Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05297


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Full Text
Anuo de 1845:
Quarta Feira 19
.- O *il'>p..bioa-e t'idonu das ifue nao forein santificados : o prejo da -jiigmtur
(,. <'e ties mil rs. por quartel pico adianladoe', Oiinnuncioi.l.winitninu s3o meando
a rasAo de .0 lii por linda. 4ci rcisem typo diferente, e as repetirles pela amelada Os
ut n.io or" assinantsa paguo 81) raja por liaba, 160 e* ly,io diffe reate, por cada publicacuo
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
I.OURK)' l'aranrba. negundase aellas fairas.Rio Grande do Norte, chega a 8 e ti a pai
ta 10a 4 Cabo, Serinhaena, RioFonaoso, Macer, Porto Cairo, e Alagoaa: ao 1. c
a :4doada raet. Garaohune e Honito a 10 a -'Ida oada mei loa-Taia Flor
,i a l.'-a B dito. Cidaiir da Victoria quintas (airas. Olinda lodos os diae
DAS DA SEMANA.
40 Seg. s. Silranio. Aud. do J. de D. da 2. r,
jH Ir.ry* i. Theotonie Re. aod.doJ. deD.dal.r,
41) guara a Conrado. Aud J. de O. da 3 t,
^0 Quinta Nilo Aud doJ.de D da 'i. t .
'i. SeiU Xaiimi no. Ad. do J da D. da ra,
U Sal) S Abilio Ral. aud do J. de I).da 1. t.
._;; ''-.-. 1 da quaresma a. Lzaro.
e-vtiPW.i.'JW. ?.i-?erZgnRSaaMnBMa>naVBBaWniSBjBrjJMHsBaMHS^SBBa
DIARIO
de Fevereiro.'
Ano XXI. N. 4!.
o a-or dependa de toa atesaosj d aotit pn '. ia, oifragS, e enerjie : enn-
t linueatos josao p'irj'ripimca aereaos apntitadna roa ediaira^'ao entre as na^oee maia
w
uuiua
...... ^.......-----------. -
i'Prociaiatk,.!.. da Asseau>ica Oeai do tiaul.
OAIUIM Du fg UB VKRKlttO.
Caab^m,obre Lobtiree '.'5 ,,;
i):. a7.i ..*
Paria l?S me por fnc0
r,iaboa;iUpc-,uU depr.n,,,,
Quedada ouore ao par
dem da letras Je boas firma i i.....
Oui-.MOedade O.iou
a l.
da 4,1*01/
Fri'a- raiauoej
Pee') eoluiaanare
Ditas esexicanoe
compra ,eada
i) lu 7,300
i7.u00 47,;u0
*,iH ',700
,.. i.asu i.tiji)
!,irS l,Voa
PHASKS DA LA NO HEZ D FEVEREtRO.
Llanura a 6 as O o. a fi ia:u da tarda. I Le c .--.a a M \ h, ras a >7 san da m.
Descanta a 14 aa horas e iu m d m. I MiairaaaM a 0- I -1 ...ras a 36 "in da a>
Prima,ra aa 2 horas 5*
aim nin" ni 'mu mu
PER NA
1 m.
freamar de hoje.
da manli.'ia | 5c^unda a< I horu 1S minutos da larde
?nt?rtsmvic- a s .-.. .-. ee i -> -'anB-Aiemav amasan
""a"' .a'a.tr. j5--.ta"jas-jassrar: ar.fcn
ta..^."jti!..vj;saEa:-"!u.-t:afsiitijaarfirs;.&-, j.
^
?
*FF}!J
prevenidos, se a son tencha contra a deputacao
Ccarense nao estivesse j lavrada as altas con-
ferencias do Comit di salut publique. Para
tal gente nao vale a razao desapaixonada, a l-
gica cerrada, as consideracoes polticas que con-
tin esse bello discurso, para cuja leitura cha-
mamos a attenco do Brasil inleiro.
Dopois do Sr. Wanderley, fallou o Sr. Ur-
liano; porm de um modo to fri, lao incon-
sequente, e com signaes de tao pouca persua-
s3o, que ninguem podia deixar do descobrir
que S.' S.* adoptara una pessima causa. He
cnusa nolavel Diz-se que o nobre Deputado
nao prolongara alera de meia hora as suas cho-
chas observacoes, porque lobrigou por entre
um resposteiro o Sr. Andr Bastos deOliveira,
cuja amizade atraigora la para os mus litis..
Hontem fallarlo anda contra o parecer os
O Y.\m. Sr. Ministro do Negocios da Faen-
da, em seu aviso de 27 do crrente mez, em
consequencia da apparicao de netas falsas de
208 o de lOOg'rs da 2.* estampa, em quanto
se nao do outras providencias, urgindo pre-
venir o publico das differencas irais notaveis
pelas quaes elle possa fcilmente distinguil-as
das vordadeiras, ordenou, se izesse publico as
referidas difforengus nos peridicos mais lidos
desta capital as quaes sao as seguintes: No-
tas de 20^ rs. 2 estampa cor encarnada.
As notas de 208 "* 2. estampa, he produc-
co da mesma mao que as de 100 rs. muito
perfeitas havendo s pequeas dillerencas ,
sendo a mais saliente a que se acha na legenda
I-VIVERIO DO BRASIL, onde se encontra na i Srs. Rios e Ferraz, zurzindo alta'^epodero-
lettra VI escripto em minsculo a palavraMa-|samente os couros d'anta da commissao, pre-
ranbnodevendo serVlaranbo, assim cedendo ao ultimo o Sr. Antonio Carlos, que
como no relatorio da mesma nota no princi- (e limitou a considrateos geraes, todas lora
pi da diccao o propd|icoNo Thesouro, &c., da questSo, visto que nada podia duer om prol
estilo separados oNdo Opela parte su- de um parecer que assignara sem examinar e
perior, quando as verdadeiras o-Ntoca na | nem ler(pobre pariarcha !...) devendo nos
Itittra O com oqual se encontra por meio accrescentar que o Sr. Ferraz refutou comple-
da linha grossa que forma o assombrado da lamente com dados estatisticos os clculos abs-
mesma lettra.Notas de 100/ rs. 2. estam- i trusos e fallazes do homem da patria e da Ji-
pa, cor verde. O papel destas notas he de berdade, apresentados anteriormente
superfice engommada, lustrosa, e por issoma- Dizia-seque os fiis membros do Comit di
ci no tacto, e a eflr verde mais desmaiada do salut pu/i^ue.aguilhoadoscomo se achavo pe-
que as verdadeiras. A estampa perleitamente I |a discusslo sobre estas malfadadas eloi^oos,
tlesempenbada, apezar das diflertmeas quo se pretendio pedir a proroga?ao indefinida Ja ses-
encontrSo, comparando-as com as verdadeiras, I sao de boje, e at proporo encerramento da
a. ndb que n.. parte mais culminante do morro discussSo; o que Ihes nao foi preciso: por-
do Corcovado vflm-sedous objectos ponto-agu-j quanto, depois de fallaren, anda s Srs. l-'ran-
dos, e como separados entre si e a montanha ca Leite e Goncalves Martins a favor do pare-
esquerda, o lado que olha para o mesmo Cor-j Cer. econtraoapo.ro/oMarinhoe o patriar-
covado, ser pouco sensivel a convexidade no; cha Antonio Carlos, encerrando-se a discusso,
seu contorno, coiiiparada com as verdadeiras; \ passou o golpe dentado, annullando as olei-
o navio de trez mastros junto a trra, o masta- \ ces do Ceara. por 40 votos contra 20 I
reo da mz->na est a cunha assim como o de j Nao votrao 17 Deputados, ou por nao esta-
joanele, quando no verdadeiro padrSo s exis^ rem presrntes. ou por se terem retirado da ca-
te a primeia arvore at ao vio figurando co-! Sa. Os dous Ministros da Guerra e Estrangei-
mo desarvorado. No relatorio a palivra ', ros, ouvimos dizer que se ausentarn para se
valorentre o algarismo1e a primeira ci- nao comprometterem '. '.,..
fra que divide a mesma a linha barroira en-, (Senlinellade 22 de Janeiro.)
tre o grosso doae a aspiracao deixa dous Na sessao do dia 29 do occorreo um
intervall s, sendo mais pequeo o do lado da incidente digno de mencionarse. Orava o Sr.
mesma aspiracao quando as verdadeiras a D. Manoel do Assis Mascarenhns, sustentando
mesma barreira encosta a aspiracao, e com ella essa proposta do Governo e do passagem tra-
fica na mesma altura nao subindo, como se tou de impugnar o que dissera o Sr. Marinho
venas falsas; apezar do exposto, pode se dizer responsabiando os Ministerios transactos pelos
que taesnotas s5o urna fiel imitacao dos traba-, abusos praticados no recrutamento e outras
Ihos de Perkins. Taes sSo as differencas en- exacoes das autoridades inferiores O Sr D.
contradas as ditas notas falsas pelo trocador i Manoel disse que nao podiu persuadir seque
Paulo dos Santos Ferreira Souto. E para cons- fossem fundadas as aecusaces que por al moti-
lar se fez publico na lrma determinada. Cai-; Vo se fazem algumas das administraedes antt; -
xa da Amortsacao 29 de Janeiro de 1845. riores: que as apoiou Irancamento e ainda
O Inspector Geral da Caixa da Amortisacao boje esta convencido que o Ministerio de .Mario
Francisco Cordeiro da Silva Torra. prestou ao paiz os mais relevantes servicos.
. jijj. .....i wmmmmmammmmmmmmmmmmmm^mmmm. Estas palavras, quatro veies repelidas com re-
crescente vehemencia outras tantas lorio aba-
fadas por estrondosus naoapoiadot risadas e
susswro. Entao o Ilustre Deputado declarou
NOTICIA DO VAPOR. |com forga (,uo appellava da Cmara em turnul-
Terminarao hoje os importanlissimos deba-, to para a Cmara em repouso do paiz oficial
tes sobre o parecer da commissao de constitu- ; para o paiz real e, em ultimo recurso para
cao o poderes quanto s eleiges do Cear. Na a posteridade, para a historia imparcial.
sessSo deSabbadoorou largamente o Sr. Wan-j OSr. Kranca Leite por parte dos proi-
derley, impugnando os principios e uonclusoes criptoi do Cear apresentou na sessao de hoje
do m sino parecer, e sustentando a validado (31 de Janeiro) um protesto que ellos fizero
INTERI
das eleicoes, fundado em fados e razes incon-
teitaveis, deduzidas e constantes de muitos do-
cumentos que o Ilustre Deputado leo, oflere-
cendo- os depois consideracao da casa. Con-
contra a decisoiniqua arbitraria contradic-
toria eanti-conslitucional, que os afastara da
representaco nacional.
Pelo que diz o Jornal do Commercio, a apro
fundido com taes provas, e com tao valente e ximacao do elizsuccesso de S. M. a Impera-
cerrada argumentacao, oSr Ottoni, com a co- j triz ser annunciada por urna girndola ata-
ragem queselhu conhece, ousou negar que al-, cada nt Quinta da Boa-Vista a qualquer ho-
guns dos documentos existissem ntreos papis, ra do dia ou da noute e correspondida por ou-
que Ibe foro sujeitos, ao que replcou o Sr. tra de junto ao telegrapho do morro do Castel-
Wanderleyqueerao elles Crtilicados pela Se.-| lo ; e immediatamente devetn concorrer a
ejretaria competente ; patenti ando-se desl'arle Quinta os Ministros, os ConcelhfirosdEstado,
a Boa fd do homem da patria e da liherdade e e os grandes do imperio : e o momento em que
de seus condignos asseclas. Dos os fez, e o se realisar tao venturoso acontecimento sera an-
Diaboos ajunlou !O discurso do nobre De- nunciado por 3 girndolas se lor Principe ; o
putado pela Babia mereceo a altonco da Cama- 2 so Princeza lancadas do mesmo lugar o
ra, e nao deixaria de convencer os espiritos des- correspondidas por outras no relerido morro do
Castello ; servindo ifsode signal para salvarom
as fortalezas o embarcar/Oes do guerra surtas no
porto.
Dizem-nos u'este momonto (inda nSo temos
certoza) que o'Sr. Visconde de branlos |
foi exonerado da sua missfio ospecial antes'
mesmo de ebegar ao seu destino; porque o Sr.
Paulo Barbosa quiz applicar-lhe o amor amo-
re compensatur.
Quando Ministro dos Estrangeiros em 1830,
o Sr. branles dominio ao Sr. Paulo Barbosa
do lugar de Socretariida nossi legacao era Vi-
enna; demissao que chegou as mos dopo-
tentadooito das depois do achar se n'aquel-
la corte. Afanet alta mente repostum O
Sr. Paulo Barbosa, quando reforo este achote-
cimento perde o seu sangue fri, desvia-se
das suas bigarures, e deplora qu-' o raio ines-
perado o fizesse verter agoas urna noute intei-
ra (genero de molestia a que. di/, elle, he ha-
bituado quando tem desgostos)! Ora tome l
o Sr. branles, o saiba que pam Canabarro ,
Bonto Gongilves, e quantos pegaren) em ar-
mas contri o Imperador, ha de haver osqueci-
menlo do passado; mas ai d'aquello que o tar-
tufo tiver entre dentes! A sua perda bo irro-
mediavel !....
Na sessao do dia 29 na Cmara tempo-
raria durante a discusso da proposta de fixa-
efio das forQas de trra alguns Srs. Deputa-
dos da maioria manifestado vivas apprebensdes
e recoios de urna guerra externa ; e isto na pre-
senta dos Srs. Ministros dos Negocios Estran-
geiros e da Guerra que as nao contest-
rao .'.. .
De que serve a nossa Polica ? Eis a
pergunta quede novofizemos, ao sabermos de
mais um attentado, infelizmente tilo commuin
enlre nos, commetlido Sabbado de tarde no
caes da Praia dos Mnenos. Os marinbeiros do
brigue nglezCAanic/eer lrovrao-so de dispu-
ta com a tripolaco dos botes amarrados no
ces; das dispulas passarflo naturalmente vas j
ilo laclo, o destai u morte Um dos tnarinbi i-
ros inglezes foi Iraigoeiramente esfaqueadn pe-
l.is costas, e no mesmo instante deixou de exis- j
tir .. Comode costume, havia d<: haver mili-
to pnvo a applaudir, a guarda da Caixa d'A- i
mortisaiiio eslava perto, e mais perto eslava o
-Vrseoal de Harmha; entretanto honra esse as-I
sassinato; c-, o que mais lie anda, escapou-se
o assassino!...
Teom foilo especie as differentes visitas
oomiiueo Diagodo Macabtem ultimamen-
te Honrado ao t. Urbano de Pornambuco
Pensio uns que a primoira foi com o lim de re-
solver o Ilustre Deputado adar um parecer con-
tri as eleicoes do Cear, eas outras a agrade-
cer Iho o obsequio. Outras entendem que se
trata de urna uiodiiicaoo do gabinete, em vir-
tmlo da qual saio os Srs. Hollanda o Ernesto,
e enlre o .Sr. Urbano para a pasta dos Estran-
geiros, c Ottoni para a Marinha. Outros final-
mente suppoeui que tecm por fim as taes visitas
obter o apoio dos >rs. da praia em favor da can-
didatura do Sr Antonio Carlos a Senatoria por
Pernambuco, atraigoando-se d'cst'arte ao Sr.
Thoma< A'avier, a quem tantas zumboias fizo
rao os Ministros para o resolver a acceitar a Pre-
sidencia d'aquella provincia, quando a suppu
nho perturbada pelos taes Srs. da praia O
futuro desvendar etes mysterios.
*^* Os satlites mais brilhaotesda consto-
laco Santa Joanna & Santa Luzia, sao no
Senado os Srs. Aureliano e Costa Ferreira; na
Cmara dos Deputados os Srs. Jeronymo Br-
rela e Jos Jansen. Este ultimo entilo, he tao
desinteressado que j declarou que nem quer
mais negociar os celebrados 10i- eolitos dos liois
da independencia Todos os mais sao come-
ta de cacarac.
Desappareceo, sem que d elle se saiba,
desde odia 25 do corrente (Janeiro), o Sr. Joa-
qun) de Azevedo Lobo Pecanha, Trocador da
Uaixa d'Amortisaco, encarregado da substitu-
cao do papel moeda, em cuja caixa se encon-
trou, pelo primeiro exame, um desfalque de
mais de ,000*000 rs.
O Sr. Joaquim Pereira Viana de Lima,
ex-Guarda-mor da Alfandega desta cidade, re-
eii-ou a nomeacao de l'hesoureiro da Moso do
(Consulado, com quo o .Sr. Ministro da Fa/enda
julgou dnver agracalo.
No da 26, pelas 6 horas da manha,
suicidou-se, com um tiro de pistola na cabeQa,
o Sr. Antonio Rodrigues Coelbo. antigo Ne-
gociante desta praea, morador na ra detraz do
Carino. Deploramos sinceramente esta nova
desgrana : o Sr. Coelho era maior de 63 nnos,
e gozava de estima geral, a que Iho davo di-
reito longos annos do urna honrada vida com-
merclal A' motivos domsticos attribuem al-
guns esse acto de extrema dosesperacao.
Os especuladores que pejrao de notas fal
sas o morcado do MaranhAo acabao de desovar
tambem nesla prarn una boa quantidade deltas,
do 20,000 o 100,000 rs. !E saibo l agora
quem loi.. Hao d.- roel-as !...
A Polica, segundo diz o Jornal do Com-
mercio, conseguio antelionlem a prisao do in-
dividuo que no dia 25 assassinou, no caes da
Praia dos Mineiros, ao inarinheiro do brigue
inglez Chanticleer.
Enlrou nesle porto no dia 24 do corren-
te, o vapor do guerra francez Fullon, trazando
a seu bordo o Sr. Barao Treillard. encarrega-
do de una missao do Governo Francez untoao
d'este imperio, eoSr. de Marceuil, Ministro
Plenipotenciario junto a Confoderacao Argen-
tina.
d>*No dia 23 do corrente entrou do Qui-
limane n'esle porto o brigue escuna americano
Porpise que na forma do estylo ficou im-
pedido pela Polica para se examinar se
tinlia sido empregado no trafico de escravos.
(inmediatamente o Commodor americano man-
dou para bordo do biigue urna fon;a armada ,
sob pretexto de haver recebido denuncia de ter
esse navio importado africanos para o Brasil.
To llagrnt'' oflensa nossa nacionalidade nao
loi d'esta vez felizmente sanecionada pelo
Governo. O Sr. Ministro da Justica depois
de intilmente empregadat, ao que nos consta,
todas os deferencias diplomticas, ordenou com
urgencia ao Sr. Chefe do Polica quo fizesse
respuitar os DOMOS dircitos independencia e
soberana mesmo por meio da forr;a ja que
d'outra forma se nao podia conseguir.
Em consequencia do quo foro postas dis-
posicao do Sr. Subdelegado da freguizia de S.
Rita algumos [iracas do corpo de Permanentes,
com as quaes,dingndo-se a bordo do Porpise,
acompiohado do alguns pedestres o officiaes de
juslica loi II) pII vedado o ingresso tendo
por isso de regressar trra.
A desinlelligenoa oecerrida ltimamente
n'este porto, entre o Governo do Imperio e o
Com mandante em ebefe da estatu naval ame-
ricana, a respoito do bngue-escuna Po'pite,
terminoo se satisfactoriamente, como era de
razo e de justica.
O brigue escuna l'oj-poise, e loda a sua tri-
pulacao e passageiros, foi entregue no dia 3 s
autoridades brasileiras; nao tendo o Governo
consentido na extradigo, exigida pelo (om-
modor, dos ofBciaesdaquelle navio, bem como
dos do brigue enluchij, ijue nello viero de
paisagem, e que se aclio presentemente gozan-
do de piona liherdade.
Parece pois que mais fez a energa passiva do
Governo, do que todo esso apparato bellico,
quo comecra pe > maior cscameo, qual esse
da ida do estpido Axuchega, todo armado em
guerra, abordo da preza, donde leve de ol-
lar corrido de vergonha.
Foi demittido do cargo de Chele de Poli-
ca da provincia do Maranlio o Sr. Dozembar-
gador Jos Mariani !.... Ouvimos dizi que
S. S. foi quem pedir a sua destituidlo, depois
do negocio das cdulas falsas. Para seu uc-
cessor loi nomeado o Dr Manoel de Cerqueira
Pinto.
OSr. Francisco Emygdio Soares da C-
mara foi despachado Inspector da Thesouraria
do Maranbo ; e l'hesoureiro da mesma repai-


tigSo um Sr. Serapiao Sorra, sendo demittido o
honrado Sr. Quim.
O brigue do guerra nacional Capibaribe,
entrado bontem do Rio da Prata, trouxe a no-
ticia de b.iver chele da forca naval argentina
intimado aos das estaco* s neutras, n > da 16 do
passado, obloqueio absolutido porto do Mon-
tevidi, licando prohibida a entrada do qual-
quer embarcado. S o Almirante Franco/,
nao o quiz reconhecer desde logo, podindo tena
po para entender-se a respe 11 com o encarro-
gado de negocios da Frang em Buenos-Ayres;
mas at a sabida do Capibaribe inda nao viera
a resposta.
O ABSOLUTISMO.
Na Cmara dos Deputados voga como dou-
trina corrente que entre nos ba demasiada pro-
pensao para o absolutismo qual be precis
oppr-sc desarmando a Monarcliia que se
acha mui fort ment organisada. Ouviro ,
Srs. Ministros ? ouvio Sr. Paulo ? ouvio ,
Sr. Aureliano ? A Monarcbia esta mui lorte
no Brasil ; he preciso enlraquecel-a. (^uem
o diz he maioria ministerial.
L se no Courric Eumpen de 25 do
corrente peridico que se publica n'esta
cite :
Posl scriptum.
Lima carta do Hio da Prata nos la asseguin-
tes informa^es :
A situaco de Montevideo ho quasi sempro a
mesma.Os sitiantes tinho poslado alguma
distancia da cidade pecas de Artilharia cu|o
fogo causou algum incommodo no interior da
cidade ; mas os sitiados conseguirn fazer ees
sar o logo respondendo com Artilbaiia Je
grosso calibre que collocuro n.> sota de
urna das casas mais altas le Montevideo.
Ignora-se onde est Fructo Rivera ; mas
falla-se das victorias que lera obtido.s dous
exercitos se felicitan do numero de desertores
que !bescbeg5o.
[Sentinella da Momrchia.)
BAHA.
Antehontem 12 do corrente embartou,no Ar-
senal de Marinha desta cidade urna forca de
60 pra?as do corpo Provisorio da G. N.destaca-
da, commandada por um Capitao do 1.* linha,
levando mais dous Officiaes subalternos : cons-
ta-nos que (ora competentemente municiada de
plvora e bala mas at este momento ignora-
mos completamente para onde niarchou o o
motivo. Anteriormente tal expedico seguio
outra de 1.a linha no vapor Guapiats sob o
c molinillo do Sr. Capitao Atolondre Gomes
de Argollo Ferrn, para oCeara, requisilada ,
segundo se diz p< lo Presidente dessa provin-
cia talvc; receloso de alguns movimeotos po-
plales na occasiao daseleicoe* que all se
deve proceder : mo he quando em taes actos
subsiste da parte das aut ridades o receio e a
desconfianza porque, pelo menos da-se a
ideia de alguma injustica haver nossos mesmos
actos una vez que o povo geralmente fal-
lando nunca comnietle excessos senu quan-
do a estes he compellido por ifieto de ordens
injustas e arbitrarias. Ksqueciainos dizerque
lambem para a comarca de Caravellas marchou,
ha dias,outra forca d mando de um 'Pnente e pelo i|ue consta ,
parece que aggressoes dos aborignes ou in-
dios selvagens contra a villa do Prado dict-
rao essa providencia oa parte do Govcrno ;
crescendo por esta forma lodos os dias o peso do
servieo da guarnico da cidade sobre a G N.,
j por extremo sobrecanegada de tralialhoi, ha
bastantes annos. [Ih Mercantil).
JMIBCO.
CORREIO.
COBRESPONDEI Quer o iano da prata que o surradorde
Pernambuco seja baronisto, porque os seus .i-
inos o sao; quer que a victima que o carrasco
surrou, seja Portuguez e nao Hespanbol, e em
ambas as cousas o seu querer be una mentira ,
porque noste demento Dasceo, vivoe morrer;
est escripto. be fi I lio da mentira, ha de aca-
bar mentindo. Esses rs. do engerido Penan
duba, em quo tanto falla a praia, para negar a
sua maternidade aosurrador sao dous mocos,
que, fazendojustica, nao pdem ser classili
cados neste ou nai|uell<: partido: etrazem pe-
ra, como o Diario da praia diz, he por que a
traziao, ha muito do quando o mesmo Oa
rio da prata anda nao bavia anathemlizado
essa insignia de cabellos, quo por Homesmo
os Baronistas quizero adoptar como dislincli-
vo seu; mas quando esses mocos '(cosen) muiio
baronistas, nao podan eiles cons rvar o admi-
nistridor que nao fora por elle* dimitido,
nao obstante ser praieiro ? Os praieiros nao
laxem isto ; mas nos la/emol-o. O surrador |
ne seu, s da praia be que poda sabir o car-
muco de baca bao, como della tcm sabido os do
bacamarte la pelo Bonito, Limoeiro, &c., tudo
para maior honra do nacional partido, edo
Governo. que nelle se apota e de apoio Ihe
serve. Ouanto porm ao portuguezismo ou
nespanholismo do homem, seja como quer o
I), da praia. nao valba ahi nem a informac)
Ja Polica, valha s a palavra da praia, esta di-
to, o homem he Portuguez, tem Vmcs. todos
fnlen lido, ineus Sis. ; um praieiro surrou um
onmem com oit cenlos acaules, e este homem
ni Portuguez.
Segundo o D. da praii a polica do Pedro
Mcxandrino he relaxa la por que nSo varou
com urna baionete o negro que noseu quartel
assassinou a pobre preta machado pois s
assim podio os soldados evitar o golpe de um
malvado assassino to amostrado, e de um
sanguefrio lo consumado, que blguns dias
antes do attentado havia mandado dizer duas
missas por urna tenco particular, e se gabado
publicamente do seren por alma aquella des-
granada. Oh! pondo a polica as mos da
praieirada e vero se algum malvado mais
couimette assassinatos. Para que? Enlo ha-
vifio i ses do partir ua mesma polica : os que
por ahi se estao commellendo em oulras co-
marcas partem das proprias autoridades praiei-
ras
He agora o dito da moda entre os pretos ,
quando algum delles faz l tal ou tal cou-
sa. olha o machado A praia nao tem fei-
loomesmo?Olha a espada desle olha o
bacamarte daquelle-e quando nutro dito nao
loes occorro quando o bacamarte faz o seu
efleito, esses descarados dizem-nos mui lam-
pcirosquem com Ierro fere com ferro ser
ferido. A praia tem conseguido o seu (ini prin-
cipal, immoralizar as massas ; fazer que ellas
t'iicarem o insulto, as mais graves offensas, os
ataques contra a seguranca individual e de
propriedade como objectos de galhofa : ora
romo ns escravos tamben) fazem parte das suas
manas, e at dos seus lvres, nao he muito
que elles tenhao bebido a doutrina que mais
devo ir com a cocha da corrupcao da osera va-
lura. II o partido nacional, deve abranger
tudo, en mais he historia.
Domingo i tarde um escravo puchou por
urna laca para seu senbor, e como nao podes-
o instrumento na mo, entrou pelas lojas de
um sobrado na ra do Sol, saltou para um
becco fechado que alli ha e escapou-se por
urna casinha da ra de S Amaro; mas veio a
ser preso ainda com a faca.
Muito bonita esteve a testa da bandeira de
S. Goncalo no Poco da Panella ante-hontem,
segundo medizem! Quando me referirlo as gen-
tilezas que por alli apparecero, a jovialidade,
i alTabilidadee tudo o mais em ade dos direc-
tores da funeco confesso-lhes, fiquei coma
gOa na bocea, e tive inveja dos magandes que
l se for'i divertir. Ora aquillo he que he re-
galar Urna consideracao porm, lembrando-
me de quo estamos na quaresma, me tem met
liilo em grandes escrpulos, e he : se nao pee
caria eu mais indo a tal bandeira, assim mes-
iio da sanio como he. e sendo cousa do igreja,
do que indo ouvir o farbeiro ou assistindo a
um bailo onde desgraeadamente muito e
muito desgracadamente ha mais decencia,mais
iigniiade do que as nossas igrejas, as occa-
-loes dessas funccoes de bandeiros, de novenas,
&., &. Como quer que seja a respeito dede-
enca pelo menos os exemplos derixas, de
pancadas, eoulros aedegos sao mais raros na
quelles adjuntos mundanos que apontai, do
|ue oestes religiosos, de que fallo.
Honleo pelas 2 horas da tarde no lugar de-
nominado Villa- Nova (outr'ora Gabanea) um
pescador 'que traz rodella commandou no
lempo da ptdiosada(a ..*) a seceso de cacetistas
daquelle quarteirio eneconhecida por Ca-
zuza Frade, deo urna haionctada no pesclo
de JosSeverino dos Prazeres, por esle qnerer
acrommodar urna pendencia que o tal Cazuza
bavia travado com seu genro, lamben) praieiro:
o lerido esta s portas da uiorte o assassino
em sua casa tal vez porque e Subdelegado
Posoa nao quer entender com os seus correli-
gionarios, e o genro loragido por medodoso-
gro, quo tem proinetlidu nao deixal-o vivo.
Prevavelmcnte o Subdelegado diz a istoque
visto o negocio ser entre praieiros, nao he da
conta de niiignom o crime a commutter-se; mas
lia um eonimeltido e contra a seguranea de
quem lalvez n3o he da mesma grey, e o sjste-
ina da praia ahi deve ceder.
Muito agastado contra o correio est o meu
Coronel Director do Arsonal de Guerra, nao
este podro correio, de quem elle nao da. fe,mas
do correio das cartas; porque o homem escro-
vo continuamente a toda a malta praieira ora
dando espectculos na cd le, o nao recebe res-
osla; e como a sua vaidade nao o deixa acre-
ditar, que esses mesmos o desprezao, grita qu
o correio Ihe di cabo das cartas ou d'alli as
lirio para descubriremos altos segredos que el-
las conten. No oulro dia cou to furioso que
chegando ao Arsenal e n8o achando mais em
que tingar-se, suspendeo o Ajudante do Por-
teiro, que eslava doente e havia apresentado
certido do facultativo.
Dou-lhes parte que o Uan de cousa est em
foro do Bispo; e afro Cometa em via de papa :
contrao-moque, ha poucosdias foi aquello vi-
sitar este no convenio da ordem seraphica de
Olinda, que o segundo rege e manda. O Co-
meta desfez-se em obsequios ao Ilustrado vi-
sitante, e desabusado maudou-lhe lambem re-
picar os sinos na entrada e na sabida, com que
licou o Man to ancho, to dobrado lio ver-
melho, quovoltouse para os acolytos que le-
vara com sigo, e disse todo satisfeito: Es-
tes rapaces querem-me muito! far-me-ho at
bispo.
Ora ahi tem Vmcs. o vapor: se elle tivesso
apparecido ao romper do dia, nao me teria eu
alargado tanto. Agora vou tatnbem observar
as alegras da canzuada praieira.
'......-------- .-- MHMBHMHMi S
diario m m\mm.
Nossos leitores acharad em lugar proprio o
que de mais interessante encontramos nos pe-
ridicos, que recebemos pelo vapor 5. Salva-
dor, chegado bontem do Rio de Janeiro.
Publicando em nosso n. 39 a corresponden-
cia Cosmop ta nao foi nossa in tenco
subscrever em tudo as vantagens de um mono-
polio contratado com o Governo para forneci-
menlo das carnes mormente lancando essa
falta em desar Assembla da provincia que
revogou a lei que o autorisava. Julgamos que
o Cosmopolita nao lem razao para lisongear-
se de quo d'esse monopolio,em favor de alguns,
que terio a lelicidade de adquiril-o e ficar com
a sorle do povo sua disposigo, teria resultado
beneficio, pelo revez muito convencido esta-
mos do que seria productor de graves males e
de que loi grande artico a revogaco d'essa lei
do contrato. As emendas de um dos membros
d'aquella Assembla que defendiio a lei, para
se fazer urna qualificaco de carnes de varias
sorles, pondo-se um preco a boa, outro sof-
frivel.e inferior m,bem inostraro na discus-
sao, o anno passado, da resoluco abrogatoria,
quo pouco realisaveis ere os desejos do Cos-
mopolita. Um nosso correspondente, leud-
nos dirigido urna ligeira impugnaco desse pen-
samiento do oulro nosso correspondente dse
gunda- feira, adherimos com tanto maior prazer
s ideas conleudas no seu artigo, que abaixo es-
tampamos, quanto desojamos,nao se entendaque
procuramos a furto ferr os Srs. Deputados
que defendro a revogaco da autorisaco do
contrato.
iH"!111
Comiii iinicado.
Ao Curador Geral dos 'JrphSns dever si-ha
tallarlo de 120 por cada urna das resposlas-
que da em rsquerimentos, ou em autos
NAO.
Sendo por urna parle cerlo, que somonte slo
legtimos os emolumentos, que se acbo por
lei expressamente autorisados, sem o que se nao
pdem perceber : alv. de 18 de Outubro de
1760, e por oulra parle, que nao exisle regu-
lainento ou tabella, que mande, e autorise tal
sallario de 720 por cada urna resposta do mes
mu Curador; he lora de toda a duvida, que taes
720 Ihe nao sao leudos. Pratica foi sempro ta-
xarom os Juzes os sallarlos ao Curador Geral
segundo o seu trabalho; assim a (Tirina Zuch-
de sallaro=quest. 52 n. 23 Guerr. tract. i de
ratcn. reddend. liv. 5. cap 5. n. 75. alm de
outros, e o alv. de 7 de Janeiro de 1750, e 10
de utubrode 1754 corto toda a questo. Na
presenca do que est expendido, oque justifi-
car ao Curador e ao Contador ?
Se nada ha, como nos parece, que aulorise
lal emolumento; menos haver, que justifi-
que tantos 720, quantas sao as respostas do Cu-
rador.
O regiment da mesa da consciencia e or-
dens de 23 de Marco de 1751 chp. 6. 2. con
cede ao Procurador Fiscal 240 rs. por cada um
dos requerimehtos a que responder, ainda que
nuiles d militas respostas at que finalmente
se despachen); pois por todas levar smente o
lito sallario : o regulamento n 120 de 31 de
Janeiro de 1842 no cap. 16 art. 472 3. diz
que os Promotores Pblicos levaro es partes...
pelos arrazoados escriptos, que tenbo lugar
em qualquer processo, ainda que sejo mais de
um 2100 Daqui se conclue, que o syslema
da nossa antiga e moderna legislaco s concede
o emolumento por urna vez em cada processo, e
que em cada um requerimento. ainda que mu-
tas sejo as respostas, sedum s sallario. Se
isto assim he, se o Curador nao tem regimen-
t, so nao ha tabella que Ihe taxe os emolumen-
tos; como leval-o, e o que he mais pelo modo
que se pratica oeste termo P
Nao he o espirito de novidade, e menps o de
querer intreduzir praticas novas (porque o
quanto levo escripto he velho e bem volhojquem
meinduza expr esta minlia humildeduviiia;tnas
siiii o nao poder levara paciencia, que na pro-
zenca de :VIagistrados,de centenares deentende-
dores se esteja pralicando todos os dias; o que
me parece a loi nao autorisa, se he que nao con-
demna. Entremos pois nrsta questo, e na da
jegitimidade do Curador,que ainda est por de-
cidir : o caso he serio e as cousas serias com se-
riedade devem ser tratadas.
Correspondencia.
Senhores Redactores. Com muila razo -
misera-se o seu correspondente de don tcm da
penuria em que progressivamente vamos, com
a secca que, quiz a Providencia, nos perseguisse
este anno para punico de nossos grandissiinos
peccados, de que sao grandemente occasiao os
marulbos polticos, com que ninguom se con-
serva no seu porto, muitas vezes nao falla pela
raso e segundo a sua consciencia. Se conti-
nuar a forca do vero, be bem de receiar que
brevemente quasi falte nos a carne, a arinba e
lambem a agoa, as primeiras necessidades da
nossa existencia : os atravessadores sem duvida
tem muita parte em augmentar o mal, e muito
digno de applauso seria o que lentasse o Sr.
Dezembargador Chele de Polica para dar al-
gum alivio ao povo. Com quanto porm mui-
to respeito tribute a opinio do cosmopolita,
que parece professo na materia, e que lem-na
bastante meditado, com tudo permitto me to-
mar a lder ade de nao a acceitar na parle em
quese carpe por nao ter tido efleito a lei do con-
tracto das carnes frescas (nao digoverdes; por-
que essas, disse o nosso sabio diccionarista, co-
mo-nas os Francezes). Nao s, Senhores Re-
dactores, no meu humilde entender contraria-
va a nossa Constituico a concesso de um mo-
nopolio no trafico das ornes, como a rasSo e a
experiencia nao permittem crer quede sua exe-
cu$o proviessem menores males do que os que
a malicia inculca como nascidos da franqueza ac-
ta I. Nao q aero que o Governo seja encerrado
em urna esphera muito acanhada, lora da qual
se Ibe nao conceda sabir para ntervir a lim de
dirigir convenientemente a industria, e procu-
rar a mais lacil satislaco das necessidades do
povo; porm parece me que he mais seguro
admttir como principio a liberdade de indus-
tria, Meando as restrieces e meios de direceo
da parte da administre cao, para quando por ex-
cepcjio so reconhecer as diversas circumstancias
a sua vautagem ou necessidade, salvas as dispo-
sicoes particulares da legislaco do Estado. Ge-
ralmente ni se encontrara que o povo ganda
com o monopolio, que s serve para dar-se e
poucos a faculdade de satisfazerem a amhico a
seu arbitrio, sem baver remedio para impedil-o,
com detrimento da communho. natural
conlraHiccao do cosmopolita he que mostrndo-
se opposto ao monopolio, anal iemati/e com ra-
zo os atravessadores, e agambarcadores, e ao
mesuio lempo lastime nao ter vingado um mo-
nopolio mais forte,vasto e bem combinado,sanc-
cionado pela lei,protegido pela autoridade.eque
seria sem tlilTerenca de estadio para lodo o lem-
po assim lie secca como de chuva. Ao menos se
agora custa-nos tanto a carne, o mesmo accoo-
(ece com farinba, e igual difficuldade de ohter
agoa vai apparecendo em muitos lugares, sig-
nal de que nao he a causa outra seno a secca,
que naturalmente cessar Muito bom seria
que o Governo ou a polica podesse por meios
indirectos, por suas predisposicoes arrancar o
mal, ou agotentai-ihe a influencia e aqui uno
as minbas vozes do cosmopolita, mas de dar
a cerlos sugeitoso exclusivo de lornecer-nos os
ob|ectos de nossas primeiras necessidades, Dos
nos iivre : seria entregar o povo amarrado de
ps o maos para saciar-Ibes a sede de dinhero,
a custa das lagrimas da maioria. Nao he minha
intencao, Senhores Redactores, inetter-mo em
questes tao elevadas, c que dependem de urna
sciencia to inti incada, como essa economa po-
ltica de que falla o cosmopolita,nao tendo eu a
sua variada instrueco para discorrer sohranceiro
aos principios dessa sciencia, que todava sejo
quaes forem bao de ser os mesmos para a carne,
que para a farinba e agoa Domis nao quero que
caiba-mo a carapuca que taldou mau de tnetlrt
para os quo enlahuzados pela superficie da sci-
encia do paslo em ludo a sua va loquacidade.
La com os Doulores seavenha o cosmopolita
pois aquellos tallando em poltica esto no ele-
mento com que so criaro as Academias, as-
sim como a quem se educou nos mosleiros nin-
gii' ni estranhar de que arraze, ou mesmo
desarraze, metiendo o cara Santo Agoslinho
ou Benedicto XIV ; mas quem deixaria do mo|-
trar muita admirarao ao ver no homem da so-
taina preta urna verdadeira enciclopedia viva a
refutar Smth cm assumptos pcrtencenles a tal
abstrusa economa, a Rossi em materias dodi-
reito penal, e o Broussais ou a Rasori em pon-


tos da sciencia medica ? Eu.Senhores Reducto-
res,como procuro ugir d'esse ridiculo charlata.-
nismo, fallo i penas como uorr.em do povo, pois
que a materia he toda delle, para abrir-Ibes os
olhos contra os embacadellas de finorios ou ta-
murias de sereias: pelo que aqui encolbo as a-
zas. e esperando do cosmopolita que releve-me
nao procucal-o no terreno da alta sciencia,
peco-lbes,Senhores Redactores,deeculpa por ter-
|be tomado espaco que poderia ser aproveitado
coro produccao de mais preco
Cincinatut. n
'.,;

Bendimento do da 18.......... 4:139$'115
Desear regio hoje 19.
BarcaCameliamuren dorias.
Brigue brasileiroFelizfumo e barricas va-
sias.
BrigueDianabacalho.
BarcaCasimir de Lavignemercaduras.
Collegio, eni Olinda nos Quatro Cantos, loja
de Domingos los Al ves da Silva. (16
THEATRO PUBLICO.
Domingo ('23) rpresenta-se, a grande peca sa-
cra Moiss no Egipto ou passagem do mar
yermelho com todo o seu machinismo e cho-
ros. (4
avisos oiariQjS
2= Para a Babia, salara muito breve a su-
macca Felicidade, quem na mesma quizer car-
regar tratem com o Mestre Ignacio Marques, ou
com seu propietario Antonio Joaquim de Sou-
sa Ribeiro. (4
2 Vende-se urna barraca prompta a seguir
viagem para qualquer parte, a tratar na ra da
Cadeia do Recife n. 28.

laSovOifilo do Porto
Navios entrados no dia. 18.
Rio de Janeiro ; 30 dias. barca brasileira Fir-
meza, de 224 toneladas, Capito Narci/.o
Jos de Santa Anna, equipagem 16, carga
carne secca; a Gaudino Agostiribo de Barros.
dem, Babia e Macei ; 9 dias o 18 horas, va-
por brasileiro 5' Salvador, 'je 300 toneladas,
equipagem 31, Commamante o 2." Teen-
te Antonio Carlos de Azeredo Coutinho,
passageiros para Perr^ambueo, Consellieiro
Sebastio do Reg Bp.rros, e 1 escravo, Con-
selbeiro Antonio Peregrino Maciel Mon-
teiro, 1 criado e 1 escravo, Dr. Jos Perei-
ra Jnior, e 1 escravo. Dr. Jos Thomaz
Nabuce de Araejo, e 1 escravo, Dr. G. JVJ.
Figueira de \lello, e I escravo, Henrique
Cavalcanti de Alauquerque, Jos Antonio
de Oliveira, Portuguez, Nicolao Jos Soares
de Moura, Brasileiro, Joo Keller, Suisso,
Lttiz Be.rliosa Axioles de Rrito, e 1 escravo,
Manoel Mura do Amaral, Dr. Alexandre
de S'dUti Perera do Carmo, e 1 escravo,
Dr Bernardo Rabello Pereira da Silva, e 1
".iCravo, Domingos da Silva Less, Monoel
Casimiro da Rocha Jos Prospero da Silva
Graveto, Padre Pedro Jos Carlos, Manoel
Antonio Lopes da Silva, Tiburcio Valerio
da Bocha, e 1 escravo, Ricardo Peroira da
Hovhi, Jos Baptisla da Fonseca, o Jos Pe-
reira da Gama, Brasileiios Para o Cear,
Dr. Raimundo F. Araujo Lima e 1 es
crava, Dr. Andi Bastos de Oliveira, c 1
escravo, M8Jor Graduado Jos Felis Bandeira,
Miguel Fernandos Vieira, c 1 eseravo, An-
tonio Jos Machado e 1 escravo. o Emygi-
dio Soares da Cmara, Brasilcirns. Para
Maranhao, Hy|iolito De Lafontame Felis
Girardeau, Francezes, e 1 escravo a entre-
gar. Para o Par.Jeronymo Goncalvcs P. V.
Gentil, Porlugue/.
libas de Sandwich ; tendo sabido de New Bed-
ford 119 mezes ; barca americana Pac fie,
de 314 toneladas, Capito Joseph R. Merri-
bew, equipagem 20, carga azeite de peixe ;
ao Capito.
A avos sahtdos no tnesmo dia.
New Bedford ; barca americana Ureeon, Ca-
pito Obit Sbearman; com a mesma carga
que trouxe.
Macei; a barca austraca Aatk, Capilo Vi-
anco Ragastin ; em lastro.
Copenha;em ; brigue ingle? Sir /lobert Cam-
pbell, Capitao Wyno, carga nssucar.
Havre de Grace ; polaca Iranceza Arago, Ca-
pilSo Deyrien, cargn assucar, couros e al-
godao.
Lisboa ; brigue portuguez Feliz Deslin, Ca-
pitao Antonio Goncalves de Azevedo carga
assucar
Nantes; brigue ingle/. Emerald, de 200 */
toneladas, Capito George Duydale, equi-
pagem?, carga guano.
PUBLICAC O LITTERARIA.
4~ Brevemente s r publicado o Epitome
da Historia Romana, por L'esieur Subbibliote-
cario da Universidade de Paris, e vertido do
original rancez para lingoa verncula por An-
tonio de Vasconcellos Menezes de Drumond.
Este compendio, adoptado nos collegios de
Franca, pela sua clareza, e brevidade na fiel
narragao de todos os lacios, sera utilissimo
mocidade brasileira, a demonstra oquantoso-
lyelcva a todos os outros, at o presente adop-
tados nos mesmoseslalielecimenlos do Brasil.
Subscreve-se a 1/500 rs pagos a recepcao de
cada folueto, e se vender a $000 rf#j na rua
da Cadeia do Recife, loja da viuva do Cardoso
Ayres, na loja de livros da esquina da rua do
2= O patacho portuguez Novo Congresso,
de primeira marcha, forrado e pregado de co-
bre, sai com a maior brevidade para Lisboa,
por ter a maior parte do seu carregamento
prompta; recebe carga e passtigeiros, paraos
quaes tem excellentes commodos ; trata-se com
o consignatario Manoel Jos Machado Malbei-
ro, na rua da Madre de Dos n. 5 1. anJar,
ou com o Capitao. (7
2=Para o Porto sabir at o lim do corrente
me* o brigue portuguez Maiia Feliz, Capito
AntonioLuizGomes, por estar quasi cheio.quem
quizer carregar ou ir do passagem para oque tem
muito bons commodos, trate com o dito
Capito na praca, ou com o consignatario An-
tonio Joaquim da Silva Bibeiro. (6
i.e.lao
1 = Perante o Sr. Dr. Juiz de Orphos des-
ta cidade, se bao de arrematar em leilo pelas
10 horas do dia 21 do corrente, as fazendas e
armaco da loja, amis bens, movis c osera -
vos do fallecido Joaquim Jos Franco, oque
tera lugar na rua do Crespo na referida loja. (6
AVISOS davtrsos.
*/ Os Srs. subscriptores da Sentinella da
Monarchia, ou aquelles que quizerem subs-
crever para ella, poden mandar receber os nu-
mero! chegados por este vapor, no escriptorio
da typographia do Diario, onde tero a bon-
dad,) je deixar os seus nomes e moradas.
2__floro-sc terrenos na matas da Torre o
("Mino de irente a 1G0 com 450 de fundo e ou
"osa 1-0 com 300 de fundo; quem os pre-
tender dinja-so ao Coelbo na rua dos prazeres
n. 10: na mesma casa aluga-se una casa na
mesma rua, com lions commodos para familia,
e tambem se vende urna canoa que pega em 500
a 600 lijlos de alvenaria por preco commo-
do. (9
3 = O.abaixo assignadomudou sua residen-
cia da rua das Cinco Poritas casa n. 100 para a
do Padre Floriano n. 43. =ftlonotl Felis Al
ves da Cruz. (4
2 Hoje 19 do corrente, pelas 4 horas da
tarde, tem de ser arrematada urna escrava
no pateo do Hospital, na piuca dojuizodo
Civelda 2.*vara. (4
2 Da massa para tirar lobinhus.j annuncia
da no Bocife rua da Cruz n. 62 ainda resta
para vender urna pequea porcao o por preco
commodo. f4
2 Urna pessoa habilitada na theoria e pra-
lica, tanto de contabilidade commercial, como
da escripturacao por partidas dobradas, oflere-
ce-se para tomar conta de qualquer casa de ne-
gocio; assim como encarrega se de qualquer
escriplurago commercial, que em diasequei-
ra por : quem precisar annuncie. (6
2= Francisco Jos da Silva, Cirurgi.o da
Cmara Municipal, e por ella adstricto a curar
as pessoa pobres desse municipio, continua a
receitar como costuma as quintas e nossabba
dos no lugar onde vaccina, das seis horas at
onze e meia, e em sua casa todos os das das
seis as nove horas da manhia, menos nos dias
cima declarados. (7
2 Gertrudes Maiia da Gloria quer embar-
car para o Rio de Janeiro o seu escravo Bene-
dito de naco Benguella.
2 Precisa-se de alugar urna escrava para o
servil o de urna casa de pouca familia, que sei-
ba comprar, cozinhar, e ensaboar, dando-se-
Ihe o sustento, e lOsOOO rs. mensaes ; na So-
lidado indo pelaTrempe lado esquerdocasa n.
42. (5
2 Marcellino da Costa Jnior declara ao
respeitavel publico, que acba-se en exercicio a
sua aula de primeiras ledras, grammatica Por-
tugueza, e a de msica vocal e instrumental ;
as pessoas que se quizerem utili/ar do seu pres-
umo, podem dirigir se a casa de sua residencia,
no becco da I lomba n. 2. (7
2 Aluga-se na rua doTrapixe n. 34 urn
elegante sobrado e soto, com magnifica vista
para o mar, (3
2 Aluga-se no Passeio Publico o grande
armazem n. 15 com tres portas novas de frente
todas em bom estado, tendo cacimba, e todas
as commodidades necessarias ; quem quher
alugar procure no botiqun) da estrella. 5
2Aluga-se urna escrava de idaue de 17 an-
nos hbil para qualquer servieo inlorno.e exter-
no de urna casa ; quem a pretender diiija-sea
rua dasCinco-Pontas n. 160
2Oueinjprecisar de una ama secca para casa
de familia capaz ; dirija-so a rua da Rangel n.
38, no fundo do acougue (3
2Precisa-se de um criado branco para co
ebeira para o que deve ter todos os requisitos
necessarios : quem estiver nestas circunstan-
cias dirija se ao Mondego em casa do Luiz Go-
mal Ferreira (5
2Aluga-se. ou vende-so urna cana nov-.-
de carga de 600 a 700 lijojos d'alvcnaria gros -
sa : na travessa dot)ueimado venda n. 3. 3
3= Joo Bessa retira-se para Portugal, a
tratar de sua saude. (2
3=s A mesa regedora da irmandado do A-
postolo S. Pedro desta cidade faz sciente a
todas as pessoas, que se achao a dever foros a
mesma irmandade, queirao no praso de quinze
dias, contados da data deste, pagar o que devem
ao Reverendo loaquim Antonio Marques, pro-
curador da mesma irmandade no Forte do
Matto, rua do Amorim casa n. 17 primeiro an-
dar, do contrario passar a mandar cobrar judi-
cialmente. Recife 17 de Fevereiro de 1845. (8
3 Aluga-se o segundo andar do sobrado da
rua estreita do Rosario n. 18 com commodos
para pequea familia ; a tratar na rua do No-
gueira n. 27. '2
2 Precisa-se de um preto cosinheiro ; ri-
ma do Trapiche n. 8. (4
3 Pommatau, cuteleiro Francez, moradoa
no aterro da Boa-Vista n 5, avisa ao respeir
lavei publico que se acba prompto para amollar
e polir toda e qualquer qualidade de erramen-
ta de ac, assim como faz de novo as que per-
teneci aCirurgia o a Dentista por presos
commodos.
I'essoa com os requisitos de-
vidos se o He rece para fazer venda
de objectos de ouro, prata e dilFe-
rentes trastes, por razoavel por-
centagem e com a vantagem de
diariamente girar por e-ta cidade e
seus contnos para obter prompta
venda do que se Ihe ene anegue: a
tratar todos os dias das 6 as 9 ho-
ras da litan han e de i as 3 t/2 da
tarde na casa N. i5 no largo de
l'alacio Velho ao lado do novo
lliealro. Na inesm i casa se vendem
diversas pecas de prata como fi-
velas, &c.
3 O abaixo assignado vende a sua loja si-
ta na rua do Queimado n. 14 da qual tomou
posse judicialmente, sem opposico alguma. e
se nbrixa a garantir o arreiidamento da loja
pelo lempo que se ennvencionar visto que es-
t para isto autorisado pelo respectivo proprie-
tario ; a tratar non o aballo assignado na
rua do Queimado n. 14 segundo andar. Luiz
Jos de Sousa. (9
3 Furtro na noute do 15 do corrente no
largo do POco da I'anella.a urna preta de dentro
do um taboleiro um transelim de ouro com
urna vara, o outro dito com vara e quarta ,
mais grosso dous cordoes finos, sendo um
mais grosso que o outro com todos os qua-
tro clcheles novos una cazoleta quadrada ,
com 3 oitavas urna moeda de 2 rs. eneas-
toada, um brinco com dous diamantes, um
maior em baixo e outro mais pequeo em ci-
ma ; roga-sea qualquer pessoa a quem forem
oflerecidas ditas obras e poder denunciar o
ladran, que se guarda segredo dirjase ao
pateo-do Terco loja do sobrado n. 137, ou
na rua do Crespo n. i2, que ser recompensa-
do. (*
LOTERA DO SEMINARIO.
4-Acho-sc a venda nos lugares do cotu-
rno os bilhotes da primeira parte da IS lotera
concedida a beneficio da instruccao publica no
Seminario Episcopal de Olinda cujas rodas
andao com a maior brevidade possivel : pareca
escusado fazer ver ao respeitavel publico que
esta lotera he urna das mais acreditadas de
provincia. "
18 LOTEB1A DO GUADELUPE.
A lotera do Guadelupe que fflra preterida
do andamento de suas rodas, pelas de S. Pe-
dro Martyr e Ibeatro deve correr impreteri-
velment" no dia 15 do Marco, como por S.
Ex. o Sr. Presidente da provincia foi confir-
mado. Os blheles esto venda as lojas de
cambio na rua da Cadeia do Recife na de
miudezas do Sr. Fortunato praca da Uniao ,
na botica do Sr. Moureira Marques, em S.
Antonio na botica do Sr. Couto largo da
Boa-vista e finalmente em Olinda loja do Sr.
Domingos nos Quatro Cantos. (12
O Reverendo Sacerdote que quiwr ser
Coadjutor da freguesia do Bonito e regel-a pro
Parocbo dirja-sea rua da Gloria casa de-
fronte da do capellao das freirs.
O juiz da irmandade do SS. Sacramento
da recuesia dj S Jos avisa aos Snrs. irrnos
mesarios que quinta felfa -0 do correte ,
as5 horas da tardo, queirao ter a boodade do
se reunir no consistorio da igrej i d<> N. S. do
Terco a Um de se tratar em negocios de grande
importancia pcrtencen'tes a mesma Irman-
dade
Existe urna carta volumosa para o Snr.
Joaquim Monteiro Cruz : na rua da Madre de
Dos n. 7.
t AGENCIA HE PASSAPORTES.
Narua do IJaiU'I n. 34, tiro-se passa-
porles para dentro e lora do imperio correm-
s folbas e despacha i-se escratoi com brevida-
de e preco muito commodo. (5
t Aluga-se umsenundoanrhr por preso
flommodo; na rua estreita do Rosario n. 41 ,
primeiro andar. (*
1 Precisa-se de um preto para todo o ser-
vico de palaria ; ni rui ila Solidado n. 11. (2
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
2 Em consequencia da pouca cxlracjio dos
bilbotes ficou transferido o andamento das ro-
das desta lotera para o dia 28 do corrente, por
ordem do E\m. Sr. Presidente da provincia : o
restante dos bilhetes atho-su a venda nos luga-
res annunciados ('
2Joaquim Jos (lomes Rodrigues retira se
para lora do Imperio a tratar de suu saude. (2
1 RODAS D'AGOA.
O abaixo assignado, engenheiro rancez,
prope-se a modificar as rodas d'agoa existen-
tes ou fazel-as de novo quaodo for mister,
prometiendo as fazer moer com menor quantl-
dade d'agoa, sem diminuir o seu eteito; tam-
bem dirige as obras de levadas acudes, serra-
rla com agoa ou com bestas levantamento de
engenbos de casas $c. ; os pretendentes se
certificaro da pericia d<> annunciante indo
visitar a serrara d'aima que elle tem estabe-
lecido no silio do Pisa em Olinda com roda
de padreo novo; para tratar, por carta na rua
Nova n. 39, ou pessoalmente no sitio do Pisa.
V..P. Boulitreau. (13
1Aluga-se o segundo andar do sobrado da
esquina da rua do Qneimado n. -1 ; a tratar na
loja do mesmo sobrado. I3
1 Jos de Souzae Silva retira-se para Por-
tugal deixandoo seu socio eirmao Antonio de
Souza encarregado dos negocios tendentes a
mesma sociedade. '
1_ a Sonriera quo annunciou no Diario do
terca feira, 18 do corrento, ollerecendo-se para
coser, ou para educar meninas ero urna casa
particular dirija-so a rua Nova n. 25. U
1O Capito Marcos Jos de S. Anna reti-
ra-se desta ciiade para u da Bahia, d'onde he
natural. ... [
Adverle-so aoSr. J. S. B., que cohiba-ae
de fazer annuncios para alugar casas que Ibe
nao pertencem como acontece com a da rua
das Trlncbelraa n. M annunciada pelo Snr.
no Diario de hontem.
ASeuhora D. Esmeraldina dadora de Vas-
concellos Pii.eotel queira mandar buscar urna
carta que veio de Paja de Flores ; na ru( do
Crespo n. 4 ..
Ollerece se urna mulher parda de muito
boa conducta para ama do urna casa de bo-
rne m solleiro cosinha com todo asseio e per-
felco; -luem de seu prestimo se quizer utillsar,
dirlia-se a rua do Queimado n. 24.
18Em -27 de Outubro de 1S4I, desappare-
ceo um molque de oome Paulo de oacSo
Ouicam do 18 anuos pouco mais, ou menos,
est Ihesahndo bugo de barba be um tanto
secco d.> edrpo abre os dedos grandes dos pea
um tanto para (ora pernas finas, nariz chato,
olhos pequeos e averiuelhados era costuma-
do andar vendendo doce de jalea em copos, por
toda a parle desta cidade, julga-se ter sido Bir-
lado porque nunca fugio ; roga-se a qualquer
senhor de engonbo, ou outra pessoa quem el-
lo fr oflorecldo, ou por acaso acoitado em seu
dominios, o aprehenderem e participaren a seu
legitimo Sr Antonio Jos oncalves Arevedo na
rua da Praia aniiuzeni de carne n. 19 que re-
compencar c pagar toda e qualquer deapea .
que se fuer. t7
3 (J abaixo assignado avisa ao publico, que
lendo requerido bala neo judicial na sue loja da
rua do Queimado n. 14 que havia deixado en-
tregue u administracao de Manoel Antonio Su-
pardo quando so retirou para Portugal o
abaixo assignado declara ao publico que to-
mou corita da dita loja judicialmente e como
o dito Supardo se tenlia ausentado furtivamen-
te previne aos seus devedores, que nao pa-
guem quantia alguma ao dito Supardo, pola
quo nada mais tem com a dita loja do qne
foi smente administrador na ausencia do abai-
xo assignado ; outro lim pede a todos os seus
devedores que>ajo de vir pagai os seus d-
bitos attendendo ao lempo decorrido, e ao
prejuisos sellridos pelo o abaixo assignado,
que protesta nao levar ero conta pagamento
feito a outra qualquer pessoa que nao seja ao
mesmo abaixo assignado o queja declarou no
Diario de Pernambuco de S4 de Dezembro do
anno p. o.lun Jos de Sousa. <81
3 Rufino Jos da Silva Brasileiro > seguo
a seu negocio para o Aracaly provincia do
Cear "
" '-1 Antonio Joaquim Rodrigues retira-se pa-
ra lora do Imperio. (*


TR
premio,
val a
Quem precisa de 1:000/de rs. a
dirija-se a ra Velha n 92
1 los MariadeMendonga e Castro
Europa a tratar de sua saude 1
1 Precisa-se de um pequeo para urna pa-
dara que saiba ler e escrever para tomar
conta de urna freguosia n.i praga ; no largo da
Solidado n. 22. 4
1No primeiro andar do sobrado da esqui-
na do becco da Pol que vira para a ra das
Cruzes do-se almogos e jautares com muito
asseio e tambem d-se caf de larde ; na tnes-
ma casa fazem-se presuntos de Hambre bolo
inglez pastis de nata podios o doces d'ovos
de todas as qualidades enfeito-se bandejas
de bolinhos tortas de leite pratys decreme ,
tudo por prego mais commodo, do que em
outra qualquer parte. (8
Compras
Comprao-seefectivamente para ra da
provincia escravos de 12 a 20 anuos sendo
de bonitas figuras pago-so bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de um andar de
varanda de pao n. 10.
Compra-se urna rede de 12 bracas para
despescar viveiros qu<- esteja crn b .m estado;
em S. Amaro na entrada da estrada que vai
para Belem; no sitio de J. B. C. Tress*.
Compra-se vaccas de leite que sejao
boas; em 8. Amaro, na entrada da estrada, que
vai para Belem sitio de J. B. C. Iresse.
1 Compra-se um sellim ingle/ em bou uso;
quem tier annuncie. (2
U Compro-se eflectivamente para (ora da
provincia mulatas negras e moloques de
12 a 20 anuos pagao-se bcm tendo boas
figuras; na ra Nova, loja de ferragcns n. 18. (4
2Compra-se, no bairro de S. Antonio um
sobradinho de um andar com commodos para
urna (amilia e que tenha quintal e cacimba ;
na ra do Crespo n. 11 (4
** 2Compra-se em segunda mo estando ern
boin estado e por prego rasoavcl o Reper-
torio da Legislacao Militar de Cunta Mallos,
un .i volurnes ; as obras de Pbylinto Llysio
mu II volurnes edicao de Paru ; e um dic
cionario de Constancio da lingoa portugueza;
quem tiver annuncie. 7
3 Compro-se para (ora da provincia mo-
leques e molecas de 12 a 18 annos pagao-se
bem sendo de bonitas figuras; na ra do Sol
d. 1. :4
Vendas
1 Vende-se urna casa terrea na ra da Pal-
ma n. 6 ; a tratar ta mesma casa. ,2
IVende-se urna escrava crioula moca ,
cosinha cose ngomma e faz doces de to-
das as qualidades, ao comprador so dir o mo-
tivo da venda; na ra Nova n. 33. 4
1 Continuad-se a vender saccas que teem
mais de cem libras de superior Trelo ; no ar-
masem do Braguez, ao p do arco da Concei-
cao. 4
t Vende-se um terreno com 60 palmos de
(rente, e 260 ditos de fundo com caes de pe-
dra e serrara urna casinba no mcsmo para
caixeiro e ferramentas ; uns alicorees no Atle-
ro dos A Togados promptos al o meio para
duas casas e atterrados ; a tratar por detrac
da ra do Fagundes serrara n. 23. 6
1 Vendem-se dous moleques de nacao, de
bonitas figuras de 14 a 20 annos ou troco-
se por duas pretas que nao tenhao vicios ; na
ra de Manoel Coco venda n. 20. ,'4
1 FABRICA DE ESPRITUS,
NA BCA DE S. RITA N. 85.
Grande sorlimenu de espritus aus yrefos
seguintes :
Ago'ardente de Franca a caada....... 800
Dita................... ....... 960
Ditadeaniz............ ....... 64o
Cenebra............... ....... 720
Espirito de vinho....... ....... 1000
Genebra.............. botija....... 200
Licores................garrafa....... 160
Ditos finos.............. ....... 400
\ inlio de caj.......... ....... 400
]Vendem-se presuntos inglezes para fiam-
bre chegados no ultimo navio ; no annasem
doGuimaraes, defronle da escadinba daAlTan
dega. 4
I Vende-se urna bonita escrava perfeita
eugommadeira cosinheira borda faz lava-
rinto e he muito boa costureira para fra da
provincia ; duas ditas que cqsinbo lavo ,
e sao boas quitandeiras ; urna parda recolhida
de 16 annos engomma, cosinha e he muito
boa costureira ; um pretode todo o servigo ;
urna morada de casa terrea Teta a moderna, si-
ta na ra da Palma por preco commodo ; na
ra Direita n. 81. s
1 Vende-se um par de esporas de prata, um
dito de brincos um annelo um cordo 3
botes de abertura tudo deouro e por preco
commodo; na ra do Raugel n. 3 primeiro
andar. 5
I Vende-se urna casa terrea na I'assagem
da Magdalena n. 29 com 3janellas e urna por-
ta 4 quartos e dispensa um quarlo para es-
tribarla e cosinha um soto com duas aleo-
vas quintal morado que val ao rio ; a tra-
tar na menina casa. (6
1 Vende-se um pardo de 18 annos, do bo-
nita figura alTaiate bem procedido e pti-
mo para pagem ; na ra da Cruz n. 64. (3
1 Vende-se um rico caracha de ouro fino,
[rito em Paru para Cornuiondador da Ordem
de Christo, com ricos esmaltes e do melhor gos-
lo possive pelo diminuto prego do 130? rs. ;
na ra de Hurtas n. (40. (5
Vendem-se tintas de varias
qualidades para pintores, assim co-
mo oleo de iinhaca a libra a 280 e
o gftlio a asooo ris ; na ra do Li-
vramento, loja n. 34-
1 Vende-se urna canoa que carrega 11
caixas em muito bom estado, muito em con-
ta e se acha tundeada junto a canOa d'agoa do
Sr. Ch alaga ; a tratar com Francisco Pe re ira da
Cunha na ra de Apollo sobrado a. 9. 5
1Vendem-se 12 solos, ou chaos, em os
quacs se achao edificados igual numero de ca-
as a saber; 10 na ra de II irlas, urna no
becco da Virago e urna na ra do Muro da
fru,,, ; a tratar na ra da Aurora n. 42, segun-
do andar das 6 as 9 horas da manha e das
3 as 6 da tarde. .7
1 Vende-se, por preciso urna escrava de
25 annos boa quitandeira, cosinha e lava, por
310/ rs ; na ra estreila do Rosa/o n. 22, se-
cundo andar. fi
Vende-se urna commoda de Jacaranda, um1
toucador de dito um refo e toreado ; na ra
de S. Cruz o. 26
Vendem-se embonos de sedro para bar-
cagas ; em Fura-de portas largo do Pillar ;
a tratar com Joaquim Satirio.
Vende-se urna preta crioula de 35 an-
nos cosinha muito bem o diario de urna casa;
na ra do Livramento n. 7.
Vendem-se 150 oitavas de ouro, e 300
ditas de prata fina dous cordOes de ouro ; na
ra Bella n. 37.
Vendem-se sapatog de duraque branco para
meninas, barretes de relroz preto singelos e
dobrados para Padres, lacre fino encarnado e
preto essencia da formusura ou oleo da Chi-
na pos carminados para os denles rap de
na ra da Cadeia loja
Lisboa a 3^rs. a libra;
n. lo do Bourgard.
Vende-se urna boa banca de Jacaranda ,
nova e leita com multo gosto, por prego com-
modo ; na ra estreita do Rosario n. 32.
Vendem-se velas de carnauba por prego
commodo ; na ra do Rangel n. 52.
Vende-se urna negrinha crioula de 9 an-
nos cose e laz renda; na ra Imperial n 27.
Vendem-se tpalos de palla de couro de
lustro ditos de bezerro de di floren les qualida-
des borzeguins gaspeados de difieren tes qua-
lidades ditos, e de punta de lustro de differen-
les azendas ditos para senhora sapatos de
lustro para homem e senhora ditos de marro-
quim e de panno calcado inglez de todas as
qualidades botins e meios ditos, sapatos e sa-
patoes de Lisboa ditos de duraque para se-
nhora, eoutras muitas qualidades de calcado,
por prego commodo; na praga da Independen-
cia n. 28.
Vende-se um apparelho para guarda na-
cional do esquadrao uns frascos brancos e
outros objectos, tudo por prego commodo ; na
ra do Collegio casa de alTaiate n. 32.
Vende-se um escravo sadio para o servi-
go de campo ou outro qualquer ; na ra do
Collegio loja n. 6, ao p da botica de Cyprianno
Luizda Paz.
2 -Vende-se um escravo robusto, de bonita
tigura muito hbil para o servigo de campo ;
na ra do Collegio n. 17 terceiro andar. (3
2 Vende-so urna casa terrea noalinbamen-
to da ra da Aurora em S. Amaro, com boa
cacimba, um grande viveiro eom muito peix ,
cujo predio est collocado em um terreno de
140 palmos de largura em cada urna Trente e
l'iOO ditos de Tundo, proprio para edificar ;
um sobrado de um andar e dous sotos, na ra
do Fogo d. 27 em chaos proprios ; um piano
quasi novo por prego commodo ; urna criou-
iintia iie 11 annos, de bonita figura; Ha ra
estrella do Rosario o. I0, terceiro andar. (9
2Vende-se um Torno do melhor gosto, que
leiii apparecido sendo todo de Ierro proprio
para assar bolinhos, po-de-l e pastis ; lan
lernas de casquinha muito fina, bordadas, man-
gas de vidro de bom gosto jarros para flores
de lodos os tmannos apparelhos de porce-
lana muito fina, e de exquisito gosto cf.ega-
dos ullimamentede Tranca apparelhos para
cha e cale, de louga lina e de todas as cures ,
ditos para mesa de muito bom gosto tam-
bem de todas as cures, candinos de globo pa-
ra meio de sala e tambem de vapor, bande-
jas muito finas proprias para apparelhos de
cha chicaras de porcelana para almogo, (rs-
eos de bocea larga garrafas de cristal muito
Tino, copos para agoa, clices para vinho, com-
poteiras ludo da inesma qualidade e ludo o
mais que su procuraren! loja de louga ; na ra
do (jueimado loja de louga n. 32 deTronte
do becco da Congregago. (1"
2Vendem-se meias barricas para assucar ,
db differcnlcs Turmas em grandes e pequeas
porges por prego commodo ; na ra da Moe-
da d. 11. (3
Vende-se um apparelho fino para cha ,
um porta-licor de cristal ; na praga da Inde-
pendencia n. 21. (3
2Vende-se sal do Ass a bordo do patacho
Marta Luiza, lundoado defronte da Lingota ;
a tratar com Antonio Joaquim de Souza Ri-
beiro. (*
2 Vende-se urna casa terrea com trapeira ,
em S. Amaro no correr da ra da Aurora ,
com cacimba e tanque algumas arvores e
quintal todo murado ; a tratar com Joaquim
Gongalves Casero, ou com Manoel Ferreira Li-
ma (5
2Vende-se urna negrinha de 16 annos co-
se e engomma muito bem, e eosinba; dous mo-
lequos de 18 annos com bonitas figuras, cosi-
nhao bem ; um dito de 9 annos ; duas escravas
de nago mogas lavao, cosinhio, e sao qui-
tandeiras ; na ra Direita n. 3. (6
2 Vendem-se, por muito commodo prego,
no porto da ra do Sol, armasem n. 15
preto que parece couro do lustro ; urna mar-
queta ; na ra Augusta n. 14. (7
3Vendem-se pegas de bretanha de rolo com
10 varas a 1600 rs cassa-chitas muito finas e
de bom gosto a 240 rs ocovado ditas de co-
res fizas a 160 rs. chapeos brancos sem pello
a 1 rs. o outras muitas Tasendas por prego
commodo ; na ra do Crespo n. 14, loja de Jo-
s Francisco Dias. (7
Escravos fgidos
1 Desappareceo na tarde de 16 do corrente
de bordo dn Patacho Continente a escravo 01a-
rinheiro de nomo Antonio, pertencente ao
Sr. Francisco dos Santos Ferreira do Rio de Ja-
mui- I neiro o qual representa 35 annos iio preto.
tos utensilios para labricac,ao de velas, a saber; j bem retinto tem pouca barba magro cara
tachas, bancas, formas e lodosos mais perten- i comprida estatura regular; levou camisa e
ees, com muilo pouco uso, bacias de (landres, caigas de alxndo azul, e chapeo de oleado;
de diferentes tamanbos proprias para casas j quem o pegar, levo a ra da Cadeia n. 45 casa
particulares, e alm destes, outros mullos uten- de Amorim Irmo que ser gratificado. (10
cilios, que servem para diflorentes oficinas | 2 Fugiro no da 5 do corrente dous molo-
quo so a vista do corapradorse pode explicar.(8 ques urn crioulo e outro de-nacio o criou-
2 Vende-se urna escrava de Angola, de bo-
nita figura, muito sadia e com algumas habili-
dades, com urna cria mulatinha de 4 mezes ,
muito linda e tem muito bom leite para criar
algum menino ; na ra do Queimado casa de
Antonio da Silva Gusmo. (6
2 Vende-se urna preta, que cose e engom-
ma; na ra do Collegio n 12. (2
2Vende-se um e-avallo castanho de pti-
mos andares, vende-se por seu dono rotirar-se
para lora ; na ra da Cruz n. 10. (3
2 Vendem-se encerados inglezes proprios
para Torrar oseadas e para por sobre mesas de
jantar ; cortinados para varandas com ricos
desenhos urna cama de ferro ; na ra Nova ,
loja n. 35. (5
2 Vende-se arroz com casca e dous tai -
x5es para amostras de venda, sendo um de por-
ta e outro de dentro ; na travessa das Cruzes
n. 8 (3
2Vende-se urna prela por 200# rs., de me i a
idade cosinha, lava e serve bem a urna casa ;
na ra do Crespo n. 10, primeiro andar. (3
2Vende-se urna linda escrava de nago de
18 annos recolhida com habilidades; na ra
estreita do Rosario n. 34, primeiro andar. ,3
2 Vendem-se as obras de Mr. de Pradt,
completas em 28 v. novos, por 35^ rs. ; na
ra da Cadeia-velha loja da viuva Cardoso
Ayres. (4
3Vende-se urna parda de 26 annos, de boa
figura engomma bem liso cosinha cose e
lava e he muito fiel e carionosa para meninos,
na ra do Livramento n. 33. (3
3 Vende-se urna escrava recolhida de 20
annos boa figura corta e Taz camisas de ho-
mem e vestidos de senhora, borda e faz la vari-
lo ; 4 ditas, cosinho, engommo e lavo ; um
moleque pega de 18 annos cosinha bem o dia-
rio de urna casa ; um dito bom canoeiro um
preto de meia idade bom cosnheiro ; um
11111 latnho de 10 annos ; dous escravos bons
para o trabalho decampo; urna vacca muito
gorda boa para agougue ; na ra do Crespo
n. 10, primeiro andar. (10
3Vendem-se, ou alugo-se bichas de Ham-
burgo superiores por prego commodo; na
ra da Cruz n. 43, defronte do becco do Porto
das Candas, loja de barbeiro de Joaquim Anto-
nio Carneiro. 4
3Vende-se um braco de balanga grande ,
com conchas e correntes de Ierro urna porgan
de caixas vasias do Porto; as Cinco ponas
n. 160 todo o negocio se laz. (4
3Vendem-se 11 escravos, sendo duas par-
das de 15 a 16 annos de lindas figuras e com
habilidades, 6 pretas de 20 annos, boas quitan-
deiras ; urna dita costuroira o lavadeira ; um
moleque pega de 12 annos ; um preto de ele-
gante figura de 25 annos proprio para pa-
lanqun ; na ra do Rosario da Boa-vista
n. 48. (8
3-Vende-se um preto proprio para o traba-
lho deengenho ; na ra das Cruzes n. 30. (2
3Vendem-se meias de linho Qa Escocia pa-
ra senhora luvas ditas parabomem; estas lu-
fas e meias sao as mais finas que teem aqui
apparecido desta fasenda
calcado para homem e senhora assim como
um bom sortimentu de perlumarias francesas
de rico gosto, os estoj de navalhas de cabo de
mailiin a contento por 8 dias, carteiras de agu-
Ihas Irancesas e caixas ditas ricos leques de
peonas, um bom sortirnento de capachos, meias
de linho para homern e senhora, ricos pentes
de prender cabello e dourados, e um bom sor-
tirnento de brincos dourados e outros muitos
objectos por mais commodo prego do que em
outra qualquer parte ; na ra larga do Rozario
n 24. (13
3_Vende-se um preto de idade, que sabe
cosinhar eganbar na ra, por prego commo-
do; ua la da Concordia n. 4. (4
10 Vendem-se saccas com tardo, pelo m-
dico prego de 3200 rs. ; na ra da Senzalla-ve-
lha n. 138. (3
5Vende-se um escravo ganhador de ra ,
sabe cosinhar he capinheiro e ptimo para
lodo o servigo ; na ra do Sebo n. 33. (3
3 Vndese urna resTriadeira com filtra-
deira que leva mais de dous canecos de agoa;
urna porgu de caixas de pinho proprias para
(arinha ; urna espingarda do cagar; um sellim
(rancoz ; duas duzias de pellos de marroquim
lo tem 20 annos, de nomo Benedicto, esta-
tura regular, secco do corpo, bem preto, cara
redonda nariz um tanto afilado testa peque-
a ps e ruaos bem feitos bem civilisado ,
muito astucioso e amigo de Turnar charutos.
O de nago chama-se Serafim de 14 annos ,
pouco mais ou menos ho um tanto (ulo, es-
tatura regular para a idade, rosto comprido e
descarnado tem urna marca de queimadura ,
em urna das maose outra em urn joelho, cujas
marcas sao antigs e bem pretas, falla bem por-
tuguez he muito alegre e sernpre est rindo-
se ; a.Tibos sao mui conhecldos nesta praga por
andarem de manha a venderem flores, e ps de
lilas o de tarde bzeitede Garrapato; levaro ca-
misa de algodaozinho entrangado azul, de man-
gas curtas, o caigas tambem azues, desbotadas,
cajos moleques nunca fugiro o como agora
seausentassem de casa do abaixo declarado,
pede e roga a todas as autoridades policiaes ,
tanto desta praga como de todas as comarcas o
villas do centro e aos Snrs. de engonho pes-
soas particulares e capites de campo quo
delles tiverom noticias de os aporehenderem e
levarem ao seu senhor Francisco Jos de Souza,
morador na Solidado, casa n. 7, que dar HH>'
rs. de gratificago por cada um. (25
3 Na noute de 14 para 15 do corrente (u-
gio um preto de nme Jos de nago Angola,
de 40 annos baixo bastante ladino por ler
vindo moleque ; quem o pegar, leve ao sitio de
Francisco Xavier Martins Bastos defronte do
palacio do Governo da provincia ou na ra
do Encantamento armasem n. 11. (7
3Roga-se as autoridades policiaes do lugar
de Itapi queirao aprehender um pardo de
nme Antonio baixo grosso pouca barba ,
com costuras de gommas as costas, e na cand-
a de urna das pernas o qual consta, que tem
mudado de nome e negocia em miudesas ,
couros salgados, esola, o mcsmo Irabalha de sa-
pateiro e segundo ha noticias fui a( pou-
co atacado de bechigas ; quem o pegar leve a
cidade de Olinda na ra dos Quatro-cantos
n. 18, que ser generosamente recompen-
sado. (10
2 Desappareceo no dia 15 do corrente um
moleque do nome Antonio de naco l'.en-
guela de 15 a 18 armes com offtcio de pe-
dreiro ; lovou chapeo do timb envernisado de
preto caigas de riscadinho miudinho cami-
sa de algodosinho ; tem a testa alguina cousa
sabida para fra cabega grande cor fula ,
marcas de bechigas no rosto, nariz grosso, com
a marca S no braco esquerdo ; levou um lengo
encarnado feito trouxa, contendo urna panno da
Costa de listrasestreitas azues, urnas caigas de
listrus largas brancas e outras ditas brancas
escuras camisa de algodaozinho do mangas
curtas e mais alguma roupa velha ; he mui-
to ladino no meio da canda tem urna cica-
triz ; qualquer capito decampo, ou autorida-
des policiaes e mesmo pessoas particulares, que
o apprehenderem, levem a seu snr. Francisco da
Silva Peixoto na ra larga d"|Rosario n. 37 ,
que gratificar generosamente, e pagar todas
as despejas que se liverem feito. !9
4 Fugionodia 12 do corrente um preto
1 crioulo de nome Joaquim ; de 28 annos, es-
toda a aua dade de 1, ^ '
tatura regular, tem urna grande cicatriz no pes-
cogo a baito da goela e oulras mais no peito ;
levou roupa branca echap o de patita ; quem
o pegar, leve a ra da Cruz n. 51, que ser re-
compensado. (7
5 Fugio da Capunga na noute de 10 de
Dezembro do 1844, o escravo Jos, crioulo,
de 43 annos secco do corpo e de boa altura;
quem o pegar, leve ao sobrado novo do mei-
mo lugar, ou na ra da Senzalla-velhan. 138. '
4 Fugio no dia 6 do p. p. o preto Manoel
Benguella, baixo, cheio do corpo, ps curtos e
grossos., rosto redondo e pouca barba vaga-j
roso 00 andar tem ofDciode ferreiro; quem ol
pegar, leve a ra da Aurora n. 30, que ser re-
compensado.
2No da 14 do corrente desappareceo un)
preto de nome Antonio do nago Congo de 4C
annos altura regular, rosto bastante becln-
goso tom o olho direito vasado ; levou carnH
sa dechila azul ceroulas do algodo collety
branco e chapeo de patita quem o pegar, levi
a ra da Cadeia do ReciTe n. que ser recom
pensado. (I
PERK} TYP- UE M. F DE FAhIA
l8/l


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