Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05310


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Full Text

Annp XXVII
i i
Se
gunda-fei
ira 7

partidas dos coanzros.
Oolanua e Parahiba, s segundas e sextas feiras.
Rlo-Grande-do-Norte, todas aa quintas feiras ao
melo-dia.
Garanbuns e Bonito, a 8 e 23.
Boa-Vista e Florea, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os da.
EPHEMEFUDE"
fNuv, a i, as n .. (Cresc. a 9. as 4h. e 42 in. da t.
Piusa da lo*.jCheU a ,5iti 8 h e ,6 m da m#
IMing. a 23,s 4 b. c 38 m. da ni.
VBIAKAB DZ OOJE.
Primeira s 9 hora e (8 minutos da mauha.
Segunda s 9 horae 42 minutos da urde.
de Abril de 1851.
PBtqo DA SBSCQIFIJAO.
Por tres meies /adiantados)
Por seis meies
Porumanno. 15/000
das da semana.
7 Seg. S. Epifanlo. Aud. do J. d'orf. e m. da 1.
8 Tere. S. Amnelo. Aud. da Chano., do J. da se-
gunda vara do c. e dos fcitos da fazeoda.
i o'uart. S. Demetrio. Aud. do J. da 2. vara.
10 0uliit- 8. Exequicl. Aud. do J. dos orf. edo ni.
da primeira vara.
11 Seit. S. Itaac. Aud. do J. da 1. varado ei-
vcl, e dos feitos da fazenda.
12 Sab. S. Vctor. Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
do civel.
i3 Dom. de Ramos S. Uermcnegildo.
si
cambio va 5 DE ABalft.
Sobre Londres, a 29'/, d. p. 1/000 ri. 60
a Pars, 320 por tr.
a Lisboa, 85 a 90
Ouro. Oncas hespanholas. ..'<
Moedas de 6/400 velhaa.
> de 6/400 novas .
de4|000.......
Prata.Patacdea brasileiros....
Pesos columnarios.....
Ditos mexicanos........
l/IIOU
16/000
9/J00
1/920
1/920
1/680
dias.
a 28/500
a 161200
i'B
a 1/940
a 1/700
USB
WTm>--jtr-iii^riMAJisiv'rg'a'.<-.-Asja ....
P#RTE OFFICI^L.
(fVEHiNO DA PHOVINCU.
EXPEDIENTE DO DA 22 DE MARCO
IH. 1851.
Omclo. Ao commando das armas, autori-
sando-o a mandar fazpr na fortaleza do Brum
a cacimba de que trata o orcamento que remel-
le por copia, e prevenindn-o de haver oiTiciado
ao inspector do arsenal de marinha, para man-
dar substituir por outro o inastro de bandeira
da referida fortaleza, que se acha arruinado.
Neste sentido expediram-se as convenientes
communicacoes.
Dito. ~ Ao inesmo, inteirando-o do dispos-
to no aviso da repartico da guerra de 12 do'
corrente no qual se determina que os prlmel-
ros cadetes Joaquim de Gusmao Coelho e Hora-
cio de Gusmao Coelho, sejam considerados co-
mo pracas cllecti vas da companhia lixa de ca-
vallaria desta provincia, licando de nenhum
eflelto a ordem que delta os mandou desligar.
Dito. Ao uiesino, communicando afim de
que faca consar ao soldado do priineiro bata-
iho de catadores Jos Ignacio da Silva, que,
segundo constou de aviso do ministerio da
guerra, datado de 10 do corrente, foi ludeferi-
do orequerlinento ein que o mesmo soldado
pedia baixa do servico.
Dito. Ao mesmo, inlelrando-o da dlsposi-
co do aviso da repartico da guerra de 10 do
corrente, noqual se declara que por decreto de
25 defevereiro ultimo se concedeu a demisso
que pedio o padre Antonio Francisco Goncal-
vesGuinares de capello do quarto bataiho
deartilharia a p. Expediram-se ueste sen-
tido as necessarias coiiiinunicaces.
Dito. Ao mesmo, communicando anu de
que faca constar ao padre Antonio de Oliveira
A minies, i| lie por (le> lelo de 8 do crrente; se-
gnudo constou de aviso da repartico da guer-
ra, datado de 12 do mesmo me/, fra elle no-
meado capello do quarto batalbo de arlllha-
ria a p. Fizeram-se as convenientes com-
inunicacues.
Dito. Ao mesmo, dizendo que para dar
cumprlmento ao aviso do ministerio da guerra,
datado de l2 do corrente, faz-se necessario que
informe se entre as pracas do quarto bataiho
de arlilbaria a p, que ltimamente forain re-
inettidas da corle para esta provincia veio o
soldado Miguel de ttitancourt, de quem tratam
os documentos que remelle, os quaes devero
ser devolvidos.
Dito. Ao mesmo, ciniiiuoicaudo que, se-
gundo constou de aviso da repartico da guer-
ra de 12 do corrente, se conceder licenca ao
segundo lente do segundo batalbo de arli-
lbaria a p Joaquitn da Gama Lobo de Eca, que
e acha na i O le, -para completar o curso geral
da escola militar. Scientilicou-sc a pagado-
ra militar
Dito. Ao mesmo, inteirando o da disposi-
co do aviso da repartico da guerra, datado de
ll de Janeiro prximo passado, communirando
que o cadete do priineiro bataiho de arlilha-
rlaa p Francisco Jacinthoilrriraobtivcra tres
meses de licenca com sold simples para vir a
esta provincia.
Dito. Aojuit relator da junta tlejustica,
traosmiltindo para seren relatados em sesso
da mesiua junta os proressos verbaes feitos aos
soldadosMalsquIas I.eite draga, Francisco Ce-
larlo da Puiificacaoe Jos Hlbeire de Carvalho
este do priineiro bataiho de cacadores e aquel-
es do quarto de arlilharia a p. lutelligen-
ciou-se ao commando das armas.
Dito Ao capilo do porto, dizendo ficar
inteirado de haver S. me. frito embargar e con
dusir para o arsenal de mariulia IG rolos de si-
cu pira que Luis Jos I.ms, mestre da barcaca
Santo Antonio Ulorioio conduzio das Alagoa*
sem que acoivpanhasse a respectiva licenca.
Dito. Ao director do arsenal de guerra, au-
torisando-o a despender a quanlla de 631,120
rs. com a compra de carvo de pedra, rame e
limas, deque trata o orcamento que remetteu,
en jos objectos sao necessarios para contititia-
co dos trabalhos das officinas de terceira r
quarta classes do mesmo arsenal. Scientifi-
cou-se a pagadoria militar.
Dito. Ao mesmo, para mandar entregar ao
inspector do arsenal de marinba duns guaritas
que o coronel coinmandante das armas requisi-
ta para abrigo das srnlinellas encarregadas de
guardar alguna objectos do inesmo arsenal.
Inletrouie ao referido conunaudante das ar-
mas.
a mais prxima onde os baja, ( Asignado.)
Jos Vicente de Amorim Biurra.
Conforme,
leopoldino Primiro tenente, ajudante d'ordens.
PERNAMBUCO
A8SE4BLEA PROVINCIAL.
DUcwt pronuneino jntn Sr. Bapiitta na iemHo ssm, pois, appiovndn o pierio da obra p
Commando das armas.
Quarlel do commando das armes na cidade do
Reeife, em 29 de marco de 1851.
ORDEM 1)0 DA Y 68.
O eoronel coinmandante das armas, dando
publicidade ao aviso da repaitico da guerra
de 28 de fererelro ultimo, que por copia lbe
foi enviado pelo Exm. Sr. conselheiro presi-
dente da provincia em dala de 26 do corrente,
determina aos Srs commandantes dos corpos
do exercito existentes nesta guarnico, que com
urgencia remettam a secretaria militar as re
laceres nominaes dos sargentos e cadetes com
condicoes expccificadas na primeira pe te do
citado aviso.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios Ja
guerra cm 28 de fevereiro de l85l.Illm.Exm.
Sr. De ordem de S M. o Imperador lemctta
V. Etc. com a possivel brevidade esta secre-
tarla de estado urna relatan nominal dos sar-
gentos e cadetes, perlencentes aos corpos do
exercito existentes nesta provincia, que se a-
charem as circumstancias de serem promovi-
dos a segundo tcnenles ealferes ; reuuindo pa-
ra esse (ni asseguintes enndiefies ; approvaco
filena em dousannos de cstudos pela escola im-
itar, com igual lempo de piara pelo menos, e
dobr-do nao possuindo cstudos : 18 anuos de
idade completos > conveniente robustez, boa
conducta civil e militar devendo os cadetes ter
servido pelo menos seis mezescomo inferiores.
Alm de toda* estas circumstancias cumpre,
que os sargentos e cadetes sejam approvadoa
em a nomenclatura das difl'creules partes da
sua arma, seu uso, suas especies e manejo
exercicios de fogo, escola de peloto a p, ou
a cavallo emprego de pecas de caiupan'ia, e
de baler, pontarias ao alvo, segundo a nature-
xa da arma, a que cada un pertencer ; para
cujo exame V. Exc. nomear os necessarios of-
flclies superiores, mandando pela junta militar
de saude e na sua falta por facultativos civis
verificar a robustez dos propoendos que, no
caso de nao haverem ntssa provincia onclaes
superiores para o lecomuiendado exame, iro
msmm
de 20 de marro prximo panado.
O Sr, Bapliita: Sr. presidente, o projecto
da commisso de negocios de cmaras, da qual
eu faco parte, tem sido to atacado e combati-
do, que, sendo de ver meo ile I ende -lo. v.li lllo
na ordem que devo dar as miniis ideias- Se-
guramente nao poderei, na situaco em que
me vejo, responder a tudo quanlo se dlsse ;
mas posso aflirmar que em todos os pontos, em
que os antagonistas do projecto se consideran!
Uries e seguros, ellos bao de ter cabal res-
posta.
Os il lustres deputados qne combateram o
projecto, taxarain-no de monstruoso, acensa-
rama commisso de parcial por haver autori-
sado a presidencia a contraclar a construeco
de um matadouro. com urna pessoa certa e de-
terminada, a saber, com Antonio da Silva Gus-
mao.
O estigma he to Injusto e tmmerecido, quo
infundado; porquanlo esiste a resoluco da as-
sembla geral del2dejulho de 1839 que au-
torisou o governo a conceder ao padre Antonio
Jos Pinto Carneiro o prcvilrgio por 10 annos,
aflu de importar abelhas da Europa ou da Cos-
ta d' A frica, para o municipio da corte e pro-
vincia do Rio de Janeiro. Existe mais a reso-
luco de igual data para o cidado f aulo Fer-
nandes Vianna estabelecer crrelos urbanos.
Existe mais a de 29 de agosto de 1847, cunee-
deudo a Tbeophelo Benedicto Ottonl o privile-
gio da nanearan do rio Mocury pelo esparo
de 40 annos. E para nao demorar-me mais
lempo com outras umitas resoluedes de igual
natureza, direi que anda o anno passado, fo-
ram publicadas duas resolucoes iguaes, uina
com "data de 15 de maio, concedendo ao cs-
irangeiro Diogo Henry o previlegio por 10 an-
nos para estabelecer no porto do rio de Janeiro
um dique secco iluctuante, e oulra de 30 de
malo, concedendo a Guilhrnne Siickoui o pri-
vilegio por 10 annos, para estabelecer no Hio
de Janeiro vehiculos com a denoininaco de
Labs Fiumnenses.
Um Sr. Depulado : Sao mos precedentes.
O Sr. Hapliita: Mos precedente !! Se o
nobre depulado assim pensa sinceramente,
lembre-se ao menos, para ser justo, que o pen-
sar de uiu ou oulro individuo nao tem tanta
valor na esphera publica c social, que posta
aiiii.iisar nina npiui ni rumu verdadeir.i, c lia-
bilita-lu para atacar e olfendcra todos quanlos
dispresam este pensar, para seguirem outro,
que lhes merece mais respeitos. (/Ipojado.)
A' vista destas Icis que tenho apresentaio,
he claro que a coiuiiiisso autoi itando a presi-
dencia a conir.ict.ii com Antonio da Silva Gus-
ino a construcfo de um matadouro, nao a-
preseotou innovafes monstruosas; ao con-
trario rila seguio exemplos de Ulna ordem su-
perior; e por isso repelle com toda a torca es-
ta injusta aecusaco, c declara que se honra
como haver seguido o exemplo de outras leis
do seu paiz, confeccionadas com o concurso dos
tres ramos do poder legislativo geral, que todo
o respeito e acatainento lhes un rece. (Anula-
do,)
Ora, se ha casos em que rasdes de conveni-
encia publica pudem levar o legislador a con-
iccciun.ir una le por esta forma, em nenhum
caso estas rases pdrm sobresahir tanto, co-
mo no cnso de que se trata.
Com eiieitu desde o anno de i S 'l que o po-
der legislativo desta provincia por diversas ye-
tes tem determinado a construeco de uin ma-
tadouro. Diversas leis provinciaes tem sido pa-
ra este liui publicadas. He todos os meios con-
ducentes a este liin, tem a asscmbla provin-
cial, laucado mao, e apesar de todo o seu d.se-
jo, solicitudc e vontade firme, suasdetermina-
ces tem llcado inulilisadas. Asslin, foi publi-
cada a lei provincial deSdemaiode 1843, au-
lu is mo a cmara municipal para construir o
matadouro, e o matadouro nao foi construido
pela raso allegada pela incsma cmara, de nao
ter reudimenlos para construeco da obra. Ap
pareceu depois a lei provincial de 2 de maio
de I i i ,au mi isaml a cmara numcip.il a con
trahir um einpre.timo, mediante uuijurora-
soavel para fazer o matadouro, e a cmara mu-
nicipal declarou em actos seus olciacsque
nao encontrara quem lbe lisesse o einprestimo.
Appareceu finalmente a lei provincial de 19
de malo de 1845, aulorisando a mesiua cmara
a contraclar com particulares a construeco do
matadouro, e at boje este contracto senao fez.
K que mais?/ A todos os meios se tem recor
rido, a saber, s rendas da propria cmara', a
emprstanos e a empiezas de particulares, e de
nenhum se tem lirado resultado.
Agora devo aiuda lembrar aos illustres ora-
dores que combaten! o projecto, que, como
inui bem elles sabem, e est escupi no rela-
torio do Exm. presidente da provincia, depois
de todos estes cuidados e esfurcos da assembla
provincial para a construeco do matadouro, a
cmara municipal, conscia de nao poder por
modo alguiu levar a efleiloa obra, no seu rela-
trio a presidencia pedio que o cofre provinci-
al lbe empresiasse a quantia precisa para a edi-
licac:io do matadouro, sobre o que ponderou
nuil Jlldiciosa mente o Exm. presdeme em seu
rclalorio, que a Ibesouraria provincial j ba-
via emprestado a cmara avultada quaulia pa-
ra construeco do cemiterlo, quaolia que lao
cedo nao lbe reverleria integralmente e que
quando a provincia se achava na dura necessi-
dade de prescindir de mullas de suas impor-
tantes obras por lalta de meios, nao poda em
circumstancias to criticas faxer um segundo e
avultado empresiimo.
Ainda mais, emquanto que de nui lado estes
factos revelan, evidentemente que, nem com
as rendas proprias, nem com eiuprestimos e
nem pos mel deemprezas, a cmara munici-
pal 'tem execulado diversas leis provinciaes
concernentes a construeco de um matadouro,
de outro lado existe a proposta do cidado An-
tonio da Silva Gusmao, olleieceudo-se para
construir um matadouro com propurces ac-
eom modadas nao so as necessidades presentes,
como tambem as necessidades futuras, ainda
inesmo suppondo-se um grande accrescimo de
populaco. yuanto a excellrucia da planta e
condicoes oficrecidas pelo pretendente Gusniio,
para diter ludo de utua vez, direi, que a plaa
e orcamento leudo sido levadu ao conheci-
mento da cmara municipal por ordem da pre-
sidencia, a mrsma cmara bos os approvou,
como at os elogiou.
Sr. Augusto de Oliveira : Approvou em par-
te smente.
O Sr. boptisla;Eat engaado, approvou
e elogiou toda a planta da obra do matadouro :
e oque ella achou insulflciente forajn os cur-
raes que be cousa distincta. A Ai i innr ui.k ao
esl na casa, est impresa
l.i cmara municipal e pelo govj-rno provincial,
o que restava a commisso a fazer ? l)ue passos
teria a dar todo aquelle, que instruido destes
precedentes, se sentisse pnssnido do desejo
sincero de levar a ell'eito a construeco de uina
obra, que ha nove annos temoecupado a atten-
co desta assembla, c tem sidoobjecto de tan-
tas leis provinciaes todas perdidas c inulilisa-
das ? Sem duvida autorisar a presidencia a con
tractar a construeco da obra,com aquella pes-
soa que a isto se olferecera, e cujo plano j es-
lava approvado pela cmara.
Eis-alii o que justamente ez a commisso
de negocios de cmaras no projecto que est
em discussao.
K se todos estes tactos nao sao improvisados;
mas verdadeiros, como senhores, aecusar-se a
enuiiiiissao de parcial? Contra quem exerceu
ella parcialidades? Excluio alguein que com
melliores condicoes se oll'erecesse para cons-
truir o matadouro? Nao. Merecer esta pecha,
porque nao autorisnu a presidencia a contra-
tar a edifcaco da obra cun qualquer que con-
corresse para esle fun ? Tatnbeui nao; porque,
como tica demonstrado, apezar da vontade fir-
me e bem pronunciada do poder legislativo
provincial para se construir um matadouro,
ella nunca teria elleito por falta de quem qui
zesse emprestar o capital, c de quem quizesse
euc.in cg.ar-se da obra com as verdadeiras ba-
ses c condicoes exigidas pelas necessidades pu-
blicas.
Logo, devo dizer, que lie fraco c bem fraco
este modo de coinbaler o projecto, recorren-
do-se a vagas generalidades para desinoralisa-
lo, e lancando-se ofl'enias a commisso, a qual,
em presem; i dos factos provados e nao con-
trariados, se repul segura em boa conscicu
cia.
Mas e ni li ni quero anda dar aos honrados ora-
dores uina resposta que ser sem replica;
quero collocar-me em um terreno invencivel.
Rio tenho Unto orgulho e vaciado que chegue
a suppor que as ininlias obras sao perfeitas.
fto, nu tenho tal prelenco, inteiramente in-
compatlvcl com a niinlia ndole e meu carcter.
11c luo o projecto, porque nao em erra em si
a dla de livre concurieiicia? Qiierem os hon-
rados iiiembros eslA livre concurrencia? Oese-
jam-na de coracao? Pois ru tambem a quero,
veulia ella em algiima emenda, e desde j pro-
metto aqi.i .de publico aceitai este correctivo e
votar por elle. Eslao agora ciuilurmes? Oque
querem mais exigir de iiiiui os ineus collegas?.1
undeencuntraroniais franqueza c docilidade?.'
O Sr. lanoel Cavalcunli: >;io, deve-se ma
tar-lo^o o projecto.
asi-, ItapfiXa: Eis o que cu nao posso com-
preheuder ; talvcz ista seja devido ao ser
mu mingoada a minlie Intclligencia. Tanto
estigma, lana censura, lauta leprehcnso ao
autor do projectu, porque peisonalisouo indi-
viduo, com quem presidencia devia contra-
tar a edilicaviio do matadouro; lao bellas con
sas ditas a favor da livre concurrencia, c o au-
tor do projecto, querendo agora aceitar o cor-
rectivo, estando de aecurdo cornos inrxoravcis
censures, ja nao se quer a concurrencia livre,
e s o que se deseja be dar mono cruel ao pro-
jecto F.nloi pelo que vejo, nao se far o ma-
tadouro !
O Sr. Uanoel Cavalcanti : Hade fazer-se.
O Sr. Augusto dt Oliveira: A cmara pode
fazv-lo-.
O Sr. Ilaplisla : S5o inultas as interrrup-
yi'ics ; eu responder! a tudo ; deixeiii-me Ir em
meu caminho
Eu nao sei como se possa fazer o matadouro
com a opposico, que tem desenvolvido o pri-
ineiro honrado depulado, que me deu o aparte.
Eu enlendo, que na primeira discussao dequal
quer projecto, trata-se nicamente da ulilida-
dc e vantagens, que em geral, podeui provir
delle. Se os honrados deputados estn compe-
netrados da necessfdade. que ha. de se fazer
um matadouro, e estilo dominados pelo real de-
sejo deque elle se faca, nao podeiu na primei-
ra discussao negara sua approvaco ao projec-
to, para na segunda discussao eineudarem-iio,
e fa/.ereiu prevalecer a idela da livre concur-
rencia ; lauto mais quanlo ja acham o autor
do projeeto com o compromisso feilo de aceitar
esta emenda, espousa-la e defendc-la. O ca-
minho, pois, para quem tem sinceros desejos
de ver faier-se o matadouro, esl mui plauu.
Para que, pois, camiuhar por oulro, que vai a
nm um contrario? Isto me parece claro.
Oulro argumento contra o projecto consiste
em que a commisso nao coiupreheiideu a sua
misso ; pois qne, o que a casa ileliberou, foi
que o projecto do Sr. depulado Jos Pedro llie
fosse rcuietlido, para ella considera-lo e aprc-
sentar as emendas e alieraces, que julgasse
convenientes, e uo, como ella fez, para apre-
senlar um novo projecto.
O Sr. Manoel Cavalcanti : Nao, nao dlsse is-
to, disse sim.que a commisso nao tinhaalteu-
dldo o relato, io da presidencia.
U Sr. Ilaplisla: O nobre depulado dlsse Is-
to he verdade mas agora eu eslou me rele iu-
do a um oulro senhor depulado.
(Ira, aqui est a acta da sesso que tira a du-
vida. ( le Est portanto, o negocio hem
claro. A casa nao mandou, como se disse, rc-
melter a commisso o projecto do Sr. deputa-
do Jos Pedro, paia ella fazer-lhe alieraces.
mas para apresentar Subrc a materia a medida
que julgasse mais conveniente. E queris, se-
nhores, urna misso mais ampia, e concebida
em termos mais genricos ? Apresentar a medi-
da, que lhe parecesse mais conveniente. As-
sim, est escripto na acta.-- E se a commisso,
depois de apreciar maduramente o projecto do
Sr. deputado Jos Pedro, mo pude prestar-lbe
a suaadheso, acbou inelhor seguir oulro pen-
samentu, e assim o fez,c evidentemente obrou
de aecrdo com o que determioou-lhe a assem-
bla. Para que pois, esta injustica leila com
to ma vontade contra a commisso ? Acha o
honrado deputado raso para proceder por es-
te modo ? A commisso, louvado Dos, sabe
conhecer, sem precisai das exhortaces de al-
guein, os seus deveres.
U Sr. Alanoel Cavalcanti: Mas nao altcudcu
ao rt-Utorio da presidencia.
O Sr. Baplista : E como nao attcndcu ella ao
relalorio da presidencia ?
O Sr. Manoel Cavalcanti:-- Porque o relalo-
rio falla de empresas.
O Sr. fiaptista Este mesmo mel ( d'cm-
preza ) foi o que a commisso seguio.
^O Sr. Manoel Cavalcanti: Nao, o projecto
nao admitte empreza ; foi antes a especulaco
de um homem.
O .Vr. it.rpiitu ; E o que he empreza ? O
nobre depulado est engaado. Empreza existe
logo que um ou mais individuos, ou mesmo
uina sociedade toma sobre seus hombros diri-
gir e cxecular nina obra ou quaesquer opera-
coes industriacs, la/.endo-o por sua conta e ris-
co ; c para haver empresa nao he de Ibsolllta
neeessidade que haja livre concurrencia, que
he ideia mui distincta. He verdade, que a em-
preza, como est no projecto para a cons-
trueco do matadouro, nao agrada ao honrado
deputado ; mas, nem por Isso perde o seu no-
inc c merece ser de novo baptizada.
Portanto, a commisso seguio o pensamen-
to do Exm. presidente da proviacia ( a quem
tributa profundos respeitos) e esta aecusaco,
o,uc sem fundamento se llie quer fazer, uada
significa.
Fo! o projeeto tambem atacado por ser ante
constitucional ; porque, segundo o aclo addi-
cinnal as assemblas proviuciaes so podem le-
gislar sobre a economa e polica dos munici-
pios, procedendo proposta de suas respectivas
cmaras.
Permita o illuslredepulado, queselembrou
desle argumento, que llie pefa que se dlsqul.
te de seus enlhuslasmos, para um tanto calmo,
ouvir. nesta pirte a uiinlia resposta.
O Sr. Augusto de Oliveira d un aparte que
nao niivimos.
O Orador: Eu nao me enthusl.isino, nao me
mil iiiui, nao vocifero, c no trorrjo ; expendo
m Millas upi ii loes sem prt. vinar a/eiluiues ctiu -
lio inulto no raciocinio c mesmo quando digo
algumas verdades, o faco com bous modos.
O honrado deputado, a quem me rcliro cil
completamente engaado no sen argumento a
respeito da inconslitiicionalidade do projecto.
Se a cmara municipal j foi ouvida acerca da
- plaa c orcainenlodo matadouro, que o cida-
- do i; usina.> se propoeni a fazer, se ella j ap-
provou o plano da obra, como consta de sua
informaco escripta, como dizer se que nos es-
tamos deliberando sobre a construeco do ma-
tadouro sem ella ter sido ouvida, sem haver
tomado parte alguma no negocio ?
Saiba o honrado incmbro. que em todas es-
tas leis provinciaes, que cu cilei, e quedeter-
miiiam a construeco do matadouro, a cmara
municipal foi sempre ouvida ; saiba mais que
della foi que parlio a proposla para a cdilica-
co do matadouro, que ella mesiua be, que, ha
muitos annos, tem proposlo c exigido com ein-
peuiio esta obra, como uuiadas nuil importan-
tes e necessarias ao seu municipio.
Se o honrado deputado euteude que prnpnr
quer di/er deliberar c resolver definitivamen-
te ; nislo he que est o seu evidente engao ,
pois que esla alta altrihuico de legislar, bus-
cando pelo nobre euiprega da inielligtiicia o
melhor.o mais justo e conveniente a us, e nao
a cmara municipal, lie que compete.
Assim, pois, nao queira o hourado deputado
lar urna to vasta exteiiso ao direito de
propor ; de modo que a assembla provincial,
lique re luzida a material obrigac.o de appro-
var o que a cmara municipal quizer edissev
que se faca; nao queira confundir cousas dis-
ti netas por sua natureza.
Ha mu aparte.
O Orador: Se diz queco imputara a cma-
ra descuido, eque por descuidada he que uo
tem 'in.pl i .lo as diversas>leis provinciaes qne
lhe tem dado aautorisaco para fazer um ma-
tadouro.
Eu, senhores, nao avancei e nem podia avan-
car propositan to od'eusiva.
O Sr. Manoel Cavileanti:0\se alguma cousa.
O Oraitor : Estou bem seguro de nao ha-
ver dilo tal cousa. Pois, se no exordio do pro-
jecto eu mostr e desenvolv) a iinpossibilidade
ein que est a cmara de fazer o matadouro, e
l'und ida ncsla unpi ssiluli.la.lc be que elahorei
o nicsin i projecto ;e se uiinha npinio nesta
parte est to clara c evidentemente demons-
trada, cuino poderia dizer cousa diversa, isto
he, que por descuido he que a cmara munici-
pal nao tem feilo o matadouro ? Repilo nao
avancei tal proposito, e nem podia oll'ender a
uina coiporaco digna das uiinhas allencoes e
respeitos.
A impossibilidadeem que est acamara mu-
nicipal de fazer o matadouro, foi contestada
por um honrado deputado.
O Sr. Manoel Joaquim :- E de certo ella pode
fazer.
0 Orador: O honrado deputado que ist*
assevera Com lauta forca, compare esle seu di
zer cun a coufisso da propria cmara no
seu relalorio a presidencia no qual por fal-
la de meios; pede que a thesuuraraia pro-
vincial lhe empreste a soturna precisa para
constitu- um matadouro, o nobre deputado -
assim dizia -- compare a sua proposito com a
da cmara, e diga-me cuuscieueiusamenle a
quem a commisso deveria dar crdito: seas
suas p il ivi is ou se as palavras da mesma c-
mara escripias em mu pi\ i iiupiiri inii.siui i,
qual a do relalorio da uiunicipalidade a pre-
sidencia ? e dtga-uie mais, se porvenlura, por
a sommlsso haver acreditado nesta peca >.Hi
cial, merece estas aecusaces, que formigamde
mu tas partes ?
1 i, Sr. Drputailo : Ella tem boje o imposto
de 500 rs. por cabrea de gado para o coesumo,
pois com elle pode fazer o matadouro.
O Orador: Ja ella o liiilia, quaodo foi pe-
dir o empresiimo aos cofies provinciaes ; por
tanto, nada lia de novo. Este imposto foi mais
um ramo de re, cita municipal que lio anuo
passado lbe foi concedido para as suas despe-
zas, sem a declaman de ser destinado para a
construeco do matadouro.
Or. Manoel Cavalcanti : He porque cabio a
emenda lilla ueste sentido.
Oradbri-Pois bem?e o que tem ento! Ca-
hioa emenda;logo aimposico nao foi destinada
para este lim : e por couseguinte a cobranca
do imposto eutrou para a m es... geral de toda a
sua naula animal para acudir as suas despezas;
e o que ha de verdade em ludo isto he, que
lano nao existe excedente de receita que ella,
pur delliciencl ule redi tus, pe,lu que a tiles. Hi-
laria provincial lhe emprestasse dinheiro pa-
ra construir o matadouro ? Nao be isio claro?
O Sr. Manoel Joaquim: Nao be to claro.
Um Sr. Depulado: Podia pedir o einpresti-
mo por oulros motivos.
sincera ? lito he que he o'ensa, que eu jamis
farei; ao contrario acreditcl, e Inda acredito
no seu relalorio, dirigido a presidencia.
Persuado-me, Sr. presidente, ter respondido
a todo os argumentos dos honrados deputa-
dos. A commisso nao excedeir-se, nao foi par-
cial, nao commelteu inconstituelonalldade,
seu projecto nao he monstruoso. Os factos por
mim allegado', e nao contrariados, os ineus ra-
ciocinios, se bem que fracos, assim o provarn ;
Tenho respondido a casa, que em sua sabedo-
rls abrace o que lbe parecer mais justo c con-
veniente.
SESSA) EM 2 DF. AHHII. DE l85l
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti..
As orne c mcia horas da manba, feita a cha-
mada, acham-se presentes 29 senhores depu-
tados.
O Sr. Presidente: Abre a sesso,
O Sr. 2. Secretario :-- l. a acta da sesso
iiit.i un-, que fui approvada.
O Sr. l. Seerbirio : ~ Menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Uin requerimenlo dos moradores do Reme-
dio, p.-dindii que se mande continuar a estrada
que fica entre aponte, que all existe. A."
commisso de obras publicas.
Outro, daprof-ssora de primeiras lettras do
bairrdeS. Krei Pedro Goncalves, pedindo que
se augmente a quota para oalugner da casa.
A'commisso de insirueco publica.
Outro, de Antonio Fernandes Velloso, pe-
dindo pira permutar alguns predios que tem,
com o patrimonio dos orphos.A' commisso
de petiioes.
lie lido o seguinte parecer.
A commisso de commercio, agricultura e
obras publicas, a cujo conhecimenlo foi sub-
mettido o regulameuto de 7 de maio do anno
passado, formulado pela presidencia de con-
l.irmul ule com a autorisaco concedida pela
lei provincial n.244, tendo examinado coma
maini alteiico a nova organisaco dada re-
partico das ubras publicas, e 'tomado na de-
villa cousideractio a parte do relalorio apresen-'
taJo ueste auno pelo administrador da prnvin-'
cia a esta assembla, ein que inculia algu-
mas alteraciicsqiie a experiencia tem mostra-
do seren necessarias ; acha convenleute con-
servar a autorisaco concedida por aquella lei;
cor isso que, pirccendo-lhe que, alin dessasi
alteraces, podero haver algumas outras, que
cumpre fazer se com toda a madureza e pru-
dencia, julga que s a experiencia e a pratica
podem bem mostrar quaes sero as mais neces-
sarias e proveitosas.
i: como a administraco provincial seja quem
mais habilitaces rene para conhecer inelhor
das dilfieuldades e einbaracns que ein sua exe-
en. i olferece ainda o regulameuto de 7 de
maio,* por conseiinencia a mais propria para
fazer-lhe as alieraces convenientes, he a com-
misso de parecer que esta assembla deixan-
i!o a presidencia da provincia, a faeuldade de
fazer taes alleracOes, reserve-se a lomar co-
uliccimeuto della* na lulura sesso legisla-
tiva. Sala das commisses. 2 de abril de
li francisco Raphael de Mello Rego.D. M.
de Aguiar.
Fica addiado por pedir a palavra o Sr. Baro
deSuatsuna.
Tambem se l e fica addiado por pedir a pa-
lavra o Sr. Vellez, o seguiuic parecer.
A commisso de fazenda c Orcamento tendo
reconhecldo que as torcas dos cofres provin-
ciaes, nao podem actualmente co>nportar a des-
peza com o concerlo de todas as iialrizes, que
se acham arruidas, e menos ainda a, do concer
to c acallntenlo de outras igrejas, \:iijos ad-
ministradores teem recorrido a e.t i assi-mlilea.
havendo por isso consignado no ai\ >4 do
projecto de le do orcamento aquanl \de 20
cuinos de ris para o concerlo d'aquel. Tia-
trizes que mais arruinadas te aziliam, >e-
n is ilesignadainenle altendido a obra dai iz.
de S. Jos desta cidade, por se adiar as
;umst incias excepcionaes mencionadas no
atorio do Kxm. presidente da provincia ;
ie parecer que na couforniidade da disposici.
do mencionado artigo, ou do que se vence,
piando fr elle discutido liquein, deferidas to-
das as pretences acerca das mcncioiadas
obras, e se de o conveniente destino aos res-
pectivos lequerimenlos e representafes oiTi-
ciars Paco da assembla provlrieial de Per-
iimbuco, 2 de abril de 1851. Afcinuel 6'aoal-
canli.M. J. Carneiro da tunda. Jo\ 'cdro da
Silva.
OHDEM DO Dl.t.
Coiitinuaco da discussao do pareccr\addiaJi>
sobre as carnes verdes. \
Vai mesa c be apoiado o seguinte leque*
rmenlo. \
Itcqiieiio a urgencia para se discutir] an-
tes o parecer da commisso de orcamentot mu-
nicipal acerca da conslruc(o do iiialadisuro.
Baplista. \
O Sr. Paes Brrelo: Eu quizera que o\no-
bre deputado apresenlasse as razdes em 'que
funda a sua urgencia ; o negocio do mal i 1 .mi-
ru be to importante, he to urgente, que fe
Pois trala-se do negocio--,
prebcusivel : Voto cumia a urgencia.
O Sr. zVu^u'iti: Me parece Sr. presidente,
ue as razes do meu requerimenlo sao cla-
ros, e por conseguinte comprcheusivels, bem,
comprebensiveis.
O Sr. .lilil, i / Joaquim < ouiro Sr. Apoiador1
ii Sr. IiiipiuM : Siin apoiado: mullos di-
as se discute o negocio do matadouro, j bou-
ve um addiamanlu nesta casa deS dias, que foi
concedido a urna commisso para apresentar
o seu parecer ;ella appreseulou-o, e 2dla fo-
.mi gastes com a discussudeslcspareceroufi-
ca addiado por empale, e eu euleudo que iludo
isto he a favor de meu requerimenlo. Dz o
nobre deputado, que he iucomprebensivrl a
razo da urgencia, e eu digo que be bem aoin-
prehcusivcl, o lempo he muito precioso, e
multas ve/es um negocio de importancia se
perde por falta de urna urgencia
t'zn Sr. Depulado : M
he mais interessante ?
a* qual doa 2 negocios
0 Sr. Ilaplisla: Esle de que eu trato j se
tem discutido muito, a assembla, est seta
duvida com seu juizo formado a respeito delle,
entretanto, que o parecer a respeito das car-
nes he um negocio que agora he que vai ser
discutido. Portanto Sr. presidente julgu as-
sas forte a raso expendida, ao inesmo ti-nipe,
que as que lora tu p roduzi das em opposico, me
pareceiii iucomprebeoslveis porque uo sei
O Oradcr;Que motivo? nao ter querido ser \ coma se tnoilra tanta repugnancia, quanq
MUTILADO


**m
V

1*1
V

1

mine aprsenlo mensa com tamanhadoci-
lldade ]ic O Sr. Manoel Joaqun:-- lie (aclicca floa.
O Sr. Baptizla:Nao (ralo de lctica lina.
porque todas as cousas tem una esphera ma-
l nu menos ampia, tcm um alcance mals ou
menos criminoso.
O Sr. Vaei Brrelo: --Quanto a mlm est en-
gaado.
O Sr. Baptitta:~0 que foi que eu fiz? Que-
ro conceder de barato ao nobre depulado to-
das as ms intencoes que me queira empres-
trar; oque se poder dizer de mlm? que a-
presentei urna emenda para poder fallar mais
urna vez? Qnetem Isso de admiravrl, qiian-
du eu sustento urna dea e muitos a comba-
tem ? me parece que propor urna emenda pa-
ia poder Tallar mais urna vez me nao he desai-
rlo. 0 nobie deputado me dlsse em aparte;
que isto era tctica lina, mas ou lhe respon-
d que se chamava lctica parlamentar, cielo,
que estas foram as minhas expressdes. Nao
to as razet lio obscuras, que teno possa
comprehender o motivo da urgencia de mn ne-
gocio que est multo adentado, que tem sido
inuito discutido, 'que j teve urna votacao,
f
que foi empatada: acho que isto he miiiio
comprehensivel, a materia est j assiin adian-
tada, e le Por preterida por oulra lie mnitu
natural que so lira nova discusso, porque o
espirito humano nao pode ter presentes to-
das as rasos, e por consegrante ser necessa-
lio comecar do novo : o objecto das carnes ver-
des he muito importante nao o neg, mas te-
la maior alcance que o do maladouro ? Ku
quizera que medtltetiem isto, porque obser-
vo que un negocioque jmii iimi he de mili-
ta importancia, para outrosno tem ncnhuiiia;
r principalmente para o nobre depulado cujo
pensamentoosla milito pronunciado a respoi-
to do objecto de que se tracta e de maii al-
guem. Quanto quctln do laclo, tenho a
dlier, que isio he mn negocio j discutido,
miltu adiantado, c mcsinoj volado por isso
Hiendo que cninpre com urgencia tratar-se
dalle.
OSr. Manat Cavairanti: Antes de entiar
na questo de urgencia, teuho de responder
ao uobre deputado. que se referi a mim e que
foi eiithusiaslicamentc apoiado, que eu nao
oslou cin contradiccao,
OSr. Rapliila : Eu nao o disse.
O Orador : Euto quit di/.c-lo : b nobre de-
putado disseque eu dovia dar mais importan-
cia i este negocio, porque a miiiha opinio el
t mullo pronunciada : se disse isto eslou era
contradicao ; o negocio da carne he inquiran-
te, oque nao he importante, be dizer-sc que
ha monopolio, mas a medida a tomar he Im-
portante j por isso nao eslou etn contradicho.
Quanto urgencia direi.que nao ha motivo al-
gum para se tusicular a urgencia de um ob-
jecto sobre o qual a casa vacilla, como a vota-
cao de bontem o mnstrou; o negocio he im-
portante, e se a casa vacilla sobre elle, para
que baveinos de apressar j a sua deciso? !
O Sr. Haplizln : A raso he a contraria.
O Oradoror: Declaro que nao percebo qual
seja o motivo da urgencia, qual a necessidade
de ie tractar desta materia com toda a pressa,
sera deixar-nos pensar pira pedermos volar
com consciencia; pela ininha parte declaro
que nao sou partidista da cmara, nfio tenho
interesse em que acamara laca esta obra; a-
cho at conveniente que seja a obra leita por
empreza, isto lie, que seja o plano do ornamen-
to da obra ollerocido concurrencia publica ;
lito he o que eu quero.
OSr. hnptist't: Euto busque os mcios pa-
ra cliegar a esse fin.
O Orado.-: O que eu nao quero, he o terri-
vel projeclo do nobre depulado ; seja a cma-
ra qnem laca o m.iladouro, seja de qualquer
forma, mas nunca como o nobre depulado en-
tonele.
OSr. Bapliila: Mas como o nobre deputa-
do nao prope ?
0 Orador : Elisio na casa un nrojeclo do
Sr" los IVdro, /
O Sr Jas l'edra : Oh! j lie/lum o mou/
O Orador: Da ininha paite declaro que a
ideia principal do projccto.fiie agrada, nao se
d contradicao em mlm. Por conseqnancia
nao ba raso que me toree a votar pela urgen-
cia ; a descoidancia loe existe na casa, a ne-
nliuina pressa de.darmos este vol, ludo sao
rasos para nao asistirse nesia urgencia ; e
domis eu ufio sri seo tal projeclo adiado est
designado par, ordem do dia, se assiui au lie,
de que serve a urgencia ?
L'm Sr Diputado : Esta.
O Orador; Eu nao sei, voto contra a ur-
gencia.
O Sr. Catanho :Sr. presidente, eu pedi a
palavr.V t.radar a raso do ineu apoiado, que
paree it oll'endido ao nobre deputado.
O Manoit Lavutcanli :eio senlior, ou
na e oliendo por cousa alguma nesla casa;
d' ro c| ii- me nao julgo ohVudido.
Orador: 0 noble depulado disse, que o
poiado -tinha s Jo eothutiailico ; parece
r-se snrprohendido.
0 Sr. Manat Ciiruieonti: Nada, nao senlior.
' O Orador : Eu com o nieu apoiado ufiu pre-
tend ollender a iiingueni.
O Sr. Manotl avalennli:Se eu uo ostou
oll'endido! /
0 Orador :Vou dar as rabies desse mou
apoiado : quando o nobn membro que seas-
senla drfrutite de mim, disse, que o nobre puiado Minia urna opinio muito pronunciada
sobre o negocio das crnes verdes, cu apoiei,
porque 111 verdado o noliro deputado lein-se
pronunciado sobre esleassumpto.
O Ot. Manoil Catalcanti' :lie preciso sabe,
qual he o assuinpto.
O Orador:O monopolio, de que o Exm.
presidente da provincia fe/, inenso no seu
rea torio : o nobre depulado disse que isso
lnlia remedio, c que se deixasse a nalii-
l obrar, parece que islo he nina opinio
lo pronunciada a respcilo das medidas,
foram propostas no parecer da coiiiniis-
sendo esta a raso porque dei a|uelle
ado, c supponho que cotu isto nao ull'cn-
' di ao nobre deputado,...
O Sr. JMinorl C'aim/cani :Nem eu me dou
por oll'endido.
O Orador :lie lo smente o que tenho a
dizer.
O Sr, Gutdti di Ultllo da lambrin algumas
cxplicaces a respoito de um sen apoiado.
O Sr. Augusto dt Uliviira -. Sr. presidente,
sao obstante os esforcos euipregados pelo II-
Justro deputado. autor da urgencia, eu emen-
do que elle foi muito infeliz, e nao provou de
minen a alguma a necessidade della, e muio
menos apresentuu raso sull'ieienlo para te
por de parte o piojelo em discusso. Se u-
tas rsete! nao exisiitsrui alm das que pro-
duzio o nobre deputado, >|tie por uiiimo te
oppz ao requeriuiento de urgencia, eu sem-
pre dira, que me opponha elle, oniendo
que o seu resultado nao pode ser,uiitro.porque
se nao contrariar unta deciso de V. Kxc. que
sempre tem dirigido os trabolhos dista casa
com toda a inpaicialdadc, e havendo V. Kxc.
reolvido por tul discusso o negocio das
carnet verdes, eu cortamente nao irel des-
verluar aquella deliberaco, una vez que re-
conheco, que V. Kxc. ha sempre procelido
com jualica nesla casa ; islo para mlm he una
raso muilo valiosa, tiubora o nao seja, tal-
vei para o nobre depulado. Mas ainda |uan-
do aquella raso au exislisse, eu continuara
a dizer, que o nobre deputado nao juslicou
o seu requeriinenlo, porque be innegavet que
o negocio dat carnes lie muito mais importan-
te de que o do matadouro.
(lia um apa re. )
Trabalhu lano d um como outro ; ostou
convencido, que a casa ha de adoptar urna cou
como a respoito do matadouro mat nao
rnsao, que reclame a pretendida urgencia na
discusso deste ultimo assiinipto ; alein de
que, altendondo que o Kxm presidente da
provincia exige providonciis sobre a cares-
lia das carnes verdes ; altendondo que o cla-
mor publico se tem pronunciado a este res-
peito.de urna maneira nao equivoca, me pare-
ce, que a casa deve com preferencia apreciar
este negocio, deve mesmo tomar alguma deli-
beraco, que tenha por fim remediar quanto
antes to grande nial.
Nao tendo pois o nobre deputado a mou
ver aprcieniado rasos snfficientes que sirva.n
para justificar o sen rcquerlmento de urgen-
cia, voto contra elle.
OSr. Corren de Hrillo- Foi para iiianilei-
tar-me contra a urgencia proposla pelo nobre
deputado que se assenta desle lado (oSr. Ur.
Ilaptiita ), que eu pedi a palavra.
Era verdado, Sr. presidente, nao posso ali-
ar com a razo por que o illustrado membro
reqiioreu semelhante urgencia : parece-me
que o negocio para o qual a pede nao
he de interesse mais palpitante do que
osso de que iamos tratar. Demais, sup-
ponho que so nos deve dexar lempo bas
lame para relleciirmos maduramente, e livres
das iinpresses do momento, sobre questao tao
letigiosa como se lera tornado a do n
douro...
OSr. Hapiiilii >-E a oulra nao o he?
O o'r. Lurra de Brillo : Ao menos nao o he
lauto quanto aquell'oulra, acerca da qual al
jscdeuum empate na votacao ; o que, cin
ininha opinio, demonstra o estado de perple-
xidade em que, a resiieito, te aeha a casa.
O Sr. Uaptiila : --ludo isto prova contra o
nobre deiiulado.
O Sr. Correa de Brillo ; Pode ser : infeliz-
mente para mira, o Ilustrado niembr i tem
procurado, durante esta discusso, dar as mi-
nhas palavras sentido inteiramente contrario
aquello em que ou quizera que ellas fossem re-
cebidas.
Sr. presidente, so esta assenibla, por voto
quasi unnime, logo no comeco da presente
sesso, reconheceu a extrema urgencia de pro-
videnciarmos sobre a caresta das carnes ver-
des, Horneando urna coinmiltlo especial para
ettudar as medidas que conviuha tnmarmos a
rcipeito, e linz-las ao nosso conlirciinento,
aliui (|ite, liscutindo-as c apreciando-as acu-
radamente, as revestisomos lo carcter de
que ellas carocam para produzirciu o devido
ao vejo descobrir-lhe um dos nossns csfo'rcados adyer-
S' 0Sr. Gedf de Mello : Por esta esperava-
vn eu. *
O Sr. Corra de Brillo : E porque nao devla
esperar? Por ventura nao eslou eu aqu para
defender a razao e a justica, qualquer que te-
ja o Individuo que as tenha por trlncheiraa I
Se o aparte do nobre depulado tem alguma
cnusa de malicioso, eu ih'o devolvo Intacto.
O Sr. Guedet de Millo;- Isto he commigo I
O Sr. Corrda de Brillo K com quein ha de
ter? Nao foi o nobre deputado que, em voz
quasi sumida, mas que, gracas aos boos ouvl-
dos quetenbo.pudc perceber, me deujs aparte
i uuc ettou respondendo ? Como pergunta
qual a pettoa aquem me dirijo I Ah O no-
bre deputado sola a bomba, c nao quer oti-
vir lhe o estampido ? Tenha paciencia : tub-
jciie-ses consequencias do seu acto.
Mas, Sr presidente, como la eu dl/endo,
combinando o procedimcnto que oulr ora des-
involvru na casa, com referencia ao negocio
das carnes, o nobre depulado que te astenia a
ininha esquerda (o Se. Manoel CaeolcanliIJ com
a conducta que elle hoje tem tido, acho que
S. S. so nao lein apresentado como contradic-
torio coinsigo mesmo.
O nobre deputado tem dito, he verdade.que,
dadas corlas circumslancias, taet como a de te
reconhcccr que a caresta dat carnes verdet
provm de esusas naluraes. tmente da f ro-
vidoncia sr;desesperar o remedio a to gran-
de mal ; c.ub ptrigosoo modo como a rcsoiu;ao que iamot
discutir procura remover semelhante pe-
nuria ; mas dectarou, e deelarou de maoeira
que todot o percebeiam, que, a crer-te que
ctsogravamc.que actualmente pesa sobre a ns-
sa populaca-, provinha de causas que nao se-
jam a fallenci degdot, adilficuldade dacon-
dlfo destes a falta de pastos, logradouros, ele.
o expediente a adoptar para ataca-las e venec-
as, era, lalvoz principalmonte, diminuir as
mposiciies que recahein sobreas carnes ver-
des ; e, pois. supponho que elle nao esta em
contradiccao comsigo mesino^quando se mani-
festa pala urgencia da Jiicussaoda referida re-
tolue.o, dominada, sein duvida, pelo desejo de
ver a lueslao esclarecida ao ponto de bem po-
der firmar sua opinio a respoito. ( Apoiadoi. <
t:ontentando-iiic com oque deixo dito, Sr
presidente, eu vou sentar-me.
Encerrada a discusso, submette-se vota
cao o requerimeuto do Sr. Baptisla e fica ein-
rlleiin se niesino.oi uobres leputados que se | patado.
decaram o... o."do requerimen.o que se | OSr. PmknU -CooUnua a discusso do
discute tee.n ratonado que essa urgencia projeclo n. II acerca das carnes verdes.
extrema he ianegavfel, e nada pode sor com-,
parada con. a que porventura se queira en- O Sr. Manat C-voleant,: Lu tenho do prln-
xergar em o negocio do matadouro, parece me cipiar por niostrar.quo. nao ostou em oppoiicao
queacasaosientar-se-liainclierenie.edar at quando rrgeito a re.olucao. e voto pela urgen-
uuitesten.iinhoiriefragavel contra o seu bom ca da discusso ; a materia he mullo ....por-
sensosc acaso apprpvar essa muco. Apnia-, lante, mas porque nao fui tratado devidainen-
dol I te. nao lie cousequencia nscessana, que nao
V Sr presidente, talvez que no proprio re-'teja Importante: o objeto dat carnet verdes he
cimento da casa depare cu com dsposi- mulo imprtame na nnuha opinio, mas nao
cao que justifique o pensar daquelles dos se segu, que le todo o modo que elle se tracto
mcus nobres collegas que, commigo, enten-. cu acho conveniente...
deni que, sempre que se der -mpale na vota-
L'm Sr. Deputado: Convin no ilalu juo ?
cao sobre qualquer materia, nao conven, sub- I O Ora./or : Talvez n resoltado aria otse ,
incilO-l.i de n. vo, logo no nutro dia, a deciso poique os remedios sao inultos dilleullosot,
da casa Eis o que se conten iioarligo que pro- o nao piideni ser coitos, mas ou argumento
videncia a. -espolio. I U. ) 'com as ideias que tenho, con. o romelo que
USr Haptista : Vejamos a hermenutica do tei, e nao descubro oulro ; diste ja e repito,
nobre deputado. se se quer remediar o mal. necessa. lamente se
OSr Correa do ser in como ludas as ininlias coutat ; (/. o dio seria o supeudereui-se as imposices, que
apoiadoi) ao menos para o nobre depulado pesara snbrea carne, por2, 3, ou 4 annos, osle
que, necessarlamente,nao ha de ler a hondada he o remedio o que convin indagar he,i se no
de nao adiar bom nadado que tenho eu dito demos dispensar da renda 100 contot de ris,
oiii referencia ao objecto de que nos estamos mas rnelo a empregar he este, e ncnlium
oceupando outro. ...
Parece-me, Sr. presidente, que, se os redac- Ditlaeu. queacommusno nao t.nha iraciado
toret do regiment da casa quizessem pie, o ul.jeclo convenienlenienle, porque dizendo o
C0MMUN1CAD0.
O THEATRO DE S.-ISABEL.
Consta-nos que no lira do met pastado o em-
nrezario Germano, tinha um dllicit de perlo
de quatro contos de ris. acbando-se era di-
vida com variat casat, e crelo que com a com
panhia lyrlca: agora lhe chegou mais um r<-
i'-rfo de despeza com o contracto da Sra. i.an-
da e seu marido por 700.000 ri. mentact, alera
de 800,000 de gastos de transporte!, musical
etc. Ora, se o Sr. Germano tinha de felxar o
tlieairo no fim do mezde abril por necetsida-
de, o que far agora com a chegada da ara.
Linda e leu marido? Tambera chegaram
mais un dancarino e um actor, e dizera-nos
que ludo enlra ptra o tbeatro! Com elleito.
te o tal Sr. Germano nao vender os lustres, ou
empeuhar o guarda-roupa, temot de ver uina
quebracomo a do neguciante Cruz Kios da
liahla.
Nao ha duvida que o publico nao suflraga
os gastot da companhia lyrica, e que gotla
mais da Graca de Dos, ede 0. Cezarde Batan
do que da Norma, e de quanla msica ha.
c quando inulto da pequea Haderna, que
com efleito lera sua graca; mas em que te lia
o Germano? A tiembles provincial eremos
que nao quer theitro, apezar de haver gaito
a Provincia perto de 400 contos naquelle edi-
ficio, que algun ditera que lera raelhor eiu-
prega-lo eni um hospital de Lazaros ; e at a
conunisso do orcamento cerceou o ordenado
de administrador. Portante ou te felta o tliea-
iro, ou o Sr. Germano detta vez yal parar em
vaz* barril.
O Sr. Germano recebeu agora a mu/.ira com-
pleta para teit operas, e pretendedar-nos urna
pecaj para panno de amostra, e nos lhe dise-
not que perde o leu lempo, e bem perdido
se o digno pretidonle nao vier era seu auxilio.
Ouerem thealro, convin raetino tuna retlniao
como etsa, lein sido de utilidade? entao ao
governo convin sustentar o thealro, e deve
faie-lo porura aclo de polilica. He intil, c
uiesino lispensavel ? enlo nao sacrifiquen! o
pobre diabo do Germano, toixein o Iheatro, e
mandem as duat companhias tabua. Em
todas as partes do mundo elvilisado, entre as
grandes nac)--t, o thoatrot nacionaet e de
canlo, ou italiano sempre foram e sao susten-
tados pelot governos, tanto em Londies, como
cinPtit, Berln, Vlonna, Napolet, F'orenca,
etc. etc. Se a assembla provincial for inei-
quinha, ou so o governo nao tomar interene
pela maniilencao do thealro, no p em que te
acba, aconselhainos ao Sr. Germano, que doi-
xe a empreza no lim de abril, --talvo te lein
intencao de lograr ao publico, ou a teu! ere-
dores; em cujo cazo o dilema nao lhe pode
ser mui favoravel; ou velbaco ou tratante.
Temos todava raelhor opinio do Sr Ger-
mano, e cremoi pelo contr.rio que tem sido
victima da sua boa f, mas continuar netse
mar tem fundo do rxperancas. quando todas
as portal se lhe feixain, enlo se nao fosse ve-
Iliaco, seria ser lulo, que na accepcao moder-
na ainda he prior.
O O.irMnli.
ua artigo prornetteo fazer alio, e nada
t dl.er cerca de tal objecto: attim toe
ierapre proccde'r aquelle que. nao. confi.udo
1Tdecursos da mentira, com ratao recela a
. 5.1,ieri dcutto. Ao contrario me
L"coBtr"r'.en.pr. disposto comba.e-.oto-
l", a. vezes que, como esta, quizer cora fa -
sidades "ludir o publico .ensato
certo de
Corr spondencias.
piando se lsse empate em qualquer vota*
CO, bate elle decidido com a precipitaco que
reialoiiorio do piiidonteosogiiiiile ( /')
Ora o pretidonle alliruia, que o alto pre{0
agora lecl.maiu os nobre! nrpul.idos, iliriam da carne provm do monopolio, mas a conunis-
que a materia, acercada qual se verilicasse o. ulo nao d como certa a existencia desse rao-
empate, fuste de noramentesubmettlda con- nopolio. logo encairega de curar o mal que o
sideraro la casa no oulro dia, e nao iisariam da nao ennhece ; so un de ns, por exeinplo,
nhrase em o oulro dia, fizando attim una livor urna inferu.idad em um p e mand-r
poca indeterminada, e Inteiramente depon- chamar o barbeiro, elle dir que a molestia he
dente do crilrrio e prudencia de quom qur em mu denlo, c o resultado seraarrancar esse
que houvesse de dirigir os nossos trabalhu. dente, fieaxto a molestia no p onde verda-
{ Apoiadoi ) deiraineiite se aeha. O Sr. depulado, que ul-
U Sr. Ilnpliila : E pensa o nobre depulado timamenlo I.ilion na sesso passada ( o Sr.
que, Interpretado deate modo, o artigo favoie- /igaiar disse |ue eu era-contraditorio por-
ce a sua opinio? I que julgava que a causa do mal era a falla
OSr. Cunea de Brillo; Oh! Pens, lim, legado, con. ludo propunha a suspouso dos
euhor;e. o que he mais, tambera o pensara mpustos, o que nao faria se houvesse mais
os mcus Ilustrados collegas que se dignuraiu gado. As causas sao umitas, porm a princi-
dc encorajar-nie con. seus apoiados. pal he a falta de gaito. mas porque, nao pode-
0 Sr. A. 3. de Olivtira :" Mas a malcra mos remediar a causa piincipal nao sesegue
est na ordem do lia que nao pussamos remediar, ou destruir ou-
O Sr. Correa di tii i lio ; Entretanto, o muito tras causas do nial, e por consegrante inino-
lliistrado, Sr. presidente, com a prudencia que rire.le: Eu creio que a mposico sobre as
o caraclerisa, nao a deelarou em discusso, c
os uobres ineinbrosiiuerera |uea casa a trale
antes de ludo.
O Sr. (i'ucil.-s de Millo;K questn he de
palavras ; e, juanloa mim, redigido, como es-
carnes he de 'Vi por COMO, calculo detie no-
do : o termo medio do valor de ura boi he de
20,000, paga 2,>0 de consumo, 2,000 de disi-
mo, mal nutras despevas miuilas, que calcu-
lo rm l.oi'd, temos, pois, 13,000 de Imposto ;
l. o regiment exprime o iiicsm |iie expri- ora vinle he para seis, como cera para trinta
mirla se eilivrase concebido do modo que quer e seis. Se a liase que estabelici uo he oxago-
o nobre depulado. rada, se nao ha multo erro, pode dizer-sc
OSr. Corita de Brillo: Ol Sr. depulado : que a imposico lie de 39 por cento, e alli-
V. i. nao enxcrga dillerenca alguma entre as viar um producto qualquer de uinaimpo cao
preposlfdei fin c no, apezar de ser aquella le .'Mi por cento, nao he alguma cousa? nao
simples a cala compustar
O Sr. Uuedii de Mello:O nobre deputado
bem sabe que, no caso de jue se trata, a dille-
renta he nulla ; c, se diz o contrario, lie fiur-
que lhe faz a bem.
O Sr. Uapliita : Aduiiravclinentc umita
bom.
O Se. t'orriiii di Brillo : Ento ere o nobre
depulado jue ou ostou argumentando de m
fe? Que eslou dizendo o contrario lu que
linio?
O Sr. Baplirla : Eu me explicare!,
O -r. Correa ( Brillo: A explicaco do no-
bre depulado quasi jue he ocio>a ; osen apar-
te nao pode dexar de ler sentido lnollensivo
iuinlo odioso. Se me eu servisse de iguaes
xpressoes com referencia ao illustrado mem-
bro, elle as |iialilicarla de ellii trnenuinz,
c aiuearcar-iue-liia de rcverier-m'as
se pode negar, e mais vanlajoso seria do que
autorisar o presidente a-dispeuder 40, 50, ou
100 contos de ri'is que elle pode gastar em
una semana ; a suspouso era raelhor, mas
i se se emende que o estado dos cofres proviu-
ciuciaes nao supporta isso, a consequencia be
o negocio ficar entregue a Dros,
(Colinuar-tt-nii,)
nicirr, 6 nc ibi\1l de tssi.
A ssemblea na primeira parte la ordem
para | du dia approvnti hon'em em primeira dis -
opelo; nal, como foram einprogadas pelo cussio O pr-jecln n. 12, qun divide O ter-
dlauncto membro com relacio a mili., quer I mr)S ,)e u0Ii druar. Ficou adiado pe-
que as considere como una ueta. |a ,,, (( 5 |e iranpfre a sude da
JXZ^T^X^^0^ "-"-a' --rea do Floren par. a gg de Bai-
lessoa quando me involvoem qualquer dla-l* Vento, Undo ido presentad urna
.UJso emenda dnSi. Barros ralcflo, o outra subs-
Deiuais, nao quero impor miiihas opinios I liluliva do Sr Aeuiar.
casa : pouco importa a i.iiui, que esta assein- j Na segiml parte da niPsm O'dem "lo
bla adopte ou deixe de adoptar a uiofo que j,] l;l appiovou u artigo 2." lo ur(am nlo pro-
se discute. Apenas quiz manifestar o met voto:, vineial, icjeiin.i.lo uina emenda offerecida
quero que a casa e a provincia inleira laibain !a0 3 u ,! r|,r, j ,n arlig0. nmaqual se pro-
punha a 01 ,,1 lira,;:, 1 du 400,000 rs para cal-
ila um dos diius eiupregulns adidos a secre-
taria da ar'sombla. A requerimeolo do Sr.
Iiapi 1-1,1 Hcotl adiado o artigo 3
A sesso ilinmi at quasi I horas da tarde.
Cara segrale foi dada cuino ordem do
dia a eODlinuacto da antecedente, a pri-
meira diacusato do orcamenio municipal, e
tambem du projeclo que faz alguiuas alte-
rac/ies 110 regulamunto do cemiterio pu-
blico.
que voiei contra essa urgencia
OSr Ouedeide Mello ;Oli 1 Grande prrigo
ha nesta materia I
O r l^rie'u de \lrillo i !\o he pelo perigo,
Sr. depulado ; gra;as a Dos, Icntio bastante
coragera para expor-me aot inaioret riscot.
. I nand o exigir o mi U de ver,-- quillldo ni I o lia
couscieueia m'o ordenar.
O Sr. Ouedn de Millo : Tambera eu.
OSr. Correa de brillo : -- A declaraco do no-
bre deputado he, al corlo ponto, ociosa : ex-
priinindo-me nos termos de que acabo oe ter-
vir-nie, nao quiz eu indicar que mal tuppunha
do Ilustrado iiieiiibro era de qualipier 0111ro
de nieusdiguoi collegas ; fajo o mcllior juizo
de todos riles.
Manifestado assim o raen voto, Sr. presiden-
te V. Exc. me permitir que, combinando o
procedimcnto que o nobre deputado que te
assenta a niinba esquerda (o Sr. JMunuef Cav-
canli) dcscnvolveu l.oje na casa com aquelle
que rile leve honlem, acabe por demonstrar
veniente medida sobre ai carnes verdei, bem que lhe nao enxergo a incoherencia que sopp ut
Por csrlus vmdas da Parahiba por um ex-
presso, que iqui chegou em a nuite de 4 do
crreme, sabemos que licava a expirar o
Kxm. presidente daquolla proviucia, o l)r.
Agoslinho da Silva Nev.
Consta-nos igualmente por cartas da cor-
te que all falleceu oSr. coronel Cypriaoo
Jos de Almeida.
Sn. Iledactorti. Se bem que imposaivel rae
seje exibr aqu provas inconcussas, que con-
firiiiein o oxposlo 0111 ininha correspondencia
inipressa era sen jornal n. 72. nao posso toda-
va dexar de reiponder ao lliograndonie, que
chelo de si, entendeo que cora as vagas decla-
iiiac3ei, ou verdadeira rabularia de palavrat,
por elle firmadas c i menas era teu jornal n.
II de 31 de marco, teria o poder de dettruir
a vordade, que presidio aquella ininha pu-
lilicaco, relativa a raaioiia de votos que oble
ve o Dr. Octaviano C. R. da Cmara, para
depulado geral pela provincia do Rio-Grande-
do Norle. .
E, pois, para completa confusao desle Itio-
graudense, e especialmente para que conheca
o respoitavel publico qual le c.Miia a vor-
dade, locarel-not pontos mait capllaet, cora
qlic o Rlngraodeiisc esfor{ou-sc, mas debalde,
para apagar a luz da verdade. Comeca elle
por dizer que o Dr Octaviano obtivera tmen-
te H votot o que dettet inosuioi 10 foram
dados no collegio do Sorid, adverso ao mes-
ura em polilica. Pois bem ; cora seinelhanle
conhsso rae f.irneceo o Riograndonse excel-
lenle raeio de o contrario provar i'aquillo
que elle leve era vistat allaiiienle negar.
E com elleito ignora por ventura, de que
oparlido governisla ou nortina d'aquella pro-
vincia despoem de 120 lanos eleilores. como
solara : os de Vlla-rlor. Maco, Assu, Campo
Grande, Apody, &c, ve; e que tendo o Dr.
Octaviano o nico candidato desse lado a de-
putaf..; nelle recahira unnimemente toda
a voeio? .
Certo que nao ignora, visto que alardoia
estar par de todos os pormenores, que por
all occorrein F. como assiin ousa all miar
que rile obtivera tmenle i4 votos ? Seria
isto orive! ? I /i'isiim iiiieoiii!
Diz inda mais o Riograndense que, se du-
plcalas cxistein, tem rilas sua origcui nos
antros do parlido nortista,
Poi bera so assiin he, como outa apresentar-
se o Sr. Joo Carlos cora l votot no collegio
le Coi.ininlia" Pois nao sabe o Riograndense
que o collegio de Goiaiiinha se conipt de 22
eleilores, e que all livera traente ete Sr.
2 votot, recahindo lodos 01 mais no Dr. Octa-
viano? Eque fizeram parte desic collegio 01
eleilores da parcialidade do Sr. J. C, como
fossem os Srs. Bananelra, Grillo, Jote Lopes,
Pegado 1 ortez, e outros ? Nao ettar entao
nanifett, que do lado do Sr. J. C. he que
partera ettat duplicalai como o fabrico dat
quaet tanto te lora elle celebritado, e era que
nicamente se firinou o Hiograndente pira
omprettar-lhe un to crescido numero de
voto ? Nao citar, einfira, evideuto, era fa-
ce de taes rasdei, que o Riograndense per-
manece em peifeila ignorancia cerca dos ne-
gocios de tua provincia, ao pasto que o con-
trario inculca; ou entao, sabondo-os busca
dar-lhes cor diversa, prelendeudo por meios
torprs c indignoa contrariar a verdade dos
faciot?
Deixo queot leilore etcolham a verdadei-
ra consoquenoia de taei premiliai!
Nao consentir! que paste desapercibida
urna oulra nexaclldo do Riograndense, quan-
do dizque tegundo tua [ruca reiulnitcencia,
apenas d aqurila provincia 240 eleitnrri, ao
pasto que o que he ccrlo, c me comprometi
a oxibir se o quizer, autentico documento,
he que ella d para mal de 260 eleiloretl
Mlm s me retta enviar-lhe um rito de coin-
u.iserar.o. vino como infelizmente inanuue-
juii en. ludo quanto te digimu avancar!
Se o Dr. Octaviano, dotado de excellenlet
qualidadet, e devolado como tora tido, desde
o comeco de tua vida publica, em pugnar
lempre polo bera oslar de sua provincia, nao
se lu 1 indo para itso tacrificioi, nenhuma
syni. .-uliia e siguificaco tora nolla, como diz
0 Riogndense, quera a tora entao? Aquelle
|ii dcil initruinento de ettranhai Influen-
cias, tem nicamente servido para vender ot
froi de iua Ierra natal Ah ? j leia por
que no lenlir do Riograndense, nao goza
elle de sympalhiai e importancia na provin-
cia I He que o Dr. Octaviano nao tem cuntra
si o terrivol anathema da opinio publica.
Qu pottiteaptrt, eapial! 1. ... Com tal titulo
jamis querer o Octaviano merecer sympa-
1 lii.-i c Importancia 0111 parte alguma ; de bom
ado cede a palma a otte que, nopentardo Rio
grande use, pela tua brilkantt potlco e influen
ca, at goza na provincia, que o vio natcer!
Tem raso o Riograndense, quando no final
e ter tempre a verdade a nica llnguagem
de que rae prevalefo e a que nicamente me
UCom em publicacao, Srs. Redactores, toda
raals obrlgaro ao ieu contante leUor.^
c-FATlENCsfO.
Sr: redaetore- Nao deixarei lera "spos'a a
nova corretpondencia do Sr. Jote da R. cha
Paranhos. Inierta era o n. 68 desle jornal 1 e
oo.iiquanto este moco transbordando do co-
lera se tenho olvidado de que falla peraji-eum
nublico esclarecido que devenios respeliar, e-
busca por todos os meios arrastar-me a un
lula mal! proprla de regatelras, do que de hz-
raens que ie estiraam, eu nao o imltirel; dar-
xar-lh-hei o mo gosto das doicompoiturai,
e.nbora persuadido estoja o pobre moeo, tute
tuat bella! correipondcncias lao prlinorei^e
littoratura e lgica pelo bem redigido dellst e
pelo rigor do raciocinio que nellat ie descorti-
na. Presumpo e agua benta cada um to-
ral a porcao que quer.
Chaina-rae de louco o Sr. Paranhos. etonco
varrldo; dis que tenho torpemente iusulwdo a
rile, a cmara municipal, os vereadoret e ao
tecretario. Diga o Sr. Paranhoi o que quizer;
otte campo he vatto. e elle o pode percorreri
tua vonlade lom que Ih'o eu cmbarasie.
D como causa do odio, que diz que eu lhe
consagro, a sua concurrencia as arremata-
mos. Isso nao merece seria respotta.
Sue a ininha corretpondencia he urna enre-
a de palavrat, ura a rantel to intrincado
que t ou posto decifrar, hejulxo do Sr. Para-
nhos, de que por todas at rataes declino e de-
clina todo o inundo; lendo que se ha alguma
couta que se potsa applicar aquelle concern,
sao as correspondencia! do Sr. Paranhos, que
nao pastara de uina moxlr.lfada de apiraonta-
doi insultos cora o nico fim de detcom-
por-uie.
Se convidei ao Sr. Paranhos para que me
chamaste a juizo, e anda hoje insisto nette
proposito, he porque o Sr. Paranhos disse-o
em pleno conselho que o ia fazer.
Nao seja o Sr. Paranhoi crcanca, e quando
li/cr aineaca em publico, 11109a suai palavras
para nao fazer o initeravel papel que tem frito.
Mas o que excede todas as raiai do redlculo be
dizer o pobre moco, que a opinio publica rae
tem infligido a pena, nica que o lallifat, ba-
vendo-ine por completo ealumniador I
Que juizo faz o Sr. Paranhos de opinio pu-
blica?
Muilo magoou o Sr. Paranhol a publicacao
do reqiierimento que fiz cmara municipal,
e exlranha que o tenha tollo Imprimir sein des-
pacho, que outro nao poda ter, tenao requeitm
por adt'uqado Nao se vexe o Sr. Paranhos cora
semelhante requeriinenlo, porque se o objec-
to delle he lao fura de villa e termo, nenhuin
mo elle 10 surtir contra c Sr. Paranhos. En-
tretanto a iUustrissiina cmara municipal
mandn que o Sr. Paranhos suuinriie.se ao
juizo della ot teut documentos, e o Sr. Para-
ulios reti-tiu formalmente ena orden, da c-
mara: E como se explica uih tal procedimen-
lo ? Aln h 1 cousa, que convin esclarecer em
beneficio ineiuio do publico.
Parece que o Sr. Paranhos tem medo de que
o seu titulo de boticario seja contestado; por-
que era verdade se ura pouco nosdemorar-im
sobre ene celebre titulo registrado na cunar
sera ordem desta, como sou obrigado crer &
vista das ceidnos que exlrahi do archivo da
mesilla cmara, leremos vunude.de pr em
duvida a f do titulo, e mesura a sua authen-
titulado.
O ttulo do Sr. Paranhos. que fiz transcrever
na linpren.a n 39, e noale Diario a 46, be
urna .. rd Jau exlrahida por Jos Arac iroba Tu-
piiamb, secretario da cmara rauniciptl de
Jaguarlpe, di qual certido nuuit ,(>.e Sr,
Jos da Rocha.Paranhos, leudo estudado phar-
n.icia como Un mrr requeren aquela cma-
ra o adiuilisse a fazer exarae perante ella;
que com efl'eilo fui examinado perante ella
polos exarainadore Gervazlo Joaqulm do Am-
paro e Tito Livio Brando ; e que sendo ap-
provado plenamente mandou a cmara se lhe
pastaste caria de exarae, pora com ella reque-
rer cuntirmaco-
Ora dga-ie de boa f; quera acreditar que
a cmara municipal teria mandado registrar
ura semelhante titulo te a houvesse previa-
mente examinado ? Onde eua carta que a
cmara municipal de Jaguaripe mandou pas-
lar ao Sr. Paranhos? porque a nao aprsenla
o Sr, Paranhos e conleula-ie apenas com u-
inacerlido? Qual o carcter de auiheulicl-
dade que garante a veracidade desta tup-
posta caria que nao apparece ? Porque cir-
cuiiistancia accontece que o Sr Paranhos aban-
donando o original de tua carta, apreteata-ie
com uina certido 4o rogiitro, da qual se nao
pdein verificara! asiignaluratj? Donde cons-
ta etsa approvaco, <|ue carcter icleotiflco
liiihain aquelle exaniinadoresJ e era que ter-
mo astiguarain riles? Essas dujvidas que nao
responde a certido do Sr. Parajnbos deveriain
levara cmara municipal a recusar o_regis-
tro do papel que te dizia carta. E tent ap-
parece orden, da cmara detla Cidadepara e-
inelhante registro, o que dizeuios da maoeira
porque te rile ritociuou. Ser impuiacao
l'.ils.i e uiu.f.i o haver eu dito que ura seme-
lhante registro partee haver lido frito oh e
ubrepticiaraente, por mera conteuiplaco por
mera conteinplaco do teerruro, ob I enlaoe
tem precedirem ai formalidadei legaei t O
publico que ajuize.
Exibe o Sr. Paranhos teilemui.hai de pe-
so js que reipello, para provar que o rogitlro
de teu Ululo te fez mui regularmente. Isto
inotrra que a legiliraidade cora que o Sr. Pa-
ranhol eterce a profitto de pharraaceulico
nesla Cidade precisa de verificaco ; e se quer
oSr. Parauhos a ininha declaraco franca, es-
sai teiteiuunhas ainda nao a abtolvem; coino
poderei te attim convier, deinontlrar a loda
Nao sel a que venbam a historia de Medonno
e outrat coutat atlira. O Sr. Pajanhot quiz
eneber papel, em vez de ura dlrelto ao ponto
contestado e t a rile limltar-sc.
Para aqui, e breve vollarei Fassa o Sr. Para-
nhos por declfiar este aranzri, e va fazendo
provizo de exprosses fiuai e delicadas para
a seu talante baralear-uVai.
SuU, Sen lluros rdalo- es I0U ele,
Ba-VUla 2 de abril do 1851. ,
Manat Eliai dt Moura.
*
Srt. Rtdactort Nao posio altinglr a ratao
porque o Sr. Dr. Moscoio. quereodb tecer en-
comios sua divina horaceopalhia, teve de
envolver o ineu norae na corresponoencis
que lez publicar era seu jornal n. 72. apre-
tentando-me como to interestado no seu cu-
rativo houioeopatico, que amnna ter Ido im
depropotito ao hospital regimentar por tre
vezes udagar dos einprcgados o catado 001
doenlet. .
O Sr. Dr. Moscoto sabe que, sendo eu o
encarregado de foroeceros medicamentos, pre-
vliava de ir algumas veze.ao hotpital adquenr
ot documento! necettarloi para obter o pgs-
mento, e sempre live esle cottuine duranie o
longo periodo dette forneciiueoto ; antes, ago-
ra, depolt que o Sr. Dr. Motcoto toinou coutt
da direceo do bospiUI be que menos veie
o tenho frequenudo. .
Parece, poli, que o Sr. Dr. Moscoio 101


ni
%

yro**"

J>ira commigo pouco generoso na ioterpreta-
$io que deo 1 estes mcui innocentes patsos,
cju eolio inui de proposito pretendeo atirar-
mc a lu va. a qual nao apanbo por me julgar
Inhabilitado a entrar em duello com S. S. na
apreciaco dos dous systemas de medicina;
todava se a memoria me nao falha, e lem-
Lrando-mo aqu do axioma homceopathlco
rn. non eroa posto assrvcrar que o Sr. Dr.
Moscoso J em minha casa quiz engulir de
urna si'i vez urna botica homreopathlca toda
inteira .. para assim me convencer da inu-
tilizado de taei medicamentos, ao que me
ippnz, por nao estar disposto a deixar engulir
40,00n rila, que tanto me havia custado a
tal caixinha.
Se invoco este facto he para lembrar ao Sr.
Dr. Moscoso, que j bouve um tempo em que
S. S. bem longe de appelidar de divina e sania
a homceopalhla estava convencido ser ella
paro charlatanismo; e como se aprsenla agora
tan pouco cavalhciro. Intolerante mesmo para
oro aquelles que peusam anda da inesma
forma que S. S. ento pensava?!
A deslealdade do Sr. Dr. Moscoso para com-
migo ta correspondencia a que respondo,
cbegou a ponto de querer attribuir minha
presenta no hospital o falleclmcnto de tres
soldados curados por S. S. homceopaticamete,
tendo eorleiia de tratar a todos os que se-
suem a medicina racional de pislilentn!.,..
lie demais, Sr' Dr.
Pois bem; se a ininba simples presenca de
niela hora no hospital, sem intervir directa
ou indirectamente no curativo, pode influir
na morte dos tres infelizes soldados, segundo
a allutao de de S. 9., o que direl eu la val,
re wm verba ) do santo tratamento hoinreo-
pathico applcado pelo Sr. Dr. Moscoso te-
nbora do Sr. Pngge, que a levou sepultura
in ctmtitunti ? Da divina homreopathia do Sr.
Dr. Moscoso em urna preta do Sr. coronel
Brito Inglez, que logo a inandou para o outro
mundo ? Das tres angelical doses homceopa-
thicas do Sr. Dr. Moscoso a urna enferma do
Sr. Manael Pereira Caldas, que foram bastan-
tes para a botar desla para melhor ?!/...
Nao fallando no Sr. Joaqun Pereira Bastos,
que prestes esteve a fazer abblativo de viagem
om a eliste honireopathia do Sr. Dr. Moscoso,
se tua consternada familia preasurosa nao
procuraste outro medico, que com a medicina
racional, salvoo; e nem no Sr. Dr. Pontes,
que sendo medico militar, e adoecendo no
hospital, onde assistla, teve de abandona-lo
c procurar a casa do Exm. Sr. presidente da
rrlaco, sem duvida para evitar as satinsimas
dote* hoino-opailicas Jo Sr. Dr. Moscoso, com
as quaet diariamen-e empeiorava Ha ainda
outros wuilus Tactos semelhantes, que deizo
te referir para me nao tornar prolito.
J ve o Sr. Dr. Moscoso, que com inais raso
podrria eu alcunhar de Destilemos os homceo-
paibicos, ou ento a saneli/icada homscopathia,
Snamlo applicada por S. S., que na verdade
ni mala feliz em suat curas durante o lempo
em que pretenda engulir de nina assenlada
boticas homoeop.ithicas completas!.. masonio
faco por nao ter em vista doesta-lo ; deixo eta
gloria para S. 8.; e ento mesmo nao Ihe
aproveiiaria tua demonstracno comparativa
dos 30 dias de tratamento hoinceopalliico em-
pregad no hospital regimental, que fcilmen-
te serla pulverisada, se eu me prepozesse a
meter mao em trara alhel, e poderla deinoni-
trar quaet ot meiot de que o Sr. Dr. Moscoso
sr valeo para injustamente deprimir o mrito
d'aqurllet com quem S. S. milltuu at bem
pouco tempo O meu flm he nicamente re-
pellir a paite que me torou na tal comparnrtio
tfoi 30 diat, rogando act Srs. Itedactures se
airvam dar pnblicldade presente, no que
Ihe ser grato
O eu assiguante.
Jos da Rocha /'araaos.
COMMEftCIO,
ALFANDEGA.
Itendimento do di> 5 .22:082,385
Descnrreqam hnje 7 de abril.
Brigue -- Poultney -- bacalho.
Escuna -- Phmii o resto.
Brigue Tebedabo mercadorias.
Hrigue llrandttine familia de trigo.
Escuna Adlaide manteiga e ferro.
Brigue Engemir mercadorias.
CONSULADO CEU Al..
Itendimento do dia 5 .,.,, 2:697,963
Diversas provincias. ..... 117,537
2:815,500
EXPORTACAO.
. Despacho martimo no dia 5
Bio Grande do Sul, brigue brasileiro Pa-
quete de Pernamburo, de 194 toneladas : con-
Uuz oseguinte : 500 barricas familia de tri-
go, 50 ditas cerveja, 4 caitas papel prefino,
15 larris tzeite doce, 1,500 paneiros sal,
S17 barricas assucar, 15 pipas vinho, 70bar-
ricas geoebra, 1 caixa Cha byson, 1 lata e 1
caixinha com varias encommendas.
RECEBEUOR1A DE RENDAS GERAES
INTERNAS.
Itendimento dodia :>......1:063,394
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmento do dia 5......1:870,054
PRAQA DO REC.IFE, 5 DE ABRIL DE
1851, AS 3 HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios Transaccoes regulares a 29 l;2 d.
por 1,000 rt,
Aitucar- As entrada! foram regulares, e
os precos nao sofl'rcram altera-
cio, isto be, o braoco cnsaccado
e embarricado vendeu-ae de
1,050 a 2,200 rt. por arroba, e o
encallado de 900 a 950 rs. por
arroba sobre o ferro
Algodo- Vieram ao mereado 832saccas,
das quaet houverain vendas a
* 5,609 rs. por arroba de priineira
sorte, e 5,l00 rs. a de segunda.
Bacalbo O mercado loi tupri.lo com um
carregamento de 596 linas, que
foi vendido acerca de 10,000 rt.,
e outro de 3,100 barrica!, das
quaet 2,000 foram vendidaa -
cerca de 8,800 rs. por barrica:
o existente anda por 3,500 bar-
ricas, tendo-te relalhadq de 9 a
0,500 rs.
Batatal Veoderam-se de 1,200 a 1,500 rs.
por arroba.
Carne-secca preco tem declinado, e as ven-
das da do Rio Grande do sul or-
ea rain de 1,8110 a 2,500 rs. por
arroba, e da de Kuenos-Ayses de
2,000 a 2,300 rt., hcaraiu em ter
87,000 arrobas.
Carv. de ped.-Veudeu-se de 6 a 7,000 rs. por to-
nelada.
Cobre dem de 590 a 640 rs por libra
para caldrlreiro, e560 para for-
ro e piegos.
Eniadat dem de 440 a 560 rt. urna.
Eitaoho dem de 480 a 520 rt. por libra.
Far, de trigo- O deposito foi acrestentadu com
dout carreganientot entrados
nena aeuiaoa, e com ot quaet
anda por 18,000 barricat: ven-
deu-e de 15 16,000 rt. a de
Rhichmond, 12 a n,000 rs. a de
Baltiuiore, l3 a 14,000 rt. a de
Pbiladelpiila. e i6,500 a 17,000
rt.adeTrieitreSSSF.
Manteiga- Venden se a 400 rs. por libra da
ingleza,
Pregos- dem a 4,000 rs. por mllheiro
dos calbraea. I a 2,200 rt. dos
caixaesea .lOo osripaes,
Queljos- dem a 1,250 os flamengos.
Ficaram no porto 58 embarcacoes : tendo 5
americanas, 2 austracas, 1 argentina, 24 brati-
leiras,2dinamarqurzas, 3 francrzat.l hambur-
gueza, I hetpanhola, l bollandeza, 10 inglezas,
5 purtuguezas, e3 tuecas.
Movimeiifo do porto.
Navios entrados no dia 5
Liverpool 31 das, brigoe inglez lettie
Thomes, do 163 toneladas, capitSoAndreio
Mouro, equipagem 8, carga fazendas e
carvSo; a Russell Mellors & Companhia.
Glasgow -- 50 das, brigue inglez Farorite,
de 180 toneladas, capitSo John Muirhead,
equipagem 8, carga carv&o e fazendas ; a
RlilgWay Jamiesson cv Companhia.
Parahiba 2 das, hiate nacional Concei-
(3o Flor das Virludei, de 26 toneladas,
mestre Elias do Rozario, equipagem 5,
carga toros eassucarj a Paulo Jos Baptis
ta. Passageiros, o Brasileiro Diogo Perei
ra da Silva com sua familia e o Portu-
guez Cypriano Joaquim Lopes.
Troon por Falmouth 63 dias edo ultimo
porto 50, brigue inglez lliza Hall, de 199
toneladas, capitSo Robert Youngson, e-
qulpigem 9, carga carvSo ; a Adamson
Howie & Companhia. Segu para
Baha.
Glasgow 40 dias, brigue inglez James, de
280 toneladas, capitSo Peter VVilcoz, e
quipagem 9, carga fazendas e carvSo ; i
Adamson llowie& Companhia. Passagei-
ros, os Inglezes Walter Me. Innes com sua
familia e Oliver Driver.
Navios sabidos no mesmo dia.
ParahibaHiate nacional Tres Irritaos, mes-
tre Jos Duarte de Souza, carga fazen-
das. Passageiros, os Brasileiros Antonio
Porfirio Aranha e Joaquim Canario da
Silva.
dem Hiate nacional Espadarle, mestre
Victorino Jos Pereira, carga varios g-
neros. Sahio hontem depois das 6 ho-
ras da tarde.
Navio entrado no dia 6.
Baha 13 dias, hiate nacional Flor de Cu-
ruripe, de 97 toneladas, mestre Jos Pe-
reira Dias, equipagem 8, carga charutos e
fumo; a Tiburclo Valeriano Baptista.
Passageiros, os Brasileiros Luiz Gamillo
de Vasconcellos, Francisco Antonio Bor-
ges Castro, os Italianos JoSn Pizzan, Lou-
reneo Serafim com sua familia e Agusti-
nho Toguarello. **
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio Grande do Sul Biigue nacional Pa
quete de Pernambuco, capito Jeronymo
Jos Telles, carga vinho, assucar esal.
Canal pela Parahiba Brigue francez Li-
bert de toieree,.capitao EtOUbliau, em
lastro.
THBATK DE APOLLO.
IIOJE, 7 DE ABRIL.
A companhia franceza, soba drecQSo de
madame Berleaux, tenciouando relirar-se
desta cidade para a da Baha, em despedida
ofTereceao estmavel publico pernambuca-
no urna representa<;3o extraordinaria ; a
variedade nos jogos e exercicios, e os es-
forcos que empregarSo todos os ejecutan-
tes turnar esta repiesentac3o amis bri-
Ihante de todas.
.. Primeiro acto.
Dansa na corda pela companhia.
Seyundo acto.
O Carnaval de Veneza,grupo piramidal por
Mrs. Berleaux, Mu m, Breniond, Charles
madeinoiselles Genny, Hortense, Seraphiue
e Mu i".
Terceiro aelo.
Os jogos icarios por Mr. Berteaux e seus
dous ti 1 los.
Quarto acto.
O lr*pczio pelo joven Bromond, dansa an-
tpodal exeeulada por Mr. Berteaux, term-
nala este acto, a extraordinaria ascencSo do
Tonnel, na qual um dos artistas da compa-
nhia subir pela corda una altura de 20
ts sobre o tonnel, retrogradando da mes
ma posicSo. *
O ailcquim immovel, panlomima em 2
actos, representado pela cutnpanhia.
QUADROS VIVOS.
Primeiro quadro.
Suzana (a casta).
Segundo quadro.
Ocime.
Terceiro quadro.
Oanjoda guarda.
Quarto quadro.
Hercules e OlBphalo.
Quinto quadro.
0 jogo.
Sexto quadro.
As Barbantes.
paBfos nos hiliiktbs.
Camarotes da prinvera galera de frente
8,000 rs., de lado 6.000 rs. ditos da segun-
d i galera de frente 10,000 rs. ditos de la-
do 8,000 rs.; ditos da terceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs., galera 640 rs.
N. B. Os bilhetos tanto de camarotes
como de platea acham-se xpostos venda
no escrpiorio do thealro, das 9 horas da
man hila as 4 da tarde.
Theatro de Santa-Isabel.
53 RECITA DA ASSIGNATURA.
TERCA FEIRA, 8 na IIRII. DE 1851.
Estra do Sr Jos De-Vecclii, primeiro dan-
carino de partea do tbeatro de S. Pedro de Al
cantara do Rio de Janeiro.
Espetacuto variado de canto, dramtico
edanca.
Depois de urna daa melhorct ouverturat, e
por se acbar j retiabelecldo o Sr. Felippo Ta-
li, a companhia lyrica executar o primeiro
acto da opera do inmortal Bellini:
NORMA
com todo o teu brilhante aparato.
Logo que termine, a senhora Baderna eo
Sr. Jos De-Vecchi, dancarao o novo e lindo
passo a dous :
A Rosa.
Composto pelo inesmo snior, e extema
mente applaudido no Rio de Janeiro. Por falta
de tempo nao promtlfcou o Sr. Jos De-Vecchi
urna das suas sernas mmicas, einquepodet-
se dar ao publico urna prova do seu subido
talento e gotlo, o que far na prxima repre-
tentacao.
leruiinar o etpelaculo com o novo drama
em I acto ; representado pela companhia na-
cional.
Santo Antonio.
Com todo o teu machinisino.
/"rrontUfiii.
AntonioSiiveitre.
S
EugenioCosta.
Martlin de BuIhOesCoimbra.
Daniel, criado de EugenioSanta Rosa^
Benedicto, alcaideRaymundo.
D. FranciscoCabral.
TheretaD. Joanna.
CeciliaD.Rita.
Guadas, povo religiosos, etc., etc,
A scena passa-se em Lisboa.
Comee:.ra 8 horas.
O resto dos inlleles acham-sc a venda no en-
:riptor,io do theatro. ^^______________
Avisos martimos.
Para Lisboa salir- com hrevuiade o ber-
gantn! portuguez San Domingos, capitflo
Manoel GoncaWes Vianna : para carga ou
passageiros trata-se com o referido caoitBo,
ou com o consignatario Joaquim Ferreira
Mondes CuimBrea, na ra da Cruz n. 49.
Para Lisboa she por todo o mez de
abril o brigue portuguez Coccic3o de Va-
ria : quem nelle quizer carregar ou ir de
passagem, para o que tem excellentes com-
modos, dirja-se aos consignatarios, Tho-
mazde Aquino Fonseca & Flho, na ra do
Vigaro n. 19, primeiro andar, ou ao capi-
tSo na praca.
Para o Para com escala pelo Cear pre-
tende seguir viagem com muita brevidade
a escuna nacional Maria Firmina, capitSo e
pratico Joflo Bernardo da Roza : quem na
mesma quizer carregar ou r do passagem,
pode entender-se com o mesmo capitSo. ou
com o consignatario da mesma. lu/. Jos
de S Araujo, na ra da Cruz n. 33.
Para a cidade do Porto.
A muito veleira barca portugueza Dracha-
rensesahe mpreterivelmonte no dia 16 do
correte, ainda pode receber alguma carga,
e tem excellentes commodos para passagei-
ros : quem quizer carregar ou ir de uassa-
geii, entenda-se com o capitSo Rodrigo
Joaquim Correia, ou com Novaes & Compa-
nhia, na ra do Trapiche n. 34. Os Srs. car-
regadores tenliam a boniade de mandaros
conherimentos, assim como as pessoas que
tiverem contas com a dita barca de as pre-
sentar nestes 8 dias.
para o Rio de Janeiro sahe breve a po-
laca/V S. doCarmo: quem na mesma qui-
zer carregar ou ir de passagem, dirija-se ao
seu consignatario, Francisco Alves da Cu-
nta, ruado Vigsrio n. 11, primeiro andar.
Vende-se, por preco muilo commodo,
a barca nacional America, de lote de 13 mil
arrobas, forrada e pregada de cobre, de ex-
cedanle construQSo, tola de madeira de
carvallo, prometa de um ludo para fazer
viagem, por ter botado as enxarcias novas,
he propria para o Rio Grande do Sul, por
demandar muito pouca agoa : quem a pre-
der comprar, pode examina-la no fundea-
douro, confronte o trapiche da Alfandega, e
para njustar, trala-se com os signatarios,
Nuvac.N (t Companhia, na ra do Trapiche
numero 34.
Leiles.
O leilSo de Henry Gibson, annuncisdo
para hoja 7, fica transferido para o dia que
se annunciar.
F. II. Lullkens far leililn (transferido
do dia :! por Pausa do vapor;, por inter-
vrnel. do corretor Oliveira, de gran le sor-
limento de ferragens e n.iu lezas, consis-
lindo em pregos de muilas qualidades e
lmanlos, facas e garfos finos e ordinarios
para mesa e sobremesa, facas de charquear,
ditas de sapateiro e cabo leve, etc., limas
d'Alemanha bem mu lulas, enxadas, nava-
Ihas para barba finas e entrefinas, pancllas,
rhaleras, chumbo de inuiuco, bacas e
rame de latSo, serrotes, vrrrumas, peonas
d'ato, oolxetes, bandejas pintadas, boles
de madreperola e muitos outros arligos
proprios do mercado : ter^a-feira, 8 do cor-
rete, as 10 horas da manh.ia, no seu arma-
zeni, ra do Trapiche Novo.
Avisos diversos.
-Jos Francisco da Silva, subdito portu-
guez, relra-se para fra do imperio.
Aluga-se ou Iroca-se por una casa ter-
rea as qnatro freguezias desta cidade, um
grande sitio de trras propnas, com haixa
e casa nova feiU ha pouco para grande fa-
milia, no lugarde Beberibe de Baixo, mui-
to perto da povoar;So, por ser o ultimo si-
to antes dechegara mesma ; tambem ven-
de-se um preto de nagSo, de25annos, bom
carniceiro, o qual ganha 800 rs. diarios : na
ra do Mondego n. 99.
I'erdcu-se urna carta aborta escripia
em inglez : quem a acliou, querendo-s res-
tituir, dirija-se ao escripturio de Russell
Mellors &. Companhia, na esqnina da Lin-
goet\ que se Picar muito obrigado.
Precsa-se de oflicaes de sapateiro : na
travessa do Corpo Santo, lojl decalcado n.
29, confronte ao lado do passo, que tica de-
fronte da ra da i'a lea Velia, pagando-se
bem as obras conforme apeifeicSo dellas;
tambem dS-se a fazer fra sendo pessoa
de sua confianza, ecompram-se obras fei-
tas de todas as qualidades.
Precsa-se de urna ama que atiba co-
zinhar e rngommar pare casa de pouca fa-
milia, sendo forra ou captiva : na travessa
do Corpo Santo n. 29, ou annuncie para ser
procurada.
Os Srs. Manoel Gomes Barboza de A-
raujo Pereira, Jorquiro Dias de Sant'Anna
e Alexandre Manoel deMendonca, queiram
mandar ou irem buscar cartas que teem, no
Aterro da Boa Vista, sobrado n. 10.
Aluga-se um moleque para casa ingle-
za, da qual tem aiguma pratica : quem o
pretender, dirija-se ao Becco Largo do Re-
rife, venda que volta para a Senzalla Nova,
que se dir qnem o tem.
Aluga-se urna escrava que saiba cozi
ohar e fazer as compras de ra : quem a ti-
ver e quizer alugar, annuncio, ou dirija-
iua das Cinco Ponas n. 82.
Precisa-se a.ugar urna ama captiva ou
forra, que saiba bem coziuhar : na ra do
Queimado u. 40.
Quem tiver apoliecs da companhia de
Beberibe e as quizer trocar por um sobrado
de medio valor, e mais duas casas terreas
annexas ao mesmo, annuncie para tratar-so
Passcio Publico.
Nesla ra ha urna casa decentemente aran-
jada, na qual todos os das, daa (i lunas da
larde em dianle, haver os bem feilos sor-
vetes a troco de 210 rs. cada um copo pela
medida velha ; tambem so mandaiii levar
s pessoas que, querendo gozar do fresco
nos bancos da Passeio, l os quizerem sa-
borear.
Theatro no Apollo.
Todas as noites de espectculo haver sor-
velo a 320 rs. cada copo, admittindo-se hi-
Ihetes para facilitarem os trocos, podendo-
se receber o importe no Passeio, casa on le
se vendo sorvote.
AltenySo.
Ter lugar a segunda praea para arrenda-
mento por tres annos do predio da tres an-
dares, sito na ra da Senzalla Velha, com
ductaeseja de bonita figura: na rut do*
Amorim n. 25.
Compra-se urna escrava, que saiba bom
engommar, cozinhar e entenda de costura,
sendo moca e de boa conducta pagase bem-.
na ra do Amorim n. 25.
- Compra-se urna caixa para cadeirtnba :
nesta typographia.
- Na ra da Cruz n. 39, compra-se uma
duzia do cadeiras d'oleo, em bom estado.
Compra-se cera amatel.a da t
trapeira, solSo e armazem, cojo predio or- Compra-se cera ama.ei. u w..-.
tenceu a Jos da Silva Braga, no dia 9 do quem tiver, annuncie, ou linja-se a ra aa
Senzalla Velna n. 70.
Compra-se uma carteira de uma so
faca era bom estado ; na rus do Rozario lar-
<"
correnle, depois da audiencia do ju4z mu-
nicipal da segunda vara desla cidade. O
commodo preco de 480,000 rs. por que dito
predio vai prQa, ltenlo o bom reparti-
mento do masmo, a sua localidade, que of-
ferece linda e espacosa vista para a nova o
formosa cidade de S. Amaro, com cacimba,
porto de embarque e desembarque, nSo po-
de deixar do interessar a quem desejar,
quizer esouber conciliar os cotnmolos e
gozos da vida com a economa, 13o neces-
saria ao hon.em
--Precisa-se alugar uma preta escrava,
que seja rerol'.ida, para tratar de uma cri-
anza e cuidar em sua ropa, preferindo-se j
idosa : na ra do Crespo ti. 14, terceiro an-
dar, ou annuncie para ser procurado.
Jos Luiz de Brito vai Portugal:
quem sejnlgarseu credor aprsente a con-
ta na ra Direita n. 4, para ser paga. Na mes-
ma vendem-SH dous diccionarios da lingoa
portugueza e franceza, e um livro mestre
de cerimonias, tudo muito barato.
No dia 9 do crrante, porta do Sr.
Dr. juiz municipal, na rua da Madre de lieos,
tem de ir praca, pelas 4 horas da tarde,
uma casa Ierres, na rua do Rangol n. 1, por
exrciiQSo contra D, Ignez Maria da Trinda-
de : he a ultima praQa.
Manoel Jos de Carvalho GuimarSes e
Jo c j 11 r 11 Theodoro da Silva, Portuguezes,
vSo ao Rio Grande do Sul.
Nos abaixo assignados, advertimos que
nos-des.pparereu uma latir firmada pelo
Sr. Cosme de Miranda lljnriques, da miau-
lia de 60,000 rs. cuja leltra ignoramos se
foi tirada ou perdida na rua ; por isso pre-
venimos ao dito Sr. Miranda para que no
caso de Ihe ser apresentada nao pague, sal-
vo se for com nossa ordem, e depois dess
data ; assim como a pessoa que a tiver a-
chado, querendo-a leslituir, recelier uma
pequea gratiiicacSo.
Victorino & Cu'marM.
Pedc-se a pessoa que levo a bondade de
tirar do consulado britannicn, na hora da
chegada dos vapores inglezes, os jornaes
nderegados a Fernando Belenol, depois
de os ter lido, fazer-lhe o obsequio man-
da-Ios entregar ; assim cono pede-sc-lhn
por favor nSo se d mais a este incommodo
para o futuro.
O escrivSo Joaquim (Jos Pereira dos
Santos participa ao respeitavel publico, que
inudoii a sua residencia e cartorio para a
rua de llorlas n. 9, no primeiro sobrado no-
vo que bota o oilSo para o pateo do Carmo,
no segundo andar
Quem ptecisar de uma ama de leite,
dirija-se ao becco do Calabou;o n. 1.
Alugani-se duas escravas para vende-
rem na rua : quem as tiver, dirija-se rua
da Cruz n. 49.
O Sr. Jlo da Costa Monteiro queira
dirigir-se luja de livros da praca da Inde-
pendencia ns. 6 e 8, para negocio que nSo
ignora.
B;iile mascarado.
Alugam-se ricos vestuarios proprios para
a rapasiada do gr.n le tom, a igualmente
fa7eni-se ao gosto dos amadoras do gracio-
so incognilo i,fio apreciavel em scmelhante
diverlimenlo. Exislem para escolla elegan-
tes figurinos, o se promette commo lo pre-
co, promplo desempenho nos caracteres es-
colliidos, e sobre tudo segrodo : na rua Bel-
la n. 18.
Do engenho Penamduba. fugio, no dia
17 do marco prximo pifia lo. o escravo Ju-
li.Vi, crioulo, oilicial de carpina, representa
ter 48 a 50 anuos, estatura regular ; tem
urna cialriz na face junto a boca, proveni-
ente de um golpe, de manrira que costuma estrada
ga, loja da miudezas n. 38, de Jos Dias di
Silva Cardeal.
Vendas.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos 30:000,000 rs.
Na loja de miudezas da praca da Indepen-
da n. 4, vendm-se bilhetes intelros, ineios,
quartos, oitavos e vigsimos a lipneflcio da pri-
ineira lotera da locledade Amante da In-
truccao, que correu no dia 3 a 5 de abril.
Aos fumantes.
Na fabrica de charutos na ruado AragSo n.
ib, aclaran xpostos a venda os muito deteja-
dot charutos fabricados com o melhor fimo
da America, por preco muito commodo que 10
se dir aos compradores.
Sobrado em Coianna.
Vende-sc um sobrado tito na rua do Meio
n.58, em Goianna, em muito bom estado e por
preco barato : os prctendentes dirijam-se a
K ilKm.11,11 frmans, na rua da Crut n 10, pro-
pietarios do iiicsino, advertr-se que o sobra-
do r.ii avalado em 2:030.000 rs.,equc uma
tal t'rrula Maria das Virgens eseu irinao Joa-
quim \ Ivs de "aiva, tceui parte nelle na im-
portancia de 107,473 rs.
I'iua larga do Hozarlo ti. ai, se-
Hiii'lo andar.
Vende-se urna bonita crioula recolhida con
18 annos, que rngoiniiia com perfeico, cose
qualquer Ulna costura, como seja camisas de
iniii.-ni, vestidos de tenhora e fa/. Iivarlnto,
uma cria de 2 anuos, duas pretas mocas com
habilidades, una dita da Costa boa (|iiuandei-
ra bonita figura, una iiegrinha de 12 annos
com principios de costura, una preta de niela
idade boa para vender na rua, 5 escravos mo-
cos bans trabajadores de euxad.i, um nuilni-
nh'i du IG annos bom pageni e bom copriro,
poli foi de nina casa eslraugeira, um inoleque
ile 10 anuos iiuiiio esperto.
2,000 para a pobreza.
Vende-sc encllente faltona de mandioca re-
cenlenieiitc chegada de S. Camarina em boas
saccas novas de I10111 algodoziuho : na praca
da Boa Villa vend de Joaquim da Penha Lo-
pes n. 18 : approveltein a occasiao antes que
apparrea o especulador para a usura.
L.ii Hyson superior qtialidade.
Vende-se 11a livraria do pateo do Collegio n.
6 de Joo da Cosa Dourado.
Hodinba brasileira,
para piano e canto, expressamente composta
r dedicada a insigne cantora .1 siguora Augus-
ta 1 < ni 11 11,1 : vende-se nicamente nesta ty-
pographia, preco 500 rs.
Candianeida.
poema lyrico em niialro cantor, dedicado exi-
mia cantora a siguora Augusta Candiaui: ven-
de-se nicamente nesta typographia preco
500 rs.
Vende-sc urna linda escrava com urna
cria de 2 annos, que engomma. cozinha c co-
se perfeitaiiicnlc : na rua de Santa Rita nu-
mero il.
Vende-se 11111 inoleque de dousaiinns mui-
to sadio, urna crioula que coziulia e cote chao,
com principio de eugommado para fra da
provincia 011 mato, urna dita de naco boa
quitaiidcira e*couhcira, moca de boa figura Z
na rua do Ha.igel 11. 3l, segundo andar.
- Ha rua do Ualdeireiro 11. ti, vende-se um
prezepio, nina mesa de meio de sila e um glo-
bo, tud 1 em bom uo e preco commodo.
Vendcni-se carrocas novas fortes e bem,
construidas, com ns Competentes arreios, pro-
prias para engenho ou qu >h|Uer outro ser-
vico : na ponte de IJcha sitio de Joo Car-
roll.
Vende se as beinfeiloriaste um sitio na
c Joo de llarros coirrcasa de .laipa
a tra/rr sruii iv um lenco alado ao rosto "ova e bem construida cun quatro quartos.
para n3o ser visto. Este escravo foi do (na-
do pai do major JoSo Valenlim Villela, mo-
rador naquelle lempo no Poco da l'anella, e
ao depois passou para o poder do finado Pe-
dro de Alluquerque l.ins, senhor do onge-
nho Bom Jess do Cabo: roga-se, por la uto,
as autoridades e capilSes de campo que o
virem o favor de o man tai em pegar e leva-
reni a rua Nova 11. 67, que serflo bem recom-
pensados.
Os abaixo assignados fazem sciente ao
publico, que em 31 de margo prximo pas-
sado dissulveram amigavolinenlc a socieda-
de que linbam na loja de fazendas n. 26 da
rua da Cadeia Velha, que gyrava debaixo
da firma do Campos <\ MoYeira, ficanlo a
cargo do socio Campos a liquidado do todo
o activo e passivo da extincia firma. Iteci-
fe, 5 de abril de 1851. Joo Baptistu de
Campos. Manoel domes Uureira.
Anlonio da Silva Pessoa vai Europa
prximamente tratar de sua sade, e em
sua companhia vai seu mano Joaquim do
Reg Barros Pessoa, e urna criada de nome
Calharina,
O abaixo assignado faz sciente que se
retira para fra do imperio com sua senho-
ra e urna lilla de i.lade de 6 mezes, a tratar
cacimba com boa agoa de beber, bastante ar-
vores de friicto, cercado de llnio, com 350
palmos de frente e 900 de fundo por preco
muito iiiiiimu-. : quem pretender, dirija-te a
mesilla estrada a tallar com Patricio Antonio
de 'forres Kandcira, que dir quem vende eni-
dieai;. o aillo.
- Vende-sc nina rasa terrea, na rua do
Caldelrelro 11. SO : quem qui/er, dirija-se a
rua da Madre de Dos 11. 8.
Vende-se um civallo rufo cambralas
grande, bonito c basiante gordo com seu,
competentes arreios ou sem clles : na cochei-
ra da rua da FlorcQtina.
Vende-sc urna preta crioula 11105a para
fra da provincia ou mato, d-se em coma,
urna dita de uaco por preco commodo ua rua
do Kangel 11 38, segundo andar.
No caes da allandega armazn de Fran-
cisco Dias Ferreira, que volta para a alfande-
ga, vendem-se boas saccas dr farinha de man-
dioca ao mdico preco de 2,000 rs. cada urna.
Vende-so uma cadeira do arruar em
mu!" bom uso : na rua do Mondego o. 99.
Vende-se, por urecisao, uma preta de
nacao, de30i 40 anuos, excedente, tanto
pura casa como para rua : na rua do Padre
Florisnno 11. 18.
-- Vende-se rap de Lisboa em frascos,
chegado agora na barca Ligeira : os Sn. fre-
i ,', 7Z Vn^T'f c-7 6u"es 1ue eslao acoslumados a tomar a boa
de sua fcaude. Antonia lrancsco da Silva. |^ilaila a largo da Assembla n. 4.
Joaquim Mana Riheiro de Andrade,
subdito portuguez, faz prximamente uma
viagem I Eun pa.
Compras.
Compra-se, pirt urna encnmmenda>
escravos de ambos os sexos, de 10 a 40 an-
nos de idade : na rua de Santa Rita, sobra-
do n. 14.
Compra-se um pso d'Angola para ti-
poia : na rua do Queimado n. 14.
Compram-se escravos de ambos os se-
xos robustos, para dentro e fra da provin-
cia : na rua larga do Rozario n. 48, primei-
ro andar.
-- Compram-so todos os utensilios para
fazer velas de carnauba, contendo tambem
formas de 6 a 9 em libra : quem tiver, an-
nuncie, ou dirija-se rua Nova n. 50, que
se dir quem pretende.
Compra-se um diccionario de Constan-
cio em bom estado : quem o tiver para ven-
der, dirija-se rua da Cruz n. 28, segundo
andar.
-- Compra-se um escravo de 20 al 25 an-
nos, que seja de nacao, saiba comprar na
I rua, fazer o servido de casa, tenha boa con
Vende-se um moleque de 14 tonos, co-
zinheiro, com um anuo de ofiicio de sapa-
teiro, iiii: engomma e he de bonita figura ;
urna preta moga, que engomma, coziulia e
cuse, tudo com perfeico : na rua larga do
Rozario 11. 35.
Na rua do Collegio n. 16, taverna da
Antonio Ferreira da .silva, vende-se farinha
de mol diuca cm boas saccas, a 2,000 rs. ca-
da urna : cate pi ecu he para quem se quizer
aproveilar, pois que esta pechinchi nao po-
de durar muilo.
Na rua da Senzalla Velha, padina n.
100, ao entrar pelo Becco Largo, vende-se
superior farinha de mandioca viuda ltima-
mente, de Santa Calharina, por cada sacca
nova de bom algodSozinho levar o porta-
dor a pequea quaulia de 2,000 rs. e que-
rendo deconta-sti-lho 260, passando para
oulra que o portador levar.
Aos ao:ooo,ooo rs.
Na ma do Rozario estrella, botica n. 10,
vendom-so bilhetes do Rio de Janeiro da
priineira lotera a beneficio da sociedade
Amanto da lnstruc<;3o, pelos seguiutes pre-
sos : inteiros 22,000, meios 11,000, quartos
5,800, oUyqs 2,800, e vigsimos 1,400.
MUTILADO


%-
"I!
Lotera da matriz da Ba-Vista.
Aos lOc 5:000,000 rs.
Na loja de mludesas da prafa da Indepen-
dencia n. 4, vendem-se bilhetes inteiros, lucios,
quartoi, quintos, decimos e vigsimos, que
corre lmprelerivelinente no dia 2 de junbo ou
antes te se vender os bilhetes.
BHhetes inteiros 10,000
Meios 5,000
Quartos 2,000
Quintos S.100
Decimos 1,100
Vigsimos G00
Chapeos para senhora a .|,dio rs.
Vendem-te chapeos para scuhora de palhi-
nlia, bordados a 4,000 rs. e lisos a 1,600 rs., e
de castor para passearem a cavallo a !2,000
rs.: na loja de seis portas defrontc do I.ivra-
nientn.
liom e barato.
Na ra do Passeio Publico, loja n. 9, de
Albino Jos Leite, vendem-se cortes de cal-
318, de CazenJas escuras, encorpadas, pa-
ros ruinando casemira, pelo deminuto
pre^o de 1,500 rs.: a ellos, meus amigos do
Lora e barato, antes que seacabem.
Vendem-se caixas com cera
em velas do Hio de Janeiro, com
sortiinento a vonlarle do compra-
dor, efumo em folha do melhor
ha no mercado : na ra do
K
1
4'
que ha no mercado : na ra
Trapiche n. 5, e&criptorio.
Farinha fontana,
Arroz de casca,
Farello novo,
Cha preto,
Chumbo de mimicSo,
Cimento,
Bichas de Ilamhurgo,
vende-se ludo por precos commodos : no
armazem de J. J. Tasso Jnior, na ra do
Amorim n. .15.
\ii IO e >: >.....mo rs.
Ka loja de iniudezas da ra da Cadcia do Re-
cite n. 40, vendem-sc os mui afortunados b-
Ibetos, meios, quartoi, deciuios e vigsimos
da mcsina lotera, que corre iuipretcrivcl-
inenie em 2 de juoho vindouro, ou antes se se
venderem os bilbetcs.
Bilhetes 10,000
flelos
Quartos
Decimos 1,1
Vigsimos (J0
Vendem-se amarras de ferro: na ra
da Senzalla nova n. 42.
No becco do Concalves, ar-
mazem do Araujo, e na ra da
Cruz, armazem de S Araujo n.
33, vnde-se superior farinha em
saceos, chegada ltimamente, por
proco commodo : a tratar nos mes-
mos,
-- Vende-se una parda com 70 anuos de ida-
de, bein prendada, con urna Icria : na ra da
l'raia n. 16.
O Anligo Rarrateiro ao Passeio l'u
hlico Loja n. n de F ir miao
Jos Rodrigues Farreira.
Teni para vender, superiores sarjas de seda
liespanliola larga a 2,000, 2,400, 2,U(iu c 2,800
rs. superior, setiiu maco prrlo a 3,200 rs Ca-
lenda tica, pannos linos prrtog e de cores
por precos milito bar.itos, lirim trancado de
todas as cores, merinos preloi, prineczas, chi-
tas trncelas largas, casemiras, las de calcas,
tapetes, los prelos, bicot, lonas, inadap.il.ies
los
tinos e uutras muitas de di fie re mes precos,
algodaoziiihos de todas s qualidades, chitas li-
nas de lodos os precos, alcni de'ninilas outras
l'azendas que se vendera a lodo preco, rassas
chitas, challes de la e seda e de la, dius de
ganga franceza, lencos de seda de peso su-
perior, e outras muitas la/eudas baraus.
Aos 1o:ooo,ooo rs.
No atierro da lloa Vista, loja de calcado n.
58, vendem-se bilhetes nuciros, meios, quar-
Ins, quintos, decimos e vigsimos da loleiia
da matriz ila na Vista, que corre no dia 2 de
, 11 11: <> do i'itiiii' anuo.
Bilhetes inteiros 10,000
.11, iu 5,000
Quartos 2.6U0
Quintos 2,100
Decimos 1,100
Vigsimos 6U0
Vcudc-se o engenho Ksliva na l'reguezia
do Cabo, distante da praca 9 Irgoas, de agoa
inocule e correte, de boa produciao quein
o pretender comprar dirija-Se a l'racinlia do
Livramenlo n. '16, terceiro andar, a tratar com
o barao de Ipojuca, ou no cu engenho l>u-
ranhem.
Lotera da matriz da Boa Vista.
Aos 10:000,000 e 5:000,000 rs.
No Atierro da boa Visla, loja de fazendas n.
16, vendem-se os afortunados bilhetes e meios
da niesma lotera, que corre luipreterlrelmen-
te no dia 2 de junho vii'.duuio, ou antes se se
venderem os bilhetes.
Bilhetes inteiros 10,000
Meios 5,000
itAAMAiiSi^A AVAIAAMM'A
Sarja lie.pnhola.
Na loja do sobrado amarrllo nos quatro fC
cantos da ra do Queimado n. 20, ha
^ para venderle mu completo sortiinento <->
* de sarja deseda preta verdadelra liespan- i->
<- bola, aprecosde agradar ao comprador, p
Cha homceopathic.
Cha homceopatliico cin embru-
lhos ebinezes, a mil ris cada um :
vende-se no pateo do Collegio, ca-
sa do Livro Azul.
Cementes de ortalice
e de llores muito novas viudas de Lisboa no
Jiriguc Cu/icico i/r Mara, feijo carrapato :
na ra da Cruz 11. til.
#* W mmmmat agi&%:'%gwir?ww9
H Na loja do sobrado amarrllo nos qua- tj
mt tro cantos, da ra do Queimado n. 20, 1
vendem-se manteletes pretos deselim, J
chamalote e gros de naple, com ricos L
enfeilese com bico preto de mais dr pal- 8
B mu de largura, sendo os mais modernos .
|| que boje ha, los de lioho pretos borda- }:
Saos a seda, curtes de vestido de sarja a
preta lanada, padrdes de inulto gosto, m
u tetiin prclo para vestido de senhora, 2
g sarja de seda preta legitima hespanhola, *
I; ineias de seda preta de peso, c uutras la- fi
3R 'ndas finas, tirdo por precos muito ')
S ein conta.
nm&mmmmm mmmm mttmmm
Vende-se uina parda perteita engonuna-
deira, cuzlnbeira edoceira.lai bollos de todas
.isquilidades, cose chao: } ditas para servico
de campo una, dita quitaudeia 1 uiu lindo
preto de 20 anuos, muito boin bolieiro e co-
pciro ; um dito para o servico de campo, c una
mu rumba de 6annos : 110 pateo da matriz de
Sinto Antonio sobrado n. 4, se dir quem ven-
de, e o motivo desta venda.
Deposito de cal e potassa.
No armazem da ra da Cadeia do Becife n.
12, ha um 1 tu superior cal de Lisboa em pedra,
assim como potassa chegada ltimamente a
preco muito rasoaveis.J
Areia preta de Fernando.
Vende-se em grandes e peque-
as porcSes: na livraria do pateo
do Collegio n. 6, de Joffo da Cos-
ta Dotirado.
F Vendem-se portOes, portase sacadas de
pedra com soleiras de granito : na ra da Cruz
armatem e primeiro andar n, 51, ou uo Atierro
da Boa Visla n. 3, segundo andar.
Uvas do sertao.
Vendem-se ovas do sertao muito frescaes,
e por preco commodo : na ra do Queimado
n. 14.
Tinta preta garantida.
Vende-se Irasco de mais de gar-
rafa a 4oo rs. e garrafa a 3ao rs. :
na livraria do pateo do Collegio,
n. G, de Joao da Costa Uourado.
Rap Paulo Cordeirodo lio de
Janeiro
em latas e frascos, chegado recente-mente :
vende-se na ra da Cadeia do Itecife, loja
n. 50, dotlunha & Amorim.
Cera em velas.
Vendem-se caixas com cera em
velas, fabricadas no hio de Janei-
ro, sortidas ao desejo do compra-
dor, e por preco mais barato do
que em outra qualquer parte;
tambem se vende cera fabricada
em Lisboa, em caixotes de 100 li-
bras cada um : trata-se com Ma-
ceado & Pinheiro, ra do Vgario
n. 19, segundo andar.
Contnua-se a vender agoa de fazer os
cabellos e suissas pretas : na ra do Queimado
loja de ferragens u. 31.
Moinbos de vento
eom bombas de repudio para regar hortas
d haixas decapito : vendem-se na fundieo
de Bowman & Me. Callum, na ra do Uium
ns. 6,8 e 10.
Bombas de ierro.
Vendem-se bombas de repuxo,
pndulas e picota para cacimba :
na ra do Brum ns. 6, 8 e 10,
lundicao de Ierro.
Potassa la ruissin.
Vende-se potassa da Itussia, recenlemen
te chegada, e de muito superior qual.idade
na ra do Trapiche n. 17.
99&m&'&9 **-*:****** *
y AlgodftO pina saceos. >
% Vende-se muito liom algodilo para fe
$j) saceos de assucar, por preco comino- fe
*. do : em casa de Iticardo ltoyle, na *
1 ra da Cadeia ii. 37. >
'la i xas para en geni! o.
Na fundieflo de ferro da ra do Brum,
aeaba-sc de receber um completo sortimen-
to de taixas de 4 a 8 palmos de bocea, as
quaos aclisin-se a venda por piec;o corn-
il odo, e com promptidflo embaicam-se, ou
carregam-so era carros sem despezas to
comprador.
Deposito tic cal virgeni.
Na ra do Torres n. 12, ha muitosupe-
rior cal nova em pedia, cheguda ltima-
mente de Lisboa no briguc 'forujo-Ttrceiro-
Vende-se superior sala do Assi bur-
do da escuna Mura l'irminu tundeada na
volla do Forte do Mallos: a tratar com o
c,i| ii.'di a burilo, ou com o consignatario da
niesma, I uiz Jos de S Aiaujo, na ra da
Cruz n. 33. nonde se lile ver a amostra.
-- Na ra Nova n. 33, deposito da nova fa-
brica de caldeiraria c mais ollicinas. sila na
na Imperial n. 120 de Andrade Si Leal, ven-
dein-se os scgiiiiiles objeclos : as mili apjiro-
vadas machinas de Ueosnc paia rcstillar ; fo-
grs econmicos ; diio pal a navios; alambi-
que! de cobre de lodas as dilliencOCI; serpeu-
lina de cilio c cstanlio ; callas com folhas c
il mili. de superior qunlldade ; ditos com
vidros de todas* as diiieni;Ocs ; cliiiinbo em
leiifol ; dito em bata ; zinco em follia ; dilu
em baria ; bombas de cobie de todos os ta-
maitos ; canos de llifio bein construidos ;
tambem lefasem poildese varaodaade ferro.
e oulras quaesqner obis de cobre, bronze,
lallo, ferro ele.: os prelenileiites que quie-
rein darsuas encoiiunciidas podem iiiicnder-
se em dila fabrica com o sucio Mnuoel t.ar-
neiro Leal, OU no deposito com o socio Joa-
quiii Antonio dus .'-aillos Aiidrade, que suas
encommendas scro cumplidas com csactido
e presteza.
Vendem-se chapeo de palba
do Cliile, muito superiores, por
preco muito commodo para iecbar
conlas : traia-se'no escriptorio de
Novaes ck Companhia, ra do Tra-
piche n. 3/{.
Vendem-se garrafoes de tin-
ta preta para escrever, muito boa,
a 400 t3('a "l" "" j,:,l,,,) do
Collegio, casa do Livro Azul.
Vende-se,, por preco com-
modo, cera em velas, muito bom
sorlimento, fabricada no Hio de
Janeiro : no armazem de Dias Fer-
reira, no caes da alfandega, ou
com Novaes & Companhia, na ra
lio Trapiche n. .' \.
Na ruq do Crespo n. 10, loja de
J. L. de B. Taborda,
vendem se as seguintes fazendas, proprias
da prsenle estacSo, a saber: sarja hespa-
nhola, a 2,400, 2.C0O, 2,800 e 3,000 rs. o co-
vado ; dita inferior, a 1,200 ; chamalote .le
seda, 3,000 ; murcullna preta de 13a, tam-
bem propria para vestidos por ser fazenda
muito lina, a 960; merino preto fino, al
fi,800; dito superior, a 8,000 o covado ;
lencos de setim pretos rara graata, a 4,500;
ditos do seda de cores para algibeira, a
1.000, 1,600 o 2,000 rs.; ditos para gravis,
1,000 ; ditos superiores, a 2,000; chrpos de
sol de seda franc'ezes, a 5,500 e 6,500 ; di-
tos para senhora, n 4,000; ditos de panni-
nho de cores com cabos d'osso e armacSo
do ferro, a 2,000; chapeos de massa fran-
cezes da ultima moda, 7,000 rs.
Na mesma loja vendem-se
tambem a precos muito commodos, as fi-
zendas seguintes : cortes de cambraia bran-
ca pura vestidos, a 3,000 e a 4,000 rs.; ditos
de murculin, a 3,000, ditos de cassa-chi-
ta, gustos modernos, a 2,880 e a 3,200 ; ris-
cado monstro, a 140 o covado ; dito para
cuicas, a 160; lencos de seda com ftanja, a
3,500 ; chales de 19a e seda fios, de lindos
e modernos padres, a 7,500 ; ditos ditos, a
5,500 ; ditos pretos, a 2,000 ; catnizinhas de
cambraia para senhora, a 1,500; gollinhas
para ditas, a 640 ; lencos de quadros encar-
nados com franja, a 320 ; ditos de fil pre-
to de tres punas, a 200 rs.; luvas de algo-
dSoedeseda para homem ; lSazinha cor
de caf, proprias para jaqueles, a 200 rs. o
covado ; ISa e seda, propria para palitos, a
440 rs.; camisas de ineia, a 1,280 ; ditas de
13a e de seda, a 2,000 ; lSazinha de listras
para calcas, a 240 rs. o covado ; brim pardo
de linho para ditas,a 1,000 o corte ; corles
dn casemira o de fustn para colletes, a
1 000; lencos de seda preta para gravata, a
200 o a 640 rs. cada um ; suspensorios de
cada^o, a 60 rs. o par; ditos de meia, a 40
rs. ; mantas de 13a para pescoco, a 320 rs. ;
alpaka preta, a 720 e 800 rs. ; dita superior,
a 1,000 e 1,200 o covado ; brios de liuho de
cores, francezes, de novos padrOes e supe-
perior qualidaJe, a 1,400 a vara ; casemira
de cores para calcas, goslos modernos, a
6,500 e a 7,000 o corte ; casineta de ISa pa-
ra ditas, a 3,500 e 4,000 o corle ; bretanhas
de linho, fraticezas, peca de 6 varas, a
3,500 ; cobertores de 13a, a 1,000; breta-
nhas de rollo, a 2,000 ; tafel de cores, a
500 e a 610 rs. o covado ; renda de linho, a
40 rs. a vara ; e oulras muitas a precos ba-
ratsimos.
Chapos da ultima moda de Pa-
rs a 6,ooo rs.
Na loja de seis portas em frente do IJvra-
iii. n 1.1, leni chapeos de inassa pretos do ultimo
gosto em Pars, que vendem-se a 0,000 rs., e
de uioli.i .i ,'i,;. i rs.
, (.iinioi.s l'ailhet& Companhia.|<
Conlinua-se a vender no deposito i
^ geral da ra da Cruz n. 52, o excel- S
ti; Imitee heiii conceiluado rap areia fc
t preta da fabrica de Ganlois l'ailhet & |
$ Companhia da Babia, em grandes e :
y pequelas porcoes pelo preco cstabe- jg
ii --''-i:- mmmm'-rmifKM'K
Boi (orino inglez.
Vende-se um boi lorino para pai de lote :
na estrada do Itozarinho sitio das roseiras do
iiujor Joaquiu Elias de Moura.
Couro de lustro.
Vende-se couro de lustro de muito boa qua-
lidade a 2,800 rs. a pellc : na ra da Cadeia
Velha do Kecl'e loja de ferragens u. 50 de
Francisco Luslodio de Sampaio.
Cabos da ossia e i|i polegada
at 3 11'.
O melhor sortiinento de cabos da Russia
que leiuviiidoa este mercado: achain-se a
venda no armazem da ra da Cruz n. 13, e se
vendem em porces vunlade dos compradn-
os, e a pieeo o mais barato qne he possivel
boje eneoiilrar-se.
i'uiuinho California ai8,ooo rs
o barril de loo libras.
Vende-se este acetente toucinho, inuitiss-
iiio superior ao de I.isbua : na ra da Cruz n.
13, armazem. .
A i(5o rs.
Na loja do baralriro da ra do Crespo n. 14,
vendem-se riscadinhos de llnhn uiiudinho
einii.iiid., alpaca de cor, propria para vestidos,
ja.lucias e palitos a itin rs. o covado, alpaca de
quadros pela e roxa a 200 rs. o covado, um
resto de vestidos de barra coui pouco mulo a
2.U00 rs o corte, lencos de seda a 1,000 rs.,
cas.as chitas fiaucezas de todas as cores lindos
padioes a 240 rs. o covado as mais superiores,
chitas Irancezas, ricos padioes e assenlos ei-
euios a 320 rs. o cov.ido, dila miudiuba muito
lina cores tixas, ricos padioes comando cassa
a 200 rs. o covado, tarja hespauhola muito su-
perior a 2,100 rs. o covado, casimira preta
uno superior a 2,400 rs o covado, e outras
nimias f..zcudas por muito barato preco : na
ra do Crespo n. i loja de- Jos Fraucitco
Dias.
Fil bordado a i.aoo rs. a vara.
Na ra do Queimado defioutc do becco do
PeUe l-rilo, loja ii. 3, vende-se fil bordado
l.ranco e de cores pelo baralissimo pceo de
li. s patacas e dote vnicos a vara, esta fazenda
pelos 6ciis lindse dill'eientes desenhos tor-
na-se minio recomuicudavel nao id para ves-
tidos de seulioras, como tambem para man-
teletes dar-se-ho amostras com o competen-
te peulior.
Ganga mesclada a a4 rs- co-
vado.
Defronte do becco do Peixe Frito n. 3, vcu-
de-se ganga mesclada dequairo palmos refor-
jados de largura pelo baralisnimo preco de do-
:e viutens o covado : esta fazenda torna-se
muito recomiiieudavel uo s paia ja.jucias e
calcas, como tambem para palitos e casacos.
r'il bordado preto a 2,000 rs. a
vara.
Na ra do Queimado loja n. 3, vende-se fil
bordado preto pelo barato preco de 2.000 rs.
a vara : esta fazenda pelos seus agradaveis de-
senhos he recoinmendavel para manteletes e
capoiinhos.
Vendem-sc cordas de tripa e bordes pa
ra rabeca e violo, papel paulado para msi-
ca, tudo de supeiior qualidade e chegado pr-
ximamente: na praca da ludepeudencia loja
n. 3,
A 1 ,Goo rs. por covado.
Na loja n. 3 da ra do Queimado, vendem-se
casimiras de cor de cima pelo baralissimo pre-
co de cinco patacas o covado : esta fazenda he
propria para forros de carros.
Bap Paulo Cordeiro
cliegado no ultimo vapor do norte, na venda
da ra da Iriu n. 67, vende-se rap Paulo
Cordeiro, viajado ao Para.
Frezuntos novos.
Na venda da ra da Cruz n. 57, vende-se
piesuotot do Poiio, os mais superiores poi-
aivel.
Vende-se una preta perfeita coziohclra,
eque faz toda qualidade de doce, cose, en-
3,500; casemira preta selun, a 3,500 e gouuiia liso ele'iu boas qualidadei: na ra
3,800; panno prelo litio, a 4,000, 6,500 .e a larga do lloiario n. 35, loja.
O novo c bonito cabrlolete descoberto,
com o seu grande e valenle cavallo rudado :
vende-ae e quem o pretender, dirlja-e a ra
do Crespn. II.
Um cavallo.
Vende-se um cavallo, proprio para enhora,
por ser multo manso e de bom tamanho, ter
andares muito inacios e estar gordo, por mui-
to barato preco : quemo pretender, dirlja-se a
ra do Apollo, estribarla do Paulo para ae
tratar.
Urna mulalinha.
Vende-se urna mulatinha de 15aunos, a qual
sabe coaer liso, marcar, coziohai perfeitamen-
te o diarlo de urna casa, ensaboa, e temas
habilidades que se exigem para o domestico
de uina familia, sendo multo geltosa para li-
dar com crlancat : quem a pretender, dirija-se
a ra das Larangelras n. 14 segundo andar, ou
a ra do Trapiche n. 4o, que chara com quem
tratar mdicamente o preco.
Fumo do sertao de patente.
Vende-se o mais eicellente fumo do sertao
em rolos e libras : na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 44, loja de ferragens.
lbum.
Acaba de chegar de Pars ricos
albuns de velludo marchetado de
ouro e de marroquim. Sao do ul-
timo gosto, e vendem-se no pateo
do Collegio, casa do Livro Azul.
Na ra da Cruz, armazem de
S Araujo n. 33, vende-se supe-
rior farinha de mandioca em sac-
is, por menos proco do que em
outra qualquer parte.
Vende-se urna mobilia de Jacaranda j
servida, sendo um sof, duat mesas modernas,
urna dita de mel de sala quadrada, nove ca-
denas, um tocador, tudo por preco commodo :
na ra Direita n. 84.
Vende-se urna escrava com urna cria de
8 metes, cuja escrava lava, cozinha e engom-
ma. e he de ptima conducta : na ra Velha
u. 65.
Vende-se urna taberna na ra da Aurora
n. 32, icui afreguezada para a trra.
Vende-se nina preta de nacSo, de 18 an-
uos, de muito bonita figura, que engomma
e cozinha : atrs dos maityrios, ra do Cal-
deireiro n. 46.
liicis botoes para casacas.
Vendem-se botdes de seda pretos dos melho-
rei padrdes possiveis, proprios para casacas e
por preco commodo : na ra do Queimado n.
lli, loja de Jos Dias Siuies.
Cspanadores para pianos.
Vendem-se espanadores para piano ou pa-
r outro qualquer traste delicado : na ra do
Queimado n. ili, loja de Jos Dias Simes
Vende-se um terreno com cem palmos
de frente c 500 de fundo, sito na Passagem da
Magdalena entre as duas pontes, uina escrava
. i ioul.i de idade, que representa 18 annos, boa
cozinheira, engommadelra e costureira, e um
escravo moco do s. i-vico de campo : na ra
larga do Rozario n. 30, primeiro andar.
Vende-se urna preta de iJade de 30 a 35
anuos, de bonita figura, cozinha, lava e faz to-
do s. i vi. o de uina casa e he boa vendedeira de
ra por ser o que ella gosta, nao tem vicios
ni-iii achaques : na ra do Cabug loja nume-
ro 9.
Vende-se una crioula, de idade de 17 an-
uos, que engomma muito bem, cose chao, en-
saboa e cozinha o diario de unta casa, he in-
frngeme para lodo o servicu o motivo da ven-
da se dir ao comprador : na ra da Sanzalla
Velha n. 36, segundo andar.
Vende-se um palanquime urna carieiri-
ulia dourados c envidrac.ados, obras novas e
muito bem feta, e um vestido de seda, branca
com seus enfeitcs proprio para noiva, novo
sem nunca ter servido, ouro de lei em barra
muito bem apurado a 3,200 rs. a oliava, e tudo
nais por pi eco commodo .- no largo do Terco
n. 32
Vende-se um preto crioulo de bonita fi-
gura sapaleiro, para fra da trra, c por preco
commodo: na ra da Concordia defronte do
becco da Cadeia Nova passando a casa da es-
quina a tercena casa, achara com quem
iralar.
Fabrica nova no Becco Largo do Recife n. 1.
N'esta fabrica vendem-se charutos superio-
res de todas as qualidades, tamo da trra co-
mo da llalna por prer.0 mais commodo que
em oulra qualquer parle para adquirir lle-
geles.
Vende-se urna crnica em bom estado,
mu ,i|iiai i.io com todos os arreios : na ra
do Hozarlo da boa Vista n. 2.
A ellas.
Luvas de trocal de Lisboa para senhora e me-
nina poi preco commodo : na ra do Queima-
do loja de miudcias n 25.
Vende-se um bonito molccao de 18 an-
nos, proprio para pagem : na ra larga do Ro-
zario n. 48, primeiro andar.
Vende-se a casa trra n- 3, sita na ra do
Ilom-Suceesso da cidade deOlinda, pelaquan-
tia de 580,000 rs. : a fallar ua ra Helia casa
n. 35. ,
Vende-se um cavallo com todos os anda-
res, sellado e enfrciado, por prefo commodo :
ua ra da Praia u 49.
Halle de mascaras.
Vende-se um bouilo vistuario para os bai-
les de mascaras : na ra da Cadeia do Recife,
loja n. 50 de Cunha & Amorim.
Vendem-se superiores loalhasde lavarin-
to com bico, lencos de cambraia de lavariuto,
bico cousa multo boa : na ra da Crux n. 24,J
armazem de Uanoel J. de S Araujo.
Poslillas.
Na loja dama do Passeio n.2t, vendem-se
postillas de direilo crimioalede direilo com-
incicial bi-iu copiadas por preco commodo.
Novidade.
Rlquissimos curtes de vestidos de barra de
iiii-.siin.-i chita franceza pelo barato preco de
1,000 rs. o corte : na ra do Crespo n. 14, loja
de Jos F'rancisco Dias.
Vende-se salsa parrilha muito em con-
ta, tanto em grandes como em pequeas
uorces : na ra da Cadeia Velha, luja de
feriagens n. 23.
Na loja das seis portas.
Vendem-te cortes de chita fina com 12 co
vados em pedacos a 2,000 rs.. e challes de ca-
dajo a 800 rs.. proprios para traier por casa
por seren Cacuros.
Grvalas de molla.
Vendem-se grvalas pretas de molla aa mais
superiores que se pode encontrar pelo bara-
tisiimo preco de 2,000 rs. : na ra do Queima-
do loja de iniudezas junto a de cera n. 33.
orientes para relojos.
Vendem-se corren tes para relojos de ouro
de le de uiuilo bom gosto: na ra larga do
lio/ario n. 38 luja de iniudezas.
Vendem-se 8 arrobas de cera de carna-
vcnilc-se por commodo preco, na livraria n.
6, do pateo do Collegio, de Joao daCoalaDou-
rado.
Vende-sc tapatos de duraque franceses,
a 1,000 ris o par; na ra do Livramenlo,
loja n. 11.
Manual dos offcios da semana
santa.
Manual doi ofticios da semana santa, no-
vamente traduzido em portugus, acompanba-
do de medltacdes para um cada dos dias da
mesma semana, da explica;o das trevas, lava-
ps e aduiaco da crut; com multas e ricas
estampas, encadernado ricamente de veludo,
e outroa menos ricoi de encadernacao para
diflerentes precos; vende-se na livraria, n. 6
do pateo do Collegio, de Joao da Costa Dou-
rado.
Vende-se superior farinha
de Santa Catharioa, chegada hon-
tem ( 3 do corrente ) a bordo do
patacho nacional Curioso, Tundea-
do defronte da alfandega : a tra-
tar a bordo com o capilSo, ou com
0 consignatario Luiz Jos de S
Araujo, na ra da Cruzn. 33.
mmmmmmmmmm wn*tNwwii
& Nulojiide Jos Joaqiiim Mo-
j reir S Companhia, na
Nova n. 8,
vendem-se mui boas luvas de pellica
pretas e brancas para homem ; ditaa
cor de raima curtas, com enfei.lea,
_ para senhora ; chaposzinhos de se-
, j: da para criancinhas de um atdoze 'l
u iiiezes ; su patos do marroquim preto, S
m a 1,120 o par; luvas de verdadeiro S
2 castor, brancas n amarellaa, tanto i, -
* pira hoineui como para senhora, a
S 1,600 o par; palmatorias de casqui- aa
nho finissimo, proprias para quartos K
H de rapa/es sollelros; lanlerninhaa S
'! com psde vidro para piano, o que S
; tem apparecido de mais elegante e de S
S melhor gosto neste genero; ditas S
|; grandes tambem de vidro, para or- S
|* nar salas ; espelhos de parede, a rs. |
S 2,000 ; uecessarios de couro com to- j
- dos os preparos, para barba ; grava- 1
1 tas de molla, pelo baratsimos pre'co 1
9 de 2,000 rs. cada orna; cbaposzi-
olios deso de seda para senhora, de |
g 3,500 at 6,000, tanto una como ou- ff
* tros s3o chegados de prximo o de *
gosto; luvas do verdadeiro torcal pa-
|i ra senhora, a 1,000 rs. o par; nm sor- 1
I timento completo de bicos eatreitos 9
Vi de blonde, e de seda largos; riquis- :i7-
K tambem para baptisados de criancas; i
i touquinhasde 13a frocadas pela bei- r
tk ra, a 1,000 rs. ; linalmente um lusi-
4 (loe completo sorlimento desapatos
$ de couro de lustro para senhora, que
H se venderSo o menos por 2,240 rs. o
3 Pa""-
Vendem-se colleecSes com
mais de seis lindas vistas, repre-
sentando a ponte do Recife com a
alfandega, a ponte da Boa-Vista,
a cidade de 01nda,a ponte do Ca-
chang, l'oco-da-1'anella, e a ra
da Cruz com o arco do Ijom-Jesns;
bem como duas grandes vistas de
l'ernainbnco: na ra da Cruz, n.
io, casa I > Kalkmaniis Irniao.
Escravos fgidos.
ha, por preco commodo : na ra do Queima-
do n. i-I.
Manual da missa e confissao.
Manual da missa e da confissao, terceira
ediccao de 1850, augmentada com as vesperas
do domingo, e oulras devoedes, ricamente
eocadernado de veludo, marroquim &c ;
--Fuo no dia 24 do panado do enge-
nho Tapera, silo na freguezia de JaboalSo,
o escravo do nome Jos, de jiacSo Nag,
rujo sinaes caracleristiros sSo os seguintes:
eorpo e altura regulares, olbos salientes e
vivos, sem barba, com falla de denles, ros-
to talhado, ps grossos, representa ter de
idade 30 anuos, he muito. ladino; a visla
do exposto recommenda-se aos capitfles de
campo a captura dn dito escravo, pelo qua
serSn generosamente gratificados.
-- Desppareceu, no dia 24 do corrente, o
escravo crioulo, de nome Ilerculano, repre-
senta ter 25 annos, baixo, secco do corpo,
sem barba e um tanto fula ; levou calca de
casimira ja usada e chapeo do Chile. Este
esrravo foi de Antonio Joaquim Ferreira de
Carvalho, escrivo da relacuo, o qual ser-
via de portacolist* : quem o pegar leve-o i
ra da Cadeia do Recife n. 51, ou a Antonio
da Silva insinu.
Evaristo, pardo, dn 32 a 35 annoa, es-
tatura regular, um lauto secco do corpo,
com lodos os dentes da frente em bom es-
tado, rosto comprido e feio, muito pouca
barba no queixo ecria bigodes, cantos da
testa bem elevados, como queja principia
a calvejar, urna das orelhas forada por tra-
zer um brinquinho, e de presente anda sem
elle, dado a divertido, e tem o vicio de
beber igo'ardente ; levou camisa e cerou-
la comprida, tudo de algodSo grosao, e
chapeo de palha de oleado preto. Este es-
cravo fugio do engenho Machados, fregue-
zia de Iguarass, no dia 23 de feverero do
corrente anno : roga-se as autoridades ci-
vis e militares, ecapitSes decampo, que o
apprehendam e levem-no ao dito engenho,
ou no Itecife, praca da lloa Vista, aobrado
n. 12, que seu senbor promette urna gene-
rosa recompensa.
Desappareceu em agosto de 1848 do
engenho Periquito, um escravo do abaixo
assignado, de nome Jos Congo, de 45 an-
nos pouco mais ou menos, cor futa, bein
barbado, principiando a pintar ; tem falta
de um dente na frente, pernas algum tan-
to arqueadas, as quaes foram quebradaa
por ter passado um carro sobre ellas, de
orna punco se devolga, mas da nutra { que
se me nio engao he a direita ) foi.quebra-
da na canella, e ficou bem visivel a emen-
da por ter ficado grossa, sendo este o me-
lhor signal. Este escravo foi de Jo8o Bap-
lisia, morador no engenho Pracinna; ha
noticias que passou para as partes do nor-
te : rogs, porttnto, o meamo abaixo aaaig-
nado as autoridades policiaes, capitSes de
campo, ou mesmo a qualquer pessoa que
do mencionado escravo liver noticias, o fa-
cam prender e entregar a seu cunhado Ma-
nuel Ferreira Cavalcanli, no engenho Ca-
marsgibe do Dr. Pedro, que se recompen-
se r. Jodo Bar boza Slaciel.
Pf.v. vaTvp.de M-F.dfvFahi\-
A-


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