Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05309


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Full Text

Anno XXVII
Sabbado 5
P AMIDAS DOS COQUE IOS
Goiamia e Parahiba, s segundas e sextas feiras.
Rio-Grande-do-Norte, todas as quintas feiras ao
meio-dla.
Garanbuns e Honito, a 8 e 93.
Boa-Vista e Florea, a 13 e 28.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os diat.
PlUSKS DI LOA,
EPBEMIB1DBI.
-\nv.i, ai, as 4 h. e 3 m, da I.
|Cresc. a 9, as 4h. e 42 in. da (.
jCheia. a 15,as 8 h. e IB m. da m. I
Uling. a 23,s 4h. e 38 m. da m. |
de Abril de 1851.
N. 79.
laEiKAIt DE HOJI.
I Primeira s 7 hora e 42 mininos da manha.
Segunda s 8 hora e t> minutoa da tarde.
PBECO DA SBSCRIpgAO.
Portreimcieifadiantados) 4/000
Por seis inezes SfOOil
Porumanno 15/000
: -aet.m.-awjFi'jiiKaaMtiamamaa
DI Al DA SEMANA.
31 Seg.S. Balblna. Aud. do J. d'orf.cin. da 1.
I Tere. S. Macario. Aud. da Chae. do J.da se-
gn la var do c. c dos feitoi da fazenda.
i Quart.S. Theodozia. Aud. do J. da 2. vara.
3 Quint. S. Ricardo. Aud. do J. doj orf. edo m.
da priinrlra vara.
4 Seit. S. Izidoro. Aud.do S. da 1. varado ei-
vcl, e dos ieitos da fazenda.
5 Sab. S. Ira. Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
do cvel.
Dorn. 5," da Quaresma. S. Diogcncs
SRXantt-cc~. srn*aaanai.,a~"
CAMBIO Ul 4 BB ABB1X.
Sobre Londres, a 29 /M0 rs.60 dias.
Paris, 320 por Ir.
Ouro. -oc.as hespanhlas..... 28/000 a 28/500
Moedas de 6/400 velha.. 16/000 a 16JM0
. de 6/400 novas 16/000 a. 16S00
de4O00....... 9/i00a 9/00
Prata.Pataces brasilciros------ 1/920 a Ifvm
Pesos columuarios..... 1/920 a J/
Ditos mexicanos........ 1/680 a 1/7UO
aMaMW~S^
PARTE GFF1CUL.
TltlBUNAL D RELACAO'
SESSAODEl. DE ABRIL DE lifel.
Presidencia do Exm. Sr. conselheiro Aievedo.
As 10 horas da manha. estando presentes os
senbores desembargadores Villares, Bastos,
Leo, Souzi, Rebello, Luna Freir, Telles e
PereiraMonteiro, oSr. presidente declara aber-
ta a sesso.
JL'LCAMFM-nS.
Aggravo.
Aggravanlr, Antonio Jnaquim Vidal; aggrava-
do, o juizo. Negaram provimrnto.
Recurso crime.
Recrreme, o julzo; recorridos, Francisco Lo-
pes de Abreu Lages e Fabio Antonio de Mo-
raes. Confirtnou-sc o despacho de nao pro-
nuncia.
AppellacSee ctete.
Apprllanle, Nuno Mara de Seixas ; appellada,
I) Anna Joaquina Maria daSilva. Nao se
tomou conhrcimento.
Appellante, o juizo ; appellada, 1). Josefa Netta
Ferreira de Jess. Confrmou-se a sen-
tenca appellada,
Appellante, Maria Helena Pessoa de Mello; ap-
pellada, ( aili ii ni.i Francisca do Espirito
Santo. Desprcsaram-se os embargos.
Appellante, Francisco Cavalcanli de Mello; ap-
pellado, Jos Francisco Goncalves. 11 .-
formou-sc a sentenja.
Appellante, ojulzo; appellados Sebastin An-
tonio Paes Brrelo e outro.Confmiiou-se a
natenea,
Appellante o juizo ; appellada, Mari Fernan-
dos. dem.
Appellante, Manoel Romualdo de Lira; appcl-
lado, Estovan Jos Paes Brrelo. dem.
Appellante, Anna Joaquina da Silva Brrelo ;
appellada, Maria Joaquina dos Anjos,
Despresaram-sc os embargos.
DILIGENCIAS.
Appellante, D. Rrilcs Sebastiana de Moraes; ap-
pellado, Anacleto Jos de Mendonca. Man-
dou-se continuar vista ao l)r. curador geral
de ausentes.
DKSlCNAeARS.
Appellante, o juizo ; apnrllado, Jos Pedro de
Carvalho. O primciro dia mil.
Appellante, Manoel Firmino Ferreira ; appella-
do, Hallar Si Oliveira. dem.
Appellante, o promotor publico; appellado,
Jos Ignacio Bczerra__dem.
Appellante, o juizo; appellado, Estacio Ferrei-
ra da Silva.dem.
Appellante, o juizo; appellado, Estanislao Pe-
relra do Nasclinento. dem.
Appellante, o Juizo; appellados, Antonio Joa-
qun] Ordonho.dem.
MVISES.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao
Sr. desembargador Bastos as seguimos appel-
laces pin que sao :
Appellante, Jorge Kenworlby &C; appellado,
Antonio Jos Dias da Silva.
Passaram do Sr desembargador Bastos ao
Sr. desembargador Leo as seguimos appella-
, lii-s iiii que sao :
Appellante, Florencia Maria ; appellado, o
juizo.
Aiiptllanle, JoSo Lobato Ferreira, appellado,
Manoel de Aliueida Lima.
Appellante. Pedro Alvcs Pires; appellado, Jos
de Araujo Lima.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr.
desembargador Babello a seguintc appcll.ic.io
ein que ao i
Appellantes, Jos Diogo de Brilo e Jos Fran-
cisco Peixolo ; appellado, o promotor pu-
blico.
Passou do Sr. desembargador Rabello ao Sr.
desembargador Luna Freir a seguintc appel
aco em que sao :
Appellante, o preso ; Manoel Flix do Nasci-
mento ; appellada, a justica.
Passou do Sr. desembargador Percira Mon-
teiro ao Sr. desembargador Villares a seguintc
appellaco em que sao :
Appellante, Mauoel Jos da Silva ; appellada,
Jos Gomes Moreira.
niSTHinuirOBS.
Ao Sr. desembargador Rabello a seguin-
tc appellaco em que sao :
Appellante, Joo AnlonioSonres de Abreu ; ap-
pellado, Manoel Goncalves Valente.
Ao Sr. desembargador Luna Freir a se-
guintc appellaco em que sao :
Apprllanle, Josefa Maria da Concclc.io ; appel-
lado, Manoel Ignacio de A rochela Galvno.
Ao Sr. desembargador Telles a seguintc
appellaco ein que sao:
Appellante, bernardo Jos da Cmara por si e
eus filhos ; appellado, Luiz da Silva Teixei-
ra Lima.
Ao Sr desembargador Percira Monteiro a
seguintc appellaco ein que sao :
Appellante, Amaro Goncalves dos Santos; ap-
pellado, Marcolino Antonio Percira.
Ao Sr. desembargador Villares a seguinte
appellaco em que sao :
Appellante, D. Maria Francisca Souza Ramos;
appellado, Jos Maria Goncalves Ramos.
Lida e approvada a acta por todos os senho-
re desembargadores presentes, o Sr presiden-
te leventou a sesso a urna hora da tarde.
ASSKiiIBLhA PROVINCIAL.
SESSA EM O. DE AHI1II. DE l85l
Presidencia do Sr. I'edro Cavalcanli.
As onze hora da minha, feita a chamada
acham-se presentes 3l Srs. drputados.
OSr. Presidente: Abre a sesso.
O Sr. 2." Secretario : -- L a acta da sesso
anterior, que foi approvada.
OSr. 1. Secrrlnrio : Menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um requerimento da professora de primel-
ras letlras da cidade de Golanna, pediudo,
que se Ihe mande pagar a graiiflcacai. a que
se julga com direilo nos termos da le de 14
de outubro de 1827.-A' commUsao de Ins-
uiii'cfm publica.
Outro de Francisco Carnelro da Silva, arre-
matante do Imposto de 2,300 rs. sobre cabeca
de gado do consumo, pediudo ser atlendido
no abate, que lolldtou.A' coinmisso de or-
camento.
Outro da Ordem Tercelrado Carino desta
cidade, pedindo autorisaco para fazer um ce-
initcrio extra-muros do publico.A' coin-
missoes de negocios das cmaras, e saude pu-
blica.
Outro de Martinho da Silva Costa, prnfessor
de prhueiras letlras de Naiareth pedindo, que
o scu ordenado seja Igualado ao do profes-
sor de Rio Formozo.A' commisso de orde-
nados.
Outro da irmandade do Sanlissimn Sacra-
mento da matriz da freguezia da Boa Vista, pe
dlndo quotn de 8:000,000 rs. para a conclu-
so da obra da dita matris.A' commisso de
fazenda e orcamento.
Outro da irmandade de S. Pedro, pedindo fa-
culdade para dar sepultura aos cadveres dos
seus irmos no scu cemiterio, fura da groja.
A's commisses de negocios de cmaras e sau-
de publica.
Foi lido e julgado objecto de deliberaco o'
seguinte prjecto:
A commisso de negocios ecclcsiasticos
tem a honra de apresentar coosideraco des-
ta casa o seguinte prjecto de lei :
Art. 1. A igreja da Misericordia de Igua-
rassti, que se acha em total abandono, fica per
tencendo irmandade do Senbor tnnt Jess
dos Passos daGraca da inesana villa.
Art. 2. A esta irmandade ficaro pertcnecn-
do i iiiilii'in todas as alfaias, epatrimonio, per-
teocentes aquella igreja.
Art, 3. A irmandade do Scnhor ftom Je-
ss dos Passns da l.'raca ser nbrigada a tras-
ladar para dita igreja, e a collocar em alta-
res decentes, as imagens, que outr'ora perten
i i un esta igreja, e que se acham hnje na ma-
triz, urna vez que ainda estejam ein estado de
culto e reverencia.
Art. 4. Ficam revogadas todas as leis e
dilpnsices em contrario.
Paco da atscmbla legislativa provincial
de l'n nmil.lien. i. de abril de 1.851. An-
tonio Baplisla (itirana. loaguim Pinto de
.ampos.t
Foi tambem mandado imprimir o prjecto
de orcamento provincial apresentado pela
commisso respectiva.
I'ni un igualmente lidos e approvados os se-
guinles pareceres.
A commisso de polica, aquom foi presente
a pelieo de D. lmbelina Coelho Roma, quo
oll'erecc-se, sob cenas condices a imprimir
os trabalhos das repartices provinciaes, e a
publicar os actos olTiviaes do govemo, he de
parecer que neiihiini deferimento se pode dar
a dita petico, porque ao presidente da provin-
cia toca fazer esse contrato.
Paco da assembla legislativa provincial de
Pernambuco, 3l de marco de lS5l.P. P. de
Paula Cavalcanli.J. J. Ferreira de Aguiar.
Antonio Jos de Oliveira.
ORDEM 1)0 DIA.
Discusso do parecer adiado da commisso
de un; nnri.iii municipal acerca da conslrucco
do mal.i.l'.ni i .
O Sr. Correa de Brillo:8r. presidente.V.Exc.
e a casa sabem que a presente sesso he a se-
gunda em queeutenboa honra de ser mem-
bro desta assembla ; e, pnis.V. Exc ea mes-
ina casa reconheceio conimigo que siimuia-
1111 j. i 'lu 11.- he a miuha posico, quando
tenho de responder ao nobre deputado que,
por ultimo, combaten hontem o parecer que
se discute : escudado pela reputarn de que
to merecidamente goza, calejado, por as-
bitn dizer, sob o arnez parlainemar, rsse no-
bre deputado ( o Sr. I)c. P.ovtista ) pode fcil-
mente esmagar-me ; mas, oblendn sobre u un
amis completa victoiia, o Ilustrado mrm-
bro alcancar iriumpho toinglorin qual o
do general aincslrado sobre o recrula bso-
ii lio ; c se disto So estivera en convencido,
quero div.er.se nao tivesse fque.ao vcr-ine
derrotado, a rasa, em vez de esligintsar-me,
lastimar-ine-ha, perdoando-me o ardiiiirnln
deque me deixei possuir, na jiersuaso deque
a tanto me arricava em pro de urna causa jus-
ta, nao me animara a usar da palavra que V.
Exc. leve a boudade de conceder-inc.
Por mais de urna vez, Sr. presidente1, dille
eu Iionlem, que, com referencia ao prjecto
n. 6 deste auno, o parecer em discusso se me
afigurava inteiraniente intil, visto que todos
os n.i ns Ilustrados cnllrgas reconheciaiii que a
sorle dellc nada Influirla sobre a do refeiido
prjecto ; mas, exprimiudo-me assim, eu nao
deixei a| erceber que, abstrahindo daquella re-
ferencia, e considerando isuladamente esse
trabadlo da nubre coinmisso de orcamento
municipal, reputava-o urna pcifeita loutllida-
de : e nrm este poderla ser u mcu peiibamen-
to quando no parecer declara a ineucioiiada
coinuifso que a municipalidade do Recife po-
de fazer o uialdouro a expensas propras, e
desl'artc lanca por trra a nica base da re-
soluco que incumbe a conslrucf o de seine-
llianii: editicip a individuo ceno c determi-
nado. Entretanto, o nobre deputado dquem
respondo, nao me querendo comprehender, e
dando s miuhas palavras intrlligeiicia forra-
da, depoisde haver-inequalifieado de falto de
lgica em inhiba argumentafo, oncluio por
dijcr-mc que, para ser coherente commgo
uiesuio, devia eu volar contra o parecer !....
Sou o primeiio a confessar, Sr. presidente,
que, em inais de urna occasio, me falla a
lgica que sempre sobra ao nobre deputado ;
mas, no caso em queslo, creio que ella me
nao ..lKiiiiliiin.il, e que, alm de ostentar-me
iucohereute, torturara eu a iniuha conscien-
cia, se. i.tn'1.-.. ii.li.-o. volasse contra .o parecer
que se'discute.
Querendodemonstiarquea casa lutaria com
gravea embaracos para, com a prudencia que
a deve caracterisar, emitlir sua opinio sobre
o parecer que se discute, se se decidisse a ma
nifesta-la sem exainkiar os dados em vista dos
quaes a commisso de orcamento municipal o
. unii-ci nin.il.i, dissecu hontem,que, se abstra-
hindo de tal exame, rejeitasse ella o parecer,
dara a entender que tinha pouca f na com-
misso ; -darla a entender A)ue esta tinha falta-
do verdade. Itespondendo-me, o nobre de-
pu i .ul.. declarou que semelhante proposico,
que, pela vez primeira, ouvira em um corpo
collectivo, o deixra maravilhado.
Maravlhadodevrade licar o nobre deputado,
como, enlo, Ihe observei em aparle.se a ques-
lo versasse sobre meras opinioes, e nao sobre
averiguado de (actos ; em nieu entender, en-
carregar una pessoa a indagaco de um fac-
i qualquer, e rejeilar o resultado dessa inda-
gaco, sem, iicni ao menos, querer lanzar os
olbos subte os documentos que ella aprsenla
em apoio de sua informaco, equivale .a alier.
Me : Vi ments : o que asseverais est lo
muge da veidade,que, para conhcc-lo, nao
caref o de provas. >
O Sr. Baplisla : Nao : ixide ter havido en-
gao.
0 Sr. Correa de Brillo- Oh Se apenas le
suppde que pode ter havido engao da parte
do informante, o que cumpre fazer he exami-
nar escrupulosamente o documento com que
elle pretende provar a vcracidaile de sua in-
formarlo ; e como, no caso de que se trata, es-
se documento he o orcamento municipal, re-
leva que adiemos a queslo at que.de jiosse
delle, possamos verificar se a cnmmisso f.ii
ou nao exacta em sna asseveracao. Anoiiufvs.)
OSr.Haptiita : Ja me cipliquei; se o no-
bre deputado me naoquertoni|ireheuder, pa-
ciencia.
0 Sr. Correa de Brillo : Para provar que a
cmara municipal da cidade do Recite nao po-
da ler frcada dolorosa situaco de nao
emprehender obra alguma sem que primeira
mente houvesse remido os dbitos que con-
tradir para com os cofres provinciaes, pon-
dere! eu, ein a sesso anterior, que esses
dbitos, provenientes de letlras edo contrato
que precedeu ao 00111090 da coiistrucciio do
cemiterio, ainda nao estavam vencidos, o por
isso nao doviam de sor rescatados desdo j. O
nobre deputado poz em duvida esta miuha as-
serco : estou, portanlo, na jigorosa obrigaco
de iuiteuta.il ; o que scr-me-ha tanto mais
ficil i|n 1111.1 as provas do que careco esto na
lei n. 270 de 5 de julho de i850,que he a do or-
cainruto municipal vigente. Fizando a despe-
za extraordinaria da iniinioipalidadc do Re-
cife para o anno de 1830 i8i, diz esta le em
o52> do art. 2..
' Com a ([ii 111.1 e ultima prestaco por conta
de 5:398ji30 rs. qne deve fazenda provincial
I:402f0l2
Ainda com referencia inesina verba estatu
a referida lei em o 27 do ai ligo citado.
" Com a continua;.ni da obra to cemiterio
publico, ti. .unid approvada a despeza feila
com a qnantia de onze conlOS de tis rocobi-
dos da thesouraria da fizenda provincial, c
autorisada a mesma cmara acontrahir coma
referida thesouraria um novo eniprestimo, pa-
ta o mesmoiim, da quautia de quarenta contos
de ris, devendu esta divida ser amortisnda sem
jurus o com os reudimentos do mesmo cemi-
terio, 4:00f000.
V, pois, a casa que a cmara do Rooifo,
alm deja ter indemnsado os cofres provin-
ciaes de qnas todo o primciro empresliiiio
que delles recebara, porque a conta deste ape-
iiasltios deve a ultima preiU(Ao na uiportain'ta
de l:402,Ol2,soiiima que, se acaso jiiuf.ii reco-
Ihidaquelles cofres, reverior paradlos autos
qur expiro o anno municipal vigente, seno est
obligada a amortisar o segundo seno com as
rendas do cemiterio ; c*vii pois, a casa que eu
nao me aparte! da verdade ein ludo quaut o
disse a scmchanle rospoito (Apnimloi)
1 iiii. iini'i (. .hua;', .i'.'_. 17, que acabo do
lr, susola-mc una duvida que desojara fosso
rosolvida por alguiu dos iiieus habis collegas.
iium 1 1 sedecidisso, se, redlgidvcomoeiia', osle
nao deixa apercobrrqtiea cunara s he obri-
gada a distralnr as rondas do cemiterio para a
ainnrlisaco da divida que c.intraliio para
construir-sc 0111 circuinslaiui.is de ediflca-lo,
depois que o liouvcr con luido.
I'arece-mc que, einquaotti a cmara nao
houver finalisado aquella obra, nao podemos
nl.i 1-1 1 a incolar a indomnisacao de some-
Ihaiile einprostiino ; visto que, i" autoiisa-lo,
o legislador provincial nao coutou com esse
rendiinonlo que o cemiterio val proilu/.indo
anles de oslar acabado ; mas, como esta sis
nlia opinio anda nao est lirmada, pi'90 que
ne esclarecam a respolto.
Anles de sentar-mo, Sr presidente, nao pos-
so deixar de fazer urna declaraban casa.
tomo estou persuadido que cumpre cuidar
quanlo antes da cuuslruccn de un inaladou-
ro, logo que se me provar que cmara muni-
cipal do llecife nao est em circunstancias do
empiehend-la, nao lerci duvida 1111 volar por
um piojectoque incumba aquella obra a par-
ticulares, urna voz que soja elle elaborado do
modo que cslabelcca livre concurrencia, eque
nao tonda, coiuu o de 11. 6 dosto anuo, a fa-
vorecer altamente os inleressos dos empresa-
rio* com grave detrimento dos cofres da inuni-
cipalidade. (^puindoi.)
L'm Sr. Vrnulailo : Com oslas condicos,
antis queroque a obra seja feila por empresa
do que por adininislraco, anda uiesino que
cmara uo fallcni os lucios pecuniarios para
enipiehend-la
U Sr. torna de Brillo: Sinto ter de afni-
tar-nie, ueste ponto, da esclarecida opinio
do nobre deputado : tenho multa conliauca nos
acluaos ineinbros da niunicipalidade do Re-
cite i e, sem me deixar desliimln.ir pelas cen-
suras que iI.kmi c dalli forinigaui contra riles,
poique asrcconliecopoucofundadas,(apoiadus)
nao me posso deixar de prevalecer desta op-
portuiiidado para declarar, alto e bom soin,
que ellos tconi direilo ao nosso rccoiihecl-
iiirnlo pelo zolo com que, gratuitamente, c
smente guiados pelos disejos do bemfa/.er ao
leu paiz, se lecni esi'orcado por dosempenha-
rem a misso que receberam de seus muiiici-
pei; misso lano mais arjeaa e ospinhosa,
quanlo os pe. em lula quaii diaria com esses
interossezinlios individuaos, que se nu pdem
ollonder Impunemente. (Apocado.)
Demais s obras do esgolo das agoas e do
cemiterio publico, que a cmara esl procc-
deudo por administradlo, tem presidido lan-
a economa, tanto desvelo, que eu nao hesi-
tare! um s momento ein connar-llii a do ma-
tadouro, se, como espero, se conseguir provar
que Ine nao laliaiu lucios para cmpieheiid-l.v
Val meza e he appoiada para entrar em
discusso a seguinte emenda :
a llepois das palavrasde que ella pode
dispr diga-se reiu liante d'arrecadi(io do
imposto da 3110 rs. por cabeca de gadu para
coiisuino, e disimo do capiiu de planta; ii-
cando 01 rendimenlos do cemiterio para con-
linuayo da mesma obra.zV'if'lifla.
OSr. Bopliilu : Sr. presidente, pensei
que o uobre deputado, que me precedeu, nao
iucislis-e mais na ideia de nao se poder volar
contra o parecer da cuminissn, tem que daln
resulte desar a mesma commisso, infelizmen-
te essa lunilla esperan; 1, foi illndida, o nobre
deputado ainda boje pi/.ou o inesmo terreno e
com novos exforfos quiz mostrar, que com el-
frito nao se pode volar contra o parecer, sem
que d.ilu se siga olfensa mesma coinmis-
so.
O Sr. Corrri.i de ttrilto : Eu estabeleci
duas hypolheses.
O Sr. 1 njinii : ~ Se o nobre depulado quer
ser coherente, eu ja do agora prometi acom-
l'.n.li.i lii, se desoja mesmo, ou se pelo uieuos
pi oiucitc apresentar alguma emenda para re-
formar o regiment da casa, ento digo eu
que o nobre deputado com razo tem susten-
tado as SUSS opines, que ellas sao seguras e
verdadeiras, mas se Silln nao he, ento me
permitlir que eu discuta, e continuo a emit-
tlr a minha opinio, logundo o sonso com-
inillo dos homens, segundo ns estylos de to-
dos os parlamentos! e conformo as regms es-
tabeleciuai em todos ns enrpos colloclivos.
Porque razan disse o regiment da [OSSI,
que um parecer deve entrar ein discui"o ?
he porque enlendeii-so, que a commisso
quando val examinar 11111 objecto qualquer,
nao lie infallivel, nao he moa divinda.de na
Ierra, cnlendeu que ella podo ler illndida,
pode enganar-se ein sou pemaineiito OU julio,
e ento a discusso he que pode ivoslrar
SOUde est a ventado, parecc-me que isto
he exacto, mas logo que o parecer da coin-
uiisso entra em discusiao, he lora de duvida
que a casa podo votar da mancira que Ihe pa-
recer mais justa o mais conveniente; por-
tanlo p.iroce-iue que a argumentafo dos no-
bres deputados nao tem forr,a iiem vigor,
que pode.se niuilo bom volar contra o pa-
recer di commisso sem que dalu resulto
esta olieusa, pun|ue nao se segu que ella
fique sendo mentirosa, pois que a commis-
so fpodia ter-se engaado, e o engao lio
limito dlfferente da mentira, o engao ImpAe
at boa f, entretanto que a mentira he
sempre resultado dama f. Pelo que acasa
rejeilaut o parecer nao faz injuria a algiiem,
porque mesmo nao soi quem ser que possa
dizer que a assembla rrgeitou o parecer pe-
lo fundamento da couimiSlio ler sido men-
tirosa, qual ser esse Sonlinrcsi' nao sel. Be
preciso Sr. presidente, que as nnssas dll-
cus-nos tenhamoi toda a generoildade, toda
a boa f, que nao estejainos, a recorrer a is-
to que cu nao posso dar outro nomo seno
de subterfugio, lilil argumento de subter-
fugio, l'odia a cominliaSo ler-se engaado?
ou digo que sim, todavia nao offendo a ueiiliiim
dos iiieinliros da coinmillo, lodos sao ineus
amigos, ellos saboui a estima em que os te-
nho.
O Sr, ( arneiro da l unha :Eu como inoin-
hro da couunisso nao me dou por Hen-
dido.
O Orador :No averiguar dos Cactos, no en-
trar nessas indagaces identificas pode liaver
engao: o nobre deputado s se refere aos
lacios, quer que a queslo so soja encarada
por esse lado, mas nao, senliores, nao lio as-
sim : eu tenlin visto a cortos dias a esta parto
SS susceptibilidades to adiadas, que parecem
mesmo navalhas, e na aprcsenlacao dos meifl
penssinentos me obrigam a sor demasiada-
mente escrupuloso, ou a sor multo circ-
un me que eu diga, que a queslo nao he so-
mente de ficto, nao he um facto cuja male-
rlalldade soja Incumbida a alguem do exami-
nar, n;i", as vetes os lacios se Bssoclaiu s
indaeacfle sclenllflcas, a esaniei e esaines. .
O Sr. Manoel Cavalcanli: Nao se tem que-
rido salirr. .
O Sr. liepifta :Nao podendo entrar ii'uma
IndagafSo profunda a este respoiio leja-me
licito tocar n'iiui ponto, pulque pelo dedo se
conhece o gigante, estou bein convencido de'
que os nienibros da coniniissan estail pr-
senles, e quererel sabor se ellos me contos
lam nesli parle- Una das bases trasidas ps-a
o calculo dos l contos destinados coustruc-
So do inaladnuro, he a cmara municipal
continuar a fazer ocemileiio com as rendas
do inesino cemiterio, por consequencia nulo
0 mais b.-isoou-se ueste sistema seguido pola
comuiiisio. Agora peco a sttenco do nobre
deputado ( o Sr. Itrilo 1 que I lie- pareceu adiar
nina arma multo valente para combater-me,
quando disse que o einprosiiuio felto pola
thesouraria aos cofres provinciaes. lora com
acondlco de ser pago com os renifiuionlns
do cemiterio : peco a sua BlteDfffo para esse
poni : lie verdade que foi coodlfSo do em-
prestlmo o ser pago pelas rendas do cemiterio
mas o que acontece lie, que a coinmisso nao
quer mais eniproslimos, o manila continuar
a obra so com os rendimenlos do mesmo ce-
miterio.
I.uiii. 1 1 sejamos muito circumspcctos nao
estamos solos do onganar-nos, porque
he estas condico do espirito humano, entre-
tanto nciiliuui desar d'ahi podo resultar: o
aisiin digo eu, que a coininlssio poderle ter-se
engaado, digo que se engancu sem que toda-
va a nllenda. A commisso diz que achiiu
lli contos de ris cun que acamara niuiiici-
1 al pedo fazer sou niatidoiiro, mas como pro-
cedi ella nosle negocio?
OSr. Carnciro da C'un/iu : -- Nao disse tal, nao
mor isso*..
O Sr. Manoel Cavalcanli : Estou leudo, nao
achoi ainda isso...
O Sr. Ilnp/itia: Est no orcamento, as ion-
ios d'niide- a cominisso foi tirar estes I6contos:
entrando na Indagado deste seu systema. vejo
que ella quer, que as rendas .1 > cemiterio se-
jam applicadaspara acoocluso do mesmo.
Vnzrs : E esl isso em discusso/...
O Ornrfor : ~ Nao esl, servo de provar o de-
merito do parecer da commisso. Ora, vemos
perfeilainontc primciro que ludo desviadas as
rendas do ceniiierio do sen liin, porque se a
coinmisso enlende que os rditos docoinito-
rio sem que a obra estoja completa, devem
sor applicados para consmicco ila mesma ,
levo duer-lhe por esta forma a obra por cer-
to lera urna coiicluso mais tarda, mais vaga-
rosa, distar mais a conc!uir-sc c por come.
guiute a roalis.reiii-se tambem as condicos do
pagamento do eiiipresliino, o ailllli as rendas
que doviam servir para pagaiiienlo do que lie
devido aos cofres provinciaes ja Intempestiva-
mente ( 't."i serviudo para oulro Hu Agora,
.piio ainda apreienlar oulio argumento : o
censlterib esl compleclo ? nao, mas j a cama-
laexige que os cadveres sejaiii ali enterrados.
U ir. Augusto de VliviiraA cmara nao
exige, cumpre com as ordeus que se lhc dri-
giram .
O Orador : Pois bem, o governo exige isto,
oaclo du governo he justifica.lo c inesuio tole-
rado, poique pode ser considerado como me-
dida de hygiene publica, mas o pagamento an-
tes do lempo, sube tolerado pela promessa ta-
cila de acabar quantu autos o cemiterio, por
que repilo, se os culerrainonlos as igrejtl
ii.iiiiiiil'n .1111 a saude publica, para obstar este
mal pide a amurillado determinar quesejun
ali enterrados os cadveres, mas enlao subsis-
te la. 11 a. 11 unen le o dever de acabar quaut
antes o cemiterio : porm desde que se disser
que o computo desi.es rendimeutos ser para a
c'Ui lns.ni da mesma obra ento parecc-me^
que ha falta daquella promesia tacita, befalt
i"
de generosidade, e Do sei ic se pode clasilfi-
ear esse passo como urna immoralldade. N
se admirem os nobros dcputadoi dilto, por
que os faetos nao podem ser bem conhecidoi
seno peta intenco do agente, e nao le pode
por corlo prescindir da moralldade das accei ;
nao he so aos particulares que ist pertence ;
he tambem so governo, h a lodos os corpos le-
gislativos, porque Indos em seus actos esto
siijeitos moralldade, e a mor.alidadr nao pode
ser conhecida, lenSo quando so entraa iu-
encio do autor da aeco
Exlge-ie em consequencia da aaudc publica,
da higlenle, etc., que os cadveres se cter-
rom no ceiniterio, bem mas com isso est
tambem o dever immediato de acabar quanto
antes es,.a obra; desde o momelo que fo-
rein desviadas ossas rondas, que so tome ofl-
tra medida, revelli-se inanifeslamenle a vunta-
de de nao acabar a obra, e enlao a exigencia
Sea sendo Ineontestavelinente Injusta e caprl*
liosa, nao se pude prescendir desta verdade.
Digo mais, que he 110 inleresse da proprft niu-
nicipalidade que o cemiterio se deve acabar
quanlo autos
O Sr. A. O. dt Oliveira: O nobre deputado t
.abe o oslado do cemiterio
J> Orador : Sei, fui al l para ser testemu-
in oceular.
O Sr/Augusto le Oliveira : Oque lhc Talti ?
O Orador :Nao direi, mil fique o nobre
deputado corlo, que a obra do cemiterio est
debsixo da Inspeccao oceular do publico, nao
cata 110 mesmo caso que a quesia le a cmara,
pode ou nao pido fazer o inatadoiiro, o publi-
co ve e examina. Por comogulnte di/ia eu, nao
lia laso que justifique a f.illadeempenho em
acabar quanto sutes a obra do eetniterlo, urna
ez que Isto quanto a mlm he, como j disse,
contraol inleressos da inunlcipalidade, porque .
senhore, a durscSb, o contiuuidade de urna
obra qualquer, nao 10 exige a concluslo, mas
tambem meios de conservafao ; he ueccasariu
pois que n ceinllerio, a par dos trabalhos de
oniiiniar 10, tenha os de conservac". se as-
sim nao le fuer, qual sera o resultado? 1.
que indo, a obra lao cedo nao so completar :
em 2." lugar he que os toparos a que.estai>;su-
jeltoi todas as oousas humanas, porque lodos
ollas como lempo se estragam, estes reparoi
diga eu se hiro assoriar as despeza da con-
sorvaco, por consogiiinle resultar urna corn-
plicscfiq d obras, de trabalhos, Ulna compli-
eaco de eous.s. que em ultima analyse sem-
pre be prejudicial : em X" lugar acontecer,
que quando ic ebegar ao liui da obra,j_ 110
principio bsverSo cousas a reparar; ento a
proporcao que o trabalho fr augmentando,
mais demorado se tornar o ultimtum da
obra.
Sr. presidente, pensemos sinoeramonle so-
bre este faci ; qncni podo duvidar da utili-
dado da eoncluio Immediata do ceiniterio ?
Porm a appllcac.no doi reodlmeotos delle
para a sua eoncluio Importa perpeluidade
da obra, c sen nao acabaineiito. Senliores o
que vejo em ludo lito lio, que a coinmisso
quer que a cmara municipal carregue sobre
seus hombros o mundo luteiro, e por conse-
guiile vaiexpo l.i a riscos, a eventualidades, a
.contingencias que a pideiiicoinproinetler mul-
lo, e quando nao poisam coinprouielie-la, ao
menos nic parece que sao moiivos sullicienles
para que a cohiiusmo arripie dosle caniinho.
Sr. presidente ier tantas contingencias a occor-
rer, lanos riscos, tamos Inconvenientes, s
como lini de fugir das emprezsi, nao me pa-
rece justo, a monos que islo nao seja odio que
a commisso lem as empresas.
( Sr. Cfliiic.o ilu t uiiliii: He as avessas ?...
nao ser odio que o autor do projeclo lem a
cmara in1inieip.1l que nao quer compartir.
|uc ol i faca as suas obras '...
OOrndor :--()li ineu l)oos...eu com odio
cmara municipal, quando estou defendendo
os seus inleressos, poique emendo que ella
nao lem meios, para occorrer aos encargos,
que se Ihe querein lmpor Eu que acoiiselho,
que se prelira- a ossas duvidas o principio da
empresa, que al be conveniente em todos 01
pontos porque promov', e dosonvolve o es-
pirito de associaro : por tanto sou cu maii
amigo da cmara do que os iml.rcs depu-
tados.
lie ludas oslas rellexes concilio, que o pare-
cer min deve sor approvado, c voto contra elle,
no caso que passe, enlo quero que seja coiu
essa ciiicudaj|iic aprsenle!.
t) Sr. Beise Silva ( pela ordem ) :Sr. pres-
deme, a coinmtssio cncarregada de apresentar
os projeelos ulliuiauente votados sanccSo
do S. Exc. cninpt i o sua misso, foi acollnda
1 0111 as fin nulidades do tslylo, e S. Exc. rece-
bendu-os disse que os lomarla na devida con-
lideracfto.
A cara tica inteirada.
USr. Correa Je Brillo : -- Sr. presidenle, ter-
minando o scu discurso, o nobre deputado
(lie acaba de ienlar-se(u Sr. Dr. ItaplislajteveB.
i...n.I.ule de pedir-iue desculpadc ollnsas que
me mo fuera, c diguou-sc de protestar que,
nao obstante a ouladouha discusso em que
ios acliamus iuvolvidos, anda me vota su-
bida considerado: V. Exc, pon, me permit-
lir que cu comees |" 1 agradecer ao nobre
depulado essa liiiguagem, lauto mais seduc-
tora para 11.un, quanlo a supponho sincera,
c. que me nao exime de assegurar-lhe que
essa discusso ligurar-se-ine-ba verdadeiro
11. 11 1.1..111 o, se pnrv miii.i vier a ser causa
para que soll'ram a menor 1111110,0 1 as relaces
que leli/.inculc cnlrelemos, e que cu multo
aprecio.
Islo prevenido, Sr. presidente, ainda Carel
algumas oonslderacei sobre a materia eru
diaCUIso, nao me esquivando a brevet ob-
icrvacei acerca de cci tus termos, a ineu var
pooco convenientes, deque, euisu.i argumen-
tarn, se servio o nobre deputado.
To zeloso de sua roputaco, to suiceplivel
mesmo, <[ue uo hesilou em qualiticar, I1011-
tem, de sellas venenosas, moslraudo-se dispos-
10 a reverle-las para os pellos de quem lh'as jo-
gra, varias consideracei geraei que alguna
Uc nossos nobros collegas luerain a 1 espolio
da picferrncia que cuiupre le d ao inteieue
publico sempre <]Uc este se achar em luta com
o particular, o uobie depulado, respouden-
du-me boje, uo besitou em empregar os
termos subterfugio, maf, immoralldade, etc.,
etc. Releva ponderar aoillustradu iiicuibro,
que, 1 mu .1 un., .ni luu.li.i c.iii.i ien. 1,1, teub
o prazer de recoubecer que esses termos me
nu pdem icr applicaveis : sempre que eu
baja de tomar parle em qualquer queslo que
e tenha de agitar na casa, .eu o fare cum to-
da a Icildade ; jamis lopbisniarel razci
para suitenlar ininlia opinio ; e, na mate-
tetxm.i
*K#t
m


:s*
&
ra de que ic trata, estou penadido que o
terreno, ero que mccolloquel, nada he menos
honrlo do que aqucllc que occupa o uohrc
O Sr. Baptiila : Fallei hypothetlcamente,
meu cnllega.
O Sr. forren-V Brillo : Se suas expiessocs
fdram hypothetlcas, hvpolhellca* lanibem
leviam de ser considerada as de que cm ou-
irii occaslcs.chavlam servido os Ilustrados
membros cujas ideias estao de accordo com
as mlnhai. e raso nao teve o nobre deputado
para classinca-lai de sellas venenosas.
O Sr. Bapi'lo.--Quli trocar gcuerosidade
por generosidade,
O Sr. Correa di Brillo : Mas nao se adiando
o nobre membro debitado para commigo, vis-
to que foi smente, de hontein para cal e de-
pois de haver fallado o Ilustre deputado, que
tome! parte nesla discuiso, me parece que
o nobre deputado, servindo-te daquellas ex-
prsanos com referencia a mim, deixou de
ser generoso.
O nobre deputado l'allou muito bem;inas per-
mita que Ihe observe que foi pouco feliz na
argumentacodeque se servio para demonstrar
que, para apreciar, com a prudencia que o
deve decaracterisar, o parcecr cm diacuss ., a
casa nao careca de considerar o orc'anicnio
municipal. O que disse- o nobre deputado,
com referencia a este ponto ? Disse-nos que
fictos ba cuja averiguado depende de grande
esforco de intclligeucia, de indagarles id-
entificas, de clculos complicados, e que, sen-
do dessa especie o de que ora se traa, po-
da a casa rejcilar o parecer, que apreciamos,
por conhecer que se engaara a c uniiiisso
que o apresentara, sem que menos prudente-
mente se arriscasse a dciiar aperceber que se
inclinara a crer que essa commisso faltara
vcjdade.
em : concedamos que o facto, acerca do
qual resolveu esta assembiea que fosse ou-
vida a Ilustrada commisso, est jintamen-
te as condices figuradas |>elo .nobre de-
putado ; onde se acba consignado o completo
resultado do grande esfumo de intclligeucia
ceral, e nao obstante fomos votando, e distri-
buido as nossas rendas, sem nos importar com
essa divida ; nos rUemoi asslm, c a Pre aj-
inara nao pode nsar de un igual aire"!.*
em verdade nao usa delle, masa ser verdade,
ro o principio, o que se segua era qne nos nao
podiamo votar despcia algum, por que am-
bem nao havemos pago o que devemos. "nie-
ve a cmara municipal um einprestimo para a
conslruccao do cemiterlo, por que ella nao ti-
nha fundos para sso, porm nbrlgou-se pa-
gar debalxo de certaicondicoes; que anidase
nao realisaram. comtudo. quando nos nao da-
mos o exemplode ponlualldade, qusndo somos
os prlmeirns caloteiros, porque devenios, e nao
p gamos, nem temos vontadede pagar, he ni-
nun usar de tanto rigorismo para com rila.
Agora passando do publico ao particular, nao
Mi como se digo, que cu devend. esta, i.npos-
,ii,i,in.l > de entrar em alguinaempresa,e que
por isso passard por caloleiro. mu.lo mais
miando o praso nao se tem anda vencido, h<
o que acontece cmara, porque as condicoe,
e
ces
com que Ihe foi feilo csse e...preslimo anda
n:lo se realisaram. Por todas estas considera-
res continuo a sustentar, que o parecer tiao
pode ser approvado, se.n que se discutam os
fundamento! d. He. que eito n .orfamento mu-
nicipal, e por sso coucluo volando da formaque
ine tenho expressado.
Val misa e he apoiado a seguinte e-
III. M.l.l ,
Pelo que he a commisso de parecer, que
continu o adiaineuto do projecto n. (jaloque
se trate do orcainento municipal. Ttn lor-
Encerrada a discusso, lie submellida vo-
taco a emenda do Sr. Pac. Maneto, que fica
empatada, e por conseguinte na rorma do re-
gin.ento adiada.
Primeira disrunao do proiecto n. 11 acerca
das canes verdes.
Vai i mesa e he approvado para entrar em
discusso o seguinlerequcrlmenlo.
Requeiro o addiainento por dous das ate
que compareca o Sr. Francisco Joo.que assig-
nnii vencido o parecer. -- Aau'ir
O Sr. /m.roj/lnrrrlo;--Sr. presidente, nao pos-
Jo dar o meu voto ao requerimento do honrado
membro ; porque tendo elle em vista esperar-
se por 11111 nobre cuinpinhelro, pode acontecer
que na.1 comparec amanilla, c nesse caso tem
de subsistir o adiamenlo.
Fos' : -- Nao tem, nao tem.
O Orador : -- Ainda a gente, nos devenios vola-la quinto antes, nao
he por faltaruru meinbro que o foi da coiumls-
s'.o.quc nos devenios addnr esla discusso par
sso voto contra o lequeriuienlo que foi ap-
preseutado.
(i Sr. iW.inoe( CauuVnnli :Creio que esla em
discusso ludo, adiamenlo e materia.
ru drsrjava inuilo que esle assiimpto se
disoutisso e volasse com toda a madrela,
niieria que elle fosse tratado por pessoa mal
habilitada do que eu, simo mesmo que Isso
nao acontec; mas vol contra a reolucao
que se prope em coiiseqiicncia do rrlalorio
do presidente, que declara ser a caresta das
carnes resultante de um monopolio, o que
deo lugar a que os nobics autores c delenso-
res do requerimento fossein Horneados, para
se occupar.in do lemcdio pplicavel ao mal
que coohecllin existir; poico, nolo que di-
zendo-se no relatarlo, que a careslia das car-
nes era o resultado de um monopolio que exis-
ta a commisso nao he da i.iesma opluiao,
porque nao o emende assim he verdade que
olla, ao p.sso que nao er 1.....lonopolio das
carnes, fe
cxpeiuleo aqu
a
quaudo nenhum resultado produza, lervir
para provir que a assembieaprovincial nao he
indllTerente animales que atingen a aquelles
que aqu nos collocarain. .
0 Sr. Manoel Cavaleanli: Outni provn he
que servem.
O Orador: Quindo nao ponamos dir pro-
vas mais convenientes, corre-noi, comtudo, a
obrlgielp de darmos ao menos aquellas que
estivereni ao nosso alcance.
O SrTtlanotl Cavaleanli : F.u nao rae refe-
r a comminao foi assembiea.
O Orador : A assembiea mesmo tem a obri-
gaco de fater.oesli queslan, oque estiver ao
seti alcance, e quando o presidente da provin-
cia nao ouvesse tocado neste ponto, eu eslava
disposto a naodeixa-lo em equecimento, e
tenho a convleco .le que esta assembiea o nao
despresaria. n.m deixaria de oceupar-se delle.
poiquantoreconliececomo uina de las ralis
sagradas obrigaedes o remediar os males que
possam pesar sobre a provincia. Ja v, pois,
o nobre deputado que nao fui levado lmente
pelo relatorlo a faier o meu prlmeiro requeri-
ineulo, e lano mais quanlo ja antei de ence-
tarniosos uossos trabalhos legislallvol, ilguns
passos hiviaeu dado para ver se poda atenuar
este mal, talvez mesmo de accordo cora S. Exc
monopolio das suas .Iras, unos
como devia: cis oque di/,
commisso ( fe J.
das ndagaces scientilieas, dos clculos com-
plicados, i que se deu a commisso ? No pro-
jecto de orjaineoto municipal: ella meinia
o di', no final do seu parecer : logo releva
considerar esse documento, releva enlrar ua
apreciacaodos clculos que all eilio inseridosT
e inanifeitar um prejuiio acerca de semelhn-
le parecer antes de examinar o trabalho que,
por aisitn diier, he o seu complemento,
alcm de precipilacn, denota mais algn.a
consa; denota que fot pordemais que a casa
resolveu uuvir a commisso de orcanieuto mu-
nicipal acerca rio negocio cm qui-st.lo, tan-
to que desprea a sua infor.nayo, sem que,
iem ao menos por .leferencia. sedigue de
averiguai a sua exactido.
- Para mais diflicultar a queslo.Sr. presiden-
te, o nobre deputado pomlerou casa os gra-
ves embaos cm que ver-se-hia a cmara do
Keeife, se, com os acanhados fundos ile que
pode dispor.a encai'regissemos ao mesmo lem-
po de duas obras lo imporlantes como o ma-
tidouro e occnilerio ; mas nao se dignou de
ponderarqite, quanto maiores'frcm as ren-
das daquella cmara, tanto iiieuos graves se-
rao esses einbaracos ; -- nao se dignan de con-
siderar que esse matailouio tornar-se-ha, para
a municipalidad!-, fonle perenne de rend-
ineiitos, e que nao he milito que ella, porqua-
tro annos, braceje com algiiuias dlmculdadei,
para, ao cabo desse lempo, coiisliiuir-sc em
clrcnu.iUnclai Iboramcntos inateiafs de sen municipio
nao se dignou de reileclir que, de pos.se do
matadouro, podera a caiuaia do Uecife reinir o
debito, que contrahio para com os cofres pro-
vinciaes alim de lubililar-sc a encelar a cons-
Irucciodo eemltrlo publico, dentro de praio
muito .uennrdoqiie aquelle a que parecen!
dar-lhe direilo as condijdei medanle as quael
Coi feio lo valioso empreilhno: e,- pois,
apenas encarou a qncslo pelo que ella tem de
cspini'osa, esquivando-se a aprecia-la as par-
tes em que a sua argiitncut.ifo nao poderla
deixar de naufragar.
Assevcrando que me eu va lera dos termos
em que se ach concebido o 27 do arl. 2 da
lei de orcamento municipal vigente como de
urna arma poderosa contra o pensatnriito de
qiicm qur que presume que a cmara muni-
cipal esl "brigada a encelar aiiideinni aeo
do emprestiiiio, que por ultimo me refrn,
ames de c ncluir o cemiterlo, conven, eu-me
o nobre deputado de que nao prestir alin-
elo a quanlo disse eu com referencia a esle
ponto da qiiesto em que estamos einpenlia
dos : eu nao inaiiifestei opinio segura a res
neilo, disse que o contexto do Citado oreara | qnasi tnica
.. meu espirito duvidas mu seras, e rogu. i! a f-lla de gado, o mais sao causas uii.ilo acci-
ao nobre deputado, 011 a qiialquer dos outros 1 denlaes, milito secundarias; aquella he a
meiis collegas .....s Ilustrados do que eu. que j principal: desejo agora saber qual o remedio
m'assoltasse: eulrelanlo, apezar d-ser o p,i- que .levemos dar a islo; o nico na minha
ineiro a conhecer a torca de lgica com que ojopinio. que pode ser proli(|iio e elhea/., he
...hredenutndose argumentar, v.jo-meol.n- a suspenso das iii.posicoes que pesaui sobre
gadoa declarar que aluda me acho no mesmo esle genero ; se a assembiea quer lomar .....
estado de duvida ; visto como onobre deputa-i remedio se. o e seguro, creio que nao tem
do nao se dignou de deinonstrar-i.ie que, redi- outro. .
gida como esl. aquella disposico legislativa I O Sr. Paet Hrrelo IHe acabar com as rcu-
obriga a uiumcipalidade do Hecife a comefar o das da provincia.
pacamenlod.isdii.heiros.quc por empreslimo (J Sr. A/.,nr/ OwilcanU-.r.a nao digo que
recehra para a conslruccao do ce.nileno, au- se fa^a, digo apenas ""^.'P^n^'r acabar
tes de haver concluido essa obra.
Sr. presidente, se nao fra to ...
peilo que voto ao nobre deputado, se nao fo,a mxs sonso loque scjulg, e elle sane que a
to Isslgnaldaaconsidcrac.ioque Ihe l.ibuto. carne est cara porque o gado falla, c .eco-
diisera que. apresentando a emenda que est nhece que o monopolio de facto nao existe,
sobre a mesa, o nobie deputado usara de um se se qnor, repito, acabar com isto, suspen-
sublerfngio para poder fallar anda urna v,/. dam-se as mposicoes por dous, tres. 011 sobre a materia ; visto que, doveudo a sua ar- tro anuos.
A coininisso niio ci no monopolio, como,
pois, entrega 0 remedio do mal que existe
a una pessoa que ere nesse monopolio? Nao
SP o remedio da commisso tem por hu
obviar o mal que nao he causado polo moiio-
d a-lorsarao para appllCar esse
1.0 meiino monopolio,
ser conveiiioiile, porque
polio, mas
remedio aquein cr
e islo me parece na
remedio nao sera adequado, visto que le...
de ser aplicado a um mal que na opiniao da
commisso na. existe. Ru quando It osle pa-
recer len.br,.11-mc de una aui.cd,cla do cotu-
do una fortaleza, que acensado
foilo fugo, deo entro nutras ra-es
, ter plvora, a commisso esl no
rnlrc oulras rases teve a da
andante
pur nao ter
nao
meiino caso
falta de plvora
O Sr. c'nrnfi'ro daCmilia: K foi ibiolvldo
no c< nselho de guerra 1 eu sel dessa historia.
O Orador: Ku nao sei se crnlieco quael
sao as causas da caresta da carne, mas per-
res- suidn-me que a verdad, ira, a principal, a
he a tal falla do plvora, islo he
, Apoindoi. )
l.ini,-lano a comtiiissao procurou consig-
nar, e ellcctivanienle consignou no leu pn ecer
as camas, que pode descobiir como cfflcicenles
do mal, e o uobie depulado, apeiar da leilura
que fe, nao pode descubrir nenhuma I indo
at a asseverar que a couiuilssao fuera mono-
polio de suas idea
O Sr. Manoel Cavaleanli: Monopolio de suas
ideas em propr a'gum remedio.
O Orador: A commisso deu o leu parecer,
como emenden, propoz urna resolucao que ac-
tualmente se discute, c esla proinpla a dar to-
dusos dese.ivolviuientos e aappresentar lodos
os motivos que a deleriniiaram assim a pro-
CVsr'.'j/anof/ Cavileanli :-Ah he que me pa-
rece, que ha um monopolio de ideas.
O Orador; Nao comprchendo o nobre
deputado, porque nao vejo em que a commis-
sso'.nonopolizasse Ideas : o parecer conten os
motivos e a conclusao acha-se na resolucao se-
guinte (le I. Nrsias disposiroes uo existe mo-
nopolio, existe sin., uina aulorisaco ampia, a
qual, he verdade, pode Ir al ao monopolio le-
gal se nelle consisiir o remedio, e desde ja as-
sev-roque o acollo,ic um previlegio qualquer
liver o poder de remover o mal que procura-
mos combaler e renieuiar. Mas disse o nobre
deputado, a coinmisiao he quem aulorisa o
monopolio por essa faculdade. que da ao passt
que a mesilla commisso nao ere no inono-
0 Sr. Manoel Cavaleanli Nao, nao disse is-
lo, disse que a commisso convencendo-se de
que nao existe monopolio, encarrega de curar
o mal que existe a quem er no monopolio, a
quem oar remedio! para acabar coinums cou-
sa que nao existe...
O Sr, Aaui.r : -- Senhores, que nos importa
que o presideulc la provincia creii, ou nao no
monopolio ? he para mim indillereute islo, nao
eslou persuadido de sua verdadeira existencia,
mas relo na permanencia de causas que con-
ru11 em para o cnerecimento da carne, c que
por isso he iudispensavei que procuremos re-
mov-las 011 exiingnl-las.
