Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05288


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Full Text
A mo de 1845:
Sabbado a
v ,,i- tu ------>-------------------------------------------------------------------------------1----------------------------- IMHWMBH^HMHBM^^MHH
O *unropuMioa-aa lodoa oa dial qoe n3o foreui aantificadoa : o praoo da aesianatnra
I,, e !' mil r'. por ijunrlcl paeos adiania.lo. Oa annuncioadoi aaiignantee laoinseridoa
a raiao de 10 ttit por linlia. *ii rea m lypo diflerente, e J repetiiea pela amelade Os
t a.ij.oreabas.guan a pagio >0 reispo- liana,40U e .. lypo difl"erenle, u. cadapublicacao.
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de Fevcreiro.
Avao XXI. N. 32.
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PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Prahyl:a, seuii 14 Cabo, Sarinhaem, Rio Fornico, Macey, Porlo Cairo, Alagse: no 1, -
rada mor..Garankuna o [tqnilo a i.)* '24 da cada mealoa-viata a Flor
->> dilu. Cldadi da Violn i. quintas Teiraa. Olinda lodoa oa diaa
DAS da semana.
Brai. Aud do J. de I). da '.'. t.
Andr Ral aad. doJ. da D.dal.y.
gueda. Aod J. da D. da 'i. j,
' Do ot ea. Aad do i. A< D.da 2. j ,
Ricard,i d. do J de D. da i. ra,
Corinlli a Hal. aud doj.i'c U/a v.
c ('a *|Urcsma si Apolonia.
y ludo ajur. uapaaae i^4lV' ,"u"'*,0, ao" PnolP,iaoa a eereaca apotladoa <-.m amiraijuo enira t a,
S\)-' eulu*- (froclaaaagi. da Asaaabka l.aral v aiatil-
------------_----------------------------------------
/in\vV r <- ti, CA",,0 aoou 7 u i-kvkhkiikw ,nda
I 9 K'.'^"' ^,I '*' Lo,Qr** S :il* Our.-iUo.ua da 0.4U 17 000 |? iU
M W7' V"" "" P' '""<<> I <.*** 17.U0
V' '-"h",:UPur,()" dspro| la a.Ob ,a(W >,.
I Pnta-PauMBa ,j 4.V
jooda da cobre ao par. fono. oolumr>narea 1,5)11, 1,960
'oaaa da aira >!e boas firtjss 4 poroo | DiWI mncanos 1,931 ,,'40
________ "naaara as 6 horas (">
PHASKS DA t,ua NO MF.7, DE FRVBREIRO.
i lia 11 r da m. i u,u,.:,
Um* ala.., ha. -, ,,. .. I Wh.M a 0 .. 1 i fc"M S .'.
lia da manh.'ia | Segunda a< f. hora-s .-i minotoa da larri.
INTERIOR.
"-' .>'.: ilC "_T ". i .^
CMARA DOS SRS. DEPTADOS
ShSSAO EM 10 DE .IAXF.II10.
Urdein do da.
O Sr. Ferraz continuando.
Km toaos estes acto*, qual a utiliJade publi-
ca ? Sobre o mu ioiiarente remoli o polire
magistrado earrega ooiq dispezas exlraoniina-
ri.is, quaesasdi) transporte e de novos estal>eleci-
meotos, e oltro lu i i sso linda paga as depo/.as
do uina nova CHrta Pois os magistrados nao
sao vitalicios? Para quo nova carta? Nao
bastavi urna postilla ?
0 nobre Ministro daJustica no so importa
coni estas cousas, nao so importa corn os males
dos outros, e tem razan; porque, como disse
Otllrora nesta casa tanto llio faz estar aqui
como no cada.
A roinocao dos magistrados porem Sr.
IVosidente inda pode ser encarada como urna
medida plausivel dadas certas conveniencias;
mas quando ella vai erir ao magistrado por nao
ler como eputido dado o seu voto o apoio
oo Governo um acto quo so pode ser ap-
provado p ir almas corruptas
Ru nao sei Sr. Presidente so mo lembro
aiodl das expressOos do nobre Ministro quando
seu irrno oi demittido pelo Sr. Castro e Sil-
va do lugar de Inspector da Tnesouraria ininlii provincia por nao ter dado o seu voto
a uin crdito supplementar e extraordinario
0 nobra Ministro da Justica disse que esse acto
era uin sacrilegio poltico o boje nao se peja
do ler commettido tantos sacrilegios polticos
removendo diversos Juizes de direilo do S. Pau-
lo o Minas que tinlilo sido Depuliidos s pe-
lo ficto de negarem o seu apoio; e, pobre
pronuucioT contra o Ministerio qu.mdo ainda
rtava coxo quando ainda nao estava comple-
to fui lambttin privado do emprego K:te
"Oftl "'' '" possu merecei aappro-
d gente o.- pertence ao partido que
1 >ii|.iu para si o exclusivo liiutu de partido na-
conal. Eu trarei a este respeito .i lembranca
I i c.isa alguina, expressoes de um grande pu-
blicista. Elle considera os Ministros que com-
mettem estes desvos como os mais abomina-
veis Diz elle que os Ministros encadAao assim
o que deve ser mais livre no mundo o yuto ;
corrompen! aquillo que deve de ser mais puro ,
o inanditti ; lorturSo o que deve ser mais infle
xivel, a conciencia ; alteran o que deve de ser
mais sincero a reputacao nacional: degradan
o Depulado no funecionario enganoaopi-
nio pela mentira da maioria e assim falseo
casa bella rcncepcSo do espirito bumano
u sei, Sr. Presidente, que n resposta ser
que os oulros tambem assim praticarao, mas
direi que nao sou solidario coro ninguein, nao
icspondo pelo passado. Sr. Presidente, quem
na i pode merecer por esto laclo desculpa algu-
inu be o Ministerio actual, cuja misso era com-
pr o que eslava deseoinposlo, por tud em um
estado normal.
O Ministerio actual nao pode merecer o apoio
desta Cmara. Pez despegas superduas, abusou
da laculdade i]ue Ibe f i concedida pela I ama-
ra para reformar as ecretarias de listado; aur;-
mentou ordenados, au^menlou o numero dos
umpregados, deo gralilicaoOes, etc.
OSr, Ministro da Gutrra:N'aoaugmen-
i -li a despeza.
O Sr. Ftrraz:V. Ex. sabe qual he a ma-
na do lempo; augmente se o numero de cm-
pregados, do-se-lbes pequeos ordenados, da
hi a dous diuH vem as requisnoes para o aug-
mento dos meamos ordenados, 0 nubro Minis-
tro da (>ncrra infringi a lei : o nobre Minis-
lio augmentou o numero dosempregados, au-
fallar sobre a lei do orcamento. Eu enlo mos
traroi se deo ou nao deo; nao se all i tanto.
O nobre Depulado ignora por ventura que se
ao1 So cboias as repartieses fiscaes de emprega-
dos addidos, nao s na crtrte como as provin-
cias, vencendo pingues graliicacoes ? e que es-
la despeza so eleva a nio pequea cifra ? O no-
bre Ministro da Guerra negara que a ida do
Presidente do Piauby custou 20:000.) rs como
elle diz em toda a parte ? nobre Ministro prt
de nejar que se creou o lugarde Ajudanto de
Procurador l?iscal desta corto, sem necessidade,
com o ordenado de .900* rs. ? O nobre Minis-
tro poden por ventura negar que o Governo
preparou as desordons das Alagoas, o assim cre-
ou as despezas quo estas desorden acarrelarao ?
O nobre Ministro negar.i quo tem estabelecido
commisides extraordinarias sobre qualquer ob-
jecto, por exemplo, inspectores de alnas, de
lorlificacSes, etc., e seus ajudantes do orden;,
etc. etc. ? E n5o est convencido de que entre
nos principalmente na poca actual, Uo neces-
sario muita economia ? Ignora acas> que a le
do ornamento, que fui feita na legislatura pas-
sada, e para a qual o nobre Ministro da Guerra
deo o seu voto offerecoo emendas, nao obstante
os trabadlos da commisito, da qual fazia parte,
"" f..j t"'^
iNknluu as despezas de gratilicaeoes.
O Sr. Ministro da Guerra: \"o.
O Sr. l'erraz: Peo urna gralificsciio do
oO^OOO a um buinein que lio seu protegido...
O Sr. Ministro da Guerra: \,n\ be exacto.
O Sr. Ftrraz:Temos necessariamente de
elevou muito as despezas
O Sr. Ministro da Guerra: R quem Ibe diz
que nao b i economia ?
OSr. Ftrraz:Ol economa ni > ha. As
aposentadorias desnecessariasque deo o nobre
Ministro, e que outros Ministros teem dado,
deviao por ventura partir do Ministerio actual,
que dizia que o paiz se acbava em urna posicao
.il-,'i. que as administracSes antoiiores tinbao
tudofals'ado, linlio ludo corrompido, e dis-
sipado ? Podia marcliardosla maneira o Minis-
terio, quo dizia que quera eslabelecer um sys-
tema novo, que queria que o paiz marcliasse na
ordeni constitucional, com u maior economia
eseni o flagello dos impostos ? F.u ignoro a
mi ior parle das cousas que existem; se podesse
investigar os arebivos, entilo poderia di/, r mais
algunib oousa
O Sr. Ministio da Gutrta: Pode ii As mi-
rillas repartir oes.
O Sr. Ferraz: Tenbo medo do recruta-
mento.
O Sr. Villea:Isto lie bom para o Sr. Po-
dro Chaves.
O Sr. Ferraz:Eu o censurei por esse acto
Ainda ha pouco duas violencias foro com-
mettidas em Pcrnambuco. Um Sargento corn-
pltou o siu lempo, pedioasua baixa; mas o
nobre Ministro assentou (|ue elle devia conti-
nuar a servir, e assim o determinou. O mesmo
succedeo a oulro que deo um homem por si, e
tudo isto em consequencia das eleicoes.
F/m8r. Depulado:O Ministerio passado
recrutou uin Bacbarel na Parabvba.
OSr. Ftrraz: la respond; e direi mais
que nem foi o Ministerio quem o mandn ro-
eiutar, nern foi durante o Ministerio passado
que occorreo esse faci.
Vamos agora a tratar dos dinheiros pblicos
O Governo precisava de lornecimenlo de pio
uasii. Na Babia todo o mundo se prestava a is-
to, porque ha pessoas que teem bracos empre-
gados no coito do madeiras, porque ha capita-
listas que vivem deste ramo de industria. O que
fez o Governo? Fez um contrato; ueste con-
trato bouve cousas... e at adiantou 12 conlos
de ris ao fornecedor; e islo por causa do elei
coes. Corno anda a arrecadac^o publica !... Eu
posso di/erque um sem numero de Collectores
existe quo nao dao coritas, nem as daro, por-
que agora fiearu mais salvos pelos servicos pres-
tados. Os doradores da Fazenda Publica exis^
tem inteiramente nosocego. Durante o lempo
que serv, apenas viro ao juizo coritas peque
as de dizima, de chancellara, do imposlos so-
bre escravos, etc.. Du/enlos e tantos conlos ex-
istem em lettras vencidas e protestadas, desde o
mez de Novembro do anno alrazado at a nii-
nha sabida pura esta corte, sem so Ibes dar
conveniente direceo, se.., que se cbamassem a
juico os respectivos devedores. E como tem
ido nestes ullimos tempos a nom>aclodo3 Gil
lectores! Oh porerto, delta a I-'azonda Pu-
blica tem de tirar gnnifes desvntagens. At,
Sr. Presidente, contra asrdenselo actual Mi-
nisterio que estabelecrao que os Collectores
nao possao sahir dos Iugires do suas residencias,
leixando a arrecadacao dos dinheiros pblicos a
cargo dooulras pessoas, se inandou uin Gol lec-
tor em cornmissao por lodo o serto da Babia, a
firn deolnvar-seo numero dos Eleitoresd^ dille-
rentes collegios, e cominolterem-se outras frau-
des desta ordem. E corno nao licaria a arreca-
ilaco das Pendas Publicas com a amencia dos
Collectores ? E um liomorn do tanta conliarifa
o que nao fara? j
Isto pelo que eu sei; mis o meu conlioci-
inento so limita aos negocios de ininha provin-
cia, co que ir pelas outras ?
Encaremos agora a marcha do Governo a rci-
peito da diroccao das provincias. > sysloma do
Governo a este respeito foi certamente o mais
abominavel quo dar-so pode. Entrcgou as pro-
vincias influencia de certos individuos ou fa-
milias, e segundi os interesaos daquellos Srs.
que I lies drjo anno passado apoio nesta casa.
A administracao das provincias foi montada
conforme a vontade desses Srs., e do modo que
se effoctuasso a sua reeleicao. Eu disse nesta ca-
sa o anno passado que o Governo nao tinlia
maioria, e se a livesse, seria lao pesada que
Ihe tirara a liberdade do pensar sobre os ne-
gocios de Sergipe, Maranhao, Para, etc. O que
eu antevi succedeo : segundo a vontado dos De-
pulado* rninisterialislas, foro nomeados os Pre-
sidentes da provincia : cada uin procurou levar!
comsigo um que bem o ajudasse, obedeeesse e
servisse, e com esse systema quanto nao ha sof-
frido0 Brasil ? O Governo quiz destruir oligar-
chas, e em cada urna provincia creou urna, fa i
tondo preponderar familias e seus nteressos as
ve;e bem torpes__
Um Sr. Depulado:Em Pernambuco nao!
foi assim,
O Si Ferraz:Sera a excepcSo P Eu l.i
ire, |d que o nobre Depulado me chama a tei-
reiroi c ento ibe bei de mostrar o que houve
em Pernambuco...
OSr. .\unes Machado:Desejo muilo.
O Sr. F-rraz: Principiarei pela provincia
de Goyaz.
Ha muito quo nesla provincia existe urna pes-
soadingindo a sua adminslraiao : esta pesaos
prteme a urna familia muitj poderosa; pare-
ca puis que o Governo, quo tomava a pcito u-
cabarcom asas influencias de familias, devia
laucar os olhos sobre esta provincia. Mas o quo
fel? Conservou ludo no mesmo estado. Eu nao
fallo contra o Presidente dssa provincia; elll
he meu amigo, e nao cieio nisso que contra el-
lo por ah corre e se lem publicado pela impren-
sa, noto smente a contradicio do Governo.
Vamos a provincia do Maranhao. Eu com-
prehendo em poltica o que seja influencia de
partidas, a coinprehendo a necessidade que lem
oGoiernode apoial-a, mas nSo sei descobrir
razie plausivel para secundar-se, favoreier-so o
destino de uina provincia as mos de familia?.
(fia varios apartes que nao ouvimos.)
OSr Ferraz (djrigindo-se deputacao do
Maraniao) : (Js nobres Depu'.a.los nao con-
sentem que cu falle : so os molestos, calar-me-
bei.
De ba muito quo nessa provincia certas fa-
milias teem tomado tal preponderancia de sorte
que ludo se move a seu bel prazer e oo da-
quelles que a ollas se teem ligado, e ai do Pre-
sidente que nao Ibes obedece Ha um monopo-
lio (al do empregos e honras que todo o res-
to da provincia quo li es he avesso esta sempre
com o chapeo de sol aborto e nao Ihe ca urna
s gotta dessa ebuva de favores.
(Ha muitos apartes que nao ouvimos).
O Sr. -erraz :Houve um Ministerio quo
quiz minorar essa~influencia ; mas apenas o
Governo actual tntrnu na direccao dos nego-
cios ella se restbelt-ceo e fortificou a tal pon-
to que boje he ludo.
(Ha uinda apartes que nao ouvimos),
O Sr. Ferraz :Ku nao fallara no Mara-
nhao se o nobre Depulado (o Sr. Jansenfnao
me estivesseaqui provocando com seus repeti-
dos aparte*.
OiSr. Jamen:Peco a palavra.
O Sr /'residente Altencao !
OSr. Ferraz : -Direi tambem algumacou-
sa sobre o Ceari. At corto tompodominou
nesta provincia a influencia dfl certas familias.
Nao soi se ella foi benigna ; porque muilo
presente tenbo que nesta casa so ergueo con-
tra ella a vo< enrgica da um respeitavel anciao
que Deosjs chamou sua santa gloria de um
Itrasileiro mu distincto por suas luzes e probi-
dade o a doscrev.-o de uin modo horribilissi-
mo e nada menos demonstrou do que que
esta provincia ora victima de mais feroz Ivran-
nia. Essa Influencia cessou por algum lempo;
mas o Governo a t-m restabelecido : Dos o
ajude.
(Ha alguna aparles que nao ouvimos.)
OSr. Ferraz :Oh meu Dos Os no-
bres Populadossio crues oemmigo, nao quo-
rem conceder-me a liberdade que elles sempre
tivorao. Tocarei nos negocios de Pernambuco.
OSr. IVune Hachado:Vamos a isso.
OSr. Ferraz: Vara esta provincia foi no-
meado Presidente um homem respeitavel por
sua probidado talentoecapacidad* porto-
dos reconhecida. .Na Presidencia dessa pro-
vincia nao querendo autorisar excessos o ser
complico dos desvarios....
Muito Sr. de Pernambuco Nao a-
poiado.
I O Sr. Ferraz:....incapaz de sujeitar-so
a direccio de alguem reprovava estes exces-
sos, o se oppunha a esses desvarios (ni upoia-
do), o como Ihe cuinpria de ludo dava con-
fidencial o minuciosa corita ao Governo Impe-
rial ; e o que succodia S.\ Presidente ? No
prximo vapor era communicaifo desta corte
tudo quanto olio escrevia confidencialmente....
O Si. Nunt hachado Nao apoiado.
O Sr. I roana : --Nao : elle mesmo revela-
ra a tugue.i..
O Sr. Ferro :Ero transmitidas co-
pias....
OSr. 3. Secretario :He falso.
Sr. Presidente :Attoneao !
Um Sr. He o que se lem sempre seguido.
Oulro Sr. :Sao agora.
/ //( Sr. Com o Governo actual,
O Sr. Ferraz :-Sr. Presidente, a oppo-
sicBo aqui tem poneos mombroa pouca vezes
tem detallar : he piOCSJ quo so nos-d liber-
dade .(apoiado) ; sempre est a interromper-
se-me parece que pretende-so-me abalara
\o/...
OSr. \unes Machado :Ninguein tem me-
do que falle.
U Sr. Ferraz : O anno alrazado os nobres
Populados tanl i lempo consumiro com seus
negoci i tanta tousa boa dissero que at
Ibes doi meu apoiado. Agora direi ao nobre
teroeiro Secretario que a palavrafalso__n5o
be parlamentar, nao he mu polda .
O Sr. Prndente : Eu cha mei a attenco.
O Sr. Ftrraz : O partido dos nobres De-
puU.i s se purtou do um o.odo pouco decoroso
as olcicoes : qui/. tudo vencer u forca e com
(violencias [ndo apoiadot), pereorriio as ras
bandos armados para coagire vol...
(Ha muitos apa'tes que nio ouvimos.)
OSr, Presidente : Altencao Srs. De-
pulados !
OSr. Ferraz : A freguez i a dos Afogados
foi onde esses bandos mais excessos commelle-
rao. O nobre ex-Presi lente pedio ao Com-
niandante de Armas quo para all losse eeste
levo do conhecer que o Polica era a autora de
tudo: urna rclayao liel fes o Governo esse Ad-
ministrador e vista ilella pedio a demissao
do Chcfe de Polica : o que succedeo porm i'
O Presidente homem conhecido pela sua pru-
dencia e pr.bid.ido foi demillidj o licou o
Chele de Polica....
(Ha um aparte )
O Sr. Ferraz: He um digno eididio


um bom Administrador, eu o quera para mi-
nha provincia com certas reslricces (risada).
Oh! nem se ndmirem Jisso ; o Sr. Brito he
natural da Babi* est all minio relacionado,
e pdedeixar desorto bom Administrador nes
sa provincia como era em Pernambuco. Novo
:ilii independe ota como he podia muito bum
dirigir os negocios pblicos....
Mas tem-so nito muitas vezes: O nobres
Deputados ludo fi/erio sem o auxilio do Gover
no. Etl nao os creio. ludo quanl qui
zerao alcancrao Chefc de Polica Juiz de
Direito e homem de Torca que nao desanima
nunca___ Jui/.es Municipae* reintegrados, de-
missio de Delegados nomcacao de seus pi-
renles e adeptos, tu lo ; e com laes dados ,
<|ual o partido que nao cantar a victoria e
urna victoria sem torpezas....
K por que crise nao passou n provincia na
poca das eleicoes! Eu imagino o furor des-
ses bandos e o nobre Deputado qual outro
O'Connel!
O Sr. Urbano : Tal ve/ o nobre Deputedo
tenha dirigido as massas.
O Sr. Ferraz : Oh! nunca : o nobre De-
putado que rne conhec'o na idade dos desva-
rios o pode teslemunhar. Nunca....
O S. Urbano : Menos eu.
O Sr. y unes Machado : Fui ou.
O Sr. Ferraz : O nonro Deputado me co-
nheceo quando eu estudava em Olinda que o
diga....
O Sr. Jamen : Era redactar do Sapatei-
r<).... um peridico pequenino como um bem-
tevi (risadas). '
O Sr. Ferraz : CJue se It>a esse pe.iodico,
eu me sujeito ao seu exame : merec pela sua
publicacao os elogios de pessoas que leen) voto
na materia.
Sr. Presidente os nobres Deputados, n5o
contentes de ter-nos tirado a lber lado (ie vo-
tar no contentes de terem excluido desta ca-
sa 09 seus adversarios, anda nos querem pri-
var da liberdade de fallar Que tyrannia I
Tratarei agora da infeliz provincia de Piauhy.
Esta provincia ha mais de vinte annos quesoi-
Iria o brbaro jugo de um liar), jugo seme-
Ibantc ao que alguns povos da Europa sollrro
do seus Bures leudaes. linio all se mova
segundo a vontade e capricho doSr. Yisconde
da Parnahyba : as garantas constilucionaes
nao ero conbecidas, a liberdale, a proprio-
dade e a vida do cidado nao ero protegida! ,
e sempre eslivero a merco dos mais fortes ,
isto he desse homem c seus seqoazes. Os
bens nacionaes as rendas publicas ludo an-
dava sem a devida fisealisaco e era conver-
tido em proveito particular. A administracio
da Justca eslava no peior p possvel era urna
verdadeira lccao ; porque a verdadeira lei ,
o verdadeira tribunal era esse prepotente. Os
criminosos, os grandes scobrat s acolliiio-si-
no seu palacio como acontueeo a um Pedro
AI ves, criminoso de grande importancia da
comarca de Jacobina que oceupuva una sala
do palaci i do Governo desea provincia como
um grande e necessario homem. Nin;uem
pode descrever satisfactoriamente o estado em
quo se parou essa provincia ; elle ex edeo tul
vez a ludo quanto a imaginacau pode come-
ter. Bespeitado por lodos os Ministerios se
vonservou por espaco de vinte annos na direceo
dessa provincia ; mas emfim quebrou-se o en-
canto leve um successor. Com a nova ad-
ministraco a provincia entri.ua gozar de se-
gurancu e niarchava tranquilla pelo caminho
da civilisecao da prospendade O Coser
uo actual |ulgou porm que este oslado de cou
sas nao convinba sernianlulo, e demillio o
Presidente o Sr Ramos, n.andan.io-o substi-
tuir pelo >r. Conde do Bio Pardo que mal
totnou conta da Presidencia enlregou-se inle-
ramento a v.ntado do Yisconde da Parnahy-
ba.
Estava marcado o dia da eleicao primaria
quando S. Ex. ebegou ; c enlao confirman-
do com o seu silencio a designaban desse dia ,
ordenou que u junta quatiiicadori: da capital se
rounisse para qualilicar os soldados do corpo
lixo ; o que se cumprio sem o menor obst-
culo tendo para isso precedido a deimssfto do
Subdelegado respectivo
Cbegado o dia da eleicao recebidas as
cdulas, edestas apuradas 700 otantes, ven-
do o Sr. Cond que ludo Ibe ia ao rcve,
annullou as eleicoes e mandou proceder as
novas com dutras qualilieaces e listas de fo-
Pelos motivos que tenho apretentado, creio
que o Ministerio actual no deve mere:cr o
poio drfsta Cmara: allegaren por domis em
reforco do que hei dito urna razio. O Minis-
terio, que por suas indiscrigoes c actos trabalha
por falsear o sysl^ma representativo, nao pode
merecer apoioalgum. Entendo, Sr. Presiden-
te, ser muito perigoso que aquellos queestO
na direcio do Estado acobertem-se com o
nanto do poder irresponsavel. Um procedi-
'nentodeota ordem lem sempre accarretauo so-
iire os Estados OOIH0 luencias tristes e ruinosas.
A historia franceza, na parte que toca ao rei-
ii.ido da dynastia dos Bourbons, nos fornece
mu i tos exemplos que se nao devem perder
Tal vez para a queda dessa dynastia muito con-
trihuisse o nrocedimento dos Ministros de Luiz
XVlll e Carlos X. que ante tudo punho a au-
toridade e a vontade desses Monarchas, e com
ellas so desculpavao. Luiz XVIII em 817 di-
/ia ao parlamento, contra todas asconvenien-
cias parlamentares, que os depositarios do seu
poder linhao correspondido a sua confianca no
manejo dos negocios pblicos. Aos Eleitores
dirigio se circulares em nome desses Monar-
chas, recommendan lo-se cortos Deputados.
Um passo sem duvida errado foi aquello delles
recusarem ouvir os votos de gracas do parlamen-
to, quando nelles o systema de seus Ministros
era censurado e atacado, eassim.. .
O Sr Ministro da Guerra : A quo vem
isto?
Sr. Ferraz : Tenha paciencia, nao se
alllija V. Ex. O nobre Ministro militar,
quer tudo com rapidez, em um lempo ti'
bu -- (risadas).
Sr Presidente, o Ministerio actual tem prsce
dido de um modo digno de severa censura, aco-
bertando seu systema, seus manejos o actos com
o manto imperial. Elle e seus satellites assim
pratnao, quer aqu,quer as provincias.
O Sr. Ministro da Guerra : Pactos, pro-
vo-o
O Sr. Ferraz : Eu obedeco a 8. Ex.
Quando o anno passado no Senado se discuta
o voto de gracas, alguns nobres Senadores ol-
ferecrao emendas ao trabalho da commisso
respectiva. Urna dessas emendas no agraJou
ao nobre Ministro da Pazenda, e este, baldo
de razoes, allegou que essa emenda nii > podia
ser accoita, nem podia ser agradavel a S. M
1., pelo que foi chamado a ordem. Eis um
laclo.
O anno passado para grangear-se partido
nesla cusa, so contavao em bocea pequea cer-
tas cousas que se di/io partir do poder irres-
ponsavel.
Na minha provincia seescrevia s potencias
eleitoraes nesle leor: -- 0 Monarcba nao quer
a rceleicao de certas pessoas; IuIjiio e fulano
atacaro a pessoa di' S M. I. o quom he a-
nngo do Monarcha nao deve nelles votar.
O Sr. Barbosa le Alinala : Quem rece
lico estas cartas, quem as escreveo ?
O Sr. Ferrar.Tomo por leatemuohai alguns
dos nobres Deputados da minha provincia;o Mi-
nisterio o seus satelliles, esse partido que o sus-
tenta, assim teem procedido fallo desses que ,
renegando dos seus anti^os principios, se alis-
tarn as bandeiras contra as quaes sempre
comba trlo.
E sera isso ulil e digno de um Ministerio
constitucional i1 Nao por certo. Pelo que a-
i alio de expender, e por oulros muilos moli
vos que por ora nao me cabe referir eu te
ribo a firme c mviccao de que entre nos o sys-
tema representativo esta inleiramente lalseado,
e tanto que, se aqueile celebre viajante que se
diiigio Bu sia para i roturar argumentos con-
tra o sys ema representativo, o nesse governo
desptico so encon rou ra/.es para demonstrar
a sua bondade entre nos viesse, cortamente
Centra elle escre\ena, confirmando o que Ibe
disse o (./ar da Bussia : que o Governo re-
presentativo era o Governo da corrupcao, da
Iraude o da mentira. ,
U Sr. Antonio Cutios : De Custino assim
refere
O Sr Ferrai t' voltando-se para relo-
gioj : ir. Piesidente, pelo que vejo, tenho
excedido da hora mais de cinco minutos : de
urna hora em diante deve-so, em consequencia
do requerimenlo do Sr Alvares Machado, que
foi pprovado, discutir o parecer da commisso
de poderes sobre a eleicao do Cear. Eu tinha
anda muita que este Ministeiio sem cor poltica, sem
militando em outras bandeiras, persegaiao os
que boje so schfio a seu lado, e em cujos bracos
se orao laucar i1 E taes bomons pdem bom
dirigir nao do Rstado ? Cortamente nSo;salvo
se em poltica os principios sao nada.
Em remate Sr. Presidente, ou pedirei 6
casa que me desculpe qualquer oxpressao que
poi vontura em ofTensa sua eu involuntariamen-
te proferisse, o que foja indulgente a sua mai-
oria para com aqueile que quando muilos
dos seus memhros se uchavo perseguidos,foi
um dos que aleo i a voz contra tantas violaces
da constituico e das leis, enlao commettidas ,
que os nobres Ministros actuaos toluravao se
nSoapprovavo, nao tendo lingoa para contra
ellas se pronunciaren!.
OSr. Uttoni: Apoiado.
OSr. Ferraz : -- Eu o espero da Cmara.
Voto contra o voto de grabas na forma quo ex
pendi.
PEM/?ffBUCo!
COBREIO
CORRESPONDENCIV DA CIDAJJR E PROVINCIA.
Se ainda houvesse um homem de fe. to ro -
busta nesla provincia que acreditassc as
palavras dos nojentos maritafedes ellos tenao
o cuidado do o desengaar e abrir-lbo os olhos.
Falla-se as proezas do Barbosa do Limoeiro ;
se elle nao podosse mais prestar algum servi-
co a praia seria abandonado mas como ,
em quanto durar o dominio do crime hade
dar a sucia urna enfiada de cousas chama
das por escarneo votos eil-os a responder
a factos especificados com descomposturas a
esmo e o que mais he nem se correro de
pejo ao trazer a pelo o texto do escriptura
quem com ferro fere com erro ser ftido,
E nao devenios nos pedir a Dos que assim a-
conteca e se efloetue o mais breve possivel
prra augmento da praieirada do outro mundo i*
Oh que ento como ficario os dec redusi-
dos .' Mos o Andr iiarboza o oulros o ou-
lros he quo van sendo ceifados pelo bacamarlo,
o todas as prabahidades ha para suppor que o
plano bo calar nos nimos o terror j pelas
violencias autorisadas se assim se pdedizer,
ja pelo assassinalo visto como teem urna
quasi certo/a,de que nao soflrer represalias.
Se pe i contrario, porm, o praieiro con-
victo de um crime ou nao presta no momen
lo servido Importante ou pouco pode fazer ,
enlao a praia nega-lhe a maternidade e diz
com aquello descaramento, que be propriedade
sua quo o homem nao h do seu partido,
mas miii do lado adverso. Foi quasi por este
modo que ella se houve na ladroeira das cedu
las do Alecrim e mais positivamente o fez
agora com o carrasco surrador de Penanduba,
a quem nao pudendo defender entregou a
Jnstica dizendo. la se avenho com elle ,
que nada Um com o partido, praieiro.--
Entretanto o administrador do engenbo Po-
i.andubv fez aqui seusservicos praia, era e he
conbecido por praieiro ; mas como seus amos
actuaes nao sao da sucia, ainda que nao lossem
quem oadmiltio no engenlio, que nada tenho
com as suas opinies polticas, nem se acbas-
sern em casa na ocoasiio em que o carrasco prai-
eiro fe/, a sua execucao, pagando ao pobre Hes-
panhol (consta-me que o homem he Hespanhol
o nao Portugue/, como Ibes disse) os seus jor-
naes (cujo furto brada ao Co) em chicotadas ,
j o praieiro nao he praieiro, he baronista I
Ora o que est aqui he ser amigo, o amigo
praieiro Nao nos espanta o procedimenlo ;
agora o que n s causa riso he o latinorio com
que terminan o aranzel, e vai tal qual Quud
Cesar, Cetas'i, quod Dei, Deo -- Isto me pa-
rece lalim do Adn.astor. Como traduzir o
maritafedo este latim i' Em que caso estar seu
-- Cazar -- ? Pois assim he que se escreve Ce-
sar? Onde adiara o mar i to ledo, que se poda
escrever Ceesar sem dilongo, e com z es-
creven ii em lalim ? Nao lendo palmatoria,
nao estou para ensinar maritafedes ; va pura u
praia, j que he praieiro ; cada um a seu
lugar.
Consta-me que o carrasco j est preso, e o
Subdelegado que lolizn.onle nao ho praieiro
contina a formar Ihe o processo que Ibe co-
inecou, logo quo Ibe constou o hoirivel alten-
lado.
gos; e tem posto a provincia de tal modo que j principios e convicc,oes n5o pode merecer o
muito receio que a sua tranquillidade no So.f-
1ra quebra.
O Sr. Ministro da Guerra : E quem
mandou para la o Sr. Luiz Lopes ?
OSr. Ferraz : S. Ex. melbor o saber...
Eu poderia, Sr. Presidento, locar nos ne-
gocios das demais provincias; mas, sobre er
esta urna tarofa odiosa que uccarrolaa nimado
de muilos dos meus collegas, nao be das em que
a Cmara maior attencao presta, e por isso aqui
por ora licarei.
apoio desta Cmara. A examinarmos o procedi-
mento de cada um dos seus membros conven-
cer-nos-hemos desta infeliz verdade. Poder
acaso ser amante das mstituies livres aquello
que sempre Ibes foi hostil, aquello que consi-
dorava as commissoes militares tiros de plvora
secca contra as liberdadesdo povo ? Poder-se-
i; Tanto nos satisfez o artigo do Diario de se-
gunda -era 27 de Janeiro, em que seesligma-
lisava o procedimento reprovado da commisso
do Ministerio, que em nome da Cmara dos
Deputados designou os commissarios da Joan-
que tinhao do igurar de representantes da
na,
lio coimderar Manarchistas aquelles qui-alar- Naco, e excluio os verdadeirps escoibidos das
doavo do ser inimi^os da Monarchia ? Poder
soba acaso julgar que tem convic-.oes e prin-
cipios polticos aquellos que ainda ha pouco
provincias, aquellos em quem recaluiao os vo-
tos, livre e espontaneamen;e proferidos, quanlo i
nos tem desgostado a discuco, que desse dia;
em diante tomou o mesmo Diario, oceupando-
se em argumentar com a (al commisso, o pre-
tendendo convencel-a da sua escandal .sa par-
cialidade.
Um punhado do homens quo declara feila
com lodos os manejos, quo podo fornecer a im-
moralidade, a eleicao da Babia, e a jul.ua toda-
va valiosa com a simples troca de um Deputado
que paiecia o mais enrgico opposicionista pelo
irmao do Ministro do Imperio, panqu (o im-
portante provincia nao ficasse sem representan-
tes, e uo mesmo lempo deixa o Cear som um
dos seus oito i presentantes, e nega assento ao
supplento do Bio Grande do Norte, que na La-
mar nao tem outro representante : um club
que reconhece terem bavido violenciase fraudes,
falta de liberdado de votar, injustas exclusoes,
e indevidas qualifcacoes em todos o oollegios
do Pernambuco, e todava anulla smente os
collegios, onde os Eleitores negarao seus votos
aos designados pelo Ministerio ; que declara
approva contra sua consciencia a eleicao do
Espirito Santo, s porque o noineado foi man-
dado eleger pelo Ministerio, nao merece a hon-
ra de se argumentar com elle.
O Diario devo ugir de argumentaces com
gente de consciencia lao calejada, deve smente
fazer sentir patria do Vieira, e as mais pro-
vincias septentrionaes do Brasil, que o Minis-
terio de 9 do Ferereiro, vendido aos interesses
da Joanna, e ligado aos Deputados do Minas, S.
Paulo, e Bio do Janeiro co n qualro bigorri-
Ihasda praia, quer-nos por o jugo de ferro,
porque entende que a maioria de Pernambuco
nao Ihe pode resistir, queCeara, o Bio Grande
do Norte nao sao provincias, que inerecao ser
representadas na Cmara : deve por patentes
todas as torpezas dos servos da Joanna, c de
seus commissarios,que nao teem outro lito senao
arraigara irnmoialidade no paiz a fim de pode-
rom escravisar a maioria sensata, o ordena, que
felizmente ainda habita o imperio da Santa
Cruz. I iquem, porm, certos estes sicolantas,
que isso impossivel, so os vordadeiros amigos
do Tbrono, o da Constiluicilo, ponto de parle
a paciencia com que at boje os ticm soflrido,
trataren) de vindicar aNaiao desle etido de
torpeza, em que a pretende perpetuar a infer-
nal camarilha de Paulo Barboza.
In tempore tilo non erit pax egiedienli, el in-
gtedienti, sid terrores vdique in cunctis ha-
bitatoribus lerrarum.
(ParalipomeuosL '2.cap. 15 v 5)
Temos chegado a poca do terror Em to-
dos os cantos desta destacada trra nao se \0m
senao (nortes, o ussassino galardoado, o trans -
lomadas todas as ideias da moral !
Acaba de ser assassinado na villa do Bonito
as 7 horas da tarde lie 4 do crtenlo, ao entrar
para sua casa em Companbia de sua joven espo-
sa, o honrado Major Andr Barbosa de Mello,
supplonte do )uz Municipal, o do Debgado
daquella villa. Estes honrosos empregOS foro
a causa principal de ser rouhada a vida a um
cidado to prestadlo na llor ilu idade, pois
ainda nao conista trinla anuos.
Desde que a administraoo da provincia pas-
sou para os Presidentes Horneados pelo .Minis-
terio de 2 de levoioiro, e jcl^ou i p/aia quo
poda meigulbur em disgis^as a comarca do
Bonito, pioiiir.ua o Juiz Municipal a domis-
so do inlelll Andr Bai liosa com diversos pre-
texta s, o inculcando fiara seu substituto o infa-
me praieiro Calasans, o autor das intrigas,
que dividirao as autoridades do Bon to e as tor-
naio inimigas figadaes un as das outras. O
r< gula monto n. 120, e as decluratoos dos Mi-
nisterios de um, e outiociedo baldavdo a pre-
tencao da denisbao do 1. supplente do Juiz
Municipal, porque esle i n.prego dura qualro
annos. Era pois necessario fazer desapparecer
da sociedado o digno Major Andr Barbosa, pa-
ra quo vagasse o em prego ambicionado para o
Sr. Calasans. A esto motivo principal uni-
o-so outros nao menos interessanles a praia.
O Major Andr allreveo-o a declarar que o as-
sassinalo do Dr. Douiingues, se acaso se reali-
sasse, seria singado na pessoa do mandante,
que o mesmo sucicdcria se algum memhro do
sua familia suecumbisso ao punhal do club,
quo no Bonito representa a praia Este era o
1. dt familia dos Bicerras do Mello que devia
morrer, assiui como foi assassinado o infeliz
t'oijo, por ler igual ou/.adia na occasiao em que
a casa do Dr Dominguis foi .ssaltada em Se-
lembro passado.
Para executor do plano borrivcl olereceo-sr*
o ortiga nanea o iriiiilo dacuollo, quedevia
succeder no emprego victima di canmbalismo
dos praieiros do Bonito.
Esle plano foi em parte revelado ao Major
Andr Barboza, que pelos seus principios do
ordem nao tratou do la/el-o abortar com a for-
ca do BUS familia, antes ding o-so pcsfoal-
ineiite ao Palacio do Governo para pedir pro-
videncias. Na falla deslas elle nao o:naldii,oou
o Governo, nem proiurou prevenir com allan-
tados os que estavo decretados contra sua fa-


milia, antes resignou-se a esperar pelo seu as-
slpinato, ou de algum do seus parcntes; co-
mo con?equoocia m mediata das morios de Foi-
, o Manuel Pinto, seus amigos. Execut-
[a nstros o seu plano horriyel ; ja um
dos mais dignos memoro da familia nica de
prostigio e oontider iga > d i freguezia do Bonito
\,\\ immolado sanha, o a ambico da serie
{tarminadora ; resta a morte do Tonente Co-
ronel Bizo/ra, e seiis cimbados, para que va-
etiam o> omprogos, e passem todos para a cfila
7. >risti. Brevemente osperi oSr. Cilasans
itr s'ipplente do lit* VLinicipil, o Subdelega-
do do Bonito, pois as 7 horas da tarde do 4 foi
assissinidoo Major Andr, o a esta hora estar
sscrifi d| a outra victima principal o Tonente
Coronel Bizarra, poMMWiloaindi nao se sabia
na villa do assaasinio do Vlijor, o j i o mandan-
te renui/itava forca ao sen humilde servo o De-
legado, e aos seus comparos da [Iba, o Verde,
e no dia seguinte era sua casa um acampamento.
Esta Torga, ousada c >m o prestigio das autorida-
des,nao deixar de cercar o engento do Tenante
Coronel Bizerra para fa/or nelle, e em todos
os seus parantes, que estiverem prximos, o dia
de S. Berlholomeo.
S para Dos pdem appellar os habitantes
do Bonito, que nao sao praieiros, o podemos
asseverar, os de toda a Provincia, rogando-lbe
que visto estar sobre esta desbragada Ierra a
maldicSo com que o Propheta amoagou povo
de Juila, ja que temos do vel a em trihulugo,
nao a deixo alagar-se em sangue, antes alaga
di'sapparecer com um diluvio natural, poupan-
do-nos 8S angustias, e os horrores do canniba-
lismo.
Correspondencia
Srs Madores.Muilo p le a ignjrancia
atrevida e muilo b>*in Id appeliidou o corres-
pondente do /). -novo de (i do corrate.O
Apedoutapon Olltro nome n;o I e caba e
bom mostra a ignorancia om (|U labora ; poi
s6 um estupido pode ignorar, que a qualquer
autoridad subalterna he licito objectar na exe-
cuciu de urna orden qualquer emanada de su
porior, quando conhoga que urna tal ordem po
dia ter sido ohtida subrepticiamente, responsa-
bilisaniio-se pelos m tivos de sua nao exocugiio.
Quena ignora que nao he a justiga do reerutudo
que impellio, a sipedeula a lngaros boles pe-
la bocea contra o Kxm. Presidente du provincia
por nao haver cumprido o aviso do Exm. Mi-
nistro da Guerra, e sim o espirita de malvados*
iKi quo o correspondente se ada possuido e o
dselo infrene de maltraa? a todas as autorida
desque nao seguom as suas desbridadas opi
niois ?
Quinto a di/er o .'fpciteuta que o Exm.
Presidente nao deo cumplimento ao dito aviso ,
por liie nao haver dado o Padre Trindadc ir
DliO do lecrulado o seu voto para Senador, jul-
go o nao me engao que 10 a ignorancia i
um espirito mesquinbo e vil podan avangara
t niti ; pois he preciso ser um ignorante e nao
ter conbcimenlo do carcter e honradez do
Sr. Tliomaz Xavier para Ib irrogar una tai
injuria: mas como boje a ninguem he deseo
libecido o fin a que se dirigen) estas c outras
correspondencias; siga o Apedeuta o seu canti-
lili'i, e desempenhe a sua commiso.
Continu pois 8. Ex. a camiobar na vereda
da justiga como at agora, e nao lema as bra-
vatas de caes que ladro a la e fiquecerto ,
queem quantoassitn obrar teri nos bons Per-
nambucanoi um escudo forte contra as enve-
nenadas setas dos malvados.
Sou, Sis, Redactores seu constante leilor
O s/nti-Apedeulu.
Srs. lledactoie. Como (vemos a salis-
facao de assistir a prmeira represi ntacio do
Barbeiro do Suvilha c como huiii divert-
ment do>ta ordem que t mo satisfez uos es-
pectadores merece que seja aplaudido pelosa-
madores dos bons artistas, eu ven lio recorrer a
iua ri'spetavel folba para dirigir os elogios que
merece a compauhia llaliauna actualmente
nesta cidade o passo a expender a minba
Iraca opiniao.
Dehutnru aos Srs.CValelti e Gui'onni; o pri-
meiro moslrou ser un bom cmico pois era
impossivel executai melhor-a parto do \h.
liartho'o : esta peca nao Ihe deo lugar du
bnlhar como c.intor pois apenas toe urna
pequea aria ; mas pelo que potamos obser-
var nos parece um professor O segundo he
um excediente Fgaro ato he bom cmico ,
e bom cantor: tem duvida podemos asseguiar
quo o publico ainda nao vio nesta capital outro
igual Guionni.
A Sra. Margarida Lomos com quanto en-
^ra|se mui ria ao principio desempenbou a
parte de Bosina magnficamente e onde ella
mais se distingui foi no duelo com Fgaro
..// fin io son.
O >r. Carlos Rico fltisfei completamente.
aos amantes da scena e pode estar estoque
at boje anda o n8o vimo\ brilh ir tanto. O
Barbeiro de Sovilha o cobri i de gloria poi;
era (altor a verdado di/.er que a parle do Conde
d'Almaviva nao foi bom desempanhada no-
taremos com muita particularidado o final dtt
Cacto em que o Sr. Rico mais se distin-
gui.
O Sr. Tosolli igualmento ontrou bom no
seu rol; mas melhor serio que tivessomos visto
D. Bazilio sem Bigod.es. Toselli bisogn-a andar
piu m carcter.
finalmente ludo foi melhor do que espe-
ramos vista de ter havido s dousensaios com
orchesta : esperamos que a Companhia conti-
nuo os seus trabadlos o que nos favoreci
com suas operas e lombraromos que as (or-
eas da Companhia est odosempnhar a Ita-
liana in Alger Enganno Fortunato So-
nambola e Luce a Lamorner.
Um Espectador.
Publicagao a pedido.
Ao Exm. Joaquim Marcellino dt Brito.
SONETO.
Militas ve/es Clao foi aecusado
Varao, a quem louvou o Mundo inteiro;
Jos do seus irmaos o derradeiro
Porelles na cisterna foi langado.
Contra o manco cordeiro conspirado
Enfurece-so o lobo carniceiro;
Ladra contra a la o vil ra.'eiro;
Blasfema contra Dos o condemnado.
Nem por isso he da la a luz escura:
Eterno semprc be Dos, sabio, infinito;
A fama de Clao sompre em nos dura.
Tu tambem s q'iein s Varao invicto ;
Qual Jos quo langad sepultura;
Jamis dcixou de ser Rei do Egipto.
Por
H. R. C. C. da B.
5
Desenreda hoje 8.
Escuna americana .-/ff/ie/aiimercadorias.
= Para Lisboa sai o patacho porlugu ez
Voto Congresso, pregado e irrado do cobre e
de superior marcha : para carga e passageiros,
ADVERTENCIA. trata se com o consignatario Manoel Jos Ma-
O patacho Nooo C:,ngre nadoaoSr. Franc seo ->overiano Rabell), co-
mo por engao doclarou o manifest quo
honlem publicamos ; mas sim ao Sr. Manoel
Mchalo Malheiro.
. o Ai) Varl-,1
5, ].'andar, ou com o capito Manoel Jos
Batto.
^e'l^
OCorretor Olivoira fura leilo, por or-
dem do Capito Goldsevost y, o por conta e
risco de quem pertencer, de 190 saceos d'assu-
brigue in;le/. Gaita Capita o car avariado no da 5 no correte pelo fogo, que
leve lugar a bordo brigue Cynlbia : hojo 8
ido corrento s 9 horas da manha em ponto no
faoioi sahido' no dia fi.
Parhyba ;
Wnyne, carga assucar
Babia; brigue brasileiro Flor do So-te, Ci
pitao Antonio do alones; carg differenles
gneros.
Navio entrado no mismo dia.
Sumatra ; barca americana Romeo, de 297 to-
neladas, Capito Charles Huntington. equi-
pagem 16, carga pimenta al.. C. Ferreira
& C.
armniem denominado do Angelo.
-_ .....* -
,i i., H!.t,
Aviaos diversos.
Edit' es.
Vari dad- s.
REMORSOS DO SF.NUOR ANTONIO CARLOS.
( Mas eu quero dizer Cmara e he pre-
ciso quo declare, que a commissao nao ficou
muilo contente em sua consciencia nao julga,
que esta eleigo C a do Espirito Santo) seja pu
ra e extreme de fraudo..... Ja que a des-
graca quiz, que entrasse, nessa commissao, ta-
refa odiosa, e aziaga para mim, devo di/er quo
ioil s esses horrores teem causado em minha al-
ma o maior desanimo, e que se assim continu-
armos temos em vista desacreditar o syttema re
presentativo (N^sao da Cmara dos Uepula-
dos de7 de Janeiro.)
COHERENCIA.
A commissao de poderes por Jorca di direito,
e contra sua consciencta julgou valida a eleigo
da cidade da Victoria na provincia do Espiri-
to Santo pesar de nao lor o Vignrio assigna-
do a qualilieagio por achal-a viciada, virto
que a maioria da Junta allirmava o contrario.
O inesmo direito obrigou-a a annullar a eleigo
de Coranhuns em Pernamliuco, t pirque o Vi-
gario, tendo assignado a quahficacao, e a acta
da formacao da .Mesa parochial c do recebi-
mento das cdulas, nao quiz assistir aapu-
rarao.
'jawtiai*
A (Jamara Municipal- desta cidade do iecife
e seu Termo ikc.
Faco saber que tendo sido por a Cmara
dos Deputados declarada nulla a eleigo de E-
l.-itores da freguozia dos logados, e deven-
do-so proceder outra conformen Ha determi-
nado S M. O Imperador em aviso de 8 do
mez prximo pas9ado, foro por o Exm. Presi-
dente da provincia dadas as convenientes ordena
para que dita eleigo so procedesse no dia 7>0 du
mei prximo futuro e em conlorinidado do
Decreto de 4 de Maio do 18*2 e mais or-
dens e nstrueces em vigor. E para que
clieguo ao conheo+mento de todos mandou a
Cmara faver o presente. Pago da Cmara
Municipal em 6 de Fevereiro do 1845.
Manoel Joaquim do liego e Albuqucrque ,
Presidente
Fulgencio Infante de Albuqueique e Mello,
Secretario.
A Cmara Municipal desta cidade do fecife e
seu termo, 6c.
Faz saber, quo, tendo sido p.da Cmara dos
Deputados resolvido, que s< po oda A urna no-
va apuraco geral das actas dos Collegios Elei-
toraes txcluindo se os do Cabo, Ouricury e
Garanhun* que ja forao decl irados nullos ; e
mandando S. M. o Imperador por aviso de
S do mez prximo (indo cUfliprir aquel'a reso-
lucao, oi por o Exm. Presidente da provin
ca design do o dia 9 do correte mez pare
ter lugar dita apurado, a fim do regular a or
dcni dos Supplenles que bouverem de s r cha
inados a tomar ssento na sobredita Cmara
dos Deputados. E pan. que chegue ao conheci
ment do lodos mandn a Camera (azor o pre-
sento para sor publicado Pago da Cmara
Municipal em 6 de Fevereiro de 18io. Ma
noel Joaquim :lo fleoo e si buque que. Prel-
dente Fulgencio Infante de Jlbuquerquee
Mello, Secretario.
AS KLKli'OES PlOVIXCIAES 03 ESPIRITO SANTO .
O parecer da Ilustro commissao do poderes'
approvando aquellas eleiges sorprehendeo a
opiniao publica e a de muitos Srs. Deputados ,
que sompre as ulgrao nullas, inclusive alguns
mcmiiros da prmeira commissao ; e o inesmo
parecer dado firma ainda mais o juizo quo to
dos fa/iao. II>> a mesma commissao, quo inge-
nuamente confessa que as I st.is nao estardo
atsignadas pelo Parocho e que os adaitamen-
tos : que podio ser do 300, ou 400 individuos)
se izerao sem sua assistencia e consentimento
E sao estas oleices, que a Cmara approva, do-
pois de terannullado outras por falta da assis-
tencia do Pnrocbo cuja presenca julgou es-
sensial O decreto de 4 de .Maio, art. 9, exi-
ge a confrontaio das listas e assignatura da
Junta e esta se compoem es;encialmente das
trez entidades Jui/. de Paz Parodio e Sub-
delegado ; a ausencia d qualquer dessas enti-
dades destroo a existencia da Junta ; e portauto
faltou-lhe a assignatura Estas cousas nao sao
boas ; he muilo nobro a missao^da Cmara de
1845 ; della se espera que s parto actos e
exeuiplos de jusliea e moralidade ; e do princi-
pio nasco tudo. O Justo.
t [Jorn. do Comm.)
&lfcndega.
Rendimento do dia 7.......... 2:372^482
/ecu-ayao,
Pelo Lyceo desta cidade, em declarago
ao annuncio do primeiro do correte se faz
publico que os exames de lingoa nacional e
do latim se far nos das 10 e II, e as aulas,
abrir-se-ho no dia 13 e trabalhar as
horas seguintes ; a de lalim das S as H horas
do dia ; a de lingoa nacional das 9 as 11 ; a de
ingle/ das S a 10 ; a de franca! das 10 as 19; as
de geogiaphia e geometra das 10 as 12 ; as de
rhelonca e pliilosouhia das 6 as 10 ; e a de de-
senlio das 10 a 12. Secretaria do Lyco 6 de
Fevereiro de l>4. O Secretario Joo Fa-
cunde da Silva Guimares.
Avis man timos.
2Para o Asssahirin.prelerivelmentenodia
1 do correte a sumaca Estrella do CaoV.quein
nella qui/cr carregar, se podea entender na ra
da Cadeia Velba n. 1, ou com o Meslreda
mesma Antonio Jos \ianna, no Trapiche
Novo.
2Para Lisboa segu viagem mpretenvel-
mente no dia 23 do crrante o brigue Venato:
ainda recebo alguma car^a a frete sendo as-
sucar a 200 rs. a arroba e passageiros para
os quaes tem encllenles conimodos a tratar
comoCapilao Joo Soares Barboza na piaga
do Commercio : ou com Tliomaz d'Aquino
l'onceca ; na ra di
Vigario n.
19.
^
No dia 1-2 do frrente segu viagem paia
o Rio Grande do Noriu a barcaga Fs'clOfia ;
quem nella quixcr carregar, eotenda-se com o
mestre oo Forte-do-.Matos ou na ra da Ca-
deia do Recite luja de Joo da Cunha Maga-
Ihae.
1Tirarlo de Consulado Britnico no dia
10 de Janeiro um relogio de prata loglez do
auctor Roskell e como seja urna deixa de (a-
milia se recompensara generosamente a quem
o levar ao dito Consulado. (5
U Sr. que, por engao tirou cinco travos,
da baixamr, alraz do sobrado do defunto Mar-
roquim na praia da Bibeira quoira entender-s
com Jos l'Vancisco iVIartini, na ra larga do
Rosario renda n. 40
2 Manoel Francisco Co-lho azsciente ao
publico que continua acceitar alumnos para
sua aula do Grammatica Latina, e Portugucia,
e que as horas vagas da ligues das mesmas dis-
ciplinas em casas particulares : quem se quizer
utilisar,dirija-so a aula e casa de sua residencia,
na ra de S Amaro, entrando da ra Nova
n. 18.
i Scentiica->e aos devotos de
lN Sra. da Saude da fregaezia do
Poco da Remella, que a l'esla da
mesma Sra. i'oi transferida para
domingo (> do corrente mez (6
ssOflbrece se urna mullier parda para ama
de casanpaaj todo o servigo : na ra dos Cupiaes
na loja do sobrado n. 1.
2O abaixo assignado, como socio da firma
de Muller & Lucca participa ao respeitayel
publico quesob data de boje a mesma sedis-
solveo amigavelmente sendo de boje em di-
ante Pedro Muller, a qual se responsabisa
por todas as transacics da firma extincta da
Muller & Lucca e desonerand > *o Snr. Luis
de Lucca do toda c qualquer obrigacao con-
tra a mesma. ledro Muller. (9
Lotera
da Matriz da Boa -vista.
As rodas desta lotera corretn no
da 17 do rente, c os bilhetes
ackSo-se veodd na loja de cam-
bio do Sr. Vieira ; na botica do Sr.
Moj'eira Marques ; na ra do Quei-
mado, loja do Sr. Luiz Antonio
Pereira & (- ; na Boa-vista, loja
de ourives do Sr. Jacinllio.
3Aluga-ie ama preta que saiba cozinhar,
e comprar, e que seja fiel, nao so olba a prego,
no largo do Terco na fabrica de licores o. 10 ;
na mesma fabrica ha Superiores licores cha-
mpes egoardonte do reino a 800 rs., aniz a
700 rs o genebra a 750 rs medida velha; sen-
do em grandes poredes anda se (ara algum a-
bale. (8
3 Precisase de um menino Portuguez ,
chegsdo de prximo para caixelro de loja de
calgado ; na ra do Livramo:>to n. 1). {3
3Jos dos Santos AnJrode retira-se para
Portugal a traanlo sua saude. (2
2 Fugio no dia 25 para 26 do p. p um
cavado, com os setiuintes siunaes: grande cor
meladooubaia diase cauda brancas, e as
dinas cuitadas, traza marca como urna espora
em um quarto, e sobro as oncas urna mordide-
la de outro cavallo. parecendo um talho; quem
o achar dirija-so a Fora-de-portas n. 84 quo
ser gratificado (8
2 Precisa-sede um homem bom amassa-
dor; db padaria da ra da Solidado n. 22. <2
2 Jos da Costa Santos relira-se para fu-
ra da provincia a tratar de seus negocios na
pr,\incia do Geera e outro qualquer porto do
Norte e leva em sua companhia os seus escra
vos Firmino, crioulo, Antonio, Angola, Marco-
lina, dita, com urna cria recemnascida; Alexan-
drino de Angola ; Luiza crioula ; Roza, de
Angola. (S
2= Patricio JosCorreia Capito da Missao
dos Indios da fii'nuesia de Aguas Relias, e Ma-
noel Roque ambos subditos Rrasileiros, reti-
rao-se para o Rio de Janeiro. (4



-- -'
2 D-se dinheiro a premio sobre penhores;
na rua Nova n. 63. (2
1 O Sr. do armasem de assucar, que no
dia 21 de Deiembrodo anno p. p. deo em pa-
gamento de uina porco de assucar, que com-
pro u urna das notas do 200/rf. roubadasd
Thesouro Publico Nacional naja de no praso
de 8 dias mandal-a substituir p >r outra que
verdadeira soja alias alm de se declarar o
seu nonie para que o publico o fique conheeen-
do, ese procediera criminalmente contra sua
pessoa, para o que j tem o annunciante as ne-
cessarias provas. [1(1
J Precisa-se deumofllcial do charutoiro;
na ra Direita n. 89. (2
IAluga-se um grande armasem proprio
para ferreiro por ser nos Coeilios, lunar mar-
cado pela Cmara assim como aluga-se um
grande sotao com quintal e cacimba, tambem
nos Coellios junto a olaria do Sr. Miguel Car-
neiro, e una casa na ra do Sebo, do lado
da sombra coui commodos para familia ; a
tratar na ra da Alegra n. 34. 8
1 Gabriel Germano de Aguiar Monlarroios,
como cabeca de sua mulner herdeiro da fal-
lecida sua sogra l). Mara (Casimira de S. Anna
Gomes, novamente previne ao respeit'ivel pu-
blico, que, nao tendo (eito inventario dos bons,
ha mais de lOannos que he viuvo o Sr. Jos
AntonioGornes Jnior, vio-sena dura neeos-
sidade deo mandar notificar para o fazer por
ver que alm de assim praticar, abandonava os
Minos legtimos, perseguia-os e eUraviava os
bens do casal longu du encontrar em dito Sr.
boas intencfles ao contrario eooontrou repug-
nancia evilesas, pois tem-se valido de quanta
chicana Ihe vem a imaginacao para intreter e
demorar em suas mos, o queja lia muito lem-
po, devia estar partilhado ; ltimamente ven-
do que se a prxima o lempo de descrever os
bens, ollerece auns e a outros o arrendamentu
do engenho Megoahipe de Baixo,quo tem de per-
tencer a seusherdeiros, e que nenlium direito ,
nem dever tem de o arrendar, seno pelo desejo,
deprejudicar aos orphaos; po; issojulgo de
meu dever preveniraopubltao que nlnguem
contrate negocio algum com dito Sr. sobre
bens do casal por quanto todos so malicio-
sos e irregulares : o abaixo assignado e mus
herdeiros nao podem concordar em lal arren-
damento clandestino e com recebimontos de
dinheiros adjuntados sem embargaren) e pro-
testaren! por similhante procedimento: ao mes-
mo tempo roga-se ao Sr. I)r. i .uradar G%al, e
aoJuiz competente dos orphaos queiro por
termo a isto a bem dos mesmos orphaos dos
quaes alguns nao cslo em sua companhia ,
nem com elles tem glsto'algum. GabrielGer-
mano de Aguiar Monlarroios. 33
1 hoga-seao/S"\iitonio Pedro de Alcn-
tara, sollicitador /de causas, haja de compare-
cer em casa de James Crabtree ^Companhia,
para negocio que nao ignora. (4
1 Algua-so o terceiro andar Jo sobrado da
ra da Guia com conminos bastantes, e mul-
to fresco por 8 > rs. mensaes ; e o segundo
andar da ruu larga do llosaiio n. 30 ; a tratar
defronta do Corpo Santo loja de rabos n. 17.
"""- "...... ..... '
pentlnhos chamados de bom tom que agora
se esli usando ; concortao-se taques perfelta-
mente ludo por preco commodo ; prometten-
do-se demais darem-se as obras no dia e hora ,
em que seus donos pedirem sem a menor
falta.
Precisa-so alugar um andar pequeo de
sobrado oa urna sala sendo as ras: Nova,
Trincheiras Larangeiras Quoimado pateo
do Carmo e Hospital e ras das Ouc.es e dos
(jTiarteis, ou em algumas das travesas corres-
pondentes; quem livor annuncie.
Quem Hit- (altar um escravo denacSo, quel-
ra dirigir-se ao abaixo assignado que dando
ossignaes, Ihe ser entregue ; o mesrno abai-
xo assignado nao se responsabilisa pela fuga ,
ou morte do dito escravo. Joilo Baptiita Ri-
beiro de Varia
Aluga-se o segundo andar do sobrado da
ra estrellado Rosario por preco de 12/rs.
mensaes ; a tratar na ra do iNogueira n. "7.
Perdeo-seno dia 7 do correle desde a
Casa-forte atea Ponte-velha vindo pelo Par-
nameirim e Ponte de Uchoj, a quantia de 104/
rs. sendo urna cdula de 100/ rs. das verdes, e
duas de 2/rs. das novas, atul o encarnada ;
quem achou e quizer restituir, diririja se a ra
da matriz da Boa-vista sobrado de dous an-
daros n. 33, que ser recompensado.
Precisa se em urna casa do pequea fa-
milia perto da praca de urna pessoa para
costura ; na pracinha do Livramento n. 42,
priineiro andar.
4
mmmm
Compras
I Compra-se um pao do carroca de condu-
zir madeira ; na ra da Alegra n. .Vi. ,2
Comprase um Magnum Lexicn em bom
ueo ; no pateo de Palacio, laja do livros do
Sr. Pinto. 3
4 Comprao-se efectivamente para ra da
provincia oscravos de 12 a 20 anuos sendo
de bonitas figuras, pagao-se bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado de um andar de
vuranda de pao n. 20. (5
3Compra-se urna espingarda de cacar ; no
armasem de taboado de pinho atraz do lliea-
Iro. (3
2 Vende-sech hisson o mais superior,
que ha no mercado a 2560 rs., dito aljfar a
2400 rs. dito hisson a 1760 rs. queijos de
pinha a 480 rs., ditos flamengos a 1*280 rs. ,
latas com 12 queijos do monte mor a 560 e 800
rs. manteiga inglesa a 800 rs. e francesa a
640 rs. barriscom uvas a 6000 rs. e a 520
rs. a libra passasa .Vio rs. amendoas con-
citadas de chocolate a 400 rs. a libra pora
secca a 360 rs. notes a (60 rs. latra a 280
rs. talharim a 260 rs. cestinhas de figos a
720 rs a du/.i i e 200 rs. a libra glgos de
batatas a 1600 rs. e a libra a 50 rs. rap vi-
nagrinho a 1200 rs. dito Meuron a 1100 rs. ,
dito de Gasse a 1120 rs., espermacete america-
no a 880 rs. e francez a 800 rs. carnauba a para a ra das Trincheiras o. 2.
" "' .......""" .......'.......~-
dia setlns pretos, chapaos de palha vola de
espermacete; em casa de Mamaus Austin 3f C. ,
ra da Alfinde^a-valhi. v,
3 Vunde-se bolacha superior futa em Ge-
nova da melhor farinlia SSF propria para
mesa ; en Fra-de-P irlas n. 06. (3
8Vende-seum bom preto; na ra do Sebo
n 33. (2
3 Vendemse saccas om farello pelo m-
dico preco do 3200 rs. ; na ra da S.'n'.alla-ve-
Ihan. 138. (3
2 Vendem-se pentes de tartaruga da moda,
abertos e lisos o du marraras ; tambom so
concerta toda obra de tartaruga; no pateo do
Carmo loja do sobrado da es |uina, que volta
Vendas.
1 ADMIRAVEIS
XAVALHAS DF. AC D* CHIN*.
Tem a vantagem decoitor o uaelii, *6in uf-
ii'iiva da pelle deixando a cara parecendo es-
tar na sua bhlhante mocidade.
Este ac vem exclusivamente da China eso
nelle traballiao dous dos melliores e mais aba-
lisados culileiros da nunca excedida e rica ci-
dudede l'ekim capital do imperio de China.
Aulor Shore.
N. />'. He recommendudo o uso destas na
valhas maravilhosas por todas as sociedades
das sciencia medico-cirurgicas, tanto da Eu-
ropa como da America Asia e frica nao
sopara prevenir as molestias da cutis, mus
tambem como um meio cosmtico.
Vendem-se nicamente na ra do Crespo
loja n. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia. (I5
OiTerece-se urna mulher para ama du uina
casa do pouca familia ou de lioinem solteiro,
sendo para o servico interno ; quum a precisar,
dirija-se ao Mundo-novo n. 30.
D-se dinheiro a juros, em pequeas por-
c5es ; na ra Direita venda n. 71,
A Professora publica de prime-iras ledras
da primeira caduira do bairro de 8. Antonio do
Recife acha-sc com sua aula aberla atrai do
Iheatro velbo n. 20, segundo andar.
- Aluga-se um armasem na ra da Senzal-
sufllcientes quintal ca-
e poito pora a ra da
Guia ptimo para qualquer estabelecimento ;
quem o pietender dirija-se a ra do (Jueima-
do n. 14.
A pessoa que perdeo um pedaco de cor-
rente de relogio com chave, dirija-se /a ra
da Cadeia velba loja n. 3$ que dando os
signaos se dir quem-*_achoui____--^
Ferdeo-se urna caita de prata obra leita
no Porto bastante grande e com a tirina do
dono n8g leltras seguinles : A. F. C. B. ; ro-
ga-se a quem a achardo a restituir, ou se u al-
guem for ollerccida a queiru apprehender e
levar na ra Nova n. 28, que ser reeouipensa-
sado.
Na ra de Hortas n. 122, trabalha-se em
tartaruga com muila perfeico, faz-se qualquer
obra dtste genero tanto nova como du con-
cert quer seja lisa aborta, ou lavrada; des-
xnanchios-se pentei telhos e faaem-se novos ,
1 Vende-se um escravo de Angola de 20
>s. de muita bonita figura e sem molestia
padaria n. 129, con-
]a com commodos
cimba estribara,
alguma ; na ra Direita
fronte o Terco.
1 Vendem-se excellentes ovas do serillo ,
mu lo Irescaes e por preco commodo ; na ra
do Queimado loja de ferragens n. 10. (3
5 Vende-so a venda nova da ra das Cinco-
pontasn. 1(10, cornos fundos que pretenderen),
o aluguel he multo barato isto para pagar aos
credores da mesma venda ; a tratar na mesma.
1 Vende-se um brago de batanea grande ,
com conchas e correles de Ierro e os pezos
que precisaren) urnas caixas vasias do Porto ;
na ra das Cinco-puntas a 160. (k
' Vende-se umaeoitaeco completa do Pa
; nnrama 8 volume. encaderoadus, a com mu
to pouco uo ; na ra do Crespo o. 12. (i
IVende-se um moleque de bonita figura ,
de 10 a 12 annos, a vista do comprador se dir
o motivo da venda ; ua ra da Praia n. 66. 3
1 Vende-se urna porco de charutos da
Babia a 500 rs. a caixa de 200 por estarem
alguns furados e sendo em grande porco d-
*e mais em conta ; no becco da Pol n. 4 (4
l Vende-se urna bonita escravade ISannos,
cosinha bem o diario de urna casa e lava de sa-
bao ; na ra estrela do Rosario n. 34. (3
Vende-se urna escrava de 24 annos de
bonts figura engomo, cose e cosinha tudo
com peifeicao ; na ra Nova n. 33.
Vende-se um crioulinho da 16 annos, com
principios de pedreiru de bonita figura, e sem
vicio algum oa ra Bella n. 45.
- J. ti. C. Tresse fabricante, de org3os de
igreja tem paia vender um orgao proprio pa-
ra urna pequea igreja ou casa particular ,
de muito boas vozes e juntamente um realejo;
continua no seu ollicio conceila realejos e
pe marchas novas nos mesmos; no Atierro da
Boa-vista n. 26, a fallar com o Sr. Chaves ou
em S. Amaro na entrada da e.-trada do mesmo,
sitio do dito irrssc.
*-----Vende-se calcado de Lisboa, de muito boa
qualidade botina o meios dilos ditos paia
meninos sapatos, sapatoes o borzeguins gas-
peados ditos francezes borzeguins gaspea-
dos ditos de pona, ditos para senhora sapa-
los de todas asquaiidades tanto para senho-
ra como para homem e meninos ; na praca da
Independencia u, 28.
v Vende-se o diccionario de Moraes em
dous volumes, eo de fbula em um volume ;
na ruu do Livramento n.
Vende-so um pelo muito bom para o
servico de engenho ; na ra das Cruzes n. 30.
2Vende-se urna casa terrea pequea por
preco commodo na travessa do Marisco; as
Cinco-pontas sobrado do um andar n. 158.
2 Vende-se urna crioulinh a de 12 annos,
de bonita figura ; na ra estreita do Rosario
n. 10 terceiro andar. (3
2 Vende-se urna preta da Costa muito ro-
bosta e flel, helavadeira equilandeira; no At-
ierro da Boa-vista fabrica de licores n. 26. (3
320 rs., vinho de Lisboa a 1760 rs. e a garrafa
a 240 rs. vinagre feito de vinho muito forte a
1(100 rs. a caada u a garrafa a 140 rs. azeite
doce a 520 rs. a garrafa, vinho da Madeira-sec-
ca engarrafado a 640 rs cerveja bocua de pra-
ta a 8500 rs. ea garrafa a 480 rs. verdadeira
genebra de Hollanda a 400 rs. a botija, esleirs
de Angola a 320 eiSO rs., ditas grandes de per-
pery a 240 rs. licores francezes fiaos a 40J ,
560 e 720 rs. chocolate a 320 rs. cal em
grao a I lio rs. dito moidoa 200 rs. mantei-
ga de porco a 480 rs. e todos os mais gneros
de superior qualidade e por proco commodo ;
no ra larga do Rosario, venda da esquina de-
fronte do Rosario. (28
2 Vende-se arroi branco superior, por pre
co commodo ; na ra do Camarao, venda n, 7.
2Vendem-se 8 escravos sendo urna ne-
grota de 15 annos, de linda figura c com habi-
lidades ; um moleque de 10 annos de bonita
figura e com principios de cosinha ; um dito
de 12 annos ; duas protas de 20 annos, boas
quitandeiras ; 3 pretos de 21 annos de boni-
tas figuras ; na ra do Rosario da Boa-vista
n. 48. (7
2 Vende-se superior rap grosso e meio
grosso da fabrica do Gasse do Rio de Janeiro ,
em libras e as oitavas na cidade de Olinda ,
venda de Antonio Feneira conlronte a cadeia.
2 Vendem-se duas casas terreas juntas
urna da outra, sendo urna dellas acabada de
novo, com solo corrido te do este 6 jane l-
las envidracadas que por isso torna a casa
muito fresca e saudavel ; assim como um so-
brado de um andar na ra das Trincheiras ,
com grande quintal murado, em chaos proprios;
a tratar na ra da Cadeia do Recife n. 2o. (7
2 Vende-se urna fbula, um Saluslio, urna
Selecta, histoiiadeD. Joode Castro, um Te-
lemaco urna arte de Dantas urna grammati-
ca portugueza por Benlo Jos de Figueiredo 1
diccionario pequeo por Vieira em inglez ,
urna grammatica philosophica um dicciona-
rio em (rancez de verbos irregulares, tudo em
bom estado ; ua ra Direita loja n. 2. (8
2 Vende-se urna escrava de 22 annos do
bonita figura engomma cosinha e cose; no
Atierro da Boa-vista loja de ferragens e miu-
desas n. 46. (4
2Vende-se sal do Ass a bordo do pata-
cho Mara Luia tundeado delronte da Lio-
gota; assim como uina porco de palha de
carnauba; a tratar com Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro 110 seu esefiptorio na ra da
Cadeia u. 18. 6
Venuem-se sellis elsticos de batata ,
todos torrado decouro de poico e capas u
.'1 As Dcadas de Joo do Barros, conti-
nuadas por Diogod 1 Ciuto 2i volumes in 8."
portuguez ntida odico do Lisboa, encader-
nacfi 1 inteira. Vende;n-se polo mdico prego
do i5# rs na loja d? livros da vi uva Cardoso
Ayres ra da Cadeia do Recife. (6
3 Arilhmetica, Algebra e Geometra para
uso dosestudantes do Lycoe do Collegio das
Artes Vendem-se na loja de livros da viuva
Cardoso Ayres ra da Cadeia do Recito. (4
3 Vende-so na ra do Queimado, tojas as.
31 e33, agoa de tiogiros cabillos e as suissas,
o methorlodo applicar acompanha aos viJros.
2 Na fabrica de espirito! na ra do S.
Rita n. 85, se acha sempru grande sortimen-
to dos seus espiritos, que se vendem pelos pro-
cos seguintes ; ago'ardente de Franca a 960 rs.
a caada dita do reino a 800 rs. dita de aniz
a 610 rs. genebraa7>0 rs. dita embotijada
a 200 rs. licor a 160 rs. dito fino a 400 rs. ,
espirito do vinho a 'a rs. a caada. (8
VeiiJe-se superior r.ip de
Lisboa do
chegado
intimamente, a
3*200 a libra ; na ra da ( adeia do
Recife, loja de Joo da Oinha Ma-
gai
liaes.
Escravos fgidos
2 Fugirao na noute do 5 para 6 do corren-
te dous escravos da Costa talhados da casa
do seu senhor Antonio Alves Barbosa em F-
ra-de-portas um de nomo Luiz cor vormo-
Iha, alto, bem parecido rosto redondo ps
bem loitos com marcas de grandos talhos na
cabeca sobre o olho osquerdo do alto a baixo,
as costas do lado esquerdo no braco esqoer-
do sobreocotovello temo dedo mnimo da
rnao esquerda um tanto eiicolliido ; levou cal-
Cas de nscado e camisa branca do algodo. O
outro de nomo Louronco cor prcla, estatura
ordinaria, rosto redondo ps grandes o gros-
sos, com dous grandes talhos no braco esquer-
do que partem do sangradouio al a inunhe-
ca mais 3 talhos no braco direito que partem
do hombro al o saugradouio; quem os pegar,
leve a sen senhor que ser recompensado ge-
nerosamente- w;
1= Fugionodia 6 do corrente urna preta,
if necio jtanguella. de numeGerlrodea, idde
poueo mais de 30 annos, ela, e magra, levou
veatido ie ehila t,iui ; quem j pegar, iev*
no arinfaz das estufadas, e cabecadas rol9*1, por proco n> (|Ut S(, ||,e dar 50*00 n. do ratificaclo,
commodo j na ra Nova n. 28, loja delronte ._ ,)(,.sc t flj dt |r8|||flt0 qu)M1,
aa Loiiceicao. ,!>i pegar um moleque de nomo Antonio baixo ,
2-Vede-se rap de Lisboa ltimamente che- MW0| Ll,(|, part!cidl, eespeIto ,em uma ,ar:
Sf.-Vf/i:!^":.1"^?."!!!" *.'"". '* ca n"Peit0 reprsenla i a 18 annos fugio
no dia 24 de Janeilo p. p.; levou camisa de ma-
bug, loja de Thomaz de Aquino Fonseca. [i
2 Vende-so larinha de mandioca; abordo
dapolaosO caigas do riscado
do liiale Flor do Recife, fundeado delronte do ve a rua j
caos do Collegio. (3
2Vende-se uma preta de nacao, de 25 an-
nos-; na praca do Corpo Sauto casa de Anto-
nio Rodrigues Lima, por cima da leja de cabos.
2Vende-se urna cama deangico, ainda nao
servida com puraluzos para desarmar toda
ella uma mesa e um toucador, tudo por pro-
co commodo ; na tiavessa dos Quarleis n. 33.
2Vende-se a mais bem fabricada tinta de
escrever ; na rua do do Livramento loja n.
34, e no paleo do Carmo n. 22.
3 Vende-se urna parda de boa figura e
inuitosadiu, cosinha e lava bem, propria para
todo o orranjo de urna casa de familia ; na rua
da Cadeia do Recita luja n. 40 de Joaquim
Goncalves Cascao. (*"
3Vende-se um preto de bonita figura, pro-
prio para lodo o servico ; duas prclas sendo
uma cosinheirae lavadeira ; e uma dita du 14
annos, faz renda, e cosinha ; na rua da Cruz
11. 51. (5
:. Vende-se urna preta de 24 annos, de bo-
nita figura sem vicios, cosinha, engomma sof-
frivel e tum principios de andar na rua com ta-
boleiro; na rua do Crespn. 12. (4
3Vende-se no deposito da praca da S. Cruz,
por baixo do sobrado u. W7 assucar retinado
e de todas as mais qualidades assim como ca-
l em grao e superior cha hisson, tudo por
prego commodo ; no mesmo deposito se preci-
sa do um pequeo para caixuiro. (6
x 3 -Vende-se um diccionario portuguez por
Moraes Iheatro ecclcsastico cada obra em
dous tomos colleccao completa do Panoramas
do anuo de 1840 ; os 8 nmeros de Maio a Du-
>embrode 183'J, o numero du Fevereiro e de
Abril a Novembrode 1841; na rua da Cadeia
do Recita em casa de Jos Gomes Leal. (7
1 Vendem-se lencos pretos de seda da In-
quem o pegar, le-
Cadeia do Recife ioja do ferragens
11. 50 ou su Passagom, no sitio entre o Ihea-
tro e a ponte pequea que recebera a gratifica -
nao a cima. (8
4Fugio ao amanhecer do dia 23 do p. p.
uma parda de 30 anuos de nome Raymunda ,
lem uma belida no olho esquerdo baixa, aca-
boclada cabellos bonitos que os traz por bai-
jxo das orelhas, nariz um pouco afilado e com-
j prido testa urn tanto larga queixo lino, boc-
ea regular, denles limados, pomas arquea-
das ps mal eitos e pisar de papa ga i o, falla
I descansada; quem a pegar, leve a rua do Quei-
mado u. 31, primeiro andar, que ser genero-
somonte recooipeasado, ,o
oFugirao 110da 5 do torrente dous mole-
qoes ciioulos um de 20 anuos, de nomo Be-
nedicto, estatura reguiar, secco do corpo, bem
preto, c bem (eito do corpo ps e maos. u
outro do nomo Seraflm de 14 anuos, meio
lulo cslstura regular para a idado a.bos
fallaobem o so mu conliecldos por andarem
ile iiianliaaa venderern llores upes do ditos,
u do larde azeite do canapato; levarao camisa
de tazenda azul de algodao o Obleas tambem
azul, H.as defrboladas; quem os pegar, leve a
Saudade a seu senhor Francisco Jo^ do Souza,
casa n. 7 que ser geiierosamuiite recompen-
sado. (J2
2 Fugio no dia 2 do corrente um de preto
nome Joo, de nacao Catango, de 06 anuos,
grosso do corpo estatura regular ps grossos
o taveiros pelos tomozelos, com una ferida
na canela cbelos grandes ; levou camisa de ,
cliila j desbotada calcas do algodaosinh- o
chapeo de pello j usado ; quem o pegar levo
a rua Direita loja n. 20, quo ser recompen-
sado. ,s
pf.rn; tvp.
DE X. W. DEFAMA iS/jf).
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