Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05294


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Full Text
Auno de 184&
Sabbado 18
O ilim imMioa-aa lodoeoa I c'e mil", por qua.tsl pairai a.liin.j.loa. Oa annuncioa.loe aai|a ,r<"J t '20 ii por linha. 40 roii m typo differente, e aa repet.ei pele amelada O
j, n...i torta aeai'niMil'j pago PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gt'H*:*fc. rutjhi. legundaac aextaa [iftfjj atto (irande do Norte, chega 8 2i par
..- >\ lo'e-*.-Cabo, Serinbteni, iiioForiRvso, Macey, PortoCatao, a Alagoae: no i. -
41 !4 da rada eaet. Garanhuna .". mm a |(J .' I il cada m-i aoa-Tiata t Flor
>i (3 <* do. Culada da Viniuria. quintas feiraa. Oltmla todoi oa diaa.
DAS da semana.
10 Sag. a. Eacolaatica. And do J. de I), da '.'. a,
m larca a. Ltiro Mal. aud.doJ. da D.d.a.
i Ouarta > Kulalja. Auil .1. d II. il t,
i ; Quinta i Gregorio. AoJ do j da I) da 2. t .
1 i Sella a Yalentim. \d. do J de D. da .ala.
i Sab. $ Georgia Ral. ud doj./c D.'al, r.
|fi Jjii^ '.'. fc da quaresma a. Profiri,
. V- t\':..'.-*~:. u, ''-.-""^!Treaai^f^lYiiaaMi^^-f^flif^Bfl-.-?A.-.fc^-3.rT-. jr--; ,, *jVgriVHii":ff:r'a^'**VTT...
de Fevcretro;
AttfcoXXI. X, 38.
ni w\umirm
,tt0 ,.. uo0O.M u oo aaaaaaua; a% noaaa pruoamoia, -uJ.iu.ao, liNr>u:coi<
li| ; ..- '. io BrlrtOjpUaoe tOMau apoota.loa OOes admira",* entre a aa-iat lea
UUltai fmelaauaaai ai fcaaeaiil" '-"al > eiioil.
. ________________z_________________
Ti
\\J.- Cambio,, .obre Lunera' .'!> .,', Oar**HM I. ^01 f 2*5
Paria Ih'J re. por fr,n,.
Liahua'Opor 100 Ha ,.m0
.'-'loada da oubra ao par.
dem da latra da boaa firmaa pOroiu
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17,200
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P,.,.-l ataco.' ***
i'aaoa eoluaanarea 1 ,! IJ*
, i),to..a.,.c.n... .'* ,V<
PHASKS DA LA NO ME7. DK FEVRREIl.O.
i.uaaoaa a 6 aa '> h a l(i aaio da tardo, | I7 aain -la ai,
Creacenre t 14 aa llora e 4U ai da m. I MUatOenia a II aa \* oraa a .(ft aain ila m
Priomar di >',:.
P.".aari a II hora-, e'J aain da manira ( SoRBada aa li lioia li (tal da larde
zK'Siiaac .c.'MEi'icaajsi--:.
Mr.i_.air>'- -wetfi7 uar3ai.
. .^^lSi?L_^.L:
PAUTE OFFSC^^
BISPAOO DE PURNVVfBUGO.
Poto que seja rOfdica ::sarc5iio i E xm.
l'rosidrinte destn provincia, exarada no Diario
(I hoj), quan lo ,h n repoata ao mil io que
fui ;' -io crrante lite dirigi o Exm. Drif)i>m-
hargador Chale Je 'oliiii i intunno) refer! que
nos consult >u a cerca da opera italiana no tern
po quarosflial; todava ti'claramos que, so por
ventura horiginar raoionavel escndalo da ro-
preiontaco la mencionada opera, por sor im
proprii do lempo, que exige inaior santica-
cao, nao foi nem liedunissi mente aproval-a,
persuadido! que na opera indicada, nao have-
fi i objeeloi contra ltorioa ao pos designios
da santa igreja. Por eti oncisiao louvamos o
/co, que o ji referido Ministro demonstrou
em desemponho d > seu devor. Palacio da Sj-
hdade 13 de Fevereiro de 18i5.
Joo, Rispo Diocesano.
INTEPfllOB.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Discurso do Exm Sr. Carntiro fado pronun-
ciado na sesso de 13 de Janeiro de 18i5
O Sr. Caineiro l.edo :Sr. Presidente ,
nao pretendo por ora oceupar-me de rellexes
que me suggere o discurso do Sr. Ministro da
la/cnda. 'em tratar de responder a proposi-
oes conti las nesse discurso, que me parecem
dignas de reparo, pretendo laucar urna vista
Hural sobre o procedimento do Ministerio depois
da dissoluQSo da (Jamara dos Deputados.
Sem duvida Sr Presidente o -'misterio
ohrava constiioionalmente dissolvendo ou
avonielhando a diwolucioda ('.ornara dos epu-
lados: he urna atlribuiSo inqiiestionavel do
poder moderador, uura atribuifo que os ami-
{;i>s d.t hberdade devein desojar que seja fre-
quentemente einreida. Consultando a orti-
ca do todas as opposicoes dos pases constitucio-
naes vejo que ellas lono de receiarein o
una-prego dessa atlribuicao ate ordinariamen-
te o provocao Mus o direitode dissolver urna
Cmara Sr. Presidente he o direito de con
soltar a naco sobre a opiniao dos seusiepro-
sentantea para se saber, se esses representantes,
que roprovao a conducta do Governo esto em
erro, ou se elle esta da parte do (overno. He
pois conveniente e necessario que exercido
n--M3vaa*s>-a+.-*
O ASSASSINO.
(cont moral.)
Oupiii, virtud*?, te d lao iiotico aprero.
One em suave illnsao 'inbcvcrido
Sao cuide cin Pcnhaverde acliar impreasas
Do botii (astro as magnnimas pisadas'.'
tjurin, de sanio rasprilo se nao toma.
\ endo da sena os nfonges penitentes
O Sr. exaltar entre crinas rochas ?
Quein, do Jordn as gruas nao records.
DaTliebaida os dsenos.' e quem poje
Dcixar de proferir involuntario
De llieonino, Anto e Paulo os noincs ?
O Passkio.
Cintra Cintra Logar ameno e deleitoso,
cantdo mais por estrauhos vales que por na-
cionaes, eu tesado .' A ti volvo depois de dias
de luto e lagrimas que em saudoso destenn
iniiilia existencia tornaro amarga Cintra, a
quem a bondosa Providencia dotou coiu mao
lo larga, eis torno a ver-le quando j a alma
me despintava murcha esperanza ... Alli an-
da existem teus rochedos, que sobre oulrus io-
ebedos se encastello, com seus cuines sempre
envollos em espessa nevoa. Acola, por entre a
vftd^ra peimanente, coricm tuas cristullinas
agoas. Mais ao longo, em grat.. desordem pi-
cturesca, zumbrem se arvoredos sobre ar\ore-
dos. Cintra, oh quanto hes bolla Salve, oh
Cini ta, de Lytia o edn !
esse direito a na^So seja livremente consul-
tada.
Oissolvida pois a Cmara dos Deputados ,
era necessario que o Ministerio consultasse \i-
vremente a nacSo. Isto se devCra esperar nao
so das crencas que alguns dos seus membros ,
em militares de occasioes tinhiio apresentado,
regeitando mesmo a influencia governativa as
eleifoes ; mas anda mesmo das alliancas que
formavfio. As alliancas do Mini.-terio erao
antes com um partido exagerado extremo ,
do que com homens moderados, com os ho
mens cons -rvadores com ai|uelles que susten -
tAo a ordem sem se osquecerom dos principios
da liberdade mas que seus adversarios stem
argir de esquecerem muitas ve-es esses princi-
pios para attenderom nicamente aos que con-
duzim ordem.
De semelhante allianca Srs dever se-hia
crer que 0 rosultado seria que o Ministerio con-
sultara o povo livremente que Ihe deixaria
alguma liberdade as eleices que nao procu-
rara vexal-o opprimil-o Ate mesmo deve-
ria resultar que o Ministerio abandonasso o di-
reito de influir, de prestar o seu apoio justo e
legal direito que alias nao Ihe negara nem
he minha intencao contestar-lhe parque nao
imitarei meus adversarios.
Mas longe dist "Sr. Presidente, o Minis
torio lanc'>u-se na senda nao do emprego da
sua influencia legitima mas da intervenco
directa nociva e perniciosa com o emprego da
forea e da allianca !
Sr. Presidente, hem so poderia dizerque
em goral as eleicOes se (izero assim no impe-
rio ; com lodo o desojo que tonho de nao envol-
ver em proposieoes geraes aquillo que solTre ex-
cepco.nodetxarei de reconlieci^rque exoepcSes
houve e as mostiarci.
Senbores, as provincias,as quaes unicinn n
le se nao adoptou o systema do emprego directo
da forra das ameacas e das violencias Ionio
as provincias de Santa Calharina da Rabia ,
de Pernumbucu ed > Cear.
A provincia de S. Calharina tinlia eli/inen-
te no Ministerio um representante ; um !)i pil-
lado daquella provincia era (nombro do Gabi-
nete. Certo talvez deque u merecida influen-
cia de que g"/ava no paiz aquello que pela
sua probidade e bons serviros administrativos ,
(em sido longamenle man tino na Presidencia
daquella provincia era bastante para lazer tri-
umpbar o Gabinete na eleico do nico Depu-
tolo que da a mesma provincia o Ministerio
nao julgou sem duvida conveniente muiidarpara
Assim exclamava eu em um dos calmosos dias
de Agosto de 1833, quando acabava de chegar
aquelle lugar encantador. Kra anda mu cedo,
e por sso resolv visitar de novo os lugares que
mais mpressus linha na memoria. Depois de
ter ido a Sitiaos e Monserrate, occorreo-me ver
o convento de Santa Cruz do Cintra, vulgar-
mente chamado u Coilica, porque seus mu-
ros e celias sao forrados com a casca do sobrei-
ro, para tornar menos hmida aquella solitaria
habitado.
Entrei o prtico do convento, que he forma-
do por dous rochedos que se encostao um ao ou--
tro, e que formao assim um arco elliptico. No
ladoesquerdo encontrei a antiga fonte d'agoa
lmpida e criatallina, no topo da qual se vea
(oSca imagem de Nossa Senhora da Roca. O an-
noso sobreiro estende all os seus ramos por ci-
ma dos assentos de pedra.colloctdos junto a Ion-
te, que convidan ao descanco o lasso perigri-
no. Eiicamiiihava-me para a empella subterr-
nea, onde tencionava visitar o sepulchro de
Santo Honorio, e o cenotalio do Uom Alvaro
de Castre, lundador do convento no auno
de l64, quando diviso sentado nos de-
gros um umrige, que com os bracos cru-
zados pareciu absorto em profunda med
laio. Suas face lvidas, seu rosto macerado,
seus olhos encovados, sua branc. barba que Ihe
ealna sobre o peito, seu habito de borol que
tosco cordao cingla e apertava na cintura, o to-
la suas nitraccdei de fraude de suhnrno de
lineara e de violencia : as eleiroes daquella
l>rovincia f/.eriio-se com a costuinada regula-
ridade.
A provincia da Rahia linh i a fortuna de ter
no Ministerio quatro do seus lili: >s ; o emprego
da forca edas violencias, nesta provincia, poda
perturbara tranquillidado de seus patricios e
SS. Exs. parece que em attenco a isto ou a
nutras causas que eu niio sendo morador da
Kahia, niio posso I un apreciar, derSo instruc
coes que a livrrao do rgimen das violencias.
Mli Sr. Presidente, o Governo empreou,
he verdade meios para vencer, mas os sous
meios forao as fraudes eleitoraes os conselhos
para o augmento de Eleitores nos collegios on-
de elle poma triumphar e una ou outra d-
missao Jada de precedencia oque sem duvi-
da he milito melhor do que dada no peto para
embarazara administracao da justica la/.endo
recabir os cargos de Juizes que substituto os
demittidos em alliados que cumprio ordens
illegaes e que linhao de sor responsalnlisados.
A provincia de Pernambuco Sr. Presiden-
te lam em linha a fortuna de possuir um Vli
nislro nao sei que ordens para l< lorio mas
teve tamhem a ventura de ser para ella escolbi -
do um Presidente que posto que inteiramen-
te ligado a polica da administracao be com
tudo hoiiiem de principios moderados que
recuou ante injusticas homem que esliemo-
cia das violencias e alt miados que delle loro
exigidos por nlguns dos alliados do Governo.
Infelizmente porm Sr. Presidente duas
influencias oppnstas linhao alli do adminislrar
a provincia durante as eleices. A influencia
ilo Presidente era bcnelica : elle eonsultava ,
sem llovida alguein que nao poda deixar de
ser ailecto ao Ministerio mas esse alguem era
homem que reprovava o emprego da forca que
reprovavu os actos do violencia o de terror. Mas
o Chele le l'oliciaera r. presentante da fraccao
que apoia o Ministerio o le-ses principios exa-
gerados, ah resultou urna luota entro o Che-
le iie Polica e 0 Presidente da provincia, lis-
te levado sem duvida de seus principios mo-
derados o talvez mesmo e.-n extremo de seu
desojo de proseguir em urna marcha regular ,
m o su pendeo este Chele de Polica. Assim
nao obrrao outros Presidentes que encontrarfio
alguno) resistencia ns suas exigencias nos Che-
les de Polica .
Este Presidente Srs., teve bastantes moti-
vos de desgosto. He publico que elle ufTiciava
secretamente para o Governo, expondo-lheo
estado daquella provincia e he publico que os
seus ofTicios erao expostos em casa dos Minis-
tros a consideraran dos alliados dos mesmo*
Ministros que os communicavn no seu theor
para Pernambuco.
O Ar (alciiu 'Ministro da Justica):He
fakjp.
O Sr. Carntiro Ledo :- EnlSo estes ho-
mens erao 'hiendes que divinhsvSo n ront extt
destes oflicios He publico que este facto he
que obrigou o Presidente de Pernambuco a so-
licitar a sua demisso He este fado Sr.
Presidente e o de ter pravalecido a influencia
do Chele de Polica governado inteiramente
pelo partido exagerado e nao o systema mo-
derado do Presidente e daquclles que podero
ter influencia sobre elle he que deo em resul-
tado a serie de violencias e de attentados que se
pdem notar na eleicio da provincia de Per-
nambuco.
{Conitrtwtir se-ha.)
im& jco.
COR RE 10,
CORRESPONDENCIA DV CltUDB E PROVINCIA.
( ma pessoa, pouco enfarinhada sem duvida
nos negocios desta provincia, dizia boje ao h-r
o Diario para outro que me pareceo nao estar
mais adiantado do que elle; quem he este Juiz
Municipal do Cab >, que he baronisla, mais es-
te Cnsul HespanHol que tamhem o he? e eu
que gost.) de que me enlendao, vou aqu dar a
explicaran ao meu nonieni, e o todos (juantOS
como elle iaborom em duvida.
O Juiz Municipal do Cabo he Francisco Af-
fonso l'erreira, irrno do nosso dilectissimo
(^hele Tremedor; he to baronisla como o nos-
so Cnsul Hespanhol.e ambos como o surrador,
que he rapaz de tope, amante da liberdade,
patriota de mao cheia, propugnador dos direi-
toi do homem, fallando llie Mmente para com-
pletar os ttulos de certo capadocio que eu aqu
conhoei, ser inarlyr da patria, oque agoros-
la adquiri Jo, pois osla mesma prisio de meia
du'ia de das por amor de uns 800 acnutes de
nada, na > deixa de ser un principio demartv-
rio por amor da patria.
lio)'' um Guarda da Allandega praieiro agar-
rou na pera de outro, que por ordeiro trax este
distinctivo o disse Ihe gracejando, porque nao
ia-pava aquillo, e arrancou Ihe alguns cabellos:
ooulro que nao gosta destasgracas.lez-lhe cortos
movimentos que uo agradarao nada ao praiei-
iai*aaor-..-t3a.-!aaaBBaa
do enifim do cenobita incutio-me tanto respei- j
to, que por alguns minutos parei contemplan-
do aquella figura, que mais parecid estatua do
que ente animado, e que merecera empregar!
o pincel de Raphael ou Miguel Angelo. .Nao
era minha intencao peituibar o recolhimeuto
em que pareca completamente absorto o mon-.
ge, e j.i descendo as escadas do convento, quan-1
do ouvi que elle me diriga estas palavias :
O ceo vos guarde, irmo.
E a vos, reverendo Padre.
\ miles sem duvida visitar esto nosso con-
vento. A curiosidad!.- trouxe-vos ate qui, nao
ho assim ?
Nao ha duvida (Ihe dsse eu). Tanto te-
nho ouvido e lido a respeito deste convento que
quiz ajuizar por mim se a pintura que deile me
lizerao oxcedia a realidade.
S ni. tereis achado talvez que o nosso
pobie e humilde convento, na pobreza e bu -
mildude, excede ludo quanto a esse respeito se
vos tem dito ?
Asseguro vos, Padre, que todos os ob-
jectos que vejo neste lugar sagrado inlundem-
me respeito.
Sim, filbo (replicou o monge, dando um
proluiii o suspiro tudo aqu he magestoso e
meri cedor du respeito, menos o iulel/. que vos
Talla.
Ao di/er estas palavras se Ihe arrasavao os 0-
llius de lagrimas, e de novo pareca querer en-
tregarle meditaclo em que o encontrare.
Respeilei a sua dr, nem me resolv a pergun-
tar a causa ile suas maguas; ia para retirar-me,
quando de novo o monge, odiando para mim,
com voz trmula medisse : ^""
Ah, Sr., se soubesses at que poni sou
desgracado ?...
Duei, conta vossos pezares: ellos se
suavsao quando alguem comnosco reparte seu
amargor Dai expansao a dir que vos opprime,
interess.ndo um vosso semelhante nos males
que vos contrislo
Pois bem, ja que sois to bondoso e hu-
mano i-uvii eis a tnsle narraran de nimbas mal-
dades.
I omei assonto junto a monge, que dos se-
guintes termos narrou a sua historia :
Em urna das nossas provincias, e em cer-
ta cidade, que pouco vos interessu saber o no-
mo, vivido dous rapazes, Carlos e Jos, que
desde os seus mais verdes anuos se haviao toma-
do companheiros inseparaveis. Ambos erao no-
bre; mas um ajuntava bens da fortuna a no-
breza do seu nascimento, emquanto o outro,
lilbo de lilho secundo de urna casa vinculada,
tmlia dissipado toda a sua Tortura, o viva de
urna pequea mesada que Ihe dava seu irmo
mais vellio. Jos ja nao linha ini, e as lices
que^iuvia da bocea de seu pai, bem como os
tristes exemplos que este Ihe dava, mal podio
aproveitar-lhe. (.arlos, pelo xontrario, Dio sr


r<>. c acommodou-sc a pendencia, que te a criminado, e mesmo injuriado porque repelli
travando, com a interferencia Senhom praieiros, para fa/er desta* gramolas sonalise alguem? Jnd quei as cabecinbas pa-
he preciso ir l para fra. aqu dentro nio ; r queni ero destinadas as carapucas ? Senada
nada de desaforo, que se lio de pagar com ou- diste fiz porque se n.agoa alguem ?
tros: la est O Bonito, I sim; la ha Jui/es. Abrigado a le que facull. a lvrecommuni-
polioia, ludo em um palavra para o exercu io cacao dos pensamentoa, sahi a campo com ar-
do hacamarte e punbal e por ca inais perto ou- gmenlos e com a lei c o meu contendor ap-
tras rousas | parece a combaler-me c. m a carlilba de Pedro
.,. -------------------_ ; Arelino! Neg existencia legal do CuradorCu-
! rador.e o Propheia sufincando o gritod nalurc-
las i
O propheta sejn quem fr (porque fall
CoUSas a nV das pcSSOs] lie COUI sua
mis- rav I, mismo querido diz o que
sen Elle conclue o aran/el. i. que chama Re- des. e ollensas mnh pessoa ? Neste quadro
veilaclo = no D.-novo d'honlem rom o veisinbo quem se poder com justica alcunhar de agres
sor r* Aos sensatos compete decidir ; assim co-
o 'ias ira.eda religio,que comean pormnis perverso a-
li ene, indasullocou.cospeo felda maledicencia? Fallo
nao be de ousa* e i resposta sao injurias, odosi-
>
mo compete aoCuraior sustentar de direitoa
queslao na qual insislirci sem medo do Pro-
pheia.
ah vio neia duzia de lions \ersos do CUJo, ir-
mo do referido.
Refalsado animal das trevas sucio,
Depe, nao vislasde cordeiro a pelle.
. Da razao, da justica o dom que arrogas
Jamis puriicuu leu.- labios torpea,

Comm: nica do .
Desafiado pelo Curador Gera I d g Orphlos
para o desenvolvimiento de tima questo, susci-
tada em auti s u que contenniSo as parles Di
miaoa e Alexandrina com seu senbor ; consis-
tindo a qupstlo, sea nossa legislado antiga, e
mesmo moderna boje vigente reconhecia o em-
preado = Curador Geral dosOrpb8os= oque
en negava; nauduvide acceifar deaafio, qu<
mesmo me pareca de interesse do loro, e do-
contendores, a como nenhum lu^ar ene ntra*-
se mais apropriado que os jornaes procurei un
cantinho do Diario de Pernambtuo n. e all
se nao eu pro/esso pelo meos qua.ilo per-
:nettia o meu pouco ou nenhum saber apre-
senlei alguns fundamentos jurdicos a prol de
iiiinlia atsersio. Nenhuma personalidade, ne-
nliuma palavra soliei a meu ver iju*- podesse 81-
presentei para a lucia; qual porm o resultae ?
(guando esperava que o mesmn Curador com a
mesma franqueza, rom a mesma boa le, e com
as mesma armas ou nutro por amizade a elle
e caridade para commigo, sabisse a c. mpo, c
levanlasse a luva; eis que um Pitoi-iiET A se me
aprsenla pelo I) novo n e como para me a-
medronUar e aftar do compo onde so as ai
mas lei pie podan balcr, e onira mim cha-
iiiu a odiosidade publica !! Quem neste caso
he o tgrtwr fraeo e robarde .' Uliomem bi
nioralmente elstico, e lie preciso que a re. c< Su
-eja na ratSn inversa da cmpreselo. Ileixei .
qucsllu do Curador para curar eolio de mim;
sea- leao da fbula, a quem um burro Se a
ire\e a dar impunemente um couce, nao he es-
Iranbado o desafogo da injuria, chaando so
l.uno Pedecus Satura; vergonba, e opro-
bio da nalureza, como pudere! ser censurado.
ultimo de Bocage em sua salvia a MacJo, mas
comoquizetse chamar cousa sua estropiou, e
Bccreacentou pelo modo seguinte :
Piit por baixo o leu nome e serei vingado.
(guando o verso he
Na frente p6e leu nomeestou vingado Jj que se lem demonstrado com argumentos
Aprsenla <> proph la um pedaio de pro/a J rresist.veis o proced ment monopolisado da
na; prespea nos urna cacofonia;equer nos ca S Co-mnissiu de Poderes jueftifendeo deeemn-
leii os.e porque nao queremos,em vet de cmen- j nuflar-as eleicoes dVlgurnas freguezas desta pro-
darse anda nos oescompoe ^^eja ludo norca- | vincia com o singular intuito de expellir do re-
ndade Nao quero par por baixo, islo queri i c.inty parlamentar os seus temidos opposicionis-
o propheta. quo *i-to gustar tanto des.lyras. | las, cumpre que algumas linbas sejo applica-
das a Ireguezia de Taquartinga, cuja eleicio
<> nub'e orgulho Paulista do Sr Andrada M.
julgou nao merecer iralar su por motivos que
ei - itada pela Cmara Municipal desta capital,
sendo para admirar que a sucia praivira l'hto--
Andrada clamando, ameacando c conjurando
l>ara que ella fosse excluida da 8puraco geral,
agora com um tom magistral, t proprio sde
um Andrada censura a esta corporaeao por ter
obrado alm dos limites desuas attribuicOes!!
Antes (ie entrarmos no ohjecto que principal-
mente nos tem de oceupar, seja-nos permittida
urna pequ na digressao sobre este procdimenlo
da illustre ('amara Municipal, que nos mere-
cendo muita allemSo, e simpatbia por seu dis-
lincto ramcler, nos relevar de quo julgueinos
na verdade nn ter sido bem propria, e deter-
minada a sua decalo, quando entendemos que
ella su lem ; altriliuicao da apuracao e nada
mais. visto que sm nte Cmara Legisladora
respectiva he que as leis do odireito de verificar
imdeies de seus membros. examinando a lega-
iid.ide, competencia, e legitimidade da eleicAo
a vista das cas parciaes, verificando tambem
:>s faltas que as Camsras Municipaes pselo ter
commettido na ourssao. ou excesso de alguna
solemnidade, e d'i hi se v claramente que ellas
o tem a faculdadc de apurar os volos, e nunca
de entrar na indagado da legitimidade d
eleico, a lim de nao se dar a mesma r-
ali a duas autoridades, sem ser designa-
do qual a que tem preferencia na sua deci-
s.io. ou a que tem diieito de decidir o conflicto
' .orno pois a materia que nos vai oceupar tenhi-
todo o parentesco cnin o que vimos de dizer,
tusamos eminir a nossa opimao, quo humilde
como he. se suje ta ao melhor juizo, estimando
tjue se nos convenceren*) do contrario, fique a
digna ('.miara victoriosa no seu procedimenlo.
Kntremos na queslao principal. A infame su-
la do /) -novo nao t< ndo anda si iencia do
eMillailo da eleicao do Kx. nenhuma p lavr*
profiri a respi ilo da de l'aquaralinga, que se
-obia ha oas ter se cITeciuado, e ja nos causa
ta grande admiraciu o seu silencio, quando.
depnis de pelas altas faci'nhas do eslouvado Ar-
uda levado a eflelo o iiiumpbo do Esa com
linlia tima n-3i Vitliosa, mas lernl en seu i ai o
creara na ^en^.l da honra e da or I. Nioobs
Unte islo ambos viviSo nos I eos oa mais estrei
ta amizinie, eerlo companheiros inseparaveis,
porque Jos, apesor dos seus defeitos, nfto era
de m condiclo, sendoa sua pcior i ualidadea
i ,,
condescendencia eOm que se amoldavu m vonta-
de dos outros, qualidadeesl amis fatal para
o bomem propenso aos vicios Em quanlo fre-
quenlava a companhia de C'ros imitava o seu
exemplo; 9 anda que nio fosse capaz de ence
40 eleitores podendo a penas ter 10, e conse-
guida a perda da freguezia de Santa Mara pro-
bibindo-se a eleicio a forca dos bacamartes, le-
vanta o l). -novo a voz, aecusando a eleicio de
Taquaritmga por ser excessivo o n. de seus E-
leilores, e por nao poderem o Urbano, Nunes,
e Aflonso, o Tremedor, sofTrer a eventualidade
de que fossem os seus negros esforcos sepultados
pelo maior numero que nao era seu ; levanta a
voz dzendo, que nao erao 150 Eleitores, e
sim muito menos, e por ultimo, para nao dei-
xar o habito de mentir, a-severa que tal eleicao
nunca se feznaquclla freguezia sem de nenhuma
destas ousadas pn posicoes exibir a mais peque-
a prova, ou presumpcao ; entretanto calum-
nias taes, c lao miseraveis lorio com a forca do
raciocinio poderosamente pulverisadas, e bem
verificadas, como foro as monstruosidades das
eleicoes as freguezs em que a sucia impera-
vn, se patenteou a completa defeza de Taqua-
ritinga, que tanto atteirou a infame praieirada
Nao era perciso tanto trabjlbo do partido da
ordem, em destruir estes e outros aleives; nao
era necessrio tanta infamia do Tiiumvirato prai-
eiro para aggredir o partido que tanto o atterro-
risava : urna eleicao de Senador por esta pro-
vincia, um pretendente Paulista, um Andrada
emfim que nada ambiciona, tudo foi abracados
e a troco de votos, julga-se fcil proferir urna
s< ntenca,queannu lie os collegios anti praieii os.
sentenca que a nao ser lida cm lettra redonda,
e passada poros tramites competentes, loriar- se
bia por embuste, ou falsidade. Mastudohereal,
coinpletando-se por esta forma o triumpho de
um partido que s no onredo, na infamia e no
descaramento pode ter vida. Embora tudo is-
lo se veja, em hora fosse sanecionado lao escan-
daloso piecedenle, apresentamns ao publico o
documentos ahaixo transcriptos, e delles se ve-
ja, se era fcil julgar se nulla urna eleicao feil<
com todas as regras que as luis estabelecem, s
lendo contra si, ter se formado em collegio se-
parado, como se outras em peior estado nao fe
rao consid radas validas. Nao podia ser tole
rado po agentes tao ousados, como os da sucia
praieira, ver reunidos competentemente os E-
leitoies de Taquarilinga, e para islo o insigne
Morbosa animado pela voraz sede de vinganca.
e movido pelas inslruccocs de seus Ames, a
despeilo das rccnmmemlacoes da ('resitencia,
assalta no dia 20 de Outubro a villa de Limo-
eiro com immensa Iropa frca os Eleitores
nao votarem, e poi este meio de conciltaco os
retira do collegio. Seria possivel que estes ci
dadSos cedessem de seus direitos, e nao votas-
sem ? Jamis Reuniro-se pois, como devio.
em collegio separado, constituido com todas as
solemnidades, e oxal que os julgados validos
pelo Amador Bueno tivessem a ametade do ca-
rcter legal deste. Apezar de terem os Eleilo
res de Taquantinga soflrido a incompetente de-
cisfto da Cmara Municipal, comtudo se pre
paravo para no dia 26 de Janeiro seapresen-
tar novamente, embora o Delegado bouvesse di
levantar so acompanbado dos seus inseparaveis
bacamartes, que nao desvaneceriao a disposicao
em que estavao os dignos Eleitores de nao sof-
freiem segundo insulto ; mas por amor da or-
dem, por o inseparavel desejo de n8o concor-
rerem para disregramentos, e transtornos a
iranquilidi'de publica que tanto presan, te-
niendo urna 2." decalo da Cmara Municipal,
h lendo sido sobre ludo avisados em lempo do
memorare! proredimento da tmara Tmpora
na, cederlo de suas intenedes, poupando des-
ta orle o ais um motivo de escarneo que opar-
sua casa de campo. A separadlo dos dous ami-
to- Ini para o n-alf dano Jos, bem co no a nu-
vem ligeira, que entre os ropicos se divisa no
borsonie, e he percursora do furacio. lireveco
mecou a Ireqenter a escoria da sociedade. Seu
pai loi o proprio que o levara s casas de jogo.
contrabio o conhecimenln desses ho-
n ens perdidos sem l e sem consciencia, que
pouco escrupulizo noS meis dse locup'etar
com c alheio. Carlos, voltando do campo, pro-
cun u Beatriz, e vio com magna a mudanta
tar o caminho da vittude para praticaruma ac-l que fizera o seu an.igo. Pallido. dislrahido e
cao boa, quando Ih'o moslravfio. seguia-0 del descuidado da va mosti as da vida desregrada a
i.om grado. Carlos estimava O seu amigo, e a- que se bavia -nlregue.
mava a nica irma de-te. a joven Beatriz. Am-
bos os mancebos lindan desasis annos de idade;
Beatriz conlava quin/.e. Nao s c*a fonnosa,
Para cumulo de infortunio o devesso man-
cebo tinha que passar pelo lance fatal de vras-
sassinar seu pai em urna casa de jogo. Algumas
mas a bondade da sua alma, e n sen nenio 18o i allerca oes entre este e outro jogador, que fe
placido, como placido era o seu rosto, a torna- | servf- de dados chumbados para roubar os par-
\ao digna da estima de todos que a cont ecifm j ceiros, trouce doestos, e destes passro os con-
A ml de Carlos gnorava que Jos tinha tendores s viss de facte, cahindo victima o pai
istairmaa. porque islo Ihe ofeultra sen filho. J de Jos. Kotardou que este vingasse a morle
sabia s que elle passava^ri.uitis horas em casa de seu pai, c fosse preso, porm provadas as
do seu amigo, porm desconbfcia u motivo, e rircumstantias attenuantes do delicio, eo nao
por isso au Ihe dava cuidado a ausencia. Com ter sido premeditado, e sim effeilo dos primei-
o lempo a searreigando no peito de (arlos o ros impulsos do amor filial, obteve ser solt e
amor que cnsagrava a B-atr.z. e esta do mes- absolvido. De novo enlrou no vrtice do mun
u.o mono Ihe entregara luda a sua alma, e cui- do, e entiloacbou queseo lio, pessoa disimila,
dados. ton>aia ronlj de Beatriz sua irmia, que acn
Approxima-se o verlo do anno de'8|B. e duzlra par* sus casa, sem querer saber cousa
Carlos e *ua mi devifio sabir da capital para a alguma a respeilo do sobrinbo.
Advertido por este ullimo aconlecimento
arecia que Jos se determinara a ter emenda.
Sincera era a resi lucao que tomara; mas nao
leve ella longa duracao, porque, encontrando
de novo os antigos companheiros de suas devas-
sidoes, entreg.-u-se a ellas, e suflocou n'alma lo
do o germen de virtudc.
Assim acontecen queem urna noute quan-
do Carlos sabia de ver Beatriz em casa de seu
(io, vio um grupo de gente e tropa em redor
de um individuo que queriao prender. Carlos,
ignaro do que occorria, epprnximou se e per-
guntou o que era aquilln, quando um doscir
cu rustan tes o informou que sobre o preso pezava
a accusaio de haver furtado urna bolea. Imagi-
ne quem poder qual seria a dr que experimen
tara o bom Carlos reconhecendono preso a ami-
go da sua inlanciu, o dissoluto Jos! C< brio
Carlos o rosto com ambas asmaos, e mal pou-
de conter as lagrimas ao ver at onde os vicios
havio levado o infeliz Jos. Nao havia tempo
a perder;* Carlos.appro\imand<> se do queixoso,
ofiereceo dar-lbe o valor da bolea, com tantu
que o pre?o lusse sollo. A minio este, e diri
gindo-se aos soldados conseguio delles que se
soltaste o pre/o soh o pretexto que Ihe altavn
testemunhas bastantes |iara provar o fado, <
que tratara de arranjar para depois o chamar a
tjjlizo,
Posto Jos em liberdade, Carlos o acom-
panbou al a hospedara, onde depois de Ibe
(ido conciliador poderia ter em dictar desptica-
mente a excluso dos seus votos, como tem
feto com o Cabo, Uuricury eGaranbuns. Po-
rm oSr Andrada, e sua praieira sucia devem
estar convencidos deque o seu bem inqualifi-
cavel triumpho nao ha de diminuir o espirito
de independencia, e dignidade que oscdados
de Taquantinga conservlo, e bao de sustentar
no dia 30 de Marco na eleicao que novamente
vai proc der-se, exercendo com todo o respeilo
eamor d'ordem, os seus direilos polticos, sem
jamis caderem o seu posto, venhao embora os
Harbozas, e seu rancho, que nunca intimida-
ran a urna porco de habitantes, que anda des-
conheiem o jugo servil de partido desejsndo
files que S. Esc. o Sr. Presidente da provin-
cia com a sua experimentada energa providen-
cie para que sejao respeitados os seus diretos,
e n8o violentados por um Delegado que por ig-
norancia, por habito e obediencia :ega emen-
de que as armas sao a verdadera expressaodo
Povo.
Documentos.
N. 1. Eu Miguel Tbomaz de Araujo abai-
xo assignado, attesto e sendo necessario juro,
que como supplente do .luir de Paz desta fre-
guezia de Taquaritnga, fui no da 24 de Se-
tembro do anno prximo passado de 1844 cha-
mado para presidir a eleicao dos Eleitores que
se achava em andamento, e que portero Juiz
de Paz emexercicio se ocultado, tomei assento
na mesa cieada por aquelle supplente que se
oceultou e procedeo se a todos os designios da
le, fisero-se cento e Irnta Eleitores segundo a
qual ficarao feitos por junto respectiva, o
que tendo-se concluido,lavrou se no livro com-
petente a acta extrahindo-so delta as cento e
Irnta copias que servem de diploma,sendo as-
ignadas por mim e os mais membros da Mesa
hleitoral j i mencionada, (a/endo se a Cmara
Municipal a necessan'a rernessa do livro ondn se
lavrou a mesma acta que acompanhou um offi-
cio da mesma Mesa, segundo det- rminao as
leis em vigor quo regem as eleicoes: por ser
tudo uto verdade nao ser contestado e pur
defermcnlo do requerimento supra,. passo o
presente altestado, que vai por mim assignado.
Vertente da freguo/ia de T.quaiitinga 20 de
Janeiro de I8i5. Miguel Tbomas de A-
>aujo.
N. 2. EuJoaquim Luiz de Albuquerque,
ahaixo assignado atiesto, e sendo necessario,
|uro. que na quahdade de Subdelegado desta
Ireguezia de Taquarilnga,cujas funcc,oes exer-
c at o dia 19 de Dezembro prximo passado
de 1844,tempo em que recib a demisso do di-
to emprego por mim sollctada ; sendo o Fis-
cal da junta qualificadora desta freguezia, as-
sisti em virtude da iei a tod s os seus actos, que
forao fe tos regularmenle, c por elles se proce-
deo ,i eleicao de 130 Eleitores no da 22 de Se-
tembro do anno prximo passado de 1844.
qual eleicao concorri, sendo testemunha ocular
de tudo quanto se procedeo, sendo cm regra e
exactido observadas as formulas legaes.lavran-
do-se do resultado a ida no livro competente,
que fui remcltida Cmara Municipal, depois
de extrahidas da mesma acta, segundo determi-
na a lei, as 130 copias que servem de diplomas,
as quaes foro assignadas pelas autoridades
constituidas e que compunhao a Mesa Eleitoral,
sendo elles o br. Juiz de |>u? supplente Miguel
Tbomaz de Araujo. o Reverendo Vigario Fran-
cisco das Cbagas liizerr e Arvelo>, e os Srs.
Cbnstovao Ferreira de Moura, e Joao Ferrera
Nepomuceno Escrutadores, DatniSo Lus de Al-
dar os mais saudaveis consoibos, ouvio da bocea
daquelle a promessa de emenda, e olemne ju-
ramento de que abandonara para sempro as
ms companhias que o tnho arrestado ao cri-
ii'C Carlos separou-se do antigo amigo, e visi-
tando no outro dia achara Mealriz, occullou-
Ihe tudo quanlo occorrra com o rnao.
k Continuava Carlos, com consentimentodo
to, a visitar Beatriz, c como oblivesse licenca
de seu pai, resolveo pedil-a em casamento. A
surte da virtuosa dentella muito bavia melhora-
do desde que deixara a casa paterna : na com-
panhia de D. Guiomar, sua lia, e D. Alvaro,
seu to. passava dias de ventura. Estimada ca-
rnada por os que a conheciao, entregava-se to-
da ao amor que com ella nascra. Longe das
-cenas dus vicios e d-sconcertos que teslemu-
nhra na casa paterna; tranquilla sobre sua sor-
te lulura que tfto negra se Ihe antolhava, va-
se i ecupando um alto lugar na sociedade, aon-
ilo suas virtudes sobresalilo. Seria completa-
mente di tosa, se por ventura um nico pezar
Ihe naoopprimisse a alma : e este pezar era a
sorle de seu rmio
Entre os rnuitos admiradores que aspira-
vlo .'nao de Beatriz bavia um que fra compar-
nheiro as devassdOes de seu pai. Assus*)m'-
portunidades desagradavao a Beatriz, que com
magna as va continuar apezar do desengao que
Ihe dra. Augusto, ijue assim se cbamava o im-
portuno numerado, prometiera vngar-se, e em


R

buquerque ReB e Bartbolomeo deFarias Cos-
ta, Secretarios. Sendo tudo isto verdade, e por
serme requerido, passo o presente atlestado que
vai por miin lo smente assignado. Taqua-
ritinga 20 de laneiro de 1845.Joaquim Luii
de Albuquerque.
N. S. Francisco das 'hagas Bizerra e Ar-
veloz,Presbtero secular, e Yigario collado nesta
psrochial Igreja de Santo Amaro de Taquari-
lint;, p>r S. M. I. eC., que Dos Guarde,
&c. &c, &e.
Atiesto, e se preciso for uro. com a f de
meu cargo, que nesta freguezia apparerrao as
jespeitav- isordens da Presidencia de-la provin-
cia marcando o da vinte a dous de Selembro
provino passado para se procud. rem as eleicoes
para Fleitores desia reguezia, em virlude da
qual trabalbou a junta quililicadora, e o Juix
de Pa< desamparou a junta, a pretexto de mo-
lestia antes do dia, que as instrucc,6>s a man-
da i encerrar, chogado que fosse o dia vinte e
dous. foi chamado o supplente mais votado a
lini de lomar asseoto, e nao se perder o dia
marcado, visto que o actual Juiz de Paz, nao
por molestia, siui por artimanha se havia nega-
do ao servico, este supplente novamente cha-
mado presidio a mesa no da vinte e tres, e
consta-me que, procurando dirocoes, emquant'i
estava ueste trabalho, quaes Ihe frao dadas,
ignoro; mas pelo ehVito prova-se, que nao fo-
ro de acconio com a ordem, porque o supplen-
te desappareceo, e a tudo su negou do dia vin-
te e tres ein diante. Era indispensav I a con-
tinuarlo dostrabalhos da Mesa; pelo seu muito
a azor exiga dias de occupacao. o para que se
nao tornassem os trabalhos Ilusorios, ridicu-
los e nullos a que bem pretendido o Juiz de
Pan, e o supplenlo piimeiro, convocou u mesa
um outro supplente a quein ronhecia haver obi
.ido votos para supplente, de noine Miguel
Thomaz de Araujo eeste. a fin de remediar as
ruinas, que ameacavo a mesa, oqueseusini-
migos politicos movio contra ella, dignou-se
acceitar ; a mesa, coVta do sen juramento, deo
assenlo ao Juiz, e contjnuarao os trabalhos. e
cento e trinta Kleitoros ffliao os votados nesta
fr-^uezia. He quanto me cumpre attestar a
vista do expendido no presente pedido : o que
tudo aflirmo m fide/>a-ochi. Taquar tinga 20
de Janeiro de I8i5 O Vigano, Francisco
das Chag iS Rtztrra e Arve.oz.
Fstavo reconbecidos.
eqaipagem 16, carga fazendas, l'.olli &
Chavannes.
Rio de Janeiro ; 17 dias, barca ingle/a I Fu re,
de 271 toneladas, Capillo. Colen M\ Phee.
equipagem 13, carga lastro ; a Deane Voule
&C.
Edita.
De ordem do Illm. Sr. Inspector da The-
souraria se faz publico para conheciinento de
quem pertencer o ofllcio abaixo transcripto, que
foi dirigido ao Sr. Procurador Fiscal inlenno
da mesma Thesouraria. S 'cretaria da Thesou-
raria de Pernamhuco. 14 de Fexereiro de 1845.
No impedimento do Official-Maior oOlli-
i-ial da Secretaria, Amonio Luit do Amar al
Silva.
Nao podendo continuar a pratica de se da-
rem.pelo cartorio do Juizo dos Feitos da Fa-
zenda, guias s partes para directamente entre-
garem no cofre assommas de que sao devedo-
res, por c tradas s se, facao porintermediodoSollicitador,
cumpre que Vmc.. etn conformidade da deli-
beraco tomada em sesso d esta Thesouraria,
d as providencias a este respeito, fazendo vOr
no inesmo cartorio que o Sollicitador he o
nico competente para receber taes guias, e
das partes as sommas respectivas, quando estas
o nao queiroacompanhar a fazer a entrega.
Dos guarde a V. me Thesouraria da l'a-
zonda de Pernambuco 13 Fevereiro de
18 ib" Sr. Clemente Josc Ferreir da Ctla,
Procurador Fiscal dsta Thesouraria.O Ins-
pector, JoSo Goncalves da Silva.Est con-
formo.OOffioial da Secretaria, Antonio Luit
do Amaral Silva.
Franca, pela sua clareza, ebrevidade na fiel ge da casa n. 18 na ra do Foro : a tratar no
narrarlo de todos oslados, ser utilissimo i j sobrado n. M, na ra do (ueimado nos dias
mocidade brasileira. o demonstra o quanloso- I quartas leirasV sabbados. (4
'I1
breleva a todos os outros, at o presente adop-
tados nos mesmus estalirlecimentos do Brasil
Subscreve-se a 1/500 rs pagos a recepeo de
cada folneto. ese vender a 2S000 rs., na ra
da Cadeia do liVcife, loa da viuva doCardoso
Ayres, na loja delivris ila esquina da ra do
Colegio, em Olindi nos Quatro Cantos, loj i
de Domingos Jo-e .vive- da Silva. (16
2= Jos Rodrigues Pereira embares para o
Rio de Janeiro o seu escravo de noine Pedro. (2
4 Aluga-se por preco cornmodo o primeiro
andar d i sobrado da ra da Roda n. 4o; a tra-
tar no segundo andar do mesmo sobrado. (3
Lotera
Avisos martimos.
Ilectaracoes.
i*
HERCIO.
AlfandegM.
Rcndimento do dia 14.......... 5:662$720
Pesnarrega hoje 15.
BarcaCameliabacalho. batatas, e queijos


Slovimeiito do Porto
.Varios sahidos no dia 14.
I! alna ; sumaca brasileira hstrella do Cabo,
Cpilo Ignacio da Fonseca Marques, carga
lastro.
S. Malheus ; hiate brasileiro Flor do feci/e,
Capillo llenrique Jos \ ieira da Silva, car-
ga lastro.
Navios entrados no dia. 14.
Havre de Orara; 38 dias, barca ranceza Came-
lia, de 309 toneladas, Capito Cuilbert,
2 OThesouroiro das Rendas provincias
paga no dia lo do corrente aos empregados pu-
tilicos que anda nao recebero os seus ordena-
dos de iillio a Seleinbro d > anno prximo pas-
sado.
Companhia da ed ficaedo do Theatro Publico.
Os membros da commissao administradora
das obras do theatro fazem sciente aos >rs. ac
cionistas, que em reunio do dia 13 do cor-
rente, se deliherou, qu- fossem arrecadadas as
(|uantias que fallan para preencher suat assig-
naturas. em virtud do que sao convidados di-
tos Srs. accionistas para realizaren ( um casa do
Thesoureiro ra da Cruz n. 11) o restante das
quantias com que subscrevrao, em cujo acto
rece I ero 8S apolices, que Ibes deve servir de
titulo.
Pernambuco 14 de Feveseiro de 1845.
Francisco Antonio de Uliueira; Manuel Cae
tao Soares ( arneiro Monteiro ; Jos Ila-
mot de (Jtiveira.
= Bngadeiro Jos-Joaquim Co ho, Ins-
tructor tjcral da Guarda Nacional do municipio
do Recile, ordena aos Srs. Instructores parciacs
que comparecao em seu quartel no dia 19 do
corrente para trataremdeobjectos do servico.
3Para o Rio Grande e Porto Alegre segu
em poneos dias o patacho Continente o qual
ofierece bons commodos pira passageiros e
recebe escravos i frete : quem pretender pl*
tratar na ra da Cadeia a. 45, com Amorim
lucos. (6
3Para o Rio de Janeiro sabir com bievi-
dade o brigue Bom Jess recebe nicamente
passageiros e escravos i freto pira o que se
(rata com (andino Agostinho de Barros na ru
da Cruz n. 66 ou com o Capillo a bordo. (5
3 Para a Babia segu com brevidade o bri-
gue escuna Aleg la quem no mesmo qui/er
carregar ou ir de passagem pJe tratar com
Amorim Irmos: ra da Cadeia n. 45. (4
2Para o IWiiranhosahir com toda brevi
dade o patacho brasileire Septuno para carga
e passageiros trata-se com A. D. Rodrigue*
na ruado Trapixe n. 24, ou com o Capito a
bordo. ("5
da tfatrbs da Boa-vista.
As roila.s di-sla lolcrii lerao an-
damento no da 17 dJ corrcnle moz;
os liilhetes arhao-se venda nos
!=-- .-''1 "irWfl-.'aCE?!-r.-
Avisos divi rsos.
lodosos lugares pblicos aonde Beatriz appare-
cia, all la elle avenal-a rom a sua odiosa pre-
senca, fugindo poim de se encontrar com Car-
los cujo animo elevado e alma nobre muito te-
ma.
Approxiirava-se a poca marcada para o
o casamento, que Jevia ser no corneto do in-
vern, quando em urna placida noute do oulo-
no D. Guiomar e Beatriz, sahindo ambas em
cairuagem, resulvero ir go/ar a Iresrura da
n ule no andio passeio do Cbinpo-grande, que
nao distava muito da casa de campo de D. Al-
varo. Carlos seguia ao lado da carruagem. e
prestes chegro aos jardins do Campo, aonde
se ape lo. Por entre as coupadas arvores va-
se brilhar a meiga la, satellile da trra, que
com sereno claro allumiava a noute. Beatriz
reclinada sobre o braco do amante, Ihe dava o
noine de esposo, e de seu constante amor Ihe
conliava as quenas. I). Guiomar, sentada em
um dos bancos que naquelle lugar deleitoso
convido ao descango, deixava os dous amantes
em plena liberlade no meio dos giupos de bo-
mens e Sras qu-, como lies,linho vindo go-
zar a amenidade da noute.
Horas arlo de relirarem-se, e I). Guiomar,
enmatando a sobrinha.lb'o adverte Assenhoras
ei traro ni carruagem e Carlos as segu ao
lado at chegarem a casa : de novo se despede ,
e esprea o guete lomando a estrada da ciade.
a Mal havia percorrido a extenso de cem
PBLICACO literaria.
I 35 Brevemente s r publicado o Epitome
da Historia Romana, por L esieur Subbibliote-
cario da L'niversidade de Pars, e vertido do
original francez para lingoa verncula por An-
tonio de Vasconcellos Menezes de Drumond.
Este compendio, adoptado nos coilegios de
8Aluga-se urna prota que saiba cozinhar,
e comprar, equeseja liel, nao seolha a prero.
no largo do Terco na fabrica de licores n. 10 ;
na mesma fabrica ha superiores licores cba-
ropes, agoardente do reino a 800 rs., amz a
700 rs. e genebra a 750 rs medida velha; sen
lo em grandes porces anda se lar algum a
bate.
3 Tralio- se cavallos, curo-se, sangran se
compro-se e vendem-se ; na ruada Cuncei-
V'ao da Boa-vista n 60 ('
2= Antonio Nobre de Almeida Jnior em-
barca para (nra da provincia o seu escravo cri-
oulo.de nome Antonio. (3
2= l.udgero pardo forro, criado de J, P.
(ieorge Smilb pretende seguir para a Babia.(2
2 Peideo-se no principio do corrente me*
na visinhanca de Ponte de Uchoa um cachor-
ro inglez, tranco, com algumas manchas pretas
no corpo e as orelhas cortadas ; quem sou-
ber delle queira levul-o na ra da Cruz D. 2 .
que ser recompensado. 6
l Precisa-so saber onde mora a Sra. .
Francisca Candida, a negocio de seu inleresse ;
annunce por esta folba. (3
2Fazem-se flores de toda qualidade de
panno e de peonas sipos paia enleltar-se os
ilijos, rozas, e palmas para os ramos da semana
santa, por menos do qu cm outra qualqucr
parte e bem leitas : no Pateo do Carino n. 3,
loja de charutos. (6
2= Aluga-se ou vende-se urna padaria com
louososseus perlences, e casa propria para una
familia, com muito boa agoa, econvindo tam-
lieui se (a/, negocio com a motada do sitio na
Solidado n. 22 ; quem a pretender dinja-se a ,u. mesma padaria. (5
3 Arrendao-se os dous andares e duas lo-
a
11 lira res se&uinltis: luas de cambio
tos Srs. Vieira e Wanocl Gomes ;
na botica do Sr. >I o reir Marques ;
na n do Queimado, loja do Sr.
L.uiz Antonio Pereira 8c (' ; e na
loja de ourives do Sr. Jacintho, no
aterro 3Na ra do Livramentn n. 35, precisa-se
alugar pretas para venderem azeite de carrapa-
to e tambem se vende azeite a '2880 rs. a ca-
ada mesmo em pequonas porcoes. 4
3No dia II desappareceo do primeiro beco
do Camboa do Carmo um cachorro pequeo ,
ama re lo, pe-coro curto grosso ruaos gros-
sas e calcadas de branco cabrea grande; queai
o achar, leve a ra Nova n. 35, quo ter 2 rs.
de gmtiti aco. (ti
15Em -27 do utubro de l*t, desappare-
ceo um moleque de nome Paulo de naci
yuirania de 18 annos pou.ro mais. ou menos,
est Ihe sahindo buco de barba he um tanto
secco do crpo abre os dedos grandes dos ps
um lauto para lora pernas linas, nariz chato,
olhos pequeos e avermelbados era costuma-
do andar vendeudo doce de jalea em copos, por
toda a parle de-la cidade, julga-se tersido lur-
tado porque nunca (ugio ; roga-sc a qualquer
senhor de engenho, ou outra pessoa quem el-
lo I ('ir ollcrecido, ou por acaso acollado em seus
dominios, o aprehenderem e participarem a seu
legitimo Sr Antonio Jos (loncal ves Azevedo na
ra da Praia aimazem de carne n. t'J que re-
compencar e pagar toda e qualquer despeza ,
que se fizer. {\1
6Desappareceo na noute de 7 do corrente
da casa do Engenheiro Bouiman, na ilha de Se-
ve um ra vallo que se juiga ter sido furlado ,
o qual lem os signaos seguintes : cor castaoha ,
duas cicatrizas no tornoselo da maodireita, e 00
lugar do sellim um pequeo inchaco ; quem o
achar o quizer restituir, ser generosamente
recompensado. (g
3Aluga-se um primeiro andar por detraz
da casa do Atierro da Hoa-vista n. 03. (2
3 Joaquim Anto de Sena doutor em
medicina pela Faculdade do Rio de Janeiro ,
mora na Nova n. 6>; as pessoas, quo se quize-
rein utilisar de seu prestimo ahi prompto
-empre o acharan (5
3D. Mara Barbosa remelle para o Rio G.
do Sul o seu escravo crioulo de nomo Seve-
rino (3
2 D-se dinbeiro a premio ; na ra Nova
n. 63. (2
2 Precisa-sede um homem que saiba to-
mar conta de urna masseira o saiba Tornear ;
na ra da Solidado padaria de um s porta
n. II (4
2 -Jos Claudinoda Assumpco Itrasilero,
retira se pa>a o Ido de Janeiro a tratar de seu
2 Na ra das Flores n. 21
um criado.
, precisa-se de
(i
ci ;! '"'gig;
pe*M4u.vrfl
passos, quando dous embudados montados em
bons civalioso alcancr\ c passando um delle-
pelo seu lado, diz em voz baixa para o outro
he elle!Mal proferidas lorao estas pala
v 1 as, quando o segundo desfechando urna pis-
tola queima -milpa, fere mortalmente o infeliz
Carlos, que na queda segurando o capote do
assassino que Ihe havia alirado, e reconhece ,
e exclamas t, Jos,quem me assassinas!
Jos para, e lira immovel como se (Ara una es-
tatua de marniore: o companheiro dn seu cri-
me desapparece fugindo a toda a brida, en>
quanto Jos brada por soccorro.
Aos gritos do matador acodem os criados
del). Alvaro, o em bracos levao o moribundo
al a casa do amo. Jo os deixou pretextando
ir procurar um facultativo. D. Alvaro e D.
Guiomar acodem ao alarido dos mocos e re
cebein o mal afortunado Carlos, que exangu*
he enllocado sobre um colxo. Beatriz,a misera
Beatriz;ainda em seu aposento sabereava as de-
licias daquelle passeio encantador. O ruido po
rom que sentia na casa breve a traz ao quarr
lo aonde se acbava Carlos; mas que espectcu-
lo de sangue fere seus olhos Pallido sem
dar iccordo de si, coberto de sangue e p jazia
o amante Carlos, meu Carlos (exclamava o
misera); eCailosnao responda. Debalde se
Ihe applicaro ossoccorros da arte; negro veo
da (norte Ihe cobria o semblante. Beatriz nem
churava, nem arrancava os cabellos, nem mais
urna palavra sequer proferto : litis os olhos no
corpo do amante, dalli foi levada ao seu apo-
sento em estado completo de esj.upefaeco
Ouainlo ( begara a muiliaa Beatriz nao foi vis-
ta no seu quarto, e aquelles a quem conliio
o cuidado de preparar o corpo do malventuiado
para estas brenhas, e no meio (lestes peonas-
en-, cheio de arrepcniiimento, retaihado o co-
racao pela lembranca odiosa de seus crimes o
dos eiroa da sua mocidade, macerado o corpe
pelos jejuns e pelas vigilias, em fervorosa ora-
ci perante o santuario do Dos vivo implora
darlos para a sua ultima morada, encontraiao ] misericordia, o ainda a misericordia divina,
a desgranada noiva ajoelbada junto ao cadver, I depois de vinte annos de penitencia, Ihe nao
com a m.'io d > amanto aperlada entre as suas, e, poude restituir a paz e a seienidadede de a ni
jasen vida i mo que en vo procurava, \li meu filho!
Aqui soltou lundissimo suspiro o cenobita 'continuou o monge) sois anda mo^o talvez
o as lagrimas Iheconrao pelas enrugadas faces: feliz, e abastado dos bens da fortuna; fugi ,
os solucos h.e corta rao a voz, e nal poda arti fgido icio infame Jo jugo; foi elle quem
cular palavra. Bespeitei a sua dr e espe- torm u criminoso o miserando Jos! Foi
rei que podesse acabar a fnebre nanaco; mas elle a origen de lodos os crimes, que chora com
vendo que nao continuava, atievi-nie a dirigir- sincera conlriccao mas que ja nao pode a-
Ibea palavra : pagar !
E que fim leve Jos, meu padre? Aqui acabou o mongo a sua narraco que
I.sse inon-tro ^lirado 1 o 11.on;e c< m voz muito me commovra. l.evantei os olbos e
terrvel). esse inonsiro parou na u.rrera dos fixei-os nos seus quasi amortecidos; observou
seus enmes, nao commelteo mais nenbum,nem que em meu animo despertara a compaixao, e
aquello de por fm a sua txistenc a: o vil Au- ento um leve rubor Ihe tingio as faces. aS-
iiusto, que pelo mal correspondido amor de de feliz ( me disse elle encaniinliando se para o
leain/a preco de nuio o comprara, sem elle convento), queja para ni i 111 a felioidade se a-
saber quem era a victima, e o levara a mati-f cabou neste mundo, e no outro....
oseu melbor amigo, poude escapar vinganca Pende 16, 11.eu padre, que a misericor-
de Jos; e o miseravel, curvo ao pe/.o dos seus dia de Deo he infinita, e uur.ca laltou ao que
remnos, depois de confessar oa seus trunes lem verdadeim arrependimento.
perante Dos e os bou 1 lis, iomou o habito pe- O co vos ouca exclamou o cenobita
miente em um dos conventos mais austeros da ao aflastar-se de mim. P. XI.
nossa pioviocia. Poucos annus depois passou (Panorama.)


t i i-*o-\, .-
.-y^/v-'>-.iJ.;.-..v.--v4^at4nj B^pmiK,-
............ '"l '-
I- Nnsdias 15, 19e25 do correte mez i 3= Jos Pedro da Silva, nSo tendotempo
se ha d^ arrematar do renda um litio n Passa-, suflcente para despedir-se de todos os seus .-
T'T'c A'l^"0"' UT T* SS^ 1" 3 mi*o. Por esto. eouWo-lr.es no Rio do
andarj-s osotao na roa do Livraniento, conlor-' i. ...
me esor.pt., om poder do porteiro Sorra-gran- Jan<,,1 p,ra onde va*- os seus dn't< P-
de ; quem nos memos pretender tancar, com-1 "l0'*. '.*
pareca no pato do Hospital do Paraso ; por- 2 J p- Adour& G. tendo vendido a loja
tadoSrlr. Kigueira Cosa Juiz df Diieito da I Mue t'nhSo na ra Nova n 7, convido as pes-
Begonda vara do Civel. ,'S sas quo teein penhorcs nella, que os vo remir
l Precisase do um preto cosinheiro ; na
ra do Trapiche n. 8. 2
1 D-se fiioradia degrac m urna casa na
Cnpunpa a algum homem sem familia de ida- \
de com o onns de botar sentido a casa o re-
gar algumas llores ; quem estivci ueslas cir-
cumstoncias annumie. (
1 Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra estreita do Rosario n. IS com coininoilos
para pequea familia ; a tratar na ra do No-
gueira n. 27. 4
1Conrado Fogd Aanofro retira-se para o
l'.io de Janeiro. (2
1 darlos Aobit, subdito Prussianno, retira-
se para o Rio de Janeiro. \3
i Manuel Jos Soares de Moura retira-se
para a llha de S. Miguel a tratar .le sua sade;
quem se julgar seu credor aprsente sua cinta
na ra Nova ao Sr. Manoel Ferreira Lima. 4
1 Precisa-se de urna ama de leita prefe-
rindo-se captiva ; na ra do Cabula loja de
miudesas n. I. 3
1Aluga-se um sobrado de uti andar) Bo-
llo d, 11 a outro larnbem de um aojar e 80-
to n. 13 ambos na ra Formosi com bas-
tantes commodos; a tratar no Atierro da B>a-
vista n. 3fi. com Antonio VJartios Ribeiro. (&
1Francisco Ricardo Rotelho subdito Por-
tuguez, retira-se para lora do Imperio. ,2
i Aluga-se opritneiro andar do sobrado da
ra de Hurtas n. 16, confronte ao beccode S.
Pedre com bons commodos; a tratar no bote-
quim ao p do tlieatro. (4
IO Nigerio Antonio Luir, de Vasconcelos
embarca-so para o Aracaty com suas escravat
Simplicia Renta e Francisca, no da 18 do
corrente. (4
*Alnga-se um moleque de 14 annos para
qualquer servico por ser inuito activo ; quem
o pretenderdirija-se a ra Nova don. Amaro ,
sobrado novo n. G.
Na ra Nova de S Amaro se esta apromp-
tando um deposito para agoa o qual ae en-
trega a urna pessoa que delle quizer tomar
conla com as candas, que precisar para con-
duzir agoa e os prelos necessarios ou su con-
trata enlregal-n por sociedade ; quem preten-
der dir'ja-se a casa nova do dous andares n. 6 ,
na mesma ra.
Os Srs. assignantes do jornal Panorama
pdem mandar recebar o muz de Novembro ,
no escriptorio de Francisco Seveiianno Rabello.
SOCIEDADE THEATRAL CAMPESINA.
O Direcloi da mesma faz Scienle aos Srs.
socios, que no da 15 do correle, lia gesso
extraordinaria a lim de tratar -se de grande
urgencia tendentes a mesma casa do Director .
as ti horas da larde.Agoslitlho Fernandos Ca-
lanho Vasconvellos.
O annuncio, que ltimamente fiz publicar
rcspeo ao Sr. Manoel Cerdoso da Fonseca ,
mal incommodou o respeilavel publico que
. elle mesmo; e como promelessu continuar ,
torno, asseverendo que'inda me achu na
mesma, ou peor : na mesma, porque aquella
alma nada o abala; poique algumab pessoaa de
sua arnisade que vendo a sem rasdo delle ,
trataran ( sem eu pedir de ultimar oontas, mas
a final ouvirao dizer, que ainigavel nado, e
porjustica ludo ; t tanto quer a jusllca que
acaba de me chamar ao juiso conciliador para
lite despejar a casa, que OOOttpO lindo elle em
seu poder quantia lorie que excede a renda
de 20 annos ; verdade lie que lite Bou grato ,
o pelo prsenle ilie agradecen o motivo que
apphcou para me despejar, equando elle pro-
cuiava casa para minha residencia por mel de
urna denuncia que ignoro a raso por que pa-
lalisou, nio me recor.lava que mc.siiio com as
rendas, que decorressem me nao quizes.se pagai;
tiido supporlarei no ultimo quartel na vioajpo-
at o fim de Fevereiro corrente : pastada esta
data os mesmos sero vend los para ptgamen -
to das dividas sem que os donos tenlio recla-
| maeSo alguma a lazer. (7
i Roape Brooking, tendo de retirar-se
pira Inglaterra,transiere, por preco mais rasoa-
vel. o arrend.menlo da casa imii que mora, do
Kxm. Senador Manoel de Carvalbo, na ra do
Am 'rim, por dou< annos e meio, que anda
faltao para concluir-se : os pretndanles enten -
do-se com o mesmo, ou com o correlor Oli-
veira. (8
2 No dia 18 de Janeiro p. p. desappareceo
da porta da botica do Sr. Antonio Padro tas Ne-
vos na ra da Cadeia do Kecife, urna lata de
II mires tendo dentro um chales grande de
seda com franja, i meios chales de seda, um
branco e outro cor de vinho S mantas pretas
lavradas urna de filo de linho '2 pares de
oieias de seda preta pares de sapatos de
marroquim para manino ; quem achou dita la-
ta e a quizer restituir leve a ra da Senzalla-
vellia n. lio, segundoandar que sor recom-
pensado to
Na ra atraz da matris da Roa-vista, pre-
cisa-se de urna criada para o servico interno de
urna casa. (3
LOTERA do SEMINARIO.
2 Achao-se a venda nos lugares do costu-
me os hillietes da primeira parte da IS* lotera
concedida a beneficio da instruccao publica no
Seminario Episcopal de Olinda cujas rodas
amia.) com a inaior brevidade possivel : parece
e'scusado Tazer ver ao respeitavel publico, que
esta lotera he urna das mais acreditadas da
provincia. (8
Ijlii l.i.lBiiJilJli.lJLlUllJLHWBBggBW
tendo entre esses S alm da estrada da (rente ,
e outro que Ihe flca de permeio ; & tratar na
travessa da Concordia sobrado n. 5. (10
1 Vende-se, para lora da provincia, urna
escrava crioula de |M annos, de elegante figu-
ra perfeita engommadelra costureira e he
ptima cosinheira no pateo da Peuha n. a. (4
Vende-se urna escrava de naco, de 24 an-
nos engommadeira, cose cosinha e lava 3
scravas de bonitas Alturas para todo o ser-
vico de casa e ra ; um molecote d IS annos,
de nacSc proprio psra todo o servico, e he de
multo boa conducta ; um crioulo de 30 annos,
olUcial de sapateiro o he cosinheiro; na ra
das Cruzes n. 41, segundo andar.
Vende-se cal virgem em pedra de Lis-
9Vende-se no deposito da praca da S. Cruz.
por baixo do sobrado n. \i1, assucar refinado
e de todas as mais qualidades assim como ca-
l em grao e superior cha hisson tudo por
preco commodo ; no mesmo deposito se preci-
sa de um pequeo paracaixeiro. (6
7 Vendem-sesaccas com farello, pelo m-
dico preco de 32U0 rs. ; oa ra da Senzalla-ve- .
Iba n. 138. (3
3Vende-se urna casa terrea no alinhamenlq
da ra d'Aurora em S. Amaro,com boa cacimba
cun grande viveirocom muito peixe cuja ca-
sa est colocada em um terreno de 140 palmos
de largura e 1400 ditos de fundo ; um sobra-
do de um andar e dous sotan.- na ra do Fogo
n. 27 em chaos pruprios ; um piano quasi
boa em calxas pequeas e grandes; no es- i novo por preco commodo ; urna parda de
ctiptoriu de Francisco Severianno Rabello. muito bom comportamiento engommadeira
Compras
Brasil
piaca
v 2Compra se a colleccao das leis do
do Ouro Preto de (834 al 1843 ; na
da Independencia livraria ns. 6 e 8.
2 Compra-Be papel de diario a 260 rs. a
anobn ; no deposito de assucar defronte do
becco da Penha n. 30. (3
! Coinpro-se para fra da provincia mo-
leques e moiecas de 12 a 18 annos pagao-se
bem sendo de bonitas figuras; na ra do Sol
n. 1. (4
** i Comprao-se os livros, barca da carreira
dos (olus eo comboi de mentiras anda sendo
usados ; quem tiver annuucie. (3
Compra-se um tonel que leve 4 pipas ,
novo ou que tenha algum uso, potm que
sirva para agoa ; na ra de Apollo n. 34.
Compra-se papel de diarios, a 260 rs. a
arroba ; do pateo do Carmo esquo* da ra
ue Hurtas n 2.
Vendas
3 Na fabrica de espritus na ra de S.
Rila n. 83, se ocha sempie grande sortimen-
to dos seus espirito*, que se venden) pelos pre-
ces seguidles ago'ardenle de Franca a 960 rs.
a caada dita do reino a 800 rs., dita de aniz
a 640rs, geuebraa720 rs. dita embotijada
a 200 rs. licor a J60 rs. dito fino a 400 rs. ,
espirito do vinho a \ is. a cariada. (8
I Vendem-se gamelas grandes e pequeas ,
fe (tas na liahia superiores pata banbu al-
guidaits de gomrrioS e lisos grandes e peque-
o ludo de bom gosto ; na tua de Apollo,
venden I, delrontedas casas do Sur. Angelo
Francisco Carneiro. 6
iVende-se um papagaio bom tallador, eni
gaiola de (landres e com rorrenle de prata, por
Vende-se um prelo idoso, que sabe tra-
tar de vaccas tirar leite e entende do servico
de campo por preco bastante commodo ; no
Atierro da Boa-vista fabrica de licores n. 28.
Vende-se urna barcada prorupta a nave-
gar que carrega 30 caitas ; a fallar no caes
da Alfandega com J. A. Vieira de Souza.
Vende-se urna preta de IS annos de na-
cao Costa sem vicio algum e he recolhida ;
na ra da Praia armasem n. 3 '.
Vende-se urna parda recolhida de elegante
figura de 20 anuos cose mui bom coda, e
fas toda a qualidade de costura engomma e
cosinha com perfeico ; duasescravas que fa-
aem lodo o servico de urna casa ; urna parda
boa engommadeira cosinheira e lavadeira ,
por 480/ rs. ; dous escravos de naco de 18
a 20 anuos ; um moleque e um escravo pira
todo o servio ; na ra de Agoas-verdes n. -Mi.
Vende-se urna escolente escrava do l t a n-
annos sem vicios nem achaques de bonita
figura, coso, engornma, e cosinha com todo as-
seio e perfeico o motivo da venda se dir ao
comprador^ho Atierro da Roa-vista n. 20.
No arco de S. Antonio, vende-se farinha
de Grvelas e S Matheus de superior quali-
dade a a$ rs. a aacca ; loja n. ~
2 Vendem-se saccas de laiinha de mandio-
ca ; no armasem da ruado caes da Alfandega
n. S. (3
2 Vende-se urna parda de 15 annos, boa
figura, com habilidades, e sem vicios; na ra
da Cadeia do Recite loja n. 21. (3
2 Vende-se urna poican de taboas de pi-
nho de relugo propnas para cerca ou esta-
cada puf preco cininou ; alraz do tlieatro,
armasem do mesmo tabeado. i
2Vende-se um escravo ganhador de ra,
sabe cosinhar, he capinheiroe ptimo para lo-
do o servico ; na ra do Sebo n. 33. 3
2Vende-se sarja preta de superior qualida-
de esobie ludo muito encorpada ; na ruado
Cabuga loja n. 10 delrunte do cetieiro. (3
2 Veude-se um moleque carreiro bom
Irabalhador de enxada trata de gado e lira
leite ; um pardo de meia idade com as mes-
mas habilidades por preco commodo; na ra
de Agoas-verdes n. 70. (2
2Vendem-se meias barricas vasias para as-
sucar, de dille entes lormas em glandes e pe-
quenas porces por precio commodo ; na tua
da Moeda armasem I i. (4
2Vende-se urna porfo de cobre velho de
forro de um navio ; oleo de cupahiba em gar-
rafes do varios lmannos ; a Katar na ra do
Ti a piche u. 2u, com Manuel Duarlt Hodrigues
cosinheira doceira rendeira propria para
reger urna casa o que tudo se allianca por
kQ rs. ; e urna crioulinha de 12 a 13 annos;
na ra estreita do Rosario n. 10 terceiro an-
dar. (U
Escravos fgidos .
N dia 10 do correte fugio um preto de
nome joaquim de naco Mi>cambi.|ue de
O annos altura regular secco do corpo ,
tem urna das pernas um lant arqueadas para
fra um callo no alto da caliera provenien-
te de carregar peso edr urn tanto lula, gosta
de jogar os dados pois que tem sido encon-
trados jogal-os na ribeira, ra Nova, Sjc, he
mullo dislarcado ; roga-so as autoridades po-
lioiaes e aos capilesde campo hajo de a;>-
prehendel-o e levar a ra do Crespo loja da
esquina ao p do arco de S. Antonio, que sero
gratificad s ]|
1 Fugio no dia 6 do p. p. o preto Manoel
Benguella, baixo, cheio do corpo, ps curtos e
grossos rosto redondo e pouca barba vaga-
roso no andar tem olliclo de lerreiro; quem o
pegar, leve a ra da Aurora n. 30, que era re-
compensado, ((i
No dia lo do corrente fugio um preto de
nome Francisco, Mocambique alto, secco, com
um emplastro nos pellos, camisa de cbila con
quadros grandes ps apalhelados e os dedos
grandes e compridos ; o abaixoassignado roga
as autoridades policiaes e ca pitaes de campo
a captura do dito escravo e levarem a lloa-Via-
': geni Francisco Jos dos Prazeres Camboim.
I Fugio no dia 12 do corrente um prelo
crioulo, e nome Joaquim o'b annos, es-
tatua regular, tem uinagiande cicatriz no pes-
co v i a bal mi da goela e outras mais no peilo ;
levou roupa branca echap o de palha ; quem
o pegar, leve a ra da Cruz n. 51, que ser re-
compensado. (7
1 Fugio no dia 12 do corrente o preto Jo8o,
de naco Lacange de 36 annos levou calcas e
camisa de algouo azul e um ferro em una
peina,tem os lu muelos foveiros,e he grosso do
corpo ; quem o pegar, leve a iua lineita n. 2 ,
que ser recompensado (G
2 Fuguo no dia 5 do corrente dous mole-
qnes criouios um de 20 annos de nome Be-
nedicto, estatura regular, secto do corpo, bem
prelo, e bein Icito do corpo ps e rnos. nutro de nome Serafim de 14 annos meio
tm oSr.'Cardosinho lambem suporta aeuoen- j pre?o commodo; na ra das Cruzes, loja de en-
ca do Desembargado! Juliao que pan lant cadtmador n. 35. (4
o nao aconsclbaria multa (alta Ihe ha de ter Veude-se um bom preto de nacao, moco,
feloem... larnbem o na aconselhava para canoeiro tanto ue ra reir ; como d'agoa e
andar par de um quadrilheiro ou Oilhial de!0^ excellenU conducta
Justiea de esquina em esquina levando a lo-
lulo estatura regular para a idade, urna quei-
madura,na mao e oulra no joelbo.antigasjaabos
a Vende-se umu parda de bonita figura i falli bem e sao mu condecidos por andarem
com algumas habilidades ; na loja de Joaquim de manbaa a vendeiem flores e ps de ditas,
tioncal,,;, (Jasco. 13 e as vezes areia preta e de tarde azeite de carra-
t Vende-se lannha de S. Matheus, em sac- pato; levaro camisa de fazenda azul de algo-
do e calcas larnbem azues, mas desbotadas *
cas ; nos aimaseiis das escadinhas ao p da Al-
fandega do Sr. Antonio Aunes. ,3
2Vendem se saccas de Calinita ; na ra da
Senzalla-velha armasem n. 144. 2
levando
neta aos olhos para oes'coiji ir o seo bemfeilor ,
D cital-o para urna denuncia... e que esforcos
; liabilid;iie mostrava que al o companlui-
ro so admirava... o laivez com este exerciciu se
babilitasse a levar a tastos, como vi, um pr t j
da esqufna da ra do Crespo para a sua casa as
3 horas da tardo e no camiubo fazia-lbe pa-
na ra estreita do Ro-
sario ii, 34, puno no andar. (4
1 Vende-se urna porclo de prata e ouro em
obras sem leiliu e urna gargaulilba de bom
guato ; na iua Relia u. 37. pnmeiro andar. \'
1 Vendem se dous pares de casticaes de
prata e urna duzia de coiheres ludo do Por-
to e m ii, leilio ; na tua Relia n. 37, pnmeiro
andar. (4
1Vende-se um moleque de 18 annos de
bouila figura por preco commodo para fura
ao p
v4
1 \ende-se um compendio de theologia
gamento com murros por conta ; eu por cunta
tambero recebo cdulas, suppo-to que a maior
parle elle lecebeo trn prala a'Jfiors. o palacflo, da provincia ; no Atierro da Roa-vista
poim larei descont, sem ir pata a Justtca e|da ponte na piimeua venda,
ke for renitente em continuar como ale agora ,
lornarei a incoiniiiodat o publico j que oo
contMCO quem escreve para o (orreio do Btcife.
Jos l.ardo~o dos Iteis.
Andrexa Mara subdita Portuguesa re-
tira-se desta provincia pata onde breve rc-
roga-se por obsequio a lodos os senhoies quo
trern octavos as suas escodas, que lancero
suas vistas, para que o ditos moleques nao
3Vende-se .mino eu. saccas muito novo e i sejo por elles oceultos porque lia desconfian-
por preco commodo assim como couros de tas disso; tambero roga-se a todas as autorida-
cabra a telalho, ou em porcao; na ra da Con- de policiaes tanto desta praca como do to-
ceicaoda Rua-visla n. 6. (4 das as comarcas ovillas do centro e mesmo
i Veude-se, ou permuta-se por um peque- pessoas particulares que aoude viremos di-
no sitio ua Boa-vista, Solidade ou Afogados | tos moleques os laco apprehender e levar ao
um sobradinho de um andar, na ra Imperial seu senhor Francisco Jos de Souza morador
n. 100; a Iratar delronte do mesmo sobradiuho, na Solidade casa n. 7 que se dar de gratili-
"107. ( | cacao &Hff rs. porcada urn (0
3 Vende-se um terieno por detraz do Al-1 o Desapareceo nodia 18 do mez passado
Ierro da Boa-vista em seguimento da travs-jum moleque crioulo de nome Christiar.no do
sa do Marlins com ; palmos de Irente e 7 a 8 annos bem parecido e bastante regrisla;
moral pelo Bispo Monte
i v.
em quer lo ; ua
i ua da Cadeia do Recile i loja de Jos Gomes
Leal. (4
I Vende-se, ou arrenda-se um sitio nos
terrenos da Torre ao po do sitio do loque ,
coai i. 'O palmos do frente o 1200 de fundo; urna
pequea casa de vi venda com bous commo-
dos para escravos e urn cavallo ; plaa de ca-
pian carillas, &c.;assim corno vendem-se dous
cama i'tS rs. podeiido ter urna grande por- j terrenos ao p do mesma estrada que vai para
baixapara capim e quaiquer, S. Anua com 300 palmos de frente, e oulro
i^resvara.
Precisa-se
de
1:200/ rs. dando-so por
liypotbeca una propiieuade oe tei ras pertodes- I
toi praca qu presentemente renda parte da
cao
de vaccas
j.lantaco, na ra Nova o. I*.
com 200 qualquer delles com 1200 de fundo, | Crespo n. 10, primeiro andar.
undos sullicieutes paia se edificar; na ruada
Clona sobiado paicde e niela ao de n. 87. ^5
3 Veude-se um escravo de naco Costa ,
anda moco de bonita figura e proprio para
qualquer aervico ; no Furle-do-Mallos pren-
ia II. 18. (4
3 Vende-se una armacao envidracada ,
com seu balco ; na ra do Vigario n. 11 pri-
meiro andar. (3
4Veude-se una casa de sobrado de um an-
dar, com grande quintal na ra do (Jueima-
do n. 44 i oulr'ora pracinha do Livramenlo
n. 22); o urna de dous andares na ra do Fogo
n. lg, ambas em chaos proprios ; a tratar com
seu proprielario na tua do (Jueimado n. 44, as
quarlas luirs esabbados. ,7
8Vende-se a mais bem fabricada tinta de
escrever ; na ra do do Livramenlo loja n.
34, e no paleo do Carino o. 22.
6 Vendem-se 4 escravas mocas, de boas
figuras, cosiuho, ei.gommo e lavo ; una
dita de 20 anuos costureira de corlar e lazer
vestidos de senhora e camisas de homern ; 3 es-
cravos para o servico de campo ; um dito de 40
anuos, bom coainlmiro duuin tudo; na ra do
(6
supp-se estar lurtado por isso recoitimen-
da-se a qualquer autoridade policial, ou pes-
soas particulares que delle^tivereui noticias ,
de o fazerem prender e mandal-o condu/ir a
ra da Cadeia do Recife n. 13, terceiro andar,
onde sera gratificada to la a despesa. ,s
2 No dia do corrente fugio o preto Jos
por alcunha Caboclo de 3S annos de nac
Cabio, magro, feio de leices com pouca bar-
ba zambeo das pernas, e na esquerda tem em
cima da canellauma grande cicatriz, que nun-
ca sara o p esquerdo he bstanlo dcfeituoso,
por isso que tom os dedos do mesmo mais pe-
queos do que os outros ; levou calcas de ris-
do de listras pretas camisa branca com pre-
gas ; quem o pegar, leve ao seu senhor no sitio
do Jang ao p do Rio-doce Rayrnundo Jos
Perelra Relio que ser recompensado. (lo
2 Fugio da Capunga na nouto de 10 de
Dezembru de 184i, o escravo Jos'-, crioulo,
de 43 annos secco do corpo e do boa altura'
quem o pegar, leve ao sobrado novo do ffins-
iiio lugar, ou na ra da Senzalla-velha n. 138.
l'ERISTYP. I)F. M. F. DEFAKU----l8.'i


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