Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05313


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Full Text
Anno X~VI1
Quinta-ieira 10
fabtidas dos coimeros.
Golanna e Parahlba, s segundas e sextas felras.
Rio-Grande-do-Norte, todas as quintas feirai ao
roelo-dia.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Flores, a 13 e 28.
Victoria, s quintas felras.
Olinda, todos os diai.
EPHEASSBlDES.
4 h. e 3 m. da l. i
ICresc. a 9. as 4h. e t m. da t.
Chela, a I5,as 8h.el6m.dim.
iMIng. a 23, s 4 h. e 38 m. da m. |
fNova, ai, as
Phasis Dn.oJCre,c-" 9- "
JA
* ;
de Abril de 1851.
FUE AMA II BE BOJ*.
Primeira s II hora e 42 minutos damanha.
Segunda s 12 hora c 6 minutos da urde.
PBEOO DA SOBSCaIppAO.
Por tres meses/adiantadoj) 4/000
Por seis meses 8000
Porumanno 15/000
.DAS da semana.
7 Seg. S. Epifanio. Aud. do J. d'orf. ein. da I.
8 Tere. S. Amando. Aud. da Chae, do i. da se-
gunda vari dio. e dm feltol da fi/.enda.
9 Quart S. Demetrio. Aud. do J. da 2. vara.
10 Ou'nt. Exequicl. Aud. do J. dos orf. edo m.
da primeira vara.
11 Sen. S. Isaac. Aud. do i. da 1 vara do ei-
vd, e dos feitos da fatenda.
12 Sab. B. Victor. Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
do civel.
13 Uom. de Ramos S Hermenegildo.
CAMBIO VC 9 DE ABB1X.
Sobre Londres, a 29'/, d. p. 1/000 rs.60 das.
Pars, 320 por Ir.
Lisboa, 85 a 90 oaivi
Ouro. -Oncas hespanholas.....28/000 a 28/50
Moedas de 6/400 velhas.
de 6/400 novas .
de 4|000.......
Prata. Patacdes brasilelros...
Pesos columnarios...
16/000 a 16J200
16/000 a 161200
O/liOO a 9/100
1/i20 a QMO
1/920 a 1/940
resos tsHswiw..... it 1J70
Ditos mexicanos........ 1/680 A 1/70U
jr>tj
PARTE FFICIIL.
GOVEHNU DA PROVIRCI.
EXPEDIENTE DO DA 28 DE MARCO
DE 1851.
Offlclo. Ao commando das armas, inlei-
randn-o de haver despachado ravoravehurnte
os requrrimentos ero que o segundo cirurgio
Antonio lli-s Martina e o seguudotenentequar-
tel-mestre Manorl de Azevedo do Nasciuiento,
ambos do segundo batalhao de arlilharla a pe,
pedem, o primeiro para consignar inensalmen-
te nesta provincia a sua familia a quantia de
20,000 rs. e o segundo a de 16,000 rs. ao seu
procurador. Intelligenciou-sc a pagadoria
militar.
Dito. Ao mesmo, devolvendo favoravrl-
mente despachada a petlcao em que. o padre
Cbriitovo de Hollanda Cavalcanli, capcllo do
segundo baialho de arlilharia a p pede para
delsar nesta provincia ao seu procurador dous
tercos do seu sold. Coiniuunicou-se a pa-
gadoria militar.
Dito. A thesouraria de fazenda, recom-
mendando que, de conformida.le com a sua
Infonnaco e sb a responsabilidade da presi
dencia nos termes do decreto de 7 de maio de
184?, mande*siipprlr a repartico da marinha,
conforme requisita o respectivo Inspector,
com a quantia de 394,150 rs. para llnalisaro
pagamento das despezas Taitas no mez de feve-
relro prximo passado por cunta das verbas
pharol, corpo d'armada e barca de soccorro
visto tersldo insufliciente a quota mrnsal de-
signada para taes despeas. Inteirou-se ao
mesmo inspector e ao contador de marinha.
Dito. A pagadura militar, dizendo que
como nao embarcam agora pra a corte todas
;is pracas do segundo balalho de arlilharia a
p, podem continuar no servico emquesea-
chain naquella repartico os sargrntos do mes-
mo batalbo Jos de Oliveira llarboia c Fran-
cisco Antonio Xavier, conforme requisita em
seu officlo de 25 de frveieiro ultimo. Scien-
tiflcou-seao commando das armas.
Dito. ao director do arsenal de guetra, pa
ra fazer alistar nacompanhia de apreiidiies da-
quelle arsenal, depois de lavrado o termo de
3ue trata o artigo 4." do regiment n. I l.'t de 3
ejanelro de i842, o menor Conrado Galrtino
do Livrainento Dias. Nesle sentido olliciou-
se ao primeiro substituto do juiz de orpbaos.
Portarla. Mandando dar passagem para a
corte no vapor imperador aos ofliciaes e pracas
do segundo balalno de arlilharia a p, que o
coronel comniandante das armas houvtsse de
mandar para bordo da inesma barca, e bem
;is- i ni as familias dos referidos ofliciaes e pra-
cas.
Dita. Mandando dar passagem para a cor-
te no vapor Imperador etn lugar vago para pas-
sagelro do governo a D. Antouina Mores bellas
Goucalves Ramos mulber do alteres Francisco
Rodrigues Hamos.
Dita. Exonerando, de conlormidade com a
proposta do desembargador chefe de policia, a
Aleaandre Barbosa oa Silva do cargo de subde-
legado da fiegueiia de Pao d'Albo por ter sido
Horneado cullidor das rendas provinciaes, e
nomeados para o substituir Porfirio da Silva
lavares C'uulinho. Communicou-se ao mes-
mo chefe de polica.______________________
PERWAMBUCO
ASSKjdBLBA PROVINCIAL.
SESSA KM 3 DE A BU II. DE 1851.
Presidencia do Sr. Domingo* Maluquios,
(Concluso.)
O Sr. Carneiro dotunfca.-- Parece quesera
ais conveniente guardsr-me para fallar de-
pois que ouvlsse as rasrscoin que o autor do
adiamento o hade fundamental ; pols devem
ellas ser mal que extraordinarias para o leva-
itiii a propor um semelhsnte requerile nio
Aioda nao pudedesprender-ine da sorprezaque
ine causou a leituia|dessa medida,nao pelaqua-
lidade della por que he meio mui usado nesta
casa, mas, por causa da pessoa que a propos !
( algumai vezes leein sido osadiaiiienlos com-
batidos pela rasao de servirem, na opinio de
alguns de morle aos projectotj
O Sr. Manorl Cavalcanli: l>to he materia
velha.
O Sr. torne ro da Cunha : Bem o vejo, mas
nem sempre as materias velhas sao as peores.
E quem mostrou inals afn em querer provar
aquella asserco-- foi o nobre deputado, au-
tor do adiamento oa ein discusso. Estou
bem lembrado da occasiao em que islo se
deu : foi uiiil.i a bem puucos dias, quando al-
cuiii lempo se pedia, para que a cominlsso
de coulas municipaes podesse formular, e a-
preseutar nesta casa o oriniento da munici-
palldade do Recife, com o qual provasse a ve-
racidade de um trabalho que lbe foi iucumbi-
do, e que o nobre diputado, quem me reti-
ro, tanto combairu dando-o por inexacto sem
querer ter ao menos a generosidade de ouvir
as rasAes sobre que elle se fundava. Eulo
o nobre tnembro envidava seus esforcos mu-
ir todos os adiamenlos ; moslrava a incontes-
tavel Inconveniencia di lies sem excepreo de
iirnhum ; o que at provocou um judlciosis
simo aparte de um nosso eollega. Stndo ai
rim milhor, k propor a elliminaco do artigo do
regiment que comagra tila medida. Agora, em
um objeclo de tanta gravldade, que deman-
da una solucfo prompla, e pelo qual lodos
anciosos, leem os olhos em eos, murmuran-
do mesmo, apparece um adiamento, iciu lem-
po marcado ? E proposlo por quem ? Por a-
quclle mesmo senhor que se inuslruu mais inl-
migo desse meio, que o apellidou de morte !.
Temos apenas tnais um mez de sesso,
muios objectos a iral.r, alguna apeuai co-
inecados, e outros que anda nem principio
tivi'i.iin, e que necesssriamente bao de sabir
desU casa : dous orvamentos a discustir que
nos levam o melhor do lempo. E como ha-
vemos de espacar o deque agora nos oceu-
pamns ? Quem dar-lhe a morle? U outra ma-
iieira nao pode ser interpretado tal adiamento.
OSr. liaplisia d um aparte que nao ouvi-
nos. j
O Orador:-- O nobre depuUdo foi quem se
incumbi de provar aqu que os adiamenlos
erai morte, e muitos senhores o apolaram,
deixaudo desl'arte apeiceberque seguiam sua
oplnio. Tal he a lorca d< persuazao do no-
bre drpulado, que sempre atrasta i-sim-is.-i :
mesmo em nccasiao em que mais poderla ca-
ber um adiameolo. por que a materia nao era
do peso desla, nem reclamava a urgencia,
como aprseme. A utiaU oplnto be beta dil-
ferente, acho que a disposlfao do regiment
nessa parte he multo sabia multas vezes
um adiamento tras novo conselho, novas lu-
zes, acalma at os esplritos, eporisso adopto-a
quandn me parece conveniente urna morato-
ria, e reeello-a quando a percebo que ella nao
Iraz utllldade, e s serve para protelar o ne-
gocio, como na occasiao presente
O Sr. Partirla : I' asslm sao todos.
O Orador:-Menos aquelles que invocam
o principio em contrario, e mnstram, com os
exemplos de todos os parlamentos, em Ingla-
terra, em Franca, e outroa palies, que os adia-
menlos sSo morle. F.u nunca adopte! estn
doutrlna; aceito-a ou rejeito-a conforme a
conveniencia, e hoje nao s me pronuncio
contra o presente adiamento, como at con-
vido a casa para que o mate, que nao have-
r morte mais a proposito.
Me parece tainbeni, Sr. presidente, que a
discussnn tino vae pelo melhor camtnho. Al-
guns senhores se leem oceupado exclusiva-
mente dos arligos di resolii(o em questan.
nao atlendendo que ella esi em primeira
discussau, ni qual se convem indagar se o ob-
jeclo de que se traa he ou nao til. Creio que
ninguem negar a ulilidade do negocio que
nos oceupa, quando mesmo se nao concorde
na maneira por que a comlsso o resolve, e
haja t-iiv.-ii> de propor outros meios.
V Sr. Manoel Cavaieanfi : Eis ah a rasao
do adiamento.
O Orador : Nao concordo na concluso do
nobre deputado; por que se elle quer lempo
para pensar em outros un ios de remediar o
mal, lempo achara de sobra no intersticio
que decorre da primeira a segunda discusso,
e desla a terceira.
Ii.ii -sr-ha caso porem que na pasta da com-
iii is-,ni de commercio agricultura e artes, para
onde querem enviar o parecer exista a-sn!u-
fo que deva ser abracada por todos? Sendo
issiin, como acontece que nenhum dos se-
nhores que compem esta commltso, lenha
deixado entrever essa ideia luminosa, a tan-
to lempo ,'iii.il.ul i 1
Nao Senhnr, eu antes altribuo esla mora-
toria a ntica final; he um recurso rmprc-
gadu para fazer com que este negocio durma o
somno da morte. E se asslm nao h,e para que
mais deloogas ? Mo he de certo por que se de.s-
conheca a existencia e gravidade do nial. Ser
porvenlura por que na opinirlo do autor do
requer ment e de alguns outros nieuibros,
nenhum remedio haja, ou quando algum ex-
ista lian produza elle o beneliclo desejdo, isto
ne a baraleza da carne verde?! Ento fal-
lemos com irais franqueza, nada de rebucos,
nada de paliativos ; desenganemo-nos, prn-
duiam-se para isso essas razoes occullas, ccaia
cut.'io o parecer. Sei anda lalca lina da
arte do autor do adiamento para poder-lhe
caber mais una vei a palavra. Se assim he,
j dt-ve estar salisftiio o nobre inembio, o
recurso produzio o effeilo desejdo, e pude
retirar seu requeiimenlo coutra o qual vo-
tare! lempre.
O Sr. /ni;iin(ii Sustenta o addiainento por
elle proposlo e laz algumas considerares
acerca da materia.
O Sr. Carneiro da Cunha: Faz algumas
observares, diiendo que nao he a commis-
so que teiu pensamcuto oceulto, porque
elle est bem expresso no parecer, se pensa
ment reservadu ha, he da parte de quem o
combateu, e nao propoz outra medida,
OSr. Jiiimil Covilcanli:-- D algumas ex-
(ilnac nrs e cunliuua a insistir as sua ideas.
OSr. Aguiar: Senhor presidente fallare!
primeiraineiite sobre o adiamento Voto con-
tra o requeiimeiito de aJiainenlodo nobre de-
putado, porque emendo que nenhumn ulilida-
de drili- resulta e nenhum niellioramento Iraz
ao projecto, excepto porm se a morle deste
he una conveniencia...
OSr. Oliveira: As vetes he..
O Sr. Aguiar: A casa estar lembrada, de
que o presidente em seu relalorio apresenlou
como um grande mal que peza sobre a popu-
lado o cncarecimonto das carnes....
ti.Sr. Manoel Cavalcanli : Nao, o mono-
polio...
O Sr. guiar: Ora deixemo-nos disso : e
pedir que os autorisassem com os meios ne-
cessarios para destruir as causas desse mnl...
OSr M-inotl Cavolcanli : A causa nica foi o
monopolio...
O Sr. Aauiar:Pois bem, fquemos nisso,
foi o monopolio, o presidente pedio que o au-
torisassem com meios para acabar com rsse
mal: a asseuibla querendo tomar em consi-
derafiio essa reclamaco da aduiinistra(o no
n;i un urna commisso especial para isso, a
commisso deu o seu parecer, porque julgou
que era um negocio de mulla consideraco t
urgencia, a cmara niesmo tem concordado
em que he necessario um'jemedio qualquer
que elle seja, ou ento que se declare a impos-
sibilidade desse remedio ; que vem pois ago-
ra fazer esse adiamento ? Piada, porque o re-
querimenlo, lendo por flu mandar o projrclo
a commisso de commercio para esla conside-
ra-lo e depois apresentar um resultado, esse
resultado nao pode ser outro se nao urna per-
niciosa demora. O nobre deputado autor do
requerimenlo'sabe inuito bem, que isto nao
sao cousas que se fa9am em 24 horas, sabe
tambern que apenas nos reslam l4 sessoes, c
se est persuadido de que he necessario una
medida, e de que he urgente a sua adop[o,
qualquer que ella seja, como he que apre-
seuta um seinelhante adiamento? como quer
malar este projecto? ,.
O Sr. Manoel Cavalcanli : Porque elle be
ino...
OSr. filiar:-- Nao he mo, porque, ao menos
pude dar lugar a ser substituido por outro
multo bom e lauto uiais quauto oa membros
dessa commisso, acbando-se presentes na ca-
sa, estao dispostos a acceitar qualquer subsli-
luifo que a casa, ou qualquer de seus inein-
bros entender que he prcferivel. Senhores
disse o nubie deputado quea commissoaflir-
.nra a existencia do monopolio, e eu sou o-
brigado a responder-lhe que a commisso nao
dlsse tal cousa porquanto o que ella asseverou
heoseguinte:
A coiuiiiisso...... julga. be verdade, que
urna providencia qualquer urge, porm exila
a irapeilo da nalureza e qualidade dessa pro-
videncia porque nem er que seja o monopolio
a caliza eiliciente desse mal, nem leve a pre-
tenco de suppor-se to iuleirada.....etc.
Eis pois o pensamento da commisso, que o
nobre deputado nao quiz ler. Anda Insisto
em diter que a theoria do nobre depulado
acerca da suspenco dos imposlos, nao me a-
grada porque ella ha de falhar na preiica, e,
Isto pelas rasoes,que j em outra occasio pro-
duzi. Concluo.Sr. presidente, estas reflex5es,
persuadido, de que ellas nio farao com que
os nobres depulados que tem npinioes diver-
sas das da commisso votem pela resolu;o,
mas lico tranquillo por haversaiisfeito o meu
dever. ,
Encerrada a discusso, he siibmeltida a vn-
tacao o adiamento do Sr. Baptisla, que he re-
geitdo, sendo successivamente approvailo o
projecto, por todos ns senhores depulados pre-
sentes, coro excepeo dos senhores. Jos Pe-
dro. Veis, atatsUMa.e-Manoel CavalcuJ..
Tendo dado hora
O Sr VesiVenie designa a ordem do dia e
levanta a sesso.
SESSAO- EM 4 DE ABBIL DE 1851,
Preiidenria do Sr. I'edro Cavalcanli.
As onze horas da imnha, MU a chamada
acham-se prsenles 25 Srs. depulados.
O Sr. Presidente abre a sesso.
O Sr. 2." Secretario:-- Le a acta da sesso
anterior, que he approvada.
O Sr. 1." Seerelnrio : Menciona ojseguinte
EXPEDIENTE.
ITm cilicio do secretario da provincia, par-
ticipando que S. ESO. havia remellido llie-
souraria da fazenda provincial a relac^ao dos
Srs. depulados para Ihes ser pago o subsidio
do mes de marco lido.Inteirada.
Um requermento das freirs de Olinda, pe-
dindo urna quota para a concluso dos con.
certos do dito convento,A coiiimisso de fa-
icnda e orcamento.
Outro da mesa regedora da irmandade de
Nossa Senhora do Rozario da Boa Vista, pe-
dindo aulorisaco para lincr correr duas lote-
ras, que Ihe foram concedidas.A commisso
de peticfles
Outro do vgaro da Varzea, pedindo a quota
de 2:000,000 rs. para o concert da respectiva
matriz,. A' commisso de fazenda e oica-
menlo.
He lido e approvado o srgulnte parecer da
commisso de fazenda e orcamento.
A commisso de fazenda e orcamento quan-
do noeslivesse convencida do neiihuiii dire-
to que tem os arrematantes abates, ou quaes-
quer outras indeiiinisar;oes, petos prejuizos
causados por circuiiistancias inherentes aos
seus contratos, que devem ser por elles pre-
vistas c calculadas, nao poderla conceder ao
peticionario Manorl Ignacio de Olvein I.obo
arrematante da espalada do algodo a indem-
in-a. .ni que pede pelos prejuizos que diz ler
si 1111 lio ; visto que nao considera aliendiveis
as rasoes por elle allegadas, como passa a de-
monstrar.
O supplieanle allega que durante o tempo
do seu i mili.iin lein einpregado constante-
mente 40 trabalhadores para cuuargulr o tra-
balho da capatazia, cm rasao de ler uiuilo exce-
dido o numero de saccas de algodo vindas ao
mercado a aqurlle que servio de base ao prejo
de ai 11 mala!.n-. e fez eslalielrcer a condiccao
de ser elle obi igado a ler sin 9 meies 16 traba-
lhadores ein ellectivo servico, c nos outros 3
metes 12, e leudo assim frito una despeza
niuilo superior a que devia c podia faier, pe-
de por issoque se Ihe pague cada sacca na
raso de 160 rs., descontndose d- Importan-
cia total oque j lein reeebldo por cunta do
piiioilo mu contrato. Nao constando dos do-
cumentos juntos approva de se ler bascado as
condieces do contrato em queslo ein um
numero determinado de saccas de algodo, e
menos de tero supplieanle einpregado cons.
taiilcmente 4 trabalhadores, ein lugar de 16,
ou i2 que devia cuipregar, o que bem podia
s'eratteslado pelo consulado provincial, a cuja
in-pi ce.ni est sujeita a capatazia, c nao por
pai mu iies, cujo lesicmunlio nao obstante
ser de todo o credilo, nao pode na queslo
presente substituir o da mencionada repart-
(o ;e nao parecendo alm disto que deixaria
de entrar nos clculos do supplieanle para
se propor a arremaiaco, e reducir o seu pre-
90 de 4:100,000 a 1:650,000 rs., esse numero de
saccas que tem apparcddo 110 increado, por
issoque lein elle ha anuos una prensa de al-
godo, c deve por consegunte saber qual lie,
ou pode ser, pouco mais ou lenos, a produc-
{o da provincia, por eslas rasoes, e por nao
ler o supplieanle que est peisuadido de nao
ser obrigado a nnpregar maior numero de
trabalhadores do que o estipulado 110 seu con-
trato, representado ein lempo, que com estes
trabalhadores nao poda vencer o trabalho
verificar o facto, examinar o direilo, c pro-
videnciar, julga a COinmlssSo que deve ser
indeferida a pretendan.
raen da assemblca legislativa provincial de
pernainbuco, 4 de abril de l85l.--Manoel Ca-
valcanli.Joi redro ii ilva.jJanoil Joaquim
Carneiro da Cunha.
He mandado imprimir, tambern o projecto c
parecer que se segu :
c A commisso de inslrucco publica re-
cejando que mesmo a ser cuuiprida a promes-
sa que com referencia reforma da insliucyo
primaria fez o Exm. presidente d* provincia
em seu relalorio, nao poder tal reforma ser
apreciada cm a presente sesso, c atlendendo
a que o estado em que esta instrucvo se acha
reclama prompta e altamente urna medida
qualquer desta assemblca, que lendo seno a
eorganisa-la completamente, porque a mes-
quinhez do lempo j o nao permute, ao me-
nos a preparar < terreno para recebe-la ; be
de parecer que seja adoptada a seguinle reso-
luto *
A asscmbla legislativa provincial resolve :
Art. 1. Para dirigir, inspeccionar e regu-
lar o eosino publico na provincia haver um
director geral dos esludos, cujas funeces se-
ro excrcidas por um cidado don forado em
alguma faciildadc, e versado nos diversos sys-
lemas de ensino adoptados entre as naces
mais cultas.
Art. 2. Alm das attribui;5es conferidas
directora do lyceu, que ora lica supprimi-
da ; ao director geral dos cstudos incumbe :
I, Prover a todas s necessidades impre-
vistas do ensino, ein ordem a nao haver in-
iri 1 npi ao no curso regular dos esludos.
2. Determinar a lorina, ordem e processo
dos concursos, afim de afian(ar-se o tiiumphu
do mrito em bem do ensino.
3. Formular n regiment interno das
aulas de inslrucco primaria, modificando
suas disposices segundo as necessidades lo-
caes, e bem assim organisar os estatuios das
cadeiras e instituios de inslrucco secundaria
ou superior.
4. Visitar as aulas da provincia, ao me-
nos aj do municipio, o mais frequentcmente
que for possivel:
5. Informar ein periodos trimensaes
presidencia acerca das occiirrencinshavid.is na
direcr/ao, inspreco e regulacao dos esludos.
e siibmetter assemblca legislavila provin-
cial, no comeco de cada una ras suas reu-
niOes ordinarias um relalorio especificado do
estado geral da inslrucco, acompauliado da
Indlcaelo de lodas as medidas, que devam ser
legisladas para modificar o syslema adoptado,
e assegurar o prngresso do ensino.
Art. 3. Para auxiliar a dirertm i-i geral dos
esludos faver um conselho de instrnern pu-
blica, com vol meramente consultivo, coni-
posto de oito cidados letrados o 'qual se reu-
nir ao menos, nina sil em cada mez sob a
presidencia do director geral dos esludos que
o pnder convocar extraordinariamente quan-
do julgir conveniente: em cada municipio
hovera lltnbem lima commisso de um tres
membros, encarregada de inspeccionar as au-
las de inslrucco primaria, e informar a direc-
tora geral dos esludos acerca da assiduidade e
mais qualidades dos professores, e aproveita-
menlo dos alumnos.
Art. 4 O conselho de inslrucco publica
ser ouvido e consultado em todas as delibe-
rayes importantes, que o director geral dos
esludos houver de tomar ein bem do ensino,
e particularmente quando elle houver de
exercer as altnbuicoes contidas nos 2, 3 e
5 do art. 2 e autorisaco concedida a directora
110 art. 6.
11 Art. 5. A presidencia compete noinear o
direrior geral dos esludos, que vencer o or-
denado de 2:00< ,000 rs. por auno ; e bem as-
sim os membros do conselho de inslrucco
publica, e das cotnuilssoes municipaes pre-
cedeudo proposla do director geral dos es-
ludos.
a Art. 6. A presidencia compele tainbein
impor a pena de 11111 a tres mc/.es de suspen-
so ao professor, que for adiado em falta no
rigoroso cuniprimento dos seus deveres, ou
que leccionar particularmente as materias e
disciplinas do respectivo professorado ; ao di
redor geral ros esludos compete igual direilo,
mais tn smente 110 grao mnimo da pena.
Esla siispcuso importa a perda de iiiei.nlc do
ordenado.
Art. 7. Mcnhunia aula de inslrucco pri-
maria ou superior se e.labelecer sem li-
eeuca da presidencia, sob iufurmaco da di-
rectora geral dos esludos que exercer urna
ell'ecliva inspeceo sobre taes eslabelecimen-
tos, tanto na parte literaria como moral e re-
ligiosa.
Art. 8. Para facilitar o expediente da di-
recloria, haver um secretario, que ser es-
colhido pelo director geral dos esludos cutre
os lentes adjuntos do lyceu, cojos empregados
serviro alternada, 011 cumulativamente 11a di-
rectora, se for neerssaro.
Art. 9 A presidencia xpedir o necessa-
rio regulamento para execuco da presente
lei ; (cando desde j revogadas todas as dispo-
sices cm eor.tiario.
11 Sala das scsscs, 5 de abril de l'tl.llar-
roi llarrelo. Correa de trillo. CatrafVanfi
Vellei.-
ORDF.M DO Dli.
Cnnliniiaco da discusso do parecer da com-
misso de orcamento municipal, sobre o nego-
cio do maiadouro, coojunclaroenie com a
emenda do Sr. Paes Brrelo.
l\o bavendo quem acerca da materia tome
a palavra, encerra-se a discusso c submellida
a emenda votado he approvada,
Primeira discusso do orcamento provincial.
Por nao haver quem falle sobre a matciia,
he su 1,111. nulo avolacio c approvado.
Entra em discusso o parecer addi.ido da com-
misso de obras publicas, sobre o regulamen-
lo das mesmas
O Sr, llario de Suasiuna : Sr. presidente, a
multo tempo, que eu 080 entro cm discusso
nesta casa, esle anuo eslava tambern disposto
a nao o fa/er, mas os Ilustres membros da
coininisso me ibrCSUl a dizer alguma cousa
sobre esle parecer, que autoras O presidente
da provincia a reformar a lei que rege a repai-
ticao das obras publicas, BUtorhaco esla que
est dada mais de Sannos, ou que lein sido
repelida por mais de 5 vetes ein 8 anuos, ten-
do-se feitu alguns regulauenlos sempre infe-
riores aquelle que regeu essa adiuiiiislra(o
por mais de 7 anuos. Nao pudendo eu appro-
var esse parecer at mesmo pela forma, que
usou a coiiimUsn porque diz, que lie de pare,
cer, que o .vr. primeiro secrclariu officie jire-
m I. o. 11 para llie dar essa aulorisaco.
O Sr, Mello Reg : A condusu do parecer
he dillerenle, fui emendado.
O Ornrfor : O parecer musir estar emen-
dado, porque o que se leu aqu foi, que o 5r.
primeiro secretario ofliciasse presidencia, di
zeudo, que licava auloiisado a reformar o ac-
tual regulaiuonlo, isto he, oque eu nao quero;
agora o parecer que aqui vejo he oulro, dii
que, nao se lome deliberaco alguma ; para
deixar as cousas no lalu quo nao percisava pa-
recer. Quando o parecer era outro eu me op-
I noli 1, mas quauto a este que dit, quea as-
semblca nao tome deliberaco alguma nao me
oppouho.
O Sr. Mello Higo : V. K.xc. tem a copla do
parecer, que cu aprsente! na commisso, mas
esse foi emendado.
O Orador : Esle outro parecer aulorisava o
primeiro secretario para olliciar presiden-
cia, que licava aulorisado a refurmar o regu-
laineuto das obras publices, rcgulamenlo que
.1111.1.1 nao tem 10 uiezes, e entretanto est a
presidencia autor isada a faic-lu 8 anuos ; jul-
go, pois, que, se nao pode mais continuar com
esta autorisaco. ( Apuiadoi. ) Foi por isto, que
me oppuz, e uo quiz deixar de dar as raides
porque nao assignava este parecer, he o que
tenho a dizer.
U Sr. Manoel Cavalcanli: Tirada a causa
cessa o cuello.
11 Sr. Mello lln/o : Nao se adiando na casa
o nobre inembro que commigo assgnou o pa-
recer que se acha em discusso, devo apresrii-
laras razoes que leve a maioria da commisso
para dar esle parecer : e al creio que tere! de
tallar mais de urna ves, porque supponbo que
mais algum Sr deputado se quer oppor a me-
dida indicada pela commiaso. Eu me persua-
d, que o nohrc inembro, que acabou de fallar,
que tambern he meiubro da commisso de
commercio e obras publicas, lvesse de se op-
por ao parecer pela razoes, que apreseuluu
quando se tratou diste assumplo no seio da
commisso ; islo he, que uo eslava disposto
a faier continuar a aulorisario que pela lei n.
244 foi dada ao presidente para reformara rc-
parlicn das obras publicas. Entretanto obser-
ve! que o nobre dcpuiado combateu o parecer-
porqu em seu entender, elle nada conelue e
delta as cousas no mesmo estado cm que es-
lavam.
E aqu farri urna retificaco a um engao em
. 111 > .iiiiii o nobre deputado : o parecerqnc se
discute agora he o mesmo que ful lido, enera
0 contrario poderia ser. He laclo, que um ou-
lro que foi redigido primeiro, e discutido en-
tre os membros da commisso conclua do mo-
do que di/, n nobre deputado ; porm aques-
. co! i reflexi.esque a esse respeito fez o.no-
bre inembro divergente, a maioria da commis-
so, eomquantoconservassc o pensamento car-
deal, o mi. n a concluso do parecer, e o apre-
senlou assim como se acha. o que nao he mais
do que pedir a casa que por uina deliberaco
sua oriente o governo. e mostr qnaloseu es-
pirito acerca das alteracOes que convm fazer
ao regulameiilo das obras publicas. lie talvez
occasiao de examinar se a autorisaco dada
por aquella lei, j expirou, ou anda existe : o
nobre deputado parece que he de opinio <|ue
ella continua, e tanto que, at quando d scu-
tiu esse negocio em commisso, citou o exem-
plo do governo geral, que tendo sido autori-
sado pela assemblca geral para reformar as
alfandcgas, tem-no l'eilo primeira, segunda e
terceira vez, e anda se julga com direilo de
continuar a reformar. Nao sei se ista opinio
se acha milito liquida, vejo boas razoes para
suslentar-se o contrario; e he precisamente
por isso que, recoiihecendo eu que o actual re
gulamenio precisa alteraccs, e vendo que o
lempo j nao nos chega pira faic-las com to-
do o vagar e madureza. desejo que a casa to-
me una resoluco conveniente, e proprla a
remover esse embarazo. Ora, pensando eu as-
sim acerca do regulaiiienlo. e atlendendo a que
a presidencia no sen relatorio nos pede algu-
mas reformas nesse rcgiilmuento ; mas untan-
do lanilieni que no ha lempo bastante^ para
tratar debas, quando reconheco que uo he
conveniente que as cousas cn.alinuem no es-
tado ein que esto, o que fairr-sc ? Deixar as
cousas no mesmo p, sem lomar urna resolu-
cu ? \o, por certo : enlendo, portanto, que
.mi \ 11,111 ;. mor-11 o governo a fazer as allera-
ees recessarias no regulamcnln ; esle foi o
pensamento da maioria da commisso, voto
pelo parecer.
O Sr. /'ne /frrelo:-- Sr. presidente, tenho
le votar contra o parecer que se acha ein dis-
cusso ; ein primeiro lugar pelo nodo porque
se acha elle concebido, e depois porque en!en-
do que he chegado o tempo desta asseuibla
tomar por si nirsma una deliberaco a respei-
to do legulamento das obras publicas. A com-
misso liinilando-se a diier, que deve continuar
a autorisaco concedida ao g-iverno para re-
formar a reparlicao das obras publicas, nada
nioun 1. r nem conelue cuusa alguma pola
que, leudo caducado essa autorisafo pelo
facto de haver o presidente da provincia dado
um r. cu I miento para aquella repartifo sub-
jeitando-o ao nosso conliecimento, nao se po-
de por nielo de um simples parecer anda que
seja approvado, fazer vigorar una autorisaco
j exlincia : para isso be necessario urna reso-
luco. consignando essa idea, aqual, na forma
do regiment, deve passar por tres discussdes.
O parecer, portanto, he intil, e como tal jul-
go, que nao merece ser approvado Mas, Sr.
presidente anda quando pelo parecer se po-
desse conferir ao governo lau mpuriame auto-
risaco, nem por isso cu deixaria de negar-lhe
o meu voto, orque a experiencia mostra que
o governo nao pode organisar um regulamen-
lo conveniente! e que cmidu/.a a repartido das
obras publicas ao liui desejdo, sin, he, eco-
mi 1 dos diulieiios pblicos, e boa applica.
cao d'-llcs : por cinco vezes teve esta asseuibla
concedido ao governo a aulorisaco deque se
trata, e qual tem sido o resultado ? que cada
vez vamos (cando em peior esiado ( Apoiit-
dui. J Por consequencia eu cntendu que, a vis-
ta desse faci, cm re-nos a obrigaco de tra-
tar por nos llicsuiosdc organisar a repartico
das obras publicas, e ver se conseguimos cora
algum trabalbo, o que o governo nao tem po-
dido oblcr. A commisso,que e-ludoi; o regu-
1.ni.culo actual, e que, segundo declara, no
ton 1 ne iiiuilos defritos, deveta apresenlar-
nosas allerarcsqiic julgasse necessariasfazer,
porque na occasiao de diseiili-los leriamos nos
opporiunidade para examinar o rcgulaiiiento
com madureza, e emenda- lo convenientemen-
te com estas Vistas, vou mandar a mesa um re-
ijiiciuot nio, para que o parecer vollc a com-
misso, lini de que esta, considerando de no-
vo o negocio, aprsenle dentro de termo bre-
ve, o seu parecer acerca das reformas que de-
vem ser (citas ao regulgmento das obras publi-
cas, que ni in,lmenle vigora Nao he possivel
declinar por mais lempo da obrigaco que te-
mos de tratar desla materia. ( Apoiadoi.)
Vai mesa e he apoiada a seguinle emenda :
Vultc o parecer commisso, para apre-
sentar com urgencia, as emendas que julgar
convenientes, ao regulaincnto das obras pu-
blicas. l'aei liarreto,
O Sr. Mello llego : Sr. presidente, eu voto
contra esta emenda, que foi mandada a meta ;
o nobre deputado bem ve, que leudo a com-
misso tomado a deliberajo que se acha exa-
rada no parecer, lein dilo, nio que casa be a
melhor, como que outra nao s pode tomar, co-
mo, pois, se quer que a commisso d um no-
vo parecer, c com urgencia ? Nao he possi-
vel e milito mais sobre materia to importan-
te em que ella j se acbou em einbaracot.
Nao se quer que a commisso pense ; quer-se
que ella se resolva logo c lugo, que he o que
significa urgencia, no meu fraco entender 1
LmSr. tVepularfo : Ella j pensou por multo
lempo, porque ha um mez, que esse negocio
Iheesla all'ecto.
O Sr. Mello llego : Senhores, eu vou contar
a historia deste parecer, do que se pasaou
na commisso acerca desta materia. Eu sem-
pre entend quea base do actual regulamento
era boa ; mas que ein seus delalhes careca de
algumas inodircar.dcs, que sendo-lhe fcitas
poda muilu bem ter approvado sem inconve-
niente algum e prodnziria milito bons resul-
tados, e nesse semillo einilli miulia opinio ;
nessa occasiao um de meus collegas enlendeu
1 ne nos deviamos fazer vigorar o regulamento
in.Ii.Iii .i,,r i'kt.1 riel l'in Is'liji.'i.rr.i lia ,. volado por esta cata em ib35acerca da materia
em quesio.
I"ni Sr. Mepulado : E que era bem bom.
O Sr. Mello ilego: Tem algumas disposic.de*
boas e outras ms... queria-se que approvado
aquelle detpresatsc-te o actual que conten
disposiccs mullo inellioi es. e be milito mais
ampio, quando o que se quer admiltir, he por
tal mancara concebido, tem diiposlfdes taes,


t
*1
2
h
que a subalslircm actunlmente.serlam um per-
felto anacbronlsmo porque he fra|deduvida,
que as Idea se alteran), principalmente era ma-
terias de administrado, que todos os rilas sof-
frein reformas; o progresso da poca atiera
todas as cousas, e tras o aperfeicoamento
deltas.
O Sr. Pan Barrtlo : As vezes o rcgresso he
progresso.
- O .Vr Mello Rigo :0 que seria multo bom eni
1835. pode na > ser bom agora, e admiltl-lo he
cahir-se cm uki anachronlsmo. lie necessario
antes de tudo attender s pocas e s circuns-
tancias de cada una deltas. F.sse regiilaineuti
tein um proceso multo moroso, e he inesuio
MnpiTviili't- ein certos pontos ; no entretanto
que, actual he muito expedito, e de una exe-
cuco rpida : como te poder, pois, substituir
um pelooutro?
Os nobres deputsdos concordara commigo
na erraran do lugar de um thesoureiro, e que-
rem anda mais a suppresso do systeina de
serenes. Nao mcopporela isso, larri essa con-
cessao porm, como emendo que alguma
cousa mal convni fazer, como seja eslabele-
cer as dlsposicOes relativas ao lugar que se
quer crear, separando-as de quem,hojese acha
incumbido dellas, acho que convem nesse
casa obrar com toda a refiexo, appellaudo
um pouco para a experiencia, afini de que a
alteraran.....
Um Sr. Depilarlo :- Kpdeachar-se conve-
niente, que o engenlielro seja o iiiesmo encar-
regado da contabilidade ?
0 Sr. Mello Reg: Acho inconveniente isso
e eis a raso porque estou de accordo com a
presidencia, que para remediar csse mal, pro-
pc ein seurelatorio a creaco do lugar de um
thesoureiro pagador ; mas esse pagador dure
Wr um fiel ou agentes pagadores, ou quaes-
quer outros funcclonarios dessa natureza :
portanto a maiorla da commissao eiileudeu
queconvlnha recorrer ainda a experiencia ea
pratica, para que estas mostiassem quaes as
providencias que convni tomar, quaei as al-
traseles mais apropriadas ao fin que temos
cm vista, tanto mais que por oulro lado o re-
;uI miento actual crin produiido muito bou
resultado, e isso deveser um motivo para que
se nao obre com precipitaco. E se he isso
certo, perguntarei : para que revogar com-
pletamente o actual regulaiiienlo e substitu-
10 por oulro, que comquanto em outro tcuipo
fosse bom. hoje j nopdeconvir ?
O Sr. Uliveira : Nao est provada essa in
conveniencia do regulaineuto de 4835.
OSr. Melh Rign : -- Eu estou diiendo o que
se psssou, estou dando a razo porque eu e
um outro meu nobre companlieiro divergi-
mos da opiniodo nobre deputado, que fallou
cm primeiao lugar.
{ Ha um uparle )
Senhores, eu entendo que nao he exacta a
proposicao por alguem avancada de que a res-
peilo de obras publicas nos adiamos no peior
atado possivel, nao; pelo contrario acho que
temos uirlliorado muito, e nem vejo Tactos que
autnrisein a dizer isso ; he urna injuslica que
ae faz.... e perinitia-se-iiie duer que na cun
vi ni que nesta casa se aventure proposices
tngeraes, que podem oll'endcr uiuiloa repu-
tado de...,
l/m Sr. Uepulato: Mas, fra della sim.
0 Orador! Eu citou fallando para a casa ;
o que do nesta casa, digo fra della; e nao
digo l;o que nao potsa diier aqu. Nunca
disseque a reparlicao das obras publicas esla-
va no peior esiadu ; e creio que uiugueiu com
raso pode dizer senielhanlc cousa ; pelo con-
trario, se nos aiteiiderinos para aquillo que nos
deve merecer f e conceito, devenios crer que
este anuo as obras publicas chegaram a um
bom pe. No seu relaturio a presidencia expii-
nie-se de maneira, que devenios crer que as
obras publicas viio bcm...
1 ni Sr. Deputado Quem sabe dessas cou-
sas?
OSr. Vello Reg: Parece-nie que ou os no-
bres depuiados se julgam ni.ii. Iiabililailos do
que o poder administrativo, que lie queui nos
pude dar eaclarrcimeuius acerca da materia,
ou se achain possuidos de um tal septicismo
querecusam crer eiu ludo que nos deve mere-
cer f!
Um Sr. Depilado: O poder administrativo
est all cm palacio, e as obras eslose lanudo
la fra.
O Sr. Mello lego: Nao he tiln ; a presi-
dencia lem lucios para verificare examinar lu-
das essaseousas e nos dcvcinoscie-laqiiaiulo
ella nos dizque o regulamento lem produzido
buns resultados, puslo que precise de pequeas
alieracrs. Kuj disse que no meu entender
ronvinha fazer mais nina mi uuii.i .din um,
alm das indicadas por S. Exc. : mas nem por
itio posso dizer que o rrguiaiiiento de 2 de
inain he ao mo, to feio, cuuio dizein os no-
bres deputados.
Voltaudo, porm, ao ponto de que me drs-
vici, diiei, Sr. presidente, que no mei das di
tlii nliladi s ein que se .ni.....a commissao p.a
11 chegar a um acord da mateiia, recouhcccu
eutielanto que coiiviulia loiuai una delibera-
cao, porque nao era possivel conservar-seella
silenciosa, parecendo nao prestar a altenco,
que pela sua gravidade exiga csse negocio;
lamo mais acreditando a coiniuisso que una
ve que esse negocio se acha alie co a esta ca
sa he de suppor que a presidencia (enha es
crupulos bein fundados para nao fazer as al-
terafdes, que ella julga necessarias, e mais
aquellas, que a pratica e a esperiencia acou-
aelharem. Nesle estado pois, cnleudeu a maio-
ria da coiniuisso, que nao convlndo deixar as
cousa> no p tm que eslo, era conveniente.
Jaque esla assembla lian poda nesle auno
tratar da materia, deixar presidencia a l-
culdadc dciemover os embaracos coui que ti-
vesse de luclar na execuco do regulanientu ;
e uisso nao acho cu um arbitrio to perigoso
como me prece, que se figura aos nobres
deputados. Senhores he necessario haver mais
conlianca.....
Um Sr. Diphtado: Confianca em que?
O Sr. Millo Reg : Nos houiciis e
cauzas.
O Sr. Par Brrelo: ~ A questo nao he de
confianca.
O Sr. ifsllo Reg: Se ha prrlgo nisso, elle
devia ser reaonhecido quando se conferio a
autorisaco para fazer esse reglamento, e
nao agora que nao faz mais do que continu-
ar essa mesina autorisaco por mais um anuo.
Um Sr. Diputado : A experiencia tein-nos
mostrado que mal temos cuuiprido o uossu
dever...
lia varios apartes.
O arador: De mais, meus senhores,, eu
perguntarei ; em que lem peorado tanto o
rcgulamento actual ? que males lainaiihos lem
le produzido....
m t. Diputa O Orador : Em que? ..
O Sr. OIuelra:--Eiii niuita cousa.
O Orador: He preciso prov.ir isso. A
vista do que lenho dito e reconhecendo que a
Dase do regulaiuento he ba.
O Sr. 1'rei Barrito: O outro lem mais lis
calisaco.
O Orador:Est o nobre deputado enga-
ado.
Senhor presidente, concluirei declarando
ainda que voto contra o rrqueriinento do no-
bre deputado : devldida, como se acba, a opi-
iii.io da coiniuisso sobre esta materia, nao
be possivel apresenlar-mos um trabalho
com urgencia, como se quer ; e o resultado
de tudo ser que as cautas .licaro no inesiiio
p em que se acliaui, istn lie, ficar ainda sub-
sistiudo isso que os nobre* depulados procla-
iiiain multo mo, muito feio mullo pernicioso.
U Sr. Aguiar.: Sr. presidente, vol contra
o parecer eyelo contt o rcqucrimeaio; foto
cantra o parecer porque enlndoqueno bane-
cessidade de continnar-se, como quer a nobre
commissao de obras publicas, ao presidente da
provincia a autorisaco que ) leve para refor-
mar o rij.Mil .mi nt" dessa reparlico, conforme
lie parecer mais conveniente; e mesmo me
lparece acr Isto uip pouco extfmporaneo, espe-
cialmente se se attender a que o governo da
provincia, denois de ter ensaiado o rcgulamen-
to existente, o subn'eteu a conheeimeiUo da
assembla, at indicando os pontos em que es-
se trabalho pesava. Por estas poucas palavras,
j v a casa que o rcgulamento nesta parte Ja
eslava multo adiantado, e que facilliino era a
nobre commissao o propor aquellas alteracde
que o sen disccrumenlo e bom senso Ihc dic
tassin, podendo sahir logo desta casa um tra-
balho completo para se llie dar execuvao ; en-
tretanto passou-se um mez, porque essa pi ca
veio logo para a casa com o relatorio, e so no
Km desse lempo he que a commissao aprsen-
la o parecer, declinando esae trabalho e incuin-
bindo-o ao presidente da provincia.
Scphores, eu creio qiie aquillo que nos p-
dennos fazer, mellior he que o facmos del -
xando de incumbir a oulrem, excepto quando
se derein circunstancias muito extraordina-
rias.... ,
O 4Y Mello Reg: E porque se incumbi a
presidencia a confeceo do rcgulamento?...
O Sr. Aauiar : Direi ao nobre deputado que
a raso de se incumbir aos governos a confec-
eo dos regnlamenlDS, he porque sendo esles
de ordinario muito extensos, nao podem ser
bein discutidos enium grande corpo colleclivo,
c aind mais porque esses Irabalhos.systema-
licos o mais pefeitos quando orgauisados
por una s pessoa, e enlo elaborados elles,
qur por um ministro, qur por um presdeme
podem mais fcilmente ser apreciados e disculi-
dos afinal. porque apenas apparece a necessi-
dade de retocar um ou outro ponto, sem que
se faca alteraco no syslcma: entretanto a com-
missao com o seu parecer nao quer isso, e Ion-
ge de propor as emendas e coireccAes precisas,
pretende instaurar urna autorisaco queja nao
existe, o que me parece suiniiiaiiientc inconve-
niente, porque havendo o presidente j sub-
uiellido ao conherimcnlo desta assembla o
ii.iiiiii.ii por elle frito he mais acertado, he
mais conceiilaneo que, ou t' memos a resolu-
co de o mandar por em exeruco com algumas
alleracdes que julgamns dever-lhe fazer, ou
euto mandar por cm vigor um outro que nos
pireca melhor, e que exija menos correcces.
Por tudo isto que acabo de duer opp nho-me
ao parecer, e oppunho-ine tanto a sua forma,
porque aluda sendo aquelle approvado, nao
poderia elle dar ao presidente u autorisaco
precisa para reformar o regulainento as obras
publicas cm questao, visto que por um simples
parecer de onniiiisso nao se pode conceder
autorisaco il inm ao presidente.
Voto, porin, contra o recjuerimeiilo, porque
enlendoque.se a coiniuisso nao pude ein um
mez apiesentar eniendaj ao regulaineuto, nao
ser mu.ii,.I., nos falta pouco lempo, paja se
encerrar a sesso que ha de ella poder olt'ere-
cer com urgencia essas emendas, nao he possi-
vel ; e para obviar a lodos esses inconvenien-
tes, lenho a honra de aprescular como emenda
Concllalo seguinte i
a He de parecer que se adopte, a seguinte
resoluco:
o Art nico. Fica em vigor o regulamento
das obras publicas de 10 de agosto de 1835.
Aevfer.*
Mando esta resoluco, por que a experiencia,
com que tanto argiiinenlou o nobre deputado,
me leva a convicto de que este regulamento
he preferivel a lodos os oulros, visto que exis-
ti lie si te para oito anuos, e s6b SU'S dispo-
sices era o servico realmente bein feilo, co-
mecando adar-se confuso desde que appare-
e.-I.1IU aulorisaces para sua reforma, e em
cunsequeiicia regulamentos uovos, cuja exis-
teuci.i lem sido eplieinera....
O Sr. Mello Reg : l se era lo bom, por
que o i el tu ni i i ni
O Sr. Afiliar: Nao sei, c nem sou obriga-
do a dar a raso disto, porui o que sei, e o
que he faclu averiguado he, que leudo havido
mis |..ini i. de rcgulaiiientos, estamos agora
sem iiciiliuiii, porque o presidente he o ines-
iiio que ein seu relatorio nos diz que, a pesar
de se -i. leu o actual reglamenlo cm execuco,
precisa elle decoirecces, e o uiesiuo lambeiu
entende a nobre coiniuisso, que alm das fal-
las apouladas pelo presidente, acha que anda
esisieiU oulras; assim, para por un leriuu a
essas diliculilades, ni tildemos por ein execuc *
o i. ;; o. miento de iO de ago,to de 1835 que es-
t firmado e abonado pela experiencia....
OSr. Mello Reg: Tanto he mo, que foi
reformado....
O Sr. Agolar : A experiencia tem mostrado
que os outros tem sido reformados lodos os
das. eoboret, IStO na < I i< pnr conli mi a,
nem por descoiiliauca, isto he feilo por se sup-
por o un Unir; e se, como disse o nobre depu-
tado, he necessario ter coiiliauca as pessoas
euascousas; seja-me lainbein licito diier c
n spondei-l.'ie que parase lerconfianca, he ne-
cessario que taiiiuciii li.ij i conii una Assiin,
Sr. presidente, ou mandar essa emenda que
me parece obvio lodos os inconvenientes com
que estamos lutaudo.
Apoiada a emenda entra cm discusso.
O Sr. lili (vn : Sr. presidente, pouco direi,
porque lenliosido prevenido por varios nobres
depulados: voto contra o parecer, c contra a
emenda que acaba de ser apoiada e ein favor
da primeira emenda; porque ella conten urna
dispusicau mais conveniente, porqnamo, de-
termina que volie o parecer coiniuisso, a-
liui deque esla, com uigeucia, emula o seu
julio, ou apreseule as reloriuas c atleracoes,
que julgar convenientes ; parcce-iue que isto
lie mais curial: vol contra a outra emenda,
porque nao quimera que se adniils.se in lulum o
11 .:ui iineiit i de II) de agosto de 1835; o i|ue
iraria timbeiu iiicouveiiieiitcs. Se us reco-
ulieceuius os defeilos do regulainculo actual, e
traamos de os corrigir, como vamos agora
mandar adoptar o de 1815, que sem duvida me-
rece laiubem algumas correcces? Eu sou o
pi ni.i ii i> a cuufcssar e a recouhcccr pela pra-
tica, por que mullos auuus fui empregado da
adiuiuistracao da proviucia, como a ca>a osa-
be, que csse regulaineulu he lalvez o mellior;
ao menos a sua existencia o pruva, pori|Uc elle
durou desde 1835al 181*2. >". acoiupannarei
jamis aos ubres depulados, que queieuj, se
delegueni ao poder cxccuiivo attnbui(es t >
iiiqiurtaules, como eslas, altribuices que tem
por Un., ou du em resultado, a creaco de em-
pregos c o eslabelcciuieulo de seus ordenados:
eu estou disposio a votar emita isto ; c se fus-
seinos a proceder ue-.ii uianeira, escusado se-
liavirmos aqu; baslava autnrisar o governo
i :.i/1 i .i que enieudesse conveniente : senl.o-
res, eu csiuii persuadido de que lodos nos de-
sejainos o bein da provincia, e fazeiuos exfor-
COI por prouiove-lu : a dillerciico est na ap-
plie.ii o. do Hielos.
Pin i.iut'i, pn .-i i i ni.- mais convenienle que o
parecer vollasse commissao. Algumas rt-
iormas se leem feilo de 42 para ca; reformas
at se fuerjiu sem autorisaco, e foi aiu execu-
iadas/i
Senhores, nao nos illudamos mais : entre nos
o que se faz lica feilo, porque o Brasil he o paiz
los fados consumado de cerlo lempo para ca;
i.ein a assembla geral, ueiii as proviuciaes tem
cliaiuado respuusabilidade os uieiubrus du
poder executivu, nao obslaule estareui elles a
cada passo coiiiuieilendo abusos, ulierauJo, e
ale iiullihciudo completa-neuie, por uicio de
reguluiiieulos e avisos as disposices da lei.
fui lauto, para que couliuuarmos a dar e>-
Sa anlul isjeau ao governo .' US 1 imlji m le-
ii,o> pralica, lambern coubeceiuos as uecessi-
Ua.U publica.; Eu um posto Uizci; UlUilo a-
cerca da materia porque nao sou perito nella ;
nao posso analisar profundamento o regla-
me uto das obras publicas, mas posso dizer al-
guma cousa a respeilo da pralica.
Iicpois que esse regulamento, de 35 foi pu-
blicado, fizerain-se umitas obras Importantes
na provincia, foi nesss poca, que se deu ro-
meco s estradas, que boje existem, se tiieram
talvez as obras mais solidos, e com mais eco-
noma, honra seja ao officlal. que enlo diri-
ga a i ep n i lem das obras publicas: Que o re-
gulamento actual tem defeilos, ninguem o po-
de contestar; o proprio administrador da
provincia o reconhece lembrando aquellas al-
t, i leoes, consta-me, Senhores, que um pro-
jcclo de regulamento, formulado por urna com-
missao nomeada, pelo Sr, Tosta, conlnha dis-
posices, que esiav.nu no caso de ser apro-
vritados, entretanto nao sei, porque o nobre
administrador, que expedio o de 7 de mam de
850, deixuu de o adoptar, c organisou urna
reparti(o manca : Senhores, o que qur diier
mili directora de engenheiros sem emprega-
dos ? pois he possivel, que um secretario d
expediente a tudo?...
Um Sr. Diputado -Tem dois amanuenses...
OSr. Otirefra: Sao einpregados da eslinc-
ta reparlicao, que all seachamaddidosrecla-
maco do eugenheiro ein chefe.: quanto ao
daspendio dos dluheiros. entendo, que ha mul-
ta necessidade de providenciar porque eu ve-
jo, que, pelo regulaiueuto actual, um enge-
uheiro faz requisico de tal ou qual quanlia,
quantiaque Ule he entregue na Ihesouraria
com ordem da presidencia, e depols, com orna
conta, por elle mesmo organisada, recebe a
quitaco i ora haver irregularidade inaior do
que esta? nos lemos no jornal, que pubiies o
expediente do e,ovcrno, quasi todos os dias or-
dena mandando dar contos e cornos de ris
para as obras publicas; e quem se desse aa
trabalho de soinmar essas addicfes, lalve co-
nhecesse que os irabalhos feitos nio corres-
pondem auliiiheiro despendido.
0 Sr. Corra de Hiilto: Ja bouve quem
se desse a esse trabalho ...
O Sr. Olioeira :-- Nao sei, oque sei be, que
fra duqui multa cousa se diz a respeio dislo.
Um Sr Deputado : Por fra diz-se inulta
cousa que nao lie exacta...
0 Sr. OU"iro: Mas quem o diz, nao sao
pessoas, que nao merecam crdito, sao pes-
soas muito respeitoveis, e que nao fallao a
verdade.
Senhores, se nao podemos remediar todos os
males que soll're a Provincia, ao menos faca-
mos o que for possivel. Repito, Sr. presi-
dente, opponho-me delegaco de poder da
qual resulte a creaco de empregos, e o cs-
labelccimenlo de seus ordenados, porque qu-
si sempre isso s tem servido para arraojar
affiihados. (Suiurro na eaia)
0 Orador: Os nobres deputados nao po-
dem negar, que militas reformas neste senli-
po Mmeme tem si.lo feitos, para evitar esses
abusos, de que infelismenle fui teslemuniia,
porque serv por longos annos os cargos de
official-maior da secretaria do governo, e se-
cretario da Presidencia, he que quero, que a
assembla far;o o que deve, e nao o delegue ao
governo. Basta, que este expeca os regula-
nimios para' boa execuco das leis ; al pa-
ra que nao venlia a ser plora emenda que o so-
ndo, como .uiuit.n eu com as reformas do
Liceo, concilio votando pela primeira emenda,
e espero, que. o nobre iiiembro da commissao,
que se acha dolado esquerdo, concorrer com
o seu coutingenlr, para que leguemos este bem
Provincia.
(Continua.)
Tribunal do commercio.
Em icario de 7 do met mrenle, por dipnclio do
tribunal do mesmo dia foi imcnpto no liuru da
iii.iirii-uf.i rfu commrcianle delta proco o Sr.
Klias H qiii-.ii Oa Silva, cidado brasileiro,
eoniiiiercaiile matriculado na extincla juma
do commercio do Itio de Janeiro, domiciliado
nesta piafa com sua casa de commercio de gros-
so Irato.
Em a meima icitrto do dia 7 do eorrenli loram ad-
millidoi a matricula o tenhore:
Joaquiui Antonio dos dantos Andrade.cida-
do purluguez, domiciliado nesta prca com
sua casa de commercio de grosso Irato, gene -
ros do paiz.
Francisco Jos Barboza, cidado portugus,
domiciliado nesta praca rom sua casa de co:n-
meicio de grosso Irato, de descoutos de lettras
e intil n dnheiros com capital seu.
Augusto Cczar de Abreu, cidado portuguez,
domiciliado nesta praca com sua casa de com-
mercio de grosso trato de faieudas seccas, c g-
neros de estiva.
-l < te | ii 11 i Ribeiro Puntes, cidado brasileiro,
domiciliado nesta praca, com sua casa de com-
mercio de fazendasde grosso e a relalho.
Juo Martins de Barros, cidado portugus,
domiciliado nesta praca, com sua casa de com-
mercio de grosso trato, gneros de estiva.
Em a tu 11 mu Ufo ai firmal dol senhores:
1 lem v Furster Si C firma social americana
ngleza, domiciliada nesta praca, com sua casa
de coiiiinercio de grosso irato de faieudas e ge-
ueros de estiva.
Theophilo Sevc 8c C, cidado brasileiro, do-
miciliado nesta praca e na cidade do Aracaly,
com sua casa de commercio de grosso trato.
Russel Mellors Si I!,, tirina social ingleza, do
miciliada uesla praca, com sua casa de com-
mercio ile grosso Iralo.
I leaue 1 oule & U., firma social ingleza, do-
miciliada insta pi.ea com sua casa decommer
co de grosso trato de fazeudas e gneros de es-
tiva.
C. J. Astley & C, tirina social ingleza, domi-
ciliada nesta praca, com sua casa d.- commer-
cio de grosso lalo de lanudas seccas e mu-
tiladas.
Nicolao Olto Itieber & >'.., Arma social liani-
burguea. domiciliada nesta praca com sua ca-
sa de couiiuercio de grosso Halo de fazeudas e
gneros do paiz.
Johuslou Pater & C, firma social inglesa,
domiciliada nesta prava com sua casa de com-
iii. 11 in de grosso trato de fazendas e gneros
do paiz.
secretariado tribunal do commercio de Pcr-
nambuco, 8 de abril de IH.'ii.
Juf Jerongmo Monttiro,
Seereiario.
O nosso proposito he chamar a altenco do
publico para o variado e bem escolhido espec-
tculo de quinta-felra, J annunciado nosjor-
naes desta cidade, para que o publico con-
corra com efficarla proteger este artista no
dia do seu beneficio.
Assim oSr. Tall soube escolher cm geral
e nao srt em relacao ao gosto dos amadores
da msica, como acoramodar as vozes e a
execuco dos seus collegas artistas os excel-
lenles pedacos das operas-; Pirata Heatrice di
Tend, Ipurilatii; msica esla de sentlmenlo
em que se revela o genio elevado, e o coracao
terno do iminorlal maestro llelini; agrsea,
insviosidade e docura das scenas das operas-
Olivo e Pasquale, Lucia de Lammermdor, do
maestro Donizeti, que he fecundo e delicado
em suas produedes; e finalmente a meloda
suave, tocante c palhetica, da opera-II Bravo
de Venesia, do bem conhecido Merendante,
que deve produzlr brilhante effeito, em vista
do eslylo, expreso da voz harmooiosa do
beneficiado. c
Seja-nos licito lembrar de passagem ao sr.
Tatl, que inaior realce darla ao seu beneficio
se couvldasse a Sra. Lauda tomar tainbem
parte no seu beneficio. Nao ousaremos lem-
brar a cavatina Vienni i fofferta do prl-
meiio acto da opera Macbeth Verdl; porque
j nao he lempo de a orchestra eosaiar urna
msica lo difiicil como esta. Mas apollare-
mos houvesse repetir as variaedes que ullinia-
mente executou, ou a cavatina da opera
Atillalambern cantada pela mesma seonora,
que mostrou compiehenaere deseinpenharcom
forca e expresso as brilhantes e enrgicas
difficuldades da msica de Verdi.
Nao bastain apparecer ein scena as produ-
edes de Mercadante, de Donlxele e Belinl,
desejamos a msica do dia, isto he, as Inspi-
rae.oes barmoniosas c enrgicas do maestro
do vga Ver di. ,
Desculpe Sr. Tati esta lembranca, porcm
o que desej.unos he, que o seu beneficio seja
completo a todos os respeitos, e que obtenha
um iriumpho real de que he merecedor.
Sentimos dizer ao Sr. Theodoro Orestes,
que faca quanto esteja ao seu alcance p-ra
que a orcheslra acompanhe com lodo o vigor
do compasso, expresso, e com as mais pe-
quenas modificaedes da arte, aos dlUerentes
cantores, e que nos de bons e variados peda-
eos de msica nos inlervallos.
Se o Sr. Tati conseguir que a Sra. Lauda
cante em seu beneficio, que sejam bem exe-
cutados todos os pedacos das operas auiiun-
ciadas, estamos cerlos que terrinos una noi-
le agradavel e suimnamentc devenida, mas
para que baja urna proteceo dedicada e um
verdadeiro reconhecimenlo ao mrito be ue-
cessario que o publico desta cidade e os se-
nhores cstudantes de Olinda, concorram
proteger este Insigne actor, comparecendo
n'aquella noite no lhealro de Santa Isabel,
nao s para apreciar este espectculo, como
para dar animaco e verdadeira proteceo ao
primeiro tenor, o Sr. Filippe Tati, o qual
he digno de recolher um verdadeiro triumpho
pelo seu merecimeuto, e pelas suas qualida-
des.
lupplente do termo de Olinda, Migml lo* Tii-
xeira, subdelegado suppleote.
Tendo sido barbara e atroimente asssassina-
do no lugar do Fragozo, junto ao riacho Mlruei-
ra. contiguo ao engenho do mesmo nome, no
dia 26 do corrente marro, a noite, o portuguez
Manoel Franciseo natural da provnela do Ml-
nho, freguezia de S. JoJo de Longus-Va le. ;
qna era feitor do referido engenho ; assiin jui-
co do meu dever communlcar a V. S na qua-
lldade de cnsul daqyella nacao, a cujas maos
passo por copia o auto de vistorla, que por tal
occasio, perante esla subdelegada se fez no ca-
dver do sobredito portugus ; devendo por
rlm ponderar a V. S. que al esta dala bao sido
baldadas todas as deligeoclas pollciaes feltas
par o descubrlmento do autor, ou autores de
to negro aiteniado ; mas que a justica do
lugar rica empenbada na captura dos crlrm-
unsos, quaesquer que sejam. nio sd por cons-
ciencia do dever, e em satisfacao a lei ultraja-
da como para demonstrar os senllmentos
de fraternidade. que a anima para com os
subditos das naedes amigas.
.pproveito a opportuoldade para protestar
aV.S.o meu respelto, e profunda conside-
"Bwl guarde a V.S. Subdelegada de polica da
freguezia da S da cidade de Blinda 3l de mar-
co de 1851. llliu. Sr.Joaquim BaplisuMo-
elra, digoissimo cnsul de Portugal de Per-
nainbuco. Uiguil Joi Ttxitra, subdelegado
supplente. ^^^^^^
^ .___i" s^r^n^mmm
Correspondencia.
Sri. rrdaclorM. Com o mais profundo pra-
icr II nina correspondencia, no n 74 do seu
Diario, assiguada por um diguissimo agricul-
tor, acerca do estabelicimenlo de uina socie-
da.le agrcola nrsla provincia.
Tenho a satisfacao de expor que a raso de
eu sahir campo sem possuir grande cabedal
de conhecimentos. foram smenle os meus
semimentos patriticos.
Senhores, quando considero, que se v na
Europa os sabios e poderoso' associarem-se
para auxiliar aos agriculores, alim de proino-
verein o aperfeicoamento da industria agr-
cola do seu paii, e considero o estado dos
notaos, e especialmente dos que se riiipregam
na cultura do algodo, nao posso deixar (como
amante do meu paiz), de lastimar suas deplu-
raveis circumslancias, sendo alias esse ramo
de industria um dos mais importantes, por
ollerccer a materia prima diversos tecidos
fabrls, accrescendo que o algodo de Pernam-
buco he o que na Europa lem a primazia ; e
por essas to ponderosas rases, he que reves-
ti-me de animo para all'rontar quaesquer diffi-
culdades que possam em lia .arar a inisso,
que me lenho proposto, alim de que essa
sociedade tome algum incremento, confiado
principalmente em vossos philantropicos r
llberaes semimentos, pois espero ine haveis
de ajudar.
O objecto, senhores, da sociedade he; pri
inrlro, ter d'ora ein vanle as verdadeiras rela-
eoes cominerciaes, para que os gneros du
paiz tenbam o valor primitivo nos mercados
e sejam os ioteresses igualmente parlilbados
i para o agricultor c o negociaiile. Segundo,
animar a nossa agricultura e envidar todos os
uieios possivris ao nosso alcance para preca-
ver os eveulos que as vezes apparecem as
eitacdes em diversos ramos da nosssa agri-
cultura, e quasi sempre arruinam a fortuna
do agricultor. Terceiro o aperfeicoamento e
miidaiieas de motores e instrumentos agricolas
para s-meiar, puxar ou bater <\e.. novos pro
cessos econmicos relativamente fabricaco
do assucar da cana, da cultura do algodo,
do caf, do fumo &c. e a substituico dos bra-
cos escravos por bracos livres, que trataremos
ao depols de estabellcida essa sociedade.
Emfnn, conhecido, pois, o objecto da socie-
dade, e sua importancia, rests-me, senhores,
oll'erecer-vos minha humilde casa para as nos-
sas re ii n mes. lim de lia lar mus de ludo o que
nielliui .ir pussa a uossa agricultura, e o esta-
do dos que ella se dedicain, que por ora
uo he cerlamente lisongeiro.
Praza aos Ceos que sejam abencoados os
uosuos cstorcos!
Rui do Collegio, n. 9 no primeiro andar
, Vosso humilde patinan
Joaquim Jos de Carvalho Siqutira Varejo.
niAl.H) jjjj PK\ABLLIJ,
BBCIFS, 9 DI ABalL DI IMS1.
A assemblaapprovou ein primeira discusso
o projecto que altera os limites da fregueiia do
l'oiu e l'oa-Vista : coulinuou na do orcaiueuto
provincial que licou no artigo 3t> exclusive.
Foi designada para ordem do dia da seguinte
sesso a cuuiinuaco da de boje e a discusso
dos projectos ns. 18 e 20.
COMMiMCAUO.
O BENEFICIO DO Sr. HLIPPE TATI
Hoje he o beneficio do primeiro tenor, o Sr.
I'ilqq.e Tati.
Com este pequeo artigo nao pretendemos
remler elogius a este insigue artista, j por
couheceriuos nossa insuficiencia para escrever
paia ii ni p ii Id ico to illuslrado como o des la
cidade, j porque o Sr. Tati nao precisa da
nossa dbil penna para mostrar o que he,
e o' que na realidade val, visto que os prr-
namb.lanos sabem nuil bem avahar e dar o
devido mereciineulo ao primeiro e melhor te-
nor que at boje tein apparecido uesla pro-
vincia,
f ublicaefto a pedido.
Illm. Sr. Constando que essa noite passada
assassinaram no engenho Fragozo, o feitor
Manuel Fraucisco, o qual se acba junto ao Rio
e faz-se preciso que V. S. faca vistura no ca-
dver empreando tollos os iiieuis precisos de
ser capturado o assassino para nao licar impu-
ne seiuelhante ci une.
Dos guarde a V. S. por muilos annos. De-
legada do termo de Olinda, 27 de marco de
mano de iS.ai. Illm. Sr. major Miguel Jos
Tcixeira, subdelegado supplente da freguezia
da S. O delegado supplente, Manoel Antonio
o Pacoi e Silva.
Cumprindo ao que V. S m'ordenou em seu
ouicio de boje.dirigi-inc pelas 9 horas do dia ao
lugar do Fragozo.' onde ebeguei as II a-
companhado do respectivo esciivo, e ah sen-
do encoulrei o cadver do portuguez Manoel
Francisco, feilor do engenho Fragozo, que ja-
ii i alm do riacho Mirueira, dislricto de Ma-
ranguape, o que nao obstante o inandei con-
duzir para esta cidade, a Igrrja calhedral, on-
de se deu sepultura depoude cun ptenteme li-
te vistoriado, eujo .un passo aos unios de V. S.
como me cuiupre. Devo observar que meen-
deudo com o Sr. do enbenho, o capilo-mr
Joaquim Manoel Carueiro da Cucha, a respeilo
leudo facios e mostrou surpreso, e nao me pode
miuiairar uil'urniaces algumas, que me orieu-
tasse sobre quem seria o autor, ou autores de
semelhaute alternado.
Dos guarde a V.S. por muitosannos. Subde-
legada da freguezia daSd'OIiuda,2 de marco
de 1851,-Illiu. Sr. Manoel Autonio dos Passos e
.Silva, Uiguliiiuio wucuie coronel e delegado
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimnntodo dia 9 19:837,1/*
fescarregam hoje 10 de abril.
Brigue Jamen mercaduras.
Brigue Jmie Thomni ~ dem.
Bnguo Island dem.
Brigue Henry Matheus dem,
lirigue Brandwt/ne farinha.
Brigue -- Pbultney -- bacalho.
HiateF/or de Cururipe ueros do paiz.
CONSULADO GERAL.
Abril.
Rendimento do dia 1 a 8 26:82,085
dem do dia 9.........4:701,983
31:52*068
D1VERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 8 .
dem do dia*9.........
968.223
4*2,13
1:410,357
UECEBEDORIA DE RENDAS GERAKS
INTERNAS.
Rendimento do dia 9......441,275
CONSULADO PROVINCIAL,
en.ilmnnlo do dia 9...... 2:521,600
iM oviineiilo do porto.
Navio entrado no dia 9
Macei 3 das, galera ingleza Sword Fi>h,
de 315 toneladas, capito Richard Creen,
cquipagem 22, csrga assucar ealgoiSo.
Veio recuber cartas e segu pira Li-
verpool, j,
Naviot sahidos no mesmo dta.
Alcobassa Lancha nacional A. S. da Pe-
nha, mestre Jos Anlunes Guerra Jnior,
em lastro.
Marselha Brigue francez Reaujeux, espi-
UoSurmont, cargs assucar. Couduzseis
marujos franenzes quevieram na escuna
brasileira Adelaide.
Camaragibe lliate nacional Caprichoso,
mestre Hypohto Jos da Silv, em lastro.
Liverpool pela Parahiha Barca ingleza
Broudoak, capitao Gouldeuy, carga as-
sucar.
0 Illm. Sr. primeiro escripturario servindo
de inspector da ihesouraria da fazenda provin-
cial, em .uiiipi iinenio da resoliiyio do tribunal
administrativo, manda fazer publico, que no
dia 10 de abril prximo vindouro val novaiuenle
a praca peanle o misino tribunal para ser
arrematado a quem por menos flser a obra
do aterro e ponte da entrada da cidadedo Rio
Fouoso, avallada em U:073,559 rs. e sob as clau
sulas especiaes abaixo declaradas.
As pessoas que se propozerein a esta arrems-
taco compai cca'iu na sala das sesses do mes-
mo tribunal no dia cima mencionado, pelo
iiiciu-dia, competentemente habilitadas na (or-
inado artigo 24 do regulamento de 7 de inaio
do prximo passado anuo.
K para constarse mandouafiliar o preseute
e publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria da fazenda provin-
cial de Pernaiubuco, 27 de marco de 1851.
O secretario,
Antonio Ptrrtira d'itnnimeiafao.
Clausulas eipectaei daarrematacAo:
1." As obras da ponlealuha desta arrema-
tarlo sero feilas em conformidade com o or-
cainento appresentado nesta data ao Kim. Sr.
presidente da provincia pelo pre{:o de rs.
9:073,551.
2." o arrematante comecara as obras no
prato de um mez e concluir no prazo de 10
meses ambos contados conforme determina o
artigo 30 do regulamento.
3." A importancia da arrematado ser pa-
sa em quatro prestaefics, conforme determiua
o artigo 38 do regulamento de 7 de malo de >850.
4." O prazo de responsahilidade pela enn-
.ervaco e perfeito estado da obra ser uinanno
contado da data do recrblmento provisorio.
5. Para tudo o mais que nao est determi-
nado pelas presentes clausulas seguir-se-ba In-
teiramente o-que dispeleo regulamento datar-
nataedes de 7 de maio de 1850.
Feitos o approvados peta directora ein coo-
selho e sesso de 25 de fevereiro de l85l. O
director J. *f. Alws Pirnira J. L. Vctor l\-
euthier. ~H. A. Milllet.- Approvado. Pala-
cio do governo de Pernambuco, 28 de fevereiro
de l85l. Soma Hamos. Conforme. Ooffi-
cial malor, Joaquim Pirn Machado Portilla.
Olllm.Sr. oliicial-tnaior, aervindo da
inspector da Ihesouraria da fazenda provin-
cial, em cumpri ment da ordem do Eam.
Sr. presidente da provincia de 4 do corren-
te, manda fazer publico, que, nos das 29 e
30 do mesmo, el.' de maio prximo vin-
douro, ir* praca, perante o tribunal ad-
ministrativo di mesma ihesouraria, para
ser arrematado a quem por menos li/er,
obra do lercei'0 Uiiqo da estrada do norte,
avahada em 14:684,923 rs. e sOb as clau-
sulas especiaes abaixo transcriptas.
As pessois que se propozerem a esta ar-
rematarlo compareced! ua sala das sessOes
do mesmo tribunal, nos dias cima mencio-
nados, pelo oieio-dia competentemente hi-
bililidis, na forma do artigo 24 dd regu-
lamento de 7 de maio de 1851.
B. pira constar, se man lou alllxar o pre-
sente e publicar pelo IHario.
Secrelina da ihesouraria da fazenda pro-
vincial de Pernambuco, 5 de abril le 1851.
O secretario,
Antonio Fttrtin tTAnnunciacio.


Clausulas especiis da arrematado.
i. Os trahalhos e obras desta porc3o
de estrada gnrBo feitns pela forma, sob as
condiefles e do modo indicado no orcamen-
to, planta e perlll approvado pela directo-
ra en conaelho, e presentado ao Eim.
Sr. presidente, pelo rreco de 14:684,923 rs.
2. As obras principiaron do prazo de
um mez, o serSo concluidas no de um anno
ambos contados da entrega do termo da
arremat*cSn.
3 Rm todos os pontos onde a estrada
nova coincide cu encontra-se com o ca-
nnnho actual, devora ser dirigido o servico
do modo'tal, que baja sempre um transito
fcil, ou na estrada nova ou no caminho.
*. O pagamento do importe da arre-
matacBo ser* feito era quatro prestmjOes re-
gulares, de conformidad com o artigo 38,
capitulo S. do regulamento de 7 de maio
de 1850.
S. Para tudo o mais que nao est deter-
minado as presentes clausulas, soguir-se-
ba oque dispon o citado regulamento de 7
de maio de 1850.
Feitas e approvadas pela directora em
conaelho, em sessSo de 31 de marco de
1851. O director, Jos ttame.de Alvet Fer-
rtira O engenheiro, Joo Luis Viclor Li-
uthitr. M. S. de Mallos, ajudante do en-
genheiro Approvo. Palacio do governo
de Pernambuc, 1 de abril de 1851. Son-
sa Hamos. Conforme. O ofllcial-maior,
Jcaquim Pires Hachado Portilla.
Conforme O secretario, Antonio Fer-
reira da Annunciacdo.
Theatro de Santa-Isabel.
JIECITA EXTRAORDINAIUA K BENEFICIO
DO I'RIMr.lHO TENOR FEL1PPO TATI.
Boje, 10 de abril de l85l.
Espetarul.. variado de canto, dramtico e
danca, devidido em tres partea, da maneira
seguinte :
Primeira parte.
N. 1. A orchestra executar urna das me-
Iborea ouvrriuras de seu repertorio ;
N 2. Grande acearecitativo e duelo--da
opera do maestro bellini
Pirata,
Opera immensas veiej representada no thea-
tro de 8. Pedro no Rio, sempre com extraor-
dinarios applausos e numeroso concurso ; he
esta a peca era que a voz melodiosa e tocante
da senhora Caniflani toma a exprs*; terna
do melanclico eapaixonado rnuxinol italiano,
e onindo-se a rigorosa e perfelta execucan do
tenor Tatl. leva alma do auditorio a mais vi-
va e penetrante sensacao.
N. 3. Grande scena e aria da opera de Bel-
lini
llfiilrrf de Tenia
desempenhada pelo l>aix-barytono, o Sr. Ca-
purri.
N. 4. Scena e excedente romance da opera
II bravo de Venezln.
He a narracao mais pattica da vida do bra-
vo, revestida de urna msica sublime e apro-
prlada a severidade doobjecio, posto da pro-
funda aciencla musical do celebre Mercban-
te ; ser execuiada pelo beneficiado e seu fi-
lbo Frrderico Tati, que toma urna pequea
parte na scena. O alegro dtssa peca lie de
coinposicao do cavallelro maestro Geannini,
que o eseieveu expressamente para o bene-
ficiado.
N. 5. Um passo a dous pelas senhoras Ha-
dorna e Moreaux.
Otile Ciarpe.
N. 6. Dar fim primeira parte o bello e
inuito applaudido duelo da opera de Hcllini
I. PURITAM
deaempenbado pelos Srs. capurri e Frederico
Tati.
Segunda parte.
Dramtica.
A companhia, em obsequio ao beneciado
representar a graciosa e sempre apreciada
farca -
O Diielanti
na qual tomar parte o distiocto artista, o Sr.
Gerssiano.
Tereiira parte.
N. 1. Grande scena e rond Anal da opera
0 PIRATA
pela senhora A. Candlani.
N. 2. tirilhante cavatina da opera buffa do
maestro Doniettl
O/ii'o e Pasquale
pelo beneficiado.
N. 3. Passo pela senhora Raderna, acaxuxa.
N. 4. Terminar o espetaculo com o tercei
ro acto da opera do maestro Doniettl
Lucia de Lamermour
em o qual tomarao parte, alm do Sr. Frederi-
co Tati, por obsrqulo os Srs. Silvestre, Hay-
mundo, Maximiano Costa e Santa Rosa, sendo
o' principal papel desempenbado pelo benefi-
ciado.
O beneficiado confiado na distlnctae lison-
gelra predilecao com que o generoso e Ilus-
trado publico desta capital o honra sempre
que a elle se apreseuta, espera que nessa imi-
te o confirme cada vez mais nessa to gloriosa
ideia.
Os bllhetes acham-se venda no Atierro da
Boa Vista n. 6, em casa do beneficiado, das 9
horas da manhaa s 3 da tarde, e desta hora
em diante no cscriptorio do theatro.
QUADROS VIVOS.
Primeiro. Segundo.
As tres gracas. O jngo.
Tereeiro. Quarlo.
As Bichantes. A morte de Abel.
Quinto. Sexto.
A morto de Virginis A bella fonte dss flores.
rnp.cos nos iiii.iiktks.
Camarotes da primeira galera de frente
8,000 rs., do lado 6.000 rs. ditos da segun-
da galeria de frente 10,000 rs. ditos de lu-
do 8,000 rs.; ditos da torceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs., galeria 640 rs.
Avisos diversos.
THEATRO DE APOLLO.
SEXTA-FEIRA, 11 DE ABRIL.
Itepreaentucnextraordinaria em
beneficio de iniuleinolselle Sc-
rapblne Berteanx.
Seraphine Berleaux, nimiamente sensivel
as provas de interesse que por innmeras
vezes lem reeebido dos habitantes de Per-
nambuco, epersuadida deque este senti-
niento sempre os animar, anda urna vez
convida a proteg-la. Esta represenlscSo
figurando a benelicio de mademoiselle Se-
rapliino Berleaux, he comtudo destinada a
beneficiar sua sobrinba, de dous annos de
idade, a qual, apezar de 18o lenra idade, to-
ma parte as posicOes plsticas. Seraphine
Berleaux reclama em favor de sua sol r i -
nba a mesma prolec(3o que ella al boje
lem reeebido doestioiavel publico peroain-
Uicano.
Primeiro acto.
Dansa de corda por toda a familia, na
qual mademoiselle Seraphine Berleaux exe-
cutar us petigosos exercicios de elevaco.
Segundo acto.
O carnaval de Veoeza, grupo piramidal,
por Mis Berleaux, Charles e Bremond, u
madeuiobelles l.enny, Serapniue e Hor-
tense.
Tereeiro acto.
Os jogos icarios pur Mr. Berleaux e aeus
dous lillios.
Quarlo acto.
Dansa antpoda I por Mr. Berleaux.
Quinto acto.
O trspezio com grande variarlo por Mr.
Borteaux, terminara com a grande ascen-
c8o do Tonnel.
Avisos martimos.
Agencia da companhia dos pa-
quetes inglezes a vapor.
0 vapor Ueiway deve aqu
ebegar de volta dos portos do
sul no da 16 do crreme, e no
inesino dia seguir para a In-
glaterra fa rendo escala pelos portos j annun-
ciados : as pessoas que anda quizerem tomar
passagem no mesmo para qualquer dos portos
em que o mesmo vapor teoba de tocar, quei-
ram dirigir-se com a necessaria antecedencia
a casa da respectiva agencia na ra do Trapi-
che n 42. Os etcellentes commodos, asseio e
altencloso tratamento, que se encontram a
bordo deates vapores, unidos a brevidade de
sua vlagem, sao circunstancias to pondero-
sas, que por si s fazem toda a recommenda-
cao e. garanta aquelles senhores que deseja-
rem fazer urna commoda e breve vlagem.
Maranhao e Tara.
Espera-se nesle porto, por estes das, do
da llallis, o brigue-escuna nacional Arcelli-
na, que traz a seu bordo a maior parte da
carga pira aquelles portos ; tenciona-se
i|ii demore mui poucos dias para acabar de
carregar: quem no mesmo quizer carregar
ou ir de passagem, para oque tem excel-
entes commodos, dirija-se a Jos Baplista
da Ponseca Jnior, na ra do Vigario n 23,
segundo andar.
Para Lisboa she por todo o mez de
abril o brigue purtuguez Cotcetelo de Va-
ria : quem nelle quizer carregar ou ir de
passagem, para o que tem excedentes com-
modos, dirija-se nos consignatarios. Tho-
mz de Aquino Fonseca & Filho, na ra do
vinario n. 19, primeiro andar, ou ao capi-
19o na praca.
Para o Para com escala pelo Cear pre-
tende seguir viagem com muita brevidade
a escuna nacional Hara Firmina, capilo e
pratico Joilo Bernardo da Roza : quem na
mcsiiia quizer carregar ou ir de passagem,
pode entender-se com o mesmo capit3o. ou
com o consignatario da mesma; lu/. Jos
de S Araujo, na rus da Cruz n. 33.
Para a rilado do Porto.
A muito veleira barca portugueza Bracha-
rente saho imprelerivelmente no da 16 do
ron ente, a in la pode receber alguma carga,
e tem excellentes commodos para passagei-
ros : quem quizer carregar ou ir de osssa-
gem, entenda-se com o capilo Rodrigo
Joaquim Coneia, ou com Novaes & Compa-
nhia, na na do Trapiche n. 34. Os Srs. car-
regaores tenham a bondade demandaros
coiilieiimenios, assim como as pessoas que
tiverem conlas com a dita barca de as apre-
sentar nesles 8 dias.
~ para o Rio de Janeiro salie breve a ga-
leota SS Ttindude : quem na mesma qui-
zer en 11 ...ai ou ir de passagem, dirija-se ao
seu consignatario, Francisco Alves da Cu-
nta, ra do Vigario n. II, primeiro andar.
Vende-se, por proco minio commodo,
a barca nacional America, de lote de 13 mil
arrobas, forrada e pregada de cobre, de ex-
cedente construQJo, tola de madeira de
carvalho, prumpla de um tudo para fazer
viagem, por ler botado as eoxarcias novas,
he propria para o Rio Grande do Sul, por
demandar muito pouca agoa : quem a pre-
der comprar, pode examina-la no fundea-
douro, confronte o trapiche da Alfandega, e
para -justar, trata-se com os signalsrios,
Novaes & Companhia, na ra do Trapiche
numero 34.
Para o Aracaly segu viagem com mui-
ta brevidade o hiale Flordt Cururipe : quem
nelle auizer carregar ou ir de passagem,
dirija-se ra do Vigario u. 5.
Para o Rio Grande do Sul segu em
poucos dias o brigue nacional Morid Liba-
nia i aia o reslo da carga ou esrravos a fro-
te trata-se na ra da Cadea n. 14.
-- Richard Ciocke.lt Jnior, capillo da
barca americana lUuskingum, arribada ron
agoa aberta nesle porto, na sua viagem de
Buenos-Ayres para New-York, precisa to-
mar a risco martimo sobre o casco e frele
da dita barca a quantia de seis contos de
reis pouco mais ou menos: os preleuden-
tes podem entender-se com os consignata-
rios, HeuTy Forsler & Companhia, ra do
Trapiche u. 8.
Leiies.
Leililo que faz Vicente Ferreira da Cos-
ta de 90 caixas com mansas e 48 ditas de
muscatel, que se venderSo pelo preco que
poder obter, em lotes a vonlade do com-
prador, boje, 10 do correte, no caes da
Alfandega.
Joilo Keller & Companhia faro leilSo,
por ntervenc5o do corretor Oliveira, de
gran le variedade de fazendas do seda, lita,
linhoe de algodSo, todas proprias da pre-
sente estacBo : quints-feira, 10 do correte.
As 10 horas da mandila, no seu armazem,
ra da Cruz.
LeilSo de urna por(3o de saccas com
familia de mandioca de muilo boa qualida-
de, boje, 10 do correiite, asilo horas da
manhaa, no armazem da casa do defunto
Lasser, por tras da rus da Cadeia do Recife.
O corretor Oliveira far leilSo de um
variado sorlimento de mobilia, consistindo
em um exrellenie piano, cadeiras de diffe-
rentesqualidades e gustos, bancas dejogo,
ditas de meio desala, commodas, touesdo-
res, lavatorios de Jacaranda com espelho,
camas oe casal e para meninas, bercos,
nisrquezas, guarda-louca, 2 cadeiiinhas,
sellius para montara de homem e de se-
nhora, candieiros de globo, vasos e figuras
de porcellana para cima de mesa, appare-
Ihos de porcellana para cb, relogios para
cima de mesa e de parede, um rico faquei-
ro moderno, que custou mil trancos, dife-
rentes obras de prsta e de ouro, e outros
muitos ohjectos assss necessarios : sexla-
feira, II docorrenle, as 10 horas, no pri-
meiro andar da casa de sua residencia, na
ra da Cadeit do Recite-
Preciss-se alugar u "a escava pRra ser-
vir a urna s pessoa : n rus do Cano n. 12.
-- Aluga-se o tereeiro an lar da casa da
ra do Queimado n. 9: a fallar na loja do
mesmo sobrado.
-- Perdeu-se.no dia 8 do corrento, urna
ordam da quantia de 212,530 rs. sacada
contra o Sr. Manoel Ignacio de Oliveira,
com o pague-se a los Antonio da Costa e
Si : roga-se a quem a livor actiado. ide en-
trega-la na ru do Livramento, toja n. 18
--Joaquim Alves da Cunta retira-se para
fra do impnrio.
Achou-se urna pequea trouxa de rou-
pa na estra la dos AfTiictos : quem for seu
dono, procure-a na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 34.
-- Alugam-se duas pretas para venderem
na rus, pagan^o-se o que seconvencionar :
na ra da Cruz o. 49.
A Casa de negocio de Oidier Colombiez
& Companhia, ra da Cruz, em consequen-
cia da morte de Didier Colombiez, Acar
daqui em dianle debaixo da firn.a de B. Di-
dier ain & Companhia, que estilo encarre-
gaJosda liqnidacSo da extincta socio lade.
A nova casa continuar com as mesmas
opnraces commerciaes nesta praca, dirigi-
das por Flix Sauvage, socio da mesma casa.
Quem precisar de urna mullir para ama
de o.n rapaz solleiro, dinja-se au largo do
Carmo n. 7, que atii adiar com quem
tratar.
Precisa-so de um homem para tomar
conta de um deposito de piles, quo enten la
guma cousa de venda e afiance sua con-
ducta : atrs da matriz da Boa Vista n. 22.
Participa-so as pessoas a quem possa
interessar, qajo o Sr. Manoel Alves da Silva
Caldas, morador na cidade da Victoria, co-
marca de Santo Anlflo, se acha deven ln
nesta pra^a a quantia de 349.974 rs cujo
debito se est cobrando judicialmente na
mesma comarca, o que se avisa, para que
pessoa alguaia hypolheque heos ao dito Sr.
Caldas.
"A pessoa a quem Ihe foi entregue por
um preto velho um taboleiro deconduzir
cera e um brandSo, no dia 5 do corrente,
queira levar ao entono do tabellio Cui-
liierme Patricio Kezerra Cavalcauti, na ra
das Trincheiras, quesera recompensado.
- Na ra da Cruz, no Recite, n. 27, se-
gundo andar, veslem-se aojos para procis-
N.locnin o maior aceio possivel e mdico
preco. Na mesma casa alugam-se azas pa-
ra os ditos anjos.
Quem precisar de urna ama secca, diri-
ja-se ra da V'iracSo n. 27.
-- Aluga-se um sitio no Aterro dos Afo-
gados : quem o pretender, dirija-se ra
da Penha n. 23, primeiro andar.
Quem annunciou querer comprar um
escravo carniceiro, dinja-se ra do Muii-
dego n 99,
OfTerece-se um menino de 14 snnos pa-
ra caixeiro de loja, do que j tem um anno
de pralica : quem de seu presumo se quizer
utilisar, dirija-se travessa da Madre de
Dos n. 7, ou na ra Imperial n. 167.
Aluga-se urna rasa terrea muito boa,
com 4 quartos, cozinlia for-, quintal e ca-
cimba, sita na ra da Clona : a fallar na ra
do Cabug, loja de miudezas n. 3
O atiaixo assignado promnve cobra\nc/s
e trata do causas na cidade e comarca, do
Rio Formoso, e assegura toda a eipedi-
.!o e zelo em ambas as causas: quem, pois,
de seu prestalo se quuer ulilisar, a elle di-
rija-se naquella cidade.
Joilo Baplista Carneiro da Cunha.
Altencao.
O abaixo assignado faz sciente ao res-
peitavei publico, quena ruada Concordia
n. 6, lia para vender-so os ricos e aceiados
bullidlos francezes de diversas qualidades ;
lambern se fazem mui bem feitos pastis de
neta, lorias do lodas as qualidades, riquis-
simas balas d'ovos e outras muitas golodj-
ees para quem quizer encommendari 'Na
mesma casa enfeilam-se bandejas com mili-
ta riqueza aceio e promptidlo para qual-
quer .11 veri menlo.-- ./ns? Pires de Carvalho.
Lotera da matriz da Boa Vista.
Aos io;oooiiooo e 5:ooo$ooo.
O lliesooreiro da lotera da matriz da Boa
Vista, Salustiano de Aquino Ferreira, fa?
scienle ao resneitavel publico, que as rolas
da mesma lotera terSo o s'i gyro impre-
lerivelmente no dia 2 de junho vindouro, e
o resoeilavel publico pernamhucano deve
preferir nossa lotera s do Rio de Janeiro,
o ina vez que o plano da mesma lotera olfe-
rece s mestiss vantagens que as do Rio do
Janeiro ; e com a diminuta quantia de 10 e
.000 rs. pde-se tirar o premio de 10 o
5:000,000 rs. ; e os bilhetes acliam-se a ven-
da uos lugares j annunciados.
O coronel Francisco Jacitho Pereira
embarca para o Rio de Janeiro o sou escra-
vo iial.
--Quem precisar de um rapaz de 18 an-
nos para criado, dirija-se ra do Hospicio,
casa do Sr. engenheiro Millet, adianto do
Hospicio.
JoSo Luiz Ferreira Ribeiro enitmrca pa-
ra o Rio de Janeiro o seu escravo de nonio
Jacob, de nagilo Costa.
- Antonio Pinto deSouza Brito vai ao
Rio de Janeiro a tratar de seus negocios.
Iloje, 10 do crrenle, as quatro ho-
ras da tarde, porta doSr. Dr. juiz de or-
phSos, se ha de arrematar, por ser a ultima
praca, um sobrado de tres andares, sito na
rus da Cadeia do Recite, pcrtencenle aos
herdeiros do casal do Exm. senador Manoel
de Carvalho Paes de Andrade, cujo sobra-
do vai a prafa a requerimento do inventa-
rianle e lutor dos herdeiros menores Dr.
Luiz Je Caivalho Paes de Andrade, para
pagamento das dividas legalisadas e reco-
nheidas no respectivo inventario.
Raile mase-arado.
Alugam-se ricos vestuarios proprios part
a rapasuda do grando Ioiii, e igualmente
fazem-se ao gosto dos amadores ao gracio-
so incognilo l,9o apreciavel em semelhante
dtverlimenlo. Exislem paraescolha elegan-
tes ligurinos, e se promette comino lo pre-
co, promplo deseinpenlio nos caracteres es-
colhidos, e sobre tudo segredo : na ra Bel-
la n. 18.
-- Precisa-se alugar urna preta escrava,
que seja reoolhida, para tratar de urna en-
anca e cuidar em sua ropa, preferindo-se j
idosa : na ra do Crespo n. 14, tereeiro an-
dar, ou anniinri- para ser procurado.
INSTRUCQdO PRIMARIA.
0 abaixo assignado, tendo reeebido do res-
peltavel publico benvolo acolhimemo, visto
como j muitos paes de familia Ihe tem con-
fiado seus lillios, convencidos da maneira
conscienciosa por que o annunciaite tem de-
sempenbado as obrigacoes que se compro-
metiera na direcfo de sua aula particular,
na ra do Mondego n. 44, rende por este meio
un publico agradecimento aquelles que nelle
tem depositado sua confianca em assumpto
tao delicado como seja a primeira educaco de
seus filbos O annuuciante julga dever aiuda
solicitar a confianca das pessoas moradoras
fra da praca, para quem foi especialmente
creado o seu estabeleciinento. I. em verda-
de, he geralmente reconhecido, que muitos
paes moradores fra da praca deitam de dar a
educaco precisa a aeus filhos, ou o fazem com
grandes sacrificios e difhculdadcs, em rasao
de faltarem aulas ou collegios. onde pos-
aam colloca-los, por Ul modo dirigidos que
descansem inteirainente, nao s respeito do
tratamento e disvellos, como respeito do de-
aenvolvimento intelectual e moral ; era por-
tanto de palpitante neceasidade a rn-.ua.> de
um estabeleciinento que reunise todas aquel-
las condicea e foi com essas vistas que o an-
nunciaite rstabcleceu a aua escola no lugar
indicado. Os pensionistas, que Ihe forem con-
fiado, acharao estabeleciinento do annun-
ciaite todos os elementos neccssailos ao
bom desenvolvimento phisico, intelectual
e moral. Habitado sadia, com as acom-
inodaces necessarias, e todos os cuidados
que um pai pode dispeusar srus filhos.
Mcstres escolhidos de grammatica latina, fran
ceza, msica vocal e iiisiiuiu.ui.il ; se encar-
regarao de aperfeicoar a inlelligencia dos
alumnos, einqiianlu o annuuciante derigir
especialmente as primoiras lettras, nao pou-
pando esforfos paia adianlar na seus disc-
pulos emfim a moral e a religiao serao cul-
tivadas, como convm i quem sobie ludo quer
formar bns rida la..-. A nica recomenda-
cin plausivel este respeito um ea.-ime ocu-
lar, e para este fim o annunciante convida a
todos os paes de familia qued'antemao quize-
rem certificar-se da realisacao das proinessas
do annuuciante, para que se do ij un sua aula
e ahi riimineui por si mesnios a ordem e re-
gularidaile dos trabalhos, e as mais condiroes
que ticaiii enumeradas.
O annunciante espera conlinuar merecer o
favor e coiifianfa do publico.
/tunasen de Sales d'Albuquerque.
d> ( (iii-iiKoi io central imiii.ru-
't pathico de l'cruanibiico, a)
% Dirigido pelo Dr. S. O. L Pinho, a)
?< llua do Trapiche Novo n. 15. a)
*.' Todos os dias uteis so darn con- a)
# solas e remedios de gracs aos po- a}
UW bres, desde pela nianha at as duas .>
I? horas da tarde. a)
H; As correspondencias e nformacoes )
v pdenlo ser dirigidas verbaluiente, aj
i- ou por escripto, devendo o doeute .;
%l indicar : primero, o nome, a idade, '*)
t$ estalo, luolissilo e conslitui^So ; se- %
e fundir, as molestias, quntem tido, e >4
5.; os remedios lomados ; tereeiro, a po- i)
ir ca do apparecimentu da molestia ac- )
- tual, e descnpQSo minuciosa dos sig- 4
tg/) uaes ou symptomas que soffre. (^
*( Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho. Jp
C:*Mat :#
Aluga-se a loja da casa da ra do Ran-
gel n. 36, pelo mdico preQo de 12,000 rs.
mensaes, muito propria i ara qualquer es-
ta belecimento, por ser fraude e ter respi-
rado para o fundo : trata-so na ra Direita
n. 4, segundo andar, das 6 s 10 horas da
manb.'ia, mi das '2 a-, ."> da tarde.
--Manoel Alves Cavalcanle, morador na
praia de S. Francisco de ni inda, tendo li.lo
um aniiiincio no Diario n. 73 de 29 de mar-
ro do correte anno, prelenJendo-se arren-
dar um quintal ou sitio na mu praia de
S. Francisco, o qual foi de Caspar Jos do
Reis, ja fallecido, e que boje lera de perlen-
cer a algum de seus herdeiros, faz publico,
que o sobredito quintal he foreiro ao an-
iiuncianle, por se adiar dentro dos limites
de anas trras, como consta da demarcarlo
judicial que so insiaurou a requerimenio
seu, a qual foi julgada por senteuca, e re -
conhecida dita demarcaco pela cmara ac-
tual da mesma cidide, como de tudo cons-
ta dos autus quo existem no cartano do es-
ciiyo i.jnar i : por tai.to a pessoa que se
acharjoin direilo ao dito quintal ou sitio,
le-'Jj.. a Uondade de vir rcconliec.r-se e pa-
gar o respeclivo foro, se lie quo nilo quer
perder a posse do mesmo, na forma, da le.
# i'nulo (.nlsiioux, dentista
francez. iTerece mch prest- 9
ino uo piililico para todos os *$
mistere d w urollMfto: i
19 pode ser procurado a qual- 9
# quer hora em snu casa, na .,
tu raa larga do Rozarlo u. 36, ^
BPgundO andar. ng
- No dia 6 do corrente as 8 para s 9 horas
da noiie, achou-se um cavallo em osan que an-
dava pela ra quem for seu dono dirija-seno
Aiterroda Hoa-Vista, fabrica de licores, n 17 ;
que dando os signne cerlos e pagando as dcs-
pezas Ihe ser eutregue.
--Vendem-selOescravos, sendo um p-
timo moleque de 22 annos, bom ca^eiro,
um dito ofllcial de pedrelro, cinco ditos da
todo o servico ; tres escr.v.s mocas que
cozinham eengommam bem: na ra Di-
reita n. 3. i
No armazem do barateiro Joa-
quim da Silva Lopes, ra da Ma-
dre de Dos, vendem-se saccas
com farelos a 3,ot>o rs. tendo ca-
da urna 70 e tantas libras.
--Vende-se urna linda escrava, pnoulf,
de 20 annos, sem defeito, com habilidades :
na ra de Santa Rila n. 14.
A 0,000 rs. o par.
Vendem-se meias de seda pretas compri-
das, proprias para padres : na ra Nota, lo-
ja 11 2.
ChapDfl de mola a 6,000 rs.
Vendem-se chceos de merino preto com
mola a 6,000 rs. : na ra Nova, atrs da ma-
triz, loja n. 2. .
- Vendem-se cinco escravos de mu bo-
nitas (guras, entrando neste numero urna
preta eduas pardas: os preteudentes ain-
jam-se no Forte do Mallos, a iratar com Joa-
quim Francisco do Alem, sobrado n. 2.
Vende-se un a criouln que cozioha e
cose cho, de 20 annos, para fra da pro-
vincia ou mato, d-seero conta ; urna pre-
ta de naco, boa quitandeira e de bonita
figura, queso far lodo o negocio : na ra
do Rangel n. 38, segundo andar.
lista acabando-se a peclunclia.
Na ra do Crespo n. 2l, vendem-se los prc-
tos pequeos, fazeuda muilo boa pelo baratis-
si.no preco de .1000 rs. cada um, ditos grande
fazeuda superior por 10,000 rs luvas pretas le
torala 1,410 rs. o par. lencos de setiui macao
fazenda superior a 4.500 rs., e outras inultas
faieudas preta proprias para os actos da se-
mana santa c sarja preta hespanhola a 2,.'0I>
rs. a melhor que ha.
Vendc-se um moleque de nafao, de li
annos de idade, bonita figura, muito bom
cosinhriro, sabe refinar assucar, muito dili-
gente para compras, e tem principios de bo-
lieiro; na ra do Crespo, n 10
Vendc-se um moleque muito bonito, de 10
annos; um dito de '8 annos; duas prelas.
que engoinmam, eosinnam c fazem todo o
mais servico de casa ; tres ditos que sao inul-
to bons veudeiros de ra e fazem todo o man
servico : tres prelos bons para todo o seridco
eumeaboelo muito .libgcute para ludo ; na
ra da Cadeia do Recite, n. 51, primeiro
andar. ...
Vende-se muito superiores charutos, des-
embarcados hontem. por preco commodo, e
por menos do que cu oulra qualquer parte,
auto em porfo, como aretalho; na ra da
Cadeia do Recite n. 34, primeiro andar.
Chapeos francezei.
A. Colombiez, com lja ,*" ru.a p,ra
tras da matriz, vende, a i^tveoa vista,
ihapos francezes para bomem 7,000, 7,600
Meias prelas.
Veude-sc meias de seda preta, compridas'
para senhora, pelo barato pre{o de 2,000
1a ra Nova, loja n. 2.
Vende-se tima venda no largo do Car-
mo, com poucos fundos e propria para quem
uizer principiar: a tratar no mesmo lar-
go, venda n. 39.
Aos 20:000,000 rs.
Na ra do Rozarlo estrela, botica n. 10,
vendem-se b.ll.etes do Rio de Janeiro da
orimeira lotera a benelicio da sociedade
Amante da InatruccSo, pelos segcmtes pre-
cos : iuteiros 22,000, meios 11.000, quartos
800, Oitavos 2,800. e vigsimos 1,400.
Lotera do Kio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na praca da Independencia loja de mlude-
zas ,.. S, que volla para a ra d Q"*'**
Crespo, venden.-se os muito afortunados bi-
Ihetes. meios, quartos. oitavos e vigsimos da
primeira lotera a beneficio da primeira socie-
dade Amante da Inslruccao.
Compras.
Compra-se urna prensa para espremer
mandioca, que nilo seja muito pequea, e
em boai estado : na ra de Hurlas n 52.
Na ra do AragSo n. 19, compra-se um
compendio de dogma por Casaninga, em
bom estado.
Compra-se um ornamento de sebasto
de damasco, 011 fazenda que comprehenda
as cores branca, encarnada e rxa, com
bolea e >os : 11a ra do Rozario n. 16.
Compram-se apolices da divida publi-
ca de 5 06 por con tu : na ra das Laran-
geiras 11. 18.
Compram-se duas ou tres duzas de la-
boas de louru ou pinho j servidas 1 na ra
Imperial n. 167.
Compram-se escravos de ambos os se-
xos robustos, para dentro e fra da provin-
cia : na ra larga do Rozario n. 48, primei-
ro andar.
Compra-se urna caixa para cadeirinha :
nesta Ivpographis.
Na ra da Croz n. 39, compra-se urna
duzia de cadeiras d'oleo, em bom estado.
Compra-se cera maiel.a da trra:
quem liver, annuncie, ou dirija-se ra da
Senzalla Velna n. 70.
Vendas.
[Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na loja de mludezas da praja'da Indepen-
da 11. 4, vendem-se billirtes iuteiros, meios,
quartos, nitavvs e vigsimos a beneficio da pri-
meira lotera da sociedade Amante da Ins-
lruccao, que correu no dia 3 a 5 de abril.
Bilh.tes do llio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na loja de cambio da Viuva Vieira & Fi-
lhos, un ra da Cadeia do Recife n. 24, a-
cham-se venda os mui afortunados bilbe-a
tes, meios e cautelas da primeira loieria ai
beneficio da sociedade Amante da lnstruc-
Cio, viudos pelo vapor nahiana, da qual vi-
ra a lista pelo primeiro vapor.
Lotera do Kio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na ra estrella do Rozario. travessa do Quei-
mado loja de mludezas 11. 2 A, de J. Y. dos
Sanios M ni, vendem-se os muito afortunado*
lilil, ir-, meios, quartos, oitavos e vigsimos
da primeira loteria a beneficio da primeira
aociedade Amante da Instrucco.
Lotera do nio de Janeiro.
Aos 2o:ooo,ooo rs.
Na praca da Independencia, lo-
ja de calcado do Arantes, e na ra
da Cadeia do Kecife, loja de mlu-
dezas n. I\, >eiulein-se 08 mui
afortunados meios bilhetes da v-
gesima-sexta loteria a benelicio
do Monte-Fio, e da primeira lo-
teria a benfico da sociedade A-
inante da lostruccao, a.aiin como
cautelas das mesmas loteria, de
que se espera a lista no primeiro
vapor, e paga-se qualquer premio
que nelles sabir sem ganancia al-
guma.
Meios bilhetes 11,000
Quartos 5,5oo
Oitavos a, 800
Vigsimos i,3oq


Acaba de chegar para a rua Nova
ii. 8, loja de Jos Joaquim Mo-
reira &c Companliia
encllenles rsparlilhos de llnbo para senhora,
uarnecidos de baleia. e de diflerentei mo-
ellns, musa papalina e intelramente nova
ltate gener), vendem-se por preco muilo eni
conta. chapeo franceses modernos e de boa
pelucia a 7,000 rs., sarja preta hespanhola,
veos preto. muito nos, luvas de todas as qua-
lidade. quer para homem quer pira senhora,
lanternas de vidro de lodos os tamanhos e de
iodos os precos, ditas bromeadas, lencos para
grvala de cores e pretos, um bello sortimen-
tode cordas para violao inulto novas que se
venderao a 100 rs. cada urna.
Deposito da fabrica de Todos;os
Santos na Baha.
Vende-se, em casa de.N. O. Bieber&C.,
na rua da Cruz n. *, algodSo transado de-
gella fabrica, muito proprio para saceos de
assucar e roupa de escravos, por preco com-
molo.
AGENCIA
da ftinrticao Low-Moor.
ROA DA SEZAI.LA NOVA N. 42.
Neste eslabeleeimento conti-
na a haver um completo sorti-
mento de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, e taixas de ferro batido e
coado, de todos os tamanhos, pa-
ra dito.
Quem duvidar
Venha ver e comprar.
Na rua do Crespo loja da esquina, que
volla para a cadeia, vendem-sn pannos fi-
nos pretos superiores a 3,000, 3,500, 4,000,
4.500 e 5,000 res o covado, dito azul a
3,000, 4,000, 5,500 rs., dito verde a 2.800,
0,500 rs dito cr de rap a 3,000, ,500 rs.,
curtes de casimira preta a 5,000 rs., dilos
mais superiores a 8,500 e 10,000 rs., ditos
de cores a 2.800 rs., corles de collele de
velludo a 2,000 rs ditos de setim de cores
a 1,600 rs., ditos de gorgurDo de seda a
1,280 rs ditos de fust.1o a 320, 500. 610 rs.,
ditos de brim pardo de linho para calca a
1,600 e 2.000 rs., ditos brancos a 1,600,
1,800 e 2.000 rs ditos de cures a 800,1,280
rs., riscados de linho a 220 e 320 rs o cova-
do, al.'nd.lo (raneado de listra escuro mui-
to encorpado, proprio para escravatura de
engenhc a 180 rs. o covado, picote a 220
rs marte azul de vara de largura a 210 rs.,
dito de furia cores a 200 rs., risoado mons-
troa 220 rs., ditos francezes muito bonitos
para vestidos a 240, 280 rs., cortes de cam-
braia branca de quadros a 2,000 rs., ditos
de cassas de cores a 3,000 rs., dilos muilo
finos a 3,500 rs., ditos pretos a 2,000 rs.,
cambraia lisa com 8 varas e meia a 2,720
rs. a pega, dita de cores para vestidos a 2S0
rs. o covado, dita preta a 120 rs., metinsde
Cores para forros a 120 e 140 rs., corles de
chitas finas c de cores fixas a 2,fl00 e 2,400
rs., chila para coberta de cores fijas a 200
rs. o covado, ditas para vestidos a 140, ICO,
180 e 200 rs., meios lencos de cassa para
gravata a 240 rs., dito com listras de seda
a 320 rs., sarja Despatillla muito superior
a 2,210 e 3,000 rs. o covado, mcias para me-
ninos a 1,000 rs. a duia, chapeos de sol de
asteas de baleia a 1,800 rs., madapoln
muilo superior e largo a 240 rs. a jarda, <
os acreditados cobertores de tapete para es-
cravosa 720 rs., cambraias bordadas pro-
pria para babadas e cortinados com 8 va-
ras e meia a 4,000 rs. a peqa, e oulras mul-
tas fazendas que s os freguezes vendo acre-
ditarlo os precos.
Vendem-se supeiiores livros em brsn-
co, de diversos tamanhos : em casa de Kalk-
mann rmeos, na rua da Cruz n. 10.
Vendem-se reoslos de ou-
roeprata, patente inglez: na rua
da Scnzolla Nova n. !\i.
A rodos de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como amricano-
com canibo de sienpira e braco
de ferro : na fnndico da rua do
Brum ns. f>, 8 e 10.
Deposito de cal virgem e potassa.
Cunha & Amorim, na rua da Cadeia do
Rccife n. 50, vendem cal virgem em peJra,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa quali Jade, por menos preco do
queem outra qualquer parte.
Por 1.000,000 ris.
Vende-so um terreno com 53 palmos de
frente) lugar para edificar 5 moradas de
casas ) tendo de fundo desde a rua da Au-
rora at(S a rua do Hospicio, e se convier
tambem se fai negocio com oulros 53 pal-
mos juntos ao mesmo terreno, os quaes
nSo lugar para edificar-sc 15 moradas de ca-
sas : para tratar, na praca da Independen-
cia n. 17.
'J'ecido de algodSo trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Cadeia n. 5a,
vendem-so por atacado duas qualidades,
poprias para sarcos de assucar e roupa de
rscravos.
Arados de ferro.
Na fundi(3o da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
Vinho de Champagne
de superiorca qualidades : vende-sc em casa
de Kalkmann Irmos, rua da Cruz n. 10,
Vinhos linos
de bordeaux, vinhodc II. n-, vinho do Rhri-
do, vinho de Bordraux branco de idade de lull
annos : vendem-*e cm casa de Kalkmann Ir-
mos, rua da Crut u. 10.
Charutos de llavana
de superiores qualidades : vcndem-se'em ca-
sa de Kalkmann Irmiios, rua da Cruz n. 10.
Vellas de esp^rmacele
de multo boa qoalidade e de em libra ven-
dem-sc pelo diminulo preco de 600 rs. a li-
bra, em casa de Kalkmauu Irmos, rua da Cruz
ii. 10.
Instrumentos de msica

B


C
<
m

4
chrgou novainentc um completo sortiinenlo
de Instrumentos para msica militar, recoiu-
menda-se principalmenle os pisies, pratos
verdadeiros da Turqua, flauins, llaulas, bai-
lo, corneta de chave, clarius liaos e de cha-
ves, violes riquissimos de Jacaranda, clari-
netes, trombones, trompas, calas de guerra,
zabumbas c arcos de campainhas : vendem-se
tm cata de Kalkmann Irmos, rua da Cruz
n. 10.
Tintas em oleo
branca e verde i vendem-se em casa de Kalk.
nimia Irmos, rua da Cruz n. 10.
Obras de ouro
chegou um novo c completo sortlmcnto de to-
das as qualidades, como sejam, correntes pa-
ra relogios, .-nim-is, pulceiras, allinetes, ade-
reces, brincos, voltas, etc. : vendcm-se em
casa de Kalkmann Irmos, rua da Cruz nu-
mero 10.
Livros em branco
grande sortiinenlo proprio para escriptorio e
qualquer outro eslabeleeimento : vendem-se
em caaa de Kalkmann Irmos, rua da Crus
n. 10.
Cadeiras e sofaes
para meninos: vendem-se cm casa de Kalk-
mann Irmos, rua da Crut n. 10.
Copos para vinho e para agoa
de qualidade muito superior : vendein-sc em
casa de Kalkmann Irmos, rua da (.'rus n. 10,
aonde tambrm lia grande sortimento de appa-
relhos de vldro IIoo para sobremesa, para agoa,
para ponche, cestos e vasos para llores e para
frutas.
Mocudns superiores.
Na fundieflo de C. Starr & Companhia,
em S.-Amaro, acham-se a venda moendas,
de canoa, todas de ferro, de um modelo e
constniCQHo muito superior.
Antigo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. 17, ha
muito superior cal nova em pedra,
chegado ltimamente de Lisboa
n a barca Ligeira.
;i v -:, vv v v vV vVVffWff *
Deposito de tecidos da fabri-
ca de Todos os Santos,
na Babia.
Vende-se em casa de Domingos Al-
* ves Matheus, na rua da Cruz do Re-
g cifen.52, primeiro andar, algodSo
* transado daquella fabrica, muito pro- 3
W prio para saceos e roupa de osera- 2
!? vos, assim como lio proprio para re- 2
L des de pescar e pavios pare veilas, ,
^ por preco muito commolo. <
AAMAMftM^&AMAiMMAi*
Madama Jlosa llardy, modista
hrasileira, rua Nova, n. 34,
Annuncia ao publico, e particularmente seus
freguezes, que tein recebido um bello sorli-
mento de fazendas novas, ricos chapaos de se-
da, de gros de naples e gorguro de todas as
cores, lisas, franzidas e de pregas, dilos de
seda para meninos se baptisarem, chapeos de
palha de todas as qualidades, para senhuras e
meninas. Um grande sortimento de mante-
letes e capotinlios de todas as cores, pretos
de chanialotes e gros de naplrs, capotinhos
de fil de linho preto verdadeiro, ditos para
menina de quatro a oito anuos; ricas cpelas
de llores de laranja e ramos para enfeilar ves-
tidos, ricas luvas de peina compridas c enrei-
tadas, ditas curtas pretas e de seda de tede
par* meninas e senhora, ditas de pellica cur-
tas para senhora e para boiueiii ; camisiulia
para senhora, ricas romeiras, meias de seda
branca pata baplisar meninos de qualro me-
zes a tres anuos, ricos penachos brancos para
enfeilar chapeos, c ramos finos para ditos;
trancas e franjas de seda prela e de cores;
gros de naples prclo e furia-cores, com franjas
e trancas da niesiua cor para os ditos capoti-
nhos ;' se vende vontade do comprador.
Lindas toucas de gorguro, vindas de Franca,
para baptisado. Na niesiua loja faz-se vestl-
dinbos para baptisado, toucas para enancas,
capotinhos, vestidos para senhora, chapeos de
crep preto ; e umitas oulras fazendas que se
venden] mais em cunta que cm qualquer oulra
parle.
__Vende-se na distancia de 2 legoas e meia
da cidade do Rio-Formozo, pela margem ci-
ma do rio Serinhem do lado do sul, o fnge-
nho Caxoeirinha com os seguintes quifios^ e
objecloa declarados, e sein elles. O seu ierre-
no he de Ires quarlos de legoa para ijuein do
sul, e meia legoa de Mcente a poenie, firma-
dos por marcos a 45 anuos, sein coutradieco
alguma, como consta dos Sfus ttulos ; o seu
slo he lod barro, quer seja ladeira, quer se-
ja vanea, Icio bastante mallas virgense ncllas
bastante madclra de construceAo, he 1.....1 moe-
dor com agoa, porque moe com o cilado rio ;
os seus edificios sao, casa de engenlio sobre
pilares tapado todo de paredo, cavoco de cal
e ni Un, tanque de agoa da mesma forma,
com um forte escorinholc de ferro, tanibcnt
licaobrae duravel, urna famosa casa de ba-
gaco, com tres tlirsouras c duas tacanicas, es-
uvada sobre madeiras laviadas, boa serrada de
agoa proinpta de ludo, casa de purgar e en-
caixamcnto, ludo firmado sobre paredes de
tijollo e pedra ; est remontado com o pre-
ciso para sua manufactura, ludo em boin es-
lado, boa capella, urna rica sanala, fumado
ludo sobre tijollo, cun um terraco na frenle
firmado sobre columnas esollrivel casa de vi-
venda, sendo nielarte terrea e nielarte sobra-
dada, casa de fazer fariulia, estribatia, casa
de empregado. forno de cosinhar obras de bar-
ro, o cercado he lodo de vallado e limpo, um
sobradadlo dentro do engenbo, e mais Ulna
dlallllacAu prompta com ludo, i|ue pode dis-
iill.ii quarenta canadas de liquido diariamen-
te, cojos preparos sao, 24 cubas para garapas,
tluan pipas, uultonel que leva 2 pipase meia
le liquido para deposito, canecos, bicas, res-
ft iador, faz lodo o preciso de agoa, deila gara-
pa 110 alambique, deila as caldas foia sem que
se pegue nrlla, c sein ser tocado por bomba,
40 bois mancos, (i carros, ti burros, 2 quarlos,
16 escravos e safra que pode regular 1,500
pes.
Vende-se englobado 011 a parle um en-
genbo novo denominado Independente, no
fundo do engeiiho cima, que moe com ani-
uaes. O seu terreno lie de niela legoa em
quadro, e firmado sobre marcos, e quasi co-
berto lodo o seu terreno ce maltas virgns e
com elle os objectos seguintes, ou sem elles,
10 bois mancos, 20 cava I los, 4 escravos e sala
que pode regular 1,200 pes : quem pretender
dirija-se nesia praca, ao Sr. Manod Gonc.alves
da Silva, que lhc espora a furnia do negocio, e
nos eugenhos ao seu proprielarlo e residente
Pedro de Mello e Silva.
Becerro Iranccz a a,800 rs.
No Atierro da Boa Visla loja de calcado n.
58, junio ao selciro, vendem-se pelles de be-
zerro francez de boa qualidade a 2,800 rs.
A 3,200 rs. o par.
Sapates de couro de lustro, obra bem feila
a 3,200 rs. o par : quem quizer desenganar-se
va ao Atierro da lloa Visla luja de calcado 11.
58, junio ao selelro que achara.
-- Vendeiu-se dnus tet renos, um no Atierro
4'
*
com 200 palmos de frente : na rua da Cruz ar-
mazem e primeiro andar 11. 51, e no Atierro
da Boa Vista n. 3 aegundo andar.
Vendem-se carias finas para
jogarvoltarete a 1,200 rs. o bara
ho : no pateo do Collegio, casa do
Livro Azul.
No, ii.ja tii .los Joaquina Mo-
I reir & compnnlilo, n -i
*; Rua Nova 11. 8, '4
9 vendem-se manguitas e metas man-
< gas de fil do linho e cambraia, cou-
*> Sa de gostoe que n.uito se usa em
vestidos de cassa, cambraia e seda,
custando o par 2,000 rs. smente;
cabe^Oes ou romeiras de fil de li- 0
nho, tanto para senhoras como para tf
r meninas, pelo baratissimo preco de -
> 4,000 rs. jcamuwhas de fil e cam-
> braia ; talhos de bico de seda ou
hlonde, tanto prelos como brancos ;
_> capotinhos de chamalote e setim roa-
^ cao ; mantas de garca brancas, mu- 4
* to proprias para noivas ; eapellas e *
{. ramos de flor de laranja ; chapeos 4
fr de palha arrendados e lisos para se- |
i> nlioras e meninas ; e outras fazendas $
(t mais, que na mesma loja se vendem 0
*> multo em eonta. *
#:># *#*#*#
Vendem-se duas escravas mocas e sadias,
que cosein mullo bem, engominam, coil-
nham e lavam de sabo : na rua de S. Fran-
cisco casa de um andar defroiite o Ihealro.
'Loja de Antonio Gomes Villar, na
rua Nova n. a3, quina que vol-
ta para a Cumboa do Carino.
Vende-se a verdadeira sarja preta hespa-
nhola. setim prelo de macao, velludo prelo,
merino prelo muito fino, los de linho preto,
bicos prelos de linbo muito fino, bicos de blon-
dea, flores francezas de todas as qualidades,
leqes do ultimo gosto de 2 a 15 mil ris, luvas
prelas de seda, chapeos prelos francezes para
homem, vestidos de cambraia brancos com
babados, e oulras muilas fazendas de gosto,
que se venderao por menos do que cm outra
qualquer parle.
Vendem-se saceos novos de estopa com
duas varas cada um a 320 rs. : na rua larga do
Rotario n 48, primeiro andar.
__Yende-se farinha de mandioca de boa
qualidade em saccas de 2,000 rs. cada una :
na rua da Cadeia Vclha loja de Joaquim Ribel-
ro Pontes.
Sarja hespanhola limpa muilo lar-
a a a,000 rs.
Vende-se sarja hespanhola mullo larga e
multo encorpada a 2,000 rs. : na rua larga do
Rozario n. 48, primeiro andar.
Vendem-se um cscravo de 30 annos de
idade, oflicial de ourives : na rua dss Laran-
geiras n. 2.
Pecas de chita 1 impas a 4,000 rs.
Vendem-se pecas de chitas liinpas escuras
proprias para escravas a 4,000 rs., e a 120 a re-
1 ,ii tidos a 2,li0u rs. : na rua larga do Rozarlo n.
48, 1.......11 andar.
* L\a loj t pernambucana, de ^
? Antonio Luiz dos Santos,
rua do Crespo n. II, f*
<"' Vendem-se chapeos de castor brancos tfr
^1 e p'rrfps da derradeira moda de Paris. ^>
vfiii',"lfVVVVWVvflTVTvf'fV
Calcado.
No Atierro da Boa Vista, defron-
te 1I1 bnnecni
he chegado pelo ultimo navio francez um no-
vo e cmplelo sortiinenlo de calcados de to-
das as qualidades, lano para homem tomo
para senhora e meninos, assim como sapaloes
de lustro para homem a 3,000 e ti mu rs., ditos
apparecldo a 800 rs. o par. d" de seda pre-
ta para homem a 1,000 rs., dita, de pellica
ponto Inglez a 1,600 rs., carapucas dobradaa
de seda preta para homem a b40 n., e outras
multas cousas que se vendem mala barato do
que em outra parte : na rua do Queimado loja
de inludczas junto a de cera n. 33.
Fa>a senhoras.
Vendem-se luvaa pretas de torcal as mais
superiores que se pode euconlrar por serem
encorpadaa a 1,000 rs., dita. .800ri., meia.
de seda preta a 1,600 r.., tranca, e.t.elta. pre-
tas e de cores proprias para manteletes e en-
felte.de vestidos a 240, 320 c 400 rs. a vara:
na rua do Ouelmado loja de muideza. junto a
de cera n. 33.
Meias de laia para padres.
Vendem-se muito uperlore melaa de laia
para padre, a 2,000 e 1.800 r. o par : na rua
do Queimado loja de mludcza. junto a do cera
n. 33.
Cartas finas para voltarete.
Vendem-se .uperlore. cartas franeezas pa-
ra voltarete a 80 J e 600 rs. o bara I no : na rua
do Queimado loja de iniudetas junto a de cera
n. 33.
Pentes de tartaruga para mar-
rafas
Vendem-se superiores penle. de tartaru-
ga para marrafa pelo baratissimo preco de
800 rs. o par, preco que faz admirar : na rua
do Queimado loja de miudea. junto a de cera
n. 33.
Bom e barato.
rentes aberto. para segurar cabello, a 3!0,
400 e 500 rs., fazenda. multo superior, dho
de marfim de alizar a >,280 ra, carteirinhas
com agulha. sortidas a 320 rs-, ditas em caiil-
nhas a 320 rs.. penle. de baleia para alizar a
360 e 400 r. 1 inhas de carrilel de 200 jardas a
lio rs.. ditas de peso em miadas a 60 e 100 rs..
1 et| 11 i fes pretos e de core, para enfello. de ve.-
tidns a 240 e 320 rs. a vara, thesourinba. mul-
lo fina, a 320 ra., bonitos agulhelros de vldro a
vi 11 rs., louquinhas de seda preta para crian-
cas a 500 ra., babado. aberto. de linho a 120 e
140 rs. a vara, marac, para meninos a 120 e
240 rs., luvas de trocal para menina a 800 rs.,
diverso, brlnquedos para menino que te ven-
dem multo barato, e outra. muilas eousas
|ue ae deixa de annunclar ne.ta occa.io : na
rua do Queimado loja de miudeas junio a de
cera n. 33.
l'enas de ema.
Vendem-se penas dnema para espanado-
res : na rua do Queimado n. 14.
-- Vende-se um escravo de bonita figura,
preto, ptimo para lodo o servico : na rua
de Santa Rita, sobrado n. 14.
AltencSo.
Urna pessoa que tem de retirar-se para
frii desta provincia, vende urna mobilia
de rebaso, de Jacaranda, envernisada e em
muito bom estado, a saber : 12 cadeiras, 1
sof, 2 cadeiras de bracos, 2 bancas, 1 mesa
redonda, 1 grande coinmoda com 5 gavetas,
6 cadeiras, 1 marqtixza, 1 banca pequea
tambem de Jacaranda, e urna mesa de ama-
relio para sala de janlar : quem quizer com-
prar a mencionada mobilia, lenha a bon-
dade dedirigir-se rua Relia n. 22, que a-
chara com quem tratar.
A os pintores.
No armazem de Francisco Das Ferreira,
no caes da Alfandega, vendem-se caists e
meias dilas com vidros de 11 pollegadas de
romprido e 9 de largura, por menos prego
do que em outra qualquer parte.
Vende-se um escravo crioulo, de 21 an-
nos, do servico de cas, rua e campo, e urna
esc.iava do gento de Angola, que represen-
ta ler 30 annos, do servico decampo e de
vender p. la rua : na rua do Rozario larga n.
30, primeiro andar.
Vendem-se e alugam-sc bicha, de Hain-
bnrgo, sendo o aluguel de 240 a 320 rs. : no
Atierro da lloa Vista n. 72, defronte do fuui-
leiro.
Bichas.
Vendem-se superiores bichas pretas, por
para montarla de senhora de variadas cores,
chapeos de mollas de forma, moderna., a-rt.
5,000, luzldo sooliento de chapeos do Chile
da moda, dlto.da Italia, dilos de castor bran-
co e de seda franceza e fellos no palz que se
venderao por precos muito ra.oaveii.
MtfHHSS<^^"*UJWi I II. III, lili iiiilii, 11 iiiiiiMW^WVim
I
de becerro, cblnellai de tapete e borseguins a nielarte do preco que o, barbciros alugam : na
3,50 1 rs., sapates de lustro para senhora os rua da Cadeia do Rccife n. 2.
Liviana n. o, t\p paleo do Col-
nii lli.ires que ha a 2.000 rs., ditos de Lisboa a
1 .l)0i rs ditos de marroqulm e cordavo e
borseguins francezes para senhora sapale.
..' .11,11 \ tanto para homem como rapaz a
800 rs. dito, de luslro para homem feitos na
Babia a 3,000 rs., pelles de marroquin de to
tas as cores, ditos tle lustro e bezerro fran-
cez, vasos para ornar mesas e condreas de
iodos os lamanhus, tudo a troco de pouco dl-
nheiro.
Lolerin dn matriz la llon Vi&ta-
AOS I (IIOIIIIS.....1 ( 5 (MI* tltltl.
Na rua da Cadeia 11. 24, loj de cambio da
Viuva Vieira & l'ilhos, vendem-se os mui
"fui 1 o liad.15 bilhitese meios ditos da mes-
ma lotera, que corre impreleriveluienle 110
dia 2 de junho pmximo vindouro.
Rtlheles inleiros 10,000
Meios 5,000
; INa loja 1 ernambucana, de O
Antonio Luiz dos Santos, j^
rua dn Crespo n. I l
&
O
Vendem-se camisas de riscado para ho- iT
iiiem, muilo licni feilas, assim como di- 9
v las de algodao americano forte, para w
t trabalhadores. Q
Goooo
Vendeni-s escravos baratos,
mocos e de bonitas figuras, como
seja : moleres, moleques, negras
com habilidades e molecas, assim
como 3 iiiiilituilii.s, que cozem,
engommain e inarcam, e entre es-
tes c.-tiavu.N ha um ptimo carpi-
n, um mestre sapateiro, um per-
liUn lu! cu ti e um perito c. ziuhi-
ro : na rua das Larangeiras n. t 'j,
spgundo andar.
Vendcin-se 1 ti escravos, sendo um de ida-
de de 22 anuos, bom ofHcial de pedreiro, ouiro
da mesma idade carreiro, umdilo canoeiro, 6
dilos de boniia figura, lima escrava de nacso
de idade de 20 annos, que cose e engomma
bem, duas dilas de idade de 25 anuos, que co-
linhain c lavam, e4 ditas de meia Idade : 11a rua
Un 1 11.1 n. 3.
Vendem-se mui boas bata-
tos inglezas : no lecile, armazem
de DibS Ferreira, defronte da Al-
findega.
He muito barato.
Vendem-se chicotes a 800 rs. e a 600 rs.,
bengalinhas muilo .uperlore. a 1,000 el,8O0
dos Afogadusdo lado da ini pequea, com [r... charulrlras liuas a 1,600 rs. e 400 rs. su-
petto de 800 palmos de frenle, e o oulro em peiiores caixas redundas para rap a 2,000 r.,
Saiilo-Ainaro, dando de um lado na rua da Au- I meias crua. para homem a l8y ra., luvas de
rora e do outro na estrada de Luiz do Reg, I lio, da Escocia a. uiai. superiores que tein
IrgIO.
l.'hegou o oilavo folheto do Misterio do ru-
so, vrndr-.e esle por 7,009 ra.
- Na nova loja de calcado da rua da Cruz
do Reclfen. 14, ha para vender uin completo
sortimento de calcado de todas as qualidades
para homem, senhora e meninos, assim como
aviamentos para sapateiro, ludo por precos
commodos. Na mesma loja cempram-se ellec-
11 v ament calcado feilo.
Vende-se na loja de Jos Jca-
qnim Mure i 1 a \ Companhia, na
rua Nova n. 8,
lindos .Minies de fil de linho guarnecidos de
nanea e proprios smente para senhora, o pre.
(o ser o mais commodo possivel.
Bom e barato.
"Na rua doPasseio Publico, loja n. 9, de
Albino Jos l.eite, vendem-se lindas pecas
de chitas de cores, a 4,500 rs e a 120 o co-
vado ; ililas para coberta, a 6,000 a peca e
160 o covado ; lencos tle seda decores,
lindos padrOes, a 1,000; ditos brancos de
cambraia rom bicos, a 480 ; grvalas de se-
tim, a 1,500; chales de chila de cores, a
800 ; ricos corles de meias casimiras escu-
ras, proprias para o lempo presente, a
1,500; cobertores grossos para escravos, a
640; chapeos de sol de panninho com bar-
ras de cores, a 2,800; ditos sem barra, a
2,000 ; brim de linho de cores, a 300 o co-
vado ; riscados ministros, a 200 11 covado ;
cambiis da India bordada, a 400 a vara ;
e outras multas fazendas, que se deisam dn
annunciar por falla de lempo.
A elles antes que se acabem.
Cortes de chita finos rs. 3,000
2,190 e 2,5oo.
Acaba de chegar a loja da esquina da rua
do Crespo que volta para a Cadeia, um eicel-
lente .ortiinenlo de corle, de chila fina, com
12 co vados, d. s niel llores 1; os tus que tem vio-
do a este mercado, pelo diminulo preco de
2,000, 2,200 e 2,500 is, assim como peca, de
madapolu muito fino com um pequeuo toque
de avat la 3.600 e 3,800 ra.
-- Veode-se um terreno ptimo para edifi-
cacao de urna casa, pois he em muito boa rua,
linios proprlos, e nellej ha recolbida uina
porco de madeira, pedra. e ferragen. : a tra-
tar na rua do Lollegio n. i.'i.
Couiinua-ae a vender |msnleiga inglesa
e franceza nova a 400 ra. a libra : no pateo do
Carino venda nova u. 2;
Vende-se um banco de torno para tornei-
rn, da melhor qualidade poa.lvel: na rua da
Concordia tenda de ruarcineiro.
Vende-se uina escrava mofa de bonita fi-
gura, proprla para qualquer servico : na rua
da 1 adela do Reclfe o. 43.
Acabain de chegar lija de chapeo, de
sei. porta, na praca da Independencia, os inul-
to superiores e modernos chapeos enfeltado.
_ O proprletarlo da confeitaria da
rua e.treita do Rotarlo n. 43, tema sa- S
ilsfacao de anounciar ao publico, que i
em aua casa tem um rico aortlmento de P
amendoa. e castauha. confeltadas, cai- iaf
I xas, frasco.e balainho. com doces can- ff
(| dilado., para presentes da semana san-
j ta, tudo por preco commodo.________ m
mmmmmmmm wwmmmwMmwm
l' arel los de arroz, barrica a ris
3,000.
Esta tao til substancia alimentaria para o.
animaea, timar, cavallar, ovelum etc., etc., era
barrica, de 4 arroba, ao diminuto preco de rs.
2,000, vende-se na rua da Madre-de-Deo, ar-
mazem n. 46 e defronte docbafarlz dacscadi-
nha no Recife.
Para encadernac5es.
Superiores carne iras sortidas em cores, por
mdico preco, papel grande amarroquinado
de linda, e variadas corea, dito com flore, de
muito bonito. padrSes : na praca da Iudepen-
cia loja de chapeo, de .el. portas.
wpH hw w ^wa* M^ff^w ^WJHSWA^wawaww^ar^a^p.
tT ftapaziada alerta. B
Na confeitaria da rua e.treita do Rosa- $
rio n. 43, ha sorvete todos os dias das 11 %
horas, as 2 da larde, e das 6 a. 9 da nol- g.
te, para corroborar a fibra calmoza V
da rapazlada, pelo dlmlnnlo preco de *t
t 240 rs. m
mmwmwmmmmw wwmmwmmvm
Vende-se um preto anda moco e muito
honlla figura, proprio para o servico de cam-
po e muilo bom trabalhador de enxada : ua
rua do Queimado n. 16, loja de inltideza*.
Vende-se um cavallo alazn com
multo boa. qualidades, multo novo
e cxcellcuto para viagena, por pre-
(o commodo : na ni do Queimado
n. 16, loja de miudeza*.
- Na loja da rua do Crespo n. 11, acham-se
venda as seguintes obra. : compendios para
a. aulas, Lynca de Joo Mnimo por Garret e
varia, poc.iaa de outros autores, e contina-
le a trocar livros, comprar e vender, tudo a
dinbeiro visia.
-- Vendem-se .uperlore. pas.as a 16O rs. a
libra, bolaxinhas ingleza nova a 240 rs. a li-
bra, cha preto muito superior de prlmeira
orle em ma.so. de tre. cada libra, e outros
muito. objecto., tudo por commodo preco:
nos quatro cantos da Boa Vista esquina da rua
do Hund i;o n. 1.
Vendem-se diversas obras de ouro e pra-
ta, modernas e de gosto por precos bastan-
te commodo. ; na rua do Sol casa n. 9.
Vendem-se cai>5e. com vidro para amos-
tras de venda : na rua da Crut n. i4.
Vendem-se superiores .psides de bom,
couro de luslro de ponto fixo a 4,000 rs. o par :
na rua da Cruz n. 14.
Na rua da Senzalla Velha, padana n.
100, ao entrar pelo Decco Largo, vende-se
superior farinha de mandioca viuda ullima-
n ente de Santa Calharina, por cada sacc
nova de bom algodSozinho levar o porta-
dor a pequea quantia de 2,000 rs. e que-
tendo deconta-se-lhe 260, passando para
oulra que o portador levar.
Vende-se um grande sitio no lugar do
Manguind, que lica defronte dos sitios dos
Sis. Ca nonos, com glande casa de viven-
da, de quatro agoas, grande sen/alia, co-
cheira, estribara, baixa de capim que sus-
tenta 3a 4 cavallos, grande cacimba, cota
bomba e tanque coberto para banho bas-
tantes arvoredos de Inicio : na rua da Con-
cordia, primeiro sobrado novo de um andar.
Escravos fgidos.
Anda esta fgida a prela Mana Joa-
quina, de idade 30 a 40 annos, nacOo Con-
go, baixa, gorda, cor retia, bxigosa,
olhos vivos, bastante ardilosa, o sagaz;
talvez ande sua fuga encohetta com o nego-
cio de miudezas, pois he no que se empre-
gava antes da sua fuga, uo sendo esta a
primeira vez que foge, e que se encobre
com tal negocio ; tambem j loi escrava de
engenbo, e andava vendendo miudezas pelo
inatlo, com urna crinla de quem era es-
crava : quem a ppgar levea na praga da In-
dependencia n. 17, que ser recompensado
do seu trabalho.
Roa gralficar3o.
No dia 13 de careo do con ente anno des-
appareceu da Passsgem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. I)r. Malet, ornla-
que Marcal, o qual he bem enaltecido e tem
os seguintes signaes : representa ter 20 an-
nos, haixo, ebeio do corpo ecarcundo, cor
fula e sem barba ; tem falta de um dente na
frente do queixo inferior ebefilho do ser-
tAodcPaje, por isso julga-se tara l ler
ido : recommenda-se, portanto, aos capi-
ISes de campo a captura do dito moleque,
que serfio bem gratificados.
Desappareceu no dia 22 de Janeiro do
corrente anno, urna eterava, de nome Maria
Benedicta, de nacSo Congo, que represen-
la ter 50 annos pouco mais ou menos, ros-
to compndo e descarnado, desdentada na
frente, no he baixa, grossa do corpo ; tem
a perna esquerda mais grossa que a direila.
e na mesma algumassicatrizes, ps e mfos
lianiaiiii' grandes : roga-se, portanto, as au-
toridades policiae.s e MpIlaVl de campo, no
caso de a pegarem, levem-na rua do Quei-
mado n. 65, que serSo generosamente re-
compensados.
Desappareceu, no dia 24 do corrente, o
escravo crioulo, de nome Herculano, repre-
senta ter 20 annos, baixo, secco do corpo,
cor fula, sem barba, denles de serra e he
olicial de alfaiale. Este escravo foi da viu-
va de Joaquim Jos Ferreira de Carvalho,
escrivo da relaQSo, e servia de portacolis-
la; levou calca de casimira escura, a is ve-
zes brancas, camisa de madapolio e chapeo
do Chile. Consta ter embarcado para o Rio
Foraioso no dia 6 de abril : roga-se as auto-
ridades policiaes e pessons particulares que
O ai'preliendaiii eavisem nenia praca auSr.
Antonio da Silva CusmSo, rua da Cadeia do
|Recife, a Manoel de Almeida Lopes, que se
pagarSo todas as despezas e se lecompen-
sata generosamente.
50,000 rs. de gratificarlo.
Anda esta fgido o preto Antonio Uaca,
poralcunho Caxang, baixo,. nariz chalo,
olhos pequeos, falla um pouco serrada,
muito dado a negociar porser muito ladi-
no. Este prelo tem um lilho no Caxang, e
pretende seduzi-lo : roga-se que, sendo pe-
gado, seja logo entregue ao seu senhur, na
estrada dos Afilelos, junto a capella do
mt'siiiii nome.
Pbrn. vaTyi*. di-7 M.F. nr. Fak i a
* '


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