O r afnnoet Caua/eanli : Mas nao pelo me-
dico luecic 110 munupolio
O Omdor : Para proceder com cautella ,
para caminhar com acert, a commisso Tez um
requerimento c pedio ao governo os esclarec-
montos que tivesse esle respeito, e mesmo is
causas que houvesse descoberto como ejTicten-
les do mal ; 1 o.m, re.iieltendo-nos S. Eic.co-
pa de seu olTicio dirigido a cmara desla cida-
dc e a res|,o.ta desla; nao pode orientar bastan
tmeme a comini-s do maneira a poder pro-
poi logo medidas positivas ; o porque dooliu
de remella felto polo secretario se deprehenda
que a presidencia alguna eiclareciuient.il linha
que nao convinha fomein pollos no dominio do
publico, emenden a coinniissao que proceda
ciirialinenlc investindo a admluillmclo dos po-
deres e meios nocessaros para combaler o mal,
oi..,i, uando as causas leste
Km vista de todas eslas conside-
itia a resolucao, e dse
nais habili
gumentacaoversarprincipalmeiiie acerca di s-a radei voto contra a resolucao, e desejo que
emenda, porque, lmente dopois de ler sido a respeito delta materia pessoa mais habilt-
ellaapoiada, foi que o nobre deputado pedio lada do que eu falle, es, larece.ido-a.
a palavra, o Ilustrado membro se nao deu ao O Sr. Ajuiar ; Sr. presidente, eu beui previ
trabalho de juslilica-la, e ienlar-ie-hla sem que a coniinisso, firmando esle parecer, ti-
nada dizer rea de seu conlciido. ielh'ano nha do lular cmn mnilas dimculdadei, porque
lembrasse unidos nobres ineinbros da com- realmente o ohjoclo lio grave e dilhcultoso
as circums-
liioias'hoiive-em le variar. E se o parecer
aiTiruia a existencia do osclareciinentos nao de-
clarado!, he firmada as proprias palavras do
ollicio do secretario do governo. c 00 ale iiorour
empregado na redaccao. F.tnbora assevere a
couiuiisso em sen parecer que se nao pode de-
cidir pela existencia do monopolio, com ludo,
st.i persuadida de que o presidente, sem mu
boasrasoes. noviria aqu liter-noi <|ue elle
exista o pedirnos providencias ..
OSr. iUaiiol Cavaleanli: Pode ter-se enga-
O Orador : Nao JulgO impossivel ene enga-
o, por.ii tumbciii o nao possso crer emquan-
10 nao esliver provado, e eis a raso porque a
cninmisso no le.nor de errar, e n.o qtierendo
tomar sobre si a rrsponsabllidade de uina con-
tostaco absoluta sobre este poni, jnlgou mais
prudente conceder o arbitrio, do que medidas
raperleltai (Avoindo. )
Alin dislo, achando-se o presidente da pro-
vincia collocadoeni tuna posi{o de donde pode
muito bem ver as cusas, estando a alcancedc
recolher iiifornnci-s seguras, podendo mesin
empregar os extensos meloi de que lisprjepara
te assegurar da verdade; podendo al consultar
aquellos que julgar mus entendidos na mate
ria, com milita facilidade conseguir o conhe-
,-ini.iii,) das causas verdadeira do mal, e por
isso, con. mais successo, pode applicar o re-
medio...
OSr. Manoel Caralcantii Tem muito que
fazer.
t) Orador. lie verdade, mas de de tnao
ludo mais que no for to urgente, c prefira
islo |iie he de absoluta necessidade, e de que
depende o bem estar de todos. J v, por-
lai.to o nobre deputado, que quando a eom-
niisso deo ao p.esidenlc a laculdade de em-
commlno prudente e conrenlenle offerece
a reolucao que le discute. ,
O Sr. Manoel Cavaleanli:- Mas d'aqul at
haver gado hade-se comer carne. '
O V. Aguiar:- Dls.e mal o nobre deputado
que a commisso nao havla auigmlado as
causas do encarecimento dai carnei, e Ihe
pareceu mesmo que apenai tlnhi'do ^a
causa principal, oceupando-.e accldentalmen
te da falta de gados; Sr. prraldente a. eom-
o.ii.o est persuadida de que *?
falta de gado que produz o encarecimento di
carne, ebem que considere.es. causa como
multo poderosa, todava ere que oiitrai 11
leu. que pre.lam decidido concurso. leo-
Cladomal, eque cumpre leiain conveniente
nenie removida!. __
O Sr. Manoel Cavaleanli:- Mal 40 contos de
""'o /* JESSrV Se prov.r-.ne que a quan.la
coD.Tg.ai. o projecto he insuficiente e.tou
prompto .dar mal. Sr. preiidenle, a
inisso esl penuadida de que a falta dlo
gradouros publicoi pcrlo da cld.de aonae a
rezes destinada, ao coniumo lejain fonseria-
dai em milor numero, do que aquelle que be
neeessario ao abastecimento de poucoi atas,
be uina dai causii do mal, porque trazendo
os continuo! tramportei augmento de despe-
za, vem afinal a encarecer o gado, e enlao
todo esse exceiio he levado em conta no preco
da carne, para ser pigo pelo consumidor, rol
nesta persua.ao que a comimsiao, coufessau-
do com franqueza a nao pretcocao de deico-
b.ir toda as causas do mal, ouiou aisienalar
como urna dellas a falta des.e. logradouros.
que at podia.11 convidar 01 propriol creado-
rei a vireui cortar o leu gado com Iminemo
ss^&rEac-tjf '
reformar toda a leglslacao?
, O Sr. Aguiar:Eu direi ao nobre depulado
que se tanto fosie neeessario e le tanto eu
podesse auloriiar, o faria, porque estando
penuadldo da existencia d'um mal, ecorren-
do-me a stricta obrigacao de remedi.-lo,
mal andarla cu e mal cumpriria os meui de-
vore!, nao o fazendo.
Estou persuadido de que o presidente nao
abusar d'esie poder que !e Ihe confre, e
tambera creio que ei.e .poder Ihe he neeessa-
rio, uina vei que le Ihe incumbe a trela de
combater o mal, eipecialmenle nao sendo pa-
ra islo preciso !uspender garantas, saltar pe-
la conslituico, decretar pena de morte ele,
ele ; de manelia que essa dictadura de que
falli nobre deputado vem a ler mullo min-
iada, se limites le podene admitir em un lal
poder, porque, circunicrevendo-se na rbita
das lels, apenas abrange aquellas medidas que,
no circulo de nossas attribuices, poderta-
uioi decretar, le por ventura eiitendessemoi
cuntar com o feliz resultado que dezejainos
Assim, j v o nobre deputado que esta justi-
ficada a encoclo da aulorisaco concedida pe-
la diver.idade mesmo; das cauz.i que pos am
apparecer, vlslo como j pondere! que, alcm
da falla real de abundancia de gados,ha necei-
sidade de logradouros, que possam servir na.
s aos especuladore nesse genero de indus-
tria, portn ainda aoi proprios creadores que
quizerem vir vender relalho.... f
OSr. Manoel Cavaleanli: E islo se crian
uiuanno? Supponho que nao, eotao nao he
precizo.
O Orador : Nao aceito a conclusao; porque
seo remedio nao puder servir para ja ao me
nos garante o futuro. F.stamo. em abril._
breve chegar sete.nb.o como vero, e entao
de novo apparecer a uecessidale de medidas
com o reapparecimenlo da careslia das carnes
e falta de gados, e por Isso justo he que prevt-
namo-nos afim de que leuao queixem de nos
com raso.
Nao posso Sr. presidente aceitar como elhcaz
e neeessario o remedio indicado pelo nobre
depulado, islo he.siispenso de lodos os impos-
to sobre a carne, urna tal providencia, repilo,
,.o pode ler a efficacia que se pretende, por-
que tendo a pouco asseverado o honrado mem-
uco.que a causa principal da careitia da car-
ne era a falta de gado, nao sei como combine
ainra ensa asseverat;o com o remedio que pro-
pe, o qual de certo nao pode trazer em re-
mllado abundancia de gado c por cousequen-
ia baraleza da carne
Se a cauza da caresta provem da falta de
gados, par. que aquella desappareca he neees-
sario que tamtMUl delx* esla de existir, porm
continuando es-a falla he de rigor que con-
tinu o seu resultado, e cenaiucnle. o alivio de
|,1 inicuas imposices nao far com que desap-
parream 01 u.pecilios que obslo abundan-
cia ; por tanto, bem longe de crer a aboHclo
dos Imposto! sobre o gado um remedio elficaz
e prompto, julgo-o iuiproficuo c sumamente
iocvo s rendas da provincia....
O Sr. Manoel Cavaleanli: E a dictadura he
de graca ? nao cusa dinheiro?
U Orador: Sini, pode cuslar, mal nao Un
to quanto qur o nobre depulado que cuite,
portanlo, ar. presidente, embora a commisso
esteja proinpta a receber toda as emendas e
quae.quer boas icinbrancas do nobre deputa-
do, cuten.lo que esta nao pode icr admitida
visto que nao produi os ell'eitos que o nobre
depulado leve em vista; e em quanto_ outra
medida melhor e mais conveniente seno ap-
piesonte consinia-se que eu v ainda pordian
te susleulaudo c votaudo pelo projecto que le
discute.
Tendo dado a hora.
O Sr Ptuidtnlt designa a ordem do da e
levanta a sesiao. _____^_^_^_.
Sincero e verdaelro lera legundo.
Seu nobre coracSo tao generoso,
Pulsir i cada Initante elle "' ,
Por rnale que loffria a chara patria;
Procura Inveitigir seui loflrlmcoto,
K expondo a proprla vida iem de enea,
Athlela enlao le mostra irreilitivel.
Zeloso e bom pastor l 1 "*"*
Das ovelhn comolando ai affliccea,
Que do alto Ihe fra concedido.
Depoi. de luminofo movimento,
O aitro procurou ecclipiar-ie .'
Cedeu a nalurea lempre prompta,
Lancando no lepulchro o vate probo1.
Ouaudo as fibrai de leu corpo j. eifrlam,
eieia iem demora ter no pello,
Vquellequ'o creou, remio, i-alvou;
K como que chegando a Dlvlnd.de,
l)o ministro fiel seus puro votoi,
Ao soui de mil clirini harmonloioi,
A' eiernidade voo la alma aanta,
Joaquim So Baymando de Mendonca.
COMMERCIO.
ALFANOEGA.
Rend ment do da .21:555,817
Desearregam koje 5 de abril.
Escuna Phunis mercadoriis.
Brigue Contlitu't&e farinha.
Brigue Tebeiabo mercadonas.
Rrigue Loper -- farinha.
Escuna Ebenezer bal.las.
Brigue -- E nyemir mercadonas.
Kseun Adttaide btala.
CONSULADO GEKAL.
Hendimooto do dia .ii. 3:"^'
Diversas provincias. ..... io,*95
3:286,382
RECEBEDORIA DE RENDAS GEKAf
INTEtNAS.
Rendimentododia*......1:205,736
CONSULADO PROVINCIAL.
Hfn.lImBnlr. do.li.t j^jHiEg
Movimeiitocloporlo.
inisso de m, h,,ii,m municipal.
'(' Sr. Manori Cavaleanli :-He fucillimo quan- P'etar as medidas, e os ...eios neeessario para
( oui'luiii.lo, Sr. pres denle, anda insisto na to a mim.
opinio le que deve de licar adiado o parecer O Orador i Sao opnios, e h lamento que
em disciiiso.para ser votado conjiinctaueme nao livesseinos a feliz loinbranca de nomear o
com o projeclo de remenla municipal para o nobred.piitadopara la/or parle .la commisso :
anno de I85I--I852. ; enlrel.iiilo como islo nao su.ccdesso. e rite*..
O Sr. hasia rrquer le Ihe feculle poder re-j mos compromellldoi, forca he quodigamoi i
i remover a causas do encarecimentu das car-
ne, nao se Imfl 'lou que S. Kxc. tivese ideias
mullo fuas a .espolio do monopolio.
Nao digo, que soja impoi ivel, afinal reco-
nl.eeer-se a exi.leiicl. de monopolio, o qne
por ora assevero he que nao eslou persuadido
Navio entrados no dia V
Morais *0 dia, escuna niciunal Adtw-
de, de 45 loneladas, capiWo Chunto, e-
quipagem 8. cirga manleig, "
rreios de ferro ; a J. A. Lisserre & Com-
pauhia.--Atripolaco he toda fnnceza.
Rio Cnnde do Sul 33 lias, priguoRacio-
nal Victoria, de 187 toneladas, cipiUo
JosMnileiro de Almoida. equipagem 18,
carg carne ; a Araonm Irmflos.
Livetvool--31 din. barca ingiera Golden
Pleece.de 312 tonelada, cpitao J.mes
Palelhorpe.equipagen 17, era listro; a
Russell Meilors Si Compatible.
Terra N..v. -- diss, brigue *
Poaltniy, de 231 tonelada., MMM F.
Mout, equipegem 9, carca bacaltiio, a
Me. Calmuot & Companhia.
Liverpool 59 .lias, brigue austraco Bue-
Z Rachul. de259.tonel.das, Pll
Btuperich. equipegem 12, carga carvao
de pedra ; a orlara.
Observacio.
Seguio do Lime.rao par. Trieste o pila-
o austraco Angeolina, cipilBo G. Bruno,
cli
carga assucar.
EDITA L
MARI:) m mu
KECirz,
4DI ABRIL Bl 1851.
Or. Jos Raymundo da CoiU Meoeiei, julimu
nicipal iipplente daiegunda vara, e: do com-
mercio nesta cidade do Recife, por S. M I.
C. que Heos guarde, etc. ___
Faco saber aoi que o presente editel virrn,
que a requeriinenlo de Fernandei da Lu <3
Irmos, negociantes a relalho com loiae de fa-
zenda na r Ja do l.ivr.mento n. 10 e lo. se .cha
por este juio aborta a la fallencla pela ien-
lenca do iheor leguinte : ,,,.. _,.
A vista da drelaracao de fl. 2 a 0. 4felupela
sociedade Fernando da Lu t Irmao. julgo
fallida a dita sociedade, e declaro aberta a su.
fallencla deide o dia 28 lo pretrito .narco era
que proceder o balanco de fl. 5 a 0.8 por islo
mando que le ponham lelloiem todoioi oen,
livro! e papei! que le enconlrirem no e.tabe-
lecimeuto locial, como tambera nai sis ae
morada, eft'oiios e bem movis, pirllculareae
cada um doi iocoi guardado o dispoito no en,
145 r seguinte. do reg. n. 738 de 25 de novein-
bro de 1850, devendo servir de cundor h.cat o
credor Kalkram, a quem para ene encargo no-
meio preiiand juramento e cusas. Recile, i
de abril do 1851. -Joil fiaymuado da Cote, <-
niM Em cumpriment lo que todos oWlM-
dore preieiitei, lo referido fallido compire-
cam em casa de minha reiidencla na ra di
Vladrede Dos o. 1 prlmeiro andar do bairro
do Recife, no dia 7 do correte me pelai 10 ho-
ra! pa maiiliaa. afim de procederem nomea-
o de depu.ilario ou depo.itarioi que bao de
receber e admioiilrar proviioriiuiente caa
fallida. E para que chegue a noticia de lodos
mandel pasiar o preiente que lera publicado
pela iuipreoia e afi.ado nos '"8r"0d.e,";
do no art. 19 do regulament o. 738 de de
uovembro de 1850. Dada e paisadi ne.ta cida-
de do Keeife, aoi 3 de abril de I8al. Pedro Ter-
tuliano da Cunha, o eicrlvo e.crevl.
Joi-RaynMindo da Colla Menltu.
>ecIn*jfio.
guem,"porque emliin cada u.n tem o seu voto, bi so o relalorio que me moveii a isso; inoran
de. i cuu.equeutemenle ter a sua oplnlto, o !o no-ta cidade, sendo chele_ te lamina o pe-
que convm pois fa.er he motivar esse voto, e suido sobre mim a obngacaodc ocoorrer as
eu ofarel dando as rases que a comisso teve | suas n.cessidailes dianas, eu nao poda lenar
paiaaprosenur o parecer. O nobre depulado tainliein de sentir o mal de que lodus geral-
no se limiiou emeulc a fallar do parecer, ira- mente se qoelxaui, ito he, a canstia da carne
tou lambem do matadouro, e pode-sc diier verde que e tem lomado no, pesado oiniiu
que tomou esle ponto como Ihema do seu dis- pa.a lodos aquellos que nao pussuem multa
cuno, Isio. rtisim procedendn foi desvir- fortuna ; porlaoto, roconhecendo eu a exisieti-
luando os facto., de.lribundo as rendas da cia desse malo ao mesmo lempo a necessidade
cmara municipal, e o fe de lal sorle que a de um remedio qualqurr.lcri. provocado urna
tomou pobritsima, p-la em estado de naopo- discusso este respeito, mesmo ludepeuden-
der faier o matadouro, trouxc o cemiterio. lemenle do relalorio,
roosirou que a cmara devia e nao linha pa- Sr. Manoel Cavaleanli : Umremcdio.que
go, ele. ele. .rcmediasse.
Ora, Sr. pre.ideme, >c lao verdadeini ai O Orador: Sim, utna providencia qualquer
propoilcoei do nobre deputado, eu como nieni- qm* quando nao extinga aOlnluiaiuenle o mal,
Lro da commisso de faienda, prco liceucapa- ao menos atenu os seus elleilos e exiba um
r> retirar o orcamento provincial, que anula leslemunho publico de que alientos aos sollri-
ponco se appresenlou, porque somos devedorrs inenlos da pupulacao, nos nao riquccemos de
de nao pequea soiuuia, e al o prrsente nao einpiogar os meios que nos parorein proprios
ti vemos o cu id., lo do nos libertar da di vida pelo a exliipar as causas done sol rimemos.
contrario ineiitiinosem nao pagar 300coulosde O Sr. Manoel Cavaleanli: Uno pouco lerve.
rli que noi foraui ciiiprestadoi pelo cofre 0 Orador: Perdoe-ine o nobre deputado,
.nada de inaiieira a bem p
suas vantageiis ou desvantagens em ordem a
eioni corrijidae assenlou que, por bem do
publico, por bem de lodos i|uantos eslam sof-
frendo, couvinlia iuvesli-lo desses meios, a
que chaman, dictadura, porque el persua-
dida de que elle, illusirado cuino he, mesmo
ib vendo ler em coiuilerai;ao o beneficio de
ua provincia que lao bem o tem acolhido,
qucrei coucorrer para o alivio de seus ma-
le. ..
0 Sr. Manoel Cavaleanli: E nos tambera
devemos faier. .
0 Orador; E quem Ih'o contesta? porven-
lura j nao csiamos concorrendo cora esta
mesina discusso? o nono concuo nao .e
manifest com a auloilacao que concede-
mos ? He, sem duvida, para que nao possam
ralbar as necessarias providencial, he para
que eslas sejam efcaies, e para que, l.u.il-
ineiilc, a ausencia do corpo legislativo pro-
vincial uo poisa empecer aadopjao de re-
medio proiuptos e seguro!, que eulendeo a
\ assembiea approvou hoje a emenda do Sr.
Paes Harre to. addiando a dicu!so do parecer
da commisso de negocios de catnarai acerca
do maiadouro, para ser apreciado quando se
discutir o orcamento municipal : approvou
igualmente em primeira diicunao o projeclo
que regula a receila c pespeza provincial e
finalmente tambera approvou a emenda do
Sr. Aguiar ao parecer da cominisiao de co.n-
mercio, restaurando o regulamento de fl 1 de
agoslodo 1835, que out'ora le observava na
reparl9o das obrai pnbiicai. Houve lobre
esle assumplo uina discusso animada turnan-
d
lo lleg
'lao, l Cavaleanli,
ricou designada paraordem do dia d'ama-
nha(5) a segunda discusso do orcamenlo
provincial, a primeira do projecto appresenla-
do pelo Sr. Aguiar como emenda ao parecer
da commisso de co iniiiercio.
isie assumplo umi uocushu dinuiau. ,#<-
lo parle n'clla i Sri, Barao deSuassuua, Mel-
o llego, llrilto. Oliveira, Jos Pedro, Aguiar e
Olllm.Sr. ollictal maior, sei Viudo de
inspector da thesounria da faienda provin-
cial, manda fazer publico, que no da 7 uo
Hrrenle mez por diante, pagam-se os orde-
nados e msisdespezas provinciaes do mei
le marco prximo pissado. Secretaria aa
thesouraria da fazenda provincialde Per-
nambuco, de bnl de 1851 -0 secretario,
Antnio ferreira WAnnuiCtcdo. _
Vheatro de Sanla-lsabel.
Pulica^io a pedido.
NENIA
na sentida morte Uo itlm. e llvtn.
i'-mirto M'ranclHCo Ftrrelra
Itnrreto.
Ah! Si j'avaii dei parole,
Dei inage, de. syubol"!,
Pour peindre ce que je lem 1
(amurlinr )
Enluta-te Slao, j nao exilie
llirreto, o venerando, o varojuslo,
Que iriih.ndo as leii icvera. da moral,
A vida ll.e foi aempre amargurada.
No alio e lapieute lacerdoclo,
Era a lus entre ai luzei do seu lempo,
RECITA EXTRAORDINRia I.IVRE DA AS
SIGMATURA.
sAinuno, 5 na ADRiL dk 1851.
Lu-
Eitra" da prima dona absoluta, a leohora
Marieta Landa, e do primo bartono o Sr.
ca Vnco, ltimamente contralado, no luouc
Janeiro pelo adminilrador empreiarlo.
Eipttaculo variado de canto, dramtico
e danca.
Depoii de uina dai melhore ouverturai i e-
nhora Marieta Landa, executar a grande "
vatina da opera -- Altila do maestro
Verdi.
!egulr-se-ha pela companhla n.clop.l a 'e'
presentaco do multo applaudldo drama eni
actos:
O Ceg de Chorar.
No fim do prlmeiro. acto o Sr. Luca Va.co
cantar, a excellent cavatina d operatch-
ela orgiado maestro Donlxetli.
No fim do drama o Sra. Vaico e Linda exe-
cutarao o Iniereiiinte dueto da opera -
maiiri do maestro Verdl.
Km seguida ai tenhorai Haderna e Moreaux
danjaro o lindo e muito applaudldo palio a
dous :
Delle darp*.
i)epoli do que i tenhora Landa executar a
diftjcultosaiFariafdM di rodal


Terminar o espetaculo cora o bello e multo
applaudldo primeiro acto do
Lago da i Fadas.
Comer-ar as 8 horas.
Os bilhelesachsm-se venda no escrip->
lorio do theatro.
RECITA EXTRAORDINARIA EM BENEFICIO
. DO PRIMEIRU TENOR FELIPPO TATI.
Ouinta-feira, 10 Espetaculo variado de canto, dramtico e
dan?a, devidido em trea partes, da inaneira
aeguinte :
Primeira parte.
N. 1. A orcheatra eiecutar urna daa me-
Ihore ouverturas de seu repertorio ;
N 2. Grande sernarecifalico dtui0--da
opera do maestro bellini
Pirata,
Opera inmensas veiet representada no thea-
tro de S. Pedro uo Rio, sempre coni extraor-
dinarios applausos e numeroso concurso ; be
esta a peca em que a voz melodiosa e tocante
da senhora Candiani toma a expresso tema
do melanclico e apaixooado rouzinol italiano,
e unindo-se a rigorosa e prrfeita execuco do
tenor Tati, leva alma do auditorio a mais vi-
va penetrante sensaco,
N. 3. Grande serna e aria da opera de Bel-
lini
HmriV de Tenda
deiempenhada pelo baix-barytono, o Sr. Ca-
purri.
N. 4. Scena e excellente romance da opera
II liiiiMi de Venezla.
He a narracao mais pattica da vida do bra-
vo, revestida de urna msica sublime e apro-
Siriada a irveridade do objecto, posto da pro -
unda sciencia musical do celebre Mercban-
te ; ser execulada pelo beneficiado e seu li-
Ibo Prederico Tati, que toma urna pequea
parte na scena. O alegro dtssa peca he de
coinposicao do cavalleiro maestro Geannini,
8ue o eseieveu expressainente para o bene-
clado.
N. 5. II m passo a dous pelas senboras lla-
derna e Moreaux.
Dille Ciarpe.
N. 6. Dar fim primeira parte o bello e
muito applaudido duelo da opera de Bellini
I. PURITAM
desempeubado pelos Srs. Capurri e Frederico
Tati.
Segunda parte.
, Dramtica.
A companhia, em obsequio ao beneficiado
representar a graciosa e sempre apreciada
larca
O Detanti
pa qual tomar parte o distincto artista, o Sr.
Germano.
Terceira parle.
N 1. Grande scena e rond final da opera
O PIRATA
pela senhora A. Candiani.
. S, nrilhaote cavatina da opera hulla do
maestro Donitetli
Olivo e l'aiquale
pelo beneficiado.
IV 3. Passo dous pela senhora Baderna,
a caxuxa.
N. 4. Terminar o cspetaculo com o tercer
ro acto da opera do maestro Doniettl
Lucia de Lamermour
era o qual tomaro parte, alai do Sr. Frederi-
co Tati, por obsequio os Srs. Silvestre, Kay-
muodo. Maxliiiiaiio Costa e Santa Rosa, sendo
o principal papel desempenbado pelo benefi-
ciado.
O beneficiado confiado na distinctae lison-
geira predileco com que o generoso e Ilus-
trado pblico deata capital o honra sempre
que a elle se aprsenla, espera que nrssa imi-
te n confirme cada vez mais nessa to gloriosa
ideia.
Os bllhetes achain-se venda no Atierro da
Boa Vista n. 6, em casa do beneficiado, das 9
horas da manha s 3 da tai de, e desta hora
em diante no escriplorio dolheatro.
THKATHU Dfc AFOLLO.
SEGUNDA-FEIRA, 7 DI) CORRENTE.
A conipanhiafranceza, sb a dirercSo de
madame Rerteaux, tencionamio relirar-se
desta cidade para a da Bahia, em despedida
offereceaoestimavel publico pernanibuca-
no urna representado extraordinaria ; a
variedad; nos joros e ejercicios, e os es-
forcos que empregarSo lodosos execulan-
testornar*"esta representacSa amis bri-
lliante de todas.
Primeiro aclo.
Dinsa na corda pela companhia.
Segundo acto.
O Carnaval de Veneza,grupo piramidal por
Mrs. Rerteaux, Morin, Rremond, Charles e
madeinoiselles Genny, Hortense, Seraphiue
e Mor n.
, Teretiro aclo.
Os jogos icarios por Mr. lierteaux e seus
dous filhos.
Quarto acto.
O trapezio pelo joven Bremond, dansa an
lipodal executada por Mr. Berteaux, termi-
~ nara este acto, a extraordinaria ascenQao do
Tonnel, na qual um dos artistas da compa-
nhia subir pela corda a urna altura ps sobre o tonnel, retrogradando da mes-
ma posicSo.
O arlequini immovel, panlomima em 2
actos, representado"pela companhia.
QUADROS VIVOS.
Primeiro quadro.
Suzana (acast* ).
Segundo quadro.
Ocime.
Teretiro quadro.
Oanjoda guarda.
Quarto quadro.
Hercules e Omnhalo.
Quinto quadro.
O jogo.
Sexto quadro.
As Bichantes.
FSEfOS DOS lULIIETKS.
Camarotes da primeira galera de frente
8,000 rs de lado 6.000 rs. ditos da segun-
da galera de frente 10,000 rs. ditos de la-
do 8,000 rs.; ditos da terceira 5,000 rs., pla-
tea 1,000 rs galera 640 rs.
N. B. Os blheles Unto de camarotes
cmodo platea acham-se expostos venda
no escriplorio do Ihealio. das 9 horas da
mauhSa as 4 da tarde.______
Avisos martimos.
Pira l.labdi abe com brevidade o ber-
gantn) portugus San Domingos, capitSo
Manoel Goncalvea Vianna : para carga ou
paaaageiroa trata-se com o referido capitSo,
ou com o consignatario Joaquim Ferreira
Mendea Cuimsrfles, na ra da Cruz n. 49.
--Para Lisboa ahe por todo o mez de
abril o brlgue portuguez ConceicSo de Ma-
ria : quem oelle quizer canegar ou tr de
passagem, para o que lem excellentes com-
modos, dirij-se aos consignatarios, Tho-
ni.iz de Aquino Fonseca &F1II10, na ra do
Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao capi-
tSo na praca.
Para o Para com escala pelo Cear pre-
tende seguir viagem com muita brevdade
a escuna nacional liarla Firmina, capitSo e
pratico J0S0 Bernardo da Roza: quom na
mesma quizer carregar ou r de passagem,
pode entender-se com o mesmo capitSo, ou
com o consignatario da mesma, Luiz Jos
de S Ara'ujo, na ra da Cruz n. 33.
Para a cidade do Porto,
A muito velona barca portugueza Bracha-
reniesahe impretervelmente no da 16 do
correte, anda pode receber alguma carga,
e tetn excellentes commodos para passagei-
ros : quem quizer carregar ou ir de oassa-
gem, entenda-se com o capitSo Rodrigo
Joaquim Corroa, ou com Novaos & Compa-
nhia, na ra do Trapiche o. 34. Os Srs. car-
regadores tenhama lumia.lo de mandaros
conhecimentos, assim como as pessoas que
tiverem coutas com a dita barca de as apre-
sentar nestes 8 das.
para o Rio de Janeiro sali, breve a po-
laca /V. S. do Carino: quem na mesma qui-
zer carregar ou r de passagem, dirija-se ao
seu consignatario, Francisco AI ves da Cu-
nha, ra do Vigario n. 11, primeiro andar.
------- _j______ 1
Leiles.
Henry Gibson far leilSo, por interven-
go do corretor Oliveira, de grande surt.
ment de fazendas inglzas, todas proprias
do mercado : segunda-feira, 7 do corrente,
as 10 horas da manhSa, no seu armazem,
ruada Cadeia.
F. H. Lultlcens far leil.lo (transferido
do da 3 por causa do vapor J, por inter-
vencfo do corretor Oliveira, de grande sor-
timento de ferragens e miudezas, consis-
lindo em pregos de muitas qualidades e
tamanhos, facas e garfos finos e ordinarios
para mesa e sobremesa, facas de charquear
ditas de sapateiro e cabo leve, etc., limas
d'Alemanha bem sortidas, enxadas, nava-
Ihas para barba finas e entrefinas, panellas,
chaleiras, chumbo de muntjlo, bacas e
rame de lalSo, serrotes, verrumas, penosa
d'aco, colxetes, bandejas pintadas, btOes
de madreperola e muilos outros artigos
proprios do mercado : terga-feira, 8 do cor-
rente, s 10 horas da m.niliin, no seu arma-
zem, ra do Trapiche Novo.
Avisos diversos.
Perdeu-se, da ra do Cabug, beceo da
Pol, alcrua das Cruzes, urna cartnira,
contend) o seguinte : urna sedula de 5,000
rs., outra de 2,000 azul e muito velha, e
tres de 1,000 tambem milito velhas e rotas,
e mais alguns papis, entre elles urna rela-
rn do fazendas a Luiza /.forma dos San-
tos, em que estSo lanzados diversos reci-
bos, -faltando nove ou ouze mil e tantos
lis para saldo de contas : quem a tiver a-
chado querendo restitui-la, dirija-se a esta
typographia, que se I to dar o achado.
Desappareceu da rasa de sua senhora
a osera va de nome Luiza, com os signaes se-
guintes corpo e altura regulares, com bas-
tante sicitrizes de bexigas, rosto redondo,
olhos grandes, beigo inferior um tanto ca-
bido o falla muito: quem a apprebender,
leve-nao pateo do l'araizo, sobrado defron-
te do .I111.111/.
Antonio da Silva Pessoa vai Europa
prximamente tratar de sua sade, e em
sua comnanhia vai seu mano Joaquim do
Itego Barros Pessoa, e urna criada de nome
Calharina, 0
O ahaixo assignado faz sciente que se
retira para fra do imperio com sua senho-
ra e nina filha de idade de 6 mezes, a tratar
de sua sa le. Antonio Francisco da Silva.
-- O alferes Ilenrique Eduardo da Costa
Gama, nilo podendo pessoalmente despe-
dir-sede lodosos seus prenles e amigos
que o obsequiaran), durante o pouco tem-
po que residi nesta provincia, pela ines-
perada partid-a, o faz pelo presente annun-
cio, oflarecendu seu limitado presumo na
provincia do Rio Grande do No; lo.
Um moco portuguez, que te ni bastan-
te pratica de venda, seoleiece para tomar
conta por bataneo de qualquer estabeleci-
mento desle genero, ou mesmo para co-
bran?, para o que se acha habilitado e da
fiadora sua conducta: no Aterro da Boa
Vista, venda n. 41.
Precisa-se de urna ama para fazer as
compras e o servico interno de urna casa de
familia : na ra Bella n. 23.
OSr. Francisco Lopes Vianna queira ir
ra do Pires n 3, a negocio que nilo ig-
nora.
A luga se
o armazem da casa da ra da Cadeia Nova
n. 7, com fundos at o rio, propria para co-
cheira, com cacimba e cano para esgoto : os
preten lentes dirijam-se ra do Crespo,
loja n. 10.
*Desappareceu no dia 2-2 de Janeiro do
corrente anno, urna ecrava, de nome Mara
Benedicta, de nacSo Congo, que represen-
ta ter 50 annos pouco mais ou menos, ros-
to comprido e descarnado, desdentada na
frente. nSo ho baixa, grossa do corpo ; lem
4 perna esquerda mais grossa que a direita,
e na mesma algumassicatrizes, ps e mos
bantante grandes : roga-se, portanlo, as.au-
toridades policiaes e capilfles de campo, no
caso de a pegaren), levem-na ra do Quei-
mado n. 65, que serSo generosamente re-
compensados.
Sociedade Nova-Thalia.
O primeiro secretario da sociedade tbeatral
Nova Thalia, convida aos Srs. socios da mesma,
para comparecerem hoje pelas G horas da
tarde, na casa da sociedade, para reuniao de
boje. ,
-- Joquim Jos de Souza, tendo recebido
do Sr. Bernardo Antonio de Miranda urna
caita de importancia para o Rvm. Sr. Fr.
I.ourencoda limnaculada ConceigSo, resi-
dente em Garuar, scompanhando 116,000
rs. que la dentro da mesma carta, pardea*
em caminho desta pracit para o engenho do
Brutn. O annunciante roga o favor a qual-
quer pessoa que achar a referida carta, de
a entregar ao mesmo Sr. Miranda, que se-
r por elle recompensada, e aceita como
um beneficio que llie fazem, declarando que
na tarde do dia 3 do corrente mez be que
perdeu a referida carta.
Na ruaestreita doRo/ario n. 28, se-
gundo andar, se dir quem d dinheiro a
i.remio. Na m-sma casa Vendem-se dous
trancelins, 2 pares de brincos, 2 coidOes, 2
anetes, 1 alfmete de peito para senhora, 1
vernica, 1 tnoeda guarnecida, 2 relogios
patentes inglczes, 1 apparelho de prata pa-
ra cha, 1 salva, 1 duzia de colherea para so-
pa, 1 dita para cha, I faqu ir.., 1 salva, t
salva. 1 patena e setim preto a 1,000 rs. o
covado. ,
--Desappareceu, no dia 1 do corrente,
um cavado castanho, grande, tem na mSo
esquerda um Inchac) junto ao casco, do
qual manqueja alguma cousa : quem o pe-
irar leve-o ao engenho Paulista, ou na ra
da Praia n. 17, quesera gratificado,
Joaquim Maria Ribeiro de Andrade,
subdito portuguez, faz prximamente urna
viagem Europa.
AttencSo.
Roga-se a pessoa que vendeu urna cadeia
de ouroao Sr. S. B. pela quantia de 16.000
rs., queira fazer a deligencia de verse re-
cebe esse dinheiro, porquanto ha ja mais
de cinco mezes que quem lli'a deu para
vender est desenbolgado.
Lourenco Ferreira Alves avisa ao res-
peitavel publico, que Joaqun Vaz l'ereira
da Silva deixou de ser seu criado em a sua
coxeira da ra da Guia ns. 14 c 3, desde o
dia 1 do correte ; e para que ninguem te-
nht com o dito Joaquim negocio algum ten-
dente aoabaixo assignado, faz o presente,
nSo obstante ter elle sabido amigavelmen-
te e liquidado de cotilas.
Precisa-sede um menino de 10 a 12
annos para caixeiro de padaria : no pateo
doTerfon. 30.
QV Una a:-.(. ni/.o ~ ii. js. g>
0 Consultorio homceopathico do faculta- Q
t\ tivo J. B. Casanova. q
Gratis para os pobres. pv
)2 Na ausencia do facultativo J B. t'.a- J
J? sanova, oprofessorde homceopathia '^
9 Gosset Bimont continuar com os g
& trabalhos do mesmo consultorio, on- O
O de poJera ser procurado a qualquer O
<3 non. O
Manoel Alves Cavalcante, morador na
praia de S. Francisco de OIlQiia, ten lo li lo
um annuncio no Diario n. 73 de 29 de mar-
co do corrente anno, pretendendo-se arren-
dar um quinlhl ou sitio na mesma praia dn
S. Francisco, o qual foi de Gaspar Jos do
Reis, j fallecido, e que hoje lera de perien-
cer a algum de seus herdeiros, faz publico,
que o sobredito quintal lie foreiro ao an-
nunciante, por se achar dentro dos limites
de suas Ierras, como consta da demarcado
judicial que se instaurou a requerimento
seu, a qual foi julgada por scnlenca, e re-
conhecida dita demarcac tual da mesma cidade, como de todo cons-
ta dos autos que existen) no carlario do es-
crivSo Cyriaco por tanto a pessoa que se
sobar com direito ao dito quintal ou sitio,
tenlia a boiiiladede vir reconhecer-se e pa-
gar o respectivo foro, sebe que iio quer
perder a posse do mesmo, na forma da lei.
Da casa do abaxo assignado desappa-
receu, no dia 31 de margo do corrente amo,
pelas 8 lioras da noite, urna negrinha afri-
cana, das que foram os seus servidos arre-
matados em 1845, de nomo Maria, de 12 a
14 annos pouco mais ou menos ; tem marca
de um talho por cima do nariz ; levou ves-
tido de chita escura ja bastante usado, e
mais dous, sondo um de chita preta e mitro
de dita branca tamhem usados, e um par de
sapatos de couro de lustro para senhora.
Desconlia-se estar acoulala em alguma ca-
sa, por nSo ser a primeira vez que assim
acontece : quem della tiver noticia, levan-
do-a ao abaxo assignado ser recompensa-
do, assim como protesta ir contra quem a
tiver acontado. -- Jos Egidio Ferreira.
- Precsa-s de um homem, embora se-
ja pardo ou "lelo, que queira trabalhar em
um sitio, e que enlenda de algumas plan-
taces : a fallar na venda da ra do Roza-
rio larga 11. 46.
OSr. que annnnciou prestar-se a co-
brar algumas dividas no mato, comprela
na ra do Uozario larga, ve"n la n. 46.
Perdeu-se urna cachorrinha toda bran-
ca, com os cabellos finos e crespos : quem
a achoo, querendo restituir, dirija-se a ra
das Trincheiras, sobrado de um andar, por
cima do pintor, que ser gratifica lo.
C'oinpram-se e vendem-se
escravos, e recebem-se de tom-
missao, tanto para dentro como
para ra da provincia, com pres-
teza e milita seguranca, tanto na
fuga como na boa venda : na ra
das Larangeiras n. t4? segundo
andar.
AIuga-S3 um mulatinho de 16 annos
para todo o servido de urna casa, he mui-
to fiel, pa>a o que d-se fiador sua con-
ducta, e tambom he proprio para pagem :
quem o pretender, dirija-so ra Nova n.
69, que achara com que tratar.
- Precisa-se alugar um primeiro ou se-
gundo andar de urna casa, que tenha com-
modos para urna familia, preferindo-se no
bairro de Santo Antonio, ou mesmo seto-
mar to los os dous andares, pagase bem :
uo Passeio Publico, loja n. 11.
Traspassa-se una divida de quatro
contos de rs. vencendo o juros de dous por
o. uto ao mez, com hypolheca em metade do
engenho Kecanto, em SerinhSem ; faz-se
negocio mesmo com desobrigasom dividas
desta praca : quem pretender, dirija-se
travssa da Madre de Dos n. 5, ou ra de
Santa Rila n. 85.
Desappareceu, no dia 30 de marco, um
esciavo de narSo Costa, de nome David, al-
to, bem preto, tainos no rosto, camisa.e
caiga de algodSo tem um calo na cabeca
de andar ganhando na ra : roga-se aos ca-
pitSes de campo, ou autoridades policiaes,
que o peguem e entreguem-no no sobrado
junto a c deis, por cima da cocheira, que
ao recompensara generosamente.
Furlaram do sitio da Palmeira, na Tor-
re, umquaitao, melado, castrado, com a
marca A no quarto direito, com poucos ca-
bellos na cima e na cauda, e com signaes
de arreios de carro nos peitos e no pescofo:
quem o tomar, queira entrega-lo no dito
sitio, ou 110 ultimo sobrado da ra da Ca-
deia, defronte da torre do convento de San
Francisco.
Attenc59.
Precisa-se alugar um preto bastante ro-
busto para o servico de sorvele, pagando-se
15,000 rs. mensaes : a quem islo convier
dirija-se a ra do Rozano estreita n. 43,
coufeitaria..
-- Vende-se, ou permuta-se por urna ca-
sa terrea 110 bairro da Boa Vista, em boa
ra, que tenba bastantes commodos para
grande familia, com bom quintal murado c
cacimba com boa agoa, por um sobrado de
dous andares e sotSo com trapeira, com bo-
nita vista, loja repartida, com una boa ca-
cimba na mesma loja, em ch3o< proprios,
no bairro do Recife, o qual rende mensal-
mente 3-2,000 rs. : na ra dr Apollo, arma-
zem n. 34, so dir quera faz este negocio.
Desappareceu, no dial do abril, um
cavallo rugo-pomlio, pequeno.'com canga-
Iha, bastante gordo, bom passeiro.com tres
peixes seceos debalxo da cangalha : quem
0 pegar ou delle tiver noticias, dirija-se ao
pateo da Santa Cruz, venda n. 70, que ser
gratificado.
Aos artistas.
Na fabrica de *ndrade & l.eal, na ra Im-
perial ns. liso |20, precisa-se de nfTiriars de
ierreiros de forgea, e alguns de fiinileiros, e
1 1 ni lie 1 n se recebein .aprendiies para diversas
itlii-i 11 is que se acham na mesma fabrica : os
pretendentrs, dirijain-se a mesma, atim de
tratarem .1 respeito.
Precisa-se de urna amasecca de meia
idade : na ra do Cotovollo n. 29.
O ahaixo assignado, durante a sua m-
sencia, deixa o Sr. Dr. Benit incumbido de
0 substituir em todas as obrigcfies da sua
profissiio, ficamlo para esse efleito residin-
do no seu domicilio, e de posse do todas as
notas e registros que podem facilitar esta
substituido ; deixa por seus procurado-
res para os pagamentos e cohrancas a seus
primos, os Srs. Antonio Manoel de Moraes
da Me- |ini.i Pimentcl Antonio Luciano de
Moraes da Mesquita l'imentel; e desde ja
pede Josculpa pornSo poder cumpriro de-
ver das ordinarias despedidas para com to-
das as pessoas, com quem tem relajos do
OicJJo, ou de civilidade, nilo tanto por ser
bastantemente creseido e n dessas pessoas,
como por se ver obligado, bom contra a
sua vontade, a continuar com 08 trabalhos
da sua profissSo at o ultimo momento da
sua partida;e finalmente ollereco seu
fraco prestimo em Pars o em l.islnu aos
seus amigos coilioci los, os quaes todos
podem dispor da boa volitado, que tem de
Ihes ser til ou agradavol. Recife, 2 de a-
bril de 1851. Dr. Sarniento.
Attcncao..
Tem de irpraQa nos das 5, 9 c 12 do
corrente mez, depois da audiencia do joiz
municipal da segunda vaia desta cidade,
de arrendamento por tres annos, o predio
de lies andares, sito na 1 oa da Seuzalla Ve-
lha, com trapeira, solSo o armazem, cujo
preJio perlenceu a J is da Silva Braga. 0
commoJo preco de 480,000 rs. por que dito
predio vai praca, aliento o hom reparti-
111 ulii do mesmo, a sua loealidade, que ol-
l'erece linda e espacosa vista pira a nova e
formosa cda te dn s. Amaro, com cacimba,
porto de embarque e desembarque, nSo po-
de, deixar do interessar a quem desejar,
quizer esouber conciliar os commodos e
gozos da vida com a economa, ISo neces-
saria ao hon.em.
AttencSo.
Furlaram do pescoco do urna menina que
se achava dormindo 110 escriplorio do thea-
tro de Santa Daael, na noilo do beneficio
daSra. Baderna, um cordSo grosso de ou-
ro, foito no Porto, com 30 oilavas pouco
mais ou menos, tendo enadouma lina de
coral encisloaa. Doscontia-se de um cerlo
individuo, aun tem este bello costme ; mas
para nilo haver engaos, roga-se aos Srs.
ourives, iu pessoa a quem for offerecido,
tenha a lum.li lo de avisar no mesmo liica-
tro a Antonio Maximiano da Costa, que gra-
tificar a pessoa que lal roubo possa des-
cubrir.
I'recisa-se de um fetor capaz, para um
sitio pe lo da praca : a tratar na ra da
Cruz do Itecife n. 2.
He muito barato.
Vendem-te chicotes a- 800 rs. e 9 00 r^
engallnhaa multo superiores a 1,000 el .800
iV.charuteiras Hoas a 1,600 rs. e 400 rj. su-
periores caixa. redondas para rap l*.
metas cruas para hornera a 18O rs., Iuvaa oe
ilo da Escoc as mais superiores que tem
appirecido a 800 rs. o par, ditas de seda pre-
ta para homem a 1,000 rs. dita. '"
pomo Ingleza 1,600 rs-, carapucas dobradas
!lc seda preta para hornera a 40 ra..e nutras
inuitas cousas que se vendem mais barato uo
que em outra parte : na ra do Queunado toja
de miudezas junto a de cera n. 33.
Pnrasenhoras.
Vendem-se luvas pretas de torcal as mais
superiores que se pode encontrar por serem
encornadas a 1,000 ra ditas 800 r., melas
.le seda preta a 1.600 rn trancas esfeiias pre-
tas e de cores proprias para manteletes e en-
lejes de vestidos a 240, 320 c 400 rs. a vara :
na ra do Queiinado loja de muidezas junto a
de cera n. .'(3.
Mei.is de laia para padres.,
Vendem-se muito superiores melas de laia
para padres a 2,000 c 1.800 rs. o par : na ra
do Queiinado loja de miudezas junto a de cera
n. 33.
Cartas finas para voltarete.
Vendem-se superiores cartis franeezaa pa-
ra voltarete a 80 I eOOO rs. o baralho : na ra
do Queiinado loja de miudeasjuuto a de cera
11. 33.
compras.
Compra-se, pira urna encommenia,
escravos de ambos os sexos, de 10 a 40 an-
nos de idade : na ra de Santa Bita, sobra-
don. 14.
Compra-se um pao d'Angola para ti-
poia : na ra do Queimado n. 14.
C'impra-se urna carteira de urna SO
facs em bom estado : na roa do Uozario lar-
ga, loja de miudezas n. 38, de Jos Das da
Silva Cardeal.
Compra-se un) metliudo do flauta re-
sumido e urna estante pequea para livros :
na praca da Boa Vista n. 6.
-- Compram-se os cumentos de Virgilio e
Horacio: quem tiver, annuncie.
1 Coiiiprani-se duas pelles de onea para
urna encoiiiinenda, sendo o inelhor possivel
tanto em t'inanho como na lindera do pello,
nao se olhando o preco mais sim ao inelhor
que ser possa : quem tiver, dirija-se a ra da
Cadeia do Recife u. 44, loja de ferragens.
Compra-se um metilo to devOlSo por
Caruly.em bom estado : 110 pateo do Col-
legio 11. 6
Vendas.
Vende-se o engenho Cangaii na comarca
de Narareth : quem pretender coinpra-lo, di-
rija-se ao engenho Camaragibe, o 1 nesta ci-
daie ao pateo do l'araizo n. 26.
Lotera do nio de Janeiro.
Aos 2o:ooo,ooo rs.
Na praca da Independencia, lo-
ja de calcado do Arantes, c na rua
da Cadeia do Recife, loja de miu-
dezas n. /'(, vendem-se os mni
afortunados meios billicles 1I.1 vi-
ge.sima-sextd lotera a beneficio
ilo Mone-I'io, e da primeira lo-
tera o benfico fia sociedade A-
mante da ln.slruc;ao, assim cuno
cntelas das oiesmas lotera, de
que se espera a lista no primeiro
vepor, e paga-se qualquer premi
que ii lies sabir sem ganancia al-
guma.
Meios bilbetes 11,000
Quartos 5,5oo
itavos a,800
Vigsimos i,3oo
Vendem-se mui boas bata-
tas inglezas : no Recite, armazem
de Das Ferreira, det'ronte da Al-
fandega.
'entes de tartaruga para mar-
raas
Vendem-se superiores penles de tartaru-
ga para marrafa pelo baratissimo preco de*
800 rs. o par, preco que faz admirar : na rua
do Queiinado loja de miudeas junto a de cera
Hom e mato.
Ventes abortos para segurar cabellos a 310,
400 c 501) rs., fazendas milito superior, dito
de iiiarfim de alizar a i,280 rs., carleirinhasr
coni agulhas sortidas a 320 rs.. dias era caixi-
nhas a 320 rs.. peines de btela para alizar a
3U0 e 400 rs linhas de earrilel de 200 jirdas
60 rs., litas de peso cm miadas a 60 e 100 rs.,
prquilrs nrctis de cores pira cufeitos de vel-
lidos a 24D e 320 rs. a vara, Ihei uirlnha* mul-
to linas a 320 r3., bonilos agulhciro de vidro a
.i.O rs., touquinhas de seda preta para enan-
cas .1 S00 rs., babados herios .le linho a 120 c
140 rs. a vara, maracas para meninos a 120 e
240 rs., luvas de trocal para menina a 8 diversos brinquedos para menino que se ven-
dem muito barato, e outras mui las cousas
iiue se deixa de annuiiriar nesta oecasiao : na
ruado Queiinado loja da miudeas junto a de
cera 11. 3).
Soriimento de lonca v'nlrada.
Como sejam panellas, cae trolas, nap'iros,
fregideiras, alguidares de todos os tamanhos,
Jarras, iiiiiriinri.is Unas, moringues, resfria-
ttoMI, eair.il is branca- para resfriar agoa. ba-
laioi |i ira meninos andarera, ditos pira costu-
ra c compras, B coudecas : na rua da Cadeia
do Recife 11. -
Aos pintores.
No armazn de Francisco Das Ferreira,
nocaesda Alfandega, veniem- Bielas ditas rom vi Iros de 11 pollegtdasde
comprido o 9 le largura, por menos prego*
do que mu outra qualquer parte.
-- V'eode-se um esclavo crioulo, de 24 an-
nos, do servico de. cas', rua e campo, e urna
esciava do gento de Angola, que represen-
ta ter 30 anuos, do servico Se campo e de
vender p la rua : na rua do Uozario larga 11.
30, primeiro andar.
Aos 20:000,000 rs.
Na rua do Rogarlo estrella, botica n. 10,
vendem-se bilbetes do Itio de Janeiro da
10 une m lotera a henelieio da sociedade
A nanto da lnstruei.no, pelos seguirles pre-
qos : iiileiros 22,0 i&, meios 11,000, quartos
1,800, OitBVOS 2,800, e vigsimos 1,400.
Penas d ema.
Vendem-sc penas de ema para espanado-
res : na rua do Queimado 11. 1 \.
Ven le-se um escravo do I) mita figura,
prelo, ptimo para lo lo o lerVIQ : na rua
de Santa Hila, sobra lo n. 14.
Atteiujiio.
Urna pessoa que tem de retirar-so para
fra desta provinci 1, vende urna mobilia
le relias), dn Jacaranda, envernisn la e em
muito hom estado, a saber : 12 cadeiras I
sof, a oadeiras de brscos, 9 bancas, 1 mes
redonda, 1 grande commoifa com 5 gavotas,
6 oadeiras, 1 marqese, 1 banca pequea
tamben de Jacaranda, e urna mesa de ama-
relio para sala de jantar : quem quizer com-
prar a mencionada mobilia, tenha a bon-
dade da dirigir-se a rua Bella n. 22, que a-
char coui quem tratar. ,
Lotera d> Kio de J.meiro.
Aos 20:000,000 rs. {
Na rua estrella do Rotarlo, traves/a do Que
niado loja de miudeas 11. 2 A. d/fc J. F. doi
Santos Uaia, vendem-se os aiuita afortunados
bilhrles, meios, quartos, ollav^s e vigsimos
da primeira loteria a bonelico da primeira
sociedade Amante da Inslruccao.
Lotera do l\io de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na praca da Independencia loja de miude-
zas n. 3, que volla para a rua do Queimado.e
Crespo, vendem-se os muito afortunados bP
Iheles, meios, quarlos, oitavos e vigsimos da
primeira loteria a beneficio da primeira socie-
dade Amante da Inslruccao.
Loteria to Rio de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs. .
Na loja de miudezas da praca da Indepen-
da n. 4, vendem-se bilbetes inteiros, meios,
quartos, nilavos e vigsimos a beneficio da pri-
meira loteria da sociedade Amante da Ins-
lruccao, que correu no dia 3 a a de abril.
llilli .tes do Kio de Janeiro.
Aos 30:000,000 rs.
Na ioja de cambio da Viuva Vieira & Fi-
lhos, ua rua da Cadeia do Recife n. 24, a-
cham-se venda os mui afortunados bilbe-
tes, meios e cautelas da primeira loleria fc
beneficio da sociedade Amante da Instruc-
qSo, viudos pelo vapor Baniana, da qual vi-
ra a lista pelo primeiro vapor.
MUTILADO




Quem d
Venha ver e
Nt rui do Crespo loj_
voUa pira a cadeia, vendem-se pannos li-
no""reto* superiores 3,000, 3.500, 4,000,
4 500 e 5.000 ris o covado, dito azul a
3,000, *,O0O, 5,500 rs., dito verde a 2,800,
500 rs dito crtr de rap a 3,000, 3,500 rs ,
cortes de casimira preta a 5,000 rs., ditos
mais superiores a 8,500 e 10,000 rs., ditos
de odres a 2.800 rs., cortes de collete de
velludo a 2,000 rs,, ditos de setim de cores
a 1,600 rs., ditos degorgarlo de seda a
1,280 rs ditos de fustSo a 320, 500. 610 rs..
ditos de brim pardo de Iinho para cale a
1,600 e 2.000 rs., ditos brancos a 1,600,
1,800 e 2.000 rs.. ditos de cores a 800,1,280
rs., riscados de Iinho a 220 e 320 rs o cova-
do, alsodSo trancado de listra escuro mul-
to encorpado, proprio para escravatura de
engenho a 180 rs. o covado, picote a 220
rs marte azul de vara de largura a 2i0 rs.,
dito do Turta cores a 200 rs., riscado moris-
troai-20 rs., ditos francezes milito bonitos
para vestidos a 240, 280 rs., cortes de cam-
braia branca de quadros a 2,000 rs., dilos
de cissas de cOres a 3,000 rs., ditos multo
"nos a 3,500 rs., ditos pretos a 2,000 rs.,
ranibraia lisa com 8 varas e meia a 2,720
rs. a peca, dita de cores para vestidos a 2S0
rs. o covado, dita preta a 120 rs., metins de
core para forros a 120 o 140 rs., curtes de
chits linas e de cores tilias a 2,000 e 2,100
rs., chita para cohoi U de cores xas a 200
rs. o envado, ditas para Mtidol a 140, 100,
180 e 200 rs.. meios lencos de casia para
grvala a 240 rs., ditos rom hstras de seda
a 320 rs., sarja despalillla m-nto superior
a -.',210 e 3,000 rs. o covado, lucias para me-
ninos a 1,000 rs. a duzia, chafos de sol de
asteas de baleia a 1,800 rs., madapoliio
oiuilo superior e largo a 240 rs. a jar Ja, e
os acreditados cobertores de tapete para es-
cravosa 720 rs., cambraias bordadas pro-
pria para hadados e cortinados com 8 va-
ras e meia a 4,000 rs. a peca, e outrs mul-
las fazendas que so os freguezes v. mo aerte
dilarUo os precos.
Deposito da fabrica le 'lodos.os
' Santos na Haliia.
Vende-se, em casa de N. 0. Hieber & C. ,
ni rui da Cruz n. 4, llgodfio transado da-
qiiella fabrica, muito proprio para saceos de
assucar e roupa de escravos, por preco com-
moio
O remidi doihwiiot itrd applieado dottodoqut
legue.
O doeiitc pela manhaa, urna hora pouco
mala ou mcnoi depois de erguer-ie, anda em
iejum, far derramar dentro dos Ouvidos qua-
trn ou cinco gotlai do liquida, tapando-oi de-
pois com algodao em rama; S noite ao deltar-
se repetir a mesma operacao. Durante o uso
do remedio evitar expor, os ouvidos princi-
palmente i accao do calor e do vento, afirn de
evitar gr/nde tranapiracao, bavendo cuidado
,n nomolharosps em agoa fra; linalmen-
te deve obster-se de comidas salgadas, azedas e
adubadas. .
Estes remedios csto a venda na botica de
Bartholomeu Francisco de Souia, na ra larga
do Rolarlo, n. 36, nico deposito em Pernam-
buco, pelo proco de 2,240 rs. cada vidro.
< Deposito de tecidos da fabn
X ca de Todos os Santos,
i-
CIDADDEPARIS.
na Babia.
> Vende-se em casa de Domingos Al-
W ves Matheus, na ra da Cruz do Re-
W- cife n. 52, primeiro andar, algodSo
transado daquella fabrica, muito pro-
prio pira-saceos e roupa de escra-
vos, assim como lio proprio para re-
des de pescar e pavios pare veilas,
&. por preco muito commodo.
Madama llosa llurdy, modista
brasleira, ra Nova, n. 34,
Aiinuncia ao pubhco, particularmente seus
freguozes, <|iie ij'm receblo u
core, lisas fraoxfda e de pregas, d.Joi de
sed para meninos se baptisareni, chapeos de
palha de tollas as qualidades, para senhoras e
meninas.. X!m grande sorlinienlo de mante-
letes e capotinlioi de todas as cores, pretos
de chanialoles e groa de naples. capotinhos
de lil de llnho preto verdadeho, ditos para
menina de quatro a oito anuos; ricas cpelas
de llores le laranja e ramos para enfeitar ves-
tidos, ricas luvas de pelira conipndas e enlej-
iadas, ditas curtas pretas e de seda de icde
para meninas e senhora, ditas de pellica cur-
tas para senhora e para homein ; camlsinlia
para senhora, ricas romeiras, meias de seda
branca paia baptisar meninos de qualro nie-
les tres anuos, ricos penchos brancos para
enfeitar chapeos, e ramos fino para ditos;
trancas e franjas de seda prea e de coros;
eros de naples prelo c furia-cores, com franjas
e trancas da mesma cor para os ditos capoti-
nhos | ai vende vontade do comprador.
Lindas toUCII de gorgurao, vindas de rranca,
para baplisado. Na mesma loja faz-sc vesli-
dinhos para laptisado, toucas para enancas,
capotinhos, vellidos para senhora. chapeos de
crep preto ; c limitas outras fazrndas que se
veudeni maiseni tonta que em qualquer oulra
<**>*? >#:# p-#,(*:#^###
Sa loja lie Jos .loaqnini Ho-
S
ifua do Gollcgio n. !\.
Nesleestahelecimenln se encontrara soml
pre o mesmo sortin ento de chapeos de so-
ja annunciados, assim como sedas e pannos
em peca para as arniac/i s servidas, haleias
para vestidos-e espartilbos de senboris.
Concrta-se toda a qualidade de chapeos de
sol, ludo por menos preco do que em oulra
qualquer pirte.
Acaba de chegar para a tua Nova
n. 8, loja de Jos Joaquim Mo-
reir- & Gompanhia
excellentes esparlilhos de Iinho para senhora,
guarnecidos de baleias e de dulcientes ino-
dellos. cousa papalina e inlcirainenle nova
nesle genero, voiidem-se por preco inulto em
conta, chapos francezes inodernoi e de boa
peluda a 7,000 rs., sarja prea hcspnihola,
vosprelos muito linos, luvas de todas asqua
lidades quer para liomem'quer para lenhora,
lanternas de vidro de todos os tainanllOI e de
iodos os precos, ditas bromeadas, lencos para
grvala de cores e pretos, un bello sorlinien-
to de cordas para vinillo inulto novas que se
vrnderao a lOO rs. cada tuna.
AGENCIA
da fnndieao Low-Moor.
IIL'A DA SF.NZAI.U NOVA Y 43.
Nesle eslabeleeimento conti-
na a baver um coniplelo sor t-
menlo de moendas o meias moen-
das para engenho, machinas de
vapor, c tainas de ferro Latido e
~Ctftfdp, tie todos os lmannos, na
ra dito\
__Vi'inli. ni -' supeiiores livros em hran-
co, de diversos tamaitos : em casa de Kalk-
minn Irmilois, na ra da Cruz n. 10.
Vendcm-se relogios de ou-
roe prata, patente ingles f na rua
da Senzalla Nova n. !\i.
Arados de ferio.
Venrlem-se arados de diversos
modelos, assim como americano
com rambo de sicupira e braco
de ferro : na fnndieao da rua do
Brum ns. (1, 8 e 10.
Deposito de cal virgem e potassa.
Cunha & Aniui iin, na rua da Cadeia do
Iteeif- n. 50, vendeni cal virgem em pe Ira,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po-
tassa de boa qualidade, por menos preco do
que em oulra qualquer parte.
Por 1.000,000 ris.
Vende-so um lerreno com 53 palmos de
frente! lugar para edificar 5 moradas de
casas ), tendo de fundo desdo a rua da Ai-
rn at a rua do Hospicio, e se conviei
tambem se fat negocio com oulros 53 pal-
mos juntos ao mesmo terreno, os qiuie
d9o lugar para edificar-se 15 moradas de ca-
sas : para tratir, na praca da Independen-
cia n. 17.
Xecido de algodao trancado na fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Gadeia n. 5a,
vendem-so por atacado duas qualidades,
poprias para saceos de assucar e roupa de
rscravos.
\ radns de ferro.
Na fundicSo da Aurora, em S. Amaro,
vendem-so arados de ferro de diversos mo-
delos.
oooo
Jos .loaqnim Morclra Si C. O
ft com loja na rua Nova
gv ,'iiiimrro 8, Q
X acabam do receber um sortimento q
J de candieiros denominados Eco- jj
? nomieos moderadores muito pro- -.
X prios para quero l e escreve, ou es- Js
v tuda de noite, lano pelo aceio da luz J*
& como pela clariJade que dSo, acres- Gf
g cendo alm disto que o scu prec he <3
4^ o mais mdico possivel, porque n3o v
j> excedo de 4,000 rs cada um. O
Vinlias finos
de Hordeaux, vlnhodc Hercs, vinbo do Huel-
go, viuho de Bordeaux brauco de idade de 100
annos : vendein-ie em casa de Kalkmaun Ir-
maos, rua da Cruz n. 10.
(barutos de Ilivana
de superiores qualidades : vendem-se em ca-
la de Kalkmanu Iruifloi, rua da Cruz n. 10.
Vellas de esp-'rmacete
de muito boa qualidade e de 6en libra : ven-
dem-se pelo diminuto preco de 600 rs. a li-
bra, em casa de Kalkmann Irmaos, rua da Cruz
u. 10.
Instrumentos d.: msica
chegou novamenle um completo sortimento
de initrumeoto para msica militar, recom-
n.cnd.i-se principalmente os pisles, jiralos ,,
verdadeiros daTur<|ula, flauins, llamas, bai- memo de fazendas novas, ricos chapeos xos, cornetas de chave, clarius lisos e de cha-lUn, do gros de naples e gorgurao d
ves, violos riquisslmos de Jacaranda, clari-
netis, trombones, trompas, caixas de guerra,
z.ibuuibas e arens de campainlias : venden) se
em cal* de Kalkiuann Irmaos, rua da Cruz
n. 10.
Tintas em oleo
branca e verde i vendom-se em casa de Kaili-
ii. ii.i, Irmaos, rua da Cruz n. 10.
Obras de ouio
chegou um novo c completo sortimento de to-
das as qualidades, como sejam, correles pa-
ra relogios, aunis, pulceiras, allinetes, ailc-
recos, brincos, vollas, etc. : veiidem-se em
casa de Kalkiiiauu Irmaos, rua da Uruz nu-
mero 10.
Livros em branro
grande sortimento proprio para escriptorio e
qualquer oulro eslabeleeimento ; vendeni-se
em caa de Kalkmann Irmaos, rua da l.'ruz
u. 10.
Cadeiras c sofaes
para meninos : vendem-se em c:isa de Kalk-
mann Irmaos, rua da Cruz n. 10.
Gopos para viulio c para agoa
de qualidade milito superior vendem-se em
casa de Kalkmann Irmaos, rua da t.'ruz n. 10,
aonde I.......m ha grande sorlimcnto de appa-
rellios de vidro fino para sobremesa, para Igpa,
para ponche, ceslos c vasos para llores c para
frutas.
Morullas superiores.
Na fundidlo de C. Starr 6 Companhia,
em S.-Amaro, acham-se a venda moendas,
de canna, todas de Ierro, de um modelo e
COD8truCC,0 muito superior.
Anligo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapicbe, n. 17, ba
muito superior cal nova em pedra,
ebegada ltimamente de Lislia
na barca Ligeira,
Ao tulilico.
1 tu iiiiii crescido numero contaran os mdi-
cos al agora molestias incuravels, contra as
quaes i era perinltlldo 10 paciente reilgna-
cao para sollier um mal de que j.i nao havia
eiperaneai de podtr liberla-lo, e ao medico
phllantroplco a dor de ver miiilos de srtis se-
melhantes victimas de enfernildadei, contra as
quaes se declarara Impotente, podendo apenas
lamentar a fraqueu da inlelligencia humana.
Mas. gracas aoi progressos da medicina, gra-
cas ao zelo de bonicos ineansaveis, que, nao
desesperando da perfeclibilidade '*a seiencia,
se leni dedicado invesligacan de remedios
Ixit- pos-i un alliviar a humanidade de llguui
males que a allligem, o numero das molestias
reputadas incuraveis vai de da em dia dinii-
nuindo. Assim, adiar depois de loncos traba-
llios, de profunda medilacao e reiteradas expe-
riencias, mcdicainrnlos que nos restiluaiii o
uso dos dous inall llliporlintei sentidos de que
lie dolado o lioineo, quando estes j se acha-
vaiii no supposlo estado de iucurabihdadc e
inii'ii un-ole perdidos, lie por corlo um dos
maiores servicos que se poda prestar lninia-
nidade; rilo que eslava reservado a um ho-
mein pliilaiilropo da cidade de braga, em Por-
tugal, cuja ciencia, CUjo amor de seus seme-
ntantes se leein feilo geralinentc coubecer. Os
remedios que ora oll'eri ceinos ao publico, nao
en iran na elasse daquelles que o vido e clisa-
do charlatanismo inculca com iouo.s e des-
compassados lirados, c que o crdulo vulgo
por ignorancia recebe na boa f o sem discer-
nimenlo, acbamlo-sc depois illiioido; tem, po-
rt'in, de oceupar niui dlltlnclo lugar enlre os
medicamentos quemaiures beneliciusprestaui
ao liomem: coioaam ellos dadissolU9io aquo-
sa de extractos de plantas medicinaes, de vir-
tudes 0:111 reconhecidase virllicadas. U longo
uso, as continuadas c severas cxperieuuias ;'i
que por toda a parle teem ellos sido subinelli-
(Ins, sem que nina s vez hajan falhado em
seus bous elleitos, c desmentido as esperanzas
que sobre ellos havia fundado o scu inventor
Ihe leein giangeado constantes e repetidos elo-
gios dos mais sabios e respeitaveis mdicos
assim da Kuropa, como da America que unso-
nos abonam e proclaman! sua accao sempre
certa c benigna. Um desios licores be deali-
nado a combalor as moleslias de olhos, o tem
por principal virtude restituiraoiorgol da vi-
so suas funocoos ; reanimar e l'azor reappare-
cer em sua natural perfeicao a vista, quanda
osla estiver Iraca ou (iiasi extiocta; cointanlo,
porm, que nao baja cegiieiia absoluta com
deso 'gsnisacao das parles; nao menos, mil e
enrgico he para deslazor as oaiaratai desiruir
as nevoas e de proniplo deb-llar qualquer in-
Oammafio ou vennelhidao dosolboa. >o
caosam ilr non esiiomlo oa parido.
Oulro liquido 11 simo a faculdade de ouvir
ossons ao ouvido loiado de surdez, ainda que
inveterada urna voz que o mal nao soja deuas-
cenca, sem causar em lempo algurii o menor
incominoilo >o doenlec solo priva-lo de cui-
dar em seus negocios.
INSTItUCCOKS PAKA O USO DOS 11KMKDIOS.
U dui ulhosetnprrga-ie du modo leguinte I
O dornlo pela manilla, em jejum, uina hora
pouco mais ou menos depois que erguer-sc do
I, iiii tomar 'sobre a palma da mo pequea
porco daquella agoa ; c com ella moldara
bem os olhos, fazendo que algumas goltas
caiam sobre o globo oceular : sem os limpar,
os conservar uiolbados al que naturalmente
ensuguein : ao deilar-se noite pralicar o
meiuio : durante o lempo que usar do reme-
dio evitar o calor, accao de fumaca e o vento;
far abstinencia de comidas salgadas, aiedas
adubadas com especiaras.
jogarvoltarete a l,aoo rs. o bara-
Iho : no paleo do Collegio, casa do
Livro Atul.
_ vendem-se duas escrava. mocase sadla.,
que cose.n multo bem, engommam. coil-
iiham e lavam de sabo : na rua de S. Fran-
ico casa de um andar defronte o theatro.
.-Venderse urna preta de 23 annos pou-
co mais ou menos, sem vicios nen1 acha-
ques, parida de pouco temoo (com urn
criapJda), a qoel preta sabe coz.nh.r
engommar e coser grosso : n rua da Cruz
d? 19/00 no Aterro da Boa Vista, do lado
direito, ultimo sobrado de vannda de pao
d6--Venase ps de Uranj. enxertad.s
de embigo em balaios, ditas seleti, ps de
limo doce, ditos de-llma de embigo, ditos
de sapotis, ditos de ruta-pao, ditos de ro-
mas de tres quilidades, ditos de condece,
ditos de goiaba, ditos de araca de fra, di-
los de laranjas da China o da trra, ludo por
preio commodo : no principio da estrada
dos Afflictos, primeira casa nova, iodo para
li, mSo esquerdi.
i>a loja pernambucana, de
Antonio Luiz dos Santos,
rua do Grespo n. 11,
d| Vendem-ie chapeos de castor brancos
e pretos da derradclra moda de Pars. '>
WV^'VV V* v*f t f 11 tf f f f
Loja de Antonio Gomes Villar, na
rua Nova n. a3, quina que vol-
ta para a Gamboa do Carmo.
Vende-se a verdadeira sarja preta hespa-
nholi: setim prclo de maco, velludo preto,
merino preto muito fino, los de Iinho preto,
bleos pretos de Iinho muito fino.bicosde blon-
dos, flores francezas de todas a qualidades,
leques do ultimo gosto de 2 a 15 mil ris, luvas
preus de seda, chapeos prelos francezes para
homem, vestidos de cambraia brancos com
babados, e outras muilas fazendas de gosto,
que se vendero por menos do que em oulra
qualquer parle.
Vende-se una canoa descoberta, que da-
se por commodo proco: quem qulzer com-
prar, dirija-se ao estalriro do Sr. Joao de Bru-
to, que dir quem vende.
I Vendem-se saceos novos de estopa com
'duas varas cada um a 320 rs.: na rua larga do
Rotarlo n. 4K, primeiro andar.
Vende-se fortuna de mandioca^ de boa
qua
relrn & Comiinnliin, na
mu Nova n 8,
!9 vendem-se manguitas o meias man- ?
$ cas de filudo Iinho e cambraia, cou- '
j@ ja de sosloeque n.uito se usa. em i
S vestidos de ci-ssa, cambraia e seda, Si
,# costando o par 2.000 rs. fomente; )
cabeqoes ou romeiras de fil de li- '&
nbo, tanto para senhoras como para -fc
meninas, pelo baratissimo proQO de <#
B 000 rs. ; cammnlias de fil e cam- 4
S b'raia ; talhos de bico de seda ou $
V blondc.laiilo pretos como brancos; ^
m capotinhos de chanialotee setim ma- 4
S cao: mantas do garca brancas, mu- *
i lopioprias para noivas ; capellas e|
fc* ramos de flor de laranja ; chapeos 4
i de palha arrendados e lisos para se- N
& nboras e meninas ; e outras fazendas -"i
K mala, que na mesma loja se vendem
S muito em conta. +
', .1sf-..'irIff;*P'<|>:'!?'^-
__Vende-se na distancia do 2 legoas e meia
J.i .dado d.. Rio-FornioO, pela margom ci-
ma do ro Serinhaem do lado do sol, o enge-
nho r.axoeiiinba com os seguimos quislos, e
objeclos declarados, e sem ellos. O seu lerre-
no he de tros quartol do legoa para quem do
sul, o meia legoa de nascenle a poenle, lirma-
dos'por mareosa 4.ri annos, sem contradieco
alguma, como consla dos seus ttulos ; o seu
slo be lod barro, quer soja ladeira, quer se-
ja vanea, tem bastante maltas virgen! e nclla!
bailante maderadeconslruccao, he bom moe-
dor com agoa, porque moe com o citado rio ;
os seus edificios sao, casa de engenho sobre
pilares tapado todo de paredo, cavco de cal
e lij lio, lauque de agua da mesma forma,
com um forte escorinbolc de ferro, tambem
rica obra e duravrl, nina famosa casa de ba-
gaco, com tres Ihesouras e duas tacanicas, es-
Uvada sobre Ulldl iras lavradas, boa serrad] do
agoa proinpta de ludo, casa de purgar e en-
eaixamento, ludo Orinado obre paredSos do
tljollo o podra ; osla remontado como pre-
ciso para sua manufai tura, ludo em bom es-
tado, boa caprlla, una rica sanala, fumado
ludo sobre (ipillo, com um lerraco na frente
firmado sobi e columnas c soll'rivel casa de v-
venda, sondo uiolade terrea c melade sobra-
dada, casa de fazer farinha, ostribaria, casa
de euiprogado, foiuo de cosiuhar obias de bar-
ro, o cerrado he lodo de vallado c liinpo, um
sobradobo dentro do engenho, e mais una
dilllllacSu prompla com ludo, que pede dis-
tillar quarrnta caada, de liquido daiiamen-
te, ciijos preronlo, 24 cubas para garapas,
duas pipas, um loiiol que leva 2 pipase meia
de liquido para deposito, canecos, bicas, res-
fiador, faz lodo o preciso de agoa, deila gara-
pa no alambique, deila as caldas fora sem que
so pegue nclla, 0 sem ser locado por bomba,
ii bois mancos, li carros, 6 burros, 2 quarlns,
G escravos c safra que pode regular 1,500
paos.
-- Vende-se englobado ou aparte um en-
genho novo denominado Indepeodente, do
fundo do engenho cima, que moe com ani-
maos. O seu lerreno he de meia legoa em
quailro, c firmado obre marcos, e quasi co-
Kiei lo lodo o seu terreno oe mallas virgens e
com elle os objecios irguintei, ou sem ellos,
lObos mancos, 20 cavallos, 4 escravos e safra
que podo regular 1,200 pes : quem pretender
uirij;i-se ncsia praca, lo Sr. Ilanoel Goncalve
da Mira, que Ihe espora a forma do negocio, e
nos eugenhos ao seu proprielario c residente
Pedro de Mello a Silva.
lie7crio i niicez a a,800 rs.
No Atierro da Hoa Visla loja do calcado n.
58. junio ao selero, vondein-se pollos de be-
zerro francezde boa qualidade a 2,800 rs.
A 3,aoo rs. o par.
Sapaldes de couro de lustro, obra bom feila
a 3,200 rs. o par : quem quizer doseuganar-se
v ao Atierro da boa Visla loja de calcado n.
58, junio ao selero que achara.
Vendein-se dous le renos, um no Atterro
dos A logados do lado da uiar pequea, com
perlo de 800 palmos de frente, e o oulro em
Santo-Amaro, dando do um lado na rua da Au-
rora e do oulro na eitrada de Luiz do Reg,
com 200 palmos de frenle : na rua da Cruz ar-
mazem c primeiro andar n. 51, e no Atterro
da boa Visla 11. 'A segundo andar.
Vendem-se carias linas para
.iidade em saccas de 2,000 n. cada urna :
rua da Cadeia Velha loja de Joaquim Ribei-
ro PonlO!. .
Sarja bespanhola limpa muito lar-
ga a 1,000 rs
Vende-ie sarja bespanhola muito larga e
muito encorpada a 2.000 rs. : na rua larga do
Rozarlo n. 48, primeiro andar.
Vendem-se 250 couros de cobra pellcs
grandes : no Atierro da Boa Visla n 14.
Vendem-se um escravo de 30 annos de
Idade, official de ourives : oa rua das Laran-
geiras n. 2. .
Pecas de chita limpasa 4,000 rs.
Vendem-se pecas de chita limpai escuras
proprias para escravas a 4.000 rs., e a 120 a re-
lalho, e rrles de bonitas cambraias para ves-
tidos a 2,600 rs. : na rua larga do Rozarlo n.
48, primeiro andar.
Galcado.
No Atterro da Boa Vista, dei'ron-
te da bonecra
he chegado pelo ultimo navio francez um no-
vo c completo sortimento de calcados de to-
das as qualidades, tanto para I......fin como
para senhora e meninos, assim como sapaldes
de lustro para homein a 3,00(1 e li.OOn rs.. ditos
do bezerro, chnellas de tapete e borseguins a
3,50" rs., sapates do lustro para senhora os
melhores que ha a 2,000 rs., ditos de Lisboa a
I.GOn rs dilos de marroqum c cordavao e
borseguins francezes para senhora sapalOes
do Aracaly lano para homein com. rapaz a
800 rs., ditos de lustro para homem folios na
Babia a 3,000 rs., pellcs de niarroquim de to-
das as cores, di los de lustro c bezerro fran-
cez, vasos para ornar mesas e condenas de
lodos os tamaitos, ludo a troco de pouco di-
nheiro.
-- A bordo da escuna Varia Firminn Tun-
deada na vdla do forte ha ainda um 300 al-
quelre de bom saldo Ass.quese vender
rm conta por a inesiua escuna ler de argir
viagem : a.quem ennvier comprar, emenda-
se com o capito a bordo, oucom S Araujo
na rua da Cruz n. 33. m
-- Na ruado Crespo n. 2l, vendem-se los
pelos de i un,inlii) regular e mullo boa fazon-
da, polo barato proco de 3,000 rs. cada um ; di-
los grandes, milito superior faienda, por 11.000
rs. cada um sarja preta llespanhola a 2,.Vio
rs. o covado, faienda muito boa ; luva pretas
do Irocal ; e outras fazendas pretas, proprias
para os actos da semana santa.
-- Vende-se um molrque com idade de II
annos. com habilidadca -. na lloa Villa, travos
sa du Veras casa n. 9.
OOGGOOO^t&GGOG0
' Na loja ernambtican i, de O
Anlonio Luiz dos Santos,
rua do Grespo n. 11,
f*, Vendem-se camisas de riscado para ho- _,
jf niein, muito bem feitas, assim como di- **
v* tas de algodao americano forte, para O
O trabalhadorct. Q
Vende-se .. taberna da rua Direita dos Alo-
ulus n 42. o juntamente a casa quem a
pretender, dirija-se a dita casa.
Vendom-se duas arrobas de doce de caj
secco: na rua da Gloria n. i4
Vende-se uina earrnca grande com lastro
de a ma 11 I. n : na rua da Roda n. 4H.
Lotcrin dn nintriz Aos lo:ooo$oooc 5:oooSooo.
Na rua da Cadeia n. 24, loj-i de cambio da
ViuvaVieira & Kilhos, vendem-se os mui
nloiluiiHilos bilhetes e meios ditos da mes-
ma luteria, que corre impreierivelaiente no
dia 2 de i millo prximo vindouro.
Rilhetes inleiros 10,000
Meios 5.000
Na rua Nova airas da matriz, loja n, 2,
vende-sc boas fundas forradas de camurr,a,
i mis candieiros para sala, Linternas de p de
vidro, ditas de p de brome, leques Anos de
papel 1 >.iinimbos, escovas para cabello, ditas
para roupa, ditas para chapaos, ditas para
denles, pelles de couro de lustro francez mul-
lo superiores a 3,200 rs. lencos de cambraia de
Iinho bordados finos a 8,000 rs., ditos a 5,000
rs., lisos a duzia a 4,800 is., le eos pequeos
para meninas a 200 rs., ditos a 400 rs., ditos
de seda a 1,200 rs., chapeos de merino prelo a
ti,000 rs ditos brancos a 6.000 ri., espingardas
linas do espoleta, longos de cassa para grva-
la a 600 rs., ditos de lio de seda a 1,000 rs.,
chapeos de palha para senhora a 5,000 rs., di-
tos para menina a 1,000 rs dilos para homem
a 4,000 rs., casiicaos de vidro, dilos de bronze,
chicotes inglezes com mrlelo a 2,0u0 rs., man-
tas de gar;a prela, chales de leda baratos,
luva de seda, meias de seda prela para te-

nhora, jarros com baca de porcelana brancas
nroprios para lavatorio a 4,000 n., apparelno.
de porcelana para cha a 20,00t n., chavlnaj
de porcelana para caf, voi de llnho preto
bordados de leda. ve"os brancos para lenhora a
5 000 ra ditos a 4.OU0 rs., luva de fil de ll-
nho a 600 n., maniai de fil preto a 4,000 ra.,
mollas para gravatai a 320 w. : vende-se a di-
nhelro vina.
Vendem-se inelai de aeda preta cumpri-
dai, proprlai para padres, inulto em conta :
ua loja n. J da rua Nova atri da matriz.
Ghapos franceses.
A. Colomblez com loja n. 2, na rua Nova
atrs da matriz, vende a dioheiro a vlita ,
chapeos ftancezei para homem a 7,000 e 7,500
rlf. ,.,.-
Vende-se a dinheiro a vista
lencos de cmbrala de llnho multo finos com
bico em roda para as enborai de bom gos-
to : na rua Nova loja n. 2.
Meia pretas.
Vendem-ie inelai de seda preta cuoiprldal
para senhora, pelo barato preyo de 2,000 ra. :
na rua Nova loja n. 2.
Bicos pretos.
Vendem-ic blcoi de llnho preto, ditoi de le-
da preta : na rua Nova n. 2.
Vende-se um inoleque de nacao de 20 a
22 annos de idade, bonita figura, boin cozl-
nheiro, com prlncipioi de bulieiro e muito di-
ligente para todo o servico : na rua do Crespa
n. 10.
Bom e barato.
' Vende-ie cera de carnauba primeira tortea
6,000 rs., sapatos brancos para homem e me-
ninos, dilos de couro de lustro, couroi de ca-
bra, chapeos de palha, e pennaa de ema:
na rua da Cadeia do Reclfe n. 49, primeiro
andar.
Vende-se um famoso preto muito fiel,
mestre refinador de assucar, cozlnba o diarlo
de uina casa, e multo excellente para um !i-
lio por ler bastante pratica : quem o preten-
der, dirija-ie a rua da Concei;ao da Doa Via
n. 9.
Vende-!e um excellente lerreno na praia
de S. Rila, com 60 palmos de frenle e cerca de
SOOde Tundo, bom porto de embarque cerca-
do de cae! de pedra, este lerreno he proprio
para eslabeleeimento de fogos, como pada-
i ias, rofinacei, ele, por ser aquello lugar
marcado pola cmara para laos eslabeleei-
mento! : a tratar na reillaco de Franca &
Irmaos junto do mesmo terreno, pelo lado do
norte.
Vendem-se dual laceadas de cantarla :
ua rua do Crespo n. 8 segundo andar.
Vonilem-ie 5 accocs da companhia de
Beberibe : na rua da Cadeia casa de cambio de
Viuva Vielra 8t Filhoa.
Vendem-s escravos baratos,
mocos e de bonitas figuras, como
seja : molecSes, moleques, negras
com habilidades e molecas, assim
como 3 mulitinhas, que cozem,
engommam e marcam, e entre es-
tes escravos ha um ptimo carpi-
n, um mestre sapateiro, um per-
feito bolieiro e um perito c zinhi-
ro : na rua das Laraogeiras n. i/j,
segundo andar.
Vondoin-ie carrinbos de mao, trinta pal-
mus do saccada de pedra dalerra, urna mo-
rada de casa terrea com chaos proprloi, na
rua do Fogo n. 37, e uina meia agoa no becco
da Catnboa do Carino n. 2 : na. rua da praia de
S. Rila, defronte d ribeira do pcixe, depoalto
de licores n!. 10 e 12.
__Yenilom-se 16 eicravoi, sendo um de ida-
de de 22 auno!, bom official de pedrero, oulro
da mesma idude earreiro, um dito canoeiro, 6
ditos de bonita figura, uina escrava de nacao
de idade de 20 anuos, que cuse e engonuua
bem. duas ditas de idade de.25 annos, que co-
alnham c lavam, e 4 ditas de meia Idade : ua rua
Direila n. 3.
Na rua do Apollo n. 18, vende-se mer-
curio de superior qualidade, por preco com-
modo.
-Na rua da Semilla Velha, pidaria n.
100, vendem-se 200 a 300 formas pi'a o fa-
brico de vollas, por preco mullo em conti,
metade do seu custo, eslo em pouco uso,
e os seus taannos so de 9, 8 e 6 em libras.
Na rita do Crespo, loja amarella
n. i-
Finissimo! chapoi de leda pira homem, a
6,000 rs., dilos de seda de Lisboa melhor o de
mais duraco (loqueos de castor a 5,500 rl
Escravos fgidos.
Roga-se ai autoridades policiies e ci-
pililes de cimpo di Boa Visla, Soledade,
Manguinho, Caoung, Beberibe, Apepicoi,
Cisa Forle, Poco da Panella, Afogadose ci-
dade de Olin la, a apprehcnsSo de um prelo
crioulo, de nomeLuiz, com ofilcio de car-
voeiro.quelhechamim por alcunha Luiz
MarradSo, ou Baia MSo ; tem 40 annos de
bom
idade, baixo, muito grosso e gordo,
barbado, com bastantes cabellos brincos na
birba e ni cibeca, e militas marcas de sar-
nas pelas perns ; levou calca de algodao
azul mariscado de brinco e carniza de al-
godao branco transado americano; lam-
ben) levou camiss de madapolSo e chapeo
de pilhinhi lina branco, j usado : quem o
pegar, mande-o entregar na rua do Itan-
feln. 21, io seu senlior Jore Antonio oe
ouza Queiroz, onde receber qualquer
pesoa que o trouxer 10,000 rs. de gratili-
cac3o, ou mais sendo pegado maii longe.
Ainda est fugida a preta Mana Joa-
quina, de idade 30 a *0 annos, ncu',.t'0,1"
go, biixa, gorda, cor retinta, bixigosa,
olhos vivos, bastmte ardilosa, e sagaz;
lalvez ande sua fuga encoheila com o nego-
cio de miudezas, pois he no que se empre-
givt antes da sua fuga, n3o sendo esta a
primein vez que foge, e que se encoDre
com til negocio ; tambem j loi escrava (je
engenho, e andava vendendo miudezas pelo
matto. com urna crioula de quem era es-
crava : quem a pegar levea na praca da in-
dependencia n. 17, quesera recompensiao
du seu trabalho.
Boa grilificicSo.
No dia 13 de marco do cnente anno des-
appireceu da I'assagem da Migdalena, do
sitio em que mora o Sr. I)r. Milet, o molc-
que Mxreil, o qual he bem conhecido e tem
os scguintes signaos : representa ter 20 an-
uos, baixo, cheio docorpo e circundo, cor
fula e sem barba ; tem filia de um dente na
frenle do queixo inferior ehefllbo do> aer-
tflo do Paje, por isso julga so para l ler
ido :' recommenda-se, portinto, ao capi-
tfles de campo a captura do dito moleque,
que seiilo bem gratilicados.
P,.r.M. A7A,Tvp.i)rT M-F.nr: Faiia



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