Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05305


This item is only available as the following downloads:


Full Text
-
Anno XXVII
Terca-feira 1
PARTIDAS D03 COBREIOS.
Goianna e Parahlba, a segundas e sextas reirs.
Hio-Grande-do-iNorte, todas aa quintas feiras ao
ineio-dia.
Garanhuns e Ronito, a 8 e 33. *
Hoa-Viata e Florea, a J3 e 2o.
Victoria, s quintas feiras.
Olinda, todos os das.
IFHEMtlllDM.
'Nova, ai, aa \ h. e 3 ro. da t.
Du... i>. ,, JCresc. a 0. as 4 b. e 4>io. da t.
Puami di L0*.7CheU a ,5 M gh e l6m.(laln,
Viuing. a 23,s 4 b. e 38 m. da iu. .
nilHiB BE BOJE.
Prlraeira s 4 hora e 30 minutos da tarde.
Segunda s i hora e 54 minutos da mauha.
de Abril de 1851.
N. 75.
parpo da suuscnipgo. .
Por tres metes fadianlauo.) 4/000
I Por seia inezei 8fOM
Poruinanno 1S/000
da da uiuwa,
31 Seg.S. Balbina.Aud. do J. d'oiT.em. da 1.
1 Tere. S. Macario. Aud. da Chae. do J. da se-
gnnli rin dso. e dos feito da fizenda.
2 Quart S. Theodozia. Aud. do J. da 2. vara.
3 uint. Ricardo. Aud. do J. dos orf. edo m.
da 1111 ni -11-1 vara.
4 Seu. S. 'Isidoro. Aud. do /. da 1. vara do ei-
vcl, e dos fritos da faienda.
5 >ab. S. Iria. Aud. da Ch. e do J. da 2. vara
do clvel.
6 Uom. 5 da Quaresma. S. Diogenes.
nwr.ytf
CAMBIO BE SI BK MABOO.
Sobre Londrea, a 29 7,29 .Vid. P- 'Z000 ** iUt-
Parla, 320 por tr.
Lisboa, 85 a 90
Ouro.Oncasbespanholaa .. 28/000 a
Moedat de6/100 velhaa. 16/000 a
de 6/40 aovas 16/000 a
de 41000....... 9/WM) a
Prata.Patacet brasileiro..... IjMjO a
Pesos coluinoarlos..... 1/920 a
Ditos mexicanos........ 1/U80 a
28/500
I6j200
161200
D/ioo
1/940
1/940
1/700
IBllO.
rcp?aCT i,Q
smm*a*0Kur.uj&---r-7~v-:r::-z.r:.ARCSC-^3B,!U
mP
PARTE FFICIAL.
GOVEHNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE 1)0 DA 21 l)E MARCO
DE 1851.
(inicio. A pagadura militar autorisando-a
a mandar pagar, vista dos paprls que desoi-
r, a planta de 1:351,510 rs. importancia dns
objectos comprados por Jos dr Freirs Rlbel-
ro para o presidio da ilha de Fernando, bem
enmn a de 270.000 i s. as prssoas que venderam
a 8pica de jangada e a eorrente de ferro re-
qulsllados pelo cuiiuiiandante do referido pre-
sidio.
Dito. A mesma inleirando.a de haver o
particular segundo sargento da cnmpanhlafi-
xa de ravallaria desta guarnirn Manoel Joa-
3uim Machado, depois de flndo n sen teinpo
e srrvlco, contratado nos termos do deereto e
regulamemo de 18 de novembro de |848 e do
aviso de 30de oiilubro du anno prximo piafa-
do para continuar no niesnio sei vico mediante
agratificscan de 1100,000 r> que Ihe dever ser
paga eoin 100.000 rs. a vista e o resto em pres-
laces inen-aes de 10,000 rs Inlclligenclou
se ao coiniiiando das armas.
Dito. Ao juii relator da junta de jusllca
transniittindo para ser relatado em sessao da
mesma junta, o prncesso verbal feilo ao sida
do do quarto li.italli.in de artildaria a p Jos
Morelra da Silva. Coinmunicou-se ao cotn-
ina ndn das armas.
Dito- Ao director do arsenal de guerra ati-
torisando-o a despender quanlia de62,400
rs. rom a compra de 12 cadelras com ssento
de palhinhapara o quarto batalhao de artllha-
ria a p. Sclentificou-sc a pagadura militar.
Dito. ~ Ao mesmo para mandar fazer com
urgencia a pintura d'artilharla e sens reparos,
pallan rula e (erragens da fortaleza do Bruto.
In te i rou-se ao coiiiuiando das armas.
Dito. Ao mesmo. concedendo a autorisa-
cSo que pedio para depender a quantia de rs.
tiOi 0 11 com a compra de 16 livros, que diz
serrn necrasarios para continuaran do lanca-
iiiento das entradas e sabidas dos gneros nos
armazens daqnelle arsenal, e da rereita do al-
moiarifado, bem como para 09 registros do e\-
pedienie da mesma repartiro. -- Intelligen-
cion-se a pagadoria militar.
Dito. -- A thes uraria da fazenda provincial,
para mandar fornecer 'ao inajor com mandante
interino do corpo de polica o azeile neressario
para a illnmiuacao do qnarlel daqurlle corpo
em as noiles dos das 24 e 25 do eorrente.
lomiiiucou-se aodito major.
Dito. A cmara municipal da Becife, di-
zendo que para boa execucao do I* do regula
luento de 17 de fevereirn ultimo, laz-se ueces-
aarlo que designe na limites dos suburbios des-
ta cidade. faiendo publica, sua deliberarn.
Dito. A mesma autorlsando-a em vista do
que expoe em seu offtco de 18 do crreme a
despender a quantia de 880,00 > rs coinacon-
eluso das obras do aqueducto do pateo do
Carino.
Appellante, Jos da Silva Mendonca Vianna
appellado, Manoel los Ferreira.
Appellante e appellado ronjunctamente Isabel
Ha 1 luna Rodrigues Machado Freir e Fran-
eisco Machado Freir Cavalcanti.
I'assaram do Sr. desembargador Luna Frei-
r ao Sr. desembargador Telles as seguintes
appellacoesem que sao:
Appellante", Manoel da Silva Motta e seus fi-
Ihos appellado, Jos Goncalves Torres.
Appellantes, Francisco Miguel Archanjoe sua
mnlher ; appellado, Antonio Manoel da Silva
lledelros.
Appellante, Antonio Fabio de Mendonca e sua
mulher ; appellados, Estevo Jos Paes Bar-
reto e sua mulher.
Appellante, o julio; appellado, Francisco Jos
dos Santos.
Pausaran! do Sr. desembargador Telles ao Sr.
desembargador Pereira Monteiro as seguintes
appellaces em que sao :
Appellante, Francisca Thomazia da Conceico
I'noli 1; appellado, Kduardo Holly.
appellante, Manoel Firminu Ferreira ; appella-
do, Italtar Oliveira.
Appellante, Miguel Jos da Silva; appellado,
Jos Gomes Mureira.
Appellante, Prxedes da Konseca Coutlnho;
appellado, I.uiz Gomes Ferreira
Appellante, o juizo; appellado, Jos Ignacio
Keierra.
I'.isar.iiii 1I0 Sr. desembargador Pereira Mon-
teiro ao Sr. desembargador Villares as seguin-
tes appellaces em que sao:
Appellantes, llerculano Alves da Silva e sua
mulher; appellada, a cmara municipal.
Appellante, Antonio dos Santos Siquelra Ca-
valcanti-, appellado, bslevo Jos Paei llar-
reto.
Appellante, o juizo; appellado, Jos Antonio
dos Santos.
Appellante, o juizo ; appellado, I.uiz Francisco
da Silva Caratis.
llISTMHL'tPES.
Ao Sr. desembargador Villares as seguintes
ramas em que sao:
Recrreme, o juizo; recorridos, Francisco Lo-
pes de Abren Lages e Fabio Antonio de Mo-
raese Castro.
Aggravante, Novaes fcC; aggravado, Antonio
Jnaqulin Vidal.
Fu ir un por se jnlgar feitoscom dia asslgna-
do em raso da falta de comparerimento ja
mencionada no principio desta; e havendo-se
lidn e apprnvado a presente pelos ora. desem-
bargados presentes, levantou-se a sessao a
nina hora da tarde.________________
c ... ....... ass ssssssssssssssssss
INTERIOR.
TR I RUNAL DA KKLACAO'
SESStO DF. 29 DE MAliQO DE 1861.
Pretidevcia Jo Exm. Sr. comelheiro Atevedo.
As 10 horas da m,minia, csiando presentes ns
senbores desembirgadores Villares, Leo,
S ni/., Rebello, Luna Freir, Telles e Pereira
Monteiro, faltando com eau-a oSr. desembar-
gador Bastos, o Sr. presidente declara aliena a
sessao.
Foi lido um ollicio do F.xm. presidente da
provincia de 28 do correte, em que coininu-
nici haver naquella data nomeado para ns lu-
gares de substitutos do juizo municipal e de
orphos do termo de Cimbres os cidad.ios no-
meados na lista que acoinpanhra ao mesmo
offleio, assignada pelo secretario interino da
presidencia.
JOt.GAMrVTOS.
jlppetlacao ei ime.
Appellante, o juizo ; appellado, o preto Fran-
cisco, escravo de Caetano Francisco de llar-
ros. Mandaran) para novo julgaiuento.
Appcllncao cicel.
Appellantes, Affouso Jos de Albtiquerqne e
nuil os; appellados, os Indios da villa de Ar-
romes. l.onfrinou-se a sentenc appel-
lada,
Appellante, Joaqulm Antonio do Forno ; ap-
pellada, Constaulina Jaciutha da Motta,
ConHrinou-se a sentenca appellaita.
Appellante, Jorge Kenwortliy & !; appellado,
A ntonio Jos Dias da Silva. Reformou-se a
sentenca appellada.
Appellantes, Francisco Carnciro Machado Rios
e sua iniillirr; appellado, ManoelJoaquim
do Reg e Albuquerque. Despresarain-se
os embargos.
Da de apparecer em que que sao:
Appellante, a vluva e herdeiros de Filippe An
lelmo de Farlas ; appell Nossa Senhnra do l.ivramenio desta cidade.
Julgou-se a appell.icao dezerta e nao se-
guida.
DILIGENCIAS.
Appellantes, Nicolao O. Hieber 6! C. appella-
dos, es administradores dos orphos desta
cidade.__Mandaran) continuar visia ao des-
embargador curador geral e ao Sr. desem-
bargado!' procurador da coroa e fazenda.
KIVISES.
Passram do Sr. desembargador Leo aoSr.
desembargador Sousa as seguintes appellaces
em que sio ....
Appellante, o juizo; appellado, Estanislao Pe-
reira do Nasclinento.
Appellante, o juno; appellados, Antonio Joa-
quim Ordonha.
Appellante, Jos Diogo de Brilo e Jos fran-
cisco Peisoto; appellado, ojuio,
Pasmram do Sr. desembargador Sousa aoSr.
desembargador Rebello as seguintes appella-
ces em que sao :
Appellauta Manoel Flix do Nascimenlo; ap-
pf liado, o Dr. promotor publico.
Appellante, a Julio ; appellado. Estado Ferrei-
ra da Silva.
Appellante, Jos Dlogo daSdva; appellado,
Jos Antonio Lopes.
Appellaoie, Joaquuu Pereira Homem ; appel-
lados, Sergio Cleiiienllno Suulo Malor e Al-
buquerque e oulros
E finalmente a revista cm que sao :
Reeorrentes, Plomes Louce st C; recorrido,
Domingos Jos Ferreira 1 raga.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao
Sr. desembargador Luna Freir as seguintes
appellaces ew que sao:
NOUCIA SI.IKNTIFICA.
Oannopassadn esp-lhnu-se no serto desta
provincia a noticia da decoberta de mu 1 ca-
verna prodigiosa n'uin dos serrotes das che-
ceiras da Jalbra, onde o pe-Va sempre pro-
penso ao niaravilhoso pretenda vermn grande
templo, ornado de altares, imagens, candela-
bros etc. etc. Curiosos por slbennos o que
havia de exacto em taes contos pedimos ao
nosso (Ilustrado amigo Or Jlo Francisco Li-
ma, medico distincto de Sobral, que nos des-
se 111111 noticia dessa gruta. He com toda sals
faco que vamos publicar a memoria, que so-
bre este objerto nos remelteu, na qual 01 a-
mantrs das selencias naturaes principalmente
os gelogos encoutrarain um li.tercsse indefi
nivel pela descoberta da inais vasta gruta, de
que ha noticia.
O mesmo nosso amigo obesequiou-nas com
tres amostras das stalactistes.estalagumitrs tira-
das da grua, que pretendemos rcmclter ao
Museo du Rio de Janeiro.
CRUTA DO BAIARA.
C(mtidrra(6!$ geran.
as carnadas inferiores de que os gelogos
inglezes chamam, no terreno de Iranticco,
mountnin imitron(pedra calcrea das monta-
nhas ) frenquentemente occorrein enormes ca-
vernas ou grutas naluraes, que temos noticia 6.io : a que existe ao p da
villa de Casleton pequea distancia de Piak-
CaiiU, (1) outra que dao o noiue de l'ooli ko-
U(i) an p daclda.le de Huxton em llerhy-hi-
re, e agruta de Fontal por baiiode Whernide
em Craveu, uo fallando na de (ordnl $car t
Wtalhercnle no mesmo districto, que por esta-
rem expostas a lu do da nao merecein esse
nome, comquanto a ultima pareja ler sido una
gruta, cujo tecto abaleu. (3)
Em no-so paix- onde abunda a calcrea de
transijan, eiicotitram-sc tiuilirui numerosas
gruas mais 011 menos iinporlaiiies, c acaba
agora de deicobrlr-se urna, que parece exceder
,-i todas de que temos noticia: a (im jara.
O Rajara he um serrote situado as iinme-
diacesdos Aralicuns no dlslricto da Granja,
pela fralda oriental do qual corre um ribeiro
do mesmo nome e separado apenas da Ibiapa-
ba pelo poente por ufii Insignificante regalo
Despido quasi inleirainenle de vrgetacao e
composto de um monlao de pedral irregular-
mente despostas, o seu aspecto he pouco at
tracllvo, e eis porque, collocado quasi no cen-
ro de um povoado a sua gruta alias exlraordl-
tnaria passou tantos annos sem ser conhe-
cida.
Antonio Furtado de Albuquerque, conhecido
all por Antonio de Andrada, andando em bus-
ca de salitre as natroneiras, naturaes que co-
bren! nao pequea exteusaodaquelle dlslricto.
foi quein primeiro a descobriu, e relatando o
que tinha nella visto dispertou a curiosidade
de inultos que para all concorrerain. Os visi-
tantes voltarain da exploracso chelos de pas-
mo, c longc de fazeiem um exame serio da
gruta i 'Ulan ivmi ver nella.um templo dos
ainda veneradpa Jesutas.
F.xaltida aimaginacao por um fervor hyper-
religioso, fcilmente conerbe-se como clles 111-
terpeiraram os prodigios da rialureza por ma-
avilhas da arte, converlendo as muiliformes
incruslaces ein aliares, candelabros, orua-
meutos e imagens ; (4) e que de sacrilegios se
(1) Catltllodopico, assim chamado por estar
collucado no cabeco ou pico de um rochedo.
Suppe seter sido esic caaiello epiilcado por
Perevll filhn 11.11111 il de Guilher Conquistador.
(2) uraco do Charco
(.1) Deisi. de menrionar a de Fing na Ilha
de blado por no eutrar na ordem das grutas
calcaras de que tralo, sendo ella formada de
columna das de alio, e por conseguiute de ori-
geiu gnea ou volcnica.
(4) Muitos contos inverosmiles espalliarain-
se respeito do soubado templo, e a credulida -
nao teriam al I i praticado f( nome de servlco
doSenhor, se um sacerdote*; espirito justo e
esclarecido nao tivesse tomado'a Inuvavrl re-
solncao de prevlni-los, cnnduzlndo os povci a
gruta e desabusandn-ns (5)
DWRirCAO* DA CBllTA.
A grua do Bajara teni dua* boceas ou en-
tradas, urna que teni as dlmenses ordinailas
de una porta, ontra menor, ambas olhando
para o naacenle, e quasi contiguas, 30 palmos
pouco mais ou menos cima du nivel da base
do rochedo. Apenas entra-te na gruta,Pticon-
tra-se um vasto salan, que eo.....iimica com
inultos outros por aberturas mala ou menos
extensas e irregulares, que Ibes servem de
portas. 11 tr.- os sa'es ocham-te lugares es-
treilos como corredores eoiilms sem xito A
sriiirllunca do que os fraucezes ehamaiii eut
de tac.
Supp-sp, que o numero dos sables excede a
mais de 10 011 12 ; mas nada se pode allirmar
de positivo, porque as pessna* que tem pene-
trailo note subterrneo nao tem examinado
lodos os seus recintos recreaos de perderem-
sr : o I lis sao ger..luii ntr redondos ou ovaes :
iiltiiiiamente varias p-sni, imelligoiiirs a lem
-1-11 nlii. e eis as iiiforinaces mais rxaelas que
delles teulio podido obler directa ou indirect.i-
meiitente. Tem as paredes irregulares o tecto
a boba dado e una altura que varia de 10 a 25 pal-
mos. As paredes e.t 10 cuberas de inerusta-
ces a seinclhanca de eseulptura em baixo re-
levo e to variadas que una, imaginacao ar-
dente c creadora pode sem fazer grande vio-
lencia aos sentidos, figurar-se quadros, que a
nao sacrilega do lempo ou a barbaridade dos
hmnens tem estragado.
Do lecto pendem numerosas e lindas stalac-
tiles (6), como as regies bigidas pendem os
caramelos das goteiras das risas durante u
invern ; e o liquido que sobra-Ibes d crislali-
sac,o, val cahindo guia a gota, e qiiaudn en-
coutra o |>avino nio 1111' vai a sen turno crysta-
lisando e formando st ilagniitrs(7)de forma ma-
milar 011 de carielilba ; onde porni encomia
desigualdade de terreno uu fragiueiilus stalacliles val os cobrindos e apresciitaudo for-
mas t.-io diversas cuino sao as em que se acham
lies aciimuladns.
