Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05322


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Full Text
Anno XXVII
Quarta-fera 23
PARTIDAS SOS COHBXIOS,
Goianna e Parahiba, as segundas e sextas feiras.
Rio-Grandc-do-Norte, todas as quintas feiras ao
rocio-dla.
Garanhuns c linnito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 c 28.
Victoria, s quintas feiras.
Oliiida, todos os diae.
Phses di 101.
EPBEMinlDES.
Nova, il, as 4h. e 3 m. da t.
Cresc. a 9, as 4h. e 42 m. da t.
Chela, a 15,as 8h.el6m. da t.
Mlng. a 23,s 4h.e38ra. da tn.
VBKAMAB BE BOJE.
Primeira s 10 horas c 6 minutos da rnanhaa.
Segunda s IU horas e 30 minutos da urde.
de Abril efe 1851.
N. 92
das da semana.
21 Seg. ** i. Oitava. S.Anselmo.
2a Tere. 2. O.S. Senhorinha Aud. daChanc.,do
i J. da 2. varado c. ,e dos feitos da fazenda.
|J3 Ouart.S. Jorge. Aud. do J. da 2. vara.
24 Qulnt. S. Fidclis. Aud. do J. dos orf. e do m.
da primeira vara.
PHECODASlJBSCnipgAO. 25 Sexl. S. Marco Aud. do J. da 1. vara do ei-
Por tres meses /adiantados) 4/000 vcl, e dos i'eitos da fazenda.
Por Mil me.es 8*000 26 Sab. S. Cielo. Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
Porumanno 15/000 do civel.
27 Dom. da Paschoclla.
CAMBIO DE 32 BE ABBIX,.
Sobre Londres, a20 d. p. 1/000 r.. 60 das.
Pars, 320 por fr.
Lisboa, 85 a 90 oomn a
Ouro. -Oncas hespanholas... /""0 a
Mocdasde6*M00velhaS. 1MW0 a
de 6/400 novas Jo/000 a
de4000....... 9/W0a
Prata.-Patacdes brasileiros.... j/^
Pesos columuarios..... i/" *
Ditos mexicanos........ >rw,) a
28/500
10j200
161200
9/100
1/910
1/14U
1/700
____ l i IHSiItl lu i IBTiT
PERNAMBUCO
ASSEulBLIiA PROVINCIAL.
SESSA1 EM 14 DE ABRIL DK 1851.
" Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
A's onze horas da minha, feita a chamada
acbam-se presentes 28 Srs. depulados.
Or. I'rttiiltntr declara aberta a sessao.
O Sr. 2." Sicrelario le a acta da sessao ante-
rior, que he approvada.
O Sr. \.* Secutara menciona o expediente
que leve o competente deslino.
ORDEM DO DA.
Terceira discussao doprojecto n. 7.
Depois de breves reflexoes, encerra-se a dis-
cussao, e submettido o projecto a votacao lie
approvado com urna emenda.
Terceira discussao do projecto n. 19.
Val mesa e be apoiada para entrar ein dis-
cussao urna emenda do ir. Marros l'alcao, para
ser conservada a directora do lyceu.
O Sr. Barros Brrelo :- Sr. presidente,
como membro da commissao, que levo a
honra de oflereccr o projecto que esl em
discussflo, ,"m iluvnli) aceitar a emenda do
honrado me muro, tuna vez que elle me de-
monstra a vantagem dclle : o projecto cria
urna directora quo tcm nspecgflo sobre
todos os estabelecimentos de ensino, o
honrado mcirrliro porm, cntende que deve
mandar una emenda, restabclccendo a
directora do lyceo, alias supprimda pe-
lo projecto, o que importa o mesmo que
criarcm-se duasdirccloiias ; pec/> pois ao
honrado memhro que me de explicaces
acerca do sentido dasua emenda; na cer-
teza de que se ellas me convenceren), nOo
(Juvdare'i votar por ella.
O Sr. Francisco Joo : Sr. presidente,
inesperadamente vou tomar parte nesla
discussflo, e sou a isto forjado, por que an-
tes quo os nossos trabalhos liouvessem che-
gado ao estado ein que se acliam, algucm
enunciou esta ideia, c agora que ella se
ada consignada na emenda offerecida pe-
lo nobro deputado, cu quo lhe reconheco
utilidade, tomo parte na discussflo sem es-
perar ....
Um Sr. deputado : Nilo foi inespera-
damente, por queja (lava a par della .. .
O Orador: Inesperadamente hoje, vej-
me obrigado a tomar parte na discussfio ;
isto tanto mais penoso me lio, quando me
considero inuilo menos habilitado, que
oulros niemhros, c muito menos que- os
Ilustres redactores do projecto ; mas ten-
do este motivo que, deixei dito, desde j
lhes pcQO desculpa de encontrar o meu pen-
samento com aquelle quo o nobre deputa-
do que acaba de sentar-se aprcsenlou.
Sr. presidente, eu devo declarar casa,
que logo, que aqui cheguci no mesmo da
em que cstava em discussfio esto projecto,
nilo duvidei de presentar um voto de com
ple'a adhesflo ao seu pcnsamcnlo; segura-
mente o liz, por ter reconhecido o inte-
resse quo resultava do essencial dclle ;
por que opensamento deslc projecto nao
rae pareceu outro senflo estabelecer a uni-
formidade e mesmo a necessidade da ex-
istencia de urna entidade, a qoem csteja
incumbida o exame, e inspeceflo dos cs-
tudos de toda a provincia ; mas Sr. presi-
dente, em consequencia desto pensan cuto
revelado pela commissao e por loica mes-
mo della, be que me persuad, que esta in-
cumbencia eia tflo grave, tSo importante
e de tanto trabalho paraassim dizer, que
todos os momentos desso director dciium
por ello ser absorvdos : ora pensando eu.
assim, e pensando a commissao de igual
modo, n3o duvidei de prestar o meu asse-n-
timento ideia deque a directoriipdo ly-
ceo n.lo ficassc pore.-se facto supprimda ;
porque Sr. presidente, he preciso atlendcr
ao que ha fazer; nos conhecemos, que
na capital existe o lyceo, que se compe
de varias aulas, e fra delle diversas aulas
de latim, e numeras deprimeras Icltras,
a inspeceflo destes differentos csUbelcci-
nientos, as viagens, os exames, que tein
o director dos estados de fazer a muito
desses pontos, hilo de nccessarainente con-
sumir todo o seu lempo, o attengo; e
pois se isto he verdade, senao he menos exa-
cto, que o lyceo exije vigilancia inces-
santc, permanente, e continuada daquclle,
que tem do servir como que de reitor, he
claro que senfio pode prescindir de criar
tim director para elle.
Portanto dando o meu voto de adlicsao a
emenda de que se trata, nao faco mais do
qut) secundar o pensamcnlo da commis-
sflo bem podo ser que eu esteja errado no
meu calculo, nosera esla a primeira vez
que assim me tenha acontecido, mas por
emquanto entendo assim. Sr. presdanlo,
eu s vejo urna ohjeccflo rasoavel, quero
mesmo pouparaos mcus contrario) o tra-
balho de me acharem em contradicha,
apesarde quo nio sou infalvel; porem po-
der-se-ha dizer que eu apostlo da eco-
noma, voto por urna emenda, que consig-
na innis um cont de rs. de despeza. Mas
Sr. presidente, ainda assim nfloquerendo
campar de infalvel, nao tenbo ultrapas-
sadoasregras que a mim proprio me te-
nho imposto; por que nunca sustotitei,
nem argumentei aqui contra despezas bem
entendidas, despezas que podessem ser
aconsejadas pelo bom senso desta assem-
bla ; c estando persuadido, que a de que
se trata est nesta especie, nao me contra-
digo votando por ella.
Ora por esta forma tendo comoque enun-
ciado meus-pnneipios, me permittira V.
Exc queeu me dirija aos nobres mem-
bros da commissSo, dando-lhe agradeci-
mentos sinceros, pelo trabalho que tomo-
ram e estou quo ueste voto do agradcci-
mento screi acompanhado, e precedido
mesmo pelo publico apreciador dos toons
rTTHlOTiWTaf-Tfc'lililihiMWlOTBiisi r .'-iv,qs.^lar-a.'mua
12. Com o do cirurgiar.de parlido.
trabalhos. Ha muito tempo que he sen-
tida a necessidade da creaefio da verda-
deira responsabilidade daquclle a quem
eslava incumbida a inspeceflo de estabele-
cimentos desta ordem, esta responsabli-
dade a lodos pareca leltra niorta, hoje
mesmo e todos os dias precedentes, a casa
offerecia exomplos desses, tratatava-se
quasi quo diariamente dccreacfles.suppres-
sOcs, de transferencias de cadeiras, e va-
rao-nos obrigados a andar aqui s apalpa-
dellas; c a escolhcr de todos os meio,1 V-
quellcs quoestavam sujeitosa levara casa
a desvos e precipilacOes. Eu nflo quero
fazer injuria de modo algum a meus no-
bres companbeiros, por que os supponho
to zelosos no cumprimonto de seus deve-
res, que persuado-me terem semprc obra-
do com pleno conhccimcnto das deferen-
tes materias, mas o facto be, que as in-
formaeOes ofliciaes remcllidas a esta casa
pelos tramites legaes, nflo existiam, nem
existem ; por que Sr. presidente, sem que
de minhas palavras se queira tirar insi-
nuando alguma; cu me confesso como
homem ingenuo, como homem que ao
mesmo tempo nflo sei gnardar; e como
homem que nflo tcm dobras no coraeflo pa-
ra esconder myslerios: Eu vejo que a di-
receflo dos esludos, pelo que diz respeito
aos trabalhos feitos fora do lyceo, se acha
entregue quasi, cuno quo a inteiro aban-
dono, c nflo se podo dizer, que isto sflo as-
severaces, que vem tocada de malevolen-
cia ; poique ellas vem de alto, vem do ad-
ministrador da provincia, e elle o nflo dis-
se, senflo porque senlia a verdsdeda pro-
posito, c a verdade da proposito he por
mim igualmente to sentida como pelo no-
bre administrador; e eu nflo vejo nem
descubro meio algum para remediar islo,
senflo a creacfiode urna directora para sc-
melhanles esUilnVecimenlos, e responsa
blidade pessoal para assim dizer, por que
em taes casos, podeiemos dizer que fulano
de tal, director dos esludos pode ser ac-
cusado de negligencia, e at do prcvaii-
caQflo, so se quer admiltir olermo como
incluindo aquelle, que malversa por con-
sidcrar;es, em condescendencias nocum-
primento de seus deveres. Porlanto Sr.
presidente, concluindo estas minhas con*
siderales, quo j v.o alm daqullo que
linha len^flo de aprescnlar, tenho para
mim. que a emenda ho um meio de con-
ciliar ludo....
O Sr. Pacs Brrelo : lie preciso alte-
rar todo o syslema do projecto...
O Sr. Francisco Joo : Pcrmitta-me V.
Exc, qiceu nflo dcixe sem resposta o a-
parte do nobre deputado, porque elle tem
toda a importancia que lhe d a pessda
que o proferio, e tem a importancia que
resulta da proposito, que primeira visla
pode Iludir. Eu supponho, que nflo he o
amor de palernidade que o leva a este pon-
to, por qu elle nflo he o autor do projecto,
mas ser o santo amor pelo melhoramen-
to dos estudos da provincia quo o conduzio
enebergar na emenda a alteradlo do pro-
jecto, quando nflo ha nella a mais leve
cousa a csse respeito ;# por quanlo repito,
que sendo a ideia do projecto a uniformi-
dade do ensino publico, a existencia do
director do lyceo, subordinado aquelle
director geral, nflo altera esse pensamcn-
lo : portanto Sr. presidente 0 aparte do
nobre deputado se nao lica respondido de
urna maneira satisfactoria ao menos lica
pela forma quo me he possivel; entretan-
to piotesto Sr. presidente, ( como semprc )
modificar as mesmas opinioes, se a tanto
me levarem os nobres depulados.
O Sr. Aijniar, faz algumas rellcxOes.
Em seguida vai mesa e he apoiada urna
emenda do Sr. Aguiar, substituindo a pa-
lavra doulorado pela palavra graduado.
A discussflo ficu adiada pela hora.
Contiuua a segunda discussao do orna-
mento municipal.
O artigo primeiro fica .adiado para de-
pois do volado o projecto.
Entra em discussflo o artigo segundo que
he oseguinle : ...
Art. 2. A cmara municipal da cidadc do
recife he autorisada e dlspender com os ob-
jectos desiguados nos seguinte paragrapbos
a quanlia de 46:6i0,000 rs.
Com o aluguel do paco da c-
mara.
2. Com ordenado do secretario.
3 Com o do contador.
4. Com o do Portciro.queexcrce-
conjunctamente as Amces de
-al da secreUMla, send 6UO,0ul)
de ordenad# 200,000 rs. de
600,000
300,000
2:000,000
500,000
1:000,000
700,000
oflieiaf da secretea
o, e
gratificacao,
5. Com quatro ajudanles do por-
teiro exercendo conjuntamente as
funecoes de amanuenses, tendo o
que serve no jury 550:000 ri. e os
eutros a 500,000.
6. Com a porceutagem do procu-
rador em todas as rendas da cama-
nclusive as do cemiterio, regula-
da de maneira que nao seja annu-
alcnente Inferior a l:5O0,0OO rs. uem
superior a 1:800,000 rs. iicando ao
uiCsmo a obrigaco de pagar a sua
custa un solicitador que em seu
impedimento tenha de taiersuas ve-
zes judicialmente.
7. Com os quatro fscaes da cida-
de, sendo de ordenado 350,00o rs. e
350,000 rs. de gratificacao, ,que per-
ceberao os suplentes que esllvereui
em exercieio.
8. Com o ordenado de dous repe-
sadores para os dous acougues p-
blicos da Hoa-VisU eCiuco-Poulas.
a 120,000 rs.
9. Com os liscaes do Toco da Pa-
nella e Arrogados a 400,000 cada um.
10. Com o ordenado do engenhel-
ro cordeador.
il, Com o advogado da |camara.
800,000
2:050,000
1:800,000
2:800,000
240,000
800,000
1:000,000
400,000
13. Com o expediente Inclusive as
impresses.
14. Com o tribunal do jury e el-
leicoes.
15. Com as custas dos prneessos
criminaes, c nfracee de posturas
inclusive a segunda preslaca das
dividas mencionadas no lo do art.
1. da lei municipal vigile. 2:000,000
16. Lu es para acaacia. 300,000
17. Com la llmpea c calc.amento
das mas. ,,, 4:000,000
>8. Com o conccrlo dos predios. 700,000
19. Com negocios forenics. 150.000
20. Eventuaes. 1:000,000
vi. Com-o ordenado de um ser-
vente e corrcio. 2'i0,000
22. Com o ordenado de quatro
gnardas municipaes, para as quatro
freguozias da cidade a 200,000 rs.
cada um. 80P,oOO
23. Saldo a thesouraria |da fazen-
da provincial, pago pela mesma for-
ma da lei n. 27 de 5 de juiho de
i850art.226. 4:000,000
24. Para dcsapropriares. 1:000,000
25. Pagamento de urna lettra a
couipanhia de I eberibe. 430,000
26. Com o comeco da obra de um
novo ni.na.imii o publico. 171000,000
O Sr. Olireira Sr. presidente, tendo
de combater alguns paragrapbos do artigo
que e acha em discussao, e acbando-mc um
pouco incommodado ; nao sei so poderei
dizer ludo, quanto me occorre, cerca da
materia : entre tanto, farei o que poder.
Diz o S 4. o seguinte : ( le ) d-so aqui um
augmento ab porleiro ; nflo sei qual a ra-
z8o disso ; se lia necessidade de um olliciul,
he mais conveniente, que se crie o lugar: o
parece-me, que e conduela da comniissflo,
nesta parte, foi um pouco parcial, senSo
injusta; porquanto augmentando o orde-
nado do poi leiro, pelo laclo de Incumbir-
lho o servir conjunctaincule de ollicial,
determinando no $5." quo os ajudanles ;lo
porleiro sirvam lanibcm de amanuenses
da secretaria, nao procedeu por igual, isto
be, nao Ibes deu urna gralilicuc/io, como
devia ; pois que he principio de dircito que
onde se d a mesma rasflo, da-se a mesma
applicacflo ; si- o porleiro merece o aug-
mento de 200/000 rs., por ter de servir de
ollicial da secretaria, os seus ajuduntcs
tambem merecm alguma couza, por que
vilo exercer conjuntamente as tuneces de
imanuenses: por tanto, estou disposto a
volar contra o $ i., na parte, em que aug-
menta o ordenado do portei. o ; tanto mais
nflo vendo rasflo, pelo que elle perceba o
vencimento de 800>000rs., quasi igual ao
que tcm o secrclario, quo he o chefe, da e-
parlcflo,!o um empregado de calhegoria,
com trabalhos importantes a seu cargo,
m Sr deputado. As Cuthegorias ja fo-
ram -esquecidas ....
O Sr. Oticeira.ks cathegorias passaram;
logo, quero aprovestari-nie do precedente :
nflo ha nislo contradiceflo da minha parte ;
vou aprendendo, e digo o mesmo, que- cer-
to philnsppho velho, na occasiflode ser es-
carnecido pelos seus discpulos, por estar
aprendendo a msica ;-mais val velho a
prender, do que velho n3o saber-por tanto
se lia necessidade de um lugar de ollicial,
seja creado ; mas n3o se do gratificacao ao
pertoiro pelo motivo exposto.
O Sr. Macelo O porleiro substitue ao
secretario nos seus impedimentos ....
O Sr. Olireira. E que tem isso ? Diz
O 5 : ( 1* )
I'erguntarei a nobre comitiissio, so com
o estabeleciniento do cemiterio o procura-
dor n3o vem a ter accrescimo de traba-
lho ? .
