Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05324


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Anno XXVII
Sexta-feira 25
piBTiDis dos connrioj
Goianna e Parahiba, s segundas e icilik feiras.
Rjo-Grandc-do-Norle, todas a* quintas feiras ao
weio-dia.
Garanhuns e Bouito, a 8 e 23.
Boa-Villa, c Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os di.iv.
w/ *maiai .
IPBIMMIBM.
'Nova, al, as 4h. e 3 m. da l.
Cresc. a 9, as Ih.e i'm. da i.
Chela, a 15,aa 8h.e 16 m. da l.
Ming. a 23, s 4h.e38m. da ni.
'BBAMAB DE HOJE.
Primeira s II horas c 42 minutos da inanha.
Segunda s 12 horas e minutos da larde.
Abril de 1851.
N. 94
das da semana.
21 Seg. >*.* i. Oitava. S.Anselmo.
21 Tere. 2. O. S. Senhorinha Aud. da Chae.,do
J. da 2 varado c. e dos feitos da fazenda.
13 (Juan S. Jorge. Aud. do J. da 2. vara.
124 Qulnt. S. Fidelis. Aud. do J. dos or. e do ni.
I da primeira vara.
paE^ODAMJBScnipgAo. 25 Sext. S. Marcos Aud. do J. da 1. varadoei-
Por tres meses/adlantados) 4/000 vcl, e dos feilos da fazenda.
Por seis metes 8|000 2 Sab. S. Ciclo. Aud. da Cb. e do J. da 2. vara
Poruinauno 16>000 do civel.
_____27 Doiu. da Paschoclla.
r:nw't:ia*w"*KVA.:rz4 uauu. ja_s.-j.asv a
CAMBIO ll( 2< BE ABRIL
Sobre Londres, a 20 d. p. t/W> r. 60 dia*.
Pars, 320 por Ir.
> Lisboa, 85 a 90 -._,, o_ju>
0..r0.-Oaf.. hespanholas..... 00 a MM
Mocdas de (i/400 velhas. 16/000 a INM0
. de 6/400 novas 16^000 a M#W0
> de4000....... Prata.-Patacdcs braslleiros.... J/"0" '*.'
Peso, columnarios..... J/W a 1/940
Ditos mexicano........ l/6> 'f'w
AVISO.
O se nhores assignantes desta folha que re-
iili-ni no novo bairro de Santo Amaro, quei-
raui mandara declaracode sua residencia pa-
ra Ihes ser entregue o Diario do primeiro de
malo ein suas casas.___________________
PAiKTEGFffCuL.
MINISTERIO DA FAZENDA
l>KCRRTO N. 770, DK27 DE MAItgO 1>F. 1851.
tivoga a le n. G29, c marca ai laxas de cunba-
gim, fnntirao e afinaco do uro, e de loque e
i ii un' de mu ii eprala.
Hei por bem, em virtude do art. 31 da lei de
38 de outubrode 1848, ordenar que as laxas le
fundicito e cunhngem de mu o, c do toque e
rsalo do ouro r prcta na casa da'moeda se re-
gule pela tabella que com eslebaixa, assigna-
da por Joaquim Jos Rodrigues Torres, do
nuil conseIho, senador do imperio, ministro.e
secretario de estado dos negocios da fazenda,
e presidente dotclliunal do thesouro nacional,
que assim o tenha entendido e faca executar :
litando revogado o decreto n. 629 de 5 de agos-
to de 1849, c quaesquer unirs dispuso oes ein
contrario.
Palacio do Rio de Janeiro, em 27 de marco
de 1851, trigsimo da independencia e do im-
perio Cun a rubrica de S. M. o Imperador.
Joaqun Jorr Hndriguei Tonel.
TaMIa a que te refere o decreto deita datan. 770,
que revoga o de. 629 de 5 de aaoilo de 1849.
marca ai luxai de cunkagem, fundica'o e a/ino-
rar) do ouro, t de loque e eniaio de ouro e pratn.
Ouro.
Afinar.....Dous por centoN
Fundir Meio por centn.
Amocdar. Uin por ernto.
knsaio,cada un I'ous mil ris.
Toque, dito. : Quinhetos ris.
Prata.
Ensaio, cada um l'ni mil ris.
Toque, dito. Qulnhenlos ris.
.-/drerienra.
1. as taxas de afinar e atuoedarest inclui-
da a de fundir ; e Das de fundir, aliar e amoc-
dar, as de ensato ou loque. ,
2. A taxa de meio por cento he devida pela
redueco do ouro eiu p ou em artefactos a
barras, quer estas tiquetn mallea veis, quer agras
e quebradizas,
3. Se o uni que houver de anar-se esli-
vf r ligado so com prata, ou prata c cobre, dcs-
contar-se-ha da a taxa de 2 por ceuto o valor
da prata que se separar.
4. ouro de toque superior a 22 quilates, li-
gado lmenle com cobre, ou com cobre c pra-
ta, com tanto que a prata nao exceda a 14 mi-
lsimos, nao parag afinaco.
5. .-e algor m levar casa da moda para cu-
nliar porcao de ouro de dlR'e rentrs loques, que
itio contenhaui srno cobre prata, <><'* qu-
1 undldas produtam barras que toquem 917 mi "r7feridoi ugr"b
lesiuiqa, e nao c< nlenham niais de 14 tllele* B,t supnlcnirs do
siinos de prata nada pagar,de afinaco.
6. Quando as partes exlgirem que ouro que
se livrr de aliar na casa da moda tuqne mala
de 994 milsimos, pagaio 4 pbr cento de afi-
naco.
Rio de Janeiro, 27 demarco de 185l.Joa-
uim Joi Rodriguei Tome.
Dito. A mesma, para que, vista das duas
contas que remelle, mande pagar ao boticario
Lu/ Pedro das Neves a quantia de 80,586rs. e
ao administrador da enfermarla de marinha
Antonio Simplicio de Barros a de 116,530 rs.,
emque lmportain as despezas fcilas com o cu-
rativo e dietas dos recrutas doexercito que es
tiverem recolhidos a mesma enfermarla no
inei de marco ultimo. Comoiunicou-se ao
inspector do arsenal de marinha.
Dito. A mesma, para mandar abonar ao
tenente-enronel graduado Mannel Rolrmberg
de Almeida, de confonnidade com a sua infor-
maco, a quantia de 40,000 rs. para compra
da cavalgadura que llie compete por se achar
exrrcendo as funecoes de major do segundo
balalho de cazadores ein virtude do aviso de
14 de fevereiro prximo fndo. lnleiiou-se
aocommando das armas.
Dito. A mesma, para que vista dos docu-
mentos que remelle, mande Indemnisar ao oi-
tavo batalhao de cazadores da quantia dr 32,000
rs. que se despendru Cota as inhuinacoes dos
cadveres do sargento ajudantc Jos Justinia.
no de Moraes e dos soldados Clemente Jos de
Arujo, Francisco Thoniaz e Joo Gomes de
Carvalho. Scientincou-se ao coinuiando das
armas.
Dito. Ao jiiiz relator da junta de justlca,
transmiltiudn para serem relatados em sesso
da mesma junta os procesaos verbaes feilos aos
soldados do segundo batalhao de cacadores
Luiz Francisco de Oliveira, Antonia Jos de
Oliveira e ao cornrta do aaestno batalhao Joo
Haptlsta de Carvalho. Intelligenclou-se ao
commando das armas.
Dito. A thesouraiia da fazenda provincial,
remetiendo copia do orcamrntn e planta da
obra do 23 lamo da estrada da Victoria, alim
de que a faca por em arremataco mediante as
clausulas que tambem remelle por copia.
Dilo. A mesma. para que vista das con-
tas que remelle, mande pagar Victorino Mo-
reira de Souza a quantia de 150,330 rs que se
despenden com o sustento dos presos pobres da
cadeia deGoianna nos inezea de Janeiro e fe-
vereiro ltimos. i niuuiuiiieuu se ao deseiu-
bargador chefe de policia.
Dito. Ao commandaute interino do corpo
de policia, recoinmendando a expedicao de
suas ui 111 ns. para que o corpo sb seu interi-
no coinuiaudo d a guarda da cadeia desta ci-
clad e nos das 3 e 4 do corrente, beni como pa-
ra que a msica do mesiuo se aprsente ein
grande uniforme no referido dia 4, as duas ho-
ras da tarde ao cominandante superior da
guarda nacional deste municipio, para acoin-
panhar a procisso do Seuhor dos Passos.
Nesle sentido fizeiain-teas convenientes coin-
inunicacdes.
Portarla. Considerando vago o lugar de
terceiro supplenle do subdelegado da cida-
de de Goianna por se haver mudado do termo
Francisco de Albuquerque Maranho Cava
canli, que o exercia, e nomeando de coufonui- las vezes lein exercido a sua benevolencia pa-
GOVEHN DA PROVINCIA.
1.EI N. 274.
Jos Ildefonso de Souza Hamos, presidente
da provincia de Pernambuco. Fazo saber a lo-
dos os seus habitantes, que a assembla legis-
lativa provincialdecrelou e eu sanecionei a lei
seguime:
Arl. nico. Ficam revogados ns artigos :.",
2.' e 3." da lei provincial n. 157 de 3 de marco
de 1846, e em vigor a legislaco revogada por
laes arligos.
Mando portanto a todas as autoridades, a
quem o conheclmento e eiecuco da referida
lei pertencer, que a cumpram e facam cuiu-
prir to inieirauenie como nella se con-
i*iii. O secretario interino da provincia a fazo
imprimir, publicar e correr. i:idade do Reci-
te de Peruambuco, aos 7 deabiil de l85t, tri-
gsimo da independencia e do Imperio.
L. S.
Jos Ildefonso de Sn:n llamo i.
.Carta de lei pela qual V. Kxc. manda executar a
eiotufo da aiiemblta leaiitaliea provincial, que
sanecionou revognndo o arligos I.*, 2. 3. da M
Iirut'inrial n. 157. Vlirmiiimiiiii que fique em vi-
gor legiilaco rerogada por taei artigoi.
Para V. Exc. ver.
Sellada e publicada nesta secretaria da pro-.
vinel.i de Pernambuco, aos 7 de abril de i85l.
Antonio Francico Pereira de Carvalho.
i/omtngos Joi Soaree. a fez.
Registrada a folhas.. do livro segundo de lels
provlnciaes. Secretarla do governo de Per-
iiaiubuco, 8 de abril de iS.i.
Joo DumiiH/D fia Si7ea,
EXPEDIENTE DO DIA 2 E ABRIL DE 1851.
Ollieio, Ao commando das armas, devol-
vendo favoravehuente despachado o requeri-
nento ein que o alferrs da companhia lixa de
cazadores do Rio Grande do norte Henrique
Kduardo da Costa Gama pede pennlsso para
de seu sold deixar uesta provincia ao seu pro-
curador o major Sebastlo Lopes Guimares a
quantia de 100,000 rs. paga em preslazes meo-
saes de lO.fcOO rs., passando-se-lbe a compe-
tente guia pela pagadoria militar, e preveniu-
do-o de haver ueste sentido expedido as con-
venientes Oidens, beni como a agencia das bar-
cas de vapor para mandar dar passagem ao
mencionado alferes para aquella provincia nu
imello vapor que se espera do sul. Expe-
diram-se as convenientes ordena.
Dito. A thesouiaria de fazenda, autorl-
sando-.i em visla do que ponderou em otncio
de3l de marzo iludo, com refereucia a ouiro
quelbe dirigi o inspector iuterino daalfaude-
ga, a mandar abonar no correule exercicio,
sb a responsabilidade da presidencia, nos
termos do decreto de 7 de malo de 1842, as
quanllasque lorem oecessarias para pagamen-
to das despea* daxapalazia da mesma alfan-
dega, visto acfaar-se esgotado o crdito alieno
para seiueihantes despezas.
Dito. A pagadoria militar, para mandar
entregar ao couunandante interino da forlaleaa
do llrum a quantia de 20.000 rs. em que loi
orzada a uicimba de que tratou em ofbcio de
22 de mareo ultimo, visto.achar-se elle encar-
rilado pelo commandante das armas da admi-
nistrarlo da mencionada obra. lutelligen-
< iou-se ao mesiuo coiumaudaute das armas.
daclc com i proposu do clirfc de policia p u ju
bem como para os de 2.", 5." c
pllenles do subdelcgaSo do dlstrictode
Goianuinha os cidados abaiso declarados :
Vara terceiro lui/plente do lubdelegado do diilriclo
de (ioianna.
Joo Alves Pragan Cabiraba.
Para lupplenle do luhdelerfaifo ilodiiiiiclo de
Coianna.
2 Antonio Martins do Valle.
5." Romualdo Pereira Cavalcanli de Albuquer
que.
6." Andr Pereira de Mallos.
Dita. emittindo de confonnidade com a
proposla do desembargador chefe de policia a
Joo Gomes da Silva Vida do lugar de 3.' sup-
ldente do subdelegado da freguezia doSalguei-
ro, a uomeando para o substituir a Antunio
Leandro da Cunba.
Dita. Exonerando, de conformdade com
propesta di desembargador chefe de policia, o
bacharel Jos Francisco da Costa Gomes do
cargo de delegado do termo -do Limociro, por
assim o haver pedido. Inteirou-se aodito
chefe de policia.
Dila. -- Mandando dar passagem para o Ma-
i ni han no primeiro vapor que chegar dn sul
ao ex-soldado do quarlo batalhao de artilharia
a p Antonio Flix.
Commando das armas.
Quartel Jo commanilo dat armas na cidade do
Hecife, m 6 de abril de 1851.
ORDEM DO DIA N. 72.
O lllni. .Sr. coronel commandante das armas,
manda selenlificar a guainizo, que por aviso
expedido pela reparticao da guerra, na data de
15 de marzo ultimo, l'.ii o governo imperial
servido prorogar por sei mezes a licenza de
favor com que se acha ua corte para tratar de
sua saude, o Sr. alteres dq oitavo batalhao de
cazadores Rodrigo Lopes da Cunha Meneses
segundo declarou o Exm. Sr. conselheiro pre
aidente da provincia eiu oflic io firmado de4 do
corrente.
leopoldina da Silva e Jtetedo,
Primlro tenente, ajudante 'ordens.
tabelecer nesta cidade urna fabrica de pntasaa
vegetal. A' cointnissao de comincrcio e obras
publicas.
Outro de*lanoel Clemente de Figueiredo.
pedindoque se Ihe faza extensiva a concessao
da gratiflcazao de 200,000 rs.ffeila prlo artigo
6." da lei provincial n. 26l aos professores So-
breira e outros. A coinmisso de instructo
pnblica.
Outro deManoel Francisco Cnelho, pedindo
que se marque quota na lei do ornamento para
se Ihe pagar a quanlia de 50,000 rs que se Ihe
deve proveniente do seu ordenado, corres-
pondente ao mez de outnl de i84s. A'
coinmisso defaiendae orzainento.
Fol julgado objecto dedeliberacao c manda-
do imprimir o lamale
PARECER.
A commlssao depetices, tendo em conside-
racau o requerimento da irniandade do Senhor
Hoin Jess dos Marlyrios desta cidade, era i|iie
pede a esla assembla Ihe conceda una lotera
de 10o contns de ris dividida em quatro par-
tes, veni apresentar a casa a seguinte lesolu-
Zo :
A assembla legislativa provincial de Per-
nambuco resolve:
J^rt. i Flca concedida a irmandade do Se-
or Unm Jess dos Marlyrios urna lotera pa-
ra as obras da mesma, no valor de 100 conlos
de ris, sendo esta dividida fin quatro partes
iguaes.
Ficam revogadas todas as disposi(nes em
contrario.
Pazo da assembla legislativa provincial
de Pernambuco, 16 de abril de 1851. Fran-
cisco de Paula llodriguti de Almeida. D. IU. de
Aguiar.--J.do f. larroi Fatcao.
Sao apprpvadas as redazesdosprojectos ns.
12 e 19, o primeiro que cria a directora grral
dos estudos, e o segundo que altera os limites
da comarca do Honito, sendo esta ultima re-
dac an approvada com una emenda do Sr.
Aguiar.
OSr. (uedei de Mello: Sr. presidente, ten-
do de sei lida na mesa una indicazo que tive
ahoura de assignar, e sendo o seu objecto a
m inilestavau franca e leal dos intu seniimen-
tos em relazo ao governo da provincia, cu me
vejo enllocado na pejiosa obrigazo de justifi-
car, nao o objecto d'csia indicazo, que ein si
mesma se acha revestida da mais palpitante
jus'ii i, porin sem a minha assignatura : digo
penosa obrigazo de justificar a minha assig-
natura, porque tendo inuitas vezes confessado
nesta casa a minha obscuridade, poder al-
guem qualilicar-ine mal, veudo-me assignar
uin objecto que por me ser superior assentava
mals em algum honrado iiiemliro, que a seus
t lenlos i en o i s um nome condecido nopalt:
daqui a necessidade de dizer duas palavras de
inim para ser comjusliza apreciada a ininlia
conducta em relaco ao meu nojne, e em rela-
Zo ao governo. Esta honrada casa que lau-
i'
ERNAMBUCO
ASSE.lBLEA PROVINCIAL.
SESSA EM 24 DE AHI1II. DE l85l.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
A's onze horas da manha, fflta a chamada
acham-se presentes 29 Srs. deputados.
OSr. Preiidenle declara aberla a sesso.
O Sr. 2. Secretario le a acta da sesso ante-
rior, que be approvada.
OSr. i."Secretario menciona 0 seguinte
EXI'EDiEM'E.
Um requerimento dos moradores e proprie-
tarios da freguezia de Ipojuca, pedindo que se
mande aprofuudar e alargar a barreta do Su*a-
pe. A couiinisso de couimercio eobras pu-
blicas,
Outro de Leocadio Barbosa Pereira, pedindo
que se marque na lei doorfamenlo municipal
quota para pgame oto do augmento doorde-
uado que a cmara respectiva Ibe arbitrou.
A' coinmisso de orcauciuu municipal.
Outro do arrematante do imposto dos 20 por
cento, sobre o consumo das agoas-ardenles no
corrente auno uauceiro, pediudo urna mora-
toria de tresannos para en'ecluar na thesoura-
ria da fazenda provincial o pagamento do res-
tante do preco do inestno contrato. A' coin-
inissp de fasenda e orcainenlo.