Parle das slalactitcs esto reunidas as sta-
lagmites c formam coluinuas, algiimas das
piaes eslao cabidas por Ierra, e ouiras tron-
cadas, ile sorlc que em ludo, menos nesse
srnliiiienio ile respeito e ailiuiraco que Inspi-
ran! as lecordaces de um grandiuso passado,
asseme-lha-se. primeira vista, a una dessas
ruinas da antigiiidade. As incrustacrs sao
brancas, amarellas. 011 rubras segundo acha-se
a soluc-io calcara livre. 011 mus 011 menos im-
pregnada dos axidos de Ierro. Grande parte do
pavimento da gruta arb i-se coberlo de una
carnada de p inerte a que do o nome de rn-
za, mas quecunsisie de Ierra siliekosa com 11
|iri|in 11.1 parle d'argla, pruv.iliiieule resultado
ou despojos do detrito dos rochedos na furma-
co da gruta, e que pennaceni al hnje pela
suainsolubilidade. Km toda rxleusao da gruta
cabe do lecto 11111 orvalbo, que iuipede ter-se
luz, a nao ser de ardiles ou lanleanas entin-
tas. Do meio do piimeirn salan para diante <
pavimento toma nina pequea intlinacao 01
declivio, que continua at encontrar um ri-
beiro da mais clara lyinpha (11), que Corre de
-11 a norte, ou lransversalme:,ie a direceo da
gruta ; no seu curso he rapidu e 1 stre itoso.
ignora-se porm donde mana e onde vai des-
pejar suas aguas, talvez que srja algtiuia cr-
lenle que desee pur rases suoiiduilrus ou fen-
das, que parteiu o coracao daserra e nalmente vai por 11111 canal subterrneo mis-
turar suas aguas com as do ocano (hj. A dis-
tancia que lem da bocea da grilla este ri-
beiro calcula-sr diversamente de 40 a 100
bracas.
A gruta continu'a daqui para diante na mes-
ma diieccau de leste a oeste ; mas alm do
ribeiro corneja logo subir su ppc-se que el-
la entr.inha-se pela Serra-grande, o que me
parece provavel. Tendo-se caminliido 20 1111
3o bracas alm da crreme, penetra-se por urna
pequea porta em um sala de 18 a 20 palmos
de dimetro perfeitamenle redonda ; as suas
paredes alvas e menos speras que ,13 outras
sobein do chao,inclinando, 011 couvergindo pa-
ra o centro com nina quasi impercepl vel cur-
vatura, como para fechar a cpula na forma de
um cune agudissimn, cujo pice nao fui an-
da possivel lubrigar-se com o clarao dus ar-
choies.
No centro desta sala tem um poco tambem
redondo de 8 palmos de dimetro e 2 a 3 de
profuudidade, lendu as beiras pouco elevada,
o qual est sempre transbordando de urna
agua transparente e fria como a nev, que Ihe
he coniiiiii-'iiiiemc suplida pelo copioso orva-
iho.que cahe do alio da cpula.
Esia pa he por ceno una das cousas mais
extraurdinarias da gruta, c que s por si a
torna digna de ser visitada pelos cuiiusos
As aguas tanto do ribeiro como da pia sao ape-
rar de lmpidas mu desgutosas. como acuuie-
ce com todas as aguas u'uuia facha de terre-
de que evidentemente abraca ludo o que he
0111 avilliosn. rsirvr |oi sni viv occupada na
conleiuplaco e mui perdoavel amplticacao de
tantas e lau bellas cousas, Vulgarisnu-se. que
no primeiro salan havia um ricu aliar sobre o
qual eslava collocada una virgeiu com um
cordeiro aos ps, que baviain grandes ca.li-
caes de prata, emlim una riqueza ii.......u-a, e
s lili avaui alguns santos frades capot hinhos
para apparecerem mllagres mais extraordina-
rios da Virgem du Rajara, do que os que fabri-
caran! para a Senhora de Itiiiiiiii.
(5J O reverendo Juo Chrisostomo.
(6) Do grrgo.s/iitaelu ; una subvariedade de
carbonato de cal que occorre usualmente ein
figura cnica uu cilindrica pendurada dos la-
lluSUU teCtOS lias r.K mi. oilll.i 1110 .ii.im.i I-
lo, produzdn pela inliliracao d'agua conlendu
partculas calcreas pelas lendas ou poros dus
rochedos.
(7) ( Do grego ilahygoi e do Lat. stalag-
niuun.; Um deposito de materia terrea uu
calearea formado por pingos quecabem 110 pa-
vimento das cavernas.
(>i) Em todas as cavernas desta naturrzo cn-
cuulra-se urna crrenle d'agua, eis o que diz
bakewell : la altthese caverna aud olhers
dial I liavr iili.rrved in Ibis liuiestnne, Hiere
is a slream of running waier, whch is more
or lcss coplons in rainy ordiy seasons.
(X) Tbese iinseBDiil evera stive streams are
slowly bul progrr.sively wearing docou de iu-
lernal pars of ihese calcareuus mnunlalns.aud
depositing them io tbe sea. ( Bakewell'* iutro-
ductiou to Geology p. 104.} .
no de duas 011 Ires legoas, que msrgtna a serra
grande em toda sua extensao pelo lado orien-
tal, por seren empregados de panculas cal-
careas em rasan danalureza dos rochedos, por
ondepassam. (9)
Da exlensaode loda a gruta no se tem feitn
ainda um calculo aproximado, porque as opi-
mes divergen! de cento e tantas bracas mais
de mu qirn 1 1 de lgoa.
FORMAC\-0 DAS GRUTAS.
Na prsenle poca ein que tudos os pheno-
meiios g. olngicns sao releridos a accao gnea,
sera estraoidiarlo que a nirmacau das grutas
fo>-se moa rxcepcao de regra. Multas gruas
como a de Flngal e outras, sao pela ualuieza
deseos rochedos iiiqueslioiiaveliiienle de oi-
geni gnea : nutro lamo nao se pode aifirinar
das gruas cabareas de que liatanius. por que
nellas un np|iareceiu indicios de aec;io gnea |i
uiioser alguiii insignificame dique de balsal,
que alravesssa algiiiuas ilrllas ; coimudo uo
ha nada de repulsivo ein acreilitar com os pin-
toniamos, que ellas siio contemporneas com a
elevacau das moniaiihas, de ijue fazem parte e
(|iie sao o resultado da lorc.i do vapor ou gaL
desenvolvido pelo contacto d'agua rom a 111a-
Irria igura ; comludo eu nclino-me a arredi-.
lar -001 VVecner, c Maelure, que ellas sao for-
madas pela agencia d'agua i|iu- 1 11-11111 in h.-.c
por entieas tendal naturaes dos ruchedus e es-
cavando no andar do lempo suas cantadas mais
frangiveis e soluveis ai cairega dcixaudo aps
~i um vao.
A torea prodigiosa com que estas correntes
subterrneas ai iojaiii-se pela* aberturas de al-
gniuas destas grutas, depnis de churas conti-
nuadas, surgeiem a probabilidades (leste mudo
ilr formaran. Alm dislo as grutas apreieni.ini
miiilos siguaes de dcsinlegracu, bem romo os
VOallgios de carnadas d'argla, que exislirain
oiii' 1 1 interpuslas as calcaras.
A meu ver a 11 atera carece anda esludo es-
pecial para decidir esta Importante quesillo
geolgica, que aluda gira as rei6cs duvido-
*U d...s tbcorias.
Dr. Lima.
( Do Jornal Cearinte )
ASSKi.lRI.KA PROVINCIAL.
SI-S-sAO EN 27 HE MAR(0 HE 18M.
Prrsidenci'f do Sr. Vedro Covotrunti,
Af on/e e niela horas da maubii.i, feita a cha-
mada, acliaiu-sc presentes 28 sculiurcs depu-
tados.
O Sr. PrtlUtnlt abre a sessao.
O Sr 2.0 Secretario l a acia da anterior
qoa bn aonrovada.
0 Sr.\.0Secrrt"rio menciona o seguinle
IXl'Kl'iEME.
Um olfieo do S'crrtaiio da provincia remet
lendu a iiiforinacao da thesoiiraria, acerca
do nttmero de alumnos, que pagaram ma-
'ricula as aulas de lalilll da provinciaA'quein
fez a reqiiesicao.
ITm 11 <|iici 1 ini'iito do vigario da freguezia
deltaub, pediudo quota para os reparos da
respectiva matsu.Af eoiiimissio de orcaineii-
to provincial.
Clutru da irmandade de Nossa Senhora das
Dores, da matriz de Caruar, pedlndo quota
pira coiiebisao mesma coniiuissao.
Foi |ni; aili objrrlo de deliberacao, e man-
dado iinpiinir o seguinle parecer e nrojrcto:
u A ruuiiiiissu especial eucarregada de lo-
mar cm ronsidrracao a parte do relalorio do
hxm presidente da provincial que se refere
an monopolio das carnes verdes, como causa
cflicicnie da caresta desle geueru de primeira
e indispensavel necessidade, e de propr me-
didas que teiidim a obviar um semelhame
mal, Convencida de que em negocio de tanta
monta, e que loca de tilo perto urna grande
parle da populacho desta provincia, sean a
loda ella, nao devia esta assembla prescendlr
do concurso da adiiiiuistracao, como sofil-
cienteiiirnte iulriraila das causas do mal que
indicara e deplurava, e como alcance de
bem poder concorrer com esclarrciuieutos
que, orientando o corpo legislativo provincial,I
pudessrm leva-lo a adnpcao d'iima medida I
definitiva de mais fcil execucao, e que menos
Inconveniente! ollerecesse, teve a honra de
apresentar um reqiieriuienlo ueste seuido,
que foi approvado pnr esla assembla, e ao
'[11 it se deo o convenienle deslino, bem que
essa exigencia fosse satisfeita. por parle da
adniinistraco. cun a remessa do officio por
copia que sobre eilc assuiiiplo, enderrera
cmara imiiiic-ip.il desta cidade em dala de
25 de setembro do anno passado, c com a
resposia, i imbem por copia, dada pela mes-
ma cmara em que emita sua oppiuiao a
respeito dos meius a aduptar para cessassao
do mal que se procura remediar; todava,
essas duas pecas lao pouco adiaulain que a
COtnnilsafto se ve forcada a coufessar, <|ne,
apesar da boa vontaiie qiie siippe na ailnu-
nistraefio de fornecer mais ampios esclarec-
memos, nao pode, com o soccorro dril as,
sabir do trrrrno em que se achava. Entre-
tanto, considerando coniinis-o, como deve,
o olli io do secretario do governo que acum-
paubuu as referidas copias, dellc deprehende
que a adniinistraco acha-se em pusse de al-
guns uulms enclareciineiitos, ruj* publiiae.au
uo sena conveniente; e ainda mais afiirma
neste peusaiiieiilo o al porqueempregado
na redaran do supraiiiencionado olVu 10, quan-
do juslilica o proposito ou conveniencia de
uo serrn consignados u'aqurlle taes escla-
reriuienlos. E lirio porque leiiham falbado
esses dados com qu.", talvez, coutasse a com-
missao, deixar esla c'e apreseular casa o
resultado de sua coufereucia sobre a questu
que Ibc esl subjrita.
. A couiuiissa-), rrconhecendo pela eviden-
cia do faci, bem cuino pelo clamor publico
que de toda a parte se levanta, a existencia
do mal que se pretende evitar, julga, In ver-
dad*, que urna providencia qualquer urge,
porm hesita a respeito da nalurrza. e qua-
iidade dessa providencia, porque neui er
que seja o muiiopoliu a causa cflicieule des.e
mal, in 111 tem a pieleucu de iuppur-se tan
iutelrada das veruadeiras causas da caresta
das carnts a punto de as puder sem temor
(fl) Em Pars, Fnntaineblean e oulros lugares
da Franja acontece o mesmo, e he por i.su
que eutre os firaneczea e com especialidade os
Parisienses a a!gua simples he quasi proscripta
e substituida por i'eaurouai.'.
assignalar e prnpor desassombradamente urna
medida ao mesmo lempo justa e efflcaz.
Ao parecer da cninmlsslo, dlversaa p
dem ser as causas 1 Unientes do mal que se
deplora. A giande distancia que se acha
esta capital do lugar em que se reunein oa
gados viudos destae d'oulras provincias, pira
seiem vendidos ein grandes porces, be j
mu motivo de encarrciniento, porque sub-
jeitando os compradores despena de com-
ni ssiii-s e de um novo transporte, eleva neees-
sariainenle o preco dos gados, e esta dille
renca vein naturalmente a ser paga pelos
consumidores. Tambem nao delta de influir
no p'Cco das carnes a falla de Ingradouros
proprioi nos suburbios desta cidade, onde ae
pnss.i conservar um inaior numero de rezet
do que o necessari-i par. o abaaireimente de
puucnsdias. porquanlo, nao podeudo os mar-
chames ol i u.11 gran-les compras por falta
de drposito e de pasiagens, veem-sc na ne-
cessidadr dr r pelir frequeniemente a mesma
operacao, e por consei|iieneia de fszer repeli-
das despeas, que poderiam evitar em pro-
veiio do publico, a nao ser a falla aponiadaf
alm de que esla luesnia falta ainda acarris
o grave Inconveniente de nao poderem oa
creadores, quandn qoeiram, vir lalhar o seu
gado por sua propria cunta, circuinstancia
esla que faria diminuir o preco da carne em
ramio da modirida-le de lucro com que se
conlciitariain aquelles que nao craiu obrlga-
dus a comprar para revender.
(iiiu o siui, persuade-se a commissao que,
nao smenle os motivos aponlados, porm
..1 mi 1 a falla real de gados que se esperimenta
as feiras, j em rasa 1 da estacao que nao
permiite a descida de boladas dos cerles por
drfficicncia de pastos, j em rasan da mor-
tandade occasiouada pelas continuas aeccat ~t
e moleslia conbeclda com a denomioaeo de
mal triste j be a causa mais poderosa da ca-
resta desle genero no mercado, sendo alias
diflicultuso encontrar um remedio capaz de
remover um tal inconveniente ; entretanto
que ao inesuio lempo nio descunhece que se
taes causas por si s pdem produzir uina
verdadeiri penuria, esta se (orna ainda mnor
e mais insiipoilavel em raso dos airavessa-
mentus feitos as feiras pelos exclusivos ne-
gociantes desle genero, os quaes, por falta
de concurrente, que aabem anedar, pdem
ficilmente fuer elevar ou balxar o preco da
carne, e o que mais he, malar a qn..... la le
de reies que Ibes couvin, e nao a necessa-
ria para abaslecimentn da populacao. cunse-
guiido por esta forma assegurar um preco
que esleja de accordn nicamente com os
seus inleresses particulares.
n A' vista do expos o, sendo necetsaria
nina medida que, quaiidu uo destiui lodaa
as causas apuntadas, ao menos auiquilp as
que mais coucurrem para a violencia d'uire
semelbante estado de cousis; recelando a
ro......talo que, qualquer que teja a pros i-
deocii que h-ja de propor a adopeo desta
assembla, traga apenas um remedio passa-
geiru sem que produza os cuellos duradnuroa
que se deseja p r vaifarem, cun o correr do
lempo, as circuuistancias que regulaui a ac-
tualulade; reennhecendo. alm disto, que
ein favor do Inin publico, e especialmente
em materia lao Importante, a suprema autu-
ridade administrativa da provincia deve arhar-
se investida il'ampla f.icu dade para applicar
0 remedio que Ihe aconseln-irem a gravidade
e alcance das causas do mal, prupurcaoque
forem clieg indo ao seu conheciuiento ; e con-
vencida, finalmente, a commissao de que a
administraeo provincial, Ilustrada como he,
achai'clo-se em posieo de brm medir aexteu-
cao e alcance das circuiuslancias oceurrenles
e de quaesqner iuformaces que pos-a obter,
he a lome mais segura de donde deve Cmn
proprledade c proveito, emanar o remedio
sem ull'euder os legilimos inleri sses de algu-
in.1 1 las.e, eslando para i-io ampia ecompe-
tenieuienie autoiisada, nao duvida submetter
a cousideracao desia assembla a seguinle
RKSOLUCXO.
Art. 1 O presdeme da provincia lie
antorisado a empregar as medidas quejulgar
Convenientes, aBm de icmover os causas que
pussain produzir o enearerimenlo das carnea
veriles nesia cidade, c difiicultar o seu aba*-
teciinento.
Art. 2 Para a roncecussio de um tal lim
he aberlo ao niesnio presidente um crdito
extraordinario de 40.du0/o00 rs. de cuja ap-
plicacio dar especificada cunta a esu assem-
bla na sua prxima futura reunio.
l- o- un deroga las quaesqner lels e disposl-
coes em eont ario.
. Paco da assembla legislativa provincial
de Pernainbuco, 27 de marco de I801.J. J.
F. de Agaiar.M. J Carneiroa Cunha.Fran-
eitco Jo.io Carneito da <.'unAo.=Vencido.
1 'lllil-.M DO DI t,
Discusso da emenda apreseotada em ter-
ceira di-cus o ao projecto n. 4.
O Sr. / into de Campoi :Sr- presidente, voto
prla emenda que se acha snbre a mesa por
uina raso mui simples e valiosa, que he po-
der- se conhecer por essa mesma emenda o que
srja arlbelra de i.upilipor quanto fica betu
definido, e altamente provado que essa rlbel-
ra nao tem a extensao do N1I0, uu do bufia.es,
como algiiem pensou.
Aiuda dirri mais. Sr. presidente, que o ter-
reno comprebenaido entre Caraibas de Este-
va Mariiibo. e o lugar de Brejinho oceupa
apenas urna extensao de nove legoas, e Isto
puuca dilfcrenca importa ao termo de tim-
bres ; inulto mais nao se Ihe fa/endo injustlca
alguma, pois que nada mais se faz do que res-
uiuir-se comarca de Mores o territorio que
uuu'ura Itu- perlenceu.
In., pusio voto pela emenda, cujo lim he de.
lucidar at disposi{es do projecto.
He approvada a emenda e o projecto em ter-
ceira discusso.
Terceira discusso do projecto n. 32 do an-
no passado. *
OSr. I'ars Nrrelo ;-Sr. presidente, ped
palavra para lembrar, que tendo a cominls.Ia
de isi.aiiiiu-.-i sido eucarregada de dar o ten
parecer sobte um projecto aprisentado na ca-
sa, que diz respeito i dlvises da comarca do
1 oiiiio, acno, que nrssa occaslo seria mais
opporiuno lialar-se da materia do projecto em
discusso ; julgo mais conveniente espt-rar-se
pelo tiaii.tino da commissSo, do que limos
agora volar urna idateria que talves tenha de-
pois de ser alterada ; por isso maudu mesa
um rcqucimeuiu de addiaueiito.
