Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05321


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Full Text
---- .
Anno XXVII
Ter?a-feira 22
PARTIDAS SOS COB.B.EIOS.
Goiaiina e Paraliiba, s segundas e scxlas feiras.
Rio-Grandc-do-,\ortc, (odas as quinta-; felrai ao
meio-dia.
('aranhuns e Bonito, a 8 e -.'.'I.
Itoa-Vista e Flores, a l.'t < 28.
Victoria, s quintas feiras.
Diinda, todos OS da*.
EPHEMBalDZS.
1 li. e 1 ni. da t.
4 ti. e 41m. da t.
Cheia. a tfi.as 8h.e 10 m. da t.
Uling. a 23, s 4h. e 38 m. da m.
'Nova, a l, as
a"
PflEAMAtt BE BOJE,
Primeira as 9 horas e 18 minutos da mauha.
Segunda s 0 horas e 42 minutos da tarde.
de Abril de 1851.
N. 01
das da semana.
21 Seg. >i<* i. Oitava. S.Anselmo.
22 Tere. >fc 2. O.S. Senhorinha Aud. daChanc.do
J. da 2. varado c. ,e dos feitos djf" fazenda.
13 Quarl S. Jorge. Aud. do J. da 2. vara.
24 Qulut. :>. Fidclis. Aud. do S. dos orf. c do m.
| da primeira vara. .
25 Sexl. S. Marcos Aud. do J. da 1. varafloci-
vcl, e dos feitos da fazenda.
HfOOO 2(i Sab. S. Cleto. Aud. da Ch. c do I. Ja % Tara
l/000 do civel.
27 Diini. da l'ascboella.
aczsBtt&r. siFy-vwxemxm**** ase. ;. asnptumBmmuM^
PBEOO DA SOBSCB-IPC AO.
Portres meies fadlantados)
Por seis meses
Porumanno
CAMBIO DE 19 9% ABBIX.
Sobre Londres, a2!) d. p. l/OoO rs. 60 dias.
u Pars, 320 por fr.
Lisboa, 85 a 90
Ouro. Oncas hespanholas ..
Moedas de 67400 vcllias
. de /iOH novas
de4|000......i
Prata.PalacSes brasilciros...
Pesos columnarios....
Ditos mexicanos
28/000 a SUMO
Ki/000 a 1020t
lli/UOO a 1U20
fl/UOO 9/100
1/920 a 1/910
1/920 a 1/040
1/1180 a 1/700
ir SU
.jjatmammeraBcasaRmaiamBmmmamm
.BIT""....." ~&i'
PEBNAMBUCO
ASSKrtlBLliA PKU.V1KCIAL.
RECTIFICACA.
O segundo discurso do Sr. deputado Francis-
co lo.ni, que se acba nn come90 da primeira co-
lumna dasegunda paginado nosso numero an-
tecedente, deve ser lido depois do do Sr, Paes
Brrelo nofim da mcsina columna, e nao antes
do do Sr. Mello Reg, como por engao de
TOinpaginayo foi collocadu.
SESSO' KM ll DK AflRIL DE 1851.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
A's II horas di manlifla, feila a chamada
verifca-se estarera presentes 32 senhores
deputados.
O Sr. Presitnli declara aberta a sesso.
O Sr 2." Secretario 16 a acta da anterior
queheapprovada.
0 Sr.i.Secrelnrio menciona o seguinte
ENPEDiENTE.
1 ni o linio do secretario da provincia, acom-
panliaii'lo oulro da cmara municipal do Cabo,
i-oiii o balaceo c orcamento da sua receita e
despeza.A' coinmisto de contas municipaes
Outro do mesmo secretario acompanliaudo o
primeiroaditamento arelaco da divida activa
provincial. A' commisso de fazenda c orca-
inenlo.
Utn requerimento de Jos Miguel de Lira.
A' mesiua commisso.
Outro da irmandade do Divino Espirito Snn-
lo da matriz do Po-d'Alho, pedindo a 1 un ti 1 -
niara do sru compromisso. A'commisso
de negocio* ecclesiastlros.
Foi approvado un parecer da commisso de
negocios ecclesiaslicos sobre o requerimento
da irmandade dcNossa Senliora da Lapa.
Foi julgado objecto de deliberan e manda-
do imprimir, um projecto da mesma commis-
so, sobre o requerimento da irmandade de
fiossa Senhora da Paz dos A (togados.
Tambem te jtilgou objecto de deliberacao, e
na niln -1- mi,1 1 unir un projecto da commis-
so de legislacao, acerca da pretcnr.no do mes-
tre de msica do colleglo dos m pliaos.
Approvou-se um parecer da commisso de
contas inuiilcipaes, pedindo iiiforinacoes aca-
mara respectiva, acerca do requeriincnlo do
fiscal Jos Antonio Momia.
Tambem be lida e approvada a redaeco do
projecto n ft
O Sr. Aumar participa que a commisso de
policia i lli 1 lo 11 1 o contrato para a publicaco
dos trabalhos da assembla por tachigrapbos,
com o cldado Manuel Figuriia de Faria, de-
baixo das mesinas condiccoes dos contratos an-
teriores. -A casa ica inleirada.
OSr. Joi Pidro: Sr. presidente, o regi-
ment da casa diz no arligo l4i o seguinte;
l'ara se praticar a volaco nominal sera preciso
que alguui deputado a requeira, e que a assem-
bla o decida por meio de votacao. Esta dis-
posifo me parece que he fundada ein alguiiia
raso de couveniencia, e nao pude ser della ex-
cluida a de nao licar to patente o voto do de-
putado pera publicaco noa jornaes, seno
quando conviesse a importancia do objecto, e
a casa o quizesse ; entretanto nao teiu isto sido
observado pelo jornal que publica os uossos
trabalhos, e na publicado da discusso do pro-
jecto das carnes l vein a declaraco de ler eu
votado contra, e mais tressenhores deputados.
A Ion de nao ser exacto o que se disse a meu
respeito, e estar convencido que esta publica-
co se nao podia fazer sem consentiinento des-
ta assembla, noto, que nao sel com que lim
ella se fez, a nao ser o de expor-uos censura
publica.
Declaro que nao temo a publicaco do meu
voto, eporisso, se tivease volado contra o pro-
jecto, que me reliro, nao teiia duvida de o
dizer ein qualquer parte; mas nn quero que
sem o meu consenlimento ou o desta assem-
blca, o fassa'o jornal de que trato.
Tenho algumas ldeias acerca de providen-
cias, para mclhorar a sorle dos consumidores
de carne verde nesta proviucia, mas reconhe-
cendo que por mals de um motivo uo as podia
reallsar, nao quii comtudo volar contra o pro-
jecto que existe em discusso, para nodelxar
sem algum remedio esse mal, que tanto tcm
alllgido a populaco: portanto torno a dizer,
nao he exacto o que se publicou acerca da ini-
nha votacao nesta queslo. Peco, pois, a no-
bre coimnisso de polica, que tome ein consi-
derado o que acabo de diier, para que nao se
repitan! Tactos iguaes a este; e nao liquem os
deputados pelo menos sujeitos a publicaedes
Inexactas.
(Ha i'ui ios apartes desa/ipr ovando a opiniao do
,Sr. depilado.)
O Urador: Poisbem, quando nao quinan
os nobres deputados que eu lenba raso de re-
clamar contra a publicaco do meu voto, creio
que consentiro que o faca contra a iuexacti-
do desta publicafo.:..
O Sr. Presidente: As votaces sao publicas,
O Orador: Por isso mesmo nao sel qual foi
o lim poique se fez especial nieuso dessa no
jornal da casa....
O Sr. Presidente: He pralica cni todas as
votacocs importantes, seguida em lodos os par-
lamentos, c de todos os paizes.
0 Orador: Mas entre nos isto importa urna
volaco nominal, que nao pode dar-sc sem con-
senlimento da assembla.
O Sr. Presidente : E o que he licito a qual-
quer Jornal,nao o pude ser ao jornal da casa?...
nao ba nada en discusso.
O Sr. Manuel Cavalcanti: Perauado-me que
o Sr. primeiro secretario declaran 4ia pouco
que o contracto para a iinpresso dos nossos
trabalhos, se achava celebrado debaixo das
nfimas condiedes estipuladas nos anuos ante-
riores, e creio te-lo ouvido dizer que uesse con-
trato nada mais tein que fazer a casa...
O Sr. Ajjruiar : Segundo a votacao da casa,
elle loi 1 oiii'liiido ...
OSr. Uanoel fufocanli: Ento, se algum
deputado quizer fazer alguma alteraco nesse
contrato, nao Ibe be isso permillido ?...
OSr. 'residente: fuppunho que nao, em
vista do que a casa decidi.
O Sr. Manoel Laalcantl : Eu queria no caso
que fosse possivel, fazer algumas alteracdes no
contrato deque se trata, fazer-Ibe certas 1110-
dlcacOes....
O r. Presidente Agora nao he permillido,
porque a assembla determinou que a coininis-
so de policia o concluase..,.
O Sr. Uanoel Cavalcanti: Se fosse possivel,
cu desrjava alguma modilicaco se tizesse, por-
que be iiiiieravcl a publicaco que se fa do
que eu digo aqu, be provaveP que alguma
tousa eu diga que uao teja uiuto lasoavcl, maa
disparates laes, como os que apparccein publi-
cados, nao me persuado que os diga, erros de
arilhmetica, etc., cousas espantosas; por isto
eu queria que houvesse una alteraco a este
respeito, isto he, sendo possivel, nao sendo 1 ci-
rcu contcnto-mc com isto....
O Sr. Aguiar: Modificaro nao se pode fa-
zer, em consequencia da resoluco da casa;
tu a-; se o nobre deputado entender, que o con -
trato he infringido em alguma parte, ou que n
empreza uo vai bem, ten lio a bondade de se di-
rigir mesa, que ella tomar a*nrvijc|iclas
precisas al aonde ebrgar a saB arcada.
ti Sr Uanoel Cavalcanti : O contrato existe
na secretaria, ento peco que se me remeta..,.
O Sr. Aguiar: Manda satisfazer o pedido
do Sr. deputado.,,.
Este incidente termina.
0RDKMD0D1A..
Continuaco da segunda discusso do projec-
to n. 19.
reguladoia compra dos Dosaoa gene
relaces que ba entre a procura ca
( Ha um aparte J.
O Sr. Fraiutir Judo :A tab-lli ca ollera he
feila ein virlude da concurrencia. PortanU
j v o nobre drputado giato pedestal de sua
arguuientaco ter de canil*, e islo he reen-
nhecido pilos meamos principios da telenda,
porque quando entraren! a diminuir os lucros
que tcm o comprador, lera Isto de ser levado
em liulia de conta, he o que todos os dial
vemos na pralica das dilerrnles cspcculaciir*,
que sao luciamente accidentaes e carnaes;
por excmplo, se os prrros d" genero t.veretn
subido excessivainrnte, o comprador levar
a provincia a tima sol (A acetra do abale a que tein dircito o ex-
ao oulro ponto,,' que I arrematante do imposto de 2,00 rs, Francil
i, mndei 111- Carne*"
1 gneros Vai a 1
o jim 1 disctisc
serle jfle Fi'ci n
ros pclll lo de 2,.'i
ollera,. Cameini
niencia em nao reduzlr
industria, Mas vamos
he. se a diminuirn das imposicors, V^iderIco Carnciro da Silva.
ou nao a fazer crescer o numero dos gneros Vai a n.isa, e lie apoiadn para entrar em
de produefo. O nobre_deputado veio 0111 a discusso o seguinte arligo substitutivo:
tabella de prreos cstingeiios i|iie serle jac Fi'ci concedido ao arrematante do contrae-
O Sr. Baplija : laz algumas observacoeslislo em linha de conta, c lera minio de inlluir
geraos sobre a reforma da instrueco primaria a impusic;o : porlanto, Sr. presidente, por
e secundaria, moslra que o seu campo he to este lado cu julgo 1er destruido a arruinen
taco do nobre deputado. Mas anda um
oulro lado ha porque devo considerar a ques-
lo da 1n01l1iic.il no das imposic;6es, pelo que
diz respeito s forjas dos colres provinciaes.
que vein a ser o mesmo que considerar se ser
prudente o diminuir a forca das diveisas llU-
11 u s i i cu -, j nao digo extinguindo-as, mas
inodilicando-as. Nesta qoetufo eu considero
o nobre diputado bem como em outras limi-
tas, iiiuilo mais habilitado do que eu ; porque
o nobre deputado lodos os dias tein debio
de suas vistas a sitnaeafl financeira da provin-
cia, o estado dos cofres, dos diferentes ramos
de receita earligos de despeza ; mas apezar de
querer louiar-me inleiraniente na sua opi-
niao, nao posso deixar de ollerecer urna con-
sideradlo e vein a ser: que militas vrzrs dei-
xa-se de receber na actualidade por cperar-
se receber muito mais para o alante. Nos
temos, Sr. presidente, destacadamente urna
de nossas indusliias i|iie quasl inlfiratnente
desapparceeo : he o algodo, e apenas em
um ou outro ponto se planta algum ; pde-se
dizer que essa cultura se aliandonou; a medi-
da que agora fusse apresentada mndilicando a
imposico sobicesse ramo de industria, ten-
del ia a c liamar a allenco d'aquelles que
essa cultura se destinassem, e as>im 110 correr
de poucos annos a prnducco seiia tal que
viria a compensar esta falla, que agota se sen-
tisse pela diininuic.io clrsse imposto.
Sr. presidente, nestas qurstoes he sempre com
timidez que eu aventuro a iniiiha opiniao, mas
facn-o sempre, portille espero da discusso o
aperfelcoamcnlo c complemento das ideias que
expendo, f'ettas estas consideracfs quanto
ao primeiro ponto, eu Misare! ao segundo. De-
vasto, exige a sua reforma estudos to pro-
fundos, que no seu entender nao se pode
aOirniar que o projecto em discusso. que
apenas coutm a simples ideia da crcaco de
1111 -director geral, tenha o lim de retirar da
presidencia a autorisaro para reforma da
1n-.l1 tu a, ao parec nilo-lhe tmlavia, que por
estas mesmas rasOes podia-se despensar o pro
jeclo sem nenhum inconveniente real.
O Sr. Correa de Brillo, concorda com o
precedente orador em a necessidade que ba
de prestar a mais seria altencao instrueco
publica, para regula-la de modo que, ao me-
nos, se possa approxima-la do grao de pros-
peridade em que ella est nos pai/.es civilisa-
dos; emende, porm, que, adoptado o pro-
jeclo que se discute, pde-se, sem o menor
inconveniente, cacar-se a autorisaco que a
assembla ba conferido presidencia para
reformar n instrueco piimaria e superior.
Depois de mais algumas observac;oes, rn-
cerra-se a discusso, e submellido o artigo
volaco be approvado.
Em seguida vai mesa e lie approvado o
seguinte arligo aditivo:
O director geral i'os esludos ser substi-
tuido em seus impedimentos pelo cldado que
o presidente da provincia designar, devendo
dar prefereucla, sendo possivel, aos membrns
do conselho. Bsirol Uarreto.Caralranti Yel-
ie:.Correa de millo.
Submrttido A volaco, de; m, de declarado
em discusso, be approvado.
Entra em aegunda discusso o projecto n.
18, acerca das obras publicas.
OSr. Barro Barrito:Sr. presidente, tenho
de apreseutar algumas emendas ao projecto
jroe e discute, mas ellas sao multo extensa*,
por isso pedera a V. Kxc que as inanda.w
imprimir e adiaise a segunda discusso do
projecto, para depdis de impressas as dilas
emendas.
Consultada a casa resolve aflirmaliramentc
mandndose Imprimir as emendas
11 Segunda discusso do projecto n. 20, so-
bre a indicaco do Pr, Paes brrelo, acerca
de algumas altcrares 110 regiment da
casa.
Foi approvado, .sendo supprimido o art. 4,
a requerimento do mesmo Sr. Paes Itarrelo.
Conlinuaco dasegunda discusso do orca-
mento provincial, art. 33, com as emendas
a elle oerecidas, e adiada na tesso antece-
den te.
O Sr. Waptisla : Manda mesa a seguinte
emenda :
Emenda aditiva ao 11.
Depois da palacracourosdiga-se ta-
imado.
U Sr. Francisco Joo :Ilontem, apeiar das
consideraces que fez o nobre deputado, que he
digno inspector da.lliesouraria apezar da
forca com que procurou sustentar a sua opi-
niao, oppoudo s observaces por mim olle-
recidas tendentes a modilicaco de alguns
illiposlos, eonsiderai oes ali.is valiosas, CU nao
posto deixar de insistir boje na minha opi
m.1.1. linas lu .un as especies de considera-
{Oes que o nobre deputado fez valer; urna
que quiz deduzir dos principios rcconoini-
cos pollinos reguladores desta materia, e
que nos deveni servir de guia nestat quesldes
e outras liradas da maneira de satisfazer s
necessidndet qur pessoaes, qur materiaes
da provincia.
Quanto ao primeiro ponto, sobre que o no-
bre deputado cunsideruu a questo, eu tenho
antes de ludo, de fater urna observaco, e
vein a ser; que re^peilando a importancia
dos principios econmico-polticos, nao pos-
so deixar de considerar essa sciencia sempre
em relaco pralica, intciramcnle inaplica-
vel, por isso neg a concluso lirada pelo
nobre deputado, de que a dimlnuico dos
imposten, nao iufluc sobre os nossos produc-
tos. .
O Sr. Jos Pedro: Nao avancel a proposicao
lo absoluta como o nobre deputado diz.
OSr. 'ranciico Joo: E ncni pareca, Sr.
presidente, occioso cu demorar-me nesta ques-
i,ni ; pesso desculpa casa de insistir mil 1,
porque a supponbo de toda aravidade c inte-
resse; nao se pudendo presumir que assim
procedo por motivo paiticutar, c muiti me-
nos que algum prnsamento oectiltu predomi-
na as contidera(c)cs que passo a apresentar.
Eu ditse, c 11 pito de novo, que acbo de
milita importancia e necessidade proteger-se,
ou aquellas industrias que lram outr'ora es-
1.ilu lee olas na provincia, ou as que vio as-
n 11.I11 ; no primeiro caso considere! aquellas
que prosperaiam na provincia, e hoje te
acham eui decadencia, no segundo considere!
o caf, o fumo e a agurdente.
Eu disse que havia imprevidencia eur dei-
xar-se redutir urna so as diversas indus-
trias da provincia, por causa das vicissiludes
das estates, o que reduziria a proviucia a
deploravcl estado, porque havendo divenida-
dcs dellas, no anuo em que a estarlo fosse
detfavoravel para una, para o atsucar por
exempio; nao o seria talvez para o caf,
para o lumo, &c.: poderia mesmo, porque
diversas to as eslaces em que cttat planta-
cei sao feitas, pode o anuo aer bom para
urnas e inuiltr mo para outras ; por exempio,
podia ser auno emque o mofo uo persegus-
se ao algodo, entretanto que as chuyas abun-
dantes, livettem sido em lempo, que lizette
grande mal caima, e que etta planlarao n-
veste de decabir; poderia ter anno em que
ai chuvat foiseni abundantes e a planlacao
do lumo prosperasse nos lerrcuo propriot;
e creio, Sr. presidente, que ba muiu couye-
arligo 33, um adiamenfo ful proposto al que
a Ilustre commisso desse osen parecer sobre
urna representaco que Ibe foi appresentada
pelo culpo de coiiiinercio desta provincia, eu
quero prescendirda n.eeessidaile doadiamento,
porque o nobre deputado membro da com-
misso se dignou responder aqu essa repre-
senlaco; mas prescendindo do achntenlo lou-
vo-me na inforinaco dada pelo nobre deputa-
do, porm nao posso deixar de prcvalecernie
della, mesmo para apresentar algumas cons-
deracOs, psra leuibrar os Inconvenientes que
resultan! dessa imposico. D nobre dcpuiacto
quei ciid fazer desappareccr a Inoonyenlencla
daeilubico dos livros dos nci;ocianles, disse
que era o livro do corrector, pelo qual se deve-
Tia regular a imposico, que por mnima nao
podia ser vexaloria.
MJjr Si-' presidente, nisto 1111 iini 1 ti descu-
liro nmivos colilla essa im]io>ico: se lie ver-
dadeque a fiscalisaco a respeito desta impo-
sicao nao pcjde ser ettabrlccida seno pela es-
cripluraco cominercial, ejubaia o nobre de-
putado quizesse salvar a Inconveniencia, subs-
I1I11 nielo- a pelos luios dos coi rectores, em todo
o caso he essa liscalisaco vexaloiia, porque be
preciso entrar-te 110 exame de ludas as nego-
ciares, islo he, no segredo dellas, que nao
consiste em outra cousa, seno nos seus precos
e alternativas.
O Sr. Puei Barrito Islo nao be segredo, he
um leilo publico.
O Sr. francisco J0J0: Ha lelloes em que os
piejos nao convm ao negociante, pelo que se
nao ellec-tna a venda ; depois pelas alternati-
vas dos precos resolverse o negociante a dar
as fazeudas, e abi est entrando-sc noexamc da
escriptiiraco do negociante, porque para a co-
bianca da iuiposi;o, torua-se nccessaiio en-
trar no conheciinento da escripturaco parti-
cular, e dcniais he to pouco rendosa que nao
acho Inconveniente inacabar-se com essa im-
pcisico yexatoria. D'aqui, Sr. presidente, pas
sarei ao paiagrapbo2o: esta despeza, que he
feila com a capatazia, be feila em duplicata, c
se a casa me perinilllr, cu em terceira discus-
so Irarei os documentot comprobatorios do
que acabo de asseverar, e passo a expllcar-me;
nina certa laxa heeslabelecida cm consequen-
cia do servico da capatazia do algodo, este
aervico be o preparo das saccat, ele, entretan-
to que esta despeza be paga aos prnsanos na
occasio, cm que reccbeni o algodo pelo 1ra-
balhoquc tein pelo inesino servico, por conse-
quencia be essa despeza nn duplicata..,.
Lm Sr. Diputado: K o capataz o que faz?
O Sr. Francisco Soao : O que os prnsanos
fazem com a dlffwenca que o uegociante tein
de pagar dual vezes.
(lia diversos apartes.)
O Orador: As saccas vao da prensa com
todoi os preparos; e dahi vio para a capatazia
e pagam una igual imposico por um igual
motivo.
O Sr. Joi Pidro : O prensarlo nao qualifi-
ca o algodo; na capatazia he que se pe a
marca, etc.
O Sr. Francisco Joao: Ento he simples-
ineiiic pela marca etta impoti(o? a marca das
caixat nao se pocm nos diversos engenhos ?
O Sr. Joi Pedro: Uso he marca particular.
O Orador : Porlanto, Sr. presidente, cu me
acho diaposto a votar pela tuppreaso dcsla im-
posico, porque entendo que ella concorre
muito para desanimar as plantaces deste ge-
nero ; e'por isso voto pelas emendas que api 1 -
tentei.
O Sr. los Pedro: -- Sustenta o ai ligo e com-
bale as piopositen s emiendas pelo precedeute
oraoor.
Encerrada a discusso, he o arligo appro-
vado com a emenda do Sr. Baplista ao 11
sendo as demais regeitadas.
Entra em diteussao o art. 34 que dit assim
Art 34. Fica approvada a resoluco do tri-
bunal administrativo da llwdouraria Proyiu-
00 rs. por cabrea de gado Francisco
ro da Silva, o abale de 20:000,"00_ rs.
s- 111I.1 obligado a pagar o resto do que licar
devendo aTaispoa provincial em tres anuos
por prrstac<1i;i,'|guars. Francisco Joo.
-Tamlifiii be mojada a segujute emenda.
Ii pois ca ^p7l*T**-ftirWr(ilga-i(r- o qual
ser; concedida urna moratoria, di\idindo-se
em4pagamentos annunacs o resto da divida.
augusto diOHmtra.
Encerrada a dlicuiio, he approvado o ar-
tigo substitutivo do Sr, Francisco Joo, ti
cando prrjndlcado o lo projecto, e a emen-
da do Sr. Augusto deOlirrira.
OSr. \J11noel Cavalcanti: Drclarou ter vo-
tado contra o ai ligo substitutivo do Sr. Fran-
cisco Joto.
Seguidamente sao approvatlos os seguinles
arligus.
Art. 35. O presidente da provincia Oca su-
torisado a crear, com o ordenado c 400,000
rs. os guardas, que forcm neeessarios ao con-
sulado provincial para liscalisaco, nos_pon-
tos de embarque, dos gneros que pago di-
iiii.is d'c'xportaco, nao devendo exceder o
seu numero ans desles puntos.
Art. 3G. Flete ein vigor as dlipoiicdel de
lels de orcaniento anteriores, relativas a co-
branca, anecadaco, e admiuistraco das ren-
das, que nao se acharein cxprcssaiucntc re-
vo;adas pela presente lei.
\ ri: 37. Fleto revogadas todas as disnosi-
(oes em contrario, bem como a do art. 3. da
lei, Cif de 17 de novembro de Ih3(i.
Passou-se ao art. 3. qU6 eslava adiado ^:om
a emenda ele) Sr. Jus Pedro.
OSr. Oliccira : Sr. presidente, tendo a casa
de a'guma maneira manirestado a intencto
de n.io consentir que subsista a actual tabella
de emolumentos da secretaria da provincia,
e nao sendo possivel do momento l'azer-lhe a
correceo que merece; julgo, que se conci-
liatu os Intereisea dos einpre-gados com os das
partes, inandando-se vigorar as tabellas an-
teriores, que haviain sido aulorisadas por esta
assembla na lei do oicaiueuln de 10 de junlio
ile S'l" ; e sendo ns einoliimeutos divididcis
por todos os empregados, excepeo do se-
cretario e continuos, em proporco de seus
ordenados; ento para a sesso futura poder
a assembla considerar com madurez 1 este
objecto, c lomar una rcsoluiui conveniente :
neste sentido, oll'ercco eonsidcraco da casa
o seguinte arligo substitutivo :
.1 Vai mesa, e be apoiada para entrar
cupa a ininlaait.'iH.ii n piagiapli.a l3. du 110 iliwuasisu, a seguinteaiuisnda subslituliva
ao art. 3.
Com a secretaria da presidencia, a saber:
I. U0111 os empregados, sendo divididos
por todos, excepeo do secretario e conti-
nuo, em prcporcito dos seus ordenados
eiiinliiiiii utos a que livcieiu direilo, na forma
das labe fas anteriores actual, organitadt
pelo presidente da provincia a oual tica sem
elleito: 10:600,000
S 2. Com o expediente c aceio
da casa. 1:900,000
12:500,000
Otiveira.
O St. Carnciro du Cunha :Diz que nao pode
aceitar a emenda, nein quanto a primeira
parte que manda reviver nina tabella amiga
oem quanto a segunda que tein por lim excluir
o secretario da percepeo de emolumentos.
E moslra a conveniencia em continuar a pre-
sente, que ha pouco foi revista por un ha-
biHsimo administrador que, de certo, havia
de ter em vista a importancia dos servico
prestados e as pagas marcadas de maneira a
ludo cor.siliar pela nlelbor forma e maneira ;
e desconveniencia da excluso do secretario,
apezar de ser empregado geral; pois que
como o primeiro empregado e ebefe da secre-
taria, nao podia deixar de concorrer grande-
mente para esses servicos pessoaes, que se
11 n iliin.1111 com emolumentos, e para o que
cm sua npiuio foram ellcs creados.
O Sr. O/i'ieirc: Sr. presidente, a nobre
commisso, 011 um dos seus incnibros.
Insiste em que o secretario nao deve ser pri-
vado dos emolumentos: eu j declare! que n
presidente da provincia, estabelccendo cm
1837 os ordenados dos empregados* da secre-
taria, aibilrou ao ollicial-uiaior um cont de
rs. e ulna parte nos 1 inulumiutos, c duus con-
tus de 11'is ao secretario, em raso deste nao
osperceber; alguns annos depnis, ou porque
os emolumentos fossein crescendo, 011 poi
outro qualquer motivo, o certo lie, que
secretaiio assenlou que devia tambem ler
parle nos emolumentos, e diligenciou essa
sua preteneto: a assembla altendeu ao teu
pedido, assim como allende a outros muitos!
e de culo principiou o secretario a ter 11111a
parte nos emolumentos, a qual dcixou de
perceber no anuo de 1844 1845.
Srs. quando o presidente reformou a se-
cretaria, cnlendeo, e enlendeo bem, que 2
COOtOl de ris cr.ini sullicientes, para que o se-
cretario se ii.nis-.i- com decencia, sem que
precisasseentrar na diviso dos eiuolumen-
los ; e be porisso que se d a despronoicao 110-
tavel entre 0 seu ordenado e o dnollicial inai-
or, que tcm mais trabaiho, que elle, e- cuja
iinp.ii 1 inea he quasi igual, (lia um aparte.)
O Orador : Peruiila-me o nobre deputado,
lhe observe, que nao pode fallar u'lsto com
couhecimento de causa... .
O Sr. Phii tiarrelo : He scieucia cabalis-
lica?
U Oraaor: Nao he sciencia cabalstica,
mas he materia de que o nobre deputado
nao tcm pralica. l'.u provooque digo; c sus-
tento, que o olfie mi maior tein mais traba-
llio.ijue o secretarlo, e o teu lugar tambem
lie importante.
Sr. Pan Barrito: Mas est debaixo das or-
elcn- du secretario.
O Orador:Quid tum inde?
O secretarlo, tomo a dize-lo, recebe as
ordeus do presidente, c as transmute ao om-
cial maior para Ibes dar execuco; viudo por-
tanto, o teu trabaiho a reduzir-se a laucar os
despachos nos requerimcnlos subscrever pro-
vi.ne, c ouiros tirulos, e redigir alguns oll'i-
cios, etc. (Ha um aparte.)
O Orador : Eu tambem fui secretario,
c i' nli eiius mu 1 1 de haver sido activo,
e zelloso, e por isso posso asseverar, que tra-
balbaudo muilo o secretario, o teu lugar he
menos pesado, que o de ollicial maior. Por-
lanto. arui elle bem pago coin2contos de rrs.
e quando a assembla geral augmentar os or-
denados de laes empregados, como pretende,
liciit cainda de mrlbor condico.
Nein sr diga, jue se deve dar urna parle dos
emolumentos ao secretario, para que o Olli-
cial m lior nao venha ler mator vencimenlo
do que elle; porque ento scii.i eoiivenienje
providenciar a que tambem o secretario nao
livess mais que o presidente, como tem -
contecido alguns onnos, nein o inspector
d'altandega mais que o da thetouraria ila fa-
zenda.
Quanto a di/.cr o nobre ni. mi m da com-
niiss.io, qiieccm quanto recouhecesse. que
tabella em questo, necestilava da approva-
cao delta assembla, todava nojulgava op-
purtiino tratr-sc disto, contentando-te ape-
nas com iuipor aos cmpregailns a i-brigaoo
de pagarem a despeza do espediente cusn
dos emolumentos, declaro, que au llie aeh#
razo ein semetliaule upiuiu, c que, a pas*>
su o art. tal qual, poder isso dar l'igw i
iiiaiores abusos, como j.i liz ver cm outra 00
catino.
Estas sao as consideraces, que me occorreiii
fazer cm abono da niulia emenda.
OSr. yan Warreio: ^r. presidente, eu
acho-me cinbaracado para volar nena dis-
cusso: appresenlou-se una, emenda pela.
qii il se determina, que flque de ncubum 11-
leitoa tabella por que actualmente a secrtia-
taria da presidencia cobra os teus eiuolumeii-
tus, eiilrelanto nao vi demonstra.la a incou-
venieucia dessa tabella
iVmSr. Deputado:--J i se disse, que era gra-
vosa...
OSr. Poei Brrelo:Nao basta dizer he
preciso provar..
Um Si. Deputado; A commisso devia f- *
zc-lo...,
' O Orador: -- Oiietn O Impugna lie qiieiu
tem de obrigacao i'a/-r liso; mas sir
mis u.iei exainin.iiuos essa labella como vamos
reroga-la? De mats eueitou persuadido que
o governo da provincia c|ue a decrelou, lia-
viadeler inulto boui fiindaineiitos para fa-
ze-lo. .
O Sr, Oliveira: Par essa forma, todos oe
actos se podem juslilicar...
O Sr. Pen Barrito: Nao se podem jusli-
licar todos, porcpie entendo, que ha urna rc-
gra de justica para guiar os l'unccionario
pblicos, eu f.ico muito boa idea d.i a lnimi.
irador que ento presidia a esta produca,
itilgo cpie devia ter um fundamento para al-
terar essa tabella, que nao se levarla por es-
pirito de patronato, nein por desejo de favo-
recer alguem i por coniequeacla sein ter co-
liheciinento, sem saber se he boa, ou in de-
vemos j esignnli/.i-la?....
t) Sr. O/i'eciici: -E sem exaiiiiiia-la liave-
e. uns de approva-la?...
O Sr. l-jcs llarielo: 0 nobre deputado que
noatjuer, porque nao detuonstruu que ella
be prejudicial.' A vista disto tenho ineus es-
crupufoi em volar por esta emenda. Tambem
pedi .1 palavra para responder ao nobre de-
puladu, na parte em que elle se referiit a
iiiicn.pur t.-r declarado ein um aparte, que o
ollicial maior nao era da mesiua e.atbegoru do
secretario; creio que live raso, por quanto
sendo 11 secretario o chefe da reparlifo, he
evidente que ama cathegoiia he mais eleva-
da do que a do ollicial maior, que he um te 11
subordinado.,..
OSr. O/ieiiru: ---Subordinado uo, subal-
terno, ha ra dillereiica.,
O Sr. I'aes Uarreto: Se o secretario, quitar
cumplir o seu dever, o seu trabaiho lie limito
superior ao do ollicial maior, porque elle he
qucn deve l'azei lodo o expediente ao menos
o mais importante, agorase o secretario delta
isso ao ollicial maior, ento ha almso, e a-
busos nao scrvcni para argumentar, o earto lie
que o uabalho do ollicial malar, qnindo a
secretario cumple o seu dever, orna-se quasl
material. .
OSr. Oliveira : Est engaado...
O Orador : --Ao menos de mullo menor
importancia; alm de que se deve snp-
porque o secretario tcm mais habillitacoes,
e deve ser da coulian 1 do presidente...
O Sr. Bar.. de Suaisuma: Elle he Hornea-
do pelo governo geral, e nu pelo presidente..
O Sr. i'aes tiarrelo: Mas o governo nao
hade fazer a nomcaro de lal empregado setu
consultar, se elle he .1.1 coa4iajm do presi-
dente....
O Sr. Oliveira: Tcm U ito muitst, e bade
continuar a fazer...
Or. Pan Barrito: F.tt- sr* filsse presidente
(para o que nao tcnlio babilltlacijet) o es-
laiia milito de accoido com essas notueaces.
Dcixando porcm islo, digo, qu stfaB* os e-
iiioluiiicntos esullado do tervlco pretlado por
csses empregados, prestando-01 igualmcute
o secretarlo nao pode ser cscluido da partilha
dos mesmns : voto pois contra a emenda.
Dada a hora, a discusso lica adiada.
O Sr. Presidente Designa a ordem do da
c levanta a sesso.
SESSAO EM 19 DE AilUll. DE i85l.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti,
A's imii' horas da minlia, feila a chamada
achain-se presentes 20 Srs. deputados.
O A'r. Presidente: Abre a sesso.
O Sr. 2." Secretario : Le a acta da sesso
anterior, que he approvada.
O Sr. 1." Scci-iMiii menciona o|seguinte.
EXPEDIENTE.
Um oilicio do scccrelario interino da provin-
cia, acompanhaiido outro do vigario de Taca-
ra tu, relativo ao estado daquella maliiz. K'
coimnisso de fazenda e orcamento.
Um requerimento do ollicial-maior da the-
souraria da fazenda provincial, pedindo que a
assembla delibere acerca do indeferlmento
que livera pedindo una paga pelo excesso de
tiaballm, que leve em diversos lugares da mes-
ma lliesotiraria. A commisso de fazenda e
orcamento.
Oulro do vigario Venancio Henrique de lie -
zende, pedindo, urna resoluco acerca do que
1 1 11 qui ri-ii, relativamente intclligeooia dada
pelo administrador du cemiteriu ao regula-
meuto do mesmo. -- As' commitiaa djjliegci-
Cloi das cmaras c de saude publica. I
iiitiiu de Francisco Jos da Cosa Campello,
fabricante de tabaco e charutos, pedindo que
o decan ni nao comprebeudido na ditposicu
do 13 do art. 34 da lei do orcamento vigente.
- A' commisso de fazenda e orcamento.
Outro de Jesuiuo Domingos Carnciro, em
que requer quota para pagamento do que te
lhe est a dever proveniente das cuitas dos
II FGIVFL


,,-.,.

:tet -.:-
^fivSSffi* a. tu"* : '***
*r
BP
">
04V. Corred* Brillo:--Agradcjo multo ao
le orcamento iruniupai. ___.________.i,_.,ini.pii Branda
denados acerca do augmento do ordenado do
jirofessor publico de primeiras letras por se
adiar assignadojvencido un do incinli i s da
jncsnia comnilssao.
ORDEM DO DA.
Continua a discusio do art. 3. do orjameuto
provincial adiado da sessao anterior, c bem as-
sim as.cmendas ao inesmo ofierecidas .
Vao amesa c sao apoiadas para entrar ein
discusso as segiiintcs emendas :
Do Sr. Augusto Olivcira da emenda do Sr.
Olivcira supprima-se a excepcao do sccrc
tario.
Dos Sis. Paes Brrelo c Macedo artigo
substitutivo '. 1. com os empregados, sendo di-
vidido os cm'iniiluiiiciitos pelo secretario, olli-
cial-tnnior, ofnciaes, escripturarios, amanuen-
ses eporteiro. na proporco dos seus respecti-
vos ordenados iO:600,lWO rs.
2. Como eipedicnle e asseio da casa 1:900/
Ici*- ,
O Sr. Baptiita :.Sr. presidente, nao aclio
rasao para que os emolumentos da secretaria
po sejam tambeni distribuidos com o secre-
tario, como quer a emendj, que asta sobre a
mesa. .
Se o secretario entra na preslacao desles
servicos feilos asparles, qu motivo nlauzivt I
adera justificar una exclusao desias ? Uu cs-
s servifos sejam pblicos, como querem uns,
ou paiiirulairs, como querem oulrus, sao ser-
vicos reaes prestados com Iraballio, que cuenn-
tra a paga nos emoluineulos : pelo que exclui-
do o secretarlo, licar elle, coulra a juslija, sem
a paga destes servicos no enlamo que lodos
o mals recebem. He bem celebre esta exclu-
an I Kti nao posso coinpreliende-la. 11c pata
iiim obvio que estes emolumento! Ihe perteu-
ce m.
l.m Sr. Diputado E por que 1. i llic per-
lencem?
OSr. Baplisla :- porquelei pertenccui ao
ollicial inaiur e inais euipiegados ?
O Sr.OIiwIra : l'or urna le amiga e limi-
to rasoavel. ,
O Sr. Ilaptista : K que le he esla.' benito-
ics, nao improvisemos. Bul materias dest or-
clem improvisos nao ten)cabimento. Diga-me,
pois o honrado inciiibro que le he esla, o que
determina 1
O^r. Oliveira: Que os emolumento! sao
devidas aos ofliciaei smente.
OSr. BapUila; Nao ha tal. Muitas leis linifei-
lo as asscmbleasprovlnii.es sobre esles centro-
' versos emolumentos, ora mandando distribuir
rntre os empregados da secretaria, ora man-
dando recolhe-los aos cofres, cujas datas uau,
tenho presente. Mas o que he ceilo he que a
k'glslacao que esl vigorando manda distribuir
com todos os empregados* e o secretario tcm
de limito lempo recebido. E me parece que is-
to nao pode ser contestado ; porquaulu se este
sao he o dlreilo ein vigor, a queni vem cta
intil e occlosa emenda, excluiudo o secreta-
rio dos emolumentos ?
Isto poslo, insisto anda ein querer, que me
digam e me ensiuem a rasao especial, quecon-
J'essn ignorar, pela qual deva o secretario e s-
menle o secretario ser excluido da peroepcao
desles einolumenlos, quando para a paga dil-
les concorre tambem o scu,trabalho e os seus
servijos.
O Sr. Olivara i F.lle est mais bem a a-
quinhoado, que o ollicial inaior.
O Sr. Iluritiita: Peior ainda. Se eslu mais
bem aquinhoado uo ordenado, lie porque o
legislador cuiiveuceu- e de sua maior impor-
taocia, sua maior hoblilaj "o e calhcgoria. E
vcr.iefioiiitnh
Em aparte dado ao Ilustrado membro que
se asseota desle lado, ( o >r. Haplufa ) disse o
nobre Segundo secretario que a lei geral, cm
virtude da qual o oflicial-maior da secretaria
do governo percebra emolumentos, nao os
dera ao secretario : cu, porni. Ihe observa ici
que esta assembla, usando de urna de s
attribuijes, ja allerou essa lei.
O Sr. Olivcira : -- Depois de 20 auno.
O Sr. Correa de Brillo -Eis-ahl esta o que
eu nao contesto ; mas, se he innegavclque essa
le apenas dava emolumentos ao oflicial-maior
eao segundo ollicial, ese ninguem pos em
duvida o direilo com que esla assembla alte-
rou-a mandando distribuir taes emolumentos
pelos deinais empregados da secretaria inclu-
sive os continuos, como j aconleceu urna vei:
parece pouco razoavel cita-la como argumento
poderoso contra a opiniiio dos que enlendeni
que o secretario nao deve de ser excluido da-
luclladislribuijao, (Apiados.)
Demais, se o secretario nao deve de ter emo-
lumentos pelo facto de nao concorrer directa-
mente para os trabalhos deque ciles proveem,
entilo inolivo bouvera para excluir da percep-
co dos inesmos emolumentos ao olliclal-iuaior ;
visto como este ncm ao menos subsereve as
patentes, as proviscs, as nome* joes, como
e fa* aqueH'ouiro funecionario.
f) .Vi. Oliveira : Est cuganado,
O Sr. Correa de Brillo -Oh O nobre depu
lado contesta isto? Ignora que o regiilanienio
da secretaria do governo incumbe ao secreta-
rio subscrever todos 'os ttulos de nomeacao,
c que s obliga o oflicial-maior a distribuir
o scrvicopelos seus iinmediatos.eaajudar o se-
cretario no trabalho da redacco do espealen-
le ? J se nao leinbra de que, segundo o rere-
do regulamenlo, o oiricial-maior nao deve de
lavrartacs ttulos, nem tambeuisubscrev-los?
J se esqueceu de que os passaportes, as por-
taras de llccnja, ascerlldoes.se nao sao subs-
cjiptas pelo secretario, tambem n.'.o sao lau-
cadas pelo ollicial-malor, e esto inlelramente
a caigo ilos demais empregados da secreta-
rle? He verdade que todos csses trabalhos sao
vistos pelo oll'ical-inaior, que no examc delle
consume algumas horas j mas tambem he cer-
to que o secretario, por igual, os rev, e que
esta revisto lu causa para que elle tenha linio
direilo aos emolumentos como aquell'oulro
emprcgaclo, pie Ihe he subalterno.
Sr. picsidenic, eu. como o nobre deputado
que antes de inin falln, (o Sr. llap(iln) nao
eslou disposlo a concorrer com o ineu pobre
vori para que esta assembla sanecione abusos
do execulivo ; porque, em minlia liumlldq opi-
niiio, devenios poderes do eslad] comentarse
com as atlribucoes que as leis lites conferein,
e jamis procurar esplirra maior do i|ue aque1-
la que llics est tracada entretanto tenho por
exageradas a graves censuras que se l'ueram ins-
ta casa ao niuilo nobre c multo distinti ad-
hinistrador'que alterou os emolumentos da
i:u, dlssc, c mi tenho a menor duvida em
repell-lo, que para mlm era uin argumento
milito valioso em favor da tabella que actual-
mente regula os emolumentos da secretaria, o
haver ella sido confeccionada pelo Esin. Sr.
consclheiro Honorio Ilermto Carnelro Leao;
mas eudisse tambem, que nao era essa a nica
raz.'io porque desejava que fusse ella conserva-
da ; d.i as raides ein que me fundava, sendo
mu dellas, o nao Icrem aquellos, que comba-
lem essa tabella, se encarregado de demons-
trar que ella he deleluosa, c conten inconve-
nientes.
O Sr. Ofitwfra :' Nao he negocio de momen-
to, e ncm lie esta a occasio oportuna;
O Sr. I'aes arro .Como pois, o nobre de-
putado ataca a tabella, censura gravemente ao
administrador quejaorganisou.propoe inesmo a
sua substiluicao.e acha inoportuno tratar desle
ibiecto, e demonstrar as suas proposicoes
l'ara quando guarda essa demonstracao > Que-
rer o nobre deputado que cstejamos unica-
uicnte pelas suas asseveraces ? De cerlo que
o niio deve esperar.
Sr. presidente, se esla nao he a occasiao op-
porluna para o nobre deputado entrar na ana-
lyse da tabella dos einolumenlos da secretaria,
e mostrar os seus defeitos, creio que dilticll-
mente a encontrar, l'ortanto, j v a esa,
que niio he siinplesmente o nome, alias res-
peilavel, do administrador, que organisou a
tabella, que me leva a votar por ella ; essa con-
sideraceo pesa alguma cousa no meu espirlu,
masalc'm disso ienlio em meu favor, o nao se
ter mostrado dcncuhum modo que ella lie dc-
feltUOSa, c qne dev ser reformada.
Disse-sc ainda, Sr. prcsidenle, que a tabella
nao pode subsistir, porque nao foi approvada
por esta assembla ; pela ininha parte pens
de um modo inteiramente diverso ; emendo
que esta assembla tendo o anuo passado, na
lei deorcamenlo distribuido oscinoluinentosre-
sultautes dessa tabella, dcixando-a intacta,
implcitamente a appruvou ; pois que, em ini-
nha opiniiio um actoqnalqiier do poder ejecu-
tivo he trasido aoconhccinicnlo da assembla,
e esla o nao revoga, o lena vlrtualmcnte ap
prov .do. Nem se diga que a tabella nao foi
trazida casa ; porquanto ninguem ignorava e
o nobre deputado muilo menos, que a tabella
dos emolumentos da secretaria tinlia sido al-
terada pe > presidente da provincia,
O Sr. Olinrira : Saba-o particularmente,
mas nao ollicialuiente.
O Sr. Pa#J Harrrlo: Mas enilim, sabia-o ; e,
he para admirar, que s este anuo o nobre de-
putado descobrisse, queoprocedimento do pre-
sidente de enlo, foi pouco dignu, e at desho-
nesto : .Pois o nobre denutada linha conheci-
mcnlo desle fado, como acaba de confessar,
esleve nesla casa, quando anda se achiva na
provincia o Kxni. Sr. Honorio, nada disse, e s
a"ora foi que se lembrou ijue esse dislincto
administrador proceder de una maueira pou-
co digna e deshonesta ?
O Sr. OHesira : Kuto nao quiz levantar a
lebre.
O Sr. Pas Hnrreo ". ~ Pois era do dever do no-
bre deputado, visto que aqu esl para velar na
guarda das leis, denunciar este facto assem-
bla una vez que no seu enten 1er elle of-
fendia as leis, c at a honestidadf. Mas, Sr.
presidente, he ininha opiniao, c creio que se-
ecretaria. tApoiados.} De de suppor que, refor- r. Igualmente desla assembla, qne o F.tm. Sr.
mando aquella tabella, eslivesse esse admi- Houorio, relormando a tabella pelo modo por-
uUtrador persuadido de que os emolumentos que o le ; nao pratlcou um acto que mereja
nao sao verdadeira impuslco, eque. pois, po- ser qualifieadJ como o loi pelo nobre deputa-
da allera-los como complemento do regula- do ( apoiadoi), nem esse distincto cidadao lie
ment da repartif fio que perteucem : esta sua capai disso.; inultos apenados.)
opinio.alis couiparilhada por inuilos de os- Sr. presidente, eslou sinceramente persua-
sos collega*, pode ser errnea ; mas, ainda as- dido de que o r.xiu. Sr. Honorio qnando refor-
sim nao devera de ser censurada com as cx-'moua tabella de sua secretaria, entenda, co-
nressOes que, menos pruJentemcnle, foram ino euleiidem mullos meinbros desla casa,.que
insetdas no discurso do nobre segundo secre- nao sendo os emolumentos una verdadeira
lario, publicado cm o diario de boje; ( eHUfolJImposlcao, porem, sun, urna pag de servicos
appiados) ahise fallaein/a/ta de deern, ia.de hanes-1 particulares, eslava na sua aijada allera-los,
lldadl,d de-oro,c nao Sfi mais de que...Oh Pa- i altendendo a importancia edilTiculdadedesses
servicos* lie essa aexplicajao que devera dir
? Imnradu uicnibro a um tal acto, c nunca en-
tende-lo de um modo desairoso para um pre-
sidente que tantos c lao valiosos servijos pres-
iou a esla provincia, e a todo o imperio, (apoia-
dot. )
O Sr. Correa de P.rilto : E que he credor do
nasso reconhecimeuto, ( Apoindos. )
O Sr. Part llariflo : Permita, pois, o no-
bre deputado o iluer-lhc, que multo e^tranhei
esta parte de seu discurso qu nulo a li boje no
p
a tabella dos emolumentos ; c um equivoco
niio pode provocar seinclliaules expressoes.
[ Apniadoiquaii ytracs.)
O Sr. Ofiocira : Foi franqueza.
U Sr. Correa d Brillo : Sao Pie conlestarei
essa franqueza ; mas permitla-ine observar- jornal da casa.
Ibeque lora ella mais completa, se essas ex-1 OSr. O/iMira:- I orque ?
pressoes apparecessem o anuo passado, quan- O Sr. I'aes Hai rilo t'orqne sao milito mal
doaqui eslava o nobre administrador que re-'cabidas as suas sensuras. sobre tudo na a<
formou a tabella, e nao agora, quando elle est tende feti quando se achava presente a pessoa
m longe de us. (iWniloi ,ipui,uht. ) a quera eram dirigidas ; e. se o nobre deputa-
(( Sr. IHiveira,: Nao me serve a carapuca I do altender para a im-squiuliez do motivo que
cnlao nao liuha cu utila dessa tabella. den causa a aecusacoes tao grave, quanto In-
U Sr. Corra de riltu : *o eslou talhan-! justas, achara anda a explicacao da ininha sur-
fui cara-1 presa.
sao por elle prestados.
0 Sr. O/iiri'ra ; Quero que baja impaicia-
idade nrsle negocio.
O ir. I'oplislu : Assini nao fazemos nada.
Ora, diga-mc o honrado deputado ; todos os
empregados da secretaria niio tcm um ordena-
do ? Estes ordenados nao Ibes sao marcados
conforme o inereelsnento dos seus servi-
cos ? E apezar, nao percebem todos elle* emo-
lumentos por sci \ icos prestados as parles ? E
porque o secretaio, ein ludo estando as
merinas Circuinlianoiai baile ser "justaucn- ^einjongedenos.
le excluido? iNesta exilusao he que baveiia
parcialidade i e por isso, peco pernnssso para
diter qiicoliouradu membro troca as ptlavra,
toXumaParcIHdurSore^S
au, O neo'i por si' mesmo le claro i bem a um cavalbeiro allrai sellas t.io agudas tao acremente o presiden, como que fere tao
aqu. O negocio F "',,'.'\,..r. ,., u, cidado eminente e respcitavel, quando bem a esta assembla, que deixou passar o ac-
Quanlo a nova tabella en. execucao sem a^uin^aamio^ m ,ong/OBUaihi^ndo i0 dessa presidencia seu, a menor rellexao.
O Sr. Oliveia: A assembla nao teve sci-
encia do acto.
O Sr. Pa llar re lo : Cuino nao teve scien-
ciado acto, se elle fui publico, e ninguem o
ignorava? S agoia parece deshonesta, o que
anda .i bem pouco lempo nenhuma sensura
mereca Nao acho cxplicaciiu para isso.
O Sr. Olivcira; Foi franqueza da ininha
parte,
O Sr. I'aes Karrelo I -- Seria franqueza se o ti-
vesse feito o anuo pascado, mas hoje, he falta
de generbsidade, concilio aqu, declarando
que vol pela emenda, que mandei a mesa.
Encerrada a iscussao, he approvado
, eite cavallo de balallia. Inobre collega, dizrr que ella esl approvada o artigo substitutivo dos Srs. Pas Bar-
A tabella eisle os empregados tem percebido desde o auno ppassado ; mas, para qne niio ap- reto (! MaceJo, litMiulo prejudicado o ar-
os emolumentos, que ella marca, J esto en- pareja alguein observando, como o honrado te- (jg0 do pioiccto, c bem assim as domis
vestidos desle direilo ; respetemo-lo poli, que gundo secretario, que a casa nao tinha enl..o
he a medida que me pairee mais justa e con- eonheciineiilo pe seinclliantc relorma, quero
veniente Ntsle sentido pretendo dar o meu limitar-me aclualidade : a nobre comuiissan
de orcamenlo pedio e obteve nina copia da
o da assembla provincial, cu me
inclino a opiniao de que a apuovaco do poder do occas.ao para loga-las acham o-se rU: pre-
leeislatlvo provincial, era precita que precede- sent, e. para assjm dlzer, pouea distancia.
se anioi sacio pata a reforma. E nem me con- ( Aumrrwof apoia/i. J
vence o dizer de um honrado depuiado. a sa- Demais, essa relorma de tabella, que tama.
ser, que a reforma fo.a feila por um presiden- jiiha celeuma provocou, acba-se laciamente
le prestigioso : porquanto o que ha de verda- approvada pela coinmi.sao de orcamento ; vis-
de em ludo isto he que lodo o lioinem tem O to como, lendo-a esla MlgUo, e havendo-a
direilo de pensar.
l.usuiio numero daquelles que cm
examinado com o icio c prudencia que be de
mate-'crer presldera a iodos os seus acios, deixou de
Voto.
O Sr. orna de Brillo : Sr. presidente, he
pata declarar que eslou disposlo a volar pela
. ii.i mi-1 apresenlada pelo nobre deputado que
se assenta desle lado, ( o Sr. Vaet Barrito) bem
como para refutar os argumentos de que se
servio o honrado segundo secretarlo quan-
do se rsforcou por sustentar o arligo subs-
tituido que offereceu i consderacao da casa,
que vou usar dapalavra que V. Exc. dguou-sc
de coiiccdei-me.
Em verdade, Sr. presidente, me parece que
carecem de forja as razes com que o Ilustra-
do segundo secretario procurou demonstrar
uue convlnba tirar ao secretario do governo a
pane do emolumentos, que ha lempo Ihe per-
teiice. ( Apoi'ados. ) ,._>.
OSr O/ii'd'ra : Esta sua opiniao he nova.
OSr. Corra de Brillo:-' Mo, senlior ; he
a mesmo que cu manifest! na casa em o ali-
so ptelerilo : enlo fui de parecer que se nao
dsltibuissem os emolumentos da secretaria do
goveino pelos respectivos continuos ; mas nao
disse que se excluisse de semelhanle distribui-
iao o secrelaiio da presidencia, ou qualquer
dos outros empregados daquella reparlijao.
Se o nobre deputado nao confia nesia ininha
sseverajao, mande procurar uo archivo da
casa a.colleccodos Diarios de 1850, e ah de-
parar com discursos ineus que o bao de con-
vencer de que tenho dito a verdade.
OSr. Oliveira : A's vezes nao se publ ica tu-
do quanto aqui se patsa.
O 8r. i.i"'o i'" da Cuuha: Sou testeinuuha
de que a opiniao que ora uianifesla o nobre
deputado he a mu.....i que emtlio o anuo |ias-
SllO.
O Sr. francisco Joao : I.u tambem o sou :
al fui da niesuia opiniio.
O Sr. i nes arrtto : Hastava que o Sr. rit-
io o diucwe, fita que o acrctlita.se.
tabella que presenten.enle regula a percepjao
dos einulumeulos da secretaria ; leve-a cm
seu poder por inultos dias examinou-a com
o esmero e cuidado que a caraclerisam; ao
redlgir o arligo que se refere aquella reparlijo
nada disse sobre a mencionada tabell : logo -
i Inni-.i Imi.i logo approvou-a, ao menos tci-
tamente. ( Un i tus apoiadni. )
Limlo-me a eslas considerajesque me pa-
reoem SUfllciente para demonslrarem que bem
procederei votando pela emenda do Sr. Paes
Brrelo, a qual, deixaudo a secretaria no slalu
ano nem redui os emolumentos dos emprega-
dos dessa reparlijo, obrigando-os as despeas
do expediente eaccioda casa,orjadasein 1:90o/
nem exclue o secretarlo da disti ibuijo desses
emolumentos, que elle tem tanto direilo co-
mo o offlclal-maior ; nem os transforma em
gratlicajoes mui inferiores ao que, conta
delles, que leem de caber cada um dos re-
feridos empregados.
OSr Paes Brrelo : Sr. presidente, o nobre
deputado, que acaa de sentar-se, respimdeu
com lana vaiitagem as objecje que foram
fetas emenda, que live a honra de mandar a
mesa, queem vttdade mejulgo dispensado de
descnvolve-la e sustenta-la: todava V. Exc.
me petmitlira, visto que me acho com a pala-
vra, que eu faja algumas observajes, em re-
ferencia a Histeria que te discute.
Eu nao sou daquelles, Sr. presidente, que se
curvara ante um nome ; na ininha vida Intelra
nao se achara um facto, que revele nina tal
submissfio ;nias daqul nao se segu que eu nao
preste todo o respriloe cunsiderajao que me-
rece urna pessoa altamente colocada, nao por
um capricho da fortuna, mas pelos seus talen-
tos, pela sua llnsirajao e pelo seu acrisolado
patriotismo. (Apenado.)
adiado de
emendas.
Kntia cm discussSo o art. 12
una sesso anterior.
OSr. Ilapluli: Manila a mesa a sc-
giinilc cmcmla que he apoiadu.
Depoil das palnvras que actualmontc
existem diga-se.--Sendo elovado o or-
tliMiadu do secretario a 1:000,000 rs. a
crccenlo-se a verba.
Tambem heapolada a segunda emenda
do Sr. Francisco Joo.
Itequeiro o adiament do artigo cm
discussflo al que seja discutido o regu-
lanienlo das obras publicas.
Depois de Inovissima discussSo,
Julgado sullicicntcmente discutido o
artigo, be approvado com a emenda do Sr.
Baptista,sendo regeitado o adiamento.
Silo .mandados mesa c apoiados os sc-
guintes artigos additivos.
, 1. I'ica autorisado o governo aman-
dar edectuar todos os melborainentos que
reclama o l'.inde Guian na para facillilar
a sua navegaeo. *s /laircto, Carneiro
di Cunhu, Aguiar.
N. 2. Ficao governo autborisado a man-
dar abrir, no Kio do Iguarass, urna val-
la, que facclliic a navegaefio e-porto de
S. Francisco ao de Machado, mandando
para isto proceder ao orvamcnlo e levan-
tar a.nccessaiia planta, Pas Brrelo, --
Curiieiio da Cunba Aguiar.
N. 3. As sobras de qualquer artigo de
despeza, eos escessos nos artigos de rc-
ceila, serilo applicadcs sobras publicas.
S. R. Augusto de Oliveira-
1N. 4. Fica o presideulo da provincia
aulborisado a mandar construir um acu-
de na villa de Oaricury, ou a comprar para
serventa publica algum de propriedado
particular que tenha proporces necessarjas
para csso lim, podendo cm um ou outro
caso despender at quanlia de troz a
quatro contos de ris, que sera tirada das
sobras de qualquer arligo de dospeza, ou
receita. S. R. Cavalcanti Vollez. Augus-
to de Oliveira. Aguiar.
N, Fica o presidente da provincia au-
lborisado a contraetar com quem molho-
res vantagens offorocer a naycgaQilo por
meiode barcos a vapor cmtodo o litoral
da provincia podomlo conceder ao ompre-
zarij, ou companbia privilegio exclusivo
at vinte iinnos, para, transportar passa-
geirosocarga, mediante as laxas que fo-
rem ostipuladas no contraclo. S. R.
Augusto de Oliveira.
N. G 0 prosidente da provincia lica au-
lborisado a mandar correr duas loterias
das concedidas a Igreja de S. Pedro Mrtir
doOlinda.--S. R Castro Loflo.
N. 7. Fica o presidente da provincia au-
thorisado a conceder ao empresario do
rheatro de S. Isabel, a quanlia do qualro
cotilos de res com subsidio supplemon-
tar no exercicio correule pelas despezas
extraordinarias feitas com a companbia
lyrica. -- Augusto Olivcira. Mello Reg.
N. 8. A eiiunda dos Srs Mello Reg.
e Augusto Oliviri, additem-so as palavras
desde j depois das palavras authorisa-
Jo a conceder o mais como no arligo
Barros Brrelo.
N. o. O presidente da provincia lica au-
lborisado a mandar construir dous a<;udes,
um na povoaQio de S. Banto, e outro na
villa de Ouricury, ou a comprar para ser-
venta publica algum de propriedade par-
ticular, que tenha as proporqOes necessa-
rias para esse fin, podendo gastar cm ca-
da um ale a quanlia de quatro conlos de
res que sera tirada das sobras do qual-
quer arligo do receita, ou despeza. -- Giti-
rana.
N 10. O presidento da provincia lica
iiuthoaisado a mandar correr com prefe-
rencia aoutra qualquer, duas loteras das
concedidas a Igreja do osario da Boa-Vista.
Baplista.
N. 11, Emenda ao artigo adiltiyo sobre
a compra do aYude na villa do Ouricury.
Depois das palavras que ser tirada -- di-
ga-so das sobras verificadas noprimeiro
semestre inaneciro supprma-se o resto
do mesmo artigo. Macodo.
N. l, O governo lica aulhorisade
mandar correr com preferencia a outra
qualquer, urna ds loteras concedidas a
favor da [Igreja do Livramento. Gitrana.
O Sr. Atiousfii deOlieeira: Sr. presidente.
na votajao e discusso que ha dias se derain
nesla casa sobre uina emenda ao artigo 15 des-
te projecto de lei do orcamenlo, par miiuoHV-
reelila c pelo meu nobre amigo e collega o Sr,
Mello llego, rcslabclecendo o lugar e ordenado
.le administrador do theatro abolidos no pro-
jecto da comuiissao; esta assembla deu urna
prova manifcsla c exuberante do espirito de
justija c mesmo de benevolencia, de que se
achava animada para com a empresa do thea-
iro de Santa Isabel. Um nobre deputado mem-
bro da coininisso de orjameuto e chefe da
tbesourarla proviucial, coinbatcndo aquella
emenda, prlnclpiou por reconhecer a religiosi-
l ule com que a empreza havii cumprido to-
das as obrigajas do seu contracto, e al ac-
cresceulou que a 1116311131 empreza havla de al-
guma maneira excedido expectativa publica.
Um outro Sr. deputado membio da inesnia
cominisso, (o Sr. Manuel Cavalcanti) a quem
tributo respeito e veuerajo por o ver sempre
observador do inesmo rigor e severidade, se-
guindo regras nvariaveis no que diz respeito
a distribuijo dos dinheiros pblicos, algumas
expressoes soltou na discusso inuito benvolas
a emprea, e com que auteeipando umjulzo
lavoravel ao pensamento deste artigo adictivo;
porquanlo el|e aqui nos disse que a empreza ti-
nli.i direilo urna indeimiisajo. Kxistindo,
pois, ua casa lo boas disposirdeg, de serto este
arligo para ser approvado, uonecessitade au-
xilio de uiiuha fraca voz; ped nicamente a
palavra para explicar o sen pensamento.
Sendo una verdade inconieslavel, que a em-
presa cumprio com as coudijes estipuladas
no seu contrato da maneira a inais satisfactoria,
eu nao cuijarei a paciencia da casa em enu-
merar lodos os Licios que servem para de-
monstrar esta verdade ; notare! apenas que a
empieza veuceu admiraveliuente todas as df-
liculdadcs contra que leve de lutar, pois rece-
bendo o ihealro sem secuario e outros prepa-
res necessarios, leve ella de supprir a todas
essas faltas com o mdico auxilio prestado pelos
cofres pblicos, levando o seu zelo e desejo de
agradar ao publico desla capital ao ponto de
fazer mais do que aquello a que estava rigoro
saneme obrigada, variando as representajes
da companbia dramtica com as de urna encl-
lente coinpanhia lyrica, mandando para esse
lint cugajar aos inclhores cantores italianos
que se acbavam na corle, e a mais insigue dan-
caima que ha viudo ao Brasil. A quanlia po-
1 em designada no artigo uo he destinada uni-
1 cnicnie a servir de iudeiunisajo por todos os
excessos de despezas com que teve de carregar
a empresa alimde satjsfaier aos desejos do pu-
blico pela maneira que nos todos conhecemos,
mas e 1 1 a habilitara a continuar as represen-
tajes do tbeatro duiaute mais algum lempo.
O contrato existente, celebrado entre o gover-
no e o Sr.-Germauo expira em fips do correte
mez, eo quanlitalivo votado nesla lei do orja-
meuto s.i pollera ser appllcado quando piiuci-
piar o novo auno fiuaticeiro, isto he em julho :
claro est que nao existe auxilio algum dos co-
fres pujilicos, aliiu de que possam haver re-
preseulajes uo tbetro durante o mez de malo
cjunho. Este artigo vai remediar a este mal,
e tem por lim autonsar ssfeoverno a conceder
um subsidio upplemernar empreza actual,
bis, pois, o pensaiuealo do artigo, tal qual o
enleudeiu os seus slgualai ios.
ir. Francisca iolio: Sr. presidente, sem
que me caiba a preteujo de querer compa-
rar os tbealros a cacholas de rigorosa morali-
dade, convencido mesmo de que o lim delles
nao he hoje o que -a historia amiga apoma,
uo posso com tudo deixarde reconhecer, que
.,!,:., formam ligeiro c innocente passa-leinpo.
e servem tambem de poderosa diversodos af-
fazeres da vida, e do quebrantamenlo do es-
pirito.
de aualquer, porqnc cu tenho para inin que a
gloria existe em toda aparte, cada, yin em
feu genero, a pode ter, cabe ao artista que
he sublime no canto, ni mlm oa, ou no dra-
ma, porque esta gloria serve-Ihe de compen-
sacio. a extenuajao do espirito ; pensando
assim, nao me resta senao chegar a um outro
nonio, c vem a ser. que o actual empresario,
de e deve merecer desla ca aanimajao,
I- emendo inesmo que Ihe deye ser dada. Sr.
nresidente, eu sou amador do llieatro, conlcs-
so-a, mas nao sou conhecedor, uein maestro,
para entrar cm certas questes, nao sei qual
passa ser o juizo, que devera ser estabeiecldo
..., ,\n, iu.-r.is. nue nossa ter tino o ein-
Sr. presidente, eu tenho para mlm, que he
necessidade desla assembla, desla casa, o
amenlsar os nossos cotlumes, e fazer substi-
tuir s discusses ridas (e inultas vetes re-
queimadas ) de opinioes polticas, distraejes
que lenli.un em seu favor o cncainibar o es-
pirito a ideas seuo de uina moral 1 igoros ,
acerca dos lucros, que possa
presarlo; mas tenho o meu simples bom sen-
para me servir de gula, direi que eslou
persuadido que o empresario tem ganno no-
me para si, creado de algum modo, ou affeilo
o espirito publico ao llieatro, que por certn
est multo fura do que era a antiga trapetra, e
capoeira gamboatica, e memo tem teilo ex-
foixos creando actores, que passim de longe
acompanha-Io ; no seu procedimento elle
tem-sc mostrado digno, porque trouxe comsi-
go o que nao poda itpeaur, e procurou
aproveitar tanto quanto Ihe erapossiyel aquel-
la gente que hayia tldo vida do theatro, e que
nao sendo aproveltada teria de viver enmelan-
do publicamente, isto be mais uina prova do
seu bom carcter. Quanto aos exforjos que
elle fe para crear a coinpanhia de canto, nos
todos os conhecemos ; mas supponha-mos.feu
quero ser rasoavel) que nao liouve ua em-
presa deflicit, pergdnto, nao tendo elle f co-
mo se mostra das contas) vencido cousa al-
guma como actor, nao lera dir to a algum
vencimenlo nessa qualidade? creio que sim,
e pensando a esse respeito cu approvu o arti-
go, e espero que a casa far outro tanto, pa-
ra dar um Icsteuiunho publico de que est
disposta a proteger o increcimento aonde quer
que elle appareja.
O Sr. los Pedro analj sa os differentes arti-
gos additivos, e einitte sua opiniao acerca de
cada um delles.
OSr. fitirana : --Sr. presidente tendo man-
dado a mesa um arligo, dando preferencia a
uina das loterias, coucedidas a igreja do Li-
vramento, forjoso me he dizer alguma cou-
sa em abono desse arligo.
Muitas sao as razdes, com que poda justi-
ficar a necessidade do meu artigo, porm, pa-
ra nao causar a paciencia da casa, apresenta-
rei someute duas, que a meu ver sao de gran-
de peso. A primera cousiste, em que a ir-
mandade do Livramento nunca velo a esta ca-
sa pedir soccorro algum do cofres pblicos
para faclura da obra da sua igreja a seguu-
da consiste, em que a obra dessa igreja se
acha tao adianlada, que serla injustlja nao ul-
tima-la. Ecom que se acha oeste estado Um
algumas loteras, que esta casa Ihe concedeu,
e que ainda nao corrern! todas; com as es-
molas de alguns fiis, c finalmente com o ze-
lo, c perseveranja da irmandade. Sim a igre-
ja do Livramento, leudo sahido das ruinas da
vellia igrrja.acha.se hoje reconstruida, bella,
equasl ultimada, parecendo antes um novo
templo do que um templo sahido das ruinas
de outro. F. porque uaoconlinuaremos a pres-
tar a essa igreja a nossa protejo, uina ves
que a sua irmandade fas tao bom uso dessa
prolejao que se torna digna de todos os en-
comios ? ,
Isto poslo, espero que a casa apreciara,
como deve, o meu arligo.
Agora passo a tractar de outro artigo meu.
Apparecendo um artigo de tres nobres de-
putados, auioiisando o governo a man-
dar construir ou comprar um ajude em Ou-
ricury, dei parabens a mlnha fortuna de ver,
que um dos nobres signatarios do artigo, sen
do o mesmo que o auno passado tanto impug-
uou o meu projecto de acudes, tenha ja muda-
do de opiniao.
O Sr. Auauto d um aparte.
O Sr. t.'itirana : -- Louvo-o muilo, por estar
hoje uas minhas ideas.
t'i ir. imputados : Ninguem combateu a
dea, ,''
O Sr. tiitirana: Ninguem combaleu a idea/
Por ventura o nobre deputado nao se recorda
da discusso, que, pouco, lionve na casa,
quando o meu nobre collega, e amigo, o l)r.
i .11 a ni ni propot cota para 1 factura dos ajudc
de I.minen u, e Caruaru' ? Mas como lila duen-
do, louvo muilo ao nobre de"pulado, por es-
tar boje uas minhas ideas, pois, nao querendo
o auno passado, que sedesignasse lugar para a
factura de ajudes, este anuo he o priuieiro a
designar laes lugares. Vendo pois que as mi-
nhas ideas j vao ganhando proslitos, man-
dei a mesa un arligo, fazendo eiteqslva, a
idea de ajudeeni Ouricury povoajo de S.
lenle, que tambem merece igual beneficio.
Sim, a povoajao de S. lenlo era at a pouco
victima de qualquer seca,pois nao obstante es-
tar pa ntada amargem de um rio.este seca lan-
o, que os habitantes daquella povoajao umae
muitas veies viam-se obrigados, quando a se-
de aperlava, a procurar azilo em outros luga-
res bem dlslaiiies, levaudo com sigo o gado,
em que abunda aquella povoajao, e seus con-
tornos.
Entretanto liojej nao he tao sugeita a es-
tes inconvenientes, porque grajas a uina fami-
lia bem Li/ej que ali existe, fallo da familia
valenja, leui um ajnde, que se nao remdela
lauto quaulo deve, remdela quanto pode.
Este acude, sendo levado a ponto inaior e a-
perfeijoado, pode produilr inmensos bens, t
abrigar toda aquella povoajao dos horro-
res das secas. A. vista pois, do que tenho es-
posto, espero, que a casa aprovar o meu ar-
ligo.
O Sr. Paei Barrito : Sr. presidente, tendo
mandado duas emendas meza para que se
litessem os necessarios melhoramentos nos r-
os de Iguarass' e Goianna, pensei nao me
ver obrigado a tomar a palavra para defende-
las, lo evidente me pareca a ulllidade del-
las ; entretauto o nobre deputado, que he
membro da coinmisso de orjamento, comba-
teu estas emendas, e deu por motivo dessa
sua m disposijo para as minhas emendas, o
nao destinareui ellas uina quota para essas
obras. Sr. presidente, cu juUu que a receita
orjada pela coinmisso nao he a verdadeira,
que a nossa receita he orjada minio por bai-
xu ; vejo nobalanjo do anuo passado, que a
nossa renda mntou a perto de mil coutos de
rcis....
U Sr. ot Pedro : Por isso que existe um
saldo.
O Sr. Pae Brrrelo: -- Pois bem ; boje con-
tinua esse saldo a fazer paste da nossa receita.
e eu creas que a renda proveniente s dos
imposto, moni 1 a mais de 600 cootos; ora
com o saldo existente deve ch gar a ROO, ou
900 conlos, entretanto, que o nobre de putado
smenle oro 011 a receita em 000 e tantos. Eu ao
acho i,to muito bom, porque he o inesmo que I""-
ar-uos, por-nos embarajes na decrelajao das
despezas, e pois o nobredeputado dlznos scu-
pre aqui, que nao ha dinhelro, eu chava
mais iuconvenienle formular-se um orjamen-
to mals execlo para se podercm votar as des-
pezas urgente, e necessara. Eu nao me
anuiuiei a marcar a quota para eW despeta,
porque eslou debaixo da impresso das locas
ao menos de passatempo sem duvida Inuocen- aqu apreseutadas pelo nobre de putado que o
te; eu Sr. presidente, antes quero, que lio-[que a receita nao ebegar para a despeza etc. u
resjam os Iheatros do que os barbaros meetin-jque digo he, que passando a ininha mena,
gs (apoiados), eu antes quero, que se applau-luem per isso se d o inconveniente que o no-
da a 111 na bella voi, que se applaudam n re diputado euchergou, porque por em qiisu-
to o tmbalhoque h a fazer he levantar a pun-
ta c organizar o orjameuto das obras, prl
os exforjos de um actor dramutico, do
que se d atlenjo as vozes de um energme-
no, que em lugar publico se promptifique a
.ii.iss..ibar reputajdes alheias; c em verdade
pensando eu assim, supponho que a casa pre-
eucue um lim nobre, alimentando o talento
isto nao he preciso fazer-se grandes despe-
zas; qualquer dos augenheiros existentes si
pode eucarregar desla obra, aem que per iu
se gaste inais nada...


-
mK
O Sr. Jos Vtdro: E he s isto?
O Sr. Paei Brrelo : Por ora he orear
a deiilexa c levantar a planta, mesino eu nao
sabia que quota havia de marcar sem a des-
jicia eatar oreada. Portanto o que tive ein
vistas fot isto, para o anno, avista do orca-
iiienin da obra, marcar-se-ha a quota; entre-
tanto naoaclio inconveniente em que ogover-
110, caso achc meios, mande applicar alguma
<|tianlia factura dessas obras ; portanto es-
pero, que o nobre deputado concordar co-
migo. visto nao oppnr-se a idea.
O Sr. Augusto de liueira : Kntra em lon-
gas considerares para responder as objec-
coes do Sr. deputado Jos Pedro da Silva, e
cnnrlue dizendo que nao sendo exacta a re-
ceita oreada segundo o urcamento da thesou-
raria, as suas emendas devem de ser appro-
\ idas (publicaremos o discurso do Sr. Au-
gusto de Ol'veira em outro numero.)
Anda fallam os Srs. Francisco Joo, Jos
Pedro e Baptista.
Finalmente encerrada e discussiio sao ap-
provados os arllgos ns. 1.2, 5, 7, 8, 9, lO
e i2, sendo regeitados os de ns, 3 e 4 c pre-
judicado o de n. II.
Tendo dado a hora.
O Sr. i'resiilmte designa a ordem do dia e
ii-vi'in i a sessSo
^
MARIO HR PRRNAIBIICO.
BICIFE, ai DE ABBlX, DE 1851.
Entrou hontem do Rio de Janeiro o vapor
inglez Medtcay, cuja volla, segundo oremos, fui
retardada peio J-.'tk, que dali conduz as malas
para Ruenos-Ayres. As gaietas, que da corte
recebemos, alcancam a l du corrale, e da
sua leltura extrahimos osrguinte : .
Km Uuenos-Ayret nada ha occorrido de im
Iortancla. No dial? de matf prximo passa-
o bouve nessa cidade um grande iuceudio em
mu arniazem de drogas sito na ra da Federa-
tiva, e pertencentc a um tal Burgos, sendo tan-
ta a sua violencia, que communicou-sca mals
qualro armazens, edurou todo dia. O orgao
de Rosas, a (itceti Mercantil, oceupava-se coni
extractos do relatorio do Sr. ministro dos es-
trangeirns, e attigos dos nossos jornaes da op-
posicao.
No Rio Grande do Sul reina perfeita tran-
quilidade, e o respectivo presidente contiua
a percorrer diversos pontos da provincia, sen-
do em todos liciu acolliido.
Foram pronunciados pelojulz de direito da
segunda vara do crlme de Porto Alegre, como
reos do criine depeculato, oex-juiz municipal
Dr. Jacinthoda Silva Lima, e o escrivao de or-
phaos Antunes, em consequencia de urna falta,
que se descubrir no cofre dos orphaos.
Tinlia sido preso no dia i do correntc, a
bordo da barca Lima, Francisco da Silva, in-
diciado como autor du assassiii.il i perpetra-
do na pessoa de Autonio Erancisco dos Santos,
capatax da chcara do Sr. Jatintlio de Medeiros.
Tinha igualmente sido'caplurado Joaquim
Goncalves da .Vilva condeninado a gales perpe-
tuas pelo jury desta cidade.
O exercito estacionado uessa provincia adia-
se organisado da maneira seguinte i 1.a briga-
da' sob o cumnian,L do Sr. brigadeiro Jos
Fernandes dos Santo9 Pereira, composta dos
Xiaiallui's de cacadoies ns. 5 r 6; e do esqua-
drao de guardas naclonaes de Chuhy e San Mi-
guel ; 2.*, sob o coniinando do Sr. brigadeiro
Maooel Marques de Souia, composta do 4 de
fuzileiros i- '! de cacadores ; 3.', sol) o elim-
inando do Sr brigadeiro Francisco-de Amida
Cmara, composta do 4." de cacadores, 8." de
fuiilciroa c esqudiao de guardas naclonaes do
Rio Pardo; 4.*, tob o commando do Sr. eoronel
Manuel Muniz Tavares, composta dos 2." e
7.a de luzileiros 5, sob o commando do Sr.
coronel Joo Propicio Mena Brrelo, composta
dos 2.a. 3a e 4.* regimentos de cavailaria ligei-
ra ; .i, sob o cninmando do Sr. coronel Feli-
ciano Antouio Falco.'encarregado do com-
mando da fronleira de MeirOcs, composta dos
.'>." eli." de fuzileiros, urna divisan de artilliaria
e os dous corpos de guardas naclonaes de le-
gio do municipio de S. Borja em destacamen-
to^ Ocorpo cacadores ficam sob a inimediau direceo do
quartel general, assimcomn os corpos da guar-
da nacional destacada uas frouteirai de Jagua-
rao, llag e Quarahy.
Na cidade do Rio Grande houvcum pequeo
incendio, que por ser logo extinelo nao leve
consequencias.
Segundo refere o Comi Mercantil, fui apri-
sionado pelos cruzadores, com 41X1 Africanos a
bordo, o brlgue Incansavel, que partir da cor-
te em agosto'do-anno passailo com destino ao
trafico dos mesinos.
Por cartas de pessoas bem informadas, e vin
das de llamburgo pelo Medwy constava no Rio
de Janeiro que o Sr. concellieroSebasiio do
Reg Barros j havia engajado 500 pravas, e
fretado duas embarcaces para o scu transpor-
te, devendo em breve concluii a missao, de
que fal encarregado.
Faileceu na curte, no dia 13 do correle,
o Sr. tenente-gencral Pedro Correa da C-
mara.
O Sr. cavalheiro de San Jeorge, secretario
da legaco da repblica franceza, e que ser-
via interinamente de encarregado de negocios,
acha-se nomeado ministro residente junto ao
liosso governo.
O Sr. James tludson, ministro de S. M, un-
isnica na curte do Rio de Janeiro, fol agra-
ciado pela sua soberana com o titulo de com-
panhelro da ordem do banho.
O Sr. Dr. Cezar Persiani, medico distincto
e' bem conhecido na corte, lamheni foi no-
meado, por S. M. o rci da Sardeuba, cava-
lheiro de S. Mauricio e S. I.azaro, ein remu-
lieraco dos srrvicos prestados aos Italianos,
e particularmente aos subditos d'aquelle rei-
no durante a epidemia da febre amarella.
Esta ordem que raras vezes he conferida,
assignala sempre o mrito e a illuslraco d'a-
quelles que a recebem,
J lie fallecido o principe Maria Maooel Se-
basliao, lho de S. S. A. a. o conde e cundes-
sa d'Aquila : o seu transito leve lugar no
dia 26 de Janeiro passado.
Manifestou-se no Rio de Janeiro, no dia
11 do corrente, um incendio na chamin da
casa n. 62 'da ra da Assembla: mas o fogo
lavrou to fracamente que os vitiuuos da casa
couseguii -aiu exlingullo imiiiediatamenle.
Os accionistas do autigo banco reuniram-se
no dia 10 do crreme, representando por si,
e como procuradores 3, 226 acedes. Foi dis-
cutido e approvado o parecer da respectiva
coiniuisso, que autorlsava a dlrtcc.au a ven-
der, como julgasse conveniente. 5.0U0 aceces.
A dlrcpcao apresenluu logo depois da sesso
o programnia da subscripcao, a qual chegara
a melade da emissao, sendo esta completada
no dia segulote.
coMMfc.ac.io,
ALFANDEGA.
Kendimoiito do dia 18 ... 3:914,836
Descare egam hoje 22 de abril.
Patacho -- Nereida mcrcadorias.
Iliale -- Amelia -- vlfiagre, funio e charutos.
CONSULADO GERAL.
Abril.
Rendimentododial a 16 55:924,726
dem do dia 19 ........ 1:164,344
DJVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a 16 2:099,027
dem do dia 19........ 118,721
2:217,748
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 19.
Parahiba, hiate nacional N. S das /Yenes,
Je 20 toneladas : conduz o seguinte : 1,000
arrobas de carhe o 1 pacote com fio.
Jersey, escuna ingleza Ebeneter, de 102
toneladas : cohduz o seguinte : 533 barri-
cas e 282 saceos com 6,547 arrobas e 13 li-
bras de assucar, e 500 cocos com casca.
RECEBED0R1A DE RENDAS GERAF.S
INTERNAS.
Rondimentododia 19.....5|5,540
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 19. 842,010
PRAGA DO RECIFE, 19 DE ABRIL DE
1851, AS 3 HORAS DA TARDE.
Ilteista semanal.
Cambios------As tranaaeces do principio da
semana foram rft'ectuadas a 29
l|2 d. por 1,000 rs.; porm no
lini declioou ein consequencia
das noticias do sul, e nao obteve
ni iis de 29 d., ao que parece
firme,
Assucar-------Entradas moderadas e vendas de
1,650 a 2,200 rs. por arroba do
branco ensaccado e embarrica-
do; e de 1,400 a 1,450 rs. por ar-
roba do inaseavado dito.
Algodo- Em consequencia da semana
sania, s vleram ao mercado 230
saccas que foram vendidas de
5,400 a 5,500 rs. por arroba de
primeia sorte, e de 5 a 5,100 rs.
a de segunda.
Couros Venderam-sc de 110a Ii5 rs. por
libia.
Carne-secca- Vendeu-se de i,800 a 2,500 rs.
por arroba, ficando em ser cer-
ca de 60,000 arrobas.
Carv. de ped.-Idem a 6,000 rs. por tonelada.
Bacalbo Ocarregaincnto que tinha che-
gado a semana passada, seguio
para o sul, e nao liouverain en-
tradas : retalhou-se de 9 a 10,000
rs. por barrica, Meando por ven-
der 2,200 barricas.
Far. de trigo- Vendeu-sc de 12 a i7,000 rs. por
barrica, e licaram por vender
16"!000 por barrica.
1 ie iran no porto 46, embarcaedes : sendo 1
americanas, 1 argentina, 2 austracas, 23 bra-
sileras, i bremense, 1 franceza, I hamburgue-
za, 1 hespanhola, 1 boldemburgueza, 7 iiigle-
zas, 3portuguezas,i prussiana l sarda el sueca
RIO-DE-JANE1KO
CAMBIOS MO DIA 12 DE ABRIL.
Londres 28 3,4 a29d. eslerls. por. \# rs-
Paris. 330 rs. por franco.
Lisboa 88 a 90 por cento de premio.
llamburgo. 615is. por marco banco.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
Mctaes. Oncas hcspaiihlas .
da patria 28/500
Pecas de 6^400, velhas. 16/000
Modas de 4/000. 9/H00
Pesos hespauhes. 1/920
. da patria 1/875
Pataccs .... 1/920
Apoliccs de 6 por cento 88
> proviuciacs ... 86 ft
(ornal do Commercio.)
57:089,070
iVlovimeato do porto.
Navio entrado no tffatft.
I'.aliin 9 das, brizne-escuna OtClOMl Ar-
celina, ile 2t6 toneladas,- capillo Jos Mi-
guel Peroira, equipagem 12, rm lastro;
a Jos Baptista da Fonseca Jnior.
Navios sahidos no mesmo dia.
Porto Brigue portuguez S. Manoel I, ca-
pilio Jos Francisco Carneiro, ca>ga as-
sucar. Passageiros, os Portugueses Jos
Alves de Moraes, Antonio Bento da Arau-
jo, Anua Joaquina da Costa Urags e sua
familia, os Brasileiros Antonio da Silva
Pessoa, Joaquim do Reg Barros Pessoa e
urna criada.
Canal por Maceio Patacho oldemburguez
Thonio, capitao D. W. Stege, em lastro.
jersey Escuna ingleza Elenczcr, capitflo
Abraham Caliicham, cargn assucar.
Parahiba Iliale nacional N S. das Neves,
niestreJoaoFranoiscoMurliiis, carga car-
ne secca.
Au'-io entrado no dia 20.
liba do Principe--30 das, escuna portu-
gueza Norma, de 75 toneladas, capitflo
Jiiaquim Jos Rodrigues, equipagem 7,
em lastro ; ao capitflo. Passageiros, os
Portugueses Urbano Luiz Rapozoe Clau-
dio Fortunato de Alencastro.
Navio sahido no mesmo dia.
Boston Brigue americano Uenry Ma-
theui, capilflo I. N. Ilerrimen, crga as-
sucar. I'sssagciro, o Americano Cailos
l'oster Jnior
Observacio.
Apparece o.sul o vapor inglez.
Navios entrados no dia 21.
Liverpool 38 das, escuna ingleza Nijmph,
de 136 toneladas, capitflo David Nicho-
las, equipagem 8, carga fazendas a Me.
Ctlmotll & Compendia.
dem 36 das, barca ingleza W. fvssetl, de
f98 toneladas, capilSo James Shelford,
quijagem 17, carga fazendas ; a Russell
Mellors &Companhia.
dem 50 dias, escuna ingleza Renshaiv,
de 168 toneladas, capitflo Enoch Fenn,
equipagem 9, carga fazendas ; a Richard
Royle& Companhia.
Rio do Janeiro e portos intermedios 6
dias, vapor inglez lUdway, oommandan-
te Symonds. Sjjssajjeiros : para esta pro-
vincia, Aureliinb de Almeida Rodrigues
Izaac, Portuguez e segundo tenente da
amada ; o Hespnhol Dr. Epifanio Astu-
dello Buson ; os Brasileiros L. R de Si-
queiraMaciele S. Tellgs de Siqueira So-
bral. Deu fundo no LimeirSu hontem
as 7 horas da noite, e suspendeu paraos
porlos da Europa com os seguintes pas-
sageiros : 1 R. R Andrade, N. A- f.arva-
Ihoesua familia, o lir. Sarment, Jos
Fjrreira Lessa, os Francezes llenrique
Durand, I. Dedier, os Inglezes llenrique
Edo e I. Viorruce.
NOTICIAS MARTIMAS.
Embarcari" sahjdas do Rio para
Pernambuco.
A 7 de bril o patacho fausta, carga
ca,ne- ... j-
A 9 a escuna Caanle llana, carga diver-
sos gneros.
Ficdia a carga o patacho Lon/ianca.
Goimarflcs, Joflo Carlos Wanlerley, Jos
Antonio Sampayo, Manoel Jo- Concalves,
Manoel Tbomai Pinto Paca. Salustiano do
Aquiuo Ferreira, Semiflo Estelliti Paula e
Silva, eZeferino Justino Silva Meirelles.
Thealro de Santa-Isabel.
Ultimo halle innscararto, prece-
dido de grande ncademla de
inusici vocal c instrumental.
Uoje, 22 A's 8 horas precisas a orchestra dar co-
meco a academia com urna hrilhante ou-
vertu'ra.depoisda qual osarlistas da com-
panhia lyrica executarflo as seguinttes po-
gas do msica :
1.* Grande aria da opera Torquato Tas-
so do maestro Dcjnizetti, pela Sra. Can-
diani.
2. Aria da opera Somnmbulo do ma-
estro Belini, pelo Sr. Frederico Taty.
3. Bello duelo da opera Masnadieri
do maestro Verdi, pela Sra. Lauda e Vasco.
4- Ouvertura pela orchestra.
5." Novas variarles do meestro Scbira,
pela Sra. Landa.
6. Aria da opera Etiliati em Siberia
do maestro Donizetti, pelo Sr. Erkerlin.
7.* Grande duelo da opera Itoberlo De-
vercux do maestro Donizitli, pela Sta.
Candiani e Tali.
8. Ouvertura pela orchestra.
9. O primoroso duelo da opera = Anna
Boina do maestro Donizelli, pelas Sras.
Lauda e Candiani.
10. Ouvertura pela orrheslra.
Logo que jeja terminada a academia, os
mestres-salas darflo signal para coniegar o
baile, que linalisar as duas horas da noite
com o Galope infernal. -
Os bilhelcs acham-sc desde j venda no
escriplorio do ihcatro.
Tlieatro de S.-Francisco.
A Sra. viuva Berteaux previne aorespei-
tavel publico pernambucanq, qre innove-
nienles suscitados pela organisar;flo do baile
de mascara no theatrode Apollo, obrigou-
aa cessar oengajamento, e contratar ou-
Iro para o mesmo im no tlieatro de S. Fran-
cisco; a directora julgou bem acertada es-
la escolha, nflo s pela vantagem de sua sl-
tuai;So, como por Ihe ser facultada a per-
missflodo arranja-lo, e commoJamente a-
dapta-lo para os exercicios que deponde-
rcm de terreno ; lento deixado de serem
alguns executados no ib ;tio de Apollo i n:
falla de proporcOes. A Sra. viuva Berteaui
advorto poitanto a todas as familias qu
teem deixado Je honra-la pela situar/flo re-
mola do Diestro de Apollo, que de boje em
diante echase de possedo tlieatro de San
Francisco, onde, como sempre, espera do
renpeilavel publico indulgencia o pro
teceflo.
IJcclaruco.
Cartas seguras viudas do sul para os
Srs. Antonio Jos deMndonca, Bento Jos
Fernsndes Berros, Gespsr-Antonio Vieira
Avisos marilimos.
Para a Babia sabe oiu poucos dias o hia-
te Amelia, por ter parte da carga prompta :
quem no mesmo quizer carregar, entetida
s com os consignataiios, Novaes & Com-
panhia, na ruado Trapiche n.34..
Por (liceo CUllllllOtlO.
Vende-se a milito velcira o galante escu-
na I-r s 111- i ni Adelaide, -Jo porte ito 45 tone-
lidas, forrada o encavilhada de cobro, o ner
feilamente apparelhada, a quaf se acha fon-
deada conlronte o caes do Ramo>, onde po-
de ser examinada : os preten lentes podem-
dirigir-se ru do Trapiche n. II.
Navios a carga.
Para o Rio.Grande do Sul, o brigue na-
cional Carlos, capitflo Jos Joaquim Soares,
segu em poucos dias, por ter dous tercos
de sua carga promptos : para o restante,
passageiros, para os quaos tem bons com-
modos, ou escravos a frele, trata-se com o
referido capitflo, ou com os consignatarios,
na ra da Gaeia do Recife, armazem n. 12.
--Abarca porlugueza Espirito Sanio sa-
he mprrlerivelinente para o Porto no da
30 do corrente : anda recebe alguma carga
a frete e passageiros, para oque tem ex-
cellentes coinmodos : os pretendentes di-
rijam-se ao consignatario, Francisco Alves
da Cunha, na ra do Vigario n. II, piimei-
ro andar.
Para o Rio de Janeiro, a galeota nacio-
nal SS. Trindade, sa lie por estes dias: an-
da recebe tlguma carga a frele, para o que
trata-se com Francisco Alves da Cunha, ra
do.Viganon. 11, primeiro andar.
Para o Par.
A escuna nacional Emilia, de que I,o ca-
pitflo e prulico AntonioSiiveira Mae,el J-
nior, deve ebegar do Par pur estes dias, pa-
ra onde voltar em direilura com a maior
brevidade : quem na tnesma pretender car-
regar, podera entender-se com Joflo Carlos
Augusto da Silva, na ra da Cruz n. 13, ar-
mazem.
Maranhao e l'ar.
Repera-se neste porto, per estes dias, do
da Babia, o brigue-escuna nacional Arcelli-
na, que traza seu bordo a niaicr parte da
carga para aquelles porlos ; lenciona-se
que demore mui poucos dias para acabar de
carregar : quem no mesmo quizer estregar
ou ir de passagem, para o que tem excel-
entes coromodos". dirijn-se a Jos llaptisla
da Fonseca Jnior, ua ra do Vigario n. 23,
segundo andar.
Para Lisboa she por lodo o mez de
abril o brigue portuguez Conceicio de Ma-
ria : quem uelle quizer carregar ou ir de
passagem, para o que tetn excellentes com-
modos, dirija-se aos consignatarios, '! ho-
maz de Aquino Fonseca c Filho, na ra do
Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao capi-
tflo na praca.
Para o Rio de Janeiro sabe brevo a ga-
leota A'S. '/ inriad, : iiiini na mesina qui
zerjearregar ou ir de passagom, dirija-se ao
seu consignatario, Fraucisco Alves da Cu-
nha, ruado Vigarip o. II, primeiro andar.
Para o Cear satie at o fioi do crran-
le mez a escuna nacional Alaria Eirmina,
capitflo e pralico Joflo Bei nardo da Roza,
por ter o scu carregamento quasi complo-
lo : quem na mesuia siuda quizer carregar
ou ir de passagem, pode cnlutider-se com o
consignatario da mesma, Luiz Jos de Sa
Araujo, na ra da Cruz u. 33.
-- Vende-se urna boa barcada, que pega
em 24 caixas, com bons embonos de cedi,
velas e encerados, ludo em bom ^estado, e
prompta a seguir viagem para qualquer par-
te : os pretendentesdirijam-sea ra da Ca-
deia do Recife, loja de uiiudezas n. 7, a tra-
tar com Antonio Lopes Peroira de Meiio.
Avisos diversos.
Precisa-se de un caixeiro que onten-
da do escnpturacjflo simples, escreva com
ortographia e entrada alguma cousa do
nercadorias, para urna casa e loja em Ma-
ceio : quem cstiver neslas circumstancias,
lirija-se ra do Crespo, ao p do arco nu-
mero 3.
Desappar.cou, no dia 13 do crrante,
do engenho Guararapes, um moleauecriol-
lo, de nomeMaximiano, de 10 a fr lnnos,
cor fula, ps pequeos o pernas muito fi-
nas : quem o pegar, podo leva-lo ao mesmo
engcuuo Guararapes a seu senhor Francis-
co Pees do Rogo, que ser generosamente
recompensado.
Precisa-so de um feitor, que soja tra-
balhadore fiel, para um sitio: quem esli-
ver nestas circumstancias, dirija-se ra da
Assumpcflo n. 36, ou ao Cequia, defronle
"o engeulio, no sitio da Sra. D. Arclian-
gela.
Aluga-se um sitio dentro Ma'praca,
com a frente para o becco das Barreiras,
proprio para se plantar um ludo, por ter
boas Ierras, e por commodo preQO : a tra-
tar na ra do Cotovello ns. 29 e 31.
-- Precisa-se do urna ama, que engomme
bem e lave, smente para esse fim : na ra
Augusta n. 3.
Aluga-se a coxcira da ruado Tambia,
no fundo do -sobrado n. 12 da ra do Ara-
gflo, coai bons commodos e por preco mo-
ldado : a tratar na ra dii Collegio n. 16,
primeiro andar.
Oabaixoassignado faz sciente ao pu-
blico, que O Sr. Joaquim dos Anjos Soares
leixou do ser seu caixeiro drjsde o dia 17 do
orrente. -- Antonio Ecmira da Cusa ruga.
Prccisa-sc lugar uai preto para o ser-
vico do sorveles. paga-se 15,000 rs. e da-se
o sustento : na conleilaiia a ra estrella
lo Rosario n. 43.
Desappareceu, no dia 12 do corrente,
urna esnrava de nomo Joanna, crioula, do
30 anuos, alta, bem f'ita de corpo e com al-
gumas faltas de denles do lado superior ;
evou vestido branco e panno da Costa com
istras encarnadas : quem a logar, leve-a a
Varzeaa Antonio Correia Gomes de Almci-
la, ou na ra das Larangeiril n. 14, se-
gundo andar, que se gratificar.
i# #<. #^:'s**.'^^Bi
ConsnltoriotaomiKopatbieoeiiifl
,) Pernambuco #
,3 Bus Nova n. 58 i
$) UIKIGIDO PELO 4
4J Dr. J. S. SANIOS JNIOR. P
$} Consultas e remedios de grava aos po- 4
& ftres lodos os dias ultis desde i H horas i)
i$ da man/ida a unta da tarde. dj
J. Keller & Companhia fazem sciente
que o Sr. Leonardo Scliuler se despedio de
sua casi desde o da 15 do correle, dei-
xandopnr issodc ter toda u qualquer ge
rencia em os seus negocios.
-- Di-sappareceu, no dia 18 do corrente, o
escravo de naci Cocange, do nomo Jos,
representa ter 25 anuos, baixo, grosso do
corpo, sem barba, rosto abocetado e ps pe-
queos ; levou calc de algodSo transado
comlistras azues e carniza de algodflozi-
nbo j rola : quem o pegar, leve-o a ru,. do
Vigario 11. 22, primeiro andar, ou na ra
da Caileia do Recife n. 51, que se recom-
pensar
Ka y mundo de naci Costa, Ainstaci
de Naglo Nag0 Roza de nac3o Costa eilous
filhos, sendo um do noine Manoel o outro
de nome Domingos, ciioulos, relirani-se
para a Babia,
Pieclsasode um feitor ( dando-se pre-
ferencia a Portuguez filho das llhas ), que
sej casado, para um sitio no lugsr do
1! ineil 11, que saiba trabalhar de enxada,
tratar do arvoredos, do verduras e de llo-
res, e de fiador sua conducta, com a paga
de 18,000 rs. por mez : quem esliver neslas
circumstancias, dirija-so ao porteiro da al-
l.iii le. a desta cidade.
Achou-se na matriz do SS. Sacramento
da Santo Antonio do Recife, 110 dia quiula-
feira santa, um livro de oracOes e um len-
co : quem for seu dono, dirija-se mesma
matriz p cheras, sobrado de dous andares u. 48, no
primeiro andar, a fallar rom o padre Ma-
nuel Florencio do Alb iquerque, que, dando
os Biguaes, se Ihe enlrejiara. *
-- OITi-ri ce-so urna pessoa para fazer co-
rancas, n.esirojudicialmene, na provin-
cia dea lagOaa : na ra da l'raia 11. 68, se
dar as ihformacOes precisas.
O Sr. Jos Mauricio Teixeira do Albu-
querquu queira a| parecer na ra da 1* n. 68, que se 1 lie piecisa fallar a negorio de
seu interesse, ou ahnuncie sua murada.
Aos artistas.
Andrade & Leal precisa.n para a sua
fabrica de caldeiraria, na ra Imperial ns
I18e 120, de ofliciaes de funileiro e de fer-
reiros de forja ; lambeni se recebem npren-
litea para as diversas ollicinas que se
acham na dita fabrica : os preteudentes po-
derflo enlender-se na mesma com o socio
aduiinisttador Uanoel Carneiro Leal.
-- Offerece-se um homem para adminis-
trador de qualquer cn^enho : quem de seu
preslimo so quizer Ulilliar, falle com Ma-
noel Joaquim Carneiro Leal, nu ra dos Pi
res n. '28.
Precisa-se alugar urna negrinha criou-
la, ou da Costa, de 12 anuos pouco imis ou
menos, para o arrnnjo de urna casa t-slian-
geira : na rus do Trapiche Novo 11 12.
-- nneiii perdeu um tnlho de cliavinhas
no luger de Bemlica, prximo ao viveiro,
pde-as procurar uo niesmy lugar, na resi-
dencia de. A. V. da Silva Barroca.
precisa-se lugar um prelo ou mole-
que para servir a um homem' solteiro, nflo
precisa ler habilidades, potin que seja bas-
tante ladino : quem tiver, dirija-se ra
doQjeiinado u, 1G, que so dir quem pre-
cisa.
--No dia 20 do corrente desappareceu um
moloquu de nume Benedicto, de 18 a 20 au-
no*, corpo regular, olhos grandes e buga-
Ihados, cor fula, andar giugador, cheio do
corpo a pouca barita ; levou vestido do 13a
de quadros meio branco e camisa da mada
poliio : iiua-se a todas as autoridades poli-
ciaes a capilfles da campr o apprehendam e
levaui-110 a ra das Cruzes 11. 22, venda ; as-
sini coinij laiubem sa protesta contra qual-
quer pessoa que o teuba oceulto em [Sus
casa.
Precisa-se alugar urna casa de dous an-
dares, que tenlia quintal, uas ras do Col
jlegio e Aurora, ou Aterro da Boa Vista
quem livor, aouuucie.
- Perde-se na noile do da 20 lo cor-
rente, aahindo do baila de Santa bel, UO
lenco de cambraia de inho, kaN^OsJMl
bicoa roda : quem o l.ver e|do'.,^?n1-
do-o restituir, leve-o ra do Collegio 11.
12, segundo andar, que ser recompensado
C P?ecisa-se de u-na ma para o serv^
do urna casa de pouca familia : na iravassa
do Corpo Santo n. 27, segundo andar.
- Joflo Ferreira dos Santos, por meio des-
te, despede-se daquellos amigos, que em
pessoa nflo pode fozer em consequencia da
presteza do sua sabida n do falta de saude,
e ollercco os scus deminutos prestimos na
cidade do Porto, ondo pretenda demorar-so
algum tempo ; eapprovciu osla occasi.10
03ra seientificar ao publico e a quem inte-
ressar, que deixa por seu procurador bas-
tante aoseu genro Antonio Jo8i|uim Vidal.
- Jos Nogueira da Costa Soares, [subdi-
to portuguez, retira-se para Lisboa a tratar
de sua san le.
Compras*
,lo
Co-npram-se escravos de ambos os se"
sos robustos, para dentro e fra da provin-
cia : na ra larya do Rozario n. 48, primei-
ro andar. ,
Conipra-se dous ou uiais cavillos de estri-
barla, novos c de bous andares ; c da mesma
forma quartios; na ra do gueimado, loja
de ferragens, 11. 37 A
Compra-se um cactiomuiui de na.
quem liver, annuncje:____T
Vendas._______
Co Icria do Rio de Jaueiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na ra estrella do Rozario, Iravossa
(jueimado, loja do miudozas 11. 2 A, do J. r.
dos Santos Maya, vendem se os mui afortu-
nados bilhetes. meios, quartos, oitavoS e
vigesimojda 14" lotera do thealro de 8.
l'e 1ro do Alcntara. Na mesma loja acha-
se patente a lista da 20.' lotera do Monte
Pin Geral.
Mysterios 1J0 Povo por h. bue.
Nove volumes do interessante ronmnee
de E. Sue Mysterios do Povo a 1,000
rs. cada volume : vende-se no pateo do Col-
legio, casa do Livro Azul.
Vende-se um lindo.molcque crioulo,
de 18a 20 anuos: no Aterro da Ba Vista
n. 4S, segn lo andar.
Na ra das Cruzes n. 22, segundo an-
dar, vende-se urna escrava crioula, de 20
annos a de bonita figura, que engomma,
cozinba e lava de sibSo; urna dita de na-
eflo, de meia idade, que cuzinha, Uva e ven-
de na ra ; um escravo de na?So, de 30 an-
uos, ganhadordeiua ; o um-i linda criou-
la de 24 annos, com todas "as habilidades,
para fra da provincia.
<^- Jojjjos de vispora.
No Aterro da Boa Vista, loja de calcado
n. 58, vendem-se jogos de vispora pelo di-
minuto preco de 1,000 rs. cada um : a cl-
les anteStque so acabom.
-- Vendem-se ou permulam-se por dous
moloques tres moradas do casas de taina,
bem construidas, em chflos proprias, sitas
na estrada nova que vai da Sol lada para a
estiada do Manguinho: todo o negocio so
faz 1 vista do conv.rador: a tratar cun o
sangrador Jos Adelo da Silva, na rus do
Rozario estrella, ou 110 largo da Assemble,
loja dotauociro n. 10
Vendem-se quatro taboletas de lina
madeira, quo servem para por sobro bal-
edes, tanto para ourives como para loja de
miudezas, o igualmente alguns caisilhos
envidracados, ludo por prego commoJo : na
ra Nova, loja n. 23.
l'ara bailes.
Ven lon.-se ricos cortes 'le vestidos para
senhora, das lindas cambraias de seda
transparentes, do gostos novos, as quaes
sflo denominadas Mimos do Ceo < : na
roa Nova, loja n. 23, do Antonio Gomes
Villar.
Bilhetes do Rio de Janeiro.
Ao* tio:ooo,ooo rs.
Hna da Cadeia doKecifen. 2u:
Pelo vapor Pemambucana, entrado dos por-
los do sul, recebemos a lisia da vigeslina-sex-
la loteria do Monte Pi Coral, e juntamente os
milito afortunados bilhetes, meios e cautelas
da decUlia-quarta lotera a beneficio do Thea-
lro de S. Pedio de Alcntara, cuja loteria de-
via ser exlrahida ein itido crreme me/.. Abai-
ao mencionamos 01 premios vendidos na mes-
ma loja. Da vigesiina-sexta loteria do Monte
Po Geral da economa dos servidores do esta-
do 11. 36\27-4:000,000-2804-1:000,000-5572
-200,000-581- 100,0110-5342 100,000- 1745
_40.O00-4i2 40,0011-3629-40,000-1827-
10,000.
Lotera do 1-io de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na praca da Independencia, loja de calcado
do Arantes, e na ra da l adeia 11. 46, loja de
iiiiiide/.as, vendem-se os mui afortunados meios
bilhelos e cautelas da dtcima-ijuarta loteria
do thealro de S. Pedro de Alcntara, e paga-se
qualquer premio que nclles sabir sem ganan-
cia alguma, e a sorte de 10:000,000 rs. da vl-
gesinia-sexta lotera do Monte Po sabio no nu-
mero i45, a qual foi vendida ein cautelas.
Meios bilhetes 11,000
Ouarlos 5,500
Oitavos 8,800
Vigsimos 1,300
Loteria do IWo de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na praca da Independencia loja de miude-
las 11. 3, que volla para a ra do Queimado e
Crespo, veudem-Se os muito afortunados bi-
lhetes, meios, quarlos, oitavos e vigsimos da
dcciina-quana loteria do tlieatro de S. Pedro
de Alcntara. Na mesma loja est patente a
lista da vigesiina-sexta do Monte Pi.
Bilhetes do Rio de Janeiro.
Na loja de miudezas da praca da Indepen-
da n. 4, vendem-sc bilheles imeiros, meios,
quarlos, oitavos c vigsimos da decima-quarla,
loioria a beneficio do Thealro de S. Pedro de
Alcntara. Na incsnia loja recebein-se bilhe-
tes premiados de todas as loteras em troco
dos que tem a venda, e tambeui se moslram
as listas.
Aos no:ooo,ooo rs.
Na ra do Queimado loja n. 18, vendem-se
os afortunados bilhetes, meios, quartos, oita-
vos c vigsimos da decima-quarla loteria do
Thealro Je S. Pedro de Alcntara, cuja lista
d, ve chogar pelo primeiro vapor, Assiiu coma
ua mesma loja existe a lista da vigesima-sexta
do Monte Po.
Conliuua-sc a vender agoa doueinvlot
cabellos e suisaas prelas : na rus do c()vlazer
loja de ferragens n. 31.
vaasjtn


~
mas*
T
Na loja das seis portas.
Vcndcm-tc corles de chita lina com 12 co-
vados em pedacoi a 2,000 rt.. e challes de ca-
daco a 800 rs., proprioi para traier por casa
por seren escuros.
Manual da missi e conissao.
Manual da inissa e da confitso, terecira
edicfo de 1850, augmentada com as vesperas
do domingo, e outras devoces, ricamente
rncadernado de veludo, inarroquini de. .
vcnde-ie por commodo preco, na livraria (n.
(i, do palco do Collegio, de Joo da Costa Don-
jado.
Manual dos olicios da semana
santa.
Manual dos olicios da semana santa, no-
vamente traduzido em porluguei, acompanha-
do de meditaces para un cada dos das da
mesma semana, dacxplicacao das irevas, lava-
jit c adoracao da crui; com muilas c ricas
rstampas, encadernado ricamente de veludo,
e outroa menos ricos de cncadcrnacao para
dillerentes pref os ; vende-se na livraria, n. (i
do paleo do Collegio, de Joo da Costa Dou-
rado.
3,000 para a pobreza.
Vende-se txcellente farinha de mandioca re
cernemente cliegada de S. Cathariua em bas
saccas novas de bom algodoziiiho : na praca
da Koa Vista venda de Joaquim da Peuha Lo-
pes n. 18: approveilem a occasio antes que
appareca o especulador para a usura.
- Vende-se um moleque de 1 i aunus, co-
inheiro, cun um anuo de cilicio de sapa-
tero, que engomma e lio de bonita (guia ;
una prela moca, que ei '[omina, cozinha e
rose, ludo com perfeicflO i na ra larga do
Rozrio n. 35.
Noccs da alfandega armazem de Fran-
cisco Dias Ferreira, que volla para a alfande-
ga, vendem-se boas saccas de farinha de man-
dioca ao mdico preco de 2,000 rs. cada una.
nao larga do Hozorio u. 12, se-
gundo andar.
Vende-se urna bonita crioula recolhida com
un.us. que enginma coin perleicao, cose
qualquer urna costura, como ceja camisas de
ia mi ni, vestidos de senliora c faz lavarintn,
una cria de 2 anuos, duas piolas mocas com
habilidades, urna dita da Costa boa qtiitandci-
ra bonita figura, una negriiilia de 12 anuos
com principios de costura, nina preta de ni i i
idade boa para vender na rn.i, .'1 escravos mo-
cos bous trabalhadores de enxada, um mulali-
ihu de 10 anuos bom pagem e bom copeiro,
pois foi de urna casa cslrangeia, un molequc
de 10 annos niuilo-etperlo.
Redes.
Vende-se mullo bonitas redes pintadas, pro-
prias para tipoia, 011 pessoa que gosla de des
i.ansar em rede, por preco commodo : 11a ra
do Queimado n. 11
~ Vende-se ou periuuta-se por escravo um
grande terreno com un aimazem de pedra e
cal, para se edificar, na entrada da Passagem
da Magdalena do lado direito, e frente para
do Manguind; licando com duas frentes c os
fundos para a Estancia, adiando se Ja esla
frente amurada tamban para fazer-se 7 mora-
das de casas, cujo terreno tem diversas arvo-
res de fructa que ;i cslau dando, e vista
do pretndeme solar patente : quem quizer
dirija-se ao .nina/ciii da ra Novan. 67.
Vende-se nina pret.i perfrila oozinlioira,
leque faz toda qualidade de doce cose, en-
goiuma liso e tom boas qualidades : na ra
larga do llotario 11. 35, loja.
O novo c bonito cabriolefe dcscoborlo,
com o seu grande e vleme cavallo rudado :
vende-sc c quem o pretender, dirija-se a ra
do Crespo n, 11.
Not tiiiiciito ilr. lum ;i vidnida
como sejam : paucllas, papciros, fregideiras
alguidaros de lodos os tamaiilios, jarras, quar
tiuhas finas, nioringos, resfriadores, garrafas
lirancas para resfriar agua, balaios para ilie-
niuos auilarom, ditos para costura e com-
illas, coudecas; na ra da Cadeia do Recife
11. 8.
Na ra do Collegio n. 1G, (averna de
Antonio Ferreira da.Silva, vende-se farinha
de mandioca em Loas saccas, a 2,000 rs. ca-
da urna : este preco he para quem se quizer
apreveitar, pois que esta pechlnclia 1180 po-
de durar muilo.
Ganga mesclada a :>.\o rs. 0 co-
vailo.
Uefronte do becco do Peixe Frito n. .'t, ven-
de-te ganga mesclada deqnatro palmos refor-
rados do largura polo baialissimo preco do do-
ro vinteus o corado : osla fazenda torna-so
milite, recoinuicudav 1 n.iu 10 para jaquoias o
alcas, Como tanibciu para palitos e casacos.
1' il bordado preto a 3,000 rs. a
vara.
Na ra do Queimado loja 11. 3, vende-se fil
liordado proto pelo barato preco de 2,000 rs.
a vara : esta fazenda polos seus agraciareis de-
senlio! he rccoinmendavel p?ra manteletes e
Qsponboi.
A I ,Goo rs. por covado.
Na loja n. 3 da ra do Queimado, vondem-so
casimiras de cor de cinta polo baraiisslmo pre-
co de ciuco patacas o covado : esta fazenda he
propria para forros de carros.
Vendem-se, no armazem de
tjanipello Filho, travessa da Ma-
dre de Dos n. 7,33 mais superio-
res bolacliinhas de aramia, tecen-
tcmenle cliegadas do liio de Janei-
ro, em latas de seis libras ; cal, o
mclbor que os fregueses ptdein
encontrar ; farinha de mandioca de
excellen'e qualirlade fumo em lo-
llia.; cbarulos ; ci nacional, o mc-
lbor que existe no mercado ; vi-
nlio ; e outros muitos gneros, que
agradaio aos freguezes.
INa loj-a das seis portas, em fenle
do Livramento.
Vendem-se pojas de hrelanha de algodao-
1 um 10 varas por ciuco patacas, manteletes de
lij preto a 8,000 rs., challes pre'.os de reda a
tO rs., leii;os para mo de senlioia a 240 rs.,
e todas as mais fatendas por procos cni conla.
Lbarutos de Uavana.
Na ra da Cruz n. 49, vendem-se os bem
condecidos charutos de lUvana, chegados
ltimamente do Itio de Janeiro.
Vende-se um bonito escravo de 20 an-
iins.Uom carreiro e Irabalhadorde enxada:
na ra larga do Itozario n. 48, pnmeiru
andar.
ciiuriiios buratos.
Na ra da Cadcla do Recife n, 34 primeira
andar, vendem-se multo superiores charutos,
chegados no hiate Curuript, por proco com-
modo e por menos do que em outra qualquer
parle, tanto em pnrcu como a retalho.
A fo rs. endu nuiu.
Vendem-se cordas de tripa para violilo e ra-
icea a (0 ti. cada una : mi ra estrella do
Rotarlo travessa do Queimado loja de miudc-
zas n. 2 A.
CliCnM'uiu nflnal
os superiores c malta acreditados aapaldct de
Mants : vendem-sc na ra da Crui do Recile
n. 14.
<) Chegou a primeira vez os bous c apio- {)
2-j ciareis charutos Caxociranos da fabri-
v ca de S. Flix: na ra da Cadeia do lie- VS
0 cife u. 15.
&oooG0$<&o3Od>e
Vende-.-., doee secco de caj, em caixi-
nhas de meia arroba ; na travessa da .Madre-
dc-Dcos, armasem u. 5.
Sapates de.Natiles.
Na ra Nova n. 9, acha-se venda os
muilo superiores sapatoes de Nantes p.ara
humeni.
Na loja do sobrado umarello, nos S> quatro cantos da ra do Queimado ^ u. 29, vdiidem-se as mala modernas .
s> cambraias abcrlas, decores, padres <;
f. jnteiraniente novo.. <;
i i A A A A A ift -A A A 4 aj A A A A.'. t
- (Deposito tic salitre.
Na loja de Francisco Custodio de Sampaio,
na ra da Cadeia Vclha n. ii, ha conliuuada-
iiioniitc por vendor-se salitre lino de muito
boa qualidade e por prego mais cominodo do
que cni outra qualquer jiartc.
Coi;ro de lustro.
Vcndc-sc couro de lustro de muito boa qua-
lidade a 2,800 rs. a pollo : na ra da Cadeia Ye-
lda loja de lerragcns n. .*.
IJaile de mascaras.
Chegou boiitem pelo vapor um pequeo
numero de mascaras de rame, que se estu
vendendo muito cni conla: na ra da Ca-
deia dn Itecife n. 34, primelro andar.
Vende-se una cscrava boa engomma-
dou.i c COllobeira, moca do lionii.i houi.i :
na ra do Rango! n 5G.
Vendem-se na ra estreita do Rozario n.
8, os seguinles livios : /eillor, Kspirilo do
Chrislianisino, Breviarios llomanos, I.-is do
Imperio, Collegio abreviado, Geometra do F.u-
cltdea e l.aCroii.
Vende-se um proto muito robusto epos-
santc para lodo e qualquer servifo, com idade
de 20 annos c linda ligura : quem pretender,
dirija-so a ra Augusta casa terrea dclionle
da de n. 18.
\:i na (lo CallllS 11- 1 2.
T.oja de F. A. Simos, ha chegado um sorti-
mento de franjas muilo bonitas, tanta branca
como de cores, muilo proprias para corti-
nados.
Remos le fula tic lo ntc 22 p-s.
Vcndein-sc na ra da Gru aimazcui n. 3.
-- Vondein-sc luvas de pellica muito supe-
riores de ponto inglez, ditas pretas de seda c
de cores para hoinein, ditas de pellica e torcal
para senhora, ditas de torzal para menina, ni -
eos adamare idos muito linos de diversas lar-
guras, traiuoias bordadas para loalhas, ogu-
Ihas francezns em caixas cen carteiras, linlias
em carrilois de '00 jardas muito superiores de
n. llia 50: na ra do Cabugn. 13, toja de
uiudozas confronte a ra das I.arangciras.
V'endc-sc um piolo de meia idade, pro-
prio para o lerviCO de campo, por preco mui-
lo comniodo : n i ra da l'raia n. 49.
Vende-se um lindo molequc de lli a 17
anuos, propiio para pagem : na ra da l'raia
numero 5.
Aos lavradores de cannas.
Vendem-sc para liquidariio de dividas rito
engenlio Dromedario silo na freguezia da Ks-
cada, M bois mangos, i4 quarlus de canga-
Iha escolliidos c fortes, e algumas vaccas do
pasto,paridas e soltoiras, assim como vende-se
nina safra do cannas para lOO paos de assuca
de lavrador, lanibein le oll'erecc o mi sino si-
tio, que tom bous coinniodos e capacidade pa-
ra o ii .ili.illio de iG a 20 escravos, c he de opii-
uia produccao o lorroiio dos partidos do uies-
mo tillo: quem pretender, dlrija-ieao mes-
iii engenho que achara coniquom Iralar.
-- Vendcui-si' enxadas calcadas de ago, di-
tas do Porto, bem como clialoiras e paucllas
forradas de porcelana, ludo por mdico proco
e de superior qualidade : na luja de ferragens
na ra .Nova n. 25, quina da Cainba do Carino.
SV Vendem-sc chapos do castor brac-
eo raspados, da nlliinajiioda de Pa-
rs a t;, i u rs., ditos de masa branca
sein pello a 3,00(1 r.i dilos fiance-
zes cheganos ltimamente a 7,000 e 7,500 r.,
bonetes de cabello muilo proprios para irazor
por casa a i,50Urs, : na ra do Ouciuiado loj.i
de chapor n. 38.
Vende-se chitas de coberla finas a 20(1
rs..ditas de vestido a 100 rs., ganga a/ul tran-
cada a 120 rs., riseado de calca a!t40 rs., cain-
braia de lloros a 4U0 e 320 n. a vara, titeado
para vestido a lo'O rs., challes de casta a 400
rs., fustes para colote a 4llu rs guardanapos
de liuho a 040 rs. : na ra das Laiaugeias nu
inerotR.
Vende-se um pelo ainda mogo c muito
la i,na ligura, propiio para o servigo de cam-
po e muilo liain tralialliador de enxada : na
i a i do i 'ni na.ala ii. i0, loja de iniudezas.
Vende-se um cavallo alazn coin
muilo boas qualidades, inulto novo
e excellonlo para viagons, por pre-
go i ain ii.al i : na ra do (lueiinadn
n. l, loja de mindezas.
^a i na do pueimado segunda loja
n. 18.
Vendem-se chapot de sol de soda mullo
bons a 5,50< rs., ditos francezes para cabega a
7,000 rs., panno lino preto superior, soliui pre-
to de macao, casimira preta, soliui, luvas de
soda de cores para honieni e senliora, duas
pretas de torgal, colles de sotim bordadoj bo-
lillos goslos, casimiras decores, cambalas de
cores para vestidos, longos de scliin pilos e
de coros para grvala, ditos de garga para se-
nlinra, sarja prela mullo lina, cambraia do
seda para vestidos, canibraias do barra bran-
ca e de cores, e outras umitas fazeudus por
coininodosiiregos.
-- Vende so un sitio i margem do rio Ca-
pibaribe, com urna grande casa de vivenda,
outra menor, com sen/alia para 10 ou 12
escravos, coulendo alm disto um grande
lelheiro, onde existe urna padaria e ulguns
quartos, com tres glandes haixasde capun
tu in I ('ni ni i geni do rio par 200 ou mais
feixes de im'.'hii diarios, e de muila facilida-
de para o transporte. ste sitio be excel-
lentc paia eslBb(!hcer-s<* una coxeira por
ficar entre duas estradas mu cotnmerci-
aii a-, a to oiio. i... nu liiu e a de S. I.uin i non
da Malla. Adverte-se tambem que quem o
comprar lica com direito ao engenho Ape-
pucos, onde i o lo tirar as oalas toda a
madeira para obra do mcsmo sitio-, seu: que
pague dueilo algum : a tratar na ra do
Uueimado, seguu.ia loja n. 18.
Vendem-se eaccas com feijSo, muito
grandes, e novo : no aimazem do caes da
Alfaniega, defionle da tscadinha, pur pre-
i,ii commodo.
Vende-se, por prcciso, um escravo
cozinbeiro, muilo forte e sadio, e que lie
pioprio i ara andar embarcado por n:lo en-
joar i na na do Arago n. M, segundo an-
dar, demaiiliia at as 8 huras, ou a imito.
Vende-se para a praca
um excellente sapatoiro de toda a obra, I
tanto para corle como para exocuQSo, dan-
lo diarios 640 rs., be preto, crioulo, e tem
leidade 20 annos: quem o quizer ver, di-
rija-se ra larga do Itozario n. 46, onde
trabalha, e para ajuslar, defronle, loja nu-
mero 35.
Vende-se por causa de sabida
urna burra de segredo, nova, forma do ar-
mario, de Le Paul, um dos melborcs fabri-
cantes de Pars, urna tachadura de segu-
ranza pelo mesmo autor, eduas espingar-
das do dous canos pura caca, sendo urna do
systema l.efaucheuy no Aterro da Boa Vis-
ta n. 3, sesundo andar.
Gasa de modas rancezas de Bues-
sarda Millocbau, Aterro da Boa
Vista n. i.
Alem dos artigos d,a qusresma recabeu-
se um lindo sorlimenlo de vestidos para
baile de blonde, garca o crep, leminhas de
seda, luvas de pellica compridts, meias de
seda branca, bicosde blonde, fitas as mais
em modas em l'aiis, plumas para enfeites
de raliocn, etc. Na mesma casa faz-se toda a
qualidade de vestidos o toucados pira bai-
le c casamento.
Vendem-te sopstot de duraque prelos
para senliora a i.OOO rt. o par : na ra do Li-
vrameiilo loja n. 11.
Vende-se una duzia de collieret de pra-
la para cha, una dita para sopa, 3 parea de
brincos moderno! c de gotto, 3 volta! de pet-
coco de senhora, 1 pulgeira, 2 alfincles, l par
de rselas, (i aunis, 2 didaes, tudo por pregot
muito cominodos : na ra do Sol n. 9.
Vende-sc una taberna com poucos fun-
dos c bem acreditada, no pateo do Hospital do
P.iraizo, que se vende para pagamento ds_ ere-
dores : a tralar com Candido'Alberlo Sodre
da Molla, na travessa da Madre de Dos.
- Vende-se urna iniilatinha propria para
mocama cozinha e ser muilo linda, e um muleque sa-
dio c esperto, que tem i4 annos, e una preta
boa cozinliiira, e um bom sapaleiro para toda
obra, eslos para a praga, pois dli40 rs. dia-
riot : na ra larga do Rozario loja n. 35.
A dinbeiro vista para homem.
Vendem-te superiores boneguins de casimi-
ra de cores gaspiados de couro de lustro, pro-
prios para a esiaco do invern, por screin
inglezes c de sola batida : na rua Nova loja nu-
mero 2. *.,-.
Vende-sc luvas de cores de fio da Escocia
para senhora, e ditas para homem : ua rua No-
va loja n. 2.
Los pretos.
Vendem-se lt pretot muilo linos pelo dimi-
nuto prego de 6,500 rs. cada um ; na rua do
Queimado n. 9.
Para senboras.
Vendem-te luvas pretas de torgal as mais
superiores que se pode encontrar por seren
inulto rncorpadat a 1,0(0 ik, dilata 800 rs.,
meias de seda pretas a 1,000 rs., (rangas es-
trellas prclas e decores proprias para man-
teletes e enfeites de vestidos a S4, 320 e 400
rs. a vara : na rua do (>ueimado loja de iniu-
dezas junto a de cera n. 33.
Meias de lia para padres.
Vendem-sc mui|o supoiipj-es meias de laia
para padres a 2,000 e 1,800 rs. o par : na la
do (,'in ini.alu loja de uiiudezaa Junio a de ce-
ra n. 33.
Cartas linas para voltarete.
Vendem-se superiores cartas francezas para
voltarete a 800 e l'.pii rs. o baralho : na rua
do Queimado loja de iniudezas juuto a de ce-
ra II. 33.
Petates de tartaruga para mar-
rafas.
Vcialoiia.-o superiores pentet de tartaruga
para marrafa, pelo baratis&imo prego de 800
rs. n par, prego que faz admirar : na rua do
Queimado loja de iniudezas junto a de cera
numero 33.
Bom e barato.
' Pentet abertos para segurar cabello a 320,
400 o !il rs., fazenda muilo superior, ditos do
msrlini de alisar a 1,280 rs., carteiiinhas com
agullias sortidas a 320 rs., ditas em caixinhas
a 320 rs pentos do baleia para alisar a M60 c
400 rs., liiihasde carritel de 200 jardas a (JOrs.,
ilias de peso em miadas a 00 e 100 rs., requi-
fos pretos e de cores para cnfeilos de vestidos
a 240 e 320 rs. a vara, ihcsiurinhas inulto fi-
nas a 3J0 rt., bonios agulheiros de vidro a 200
rs., louquinlias de seda pretas para criangas
a500 rs babados abortos de linho a i20e l4
rs. a vara, maracas para meninos a l20e 240
rs., luvas de torgal para menina a 800 rs., di-
versot brinquedos para menino, que ae ven-
doin muilo barato, e outras multas cousas que
se deixa de aniiuncinr ncslaoccasio : na rua
do Queimado loja de iniudezas junto a de ce-
ra n. 33.
He muito barato.
Vendem-te chicles finos a 800 e a 000 rs.,
beugalinhas muilo superiores a 1,800 e 1,000
rs., charuteiras linas a 1,000c 400 rs., superio-
res caixas redondas para rap a 2,000 ruis,
meias cruat para homem a i80 rt., luvas do
lio da Escocia as mais superiores que tem ap-
P Mienta a00is. o par, ditas ;de seda prela
para liouiein a i,(IOO rs., dilas de pellica pon-
to ..u i. / a 1,000 rt., carapugas dobradas de se-
da prela para liuinriii a 040 rs., coulrat mui-
las cousas queso vende mais barato do que
em ouira qualquer parte : na rua do Queima-
do luja de iniudezas junto a de erra n. 33.
Vende-se muito eiji conla um grande si-
lio porto da praga, com duasexcclleules casas
de pedra e cal, sondo urna dolas com bstan-
los com mudos reconcentrada, e ouira peque-
a na face da estrada coin toda a frente mu-
rada, hastamrs Iruteiras, terreno para plan-
lagoes, baixa para capim, e 4 cacimLas i a fal-
lar com o correlor Miguel Carneiro.
Grvalas d molla.
Vendem-se superiores grvalas pretal de
molla polo baialitsluio prego de 2,000 rs. : na
rua do Queiinado loja de iniudezas junto a de
cera n. 33.
Camisas de meia.
Vendem-te superiores camisas de meia bran-
cas a 1,280 rs., ditas de cores padret muito
bonitos a l,2ti(irt.: na rua do Queimado loja
de iriudozas junto a de cera n. 33.
Clicimteiras muilo linas.
Vendem-se ricas charuteiras douradas pelo
diminuto prego de 1,200 rs. cada urna : na rua
do Queimado loja de iniudezas junto a de ce-
ra u. W'i.
bom barato-
Na venda da rua da Aurora n. 32, que foi de
Jos Maria (oocalvea Vlelra Cuimaraes, e
agora de Correa & Parva, vendem-se os gene-
ros seguimos vinho do Pono, feitoria engar-
rafado a 500 rt., medido a 300 rs., dilo de Lis-
boa a 240 e 280 rs da Flgueira a 21o rs., bran-
co a 320 e 280 rs., azeite doce a 000 rt dito
de carrapaio a 240 rt., dito de coco a 400 rs.,
vinagre a 200, 100 e il 0 rs., vinho muacatei a
400 rs., azeite refinado francez a 500 rs., ser-
veja a 480 e320rs., pralos e tigellas a 1,080 rs.
a duzia, tigellas pequeas a 800 rs.,queijos a
l .000 rs., genobra em frascos a 500 rs., em bo-
tijas a 300 rs., latas com marmelada a400 rt.,
vell.it de espermacele a 04o rs., louginlio da
Lisboa a 200 rt., inauleiga. ingleza a 800, 720 el
640rt.,dltafrancezaa500ra.1tevadiihaal20,dUmantes e perolas finas
rV levada a 80 r... tapioca a 120 rt., njassa a tortimento de pul.eirat de
oin V, arrot do Maranhao a 100 e 00 rs., cafltes dat mal modernas que
240 rt., arrot do Maranh
> OO rt., banha de porco a 328 rt lingulcat a
400 rs., pastal a 240 rt cha hyton a 1.800 rt.,
dito brailleiro a i .500 ra.f sabao branco a Sto
rt., dito amarello a)40ra., boioet com grata
a OO rt., ditos com Unta a i40rs., pennat a
240 ti., e todos os mais generot de venda por
preco commodo.
Vende-se, na loja deJAntonio Joaquim
Vidal, na rua da Cadeia do Recife n. 56#A,
a Revolur,5o, poema heroe-comico om seis
cantos, oitava rima, obra prima, cliegada
ltimamente de Pars.
Vende-se urna crioula de 22 annos,
que cozinha, cose chao e engomma alguma
coust, para frada provincia ; urna dita de
nacSo, boaquitandeira, propria para o ma-
to e de bonita figura, ambas nKo se olha
preco : na rua do Rangel n. 38, segundo
andar.
Vende-se urna escrava crioula, de 30
annos, que sabe coznbar o diario de urna
casa, retinar assucar e engommar : na rua
do Vigarion, 14, segundo andar.
Vendem-se palhas de coqueiro muito
boas, ja seccas, a 1,600 rs. : no Cequia, de-
fronte do engenho, e deitam-se nos bairros
de Santo Antonio ou Boa Vista a 2,210:
auetn as pretender, dirija-se praga da In-
ependencia n. 12, ou i rua da Assump;3o
n. 36.
Ilom e barato.
No Aterro da Boa Vista n. 75, venda ao
lado da matriz, vende-se farinha de araru-
ta, alOOrs.a libra dita do MaranliSo, a
100 rs.; toucinho de Lisboa, a 240 rs. ; di-
to de Santos, a 160 rs. ; manteiga ingleza
e francezt, a 480 rs.; banha do porco, a* 320
rs.; azeite doce de Lisboa, a 560 rs. a gar-
ran ; vinbo de Lisboa, a 240 rs. ; dito da Fi-
gueira, a 200 rs ; dilo do Porto engarrafa-
do, a 400 rs.; vinagre bom, a 80 rs.; arroz,
a 80 rs. a libra, ea cuio, a 400 rs.; sala-
mes, a 400 rs a libra ; lelria, a 200 rs.; ma-
carrfio, a 160 rs.
-- Vende-se urna porr;3o |de cera de car-
nauba de muito boa qualidade, assim como
urna porcSo de couros miudus muito bons
e 500 pares de sapatos, sendo 200 pares pa-
ra rapazes, chegados ltimamente do Ara-
caty, tudo porpre^o commodo : na rua da
CaJeia do Itecife, loja de miudezas n. 7.
Vendem-se bois mansos de
carrj : noengeubo Moreno da lre-
guezia de Jaboatao.
MadapolSes e algodo baratos.
Vendeo.-se pegas de madapolSo, com to-
que de avaria, a 1,600, 2,000 e 2,500 rs.;
ditas de algodSo, a 1,600, 1,800 e 2,000 rs. :
na rua do Crespo, loja da esquina que vol-
ta para a cadeia.
i.ti'i ia da nuil i i/, da JJoa Vista*
Aos loiooo$oooe 5:ooo8oo.
Ka rua da Cadeia n. 24, loja de cambio da
ViuvaVielra & Kllhos, vendem-se os mui
afortunados bilbetese meios ditos da mes-
ma lotera, que corre iroprelerivelmeote uo
dia 2 de junho prximo vindouro.
Uilhetes inteiros 10,000
Meios 5,000
Na loja le Jos .loaquiu Alo-
* relia S Companlila, na %
v i;iiii Nova i>. 8 fi
) vendpm-se manguitas e meias man- j gas de filudo linho e cambraia, cou- ->
(< ;a de gosloe que n.uito se usa em #
j vestidos de cassa, cambraia e seda, #
& custaudo o par 2,000 rs. smente; &
V cabecOes ou romeiras do fil de li- @)
#, nlin, tanto para senboras como para a
< meninas, pelo baratissimo prego de 4
ti 4,000 rs. ; ciHiii/inli-is de fil e cam- 4
t linii.1 ; talhos de bico de seda ou g|
Q blondo, tanto pretos como lira neos ; ',4
0 ctpoluihos de chamalote e setim nu- ."i
0 cao ; mantas de garca brancas, mui- @
t to proprias para noivas ; espolias e ^1
i.- ramos de flor de laranja ; chapos )
'. de palha arrendados e lisos para se- (3
t> nhoras e meninas ; e outras fazendas 4
l mais, quena mesma loja se vendem #
C- muito em conta. (
m%.999$-Q&& m99.m-99.99m
Livraria 11. Q>, do pateo do Col-
legio.
t 1.1,011 o oitavo folheto do Mitterio do Po-
vo, vende-se este por 7,009 rs.
Vende-se na loja de Jos Jca-
quim Moreira &Conipanliia, na
rua Nova n. 8,
lindos gibos de Mi de linho guarnecidos de
11 a m, a c proprios smcnle para senhora, o pre-
co ser o mait commodo potsivel.
Bom e barato.
Na rua doPasseio Publico, loja n. 9, de
Albino Jos l.eite, voodem-se lindas pecas
de chitas de cores, a 4,500 rs. o a 120 o co-
vado ; dilas para coberta, a 6,000 a peca e
a 160 o covado; lencos de seda decores,
lindos padrees, a 1,000; dilos brancos de
en Milu un rom bicos, a 480 ; grvalas de se-
1 wi a 1,500 ; chales de chita de cores, a
800 ; ricos cortes de meias casimiras escu-
ras, proprias para o lempo presente, a
1,500 ; coberloies grossos para escravos, a
640 ; chapeos de sol do panninbo com bar-
ras de cores, a 2,800 ; dilos sem barra, a
2,000 ; Im un de linho de cores, a 300 o co-
vado ; riscadof monslros, a 200 o covado ;
cambraia da ludia bordos, a 400 a vara ;
o oulras 111111 ir.s fazendj^-que su deixam de
annunciar por faifa de tempo.
A elles antes que se acabem.
Cortes de chita linos rs. 3,000
2,loo e 2,5oo.
Acaba de chegar a loja da esquina da rua
do Crespo que volta para a Cadeia, um excel-
lente -.orlmenlo de cortes de chila finas com
12 covadoa, dos me I limos goitus que tem vin-
do a ette increado, pelo diminuto preco de
2,000, 2,200 e 2,500 rt., assim como pfas de
madapoln muilo fino coui um pequeo toque
de avaria 3.000 e 3,800 rs.
Karellos de arroz, barrica a res
1,000.
Ksta 1.111 mil substancia alimentaria para os
animaes, muar, cavallar, oveluin etc., etc., em
barricas de 4 arrobas ao diminuto proco de rs.
2,000, ni me -so na rua da Aiadre-de-eos, ar-
mazem n. 46 e defroule do cbafariz da etcadi-
uha no Recife.
Joias modernas.
Simio Luis i\ Nora!, tem a honra de partici-
par ao reipeitavef publico desta cidade, que
acaba de receber um novo tortimento das se-
guinles joias relojot de ouro de patente, de
prata e douradoi, teliudres horizo*ntaet multo
superiores, ditot para senhora gravadoa com
perolas finas c esmaltados, um
": ouro e de brllhtn-
1 tem vlndo de Pars,
assim como ailcrecos, flores e brincos de bri-
Ihantet, lichas, boUSet e memorial, tudo do
inclhor gosto, e vcndei10 mait em conta que
for potsivel, e a0anca-te a qualidade. Com-
pra-te c troca-se qualquer objecto de ouro c
prata velha e pedrat: narua do Trapiche 11.9,
Hotel Francisco.
-w INa rua da Senzalla Velba, padara n.
100, ao entrar pelo Becco Largo, vende-so
superior farinha de mandioca vinda ultima-
mento de Santa Catharina, por cada sacca
aova de bom algodSoznho -levar o porta-
dor a pequea quantia de 2,000 rs,, eque-
rendo deconta-se-lhe 260, passando para
outra que o portador levar*.
Ovas do sn to.
IJVcndem-se oval do terto inulto frescaes.
e porpreco coinmodo: naruadoQuelmadon.14,
He/erro francez a a,8oors.
No Atterroda Boa Vista loja decalcado u.
58, junto ao telelro, vendem-te pellea de be-
zerro francez de boa qualidade a 2,800 rs.
Sarja hepanhola limpa muilo lar-
ga a 2,000 rs.
Vende-sc sarja hespaohola multo larga e
muito encorpada a 2,000 rs. : na rua larga du
Hozado n. 48, primeiro andar.
I'ecas de chita limpas a .'j,ooo rs.
vndeiu-se pejas de chitat llmpat eicurat
proprias para eicravas a 4,000 rt., e a 120 a re-
talho, e crlet de bonita! cambraia! para ves-
tidos a 2,000 rs. : na rua larga do Hozarlo n.
48, primen!, andar.
Bombas de ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na rua do Brum ns. 6, 8 e io,
luiiilicao de Ierro.
Arados de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americanos
com canibo de sicupira e bracos
de ferro : na fundicao da rua da
Brum ns. 6, 8 e 10.
Deposito de cal virgem e potassa,
Cunlia & Amorim, na rua da Cadeia do
Recife n. 50, vendem cal virgem em pedra,
chegado pelo ultimo navio de-Lisba, e po-
tassa de boa qualidade, por menos preco do
que cni outra qualquer parle.
Monillos de vento
eom bombas de repucho para regar borlas
I haixas de capim : vendem-se na fundic.lo
le Bowman & Me. Callum, na rua do Brum
ns. 6,8 e 10.
Escravos fgidos.
-- No da 7 do correte mez desappareceu
urna preta.de nome Anua, criouli, cor bas-
tante fula, baixa, representa ter 20 annos,
ps peqyeuos e grossos ; levou vestido da
chita roxa com liras do mesmo panno para
amarrar e panno da Cosa com listras azues:
roga-se a quem a pegar leva-la rua da Ca-
deia n. 17. un im rut do Hospicio n. :ii. Ba-
ta pr tu veio ha um mez e tanto de Maman-
guape, o desconfia-se que tenha fgido pa-
ra l.
Desappareceu no dia 14 do crtenle um
preto de nome Antonio, crioulo, de 22 an-
nos, cor vermelha, denles limados e finos,
altura regular, maceas do rosto um pouro
altas, niin tem untias nos dedos grandes dos
i es por as ter perdido, quando faz forca en-
verga os pus para dentro e tem os ulhos um
pOOCO amortecidos ; levou camisa e calca
iie algolSo azul transado, e mais urna ctl-
ca de azul mesclado e chapeo de palha :
quem o pegar, leve-o rua de S. Francisco,
sobrado n. 16, segund andar, ou na estrada
nova, adiante da Magdalena, primeira casa
azul, onde se pagat com generosidade lo-
do o trabalho.
No dia 13 de fevereiro desappareceu da
povoac&o do Altnho um escravo, cabra, de
12 a 13 annos, cabrea pequea, cabello rti-
en, orelhas pequeas, rosto descarnado,
nariz grosso, seceo do corpo, pernat finas,
ps cambados, tendo em 1 delles urna sica-
trize denles acangulados ; levou camisa e
ceroula dealgodao da Ierra j usada, cha-
peo velho de couro, um senturSo e urna pa-
trona de couro de que usa sempre, e quan-
do foge tem porcostume dzer que he for-
ro : roga-se as autoridades policiaes que do
metmo tiverem noticias, o mandem agar-
rar, e o remettam a seu senhor'Manoel Ca-
valcanti de Albuquerque. moradqr no Alli-
Mln>. ou na na rua do Queimado, loja de
miudezas n. 59, de Manoel Joaquim da Sil-
va Ferraz, que so pagaro as despezis e t
gratificar generosamente.
desappareceu, no dia 24 do corrente, o
escravo crioulo, de nome llerculano, repre-
senta ter 20 annos, baixo, secco do corpo,
cor fula, sem barba, denles de sorra e he
ollicial de alfaiate. Esle escravo foi. da vul-
va de Joaquim Jos Ferreira de Carvalho,
escrivSo da relacSo, e servia de portacolis-
ta; levou calca de casimira escura, e as Ve-
zes brancas, camisa de madapolSo e ,'chapeo
do Chile. Consta ter embarcado para oltio
Formoso uo da 6 de abril : roga-se as auto-
ridades policiaes e pessoas particolares que
o n[pivilcudani eavlsem nesta pra<;a aoSr.
Antonio da Silva Gusmao, rua da Cadeia do
Itecife, a Manoel de Almeida Lopes, que se
pagaro todas as despezas e se recompen-
sar generosamente.
boa gratiflcafSo.
.Y> dia 13 de marco do crrenle anno des-
appareceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. l)r. Malet, o mola-
queMarcal, o qual he bem contiendo e tem
os seguinles signaos : representa ter 20 an-
nos, baixo, cheio do corpo e carcundo, cor
fula e sem barba ; tem falta de um dente na
frente do queixo inferior ehefilho do-ser-
illo de Paje, por isso julga se para li ler
ido : recommenda-se, portanlo, aos capi-
ISes de campo a captura do dilo moleque,
que sriTu bem gratificados.
De bordo do brigue nacional Carlos,
futwdoado porto da ponte do llccife, fugio
na madrugada do dia II do corrente, um
preto crioulo, de nome Bernardo, altura re-
gular, grosso do corpo e sem barba ; leven
carniza e ralea de zuartee ferro no pescoco:
quem o pegar, leve-o 4 bordo do mesmo
brigue, ou rua da Cadeia do Itecife u. It
armazem, que ser gratilcado.


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