O Sr. Augusto Oliveira Quem tem he
o porleiro ....
O Orador : A commissflo diz o contra-
rio ; logo como ho quo o nobre deputado
assevera, que o porleiro beque tem esso
trabalho ?
O Sr. Carneiro da Cunha. Quando livor
palavra, responder] ....
O Sr. Oliveira. Creio, que o nobre de-
putadopoda responder-me em aparte quem
he que tem de fazer esse trabalho ? .
O Sr. Carneiro da Cunha. Teria de ser
muito longo, guardo-me para ocesiflo
competente ....
O r. Oliveira. Parecc-me, que nesta
parte a commissao nflo proedeu muito
bem, porque he inquestionavel, que ao pro-
curador da cmara accresceoo trabalho do
cemiterio. Diz o 7. o seguinte : ( le. )
Da-se aqui una designaldade isto he, nflo
ha proporeflo nos ordenados ; eu creio. que
elles devem ser es tabelecidos om relajo
ao trabalho; ora sendo a freguezia do Re-
cito menor do que a de Santo Antonio, ten-
do menos predios, menos casas de negocio,
por consequencia sendo o servico do
respectivo fiscal menor que o de Santo An-
tonio, nflo sei, por que ha de ter o mesmo
ordenado: dispOe mas o que o ordenado
dos liscaes seja dividido em duas partes,
urna como ordenado, outra como grali-
ficarjOe, a qual perceberflo os supplentcs,
queestiverem em exarcicio; acho isto um
pouco duro; porque o que o empregado
deve perder, quando se acha impedido, por
motivo de molestia, he a 5. parto do seu
ordenado, depois de 40dias; assim o dis-
poem differentes leisgeraes, e he observado
em todas as rcpai tices fiscaes ; e quando
fosse convonienle, por algum motivo es-
pecial, deixar de seguir a regra geral, en-
tilo a dispozicflo doS devena comprehen-
derosdomais empregados, porque todos
elles sflo substituidos ; o secretario pelo
porteiro,leste pelos seus ajudanles, os liscaes
pelos supplentes, etc. diz o 9, (.le )
Sr. presidente, supponho que o servico dos
liscaes do Poco, e dos A togados,_ nao he tao
por isso quizera que a nobre commissao me es-
clareccsse este respeito ; e nem se diga, que
istoj cstava establecido na lei de Sdejulho
de 1850 ; porque he nossa obrigaco rever to-
dos os annos a legislacao da provincia, para ap-
pllcar-lhe as alleraces, e inodificaces, que a
experiencia tenha aconsclhado : se se privar,
que o servico dos fiscaes do Poco, c dos Afligi-
dos, nao mereca a paga de 400*000 rs. embora
esteja ella estipulada na lei vigente ; nos esta-
mos no nosso direito, reduzindo-a agora.
Quanto aos 2i e 22; {le.')
A' esle respeito n'o direi muito, porque mes-
mo nao sri, se com cfi'eilo li necessidade des-
ses 5 empregados ; nao quero avenluror ideias,
islo he, n.io quero dizer, que talvcz lal criaco
seja para arranjar alguem como inultas ve/es
acontece sao mais 0 empregados:! 200^000 rs.
cada um, para faicrcm nao sei o que.
Diz o 26, (le.)
( Signaesde exclamacaoda parte de alguns
Srs. depulados )
O Srs. Carneiro da Cunha e Auguito de Oliveira.
dao un aparte, ao mesmo tempo, que nao per-
cebemos...
Algum susurro existe na salla. Restabclece-
se o silencio.
O Sr. Oliveira : ( Continuando ) Peco aos
nobres depulados, que sej.im leciprocos, para
que o combate se nao torne desigual.
( Ha diversos apartes.) .
U Sr. Oliveira : Com quanto cu jdeclaras-
se na casa, que nao me vingava de injurias ,
nem por isso estou inhibido de restituir fielmen-
te as expresscs, pouc Conveniente, com que
alguns depulados me quizerem obsequiar ; eu
guardo as conveniencias publicas.
Vozen i Todos guardan!...
O Sr. Oliveira : -- Entretanto, s veies dirl-
gem-se InlinuacOes, e atuse aliraui sellar, que
lerem bastante.
Eu sei prezar o meu decoro, e o da casa...
O Sr. Correa de tirilla ;- Isso CO he mono-
polio de iiiiijii. ni. .
O 5'r. Oliveira No oliendo a nlnguem ,
e por isso exijo, que o mesmo se pralique com
migo : tambem declaro, que nao venero senao
a lieos ; e que nao venh'i aqui qurlinar lacen*
sos a hninens : v islo quem tocar...
O Sr. .Suma l.c5o : Uso he que lie setts ..
O Sr. Francisco nao : Essa nao me tere...
( Ha. mais apartes. )
O Orador: ( l'ro'seguindo ) A Ilustre com-
missao ter a liondade de dizer-mc em primei-
ro lugar, sea cmara tcm saldo em cofre ? bas-
ta dizer sini n nao...
O Sr. Carneiro da C'unlia : Ja disse, que al-
laui, e responder! ludo, quando t ver a p.i-
levra ; nao he com apartes que se pode res-
ponder tanta cousa...
O Sr. Oliveira i Nao estou finada ordem ,
pedin.lo. que se me diga sim.ou uiio...
t Sr. Carneiro da Cunha: Itcspondcrei
quando csllver de p.
O Sr. Vliviira : Parece islo m vonlade ; eu
entenda que o nobre deputado proceda me-
llior, ajudandii-me nesla discusiiio ; nias.j
que o nao quer, argumentare! com os dados,
que tenho eu ouvi dizer ueste casa, e mesmo
me'parecc, que consta de um balanco, que a
cmara liulia um saldo de 10 cornos e lanos;
supponho, que tul saldo nao existe ; he ficti-
cio. I n entendo por saldo as sobras ; mas nao
a quanlia, que com quanto se achc era caixa,
esl todava sujeita a pagamento de despeas
l'eitas ; c tanto he exacto esla ininha_assrrco,
pie dos batneos meusaes da propria cmara
de Janeiro c feverciro, consla que o saldo no
lint desse ultimo inez era de 2: i4l *239_rs : o
que iii.iv i, que lal saldo de dezcontos DOexis-
ta ; isio he, que niio havain sobras, era dl-
oheiro sujeitu ao pagamento de despezas feilas
que anda nao linha sido entregue a quem per-
tencie; e se isto nao he exacto, eu quizera saber
como lie que em tao pouco lempo se dispendeu
desse sal,lo a soiiiiua de oito contos, pouco
mais ou menos ? se, pois, nao existe saldo ,
como he que a commissao marca aqui aquau-
tia de 17contos para a factuia desta obra?
O Sr. .(.i.;.11 de Oliveira : -- Ja jexaiuiuou
o balanco ?...
O Sr. Oliveira : Senhoresdiscustinos com
calma, pois que s assim he que haveinos de
achar a verdade ; de outra maneira nao pode-
remos chegar ao Sin, que todos desejamos,
que he o bem publico ; portanto, seno exis-
te saldo, creio que nao pude passar o 26,
porque elle assenta sobre una base falsa ; e
quando mesmo houvcsse dinheiro, me parece
que a commissao cumpria determinar o quan-
to cmara deveria gastar nesse matadouro,
para que nao viessea acontecer de duas una,
ou nao se fazer um matadouro, que sallsli-
sesse as necessdades do municipio, ou princi-
piar-se um ein ponto tal, que a cmara alo
o podesse concluir.
O Sr. Francisc Jo/lo: Isso o nobre depu-
tado pode ..iiii. H ir as disposices geraes.
O A'r. Oliveira : ~ No primeiro caso o ma-
tadouro seria In'sufliciente ; no segundo po-
derla suCcedcr, que a cmara mandasse le-
vantar um matadouro de 100 cornos, princi-
pia-locom a quola, que lhe fosse volada, e
para o anno appreseutar-se aqui, dizendo, nao
temos dinheiro para continuar a obra ; e, pa-
ra que se nao perca o que est feilo, dai-nos
iini auxilio dos cofies proviociaes.
O Sr. Po Hiirrelo: K nos diremos niio sc-
nlior....
O Si. OliMi'rn : ~ Tanta docilidade temos
nos, que declaramos as vezes que perlence
Pedro, o que be de Paulo...
i.Mi.'..i i./, aoiiflfo na casa.)
L'm Sr. Oepjitdo: Obrigado pelo epi-
gramina...*
Oulro Sr. Deputado: Isso tem outro nonie
Onrn Sr. Deputado : Isso he um insulto
feito casa, he urna calumnia.
Oulro -r. Deputadu : E o nobre deputado
diz que est calmo?....
O Sr. Oliveira : Eu me explico, cu disse
que*se dava Pedro, oque era de Paulo, que-
rendo referir-meao que se passou, ha dias,
nesla casa, quando se entendeu, que o presi-
dente da provincia podia alterar a tabella dos
emolumentos -da secretaria do goveruo, sem
autorisayo d assembla.
O Sr. Francisco Joio : E o nobre deputado
vai na fente daquelles, que do Kedro o que
he de Paula....
O Orador : Diga o que quier ; os nobres
depulados nao meensinain a ser delicado; ja
me explique!....
O Sr. Presidente: O que esta em discus-
sao he o orcamento peco atiencao.
(Rtstabelece-se o silencio. '
if
obra se despendern) 30 contos de ril, sendo
nove da thesouraria, c vintc um de csmollas
dos liis; e o reverendo parodio, em reque-
riincnio, casa dirigido, nos disse:--para
que se nao perca a obra feita. decretai um au-
xilio dos cofres provinciaes; _e a assembla
assim o fez na seguuda discussao do orcamen-
to; para o annopoder tambem a cmara dizer-
mis gastaram os i7 contos, c nos nao te-
mos ineios de continuar a obra, para que se
nao perca a despeza feita, he necessario um
auxilio da thesouraria, c o que ha do l'aaet a
i-,.mi.!, i .. Un
O Sr. Pat Brrelo: -- A seinble BliHhc
continuai, porque a cmara tem leudas para
isso.... .
Alguns Srs. Depulados : Para Isso nao..
nutro Sr. DiputadoTcm, e mais que tem,
O Sr. Francisco Jio: O mellior he nao
dar-mos apartes....
O Sr. UUvttra: Concluindo, dlrel, se esta
reconhecida por todos a necessidade de un
ni ii 1.1. ni i. ncslc municipio, se est tambem
reconhecida a impossibilidade da cmara le-
va-lo erl'eilo.. ..
O Sr. Par Knrrrlo : F.' o que se nega.
O Sr. Oliveira: He o que M nega? entao
niio he exacto o relatorio da presidencia, ua
parte, cm que diz que a cmara o nao pude
fazer...
fm Sr. Diputado : V. o presidente he in-
falllvel .
O Sr. Oliveira:Se nao he infallivrl para
urna cousa, mi o deve ser para outras...
tm Sr. epulado A coinmissao deve ser
acreditada lamben).-
O Sr. Oliveira: De mais, o projeclo re-
sente-se da prrssa, com que fui feilo porque
ao passo que appreseuta a drspesa da com-
missao, nao declara qual a receita... \
OSr. Augusto de Oliveira: .Nunca e fe/,
isto.
O Sr. Olireira : -- Mas, que importa que nun-
ca se procedesse assim, se Islo he da essenela
dos|orcamentos eexeinplo" nao fundado em
le nao aprovellSo ? Como se hade conherer
se lia denicit, sem se saber qual a renda? as-
sim como a despez esl paiente, tanibciu
deveria estar receila. Mas enmodiiia, se es-
t reconhecida a necessidade de un maiadou-
ro se esl lamben reconhecida a improhlbi-
lidade da cmara o fazer, por falla de ineios...
O Sr. I'aec Harretoi He o que se nega.
O Sr. OUveia: Se mesmo a cmara por
actos HU, deuionsirou, que nunca quiz a-
proveltar-ae das autorisaciVs, que lhe forain
conferidas as lela de 1843, 44 e 45...
tm .Sr. JJf|iulai/o :- Mas quer agora...
U Orador:Porque, quem quer os filis,
applica os ineius, como lez, ha punco, o gu-
verno .. cercada lei, que aulliorison o enga-
jaiuenlo voluntario para o exercilo, espe-
dindo circulares a todas as aulln ridades ler-
rilorias, para que estas, por meio de editaes,
convidassem os cidados, que estivessem no
caso de se ahilar ; c a cunara nenhuiis pas-
tos dro, nem para conlrahir oimprestinio da
quaulia precisa para o matadouro, nriii para
fizcr-se semilhante obra por meio de cmpr,e-
si; nao posso prestar o me'i assentimenlo ,i
esle i ...lu! i se diga hoje, que a cmara
quer, e pode fazer a obra; nego-lhc o meu vo-
to, porque recelo, que o resultad desse seu
querer se niio icaliie : ueste estado, o que nos
cunipre fazer'! determinar, que essa obra tao
uecessaria, seja feita por empresa, havendo
concurrencia, pois que s por esse meio po-
deremos ter um matadouro com brevidade:
.Nao me sentare! sem novaiueute declarar, que
se no correr ;do meu discurso, urna ou outra
expressu me escapou, que podesse molestar
algum dos nobres depulados, acrediten!, que
nao foi essa mliilia iniciico, pois que n todos
respeito.
O Sr. Francisco Joo:- Sr- presiden le, to-
mando agora parte na discussao, eu me oc-
cuparei exclusivamente do pensamento do
26, prcvalcccndo me desta occasio para ap-
presentar coin a inaior claresa, c simpllclda-
de a minha o plnio a tal respeito, e para que
nao fique ciiiendendo alouem c com esse I-
guem, ou csses alguems o nobre deputado que
acaba de sentar-se, que motivos de veneracan,
menos honestos pdem dirigir alguem nesla
casa ..
OSr. Oliveira : Isso tanibeiu pude perten-
ece ao nobre deputado...
OSr: Francisco lodo: Para que fique per-
suadido, repito, que nao ha motivo menos h >
nesio que piusa diiigiros membros desta casa,
motivamente o nobre deputado screi explcito.
E na verdade Sr. presidente a nao ser preci-
pltacSo de llnguagein...
O Sr. Oliveira : INo foi, nao Sr
O Sr. i .un i.... Jo'i : A nao ser isso, nao
pude haver nada mais imperioso.
OSr. Oliveira: Nao ha tal....
O Ar. Francisco ioiio : O que o nobre de-
putado proferto s pude ser desculpado pela
precipilaco de liugoagem, porque se l-ueiii
se tem guiado em consequencia de respeitos
humanos, tem obrado menos dignamente.
O Sr. Oliveira' Nao esleja a improvisar,
est creando castellos, paraos derrubie....
O Sr. /'residente: O Sr.. deputado j se ex-
plicou
OSr. Francisco lodo: tieiu, mas nao era
boaoccasio para fazer castellos. Sr. presiden-
te, eu supponho que as discusses anteriores
dei sulliciente occasio para que este objecto
de verdadeiro iuleressse publico, podesse ser
devidameute avahado, e quando re.iuei i que
fusse consultada c uuvida a commissao de or-
camento municipal, acerca da opportunidade
do emprego dos diulieiros da muuicipalidade,
nao quiz seno lomar a queslo clara, tal qual
se acha hoje, porque nao temos inals que dis-
cutir a conveniencia de um matadouro, conve-
niencia esla que he sentida por lodos, qualquer
que seja o modo de encarar a rcalisaco da
obra; nao resta, pois, mais do que examiuar
se pude ou nao a cmara municipal concorrer
para ella, e no caso de negativa, se deve ser fei-
ta ou nao pelo meio de concurrencia.
F.u supponho que sao estes os pontos sobre
que tem de versar a discussao, e recahir a vo-
lacio. Eu Sr. presidente, eieio que teobo uiu
pensamento que he abracado igualmente pela
casa, e he elle que nao deve ser excluido a con-
correucia, seno no caso cm que acamara por
si s possa cll'ectuar essa obra, esle be o pri-
meiro ponto a indagar, se reconueceuioa que
ella pude, a questao esta resolvida at pela ino-
ralidade publica; porque sendo nos os liscaes
I da bolsa publica, devenios procurar que se con-
sigam todos os beneficios pblicos, pelo meio
O Orador:- (continu'a) Pode acontecer o luais econmico possivel. Sr. presidente, por
^c\\^^^^Tv^^^H^a.-,e inesmoque coma matriz d. S.-Jos ; ue.salesta occ.siao V. Uc me permuliraque me rea
,**m-A


^
'

*.

2
corde do lempo dos nossos anlepassados, que
cm certos atsnmptos pensaram conscienclosa c
cxccllenlemcnte, cm outro lempo era costume
leclarar-sc a par da creacao de um artigo de
imposicao. o para que era ella creada, como
una salisfarao dada ao bom povo, que concor-
xia com o fr'ulo de seu suor c Irabalho; c dizia-
sc porexcinplo creando o imposto da casa, que
elle era cstabelecido para occorrer as despezas
da guerra que eslava emiDentc ; creava-se a
imposicao tal, para tal fin, assim dliiaui os ai-
Maraes, era a le c a rasao della; depois o espi-
lito de progresso c illustricoasscntou, e teve
para si que isto nao prestara, e comecaram a
apparecer as leis, sem *>.. rmpeteme rasa,
e isto porque complicava a escripturacao, en-
tretanto que ella particularmente na parte li-
nanecira boje he tal que realmente nao he
qualquer, (embora tenba alguns conhecimen-
tos mercantis) que pode metter-sc nella; mas
dcixando isto de parte, en quererei que de al-
cuin modo se arremede o exemplo do nossos
autores, appareca a imposicao com a rasao
immediata della.