Vai meta a be apoiado o teguiute requer-
ment,
<


fi



'
I
Reqnrremos o adiamcnto al que a rom-
iiiitfto de rttallslica apicseule ten parecer so
bre.a dlvtaao da enmarca do Bonito.Patt
Brrelo.- Burros Barrito.*
O Sr. JVrntetio i-Peco a palsvra para volar
contra o adlamento dejlc projeclo que est
em disentan, poique entrado, que vista da
deriso da rasa obre este objeclo. he que a
commisso de estaiislira poder nieihor for-
mular o projecto. que tem de apresentar; por
que Iral.i-se de siipprimir ulna freguezia pela
parte eecleslasilca c a commisso irm de dar
o seu parecer pela parte civil ; e sorte, que
com a declino da casa sobre o projecto em
dlscusSo he quea. commisso pode mili bein
batear o seu parecer, urna vez que tem este
de siipprunir, ou no a freguezia. e a commis-
so deve ba*rar-se nesta deciso da casa, por
tanto voto contra o adiatnento.
O Sr. Cilirnna : >r presidente, a commis-
iin de negocios ecclesiasticos do auno passa-
do. da qual eu farla parte, vendo, que, tintino
aldo creadas varias frrguezias e divididas mi-
tras, sem ser ouviilo ii I!mu. Sr. hispo, pedio
inf irmaces a tal res;eilo, sendo S. Etc. de
o|iini.",.i, que devia ser rapprtinida a freguezia
de Panfilas i ein vista disto a commisso apre-
sentnu este piojecto, que diz espe lo tmen-
te parte eccletlaslica mas parece, que o
reqiierimento de adJiamenio, que aqu se
propozno vein nada ao caso, e nem Icio rela-
co com o projerto em diseusso, porque a
commisso com esse projerto, nao fez mais do
pie fazer vigorar a legislarn anterior, e tan-
to mais assim he, quanto o projecto nao se re-
fere diviso civil, mas sim ecclesasliea,
por Isso nlo pudendo o adilUinento servio de
vantagem neirtioma para aconfeceodo pro-
jecto, que tem de se apresenlar sobre divisao
civil, en voto contri elle.
O ir francisco loa ,:Sr. presidente, pedi
a palavra para mostrar, que o nobre autor do
reqiierimento de adiliameuto, havia sem o
querer coiifuodido. a especie de que trata o
projecto, cum aquella, que forma objeclo de
oulro que est na commisso de eslalislica,
achu-inc porm dispensado de apreseutar
consiilrraco algiiuia. depois que fsllou o no-
bre deputado, que araba de seotar-se a ma-
neira clara porque|elle descnvolveu os diversos
pontos da qurslo, aprcseulaudo os que ser-
viam a esclarece-la, e pro va-la, delsou-me
convencido de suas rasi'S, e portanto uic sen-
t, nada mais nccrrscciitanrio.
O Sr. I'aet llarrtlo : Declara que nao lein
duvida em retirar o seu requcriiiientn, advrr-
tiudo tudavia que a lei de que se trata nao
tem s por liui acabar cpm a firguezia dr Pa-
ni lias, porm taiiiDein alteiar os limites da
fregnetia de Kunito, por cujo motivo apiesen-
tuuoseu requerlmeiito.
tonclue pcdiudii licenca para retirar o re-
querimento, que havia proposto.
Consultada a casa assenleao pedido do Sr.
tlepula'lo, sendo retirado o reqiierimento
Submeilido o projecto a vutaco, be appro-
vado.
iiimeira diseusso do projecto n. lO, que
ohriga os propriclarius a calcaren) as rua's
desta cidade dtbaitu de diver>as coudi-
ces.
O Sr. A. J. de Olivtira :Sr presidenle, nao
posro adoptar este projecto, porque a sua
materia he ubjecto de postura inuoicipal, e
as posturas miioiclpars devem pai lir das res-
pectivas cmaras, ( apoindos J ainda lia poucos
das nesta casa, tmlaudo-sedo projecto do ina-
tadouro se d.sse islo, por tarto cuicndo, que
para a casa ser Coherente deve r'gcitar este
projecto, visto que a sua materia he objeclo
de posluia municipal i esobie taes assuiup-
tos nao se pode legislar sem proposta da c-
mara.
OSr. Paes Brrelo:-Sr.presidente, limilar-
me-hei arespundrr nica ubjccco apresen-
tada pelo hoiiiado srgundo secietario contra o
projecto que se discute, a qnal consiste em nao
podermos leg slar sobre objeclo* mnnicipaes
sem que trulla precedido pioposia da cmara.
Direi ao honrado ineiubro, que est perlrila-
Ineiitecuganado (ruando suppe que nao raale
na casa proposta da camai a municipal acerca
da mateiia diste projecto: no seu oicainenlo
remetilo a esta assemhla, a cmara munici-
pal recoiihcceiidi a neerssidade de tratar do
' calcainrnl das ras desta cidade, pede que se
llie 111.1111111' uuii quoia de 4 ou 6 cootos de reis
para esse fm, e cielo que nao lie esta a primci-
ra vez que faiscniclhanic propona, sendo que
j em nutras uccasirs a assemblca provincial
lem altcndirto para essa necessidade publica,
niarcando urna quaulia para o calcamcnl c
limpeza das las do tteclfe, J v, pois, o hon-
rado iieiutirn que a iniciativa diste negocia
panioda camaia municipal, e que pnanlo es-
t salisfeito o precello constitucional, A mis
Oulro Sr. Peputado: Ou o nobre deputado
volon sem saber oque.
0 Orador : O que eu digo he, que este anno
nao h. proposta, pelo menos a casa nao te.r
conhechrenio della. por Isso agora nao he oc-
caISo de tratir-se desle projecto.
0 Sr. Carnetro da Cunan- Ku ped tTpalavia
p.radUer ao nobre deputado que acabarte
sentarse, que a proposta nao oste n mente;
nem de egredo. Existe no projecto de orca-
mento. que nao estando, nem sendo de cost-
me estar Impiesso, nao pode estar as maos
de todos os Srs. deputados ; e taires nem fin-
pre na memoria de cada Un). TainLein nao
est em segredo, porque foi apresentado a esta
casa com varios uniros papis da cmara mu
niripal, sendo lodos remetlidos a comuussao
que desses trabalhos he encarrrgada, e cuja
pasta esteve como asoutras patente a cada um
denos, semsegrtdo.
K a trguir-sc a opioio de se nao poder tra-
tar destr ohjectn. porque nao eslem discus-
so o calcamenlo das ras proposto pela c-
mara municipal, leuibew se nao devera ler
tratado do maladouro, pois que aiuda nem pa-
ra ordem dudia se linha riadoocicameolo mu-
nicipal. K pois nao lenha o nobre deputado
escrpulo de |ior falti de proposta, expor suas
ideias e mesmo llar seu valioso apoio ao pro-
jerto que se discute, se acha dille merecedor.
OSr Munort Cavatcanti insiste as suas pri-
meiras observacrs. accrescentandoque o pro-
jecto do maladouro era una queslao que se
traiava desde o auno passado, leudo elle se
pronuuciado nessa orcasio contra essa discus-
sao, por nao ter haviriu proposta, a vista do
que se nao acha em contradico.
0 ftr Agni'ir sustenta o projecto pelos lados
da conveniencia e coiislitucioialidade.
0 Sr. Pr.inciteo Joo : Sr. presidente, eu
creio que a queslao se tem reduzido a dous
pontos: priineiramenle traase de uina ques-
lao de ordem em segundo lugar da desconve-
niencia publica ; a queslao de ordem he a que
diz espeilo a competencia da casa em iratar
do objecto coinprehendido no projecto ; a de
conveniencia publica, lie a que se refere a uli-
hdade do mesmo projecto.
Ueduzida, pois a queslao a estes dous pontos,
tratare! de cada um driles da inaneira a mais
conveniente. A queslao de urdem contra a qllil
te o sido apprrsentada excepces, he aquella
que mais tem oceupado a alientan da casi, se-
l p.ls, slo paia miin raso para que euseja
desculpailo se nella me demorar por maisal-
gum lempo.
Sr. presidente, cu dscubro dous meios para
resolver aquella queslao, o piimeiro he oque
resulta da compaiaco que se poSM fizer entre
as ditposlcdei ilo dilleientcs paragraphos do
art. 9 do acto addiclonal, segundo limlla-se a
inielligencia que se deve dar no rigor de direl-
lo, e em boa herineoeuiica jurdica a exprs-
sao proposta, deque se serve a le : vejo que
ll 3 da le est declarado que cabe as assem-
blcas provinciaes legislar sbreos casosef.r-
iii i. parque pode ler lugar a drtappropriacaa
por ulilidade provincial ou municipal, e ijue
no 4. dizque pode legislar sobre polica e
eci.iniinia municipal precedendo proposta das
cmaras aiju est o artigo ( l\ )
Ora, vemos que o legislador em todos estes
ilill'erenles paragraphos ou mrmbros do art
9, lem tratado de especies diversas, que nao
pndlam dcxar de o ser, visto que elle as espe-
ciflcou em pontos destacados ; e sendo assiu
Sr. presidente, esia dlatlurcio rslabeleciila nao
por miiii, mas pela le, cunvm averiguar em
ijoal llenes diereoles artigos ou paragraphos,
I rjdc estar roiiiprehendilo o proj co d.^ que
etraa: Estar porvenlura no 4. que lem
sido invocado ? creio que nfio, porque ah nao
se trata de renda luuiiicipal, nem lainbem e
trata de infracvQes. ou prohibico de arrocs ,
cuja prohibirn lie feta co bencfici i da laude
e da moral publica, logo nao se pode dizer que
trata de polica e economa municipal ; de
que se trata pois ? trala-se de moa luipvticflo
na propriedade particular em proveto publi-
co, he lio que ImpnrU o projecto, he nina es-
pecie de conlribuieSu laucada ao proprirlarln
rui provello publlro, por conscguinlr incluida
no ^ que trata da desapproprlaco da titilidade
muiicipal. piiquaolo. eu creio Sr. presidente,
que a desapproprlacSo se d, nao s4 n'aquellea
casos, em que inaleiialmenle se tira parle da
propriedade, mas anda quaudo nesta se lan-
9am encargos, que tendrui a diminuir parle
do seu volor, enihora a diminuirao uo leja
real, senao peiguntaie aos nebes deputados
quaudo se abrein as estradas, os caiiiinhos viei-
oaes, e se determina que ellcs lenhaiii lanos
palmos, nao se lem dcsappiopri.ido parte do
terreno dos propiielarios ? tem eei lamenie.eni-
bora desse camliibo aberlo povainente resulte
biiielicio a propriedade.
Sr presdeme, eu nio possn suppnr que o le
compete examinar se esse meio proposto pela
cmara he u n.ais conveniente, e aderpiaoo, e [guiador houves-e consignado em dillerrmes
aheia-lo, se assim o enteudermos vanlajuso S disposiies que lossem de nina niesnia na-
P. la miiiha paite enlcndo que nao lia de ser I Huera, he pois poique elle nuil rsiabclecei
com 4ou (iconios de res por anuo que se ha pontos de panilla, e dltllnecori enlre ellas.
que assim as clasaificOU! *'as Sr. piesidcnte,
eslabelecida esla dislinccao que pode ser lida
lalvet por Mil ni, eu a deixu, procurando anda
ver em qual dos paragraphos a especie do pro-
jecto esi coiiipreheuoiila.
Sr. presdeme, eu ei teudo que a evpressao
piupusta deve [ler urna sigmlicaco dillerenle
de termo iiiniculii'ociopiigado tmheni na nos-
sa legislacao constitucional ; porque tambera
nao poss) soppor que o legislador nao estives-
se convencido da propriedade e forca dos ter-
mos, e que n'um cas-- livesse emprrgailo o ter-
mo innici'ifii'c, quaudo se refre as altas ami-
bo u- dos pdeles do estado, e no outro se li-
vase servido do termo piopxttn elle que 0 fci,
fui pela il tic renca, luto lie poique aos poderes
superiores cabe a inniciacao positiva e directa
da ijii.ilnl el i- da iiicilula, s cmaras cabe a
Irinbruoca das necessnladcs, e a invocacn do
leinedio uecessario para (pie elles sejam unen-
didos. Pensando assim. vejo que a pioposta
de fazei l:ia redo o calcamriito de oina cidade
Ido vasia como esta ; e porque estnu persuadi-
do de que nao devenios consentir |>or mais
lempo que as ras do Hecife .....i.........a ser,
como al aqu, chaicos inmundos c ootios
tantos focos de epidemia, delibi rei-me, loman-
do por norma nina le piovincial da liahia,
ap.esenlai este projecto,que naodou por inul-
to In-iii, masque em liui possue a vanlageni de
olleiecer um lucio pouco dispendioso pata os
cores pblicos, c milito suave para os pai ticu
lares, de se fazer urna obra ludlspenssvel, so-
bre ludo, depois dos estragos felos pela febre
aman lia que pode reap|>aieeer de um luan-
le para oUlru, e quaudo est demonstrado que
podemos ser visitados pelo cholera-morlius,
esse horiivel llagellu que a nada espeita e con-
tra o qual salgina cuUM podem a> mais se-
veras medidas de liygiene publica.
Obseivaie mais ao honrado membro que
impuguou o projecto, que anda quaudo nao
0 Sr. flurrot Barrito :--Sr. presidente, quan-
do o lionrailntnembro que se astenia d mioba
esquerda pedio pela tegunda ver a palavra. eu
suppuz queelledeixassea queslao de ordem,
e se orcuparl* daqurlla que se devla tractar na
piimeira dhjtiHtao, islo he d? conveniencia,
da adopfao da medida proposta no projerto ; e
ueste resnpposlo part a palavra, lilis o hon-
rado membro.snao corretpondeu a mlnha es-
peclaliva : tractou nicamente da opportuni-
dade do appresentamento do projecto, e da
competencia desla assemblca para legislar so-
bre a materia. A vista d'islo julgo-mequasi des-
nbrgarto de u?ar da palavra que V. Exc. le-
ve a bonrtade de conceder-me, porquaoto o
senhor primeiro secretario e o honrado mem-
bro que acaba fie sentar-se.j demonstraran!
a ineu vero mais evidentemente que he pos-
sivel, nao soque a opporiuoidade era esta, co-
mo oue a iniciativa linha viudo da parte da
cmara municipal. Houve iniciativa, senho-
res, porque a cmara todos os anuos appre-
seula nesta casa urna verba em seu orcamen-
topara calcamenlo de roas; houve Iniciativa
sem duvida porque o orcainenlo desle anuo
conten a mesma proposta. Portanto o que
anda pode ser coniestada he a opporiuoida-
de, mas scohores, cirio que materias da im-
portancia desta, nao devem ser arjdiadas nica-
mente pela falta de opportunldadej devenios
traclar d'rllas quanlo antes, aprovellar o lem-
po, em que he menor a afluencia de materias
mais importantes, e nao stijeila-las nica-
mente ameras furmalidades, coinn seja espe-
lar que se aprsente impiesia a lei de onja-
inenlo municipal.
Senhor presideote o honrado senhor segun-
do sec Clario, qniz enchergarno procedimenlo
dos kigoalarios do projecto uina falta de cohe-
rencia : dsse o honrado membro que havia
incunbeieiiciada parte da casa em approvar
este projecto, leudo quasi regeilado o doinala-
Sr. A J de Olivtira: Eu ditse, que pa-
ra a casa ser ccherenie era necessariu rejel-
tar o piojecto por falla de iniciativa.
0 Sr, hairos /Inrrrto:Eu emendo que an-
da que a casa livesse regeilado o projecto do
maladouro, e agora appiovasse este nem por
isso havia da nussa parle incoherencia, por-
que as especies sao diversas : aquellc lirava
cmara urna grandissiina parte da sua renda,
este projecto nao llic tira nada, este projecto
d alguiua cousa a cmara, pouco "
sempre d.....
Um Sr. H'i'iit ! to sobre a propiiedade.,..
Ur. tlarr s lldrrelo: Se nao laucar sobre
a piopiledade sobre qucui dever laucar? E
demals a iinposvo he muilo insignificante
para ao ai daino a nossa propiiedade,
A!gumas C0iislderact>ei ioram oll'erecidas
pelo i.oui ado meiiibro o Sr. Francisco Joao, s
quaes peca-lile liceofa p-ra nao responder,
poique nao aclio que seja esta a occasioop-
!ii mu; sao coiisidcraces perlencentes a
segunda diseusso, para eolo me reservo
diter alguina cousacumo tainbem te for trac-
ta Ja i queslao de couveuicocic, ou nao con-
veniencia do projecto.
( Sr. Manotl Caiolcanli: ( pela ordem)
Queriasabei.se posso requerer, que seja a-
prcseniado na mesa a pioposla da cmara,
para que se possa comparar una com a ou-
ira e ver qual be 'melhur.
O Srnlior /'rciii/enle : Se existir na casa nao
havea duvida em que seja apreteutada na
meza.
U Sr. .(filiar :-- Declara que o requerimen-
to do Sr. deputado nao pode ser salisfeito,
porque a proposta, a que se tem referido os
genitores depoiados na diseusso, he a que
vem no projecto de orcamenlo o qual est na
coinmissao espectiva, e por consequencia
nao esitllndo na secretarla, uo pode ser ap-
presentada na meza.
nao iusillirei na quesio de incompetencia; de-
pois do i|Ue se lem dito, creio, que os honra-
dos meiiibi os que a iiicelarain j eslo conven-
cidos de que esta assemblca he minio Compe-
ten le para Iraclar da materia que se discute,
tanto que o uobre deputado j deixou de lado
essa iiiesi'o para sustentar a inoportunidade
da diseusso ilo projecto agora, querendo que
si ja ella roscivada para quaudo se aprescnlar
o urcaiiifilo municipal. I'arece que o nobre
dcpoiado o.io coi.lia muilo as asseveraces
que lem sido fritos por diversos meiubros, de
que existe no oicaiiicnlo reineilido pela cma-
ra municipal, um pedido de A a (i roulos de
res para o calamento das ras de-ta cidade.