Outro de Thom Fernandes Madelra de Cas-
tro, pedindo que se ihe conceda urna loteria
ou o tmpresliiuo de 8:000,000 de ris para es-
r commlgo, uuftndo .is rsftnii rs patarras mi
materia de nenliuin alcance nao me retirar o
seu favor perdoando nimia por esta veza mi-
nh.i lemeridade,porque oassumploao meu ali-
nhavado discurso respeila graudcniente us si
teresses desta heroica provincia
Nascido e criado nos serles do norte, eu l-
vci a ticailo um inteiro analphabeto, se a mo
da caridade (confesso-o com reconhccliiienlo)
uo livesse proporcionado ao meu espirito
urna mediocre cultura pondo un- vista
dos homens e entre os homens; com ludo
Sr. presidente, a minha educayo acanhadana
raso directa dos mcus Traeos recursos mate-
riaes e intelectuaes, a par desse recelo que
acompanha os espiritos temidos, e detapadri-
n h.idus no inundo, e mais tai de aprolisso de
empregado publico que se bem que muit i
honrosa em si mesma. he cntn ludo una
rccomniendazo adversa para os que ousam
entervir nos negocios polticos, foraui sempre
e cunt nu.iiii a ser poderosos motivos para que
eu contendo-me uas raas do meu pouco vali-
mento, me cinja nicamente, ein relazo ao
publico, ao possivel cumprimenlo dos ineus
deveres, nao desejando iictu ao menos ser co-
nhecido pcssoalueute por qualquerque te-
nha a honra degovernar a provincia- avista
disso Sr. presidente fcil he coinprrhendcr
i| iiauto seria indilerente para qtialquer gover-
no que eu me constituisse sen adversario ou
seu defensor, e que por cousequencia tudo
quanto eu proferir nesta casa ou fura della em
relazo a inaicha administrativa da provincia
he obra pura das tumbas conviezes desas-
sombradas de toda a sortede interesses assim
como de todas e quaesquer paikes, porque
felizmente so tendo coinpromissus com os sa-
grados principios de ordem liberdade e pro-
gn-s-o. ni ni aos partidos polticos em preco o
benedicile qii.uidu me apras manifestar algum
pensamentojusto emque tal niepareca, pre-
venido assim qualquer juizo temerario acerca
da natureza dos motivos de minha conducta,
passarei a considerar em breve sinopsis as ra-
siics ein que scapoia a minha indacazo.
Slo sei se bem ou mal entendidamente tem
se feilo enstiime uesta cis.a, nao; em quasi
todas as asscmblas provinciaes do imperio,
e principalmente n'aquellas cujas provincias
se acbam mais adiantadas no progresso, tem-
se feito o costume, digo, de felicitar ao presi-
dente da provincia, agradecer os seus bous
ser vi vos, e estalle Ucee desl'aite o ajuste da
harmona que deve resultar da confianza mu-
tua dos poderes ; mas a verdade he que rilas
o podem fazer e que cQeciivamente o tem fei-
to. Isto posto, e convencido eu do alto me-
recimento do actual administrador da pro-
vincia, merecimeuto mais que inuito provado
com o governo salutar que ha feito ba perto
de um anno, nao hesite! um ad instante em
realiaar o pensamento que tinha, nina vez
que voz mais poderosa nao se levantava para
isso. Nao temo, Sr. presidente, que desta
casa baja de surgir alguein contra essa lem-
branca ; mas querendu revestir uin acto meu
com as cores que Ibe sao pruprias, nao dese-
jando que elle tenha una explicaban sobre
opinies albeias, V. Eic me perinittir que,
fazendo a minha profissSo de f poltica, eu
tire della argumautos paia sustentar minha
indicazo.
J dlsse no principio do meu discurso que
so tenho coinpioiuissos coin os sagrados prin-
cipios de ordem. liberdade, e progresso ; por
consequencia todos os goveroos que jurando as
formas da inonarchia constitucional representa-
tiva realiaarem essas condifes, as nicas que
podem garantir a felicidade dos povos, nico
litn das associazoes humanas, te rao em aiiiu
iiiii subdito riel, uin aliado que nao trepidar
dame de pnicos terrores, nem uiesmu di an-
te da anarchia (porquanto algnmas vezes a
tenho arontado as filenas da ordem como
obscuro soldado c essa pouea enragem nao
me falta quando representante desta heroica
provincia, cujo nome so, basta para coininu-
nicar-me o cnthtisiasuio dr seus filhos.
\ dolorosa experiencia das reaezoes, Sr.
presidente, me tem convencido de que a dou-
trina da tolerancia e da jusliza. he a nica que
ein qualquer lempo deve ser ensinada aos ho-
mens que governain; porque, se he certo se he
nina verdade acceclvel a qualquer Intelligen-
cia que os extremos desacreditan! todos do sys-
lema, quer na ordem moral quer na ordem
^cientfica, e que principalmente na 'ordem
poltica nao he menos certo que nesta ultima
ordem de phennmenosa tolerrtela e a justica
sao as principaes garantas da ordem, da liber-
dade.
O governo imperial representante de una
poltica pacifica, dirigindo as forzas do paz
no sentido ds sufocar a rebelio de Pernambu-
co, compreliendeu a priori que para restituir c
esla provincia urna pa dnradoura era neces-
saiio escolher homens limito eminentes para
gorerna-la, homens que sobessem no da da
victoria arvorar o estndar tf da tolerancia e do
perdo : e coin rleito as successivas noiiiea-
Zcs do F.xins. Srs. Tosa e Honorio provam es-
te asserio ; e a poltica seguida por cada um
desles grandes estadistas, pelo primeiro, pou-
co depois da victoria alcanzada sobre os mon-
tes da cidade da Arria,e pelo segundo logo que
chegou a esta provincia provam o plano de
nina pacificazo paternal, Infelizmente foram
baldadas ambas as tentativas, mas ou acoule-
cesse isso pela importtinidade de remedios i.io
salutares. ou pela ferreuea contumacia de ntn
partido que havia tocado o ultimo de grao dos
crimes polticos, a verdade be que para suc-
cetler ao Sr. Honorio foi enviado o Sr. Sonza
llamos, que achendo as forzas da anarchia
quasi de lodos extenuadas, leve a gloria de co-
mezar nina idade nova, a idade da paz quceii
chamarei a idade de ouro.
A provincia de peruambuco tendo passado
por un rataclisma de horrores, precedido
pelo temor ou pelo pretesto de sonhadas reac-
Zes que podiain ler lugar em troco de fu-
nestas reaezoes passadas operadas pelo par-
tido que governran paiz, tinha sabido de mu
estado normal purificada nu sangue de seus
lilhos, inarlyrrs da ordrin, e viciimas da anar-
chia, tinha collado a par, grabas a to inn-
meras causas urafas ao impeli da razo, gra-
c.is a Providencia Divina, quando o Sr. Souza
llamos touiuu conU de seus destinos Nao es-
labelecerei paralelio entre este honrado ad-
ministrador, e seus dignos antecessores por
que se o uzease seria para direr que esliino
e resprito muilo ao Sr. Honorio, c idolano,
(pcrinitla-sc esta rxprest&o) idolatro ao Sr.
I'o-t i. mas se he verdade que lodos esses sa-
crificios fritos pela nacfio bem de Pernam-
buco tluhain por fin o reslahelecimento da
-iiI^iii, m da paz iiiibloa, uiniriiein. negar
que a coiisri va.ao desses importantes ln os.
pelos quaes se havia derramado tanto sangue
braieiro tanto sangue peruaubucano, era o
compleineiito de todo esie patritico empenho
do governo, e do pais.
iodos mis sabemos Sr. presidenta, que um
partido que foi agredido por outro com urna
guerra civil, e trlumphou da aggresso, tem
passado pelo cadiiiho de sollrimeutos bem pro-
fundos que no dia da victoria traballiai por
vingar inulto principalmente quando esse
partido tem sido vutiva de urna reacio lao
desabrida, como k (|ue soll'rcu o partido da
urdem desde 1843 at l848! !
O estado desta provincia portanto era as-
sz melindroso: o governo tinha iliaute dr se
dous partidos, uin vencedor e outro vencido;
um que Ihe dizia vingai-me r outro que
Ihedizia perdoai-me. Qual deveria ser a con-
ducta do governo da provincia,? squella que
eslava trazada no progranima lo governo im-
perial. (Jiial seria o meio para isso? I> em-
prego da tolerancia, e a administrazo da pis-
to, i com igualdadc para todos.
Fiel esse plano administrativo, S. Exc.
premunio-se contra as reaezoes para nao ser
por ellas embarazado: Impassivel, mas forte,
elle traetnu degovernar, e fa/.er tildo por sua
propria Corea; e tendo conhecido antes de
ludo que era necessario sacrificar as p^ixoes
raso calma, conteve immovel o partido ven-
cedor, e que elle vinha soccorrer: conteve
immovel o partidoanarchista, e vencido : foi
igualmente severo contra quem quiz exceder
a justa vi ngi. ni,-a das Iris, e contra aqurlles
que juslamrnie a tinho merecido o es o que
fez, v continua a fazrr ruin applausos do boin
senso. O culusasiiio das massas, que expira
diantr da iinpassibilidade dos governantes,
nao existi para elle: nao leve triumphos,
nem uv n''s ; mas no lmele tudo permanece
essa moderadasallsf.izo, resultante da geral
traaqullidade que elle tem sabido manter. He
quanto tinha para dizer motivando a minha
indicazo: maisconclulrei anda duendo, que
nao me prupuz fazer o elogr) do actual presi-
dente se elle o merece, elle niesmo o achara
escripto l n'rssas Iris cm que eslo presenp-
tos os seus Impoi tantes deveres e nao na na-
mli si.u io de opiiihoes to particulares como
a niini i
Indico que srja Horneada urna commisso de
cinco lorioluos paracomprimentaro Exm. pre-
sidente da provincia, e agradecer o seu bom
governo por parte desta assembla.
Sala das aesses, i de abril de t85l Vm-
belino Uuedeide Helio.
Foi 11ineiiiiio a coinmisso de constituizo e
poderes.
tal generalidade ? como pois se dizer que hou-
verain apoiados gerars. eu nessa occasio..
O Sr. Pan liarrrlo: Quando se dls apoia-
dos grraes, nao se rgur que fussem todos.
O Orador Mas dzendo-se, houve apoia-
dos grraes ein todo o salo, nao sel como
possa entender-se o contrario n'esta ques-
to eu ful um dos que nao so uo dei a-
poiados como volei contra, e me acoinpanha-
rain os nobrescollegas d'este lado...
I'm Sr. fepulada: Nao todos.
O Orador:--Foi para declarar que vote! con-
tra, e que nao Imuveram taes apoiados geraes
no salo que ped i palavra.
OSr. Pote Barreta: f. eu digo que houve-
ra ni.
O Orador: Em digo que nao lionveram,
appello para os nobrrs deputados drsli: lado.
O Sr. Correa dr tirilla : E nos appcllamos pa-
ra os deste.
O Sr. Paei Warreto : Ku digo que o discurso
foi exactamente publicado.
O Sr. Jote Pedro: Declaro a casa que os
apoiados que se publicaran! nesses discursos
nao me dlzem resprilo, nao fui eu que os dei,
r que votri pelo requrrnirnto qtirdru motivo
a essa discusso, tmente com o lim dr vrr si-
se faria ell'ecliva a responsabilidade do empre-
sario da putillcazodos traballios por lacbgra-
plios, c nada mala.
Terceira discusso do projecto n. 20 que alte-
ra alguna artigos do regiment da casa.
Ileapprovado sem discusso.
Entra ein discusso o artigo 28 do orzamento
municipal.
( Conlinvnr-s'-ha.)
O Sr. Catanko: Sr. presidente, eu tenho
visto n'esti casa por diversas vcet reclatna-
.Zes contra a inaueira porque sao publicados
seus 11 a h 11 los; foi tauUem para isto, (pie pe-
di a palavra na intenzo de fazer tainbcm
Ullia i ri lamac.m. Vl'jo que OS ll alialho. de
tu foram publicados por una inaneiTa, que
seno no lodo, ao menos em parte nao foi o
o que se passou na casa: fallo da queslao con-
tra um commuuicado, que apareceu no jor-
nal da casa ; lall va.i uesta questo 3 nobres
deputados que me peruiiitiro que lallc uos
seut nomes, a saber os Srs. brillo, Paes llarreto
e Francisco Joo, quaulu aus discursos dos 2
pi imcuus nada direi, mas o discurso do Sr.
Francisco Joo vein lecheado de lautos a-
poiados, que uo houveram ua casa; na ver-
dade alguna tpicos do dicurso do Sr. dipu-
tado foram apoiados, por essa forma porin
foi qmiudo faliou dos sei vicos prestados pelo
Sr. llouurio mas em outros lugares, vejo upoi
ador, gsran no safan (le; como no lim d'este
periodo, quando uo houveram apoiados, com
*
MUTILADO
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
sssaO estiiaoudinhu de 18 de mab?o
DR 1851.
Presidencia do Sr. Oliveira.
Presentes us Srs. llanos, Mammle, Car-
neiro Motiteiro, Moraes, o \ taima, abrio-so
a s-nso, i! fui iila o approva.'a a acia d'an-
t-r-e lente.
Foi lulo o seguidle expediente.
Um ollieio do Exm. presidente da provincia,
aulorisaulo a cmara a despender com a llm-
pe?.a das ras o que exceder do restante da res- (
prctlva quuia votada na lei do orcameoto.
ln tetrada, e maudou-se participar ao procura-
dor r contador.
Outro, do administrador do cemlterio, ex-
pondo o pi o. ,-,Inoculo irregular e turbulenta
com que se poriaram cerca de duzentas pes-
snas dr todas as classes c condizoes, que na
tarde do da l do corrente, llvcram ingreso*
no cemiterfS sem que fosse possivel aos guar-
das do inrsmo conte-los, e leclainando ptsivl-
d. ni ce. liui de que se nao repioduzain factos
toes, e nao perca elle administrador eos de
ni us cmpieu idos a torc mural : que se reinet-
lesse, por copia, dito ollieio a presidencia, so-
licitando-te medidas que repriman! a coutinua-
ctu dr scmelhai.'les abusos. ___.y-
Oucro co oirsuio. requisitaiido Um* ncidi
.......lliniir as que costumaiii haver as igre-
jas; para com o auxilio della se poder collo-
car os cadavcics na srgunda ordem das cata-
cumbas que o procurador furnecesse.
Outro, do procurador comiiiuuicaudo harer
a cmara obldo srutrnza a favor na questo
que entre ella c Manuel l.uiz da Vciga, penda
ein julio, relativamente a iadeoialaafCo pedi-
da pelo inesmo Velga, de um terreno no lugar
de S. Amaio.--luteirada.
Oulro do inrsmo, participando cm resposta .i
por lar a de l2do correnle.queoadvngadoda ca-
sa be dr parecer, que deveiu baver posturas, iin*
pondo penas aus infractores dis dispollfoel do
rrguiomrulo do ceiuitrrio, para que possaui
ser ajuizados : que fosse remellido a coinmis-
so cncarregaJa da confecoio de posturas ad-
diciouacs.
Outro do mrsmo, apresentando tim grande
nuiurio de termos de mullas dadas prlos lis-
Ces, fallos das formulas legars, e que por isso
uo podeui ser levados a juizo, sol) pena dr
perder a cmara a aOCO, e ser condemnada uas
cusas, pedindo que scjaiu considerados inu-
lilisados : que losscm reinettidos i couimissAo
de policia, para examinar quaes os que de-
velo de ser iuiililisados e os que se devem re-
formar
Outro do fiscal da U la-Vista, duendo que o
cano que desgoto as aguas pluviaes da es-
trada do Manguind, acha-se ai ruinado, eque
as vallas desse inesmo lugar, bem como do
Corredor do Hispo, ra do >ebo e nutras, esto
entupidas, e llie parece conveniente os seus
reparos, antes que ebegue o invern : que o
curdo olor orce a despeza cun o concert do
cano, e o fiscal mande deseutupir as vallas.
muro, docoadjuclor pro-parocho do bairro
do Hecife, remetiendo o mappa dos bitos ba-
vidos no semestre decorrido de juilio a dezem-
bro du anno passado.Que se arc'iivasse.
Oulro,do bacharel Frauciscode Assisd'Olivel-
ra llaciel, participando haver entrado no exer-
cicio de juta municipal da primeira vara do
termo desta cidade.Inteirada.
Outro, do fiscal de Jabual.io, participando
lisver respondido o ollieio que a cmara Ibe
expedid em 13 do uiez de Janeiro luido.latel-
rada.
Uulro, do juizde paz mais volado do primeiro
distnclo da fregueziade Jabualo,participando
iiavcrl.ilU cido um cleitor do numero que d a
mesma freguezia.e pediudo que a cmaraexpe-
disse diploma a quem competir, para preen-
diera falla deixada.Que se expediste.
Outro, do vigario dos Afogados, queixando-
se do procedimenlo du fiscal respectivo, por
ler empellido que na matriz se abram sepul-
turas, que elle vigario emende que o pdem
ser, por tercio o lempo marcado uas posturas.-
Que o fiscal iuiormasse.
i laico, do fiscal de Muribeca. dando as ra-
ides porque nao lem recolhido a importancia
das mullas dadas.--Que se Ihe ordenasse o re-
colliiuieiito quaulu antes a contadoria, dos Ter-
mos de mullas que tem em seu poder do anno
passado e desle.
Oulro, do ci 11 la lo. ,ili/.en duque desde o dia 8
do corret.te que havia debitado o procurador
ua quanlia de ISf que recebeu da repartizo
de policia.Inteirada.
Passando a ser discutido o ollieio do llam.
bispo diocesano, que licara adiado na sesso
antecedente, deliberou a cmara, citar se de-
lermiiiasse ao administrador do cern ler o, que
nao receba cadver algum. sem que se Ibe a-
presentc document autuentico passado pelo
vigario ou prioste a que perleucer o cadver,
de baver sido encoinmendado, e aos flteaes,
para que sempre que'for achado algum cada-
ver pelas ras, que nu srja reclamado pur al-
VI


M.
,2,
guem.dcem parte ao vigano respectivo, ou
un suas vezei lizer, a/ini de ier eiicommcn-
lado, e depoii poder seguir o destino marca-
do na lel.-Mandoiisc coinmunicar isto rnesmo
ao'.Exro. hispo diocesano.
A commissao cncaircgada de rormular o
projecto de resposta ao ollicio do engenheiro
JosMamedcAlvcs Ferreira dirigido presi-
dencia e poi esta transinittido cmara, rela-
tivamente a obra do cemiterio ; apresentou o
resultado de scus ;trabalhoi, o qual sendo lldo
e approvado pela cmara, assignou-sc e re-
iiictteu-se a presidencia.
A requerlmento do Sr. C'arneiro Monteiro,
icsolveu a cmara que se pedisse .1 presiden-
cia antorisacao para poder ella despender com
a ubi i dncaes do acueducto do pateo do Car-
ino, a rjuanliaem que est orcdo de 8800 vis-
to d5o ter sido lufiicientc a quantia de 3:600/
i |iir a cmara pela mesma presidencia Tora au-
torisada a despender com a concluso iia incl-
ina obra.
Por dcliberacao da cmara licnu o mesniu
vereador Carneiro Monteiro, cncarregado de
coutiactai a condu9o dapedra precisa para o
calcamento do pateo do Carino.
Resolvcu a cmara que se pedisse ao gover-
jin geral por intermedio da presidencia 40
Africanos dos que leeui sido ltimamente ap-
jirehendidoi. para serem empregados no ler-
V90 municipal, ponderando-se a diffieuldadc
que encontra emachar homens livres lilhos do
Mis, que se queiram a istosujcltar.
F'oi approvado um parecer da coinmisso de
saudc ralativanienle a iusalubridade do lugar
das Cinco-Ponas, licando addiada a parte do
mesmo, que a consellia o couceilu, uu cons-
truecode novo canndeesgolo de sangue.
No sentido do mesmo parecer seniaudou sa-
tisfacer o despacho da presidencia firmado no
cilicio do governo das armas sobre a represen-
tacao do cominandaiile do 2. balalhao de ca-
tadores allojado no qnartcl das Cinco-Pontas.
Mandou-se remctler commissao de peti-
<0es o requeriinento de Manoel fclias de Mou-
ji ; riii que pede tome a cmara couhecimen-
to da legalidade ou illegalidadc da caria com
que exerce a arte de pharinacia n'esla cidade
Jos da Rocha Paraiihos. Tirou-se hoje do
cofre a quantia de 1:000/00" rs. de que fui
inencao a acta anterior.
Despacharain-se as pelicoes de Antonio Ri-
cardo do Reg, de Antonio de Locio e Sil-
bes, de Amonio Pinto de Harros, de Candido
de Souia Miranda CoutO, de Domingos Jos de
Stima, de Francisco llcllciiot, de Joo llenri-
que da Silva, de Joo Mareclliuo Ribeiro, de
Januario Alcxandrino da Silva Rabcllo Caue-
ca, de Ludgero Gonjalvcs da Silva, de Luiz
Antonio de Mesquila Falciio, de .Miguel F.ste-
Tes Alves; c levanlou-sc a sesso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, secretario inte-
rino a escrevi. Olifira, presidente, f'ianna.
Morai -farros. Fig uertdo.
feltO com os propietarios do engenho Janga-
dinha! .
F. quem como eu assim quei' c proccae,
merece ser tachado de excessivo em suas pre-
tendes, e de querer ter demandas com todo
o mundo, como disse o mesmo Sr. capitao
los Francisco em sua correspondencia.' B
nao ser o Sr. capitao Jos Francisco Pcreira
da Silva, quem em vista do exposto deva me-
recer primeiro do que eu o arrojado cpilheto
que me prodigalisou de demandista ? Parece
que sim.
Se o Sr. capitao Jos Francisco tem por
grande infelicidade sua o ser herq confi-
nante com a minha propriedade, cu pelo con-
trario, tenho por fortuna, e inuilo preso ser
hero confinante com o engenho Velho; por
que sendo este pertcnccnle aoSr. capitao Pc-
rcira da Silva, que he pacifico e inimigo de
demandas, estou certo de que, nao obstante
o que ja tem obrado o mesmo senhor, pode-
remos chegar ainda um accordo amigavel,
como bem desejo. K veja o Sr. capitao Pe-
reira da Silva que, quando entrn na posse
do engenho Velho, ja eu liavia comprado,
senao toda a propriedade Cumbe, a maior
parte della, como allestam as escripturas que
possuo.
I.imitando-me, Srs. Redactores, a
macla: at da cirurgia devtm o homecopalhas
ler cabal canhecimento. __
Mas logo abaixo accrescenta o charlatao mi-
seravel.:
. Nao sel, que lodosos curiosossejam esga-
narellos, como Ihes chamaes ; o que he certo
he, que os curiosos tem feito Imporlanlissimoi
servicos i humanidade, e as scienclas (com-
prando as carteirinhas, boticas da fabrica de
Jan-flixcnte) A humanidade : porque com ei-
ses pequeninos glbulos dissolvidos n'uma
simples gotad'agoa cristalina tem dado a vida
a inultos milhares de enfermos ; e ai scienclas
nao sao partilha exclusiva dos Srs. dotoures;
pois que o Dos das misericordias, Infinitas des-
tribuio com lodosos homens o mesmo grao
de intclligencia, a qual deixa de se desenvol-
ver n'uns, e n'outros se desenvolve mals con-
forme as condiedes da vida, oriunda da locle-
dade, e de mil e huiu diluios da humana
especie.
Ora aqu temos a mal ridicula, e inlseravel
contradicho. J tinha dito, como acabamos
de ver, que para exercer a hommopalhia he
ndispedsavel aaber a anatoma, a phlsiologia,
a chiinica, a phlsica,& al a cirurgia : agora qu-
alquer curioso, ouesganarello tem dado a vida
a milhares de enfermos, todos sao idneos pa-
ra curar pela homa'opalhia : porqae Dos nos
DIARIO 01 PIMlllOCtf,
ECIFZ, 24 K ABB.1L Di: 1851,
A assembla depois do expediente oceupou-
se com a approvacao das redaejo^s de dous
projectos ltimamente votados. Itemettea
commissao de constituirn e poderes una in-
dicado do Sr. Gucdes de Mello, para ser por
parte da assembla ciimpriinentado oSr. pre-
sidente da provincia agradeeendo-lhe o boni
governo que o mesmo Sr. ha feito.
Approvou em terceira discussao o projecto
que faz algiimas alleraces ao regiment da
casa.
Concluio a segunda discussao do orcamenlo
municipal.
Encelou a segunda discussao do projecto n.
37 que approva com algiiiuas inodicacoes
rogiilamento do cemiterio publico ,- licando
cssa discussao no art. 3." dos ad/iilivos.
Foi designada par* ordem ilo da da sepili-
te sesso a primeira discussao do projecto 11.
23 c mu 1 i mi ic "i da de hoje.
Hoje pelas nove horas da inanhaa, qitereudo
o Sr. Antonio Jos Vieira de Souza, morador
na ra larga do Rosario, castigar um preto seu
rscravo, laucou este mao do chicote, c puxan-
do por una faca de pona, que tralla de pic-
veuco, investio com ella para o senbor, que
lclizineule pode cscapar-lhe, licando o mesmo
escravo inlriucheirado na sala a vocilcrar a-
meacas contra todoaquelle, (|ue tcnU'Se capi-
tura-lo; ueste iuterim, porm, acudiram al-
-:ii 11, i^ praras do curpo de polica, edepois de
pequea lula, foi o negro preso, sahindn feridu
levemente elle e duas das referidas pracas.
verdade.
K nao mH responderei a outra qualquer
que do mesmo senhor appareca, acerca do
assumpto em quesillo, e a qualquer insinua-
9:10 menos digna do meu proceder, que bem
desejo seja avadado pelo rcspeilavcl publico.
rtecife, 19 de abril de 1851.
Joi Joaquim ISeirrra Cavalcanti de Albuquerque.
Si!, ftduclorc. Poslo que com debilidade
summa, aindi apparecease o Sr. Moura arti-
culando contra mim, talvez sinenle por pre-
tender elle ler botica; cu s em respeilo c
confidencia ao publico Ihe respondo.
iNcnhuma lei tem elt'eilo retroactivo : e estan-
do eu exercendo legalmente a arle de phar-
inaeia, na coulorinidade do til. 2 I das pos-
turas inunicipacs de feverciro de i833, que
regularam at 1849, c da lei de 3 de eutubro
de 1832 art. 13, inio se me pode contestar o
exerclO da arte de pharmacia.
A le de 3 de nutubro de 1832 no art. 13
diz : Nao silo comprehendidos nesta dispo-
sifo os mdicos, cirurgies, liotieariog e par-
teiras legalmenlc aulorisados cin virtude de
lei anterior. A lei anterior he a de 28 .le
agosto de (828, que deelarou passarem para
as cmaras miinicipaes as atiribui9des que
pelo alvara de 22 de Janeiro de 1810, exerciam
1 un is autoridades; c se v que as cmaras
municipaes ficaram autorisadas para exeicer
aquellcs actos, que outras autoridades exer-
ciam, em virtude do referido alvar; mas o
airar de 22 de Janeiro de 18IO 20, declara
que a cerlido do exame he titulo legal
logo a cerlido que apreseutei, de exame feito
perantc a cmara no anuo de 1831, he titulo
legal, e por elle fiquei habilitado, para exer-
cer na conformidade das Icis; a pharmacia,
e nao se pode por em duvida a legilimidade
do meu titulo, visto que foi exame feilo em
virtude da lei anteiior de 3 de outubro de
1832.
11 ni. -2 art. 1 das posturas de 30 dejunho
de 1849, se entende de accordo com a postu-
ra anterior e com a lei de 3 de outubro de
1832, que respeitou os direitos adquiridos,
em virtude de lei anterior, pelo principio de
que, nenhuma lei pode ler ell'eilo retroactivo.
Se, pois, eu apresentei essa cerlido em 1837,
e a cmara cni virtude della, e na conformi-
dade d-s leis, me concedeu Iicen9a, procedeu
ein regra; e nao se pode reviver esse pro-
cesso lindo, esse acto da cmara transarla
smente para molestar-inc contra a juillca.
Pela consiitni9o toilo o genero de trabalho
r fndusern he peruiiuldo, aislen como a llvre
concurrencia, e j se v que he mesquinho
pretender-se tolher alguem o livre exercicio
d'uroa Industria, para que se habilitou na for-
ma da lei, e isso para evitar a concurrencia.
A proceder o desejo di Sr. Moura, entao
mullos ri.lailos serian privados de exercer
direitos que a constitii'1930 garante; e o mo-
nopolio substituira liberdade do trabalho
e industria.
Poder o Sr. Moura alcunhar-me de viru-
lento? Parcce-me que nao; pois que s lhe
fallo com a lei. Vejamos o que diz o Sr.
Moura.
Seu assignanle
Jos da lloeha l'aranhot
llontem deu o Sr. LuizComes Ferreira um
esplendido baile, em obsequio ao Kxiu. Sr. vis-
conde de branles, ao qual, segundo nos di-
y.eiu assistiraui in"s de 200 pessoas gradas da
provincia.
,.ii?i;.r..iANi<;
Correspondencias*
Sn, Redactores. Como me nao julguc to
habilitado como o Sr. sapillo Jos Francisco
Pereira da Silva a escrever para o publico.
o que se acha consignado no Diario n. 8
apresenlando-mc peranle o inesnio publico
como disposlo a demandar com todo o inun-
do, a involve-lo ein qucsloes, a interionipcr
a mansa e pacifica posse ein que est das ter-
ral do leu engenho Velho, a iucomnioda-lopor
ter foros de demandista, c linalineiite a ser
excessivo as ininhas prclcnccs; respondo
a tudo isto com os fados que fiz publicar
pelo liarlo n. 85: fados aquelles inconlesta-
velmcnte viridicos e pralicados, enlrc mim e
o proprictarios do engenho Jangadinha, en-
tre inim e Francisco de Paul Buarque, entre
eite e o Sr. capitn Jos Francisco: pois que
a deinarcaco amigavelmentc feila entre mim
e os proprictarios do engenho Jangadinha,
existe no cartorio do escrivo Santos; as pi-
cadas da dcuiarcjo, c conven9ao amigavel-
inente feila, enlre mim c o Kuarque e Andr
de Albuquerque, existen! ainda abertas, c
deste resultado existe a derrota fcita pelo pi-
loto Santos, e existem as lesteinunhas que a
ellas assislirain : como tambem existe ein po-
der do escrivo do juizo de paz de iauto Ama-
ro de Jaboalo, e ein meu poder por copia a
jni/i 111 11 ;n, pela qual Kuarque c sua inullier
constiluiram por heu procurador bastante ao
Sr. capitao Jos Francisco Pereira da Silva: 1
E acreicento dizer; que a posse pacifica em
que diz estar o Sr. capitao Pereira da Silva,
das ierras do seu engenho Velho confundidas
como eslo com as de minha propriedade do
Cumbe, di-ve de ser autorisada por um titulo
distinclamenlc significativo da entenso e li-
mites das suas ditas ierras, sendo em vista
desfe titulo a.ssiin instruido, qur de Kuarque
e qur do Sr. capitao Jos Francisco, que cu
procuro e quero demarcar amigavclmente
inioha propriedade; e em vista tambem do
marco palro existente; visto que j de h
mu i tu exittia ella quasi em abandono, j por
haverem perecido os amigos donos descen-
dentei de Salvador Curado, j por se haverem
suscitado, mais de 25 annos, algumas deman-
das entre aquelles inesinos herdeiros ,\c &c
terminadas o anno passado: e que o Sr. ca-
pitao Jos Francisco foi o primeiro e nico
dos proprictarios coufinantes, a assallar o meu
proposito de amigavelmenle drmarcar-me
priuierauente com Kuarque c Andr de Albu
querque, c depois com o mesmo Sr. capitao
i ereira da Silva ; rouferindo os limites de uos-
sai propriedade! pelo maico-patrao existente U mesmo se deve dizer da chiinica, da pblslca,
e peloi leus propnos mulos, como j o liavia da historia natural, da lexicologa, e da pliar
emir de infundadas, e menos justas as asser- io Sr, destnbuio por todos os homens o mes-
V"el do Src"pil;io Pereira da Silva, termina- ino grao de Indiligencia!.. Con, effeito uto
rei anu a minha presente resposta sua he que he dizer amenas em tom dogmtico !
dita correspondencia laucada em despeito da Se todos os homens tem o mesmo grao de in-
.,,,"/' I tclligencia (o que he um absurdo, nina par-
voice contraria a experiencia quotidiana, e ao
simples senso commumjsc alcm disto qual-
quer curioso fax infinitas curas admiraveis,
segue-se por necessaria conseqiiencia, quede
pouco ou nada scrvemessescsludos para exer
cera homeeopatbia.
Onde achou esse laltimbanco,'que a intelli-
gencia he a mesma em todos os homens, se he
cousa averiguada, e sabida, que a cxtcn9o
das faculdades intellectuaes depende ein gran
de parte daorganisafao do cerebro, e da mal
or, ou menor capacidade do encephalo ? To
dos os dias estamos vendo dous irinos filhos
do mesmo pai, e da mesma mal, ambos entre-
gues aos lucirnos mestres, e mcinn disci-
plina; um he um aguia em comprehender, o
outro he bronco c Upado, como um burro. B
veio o mestre Jan-liixente do teu l'.m-iic-Ja-
neiro eiisinar-nos que todos os homeni tem
igual grao de intclligencia Contina o Dul-
camara no seu cnchurrodc despropoiitos, di-
zendo He verdade, que temos colocado a
hom.i'palhia as niaoi dos curiosos, ou esgana-
rellos, como os alcunhaes: he verdade, que
nosso proposito he ainda o de continuar (urna
vez que vao leudo consumo as carteirinhas, j
se sabe ) a collocar a homceopathia na mao de
todos os homens dotados de verdadeiro espi-
rito de caridade, einbora nos tenhatnos de 11-
ludir com inultos, que em vez de caridade, s
1. 11I1 un amor do ganho(como verbi-gratia o
secretario perpetuo do instituto homceopathi-
co, o titiriteiro capadocio, o ladinissimo fura-
olhos Jan-Diientc d'eterna luminarias.)
Tudo soll'reria de bom grado deises velha-
cos especuladores da credulidade popular,
menos a capa de Religio, com que pretenden!
acobertar-se. Onde est o verdadeiro espiri-
to de caridade desie enchurro de trampoli-
neiros, que recorrein curandice hommopa-
thica, como um uieio de vida, vendendo ao
inexperto povo dosel il'ovinhus de aranha a
lO.tOO rs. fazendo toda a laia defraudes l pa-
ra armar aodiuheiro? Al l deisaieuropicis
j nos vein di-sscs apostlos da caridade ho-
nueopaihia, que de borradores de casas de bar-
beiros, de sapaleiros remendocs, de pobres
enferineiros, que eram, aqui se nos encam-
pam de dotoures, enchem as algibeiras, e vo
meneando para a sua trra, zombando da nos-
sa tolice, menos da minha, que bem os co-
nbeeo.
.lan-llixente proseguc na hemorragia de san-
dices e depois de queixar-se acremente dos m-
dicos, principalmente do Sr. Dr. Jobim, por
guerrear em V*i arieuiata com as seguintes preciosidades-- A'
vista de tanta intolerancia, le m vontade, te.
nlio eu qu'esperar alguma cousa dos mdicos
em geral ? Nao. O que me resta entao para le-
var aos confundo Imperio, e a todo o i ortugal
(e il'alii Hespanha I rain,-a, a toda Europa)
a hoiuu'opathia ? Ucslo-mc os curiosos
agora ainda ; mais me persuado de que
divo contar s com cllc; por iiso que
h poucos dias mandci, que a escola bolineo.
palluca fosse retirada de uossa casa na corte,
c que se me naocontasse mais entre os lentes
daquclla escola. I.sclaniareis agora que con-
ii .nlic, .i>i Nao o lie. A escolla nem por isso
lica aniquilada, menos agora que se alMaram
110 numero de seus lentes mullos mdicos,
que lhe tinhain leito seria opposi9ao. Esses
mdicos agora vierain dar-me raso : liquein
de (fra, e trabalhem sem mim, que cu quero
licar onde os veja irabalhar, para que me
desengae de tua boa f, e I lies nao usurpe ne-
iiliiiina parte dagloria, que eito adqulrin-
do ; e por outra parle quando eu criei a eaco-
la com tantoi lacrilicios, nao foi para que si-
liissem della estudantes, que renunciando a
seus principios fossem submetter-se ao juizo,
e approva9o de escollas allopalhicas; por is-
so hoje Ibes quero preferir os curiosos, qne
l'ur encontrando, e poder instruir.
No lempo do poeta Kocage a i-rindan de
Lisboa soltou um carrasco j velho, e sem
presumo. 1 un senhora, sabendo disto, com-
padecida do hoincin.perguntou ao mesmo Ku-
cage de que iiia viver aquelle miseravel; ao
que rcspondeo-lhe: agora, minha senhora di-
zem, que anda enlorcando por casas particu
lares Jan-Rixcnle aposentou-se de lnle de
pelolicas hon.ceopathica; agora anda as en-
sillando (c vendendo carleirinha) pelas pro-
vincias a totili HHHMH, Depoii de homrieopa-
ihi/.ar a todo o Imperio passar a difundir as
suas luzes pelo 1 uno de Portugal. I.in que
pasmaceira nao cahira os habilantei de
Lisboa (onde alias ex slini medico! tain aba-
ntados, e de tantos crditos) quando virem o
o seu ex-sapateiro o seu cx-garoto, cx-ier-
vente de boieqiiim, ex-barbeiro, ex-enfermei-
roarvorado em doutor, que val doulriualoi
na guia houieieopalhical Val meu Jau-Ki-
xeuie, nao taides: que l te espera lem duvi-
da o limoeiro; porque ierra to favoravel
eslrangeiros, sallimbancos, imposiore, e ve-
Ihacoi, como lie o papalvo brasil, nao eucon-
trarai em toda a superficie do globo. Vai,
meu D. (uixote mandiiiouiro ; e veril, como
casadeMr.Guibour, que UUWi j*S*
copea hointeopalbloa, c cuja setera exac dao
he conheclda em toda a parte. O f'"
foi restrictamente obiervado e obtlve dos re-
ligiosos do hospital um rgimen eipaoUI pjra
esses doentei, tal qual o exige Uabnemann.
Dliserao todava que or alguns mcxci deI-
xara eu de ser fiel a todos 01 preceltoi da dou-
trina. Tomci polio trabalho de tornar a co-
necar; lenho estudado a pral.ca do. Iiomcco-
natfiai patnenles, c bem aisim1 os WH 1
o,:ccodvencl-me. que e le nao procedlao
de oulro modo, que eu, podendo afhrinar-voi,
que en.pregucl uesses trabalhoi tanto rigor,
CODauas1enx6pUee"menta9e. .efa.lo nece.sariai.
Era miitcr saber antes de tudo at que pon o
poden produzir-sc no home.n sao enferin -
Sadesieinelhanleis que .e pretende curar;
e aqui, para nao reliar duvida alguma lobre
os Multados, devia.noi uoi eicolher 01 caioi
mais decisivoi. Aqulna quina appreientou-
se-nos em primeiro lugar. Sabe-ie que. se-
cundo a doutrina homreopathica, esta subs-
tancia nao cura a febre intermitiente, senao
promovendo um accesm lemilhane Aqu
deimoronou-ie toda a theorla. Eicolhl eu
maimo dez a onie peiioai em bom estado de
sude, ai quaei tomarao tambem commlgo a-
quina quina, em doiii homceopathica, c ne-
nhutn effelto sentimos. Panamo! ai docei or-
dinarias, augmentando iiiccenivamente, e de
baixo de todas as formulai po, o extracto
de quina quina, c finalmente o sulfado de qui-
nin, do qual tomamos de 6 a 24 graos por
Estes esperlmentos forao repetldoi por lar-
go lempo, cm diversas estatei c lobre diver-
sas temperaturas atmosphericai. Nenhum de
ni cxperlmentou nem a menor appnrencia
d'um accesso de febre, apena! o d'eitomago
mais fraco sofiVeram algumas cephalgiai e na-
da mais. Depoii da quinaquina dizem 01 ho-
mo-opalhai, que o acnito val urna sangra
nos casos de febre geral. He preciso poli que
em peiioa!, que se acbao em estado de laude
prodosa alguma couiaque le aemelhe a urna
f.bre geral. Ni poii ensaiamoi o ainnito; mas
sempre em vao. O cnxofre, dizem enei lenho-
re, que cura a urna, produzindo urna arna ar-
tificial. Tomamos o eniofreeno nos appareceo
a mnima sarna. Dizem lamhem, que a rnica
dem dodia 2V
2:559,882
63:074,752.
DIVEUSASPnoVINCIAS.
Randimentododala23 8:919,143
dem do dia 24........^434,370
3:353,512
EXPORTAfAO.
Despacho martimo no dia 23.
Ilimburgo pela Parahiba, patacho ham-
buntuez Johanna, de 177 toneladas : conduz
o seguinte : 20 paos de sebasliao de arruda,
15 ditos de Jacaranda, 1 dito de amsrello,
300 mlhos de piassiva. 9 caixis com mer-
cadoriasnacional. 4 ditas de ditas estran-
aeiras e 20 toneladss de arela. _____
8 RECEBEDOR1A DE RENDAS OEHAES
INTERNAS.
Hendimento dodia 2. 582,006
CONSULADO PROVINCIAL.
Randlmenlndodi24.....1:256,867
JVlovimeto do porto.

A ti-Lnarlalao.
Sabendo o fraco do iovo
O (janhador charlatijo
l'roeua o mararilhoio.
Ilecorre a religiiio.
Contina o charlatao lau-Uixenle, a cstravar
110 sen Medico do Vovo n. 13.
Antes que passe as sandices mais graudas, e
garrafaes do meu nunca asss sovado herc
ueste numero do seu precioso peridico, que
lie quasi urna coilei^o de bernardiees, afora
os insultos, e desaforos, quero regalar aosres-
peilaveis leitnres com a seguinte brevissima
noco biogrfica desse miquilete. Nascen Jan-
llixeute, talvez na ra da IMadragoa, em Lisboa
ni mu loja de sapateiro : foi educado pelas
ras iiiormente no terreiro do l'.n 1, onde com
os oulros garoliuhos do seu lempo surnpiava
das caitas o assucar, que podia. D'.iln passou
por accesso a sel vente de bote(|Uiin. De ser-
vente de bolequim subi a barbeiro. De bar-
beiro foi por escalla a enfermen o. De eufer-
uiriro resvalou para mestre de meninos, de
quem consta ler sido um llerodes, uns bulos,
com i| 11 os maltratava, uiormenlc depois de
1 un 11. Ii.ilii metleu-se com o inglez Nayr
lor-l'.i y, com o qual se habilitou a fura-ollios,
como grande operador de cataratas. Ao de-
pois foi espoleta, e cicerone do phaleusterico
.Mure ; c alinal I) Quixote da homccopalhia,
lente do querque seja, e secretario perpetuo do
instituto homii'upathico. Ora em verdade um
sujeito, que uasceo entre a sovella, e o tira p,
que passou pelo tyrociui de gaiato^ de inu-.n
de botei|Um, de barbeiro, d'enferineiro, de
mestre de meninos, de ciiado de Naylor-Hey,
do espcrtissimii Mure, nao pode deixar de
ser um sabio, a oilava maravilha do mundo !
Ese nao alii vo provas do seu vasto saber.
O meu amrgo bavia dito em sua correspon-
dencia Para o meu pyrroiiiimo grandemente
bao ii.ii.i.imli. os iiie-.nn 1. Sis. doulorcs,e mes-
tres d* houireopatliia ; porquanlo ao passoque
siislentain ser essa urna sciencia tranceuden-
lal, e subliinissima. dizem, que para a adqui-
rir nao se fa/.em precisos os previos couheci-
infiiii.-i da aualoniia, da phisiologia, da chiini-
ca, etc. ele : e em poucos dias de inilruc9o
impyricado caria de facultativo ahi a qual-
quer esgauarello, que ae atira logo por ene
mundo de Chrino a fa/.er mal prodigios, do
que leus proprios mestresA isto acode Jan-
Uixente por houra da firma respondendo, que
os boinceopalhas reconhecem como seu princi-
pal eitudo a aualomia ; eaendo a hoinceopaluia
symptoinatica, he imposslvel ser hommopatha
lem conhectr a ppsijo, e a natureza, ou os
caracteres apreciaveis dos orgos, s suas rela-
v 11. 3. l'iiiu-uies. etc; e por uso he impossi-
vel ignorar-se, e desprezar-sc a phisiologia.
pa-
Es-f
tt iractailo pela polica de teui proprioi pa
trelos,
E de que materia poderia ser lente esse
ganarellof Que poderia ensinar esse capado-
cio, que tcni cnchovalhado os prelos com lan-
a sanice de tua propria lavra? Jan-Uixenlc
he um asno completo em lodo, e qualquer ra-
mo dos conheiiiuenlos humanos; mas eu con-
fesso, que a respelto de charlalanaria he o
peior genio do seculo 19, e o titlre mals auda-
cioso, e despejado, que tem apparecido no
nosso brazil. Tem enrequecido com as suas
asiucias, e pelolicas, tein sabido especular so-
bre a credulidade do potro e para tudo isto re-
leva ter tanto, ou maior talento, que o de D.
Kafael, e o d'Ambrosio Lamella do Gil-Uraz.
GLOItlAS DA HOMEOPATUIA.
liri> dieuro do Sr. Andral filho na academia de
m.'iiiMiM ile Forii em una de euai letioei de
1845,
Concordo, Srs com Mr. Itard, que he pre-
ciso attt-nder mais aoi factos, que a os relo-
cinios. bem: eu subinelto essa doulriua
experiencia, t-oulo boje de 13 a i4d faclos
adoptados, e examinados com loda a boa f
e, um grande hospital, ein pretenca de in-
s umeravels deileiuuubai. Para eviiar qual-
quer objecjo tome! os uiedicameuloi em
he propria par curar a contusdes: porque
essa subitancla, segundo Hahneinanu, pro-
duz dore contusas no liomem sao: mas III
de balde a experimentamos ; pois nao mi-
mos o menor encommodo.
Delta manelra exiasrlnientei ai lubstancias
mal importantci, e cujoi effelloi deviam ser
mais evidente!. Accrescentarei, lenhores, urna
reflexo. Eu deven ter metido em meu chapeo
todoi esses medicamentos, e tira-loi aoi accaiO
para os eiperlmentar; porque, conforme a
doutrina medica, e pura de llahnemann, todos
lies produtein pouco mal ou menos os mci-
mos symptomas, islo he ; dorel, vertigcm, en-
commodos de cabc9a, etc. Esle emaioi, se-
nhores' em tantas, e tao dlvenai pesioai dnra
ram um anno, e lempre leinefl'eito algum.
Logo nao he exacto o dizer-se, que os reme-
dios hoinceopathicos produiem molestias le-
ini-lliantes i queie pretende curar.
Mas afinal curaram ellei realmente ? He ou-
tra queitao, que eumpre resolver pela pratica
e que exige urna serie de experimento!. Fi-los,
como j dlise, com todo o cuidado ; e tenho
em minha casa todas Si obierva9ei escrupu-
losamente compiladas dada por dada,
Tractel um certo numero de febre! Inter-
mitiente! com o glbulos de quina quina: al-
guns docntes restabeleceram-se naturalmente:
outros reslitlram com pertinacia, at que afi-
nal vl-me li.ti.ulo a recorrer ao methodoordi-
nario que 01 curou rpidamente. Varios doen-
tei apreientaram Iguaes symptomai de urna
febre, que Plnel chamava inflamatoria, ou an-
elotenica. Manda a homieopalhia, que esta se-
ja combatida pelo acnito. Administrci-o poli
em mais de 40 casos ; e nenhum experiraentou
memoras.
inmiia 11 a syphilii debaiio de toda assuai
formas, isto he ; ulceras, eicreicenciai, etc.
pelo mercurio salubre de llahnemann.c princi-
palmente pelos glbulo! de Tuya ein 01 quaes
o reformador allemo pe tanta eoniiac.-i ; o
mal nao deixou de jirogredir. Mas untando ai
ulcera! com ungento napolitano, lararam r-
pidamente Tractel os reumalhlsmoi acompa-
n i, -ni 1 s de febre, 011 lem ella com a bryonia, ou
lirio verde ; e as dores nunca cederam.
llahnemann nao reconhecia a pneumona
propriamente dicta, nao vendo neisa molestia,
se nao um complexo de symptomas, entre os
quac! eicolhla o predominante para coinbater.
Fiz como elle, servindo-me j do acnito, j
da belladona.
Quando a pneumona era pasiageira, ceda
por il, depois da sua marcha ordinaria ; quan-
do era grave a de mal a pelor e obrigava-ine
logo a acabar com ena tbeurapeutica Ilusoria.
Eii o 11 -.uni dai minba expcriinenta9dei. Se
a academia julgar conveniente nomear urna
commiiio para esse exame, eu lhe offere9o
deide ja a narra9ao de todoi 01 lacios. ( Vivos
applausos) (Trodusiilodo francez.)
Ree non verba. Nada de palavriado : vamos ao,
actot homaopathicoi.
Uin mulatinho de neme Candido, escravo do
bacbarel Francisco Habello Leite : febre aina-
rella homceopalhia morle.
Alexandiino Ayres da Paixao, profeisor pu-
blico de prlmelras letras de Paratlhe carno-
sidades na uretra homceopalhia por mullos
dias nada de melhoias. Eit quail bom
com a medicina racional.
Manoel Fernandei da Luz, morador na ra
do Livramento sarnas e erysipela homceo-
palhia : cada vez pelor. Curou-se a final pela
medicina racional.
Antonio Joaquim da Rosa, morador na ra
Direila bydropeskt de ventre homreopa-
llu.'i pura morir,
A mullir de Francisco Joaquim f'ardoso ,
un ri.-ilor na ra da Cadeia de Santo Aoionio
Dez dies homeeopathlcas: cada vez peior.
Pasiou para o iratamento racional melhorou
logo.
Joo d'Al Ir man Cisneiro morador no becco da
I.enli.i dorel rheumalicas dses c mais
dses lioinii opaihiras prioras conilderaveii:
al lhe apparecaram demaii solturas de uri-
nal, magreza, etc.
I 111 eicravo de Amaro Francisco de Soma
morador na ra Direila ttano boiuceo-
palhla -- morte.
A cunhada do dezembargador Itamoi fe-
bre gstrica mulla dses bomceopalhicafoi
para oCo.
Manoel i-malves Gamboa official de justiea
morador na ra das Larangeiras erylpela
dici homceopilhica morte
Maiia Rila da Luz, moradora na Piranga__
catarro pulmiiiiarum mez de homceopalhia
pura morte.
Macinlho de tal almocreve, morador em Fra-
goso pleurlz 8 dias de hoceopathla pura
Luxattrnaluceal ei. Reqnieicat tu pace. Amem.
((,'otinuur-ie-fiii,)
Navio* entrados no dia 23.
Liverpool 34 dias, bares ingleza Beraza,
de 339 toneladas, cipitSo James Camp-
bell, cquipagem 19. em lastro; a Me. Cl-
montoi Companhia.
Rio de Janeiro -16 das, br.gue portuRuez
Oliveira, de 158 toneladas, capitSo Fran-
cisco Alves de Carvalho, aquipagem 15,
carga assucar, arroz e mais gneros; a
J0S0 Tavares Cordeiro. Passagetros. os
PortuguezesJos Mara das Dores, J0S0
Jacintho Soares, Manoel de Almeida esoa
senhora, Jos de Souz com sua senhora
e 4 filhos. .
falrul 82 dias, galera- .amencaua Ana,
de474tonel.d.s, capitao VV. M. Dunbar.
"equipagem 15, carga fazendas ; ao capi-
tao.-Veio refrescar e segu"para Boston.
Navio sahido no mesmo dia.
Ilamburgo pela Parahiba 1- Escuna ham-
"rgueuW, capitao 1. Becker, em
astro. -
Declaraijoes.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Itendimento do dia 24 ... 13:925,008
Descarregam hoje 24 de abril.
Escuna Nymph mercadorias.
Escuna Rcnshaw-- idem.
trigue Ledo vinhos.
CONSULADO GERAL.
Abril.
Hendimento do dia l a 23 ,.j. 60:514,870
Tendo de le contratar a remena de varios
obiectos vindoi da corte, com destino
provincias do Cear, Maranhao, e Para, con-
vida em conseguencla, o lmpector do Ane-
nal de Marinha, a todoi os capitana ou mestres
dos navios mercantis que ie dlrijao aos
portos das referida! provincial, e que quei-
ram transportar taei generoi, a ie entende-
reu. com elle afim de se tratar conven.cnle-
""nspeceo do arsenal de marluha d- per-
nambuco 25 de abril de 1851.
Kodrgo Theoiorode Frettan
Inspector.
CORREIO.
0 hiate FJor de Cururipe recebe a mala pa-
ra o Aracaly no dia 26 ao meio-dia._____
Theatro de Santa-Isabel.
55 RECITA DA ASSIGNATURA.
glBBUDO, 26 DE ABIL DE MM.
Eilra do artista dramtico Jos da Silva Res.
Depoii de urna das melhores ouverturas,
abrlr-se-b a icena, e b companhia nacional
repreientar o multo conceituado e applaudido
drama em 6 actoi:
A t 1 aii de Dos.
0 artista Reis desempenhar a parte de
/.niuia/oi No intervalo do 1. ao 2. actoaSra.
Candiani e o Sr. Tatl cantaro ^> duello da
opera ttarescialla d'ancre. Em seguida a
Sra. Landae'o Sr. Vasco executaro oVluetlo
la operaAfamadieri depoii do que ai Srai.
Daderna e Moreau, dancaro o lindo paiso a
doui.
OS JARDI1NE1HOS.
Terminar o espectculo com o ultimo
acto do drama.
f .''iiuef ara i 8 horas.
O bilhele acham-se venda no eicrip-
torio do theatro^_______________
BESSRKEICA O DO
Theatro de S.-Francisco.
A Sra. vluva Rerteauz a pedido de militas
pessoas tem a honra de prevenir ao citlmavel
publico pernambucano, que icita felra 25 do
corrente, pretende dar urna rcpresenlatiio ei-
traordinaria no theatro de San-Franciico, cons-
tando dos iraballuis ieg,uinte!.
Primeiro acto.
Danca de corda por toda a familia, diversos
pacioi graciosos exccutadoi por madamesella
Genuy, terminando pelos saltos de rieras i"
e danca sem inaromba por madamesella Sera-
pliiua,
Segundo acto.
O carnaval de Veneza, grupo piramidal for-
mado por des pessoas.
Terceiro acto.
Diversos jogos d'aguilidade inteiramente no-
voi.executadoipelos jovens remonde Charles,
seguindo-se o jogo da tranca por Mr. Ber-
teaux.
Quarlo acto.
O* jogos Icarios por Mr. /jerteaux e seus dous
filhos-
Quinto acto.
Pantomimo por toda a companhia intitulado
oarlequim immovet.
QUADROS VIVOS.
I. I IV.
As tre gracas. I A F, Eiperan(a eCa-
| ridade.
II. I V.
O ciume I Adanca daiNymphas,
III I VI.
O roubo deOrpho. | O roubodai|Sablnas,
paecos nos uilhetes.
Camarotes de primeira ordem de frente rs.
li'OO ; de lado 4/DOo rs. de segunda ordem
de frente 8/000 rs. ; de lado5/000 rs. ; de ter-
ceira ordem :i.n(Mi rs. Platea lf000 rs.; varan-
da 500 rs.
As pessoas que deiejarem bilhetes com an-
tecedencia, poderao dirigir-se ao mesmo
theatro.
m 1 m 1 ___
Avisos martimos.
O paquete de vapor brasilei-
ro Bahiana, commandante o
primeiro tenente Segundino,
deve chegar aqui, vindo do
norte em viagem para Macei, Baha e Rio
de Janeiro, ao dia 4 de maio prximo : os
passageiros, que pretenderem embarcar
nelle, deverSo com antecipacSo dirigir-se a
agencia da companhia, pagar as suas passi-
gens, para terom preferencia aos lugares
que se acharem dispouiveis.
Maranhao e I'ar.
O brigue-escuna nacional Arcelina desli-
na-se para aquelles portos; JA tem a maior
parle da carga prompta : para o restante
trata-se com X. B. da Fonseca Jnior, na ra
do Vigano n. 23, segundo andar.


Para a Baha safio em poneos das o hia-
to Amelia, por ter parle da carga prompta
juem no mesmo quizer carregar, entenda-
se com os consignatarios, Novaes & com-
panhia, na ra do Trapiche n. 34.
Por prego commodo.
Vende-se a muito veleira e galante escu-
na brasileira Adelaide, de porte de 45 tone-
ladas, forrada e encavilhada de cobre, e per-
Jeitamente apparelhada, a qual se acha Tun-
deada confronte o caes do Hamos, onde po-
de ser examinada : os pretendentes podem
diriglr-se ra do Trapiche n. 11.
Navios a carga.
Para o Rio CrandedoSul, o brigue na-
cional Cario, capitSo Jos Joaquim Soares,
segu om poucos das, por terdous tercos
de sua carga promptos : para o restante,
passageiros, para os quaos lem bons com-
modos, ou escravosa frete, trata-se como
referido capitlo, ou com os consignatarios,
na ra da Cadeia do Hecife, armazem n. 13.
-A barca portugueza Espirito Santo sa-
be impreterivelmente para o Porto no dia
30 do crranle : anda recebe alguma carga
a frete e passageiros, para o que tem ex-
celleotes commodos os pretendentes di-
rija m-se ao.consignatario, Francisco A Ivs
da Cunta, na ra do Vigario n. 11, primei-
io andar.
Para o Rio de Janeiro, a galeota nacio-
nal SS. Trindade, salla por estes das : an-
da recebe alguma carga a frete, para o que
trata-se com Francisco Alves da Cunha, ra
do Vigario n. 11, primeiro andar.
Para Lisboa sho por todo o mez de
abril o brigue portuguez Conceico de Ma-
ra : quem nelle quizer carregar ou ir de
passsgem, para o que tem oxcellentes com-
modos, dirija-se aos consignatarios. Tho-
mazde Aquino Fonseca &Filho, na ra do
Vinario n. 19, primeiro andar, ou ao capi-
13o na praqa.
Para o Cear sabe at o fim do corren-
te mez a escuna nacional Harta Firmina,
capitSo e pratico Jblo Bernardo da Hoza,
por ter o seu carregamento quasi comple-
to: quem na mesma anda quizer carregar
ou ir de passagem, pode cnleoder-se com o
consignatario da mesma, Luiz Jos de Sa
Araujo, na ra da Cruz n. 33,
Leiles.
Brender a Brandis o; Compendia farSo
Jell.lo, por intervengo do corretor Olvei-
ra, de diversas ferragens para concluir fac
turas, ede muitss cutillerias alemSes, e
mitins, assim como de miudezas ; advertin-
do-se aos freguezes, que a mor parle dos
mencionados artigos serSo vendidos sem
reserva, pelos precos que se offerecerem :
nexal-feira, 25 do crrenle, as 10 horas da
manhSa, no seu armazem, ra do Trapiche
JSovo n. 16.
-- Fox Brothers far3o leilSo, por inlerven-
cSo do corretor Oliveira, de um perfelto
Horlimenlo de fazendas inglezas as mais
proprias do mercado: segunda-feira, 28 lo
correnle, as 10 horas da manhSa, no seu ar-
mazem, ra da Cadeia.
II. E. Scott, capillo da galera america-
na Palestinc, Tari leilSo, por inlervenco do
corretor Oliveira, das vergas, veame com-
pleto, cordoallia, maslaros, moitOes, cr-
lenles miudas. e uiulos outros pertences da
dita galera, arribada a este porto, onde foi
legalmeute condemnada, na sua recente
viagem procedente do porto de Calais, car-
regada de guano, com destino ao de Balti-
more : teica-Teira, 29 d correnle, s 10 llo-
ras da manhSa, no armazem do Araujo, bec-
co do Connives.
O corretor Miguel Carneiro far leilo,
tercai-feira, 29 do correnle, s 10 horas da
manbSa, no seu armazem, na ra do Trapi-
che n. 40, da bureaba denominada Diligen-
cia, que serve para crenar navios, Torrada e
encavilhada de cobre, com correles de
ierre, cadernaes, apparelhos e diversos ob-
jectos constaulosdo iuventorio, que estar
a vista dos pretendentes, cuja barcaca se
veuder ainda mesmo em particular antes
do dia marcado do leilSo, por pre^o muito
commodo, a dinheiro ou a prazo com lel-
tras a contento
Avisos diversos.
-- Quem quizer incumbir-se de folear
as formigas que existem em alguns lugares
do .. iilii'in da alfandega dosta cidade, tendo
Toles e oa mais pertences, entenda-se com
oporteiro da mesma.
Sociedndc Apollinro..
A direcc3o da socedade Apollinea convi-
da aos Srs. socios, que se acham quites pa-
ra com a mesma socedade, a comparece-
rn) em sessSo geral hoje, 25 do correnle,
pelas 5 horas da tarde, afim de toroar-se
urna deliberado definitiva, se se devera
continuar ou dissolver a mesma, a vista do
seu estado. .
O abaixoassgnado Tazsciente a todos
os seus credores, tanto do commercio co-
mo particulares, que o Sr. Candido Alberto
Sodr da Molla, negociante, dirigio-so a
sua venda no paleo do Paraizo, no dia 13 do
correte, e disse ao abaixoassgnado, que
vinha por si e por parte dos mais credores,
tomar conta da venda, como de fado que
lomou conta, tanto da mesma venda, como
tambem de todos os livros e papis que
I crtenciain a mesma ; e sem dar balando Te-
i bou as portas e levou comsigo as chaves ;
sendo ludo isso procedido sem intervir ter-
mo algum judicial. F, comooabaiso atsg-
nado niio lenha maisbem algum com que
possa pagar a algum credor que n3o for
pago, ou que se nSo apresentar para ser pa-
go, por isso faz sciente a todos os seus cre-
dores, que se dirijan) a casa do dito Sr.
Candido para serem pagos de suas quan-
lias, quo oabaixo assiguado for devedor,
porinleira, ou em raleio, no caso que o
produelo da venda nSo cliegue, licaodo cum
sao os meamos pagse satisfeitos, eo abai-
xo asaignado desonerado do restante dos
dbitos que houver contra si, ou de qual-
quer debito que n9o for apresenlado em
tem [O competente, nma vez que o abaixo
asaignado declara n3o ter mais bens com
que possa pagar, e para constar a todos faz
o | resent- anuuncio, alim de que nenhum
de seus credores (quem prejudicados. He-
cife, 22 ae abril de 1851.
Francisco Antonio de Miranda.
--Oflerece-so um rapaz brasileiro para
qualquer estabelecimenlo: quem de seu
presumo se quizer ulilisar, dirija-se ao
becco do Abrea, dentro do Recife.
A pessoa que perdeu um relogio de cai-
xa do ouro com vidro na Tronte, dirija-se .V
livrarians. 6 e 8 da praca da Independen-
cia, que, dando os signaes, Ihe ser en-
tregue.
- Francisco Cavalcauli de Albuquerque
Lins, herdeiro universal do finado conego
vigario de Santo Antonio do Recife, Luiz Jo-
s Cavalcanti de Albuquerque Lins, roga ao
actual senhor do engentio Pedreiras, da co-
marca do Coianna, om cujo engenho exis-
tem os patrimonios do dito vigario e seu
mano o padre Antonio Jos Cavalcanti, lu-
ja de mandar pagar-lhe os respectivos ju-
ros, bom como se quizer desobrigar-se des-
se onus, entenda-se com o annunciante em
seu sitio, na estrada de Jo3o de Barros, em
qualquer ora do dia, ou no Recife, com seu
procurador, Joaquim de Albuquerque e Mel-
lo, na ra do Collegio n. 7, segundo andar,
das 6 s 10 horas da mandila, e das 4 s 6
da tarde.
Aluga-se urna parda para todo o servi-
do do casa, a qual cozinlia o engomma mu
lii'in, e sabe tratar de meninos: quem a pre-
tender, pode procurar na ra do Queimado
n. 10, toja.
-- Deseja-se Tallar a negocio de particular
interesso cora os Srs. Fernando Rozauro,
capitSo do segundo batalhSo de caladores,
e o cmico SebastiSo de arruda Miranda :
na ra da Cadeia Volha n. 56, toja de fer-
ragens.
-- Aluga-se urna ama com muito bom le-
te : na ra do Queimado n. 23, segundo
andar
OlTerece-se una ama de leite : na rus
Vclha n. 55.
II. Tayloresua familia reliram-se pi-
ra fra do imperio.
Aluga-se um prelo para o servico de
easa : no Aterro da Boa Vista n. 16.
Socieiladc tlteatral Nova Thalia.
O primeiro secretario avisa aos socios
para comparecerem hoje, polas 6 horas da
tarde, na casa sita na ra do Hangel n. 48,
afim de tralar-se negocio d< urgencia.
Desappareceu, no dia 20 do correnle,
do engenho Palmeira, freguezia de Jaboa-
13o, o prelo Manoel, crioulo, de 25 annos,
estatura regular, com duas marcas de feri-
das sendo urna na testa eoutra na cabera :
qnem o ggar, leve-o s Cinco Pontas n
134, ou no referido engenho, que ser bem
recompensado.
O moco brasileiro de 15 a 16 annos,
com bastante pratica de venda, que se of-
Terece para caixeiro no Diario de quarta-
feira,22do correnle, dirija se aos Quatro
Cantos da Boa Vistan. 1.
Segunda-feira, 28 do correnle, pelas 4
horas da tarde, porta do Sr. Ur. juiz dos
orphSos, se hSo de arrematar, por ser a ul-
tima praca, duas cazinhas no Manguind
ns. 30 e 32, perlencentes as orphSas filhas
do Tinado JoSo Antonio de Siqueira, a re-
querimento do tutor.
Augustus S. Corbett begs lo inform
bis friends and Ihe commercial public th.it
or Ihe 22 ''Instant he resigneJ Ihe pro-
curation of Ihe llouse of James Ryder &
C", anJ Hu his Counting llouse and
Warcliouse are at n. 45, ra da Cadeia, Re-
cie where bis business will in future be
conducted. Pernam.'* 23"' April 1851.
Pelas oito horas da noito do dia 22 de
abril, correte, desappareceu do sitio do
Monde?" *asa de um andar, ao p da que
est est..~eiecida a fabrica de rap Meurom,
um prelo de nacjlo Costa, estatura regular,
com tainos no rosto ; levou calcas azues
sera carniza : quemo pegar e levar a dita
casa, ou a Magdalena, sitio de Jos Antonio
Basto, ser bem recompensado.
Os Sr. JoSo de Dos Moreira de Carva-
Iho ( do Cabo ), Antonio Gongalves de Oli-
veira ( de Podras de Fogo ), Agostinho Go-
mes Feitoza ( do Brejo ) o Joaquim Das de
Sant'Anna, v3o, ou manden ao Aterro da
Boa Vista, sobrado n. 10. a negocio que Ihes
dizem respeilo.
. Osabaixo assignados fazem publico,
que amigavelmente dissolveram a soceda-
de que gyrava nesta praga sobre a firma de
Franca & IrmSo, em 31 de marco prximo
passado, ficando o socio Joaquim Lucio
Monteiro da Franca encarregado da liqui-
daco do activo e passivo da mesma so-
cedade, assim como continua no mes-
no gyrode negocio por sua conta particu-
lar, usando por convenci da mesma lirma
de Franca & IrmSo por espaco de dous an-
uos, como tudo consta do papel de destrate.
Joaquim Lucio Monteiro da tranca. Jos
Lucio Monteiro da Franca.
Precisa-se de urna mulher, que cozi-
nhe e compre para urna casa de duas pes-
soas: quem quizer appireca no sobrado
contiguo a igreja dosMartyrios i prometie-
se pagar bem.
Manoel Barboza Ribeiio, subdito por-
tuguez, retira-se para Portugal.
Anna Benedicta da Rocha Silva avisa
aorespeitavel publico, que mudou o seu
collegio de educagao de meninas para o si-
tio do Sr. llerculano, na travessa da Sole-
dade.
Precisa-sede um homem forro ou cap-
tivo, que seja fiel, para tomar conta de
urna canea aberta de carregar areia e lij-
los, fazeudo-sp-lhe boa conveniencia, dan-
do o mesmo fiador sua conducta : a fallar
na ra Uirea, sobrado de um andar n. 42
Precisa-se de urna ama de leite prefo-
rindo-se escrava : a tratar na ra da Uni5o,
casa de Jos Mariano de Albuquerque, lado
esquerdo, indo para mar.
Jos Antonio de Mello embarca para o
Rio de Janeiro o seu escravo, pardo, de
nome Juvencio.
Sr. Jacintho Jos do Amaral AragSo ha-
jade dirigir-se 80 Trapiche da Alfandega
Velha a negocio de seu intoresse: isto
quanto antes.
A pessoa que precisa de 150,000 ris,
dando osseivic,os de um escravo por pre-
mio, ootenda-se na ruado Cotovello ns. 29
e 31.
Domingo, 27 do correnle, pe-
las 4 horas da larde, he a transferencia da
imagem do glorioso San SebastiSo da igre-
ja do S. Gonca'Io para a sua igreja matriz
da Boa Vista, em solemne procissSo.
-- Offerece-se urna mulher que ajbe co
zinhar, engommar perfeitamente a^xer to-
do o mais servico interno de urna casa, pa
ra casa de pouca familia : quem a preten-
der, dirija-se ra das Lerangeiras n. 9.
-- Quem precisar de urna parda forra pa-
ra o servico de nma casa de pouca famili-
ou de homem soiteiro, menos para ongom-
mar, dirija-se a ra da Cruz n. 34, segundo
-- Quem annunciou querer 150,000 Iris,
t>J
dando para seguranca um escravo pelos ju-
ros do dinheiro, dirija-se ra .la Son/al-
ia Velha b. 46, que adiar com quem tra-
tar, ou na ra da Guia n. 9.
Jo Joaquim de Freitas retira-se para
Tora do imperio.
1NSTRUCGAO PRIMARIA.
0 abaixo asaignado, tendo recebido do re-
peitavel publico benvolo! acolhimciito, visto
Domo j muitos pacs de familia Ihe ten con-
dado seus filhos, convencidos da inaneira
conscienciosa por que o annunciante tem dr-
sempenliado a> obrigacoes que se compro-
metiera na direc(ao ae sua aula particular,
na ra do Mondego n. 44, rende por este meio
11111 publico agradecimentoaquellos que nelle
lem depositado sua confianja em assumpto
tao delicado como seja a primeira educaco de
seus filhos. O annuuciaute julga dever aluda
solicitar a conanca das pessoas moradoras
fra da pra;a, para quem foi especialmente
creado o seu estabelecimenlo. K em verda-
de, he geralmente reconbecido, que muitos
paea moradores fra da praca delsam de dar a
educaco precita a seus lilhos, 011 o faiem com
grandes sacrificios e difticuldades, cm rasao
de faltarem aulas ou collegios, onde pos-
sain colloca-los, por tal modo dirigidos que
descansen! inteiramente, nao s respeto do
tratamento e disvellos, como a respeito do de-
Senvolriincnto intelectual e moral; era por-
tanto de palpitante necessldadc a crea;ao de
um estabelecimenlo que reunisse todas aquel-
las coodlcea e foi com essas vistas que o an-
nunciante estabeleceu a sua escola no lugar
indicado. Os pensionistas, que Ihe forem con-
fiado, acbarao estabeleciiiieuto ido annun-
ciante todos os elemento necessarios ao
bom desenvolvimento phisico, intelectual
e moral, llabitacao sadia, com as acoin-
modacoes necessarlas, e todos os cuidados
que um pai pode dispensar seus filhos.
Mestres escolhidos de graininatica latina, fran-
cesa, msica vocal e instrumental; se anear-
regarla de aperfeicoar a intelligcncia dos
alumnos, einquanto o annunciante derigir
especialmente as prlmeiras lettras, nao pou-
pando esforcos paia adiantar o seus disc-
pulos einfim a moral c a religiao serao cul-
tivadas, como convm quem sobre tudoquer
formar bons cidados. A nica recomenda-
c5 plausivel este respeito c um eume ocu-
lar, e para este I1111 o annunciante convida a
todos os paes de familia que d'antemao quiza-
ren) ccrtiticar-sc da rcalisa9ao das promessas
do annunciante, para que se dirijan! sua aula
e ah examinen! por si incsinos a ordem c re-
gularidade dos trabadlos, e as mais condiedes
que licam enumeradas.
O annunciante espera continuar merecer o
favor e conanca do publico.
Francisco de ja/i d'Albuquerque.
Mauricio Moral retira-se para Macei.
Antonia Maria da Trindade, subdita
portugueza, relira-so para Lisboa, e deixa
por seu bstanle procurador \y Sr. Manoel
de Souza Guimares.
Pakeuham \V. Bealty relira-se para f-
ra do imperio.
Custodio Fernandes Lopes, subdito por-
tuguez, vai Portugal tratar de sua sade.
Precisa-se alugar utna negrinha criou-
la, ou da Costa, de 12 annos pouco mais ou
menos, para o arranjo de urna casa estran-
gera : na ra do Trapiche Novo n 12.
Quem perdeu um mlbo de chavabas
110 lugar de Bemlica, prximo ao viveiro,
pde-as procurar no mesmo lugar, na resi-
dencia de A. V. da Silva Barroca.
Precisa-se alugar um prelo ou mole-
que para servir a um homem soiteiro, nSo
precisa ter habilidades, poieui que seja bs-
tanle ladino : quem liver, dirija-se ra
do Qjeimado n. 16, que se dir quem pre-
cisa.
--No dia 20 do correnl desappareceu um
molequo de nome Benedicto, de 18a 20 an-
uos, corpo regular, olhos grandes e buga-
Ihados, cor fula, andar gingador, cheio do
corpo e pouca barba ; levou vestido de lila
de quadros meio branco e camisa de mada-
polo : roga-se a tolas as autoridades noli-
ciaes e capitles de campr o apprehrndam e
levam-no ra das Cruzes n. 22, venda ; as
sim como tambem se protesta contra qual-
quer pessoa que O ton ta oceulto 1:111 ,sua
casa.
Precisa-se alugar urna casa de dous an-
dares, que lenha quintal, as ras do Col-
legio e Aurora, ou Aterro da Boa Vista :
|uem liver, aununcie.
* ^ Do dia 13 do correnle em di- 4k
ante haver o bello sorveto feito a "
* moda do Farul, na corte, na nova J
? casa da ra do Rozario larga, junto J
& a ultima botica, pelo preco de 200 _
,.. tambem tem commodos para lo- Jg
das equaesquer familias, com entra- Jj
da separada, qoe queiram honrar a <;
dita casa. O dono deste estabeleci- 3
ment prometi ao respeilavel po- ^
blico apresentar sempre bons sorve- ^
tes feilos de diflerenles frutas, e os 3
mtvqos da casa com toda a aptidao. ^AAAAAAAoisliJk'biftifliJj)
Precisa-se de um Portuguez para feilor
de engenho, o qual tenha capacidadn para
este servido : na ra dos Mariyrios n. 14.
A quem Ihe faltar um barril com banha
de porco o pode procurar na venda de Fran-
cisco Jos da Silva Mayer, ra da Pcnha ti.
33, que Ihe ser entregue.
Precisa-se alugar um sitio, quo lenha
boa casa de vivonda, e que seja perto da
praca, preferindo-se perto da Soledade, pa-
gando-se bem se liver boa baixa para capim:
a tratar com o t)r. Moscoso, no consultorio
Homceopalhico, ra do Collegio n. 25.
O Sr. Alexandrino Olimpio de Hoilanda
Chacn faca favor apparecer na loja de miu-
dezas do Aterro da Boa Vista n. 72, onde se
Ihedeseja fallara negocio de seu nteres-
se, antes que se relire para o mato.
Pelo ultimo navio viudo do Franca re-
cebeu-se, na casa de modas francezas de
madame Millocbau Buessard, Aterro da Roa
Vista n. 1, um sortimento de modas pretns
para luto e quaresma, como seja : mantas
de bico prelo para a cabeca, capotinhos e
manteletes de seda e de bico, lencos de gar-
ca, de fil e de rede de retroz para pesclo,
cabeces de bico, titas de todas as larguras,
crep liso, barege, lls lisos e bordados
de linbo e de retroz, luvas de seda e de re-
de com dedos e sem elles, ditas compradas
para ceremonias de igreja, transas, e fran-
jas de todas as larguras para enfeites de
veslidos e manteletes, bicos pintos, ele.
etc. Na mesma casa faz-se elle
chapese vestidos, e tudo-o m
conccrnenle a toilette das senho
Precisa-se de 300,000 rs. a j
os liver, aununcie.
Precisa-se de urna ama, qu. i saiba
zinhar e engommar para dous/fcmens<
Alerro da Boa Vista n. 70. \
1)0 porto da ra Nova garrtju, urna ca-
noa em bruto, de 30 e tantos pilmos de
livamente
s que for
quem
co-
dinons^ no
comprido, sem rombo, e com malhas bran-
cas dos lados, a qual eslava amarrada com
corrente de ferro 110 mesmo porto ; foi vis-
la na mSo do dous pescadores na Ponto Ve-
Iba : quom della der noticia na ra do Quei-
mado 11.19, ser bem recompensado.
James Ryder & Companhaannunciam,
que desla data deixou o Sr. Augustus Sid-
ncy Corbelt do ter gerencia alguma na ca-
sa dos annunciantcs, nesta praca, cessando
todos os poderes que o mesmo Sr. tnha
para as (ransaeces dos negocios dos abai-
xo assignados. Recife, 22 de abril de 1851.
James Ryder & Companhia.
69009*666 Q90&$&,60$
& No dia 8 para 9 co corrento, s 8 &
O horas da noito, desapparecou o prelo Q
0 Paulo, de natjo Bengucla, do 30 su- (5
e nos pouco mais ou menos, estatura q
pv regular, rosto um tanto largo, beicos j
J grossos, bocea grande, nariz chato, --
}? cabellos grandes, com alta na co- j
g roa da cabeca proveniente de carja- ^
9 garpeso, falla um tanto fina e des- r
J caneada, o em certas pergunlas usa &
> da res^osta senhor sim, ou senhor O
O nilo, no andar ginga um tanto com Q
0 as peritas trocando-as paraumeou- J
Q tro lado, bebe garapa e ago'ardente ; f
q levou calca do casimira azul-ferrete 5
X com listras ao comprido o alravessa- 0
I das formando quadros, camisa de ma- ^
O d8pol3oe chapeo de pello prelo no- *f
O vo. F.slo 'escravo foi de Antonio Joa-
& quim, morador em Fra de Portas, e 0
O com tenda dcsapateiro na ruada Ca-
Q cimba, tendo o escravo principios f^
Q do mesmo ollicio : roga-se a quem o q
i pegar de elevara seu senhor, abaixo q
p assignado, que pagar todas as des-
j pezas generosamente, na ruada Cruz j
? do Recife n.63, on atrs do llieatro **
9 velho, armazem quo se vende tahoas g
& de pinho, no qual servico sempre es- O
O lava o mesmo escravo oceupado. ^
J Joaqaim Lopes de Atmeul. Q
Ilonlem, ( 21 de abril) pelas 6 horas da
larde, voou do segundo andar do sobrado
n. 20, da ra do Collegio, com direccSo
ra do Caes, um papagaio grande, manso o
bastante Tallador, com as pontas das azas
aparadas, e no pe direito levou urna corren-
te com parle de ferro e parte de latSo :
quem o pegou, querendo-o restituir, Tara o
Tavor de leva-lo, ou manda-lo a dita casa,
onde se satisfar a despeza que nisto possa
haver.
Fica nesta data amigavelmente dissol-
vida a sociedade que nesta praca gyrava so-
bre a firmado Araujo c Carvalho, por se
adiar vencido o seu lempo, e de conta de
todo o activo e passivo o socio Joaquim Lo-
pes de Carvalho, que contina por conven-
ci no uso da mesma firma social, porm
debaixo de sua responsabilidade nicamen-
te, confu me a escriptura de destrato regis-
trada DO tribunal do commercio. Bahia, 10
de marco de 1851.
Precisa-se alugar urna escrava pHra ser-
vir a uina s pessoa : na ra do Cano 11. 12.
Roga-se ao Sr. Manoel Jos llenriques,
morador no seu engenho Cumbe, na comar-
ca do Bonito, qu. quanto antes mande no
engenho Tamalai.e de Flores, a negocio
que S. S. nao ignora.
O arrematante das afericOes deste mu-
nicipio do Hecife faz certo, que desde o l.
do corrente abril eotrou o lempo da re-
visti.
Precisa-se engajar serventes para a ilu-
minieao publica desta cidade, forros ou es-
cravos : quem quizer compareca em cas de
Antonio da Sirva CusniBo, no Aterro dos
Afogados, lodos os dias, s 7 horas da
manhfia.
Prccisa-se do urna ama para o servico
de urna casa do pouca familia : na travessa
do Corpo Santo n. 27, segundo andar.
Compras.
Co'i'pram-se escravos de ambos os se"
xos robustos, para dentro e fra da provin-
cia : na ra larga do Rozario n. 48, ptimci-
ro andar
Compram-se 3G travs de 40, e 54 pal-
mos de sacada de pedra : na iaa ireita nu-
mero 3.
Compra-se tima negrinha de 10 a 12
anuos : quem a tiver, dirija-se ra do Ca-
bugjoja n 2 I).
Compram-so dous escravos, sendo um
oflicial de ferreiro e outro de pedreiro : na
ra do Queimado n. 2.
Conipra-so una escrava, que saiba co-
ser e engommar, preferitido-se crioula, que
n3o tenha vicios nem achaques : na ra das
Cruzes n. 22, venda.
Comprem-se ossos de boi: na ra da
Concordia n. 8.
Vendas.
lilil .(1 s do Puti de Janeiro.
Na loja de miudezas d.i praca da Indepen-
da n. 4, vendem-se bilbetes inteiros, ineios,
quartos, nitavos e vigsimos da deciina-quarla
lotera a beneficio do Theatro de S. Pedro de
Alcntara, ^a mesma loja recrbem-se bilbe-
tes premiados de toda9 as loterias em troco
dos que tem a venda, e tambein se mostran
as listas.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na ra estreita do Rozario, travessa do
Queimado, loja de miudezas n. 2 A, de J. V.
dos Santos Maya, vendem-se os mu afortu-
nados Imbeles, ineios, quartos, oitavos e
vigsimos a beneficio de S. Hoque, e da Tabrica de papel de ZeTe-
rino Ferraz.
Aos 30:000,000 rs.
Na ra do Queimado loja n. 18, vendem-se
os afortunados bilhetes, meios, quartos, oita-
vos e vigsimos da decma-quaila foteria do
Theatro de S. Pedro de Alcntara, cuja lista
deve ebegar pelo primeiro vapor, Assim coma
na mesma loja existe a lista da vigesima-sexta
do Monte Pi.
Vendem-se sapa toes de cou-
ro de lustro de tres solas, pro-
prios para o invern, a 3,5oo rs. ;
ditos ditos, a 3,530 e 4,000 rs. ,
leitos no paiz : na ra da Cadeia
do Hecife n. 9, loja.
Vende-sc milito nova cimente de coen-
tro a 16O rs. a garrafa e afianca-se a qualidade,
a ellas antea que se acabem, assim como 9 ca-
deiras de Jacaranda em meio uso e por barato
prefo, urna laixa de cobre com pouco uso, urna

espingarda fina de caca cora seus pertences
por peco commodo : na praca da Ooa \ .sta nu-
mm^mmmimm*mmmnmmm
Na loja pernambucana, de jj
Antonio Luiz dos Santos, h
na ra do Crespo n. M,
li vende-sc panno lino aiul de multo boa
. \ qualidade pelo baratissimo preco de m
'i 3.500 rs, o covado. ....;
_,.^,- -- /^r'- ^7
'".. Vende-se <><> bonito escravo pardo de 2..
a 2(5 anno I-gante figura, completo ofli-
..jal de 1 ...t..o... .le todac qualquer obra, tam-
iem din 1 rolo nacao moco, com ollicio de
ca ni' i' dti qu .1 ganha 800 rs. diarios : na
ra dtOloudrgo 90. .
Vende-se cobre metal ama-
idloc pregos para forro de navios : vende-se
por preco commodo. cm casa de A. V. da iul-
va liarroca, ra da Cadeia do Recife a. 42.
Um bonito moleco de ao annos.
Vende-se um bonito molccao de 20 anuos
peca, sera achaques, cozinbeiro, bom compra-
dor, muito fiel e nunca fugio, o que se afiau-
fa ; na ra larga do Rotarlo n. 48. primeiro
andar.
Fecintba para os pintores.
Vende-se no armazem de Francisco Dias Fcr-
reira defrontc do caes da alfandega caixas de
vidro de 9 polegadas de largura a i de cum-
prido por 7,000 rs.
Vende-sc e permuta-sc por um terreno
cm bom lugar ou escravo urna casa de taipa
bem construida no lugar da Torre perto do
rio, com varios pe de cajuciros, tendo o ter-
reno de frente 200 palmos e de fundo 12C0,
em quina e com frente para duas estradas :
quem o pretender, dirija-se a ra Nova arma-
zem n. G7, que se dir com quem deve tratar.
Vendem-se carrocas novas fortes e bem
construidas com os competentes arreios, ca-
vallo para o mesmo, carros de mao, pes de la-
ranjeiras, sapoty, fructa pao, ditos de liinao pa-
ra'cerca.Jtndo por pre^o multo coniniodo : na
Ponte de l'choa sitio de JoaoCarroll.
Vende-se urna canoa abena, que carre-
en l2U0 tijollos, por preco commodo : a tratar
na ra Uireila sobrado de um andar u 42.
Vende-se nina taberna com poucos fun-
dos a nr.io u a inheiro na ra dj Senliui
llom Jesus di Crioula i quem a pretender,
dirija-se a ra da Madre de Dos n. 21.
-- Vende-se urna crioula bonita figura mui-
to moca, que engomma c coiinlia muito bem,
cose chao, faz doce e renda, muito diligente :
outra de nacao de 18 annos, bonita figura, que
engomma. cozinha c faz pau-de-l c bolli-
nhos : atrs dos Mariyrios, ra do Caldeireiro
numero 4.
Vende-se urna escrava crioula inulto ro-
busta, que sahe cozinhar bem e lavar de sabo
e varrella, com urna cria de 8 metes : na ra
lare do Ro/.aiio n. 22 segundo andar.
O Ubjeclos de borradla. O
2 Na loja pernambucana, de $
^ Antonio Luiz dos Santos,
O ra do Crespo n. II, O
vende-se superior amazona impermeiavel;/;
^ Capas de borracha brancas e pretaa ; 2J
J Ilota* russianas ; 9
Q Perneias lustrlas ;
<) Sapatos para houiein e senhoras ;
j. Arte de nadar ;
W hoias de salvacao ;
0 Frascos para catadores;
G tapas de espingardas.
3OCie>0O^l(f>O : 009
Vende-sc urna roda de liar algodao, sen-
do nova : na ra do Hospicio venda do I.eo
l'Uuro.
boticas liomtBopathicaa, na ra
do Crespo n. 4-
Vende-se boticas hoinn-opatliicat, com os
competentes livros, tanto cm portuguez coma
in ii.imt/. vindo ltimamente do llio de Ja-
neiro do grande laboratorio central da ra de
S Jos n. W, Kste laboratorio estabeleceu-se
ha mais de seis anuos, possnindo j una col-
lecco preciosa dos medicamentos homceopa-
Ihicos, mel|ior condecidos na Kuropa c na
America, e colhidos uus nos lugares mai
apropriadnse e>colhidrs, outros com o maior
esmero nos mais acreditados laboratorios. Des-
de essa poca teui sido constantemente reno-
vada e enriquecida essa eollecfio com mul-
los on tros remedios que a experiencia de lodos
os lioinieopalUas tein reconhecido elficazes, e
alcm disto com muitos outros que ainda care-
cendo positivas sao com tudo j acreditados como
uteisc ellicazes por dislinctos praticos e por
muitos amigos da scicncia e de humanidade-
juer na America du sul, quer ua frica e na
' Vende-se arroz a C0 rs. : no pateo do Car-
ino venda n. I.
Queijos e prezuntos.
No armatem de Manoel Francisco Martina c
Irmo, vendem-ac queijos londrinos, prezun-
tos inglezes e do Porto, latas com bolaxinha
ingleza, ditas de araruta, ditas com sardinhas
eervilhas, carnes, conserva inglezas, e mais
diversas gneros, tudo em conta: na ra da
Cruz n. 02.
___Sement de ortalice de to-
das as qualidade, feijo carrapato multo no-
vo, vindo de Lisboa no brigue Concic.io de Ma-
ria : na ra da Cruz atrs da sacrestia do Cor-
po Santn. 62.
.- Vendem-se dous bonitos escravos, sendo
um iHulalinbo de 12 a 14 annos proprio par
pagem por ser muito bonito, c um moleque
de 10 annos muito robusto, cliegados ltima-
mente do Cear no brigue escuna Laura : na
ruado Crespo loja da esquina qne vira para a
cadeia.
Bilbetes do Rio de Janeiro.
Aos ao:ooo,ooo rs.
Kua da Cadeia do Recife n. iti'
Pelo vapor /*frnnm6ucana, entrado dos por-
tos do sul, recebemos a lista da vigesima-sex-
ta lotera do Monte Pi Geral, e juntamente os
inulto afortunados bilhetes, meios e cautelas
da decima-quarta loleria a beneficio do Tliea-
tro de S. Pedro de Alcntara, cuja loleria de-
via ser extrahida em lOdo corrente mez. Abai-
xo mencionamos os premios vendidos na ines-
ma loja. Da vlgesiina-scxta lotera do Monte
Pi Geral da economa dos servidoresdo esta-
do ti. .16274:000,0002804-1:000,0005572
200,000-581100,0005342 100,1)01)-1745
40,000-4012 40,000-3i29-40,0001827-
40,000.
