Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05314


This item is only available as the following downloads:


Full Text
r,

:..
Anno XXV1
Sexta-feira 11
* PARTIDAS DOS COBBEIOS.
Golanna e Parahiba, s segundas e textat felrat.
Rlo-Grande-do-Norte, todas as quintal feiras ao
meio-dia.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
lloa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Onda, todo os diat.
PiSIS Di LOA.
IPHEWH1DES.
Nova, al, as 4 b. e 3 m. da t.
Cresc. a 9, as 4 b. e 42 m. da t.
Cheia. at5,as 8h.e 16 m. dam.
Vling. a 23,s 4h. e 38ni. da tn.
miAMn DE BOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda Oe 5* minutos da manha.
de Abril de 1851.
N. S
VBEOODA stTBSCIUFIJO.
Por tres meiea .adiantados) 4/000
i Por seis meies kjiiihi
Por um anno 15/000
DIAS DA SXJBANA.
7 Scg. S. Epifanio. Aud. do J. d'orf.em. da 1.
8 Tere. S. Amnelo. Aud. da Chae., do/, da se-
guirla vara dio. e doi feitos di Fizcnda.
lf Quart S. Demetrio. Aud. do J. da 2. vara.
10 Qulnt. S. Exequicl. Aud. do J. dos orf. edo m.
da primeira vara.
11 Sext. S. Itaac. Aud. do J. da 1. varado ei-
vcl, e dos feitos da fazenda.
12 Sab. S. Vctor. Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
do civel.
13 Udhi, de Ramos S Hermenegildo;
CAMBIO BE 10 BE ABHlX.
Sobre Londre, a 29'/, d. p. 1/000 rs.60 das.
Paris, 320 por Ir.
Ou^.-OnTasbespa'nhol....... 28/000 a 28/500
Moedas de 6/400 vcll.as. JgOO a 16200
. de 6/400 nova. 16/000 a 16200
de4*000....... 9>M0 a HOO
Prata.-Pataces brasileiro..... /920 a 1/M
Pesos columnanos..... ifxi Ivtnn
Ditos mexicanos........ 1/W0 a J#/w
PERNAMBUCO
ASSEitlBLEA PROVINCIAL.
SESSA EM 4 DE ABRIL DE l85i.
Presidencia do Sr. Pedro Cavaleanli.
(Concluso.)
OSr. Paee Barrito I -- Sr. presidente, fui pre-
venido em grande parte pelos honrados mein-
broi, que commigo combatem o parecer, e por
isto pouco tenho a accreseentar. O nobre de-
pulado, que he autor do parecer, impugnou a
emenda, trae tire a honra de mandar a me.'
duendo, que tendo a commissao dado o seu
parecer n'um sentido, nao poda agora apre-
sentar outro em sentido diverso. Eu nao acho
esta razo multo concludente ; a commissao
entende que o mclhor arbitrio a seguir he con-
ceder ao governo autoiisac.o para reformar o
regulamenlo da obras publicas, mas nem por
Isto Ac Inhibida de dar a sua opiniao a ret-
peito desse regulamento, se por ventura a as-
scmbla entender, que deve por si mesma tra-
tar de reforma-lo ; e, isto he, tanto inais fcil-
commissao, quanto no parecer que se discu-
te, ella declara, que examinou profundamente
o requerimento, e achou que elle conlinha
muitos uniros defeitoi, al.in dos que foram
apontados pela presidencia no seu relatorio.
Que o regulamento das obras publicas contm
graves defeltos. he rnconteslavel depoisdoque
no* ditte o administrador da provincia, e das
asseveraedes do nobre depulado ; e de certo,
ninguem est inais habilllado para remove-
los, do que a Ilustrecommissao de obras pu-
blicas, que j os examinou .profundamente, e
os conheee um por um. O nobre deputado
Slando falln pela segunda vez, moatrou-se
o conhecedor da materia, examinou to bem
o regulamento que existe, comparando-o com
o de IS35, que convenceu-ine plenamente de
que se acba, inais que habilllado, para apre-
sen tar, logo que (jueira, um trabalho sobre es-
te assumpto, se nao perfeito, ao menos muito
aproximado a isso. Nem sirva de argumento
contra a minha emenda, o dizer ella que o pa-
recer eja apresentado : eom urgencia i a urgen-
cia que eu reconunendo, nao exclue o lempo
indlspentavel para te organisar um trabalho,
cuja importancia ninguem desconhece.
Perguntou-me o nobre deputado, em que
me fundava, para dizer, que o regulainenlo ac-
tual nao uielhorava a reparlico das obras pu-
blica, e antes reduzia-a a peior estado ; res-
pondo ao honrado meinliro, qae fuudo-me
-mas palavras do presidente da provincia, e
as uas proprias asseveraedes ; pouco enten-
dido, como son, nestas materias, julguei que
inarchava seguro, apoiando-me na autorlda-
de do nobre deputado, e de outras pessoas ver-
sadas na materia. Nao he o nobre deputado
quein nos diz no seu parecer, que o regula-
mento est chelo de defeilos ? O Sr. segundo
secretario nao acabou de demonstrar, que o
estado actual da reparticao das obras publi-
cas, he peior do que o anterior ? S. Ec. mes-
no nao pede no seu relatorio, que se reforme
o regulamento ? O que mostra tudo isso, se
nao que esse regulamento he muito e muito
defeiluoso ?
O honrado membro apresentou em favor da
sua opiniao um regulamento que eu \no acho
niuiio conveniente ; disse elle, tenhamos con-
fianza, confianza em que ?
OSr. Oliveira : Em Dos....
O Sr. Peei Barrtto:--K questo nao he de con-
fianza, senli mi'. ; a questo he, se devenios ou
nao tomar conta deste trabalho, como alias be
do nosso dever. Para que, pois, dar a este ne-
gocio um carcter que elle nao lem ? De ordi-
nario as assemblas coslumam, para livrarem-
se do trabalho, enaarregar o governo daquillo
que compre fazer ( opoiadoi); acho, porm,
3ue nao devenios continuar nessa pratica ; que
eveinos, senipre que poderemos, fazer por
nos mesmos o que nos compele ; he para isso
que nos acbamos nesta casa {opoiadoi). Enem
se diga que procedendo assim mostramos falla
de confianca no goveino ; poisque, a admillir-
se seinelhnle principio, seria preciso, para
nao mostrar desconfianza, cncarregar o presi-
dente de organisar todas as Icis, e niio fazer
Utos outra cousa inais, do que approva-las.
O Sr. Utllo Reg: Nao me refer ao presi-
dente.
O Sr. i'nti Brrelo: Se o nobre deputado
nao se referi ao presidente da provincia, nao
sel enlo que veio o seu argumento de con-
fianza ; sobre tudo, quando se trata de confe-
rir nina aulorisaco ao governo. Disse-se, que
havia necessidade de traannos com tanta pres-
as do regulamento, porpue assim como espe-
ramos oito annos, nao ha iucouveuientc em
esperarinosmaisalgum lempo.
Sr. presidente, se, como asseverou-nos o no-
bre seguudo secretarlo, a opiniao publica se
tem manifestado altamente contra o modo
porque vio sendo feitas as obras, que eslao
cargo da adminittracao.....
O Sr. Vo>< Pedro: Como se tem manifes-
tado?
O Sr. Vait Brrelo:--') honrado membro nao
eslava presente quando fallou o .-r. segundo se-
cretario? dispente-me. pois, de repetir o que
elle disse, inesmo porque nao poderel faze-lp
lainbeiu.
O Sr. Ji.it Pedro : E he com atsersoes va-
gas qne se bartela a^epuUco alheia ?
O Sr. Poi Brrelo : Perdoe-me o nobre
depulado, eu nao estou aqui aecutando anin-
gueiii ; nao lenbo motivos para isso ; retir-
me ao que se diste na casa, e ao que e diz f-
>a della, e vem a ter, que nao ha na factura de
tlgumat obras todo o zelo, e economa dese-
javeit,
O Sr. Jo Pedro : Quem diz isso ? aonde te
dlx?...
O Sr. Paei brrelo ; Ditse-o anda ha pou-
co o Sr. segundo secretario, que uos asseve-
rou achar-se bem informado, e de mais al-
guem tenho ouvido a mesma cousa.
Sr. presidente pelo que.observo, parece que
o honrado membro (o Sr. Joii Pedro ), de quem
sou amigo, ea jueinconsagro particular esti-
ma, entendeu que cu quiz fazer-lhe algmna
aecusaco ; declaro, porm, que nao Uve se-
iiielhaule intenjo ; nao sel inesmo como o hon-
rado depulado inspector da thesourarla, pode
ser respontavel por uin ou oulro desvio, que
por ventura te coinmeita na reparticao das
obras publicas.....
O Sr. ilanvcl Caiatcani : Isso inesmo [he
um gramil' defeitodo regulamento. .
O Sr. P Brrelo : O meu fim nao he ac-
cusar ao honrado membro, de cujas qualidades
laco o mellior conceito, e nem to pouco com
a palavras que profer, qui z fazer a menor
accus&cao ap engenheiro cale detsa reparli-
eao.de quem formo multo bom juizo : niio fiz
mals do que referir um Tacto, que foi trazido
casa pelo Sr. segundo secretarlo, afim de pro-
var a necessidade de tomarmos urna medida,
que tenha por fim acabar com cssa in opi-
niao, que se val creando contra a adoiinistia-
{5o das obras publicas, devida sem duvida ao
regulamento, que nBo eslabeleccu, como'deve-
ra, nina fiscalisacn rigorosa para as avulta-
das sommas que por ella passam.
Um Sr. Deputado : Mals da terca parte das
rendas da provincia.
Sr. Paei Brrelo : He verdade. pela re-
!pr9Trs obr pnbttca passam lodos os
annos para mals de 200contos. E nao ser isso
um motivo poderoso para darmns a essa re-
particao toda a Importancia que ella merece,
organisando o seu regulamento, ou reforman-
do o que existe, em ordein a torna-lo o mais
perfelto possivel ? A experiencia de oito an-
nos nao baila para nos convencer desta ne-
cessidade ? De que tem servido as repetidas
autoritaedes concedidas ao governo para re-
formar a repartirn das obras publica! ? De
mais, o governo naosetendoaproveltado daau-
lorisacao que Ibe fol o anno passado concedida,
ao passo que no seu relatorio pede, que refor-
memos o regulamento em certos pontos, mos-
tra claramente que no quer encarregar-se
dessatarefa. lEncarreguemo-not, pois della, e
assim iremos de accordo com ot detejos da
presidencia' Entretanto como o nnbre autor
do parecer declara, que no pode nesta sesso
apresentar um trabalho completo, respeito
das reformas de que necessita o actual regula-
mento ; peco liecnca para retirar a minha
emenda, protestando votar pela resolucn nffe-
recida pelo Sr. primeiro secretario, estabele-
cendo o regulamento de 1835.
Na segunda discusso da resoluefio, pedere-
mos examinar com toda a madureza esse re-
gulamento, e fa/.er-lhe as alteraces, que elle
por ventura necessile. O que eu desejo, he
que tratemos desta materia na presente ses-
sao ; que nao continuemos a feisar os o'hos
sobre um negocio tao importante. ( Apoiadoi.)
O .Sr. Oliueira : --Sr. presidente, quando eu
disse, que fura desta casa algumas vozes se le-
vantar.mi contra a maneira por que se esla-
vam faiendo as dillerentes obras publicas, nao
foi minha iutenrao ferir a reputacao de nin-
guem, e sim referir smenle o que Pava ouvi-
de multas pessoas renpeitaveis, que nao fal-
tan) a verdade, nem lem interesse em depri-
mir o crdito alheio: eu nao asseverei, que es-
te, ou aquelle engenheiro tinlia cominettido
prevaricacoes ; declare! smente, que o syste-
ma da contabilidade do regulamento podia dar
lugar a abusos ; o que deviamos prevenir. Nem
era possivel, que, eu quando ofTendido, tole-
ro as oll'rnsas, por senipre em vista a mxima
de Zoroaitro nunca le vingues de lujarlas
viesse boje aqui proceder cor.'.ra es meus prin-
cipios, aecusando a empregUtot,' 1*111" eUTar
munido de provas convenientes de seus crimes.
O Sr loii Pedro : Defende a thesourarla
provincial na parte que lhe possa tocar da as-
lerco, de que nao ha liscalisacfio uas despe-
zas das obras publicas : mostra qual he o pro-
cesso que actualmente se observa no exaine
das contas destas obras, e a irapossibilidade,
pelo rigor deste processo, de se coinmetter
qualquerprevaricaco : dizque desconhece es-
ta opiniao publica que se tem pronunciado
contra a execu(o das obras publicas, e quan-
do ella existisse, que nao lhe dara a devida
importancia sem que reconhecetse que se ba-
seav.i uas averiguacoes precisas, e o conheci-
nieiiio d'arte : pronuncia-se em favor da pro-
bidade e inteligencia de lodos os empregados
da reparticao das obra publicas, e para fir-
mar esta sua opiniao d a raso porque sao as
obras feitas por administraco mais caras do
que as arrematadas ; dii finalmente que reco-
uhece a necessidade de una pequea reforma
no regulamento da relerida reparticao, prin-
cipalmente para nao ficarem to concentrados
nos mesmos empregados os traballios techni-
cos, adniinittraclivo, e fiscal: mas que he pa-
ra elle esta reforma urna medida nicamente
preventiva, e que nenhuina relaco pude ter
com os actuaet empregados quanto a sua pro-
bidade.
O Sr. Correa de Brillo : -- Seuhor presiden-
te, nao lem o.nava eu involver-me nesta dis-
custo : ettava retolvido a votar lymboli-
camente, persuadido de que minha opiniao se
achava pordeniaisinanilestada pelos apartes q
del a alguns dos nobres oradores que me pre-
cedern! ; mas, tendo tido mu directamente,
provocado pelo nobre membro que te assental deputado : emendo q
daquelle lado, (o Sr. Joii Pedro) entend que c1a_8a,..e.ni'0.U<;ve pr
devia desistir do meu proposito, e lomar par
te na queslao que ora se agita.
Scnhor presidente, onobie membro, a quem
me refer, ou nao me coinprehendcu, ou, mu
de proposito, quiz adulterar as iniuhas pala-
vras. Quando, ao notar que o Diario offlciapti-
blicava, quasi lodosos dias, ordens_mandan-
do por avuliadas quantias disposifo dos en-
cenhelrot ao servido das obras publicas, o
honrado Sr. segundo tecretario disse que
quem se dsse ao trabalho de soininar todas
essas quantias, e coinpara-las com as obras
existentes, lalvezreconhecesse grande despro-
porcao entre estas e aquellas, lhe obscrvel eu
em aparte, que alguem j te tinha oceupado
ditto; mas nao deslgnel esse alguem, nenidei-
xei aperceber quem elle fosse: entretanto o
nobre deputado, que se asscnla defronte de
miin, enxergando porvenlura na Imprenta ter-
rivel duende que constantemente o persrgue,
suppondo talvez que smente esse jornal lem
direitode tratar de materias seinelhantes leve
a delicadeza de alirmar que me cu referia
essa gaieta, e que me havia constituido echo
della uetla cas-II...
Em verdade, ninguem, -excepfao do nobre
depoudo, lar-me-liia tamanha injuslifa.
Eu, que niiiica profestel, nao profetso, nem
profetsarci um so dos principios polticos emlt-
lidos pelainprenia, que nunca communguei
com a (ente que a dirige, que nunca lhe ga-
nhei as gracas ao ponto de merecer que ella
levasse meu pobre nomc urna eleitoral, he,
que na quadr actual, me havia de constituir
nesta casa o echo detsa mesma Imprenta ? Nao
milvezes nao: semelhante p^pel podera ca-
ber a outro ; mas nunca a miin.
O Sr. A. J. de Oliveira : Irtnpora mulan-
(ur, el no mulatnur in illii.
O Sr. Correa de Brillo : Ha casos em que es-
ta senlenca me nao be applicavel; profetso cer-
tos principios, que, por assim dizer, sao os
dogmas da minha crenca poliiica, dos quaes
me nao apartarei, nem inesmo ante urna peca
de calibre 80. (miada.)
Vma voz: Em certas occsloej, este argu-
mento he, em verdade, muito poderoso.
O Sr. Correa de Brillo : Demais, Senhor
presidente, nao sereleuque, nesta casa,ou fura
della, me constitua echo de accusa(des, mais
ou menot sirias, que tendam a macular repu-
taces, mal ou bem fundadas: p e ter que
procure detcobrir errot de alguem, para que.
conhecidot, tejan devldainenle corregido!,
e nao contlnuem a receber homenagens que
summe verdade to devld.is ; mas nunca
me afanare! por imprimir sobre uina fronte
qualquer, enibora seja ella o de meu mais li-
adat Inlmigo, a ferrete talgwhlnla.
Em verdade, Sr. presidente, dei eu a en-
tender, pelos meus apartes, que a opi-
niao publica se manifestava, de alguma sor-
te, contra o modo como vao indo as obras pu-
blicas ; mas esses meus apartes nao autorjsam
ninguem a acreditar que sao elles baseados
em quanto n Imprenta tenha porvenlura dito
com referencia a esse ramo do servifo da pro-
vincia. Nao he smente pelo3 prelos que a
opiniao publica se inanifesta : ella tambem
se pateo tea, e s vezes com mai exactido,
pelas conversacei particulares, pelas confi-
dencias que se fazem pessoas circunspec-
tas cujo testemuobo he garantido pela pnsi-
(o que ellas teem na sociedade. IHn miiiloi
aparlei.)
Um Sr. Deputado: Eu acredito mais as
confidencias, do que na imprensa.
O Sr. Corra de Brillo : E tem raso o no-
bre deputado. Entre ns, a imprensa nao he
o que deve ser: de ordinario ella nao he o
echo da opiniao publica, e limita-se a respi-
rar as paixes do individuo, ou do circulo,
mais ou menos aeanhado, que a dirige : nao, ra-
io,.ie- iiuinl i de inmerecidosclogiosqurm de-
vra de ser acremente censnrado, e di im-
properios e baldes quem smente de louvor
se torna digno : se ostenta-se governista, nc-
ga-se qualquer publlcacao que porvenlura
possa oll'ender as susceptibilidades dos agen-
tes do poder, por menor que seja a cathego-
ria delles : se he opposicionista, desvirma,
um a um, os actos da autoridade publica ; e,
toda eniprnliada em enflaquecer as molas da
machina social, enfurecida se alira por so-
bre aqueiles que se esfoream por sustenta-las,
e arrastra-os para o campo dos convicios, fc-
rindo-os dcsapiedadamente no que tem de
mais caro. (Apoia'foi.)
Explicado dest'arte um de meus apartes, V-
Exc. me permiltir. Sr. presidente, que me
euoceupe de outro que, nccessariamenie, de-
vera de ter fcito grave impresso no animo do
nobre deputado queprovocou-ine a pedir a pa
lavra.
I-al la va o honrado Sr. tegundo secretario ;
e, tendo sido interrompido pelo nobre mem-
bro que te asienta defronte de mim,(o Sr. bar-
ro Puleio ) disse ru a este: Nao toque nes-
ta frula, que pude smtjrar. e sangrar muito.
Exprimindo-mc assim, Sr. presidente, eu
nao quiz deixar aperceber que acreditava
quanto ahi se tem dito com o intuito de
fazer cier que as obras publicas se ba esban-
id.i uina ba parte das rendas da provincia ;
no: r reo i ile i -me, en t.ni. de ter ouvido dizer
a pessoas mui dislinctas e respeitavris, que,
por mero capricho e menos prudentemente,
se tem dado a certas estradas direccoes que,
nao sendo as mais convenientes, bao sido cau-
sa para que essas estradas venham a custar
muito mais do que custariam, se tal capricho
se nao dsse : recordei-nie. cutio, de ter
ouvido dizer a cidados, de cujo teslemunho
te niio pude contcienciosamente duvidar, que.
nessas estratas, laucos ha to mal construi-
das, que talvez se deleriorein durante o inver-
n que ahi se approxima ; recordei-me, en-
lo, de ler uiiviiln ili/er a individuos, cuja probi-
dade be incontettavel, que nao hcdcvidamenei
apreciada a moralidade das contas que apre-
teiilain aquellea que recebem essas deienas
de contas que se referi o nobre segundo
tecretario
'< Sr. J ir Pedro : Cumpre que o nobre de-
putado declare a quem se refere.
A'r. Correa de Brillo- Trata-se de obras
publicat: se o nobre deputado entende que
sua poMcao he tal, que nao pude deixar de fe-
ri-lo, malt ou menot directamente, ludo quan-
to se liouvci de diier com referencia a qual-
quer dos ramot da publica administraco da
provincia, razo lem para picar-sc de minhas
expresses, lilbas de iuformaces que me me-
recem alto conceito.
O Sr. Joi Pedro: Est engaado o nobre
Ue, por h.ilie.Inl ule rl i
em duvida a leputaco
de ninguem
OSr. Correa de Brillo: No sel se o nobre
depulado se tem imposto a ti mesino esta re-
sta que ora nos quer tubjeitar : permita
Dos que, un sino nesta setso, n.'.o tenha eu
occasiao de notar ao honjrado membro que
elle lie menos rigorozo para comsigo do que pa-
ra coiu os oulros.
O Sr. ioi Vedro : Quando tal acouteca, cha
me-uie a ordein.
OSr. Corra de Brillo:Dos me livre de
seiuelbante tenia, fio. ( Bitadat. ) Se eu proce-
desie assim, introduiia a desordem na casa:
segundo o nosso regiment, ao Sr. presidente,
e nao qualquer de ns, compete chamar
ordcni aquelle dos nobres deputados que
della se desviar.
Demais, te exigir que seja etcrupulosamen
te verificada a moialidade dat contal das des-
pezaa publicas he por cui duvida a reputa-
cao de quem quer que as apretenta, as leis
fitcaet pem un duvida o crdito de todos
aqin lies a cujo cargo eslo os dinheiros na-
cionaet, visto cmo todas ellas ordenam es-
sa verificaco; c, leudo o nobre deputado
ennfestado que o trabalho da tbesouraiia so-
bre as contas das obras publicas era pura-
mente material, e uada entenda com a mora-
lidade delhs, fol tem razo que tuppoz que
poiiiaiu ferir a esta reparticao os queixumes
que aln se erguem a respeilo.
U Sr. Joii Vedro: Mas essas contas sao mo-
ralitadat na rcpai ticao das obras publicas pelo
respectivo director.
r. torrea de Brillo : -- Eii-ahi est por-
fessado que essa estacan nao he obrigada a ve-
rifica-las sean materialmente ; entretanto o
nnbre depulado ainda nao est satiafeito, in-
siste neste ponto, e traz para a queslao o nobre
director das obras publicas.
Senlmres, voto multa sympalhia ao actual
director das obras publicas ; anda conservo
com elle as reanles que contrahimos quando
freqiientmos as aulas do lyceu desta cidade ;
son o primeiro a confessarque 8 S. he um mo-
co honesto, estimavel, e muito dedicado a seus
deveres ; mas reconhico que, devendo de ser
apenas coadjuvado por um secretario, e sendo.
alm de director da reparticao, chele de lima
das tecces de engenhelros, nao pude verificar
de vivamente a moralidade dessas conlas ; ( a-
pmadoi) e reconheco-o, porque o trabalho.que
Ibe est incumbido, he superior s frcas de
qualquer homein, por mais laborioso que
*eja,
O A'r. Iota Vtdro : Nao sei se elle pude, ou
nao ; o que sei he que se d essa fiscalisacao.
OSr. Corread Brillo: --Fiscalisacao que nao
pude deizar de ser m, vista do que acabo de
ponderar.
O ,Vr Mello Reg : A directora das obras
publicas nao tem smente o secretario : volta-
rain para essa repartido os dous empregados
que della haviam fido desligados pelo regula-
mento de 7 de maio de 1850.
O Sr. Correa de Brillo : E podiam esses dous
empregados voltar para a reparticao das obras
publicas, sem aulorisaco desta assembla. es-
tando -ulijci 1.1 sua e0nsidera9.no o regulamen-
to de 7 de maio de 1850, que, no arl. 75, man-
dou que ficassem elles addidos thesourarla,
com os mesmos ordenados qne tinhaiu, para
eo iiljuv n em os trabalhos accrescidos mesma
tliesnuraria, sob enndico de devereni ser des-
pedidos, se, ao cabo de tres inezf s, o inspec-
tor reeoiilieee.se qUC UlCS l.lll.n un I. a h i I i.l i.le
e idoneidade para taes trabalhos ? I'aiece-ine
r|ue nao principalmente, nlotendo aiuda esta
assembla manifestado seu jui;o sobre aquelle
regulamento.
O Sr. Jlfrffo Rtgo : lslo he querer amarrar as
mos ao poder executivo.
OSr Correa de Brillo: Ne hei de ser cu
que Ih'as amarre; ao contrario, quizera que el-
le astivesse bem solas para proporcionar
no.. 1 provincia lodos os beneficios que impe-
riosamente reclama ; mas enlcndo que, vis-
ta dodisposlo em o arl. 75 do regulamento de
7 de maio de l850, os dous empregados, de
que fallou o nobre depulado, no podiam vol-
tar para a repaitico das obras publicas sem
aulorisaco desta assembla
O que tenho dito, Sr. presidente, he mais que
snllieiente para demonstrar que partillio a
opiniao daquellesque pugnam pela convenien-
cia de seren quanto aules eorrigldot os defei-
los do actual regulamenlo das obras publicas ;
e, como dentre as medidas que se aprcsenlam
aliui de proceda te :: :nellianle correceo,
me parece mclhor a resoluco pela qual o
nobre primeiro secretario rcstabellcce o re-
gulameuto de (835, volarei por ella; na espe-
ranza de que,sendo devidaineute alterado
mi"
pedir casa o adiamcoto do projecto e da
emendas em discusso.
t'ma commissao apresentou esse projecto, a
casa approvou-o em primeira e em segunda
discusso, agora apresenta-se urna emenda
transferindo a sede da comarca de Flores para
Serra Tatuada ; eu declaro que me acho em-
barazado para votar por este projecto ; re-
queiro o adiaiiienlo por 3 dias afim de poder
conversar com alguns amigos a respeito ; cu
louvo-me mullo as palavras da commissao,
nal 11111 adiamenlo por 3 das na.) pude preju-
dicar ao projecto.
Val a mesa e he apoiado o seguinte requeri-
mento :
.1 Rrquriro o adiamento da discusso do
projecto e emendas por 3 dias.Mello Rrgo.
(Cotinuar-te-h.)
DIARIO !IE PfiBNAIBUCO.
KECIFE, 10 BE ABBIX. BE 1851.
A assembla approvou boje em segunda dis-
cusso o projecto. n. 19, que cria a directora
geral dos estudos, fieando.o ultimo artigo adia-
do pela hura.
Continunii na segunda ilisciis.au do orea-
meiito provincial, que ficou no aiti-o33 ex-
clusive.
Foi dada para ordemdodia a conlinuacao
da de hoje.
I 11 ti mi boje o vapor Imperalrii procedente
dos portos do norte, e por elle recebemos jor-
naes do Para, que alcan(ani a 22 do passa-
do, do Marauho a3i,e doCeara4 do cor-
rente.
0 Para desassombrado do llagello da febre
epidmica oll'erece urna perspectiva nao pou-
co lisongeira, o seu commercio progrede, e as
leudas publicas augmenta! igualmente. Vi-
sitaran! o sen porto em n amtu prximo pas-
sado til einbarcaces, contando com o na-
vios de guerra c mercantes, e eslilla em o mex
ltimamente lindo nos cofres da thesourarla
da provincia um sabio de 16.">:00i>,000rs., a que
o governo (eral se propunha dar destino com
saques sobre a mesma tbesouraria, segundo
j foi ar.niinciado no Diario do Rio, medida es-
te que o Tresc de Slaio chama iinproficua, e
que por cerlo nao poder ao menas remediar
ot embarazos, que de necessidade bao de so-
brevir ao comuirrcio daquella prac.i pela falta
desses fundos na circulazo.
1 iiihaui sido pronunciados pelo juiz muni-
cipal da capital o Sr. Dr. I .citan, Ignacio Al-
ves Boinfim, como enlroductor de notas falsas
de 11,000 rs Jos Simes de Magalhes, Can-
dido Jos de I.cuios, Manuel Rodrigues do Nas-
i inienio. Jos Luis e Luiz Jos de Mualliaes,
ou- autores e ciimplicrs do crime de aug-
mentar o valor das nioedas de cobre de 40 rt.,
e entroduzi-las assim falsificadas na circu-
lazo.
Acha-se preso na cadeia da capital um ce-
.. no,
correr das discusses porque lem de passarliebre facinoroso de sobre noine Gaviao, eva-
aquella resolii{o, produzir bons resultados dido outr'ora das prisoes desta Prtueit,e
O .
que eu disse que o nobre deputado suppoe-se
enllocado cin posi(o tal, que entende que
nao pude deixar de ferl-lo, mais ou menos di-
rectamente, tudo quanto sc-hnuver de dizer
com referencia a qualquer ramo da publica
admiiiislrazo provincial! demonstre!, com
suas propriat palavras, que tobre a tbesoura-
ria nao podiam recabir al queixas que daqui e
dalli se erguem contra o modo como to exa-
minadas as contas dos dinheiros despendidos
coui as obras publicat, visto baver elle con-
esse regulamenlo, organisado com toda a pru-
dencia c SHbcdoria.e sb cujos auspicios se lize-
rain, com economa, seguranza e brevidade,
alguoias das mais importantes obras provin
ciaes.
O A'r. Helio llego combate ainda a emenda,
que manda restaurar o regulamento de 14 de
agosto de 1885, responde aos nobres deputados
quea sustentam, e faz diversas icllcxcs em
resposta ao que se disse a respeito da repart-
cao dat obras publicas.
USr. liaron de Suuisuna responde ao prece-
dente orador, e insiste em suas primeiras ob-
servacoes.
Encerrada a discusso he o parecer submet-
tido votafo sendo regeitado, c approvada a
emendado Sr. Aguiar.
Sao lidos c approvados os seguintes requer
menlns.
Requeiro dispensa de .intersticio para en-
trar amanha, em diicusso o projecto do or-
canieiiiii provincial.-'-0/ieeira.
Requeiro a dispensa da impresso do pro-
jecto de resoluzo sobre a reparticao das obras
publicas, para ser dado como ordein do dia da
amanha. tVirnriro daCanha. o
Tendo dado a hora.
O Sr. Preiiiienle designa a orden) do dia e
levanta a sesso.
SESSAO' EM 5 DE AURII. DE 1851,
Preiideneia do Sr. Pedro Cavaleanli.
As onze horas da manha, feita a chamada
achain-se presentes 25 Sr. deputados.
O Sr. Presidente abre a sesso.
V Sr. 2.' Secretario : Le a acta da sessao
anterior, que he approvada.
O Sr. 1." Secretario : Menciona o]teguinte
EXPEDIENTE.
TIm ofiicio do secretario da provincia, acom-
panhando, outro da cmara municipal da lioa
Vista, lazendo ver a desvanlagem da_ transfe-
rencia daquella villa para a povoaco de Ca-
brob.Fien tobre a mesa.
Um requerimento da regente do recolhi-
mento de Iguarass, pedindo uina quola para
os reparos da capella mor da respectiva igre-
ja.a'commissao de fazenda eorzamento.
Outro de Jote de Lima Monra, professor de
primeiras leltras de Haranhuns, pedindo ser
jubilado.A' commitsao de petizdet.
He lido c approvado un parecer da commis-
sao de fazenda e urzamento acerca da preten-
co de Jos Luiz da Silva Barboia.
V ORDEM DO DIA.
He approvado em primeira discusso o pro-
jecto n. 12 que divide as comarcas de Bonito c
uaruard
Entra em terceira discusso o projecto n. 5
que Iransfere a sede da comarca de l'ajeh de
rlores para a povoozo da liaixa Verde.
Vao mesa e to apoiadas as seguintes
emendas :
Artigo substitutivo ao primeiro. Fica
transferida para a Serra Talhada a tde da co-
marca de Pajehde Flores.Barrot Paldo.
A iiou'o de Oliveira.'
Projecto substitutivo.
Art. 1. A tde do municipio de Flores fica
transferida para a povoazo de Serra '1 .illi.nla,
que he elevada categora de villa, com a de-
n.imin loan de villa Bella.
Art. 2. Fica" transferid para a villa Bella,
iiov.iinente creada a tde da comarca de Paje-
lid de Flores.
Art. 3. Ficam revogadas at disposzoei
em contrario. Maular.
O Sf. Uelh Rego-.-Sr. presidente, eu quero
que t mol grande parte nos aconleciinenlos,
que allligiraili aquella em 1835 e 36 ; sendo o
primeiro, que den coinezo ao incendio das ca-
sal da capital, onde pralicou actos de requin-
tada te I 1 o | .| n'.e.
Era all vivamente sentida a morte de um
joven paraensc de nomc Manoel Pereira Lima,.
que tendo enmplelado os seus estudos scienti- -
lieos nos l'siail ..-i unios, falleceu victima de
un lamentare! dntastie, desparando casual-
mente sobre si urna espingarda de ap, ao
defender-sc com ella de una matilha, que o
atacara.
No Marauho j era sabido o resultado da vo-
tazo para os dous deputados geraes em to-
dos os collegios, exceptuando o da Chapada,
que nao poder alterar a ordein, em que es-
lo os candidatos, linliam maioria de volos o
seguintes Srs. Dr. Antonio de Barros 399, Dr.
Gregorio Tavares 310, devendo licar primei-
ro supplente com IU0 votos o Dr. Martin- Fer-
reira.
O citado moral da provincia continua a ser
o mais deploravel e assuslador que he possi-
vel, pein lado da seguranza pessoal, a qual se
acha exposia ai s repelidos golpes dos assas-
sinns. Em Caixias uina esculla mandada pelo
delegado de i prender um I iciunroso denominado Xico,
enconlrou-o em conipanhia de un irmo e da
oulros o.-1.sinos, que lizeram uina resistencia
desesperada a escolla, da qual resultou ajnor-
te de um soldado de polica e a do minio de
Xico, i iui.eeiiinilo este evadir-se inortalmcn-
tc lerulo.
Km principios do mez rassado no termo de
S. Jos da mesma cidade, margein do rio
l'arii.ihilia, linearam tres individuos por cau-
sa de urna mulher, ficando dous morios no
campo da luta, e sahindo o outro com graves
ferimenlos.
O Tclegrapho publica um assassinato perpe-
trado na pessoa de um a pobre mulher para as
partes da Pindoba, cujo nonie era ignorado.
U mcsino jornal refere da maneira seguinte
um execravcl altenlado, que se malogrou :
I Imi tiiii, 25 do coi rente, pelas 8 horas da
noile escapou de ser victima do bacaiuarte Jo-
.inn i Mara Guimares, tilha de Autonio Ray-
iiiiimo Guimares, solicitador dos audictoriot
desta cidade.
O assastino conseguindo entrar pelo quin-
tal, fol eoiiiicai -se no qiiai tu jiinlo a sala, e de
l.i fcz-lhe puntal i i. e a nao ser a Providencia
Divina, que inutilisou o plano do sicario, fa-
zeudo com que a arma negaste fogo, nao obs-
i me ter pegado a escorva, o bacamartc conta-
ra hoje mais uina victima ; sendo para uo-
lar-scqueo furor dos assassinos u;in chegado
a ponto tal que ja nao receiam de perseguir
as suas victimas inesmo dentro da cidade, e
em lugares mui frequentados, como he dobec-
co da Estrella. O assatsino evadio-te na forma
du cosluine.
Consta-nos que a victima foi narrar ao Sr.
delegado de polica o occorrido, eque ditsere
em publica audiencia, nao ler de quem quei-
xar-sea no ser de teuproprio pai, que a mul-
lo premedita assassina-la pelo motivo de nao
querer ella annuir a que elle, fosse seu bar-
- i 11
regao !.'!
O Progryuo em teu numero 24 de 20 do pas-
tado da conta dos seguintes assassinatos coin-
mettidos na comarpa de Alcntara.
(i Sanio Antonio t Alma, a' cousa de um
ni. i a esta parte em Bebedor, fszeoda de Jos
Joo de Macedo, foi assassiuado Quiulino ca-
rapiui, cidado pacificoe trabalbador ; o cor-.


kt~
.
'2!
po foi encontrado horrivclnicnlc innlilailo,
donde $e' collige a irlvajaria da fera, que per-
Jietrou o Mentelo. Altrlbue-se o crime ao
uegro Pedro, cscravo le Jos Joo de Mace-
do, linpellldo por clume da forra Marina.
O proprio marido da victima carrega coni
bem fundadas iiispcltas, segundo voi publi-
ca, de ter ido o autor de tan satnico altenla-
do ; em virtiide disto acha-se j preso.
Ilous dias depois do cruel assassinato de
I). Ilaymunda da Costa Leile, cscapou de ser
victima de igual genero de morte no iiicsmo
districtodeSan-Bento, a mulhcr de um tal Ta-
rira, que tentou estrangula-la coni suas pro-
prias inos. A fera deixou de cllecluar a in-
ipialificavcl malvadc/a, por ter sido a pobre
Victima soccorrida cm teinpo pelo pai, que mo-
rando d'alli peno acudi aos gritos da lilha, a-
chou-a estendida no chao, e o monstro furioso
acarregar os joelhos sobre oveutre da victima,
exforcaodo-se por quebrar-lhe o prscoco. O
pal ao encarar urna scena tao chela de horror,
despirou sobre o malvado a arma que traiia
i-oa sigo, a | > 1 negando fogo, den lempo a
que a fera se evadisse. A infeliz victima acha-
te boje e;u compauhia do pai, que para logo
conduzio-a para suo casa. Kste Tarirajsof-
freu um processo por causa da primeira mu-
llicr, que fora encontrada morta com o pesco-
jo quebiado.'
Nao ha rxeinplo de haver a pacifica cominar-
ca de Alcntara presenciado em tao curto es-
paco de lempo tantos alternados de ordem tal,
que bem revelln a dulorosissima verdade, de
que marchamos para o estado sclvagem a pas-
aos de gigante.
S. Pealo. No dia i3 do crrente mez por
volta de 10 horas da noile, foi brbaramente
asjassinado ocapito Maooel de Jess da Pc-
nha, ao entrar para sua casa na villa, com um
tiro de bacamarte, que Ihe gravou no corpo
nina baila e 25 graos de chumbo, do que re-
tultou a morle quasi insiantanea. Acham-se
presos tres cscravo da victima c um perlcn-
centeao filho Antonio Penha. A voz publica
indigita como oulores de tao grande malvade-
/a a propria mulhcr e um lilho do assassi-
mdo.
Na noile de i4 para i j dcste mes, foi en-
contrado na belra do campo de loambu', o ca-
dver de I). Raymunda da Costa Leitc, lilhade
Manoel Joao da Costa I.dte, c casada com um
tal rlolclho. Pelo estado do corpo eonheceu-
se, que a Infeliz fura cruelmente assassinad
com fortes pancadas no pescoco para quebra-
lo ; porque achou-sc este muilo contuso e des-
locado, e o cadver rocho al o nielo da
cosas.
Do i ear nada ha de interesse : a provincia
continua tranquilla e satisfeita com a adnii-
' nistraco selosa do Kxm. Sr. Sltarlra d < Molla,
que reconheccnilo lodo o mal, que provcui i
sociedades da iinpiinidadc dos crimes, tem
dirigido rncansavelincntc asna aclividade pa-
ras |" ricgllico dos elimino.os.
Do Rio Grande do norte sabemos, por pes-
soa fidedigna, que d'alli veio,|lcr sido brbara-
mente assassinado no dia 5 do crreme o Sr.
tencnte-coronel fos Ignacio de A lbiii|uerque
Maranhao, o mais rico propnotario da provin-
cia ; refugiado no engenho Estivas, pruprieda-
de de um sen to, alii inosinu fui |irneurailo
pelos assassinos, que o accumuielteram aluda
de dia, e levaram a elleilo a sua empre/a, dei-
xando o cadver da infeliz victima horrivel-
luciile mutilado.__________________________
~"~CMiMUiVAO.'~
CEJiiTKKii i> trituro.
0 regulamenlo expedido pela presidencia, e
e as emendas approvadas un primeira dis-
cuiso pela assembla provincial.
Sein duvida he o cemiteiio una das obras
de maior neerssidade. e inmediata ulilidailc
para os habitantes dcsta'cidade. Temos, poli,
acouipauliado a fuinfacau deste oslaljeliciiiien-
to com todo o interesse de que lie capaz qiie.in
ama sinceramente o bem estar da ierra onde
\ni'. .. e estamos habilitados para emillir
uin jui/o, seno esclarecido, bem formado
sobre as quesldcs, que seuielhante respeito
se lia ulliinameule suscitado. O deseinpeulio
da .nuil i-, ii.'.ui dada ao governo da provincia
para regular um eslabeliciiiiento destinado
destruir prejuizos radicados na populajao era
lnanifesiamenlc dilticlt.
O Exm. Sr. conselheiio Honorio, lo conhr-
cido pelo sen lino administrativo, esobre tudu
notavcl pelas suas luxes, deu tama importan-
cia esta materia, ajulgou tao grave, que
incumbi separadamente qualro | cssuas di-
versas, dous mdicos, um jurisconsulto e um
engenheiro, a confeceo de um projeeto de
regulamento, como para ouvir opinin diver-
gentes, especialidades, e sobre ellas formar
o seu esclarecido juizu ; mas porque enlo nao
estando anda COIDecada a obra nao urgisse
z expedicio do regulamento, passou este tra-
halhu a seu snreessor com a rxposico de sua
opinio formada no sentido de adoptar as ba-
ses do regulaiuenlo geral dos ceinilerios de
Paria, accouunodando-as s nossas circuins-
tandas.
O actual presiJeule, sein interrumpir os
csforcoi de sen antecessor, preilou este
objeelo a devida alinelo, e na OCCaslao em
que o conselho geral de salubriiladc publica
represenlou a ucccssiil.idc .le fazer-sc os eii-
terramenlos no cemiterio, foi expedido o regu-
iaiuento que corre impresso, e com tanta feli-
cidade que tendo de reger picnialiiraucnle,
poli que a obra, do cemiterio pode-se dizer
que est apenas em conicco, c nao tem por
ora as proporres para vencer por si os pre-
jirn nina su reelamaco fundada teiu eutrelau
toapparecidnat hnje contra odito regulamen-
to: as deque temos noticia ou atacan, a ins-
lituico, ou proveui da errada inti diligencia
de alguns arligos do regulamento, inconve-
niente que cessou pela lgica explicaco do
inesmo.
As bases do actual regulamento foram tira-
das do dos ceinilerios de Pars, e aicoiuino-
dadas s nossas peculiares circumslancias.
Levado esle legulainciito ao couhecinieiito
da asseuibla provincial, c subineilido ao exa-
inc das commisses reunidas de saude publica,
e uegocios de cmaras encoli aram eslas ligei
ras faltas para con igir, as quaes propoicram
emendas, que, a nao ser o prusaineulo do re-
gulamento diferente do que nossa fraca inlel-
ligencia tem couipreheudido, o alteram essen-
cialmtntt.
Assiiu ofl'crecemos cousideraco da assein-
bla nossas observacoes contrarias todas as
emendas propostas, e estamos persuadidos de
que sero os Ilustres membros das coimiiis-
sei os priineirus iccoulii'cer sua procedencia.
A primeira emenda tciu por liui aerescentar,
depois das pSIavras-pessoas fallecidas na ci-
dade do Rccife (KM suburbios ai seguales
-at a ponte dos Afogados e povoaces de San-
Anna, e Passagem da Magdalena... .
He, por cerlo, nrcessario que se defina a
expresso vagasuburbios,para ter boa exc-
cuco a dis,'.usf(ao da Ici n. DI textualmente
transportada par\ o regulamento, e nos cons-
ta que ha muilo tt*vipo expedio a presidencia
ordem cmara munJCipal ueste seutido, sen-
do este o ineio melhor de execular esta dispo-
l(ao da Ici, porquanto faiiliueme se cum-
preliende, que depeudendo de um faci ser
ii'um lugar prximo da cldade coinprcbeudido
OU oo como suburbio, o que boje u nao lie,
d'aqui lempos com o augmento da popula-
caii, facilidade das coiiiiuunicatCi'i, e diver-
sas outras circuiiistaucias pode passar ser
considerado como tal ; e porque o regula-
mento leve, segundo entendemos, em vistas
cousiguai Uisposlces nao subjeiiM .i alteraco
reservando para regulamentos espeelacs, cac-
tos isolados a materia altcravcl pelas clrcums-
tancias, contentou-se com as expressc da
Ici sem as palavras addicionadas. Isto quanm
forma: quanto materia nao nos parece
conveniente a designaco contida na emenila.
lie direito, e ao mesmo tempo obrigajao do
parodio encommendar as pessoas talleci-
das em suajurisdicab, de modo que a lei civil
nao pude priva-lo d'aquelle,^ neni dispensa-lo
desta ; assim se o parodio nao quizer vir fazei
a encommendaco na casa em que esliyer o
fallecido ( pois que a sua obrigaro se limita
igreja matriz i ter de ser conduiido para s
matriz o cadver, par d'ahi seguir para o
cemiterio. ese Da matriz scsepullam outros,
qual a raso da cxclusao destes? Parece-nos
que os suburbios devem coniprehciidcr fre-
guezias em toda sua extenclo, alim de^ nao
sedar o contra-senso apontado ; e na especie
subjeita, se tvessemos competencia, designa-
riainos para limites dos suburbios da cidade
do reife os das fieguczias de San-Jose e Koa-
Vista com as de Afogados c l'cco-da-Panella.
No regulamento se tax os precos das sepul-
turas temporarias do seguinte modo: urna
catacumba 50.1)00; uma sepultura comiiiiim
ou reservada 3,000; e as Ilustres COmmilsOei
as allerain assim: uipa catacumba :5,000;
una sepultura reservada 5,000, dimlnuindo
mais de um terco no preco das catacumbas,
e augmentando quasi o dobro no das sepultu-
ras reservadas.
Nem nos ceinilerios de Pars, nem em algum
oulrt das grandes cidades da Europa he ad-
millidn este modo de sepulturas. Lomo esta-
mos informados, nenlium dosprojeclos, deque
ja fallei, encouiinendados pelo bxm. Sr. Ho-
norio o consignou, e nao sabemos mesmo se
S. Kxc. tinha inten^o de admittir catacumbas
no nosso cemiterio, apenas tem chegado a
nosso conhcciincnlo que esta ideia foi sugge-
rida ao autor do regulamento pela necessidade
de condescender com os costiiines da popu-
lac;ao, c arredar repugnancias que se multi-
plicaran! contra a_ instituifo do cemiterio.
Sendo o ;srero entao usual as igrejas poj
cada catacumba o de 40,000, e por cada sepul-
tura ordinaria o de 3,000; estando segundo
a planta do cemiterio cada catacumba para
as sepulturas ordinarias na rasao de unpara
mais de trila, porquanto aquellas nao pdem
ser construida* senn em volta do cemiterio
e unidas ao muro do circuito, e enlao sao
admissiveis em todo o espaco coniprehendido
iIitii n dos muros; distando aquellas de-pe/.a
avultada, com que actualmente nao poder o
eslabcliciinento, e estar siinplcsmente o tra-
ballio dos coveiros ; podendo-sc considerar
aquellas como objeelo de luxo dos ricos, estas
de necessidade para a classe slmplesmente
abastada ; por lodas estas rasoes euteiideo o
autor do Regulamento conveniente elevar o
preco d'aquellas, e conservar o deslaa, mesmo
para desviar a tendencia que se poderia dar
para aquelle genero de sepulturas, visto que
a se tornar elle em moda em pouco lempo
estar inulilisado o cemiterio, menos que
nao se passe a construir catacumbas no cen-
tro delle. Mas de outro modo cnlenderain
as Ilustres commissoes, pondo as catacumbas
mais baratas dorjue erain d'anlcs, c as se-
pulturas reservadas mais caras, e pelo que
acabnos de expor fcilmente reconbeeero,
que por tal mancira lita alterado esienrinlmenle
o sistema, e o pensameiilo do regulamento.
Na coucesso de terrenos peipetuidade,
estabeleceo o regulanienlo que nao se podesse
conceder terreno, que abrangesse mais de mu
lio sepulturas, porquanto estas concesses
tendeiii a Inutlliiar o cemiterio, e cumpre res-
tringi-las para nao se dar tao de pressa a ne-
cessidade de um novo cemiterio. Dir-se-ha
que eni nossos dias nunca se dar essa necea*
sid.de, coiicedenios; mas procuramos os ine-
lliorainentos sopara nos? as ticraees vindou-
ras nada devem esperar de nos? seja assim ;
mas em todo o caso devenios evitar crios que
depois nos sejini notados. Nestas vistas de
dillii.ultar a alienacao do terreno, c de sub-
trahi-lo ao seu uso, taxou o regulamento para
o terreno de urna sepultura 200,000; para o
da segunda 300,000 ; para o da terceira 400.000
para o da quarla 500,000. Aiuda nisto seguio
o pcniamento do regulamento dos cemiterioi
de Paria, pelo qual o primeiro metro de tere-
no para eoncessoes seiiielhantes eusta 250 fran-
cos, e o preco dos segiiinles val subndo gra-
dualmente de modo que o l(i. costa 4,500
francos, e sommados os presos de cada un,
eiislam l metros ( mximo da coucesso)
27,000 francos.
Mas as Ilustres coinmissoc entenderam o
contrario, e prelendein que o terreno da pri
ineira sepultura cusle 300,000, o da segunda
200,000 (menos duque oda primeira ) oda
terceira 300,0011 ( tanto como o da primeira )
uliiqua ii lOO.OnO. Qual a rasao porque i
terreno da segunda sepultura ha de custar
menos do que o da primeira, e o da terceira
tanto como o il'aquella, e s o da quarta
mais caro ? O pensainento do rcgula
iiienlo est explicado pela conveniencia
de difficultar taes eoncessoes; eoda emenda
se explica laiiibein pela conveniencia de faci-
litar taes eoncessoes, convidando a que se
tome maior terreno, al tres sepulturas;
poli que o preco da segunda he menor, e o da
terceira apenas igual e anula nisto se reco-
nhecer que o peiisanicnlo da emenda altera
essencialinente o do regulamento.
A lei n. 91 no art. 7 dispc assim : ficain
perleocendo ao eslabeliciiuento do cemiterio
os carros fnebres, e todos os mais objeelos
e pertences necessaros para os enlerros. e
fiineraes. O art. 75 do regulamento cnpinu
textualmente csleail. da lei, acrescentaudo
um regulamento especial marcar a qualidade
e mais circunstancias dos mesuios, assim
como laxar seu prefo, e regular o mais que
convier a este servirlo. As illuslres comiiiis-
S()es propfleui ao art. do regulamento a seguin-
te emenda : lugo que a cunara municipal
desta cidade liver carros fnebres, e utensi-
lios necessarios para a conduco dos cadveres
lica-llie pertencendo o exclusivo desse forne-
ciinenlo nao pudenda exigir mais do que os
precos marcados no paragrapho seguinte:
Por un carro de primeira ordem ou de pom-
pa 50,000 rs., etc.,etc.
Um reguiaiuento especial marcar, etc., etc.
Se um regulamento nao pode abranger mais
do que o fiel desenvol violento da lei, se o arti-
go de que se traa he a copia exacta do texto da
le, he vislo que a falla achala seria da Id e
nao do reguiaiuento, e que como elle ao mes-
mo lempo deveria ser emeudada a le; mas
prescindamos desta qiieslo, para o caso de
pouco alcance, c passemos a emillir nossa opi-
uiao em favor da disposifo, que se pretende
substituir. A emenda substitutiva tem por fin
l.", espesr o privilegio do cstabcleciincuto pa-
ra quando tiverelle os ineosde verificar por si:
2., laxar desde j para enlo o preco do forne-
eimenlo dos carros. Com as disposives em
vigor nao ha obrlgacfio de couduziros cadve-
res cm carros; s vao em carros aquelles cu-
jos prenles podem com a despea, equerem
sujeitar-sc ella, e estes carros sao fornecidos
segundo o coulrato que a cmara municipal
celebrou com um dos cocheiros desta cidade
porpre9oa rasuaveis; os pobres sao conduzi-
dos gratuitamente, e tero lambem gratuita-
if-.cnle o coinpelenle eaillo. J se ve, pois,
que as dispo>i(|ics coi vigor nao traiem o me-
nor vexamc populacu, pois que quein uo
juizer, ou nao poder gastar coudu.ao seude-
luuto a nao ou em canoa. Quando limito um
ou outro cocheiro lera o pequeo prejuizo de
alguiua cuuduco, que, nao ser o contrato
celebrado com a cmara municipal, Ihe caba-
na ; mas essa considerarlo nao pode ter peso
algum em vista do iucouvcuiculc, que resulta
da adopco da emenda, c que passamos a
<-,Por i ,
A cmara municipal tem obrigacao de dar
caix.io, conduce, .io e sepultura aos pobres ; a
experiencia tem mostrado que os cadveres
nstas circunstancias nao sao poucos. auppri-
na-se o contracto actual, c nao pequea par-
:e dos rendimenlos do cemiterio lera absol-
vida com o enterrainento doi pobres, quando
actualmente nada se dispende, c a ninguem se
veixa. pois que, como dito fica, nao ba obri-
garo dcconduilr os cadveres cm carros.
Nao fazendo a cmara por si o fornecimen-
to. p-is queainda nao tem os pertences neces-
sarios.Vvariando, ou devendo variar os precos
segundo as circunstancias, para que com Un-
ta antecedencia inarcar-se os precos para os
cairos da cmara ? nao he sem duvida algu-
ma preerivel i disposlcao cm vigor que re
serva isso para a occasi o opportuna?
Outras observaefles nos occorrem, mas deve-
nios abreviar este artigo, que vai ficando lon-
go, c ainda temos de fallar de cada um dos ar-
ligos additivos propoitos pelas Ilustres com-
missoes reunidas.
O i."artigo addivo tem por fim determi-
nar a dimensao das sepulturas.
Esta materia est regulada ja, se demodo In-
conveniente, ento a emenda deve ser substitu-
tiva, e nao addiiiva.
Ha uma planta do cemiterio com sua conve-
niente descripco, levantada pelo engenheiro
director da obra, approvada pelo presidente
da provincia, e que faz parte do regulamenlo
pela disposicao do art. 72 do mesmo. Ahi est re-
gulada nao s a dimensao das sepulturas, e pa-
rece-nos que mais convenientemente, pois que
a profundidad* e coinpriment designado no
artigo addilivo nao sao bastantes, como toda a
mais disposicao de um cstabelecimento desta
ordem. .
A planta, plano, c dcscripcno deque viemos
de fallar exislem no archivo da cmara muni-
cipal para seren observados, deve haver co-
pia na secretaria dogoverno, e lalvez a difu-
cuida.le de copiarse pe{as semelbantes fosse
a causa de nao ler sido ainda apresentada
assembla provincial, como achainos conve-
niente. ...
O iS artigo dispe que cada caixao de ca-
dver sepultado em con commuin leve um
numero aberto em lijlo.
Tendo o regulaineuto eslabelecido o mesmo
preco para as sepulturas reservadas e coiii-
muns. entcr.deo que lora dos escravos, e das
pessoas contempladas no art. 6da lei, nao se-
rian outros sepultados ali ; e difficilineute se
procurar recolher os restos mortaes destes,
por wso no plano do cemiterio nao se estabe-
cco numeraco para estas sepulturas ; que-
rer-se porin numera-las, niclhor sera adop-
tar-se o sysieina eslabelecido no plano do ce-
miterio para as sepulturas reservadas, lito he
collocar-se na sepultura do lado da cabeca
uma pequea labua coulendo, o iiumern aber-
to com leltras do taiuanlio de 3 polleg^adas,
por que assim para os casos da exhuma vao sa
bt-sc o lugar onde jai o cadver, mas o nu-
mero embaixo da Ierra pouca serventa lera.
0 3* artigo nipoe ao administrador a obri-
gaco de remeller de seis em seis mezes ao
conselho de salnbridade publica um mappa
dos sepultados com as declaraces do livro dos
asseutos.
No art. 7. do regulameclo se dispem que
un reguiaiuento especial lefinir as obriga-
Vocs dos empregados, lie pois mauifesla a ex-
tempuraneidade de seinelhaute dispos(o no
regulamento, se urge definir jas allnbuifes
do administrador, lafa-se, mas de um modo
completo, e enlo com i clavan materia do
artigo additivo adiamos melhor obriga-lo
publicar pela imprensa no fim de cada mei,
fora do caso de inconveniencia na quadra de
algunia epediinia, um mappa semelhanle, co-
mo se pralica uu Rio de Janeiro, por que as-
sim nao s o 11 usellio de salubridade, como lo-
dos os mdicos, c toda popuia(o colhe os es-
clareciineulos, colheni as vaiilageus que de se-
uielliantes esclareciiiieutos podem resultar.
O artigo 4." inipue a multa de 200,000 res
ao sacrislo, c administrador de igreja onde
se mu cnierramenioi.
Sobre isto notaremos : l.,quescudoa ma-
teria propriamente de policia.inunicipal, nao
be bem cabida a disposi;o a ella respectiva
uo regulamenlo que deve reger dentro dos
muros do cemiterio 2, que nao he a disposicao
que prohibe, os cnlerraincnlos lora do ce-
niileiio a nica que necessita de saueco pe-
nal para que nao seja tiausgrcdida; e para isso
previd. lilemente csi dispoito no artigo 78
do icgulainenio que a cmara municipal pro-
vea por suas posturas lid observancia do
mcsiiii comiiiiiiaudo as penas para que a au-
lorisa a Ici do seu regiment I. nao ser
assim que pcua lera o que, por exemplo es-
crever obienidadcs lias catacumbas, cun i-
ros ele, ele? Observaremos por ultimo, que
sobic o objeelo j lia postura approvada por
lei, que iuipc a multa de 25,000 rs. e 6 dias
de prisao, nao s aos engai regados de dirig
e administrar os enterroi, como aos que te
prcslareiii dar sepulturas cadveres em
qual^uer outro lugai fura do cemileiio.
Nao discutiremos se a dlspollcio da.postura
satisfaz ou nao; se nao salislaz seja refor-
mada conipetculemriile pela assembla pro
viudal coiu proposla da cmara, mas lodos
bao de rccouliccer que o presidente da pro-
vincia uo poda em um regulamento revo-
gar a pustura, e mismo que uo be materia
propria psra a occasio.
No 4." ai ligo se dclermina a coucesso gra-
tuita de terreno s iiuiaudades para seus ce-
milerius.
Islo j est eslabelecido uo regulamenlo
no art. 3, e no art. 7li. A iutclligncia em con-
trallo que sem o menor fundamento lgico le
1.1 ni ni mi dar ucsta parte au regulamento j
se desvaucceo. as dispus9es do regulamen-
lo, como bem se pude inferir do artigo 7,
eslo calculadas a evitar duvidas uo correr
dos annos, c a conservar a unidade do rgi-
men do cemiterio, c cm nosso entender sao
uAcientei.
ii ti.' ariigo dispe que umacoininsso Ho-
rneada pela cmara uiuuicipal designar o es-
payo que deve ser concedido' s irniaudades,
uu contrarias, as quaes podero edificar nos
terrenos, que liles lorcui concedidos as cata-
cumbas, i|in julgjichi convenientes, nao ex-
cediudo csse terreuo quarla parle du cemi
teo.
Nem lodas as irmandades e oonfrarias po-
dem ao iiicsuio lempo pretender o cstabeleci-
mento dos seus ceinilerios, algumas ha extre-
ii,menle pobres, que dissn uo cuidaiu ain-
da; leudo em vistas esia cous'iderayo, o arl.
7ti as admiltio em lodo o lempo e separada-
mente pretender a coucesso na cmara mu
uieipal, que bem poder ser feila |ior inter-
iiieuro de orna eomuussu externa, udepen-
ilciue de piecciio legisla ti vii, se assim se ea-
iimii i uecessario. v permissu para a edifica-
co de catacumba! csl expressa no art. 3. do
reguiaiuento ve-se pois que o que havia re-
gUlar-H ueste objeelo fui dcseiiipeuhado pelo
rcoulaiiienlo. Agora exporemos os lueonvcui-
eules que resultaro da redafo do ariigo
que nos uceupa. Segundo u planta do cemi-
terio, c como o exige a rcgularidade que deve
ter o ni bciiidliaue eslabeleeimeiito as cata-
cumbas s pudem ser couslruidas cin volta
do muro de circuito; em lenle dcllas deve
haver um oamiono assim para que as coi -
porayes religiusai pusso ter catacumbas e
epuliuias reservadas, devem lomar terreno
em volta do muro, c no Interior do cemiterio,
aquelle uao deve ter oulra applicaco seno
para catacumbas, c ueste est visto que uo
dcvcii ser aduuiiias catacumbas, que se-
laiu assim Ue inao eleilo ; h por sao qUC
o regulamento no art. 3 distingui ai catacnin-
bas dos ceinilerios privados diiendo...
permitir di irmaniaaei... o eilaMtcimento ai
catacumbas, i eemitirioi privado : mas_ a dispo-
sicao que adinlte em geral a concesso de ter-
renos e permiti a construccao de catacum-
bas que os concessiouarlos julgarem conve-
nientes, autorisaou queseoecupe com sepul-
turas reservadas o pequeo espaco que a plan-
la destina para csti especie de sepulturas,
ou que se consten un catacumbas no interior
do cemiterio, afeando o estabrleclmenlo com
uma innova; ni nunca praticada em cemiterio
algum, c ileiiiais destruindo todo o plano, c
planta do mesmo, por quanto o terreno est
diitrlbuido cm sepulturas c catnlnhos com di-
mences determinadas, c oceupando uma ca-
tacumba maior c-|ii;o, est visto que no
quartelro onde uma sea dimitir, desapparecer
a ordem e regiilandade que a planta designa.
No 7.' artigo se impe s corporafes reli-
giosas a obrigico de pagar cmara muni-
cipal por cada cnterrameuto cm catacumba
20,000rs., e em sepulturas reservadas 5,000 ri
J esputemos com toda a clareza a rasao por
que em nosso entender muilo conveniente-
mente determiuou o regulamento o preco de
3,000 rs. para estas sepulturas quando con-
cedidas aos particulares, e nao hsvendo raio
alguina para que as corporaedes religiosas
sejo menos favoracidas que aquelles, est
visto que tem toda applicaco o que j ficou
dito, e nao o reproduziremos aqui. Passe-
mos pois a explicar a razo, que em nosso en-
tender teve o regulamento para determinar
ueste caso o preco de 5.0lfo rs., c dahi espe-
ramos que os illuslres autores da emenda, que
eleva este preco a 20,000 rs. sero os primel-
ros .. recbnhecer a inconveniencia, seno a in
justca de semelbante disposicao.
Occupandu uma catacumba, segundo a plan-
ta do cemiterio, o espacio de uma e inda se-
pultura reservada; denioMudo-se os cadve-
res as catacumbas o mesmo lempo, pois que
passados tres aunos deve-se proceder exhu-
in.iv au .ni urnas e outras ; nao pesando sobre o
esiabeici iiiicuio a menor despeza, parque as
catacumbas sao feilas custa das corporaedes
religiosas enteudeu o regulamento (e a nosso
ver emenden luiii iini- cuslando o cnlerrameii-
to em sepultuia reservada 3,000 rs., nao poda
cusiar mais de 5.000 rs em calacuiubi. E cer-
l luiente turnando oin.i il inaml.lde um terreno
determinado para cnterrameuto de seus ir-
(ii.ue,, se ella nao construe catacumbas, tem de
pagar pelo enterramento de um irmo ouoceu-
ice, ao da superficie de terreno abraugendo l3
palmus de cuin|ii iinemo oli de largura 3,000 rs.,
sepoim construir catacumba, ter de pagar
pelo excesso de mais metade daquella superfi-
cie 20,000 rs. em vez de3,000 rs. Esl maoife-lo
que semelhaute dupos;o nao pode sersus-
leulada com boa raso. Porquanto nenbuma
lei ac faz sem uma vista de ulldade, sem uma
raso sumeieulc; indagando o que movera lo
grande ihUei en;.i entre o preco das sepulturas
reservadas e catacumbas para a construccao
las quaes o estabelecimeuto nao concorre com
despea alguma, s nosoccorre a conveniencia
de prohibir a taes corporaces o enterramento
em catacumbas, e favorecer ua concurrencia
as catacumbas do estabelecimento, tanto que
as emendas elevando extraordinariamente o
preco dadas irniaudades, diminuio considera-
velmente o das do estabdeeiniciito. Se laes
foram as vistas, as cmeudas caininham direito
a ellas. Nao ha nesta ciaade irmandade algu-
ma, por mais rica que seja, que possa cons-
truir catacumbas, cuslando cada uma mais de
60(000 rs., pai a depois pagar porcada euterra-
uicuto 20,000 rs. lmpor lo Intrnente sobre
as catacumbas construidas custa das irman-
dades he o mesmo que prohib-las, e ah vai na
correcro das ligeras Vallas oulra disposicao
que altera ((neiafmente o pensamenlo e sysle-
iii.i do regulamento quando proeurouconciliar
as conveniencias do estabelecimeuto com os
costuines, e mesmo prejuizos cm voga, e que
sem pe ig0 uo poderiam ser aU'ronlados.
Se o pensamenlo das emendas nesta parte foi
bem eomprehendido por nos, e he tal qual fica
exposto, depois de louvarmos a inlcnco de
augmentar as rendas de um eslabelecmento
lo til e digno de lodo o auxilio passaremos a
expor, que en vez de favor vira prejuio ao es-
tabelecimeuto. Impedidas as corpora(es re-
ligiosas de construir suas catacumbas, pois que
nenbuma pude sustentar as despezas de 2Q.U00
rs. por cada enterramenlo, ser o eslahelcei-
iiieni.i o nico fornecedor de catacumbas, e cus-
lando o enterramento (como querem as emen-
das') 35.000 rs. quando o prc;o da construccao
sobeabO.OOO rs tereinos que uo espaco de seis
anuos necessita o eslabeleciioeuto de fazer des-
peas extraordinarias para satisfazers exigen-
cias do publico, e he precisamente nesse lem-
po, que o estabelecimeulo onerado ainda da
divida que conlrahio, menos habilitado est
para isso. E tanto o regulamento previo a di-
ficuldade cm que se poderia adiar a cmara
municipal para construir catacumbas sufiicien-
les, que uo artigo 3." das disposiedes transito-
rias, de te rumio o que se podesse elevar durante
os tres puninos annos o preco das sepulturas
em catacumbas al cnbrir o seu cusi; mas de-
mos que barateado o pre;o das catacumbas do
estabelecimeulo, e dificultada a constriiec:iu
de sepulturas desla ordem a outros vein d'aqui
maior renda ao estabelecimento, oem por isso
entendemos que se devia legislar nesse sentido
a conveniencia publica he a vista principal
-r- ainda com sacrificio deve-se buscar que es-
ta i ti s. i i i ii i; ao v por diante, e isto uo se con-
seguir sem se vencer por bons meios a repug-
nancia da populacu, e n'esie proposito he um
passo errado o que corta as ospoi-ancas radica-
das em mil lares de pessoas, o que impossiblli-
la as corporaedes religiosas de satisfazer os ein-
pculios coulrabidos com seus irmos. Quanlo
islo basta, e talvci teuhamos ido mais longe
doque pretendamos.
No 8." artigo conliuua-sc autorisa(o ao pre-
sidente para reformar o regulamento,ineuos no
que diz respeito aos preyos laxados. He pre-
cisamente na fixa(o dos presos que temos
mostrado existir o maior inconveniente das
emendas.
Como quer que fique formulado o regula-
mento be nossa opiuio, que se feixe a porta s
pretencOes e exigencias que se Ihe d o cuoho
de definitivo. No c ,nievo de estabelecimentos
desla ordem que jogam com os prjimos da
populaco, e com inieresses criados e manti-
llos por seculos, multas sao asreclauacdesque
appai ccoiii, e todas que dizem respeito ao nos-
so cemiterio csto coubecidas, e feliiuiente sa-
tisfeitas todas as que sao rasoaveis. O ettabe-
ieciinenlo vai fazendo com loda a regularidade
o seu servico ; a repugnancia nao foi lo gran-
de como se esperava, e j boje he quasi ne-
iihuma. Acreditava-se principio que pessoas
de certa posico nao levaran! os cadveres de
seus prenles ao cemiterio, tanto que lojlc-
cendo uma pessoa da familia de um dos verea-
dores da cmara municipal, conla-sequc algu-
mas pessoas foram examinar o caixao depois
de depositado no carro para verem se elle en-
cerrava o cadver, e apezar de todo este exame
que devia tirar lodas as duvidas, ainda assim
en colon o boato de que essa pessoa fallecida
recebera sepultura ua igreja; boje porin j
uo se lula com laes dilieulitades, pde-se di-
zer que aiusiiluico esl aceita; assim as re-
formas que i u o o. uo. o ss ir ias para o diante bem
podem esperar a uova reunio da assembla
prov incial, e colhe-se agora avanlagem de fei-
xar a porta s exigencias, e impr resiguaco
aos descrnenles.
No artigo 0.* cria-se um capello com o or-
denado de 600,000 n. para dizer inissa nos do-
miugoi e dias santos cm iutenco dos sepulta-
dos, e encommendar os cadveres anda n.H>
encommendados.
No artigo 59 do regulamento se determina a
celebracao de um oflicio no dia da cmmerao-
rafao dos defunlos por alma dos sepultados no
cemiterio. Anda no comeen do estabelecimen-
to, i'qu.indo tem elle por dlante tantas deipe-
iai, estando anda agora apenas principiada a
capella nos parece ser suficiente o sufragio de-
terminado no citado regulamento, e Inoportu-
na a despea com um capello, que naopile
ter outra Incumbencia que nao leja a de dizer
as niiss.is. 0 encommendar os fallecidos he
direito c obrlgacfio dos parochoi respectivos,
de que jamis podem ser privadoi ou dispen-
sados por le civil. O capello, quando o hnu-
vesse, nao poderia sem licenca da autoridade
eccleiiastica competente fater taes encommen-
dacfles, coma bem se acha previsto J no arti-
go 57 do regulamenlo. A emenda ofrende as
prerogativas dos parochos, e como tal seria na-
ilmissTvel quando mesmo tiveije alguma utili-
dade que nao enxergamos. Os cadveres dos
ricos ser.io fcilmente encomraendadoi na ma-
triz, cm qualquer lgre|a, cm casa ou mesmo
na capella pelo reipectivo parodio, ou por ou-
tro sacerdote de sua licenca; os dos pobre
sejam levados s matrlzes respectivas, e ahi os
panchos por si ou seus coadjutores os encom-
iiiendar.io, porque isso sao restrictamente
olirgados, o quando hija omissao de sua parle
(o que nao se pode esperar) o remedio esta no
recurso aos superiores legtimos, sem ler ne-
cessario recorrer criacao de um funecionario
inanifestaniente incompetente.
A ultima das emendas tem por fim suprimir
o artigo 67 do regulamento quedi assim a
cmara municipal convencionar com o procu-
rador sobre a gralificacio inerecidrpelo acres-
cuno de trabalho
A lei do piimeiro de outubro de 1828, que
organisou e deu regiment s camarai munici-
paes, tratando no artigo 8l do procurador dii
assim receber seis porcento de tudo quin-
to arrecadar; se este rentiment porm r
uperior ao trabaipoa cmaracmvmcionard com-
o procur ador sobre a gratificacao merecida.
Ve-se, pois, que o artigo 67 do regulamento
nada mais he do que a copla do que esl na le
do primeiro de outubro que serve de regimen-
t cmara municipal, e u autor do regula-
mento julgou conveniente faser ahi eiss trans-
cripto da lei para indicar que he o caso em
que a porcentagem he superior ao rrabalho, e
cumpre eonveneionar como preceitua a lei.
E na verdade augmentou-se ou nao o traba-
Ibo do procurador? ninguem dir que nao, sa-
liendo que he elle nuem recebe todas as tazas
das sepulturas, da conhecimentos dellas, e
presta coulas separadamente; e por tanto me-
rece urna gratificado pelo acrescimo de traba-
Iho, mas nao na rasao de seis por cento, por-
que indo se levar casa a laxa, nao he Uo,
grande o trabalho da irrecadacao.
Mas dir-se-ha que pelo paragrapho 6 do ar-
tigo 2. da lei n. 270 est j convenelo*ado o or-
denado do procurador no mximo- de l :800,000
rs. e que portanto eslava salvo o prejuizo, e que
nao poderia o procurador haver_essa porcen-
tagem, e que portanto a disposicao do regula-
meato he ociosa, e nos Ihe responderemos,
que ess disposicao da lei municipal he aonual
e que o regulamento foi feito para reger um.
estabelecimento que tem de durar seculos, vis-
to que como christos qne somos nao temos es-
peranca de que se discubra meio de sennoi
iiiiiiiiiiiii'., eba de ser constinte a necessida-
de de dar sepultura aos morios.
E o que se consegue supprimindo o artigo 67?
revogar-se sua disposicao? nao que abi tica a
do artigo 8l da lei do piimeiro de outubro de
1828, de que fui copiado, smente se dar en-
tender que deve o procurador haver seis por
cento do que arrecadar, mal islo nao est por
cerlo as vistas dos illuslres autores da emen-
da. Dir-se-ha, que visto ser o artigo 67 copia
do 81 da lei do primeiro de outubro, he por isso
supoi Milu, c nos diremos que nao, porque co-
mo lino ja ficou a sua serveutia nao he outra
seno indicar que he este o caso em que o ren-
dimento he superior ao trabalho, e domis se
por isso devesse ser suprimido o artigo, entao
para ser-se consequente dever-se-hia suprimir
nuil lo, outros copiados da lei n. 8l, e que para
melhor ordem foram reproducidos textual-
mente no regulamento.
Temos concluido nossas observares, agora
se nos perguiitarem se o regulamenlo da presi-
dencia nao lein defeitos. respondereraoi he
obra de homeni e portanto imperfeita ; e a pro-
posito indicaremos alguns defeitos, que nol
I.ir uu apuntados pelo SCU proprio autor.
Sendo o titulo 4." tirado em grande parte do
regulamenlo dos cemiterios de Paris houve o
descuido de transportar-se psra o artigo 46, e
de algum modo disflgurada a disposicao do ar-
tigo Si daquelle regulamento, que iieuhuma
applicaco ulil tem entre mis.
A disposicao do artigo 63 est prevista pelo
ariigo 2l, e portanto he aquelle ocioso.
Na primeira parte do artigo 69 houve o des-
cuido de omittir-se a declaracao da molestia
para o assentainenlo do bito de pessoas livres,
oque he necessario, e tanto que se exigi se-
melhanle (lodaiaco no assenlainculo do bito
dos escravos.
Mas estas faltas lo tfio ligeiras, que na pra-
lica poderiam ler con igidas, e sondo em geni
bem calculadas as disposicoes do regulamento,
nol parece que eslava uo calo de ler approva-
do, at porque ainda depoil de emendado lera
obra de boment, e portanto imperfeita.
Sobre o custume admittldo de incumbir-ie
presidencia a coufeccaode regulamentos pa-
ra serem depois sujeitoi approvajao das ai-
semblas provinciaes, emilllremoi em outr
occaiio a nossa humilde opiuiao.
ALFANDEGA.
Rendimentodo dia 0 i*:564,i04
Descarregam hoje il de abril.
Brlgue Jeuii thomns mercaderas.
Rrigue James cerveja e laixa.
Brigue Henry Matheus breu e remos.
Brigue Favonle mercaduras.
CONSULADO GEIUL.
Abril.
Rendmento dodia I a 9. .31:524,026
dem do dia 10........4:243,972
35:767,998
DIVERSAS PROVINCIAS.
Retid i metilo do din 1 a 9 1:410,357
dem do dia 10........ 33,081
"|7475~438
EXPORTACAO.
Despachos martimos no dia 9.
Rio Grande do Sul, brigue nacional Felts
Viajante, de 186 toneladas : conduz o se-
guinte: 153 1|2 alqueires de sil, 1 Ciixa
com uma prensa de copiar carias e seus per*
lencos, 34 pipas ago'ardenle, 600 bar/tcis
com 4,214 arrollas e 18 libras de assucar, e
79eaixiiihascoiu 139librs de doce.
Trieste, brigue sueco Ztphir, de 383 to-
neladas : conJuz o aeguiole : 4,060 saceos
com 20,300 arrobas de assucir.
Genova, berganlim portuguez 5. Domin-
gos, de 268 toneladas : conduz o seguinte
2,610 saceos cora 13.050 arrobas de as-
sucar.


RECEBEDRIA DE RENDAS CERAES
INTERNAS.
Rendimento dodia 10......830,753
CONSULADO PROVINCIAL.
Bendlmento do di 10.....1:719,538
Movimento do porto.
Navio entrado no dia 10.
Prk e portos intermedios 13 dias e 6 ho-
ras, paquete de vspor Imperalris, cota-
mandante o primeiro tenente' Salom
Passageiros : para esta provincia, o Exm
brigadeiro Marmel do Sooza Pinto de Ma-
galhSes, Jos de Vasconcellos, Jos Ray-
imimto de Carvalho, Antonio de 1 .unios
' Braga, Francisco Coelho da Fonseca, Ms-
noel Nunes de Mello, JoSo Correia de Mel-
lo, Joaquim Jos Barboza, o Dr. Umbeli-
noMoreirade Oliveira Lira, os Ingiezes
John P. Ede e John Vionne, o Francez H.
A. Lemene, 2 presos, Jo3o Carlos Wan-
derley, Antonio Marques da Silva, o Dr.
{ Octavian Cahral Raposo da Cmara, o
senador Antonio da Cunha Vasconcellos e
,' Del fino Goncalves Pereira Lima : para o
. sul, JoSo Baplista de Figueiredo T. A ru-
cha, o Dr. Josf Thomaz dos Santos e Al-
meida, o Dr.-Antonio Jos Machado, o
Dr. Pedro Pereira da Silva GuimirSes,
JoSo Mendos da Silva Mattos, A ru Be-
mesnSo, James D. Bricio, o primeiro te-
neote da armado PeJro Mara Coelho de
Abreu, JoSo Thomaz de A mujo Vianna,
Francinode Assis Pereira Rocha Jnior,
Fclix Antonio Ferreira de Albuquerquo,
15 recrutas para o ezercilo, 4 para a ma-
rinha, 7 pracas de pret, 2 presos, 2 meno-
res e i escravos a entregar.
liba de Fernando3 dias, patacho nacio-
nal Pirapama, commandante Gamillo de
Lellis da Fonseca. Traz a seu bordo 50
pragas do segundo balalhSo de artilharia
a p e os presos polticos Dr. Fellipe Lo-
pes Nelto, Feliciano Joaquim dos Santos
e 3 escravos, Miximiano Henriques da
Silva Santo Agua e sua familia, oito sen-
tenciados que acabaram o lempo, Ma-
noel-Thomaz dos Santos com um Hllio,
Joaquim Pedro Alexaudrino, Felicia Ma-
ra do. Nascimeoto, Mara da Paixio,
Francisca Romana d'AiinunciacSo, Cor-
derina Felicia da Rocha, Mara Francisca
da ConceicSo, Anglica Maria da Concei-
(9o, Maiia Alexandrina da ConceicSo e
Carolina Maria da Concei(3o.
Hamburgo 4 mezes, escuna hamburgue-
sa Jnhanna, de (60 toneladas, capilSo J,
Berker, eauipagem 8, caiga cimento,
<|ui'ijos e mais gneros ; a N. O. Bieber &
Companhia. -- Arrihou ao porto Rams-
gate por causa do mo lempo, donde vea
com 61 das de viageui.
Navioi sahidos no mismo dia.
Canal pela Parahiba Escuna ingleza !>.>/-
phin, capilitoE. I. Trannack, em lastro.
Rio de Janeiro Brigue oscional Firma,
capililo Francisco Peixoto GuimarSes,
carga assucar e farinha de trigo. Passa-
geiros, o Francez Brunet Jacques Autoi-
ne e 2 escravos a entregar.
Obttrva^io.
Em ccmmissSo o brigue-escujia nacional
de guerra Canopo, commandante o primei-
ro lente Christa d'Ouro.
IJjclU'JICO.
CORREIO GERAL.
As malas que deve conduzir
o vapor Imperador para os don
'tos do sul, principiam sea fe-
. char boje (II) ao n.eio-dia,
recebendo-.se correspondencias com o por-
te duplo at a ultiira hora de fechar-se : os
jornaes d'everSo achar-se no correio 4 ho-
ras antes.
TEATU DE APOLLO.
HOJE, 11 DE ABRIL.
Itepresentncncxtrnorilinnrln cm
beneficio rnphinc Beiteanx.
Seraphine Berteaux, nimiamente sensivel
as provas de interesse que por innmeras
vezes tcn recebido dos habitantes de Per-
nambuco, e persuadida deque ejle sent-
ment sempre os animar, anida urna ve./
convida a proteg-la. Esta representaQSo
figurando a henelicio de mademoiselle Se-
raphine Berteaux, he comludo destinada a
beneficiar sua sobrinha, de dous annos de
idade, a qual, ipezir de liio lenra idade, lo-
ma parle as posicOes plsticas. Seraphine
Uerleaux reclama em favor de sua sobri-
nlia nicsina proteccSo que ella al boje
tem recebido doestimavel publico pernam-
li ii can o.
Primeiro acto.
Dansa de corda por toda a familia, ni
qual mademoiselle Seraphine Berteaux exe-
cutara os peiigosos exercicios de clovacSo.
Seyundo acto.
O carnaval de Veueza, grupo piramidal,
por Mis Uerleaux, Charles e Bromond, e
mademoiselles Geuny, Seraphine e Hor-
tense.
Terceiro acto.
Os jogos icarios por Mr. Berteaux e seus
dous (i I los.
Quarlo acto.
Dansa antipodal por Mr. Berteaux.
Quinto acto.
O trapezio com grande variacSo por M,r.
Berteaux, terminar com a grande aseen-
co do Tonnel.
QUADROS VIVOS.
Primeiro. Segundo.
Al tres grifas. O jogo.
Terceiro. Quarto.
As Bichantes. A morte de Abel.
Quinto. Sexto.
A morte de Virginia A bella fonto das flores.
MECOS DOS i:ii.ni- i KS.
Camarotes da primeira galera de frente
8,000 rs., de lado 6,000 rs. ditos da segun-
da galera de frente 10,000 rs. ditos de la-
do 8,000 rs.; ditos da terceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs., galeria 640 rs.
Theatro de Santa-Isabel.
54 RECITA DA ASSIGNATURA.
SiulUUO, 12 DI Allllll. DE 1851.
Etpttaculo variado de canto, dramtico
edanca.
I Depcls de una dai inelnorea ouverturas,
abrir-tc-lia a acea, ea senhora Candiani e o
Sr. Tal! execularo o. recilailvo e dueloda
opera do maestro Bellini
O Pirata,
Em seguida a aenhora Haderna e o Sr. Jos
De-Vecebi dancaro o gracioso pasto a doua :
A ROSA.
Pepols do 'que a enhora Landa executar
as ilini'-ni tosas va.l iceadf-floda--seguindo-
ae plo Sr. Tatl. arompanhado dos Sra. Sil
vrslic, R.iymtindo, Maiimiano da Coila, e
'anta Hu i.d terceiro acto da opera do maestro
Donliettl
Lucia de Lamermour
O Sr. Jos De-Vecchi far, depois, a grande
iccna mmica *
O Parricida,
Argumento.
Eduardo, moro diisoluto, tendo commeltido
todoa os crraea a que d lugar urna vida vi-
ciosa e depravada, acaba por tirar a existencia
aquelle que Ih'a dra, asiaasinando seu pro -
lirio pai, entregue a todo o rigor da lci que na
idade media os hespaDhoi tiobam instituido
para punir oParrecldiohe condemnado a
inorrer de 'insomnia, metlido em profundo
carcere, abl vi de um lado o tmulo que en-
cerra os deipojoi mortaes da sua victima, e do
outro a figura da justica, em cujo pedestal ei-
t escripia a fatal sentenca : um guarda que o
vigia continuamente o impede de, ao menos,
feichar os olhos, c quando isso lhe acontece
um agudo ferro que lhe penetra as carnes lhe
recorda que deve velar ein quanto tlver alen-
toa. Atormentado por este castigo a que nao
pode resistir torcas humanas, e devorado de
pungente! remorsos exalao ultimo auapiro no
centro da mais horrorosa deseaperacao.
Terminada a scena mmica o Sr. Vasco can-
tar a excellente cavatina da opera
Atila.
Do maestro Verdi. Segulndo-te pela senho-
ra Candianl e o Sr. Tali o primoroso dueto da
operaMaresciala d'arqredepois do que as
tenhora Baderna e Moreaux dancaro o passo
a dous
A Aldeana.
Terminar o espetaculo como drama sacro
em 1 acto:
Santo Antonio.
(-"mnecar as 8 horas.
Os bilhetes acham-se a venda no escrip-
torio do theatro.
Avisos martimos.
Agencia da companhia dos pa-
quetes ingiezes a vapor.
0 vapor Utdway deve aqui
ebegar de volta dos portos do
ul no dia l6do crreme, e no
inesmo dia seguir para a In-
glaterra farendo escala pelos portos j annun-
ciados : as peasoaa que ainda qulzerem tomar
passagern no mesino para qualquer dos portos
em que o inesmo vapor tenha de tocar, quei-
ram dirigir-se com a necessaria antecedencia
a casa da respectiva agencia na ra do Trapi-
che n 42. Os eicellcntes conunodos, asseio e
atlencioso tratainento, que ae encontram a
bordo destes vapores, unidos a brevidade de
sua viagem, sao circumstanciaa to pondero-
sas, que por si s fazein toda a recominenila-
{o e garanta aquelles senhores que ileseja-
i cm fazer urna commoda e breve viagem.
Para o Pera
a escuna nacional Emilia, de que he capi-
tSo e pratico Antonio Silveira Maciel J-
nior, dote ebegar do Para por estos dias,
para onde voltar em direciura com minia
brevidade : qnem na inosma pretender car-
regar, poder* entender-se com JoSo Cirios
Augusto di Silva, na rui di Cruz n. 13, ar-
mazem.
Irlaranhao e !'ar.
Espera-se nesle porto, por estes dias, do
da Babia, o brigue-escum nacional Arcelli-
na, que traz a seu bordo a maior parte da
crg pira aquelles portos ; lenciona-se
qui demore mu poneos dias pira acabar de
carregar : quem no mesmo quizer oirregir
ou r de passigem, para oque lem exce-
lentes cornmodos, dirija-so a Jos Baptista
da Fonseca Jnior, na ra do Vigario n. 23,
segundo un lar.
-- Pan Lisboa sabe por todo o mez de
abril o brigue portuguez ConceicSo de Ma-
ria : quem nclle quizer carregar ou ir de
passagern, para o que tem excellentes com-
modos, driji-se ios consignatarios, Tho-
maz de Aquino Fonseca & Filho, na rus do
Vigario n. 19, primeiro indar, ou ao cap-
ta na praci.
Para o Para com escala pelo Cear pre-
tende seguir viagem com moia brevidade
a escuna nacional Maria Firmina,' capitn e
pratico Jo.lo Bernardo da Roza : quem na
mesma quizer carregar ou ir de passagern,
pode entender-se com o mesmo capitSo, ou
com o consignatario da niesniu lu/. Jos
de S Araujo, na ra da Cruz n. 33.
Para o Rio de Janeiro sahe breve a ga-
leota 55. Tiindade : quem na mesma qui-
zer carregar ou ir de passagom, dirija-se ao
seu consignatario, Francisco Alves da Cu-
nha, ra do Vigario n. 11, primeiro andar.
-- Vende-se, por preco muilo commodo,
a barca nacional America, de lote de 13 mil
arrobas, forrada e pregada de cobre, de ex-
cellente construyo, tola de madeira de
carvalho, prompla de um tudo pin fazer
viagem, por ter botado as enxarcias novas,
he propria pin o Rio Grande do Sul, por
demandar muto punca agoa : quem a pre-
der comprar, pode examina-la no fu mica-
ilunr, confronte o trapiche da Alfandega, e
para ajustar, trala-se com os signatarios,
Novaes & Companhia, na ra do Trapiche
numero 34.
-- Pin o Aracaly segu viagem com mui-
ta brevidade o hiate Flor de Cururipe quem
nelle quizer carregar ou ir de passagern,
dirija-se ra do Vigario n. 5.
-- Para o Rio Grande do Sul segu cm
poucos dias o brigue nscioual Mara Liba-
nte : pan o resto da carga ou escravos a fru-
to trita-se na ra da Cadeia o. 14.
Richard Grockett Jnior, capto da
barca americana Nuskingum, arribada com
agoa iberia neste porto, na sua viagem de
UiR'iins-Ayres para New-York, precisa to-
mar a risco martimo sobre o casco e frete
da diti barca i quintil de seis contos de
reis pouco mais ou menos: os pretenden-
tes podem entender-se com os consignata-
rios, Henry Forster & Companhia, ra do
Trapiche n. 8.
-O
rentes obras de pr>-la ede nu.ro, e outres
muitos objectos asss n cessnros : sexla-
reira, 11 do correle, as to horai, no pri-
meiro andar da casa de sua residencia, na
ra da Cadeia do Recife.
C. J. Astley & Companhia farSo leilo,
por intervencSo do corretor Oliveira (trans-
ferido do dia 9 por ser o da sabida de navio
pan Inglaterra ), de porefio dos molliores
couros de lustro, e de grande sortimeuto de
fazendis proprias para lojas do miudezas :
seguoda-feira, 14 do corrente, s 10 horas
la manhSa
picho.
noseu armazom,.-ua do Tra-
visos diversos.
Leiles.
o corretor Olivciri fura leilSo de um
variad sortimento de mobilii, consstindo
em um excellente piano, cadeins de diOV
iv n tes qual i.la des c gustos, bancas dejogo,
ditas de ineiu desala, conimudas, loucido-
res, lavatorios de jicirand com espelho,
camis de casal e pira meninas, bercos,
mirquezis, guarda-lou^a, 2 cadeirinhss,
sellins para montarii de lioniem e de so-
nliura, caodieiroi de globo, vasos e figuris
de porcellana para cima de mesa, appare-
Ibos de porcellana pin chi, relogios pira
cima de mesa e de pirede, um rico faquei-
ro moderno, que custou mil francos, difJe-
Procisso das Chagas.
A mesa regedora da irmandade do Se-
nhor Bom Jess das Chiga*, avisa aos fiis,
que no dia 13 do corrente, pelas 3 horas da
Urde, satura a procisso do mesmo Senhor,
e lera a seguinte direccSo : ao sabir tomar
a ra dos QuirteU. pract da Independencia,
ra das Cruzes, travessa de S. Francisco,
ra da Cadeia, ponte do Recife, em segu-
mento a ra da Cruz, a voltar para a dos
Tanoeiros, Trapiche, Vigario, Azeite de Pei-
xe, Madre de Deo, em seguimento a Ssnto
Antonio, ra do Collegio e pateo do mes-
mo, ra do Livraroento, tuvesa* deS. Pe-
dro, ra das Agoas Verde^.^Jj&vessa do Acu-
que (intigamentn do MirisV.-i ,, ra dos
Martyrios, em seguimento ao pateo dn Gir-
ino, Gimhoa do mesmo, ruis dn. Flores,
Nova, Trincheiras, estreita do Nl'.oVjrio e
Queimado, recolhen lo-se pela rua\das Cru
zes era frente a igreji. A mesma m\B a?.
sciente aos Srs. sacerdotes, que tivereni de
icompanhir a dita procisso de comparece-
rem de roquete ; assim como rog ios-.Se-
nhores irmiios, que tiverem em seu poder
capas ou murgas deas mandar entregar au
thesoureiro, visto a falta que ha nira seme-
ntante acto, de cujo favor Ibes ficar obri-
gada.
Procissao de encontr.
As irmandades de S. Tiago, erecta na
igreja do Pilar, eSenhora Sant'Anna ni Ma-
dre de Dos, teem de presentir boje, 11 do
corrento mez, pelas 7 horas da tarJe, a vis-
ta dos filis, Mimigens do Sr. Bom Jess
dos Passos e da Senhora da Soledad em
procissSo de encontr, sendo este no largo
da igreja do Pilar, onde havera sermSo,
(Indo o qual seguir a procissSo a percor-
rer as ras da mesma freguezia, at reco-
Iher-se na Madre de D.ios, ondo Hcar3o pa-
tentes is mesirias imagens pira seren ado-
radas pelos fiis : portanto, roga-se aos mo-
radores das ras donde pissar todo o res-
peito a um a-'to de tanta venorarjilo.
O abaixo assignado avisa ao respeita-
vel publico, e especialmente ao corpo
commercio, que, des le odia 11 de marco
do corrente anuo, est na posse do trapi-
che denominado da Companhia, por escrip-
tura publica de arrendiniento que celebrou
com a proprietaria do mesmo trapiche ; e
bem assim, que o Sr. Luil Antonio Rodri-
gues" de Almeida no tem ingerencia algu-
ma no dito trapiche, sendo o abaixo assig-
nado a nica pessoa com quem se deverilo
entender a respeito de qualquer negocio re-
lativo ao irapiclie. --Joi Velloso Sonres.
No dia 5 de abril prximo futuro, fin-
da a audiencia do lllm. Sr. Dr. juiz do or-
phos do termo de Oiinda, se ha de arrema
tarde arren lmenlo o engenho Forno da
Cal, avahado em 1 000,000 rs. annuil, a re
querimento da propietaria, por si, o como
tutora de seus filhos : quem quizer lanzar
comprela conipctentemente habilitado no
referido dia, as dez horas, pur ser a ultima
praga.
Roga-se encarecidamente ao Sr. JoSo
Jos de Maraes de responder as caitas que
se la" tem dirigido, ou do apparecer na ra
do Livramento n. 34.
-Sabbado, 12 do corrente, na porta do
Sr. Dr. juiz municipal supplenlc, na ra da
Madre de Dos, as 4 horas da tarde, por
execuefo de Manuel Joaquim Pinto Macha-
do GuimarSes contra Roberto deSouza Zu-
zarte, se ha de arrematar de renda a casa
n. 27 di rui do Rozario da Roa Vista.
JoSo Jos de Carvalho Moraes embarca
para o Rio de Janeiro o seu escravo, pardo,
de nome Cyriaco.
Iloje se b de srrematar, por ser a
ultima pi ac, peraulo o Sr. Dr juiz do ci-
vcl, unas muradas de cisas, penhorsdas a
I). Francisca Thomazia da ConceicSo Cu-
nha, por llenry Gihson e Fox Brothers, e al-
gumis pecas oe prata, ponhoradas a Fran-
cisco de Paula Lopes lt.:is, por execu;So de
Jos Carneiro da Cunha.
-- precsa-se alugar urna preta que saiha
cozinhir e engoiiunar, para o servico e
urna casa de pouca familia : quem tiver, au-
nuncie.
No dia II do corrente, as 4 horas da
tarde, perante o Dr. juiz dos feilos Ja fa-
zenda, na casa dn sua residencia, na ra do
Hospicio, se hSo de irremitar os seguinles
bens peiihorados por execugSu da fazenda
nacional aos seus devedores : urna poican
de csixas vasiase tres bancas para o fabrico
de charutos por 9,500 rey, peohoradas a
JoSo Pereira deS Vianna ; os utencilios dn
um acouguo, tudu por 13,000 rs a Caelano
Minoel do Niscimeuto ; parle de mobilia de
silifde jicarand), a Ignacio Benlo de
Luyla; dita de madeira diversa, a Jos
Joaquim de Almeida Guedes : is pessoas
quem convier os objectos cima, compirc-
cam no lugar e hora indicados.
-- Dessappireceu em o mez de fevereiro
prximo pisssdo um escravo- de nome Jos,
de iihcSo, O qual representa ter 30 a 40 an-
uos, com umi belideem um dos olhos, sec-
co do corpo, lltura regulare pouca barba ;
levou camisa e ceroula de algoJSo da trra,
e he pouco desembarazado na falla. F.sle
escravo fui comprado ao Sr. Thomaz An-
tonio Maciel Monleiro : pede-se as antorida-
des policiaes e aos capil.les de campo, onde
quer que elle seja encontrado, que o pren-
dam, e por esta mesma tulla o annunciem
para ser procurado, ou u conduzam a seu
senhor JoSo Francisco do Reg Maia, na po-
voicSo de Apipucos, que serSo generosa-
mente recompensados.
Pesca-se pela Semana Santa, nos dias
quarta, quinta e sexla-feira, no vveiro que
foi do fallecido Muniz.
Desippirecou, no dia 7 do corrente,
urna escrava fula, baixa e cheia do corpo
levou vestido de chita escura, panno da Gus-
ta azul e bis orelbas um par de argolis cor-
lem os pos grandes e foi vis-
gar de a levar & ra do Hospicio n. 3t, que
se pagar o trabalho.
Adiado.
Ni porli de urna loj di ra do Queima-
do acharam-se urnas poocis dcsedulas en-
rolladas, cuja quantii he diminuta, e ba
muita piohabilidade de seren do !uma pes-
soa do sertSo, que fez compras na mesma
loja } por isso avisa-so a essa mesma pes-
soi, que comparece no dito lugar, que Ih'as
serSo restituidas.
-- A pessoa que tiver urna ou duas protas
para alugar, que sejam fiis cm suas con-
tas, dirija-se roa dos Pescadores, casa da
esquina n. 3, quo votta para a do Santa
Rita.
-Deseja-so fallar com o Sr. Jos Macha-
do Malheiros Bfaga a bordo do patacho No-
vo Temerario, Tundeado defronte da cscadi-
nha do caes do Collegio.
~ Precisa-se de officiaes de sapateiro pa-
ra Irabalharem e n urna loja de sapalos : na
rus Direit, loja de calfado n. 56.
-- Aluga-se ou troca-se por urna casa ter-
rea as qualro freguezias desta cidade, uro
grande sitio do Ierras proprias, com baixa
e casa nuva feit ha pouco pira grande fa-
milia, no lugar de Beberibe do Baixo, mui-
to perlo da povoacSo, por ser o ultimo si-
lio antes de chegar a mesma ; tambem ven-
de-se um preto do naca", do 25 annos, bom
carniceiro, o qual ganha 800 rs. dlirioi: na
ra do Mnndcgo n. 99.
Carrocas de aluguel.
Alugam-sccsrrocas com bois pira qual-
quer conduQSo para dentro da cidade, ou
arrabalJes, comluzidas por escravos intel-
ligenlesede condanca, pelo que responsa-
t>ilsa-s : na ra da Cadeia do Recife n. 1,
se indicar.
No dis 19 do corrente desappareceu da
ra da Cadeia do Recife um cava'.lo casta-
nho-ruzilho, grande, castrado, com urna
carga de cal preta, sendo os saceos de dous
(ios de algodSo da trra : quem do mesmo
souber ou o tiver em seu po ler, love-o i
ra do Queimado n. 6, que ser gratificado.
--JoSo Luiz Ferreira Ribeiro embarca pa-
ra o Rio de Janeiro o seu escravo de nome
Jacob, de naca Costa.
- Antonio Pinto deSouza Brito vai ao
Rio de Janeiro t tralar de seus negocios.
Joaquim Alves da Cunha retirase para
fura do imp to.
Perdeu-se urna carta aborta escripia
em inglez : quem a icliou, querendo-a res-
tituir, dlriji-se ao escripturio do Itussell
Uellors & Companhia, na esqnina da Lin-
goet, que se fiear muilo obrigado.
-- Precisa-se de officiaes de sapaleiro : na
travessa do Corpo Santo, luja de calcado n.
29, confronte ao lado do passo, que lica de-
fronte da ra da Cadeia Velha, pagando-se
bom as obras conforme a perfeicSo dellas ;
tambem dSo-se a fazer fra sen 1o pessoa
de sua conlianija, e comprain-so obras fei-
tas de todas as qualidades.
Precisa-se de urna ama quo saiba co-
zinhar e etigommar para casa de pouca fa-
milia, sendo forra ou captiva : na travessa
do Corpo Santo u. 29, ou annuncio para ser
procurada.
Os Srs. Minoel Gomes Barboza de A-
raujo Pereira, Jozquim Dias de Sant'Anna
e Alexandre Minnel deMendonQi, queiram
mandar ou irein buscar cartas que lectn, no
Aterro da Boa Vista, sobrado n. 10.
-- Alugr.-Si) um moleque para casa ingle-
za, da qual tem aiguma pratica : quem o
pretender, dirija-se ao lleccu Largo do Re-
cife, venda que volta para a Senzalli Nova,
que se dir qnem o lem.
Aluga-se urna escrava que saiba cozi-
nli.tr e fazer as compras de ra : quem a li-
vor e quizer alugar, annuncic, ou dirija-se
ra das Cinco Puntas n. 82.
Precisa-so a.ugar urna ama captiva ou
forra, que saiba bem cuziuhar : na ra do
Queimado n. 40.
Quem tiver apoliecs da companhia de
lieberibu e as quizer trucar por um sobrado
de medio valur, e mais duas casas terreas
annexas au mesmo, annuncie para tratar-se.
Passeiu Publico.
Nesta ra ha urna casa decentemente aran-
jada, ua qual todos os dias, das 6 hoias da
tarde em dianle, llavera os bem feilos sor-
vetes a troco de 2V0 rs. cada um cupu pela
medida velha ; tambara se mandara levar
is pessoas que, quoreuio gozar do fresco
nos bancos do Passeio, l os quizerem sa-
boreo r.
Theatro no Apollo.
Todas as nnitesde espectculo haver sor-
vele a 320 rs. cada copo, adrailtindo-se bi-
Iheles para facilitaren! os Irocuj, podendo-
se receber o importo no Passeio, casa onde
se vende survele.
Nos abaixo assignados, adve timos que
nos desappareceu una lettra firmada pelo
Sr. Cosme de Miranda Henriques, da quan-
tia de 60,000 rs. cuja lettra ignoramos se
fui lirada ou perdida na ra ; pur isso pre-
venimos ao dito Sr. Miranda para que no
caso de lhe ser apresentada n.io pague, sal-
vo se lur com nossa ordem, e depois dessa
dala ; assim como a pessoa que a tiver a-
chado, queren.lo-a restituir, receber urna
pequea gralilicacSo.
Victorino & GuimarSes.
Pede-se a pessoa que leve a bondade de
tirar do consulado brilannico, na hora da
chegada dos vapores ingiezes, os jornaes
inderegados a Fernando Beleo!, depois
de os ter lidu, fazer-lhe o obsequio man-
da-Ios entregar; assim como pede-se-lho
por favor nSo se d mais a este incotnmodo
para o futuro.
O escrivSo Joaquim (Jos Persira dos
Sanios participa aorespeilavel publico, que
mudou a sua residencia e cartorio para a
ra de Hortas u. 2. no primeiru sobrado no-
vo que bola o oilSo para o pateo do Carmo,
no segundo andar
Alugau-se duis escravas para vende-
rem na ra i quem as liver, dirija-se ra
da Cruz n. 49.
O Sr. JoSo da Costa Monleiro queira
dirigir-se a loja de livros dapracada Inde-
pendencia ns. 6 e 8. pirenegocio que nSo
ignora.
-- Os abaixo assignados fazem sciente ao
publico, que em 31 de uianjo prximo pas-
sado dissolverim amigivelmente a sociedi-
deque tinbim na loja de fazendis n 26 da
ra da Gadeii Velha, que gyrava debaixo
da firma de Campos & Morein, Meando a
cargo doiocio Campos a liquidado datodo
o activo epassivo da extincla firma. Reci-
fe, 6 de abril de 1851. --Jodo Baptista de
Campos. ~ Kanoel Comes Moreira.
conta por balanco de qualquer estabeleci-
mento deste genero, ou mesmo pira co-
hranca, para o que se cha habitado e da
fiador sua conducta: no Aterro da Boa
Vista, venda n. 44. ^^___.
Compras. _
Na ra do AragSo n. 19, compra-se um
compendio de dogma por Gasanmgt, em
bom estado. w..
Compra-se um ornamento de sebasto
do damasco, ou fazenda que comprehenda
as cores branca, encarnada e rxi, com
bole* o vos : na ra do Rozario n. 16.
Compram-se apolices da divida publi-
ca de 5 o 6 por cento : na ra das Laran-
geiras n. 18. ....
Compram-se duas ou tres duzas de la-
boas de louro ou pinho j servidas : na ra
Imperial n. 167.
Compram-se escravos de ambos os se-
xos robustos, para dentro e fra da provin-
cia : na ra larga do Rozario n. 48, primei-
ro indar.
Ni ra da Cruz n. 39, compra-se urna
duzia de cadeins d'oleo, em bom estado.
Vendas.
lidia de ouro ; tem os pos grandes e foi vis-l Um mogo portuguez, que tem bstan-
la na Gapung: rogi-se a pessoa que a pe-| te pratica de venda, se ofleiece para lomar
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos ao:ooo,ooo rs.
Na loja de miudc/.as da praca da Indepen-
da n. 4. vendem-sc bilhetes iuteiros, ineos,
quartos, oitavos e vigsimos a beneficio da pri-
meira loleria da sociedade Amante da liu-
trueco, que correu no dia 3 a B de abril.
Bom e liarato;
Vende-se cera de carnauba do primeira
sorte, a 6.000 rs., sapalos brancos pira ho-
inem o meniuus ; ditos do couro de lustro;
couros de cabra; chapeos de palha ; pen-
nas de ema : na ra da Cadeia do Recife n.
49, primeiro andar,
A 4oo rs. o covado.
Vende-se lila lina, muilo larga, a 400 rs.
ocuvodo, madapoles finos, a 5,000 rs. ;
ditos, a 4,300, 4,000, 3,600, 3,200. 2,700 e
2,500 : na ra do Gabug n. 10, defronle do
cerieiro.
Vende-se urna esenva crioula, de 18 a
20 annos, quecozinha, engomma sofTrivel
e lava, para fra da provincia ou para o ma-
to : as Cinco Puntas n. 8-2.
Na loja |de Antonio Gomes Villar, na
ra Nova n. 23, esquina que volta para a
Gamboa du Carmo, vende-so um grande
sortimento do pannos finos prctos e de co-
res, casimiras nrelas e de cores, madapo-
les finos e deoutras qualidades, ilgodSo-
zinhos, canihnias lisas, ditas para corti-
nados, Urina transidos de cores, colletes do
fustSo, de la muito modernos o de bom
gosto, ditos de seda de muilas qualidades,
eoutras muilas fazendas, sendo tudo por
muito commodo preco, a vista da boi qua-
lidadn.
Vende-se um molequo crioulo, do 19
anos, perito cozinheiro, e proprio para
um pagua por ser de elegante figura, Alt)
tem vicio algum : o motivo por que se ven-
do so dir ao comprador : na ra dis Cru-
zes ii. 10.
Vendem-se meiasdesoda branca para
meninas du 2, 4 o 6 annos : na ra Nova n.
2, atrs da matriz.
A 3,000 rs. a polle
Vende-se cuuro de lustro francez a 3,000
rs. a pella : r.a ra Nova, loja n. 2.
Ven lem-ae bicos de linho e do algo-
dSo a 60, 80, 100 e 200 rs. a vara: na ra
Nova, loja n. 2.
Ventle-se por causa de saluda
urna burra de segredo, nova, forma de ar-
mario, de L Paul, u i dos melhures fabri-
cantes de Pilis, com fecluduri de segu-
ranca pelo niosmo autor, e duas espingar-
das de dous canos para caga, sendo urna do
system Lefauchcuy : ni ra da Cruzn. 51,
primeiro andar.
Vende-se um escravo moco, de 19 a 20
anuos, muito perito em forcise lign, pro-
prio para todo e qualquer servico ; efiauca-
se nSo ser vicioso : o motivo por que se ven-
de se dii ao comprador : na ra Augusta,
casa defronle da de n. 18.
Na loj das seis portas, em frente
do Livramento.
Vendem-sc pecas de brelanba de algodao-
oom 10 varas por cinco patacas, manteletes de
fil preto a 8.i'00 rs., challes pretos de reda a
i60 rs., lencos para nio de senhora a 240 ra.r
e lodas as mais fazendas por precos em conla.
Veiuem-se as seguintes se-
mentes:
de nabos, ditas de ditas ingleas, ditas den
baos encarnadas, ditas brancas, ditas de ce'
bolas de Setubal, ditas de alface allatnaa.
dilas icpolliudas, ditas de cvc trinchada, di-
tas de sennura aniarellas, ditas de chicoria, di-
tas de coentro de loceira, ditas de salsa, ditas
de tomates grandes, ditas de rcpolho, ditas de
rspinafre, dilas de pipinella, ditas de aipo,
ij.io. ( ai rpalo de tres qualidades, ervilhas
tortas c direitas, rabanetcs encarnados e bran-
cos : na ra da Cruz n. 46, defronte do Dr.
Cosme. Na mesma casa vendem-se queijos in-
giezes muito frescacs.
Vemiem-se cadinhos muito baratos :
na ra de Santa Thereza n. 38.
Madapoles e algodao baratos.
Venderr.-se pecis de midapolSo, com to-
que de nana, a 1,600, 2,000 a 2,500 rs. ;
ditas de ilgodSu, a 1,600, 1,800 e 2,000 rs. :
na ra do Crespo, loja da esquina que vol-
ta para a cadeia.
Charutos de llavana.
Na ra da Cruz n. 49, vendem-se os bem
conhecidos charutos de llavana, ebegados
ltimamente du Rio de Janeiro.
Attencao.
Vende-se uuji linda mulilinha de 18 an-
nos : ns ra do Pires n. 9.
Loteria do l\io de Janeiro.
Aos 30:000,000 rs.
Na praca da Independencia loja de miude-
zas n. 3, que volta para a ra do Queimado e
Crespo, vendcin-se os muito afortunado! bi-
lhetes, ineos, quartos, oitavoi e vigesiiuoi da
primeira loleria a beneficio da primeira socie-
dade Amante da iustruc;o.
Lotera ti > Kio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na ra estreita do Rozario, travessa do Quei-
mado loja de miudezas n 2 A, de J. F. dos
Santos Maia, vendem-se os muito afortunados
bilhetes, meios, quartos, oitavos e vigsimos
da primeira loteria a beneficio da priiueirai
sociedade Amante da Inatruccao,
MUTILADO


T
mm
'4'
Lotera da matriz da Ba-Vista.
Aos O e 5:ooo,ooo rs.
Na loa de miudezas ila praca da Indepen-
dencia d. 4, vendem-se bilhetes Intelros, meios,
quartos, quintos, declino c vigsimos, que
corre iinprelerivrlmente no din 2 de junho ou
antes se se vender os bilhetes.
Bilhetes inteiros 10,000
Meios S.000
Quartos 2,(i00
Quintos z,100
Decimos 1,!00
Vigsimos 600
Chapeos para senhora a '1,000 rs.
Vendem-te chapeos para senhora de palhi-
nlii, bordados a 4,000 rs. e lisos a 1,600 rs., e
de castor para passearem a cavallo a 12,000
rs.: na ioja de seis portas defronte do I.ivra-
mento.
Vendem-se caixas com cera
em velas do Rio de Janeiro, com
hoi ti turnio a vontade do compra-
dor, e fumo em folha do melhor
que ha no mercado: na ra do
Trapiche n. 5, e.-criptorio.
Farinha fontana,
Arroz de casca,
Farello novo,
Cha preto,
Chumbo de munico,
Cimento,
Bichas de Hamburgo,
vende-se ludo por presos commodos
rmazemdeJ J. Tssso Jnior, ua ru
Amorim n. 35.
O Antigo Barrateiroao Passeio Pu-
blico Loja n. 11 de Firuiiano
Jos Kodrigues Farreira.
Tem para vender, superiores sarjas de seda
hcspanbola larga a 2,000, 2.400,2,(500 e 2,800
rs. superior, setim inaciio preto a 3,200 rs Ca-
lenda tica, pannos linos pretos e de cores
por precos multo baratos, brim trancado de
todas as cores, iiiciins pretos, princezas, chi-
tas francezas largas, casemiras, ISas de cal tas,
tapetes, los pretos, bicos, lonas, niailapoldes
finos e outras inultas de dillerentes precos,
algodozinbos de todas -s qualidades, chitas ti-
na* de todos os precos, alm de multas outras
fazenda* que se vendero a todo preco, eassas
chitas, challes de laa e seda e de 1,1a, ditis de
ganga franceza, lencos de seda de peso su-
perior, e cintras militas fazendas baratas.
A os 10:000,000 rs."
No atierro da iloa Vista, loja de calcado n.
58, vendem-se bilhetes inteiros, meios, quar-
tos, quintos, decimos e vigsimos da lotera
da matriz da Hoa Vista, que corre no dia 2 de
junho do corrente anuo.
10,000
Bilhetes inteiros
Meios
Quartos
Quintos
Decimos
Vigsimos
5,000
2,000
2,100
1,100
(00
Vende-se o engenho Estiva na frrguczia
do Cabo, distante da praca 9 legoas, de agoa
inocule e corrente, de boa produeco queni
o pretender comprar dirija-sc a Pracinlia do
Livranieiito n. 4G, lercriro andar, a tratar com
o bario de Ipojuca, ou no seu engenho Bu-
ranhem.
Lotera da matriz da Boa Vista.
Al I 0;0 No Atierro da l'.oa Vista, luja de fazendas n.
'Mt, vendem-se os afortunados bilhetes e meins
da mesina lotera, que corre iiiprete'ivelmcn-
le no dia 2 de junho vindouro, ou antes se si
venderem os bilhetes.
Bilhetes inteiros 10,000
Meios 5,000
Sarja hespanhola.
^ Na loja do sobrado amarello nos quatro '
cantos da na do Queimado n. 29, ha
^ para venderse uin completo sortimrnto 5
< desarja desedapreta veidadeira In -|..-in- >
V hola, a prcrosde agradar ao comprador. ^
fffffbffW HIWVHWf
Cha homa'opnthic .
( lia l:oi] meopatliii (i cm embru-
Ihos cliinrzrs, a mil lis cuda um :
^ende-se no patcodo Collegio, ca-
sa do Livro Azul.
Cementes de ortalice
e de llores inulto novas viudas de Lisboa no
brigue Coiicri'fo d< Alaria, fcijiio carrapato :
na ra da Cruz n.61,
tpsfwi rrt* Na loja do sobrarlo amarello nos qua- t"
tro cautos da ra do (jucimadu n. 29, ||
vendem-se manteletes pretos de setim, ,p
j chainalote e gros de naple, com ricos 3
enfeites e com bico preto de mais de pal- *J:
neo de largura, sendo o mais modernos *
3uc boje ha, los de linho pretos borda-
os a seda, cortes de vestido de sarja t
preta lavrada, padrdes de inulto gosto,
setim preto para vestido de senhora,
sarja de seda preta legitima hespanhola,
filelas de seda preta de peso, e outras la-
/.mas Tinas, ludo por piceos multo
em conta.
Deposito de cal e polassa.
No anna/cn da rita da Cadeia do Reclfe n.
12, ha muito superior ral de Lisboa em pedra,
assim como polassa chrgada ltimamente a
preco muito rasoaveis.]
Ovas do serlo.
Vendem-se ovas do sertiio multo frescaes,
e por pirco coiniiiodo: naruado Queiinadon.14.
Jtap Paulo Cordeiro do l'io de
Janeiro
em lulas c frascos, chegado reccnlemenle :
vende-se na ra da Cadeia do Recite, loja
n. 50, de Cunda & Amoritn.
(.'omiiiua-.se a vender agoa de fazer os
cabellos e suissas pretas : na ra do Queima'to
loja de ferragens D. 31.
Potaisa la Riusla.
Vende-se |nli;>a f*a lUi ia, rirrnlemen
te cliegids, e de mullo superior qualidade
ua ra do Trapiche n. i7.
$,*>:. *>*>*:-.*#* + +
# l Igorlo para suecos. t)
0 Vende-se niuilo liom algodilo para %:
fe sarcos de assucar, por prec,ocon,mo- t>
mB^mm-^fm ?## :#######
Talxas pai a fiiKt-iilio.
Ni fundlcHo de ferro da roa do llrum,
acaba-se de receber um completo sorlimen-
to de taitas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaos acham-se a venda por preco com-
Hjodo, e com prqmplid&o embarcam-se, ou
carregam-se em carros se ni despegas so
comprador.
t< ra Nova n. 33, deposito da nova fa-
brica de caldelraria c mais ofllcinas. tila na
rua Imperial n. 120 de Andrade a Leal, ven-
dem-se os aeguintes objeclos : as mui appro-
vadas machinas de Derosne para restlllar fo-
gdes econmicos ; dito para navios; alambi-
ques de cobre de todas as dinienccs ; serpen-
tina de dito e estanho ; caixas com folhas de
flandres de superior qualidade ; ditos com
vldros de todas as dimencOet ; chumbo em
leocol ; dito em barra ; zinco em folha ; dito
em barna ; bombas de cobre de todos os ta-
maitos ; carros de mo bem construidos ;
tambem se fatem portdese varandasde ferro
e outras quaesquer obras de cobre, bronze,
latiio, ferro etc.: os prelendentes que quie-
rem dar suas cncommendas podem entender-
te em dita fabrica com o socio'Manoel C'ar-
nelro Leal, ou no deposito com o socio Joa-
quini Antonio dos tantos Andradc, que suas
encommendas serao cumpridas com exaclldo
e presteza.
Vendem-se amarras de ferro : na rua
da Senzalla nova n. 43.
Cera em velas.
Vendem-se caixas com cera em
velas, fabricadas no Itio de Janei-
ro, sortidas ao desejo do compra-
dor, e por preco mais barato do
que em outra qualquer parte;
tambem se vende cera fabricada
em Lisboa, em caixotes de 100 li-
bras cada um : trata-se com Ma-
c. ndo & Pinheiro, rua do Vigario
n. 19, Segundo andar.
Aloinhos de vento
eom bombas de repucho para regar portas
d baixas de rapini : vendem-se na fundirlo
de Bowmsn & Me. Callum, na rua do Brum
ns. 6,8el0.
Bombas de Ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na rua do Brum ns. 6, 8 e 10,
fundican de Ierro.
Deposito tic cnl virgt-111.
Na rua do Torres n. 12, ha muito supe-
rior cal nova em pedra, chegada ltima-
mente de Lisboa no brigue Tarvjo-Terctiro-
Vendem-se chapeo de palba
do Chile, muito superiores, por
preco muito com modo para fecbar
coritas : Ira a-se no escriptorio de
Novaes & Companhia, rua do Tra-
piche n. 3/|.
Vende-se, por preco com-
inoiio. cera em velas, muito bom
soi linii uto. fabricada no Itio de
Janeiro : noarmazein de Das Fer-
reia, no caes da alfandega, ou
com Novaes & Companbia, na rua
rio Trapiche n. 34.
Na rua do Crespo n. 10, loja de
J. L. deB. Tnborda,
venden) se as seguinles fazendas, proprias
da presente estarlo, a saber l sarja hespa-
nhola, a 2,400, 2,600, 2,800 h 3,000 rs. o co-
vado ; dita inferior, a 1,200 ; chatnalote de
seda, 3,000 ; murcullna preta de 1,1a, tam-
bem propria para vestidos por ser fazenda
muito lina, a*960 ; merino preto fino, a
3,500; cesemia preta selim, a 3,500 e
3,800 ; panno preto lino, 4,000, 6,500 e a
,H00; dito superior, a 8,000 o covado ;
len^OS de setim pietos para gravata, t 4,500;
ditos de seda de cores pata algibeira, a
I,C00, 1,000 c 2,000 rs. ; ditos rara gravutu,
1,000 ; ditos superiores, a 2,000 ; chrpos de
sol de seda francotes, a 5,500 eo.soo; di-
tos para st-nhora, a 4,000; ditos de panni-
i lu de cores com cabos d'osso e artnar,So
de fero, a 2,000; chapeos de massa ran-
ci yes da ultima moda, a 7,000 rs.
Na mesma loja veudem-se
tambem a precos muito commodos, as fa-
lencias seguirles : corles de rambrait bran-
ca p:ira vi stidos, a 3,000 c a 4,000 rs.; ditos
de ii ni inlini', a 3,000, ditos de cassa-ebi-
ta, gustos modernos, a 2,880 e a 3,200 ; ris-
cai!o monstro, a 140 o covado ; dito para
Calcas, a 100; lencos de seda com fianja, a
3,500 ctales de l1a e f da finos, de lindos
e modernos pailn s, a 7,500 ; ditos ditos, a
5,500 ; ditos pretos, a 2,000 ; ramizinhas de
e. o I una i ai a setiliora, a 1,500; gollitihas
para ditas, a 640 ; b neos de quadiosencar-
nados codi franja, a 320 ; ditos de fil pre
lo de lies ponas, a 200 ts. ; luvas de algo-
doedeseda para bomem ; ISazinba cor
de rafe, ptoprias para jaquelas, a 200 rs. o
covado ; Ifia e seda, propria para palitos, a
140 rs. ; canisasde tneii, a 1,280 ; ditas de
La e de seda, a 2,01)0 ; ISazinba de listras
para ralbas, a 240 rs. o covado ; brim pardo
de hiiliu | i I a cillas, ll 1 ,01111 i, cuite ; cu les
decasemia c de luslSo para colUtcs, a
1,000 ; lencos de seda preta para grvala, a
20Oea64()rs. cada un; suspensorios de
Cadsco, a 00 is. o par ; ditos de meia, a 40
rs. ; n antas de lea para pesclo, a 320 rs. ;
alpaka preta, a 720 e 800 ts. ; dita superior,
a 1,000 e 1,200 o covado ; Iritis de linho de
coris, francizrs, de novos padiOes e supe-
petior qualidade, a 1,40) a vara ; casena a
de cores para caifas, gustos modernos, a
6,500 e a 7,000 o cile ; casineta de 13a pa-
ra ditas, a 3,500. e 4,000 o corte ; brelaulias
de linho, lianrcias, peca de 6 varas, a
3,500 ; cobertores de 18a, a 1,000; brela-
nliasde rollo, a 2,000; lafel de cores,
500 e a C40 rs. o covado ; renda de Hubo, a
40 is. a ara ; e oulras multas a precos La
ralissimos.
Cbapos da ultima moda de l'a-
ris a 6,ooo ts,
y a loja de seis portas em frente do I.ivra-
iiienlo, ii in chapeos de massa pretos do ultimo
gosio em i'aris, que vendem-se a ,000 rs., e
de molla a 5,5 i m^B%%BB\iMWBKWBWi>lL
l.antoi.s l'aillit-t i\ Compaohia.l
L' Coiilmua-se a vender no deposito *
-i geral ua rua dal.ruz u. 52, o excel- W
I-olee bem conceituado ra| areia a
M. prela da fabrica de Gaiitois l'aiibctl %
CompanliiN da liahia, em grandes e
saccas novat de bom algodaoznho : na praca
da Iloa Vista venda de Joaqulm da Penha ino-
pes n. 18 : approveltem a occaslao antes que
appareca o especulador para a usura.
Cha Hyson superior qualidade.
Vende-se na llvrarla do pateo do Collegio n.
6 de Joao da Cotia Uourado.
--. Vende-te urna linda escrava com urna
cria de 2 annot, que engotntjia, cozinha e co-
te perfeitamente : na rua de Santa Rita nu-
mero 11. ,
Na rua do Collegio n. 16, taverna de
Antonio Ferreira da Silva, vende-se farinha
de mandioca em boas saccas, a 2,000 rs. ca-
da urna ; este preco he para quem se quizer
aproveilar, pois que esta pechlncha nflo po-
de durar muito.
Hodinha brasileira,
para piano e canto, exprettaroente composta
e dedicada a insigne cantora a tlguora Augus-
ta Candiani: vende-te nicamente netta ty-
pograpbia, pr(o 500 rt.
Candianeida,
poema lyrico em quatro cantor, dedicado el-
mia cantora a signora Augusta Candan!: ven-
de-se nicamente nesta typographla preco
500 rt.
Vende-se umiiioleque de 10 annos mul-
to sadio, urna crloula que cozinha e cose chao,
com principio de engommado para lora da
provincia ou mato, urna dita de nacao boa
quitandeira e cozioheira, moca de boa figura :
na rua do Raogel n. 38, segundo andar.
Vendem-se carrocas novat fortes e bem
i tonstruidas, com os competentes arreios, pro-
fina cores fuK r":os padres em liando cassa | engenho ou qualquer outro ser-
a 200 rs o roa" .sarja hespanhola muito tu- v ,* ^ ,.,l ,- .-=_ ,--
na ettrada do Rozarinho sillo das roseirat do
major Jnaquim Ellas de Moura.
Couro de lustro.
Vende-se couro de lustro de multo boa qua-
lidade a 2,800 rt. a pede : na rua da Cadeia
Velha do Recite loja de ferragens n. 56 de
Francisco Custodio de Sampaio.
Cabos da Rossia de p polegada
at 3 ti.
O melhor tortimento de cabos da Rutila
que tem vlndo a este mercado: acham-se a
venda no armaiem da rua da Crua n. 13, c te
vehdem em norees vontade dos comprada-
res, e a preccFo mais barato qne he posslvel
hoje encontrar-te.
Toucnho California a 18,000 rs.
o barril de loo libras.
Vende-se cite .relente toucnho, muitiitl-
mo tuperlor ao de Lisboa : ua rua da Crui n.
3, armazeni.
A 160 rs.
Na loja do barateiro da rua do Crespo n. i ,
vendem-te riscadinhos de llnbn mludlnho
entilando alpaca de cor, propria para vellidos,
jaquetas e palitos a 16O rs. o covado, alpaca de
quadrnt prela e roa a 200 rt. o covado, um
reto de vestido! de barra com pouco mofo a
2,000 rt o corte, leucot de teda a 1,000 rt.,
cattat chitas francezas de lodas as cores linden
padrdet a 240 rt. o covado as mais superiores,
chitas francezas, ricos padres e assentos es-
curas a 320 rs. o covado, dita miudinha muito
perior a Z.40Q rs. o'covado, casimira preta
multo tuperlor a 2,4A0 rs o covado, e outrat
imiins Cizenmas por inuilo barato p_reco
rua de CreApo n
Dias.. /
Y',\C bordado a i.aoo rs. a vara.
Na rua do Quelinado defronte do becco do
Peixe trilo, loja n. 3, vende-se fil bordado
l.i .iiii-ii e de cores pelo baratissimo preco de
tret patacas c doze vintens a vara, esta fazenda
pelos teus lindos e elill'erentes desenhot tor-
na-se mullo rccommcndavel nao so para ves-
tidos de senhoras, como tambem para man-
teletes : dar--c-1.iiu amostras com o competer.-
te penlior.
CO-
Ganga mesclada a i\o ra.
vado.
Defronte do becco do Peixe Frito n. 3, ven-
de-se ganga mesclada de quatro palmos refor-
jados de largura pelo baratissimo preco de do-
te vintens o covado : esta fazenda lorna-te
i, ii 11.1 recomniendavel nao so para jaquetas e
calcas, como tambem para palitos e casacos.
fil bordado preto a 2,000 rs. a
vara.
Na rua do Queimado loja n. 3, vende-se fil
bordado preto pelo barato piren de 2,000 rt.
a vara : esta fazenda pelos seus agradaveis dc-
senhos he rccoinmendavel para manteletes e
capotinbos.
Vendem-se cordas de tripa e bordes pa-
ra rabeca e violao, papel pautado para msi-
ca, tudo de superior qualidade e chegado pr-
ximamente : na praca da Independencia loja
n. 3.
A I,(mo rs. por covado.
Na loja n. 3 da rua do Queimado, vendem-se
casimiras de cor de cmsa pelo baratissimo pre-
co de cinco patacas o covado : esta fazenda lie
propria para forros de carros.
Vende-se urna.preta perfeita cozioheira,
e que faz toda qualidade de doce, cose, en-
goinma liso e tem boas qualidadet : na rua
larga do Rotario n. 36, loja.
-- O novo e bonito cabriolete descoberto,
com o seu grande e vleme cavallo rudado :
vende-se e quem o pretender, dirija-se a rua
do Crespo n. ll.
lbum.
Acaba de chegar de I'aris ricos
albuns de velluJo' marchetado de
nulo e de marrequim. Sao do ul-
timo gosto, e vendem-se no pateo
do Collegio, casa do Livro Azul.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda j
servida, sendo um sof, duas mesas modernas,
urna dita de meiodesala quadrada, nove ca-
deiras, um locador, tudo por preco coiiimodo :
na rua Uircitan. 84.
Espanadoies para pianos.
Vendem-te espanadores para piano ou pa-
ra outro qualquer traste delicado : na rua do
Ourimado n. ili, loja de Jos Diat Simei
Litaos lio toes para casacas.
Vendem-se bolesde seda pretos dos mellio-
res padres possiveis, propriot para casacas e
por preco commodo : na rua do Queimado n.
l, loja de Jos Dias Siines.
A ellas.
Luvas de o mal de Lisboa para tenhora e me-
nina poi piren cdiiiniddu : na rua dn Queima-
do loja de iiudeat n. 25.
-- Vende-se um bonito uiolcco,de 18 an-
nos, propriopara pagem i na rua larga do Ro-
zarlo u. 48, priineiro andar.
Novidade.
Riquissimns cortes de vestidos de barra de
finlssima chita franceza pelo barato preco de
4,000 rs. o corte : na rua do Crespo n. 14, loja
de Jos Francisco Dias.
Vende-se salsa parrilha tnuilo em cu.
ta, tanto em grandes romo em pequeas
i ni coi s : na rua da Cadeia Velha, loja de
fenagens n. 23.
JNa loja das seis portas.
Vendem-se corles de chita lina com 12 co-
vados em pedaros a 2,000 rs., e challes de ca-
daco a 800 rt., proprios para traier por casa
por seren escuro.
Manual da iniss* e conasSo.
Manual da missa e da confissao, tercelra
ediccao de 1850, augmentada com as vesperat
do domingo, e outras devoces, ricamente
encadernado de veludo, inarroquim &c.
vende-se por commodo pirco, na livraiia |u.
ti, do pateo do Collegio, de Joo da Costa Dou-
rado.
Vende-se sapatos de duraque franceses,
a 1,000 ris o par ni rua do Livramento,
loja n. II.
Alanudl dos olTicios da semana
santa.
Manual dos diluios da semana santa, no-
tamente traduzidu em purluguei, acompanba-
do de medilaces para um cada dos diat da
mesma semana, da expllcacao das trevas, lava-
ps e adoraco da tlu; com mimas e ricas
estampas, encadernado ricamente de veludo,
e oulrus turnos ricos de encadernaco para
dillerentes precos; veude-se na llvrarla, n. ti
do paleo do Collegio, de-Joo da Costa Dou-
rado.
Aos fumantes.
Na fabrica de charutos na rua do Aragao n.
>(i, acharao rxpostot a venda ot multo deteja-
. dos charutos fabricados com o melhor fimo
& pequelas porcOes pelo preco eslabe- j_ Ida America, por preco muito commodo que t
^ 1' culo. lee dir aot compradores.
k&WMBm*&*mmi$mmmmB\ a,ooo para a pobreza.
JJoi tOrinO inglez. \endr-so eicellente farinha de mandioca re
Vende-se, um hoi 'orino para pai de lote: cenleiueule chegada de S. Calharina emboas
vico : na ponte de Ucba sillo de Joao Car-
rol!.
Vende-se as beinfeltoriat de um tillo na
estrada ee Joao de Marros com casa de ,laipa
14, loja de Jos Francisco nova e bem con8lrulda C01I, quttro qUartos,
cacimba com boa agoa de beber, bastante ar-
vores de fructo, cercado de limao, com 350
palmos de frente e 000 de fundo por preco
muito commodo : quem pretender, dirija-se a
inesuia estrada a fallar com Patricio Antonio
de Torres Bandeira, que dir quem vende me-
dicara* o tillo.
-- Vende-te urna cata terrea, na rua do
Caldeireiro n. 80 : quem quizer, dirija-se a
rua da Madre de Deot n. 8.
Vende-se um cavallo ruco cambraias
grande, bonito c bstanle gordo com seu,
competentes arreios ou tem ellet : na cochei-
ra da rua da Florentina.
Vende-se rap de Lisboa em frascos,
chegado agora na barca Liyeira : os Srs. fte-
r.iieves que eslSo acostumados a tomar a boa
pitada nfio o deixaro de mandar buscar no
largo da Assembla n. 4.
Vende-se um moleque de 14 annos, co-
linheiro, com um anno de ofllcio de sapa-
teiro, que engomma e he de bonita figura ;
urna preta mor;, que engomma, cozinha e
cose, tudo com perfecto : na rua larga do
Itozariu n. 35.
No caes da alfandega armazem de Fran-
cisco Dias Ferreira, que volta para a alfande-
ga, vendem-se boas saccas de farinha de man-
dioca ao mdico preco de 2,000 rs. cada una.
Vende-se urna cadeira de arruar em
muito bom uso : na rua do Mondego n. 99.
- Vende-se, por pieciso, urna prela de
nacSo, de 30 a 40 annos, excedente, tanlo
para casa como para rua : ua rua do Padre
I-Inmuno ii. 18.
- -- Vende-se urna porcao de gargantilhat a
francesa de aljofras sortidas, pregadas em suas
competentes caixas a 1,600 rs. a dma : ot pre-
lendentes, dirijain se a rua Direita n. 88 ter-
eciro andar, que se admiraran do preco vista
da fazenda.
Veude-se umt toalha de lavarinlo cir-
Ri'l'i, de quatro pontas : ni rua do Hozarlo
numero 16.
-- Vende-so um preto de nac,5o, de meia
idade, muito fiel e proprio para lodo e qual-
que servico : na roa de llortas n. I3t.
Pianos.
Vendem se pianos dos melhorcs que squi
lem chegado: no escriplorio de Itothe &
Ridoulac, rua do Vigario n. 4, onde existe
um para arriostra.
Cobre para forro e zinco em- folha.
Veude-se cobre para forro de navios com
os competentes pregos, e zinco em folha : a
tratar na rua do Vigario n. 4, escriplorio de
Rolhe & llidoulac.
[JJnns, brinzoese lonas da Hussia.
Vendem -se brins, brinzOes e lona da Hus-
sia por preco commodo : no escriplorio de
Hothe & Bidoulac, rua do Vigario n. 4.
Charutos de Ilavana.
Vendem-se charutos de Havana por pre-
co commodo: no escriplorio de Rothe &
HidouTac, rua do Vigario n. 4.
- .Vi i ua das ci-uves n. 18, terceiro an-
dar, vende-se urna linda crioula de 20 an-
nos, que engomma, cozinha e lava desa-
liso ; urna dita de iiacio de 20 anuos, que
cozinha e lava de sabSo ; 1 escravo de na-
cio, ganhador de rua < urna linda crioult
com todas as habilidades, para lora da pro-
vincia.
Vende-se umt preta de nacSo, muito
moca, que engomma, cose, cozinha o dia-
rio e lava de sabSo, uo tem vicios neo)
achaques, o que se alliaiiQa : na rua da Or-
den Teiceira deS. Francisco, sobrado n. 6.
Itua larga do liozario n. 22, se-
gundo andar.
Vende-te urna bonita crioula recolbida com
18 annos, que engomma com perfeico, cose
qualquer una costura, comoseja camisas de
homein, vestidos de tenhora e faz lavarinlo,
nina cria de 2 anuos, duat pelas mocas com
habilidades, urna dita da Cosa boa quitandei-
ra bonita figura, uina negrinha de 12 annot
com principios de costura, una preta de meia
idade boa para vender na rua, 5 eteravos mo-
(is bons trabalhadoresde enxada, um uiulali-
nlni de 16 anuos bom pagem e bom copeiro,
pois foi de nina cata etlraugeira, um moleque
de 10 annos muito esperto.
Vendem-te queijos do reino a 1,120 rt.
e alca ia a 201) rs. a libra : na rua Direila nu-
mero 14.
Vendem-te dout eteravos moco, um par-
do c outro preto de naco : na rua de S. Ri-
ta n. 85.
Vende-se cera de carnauba em poroto e
a retalho.por pirco commodo : na rua da Ma-
dre-de-Deot loja n. 34.
.- Vende-te unta porcao de cera de' carnau-
ba ; ua rua da Praia n. 5.
Attenco.
J. Falque com fabrica de chapot de tol na
rua do Collegio n. 4, participa ao respeltavel
publico e principalmente a teus freguezes, que
elle acaba de receber pelos ltimos navios (I/a-
rre < Btaujtur ) che gados de Franca, um rico e
completo sorlimriito de chapeos de sol de le-
da e de panno de todat ai coret e qualidades,
a laber: os de teda para homcm de 4,000 rt
para cima e de panno de 1,800 rt. para cima,
ilims ditoi de icnbora de 1,60,0 n. para cima,
assim como un grande lorlimento de tedat e
paniiiuhoi em peca dat melhoret qualidades
que lem apparecldo nesta praca, chapeos de
sol e armaces a imitaco dat do Porto para
scnborct e feitoret de engenho, completo tor-
timento de cabot c outros preparas para'n
prisoat que quizerem encommendar, chapeos
de tol a teu gotto, grande tortimento de. ba-
ldas para veitidos e etpartllhos de senhoras,
retroz preto multo forte que te vende em por-
cao e a retalho, tambem te concerta e te co-
bre qualquer qualidade de cbapot de tol.
Todos estes objectos se vendem em porcao
e a retalho por menos preco do que em outra
qualquer parte.
Redes.
Vende-ie multo bonitas redet pintadas, pro-
priat para tipoia, ou pettoa que gotla de des-
cansar em rede, por preco commodo : na rua
do Queimado n. 14.
Vende-te urna preta crioula que tabe co-
znhar, lavar de varrella, engomma e cose com
perfeico, milito bonita figura, e propria para
todo servico, tanto de cata como de rua : 'na,
rua da Cadeia de Santo Antonio n. 25, segundo
andar.
Vende-te um excellenle cavallo preto,
mullo bom andador baixo e galopador, gordo,
bom tamaito c multo forte : na coebeira do
Pedro Francez, na rua da Senzalla
Vende-te um taixo grande que serve, pa-
ra se reliuar assucar ou para varrella, he bem
farnido e por preco commodo, assim como 9
cadeirat de Jacaranda em mel uso, por ba-
rato preco : na praca da Boa Vista n. 17.
Vende-se um escravo de 20 annot de mul-
to boa figura, he bom canoelro e ptimo para
armazem de assucar, urna prela de 30 annos,
que cozinha, lava roupa, serve muito bein
una casa : na rua do Collegio n. 21, priineiro
andar, te dir quem vende.
Vende-te superior farinha de mandioca
de Santa Calharina multo superior, a bordo
do patacho nacional Curioso tundeado defron-
te do trapiche do algodao, para commodUlade
dos compradores podem chamar o bote do na-
vio no inesmii trapiche e mesmo na rampa do
collegio ou meimo no cet do llamos aonde
se mandar buscar ot compradoret para evi-
taren) maioret deapezas : trata-te a bordo com
0 capito, ou com Luiz Joi de S Araujo na
rua da Cruz n. 33.
tazenda mais barata do que em
outra parte.
Cobertores de algodao escuro para quem
tem fri a 720 rt. cada um, crtet de brim
branco trancado de linho puro a 1,800 rt., di-
tos eteuro a 1,600 n. o corte, ritcadot de li-
nho a 220 e 320 rs. o covado, riscado de algo-
dao franjado muito cncorpado proprio para
eteravo a 180 e aOO rs. o covado, picote a 180
rt o covado, zuarle azul de 5 palmos de lar-
gura a 140 rs. o covado, dito de cor a 200 rt. o
covado, ciscado francez muito tinos a 240 rt. o
covado, chita para cobertai decores lixas a 2iK)
rt o covado, ditas para vestidos a 160 e i80 rs.,
cassa chita coret tinas a 440 rt. a vara, catto-
res proprio para palitos a 280 rt. o covado,
pecas de cassa de quadrot para babadot e cor-
tinados de cama com 8 varas e meia a 3,400.
rs., chapeos de massa para esclavos a 480 rs.
cada um : na rua do Crespo n. 6.
Agencia de Edwin Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Cal-
inout.v Companhia, acha-ie constantemente
boni tortimentoi de taixa de ferro coado e
batido, tanto rasa como fundas, moendas in-
teiras todas de ferro para animaes, agoa, ele,
ditas para armar ein madeira de todos o ta-
maitos e ni.nidios o maii moderno, machina
horisoiiial para vapor, com forca de 4 caval-
los, coucos, passadeirat de ferro ettanhado
para casa de pulgar, por menot preco que ot
de cobre, escovent para naviot, ferro inglez
tanlo em barras como em arcos folhas, e tudo
por barato prero. ,
-- Vende-se u permuta-te por escravo um
grande terreno com um armazeni de pedra e
cal, para se edificar, na entrada da Passagem
da Magdalena do lado directo, e frente para
do Manguinho, cando com duas frentes e o
fundos para a Estancia, adiando ae j esta
frenlc amurada tambem para fazer-te 7 mora-
das de casas, cujo terreno tem diversas arvo-
res de fructa que j eslu dando, e vista
dn pretndeme se iarii patente : quem quixer
dirija-se ao armazem da rua Nova n. 67.
Vende-se um preto de 20 annos com bom
principio de tanoeiro, e um dito para o ser-
vico de campo : na rua das Cruv.es, venda nu-
mero 30.
Vendem-se, no armazem de
Campello r'ilho, travessa da Ma-
dre de Dos n. 7, as mais superio-
res bolachinhas de araruta, recen-
1 filente ebegadas do Rio de Janei-
ro, em latas de seis libras ; cal, o
melhor que' os freguezes podem
encontrar ; farinha de mandioca de
excedente qualidade *, fumo em fo-
lha ; charutos ; cha nacional, me-
lhor que existe no rntreado ; v-
nlio ; eoutros muitos gneros, que
agradarao aos freguezes.
Vende-se um cavallo de sella, bem car-
nudo e com alguns andares : na rua do K-
zario larga, padaria n. 18.
Vendem-se 10 escrtvos, sendo um p-
timo moleque de 22 annos, bom carreiro,
um dito oflicial de pedrelro, cinco ditos de
todo o servico ; e tres escravas mocas, qua
cozinham eengommam bem: na rua Di-
reila n. 3.
Escravos fgidos.
Evaristo, pardo, de32 a 35 annos, es-
tatura regular, um tanlo secco do corpo,
com todos os denles da frente em bom es-
tado, rosto comprido e feio, muito pouca
barba no queixo ecria biyodes, cantos da
testa bem elevados, como que j principia
a'calvejar, urna das orelbas turada por tra-
zar um brinquinbo, e de presente anda sein
elle, dado a divertido, e tem o vicio do
beber ago'ardenle; levou camisa e cerou-
la comprida, tudo de algdo grosso, e
chapeo de palha de oleado preto. Esle es-
cravo fugio do engenho Machados, fregue-
ziadelguarass, nodia 23 de fevereiro do
corrente anno : roga-se as autoridades ci-
vis emilitares,ecapitSes decampo, que o
apprehendam e levem-no ao dito engenbo,
ou no Itecife, praca da Boa Vista, sobrado
n. 13, que seu senhor proraetle urna gene-
rosa recompensa.
Boa gratiicacSo.
No dia 13 de marco do con ente anno des-
appareceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. l)r. Malet, o mole-
que Margal, o qnal he bem condecido e tem
os scguinles signaes : representa ler SO an-
nos, baixo, cheio do corpo ecarcundo, cor
fula o sein barba ; lem falta de um dente na
frente do queixo inferior e be filho do ser-
tSo de l'aje, por isso julga-so para l ler
ido: recummenda-se*, porlanto. aos capi-
taes de campo a captura do dito moleque,
que serSo bem gratificados.
PfKM. MA.Tvi'.m: M.V.nr Fai.ia-
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EA3L6TXDC_GLQJUX INGEST_TIME 2013-04-13T02:42:28Z PACKAGE AA00011611_05314
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES