nascimento,
foi preso 3 dejanriro pelos mandarlos, sob
o pretexto de perlcnccr a sociedade secreta
da Triada. Applicarain-lhe logo 80 bastona-
das, para faz-lo eonlessara sua eulpabildade ;
mas como recusasse fater conflisOes, foi con-
demnado levar inais 1,000, c durante a ap-
plicaco de lo cruel tortura, o desgranado
morreu.
O cnsul inglez, Mr. Sullivan, logo que sou-
bc da priso deste bomein reclainou imme-
diatameiitc a sua soltura; porm ou porque
j nao l'ossc lempo, ou porque os mandarins
nao qiiizessem obedecer a urna nacionalidade
da qual o reo nao tinha reclamado os privi-
legios, o tacto lie que elles nao m un.n.un
ao cnsul ingle/, seno um cadver cnsaiigucn-
tid'), fechado em um palanquim. Se entre-
tanto as tentativas de' Mr. Sullivan nao pode-
r.ini salvar a vida desse hnmem, ao menos
tiveram pleno successo em favor de dous ou-
tros chiiiezes de Ponlo-Pinang ; presos pelo
niesnio molivo, os quaes os mandarins cou-
senliraui, posio que com rusto, que fossem
poslns em libordade, como vassallos britni-
cos, ludopendontes das les elune/as.______
inri
Correspondencia.
Srt. fcdiicliircu. Tundo visto, e vt tam-
bem o publico, quo o Sr. Jos Joarjti.m lic-
serra Cavalcantl ha adversario para reccar
vista ila arliviJade quo dosonvolve as
hutas quo elli! mesmocria; porquanto ao
passo quemo arnsta do meu engenho e
mo distrahe Jos mons traballios de lavoura
para as sallas das audiencias, suscitndo-
me processos e demandas, por outro lado
van-rae balando polos jornaes: lutta pedi-
eial e jornalisca, sSo por certo prova mais
que sufllc.ente da superabundancia doe-
nrrijia e aetividade do Sr. Bezerra. Mas o
le lio para admirar he o ar tte simplicida-
d-icom que o Sr. Ilezerra se aprsenla di-
zenlo que sou eu quom o agrido no foro
e na imprensa.
Kntretaodo, o que quer proar o Sr. Be-
zerra com as suas correspondencias? Que
nocessidaio tem de fnzer intervir u publico
em suisquet<3es? Quer provar que sou eu
o ilemaiidisla, e o Sr. liezerra, pelo cenlri-
rio, Inimigo rancoroso de demandas ? Quer
provar que sou demandisla, porque do ac-
rorJo com Buarqui defTendemos as possrs
los engenlios V.illio o snecorro ? Ora em
verJade, ota prelenco doSr. Bezerra pro-
va, nio s activi lade e energa, mas tam-
bem cora ge m desmarcaJa; porque chamar-
me .loman isla uinim o Sr. Jos Joaquim
liezerra Cavalcantl une tem vivido constan-
lemente emaranlinlo n'uma multidilo de
processos, orno lio publico enotorio, oSr.
liezerra Cavalcanli, cujo nomo se acha es-
crito por esses cirlorios cm um som nume-
ro de processos, ora como reo ora como
aulor, be cerlatnonti), seu3o audacia, ao
(Denos coragem som igual.
Mis, para niio oslar alimentando uma
polmica pelos jornaes, aqual n5o d nem
tira ilireilo, e quo he em pura perja do mnu
lempo e da niinha tratiquillidaJe, cumpre
determinar claramenie o ponto da questu:
o que q.ier o Sr. liezerra Cavalcanti i1 Quer
demarcar a aua propriedade Cambe f Poia
bem, exhiba os seus ttulos que eu apre-
sentarei os meus, e protesto que nao quero
uma s polegada de ierra que Ihe perten-
cer; mas se o Sr. liezerra nSo tem ttulos
e quer dar sua propriedado urna estenso
imaginara, csl'ja certo que del'onderei as
mullas posses etnprogindo os ultimas re-
corsus; no que pens que n3o dou ao Sr.
Bezerra o direito de me chamar demandis
ta.
Se oSr. liezerra quer, que amigavelmente
ihe i la parte das minhas Ierras, desde
ja llie asseguro que Ih'as n3o cedere T-
tulo i, Sr. Bezerra, aprsente os seus ttulos;
por elles nos demarquemos, e acabemos
com eaaaa demandas e essas polmicas que
tanto ii mm como no Sr. sSo por domis in-
iii ni..mas e prejiiiliciaes.
Piro a qui e espero que o Sr. Bezerra Ca-
valcanli cumplir osen protesto de ser a-
quella a sua ultima correspondencia ; por-
que dest'ait" cessar urna polmica quo piu-
llas as ratOei me he desagradavel. Sou
Srs. Itedactoies de Vms. Mes. assignante e
venerador.Joie Francisco l'ereira da Silva
llecifi) I de maiode 1851.
'
COMMEACIO.
alkanik*;a.
Ite.idimnntodo dia 5 .20:263,628
lescarregam hoje 6 i/e .dio.
Barca ioglezs W. Hussetl merca dorias.
Barca portuguezaMargarida-- dem.
Brigue hamhiirguez H- '' liacalho.
CONSULADO GIRAL.
Mato.
BenJimentodo dia 1 a 2 .... 4:522,384
dem do dia 5........ 1:156,795
IHVEUSAS PROVINCIAS.
Rendinieulo do dia 1 a 2. ,
Mein do lia 5.......
5:679,179
97,618
6,594
104,212
KXPORTACAO.
Pispadlos martimo* no dia 5.
Genova, escuna ingleza fenthar, de 262 to-
neladas, conduz o jeguintc! 3,400 saceos com
I7,n00 arrobas de ossucar, c 438 coqroj seceos
com 3,579 libras, .'.jl. i.
nuenos-Ayres, brigue hespanhol Caeious, de
233 tonelada, conduz oseglnte: 1,550 barr
cas com 11.303 rfrrobas e i libras de assucar.
RKCEBEDOBIA DE RENDAS GEHAES
INTERNAS.
omlimentododia 5......1:727,880
CONSULADO PROVINCIAL
Kendlmento dodi5..... 89CI8'1
NOTICIAS" "cOMMEta^lAES.
iwrpoot, 8 de abril de 1851.
Algod.w.- -Com a alteracSo de ercumslaneas
ou motivo de alguma sorte, alm da adincao
de 4,000 sacca aos reccbimcnlos, nos portos
dos Estados Unidos, o algoduo baixou l| u.
por libra em pre90 durante a semana, ein
ha dlminulcao alguma de Manchesier e dos
districtos manufacturemos. O grande tacto,
om ludo, he que, anda que a safra de 2:uo.iHni
saccas nao possa supprir o consumo da Euro-
pa e da America durante o anno presente, a
quantidade existente subi de preco i d. mas
que o anno passado. Debaixo detaes circums-
i.incias devenios necessariairftnte experimen-
tar de urna manclra mui sensivel toda a elter-
naliva do mercado. Os bous algodoes de
Uplands sao cotados a 7 3|8 d., Mobile 7 fi a.
c Orleans 7 3|4 d. ...
Hontem cerca de 2,600 saccas de Sea Islands
foram oU'erccidas em leilao; mui poucas fo-
ram vendidas, o commercio nao se dispoz a
comprar alm das suas preciscs absolutas.
Os procos em leilao sao iguaes aos precos
obtidos por venda privada mmedialaiucnlc
antecedente. Em poucos instantes experi-
mentou-se una baixa de l|4 d. a 1|2 d. por
libra, a qual nao se aceitou. 3,000 saccas da
America, 1,010 de Surrate, 300 de Madras, c
110 de Pcrnanibuco foram tomadas para expe-
culaco, e l850 da America, 730 de Surrate,
590 de Madras, 80 do Egypto c 20 de Pernam-
buco para exporlacao.
As vendas da semanaorcarao por 37..Bsaccas.
As vendas dcsabbado, 5 docorrentc, IbrajU
de 3,000 saccas, as .l|i)n-
Desde sexla-feira os precos baixamn 1[8 d^
comparando-sc com o dia desta semana.
Terea-feira" o mercado eslava mu socegado
as vendas nao alcancim a 2,000 saccas ; os pre-
cos, com ludo nao mudaram.
As vendas ate hoje sao de 378,310 saccas.
A Imporlaco da semana consiste em oo.oa
saccas. A importaco at esta data montava
cm 441,327 saccas. O deposito ate boje he
estimado em 544,350 saccas. 0 consumo at
a i.iesma poca be de 332,800. A exporlacao
orcava al a inesma dala em 19,000 saccas.
Os aleodes de Pernambuco e Parahjrba con-
servavam 01 pCOJ de 7 7|8 a 8 3,8 d., os de
Araclv e .ear de 8 a 8 1|4 d., os da Baha e
>lacci7 3|4 a 8 d., o de Maranhdo 7 3|4 a 8
"i d. por libra.
Caf.O caf continua triste, e deve-se mcu-
cionar nicamente 20 saccas da Jamaica.
.1 <>-iirnr Fez-se alguma causa esta semana ;
a vendas podem consistir cm 2S0 barricas da
planiacao a 35 para o de Demerara, e dub
para o de S. Vicente, 5,500 saceos de llenares
de 39 a 43. 1800 saceos de Dates a do, por
quintal, e 50 barricas de Venezuela a 42.
Alm de 3,000 saccas lo trigueiro da Parabyba
a 19, e 380 saceos e barricas de Pernambuco
18|9 para o Irigueira, e 21|9 por quintal
para o branco baixo.
,4isiVrrZ Caf.,-Algumas vendas forjadas se li/.eram
em baixa de c 26 para o bom ordinario de
Java. Desde entao o mercado linha tornado
ao seu estado uatural, e ao presente nenhu-
mas compras do bom ordinario de Java se
podiam fazer abaixo de c 26 1,2 a 3|4 por IfZ
kilograinina.
Aiaucar.Fez-se pouco negocio: 4.K) barri-
cas de .smil un foram vendidas de 11. 23 a
24 1|2 por 50 kilograinmas.
Antuerpia.
AlgodaoO possuidores pediram augmento
nos prefos : as vendas moiilaram nicamente
cm 25 saccas da Georgia, de c. 38 1|8 a 41 por
ineio kilogramma.
Xtiucar. Esta em inelhor procura. 1,200
caixas do trigueiro e amarello de Havana fo-
ram vendidas de II. 11 5|8 a ll lf2; 100 caixas
da Bihia II. 12 por 50 kilograinmas.
Caf.-- 0 mercado est mui socegado, e a
excepeo pouco inais ou menos de 8,000 sac-
cas de S. Domingos c 600 do Rio, que
foram vendidas em hasta publica ein raso
de estar avariado, nao temos iransacces al-
gumas a noticiar. Cerca de 13,000 saccas chc-
garam do Rio, c 4,300 de S. Domingos
llamburgo.
4uue*r.--A procura he mui limitada, e os
precos baixaram. 500 caixas de Havana foram
vendidas de m. 13 3|4al7 1|4 por 100 libras
para a qualidade Irigueira amarilla; 100
caixas da I ahia m. 3 a 14 3|8 por lOO libras.
Caf.O mercado est socegado, e os precos
declinaram. Temos que mencionar as vendas
seguimos: 800 sacca do Brasil, de s 3 1)4 a
4 7i8; 250 saccas de S. Domingos, s. 4 l|2, a
4l|Sc700 saccas de Maracahybo, s. 4.
AfaoddoNo temos transaccoes algumas
de niporlancia que mencionar
Rotterdam.
Caf.-- Est um pouco desanimado, c ha
pouca disposicao entre os operadores cm sus-
tentar os procos anteriores.
.tsjucar. Fcs-se pouco negocio, e o mer-
cado est um tanto apalbico.
.. Pela capitana do Porto desta provincia se
faz nubllcn, para conheciinento de quem pos-
sa interessar, que, em vlrtude das ordeni da
secretaria d'estado dos negocios da marinha,
os navios prtencentes a praca desta provincia
deveram usar de um dstinetlvo, que ser
um galardete metade encarnado, e nfetade -
zul ficando o encarnado na parte superior.
(1,'destinctivos nos navios de tres inaslros se-
rao da largura de ti ci panos de hiele, c terao
de comprimenlo o quadruplo da inesma lar-
gura ; nos de dous mastros serao de largura de
dous pannos, eterno o quadruplo de cumpri-
menlo. ... j .
Odcslinctlvo sea icadonotope deprotpor
cima do que o mesmo navio tiver do respecti-
vo proprielario.
Tambem se faz publico, que todos os na-
vios nacionaes ou estrangeiros que demanda-
rem este Porto, e que no acto de sua ebe-
eada quisereiu pratico para dirigir a sua en-
trada para quaesquer dos ancorad-uros, de-
velad Icar no tope de proa uma bandeira de
forma rectangular encarnada, tendo no cen-
tro um rectngulo pequeo. Ibranco; assim
como que os Prat'.cos que forem em-busca
desses navios dever levar icadaem suasem-
barcaces uma bandeira rectangular devidida
em qatro rectngulos iguaes, sendo o da
parte superior da amura encarnado, e o infe-
rior branco, e os os da pona o vice-versa.
Capitana do Porto de Pernambuco, 2 de
maiode 1851.
llodrigo Theoiorode Frettat
Capitn do Porto.
Em vlrtude das ordens do Exin. presidente
da provincia, o arsenal de marinha, contra!
com nualnuer embarcacM mercante, o trans-
pone para o Rio de Janeiro da bagagem do
2 batalhao d'artilharla ape, consistindo em
qulnze caixoes e um zabumba. Os preten-
dentes derijo-se ao mesmo arsenal, uas ho-
ras do seu expediente, para verem os volu-
mes, c tratarem convenientemente com o res-
pectivo Inspector.
Inspecfao do arsenal de marinha de Per-
nambuco 2 de malo de 1851.
Rodrigo Theodoro di Frettat.
Inspector.
-- Pela inspectora da alfandega, se faz rpu-
bllco, que no dia 6 do correte, continua o
leilao da barca de viga n. 2, no estado enique
se acha, e de diversas mercadonas abandona-
das, e apprehcndidas, vlslo nao se ter coa-
cluido a arrematarlo annunciada.
Alfandega de Pernambuco, 6 de maio de
1351. O inspector interino.
liento Jo$r Fernandei Barros.
Pela inspectora da alfandega se faz publi-
co, que por nao se ter podidu ellccluar no dia
29 de abril, licou trastelada para o dia 5 do
crreme depois do nielo dia a arreinataco
das seguiutes inercadoriar abandonadas ao
pagamentos dos direitos a saber: 84 chapeos
de pilha ordinarios, para meninos, a 200 rs.
total ifi,800 rs. 1 caixa com 44 pecas de rendas
de algudo bordadas com 849 varas a 160 rs.
total 135,890 rs 24 caixinhas com 23 e niela
duzias de potes de vidro com pomada avaria-
da a 840 rs. total 90,240 rs. 18 chicotes com
a{oite avariados a I0.C00 rs. a duzia. total 15#
rs. 1S massos de lesouras ordinarias de inais
de 6 pologadas, eoni 59 duzias a 3,200 rs. to-
tal 188,800 rs. 36 lencos de chita, sendo 22 a
230 rs. total 5,060 rs. c 14 com avarla a 165
rs. total 2.310. rs. 30 chales dcdfla a 850 rs.
total 25,500 rs. 22 varas de tranca de algodo
e seda a 300 rs. total 6,600 rs. i lata com 12
nvelos de linha de algodo em caixas. na va-
lor de 240 rs. i barrica com Ut>4 duzias de ti-
souras at 6 poiegadas, duiia 600 rs. (nial
596,400 rs. 1 caixa com 43 libras de rap a-
Variado a in rs, total 4,300 rs. 1 dita com 8
cachos de limes de peuua a 500 rs. total 4.000
rs. 2 balaios a 300 rs. total 600 rs. i quadro no
valor de 2,000 rs. 12 chales de chita escarate
n valor de l ,00? rs. 23 varas de pano de li-
nho e algodo a 300 rs. total 6,900 rs, 2 livros
impressos no valor de 1,000 rs. 8 folhelos im-
pressos no valor de 500 rs 1 caixa com briu-
quedos para criancas no valor de 1,600 rs. 1
caixa com 37 chales de chita a 800 rs.
total 29,600 rs. 2 lomos de cassa bordados a
40U rs. tolal 800 rs 2 cobertores de la a 1,500
r. total 3,000 rs. I embrulho com 7 chales de
chita a 800 rs. lotal 5,600 rs. I dito com 4 cha-
les de dila a 800 rs. total 3,200 rs. 1 dito com
0 resmas de papel a 1.000 rs. total 0,000 rs.
I dito com 25 varas de algodo er a imita-
900 do brasileiro a 200 rs. tolal &,0u0 rs. sen-
do a arremalaco livre rte direitos ao arrema-
tante. Alfandega de Pernambuco 2 de malo
de 1851. liinspector iulcriuo,
/Vento Jos 'ernandfi Horros.
Decaratjpes.
Pela segunda seccao da mesa do consu-
lado provincial se fa publico qu ateo dia
15 de malo prximo vindoiiro, se reeebe o im-
posto de trez por cento sobre divercos esla-
belcclmenlos: e de pols desse dia, s com
guiado cartorlo da fazenda, por ter deserre-
niettida a relacao dos devedores para seren
executados .... ."
(.arlas srguras, exiitentei na admmtitraea
do correio. viudas do Sul pelo vapor S-
SebaslMo : a saber.
Oesembsrgador, Agostinho F.rmelindode
Leao, Amorim Si lrm5os, Americo deSou-
za Gomes, Antonio Luiz dos Santos, Fran-
cisco Antonio Vieira da Silva, Gabriel Al-
fonso Rigueira, JoSo Pinto de Lemos v
Fllno, Jos Francisco Silva Amaral
Soldado, i. Innocenco de Eritto, Leo-
nardo Antunes Meira llenrques, Leopoldo
Jos da Gosta Araujo, Mariana Gomes do
Rosario Torios. Machado & Pinheiro, Ha-
noel Joaquim Ramos Silva, Semiao Estelli-
ta de Paula Silva e Tomaz de Fara.
Theatro de S.-Francisco.
DIA 7 OEMAIO DE l85l.
Representacdo da enmpanhia Jrancesa.
Dirigida por M. Hcrteaux.
f.'raiMir. rnaresentacRO extraordi-
naria bcncflclo de Mr. Be
tcaiix.
Primeiro acto.
Danca de corda pela familia lierteaux.
MadainescllaSerapbina Berteaux, terminara
este exereicio de elevrco pela danca sem ma-
roma, um passo a dous na corda por madame-
sella Seraphina e madaniesella Jcnny.
Segundo acto.
Os cinco cbinezes por Mr. Berteaux, Mr.
Charle, Richard e Bremond.
Terceiro acto.
Danca antlpodal, executada por Mr. Ber-
teaux ; terminar pelo vo de Mercurio, -ou
os defensores da bandeira brasileira por en-
n\ e Charle.
Quarto acto.
Grande cxcrclclo dcdeslocacao ( colocacao e.
deslocacao dos ossos) execulado por Mr. Ber-
teaux, e um seu filho, menino Bremond, se-
guido dos jogos icarios pelos meamos e outro
seu filho.
Quinto acto.
Les cordages Trancis.
Grupos de cinco pessoas, por Mr. Berteaus.
Mr. Jorem, Mr. Bremond e madamesella bera-
phina, Hortensia e Gennr.
Sexto acto.
Assencao sobre o tonl pelo joven Bremond.
Stimo acto.
Grande pantomimo, novella intitulada as 31)
desgracas de Cassandro.
Os qundros vivos.
Primeiro ouadYo.
A morte de Abel, e a
fgida de Can.
Segundo quadro.
O juramento dos tres
aurasr.
Terceiro quadro.
Os iogos.
"leirfn quadro.
Roubo de Thorfeo.
Quinto quadro.
A ilanci daNimpbai.
Sf.rlo quadro.
Hcrcule e Orfeo
.Si-d'mn fuadVo.
A morte de Virginia.
Oilauo quadro.
Acabar com a bella
fonte de llores.
Thealro de Santa-babel*
Acabam de despedir-se do theatro a Sri-
Landa e seu marido, dando por motivos o
nSo terom contracto o o n3o quorer-se
prestar ( a Sra. Linda ) como jfi o tinha pro-
meltido, a oxecutar a parte de Adalgisa
na opera Norma ficando desta sorte
inutlisado todo o lempo que se gastou com
os enssios da opera O Elexir de Amor.
A Sra. Augusta Candsni, solcita em au-
xiliar os nteressesi da empreza de boa
voutade esecutaria 'a parte na opera an-
nunciada, se j o tivesse feto, mas, infeliz-
mente para a empreza, ainda a nSo cantou,
prestando-se com ludo a cstuda-la. He1"
xa por este motivo de haver araanl.il>
tersa foira 6 do corrento espetaculo, por
nao querer o emprezario apresentar mais
peJaijos de canto dostacados. Prepsra-se
opera 0 Darbeiro de Sevilha que su-
bir a acea sabbado 10
RFXIRA EXTRAORDINARIA. EM BENEFICIO
DO ARTISTA MMICO JOS' FLIX E-
VKCCHI.
quinta-feiiu, g na Ato na 1851.
Grande e variado espetaculo.
Depois da execuefto de urna das melhore
ouverturas, a companbia dramtica, por o bse


T
M*
quio a pedido do beneficiado representar o
drama em 3 actos:
As Memoria* fin biabo.
A parte de Joo'Gaiithicr ser desempenha-
da pelo artista Reis. No segundo acto, no pa-
lacio do marque/. deLnrmias, (fiaver baile de
mascaras, as senbora9 Daderna e Moreaux dan-
farao urna novaMacurcacomposta pelo be-
neficiado. A senhora Candiani cantar urna
fodnha Brasileira.
No fin do drama o Sr. Tali, executara a bel-
la aria da operaOficio e Paiqualedepois do
que a seobora Candiani, e os Srs. Germano e
.Silvestre cantaro olerctto oeozoem por-
tugus.
Em seguida ter lugar o bailete jocozo em I
acto composto pelo beneficiado
OS UULEIROS
Jioqual tomarSo parte a senhora Baderna, De-
Veccbl, Silvestre c Santa llosa, terminando
com urna lindai"aranielf Jiciado ea senhora fiador na.
Terminar o espetaculo com um bailado de
Priloidancado a carcter pelos Srs. Sil-
vestre, Maxlmiano, Santa Rosa, o beneficiado
e figurantes.
O beneficiado espe ra apoio e proteccao do
generoso publcn de 5ta capital, pelo que ante-
ipa seus sinceros agradecimentos, igualmen-
te agradece atodoaos artistas tanto dramti-
cos, como de can \0 c baile, a nianeira delicada
porque se pi 'es' arain a ajuda-lo em scu bene-
ficio.
Comecar (& 8 horas.
Os bilhe'.es acham-so & venda no escrip-
toriodo i.neatro.
WlH
cacao Iliteraria.
Discutem-se hoje com tanto calor as dou-
tr ,nas socialistas em ambos os hemispherios,
'que qualquer que seja a posicao do homem na
sociedade j Ibe nao he licito ignora-las: os
principios fecundos do socialismo, tal como o
conceberam os homens notaveis que o procla-
in.ir.im no ti m do secuto passado, eos que boje
lao hbilmente desenvolvem esses mesmos
principios, bao de por fin triumphar dos obs-
tculos que Ibes oppocm a ignorancia, o egos-
mo, as paiidrs eiaccrbadas, e as extravagantes
Joucuras do communwmo. As ideias pura* da
escola socialista tem de abracar o mundo todo
dentio mi pouco, e bao de governa-lo, porque
nao sao ellas outra cousa senao a resolu^o
completados mais importantes problemas de
economa poltica, de que depende vida hila-
ra dos estados.
As publicaedes abixo acham-se venda na
ra larga do Rosario, loja de J. J. Lodl, pelos
mdicos precos que ah se veein,afim de chega-
j i in .i todas as fortunas; e nao ha mais que mu
exemplar de cada urna :
Ch Fouritr, obras completas, em 4 volumes,
por 12,000 rs.
I'illiiiii, vida e doutrina de Ch. Fourier. 1
volnme por 4,000 rs.
As noval Tramaccei Sociaei. religiosat e scien-
tifica de Virtomnius, 1 brochura, por 1,600 rs.
Tru grandes Discursos socialistas, pronuncia-
dos na casa da municipalidade de Pars, por
JIM. linii, Considerant e D'Izalguicr, i bro-
chura, por 1,000 rs.
O Louco do Palais Hoya!, por Comagrcl, 1 vn-
lume, por 3,000 ra.
Mcliray i Oiltcald, estudo sobre estas duas
colonias agrcolas, por F. Cantagrel, 1 brochu-
ra, por 1,000 rs.
Va Poltica gtral, e do papel que a Franca faz
na Kuropa, por V. Considerant, 1 brochura,
por l ,00i)_rs._____________________________
Avisos martimos.
tlemen deairous of obtainlng wines of rarc
quality, samplcs ol'each description wlll be
opened for the purchasers to examine.
Avisos diversos.
i
O bncltnrel formarlo ra/
Florentino Ilciiriqucs tic Son/.n
advoga permite os auditorios des
ta cidade, e pode ser procurado,
a qiialoncr hora do dia, i ni casa
de sua residencia, na rnn Nova n.
41 (ti imrirn niil r.
--A pessos que quera dar setenta mil ris
pelo cavallo castanho, que annunciou-se
atrs do quartel de polia, casa da quina n.
8 pode Ir buscar.
#'***># ^#:#!^*#fl
Consultorio lioiiiOL'opailiico ca
f Pernainbuco #
*J Bu Nova n. 58 _
t DIRIGIDO PELO
-; Dr. J. S. SANTOS JNIOR.
Consullas e remedios de grava avs po-
H 6res todos ot das uteis desde f> da man/ida a urna da tarde. )
Dl>HM#:*)Zi*>-til $**--
Precisa-se de um pequeo de 10 a 12
annos para caixeiro de venda : na ra Va-
ina n. 102, adiar com quem tratar.
I)eseja-se fallar ao Sr. Ignacio Pinto de
Almeida a negocio de milito inleresse, por
isso roga-se queira annunciar sua morada,
-- Ignacio Luiz de Rritto Taburda, pelo
presente meio convida aos devedores do
finado Jos Joaquim de Frailas GuimarSes,
da viuva deste, e do Auna Mara dos Pas-
aos Cunta, hoja mulher do annunciante,
dos quaes, apesar de deligencas, ha qua-
tro .e/es empregadas n3o tem podado co-
brar, a que venham solver seus dbitos na
sua 1ij i da ra do Crespo n. 10 dentro do
|t. -ii de trnte diBS, Ando o qual, recor-
rer a meins coersivos, e neste mesmo jor-
nal fara mens.lo especial dos nonies d'a-
quelles dos mesmos devedores que se de-
claren) romissos, Uecie do maio de 1851.
O abaixo assignado, tendo de seguir
para o Itio de Janeiro no vapor inglez
Teviol, que, como he sabido, tem apenas
6 horas de demora neste porto, en3o Ihe
restando lempo para pessoalmeiito despe-
dir-se de toias as pessoas que, durante
sua estada tiesta cidade o honraran) com
suas visitas, e interessantecommunicagilo,
prevalece-se do presente meio para cum-
prir este dever ; e, couliaudo na bondade
e indulgencia das niesmus pessoas, espera
que o revelen" desta involuntaria lata;
asscguraiiilo-lhcs ao mesmo lempo que sen-
tir nimia satisfaga em receber e cunipru
suas nspeilaveis ordens unde quer que Hi-
ja de acliar-se. Cidade do Recito 2 de
maio de 1851.
Jodo Carlos Wanderlei
O nfransipto pede encarecidamente
ao Sr. arrematante da lluminagao ,desta
cidade faca com que todos os lam-
piOes dem olaridlde at depois das cinco
horas da manlia ; alm do seso pi por
excellencia poder ir aos templos exercer
os actos da sua piedade, e patentear com o
fervor que sOe fazer a sua byperdula, e
voltar seus lares lvre de escorregos, tro-
pegos, e deastres; certo de que o mesmo
sexo Ihejigradeceri, e remunerar pediu,-
do a SY S."~"*jI"8onl'Sua l'adrofra, _~con^
servaclo de seusTireciososdias. Tudo isto
espera, e estima se realise.
!\elo da Luz.
Mudou-se o fabricante do survete do
Passeio Publico armazem n. 33, para outro
m. 19 por ter quartos apropnados para fa-
milia, com entrada separa la: as pesnoas que
so quizerem utilsar. poJem dirigir-so a
referiila casa, onde ser3o servidos com
proaiptldSo c aceio.
Prccisa-se alugar urna escrava que
cozinhe e engomme bem, na ra Direita
priineiro andar do sobrado n 39.
O JORNAL DO COMMKRCIO publicar
por extenso durante a prxima futura ses-
t.5o os debates de ambas as cmaras. Subs-
creve-se em Pernambuco, na tua da Cruz
n. 20, em casa de Avrial Krere & C.
- Compra-so urna canoa em bom uso,
que pegue em 1000 lijlos, na ra Imperial
n. 167.
Precisa-se de um caixero que tenha
bastante pratica de venda : em Fra de Por-
tas, ra do Pilar n. 83.
Quem precisar de alugar um escravo
0)0(0, deligenle, abil, cozinheiro e acos-
tuoiado ja a servir em casas cslrangeiras ;
querendo pagar 15 mil rs. meiisacs,* dirj-
ja-se a ra das l.arangeias n. 13 primeiro
andar, que achara com quem tratar.
Prec88-se de um homem sem fami-
lia que esteja habilitado para ensinar pri-
nitii s Icltras, grammatica, em sun
eugenno dislanle desla praQa seis leguas,
dando-se o seu ordunado, casa, mesa, cama
e roupa lavada : queui esliver tiestas cir-
cunstancias dirija-se a ra do Livramenlo
loja 16.
O abaixo assignado tem constituido
por seu bastante procurador nesla cidade
do Ricife ao Sr. Victorino Jos Monteiro,
tirando si'in eH'eitn qualquer outra procu-
raqao que tenha feilo.
JoiJo Jos da Cosa t'erreira.
O gerente do contracto do rap Prin-'
ceza de Lisboa continua a vender a di-
DheirO vista esta rap, vindo pelo navio'
Margarte,
U Sr. Francisco Xavier Carneiro Rodri-
gues Can pello, c Jos Xavier Carneiro Ro-
drigues Campcllo queiram dirigir-se l
ra da Cadeia do Recita loja de ferragens
n. 53 para realisar o negocio que Smcs. '
sabem. *
Digo eu abaixo assignado morador na
cidade ue Coianna, que o Sr. MatheuiJos !
Alves de Araujo. caixero inleressado no|
., ni i-u estabellecimento do molhados da ra '
--Me. Calmont & Cumpanhia faro lei-lda Ponte da mesma cidadd, he o encarre-
ISo.por InteivencSo do correlor Oliveira.'gado de todos os negocios tendentes aol
de um explendieo sortimento de fazendas' mesmo eslabellecimenlo. Coianna de
margo de 1851.
Para .isboa- barca portuguczo-M.T-
gnrida, caplSo Silvero Manoel dos Res,
sai com a niaior brevidade poasivel, por
ter parte da carga prompta, quem ua mes-
ma quizer carregar ou ir de passagem pa-
ra o que tem excellentes commodos diri-
jam-se aos consignatarios Oliveira IrmTos
& C. na ra da Cruz n. 9, ao referido ca-
pitSo.
Para a Paraliilia sane com brevidade o
liiate nacional Espadarle : quem no mesmo
quizer carregar, dirija-so ao mestre Victo-
rino Jos Pereira, no Trapiche do algodSn,
uu.na ra da Cadeia n. 23, a tratar com A
da C. Ferreira Estrella.
Maranliao e Cear.
Segu em poucos di?s o brigue-escuna
Laura, por ter grande parlo da carga trata-
da, tem excellentes commodos para passa-
geiros : quem no mesmo quizer carregar ou
ir de passagem, cntenda-se com o capilo
na i raga, ou rom os consignatarios, Novaes
& Companhia, na ra do Trapiche n. 34.
Para a ilha de S. Miguel o brigue por-
tuguez Oliveira, sahe infalivelmente al o
dia 20 de maio vindouro, por ler j parle da
carga prompta : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, dirija-se a rus
da Madre de Heos n. 36, a fallar com Jo3o
Tavares Cordeiro.
Para o Itio de Janeiro segu viagem
com brevidade o patacho nacional Curioio,
capitSoJosda Cunha Jnior, por ter parte
da carga engajada : quem no mesmo quizer
carregar ou ir de passagem, pode enlen-
der-se com o capilo na Praga, uu com o
consignatario Luiz Jos de S Araujo, na
ra da Cruz n. 33.
Precisa-se de um forneiro, que seja
desembaragsdo, paga-se bem : na padaria
da ra da Senzalla Vcllia n. 96.
-- Na botica, junto ao quartel de policia,
prccisa-se deum praticante de pharmacii,
-- Precisa-se de um caixero para pada-
ria, que abone sua conducta e fa; ma.le
para o que se dar bom ordenado : r,a pra-
<; da Santa Cruz, padaria por baixo do so-
brado n. 106.
No dia 30de abril prximo passado des-
appareceu um caxorrinho dogue, anda pe-
queuo, com orelhas corladas e mauchado
de blanco e pardo : roga-se a quem o tiver
adiado e o quizer restituir, tenha a honda-
de de o mandara padaria da ra larga do
Rozario n. 18, onde se gratificar a quem o
levar.
Plarn. 22 procisi-se alugar urna preta para
vender na m \ p rs, por mez, com a condicgln Je pernoi-
tar ni mesma casa.
A DNIA0 N. 313.
Sahe hoje, o vender-se-lia avulso em
mSos dos deslriuuidores.
Dcclara-so quo o annuncio feilo neste
Diario n. 67 relativo aoSr. Hallar, n3o he
por motivo de divida como alguom assim
o entendeu.
OSr. Luiz Antonio Annes Jacome, na-
ja de ter a boodado de apparecer na loja da
ra do Passeio n. 2i para negocio do seu
nteresse.
Offerece-se um mogo braaleiropara cai-
xero de qualquer estabollecimento, dan-
do fiador de sua conduta : quem do seu
prestimo se quizer utilsar *u)unce.
OSr. Paulino da Si' Mendello, _
ja de ter a bondade de irecar na loja da
ra do Passeio n. 21, .ocio da seu in-
teresse.
Precsase de um ( a mh\ de tanoeiro
i-se bom jornal agr -ndo o seu tra-
" & Irmaos
.:pois da au-
al da segunda
paga-
baiho: na restilago d
na praia de S. Ritta.
Alten
No dia 7 do cocrente
diencia do Dr. juiz mu
vara, ter lugar a ullin.^pi.ir i do predio
do 3 andares da ra da Sensalla Vaina do
Hecife, cuja praga deixou do ter lugar no
dia 12 do p. p. mez do abril por justa cau-
sa : os prclenJenles a tilo vanlajnsn ar-
rendamento compaiegam a hora designa-
da.
- Arrenia-se um sitio no principio do
Arraial defronte da travessa de Parnamej.
rim, com casa nova, a quallem duas sallas, IT
paito, e quarto detraz, rabo cortado ; quem
o appreheo ler o levar a dila cocheira sera
generosamente gratificado.
-- Mara da ConcegSo do Miranda sub-
dita Portngueza ratira-sa P"a fon do im-
perio, levando em sua companhia sua fillia
menor Candila Mara de Miranda.
Pela subdelegada da freguozia da Boa
Vista fol apprelienddo um nioleque de me-
nor idade, assm como um cavallo de os-
irbaria, quem so julgar com direito aos
mesmos comparega na mosoia subdelegi-
cia.
Proeisa-so de um bom fetor para um
pequeo sitio, porem quo tem multas ar-
vores : na loja de sellciro da casa n. 3G da
da ra da Cadeia do Recite,
... Precisa-se de um caixero de iJado
de 14 a 16 annos. para tomar conta de urna
venda por balango : quem prctenter diri-
ja so ra do Pillar n. 84.
---Precisa-so do urna ama de leit na ra
do Qucimado n. 9.
Desappareu no da 20 de abril p. p.,
do engenho Klephante --ou Brago do Meio
urna escrava, nagao Costa, bastante ladi-
na de nomo Mariana, alta e gorda, peitos
grandes, rosto radondo. com tres riscos
nm cada magan do rosto, cor preta, com
7 meiei do paijnda, cuja escrava suppo;;-
so estar acoitada : quem a pegar e levar
ao seupropriettrio Joaquim GooQalvea Per-
reir no referido cnge.nho ou nesta pragn
a Jos Comes Leal ser bem recompensa-
do, protestando-so desde j contra qual-
quer passoa que de tacto a tenha acoitada.
Passa portes.
Tiram-se passaporles para dentro o fora
do imperio, espacham-se eseravos, cor-
rom-se folha, e lira n-se ttulos de re-
praga da Boa Vista n. 32, a negocio que S,
S'--Aaba?xo assignadar declara que nSo
respondo por divida alguma activa ou pas-
siva, que seu caxeiro Jos teolia fe.to ou
faga. E. Dalairae.
Gasa de commisso de eseravos;
Vendem-se eseravos e recebem-
se de commisso, tanto para a pro-
vincii como para fra delta, para
o que se olferece muitas garantas
a seus dorios : na ra da Cadeia dr
Hecifen. 51, primeiro andar.
Yendas.
cinco quarlos, coziulia fra, estribara e
cocheira : a tratar na ra do Queimado
Q. 21.
OSr. Francisco Antonio da Silva,
queira dirigir-86 a esta lypographia a pa-
gar a subseripgilo dalle Diario.
--Frederico Chaves, no goso do arren-
encia : para esto lim, procurn-sc na ra
da Cadeia do Recife n. 55, loja de fazend.s
do Sr. I.uiz de Oliveira Lima, e cm S. An-
tonio, na ra do Queimado n. 25, loja da
roiudezas do Sr. Joaquim Montoro da
Cruz.
Prccisa-se um rapaz de 10, a 12 annos
para caixero na Parahiba, profer ndo-so
(jmenlo, que fizara do sitio ni estrada de SrtU(,UOT ueni so adiar nestas circuns-
8. Amaro para Bellem, por temi-o de seis K,c diri-se a. casi do Aotonio Joaquim
annos, cuja importancia pigoU logo adi- yd fM Ja Cadeia do Rocifo loja de
antada aSra.ManaA. A. Tresse, Droiirie-, ..',.
...u ,i________ .ai. ,..u...i ........ loriagons.
taria do mesmo, pode subloca-lo, quinto
Ihe nprouver, sem quo possa de maneira
alguma obstar-lho oSr. M.G. ce Oliveira,
que ltimamente com, rou esse sitio, com
a exprtssa condicedo imposta pela vendedora
e acita pelo dilo Sr. Olivara de que detle so-
liente turnara posse depois de acabado n le arrtndamenlo, como so ve da respectiva
cscriptura celebrada em notas do lalielliilo
Coelho aos 30 de ouuihro de 1850. So o
arrendamontu, pois ain ,a oBo esta acaba-
do como elle nSo contesta, nenhuma si-
tisfagao tem Chavos a dar-lhe queren lo su-
blocar o sitio, sendo que no arren lamen-
to, que obtevo o mesmo Chaves, a nica
condigSo, que sa Ihe iuipoz, foi de con-
servar em imiii estado o mesmo sitio, e
nem urna outra. Assim respondo Chaves ao
annuncio do dito Sr. M. C. de Oliv.iira pu [S,.~~- -":"
blicado no Diario de Pernambuco.
-- Desappareceu, no dia 24 de verelro
do correla anuo, a escrava criaifTa, de ri-
me Anglica, representa ter.Tieio a 50 an-
nos, alta.gastante magra^gio redondo o
"descarnado.*7ili(i8*Bra.lido.s, cabellos bran-
cos, quando falla parece que ri-se e andar
(iota, mSos e psgrossos, tem urna marca
no p direito proveniente de urna dentada
de caxorro ; e emquanto o traje nSo so po-
de saber, pois consta quo o tem mudado;
suprOe-se quo anda pela encruzilhsda de
lielem, Santo Amaro, e acoila-se as capo-
eiras do silo do Cacundo : roga-s.', por-
taniu, a todas as autoridades policiaus e ca-
pittes de campo que a appreliendam e le-
vem-ua ao sitio do Jacar, estrada de Bebe-
rihe, a entregar a Antonio Jos da Silva
CuimarSes, que lie gratificar generosa-
menle.
-Precisa-so alugar um prelo delgente
paro o servico de padaria, pagaudo-se
mensalmente o que se ajustar; na ra do
Mondego n. 99.
Antonio da Silva Cusmo, embarca
para o Rio Je Janeiro o seu escravo crioulo
de nome llerculano.
- Precisa-se de um ollicial de Charu-
teiro, e um aprendiz no Becco Largo : n.
1 se dir quem precisa.
Offerece-se urna mulher de meia da-
de para ama de casa de homem solteiro, ou
de pouca familia, a qual entende de todo
o servigo domestico, cozinha, cose, ensa-
l'iia, e engoma ; quem da seu prestimo
precisar dirija-se ra dos Assoguinhos
n. 38, que encontrar essa pessoa.
Roga-se ao Sr. Jos Paulino da Silva,
0 obsequio de dirigir-se ao Atierro da Boa
Vista vendan. 80 a negocio quo Ihe inte-
ressa.
vendem-sc na Boa Vista venda n. 80
bixas de Hamburgo, assim como alugara-
sa por prego mais commodo do que em ou-
tra qualquer parte.
Precisa-se de um pequeo do 13 a
18 anuos, quo tenha pratica de venda, a
tratar na ra da Clona | 114.
Na ra L'streila do Rosario n. 28 se-
gundo audar vendem-se 2 nares do brin-
cos, 1 cordflo, 1 moda guarnecida, 1 ve-
rnica, 2 relogios patentes, 2 anneldes, e
1 um alllnele de peito: um aparelho de
prata para cb ; 1 laquoiro, 1 par de cas-
tigaos, 1 patena, 1 salva, 12 colheres para
agn
I'recisa-SA de urna ama de lelte, na
ra Nov 11. 33.
Precisase de urna ani 1 secca para casa
do pouca familia, na ra da Praia n. 68.
Pretende-se fallar ao Sr. Antonio J a
qoim Goncalves, a onda quer que o mesmo
si adiar fara obsequio dirigirse a rua da Ca-
deia Velha n. 31 loja de Domingos Toixoi-
ra Basto, fallar com <"u sobrinlio, Manoel
Perrein da Cruz Magalhiies.
O padre Jos Antonio (los Santos Les-
sa, pode a todas as pessoas de sua amisa lo,
que hajam de desnulpa-lo do oo so ter des-
pedido pessoalmento, pela presteza da sua
partida para Lisboa; onde 1 lies ofTarece
coa servicos, rugando Ihes que se dignem
de dirigir-llie para all suas or.lens.
I nion.1 Fiel de
-ae 0 hr.
--nal i'u'.i Vas Curado, quo se scha Mo-
je advogando em Coianna, quo mande
pagar a sua lettra que sa ada ven tI
auno o meio, o qual nilo ignora aondo : em
quinto n.io o Ozer te- do ser lemhrado
AUiga-so um primeiro indar da um
sobrado, com grande quintal, a tratar airas
da matriz da Boa Vista, cnsa n. 52
Os Srs. Antonio Jos Machado, e Miguel
Joaqtiimde Menezesi parecam nar ua da
Cruzo. l,ou annuncom suas moradas para
seroui procurados a negocio da inleresse.
Rogl-se ao Sr. Itayinuudo Jus doA-
ra ojo natural da Baha quo venlia dar cum-
primento ao quo Iralou, o qual n5o ignora
-^ Da-so dinheiro a premio em pequems
quantias, nos Afogados rua do Motocolom-
b n. 21.
Alugam-se dous negros mogos aptos
pare1 todo o servigo, na rua do Rosario Es-
trella n\43 segundo andar, das 6 s 9 horas
di tnaahfia.
l'recsa-se de urna ama do leite pa-
ra crear urna ciianga de poucos das,
quem esliver nestas circunstancias, dirija-
-se ao Atierro da Boa Vta sobrado n. 39,
ou no Recito rua do Apollo n. 2, I).
Tirou-so do correio por engao urna
carta para Manoel Pereira de Carvalho,
quem for seu dono procure-a na rua do Quei-
mado 11. 18, segundnfoja.
-Antonio Das da Silva Cardial, vai a
provincia de Alagoas tratar de seus nego-
cios, .leixan > por seus procuradores os
Srs. Jos D1 Ja Silva Cardial, c Jo3o Ar-
ceuio Barbo 1
- Desenca\\ haamr-so duas leltras, urna
da 11> ..mi 11 de'20i,500, aceita por Jos Car-
los da f ''i e endossada por Jos llygino de
Miranda, \ vencida e protestada,' o outra
da quintil'da 212,494, aceita polo Dr. Can-
dido Autraii da Malta Albuquerquc, ambas
pertoncentes a Jos Moicira Lopes & Com-
panhia : rog-se a quem as adiar o obsequio
de entrega-las na loja do sobrado aaiarol-
lo, na rua do Queimado n. 29.
Aluga-se a ciaxeira da rua do Tambi,
no fundo do sobra\lo n 12 da rua do Ara-
gao, com bons cor.insxx'rs, e por prego mr-
derado : a Iratar na rua c\ Collegio n. !o,
pirmeiro andar.
Aluga-se urna sala do primeiro anda
da rua do Vigario n. 13, propria para es
criptoro, mogo solteiro ou alfaiata : a tra-
tar na venda.
-- Alugam-se o vandein-se bixas hambur-
sooi. 12 ditas para cha, 12 facas e 12 artos "'?",: *-" ""'''
f u, iiM,i rt. fn.i. uli 8,?MUh-'cuezas das melhores que ha no mercado,
OSr. JUlBO _da Cusa Monteiro dirija- ,____-M*- i.lhn .u
Leiles.
inglezas, limpas e de porgSo d- madapo-
lOes o algodSosinhos averiados, que se ven-
derSo por conta e risco de quem pertencer :
quarla felra 7 do corrento, s 10 horas da
mauhSa no seu armazem, Largo do Corpo
Santo.
On monday neit al lOo'lock punctully,
Vf ill sell by order and for account of niessleiirs
Adainson Ilowle & C. a small quantity ofvery
superior wines recenlly imponed lrom Eu-
glaud cunslsllng of Sberiy (called golden Sher-
yj Huesllas, Hock, Madeira & (hainpagne
Manoel \avier Crrela Lima.
Roga-se a pessoa quo tez 1 c neo tu -
metida de uina mobila de amarello na rua
Esireita do Rosario, haja de aparecer na
dita loja, que mullo se doseja fallar a tal
rospeilo.
Offerece-se um rapaz portuguez para
caixero de venda, pira tomir conta por
balango, ou sem ser por elle, para o que
tem bastante pralica ; quem do seu pres-
umo se quizer utilsar, dirija-se a Praci-
aso a sinali' porlion of Hrandy the wtiole of una da Independencia u. 10, das 10 huas
tbese are of a description uiuch superior to ils 2 da tarde.
the wines usually Imponed into tbis place and i Mi_,u.iud.i.
affords an opporunity rarely presented to gen-1 Em Fora de Portas prximo a igreja do
seY^tVeltruo-.^
andar a negocio que Ibe interessa
Desencamiohou-se nb domingo 4 do
correute, da ruada Praia at a ruado Ara-
go una sacca com familia que se tinha
entregado a um prelo gan.iador ; descon-
fia-se quo a levasse para outra parto por en-
gao, por isso quem a tlver em seu poder,
poder mp,nda-la a rua do AragSo n.i, quo
se pagara a despeza.
Ha tres mezes fugio do engenho S. Ro-
sa um escravo crioulo, de nome Matheus,
chicho, mogo, alto, espgado, com Talla
de 2denles na trente urna marea de queima-
dura na p, e leuda aborta em urna das
peruas : fui do serto, o aui comprado ao
Sr. Jos da Fonseca e Silva em 1850;quom
o pegar leve-o ao dilo etngenho, e nesta
praga na rua Augusta jiijito ao major Rel-
ler, ou
que sera g
Fui tarain da cocheira em Fra de
Portas no domingo 27 dekbril, um caval-
lo assa bem alvo, tem matea de carro nos
pe.los, ollios preos, com n\ircas pretas 110
retalho : na venda
gos da silva Campos, rua das Cru-
zas n. 40.
Tendo fgido do Recife, em outubro
de 1848, um pardinho claro, de nome An-
dr, cabellos louros, olhos grandes, de 11
annos pouco mais ou monos, dizem que
anda como forro ; suppOcs oslar em Plane,
onde tem a r.v, a parda do nome Therrza
de J 'sus, iriiia da parda Ignacia, que Un
escrava do Antonio Bernardo, morador em
Flores, e que para aqui fugio em 184, di-
zem que com urna carta de alforria f.Isa,
passada pelo escrivflo Manoel Vicente G011-
galves Ayre?, roga-se a quom o ipprehen-
der de o levar no Recite a Manoel Alves
Guerra, qne receber a gratilicagUo de com
mil ris.
Quem precisar de um fetor para sitio,
[compensado.
"na" pr."c. d UniL loj. de'I v ', T r"6 P'8"Urrlod" f "*** de "-
aenerosaineule rAcomuensado. l?8' dlr'J-e Corredor do B.spo, passan-
a immediala feita a
Bilh-:tes do Rio de Janeiro.
Aos a o: 000,000 rs.
Na loja de iniudezas da prafa da Indepen-
da n. 4, vendem-se burieles lntelros, meios,
quartos e oinvosa beneficio da fabrica de vi-
dro e papel do Rio de Janeiro.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na rua estreita do Rozario traveseado Quei-
mado loja de iniudezas u. 2 A de J. F. dos San-
ios Maia, vcndcin-se os multo afortunados bi-
I ietes, meios, quartos, oilavos c vigsimos da
lotera a benrfleio da fabrica de vidros. Na
mesma loja esl patente a lista da decima-
quarta do iricatro de S. Pedro de Alcntara. .
Lotera do liio de Janeiro.
Aos 2o:ooo,ooo rs.
Na ruada Cadeia do Recife n 15, vendem-se
os niuilo afortunados bilhetes e cautelas a be-
neficio da fabrica de vidros de S. Roque e da
fabrica de papel de Zeferino Ferraz. Na mes-
ma casa est patente lista da decima-quarla
lotera a beneficio do Ihcatro de S. Pedro d
Ucantara.
Latera do Hio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na ruado Queimado se:;iiuda loja n. 18, ven-
dcni-se bilhetes, meios, tillarlos, oitavose vi-
gsimos da lotera da fabrica de vidros, cuja
lista vem no primeiro vapor. Na mesilla loja
existe a lilla da decima-quartado llieatro de S.
Pedro de Alcntara.
Veude-se tima escrava crioula com urna
ciia de 11 inezes, que sabe cotinhar bem o
diario de una casa, lava e sem vicio alguna : a
tratar das 0 horas em diante, na rua do Oabu-
g loja de miu Ie/.as 11. I c.
-- Vend.'-se una morada de casa depedra e
cal, sita 110 oitan da igrej.i do Poco da Panilla,
com sala, gibinece e varios quartos, e bem as-
sim 11111 iirubii rei multo bonito e manso, lu-
do por precoi commodos : na rua do I.ivra-
uiciito segundo andar do sobrado u. 21.
Jialaucii grande.
Na rua estreita do Rozarlo n. 4:1, confeitaria,
vende ue una balancacom pesos j aferidos es-
te auno por preco commodo.
Jarlos Claudio Tresse fa-
bricmtade orgOa e realejos na rua das
Flores n. 19, avisa ao respitavel publico
qiiacoucerta orglos e realejos, por mar-
co is moderis deste paVz, \oi\K!S^p*mm^
SaraplliOS, cachas da msica, acordos,
o qualquer instrumento que aparega: tam-
bom fa/ obras novas, ven le um orgilo pro-
prio pira 01 peli ou altar-mr, com boas
vozes. por prego Commodo.
Vendem-se 3 eseravos sendo 2 no-
grosoumi negra, som habilidule porrm
muito sadios, o hab.'is para qualquer ser
vigo, quom os pertondar dirija-so a rua da
Ca Jala do Recife loja de Jos Comes l.eal.
Ven le-se urna arinipilu de venda em
bom estado o por preco commodo na So-
lidada venda n. 18.
Na rua Nova n. 18 loja d) M. A. Caj,
sempro um completo sortimento do
obras fetlas d'alfaialo da todas as quali-
lades tanto superior como mais inferior:
as linas carnizas do coros e brancas a 3o,000
rs. aduzia, chapos france7.es, e feitos na
trra, ditos di sol, b;not para montara do
Sra. dito para homem, e man nos conti-
nua a tar um deposito de superiores charu-
tos da diferentes qualidadas vindos da Ba-
ha ; ha um sortimento de panos tinos, o
fazendas para fazer-so qualquer obra ; faz-
se vestido para montara do Sra. muito
moderno, o toda e qualquer ebra em lem-
po certo: da sortequo vindo qualquer pes-
soa desprevenida delato, vai promplo do
tudo, trazendo sedla, prata, ou ouro.
Vonde-se barato a dinheiro avista.
Em a rua Nova n. 71 venda da quina
a op da ponte, eeni o atierro da Hoa-Vista
n. 51 vonde-se o soguinte : msnteiga in-
gleza muito boa a 560, 400, 240 rs. franceza
480, bauha iW rs. cha do milhor 2,000, ditto
1,800 rs., espermasete 640 rs. caifa 160 rs.
aarnaba 280 rs., toicinho de Lisboa 200 rs.
ditto de santos 120 rs., letria 200 rs, mi-
carro o thalarim 160 ra. farinha de ma-
ranbfio lOO rs dilU de araruU 160 rs. er-
flibas 120ra. holaxinha diararuta 320 rs.
e urna Uta eheii por 1,000 rs. bulaxinha
grande o pequea 210 rs. arros 60 rs. bata-
tas 60 rs. sev ida 100 rs. chicolato do Lis-
boa 400, millio ilpsta 960 rs a cula, painso
640 rs. arros 320 rs milho 160 rs. irroz de
casca 12J rs., queijos novos dos milhores
1,600 rs.azeilonas 210 rs. agarrafa, izeita
Joso 560 rs. assim como grande surlimento
de charutos de varias qualldades serveja
preta em meias garrauaas, v.ois de tudo
ii'10 bem servidos.
do a primeira casa,
mei'agoa.
Roga-se 10 Sr. Fel Civilcinti de Al
buquerqe Mello, morador na cidade da
Victoria, que baja de apparecer na botica da
0 Vende-so a padaria nova do Mangui- 9 nho, com todos osseus perlences; o >
<3 bastantaute afreguezaJa: quem a ^
a chara coinquoin iratar. ~
Na rua da Cruz n. 49, comprean-se charu-
tos a 7,000 rs. o milheiro, feitos na trra, na
ne,ni 1 casa vendem-sc a 400 rs. o cento viu-
dos d* Ballia.
Vrnde-se nina refinacao bein afrrgne-
zada com eseravos 011 sein ellos, assegura-se
ao comprador que pode trabathar slncoou se-
is anuos sem fazer despeza com o luaqulniiiio
por ser tudo novo -, aonde offerece commo-
didadea ale para assentar una padaria porque
ha commodo al para trabalbar os dois esta-
belecimentos na mesma casa : o motivo por-
que se vende se dir ao comprador : tratar
ua aua da Cruz defronte do beco.da llngoela
com Ooiningos Pereira Rocha.
Vendc-se cimente de coentro nova a 200
rs. a garrafa, niel de furo de prinelra quall-
dade a 130 rs. a garrafa, e em caada 400, ein
barris ou em pipas inaisem conta, tambein se
precisa de urna preta para vender na rua pa-
gando-se 1-2,000 rs. meaiaes, e aluga-se um
1 pulo para o servico de campo, este na ma
j Direit n. 89 e o mais 110 maoguinhe venda
da calvada alta.
MUTILADO
ntM


Cortes de chita do nltimo gosto
a 2,000 e a 2,500, e algod3ozinho a 1,600
o a 2,000 rs. a peca.
Ka ra do Crespo, loja da esquina que
volt para a Cadeia, acaba de chegar um
bello sortimento de cortes de chita de bom
gosto, com 12 covados, a 2,000 e a 2,500 ;
assim como pecas do algodo com toque de
averia, a 1,600 e a 2,000; lencos de seda
milito bonitos, a 1,410,1,600, 2,000 o 2,240 ;
alpaca de cores para palitos, a 800 rs. o co-
vado; dita de algodo, a 280 rs. ; e outras
ni'.iitas fazendas por presos commodos.
fffyftfyWW ^y^v'v v Ry
Arados americanos.
j Vendem-se arados americanos ver- ^
jj. dadeiros, chegados dos Estados- 43
c> Unidos : na ra do Trapiche n. 8.
b& AA4AA*!%SiAati
-- Vende-se, na ra Nova loja n. 23, as
obras seguintcs : obras completas de Vol-
tairo coi 7 volumes, com gravuras linas e
meia encadernacSo, por 20,000 rs.; ditas
Depradt, em 9 volumes, por 12,000 rs. ; di-
tas Asair. em 3 volumes, por 4,000 rs ; di-
tas Matthus, economa poltica, em dous
volumes, por 4,000 rs. ; ditas de Adam
Smith, em quatro volumes, riqueza dssnar
c.fles, por 6,000 rs. ; Historia dlas Cazas;
ditas do Mxico, 2 volumes, por 2,400 rs.;
ditas Universal de Millol em 10 volumes, po-
12,000 rs. em purlugue/ ; Encyclopedi/i-
mclhodica, lgica o methaphysica, pulili-
cads pnr Mr. l.acretelle, 4 volumes em quar
to, por 8,000 rs. ; dictionnaire histonque
mi 30 volumes, par une societ de gens de
Irires, por 30,000 rs.; dita d'Academia Irn,
cera, 2 volumes, por 16,000; obras coni-
I lelas de Rouseou em 21 volumes, por
12,000 rs.; ^udo bem encadernado c cm
obm estado.
Na nova fabrica do chocolate de sade
humaiopatliieo, a..provado e applicado pe-
los Srs. Rrs. da homa-opalhis, na ra das
Trincheiras n. 8, existe o excelente choco-
late lino amurco hespatiliol para regalo, di-
to entrelio temperado tamben) para rega-
lo e dito para o diario, sendo ludo feto
com o maior asseio possivelj assim como
caf mobln do nielhor que lia no mercado,
toda a qualidade deassucar lelinado e gros-
so e excellente cha, tudo pnr preco muilo
commodo. Na mesma casa precisa-se de
um pequeo do 12 annos, portuguez, pre-
ferindo-se dos recentementc clicgados Je
Portugal.
Vende-se superior cognac velho, em
barris de 12 a 2i caadas : na ra da Cruz
i). 55, casa de J. Keller & Companbia.
Vende-se gesso cm barricas, viudo no
ultimo navio cliegado de Franca, leudo ca-
da bairica 20 arrobas pouco mais ou me-
nos : na ra du Cruz n. 55, casa de J. Kel-
ler & Cotnpanhio.
Vende-se junco bruto para o mpalhar
cadeiras : na ruado Trapichen. 8.
Vende-se carne de vacca salgada em
barris : na ra do Trapiche n. 8.
<3 Ubjectos de borracha. O
? Na loja pernainbucano, de g
q Antonio Luiz dos Santos, q
<3 rna do Crespo n. II,
/A 7cnde-se superior amazona iinpermeiavcl; m
. Capas de borradla brancas e pelas ; *
JJ llouu i ussiaias ; 0
V Peinen as lustrozas ; fy
Q Sapalos para Domen) c senhoras ; 0
QArte de nadar ; ^
Bolas de MlvacSo ; Xi
VJ frascos para caladores ; \r
O Capas de espingardas. O
l'ara o invern.
A 2,240 rs. um corto.
Na loja n. 5, doiiuimarSrs o; llenriquos,
vendem-se cortes de casimira du algodSo,
muito encornados, paniies escuros, com 3
3|i covados, pelo bnralo prego de 2,240 rs.
rada um corle ; assim como outras militas
f.izcndas baratas.
A 5o rs. cada um.
Na loja de Cuimarfies i Ilcnnques, na
ra do Crespo n. 5, vendem-so lencos de
seda, muito linos, para meninos, pelo har
to preco de 5G0 rs. ; chai eos de sol de pan-
ninho, irmacRo de haleia, a 2,000 rs. ; o
antigo algodo transado monstro, a 800 rs.
a vara.
Cortes de casemira elstica
pela diminuto preco de G.000 rs. cada um,
acbam-se a venda na ra do Crespo n. ,5,
loja que volta para aiuado Collegio, lti-
mamente chegadas.
&#****' &fc^^~fe
Na loja pernamlnicana, de
; Antonio Lut dos Santos,
na ra do Crespo n. I I,
vende-se panno lino a/ul de milito boa ^J
qualidade pelo barulissiuiu preco de ;t
Q 3,500 rs, o covado. 1
-._ : < wi -
Ljueijos e prezuntos.
No armazem de Mannrl Francisco Marlins H
Irmo, vendem-se qui jos londiinos, prefin-
ios inglezes e do Porto, latas com bolaxinlia
ingle/a, ditas de arai uta, ditas com sardiulias
eervilbas, carnes, conservas ingle/as, e mais
diversos gneros, tudo em cunta : na ra da
Cruz n. 02.
Sement de orlalicc de to-
das as qualidades, feijao Garrapato muito no-
vo, vindo de Lisboa no brigue t'onceic.w de M i-
ra : na ra da Cruz atrs da saciestia do Cor-
ri Santo n. 62.
Na loja de J. L. B. Taborda, na ra do
Crespn 10, ven.le-se casimira jara pali-
tos de dilTercntcs cores, a 1,200 rs, ; dila
muilo propria para forro de carros, v 1,700
rs. ; corles de vestido de 16a e seda, do mu
bom gosto ; ditos de cambraia de dita ; as-
sim como chitas a 160 rs ocovado ; Iflae
seda para vestidos, a 160 is. idem ; e
ontras muitas fazendas baratas e proprias
para a presente estcSo.
- Vende-se urna escrava de Angola, de
30 annos, a qual sabe vender de taboleiro,
lava roupa e tcm bom leile para criar, viuda
5, se dir quem vende.
Vendem-se saceos novos de estopa com
20 varas cada um : na ra larga do llozario
n. 48, primeiro andar.
De superior [qualidade.
Cimento novo, cliegado ltimamente de
llamburgo : vende-se no armazecu de Vi-
cente I/erreira da Cosa.
A '),-;(( re o COYfUlO.
Defronte do boceo do l'eixe Frito, loja n.
3, vende-se alpaca de curdSo preta, pelo
baralissimo proco de 800 rs. o covado. Esta
fazenda he rccommendavel, nflo s para cal-
Cas, aquetas e palitos, como tamhem para
jaques e vestidos de montara : dar-so-ha
amostra com o competente penhor
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Vende-se urna dutia de cadeiraa america-
nns com assentode palha, cm muito bom uso
por preco commodo ; no pateo do Paraizo, de-
fronte do quartel de polica sobrado u. 1 se-
gundo andar.
~ Vende-se um grande sitio no lugar do
Manguind, que tica defronte dos sitios dos
Srs. Carneiros, com grande casa de viven-
ila, de quatro agoas, grande senzalla, co-
cheira, estribara, baxa de capim que sus-
tenta 3 a 4 cavallos, grande cacimba, com
bomba e tanque cobrto para banho bas-
tantes arvoredos de fructo: na ra da Con-
cordia,primeiro sobrado novo de um andar.
Vendem-se os olijectos seguintes.
Oa pretendente que quizerem comprar 5
bandeiras de portas j envidracadas, ( n que
vista faz f,) c que nao queiram ter o cucom-
iii mi 11 em manda-las lazar tcnhaui a bondade
de dirijircm-sc a ra do Hospicio di fronte da
casa do Sr. Arccnio, que se dir quem vend',
pois que i iiiil.' iii na incsiua casa se vende um
excellente piano, meio apparellio de louja
dourada liquissima, como betn seja duas du-
tias de calix de crystal para clianipanha e va-
rias garrafas de vilro, quatro pelles de onra c
varios oulros objectos.
- Vende-se mantriga ingiera superior a 360
rs-, dila para melbor a 400 rs., dita primeira
aorle a (Mu rs., bichas de llamburgo, alugadas
a 240 rs. e vendidas a 64(1 rs. cada urna : no
Atierro da boa Vista, junto da refinacao nu-
mero 70,
Vendem-se 3 escravas, una parda que
cngoinnia c cozinha inuito bein, c faz todo o
mais servico de ra e casa, duas prclas que
engonunam, cozinbam e lavam roupa muilo
liini na ra doCollegio n. 2i primeiro andar,
se dir quem vende.
Erva mate,
Liacas de vimes,
Gigo? de garrsfas,
Ginebra de Uollanda em fras-
queiras : vende-se ni travessa da
Madie de Dos n. 5.
"*t ninli i.i.i-.
Vendcui-sc as mais ricas bandeijasde pin.'.'.'
ras muito linas de muito bom gosto, e por pre-
co mais commodo do que cm outra qualquer
parte i na ruados (Juarteis n. 24, lojademiu-
dezas de Jos Das Simcs.
liotois para cusnen.
Vrndeni-ie bolOrs de seda pida para casa-
ca, e de muito bom padres, por preco mais
mdico do que en outra qualquer parle ; na
ruados (Juartiis n. 24, lujado miudezas de Jos
Dias Slmoei.
lomnnces mod.'rnissimos.
Monlc-Chriilo, por Alex. Duinas, encader-
nado 14,000
Mathildc. memorias de una aven por E. Sue
8vol. 18,000
Cvalteiro da Casa Vtrmtlha: por Alcx, Dumas,
ti vol. 8,000
Hlystcrio du Poto por K. Sue, 'J volunte bro-
xura, 9,000
A Guerra das Slulheres por Alcx. JuWna 4
vol. k),000
U ante-Cristo;por Julio de Jouruefjrt "i.Ot-O
l'auffid, por Alex. Duinas, 2 vnl. -4,0011
O llastardt* deilauleun, por *.lex. Duni. I lioOn
Vende-se no pateo do Collcglo, casa do Ivro
Kiul. I
No escriptorio de F. S. Va-
bello & 1'. no largo da asscmliia
n. 4 vendem-sepedras redondas
para meio de da
p- ra cmodas
tle marmorc, e
coxlnhame fazem o mais crvlco de urna ca
sa, tres ditas que tem principio de coziuna. en-
ommado eusSo boas quitandeiras, urna mole-
cola de 15 annos, sem habelidades e muito boa
para se appllcar a qualquer servico. sem vi-
cios, um caboclo muito robusto bom para to-
do o servico, 3 pretos muito bons ganhadores
de ra, urna parda que engomma, cose e fai
todo .i irn o de urna casa e de multo boa con-
ducta : na ra da Cadeia do Recite n. Si, pri-
meiro andar.
Vendem-se pes de larangeiras.de dille-
rentes qualidades, cm estadojde screm rauda-
dos : na estrada dos Alllictos cm urna venda.
Vendem-se 2 excellentes clavinotea na
travessa da Madrc-dc-I)cos n. 5.
Vende-se a laverna da ra Dlreila n. lo,
com poucos fundos, propria para um princi-
piante, muito afreguezada, tanto para a trra
como para o mato : a tratar na mesma venda.
Vende-se para fura da praca um boni-
to cscravo, e bom oflicial de inarcineiro : b
tratar na ra Nova com Antonio Domingos
Pinto.
arrenda-se um sitio perto
proporces, que vista do
ndador se declarar : quem
' a ra da Cadeia do Recite
Vende-se
da praca, com b
comprador ou .
pretender, dirij
n. 54 loja, ou 17.
Vende-se '
xas nova de
da, c pr'
dirija-se .
Ventura,ju
rao com qui.
A ;-.
i
e compridas
ou mezas, ludo
de bonitas cores
|)or preio commodo. /
Na raga da Roa Vista/sobrado n. 12,
vande-se azeile de carrapii o muilo boma
1,560 rs. a canada, e a reUlbO do garrafa e
Contra-mrladea 1,600 rs.
Vende-se um muleque de i? ..nos, bom
cozinbeiro e serve muito bem a urna casa, nina
iirgriiilia crioula de ifi anuos, boa figura, com
bous principios de costura c dos mais serv*
{os de dentro de una casa, est boa para qual-
q urr si ii 111 i .i i'azcr una boa mucama : na ra
do Collegio n. 21 primeiro andar.
liu iros.
Virgilio, traduzido ao p da Ictlra, obra com-
reta, 3 vol. 20,000
Tilo Litio, traduzi'lo uosn o latim ao lado
t brrelo Fe'C 8,000
llorvciu, traduzido com o latim ao lado por
Costa e S, 3 vol. lO.OOO
Fbulas de PhtdtO, traduzidas com o liiim
ao lado c enriquecidas de olas 5,000
Salustio, traduzido ao p da Ictlra 800
Vende-se no palco do Collegio, casa do l.i-
vro Azul.
lranjas rancezas para manteletes.
Vendem-se as mais ricas franjas e trancas
para manteletes', de muito lindos padiocs, por
preco mais mdico do que em outra qualquer
parle : na ra dos (Juarleis u. 24, loja de miu-
dezas de Jos I ii.is Nuil... s.
A 3,ooo rs a peca.
Yriidcm-se franjas brancas para cortinados,
i..all.ii c guardanapos, pelo mdico preco de
3,000 rs. a peca com lf> varas: na ra dos
i Mi.ii iris ii, 24, loja de miudezas de Jos Dias
Siraes.
I cijo inulatinbo.
No armazem de Francisco Dias Ferrcira no
caes da allaudega, vende-se feijao mulaliuho
novo, por preco cuiumodo.
Nao pt i (un l pi i li i n cha.
Vende-se um bote com mastros, velas e
mais perlenccs, tudo por 25,000 rs. : na
praia de Santa Rita, resillarlo de Franca 6
IrniSo, se dir quem vende.
Caia para cortinados a 640 rs. a vara.
11, h ..i, ir do becco do l'eixe Frito n. 3, ven-
de-se cassa para cortinados, pelo baralissimo
pn ..o iir du i, patacas a vara, esta fazenda he
estampada cm ramagens de cores.
Vendem-se duas prclas, que engommaui,
barcaca de lote de 20 cai-
a viagem e bem conslrui-
egar : quem a pretender,
tesina denominada Uoa
,iche do algodo que acha-
r.
ni Cilllll 11111.
Na ra do Qut.mado, defronto do becco
do l'eixe Frito n. 3, vendem-se cubertores
do Porto, muito graudese encorpados, pe-
lo baratssinio preco de 5,000 rs. cada um.
Vende-se uina morada de casa no lugar
do Caxang, a melbor que naquelle lugar
existe, por licar ao p da ponlc, cuja he de pe-
dra c cal, cun duas grandes salas, seis quar-
tos, corredor lavado, quintal com alguns ar-
voredos, banho no fundo do mesmo, muito
proprio para qualquer familia, por preco inul-
to commodo, por a dona querer lequidar con-
ta : naC'ainboa do Carino n. 33.
__Vende-se o sitio do Retiro defronte da
ponte da Passagem da Magdalena, com una
grande casa de pedra e cal, e tres mais peque-
as, com muilos arvoredos de fructo : quem o
pretender, dirija-sc ao mesmo, que adiar com
quem tratar.
-- Na estrada de Joodc Barros sitio que foi
do fallecido Maiioel Bcrnardino, vendem-se
dous iiiiin. -du mesmo sitio, os quaes trnr
arvoredos de fructo e vivelro em um dos di-
tos terrenos, tdndo extensao qualquer delles
para um bom siio : quem os quizer, dlrija-se
ao referido snio, aonJe adiar com quem
tratar.
Vende-se um bonito moleque crloulo de
13 annos, com principios de inarcineiro, um
dito de 7 annos lanibein muilo bonito, um pre-
to lambcni crioulo de 22 annos perito sapa-
teiro de toda a obra, tanto de corte como de
rxecucao para a praca e que d certo 610 rs.
diarios, e uina mulalinha de 16 annos, com
principios de costura, engommado.cozinhado
c bem propria para'educar por tr sido do
mato : na ra larga do Rozario n. 35, loja.
__Vendem-se 10 escravos, sendo uina p-
tima escrava de idade de 20 annos, de bonita
Figura, rngoiiiiua bem e cose, faz doces e co-
zinha, nutra dita de idade de 18 annos, com
algumas habilidades, quatro ditas ptimas pa-
ra todo o servico, qualro escravos de bonitas
figuras, sendo um bom inolrque de idade de
'/J annos i na ra Direita n. 3.
11c de Graca.
Vende-?* um terreno com 60 palmos de
frente e os iu unos al ao cei, tem j mais de
i30 palmos de Sicerce, n'um dos oitOes, he si-
tuado na ra dBlPr"la da ribe'ra. faz-;? '?dn o
negocio: qucni o pi e tender, procure na ra
do L'ahug loja n. II.
-- Sabio a luz de prximo na cidade da Ba-
ha uina obra em que se mostra a veracidade
danpparicao de Nosso Senilor Jess Christo a
I). Alfonso Henriques no campo de Ourique, r
que apoleo o grande he vivo e val pela ter-
ccira vez oceupar o il i......de Franca : vende-
se na ra da Cruz do liecife n. 52, 'primeiro
andar, pelo preco de 1,000 rs cada exemplar.
Economa para o invern.
O barateiro do l'asseio Publico Firmiano Jo-
s Rodrigues Ferrcira, na sua loja den. II,
vende superiores cortes de casimiras de algo-
do, fazenda muito encorpada e de cores es-
curas, padres os mala lindos ao barato preco
de 1,440 r. cada un cuite, e quem nao com-
prar Cambraias de cores ao barato preco de
400 rs. o covado, fazenda larga e muito lina,
chitas francezas largas. goslri modernos a 320
rs. o covado, pannos linos e todas as cores,
selini ni." .ni, sarjas largas, superiores meri-
nos pretos, lencos de seda de cores para ho-
inriii, fazenda superior, casimiras elsticas,
meias ditas, gorgures de seda para coletes,
lirios de linho trancados de todas as qualida-
des, castores para calcas, setins lavradospara
vestidos, challes de seda e 13a c muitos outros
padres, chapeos de massa francezes, madapo-
les, cassas chitas, chitas de todas as qualida-
des, riscados francezes, rsguies de linho, ta-
petes, chitas cassas a 1,20(1 rs. o curte, algo-
des sortimento completo, e outras muitas
fazendas que se vendero a vontade dos seuho-
i es compradores.
Licores de todas as qualidades,
Agoardente do Reino,
Dilad'aniz,
ficnrhra da trra c de Holanda,
Espirito de :(8 graos,
Agoardente de caima superior,
Vinho de caj de 4 aunos.
Vendcin-sc a precoi moderados, c cucarre-
ga-se do despacho para exportacao : no de-
posito da reitilacao de F'ranca. & Irmao, na
travessa da Madre de Dos n.5.
-- Vende-se uijj^.iegao para todo o servico
muito forte e san o motivo da venda se dir
ao comprador na ra ,do Qucimado n. lOloge.
Moenilaa rtiperlores
Na fiiiulii.-j'ii de C. Starr *t Companhia,
em S.-Aniaio, acham-se venda moendas,
do caima, todas de ferro, de um modelo e
CODstruCfSo muilo superior
liom e barato
Na ra do l'asseio Publico, loja n. 9, de
Albino Josjl.ilte, voedem-se lindas pegas
de ClliUi de coret, a 4,.ion rs. c a 120 o co-
vado ; dilaS para coberta, a 6,000 a pe?a
a 160 o covado); lencos de seda decores,
imlos padrees,! a 1,000; (lit08 francos de
icos, a 480 ; grvalas de se-
les de chita de cores,
cambraia com
tirr, a 1,500; el
800 ; i icos crt
ras, .proprias ;
1,500; cobertor
640 ; chalos d
ras de cores, a
2,000; britn de
vado ; riscados
raiiiliiii.i da lu
e outras muita
[s de meias casimiras escu-
ra o lempo presente,
,s grossos para escravos, s
ol do paniiiulio com bar
,800; dlos sem barra, t
linho do cores, a 300 o co-
iionstros, a 200 o covado ;
i,i bordada, a 400 a vara
'azendas, quo se dexam d
annuociar por Ifella de tempo.
Pecas de cllita limpasa 4,ooo rs.
Vendem-se pelas de chitas limpas escuras
proprias para i -li .ivas a 4,00o rs., e a 120 a re-
tallio, c cortes di bonitas cambraia para ves-
tidos a .OU" n I na ra larga do Rozario n.
48, primeiro aojar.
Na ra da/Scnzalla Velhn, padar'a n.
100, ao entra/pelo becco Largo, vende-se
superior fsrinha de mandioca vinda ltima-
mente de Santa Catharina, porcada sacca
nova de bom algodSozinho levar o porta-
dor a pequea quantia de 2,000 rs., e que-
rendo deconta-so-lhe 260, passando para
outra que o portador levar.
Tnlxns para cngenlio.
Na fundigSo de ferro da ra do Rrum,
acaba-se de recebar um completo sortlmen-j
to de luisas de 3 a 8 palmos de bocea, as
qua.is acham-se a venda por preco com-
modo, e com promptidSo embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Farinha fontana,
Arroz de casca,
Farello novo,
Gli preto,
Chumbo de munic3o,
Cimento,
Bichas de llamburgo,
vende-se tudo por preces commodos : no
armazem de J. J..Tasso Jnior, na ra do
Amorim n. 35.
Gantois l'ailhet & Companhia.y
iP Continua se a vender no deposito |
geral da ra da Cruz n. 52, o excel- S
O Imite e bem conceituado rap areia t
' preta da fabrica de Gaotos l'ailhet & |
*$ Companhia da Baha, em grandes e g
{ pequelas porcOes pelo prego cstabe- fe
l(BIW^il1ite:iiillWlill>WI|>
Deposito de cal virgem e potassa
Cunha & Amorim, na ra da Cadeia do
Recfn. 50, venden) cal virgem em pedra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qualidade, por menos prego do
que em outra qualquer parte.
Arados de ferro.
Na fundcSo da Aurora, em S. Amaro,
vendom-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Sarja hespanhola limpa muito lar-
ga a a,ooo rs.
Vende-se sarja hespanhola muito larga
muito encorpada a 2,000 rs. : na ra larga do
Rozarlo n. 48, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ou-
roeprata, patente inglez : na ra
da Senzalla Nova n. l\i.
Na loja de Antonio Gomes Villar, na
ra Nova n. 23, esquina que volta para a
Camboa do Carino, vende-so um grande
sortimento do pannos finos pretos e de co-
res, casimiras pretas e de cores, madspo-
lOes Finos e de outras qualidades, algodSo-
zinhos, esmbraias lisas, ditas para corti-
nados, l 11 ni iransados de cores, colletes de
fustSo, de 13a muito modernos o de bom
gosto, ditos de seda de muitas qualidades,
e outras muitas fazendas, sendo tudo por
muito commodo prego, a vista da boa qua-
lidade.
Bombas de ierro.,
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
a roa do Brutn ns. 6. 8 s~to,
(undicao de (erro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com cambo de sicupira e bracos
de ferro : na fundic3o da ra do
lnin ns. G, 8 e io.
Deposito de cnl \ iriM-m.
Na ra do Torres n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegada ultima-
mente do Lisboa no brigue 'furujo-Terceiro.
Hapc I atiio Cordeiro do I\io de
Janeiro
em la las e frascos, chegado recentemente :
vende-se na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Cunha & Amorim.
Potassa da Rumia* -
Vende-se potassa ua Russia, rrecntemen
te chegsda, e de muilo superior qualidade
na ruado)Trapichen. 17.
H \liroiiao pitra saceos. (
% Vende-se muito bom algodSo para fr
J. saceos de assucar, por prego comino- t>
t do : em casa de Ricardo Royle, na fr
4 ra da Cadeia n. 37. >
Moinhos de vento
eom bombas de repucho para regar borlas
d baixas de capim : vendem-se na fundigo
de Itowman & Me. Callum, na ra do llrum
ns. 6, 8 e 10.
Deposito de cal e potassa.
No armazem da ra da Cadeia do Recife n.
12, ha muito superior cal de Lisboa em pedra,
assim como potassa chegada ltimamente a
preco muito rasoaveis.
Tecido de algodao trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na ra da Cadeia u. 5a,
vendem-se por atacado duas qualidades,
poprias para saceos de assucare roupa de
escravos.
Ve.idem-.se caixas com cera
ein velas do H io de Janeiro, com
sortimento a vontade do compra-
dor, efumo em folha do melhor
que ha no mercado : na ra do
Trapiche n. 5, ecCiiptorio.
Vcndcm-sc as seguales ge-
mentes :
de nabos, ditas de ditas ingleas, ditas de r-
banos encarnadas, ditas brancas, ditas de ce,
bolas de Setubal, ditas de alface allamaa,
ditas repolhudas, ditas de cvc trinchada, di-
tas de senoura amarellas, ditas de chicoria, di-
tas de coentro de toccra, ditas de salsa, ditas
de tomates grandes, ditas de repolho, -ditas de
espinafre, ditas de pipinrlla, ditas de aipo,
feijao, carrapato de tres qualidades, ervilhas
tortas c direitas, rabanetes encarnados e lu an-
cos : na ra da Cruz n. 46, defronte do Dr.
Cosme. Na mesma casa vendem-se queijos in-
glezes inulto frescaes.
-- Vende-se superior cera ein vellas fabri-
cada no Rio de Janeiro e em Lisboa, ein ealsai
de 100 libras, e muito bem sortida por ser de
3 al 10' em libra, barricas com cal virgem de
Lisboa da mais nova que lia uo mercado, re-
troz da fabrica do Slquclra no Porto, tudo por
menos pre;o do que em outra qualquer pai te
a iratar com Machado & Pinheiro, na ra da
Vlgario n. 10, segundo andar.
fazenda mais barata do que em
outra parte.
Cobertores de algodo escuro para quem
tem fro a 720 rs. cada um, cortes de briin
braneo trancado de linho puro a 1,800 rs., di-
tos escuro a 1,600 rs. o corte, riscados de li-
nho a 220 e 320 rs. o covado, riscado de algo-
do tranjado multo encorpado proprio para'
escravo a 180 e 200 rs. o covado, picote a 180
rs. o covado, zuajrle azul de 5 palmos de lar-
gura a iVS rs. o covado, dito de cor a 200 rs. o
covado, riscado francez muito linos a 240 rs. o
covado, chita para roberas de cores fixas a200
rs. o covado, ditas para vestidos a 160 e 180 rs.,
eassa chita cores flxas a 440 rs. a vara, casto-
res proprio para palitos a 280 ri. o covado,
peras de cassa de quadros para babados e cor-
tinados de cama com 8 varas e meia a 7,400
rs., chapeos de massa para escravos a 480 rs.
cada um : na ra do Crespo n. 6.
Agencia de Edwin Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-
mont&t Companhia, acha-se constantemente
bons sortimentos de Uixa de ferro coado <
batido, tanto rasa como fundas, moendas i li-
te i ras todas de ferro para animaes, agoa, etc.,
ditas para armar em madeira de todo os ta-
maitos e ni.idelln.s o mais moderno, machina
horisontal para vapor, com forca de 4 caval-
los, coucos, passadeiras de ferro eatanliado
para casa de pulgar, por menos preco que 01
de cobre, escovens para navios, ferro iogle
tanto ein barras como em arcos follias, e tuda
por barato preco.
liom e barato
Vende-se cera do carnauba de primeira
surte, a 6,000 rs., sapalos brancos para ho-
rneo) e meninos ; ditos de couro d lustro;
couros de cabra ; chapeos de palha ; peo-
nas de ema : na ra da Cadeia do Recife n.
49, primeiro andar.
Aos 10:000,000 rs.
No atterro da Boa Vista, loja de calcado n.
58, vendem-se bilhetes mtelros, ineios, quar-
tos, quintos, decimos e vigsimos da lotera
da matriz da boa Vista, que corre no dia 2 de
junbodo crreme anuo.
Bilhetes iuteiros 10,000
Meioa 5,000
Ouailos 2,600
Quintos 2,100
Decimos 1,100
Vigsimos 600
Obras de ouro
ebegou um novo e completo sortimento de to-
das as qualidades, como sejam, correntes pa-
ra relogios, anneis, pulceiras, alflnetes, ade-
remos, brincos, voltas, etc. : vendem-se ein
casa de Kalkmann Irmos, ra da Cruz nu-
mero 10.
Escravos fgidos.
Dessppsreceu, no dia 12 do passado,
do engenho Elefante ( Braco-do-Meio ), fre-
guezia da Kscada, o preto Honorato, criou-
lo do MaranhSo, escravo de Antonio Mara
Marques Ferreira, lavrador do dito engenho,
o qual tem de idade 20 e tantos annos, al-
tura regular, bem fallante, cAr retinta,
olhar carregsdo, e fecha um dos olhos qnsn-
do falla, tests cantuda, queixo fino, pouca
barba, as costas urna costura com um t>o-
i n.i de carne, um pequeo geito de arquea-
mento as pernas, e na canella da perna es-
ii uei i.'n .'.'.'.'.'' sicalrij de irrua que acaba de
fechar e be muito femorato ; levou seroula
de algndSo transado grnsso, usada, e em
lugsr de camisa um sarco do mesmo algo-
ilfo Turado no fundo, e nos pernizes para
meter a cabeca e os bracos, e chapeo em-
breado de lcali u j velho : quem o pepar
leve-o ao dito engenho a seu legitimo se-
nhor, ou ra da Cadeia do Recife, loja n.
30, de Cunha & Amorim, que se gratificar
generosamente.
Dessppsreceu, no dia de abril do cor-
rento anno, da praca da Roa Vista, a preta
Thereza.de 40 a 50 anuos pouco mais ou
menos, alta, corpo regular, falla um lano
alravessada por ser de natjSo Congo. Esta
prela veio do serillo do Brejo da Madre de
Dos acerca de um mez, e oceupava-se to-
das as tardes a vender azeite de carrapetn ;
levou sais de chita azul com flores amarel-
las, esbeefio de cassa de quadros e panno
da Costa ; levou comsigo urna Irouxa com
dous vestidos, sendo um de chita rOxa e
outro de algodSo azul transado j usado,
um chales de assenlo azul com barra de
amsrello e encarnado : roga-se as autorida-
des policiaes epessoas particulares que o
apprenenlam e levem-noa seu senhor, Jo-
s Antonio Pereira, na praga da Boa Vista
n. 12, que pagar todas as despezas e re-
compensar.
Desappareceo, no dia 25 do passsdo,
urna pela crioula,de nome Roza, de 3*an-
nos, cor fula, a qual foi escrava do reve-
rendo padre Antonio Pedro de Souza ; por
isso roga-se as autoridades policiaes e ca-
pilSesde campo, que a apprehendain e le-
vem-na ra larga do Rozario n. 36, que
se gratificar.
boa gratificacSo.
No dia 13 de margo do correte anno des-
appareceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. Dr. Malet, o mole-
que Mercal, o qual he bem conhecido e|lem
os seguintes sigrfaes representa ter 20 an-
nos, baixo, cheio do corpo e carcundo, cor
fula e sem barba ; tem falta de um dente na -
frente do queixo inferior e he filho do ser-
illo de Paje, por isso julga se para l te/
ido : recommenda-se, portento, aos capi-
les de campo a captura do dito moleque,
que MM'n bem gratificados.
-- esappareceu, no dia 18 do passado, o
escravo de naeu Cacjnge, de nome Jos,
representa ter 25 annos, haixo, grosso do
corpo, sem barba, rosto abocetado e ps pe-
queos ; levou caiga de algodfio transado
com listras azues e carniza de algodozi-
nho j rola : quem o pegar, leve-o a ra do
Vigarion. 22, primeiro andar, ou na rus
da Cadeia do Recife n. 51, que se recom-
pensar.
Desappareceo no dia 21 do passado mci
de abril, de bordo do brigue Argot, uin es-
cravo marinheiro de nome Candido, naci
Angola; o qual representa ter 29 annos, pouco
mais ou menos, rosto comprido, naris chai
altura recular, tem barba cerrada; e levou
vestido caifa-e camisa branca : cujo escravo
Serlence ao cgmmendador Joo Baptisla d
ilva Pereira, de Porte-Alegre. Roga-se, por,
tanto, todas as autoridades policiaes e ca-
pitaes de campo, a sua aprehencao, e leva-lo
ra da Cadeia do Hecife n. 30, casa de Amo-
rim & Irmos, que se gratificar generosa-
mente.
Pj'n maTyi'.dit M.F.nn Papua..
y


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