Lotera do Hio de Janeiro.
Aos 2o:000,000 rs.
Na praca da Independencia, loja de calcado
do Arantes, c na ra da Cadeia n. 40, loja de
miudezas, vendem-se oa mu afortunados ineios
bilbetes e cautelas da decima-quarta loteria
do theatro de 8. Pedro de Alcntara, e paga-se
qualquer premio que nelle sabir sem ganan-
cia alguma, e a surte de lO-.OOO.UUO rs. da vi-
gcsiuia-scxta lotera do Monte Plosahio no nu-
mero i HO, a qual foi vendida em cautela.
Meios bilhetes 11,000
Quartos 5,500
Oitavos 2,800
Vigsimos ,300
MUTILADO


" :':

<
a,ooo para a pobreza.
Vende-se ezcellcnte farinha de mandioca re
cernemente chegada de S. Catharina emboas;
su cas novas de boin algodoiinho : na praca
da Boa Vijla venda do Joaquim da I'cnha Lo-
pes n. 18: approveileni a occasiao antes que
apparr(a o especulador para a usura.
__ No caes da alfandega srmazcm de Fran-
cisco Das Ferrcira, que volia para a alfande-
ga, vendein-se boas saccas de farinha de man-
dioca ao mdico preco de 2,000 rs, cada una,
soi Iiik uto como srjam : panellas, papelro, frcgl deiras
alguidarea de todoj os tamanhos, jarras, quar
(inhas finas, moringos, resfriadores, garrafas
brancas para resfriar agua, balaios para me-
ninos .Tildar.ni, ditos para costura c com-
pras, eondc{as ; na ra da Cadeia do Recife
ii. 8.
Na lu i das seis portas, em frente
lo Livramento.
Vendem-.e pecas de hretanha de algoriao-
com 10 varas por cinco patacas, manteletes de
fil preto a 8,000 rs., challes pretos de reda a
i60 rs., lencos para mao de senhora a 240 rs.,
e todas as niais fazendas por precos em conta.
charutos de llarana.
Na ra da Cruz n. 49, vendem-se os Letn
ronhecidos charutos de llayana, chegados
ltimamente do Itio de Janeiro.
Vende-se um bonito escravo de 20 an-
nos.bom carreiro e Irabalhador de enxsda:
na ra larga do llozario n. 48, piimeiro
andar.
Vende-se doee secco de Caj, em callt-
nhas de Hiela arroba ; na travesa da Madre-
dc-l>eos, armasem u. '
i > ixi-i in le salitre.
Na loja de Francisco Custodio de Sampaio,
na ra da Cadeia Volita n. .Mi. lia continuada-
mente pon veuder-sr salitre lino de milito
ba ni 11 "I nlf e por preco mais comuioilo do
que em outra qualqiier parte.
como de lustro.
Vende-sc coiiro de lustro de mullo boa qua-
lidade a 2,800 rs. a pelle i na ra da Cadeia Ve-
Iba luja de lerr.gen. n. 50.
i^^^f^l^^ % <$<$<$%% ^Vf
i> Na loja do sobrado amarello, nos < :
ijuatro cantos da ra ilo Queimado s n. 29, vendem-se as niais mouernas jjg
^ cambraias abortas, decores, padioes *
^ inteiraniente novos. -*s
M^A & fcA A *" A A
Vende-se urna mulalintia propria para
i.km .iin.i colinda e ser mu i lo lida, e um muleque sa-
dlo e esperto, que tem H anuos, e una preta
boa ... ,i ln i. .i, e um bum sapateiro para toda
.obra, este so para a praca, pois ios '. na la larga do llozario loja n. 35.
Mysterios o 1jovo por I. Sue.
Nove volumes do interessantc romance
de E. Suo Mysteiios do l'ovo a 1,000
rs. cada volume : vende-se no paleo do Col-
egio, casa do I-i vio Azul.
-- Vende-se um lindo moleque crioulo,
de 18a 20 annos : no Aterro da lloa \isla
n. 48, segundo andar.
CSS" Jogos de vispora.
No Aterro da Boa Vista, loja de calcado
n. 58, vendem-se jogos de vispora pelo di-
minuto preco de 1,0C0 rs. cada um : a el-
Jes antes que seacabem.
Vendem-se ou permutam-se por dous
moleques tres moradas de casas de laipa,
bem construidas, em i liaos proprias, sitas
na estrada nova que vai da Suledade pt>ra a
estrada do Manguind : todo o negocio se
faz a visla do comprador: a tratar com o
sangrador Jos Anacleto da Silva, na ra do
Kozario estrella, ou no largo da Assembla,
loja de lanoeiro D. lo ,
- Vendem-se quatro tablelas de fina
madeira, que servem paja (rsobie bal-
cOes, tanto para ourives como ptira loja ue
' miudezas, o igualmente alguna caulhosj i\m Tnroa da ('.aJeia dobairro feSiQ-
envidracados, ludo por preco cotnmoJo : na lu Antonio n. -ib, segundo andar.
farinha do Santa Catharina, muito nova, em
saccas : ttido mais barato do que om outra
qualquer parte.
fj| Vende-se um piano do uso e novo,
fj! com eicellentps vozes : os preter- I
**,' denles que o quizerem comprar, di- g
rijam-se a na do Mowlego n. 51, ea- I
m sa da esquina do becco das Rarreiras. jp
--Vende-sn um preto do 18 a 20 annos,
de bonita tigura, sapateiro : na ra do Vi-
gario n. 23, primeiro andar.
Cortes de chita do ultimo gosto
a 2,000 e a 2,500, p algodiiozinho a 1,600
o a 2,000 rs. a peca.
Na ra do Crespo, loja da esquina quo
volta para a Cadeia, acaba de cnegar um
bello si rlimento do cortea do chita de bom
go>to, com 13 covalos, a 2,000 e a 2,500 ;
assim como pecas de algodlo com toque de
avaria, a 1,600 e a 2,000; lencos do seda
muito bonitos, a 1,440, 1,600, 2,000 e 2,240 ;
alpaca de cores pura palitos, a 800 rs. O co-
vado ; dita de algodfo, a 280 rs. ; e outras
oiuitas fazendas por precos commodos.
Na novalfabrica de chocolate de sade
homceopathico, a,provado e applicado po-
los Srs Drs. da honiceopathia, na ra das
Trincheiras n. 8, eiisle o eicellente choco-
late fino amargo liespanhol para regalo, di-
to entrefino temperado lamben) pura rega-
lo e dito para o diBrio, sendo tildo felo
comomaior asseio possivel; assim como
cale moido do mellior que lia no meiuado,
toda a quaiidado de assucar refinado e gros-
so e escolenle cha, ludo pnr preco muito
commodo. Na mesma casa precisa-so de
um pequeo do 12 annos, portuguez, pre-
ferindo-se dos recenlemente chegados Je
Portugal.
Na venda da ra da Aurora n. 32, ven-
dem-se os seguintes gneros : vinho do
Porto, feitoria, engarrafado, a 500 rs. o me-
dido, a 360 ; dilo de Lisboa, i 280 e 240 ;
dito da Figueira, a 240 ; dito liranco de l.is-
boi,a 320 e 280; azeite-docc, a 600; dito
de coco, a 400 ; dito de carra pato, a 240 ;
azeite refinado francez, a 560 ; tinlio mus-
cate!, a 400 ; cerveja, a 480 e 320 ; pralos e
tigelasde 10 a 80 ; ligelinhas, a 800 quei-
jos, n1600; genebra de Molanla em fras-
cos, a 500 ; dita em botijas, a 300; latas
com iii.ii un I uIh, a 400 ; velas de esperma-
ceti, a 640 ; toucintio de Lisboa, a 200;
manleiga ingleza, a 800, 720 e 640; dita
franceza, a 560; cevadinha, a 120; cevada, a
80 ; tapioca, a 120 ; fihnha du trigo, a ion ;
arroz doMaranh&O, a 100 e a 60 ; caf, a
Ifii); banlia de porco, a 320; litiglas, a
400 ; patSM, a 240; letrin e talharim, a 10 ;
macarro, a 160 ; cha hyson, a 1,800 ; dito
brasileiro, ai,500; sabio branco, a 330;
dito amarello, a 140 ; graia ingleza, a 160;
quartinhas da Ierra, a 240, 200 e 180 ; tra-
ques, a 240; bolacliinhas ingleza.*, a 200;
azeilonas, a 200 a gairafa ; ervilhas, a 100 a
libra ; cu >os | ,u;i luz, a 160 e 120 ; choco-
late, a 100 rs. ; e todus os mais gneros de
Venda por preco commojo.
-- Vendem-se velas de espermacete de
superior qualidade, em c.iixas de 25 e 50 li-
bras : na ra da Cruz n. 55, casa de J. Kel-
ler & Companhia.
- Vendem-se, com preferencia para f'a
da |iri.(.'i, duas escravas muito mocas e de
bonitas figuras, sendo urna preta rrioula,
boa coclureia, engommadeir, COZioheiri
e lavadeira, propria para todo o mais ser-
viejo de ra e campo por ser de bom corpo ;
una linda iniiUlinlia com as mesmas hahi-
'idades, a qual com quanlo seja defeiluosa
de urna pe na, lato inesmu nfioa prohibe de
tinto e qualquer servido, e nem he de risco
ra Nova, loja u. 23.
l'ara bailes.
Venden.-se ricos cttes de vestidos para
senhora, das lindas csmlraias de seda
transparenles, de gustos novos, as quaes
s3o denominadas Mimos do Co : na
ra Nova, luja n. 23, de Anloiiiu Comes
Villar.
Conlinuam-se a vender saccas com fa-
rinha de mandioca : na ra da Cadeia do
liecife, loja de Joaquim llilieiro Pontes.
-- Vende-se una armado de loja toda
envidracada : na praca da Independencia
numero 23.
Vende-se muito cm conta um bom re-
logio de repeticSo, ou pennula-se por ou-
lrO| sendo (.equenino : na praija da boa Vis-
ta ii. 6, ou aiiuuncie.
~ Vende-se urna preta muito mor;a e de
bonita figura ; o motivo por que se vende
se dita ao comprador : uu pateo do Carino,
venda n. 1.
f f V?f VWVVV f ? 1V1VW9f tf
r> Arados ameiicaucs. "!
jH Vendem-se arados americanos ver- \ .-
j*. dadeiros, chegados dos Estados- 2
i^ luidos : na ra do Trnpiche n. 8. <#;
IA i | MnM k AIIAI'. A A ti,
Vende-se urna bonita escrava de DSCfio,
muito gentil enmea, boa quilaudeia, co-
zinheira e lavadeira : na ra da Cadria do'
liecife, defronte do Hecco Largo n. 25. N
mesma casa vende-se um violSo de boas
vozes.
Sorvete ns I I horas < a noUr.
Na ra estreila do Itozario n. 43, confei-
laria, continua a ter sorvetes das 11 horas
as 2 da larde, e das 6 as 9 da noite, por pre-
cii commodo.
-- Vende-se, na ra Nova loja n. 23, as
obras seguintes: obras completas de Vol-
taire em 7 viiIuitjps, com gravuras linas o
meia encadernieSo, |or 20,000 rs. j diias
Oepradl, em 9 volumes, por 12,000 rs. ; di-
tas Asair, em 3 volumes, por 4,000 is ; di-
tas Matlhtis, tconomia poltica, em dous
volumes, por 4,000 rs.; ditas de AdamJ
Smilh, em quatro voiumes, riqueza das liar
cOes, por 6,000 rs. ; Misiona de las Cazas ;
uilasdu Mxico, 2 volumes, poi 2,410 rs.;
ditas Universal de Millot em 10 volumes, po-
12,000 rs. em portuguez ; Kncyclopedia-
melhodica, lgica e methaphysica, publi-
cada par Mr. I.acrelelle, 4 volumes em quar
tu, por 8,000 rs. ; dictionnaire bistorique
em 30 volumes, par une sociele de gens de
leu es, por 30,000 rs.; dita d'Academia lian,
ceja, 2 volumes, par 16,000; obias cm-
plelas de Itouseau em 21 volumes, por
12,000 rs.; ludo bem eucaderuado e eui
bom estado.
Na t*ia da Praia, becco do Carioca n. 9
arniazem de Aiiloniu Pinto Soares, vendem-
se os seguintes gneros : arroz de casca a
2,560 rs. oalqueire; tapioca du Maianbao,
a 1,600 rs.j arroba ; arroz pilado ; milho j
Vende-se cuuio de lustro, a 2,000 rs. a
pelle : na ra da Cadeia Veiha n. 17, loja de
miudezas.
-- Vendem-se luvns de seda de cor para
hoinem, a 1,000 rs o par: na ra da Ca-
deii Velha, loja de miudezas n. 17.
Vendem-se muito boui doce secco de
guiaba e ararj, bem cotnu em caixes : na
toa bireita u. 12, primeiro andar.
Vende-Se superior cognac velho, em
harris de 12 a 24 panadas : na rus da Cruz
n. 55, casa de J. Keller fi Companhia
Vende-ai gesso em barricas, viudo no
ultimo navio cliegado de Franca, leudo ca-
da bairica -JO anonas pouco mais ou me-
nos : na ra Ja Cruz n. 55, casa de J. Kcl-
lir Companliia.
-- Vendo se um terreno com cem palmos
de frente e quindenio* de lundo, sito na
Passagei.i da Magdalena, entre as duas pun-
tes, com (oito e embarquo ; um dito com
OentO e sele palmos de frente e nuventa
de fundo, silo a beira do mar em hora de
Pullas, loieiio aos proprios nacionaes : a
ii a i .ii na ra do Itozariu larga n. 30, primei-
ro andar.
Boa e barata.
No Aterro da lloa Vista n. 15, venia ao
lado da matriz, veule-se manleiga ingleza
superior, a 400 rs. a libra ; salame, a 40O ;
macarrSu e letria, a 200 ; mi./, so.
i
s
c-
U
--.
c
es
V
a. o c C "' n
e>" w -

o. .-o
-
e o, -2 -
v
i a. c "' V,
> -2 "i"= O o >-
l
5 -
-
a
I I '/, Q I
2 S JS S ?
0 a o E o >-
safl 2

a.
h
u
N
'3
T
D
3
a
3; g,TS
o.E S =
O.
= i" g ac: =
CJ 2 *
Hnh
u c w 00 .
.
9 a-
O 9Z9 B a. S 3
* (A
2*0
? S .2 s 2 -o 3^ j a 2 c
I a-,f.2il8| a ?2-2 C f S
^3o-cccc ,E = ijj'a
-Vende-se nn.a prela de 16 annos, que
sabe engommar e coser : na ra da Guia ti.
9. Na Mu-Mu 1 casa tambeni vende-se urna
prela com duas piias.
Cbicotes para carros.
Vendem-se excellentes chicotes inglezes
para carros, chegados ltimamente : na ra
do Trapiche Novo 11. 18, escnplorio de Edu -
ardo H. Wyali.
Vendem-se 6 escravos acostumados a
todo o servido de egenhu, muito desem-
liaracado.-,tli: urna pessoa que se setira pa-
ra a piaca ; dous ditos para lodo o servido ;
2prelas, queengummam muito bem, co-
sem, cozinhauefazem todo ornis servi-
co ; 3 ditas moilo boas quitandeiras, que
fazem todo o servico de urna casa ; urna
parda, que engnmma bem, cose, lava e co-
zinha : na ra da Cadeia do liecife n. 51,
primeiro andar.
Sellins inglezes.
Vendem-se sellins com todos os perlen-
ces, a saber : cahecadas, estribos d'aco, si-
lbas, etc. ; assim como ditos proprios para
viagem com coldres, macas e mais perlen-
ces, sendo tudo da mellior quahdadn pos-
sivel: na ra do Trapiche Novo n. 18, es-
criptorio de Eduardo II. Wyslt.
Para o invern.
A 3,240 rs. um corto.
Ns loja n. 5, de CuimarSea & llenriques,
vendem-se cortes de casimira de algodo,
muito encorpados, padrOes escuros, com 3
3[4 covados, pelo barato preco de 2,240 rs.
cada um corte assim como outras ruuitas
fazendas baratas.
A 56o rs. cada um.
Na loja de Guimares & llenriques, na
ra do Crespo 11. 5, vendem-so lencos de
seda, muito linos, para meninos, pelo bara-
to prego lie 560 rs. ; chapos de sol de pan-
ninho, armacfto de baleia, a 2,000 rs. ; o
anligo algoJSo trabsado monstro, a 800 rs.
a vara.
C orles de casimira elstica
pela diminuto prego de 6,000 rs. cada um,
acham-se venda na ra do Crespo n. 5,
luja que vulla para a ra do Collegio, lti-
mamente chegadas.
Vende-se urna crioula para fra da pro-
vincia, que cozinha, cose ch3o e engomma
alguma cousa ; urna dita, que cose muito
bem Cbfio, com um pequeo defeito ero um
dedo do p, moca, por 380,000 rs.; outra
dita, boa quiandeira, por 480,000 rs., por
haver preciso : na ra do Itangcl n. 38, se-
gundo andar.
-- Vende-se urna boa cabra de leite, pari-
da ha oito dias, um temo de pesus de meia
arroba al meia quarta, um brago de ba-
lancae um sellim usado: na ra da Con-
cejero da Vista n. 60.
Acaba de cliegar para a ra Nova
n. 8, loja de Jos Joaquim Mo-
retra & Companhia
excellentes espartilhos de linho para senhor
guarnecidos de baleiaa e de diflerentea ino-
dcllos, cousa papalina e intelramente nova
neste genero, veiide^n-se por prefo muito em
conta, cl1apeosfrance7.es modernos e de boa
pelucia a 7,000 rs., sarja preta hespanhola
veos pretos muito finos, luvas de todas as qua
lidades quer para liomein quer para senhora,
lauternas d vidro de todos os tamanhos c de
todos os precos, ditas bromeadas, lencos para
grvala de cores e pretos, um bello sortimen-
10 de cordaspara violo multo novas que se
venderao a 100 r>. cada una.
AGENCIA
da fundicSo Low-Moor.
ItUA DA SKNZAI.LA NOVA -N. 42.
Neste estabeleeimento conli-
n* a Iiaver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenlio, machinas de
vpor, e laixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
Vende-se, por preco com-
modo, cera em veias, muito bom
sortimento, fabricada no itio de
Janeiro : noarmazcm de Dias Fer-
reira, no caes da alfandega, ou
com Novaes i\ Companhia, na ra
do Trapiche n. 34.
Na ra do Crespo n. 10, loja de
J. L. del). Tahorda,
vendem se as seguintes fazendas, proprias
da presente eslac^o, a saber : sarja hespa-
nhola, a 2,400, 2,600, 2,800 e 3,000 rs. o co-
vado ; dita inferior, a 1,200 ; chamalole de
seda, 3,000 ; murculloa prela de ISa, tam-
hem propria para vestidos por ser fnzenda
muito (iua, a 960 ; merino preto lino, a
3.500; casemia preta selim, a 3,500 e
3,800 ; panno preto fino, a 4,000, 6,500 e a
6,800 ; dito seperior, a 8,000 o covado ;
lencas de selim pretos para grvala, a 4,500;
ditos de seda de cores para algiheira,
1,000, 1,600 e 2,000 rs. ; ditos para gravat,
1,000 ; ditos superiores, a 2,000 ; chrpos de
sol de seda fiancezes, a 5,500 e 6,500 ; di-
tos pura senhor-!, a 4,000; ditos de panni
nho de cores com cabos d'osso e arinatro
de ferro, a 2,000; chapeos do massa fran-
cezes da ultima moda, a 7,000 rs.
Na mesma loja vendem-se
tamhem a precos muito commodos, as fa-
ipndas seguintes : cortes de cambraia bran-
ca pura vestidos, a 3,000 e a 4,000 rs.; ditos
d murculma, a 3,000, ditos de cassa-chi-
la, gustos modernos, a 2,880 e a 3,200 ; ris-
ca.lo monstro, a 140 o covado ; dito para
calcas, a 160; lencos de seda com franja, a.
3,500 chales de 13a e seda fiuos, de lindos
e modernos padroes, 7,500 ; ditos ditos, a
5,500 ; ditos preos, a 2,000 ; camizinhas de
cambraia para senhora, a 1,500; gollinhas
para ditas, a 640 ; lencos de quadros encar-
nados com franja, a 320 ; ditos de fil pre
(o de tres ponas, a 200 rs. ; luvas dejalgo-
do e de seda para hornero ; ISazinha cor
de caf, proprias para jaquelas, a 200 rs. o
covado; ISa e seda, propria para palitos, a
440 rs.; camisas de meia, a 1,280 ; ditas de
13a e de seda, a 2,000 ; ISazinha de listras
para calcas, a 340 rs. o covado ; biim pardo
de linho para ditas, a 1,000 o corte ; cortes
docusemira o de fusUo para colletes, a
1.0D0 ; lencos de seda preta para gravata, a
200 e a 640 rs.. cada um ; suspensorios de
cadaco, a 60 is. o par; ditos de meia, a 40
rs. ; mantas de 13a para pescoe, a 320 rs. ;
alpaka pteta, a 720 e 800^.. ; dita superior,
a 1,000 e 1,200 o covadi/; brins de linho de
cores, francezes, de 119V0S padroes e supe-
perior qualidade, a ,'40) a vara ; casemira
de cores para caigas, gostos modernos, a
6,500 e a 7,000 o corte ; casineta de ISa pa-
ra ditas, a 3,500 e 4,000 o corle ; brelanhas
de linho. fraiicezas, pega de 6 varas, a
3,500 ; cobertores de 13a, a 1,000; brela-
nhas de rollo, a3,000; tafel de cores, a
500 e a 640 rs. o covado ; renda de linho, a
40 rs. a v,ara ; e outras muitaa.a precos ba-
ratissim--
/ Attencao.
J. Faique com fabrica de chapeos de 10I na

ra do Collegio n. 4, participa ao respeUavel
publico e principalmente a.eu.fregueie., que
elle acaba de receber pelo, ultimo, navios (flf
v Migmr ) chegaio. dfi Franca um rico e
completo .orllmento de chapeo, de sol de se
da e de panno de todas aa corea nualldade,
a laber : os de eda para homcm de 4,000 rs.
paa cima e de panno de 1.800 r.. para cima,
Sltea ditos de senbora de 1,600 ra. par. cima,
assim como um grande .ortimenlo de seda, t
paunlnho. en, pecada, melhore.VM*g
que tem appareciJo neHa praca, Maj^oaw
.ole armafoea a imllacao da. do PortoiBa
senhore.e feilore. de engenho, completo or-
limento de cabo, e oul.os V"V"* J^Sl
pe.soas que qulzerem encommendar, eMpeos
'de .ol a .eugo.to, grande "ln,e11" J''.V
leia. para vealidoa c c.parlllho, de .enbora.,
retroz ureto multo forte que ae vende cm por-
co e a retalbo, tamben .e concerU ele co-
bre qualquer qualidade de chapeo, de sol.
Todo. este, objecto. se vendem em porcao
e a retalbo por ineuol preco do que em outra
qualquer parle.
rateada mais barata do que em
outra parte.
Cobertore. de algodo eacuro para quem
tem fri a720 r. cada um, "de Orim
branco trancado de liuho puro a 1,800 rs., di-
tos escuro a 1,600 rs. o corle, riicado. de li-
nlio a 220 e 320 rs. o covado, ri.cado de algo-
do trancado inulto cncorpado proprio para
escravo a 180 e jOO rs. o covado, picote a 180
rs. o covado, zuarle aiul de 5 palmos de lar-
gura a J40 rs. o covado, dito de cor a 21)0 r. o
covado, rucado francez muito fiuos a 340 rs. o
covado, chita para cobertas decores las1 a00
r. o covado, ditas paia vestido, a 160 e 18Or..,
casta chita corea fixas a 440 r. a vara, casto-
res proprio para palitos a 280 r. o covado,
pecas de ca.sa de qu.dros para babado. e cor-
tiuado. de cama com 8 vara, c meia a J.400
r.., cbapo. de nias.a para eicravos a 480 rs.
cada um : na ra do Crespo n. 6.
Agencia de Edvvin Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazein de Me. Cal
mont& Companhia, acha-9e con.tantemente
bous ortimento. de taixa de ferro coado e
batido, tanto rasa como lumias, muendas in-
icuas todas de ferro para animaes, agoa, etc.,
ditas para armar eui madeira de todos os la-
man bus e iiudcllus o mais moderno, .machina
horisontal para vapor, com forca de 4 caval-
los, mucos, pas.adeiras de ferro e.ianhado
para casa de pulgar, por menos preco que o.
de cobre, e.coveu. para navios, ferro inglez
tanto em barras como em arcos tullas, e ludo
por barato preco.
Bom e barato
Vende-se cera de carnauba de primeira
surte, a 6.000 rs., sapatos brancos para lio-
11,um e meuiuos ; ditos de rain de lustro .
couros de cabra ; chapeos de palha ; pen-
nas de ema na ra da Cadeia do Itecifu n.
49, primeiro andar,
Na loja de Antonio Comes Villar, na
ra Nova 11. 23, esquina que volta para a
Caiiiiioa do Carino, veuue-so um grande
surlirounto du pannos linos pretos e de co-
res, casimiras prelas e de cores, madapo-
les linos e de outras quaiidades, algodSu-
ziuhos, cambraias lisas, ditas para corti-
nados, brins transados de cures, colletes de
fusUo, de 13a muito modernos o de bom
goslo, ditos de seda de minias quaiidades,
e outras niuilas fazendas, sendo tudo por
muilo comiiiodo prec,o, a vista da boa qua-
lidade.
-- Vende-.e superior farinha de mandioca
de Santa Catbarina muito superior, a bordo
do patacho nacional Curioio fuudeado defron-
te do trapiche do algodo, para c^'imodidade
dos compradores poem chamar r* "e do na-
vio 110 un siiin trapiche c mesuro 1 .pa do
collegio ou iiiesmo no cae. do Hamos aonde
se mandar buscar os compradores para evi-
larein maiores despeza. : trata-.e a burdo com
o capitu, ou com l.m/ Jos de S Ai aujo na
ra da Cruz 11. 33.
as/j
preto a3iO0Oe 4,000 rs. o covado, sarja hr--
panhola a 3,00i) r. o covado, fil branco boe*
dado a i,500 ra. avara, corte, de cambra i
bordada, fazenda inulto fina a 8,000 r.., lencos
de cambraia de linho a 800 ra., cambraia de
quadros de cores a 320 rs. o covado, cortes de
gorgurao e de selim com florea a 4,000 r.., di-
to, bordado, de difl'erentes qualidade. de 7,000
at 15,000 rs., luva. de aeda pre tas a 1,000 e 1 ,0u
r. o par, alpaca de cordaozlnho preto a 800
r>., dita dejeore. a 1,000 rs. o covado, casimi-
ra, de core., padrflea modernos da muito bom
gosto a 6,0(10 rs. o corte, dita, parda e.cura e
clara, para palitos a 1,800 ra. o covado, alni
deltas outra. muita. fazendaa proprias da es-
taco e por presos baralis.imoi.
Livraria n. 6> do pateo do Col-
legio.
Cbegou o oitavo folheto do Misterio do IV
vo, venile-se este por 7,009 rs.
Carelios de arroz, barrica a ris
a ,00o.
Ksta tao til substancia alimentaria para os
anlmaea, muar, cavallar, oveluin etc., etc., eiu
barrica, de 4 arroba, ao diminuto preco de rs.
2,000, vende-se na ra da Madre-de-Deos, ar-
mazein n. 6 e defronte do chafan/, da e.cadl-
nha no Recife.
Farinha fontana,
Arroz de casca,
Karello novo, ^
Cha preto,
Chumbo de municSo,
Cimento,
Bichas de Ilamburgo,
vende-se tudo por precos commodos : no
armazemdeJ. J. Tasso Jnior, na ra do
Amonio n. 35.
Aos lo:ooo,ooo rs.
No atierro da Boa Vista, loja de calcado n.
58, vendem-se bilhetes uileif os, ineios, (jli.it -
tos, quinto., decimos e vigsimos da loteria
da matriz da boa Vista, que corre no dia 2 de
junho do crreme auno.
Bilhetes inteiroa 10,000
Sln.11 5.000
Quartos 2,600
Quintos 2,100
Decimos 1.100
Vigsimos 600
Vende-.e o cngenbo F.stiva na fregueiia
do Cabo, di.tanlc da praca 9 legoas, de agoa
lmenle e em ri-nle, de bo.i prodUCCO quii
o pretender comprar dlrlja-.e a l'r.-n, inln do
Livramento n. 46, terceiro andar, a tratar com
o liaran de Ipojuca, ou no teu engeuho liu-
ranhein.
Loteria da matriz da Boa Vista.
a o- 10:000,000 e 5:ooo,ooo rs.
No Atierro da boa Vista, luja de fazendas n.
.'16, ven .le 11,-se os afortunados bilhetes e meios
da mesma loteria, que corre impreteriveluien-
le 110 dia 2 de junho vindouro, ou antes .ese
\ enilerein os bilhetes.
Bilhete3 inteiroa 10,000
Meios 5,000
Gaulois l'ailhetck Companhia.||
^ Continua-se a vender no deposito
w geral da ra da Cruz n. 52, o excel- p
* I-ule e bem conceiluado rap areia ^<
H preta da fabrica de Cantois l'ailhel & f
(i Companhia da Babia, em grandes e i
Ii pequelas porc6es pelo pre^o eslabe- y
^ lecido. 3
Deposito ilc cal vlrermi.
Na ra do Torres n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegada ultima-
mente de Lisboa no brigue Tamjo-Terceiro.
Vendem-se amarras de ferro : na ra
da Senzalla nova n. 42.
-- Na ra Nova n. 33, deposito da nova fa-
brica de caldelraria c mais officinas. lita na
iua Imperial n. 120 de Andrade S. Leal, ven-
dem-.e os seguintes objectos : a. mui appro-
vadas machinas de Derusne para rotular ; fo-
ges econmico. ; dito para navios ; alambi-
ques de cobre de todas as dimenede. ; serpen-
tn 1 de dito e e.tanho ; caixas com folhas de
flandres de superior qualidade ; dito, com
vidro. de todas as dimence. ; chumbo em
lencol ; dito eui barra ; zinco em tulla ; dito
em barra ; bombas de cobre de todoV os ta-
manhos ; carros de mao bem construido. ;
tambem se faiein portese varauda.de ferro
e outra. quaesquer obras de cobre, brooze,
lalao, ferro etc.: os pretendente. que quite-
rem dar .uas encommendas podem entender-
se em dita fabrica com o .ocio Manoel tai-
neiro Leal, ou no deposito com o .ocio Joa-
quim Antonio do. Santo. Andrade, que suas
encommendas scro cumpridas com eiactido
e prstela.
Lotera da matriz da Bda-Vista.
A o- O e ."1:000.000 i-8.
Na loja de miudeas da praca da Indepen-
dencia o. 4, vendem-.e bilhete. Inteiroi, rneio.,
quarto., quinto., decimos e vigsimo., que
corre iinpreterivelmente uo dia 2 de junho ou
ante, ae >e vender os bilhete..
Ililhete. iutelro. 10,000
Mel. 5,000
Quartos 2,600
gimos J.100
Uecimos 1,00
Vigsimos 600
Veadem-se caixas com cera
em velas do Hio de Janeiro, com
sortimento a vontade do compra-
dor, e fumo em follia do mehor
que ha no mercado : na ra do
Trapiche n. 5, eacriptorio.
Tulxas para eiigenlio.
Pa fundico de ferro da ra do Brum,
acal>a-se de receber um completo sorlimeo-
to de taixa de 3a8 palmos.de bocea, as
qoaa^ajicliain-.se a venda por preco com-
i.odo^ com promplidfio embarcam-se, ou
carregam-se em carros sem despezas ao
comprador.
Na loja de J. L. de Brito Tabor-
da, ruado Crespo n. lo.
Vendem-.e manteletes de nobreza preta a
18,000 rs., mantas de seda de inulto, bom posto
a 14,000 rs., chamalole de seda preta, proprio
para mantelete, a 3,000 rs. o covado, seiim
Escravos fgidos.
Dessppareceu no dia 14 do corrente um
preto de nome Antonio, crioulo, de 22 sa-
nos, cor vermelhs, dentes limados e linos,
altura regular, macSas do rosto um pouco
altas, nflo tem unhas nos dedos grandes dos
pos poras ter perdido, quando faz Torca en-
verga os pes para dentro e tem os ulhos um
pouco amortecidos ; levou camisa e calca
de algodo azul transado, a mais urna cal-
ca de azul mesclado e chapeo de palha :
quem o pegar, leve-o ra de S. Francisco,
sobrado n. 16, segund anda', ou na estrada
nova, adiante da Magdalena, primeira casa
azul, onde se pagar com generosidade lo-
do o tiabalho.
Boa gratificacSo.
No dia 13 de marco do corrente anno des-
appareceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. I)r. Malet, o mole-
que Marcal, o qual he bem condecido e tem
os seguintes signaes : representa ter 20 mi-
nos, bailo, ebeio do corpo e carcundo, cor
fula e sem barbs ; tem falta de um dente na
frente do queiio inferior ehelilho do ser-
todePaje, por isso julga se para l ter
ido : recommenda-sp, por tanto, aos espl-
ines de campo a captura do dilo moleque,
que serSo bem gratificados.
Desappareceu, no dia 18 do corrente, o
escravo de nacfto Cacange, de nome os,
representa ter 25 anuos, bailo, grosso do
corpo, sem barba, rosto abocetado e ps pe-
queos ; levou cilija de algodfo transado
com listras azues e carniza de algodSozi-
nho j rola : quem o pegar, leve-o a rus do
Vigario n. 33, piimeiro andar, ou na ra
da Cadeia do liecife 11. 51, que se recom-
pensar.
Desappareceu, no dia 13 do corrente,
do engenho Guararapes, um moleque criou-
lo, de nome Malimiano, de 10 a 11 annus,
cor fula, ps pequeos e pernas muito li-
nas 1 quem o pegar, pode leva-lo ao mesmo
engenho Guarsrapes a seu senhor Francis-
co Paes do llego, que ser generosamente
recompensado.
-%- Desappareceu, no dia 34 do corrente, o
escravo crioulo, de nome Herculano, repre-
senta ter 30 annos, bailo, secco do corpo,
cor fula, sem barba, denles de serra elle
ollicial de alfaiate. F.sle escravo foi da viu-
v.i de Joaquim Jos Ferreira de Carvalho,
escrivflo ds relsclo, e sorvia de portacolis-
ta; levou calca de casimira escura, e as ve-
tes brancas, camisa de madapoln e chapeo
do Chile. Consta ter embarcado para o Itio
Formoso no dia 6 de abril : roga-se as auto-
ridades policiaese pesso.s particulares que
o apprehendam e avisero nesta praca aoSr.
Antonio da Silva GusmSo, ra da Cadeia do
Recife, a Manoel de Almeida Lopes, que se
pagarao todas as despezas e se recompen-
sar generosamente.
Desappareceu, no dia 6 do corrente, um
preto de nacSo, de nome Antonio, de 40 an-
nos pouco mais ou menos, estatura regu-
lar, chtio do corpo, um pouco fulo, rosto
carnudo e feio, e com urna grande ferida
na perna esquerda ; ItVou camisa e servil-
la de algodo ; foi vislo na estrada nova, e
descenfia-se que ande aqui pelo Recife:
quero o apprehender, pode levi-lo su a
senhora, a viuva de Domingos Jos Martina
Vieira, emseu sitio, no corredor de S. JuSo
na Varzea, que aera recompensado.
ENMATA.
No communicado as.lgnado pelo verdadeiro
diletantl publicado no Mario de houtein, na.
ultimas bubas onde >e le C'onheco que sao
fracasa, mlidias eapresiOea, e que para piolar
um quadro lao cinbeleante requer-.e tinta*
multo inulto mais fecunda que nao a mlnba -~
leia-se requer-.e tintas inulto finas, imagi-
nado muito mais fecunda, ete.
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EHG4AOYBT_BM97PQ INGEST_TIME 2013-04-12T23:14:11Z PACKAGE AA00011611_05324
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES