Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05295


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Full Text
Auno de 1848.____Segunda Felra i 7
W^'^T ..ci-m lodoao diqono (ore. .nffioa o. : o prego da auignator
l |.,g mil por qlp*oi MABUJO 0 .nnunnio do suenantee sSo ineerido
'.lo de >U lAe* por linkl. 4o rr em typo differente, e a reprli< fies pe ametade Of
",'"'., (or ai.isnant pagao lUrej.por l.ah.,160 e. iTyo lifferenle.yo csd.public.cUo
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
G ,,;, I aan/b efundan rxtaa fairai.Hio Grande do Norte, chegaa8eJ2e par
,4 tih .'-lio. Srin'nm RioFormoio, Macer. PortoCalro, a Alagoaa: no 4.e
4j 24eWm* ira Grnhan K.inito a 4'Je 24a d ei aoe-rin Flor
g |ga .- dito __Cidad da Vicion quinta feir. Olind todo o di
DAS da semana.
JO SB ^'l"n' *aA io h ^e D- ^* T-
j,S feroi -.Theotoio Rl iuii.-'iiJ. deD.drl.T.
A(f Ruarla a Costado. And J. d l). da S j,
j(| ; ir,i. 8 Nilo. Au do J. d i' da 2. T .
.". Sexta < Maximimo. Ad. do J de D.dal. Tt.
j Sh. s Abilio 8.1 aud do J. de D.da 1. t.
"i oos '.'."da qoarcsma s. Lzaro. ^^^^^^^
"t : -'- ^ ^*F!'-"
de Fevereiro. A*oXXI. N. 59.
fado agora d|>aae de ao aaaaoi da non pru.i.oi
tinuemu como prinoipiamo leremu apontido eom diir!ao
oulu, (Procl.m.w d. Aaaemblea <'! do
oderagao, e eaerju : cun-
ntr a na-;< mai
atil.
MIIOf ao >u -15 f* ttVH'.KH.O.
iOiODi LonUr -,5 || Out-M dj o.ul'O
, Par 7.' re por (,.nco
Liaboa )2U por 10U de premio
fiad oubr ao par
Ida d* Utrai de boa firmal 1 por ojo
H.
, de ,UOU
Prta--ratc6e
Peao colummnare
a Dito mexicano
compra
IV 10U
7.UUU
i 00
i,80
renda
7,300
17,-00
,70U
80
1'.'U
i.0
aWBffJLS'M
PHASES DA LA NO MEZ DE FEVEREIRO.
l.'-ni)T a 6 ai 5 h e 1C, m d tirde. k Loaeheia a al 4 horas e ll da.
Creteeate a 41 > hora O d m. I Hiseuanie a .'O el M hora e 36 in d>
'rr.amar d< hoje.
Primeara ae I hora 18 min da menla | Segunda as I ho(as '.' minlo da urde
>riiimiTT*l'iiBnwiii i'i.nmr^-i?.a i mamm>mBu
DIARIO DE PERNAMBUC
gr^Tn-i- ii iiii 11 ii i"[mrimri
.. ...'aisasis
EXTERIOR
Os jornaes francezes, recebiJos pela Camelia
chego ao ultimo de Dezembro p. p.
Tinho-se ubeito as Cmaras no dia 26. Em
lugar competente transcrevemos a falla do
tbrono.
Na sesso de 27. sob a presidencia de M. Sa
ni'v, decano em idade, procedeo a Cmara do-
Diputados eleieao do seu Presidente, e nao
tendo algum dos candidatos obtido a maioria
absoluta dos votos no 1. escrutinio, procedeo-
se a 2., em que sahio eleito VI Sauz t com
177-otos contra 129, que obteve Mr. Dupin.
candidato apresentado pelo Journal des De-'
bats, e pela Presse.
as sensris seguintes tratou-se da eleico
dos Vice Presidentes e Secretarios.
Parece, que razoes do sade tio graves quan-
to imprevistas, eqiieenchuo de doloroso tor-
por a todos aquelles que assabiAo, obrigavao
M. Villemain a abandonar o ministerio da ins-
trucvo publica. Anuunciava se, que a Orde
nanea Real, que Ihe nomearia succi-ssor, ep
parecera no JUontteur a 31 de Drzcmbro, un
quando muito nu dia seguinte; entretanto ai
linnava-se a 30, que dous antigos ^linistros a
quem foioflerecidaa pasta da inslrucgo publica,
havio-na recusado, (ina-so (|ue p-las escu-
sas d > Conde de Montalivet, do Conde de Sal
vandy, e at se crescentava, que pela de VI.
Rossi, seria VI. Hbert o nomeado. Confes-
samos (diz a Presse), que urna tal esc .Iba nao
pude nem explicar se. nem justificar se depois
da votaco de sabbado passado {28). omque,
segundo se sabe, todos os esforcos do Ministe-
rio nao podrograngear a VI. Hbert maisde
2i votos (para um dos 4 Vice-Presidentes da
Cmara dos eputadosj; entretanto que os
seus amigos se tinbo altamente lisongeado com
a esperanza de vl-o tomar lugar de M. Sal-
vandy (um dos eleitos mais votados) na cadeira
da Y ice-Presidencia Orto que seria difficil
fazer-se presentemente urna escolha menos par-
lamentar.
A fragata fieine-Banche; em cujo topo fluc-
tnava a bandeira do Contra-Almirante upetit-
Tiiouars. entrou a 26* de Dezembro na barra
del3rest procedente em directura do Rio de
Janeiro, donde sabra a 24 de Uutubro. Al-
l chegou igualmente a seu bordo S. A. I.
Senbora Princesa l) Januoria, com seu Au-
gusto EspoiO, o Sr. Conde de Aquila, e a sua
comitiva. S' ndo satislactorio o estado sanitario
da equipagem, composta de 446 bomens, e 19
passageiros conce leo-se immediatamente li-
vre pritica Reme Manche.
O Almirante Grivel transportou-se a bordo
da fragata para saudar a Senbora Pnnceza e
immediatamente conduzio-a ao hotel da pre-
loitura maritima, assim comoan Sr. Conde de
Aquila.
O Contra-Almirante Dupetit Tbouars che-
gou no da 30 a Pariz.
SS. MM. o ReieaRaioha dos Belgas de-
vio sabir de Psriz no mesmo dia (0) para
voltarem a Bruxelias.
Tendo o Ministro dos Negocios Estran-
geiros {Ga'uotJ sido informado de que os Cn-
sules Brasileros residentes nos portos da 1'ran-
ea elevavao a pretenco ue sujeitar ao visto das
suas Chancellarias as matriculas das tripolaces
dos navios francezes, destinados para o Brasil,
expedioo seguintedespacho aoschefestle servico
dos portos francezes: ,
S.-gundo a legislaco vigente do Brasil ,
fos manilestosdos navios etrangeiros devem
ser vistos pelos Cnsules d'equelie paz ; e esta
disposicaoesta inteiramente em harmona com
os tormos do artigo 19 do nosso tratado de
8 de Janeiro de 1826. Passo por conseguinte
a rogar ao Ministro residente em Pariz, que
laca5essar a infundada exigencia dos Cnsules
da sua naco.
Na manhaa do dia 26 de Dezembro bou
ve em Pariz um nevoeiro muito intenso, que
iinlia cahido no momento em que o ttei sabia
da Cmara dos Deputados e tornava a entrar
as Tulherias; mas tornou-se tao compacto
das 2 s 6 horas da tarde, que obriou a au-
toridad*) a piobibir a pagsagem das ponte s
carruagens. Era com efleito mui difficil. para
naodizer mpossivel, haver direccio na espessa
nuvem, em que Pariz se acbava envolto n'a-
quella occasiao. Pelas 5 horas, especialmente
a praca deCarrousel apresen lava um espectculo
singular : pessoas que queriao atravessal-a em
linhaparallelas Tulberias,achavo-se contrasua
vontade e com grande sorpreza sua.deronle des
passadicos do Louvre : ouvia-se de lodos s la-
dos os gritos dos cocheires, queso desvairavao;
foi-lbes forcoso parar, tornando-se os acciden-
tes i ni ni i ren t s O'ganisou se ento como por
encanto uta servico de faroes ; alguns r.ipa/us
mui bem avisados tinhao ido comprar velas e
distribuio-nas accesas aos passageiros, que se
lava i por felizes de encontrar ait- s fanaes de
salvacao. A' mesma hora mais do cem carrua-
gens entulhav5o a Ponte Nova, onde licavo
como estacionadas; era impossivel aos conduc-
tores d'onnibus avistaren) do seu assento as
cabecas dos cavallos. Nos bonlevards pelo con-
trario mal se percebia o jievoeiro. Elle causou
numerosos desastres. Eisaqui os mais graves :
Dous bomens orao esmagados n'aquelle dia
na praca da Bastilha Pela manhaa na ra
Gaillon.uma diligencia, Lallitte C8llard,esma-
gou um carroceiro ; o postilbo. agitando im-
prudentemente o chicote tinha enlagado o
pescoco do desgracado e o tinha de algum
modo puchad para baixo dos rodas. Levarao-
no para o hospital n'um e lado que nao dava
esperances de vida.
a O testamento do Duque d'Angoulmo,
diz o Globe de Londres foi apresentado a au-
toridade competen te pelo Baro Bllot, um dos
seus testamenteiroi. U Duque de Blacas. eo
Conde de Vlontebello tambem lorio nomeados
testamenteiros. Eisaqui quaes sao as dispu-
sieres contidas n'esse testamento : O Duque
deixa urna f..rtuna de 250.000 libras esterlinas.
Lega 25.000 francos aos pobres, equerque
outros 25,000 francos se ja o empregados em
missas por sua alma. Ha outros legados que
montao a 22,000 Irancos. Lega o resto da sua
fortuna Duqueza de Angoulme ; por o.orto
da Duqueza passara asduas tercas partes pa-
ra o Duque de Bordeaux seusobrinho e a Mi-
tra terca para Mademoiselle.. Pede depois
perdao a sua mulber de todos os dessabores,que
involuntariamente Ihe bouvesse causado e mos-
tra desejo de ser sepultado com a maior simpli-
cidade. Prevendo o caso de bsvor urna nova
restaurarlo roga ;i Duqueza que nao se es-
queca d'aquelles.que sempre Ihe foroafleicoa-
os.
__ A' urna hora e 3 minutos da tarde 26 de Dezembro (no momento em que oca
nbo annunciava, que o Rei dos Fruncezes sa-
bia das Tulherias para ir a Cmara), parti
um comboi especial da ra deS. Lzaro para
Rouen; fez se o trajecto com urna velocidaJe
extraordinaria esem exemplo : os 132 kilme-
tros, que sepsrao Pariz de Rouen loro percor-
ridos n'uma hora e38 minutos. A' chegada do
comboi a Rouen,parti um correio para Dieppe
onde um barco de vapor eslava fumegando, e
prompto a partir para Brigbton.donde urna di-
ligencia especial levou a Londres o discurso do
Rei.
No dia 28 publicavo-no os jornses inglezes:
o Times o Globe o Murning-Post Mor-
ninq Herald davao-no sem commenUrios; o
Standard pietendia, que elle fora recebido
com enthusiasmo ; o MorntngCironicie ub-
mettia-o a um xame minucioso ; azia valer e
approvava-lhe a circunspeccao.
__ A lucia entre o ensino secular e as cor-
poracoes religiosas tinba mui naturalmente des-
pertado os interesses, e animado os espiritos,
unncpalii.cnte no seio do corpo instituidor.
As mosmas Senhoras tomavao parte nVla : o
seu orgao era Mme Bachellery-r" protessora de
distinct que n'uma carta M. Levi acabava
de tracar ideas concisas e exactas sobre essas
quesloes transcendentes a par do encanto do
estylo e sublimidad do pensamento.
As assignaturas d Presse, diz este jor-
nal depois que augmentou de frmalo su-
biro em 27 das a 3,196.
Juizo de M de Lamartine sobre
a imprensa psriudica.
Quando se inventou a imprensa para um
uso a principio especial n3o tardou a genora-
lisar-se oemprego d esta arte e a servir de
meio do communicacao universal entre os espi-
ritos. Quando se invent u o jornalismo era
entao s para espalhar rpidamente as novida-
des publicas <|ue podio interessar aos cidados
Um jornal nao era mais de u,ii" um supplemen
to do correio, urna carta escripia a todo o mun-
do por um correspondente pago Em breve
converleo se o jornalismo noque he, aos nosso
oibos, urna eneyclopedia diaria ; onde a poli
tica, a religao, a seiencia, a Literatura, a phi
losophia e a ario lanrjao por paginas destacadas
e successivas a< s culo, que passa, o pensamen-
to completo do genero humano. Nao ha mui
to que erao os jornaes compilaeoes de fragmen-
tos escolhidos nos livros ; daqui a pouco n/fo
serio esses meemos livros mais do que collecces
de jornaes Esta metamorphose do modo de
transmisro das idetas lem urna dupla vanta
gem ; faz com que se propaguem as idetas com
muito menos espeza para aquelles quesdoo-
brigados a calcular o prego dos alimentos da
intel'iyencia e alen disto nao deixa perder urna
hora a verdade til. O que ho|e se pensa, es-
c.eve-se amanba ; em oitu da o lea Europa:
gracas imprensa, ao jornalismo, e aos cami-
nbos de ferro, em menos de urna semana tem
qualqner ideia percorndo a rbita descripta pe-
los seu raio no mundo moral. Sob a /rma
de livro haveria muter um seculo Accele-
rou se o pusso da intelhgencia. Os lacto
uconipanhro a mareba precipitada das ideias :
he urna revoluco n'um processo. ( Extracto
do Bien Public de 22 de Dezembro).
PARIZ, 26 DE DE/ESinRO DE 18.
Abertura da wssao de I8V5.
Discurso do fei.
Senhores Pares, a Senbores Deputados.
u No momento em que se encerrou a vos-
sa ultima sessiio, fa/iao objecto da minba sol-
licitude complicaciies que podio vir a ser
graves. A necessidade de por as nosso pos-
sesoes Africanas, u salvo de imurses liostis e
repetidas, tinha-nos obrigado u levar a guerra
uo imperio de Marrocos. As nossas valent. s
tropas terrestres e maritimus, dignamente com
mandadas, attingirao com gloria, e em pou-
cos das o alvo marcado a sua coragem A
paz foi tao rpida como a victoria ; e Algeria,
onde trez fiihos meas tiverao este anno a hon-
ra deservir a seu paiz receben um duplo pe-
nhor de seguunca ; porque demos igualmente
prova do nosso poder e da nosso inodora-
cao.
a O meu governo esteva empenhado com o
da Rainha da Gran-Bn tanba em ducusses ,
que podio causar receos deque lossem alte-
radas as re toes dos dous estados. Lm mutuo
espirito de beoevolenc a e de equidademanteve
entre a Franca e a Inglaterra aquello feliz accor-
do, que garante o repuuso do mundo.
N visita que li/. Rainba da Gran-Bie
tanha para Ihe testemunbar o apreco em que
tenho a intimidade que nos liga e a auiiza
de reciproca, ue que me tem ella dado tantos
signaes. fuiceicadode manifestacoes as mais
satisfactorias para a Franca e para mim Co-
Ihi dos sentimentos.que me foro expressados.
novos penboses da long.< duraco d'essa pa/
geral que asse^ura nossa patria no extenoi
urna stuaco digna e forte, e no interior urna
prospendade sempre crescente eo tranquil-
lo gozo das suas liberdades constitucionaes.
(Adbes'i.)
^. ni nhas relatos com todas as potencias
eslrangeiras cootiDuao a ser pacificas e amiga-
veis.
Vos, Senhores.. sois testomunhas do esta-
do prospero da Franca. Vedes desenvolver-se
por todas as partes do nosso territorio a nossa
activdade naciona protegida pos leis sabas, e
colhendo no seio da ordem os fructos dos seus
trabalbos. A elevacao do crdito publico eo
equilibrio estabelecido entre a nossa receita e
despezs annual, atiestan a feliz inlluencia ds-
sa situadlo para os negocios gentes do estado,
assim como para o bem de todos.
Ser-vos-hao incessantomenle apresentadas
as leis financeiras, SeraO igualmente submet-
tidos s vossas delibon oo's projeclos de leis pa-
ra melhoramonto das nossas estradas, dos nos-
so portos. da nossa navegaeo interior ; para
acabamento dos nnssos caminhos de ferro, e
para diversos obj'ctos de utilidade geral.
No meio da prosperidad do paiz o co a-
bencoou o interior da minha familia. Elle
auumentou o numero dos m us fiihos, e o con-
sorcio do meu muito amado lilho o Duque
d'Aumale, com urna Princeza, que nos era j
ndherente por tantos vnculos, foi para mim,
e para todos os meus de urna viva satisfa-
go.
Senhores. a Providencia sobrecarregou-
me de grandes trabalbos e >le dolorosas expe-
riencias; e eu aceitei eses onus Votei-me a
mim e a minba familia ao servico da patria.
Cimentar para um longo porvir a sua unan e a
sua felecidade. os a mirado meus constantes
esforcos. ha li annos. (Profunda sensaccao.)
Confio em Dos que com a vossa leal coopera-
cao ser-me-ha dado attinail-a e que. o reco-
nhecimento da Franca livro e feliz ser o pre-
mio da nossa mutua devoco, ea honra do meu
reinado.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Discurso do Esm Sr. Carr.eiro Ledo pronun
ciado na sesso tic 13 de Janeiro de 1845.
Continuaco do numero 38.
A provincia do Ceara, Srs., nao tinba a
ventura de ter no Ministerio um representante;
norm um nobre Senador de bastante influen-
cia sobre o Ministerio, o que sem duvida recei-
ava parecer contraditorio, sollicitando a demis-
so do Presidente do Ceara, cuja conservado
tantas \ezos bavia pedido ao Ministerio anterior,
julgou por issoquoesse Presidente deveria ser
conservado, e lev fortja para o obter; e mesmo
para esse fifi) cogitou do algumo transaeco, que,
se nao uss o co npleto tnumpbo ao Ministe-
rio, Ih'odsseao menos em grande parte. Es-
perava o nobro Senador, sem duvida, com isto
ubler na sua provincia eleicoes pacificas, regu-
lares, livres desses att> ntados. Louvo-lhe a boa
inteneuo, o os setimentos generosos que ma-
nile-lou. apartando de sua provincia o rgimen
leroz, violento e arbitrano, que para outras ia
ter lugar, e aproveitarei a occasiao para exbor-
tal-o a persistir nos mesmos sentimentos, e a
nodeixar-so contaminar pelo contagio geral.
Alora estas quatro provincias, as eleicoes,
Sr. Presidente, se li/ero em^geral debaixo do
terror que por toda a parte incutia o emprego
da ferca, dasameaeas e das violencias. Nao se
consultou o povo livremente para saber efual
era a sua opinio, se approvava a conducta doe
lepresentanlesda nuc,oque compunbo a C-
mara dissolvida, ou se por venlura os principios
do .Vlinisterioero aquelies que a naco enten-
da serem os mais appropriadns para asustenta-
co e conservaco do Governo constitucional re-
presentativo, que toda a naco sem duvida de-
se|a ni,mter.
Delalhar, Sr. Presidente, cada urna das frau-
des, dos violencias, seria trela muito longa;
eu nao termine na o m u discurso nem em tres
sessoes, faltar-me-bio as lonjas para isso; 8
discusso seria mesmo fastidiosa e talvez des-
1


locad, visto que fiesta Cmara nao devem co-
mecar os actos, a que as provasde taes attenta-
dos devrao dar lugar se por ventura nos tives-
semos realmente Governo representativo, assim
como nominalmente o temos. Comtudo, Sr.
Presidente, furga he que eu expenda algumas
ideias.
As provincias de Minas e de S. Paulo sao a-
quellas ein que os partidos se achavao mais de-
tenhados. Na provincia de Minas supponho que
o partido ordeno he .evidentemente maior do
que o partido quesuslenlou a rebelho de iN'ri.
Ka provinuia de S. Paulo elou persuadido que
maioria do povo he tamboril adslncta aos prin-
cipios da ordi-in, ainda que recunheca (]ii urna
grande parte das influencias que eslao costuu.a-
das a dirigir o povo, e em quem elle muito con-
fa, nao adopta us mesmos principios.
Na provincia de Minas, Sr. Presidente, nao
poda pois deixar de triumphar as eleicQes o
partido da ordem, so por ventura o povo fosse
consultado livremente. Ainda mcsmo que se u
nisse forca do Governo todo o partido que fez
a rebellio, nao ca natural que elle vencesse;
e quando podesse metter na Cmara dos Uepu
lados alguns candidatos, nao n.etleria sem du-
vida a deputaeo em masa. O mesmo cooceito
formo da provincia de Si. Paulo, se bem que
reconheca haver entre urna e outra provincia a
diflerenca que indiquei. Mas o Governo qae
- quera vencer por forrea aeleicio, procurou jus
tificar a opposico com os Tactos. Desde o co-
rneco da sesso passada a opposico encarou o
prembulo do decreto que concedeo a amnystia
como urna declaraco de guerra ao partido or-
deiro, como urna juslilicaco plena de lodosos
attentados commellidosem 1842. Foi sem du
vida negado pelo Ministerio este alcance do
principien emittidos nessa peca ministerial. O
Sr. Ministro da Justica de entSo, e boje so-
monte Ministro da Fazenda, no que inulto lu-
crouo paiz....
r. Ahes Rranco (Ministro da Fazenda) :
He verdade, talvez mus do quecoin ou ios
O Sr. Carnoiio Ledo: pois que o oobre
Senador, exclusivamente entregue aos cuidado
da re(iarti<;a >. para que sena duvida tem mais
vastos estados do que para a administraco da
Justica, oSr. Ministro da Justica de ento, di-
g i eu, negava este alcance
USr. Altes Rranco (Ministroda Fazenda):
__E ainda boje ntgo; nao entenda ustilicar
nada.
OSr. Cameiro T.eao\ E o Sr. Ministro da
Guerra ainda foi muito alm detM negativa; as
segurou que os implicados na rebelho de 1H42
serio poslos em larga quarentena !
A opposico de i843. r. P.esidente, nao
exiga tanto, nao quena excluse; quena que
quem adoptasse os principios ordeiros,que quem
li/esse a pa: com <'lle,quequem renunciasSbd'ora
em disnte perturbar a ordem pubb'ca com prin-
cipios exagerados, que quem retunciasse a es-
se chamado direto lo resistencia, em virtude
do qual qualquer individuo isolado incitava as
inassas contra os poderes constituidas, contra o
proprio poder legislativo; em summa, que
quem renuncia-.se a semelbantes meios, nao
soflresse a menor inquietado Nao se tratava,
pois.da exclusio irrevogavel de taes homens.tra
tava-se nicamente de nao trastornar es ver-
dadeiros principios, <- nao sacrificar o partido
da ordem punindo-o do ter combatido a rcbtl-
liaode 1842
Mas, Sr. Presidente, apezr.r de todas esta
declaracoes ininistinaes. que entes parecido es-
tabelecer a auerra com o partido da rebelho
de 1842, do que a allianca com elle. apear
dessa quarentena'ngor..sa m que se pretenda
pl-o, a opposico vio desde logo qu a polti-
ca da administrado era elevar o partido da le-
belliao. e punir os que a tiohao combalido. Us
fados teem demonstrado o bom lund ment de
taes receios. Entretanto ein Maio do armo pas-
tado se davo de calumniosas taes previsoes. Nos
observavamos os perigos das alliancas que lor-
mava o Ministerio, v esses perigos se realisaro
de sorte que oConcelheiro d'Estado de 1842
difTere extraordinariamente do Ministro de
1844.
OSr. Alie* tranco (Ministrodi Fazenda) :
Em nada. .
O Sr. Cameiro Lefio:Eu nao duvido que
entre o Sr. Ministro da Fazenda e Concelheiro
d'EstadooSr Alves Branco baja muitos annus
de contacto...i.
O Sr. Alies Bronco (Ministro da Fazenda):
Ha todos. \
OSr. Cameiro Ler...... mas nao tenho
agora vontade de lazer a compareci entre o Sr.
Ministro da Fazenda. e oSr. Concelheiro de
Estado de 1842, esimenJreoSr Ministro do
Imperio de 1844, e o Coocelhe.ro de Estado
de 1842. .. .. .. .
OSr. silmeida 1 orre(Ministro do Impe-
rio; :Eu Ibe explicarei isso; ver como he o
me,a>0- [Continuar te-ha).
PEIRNAffiBUCO.
S
CORREIO.
COKilESPONDBNCIA D.\ CIDADB E PROVINCIA.
Muito escassa foi a feira esta semanade noti-
cia ca de casa;- e a Corte que de tantas nos
irov, sem que nos pnnha a carne e a farinha
mais baratas, nem arrede de nos a horrivel sec-
ce, que comcQa a flagelar-nos a despeito da
liondade do posso Governo, que devia por certo
K-irantir-nos destes e d'outros males, que in il-
lo tempore erio attrahdos pela maligna influ-
encia dos Honorios, Vasconcollos, Boa-Vistas;
i Corte digo, ha vinte das, nada nos fornece
de novidade; e se nao fosse dous casosinhos j
antigos, mas de algum mrito, queme cont-
ro hontem, na > sei o que Ibes referira boje.
Aquelle celebre ex-Commandante do Brum,
Capito Joo Bibeiro, de gloriosa memoria, he
o hroe do primeiro facto que passo a narrar
Vinha elle em dias do entrudo pela ra dos Pi-
res, meditando em urna levolucao, em urna
repblica, em umacousa que o bavia de elevar
ao pinculo dos empregos da nacao, que he
onde v8o parar lodosos seus clculos: j Ibe
pareca que ouvia, ao longe, muito ao longe,
o estrondo dos mosquetes, que os hombros Ihe
desco com o peso dos cachos das dragonas, e
as canellas se Ibe trocavo procurando o pru no
por entre os esqualidos ensangrentados cada
v. re decorcundas, que uncavio o campo de
urna anterior batalha... hatalha nao, matonea;
quando d all de urna casa sahem uns rapazi-
nbose deito sobre o liom m urna caneara d'a-
goa, que o fez estremecer e cabir l dessas nu
>ens da imaginario n e cr c ueste globo das
realidades Nao ficou bomem nao, e de tal fu-
ror se tomou, que arancou de um punhal e foi
se ao rapazio, nao sei com quetenco, prova-
velmentesem nenhume; mas disto Hfio se po-
de julgar; porque um sujeito que por all pas-
sava, foi se elle, e Ihe tomou o puiihal, como
quem ton aria a espada da mi de um caboclo.
O segundo facto foisuccedido as margens
do Capibaribe pela altura do Manguind papa -
trra O felor de urn dos sitios daquelle logar,
despio-se o lancou-seao ro, ao p de um ba-
nheiro, onde se banhiva urna familia : estas
inmoralidades e insult s esto succedendo to-
dos os das; mas o ebefe da familia nao quiz
deixar impune este, e mandando agarrar o fei-
tor, pregou-lhe dussduzias de bollos, de pal-
matoria, que o homein chuebou sem queixar-
se. Cmaarbitrariedade dotas, um ataque tal
contra a pessoa de um bomem livre, praticado
por um ah lutista. desputa, lyranno; porum
escravisacor, por um liaronista emfim, ira de
accordo com os seo- principia, lendo-sepelw
cartillia da praia; mwcommettide porum dos
mais severos patriotas pugnadores dos direitos
do homem, por um republicano, por um de
Censor do povo, por um homem litre, pelo Joa-
quim Carm iro, he para deixar a tudo boqui-
aherto Pois, meus amigos, a pessoa que deo,
ou mandn dar os lio los Coi a referida; a que
o> levou nao sei, provavelmenteera algum po-
bre diabo : no mainao ha poreo que mo le-
nha o seu S. Martinho.
O ineu collega de Goianna me enviou para
ellerere-lheseaos seus leilores o segtinte :
O Cunlia Macb. do etse reo de polica
iuor .do em Uelegado contina com mamr ar
dor e Crenezm na sua trela de perseguirlo ,
o exlermioio.de que oemarregou o desnacional
partido da praia de quem be elle fiel edig
no adepto Em sua marcha de loucuras e ai-
tentados esse esbirro a nada respeita : as le*
ao pira-elle leas de branha de que nenhum
caso Caz : os direitos mais sagrados los cidados
nao Ihe merecen) a menor consideracao e as
ordens do Presidente da provincia sao objectos
do mofa todas as vetes que vSo d>- encontr
seus descnfreados desejos. Nao ha brida por
mais pesada que seja que o faca conter em
>ua carrea de desatinos, e violencias. lie
pois da chegada do destacamento minian casas
de conspicuos cidados bao sido cercadas e
corridas, sob pretexto de denuncias que nunca
existiro e cuja nica causa he o desejo de
oppnmii e flagelar esses homens, que oulro
crime nao teem, que outra falta nao commett-
lo se nao a de serem amigos da ordem e
m;s| eitadores da le A' titulo de rec'rutamen-
to una immensidade de individuos evidente-
mente isemptos pela le teem sido presos e
intuidos no tronco por mu i loa das, s porque
esses inCelizes nao Irazem tope no chapeo c
nao acompanhao os amigos do Uelegado ,
quando em suas orgias nocturnas sahem pelas
ras dar vivas e morras. O Padre Ceia do
Bio de Janeiro apesar de todas as suas mal-
vtdesas e iniquidades nao poder jamis
competir com o faganho>o crio de fila que pa-
rece esmerar-sf em deixar apoz si tudo quanto
se conbece de perverso de injusto e arbitra-
rio.
Eu disse que as ordens do Presidente da
provincia erao escarnecidas pelo Delegado to-
das as vezes que nao combinavSo com a sua von-
tade e vou provar.. Em virtude de urna re-
presentacao dirigida ao Presidente pelo Com-
mandanle Superior, em que se queixava da vio-
lencia com que o Delegado havia soltado um
Guarda recrutado por sua ordem e embarga-
do outros na cadeia houve S. Ex. por bem
declarar que, nSo tendo sido ainda derogada
um antiga ordom da Presidencia que autori-
rava ao referido Commandante Superior para
recrutar no districto do seu cummando conti
nuasse elle n'essa tarefa e ao mesmo lempo
casjoua autorisactioconcedida ao Delegado para
recrutar na G. N. A' vista de semelhante de
claracao, liverio ordem ps difieren tes Comman-
dantes da G. N. de recrutarem nos seus res-
pectivos batalhdes aquellos guardas que tives-
sem sido indevidamente qualificados. Mas o
cao de fila que nao quer ser contrariado neu
mesmo pela primeira autoridade da provincia
asientou ti "Iludir as suas ordens determinan
do ao carcereiro que nao recebesse na cadeia
sem ordem sua os presos, que fossem remet
tidos pelos Commandantes da G. N. : de forma
que tendo viudo,ha poucos dias.quatro reini-
tas de Peuras de Fugo o cao de lila fez voltar
a patrulha que os conduzia mesmo noute.
do que resultou Cugiiem os presos no caminho.
Cumpre notar que a cadeia d'esta cidade foi des
tinada pelo Presidencia para pristi dos G. N.
Ahi vai mais outra prova. Depois que o Exm
Presidente decUrou que anda etava em vigor
a ordem que linba para recrutar o Comman-
dante Superior dmgo-se este ao Delegado .
exigindo a entrega dos recrutas que, por de-
terminadlo sua se acbavo embargadas na ca
dea ; mas a resposta que recebeo foi, qu<
os recrutas continuavio a dsposigao d'elle Do
legado. Creio, que Y me. concordar commi
ro que tanto no primeiro como no segundr
caso a autoridade do Presidente da provincia
tem sido vilipendiada pelo Delegado de Goi-
anna. Em quanto o cao de fila vai assim mos-
trando que milita razio tinhao aquellos que
considerarlo a sua nomeacao como urna cala-
midade publica vejamos o como se porto os
seus prenles e corre ijionartos.
No ultimo dia do miz p. p. um tal Francis-
co Belarmino da Cunha muito digno prrt
do Delegado seguido de dous sequa/es ,
mais dous escravos, todos armados, drigio-se a
casa de um pobre bomem morador em Carc .
e tendo podido conseguir forca de pancadas .
e ameac-as arrancar dos bracos do desditosn
velho, urna sua filha ainda menor acnudush
para fra e mesmo na presenca de seus com
panheiros deshoneslou -a empregando para
isso a Corea e violencia !.'... Nao contente
anda com o que acabava de praticar, o rnons
tro como que para se vingar da resistencia ,
que a victima de seus brutaes lesejos e Ibe ha-
via opposlo ferio-a toda com as esporas que
trazia e rompco-lhn os vestidos fazendo a
voltar para a casa paterna em completa nu
dez I... Que medidas forao tomadas pela
polica para punir o autor de tSo hediondo
crime ? Nenbumas ; porque a prsao dos dou-
sequases nao passa de urna miscavel pata uada.
tanto mais quanto he sabido que o Delegado,
tendo se encontrado com o sou illuslre primo ,
o deixou ir em paz contentando so com pren-
der os dous guarda-costas, que o acompanha
van. Este Belarmino he o mesmo que deo um
tiroeni um carr iro do engenho Pan-gu por
cujo crime nio recebeo o menor castigo a
pesar das instancias tic alunan que veio quei
xar-se ao Delegado e pedir as necessarias pro-
videncias. Mas pode ser que d'esta vez nlo
se san 13o bem ; porque, segundo me consta
o Jui/ Municipal tomou conhecimento do facto
e est formulando o competenlo processo. Ou-
tro primo do Delegado sabio urna noute d estas,
na Corma do seu coslume armado de urna es-
pada e tendo se encontrado com urn tal An-
tonio l'elis de quem era inimigo loi-lhe
arrumando um chuveiro de espaldeiradas : o
agicdido empregou principio rogos e suppli
cas a fim de ver se consegua abrandar as
iras do seu agressor ; mas vendo, que nada
consegua puxou por urna Cacea e com ello
Cero o adversario o qual felizmente recebeo
no braco o golpe, que, parece era dirigido ao
peito. Bem longe est de mi m o pretender di s
culpar o procedimento do tal Antonio Felis o
qual,segundo me afirmSo be mo sugeito e
i acba se pronunciado por crime de tentativa
de moi le mas nao posso deixar de censurar a
ousadia e petulancia.com que qualquer qu-
dam so porquu he prente do Sr. Delegado.se
julga com direito de espsncar e oflender a
quem bem' Ihe parece. Sirva ao menos este
aconlecimcuto para reprimir a audacia d'esses
meus senhores e trnalos menos aflbutos
Com i t nicado.
DbXLARACO.
Como o espirito de intriga tenha feito espa-
Ihsr, que a primeira expliracSo propbecia im-
pressa no D.-novo n 32. seja urna enriada de
rarapucas algumas pessoas.com as quaet nada
tenho ; leva-me a verdade a explicar qde nem
da lemliranra me passnu oattribuil-a pessoa
alguma em particular e menos aoSr. Dr. An-
tonio d'Assurnprno Cahral, e outros que sei
respeitsr. Respond em justa deleza, Janeando
de rnirn o que se me quena imputar de nin-
guem aliirmei.e quando o fizesse era s contra o
propheta e seus ajudanles, que querem fazer
servil ps... com detrimento de 3.% quem me
di-ve lia dirigir
gti ll-ji"! i ''.'" '' A-W/T--"- WWSI
Correspondenciis
Sr$. Redactorei. Km que terrpo estamos
nos! Parece, que o raio da Divina Justica ca-
hio sobre l'ernambuco A secca por urna par-
te, por outra os assassnios miseria, Come ,
consternacao geral A carne a 16 e a 18 pa-
tacas, o assim mesmo multas vezes m. Gre-
cas por i ste lado a aquelles bons Srs., que des-
truirao a b i do contrato das carnes verdes ;
porque este tirava a maminha a cortos trafi-
cantes: e bem se v, que a Celicidade do povo
est em enriquecer urna duzia de esperlalboes,
e todos os mais frtmerem. e soflrerem resigna-
dos.
A farinha, pao quotidiano assim do rico ,
como do pobre, esta por um pceo horroroso :
e este pceo cresce de dia em da ; porque a
infern I guenilha dos atravesadores tudo com-
pra por atacado para revender pelo alto preco,
>,ue julga sjfliciente para saciar a sua cubica !
I'.m o numero desses desapiedados, e barbaros
usurarios talvez alguns baja mui devotos eque
por accoriipanbarein procissoes e enterrosen-
li-nios i in hbitos de terceiros do Carino, ou
de S. Francisco, se julguem plenamente sanc-
tificad., como te cria o phariseo.de que falla o
evangelho. Maso Juiz Sllf remo tomar- Ibes-
ha eslreitascoritas, quando jor lempo.
Nao lailn por atii D.'utorinlios.e Doutoragos,
que lambuzados na licao de uns litros moder-
nos, que tralo d'uma cousa cban oda ecco-
niimia poltica, enlendem que o monopolio
nao he crime, aun s he uro regalopara o paiz;
porque o commeicio deve ser livre, embora
liajao atravessadons, embora enriqueci vinte,
ou trinta velhacos e do restante do povo uns
fiquem rr duzidos indigencia e mutos at
morrw de lome. Digan porm o que quize-
rem esses paroleros graduados eu entendo ,
que nestes, e n'otilros mullos caso a salvacio
do povo be a le suprema, e a primeira mxi-
ma de todas as ecconounas polticas deve ser
comer para nao morrcr=Fle principio he pa-
ra mim superior a Mallhus, a Mili, a J. B. Say,
&c. &c : pelo que estou convencido, queessa
ri gra absoluta da rao interferencia do Govemo
rom os objectos do commercio longe de ser um
bem, heumnal gravissimo ; porque so serve
de franquear o passo ao monopolio; e o resul-
tado inlal!i\el he com por-te a populacao do
paiz do urna, ou duas duzias decolossosde ri-
queza, tudo mis lazurando de pobreza, e mi-
serias. Tal be o lastimoso estado da Inglater-
ra, onde infelizmente vogou essa theoria de
que all mesmo j'i profundos pensadores se quei-
xao com solidos argumentos, e com as amar-
gas li(,oesda experiencia.
Por nao entrar em maiores questes tudo
Concedo senbora ecronomia poltica ; porm
quando se trata dos ^eneros de primeira neces-
sidade como sejao ; carne, farinha agoa, a-
zeite, &c. ; entendo, que o Governo tem es-
tricta obrigagao de empre ar todos os meios
para embargar o passo a monopolio, rnormen-
le ein um paiz, corno o nosso, onde dous, ou
trez velbacos rioas^os forman urna companhia,
e essa basta para atravessar lodos esses gneros,
que veem ao mercado, e por o povo na maior
consternacao.
Na mi do lllm. Dusembargador Chufe de
Polica est por diques em grande paite esta
enchurrada de atravessadores de farinha, fazen-
do, que esta seja vendida ao povo, e nio a-
tr.i\e.'sada por esses malvados que nutrem-se
das lagrimas da pobreza, e especulao sobro a
miseria publica. He provavel que as medi-
das tomadas a esse respeilo por S. S. sejio alta-
mente reprovadaspor CertosDoutores enciclop-
dicos, que citaro Smilb Bicardo. Me Culloch,
e mais o cdigo penal, e mais a constituirn
tque cada qual entenue a seu mudo),e maisitto
e iiu.is aquiiin; o sobreluuo desaliar as maldi-
coes dos taes atravessadores : mas \ S. mere-
i era o-, applausos e as heneaos da viuva pobre,
das innumeraveis familias necessiladas, delu-
da a populacao sisud,. honesta e ebristia.
Acuda nos, Sr. Desemhargador Siqueira an-
tes que as quadrilhas atravessadnras us poi.hao
por portas. Assim Ib'o pedo em nome dos bons
Pernambucanos
O Cosmopolita.
MELHOR EXEMPL


grrzao:
O Fardo
Publicaban a pedido.
Senhort$ Redactores. Aqu teem Vmcs. o fistos, 0 nio quero que por parli-longo me ne-
feQfuraokporta: atareis de que por meuarb- guem Vincr o impetrado ingreso. Sou &c.
trio me encarreguei, nio a deixarei essim
primeira ameaca do traicoeiro capador, que
procura empregar a bala assassina do seu baca-
oiarte em qualquer vulto que se Ibe antolhe un
furSo, embora seja oulro qualquer animalejo ;
se nao teoho voltado arena, se nao tenho res-
pondido ao atrevido e infame araniel do mari-
talcde das compararles, be porque negocios da
vida nao poltica me levarlo por lugares mui
distantes. Ag'ira que me acho recolhido cha-
ra loca, enlraroi em contas com a IjI sucia.
Deraois maritafedes corr os focinhos nos es-
pinbos, quando assenlarlo que empecioo ca-
,,1'nhn ao F'iro lancando ah ajtulha de cis-
co, que iiiart Isncou na praia ; porque um
furAn nao se atrapalha com cousa to ordinaria
e insignificante. Trouxero-mo a terreiro os
leus astros luminosos, hei do mostr r-lhes que
nem astros sao esses que por astro nos impin-
cem.nem lu alguma teem, e muito menos an-
da pdem Iludir, quando por um desaccordo.
em que s roaritalede pd6 cahir, os collocro
a par do urna notabilidade, a quem ninguem
ple negar merecimcnto superior em muita
cousa, embora bajo ahi escuros em sua vida
to detestaveis como o que Ibe imprimi aos 71
annos a transaccao preparatoria da cadeira seoa-
toiial.
Em um dessesvolumes japonteiquautobasta
para desengaar ao oais teimoso : tem elle um
presumo. Oh prestimo prestimoso, nio ha
duvida. he o Presidente mais azado que a praia
pode ter. Qual dos bixos da praia, investido
daquella autoridade, se prestara mais mansi-
nho a quanta inverslo a matula anca por ver
executada ? Com quem governana ella de furto
mais a sua vontade ? Por certo que nunca no-
mo foi mais bem encaixado, logo que o seu
portador sai da espliera, que o bom senso Ihe
esta indicando. Vamos porm ao outro astro,
e venhao em resposta quantas talsidades houve-
rem por esse mundo, e venbo muito embora o
mais .vinagrados.
Quaes s5o as qundads recommendaveii do
Sr. Antonio Joaqun de Mello para Senador de
urna Naco, que a praia diz possuir em abun-
dancia ludo quanto Ihe he preciso ? Quaes sao
osseus predicados p ra que um partido, que se
quer inculcar o creme da provincia, se possa
honrar de o apresentar como a melhor cousa^j
dos seus anciaos i' Nao he distincto por nasci-
mento, o que alias nao he para mim um delei-
to ; mas os maritafedes censurSo. mostreo des-
prezo, insultaos muitos homens seus adversa-
dos por falta dessa circumstancia, que sobe
devid.i ao acaso ; portanlo devem soflrer que ao
menos a apontem nos seus ungidos Nao leve
educagolitteraria, nem grande nem pequea;
e as suas iucubracoes em dado adulta nem tive
rio direct,ao conveniente, nem o desenvolv
ment que elh* quer inculcar : fo rbula no
seitao, aqui talnlicm o fo e he ; quem be que.
querendo, nao foi rbula em nossa trra? Al
vendclhes os tenho eu visto arvorados em dou-
tores. e apontados por homens Ilustrados como
homens distinctos na rabulice Foi martyr da
Patria ? ? ? -- Sim. sim ; grita a canzuada :
ah pela pasquinada : pois bem foi niartyr!
Mas a praia que aflaga o seu verdugo ; mas a
praia que.ridicularisa. ou despre/a os seus com-
panheirosde martyrio ; maso martjrio que foi
ridiculo, e nao chegou mesrno a valer a bema-
venturanca ; que diabo vem elle a ser ? Pro-
duzio-lhe ser Presidente, em lempos to cala-
mitosos, como os que vio boje correndo, por-
que em tempos taes nao se escolbeo que mais
hbil se mostra : e os Paralbanos, que nao
querem prescindir do direilo de julgar osem-
pregados da sua provincia, nao se mostrarlo
eolio satisfetos com a sua administraco; e an-
tes, se rilertcirdor, o despedirlo a toquo de
chocalho. Foi Deputado por esta provincia ;
mas Deputado foi tambem, e por esta mesma
provincia, o Costa quando tinha sobre o hom-
bros a accusaco de rbano, promovida e sus-
tentada ento por aquelles mesmos que hoje a
mandarlo de novo 6 corte vasar asneiras. e ar-
rotar cogonhas ; Deputado foi e he o Manoel
Ignacio, que havia desertado das bandeiras do
Kquador para votar frca os st-us correligiona-
rios do Ceara. E que fez o astro luminoso da
praia quando foi Deputado ? Alora urna tirada
poetico-burlesca, que Ihe ganhou de um apar-
te o titulo de vate ; quaes os trabalbos em que
ja nao digo se distingui, mas tomou parte hon-
rosa? Arranjou na alfandega e em nutras repar-
tieses, todos os seus prenles eadberentes, co-
mo de novo prmcipiou, e al nao disse ; e se
sto be um titulo para a candidatura de Sena-
dor, nio ba mariufede que nao merec ser Se-
ador, urna vez que o burro cont 40 annos.
efh ar jesutico, um risozinho ncessante ; he
sobre maneira inerte no desempenho de ludo
COM A DEUDA VENIA.
Releve o eximio autor da correspondencia so-
bre os Muscarados da Passagem da Mug
dalena, que,possuidos do mais profundo respei-
to e ac lamento Ihe suppliquemos nos deca
re quaes os caractersticos que o fizerao acre-
ditarquetal ou qual personagem representava
Abiellard ou o negociante Armenio; eesta
nossa inquiridlo he extensiva ao.pagem do
tempo di Luiz 14, e ao tal Poyem, qne nos
fora lavor dizer que animalejo he, bem como
a poca em que existi, e isto pela sem ceremo-
nia com que nos assegura ser autoridade para
decidir em tal materia ; auirn como se tem car
ta branca e de quem a hnuve, para estropear
a torio e a direilo nomes proprios de notabili-
dades Iliterarias.
.Aguardamos a conlestacio do comtenpora-
neo para enlao larga e livremente expender-
mos nossohumilde pensar a respeitodo decem-
virato decantado e anda de tal reunilo em
geral: aproveitamoso ensejo para lembrarmos
ao correspondente malcarado que o adjectivo
sempre concordou com o substantivo em ge-
nero uumero ecaso, e que sso o deve orientar
nos futuros artgos que escrever
O Argu$.
COWIERCro^
Alfandega.
Rendiiiiento do da 15.......... 6:251 f032
Deecarrega hoje 17.
BarcaCameliameicadorias.
ttovimento f'o Porte
\avtos entrados no dia. 15.
11 has de Sandwich ; tendo sabido de Sag Ha"
bor, ha 20 mezes; galera americana Wa-
shington, de 340 toneladas, Capillo Nalham
Sanford, equipagem 26, carga azeite de pei-
xe ao Capillo.
Mar Pacifico; tendo sahido de New-Bedford.ha
43 me/es, galera americana Orecon, de 340
toneladas, Capillo ObtSheaman, equipa-
gem 24, carga aceite ; ao Capillo.
Parahyba ; 22 horas,hiate Pureza, Mestre An-
tonio Manoel Allonso, equipagem 3, carga
ussucar.
dem ; 24 boras.hiate Conceicdo Flor da Vir-
tude, Mestre Victorino Jos Pereira, equi-
pagem 3, carga Icnha, passageiro o bra*-
leiro Jos Joaquim de Santa Aona, e Manoel
da Costa e Silva.
Navios sahtdoe no mesmo dia
Philadelphia ; brigue escuna americano Cum-
berland, lapitio Aulhony Philipps, carga
assucar.
Ass ; hiate brasileiro guia Brasileira, Ca-
pillo Manoel Rodriques de Furias, carga
lastro.
Lonas Venderlo so 25/500rs. a pecadas
de i mitacao da Russia, e de 16/000 a
17/000 rs. das inglesa estreitas.
Masas dem a 5/200 rs. a @.
Pimenta dem a 160 rs. a libra.
Salitre dem a 230 rs. a libra do refinado.
Sal estrangeiro dem de 730 a 800 rs. o al-
queire.
Entrarlo durante a semana 6 embarcacOes
e sabirio 22; existem no porto 45 : sendo 3
americanas. 2 austracas 18 brasileiras 3
2=r Jos Rodrigues Pereira embnrct para o
Rio de Janeiro o seu escravo de nome Pedro. (2
Alupa-se urna casa terrea na ra do Con-
ceicio n. 26. com bastantes commodoi ; a tra-
tar no Atierro da Boa-vista n. 'iG, com Manoel
doAsevedo Maia. (3
2 Precisa-sede um menino de 12 annos,
chegado ltimamente para urna loja de fazen-
das ; na praca da Independencia n. 19. (3
.2 O'Sr J. S. P. morador na ra da Lin-
gnta, nio Ihe con viudo dar resposta a urna das
3 cartas que recebeo haja de fallar pessoal-
fran.ezas, 1 bamburgueza, 1 hanoveriauna. 7 mente com o assignanle da* ditas do contra-
inglezas 7 portuguesas, 2 sardas e 1 sueca.
ieclaragoes.
PRACA DOBECIFE, 15 DE FEVEREIR0 DE 1845.
fevisla semanal.
CambiosHouverlo transacies regulares a 25
\. por \# rs.
Assucar As entradas lorio mais abundantes,
e as vendas continulo a 1^050 rs por
iu sobre o ferro do branco.e de 1/000
a 1/050 rs. do mascavado.
Algodlo As entradas eontinulo limitadas,
havendo compradores eos precos de
3#900 a 4/000 rs a @de primeira
sorte. e 3/400 a 3/500 rs de se-
gunda.
Couros salgados Forio mais procurados, mas
nao houverlo alleracoes de prei;o.
S,.laVendeo-se de 1/900 a 2/000 rs. o meio.
Amendoas dem d. 5/500 a 5/600 rs. a Azeite doce dem a 2/000 rs. o gallo do de
Mediterrneo,
dem de peixe dem a 1/000 rs. o gallo.
Bacalbo Chegrio do Havre 300 barricas,
(cando o deposito elevado a 800, e
esta.se retalhando de 12/a 12/500 rs.
BolBcbinhaVendeo-se a 3#700 rs. a barrica.
Carne secca O deposito he de 15.000 @ por
nio terem havido entradas, e nao ba
de superior qualidade.
Cerveja Vendeo-se de 4^000 a 4f200 rs. a
du'Ma de garrafas.
C;,iA^S"^S Enxofre-dem. 1/750 rs jft
Farinba de trigo dem de 15/500 a 16^o00
uanlo cheira 6 obriaaclo : tambem slo excel-i harnea.
iri1"^- pa- Senador. | dem de mand.oca Ha fa ^. tem-se v.n-
Pararei boje aqui; que levo a pluma ji del d'do a 5/120 rs. a sacca.
ros.
O brigue americano 'elit recebe as malas
para o Rio de Janeiro no dia 18 do correte
ao meio dia.
THEATRO PUBLICO.
Domingo (23; representa-se a grande peca sa-
cra Moiss no Eku vermelho com todo o seu machinismo e cho-
|4
PUBLICACO LITTERARIA.
2 Brevemente s-. r publicado o Epitome
da Historia Romana, por L'esieur Subbibliote-
cario da Universidade de Paris, e vertido do
original francez para lingoa verncula por An-
tonio de Vasconcellos Menezesde Drumond.
Este compendio, adoptado nos collegios de
Franca, pela sua clareza, e brevidade na fiel
narradlo de todos os lacios, sera utilissimo i
mocidade brasileira, e demonstra o quanto so-
breleva a todos os outros, al o presente adop-
tados nos mesmos estabelecimentos do Brasil
Subscreve se a 1/500 rs pagos a recepelo de
cada folneto. e se vender a 2gOOO rs., na ra
daCadeia do Recife, loja da viuva do Cerdoso
Ayres, na loja de livros da esquina da ra do
Collegio, em Olinda nos Quatro Cantos, loja
de Domingos Jos Alves da Silva. (16
Aviso martimo.
Para Lisboa o brigue Viriato sabir! no
dia 23 do correte, s recebe passageiros pura
o que tem bons e asseados commodos ; tra
ta-se com o capitn ou com o cooslgnatariu
lliomaz de Aquino Fonseca na ra do Viga-
rio n. 19
A visos ilfcVt*ir&os
Lotera
da Matriz da Boa-vista.
As rodas dt-sta lo le ra lero an
damento hoje 17 do corrente mez ;
os bilhetes achao-se venda nos
lugares seguales: lujas de cambio
dos Srs. Vieira e Manoel Comes ;
na botica do Sr. Morena Marques ;
na ra do Queimado, loja do fiir.
Luiz Antonio Pereira & C ; e na
loja de ourives do Sr. Jacintho, no
aterro da Boa-visl, (17
3=Aluga-se o subrado de dous andares 11.
22, na ra da urora, com exci Mentes com
modos ; o terceiro andar e sollo da casa n 4
no atterro da Boa-vista ; urna casa terrea novu
na ra Formoza esquina da ra do >eve, com
duas salas, dous gabinetes, quatro quurtos mui-
to bons, cada um com sua janella, cozinha fu-
ra e quintal com portao ; urna dita na ra do-ktado
S
so
p
Santa Cruz ; duas casas terreas ns. 30 e 32 de
traz da Matriz da Boa vista ; urna meia agoa na
ra do Cebo n. 37 de 6s rs. mensues : a tratar
na ra da Aurora n. 26 com Francisco Antonio
d'liveira, ou com seu caixeiro Manoel Joa-
quim da Silva. ('5
2Jos Soares d'A/evedo, Lente de lingoa
rio ver por extenso o que nao ba de gostar.
'2 Aluga-se urna casa terrea com quintal e
cacimba, na ra das'lrincheiras n. SO ; a tra-
tar na ra Nova n. 5 [-3
2 Precisa-sede um homem para retinar urna
norelo de assucar ; na Solidada venda da es-
quina, quovolta para Itclem. (3
2 Quem precisar de urna ama para criar ,
que tem abundancia de leite, diiija-se a ra da
Senzalla-veltio n. 142, segundo andar. '3
1=0 ahaixoassignado inudou sua residen-
cia da ra das Cinco Ponas casa o. 100 para a
do Padre Floriano n. V3. =Monoel Felis Al-
tes da Cruz. (4
1= Jlo Hessa retira-se para Portugal, a
tratar de sua saude. (2
1= A mesa regadora da irmandade do A-
poslolo S. Pedro desla ciliado fa/. sciente a
todas as pessoas, que se acbao a d <\er foros a
mesma irmandade. queirao no praso dequinze
dias, contados da dala deste, pagar o que devem
ao Reverendo Joaquim Antonio .Marques, pro-
curador da mesma irmandade, no Forte do
Matto, ra do Ainorim casa n. 17 primeiroan-
dar, do contrario passari a mandar cobrar judi-
cialmente. Recife 17 de l'everoiro de 175 (8
=Us senhores, que comprarlo paulas da Al-
fandega mpressas tiesta typogropba, pdem
mandar busc> r na loja de livros da prora da In-
dependencia n 6 e 8. as erratas da mesma, ad-
verando, que as diUs erratas forlo causa-
das pela typographia nacional, de onde se reim-
primi
ssEm S. Francisco, defrontc du Palacio, ha
farinha de mandioca de S Matheus e Cravellas,
em saccas e a alqueiies, e pedras de amolar,
para vender; quem pretender dirija se ao ar-
rnazcm, ou 10 arco de Santo Antonio, loja n.
2: tambem ha um cavallo 1 usso pedre de mui-
to bons andares.
2 O Vicario Antonio Luis de Vasconcellos
embarca-se para o Araraty com suas escrovas
Simplicia Benta e Francisca no dia 18 do
correte. (4
3J. P. Adour& C. tendo vendido aloja
que tinha o na ra Nova n 7, convidlo as pes-
soas que teem penhores nella, que os vo remr'r
at o fim de t'evereiro corrente: passadaesta
il.it 1 os mesmos serlo lendilos para pagamen-
to das dividas sem que os donos lenhao recla-
maclo alguma a Inzer. (7
4 Na ra do l.ivrameiilo n. 3, precisa-se
alogar pretas para veoderem afeite de carrapa-
lo e tambem se rende azeite a 2880 rs. a ca-
ada mesmo em pequeas porces. ,4
4No dia II desappareceo do primeiro beco
do Carnboa do Carino um cachorro pequeo ,
amarello pescoco curto, grosso, mlosgros-
sas e ealcadas de branco cabeca grande; quem
0 achar, leve a ra Nova n. :)j, que ter # rs.
de gratilii aeo. (6
16Em -27 de Outubro de 184, desapparo-
ceo um moleque de nomo Paulo de nacao
Quicam de 18 anuos pouco mais. ou menos,
est lhesahindo buco de barba he um tanto
seccodocrpo abre os dedos urafldes dos ps
um lano para lora pernas finas, naris 1 hato,
olhos pequeos e avennelhados era COSlUota-
do andar veodendo doce de jalea em copos, por
loda a parte desta cidade, julga-se ter sido lur-
porqoe nunca iio ; rogase a qualquer
jeve deHsrs. n.ensaes; o segundo andar do W-r de eoRMiho, ou outra i.essoa que.- el-
. ; 1 n I,. f,\r oten cu o. 011 p->r acaso acollado ern seus
brado n 20, na ra estrella do Roaa .0 ; Jj ^nenderem e participar^'a.eu
)rimeiro andar do sobrado n. H, no largo da iljm() S|. Anlooio JosOoncalve Aeredo na
leil
ra da Praia armazem de carne n. 19 que re-
eompencar e pagar toda e qualquer despeza ,
que se lizer. 'I7
3-JosClaudinoda Assumpcao; Brasileiro,
retira se para o Rio de Janeiro a tratar de seu
negocio. I3
__ Precisa se de ama ama pura servil a urna
Franceza no Lyco tem aberto em sua caza I peRSoa so|,, iia na rnj de Hurtas n 8.
% Preclia-se de urna ama de leile prefe-
rua do Rozario estreila n. 30 tercero andar,
um Curso de Philosophu e outro de Lingoa
Franceza. As pessoas que desejarem seguir
urna ou outra destas disciplinas pdem dirigir-
se a indicada residencia demanbaa at as 9
boras e de tarde a qualquer hora (8
3 D-se dinheiro a premio ; na ra Nova
n. 63.
2 Precisa-se saber onde mora a Sra. D.
rlndo-ae captiva; na ra do Cabuya, loja de
miudosas n. I. >'3
ib LOTERA DO GUADELUPE.
A lotera do (iuadelupe que fOra preterida
' no andamento do suas rudas pelas de S. Pe-
| dro Martyr o thealro deve correr impreteri-
Ivelment' no dia 15 de Marco, como por S.
Francisca Candida, a negocio de seu interesse ; |X- 0 r> Presidente da provincia foi cunfir-
annuncie por esta folba. (:{ ruado. Os b Ihetes esto venda as lojas do
3Fazem-se flores de toda qualidade de cambio na ruada Cadeia do Recife na de
nanno e de pennas sipos para enleitar-seos miudezas do Sr. Fortunato praca da Unlo,
anios, rozas, e palmas para os ramos da semana na bot.ca do Sr. Moure.ra Marques em S.
santa, por menos do que em outra qualquer Antonio, na botica do Sr. Cuto largo da
oarte e bem leitas : no Paleo do Carino n. 3. Roa-vista, e finalmente em Ol nda loja do Sr.
loja de charutos. Domingos nos Quatro Cantos.
ri2
AR ENCONTRADO


S5
3 Precisa-sede urn bomem quosaiba to-
mar corita do urna masseira, e saina fintear ;
na ra da Solidado padaria du um s port
n. II M
AI usa-se um spgundo andar e sotao, con
bi>ris commodos na ra da Penha; quem pre-
tender dirija se a ra do Cabuga, loja de miu-
d sus de Joaqun) Jos da Costa Fajozes.
Quem qui/.er bolinhos de todas s quali-
dndes bein faltos o por prego commodo di-
ri!'i-se a travessa da ra dasCruies sobrado
n. 4.
D-se a premio t:000#de rs. sobre hypo-
theca em buns de raiz ; quem precisar annun-
cie.
Procisa-se do um bom caixeiro para o
Rio Grande do Norte, prefere-se Portugus ;
na ra do Collegio, vendado Sobastio Jos
Gomes Peona.
O NAZARENO N. 82
Est a venda nos lugares do costume ,
onde so subsrreve a i rs. por trimestre.
Contm os seauintes artigos: o Nazareno e o
Ifovo Regenerador d > Iris e analysea este in-
sultuoso artigo : Brasilelros alerta Publiracao
a pedido ; Parabiba do Norte ; a casca publica
tiesta cidde.
Perdeo-se urna ordem da quanlia de 354#
e tantos ris sacada por Jos Francisco do
Reg Barros contra Msuoel Goncalves da
Silva a lavor du Jos Eloy Macl ado passado
ern o engeobo Bom Jess, n > dia \, ou 13 d.
corrente ; quem a aeltou querendo restituil-a,
dirijn-so a ruaao Crespo loja da esquina, que
1 'vira pira a cadeia, junto ao arco de S. Antonio;
pois que de nada servir a quem a tiver acha
do porque o Sr. Manoel Goncalves da Silva
ja se acha prevenido para nao pagar.
Quem precisar de urna mulber para ser
ama de urna casa de pouca familia cosinha ,
engomma tem bons costumes tanto para
est3 praca como (ora della dirija-se a ra l)i-
reita n. 5*2.
Mando-sejapplicar bichas hamburguezas;
na ra das Cruzes n. 3'J.
1 Precisa-se de um moco Portuguez de
lG a 0 annos para trabalhar em urna pada-
ria e tomar conta de urna fruguesia de ven
der pao aqui mesmo na praca ; as Cinco-.pon-
tas n. 32, (&
1 J abaixo assignado avisa ao publico, que
lendo requerido balanco judicial na sua loja da
ra do Cjueimado n. 1 i que havia deixado en-
tregue a administraco de Manoel Antonio Su-
pardo, quando se ietirou para Portugal, o
abaixo assignado declara ao publico, que to-
mn conta da di'a loja judicialmente e como
o dito Supardo se tenha ausentado furtivamen-
te previne aos seus devedores, que nao pa-
guent quantia alguma ao dito Supardo, pois
que nada rnais tem com a dita loja do qne
loi lmente administrador na ausencia do abai-
xo assignado ; outro sim pede a todos os seus
devedores que bajo de vir pagar os seus d-
bitos attendendo ao tempo decorrido e aos
piejuisos soflridos pelo o abaixo assignado
que protesta nao levar ern conta pagamento
feito a outra qualquer pessoa que nao seja ao
m-mo abaixo assignado o queja declarou no
Diario de Pemambuco de 24 de Uezembro do
anno p. p. J.uu-Jus de Sousa. .18
1 Urna mulber de bons costumes se en-
carrega da cnaco de meninos de peitos impe-
didos e desimpedidos ; tnmbein recebe para se
desmamar, no que promette esmerar-se; quem
deseu prestlmo se quizer utilisar dirija-se ao
pateo do Carino n. '24. G
I-? Aluga-se melado de urna casa; no pa-
teo do Carmo n. 24. 2
1__ O abaixo assignado vende a sua loja si-
ta na ra do (Jueimado n. 14 da qual tomou
posse judicialmente, 88m oppos icao alguma. e
se obriga a garantir o arrei.damento da loja
pelo temp" que se convencionar visto que es-
la para isto autonsado peto respectivo propie-
tario ; a tratar com o abaixo assignado na
ra d yueimado n. 14 segundo andar.Luiz
Jos de Sousa. (''
1 =; Antonio Joaquim Rodrigues retira-se pa-
ra ra do Imperio. 8
2 Nosdias 19 e 22 do corrente mez se
ha de arrematar de renda um sitio na Passa-
gem da Magdalena, e urna casa des-brado de 3
andares esotao na ra do Livr.Mii. uto, confor-
me o escripto em poder do porteiro Serra-gran-
de ; quem nos niesmos pretender tancar cun-
pareca no pateo do Hospital do araiso ; a por-
ta do Sr l)r. Kigueira Costa Juiz (le JJneito da
segunda vara do Civcl. .8
a_ prccisa-se de um preto cosinbeiro ; na
ra do Trapiche n. 8. (2
2 D-se inoradla de graca em urna casa na
Capunaa aalgum bomem sern familia e de ida-
de com o onus de botar sentido a casa e re
gar'algumas II..res ; quem eslivcr nestas cir-
cumstancias annuncie. ^ <
2 Aluga-se o segundo(ndar do sobraoo da
roa estreita do Rosario o. IB com coluutudu
para pequea familia ; a tratar na ra do No-
aueira n. 27. (*
2Conrcdo Fogd Aanofro retira-se para o
Rio de Janeiro. !2
l Carlos Aobit, subdito Prussianno, retira-
se para o Rio de Janeiro. lS
C Manuel Jos Soares de Moura retira-se
nara a liha de S. Miguel a tratar ue sua saude;
Suemsejulgarseucredor aprsente sua conta
na ra Nova ao Sr. Manoel ferreira Lima ,4
-.Francisco Ricardo Botelbo suodito Por-
tuguez, retira-se para lora do Imperio. (2
2 Aluga-se oprimeiro andar do sobrado da
-ua du II irtas n. 16, confronte ao beccode S
i'edro com bons commodos; a tratar no bote
iinm ao p do tbeatro. {4
2 Aluga-se um sobrado de um andar so-
lo n. 11 e outm tambam de um andar e so-
tao n. 13 ambos na ra Formosa com bas-
tantes commodos ; a tratar no Attorro da Boa-
vista n. 38, com Antonio Martina Ribeiro. &
1 Rufino Jos da Silva Brasileiro segu
a seu negocio para o Aracaty provincia do
'ara. (3
Compras
Compra-se urna tipoia usada e sern rede;
ia ra do Encantamento armasen) n. 11.
Comprao-se diariamente duas arrobas de
apim trata-se por um anno; quem tiver an-
nuncie.
Compra-se em segunda mSo estando em
bom estado e por preco rasoave, o Reper-
torio da Legislaco Militar de Cunha Mattos,
m 3 voluntes ; as obras de Phylinto Elysio ,
m II voluntes edico de Paru ; e um dic-
cionario de Constancio da lingos portugueza;
iuem tiver aununcie. 7
3 Compra-se papel de diario a 2560 rs. a
irroba ; no deposito de assucar, defroote do
neceo da Penha n. 30. (3
2 C'nnprao-se os livros, barca da carreira
dos tolos e o comboi de mentiras, anda sendo
usados ; quem tiver annuncie. (3
2 Compro-se para lora da provincia mo-
loques e moletas do 12 a 18 annos pagao-se
bem sendo de bonitas figuras; na ra do Sol
n. I. (4
Vendas
I Vende-seum braco de balanca grande ,
com conchase correntes de ferro urna porco
Je caixas vasias do Porto; as Cinco ponas
n. ttiO todo o negocio se laz. 4
Vendem-se pecas de bretanhade rolo com
10 varas a 1600 rs cassa-chitas muito finase
de bom gosto a 240 rs ocovado ditas de cu-
res ixas a 160 is. chapeos brancos sern pello
a -:: rs. e outras umitas fasendas por preco
commodo ; na ra do Crespo n. l'i, loja de Jo-
s Francisco Dias (7
I Vende-se urna canoa nova, de carreira ,
do 2o a 30 palmos de cornprido; na travessa das
mu/.'-. venda da esqu a que faz frente para
a ra larga do losario n 2|. (4
Vende-se urna parda de 26 annos de boa
figura engomma bem liso cosinha cose e
lava, e he muito fiel e cario hosa para meninos,
na ra do Livramento n. 33. (3
1 Vende-se urna escrava recolhida de 20
annos boa figura corta e faz camisas de bo-
mem e vestidos de senhora, borda e faz la vari-
lo ; 4 ditas, cosinbao, engommo e lavao ; um
moleque peca de 18 annos cosinha bem o dia
rio de urna casa ; um dito bom canoeiro um
preto de meia idade bom cosinbefro ; um
mulatinhode 10 annos ; dous escravos bons
para o trabalho decampo; urna vacca muito
gorda boa para acougue ; na ra do Crespo
n. 10, prirneiro andar. 10
1Vendem-se 11 escravos, sendo duas par-
das de lo a 16 annos de lindas figuras ecom
|_ Vende-se urna resfriadeira com filtra -
deira que leva mais de dous canecos de agoa;
urna poreio de caixas de plnho proprias para
larinha ; urna espingarda de cacar; um sellim
franedz ; duas duzias de pelles de marroquim
preto que parececouro de lustro ; urna mar-
queta ; na ra Augusta n. 14. y
Vende-se um lindo adereco cordoes de
ouro, grosso rosarios urna duzia de colberes,
dous pares de casticaes de prata obra do Por-
to e de bom gosto coraes botSes de punho ,
um alfinet.ee um annelao com brilhante de
bom gosto ; na ra Bella n. 37.
Vende-so um diccionario de Moraes, da
quarta edicSo, um dito da fbula em bom uso;
oa ra do Queimado. loja n. 52.
Vende-se urna casa terrea na ra do No-
gueira n. 28; a tratar na ra do Collegio, ven-
da de SebastiSo Jos Gomes Penna.
2Vendem-se gamelas grandes e pequeas ,
faltas na Babia superiores para banho al-
guidaros de gommos e lisos grandes e peque-
nos, ludo de bom gosto; na ra de Apollo,
venden. 1, defrontodas casas do Snr. Angelo
Francisco Carneiro. 6
2Vende-se um papagalo bom fallador, em
gatola de flandres e com corrente de prata, por
preco commodo; na ra das Crozes loja de en-
cadernador n. 35. (*
2Vende-seum bom preto de nacao, moco,
canoeiro tanto de carreira ; como d'agoa e
de excellente conducta ; na ra estreita do Ro-
sario n. 3'i, prirneiro andar. (*
2_ Vendem-se dous paros de casticaes de
prata e urna duzia decolheres tudodo Por-
to e sem foitlo ; na ra Bella n. 37, prirneiro
andar. (4
2Vende-se um moleque de 18 annos de
bonita figura por preco commodo para fra
da provincia; no Atierro da Boa-vista ao p
da ponte na primeira venda. (4
2 Vende-se um compendio de theologia
moral pelo Bispo Monte 2 v. em qu8rto ; na
ra da Cadeia do Recife loja de Jos Gomes
Leal. <4
2__ Vende-se ou arrenda-se um sitio nos
terrenos da Torre ao pe do sitio do loque ,
com 600 palmos de frente e 1200 de fundo; urna
pequea casa de vivenda com bons commo-
dos para escravos e um cavallo ; planta de ca-
pim cannas, &c.;assim como vendem-se dous
terrenos ao p da mesma estrada que vai para
S. Anna com 300 palmos de frente e outro
com 200 qualquer delles com 1200 de fundo,
tendo entre esses 2 alm da estrada da Irente ,
e outro que lhe fica de permeio ; a tratar na
travessa da Concordia, sobrado n. 5. (10
2 Vende-se, para lora da provincia urna
escrava crioula de 18 annos de elegante figu-
ra perfeita engommadeira costurelra e he
ptima cosinbeira no pateo da Peuha n. 4. 4
2 Vende-se urna porco de prata e ouro em
obras sem feitio, e urna gargaotilha de bom
gosto ; na ra Bella n. 37, prirneiro andar. (3
3 Vendem-se saccas de larinha de mandio-
ca ; no armasem da ra do caes da Alfandega
n. 6. (l
3 Vende-se urna parda de 15 annos, boa
figura, com habilidades, e sem vicios; na ra
da Cadeia do Recie loja n. 21. (3
3_ Vende-se urna porco de taboas de pi-
nito de relugo proprias para cerca ou esta-
cada por preco commodo ; atraz do theatro
armasem do mesmo tahoado.
3-Vende-se umescravo ganbador de ra
Escravos iffiil
DHWItf io auno, uu imuas uguias oiuiii '----- ----- u_. .,,, i,,
habilidades, 6 pretas de 20 annos. boas quitan- sabe cosinhar, he capinheiroe ptimo para lo-
. ;_ ____j. _..4.....;._ i...j..i...... h. ,, t,.riii'n na ruado bebn, ii. >
(luirs ; urna dita costurelra e lavadeira ; um
moleque peca de 12 annos ; um preto de ele-
gante figura de 26 annos proprio para pa-
ianquiut ; na ra du Rosario (da Boa-vista
n. 48. (8
1 Vende-se um preto proprio para o traba-
lho de engeoho ; na ra das Cruzes n. 30. (2
1 Vendem-se metas de linho da Escocia pa-
ra senbora luvas ditas para bomem; estas iu-
vas e metas sao as mais finas que teem aqui
apparecidodesta Cascuda ; toda a qualidade de
calcado para bomem e senhora assim como
um bom sortiimuto de pe turnaras francesas
de rico gosto, estojos de navalbas de cabo de
maifim a contento por 8 dias, carteiras de agu-
Ihas (rancesas e caixas ditas ricos leques de
pennas, um bom sortimento de capachos, meias
de lindo para bomem e senhora ricos pentes
de prender cabello c dourados, e um bom sor-
tmenlo de brincos dourados e outros muitos
objectos por mais commodo preco do que em
outra quolquer parte ; na ra larga do Rozario
24. (13
IVende-se urna escrava moca de bonita
figura costureira de corir e fazer vestidos e
camisas boida, faz/favarinto e he muito
boa engommadeira-; duas ditas de todo o ser-
vivo lavadoras e quitandeiras ; urna parda
.i.: 16 annos ; engommadeira e costureira e
he de bonita figura ; urna casa na ra da Pal-
ma feita a moderna ; Da ra ireita n 81 (8
l_ Vende-se urna escrava de 14 anuos eo-
saboa, e faz o servico de urna casa ; na ra da
Gloria sobrado n. o9. (2
1 Vende-se um berco anda em bom uso ,
com seus cortinados ; no pateo do Carmo n. 24
1Vende-se um preto de idade, que sabe
cosinhar e ganbar na ra, por preco commo-
do; ua ra da Concordia n. 4. (4
1 Vendem-se, ou alugo-se bichas de Hara-
burgo superiores por preco commodo ; na
ra da Cruz n 43, defronte do becco do Porto
das Canoas, loja de barbeiro de Joaquim Anto-
nio Carneiro. (*
do o servico ; na rus do Sebo n. 33. 3
Vendem-se meias barricas vasias para as-
sucar, de diferentes formas em grandes e pe-
quenas porcoes por preijo commodo ; na ra
da Moeda, armasem 11. !
3Vende-se urna porco de cobre velho de
forro de urn navio ; oleo de cupahiba em gar-
rafes de varios tamanhos ; a tratar na ra do
Trapiche n. 2, com Manoel Duartt, Rodrigues
3 Vende-se urna parda de bonita figura ,
com algumas habilidades ; na loja de Joaquim
Goncalves Cascao. I3
Va grande fabrica de licores do Atierro da Boa-
vista n. 26.
6 Acha-sesempre grande sortimento de to-
das as qualidades de licores >esde o mais fino
at o ordinario de 160 rs. a garrafa assevera-
se que os licores imitao perleitamente aquelles
que vtem de Franca ; tambem existe grande
sortimento de genebra tanto em botijas como
em caadas ago'ardente do reino e de Fran-
ca ditadeaniz, espirito de 36 graos, cha-
ropes de todas as qualidades para refrescos, di-
to feito da verdadera resma de angco excel-
lente para todas as pessoas que padecem do
peilo ; na mesma labrica se encarrega de qual-
quer encommenda do charopes, licores e agoa- tai"" a'
aidentes, tanto para a provincia como para '
exportaco; as amostras se acho sempre tran-
cas aos compradores eos presos sao por me-
nos do que em outra qualquer fabrica-. (19
3 Vcnde-se fartnhadeS. Matheus, em sac-
cas ; nos armasensdasescadinhasaop da Al-
fandega do Sr. Antonio Annes. ,3
10Vende-se no deposito da praca da S. Cruz,
por batxo do sobrado n. 12?, assucar refinado
e de todas as mais qualidades assim como ca-
fe em grao e superior c. bisson ludo por
preco commodo ; no mesmo deposito se preci-
sa do um pequeo para caixeiro. 16
g_ Vendem-se saccas com farello, pelo mu-
dco preco de 3200 rs. ; na ra da Senzalla-ve-
Iba o. 136.
2 Fugionodial2 do corrente um preto
orioulo de nome Joaquim de '28 annos es-
tatura regular, tem urna grande cicatriz no pes-
coco a baho da goela e outras mais no peito ;
levou roupa branca e chapeo de palha ; quem
o pegar, leve a ra da Cruz n. 51, que ser re-
compensado. (*
2 Fugio no dia 12 do corrente o preto Joo,
de nacao Cacange de 36 annos levou calcas e
camisa de algodSo azul e um ferro em unta
perna.tem os tornozelos foveiros.e he grosso do
corpo ; quem o pegar, leve a ra Direita n. 2 ,
que ser recompensado. (6
2 Fugio no dia 6 do p. p. o preto Manoel
Benguella, baixo, cheio do corpo, ps curtos e
grossos rosto redondo e pouca barba vaga-
roso no andar tem offlciode ferreiro; quem o
pegar, leve a ra da Aurora n. 30, que ser re-
compensado. (6
2No dia lOdo corrente fugio um preto de
nome Joaquim de nacao Mozambique de
20 annos allura regular, secco do corpo ,
tem urna das pernas um tant> arqueadas para
fra um callo no alto da cabera provenien-
te de carregar peso cor um tanto fula, gusta,
de jogar os dados pois que tem sido encon-
trado a jogal-os na ribeira, ra Nova, 6c, be
multo disfarcado ; roga-se as autoridades po-
liciaes e aos capitaes de campo hajao de ap-
prehendel-oe levar a ra do Crespo, loja da
esquina ao p do arco de S. Antonio, que ser
gratificados (H
3 No dia 9 do corrente fugio o preto Jos,
por alcunha Caboclo de 35 annos de nacao
Gabo, magro, feio de feicoes com pouca bar-
ba zambeo das pernas e na esquerda tem em
cima da canella urna grande cicatriz, que nun-
ca sara o p esquerdo be bastante deieituoso,
por isso que tem os dedos do mesmo mais pe-
queos do que os outros ; levou calcas de ris-
do de listras pretas camisa branca com pre-
gas ; quem o pegar, leve ao seu senbor no sitio
do Jang ao p do Rio-doce Kaymundo Jos
Pereira Bello que ser recompensado. (lo
3 Fugio da Capunga na uoute de 10 de
Dezembro de 1844 o cscravo Jos crioulo ,
de 43 annos secco do corpo e de boa altura;
quem o pegar leve ao sobrado novo do mei-
molugar, ou na ra da Senzalla-velhan. 138.
3 Fugirao no dia 5 do corrente dous mole-
qnes crioulos urn de 20 annos de nome Be-
nedicto, estatura regular, secco do corpo, bem
preto e bem leito do corpo ps e ruaos. O
outro de nome Serafim de 14 annos meio
^ulo estatura regular para a idade, urna quei-
madura.na mo e outra no joelho,antigas;a^ibos
fallan bem e sao mui mohecidos por andarem
de manbaaa venderem flores e ps de ditas,
e as vezes arela preta e de tarde azeitede carra-
pato ; levaro camisa de fazenda azul de algo-
do e calcas tambem azues, n as desbotadas ;
roga-se por obsequio a todos os senhores quo
teem escravos as suas escadas que lancem
suas vistas, para que os ditos moleques nao
sejao por el les oceultog porque ha desconfiad-
cas disso; tambem roga-se a todas as autorida-
de policiaes tanto desta praca como de to-
das as comarcas e villas do centro e mesmo
pessoas particulares que aotide virem os di-
tos moleques os la^o apprehender e levar ao
seu senhor Francisco Jos de Souza morador
na Selidade casa ti. 7 que se dai de gratifl-
cacio 50/rs. porcada um. (20
1Roga-se as autoridades policiaes do lugar
de Itapir queirao aprehender um pa/do de
nome Antonio baixo grosso pouca fcgrba ,
com costuras de gommas as costas, e na canel-
la de urna das pernas o qual consta, que tem
mudado de nome e negocia em miudesas ,
couros salgados, esola, o mesmo trabalha de sa-
pateiro, e segundo ha noticias, fui a pou-
co atacado de bechigas ; quem o pegar leve a
cidade de Olinda na ra dos Quutru-cantos
n. 18, que ser generosamente recompen-
sado. tlO
1 Fugio no dia 14 do corrente um escravo
de nome Francisco de nacao Cacange, de 19
annos fulla anda bastante atravessada es-
tatura regular, corpo secco denles abarlos ,
rosto regular apontando-lbe a barba pucha
por urna perna quando anda, talvez lenha an-
da signal de custicos nos peitos levou calcas
de algodo azul e camisa de riscado lambeffl
azul, com um remend grande do mesmo
panno e mais novo as cosas ; quem o pegar,
leve a ra da Cruz; venda n. 51, que sera gra-
tificado. ;10
No dia 14 do corrente desappareceo urna
preta crioula de nome clara de 26 annos, e-
, cor meta lula nariz chato est
grvida e he quitandeira de Irutas ; roga-se
as iutnond.nl.'- policiaes e capitaes de cainpo
de aprehende!-a elevar a praca da Indepen-
dencia loja de Jos Antonio de Saboia que
recompensara
1 Na noule de 14 para 15 do corrente fu-
gio um preto de nome Jos de nacao Angola,
de 40 anuos, baixo bastante ladino por ter
vindo moleque ; quem o pegar, leve ao sitio de
Francisco Xavier Martins Bastos deironte do
palacio do llover no da provincia, ou na ru
[1
do Encantamento armasem n. 11.
(3 PERN} TYP. Df M. F- DEjFAHIA ib/p.
MELHOR EXEMPLA


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