Agora responderei ao nobre deputado que
acaba de senlar-se, dlzcndo-lhe que acamara
municipal tem-se tornado credora da nossa es-
tima pela muir porque ha procedido ein
beneficio de seos munlcipes, que por isso ella
se torna digna de todo o respeito e veneracao,
e se hedessa veneracao que elle falla, eu a te-
nho por urna corporajo tao digna, e que tan-
tos servicos tem prestado a esta cidade. (Apoi-
ados.)
Sr. presidente, eu pensando assini_vcje-me
obrigado a concordar com a conclusao do no-
ble deputado; isto parecer cstranbo, mas nao
possn deixar de o fazer; concordo iulcira c fiel-
mente com a conclusao do nobre deputado
3ue fol diversa iiiteiramcnte do cornejo do seu
iscurso; o nobre deputado concluio de urna
ni un n i victoriosa para os niembros da coni-
inissiio, e victoriosa mesmo para iiiiin....
O Sr. Olivcira : Isso be cbicana.
O Orador: Nao Sr., porque o nobre depu-
tado concluio dizendo faca-sea obia por conta
da cmara, sebe possivel, faca-se por empreza
senao pode ser feila pela cunara, cm todo o
caso faca-se a obra; tic o que cu digo, ein to-
do o caso faeafbe a obra, e tudo se previne as
dsposices geraes, faca-se a obra, repito, mas
crino emendo que a cmara a pode fazer, ella
que a faca. Kis-aqui o meu pensameuto, que
acabo de declarar para que o meu dcsapparc-
cimento dcsta casa por alguns das, nao fosse
interpetrado de una maneira dulciente.
O Sr. Carneiro di Cnnha ira ein outro nu-
mero.
Y a i incsa ehe apoiada urna emenda do Sr.
Augusto deOliveira marcando o ordenado pa-
ja o advugado da cmara.
O Sr. bapltila : Sr. presidente, tendo de
fazer algumas observaces sobre este art. 2
do orjameuto municipal, occupar-uie-lici do
Quizera, Sr. preiidente, que a commissao
nao levasse as suas economas a ponto de nao
pagar com justica os seus empregados. Re-
niontando-me lempos passados, tenho bein
presentes as queixas e rumores que entao
existiam de que a cmara municipal sofTria
jia arrecadaciio de suas rendas por causa dos
eus empregados, que nao cro diligentes.
Hoje possue t lia ptimos empregados, e
tratando do seu procurador, a sua energa,
aclo, pontualidade e exaccao cm tudo he
digno de elogios.
Ora este procurador leve semprc 1:500,000
a 1:800,000 de porccntageui, e por este modo
a cmara entenda que pagava bem os seus
bons servicos. Mas agora que os trabadlos
dcste empreado tem de augmentar muito,
ja com a arrreadacao dos novos ramos de
de reccita, e j com o cemiterio; porque
razo a commissao nao lia de querer que,
persistrado o mesmo principio da purcenta-
gem ein toda a arrecadafo, elle tinba um
acrescimo do lucro ein rclacao ao acrescimo
do trabalbo. S a arrecadaco_ das rendas
do cemiierio tem de acarretar diariamente
para este empregado um trabalbo inmenso:
ana vida vai ser urna vida de continua lida c
ladiga; entretanto que a cominissiio, por nao
querer reconhecer odireito porcentagem
dcsta nova arrreadacao, o reduz ao mesmo
ordenado que elle ja tinba, e deste modo nao
s falla a justica, "como, adiando o empre-
gado para urna vida de immcnsa lida e tra-
balbo, llie tira os incentivos de bem excrcer
lodos os seus deveres.
O Sr. I'df larrclo :O empreado que nao
cumpre as suas brigaces, nao pude ser
conservado.
temo defeito de accumularpromiscuan.cn el ..as de sua tculdadee proBjtap. '*"
iguaes atlrlbolces no director geral e no di-1 nascc do talento, gosto c vocees que n-o
rector do lyceu, dando assim lugar a que po-| sao as mesmas em todos os homens.
J .______,~i .i .ii... .lu-
dessem apparecer, no exerciclo dcllas, dtivl-
das incompatibilidades econllictos. Mas agora,
pelo modo porque est redigida a ininha
emenda, mandando que o director do lyceu
contine a exercer, dcbalxo da inspeceo do
director geral. asnttrbulcocsque al boje llie
tem competido, cessam todos os inconvenien-
tes ponderados pelo honrado primeiro secre-
tario, c a questao fica collocada no verdadeiro
pon", em que devescr vista, tratada c discu-
tida.
Antes de tuJo desejo, que os illuslres auto-
res do projecto recebam cm seus nimos es-
clarecidos urna observacao, que Ibes vou fa-
zer, para que Ihedemo apreco, de que a jul-
garem digna.
As allribuces, que ora excrce o director do
lyceu, semprc exigirn um empregado zeloso e
Ilustrado, que bem as desempenhasse. O pro-
jecto cm discussao cria outras inultas attribui-
ccs, que, indubtavelmente exigem ainda
mais trabalbo e niainr esforco de espirito' e
corpo para o seu bom c fiel desempenho. Lo-
go, como sobre os hombros do director geral
poderan (car pesando todas essas novas e
graves attribuices juntamente com as que
j tinhaa directora dolycei.cujo exerciclo
s por si fazia a profissao publica de um ou-
tro empregado ? Que typo, ou antes que tem-
pera forte ser a dcste novo director, quem
quer que for, para que possa vizitar as aulas
de primeiras lettras da provincia, estudar as
necessidades locaes do ensino, alterar, modi-
ficar systcmas, dar regulamentos acommoda-
dos as precises das diflerentcs localidades,
acudir com boas medidas ,e acertadas provi-
dencias cm todos os pontos da instrueco pri
uiaria c secundaria, e demais a mais incuni-
bir-sc do rgimen interno de um cstabeleci-
mento scicntilico, e ah ser o proprio executor
de estatutos, convocar congregares, prcsidl-
las, c excrcer pcssoalnienic todas as mais at-
tribuices proprias da directoria do lyceu ?
Cusi muilo a acreditar em milagcus de
homens.
Senborcs, cu desejo de coracao que o pro-
jecto ein discussao possa precnchero fim de
melhorar a instrueco c corresponder as pa-
triticas intences dos seus autores, e por este
nico motivo he que vou di/.er o modo, por
que cu o encaro e o coinprehendo.
A ideia capital, e talvez nica, do projecto
nao lie oulra, senao criar umaentidade, re-
vestida das precisas habitaccs e armada do
lireito de inspeceo, e colloca-la cm um alto
ponto, para que dessa eminencia, com vistas
seuipre atientas e penetrantes, possa cnxer-
garo ensino em toda a sua extensao, ver toda
a sua marcha, e acudir em todas as suas raini-
ficaces com medidas de acert, que desler-
rem os motivos de atmzo, e facamnascer as
causas de progresso e prosperidade. Para que,
pois, tirar esta cntidade de altura, onde deve
rczidir permanentemente com una atlrnco
sempre viva e sempre apurada, para envolve-
la em funcces pertenecntes exciusivanicnte
as necessidades internas de um estabelecimen-
to, e que mais apropriada e convenentemen
tedevemde estar incumbidas a um director
especial ou parcial ? Que este director par-
cial exerca estas privativas attribuices, su-
jeito a inspeceo do director geral, como qur
ninlia emenda, he tudo quaiuo ha a dese-
jar-se ea fazer-se a tal respeito ; porquanto
por este modo o director geral nao sabe da
posico, que deve oceupar, sua distincta mis-
sao nao se desnatura, nao se complica ; ao
contrario se desembaraza, recebe mais brUJio
e ganha mais forja para ser bem descnvpe-
nhada.
O projecto cria um director geral, e quaes
sao os parciaes? Ucconbeceriam os signata-
rios do projecto a necessidade de directores
especiaes, e por isso criaram um director ge-
ral, ou antes usariaui desta deuoiuiuaco por
Hiera ostentacoe luxo de palavras ?
Ainda mais, investido, como se acha o Kxni.
presidente da provincia de autorisacao para
reformar a instrueco primaria e secundaria
ou superior, o espirito, que por mais de nina
vez se tem manifestado nesta casa, he que as
dsposices do projecto nao destrocm, aquel-
la autorisacao. Ora, se de um lado zeloso e
Ilustrado, como he o Kxin. presidente, elle
deve terse appcado com cuidados mu i se-
rios ao plano de reformas, de outro lado o
campo he lao vasto, c asespher tao larga,
que ninguem pode conjecturar qual ser o
svstcma por elle adoptado c qual a sua exten-
sao A preferenci i sobre o systeina de ius-
O.Sr. liniiliM :- Kste dizei do honrado de- [truccio priinana, a prcftreiicia dns doutrinas.
pillado he Ulna generalidade, de que se nao 8 ""V" sciencias, que, conforme as nccessi-
trata agora. TraVa-se dajustifa do procura- ^es da provincia, deverao ser ensu.adas, to-
dor da amara, a quem a metina cmara tendo < estas cousas c outras muitas sao objeclo
dado at hoje a porcentagem na arrecada9ao !lra estudos e exames mu, profundos ; de
de toda a sua renda, boje entrnde a cotninis-lsor'c 1ue muguen, pode saber, seo lyceu te-
r,o que elle nSo deve ter porcentagem as tomar novo aspecto, se mesmo bavera
rendas do cemiterio, ruja arrecadacao tem a creajao de algum outro e.labclec.mcnto se
detraUr um grande acrescimo de irabalt.os nilflco, de modo que sejam precisos outro,
Lem nezados ,direclores etc. hntretanto, com a dlsposleio
ISo.nc po'dendo conformar com este pen-!dle. P.jecto deve se entemler que qual-
Pddendo enntrmar com este Pt-u-
*ar da commissao. pelo que tenho demandar duaa emendas mesa.' A pnmeira marca "geral he o nico que devera continuar a
400,000 de gratificado, que, segundo pens. Iscr director geral e director do
cstabelcci-
unico, que de
Jmcntos scientificos, que he o
'tudo dtve tomar conta, tudo dirigir tudo
. executar pessoalinenle. F. ser isto cousa |ios-
leconipensa os novos trubalhos, a qual he
concebida uestes termos [U).
K como talvez alguem emenda que o pro-
curador nao deve ter gratilicacao certa, mas .sivt!-' e pral.cavcl? tre o que uo
smeme porcentagem de toda a arrecada9o, I Senborcs, todo o collegio. l,ce, acadcm.a e
suinriuc iu'i et iu,itrt ni uc iuua a ai ii'i.ii.i i .ti :----------- j. i,. .
por isso mando a segunda emenda para, no i I1"''!1;" cstabeleciniento do lettras, artes c
caso de cabir a pri.neira, ser esta segunda .enciaes, como a experiencia c a pral.ca at
testam, nao pode deixar de ter seus estatutos
que regulem os mcios de prover suas neces-
P
submetlida ao juizo da asscmbla, a qual
emenda he a seguinte ( le J.
l'ortanlo em resultado ambas as emendas
do o acrescimo de paga na uiesina quantia
de 400,000, nao valendo a duvida ou questao
cutre gratilicaco c porcentagem.
Vao mesa e sao apoiadas paia entrar em
discussao duas emendas do Sr. Kaptista.
O Sr. Auguilu deOliveira: (Publicaremos
cm outro numero ).
O Sr. Catiro Ledo, manda mesa utna emen-
da elevando o ordenado dos repezadores a
500,1*00.
Julgada a materia discutida, he o artigo
Mibmetlido vutajo e approvado com a en.cu-
da do Sr. Quintino, sendo regeitaas as de-
mais ao mesmo ollerecidas.
Tendo ,lado a hora -
II Sr. presidente, designa a ordem do da e
levanta a sesso._____________
SESSAO' KM 15 DE AllltlL DE 186!.
Prerdencia do Sr. l'edro favaleanti.
A's II horas da manliun, feita a chamada
\erifica-se estarem prsenles 30 senhure;
deputados.
O Sr. Presidente declara aberta a sessao.
O Sr 2." Secretario Ift a acta da anterior
que he approvada.
O Sr.i."Secretario menciona O expediente
que leve 0 competente deslino.
URDEM DO Da,.
Continua a ultima discussao da emenda of-
ferecida- ao projecto n, 7, ein terceira dis-
cussao.
He approvada.
Unntinuaco da terceira discussao do projec-
to n. 19 com as emendas ao mesmo ollere
cidas.
O Sr. Daplla : Sr. presidente, eu opino,
que o emprego de director do lyceu, que o
projecto ein discussao suprime, exprime urna
necessidade, que nao pode ser esquecida e
desprezada sem graves inconvenientes.
A critica e a analyse do honrado primeiro
secretario descarregaram honteni profundos
golpes sobre a emenda do honrado inembro,
auc est defronte de inim. Declaro que eUa
euieuUa, pe'o modo por que esta redigida,
s'idades internas, e de urna pessoa prestigiosa
que vele na execuco destes estatutos e boa
ordem dos trabadlos do ensino. Querer que
o director geral desea de sua espbera para una
outra mu circuuscripta c aperlada, he que-
rer desvia- I i de suas largas funeces, c uo
altender as verdadeiras necessiilades do ensi-
no publico. I.is o meu pensar, eis a sincera
i.....vil.. ;u que me levou a apresenlar a ini-
nha emenda, e sujeita-la ao esclarecido juito
dos honrados deputados, meus collcgas.
Passandu agora a tratar do artigo i.* que
exige que o director geral seja doutorado, e
da emenda que subslilue a palavra- doutora-
dopela palavra graduadodeclaro franca-
mente que ncni a urna lien, a oulra ideia pos-
so dar a miuba approvaco ; pelo que vou
mandar urna emenda, suppriinindo estas pa-
lavras, c licando apenas, como nico requisi-
to, ser o individuo, que houverde ser nomo-
do, versado nos diversos systcmas de ensino.
adoptados cutre as naces in^s cultas.
disto tem consclencia os illuslres autores do
projecto, que no se coiitenlaram com o exi-
gir somonte o grao em alguina faculdade ; mas
que o graduado seja versado nos diversos sys-
tcmas do ensino. Assim, se esta ultima habl-
litafao he a essencial e que prevalece, justo
be, que se dispense a pri.neira, a qual nao
pode servir, senao de trazer o mal de Acaren,
excluidas algumas pessoas Habilitadas s pelo
motivo de nao serem graduadas.
llum doutor ou bacharel pode ser habil-
simo, mu profundo nos conhecimentos dos
diversos ramos de sua faculdade, pode ser um
hornera mui presliuioso e inUressante; e to-
dava nao ser versado em litleratur, e vice-
versa. Muitas notabilidades ua Europa tem
conquistado grandes reputasdes, subido aos
altos empregos e enriquecido a patria de l.ons
servicos, sem serem graduadas em faculdade
tirana. Na Franca, nafao de iniciativa no
progresso das sciencias, nao valem meras pre-
sumpecs; valem, sim, reputacoes adqueri-
das a pder de trabadlo: val o mrito real.
E nos, que possuimos menos, he que nos ha-
viamos restringir prezuinpefies?
Nao ponhamos peas, Senhores, sem proveito
o Iructo: nao auctorzemos exelusoes, que
podem matar o gosto cas dedicaces sublimes.
Este he o meu pensar.
Val a mesa c he apoiada para entrar em
discussao urna ememla do Sr. llaptisla.
O Sr. Ilarro Fuicao: Requr para reti
rar a sua emenda,
A casa coovemneste pedido.
O Sr. Corra dr Brillo : Sr. presidente, eis-
inc, ainda umavci, em situacao asss diflicil,
tendo de fallar dcpols do nobre deputado que
acaba de sentar-se, (o Sr. Bavtiila) e de-Tallar
de modo a inaniTeslar que suis ideias nada se
barinonisain com as indinas ; situacao de que
podra cuf.cilincnte subtrahir-merecomend-
me ao mais profundo silencio, se, havendo li-
da a imprudencia de concorrer para a confec-
co do projrclo que se discute, me nao impo-
zera a penosa obrigaco de sustenta-Jo.
O .Sr. Ilapliila: Imprudencia, nao: o no-
bre deputado procurou cumprir um de seus
mais importantes deveres.
O Sr. Corre* de Brillo Ainda bem que o
illustrado incuibro digna-se defazer-me justi-
ca ; mas havendo na casa deputados tao cons-
picuos como S. S., aos quaes sobrara as habili-
taces que meMlampara bem poder apreciar
materia tao transcendente, Tora mais prudente
que eu esperasse que se elles encarregassem
da larefa de que me incumb juntamente com
os demais inembros da coiuinissao de ins-
trueco publica, e me liinitasse a coadjuva-los
com o meu pobre voto.
Sr presidente, comeeou o nobre deputado
o seu discurso de hoje, dizendo que o lien
nico do projecto n. 19 fra a creacao de urna
directora geral dos estudos : entretanto con-
sinta elle que llie eu observe, que essa direc-
toria nada mais he do que o meio de que se
serve o projecto para alcancar o fnn que teem
em vistas os que o elaboraram ; isto he, o ine-
lirm uiii'n/.i di instrueco primara e superior
da provincia.
Se, confeccionando o projecto que se discu-
te, a commissao, que o apresentou, apenas ti-
vesse cedido ao desejo de crear una directo-
ria geral de estudos, pouco ou nada houvera
Teito; houvera mesmo, era minha humilde
opnio, mal correspondido confianca com
que esta casa a bonrou quando a clegeu :
(apoiadoi) nosso din, pois, foi dispr as cousas
de modo que, regulada, systeinatisada e unl-
formisaVa, possa a instrueco publica apro-
veitar essa mocidade, que, vida de gloria e
de saber, ahi se ergue diante de nos, e que,
qual aguia que desapiedadameme se te-
naain cortado as az it, nao pude proseguir em
seu vo, por nao encontrar nos estabelecl-
inent.is lilterarius, qur pblicos, qur parti-
culares, a instrueco de que carece para lor-
nar-se tao Ilustrada quanto deseja s-lo, quan-
to releva que o seja ; nosso lira foi csten-
der mo amiga e animadora essa mocidade
que, alnij iiiiln por ioleirar-se dos progressos
que, l nos paizes civilisados d'alm-inar, vo
fazendo as sciencias e artes, e esforcaodo-se
por acoiupanba-los, encontra barreiras insupe-
raveis nesses estabelecinicntos, que, por nota-
vcl, senao crimouoso deslelxn, ainda se re-
scnteiu de quasi lodos os defeitos que se Ibes
notaram, apenas frain uslituidos. (Apoiadoi.)
Sr. presidente, se. ein lugar Ao lyceu, ti-
mt unos nos um codegio proprianienle dito,
rolara eu promptameme pela emenda que
quer conservar a directoria daquelle. estabe-
leciiuento ; mas, anda assim, desejra que el-
la apenas tivesse a seu cargo a admnistra^ao
material do mesmo estabelecimenio; visto co-
mo de minha opnio que a instrueco pu-
blica s pode caniii.liar sem difneuldades, e
to i.rin quanto desejo, sendo dirigida por
un s pensameuto,sendo regulada por um
liomeni que, reunindo todas as qualidades e-
xigidas nc art. I.' do projecto em discussao,
i iiioprinii ailn Ja importancia dos seus de-
veres,-lodo dedicado sua alta missao, e
dotado de urna vontade forte, ante a qal nada
vi l li i ni as consideraces pessoaes, possa con-
seguir que operem convenientemente as
varias im.n da grande machina, cuja direo-
eo llie I-ir confiada. E, para conhecer-seque
outra uso foi a ideia da commissao de que
leubo a honra do ser u.e.iibro, basta ponde-
rar-se que, creando o projecto,- em o art. 3.,
um i mu-e dio de n.sii oei ao publica para au-
xiliar a directora geral dos estudos, declara
que o voto desse coucelbo ser meramente con-
iulliv A emenda, pois, que me tenhoreferido,
caso fosse approvada adulterarla completa-
mente o pcntauento do projecto ; de forma-
lo-lna ; lorna-ln-liia menos proficuo; e, por
conseguinte fra causa para que se perdesse
boa parle de nosso irabalho.
E ucm se diga, Sr. presidente, que, devendo
o director geral dos estudos ausentar-se fre-
seja confiada a qualquer cidadao oue sera *W^*^r!$?o meuloVsm-
mo nenhum scleutlftco, apenas fenha a ""I^o hoU porrn, que Uve a facilidade
favor, presuraptao de ser versada, nessesm- bolleo. hJe. P emendas, o fui provocado
nao ignore o que as naedes mais cultas teem
descoberto em relacSo ao melhcdo a seguir na
instruefao publica, multo mais o ser acha-lo
entre os poucos que, sem seren formados, teem
vida inais ou menos Iliteraria.
Anda quer o uobre deputado, que se assenta
.leste lado, (o Sr. Bapliflo) alterar o projecto
na pai te em que incumbe ao director gerel dos
estudos o visitar as aulas da provincia, ao me-
nos as do municipio, o mais frequentemente
que fr possivel; e, para justificar o seu que-
rer, disseque, prevalecendo-se da ptarase
ao menos as do municipio, o director geral II-
initar-se-ba a visitar as aulas do municipio do
Itecife, e, esquecendo inteiramente as demais,
deixa-las-ha no nieaino estado de relaxacaoe
abandono, emque actualmente se achara,
Se o nobre deputado se livesse _dignado de
ler o projecto com a devlda attenfo, ln ni vera
deparado, em o seu artigo 3., coni disposifao
que inteiramente justifica a phrase com que
erablcou. Essa disposicao he a seguinte : (U.)
* Era cada inunicio haver tambera uina
commissao de um a tres inembros, encarrega-
da de inspeccionar as aulas da instrueco pri-
marla, ede informar a directora geral dos es-
tudos acercada asslduidade c mais qualidades
dos professores, e aproveitameutn dos alum-
nos.
Ve.pois, a casa que se o projecto nao encarre-
gou o direcior geral dos estudos de visitar as
aulas dosdeinais municipios com a rnesma fre-
quenciacom que quer que elle visite as doRe-
clfe, foi porque creou commissfles municipaes
para velarcm incessantemente sobre essas aulas.
Demais, as palavras ao menoi rcferln-
do-se apenas frequencia, nao sentara o di-
rector geral de visitar as aulas de Tora do mu-
nicipio do Recite: e, se elle, liver to pouca
consciencla da importancia da missao que ibe
for confiada, que, prevalecendo-se daquellas
palavras, consinta que as mencionadas aulas
corrara revelia, releva que a primeira auto-
ridade da provincia o chame ao cumpriinento
dos seus deveres, admoestando-o, suspenden-
do-o; e, se isto nao lor bastante, as raaos
dessa primeira autoridade est o remedio para
to grave mal: demitta o empregado refrac-
tarlo, e faca-o substituir por outro cidadao que,
mais dedicado ao trabalho, e mais disposto a
desobrigar.se dos deveres que houver contr-
bido para com a provincia, assim nao proceda.
Or. Francisco Joai: V por ahi; vapor
ahi.
O Sr. Correa de Brillo : E, procedendo da-
Juell'arte, Sr. presidente, a primeira autorida-
e da provincia nada mais Tara do que cum-
prir, por Igual, um de seus deveres,
O 9r. Francisco load: He preciso que a
primeira autoridade tenba vontade e consci
enca della.
O Sr. Otiocira : Entao nao tem ?
O Sr. Francisco ioa: Nao digo que nao a
tem ; mas, sim, que cumpre que a tenha.
O Sr. Correa de Brillo: Sou de parecer que
he de mister, nao derramar a inslrucc&o pri-
maria, como ao nobre deputado que se assen-
ta deste iado (o Sr. Baptislu) approuve dizer,
mas sim distribuida conveniente e prudente-
mente, de maneira que as cadeiras de primei-
ras lettras sejam Instituidas, nao em -beneficio
dos Individuos que houvereni de rege-las. uias,
sim, em proveito da mocidade dos lugares em
que se ellas liverein de estabelecer : entretan-
to, assim opino ; porque, ein verdade, he la-
inen11vel a situacao daquelle que, nao saben-
do ler nem escrever, nem ao menos pode com-
niiinie ir-se, i|uanilo em lugares longmquos,
Ostra prenles e amigos, sera recorrer ao favor
de um t.'i ei'irii, cora a lidelidade do qual nao
conta porventura ; e nao porque, como o no-
bre deputado, esteja persuadido de que quera
nao sabe ler nem escrever, nem ao menos sa-
be volar.
Pessoas ha que, nao sabendo ler nem escre-
ver, e smente guiadas pelo senso-commum,
s ve/.rs volara inclhor do que aquellas que
sao lidas era conta de muilo instruidas.
Deixemo povo volar llvremente ; nao se es-
forcera por illaqiicar-lbe a boa fe.; nao forral-
guem as caballas torpes que ah quasi diaria-
mente se multiplican., que talvej-escolha elle
os seus representantes com multo criterio,
que talvez dcjelle prova concludente de seu
bom senso.
t) Sr Baplislti: Isto he uina utopia
O Sr. Correct de Brillo: O resultado das
primeiras eleices oue se procedern! aqui
em vrlude das quaesToram ler s cortes cons-
tituidles os homens que, eutao, mais habilita-
dos estavam para representar-nos; o resulta-
do dessas eleices, digo, prova contra o aparte
do nobre deputado.
Julgo ter dito quanto basta para justificar o
meu voto ; e, pois, sentar-me-hel.
Depois de ter aluda fallado o Sr, Francisco
Joao
Encerrante a discussao etUbtnlUlda asemen
das a votaco, he approvada a do Sr. Aguiar, e
regeitada as de mais ; ficando o projecto rescr-
3nenies vezesda capital, para, ein observancia
o disposto no 5) 4." do artigo %.*, visitar as au-
las da provincia, ou ao menos as do municipio,
cumpre que conservemos a directoria do lyceu,
alin. que, nrssas occasiOes, nao fique acphalo
aquelle estabelecimcnlo ; nao : este inconve-
niente est prevenido pelo artigo addidvo, of-
ferecido pela commissao redacuara do projeito
e approvado pela casa, o qual estatu que, era
seus impedimentos, seja o director geral dos
estudia substituido pelo cidadao que o presi-
dente da provincia designar, rec.iinmendando
que, a ser possivel, prefira-se para semelhanie
he verdade tudo quanto disse o nobre depu-
tado, como eu suntmamenle creio, desde j
oss:i contar cora o voto delle em favor da
emenda; toda a difficuldade esta em nao ter
a cmara de Olinda rendlmentos para paga-
mento desses empregados, para occorrer a
estas despeza. ; mas o nobre deputado esqu-
ceu-se que a cmara de Olinda tem um ren-
dimento capaz de occorrer a essas necessi-
dades ; o nobre deputado, membro da com-
missao que confecionou o projecto, deve sa-
ber que o rendlmento da cmara de Olinda,
lera de augmentar muito com o dizirao do
capim; sabe raelhor do que eu Sto, logo
i o nobre deputado ah tem o rendlinento
iecessarlo para occorrer a essa necessidade.
e por conseguinte para votar a f.vor desse
augmento. Elle sabe, e vlu a maneira por
que foi confecionada a lei do orcamento ante-
rior, sabe que at o anuo passado o dlziino
do capim era muito Insignificante na cidade
de Olinda; o deste anno, porm, tem de
augmentar, e multo; e tanto he verdade. que
a cmara pode pagar a esses empregados o
augmento que eu proponho.que lol ella a
que dirlgiu urna represento pedindo esse
augmento, logo he necessar|o suppr que a
cmara de Olinda nao sabe cumprir cora o
seus deveres, que exorbita das suas atlribui-
ces, que nao sabe zelar os dlreitos de seus
municipios, para pedir augmentas quando
os seus rendlmentos o nao comportara. Sr.
presidente, eu tenho para inini. que o em-
pregado publico que cumpre as suas obri-
gaces c deveres com pontualidade, tem di-
rello a um ordenado que Ibe chegue para
remediar as suas necesidades.
O nobre deputado, morador no termo de
Olidda, sabe muito bem, que os fiscaes d'a-
quella cidade exercem muito bem os seus
lugares. _
Um Sr. deputado: E se nao cxercessenn
deviam ser dimillidos.
0 Sr. Veltett- Deviam ser... mas vamos pan
diante: os fiscaes, repito, cuinprera_ muito
bem as suas obrga$aes, porque rasaa, pois,
bao de ter apenas 100,000 ? O que sao 100,000
para compensar o trabalho de um fiscal de
una cidade. He a cousa mais insignificante
que se pode imaginar, eu dlrel mesmo que
he a quantia mais ridicula que se pode con-
signar era um oreamento, lie o pagamento
mais mesqiiinho que se pode dar a um era-
pregado publico; portanto j ve a casa que
a ininha emenda he justificavel. Ate aqui te-
nho tratado das duas emendas que augmen-
tam os ordenados dos fiscaes ; sobre a nliiina
que diz respeito a uina ponte no Rio-Doce,
o nobre deputado nao irapugnou a ideia, est
convencido da necessidade d'aqueda ponte no
referido lugar.
Na sesso do anno passado eu aprsente! u-
.na emenda consignando essa ideia, esse pro-
jecto fui rejeitado, porque se disseque a obra
era municipal, c nao provincial ; e como eu
quera que a ponte fosse Teita a cusa dos co-
fres provinciaes, nao lol a ideia adoptada hoje:
approvellando a disposicao da casa, aprsen-
lo esta emenda, para que essa ponte seja felta
cusa da municipalidade; mas como esta nao
tem meios sufliclenles para sto, proponho
urna medida, que he de toda justica, e vera a
ser un emprestimo pelos cofres provinciaes ,
um emprestimo de 4 cootos de rs. e ao mesmo
lempo consigno os meios para esse emprestimo
ser pago, que he o rendiraento dos 500 rs. Por
tanto, julgo que esla emenda tambera nao lie
foca de proposito.
Depois de mais alguma discussao em que lo-
ni iran parle os Srs. Carneiro da t.unli.i, Bap-
tlsla. Mello Reg, Brillo, e Aguiar.
Encerra-se a discussao, e submctlido o arti-
go a volacao he approvado, sendo regeitada as
duas emendas do Sr. Vede, que augmentan.
ordenados dos empregados e empalada a que
dis respeito a faclura da ponte.
Entrara em discussao, e sao approvados se-
guidamente osarls. 4 e 5.
Art. 4. A cmara municipal da villa de Igna-
rassu' he aulorisada a despender com os ob-
jectosabaixo designados a quantia de litOSf'
1. Com os empregados, sendo o or-
denado do secretario 2Mg do portel-
ro 80/ ajudante do dito 50/ do pro-
curador seis por cento na forma da
lei calculado em 60/ e dos fiscaes
das- freguezias a porcentagem de 0
por cento calculaudo-se rinns
2. Expediente e despezas uiiudas
3. Com o tribunal do jury e clci-
coes
4. Com as cusas dos processos cri-
ninaes e conlraveuces de posturas
5. Forneciraento d'agua e lu pa-
ra acadeia
6. Com despezas eventuaes
7. Com calcamculo c limpezas de
ras
Art. 5. A cmara municipal' da cidade de
Goianaa, he autorisada a despender cora os
460,000
20.000
100,000
200,000
25.000
50,000
350,000
vado para ser votado em sessao difireme de- objeciosdesignados no segralesparagrapboss
.- _______ .1 ....... A >,).>-. s ....!.. I i t -I .11 1.1
Para que, Srs. eslrt-lar-se o circulo, donde substituido un dos inembros do concelho.
o administrador da proviucia deva escolher Sim ; sempre que o director geral dos estu-
-'-acao que Ihe mpde o
de ausentar-se da ca-
pital, ser substituido nesta, e por conseguin-
te na inspeceo e direceo do lyceu, por esse
seu substituto, que delle receber as necessa-
rias inslrucces para portar-se de modo a nada
alterar no que se adiar eslabelecido.
Sr. presidente, acommlssao redactora do pro-
jecto aceita a emenda ollerecida pelo nobre
primeiro secretario, segundo a qual, para que
um cidadao qualquer seja Horneado director
geral dos estudos, basta que, alm de versado
nos diverso^ systemas de ensino adoptados en-
tre as naces mais cultas, seja graduado era
alguma faculdade ; e adopta-a, porque, para
assim diier, queralargar um pouco mais o cir-
culo dentro do qual cumpre que o administra-
dor da provincia v procurar o individuo a
quem deve de encarregar lu imprtame mis-
sao : nao pode, porm, adherir aquella que of-
lereei ii o Ilustrado membro que se assenta
deste lado, (o Sr. Baptista) e que, apassar, ser
causa para que a directoria geral dos estudos
administrador ua provincial uca cacwii.ci ; *,,, ...|,n 411., ...
pessa para o emprego do director geral? dos, por loica da obrigi
.. habililacau lndispensavel he que a pessoa paragrapho'.cilado.houver
seja instruida e versada cm todos os metho- -
dos e systemas d'ensiuo, que seja bom lit-
terato.
OSr. Correa de A-tlfo: lito eslabelecc o
projecto.
O Sr. Vaptista : Pois he isto mesmo o que
eu estou notando, e que ein ultimo resultada
he couira o projeclo.
Se os illuslros autores do projecto, doceis
aseusiuuaces da verdade, reconhecerain que
a principal babdilaco consiste era que a pes-
soa tenha os mais peifeilos conhecimentos das
materias e doutrinas, e dos diversos systemas
d'ensino para que nao dequeier ainda, que
seja doutorada ou graduada:'
Um Sr. Uepvtlado : He por que tem presura-
peoa favor.
O Orador:Presumpcao?! Presurapcao que
deve de ser comprovada por fados.
Edcmais a prosumpeo, nica que existe,
he do Doutorado ou graduado saber as mate-
pois da ultima discussao da emenda appro-
vada. .
Continua a segunda discussao do orcamento
municipal.
Entra o artigo 3. ... ,, ,
Art. 3. A cmara municipal da cidade de
Olinda, he aulorisada a despender com os ob-
jectos designados nos seguinles paragraphos a
quantia de 4:i0ijf603rs, asaber ;
1. Com os empregados, sendo o or-
denado do secretario 600/ do portel-
ro300/ ajudante do dito l20# do pro-
curador 6 por cento na forma da le
calculando-se era 171J60S rs. licendo
a cmara obrgada a dar mais ao
mesmoprocurador a gratilicaco au
uual de 200/ e aos fiscaes das fre-
guezias a porcentagem de 20 por
cento, percebendo a quaotia de rs.
100/ cade um dos fiscaes das suas
Treguezlas da cidade
2. Com o adv-ojado
3. Com o expMlente e despezas
iniil.las
4. Com o tribunal do jury e elei-
ces
5. Com as cusas dos processos cri-
ulnaes e conlraences de posturas
(i. Azeitee agoa para a cadela
7. i.alcainentu das ras e concer-
toS de puntes
8. Para pagamento da divida dos
herdeiros de Manoel Luiz da Veiga
9. Para concert da casa arruinada
do Varadouro
|0. Despezas eventuaes
Vo mesa, sao lidos e apoiadas tres emen
das do Sr. Vellez ; tendo por fim o augmento
dos ordenados dos fiscaes ; e do procurador e a
faclura de nina ponte no Rio-Doce no lugar
da Passagem, fazendo os cofres provinciaes um
i in |u es linio de qualro contos de ris munici-
palidade, e seudo este pago pelo rendlmento do
imposto dos 500 rs. sobre cabrea de gado.
O Sr. Carneiro da Cuiifta oppe-se as emendas
oflerrcidas.
O Sr. Vclla: Sr. presidente, a materia he
de pouca importancia, nao exige longos ar-
rasoados, portanto j v a casa, que pouco
ue demorarel eui dar a resposla ao nobre
deputado.
1:591,603
150,000
60,000
250,000
300,000
50,000
700,000
400,000
500,000
100,000
930.000
1011,11 II
25,000
25.000
50,000
80,000
100,000
80,000
100,000
qnantia de IjWOf.
1. Com os empregado, sendo o
ordenado do secretario 400/do por-
teo 100/ do ajudante do porteiro
6(1} do procurador 6 por cento na
forma da lei calculados em 250/ do
fiscal da cidade I20J e aos mais
a porcentagem de 20 por cenlo calcu-
daein20/
2. .ni., o advogado
3. Cora o expediente e depezas
raladas
4. Com os '.osdos terrenos oceu-
pados pela cmara
5.-Com o tribuoildo jury c elei-
ces
6. Com as cusas dos processos cri-
uiinaes e contravences de posturas
7. Com reparos, de predios, fonte
e limpezas das ras
8. Com o forneciraento d'agua c
luzes para a cadeia
9. Com despezas eventuaes
O arl. 6 entra ein discussao.
Art. ti. A cantara municipal da villa do Cabo
he aulorisada a despender com os objecios de-
signados nos seguinles paragraphos a quantia
de 365/a saber:.
1. Com os empregados, sendo o or-
denado do secretario 102/do portei-
ro 25/ do procurador 6 por cento cal-
culados eu 25/ e aos ticaes das Tre-
guezlas a porcentagemde 20 por cen-
to calculada em 20/
2. Com o expediente e despezas
taludas
3. Com o tribunal do jury e elei-
ces
4. Com &s cus tas dos processos|cri-
minaes e contravences de posturas
5. Com o Torncciinento d'agua e
lu para a cadeia
6. Com despezas eventuaes
He approvado cora duas emendas do Sr. Au-
gusto de Oliveira.
Entra em discussao o art. 7. ."
Art. 7. A cmara municipal de Pao-d Allio
be aulorisada a despender coiri os objectos de-
signados no seguinles parograpuos a quanli
de 95b73d0 rs. a saber :
1. Com os empregados, sendo o or-
denado do secretario 200/do portel
190,000
10,000
50,000
60,000
25,000
30,000
Eu desejarla continuar no systema que me
ludia imposto de comervar-me mudo nesta I ro 80/ ajudante do porteiro 40/ do
casa; a couvicco que leu ho, de que nao I procurador os 6 por ceuto calculados
posso concorrer cora as michas ideiai para o' em 50/ c aos fiscaes das Tregueiias a


rmrcenUgeiifde 20 por cento calcu-
lada ernlO* 590,000
2. Com o expediente c despetas
Uiiudas 20,000
3. Com o cncarregado das balan-
zas do acougue 20,000
4. Com os foros das terrenos oc-
cupadoi pela cmara 6,310
5. Com o tribnnal do jury .e ele-
es 80,000
6. Com .is custas dos processos .t-
jninaes e contravences de posturas li O.TKIO
7. C0m|o fornecimenlo d'agua e
luz para a cadeia 40,000
8. Com obras,concertos e lininc-
7.as de ras 200,000
9. Com despezas eventuaes 100,000
He approvado.
Tambem he approvado o art. 8.
Art. 8. A cmara municipal da cidade de Na-
zareth he autorisada a despender com os ob-
jectos designados nos seguimos- paragraphos a
juantia de 1 ;8'H# a saber :
1. Com os empregados, sendo com
o secretario ,'SilS com o pnrteiro 60/
como continuo ajudante do porteiro
50/com o procurador Hporcentocal-
culadosem 60/com os liscaes das fre-
Enezias as porcentagens de 20 por
oento calculadas em 50/ t 540,000
2. Com o expediente e depezas
lindas 30,000
3. Com o aluguel da case das ses-
des 84.000
4. Com o aluguel da casa do jury 80,000
5. Com as custas dos processos cri-
minaos c conlravenfdes de posturas 400,000
6. Comas obras, concertos e lim-
pezas das ras 500,000
7. Com .as despezas eventuaes in-
clusive i50f para o ordenado do ad-
vogado, ficando approvado^) orde-
nado da mesiiia quanlia que Ihe pa-
ga durante o anno vigente 2oO,O0o
. Sendo-o igualmente urnas emendas ao mes-
io artigo do Sr. Virira de Mello,
Entra em discussao o art. 9.
Art. 9. A cmara municipal da villa do Li-
inoelro he autorisada a despender com os ol -
jectos designados nos seguintcs paragraphos a
quantia de 1.578/280 rs. a saber:
i. Com os empregados,sendo o or-
len&doldo secretario 250/ do portei-
ro 5o/do ajudante do porteiro -lu do
procurador os 6 por cento calculados
em 44# e inais a gratificado de 30/
e aos fiscaesdas freguesiasa porcen-
tagein de 20 por cento calculada
em 20 434-000
2. Com o advogado da cmara 80,000
3. Com o expediente e despezas
znludas 20,000
4. Com o tribunal do jury e elei-
cOes 50,000
- 5. Com as custas dos piocessos cri-
minaos e contravenenos de posturas 100,000
6. Coui as obras, reparos e liinpc-
zai de ras 300,000
6, Com o fornecimenlo d'agua e
luz para a cadeia 50,000
7. Com despozas eventuaes, inclu-
sive a assignatura do Diario 62,000
9. Com a divida psssiva dos auno
anteriores 482,280
Vai a mesa e he apprevadn depois de declara-
do em discussao um artigo substitutivo ao art,
9 ntliTi i-ido polo Sr Augusto de Oliveira.
hnlia em discussao o art. 10.
Art. 10. A cmara municipal da cidade da
Mitoriahe autorisada a despender com osob-
jectos designados nos paragraphos seguintc a
quanlia de 3:858,575 rs.
I. Cornos empregados, sendo o
ordeoado)do secretario 400,000 rs do
porteiro 80,000 rs ajudante 70,000 rs.
to procurador os 6 por ceios cal-
culados em 190,000 rs.do fiscal da
cidade 100,000 rs. com a porcenta-
gein de 20 por cento dos cacs das
unirs freguezias calculada em
20,"00 rs. 780,000
2 Com o guarda dos petos e ba-
lanzas dos acougue, 96,000
3. O que se deve ao inesmo de
1849 a 1850. 7,50'i
4. Com o expediente e despezas
miudas. 30,009
5. Coin ellcices c tribunal do
jury. 170,000
6. Com custas de processos cri-
minaos e conlravencoes de posturas. 350,000
7. Divida dos ditos de 1848 a 1850. 203,075
8 Com o fornecmeuto de lur.es
para a cadeia 70,000
9. Com foros dos terrenos do cur-
lal e acougues. 26,000
10. uividas dos ditos de 1849 a
)850. 10,000
II. bras, reparos, calcamento e
11 ni pe/a das ras, inclusive a quan-
tia de 1:500 rs. para continuaciio da
construeco de una casa de mercado
ao lado da feira actual. 2:000,000
12. Assignatura do Diario. ih.iiiii
13. Despezas eventuaes. 100,000
0 5r. FroncucoJoopcdealgumas explicacOes
acerca deste artigo.
Tendo dado a +mra.
OSr. Presidente designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao,
Dcicarregam Ao/e23 de abril.
Escuna -- Norma -- esleirs, pipas o barris
abatidos.
Escuna -- Nymph mercadoras.
Escuna -- Rensltaw -- idem.
Iliale -Jmelia fumo e charutos.
Patacho* Nereida mercadoras.
CONSULADO CEIUL.
Abril.
rtendimento do dia 1 a 19 57:089,070
dem do dia 22........2:254,165
IHAK HB TONTITO
'.
HfCIFE, 22 DX ABRIL DE 1851.
A asscinbla oconpar-se-ha amanhia23, com
a pi i un ira discussao dos projeclos ns. 2i e 22,
e segunda do de n. 18.___________
Pulicago a pedido.
Ilumine ingrato nihil pejus Ierra sutlinet.
A GRATIDAO'.
Faltara a um dos tnais rigorosos deveres
( o da gratidSo), so no intervallo de minha
pesada tarefa, nao roubasse um momento
aodescango para tributar um encomio ao
merecimento o a virtude ; e mxime julgan-
doque, de conformidade com meus colle-
gas, nisso Ihesraco algum servigo-
lie a vos, Sr. llenrique Augusto Millet, a
quem me dirijo offerecendo-vos minhas
consideraces de respeito e gratidSo, como
vosso empregado. E mais que inexplicavel
o soiitimeulo e saudade de que se achaui
impressionados centenares de trabalhado-
res e empregados, a quem vos sabis suavi-
zar os rigores de seus trabalhos com as do-
ces maneiras e bin trata ment que indis-
tlnctamente das a todos, reservando a jus-
liga a quem merece. ebalde 0180 arteira e
cavilosa, manejando armas da entriga, pro-
cure mu cu lar-vos, se a verdade lem um dia
de surgir brilbaiite, e tanto mais quanto es-
sa arlimanha se dirige a tirar o pao ha mais
do 4oo pas de familia. Aceitai, portanlo,
Sr. Millet, estas ingenuas expressOes, como
protesto de consideragSo, estima e gratidflo
de um operaiio, e vosso fraco migo, etc.
Moreno, 12 de abril de 1851.
DI VERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a
dem do dia 22 .
19
59:343,235
2:217,748
199,946
2:417,694
RECEBEDORIA DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Rendimento do dia 22.....268,462
CONSULADO PROVINCIAL.
Ren.limentn India 22.....1:051,023
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 22 ... 9:947,727
Movimento do porto.
Navios entrados no dia 22.
Rahia -- 10 das, hiate nacional Sociedade,
de 44 toneladas, mestre Francisco de Cas-
tro, equipagetn 6, carga massas e tabaco
em folha ; ao mesmo mestre. Passageiro,
o Brasileiro Julio Albino Vieira de Amo-
rim.
Cettd -- 49 .lias, brigue francez Lean, do 139
toneladas, capitflo Maffre, equipagem 9,
carga vinho e mais gneros ; a N- O. Bie-
ber & Companhia.
Navio sabido no mesmo dia.
Santos pelo Ass Birca brasileira Ameri-
ca, oalitan Antonio Pereira da Costa, em
lastro.
Observacao.
Sahio hontem em commissito a escuna
nacional Lindla, cumraan lante Jorquim
Alvs Moreira.
Theatro de Sania- Isabel.
RECITA EXTRAORDINARIA ESI BENEFICIO
DO MAESTRO JOAQUIM GlANNINI.
Quinla-feir, 24 de abril de 1851.
Depois da execucao de urna das melhores
ouverturas a companhia nacional represen-
tar o muilo nteressante drama em 5 actos e
1 prologo
Pedro scin. que j teve c agorn
uo i fin.
No lim do prologo,o Sr. Tati cantar a gran-
de scena e aria da opera/!, nravodo maes-
tro Mcrcadanle.
No Intervallo do primeiro ao segundo acto
as senhoras Haderna, Moreaux c o Sr. Jos"
De-Vecchi, acompanhados de figurantes exe-
cutaro oDiotrlitirmenfintitulado
A rainha das flores.
Composco do Sr. Jos Oe-Vccohi.
No intervallo do segundo ao lerceiro acto a
-..-iili.ua 1 .-inili un cantar a excedente aria da
operaA Veilaldo maestro beneficiado.
No primeiro acto, na occasio do festejo pelo
casamento de Pedroscm, o' amigo Lourenco
(o Sr. Silvestre) cantar una aria analaga,
coinposico do maestro beneficiado.
Terminar o espetaculo com o ultimo acto
do drama.
He este o espetaculo que o beneficiado tem a
honra de ollerecerao iiilelligente publico des-
ta capital, de quem espera apoio e acolbi-
uienlo. .
Os billielesacbam-se & venda no escrip-
torio do thealro.
Por ter o sou carregamcnlo quasi complo-
to : quem na mesma iivla quizar carregar
ou ir de passagem, podo ontender-se com o
consignatario da mesma, I.'.iiz Jos de Si
Araujn, na ra da Cruz n. 33,
-- Vende-se urna boa barcaca, que pega
em 21 cjixas, com bons embonos de cedro,
velas e encerados, ludo em bom estado, c
prompta a seguir viagem para qualqunr par-
te : os pretendentes dirijam-se ra da Ca-
deia do Recite, toja de miudezas n. 7, a tra-
tar com Antonio Lopes Pereira de Mello.
Leiles.
Schafheitlin tTobler farilo leil3o, por
interveng3o do corretor Oliveira, de um
completo sortimento de hiendas, todas
proprias do mercado : quinta-feira, 21 do
corronte, s10 boras da manha, no seu
armazem, ra da Cruz.
Brandar a Brandil & Companhia farSo
leil.lo, por intervenido do corretor Olivei-
ra, de grande e variado sortimento de fur-
ragens e miudezas, cujos nomes nSo se
mencionam por serem bem conhecidas de
seus bons freguezes : sexta-feira, 25 do
corrente, s 10 horas da manlia, no seu ar-
mazeo, ra do Trapiche Novo. ______
Avisos diversos.
Avisos martimos.
Para a Babia sahe em poucos dias o hia-
te Amelia, por ter parle da carg prompla :
quem no mesmo quizer carregar, entenda-
se com os consignatarios, Novaos & Com-
panhia, na ruado Trapiche n. 34.
Por preco commodo.
Vende-se a milito voleira e galante escu-
na brasileira Adelaide, de porte de 45 tone-
ladas, forrada e encAvilhada de cobre, e ner-
feitainente apparelhada, a qual se acha Tun-
deada confronte o caes do Ramos, onde po-
de ser examinada : os pretendentes podem
dirigir-se i ra do Trapiche n. 11.
Navios a carga.
Para o Rio Grande do Sul, o brigue na-
cional Carlos, capitn Jos Joaqnim Soares,
segu em poucos das, por (erdous tercos
desua carga promptos : para o restante,
passageiros, para os quaos tem bons com-
modos, ou escravosa frete, trata-se com o
referido capitflo, ou com os consignatarios,
na ra da Cadeia do Recife, armazem n. 12.
-- A barca porlugueza Espirito Santo sa-
he impn terivelmente para o Porto no dia
30 do corrente : ainda recebe alguma carga
a frete e passageiros, para oque tem ex-
cedentes commodos : os pretendentes di-
rijam-se so consignatario, Francisco Alvos
da Cunha, na ra do Vigario n. II, primei-
ro andar.
Para o Rio de Janeiro, a galeota nacio-
nal .SS. Trindade, sala por estes dias: ain-
da recebe alguma carga a frete, para o que
trata-se com Fcancisco Alves da Cuuha, ra
do Viganon. 11, primeiro andar.
Para o Para.
A escuna nacional Emilia, de que he ca-
pilSo e pratico Antonio Silveira Maciel J-
nior, deve chegar do Para por estes dias, pa-
ra onde vollar em direitura com a maior
brevidade : quem na mesma pretender car-
regar, podor entender.-wjpm Joflo Carlos
Aogusto da Silva, na ra mazem.
Maranhao e Tara.
Espera-se nesle porto, per estes dias, do
da Rahia, o brigue-escuna nacional Arcelli-
nn, que traza seu bordo a maior parte da
carga para aquellos porlos; tenciona-se
que demore m ni poucos dias para acabar de
carregar: quem no mesmo quizer carregar
ou ir de passagem, para o que tem excel-
entes commodos, dirija-se a Jos llaplisia
da Ion-era Jnior, na ra do Vigario n. 23,
segundo andar.
Para Lisboa sahe por todo o moz de
abril o brigue portuguez Coaceicdo de Ma-
ra : quem nelle quizer canegar ou ir de
passagem, para o que tem excellenles com-
modos, dirija-se aos consignatarios. Tho-
mazde Aquino Fooseca &Filho, na ra do
Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao capi-
Iflo na pri'.ea.
Para o Rio de Janeiro sahe breve a ga-
leota SS. Ttindade : quem na mesma qui-
zer carregar ou ir de passagom, dirija-se ao
seu consignatario, Francisco Alves da Cu-
nha, ruado Vigario n. 11, primeiro andar.
Para o Cear sahe at o lim do corren-
te mez a escuna nacional Mara 'irmina,
capiiSoe pratico Joo Bernardo da Hoza,
--Precisa-se de urna ama forra para cozi-
nhar o comprar na ra : a trttar na ra lar-
ga do Rozario n. 48. padaria.
Perdeu-se um lenco de marca no bai-
le de mascaras de Santa Isabel, com as iui-
ciaes F. A. M. : quem oachou e quizer ter
a bondade de o restituir, podo man la-lo
ra Nova n. 8, luja, que se Ihe ficar muito
agradecido.
Precisa-se de um feitor experiente em
plantacOes de sitio: a tratar na ra da Ca-
deia do Recife n. 60.
Pakenham W. Bealty retira-se para f-
ra do imperio.
Desappareceu, no dia 15 do corrento,
urna preta de nnme Marianna, de nacio Mo-
zambique, de 25 a 30 annos, cheia do cor-
po, tem urna marca de ferida no r esqunr-
do e algumas as pernas, pe cambados. Es-
ta preta perlenceuao Sr. Cbsgas, morador
no Corredor do Rispo, e foi comprada ao
Sr. Fooseca : quem a pegar leve-a ra do
Passeio 11. 5, que ser recompensado.
~ Quem quizer ncumhir-se de folear
as formigas queexistem i-m alguns lugares
do atROpio da alfanlega dosta cidade, lendn
Ib les e os mais perlences, enlend-so com
o porteiro da mesma.
-- James Ryder & Companhia annunciam,
que desta data deixou o Sr. Augustus Sid-
ncy Corbell de ter gerencia alguma na ca-
sa dos annunciantes, nesta prai^a, cessando
todos os poderes que o mesmu Sr. linba
para as IransaccOes dos negocios dos abai-
xo assignados. Recife, 22 de abril de 1851.
James Itydtr & Companhia.
Oflerece-sii um rapaz brasileiro de boa
conducta, de 15 a IG annos e filho do ma-
to, para caixeiro de qualquer estabeleci-
mento, tendo bastante pralica do venda, e
sabendo, ler, escrever e contar solTrivel:
quem de seu preslimo se quizer ulilisar,
annunrie sua moraJa.
Antonio da Silva CusmSo embarca pa-
ra o Rio de Janeiro o seu escravo, p rio,
de nome 1.1 m.
Precisa-se de 300,000 rf. a juros: quem
os tiver, annuncie.
Precisa-sede urna ama, qui sai ha co-
zinhar e engommar para dous bomens : no
Atf rro da Roa Vista n. 70
-- Do porto da ra Nova garrou urna ca-
noa em bruto, de 30 e tantos palmos do
comprido, sem rombo, e com mslhss bran-
cas dos lados, a qual estava amarrada com
corrente de ferro no inesmo porlo ; foi vis-
la na mflo de dous pescadores 11a Ponte Va-
ina quem della der noticia na ra do Quei-
mado n. 19, ser bem recompensado.
Custodio Fernandas Lopes, subdito por-
tuguez, vai i Portugal tratar de sua sade.
Desappareceu, no dia 24 do curente, o
escravo crioulo, de nome neroniano, repre-
senta ter 20 annos, baixo, socoo do corpo,
cor fula, sem barba, dente* de sorra e he
ollicial de alfaiate. Este escravo foi da viu-
va de Joaquim Jos Ferreira de Carvalho,
escrivflo da relacjlo, e sorvia de portacolis-
ta; levou caifa de casimira escura, easve-
zes brancas, camisa de madapolflo e chapeo
do Chile. Consta ter embarcado para o Rio
Formosono dia 6 de abril : roga-se asauto-
idades polieiaes e pessoas particulares que
o apprehendam eavlsem nesta pratjs aoSr.
Antonio da Silva CusmSo, ra da Cadeia do
Recife, a Manoel de Almeida Lopes, que se
pagarflo todas as despezas e se recompen-
sara generosamente.
Desappareceu,'no dia 6 do corrente, um
preto de naco, de nome Antonio, de 40 an-
nos pouco mais ou menos, estatura regu-
lar, chcio do corpo, um pouco fulo, rosto
carnudo e feio, e com urna grand) ferida
na perna esquerda ; levou camisa e serou-
la do alcodSo ; foi visto na estrada nova, o
Jescanfia-se que ande aqui pelo Recife :
quem o apprehender, pode leva-lo sua
senhora, a viuva de Domingos Jos Maitins
Vieira, em seu sitio, no corredor do S. Joflo
na Vanea, que sera recompensado.
Hontem, ( 21 de abril) pelas 6 horas da
tarde, voou do segundo andar do sobrado
n. 20, da ra do Collegio, com direccSo
ra do Caes, um papagaio grande, manso o
bastante tallador, com as ponas das azas
.paradas, e no pe direito levou urna corren-
te com parte de ferro e parte de latflo :
quem o pegou, querendo-o restituir, fara o
favor de leva-lo, ou manda-lo a dita casa,
onde se satisfar a despeza que nislo possa
hiver. .
Raymundo de nacao Costa, Anaslacia
de Nao,3o Nag, Roza de na^So Costa edous
filhos, sendo um de nome Manuel o outro
de nome Domingos, crioulos, retirain-se
para a Baha.
Fica nesta data amigavelmente dissol-
vida a sociedade que nesia prac,a gyrava so-
bre a firma de Araujo & Carvalho, por se
achar vencido o seu lempo, e de conta de
lodo o activo e passivo o socio Joaquim Lo-
pes de Carvalho, que contina por conven-
cao no uso da mesma firma social, porm
debaixo de sua resprJnsabilidade nicamen-
te, conforme a escriptura de destrato regis-
trada no tribunal do commercio. Baha, 10
de margo de 1851.
__OSr. Antonio Alves Pimentel, morador
na freguezia dos Afogados, queira ir pagar
o importe de urna lettra, vencida ha tres
annos, que deve na ra Nova n. 9.
Precisa-se lugar urna escrava para ser-
vir a tima so pessoa na ra do Cano n. 12.
Precisa-se alugar urna preta captiva
para fazer o servido interno de urna casa de
pouca familia : na ruada Cruz, armazem
numero 48.
'aillo l.'aiirnoiiN. lClllista *
frunce/., offerece seu prest- j.
9 1110 ao publico para tollosos <&
# niistcrcs le sua protlssao : w
* pilc ser procurado a qual- #
quer hora cm sua casa, na
# ra largado Rozario, 11. 30, $
* segundo miar. .*
-- Precisa-se de una ama .losa, que sai-
ba engommar e cozinhar para dous bomens:
no Aterro da Boa Vista n. 70.
-- Prectsi-se de urna ama forra para o
servio interno de urna casa de pouca fami-
lia : na ra larga do Rozario, padaria do
Valenca.
--Lava-se e engomma-se roupa de toda
a qualida.le com presteza e perfeg.io : no
Boceo Largo do Recife, sobrado n. 1, pri-
meiro andar, por cima do charuteiro.
Roga-se ao Sr. Manoel Jos llenriques,
morador no seu engenho Cumbe, na comar-
ca do Bonito, que quanto antes mande no
engenho Tamalape do Flores, a negocio
que S. S. nflo ignora.
~ Precisa-se de um pequeo para caixei-
ro : na ra da Gloria da Roa Vista n. 114.
Na mesma casa precisa-se de um homem
para trabalhar em rofnacflo.
Na ra Nova n.1,1, precisa-so fallar ao
Sr. Cosa Itego, vendedor de bilhotes do lo-
teras.
O arrematante das afercOes deste mu-
nicipio do Recife faz certo, que desde o 1.
10 correte abril entrou o tonipo da re-
visao.
--Precisa-se engajar serventes para a lio
minao.To publica desta cidade, forros ou es-
eravos : quem quizer comprela em casa de
Antonio da Silva Gusroflo, no Aterro dos
Afogadus, lodos os dias, s 7 horas da
mauhfla.
-Engomma-se e lava-se toda a qualida-
de de roupa com todo asseio e muita promp-
tidflo, por preco mais commodo do queem
outra i|..ial'|u;r parle : na ra de Agoas-Ver-
des, n. 26.
Precisa-se de 1:500,000 rs. a juros de
um e meio por cento, dan lo-se para segu-
ranca predios nesta praca livres e desemba-
lados : na praga da Independencia n. 27, se
dir quem quer.
I precisa-se de ollicaes de sapatoiro : na
rtravessa do Corpo Santo, loja de cal;a-Jo n.
29, confronte ao la.lo do passo, que Mea de-
fronte da ra da Cadeia Ve I ha, pagndose
bem as obras conformo a perfeicflo dolas;
tamhcm dilo-se a fazer fra sondo pessoa
de sua conliinca, eccimprain-se obras fe-
tas de todas as qualidades.
Alugam-seduasescravas para vende-
rem na ra : quem as tiver, dirija-se ra
da Cruz n 49.
- D.-seja-se fallar com o Sr. Jos Macha-
do Malheiros Braga a bordo do palacbo No-
vo Temerario, tundeado defronle da escadi-
nh do caes do Collogio.
Aluga-se ou Iroca-se por urna casa ler
rea as qualro freguezias desla cidade um
grande sitio de trras piopiias com baixi
e casa nova folla ha pouco para grande fa-
milia, no lugar de Beberibe de Raixo, mui-
to perto da povoa(3o, por ser o ultin.o sitio
antes de chegar a mesma : na ra do Mon-
dego n. 99.
-- Precisa-ae de um feitor ( dando-se pre-
ferencia a homem casado) para um sitio
perto da praga, que saiba Irsbslhar de en-
xada, pouilar, enxertar, tratar de arvor -
dos, do verduras e flores, e d liador sua
conducta : quem estiver tiestas circumstin-
clas, procure no Recife, ra do Trapiche
Novo 11. 18, segundo andar.
Precisa-se alugar urna preta forra 011
captiva propria para serviQo de casa : na
praQa da Independencia, loja n. 3.
Prersa-se de um caixeiro para entre-
tregarcom un proto pflo cm urna fregue-
zia : na padaria do paleo da Sania Cruz nu-
mero 6.
Precisa-se fallar com o Sr. Luiz Jos
Teixeira d S a negocio de seu interesse:
a rua Nova n. 3, venda de Allomo Ferrei-
ra Lima & Companhia.
--Na rua da Conceicflo da Roa Vista n.
41, precisa-se deduas criadas.
Aluga-se um escravo ou escrava, pro-
prio para an Jar com um taboleiro de fazen-
las com uma pessoa : quem tiver, dirija-so
rua do Hospicio 11. 31.
I.ivri 11 lio mi la mo/a
Da vera etigic divinado rosto de Nosso Se-
nhor Jess Cliristo acompanhado da mesma
imagem ricamente gravada, e de um breve re-
sumo da vida do nosso Divino Salvador ofle-
recido a todo o fiel christo, I volnme 1,000 rs.
Acha-se estampada na frente desie lindo livri-
nho a seguinte poderosa recommendacao. Es-
te livrinlio parece-me proprio para excitar a
piedade e devocao dos neis segu urna tradi-
cao sobre o verdadeiro retrato de Nosso Senhor
Jess Christo, que n.'i.i contradi/; as que sao
adoptadas sobre o mesmo ubjecto por alguns
escriptorep, referindo-se a outrosantigos. O
livrinho pode ser lido com fruclo pelos fiis
1 .'.ineei. .01, 25 de Janeiro de 1S5Iliispo conde
.api 11 ni mor: vende-sc no pateo do Collegio,
casa do Livro Aiul.
Alugam-se e vendem-se bixas bambur-
guezas das melhores que ha 110 mercado,
tanto cm portlo como h retalho : na venda
do Domingos da Silva Campos, rua das Ciu-
zes n. 40.
Perdeu-se na noile do da :>0 do cor-
rente, san uiln do baile de Santa Isabel, um
len^o de cambraia de linho, bordado, com
bico a roda : quem o tiver achado, queren-
do-o restituir, leve-o rua do Collegio n.
12, segundo andar, quesor recompensado
Precisa-sede uma ama para o servico
de urna casa de pouca familia : na travessa
do Corpo Santo n. 27, segundo andar.
Vende-se muito em conta um bom ro-
logio de repelicSo, ou permuta-se por ou-
tro, sendo poquenino : na pra?ada Boa Vis-
ta 11. 6, ou annnncie.
Vende-se uma prela muilo moga e do
bonita figura : o motivo por que se vende
H dir ao comprador : no pateo do Carino,
vendan. 1.
(.
ompras.
Compram-se escravos de ambos os se-
xos robustos, para dentro e fra da provin-
cia : na rua larga do Rozario n. 48, primei-
ro andar.
Compra-se um cachorrinbo de lila :
quem tiver, annuncie.____________________
Vendas.
> Arados americanos.
S| Vendem-se arados americanos ver- j|
C dadeiros, chegados dos Estados- -tff~
^ Unidos : na rua do Trapiche n. 8. -m
Vonde-se uma bonita escrava de nagao,
muilo gentil e moca, boa quitandeira, co-
zinhcira o lavadeira : na rua da Cadeia do
Reeife, defronte do Recco Largo n. 25. Na
mesma casa vende-se um violflo de boas
vozes.
--Vende-se um guarda-roupa deamarel-
lo em estado de poder servir, um tronco de
secupira muito forte, uma cama de jacarau-
d com os seus enxergOes, uma mesa de
amarello de duas abas que acommoda doze
pessoas, oulra tambem de amarello sem
abas, muito forte, que pie servir para an-
tar, cozinhae mesmo para selleiro, aliaia-
to e outros servicos semclhantes, uns tabo-
leiros de amarello, terrinas e pratos travs-
sos, loiiQa antiga da India, que aquiha mul-
to nflo vem na rua das Agoas-Verdes, tan-
da do marcinoiro n. 44, de Joaquim Jos.
Tavares.
Balnnra grrande.
Na confeilaria da rua estreita do Rozarlo
n. 43, venJe-se uma balanca grande, por
preijo commodo.
Sorvete as 1 1 horas e a noite.
Na rua estreita do Rozario n. 43, confei-
laria, continua a ter sorvetes das 11 horas
as 2 da tarde, o das 6 s 9 da noite, por pre-
co commodo.
Vende-se, na rua ra loja n. 23, as
obras seguintes : obras completas de Vol-
laireem7volumes, com gravuras linas e
mea encadernacjlo, por 20,000 rs.; ditas
Depradt, em 9 vojumes, por 12.000 rs. ; di-
tas Asair, em 3 volumes, por 4.000 rs.; di-
tas Mattbus, economa poltica, em dous
volumes, por 4,000 rs.; ditas de Adam
Smith, em quatro volumes, riqueza das nar
ces, por 6,000 rs.; Historia de las C*zas ;
ditas do Mxico, 2 volumes, por 2,400 rs.;
ditas universal deMillotem 10 volumes, po-
12,000 rs., em porluguez ; Encyclopedia-
methodca, lgica o methaphysiCJ, publi-
cada par Mr. Lacretelle, 4 volumes em quar
to, por 8,000 rs. ; dictionnairo bistonque
em 30 volumes, pir une societe da gens da
ltres, por 30,000 rs.; ditad'Academia fran.
ceza, 2 volumes, por 16,000 ; obras com-
pletas de Rouseau em 21 volumes, por
12,000 rs.; tuJo bem encadernado e em
bum estado .
-- Na rua da Praia, becco do Carioca n. 9
armazem de Antonio Pinto Soares, tendem-
se ossegunles gneros : arroide casca, a
2,50 rs. o alqueire ; tapioca do MaranhSo,
a 1,600 rs. a arroba ; arroz pilado ; milbo ;
farinha de Santa Catharin, muito nova, em
saccas : ludo mais barato do que em outra
(luakiuer parte.
L \ \^~^^ -^mmmm
Vende-se um piano do uso e novo, y
1 com excellenles vozes : os preten- -j
a denlos que o quizoiem comprar, di- 0.
:f rijam-se a rua do Mondego n. 51, a- j-
| M da esquina do becco das Barreiras. p
(fcp.: rtmmwmmmm
- Vende-so um preto de 18 a 20 anuos,
de bonita figura, sapaleiro : na rua do Vi-
gario n. 23, primeiro andar.
Vendem-se boas uvas muscatel: nos
Coelhos, 011 Jo oi tanque d'agoa, por pre-
go commodo.
Cortes de chita do ultimo goslo
a 2,000 e a 2,500. e algodaozitiho a 1,600
e a 2,000 rs. a peca.
Na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a Cadeia, acaba de ciiegar um
bello ssrtimento de cortes de chita de bom
gosto, com 12 covalos, a 2,000 e a 2,500 ;
sssim como pegas de algodSo com toque de
a varia, a 1,600 o a 2,000; lencos de seda
muito bonitos, a 1,410,1.600, 2,000 e 2,210 ;
alpaca de cores para palitos, a 800 rs. o co-
va.lo ; dita de algodflo, a 280 rs. ; a outras
muitas fazendas por pregos commodos.
-- Na nova fabrica de chocolate de sauda
homcDopaHiico, a.provado e applcado pe-
los Srs Drs. da homoeopathia, na rua. das
Trncheiras n. 8, existe o excellente choco-
late lino amargo hespanhol pata regalo, di-
to entrefino temperado tambem para rega-
lo edito para o diario, sendo ludo feito
com o maior asseio possivel; assim como
cal moido do melhor que ha no mercado,
loda a qualdado de assucar refinado e gros-
so e exccllente cha, ludo por prego muito
commodo. Na mesma casa precisa-se de
um pequeo do 12 anuos, porluguez, pre-
rerindo-se dos recenlemente chegados da
Portugal. L,
Bilhetes do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Hua da Cadeia do Recife n. a4*
Pelo vapor frnnmtiiciina, entrado dos por-
los do sul, recebemos a lista da vigesiina-tex-
ta lotera do Monte Pi licral, e juntamente os
muilo afortunados bilhetes. meios e cautelas
da decima-quai la lotera a beneficio do Thea-
lro de S. Pedro de Alcntara, cuja loUria de-
via ser extrahida em 16do corrente mez. Abai*
xo mencionamos os premios vendidos na mes-
ma loja. Da vigesima-sexta loteria do Monte
Pi Geral da economa dos servidores do esta-
do 11. 30274:000,000-2804-1:000,000-5572
-200 000-581-100,000-5342 100,000- 1745
40,000-4012 40,000-3529-40,000-1827-.
40,000.
Loteria do ltio de Janeiro,.
Aos 20:000,000 rs.
Na pra9a da Independencia, loja de_ calcado
do Arantes, c na rua da Cadeia n. 46, loja de
miudezas, vendem-se os mui afortunados meios
bilhetes c cautelas da decma-quarta loteria
do theatro de S. Pedro de Alcntara, e paga-se
qualquer premio que nelles sahir sem ganan-
ca alguma, e a sorle de 10:000,000 r. da vl-
gosima-srxta loteria do Monte Pi sabio no nu-
mero MM, a qual foi vendida em cautelas.
Meios bilhetes 11.000
Quartos 5,500
Oltavos 2,800
Vigsimos i>300
Aos ao:ooo,ooo rs.
Na rua do Queimado loja n. 18, vendem-se
os afortunados bilhetes, meios, quartos, olta-
vos e vigsimos da decima-quai ta loteria do
[Theatro de S. Pedro de Alcntara, cuja lisia
deve chegar pelo primeiro vapor, Assim como
Coutinuam-so a veuder saccas com fa-
rinha de mandioca : na rua da Cadeia do
Recife, loja de Joaquim Ribeiro Pontes.
-- Vende-se uma armagSo de loja toda
envidragada : na praga da Indepeudenciat na mesma loja existe a lista da vigesiina-sexta
numero 23. | do Monte Pi,


-me~-
2,000 para a pobreza.
Vende-sc excellente farinha de mandioca re
cernemente chegada de S. Catharlna emboas
saccas nova de l'om algodaozinho : na praca
da Uoa Visla venda de Joaquim da Penha T.o-
pej n. 18 : approvcilem a occasao antes que
appareca o especulador para a usura.
__No caes da alfandega rmaiem de Fran-
cisco Das Fcrrcira, que volta para a alfande-
5a, vendem-se boas saccas de farinha de man-
ioca ao mdico preco de 2,000 rs. cada urna.
Ra larga do Hozario n. aa, se-
cundo andar.
Vcnde-sc una bonita crloula rccolhida com
IS annos, que eugoinma com perfeicao, cose
qualqucr urna costura, como seja camisas de
I1111111 ni, vestidos de senbora c faz lavarinto,
11111:1 cria de 2 annos, duas prelas mocas .com
habilidades, una dita da Costa boa quitande i-
ra bonita ligura, urna negrinlia de 12 annos
com principios de costura, urna prcta de meia
idade boa para vender na ra, 5 escravos mo-
cos bons traballiadores de cnxada, um mulatl-
iilm de 1G annos bom pagem c bom copeiro,
pois foi de urna casa estrangeira, um moleque
de lO annos multo esperto.
__O novo e bonito cabriolete descoberto,
com o seu grande e vleme cavallo rudado :
vende-se e quem o pretender, dirija-se a ra
Sortiniento tlr. Imn ;> viurntla
como sejam : panellas, papeiros, fregideiras
alguidares de todos os tamanhos, jarras, quar
tinhas finas, moringos, esfriadores, garrafas
brancas para resfriar agua, balaios para me-
ninos andarein, ditos para costura c com-
pras, coudecas ; na ra da Cadeia do Recite
n. 8.
--Na ruado Collegio n. 16, (averna de
Antonio Ferreira daSilva, vende-se farinha
de mandioca em boas saccas, a 2,000 rs. ca-
da urna : este preco lie para quem se quizer
aproveitar, pois que esta peclilnclia nao po-
de durar multo.
Na loji das seisporlas, em frente
do Livi amri.lo.
Vendem-ae pecas de l>retanha de algodao-
coni 10 vara por cinco patacas, manteletes de
lil preto a 8,000 rs., challes prctos de reda a
lO rs., leiifos para mao de senhora a 240 rs.,
e lodas as inais fazendas por precos cm couta.
t.lianito.s de llavam.
Na ra da Cruz n. 49, vendem-se os bem
couhecidos charutos de llavana, chegados
ultfinamente do llio de Janeiro.
Vende-se um bonito escravo de 20 an-
nos.bom carreiro e traballiador de enxada:
na ra larga do Hozario n. 48, pnmeiro
andar.
Clieirnrnm nlinnl
os superiores e muito acreditados sapates de
fiantes: vcudem-se na ra da Cruz do Itccife
(j Chegou a primeira vez os boos e aprc-
ys ciaveis charutos Caxoeianos da fabri-
v ca de S. Flix : na ra da Cadeia do Re- w
^3 cife n. 15. $
Vende-se doee secco de caj, cm caixi-
nbas de meia arroba na travessa da .Madre-
de-L)cos, atmasem n. 6.
i) Na Ini.-. de Francisco Custodio de Sampaio,
na ra da Cadeia Velha n. 0(i, lia continuada-
inennte por vender-se salitre lino de muito
boa qualidade e por preco inais couunodo do
que em oulra qualquer parte.
Conro le lustro.
Vende-se couro de lustro de mullo boa qua-
lidade a 2,800 rs. a pclle na ra da Cadeia Ve-
Iba loja de lermgens n. .Vi.
Vndese um prelo muito robusto e pos-
sante para todo e qualquer servco, com idade
de 2i) annos e linda figura ; quem pretender,
dirija-sc a ra Augusta casa terrea delionle
du de n. 18.
Itemoa Ir fnia tic lo id 22 pea,
Vendem-se na ra da Cruz aunaron n. 3.
Vendem-se luvas de pellica inulto supc-
liorcs de ponto inglrz, ditas prelas de seda c
decores para homem, ditas He pellica e torcal
para seuhora, dilas de torcal para menina, Li
eos adamacridos muito linosde diversas lar-
guras, liaiiioias bordadas para toailia, agu-
II. ib francezas em caixas erui carleiras, linbas
em carrileis de 200 jardas muito superiores de
n. ili.i 50 : na ra do Cabug n. i2, loja de
ii.iikIi/ i- confronte a ra das Larangeiras.
Vendem-te rnxada calcadas de ac, di-
tas ilo i'oito, bem como chaleiras c panellas
forradla de porcelana, ludo por mdico preco
e de superior quadade : na loja de ferrageus
na ra Nova n. 25, quina da Camboa do Carino.
Vendem-se chapeos de castor brau-
co raspados, da ultima moda de l'a-
ris a r\ii" rs., ditos de masa branca
sem pello a 3,000 rs ditos fiance-
cs chegados ulliinaiurnlc a 7,000 e 7.5C0 rs.,
Mbnrlcs de cabello muito proprios para Irazer
por casa a i,50l> is. : na ra do Queiinadu loja
de chapeos n. 38.
Vende-se chitas de coberla finas a 200
rs., dilas cada a l2U rs., lisiado de caifa a 240 rs., cam-
ii ii.i de llores a 401) e 32B ri. a vara, riscado
para vestido a 100 rs., challes de cassa a 400
rs., fustes para eolele a 40o is guardanapos
de linho a 040 rs. : na ra das Larangeiras nu-
mero 29.
Vende-se um prelo ainda moco e mullo
bonita ligura, proprio para o servifo de cam-
po e limito bom trabalhador de cnxada : na
ra do Queimado n. i(i, loja de miudezas.
Vende-se um cavallo alazn com
mullo boas qualtdades, multo novo
le cxcellenle para viagens, por pre-
ffo commodo : na ra do (lueimado
1 n. 16, loja de miudezas.
3Na i na do Queimado segunda loja
n. 18.
Vendem-se chapeos de sol de seda muito
bons a 5,50i rs., ditos francezes para cabefa a
7,000 rs., panno lino prelo superior, setim pre-
to de maco, casimira prela, selim, luvas de
seda de cores para -hurneui c senhora, dilas
prelas de lorfal, coletci de seiim bordador bo-
nitos goslos, casimiras decores, cainbraias de
cores para vestidos, lenf os de setim pelos c
de cores para grvala, ditos de gaifa para se-
nhora, sarja preta muito fina, cambraia de
seda para vestidos, cambraias de barra bran-
ca e de cores, e nutras nimias fazendas por
commodos prefos.
-- Vende se um sitio margem do rio Ca-
pibaribe, com um. grande casa de vtvenda,
outra menor, com senzalla para 10 ou 12
escravos, contendo alm disto um grande
teltuiro, onde existe ua.a padaria e elguns
qn.'u lus, com tres grandes bailas de captin
lambema margem do rio para 200ou inais
feixesdecapim diarios, e de multa facilida-
de para o transporte. F.sle sitio lie excel-
leole para estabelecer-se urna coxeira por
licar entre duas estradas mui commerci-
anles, a do encanamento e a de S. Lo u re ni; o
da Malla. Adverle-se tsmbem que quem o
comprar tica com direilo ao engcuho Ape-
pucos, onde p le tirar as matas toda a
madeira para obrado mesmo sili<-, setr que
pague direito algum : a tratar na ra do
Queimado, segmuu loja n. 18.
-- Vendem-se saccas coru feijao, muito
grandes, o novo : no armazem do caes da
Alfandega, defronte da cscadinha, por pre-
co commodo.
Vende-so, por precifSo, um escravo
cozinheiro, muito forte e sadio, e que he
proprio para andar embarcado por nSo en-
joar : na ra do AragSo n. 12, segundo an-
dar, demanhSa at s 8 horas, ou a noite.
Vende-se para a praca
um excellente sapateiro do toda a obra,
tanto para corte como para execufSo, dan-
do diarios 6*0 rs., he preto, crioulo, o tem
deidade 20 annos : quem o quizer ver, di-
rija-se a ra larga do Rozario n. 46, onde
trabalha, e para ajustar, dofronte, loja nu-
mero 35.
Vende-se por causa de saluda
urna burra de segredo, nova, forma de ar-
mario, de Le Paul, ucn dos melhoros fabri-
cantes de Pars, urna fechadura da segu-
ranza pelo mesmo autor, e duas espingar-
das de dous canos para cafa, sendo urna do
systema Lefaucheuy no Aterro da Boa Vis-
ta n. 3, secundo andar.
, vvv v'V v YffMHP VffWWff
B> Na loja do sobrado amarello, nos -
? quatro cantos da ra do Queimado *
.",. n. 29, vendem-se as mais modernas .jg
E cambraias abortas, decores, padres t$
j> inleiramentc novos. <
mMsAti M1M1''
Casa de modas irancezas de Bucs-
sarda 3J.illocb.au, Aterro da Boa
Visla n. i.
Alcm dos artigos da quaresma recebeu-
se um lindo sortimento de vestidos para
baile de blonde, garfa o crep, leminhas de
seda, luvas de pellica compridas, meias de
seda branca, bicos de blonde, fitas as mais
em modas em l'aris, plumas para enfeites
de cabera, etc. Na mesma casa faz-se toda a
qualidade de vestidos e toucados para bai-
le c casamento.
Vende-se urna duzia de colhcres de pra-
11 para cha, una dita para sopa, 3 pares de
brincos modernos c de gosto, 3 vollas de pes-
cofo de senhora, t pulfelra, 2 alfinetes, t par
de rselas, o atinis, 2 didaes, ludo por prefos
muito commodos : na ra do Sol n. 9.
Vende-se urna iniilalinha propria para
mocaina de casa por trr principios de costura,
cotinha e ser muito linda, e um muleque sa-
dio e esperto, que tem t4 annos, e una preta
boa cozinhrira, c um buin sapateiro para toda
obra, este s para a praf a, pois d 640 rs. dia-
rios : na ra larga do Rozario loja n. 35.
-- Vende-se muito em couta um grande si-
tio perto da praf a, com duas excellentes casas
de pedra e cal, sendo urna dellas com bastan-
tes coniiii'idos reconcentrada, e oulra peque-
a na face da estrada com toda a frente mu-
rada, bastantes l'rulciras, terreno para plan-
tafors, baixa para capitn, e 4 cacimbas i a fal-
lar com o corretor .Miguel Carneiro.
Vende-se, na loja de Antonio Joaquim
Vidal, na ra da Cadeia do Hecife n. 56 A,
a Revoluto, poema heroo-comico em seis
cantos, oitava rima, obra prima, chegada
ltimamente de l'aris.
Vende-so urna escrava crioula, de 30
minos, que sabe enzinhar o diario de uim
casa, relinar asSttcar e engom lar : na ra
do Vigario n, 14, segundo andar.
Vendem-se palhas de coqueiro muito
boas, ja seccas, a 1,600 rs. : no Cequia, de-
fronte do engenho, e deilam-se nos bairros
de Sanio Aulunio ou Uoa Vista a 2,210:
quem rs pretender, dirija-se prava da In-
ii'i rii.lui.cia ti. 12,ou a ra da AasumpcSo
n. 36.
Bom e barato.
No Alerro da Boa Visla n. 75, venda ao
lado da matriz, vende-se farinha de aram-
ia, a 160 rs. a libra dita do Maranbao, a
ICO rs. ; loucinbo de Lisboa, a 240 rs. ; di-
to de Santos, alCO rs. ; manleiga ingleza
o frmict'Za, a 480 rs. ; haulia ilo porco, a 320
rs. ; azeile doce de Lisboa, a 560 rs. agar-
rafa ; vinhn de Lisboa, a 210 rs. ; dito oa Fi-
gmita, a 200 rs. ; dilu ilo Porto engarrafa-
do, a 400 rs ; vinagre bnm, a 80 rs ; arroz,
ti 80 rs. a libro, e a cttia, a 400 rs. ; sala-
mes, a 400 rs a libra ; letria, a 200 is. ma-
cjrro, a ICO rs.
Vende-se urna porciio ;de cera de car-
nauba de muito boa qualidade, assim como
o: a |m c,,*in o.'i'.iuri'.s triodos muito bous
e 500 tares le Mpatog, sendo 200 pares pa-
ra rapa/es, ehegados ultimamentu do Ara-
caty, ludo por prefo commodo : ua ruada
Ca.ieia do Herir, loja do miudezas n. 7.
Vendem-se boS mansos de
cairj : uoengeulio lMoreno da Ire-
guezia de Jaboatao.
31y^lerios do l'ovo por E. Sue.
Nove volumes do nteressantc romance
de E. Sue Mysterios do Povo a 1,000
rs cada volume : vende-se no pateo do Col-
legio, casa do Livio Azul.
Vende-se um lindo moleque crioulo,
de 18 a 20 anuos : no Aterro da llua Visla
n. 48, segundo andar.
Na ra tas Cruzej n, 22, segundo an-
dar, vende-se ulna escrava ciioula, de 20
anuos e ile bonita ligura, que engomma,
cozinha e lava de sabio; urna dita de na-
ci, de meia idade, que cozinha, lava e ven-
de na ra ; um esetavo de natjSo, de 30 an-
tios. glDhadorde ra ; e urna linda criou-
la de -.''i nnos, com loJas as liabtlidades,
I", ni lio a ila provincia.
c=g" Jogos de vispora.
No Alerro da Boa Vista, loja de calcado
n. 58, vendem-se jogos de vispora pelo di-
minuto prec;ii de 1,00o is. cada um : a el-
les antes que se acaben).
Vendem-se ou permutam-se por dous
moleques tres moradas de casas du tatpa,
bem construidas, em cb3os proprias, sitas
na estrada nova que vai da SoleJade para a
esliada do Mangutnlio : todo o negocio se
faz a vista do comprador : a iralar com o
sangrador Jos Adelo du Silva, na ra do
Rozario estrella, ou no largo da Assembla,
loja .le la tu ein> n. 10.
--Vendem-se quatro tabolelas de lua
madetra, que servem paia por sobre bal
i.ije>, tanto para ourtves como para loja de
miudezas, o igualmente alguns caixilbos
euvidracados, ludo por preco commodo : na
ra Nova, loja n. 23.
Para bailes.
Venden.-sc ricos corles de vestidos para
senhora, das lindas cambraias de seda
transparentes, de goslos novos, as quae.t
s3o denominadas Mimos do Co : na
ra Nova, loja n. 23, de Antonio Gomes
Villar.
Vende-se superior farinha de mandioca
de Santa Calhariua mui lo superior, a bordo
do patacho nacional Curicio tundeado defrou-l
4
--------='J)
te do trapiche do algodao, para commodidade
dos compradores pdem chamar o bote ao na-
vio no mesmo trapiche c mesmo na rampa do
collegio ou mesmo no caes do Ramos aonde
se mandar buacar os compradores para evi-
taron malore despe/.as: trata-se a bordo com
o canltao, ou com Luiz Jos de Sa Araujo na
ra da Cruz n. 33. .
Na ra do Crespo n. 10, loja de
J. L. dB. Taborda,
vendem-se as seguintes fazendas, proprias
da presente estacSo, a saber: sarja hespa-
nhola, a 2,400, 2,600, 2,800 e 3,000 rs. o co-
vado ; dita inferior, a 1,200; chamalote de
seda, 3,000 ; tnurculina preta de 18a, tam-
ben) propria para vestidos por ser fazenda
muito fina, a 960; merino preto fino, a
3,500; casemra preta setim, a 3,500 e
3,800; panno preto fino, a 4,000, 6,500 e a
6,800; dito superior, a 8,000 o covado ;
lenQos de setim pretos para gravata, a 4,500;
ditos de seda de cores para algibeira, a
1,000, 1,600 e 2,000 rs.; ditos para gravata,
1,000 ; ditos superiores, a 2,000 ; chrpos de
sol de seda francezes, a 5,500 e 6,500 ; di-
tos para senhora, a 4,000; dito de paiini-
nho de cores com cabos d'osso e arinacao
de ferro, a 2,000; chapeos de massa fran-
cezes da ultima moda, a 7,000 rs.
. Na mesma loja vendem-se
tambem a precos muito commodos, as fa-
aendas seguintes: cortes de cambraia bran-
ca para vestidos, a 3,000 e a 4,000 rs.; ditos
do morculil, a 3,000; ditos de cassa-chi-
ta, goslos modernos, a 2,880 o a 3,200 ; ris-
cado monstro, a 140 o covado ; dito para
cuicas, a 160; lensosdeseda com fianja, a
3,500 ; chales de 13a e seda finos, de lindos
e modernos padres, a 7,500 ; ditos ditos, a
5,500 ; ditos pretos, a 2,000 ; camizinhas de
cambraia para senhora, a 1,500; gelliuhas
para ditas, a 640 ; lencos de quadros encar-
nados com franja, a 320 ; ditos de fil pre
to de tres ponas, a 200 rs.; luvas de algo-
dSoedeseda pBra homem; ISazinha cor
de caf, proprias para jaqueles, a 200 rs. o
covado; 13a e seda, propria para palitos, a
440 rs.; camisas de meia, a 1,280 ; uitas de
13a e de seda, a 2,000; ISazinha de listras
para caigas, a 240 rs. o covado ; brim pardo
de linho para ditas, a 1,000 o corte ; cortes
de Citemira o de fuslSo para cuteles, a
1,000 ; lenYos de seda preta para grvala, a
200ea640rs. cada um ; suspensorios de
cada^o, a 60rs.o par ditos de meia, a 40
rs. ; mantas de ISa para pescoco, a 320 rs. ;
alpaka pela, a 720 e 800 rs. ; dita superior,
a 1,000 e 1,200 o covado ; brins de linho de
corVs, francezes, de novos padrfles e supe-
perior qualidade, a 1,40) avara; casemira
de cores para cuicas, goslos modernos, a
6,500 e a 7,000 O corle ; casineta de 13a pa-
ra ditas, a 3,500 e 4,000 o corle ; bietanhas
de linho, Irancezas, pe^a de 0 varas, a
3,500 ; cobertores de ISa, a 1,000; brela-
nbas de rollo, a 2,000 ; lafet de cores, a
500 e a 640,rs. o covado ; renda de linho, a
40 rs. a vara ; e outras minias a precos ba-
ratissimos.
Gantois l'ailhet& Companliia.l
Conltnua-se a vender no deposito |
geral ua ra da Cruz n. 52, o excel- *
8 lintee bem conceituado rap areia |
4i pela da fabrica de Caotois Pailhetot S
t CompanbH da Baha, em grandes e
pequetas porches pelo prego eslabe- %
Attencao.
J. Falque com fabrica de chapeos de sol na
ra do Collegio n. 4, participa ao respeltavel
publico e principalmente a seus freguezes, que
elle acaba de receber pelos ltimos navios (//a-
ere e iltaujiur ) chegados de Franfa, um rico e
completo sortimento de chapeos de |sol de se-
da e de panno de todas as crese qualidades,
a saber : os de seda paia homem de 4,000 rs.
pata cima e de panno de 1,800 rs. para cima,
ditos ditos de senhora le 1,600 rs. para cima,
assim como um grande sortimento de sedas e
i iiiiiiolios cm pefa das melhores qualidades
que ii ni apparecido ncslaprafa, chapeos de
sol e armafes a Imllacio das do Porto para
se tibores c feitores de engenho, completo sor-
timento de cabos e muios prepares para as
pessoas que quizerem encoiumendar, chapeos
desoa seu goslo, grande soriimento de ba-
leias para vestidos e espartllhos de senhoras,
rclroz preto mullo forte que se vende em por-
fao e a rctalho, tainbeiii se concerta e se co-
bre qualquer qualidade de chapeos de sol.
Todos estes objectos se vendem em porfo
e a lelalbo por menos prefo do que em outra
qualquer parle.
tazenda mais barata do que em
outra parte.
Cobertores de algodao escuro para quem
tem fri a 720 rs. cada um, cortes de brim
bianco tranfado de liuho puro a 1,800 rs., di-
tos escuro a 1,600 is. o corte, rlscados de li-
nho a 220 e 320 rs. o cuvado, riscado de algo-
dao tranfado muito cncorpado proprio para
escravo a 180 e -j00 rs. o covado, picle a 180
rs o covado, auarle azul de 5 palmus de lar-
gura a 40 rs. o covado, dito de cor a 200 rs. o
covado, riscado Irancez n.uito Uosa 240 rs. o
covado, chita para cuberas decores (xas a200
rs o covado, dilas paia vestidos a 160 e iSOrs.,
cassa chita cores lixas a 440 rs. a vara, casto-
res proprio para palitos a 280 rs. o covado,
pef as de cassa de quadros para babados e cor-
tinados de cama com 8 varas e meia a v,4iio
rs., chapeos de massa para escravos a 480 rs.
cada um : na i ua do Crespo n. 6.
Agencia de Edwin JVlaw.
Na ra de Apollo ti. 6, armazem de Me. Cal-
iiiiiui '. Cumpanbia, acha-se constantemente
bous sol iinii utos de taixa de ferro coado e
balido, lauto rasa como fundas, moendas in-
teiras lodas Ue ferro para auimaes, agua, etc.,
ditas paia armar em madeira de todos os ta-
uiauhos e moellos o mais moderno, machina
horisouial para vapor, com loica de 4 caval-
los, coucos, passadeiras de ferro eslaubado
para casa de pulgar, por menos prefo que os
de cobre, escoveus para navios, ferro inglez
tanto em barras como em arcos fotbas, e ludo
por barato preco.
lom e barato
Vende-se cera de carnauba de primeira
sorte, a 6,000 rs., sapalos brancos para ho-
mem e metimos ; ditos de couro de lustro
couros de cabra ; chapeos de palha ; peu-
nas de ema : na ra da Cadeia do Recifo n.
49, priineito andar,
Na loja de Antonio Gomes Villar, na
ra Nova u. 23, esquina que volta para a
Camboa do Carino, venue-so um grand
soriimento do pannos linos pretos e de co-
res, casimiras pelas e de cores, madapo-
liies liuos o de outras qualidades, algoduo-
ztuhus, cambraias lisas, dilas para corti-
nado.-, Otitis transados de cores, cohetes de
fuslSo, de ISa muito modernos o de bom
goslo, ditos de seda de multas qualidades,
o outras inuiias fazendas, sendo ludo por
muito commodo preco, a vista da boa qua-
lidade. ,
Deposito de cal vlrgem.
Na ra do Torres n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegadaullima-
metile de Lisboa no brigue 7ar*W>rciro.
Vendem-se amarras de. ferrt; na ra
da Senzalla nova n. *2.
-- Na ru Nova n. 33, deposito da nova fa-
brica de caldelraria e mais offlclnas. sita na
ra Imperial n. 120 de Andrade Leal, ven-
dem-se os seguintes objectos : as mui appro-
vadas machinas de Derosnc para restlllar ; fo-
gaes econmicos ; dito para navios ; alambi-
ques de cobre de todas as dimences ; serpen-
tina de dito e estanho ; caixas com folhas de
(landres* de superior qualidade ; ditos com
vldros de todas as diinencdet; chumbo era
lencol ; dito em barra ; zinco em folha ; dito
cm barra ; bombas de cobre de todos oa ta-
manhos ; carros de inao bem construidos ;
tambem se fasem por lese varandasde ferro
e outras quaesquer obras de cobre, bronze,
lalao, ferro etc.: os pretendentes que quie-
rem dar suas encommendas podem entender-
se em dita fabrica com o socio Manoel Car-
neiro Leal, ou no deposito coto o socio Joa-
quim Antonio dos Santos Andrade, que suas
encommendas scrao cumpridas com exactidao
e presteza.
Lotera da matriz da Ba-Vista.
Aos lOe 5:ooo,ooo rs.
Na loja de miudezas da praf a da Indepen-
dencia n. 4, vendem-se bilhetes inte iros, unios.
quartos, quintos, decimos e vigsimos, que
corre impreterivelmente no dia I de junbo ou
antes se se vender os bilhetes.
Bilhetes inlervos 10,000
Meios 5,000
Quartos 2,600
Quintos '.100
Decimos 1,(00
Vigsimos 600
Ve.ulcm-se caixas com cera
em velas do Rio de Janeiro, com
sortimento a vontatle do compra-
dor, e fumo em folha do melbor
que ha no mercado : na ru do
Trapiche n. 5, ecriptorio.
Farinha fontana,
Arroz de casca,
"are I lo novo,
Cha preto,
Chumbo de munic3o,
Cimento,
Bichas tic llatnburgo,
vende-se ludo por precos commodos : no
armazem de J. J. Tasso Jnior, na ra do
Amorim n. 35.
O Antigo Barraleiroao Passeio Pu-
blico Loja n. 11 de Firmiano
Jos Bodrigues Farreira.
Tem para vender, superiores sarjas de seda
hespanhola larga a 2,000,2,400,2,600 e 2,800
rs. superior, setim maco preto a 3,200 rs fa-
zenda lica, pannos finos pretos e de cores
por prefos muito baratos, brim trancado de
todas as cores, merinos pretos, princezas, chi-
tas francezas largas, casemiras, las de caifas,
tapetes, los pretos, bicos, louas, madapolei
finos e nutra.', minias de ililleienles prefos
algodozinbos de todas ..s qualidades, chitas fi-
nas de todos os prefos, alm de umitas outras
fazendas que se venderao a todo pref o, eassas
chitas, challes de la e seda e de la, dit.s de
gauga franceza, lenf os de seda de peso su-
perior, e outras militas fazendas baratas.
Aos 10:000,000 rs.
No atierro da loa Visla, loja de calfado n.
58, vi-iiii.i'iii-se bilhetes inleiros, meios, quar-
tos, quintos, decimos e vigsimos da lotera
da matriz da Koa Vista, que corre no dia 2 de
junho do crreme anuo.
Bilhetes inleiros
Meios
Quartos
Quintos
lli'l illios
Vigsimos
10,000
5,000
2,600
2,1(10
1,100
600
Vende-se o engenho F.stiva na frrgueza
do fabo, distante da piafa 9 legoas, de agoa
inocule e rnriTnir, de boa producfao quem
o pretender comprar dirija-se a Praf tilia do
I.in amento n. 46, terceiro andar, a tratar com
o barao de Ipojuca, ou no seu engenho i u-
ranhem.
Loleria da matriz da Boa Vista.
Aos 10:000,000 e 5:000,000 rs.
No Atierro da (loa Vista, loja de fazendas n.
36, vendem-se os afortunados bilhetes e meios
da mesma lotera, que corre mpreterlvelincn-
le no dia 2 de junho vindouro, ou antes se se
vendereui os bilhetes,
imbeles inleiros 10,000
Meios 5,000
Deposito de cal e prlassa.
No armazem da ra da Cadeia do Becife n.
(2, ha muito superior cal de Lisboa cm pedra,
assim como potassa chegada ltimamente a
prefo muito rasoaveis.J
Iwipi: Paulo Lu tldio to Mi de
Janeiro
em latas e frascos, chegado recentemente :
vende-se na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 50, de Cunta & Amorim.
Potnssn ta Riissln.
Vende-se potassa da Itussia, ncenlemen
te chegada, e de muito superior qualidade
na ra do Trapiche n. 17.
0 Algodao para suecos.
0 Vende-se muito bom algodSo para /
j, saceos de assucar, por prego con.mu- ?
* tlu : em csa de Ricardo Roy le, na
I ra da Cadeia n. 37. 6
Tu i xa* para 1 nm nltti.
Na fundic.lo de ferro da ra do Rrum,
acaba-se de receber um completo sortimen-
to de la txai de 4 a 8 palmos de bocea, as
quiis acham-se a venda por prego com -
i' tuln, e com promplidSo embarcam-se, ou
carregam-se em carros sein despezas so
comprador.
Vendem-se relogios de ou-
roeprata, patente inglez: na ra
da Senzalla Nova n. !\i.
Na loja de J. L. de lliito Tabor-
da, 1 na do Crespon. lo.
Vendem-se manteletes de nobreza preta a
18,000 rs., mantas de seda de multo bom gosto
a (4,000 rs., chamalote de seda preta,. proprio
para manteletes a il.t'OO rs. o covado, setim
pieto a 3,000 e 4,000 rs. o covado, sarja hes-
panhola a 2,000 rs. o covado, fil branco bor-
dado a 1,500 rs. avara, cortes de eambraia
bordada, fazenda muito fina a 8,000 rs., lenfos
de cambraia de linho a 800 rs., cambraia de
quadros de cores a 320 rs. o covado, cortes de
gorgurao e de setim com flores a 4,000 rs.; di-
tos bordados de ditt'erciiles qualidades de 7,0001
at 15,000 rs., luvas de seda pretas a 1,000 e 1,800
r*. o par, alpaca de cordaozinho prelo a 800
rs., dita de cores a 1,000 rs, o covado, casimi-
ras de cores, padres modernos fie inulto bout
gosto 6,000 rs. o corle, ditas parda escura e
clara, para palitos a 1,800 r*. o covado, alm
destas outras multas fazendas proprias da es-
taffio e por prefos baratissimos.
Acaba de chegar para a ra Nova
n. 8, loja de Jos Joaquim Mo-
reira & Companhia
excellenles espartilhos de linho para senhora,
guarnecidos de baleias e de diflerentes mo-
dellos, cousa papalina e inleiramentc nova
neste genero, vendem-se por prefo multo em
conta, chapeos francezes modernos e de boa
peluda a 7,000 rs., sarja prcla hespanhola,
veos pretos mullo finos, luvas de todas ai qua-
lidades quer para homem quer para senhora,
lanternas de vidro de todos os tamanhos e de
todos os prefos, dilas bronzeadas, lenf os para
grvala de cores e preto, um bello sortimeu-
10 de cordas para elfo mullo nova que se
vendero a lOO rs. cada urna.
Deposito da fabrica de Todosjos
Santos na Uahia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber&C.,
na ra da Cruz n. algodSo transado da.
quella fbrica, muito proprio para saceos de
assucar e'roupa de escravos, por prego com-
modo.
AGENCIA
da fundico Low-Moor.
RA DA SENZALLA NOVA N. 42.
Neste estabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
Vende-se, por preco com-
modo, cera em veas, muito bom
sortimento, fabricada no lio de
Janeiro : no armazem de Das Fer-
reira, no caes da alfandega, ou
com INovaes & Companhb, na ra
do Trapiche n. 34-
Escravos fgidos.
No dia 7 do corrente mez desappsrereu
urna preta de nome Anua, crioula, cor bas-
tante fula, baixa, representa ter 20 annos,
ps pequeuos e grossos ; levou vestido de
chita roxa com tiras do mesmo panno para
amarrar e panno da Costa com listras azues:
roga-se a quem a pegar leva-la ra da Ca-
deia n. 17, ou na ra do Hospicio n. 34. El-
la pri ta veio ha-um mez e tanto de Maman-
guape, e desconfia-se que tenha fgido pa-
ra II.
Desappareceu no dia 14 do corrente um
preto de nome Antonio, crioulo, de 22 an-
nos, cor vermelha, denles limados e finos,
altura regular, maceas do rosto um pouco
altas, no tem minas nos dedos grandes do
I es poras ter perdido, quando faz Torca en-
verga os ps para dentro e lem os ulhos mu
pouco amortecidos ; levou camisa e caifa
de algodSo azul transado, e mais urna cal-
ta de azul mesclado e chapeo de palha :
quem o pegar, leve-o ra de S. Francisco,
sobrado n. 16, segund andar, ou na estrada
nova, adianto da Magdalena, primeira casa
azul, onde se pagar com generosidade to-
do o trabalho.
No da 13 de fevereiro desappareceu di
pnviiacilo do Altinlin um escravo, cabra, de
12 a 13 anuos, cebera pequea, cabello ru-
fo, trellas pequeas, rosto descarnado,
nariz grosso, secco do corpo, pernas finas,
ps cambados, tendu cm 1 delles urna sira-
iriz e denles acaugulailos ; levou camisa a
ceroula dealgod.lo da Ierra j usada, rhs-
l en velliu de couro, um senturSo e urna pi-
trona de couro de que usa sempre, e quin-
do foge lem porcostume dizer que he for-
ro : loga-se as autoridades poltciaes que do
mettTio liverem noticias, o mandem agar-
tar, e o remellan) a seu senhor Mauoel Ca-
valcanti de Albuqui-rque. morador no Alli-
iilui, ou na na ra do Queimado, toja de
miudezss n. 39, de Manoel Joaquim da Sil-
va Kerraz, que se psgar3o as despezas e se
gratificar- generosamente.
boa gralificacSo.
No dia 13 de marco do correle anno des-
appareceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. I)r. Malet, o mole-
que Marcal, o qual he bem conhecido e lem
os seguintes signaes : representa ler 20 un-
nos, baixo, cheio do corpo e carcundo, cf
fula e sem barba ; (em falta do um denle ni
frente do queixo iuferior e bonillo do ser-
13o de Paje, por isso julga se para l ter
ido : recommenda-se, portanlo, aos cn>-
tiles de campo a captura do dito moleque,
que serSo bem gratificados.'
--De bordo do biigue nacional Carlos,
Tundeado perto da ponte do Recife, fugio,
na madrugada do dia II do corrente, um
preto crioulo, de nome Bernardo, altura re-
gular, grosso do corpo e sem barba ; levou
carniza e caifa de zuarte e ferro no pescoco:
quem o pegar, leve-o a bordo do mesmo
btigue, ou ra da Cadeia do Recife n. i->
armazem, que ser gratificado.
-- Desappareceu, no dia 18 do corrente, o
escravo de naco Cafange, de nome Jos,
representa ler 25 annos, baixo, grosso do
corpo, sem barba, rosto abocetado e ps pe-
queos ; levou caifa de algodSo transado
com listras azues e carniza de algodSeii-
iilin ja rola : quem o pegar, leve-o a ra do
Vigario n. 22, piimeiro andar, ou ni ra
da Cadeia do Recife n. 51, que se recom-
pensar. <
Desappareceu, no dia 12 do corrente,
urna escrava de nome Joanna, crioula, de
30 annos, alta, bem feila de corpo e com al-
gumas fallas de denles do lado superior;
levou vestido branco n panno da Costa com
listras encarnadas: quem a pegar, leve-a a
Varzeaa Antonio Correia Gomes de Almei-
da, ou na ra das Larangeiras n. 14, se-
gundo andar, que se gratificar.
-- Desappareceu, no dia 13 do correle,
do engenho Cuararapes, um moleque criou-
lo, de nome Maximiano, de 10 a II annos,
cor fula, ps pequeos e pernas muito li-
nas : quem o pegar, pode leva-lo'ao mesmo
eng iilio Cuararapes a seu senhor Franci'
co Paes do Rogo, que ser generosamente
recompensado.
Pkv.u. A/A-Tvi.rw M.F.nr Fari*


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