Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05331


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Full Text
I
Anno XXVI 1
SegunJa-eira 5
VABLTIS&3 DOS COUUEIOS,
Gnianna e Parahiba, s segundas e sextas fcir%,
Ilio-Grandc-do-Norlc, todas as {iiintas fciras*al
mcio-dia.
Garanhuns c Ilonito, a 8 c 23.
l!oa-Vila e Flores, a I.'t c 28.
Victoria, s quintas fcirai.
Olinda, todos os dlatr.
BPBEMEBIDZ9.
'Nova, a i, a* 6b. c M m. dain.
Crcic. a 8, as II li. c 14 in. da mi.
Chela. al.as 5b. .iiin.dam.
Ming. a 22,lUb. e 38 ra. da t.
FBBAMAB SE HOJE.
I'rimelra s (i horas e G-minutos da manhaa-
Segunda s li horas c 3t) minutos da tarde.
de Maiode 1851.
N. 101
pnce/o da sunscm s>p AO.
Por tres mcies /'adiantados) 4^000
Por seis metes 8000
Porumanuo 15/1)00
das da semana.
0 Seg. S. Po Aud. do J. d'o.f. c m. 1. vara,
(i Tere. S. Jo.io. Aud. da Chae., do J. da 2. va
ra do c. e dos feitos da fazenda.
7 Quart S. Estanislao. Aud. do J. da 2. vara.
8 Qulnt. .-i. Apparico do S. Miguel Archanjo
Aud. orf. e do J. ni. da prlnic'ra vara.
0 Sext. S. Geroncio. Aud.dn J.da l.vara do el-
vcl, e dos feitos da fazcniKi.
i0 Sab. S. Plladclpho. Aud. vara do civel.
11 li.un. do lian Pastor.
jn r
v:-'; -"-A VI
CAMBIO DE 3 DE MAIO.
Sobre Londres, a 20 d. p. 1/0Q0 ri.6dw.
Pars, 320 por Ir. nominal.
i Lisboa, 85 a 90 oomann 9Wiftft
Ouro.-Oncashespanholas-------ifi'S
Mocdas de /400 vclhas. lb/0O0 a 1MM0
. de Q/401) novas l/000 a 1BM0O
de'fOOO....... 9/000 a 9/0
Prala.-Pataccslira'sileiros.... J/W0 I/94J
Peso, colu.unar.os..... $20 a \6*
Ditos mexicano......... 1/080 a 1/70O
..J l IJ_LUUIJ-Hi1 IMI *- 'V
s.'i'.'^aSCU'VeSnSaMWBaaBHaBBai JMBIS '. 3..... ;...-!..-.'-
INTERIOR.
COUKBSPONDF.NCIAS DO DIARIO DE PER-
NAMBUCO.
Po ib de Abril 1851..
Nada de novo tem occorrido nsta capital
A nao do oslado continua a navegar em bo-
nanzoso mar governada pelos habis pololos
(ucom selcmhro de 1849 tomariio sobre si
a responsabilidade de conduzi-la salva-
mento por enlre os cncbopos.
O que me diris da passagem dn Patrie,
orglo do Elysec, rara as bandeiras Rosislas?
Quererogovernodosobrinbodo impera por
iviltar a tal ponto a Franca que o eolioque
na retaguarda quaudo se tratado sua hon-
i.i, dos interesses de seos lillios que habilito
estado oriental. Nflo sei quejuizosc de-
va l'ormar a respeito dessa sbita mudanca
de linuoagom, dessa vergonhoza il< sei ,;,,,
follia semi-olllcial; ontrclanto devo dizer que
me sorprebonde tal proceder.
Oex-preso de Kam a frente do governo da
Franca tem por sem duvida desenvolvido
talentos governamentaes, tcni procurado
lecondnzir sua patria ao estado llorosccnte
ein que a achou a calastrophc de feverciro
v lem-o conseguido em parte. Como, pois,.
Jia-do querer entregar bojeo futuro deJUon-
tevideo s consequencia do tratado Le l're-
dour ? So tal acontcccsse desacieditado Pi-
cara o principe, redicularisaJa a assembla
nacional, se ratilicnsse esse tratado, vergo-
nbosa pera diplomtica do almerante ; mas
nao: a nobre Franca, tilo patritica, piotege-
ri seus desventurados lilhos na amcrica.
A mais deslinda parle de sua Ilustrada im-
prensa pugna incossantc por seos dircitos de
caladnos. A Patrie nao representa a Franca.
Diz esso jornal que urna declaraclo de
guerra por parte do Brasil a lluenos Ayres
l.euma offensa irrogada a Franca, ou o que
lie o mesmo, nega-nosodireito do intervir
nos quesloes do Prata Se nunca hotivcssc
l.ilii o Patrie, quando estrenua defensora
dos dircitos Montcvidiiuos, perdoar-lhc-
bia, at mesmo porque be dever do todo o
cliristllo perdoar aos que errito; mas tendo
a ouvido por mais de urna vez com cnlhu-
siusmo de-fien le a quclles direitos, e dizer,
quando tratava das inctirses do Bardo do
Jacuy :-0;itrasil ve-se forjado a declarar a
guerra, nico meio humano de obter ga-
rantas; quando- cotejo a moderna com o
auliga lingoagem sua nilo po so occultar o
senlimetilo de despreso que merece tal jor-
nal.
O nosso jlireilo de intervcncHo Vsta tilo
manifest, que pouco nos importa o juizo
do Patrie. A attitude nobre tomada pelo
llrazil no llio da Prata faz conbeccr seus
senlimentos palrioticos, a adhcslo que con-
sagra elle a todas as causas santas, e o firme
proposito em que est o Ilustrado governo
li" Si- I). Pedro II de manter a honra e di-
gnidado pratrias, anda mesmo qne para
alrancar tats Ons tenlia do.superar obsta-
culos.
Aproxima se a epocha da abertura das c-
maras semprc saudada com jubilo pelos
povos. Eu vejo com prazer a oproximaefio
lc da 3 de maio, porque conlio na boa har-
iiioiia dos dois poderes, porque cstou con-
vencido dequ as medidas de vital inlerrcs-
se ser3p appresentadas, descutidas com cal-
ma o sanccionadas.
Continua a repressiio e em breve se extin-
guir esso trauco de carne humana que tan-
to revolta a todos os hamens.
Nada me liga ao comtnercio dos Manoel
Pinto ; nflo sou fazendeiro o por consequen-
cia a properidade dos trahalhos agrcolas
em nada prejudicio mons interesses parti-
culares : mais o bem geral, o futuro do Ura-
zil-fazein me dizerulgumacouza
NSo sou. contrabandista,~j disse, mas
aclio que a repressiio do trafico deveria
principiar quando a colonisacHo se tornas-
se possivel, quando o governo a promoves-
seem grande escala. Os interesses do una
naglodevem ser sempro considerados, c a
exlmccflo do trafico sem a colonisaQilo de
ante rao rcalisada, collocar a nossa agro-
cultura, fonted tantas riquezas, em um es-
tado deploravel.
Promova o governo quanto antes a col-
ii sacSo, trate de substituir os bracos africa-
nos pelos livres, chame ao Urazl essa mul-
tid5o que procura em vilo trabalho no ve-
llio mundo e principie entilo com toda efii-
caciaa reprimir o trafico. Assim so atten-
per ao mesmo lempo aos interesses do pa-
vi. e ao dever do humanidude. O lirazil
pjosperar no Interior o seu nome ser
respeitado no exterior.
O Senador Vergueiro acha-se multo sa-
lisfeito com os resultados obtidos em
sou estabelimento colonial para a lavoura
do caf. A caba do propor ao governo a
admissio de mais oitocenlos colonos des-
tinados a urna nova plantaciloque empre-
liendeo.
E'cstc fado um podoroso argumento pa-
ra a possibilidade da colonisagflo. Os mais
incrdulos fazendeiros nflo podem deixar
de reconhecer as vantagens, que devem re-
sultar ao primeiro emprehendedor do um
tal systema.
Niguem pode acreditar que o senador Ver-
gueiro, s por patriotismo houvessc tentado
e procuro hoje continuar a experiencia em
to grande escala : he presiso admitir que
vantagens nflo pequeas tem elle obtido.
Em um dos jumaos passados se encontrar
a emenda substitutiva dos estatutos do
banco do Braril apprcsentada a commissflo
pelo Irino e tambem as emendas offereci-
das por alguns accionistas aos estatutos re-
dimidos pela, commissfl.
de dem 16 de Abril.
diilha sob o commando do chefe de es-
quadra Grefell. E'ella composta ilos segun-
tcs vasos : fragata Constiluicito com o pav-
Ihfio do chefe de esquailra, fragata a vapor
AfTonso, corveta D Januaria o corveta
niflo.
Est om projectb nosta corto a creaeflo da
um collegio ou gymnasio, a imitaeflo da
Institulion nacionnle des avenglo em Paris
O ministro do imperio pedio informneries
ao nosso encai+egado de negocios naquella
capital a respeito da despeza que se ter de
fazer nilo s com a remessa o aquisicSo pa-
ra aqu de dois ou tres preceptores cegos
para a educaejio musical e industrial, c de
dous munitores para montar o por em anda-
mento o systema, mas tambem com a com-
pra das machinase utensilios nocessaros.
J foriio nomeados differontes officaes de
engenheiros para a mciQo dos terrenos,
que devem ser concedido aos engajados pa-
ra o exercito.
O chefe do polica dco no da 14do fr-
renle urna rigorosa busca no segundo
andar de urna casa na ra do Cotovello, e ahi
approhendeo a quantia de rs. 12:107,000 em
notas falsas, sendo destas 5."> de 20/, 614 de
10/, 793 de 2/e 1,281 de 1,000 rs. os crimi-
nosos, que silo portugueses, forflo apanda-
dos na occasiflo em que alisavfio as cdulas :
outras prisOes foro feilas porordom da po-
lica c pelo mesmo motivo.
O F.sk, entrado no da 14 do Rio da Piala
ileonos noticias de l'.uenos Ayres t 28 e de
Montevideo at 31 do passado.
O despresivcl llosas faz seus preparativos
de guerra, c Oribe comeca j a motW-M.
Nilo satisfeito com o grande parque do S.
Jos, mandou alistar todos os homens capa-
zes de pegar em armas, e fez-Ios marchar
para as fronteiras, onde hotive urna parada
de ostentacto em frente das gu rdas Bra-
zilciras. *
As vMas de liosas, mandando desfilar pe-
la fronteira em ordem militar a lodos os
habitantes que p.mle reunir, forSo as de m-
por com um apparato de Corea, a ver se as-
sim sor-lhe-hia mais fcil occultar o seu
verdadeiro estado.
Triste he a condieflo de um povoqnando
governado por um despota : ve-se elle obr-
gado a representar os mais redculns papis
a ser ludebriado pelos povos felizis, em
quanto que o lyranno o dcgola ein sua
quinta.
Entre as muitas cnusas que faltflo a llosas,
o que mais o amofina he a nflo existencia de
um general capaz de commandaro exerci-
to. Quzelle saber particularmente a opi-
nio do general Urquua, quanto pessoa
que com digndade poderia desempenhar
aquello cargo. Dz-se que Urquiza exprs-
sara esla opiniflo : que quem devia com-
mandar era o mesmo llosas, qne so intitula
general em chefe dos exercitos da confede-
rarlo.
A jusliccira rcsposla-do general L'rquiza
deve ter collocado Rosas em embaracos
anda mais serios. Nenhuma oxperanca po-
de restar-lhe, quanto a coadjuvacflotle Ur-
quiza, c sem esse soccorro o execito argn,
tino lera de sercominandado por um Oribe,
cojos tlenlos militares sflo conhecidos.
Nunca goneral algum desenvolveo lana
perspicacia militar em suas manobras como
Oribo : invadindo o territorio oriental com
um grande exercito o debaixo do prestigio
de ui triumpho, desenvolveo urna tctica
tilo elevada, manobrou com tanla destresa,
que depois de poucos mezes leve de vir um
outro exercito, sob o commando de Urquiza
para Iivia-Io do urna ruina inmediata.
18 d* atril.
ODr. Paula Candido est encarrogado de
estabelecer urna linha de telographo elctri-
co entre esta cidade e a quinta de S. Chris-
tevflo. Dizem que muito breve far elle a
sua experiencia.
O coronel Thiobaut, chefe da legiflo fran-
ce/.a em Montevideo, falleceo no dia 21 do
passado. O ministro iuglez lludson foi no-
meado pelo seu governo cavalheiro da oro
dem do 'llanho. O Mercantil, procurando,
demonstrar a incapacidade doSr. Paulino-
acha nosse fado um poderoso argomento.
Orgflu da paz nflo podo deixar de indignar-
se quando contempla estado do nossas rela-
coes exteriores; segundo elle a nomeacio do
Sr lludson imporla urna reprovagflo a poltica
do gabinete imperial, e anda mais urna of-
fensa a peSsoa do ministro de estrangeiros
O Mercantil partilha as opiniOea dos as-
seclas do Palmeston e Rosas repelle com
indignaeflo toda a-ndeia do manter a nossa
honra e pos nflo podo approvar a nossa po-
ltica exterior.
Est revogado o decreto que mandava
despachar por factura o calcado estrangeiro
Acabflodeser despachados alfercsalum
nos treze lilhos da escola militar.
Apopulacflo da capital est toda cntret-
da com os actos da semana santa, que tem
sido, com muita solemndade cumpridos. Os
fies concorrem as igrejas para commemo-
rar os dlTerentes trances da vida trabalho-
sa do Chiisto, em grando numero.
Houve lava pes no paco da cidade.
S. M. ol. sendo o primeiro a comprir es-
to acto to sublimo da nossa religiflo d a
seu povo um grando exemplo.
Foi publicado o regulamento segundo o
qual se devem fazer as promocOes no exer-
cito. Baldo de noticia concluo esta a menos
que appareca hoje urna transferencia pela
chegeda do vapor do norte, que deve por a-
qul estara cada momento.
dem, de 23 de abril.
Aconteceo o que previa: foi transferida a
sabida do vapor para ainanbaa, e eu anda
quero dar-vos Igumas uoticias.
O ex-capito Pedro Ivo acaba de fugir da
cadete Falcao, do primeiro balalhSo de fu?.-
leiros, homem cuja vida militar he urna suc-
cessao de factos vergonhosos. c algiuu oulros
presos que se achavain na (Orlalexa.
O coiiiiiunidantc da Lage he urna destas
cxeepes que deshoiirain o exercito; (Vaco
at a cobarda, conJeseendente ate a baixesa,
tratava a Pedro Ivo com deiimshila urbanlda-
de, delxava-o .em ininiediato conlicto oom a
guarnidlo, coinposta em parle de sold.-i'los
que li mam militado n.is inesiins lileiras des-
le avenlureiro, sem outio nuinc que nao o
de salteador.
Se Pedro Ivo achasse em sen ciiine um
casligo exemplar, se entre nos fossem casti-
gados os chefes c nao os miseraveis, que il-
ludidos Ibes cnlregan suas vidas, su.is fanil-
li.n e os acompanliain ao logar da Carniftclna,
por certo nao appareceria hoje esta Invasiio
Ocommandante nao eslava dafoitaleaa, li-
nha viudo trra, dizeni-mc que sem llecnca
doquartel general; se assim foi duplo he o
seu i um'. .
O exercito v com iudignacao o proceder
deste militar, que nao comprehende os altos
deveres dn soldado, que nilo sabe cingir una
banda senao para rergonlia da liebre classe,
cuja guarda esto couliados os destinos das
uaedes.
vo rpido de iinaglnacoes exaltadas tem
condiisidn Pedro Ivo s plagas pernambuca-
i.-is, aonde, segundo ellas, val reunir as le-
giOes desbaratadas c recoiiduzi-las ao comba-
te. Quanto a miiii direi, que nao estou mili-
to disposto ouvi los; conheco a POS9I0 de
Pedro Ivo, conheto os destro{os do exercilo
constiliiinte, os seus recursos monetarios, e,
pois, conveno-nie deque esse vergonliosn
passo do ex-general das matas s tem por Qm
po-lo acoberto dos encoinmodos inherentes
una prlldo na Lage.
O hoiiiem v com magoa desvanecidas suas
ni as caras esperancas, e ento procura no
exilio lamentar as desgracas da patria, que
tanto presa. Kste NapoleSo em miniatura,
tito cantado pelos bonicos da cotMtiUlfnte,
nao leve forcas bastantes pan espiar nos car-
ceres a fUelidadc que sempre consagrou seus
principios.
Km .-mi Momeados julzei de direito e muni-
cipal os seguintes hachareis: Jos Nogueira
Jagnarihe para n comarca de Iahaiiiiiiis, no
Cear. c Jos Francisco Calda para os termos
reunidos de S. Joo do Principe e llio Claro,
no llio de Janeiro.
Nao pode haver duvida; estamos em ves-
peras de grandes acontecimeiitos, que muda-
rao a face dos negocios no Itio da Prata. O
general Urquisa j principia a hostilisar o
dictador, e di/.-se que em Hlenos Ayres pal-
iara por certo o roinpiuiciito por aquellcs
dlat.
Cinco barcos peiteiieentcs a Kntre-llios rs-
tavain Aindiado na ilha de .Martin ti arla.
Nao tendo podido obter lieenca para regres-
sarem sua provincia, l'ngirain de Buenos Ay-
res.
Km IIuchos Ayres nao appareec 11111 s jor-
nal de F.ntre-liios c Con leales. Sao lodos
srquestrados. A inquietacao se maiiifesta cin
todas as pessoas que teein relacOei oom aquel-
las provincias, entretanto niio h.i una s d'en-
tie todas que se anime a pedir os seus pass.a-
portes Os dous lilhos de Urquisa pediram->;
c deu-so logo ordem para seren presos, mas
j nao foiam encontrados.
Falleceo em lucnos Ayies o hispo Medrano.
Asuareligio consista em urna cega obedien-
cia i* ordena de llosas. A-alma dbil do pro.,
lado subscrevia a ludo quanto o dspota ideia-
vadescrilego e humoral.
Os fuiilamcntos continan! ein Palernio,
bem como os degradautes acontes. II. pou-
cos dias mandou o monslro acontar nos Cam-
pos F.lysios de Palermo a una nuillier casada,
e porque ? Porque estando ausente o marido,
tinha dcixado de lechar a porta de sua tanda
hora ordenada.
Nada de importante tem occorrido 110 Chile:
Ot i-.ini-.ieri.il s aprcsentavain cuino candidato
presidencia da repblica o general 1). Jos
Mara de la Cruz, prente do actual presi-
dente.
A ordem publica esla rcstabelecida na ca-
pital da Holivia, e os complicados na subte-
vacuo io ser julgados ein conselho de guerra.
Fui subslituicao ao Muoz, que o dictador
recusou receber pretexto de ter sido em
outro lempo selvagem unitario, foi Momeado
o l)r. /ciiavnlcs, encarregado de negocios
pira Buenos Ayres.
A, 1I1111 iis repblicas do Pacifico coniinuo
a nada ollerccer digno de meucao.
Fe-se inerc de serventa vitalicia de escri-
vao e 1.iln .leu. de notas do termo de Ouricury,
em Pernanibuco, a Ilufino Jes da Cunta.
O Sr. Jos .Marques Lisboa l'oi aposentado
no logar de olUcial da secretaria de estado dos
negocios estrangeiros, antea de partir para
Londres, por assim o haver pedido.
Os cambios do dia 23 sao os seguintes -.
Londres, 29 diuhs. sterls. por 1,1100.
Paris, 333 ris por franco.
Lisboa, 88 a 90 por ceulo de premio-
liamburgo, l ris por marco banco.__
EJlTE^iOII.
rwtioloje para o Rio a Piala a "esqua- Ipjo da" Lage, levando coinsigo um celebre
COK RESPONDERAS DO DIARIO DE UPE.
MAMBUCO.
LISBOA 31 DF. MA.RQO DF. 1850
Antei de vira discusso na cmara dos pa-
res, o parecetr da cominissao de legislaco so
brea legalidade do arrcndainento do almoxa-
rifado do Alfcite ao conde de Thomar, houve
uina qucao ininisterial que for renhida po
nimios dias, e que o ministerio vencen por
multo poucos votos.
O marquez de Vallada, requereu tomar as-
senlo na cmara dos pares, allegando que es-
lava anda na infancia, quando seu pai assig-
nra o protesto a favor do Sr. D. Miguel, em
vii unir do qual os pares que subscreveram
aquelle documento tiiiliaui perdido as suasca-
deiras. A cominissao aque este re#i|uerimen-
to fra reinettido, foi de parecer que o mar-
que/, actual bao tinha direito ao paralo, por-
que seu pai quando morrra eslava privado
desta digndade, e que por isso Ib'ano podu
deixar em auccesso.
Nao s porque o jovein marquez pertence
ao partido da opposico, mas porque realmen-
te he absurdo, e contrario a espirito da carta,
pagarem os lilhos os culpas doa pais, isto he,
passar a pena da persoa do delinqucntc^to-
dos os pares da oppocicao, carlistas e septem-
bnsus, touiaiaut a ddez/do uiarquei, leudo

principalmente r.otaveis e sensatos os discur-
sos do ronde de Livradio c Fonseca Maga-
Ihaes. O governo nao tanto pelo marques,
posto I be leja contrario, mas porque ha mul-
to! Ildalgoi ninfos, realistas c progressislas,
as meiioai clrcumstanoiai, declarou aques-
lao mliiisteiinl, defendeu, orando, o parecer
da coniiiiissiio e alinal obteve que o requeri-
iiie.nto dn marques bise ludcferldo.
Esta nsiiliiciin grangeou ao conde de Tho-
111 ir mais alguns iulllligos, e al se suppoe que
com este intento he qne o candidito se pro-
pgz saliendo que nao era admitdo.
No da 23 comreoil nesta mesnia cmara a
dlscusso do arrendamento do Alfelte. Falln
em primeiro logar o auclor da proposta para
que elle se aonnlasse, o conde de Lavradio,
-luc f ilion nao s com violencia, mas al com
raneor, cmitra o ronde de Thomar, como cus-
tuina. Segiii-se-lhe o duque de Sallanha, que
principabn iniesedemorouemnrovarqueo ar-
reiidauemo que elle tinha felto- Casa lleal,
do casal do Tojallnlio, nSo tiuha como a (li r -
mava o conde de Thomar. paril.ade rom o da
real quintado Alfeite. No dia seguinte aliu
de outros oradores pro e contra, fall-iuem sua
proprla defesa O conde l'h uar. Algunias pa
larras flnaei do seu discurso prorocaram da
parle do duque militas exprrsses acres, que
derain Uina acea de escndalo naquella c-
mara, em que se nveciivaraui mutuamente,
cheeando omareehal Sildanha a dizer ao con-
de de Thomar" que rile era um liomein Infa-
mado de lailrlto e de concussiario" c que |ior
isso o nri po lia alt'ronlar a elle. Ni cunara
froiixauenie Ihe rcdargilio o conde, mas no
seu jornal a let, n'iiui longo e usiilluosi arti-
go, Ihe paou em moda ainda mais forte, e
com lisura. A iinprrnsa adversaria lirn des-
te inri lente pretexto e argumento para sedes-
encandear conlra o presidente do conielho
com tal roltura, 001110 ae fosse chiinerica a
nova le de liherdadc de Imprenta, que tanto
deu que filiar.
A sesillo poim do dia 27, em que se fecliou
0 debate, c se votoii o parecer, he que foi tu
multunsa e assiisladoui'i como minea. O con-
de de Lavradio fallavapela Ultima vez si.hr
1 sua proposta, chegou a fazer alguniasamea-
cai ao conde de Thomar, este rcplicoU-lhc in-
leironipendo-n, houve provncaertes de desali,
0 patriarcha presidente da cmara tere de in-
ter|ior a sua aueloridade paraapatiguar a c-
mara e as galeras, mas passado um pouco de
inlervallo prncedeu-se VOtacSo, e o uiinis-
teio vencen, mas smente por 4 votos'
E'de notar que os memoro que l'orina-
vain a comuiisso, cujo parecer lavoiarel ao
conde de Thomar, se vencen, coinpunlia-sc
de pessnas de certa qualicacno, militas das
quaei tinham concurrido para o protocollo da
exoluiSo dos Cabraei em i80. n aaberloi
da Silva Camino, presidenta do supremo
tribunal de juslica,Francisco Tavares de Al-
ineida Proenca, "lo cunsellio de esl ido.Ma-
noel Hilarle Ceitao, conselhciro do tribunal
supremo, c ministro da juslica que sulgnu
1 protocollo. Visennde da Granja, auditor ge-
al do exercito. Iiariio de Porto de Mus, oon-
sclhciro do thesouro. Vlicoude de Laborlnl,
juiz di supremo tribunal dejustiecViscon-
le de Algs, ministro da guerra 110 ministerio
le (i de Olltubro, conlra o conde de Thomar.
Kste a-signoii com dcclarajcs, mas nao Ihe
cii 'gou a pilavra.
Kis como acabou este afamado negocio, que,
conloo do calrchr se suppunha l'aria ba-
uear o conde de Thomar.mal em vo.
O mareehal Saldanba e seus partidistas, ven',
do que pelos nieios legaes nao podem suplan-
tar o actual ministerio, dedal am publicamen-
te que apellarafl para as armas. II i comef-
feito grande desgoslo, c muitas averses ao
conde de Tlumar, mas a volitado de peleijar
ne 11 lie muita, nos parece.
Na cmara dos deputados, depois da desai-
roa Teconiidencio das Incompatibilidad da
Ici eleil< ral, a opposico tem evitado as dis-
cussoes. O orgaineulo diseutiu-se quasi. re-
vera, e a lei, alias importante, da prnprieda-
de Iliteraria, pasiouiemielbedar grande at-
tciico, mismo porque nao presta.
Apezar do grande iuleresse com que o pu-
blico seguir o andamento, c vio e coninieii-
tou o desculare das duas discusses, sobre a
admiisiiu do Marques de Vallada, c sobre o ar-
rendamento do Alfeite, nao tem delxado de
oceupar tambem a silencio geral, outro ne-
gocio de consideravel Importancia no sen ge-
nero, lie notoria a desintelligencia que exis-
te, desde alguns anuos, entre a nossa corte e
a Curia Romana, acerca da padroado da coia
porlugueza no Oriente. O conde de Tliomar
fra em 18-18 encarregado pelo nosso governo
de negociar a esle respeito un accordo com a
Santa S, por meio do internuncio aqu acre-
ditado, Monscnbor Di Piltro. De ento para
c os jornacs minisleriacs haviaui guardado a
tal respeito nina misteriosa reserva, A Im-
prenta opposionista, menos discreta, c natu-
ralmente einpenliada em guerrear o governo;
espalhava de quando cm quando noticias de
um carcter dcsfavoravel e odioso, dando a
entender, ou mesmo assevcraiido positiva-
mente, que o ministerio havia naquellas tiau-
s ir. iies sacrilicado as prcrogalivas da cori,
cedeudo com vergonhosa condescendencia as
pretenf oes ultramontanas. Com elclto, o au-
no passado chegou a Lisboa, o arcvbiipo de
Goa Silva Torres, que sustentara com dema-
siado caluros seus diieitos priuiaclacs, e que
havendo por isso iucorrido na desgraca do
un...... poiuilice, fora obrigado a resignar a
sua Archi-Diocese, e a recolher-se ao reino
conl annueneia do governo de S. M. Gritou a
opposico como era dcsuppor, contra essa sa-
lisfaco dada S Apostlica. Km breve po-
rm leve de moderar a sua desabrida lingoa-
gem, vendo que o prelado resignatario, em
compensar,10 do sacrilicio que tizera, fra Ho-
rneado (com o titulo de arcebispo de Palmyra
in partiliut infidelian) coadjutor e futuro suc-
cessor do arcebispo de Draga, e cominissario
geral da Bulla da Cruzada, que deve publi-
car-se dentro de pouco lempo. Quando po-
re-111 os nimos cslavam mais serenados acer-
ca deste objecto, um I uto divulgado na ulti-
ma semana os vcio de novo alterar, c de um
modo estrepitoso. Chegou de Koma, e logo
se traduzio nos peridicos da opposico, una
longa c muito enrgica allocuco dirigida pelo
santo padre ao sacro collegio, emdatadei7
de I eve nro, na qual se conten as mais sen-
tidas queixas contra o procedimento do arce-
bispo Silva Torres ; e se fallado direito do pa-
droado portuguer no Oliente ein termos que
poucas esperauras deixam de elle vir a ser
conservado. Aiinnnciam-se outro sim 11a-
| iludir, ui.cufso a, concei.Oe fciUs pela. Saii-
3M-.'innui
ta S ao governo portiigurz, isto he ai duas
noniraces cima aponladas ; porm exprrs-
samentc se declara, que se usara delta benig-
ntdade para com o arcebispo de Palmeyra, coi
atlenco ao airependiiuciilo por elle manifes-
tado do seu proccdiinenlo irregular irreve-
rente c arrojado contra a suprema jurisdic-
elo do cabera da Igreja. Km prova desle ar-
rependlmento, iranscrevc-sc, em seguida :
allocaco. uina caria cscripta pelo arcebispo
a sui sanlidide, cm que elle com cll'.ito cou-
l'essa ter seguido um caminlio errado, cm si-
por cm opposico aos decretos da Sede A pos-
tilica, 8 implora humildemente perdo. Es-
ta carta he segu.li da respoitt do santo,
padre, (oda cheia de paternaes admoeitaces
etc.
lio fcil de Imaginara impressoqur produ-
cirla a publicarn da allocuco e dos documen-
tos annexos. A Rceo/nfio de Septembro, o Pa-
(rila, e o Eilandarfl, (ransereveram todas as
pecas rom coinuientirios, concebidos pos ter-
mos mais violemos, o insulluosos Santa S,
o primeiro dos referidos jornacs, avancou
cm tal occasio, doutrinas dr urna tendencia
abertainente iciiinatlca c heretical. Dli-se
pie tambem o governo se reputou graveineu
le olleiidido c que mediata inm cxtrondosi
deiafronla.
dem de li diabrildc l85l.
''hegou a linal o inniuenlo de fazer eahir o
conde de Thomar por meio dac armas'. O du-
|iie de Saldanha sabio de Lisboa na tarde do>
dia T, com cinco ojudantei dcordeus e duas
ordenanca, com intento de se por a lesia de
alguns regimenlos, a Um de pedir a demissu
do ministerio Thomar. Assim que o governo
soube desta partida do duque, e m haver su-
blevado o regiment de cacidores 11. 1, fes
reunir una brigada coinuiaudadi pelo du-
que da terceira, quo sabio de Li-boa no dia 9,
levando a sua frente ( conlra a expectativa di:
todos} i.ii.'i P). Fernando, marchando ora di-
rectora a Sintireni, ondean suppunha que O
duque de Saldanha (endonara loitilicar-se.
O re ea forca que com elle iinrchou acliaiu-
se ainda hoje ( 11 ) cm Sanlirem. O deque de
Saldanha, leguudo particlpacdei lanibem rece-
idas boje deiuauh.i, chegou a Coimbra no
da 12, com o regiment de catadores 5 e al-
guiiiis autoridades civil que o tem seguido,
'.oniucra natural os estudantes de Coimbra,
tropa e povo, recebeu o duque com grandes
accl.iuiacfles, e suppe-ss que ali he que se deve;
lser algu.ua proclam ico, porque at agora o
duque tem marchado silenciosamente, sem ha-
ver declarado o que quer, sem fa*er ueuhumi
exigencia, ou pedido coia.
Tanto na capital, como as provincias, o po-
vo lem-se toruido iu Ulleienle a esle movi-
inenlo. O partido progressista chegou a fazer
slgumas priposia ao iiisreohal, mscale nao
concordoii, e por isso o governo es(.i tranquil-1
lo [ior es(e lado ; porm se o mareehal 11.10 a-
Char (ropa bastante para levar a diante .1 revol-
ta, receia-se que elle appellc para o partido
progressista moderado.
At agora nao se suspendern! as garantas,
nem tem havido prises. Os balalhoes nacio-
M.aes e a guarda miiuicipal esd ein armas, c
he quera faz. a guarnico dacapilal.
Nao tem havido correios, c est tudo para-
usado. Con em boitos incriveis, c ha quein
desconfe do xito da tentativa do mareehal.
Todava, sabe-se que elle tem grande pres-
tigio no exercito, e synipalliias nu povo, pela
que nao tendo elle seguro o liiuiiiplm, nSo se
acredita que se elle se noiesie frente desta
revolta, levando muito dinheiio. que se julga
abonado pelos priucipars capitaliltai do ban-
co de Portugal boje em hoslilidade com o mi-
nisterio. As cortes eslo suspensas. Com es-
tes aconlecinienios nao aparece ncnhuiua ou-
ira novidade. Para o seguinte muito haver
succedidoj.
I'aris, 20 de marro de 1831.
A nossa assembla legislativa jamis eslevo
(o calma e taopacifica,comodeide que niio leni
em lace de si.seuo um ministerio transitorio. A
siianlir.i nem por issovai nielhor,porm ao me-
nos ella nao alterca mais com o governo, e nao
aggrava mais voluntariamente as ini|iiicta(es
do paiz. lie verdade que nada se faz ; que te-
mos sempre diante de nos esse espantoso pre-
so que termina em i8.i2, 110 qual devem ser ao
mesmo (cuipo renovados os poderes do preii-
denle e os da assembla ; mas ha ires anuo*
que nos temos costiimado ao pciigoi, e re-
liamos os olhoi sobre este, pai a nao desespe-
rarmos antes de lempo. Vine, bem sabe que
nao he pela prudencia, nem previdencia qne o
nossa paiz sedestingue dos outros, e bem que
de todas as parles, chovam folhetos para es-
clarecer a afio sobre a iiccessi.iode de nao
deixar ol destinos do seu futuro dependentes
de um escrutinio, a grande maiori.i da Franca
permanece como iudiU'ercnte estas .linearas,
anda loiigiquas, e gosa da tranquillidadc que
nos proporciona o governo do presidente, co-
mo se esla devesse durar sempre. Demais, co-
mo Vmc. bem sabe, 680 podemos sabir legal--
mente deste cuibaraco, scuo modilicaudo a
consliliiico, e nao be seno no ultimo auno da:
legislatuja, isto he, a datar de 2S de malo de
1851, que ella poder ser revista. Temos, pois,
que esperar anda dous mezes antes que eita
queslo de vida c de mor(c para a Frau(apossa
ser (rac(ada utilmente.
O partido legitimista e o orleauista de boa
vontade quereriain ambos chegar a una so-
luco que nos livrass idas ameacas da republi-
r.i'vrrnirllia, sem com (udo perpetuar o poder
ende as maoi de Luis llonaparte. lie esta a
i.i-.i.i pela qual riles accurdaraui ifestes lti-
mos lempos em coinbatcr o presidente, e ten-
tar di'spnpul insa-lo. l'orui, nao he bastante
unreui-se para o ataque. Se querem ser bent
succedidos, he preciso quecoucordem sobre o
lim que prclenacm altiugir. Ora. sobre este
ponto, todas as tentativas de conciliaco tem
sido baldada!.
O mii do 1. de marco de que Ihe lllei na
miiiha ultima caria, a respeito da p'opoiu
Cretou, mlquistou de uina inaneira irrcon-
ciliavel os urleanistas, com os legiliniislas.
Aps elle voto, o duque de Nemours, e o prin-
cipe de Joinvile cscreveram aoi leui amigos
de Paris, carias cm que exprimen! com extre-
ma wv.1c1d.1de o seu dciuoiiteiiiameiito, e em
que se declarara menos dispostos do que nunca
a se ligaren! cora o conde de Chainbord. Pa-
rece ni es 111 o certo que estes principes far o por
se nao acharem ein Londres, no momento da
exposico universal, aliui de evimrein encou-
trar-sc cora seu primo do ramo mais velho, o
qual deve aproveitar esta eircumst inci.i para
reunir ao redor de si, na capital da Inglater-
ra, os seus p(iucipae* paiUdarioi,


*s
naarran
or'
Mr. Cetryer.jo homcm mpotlaiilc do part-
do lcgittmista, fez cin l''raii(a uina tentativa
jnui ucoDsidarada para popularisar as ideal,
que representa. 0 governo provisorio, lia tres .
nonos, nao sabrndo romo evitar a bancarrota, drizar todas cousas no estado ein que se acnam
]cmbrou-ae de impor una contribuirio extra- at ao lim da sessao, que coincidir cora o lita
ordinaria propriedade tenilorial. Deu-sc a ,da ex_poslcao. Una quesla
deixar passsar csse grande negocio da exposi-
5:'-i universal, para poder dissolver a cmara
d lianhaasalclgOcsgcraes. Files qucrem, pon,
iniuislerial sera
este imposto o nome de imposto dos 45 centi- U'nlao proposia, o gabinete racilincnte sera aci-
anos, porque elle faria pagar ao* contribuin- libado, c se oblera da rainha que chame os
tes do imposto directo o accrescimo de 45 cen- partidos a pronunciareui-sa nas eUigcies, oncit
presidente em om Brande embarace faiendola abrigo das instituyes monarchlca que
reedirpelaassemblMUcalei de.* de malo Isa., a lS.il segura salva guarda contra ue.
que determina, e modifica fnltof*}: | U"Zerra O. loryt conse.vao..e fiel,
sua tctica: em vez de atacar a admlnitracao
Whig, elles a apoiain com scus votos ale o mo-
tes do imposto
limos por cada franco da taxa ordinaria. Cla-
jnou-se inuilo centra este Imposto, piimeiro,
porque os impostos, qur auligos, qurr novos,
sao sempre odiosos a quem os paga ; segundo,
porque a propriedade ten itorial sobre a nuil
o novo imposto pesava todo inleiro, ja soflria
cruclmcnlo da rrvoluco, que tinha secado a
ontc de suas rendas; porm em Franca de-
jiressasccsqucce a gente dos males que soflie.e
) oj i- ninguem pensa maia nesse sacrilicio exigi-
do pelas circunstancias. Kntre lano Mr. Berrycr-
imaginou quepopularisaiia o sru prelendente,
coseu partido,propondoqueosl7Umilhes pro-
Huidos por esle imposto,fossem icsliluidos aos
contrlbulntes. Ccrlinenteosqiiepagaram nada
de'melhor desrjariam do que seren indrmni-
sadosdo seu dinheiro;porem,a idea de Mr.Rcr-
i 11 foi infeliz, porquanlo consista em tirar de
tns para pagar a nutros. Como linanceiro ex-
perimentado que lie, Mr. Bcrryer compreheu-
deu que niio seria possivel pagar-se os 170 ini-
lhcies produzidos pelos 45 cntimos, senao com
o auxilio de recursos novos, e por isso propoz
que se reslabeiecesse purae simplesnieuie a la-
xa sobre o sal, que tinha sido reduild. a um
terco do que era pela revoluclo de fevereiro.
' lisia proposla exasperou a tuonlanha. a qual
(jnerendo pregar una peca ao pulido legitl-
inista, propoz da sua partc^que os anligos no-
Jjrrs emigrados, l'ossem ohfigados a restituir o
miliar de niilhes de indemiiidade, que a res-
i iii-.ii .'i Ibrsdeu : lie comeslc milhar de mi-
Ihfies que a nion i.i ii lia quera pagar o impuslo
dos 45 cntimos. \ me. comprclicndc que um
tal expediente financeiro ramenos accitavel
anda do que o outro.; por isso Mr. lierryer
vendo o mo rDeilo produzido pela sua pro-
posta, resolveu-se por ultimo a rrtira-la.
I ni niii incidente causou viva cmoco na
rssrmbla. Temos em Franca urna guarda na-
o povo cscollicr por si mcsiiio a polilica que
Ihe convm.
Conforme rrgra de conduela que elles se
tem imposto, os lorys llmilani-se a molestara
adtiilnislragao Whig, sem alaca-la sciiamcnio.
U bil da IggreilSo papal, restrictoeomo for.i
depofs da ultima crisc ministerial,nao agradava
mais quasi a prssua alguina. Os amigos da
igrej achain-no inelTicar, os amigos da liber-
clade achani-no altentatorio dos direllos das
couscienclas, lodavii nao obstante isso lalvet
elle obtenlia emseu favor uina grande maioria.
No intuito fazem-se longos discursos pro e
contra e a talica dos depuiados iilandezes pro-
longa indefinidamente o debate.
O chanceller do fisco, Sir l, liarles Wood, an-
da nao apreser.tou o seu novo plano financeiro,
mas esperando por elle a cmara dos cominuiis
occtipa-sc de prover nos scrvicoi do estado. Na
sessao de 11, ella votou o orcaincnto da mari-
nlii, i|ue cleva-se a uina soinma "cnnsideravel,
porque nella he que reside a lorca da Inglater-
ra. Se o patriotismo ingle fosse menol pro-
fundamente egosta, se elle toinasse em consi-
ila instiga e do direito das
sal se applicaria a elcicao do presidente da re-
pblica lano como a eleic.io dos representan-
tes. F.lle persuadio-se. por alguns boatos que
corrcran nos corredores que Lula Honaparle
tinha intencode mandorproceder a eleicao
de presidente pela antiga lei do fuffraglo uni-
versal illunitado : mas esta manobra foi mu
depressa frustrada o ministro do interior velo
declarar em nome do presldeule que nao ha-
va seniio urna slel eleiloral, c que o govemo
pretenda appllcar a todas as elcices esta lei,
que he a de 31 de malo. F.sta opiniao foi aco-
Ihida pelo aaientimenm quasi unnime da a3-
sembla, porque os niontaiiheics se abstive-
lam de votar, e no escrutino que teve lugar, a
lei de 31 de malo s leve 21 a Iversarios contra
4Wi partidarios.
Entretanto a inonlanha niio perde nenhu-
in i ocesiao de molestar o presidente, apoi-
ando-se nas violentas pmes dos legistimistas
e dos nrleanislas. llm inonlanliez, N, Pascal
Pupr.it. acaba de fa/.er una proposta que da
r grande escndalo quando for discutida : el-
la tem por tim punir com penas severas briol
os autores dos cscriptosou discursos que II-
verein por lim recommeiular a candidatura do
presidente aptual. I)e mais ella coinmiiia pe-
nas nao menas severas aos membros das mesas
cleiloraes, que nao aniinlarein. sem as tomar
em considera9o, s sedlas que, coiitverem o
nome de Lult Honaparle, o quehe admiravel,
he que nina tal proposla emana d'uin homem
que d-se exelusivanieulo como republicano
deraco as rrgras
gentes, a cmara dos coinmiiiis tciu devido in .
terpellaroslordsdoalmiraulado, e principal-1 Ue impoulvcl atleutar d una maneira mais
minie lord Palinerston sobre o odioso n- que flagrante contra o dircito da soberana po-
pular. .
Esta dlscussiio logo lera lugar, c cu darc
conta a Vine, do resultado que liver : por ora
ment em que c julgarem lufllcienlemen e
apto para 'lomar o poder. Este momento
ora pouco afaslado: elles qiierem deixar pas-
sar a exposic.no universal c respellar os es-
crpulos da rainha que deseja que a Ing ater-
ra eslea ao abngo da agitacao cle.toral du-
ranle loda a duratao da exposlcao que se abre
no 1. de malo para a cabar nomei de julho.
He pois nos ltimos dias de julho,- c apropo-
\V^ segundo se di,, da lei .01*. 01 tfMN
clesiasticos, o qual se prolongara ale cutao,
que o gabinete Whig sera derribado.,
1 Com O concurso dos votos Irlandezes, e
de alguns radicaes determinados, os torys
eontao fazer com que o gabinete Lord John
Hs,c| sofira una derrota decisiva, r.nlrc-
tanto riles o poupam pois crecm que guerre-
ando-o se guerreo a si inesmos. Klles licua-
ran, passar a segunda leitura do bil dos_tilu os
eclesisticos, que foi adoptada por 4.58 volos
contra 95. Elles fizeran. aindamis; regei-
iinni desabridamente o proprip bil, sobre o
anal o gabinete Whig haVla s.do anteceden-
lemeirte derrotado, isto he, o bil propasto
porMr.Loke King a res pe i lo. da reforma e-
leiloral dos condados: Vine, se hade lembrar
nuc esle bil lora aprovado em primeira dis:
cussiio por 101 votos contra lOO. Os torys se
havialn retirado, e linliao deixados Lord John
Russel as maos com os scus proprios amigos
que Ihe tluho recusado a maioria; na segunJa
llscussao o negocio inudoii completamente de
se tem feilo do poder martimo de Inglaterra
relativamente ao Brasil, e sobre essas violaces
flagrantes dodtreilo internacional que foram
coiiiiuellidas. o auno paliado, no i'araoagua e | a asse mblca est entregue a seus trabalhos or-
no Giiarapariin. I'orin he exigir muilo do or-'i dinaros, os quaes nao tem para Vine, senao
gullio ingle/., esperar que elle desapprove nun- uina mediocre importancia. Ella aprovou por
C. os aclos mais criminosos dos ministros bri- um voto respeitavel a expedic.aO que o gover-
lannicos para com as nacors cstrangeiras. t m prepara contra os Hbiles que habilam as
Lord l'alinersloncos seu collegas s serao de- montaiihasda Algeria, e que inqnietam inces-
nittiilos porqueslesinleriorcs. Tal lie.in- sautemcnlc nossas tropas, e nossos colonos:
variavel regra da Inglaterra. (aprovou igualmente o acto pelo qual o go-
Se o gabinete whig fosse anda sensivel aos yerno dissolveu a guarda nacional de htras-
vev.es elle se leria coinmo\do por um dos .burgo que tomou a liberdade de protestar
(jual
por missao defender, "mi enlando a guarda
nacional he regida pelas antigs iris que dei-
xam o espirito de desordem una granda lati-
tud, de aeco. Nos temos tiestas leis, ella
'inesinaelegede tres em tres anuos, os ollici.aes
que a i onini,i,l.un, c esta elcicao deveril ler
lugar no fim do crreme mez
A assciul'la e o governo julgaram absurdo
proceder-se a novas eleices com a amiga le
visto que dentro oe alguuias semanas, ou de
alguns vetes, a lei orgnica seria volada, para
evitar pois, esle inconveniente, a cuniuiiss
parlamentar propoz um rojerlo transitorio,
que leur. por lim tiiamer provisoriamente os
oltieiaes acluaes. Os inanlanhc/es segundo o
seu coslume, claiuaraiu que era i-:so uina vio-
lceo da CODIlitttlcSo ; ellas esforcaraiu-se para
persuadir aos olliciaes ila guarda nacional a
I ni ni todas suasdemissoes : porcm, ludo foi
baldado os oiciaei cuservir.iu os seus pos-
to! ..'lei trans turia foi volada por uma gran-
de maioria.
Durante esta qtiin/.ena, tivemos fra da as-
embla algiuna agitacao nas ras, occasiona-
da pela suspeuso de um professor, que goza
de cerla celibridade Este professor Ue Mr.
Michelete, que l na cadrira de historia do cul-
legio de Franca. Ein vez de .coupar-se das
inaletias ordinarias de seu curso, Air. Michele
ensiuava publicamente a irrrligiao. Sob pre-
texto de atacar os Jesutas, fazia abertameuU
)itierra aocalliolicismo, e mesinucrenca cluis-
ta. Todos os homens ele bem eslavaiu indig-
nados, e numeosas denuncias lintiam sido da-
das eo ministro da instruceo publica. Este
que he liomcni coracudo, nao hesilou em at-
frnnlarai roierlaidos verinelhol.c cumprir
seu dever. Knviou slemograplios ao curso de
Mr, Michelete, e quaudo leve nas nios a prov.
las impiedades que uelle sao prulessadas, sub-
inelteu o facto a consideractio dos proprio
collegas de Mr. Gcrand, isto he, aos llluslres
piole,son i do collegiode Franca, os qnaes de-
pois de ouvircui a Mr. Michele, inllingiiam ao
seu cnsinouuia censura severa,por li) votos con-
tra 3. Apoiando-se nesta decisao, o ministro
Laixau um decreto proltibindo Mr. Michele de
proseguir emsuas lices.
Os nossos demagogos fto podiam deixar
passar semelhante medida sem procuraren! fa-
zer alguma bulha. A mocidade das escolas,
isto he, os csludanles de direito, de medicina,
fie. foriuam ordinariamente o auditorio do
collegio de Franca. Os inimigos da ordem ten-
tara persuadir estes mancebos a fazerem uma
inanifestacao em favor de Mr. Michele, e u
protesto contra naci ministciial, porm pou-
co xito liveram. Dentrc doze mil cstudaules
que !,, |n, ni un as nossas academias, duzeuloi
frsenlos apenas se presiarainaos plauos dos
fautores de desordem. Liles se rruniram na
praca do l'anlheoii, e da lii se diiigiraiii par.
a casa da assembla, levando um abaixo asig-
nado contra a suspeuso du curso de Mr.Aliche
let. Nesle dia ehovcu a cantaros,o que fez con
ciuea procissfto apresentasse o aspecto o mai:
lastimoso por issoa populacaodc Pars levanta
va or hombros e ra dcsies pobres diabos, que
i.un tndus ,ii,o chapeos de sol abeilos.cipie pa-
ti i,I, iv un na agua como gansos. O rrqui-rimeu-
to foi entregue sem ruido a alguns inembrosda
inontanha que haviatu sabido lra da sala das
Desloes para recebe-los. A /nultido despersou-
ae depois de ler ido levar as suas queixas aoses
criploriosdos peridicos vcrineibos. l)eu-se
sta n,.in,i,--i i, .o. de rapazes, o nome grutes-
co de manifrit'.icilo dut cliaicus de sol.
Como Vmc. v, nada se passou de grave nes
ta qumzcna, e a poltica tem dormido^ F:nlrc-
lanlo nao Ihcoccullarci que a mu.,,, mate-
rial ii.ii> be 1,0,1. As iransaccoes deminuem, e
tendcni a licar parausadas em rasao da puuca
i-oiili.ii.ca que se lem no fuluro. As i, .i. el
dades manufacleiras, tnjo irabalho havta rc-
comecado de urna inancira verdadeiramente
prodigiosa, depois da inlcriupcao occasionada
pela revoluvao de fevereiro, principalo a sof-
ii i i pela diminuicao das cncommendas, c vent-
ee j em l.yon, etn alulhouse, Lile, Hheins ece.
numerosas fabricas e oflicinas fecbados, o que
deixa inuilos Irabalhados sem emprego. O
, banco de Franca, cujos desconlos sao lauto
mais consideraves quanlu mais activo he o
negocio, v descrecer lodos os dias a sua car-
teara, e ueste momento o compulo das sor
que elle lem em seus cofres, i xcede de inultos
mili,,,, o valor dos bilheles, ou lellras que
peeiu i ni iil.ii,.o,. Este laclo prova que as
transacedes lem parado, e que cada um prin-
cipia a laucar olhos inquietos para este fuluro
obscuro que nos auieaca.
Jiiu/iil-rru.-Oiiiinisli li.iW Ing bem OU mal, \ ai
vivendo, porm vive smente pela fraqneta de
seus adversarios, que csto em estado de derri-
barem-no,masque naoesto em estadodesubs
tituirem-no. Por isso na cmara dos coinuiuu:
xrata-sc a admiuislra(ao como se tratara a um
enfermo. < uida-se elle, nao se qtier que suc-
cuinba, porm foge-sc de u fortificar, poiqin
se er quepossa audarso, e |iassar sem mdi-
cos. A laclie* dos lorys he muilo clara. Elles
nao th MJ un subir ao poder pieseiilemeule.
aisignalava tc'rrivell delapidacoei, que llevo lda; maso ministro da instruecSo publica
to foi tomado. provou que cauigando professores que pre-
l/fmun'iu. As conferencias de Dresde, ejgam abeilamente o atheismo, o governo nao
asdillerencasquearrcbenlain entre a Prussia fazia mais do que obedecer a seu dever, que
e a Austria, contiuiiam a oceupar scriamenle Ihe preicreve subtrahir a mocidade das escolas
a pretendidos sabios que nao sao senao enve-
neuadores pblicos.
O presidente da assembla, Mr. Dupin, que
desempenha com tama superioridade. Suas
laboriosas funccOc escreveu n'eitei ltimos
das, a seus collegas para pedir-lhes urna li-
eenftt de um mez que a decadencia de sua sau-
de torna indisprnsavel. Ao niesnio lempo, pa-
ra ii.iu deixar vaga a presidencia, elle rogava-
Ihes que aceilassem sua demissao. Seria gran-
de nfelicldadc se a proposla do honrado M.
Dupin tivesse sido aceita, porque ninguem po-
de igualhar sin energa, sua presenta de es-
pirito, e seu profundo conlicciment i das re-
Igras, que regein as assemblas deliberantes.
prelenclo tem sido repel ida por uina regeico j Assini, sobre proposla demude seus membros,
peremplorla do gabinete de Vieuna, e d'abl i<-! a assembla concedeu a Mr. Dupin a licenfa
guio-se um resfriaineulo asss grande cnlre as por elle pedida; mas nao aceilou a sua de-
duas cortes. O re da Prussia parece aproxi-1 utillSo.
mar-sede Mr. ue Kadowitz que representa o I Mr. Dupin tornar para a cadeira presiden-
partido da guerra, sejiarar-sc de Mr. Man- cial precisaniente na |>oca em que deverao
az, mas comecar os lempestiiosus debates da revisao
os estadistas da Allemanha e da Europa. Kei-
nam sempre urna cerla obscuridade c muitas
contradicoei nas noticias que se publican! so-
bre os resultados das conferencias. O que pa-
rece verdad, beque se nao pode aitida em
Dresde concordar sobre a questao de saber a
quem presidencia do poder central ser de-
volvida. A Austria nao se pode resolver a re-
nunciar os beneficios das couvencoes de lL>,
que Ihe ConC.dl.ni o direito exclusivo de pre-
sidir a lela de Francfort. A Prussia, de seu
lado, nao quer que todo esse inoviinenta que
se tem aperado, ha ires anuos a esta parle Ibc
nao sirva de nada, c reclama o direito de
Mir alternativamente com a Austria
E re-
sta
leullel. o partidista determinado da p
ludo islo nao passa de um jogo. Uem como
iiipre teulio dito a Vine, a Paussia c a Aul-
la se pozeratu de accordo em Varsovia ein
preseuca do imperador Nicolao, Q deverao
sempre acabar por coiiciliarein-se.
\,., ,o o i. Lina sedicaio coiiiinuuista reben-
tou nas regies l'iias da Noruega, e nao foi se-
uSo difcilmente apitiguada, gratas ainda esta
vez presenc do re. D-sc alguma importan
9ar os lempest
da consliluicao, e sua experiencia sera mui
uecessaria para dirigi-lo*, e conduzi-los a
boin lim.
O publico tcin-se inulta aecupado com urna
carta escripia pelo inarechal llugeaud, ha tres
anuos, c que foi inserida nos diversos peri-
dicos, em conseqiiencia de urna indiscripcao
cuja origem ainda nao se conhece bem : Mr.
Iliiigeaud que morreo no mez dejunho de
eii a este felo, porque elle pr .va a perigosa l81'j, eranosso primeiro militar, elle foi en-
propaganda que cxerceaAilemauba, os paizeilcarregado na maisdillicil crisc do mez defe-
...imliuivos linliam permanecido al aqu ao
abrigo do contagio, e os bonicos lutelligentei
olltain como mo signal i|ue estas deteilav.il
doulrinas lenliain adiado accesso no mel das
honestas c laboriosas populacocs da Noruega.
ll o ;, i O g ibineie Bravo durillo acaba
de lupprimlr as ires glandes embaiada de
Paril, de Koma c de K.pol.l, que lerfio trans-
forinadas em simples legafdes. O encarrrga-
do dos negocios de Paril lie Mr. Donoso Corles,
uiarqucz de Valdeganeaa.
dem, du ilia 7 de abril.
O presidente da repblica, aiinuuciando
assembla ein sua ultima ineusagein, que o
gabjuele que havia organisado era apenas
iraniltorio, indicara a inleiicao de COIIIpor, lo-
go que isso fosse p usivcl, mu gabinete defini-
tivo, lirado d'enlre os homens mais considera-
ves da inesiua. Luli Honaparle, durante esta
vereiro de 1848, do coniuiaudo geralda guar
da nacional, e do exercilo. Nessa caria diri-
gida a uto de scus collegas da cmara dos de-
pntailos, o Ilustre inarechal explica as causas
que o iinpediram de defender c salvar o thro-
uo, c a dyiiaslia de Lull Philipc : suas reve-
iacd.1 criminan! muitas das altas personagens,
Mr. TIiicis, M. Odilou Harrul, o general He-
do.ni, e al um puuco os duques de Nemours
e de Monlpensier que carecern! de decisao no
momento em que era preciso tomar um par-
tido enrgico, lista publicado lem causado
um iiiinienso escndalo, umitas pessoas tem
[protestado contra a exaelido da uarracao do
inarechal, cutre estas o general Bedeau, infe-
lizmente o inarechal ja nao existe para defen-
der suas allcgacajcs.
Os cmprehemledores da revolucao niio se
, ,u- i \ mi inactivos no meto das dissen^des
que paralliaut o partido da ordem. Os re fu-
quln.ena, fez os mais perseverantes esloifos!'I"e I""1'1" P" (la u.! "
para cumprir a prouiessa, que havnfelto. \\. '"' P"c e l-Alhan, por toda a Europa
e mando., chamar a Mr. Odilon Barrot, '""cll",a!"5e ucendwriai. pela. c|ua.i con-
dos nosio. maiieloquenle oradores, nne fo v.d.mo. demagogos de todos os juizos a es-
,a presidente do couielho depois de in le des- ""'."" Pr<"Ploi P1" urna insurreicaogera ,
embio, e deu-lhe pleno, poderes para mgaui- tUJu *rM. clU'S ?22l re1S0'?',doS a',r0'"-
sar urna idmiulllracao. O honrado ., presen- ',"ar ',"",, ''"e f"r P"^veL No-sos conspira-
laotep, .naos a obra, dtrigio-se aos diversos UorM ''" PJ"^'"- J sua parte, mu-
. *** t i i i i i i i fu : Gi> iitiivi'viiini t\a rtir nra.tit t
dos, mas de balde c.npregou M. Carrol (oda al
sua habilidad? c destreza, elle fjubrigadu i
Ha ein Paris, homens endividados c crimi-
face. Os torys prestaran! o apoio dos seus
volos ao ministerio, e a mocao de Ni. I.oke
King foi regeitada por 299 votos contra 8d.
Nao se pode ser mais corte para com adver-
sarios polticos que se esta firmemente resol-
vido a faier cahir do poder.
Um negocio mur grave oceupou incidente-
mente as duas cmaras do parlamento in-
gle. Fallo das interpellacoes que foram diri-
gidas os governo sobre a conducta que pre-
tende ler para com os refugiados cstraugeiros.
Lord I.vndhust na cmara dos Lords, Mr.
Noctlcy na dos communs, interrogaran! suc-
ecjsivaiiiente sobre c te ponto os ministros In-
islindo sobre os pciigos grave! que esses re-
fugiados podem suscitar a Inglaterra. Trans-
crevoaqui um extracto da resposla dada por
Sir Oeorge Grey ministro do Interior, res-
posta que foi a colinda com applauzos un-
nimes da cmara dos comiuus: Consideran-
do, di Mr. Grey que um grande numero de
refugiados se achao neste momelo em Ingla-
terra, e que poderia surgir urna evcntualida-
dc da iialurcsa da quella a que faz alluzao
Mr Wortley (urna sublevaco); consideran-
do alm disso que se pode naturalmente es-
perar que nesles trez meies prximos anda
chegueni um maior numero de refugiados,
declaro que foro adoptadas medidas tenden-
tes a prevenir toda a pcrlurbaco da tranqul-
lidadc do reino medidas que, se esta tran-
quilidade vlesse a aer perturbada, serio lar-
gamente sumecnte para a repressao iminedia-
ta. e elfica da desordem..
Quanto a segunda parte da questao, a sa-
berse os actos dos eslrangeiros durante a sua
residencia a qui trariam complicacies em nos-
sas relafes exteriores repilo que faier do
nossopai o foco de intrigas poltica sena
urna Molacao grosseira Ja generosa bosplla-
lidade ofl'erecida por elle aos refugiados po-
lticos. A Inglaterra tem sido constantemen-
te ni uiii-iiii- em dize-lo, e espero que ser
sempre o azyllo dos homens perseguidos por su-
as opinies polticos, porem he ao mesino lem-
po para os estrangelros aqui residentes, um de-
ver formal o trrein c toniarem em considera9ao
as posices dos paizes com os quaes estarnas
em i i-l ii.-.in de utilizado, e accrescento que se
elles se enlregassem a coinbiiiavdci_ para cx-
eitarem a guerra nesses paites, seriao sujeitos
s mcsinas penas de correcfo, c de prisao
tiiie peao sobre os vassallos inglezes, e ac-
crescento mais que medidas lem sido tomadas,
para conseguir-se o duplo fin que acabo de
exuAr.
lie muiilo para desejar que as medidas de
que falla o ministro chegiieni a preservar a
Europa, e a propria Inglaterra das criminosas
tentativas dos demagogos refugiados em l.on-
dics, os quaes leeiu lixado a todos os scus par-
tidarios oa Europa par ponto de reuniao a ca-
pital do reino-unido, e quererao certamente
tentar algiini golpe de estado. Porm temo
bem que a repressao de que falla Mr. Grey seja
mi in.uffiel.ut., ou mui tarda, c inulto slnto
que o gabinete Whig nao se tinha simplesmen-
te limitado a pedir as cmaras orestabeleci-
iii, i,i,, do bil Alien.
Allemanha :~Em Viennae Herlin ainda te es-
t longo de uina solucaio ; e as conferencias de
Dresde continuam envoltas no ministerio.
1.' ni facto assz grave parece entretanto Indicar
que a Prussia est disposta a fazer concessu.es,
de modo a chegar por ultimo a um ajustamen-
to. Diz-sc que o governo de Beilln, que al
aqui se tinha recusado a admitir que ficasse
alguma colisa da antiga consliluicao germni-
ca, se decide boje a reconsiderar suas antigs
resolucoes, e enva um representante dieta
de Francfort. Se o facto he verdadeiro, ser
o tiln en il li ni, por queo fim he o restabe-
leciinenlo puro, c simpes do amigo estado de
colisas.
Heipanha. --0 gabinete de Madrid suppdcm
que Narvaez, e seus amigos trabalham em ar-
ruina-lo, e esta ideia leva-o a lomar certas
medidas, que n.i mereeem a approvaco do
publico. A substituido do duque de Solo-
maior, que era embaixador em Paris, he attri-
buida a esta causa ; Mr.I de Solo-malor fez ,
,1 i/o,n Narvaez ein sua chegada nossa ca-
pital, urna brllhantissiuia recepfao.
Outra demissao que fez tainbem multo es-
frente da capella do ranino Sr. Bom Jeius da s
Ponas que foi demolido, visto ter esta Irman-
date leccbido 2:500.000 rs. em Iodemnlsacao
,le todas os raalerlac que resultaran! da demo-
licao : he de parecer, que a esta assembla nao
compete a decisao desla questao c sin a jus-
lica civil do pai.
Paco da assembla legislativa provincial de
Pernambuco, SI de margo de i8ji. --Vi. ,
.Sfoa. /'. W. de Aguiar. J. do II. Uarrot
Palco.
ORDEM DO DI4. .
lie approvado em ultima dlscuisao o projee-
lo n. 18 com a emenda doSr. Mello Reg, of-
ferecida na sessao anterior.
Siibmeltldas a votaco as emendas ao pro-
ecto d'uicamento provincial;
O Sr. ilaplilti : ~ Depois de brcvissnna
consideracSes, requer para mandar mesa
uma emenda, concedendo um anno de mora-
toria ao arrematante Manoel Joaqnim do Reg
e Albuquerque, para eile pagar o que se acha
a dever lliesouraria .da lazenda provincial.
0 Sr, Presidente: -- Indfere o requerlineuio
do Sr deputado, visto, que estando o projec-
to em quarta dlscusssao, nao pode vista do
regiment admittir emendas.
Encerrada a discussao lo ppprovadas as
emendas de ns. 1.3, 4,5, 0. 8,,10. 6, l7, 18,
20, 2i, 22, 23, 25, 26, 27. 81, 34, 37,39, 40. e 41,
sendo rejeitadas as de ns. 15 e 28 e licando
empalada a de n- 24, que trata dos alumnos de
taclrigra pilla.
He lida c aprovada a redaeco do projecto
n. i8.
Sao approvaJos em segunda diicuiio o pro-
jecto n. 25, e em terceira o de n. 23.
O Sr. OUveira : -- Hequer a dispensa do in-
tersticio para ser dado para ordem do dia da
sessao seguinle o projecto n. 25.'
Ficaaddiada a terceira discussao do projecto
n. 22 por nao haver casa.
O Sr. Presidente designa a ordem do Jia e
levanta a sessao
Era uma c meia hora da tarde.
nao successo
barrot, sua intenco he
trauscrever
dos planos desles homens, vou Cordova.
aqu um extracto de urna pega llolleiim do
Commarc.o. -- Os 5 por cento
n^^i^'SSui'fSL cu"',,n,. I ?" que a polica apprehendc9, fraocezes_subiram a 96 fr. 80 c. ; depois baixa-
presentantes obstinados que nao sabciu pro-
mover o bem do estado, ucm cousenlem que
outros o proinovain. At o momento em que
a intriga parlamentar liver por fim abdicado,
o gabinete actual be sulliciente e o presidente
o conservar.
No moii.cuto ein que cscrevo estas linhas,
informain-me que urna nova combinaco' aca-
ba de ser tentada para conipor um gabinete,
sempre sob a presidencia de M. Odilon liarrot,
esta couibinafo malogrou-se, cttt cousequen-
cia da recusa, que fueran) os amigos de M.
Tillen de i.un.n parte nella. Ufl'erecia-sc en-
tretanto a um desles M. Len de Malleville, a
pasta do interior que elle tanto deseja, mas
M. I'hiers nao couseiilio que a aceilasse. Per-
sisto pois em crer que o presidente conserva-
r seu ministerio transitorio at a poca ein
que a assembla liver de oceupar-sc da revisao
da coiisiiiuic.io.
A opposico parlamentar que o poder exe-
cutivo eucunlraiiao depo aiuda s armas, mas
ueste o,.Milenio no sabe lo pouco parque la-
do ataque o presidente. II.t dias, um dos mais
olemos membros da duea, Mr. !lac ques-
porquccoinprebendein que nao podero go- tor da assembla. envolveu Luiz Uonaparle
veruarcom acamara actual, eporque de outra cm urna in couleiida que revent em vergo-
lado, ite precito, segundo o voto daraluna, uba do aggrcssor. M. Dase julgou collocat o
6'int, he preciso que as Iniquidades sn-
ciaes desaparecam ; be preciso que o povo tor-
ne a eutrar ua pleuilude de seus direitos, he
preciso que o irabalho se eleve sobre as ruinas
da orgulliosa e tirnica ociosidade, he preciso
ciiiliin que a riqueta, esla arma eterna dos
reaccionarios, caa para sempre das maos de
todo aquello que he contra revolucionario
Povo la causa be tres vezes jusla, ella deve
triuiuphar c ella triumphar por bem ou por
mal. Desgracados dos Insensatos que tcnta-
rem por-ltie obstculos Se uo pdennos evi-
tar a lula, nao ser mais urna simples insur-
rcico, mas a guerra do desespero .'
Vencedores, humilharemos nossos op-
pressores, puniremos nossos assassinos. Ven-
cidos, pe :: ni -1-. --lien, os sem i ntei i it|,;ao
com o Ierro, eoiu o fogo, com lodos os unios
que a nalurcza ultrajada nos inspirar :assiiii o
juramos.
Viva a repblica social, (assignadaf .1 eom-
misso de resistencia
Veja Vine, que medonho futuro esses tigres
nos preparaiu, por isso to ios os hoineiis da or
ileni rsto mu decididos a sustentar a guena
at morte, e se lies ue enlenderem, darn
.i. ni diiii.la cabo d'esies auimaes ferozes. Ali!
quanto sao ielizes di Uraiileiroi por vivereui
ASSlvilBLliA FBUVINC1AL.
SESSAO NO i DE MAIO DE l85l.
Presidencia do Sr. Pedro C.avaltanti.
A's onze horas da minha, foita a chamada
verifica-se cstarcni presentes 25 Sra. depu-
lados.
OSr. Presidente declara aberta a sessao.
O Sr. 2." Secretario le a acta da sessao ante-
rior, que lie approvada.
Sr. 1." Secretario menciona o seguinle
KXI'EDili.NTE,
Um ollii o do secretario da provincia par-
ticipando ter-se rcmctlido lliesouraria da la
zenda provincial a i el .cao das Srs. deputados
que coiiiparcceraui no mez de abril. lntcl-
rada.
Val a mesa e he approvado o seguinte pa-
recer.
A commisse de pellcdes examinando com
itii n. u i o requeriuiciito da mesa regedora da
irmantlade do Senhor Bom Jess dos Passoss
em o qual pede a n mandado do Sr. Bom Jess
das Portas a Importincia das pedras e inai,
iii.-iien.ics resultantes da demolico du l'asso,
que se ochava coliocado ao lado esquerdo cttt
DIARIO HE PaRMIBUCO.
aECIFE, i O* MAIO DI 1861.
Pelo vapor Tevht chegado bontem de Sou-
tampton via Lisboa, Madeira, Tenerife e San
Vicente, recebemos as quatro cartas dos nos-
sos correspondentes de Lisboa e Paris. que fi-
camestampadas em outro lugar, e bem assiui
varias gazelas inglesas e trncelas que alean-
cam at 8 de abril prximo passado.
Ao que nos e.nuiiiii nic.iin os ditos nossos cor-
respondentes acerca do estado do velho inundo,
accrescentaremos mais o seguinle :
Inglaterra.
Lord John Rusiell propoz cmara dos
communs no dia 4 de abril forinar-ie em coni-
misso para examinar a questao de admisso
los n leus an parlamento. A verdadeira ques-
tao, disse o ministro, he decidir se uma crenca
religiosa he urna inhabililago para exercr.
empregos civis e polticos.
A proposta fui adoptada por lOfi votos contra
98. O chanceller do fisco apreseatou no mes-
i no dia o seu novo rclatorio sobre o orgaincnto.
As mudaucas feitas ao premittivo plano finan-
ceiro de S. Exc. to mal acolliidas, ha dous me-
zes, com,|u mlo sejam cmgcral pouco impor-
tantes, ottvrecem todava um nielhorameiilo,
c sao em todos os casos a prova de sua boa von-
tade. O que sobre tudo excitara a reprovaf iio
geral no orfamenlo apresentado no cometo da
sessao, foi u imposto sobre asjanellas e a res-
taurar, :io da taxa sobre o rendimento. O pri-
meiro destes impostos sublvou o partido libe-
ral ; o segundo, o partido protecionista. Sir
Carlos \\ nuil conservou, sem n'ada Ihe mudar,
a tacha sobre u rendimento ; porm substituto
o imposto sobre asjanellas por um Imposto so-
bre as casas, o qual consiste em urna tacha
uniforme de 3 i j- por cento sobre toda a casa
habitada que render anuualmenle pelo me-
nos a soinma de 20 libras esterlinas. Sobre as
casas-, nas quaes se acham estabelecidas lojas e
hospedaras, sobre os estabeleclmentos ruraes,
e induslriaes, a tacha he reduzlda aos dous ter-
cas da que cima fica declarada.
Sir Carlos Wood diz que segundo o seu novo
plano, ires millides de casas nao pagarao ne-
mIium i especie de imposto. Perguntaram-llie
porque rasan isenlava assiui os cinco selimus
da propriedade em detrimento dos outros dous,
c cm verdade elle nada pude achar de bem
plausivel para justificar esta iscugao arbitra-
ria pois, bem que as casas pequeas tenham
evidentemente meo is valor que as grandes,
nao se segu disso que os proprletarios das
priineiras sejam sempre mais ricos que os das
outras ; muitas vezes o contrario tein lugar.
O chanceller, aecusado por seus adversarlos
de nao ter formulado em seu plano primitivo
t-n! o ni principio, respondeu da maneira se-
guinle:
i< Met s\ sicina consiste em respellar sobre
ludo os ititeiesses-das ela-ses operarlas, e com
tanto que possa conseguir que ellas adquiraiu
por baixo prego as cousas necessarias vida,
serei indili'erente s aecusagdes dos propie-
tarios.
F.sta deca rae ao, observa a V reste, da qual
extrahimos a presente noticia, foi como era de
esperar, perfeilameme acolhlda nos bancos
ein que se assenla o partido liberal, o qual nao
lem outra exprobraco mais que fazer a Sir
Carlos Wood, seuSo de nao obrar com bailante
resolugo em o nome e sinlido desle principio.
0 ministro dispe de um saldo de 50 a 60 ml-
1 linos e quando multo consagra apenas a quin-
ta parte desta soturna ao allivio dos trabaja-
dores, cuja causa elle com tanta habilidade
q nao la ju-in, i, advogou desde, o principio al
ao fim do leu discurso. F.lle julgou juslilicar-
se, fallando dos empenhos do governo e da ne-
cessidade cm que esle se acba de nao compro-
metter os scus recursos. A mellior resposta a
esta objecgo banal, pela qual lodos os Rever-
nos explican! sua Impotencia ou sua incuria,
acha-se nos algarismos que o ministro citou
alguns instantes depois.
Elle provou que depois do triumpho da re-
forma ccomonica, mais de quatrocenlos mil
nilhues de impostos linhain sidosupprimidos.
Esla grande reduego todava nao diininuio a
renda, pois que pelo contrario o estado do tbe-
souro nunca foi mais llorescenle. To magni-
fico resultado leria devido por conseguidle
inspirar ao ministro da fazenda medidas mais
radicaei e mal ousadts, do que as que elle
prope cmara.
Todava, taes quaes ellas sao, ha loda a
probabilidade deque sero apoiadas pelo par-
tido liberal. Esle partido est longe de ser
completamente salisfeito, porm depois do dis-
curso de Sir Carlos Wood, a questao be polla
entre a liberdade e a prolecgo, entre o im-
posto tobre a propriedade e o imposto sobre a
industria; a hesiiago nao he possivel, sobre
ludo depois da manifeslago feita, ba tres dias
pelo partido proteccionista. Mr. Disraeli e Mr.
Herries, o financeiro do partido tory, tomaro
a mais acliva parte na discussao do orfamenlo.
Mr. Herries requer que a tacha subre a renda
nao seja votada senao por um anno, e Mr. Det-
raeli aununciou que se essa proposta fosse rc-
jeitada, requereria que o sudo da renda fosse
applicado promover o bem da agricultura.
No Cabo da Boa Eiperanca cootluuava ainda
a guerra com os Cafres sem ncnliuiii resultado
decisivo. .
Em Londres os consolidados ficaram de yo
5i8 a 93/4 ; os fuudos brasilciros a 88 i;'.',' e
os quatro por cento porluquezes a 35 1)4.
Sufra.
A i2 de margo do correte apnq rebeotou


em Friburgo urna iiisurreic So, a qual felizmen-
te fui logo sulfocada. posto que com perda de
algumai vidas.
Fia aqui uin citracto das communicacaes
ofliclaes enviadas daqnclla cidade s autorida-
des federaes :
Na noite de sexta-feirs, 21 para sabbado
22 de mar^o, um individuo que j se achara
frente da insurreico sull culi em outubro
d* IS4P, e que depois dcsta poca subtrahira-
se fuglnd j. us consequenrias da sua tentativa,
Carrard, anligo inestrc de escola, depois de
ter coi o auxilio de seu tanto, seduzido se-
cretamente n.s cincoenta camponezes a
uiaior parte do districto de Rnmont, penetrou
na cidade depois de ter feito entrar uella iso-
ladameutc alguns deslcs homens.
' 'No dia icguintc que era de feira, pelas 7 ou
8 horas da manha, esta borda achando-se re-
unida em um ponto consegulo, a um signal
lado a poderar-se do antigo arsenal situado
junto o*o ex-collegio dos Jciuitas, matando 2
soldados, e depois de terem tomado duas pe-
cas de arlilharia ein mu estado vieram pos-
t.ir-se no quartehao chamado as pracas, en-
1rada da ra de Lausaune, provocando o povo
insurrrico
Logo que o governo teve aviso desta de-
monatraeao, inandou tocar a rebate, aluda
que nao houvesse tropa de guarnicao, e nao
se havia passado meia hora, j a guarda cvica
se achava' armada diante do Holol-de-Ville.
.Duas companhias dirgiram-se logo a ra de
T.ausane, c chegadas que fossem perto da
torre de Jacquemard, foraiu recebidas por
urna descarga de melralha que felizmente a
rtlnguein o lleuden, por terem os insurgentes
feito a pontaria multo alta. A guarda cvica
respondeu com urna descarga bem ajustada
que mstou sele ou oilo homens, c ferio um
raudo numero.
Vendo os insurgentes que nao acliavam
apnio, tentaran! relirar-se em columna cerra-
da, porcui form logo cercados, c quasi toda
n columna iuclusive o seu chefe Carrard, foi
elta prisoncira.
Acheram-se-lhes multas pecas importantes,
entro outros exemplares de una proclamacao
convidando o povo a insurgir-se e a licitar a
liaixo o governo actual, e urna lu a dos meiii-
bros (de um governo provisorio, .-.-.un.l-i as
pecas apprehoudidas deviam ser embregadas
contra os radicacs as medidas as mais rigoro-
sas e expeditivas, pelo que urna comiuissuu
militar devia sernouioada sem demora para
julgar suuiiuariamente a todos que oppuzcs-
M'in a mcsina resistencia, e condeuina-los
pena ultima.
O projecto dos insurgentes era desfazer Indo
o que se tem fsito nocanlo deFribourg de-
pois da derrota doSonderbund.u
O consclho de estado de Fribourg dirigi an
povo daquelle canino a seguinte proclamacao:
Charos concilladnos. Nao era bastante
aos nossos a versarios urna serie fe revol-
las, e ter por militas mea abalado o con-
tiio em seus alecorces. -
Era-Ihes precizo sangue. liste san-
gue coricu. o entre nos. Como em toda a
parte he sobre cadveres que a laoslo gos-
ta de marcharpara apnderar-sa do poder
Sabbado 22 do frrente, Pelas 8 horas
da tnanha, um bando de facciozos, capi-
taneados por Nicolao Carrard, penetra no
seio da capital, e favorecidos pelo mercado
publico sur prebendo uin- armasem um de
psito de armas, e do.uisenlrichciraiido-a
om duas pecas riio mais elevado da cidade, proclama, o
enmela urna nova inaiirrelCjRo.
a l'ori'iii a guarda cvica, e a polica po-
zeram-so logo em movimento, o em qtian-
to urna parte marcha resolutamente sobre
o inimigo, a outra procura tomar posteos
para llie cortar a retirada; travou-so um
tirotcio, alguns insurgentes cahem mor-
ios, e feridos, os outros debandiam-se, o
fogom em todos as direcces, ou se occul-
lam as casas adjacentcs.
Estes ltimos silo descobertos, tirados
o seu azylo, c levados para as prises.
Intrpida no combate, a guarda cvica,
lie magnnima depois da victoria. Ella
poupa o vencido, respeila anda umu vez es-
tes liomens nebrrgiveis, que querem se-
pultar a repblica as suas ruinas. Ella
UQo pratca o menor acto de vingatiQa. O
proprio Carrard, este energmeno sangui-
nario, preso com alguns dos seus cuinpli-
ces, bo posto sob a egide da le.
Assim terminou este drama sanguinolen-
to o rpido ; assim abortou esta tentativa a-
troz, qual oilo falt tes, nem a intclligcncia, que combina, e
prepara, nem a audacia quo ejecuta, nem
a inspirarlo que exalta. I'orque ainda a-
qui seencontrou o rosario ao lado do car-
tazo, osalitonome da rcligiao ligado ul-
trajosamente as blasfemias daanarchia.
Os escapularios e as vernicas nflo fal-
tarifio. e tein-so podido provar o impulso
dado no movimento polas calumnias, men-
tiras, i.isinuacese alluzos fpejfidas'que
a Imprenta reaccionaria, orgSo da theocra-
ca decafida, mas que intriga s nossas
portas, derrama peridicamente, e com
profusSo em nossos campos.
Tambem se apanharam proclamares
incendiarias, listas de prosciipc/io, escrip-
los que respiran) o mais ..sombro fanatismo
e o progamma de um novo governo com o
nomedos que o deviam compor.
No se tractava de nada menos do que
proclamar una nova devisuo territorial,
urna nova constituido, e novas auctorida-
des.
Um tribunal militar, invislido da dic-
tadura, devia l'unocional' ale inslallaoalo
do governo provisorio. Elle era compos-
to pela maneira seguinte. Piller (Fran-
cisco;, Perroud (Jos, lloulin fJos; Car-
rard, ("Nicolao).
Este tribunal devia fazer prender to-
dos os membros do governo deoahido, de-
sarmar a capital, as provincias, a'polica e
a guarda cvica; elle devia convocar o con-
tingente, por em servido activo a reserva,
determinar o recrulamenlo eiu massa, or-
ganizar palmillas geraes, suspender todos
os professores, dctnittir todos os emprega-
dos, ecotideuinar a pena ultima no s-
mente os adversarios do novo governo, se-
no tambem a lodos os partidarios do an-
tigo. i
No se pode calcular sem horror todas
as consecuencias que leria o Iriumpho des-
la conspiraco.
Todas as conquistas da democracia
desde 187 deveram ser aniquiladas, nos-
sas relaces com asaucloridades federaes
inti Trompillas, o canino do Friburgo. ape-
nas vollado a ordem, seria coberto de no-I
vas ruinas, a theocracia reintegrada em se-
us prcvilegios inaugurara sua restauracAo
lan.an.o as Irevas da anarchia este can-
tilo quo hoje sauda com transporte urna
brilhaiilu aurora.
Charos concidadiios, agradecemos ao
ceu quo ainda por esta vez tflo claramente
protegeu a Repblica! Os rebeldes intrp-
duzidos. e encerrados por assim dizer em
nossos muros, como outr'ora os destruido-
res do urna cidade celebre, nlo acliaram
nem simpathia na populacho, nem apoio
nos que os (izeram obrar, e qua, como
custumm esperavam para se mostraren!,
quo o perigo fosse passudo e seguro o suc-
cosso.
Nlo podemos lomar como merece a
dedi cacalo da polica o de toda a guarda c-
vica, porque so a do Friburgo sa batou
com intrepidez, a dos dislrlctos loria feito
nutr) tanto- Ella o pravo pela promp-
tido com que marchou para a capital a-
moacaila. Fiel a sua alta iiissiio osla va-
lenle tropa soub'e unir calma cnoigia,
a ino-loi'iii.'ao coragetn, os respeitos llovi-
dos aos vencidos cviltacau da victoria.
k patria n3o esquecer isto.
Tivcmos tambem a doce 'satisfacao de ver
os voluntarios, c homens do cintingeutc cor-
ioroiii em grande numero, e espontneamen-
te defesa do governo legitimo: isto prova
que n novo nao leria seno urna existencia
ephomera.
ii Nada poder de hoje em diantc dobrar a
justica a respeito daquelles que tomaram ar-
mas. lii'M-sr dar um grande, e salutar
exeinplo. No entanto reunamo-nos ao redor
da cruz federal ; elle fere de terror os nossos
inimigos, c d.i s nossas liberdades urna cou-
sagra(ao inviolavel.
Friburgo 22 de mar,o de i85i.Em nomc
do conselho de estado, o vice presidente, L,
Villtt. O o lia ii col I o r. Oerchlolil.m
Italia.
Nada de extraordinario havia occorrido
neste paiz. Os estados l'outtlicios achavam-
se livres do famoso bandido l'usmi^rc, ijno tan-
to terror li-nha all derramado.
Kis-aqui como a gazetade //olonha d cun-
ta de sua mortc :
Na manuaa do dia 23, as autoridades de
Russi, Lu om informadas que dous individuos
que tiiiham feito parte do bando de Passalorc
vagavaiu uos arrebaldcs, c deviam oceultar-sc
iin una cabana de cavadores, situada na po-
\ o n, ao de Muraglione.
(inHioi.it de pollcit n'asllestiui, acompa-
uhado de alguns do seus soldados e fiiziloiros
de hoh i para all se dirigi, c a poz um peque-
uo combute conseguio por em fuga os baudi
dos uo obstante ler sido fcriJo na lula, o Sr.
//asttitiui marchou no cncalce dos inesmos e
por nm logrou alcanca-los. Uin delles salvou-
sca nado em um rio, ooutro cabio traspassado
de golpes.
ii O cadver levado-para Lugo, foi legalmen-
te reconhecido como o do chefe do bando Ste-
vano Peltoni, cognumiuado Vasialvre. Km seu
poder acharam-se valores considerareis.
O seu compaubeiro, que havia fgido feri-
do, chamase Giuscppe TOMlll, poralciinha
Giazzolo.
O diario de Roma publicou a 22 de mar(0 um
decreto, em lingoa latina, pondo uo udex, co-
mo contendo msdoutriuas, as obras seguin-
tes:
Des /mu... det deux Painancei ecltiimlique,
leeutire, .disserla^io postliuinado abbedc Viu-
cnzo l/ulgeti,donte corrig-itur (at correccaoj,
Le Conslant, vol. iu 8.,, sem deteriiiina^ao do
lugar, nem de lempo. Traite ctag-igiqut sur Iu
Tliiulogie universclle, pruUgointntt, l val. autor,
Paulo Fbelippoui. Uirtiunaire des dtil des
ftits. des lieaux, et hommn hiitiriques, ou lte>er-
toire alphabttiqtte de chronologie universrlle, pu-
blicado oni Pars por uuia sociedade de sabios
e de boiueus de ledras, debaixo da direccao
de A. I. de llarmouvide, traduc(o italiana,
\ 'iu /a, ls Elemens de logiqae por Hcardo
Whallcley, em lingoa latina, Un l'elerinage
/loma, pelo II. Ilabart Seymour. L'Egyylc (i/ia-
raoniqae ou llisloire des Kgypliens sons leurs voi>
natioiumx. por L). M. J. Ilenry. O autor se sub-
ineliou de mu i maneira digna de elogios, e re-
piuvoii a sua obra, lie prohibido ler, ou lUV
piiiikiras obras mencionadas.
U imperador da Austria fez uina visita a Ve-
niv. i. c no dia 23 de marco publicou alo um
decreto, declaraudo outra vez franco o porto
daquella cidade.
Pelo vapor San-bebu'tino, que hoje che-
gou dos portos do sul, recebemos jomaos
do Itio de Janeiro com datas ale M do pas-
sado, c da Ha I ua al o t.".lo corronte.
\ caria do nosso correspondente do itio,
quevai transcripta em outro lugar, con-
ten o quede mais interessante encontra-
mos nasgazptas da capital do imperio, res-
lando-nos por isso, apenas, alguinas parti-
cularidades a accrescentar-lhi'.
Nada se sabia na corte de posiliro acerca
das circunstancias, quo acompinharam a
fuga do ex-capilfio Pedro lvo? assim como
sobre o destino que este seguio. Eis como
o lontal ao Commercio de 21 e 22 do passado
refere os boatos, quo ali corriam, bascados
no depoimento das pracas da guarnirlo da
fortaleza, que se mo pdem dizer isentos
de suspeitas.
Diz-se que o major commandante da-
quclla praQa viera ante-hontotn, 20 do cor-
renta, para a cidade, pelas quatro horas e
meia da manhaa, acompanhado do alteres
do destacamento, do almoxarife, dous sol-
dados que servem de camaradas, c de um
escravo de Pedro Ivo. Quo na occasio ctu
quo o oilicial ajudante, as oito horas e meta
da manhla, passava rerista batera, o
furriel do destacamento mandou tocar -
rancho e formando as pracas que o cumpu
nham, as conduzira para a coinha como
era de costumo, c logo que as apanhou de
dentro, fexou-lhes a porta, deisando-as
ahi presas. Que dado este primeiro passo
do premeditado plano, seguio-se a priso
do ajudante, que substitua o commandante
em sua ausencia, sendo este, no momento
em que descia do terrapleno das bateras
para recolber-se ao seu quaitel, agarrado e
cuca corado na moMiia priso em que esla-
va Pedro lvo, por um cadeto KalcSo um ou-
tro sentenciado de nome Sfnipliciano, o
mais duas pravas do destacamento, une
presos deste modo, a guarnidlo e o seu
commandante, e tendo sido subomadas as
senliuellas do portan, como foram as que
vigiavam Pedro Ivo, consummouse a fuga
sahindo os presos em dous botes de aluguol
que os levaram para bordo de um navio que
ii rebocado por vapor. Antes de sahirem da
fortaleza rasgaram a bandeira provavel-
mente para obstar a quo com ella se lizesse
o signal de soccorro.
As pravas que licaraui presas na casa
do rancho podetam arrombar a porta, e foi
qnando subirn) ao terrapleno da fortaleza
para fazer signal de soccorro, que dizem ter
visto desembarcar os eradidos dos botes
para o tal navio, quo seguia na direcQo da
barra, bem como que os ditos botes toma-
ram depois a directo de Botafogo.
O vapor Golflnho sanio barra fura imme-
diatamente que o governo teve noticia do
acontecimento, e registou os navios que po-
de encontrar, em nenhumdos quaes se a-
cliarain os evadidos.
Eisa relacfio dos dez individuos que a-
companharam ao ex-capitao Pedro ivo na
sua fuga:
'5
Cadete Falcilo, sentenciado a qualro
annosdoprisSo. ,
Outro cadete, niUiiral "' l'crnambuco,
quo responda a conselho de gueri a.
Um sentenciado priflo por toda a
vida. .
Simpliciano, condemrrado a seis annos
de prisio
Um fnrriel. um cabo 0 quatro .soldados
do destacamento. .....
Entre as victimas do sanguinario dicta-
dor do Buenos-Ayrcs conta-se o distincto
Montvdeano D. Gregorio Lecocq, ministro
da fazenda do prosdenle D. Manoel Oribe
om 1827, que foi repentinamente fuzilado
ao amanbecer.do dia 2 do passado. Com
esto o outros assassnatos achava-se aquella
cidade na maior consternarlo, constando
por outro lado, que o general Oribo come-
cava tambem a pratcar altentados de
igual nature/.a nos seus dominios, sendo
passado pelas armas, segundo diz um cor-
respondente do Buenos-Ayres, c olliciaes
o um paisano em S. Jtfs, um na Florida, e
outro cm Colla. O Commirao d'el Piala
fazo seguinte commentario sobre a morte
do infeliz Lecocq, que com Om tfio trgico
encontrou o premio dos servicos prestados
em prolda lhcrdade de sua patria em 1824
o 1825. .
ii Ouvmos referir, ha ous tres annos ,
que este individuo dissera alguina cousa no
sentido do arrancar o seu paiz ahumilha-
qnoesujeiciiocrn que o lem as baonetas de
llosas, commandadas pelo seu lente Ori-
be1 Assim ser, e a este respeito admiti-
rnos ludo quanto quizercm. Mas, etnlim ,
ja tnba sido castigado por esse delicio ; ja
tinha soffrido os ferros o carcores de llosas
por mais de um anuo, o que, para quem os
conhece, cquiraloa vinte aunas as prisoes
do outro qualquerpaz.
" Foi posto cm lib.Tdade, c esquecido o
caso. Hoje lio preso outra voz, e, passadas
oitenta horas, levado ao domicilio do tvran-
no e ahi fezilado.
" Qual foi O seu novo delicio? Nao he
processad, no so lho permiti defeza, nSo
he ouvido, nem se llie diz ao menos o mo-
tivo porque o malam. Em lodos os paizes,
cm todas as legislares, so chama a isto
asiassinar.
" Singulr coincidencia! Poucos das
antes de ser assassinado em Palermo o des-
venturado Lecocq, o dictador do Cerrilo
mandava assassinar em S. Jos mandavB
ilei/ilar pelo commandante Alvarez sete
individuos. II>rrvel rgimen .' Horrivel fu-
turo, so estes dspotas atrozes consegnis-
sein avassalar Montevideo.
A sala dos honrados representantes devia
reuuir-se at o dia 8 do passado, rom q fin
deapresentar a recusada demiss.Xo pedida
pelo dictador, o por conseguate a eua ro-
eleicfln, oque, esperava-sc, seria recehid
com exaltac.no, vivas e morras.
S M. o lmporador, desojando assignalar,
como costil ni a, por um acto Ja sua impe-
rial piedade a veueratfo, quo consagra ao
da da paixo e morte do Hedemplor, bou-
ve por bem perdoar aos ivos Jos Ignacio
Alexandre Jos da Silva o Emilio Eugenio,
condeninados, os dous p imeiros a gales
perpetuas e o ultimo a 8 anuos tambem de
gales e a respectiva mulla, o resto qne Ibes
faltava para a execuc,io de suas seutenijas.
O mesmo augusto Senhor deu no da de
quinta-feira santa um edificante exemplo,
praticando tarde etn seu palacio, nasa!,
do docel, a ceremonia religiosa do lava-pos,
sendo acompanhado pelo camarista da se-
mana o Sr. 1). Jos do Assis Mascarcnhas,
niordomo-mr o Sr." marquez de lnta-
nhem, o Candido Jos de Araujo Vianna,
como reposle'o-lnr.
Teve lugar no dia 14 do passado urna
reunido geral do conselho de estado pre-
sidida por S. M. o imperador. O Sr. conse-
llieiro Monlesuma achou-se ali presente,
deixando de comparecer o Sr. consclliciro
de estado Carneiro Lefio.
Os alumnos da escola militar, que por
decreto d<5 16 do passado foram promovi-
dos, silo os seguintes : Arlilharia.--Carlos
Itcsim, Jim(iiiiii Ignacio da Cutiha, Joaquitu
do Sonza Murso, Alfredo de Barros Vascon-
cellos, Francisco Xavier Lopes de Arauju,
Paulo Mara de Lacerda, Horacio da Gama
Moret, Miguel Antonio da Silva, Matheus
Fgidio da Sllveira, Candido Feliciano l'erei-
ra de Carvalho, e Agostiulio Marqnes de Sa.
Cavallaria.io'to Francisco Vianna, c Tho-
maz Jos de Araujo Oliveira Lobo.
i ana i.o a secretaria de estado dos negocios
da justica os seguintes decretos com datas de
8 e 22 do passado :
Decreto de 8 de abril, nomeando o bacha-
rel Domingos de Oliveira Maia, juiz municipal
e de oiphos do3 termos de Cabo Fri e Capi-
vary.
ito dito, aceitando a desistencia que fez
I.> 1.1 iii ni Francisco de Assis e Passos, dos olli-
cios de i..iu I li.i do judicial e notas, e escrivao
de capellas e residuos da villa de San Jos da
provincia de Sania Catharina.
ito de 14 dito, nomeando o bacharel An-
tonio Augusto da Fonseca juiz municipal e de
orpbaos do termo de Pindaiuouhangaba, em
Sau-Paulo.
i. Dito dito, reconduzindo o bacharel Luiz
Francisco da Cmara Leal uo lugar de juiz mu-
nicipal e de orphos do termo da capital da
provincia do Rio de Janeiro.
a Ditos da mesmadaia, fazendo merco da ser-
venta victaliciadosollicios.
De escrivao da arrecadacao dos bens dos
defunlos e auzentes do leimo.de Piraby, ao ta-
bcllio Francisco Alvesuarte Silva.
De escrivao e tabclliao publico dojudicial e
olas da capital da prorincia da Parahyba, a
Manoel Zeferino Garcia do Amaral.
De escriro e tabelliao de notas do termo
deOuricury, em Peruambuco, a Ilufiuo Jos
da (anilla.
De segundo tabellio c escriro do jury
da Tilla de Propia, em Serg'pc, a Manoel do Es-
pirito Santo Sumi-.
a De tabelio do regislo geral das hypothe-
cas da comaica darilla Nova, em Sergipe, ao
tabellio Manoel do Espirito Santo Simes.
De tabellio do publico judicial c notas da
villa de Valeuca, na Babia, a Francisco de Sal-
les de Miranda.
De escriro do julio municipal da villa de
(tapera, da prorincia de .san Paulo, a liento
Monoel brisla.
Do o .-ci i va o de orphos da capital da pro-
rincia de San Paulo a Francisco Jos de Castro.
Faceodo morc a Amonio Rodrigues Se-
gismundo e Almeida, da serventa vitalicia do
ullicio deescrivio de orphos e capellas e resi-
duos da villa de Alagoa Nora, na-prorlncia da
Parahyba.
Decreto de l6 de abril, fazendo merce a
Jos Tito Paranhos, da serventa vitalicia do
passado um destaca lamnta>el, e que o Mtr
cantil de 28refere da maneira seguinte:
Sabbado tarde leve lugar na ra da
Preguica uina horrivel casastrophe. Toda a"
frente da propricdatle de dous andares que
no fin d'aquclla ra edilieava O Sr. Manoel
Huaos Lopes Vianna, j completa^ de viga-
ni'iiiii, ou por defeito de construeco, ou por
outra qualqiicr cireumstancia, voio abaixo
cira o mais funesto resultado. Ficando debai-
xo das ruinas dezoito opranos, dos quaes
iiou i'i'.im Instantneamente dous; dezeseis
foram tirados vivos, mas alguns por ta> for-
ma mutilados, que poucas esperanzas dio de
vida. O proprietario licou tambem levemen-
te ferldo.
O Sr. r. chefe de polica e as aulorida
des policiaes da freguezia coinparoccrain logo
no logar do dcsastic, para darem as provi-
dencies que taes casos reclamara.
O mesmo jornal cm o seu numero de llfl do
referido uiez d conta de um roubo sacrilego
qucalli leve lugar, c cujas circunstancias ex-
pe nos termos seguintes r
Ao amanhecer do dia de hontem appareceo
roubada a igreja matriz de N Scnhora do
Pilar. Segundo nos informara, descerara os
I iiliuos aos carneiros pelo lado da montanha,
penetraram era um pateo, arrombaram urna
porta, e deparando com um molho de chaves
entraran! na sacrista, pea qual roubaram
suas lampadas de prata das sois que existem
semprc na igreja, a coia, o sceptro c os brin-
cos de brilhanles de N. Scnhora, alguns
casticaes de prata, clices, navetas, patenas
c todo o ornamento dos padres. Ao que se
presume, os ladres depois de commettercm
tao horrivel .-atentado, siibiram de novo a
moni mili, o que p.irece provavel pela achaila
He una alv nucimo dclla, e pelos rastos que
dcixarm.
A polica proceda s coinpeledlos inda-
gifS^s c pesquizas cora a maior actividade'
c consta-nos que j se acho em custodia al-
guns suspeilos.
Tinha cliogado a aquella capital o negocian-
te inatriculadoCarlos /i,tu mi i de San Miguel,
cujo processo de quebra se Iratava de Instruir,
Consta que, ao rollar elle de Santos para o llio,
fura ohaiuado polica, eui virtude de um
precalorio expedido da Rabia, cque prestando
1115a regrcssra niesma provincia.
Hoje peas tres horas da tarde desembarca-
ra ni do vapor S Sebistiao, chogido dos por-
tos do sul, lii praz*s do ((liarlo balalho de
arlilharia a p, que veein rounir-sc a seu cor-
po, c J'azcr parle da guarnicao dcsta prorincia.
PRAGA DO RECIPE, i DE IIAIO DE
1851, AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios-- Saecou-sc a 29 d. por 1,000 rs.
c he procurado este preco.
Assucar As entradas foram regulares, e
03 precos cnntiiiuarain a sor do
1 ,(550 a 2,201) rs. por arroba do
branca cns.1cc.1do e embarrica-
do; e de 1,400 a 1:460 rs. por
arroba do mascavado dito.
Algodo- Pequeas entradas o puncas
rendas; os precos nao soll're-
raiu alinelo, isto he, a O.OllO rs,
por arroba do piimeira sortee
a .iiun rs. do secunda.
Ilaoalho ulereado foi supprido com um
carreg.'imento, e com o (|iial o
deposito boje montaa3,600 bar-
ricas: retalhoti-se de 7 a 9,000
rs por barrica.
Carne-secca- Vendou-sc de 1.800 a 2,f)00 rs.
por ai roba; c ficaram era ser 62
mil arrobas, inclusive dous car-
regamentos cunados nesta se-
mana.
Kar. de trigo Id 1111 de 11 a 17,000 rs. por bar-
rlca i a cxisteuic andar por
H.OOO barricas
Ficiram no
amoricaiias, 1
menso, I dinamarquesa, 2 Trncelas, 3 hespa-
uholas, iuglczas,3porlugue7.as, 1 russiana e
I sueca. ^^ .
. i .:eSr
Navio entrado no dia 4-.
Rio de Janeiro, pelos porlos intermedios 9
dias e 12 horas, o 1 do ultimo por-
to, vapor S Sebasliao, commandante o pri-
meiro lente Antonio Chavier de Noro-
nha Torrcz3o. l'assageiros pira esta
prove ", l)r. I.ouronco Caetsno Pinto, De.
(aspar de Menezes Vasconcellos de Dru-
mond, Joio Antonio Paula Rodrigues 0
sua senhor?. I. Maria de Jess Ferreira e 1
liiha. I). Ubl Joaquina de S. Anua, osa
Marlios Vielra, capito Alfonso do Almei-
da p Alhuquerque esuasenhora, lente
Jos Joi-quim jle Barros, o primeiro te-
nente do arlilharia Benedicto Mariano de
Campos, segundo lenonto de artilharia
Jos A'gelo de Moraes llego, c-dcle Fran-
cisco Soares dos Prazeres, Manoel Joso
dj Castro Monleirj do Barros, Joa"o Ri-
cardo da Costa Drumoml, Joaquim Ama-
ro de Souza Psraizo. Francisco Jos da
Rocha, Francisco Fogaca de Bitaocourt,
Hanoel Pedro de Alcntara, Manoel Jos
Gomes, poituguez Custodio Ribeiro de
Mosquita Olaia Vianna, francez Benja-
mn Emilio Uenesse, inglezes, Alfredo
II. Pouwer, John l.elly, e 131 praessde
pret do ijuarto batalhao de artilharia, 2
piabas de dillerentes corpos, 3 ex solda-
dos, 8 mnlhercs dos soldados, e5escra-
vos a entregar. Passagiitos para o norte
da provincia, Antonio Raytnuudo Fer-
reira Rubim, ex soldados, 2 mulheres
n3_[iliios. _t____ ^^
. Ucclaraco.
CO.MMKRCIAI..
As mallas que lem de seren
condutidas aos portos do nor-
te pelo vapor S. Scbastitto,
viudo dos do Sul, principiani-se a fechar
; manliSa, ( 6 I hora da larde. As cor-
respondencias que vieren) depois-dessa bo-
ba pagarflo o porto duplo l se fecharen
as mesmas__________________^ r
Avisos martimos.
Para Lisboa a barca porlu^eza Mar-
garida, opitao Silverio Manoel dos Res,
sai com a maior brevidade possivel, por
ter parle iih csrgn pruinpla, quem na mes-
ma quizer carregar ou ir do passagem pa-
ra o que tem excedentes commodos diri-
jam-se aos consignatarios oliveira IrmSof
& C. na ra da Cruz 11. 9, ao reendo ca-
pillo.
___Ficra a partir do Rio do Janeiro pa-
ra Pernaoiboco nohm de abril, ojatacho
Confianea. Tinhati culi do 110 Rio de Ja-
neiro no dia II ilejibril procedente de l'tr-
nainhuco o vapor Imperalri;, e o briguo
Firma. ______ m
iiv^u^mmmimmimsaamtmmsi^^aiimimmim^mmi^
Leudes.
II E. Scolt, capillo da galera amer
ci PatMtin, rara leiliio, por nterrengao do
coi rector Ulivira, do casco forrado e ene 1-
vilhado de cobre, amarra?, ancoras e fogio
do ferro, om bote, machos reaes, etc., da.
dita galera arribada a esto porto, onde fot
legaliuente condemnada na sua recente via-
,gi>m do porto ite Calaio com destino ao do
iBaltemore: segunda feira, 5 do corrente,
'as 11 lloras em ponto, porta da aSSOCia-
porto 46 einbarcac;os : sendo 3-cao comnecial desta pra^a. Pernambuco,
.irgeiitina.2.Jbrasiloiras, I bre-|3 j(, m.,0 de 1851. _______________
1 .^^^-ijwo-jK-'wfiiajpsi mmmmgigBSBS!SSSl
Avisos diversos.
ALFANDEtA.
Ilondimento do dia 2 .
ucarregam fto/e 5 de malo.
Barca portugueza Margariiamerca lorias.
Birca ingleza -- II'. Husstll dem.
Brigue liamhurj(iez C. I!. bacalho.
GO.NSUI.ADO GERAL.
Mato.
Ren lmenlo do dia 1 .
1,1 '11 do da 2......
DIVERSAS PROVINCIAS.
I', mi,11 nieiiI o do dia 1. .
dem d>dii2.......
EXPORTACAO.
das, condiu o seguin'.c
4,700 rsccas de assucar com 23,500 arrobas,
dem, tbi iguc inguez Leda, do 320 toneladas,
(un .o/ u seguinte:
4 lOOsaccasde assucar com 20,500 arrobas.
Cowes.biigue bieracnsc tietguemeste: Smidt,
condirz o seguinte :
3,300 sacn., de assucar com l6,500 arro-
bas.
KECEBEDORIA DE RENDAS CERAES
INTERNAS.
IReiidimentododia 2......505,132
CONSULADO PROVINCIAL
H -i dai.....la do lia >...... 673,063
w
Navio entrado no dia 2.
Soulhampton, Lisboa, Madeira e San Vicente
23 dias, vapor inglez FfMoU, coinmaudan-
te Revclt. Pass3gciro, Francia l-'..\d nr. Se-
guio para os portos do sul levando os passa-
geiros seguintes : o Eira, visconde de Abran-
es e sua familia, os deputados Augusto F.
de Oliveira, Venancio llenriquc.de Rcsendc,
J. M. Figueira de Mello, Domingos de Souza
l.oao, Francisco Xavier Pacs brrelo, J. J.
Ferreira de Aguiar, Joo l'arlos Wanderley,
M. A. Mendonca, e o lachigrapho L. A. M.
Falofo c Antonio Jns Comes do Crrelo e
sua liiba.
Navioi saludos no mesmo dia.
Canalllrigue inglez Favorete, capitn J. Muer-
head, carga assucar.
dem Hrigue sueco Jullie, caplto C. Ilertz,
carga assucar.
I1I0111 llrigue Inglez Hrilhant, capito D. Fra-
ser, carga assucar.
iVntuo entrado no dia 3.
Itocolliou-so da coinmisso a escuna nacional
.oninid, comiuaudaiite Joaquim Alves Mo-
reira.
Navioi sahidos m meimo dia.
Canal Barca llussiana, tuitaf, capnao.W.
il. Kortb, carga assucar.
Cowes brigue bremeusc uergudmaster Smilh.
ollitiw do escrivao privativo do jury e eiecu- / capitn II. Tepclman, carga assucar.
ces criininaes do termo de Maragogine na Canal Bri8ue 'nglez ldo, capitao W. un-
prorincla da Baha. 1 can, carga assucar.
,.,..- I Trieslre por CotinguibaEscuna ingleza Ayu-
Na capital da Babia auccedeu no dia 26 do* |>I, capito JNecnolas, carga assucar.
O bacharel formado llrax
Florentino rtenrlqaes de Soasa
advogu perante os auditorios dts-
lu cidade, pode ser procurado
.iG:228,60t iual((ii-r hora lo da, em ca
de na residencia, narna Nova 11.
11 primeiro andar.
- Precisa-se um rapaz de 10, a 12 anuos
para caixeiro na Paiahiba, preferindo-SO
porloguez : quein se adiar nestas circuns-
tancias dirija-se a casa de Antonio Joaquim
2:721,518. Vidal, na ra da Cadeia do Recil'o loja do
1:797,836 ferragcm.
-------------- Precisa-se de urna ama de leite, na
3:522,381 ra .Nova 11. 33.
Precisa se de urna secca para casa
50,461 de pouca familia, na ra da Praia 11. 68.
47,187 Pietende-se fallar ao Sr. Antonio J a-
--------------quim Concalves, a onde quer que o mesmo
97,648 si adiar far obsequio dirigir se a ra da Ca-
-________deia Velha n. 31 lja de Domingos Teixel-
I ra Raslo, a fallar com seu sobrinho, Manoel
Despachos man irnos no dia 2. I Ferreira da Cruz Magalhiies.
Canal, barca russiana Guslof, de 472 tonda- O padre Jos Antonio dos Santos Les-
sa, pede a todas as pessoas desua amisade,
que hajam de desculiia-lo de nao se ter des-
pedido pessoalmento, pela presteza da sua
partida para Lisboa; onde Ibes olTereco
seus servicos, rogando Ihes que se dignem
do dirigir-lhe para all suas ordena.
Roga-se o Sr. l)r. Honorio Fiel da
Signiaringa Vas Curado, que se acha ho-
je adrogaudo em foianna, que manda
pagar a sua lettra quo M Bcha vencida a
anuo e meio, o qual nao ignora aonde; em
quanto nao o fizer ter de ser lembrado.
Aluga-so um primeiro andar de uoz
sobrado, com grande'quintal, a tratar airas
da matriz da Boa Vista, cnsa n. 52
Os Srs. Antonio Jos Macha la, Miguel
Joaquim de Menezes, e Jos Joaquini da
Silva CuimarSes aparec,am na ra da Cruz
n. 1, ou aununcioin suas moradas para se-
ren procurados a negocio de interesse.
--Roga-se ao Sr. Raimundo Jos de A-
ranjo natural da Bihia que venha dar cum-
plimento ao que tratou, o qual n3o ignora.
- I)a-sc dinheiro a premio em pequeas
qua'nlias, UOI Afogados ra. do Molocolom-
b n. 24.
__Alugam-se dous negros mocos aptos
pura lodo o servico, na ra do Rosario Es-
trella 11. 43 segundo andar, das 6 is 9 horas
da insulina.
Couipra-se urna esnoa em bum uso,
que pegue cm 1000 lijlos, na ra Imperial
u. 167.
Precisa-se de urna .ama de leite pa-
ra crear urna crianca de poucos dia,
quem eslirer nestas circunstancias, dirija-
-se ao Atierro da Boa Vista sobrado o. :I9,
ou no Recito ra do'Apollo n. 2, b.
Tirou-se do correio por engaito urna
carta para Manoel l'creira de Carvalho,
quem for douo procure-a na ra doQueima-
o 11. 18, segunda loja.
- Antonio Dias da Silva Cardial, vai a
provincia de Alagoas tratar de seus nego-
cios, deixando por seus procuradores os
Srs,, Jos Das da Silva Cardial, o Joo r-
cenlo Uarboza.
Movimento do porto.


II
Cortes de chita do ultimo gosto
n 2,000 e a 2,500, o algodaozinho a 1,600
o a 2,000 rs. a peca.
Na ra do Crespo, loja da esquina quo
volta para a Csdeia, acaba de chegsr um
l)ollo sortimcnlo do curtes de chita do bom
costo, com 12 covados, a 2,000 e a 2,500 ;
assim como pecas de algodSo com toque de
avaris, a 1,600 o a 2,000 ; lencos de seda
inuilo bonitos, a 1,440,1,600, 2,000 e 2,240 ;
alpaca do cores para palitos, a 800 rs. o co-
vado ; dita de algodo, o 280 rs. ; e outras
militas fazendas por precos commodos.
Vf ? 9V?f f f V V ^^WV'PW?^
ir* Arados americanos.
Vendem-se arados americanos ver- j> dadeiros, chegados dos Estados- m
f v Unidos : na na do Trapiche, n. 8. <-.
Vende-se, na ra Nova loja D. 23, os
obras seguintes : obras completas do Vol-
taireem 7 volumes, com gravuras linas e
meia encadernaeflo, por 20,000 rs.; ditts
Pepradt, em 9 volumes, por 12,000 rs. ; di-
tas Asair, cm 3 volumes, por 4,000 rs ; di-
las Matthus, economa poltica, em dous
volumes, por 4,000 rs. ; litas do Adam
Smilh, em quatro volumes, riqueza das nar
efies, por 6,000 rs. ; Historia de las Cazas ;
ditas do Mxico, 2 volumes, por 2,400 rs.;
ililas t'niversaldeMilloleni 10 volumes, po-'
12,000 rs., em porluRuez ; Encyctopenia-
nnolhodica, lgica o metliaphysics, puhl-
radi par Mr. I.acrctelle, 4 volumes em quar
lo, por 8,000 rs. ; diclionnairc hisloriquc
nm 30 volumes, par une societe de gens de
litros, por30,0C0 rs.; dita d'Acadenia fran,
reza, 2 volumes, por 16,000; obras com-
pletas de Itouseau em 21 volumes, por
12,000 rs.; ludo bem cncadernado o em
nbm estado.
~ Na nova fabrica do chocolate de saude
liomOBopathico, a provado o applicado po-
los Srs. Drs. da homucupathia, na ra das
", rinrheras n. 8, existe o excellente choco-
late lino amargo liespanhol para regalo, di-
to entrefino temperado tamhein para rega-
lo edito para o diario, sendo ludo feto
com o maior asseio possivel; assim como
cal moido do melhor que lia no meicado,
toda a qualidade de assuear reliuailo e rus-
so e excellente cha, tudq por preco muilo
commodo. Na mesina casa preciss-se de
nm pequeo do 12 anuos, porluguez, pre-
ierindu-se dos recenterneiilo cliegado.s je
Portugal.
Vende-se superior cognac velho, em
barris de 12 a 24 ranadas : na ra da Cruz
n. 55, casa de J. Kller & Companhia
-- Vende-se gesso em.barricas, viudo no
ultimo navio cliegado de Franca, lendo ca-
da bainca'id arrobas pouco mais ou me-
nos : na ra da Cruz n. 55, casa de i. Rel-
ler Compinhia.
--Vende-se junco bruto para o mpalhar
ca laras : na ra .:o Trapiche u. 8.
Vende so carne de vacca salgada eni
barris : na ra do Trapiche n. 8.
0 bjectos de borracha.
iNa loja pernambucans, de ^
<3 rita do Crespo n. ti, >
\7endc-se superior amaiona impermeiavel;.,
Capas de borracha brancas lelas ;
Jj Potas rusiianas;
*S Pcrnciasluslrozas ;
O Sbalos para lioiucui c senhoras ;
# Arle de nadar ;
Huas de lalvafo ;
v Fiascos para caladores ;
i-i (.apa* de espingardas.
Para o invern.
A 2,240 rs. um corlo.
Na loja n. 5, do CuimarSes llenriques,
vendem-se cortes e casimira de algodo,
muilo encorpados, padiOes escuros, com 3
3i4covados, pelo barato prei;o .!e 2,210 rs.
cada um corte; assim como outras maltas
azendas baratas.
A jo rs. cada um.
Na bija do Cuimai.'es ec llenriques, na
roa do Crespo n. 5, vendem-so lencos de
seda, multo finos, para meninos, pelo liara
lo preco do 560 rs. ; cha| eos de sol de pau-
ninho, irmoQO de balis, a 2,000 rs. ; i
antigo algodSo trausado monslro, a 800 rs.
avara.
Cries de casemira elstica
pola diminuto preco de 6,000 rs. cada um,
acham-se i venda na rus do Crespo n. t5,
luja que volta para aiuado Collegio, uili-
mmente chegadas.
baratissimo prce,o do 800 rs. o covado. Esta
fszenda he rccommendavel, nflo s para cal-
cas, aquetas e palitos, como tambem para
jaques e vestidos de montara dar-so-ba
amostra com o competente penhor._____
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Ka loja pemambucana, de
Antonio Luiz dos Santos,
na ra do Crespo n. 11,
vende-se panno lino azul de muilo boa
; i i i -1. pilo banlliitino [ireyo de
tii 3,500 rs, o covado.
i -i. n=cr <:; :.'::-
(jueijos e prezuntos.
No .ii mi.. ni de Manoel Francisco Marlins &
Jrinao, vendem-ae queijos londiiiios, prezun-
tos Ingleses c do Purta, lalas com bolaxiulia
ingle/a, (lilas de ararula, lillas emu sardinlias
eervllhas, carnes, conservas inglczas, c mais
liversjs gneros, tudo eni conla: na ra da
Cruz n. 02.
Sement de orlalice de lo-
las as nualidades, feljlo carranato multo no-
vo, vindu ile Lisboa no briyue Conceicio le Ma-
ra : na ra da Cruz airas da sacreslia do Cor-
po Santo n. 2.
--Na loja de J. I.. 15. Tahcrda, na ra do
Cris on 10, ven ie-se casimira para pali-
tos de dillerentes cns, a 1,200 rs. ; dita
muilo propiia para forro de canos, 1,700
rs. ; cries de vestido deJOa e .eda, do mu
bom gosto ; ditos de cambraia do dils ; as-
sim romo chitas a 160 r, n Covado; laa c
spda para vestidos, a 160 rs. idem ; e
outras militas fazen las baiatas o proprias
para a presente eslacHo.
. -'Vende-se urna escrava de Angola, de
30snnos, a qual sabe vender de taboleiro,
lava roupa e tem bom le le para criar, viuda
lo le : na ra dos Tanoeiros, armazem n.
5, se dir quem vende.
Vendem-se saceos novos do estopa com
aovaras cada um : na ra larga do lio/ario
XI. 48, prinieiro andar.
De supoor [qualidade.
Cimento novo, chegadu ullini8menlo do
llamburgo : veirle-se no armazem do Vi-
cente Ferreira da Cosa.
A Soo n. o covntlo.
Defronte do bceco do Pcixe Frito, loja n.
3, veudc-so alpaca do cordSo pruta, pelo
Vcnde-se una duri.i dn cadeiras america-
nmcoin assentodcpallia, em muilo bom uso
por prct;o commodo ; no pateo do Paraizo, de-
fronte do ciuartcl de policia sobrado n. i sc-
guudo andar.
-- Vende-se >im grande sitio no lugar do
Manguind, quo tica defronte dos sitios dos
Sis. Carneiios,com grande casa le viven-
da, de quatro agoas, giando scnzalla, co-
cheira, estribara, bi.ixidecapimqucsusT
tenia 3 a 4 cavallos, grande cacimba, com
bomba e tanque coberlo para banbo bas-
tantes arvoredos de l'ructo: na ra da Con-
cordia,primeiro sobrado novo de um andar.
Vendem-se os objectos seguintes.
Os pretendentes que quitereui comprar 5
bandeiras de portas ja envidracadas, ( o que a
vista raz t,) c que inio qiieiram ter o eucoin-
modo em manda-las fazer tenham a bondade
de (lirijircui-se a ra do Hospicio dtfronleda
casa do Sr. rcenlo, que se dir quem vende,
pois que tambem na mesiiia casa se vende um
excellente piano, Hielo apparelbo de louca
dourada i iquissiina, como bem seja duas du-
rias de calix de cnslal para cbanipaulia c va-
rias garrafas de yi'dro, quatro pellcs de ouca c
varios oulros objectos.
-. Vende-se manteiga inglea superior a .MiU
rs., dita para inclhur a 4u0 rs., dita piinieua
sorle ado rs., biclias de llamburgo, alugadas
a '240 rs. e vendidas a 040 rs. cada urna : no
Atierro da boa Vista, juuto da relinacao nu-
mero 7o.
Vendem-se 3 cscravas, urna parda que
engoninia e coziiilia limito bem, e faz lodo o
mais servicodc ra e casa, duas pelas que
ciigoiiiiiiain, cozinbam c lavam roupa muilo
he : naruadoCollegio n. 2i primeiro andar,
se dir quem vende.
lirva mate,
Liaca- de vimes,
Gigo de garrafas,
Genebra de Ilollanda cm ('ros-
queras : vende se na lrar*ssa da
Madre di; Dos n. 5.
- N ra do Livrainento n. 38, vende-se l
balance grande, dita pequea, 2 pesos de 2
arrobas, i lerno de ditos, de I arroba al niela
quarta, por preco commodo, e j aterido este
auno.
Hiena Imdcljns.
Vendem-se as mais ricas bandeijas de pintu-
ras limito liuasde mullo bom goslo, e porjire-
co mais coiiiiiifldo do que em oulra qualquvr
parle ; na ruidos Quarlel U. 24, lojadeiniu-
dezas de Jos Uias Sinics.
loiots para casaca.
Vendem-se botis de seda pela para casa-
ca, e de fliuito bous padioes, por prejo mais
mdico do que em mina qualquer parle ; na
ruados Quarteis n. 24, loja de iniudezas de Jos
Uias .'un.' .
Uoinances modernissimos.
Monlc-Chriilo, por Alca. Humas, encader-
uado M.00O
Malhilde. lucinorias de una joven por E. Sue
8vol. '8,000
Cavalleiro lid Casa Ytrmtlha: por Alex, Dumas,
ti vol. 8.00"
Miistcriot iu i'ro por E. Sue, U voluine bro-
mra, O.""
A Guerra ilat Mull.ere por Alex. Duina -i
vol. .0 O aute-Ciiilo; por Julio de Jouruefort 5,010
Paulina, por Alex. Uunias,2 vol. 4,000
0 UaslardodcMauleon, por .lli'X.Uuin. i lU,u00
Vende-se no pateo do Collcgio, casa do livio
izul.
No escriptorio de F. S. la-
bello & F.no largo da assembla
n. 4> vendem-se pedias redondas
para meio de sala, e compridas
p ta cmodas ou mezas, ludu
de Diarmorc, e de bonitas cures ,
por pceo commodo.
Na praca da Uua Vista, sobrado n. 12,
vonde-soazeilede carrapalo muilo boma
1,560 rs. a callada, o a ictallio do garrafa e
Contra-melado a l,600 rs.
Vende-se um muleque de 18 anuos, bom
cozinbeiro e serve muilo bem a nina casa, urna
negriiiba crioula de 15 anuos, boa ligura, com
bous principios de costura c dos mala scrvi-
cos de dentro de una casa, esl boa para qual-
uuer senbora fazer una boa mucama : na ra
do Collegio n. 21 primeiro andar.
Burros.
Virgilio, traduzido ao p da leltra, obra com-
pleta, vol. 20,000
Tilo Avio, traduzido com o lalim ao lado
por brrelo Feio 8,000.
Horacio, traduzido com o lalim ao lado por
Costa e.S, i vol. 10,000
Faulai de 'hidra, traduzidas com o lalim
ao ludo c enrequeeidas de notas 5,000
Saltutio, traduzido ao p da lettra SUU
Vende-se lio paleo do Collegio, casado Li-
tro Azul.
i i unjas irancezas para manteletes.
Veiiueiii-sc as mais ricas franjas e llancas
i.ii.i inanlclcles, de muilo lindos padres, por
preco mais mdico do que em oulra malquer
parle : na ra dos (Juarteis n, 24, loja de iniu-
dezas de Jost: IJiasSimoes.
A 3,ooo i's a peca.
Vendem-se franjas brancas para cortinados,
toallias c guardanapos, pelo mdico preco de
3,000 rs. a peca com (5 varas: na ra dos
uii.iii.i-. ii. 24, loja de iniudezas de Jos Uias
Simes.
l'Vijio uiulalinho.
No arinaicm de Francisco Dias Ferreira no
caes da alfaudega, veude-se feijao uiulalinho
novo, por prefu commodo.
Veudoui-se os seguintes livros: arilb-
inelica, algebra, geometra, legnometria de
llezout, euclides, uialhematica pur l.acail,
aiitbmelica por tlourdon, diccionario frsn-
Cei e porluguez pelo CapitSo Manoel de
Suu/.a, dito poi lugucit o latino, dito inylcz e
hespsnhol, geographia2 volumos com map-
pss, mothodo lo llauta, dito de pisno, guar-
a livros modernos 3 volumes, escola mer-
cantil, tratado da rcligio 3 volumes, gram-
matica franceza, systoe de la nature,
atlas geographique, memoires do general
Dumorcez, luzadas do CamOes. alfonseada,
les Incas, contrato social; grammatica in-
gleza. rccrea?nophilosophica do P. T. le
Almeida 10 volumes: na botica da ra do
ngel n. 6*.
Vende-se urna morada de casa terrea
pequea por preco muilo commodo, na
travessa que vai da ra da Roda para a Bel-
la n. 5 : a tratar na ra da Praia n. 20.
--Vende-se, na ra do Agoas Verdes n.
34, um bom escravo trabalhador de enxa-
da, pelo prego de 350,000 rs.
Nao iiercnm i pcclilnclin.
Vende-se um bote com maslros, velas e
mais pertences, ludo por 25,000 rs. : na
praia de Santa Rita, restilacSo ie Franca &
Irmilo, se dir quem vende.
Cassa para cortinados a b40 rs. a vara.
Defronte do beceo do Peixe Frito n. ., ven-
de-se cassa para cortinados, pelo baralissiiiio
preco de duas patacas a vara, esta fazenda be
estampada em ramagens de cores.
Vende-se um preto cnouio, de laaoe 30 anuos, bom canoeiro, lano de carrea co-
mo para canoa de condiizir tijollos, por preco
eommodo i a quem convler Taier este Jiego-
cin, dirjase a ra do Aragao casa n. 7, e mes-
mo troca-se por um moleque.
Na Treinpe cana n. 70, vendem-se pes de
laranjeira liinboa e~ ditos de sapotyseiro de 2 a
7 palmos de altura.
Vcndc-sc um pardo bom cozinbeiro e com
officlo de balelro, ao comprador te lira o
motivo porque se vende : na ra estrella do
llnzario n. lo.
A o bom e baralo.
Na r la do Que'unado loja n. 23, que foi do
Sr. S I.cito, vendem-se as seguintes faldi-
llas por diminuto preco : chapeos de sol de
superior seda prcta a 5.0C0 rs., riscaoo mons-
lro de vara de largura a 240 rs. o covado. alpa-
ca de buho com 4 palmos de largura a .0 rs
p covado, fianquelim prclo a 320 rs. o covado,
cortes de cassa chita roxas a 2.000 rs., inanias
de superior seda furia cores a 8,000 rs bai-
les le seda a 10,flO rs., setim macao preto a
3 000rs. ocovado, dito a 2,80t rs., dito multo
superior a 4,200 rs cortea das mais modernas
cambalas de seda a 10,000 rs., cortes de gor-
euio de seda lavrado, branco e de cores a rs.
3 500, ditos defnsloes & 700 rs., ditos das me-
lliores casimiras elsticas de todas as cores a
5,00 rs., chitas a izO rs. o covado, a I SU, IW,
200 c 220 rs., chita franceza multo larga e de
milito bom gosto a 280 rs. o covado, dilo de
casna franceza mullo lina a 320 rs., c outras
multas faxendas, c d penhores, assim como lencos de seda de su-
periores padioes para pescoco al.UUU rs.
Vciidcm-sc duas pretas, que engomman,
cozinbam c fazein o mais scrvic.o de urna ca-
sa, tres ditas que tem minclpio de cozuilia. en-
Boininado* sao boas quitandeiras, urna mote-
cola de l i aunas, sein babel!-lados c mullo boa
para se appcara qualquer servio. em vi-
cios um caboclo mullo robusto bom para to-
do o scrvlco, 3 pretos multo bous ganhadores
de ra, nina parda que engoinma. cose e faz
todo arranjo de urna casa e de multo boa con-
duela : na ra da Cadeia do Recite n. 01, pn-
nuiro andar.
Vcnde-se por prejo muilo barato man-
teles inglesa a 400,480 c 040 rs., cha hyson a
2 l 00 rs., massas a 200 rs., bolachas inglczas a
20 rs., calxcs de 4 libias de doce de goiaba a
500 rs., vlnho engarrafado a 400 rs. a garrafa,
c inultos mais gneros por precos mu tu com-
modo : na venda da na do Rosario da lloa Vis-
la ". (0.
-- Vende-se una niiilalinlia recomida, com
habilidades para servir a qualquer familia, ao
comprador se dir o motivo da venda : na ra
de S Rita n. |4.
-. Vende se nm elegante escravo, apto para
qualquer sei vico, principalmente para o cam-
po : na ra de Sama Hila n. 14.
Wez de Alaria
ou devocao de Mara Santissiuia na loja de li-
vros do pateo do Collegio n. ti de Joo da Cos-
ta Honrado.
Gaminho do 'o
considcracocs obre as mximas c Ierras e so-
bre os sagrados uiyaterlos da Paislo de Chris-
to Nono Senhor : na llvraria do pateo do Col-
legio n., de Joao di Costa Dourado. '
Vendem-se ps de larangciras de dille-
rentes qualidades, em estadolde seren muda
dos : na esleada dos Allbctos cm una venda.
Veudeni-se 2 excellentes clavinotca na
travessa da Madrc-de-Dcos n. 5.
-- Vende se um engenbo de fiar_ algodao :
na ra do Hospicio na venda do l.eo d'uro.
Vende-se a taverna da ra Direita n. 18,
com poucos fundos, propria para um princi-
piante, muilo afreguezada, tanto para a ierra
como para o mato : a tiatar na inesma venda.
Vende-se para lora da praca um boni-
to escravo, e boui ollicial de inarclnelro : e
tratar na ra Nova com Antonio Domingos
Piulo.
Vcndc-sc ou arrenda-se um sitio perto
da praca, com boas proporcocs, que vista do
comprador ou arrendador se declarara : quen
pretender, drija-se a ra da Cadeia do Recife
u. 54 loja, ou 17.
Veudr-sc una barcaca de lote de 20 cai-
xas nova de primeira viagem c bem construi-
da, e prompta a navegar : quem a pretender,
diiija.se a bordo da inesma denominada Uon
l'rnlura, junto ao trapiche do algodao juc aclia-
rao com quem tratar.
A 59ouo caiIa ni".
Na ra do Queiinado, defronte do becco
do Pcixe Frito n. 3, vendem-so cobertores
do Porto, muilo grau les e encorpados, pe-
lo baratissimo i rege de 5,000 rs. cada um.
Vcndc-sc una morada de casa no lugar
do Casanga, a uiclhor que naquelle lugar
existe, por liear au p da ponte, cuja he de po-
dra e cal, com duas grandes salas, seis quar-
tos, corredor lavado, quintal com alguna ar-
voredos, banho no fundo do mesmo, mullo
proprlo para qualquer familia, por preco mui-
lo commodo, por a dona querer lequldar con
ta : ii.' i.a ni i ni i do Carino n. 33.
Vcnde-se o sitio do Retiro defronte da
ponte da l'assagem da Magdalena, com urna
grande casa de pedra e cal, e tres mais peque-
as, com inuitus arvorrdos de fruclo : quem o
pretender, dirija.se ao mesmo, que achara com
quem Iraiar,
- a estrada de Joao de barros sitio que foi
do fallecido Manoel Bcrnardiuo, vcudem-se
dous terrenos do mesmo sitio, os quacstem
arvoredos de huelo e viveiro cm um dos di-
tos terrenos, leudo extensao qualquer delles
para um bom siiio : quem os quizer, dirlja-sc
ao relerido sitio, aoudc adiar com <{uem
tratar.
- Vende-se um bonito moleque crioulo de
13 anuos, com principios de marcineiro, um
dito de 7 anuos tambem muilo bonito, um pre.
lo tambem crioulo de 22 anuos perito sapa-
leiro de toda a obra, lanto de corte como de
execucao para a praca e que d corto 610 rs.
diarios, e uina niulatinha de Hialinos, com
principios de costura, engommado, coziuhado
e bem propria para educar por ter sido do
mato : na ra larga do Rozario n. 35, loja.
Vendem-se 10 escravos, sendo uina p-
tima escrava de idade de 20 anuos, de bonita
ligura", eiigouiiua. bein e cose, faz doces e co-
zlnh. outra dita de dado de 18 anuos, com
a gumai"habilidades, quatro dita, ptima*, pa-
'b,', .rvico. austro esoravoi de bonitas
C..hom moque de ldidcdc
Pannos: na rua^eita^.
Vende-se um terreno com 00 palmos de
frente e os fundos al ao cae, tem jai .naI. de
,30 palmos de alicerce, n'um dos oites, he sl-
laio na ra da Prala da rlbelra, faz-se todo o
negocio : quem o pretender, procure na ra
doCabug loja n. II. nti*su
- Sanio a luz de prximo na cidade da Ba-
bia uina obra em que se MIIIISJNeMW*
daapparifao deNoa.o Senhor Jess Chisto a
n. Alfonso llenriques no eanipotfe Mm
que Napoleio o grande he vivo e val pela ter-
ceira vez oceupar o throno ^.Irranja : Tende-
andar, pelo preco de 1,000 rs. cada exemplar.
- Vende-se por mullo commodo preco urna
parte do direilo de heranca cm Apipuco, com
uina grande posse em um sitio com caa de
vivenda, estribarla, casa de fannha etc. e inul-
ta malta virgem para se fazer carvao, como ja
se tem fello alm de oulras vantagens : quem
pretender, dirija-se a Apipucoi a fallar com
Jacinlho Jos de Souza, ou com o Xico na cai-
xa d'agoa.
Economa para o invern.
O barateiro do Passeio Publico Firmiano Jo-
s Rodrigues Ferreira, na sua loja den. 11,
vende superiores cries de casimira de algo-
dao, fazenda muito encorpada c de cores es-
curas, padioes os mais lindos ao barato preco
de 1,440 rs. cada um cile, e quem nao com-
prar ? Cambralas de cores ao barato preco de
100 rs. o covado, fazenda larga e muilo fina,
chitas francezas largas goslos modernos a .120
rs o covado, pannos finos de todas as cores,
se'tlm niaco, sarjas largas, superiores meri-
nos prelos. lencos de seda de cores para ho-
inem, fazenda superior, casimiras clsticas,
meias ditas, gorgurocs de seda para colelcs,
brins de liuho trancados de todas as qualida-
de, castores para calcas, selins lavradospara
vestidos, challes de seda c lila e mu.tos outros
nadrOes, chapeos de massa fraocetes, maoapo-
loes.cassas chitas, chitas de todas as qualida-
des, rlseados fraucezes, esguioes de linho, ta-
petes, chitas eassaa a 1,200 rs. o corle, algo-
loes sortimcnlo completo, c oulras minias
faiendasquc se veudero a vontade dos seubo-
i es compradores.
picores de todas as qualidades,
Agoardeute do Reino,
Dilad'aniz,
Genebra da ierra c de Holanda,
Espirito de 38 graos,
Agoardente de caima superior,
Viudo de caj de 4 auno*.
Vendem-se a precos moderados, e cncarre-
ea-sc do despacho para exporlaao : no de-
posito da re-tilacao de Franca ci Irmao, na
travessa da Madre de Dos n. 5.
- Vende-se um nrgxo para todo o servif<>
muilo forte e sadio, o motivo da venda se dir
ao comprador na ra ,do Qucimado n. lOloge.
Yinlios linos
de Hordeaux, vinhodc Hercs, vlnho do Roci-
no, vinhodeBordeaux branco de idade de 100
annos : vendem-se cm casa de Kalkmann Ir-
mao, ra da Cruz n. 10.
Charutos de Ihvana
de superiores qualidades : vendem-e em ca-
sa de Kallmann limaos, ra da Cruz n. 10.
__Continua-se a vender agoa de fazer fo
cabellos e suissas pretas : na ra do Quelmado
loja de ferragens n. 31.
Fil bordado a i,aoo rs. a vara.
Na ra do Quelmado defronte do becco do
Peixe Frllo, loja n. 3, vende-se fil bordado
branco c de core pelo baratissimo' preco de
tres patacas c dote vlntens a vara, esta fazenda
pelos seos lindse dillerentes desenlio lor-
na-sc muito rccommendavel nao s para ves-
tidos de senhoras, como tambem para man-
teletes : dar-se-hao amostras com o competen-
te penhor.
Instrumentos de msica
ehegou novaiieute um completo sorliinenlo
de instrumentos para msica militar, recom-
inenda-se principalmente os pisuvs, pratos
verdadeiros da Tiuquia, flaiuins, Maulas, bai-
xos, cornetas de chave, clarins lisos e de cha-
ves, violes riquissimos de Jacaranda, clari-
netas, trombones, trompas, caixas de guerra,
zabumbas e arco de campainhas : vcndeni se
em cnta de Kalkiuann Irinaos, ra da Cruz
n. 10.
Tintas em oleo
branca e verde i vendem-se em casa de KaiU-
ii.aun Irnios, ra da Cruz n. 10.
Livros em branco
grande sorlimento proprlo para escriptorio e
qualquer oulra estabclecimenlo : vendern-se
em casa de Kalkmann Irmos, ra da Cruz
n. 10.
Cadeiras e sofaes
para meninos: vendem-se em casa de Kalk-
mann Irmos, ra da Cruz n. 10.
Obras de ouro
ehegou um novo e completo sorliinenlo de to-
da as qualidades, como sejam, corrente pa-
ra relogios, aunis, pulceiras, alfineles, ade-
recos, brinco, voltas, etc. : vendem-se cm
casa de Kalkmanu lrmaos, ra da Cruz nu-
mero 10.
Viohode Champagne
de superiores qualidades : vende-se em casa
de Kalkmann Irmos, ra da Cruz n. 10.
I.uii ra da iniitiiz ilu lloa Vista.
Aos io:ooo$oooc 5:ooo$ooo.
Na ra da Cadeis n. 24, loja de cambio da
Viuva Vieira & Futios, vendem-sa os mui
afortunados bilhetese meios ditos ds mes-
na lotera, que corre impreteriveltxente no
dia 2 de junlio prximo vindouro.
Ililhetes inleros 10,000
Janeiro : no armazem de Dias Fer-
reira, no caes da alfandega, ou
com Novaes & Companhia, na ra
do Trapiche n. 34-
__Yendc-se em grandes ou pe-
queas por?oes, a vontade dos
compradores, o vardadeiro ac de
Milao a >'"a de Apollo, arma-
zem de maqumismo de Me. Cal-
mont & Companhia, ou no scu es-
criptorio, praca do Commercio
numero II.
Copos para vinho e para agoa
de qualidade multo superior : vendem-se em
casa de Kalkmann Irmos, ra da Cruxl). 10,
aonde tambem ha grande orllmento de appa-
relhos de tidro fino para sobremesa, para agoa,
para ponche, celos e vasos para fores c para
frutas. '1
Meios
5,00
nligo deposito de cal
virgem.
Na ra do Trapiche, n. 17, ha
muilo superior cal nova em pedra,
chegada ltimamente de Lisboa
na barca Ligeira.
Vende se cobre metal ama-
iello e pregos para forro de navios : vcnde-se
por preco cummodo. em casa de A. V. da Sil-
va barroca, ra da Cadeia do Itccifc u. 42.
AGENCIA
da fundicao Low-Moor.
ltL'A DA SKZAI.LA NOVA N. 42.
Nesle estabeleeimento conti-
na a baver um completo sorli-
inenlo de moendas o meias moen-
das para engenbo, machinas de
vapor, e lai.xas de ferro batido e
coado, de todos os tamaitos, pa-
ra dito.
Vende-se, por preco com-
modo, cera em veias, mTiiio bom
sorlimento, fabricada no Rio de
Escravos fgidos.
--Desappsreceu.no dia 12 lo passsdn,
do engenno Ululante ( Rraco-do-Meio ), fro-
guezia ds Escada, o preto Honorato, criou-
lo do MaranhSo, escravo de Antonio Mara
Marques Ferreira, lavrador do dilo engenbo,
o qual tem de i lado 20 e tantos snnos, al-
tura regular, bem fallante, cor retis,
olliar carregado, e fecha um dos nlbos qnan-
do falla, (esta cantuda, queixo fino, pouca
barba, as costas urna costura com um bo-
lita de carne, um pequeo geito dearquea-
mento as pernas, e na canell da perna es-
querda una sicalriz de ferida que acaba de
fechar e he muilo temorato ; levou seroula
de algodo trausado grosso, usada, e em
lugar do camisa timsneco do mesmo algo-
do turado no fundo, e nos pernizes para
motera OS beca e os bracos, e chapeo em-
breado de alentrio j velho : quem o pegar
leve-o so dito eiigenlio s scu legtimo se-
nhor, 011 ra da Cadeia do Recite, loja n.
50, de Cunta & Amorim, que se gratificar
generosamente.
Desapparcceu, no dis do abrf do cor-
rento anuo, da praga da boa Vista, a picts
Thereza, do 40 a 50 anuos pouco mais ou
menos, alta, corpo regular, talla um tanto
atravessada por ser de nacSo Congo. Esta
preta veio do serian do Urejo da Madre de
Dos acerca de um mez, eoceupava-se lu-
das as tai des a vender azeile de carrspilo ;
levou saa de chita azul com llores amarel-
Iss, cabecSo de casss dequsdros e panno
ds Costa ; levou cotnsigo una Irouxa com
dous vestidos, sendo um de chts lxa o
outro de algodo azul transado j usado,
um chales do sssenlo azul com barra de
amarelio e encarnado : roga-se as autorida-
des policiaes e pesjoas particulares que o
apprebendam c levem-noa seu senhor, Jo-
s Antonio Pereira, na praca da Boa Vista
n. 12, que pagar todas as despezas e re-
compensar.
Desapparcceu, no dia 25 do passado,
urna preta crioula, de nome ltoza, de 3i an-
nos, cor fula, a qual foi escrava do reve-
rendo padre Antonio Pedro de Souza; por
isso roga-se as autoridades policiaca o ca-
pitSesde campo, que a apprcliendsm e le-
vem-na ra larga do Itozario n. 3G, que
se gratificar.
l.n.'i gratificaco.
No dia 13 de marco do corrente anno des-
apparcceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. Dr. Malet, o mole-
que Msrcal, o qual he bem couhecido e tem
os seguintes signses : representa ter 20 an-
nos, baixo, ebeio do corro ecarrundo, cor
fula e sem barba ; lem falta de um dente na
frente do queixo inferior ehefilbo do ser-
13o de Pajei, por isso julga so para l ter
ido : recommenda-sp, porlatito, abs capi-
ISes do campo a captura do dito moleque,
que ,-ero bem gratificados.
-- Desappareceii, no dia 18 do passsdo, o
escravo de necao Csgange, do nome Jos,
representa ter 25 annos, balxo, grosso do
corptl, sem bsrbs, rosto abocetado e ps pe-
queos; levou calca de algodo transado
comlistrasazues e carniza de algod3oz-
nho j rota : quem o pegar, leve-o a ra do
Vgario n. 22, primeiro andar, ou na ra
da Cadeia do Uccife 11. 51, que so recom-
pensar.
Desappareceu a 30 de dezembro pr-
ximo psssado, da casa do depositario Fran-
cisco Jos Arantes, o cabra Pedro, compra-
do pelo bachsrel Pedro Uezerra Pereira de
Araujo Iieltr3o a Antonio Ricardo do liego,
morador nesta cidade, e contra quem mo-
ve o comprador urna acc3o de reeisSo ds
venda, por baver declarado e mostrado o es-
cravo ter tres fstulas, e ossos caados no*
ant-braco esquerdo de que aljou depois;
sendo alm disto muito ftijam Acontece
entretanto que schando-sea questSo bas-
tante adiantada, obtendo o comprador sen-
tencas a favor na primeira instancia e na
relacao, desappareceu o escravo do deposi-
to, nSo se sabe se de motu proprio, 011 se-
duzido por alguem. ds signaos s3o os se-
guintes : cabellos crespop, regrista, canta-
roladoro muito beberr.to, braco esquerdo
alejado, etc. Este escravo foi do llio Crande
do norte, donde j voio fgido, quando per-
tencia a Manoel da Fraga Vieira, morador
em IguarasMi: roga-se, pois, aos pedestres
e autoridades de dentro e tora ds provincia,
que lendodelle noticia hajam de o prendar
e remelte-lo ao referido depositario, Fran-
cisco Jos Arantes, morador na travessa da
Concordia.
~ Desappareceo no dia 21 do passado mti
de abril, de bordo do briguc Argos, um es-
cravo mariuheiro de nome 'andido, naco
Angola; o qual representa ler 9 annos, pouco
mais ou menos, rosto comprido, naris chato
altura ir.ul.ii, tem barba cerrada,- e levou
vi-Miiln ralea e camisa branca : cujo escravo
pertence ao coinmendador Joo Baplisla da
Silva Pereira, de Porto-Alegre. Roga-se, pol
tanto, todas as autoridades poiiciaes e ca-
pitea de campo, a aua aprehen9ao, e leva-lo
ra da Cadeia do Hecife n. 39, casa de Amo-
rim S Irmos, que se gratificar generosa-
mente. .
Deiappareceu nodia 29 do me pasiado
do sitio da Tamariueira, na estrada dn A Mi-
lus, urna escrava crioula de nome Mara An-
tonia, estatura regular, bein prcta, rosto car-
rancudo, alguus denles limados, com algu-
inas cicatrizes no brafo eiqucrdo, um pouco
faceira; levou vestido de casia e de cblla <'
chale de seda, usado, e ruis algiima roupa e
unas argas de ouro: quem a pegar leve-a
ao ineiino sitio, ou na ra da Cruz do llecife,
n. 55, onde se Ihe satisfar a aprehenio.


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