U rr. JfaNorl Cai-ufcanli := Nao si uhor...
0 Sr. I'aes Harrtlv: --U que quer dizer en-
lo essa insistencia para que uo se trate do
projecto sem que esleja na casa, e possa ser
msio o orcamenlo municipal? A quesl.",o he
se existe, ou uiio exilie proposta da cmara
(cita no seu piojei lo de oitamenlu ; nos diste-
mos que existe, mas o nobre deputado res-
ponde i vi o lia o orcamenlo para cima da
uicia, quero ve-lo, Como se fusse-mos capazes
de usseverar um laclo que uiio existe Quer
o nobie deputado saber os termos em que he
lena a proposta ? sao os seguiotes Para lim-
P' vi, e calcamenlo das ras quatro coutos de
ris.
i) Sr. lanoel CaiUamii: E nao desconfa
da sua miuioria.
O 4'r. Pom nrretet" A'o posso ler a menor
desconlianca, pois que a proposta existe em
diversas leis do orcaiuento muuicipal, e at
oa lei actual .Como pois por islo em du-
vida?
r.hu i-i agora a fazer algumas observaedes
em rcspcitta ao nobie deputado, que falln a
pouco, e que pedio cxplicacoes a resprito das
r o nobre deputado, que o pobre carregue
com os uirsinos onu que o rico? nao seria
isso itinaelamorosa inliiatlcar
nutro Sr. Deputado: como estabelecer esta
'c>PSrntPiiMBarrto:--N4o |ulgo que sejait-
to difticil pode-se. por exeinplo, dizer que
nao tero abrigados ao calcamenlo os pro-
nrietarios cujos predi"S nao valerein mais de
um cont der<4s alm de que o governo no
seu regulamento tomar unta providencia a
etse resprito. ,
Val mesae heappoiadao seguinte reque-
' BequelrO o addlamenlo de dlscussSo at ter
apresenUda a proposta da cmara--Manon L.a-
vO7r. Carneiro da Cunha, dx que npp8e-se
o requerlmenlo. porque o julga Intil, visto
como enlende que a proposta reclamada peto
nobre deputado, j se acha na casa, consig-
nada no orcamrnlo municipal, onde se pede
nina verba para calcamenlo de mas; e por
consequencia acha-se a casa habilitada para
tratar da materia.
O Sr. /M-not/ Catmlcanli .Ainda Insiste as
tuat opioldet.
OSr. I'iim Brrelo intitte na ncccssldade de
J-disculir-se logo o projecto, julgando intil o
addiamento proposto.
O Sr. A ). de Olivtira : Eu ainda Insisto
que a atsembla nao pode volar ene projecto,
porque vai alterar o que j existe, e a casa nao
pode alteraras potturat dat cmaras, tem que
preceda proposta das mesinas, assim o deter-
mina a resolucao de 25 de outubro de 1821,
lie precito, poli, que os nobres deputado!
me convencam de que o projecto nao he urna
postura....
OSr. Paes Brrelo Prove como he...
O Orador: lie, porque Iracta de alterar
meltldonao ter dado opiniao a respelto.cotno
'"o S 'tZ'na* Cuna* declara que o pare-
cer ser apretentarte segunda felra. e bem
assim que a coinmissao acha meio. indepen-
... a! i.nnreatlina provincial com o quaes
r?r.m.-r^T.-e.rre..r da factura do
'"o'trTresldtnl.obtervaquev.slo de.l.r..
cao da coinmissao, na segunda felra ae tratara
de.,a,nleriabRDEMD()D1
Segnnda diteussao do projecto n. 7 que
tranafera para a povoaao da Patsagem do
ioaseiro alde da treguezi. de Santa Mara da
comarca da lloa-VIsta.
He appmvado sem dltcustao.
Sao orneados para a coinmissao q.te tem de.
appresentar para a sanecao de ** JJr-
ss acios legitlatvos os srs. Res e Silva, Pin-
to de Campos e Gilirana.
Esgoladaaordem do da.
O Sr. Poesidente designa a ordem do da e le-
vanta a sessao. ( Era urna hora da tarde, j
exististe na casa proposta da cmara sobre a "este sentido sr acha frita pela cantara muni-
iii.ileii.i Coiilida no projecto que se discute, Cipal e repetida j no lelaloiio deste anno,
nem por isso estaramos inhibidos de legislar e do passad. j as leis de seus orc.amrnlns e
sobre |ella; porquanlo tmenle coiupelindo'ja finalmente em diversas posturas municl-
as.i aio.ii ii iniinicipaes por vil lude do artigo paes ; 'portanto uo Coi sem admiaco mlnha,
77 da lei do primeiio de outubro de 1828, pro- <|ue vi o nobre deputado oceupar-te desla
por s assemblas provinciues os meios de aug
mentar suas rendas, e a mancha de applica-las,
nada tem a cmara enm as disposices desle
Tujeclo.ns quaes neiu tralam de augineuiar-
heas nulas, eiiem lo pouco de dar applica-
cao as j creadas : he urna maiena sobiea
qual podemos muilo bem tomar lima delibea-
co (luibjuer indepeudeuiemenie ile proposta,
(Ii ditrit'is apartes ) Pois bem, uo Injlsllrel
ir iia arguuieiilaco, alias desoecestaria, po s
que como j uioslrel, a cmara municipal des
la cidade apreseulou no seu urcameuto a pro-
p sia deque se trata, c que tao necetsarla pa-
rece ao honrado meinbroque impuguuu o po
jecto. Leiuiio-inc por ora a estas breves re-
lie xdes.
O Sr. Uanoel Cavalconli: Creio que o nobre
deputado nao rrspondeu s obervar;des que
fesouutroSr. depulado ; poique as assrmblcas
proiinciaes comprle legislar subre pulira e
,'ciiiiiiini.i muuicipal, precedendo proposta di
cmara, seria pois uecessaiio que rusa propos-
ta ae apirseiitasse para ser discutida, mas se a
casa nao vio essa proposta
Um Sr. Deputaio bata no projecto do or-
namento.
O Orador: Mas aonde est elle?
O Sr. Paes Brrelo: -- Na comiuisso.
O Orador : Kuio he segredo.
.'xiSr. Deputado: Nao he segredo, nrm cou-
sa nova; o uobre depulado o auno pastado vo
tuu por essa proposta da cmara para o calca-
xueniodas ruat.
O Sr, Carntira da Cunha: D utn aparte.
queslao de oidem. l'assare pois, agora ao .se-
gundo ponto da conveniencia, ou inconvenien-
cia do projecto : eu peco licenca ao seu uobre
autor nao para discutir, mas pata me conceder,
que euavenluie algumas consideacues que
servirn uu de tnovi-lu ao proposito de cor;i-
gir em algumas paites o seu projrclo, seas
julgar atlt'odiveis, ou me explique as suas dis-
posices sobic que leudo duvd i, de modo que
eu liiiue esclarecido. Ku euleudo que Imla es-
ta casa acoinpauhar o nobie depulado no re-
cuubeeimeiito da necessidade de prosideiiciar
direcia aceita do calcamenlo da cidade; he u-
nia uoodlco n.io so de afbimoseameii|o ila
iiiesina cidade, de srguranca dos predio*, mas
sr pode Considerar Como de higiene publica;
poiem tendo esle o jieusainenlu que parece
lee dominado u nobre depulado, algumas par-
les lem o si u projecto sobre que aveuluiaiei
coiisideracOes, urna deilas he acerca da dispo-
sicio do ^ 3, que diz assim ( l,
l-.ii dejana que o nobre depulado visse se
era possivel alterar o s* u prnsamrnlo nesia
parle, licaudo a cargo iulenainriile dos cofres
UlUllicipaes O I ilr ilmn I i 'a-, ln .H al publicas,
porque ellas sao peneiicas publicas. U tegun-
do poolo he o que irala da exctpcSo marcada
no arl (i, que diz ( l. )
Eu realmetile naotei comparara propriedade
cun a pobreta, te se podesse ser proprietario
,,..1111', eoto i iiiiln ni esta raso servira para
que uo pagastem dcima siza, etc. etc.
Fajo estas consldcraces.quc o nobre depula-
do atleudei a como julgar que ellas mercelo.
disposifdes de una postura que ja exislef le\ )
No projeclo esto outras disposices que nao
se acliain aqui; he pois, uina alleraco da pos-
tura vigente; nao pode a casa fai-la sem que
a cmara a proponha, e a proponha por um
acto especial e nao por um artigo do project0
de orcamanto.
Pelo que acabo de dizer, est demonstrado,
(ao menos na minha fraca Intelllgencia) que
he urna alierajo as posturas existentes, e
que nao pode ser considerada pela cata, tem
que a cmara da capital proponha.e senao, se-
nhores, permita-se-ine que eu diga, islo he,
dar-te as p .lav a-, slgniflcaco dillerenle enn-
forme nos convm,
Julga-se a maieria discutida, e o addlamenlo
lie rejeilado e apprnvado o projecto.
Exlingoe-se a ordem do dia.
O 'Sr- Presirltntt designa a ordem do dia e
levanta a sessao. Eral i,2 horas da tarde.
SESSA EM 29 DE NARCO DE 1851
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanli.
As onze e ineia horas da minha, feit a
chamada acham-te prsenles 3t Srs. depu-
tados.
OSr. Presidente: Abre a setsao.
O Sr. 2." Secretario : Le a acta da senao
anterior, que he approvada.
O Sr. 1." Seerrlnrio : Menciona o seguinte
EXPEDIENTE.
Um nmcio'do secreiario da provincia, reinet
tendo 37 exeinplares do orcamenlo da reeeita e
despees provincial, para o exercicio de l85l
l85.Mandaram-se distribuir.
Oulro do mesmo, tiansmitlindo um oflicn do
coadjuctor da frrguezia de Salgueiro. dand
conta do estado da referida matriz.A' com
misso de fazenda e orcamenlo.
Um rrqueriinento de Jos Pereira Borges,
professor publico de latim, na cidade da Vic-
toria, pedind que o sen ordenado seja iguala-
do ao do professor da cidade de Golanua.-. A'
commisso de ordenados.
Outro, da mesa regedora da irmandade do
Divino Espirito Santo, erecta no convento de
Samo Antonio desla cidade, pedindo que a as-
semhla lhe conceda no recinto do ceiniterio
publico, terreno sufcietite para reinilerlo
particular seu, no qual posta mandar cons-
truir ot jasigot necessariot, suj'itando-sc ao
pagamento ou de um foro rasoavel, ou de Ulna
coutribuico por cada enlerrameolo ; e que se
lite conceda tambem a faculdade, de mandar
conduzir em carro mu, os cadveres de seus
irinot.Ascommlssocs de negocios de c.ima-
rat e saude publica.
Outro, de Fr, hento do Monte Carmrllo, ac-
tual prior doconvento de N. S. do Carino de
Goianna, no qual allega, que tendo servido e
conven'o de aqnartellaniento das tropas defen-
soras da ordem. durante os ltimos movimen-
tos, e tendosdo anublado pelo asfalto dado
pelas forcas rebeldes, no dia 13 de detembro
de 1818. pede que se lhe OUtorgue uina quota
para reparo de um templo lao digno de vene-
rajo. A' coinmissao de faicnda e orfa-
in euto.
Outro, de Jos Antonio Moreira, fiscal da fre-
gueiia de muribeca, pedindo que na lei do or-
camenlo se lhe marque um ordenado igual ao
que percebe o fiscal do A fugados.--A' commis-
so de orcamenlo municipal.
Outro, de Krancico Joo Honorato Serra-
Grande, official de justica da varado crirne
pni no do jury desla cidade, pedindo que te
lhe mande continuar o pagamento do ornena-
doque venca como porteirodo mesmo jury.-
A' commisso de orcamenlo municipal.
Outro.de Antonio Leile de Azevedo, procu-
rador da cmara u-ancipal de Caruaru', pe-
dindo que etta aiiembla lhe marque um gra
tifiraco na lei respectiva. A' coinmissao de
asento municipal.
ore
Oulro, de Joo Kantista Soarea, vicario col-
dlsposices comidas nos a.ugos5e b do pro-!,a(lo na frrgliezia de S Miguel dos liarrelrot.
jecio. guamo ao ailigoj que impoeans pro- p,.rt,ndo quIM lhe marque urna quota de rs.
pr.etaiiot dos predios situados as pracas fuu pi conclusSo da obra daqurlla matriz,
obrigacao de calcarcm as mesinas na distan- .... oliimisao de fazenda e orcamenlo.
ca de diz palmos, diste o nobre depulado. I 0ulro, de Jo, ]gnaclo Pereira Dntra. pe-
depuladu,queaad.niur-se a sua oppiniSo.fi- ^00, du vallas e urna levada raes!
cariamos pioptieiarios dat p,a9a. de mrlhor eill'iC11 s|iio no Barro Vermellio.-Acoinmlstao
coudlcio do que osoutrot ; pois qe nao teri- decollllliercio e obras publicas,
am de laier i.enlium ca amento, em quanlo', SSo u0, e ,pprvadot at redacefles dos pro
que os deinais devem calcar at Irentes de suas jpclus 32do anno passado. e n. 4 dette anno
casas: pode ser que o numero dos palmos se- o r,.Vogando os arts. I, 2 e 3 da lei n. l57de
ja n.a.or do que deve ser, e eu nao terei du- 3,delliarco del846;o2. mandando perlen-
vida de ado, un na segunda di.cuc.io urna emen-:crr KOU;mo de Flores divertos lerrenot.
da que rcstiiojaesseuuiuero.sese mostrar que ,,e udo julgado objeelo de deliberacao e
o dciei minado uo ai ligo be muilo creteido :'rolldBdo imprimir um projecto da divisan dos
entieliiiio paiece-iue quede palmos he o Ull,les da comarca de Boa Vista e Caruaru*.
que leao de laier, pouco mait ou menos, os A TrnaeI\mfnXO ,|o Sr. Camp s, he dispen
uulios piopiirlarios
A'ueroa do ailigob diste o honrado nirmbro
que uo admita a rxclusu que rile faz dos
pioprirtariu.s nliuiamruie pobres, porque nao
A rrqurrmrnto do Sr.
tado a imprrtto drsle projecto.
lie lido e apnrovadn o seguinte
PABE F.ll.
commisso de cstatlstlca c divisao civil.
ineutu, |ioiquaniu multas vrtes importara is
ao o mesmo que consirang-los vender a
sua pequea propiiedade, cum ludo uo terei
duvida em aomiiir qnalquer emenda que se
julgue incestara para explicacao do pensa-
meolo do aiugo. Sao cti^t at observaces
que leuho fasi-r....
tj Sr. / cor,.cu Juiio Mas estas rasoes lui-
lilaiu laiiibeui para a declina-
U Sr. Pas Mirnto: Sun. senhores ; e na
ttaliia ot propiielarios pobres nao sao tubjei-
lot a declina.
LmSr. uepulado : E pode fazer-te esta dis-
linto dos pobret e ricot ?
OS. Pas brrelo. E porque nao? Quer e le eu dltcutip, visto acouiiulsto aquemfoi
po diocesano,o que tolicita se fac
possivel brevidade Sala das eoinmissrjes, 27 dr
marco de 85l.Joor/uim finio de Lampos. Beis
t Silea.
lie addiado por pedir a palavra o Pr, Mello
Reg mu parecer de commtso de enntat mu-
nicipaes, no qual dedica para a de obras pu-
blicas os relatorios que diversas cmaras mu-
nicipaet da provincia rnviaram aiiembla,
acerca de tuas necessidades mais urgentes.
( Exiingue-se o expediente.)
O Sr. Baplitta nota que tendo-te hontem fin-
dado o prato do addiamento do projecto do
uatadouro publico, he de obrigaco entrar el-
BAI.ANCO D-tRECEITA *WS5*2*>
MAK.V MUNICIPAL DO HECIFE O MtZ
DEFEVEIIEIRODEI83I.
Ileceita.
Saldo em 3l de Janeiro p. p.
Impottos de mscales e bocetelras
n 69 a 75
f.ordeaces e licenca!, ns.59 a 7
Mollas pelo fiscal do Recite, ns.
38 a 39 ..
Hilas do de Sanio Antonio, n. a SI
Dilatdo de San Jote", nt. 28 a 60
Ditat do da Roa-VisU, ns. a
Ditas do da Varzea. n. I
Ollas do Jury. n. 3
Alugueis das lojas na praca da Inde-
pendencia, ns. 1 a 20 ^^ ^
2:519,905
14,000
144,260
2.000
34,000
246.000
114.000
9.6011
21,000
500 rs. por cabeca de gado, ns
a 60
De$pesa.
Expediente, n. 5
Folha dos eidpregados no mex ae
Janeiro p. p., n.6
Tribunal do jury. n. 7
Kleicdet, nt. 3 a 6.
'instas deprocessot n. 19
Luzca para a cadeia. ns. 6 a 8
l.iiupea das ruat, ns. 34 a 3S
l^lcamento das ditas, ns. 10 a lo
Kventuaes. ns. 31 a 38
Obra do paleo, do Carino, ns. 71 a 81
Autoritaria pela pretldencia. (letra
piga a campanbla de Ueberlbej
8H.819
762,270
4:668,850
n.T
Balanco a favor da recelta em 28 de
fevereiro, p. p.
CRMITERIO PUBLICO.
Reet'ta.
Recibido do cofre municipal em 8 de
frverelro
Dito dito em 25 do dito
49,500
931.138
8 440
3>.640
17,47
6>.2<0
28,800
191.040
tVUOu
690 5*0
450.000
2:527,605
2:141,2
4:068,314
Despeja.
Ilestitulcao feila a cmara municipal
pelo supprimento que fez no mex
de Janeiro p. p. visto nai se ter ti-
rado do cofre a quantia suincienie
para as despeas daquelle me*
Despeza de lodo o mex de feverei-
ro, ns. 5l a84
Saldo a favor da reeeita em 28 de fe-
vereiro, p. p.
3:7.10,000
6:OUU,000
9:750,000
327,704
8:584,086
8:911,790
838.210
9:750.00
DIARIO HE PIBNAIICn.
ascirx, 31 de abijo si 1051.
A asseinbla oceupou-se boje com a diteus-
sao de um parecer da commisso de orcamen-
lo municipal, que a reqiierimento doSr. Fran-
cisco Joao foi mandada ouvir cerca da pos-
sibilidade, que lem a cmara de construir o
maladouro publico com as suat prnpriat ren-
das independenlemente de enipreilimo pro-
vincial ; diseusso que ficou adiada para a set-
sao seguinte, e de cujo resultado depende tem
duvida a adopcao do projecto, que mandava
contratar com Antonio da Silva Guiinao a cons-
trueco do inrsiuo maladouro mediante um
previlegio de 50 anuos, lamheiu adiado eiu vir-
lurie daquelle requerimento.
A ordem do dia de amauha be a continua-
rn d i precedente, e discuttodo projecto re-
lativo ao monopolio das carnes verdes.
ALFANDEGA.
Reodimento do dia 31 ... 8:986,410
Descarregam koft i de abril.
litigue Verialo -- meresdoriaf.
F.scuna -- Phmit gignse garrafas.
Rrigue S. Domingos mercaduras.
Brigue Enycnim idem.
Ilrigue Benujeu dem.
Barca brond farinlia de trigo.
Ilrigue -- Superior dem.
RENDIMENTO NO MEZ DE MARCO
DE 1851. '
Rendimento total 3M:mS
Restiluires 28,009
Ris "385:216,245
Direilot de consumo 377:998,753
Dilo de 1 por cenlo de reexporta-
cao para os porlos eslraugeiros *''!}??
Dilo dito para otport s do imperio 133,354
Expediente de 5 por cenlo dot g-
neros com caria de guia 153.0IJ
Hito de 1/2 por cenlo dot gneros
dopaiz 306,805
Dilo de I 1/2 por cento dot gene-
ros llvres 7.0I
Armazenagem de 1 por cento das
mercaduras 1:105.701
Dita da plvora 40.3/0
Premio de 1/2 p. c. dos assignadot 4:7X7.705
Mullas calculadas nos despacliot I34,3>t
Ditat diversat 26',240
Patenin dos despachantes geraes 15U, Emoiuiueulos de cerliddes 21,600
Rit. "385:216.245
Has seguales eiptoiet.
Dinhelro 140:532.775
Assignadot 244:683,470
H'ce.ili extraordinaria.
Noros e vrlhnt dlrrilot
recebidot dot empie-
gadot 25,000


Depoillot.
Em halando do ultimo
de fevereiro 3:892,857
Kniradoi no correte
iner 625,119
Sabidos no crreme mez
Existentes R|j
as teguintet e$pecet.
Uinhelro 1:320,046
Lellrai 2:833.610
4:5)7,976
355.320
4:162,656
Alfandega de Pernambuco. 31 demarco de
1851. O eserlvao interino, Franciieo de Paula
fonealves da Silva.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dis31..,. 8:406.64*
Diversas provincias. ..... 422,478
3'829 122
RENDIWENTO DOMEZDRMtnCO L'E 1851.
Consulado de 7 por cento 72:074 082
Dilo de 4;2 por cento
Aneorsgem para lora do
imperio
Dita para dentro do dito
Direiios de 5 por cento
Eipedienle da capatazia
Multas
Selos
Emolumentos de ceriidGes

Beslituicoes
204,000
.--------------72:278,982
8:&r>2,400
270 0H
7.500
792.185
(iO.960
1:215.768
15.280 11:214,104
Diversos provincias.
Ditimo do aigodao do
Rio Crande do norte 13.457
Dito dito da Parahlba 576,671
Dito doassucar da Para-
hyba 6IO.R07
Dito dito das Alagoas 3:918,346
83:493,086
97.200
83.395,886
Depsitos sahidos
Ditos existentes
305.143
847,357
5:118,981
88:514,867
Ilesa do consulado de Pernambaco, 31 de
marco de 1851.Pelo eserlvao, o prlmeiro es-
cripturarlo, Francisco de Paula Lopes Reis,
rXI-oltl ACAO.
Despacha maritimis no dits 31
Baha, patacho nacional Alegra, de 1f>2
toneladas : rondnz oseguinte: 725 barrica
com bical bao, 13 volumes ferragens, 25
bairis azeiie-doce, 9 volumes miudezas, 4
Calas abarraque, 26 vulumes fazi n las. i
pipas, 53 harria e 10 quarlolas azeite.de
carrapaln, 1 caixa viudos, 10 saceos assu-
car e 6 ditos carnauba.
Parahibs, hiate brasileiro [Sania Cruz No-
v, de 28 toneladas : con 1 (5 barricas familia de figo, 15 gigos ba-
tatas. 2 barricas rerveja, 2 volumes diogas,
300 arrobas carne serca, 2 volumes fera-
gens, 1 dilo csnella, 4 barricas geni'hro, 6
barra manleigs, 2 rolos de salsa e 2% saco.
bolacha.
Valparaizo, luger ilinamarquez Iluda, dp
261 toneladas : comluz o seguinle : 2,603
sarcos com 14,628 arrobas de assucar.
recbEDokia 1)E iikmias (.ki;ai:s
INTERNAS.
Rendimento do dia 31......1:318,679
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 31......1:899,231
M o vi ii i o iio do porto.
Navio entrado no dia 31.
Barcelona 40 lias, brigue hespanhol 7o-
biubo, de 300 toneladas, rapililo J. Galp,
equlpagem 14, carga vinbo e inais gene-
ras ; a Thomaz de Aquiuo Fonseca.
Navios sahidos to mesmo dia.
Parahiba Hiate nacional hxalaciio, mestn
Antonio Manoel Alfonso, carga familia de
mandioca e carne.
Portos do sol pelo As Brigue nacional
Carolina, capilSo Francisco Antonio Si-
mas, em lastro.
Doston Hiate americano Sulhem CU Id, ci-
l'ii.lo Obed Itnkea, carga assucar.
Paradina -- Hiate nacional Sania Cruz Nova,
meslre Hennque da Silva Mi Ira, carga
ftiniha ue t'igo. Passageiro Joaquim Jus-
tianno da Silva.
T4iea(ro de Santa-Isabel.
58 RECITA DA ASSIGNATURA.
QD.ivT'MUA, 2 os AaaiL de 1851.
Eipetaculo variado de canto, dramtico
e donen.
Depols de nma das inelhores ouverlura a
companbla lyrica executar o segundo acto da
opera :
NORMA.
Seguindo-sc, pelas senhoras Haderna e Mo-
reaux o lindo passo a dous:
As Odaliscas.
Depols do que a senhora Candlanl cantar a
bellamodinha btasiltira.
Adorei urna alma impura.
Em seguida, a companhia nacional repre-
sentar a Interessant comedia em l acto :
Os I rumos das Almas.
Apenas flnalise a senhora Candianl e o Sr.
Eckrlin cania.ao o multotapplaudido dueto da
operaA Filha do regimentno qn.il a mesina
senhora apparecera vestida de suldadn flan-
ee?., c executar Indas as manobras militares.
OsSrs. Capurri e Frederlco Tatl tambero exe-
cutarao o bello duelo da opera :
OS PUIIITANOS.
Terminar o cspetsculocomo muito applau-
dido segundo acto do baile
Lago das Fadas.
Comerjara s 8 horas.
Os billieles acham-se a venJa no escri-
torio do theatro.
s
ti DITA ti.
Francisco Jscintho Pereira, dignilario da<
in.periaes ordens do Cruzeiro e Roza,
cptnmendadorda real ordem milar de
Ni S. da Concejero da villa Vinosa, por S.
M. Fidelissima, coronel da exmela se-
gunda linha, commandante superior da
guarda nacional dcste municipio por S.
M o Imperador, e presidente do conseiho
d revista do mesmo municipio, 6c., &c,
Fago saber, que no oilavo dia, contado
da data deste edital, se remira o conseiho
de revista da guarda nacional na sala das
ges'0 s da cmara municipal desla cidade,
s 10 horas da nianhfls, na cuiifurinidaite
do artigo 44 das oslrucces n. 722 de 25
de outubro do anno prximo passado, para
a execur.no da lei que deu nova organisa-
C&o a guarda nacional, alim de lomar co-
iiln cimento dos recursos que versaiem so-
bre os casos indicados no artigo 33, e que
forem inlerposlos pela maneira determina-
da no ai ligo 38 das ditas wstrucc,es.
E para constar a quem convier mandei
expedir editaes, que serSo allixados nos lu-
gares mais pblicos desla cidade, e publi-
cados pela imprensa. Recife, 1 do abril de
1851. Francisco Jarintho l'ere'ta.
Acamara municipal desta cid.de faz pu-
blico que lem contratado provisoriamente com
Agosliuhn Jacorn Rezerra 411:., residente na
ra de lionas n. 16, a conducao. em carros
lnebres, dos cadveres para o cemiterio pu-
blico, senil os prreos dos carros de priuieira,
segunda e terceira ordem os meamos ja an-
nunriados. e as cundieses as mesiiiaa que
se lubjeilra Mauoel Katrvo do Nasclmento
Ouinlefro & Irino ; cujo contrato a inesina
cmara rescindi, anuindo o requerimeuto
que para isto fez o referido Quiuleiro. K
para constar e mandou publicar o preaenle.
Paco da cmara em sesso ordinaiia de 29
marco de 1851.A'. A. d-Oliveira Manoel Fer-
rtirm Acioli.
aBjaasjpjaja>aaaasMHajaBaa4arj0aaaaajaa4!nHeaf>
Avisos martimos.
O vapor ingiez da compa-
nhia de navegaQSo entre o
Brasiles C'5a-Bretanha de-
ve chegar a este porto proce-
dente dos da Europa no dia 2 do prximo
futuro mez de abril ; e no mesmo dia pro-
seguir o seu deslino psra os portos do sul :
nsSrs. que pretenderen! passagens no mes-
mo, queiram dirigir-se so escriptorio da
respectiva agencia, em casa de Adamson
ll.iwie& Companhia, ruado Trapiche nu-
mero 42.
P.ra Lisboa sshe com brevidade o ber-
iranlim pnrttiguez San Domingos, capitflo
Manuel i,iiticnl.es Vianna : para Carga ou
passageiros trala-secnm o referido cap'tSo,
ou com o consignatario Joaquim Ferreira
Mendes Cuimarles, na ra da Ciuz n. 49
Para Lisboa 8he por todo o mez de
abril o brigue portuguez Conceicio de Va-
ria : quem nelle quizer cenagar ou ir de
passagem, para o que tem excellenles cotn-
modos, dirija-se aos consignatarios. !ho-
maz de Aquino Fonseca & Filho, na ra do
Vigario n. 19, primeiro andar, ou ao capi-
lSo na praQa.
Para o Porto sahe at o dia 15 do cor-
rente a veleira e bem conheci la barca /;<-
pinto .Sonto, de primeira marcha, forrada e
encavilhada de cobre: quem na mesma
quizer carregar ou ir de pasagem, para o
que tem excellentes commodos, dirija-se ao
seu consignatario, Francisco Alves da Cu-
nha, na ra do Vigario n. II, primeiro
andar.
Para o Para com escala pelo (Vara pre-
tende seguir viageni com minia breviiiade
a escuna nacional Mara l'irmina, capilSo e
pratico Juno Bernardo da Roza : quem na
mesma quizer carregar ou ir de passsgem,
t'le enleuder-se com o mesmo CapilSo. ou
com o consignatario da mesma, lu/. Jos
de S Araujo, na rila da Cruz n. 33.
Para i'arahibi
saheem poneos dias o veleiro hiate nacio-
nal Espadarte : queei no mesmo quizer car-
regar, Irale com Antonio da Costa Ferrei'a
Estrella, na ra da Cadeia do Recife, ou
i'iun o meslre Victorino Jos l'eteira, no
trapiche do algodSo.
A muito veleira barca portugueza Bra-
charense sahe para o Porto cm poucos dias,
tem exeellentes commodos para passagei-
ros, e recebe carga a l'rete, para o que tra-
ta-secom o capilSo Rodrigo Joaquim Cor-
reia, na prar;a do Commercio, ou com No-
vaes & Companhia, ra do Trapicho n. 34.
Para o Rio de Janeiro sabe, em poucos
dias, o brigue nacional Firma : para o resto
da carga, passageiros eescravosa frele 1ra-
la-se rom o capilSo Francisco 1'eixoGuima-
rSes, na praca do Commeicio, ou com No-
vaes & Companhia, na ra Uo Tiapiche nu-
mero 34.
-- Para o Aracaly sahe imprelerivelmen-
|i'. Me o i i ni ilo m. '/., o hiate nacional An-
glica : quem nelle quizer carregar ou ir
de passagem, dirija-so a ra da Cadeia do
Recife n. 49, primeiro andar, ou Irale no
11 a i irlo- do algodSo com o meslre.__________
Leiles.
JJeclarnco.
Pela subdelegada de S. Jos do Reci-
fe foi apprehendida a um pelo nma casaca
prela com algum uso, que a ol rena na ri-
beira desta fregue/ia por dous mil ris :
quem forseu legitimo dono, dando os sig-
ues certos e provando, le ser entregue.
O corretoj- Miguel ( arnrlro far lellao. no
dia 1. de abril no seu armaiem na ra do Tra-
piche n. 40, de diversos trastes novos e osas
dos. loucas, vidros, caodleiros, ricos quadro-
dedlver quaiidades espingardas, pistollas
e relogios patenie inglezes, urna rica mesa de
pedra marmore sobre a qnal est desenliada
seia larga com a maior perfeicao possivel ;
assim como ao meloda em ponto hir em lei-
lao Ulna por{5o de frascos com tiula para es-
crever prela e encarnada, vidros para vidraca
de diversos tamanhos, e una pnrco de cha-
rutos que se vender por lodo prefo.
ItichudiRoyle f-r leilAu, por inter-
ven?So do correlor Oliveira, de grande e
variado sortinento de fazudas inglezasas
mais proprias do mercado : ter^a-leira, 1
do abril, as 10 huras da manhSa em pomo,
no seu armazem, ra oa Cadeia.
J. J. Tasso Jnior faz leilSo, porconla
de quem pertenec*, de 95 canas com 24
queijoscada urna, em lotes a voutade : ter-
ca-l'cirB, 2 do correte, s 10 horas da ma-
nila, na porta da alfandega.
- F. II. Lulkens fai letlSo, por interven-
(So do conetor Oliveira, de um bom sorli-
niei lo de fazeu is c miudezas, eoniisliodo
em faccas de mesa de mullas oualidades,
navalbas, lunas, enxadas, panollas, chalei-
ras, chumbo de municSo, bacas e rame de
latan, serrotes, voirumas, peunas d'aQo,
bandejas pintaJas, botOes de madreerla
e inultos mili os arligos: quinla*feira, 3 de
abril, as 10 liu a> da maullas, uo seu arma-
zem, ra do Trapiche.
Avisos diversos.
Offerece-se urna parda pnra ama de casa
de homein soltelro : quem precisar, dirija-se a
ruada Gula n 27.
Joo Joj de l.'arvalho Moraes faz publico,]
que o Sr. Franciso Dias Moreira, delxou de ser
seu caixrjro desee 31 de marco.
Precj>a-se de urna ama que saiba coil-
nhar, par loja de homem solteiro, e que seja
de idade : na Lingoeta n. I, venda de Duarte.
Um rapa/, com lodos na preparatorios,
oM'erece-se para caiseirn: quem o pretender,
dirja-se esta typographia, que se dir quem
seja. *
Aos ao:ooo,ooo rs.
Na ra do L'abugS n. 1, vendem-se meins bi-
lhetea da lotera do Rio de Janeiro a 10,50o rs.
cada ineio, ea ? 1,000 rs. intelros :a elles antea
que ae acabein : a fallar com o vendedor Ma-
noel Duarte Ferro.
Jamiesnn Ridgwsy & Com-
panhia de Liverpool, fazem scien-
le ao respeitavel publico, que el-
les teetn admillido como socio na
sua casa commercial, em Pernam-
liuco, ao Sr Frederico Uobilliard,
a qual ser 'dirigida de lioje em
Hiante pelo dito Sr. e debix.o da
firma de Ridgwoy lobilliartl R
Comp^nliia. Liverpool, i de abril
de i85l.
I'recisa-sealugir urna escrava para ser-
vir a urna s pessoa : na ra do Cano n. 12.
liis 1 o;ooo,ooo.
D-se a qnanlia cima a juros de 1 1|4 or
cento ao mez, por lettras de duas e tres fir-
mas ate 6 mezes de prazo, preferindo-se as
los Srs. negociantes inglezes : na ra da
Cadeia do bairro de Santo Antonio, junto
o hotiqum do Paiva, cssa 0. 2, segn lo
ndar.
Roga-se ao Sr. A. F L. haja de diri-
gir-se ao Aterro da Boa Vista, loja n. 65, a
negocio que S. Me. nSo ignora ; do contra-
llo se publicar o seu nome por extenso
iesla Mloi.
Aluga-se urna sala na ra do Rangel :
quem a pretender, dirija-se a ra do Livra-
mento, sobrado n, I,
A pessna que perdeu urna porr;3o de
chaves em direcr3o ruada Aurora, d ri-
ja-se ao Alerro da Boa Vista n. 14, que,
dando os signaos e pagando o annuncio,,
Illa serSo entregues.
--Quem precisar de arpia para sierros,
dirija-se a ra da Alegra rj. 34. que existem
dous excellentes canoeiros escravos, com
duas canoas aherlas, urna de mil e outra de
quinhentos tijolos, as quaes seii) botadas
em cotila.
Roga-se encarecidamente ao Sr. fiscal
da freguzia da Roa Vista, lance suas vistas
para a casa n. 105 da ra Velha, onle exis
te no quintal um clii<|ueiro com porcos, por
spr este o principal negocio do douu da ca
sa, com o que nSo s iiiconimoda a vi/i
nlianca, cono) i.iipesta a ponlos de se nSo
podersopportar o mo cheiro, principal-
mente em lempo do invern ; e agora com
febres que mal nSo apparecera .'.' Admira
que o dono da casa oSo pense neslas valio-
sas circumstancias, esquecendo-se das mes-
mis por causa de aeus intercala, em pre-
juizo da sale deseus filiabas,
O si'ffredor.
Precisa-se comprar urna carleira, sen-
do em meio uso e de urna s face : na ra
larga do Rularlo, padaria n. 48.
- Esta-se em negocio de coupra com o
sobrado de um andar, na ra da fala n. 34,
que fot da fallecida R. Man.mu Joaquina
Pocidonia de JrSUS, buje de seos herdeiros ;
por isso quem se adiar com dlreitO ao dilo
sobrado, por qualquer molivo que s
queira annunciar por esta follia, no prazo
de oito dias, ou dirigir-se a mesma ra, so-
brado n. 40, para assim llvtar-se de ques-
lOei para o futuro. Recife, 28 de marco de
1851,
-- Alfonso de Alhuquerque MaranbSo, mo-
rador em Cacicul do termo da cidade de
Nazarelh, por encontrar mil ios de iguae.s
nomes, se assignar de hoje em diante Af-
fonso de llollanda do Albuqueique Ma-
rsnliSo.
O Sr. que-fallou com o ahaixo assiena-
do sobre a compra de,um terreno,-e Gcou de
procurar a resposla na loja do Sr. Luiz An-
tonio Siqueirs, teuha a boodlde de appa-
recer na rua do Collegio, no tereciro andar
do sobcailo n. 15.
Jos Thomaz Pires Machado l-ortella.
Precisarse alugar urna esci'ava para to-
do o seivieo de casa : quem a tiver, annun-
cie, ou il ii ija-.-e a rua das Cinco Ponas nu-
mero 82.
Precisa-se alugar um preto captivo ve-
Iho ou moco para seivigo : na rua bireita n.
78, deposito de asrucar.
Alujta-se ou compra-se um escravo la-
dino, IDO(0 e de bous costumes, para o ser-
vico interno de urna e.sa est'ang^ira :
quem o tiver, dinja-se rua da CiU< n. 38
Precisa-se de urna ama psra casa de
pouca lamilla paia cuzmiiar eingommar:
no Aterro a Roa \ isla n. 65.
*hs
tf Consultorio lio|ii0L'O|>ntico 1111.4
^1 l'criiaiiibnco 4j
^j Ba Nova o. 58 <
if DIRIGIDO PELO 4
4)) D.' J. S. sanios JNIOR. m
0 Consultas e remedios de graca aos po- '%
4 bri's lodos os das uleis desde i 8 horas
4 da man/ida a urna da larde. }
I'recisa-se alugar umpiiuieiro ou se-
gundo sudar de sobrado ou mesmo casa
terrea uova, sendo as ras do Bium, Gui-
111 ra is, principio de Pora de Portas e tra-
vessa das Roas : quem liver, anuuncie.
Precisa-se alugar urna prela boa qui-
tandeira i na rua de Sania Rita n. 92, ou an-
uuncie.
s Srs. acadmicos Jo.i-iinm Antonio
Ribeiro e Carlos Pedro Ribeiro teetn cartas
e oncuii,meiidas no escriptorio 11. 5, da rui
do Trapiche.
(ilion ee-se um rapaz portuguez para
caixeiro de venda, tomando-a por halanco
ou sciii elle, para o que tem bastatite prati-
ca : qu.5111 de seu piestimo se quizer utili-
sar, uinja-se prega da Independencia n.
Jos alendes da Silva Gulmares, laz
sciente, que leudo viudo Joaquim Jos Luiz 110, das 10 huras da maniota s 2 da larde,
de Abreo, pagar-lhc o mes da casa onde | Appareceu urna hesla no sitio Mungon-
mora, vencido em 31 de mar(o p. p., e o g da niberibeira, no da 25 de tiiaifo;
anounciaiiie Ihe passou o recibo, e por equi- QUem ror seu uono pnareci no mesmo si-
vocopassou vencido em Jd<">"">- d,,'~, lio. ou na rua da Prai n. 39, que. dando os
u..udado-le ped,, o^recibo P.,. emendar conhecimento, lho sera en-
elle isse aue nao era iiecestnrio, e para *> ___ F .m*"- muiw "m,
uue Sonaja alauma duvida mandei publicar i ire^ue, pagando as deapezas e algum es- Jhain clava. de sabao :
o presante. Itrago que fez. Uisco casa de um andar de
N rus Augusta, casa defronte a de n.
17, d3o-se cem mil rs a premio, sb pe-
nhores deouro ou prala.
Alaga-seum cavallo por semana ou por
mez qualquer estudanle quo queira ir pa-
ra Onda : na rua da CuncetcSo da Boa Vis-
ta n. 60
O ahaixo assignado, morador na cola-
do de Olinda, rua d Amparo, sobrado jun-
io a urna pallara, d-clara que no dia 22 'le
marco prximo passado appareceu no seu
silio um preto Costa da Mina, que represen-
ta tpr 50 annns, o qual declarou chamar-se
Fortunato e ler sido escravo do fallec lo
capilSo Jo.lo Pinto, senhor to engenho t'.a-
iueiro Dantas, do qual cs' de posse seu (1-
Iho Jos Leite Pinto ; que elle BSCravo pre-
senciando tlispersar-se a fa genho por occasiSo do fogo quo leve lu-
gar as ultimas desordens da praia, com
com rrdo tambem se desnortejra a pon-
tos de ter ndalo por diversas partes,
procurando senhor para o comprar, mas
que 11S0 ten lo achado deciso alguma
respeito, me procurara para o dito lim,
ou apadrinhar-lhe pnra com o dilo seu se-
nhor moco : por ennseguinte oannuncianle
faz o respectivo aviso para o dilo senliorio
quanlo anles resolver a respetlooque Ihe
parecer mais convenienle, nSo se resnon
sabilisando o ahaixo assignado por acciden-
te algum qoepnssa o correr a tal resneilo.
francisco da* Chaijns Salguciro
Diniz Antonio de Mora-s e Silva faz .ci-
pote ao Sr. Jos l'aulino de Alhuqueiqie
Ssrmento, fenhor dos engenhos Santo An-
tonio Grande e Muriliequinha. qie a latir
abonada por S S del 417,111 rs. est ven-
cida desde de7aseto de junho de 1813,
eqU'lhe cscrev-n lo. responden a quin-
ze dejnl'io de 18l3que a man lava pa-
gar, e como al hoje 1180 #tem sido pago,
nem tem respondido as iminensas cartas
quelh tenho remedido, o qual procedi-
mento h pnuco decente a quem presa sua
re; ulac mi ; por isso mande pagar 00 fazer
outro qualquer negocio, que duvida DO-
nliuma terei; porm nunca deiando de res-
ponder as minhas cartas, que com esle meio
nSo se pana 111 lettras. A mesma adverten-
cia servir ao Sr. seu genro Francisco Jos
Corris de urna Irtlra de 318,001) rs. que
est vencida desde 16 de seteinbro de 1843,
o en i[ i.iniu nBo mandarem pagar terSo de
ver ete annuneio todas as segundas-l'eiras
ueste Diario
Jos Vieira de Figueireilo errbarca a
sua esciava crioula, do nome Salustiana,
para o Rio de Janeiro.
--Manoel da Silva Rarros, morador no
Loreto, freguezia de Muribeca, tem para
vender 61) bois refeilos e gordos, o; timos
para canos.
Therezi de Jess e sua filha Maria Emi-
lia do Catino, retirau-se paiafra do im-
perio
Manoel Jos loares GuimarSes, subdi-
to to S. M. Fi blissinia, vai i Portugal, e
deiXa por seu procurador a Diogo Jos Lei-
leoimarSes.
Manuel Francisco Martins retirase para
Portugal a ir.Mar de sua saude, deixando
eucarregadu de lodos os negocios a seu so-
cio e ifhlaO Antonio Francisco Marlins.
Preeisa-se de um torluguez, i.u um
preto, escravo, que eotendam de planla-
re- para Iraballiar em um sino lio Imini
do Remedio : quem esltv r neslas cirenms-
lancias, e liver o pelo para alugar, dirja-
se ao polteiio ta If-i 11 ieta desla cilla le.
mam* i**** ^immm^^s
tf l'recisa-se aligaruma preta, escra- j/
v, pia una casa de pequena fami- |;
j ha : na rua das Cruzes n. a8, segundo ;j
tr.^lL^:: ,,,.-^..^,.. ^m^
__llecibe-se un. rrenino para aprender
a ourive : na rua do Cabug, loja n. 9.
Precisa-se de um bom COZtnheiro na-
cional ou eslrangetro, para um estiheleei-
nieulo adverte-se que ha oulros que o sju-
detn : na n a da Cadeia do Recif" 0. 1.
Precisa-so alugar um trelo do meia
itlaile, que seja fiel e nSo beba : na rua da
Cadeia de Santo Ai Ionio n. 13.
O vigario Venancio Moniques de Rc-
zende lem recommendaces da corte para
avisar ao Sr. Frederico Jos IVdroso, filho
de seu fallecido amigo o Sr. Epiranio Jos
IVdroso, se existe ne.-la provincia, que el-
le lem de receber una herenca de seirsavs
de 1:300,000 rs, E se porvenlura deixou de
exist inga a quem o souber, lli'o commu-
nique para procurar a precisa cerlidSo.
__'l'i mili i-ii. ahaixo assignado, compra-
do no arma/eni do Sr. Jos Rodrigues Pe-
reia. na ruada Cadeia, 6 cixs de cha de
IS libras, no dia 24 do correle, e como se
me desenicatninha-se urna que eslava iber-
ia com falta de 2 libras, peco por favor a
quem a liver em seu poder e a quizer resli-
luir, grt lilicando, de a levar a rua Mova n.
71, ou no Aleo ta Roa Vista 11. 54.
Anlonxo de Almtida lirando e Souza.
IVa la das Cru/cs, | aduna 11. 30, pre-
cisa-sede um padeiro rento para seencar-
icgardo 111 li. Iliu da 11. es ira : a pessoa que
esliver instas circumstancias, dinji-se a
mesma padana, que achata com quem
tratar
Compras.
Compra-se urna escrava, que salba hem
engommar, Cuzintlar e entenda de costura,
sendo moca e d" boa conducta : na preea
da Boa Vi-tan" 28.
Compra.-se duas pelles de oin.1 para
urna eni-uiiiiiiei.il 1, sendo o n lino possivel
tanto en. l nao te olhaudo o preco mais sim ao 11.ell.or
i|iie ser possa : quem liver, 1li.ij.1-se a rua da
< ..,1.1.1 ,1,, Recite u. 44, luja de le rugeos.
-- Compra-S" en.a cusa terrea uo bairro
do Santo Antonio, nSo sendo em roas es-
quesilas : quem a tiver, duija-se a roa No-
va, loja de selleiro de Fiancisro Jo- Car-
neiro n 47, que la achara com quem tratar.
-- Co < pram-se esciavos .le ambos os se-
xos robustos, para dentro e fura da p.oviu-
cia : na rua larga do Rozarlo o. 48, primei-
ro andar
isstmuuuwsmm
Vendas.
Vendeiii-sc cartas finas para
j ogarvoltaretc a 1,200 rs. o bara
I lio : no pateo o Collegio, casa do
i.ivro Azul.
Vendem-ce duas eteravas mocase sadias,
que cose. muito bem, ci.go.umam, coli-
na rua de S. Fran-
defronte o tbeatro.
--Vonde-se urna preta de 22 annos pou-
co mais eumeno, s-m vicios nem acha-
ques pariJa de pnuco temeo(com um
cria parda), a qual preta sabe coxinl.ar,
engommar e coser grosso : n rua da Cruz
n. 19. ou no Aterro da Boa Vista, do Mo
direilo, ultimo sobrado de varsnda de pao
de um andar.
Vendem-se rs do laranja enxeMadas
do embigo em balains, dilas selel, (es to
liinSotloce, dilosdeltma de emhigo, dil( S
de sapolls', ditos de f ula-pSo, ditos do 10-
mSa de tres quali tades. dilos de condece,
ditos de guiaba, dilos de arar de fra, di-
tos de laranjas da China o da Ierra, ludo por
preso c.i.nmoili) : no principio la estrada
dos Affliclos, primeira casa nova, indo para
la, n.So esqoer.la.
AiAtAAAjtftAftli AAAAftAiftiAift
* t\a loj pernaaibucaaSf de *|
<< Antonio Luiz dos Santos,
\\ rua do Crespo n. II,. -^
<< Vendem-se chapeos de castor brincos
< e pretos di tlerradcira moda de Pars. 9>
Vende-ie urna canoa descoberW, que da-
se por coiiiinodo preco : quem qulier com-
prar, dirija-se ao estaleiro do Sr. Joo de Brit- i
tu, que dir quem vende.
Vendem-se saceos novos de est-pa com
duas varas cada um a 3M 'S. : na rua larga do
Iloiario n 4S, primeiro andar.
Ve.le-se fa.inha de mandioca de boa
qualidade em saccaa de 2,000 rs cada urna :
na rua da Cadeia Velha loja de Joaquim Ribei-
ro l'ot.tes.
Lotera do Rio de Janeiro.
Aos ao:oro,ooo rs.
Na praca da Independencia, Inj.i decalcado
do Arantes, e na mi da Cadeia do Recife n.
46, loj 1 de miudezas, venden, se os mui alor-
linia.ios meios biU.ete. e cautelas da vigesi-
ma-sesta loieria a beneficio do Monte-Pio, e
paga-sc qualquer premio que nellcs sabir sein
gauaocia alguma.
Meios 11.000
(millos O"1"
diUTOS s.w
Vigsimos I.-IOO
Loieria do i\io de Janeiro.
Aos 20:000,000 rs.
Na praca da Independencia loja de miude-
tas ... i, que volta para a rua do Queimado e
Crespo, vendem-se os muito afutunados bl.
Rieles, meiuH, q.iartos, oiiavos e vigsimos da
vigeaiina-sexta loieria da Monte-Po. Na mes-
ma loja est patente a lista da oil.va loieria
do theatro publlOii daijuella provincia.
iarja hespaohjla limpa muito lar-
ca a 2.000 rs.
Vende-se sarji hespa.ihola muito larga o
inulto encornada a 2.000 rs. : ua rua larga do
Rozario 11. 4S, primeiro andar.
-- Vendem-se 250 cuiroH de cobra pelle
:. i ...I.--. : no Aiterro da Una Vistan l4.
Vei.denie um escravo de 30 annns de
idade, ollKial de ouiives : ua rua ds Lsran-
gelras 11. 2.
pecas de chita limpas a ,ooo rs.
Vendem-se pecas de chitas llmpai escuras
proprias pira eaorava a 4.00.1 rs.. e a 120 a re-
t.ill.o, e cortea de bonitas cmbralas para ves-
tidos a 2.150" rs. : na rua larga do Iloiario n.
4K, primen" andar.
Calcado.
No Aiterro da Boa Vista, delroa-
te da bonecr
he chegado pelo ultimo navio francez um no-
vo e completo sortimeiilo de calvados de to-
das as quaiidades, tanto para li.....em como
l> 11 1 sei.li.u.i e meninos, assim como sapa toes
de lustro para homem a 3,000 e 6 OO'i rs., ditos
de bez.rr. chinrllas de tapete e borseguins a
3.50 1 rs., sapa loes de lustro para senhora os
inelhores que ha a 2.000 rs., d tos de Lisboa a
l.O'i rs ditos de marroquim e cordavau e
borsegulnl franceiei para senhora sapaldea
do Aracaiy taino para homem cono, rapaz a
800 rs., illtosde lustro para homem feitos na
Babia a 3.000 rs., pelles de marroquim de to-
das as cures, ditos de lustro c bezerro Iran-
cez, vasos para ornar mesas e condi-jas de
Indos os tamanhos, tudo a'truco de puuco dl-
iheir
0
Si
0
<3 INa loja cinambucam, de O
Antonio Luiz dos Santos, ^
ruado Crespo n. II,
Vendem-se camisas de rlseado pira ho- -
- me., muito bem feilas, assim como di- JP
O tas de algooo americano forte, para C
0 iratialhad.ires. O
Vende-se taberna da rua Dlreita dos Afo-
gados n 42. Juntamente a casa, quem a
pretender, diiija-se a dita casa.
Vende-se u. nmleque com idade de II
annos. com habilidades 1 11a Hoa Vista, travs-
sa do Veras casa n. 9.
Vende-se 11. inoleque crioulo de IB an-
nos de idade, bunita tigura, ptimo para pa-
up.ii ; o Atierro da Boa Vista n 41.
Vende-se um carro dos que arreg.im na
alfandega. he novo e bem construido: a tra-
tar coi Manoel Antonio da Silva Molla no Becco
Largo no B.cife.
-- Veude-sc una escrava de nacao de 30. an-
nns pooco mais ou menos, muito robusta, sem
vicios nem achaques : na rua eslreita do Roza-
rio n 19.
Vendem-se duas arrobas de doce de caj I
secco : na rua da (ilorla n. 4
__Vende-se unta car roca grande com lastro
de a...... 1 I...: na rua da Roda 11. 46.
Lotera dn mntriz la Boa Vlata.
Aos lo:oon$oooe 5:ooo$ooo.
Na rua da Cadeia n. 24, loj. de cambio da
Vi uva Vieira & Fillios, vendem-se os mui
almlunados bilhetese meios ditos da mes-
ma loieria, que corre impreleriveluienle 00
dia 2 de junho prximo vindouro.
Bilheles nuciros 1 o o 11
Meios 5 non
__ Na ruado Crespo n. 21, vendem-se los
prrtos de tamaito regular e muito boa fazen-
da. pelo barato preco de 3,000 rs. cada um ; di-
tos grandes, n.ilit.superior f.ienila, por I!.000
rs. caila un. I sarja preta Hespaiihola a 2,560
ra. o ovado, faiei.da muito boa ; iovas prelas
de trocal ; e nutras fazendas prelas, proprias
para os aclus da semana santa.
.. A l.o.dn da escuna Maria Firmina Tun-
deada na v lia do forte ha ainda un. 300 al-
qiiiirea de bom saldo Ass.queae veuderi
ri i-un., por a mesma escuna ler de seguir
viagem : a quem ...... n r comprar, ente..da-
se com o capitio a bordo, ou com S Araujo
ua rua da Ciu n. 33.
MageMozo remedio.
Na rua du Crespo loja de fazendas n 4 de
Antonio F.anclsco Pereira, existe para ven
der-se o ellicaz remedio pira malar solitarias
com a maior rapidez que he pnssivel, quer se-
ja. a..ligas ou modernas, pt-lo ino.lico preco
I de 1,000 ra. cada vldrinho, o qual acompanba
1 um papel impresso que explica a applicacao
1 do mageitoio remedio.



V
'
------------------------ -^-"
i

Quem duvidnr
Vrnha ver e comprar.
