Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05299


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Full Text
Annode 1845.
Sexta Felra 91
- "j" aeu r
O HuHmpiWioM lodoe oe din que au foreue aantificadoi : o prego di aaeignatari
ht fe ee mil", por qmrtel pagos adan.i.los 0 annunciosdos Eni raso de 80 is por linba. o rei tm tjrpo iliffertnle, e as repelicoea pe ametade O
ut uuo urea MligaMtU paga.. -Orispo- l-.nl.i.lOO e- lyuo differente, .o. cidipublicacao,
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
(Joim.il, I ranrba. ae-rundasc aexiaa feiras.Rio brande do Norte. chegaaSel par
M 10a i4 (Jabo. Serinbaem. Hto Formlo. Macer, Porto Cale, Alajroas no 4.
11 i de. red. teoi. Garaohuna. fiomlo a 10 a 1 de cada mei___loa-Tiata e Flor
a* 43 88 dito. (.ide.de da Victoria quimas feirae. OUndi todos os dias
t!i DAS DA SERIARA.
40 Seg, e. Silrenio. Aud. do J. df I), da i. t,
js ierca s. Theotonie. Re. aud. doj. de D.drl. r.
lil Quartk e Conrado. Aud. J. de 1). da 5 t,
21) Quista Nilo. *i.: doJ.de I) da 8. t. .
U| Sena a .Yaximiino. Ad. do J de D.da. ra.
t> Sab. s Anillo Ral. aud. do J. de U.de 1. t.
>>{ IIoji_ '2. di quaresma s. Laiero.
t:y~muwwui ._ :;'-.-..sfis
de Feverciro.
Auno XXI. N. 45*
ludo agora depende de aos aaesaioa; da nossa pradencia. ssodaraeao, e eneris : eun-
nueaoa ooaio priaoipiaios e aeremws apontaaoe coa ailrn.i _. n> aune aa ua altee. (Proolaaag.-. da Ateemlila liiral do aianl.
ensilo ,0 tli ,j(j ug i-VRKino.
biueiobre Loeoraa .'fi l| OurMoede da .-lOO
* feria 7j r* por fr,nco
> J.itboa 110 po. 10t> eau
.i de o.ii>re ao par
Idees de letree de boae finias 1 pur ojo
ti,
de 4,iA)i-
Preufeteeoii
M Pesos coluiaauarai
a Ditos asaiLCaiioB
conipra
17 100
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V.U
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renda
>7,3U0
17,-00
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PHASES DA LA NO MEZ DE FEVEREIRO.
Luenora 16 ea > b e 16 "m da t,de. i La n.ia i'jJael b..ri
(Jrescanii a 14 aa j Loras e i a
n. da i
da ni.
t ? aita da mi.
P-imeire is 4 boras 'II
'i
I Miagante s O o II horM e 3*> "in da ra.
Prtamar de hoje.
'~r. jasaran- ifnifci .to
MAM
da manhaa | Segunda as '' hoias i' minuloa ra
t-jfli'ijatBi:ianrijt:*.v.- iiawfaya.'afri. 0 j
tarde
DE PERNA
EXTERIO
COR^PONDENCIA 1)0 DIARIO DE PEBNAMBIIC0.
Parit, 30 de ezembro.
Est aborta a sesso, e com ella as portas do
templo de Jano de par em par A grande no-
vidade do da he o discurso da cora; o grande
objecto que absorve todos as attengoes, he a dis-
cuso que sobre elle vai abrir-se na-Camara
dos Deputados. A sesso fui aberta por El-Re
ern pessoa no dia 2 do correte, segundo esla-
va determinado He o signal do combato; po
rm as hostilidades so devem comecar depois do
terminados os preparativos, e eleiges do cos-
turne.
A priooeira circumstancia notave que acom-
panhou a solemnidade da abertura das Cama-
ras, oi a carranca que fez o dia : terrivel agou-
ro para os resultados da sesso, se houverem de
se parecer coin a cara que fez o lempo. Logo
desde o principio da manhaa a velha Lutecia se
envolveo em uin to denso manto de nevoa que
pareca urna viuva nos primeiros dias da sua
dor. A dous passos de distancia, e ainda me-
nos, nao era possivel distinguir os objectos. Os
cocheiros dos mnibus, du alto dos seus asien-
tos, nao distinguido as cabecas dos seus caval-
los. RealisarSo-se as trovas palpaveis da Es-
criptura.
Paraachar memoria de cousasemelhante, he
pieciso recorrer ao lestemunho da historia; as
re niniscencias dos nascidos nao vc to longe.
Parece que em 1760 se verificou o mesuro phe-
noineno que agora encheo do terror ede espan-
to a populaco de Pariz. Do mesmo modo que
agora, as pessoas mus praticas dai ras da ca-
pital se perdido noseu caminho, e iao ter a si-
tio, muito diversos do seu destino; porm o
ineioqueos Parisienses dessa,poca imaginaro
para evitar esto inconveniente, leve tanto de in-
slito, como de engenhoso. Alugavao-se cegos
para servirom de guias aquellos que tinho vis-
ta. O tacto aperfeicoado pelo habito, destas
toupeiras humanas era bastante para livrar de
todo e qualquer perigo aquellos que conduzio.
liouvo tambem ceg que ganbou nessa occasio
iii.i, dous luizes, e mais.
Desta vez recorreo se a outros expedientes,
mas com menos bom resultado. Accenderao-se
os candieiros das ras; porm, com serein as
luzes de gaz, e por consequencia muito mais
poderosas que as ordinarias, nao erao sullicien-
tes para vencer a intensidado da cerrago. Cada
carruagem se fazia preceder de homens muni-
dos de archotes accesos. V io-se at certo pon-
to as luzes, mas nao se via quem as levava. E-
ro phantasmas i|ue se agitavao no meio desta
nova especie de trovas visiveis, pouco mais ou
menos como se devem agitar as almas dos con-
demnados nos negivers infernaes.
r'oi atravez destes turbilhes de vapores sul-
freos que empestavao, que El-Kei se dirigi,
pela urna hora da tarde, do palacio das Tulbe-
rias Cmara dos Deputados. Soube-se que ti-
libre olhSo para Luiz Philippo como para uro
hypocrita que vestio a libre republicana para
emoalmar a cora que s se Ihe odereceo com
condiedes ou esperanzas que nunca se realisrao
nern bao de realisar-se : de maneira que um,
pelo Rei que nao quera, o oulro por que nao
quena nem rei oem roque, ambos elles deixa-
ro a honra que, pelo privilegio da idade, Ihos
competa, ao Deputado Sapey, a quoin os mes-
mos escrpulos nao impedio de acceilal-a.
Apenas S. M. entrou na sala, rompeo o gri-
to oBcal Viva El-feil Doloroso he decl-
ralo; mas a verdade he qu a acclamacao ex
office loi morrer pelos olerentes ngulos da
sala, sem encontrar o mnimo echo nos di A-
renles bancos dos Deputados, e muito menos
as galeras.
Fetos as saudades do costume, comecou S.
M., com o chapeo nacabeca, a leitura do dis-
curso da corda que pronunciou de urna manei-
ra mu pausada, ecom voz mu intelligivel e
clara. A cada que ia lendo, fazia urna peque-
a interrupcao, como para dar lugar as mani-
l'estaces da satisfago da Assembla; mas, nao
obstante Guizot estar continuamente gesticu-
ando na intenco manifesta de provocar algu-
ras, queseparao de Pariz a capital da Norman-
da foro devoradas em urna hora o 38 mina
tos. Em Ruo ja cstava prompto um postilliao
que a todo o galope conduzio a Dieppo o pre-
cioso documento ; o em Dieppe j i estava
prompto um vapor quo no mesmo momen-
to parti para Inglaterra. Por este modo veio
a falla do throno a ser conhecida em Londres ao
mesmo tempo quo os habitantes de Pariz a re-
ceberao pelos jornaes da manhaa do dia 27.
Quanlo ao valor do discurso em si cuido
que excepcao de algum ministerial esturra-
do todo o mundo tora feito delle o mesmo
conceito que eu. A intengao do Governo he
fcil deadivinhar pela simples leitura d i docu-
mento. Estahelecem-se as tres quest5es ca-
pitaes da conclu/o da paz de .Marreos, do res-
ttbelecimento da boa inlelligencia com Ingla-
terra (que em tanlo pergo linha estado por
causa dos acconlecmentos de Taity) e da op-
portunidade da visita de Windsor porque nao
podio ser evitadas. Forzoso era ao Gabineto
fazer das tripas coracao por meio desta provo-
caco ao combate lilha de absoluta necessi-
dade e nao de eleico a fim de fazer ver a con-
fianca que tinba na sua causa ; p irm o pensa
u-^imsataeiiespMPiihr.
proco, senbnr. nao quero o throno. O mesmo
linha ja feilo antes delle <> Conde e o peior lie (uc tanto um corno o oulro con-
tinuiio a auignar si* Duque e Conde autnr-
samlo-se para isso com os decretos publicados
no Monitor. CJuanto o nohre Duque Pas-
quir 5 das depois da publicacio do decreto
| se linha esporlulado ; poim receia-se que
este brioso exernplo nao (enba imitadores. Nao
ha seno um meio de endireilar esles reveis quo
comom a isca e el cu lera no anzol: bf nao pu-
blicar o decreto na folba official sem que elles
tenliao pago o que Mies toca.
ma exclamaco de contentamento, ou polo me- ment secreto com que o discurse da corOa foi
nosdeadheso, nem o mnimo symptoma des-| concebido ; foi certamente para circumscrever
ta natureza (e imagine o Monitor Parisiense o a discusso nos limites rielle prescriplos, a fim
que qui/erj, veio interromper a leitura, desde de queell. se naodesmandasseemqueslSes ainda
que ella comecou at a ultima linha. Dizem a- I mais espinbosos e mais dAlcis, doqueaquel-
quelles que ainda nao perderlo a memoria do las de que se fazia menco especial,
que acontecen durante os 14 annos passadus. Oue estas foro as intences do Governo ,
que ainda se nao vio, desde J830, exernplo de
indiflerenca to glacial, e de mutismo to cm-
plelo.
Ja El-Hei linha terminado a sua leitura, e
lie quanlo a mim evidente ; mas que o re-
sultado nao ha de corresponder s suas esperan-
cas tambem nos parece lora de duvida. Ha
de-se-lhe pedir estreita conta do estado das ne-
ainda todos o escutavo com attenco, julgan- gociaces em Inglaterra sobre a invalidaeo dos
do que se tralavade urna simples interrupeo, tratados de 1831 e 1833 ; hade-se-lhe pergun-
como as que tinho tido lugar no fim de cada lar se o Governo Inglet j reconbeceo a sobe-
um dos antecedentes Ocaso era que nin- rania da Frange sobre a colonia d'Argel pe-
guero se poda persuadir que o discurso estives- dinJo o exequtur para o seu Cnsul naquelle
se realmente concluido, visto faltar anda o paiz ; baode-se llie fazer soverns interpellages
mais importante de todos os ^ de que elle de- sobre a questo do HioOa Prata &o. &v &c
via constar, ou, pelo menos, aquellopor que a Dentro de poueo se dove ver se eu me engao ,
Assembla estava esperando com maior curiosi- ou nao; demos p>rm tempo ao lempo evo
dado, o mais interesso. Esterera aquello em jamos o mais que por ca se (em passado de novo
que se devia fallar do estado das negociatoes desde a uiinha ultima correspondencia,
pendentes, entre os Governos d'Inglaterra e Temos mais um Duque para ornamento da
Franca, relativamente ao direito de visita. Se- corte do Rei cidado que tanta necessidade
niel ante lai una, depois das reiteradas o ener- soflria desta f.zenda : be o liaran Pasquier ,
gicas recommendacos da Cmara electiva ao Chanceller-.Mi do reino que urna destas ma-
Ministerio oas sesses antecedentes, he a prova nhaas appareceo feito Duque no Monitor sem
mais evidente do que as concesses do gabinete se dzer de que nem de donde ; circumstan-
de Londres, de que tanto so fallcu por occasio ca que logo foi approveitada pelos dmdores
da visita di Windsor, nunca tivero lugar; e para Ihe chamaren) Duque in parttbut, e,
posto que o tecle lenha dito um dia (lestes que para dizer a verdade, nao sem razo. He ja o
o Governo recebra ltimamente communica- secundo Duque que vem a luz este anno; ese-
cues interessantes de lord Cowley sobre este ne- gundo o que se dizem crculos bem informados,
gocio, quanto a mim, ou taes communicaces anda agora a procisso vai na ponte Atraz do
se nao reo burao, ou pelo menos nao loro de Duque Pasquier ba de vir o Marechal Ge-
natureza satisfactoria. rard ; atraz do Marecbal (serard ha devir o
No momento em que 5 M. sahio da sala, Marecbal Sebastian! que ser feito Du<|ue
rompeo de novo o ijrito officialViva El-liti! delmetla; atraz do Duque deOlmella ho
Oesla vez correspondro as galanas; mas foi devir cousadeduasduzias de pares que dizem
nha chegado ao seu destino, porque a artillia- | para dizeremViva o Principe dt JoinvUlel tambem sao da mesina massa de que os Duques
DemouslracOes mui lisongeiras para o Principe, so fatem e que tambem pretenden) ser ducilica-
verdadeseja; mas ultimamenti inopportuna, e dos; e se a epidemia ducal pega, boa deve ser
nao era possivel vl-as, e muito menos quem 'que s por si bastara para determinar a remu- a colbeila para a caixa dos emolumentos coin
porq
na dos Invlidos o annunciou : durante o ca-
minho ouvia-se o ruido das carruagens, mas
Helias ia.
He da etiqueta que, em todas as occasies se-
molbantes, o Presidente provisorio da Cmara
dos Deputados, isto be o mais velho de todos
elles, venha receber >. M. e introduzil-o na
sala. At aqu nunca ninguem linba lenuncia-
go do here de Mogador para looge de Pariz, tanto que os novos agraciados sejo mais geno-
durante a discusso da lalla do throno, se ella rosos do que Bugeaude Salvandy, de cuja mes-
nao estue.Nse ja dantes determinada, segundo quinhez e avareza ainda agora se falla com
Ibes participei na minha correspondencia ante- horroi na Secretaria das tuerces
cedente. He necessario saber que quando algum
A cousequencia inmediata de ludo quanto desles paos de larangeira, nascidos nos glorio-
do esta honra, que, pelo contrario, era ainui- al aqui tonho dito he que o discurso com que sosdias de Julho be crismado com otilulode
cionada corn grande solteguido; desta vez,, foi aberta a sesso legislativa de 1845 nao Duque, Mrquez, ou Conde, nunca re Ihe
porm, se bouve emulayao ou disputa, loi pa- | oxcitou na grande generalidad da populago entrega o diploma sem que elle pague una es-
ra repelil a Aquulle, a quem, pelo privilegio i de Pariz a mnima satisfagan : nao aconte- portula proporcionada a importancia do titulo,
dos annos, t icava a honra de receber o Sobe- I ceo a mesma cousa com os luglozes aqu resi- O diploma de Duque custa 18 mil francos; o de
rano, era Gras de Preville; porm Gras de Pre-
vale he legitin.ista de todos os quatro costados,
e a fu consciencia poltica nao Ihe permiltia a
execut.o de um acto que, no seu modo de en-
tender, implicara reconhecimento de um llei
que nao ora o seu. Seguia-so Dupont de l'Eu-
ie, porm Dupont de l'Eure he um republica-
no como urna casa, e os republicanos deste ca-
dentes os quaes o recebero com to grandes Conde 8 mil; e os mais assim proporco. A
uemonstraeoes de contentamento e de interesse penas Bugeaud chegou a Pariz o primeiro
que pareca que El-i.ei antes linha fallado para Deos-te-salve com que o cumprimentro ,
elles que para a Franca. No momento eui que loi urna carta de oflicio para Ibepcdirem os
.\ M sabio das Tulherias para a Cmara dos 18 mil francos que devia pelo seu titulo ; mas
Deputados, parti o discurso da cora pela es- que havia de responder o vencedor delsly ?
Irada de Ierro de tiuoem um comboi especial,e ({espondeo como o Principe D. Pedro a seu
coui velocidadc lu desesperada que as 33 lego- pai na tragedia de D. Igoez de Cu-tro. Por tal
A promoco d tiaro Pasquier tem sido,
grandemente censurada pelos peridicos; mas,
para dizer a verdade,em poucat pessoas podare-
lalnr o titulo com mais justiga. Pasquierlie.de-
pois damorte de''alleyrand.a nessoaa quem Ll-
Reicostuma consultaren) lodas as occasies dif-
ficeis. Nmguem he mais devoto servidor do que
elle da dynastia de Julho ; o a sinceridade da
sua devoran para com a pessoa de S. M. Lu/.
Philippe he lo grande como j tinba sido, an-
tes delle, para com a pessoa de S. Al. Carlos
\, e antes deste para com a pessoa de S. M.
Luiz X VIII, e antes deste para com a pessoa de
S M. Napoleo, e antes deste para com a pes-
soa de todo o bicho careta estabelecido as Tu-
lherias. Sao nao menos de novo os dillerentes
governos que o nohre Duque tem servido du-
rante a sua longa carreira, e todos com o mes-
mo zelo, e com a mesma lidelidade. Nunca
ninguem jurou o peijurou com tanta facilidade;
o he por isso qu> as Tulherias Ihe cbamo le
chai de a maison, porque do mesmo modo
que o anima! de que Ihe attribuem o nome e as
qualidades, a casa he para elle tudo e o dono
deua cousa nenbuma.
Anda aqui se acha o Yisconde de Atirantes,
cuntra tudo o que se devia esperar ; e to oc-
cupado o vejo com bailes, com tbeatros, e com
seres, que eslou persuadido que nao partir
to cedo fiara o seu destino. Debalde a Ga-
zetado Estado da Prussla esta chamando por
elle lodos os das, ora annunciando a sua pr-
xima rlirgad.., ora com as maiores demons-
Irages de satisfacao e contentamento pelo ob-
jecto da sua misso ; a Sra. \ scondesse diz
que coi Rerliin faz muito fri e quo nao ha
do sabir de Pariz sem ter assistido a lodosos
bailes malcarados e nao mascarados pbli-
cos e particulares Dejados cuslutnes) e nao
[rajados que c houver.
O objecto da sua misso, ou das suas mis-
soes, he boje sulficientemente conhecido. A-
lm da misso essencial relativavento ao tra-
tado de commercio corn Zottve/etn ba outra
mais singular em cuja rclidadc eu ao prin-
cipio nao qui/. crr porque suppunha que s
poda ser inspirada pelo diabo. Esta misso
consiste em sollicitar da branca o da Inglaterra
o favor de una tripla allianea com o Brasil a
fim de que todas as 3 potencias reunidas inter-
venbio na questo do Rio da Prata, e consoli-
den) a independencia de Montevideo, que to
ameacada se acha pelo Governo de Buenos-Ay-
res. Esta supplica foi acompanbada de um
protesto pelo qual o Rrasil declara que nao tem,
nem lera jamis a mnima lea de se apoderar
do territorio da Repblica Oriental.
CJue vantagena o Governo do Brasil espera
colher do seineihante procedimenlo, elle o di-
r; quanto a mim parece me que li^ar-so por
este modo com asduas potencias mais formida-
veis da Europa a fim de regular intercssrs ,
de que Ihe convine apartal-ai por lodos os meios
possiveis, he o mesmo que querer quo os for-
tes reserven para si toda a carne, e que dei-
xem ao fraco todos os ossos. Sed Governo bra-
sileiro esperasso que esta proposieao Ihe fosse
feita, eentendesse que Ibeconvinba adherir
ella, tal vez podesse dictar as condieoes do seu
concurso ; assim ba do lazer tudo aquillo quo
Ihe mandarcm nem mais nem menos. Deixo
a outros mais perspicates do t{ue eu o decidir se
a intervengan do Brasil na questo do Rio da
Prata he conveniente ou nao ; o que me pure-
...-.



ce he que ou rio devia intervir, ou inler-
tir .
Urnacousa, porm, que eu nao posso levar
paciencia, he este protesto de (|ue o lir.i-.il
nao tem nem ter a mnima idea leapoderar so
do territorio da Repblica Oriental. <^ue ne-
cessidade tom o Governo brasileiro de hypothc-
car por este modo a Franca B Inglaterra todas
as opportunidaiies e vanlagens que o utuio Ihe
pode dar ? Para que serve una renuncia tao
olemne que circuios!.mcias imiirovi^t.ts pdem
obrigar a retractar? Por entura nao h tao
claro corno a luz do da quo llonlevidii esta
fadiido pela Providencia para ( Brasil cun tanta c rteza romo Texas dos Ksi.
dos Unidos ? Sao os int--res-es da propria Re-
pblica Oriental (|ue o exigem, e s i elles os
que tarde ou redo hio de tiiuuiphar. Ora o
passo que o gabinete do Rio de Janeiro tcaba
de dar, so pode servir para fazer nascer direito.s
que depois nao sera fcil combater e para ni
Montevideo em perigo de vir a ser urna colonia
europea.
Nada sei de particular solire o resultado testa
missio especial do Vizconde de branles ; cui-
do porm que he como a deseja o Governo do
Brasil, porque vejo que lano o de Inglaterra
como o de Franca mudaro os seos representan -
tes em Buenos Ayres. Por parle da Franca ja
parti a luirlo do Fultun o Berso de Marenil.
que vai substituir o Conde de I,urde ; por parte
*de Inglaterr; allirma se estar nomeado useley,
que actualmente oceupa o lugar de secretario
na legaco do Hio de Janeiio
noticias do paquete;
()s jornacs Ingle/es, recebidos pelo paquete
alcancao a 8, o os Francezes a 5 de Janeiro p
panado
A Gaittade Londret de 7 conten urna no-
ticia, datada a 2 de Hanaper office, de que se
expedirn ordens para a eleicao d'um Par Tem-
poral na Irlanda que deve succeder no lugar
que licou vago pela rnorle lo Edmundo Henri-
que Conde de Limenck, na casa dos Lords ua
Inglaterra.
correspondente do Timei escreve de Bu -
blin, em data de 4, duendo qne o multo Re
verendo Dr Miley, da Capella de Malhorough-
street, dirigir urna ionga carta ao 'freeman's
Journal, arespeitoda nuilo fallada concorda-
ta, ou corno Ihe chama o esenptor do tratado
ectlesia-tico poltico entre a Inglaterra e lio
ma. Depois de comincnt r as ideas do lime.
e de outros jomaos favoraveis a nova poltica
com acoll de Roma, o Reverendo genlleman
pasi-a a combater os ar^ument s daquelle jornal
concernenles as lelares cnlre o Pupa, e as cor-
tes d'Austria, Prustia e Fr*nra, etc.
O Journal de l One relrre oseguinto roubo
extraordinario Coito o os Sr. tt>- l.oihs ild
A casa de Rotbslbid de Londres tem de
costurne enviar sommas consideraveis em espe-
cie k casa de Para. ltimamente o portador de
um d esses comboios, ao ebegar a La Chapolle,
deu por falta de 7caixas de pesos bespanhoes,
cada urna das quaes pesav* mais de 100 kilme-
tros, e quo montavao a 140,000 francos. Cria-
se haver sido commettido o roubo entre Holanda
eAbbevile, tendo-se feito todas as indagares
c pesquizas
O Ministerio Francez apresentou no dia
31 de De/embro a Cmara do* Deputados o
budget de 1846, e um pr>j. co de le relatifo
camas econmicas.
Vendo aquelle gabinete que acoiliimento se
fazia ao nome de M Hbert, lancado admitir
para sondar aopunao da (Jamara; parece que
renunciou a idria de dar poriuccessor a M. Vil
lemain o DepuLdo de Pont-Audemer. A nome-
co que devia venficar-se n iquello momo oa.
ou no iminedialo, o que todava seria reconbe
cido as circunstancias existentes, por um ,-.. lo
de *igor ministerial, urna prova de lona, lo i
adiada. Urna ordenan.,-. real inserta no Mum-
leur encariegou interinan ente I/- inslrurriu
publica a.M. Dumon, .Ministro d. s obras pu-
blicas
MM. de Montalivet, de Salvandy e llossi
nao torio os unics que re usa rao aquella pasta
que Ihes oi ollerecida. P. rere que tumben, ba-
via indocto de nomeer-su M. Daru para Mi-
nistro das obras publicas em lugar de .M. Du
moo, queauccederia a M Villemain; ma asta
combinaco naufragou pela escusa do Conde
Baru.
O Ministerio se applaudia da victoi ia comple-
ta, que to ba alcance da na eleicao dacomuus
sao paru a redaeco du re-posta ao discuiso da
corda.
.vegundo o Journal des /)ebalt, os vi.t.mles
erio 336; os candid,.!-;.- mioialeriaei obtiverao
J94 votos; e os da opposico 138, inaioria con-
servadora Bos Coiiiiiissarios eleitos, a-
crescenta elle, 7 sao do partido conservador e
2 da opposico, entrando ueste numero .\.
Saint Marc Girardin, um dos principis re-
dactores do Deali; cuja pos i cao contesta a
Prttst, duendo, que o nico weuibro da po-
rosicSo propriamente dita, da esquerda, que
entrou na commissao oi M. GautierdeUu-
milly.
A commissao da falla, na Cmara dos Depu-
tados. reunio-se no dia 3 de Janeiro, sob a
Presidencia de M. Sauzal, Presidente de direi-
(lo. Estes representantei pedem aer oovdoi:
he eerto que o regiment da casa uio permitte
isto; mas a Cmara conhecia que elles apresen
tro os seus diplomas em lempo : que foi de
proposito que a commissio procrastinou este ne-
gocio, pois que dous membros della lavrro o
to. Ella pedio cominunicacio de diversas pe- | parecer, e por tanto nao foi por falta detempo
Cas ; ailiou-se pa-a no dia seguinte continuar a A Cmara podia pois modificar o seu regimen-
disctissao; o comecaria a ouvir os ministros no to, poJiaouviros Beputados eleitos como faz
da 5 ja Cmara Irance/.a, quo recentemente o acaba
A commissao da I amara dos Pares, encarre-! de praticar com Carlos Laffitte, Deputado qua -
gad i da relacco da mensagem em resposta tro ou cinco vezes elaito \ Cmara franceza an
olla do 1'Ihoiio, nome ni tamben a 3 o Conde nullando todas essas eleices, excepto a ultima,
de Portalis para seu relator. O ministro da nunca deixou de ouvir a Carlos l.afitte em es-
querra, Presidente do conselho, o ministro da sao publica para esclarecer os lactos. Mas, Srs.
i.i/eiii!--, M. Guizot,o ministro dos negociosos- sea Cmara admittisse esse representantes, po-
trangeirose o ministro da marinha achaiio-se
no seio da commissao
OJ'ontra almirante Dupetit Thouars leve no
d
deria revellar-so ao publico o pkno escripto pe
lo nobre S>-nador para a nullidade das eleices,
poderia arsuir-se ao nobre Senador de nio ter
3 una Ionga conferencia com o ministro da j sido previd nto; quando entrou em transaeces,
marinha. sobre os accontecimentos relativos o deixou de exigir para sua provincia o mesmo
lomada de por.se do Tahiti. I rgimen de violencias, de ameacas, de Iraudes
Att&ava de fallecer o decano de lodos os ec- i a que torio sujeitas as outras do imperio, gni-
clesiasticos da diocese d'Aucli.e talvez da Fran- eos meios com que poderia assegurar nio s a
c i, o Abb ido Prieur, cura de Sansan, que
eslava a chegar aos seus 106 anuos. Este ve-
nerando sacerdote no termo da sua carreira an-
da lumpria os deveres do Santo ministerio.
O Wenager de 4 de Janeiro ; annuncia, que
deputaciio do seu prente, mas a de quaesquer
outros alunados di Polica.
(guando o nobre Senador obteve a isencao
desse rgimen para a sua provincia mostrou-se
moderado, e mereceo louvores; mas a mode-
se^undoo dezijo do Duque d'Aumale, o mi-! raglo impe resignacio, impe sacrificios, e a
nislro das obras publicas, encarregado interi-
namente da reparticao publica, acabava de re-
solver que houvessc feriado na segunda era se-
guinte nos collegos de P ris e de Versailles,
por occasiao do casamento daquelle Principe.
Os Srs. ministro do Brasil em Fr. nca e Vis-
conde d .Mirantes, enviado Brasil iro junto 6
rrle de Berliu, tinho partido de Paris no dia
I de Janeiro de manba, para irem receber
SS. AA., o Conde e a Condessa d'Aquila, que
all ebegarao e hospedrao se no Palais-Royal.
.Na sesso do congresso Hespaohol de 28
de Bezemluo deo o Presidente conla Cmara
das demissoes enviadas pelos Beputados que to-
mro o partido do Sr. de Viluma contra o mi-
nistro i!., lazt-nda. Estas demissoes erao 17 em
numero.
O Presidente do conselho declarou, que o
Governo va com pezar esta obslinacao n'uma
resoluQao que se explicava por um primeiro mo-
vimento de -usceplibilidad.-, mas que nio po-
dia justificar-se depois das francas e leaes ex-
plicacoes do ministro da faxenda.
Depois deste incidente que excitou um inte-
re.se assaz grande, adiou-se o congresso para o
dia 2 de Janeiro. Pensava-se que nessediaa-
presentaria M Mon o ornamento e que a C-
mara cometaria finalmente a discussao sobre a
lotaco do culto e clero
r-.r^^s: .--
mjma.j!nuaay.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO. '
SENADO.
Discurso do Exm. Sr. Carntiro Leo pronun'
ciado na esso de 13 de Janeiro dt 1845.
Conclusao.
Em Pernambuco tamben) as eleices nao po-
deiocniMii. totalidade ser obra da Polica; a
opposico tem entre os representantes dessa pro-
vincia n. lavis membros. Cumpre, pois, lam-
ben) a|ui completar a depuraiao. A besitacao
do encarrega s disto he patente; mas inleliz-
menic um S nad..-r talleico, ha urna vaga no
Senado, pode-se obter o veto de alguem que
pareca nao querer annuir annullaco dos col
legios do Cali, do Garanbuns, de Ouricury
Lsles collegos sao nullos, e oulros em que ap-
pt rece irregularidades mais patentes, mais
inanilestai, ou pelo menos iguaes, sao sanctifi-
cados ..No deve entrar na Cmara quem ti-
ver a ouadia de t.e nao reconbecer representan
le da Polica! Ah vo duas notabilidades d.^
i pposn ao para ra, sem mesmo apresentarcm
seus diplomas.
Ominis? Na provincia do Ceara o nobre
Senador, que achava muito bom que o Presi-
.ii ule li/esjt- urna combinaco, visto que augu-
rava disluibios, perluibacoes na sua provincia,
se acaso si se unpuzesse candidatos de sua fei-
lura, fizeraocc as eleices; os candidatos da
fetura do nobre Senador nao apparecem elei-
tos. nem mesmo os da Iransaccdo. He ncc.es-
-ano pois que nao se assentem na Cmara. Um
prente, um pumo do nobre Senador nao pode
entrar, poisbem; elle escreve de sua lavra um
plano p ra a annullaco das eleices, envia-o a
Cmara dos Deputados 4 prnneira commissao
continua dous membros que lavro pareceres
ipprovando essas eleices, considerando-as 15o
regulares como t das as outras, julgando que
nao tiuhao deleito especial que as fizessem an-
nullar : procrastina-ie a aprsentelo desle
parecer Os representantes do Ceara assislindo
asdiscus-es podiao apuntar fados, desmasca-
iar mascaradas; o que se devia fazer? Adia-se
a apretenlacio do parecer at a abertura da tei-
tanlo se nao sujeita quem se julga triumphante;
e por isso o nobre Senador esquece inteiramente
agora os principios da moderacSo que aconse-
Ihou, adopta um plano de exclusao geral, de-
termina o parecer da Cmara dos Deputados,
ajuntando que o Governo d as providencias pa-
ra urna nova eleico. Nao sabis oquesignifico
tacs palavras ? Faca o Governo com que a pro-
vincia do Ceara nao eleja um sorgao de urna
opino poltica existente no paiz; nao consin-
timosums, nio queremos seno os nossos
representantes, queremos a victoria comple-
ta; nada de opposico, ven bao s os repre-
sentantes da Polica Pois bem, Srs., pro-
segu, nogai assento aos representantes legiti
mos do Ceara, quelles que podiio exprimir a
opino ordeira, nacional, a que adopta os prin-
cipios de ordem e estabilidade, visto que esta
opiniao nio tem a legitima parte que Ihe com-
pete na representacio nacional, nio est suffi-
centemente representada na Cmara dos Bepu-
tados em consequencia das fraudes, das violen-
cias que empregastes; bom he que monopoliseis
essa tnbuna, bom he que por vos s marchis
na senda que vos tendes tiacudo Nos nio des
conhecemos os vossos planos; desejamns que el-
les se manifestem. Os nossos principios nio sio
os vossos, os nossos principios nio sao o recur-
so 6 violencia, a revolucio. Ni nio tem s re-
nunciado de certo a vida representativa, aos
principios de liberdade que queremos casar com
os principios de ordem, desejamos o seu trium
pho; mas, privados de fazer ouvir a nossa voz na
tribuna da Cmara dos Deputados, nem por isso
Uncaremos mi dos vossos recursos, Mearemos
sujeitos ao vosso monopolio. Nao podemos es-
clarecer a opiniao pnblica na tribuna da oulra
Cmara, porque vos nos lecbastes assuss por-
tas; mas felizmente anda nao tent&stes fechar-
nos as destas. Procuraremos esclarecer o pu-
blico por meio da imprensa, se por ventura nao
vos lembardes de nos impedir o uso della.
Nao julgueis que quanlo appello para o
uso da imprensa appello paia o direito de ca-
lumninar de nverter de tirar toda a lorca
moral autoridade publica ; appello para o di-
reito de provar os factos, os principios eternos
de jusiica de proclamar com energa mas
com decencia os desvos que a administracio
lizer destes principios. He do esclarecimento
da opiniao publica que podera vir a reparaco
de tantos altentados ; he da penetraeo da ver-
dade ante o throno que poden vir remedio aos
n s-os males. E aqu Sr Presidente por
fallar na penelraeao da verdade anteo throno ,
poderia citar urna passagem do discurso de um
mernbro da Cmara dos Beputados qm- me pa-
rece digna delle ; mas eu a ten lio ouvidover-
lialmenle ; ainda nio a vi escripia e por isso
ubstenho-mc de us r do direito de que se servio
o Sr. Ministro da Fazenda na sessao de boje ,
defendendo se de urna arguicao leita na outia
Cmara.
.; lie destes principios que queremos esperar a
reparaco dos males que loobo levemente men
cionado. He natural que todos os recursos ,
que todas as provas que apresentar a deputaelo
do Cear ciio ante a vontade omnipotente ,
que fez com quo nao livesse lugar o parecer
dos Srs. Franca eConego Januario, que fez
procrastinar este parecer at a nomeaco da no
va commissio al que na casa nio estivessem
presentes os Beputados excluidos. He de cier
que esta vontade omnipotente triumpho, que a
di-puiacao do Cear seja excluida,assim como foi
decimada a de Pernambuco. Eu, Sr Presiden-
te, vistas as circunstancias antes applaudo
do que lastimo taes altentados....
O Sr. Altnear :E a eleicao de 42 ?
O Sr. Carneiro Ledo :Oh Sr. Em
1842 houve rebullan em duas provincias e ten-
tativas em outras, incluindo o Cear e Per-
nambuco....
Sr. yflencar:E as eleices forio l
vres....
O Sr. Carneiro Ledo : Sim Sr., as elei-
ces forao livres. Se o partido contrario i ad-
ministradlo do enlao leudo sido vencido no
campo com as armas na mao desanimado
ab iridonoii algumas tirins nao he nossa culpa.
K com ludo a verdade quer que se diga <|ue no
Maranhi os partidistas da administracio de
23 de Vlarco perdrao a eleicao por 50 votos ,
com a nullidade de um collegio para a qual
se podia adiar pretexto do mesmo valor que os
actuaes.e seria fcil excluir a opposico da de-
putacao dessa provincia. Assim porm nio
procedeo a Cmara de 1843 ; os Deputados
leitos tomarn assento nao se annulliio col-
legos para quo viessem outros Deputados que
difleriao de 50 votos. O certo he que os repre-
sentantes da opposico se apresentro : o T.
Reboucas se le' eleger o com elle oulros Srs.
da Baha Todos podrio ter sido excluidos
da representacio nacional se se prucurasse
adrede, como agura, collegos para annullar.
tlis naquelle anno nio se marchava com (anta
rapidez, com to bons principios como marcho
os nobres Srs. que teemdirigido estes negocios,
que teem dado planos, que sao fielmente eje-
cutados ; se nao, procurava te a dedo annullar
um collegio porque o Parocho nao quiz conti-
nuar na mesa quando vio o negocio perdido ,
ou porque o Parocho quiz ; porque he preciso
notar que os principios adoptados para a nulli-
dade de certos collegos nio sio seguidos
quando se trata de annullar outros. De outra
forma ter se hio annullado mais alguns colle-
gos mas a Cmara tem passado por irregula-
ridades como so ellas nao existissem como se
nao houvesse represe,ntaces... Mas era preciso
que a obra de iniquidade fosse consumada !
E antes isso porque se nao podemos con-
tar com urna maora de representantes legti-
mos que ernitlo a opiniao quo eremos nacio-
nal be melhor que so consomm, a ohra de
iniquidade : do excesso do mal vira o remedio.
Nio se laucara mi do recurso lorca vio-
lencia e se alguem se inclina a esta doutrina
be porque o mal he contagioso ...
O Sr. Paula Souza:Tem tlgum receio de
que assim aconteca ?
i Sr, Carneiro Ledo : Nao tenho medo
nenhum, nao tenho nenhuma allianca queme
forcea transigir com os meus principios de or-
dem; as minbas crencas sao as mesmas : do es-
clarecimento da opiniao publica, da fiel obser-
vancia das leis he que pode vir o bem : a vio-
lencia, o recurso as armas, o direito de con-
trariar as leis com as armas na mi, espaldar
calumniosamente a coaccao do Imperador para
armar os cidadios uns contra os outros, pro-
mover emlim a guerra civil sao regras que nio
admiti no meu cdigo; quelles que as admit-
tem naoeslo na minba linha, esli em urna
mu i diversa; chamai-os como filhos queridos,
e se be possivel dai-lhes o mesmo beneficio que
lendes dado a outros dignos fiIfios.
Mas, Srs como dizia, a Cmara de 42,
eleila depois de urna calamidude publica, de-
pois de urna rebellio, talvez nio livesse em seu
si io orgaos suflicientes do partido vencido; mas
esse partidd*tinba-se posto fra do combate elei-
loral pelos seus passos, errados por suas preten-
ces criminosas, e nao porque se procurasseex-
tluil-o por meio da forca, da fraude e da vio-
lencia. Lsles nietos sao vossos, sao os que em-
preaste as eleices de 44. ese por ventura
das urnas eleitoaes sabio algum candidato da
opposico, abi esta a vossa commissao da C-
mara dos Bepul&dos prestes a excluil-o do seio
da representacio nacional, annullando um ou
outro collegio, em que allirma que hauve algu-
ma inegularidade. Prosegu a vossa obra, a
posteridade fara justiea; os factos por si mesmo
lailn b.i-lante ul to.
Por boje, Sr. Presidente, dada a hora, he
necessario que eu termine para nao fatigar de-
masiadamente a attencao dos nobres -criadores.
Mas antes de concluir o meu discurso, direi em
remate que os principios da administrado pas-
sada, principios que eu creio terem a inaioria
nacional, principios de ordem casados com a
liberdade, principios conservadores quo consa-
grao o systema constitucional, e seu desonvol-
vimento lundado na observancia das leis, sao os
nicos que os homens da minha opiniao devem
apregoar O desvio destes principios deve-so at-
tribuir ao contagio da opiniao de outros ho-
mens polticos ou antes juslifiacio que pare-
ceo fazer della o Ministerio no seu decantado
relatorio. He a isto que se deve attribuira se-
diccaodas Alagas. Ksta provincia soflreo vq-.
ximes extraordinarios; o Governo nao se cori-
tentava com dizeraos Presidentes : ide para
as provincias, sondai 9 opn-iao publica, procu-
rai influir com a observancia das leis, com os
meios regulares, honestos e adquados para que


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deem representantes que approvem a conducta
doG.verno: e, se nao p de-rdos oliter isto com
o empreno Jo m o h-inedot, renunciai a esta
trela. Nao. Ministerio nao pr icedeo iMim;
deo corto? e determinado candidatos falg-uns
ento nomes odiosos), porque quera que se
,ence.oa tolo o casto, enlmu-se na senda das
violencias. D'ahi nasceo a nrsioa bordo do ex-
Deo-iUdo Angelo Custodio, oue apeiar disto
teve 207 votos na provincia do Para, e que tai-
ve/, soja mais legitimo representante della que
o protegido o Governo, que ha de ser admit-
tido sem diploma.
O Piesidento das Alagas tambem teve as
suas instrurcS*: as violencias que alli M com-
meKrad me parece) rayes, e lorio IVitas o
direilo Biais precioso do cidadao. Mas os h-
meos da ordena devem appollar para o recurso
do tribuna e da imprensa.e nao para a revulucao.
Reprovoo que se fez as Alagas. TalVe ele-
mentos desordeiros que existao na provincia
communicassam o seu contagio a homens que.
polos principios mesir.o exarados as suas ro-
presentaces, pareciao nao adoptar semelhanle
recurso. Mas, Srs, essas violencias nao foro
exclusivas das Alagoas. ellas se reproduzirao no
Rio de Janeiro. J se fez menfio da pristo de
quarenta e t-ntos fazendeiros do Pirahy. con -
demnados a qualro me/es de prisao com traba-
Iho. sem recurso para tribunal nenbum, por-
que fingio-se urna certidao de que libio sido
citados. Alm drsles, cento e tantos estavSo a-
meacados com a menina pena, como c reos no
mesmo delicio... Mas cnifim, antes soffrer os
quatio mezes de prisao do que appellar para as
Tevoluces : appelleinos para os dous Juizes que
temoso publico e o Monarcha, esperemos
que a verdade cheguo a ambos, e que (ellos ve-
nha a reparacao dos nossos males. Reprovemos
conducta das Alagas como desvio dos prin-
cipios de ordem. Sem duvida o sofrimenlo foi
grande, mas este sodrimento existi ern todas
.as outras partes do imperio, e convinha antes
supportal o do que dar mais este exemplo do
recurso s revoluQoes.
Em outra occasio, Sr. Presidente, desen-
volftrei mais os meus principios a este respeiio.
IN1QUIDADK PARLAMENTAR
fequerimentoapreseulado ateado de 15 do concil-
l peloSr. Manoel Mara do Amoral, Depulado
pela Baha, por parte dot Srt. Mariel Montara i
oulrot, indevidumenle excluidos da deputarao por
Pernambuco.
Augustos cdignissimos Srs. representantes da
. nacfio Os abaixo assignados Populados e-
cltos pela provincia de Pernambuco, recorrem
n esta Cunara da deliberaco tomada por alguns
Sis. Depulados presentes na sessao preparato-
ria de dia -2!> de deserabro de excluirem aos
abaixo assignadoa do numero de Depotados,
eliminando os votos dos collegios de Ouricury ,
Gaianhuns e Cabo e aniuillando-os pelas ra-
zos que eonsto do parecer da Coinmissao de
poderes approvado na referida sessao.
Esto recurso que os abaixo assignados nter-
pdoin sobre nao ser opposto ao regiment ,
poique be omisso n'este caso, he coiiseiitaneo
com osestvlos da casa havidos as legislaturas
passadas, segundo os quaes adecisao das nui-
lidadcs suscitadas nas sessoes preparatorias H-
cou sempre reservada para a Cmara constitui-
da sendo que assiui se procedeo a resptaoslas
elelc&es das Alagoas -ergipe Maranhao e
liabia na sessao de 1843.
Invocao anda os abaixo assignados em seu
prol entreoutros o arestoque seden na ses-
sao de 18-26 era a qual a Cmara depois de
constituida e precedendo discussao revali-
dou os actos praticados nas sessoes preparato-
Verto que a madures do exame he aprimei-
raraxo das formulas parlamentares, e a prl-
meira necessidade dos corpos deliberantes : os-
sa madureza nao presidio deliberado da qual
recorrem os abaixo assignados, por quanto nao
so se nao den espado conveniente para o oxanie
das nuesles suscitadas pela Coiun.issao, e pro-
vas em que se ella fundn como tambem es-
sas qiiesles to complicadas, anda mais com-
plicadas se lornaro, porque lor..o tratadas .dis-
cutidas simultneamente com as qnesu.es relati-
vas eleicao da Provincia da Babia: sobreleva a
estas adversidadeso enfado que Se acompanhar
a discusses tao prolongadas, a una sessao per-
manente, qual (oi essa do dia 29, eo acodan.en-
to que se.nprc ha nas ultimas sessoes preparato-
rias para se constituir logo a amara.
Privar de seus direitos polticos aos tilladnos
de seis freguesias populosas; mpedil-os de m-
tervirem na eleicao dos Representantes da sua
Provincia; nnililiear seus votos; invalidar os po-
deres d-aquclles que lorio mata votados, para
confcril-os aoutros que estao longe na ordem dos
votados, he urna deliberado que SO deve ser lo-
mada de espaco com suniu.a madureza, a vista
depravas tao claras como aulbcnticas o de moti-
vos ponderosos e urgentes ; porque alias a vio-
lencia impostan csse grande numero de cidadSos
privados de >rus direitos polticos, ponp.e n0
volrao em certas pessoas, o lalsea.nei.to da Be-
nresentacao Nacional, o despotismo do espirito
Se partido, o predominio da vlngancae dos odios
particulares revoltao a opiniao publica,cxcilao o
novo, destroem a f de que carecen, as uisl.-ui-
ces do Pais parase arraigaren, tuno a .orea ino-
ral fine deve acompanhar a augusta lunecao de
fegislar, inspiran duvidas sobre a certeza de ca-
rcter de Representantes da Nacao.
Urna deliberaco to importante, de tao gravea
consequencias,siihjeitaaospergosn.r..c.o....dos
deve, parahear sobrauceira as duvidas que se hao
de suscitar sobre a sua razao o justica, ter por
si a autoridade ; e esta autordade nao llie pode
ser dada senao pelo numero legitimo e constitu-
cional, pela Cmara constituida: lie essa autori-
dade necessaria como sanee ao do passado e ga-
ranta do futuro, se a deliberaco he justa; e
como reparacao do mal. se ella, como parece aos
abaixo assignados, foi acodada e menos justa.
Os abaixo assignados, confiados na justica c
imparcialidade que devem caraeterisar aesta Au-
gusta Canina, vao apresentar, em Uina forma
simples e articulada, as razoes porque entendem
que a deliberaco deque recorrem be menos
justa e considerada, e por conseguinte deve ser
reformada.
Collego do Ouricury.O parecer da Comraisso
arge duas nullidades : a prluieiraconsiste
em ter sido falsificada a eleicao primaria, a qual
alias se procedeo, sendo 31 o numero dos eleito-
res ; mas depois foi alterada o substituida a acta
para elevar-se esse numero a 98.
A prova einque se fuudoua ooiumissaohe uina
eertidilo da prinieira acia,que continha o nume-
ro de 31, e que foi expedida como diploma a um
d'esses eleilores (documento n. 1).
Os abaixo assignados protestao que csse docu-
mento he falso e apocripho : se elles prevenis-
sein esta aecusacao, que foi uina sorpresa, se ti-
nao premunido na Provincia de muitos docu-
mentos para impugnaran esse decantada diplo-
ma ; mas sobejao para a prova de sua falsidade
dous indicios flagrantes :
1." O Parodio que est assignado n'esse diplo-
mo com o noiue de Francisco Antonio da Cuuha
chama-seFrancisco Antonio da Cunda Percha.
2." A letra d'cssa assiguatura do Parodio be
falsa.
I'.' inverosmil que o Parodio oinittissc o seu
ultimoappcllido, deque sempre usa. e o omit-
lisse em uin papel publico que exige authentici-
dade.
Os documentos sob ns. i e 3 provao qual o no-
nie do Parocho, e deniniciao aos olhos monos
perspieaacs a disseinelbanca da letra e a falsida-
de da assiguatura.
A inverosiinelliania deduzida da ommissao do
ultimo appcllido do Parodio lora um indicio fla-
co se nao houvesse duvida a respeito da identi-
dadeda letra; mas, concorrendo este indicio em
a semelhanca letra, a falsidade he incontestavel,
eesse diploma, que foi o Achilles da Goinuits
sao, nao pode deixar de ser re peludo.
A falsidade he um crime, e ella nao pode ser
imputada ao JuizdcPaz, Parodio e aos outros
cidadaos miccoinpozero a Mesa, sem una pro-
va clara e comprida, poique elles tcin direiton
sua reputacSo e presumpfSb favoravel, emquau-
to essa prova nao apparece.
A segunda nullidadc que a ("ommissao indi-
cou foi acircuinstaiieia dchaverein de motu-pro-
prio erguido em collego os eletores de Ouricu-
ry, inaiido alias esse collegio nunca existi,
nenifoi reconhecido e designando pela le.
Ponderao osabaixe-assignados que oseleito-
res do Ouricury nao se erguro cm collegio d
uiotu-proprio, como a Ooinuiisso aventura, se-
nSo constrangidob pela violencia da polica : os
documentos 4 e 5 provo essa violencia, pro-
vao que o Delegado c Juta de Direito do (.rime,
contra a lei e as ordens positivas do Governo
Provincial, nao por Intermedio da autoridad)
competente, mas directamente e por si, convo-
ero a Guarda Nacional, que rcunirao loica ar-
mada, pozerio emboscadas e esperas pelos ca-
nutillos e estradas, assoalb.iro boatos atterra-
dores e ameacas de niorle, para mpcdiieni, co-
mo clfectivaiueiUe impedirao, aos Klcilores do
Ourieurv de se peunirem no collegio designado.
Ora, a amcaca possivel e capaz de atterrar ao
varo de constancia ordinaria sempre se houvc
como impedimento legal, como violencia ell'cc-
tiva ; e assini, provada essa violencia, esse impe-
dimento, como quer a Gonunisso tornar esses
deitores responsaves pela violencia de que Io-
nio victimas ? Cordar de um auccesso e elTeito
legitimo o crime conunettido por esses agentes
do poder, que alias devino ser punidos e res-
ponsabilisados? Mollificar um acto que foi de-
vido ao imperio das circuinslaucias c a loica
maior .' Privar a tantos cidadaos de seus direi-
tos, nao por laclo seu, mas pela culpa daquelles
que devidainente dcfendcni esses direitos?
Esses deitores, uSo leudo podido votar n'esse
COllegio, devino proiurai ouiro collegio, que
he esie O remedio que a lei apunta J assini
disse em discussao o Relator da < ommissao. X,u>
podiao esses elettorea votar etp outrocollegio,
porque o mais prximo dista quarenta leguas ;
a faculdadc de votar cm outro collegio he con-
cedida pela lei para commodidade dos deitores,
e nao como remedio para este caso ; porque,
sendo a eleicao dos collegios no mismo dia,
os deitores repellidos cm um d'ellcs nao po-
diao chegar a outro em teinpo oppoituno pa-
ra poderciu votar : o caso de que se trata he o-
misso e mo previsto pela lei, deve ser julga-
do tequo el bono, t
A lei uo pude ser entendida de modo que d el-
la resulte absurdo ou injuria ao legislador : he
regia de hermenutica : Una absurdo que a lei
couiprrhendesse ocaso deque se trata, que ella
qui/.esse que o eidadao votasse cm mu lugar
onde seria preso ou cspnncado ou assassinado ;
que ella coosiderasse millos os votos dos cidadaos
que os dero ou manifestarao em lugar diver-
so d'aquelle que a lei designou, porque n'eslc
forio impedidos de comparecer pela violencia
da Polica ; lora absurdo que una forma (qual
he a do lugar) se euteiidesse com tal vigor que
destratase o direito que ella leude a garantir :
isto (ora acoro.oar o crime, em vesdepunll-o .
sacrliear a liberdade, por nas nios da Polica
o direito de nulliricar o voto dos cidadaos, con-
ferindo-lhe a auctoridade, que alias compete ao
CollegioEleitorale aesta Cmara, de verificar
a legilimidade dos deitores; Una injuslica re-
vollante, e inanifesla contradiceo, se, leudo
sido sanecionado e approvado o collegio de San-
io Antonio de Urub, que se reuni em l'oin
Jardn:, lugar uo designado pela lei, esta C-
mara rejeitasse o collegio de Ouricury, porque
se eigueo em lugar nao designado pela lei.
Esta (amara aprecia inulto o valor de un
gio aos deitores legtimos, e qus ficao millos
os votos que esses electores proscripto* pela Po-
lica manifestaran eui outro lugar, reunidos cm
collegios epatado, fl prceudiendo as ilcnius con-
dicoes de authnticidade a que a lei exige.
Destruidos os dous fundamentos pelos qu es a
Coinmissao votoua uuldade do collegio deOu-
riciuv, passao osa:.aixo-asdg.iados a analvsar a
contestar os outros argumentos produtldos iw
discussao pelos Srs. Depul ulos Andvada M dia-
do e Villela Tavare*. A ) .
1." A eleicao deOfi'icurffie plnntistica, he
mu invento dos Interessados pira flcarein no
n.uero dos Deputados, pota que pelos votos aa
provincia nao podiao ser senao supplentes.
Eteargumentohecontraproducenie; porquan-
to os abaixo assignados Muid douteiro e Se-
bistiao do llego e tambera os Srs. Bardo da
Itoa-VstaePedroCavalcanti, nao carecan dos
votos d'esse collegio porque cio DepuUdoa
Independentemente d'esses votos: a .falsilicacao
so nodiaaproveltar aos outros candidatos do par-
tido, ao qual se ella atiriliue ; mas todos esses
licarao supplentes : ora, he inverosmil que al-
guem falsifique imn acta pira ser suppleute,
que algueracomiuqttaalgum crime sem um mo-
tivo seductor ,sein inlesease soinente por bel
praser.
Se estaeleicSo fosse falsificada, sendo o nu-
mero de deitores 98, os eludidnos deviao ser
votados conforme a necessidade da sua posicao
laordeiu di votaeo ; os que ni lis careciao se-
ou lio vol los un como
m lis careciao forio os
i
rio os ni lis votados
outros
i
nitros; mas nao: os que mus eareuiuw ioi.w
nenos votados ; veja a Cmara a acta d'esse col-
legio ese convencer d'esta verdade.
A existencia d'esse collegio e d'essa eleicao lie
atestada por nina aiicloridade que nao lie sns-
peita, e nao he suspeita porque he adversa aos
abaixo-assignados : o documento n.o heoom-
clo sob o qual a Cmara da Boa-Vista remeti
i acta do collegio de Cahroho : n'esse olhcio
ella d parto de ter havido eleicao do collegio
em separado.
2. Nao houvc qualificacSo previa; a prova
consiste em que al dita de mu eerlidao,
documento n. 7 que foi presente a Couiinissao,
linda nao tinbo sido recolbidas a Cmara Mu-
nicipal as listas dos fogos e volantes. :>e a
falta da remessa da qualficaco das freguezlas
da Poa-Visla da cidade do Recfc o as dooutras
IVogue/.ias enumeradas na certido n. 8; por-
que essas freguesias, at a data d'esta certidao,
uo tinbo sonieilianloniento reuietlido a e-
cretarla do Governo as qualilieaces: se nulla
deve do ser a eleicao da fregue/.ia de Ouricury,
por igual e pela inesina ra/. io devem sor as das
outras freguesias mencionadas.
3." O Juiz do Paz que presidio a dor.no pri-
maria do Ouricury dao eslava juramentado, do-
cumento u. 9.
Nao eslava juramentado porque a freguezia
se havia creado de prximo ; a dcco de Juiz
de Paz tinha sido l'oita poucos das antes daelei-
Cio dos deitores ; o Jui/. de Paz odlo, em razao
lia grande distancia da cabera do termo nao
linha do prestar juramento ; mas na freguezia
uo havia outra auctoridade que presidiase a
eicc.o ? o suppleute nSo eslava juramentado?
dovia deixar de haver eleicao devino os cida-
dos d'essa freguezia perder seu voto ? A ne-
cessidade escusa esta irregulardade, que nao
podo, san njustica, ser excluida do numero d'a-
quellas que a Goinniisso denoiniiou nao car-
regadas; he aqu que cabe a proposito om>
manijas, suinma injuria.
i." O numero do deitores do Ouricury foi ex-
cessivo: porque, quando esta freguezia coma
do Saleueiro fasio parte da freguezia do Ex
em 1842 ellas tres reunidas davo quarer.ta o
oito eleilores, na razo dequatio mil setecentos
e eiucoenta fogos, documentos ns. l o 11.
Esta arguniontaco se alguina loica lem,
prova domis, prova nao s contra a eleicao de
Ouricury, senao tambera contra a eleicao do Ex
e Salgueiro : so Ourieurv uo podia dar nven-
la e oiio eleilores, a freguezia do Ex nao poda
tambera continuara dar quarenta e oito, depois
da diviso do Salgueiro c Ourieurv, attoudeiido-
se base apresontada, segundn qual o na ra-
zo da poputacfto que coube a cada una das fre-
guesias pela divisa*, he que se deve avahar o
numero de eleilores: mas, so, uo obstante ca-
ga base, o KxC deo 48 eleilores o o Salgueiro 30,
ratas freguesias, que, depois da divtao, licarao
rada una com o quinto da populaco do Ex, o
Ouricury pode dar os 'J8 eleilores, porque ficou
maior em territorio o popul co do que as ou-
tras reunidas, he a mais prospera e vantajosa
por sua fertilidade e relavos de coininercio
coma Babia, Piaubv o Loar, como atiesta o
Vigario que foi do todas ellas, quando reunidas,
.' que na diviso optou o Ouricury o documen-
to II. 12 lio o tesleniiiiiho do Vigario.
Fra uina excepcao odiosa, < san explicacao
plausivel e decorosa, a nullldade da eleicao de
Ouricurj polo excesso de numero, quando alias
as freguesias do Ex e Salgueiro no mesmo caso
estilo : a do com Jardim, no Limoeiro, elevou
de .'U) a G(5 ; a de hiquccliiqie, na habla, de 30
a 103 c as elel(desde todas essas freguesias so
sanecionadas e approvadas : islo lora uina par-
cialidad)' nao compativel com a vossa Indefec-
livel justica. ,,. ,
Garankunt. \ L'omniissao votou a nullldade
da eleicao primaria de Gaianhuns pola falla da
asstatencia do Parodio.
Este fundamento lio inexacto e menos verda-
deiro, como so prova com o documento n. 13:
o Parodio assistio formaeo da Misa Parochi-
al e ao reabiinento das cdulas dos votantes ;
c s depois de com-cada a apuraeo lio que elle
abandonou seu lugar, porconhecer que a sua
chapa eslava vencida.
\ presenta do Parodio s he necessaria nos
dous actos da formaeo da Misa e reoelnmen-
to das coilulas porque ah elle exerce lunc-
coesproprias o privativas ; mas naapuracno sua
prosaica he tao necessaria como a do qualquer
outro nombro da Mesa, que pode luuccioiiar
tendo inaioria : sto hedeintuico.
do que a eleicao
be so ostabelece o principio
he nulla, poique o Vigario dcixou son lugar,
direito poltico, para nao ver p perico que elle 'o 1.a ...ais d, icao qnj- s.ja valida sen.etona
corro fuando a n.orco do arbitrio da Polica, e do Vigario ; ou a .abala en. q ue e le uit. rv I
tendo sanecionado o principio de que ella lia de venar, ou a eleicao ha d. sel nulla is o
podo impedir por violencia o accesso do Colle-, sobre absurdo, he Humoral, porque ni niuito
comezinho o principio qae mngiian leve H-
rar proveitolegtimo de sua improbid ido.
O collegio de G ir.iiili.nii b millo porque
s:-. reuni sol. a Presidencia 1 Juta de Pan sup-
pleute.
Vqui sao cibivei-i a; ni sinH rcllev.-s a res-
peito do collegio d Ouricury : da acta do col-
legio eonstao os in tivo< ponderosos que deter-
inmrao os deitores .le Giranhuos e Papaeaca
a vni irn em separado.
Estes eleilores votiraouo ni sinoedificio, mas
em sepirado o sob a pivsid icia do Juiz do Paz
suppleute, porque o Juiz d i'i'. qu presidia o
collegio. resentido por ter perdido a eleicao
primaria, nSos/"> eleitor, no quta Inscrever
esses eleilores, negou-lhes voto para a eompo-
siriio da Mesa ; ellos, que coustitulo a inaloda
il.i collegio, assenlr.io de votar em separado
pira uo perder.iu seus votos, o uo (ieareiu
subjeltos as deliberacoei da minora, a qual o
.lili/, ile Paz deo autoridade de inaioria.
Se justo foi o niiiivo que detcrmlnoua sepa-
racaod' estes eleilores, a presidencia do Juiz de
Paz suppleute, como una consoquencia il essa
separa, o, uo he iue ... .ptenle, aSSIin como
uo li incompetente o suppleute que julga a
causa, em que o luta he suspeito : he compe-
tente o supplente sempre que se di o impedi-
mento do Juta.
A questo a respeito d'este collegio seredus
a estes termos : o I uiz de Paz pode decidir da
legitiinidade dos eleilores que se apresentao
cora seus diplomas, e uegar-lhcs voto para a
co.nposico da Mesa.' Os deitores que. dada.
allirmaliva econstrangidos pela violencia, votao
era separado o comas formalidades lgaos, de-
vem perder seus votos .'
A alliriuitiva nipona a derogar) das lew que
atlribueiu aos .ollegS.os e a osla Augusta Cma-
ra a lunecao importante de verificar a legilimi-
dade ile eleilores .. alfirraaliva importa tam-
bera a consequeucin liberticida, de que ,o Juiz
de Paz pode impedir os deitores de votar.
Cato.A nica prova das violencias c atro-
cidades que necorrerao na eleicao do Cabo he
um olficio do Subdelegado, ao qual se reforeiu
o Delegado, Chele de Polica, o o Presidente da
Provincia : qual o valor d'esta prova deloituo-
sa o repelllda por sua inanifesla suspeicao
O Chefe d.- Polica, chele de partido o De-
legado o Subdelegado, partes, porque ligurao
na cabala opposta, vencidos na eleicao e re-
sentidos por seren vencidos todos nimigos
encarnicados so cridos em sua palavra, e a
respeito de aecusacao tao grave!? isto he una
calumnia atroz, una vinganca pessoal, um
pretexto para auiiull ir. contra essa calumnia
protesio os abaixo assignados : contra ella op-
poeni seu juramento se he inister ; neiihuiu
valor pido ter essa prova em um animo nao
prevenido. A presun.pco a que se soccorreo
o relator da coinmissaoque os lioinens pbli-
cos apesar do seren de outro partido nao
l'alto alehe uina presuuipcodesmentida pe-
la experiencia contrara ao espirito que do-
mina esta poca de coriupyo o iinmoralidade ,
em a qual os meios se avaliao, uo por sua jus-
tica, aumente por sua chicada. Se a jurispru-
dencia do inundo cvilisado uo he errada eni-
q ua i. io houverem ideas de justica a parte nao
sera juiz em propria causa, a voz do aecusador
nao ser ouvida san ajudn de prova, serosus-
peitos aquellos que tcni iuterosse immediato
ua decisao do letigio.
A exclusao d'este collegio excedeo a toda a
credibilidadc excede inosnio esperanca do
partido opposto, o qual, iin um protesto que
imprimi depois da apuracao geral, soinente
pretenda a annullacao dos collegios do Gaia-
nhuns o Ourieurv (documento N." 14): una
exclusao tomo esta uo pode ser interpretada
senopor um modo odioso uo pode ser expli-
cada seno por alguin calculo poltico ; mas es-
ta Cmara que coiuprehondo boni a sua alta
niisso deve licar sobrancira a esses clculos
e nteressos particulares.
O relator da coinmissao dissoque lora sempro
inlmigo da Polica, que elle nao fui que concor-
reo para essas lois, s quaes se oppos; mas que,
eraquanto ellas existir, elle ha de obedcel-
as : pi-nso os abaixo assignados que, qualquer
que soja a justoa d'osin proposico ella nao he
applicavel essas lois, as quaes o relator alinde.
ampliavo as atli ibuicoi's da Polica; mas ne-
uhuiua das disposicors d'essas lels d autorida-
de a palavra da gente da Polica ; em materia
de prova, a jurisprudencia das pravas he ames-
u. a hojeque era antis d'essas lois asquees o re-
lator uo desobedece dando palavra dos a-
gentes ile Polica o valor que ella merece con-
t..ue a jurisprudencia ; o mata lie zelophari-
saico a favor d'essas leis, he degradar esta causa,
suppoi.do-.i adstricta aos dictamos da Polica.
Os abaixo assignados oppocni i palavra do
Subdelegado a representarlo sob .\." l, assig-
nada por un. grande numero de proprieUlios
e habitantes do Cabo.
Fui (u/.h i>n Afocado.As fraudes argidas .
elei(o desta freguesia fundao-so soinente era
uina certido extrada de una justilicacao pro-
du/id.i em juiz). ; mas essa certido que vale,
quando alias a justilieaeo ainda est pendente
c nao concluida, como consta do documento N."
l, roque, imc.llo pelo qual II n.isina Certidao
so indio Nao esl concluida porque o juiz de
Paz e inembros da Mesa parochlal, citados para
essa juiiilicaco pedirao vista d'ella para
contestal-a e olla so ada cm prova.
A assislencia nao se pode considerar nullidadc como pare-
c' a coinmissao: se os regulares podein ser paro-
dios elles podan por consoquencia exerrer
as Innocuos que na Mesa Paro.liial a le attribue
aos Paro, lio-- pota que a le dtaquando assis-
ta Mesa Parochial o Parodio ou quera suas
ve/es lzor ;essas funecoes uo so conferidas
aos Paiodios como cidadaos, mas ionio Paro-
cl.os em razao de sai ministerio sagrado, e
pela COnllanca que elle inspira ; e ponme elle,
pelo oonheciinei.lo que liiu do seus comparo
chianos he O mais habilitado para opreenchi-
inonlo d'essas rnico, s : os Parochos toan essa
attribuicao pelas predltas razo.s, como o me-
nor he o cm arrogado do soi tramonto em raiao
de sua Innocencia : a couslituicao prohibe so-
monte que os regulares votan e sejao volados ;
mas nao os priva dos de mais direitos polticos


A
que cllcs possao exerccr sem impedimento do
seu rgimen claustral ; a prohibyao de voloho
urna excepcSo que firma a regra geral. p (Ara
ocioso que a coostiiulcfio enumeraste no art. 92
os regulares entre excluidos de votar e ser vota-
dos se alias elles j se adiasseiu coniprehendi-
dos n i renta geral do artigo 91 l.
Defendidos os collegos referidos das nulli-
dades argidas pela commiss'o nao pdem os
abaixo assigndos deixar de observar que. me-
nos justa illa fui sendo tao severa para com
essas eliicocs cujas irregularidades provterSo
dos obstculos que a Polica oppoz, e tSo in-
dulgente pira eoni as imllidadcs havidas nos
outros collegos adversos aos abaixo-assig-
nados : entre essas e umitas mitras pie os
aba\o assigndos deixao de argir porque
se nao prrvinirao opportuu menle de necess;-
rios documentos, releva indicara incompetencia
doJni/. dr Pasque presidiu eleicSo de Cabro-
b : esse Jlllx de Paz fol eleito eni 7 de setembro
para a legislatura actual ; suas funcees fdevio
eomecar eni 7 de Janeiro ; mas elle intruso
rcpell'iu ao .luiz de Paz legitimo e presidiu a
deleita : vem aos olhos de iodos a justica con
que se anullou o collegio deGaranbuns pela, in-
competencia do .luiz de Pai e a cleicao de Afo-
gados pela Incompetencia do Parodio; e se ap-
provou o collegio de (.abrob apetar da noto-
ria e allegada incompetencia do JuU de Paz que
presidiu a essa cleicao: os documentos Ns. 4 e 1"
provfio o que allegao ns abaixo-assignados.
Esperlo mara ponderando as razoes expostas e pene-
trada da importancia de sua iiiissio, e dando
un exemplo de mparcialidade reforme a de-
liberaran que tomarlo alguns Srs. Deputados
, na sesso preparatoria de 29 de dezembro de
' annullar os collcgios do (abo. Garanliuns <
Ouricury privando aos abaixo-assignados dos
seus dreitos adquiridos por una legitima clei-
cao tito legitima como todas as que forao
approvadas
Rio de Janeiro 15 de Janeiro de 1845.Se-
bastian do Reg Barros. Antonio Peregrino
Maciel Monteiro. oze Thomaz .Nabuco de A-
raujo Jnior
Documento* cima referidos.
pj.u 4.Certilico (jue os ofiicios de que o sup-
plicante faz inrncfio sobre a cleicao ein Cabrob,
e sobre a qualificac-'-o dos fogose votantes da fre-
guezia de Santo Antonio do Hecife .sao do teorse-
guiite:-IH.eEx.Sr O Juiz de Paz, Parodioe Sub-
delegado da freguezia de Cabrob nao po-
dendo ser indiHrrcntes as oecui inicias que ti-
veriio lugar no dia 20 do corren te mes mar-
cado para as cleices de deputados geraes e
provinciaes as levo ao alio conliechnento de
V. Exc. Nao contentes varios individuos que
quizero vencer as prezentes cleices enibora
lossein indecorosos os meios eom havercn
obstado as cleices primarias n'esta frequezu e
na de Boa Vista : nao saiisfeitos com a seu geito
fazerem um numero de eleilores excessivo e
inteiraniente desproporcionado com o numero
dos fogos de inancira que viu-se dar a fregue-
zia do Ex 40 eleitoref e a do Salgueiro 30 ,
quando de todos he sabido que aquella nao pode
dar litis de 8 e esta mais de 12 para que na
deficiencia de gente esta freguezia de Salgueiro
escollia varios de seus eleitores de habitan-
tes d'esta freguezia de Cabrob, para que
iienhuina circunstancia faltaste cm seu plano ;
no supranicncionado dia apreseniou-se n esta
povoaco una forca de pe to de 100 Iiomens ,
eomposta de Guardas Nacionacs a mor parte
da freguezia do F.xu e outros que acoinpa-
nharao ao Delegado ; como igualmente 10 pia-
ras do corpo de polica quando se dirgiu para
aqu, viudo da cabera da Comarca; tudo islo,
Exin. Sr.i com o sinistro lini de fazer com que
um acto todode liberdadepresidissea coaccao
e o terror,e d'esta forma fossein felas tao cele-
bres e exquisitas eleicoes a bel-piazer d'aquel-
les Individuos que aspiraran o triumpho das
ele9es postergando as leis e o que de mais
sagrado teni a importante funecao da escolha
dos nossos representantes, Julgando elles
pouco tal meio nao polipario anuidas directas
a varios cidadaos respeitaveis ; pasquins forao
afiixadosp dirigidos a qiiem elles receiavao ser-
virem de estorvo a seus fins. Vendo que os
eleitores da freguezia de S. Sebastio do Ouri-
cury jamis fariao suas vontades, espalharao
o boato de qm aquclles srriao rcpellidos por
meio da forca se quizessein ser admitalos a
apresentnr seus votos ; e, o que maslie, vic-
timas do assassinioj estavao ndigitadas, pois
eonvnlia fazer arredar, por mel do s\s tema
do terror os honicns que por sua considera-
rlo pdenlo obstar tao lerrivel mancha de
vencer, .Veste triste estado, um fado inais
appareceu da parte d'aquelles individuos: jul-
gaiidoquc o actual Juli de Paz nao servia para
urna tal empreza, porquanto de maneira al-
guma se curvara a exigencias indignas de seu
cargo tendo jior guia a le e as regras ito de-
coro sendo por isso de inister arredal-o das
eleicoes induziro o cidadao Al exaudir Gomes
de Si, Jni/. de Paz eleito para o anuo futuro,
a presidil-as ; medida esta precisa, e a que o
actual Juiz de Paz nao pode deixar de acceder ,
por amor da ordeiu que decerto seria alida-
da atientas as disposices ardeutes rom que
taes individuos cstavo animados, lie quanto
temos de pantent'ar a V. Exc. para que ao
conheciinenlo de V. Exc. clicgiu- a maneira
por que n'este collegio se procedu as eleicoes
secundaras.
Deus guarde a V. Exc. felizmente. Cabrob,
24 deoutubro de 1844. Illm. e Kxin. Sr. Pre-
sidente da Provincia de Pcrnainbuco. Fran-
cisco Comes de -Sa Batinga Juiz de Paz. Jos
Alexandre Crrela de Menezes Viga rio. An-
tonio da Silva cSouza Araglo Sub-dclegado.
Illm. e Exm. Sr.JulgO de nieii ilever
levar ao conhecinicnto de V. Exc. que at boje
nao teni o Juiz de Paz do 1.' distinto d'esta
freguezia convocado a Junta Qualilic adora que
tem de desenipenhar as obrigacoes que Iheim-
pe o decreto N. 157 de 4 de malo de 1842.
Digne-se pois V. Exc. de providenciar a seme-
lliante respeito como julgar acertado. Deus
guarde a V. Exc .Subdelegada de Polica da
freguezia de Santo Antonio do Recfe 2 de de-
sembro de 1844. Illm. e Exm. !r Consrllidro
joaquim Marcelino de Bi no Presidente d'esta
Provincia. Domingos Alfonso Nery Ferreira,
Subdelegado.
N. 6. Fulgencio Infante de Albuqnerque e
Mello Baharel formado fin sciencias jur-
dicas esociaes pela Academia de O inda e Se-
cretario da Cmara Municipal d'esta Cidade do
Recfe de Periiamliuco e seu termo &c.Cer-
tifico ser o olheio da Cmara Municipal da Co-
marca da l'oa Vista dirigido a esta Cmara ,
do teor egulnte : Illuis. Sis Esta Cmara,
ciimprudo o disposto no 9 do cap. 5." das
InstrUCCes de 20 de in.11'90 de 1826 resoln-
c.rtes e decretos respectivos tem a honra de
l'var a presenca de VV. SS. a copia authentica
inclusa daseleicoes do Collegiodo' abrob.d'es-
le municipio e Comarca, para deputados As-
sembleaCeral Legislativae a Assemblea Provin-
cial. Julga lambem a Cmara do seu dever levar
aocouhecinento de VV: SS. que s concorrerao
ao referido collegio os eleitores das freguezias
do Exi'i e Salgueiro cujas actas e cdulas,
tanto das eleicoes primaras como das secunda-
rias forao remettidas para seren coinpeteinen-
te archivadas ; e dcixarao de comparecer os
eleilores das freguezias d'esta Villa de Ca-
brob e do Ouricury ; os da Iprinieira e se-
gunda por se nao terein concluido as eleicoes
primarias, e da do Ouricury por nao terein
comparecido os eleitores, constando haverem
feito sua reuuao na niesina freguezia deixando
de comparecer no collegio ; e ate hoje anda
nao forao enviadas as actas c cdulas querdas
eleicoes primarias quer das secundaras e
nem inesmo partcipacao algunia a tal respeito,
Deus guarde a VV >S. Paco da Municipal da
Villa e Comarca da Hoa-Vista 30 de outubro
de 1844.11 luis. Sis. Presidente e Membros da
< amara Municipal do Ilecife.Francisco Anto-
nio Xavier Presidente. Ignacio Francisco
de Mattos Varejao. Joaquim Leonel de Alen-
castro Francisco Antonio de Souza. Jos
Perda hrando.
Nada mais conlinha cmdito ofcio, &c.
N.u7.Certifico que a (.amara s recebeo e se
aehao competentemente archivadas as cdulas,
tanto das eleicoes primarias como das secunda-
rias das freguezias do Ex e Salgueiro ; faltan-
do as d'esta freguezia as de Cabrob e as da do
Ouricury ; das duas priiueiras, por nao terein
liavido as eleicoes primarias, e da ultima por
n;lo terein sido enviadas at a presente data ;
nao constando inesmo que se tivessem feiio ,
pois que os eleitores nao comparecern no col-
legio de ("abrob, o nico que ha nesta Comar-
ca vista do livro das actas que d'alli foi re-
metido do qual apenas consta terein compare-
cido os eleitores das duas supraditas freguezias
do Salgueiro e Ex : e passo esta por me ser pe-
dida independente de despacho por me au-
torisar o art. 79 da lei do 1. de outubro de 1828:
0 referido he verdade e dou f. Secretaria da
(amara Municipal da villa e comarca da I oa-
visla lftde novembro de 1844.Manoel da Sil-
va Franco Secretario da Cmara.Est rece
nlii i iilo esellado.
N 8.Illm. e Exm. Sr.Diz o Deputado An-
tonio Peregrino Maciel Monteiro que se Ihe faz
a bein que V. Exc. se digne de mandar passar
por certido : l., em que dia findaro os pri-
nieiros trabalhos das Juntas Qualiticadoras das
freguezias da loa-Vista, Santo Antonio eS. Jos,
ese houve prazo marcado para as reclamares;
2.u, se na Secretaria do Governo existeiu as lis-
tas dos fogos e votantes de todas as freguezias
da Provincia, e de quaes faltao; 3., em que
data chegaro a Secretaria as autlienticas de
Ouricury e Cabrob.Pede a V. Exc. que se
digne deferir.Antonio Peregrino Maciel Mon-
teiro.
Certifico, quanto ao primeiro quesito da pe-
tieo dosupplicante, que os trabalhos das Jun-
tas Oualiiic adoras das freguezias de Santo Anto-
nio e S. Jos d'esta (.idade findaro, os da pri-
meira a 19 de Setembro d'este anuo, c os da
segunda a 14 do mesmo mez; e quanto aos da
freguezia da Boa-Vista, nada consta por esta
Secretaria. Quanto ao segundo quesito, certi-
fico que nao forao remettidas a esta Secretaria
as listas de fogos e de votantes das freguezias da
loa-Vista e S. Lourenco d'este municipio; da
do Rio Formoso e Una, do da Comarca d'aquel-
le noiue; da de St. Anto, da Comarca d'este
iiome ; da de Bezerros e Bonito, da Comarca
d'este iiome ; da de liuique, Aguas-Helias e Ga-
ranhuns, da (Comarca d'este nonie; da de Fa-
/.enda Grande e Ingaseira, da (Comarca de Flo-
res; assim como da de Tacarat, da mesma Co-
marca; da do Ex, Assumpi'o, Santa Mara,
Salgueiro eOuricury, da Comarca da Boa-Vista;
r da de Taquaraitnga, da Comarca do I.imoeiro;
ao todo 19 freguezias das 54 que tem a Provin-
cia. Quanto ao te redro quesito, finalmente,
certifico ipie as aiithenticas de Ouricury e i.a-
brob forao remettidas em ollicio, a da primei-
ra de 23 de Outubro, e a da segunda de 30 do
inesmo mez d'este corren te auno; mas nao
consta de quando Chegassein ellas a esta Secre-
taria E para que o referido conste onde con-
vier, mande! passar a presente, em vil lude do
despacho retro. Secretaria da Provincia de
Pernambueo. em 14 de Dezembro de 1844.O
Ollicial Maior, Antonio Jos de Oliveira.
-V 12Exm. c Rcvin. Sr.Km observancia
do respeitavd despacho de V. Exc. Rvin.*, te-
nho a attestar a V. Exc. que da freguezia do
F.x, da qual fui Parodio ha32annos, foi des-
membrada em 1842 a do Salgueiro, e no corren-
te anuo a de S. Sebastio de Ouricury; que para
a freguezia do Y,\ ticou apenas um quinto da
populaco, e que igual porco de freguezes fol
separada para a freguezia do Salgueiro, depois
da creaco da nova freguezia de Ouricury, da
qual iz escolha pelas militas vaiitagens e supe-
rioridades sobre as nutras; que a mesma fre-
guezia do Ouricury, em una palavra, de que
sou Parodio, conten inuito maior populaco e
numero de fogos, do que as duas freguezias
reunidas de Salgueiro c Ex ; o que he incon-
testavel: alm de que, a freguezia de Ouricury,
pelas relaces coinmerciaes que conserva com
os sertoes da liahia e Piauhy, e por ser um ser-
t.'o mais frtil e menos subjeito a seccas, e at-
tento o lugar que serve de Matriz, proinette au-
gmentar consideravelmente sua populaco; o
que se nao d a respeito das outras duas de que
venho de fallar; e tudo isto affinno infideparo-
cni.Recife, 22 de Novembro de li.O Pa-
dre Jos Ignacio Perdra do Lago, Vigario col-
lado do Ouricury.Est reconhecido.
N." 13.Luiz Jos da Silva Hurgos, Secreta-
rio da Cmara Municipal da Villa de Santo An-
tonio de Garanhuns por S. M. I. e C, que Deus
guarde. Certifico que revendo o livro d esta Sa-
inara Municipal, em que estao lanc-adas as ac-
tas da p. p. eleico primaria, d' lie consta o
teor da acta seguinte :Aos 23 dias do mez de
Setembro de 1844, n'esta Villa e Comarca de
Garanhuns, na Igreja Matriz da mesma, onde
se achava reunida a Meza Parocinal, adund-
se presente o llev. Vigario e Juiz de Paz dodis-
tricto, oceupando a cadeira presidencial, co-
mecou-se a chamada dos votantes e recebimen-
to das respectivas cdulas; e por se nao poder
concluir o recebimento. resolveu-se que no dia
inmediato se continuasse na recepeo : e por
nada mais haver a tratar-se, lavrei a presente,
que, depois de approvada, foi por todos assi-
gnada. Villa de Garanhuns, 23 de Setembro de
1844. Recebcro-se 389 cdulas, que se acho
rccolhidas respectiva urna.Manoel Jos Cor-
rea, Presidente.O Vigario Nemesio de S Joo
Gualberto.Joaquim Jos Rodrigues de Souza,
Secretario.Jos de Barros Silva, Secretario.
Francisco Ignacio de Paiva, Escrutador.An-
tonio Teixeira de Macedo, Escrutador.E nada
mais se continha em a dita acta, que fiz copiar
do proprio original, e vai por niiin concertada
e conferida. Villa de Garanhuns. 23 de Outu-
bro de 1844.Eu Luiz Jos da Silva Burgos, Se-
cretario da Cmara, sobrescrevi e assignei co-
ntigo, Tabellio Publico, Antonio de Paiva e
Mello.Est reconhecido.
N.o 14. Diario Novo de 19 de Dezembro
de 1844.
Proletlo.
Protestamos contra a apuracao ge ral dos De-
putados, feita pela Cmara Municipal: seine-
Ihante apurajo nao exprime a ele9o da Pro-
vincia, e sim o resultado do capricho e desinas-
caramento de 3 Veleadores, dispostos a sanc-
clonar todas as ladroeiras e a apurar quantos
papis sujos e infames Ihes inandassem os seus
infames alliados; porta uto appellainos para a
Cmara dos Deputados, que decidir quaes sao
os legtimos representantes da Provincia : en-
tretanto continuaremos a apresentar a apura-
cao genuina legitima da eleico, sem o nullo
collegio de Garanhuns e o do Madureira ou
Ouricury.
N. 15.Augustos eDignissimos Senhores Re-
presentantes da Naco!Os abaixo assigndos,
prnpi ieta rios e domiciliarios da freguezia do Ca-
bo de Santo Agostinho, Provincia de Pernam-
bueo, sabendo que no seio da Representao
Nacional se pretende por em duvida a legitiini-
dade da cleicao do collegio d'esta Villa, sob pre-
texto de ter sido feita aelei9.n0 de eleitores da
freguezia, a que pertencem os abaixo assign-
dos, com violencia e emprego de forca armada,
veiu respeitosamente vossa presenca, para
segurar seus direitos constitu ionars, e acau-
telar qualquer sorpreza occasionada porinfor-
niares inexactas c incompletas, em detrimento
da legitima expresso da opinio dos cidadaos
d'esta Comarca, protestar que nenhum uso de
armas ou de meios violentos se deu durante a
eleico primaria d'esta Villa, nem por parte dos
abaixo assigndos, e nem pela dos moradores
em suas tenas; eque smente o desejo de des-
truir avota9o no collegio eleitoral induziu al-
guns preiudicados a levantaren! arguifes, des-
tituidas de todo o fundamento de verdade, con-
tra essa eleico, que alias foi feita com una re-
gularidade e quieiaro que nao observou em ou-
tras freguezias, cuja eleico nenhum clamor ha
excitado da parte dos que procuran atacar a d'es-
ta Villa. Os abaixo assigndos espero que se-
melhante preten9ao seja avahada por Pssa Au-
gusta Cmara com a sabedoria e mparcialidade
que caracteriso os Representantes da Naco,
to superiores s mesquinhas paixes geradas
por interesses e motivos de ambiro particular,
e que em seu seio nao calem vozes que nao en-
contrarlo O menor apoio na popularan da Pro-
vincia, lirm informada da maneira honesta e
regular poique procedero as ultimas ele9es
os habitantes d'esta Villa. (Seguem-se 63 assi-
guaturas de diversos fazendeiros da prinieira
ordem n'aquella Comarca.)
PERNAMBUCO.
CRREIO.
CORKESPONUEKCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Os prsieiros espalbrao esla rnanlia que ns
tropas liavio estado loda a noule sob as armas
nos seus quarleis, porque constava ao Governu
que a cidade ia ser atacada, sem duvida pela
enle que ia invadir Goianna na noule de 17
E onde eslava essa tropa ? Sao cousas de prai-
eiros amulinados com a demora da enchurrada
ministerial 'ue Ib. s ha de trater as bullas a
porta.
New I.ondon ; bares americana Felleu>$, Ca-
pito G. S. Bruestre; com a mesma carga
que trouie..
Portos do Norle ; vapor brasileiro 5. Salvador,
Commandante o 2." Tenente Antonio t arlos
do Azeredo Coutinho.
Navioi entrados no mesmo dia.
Mscei ; 2i boras, vapor de guerra brasileiro
Guapiats, Commandante o Capillo Te-
nente Lassance e Cunba ; Iraz 200 homens
para o Cear.
.Vafioj entrados no dia 20.
Rio de S. Francisco; 8 dias, hiato brasileiro
Esperanza do Maranho, de 25 toneladas,
Capilo Manoel Joaquim Catharina, equi-
pagem 5, carga farinha de mandioca : a
Luiz Borges de Siqueira.
Costa d'Alnca; 21 das, tendo sabido de Lier-
pool a 6 mezes em procura de guano, brij'ue
inglez Ntad, de 130 toneladas. Capillo
David Davis, equipagem 11, carga lastro :
ao Capillo
Liverpool ; 33 dias, brigue ingle/. Iluna, de
221 toneladas, Capilao Abrabam Sanderson,
equipagem 12, carga lazendas, a Geo: Ke-
noortby di C
Barcelona e Malaga ; 68 dias, trazendo do ul-
timo porto 29 dias, polaca hespanhola Ce-
res, do 124 toneladas, Capillo Gabriel Pa,
equipagem 12, carga vinho &c, a Nasci-
mento Scbaeder & C.
Liverpool ; 41 dias, brigue inglez Thomas
Leich, de 107 toneladas, Capillo P. Slan-
ghton, equipagem 10, carga lazendas; a
Deane Youle & C.
.Vurioi sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro ; brique sardo Sommariva, Ca-
pillo Remella ; com a mesma carga.
Macei ; brigue nzjez Lucy Spharfo, Capi-
llo Hedor M.c Fei, em lastro
iiditl.
COMMERCIO.
rllfandp^H.
Rendimento do dia 20.......... 4:B70f488
Descarrego hoje 21.
Brigue Falklandbaca I bao.
BrigueDianadem.
BarcaCasimir de Lu tgne mercaduras.
Iflovimeto do Porto
Navtcs sahidos no dia. 19.
New lie dlord ; barca americana l'ucific, Ca
pillo Josepb R. iMernbew ; cum a mesma
carga que trouxe.
Miguel Arcanjo Monteiro de Andrade, Ofi-
cial da Ordem da Rosa \Cavlleiroda de
Ornato e Inspector da Alfandega de Per-
nambueo Favo saber que no dia 22 do torrente ao
meio dia porta da mesma se bao de arrematar
as mercadorias a baixo descriptas existentes nes-
ta Allaudega alm do lempo marcado pelo re-
gulamenle, equo j (orlo annunciadas por
edital de 31 ue Dezembro de 1844 para seus
dunos as despacharen!. A sabei :
Armaztm n. 4.
Urna peca de Ierro, 30 p. 0/0, valor 1,000
Urna caixa com macella podre, sem talor; a
caixa vasia, 40 p. 0/0, valor 2.000.
Um embrulho com urna folba de ferro, 30
p. 0/0, valor 1 000.
Urna caixa com urna folba de cobre,lib. 120,
30 p o/o, valor 120.
Tnz metas pipas com vinho bordeaux, 50 p,
0/0, caada 200. rs.
Armazem n. 7.
Um embrulbo com retalbo de lazendas, a-
moslrassem valor.
Urna caixa com conchas, 30 p. 0/0, valor
1,000.
Olbos de vidro para para pssssarinbos, 30 p.
0/0. val r 2,000.
Urna caixa com seis garrafinbas de himbeer-
liguan, 50 p.1/0, valor3,000.
Urna caixa diferentes retalhos de amostras
sem valor.
2 pares desapatos de duraque para sen hora,
30 p. 0/0 o par, valor 360.
7estovinhas para denles, 30 p. 0/0 a duzia,
valor 220.
2 caixas com linbas de marca, 7>0 p. 0/0, va-
lor 640.
Urna caixa com 8 resmas de papel de em-
brulbo al 14 pollegadas, 30 p. 0/0,resma 210.
rs.
Urna dita com 99 pecas de lencos de seda
ordinarios para algiutir, 193 Uncus, o p.
>, um 345.
Una dita tom 98 pteas de lencos de seda
01 diara dem 686 lencos, 30 p. 0/0, ubi
345
Armazem n. 8
Urna caixinhu cum relalbus de aienda para
amoslras sem valor.
Urna sacca com feijlo podre sem valor valor
a sacca, 50 p. 0/0, valor 400.
Urna barrica cun uiugus pudres sem valor,
valor da barrica vasta 0 p. u/o, valor 500.
Urna pipa vasia 30 p. u/o urna, valor 1,440.
Urna meia dita dita 30 p. o/o, valor 720.
Urna dita com laiinba de ceuleio podre sem
valor; valor da barrica 30 p o|o. valor 500.
Duas ditos com cerveja valor das barricas
30 p. ojo, valur 1,000.
Duas aucoretas com azeitonas podres lem >
valor, valor da tritrelas 30 p. 0/0, valor 160.
Um barri> vasio 30 p. u/o, valor 1,000.
Urna cana \uaia 40 p. o,o, valor 1,000.
irez meiss pipas vastas 30 p. 0/0 valor
2,260.


fc
Duas saccas de palha, vasias sem valor.
yjrmazem n. 9
Tres pipa* vasias, 30 por o/, urna 1,440.
Tro* ditas com vinhu, 50 yor /'V Ul,,a cana *
da 200 i.
Urna barrica com bcrvlhas,30 por o/o, urna
arroba 960 rs.
Urna lita dita pxlres som vntor;valor da bar-
rica, 30 por /, 500 rs.
Urna d tscom t.mpos para barrica, 50 por
o/o. valor 1,000
Urna lata eiu que jo podro, sem valor.
Seis canastras com castanhas podres, sem
valor.
Urna dita dito dito, sem valor.
Vinle sote ineias-pipascoin vinho BorJeaux,
50 por i', urna can..da 200 rs,
oz pipa com vinho, 50 por o/o, urna ca-
ada 220.
De/oilo barris dito, 50 por o/o, urna cana-
da 220
Alfondega, 13 do Fevereiro do 1845.
Miguel ArcanjoMcnttiro de Andraii.
COMPALHIA ITALIANA.
TUEATRO PIULO-DRAMTICO.
Tirca Jeira 25 de t'eve/eiro
Excutar-s-ha a primeira representaaSo do
Mclodramma em muiea em dous actos.
LTTALUNN* 1N ALGERl
Do Mtilre (i. fotuni.
Personageng e Actores,
Mustaf Bei da Regencia do Argel.Luigi
Ghizoni.
Elvira Sultana repudiada do Bei Adrienne
Muller.
Ally Penonagem da Regencia o Chefe do>
Corsarios rabesGiovami Toselli
Lindoro negociante Italiano depois pri-
sioneiro em Argel e feilo escravo favorito de
Mustaf.Carlos Ricco.
Isabella joven espirituosa qu em Italia
foi amanto de Lindoro o na occaiiio da sccoa
tinlia cabido prisioneira do Bei que a nome-
ou Sultana favorita. Margarida temos.
Tadoo. Italiano de idade avancada feito
ridiculo pretndeme de Isabella que tamben,
foi prisioneiro e licou debaixo do borne de seu
tio igrravo do Rei. Guiseppe Galetli.
Coros de Corsarios Turcos escravos Italia-
nos e Papalacbos
Director da urchestra Mr. Grosdidior.
A scena so passa em Argel asseuto da re-
gencia. Os vegtuarios decoracoe.s scenss
e domis aocessorios sao preparado! ao verda
d iro carcter e com toda elegancia, nao se
poupando despeza nem ladigas para obri-
Itiantisino do esnectarulo.
PREC/OS DA ENTRADA.
Cadeiras de galeria primeira ordem para
bomens.........*K0
Ditas litas de segunda e terceira ordem par*
Lmilia..........2/000
Rilbetes de platea. '000
As penosa que se qui/erem prevenir do Idga
res poderao enteniler-se com Carlos Ricco ,
roa larga do R sano n. 30, primeiro andar
Crestudos bilhetes ven ler-se-bao no diada
represenlacao no lhelro paleo d > Collegio
O espectculo comei/ar as boreS do cosluiue
THEATRO PUBLICO.
Nao se podemlo ainda ultimar o machinismn
d.i grande peca = Pasagem do Mar-V'ermclho=
fiot esta transferida para domingo 2 de Mar-
io : os camarotes e bilheles se vendem u rux
larga do Rozario por cima da loja do r. Lody.
Le le es.
duas ponte gendo urna de n. 14, outra ain-
da por acabar, a qualquer pessna que sobro
2 Keownrthy & Brender a Brandis continua- e ul8ue co.m **lam ,,ireito da dominl
I -
..iij
\visos martimos
2Sabbado. 22 do rorrente. sai infallivel
mente para a Babia o hiato IVora Olinda e
recebe a carga que Ihe epapiecr al boje
{21;; trata-se com Antonio Rodrigues Lima na
Praca do Cominerolo ou na ra da Cadea
n. 1, I andar. (6
2 ='Para o Havre sai a bem condecida bar
ca franceza Camelia, tendo ja urna parle da
carga pron.pta recebe frele o passageiros ; os
pretendentes dirijao se aos consignatarios Bolli
& Chavannes ou ao capillo Guilbert. (5
" Para o Rio GrandB segu em poucus
lias o veleiro bngue (cnerosu pdu nica-
mente receber algumas miudezas, lem supe-
riores conimodos para passageiros, assim cono
para egeravos os pretendenleg pdem dirigir-
e a ra da Cadeia n. 45: a tratar comAino-
im Irmaos. (6
r 1A barca portugueza F.tpirilo Santo ja
annunciada para o Pollo, o com porfi de car
Ra nara dita praga recebe tambem carga para
Lisbda e passageiros para ambag as pracas:;
ro para liqudscao por intervenido docor-
relor Oliveira o seu leilo de lerragens, finas e
grossas, culilaria e miudezas i boje 21
ou pielerencia baja do declarar no praso de
das.
Oflerece-se um rapaz Portuguei de idade
do corrente as dez horas da manba ern ponto, de 20anoos para caixeiro da venda do que tem
no seu arrhazem da ra da Cruz. (6 "asanle pratica e ainda esia arrumado r
3= Peranle o Sr. Dr. Jii de Orphios des- ( desoja sabir por nao estar satisfeito na casa en
ta cidade, se hio de arrematar em leilao, pelas
10 horas de boje 21 do corrente, asfazendase
armaeo da loja, e irais bens, movis c cscra-
vog do fallecido Joaquim Jos Franco, oque
lera lugar na ra do Crespo na referida loja. (6
2Precisa-ge urna ama para criar que te
nha abundancia de leite seja bem sad a e de
bons costumes epagc-selhe bem. Dirigir-
so ra do Rozario estreila n. 30 terceiro
andar. (5
2At h je nao tem apparecido nesta folha
onde mora a Sr.* D. Francisca Candida ten-
do-ge annunciado varias vezes e por isso
pede-sea dita Sr.*, ou prenles e herdeiros,que
annunciem por esta fnlha as suas moradas a
lim de se Ihes fallar a negocio de seus interesses.
2OfTerece-se urna mulher de boa conducta
para ensinar a lr. escrever, contar, gramma-
tica portugueza franceza cozer, luz r lava
rinto e bordados com todo zeloe cuidado ; na
ra de Agoas Verdes n. 62. (5
2Os Srs. Manoel Antonio de Ardrade,
Mancel Joaquim Goncalvcs Lessa Thcopbilo
Jos do Lemos Felis Francisco da Paz, Au-
gusto Carlos de Lemos, Joio Germano de
'aula. JoodeSjnta Monica Lima Domin
gos Alfonso Ferreira, Manoel Jos Teixa Bas-
to, e Maria Antonia da Pureza ; dinjio-se a
ra do Rangel n. 3 a negocio de seu nteres
se. (9
2Precisa-se alugar urna ama que saiba co-
sinhar, para urna casa de pnuca familia ; quem
sea har nessas circunstancias dirija se a ra
Nova, loja n. 6. (4
2 S. P. G. Smilh esua senhora relirao-se
para Inglaterra "-tu tscalla pelos porlosdo Sul
do imperio. (3
2A pessoa que quizer arrendar um sitio
na estrada d'-vgoa-rio, enm casa de vivenda
Instante commoda, bastantes fructeiras, pti-
ma baixa e terreno Dar criar vaccas de leite,
pode tratar do ajuste na ra do Queimado nu
mero 33. (6
2Aluga-se o grande armazent por detraz
la matriz de Santo Antonio na casa n. 18 ,
com quintal e cacimba e cozinha fura, proprio
para qualquer eslabelecimenlode offcina, onde
I i esleve um marcineiro ; quem o pietender
1 lie com J 'o Manoel Rodrigues Valenca, ou
no segundo andar da mesma caga, ou na ra
larga do Rozario. (8
2Achou-se em principio do mez corrente,
h no lugar da Capunga, um cavallarusso de
carga; quem se echar com direito a elle, dir
a se a ra da Florentina n. 2, que, dando os
signaeg certos,lbe ser entregue. (5
2-F. N. Colaco faz publico que no (lia 24
do corrente pretende sem falta dar principio as
suas ligues; o annunciante propSe-se a ensinar
nos geomelria, e ph.ilosophia ; como ingle/
. Irance/, e pode ser procurado na ra da Santa
(*ru* na Boa-vista n. 38. (6
2 AULA DE DESENHO.
O abaixo sssignado participa aos pais de fa-
milias e a quem mais convier que contina
a dar iices em desenlio : quem se quizer uti
lisar de seu preslimo, dirija-se a ra do Ara
gao n. 11. Luiz Guilherme Wraitky. (6
2Precisa-se de um moco porlugue/ de 16
a *0 annos que saiba trabalbar em padaria, e
lomar conla de urna Ireguezia de vender pao
aqu inesiiio na praca : as Cinco I'untas
n 32 (4
2 Precisa se de um cont de ris a premio
com hypotheca em urna casa; quem quizer dar
annuncie (3
Em S. Francisco, defronte de Palacio, ha
lann a de mandioca de S. Matheus e de Cra
ellas em saccas e alqueires, e pedras de amolar
para vender: quem pretender dinja-se ao ar-
inii/i'iii, ou aoarco de Santo Antonio loja n. 2:
tambem ha umcavallo iusso pedrez de bons an-
dares.
3 Aluaa-se um segundo andar por preco
commodo ; na ra estreita do Rosario n. 41 ,
primeiro andar. (j
Urna cabra preta com urna grande nial a
branca que loma toda barriga e passa pelo
lombo com as unhas grandes e com quatro
pedos quo est dando leite : desappareceo hon-
tem do convenio do Carino quem a encon-
trar leve ao mesmo convento que ser recom-
pensado.
_Tendo-se de fazer um contracto sobro as
casas de Jos Siu.Ses de Magalhies no lugar da
quem na mesma qui/er carregar ou aproveitar-
ge do seus bons ommodos e excellcnle Irota-
mento ; dirija se a ra do Vigario n. 11, pri- .
meiroaudar ou e aoCapitao na Pra9a. (7,travesga da Panagem da Magdalena entre asi annunciados O restante dos DllheteS.
que esla : quem o pretender annuncie para ser
procurado.
|No dia 19 do torrente as oito horas da
noule lugio do abaixo assiguado u'm mulaque .
crioulo de Loauda por nonio Juiu idade 14
annos p<>uco mais ou menos, b"in preto e
bonita figura com urna das faces mais groca
ou cheia do que outra levando carniza de
chita azul e cica d.-hrim iutrancado de li-
nho com listas; desconfa -se tor procurado ca-
minlio para Garanbunsde ondea piuco veio
vendido por Jos do Carvalho mas to-
dava roga-se as autoridades Pobciaes dos de
mais lugares o mesmo as Srs capites de cam-
po a captura do ref rulo moloqu e avisar
ou mandal o entregar na ra do Crespo loja da
viuva do Cunha Gminares ondo existe seu ver
dadeiro Senhor.
JonJaquimde Freitat Guimar3e$. (15
1Precisa-se de alugar urna escrava para o
servico de urna casa de pouca familia que sai-
ba comprar co/inhar e ensaboar dndo-
se Ihe o sustento e 10*0 10 rs. mensaes; na
Solidado indo pela Treinpe lado esqu rio casa
n. 42. (5
2Hoje 21 do corrente me/ ge ha de ar-
rematar a porta do Dr. Juu do Civ I da 1.a va-
ra S'lva Nevos na ra Nova, va: as casas ter-
reas constantes do escripto em poder do porteiro
lena Grande; quem as mesmat quizer lau-
car compireca as 4 horas da tarde (5
2A 19 do corrente furtriodo sitio Agua
Fria um cavado russo pequeo com trez tr-
ros, sendo o pruueiro um S. r: tendo do mesmo
lado urna sicatriz proveniente de urna estrepa
da, he passeiro, pesado o bebe em branca ; a
pessoa que souber, queira levar a ra de Santa
Ritan. 91. (7
2No dia 17 do corrente appareceo no en-
gento Tapera,fregueiia de Jaboato um pre-
to crioulo de nomo l'rancisco po orando ao
abaixo assignado para c inpral o;o qual diz per
lencera um Portuguez de nomo Francisco An-
tonio morador em Porto Calvo: portanto
quem se acbar com direito ao mesmo, podera
du igir se ao dito engenho, quo, dando os sig-
naos ce'tos,llie ser entregue ; nao ge respon-
sabilisando porm o abaixo assignado pida fuga
do mencionado escravo.
Joaquim de Souza Ledo. (10
2=-PrecSiise de dous Portugue/es para dis-
tribuir' m polis diariainenie,sendo liis; dirijo-
se a ra do I alderciro n. 4 (3
2= Aluga-se o primeiro andar da casa da
ra da Moeda n. 15, na ra do Queimado n.
44. (3
2No dia 21 do corrento se ha de ar-
rematar impreterivelmenle. a porta do Sr. Dr.
Juiz de Orphios Carneiro da Cuota, d- fronte
da Matriz da Roa vista um bonito escravo aya-
liado pelo barato proco de 350/000 rg r quem
o pretender comparece no dito lugar pelas 4 ho
ras da tarde (6
2= Jos Antonio de Oliveira,Portuguez, re-
lira-ge para lora da provincia (2
2= Precisase alugar um moleque, que saiba
cosinbar e l-zer todo o servico de urna casa ;
quem qu'zer alugar, annuncie sua morada para
ce tratar do seu ajuste. (4
2= Precisa-se de um rapaz para vender pao
com um preto na ra alraz da .Vh.lnz da Roa-
vista n 22. (3
4 Aluga-se na ra do Trapixe n. 34 um
elegante sobrado e soto, com magnifica vista
para o mar. (3
4Alu-'a-se no P-sseio Publico o grande
arma/i ni n. 15 com tres portas novas de frente
todas en.' boiii estado, tendo cacimba, e todas
as como odidades neccssaria* ; quem quizer
alugar procure no botiqun) da estrella. 5
1 A luga-se o lerceiio andar do sobrado na
ra da Guia com buns commodis, e muito fres-
co por 6.(,00 mensaes; de r nte do Corpo San
to, b>ja de cabos n 17. (4
LOTERA
da Matriz da Boa-vista.
Nao restando mais billietes in-
icuos pela rpida venda que lia
dias ten tido, existindo s ulguns
meios bilheles devem as rodas
desla lotera ter o seu inrtllivel an-
damento no dia 28 do corrente mez
adiando se vend nos lugares j
aPessoa com os requisitos de-
vidos se olTerece pupa fazer venda
de olijectos de ouro, prata e diffe-
rentes, tristes por porcentagem
razo.tvel, e com a vantagem de
diariamente girar por e ta cidade e
seus conlor'ios para oliter prompta
venda do (pie sl- lite encarregue: a
halar todos os das das G as 9 ho-
ras da manhSa c de i as 3 i/2 da
lrd., fia casan. t5 no largo de
l'alacio Vellio ao lado do novo
llicatio. Na mi sin i casa se vendem
diversas pecas de prata como fi-
velas,&c (19
3 precsa-so de um preto para todo o ser-
vico de padaria ; na ra da Solidado n. 1S. (2
3 RODAS D'AGOA.
O abaixo assignado, ongenhelro francez,
propde-s a modilioar as rodas d'agia existen-
tes ou fazel-as de novo quando for mis ter ,
prometiendo as lazar moer com menor quanti-
dad.; d'agoa sem diminuir o seu elteito; tam-
bem dirige as obras de levadas acudes, serra-
ra com agoa ou cono bostas levautamento de
engenbos de casas \c ; os pretendentes se
ceriili -arao da pericia d > annunciante iodo
visitar a serrara d'agoa que elle tem estabe-
lecido no sitio do Pisa em Onda com roda
de padro novo; para tratar, por carta na ra
Nvan. 39, ou pessoalmente no sitio do Pisa.
V.P. Boulitreau. (13
3Aluga-se o segundo andar do sobrado da
esquina da ra do Queimado n. 2 ; a tratar na
loja do mesmo sobrado. (3
3 Jos de Souza o Silva retira-se para Por-
tugal dei va tul.1 o seo socio o innao Antonio de
Souza encarregado dos negocios tendentes a
mesma sociedade. (^
S A Senhora que annunciou no Diario de
terca fe ira, 18 do corrento, olTerecendo-se para
coser, ou para educar meninas em urna casa
particular dirija-se a ra Nova n. 25. (4
3 O Capito Marcos Jos de S. Anna reti-
a-se desta cidade para u da Babia, d'onde he
natuial. (3
20Em 27 de Outubro de 1841, desappare-
ceo um moleque de nome Paulo de naci
Quicam de 18 annos pouco mais, ou menos,
est Ihe saturnio buco do barba he um tanto
seccodoedrpo abre os dedos grandes dos ps
um tanto para fra pernas Unas, nariz chato,
olbos pequeos e avermelhados era costuma-
do andar vondendo due do jalea em copos, por
toda a parte desta cidade, julga-se ter sido lur-
tado porque nunca fugio ; roga-se a qualquer
senhor de engenho, ou outra pessoa quem el-
le fflr oflerecido, ou por acaso acollado em seus
dominios, o aprehenderem e participarem a seu
legitimo Sr Antonio Jos Goncalves Axevedo na
ra da Praia armazem de carne n. 19 que re-
compencar e pagara toda e qualquer despeta ,
queseli/er. (17
3_ Jos Maria de Mendonca e Castro tai a
Europa a tratar de sua saude. 1
3_ No primeiro andar do sobrado da esqui-
na do becco da IM quo vira para a ra das
Cru/es do-se almocos e jautares com muito
asseio e tambem d-se caf de larde ; na mes-
ma casa fatem-se presuntos de fiambre bolo
ingles pastis de nata podins e doces d'ovos
de todas as qualidadeg enfeito-ge bandejas
de bolinhos tortas de leite pratos decreme ,
ludo por prego mais commodo, do que em
outra qualquer parte. (8
7 Fugioda Capunga na noute de I de
Ile/.embro de IM't i o escravo Jos crioulo ,
de 43 annos secco do corpo e de boa altura;
quem o pegar, leve ao sobrado novo do mes-
mo lugar, ou na ra da Senzalla-velha n. 158.
O VEUOAIjEIK NEENEIUDOR N. I*
Est a venda boje pe.'o meio dia nos lu-
gares do custume e para elle se subscreve a
l^rg. poi la nmeros.
Jos de liveia Souza embarca para
o Rio Grande do Sul duas escravas Senhoria ,
parda Josepha, de nacao Angola e Feiieio ,
crioulo.
Precisa-se de um rapaz de 12 a U annos,
,|ue tenha algum conliecimento de venda eque
d Hedor a sua conducta ; na ra do Vigario,
venda n 13.
Oflercce-se um Puituguez para loitor da
sitio, ou engentio, do que ti in bastante pratica;
quem precisar, dirija-se as Cinco-pontas n. 8'-.
Na ra do Fogo n. 41 engomma-se com
lodo asseio perleitao e por preco mais com-
modo do que em outra qualquer parto.
LOTERA DO SEMINARIO.
6Acho-se a venda nos lugares do costu-
me os bilheles da primeira parte da IS* lotera
concedida a beueiicio da ii-struceo publica no
Seminario Episcopal de Olinda cujas rodas
ando com a maior brevidade possivel : parece
escudado Tazer ver ao respeitavel publico que
rita loleiia be urna das mais acreditadas da
provincia. 8
3 AGENCIA DE PASSAPORTES.
Na ra do Rangel n. 34 tirao-se passa-
portes para dentro e tora do imperio corrern-
se folhas edespacbo-se escravos com brevida-
de e preco muito commodo. (i
^


G
Chcgando to conheclmento dos abaixo
assianaics que desuncas annonlmas se teem
dirigido ao lllm Sr. Administrador do Con
Bulado contra os armasenarios de asquear da
ra de Apollo, (antasiando contrabandos em
embarques de assucar naquelle lugar sem ha-
vrrciii pago us direitos nacionaes, so com ofim
miseravel de indispor aquella repartico para
com os mesmos armasenarios : os abaixo asala-
riados, a bem de seu crdito convido a esses
denunciantes annimos a tirarrm as mascaras, e
a iodigitarem quaes os rmaseos, em que taes
(mudes se commettem sem o que as pessoas
sensatas a que se" teem dado essas denuncias as
tratard com o despreso que merecen), e os
seus autores sero considerados cotno misera-
veis calumniadores. Reg ct Compantria ;
Jos Alfonso Moreira; Antonio Francisco Maia;
Rugo Medeiros & C.; J. J. R. Loffler; Manoel I.
de livbira ; Manoel Goncalves da Crus'C. ;
D. A. Sevia ; Pedro Alejandrino (ornes ; An-
tonio Henrique Rodrigues ; Delfino dos Aryas
Teiieira e Ribeiro ; Gomes & IrmSo ; A. F
Moraes & G. ; por Manoel do Nascimento Pe-
reira A. R Fernandas Vieira ; Jos Velloso
Soares; Candido Emigdio l'ereira Lobo ; A. F.
Bandeira Jnior # C.
JMDE
TICA
O priuaeiro secretario faz sciente aos Srs. So-
' cios que boje ba sesso da sociedade pulas 7
horas da noutu para se tratar negocios de ur-
gencia.
Precisa-se alugar um preto ; no botequim
da Estrella.
Aluga-se um sobrado nos Afogados, jun-
to groja de S. Miguel, preparado de novo, bas-
tante fresco bom quintal cacimba ; :a ra
do Queimado n. 25.
Quem precisar de urna ama de 1 ile, di-
rija-se a ra do ttangel n 69.
Precisa-sede 150/rs. a uros, dando-se
bom fiador; quem quizerdar annuncie.
1 Avisa-se aos Srs. Socios, que os bilbets
para o espectculo do da l do corrente se
distribuem nos dias 21 e 22 na ra da Cruz
n. 5. (*
1 Jos Joaquim do Reg Barros por mo-
tivos de molestias,retira-se desta provincia para
o reino de Portugal. (3
i No da 18 docorrente desappareceo urna
vacca do sitio da Paiva districto de J uricaca ,
com os signaos seguintos, toda preta iitalha-
da de brauco, ponas pequeas serradas; quem
a pegar, leve ao dito sitio ou no sitio porde-
traz do sobrado do tallecido Monteiro. 1.6
I Precisa se de urna ama de leite captiva,
ou forra ; detraz do theatro velbo n. 20, segun-
do andar. (3
Compras
2 Compro-se diariamente duas arrobas
de capim por um anuo ; quem tlver unnun-
cie. l3
1 Compro-se maracujes meirim e ana-
naes em porco grande ; uo Atierro da Boa-
visla fabrica de licores o. 26. .3
Compro-se saceos vasios para familia,
em bom estado; na ra de S. Ritu u. 8o.
____________ ___^
V cutas
1 Vende-se um cavallo bom passeiro e
carregador ; na ra de S Amaro o. 10, (2
iVende-se urna preta de 22 annos, de bo-
nita figura perfeita engommadeira costurei-
ra borda, faz lavarintou renda, e he multo
boa cosinheira; duas ditas lavadoras e quitan-
deiras ; urna elegante parda recolhida, engom-
la e be muilo boa cosluieira ; um preto pa-
ra todo o servico ; duas ncgrmhas do bonitas
figuras, de 12 annos; na ra Direilu n. 61. 8
i Em cata de Domingos Jos Vieira, na
prava doCommercio n. ti, continua-se a vender
o precioso viulio do Porto em caixoles de- duas
duzias de garrafas. (4
1 Veode-se a melhor sarja preta hespa-
nhola ditas de cores para colletes, setim pre-
to de Maco bros de hnlio de quadros e ca-
simiras de ditos, ludo o bom goslo ; oa ra
do Cabug n. 16. 15
1Vende-se, por preco uiuito commodo, um
piaono inglez em meio uso cartuiras de via-
gem relogios puxa cima de mesa com espe-
lbos es tojos com pertences para navalbas ,
espelbos grandes e pequeos para sala, ricos
ophs, commodas, mesas, marquezas, bancas,
e cadeiras tanto de Jacaranda como de oleo ,
cadeiras americanas, de pao e com assento de
palhmha,ditas para meninas comerem em mesa,
e para a escola; na ra Nova armasem n. 67.(10
4 Vende-se um cavallo com todos os anda-
res, muito novo o de bonita figura ; na ra
Nova armasem n. 67. ,3
1 Vendem-seos melhores e irais acredi-
tados panuos pretos sarja larga setius lisos e
de flores para collete e vestidos; nt ra do Cres-
po n. ti (*
1 Vende-se urna crioulinba de bonita fi-
gura de 13 annos propria para se applicar
a costura e engommado ; na ra do Rangel
o. 54. (*
1Vende-se urna escrava crioala bem pa-
recida de 18 annos cosinha engomma e
be lavadeira ; em casa de Thomax de Aquino
Fonseca. (*
1 Vendem-se 3 canoas abortas, sondo duas
grandes e urna mais poquena todas ou ca-
da urna de per si a dinheiro ou a troco de
lijlos ; no ra do Caldeireiro n. 56. (4
Vende-se um preto j idoso sem vicio ,
(rata de vaccas etira leite por proco commo-
do ; no Atierro da Boa-vista fabrica de lico-
res n. 26.
Vendem-se, Jvledilacoes, ou Discursos Re-
ligiosos obra a mais interessante a todas as
elasses mormente para os Srs. Ecclesiasticos ,
que melhor a sabero apreciar e talvez a mais
bem escripia querem tempos antigos, quer em
modernos pelos seus assumptos todos gran-
diosos e sublimes; no escriptorio do* corretor
Oliveira pelo preco de 3# rs.
Vende-se um cavallo novo e carnudo,
bom de carro tanto de duas o-mo de 4 rodas,
ou troca-so por um melado de dinas braocas ;
na ra do Queimado o. 26.
Vendem-se batatas novas a 800 rs. a ar-
roba sendo em gigos de urna arroba e tanto;
no armasem de Antonio Annos defronte do
caes da Alfendega.
NA LOJA DE F. DUPRAT, NA RA NOVA N 7
Vende-tucom abalimento extraordinario o
seguinte:
Luvas curtas com dedos e sem ellos para se-
sentiorase meninas de 240 a 1200
Ditas cumplidas 400 1600
Ditas curtas de pellica para lio-
inein, senhora e meninas 320 1000
Dilas compridas para senhora 640 1600
Meias de seda brancas pretas
e outras cures para bomem,
senhora e meninas 1000 3000
Ditas curtas de algodo para
i .-o me ni 180 500
Vendem-se tintas de varias
i| nulidades para pintores, assitn co-
tno oleo de linhaca a libra a 280 e
o galo a 2x000 ris ; na ra do Li-
vrameuto, loja o. 34-
2Vendem-se quartaos novos;na ra da Con"
ceico da Boa-vista n. O. (2
2Vende-se um cavallo gordo bom carre-
gador por preco commodo : na ra Nova n.
39. (3
3 Vendem-se 12 solos, ou chaos em os
quaes se acbo edificados igual numero de ca-
sas a saber; 10 na ra de Hurlas, urna no
becco da Viraco e urna na ra do Muro da
Penba ; a tratar na ra da Aurora n. 42, segun-
do andar das 6 as 9 horas da manha e das
3 as 6 da tarde. (7
3Vendem-se presuntos inglezes para fiam-
bre ebegados no ultimo navio ; 00 armasem
do Guiutares, defronle da escadinha da Alfan
dega. (4
4Vende-se urna prelapor 200^ rs., de meia
idade cosinba, lava e serve bem a urna casa ;
na ra do Crespo n. 10, priineiro andar. (3
5Vendem-se 11 esuravos, sendo duas par-
das de lo a 16 annos de lindas figuras e com
habilidades, 6 pretas de 20 annos, boasquitan-
deiras ; urna dita costureira e lavadeira ; um
moleque peca de 12 anuos ; um preto de ele-
gante figura de 2a annos proprio para pa-
lanquim ; oa ra do Rosario da Boa-vista
a. 4. (8
2Vende-se um papagaio bom tallador, em
gaiola de Uandres e com corrente de prata ,
por preco commodo ; na ra das Cruzes u. 35 ;
ucompra-se meia duzia de cadeiras america-
nas, 'o
2Vendem-se charutos feitos na trra a 700
rs. uo ce 11 lo ; na 111a Velbau. 62 (2
2 Vende-se una parda de 26 annos de
bonita ligura engomma bem liso cosinba ,
cose iava bem de sabao e be mullo fiel e
caruibosa para menino ; 11a ra do Livrauten-
lo 11. 33. (5
2 Vendem-se lijlos de ladrilho, escolta-
dos a 2o rs. e lepautenlo a 15 rs.,lelhas escolbi-
das a 10 rs., cal pela medida vtilia a 400rs., lu-
do sillo por del az do sobrado do finado Mon-
teiro, n. y. (5
2Vende-se urna boa canoa aberta, que pe-
ga em 800 lijlos em oom estado e piopria
para alieno, por preco commodo; nos Coeibos
ultima casa terrea oode mora Joo Joaquim
Aidstacio. [o
2Vende-se urna escrava moca de naco
Angola sem vicios, e propria para todo o
sen ico de urna casa; na ra da Cadeia do le-
nle a fallar com Joo Jos de Carvalbo Mo-
raes. v5
2Veode-se retroz de primeira surte, em li-
bras de cores; azul-ferrete e preto por pre-
co commodo ; na ra Nova n. 65 primeiro
andar de manha at as 0 horas e das 3 da
tarde um oanle. (5
2Vende-se urna venda com poucos fundos ,
e em boa casa com quintal que arranja para
cima de cem cavallos inuito alreguesada, tan-
to para a prava, como para o mallo 001 Alo-
gados no largo da Pat n. 88; a tratar na mes-1
ma enda. __. I
2-Vende-seumlampiSo de sal, "
thodo muilo bem encadenado, e urna flauta,
de urna chave, tudo por preco commodo na
ra estreita do Rosario o. 25. t*
2 Vendem-se saccas com arrox de casca,;
do um alqueiro da medida velha ; na ra da
Crutn. 51. ,. L
2 Vendem-se meias de hnho da Escocia
para senhora luvas ditas para homem estas
luvas e meias sao as mais finas que teeraaqu
apparecido desta asenda ; toda a qualidade de
calcado para homem e senhora assim como
um bom sortimento de perfumarlas de rico gos-
to, estojosdenavalhasde cabo do manta1, a
contento por 8 dias carteiras de agulhas Tran-
cezas e caixas de ditas ricos loques do peonas,
um bom sortimento de capachos meias de li-
nbo para homem e senhora ricos pentes do
prender cabellos e dourados um bom sorti-
mento de brincos dourados, e outros muitos
objectos por mais commodo proco do que em
outra qualquer parte ; na ra larga do Rosario
n. 24. I48
2 Vendo-so superior folha de Uandres; em
casa de Jones Patn # Companhia na ra do
Trapiche Novo n. 12. (3
2 Vende-se urna penelra grande de rame,
propria para padaria sendo fina ; urna bra-
co de balanca grande com conchas e correntes
de ferro urna porco de caixas vasias do Por-
to e os pesos que precisarem todo o negocio
se far ; as Cinco-pontas n. 160. (6
2 ADMIRAVEIS
NA VALAS DE AC DA CHINA.
Teem a vantagem de cortar o cabello semo-
fonca da pello deixando a cara parecendo es-
tar na sua brilbante mocidade.
Este ac vem exclusivamente da China e s
nelle trabalho dous dos melbores e mais aba-
leados cutileiros da nunca excedida e rica cl-
dade de Pekim capital do imperio de China.
Autor Shore.
iV. t. He recommendado o uso destas na-
valbas maravilbosas por todas as sociedades
das sciencias medico-cirurgicas, tanto da Eu-
ropa como da America Asia e frica nao
s para prevenir as molestias da cutis, mas
tambem como um meio cosmtico.
3 Vende-se urna canda que carrega 11
caixas em inulto bom estado, muilo era cun-
ta, e se acba fundeada junto a canda d'agoa do
Sr. Cbalaca ; a tratar com Francisco Pereira da
Cuaba na ra de Apollo sobrado o. 9. 15
3 Vendem-se dous moleques de nacao, de
bonitas figuras de 14 a 20 annos ou troco-
se por duas pretas que nao tenhfio vicios na
ra de Manoel Coco venda n. 20. 4
3 Vende-se urna casa terrea na ra da Pal-
ma n. 6 ; a tratarla mesma casa.
(2
3 Continua5-se a vender suecas que teem
mais de cem libras de superior farelo ; no ar-
masem do Braguez, ao p do arco da Concei-
cao. v*
4Vende-se um forno do melhor gusto, que
lera apparecido sendo todo de ferro proprio
para assar bolinbos po-de-l e pastis ; lan
tornas de casquinha muilo fina, bordadas, man-
gas de vidro de bom gosto jarros para flores
de lodos os tamauhos apparelhos de porce-
lana muito fina, e de exquisito gosto, ebega-
dos ullimameule de Franca apparelhos para
cb e cal, de louca fina e de todas as cores ,
dilos para mesa de muito boro goslo tam-
bera de todas as cores candieiros de globo pa-
ra meio de sala,, e tambora de vapor, bande-
jas muilo lioas proprias para apparelhos de
cba chicaras de porcelana para almoco, fras-
cos de bucea larga garrafas de cristal muito
lino, copos para agua, clices para viuho, com-
poleiras tudoda mesma qualidade e ludo o
mais que se procurar em toja de louca ; na ra
do Queimado luja de louca o. 32 defronte
do becco da Congregaco. U"
Escra\os fgidos
3 Desappareceo na tarde de 16 do corrente
de bordo do Patacho Continente o escravo ma-
rinheiro de nome Antonio pertencente ao
Sr. Francisco dos Santos Ferreira do Rio de Ja-
neiro o qual representa 36 annos be preto
bem retinto lera pouua barba magro cara
comprida estatura regular ; levou camisa e
calvas de algodo azul, e chapeo de oleado;
quem o pegar, leve a ra da Cadeia n. 4o casa
de Amorim lrmo que ser gratificado. 110
4 Desappareceo no dia lo do corrento ura
moleque de nome Antonio de naco Beu-
gueia de 15 a 18 annos com ofllcio de pe-
dreiro ; levou chapeo de timbO envernisado de
preto calvas de riscadinho miudmho cami-
sa de algodosinho ; lera a testa alguma cousa
sabida para lora cabeca grande cor lula ,
maleas de becbigas no rosto, nariz grosso, com
a marca S no bravo esquerdo ; levou um lenvo
encarnado feito trouxa, contendo urna pauno da
Cosa de lislras estrellas azues urnas calvas de
Ultras largas brancas e outras ditas brancas
escuras, camisa de algodoziubo de mangas
cuitas e mais alguma roupa velba ; te mul-
to ladino no meio da canella tem una cica-
triz ; qualquer capilo decampo, ou autorida-
des policiaes e mesmo pessoas particulares, que
o apprebenderem, levem a seu snr. Francisco da
Silva Peixoto na ra larga do,Rosario 11. 37 ,
que gratificar generosamente, e pagar todas
asdespezas, queso uverem eito. (19
2Nodia 20deNovombrodo anno prxi-
mo'passado fugio o preto de nome Pedro do
naco Baca de 18 annos, baixo, rosto marca-
do de bechigas, orelba lurada tem urna be-
lida no olho esquerdo ; he caohoto levou ca-
misa de algodo da trra, de mangas curtas, e
ceroulss do mesmo panno com um bon de
palhinha de varias cores de tranca a maoeira
de rede o qual trabalhava de servente de pe-
dreiro com o mestre Manoel e agora andava
vendendo frutas do sitio ; quem o pegar, leve a
ra do Livramento sobrado de dous andares ,
delronte das catacumbas ou na estrada de
Joo de Barros sitio defronte da capella da
Conceico, que ser recompensado. (12
2 Fugiro no dia 7 de Junho as 7 horas da
noute um preto e urna preta ambes pare iros
da mesma casa sendo o preto de nome Bene-
dicto ea preta de nome Maria ; levrao urna
caixa peqnena de madeira oleada do verde ja
a tinta usada, e urna assafate pequeo do Por-
to com porco de roupa de seu uso ; o preto
tem os signaes seguintes : de navo Camun-
dongo estatura baixa corpo grosso olhos
grandes, cabeca a proporco cabello cortado
somonte atraz, pescoco grosso costas largas ,
pee grossos e largos urna orelba furada, em
que costuma trazer urna rosetinba, tem na fren,
te da cabega de ura lado ao p da testa e jun-
to ao cabello urna costura, cor preta nao retrac-
ta mos grossos e cheias de calos do tocar
canoa, olflcial de cascavel, que trabalhava no
trapiche do ssucar tem barba somonte na
ponta do queixo e buco, de 2 annos muito
ladino. A preta tora os signaes seguiutes : de
navo Benguella estatura regular, corpo sec-
co e espigado, olhos amortecidos principalmen-
te quando falla ; as fallas muilo baixas, pellos
pequeos roslo descarnado, macaos altas, ps
seceos e nervosos, mos regulares, cor preta
nao retnela, mui bem fallante denles apara-
dos; levou um panno da Costa vestido de chi-
ta encarnado com ramagens pretas, e aberlo
pela frente com abotuadura de clcheles, de 25
annos; em algum terapo vendeo lateadas; quera
os pegar, leve a ra da Palma por delrax do
Carmo era casa de Antonio dos Santos Fer-
reira que ser gratificado com 200/ rs. i30
1 Nodia lo do corronte fugio urna preta
de nome Joaquina, de navo Angola beicos
grossos, baiza ; levou vestido de chita o la ,
outro escuro, e outro do cambraia azul, e pan-
no da Costa; quem a pegar, leve a ra da Cruz
n. 17 ou a prava da Boa-vista casa amarel-
la primeiro andar que ser gratificado. O
1 30/000 rs. de gratifleacio.
= Fugio no da 14 do corrente um escravo
de nome Francisco de navo Cacange de 19
annos talla anda alravessada estatura re-
guiar, corpo secco, deules abertos rosto mais
redondo do quecowpnao cura punta de bar-
ba pucha por unta perua quando auda tora
as mos ura pouco desgeitosas, e talvez signaes
de custicos nos pellos ; levou calvas de algo-
do azul, e camisa de riscado tambera azul com
ura remend do wesmo panno u mais uovo as
costas ; foi visto por vezes nos bbirros de S.
Antonio e Boa-visla ; quera o pegar, leve a ra
da Cruz, venda n. 51. .11
1 1 uwOUi) rs. de gratificavo
No da 2f oe Oulubro do anno passado
fugiro dous escravos do abaixo assigado com
os signaos seguintes ; ura pardo alto, do 2
anuos altura proporcionada corpo dueito ,
bem corado rosto descarnado barba rala ,
poim lera suissas pelo queuo cabellos cres-
pos as puntas bera ladino, raete-se a fallar
bem olhos medianos e acaslaubajos gosla
de andar com ceroulas comprmas Irabaiha de
sapaleiro mais ou menos, bem ligeiro era
suas accocs nao lera marea alguuia ue burra-
do o melhor sigual quu teut he dous ou 3
denles emparedados era um dos lados do quei-
xo por se uo ler arrancado quaudo muuuu ,
tomo tabaco ; levou calvas e jaquela sendo a
jaqueta de riscadinho azul, camisa e ceroulas
de algodo da Ierra e tambera de madapolo,
e ceioulas de algodaozinho tranvado e clia-
itia-se Manoel. Um cabra de nome Luiz de
24 anuos grosso do corpo altura pioporcio-
nada cabello piehaiui roslo laigo ullios
pequeos e amoitecidos nariz cnuto ps e
uiul grossas tambera ladino corpo danto,
toma tabaco e toca viola o rabeca ; tambera gos-
la de andar liuipo cora ceroulas compridas ,
traballia ue ca pina mais ou menos os me-
ntores siguaes que lera lie unta cicalru pe.jue-
na na leslu que pouco se percebe e ura ta-
Ibiiibo no beico superior nielo aliatessado,
ha de ler untas poucas de marcas de surras ,
uas costas de uiuas picadas que levou ba
pouco lempo lera ura lailto na palma de uui
aos ps sabluilo para o calcauliai ; levou ca-
misa e ce.ouias Ue algodo da luir, calvas e ja-
queta desetiitela brauca; quera os pegar leve
a faseuda de l'o-Biauco ou a ra da Cadeia
ao Kecife loja n. 21. Luiz Antonio de 1-
uueira. t*
1 No dia 19 de corrente desappareceo o
preto Jos de navo Cabioda levou calvas
asues camisa de urna fasenda de rucas bran-
cas ; lera falla de uut dedo 11a wo esquerda ,
tendu o mais pequeito; quera o pegai leve f,
prava do Corpo santo u. H, quo seta granula-
do. 7
MANj TYP. DE M. F, DE FARIAl8ii5.


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