Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05304


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Full Text
Anno de 1845,
Sexta Feira 28
O nitMOpublica-M todos 01 din que nao fre>n santificados : o prego di assignatura
bi >'e tres mil rs. porquartel pa^os adianuJoa. O annunciosdoe asignantes sao inssridos
a rasao de f ieis por linha. 40 rtis em typo differenle, e as repetir,oes pela amelade Os
ijue nao foreea uaigniat pagao lreiipor linbs.160 e lypo differenle", po. cadapublicacao.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GOlMMs* farairTDa.segundsse sextas feiras.Wio Grande do Noria, chega 8 e 21 a par-
la !0e4 Cabo, Ssrinbaen, RioForaaaao, Macey, Porto Cairo, a Alagoaa: no 1.
H a tildeoada aaei. Garanhuns a Bonito a 10 a 4 da cada mez___loa-Tiata a Fie
.,-.'::< -'8 dilo. Gidade da Victoria, quintas feiras. Olinda todoi o das
DAS da semana.
_'i 5*8- Matines.
j5 Tarfa a. (Jeiario Ral, and. doJ. da D.da 1. t.
'.'(i Quarta a Jrcalo. And. J. da I). da 3 t,
7 Quinta a Leandro. Aud do J da D.da 2. t. ,
gj Sella a. Romiie. Ad. do J de D. da 1. Ta.
1 Sab. s Adriao Ral. aud do J. de D.da 1. t.
i Oojj_ 4 da quaresma Simplicio,
de Fevereiro.
Awho XXI. N. 48.
Ojo faca uapeaae da aoa aaasiaoa; da noaaa prndancia, aaoderagao, e energa : con-
cuo prinoipianos a serasaos aponladoa con adairao anua as nay-oe maia
(l'rocUaaatju da .isaanla Garal do nuil.
cuilaa.
C4"101 O DIl 7 u( FEVERK1RO.
bio. .obra Lonor.ai i|2 Our,-Moed. da 6,400
a a fui
I7j2 rea por frinco
a LiboaJ:0porl00(l,pr,llj()
Moeda da
Ideai da
brs ao par.
Ittras -le boas firmas 1 por ojo
El,
a da 4,000
FrataPauaSu
a l'eai coluaamnarea
a l/.ioi aaaaicanoa
DIARI
.WBaaBassaKiixsricrraTiisci
f i i i HW
iy i.rv.vyaLT. r'.T.*^s^".T1jgot|ByyTT" *
PHASES DA LA NO HEZ DE FEVEREIRO.
I. 1(3 eain. da lirde. I La ehaia a92ar| horas
I Miajuaie a ,0 as 11 horas
Prummr ie hoje.
a 11) horas 6 alia da manira (Segundaas 10 horas 3!) aaiauloa da larde
Li'anora a o Has. I ifi da i,rde.
Crescsnte a 14 as .' horas r tu d.
Pnmaira
E J"ma^J',/"w'^^,-'*^M'Wira'aaar compra renda
17 -00 7,100
17,000 17, 00
a,oo 3,600
1,10 i i SO
2,0o a oso
1,50 l.70
a '7 a da m.
a :ii ana da ai.
BNAMB
BB! wOBazsasszmz: ::^t-ia._._J__..
..* .._ac2'
FE OFFJCIAL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 19 DO CBRENTE.
OflicioAo Inspector da Thesouraria da Fa
zenda, aecusando rctnessa da trez relacoesdas
not'sda 2.* e 3 estampa, assignadas, o anno
passado, na caixa d'amortisicao e das firmas
originaos dos assignatarios, exclusive as que ja
Iba teem sido enviadas.
Ditos 4o Commandante das Armas cao
Commissario Pagador, sciontificando-os de ter
S. M. o Imperador concedido licencia para ma-
tricular-se na escola militar, e mandando con-
siderar como addido ao I. batalhio de Arti-
Iharia p ao Cadete do 1." batalhio da
mesma arma Trajano Aliipio de Carvalho
Mendonca.
DiloAo mesmo Commandante das Armas,
intolligenciando-o da ordem Imperial, que re-
commenda vio acompanhadas da declaracao
d,i lempo de respectivo servido as relarjoes das
pracas inspeccionadas o julgadas incapazes de
continuar servir na priineira linba.
PortaraNomeando Subdelegado da fre-
guezia de Ipojuca ao cidado Jos Francisco do
Kego BarrosOBciou-se respeito aoChefe
de Polica interino.
OficioDo Secretario da provincia ao Ins-
pector da Thesouraria da Fazenda, transmit-
tindo, para que tenho execucao, as ordens do
Tribunal do Thesouro de ns. 25 e 26.
dem do da 20.
OfficioAo Inspector da Thesouraria da
Fa/enda, ordenando, que p ia quota do Mi-
nisterio da Justica mande indeunsar o Arse-
nal de Marinha da importancia da conta que
Ihe remette que he de 1700 achas de le-
nta por aquella reparticao fornecidas para co
zinhar-se a comida dos presos, que para a liba
de Fernando conduzio a barca Ermelinda.
Ao Cotiimissario Pagador oxpedio-se ordem,
para que pagasse mesma reparticao a quantia
da 42.000 rs. por seto taboas de amarello que
pelo Commandantj da referida barca, o re-
quisicio do d'aquelia ilha torio all deixadas, e
communicou-se ao Inspector do Arsenal.
DitoAo Doutor Jcronymo Martiniano Fi-
guoira de Mello, aecusando re epcao do seu
ollicio dohontem (20), em que communicava
ter entrado no exercicio da vara dos Feitos da
Fazenda, de que be proprietario.
da Europa. O norte do quanlo o Governo
Ingles neste momento pensa e faz e diz est
em Washington. Ao que so passa em Wa-
shington he que se refere o extraordinario relio-
IC0 que va por todos os estabelecimentos ma-
rtimos de Inglaterra o a elevado do budgtt
da marinha que o Governo medita. As fo-
Ihas Inglezas dando conta desta ultima reso-
lucao do Governo altribuem-a necossidudo
de pflr as costas d'Inglaterra no estado de de-
fensa que exigom cortos preparativos suspeitos
que se notoem Cherbourg ; porm he proci-
so ter goella mais que do pato para engulir esta
pilula. Franca meditar planos d'attaque con-
tra Inglaterra em tal lempo ecom tal gen-
te Se o Governo Inglez faz tantos preparati-
vos martimos e se medita muito mais he
porque recoia urna colliso com os listados Uni-
dos. Basta ler de passagem as folhas desto
paiz, para vera bofetada que o irmao Jonatnas
est preparando a John Bull. A mor;3o do
Deputado Devacan para que a jurisdiccSo da
uniao se laca extensiva a lodo o territorio do
Oregon o que equivale a tomar posso dello ,
seduvidosas ha com ludo urna em que nao ha mi Jo favor o auxilio do Inglaterra. Como oque
m as familias gregas
nimaduvida, e nao he boa. Parece que da lis- I acabava de passar-se co
ta dos attributos o boas qualidades do Santo Pa-
dre desappareceo inteiramenlo a clemencia. Sua
Santidsde deu os bons annos aos seus eanssi-
mos filhosem Jess Christo.condemnando mais
14 dos implicados na sublevacao de Bolonha a
differentes pen'odos do gales, que se estendem
de 5 a 15 annos, e mandando por outros 5 em
liberdade provisoria. A sentcnca fui publicada
em Bolonha a 5 de Janeiro, o tinha sido profe-
rida em Roma a 23 de esembro ; isto he, pou-
co mais !>u menos a mesma hora em que os an-
josalroavo osares, proclamando gloria a Dos
as alturas, e na Ierra paz aos homens de boa
vontade. Como estao mudados os lempo* !
Ha muito que Ibes nao tenho (aliado das
cousas do Oriento, em cuja questao esto com-
tudo os destinos de quasi toda a Europa : oc-
cupar-me-hei hoje um pouco com o que vai pe-
la Syria, onde a poltica inglesa esta dando ac-
tualmente grandes escndalos, quo merecom
ser conhecidos. A p ssessiio da Syria he ne-
cesaria a Inglaterra para poder ligaros scus es-
J deve ter passado na Cmara dos representan- I tabelecmentos do Mediterrneo com os do Mar
tes, vista a grande maiona com quo foi acco- \crmelbo, e completar desta maneira a cadeia
linda as duas pnmeiras leituras ; e a questao de estacoes que deve establecer a communica-
da annexacaodo Texas jnaoencontra outradif-
ficuldadenoScnado.senorelativamente manei
ra de a realisar. Se Inglaterra recebe estes dous
golpessem resistencia tem dado a medida da
sua fraquesa ; para resistir Jhes com esperancas
de resultado be necessario quo far;a preparati-
vos graneles.
Tem vindo estes ltimos dias de Italia noti-
cias extravagantes Escrevem de Liorno quo o
Papa dirigir finalmente ao clero Irlandez a-
quella famosa eneyelica que o Governo de
Londres ba lanto lempo sollicitava. Nella ac-
consellia o Santo Padre aos pastores d'rlanda
nao smente que se abslenbo de tomar parte
as questas polticas do paiz mas que re-
commende ao povo a obediencia que dove ao
Governo legitimo d'Inglaterra. A importan-
cao entre os seus estados da Europa e as suas co-
lonias da India ; mas se a Syria portence de
fado o do direito Porta, de que maneira nas-
cera a possibilidade de mudar de soberano, pas-
saxido para o dominio d'Inglaterra ? Eis-oqui
como a poiitica infjleza trata de resolver o pro-
blema. Anarchisar-se-ha o paiz. Emaanar-
chia tendo chegado a certo ponto, haver neces-
sidado do intervenro estrangeira ; e a inter-
venco estrangeira que nao poder verificar se
seno por parto d'Inglaterra, dar occasiiio a
una ocrupacao temporaria, que preparar a
possesso definitiva, logo que ebeguo o mo-
mento da reparlco dos despojos do imperio
Ottomano. Estabelecido o plano desta manei-
ra, tratava se de encarregar a execucao dellea
pessoa capaz de lao honruda musi. Esta pes-
dominando das Armas.
Quartel General na cidade do fecife 22 de
Fevereiro de 1845
ordem oo da n 22.
Em consecuencia de seguir para & corle do
Rio de Janeiro, segundo as ordens do Governo
Imperial o Sr. Teen te do 1 batalhSo d'Arti-
Iheria a p Salvador Jos Macel, quo exerca as
funcoes de Secretario doCommando das Armas
desta provincia, o Brigadeiro Commandante
nomeia o Sr Tenente do Estado Maior Jos
Ignacio de Medeiros Reg Monteiro para o re-
ferido emprego. Sentindo o mesmo Brigadei-
ro a separaco, anda que por pouco lempo, do
I mencionado Sr. Tenento Macel, porque, a-
lem de outros motivos, bavia com a fidelidade
| propria de seu carcter e ndole, zelo e circums-
ppecao desempenhado os seus deveres: por
tao raras qualidades d os seus agradecimentos
I cordeaes a este digno olicial o Brigadeiro Com-
mandante. Assignado. Antonio Correa Ceara.
1 Conforme,
\Joi: da Silva Guimarei, Ajudante d'Ordens.
cia desta noticia exige que seja confirmada por soa appareceo, cerno que taita dencommenda
"Utra va ; porm se o SummoPontfice, com- no cnsul Roses, representante de Inglaterra
metteu erro tao grave depois do ver o mao pago em Beyrou'.li. He urna especie de Prithcbard
que Ihedeo a corto da Russia.quando leve com j correcto e emendado, que equivale, sem Ihe
ella a mesma condescendencia escrevendo ou-1 fazer favor, a urna legiao dn demonios. Eis-
tra eneyelica aos Polacos; he preciso convir \ aqui urna parte das suas proezas em prova desta
que ao menos desta vez nio foi inspirado assercao.
pelo Espirito Santo. A Syria compie-se do paiz montanhos >,cba-
Oulras cadas escriptas por correspondentes mado Lbano, e da planicie. O Lbano he oc-
de Vienna, e reproduzidas pelas (olhas periodi cupado por 2 povos diferentes e inimigos : os
cas desta capital, pretendem que o Governo Maronitas que san catholic s, e os Hrusos que
pontificio vai soflrer urna modilicacaoessencial sao mahometanos. A potica de Roses con-
pela sahida do cardeal Lambruschini secretario ; siste em favorecer os Drusos contra os Maroni-
d'Estado, que sei substituido por monsenhor tas o em envenenar todos os motivos de dis-
Altier, actualmente nuncio apostolito junto sidencia entre as duas nafoes. Graces aos seus
EXTERIOR-
anarna;
|COIt|y^spoNDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pariz, 16 de Janeiro.
A poltica de Inglaterra est appresentando
fstranhas anomalas. Al aqui era a politice
da Europa quem regulava a da America ;
>6ora be a poltica da America quem d o tom
do Imperador d'Austria ; porm as noticias par-
ticulares quo eu tenho de Roma e que proce-
dem de fonte muito segura, e sobre tudo muito
imparcial, nao me fallaode semelbante muden-
ca que, se se realisassc, sera mu importante
Tocio, be verdade, em boatos que por l cor-
rem da retirada do cardeal Lambruschini ; mas
dizem que, se esta demissio se verificar, oque
parece pouco provavel, quem substituir o pri-
meiro Ministro pontificio, sera monsenhor Ca-
paccni, e nao o nuncio Alticri. Como Capac-
cni he a personagem que a corte de Roma tem
constantemente empregedo nestes ltimos tem-
posem todas as negociacoes d'alguma importan-
cia com que se tem visto embancada, he mui
provavel que sobre elle recaa a escolba do San-
to Padre, no caso de haver mudanca. Se as-
sim fr, em boa mao (cao os inlercsses do so-
berano temporal de Roma, porque o homem
possue na realdade urna boa doso desta velhaca-
ria superfina a quo so d o nome de tacto diplo-
mtico ; porm quanlo igreja de Dos que he
o essancial, nao posso agourar-lhe das de ou-
ro dcbaixo da sua administradlo. Nunca nin-
guem sacrificou com mais desembarazo os inte-
resses spirituaes aos ten.poraen A doutri-
na das transaccoes hoa sua religiao ; a venera-
cio dos fados consummados he o seu culto.
Ao lado destas diflerenles noticias equivoca-
esforcos nao se passa dia em que nao baja
conflictos; roubose mortes oe parte a parte ; e
por mais que a Austria ea Franca faci para por
termo a semellianto carnicera, nao ho possivel
Na planicie tem sido ainda | eior. Cem fa-
milias gregas', sedu7das pelo ouro e promes-
sas do Cnsul, ahrarrao o protestantismo. No
mesmo instanlo Roses Ibes concedeo os privi-
legios de subditos inglezes, e por consequencia
sen^ao de todos os encargos e independencia
das autoridades do paiz. Clamarao os que se
tinho conservado fiis, o requererao aoGo-
vernedor turco que, respeilando muito embora a
conscienca dos apostatas, os fizesse comtudo
entrar na le commum, quanlo aos encargos a
que todos deviao estar sugeitos. Deferio o Go-
vernador a esta supplca.por que Ihe pereca jus-
ta; mas o resultado foi ser demiltido do seu
emprego pelo Pacha da Syria a instancias do
Sr. Cnsul. Amotinou-se entao o povo, eap-
presentou-se em grandes chusmas ao Pacha : a
resposta deste foi que se queriao gosar das mes-
mas vantagens qne os outros (izessem o mes-
mo queelles lnbao feito!
Outro fado ainda mais curioso. Dous che-
fes musulmanos pareciao Jescontentes do Lto-
verno de Constantinopla. F'oi ter com elles o
Cnsul, e disse Ibes que so se quizessem ro-
bellar contra a Porta, podiao contar com todo
da va autordadea estas promessas nao tiverio
os homens duvida em levantar o estandarte da
rebelliao. Uto feito oisaqui o prncedimen-
to do Cnsul: por um lado escreve aos rebeldes
que persisti na sua resoluco porque a In-
glaterra com toda a certeza os ha de proteger ;
pelo outro persegue o Pacha para que ponha
tropas em campo, e para quo castigue exeir-
plarmento os insurgentes Basla ; cuido que
para so poder fazer idea da poltica inglesa na
Syria, nao he preciso mais; o que falta smen-
te accrescentar he quo o mesmo que ella es-
t fazendo no Oriente ha de fa^er no Brasil o
em toda a parte onde os seus interesses o exgi-
rern.
P. S. As o horas da tarde. Dcixom-me
benzer primeirp com a mao car ba, antes de
Mies dar importante noticiaquese ai lr.Veri-
fica-so o que annunciavao de Lime e mo
pareis impossivel sobro a eneyelica do Santo
Padre ao clero de Llanda. O Arcebispo de
Armagh. primaz do reino, acaba do dirigir
U'Connell urna carta que nio he nem mais
nem menos do que urna condemnacao mui
directa dos Bispos e dos ecclesiasticos que
mais se tem distinguido na agitacao relativa
causa da revogacao. O seu procedimento he
doestado de imprudencia, o de contrario ao es-
pirito de moderarlo do seu Ministerio; e alm
disi. '-derruira se-lhes por ordem especial
do Papa, que se abstenho para o futuro de
qualquer intervencao que seja as questSes po-
lticas do p.iz. De accordo com a carta do seu
primaz, resolvrao todos es Prelados catbolicos
de Irlanda recommendar ao clero das suas dio-
ceses queso abstenha escrupulosamente de to-
da e qualquer participarlo na agitacio revoga-
dora. A importancia dcste passo do Summo
Pontifico salta aos olhos : por meio delta per-
deo de repente O'Connell mais de metade da
consideracao que tinha. Muito pode Inglater-
ra, v*to que al influe nasdecisoes da Papa !
Corria ha pouco na praca, que o Impera-
dor da Bussia tinha morrido. He peta e
mais quo peta : tomei o trabalbo de ir embai-
tada russa indagar o quo bavia a este respeito ,
e vejo que todo o fundamento da noticia se re-
duz a boatos espelhados na bolsa de Bruxellas
para ver se se podia obter alguma reaccio so-
bre os fundos.
P. S. em 17 do Janeiro. No dia 28 do cor-
rento Dartira para I5erlim o Visconde de Abran-
tes. I ni com ffeito mal suucedido na sua pre-
tencao relativamente ao Rio da Prata : demos
gracas a Dos. Os Governos do Franca o In-
glaterra responderlo quo fariao sim urna de-
monstja?ao de forca martima, mas que nio
tomariio parlo nenhuma na questao.
\erilica-se a nomeacao de Ouseley para
Buenos Ayres: agora estivo com elle.
Adiscusso do voto de gracas na Cmara
dos Pares vai indo com vagares inmensos.
Dos I I paragraphos de que o projecto consta,
falloTpor volar. O Conde Mole nao tornou
a (aliar, o que parece um pouco misterioso.
NOTICIAS DIVERSAS.
O Sicle publica o seguinte extracto d'uma
carta, datada do I.eghorn a 30 do Dezcmbro
ultimo.
Segundo cartas de Roma obtove por fim o
Governo Ingle/, do Papa a carta quo desejava
que fosse dirigida ao Primaz e Bispos C.tholi-
cos da Irlanda. Nessa carta ordena Gregorio
XVI aos Bispos Irlandezes, quo nao se intro-
mettao em negocios polticos; e alm disto,
que preguem aos seus rebanhos a obediencia ao
Governo Inglez.
Dizem, que o Ministeriolnglez para esta con-
cessao ameacira a corte de Roma com excitar
urna revolta no< Estados Pontificios, onde os
elementos da revoluco esli ainda quentes.
Por este motivo preerio o Papa os seus interes-
ses temporaes a s espirituaes, o reprehendeo os
lrlandezes, como no anno de 1832 reprehendeo


- s
Polaco, que se insurgido contras Rusia. j
Esta noticia prodatin des graduvel i ai pie-sao
at mesmo em Roma, onde se relea, que v
Cathobco- Irlandeses puliliquem aUiiia mani-
fest contra a autoridad P >nl'licia
O correspondente i< T-mes em Madrid cscre
veu-lhe no 1 de Ja.ieiro p p. o seguinli' :
Assever8o-me, qu sr recehero hop* aqu
noticias da chegada do Gen ral Zurhano ero
Portugal a salvo. Foi escollado t a fronleira
por grandes bandos de contrabandistas, que se
rcndiao alternadamente de posto em posto; i'
que fielmente cumprirao a sua promessa de con-
duzil-o a salvo lora da Ironteira hespanh da,
nao obstante a immensa rec .mpensa que saliio
ser-Ibes asegurada, se o entiegassem ao Go-
verno Cartas particulares das provincias \ es-
congadas dizem que os Carlistas comecio a mo-
ter-se naquella parte da Hespanh; e que sao
coadjuvados pelos refugiados em Franca. Nao
me admirara, se assim fosse. A cons iencia ,
que esta perdida toda a esp<-r< nca de ca7.ar 0
Rain ha rom o Principe das Asturias, e a abol-
dlo serio sufficiente motivo para elle learen'
algum levante. Coni lulo, duvido que um 1*1
acontecimento s ja provnvel uurante <> rorrenl.
o scguinte mes. (guando o tempo se pu e>
bom, sera outro caso.
Boatos de visitas Reaes I fique, 3 de
Janeiro.-I'rancort, 30 de Dezembro Se-
gundo cartas particulares de B^rlim. cria vult'
o boato que igualmente se espalhou aqu de qu<
a Hainia Victoria, < seu Mustie consorte Carao
na primavera nina visita a Postdata, e que nu-
tras cortes Allemas pdem esp rar a me''
bonra As f Ihas aodo cheias de noticias rio; a agua tem desculo por toda a parlo, i
continua ilisso'mao do glo tem no ctifrai|ur
cido tanto, que nao se pude p ssar nelle ron
seguranca, e algurnas pessoas se leem infel7
mente afogado Coniehein se alguns reren
da glande accumulaco de gClo, esp cialmenl'
n \Vaal I odavia tim'o a animidades lora*"
C(m o Governo leem tomado lo las as prerau
co-s possive*. Tinha se mandilo em carros un
destacamento de Sajadores e Mnciros cun o-
instrumento' n tulade de plvora para ser em pregad i se f. r <
niister. wn quebrar as n a-sas le galo,
O Brasil e o Zollverem R.rlim, 21 d<
e/eml ro Ja se \Ci le i Hirmar positivatienl-
que o ConoIbeiro privado .Vill.it partir lre
viiiii- nte paia o Rio Janeiro na quulidade di
Cnsul Geral da Prus-i Conta-nns. que elli
vai promover na A menea do Su I niio sosin
teresses rommerciai da Rus-i a sean tuub m
OS de Zollvtrcin. Aluydrburg GuzHle.
( Time'.)
Mr. Polk, novo Presidente dos Ela Unidos e a sua poltica Ci6ms que a seuin
te falla loi a primeira que Mr. Po'k recitmi
depois da su i eleicnn a Presidencia do; Et'do-
Unidos, em rcspnsta a urna mensagom i|ue Me
loi apresentada p- lo* cid-ulus de Nashville. A
nica alluso, que cile faz a poltica qu<* o h
de guiar pura o luloro, arhae no ultimo pa-
ragrapbo. Todava he summameute vaga ein-
delinida.
ou-vos, Srs e aos rr.eus concilladnos,
cujo oiua suis, os mais sinceros igradeciioen-
tos por esta tnanlest.eiio de respeilo e confi in-
ca popular, e pelas felicitni oes. que vos ni
nasteis de dirigir-me pela concluido e pelo re-
sultado da recenteconlenda poltica, Eto|| ple-
namente convencido de (|ue essas felicitado s
nao sao. nem pdem ser pessoaes a mim s
Foi o eminente xito feliz dos nosoi principios
comrnuns, qu-detramou to gcrl aleg'ia no
paiz A lucta poltica pela qual ncaln elle de
passar, loi profundamente excitante Cutase
extraurdinari-s contribuirao para loma I-a tal
Ella termnouj eslA pasdae linreramen
te confio e creio, que foi decidida pelo solnio e
firme juizo do povo Americano.
a Ao trocar entro si mutuas congralulacd"*
pelo resultado da ultima cleicao, de\e o part
do democrtico lembrar se, pnssanlo tranquil-
lamente en. resenta a conletaca,i, aut a pur-
fo dot nonos concidadjs, ifu$dirergirOn de
nos em opin do, tem dueilos iuune$w>s nossus
que itsim as mionas Como us maimins leem
justo Ululo ao pleno etivre exeicirio das mas
opinwlt, e dos seui jutzo>: e que ot ilretto< -le
todos, quer em minora quer em maiwia co
mo taes, devem dese>' njualm nle attendido e
calados.
U nos-o riosijo por tanto, pela victoria
do partido democrtico c dos seus principios,
alcanzada na recente elecio, nao deve ser em
espirito de exultaco pela d-rrota dos noaaot ad
versario ; massim porque, como honestamen-
te ciemos, os nossus principios e a nossa poli
tica sao iiiais liem calculados do que os seus
para promoicrcm os verdadeiros ioteresiea d
paiz.
Na posico e-n que me acho culloeado pe-
loa suflragios espontneos dos meus conenla-
daos, terei por dever, assiui como aervir-me-ba
de sitific5o, representar fiel e verdadeirameti-
te, na puleexeculva d> lioierno, os pnnei-
a-oe a pilitica lo-irnde p-irudodo paii, que
me elevoa a ella, pirdm a<> m*Mlo lempo con-
vi declarar. que nd > me c.onstd*rarei como re
presentante smente de um partido, mas de lo
do o px-o dos Estados Uns; e confi em que
a futura pnlittrado (tonemo ter tal que as
tegura'a feliei ade e pros per idade de lodis,
sem dtstmccdo de partido.
IriTERIO
HSHHSWe1'-
CEAR.
MANIFEST
que os IJepufados eleitos pela provincia do Cea-
ra Juzcm aos seus comiiitientes por occusiuO
ila injusta dccis-tO, que os e.vpclliu da Kepre-
senfarad Narional.
Cearenses! Os cidadflos abaixo assgna-
dos, leudo sido honrados com os vossos votos
para Deputados a Assembla Geral do Impe-
rio na Legislatura actual, e sendo empellidos
do seio da Representacff Nacional por novo
invento das intrigas polticas, com que agora
os partidos se abalaiicao a desfazerem-se de
seus adversarios, julgflo de sua rigorosa obri-
gaedo levar ao vosso inteiro conhecimenlo
lodos os pormenores de urna decisio, que ja-
mis nunca devero esperar de leaes Repre-
sentantes do l'ovo, de urna iniquidade parla-
mentar, que, partindo exclusivamente de
adversarios polticos, leve por motivo c fim
l'azer com que os vossos Deputados nfo pu-
dessem defender perante o grande Concelho
do Paiz os principios de ordeiti, que repre-
sentavo; sustentaros interessesda Nacao, e
da Provincia que tanto os honrara; e erguer
(innimes um brado de opposicflo aos desgra-
nados llanos, que se preparao.
Munidos com os seus diplomas, competcn-
temen e expedidos, os abaixo assignados
apresentarflo-se, a -27 de Dezembro do anno
lindo, nas sesses preparatorias destinadas a
verificacHo dosporjres dos novos eleitos da
Xacfloj e quaudo csperavio que no dia 29
segu lite a Coinmissao respectiva dsse o seu
pan-cor acerca da legalidade e validado il'es-
;es ttulos, tverao o desprazer de vel a espa-
(jar essa poca, a pretexto de oceupar-se no
exanie dos diplomas dos Deputados de outras
Provincia, que tintino sido apresenlados na
ip.esma occasao, ou depois. Esta iufraccuO
do relmenlo inlerno da Cmara dos Srs. De-
putados, que manda i Commisso dar conta
lo resultado do sen trahallio dentro de 24 ho-
ras ; esta postergado dos cstylos parlamen-
tares, em virtiidedos quaesas Commisses
precedentes coinprehendirio no mesmo pare-
cer a eleicfio de todas as Provincias, cujos De-
putados se apresentassem, porque smente
assim se coiihcceriao os principios e regias
geraes, que n'elle dominavlo; essa injusta se-
leccaoou accepeo de Provincias iguaes em
diretos, tanto menos indesculpavel, quanto
ja o trabalho da Comissao estava grandemen-
te minorado depois da approvacHo das depu-
taces de Minas, S. Paulo e Rio de Janeiro,
fez suspeitar aos abaixo assignados que nio
ero infundados os boatos, que no Ceara des-
de Novembro se dilundrao, de que seria an-
nullada a sua eleicfio, quando alias contra ella
nada tinha apparecido, que pudesse ter dado
fundamento a semelhantes vozes, a nio se-
ren os estultos desejos, as baixas intrigas
d'aquelles que na prxima luta eleitoral li-
nhio sido repel idos das urnas pela grande
uiaioria da Provincia.
Anciosos de combaler pessoalmenle as tra-
mas, que tenebrosamente se urdilo para le-
var a elleilo os anhelos de inmigos derrota-
dos na opiliiio cearense, julgando que Ihes
cumpra defender na tribuna nacional a lega-
lidade do honroso mandato que a vossa gene-
rosa conlianca Ihes conferir, os abaixo as-
signados requererao, na ultima sessito pre-
paratoria de 31 de Dezembro, que a Coinmis-
sao de Poderes desse no mesmo da o seu pa-
recer sobre a eleicfto ; e declararfio que, elei-
tos voluntariamente pela grande maioriada
Provincia, somonte a mais requintada injus-
lc,a os arredara da Cmara.A Cmara
temporaria, ou antes os representantes das
Provincias de S. Paulo, Minas e Rio de Janei-
ro, que entilo formavfto compacta maioria, e
que exclusivamente se tintino constituido, foi
suida a estas consideraces, que alias nao po-
deriao ser desaltendidas pelos espiritos im-
parciaese justos; e os abaixo assignados ti-
vero de soll'rer o desgosto de nao assistirem
a abertura da Assembla Geral, e de entrega-
rom a sua causa, a causa da Provincia, aos
cuidados de oulros Deputados, nao assaz es-
clarecidos dos fados que Ibes erao peculia-
res, e que na cstreiteza do lempo nio poden-
So sl-o por meio de documentos ou da im-
prensa, leudo entretanto de lutar com ho-
mens prevenidos, com adversarios polticos
dos abaixo assignados, e al com inimigos
particulares de alguns d'elles; e nio se igno-
rando que, para satisfazerem-se prevent;es,
divergencias, e odios pblicos ou individua-
os, adrede se lizera demorara apresentaeflo
de um parecer, que em favor da vossa Depu-
lacao doiis representantes pela Provincia do
Rinde Janeiro se propunh'io dar, depois de
terem minuciosamente compulsado os docu-
mentos que llie diziao respeito.
Aberta a Assembla Geral Legislativa no
!. de Janeiro, a nova Commisso de Poderes,
acujoexamefoi submettidaa elei^ao cearen-
se, apresentou um parecer annullando-as, no
qual, a par da allegacaode factos nao exis-
tentes, contradiclados por actas eleitoraes, ou
apenas apontadossem provas em iuforma-
<;<5es particulares, falsas, esuspeitas de parcia-
lidade, se prctextavilo, por urna jurispruden-
cia especial, por urna lgica falla/., futeis ir-
regularidades, nullidades suppos^ts e tio in-
signilicantes, que semprc se derio em nego-
cios eleitoraes, de ordinario complicados pe-
le espirito de partido despeitoso. o que as an-
teriores Cmaras Legislativas em sua sabedo-
riajulgarao dever desprezar, por principios
de justica, senoabsoluta, ao menos relativa,
e por atteiiQfio s conveniencias de utilidade
publica, que nunca perderao de vista.
Um lal parecer nao poda sorprender os
abaixo assignados, depois das occurrencias
referidas, e das revelaces que se lizerao na
imprensa e na tribuna; mas, com a conscien-
cia de que Ihes era fcil desbaratar todo o arte
facto, que a iniquidade armara paraarredal-os
da Representado Nacional, elles entende-
rfio que devio recorrer Cmara tempora-
ria e solicitar a permissHo de poderem to-
mar parte nos importantes debates, que se
iao encelar sobre a cleic/io de sua Provincia :
em seu apoo invocarn a necessidade de es-
clarecel-os com prova documental, que s
elles possuiao, ou com sinceras informaces
de factos por elles presenciados : appellarao
a inda a boa f e a generosidade para com re-
presentantes, que nas sessOes preparatorias
faziflo parte d'essa mesma Cmara, alim de
que fossem admittidos, a exemplo dos Parla-
mentos estrangeiros, quando tem de discu-
tir importantes negocios de partes. Crel-o-
eis porm i' Essa justa e bem fundada preten-
Qao foi indeferida sol) pretexto de que a
constituic.io e o regiment da Cmara o pro-
hiba quando nem aquella nem este fallflo
da especie, eoprimeiro precedente se podia
l'azer em negocio, que por sua magnitude e
transcendencia attraha a attent-o publica,
adoptando-se os estylos dos paizes civilisa-
dos que abracarao o systema representativo!!
Forcados d'est'artea entregarem a alguns
Deputados imparciaesa defensa da causa Ce-
arense, evidentemente perseguida, a escla-
recerema todose ao Publico com documentos
que haviao confiado Commisso, ou tinhao
em seu poder, e a mostrar a insignificancia e
ninilidadedos poucos, com que ellaacober-
tava a sua obra, os abaixo assignados fizerao
pedir por um dos Deputados a impressaode
todas essas pecas ofticiaes, com exep?iio das
actas da elcicao secundaria ; e nao obstante
comprometterem-se a fazel-o a expensas
suas, foi-lbes denegada to insignificante
gracaj porque, roconbecendo-se a injustica
que se ia praticar, convinlia evitar o dissa-
borde ver impressos documentos, que mais
a palentcasscm e authenticassem ; e como se
ainda n>0 estivesse cheia a medida das injus-
ticas, 80 depois de demoras, acintemeiile
engendradas pelos membros da Cmara, pu-
deriio obter a certidao d'esses documentos,
que por inconcebiveis motivos se queria con-
servar em segredo!
Abriu-se em fim a discussao sobre o i ni -
quo parecer da Commisso de Constituicfio
e Poderes. D'ella resultou que os factos al-
legados pela Coinmissao ou nao erao ver-
dadeiros, ou nao podiao evidentemente dar
causa annullacTio proclamada; que como
millos smenle se podiao admittir os Colle-
gios eleitoraes da Granja, Lavras, S. Ber-
nardo e Ciato por se darem no primeiro
excessivo numero de eleitores, e duplcalas
deeleicoes nos ltimos; que, anda quando
o fossem os nove collcgios por ella mencio-
nados ios supra-referidos e os de S. Mathe-
us Baturit, Aquiraz, e Ico), resta va anda
a maioria dos eleitores da Provincia em fa-
vor dos vossos eleilos; que essa maioria
existir nos nove circuios que a Commisso
considerara validos, igualmente durante as
eleices para a dissolvida legislatura de 1842,
c para as de 1843, que a substituir; que
a eleitjao Cearense tinha menos irregulari-
dades e defeitos do que as de outras Provin-
cias ja approvadas, apezar de terem sido al
cunhadas de escandalosamente immoraes,
e seren o resultado ou da falta de libcrdade
no votar, de injustas qualiiicaOes e exclu-
ses, ou da prepotencia e violencia do poder:
c que porlanto as cuncluses do parecer ero
infundadas injustas, iniquas e conlradilo-
rias. Passando d'estas a concideraces de
outro genero os Ilustres Deputados Ros ,
Franca Leile W'anderley Ferraz, e Con-
nives Martins, que brillantemente tomarao
a defensa das eleices Cearenses mostra-
rlo que sendo estas feitassem violencias da
parle dos vossos eleitos, no favorecidos pe-
lo poder e antes guerriados, crac o resul-
tado do livre espontaneo e pensado voto
da grande maioria da Provincia ; e que sem
desconhecer esta respeitavel voz sem oflen-
der o poder eleitoral, que assim se enuncia-
ra sem anniquilar 0 systema constitucio-
nal represenlavivo, que se firma na liberdade
ampia d'esse primeiro orgo da vontade na-
cional, se uo poda invalidar a eleic-o Cea-
rense. Estas vozes cloquentes, dictadas por
un alio sentimento dejOStica e imparciali-
dade, e echoadas por legisladores que no
desconhecerSo a sua primera missao, o
defender os diretos do Povo, de que ero
feitnra demonstraro, de um modo con-
vincente e irresistivel, que no grande con-
selho nacional devero ser admiltidas e ou-
vidas. no s as opinies do lado dominante,
sen tambera as reciamaces da opposico,
como o nico meio de se esclarecerem as.
questes do dia, como garanta contra os
abusos de um poder sem contrapeso, como
urna das mais urgentes necessidades do sys-
tema que aNaco toda unnime adoptara, e
jurara manter. 0 contrario seria torna-lo v
formalidade, fraudulento engao edecepeo.
To justas quanto elevadas ponderaces,
motivos de tao alta transcedencia, fortaleci-
dos pela sciencia dos factos, calanao sem du-
vida no espirito de urna Cmara menos pre-
venida, menos apaixonada, e mais conscia
de sua propria dignidade; de urna Cmara
que, como a de 1845, nao desejasse matar
todas as opinies que tendessem a manifes-
tar-se contrarias poltica que ella represen-
tasse e pretendesse sustentar. Estava porem
de ha muito lavrado o decreto, pelo qual a
deputaeo Cearense devia ser banida doseio
da Representoslo Nacional, por ter trium-
phado dos seus adversarios na lucta eleitoral
da provincia; clubs e retn loes de Deputados
se fizero em casa de certa personagem in-
IItiente, nosquaes se ageilaro. e contarao
os votos que devino esbulhal-ado direito de
representar a tena que a elegra; transac-
ces vergonhosas emfim se realisaro para
levar a efTeilo esse plano, filho do despeito,
da raiva, da vinganca, dos odios mdiyiduaes,
do espirito de partido, emfim, sacrificando
uns depulaco Cearense, para que outras
igual sacrificio lizessem acerca das da Ba-
ha e de Pcrnambuco. Ecomo com taes pre-
cedentes, com taes vistas e fim. poderla ser
ouvida a voz da razo e da Justina, que se
pronunciava em favor d'essa DeputaQo Co-
mo poderia ser altendida aopinio publica,
que estigmatisava os propugnadores de um
verdadeiro golpe de estado contra diretos
reconbecidos e evidentes ? Tudo foi pois des-
prezado pela votaeo do da 22 de Janeiro
corrente, adoptando-se a concluso do cita-
do parecer, para que se annullasse a cleicao
Cearense, e se procedesse a outra com ur-
gencia, adoptadas medidas que dentro da
constituidlo e das leis o Governo julgasse
adequadas, para que ella fosse legitima, re-
gular e livre, quanto ao menos opermittis-
sem as disposices que reguio este objecto.
Kscarneo manifest! como se, depois de se
admittirem as premissas que fundamentaran
essa ueciso, e de se baver calcado cora ella
constituicSo e leis, as leis e a constituido
em materia eleitoral no fosse lettra mora,
ao alvedrio, ao inleresse, as vistas de una
Cmara que j as desconhecra por acto tao
abusivo quanlo extraordinario !
Foi desta sorte, Cearenses, que tnum-
pharao as insinuaeoes., os manejos, os pla-
nos empregados para arredar inimigos pol-
ticos de um lugar honroso, que recusastes
conferir aos homens de crencas oppostas ,
semprc rcpellidas pelo vosso sensato criterio,
pela vossa adheso e amor aos principios de
ordem. Foi d'csta sorle que se consum-
mou a maior iniquidade poltica,que nenhu-
ma razo de conveniencia publica, nenhum
grande principio poltico, nenhum pretexto
mesmo acobertava ou justifica va. Foi d'esta
sorle que o despolico exclusivismo do espi-
rito de partido, e a omnipotencia parlamen-
tar se dero as ranos alim de proferir una
deciso injusta, que foi um desar para a pro-
vincia, e um escndalo para o imperio; e
abrir na historia do Governo Representativo
do paiz funestissmo precedente, que, des-
truindo todo o respeito que ainda restava as
opinies vencidas, mas vvenles na socieda-
de, lera de ser frtil em consequencias des-
granadas, segundo dominar este ou aquello
partido,
A nossa Provincia tinha sido a nica no Im-
perio, que, apezar de combatida e persegui-
da pelo poder, pudera apresentar Deputados
todos sectarios dos principios de ordem, in-
dividuos de suas sympathias, que os abaixo
assignados se ufaiio de ter merecido, e que
sempre ardenlemente anibicionaro. A nos-
sa Provincia tinha sido a nica, que mostra-
ra, n'essa luta deploravel, que os principios
de ordem e de liberdade triumphario em
lodo o Imperio, se em todo o Imperio as me-
didas reaccionarias fossem acompanhadas de
algurn pudor nos agentes administrativos, e
houvesse a mesma dedicaeo a esses prin-
cipios. Ella devia ser punida de to inaudito
en me! e o partido, que l'ra vencido por
todos os meios legaes, devia tentar a fortuna
em novas eleices, erabora fosseis arrancados
de vossos trabalhos para as reunios popula-
res j embora se desconbecesse a sabedona
da constiluieo, ordenando que as eleicos
se lizessem de qualro em qualro annos ;
embora, para conseguir-se o triumpbo ephe-
me.ro e intil de influencias detestadas pela
opiniSo da Provincia, se despenda a riqueza
publica, se persigno os vossos concidadaos,
se violera todas as leis, ese fago asreaccocs
-que ja entre vos comecaro, e de que outra
Provincias foro victimas.
No reconhecendo nem a Justina, rTem a
conveniencia publica da deciso legislativa;
aulevendo osperigos que d'elia resullao ao
systema coiistilucional, que os abaixo-assig-
nados desejao ver respeitado e firmado para
ftlicdade do Paiz; nao quereudu auctonar


tior inqualificavel silencio um precedente fu-
acslissimo, que males e reneces pode acar-
iciar para o futuro, e complicar anda mais a
desgranada situacAo do listado, os abaixo-as-
sijznados protestarfio contra cssa decisao ar-
bitraria e prejudicial, para que a todo o lem-
po constasse," e tosan assim o sigual que des-
viasse os partidos exclusivos e dominantes de
senda to pergosa, ou antes de Co fatal des-
pciihadeiro.
Cearonses! Eis a fiel narraefio dos tactos;
que se passarao para o ostracismo poltico de
vossa representaQao. Vos reconhecereis sem-
duvida queosabaixo-assignados forao victi-
mas de tramas polticos, das ideas exelusi-
xasdo partido que hoje pesa sobre o Paiz,
na que nAo enunoiassem e suslentasseni as
opiniOes que se hom;lode prol'essar. Osabai-
to-ussignados, julgando tor cumplido hon-
rosamente n sua missao, cpenlo que ropel-
iireis com indignaco os vossos ininiigos,
que tambem o sAo da eslabilidade do Throno
imperial, da constituidlo e dasleis, que elles
iiiigem acatar, e que insanos derribariao, se
ludessem!
Anr Bastos de (Hiveira. Antonio Jos Ma-
chado. Francisco de Souzti Slarlins. Jero-
,niino Martiniano Figueira de Mello. Jos IV-
reira de (iraca Jnior. Miguel Fernando* M-
era. liaymundo Ferreira de Aranjo Lima.
tf rmt.-. > .! r. *
PERNAMBUCO.
ASSEM BLA i'HOVINClAL.
PRIMEIBV SF.SSA PHRMIIATOIIU EM '21 DE
FEVEUEIUO BE 1845.
(Presidencia do Sr Dr. Alcanforado.)
As 11 '/ boras da manliaa o Sr. Secretario
fez a chamada e venlkou em seu resultada ,
estarem presentes 12Srs. epulados
Nao bavendo numero legal, para a Assem-
lilacomecar osseus trjbalhos o Sr. Piesiden-
tocoiividou os Srs. Diputados presentes, para
se reumrcm no dia do amanhaa, o declarou i|ue
m lariDo novas participaris ; levantando a
sessao ao indo dia.
PROTESTO
dos epulados ele i los por esla Provincia.
Os abaixo assiguados, eleilos Deplados
pela Provincia de Pernambuco, repellidos
violentamente da lepresenlacjto Nacional
por alguna Dcputados presentes seSsSo pre-
paratoria do dia 9 de Dezembro p. p. vendo
despiezado e indeferido o recurso que inter-
pOzerSO dessa dclhcracAo injusta e odiosa
para a Cmara dos Sis. Dcputados, depois que
se consliluio, sentem de sen rigoroso dever
manifestar aos cidadaos que os elogero as
oceurrencias que inulilisarAo sua votacAo, e
protestar pela imprensa e peante o paiz, co-
mo protestao, contra cssa lyrannia inaudita,
ejercida nio s contra os abaixo assiguados,
que forfio destituidos do legitimo mandato,
conferido pelo poder eleitoral, sonAo tambem
contra os cidadaos das seis populosas fregue-
zias annulladas, sobos futeiae contradicto-
rios pretextos constantes do parecer da Com-
misso, analysados e combatidos na repre-
-onlaco que os abaixo assiguados enderoca-
i'ao a Cmara dos Srs. Deplados, e que cor-
re impressa.
Volvidos tantos anuos depois que o systo-
ina representativo rege o Imperio, he esta
poca em que domino tantos caracteres que
se ostento como typo do liberalismo, que
una serie de fados e de coincidencias revela
i todos os olbos que sao repellidos da lepre-
sontaeflo Nacional por suas opiniOes polticas
os Deputados eleilos que urna maioria po-
lerosa quer consolidar o seu triumpho, nao
pela discuss.lo e encontr das opiniOes dos
seus adversarios, mas pela compressAo da o-
pinifto opposla, pelo exterminio dos repre-
sentantes dola, por urna depnraco odiosa !
Ainda no berco do systcma representativo,
quaiilo as novas ideias lulavAo com as Dadi-
vos do passado, com prejuizos inveterados,
com interesses heterogneos enraizados pe-
la antiga nrdem de cousas, quando o poder e
a liberdade pareciSo exclusivos; esua allian-
Ca impnssivel, quando era justilicavrl a in-
tolerancia por amor da liberdade ainda nas-
cente; nessa poca caractersada pela into-
lerancia poltica, a rcsolucao de 30de Julho
de 1830, revogando a disposicao do 7.do
capitulo i2. das nslrueces de (i de .Marco de
1824, deixou consciencia dos volantes a
apreciado e avalacAo das qualidadesexigi-
das nos cletos; atravez do espirito que do-
minara essa poca, olbou-se com horror pa-
ra nina di.spnsic.Ao que consagrava a inquisi-
co das opiniOes polticas, escravisava a li-
berdade do pensamento, impeda o dcsenvol-
vimento da opiniao publica, o poda entluo-
nsar una oligarehia, dando-lbe direito de
despolisar e comprimir as opiniOes opposlas
por meio de aepuracOes fataes ; boje, decor-
ados tantos anuos, quando mais amestrados
devianios estar no systema representativo,
Riis tolerantes, nesta quadra que se diz da
lia^ulaiie, para opprobrio do paz, parece
resurgir do laclo essa inqusoo oxtermina-
dora que a resoluciiode 1830 proscreveo. es-
se direito de depurar ou currigir Uto odioso
^subversivo d<> systema representativo; as-
sim falseado esse systema, repellidos os mais
votados, sao Deputados os menos volados !
A forma por que se procedeo caracterisa de
um modo nao equivoco essa deliberacao in-
justa contra a qual os abaixo assiguados pro-
testao ; sem a madurezaque um negocio tao
grave exiga, e de sorproza, porque se reeea-
vao da verdade que o espaco e a reloxo po-
difo patentear, os Deputados presentes na
sessto preparatoria do dia 9, quando miii-
tns oulros se haviao retirado, porque era da-
da a hora, constituirao-sc em scssio perma-
nente, o sem ler precedido discussito silfli-
cientc e regular, sem numero legal, aniiul-
larao os tres Collcgios do Cabo, urieury e
Gar&nhuns, e exclu rao os abaixo assiguados
da Itepresentacao Nacional.
Dina deliberado tio injusta em si mesma,
tao incurial por sua forma, excitou desde lo-
goo clamor eanmadversao publica ; ed'abi
se assoalhou o boato de que havia o propo-
sito e animo (irme de fazer e desl'azer Depu-
tados, conforme suas opinies: nao obstan-
te, crendoos abaixo assiguados que era in-
fundado esse boato, e confiando na opiniao
publica, cuja sanecao Ibes inspirou fe, re-
corrrao dessa deliberacao para a Cmara
constituida.
Sen recurso foi desprezado ; o acto tyran-
nico que os privn de seus direitos se houve
como caso julgado; evilou-seo mrito efun-
do da questao, cuja lucidez deslumhra va o
animo mais prevenido ; valeo o respeito da
forma contra o senlimento da juslica, como
sea forma, quando ella existisse, se podesse
oppOr verdade ou servisse para illudil-a ;
como se a injustica por que foi feita devesse
prevalecer sempre: as formas mais respeita-
veis e rigorosas que se conhecem sao as judi-
ciaes ; mas a sentenca qim he milla e dada
por falsa prova nao constitue cousa julgada :
a forma he urna garanta de verdade, mas
nao he um obstculo a verdade.
Oart. 7. do regiment, segundo os csty-
los da casa, nunca foi entendido em opposi-
caodosart. lie da Constitucao, queexi-
gem numero legal para autorisar as delibera-
ccs da Cmara; nunca por esse artigo os
Deputados presentes as sessoes preparato-
rias, qualquer que fosse o seu numero, se
julgavSo com direito do annullar cleices,
excluir aos De|)Utados eleilos, esubstiluil-os
por oulros : essa fuuc(;ao se reduzio sempre
a verlicacao dos poderes d'aquelles Deputa-
dos que se aprescntavfo com diplomas, a ne-
gar-lhes assento provisoriamente Se as du-
vidas sobre a validade das cleices parecido
procedenles, masa decisao terminante e de-
liniliva, acerca dessas duvidas, sempre lcou
reservada para o numero legal e constitucio-
nal : nem por oulro modo podia ser entendi-
do esse artigo do regulamenlo, porque alias
elle lora infringente da Conslituicfm, <|ue
prescreve indistintamente o numero que da
autoridade as deliberacOes da Cmara, o
art. 21 da Constluiqao, determinando que
a verlicacao dos poderes saja feita conforme
o regiment de cada urna das Cmaras, nao
Ibes confere autoridade para infringir as suas
expressas disposicss, asquaesem boa lgi-
ca limitao cssa autoridade, que, por mais
ampia e implcita que se considere, smen-
le! se refere quillo que nao he expresso. A
disposicao dos arls. .\ e >'> he tao sagrada
como a do artigo i c outras, que sao bases
lo regiment. O argumento deduzido do art
54 do regiment, quando este artigo nao fos-
se especial aos projectosde le, he urna pe-
(icao de principio, be a questflo pela ques-
tao.
.Nao valrffo em pro I dos abaixo assiguados
osestylosda casa e precedentes havidos, os
quacs sedevem considerar como parle do re-
giment em casos ommissos e de interpre-
tcflo ; nao valeo esse aresto da sess&O de
I8'2G, em a qual a Cmara julgou necessario
revalidar, depois que se consliluio, os actos
praticados as sessoes preparatorias.
Se a forma por que se procedeo nao denun-
cia a ntencao que excluio aos abaixos assig-
uados, as contradiccOes flagrantes que se
observao nos fundamentos da dcliberac&o
relativa ao Cabo, Ouricury eiiaraiihuns, com-
parados com os das outras deliberaces rela-
tivas aos demais Collegios de Pernambuco,
Haba e Cear, levfio a conviccSo aos espri-
tus mais escrupulosos em casos idnticos,
asdecsoes forao sempre diversas, llfio houve
principios que as detenninassein, senao ar-
bftrio ou calculo poltico.
As cleices da Baha icom excepcao dos
Collegios da l'urilicacao, Itaparica e Inham-
bupe sao approvailas, nao por sua legal ida-
de, porque nellas se reconheceo escandalosa
iintnoralidade e faltas gue avtorisavo sua an-
iiullacao integral; mas porque fura doloroso
ficar lao importante Provincia sem ser desde
ja representada : certo que be sensivel o ab-
surdo que O simples enunciado desta propo-
siefio revela, porque na collisao de nao ser
desde ja representada una Provincia, ou
de ser representada falsamente, e de valer
nina eleicao milla, inmoral e escandalosa,
nao se pode hesitar na escolha do prime i ro
arbitrio : seja como lor, essa consideraeao
de que au devia ficar a liahia sem ser des-
de ja representada porque nao prevaleceo
em favor do Cear ? Porque se nao exereco
para esla Provincia, tambem importante, o
direito boueficode corrigir eleiedes que
se exerceo para com a Babia P A cleicfio da !
Baha, que no conceilo da CommissSa me-'
recia annullacao integral, pode sercorrigida
e prevalecer ; mas a do Ceara, poslo houves-
^ i
se nove Collegios 'motado} que nroerto ac-
ensados, ou cujas aacusacOes n.io estavilo
provadas, nao foi corrigida, foi annullada in-
tegralmente : como 90 explicao estas cou-
IradiccOes ?
O collcgo de Caranbuns foi millo porque
foi presidido por um Juiz de Paz sppleiite :
mas o collcgo de Cabrob foi valido sendo
presidido como foi, por um Juiz de Paz in-
liuso eleto em 7 de Setembro do auno
prximo passado, cujas funeces e exerci-
cio s podido comecar em 7 de Janeiro do
correte anuo; mas a eleicao da froguezia
de S. Jos de Itapororocas foi valida senil.)
presidida peloJuir. de Paz supplente quan
do alias o Juiz de Paz electivo se acnava
no exercicio de suas funco/ies.
o collegio de Ouricury foi millo porque
. ergueo em lugar n designado pela lo;
maso collegio do Urub foi valido apezar
(le se reunir na fazciula do Bom Jardim lu-
gar nao designado pela lei e autoridade com-
petente ; para o Ouricury servio a inlerpre-
lacao de Saduceu a letra da lei com o sa-
crificio de sen espirito manifest ; para o I -
nib a regra de nterprelacfio coinmum : -
Oiliosa restringenda el benigna amptianila.
A eleico ce Ouricury foi nulla porque o
numero dos Bleitores foi excessivo elevau-
do-se de 31 a 98 ; mas a eleicao deCbique-
chique, na Baha, foi revalidada, nao obs-
tante se haver elevado na vespera da elei-
cao o numero de 30 a 103 ; forao tambem
saneconadas aselecesdo Bom Jardim, em
Pernambuco, que elevou de 30 a (><>, Santo
AntSo de 30 a 73 e l'.x que ooutnuoii a
dar 48, numero que dera em 1842, quan-
do alias ao depois essa freguezia foi divi-
dida em tres.
A eleicao primaria de Caranbuns foi nni la
porque o Parodio resentido pela derrota de
seu partido se retirou depois da formacao
ila mesa erecobimento das ccdulasdos volan-
tes; mas foi valida a eleicao de S. Jos de
Itapororocas i qual assisto um Sacerdote
cbamado pelo Juiz de Paz nao commissio-
nado pelo Parodio ; as cleices das frcgUC-
ziaa do Jardim e lnhaiiina no Ceara as
quaes no assistirao os Parocbos respecti-
vos serillo pessoas nomeadas pelos da me-
sa nao estau comprebendidas nos collegios
considerados millos de pleno direito.
As cleices do Cabo forao millas por SUO-
postasviolencias referidas somonte pelo Sub-
delegado, suspeito como era, por ser vencido
na eleicao em virtudo da denota dos candi-
datos da sua pareialidade ; mas foi valida a o-
leicao de S. Jos de Itapororocas, onde as vio-
lencias allegadas e provadas irnpediraoaopo-
vode volar j Foi valida a eleicao de Cabrob
cujas violencias foi'flo provadas pelas ollieios
do Chele de l.cgiio Juiz de Paz Parodio
e Subdelegado de Cabrob. Porque fatali-
dade ondea polica perdeo a eleicao, valeo
sua palavra como prova noonleslavel das
violencias e irregularidades que ella arguio,
e onde venceo nenliuma prova foi sullicien-
Ifl para demonstrar as violencias que ella
mpregara ? onde a autoridade publica foi
propricia aopposicao, suas revellaces, sua
illirmacSo nao merecrfo fe! Assim forflu
repellidos os ollieios do Cbofo de l.egiao ,
Juiz de Paz, Parodio, Subdelegado de Ca-
mb que denunciarlo ao Governo e pro-
rfio as violencias exereidas pelo Delegado
e Juiz de direito do criine; isto he una lyra-
nnia, a jurisprudencia ollouiana nao be tao
cruel, lao irracional!! Oulr'ora a presump-
cao ora que a violencia procedida daquelle
que tnlia o poder, a presump^flo era contra a
polica; boje a presumpco he que a violencia
procede do povo, a presiinqicao he contrao
povo;quando a polica vence a presuinpcito
inris ale jure be que nao houve violencia, an-
da que baja prova em contrario; mas quando
a polica perde a sua palavra e allirmac/io
constituem a presumpcAo de (|iie houve vio-
lencia. Eis adoulrina que resulta da combi-
nacaodas diversas decises relativas a eleicao
de 1844! Resulla tambem pie a eleicao nao lu-
do povo senao do GovernOj pois que nao foi
legitimada una s elocfio que o Coverno
perdesse, sendo que, onde elle perdeo a
presumpcao beque, ou houve violencia co-
mo no Cabo, ou traico como no Ceara.
A eleicao da freguezia de Sobral foi milla,
porque a gualiflcucO foi rendanle, sendo
excluido de elegivet e roanle um Sr. Coronel
de Legido : mas foi valida a eleico do Bom
Jardim em Pernambuco., apezar da injusta
exclusao de duzeiilos e cincoenta cidadaos
que represen la rsioao Presidente la provincia
contra essa violencia; apezarde prolostareou-
tra tal qualilicaco o rcspeitavel Vigaro ;
essa nullidado reconhecida no parecer da
commissao antolhou-se defeicSo noearrega-
da, e foi amnistiada!... A exclusao de um
cidadao anullou a eleicao de Sobral, ea
exclusao de duzentos ecincoenta cidadaos
nao anullou a eleicao do Bom Jardim !
A eleico de Cavias no Ceara foi nulla
pleno jure porque a qualilicaco foi tarda
e em lempo em que nao era possivel a re-
daniaco ; a mesma nullidade se deo na Ire-
rezia' da Boa-Vista e S. Antonio do lenle ,
rujas quallicaces comecarSo alm do praso
legal, e se HndarSo na vespera da eleico
quando n9o erSo possiveis a ublicacJo e re-
clamacOes. A mesma nullidade se allegou
e provou a respeito das referidas freguezias;
mas e.~sa nullidade tambem se enehergou
em Jei^ocs nao vamijadas O niosmo mol-.
lvo que produzio pleno jure a nullidade do
l.avras nao alfectou ao collegio do Becifo!!
Assim forio eoroados desuccesso legitimo
e santificadas as violencias e obstculos que
a polica op'pz, onde nao podia vencer, des-
il'ra a vista das decises tomadas a respei-
to das cleices de Pernambuco ; a polica be
competente para conhecer da legtimidade
dos Kleilores, para inipedir-lhes o aocesso
do collegio or meio de amoacas de morto e
de emboscada, o reunindo directamente por
si, o nao por intermedio do seus cheles a
guarda nacional, v. g., Ouricury o Juiz de
Paz que presidir ao collegio podo lamben
exercer o direito que compete aos collegios ,
c a Cmara dos Deputados de conhecer da
logilimidade dos Kleitores, pode negar-lhos
assento IIO collegio, e vol para a compo-
sico da mesa: e esses Kleitores, ainda que
co'nstituAo a maioria do collegio, deyemsu-
jeitar-se a perder o seu voto devem obe-
eecer ao Juiz de Paz; porque, se votarem
em separado sao millos seus votos v. g.
Caranbuns ; se o Parodio, por despeito e
resenliinento porque v sen partido venej-
do, se retira e abandona a mesa esta nao
deve mais funccionar, mas sobrestar na a-
puraco e esperar providencias do Coverno,
qualquor que seja a distancia do lugar,
anda que essas providencias venho lardo,
o liquem nutilisadas as cleices; porque
alias, se a mesa continuar a apuracao a
eleicao lica nulla v. g. a eleico primaria de
Caranbuns; onde os candidatos da polica fo-
rera vencidos, a eleico lica nulla, se o
Subdelegado ollieia allirniaiulo que houve
uessas eloices violencias o atrocidades, pos-
to hajo provas irrecusaveis em contrario
(V. g., o Cabo Se em alguina freguezia o
Parocho nao poder assistir a eloicilo; se nSo
bouver coadjutor, e todos os Sacerdotes se-
culares se esensarem ou nao ha de haver
eleico, ou so houvcr, devo fazer vozes
de Parodio qualquer cidado ; porque, s^
fOr aigum Sareruole regular, a eleico he
milla v. g. .Mingados .\esles absurdos,
salientes por seu simples enunciado, se re-
sume essa deliberacao, contra a qual pro-
testao os abaixo assigna.los.
Os abaixo assiguados nao lerio razfo do
queixar-se, se na verificaQflo dos poderes os
meamos principios fossem reconnecidos e
applicados aos inesmos casos, quaesquer que
fossem as pessoas que essa applicacffo l'e-
risse; qualquer que fosseo credo poltico des-
sas pessoas. Se osprincipiosem que se funda-
ra a nullidade de nina eleico pievalecssom
para annullar ontra que nos inesmos vicios
incorresse; se, proclamando-so, comosepro-
claniou o principio de que no mandato pro-
curado io as turnias ero lodas essenciaes ao
aclo para se annullar, por virtude desta mes-
ma doulrii.a um eleico em que se dava
insignificante omissflo, ao depois esto prin-
cipio nao fosse esqecido e substituido pelo
arbitrio o mais contradictorioj se, final-
mente, nao fossem legitimados ou tolerados
os abusos e violencias da polica e s os-
merilhadas o fulminadas as irregularidades
bavidas em collegios em que a polica per-
deo, as quaes pela maior parte provierilo
dos obstculos que ella inesina oppOZ, aon-
de nao podia vencer.
Quaesquer que fossem os principios que re-
gulassein a verilcaoo dos poderes, ou fos-
seessa nlcrpretac cega e I i Itera I e o rigor
das formulas sem distincclo de essenciaes
e accidentaos OU fosse a jurisprudencia uni-
versal e interprelaco coinniun, sondo a ap-
idicacodo taos regias coherente, invariavel
e sobranceira aos clculos polticos, quas-
querque lossem os principios o resultado era
um favor dos abaixo assiguados : se predo-
ninasso a inle prelaco rigorosa e litteral, OS
collegiosde Ouricury c Carauhuns seriSo mil-
los, porque se reunirAo em separado [quas-
quer que fossem as causas que determinas-
sema separaco ; mas seria millo o collegio
de Cabrob /presidido por um juiz intruso ;
serian millas as freguezias de Boa-Vista e S.
Antonio doRccife, em razllo das qualilica-
ccs ; uullas as eleces de Santo Anlo, Bom
Jardim Ex ( Ouricury pelo exceSBO do
numero. Se predominasse a interpretaefio
conmiun os abaixo assiguados' ainda esta-
riu de melbor comlico, porque os collegios
de Caranbuns e Ouricurj seriao validos co-
mo foi o de S. Antonio de Urub, valerio
com mor torca de razAo para justificar a reu-
nio daquelles dous colegios em um lugar
nao designado as violencias exereidas pola
polica como valen para justificar a reunan
de lioni Jardim a pesie que nlestava o lugar
de Urub; e as demais eloices seriao sem-
pre uullas, porque nenhum motivo havia para
justificaras nulldades de que se ellesresen-
tem ; nulldades que versAo sobre formas es-
senciaes : quaesquer que fossem os principios
que predominassom, a eleicAo do Cabo ja-
mis sera nulla porque, nao estavao prova-
das essas violencias o atrocidades que forao
um invento una calumnia urna vnganca
pessoal, de que a maioria da Cmara foi o
instrumento]
Som embargo de se verem privados injus-
tamente do direito de representar a sua pro-
vincia os abaixo assiguados eslo penetra-
dos da intima conviccao de que sao legiti-
mse verdadeiros representantes da maioria
h provincia de Pernambuco, cujo voto foi
comprimido por una minora que se impOz
peta violencia e pela fraude: esse grupo ,


m
que he hoje'pela depuracio o nico que es-
t exclusivamente representado na Cmara,
vencen e s poda vencer no maioria de seus
candidatos por una fatalidade deploravel e
pela violencia cona que proc d su e que sup-
prio a deliciencia da suas torcas e o a^b i I ida-
de de seus recursos legtimos. I na fatali-
dade, porque o partido que na provincia era
o alliauo verdadoro da poltica hoje domi-
nante, a quem competa a parllha das vanta-
gens, fo totalmente desprezado e despro-
zado porque nao he violento enao he vilenlo
porque a maorparted'iquellesque ocompoem
te ni interosses reaes na sociedade, e nfio Ihes
convem o revolvimento d 'lia; esse partido li-
cou minificado, porisso que o grupo denomi-
nado Praiero,que nciiliumasigiiicaco tinha
na poltica do paiz, qucoutrn anhelo nfioma-
nfeslava que a sua preponderancia provin-
cial que era o centro de lodos os resenti-
mentos, ambicOes e idias estremas e ant-
sociaes, Ihe lo:nou com audacia a danteira ,
ergio-se em representante do governo ; pro-
metteu ameacou exigi e impdz coi no-
mo delle ; obteve assim quasi ludas as pusi-
eres olficiaes todos os meos de acc3o, e to-
dos os recursos do poder; assim rorte.com
tantos nieios caminhou ao sen lim eleitoral
ntreos partidos da provincia, talvez fa-
vorecido pelo lado que mais sinceramente
sustentava a poltica do governo se tem Ihe
nfio merecesse toda a cimeideracfio e favor.
.Vencen pelo terror que derramou na popu-
lacho com essas desrdeos que fez em Igua-
rass, Bonito e Afogados, desordena que des-
pertarlo as tristes recordaces das desgranas
do interregno ; veuceu porque elcvou o nu-
mero dos cleitores em todas as freguezias
em que dominara rompendo assim o equi-
librio da representaefio sendo que ficou es-
tacionario o numero dos eleitores das demais
freguezias, excepefio de Ouricury, que ele-
vou em proporefio e comparadlo' do Ex e
Salguciro ; vencen porque perlurhou e impe-
dio a elecSo as freguezias em que nao po-
da vencer como em Santa Mara e Assump-
co as quaesdavfio 02 eleitores : venceu pe-
lo vicio do sortea ment ,.e por essas qualifi-
cacesmonstruosas chelas de nomes ficti-
cios de entidades invisiveis de menores c
finados, edasquaesseexcluirn oscdadfios
domiciliarios ,e que em sen abono lodosos
requisitos lgaos tinhfio ; venceu porque os
agentes da polica de mfio armada impedirlo
o accesso dos collegios aos eleitores Icgiti-
nios como em Garanhuns e Ouricurv 132
eleitores,.
Esse terror appareceu desde que tomn
posse da presidencia o successordo Sr. Barfin
da Boa-Vista : a nova administradlo foi sau-
dade em seu oriente por um grupo que Sf
reuni e percorreu as ras da cidade dando
vivas; sete anuos liavia que a populacho nfio
via ossasscenaslamentaveis cojo appareci
ment era sempre precursor das commocos
e tumultos que enlutarfio esta bella pro-
vincia.
Nflo era fundado o terror quando nesse
Eartido estavfio alistadas as celebridades tur-
ulentas da provincia o inscriptos esses no-
mes que resumem em si as tradicoes das pas-
sadas desordena ? Quando o estandarte desse
partido tinha por ominosas inser pces :
Vesperas sicilianas !.... sangue dos adversa-
rios!.... da dos desengaos para o commer-
cio!....Quando a imprensa desorganisadora .
almdessas ameacas ferozmente significali
vas, todos os diasexcitava e provocava o upe-
d'cjamento dos liomens das ideas oppostas.
He ingratidSo ou vaidadedesse grupo adir-
mar que vencen a eleic'io sem a prole-reao
do governo: he ingratidfio ou vaidade deseo-
nbecer que seu triumpho foi devido a effica?
cooperacao da presidencia da provincia ; n
Sr. Joaquim .Marcelino nao fez demissdes em
massa nao operou nina nversao completa;
mas deu-lhes os nieios que Iheerfio absolu-
tamente necessarios para vencer; e se por
ventura o entilo presidente hesitou em la-
vorece-lo exclusivamente nao foi isso cor-
tamente em favor da opposicao a qual elle
nao fez una s concessfio ; mas por at-
tencao aooutro partido que elle considerava
verdadeiro alliado do governo e que apre
sentava entre os seus candidatos tres recom-
mendados especialmente pelo governo e
guerreados por esses mesmos alliados do
governo. O Sr. Joaquim Marcelino den a
esse grupo a polica dos Municipios da Boa-
Vista Goyana, Limoeiro e Flores, das fre-
guezias de S. Jos, Ipojuca, Bizcrros:
sommados os votos uestes municipios efre-
Suezias, em os quaes a polica licou a sua
isposicao e sob a sua immediata influencia,
em os quaes a violencia e a fraude domina-
rlo quem ha de boa le que possa negar que
urna tal victoria setal nome se pode darao
fructo da violencia e da fraude foi devda aos
recursos prestados pela presidencia 1 K de-
duzidosque fossem esses 380 votos quaes
serelo os deputados da provincia '.' o que
mais querio para vencer? Demissoes vio-
lentas reaeces perigosas vingancas bru-
tees perseguidlo? Oque esse presidente
nao quera ( honra Ihe seja feita | era ser
instrumento de urna camarilha que se Ihe
quera impr, e demittire perseguir como
em outras provincias, aquellos que bem
servifio cuja demisso nao era reclamada
pelas necessidades da poltica e da elciefio :
esse honrado cidadfio,. que no occaso de
sua aduiinislraco achou smente a ingrati-
dfio do grupo a quem elle deu ganho de cau-
sa e a generosiddde do outro partido a
quem preju licou eilculou bem que fura
impoltica urna inversto completa na pro-
vincia ; porque, proce ledo assim os lio-
mens ilas vesperas sicilianas nloserifio mais
felizesem alguns lugares do que o ionio no
Cabo e Caranhuns, onde ludo obtiverao ,
delegado subdelegado ; e perderfio a ele-
Qfio : ve n aos olhos de todos que sem a pro-
teecfio do governo ; sem haver taes mudan-
cas orgmisado o partido da ordem como
se aehava nao era possivel que cllcs ven-
ccssein ; isto transpOe a eredibilidade Ilu-
mina: mas venceu...,. mas essa victoria ,
liara eujo consegulmento se derramavao na
sociedade essas ideas que ciisatigucntarfio a
Tranca em 178, se explorarlo lodos os
germens de discordia e devastado, as dille-
rencas de condces sociaes,de naturalidade,
de interesses, nao pode deixarde ser fatal por
suas consequencias a essa provincia que ,
tilo avantajada em os sete anuos de paz de
pie rozn, v hoje osen horizonte carre-
gado das alesnas nuvens que o csccurecifio
piando impera v.lo essas paixes e ambicoes
que renascrao.
Essas contradieces flagrantes que os abai-
xo assignados denunciarfio e que se nflo
podem salvar por meio de distincedes as mais
escolsticas e sublis, mas que somente se
explcito por clculos polticos : esses lacios
occorridos no processo da eleicfi e na sua
tenlenca e resultado >ssa faalidade que
presidio a verilicacao dos poderes o por cuja
influencia as correcedes sempre foro em fa-
vor das creaturas da polica e o raio do ex-
terminio so acertou na opposicao deixando
inclumes aquel les, cuja sorte eslava asso-
ciada a de outros que erilo affeicoados a
maioria estas contradieces, esses factos ,
essa fatalidade bradao mu alto e revelilo
manilestamente o negrume do plano d'ante-
mao concertado para esbulhar do seio da
cmara electiva todos os membros que pelo
seu carcter principios e patriotismo ,
eran outros tantos fiadores de todas as dou-
trinas constitucionaes de todas as ideas de
ordem e de todos o- pensamentos sociaes c
pacficos. A obra das trovas vio a luz do da,
e O attentado foi consumado diante do Bra-
sil inteiro que certo nao pode encarar esse
acto da temeridades dapaixffosenio como
urna explosao de desesperacao ou de vingan-
ca, urna injuria a independencia do poder
eleitoral, um expediente revolucionario e
atroz, urna provocacao aos Pernambucanos
briosose esclarecidos, em urna palavia como
urna lyrannia abuminavel.
Nestascircunstancias, e assim desptica-
mente dcsautorados do sacerdocio politico,
leipieforao investidos pelo voto indepen-
ilentedesua provincia, os abaixo BSSgna-
dosjulgao de seu sagrado dever erguerante
o paiz a voz que o ardil e a violencia conse-
gu rao abalar no meio da representaeflo na-
cional, alimde patentear toda a fealdaaeehor-
ror de urna deliberacilo qu s poda ser
a consol hada ou pela atrociuade ou pela co-
barda de alguem Os abaixo assignados
proteslao pois altamente contra o execravel
abuso de poder que OS arrancn da cmara
para que forflo eleitos : protcstiio em nome
dos seus comprovincianos pela acntosa jac-
turade seus direitos polticos, assim con-
culcados por essa decisao iniqua e desabrida:
proteslao em nome de lodos os Brazilciros-
recios, amigos ilas instiluicoes juradas, que
nesse acto de iniquidade e deoppresso en-
xergfioo comprumellimenlo da nossa forma
de governo e o preludio talvez de outros at-
tentado anda mais insanos c anda mais
perigosos.
felizmente a opiniio publica, que tifo
conspicua e formidavel se levanta para con-
ilemuartaes iniquidades, ha de imporsilen-
cio a grita das paixoes tumultuosas que pre-
lendem arrojar o imperio nos abysmos da
anarebia .' Felizmente a suprema razfio do
Estado, esse interesse permanente e gran-
dioso que pela sua natureza constitucional e
sagrada viga sabio na maiiulencao e pro-
gresso do systema representativo e na con-
servacao da ordem social, ha de reparar op-
portunaniente as torrentes revolucionarias
que ameacAo despenhar-se sobre o imperio
e subinergi-lo em seus redomoulios devas-
tadores !
He pois para essa opiniio publica tilo es-
clarecida e tao justa que os abaixo assigna-
dos appellfio ; he pois nessa razfio suprema do
Estado tilo vigilante e tilo poderosa que
el les deposilfio suas mais caras esperanzas,
Sebaslio do Hego Horros. Antonio Peregrino
Morid Mo/iiriro. Jos Tlwmuz Nabuco raiijn Jvtiior.
CURREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Alu c liega rao rr.ail ilous forajidos dos baca
mal le do principe d montanha ou repre-
m 111 ,j 111 < da prnia no Bonito : o Secretario da
(..ni.ira Ciindido Jos la Silva e o Col lector
Moreira. Ecomo quer que os infames naci-
nntt ussHSsinos vissem quo llies escaparlo as
duSs violimas processarao-os depois da sua
pjrtida o primeiro por vir acompanhado de
(Ieferxores armados eo segundo, pa do una
lamilla numero**, na qual emita 18 filhos, por
t Ui tallado iiial do Imperador A praia esen-
cial e alambradamente liberal, anli -monar-
chista, revolucionaria,processanJo a absolutitlat
por fallarem do Imperador, he para fazer per-
der a raso '! Onde acbaro salvaco as victi-
mas do canibalismo da praia ? Com a forca e
com o diroto d-* procossar as mlOI > levSo
ludo de rojo ou a tiro, ou com crmes gratuita
mente imputados. E viva a liberdade At a
familia do pobre Vigario soflYe : sua casa foi
incendiada por quatro mandatarios do club, e
salva pelos sol la los do destacamento entre-
tanto o Vigario nao se intromette na poltica :
o seucrme foi recusar o augmento de mil lo-
gos na qualifieaco em quanto o club suppoz
vencer, o nao sujeitar-se ao plano de aban-
donar a mesa, quando a victoria se foi decla-
rando na eleico primaria pelo partido da or-
dem. Esse club inlernal pune com a morte ,
com o incendio um Ministro do altar, por ter-
se nejado a cometter infamias, por ser escru-
puloso observador do seu dever e amante da
venlade. E continuar o poder na mao dos
praieiros do Bonito ? Nao havera meio de pos-
suir o Bonito um Delegado que nao passea
mSo pela cabeca dos cb-fes do asassinos, e nem
convircom elles.
Hontem a nout um carrnho na pon-
te da Boa-vista levou de encontr as gra-
des da mesma ponto, um bomem que li-
cou bem maltratado do corpo e com a ca-
beca quebrada : o carrinho fo sem dizer nem
pelo menos quem dentro hia=coitadoe a po-
lica fiscal I oh caspte Anda a Cmara ter/i
dessa gente que se chama =Fiscal= ? qual!
Isto he gente que s existe para receber, e dei-
xar Dejs com o teu mundo!!!
bre empurrado das escadas do Sr.Manoel Joa-
quim sob pena de ser o mais vil e infame ca-
lumniador,fazcndo-Ihe certo que o Sr.Manoel
Joaquim sempre trata bem a todos em sua
casa, haja vista algumas vezes que o Sr. Jo5r>
Pinto roga-lho com as lagrimas nos olhos,
como menino, para dispensal-o da Guarda
Nacional e dar-lhe algum emprego.
,4 alma do ravallo es/aqueado.

l'-i-W! -1 ..lHii
Alfandega.
-1-"* "*V^
Correpondencif
i
$r$, Hedacturei. Tenhio a bondade de
declarar se o abaixo assignado tem tido parte
directa ou indirecta as publicacoes feitas em
seu jornal a cerca do Coronel Director interino
do Arsenal de Guerra o >r. Traja no Cesar
Burla maque. Francisco Hibtiro Patdo.
O Sr. Francisco Bibeiro Pavao n8o tem re-
laciio al^uma com as pessoas que escrevem pata
o l)ta' io de Pernamburo. Os Redactores.
Publicacoes a pedido.
Sendo bem conhecido o Sr. Tenente Coro-
nel Hanoel Joaquim do Bego Albuquerquc
neste Afogado, nfio Valeria a pena contestar-
se as parvoices apresentadas por diversas ve-
zes no D.nov, e sempre escripias pelo pa do
lote, e assignadas pelos seus asseclas, se nao
passassem dos Afogados ; se alguma cousa
m e ruim ohrou neste Afogados o Sr. Ma-
noel Joaquim foi justamente quando nutria,
em seu seio, e fazia parte de seu circulo es-
tes furiosos intrigantes que a nada se pou-
pilo quando tratao de fazer a guerra a este
l'ernambucano, quando ainda ha pouco o
endeosavSo, e por esta causa tem desenvol-
vido o p e a trra, liomens que nenhum me-
rec ment temsenfioa sua arrogancia, atre-
vimento e petulancia, a poni dealcozero
do Sr. JofiO Pinto sabir da sua toca e ir as-
signar una correspondencia feita pelo pa
do lote, aquelle mesnio que ha pouco, uni-
do ao cara de cavallo, prendeo seu mano l.a-
dislau, e prsenos de muita gente o poz de
ladrfio, nfio s o Sr. Joo Pinto, como todos
os seus manos ; porm neste lempo o Sr. Ma-
nuel Joaquim os protega e defenda contra
as violencias desses seus novos alliados.
Quando fo o Sr. Joo Pinto atropellado pojo
Sr.Manoel Joaquim? Verdade dira sedis-
sesse que foi atropellado pelo Sr. I.cite c
Bangel no bom lempo em que aniarrrfio
com curdas a Joaquim Al ves, c remetterao
para a marinha a Thomaz Cactano da Luz,
por nao poderem solfrer que um molalo an-
de de gravata em p ; no tempo, em lim, que
o Sr. Joo Pinto, leudo dado urna negra por
nome Luzia sua amazia Flippa, de quem
leve tres liliios, vendeo-a, leudo passado
urna hypolbeca falsa, com data anterior, a
seu mano Ladislao, por cujo laclo foi preso o
dito Ladislau, e bastante achincalhado o Sr.
Jofio I'i n to por estes que hoje o inaudito contra
aquelle mesmo que sempre o protegeo e de-
fendeo. Se o Sr. Jofio Pinto dissesse que o
Sr. Manuel Joaquim tem fallado com seus de-
veres em nfio o obrigar a apresentar-se nas
filciras da (Guarda Nacional, ou recrutal-o, ou
mandal-o agora para o contingente como va-
gabundo e peralta, que at a sua propria fa-
milia nfio o quer em seu seio, tinha toda a
razfio. Nfio podemos dcixar passar inclu-
me odizer este bobo Jofio Pinto ter gasto a
sua fazenda em doencas quando lodo o Afo-
gados sabe que a gastou com mo^as ruina,
cavallos, pagens agaloados, ajudados pela
preguica, em bebidas, o o ocio em que sem-
pre viveo e inda vive, a ponto de boje oceu-
par-se em crear gallnhas, apanhar pescara,
morando, comendo e bebendo a custa de um
pobre homem, que com muito trabalho mal
pode sustentar sua numerosa familia. Pedi-
mos a este zero vagabundo, que declare o po-
Bendmento do da 27......... 3:999^072
Descarreg&o hoje 28.
BrgueBoa Yiagemmercadorias.
PatachoS. Binneybacalho.
GaleraStcordmercadorias.
BarcaColumbiaazeile de pexe,
BrgueI tunamercadorias
JMPOBTACAO.
Thomas Ltesh briguo inglez vindo de Li-
verpool entrado no corrente mez a consigna-
cao de Deane Voule&C., raanifestou o se-
gumte
116 fardse 71 caixas azendas dealgudao ;
aos consignatarios.
' 3 caxis fa-endas de algodao 3 ditas azen-
das de lio lio 4 lardos baetas ; a James Crub-
tree & C.
2 caixas diversas fa/endas 8 barris polassa,
123 caldeiras de ferro ; a ordem.
48 gigos 47 meios ditos e 1 caixa louca ; a
Fox Brothers.
7 fardos e 14 caixas azendas de algodio ; a
B L'aserre & C.
11 fardos e 8 caixas azendas de algodao ,
4 caixas chales de algodSo 2 ditas lencos di-
tos; a ). Stewarts.
11 fardos e 2 caixas L zendas de algodSo 1
caixa lencos de seda ; a Bussell Mellors & C.
8 fardos azendas de algodao ; a Itedgwav
&C.
1 fardo fio de algodao ; a Bozas Braga &C.
20 toneladas carvao de pedra ; ao CbpilSo.
1 caixa livros ; a Patchelt.
1 caixa drogas; a Veitch Bravo C.
3 fardos e 3 caixas azendas de algodao; a
James Patn & C.
7 caixas chapeos; a Johnston Pater & C.
Veres polaca bespanhola vinda de Bar-
celona e Malaga entrada no corrente mez u
consignando de Nascimento Schaefler & C. ma-
nilt-slou oseguinte.
84 quartollas vnho 100 caixas passas ,
-200 n.cias ditas 200 caixas o 100 motas ditas
sabao 33 ancoretas azeitonas 12 barris al-
pista 7 saceos ervadoce 6 ditos alfazema ,
150 ceras de ges, 32 barris azeite d'olive-
ra ; aos consignatarios
Calherine barca ingleza vinda de Sania
Helena, entrada no corrente mez a'consigna-
cao de M* Calmont & C. menilestou ose-
guinte.
24 fardos com saceos vazios; aos consigna-
tarios.
tuna brigue inglez vindo de Liverpool
entrado no crrente me/ a c onsignaciio de
Geo Kenworlhy 4 C., manilestou o seguinte.
24 lardos e 8 caixas fazendas de algodao,
I embrulho livros 340 chapas de ferro 450
eixes de ferro 269 barras dito 500 feixes
! d'a reos dito 77 feixes de fro em folha 46
vergalhcs dito 1 caixa miueezas 75 dilas
genebra 2 ditas azendas de la 25 barricas
alvaiade ; a ordem.
9 caixas fazendas de algodao, 2 ditase 3
fardos ditos do la ; a Deane Youle & C.
2 fardos linhas de linbo 4 caixas e 1 lardo
de algodao 4 caixas diales dealgoddo ; a
Ridgway Jomerson & C.
50 barris manleiga 100 ngos louca ; a
Janes Cotkshott & C.
37 gigos 3 La nicas e 5 caixas louca ; Fox
Brolbers.
4 caixas azendas de la 34 ditas ditas de
algodao 2 fardos ditas de linho 50 barris
manleiga 35 barricas fcrraizens 35 ditas
enchadas 2 caixas sellins ; a Johnston Pater
& C.
5 caixas fazendas de algodao ; a B. Lasserre
&C.
7 fardse 2 caixas fazendas dealgoddo ; a
J. J. Monteiro'
5 fardos fazendas de algodao 15 ditos ditas
de laa 5 caixas ditas de linho ; a Jatnes
Crablree & C.
50 fardos e 5 caixas azendas de algodao ,
10 ditas miudezas 16 ditas lin'as de algodao,
1 dita chapeos de pello 90 barricas e 50>^-
cos pregos 2 barricas e 4 caixas f rragen*,
124 pas de Ierro ; a Geo Kenwoiti y & C.
! barrica ferragens ; a W. C. Cox.
1 embrulho stationery < pentes ; al. (
Ferreira & C.
4 fardos fazendas de algodao 300 caixa*


Jffa' stesrine. 1,815 calas abao ; a M.
Calmont & C.
3 fardos e 7 canas fazendas de algodo *
Itenrv Gibson,
11 eaixael9 f-rdiw fazendas de alaodao .
2 f,,r.lo ditas de lu.hoe algodao 4 canas a-
zendas de linl.o ; a Jones P-ton & C.
1 Caa 2 barricas e 2 aMos drogas 1 har-
r| ..leo de mamona 1 d la g>rrafas e rulhaa ,
1 dito m'anteiga de porco 2 caisas sag a
Veilch Bravo & C.
3"raixas fazendas de algodSo 1 dita cha-
les dito I dita atalion* ry ; a Russell Mellors
37 caitas e 2 fardos fazendas de algodao
8 caitas linhas dito ; a Adan.son Howie & C
"iUovment do Porto.
Navio entrado no dia 26.
Porto ; 28 dias, br.gue brasilero N. Senhora
da Roa Vtagem, de 241 toneladas, Capilao
Antonio Ferreira Nunes, equipagem 13, car-
ga sal &c; a Francisco Alves da Cunba.
Vatio sahido no mesmo dia.
Stonington ; galera americana Blackstone, Ca-
pito Williatn Pondleton, carga a mesma
que troux" da pesca
JS'avos entrados no dia 27.
Santa H-lana ; 12 dias, brigue inglez Jqnes,
de 208 toneladas, Capitao Charles Cobb, e-
quipagem 15, carga lastro, aMcCalmont
S. Joao ; 42 dias. brigue inglez Flita, de 150
toneladas, Capitao Edward Rraley, equipa-
gem 10. carga bacalbo : a Le Bretn Scb-
ranim & C.
Ecliul.
De ordemdo Illm. Sr. Inspector se la/,
publico que pela Tbesouraru dos ordenados
nenbum pagamento se fara desde o dia 22 at
o fim do mei : liquen por tanto nesta intelli
gencia todos os empregados, ou oulras quaes-
quer pessoas, que por dita Thesourana tenho
do receber algdmas sommas; devendo esta de-
liberacto persistir, em quanto o contrario nao
fr determinado.
Secr< taria da Tbesouraria de Fazenda de
Pernambuco, 28 de Fevereiro de 18*5. No
imped ment do Uflcial Maior, Antonio Luiz
do Amoral e Silva.
reclaraciies.
Adminisiracdo do Patiimonio des rphdos.
7:= Perante a administraco do Patrimonio
dosOrphaus, se ha de arrematar aquemmais
der de Dos do bairro do R-cife, pelo lempo que ha
de decorrer do dia da arrematadla ao fim de
Junhodel8i6; as peesoas que quizerem lici-
tar, podero comp.iecer na casa dis sesses da
mesma tdministracao nos dias 1., 5 e 5 do fu-
turo mez do Marco, ao meio dia, com seus fia-
dores.
Sala das sessSes de administraco do Patri-
monio d>-s Urpbos 1 S de Fevereiro de 185.
Jos Mario da Cruz.
Escripturario.
O Administrador da Mesa da Mecebedo
ria de Rendas Geraes internas la, saber as pes-
soas abaixo declaradas, que estao a dever D-
cima Urbana do anno de 1826 aleo primeiro
trimestre de 1833 para que no prefixo prazo de
30 dias da data deste, compareci naquella re-
parlico, com osconhecimentos que tiverem em
seu poder, e que dgita respeito a semelhante
debito, para melhor se verificar o que devem,
evitar, que em Juizo se Ibes faci desbezas, te
contra aquelles que vista dos seus conhecimen-
tos nada devao; c aquelh-sque se negarem a es-
sa exigencia serao considera los como devedores
e como laes ejecutados : o paia que chegue a
noticia a todos taco o presente annuncio. Re-
cebedoria 22 le F< vereiro l 1845.
D. I/.abel Roza Carneiro Monleiro, casa n.
16 d ra da Cadeia, segundo semestre de 30 t
o 1 de 1*33. 38 280
Viuva de Jo* de Alemio Sisneiro, casa n.
16 da travessa de S Jos do segundo semestre
de 1828 t o 1. de 1833. e n. 5 <>o becco do
Arinl do segundo semestre de 1828 leo 1 de
1833, n. 27 da ra de Hortas do mesmo lem-
po. 53,591
Antonio Jos Pires, casan. 15 da ra do
Fogo segundo semestre de 29 e o 1. de 30. n.
26 da Viracu do 2* semestre de 1830. 12.887
^D. Joaquina Mara Pereira Vianna, n. 27
da ra da Roda 2 semestre de 1832. 8.470
Rita Duaite Sedrim. casan. 17 da ru do
Padre Ftarano, do anno de 1827 leo 1. se-
mestre de 1833. 32.461
Ordeai Terceirade S. Francisco, casa n. 16
da ra do Rangel, segundo semestre de 1832,
n. 24 da ra do Nogueira segundo semestre do
1832, n 31 da ra do Rozario primeiro semes-
tre de 1832, n. 17da mesma ruto primeiro se-
* visos metimos
5Para-Havre sai com brevdade a brei
Iranceza Casimir de Lavgne : quem quizer
metra fcM.1.16 da mesma ra o primeiro J-" ^ jf Jf 0 que ten. ex-
semestre de .j2. n. 1 e a dos iJuarteil o prunei- -- ....-.......;-
ro semestre de 33, n. 36 de S
de 28 t o 1. semestre do
Manoel de Cnrvalho Medeiros, casan. 3 do
7" callentes commodos. dirja-se aos seus cons.g-
\l ^'fiVm -* B. Lanerre *U. ruada Sensalla-
32 a 33 64332 ^ n m (6
letras, casa n 3 do =(J g ^.^ NefQ ( de (1U6 he Ca
becco Largo da Matru o segundo semestre de Jll5(, pedro de Sa Faria segu pira o
i -tu ti j- o Grande do Sul por estes oito dias; recebe
Luiz Llloy Uurao, ou seus berdeiro', casa __ ,..,. ,,, n ouizer
i i iv.. j qj .oo- maaa nicamente escravos a lete quem os qu er
n. Jd.ru. DireiU dolada 1833 27.000 embiWiirenleild. we0 Leopoldo Jos d.O-
1 enente Coronel Ignacio V nlonio de Barro. aujo na |u- (|rf M(iedl) 7. (6
Falco, casa n 52 da ra de Hortas o pnme.ro barca 2a Espitii0 Sltnto re-
semestre de 1828. 8,6*0 pa,sgeiros nicamente para o
Ignac.odeAlme.daSar.nbo.ouquemest.ver qVm quiter caogr ou ir de pasa-
do posse da casa n 24 lado esquerdo da ra do uelem muilj bonscommodos,
Rangel, do anno de 1827 o 1. semestre de P vlw\%c0 Alves da Cunha ra do
33, e numero 24 da mesma ra o mesmo, tem- | 1 f. u -meiro an(lar ou a0 Capito
po. 1/0,148 p (7
Joaquim Femandes de Azevedo casa n. 2 i "a jibarea portuguza Tentadora Capi.ao
dos Assougu.nho. do anno de 1827 l o pri- g Wj 0l,oir. sai para a cidado do
me.ro semestre de 33. e n. 30 do muro da Pe- nag oas de g Je naTqo vindouro ro.
nha do anno de 27 t o primeiro trimestre de ____ ._. ,,,, mumleu-. seus
.... v __ _. gaseaosSrs. carregadores que manue. seus
i n r. n-k a c- 'ii n conhecimentos para se lazerem man.estos. (5
JoSo Baptista Ribeiro do Sa, casa n 4LD r _
da ra Direila, do anno de 1829 t o prmei- <****'-u_ ",-'" "'
ro semestre de 33. 34,020 LcJOCS.
JoSo Moreira, casas n. 2 e 3 do becco da
Praia o 1. semestre de 1333. 7.560
Joao Gualberto de Souza, ou seus herdeiros,
casa n. 13 das Cinco-Pon tas do segundo se-
mestre de 1830 t o 1. de 33. 35.8o0
Joao Lucio da Costa Monleiro, caga n. 3 L
D da ra do Livramento, anno de 26. 9,900
PUBLICAC vV LiTTERARI\.
a Nova e correctissima erJicao
das Fbulas de lMtcdro, em latini,
com a ordem grammalical das pri-
meiras de cada livro designada
em algarismos e addiccionada de
commentos para intelligencia do
lexlo accoinmodada para as aulas
de latim : vende-se as livrarias
da ra do Collegio n. 20 e da
Praca da Independencia ns. 6 e 8.
as mesmas livrarias vende-se por
6s rs encarde nado oUigesto l'or-
luguezedico correla impres-
so em bom papel lypo grande ,
com un itiinucioso ndice das ma-
terias U siippU menlo que con*
lem a pialica do precesso, vende-
se junto ou separado.
(20
Corretor Oliveira far le
I ao de exoellente vinho Chanipa-
nba, agurdente de Franca, vinho
fiordeaux, e azeite doce lino em cai-
xas e gig'ts, segunda feira 3 de
Marco ao meio dia em ponto, no
trmazem de Jos l'ereira & (j per-
to do arco da Conceicao.
2=: Kenwortliy & Rrander a Brandis finali-
sarao para liquidacao, por inlervencao do cor
relor Oliveira, o seu leilao de ferragens finus,
e grossas euttl-ria., e miudezas sexta feira 28
do correle as 10 horas da nianba em ponto,
no seu armazem ra da Cruz. (6
COMPANHIA ITALIANA.
TUEATRO PIIILO-DUAMATICO.
Segunda feira 3 de Margo.
Kxcutar-si'-lia a primeira representacao do
Mclodrariima em msica em dous actos.
LUTALIANNA 1N Al.GLRI
Do Mustie (i. Hossini.
A scena se passa em Argel assento da re-
gencia. Os vestuarios decoracoes scenzs
e demais accessorios sao preparados ao \erda-
d iro carcter e com toda elegancia nao se
poupando despezas nem (adigas para o bri-
Ibaulismo do espectculo.
Personagens e Actores,
Mustaf Bei da Hegencia de Argel.Luigi
Ghizoni.
Elvira Sultana repudiada do Bei'Adrienno
Muller.
Ally Perionagem da Regencia e Chefedos
Corsarios rabes Giovami Toselli
Lindoro negociante Italiano depois pri-
sionero em Argel e fcilo escravo favorito de
Mu'l'l.Carlos Ricco.
Isabella joven espirituosa que em Itulin
foi amante de Lindoro e na occatio 1I.1 scena
linba cabido prisioneira do bei que a nome-
ou Sultana favorita.Margarida Lemos.
Tadeo Italiuno de idade ayancada feito
ridiculo pretndeme de Istbella que tambem
foi prisioneiro e licou debaixo do nome de seu
lio iscravo do liei. GuiseppeGaletti.
Coros de Corsarios Turcos escravos Italia-
nos e Papatacbos.
Director da orcbeslra Mr. Grnsdidier.
PRECOS DA KNTRADA.
Cadeiras de galera primeira ordem para
homens..........2/000
Ditas ditas de segunda e terceira ordem para
familia..........2/000
Bilheles de platea......l'OdU
As pessoas que se quizerem prevenir de luga
res poder entender-se com Carlos Ricco ,
ra larga do R sario n. 30, primeiro andar.
O resto dos billietes ven representacao no theatro pateo do Collegio.
O espectculo coateca r as horas do costume.
& v isijs 1 s v, resus.
= Quem precizar de u n homem forro para
'ozinheiro ou criado de urna cas., dep uca fanii
'u, ou de homem solt tro ; dirija-se a ra da
Cadeia n. 19.
Aluga-se urna prela para o servico de unta
casa ; n.. ra Bella n. 22.
Silbado 1." de Mrgn se ha de 8rremat..r
em praca publica do Sr. Dr. Juix du Cvel da
2.* vara, um mulato da viuva e lilbos de Luiz
Eloy Durao.
1 A qual quer pessoa que fot
oferecido um relogio de prata, pa-
tente inglez, de sahouelc, fabrica
coberta, o qual lem a mola de abrir
(Vaca lano que nao salta a lampa,
e huma pequea machucadella no
fi izo de buina das lampas, rom um
Iransellim de piala, inglez ; queira
apprehendc-lo e entrega-lo ou dar
noticia delle na loja de louca da
ra la Cideia do Keafe 1N 6 ou
h J. J Tasso Jnior, que gratifi-
car con generosidad'.
NAZARENO N. 85
Estar a v nda boje pe I 4 horas da tarde
nos lugares do costumo onde se subscreve a
2/000 por trimestre.
2Tem-Srt justo e contratado a compra da
parle da :ass de dois andares no Atierro do Alo
gado que foi do finado Manoel Francisco Pe
droso e boje perlence a seu filho Venancio
Juse Francisco PedfoSOesU. mulher Simiana
Roza de Moraes : se bouver quem leoha diret
lo a obstar qualquer iluvida a mesma parle da
cus-'.qiiera annum lar por est< Diario, no pia-
>o de 6 das e caso nao appareca nao res-
pon-abilisa por qualquer dunda. (10
LOTERA
(la Matriz da Boa-vista.
s rodas desta lotera corren in-
faliveluienle hoje, e o restante dos
bilhetes estirO a venda al o meio
dia nos lugares do costume.
= Precisase de um rapaz esperto que en-
tenda alguma cousa decosinha, par o servic >
de urna cus; quem pretender, dtrija-se a Pra-
ca da Indepcndeocid loja decalcado n. 13 e
15.
=:Adverlo-se aos Srs Fiscaes que lancem
suas vistas sobre os atougues, que alui da ma
qaalidade da carne, e alto preco juota-ae
islo a falsiicacSo dos pesos que com o maior
escndalo esta roubando as boleas dos consu-
midores; assim como queiro olh-ir para os
1 vendedores de leite, que alem da muita agoa ,
vemlem por mpdidasroubadas.squaes depois do
ferdas mandaO aparar o lundoe lazel-as mais
pequeas, e oulu-tanto acontece com as ven-
dedeirai de azeite de carrapato pela ra : olho
vivo, Srs. Fiscaes com estes ladrdi-s, toda a
attencao Ihes pede Um consumidor.
= Roga-se ao Sr. Joao Pinto, que (enha
compaiian dessa pessoa que elle na correspon-
dencia em que se assignou em o D. novo n.
di/., ser ella quem < sustenta, attendendo a
carislia dos gen ros da primera necessidade ; e
porque esta mesma pessoa ac\>a so desempre-
gada mIu\
= Um moco branco, e bem alvo, de boni-
ta figura ofTerece-s11 para morar em companbia
de algum homem solieiro; quem pretender
dirjase ao Alogado, becco do Quiabo,defron-
te da Xica garapa
O pinto barbudo.
- Adverte-sp a ccrlo moco, que furlou as
joiasdas irmlai. que abstenha se de fallar mal
das pessouS que nunca o offenderao
Oantt-ptnlo do Afogado.
=Cerlo mogo que tem por gloria, o ter gas-
to todo o seu dinheiro com molestias, procure
um meio do vida ; porque o Sr. Oliveira n30
be gallinha para criar pinto.
A moca do ceg.
z=-. Previne-se ao Sr. Coronel Sa Brrelo da
provincia da Parahyba, morador em o lugar
denominado Cauan, que um tal Joao Pinto, a-
boletado de S. S, c:n o referido lugar, nao he
tal Major cvn.o se inculcava.
O Peregrino.
2 Aluga-se urna casa terrea na ra do Mon-
dego n. 7, outraditd na ra do Alecrim n. t ,
< junio duas pequeas lojas ; dous silios na
campia da Casa-lorie com boas casas de vi-
venda, fruteires, Ierras de plantar, e boa agoa,
e varias casas na mesma campia ; a tratar oa
ma do Amorim n. lo, ou no Cordeiro sitio
n. |. (8
iPrecisa-se de Of rs. por espaco do 5
aieies, para no (im delles dar-se O rs. sobre
leltra.ou llanca. (3
3 Jos Kibeiro Barbosa retira-se para o Rio
de Janeiro levando em sua companhia um seu
mol que cnoulo de nome Francisco. (3
3Aloga-se o segundo andar esotao do so-
brado da ra da Moeda n. 9 com bastantes
commodos para urna grande familia; assim
como o rmaselo da mesma casa que serve
para recolher, por ser vantajoso, e de estar par-
to d embarque; a tratar com Prexedes da
Konseca Coutiolio na ra do Hospicio n. 14. (7
*2_ Arreuda-se um sitio na estrada de Joao
de Barros, na esquina do becco do Espinheiro ,
com casa de taipa armacao para venda boas
frutei'as e cercado de limo; a tratar oa pra-
ca da Boa-vista venda n. )8. (5
3__Perdeo-se no principio do crrante oa vi-
sinhanca de Ponte de L'cha um cachorro In-
glez broco, com algumas manchas pretas no
corpo e as orelhas cortadas ; quero delle sou-
b r Qucira leval-o na ra da Crui n. 2 que
lera 5# rs. de uralificcao. (6
23Em "27 deOutubro de 1641, desappare-
ceo um inoleque de nome Paulo de nacao
(juicain de 18 anuos pouco mais. ou menos,
esl Ihesalnndo buco de barba he um tanto
seccodocrpo abro os dedos grandes dos ps
um tanto para lora pernas finas, nariz chato,
olhos pequeos e avermelbados era costuma-
do andar vendendo doce de jalea em copos, por
toda a parle desta cidude, julga-se ter sido lur-
lodo porque nunca lugio ; roga-se a qualquer
leohor d engenho, ou outra pessoa quem el-
le lor oflerecido, ou por acaso acuitado em seus
dominios, o aprehendern! e participaren! a seu
legitimo Sr Antonio Jos Goncalves Azevedo oa
tua da Praia aimazem de carne n. 19 que re-
compensar e pagar toda e qualquer duspeza ,
que se fizar. l**
3 llenrique Jos da Cunha relira-se pa-
ra foi a do imperio (2
Quem um,uncin precisar de um hornem
pora tbiar urna divida no mallo uirija-se a
ra de HoitoS n. 62.
l_t'rancisco lavares Frazao subdito Por-
toguez retira-se para a Uta da S. Miguel. (2
I AGENCIA DE PASSAPORTES.
Na ra d Kangel n. 34 tiro-se passa-
portes para dentro e lora do imperio corren-
se lolltas edespacho-se escravos ludo com
multa brevidade, e preco o mais commodo pos.
itel. <6
I Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra do Amorim pintado e concertado de no-
vo ; a tratar ua venda da esquina da roa do
Arago n. 43. (*
I Simn Ernsthai, Allemao retira-se pa-
ra lora da provincia. >2
O abauo assignndo advoga no civel e cri-
me os que se quiserem utilisar de seu pres
tnii.i o acharad na casa do sua residencia, no
palco do Paris n. 4
Inlonio Bornes da Fonseca.


21 LOTERA DO GUADELLPE.
A lotera do Guadelupe que lora preterida
no andamento de suas r..das, pelas de S. Pe-
dro Martyr e theatro deve correr impreteri-
velmente no dia 15 de Marco, como por S.
Ex. o Sr. Presidente da protincia (ui confir-
mado. Os 1) Hieles estao venda as lojas de
cambio na ra da Cadeia do Hecile na do
miudezas do Sr. Fortunato praca da Uniao ,
na botica do Sr. JMoureira Marques eui S.
Antonio na botica do Sr. Couto largo da
lioa-vista e finalmente em Olinda loja do Sr.
Domingos nos Quatro Cantos. (13
3Arrcnda-se o sitio Jaca uin pouco a-
diante da Cruz d'Almas com niuita boa casa ,
famosa baixa para plantacao muito arvoredo,
bom pomar de larangeiras cmo muito ba a-
goa porque cruziio pelo sitio dous riachos;
quem o pretender dirija-se a ra nova de S.
Amaro casa nova de dous andares n, 6 (7
3Em S Francisco detronte de Palacio,
ba fannba de mandioca de S. Matheus e Cra-
vellas em saceos c a alqueires e pedras de
amolar, para vender ; quem pretender dirija-se
aoarmazem ou ao arco de Santo Ant nio ,
loja d. 2 : tambern lia un cavado russo pedrez
de muito bons ailares. ^6
2No dia sexta faira 28 do correnle se lia
de arrematar na porta do r. Juiz do Civcl da
1.a vara,Silvh Neves.na rka Nova,duas boas dio
radas de casas terreas na Pontc-\ elba da Boa-
Vista n. 48 e 50 e um sobrado na ra da
Senzalla, tudo pertenceote ao casal do finado
Marques e avahados por baixos royos : quem
pretender compareca-as 4 horas da tarde. (7
2Em casa de Augusto (Jorbett na ra da
Cadoia do Becie n. -t, ha senipro um gran-
de sortimento de vinhos engarrafados Porto,
Madeira Cherry Bucellas Champagne ,
agoa-ardento de Franca e Shrub ; ludo das
melhorcs qualidades que lem viudo a esle mer-
cado ; igualmente ten os aflamados charutos
da Regala Sans Pareil e Patriotas che-
gados ltimamente da Baha : tudo por preyo
mais commodo do que em outra qualquer par-
te. (10
2Quem quier fazer um pequeo atierro
nos fundos de urna casa terrea sita nn ra do
vSeve, junto ao collegio S. Antonio dinja-so a
ra da Cadeia a tratar com Jos Gomes Leal.
Aluga-se urna casa terrea na ra dos Co-
piares com 4 quartos duas salas, cosioba
fura bom quintal e cacimba ; a trotar na ra
de llortas n. 24, secundo andar.
-Osmeios bilhetes ns. t 2e 1323 da quar-
ta e ultima parle da lotera da tnatrlt da Hoa-
visla pertencein a Joao Gonyalves Valonto Uo
Aracaty.
Quem tiver um engenho perlo desta pra-
ca 5, ou 6 legoas, que queira arrendar e tam-
bera com alguns escravos, bois e bestas e que
seja da parte do Sul, annuncie.
Caetana Francisca dos Res Guiarles
embarca para o Rio de Janeiro a sua escrava
de nome Marcellina de nacao Costa.
Gcrlrudes Mana da Gloria embarca para
o Rio de Janeiro o seu cscravo, de nome bene-
dicto de nacao Benguella.
Na ra de S. Hita n. 74 reside um tin-
tureiro que tloge toda a qualidade de foseo-
da, tanto do laa, como de seda de todas as co-
res por preco mais commojo, do que em ou-
tra qualquer parte.
Quem precisar de um capellSo para di-
zer missa em qualquer igreja desta praca di-
6
to o dito Sr. reconhecer pelo nosso annuncio da
6 de Novembro do anno p. p. nio ter validado
recibo algum passado por qualquer dos socios da
mesma.extioctj firma eternos autorisadoaosSrs.
Amaral & Pinheiro para cuidaren! das cubran-
cas da dita fallida firma. Recito 27 de Feve-
reiro do 184S. Lenoir Puget 6t C.
Na ra dasTrincheiras, casa terrea n 25,
fazem-se bolinhos de todas as qualidades para
che bolos francezes, queques de mandioca ,
[jodins, tortas e do outras muitas qualidades ,
armo-se bandejas com diversas qualidades de
bolinhos; tambera secse toda a qualidade de
costura tanto para homem como para sonri-
la tudo por preco mais commodo do que era
outra qualquer parte; na mesma casa precisa-
se alugur |.r< las para venderera bolinhos pa-
gando-se de vendagem quatro vintens por cada
pataca.
1Aluga-se metade do segundo andar do
sobrado n. 39, da ra Nova pintado do novo
e muito fresco com bastantes commodos para
urna pequeoa familia ; a tratar no mesrao so-
Drado. (5
tPrccisa-se urna aonassador ; na ra do
Coelho n. 13. (2
l Aluga-se urna casa no Coelho, na ra
dos Prazeres com bons commodos, duas sa-
las .') quartos, cosinha, quintal e cacimba, por
preco commodo; a tratar no mesrao lugar
n. I. (
l Francisco Xavier Socorro embarca para o
Rio de Janeiro o seu oscravo Germano. (2
1 tima pardinha livre e de bons costumes
e sem pregnelo se eflorece a ser ama de ca-
sa que tenha familia ; quem a precisar, di-
rija-se a ra de S. Francisco n. 9. ,'4
Compras
1 Compra-se um famoso griiho de ouro;
na ra ra da Cruz n. 54. o
Compra-se urna correnle de bom ouro
para senhora ; nu ra de S. Amaro n. 28.
3 Compro-se electivamente para lora da
provincia escravos de J2 a 2U anuos sendo
de benitas figuras pagao-se bom ; na ra da
Cadeia de S. Antonio sobrado de um andar de
varanda de pao n. 20. (g
2 Compra-se um carro do mao em bom
uso ; na ra larga do Rosario, venda n. 33. i2
V tudas
rija-se a ra de Agoas-verdes n. 82 ou an-
nuncie.
O Sr. Ilomem liom Soares de Mondonga ,
advogado nos auditorios da cidade da Victoria',
que com estratagemas o subterfugios soub
illudir a boa ledo abaixo assignado nao abu-
se tanto da paciencia humana nem zombe do
bom conceito que de sua merc fez o abaixo
assignado nunca pensando que sua merco se
portara lao indignamente, quanto antes ve-
nha pagar ao abaixo assignado a quanlia, que
nao Ignora ; pois seofio quizer acabar amiga-
velmente o abaixo assignado, que tem tes-
teraunhas e documentos usar do rigor da le
Jos Mara de Carvatko.
Quem achou dou bllbetes inleiros de ns.
55 e i'i'.i da lotera do Kosario e mais 5 ditos
meios com as senhasde quem fez pagamento
com os mesmos e nomes dos possuidores
que os tinhao negociado ; querendu quem quef
que os achou, os entrgala na ra Augusta n.
22, certo de que nao se pagao mais e os pon-
tos estao scientes poisquem os pardeo no ser-
miio do terco, na noulcde 2o d 5^000 rs, a
quem os entregar.
Na praca da Boa-vista junto a botica n.
20, abrio-so urna casa do pasto com todo as-
seio e nos Domingos e Oas Santos llavera
mao de vacca
Na ra do Vigario n. 11, primeiro andar,
existem cartas, para Francisco Ribeiro de Sou-
2a e Manuel Ribeiro Paixo.
Precisa-se de um caixeiro dos ebegados
de prximo do 12 a 16 annos para urna pa-
daria ; no Corredor do Bispo n. 8.
Nos abaixo assignados declaramos, que te-
mos recebido hoje do Sr Antonio Pedro d: tar-
ros Cavalcanti, urna leltra de sua firma para pa-
1 Vendem-se saccas com arroz de casca ,
de dous alqueires a 3520 rs cera amarella a
320 rs. a libra ; na venda da esquina que vi-
ra para o quariel de Polica, n. 21. (4
I Vende-so um moleque ladino, de 10 a
18 annos, com principios de cosinha ; na ra
da Cruz n. O. (3
Veride-se sal de Cdiz, ebegado ltimamen-
te na galiola Mercator ; na praca do Commer-
cio casa de Me. Calmont ex Companhia.
Vende-se um bom quarto ; no pateo do
Paraso n. .
1 Vende-se chocolate fino a 7500 rs. a ar-
roba ; no pateo do Garfeo venda n. ', da es-
qifina da ra de llortas. (3
1Vende-se urna parda de 26 annos sem
vicios nem achaques, engomma bem liso, cose,
co.-inha lava e he muito diligente para todo
o servico de urna casa e muito carinhosa para
meninos vende-se por precisao ; na ra do
l.ivrumento n. 33. /g
1 Vende-se urna canoa, que pega 500 a 60
lijlos de aivenaria por proco commodo ; a
tratar no estaleiro defronle de S. Francisco. (3
1 Vende-se um preto bom oflicial de sapa-
leiro ; no Recife Porto des Canoas n. 9 pri-
meiro andar a tratar com Manuel Maximian-
no Guedes. /^
IVende-se urna prela que cosinha o or-
dinario de una casa e engomma ; na ra de
llortas n. H'. 3
1- Vende-so, ou arrenda-so um sitio nos
terrenos da Torre, ao p do sitio do Toque
com 600 palmos de frente e 1200 ditos de fun-
do urna pequea casa de vivenda com bons
commodos casa para escravos, estribara pa-
ra um cavado planta de capim cannas, Ve. ;
assim como vendem-se dous terrenos ao pe da
mesma estiada que vai para S. Anna com
300 palmos de frente eoutro com 200, qual-
quer delles com 1200 do fundo tendo entre es-
ses dous alen da estrada da frente outro de
travessa, que vo lodos ao rio Capibaribe ;' a
tratar no (.oelho, ra dos Prazeres n. 10 das
0 as horas da uianha e das duas as 6 da tar-
de- (12
1 Vendem-se saccas cora trelos de supe-
rior qualidade ; na ra do Collegio n. S. i2
1 Vende-se urna crioulinha do 12 annos ,
de bonita figura propria para mucama ; na
ra estreita do Rosario n. 10, terceiro andar. (3
1 Vende-se um joge de breviarios, de rica
cncadernacao e chegados agora do Lisboa, por
prer;o commodo; na praca da Independencia
n. 1. (4
1 Venderse um braco de batanea grande
com conchas ecorrentesde ferro, e 12 arrobas
de pesos tud por 50/rs. ; a tratar na ra do
Vigario,armasen com fabrica de charutos n. 10
1 Vendem-se duas negiinhas muito boni-
18 sabeudoj coserem muito bem ; duas pre-
gomtnadeira e costureira; uma preta engom-
madeira, costureira cose, faz lavarinto ren-
da e borda ; um cavado com muitc bons an-
dares proprio para senhora ; na ra Direita
n. 81. /8
i Vendem-se sapatinhos de duraque bran-
co para meninas proprios para procisso; na
ra da Cadeia n. 15. (i
1 Vende-se urna escrava crioula de boni-
ta figura, cose, cosinba engomma, lava, e
faz todo o serviyo de uma casa; na ra do Ara-
gao casa terrea de vidrayas, defronte do ta-
noeiro. (5
1Vendem-se os superiores charutos da Ba-
bia da fabrica do Gros, regalos bons mureti-
banos e superfinos Babia, light boronn por
preyo commodo ; na ra da Cruz n. 26.
1 Vendem-se hombreiras vergas, soleiras
ecordo de cantara de Lisboa ; na ra da Con-
ceiyao do Recife n 53, segundo andar. (3
Vende-se por preco commodo, uma ar-
mayiio de loja de sapateiro na ra Direita n.
54 ; a tratar na mesma ra n. 48.
Vende-se um sobrado de dous andaros, si-
to na travessa da ra Bella ; na ra do Quei-
mado loja n. 57.
REMEDIO EXTRAORDINARIO
Para falta de vista.
lodaapessoa dequalquer idade, ouseto,
que tiver fraquesa na vista ou falta dola nao
sendo ceg dirija-se a Joaquim Rodrigues da
Cunha morador na ra da Conega casa n. 0,
na cidade de Braga o qual he autor de uma
agoa lio maravilhosa que applicando-se aos
olhos duas vezes no dia sendo pela manliaa o
anoute, dentro em quinze das se adquireno-
vamente a vista que perdido se bavia ; he
lao soberana, que o uso della nao causa dores,
nem estmulos e com ella lera muitas pessoas
deste Reino e lora dedo tornado a recuperar
sua vista quasi de toda perdida ; be igualmente
boa para quem tiver a vista curta : custa ca-
da pequea garrota 600 rs. evai acompanha-
da de urnas instrueyoes impressas explicando a
maneira porque se deve fazer uso daquella (o
milagrosa agoa; tambera se vende aquella agoa
na cidade do Poito ra do Bom Jarduo n. 384.
Vendem-se saccas com arroz miudoa 1200
rs. a arroba ; no armasem defronte da escad-
nha da Alfandega de Antonio Teixelra Bace-
lar.
Vende-se uma barcaya de 28 caixas, por
preyo commodo ; na ra do Crespo, loja n. 11,
de liento J. Silva Magalhaes.
1Vende-se uma boa banca redonda de Ja-
caranda nova feita por um novo gosto, e
muito bem feita ; na ra estreita do Rosario
n. 32. (4
2 Vendem-se na botica da ra estreita do
Rosario n. 27 defronte da casa amarella, li-
monadas gazoza febrfuga preparayao espe-
cial bastante accreditada o recommondada pe-
lo seu bom sabor por varios mdicos do di-
gamento, do que o mesmo Sr deva a casa f*|- tas que cos.nhao lavao e sao quitandeiras ;
uda de Oliteira Goncalves Companhia ; vis- j uma ^aidarecoihida de 16 annos, perleita en-
versas faculdades do medicina da Europa, espe-
cialmente contra sezes e mais intermitentes re-
beldes cujos bons resultados leein sido galla-
dos por diversas pessoas desta cidade ; assim
como tinta superior para marcar roupa. &
2Vendem-se ricas sedas lavradas brancas e
pretas setim preto de Maco luvas e meias
de seda pretas cbapeos protos francezes da
u.ellior qualidade lindas flores de laranjas ,
boueguins para humera e senhora leques da
ultima moda e outras mullas faendas de gos-
to, por preyo commodo ; na ra Nova n. 6 e
na esquina da ra do Cabug n. il, lojas de
Amaral j Pinheiro. (8
2Vendem-se duas escravas sendo uma
crioulinha do 12 annos e outra da Costa de
18 annos ; no becco do Sarapatel sobrado
n. 12. (4
2 Vendem-se dous cavados novos e gor-
dos um ruyo carregador baixo at meioe bom
esquipador, e o outro castanho exercitado em
carriuho tanto um como outro nao tem delei-
to e nem achaque algum ; na ra do Crespo ,
loja o. 4 que vira para a da Cadeia. {6
2Vende-se uma escrava ciiuula, do bonita
figura de 18 annos cosinha, engomma e la-
va de sabo o varrella ; na ra do Vigario, ca-
sa do Thomaz de Aquino Fonseca. (4
v, 2 Vendem-se as Obras Polticas de Mr.
Pradt, em 28 voluntes novos por 50/000
ris; na ra da Cadeia loja da viuva Lardoso
A y res. (4
3Vendem-se saceos com farello pelo m-
dico preyo de 3/ e >j rs. ; na ra da Seozalla-
velha n. 138. (3
3 Vendem-se sellins elsticos inglezes os
molhores que ha no mercado, e setim de Ma-
co do superior qualidade; na ra da Cruz n. 2.
3Vendem-se superiores presuotos ioglezes
queijos londrinos tanto ioteiroscomo a rc-
talbo, superiores vinhos do Porto, Sherry, Ma-
deira do lieino Constancia Clarete Cham-
pando caixas com frascos de genebra tanto
de 12 frascos, como de 16 latas de hervidlas
francezas e inglezas tanto grandes como pe-
quenas, ditas com sardinhas, ch preto ebis-
son, frascos de frutas para podira, ditos do con-
servas grandes o pequeos sapatos abotina-
dos inglezes botijoes do cevadinba e hervilba
para soupa, as afamadas pirlas do Dr. Mauri-
son tudo chegado ltimamente ; na ra do
Trapiche n. 40. (12
3 Vendem-se pannos finos azues pelo ba-
rato pieyo de 1200 2400 o 'i.s' rs. o covado, di-
to preto do rela branca superior a 6500 rs. ,
bretanha franceza om o varas e meta por hy
rs. brios de llnho cor de palha a 600 rs. a
vara cortes de cambraia pintadas as mais mo-
dernas a 7500 rs., lencos de seda preta a 1280
rs., e outras muitas (asendas por barato preyo;
no Atierro da Boa-vista loja o. 14. (9
3 Vende-se um rnulatinho de 16 annos,
ptimo pagom, ou para aprender qualquer of-
ficio e tem principios de cosinba ; no Atier-
ro da Boa-vista terceiro andar do sobrado
amarello defronte da matriz (5
3Vendem-se 10 escravos sendo dous mo-
leques de 12 a 16 annos, de liodas figuras;
duas pretas do 20 annos, com habilidades; um
preto de 25 annos, 5 pretas de 22, boas qui-
tandeiras ; na ra do Rosario da Boa-vista
o. 48. (6
3 Vende-se, ou hypotheca-se um alicoreo
com soleiras assentadas no qual existe uma
mola agoa, que renuo 3200 rs. mensaes pela
metade do que se gastou na ra Imperial n.
10'.); a tratar na mesma ra n. D9 e n. 218. (5
3 Vende-se um diccionario inglez com pro-
nuncia historia de Inglaterra as cartas geo-
grficas, em ponto grande ensaio sobre os
costumes e espirito de todas as nayoes e sobre
osprincipaes factos da historia profana e sa-
grada 8 v.; manual completo do bacbarelato
em lottras contando as resposlas a todas as
questes de rhetorica, philosopbia, geograpbia,
pbisica echimica ; o Piloto, novella martima,
4 v. ; so dejos de msica porMaziotti quadri-
lhase valsas par violao Selecta ao p da lel-
tra o bom lavrador, 2 v.; no pateo do Car-
ino loja do charutos n. 3. (11
3 Vende-se uma casaca ecalyas de panno
fino preto ; no pateo do Carmo n. 3. (2
3Vende-se, por preyo commodo, uma mo-
bilia de pao d'oleo quasi nova ; no Atierro da
Boa-vista sobrado amarello defronte da ma-
triz terceiro andar. (4
3 Vende-se uma linda escra_va de oacao,
com habilidades e de excedente conducta, o mo-
tivo da venda se dir ao comprador ; na ra
estreita do (osario o. 34, primeiro andar. (4
3 Vendem-se saccas com alqueire de mi-
Iho ; na ra da Cadeia do Recife o. 8. {1
3Vende-se um piano inglez com pouco
uso e boas vozes pelo barato preyo de 240^
rs. ; ua ra do Crespo, loja n. 12, a tratar com
Jos Joaquim da Silva Mata. (4
3 Vendem-se urnas conchas de pao com cor-
rentes de Ierro, proprias para taberna, um bra-
vo de balanya grande com conchas e crrenles
de Ierro e pesos quantos queiro uma por-
yao de caixas vasias do Porto dous pares de
esporas de lalo, modernas, todo o negocio
se far ; na ra dasCinco-pontas n. 160. (7
3 Vendem-se sapatos de couro do lustro
para homem a 2500 rs. e para senhora a 1600
r?., borzeguins gaspeados para borneo a 5/rs.,
ditos para senhora a 160o rs. ; na ra do Cres-
po n. 12. loja da viuva Cunha Guimares. (5
3 Vendem-se 3 parles de uma casa de so-
brado de dous andares e sotu, com grande
quintal e desembarque para o mar cuja ca-
sa be nova, o mui bem coustruida, assim como
tres partes de uma casa terrea, no fundo do
rnesmo sobrado sito na ra Imperial logo
adianlodo viveiro do fallecido Muniz ; a tra-
tar na ra do Crespo com Jos Joaquim da
Silva Mala. (g
5Vende-se superior vinho do Porto em bar-
ris; na ra do Crespo n. 17. (2
4Vendem-se, por preyo commodo. as dro-
gas e medicamentos, e tudo o mais que per-
tencia a botica, que existia oas lojas do sobra*
do n. 120 da ra Direita 1 j nao tendo arma-
yo); a tratar no primeiro andar do inesuio so-
| brado, que todo o negocio se far. (6
4Vende-se um preto por 250/ rs. ptimo
para o serviyode uma casa, ou para trabalhar
era sitio, por estar a isto acostumado ; 3 ditos
bons para o serviyo de campo ; um moleque
de 18 annos, de muito boa conducta; um pre-
to de meia idade bom cosinbeiro ; uma preta
recolfiida, de 20 annos corta e faz camisas de
homem e vestidos de senhora borda e lai
lavarinto ; 4 ditas com boas habilidades e eo-
gomino e cosinhao; na ra do Crespo 11. 10 ,
primeiro andar. '.i
4Vende-se um cavado alazo bom anda-
dor tamben serve para carro, por ser gran-
de por preyo commodo ; na ra da Cruz, ar-
masem de assucar n. 54. .4
4Vende-se sal de Lisboa em grandes e pe-
queas porces ; ua ra da Moeda armasem
n. 7. (3
Escravos fgidos
3Na noute de 24 para 25 do correte fugio
o escravo Salvador, de nayo Angela, de 40
annos, j tem cabellos brancos pouca barba,
baixo, lalto-lbe denles adianto ; Icvou camisa
de madapolo e calyas de bnm trancado pardo;
quera o pegar, leve a ra do Livramento n. 10,
ou ra da Cadeia do Recife n. 2o. 1"
Fugio, ou furturo um rnulatinho de no-
mo Luiz, desapparoceodo quariel do Polica at
a ra das Cruzes de 10 a 12 annos secco do
corpo pomas finas rosto secco, cabeya gran-
de ; levou camisa do algodaoztnbo ; quem o pe-
gar, leve a ra larga do Rosario n. 11, a Jos&r1-
Baptista Braga, que ser bom recompensado.
rs., cortes de chita fina cora 13 covados a 350U 'Eitrs} TYP* DE m. F, defamai8.'t5.


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