Na rua do Crespo loja da esquina, que
volta pra a cadeia, ven^pm-sn pannos li-
nos oretos superiores a 3,000, 3,500, 4,000,
4 500 e 5.000 reis o covatlo, dito a7iil a
3 OCO. 4,000, 5,500 rs, diln verde 2.800,
6,'sOO rs dito cor de rap b S.O^O, 3,500 rs..
fortes de casimira preta a 5.<" 0* rs., dito
mais superiores a 8,500 e 10,000 rs llttM
de r es a 2.800 rs.. corles de cnlletr de
velludo a 2,000 rs ditos de s a 1,600 rs.. dilos de goreurin de seda a
1.2S0 rs ditos de fusISo a 32 >, 500. CIO rs..
tilos de hrim pardo de linho para cale" a
t.fiOO e 2 000 rs., ditos brancos a 1.60",
1,800 e 2 000 rs.. ditos de cores a ROO, 1.280
rs., risesdos de linho a 220 e 320 rs o cova
do, aWodSo trancado de listra esrnro mul-
to encorpado, proprio par escravalura 'le
engenhe a IPO rs. o covado, picote a 220
rs., zuarie azul de vara de largura a 210 rs.,
dito de furia cures a 200 rs., riscado mons-
troa220 rs., dilns franeezes milito bonitos
para vestidos a 210, 280 rs corles deom-
braia branca de quadros a 2.000 rs., ditos
de causis de cores a 3,000 rs., ditos muilo
finos a 3,500 rs., ditos prelos a 2,000 rs..
Cmbrala lisa com 8 varas e meia a 2,720
rs. a peca, dila de cores para vestido* a 2S0
rs. o covado, dita pifia a 120 rs., melinsde
cOres para forros a 120 e 110 rs., rrtes de
cluus linas e de cores lisas a 2,f01) e 2,100
is., cliia para cubilta de corea fliasa 200
rs. o covado, dilas pura vestidos a 140, ICO,
180 r) 200 rs.. lieiOS leiiqns de cassa pal
grvala a 210 rs., dilos com liatfaa de se.la
a 321 rs., sarja lleapanholi muilo superior
a 2,210 e 3,0i>0 rs. o covado, moias para me-
ninos a 1,000 rs. a duzia, chai eos de sol de
asleas de baleia a 1,800 rs madatoliio
muilo superior e largo a 210 rs. a jarda, e
os acredtalos cobertores de ia>ele para es-
cravos a 720 rs., cambraia- bordada* pro-
pria para bal>ados e cortinados COIII 8 va-
ras o meia a 4,000 rs. a peca, e ouln s mul-
tas faendas que s os lieguezes VCDUO acre
dliarlo os ptecos.
Deposito da fabrica de. 'I coosos
Santos na llalli*
Vende-se.emcasa deN. O. llieber&C.
na ra da Gru n. 4, algodao transado da-
quella fabrica, multo proprio para saceos de
assuear e roupa de escravos, por preco com-
moio.
ACIDADA DE PARS,
liua do Colegio 11. !\.
Nesle estxbeleciment se encontrara s-ml
pre o mesmo sorii etilo de chapeos de so-
ja annnnciados, assim como sedas e pannos
em pee para as armac.0 s servidas, baleias
para vesiidos e espartilhus Concrta-se loda a qualidade de chapeos de
sol, ludo por menos preco do que em oulr
qualquer parte.
Acaba de cliegar para a un Nova
n. 8, loja de Jos Joaquim Mo-
reir & (JYmpanbia
excellrntes espadillaos ele linho para srnbora,
guarnecidos de baleias e de dillerenle 1110-
dellni. causa papalina c iiilriramrute nuva
nesle genero, vendein-se por pirco inulto em
emita, chapen franceres modernos e de boa
pelncia a 7.000 rs., sarja piea betpanhola,
vios prelos muilo Qnoa, luvas de inda a< qua
lidadrs quer para linniriii quer para senhora,
laiiternas de vidrn de todo! os lamanhoi c de
lodo os prrens, dtiai bromeadas, lencos para
grvala de cores c prelos, 11111 bello urliioeo-
tode tordas para violo muilo novas que se
venderao a i'JO rs. cada una.
AGENCIA
ra ftindicao l.ow-iMonr.
RDA U,\ SENZAl.LA NOVA S. 42.
Neste eslabeleeimenlo conli-
nt'ia a haver un completo soiti-
menlo (le moemlas o oneias moeri
las para cngenbo, machinas (le
v*por, e taisas de ferro balido e
coado, de todos os tamaitos, pa
ra iliin.
Vendem-se superiores livros em bran-
co, de diversos tamanhos : em cusa de Ralk-
1111.ti 11 Irmflos. na ra da Cruz 11.10
Vemlcm-se relogioa de o ti
roeprala, palenle ingles: nu ra
da Scnzulla Nova n. l\i.
A rodos de ferro.
Vendem-se arados de diversos
modelos, assim como americano*
com r. imbo de sicupira e bracos
de ferro : na (iindican da ra do
Bru os. 6, 8 e 10.
Deposito de cal virgem e potassa.
Con lia i Amnrim, na rua da Cadeia do
rtecif-11. 50, vemleni cal virgem coi pe Ira,
chegado pelo ultimo navio de Lisboa, e po
tassa de boa qualidade, por menos prego di
juecm OUlra qualquer pal te.
I'or 1.-ooo,000 ris.
Vende-so un terreno rom 53 palmos de
frente! lugar para edificar 5 muradas de
casas ) tendii de fundo desde a rua da A'l
ro'a al a rua do Hospicio, 0 ae cnnviei
tambem se far negocio com uniros 53 pal-
mus junios ao mesmo terreno, os qua
dSo lugar para edilicar-se 15 umiadas de ca-
sas : para iralar, na praca da Independen-
cia n. 17.
J<"lo para sapntclro c para saceos.
Vende-se um restante dooplimo fin par
sapaleiro em novello-, dito em meladas
para saceos, por preco commodo para li-
quidarfacluras : em casa de .van,-un llowie
& ruin;.aniiia, tua do Trapicho n. 42.
Tecido de algoilo trancfdcna fa-
brica de Todos os Santos.
Na rua da Cadeia 11. 5a,
vcnem-so por atacado duas qualidades,
rnprias para saceos de assuear e roupa de
icravos.
Vende-e um casal de gneos: na rua de
Horlas n. 110.
A. Colombiez, na rua Nova loja
n. a,
vende flores finas com rosas brancaa para en-
feite de vestidos, bicos prelos finos, lencos de
sei'un prelos. lencos de eda de cores para se-
nboras a 1,600 rs. 1 dinlieiro a vista.
.\rados de ferro.
Na fundico da Aurora, em S. Amaro,
vendem-se arados de ferro de diversos mo-
delos.
A ?, too ris.
Vendem-se pecas de cassa do quadros e
lislras para babados com 8 1|2 varas cada
urna : na rua do Crespo, loja n. 6, ao p do
lampeSo.
Vinbo de Champagne
de superiores qualidades : vende-se em casa
de Kalkuiaiin lriuos, rua da Cruz n. 10.
0 Jos Joaniiim >lorclra Sl C. q
n nevoas e de prompto debellar qualquer n-
(laminaco ou vermelhldao dosolhos. Nao
causain drnem estimulo na parlde.
Outro liquido restitue a faculdade de ouvlr
,ssnn so ouvldo tocado de aurdea, anda que
inveterada urna veiqueo mal nao eja denas-
cene, sem causar em lempo algiini o menor
.,,,,. ,. n(..ta praca, ao Sr. Manoel Goncatves
a Silva, oue Ihe pr a forma do negoekj). e
,1o, engenno. ao .eu proprlel.rio e re.ldenie
Pedro de Mello e Silva.
Becerro francei a a.ooo rs.
atierro da Boa Vlita loja de calcado n.
leiro, vendem-se pelles de be-
No
58. junto ao seleiro, '"-":" '., A^""
ierro francezde boa qualidade a 2,800 r.
A 3,300 rs. o par.
Sapatea de couro de lustro, obra bem felta
3,200 rs. o par : quem quuer desenganar-ae
, .____' a. 11,,. viia ni decalcado n.
rilt., o, ... vado". ----------T ,
incommodo ao doente.e se.n pnva-lo de cui-
^STTUC^ES^RTO USO DOS HF.MF.D.O?.
o do 0//10 tmrrtf* io mo"0 "9",n";
-^ss^^ssz ^ssssaadecatado
K2fad.r.W.V. que ..gu,naSigo,,s ^-ttft',% anno.,
que cozlnha bem, engomina e lava : na rua do
Queimado n. 05. ..,j. -
Vende-se urna carroca em bom estado e
um quarlao com todos 03 arrcios : n rua do
Rolarlo da Ooa Vista n. 2.
Vende-se al do sss muito claro e mo-
do, a bordo da gallla SS. Trindadr, Tundeada
defronte do Trapiche do algodao: a tratar
na rua do Vlgarlo n. II,cas de francisco Al-
c 11111 loja na rua Nova
1111 me 1-0 S,
arabam de receber um sorlimenlo
de candieirns denominados Eco-
nmicos moderadores muilo pro-
prios para quem IC o escreve, 011 es-
luda de noli*, lamo pelo aeeio da luz
como pela claridadn que dSo, acres
1. &
caiam sobre o globo oceular sem os limpar,
os conservar molhadol at que naturalmente
emuguem: ao deitar-se a noite proticara o
mesmo : durante o lempo que usar do reme-
dio evitara o calor, accao de fumaca c o vento ;
far abstinencia de comidas salgadas, aicdas e
adubadas com especiaras. ,
U remidi doiowiioi str applicado do modo que
legue.
O doente pela niaid.a, urna hora pouco
.nais ou menos dep.ds de erguer-se, anda em
jeium, Tara derramar dentro dos ouvidos qua-
tro ou cinco gottas do liquida;, lapando-o le-
pla com algodao em rama ; a noiie ao Jeitar-
Je repetir a mes.na operacao. Ouranteouso
do remedio evitar ep6r, os ouvidos prinu-
palmenie, accao do calor e do vento, alim de
evitar graudc transpiracao, havendo c.udado
.......o moloar os ni em frla "Dal".,r";
le deve obster-se de comidas salgadas, azedas e
adobadas. .. ,,
fcsies remedios cslSo venda na botica df
Bartliolouieu francisco de Soma, na rua larga
0 cendo'alm disto queoseti preco he O do II osario, n. .i, nico deposite1 raiPernam-
que Hilo O |buco. pelo prec" de2.240 rs. ca'iavidro.
O ornis mdico possivel, porq
0 encedo de 1,000 rs cada um. O
QOQQiOQOtflO ^:O0OG5
Vinbos finos
de llordeaux, vinhodc Ileres, vinho do Rhel-
110, violto de Rordeauz branco le idaile de 100
anuos : veinlein-sc em casa de Kalkiuann lr-
iuos, rua da Crut u. 10.
lnniins de Hivana
de superiores qualidades : vendem-se em ca-
sa de K 1 ikiii.im. lriuos, rua da Cruz n. 10.
Vellas tie esp imacete
de milito boa qualidade e de (i em libra | ven-
ileui-M' pelo diminuto preco de 600 rs. a li-
bra, rm casa de Kalkinauu lriuos, rua da Crui
o. 10.
Instrumentos de msica
rhegoii novamente um completo sorlimenlo
de instriinicolns para msica militar, recom-
menda-se prlnclpalnieoie os pisies. pratos
verdadeiros daTuri|Ua. Baulnt, llaulas, bai-
>na, cornetas de chave, clanns lisos e de cha-
ves, viidoes riquissonos de j icaranda, clari-
nei.s, trombones, trompas, calxa de guerra,
zabumba c arcos de campainhas : vendem-se
em 1.,- 1 de Kalkiuanii lriuos, rua da Cruz
n. 10.
Tintas-em oleo
branca e verde 1 vendem-se em casa de Kaik.
maui lriuos, rua da Cruz n. 10.
Obras d>- ouro
cliegou um novo e completo sorlimenlo de to-
das as qualidades, como sejaiu, crlenles pa-
ra relogios, aunis, pulcelrai, allineles, a.lc-
reeos, biliieo, voltas, ele, : vendeui-M em
casa de K nI,o:,mu lriuos, rua da Cruz nu-
mero 10.
Livros em branco
grande sortimriito proprio para cscriptnrio e
qualquer ouiro eitaheleclmento : vendem-se
em rasa de Ralkiuann lriuos, ruada Cruz
n. 10.
Cadeiras e so fies
para meninos : vendem-se em c,isa de Kalk-
maiin lriuos, rua da Crui 11. 10.
Copos para violto e para aoa
de qualidade inuiln superior vendem-se em
casa de Ka'kmann lriuos, rua da Cruz n. 10,
anude tainlieui ha grande sorlimenlo de appa-
relhos de viilro fino para sobremesa, para agua,
para ponche, ceslos e vasos para llurcs c para
frutas.
Modulas superiores.
Na fundieilo de C. Slarr Coinpanhia,
em S.-Amaro, urliam-s i venda moendas,
le canoa, todas de Ierro, de um modelo e
construcQo muilo superior.
Aniijjo deposito de cal
virgem.
Na rua do Trapiche, n. 17, lia
muilo superior ca nova em pedra,
ebegada nllimamcnte de Lisboa
na burea Ligeira.
A o publico.
Em mu crescido numero conlavam os mdi-
cos at agora molestias incuraveis, contra as
quaei s era perinitlido ao paciente resigna-
cao para sollrer um mal de queja nao havia
esperanzas de poder liberla-lo, c ao medico
phllantroplco a dor de ver inuitos de srus se-
uielhautes victimas de enfenuidades, conlra as
qnaes se declarava iiupntenli', pndeniin apenas
lamentar a fraqueza da intclligeucia humana.
Mas. gracas nos progressos da medicina, gra-
cas ao zelo de liumeus iucausaveis. que, nao
desesperando da pcrfcctibilidade da sciencia,
se lem deilicado iuvesligaco de icmedios
(|uepossam alliviar a hiiinauidade de algoni
mili- que a allligeui, o numero das molestias
reputadas incuraveis vai d
iiiiiii.I.i. Assiiu, adiar depnis de longos iral
>
->
-->
->

>
V
Depo.itode lecidos da labn- J
ca de Todos os Santos,
na Babia. <.
Vende-se em casa de Domingos Al-
-> ves Matheus, na rua da Cruz do lie-
cife n 52, piimeiro andar, algodao "g
transado daquella fabrica, muilo pro- ?
prio pura saceos e roupa de escra- 3
vos, ssim como lio proprio pra re- a
Jes de pescar e pavios pare veilas, ^
r por preco milito commodo. ^i
A AMAMAAAalA **********
Madama Kosa llardy, modista
brasileira, rua Nova, n. 3j,
Annuncia ao publ-co, e particularmente seui
Ifregnezes, que tem recebido um bello sorti-
inenlo de fazendas novas, rico chapeos de se-
da, de gros de naples e gorguro de Indas as
core, lisas, franzida e de pregas, ditos de
seda para nieninos'e baptlsarein, chapeos de
pallia de todas as qualidades, para senhoras e
meninas. Din grande sorlimenlo de mante-
letes e capolinhos de todas as cores, prelos
de chamalotrs c gros de naples, capolinhos
de filo de linlio preto verdadeiro, ditos para
inriiina de qualro a oito anuos; ricas cpelas
de llores de laianja e ramos para enfeitar ves-
tidos, ricas luvas de pelica comprlas e enfei-
tadas, lilas curtas prrtas e de seda de icde
para meninas e senbora, ditas de pellica cur.
las para senhora e para liouiem ; camisinha
para senhora, ricas roiuriras, mrias de seda
branca pa.a bapllsar meninos de qualro me-
tes a tres anona, ricos penachos brancos para
enhilar chapeos, e ramos finos para ditos;
trancas e franjas de seda prcia e de cores;
gros de naples preto e furta-cores, com franjas
trancas da inesma cor para os ditos capoti-
llos;'se vende voolade do comprador.
Lindas loiica de go'guro, vlndat de Franca,
paia baptisado. Na niesina luja faz-se vesti-
dinhos para baptisado, toucas para enancas,
capolinhos, vellido* para senhora, chapeos de
crep preto ; c inuilai nutras fazendas que se
vendeui maiscn conla que em qualquer oulra
parle.
f^ia>j4i);
a># #>>:?*? t
t, Na loja tic Jos Joaquina .Mo->
relia liua Nova 11. 8, SI
vendem-se manguitas entejas man- '?
gas de fil tl HnhO e cambraia, cou- '*
(. f ,|P poslo e que n.uito se usa em (
i vestidos de c^ssa, cambraia e seda, %
* cuslan.lo o par 2,000 rs. fomente;
veidaCunha.
_- Vndese urna preta 1005a, ladla, e com
habilidades, cose chao multo bem, engomma,
cosinba c lava de sabao: na rua de S. Fran-
cisco casa de um ailar, confronte o tbeatro.
Fumo de capa.
Vende-se por pre50 commodo fumo da Ba-
ha mnito superior para capa de charutos, em
qualquer peso : na rua estrella do lloiario,
venda n. 17, ao voltar paia o Carino.
Vende-se a casa terrea n. 18 na praca da
Boa Vista, na qual tem urna venda dai melho-
res desse lugar, bem como urna dita na rua
Velha n 84, com 4 qnarlos, cozinha iorae bom
quintal : a fallar com llernardino Francisco
de Azevedo Campos na rua das Trincheiras
n. 4G. ,
Na loja de seis portas, em frente
do Livramento.
Vendem-se pecas.dechilai finas escuras, por
esiarem innlhada a 4,000, e 5.000 rs e algu-
11, is com dobns cortadas do capim, proprlas
para vestir famtilloi, vesiidos para casa e m 1-
dapoles linos a 4,000 rs.
I'ecbincha /
Vende-ie um cavillo ruco bom de carro, ja
velh". por melade do que vale : no Atierro da
Boa Vista sobrado n. 10.
Na Trempe casa n. 70, vendem-se pCs de
sapoiyde alturade2a7 palmos, e pes de la-
rania limboa.
' .. ____ 1 ... A- Ol .nn, (Je
babados de linho largo para lenooel, dldali,
iniadinhas de linhas pretas e brancas peque-
as, dliai de peso, medulas de marroqulm ,.
numeradas para alfaiales, atacadorea para
borzeguini de senhora, luvas pretas de fil pa-
ra meninas, estampas, registros e quadros de
Uversaa imagens de 10,10, A0 60. 80, 600 e
800 rs., pcnlcs de marrafa, ditos de ajo, cal-
xas de massa de metal de raz, buchu e chi-
fre ihe.mu i 11 has finas, obreias em caitas, vi-
dros de tinta encarnada, voltas de coras aina-
rello, fivelas para cs ordinarias, botflea de-
osso para snbrecaiaca, ditos de vldro cor de
lelte, lacre lino para fechar cartas, ocoloi e po-
tes de tinta.
Vendem-se dous terrenos, um no Atierro
dos Afogadosdo lado da mar pequea, com
perto de 800 palmos de frente, e o oulro em
Santo Amaro, dando de um lado na rua da Au-
rora e do outro na estrada de Luiz do Reg,
com 200 palmoa de frente : na rua da Cruz ar-
mazem e primeiro andar n. 51, e no Atterro
da boa Vista n. 3 segundo andar.
Loja de Antonio Gomes Villar, na
rua Nova n. a3, quina que vol-
ta para a Comboa do Carino.
Vende-se a verdadeira sarja preta hrspa-
nhola. setiin prelo de macan, velludo preto,
merino prclo milito lino, los de linho preto,
bicos prelos de linliomuilo Uno, bicos de blon-
dis, llores francezas de Indas as qualidades,
leques do ultimo gosto de 2 a 15 mil rt'is, luvas
prelas de seda, chapeos prelos franrezes para
homem, vestidos 4e cambraia brancos coin
babados, e outras inultas fazendas de ggim,
que te venderao por menos do que em nutra
qualquer parle.
Na rua Nova loja n. 2, airas da matriz,
vendem-se botinsde duraque preto gaspradoi
de couro de lustro para senhora a 4,000 rs.,
s 1 patos de inarroquini a 1.440 ri., ditos de lus-
tro a 1,000 rs., ditos de duraque preto a 2,000
rs., ditos de srtim branco a2,4n0 rs., ditos de
duraque de cores a 500 ., o par, lapaldes de
couro de lustro para homem desoa franreta
a 7.000 rs., chapoi francezes para huiuein
multo finoiaT.OOOe 7.500 rs., chapeos de sol
de seda para hoiueiu, dilos de parfno de algo-
dao. mangas de vidro. jarroi de porcelana lina
paia llores, canna da India para bengala!, es-
prlhos pequeos, garrafas de vidro lapidadas
linas, superior agoa de Colonia rm frascos a
2,000, 3,000 e 6,000 rs., permutarlas finas, e
miiitas outras farrndas : vendem-se a dinbelro
a villa, nada de fiado.
Vende-se um cavallo coro lodos os anda-
ees, por preco commodo : na rua da Praia nu*
mero 68.

'
cabeciles ou romeiras de fil de li-
nhn, tanto pra senhoras como para
meninas, pelo haralissimo preco de
4,000 rs. ; camiriiilias de fil e cam-
braia talhos de bico de seda ou
* iblond, lano prelos como brancos ;
i capolinhos de chamelote e setim ma- ^
0 cao; mantas de gar.Qa brancas, mu- /)
8 loproprias para tioivas ; repellas e A
0 ramos de flor de laranja ; chapeos 4
l> de palha arrendados e lisos para se- al
Ir uhoras e meninas ; e oulras fazejtdas A
f mals, que ha mesma loja se venJem
.Z Vende-se urna escrava de 28 annos
Idade, de bonita figura, a qual sabe muilo bem
engommar, corinhar censaboar : ca tora de
Portas, rua do Pillar n. 145.
Vende-se um molcque de 14 annos, he
cozinheiro, tem um auno de sapateiro. engom-
ma e he multo bonito, urna preta moca que
enguinin.1. cozinha e cose, iodo com perfeicao :
na rua larga do Rozario n. 35.
Na antiga e bem conhecida loja
dos barateiros Victorino & Cui-
maraes, na rua larga do Roza-
rio n. 2a,
amigamente rua dos Quartels, vendem-se 01
soolientos seguintes abaiso declarados, bom
e barato : agnlhas ns. 1 a 12 para costura, di-
tas multo finas ns. 26, 27. 28, 29 e 30, ditas cur.
tas para alfaiate, ditas grossas de coser saceos,
alfinetes.deinetal eferro.dllos em caixinhas pa-
ra costura, abotuadurasd' leda, velludo, mas-
a e vidrn para casaca, dilas para militar de
mana, ditos de retroz para polica e guarda
nacional, argolinlus lisas para coriinados e
relos, aljofares para o pescoco de varias qna-
H I 'd. .. lioiues de osso finos e ordinarios para
cal.:, diloi para casima de llnha cor de lelte
e madreperola, ditos para brrtura de varias
qualidades, ditoi para venidos de leuhora, di-
tos prelos para bertura assafatei e eondreas
de varioi padiOes, agulhelroide vidro e ma-
deira. apilos de chumbo e osso, colxetes de
metal, ditos chatos e ditos pretoi, canutilho
crespo etlio, crines pequenai e grandes com
erncifixo, vernicas das Dores, rozarlo e mila-
grosos brutos do Carino, Dores e Corelo de
Jess, rozarios de vldro e osso, coras de pao,
enntas de vidro lapidadas e de cores, ditas
lisas miitdas, ditas de oneo franceis ditas pro-
fumadas, cartelras de marrnquim pequeas e
grandes, de mella esem molla, bordes, violas
e guitarras, cordas de viola, ditas brancas e
.1111.11 ella, inarimbos sortides, cordo de ouro
francez, dilos de algodao para vestidos, ditos
de retroz para drbrum de coletea, relnjos e
para chapeleiros, errao e pedras de fogo finas,
ditas de amolar, ditas de escrever. pennas la-
pes, tambem mnito finos, ditos de cores, pen-
nas de pato e ac finas, canelas de casquinho
e metal, caixinhas de tinta de desenlio, dilas
finas, papel almasso, dito de peso, dito de co
res, dito para capa de livros, dilos para en-
feitar caixinhas e oratorio de meninos, cruzei
eimi Imagens e cruzei com pia d'agoa benta,
espelhos de capa e de gaveta, botes de 111a-
drepernla finos, dilos pretni, brincos {/reos
de vldro e rame, ditm de cores, escova.i de
. muilo em conla mmm*s.* i denles, ditas finas de cabo de baleia, ditas de
99^99w'99WW mi0W&'WWww-&t ourives, galio branco eamarrlloe renda, dita
__Vende-se na distancia de 2 legoas eme i a'de espiguilha e volantes, botdes de sama ira
da cidade do Rio-Kuruiom, pela margem ci-|de padre e fila para golla do mesmo, rstojos
ma do rio Serinheni do lado do sul, o enge-jde navalhas finas, escovas finas para roupa,
dilas para cabello, dilas psia calcado, plnceis
para barba, escovas para cavallo ou mesa,
earajHic.is, atiadnrrs de n.i va I ti i s finas, guar-
danapos e loalhas de linho, franjas e trancas
nho Caxoeirinha com os seguintes quisilos, e
ohjeclns declarados, e sem elles. O seu terre-
no he de tres qnarlos re legoa para qupm do
sul, e meia legna de nascenlea poenie, firma-
dos por marcos a 45 auOOS, sem contradicen j de reros para vestidos e manteletes, ditos de
algiinia, romo consia dos seos litlos; o seu \ algodao proprias para cortinado!, pannos de
llo he todo barro, quer seja ladera, quer se-1 pretas e toallias, babados de linho largos e
dia rm dia diinl-Ija vanea, le". >>asiaulr maltas vigensc nrllas eslreilos, cordes de vestidos finos e muilo
ha [bstanle madeira de conslrucco, he bom mne- grossos, Iran9 de laa de cores para vestidos,
Ihos, de profunila iiirdiacao c reiteradas rxpe- dor com agoa. porque moe com o cilado rio papel de liza, lmelas de ver de perto e lon-
rieucias, inedicameiiins que nos restiiiiaui o
uso dos dous ii'.iis iinporlaules sentidos de que
he otado o hoinem, quando estes j se acha-
vam no supposto estado de inciirabilidadc e
inteirameiile perdidos, he por ceilo um dos
m.lioees sei v 1, ns que se puilia prestar huma-
nidades eis o que eslava reservado a un ho-
niein phllantropn da cidade de Praga, em Por-
tugal, cuja sciencia, cujo anuir de seos seine-
lliaules se teein feilo gcralmeiilc cnnliecer. Os
os si ns edificios sao, casa de engenho sobre ge, pentes de alisar finos e ordinarios, liniei-
pilares tapado lodo de paredo, cavdcn de cal
e tij lio, lanque de agoa da mesma forma,
com um forte escorinliote de ferro, tambem
rica obra e duravel, una famosa casa de ba-
gaco, enm tres thesouras e duas taca'nicas, es-
tivada sobre inadeiras lavradas, boa serrad* de
agoa prninpta de ludo, casa de purgar e en-
caixaiiicnln, ludo fumado sobre paredes de
tljollo e pedra ; est remontado com o prc-
reniedios que ora oll'ericemos ao publico, nao ello para sua manufactura, ludo em bom
Utratn na classe daquellcs que o vido e ousa-
do i li.n lai.uiisino inculca com ioucos e des-
compassados lirados, e que o crrdulo vulgo
por ignorancia recebe na boa f e sem discer-
iiiuieuto, achando-se depois illiiuido; tem, po.
rrm, de oceupar mili disllncto lugar entre os
.10 i1" imeiitos que iiiaiores beneficios prcslain
ao homem : coualam ellei dadissoluciio aqun-
sa de extr.acios de plantas medicinaes, de vir-
tudes mu I 1 eonlii (lilas e vi I i li < id.i s O longo
uso, as continuadas e severas experiencias
que por toda a parte teein clh-s sido subuietli-
dos, sem que una s vez lnj.nn falhado em
seus bous erleiios, e desmentido as esperanzas
que Sobre elles havia fundado o seu inventor
Ihe teein graugeado cuiislautes e repelidos elo-
gios dos iiims sabios e respeilaveis mdicos
assiiu da Kuropa, como da America que unise-
uos ilion un e ,11,, l ni un sua accao sempre
cei la e benigna. Um destes licores he desti-
nado a cotnbater as molestias de ulhos, e trio
por principal virlude reililuir aosorgos da vi-
sti suas fuucces ; reanimar e farer reappare-
eee rm sua nalmal perfeicao a vista, quaiida
esta estiver Iraca ouquasi exliucla; cointanto,
lado, boa capella, una rica sanzala. firmado
ludo sobre lijollo, com um terraco na frente
firmadosobie columna! esolfrivel casa de vi-
venda, sendo metade terrea e melade sobra-
dada, casa de fazer familia, estribarla, rasa
de empregado. Corno de cosinhar obras de bar-
ro, o cercado he lodo de vallado e limpo, mn
solo ailii.lio dentro do engenho, e mals una
disiill.ic.no prninpta rom ludo, que pude dii-
tdlar quarenta canallas de liquido diariamen-
te, cujos pieparossao, 24 cubas para garapas,
duas pipas, um tonel que leva 2 pipase meia
de liquido para deposito, canecos, bicas, res-
fiiador, faz Indo o preciso de agoa, drila gara-
pa no alambique, deila as caldas fura sem que
se pegue nella, e sem ser locado por bomba,
40 bois mancos, 6 carros, 6 burros, 2 qiiartns.
l escravos e safra que pode regular 1,500
paes.
Vende-se englobado ou aparte um en-
genho novo denominado Independente, no
Tundo do engenho cima, que moe com ani-
aea. O sen terreno he de meia legoa em
quadro, e firmado sobre marcos, e quasi co-
berto todo o seu terreno de maltas virgens e
poicui, que nao baja cegucira absoluta com Icniu elle os objecios seguintes, ou sem elles,
drsorganisacfio das partes; nao menos, til e 110 bois mancos, 20 cavados, 4 escravos e safra
enrgico he para desfazer as cataratas destruir I que pode regular 1,200 paes : quem pretender
ros de vidro, ditos de cmbarcadic.o, fio de sa
palriro, sedas, ilhozes, brochas, colberes de
cha e sopa, trocidas de candirirn ns II, |2.
13 c 14, suspensorios finos e ordinarios, fivel-
lai dnuradas linas para cs, cnlete e calca,
estojos com navalhas finas para barba, fio de
sapateiro amarrlln, realejos de 6 a 16 furos,
cornetas de 5, 7 e 9 chaves, relajos para meni-
nos, milao branco e amarelln, linhas de nn-
\ ellos brancas soriidas ns. 16 a 120, ditas de
Carrlell de 100 e 200 jardas, ditos dos mea-
mos, ditas us. I a 15. de niiudas sendo 10 a 15
para brrtanha lina, ditas limita finas, dilas de
marca, aiues r encarnadas linas e grossas di-
tas de carrileis de cores, ineiai(de algodao fi-
nal para liomem, dilas pretas'para senhoras
ligas de seda para peinas de senhoras, bonets
de panno, dilos franceses, didaes amarellos e
brancos linos paia senhoras e meninas diios
de iiiaifim, lata ain.uell.ie branca, ditas de
robre de varias cores, micanga, rozarlos, pa-
litos de fojo e de denles bous, canivrtei, pen-
nai e IhesAuraa de varias qualidades, grava-
las pretas e de cores, com molla e irm molla
para pescoco, bicos pretas de 40, 60, 80 e 120
rs., ditos brancos e linos de varioi prreos, fi-
las de linho brancas, rnxas. encarnadas ilc di-
versas larguras, dilas de cs, prezilhai de bo-
lina e de suspensorios, ditas pretas, brancas,
de la e de i en m para debrum, rap gasse fi-
no e gros so, ditos de outras qualidades, fitas
de velludo largas e ritreitas, frocos de cores,
lilas de seda, harmnicas com clarineta, da-
dos parajogo, finos e nnlinaiios, apilos de os-
so muilo grandes para marinha, pentes de co-
co de vaiiai qualidades, couro de lustro, fitas
de icda lisai de ns. I a 0, dilas lavradas de
ns. 4 a 12, ditas de gorguro para sinleiros.
Escravos futidos.
No da 16 de Teverelro desappareceu a
preta Joaquina, de naQo Cassange, que re-
presenta ter *0 anno, baixa, corpo regu-
lar, cor fula, olhos pequeos e com carne
sobre elles, nariz chalo, com falta de dous
denles na frente, s-mlo um do cada lado, e
feia de chata, peilos pequeos e murchos ;
lem algumas cicatrizes de relbo naa rostas,
uadegas um tsnlo empinadas para Irs ; he
bem ladina ; lem sido coznhetia ; quando
foge lem por costume andar pelos ai rabal-
das desfa praca, ora vendendo ora lavando
roupa, e pode ser que esteja a servico de
aiguma pessoa, e sendo asstm, e nflo viudo
denuncia-la, se usar dos meios que a lei
faculta ; levuu vcslido novo de assenlo azul
com lislras, e julga-se usar de panno da
Costa. Iloga-se as autoridades polit iaes, ca-
piaesde campo, ou a qualquer pessoa, que
a prendam ou a facam prender e levar ao
seu senbor, Domingos da Silva Campos, na
rua das Cru/es n. 40, quo serilo geniosa-
mente recompensada
Roa giiiilictic.no.
No dia 13 de marco do crrente anno des-
appareceu da Passagem da Magdalena, do
sitio em que mora o Sr. Ilr. Malet, ornle-
quenlar<;al. pertenceulo ao Sr. Ilr. W. Muy,
o qual muleque be bem conhecido e tm os
seguintes signaes : representa ter 20 anuos,
baixo, ebeio do corpo e carcundo, cor fula
9 sem barba; tem falta de um denle na
frente do queixo inferior e be I i 1 lio do ser-
illo de Pajt, por isso julga-so (.ara l ter
ido: recommenda-se, potlanto, ats capi-
liles de campo a captura do dito moleque,
que serilo bem gratilicados.
Desappareceo no dia 22 do corrente a
preta crioula Drlfina, baixa, gorda, fel; fn-
rscrava do Sr. Sete, da ihesourarla ; Imnu ves-
tido de lisi i as aiues deboladas e pana da Cos
ta : quem a pegar leve-a casa do ir. Manoel
Joaquim Paschoal Rainoa, na rua do Collegio
n. 25, que ser generosamente recompen-
sado.
No dia 10 do corrente desappareceu da
rua do Collegio oescravo Joflo, de iiat.ao
Congo, j idoso, secco do corpo, baixo, cor
fula, punca barba, escrotos volumosos pro-
cedido do hydrocelles, costuma beber, 0
quando o faz torna-se muito prosista e fal-
la bem claro ; levou calca de casemira j
velha, jaquela de merino ou ciscado, ve-
lha. ste preto andava vendendo alhos, po-
mada de cheiro e queijo de Minas dentro de
um gigo com lampa ; consta que anda na
cidade de Olinda : roga-sa as auloridade po-
liciaesa apprehens3o do mesmo, e ios ci-
piles de campo, a quem promelte-se urna
gratilcac3o, de o pegar e levar na rua da
Cruz, venda de Manoel Antonio da Silva.
Desappareceu, no dia 9 de
fevereiro prximo passado, um mu-
lalinbo de nome Lzaro, natural
da cidade de Sobral, de tG annos,
estatura regular e cabellos um tan-
to crespos. Lste mulatiubo cons-
ta que sentn praca na escuna
Lindoia com o supposto nome de
Braz : roga-se a todas as 1. ti tu ri Ja-
dos policiaes, commandante9 de
embarcarles de guerra, capile*
decampo e pessoas particulares o
npprebendam e levetn-no rua
do Coi o vello n. 135, que se grati-
ficar com 5o,non rs.
Anda est fgida a preta Mana loa-
quina, de idade 30 a 40 annos, nst;8Coa-
go, baixa, gorda, cor retis, bixigoss,
olhos vivos, bastarte ardilnss, e sagaz;
lalvez onde sua fuga encnbeita com o nego-
cio de n.iuilezas, pois he no que se empie-
gava antes da sua fuga, n.lo sendo esta a
primeira vez que foge, e que se encobre
com tal negocio ; tambem j loi escrava de
engenho, e andava vendendo miudezas pelo
mallo, com urna crioula de quem era es-
crava : quem a pegar levea na pnca da In-
dependencia n. 17, que sera recompensado
do seu trabalho.
Pf:i:v. h/a.Tv}'.m M-F.nr. Fakia.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E6OKHJ5LB_GO73PS INGEST_TIME 2013-04-13T02:58:28Z PACKAGE AA00011611_05305
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES