Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05285


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Full Text
A___
Atmo* 1845.
Qtiurta Feira tt
T^JSl .odo.o.dia.qo.n.lo for. ....lineado. : 0 pl0 d. M.^'<
I tres mil ,',. por q..rl.l p.;o, adi.:.Jo.. O,, nnunmoedo. ..eien.nl.. ,ao rnaand.
. ,1. S| ,*a por linl... t re. em lypo diferente, e .. repetiroe. pela .mel.de O.
", ,,o Ion* ...iinnnl' pifio rei.pot l=nl...460 e typo difiranle, yo. c.dapnbl.cacao.
PARTIDA DOS COR REOS TERRESTRES.
.. .,, ..t.'., I,... egundaic eexiae eirae.ftio Grande do Nuri., ebega a 8 a I par-
-/..!)>, S.rinhaem, R1oJ?or...o, Macay, ForloCeNo, Alagoaa: .
titmeiA* mei. .r.nhon. o Bonito a 4e '.24 de c.H. inet loa-Ti.t a Flor-
djto Cid.de d Vieiori., quii., f.ir.i. Olind. lodo. o. di...
das da semana.
o s. Pr.7.. And. do '. de l). d. '-'. t.
ian. n.Aadr. Re. .u. doJ. dD.d4...
h ,,iu.-.' gueda. And. J. d. I), d. 1. t,
| ju:.:- Dool o. Aud di; .1. d. ,d2. r .
rrt- llic.rd,. d. do J. de D. d. 4. Ilaa
; Sb. i CorinA a. R.l. ud do.l.<'c I).d !. >.
i.... I., d. quirc.m. 8. Apiloni..] ___
de Feverelro.
Aaao XX** *w*
I'nnn amr. dl>."de H. .o.
d. no... pnnnnoin. -oo-rw^o- .. tr.: aon
dinir.ao eoire -- o.jo*
culi...
C.M.IS. n 01 H-VKIlKlHOi
C.fcio..obr.Lodi.. 25 'l|4 Our-Moadad. 8,400
/ a Paa 180 <" PO' fr.nco
, Liehoe4lOpor40u d. premio
rv
4,00o
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Pr.UI"**8"*4
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u Dito. M.IOUIOI
47 000
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4,U
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Moed.d. ecbre ao par.
Id d. Uir.. Jt boa. fin*.. 4 por o|o
PHASES DA LA NO HEZ DE FEVBREIRO.
I.i.no,. ti S h. 46 a>ia. d. i rde. iLnnnhni i '-'m 1 ru.r.i
Cre.cenle 44 aa .' hora, t 0 d. m. i Min*uaw a
Prtammr de hoje.
Pn.aira .. -i horas 54 ... da mbaa | Segwdt 3 UorM 1S tlW4
-----MM".
?enda
17,-00
47,1.00
w.floo
4 Vo0
4V60
4,940
.7 min. d.
0 14 bor.a t ,1ft in da ni.
lardi-
tfteOM
PERNAM
R
a I ___U- alan I A micarnUflI .i.i.,ilil
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\T0RK) DA REPART!.: \i D04 NEGOCIOS DO IM-
PERIO, A.PRBSBNTVDJ a' A.S9BUBLA GBRAL
.f.lSI.VTIVV N\ l.'SBUAO DA O,'1 LBGISL V-
li:i, pbLO MINISTRO B SECRETARIO DBBSTA-
li ) D )S NEGOCIOS 1)0 IMPERIO IOSB CARLOS PK-
REIRA DE VI.MKIDV T0RBBS.
Qitechest, e cirtlisartio dos Indgenas.
Nao so tom polillo concluir os reglame!)tos,
quo a loi incumbe ao Governo dar obre este
importante objeto; nun aquello (rabalho nao
tem deixaflo da occupir a sua attencSo : olio be
dilllcil, ctalvc, ..[l'/ar di! todas as combina-
c5t, na-surta o offeito, que se desoja. Km
muilos objectos vale mnis corto talento particu-
lir d um homnirt; certoi expedientas tomados
no momunto, e na prosenca das oceurroncias,
lo que, todos os precoitos e^criptos : este lie um
delta. Introducir entro os Indios nocessidades
liCticias, proporcionar-lhe* meios de nprende-
rem a sitisfa/.ol-asco:n facilidade. trutal-os coro
brandura, mover a sua imaginacao com o es-
pectculo majestoso das nossas ceremonias re-
ligiosas, tocarosou coracao com a pureza da
doutrina do Kvangelbo, be sem duvida o es-
sencial.
Com quantoso nao acbem concluidos os re-
salamentos, de que cima fallo, nao tem o
(invern demorado ontras providencias condu-
centes ao rlijecto, de que eslou tratando. Para
a provincia .lo Espirito Santo torno enviados
tres Misionario*, a fim de se empregarem na
catee' ese; e ao Director do Aldoamento do S.
Mathoos so proporcionaran moios para poder
acudirs necessidades da agricultura, da edifi-
cacao de barracas, e a outros muitos olijectos,
que os Indios desejao, e sem os quae, anda
que nos procurem, voltao immediatamente ao
interior das matas : para a provincia d? S Pau-
I > forao enviados cutros tantos Missionarios;
para a de Pernamhuco dou, eom o fim do es-
tabeleeerem urna missaoem Jacuipe, o chama-
rom ao gremio da Heligiao e da sociedado, os
laeoioso de Panellas, que, entranhados as
matas, e em numero avultado, diariamente a-
meacavio na provincia das Alagoas a seguranca,
o a traiiquilliilado publica, que, por inlelici-
daile, ltimamente consegufao perturbar. An-
da nao chegou ao (ioverno o relatorio promet-
tido por I'r. Francisco do Monte de S. Victo
sobro o estado dos Indgenas na provincia de
i
procurou entabolar um airanjo provisorio at
vossa decisSo; mas esse arranjo nem discusso
foi admittido, poia que essa discusso seria n-
teiramente intil, e a adopcSo do projecto a-
presentado por elle, quer nos termos, em que
achava concebido, quor em outros, sarvera
fomenta para complicar mais aquesto. Pouco
depoisdesta decisio definitiva aportou a esta
capital um bergantim com 107 colonos porten
.entes a esta emprea. os quaes soguiroo para
Itajahy. onde teem de estabelecer-se em trras,
<|uea respectiva companhia adquiri; limitan-
do-seo Governo a recommendar ao Presidente
da provincia que providonciasse, para que os
ditos colonos lossem bem acolhidos. Km ofllcio
de '22 de Novembro ultimo diz aquelle Presi
dente : O bergantim aindd se acha no porto
desta capital por falta di vento proprio pard
i. a viagem de Itajahy, e os colonos, quo teem
desembarcado, parecem -me gente de boa es-
culha, porque se teem comportado honesta, e
sisudamonte. Eil a exposicao succinla do
negocio o Governo espera que |ne prestis
rom brevidade a vossa attenco, c Ihe deis urna
decalo definitiva, approvando, revogando.ou
modificando as condiees ajustadas.
No antecedente relatorio se expox o estado
de abandono, em que se achava a colonia do
Sahy, onde apenas se encontravao desoito pes
so*no estabelecimento daquelle nome, e vin-
te no do Palmitar. Em vista daquelle estado de
cousas mandou o Governo proceder a urna re-
luci de todas as propriedades, e officinas per-
tencentes colonia, a fim do se indemmsar
no caso dse julgar conveniente) de alguma
pequea parte das avultadasdespezas leitas com
aquelle objecto; conservando entre tanto a
administrarlo colonial na posse desses bens, e
recommendandoque a referida adminislracao
continuo a ser considerada e obedecida na for-
ma dos regulamentos da associacao.
A colonia de S. Leopoldo, na provincia do
Rio Grande do Sul. parece achar-so bem con-
ceituada na Europa : d'alli teem vindo, para le-
unr-seaella, alguns Prussianos. aos quaes o
Governo tem procurado facilitar os meios de
chegarem ao seu ultimo destino.
Tendo Lu/. Bergasse ajustado com o Gover-
no da provincia do Rio de Janeiro a acquisicao.
e transporte de colonos Kuropeos para a referi-
da provincia, fez o Governo Imperial as conve-
nientes recommendaces aos nossos Ministros
emParizeemRoma. a fim de nterporem os
seus bons cilicios, no caso de necossidade, para
que o dito Bergasse nao seja contrariado as
suas diligencias pelos Governos daquolles pai
?es, ou de quaesquer outros, a que ello tenha
Goytu.
Colonisafao.
Resumirei aquio que nos antecedentes relato-
ros se acha exposto a reipeito do projeclndo es- .-, / ^ -,-
labelocmento'de una colonia Belgo-hrasileira de ,rpara o meamo JrMdMdo-MM*-
,, r< ., _____......_____i- i, \ im.irn! nara i na provincia de S. Catliarina, recrescentando o
que depois do ultimo dos ditos relatnos tem
oecorrido Autonsado aquelle estabelecimento
por docietode 10 de Agosto de 18W. ficando
alguniai das mais imnortantes das condicoes an-
nexas ao mencionado decreto dependentes da
approvata d'Assembl.iGeral Legislativa, ap-
pareceo, e passou Resta augusta Cmara um
projecto sobre colonisaco, com cujas ideas se
conlormou O Gabinete, que enlao exista, e ti-
nha succedido ao nutro, que bavia contratado
u dito eatabelocimento. lundado este Gabinete
na falta da appro8C80 do Corpo Legislativo is
OOodicdei annexas ao mencionado decreto; na
dirccto diversa, quo por aquelle projocto se
uioslrava t rom lomado as ideas do urna parte
da Corpo Legislativo; na presumpcao de qua_a
outra parte do mesmo Corpo L"gislatvo segua
a mesma diroccio; officiou ao Agente daquella
empre/.a, o Cavalleiro Carlos Van Lede, pre-
venindo-o destas circumstancias. e recommen -
dando-lbo que nada adiantasse no sentido das
mencionadas condiofiea, pois que nao podiao
Has as indicadas circumstani;ias, ser levadas
j, efleito. Itedamaides apparecerao da parte dos
interessado; e sendo sobro ellas ouvida a Sec-
, ao da Conoelho de Estado dos Negocio, do Im-
perio, a suaopiniao se achou concorde com a
dehberacao do Governo, refutados os pontos,
'in queas rcclamaces se fundavao. Van Ledo
los Ministros para isto com os nossos Agentes
Diplomticos o Consulares nelles residentes.
Terminare! o presente artigo ponderando-
vos quanto importa promover a colonisacao,
cidir, etalve* a falta de dltllo tenha dado
causa a nao apparecerem mais empreas seme-
lliantes. Obsorvou por aquella occasio o I re-
sidente da provincia que s pelii margens do
Itio Grande de lielmonle ha terrenos oceupa-
dos anda pelo gentio, qu i pdem conter mais
de quatro destas colonias.
Sade publiea.
Nao consta que tenhao continuado a grassar
nesta capital as enfermidades pergosas, que
moncionei no antecedente relatorio.
Parece ao Governo que muito pode concor-
rer para a salubridad desta capital a abertura
.leum canal, que de regularmente esgoto as
agoas da Lagoa de Rodrigo de Freitas. Alm
do se evita.em por este modo as exhalaces mor-
bosas, que d'alli dimano, outras vantagens se
tirao daquella providencia, como sejo. pre-
servar a estrada de inundaces, que frequente-
mete a torno intransitavel; evitar aos morado-
res os prejuzos, que dessas inundaces Ihes re-
sultan; e adquerir-se para a cultura avultada
porreo de terreno actualmcnta estril e intil.
So este objecto, depois de maduramente consi-
derado, ollerecer com efleito as vantagens, que
a primeira vista se agurao. n8o deixar o Go-
verno de prestar-lhc a sua attenco para se por
em pratica pela Cmara Municipal. Sendo a-
quelle lugar um dos poucos, que ha, para re-
creio da numerosa populacao desta capital, at
por esta circumstancia se la/ digno de attenc.ao.
Tal vea a obra nio seja de considcravel desposa.
As frequentes ropresontacies de que o pus
vaccinieo remettido desta corte para diversos lu-
gares nao produzia u desojado efleito derao
motivo a ordenar-se que as respectivas laminas
de vdro se envnlvessem em folhas de chumbo ;
com oque mui diminuta despeza accresce na
respectiva nstituicao. Para a provincia de S.
Catharina tomou o Governo o expediente de
enviar vaccina viva ; e havendo-se Irustrado a
primeira tentativa por terem all chegado os
vaccinados com as pstulas j seccas ro ella
renovada. Sobre os meios proprio para azer
parar os estragos das bexigas recebeo o Gover-
no urna obra recente cujo exame commetteo
ao Presidente da Academia Imperial de Medi-
cina com o intento de mandar traduzr im
primir e distribuir a dita obra ou parte
della como mais cpnveniente for para
so vulgarisar o que nella houver de mais im-
portante sobre o objecto, de que se tra-
ta A' mesma Academia foi remettida urna
memoria sobre alguns pontos proprios para es-
clarecercm a historia da pbtalmia nos exerci-
tos, a fim de que ella fi/esse daquelle escripto
o uso que julgasse conveniente.
O Governo convencido da grande ulilida-
de que ja se tem tirado e da maior .que se
pode tirar anda da mencionada Academia ,
nao s como corporacao propna para acompa-
nhar a respectiva sciencia no seu desenvolvi-
miseravel estado om quo se encontro o Semi*
nario a Casa Pia para oducacao do meninas,
eo Hospital de Caridade ; e pedindo quo se-
jo entregues a estes estabelecimentns os restan-
tes bens da extincta Ordem dos Mercf-s os
quaes dit elle do diroito pcrtencorem-lhes e
acharem-se em parte distiahidos e em parte
em abandono ; c em ruina. Nao podendo o
Governo deliberar sobre aquelle objecto por fal-
ta de noticias exigi com brevidade do Presi-
dente da provincia todos os eselarecimentos,
vos quanto importa promover co.o. .v. """'" ,^a(nbein como corporacio cnsul-
para supprirmos a alta de bratos que de da a ment a. ta<**.** ^ ^ pfo
dia se torna mais sensivel Par falta do legisla-
cao sobre este objecto. e sobre a venda de Ier-
ras, nao pode o Governo resolver a respeito de
urna empre/a, que entretanto ulga ventajosa
ao pak A exposicao dola acha-se no ultimo
relatorio por mim apresentado ao Corpo Legis-
lativo, e aqui a oflereco vossa consideraco.
Um subdito Britannico. agradado do clima, e
de outras circumstancias da provincia da Bahia,
manifestou desejos de all formar, de compa-
nhia com alguns amigos seus, estabelecimentos
de Agricultura com bracos livres, dando ssim
emprego a seus capitaes. para os quaes o nao
poda adiar na Europa por falta de trra devo-
luta, e superabundancia de populacao. Para
dar principio sua empreza, dirigio-so ao Pre-
sidente da provincia, por intermedio de um
procurador seu, solicitando que se Ihe decla-
rasse qual o melhor titalo. com que cincoenta,
ou cem capitalistas Ingle/es dispostos a se esta-
belecerom como lavradores na dita provincia,
podenao adquirir de cem a trezentas mil tarefas
de torra, cm um ou mais lotes, no circuito da
capital, ou no seu interior; e qual o custo des-
ta trra. O objecto ficou inteiramente por do-,
llirn" f --------------------- _____
tiva nos object jacta diversas modificacoes na sua organisat-o .
calculadas no interese da sc.enc.a na ut.li-
Hade publica o na consideracao dev.da aos
membros que della se fizerem dignos.
Socorros pblicos.
Felizmente desde a apresenlacao do ultimo
relatorio ot agora nao occorreo nenhuma
dessas calamidades em quo o Governo se v
na rigorosa obrigacao de socorrer as pendas
uellas envolvidas : so inclu no presente relato-
sio este artigo foi s para pait.cipar-vos que
a extractao de loteras as quaes sao verdadei-
ros soccorros se acha convenientemente re-
gulada em todo o imperio por decreto de 27 de
Abril do anno passado.
Estabelecimentos de caridade.
No antecedente relatorio dei abreviada noti-
cia do estado dos Estabelecimentos de Caridade
nesta corte e em algumas provincias do im-
perio : nada por ora se mo ollerece que deva
accrescentar ao quo a respeito daquelles entao
expend.
0 Reverendo Bispo do Para dingio-se prxi-
mamente ao Governo Imperial ponderando o
que elle pder ministrar, vista dos quaes o
mesmo Governo resolver como frtr de justica.
No relotorio apresentado pelo meu anteces-
sor ao Corpo Legislativo em Maio de 1813 se
parlicipou que o Presidente da provincia deS.
Catharina se empenhava em realisar a fundacao
de um Hospital as Caldas n que para aquelle
lim havia aborto urna subscripcao que pouco
tinha atentio produzido mas eradosuppor
que muito so augmentaste com donativos do
pessoas das provincias de S. Pedro Rio de Ja-
neiro Babia, o Pernambuco a quein o dito
Presidente se bavia dirigido. As esperances do
Presidente quanto subscripcao posto que
bem fundadas pois tal estabelecimento se n3o
deve considerar de beneficio local portal ge-
ral, comtudo foro frustradas, porque a mui-
to pouco subi a subscripcao apezar de auxi-
liada pela Munificencia do Monarclia e das
Princezas Suas Augustas Irmaas : entretanto
com o producto dessa subscripcao, e com a pe-
quea consignacao de oitocentos muris vo-
tada pela Assembla Provincial podo o Presi-
dente conseguir melhorar o estado dos cami-
nhos e tornal-os transitareis em toda a sua
extenso para carros ; construir urna cabana
especosa c com accommodacoes para alguns
dwentes ; apromptar madeiras e por no lugar
doze mil tedias e casca para as caeiras. A
obra est oreada em rs. 24:000,000 e achao-
so esgotados os fundos, de que o Presidente pa-
ra ella podia dispr: nestas circumstancias o
Governo Imperial, para evitar que se suspen-
dessem os trabalhos e se perdessetn os maleri-
aes ja reunidos, resolveo auxilial-a com a quan-
tia de rs. 2:000,000 csollicitar de vos co-
mo presentemente faco a conclusSo do acto
legislativo, que liie applica o producto de lo-
teras. Tendo so S. Magestade a Imperatriz
ignadj de acceitor o titulo de protectora do
estabelecimento concorre mais este motivo .
para que o objecto indicado mereca da vossa
parte prompta e lavoravel considerarlo.
avegaco interna.
Esta capital teve que lamentar a cataslrophe
acontecida em urna das barcas de vapor da com-
panhia de Nietoroby em viagem entre a mes-
ma capital e a da provincia do Rio de Janei-
ro ao annutecer do da 2o de Maio do anno
passado sem quo se tenba podido bemeonhe-
oaro motivo della. O Governo tem dado as
possiveis providencias para se evitar a repeti-
C0 de taes acontecimentos.
Por decreto de i de Outubro do anno passa-
do foi renovado companhia do Nicterohy ,
depois de ouvdo oConcelho d'Fstado o pri-
vilegio exclusivo por dez annbs contados de
6 do Marco ultimo para a navegacao por va-
por nos portos e bahas da provincia do Rio
de Janeiro; concorrendo com ella a compa-
nhia Macah e Campos nos dous portos des-
tes nomes. Incumbindo um dos artgos do ci-
tado decreto ao Chole de Polica da corlo nao
s o exigir das companhias o exacto cumprimen-
to das condeces do contrato, como inspeccio-
nar o estado,efiscalisararegularidadedo servico,
scondo as instrucioos do Ministerio a meu car-
go : forao essas instrueces escrupulosamente
meditadas e nellas so providencou tudo ,
quanto occorreo a semelhanto respeito. *
Projecta-se na provincia de S. Pedro o esta-
belimento da navegaran por vapor entre a c-
dade do Rio Grande e a villa de S Jos do
Norte para cujo fim o empresario Jos dos
Santos Magano requereo ao Governo Impe-
rial privilegio exclusivo por espaco de dez an-
uos. A decisao deste negocio est pendente de
<>*C_
MUTILADO


informacoes que so esperao do Presidente
darespctiva provincia.
No antecdanlo relalorio so expoz o que ba-
via pralicado o Presidente da provincia da Ba-
ha com o IIm de tornar navcgavel om toda a
sua extensao o Rio Grando do Belmonte ob-
jocto este, cuja utilidado era rcconhocida nao
s por aquello Presidente como timbem polo
la provincia de .Min is ; mis e lo negocio pen-
de anda de consulla da SaccSo do Conceibo
d'Citado, No inesino relalorio so izerao con-
sideracoes sobra a importancia da navogat/o do
Kio de 6. Francisco o do Kio Grande ou
Paran pelo qual a provincia do Minas polo
vira communicur-so com a do S. Catharina no
lugar, em qtru esta confina com Corrientes ; e
he ponderou quanto conviri i que losse o Gover-
no Impeiial habilitado com meos do alguina
maneira proporcionados grande/a do traba-
llio para poder dar nlgumas providencias nes-
te sentido, ou por si ou cuaJjuvando os es-
forcos dos Governos provinciaos dcbaixo porm
da inspoccao do Governo Imperial a quem este
objecto por sua nature/.a especial diente per-
tence Este assuinptj me parece digno da vos-
sa altenco.
Corretos, e Paquetes.
Em virtude da autorisacao conferida ao Go-
verno polo Corpa Legislativo acbao-se regu-
ladas tendo sido ouvidas as Seccdes do Gon-
, ceibo do listado dos Negocios do Imperio, o
de Pateada a? Repartieses do Correio pola
maneira constante do decreto-de 21 de Dezcm-
bro panado que o Governo mandou ja por
em execucao esperando a vosa approvacao na
parte, quedella depende, e para a qual o
sobredito decreto tom desertraiido ao vosso co-
nhecimento. A reforma coinprehende quanto
pode as actuaes circumstancias concorrer
para a maior promptidio rogularldade, e so-
zuranga da correspondencia entre os diversos
pontosd ) imperio. Cornelia rara vez se conse-
guir as reparticOes do Correio violar impu-
nemente o segredo da correspondencia : a en-
trena das cartas, seu acon.licionamento e
distrfbuicao no lugar do seu destino sao cer-
cadas do garantas taos, que devem Ocar segu-
ras as pessoas que as remottern de que ellas
iro cliegar as m toa das nutras a quem sao di-
rigidas : a liscalisacao da loceita e despeza sera
mais fcil e inuilo tnais exacta : a centralita-
c&o finalmente e a unidade que vai receber
pste ramo do servico prometiera que elle soja
desempenbado com roelbor ordem e activida-
de. No systema das taxas em vigor nenliuma
a Itera gao se .fez por nao ter anda a experien-
cia ofleiecido sulficienles esclarocimentos a es-
te, respeito ; e todo se limitou nesta parle a al-
ta gradual dos portes que todava nao deve-
rao exceder a importancia da desposa. Eis-aqui
em resumo as principacs vantagens que de-
vem resultar (testa ultima reforma.
servico dos Crrelos entre esta corto o a
cidadede Goyaz, foi ltimamente regulado de
maneira muito mais til ao publico sem que
deixc de tocar em os pontos em que ateento
o tinha feito e sem augmento antes com di-
minuicao, embora pequea na despeza. Cui-
da-seem igual trabalho a respeito das diver-
sas provincias o qual ser exerutado logo
que a directora tiver recebid > todos os esclare-
< tinentos deque para elle ha inister.
Tentou-se lser o servico do Correio entre es-
ta corte e a capital de Mallo Grosso pela no
va estrada de S. Paulo aquella provincia; mas
os ombaracos experimentados na pralica obri-
gro a desistir da empreza.
Termfnarei o que so me offerece dizer sobre o
objecto, dequecstou tratando, participndo-
los que na provincia do Hiu de Janeiro foi
creada urna Agencia na povoaciode Passa Tres.
municipio de S. Joo da Principe e suprimi-
da a do Rio Preto no municipio da Nova l'ri-
burgo ; e que na provincia de Minas (eraos loi
creada urna Agencia na villa do Bom Fim, e
outra noarraialdeS. Joao Baptlsta. Nesta ul-
tima provincia fui elevado de IfiW a 2*0# rs. u
vencimento do Agente do Correio da cidade de
Barbacena.
Acha-'se ratificada urna convenci entre o
Brasil e a Franca, pr*a o cstabelecmenlo do
urna liriba d> paquetea de vapor n.io s entre o-.
dous parces, como lambem entre ellos, e os
porios de Montevideo e Buenos-Ayres; tocan-
do os ditos paquetes, tanto na vinda, como na
volta, em Pernambuco, e Babia, e estacionan-
do nesta corlo.
O Governo ajuslou com a companbia Brasi-
lera de paquetes de ve por no\.. i con licSes pa-
ra o servico de taes paquetes entro esta corte, e
3 cidade do Rio Grande na provincia de S. Po-
dro. Naquellas condices, as quacs forlo ap-
provadaspor decreto de 28 de Junbo do auno
passado. atienden o Governo, como Me cum-
pria i'maior economa d-i Fazenda Publica, e
ao tnelbor servico tanto dos particulares, como
do estado O pagamento por viagem redonda
forrduzidoaquentiadoquatrocontMS < qui-
nientos mil ris: os viagens poden, ser de quin
te em qainre dias, .piando convier no Governo,
u (orpossivel 5 companbia: finalmente os pa-
queas sao obligados a tocar en Santos, Para-
aaiWi eS Calbarina, quando oGovorno as-
simo determinar, ou, fura d.sso, quando a
companbia aasim o requerer, eixo de mencio-
-
nar outras vantagens, por nao tornar-mo fas-
tidioso, repotindo aqu todas as circumstancias
do contrato.
(Continuar se-ha.)
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 28 DO PASSADO.
OficoAo Oiisombargador Cbefe do Poli-
ca interino ordenando em cumprimento do
Imperial aviso do 27 do mez. findo, qne, sob
sua responsabilidade, organice em lempo os
mappas dos crimes c os relatnos das prsoes,
cuja confeccao esta sou cargo por virtude do
dipo ro de 184-2. c que devem impreterivelmenta a-
c'oar-se na Secretaria da Justiga at o mez de
Margo de cada anno, flmdeserom annexados
ao relatorio, quo por aquella repartico tem de
ser presente ao Corpo Legislativo.
DitosAo Commandante das Armas e ao
Commissario Pagador, intelligencando-osde
lisver S. M. o Impdrador mandado servir no
Deposito de recrutas da provincia da Babia o
CirdVgiio Ajudantodo 4 o balalhio d'Artilha-
ria p Policarpo Le/ario de Barros.
DitoA Cmara Municipal d'esta cidade,
j determinando em consequencia d'ordem Impe-
1 rial, expedida por baver a Cmara temporaria
julgado nudos os Collogios F.leitoraes do Ca-
bo, Ouricur c Garaulius, quo expeca diplo-
mas do Deputados por esta provincia, fim de
com declaracao de sua idade e posses; e preve-
nindo-o, deque nao deve incluir nella os In-
dios, aos quaes por serem bavidos por pe-
bres e misoravois, d a le um Curador.
DitoAo Director do Lyceo ordenando ,
que, de inlelligencia com o Engenheiro em
Chefo, mande passar para o 1 andar da casa,
que servio de quartel companbia de Opera-
rios, e que ja se acba preparado de maneira
servir para o mesmo Lyco os trates c mais
ananjos d'este estabelecmento, fim de que
no devido lempo possao ser abortas as respec-
tivas aulas Communicou-se ao Engenheiro
em Che fe.
DitoAo Commissario Pagador, declaran-
do em resposta ao seu olTicio de 2 do corrente,
quo, em quanto o Governo Imperial nao bou-
ver resolvido a cerca dos vencimientos do sida
do reformado doArtilbaria de Marinba Vi-
cente Jos Si era dove continuar pagar-
Ih'os.
DitosDo Secretario da provincia ao Inspec-
tor da Thesouraria da Fazonda, transmittindo,
para serem cumpri jas as ordens do The-
souro do ns. 267 do anoo findo, o de 8 18
do corrente.
dem do da 29.
CilicioAo Commandante das Armas de-
terminando em cumprimento d'ordem Imperi-
al que mande dar baixa do servico ao 2. Sar-
gento Manoel Barroso da Silva ao Anspecada
Joaquim Silvestre da Silva e ao soldado Jus-
que, como doliberou a mesma Cmara, vao tmo Gomes da F, do 2 batalho d'Artilharia
tomar assento na Assembla Oral aos cida-
daos l ran msco Muniz Tavares, o Philippe Lo-
pes Netlo.
DitoA'mesma, ordenando, em execucao
do Imperial aviso do 8 d'este m"z, que deter-
minou, se cumprisso a resoluto pela qual
mandou a Cmara dos Deputados, que nesta
rovincia se procodesse a urna outra apura-
P
cao goral das actas dosCollegios Eloiloraes.com
exclusa.) das do Cabo, Ourcuri eGafanbuns,
qne faca aquella apuracao no dia 9 de Feve-
reiro (corrente) fim de regular a ordem
dos Supplentes, que bouvoremde ser chamados
i tomar parto nos trabalhos da referida Cma-
ra; e prevenindo-a de que, quando tiver de
apurar os votos para o Senador, cuja eleico
so est procedendo nao deve contar com os
mencionados Collegios j declarados nui-
les.
DitoA mesma, ordenando de conformi-
dade com o disposto no Imperial Aviso de 8
do corrente, quo expega as convenientes parti-
cipares, para que, guardadas as instruegese
mais ordens em vigor, com as alteragoes do
decreto de i de Maio de 1842 se proceda no
.lia 30 de Margo prximo vindouro, em a fre-
guezia dos Afogados. s eleicoes de Eleitores ,
que assim como as de Ouricur, Cabo, e Ga-
rat.huns frao ulgadas nullas pela Cmara
dos Deputados, que reconbeceo nio ler havido
eleico primaria em TaquartingaTambem
so mandou que no mesmo dia 30 de Margo
procedessem-so s elHcea em Ourcuri, Garan-
buns, Cabo o Taquaritinga.
Dito Ao Commissario Pagador, ordenando
em consequencia de requisico do Presidente
das Alagas, quedo 1. d'este mez em diante
abone, aos procuradores do Capitaodo 2.* ba-
talho de Artilharia p Pedro IvoVellosoda
Silvcira, o do l.Tenente do mesmo batalbao
Antonio Jos de Mello de presente naquella
provincia, as quantias, quo nos requerimien-
tos,quo Ihe enviava, em que vcem designados os
mesmos procuradores desfinao suas fami-
lias.
Dito Ao Commandante das Armas, parti-
cipando fim de quo faca constar ao Padre
Chrislovao de Hollanda Cavalcanti, que-S. M.
o Imperador mandou declarar por aviso de 8
do corrente, que nao era admssivel a sua pre-
lengSo 6 confirmagao do lugar do Capello da
lorlileza do Hrum por no ser conveniente
I prover definitivamente somolbantes lugares; e
i que elle poda c intinusr no exercicio d'aquclle,
em que se achava.
D.toAo mesmo del -mimando faca en-
tregar o (ornecimenlo do medicamentos do Hos-
pital Regimental d'esta provincia ao boticario
Jos da Bocha Paranbos, que, S. M. o Im-
perador ordenou, fosse o preferido em um tal
lornecimeiito com as condignos, que se com-
prometteo em sua proposta, e com direito a
contar-se-lbc o lempo do dia, em que comecar
lorneccr. Communicou-se ao Commissario
Pagador e ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda.
Dito Aos Concessonaros das difTorontes
loteras da provincia, remetiendo, para ter exe-
cucao, o decreto n. 357 de 27 de Abril de
1844, que regula a extraeco das loteras do
imperio.
DitoAo Chefo interino da legio da Guar-
d Nacional de Serinhom exigindo urna re-
lacao nominal dos individuos de Ramiros, que
no seu olTicio do 16 d'este me/, communica
terom-se oflcrecido para Guardas Nacionaes,
a pe ; o bom assim ao soldado do Deposito Ma-
noel Ferreira Mendes.
DitoAo Commissario Pagador exigindo,
de conformidade com o aviso da Secretaria da
Guerra de 4 d'este mez (Janeiro), informages
a cerca da despeza que se fez com os sidos e
mais vencimontos do extincto batalbao de Guar-
das Nacionaes destacado.
DitoAo Presidente da lclaeao remetien-
do copia do decreto n. 398 de -ll de Dezembro
do anno findo, que ordena sejo prvidos pe-
los Presidentes das Relio/oes os respectivos Sol-
icitadores Continuos e Ofliciaes de Justiga.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda intelligenciando-o d'haver sido appro-
vada por S. M. O Imperador a nomeacao que
a Presidencia fizera, do Bacbarel Clemente Jo-
s Ferreira da Costa para servir interinamente de
Procurador-Fiscal d'aquella Thesouraria du-
rante o impedimento do serventuario Antonio
Joaquim de Melio.
Dito Ao Cbefe da Legiao da Guarda Na
cional de Garanbuns declarando em resposta
ao seu oflico de 10 do corrente (Janeiro), que
nao approva a creaco d'uma companbia de In-
dios na povoaco de Agoas-Bellos; por nao po-
derem os mesmos ser alistados na Guarda Na-
cional em consequencia de seos reputar como
miseraveis.
Dito Ao Commandante das Armas sci-
enlficando-o d'haver S. M. O Imperador re-
solvido que occuppem a classo de segundos
Cadetes os filhos dos membros de qualquer das
Ordens Honorficas, Cavalloiros, ou Dignida-
des que, na forma do alvar de 26 de Marco
de 1757 nao tiverem as precisas babilitagoes
para primeiro<.
Dito Ao Juiz Municipal da 1.' vara, exi-
gindo urna relaeao nominal com declararan
dos crimes, e provincias que pertengao, dos
9 reos fallecidos na liba de Fernando emSe-
tembro do anno findo ecujos autos .le vistu-
ra frao Srnc. enviados com oficio dd 26 de
Novembro do referido anno.
Dito Ao Director interino do Arsenal de
Guerra determinando para satisfago d'or-
dem Imperial que informe, qual u despeza ,
que fez o extincto batalbao de Guardas Nacio-
naes destacado com fardamenlo msica, ar-
mamento e equipamento.
Dito Ao Presidente da Relaeao, commu-
nicando que o Governo Imperial tomou em
consideracao a sua representagao de 10 do De-
zembro ultimo e tem dado as providencias ,
para que os Desembargadores da mesma Hela
gao que anda para aqu nao partirn fagao-
no quanto antes.
Dito Ao Director interino do Arsenal de
Guerra,scientifuando-od'baverS. M O Impera-
dor mandado recommendar, por aviso de 23 de
Dezembro do anno prximo passado, a pontual
execuco de suas ordens sobro a remessa dos
mappas mensaes dos gneros manufacturados
naquclle Arsenal sua importancia e a dos
jornnes dos operarios ; e declarar, que dora
em diante se dever tambem remetler dous ro-
tatorios um no ultimo de Junbo e outro no
do Dezembro de cada anno a cerca do estado
material do edificio numero do suas oflicinas
o trabalhadores, e do mais que disser respeito ao
rnelhoramento do mesmo Arsenal.
Portara Ao Inspector d'Alfandega exi-
gindo segundas vias dos mappas de importaran
do anno finonceiro findo Igual exigencia so
fez ao Administrador da Mesa do Consulado pa-
ra os de oxportagao.
dem do da 30.
OlTicioAo Commandante do briguo-escuna
Guararap s, declarando, que, segundo cons-
ta de communcacao do Commandante da esta-
gio do centro, deve S. me. fazer-se de vela ,
para cruzar entro este porto e o do Ro Grande
do Norte, dopois que houver prvido do indis-
pcnsavol o navio de sou commando.Com-
municou-se ao Commandante da curveta Ca-
rioca.
DitoAo Cbefe da Legiao de Cimbres, sig-
nificando em resposta ao seu olTicio de 9 d'este
mez Janeiro', que deve sor considerado vago
o posto de Major da mesma Legiao visto nao
ter tirado patente, no praso para isso marcado
as instrueces da Presidencia do 11 do Ou-
tubrode 1838, o cidado Jos Francisco Leite,
que para um tal posto fora nomeado ; e quo
vaicuidar de preeneber esta vaga.
Dito Ao Inspector da Thesouraria das
Rendas Provinciaos, dizendo, que visto esta-
rem crrenles as contas, que Ibe devolve, da
despeza feita com o sustento dos presos pobres de
Justiga da comarca do Limoeiro do 1 o do No-
vembro de 1842 30 do Junho do 1843, e nao
exceder a sua importancia que he de 87,800
rs. a quota d'aquello anno financeiro, devo
mndalas pagar. Parlcipou-se ao Delegado
do Limoeiro.
dem do da 31.
OlTicioA'Irmandado do Nossa Senliora do
I.mmenlo, declarando em resposta ao seu ol -
Picio de hontom (30), que o decreto n. 236
do anno lindo, que baixou com o novo regula-
ment para as loteras do imperio nao podo
comprebender aquellas, para cujo andamento
bavia dia marcado.
DitoAo Director interino do Arsenal de
Guerra ordenando quo mande desligar da
respectiva companbia dos aprendizes menores
o educando Jos de Araujo Caldas, que a Presi-
dencia tom esolvidufazer voltar para oCollegio
dos Orpbos. Determinou-scao Diretord'este
collegio que recebesse o educando e l o
conservasso at 2.'ordem.
ns
CORREIO.
CORRESPONDENCIA da cidade e PROVINCIA.
Os fructos das doutiinas praierAs apparecem
de todas as partes, e os actos dos membros des-
so nacional partido cada vez sao mais indignos
o revltanles. Ha poucos dias um Porluguez ,
que bavia servido de foitor no ongenho Penan-
duba da reguezia de Muribeca cbamou
conciliago o administrador desse engenbo, quo
be dos taes, para Ibe pagar os voncimentos, que
je Ibe estavo devendo. O Escrivo do Juizo
leve a cortezia de mandar notificar por carta o
bom do administrador que apenas a recebeo
fez esperar a pessoa que a trouxe e chamar o
Portuguez quem mandou agarrar pelos es-
cravos, amarrar esurrarcom bacalhos, um de
cada lado ; e depois de Ihe dar oitocentos a-
goules dexou-o, dizendo ao portador da car-
ta : di-a ao Sr. Juz de Pa, quo o hoinem est
pago e sulisfoito '. Isto nao sao inventos
do Correio e a barbara insolencia foi pra-
licada quatro legoasdesta capital ; a desgra-
gada victima desse carrasco podo arraster-se al
o engenbo Suassuna donde alguns moradores
o condu/iio a presenca do Juiz do Paz Es-
a.|u a liberdade, que o nosso conciliador Go-
verno incumbi a praia de firmar em nossa pro-
vincia Kis-aqui oque os infames maritafedes
pratirao quando so Ibes ofirece occasiao e
leem certeza de ficar impunes ; monslros !
Do Bonito me escrevem o seguinle :
Constando-me quo as noticias que Ihe te-
nbo d'aqui transmitido leem sido publicadas,
o por isso bao produzdo o efleilo, que eu dese-
java, qual o do fazer patente o triste o melin-
droso estauo d'esta comarca que se acba a dis-
posieo d urna infamo sucia coberfa do crimes
o mazlas vou continuar na minbn trela.
Os bons o pacficos ci.ladaos d'esta comarca ,
os verdaderamente amigos da oidem ao mes-
mo lempo que muito sentirlo ver no 7). novo
o nome do digno .Major Andr Barboza do Mel-
lo,o do 6eu lio oTenenleCoronel Jos Joaquim
Ri/erra de Moli, folgarao d'isto por so nao
haver provado nada do que all se disse contra
estes douscidadSos, membros d urna familia ros-
peitavel, limpos de crimes, o do quem sem du-
vida nio fallaran os maritafedes, se tvessem o
procedimento de corto Advogado d'esta comar-
ca corrupto em toda a extensao da palavra, e
que por diversas vezes tem passado escriplura de
hypotheca do todos os poucos bens, quo possue,
inclusive sous quatro gane s para s furtar ao
pagamento das dividas quando exigido por
seus credores ; de cerlo Advogado, quo, antes
de passar a penltima escrptura do hypotheca c
pedio a diversos propietarios da comarca di-
nheiros emprestados, com o firme proproMto de
jamis pagar-Uros; de certo Advogado, que por
vezes tem comprometido e mesmo vendido, d


5
direito das partes que pir infelicidade lhe ca-
ben as unhas ; da certo Advogado, querou-
pou escandalosamente aos orphaos do finado F.
J. C. de M. ; de corto A'lvogado so cheio
de trotas e maldades, quo para so descartar
li'um collcga, mandou por um proto forro des-
compdl-o um voz alta na ra ,' a fin de ver se
d isto desgostoso retirava-so do loro, ou se pro-
cipitava-so sobre um scmelbante aggressor ,
pira ficar criminoso e em consequencia n-
bandonar o comarca ; de certo Advogado ,
que segundo he vo/. publica mandou as-
sassinar a um seu credor o Major Gusmao ,
por ler ouzado vir om pessoa cobrar-lho urna
crescida divid; do certo Advogado om fim ,
qjos vive d'enganar nos miseraveis Lomens,
que por dos^raca o procurao o do mentir, ca-
Jumniar e intrigar a toda comarca ; ou o do
urna autoridaded'aqui quo sendo pea po-
bre o estpida querpassar por nobre rica e
Iliterata ; quo por 50 000 rs. deiiou do sus-
tentar urna pronuncia dada pelo digno Tc-
nonte Coronel Bizerta, enlao Delegado sup-
plente d'esta comcrea alTirmando depois que
essa quantia foi dada nao ella, mas sim ao
seu especial amigo ( o Advogado, de quem ci-
ma fallo) com quem vive intimamente ligado,
que anda sempre acompanhado do facinorosos ,
com quem convive como o dorme ; taes como
o grande Lopes que por muito lempo foi seu
espoleta, o insigne Manoel Francisco, de quem
na outra minlia correspondencia lhe fallei o
Manoel Quirino e oulros inultos larlufos des
do Ministeriode Fevereiro (inhi a 15 diai pre-
tendido, porm de balde exercer sobre os vo-
tantes dos AfTogado. Violencii na frase da
commissao he a resistencia qesefo/. aosa-
narchistas da poca.
Na freguezia do Sacramento da Boa vista nao
houve violencia, porque o* cidadiof lu.ir )
dos assassinos, que rodeavao a mosa para nin-
gu^m ter nella ingresso, e que arrojaro al a
porta da matriz o proprio Subdelegado. All
houve toda a liberdade, assirn como en S.
Jos. Fraude Uouve somente onde a praia per-
doo a eliucao onde appareceo quem embara-
casso os praieiros na carroira de violencias e
torpezas, que praticavao nesta cidado, O sor-
(amento do Sr. Deputado Farofia, com o qual
chamou para a mesa 10 Eleitores da chapa da
praia foi sem fraude : o da Boa-vista procedido
do igual modo foi muito filho da fortuna, eo
de S. Jos.apezar de ter o Escrivao repetido al-
guns do nomes que tinha de cor, quando no
meio do acta lhe dcscobrirSo a lista dos 16
que o Juiz de Paz lhe dra para regular-sena
proclamacao dos sorteados,nSoteve nom sombra
de fraude. A assislencia do Fr. Joao do Lado de
Christo, servindo do Vigario na oleicao do Ex
nao era causa essencial de nullidade. Convi
nha pois allegar se nao fraude ou violencia, ao
menos irrcgularidadc na formaco da mesa dos
Afolados, e com isto acalontar os Srs Carnei-
ros, desgostosos pela excluso dos Sn. Vscon-
de de Goianna e Joaquim Villela da chapa de
Deputadosda praia: o que porm nos contrista
Jado do Curador Goral.
**>***.
COWIMERCIO,
conhecidos que dizem vieran do Verde, d'en-i he que o Si. Antonio Carlos se prestasse a es-
tes vis manejos, eal se sujeitasso a obrar com
refalsamento, porque he cortamente urna in-
felicidade descobrirmos deslealdade n'aquellet
quevivem na sociedade de que fazemos parte.
commenJa ; que, secundo he constante con-
correo directamente para o arrombamento da
fraca cadoia d'esta villa, a fim de se evadir o
afamado Manoel Francisco sou guarda-costas
c s conhecido por seus-inormes crimes ; que ,
para beneficiar a um amigo, conservou em seu
poder uns autos civeis por immenso tempo ( 6
mezes) sem os querer entregar, o que s fez
depois que o (invern da provincia quem a
parte contraria se queixou d'uma tal njustica ,
ordenou-lhe que psssasse os ditos autos an
Juiz competente para serem julgados como de
direito fs d orphaos tambem d'aqui.que exige dinheiro das
partes para arranjar Ihes os quinhoes a seu gei-
to: como acaba de fazer com o Joan Teixera, ;i
quem dirigi urna carta dizendo, que, se qui-
?esse ficar com o escravo quo pretendia, devio
dar -lhe 100,000 rs.
15 AiBim"
BLBirjAQ DOS Al'OGADOS.
Se rulo por violencia ao menos por fraude
igual sorle [a de nullidade) deve ter a votactlo
da freguezia dvs /I fogndos jeita entuma
mesa sem 'insistencia do Prorho, e apenas com
a de um Sacerdote regular que nao poda exer-
cer direilos polticos. <
Esta oYcisio d CommissSo de Poderes dos
Deputados de S. Paulo, Minase Rio dejanei
ro veio acabar de d senganar-nos a respeito do
Sr. Antonio Carlos, que se clava de cavalle:
ro franco e leal. Onde se vio julgar nulla urna
tienao sem se lhe figurar positivamente a
causa dessa nullidade ? Nao se poiia provar
violencia na i leieao dos Afogados por quanto
a 22 de Setembro j tinhao cessado os furores
do batalhao ligeiro dos Srs. Carneiro e Pedro-
so 2.; nao se podia apresentar a menor prova
de falsificaran; tambem a insistencia do Frade
commissionado pelo Parodio jamis se julgou
causa eDeiente de nullidade ; convinha pois
dar um parecer ambiguo quanloaos undamen-
toi e dizer se nSo esta provada nom a vio-
lencia, nem a Iraude, e se a assistencia do Re-
ligioso nao vicia a eleicao, todava a allcgaco
dt< todas e^tas causas juntas d; lrca pira vale-
re rn pelo seu numero, (guando oir. Antonio
("arlos foi Juiz, daria scntenias de condemnacao
com iguaes fundamentos ?
Melhor (ora i|ue o Relator da Commissao
dsse mostras de civulleiro o deckrasse que
na eleicao dos Afogados eslava empenhada a
honra o a pondunor do partido da praia, que
sobro ella moveo o seu batalhao ligeiro e nada
pode conseguir porque o Sr. Marcellinode
Britoreouou netas occasiao da marcha do in-
versao, que tinha encelado, horrorisuu-so do
plano de anarchisar a provincia ue os Srs.
Crbano e Nunes delineiao, o o Ministerio o
mandava executar. Corrido o batalhao ligeiro
dos A logados nao podia a eleicao deixar de
ser ganha por aquello que sempre all tem
conservado nlluencia legitima; mas sendo o
systema actual aba ter influencias legitimas pa-
ra sobro ties minas elevar nullidadcs era ne-
cesario castigar a ousada de quem iioquer
ceder o haslo ao Sr. Francisco Canoro ( o
lumvajse com isso a excluso de 2 opposicions-
tas notaveis), o a maneira do procedimento tido
com o eollegio da Purificacio, annullar a elei-
^8o ganba pelo partido da orden en conse-
SUencia das violencias, quo o batalhao ligeiro
rS32r-i
Com mullicado.
Convencido que be ventajoso luvar luz pu-
blica ludo de que pode vir proveito ao publico ,
assentei de polo vehculo da imprensa commu-
nicur as ideias, quo ten lio sobre objecto que
he nteressante ao publico a fim de quo, exci-
tando urna dscussao sempro em proveito do
publico appareca a verdade; rogo-Ilies a inser-
eao dasseguinteslinhas. Nao pudendo no re-
gimen conslitucional existir emprego e lugar
publico senao croado pelo poiA legislativo e
nao bavendo na legislacfio que regula entro
nos por forga da carta do lei do 20 de Oulubro
do 1823 nom acto algum legislativo geral
posterior,que crcasso o lugar do Curador Geral
dos Orphaos, em virtude de que ser exercido
nesta cidado o lugar de Curador Geral dos Or-
phaos? Parece-nos que em virtude de facto ,
o sem direito que o apie. Cremos que o lu-
gar de Curador Geral deve ler assento em lei
geral; porque he una pessoa que figura om
juizo ; um empregado da justica cuja provi-
menlo pertence ao Governo Geral o est su-
geito ao pagamento de imposto geral ; e as at-
tribuicoes das Assemblas Provinciaes na'o est
o poder de legislar sobre materia de jurisdiccao,
lormulas do processo judicial, pessoas do juizo,
e cousas concernentes a jurisdiccao do poder
judicial cono be principio sanecionado na lei
do 3 de De*embro de 18il e 12 de Maio de
1840 ; e porconseguinte suppomos poder con-
cluirque a existencia do Curador Geral he de
fado e que sao nullos os actos que nessa
qualidade pratica porque toda a jurisdiccao
vem da lei e esse emprego entro nos carece
de lei.
Talvez objectem que o lugar de Curador Go-
ral tem assento no artigo 8. da lei provincial
de 14 do Abril de 1836 mas persuadimo-
nos que demonstraremos, que esse artigo de lei
cadueou, e que se est em vigor he o Promotor
Publico e nao pessoa diflerente que pode
fazer o ollcio de Curador Geral. O complexo
dasdispo/icesda lei de 3de Dezembrode 1841
conten determinacoes oppostas doulrina da-
quelle atligo da lei provincial, e os rogula-
mentosexpedidos para sua oxecucao nianifeslao
essa verdade segnanter os arligos 10, o ll do
rogulamcnto de 15 de Mareo de 1842 e aviso
de 4 de Abril de 1848 o j se v a vista do ar-
tigo 124 pa referida lei de 3 de De/embro de
1841, que est revogado o artigo da lei provincial.
At com facto proprio do actual Curador Geral
se podo i rgumentar ; porque, oslando pela lei
provincial o cilicio de Promotor do Capeas,
o Residuos annexo ao do Curador Geral dos Or-
phaos requereo elle o provimento il'aquelle
ao Governo Geral certo de que sem nomea-
co deste nao pdia exercer as funcroes dos
Residuos isso prova a sua convicc ao do nao
estar em vigor a lei provincial. Se pjrm est
em vigor a lei provincial nao he licito apar-
tar se da sua expressa e clara disposicao ; e
enlao o Promotor Publico como acontece nos
oulros termos he quem deve exercer o oflcio
de Curador Geral ; porque a elle foi que a lei
provincial conlerio esse poder, cujo exercicio
nao sendo incompativel quando elle o (Ticiava
tm todi a cornirca menos ple ser hoj queprocurasse alojar-se. Caminhava bem a ompre-
s ofllcia cm um termo della. )za, mas o barulho d'aquella entre-vista eos
A conclu'o parece-nos ser que de modo al-| gritosdas pessoas alliadas ao tutor fizero con-
gum se polo sustentar que a existencia do actu- i correr forrea armada, e frustrro o desentrecho
al Curador Geral he legal. Dos queira quo da tao bem comecada far^a. Um tal D. Basilio,
estejamos engaados, pois de tal engao re- mestre de msica de Rossina e confidente privi-
sultariiio menos males do que pdem provir legiadodo tutor, que tinha sabido a entrada do
de tantas nullidadcs, atienta a falta de legitim- Conde disfarcado em Svilia, propOo a D. Bar-
tolo inventar urna calumnia, que o desconcei
tuasse na cidade para assim conseguirem que
Rossina arrefecese na sympathia, que por en-
tura tivesse pelo seu amante Lindoro. 1,'m dia
que o tutor nao imaginava se introduz na sua
casa um novo mcslr; do msica (o Conde dis-
farcado) intitulando-so escolar do D. Basilio,que
Iraziaoulro novo vnredo formado por Fgaro
para poder continuar suas entre-vistas com Ros-
sina; ludo inarcbava bem, mas do repenlo ap-
parece U. Basilio quo dostroe do prompto o re-
sultado do lance; o dinheiro, que tudo vence
fe/ com que I), asilio se fingisso docnte e dei-
xasse o negocio no pimeiro estado: noste mo-
mento Figaro por meio de um estratagema iou-
ba cccultamenlo a chave dagelo.'ia da casado
tutor [ior onde ha de entrar com o Conde para
realisar a fuga dos amantes; una nova indiscri-
Qflo do Conde na occisiao de estar dando lirio
Alfandega.
Rondimenlo do dia 4...........r>:L287,>9i6
%fovimento do Porto.
Navio sahido no dia 2.
Liverpool ; galera ingleza Columbus capitao
Daniel Creen ; carga algoJo e assucar.
Navio entrado no dia 3.
Maranhao, polo Ass ; 68 das, patacho nacio-
nal Mana Luiza de 75 toneladas, capitao
Joo de Dos Peroira equipagemO, carga
sal, &c.; a Antonio Joaquim doSouzalti-
beiro.
Navio sahido no mesmo dia.
Trieste; brigue sardo Hoza capitao N. l)o-
dero, carga assucar.
(Jliservacilo.
A escuna ingleza Cdiz Packell voltou da
11 lia de Fernando em ir. horas, e nao encoutrou
o capitao.
Seclarayoes.
;i-v\cha-si' recolhido a cadeia da cidade de
Olinda pela Subdelegada da freguosia da S ,
o preto Jos, de naco Cacango do !5 annos ,
pouco, mais ou menos diz ser escravo do Pa-
dre Manoel Isidro que morou no Ico e ago-
ra se acha a cidado da Forlalesa no Cea ni, dt
cujo lugar diz ter fgido, ha um anno.
2 Pelo Lyceo dosla cidade se faz publico,
quo este estabelecimento devora comecar os Ira
balhos do novo anno lectivo, no edelicio em
quooutr'ora csteve a companhia dos engajados
no areial de Fura de Portas, do dia 12 do cor-
rente em diante, emoqual terminao as ferias,
e acha se aberta a matricula para todos osa-
lumnos, que so examinaran e ionio approva-
dos no estudo de lingoa nacional, e para aquel
los que sequizorem matricular nesta aula : ou-
tro sim, que ser examinados no estudo da
lingoa nacional, c no de latim, antes d aber-
tura o dos trabalhos do referido estabelecimento,
todos aquellos que pretenderen! matricularse
em qualquer das suas aulas, o que nao podro
(azer os seus exames em o anno prximo passa-
do. -Secretaria do Lyco 1." de Fevereiro de
1845 Joo Facundo da Silva Guimaraes.
Secretario. (19
le piano a Rossina, descobre seu disfarce o o
fingido mestre sai do casa do D. Bartolo, mas
j entendido com a sua bella amada Por ulti-
mo sao burladas as esperanzas do tutor, o Con-
doalfimse descobre no seu verdadeiro carcter,
e d a mao d esposa a Rossina.
Personagens. Actores.
Rossina, popula do I). Bartolo Madama Le-
o*.
Bartolo, tutor Giuseppe Galletti.
Conde d Al.maviva Carlos Bicco.
Figaro, barbeiro Luiz Guizzonni.
D. Basilio, mestre de msica Joao Toselli.
Florello.chefeda banda dosmuzicos- .1. Chaves.
Choro da banda, soldados, &0. N. N.
Director d'orquestra Mr. Grosdidier.
Precos da entrada.
Entrada geral 1.000
Cadeiras de galera, 1.', 2." o 3.* or-
den. 2,000
Os bilhelcs vender-so-hao na vespera e no
dia, no mesmo theatro no pateo do Collegio.
O espectculo comecar a cegada do Exm.
Presi Jenteda pr vincia, e a porta achar-so-ba
aberta as 6 /* horas da tarde.
(70
Aviso martimo.
THEATRO PHILO-DRAMATICO.
Por nao ser possivel levar elleito a innova-
cao, j annunciada, acerca da entrada para a
representacao da Opera Italianna, fica persis-
tindo a pratica d'antesseguida de dar-se entra-
da pelas tres portas do Theatro.
As pessoas, que quizercm assignar para cin-
co recitas, fim de gosarem da nao pequea
vanlagem de conservarem os lugares, d'onde
melhor posso observar a scena, pdem enten-
der-so com Carlos Bicco, na ra larga do Ro-
zario, n.30, primero andar, hojo o amanhSa
por todo o dia.
Para o Rio do Janeiro partir impreteri-
velmenle no dia 8 do crrente o brigue Ameri-
cano Feliz, por t r o seu carregamento quasi
todo engajado pudendo uinda receber algumu
carga a frete e escravos assim como anda
pode tomar um passagoro ; os pretndante*
tratem com Firmino Jos F. da Rosa f Irmao ,
na ra do Vigario n. 23.
Le la o
COMPAMIIA ITALIANA.
Qunta-Feira 6 do corrento, vai a scena no
THEATRO PHILO-DRAMATICO
a 1* representacao da opera Rufa om 3 actos
YL DAHIER DE SEVIG/IA
msica do celebre Rossini.
O Conde d'Almaviva, Fidalgo esclarecido de
Madrid, capital de Hespanha, tomou urna ar
dente paixo por Rossina, bella Andaluza, e
possuidra d'um dote, que conservava com
muito inleresse o impertinente velho I). Barto-
lo seu tutor, quo, nao obstante sua volhice, ti-
nha o empenho do esposar sua pupilla. Alma-
viva, sigilosamente cncoberto debaixo do dis-
farce de um simples particular por nomo Lin-
doro, tinha seguido os passos de sua amada ole
Sevilla, onde passa esta scena, a fim do burlar
as intencoei do D. Bartolo; mas este que guar-
dava seu thesouro com todas as precaucOes, im-
peda toda occasiao do que Lindoro se enten-
desse com sua pupilla.... Cortamente o Conde
pe-diria suas esperances, se a casualidade lhe
nao permittisseencontrar-secom o insigne Fi-
garo baibeiro afamado da cidade, quo j tinba
sorvido ao Conde em algumas outras inemsoes
amorosas, por va do urna justa recompensa; F-
garo facilita a empresa, aconselhando ao ( on-
de que, em trajes de Sargento de cavallaria. e
iingindo-so bebado entrasse na casa do tutor e
3 Ivon urthy & Itrender a Brandis conti-
nuarlo para liquidaco por intervenco do
corretor Oliveira, o seu leilo de erragens linas
e grossas entilara e miudesas boje > do
corrente as lu horas da manhaa em pon-
to no seuarmasem, ra da Cror. .'6
1 vssos aversos.
n-i
1Jos SoarosdAzevolo Lente de lingoa
Franceza no Lyco tem aberto em sua casa ,
ra do Rozario eslreita n. 30 terceiro andar,
um curso de RHETORICA e outro de Geoora-
I'IUA As pessoas (ue dcsejarein estuda qual-
quer destas disciplinas podem dirigr-se indi
cada residencia a qualquer hora. (7
1Precisa-so de um trabalhador para pla-
que sirva para a masseira, o para o lorno,
a pessoa que se adiar com sufficiencia para este
sorvico dirija-se a ra d'Alegria n. 8 '4
I'recisa-soalugar urna ama para todo'o
servifo de urna casa ; na ra de Hortas n. 08.
6 RAPE FINO
ViNAGKINHO
Jernimo da Costa Guimaraes e Silva, asss
agradecido ao benigno publico pela grande ex-
traccao que tem tido o rap fino Vinagrinho
de sua fabrica tem a salislaco de lhe poder
declarar, que so nao illudio com o acolhimen-
to quo fez ao mencionado rap.
A pprovacao que a respeitavel sociedade
de Medicina dcsla provincia se dignou dar ao
rap fino Vinagrinho, depois de o haver subme-
tido a urna analyse chimiea asss rigorosa he
o maior elogio que se pude fazer a sua qua-
lidade.
O annunciante se obriga a *ter sempre boa
qualidade deste rap a disposicao de seus be-
nignos fregueses.
O cmbrulho dos botes he azul, e os rtu-
los brancos ; \endem-se de cinco libras par<
cima a 1/000 w., do deposito da ra da Ca-
deia do Recife o. oo. i%q
i
i


J
6 Alngs-se urna cnsa de 2 andares etra-| rente desapareeeo de sua casa em Ponte de
peira lita na na das Larangeiras n. f>; a tra- Uotofta o escravo de nome Felippe j annu
. ________.. j. i?_____>______i- u (1 i i.irin niiK Hinriti* iis "_fi _,'/
t.ir nn run do Kncantamento n. S A. (3
2Alug-se Din prelo para o servico inter-
no do urna cosa na na do Cruz n. 3N, ou an-
iitincip para ser procurado. (Si u^KmWoS bco"de"barba'7h'e um tanto
2-OSr. Francisca .loso Leite quoira an-' odocAr|)() f abre os dedos grandes dos ps
nunciar a sua morada por esta fo I lia, para ser 11)m lanto para f()ra ( pernas Anas, nariz chato,
procurado a negocio do seu interesse. (3 olhos pequeos e avermelhados era costuma-
ciado nos Diarios ns. 26 e 2/
9Etn -27 de Outubro de 1841 desappare-
ceo um moleque de nome Paulo de nacao
Quicamn de 18 annos pouco mais, ou menos.
2A viuva do finado Manoel Muniz de Sou-
za Borges, tendo convocado os credores de seu
do andar vendendo done de jalea em copos, por
toda a parte desta cidade, julga-se tersido lur-
Za norg>'!t, iPriUU cuimicauu u liinvmn bitu iuui a |iuno ucn> viunuu, j-.^ CT" .... ..------
casal para o dia 3 correte a lim do Ihepaten- tdo porque nunca fugio; roga-se a qualquer
toar o estado da casa n3o leve lugar neste dia I eoboi de engenho, ou outra pessoai quem el-
por muh do entrad; o por isso novamente as J f oDarecido. ou por.""J''0 ""*
., ,.. i i .i____ dominios, o anretiendorein e particlparem a seu
convida para o dia 6 do corrente pelas 3 horas
da tarde a deliberaren! conforme os seus
interesses e os que dcixorem de comparecer
iicari sugeitos ao que os mais nccordarcm a
respeito. (12
2=Alaga-se um sobrado do um andar na ra
da Sensata veHia n. 52, a tratar na la Direita
sobrado de um andar n. 42 onde tem um ni-
cho. (*
2 A luga-se o primeiro andar de um sobra-
do aira/, da casa n. 63 no atierro da Boa-vis-
ta muito Irescoe tem commodos para peque-
a familia por proco commodo. (4
2=Quem quizer saceos de millio por proco
em conta procure na ra Direita n. 6 (2
2 -Precisa se de urna ama de leite, forra ou
escrava quo o tenha em abundancia soja
bom sadia e de bons costamos ; annuncio por
esta follia. (*
LOTERA DOGUaDELI'PE.
A lotera do Guadelupe que lora preterida
no andamento de suas rodas pelas de S. Pe-
dro Marlyr o theatro deve correr mpreteri-
velment-" no dia la do Marco, como por S.
Ex. o Sr. Presidente da provincia loi confir-
mado. Os bi I betel esto venda as lojas de
cambio na ra da Cadcia do Itecile na de
miudezas do Sr. Fortunato praca da Uniao ,
na botica do Sr. Moureira Marques em S.
Antonio na botica do Sr. Couto largo da
Boa-vista e finalmente em Olinda loja do Sr.
Domingos nos Quatro Cantos. fl2
2=r No dia 3 do corrente cntregou so urna
barrica de bacalho de marca de logo a um pre-
to no Recife para entregar na Boa \ ista na ven-
da do abaixo assignado na ra do Aragiio,esqui-
na que volta para o pateo de S. Cruz, n. 4J; e
como o dito preto a na.) entregasse. roga-se a
qualquer senhor que della souber ou Ihe for
oflerecida para comprar, do a aprehender par-
ticipar ao dito dono quo ser_ generosamente
recompensado: o preto diz ser escravo do Se-
nhor Bastos nasCinco ponas e he de estatura
alta. Antonio Pereira da Silva Martint. (Vi
8 LOTERA I)A MATRIZ da b_a-vistav
As rodas desta lotera correm no dia 17
de Fevereiro, e os bllhetes acho-se a venda
nos lugares do costume. t
3 (J abaixo assignado tem a honra de se
offerecer ao respeitavel publico para ensinar
em casa ou em a de seus alumnos ; pnmeiras
letlras grammalica p.irtugueza e msica ,
pelo mais lacil e usado methodo principal-
mente de solTejar quem de seu pequeo pres-
tio se quizer utilisar o procurar em sua
residencia na ra da Guia n. 28, das 6 horas
damanhaaas 10 e de urna da tarde as 5;
dao-se ta.~bem lieoes de flauta, clarinete e vio-
jao. Candido ioi Lisboa. 9
.-,_, p.ccisa-sc de moco Portuguez de 16 an-
nos para trabalhar em padaria e para to-
mar conla de urna freguesia do vender pao ,
aquina praca ; as Cinco-pontas n. 30. (4
3_ Precisa-se de urna preta que saiba la-
var engominar e cosinhar para o servico
de urna casa de pouca familia ; na ra do Ara-
gao n. 13. (*
3 A sociedado de Simoes $ Ferreira las
Tsciente ao respeitavel publico quo tem dissol-
vido a mosma sociedado ticando d'ora em
diante girando o inesrno estabelecimonto la O
smente pertencendo aoSr. Francisco Ferreira
da Silva e obri^ado a todas as transacoes al
estbala. ''
3_ Troca-se una casa terrea cm boa ra do
bairio de S. Antoi.io, que tem duas salas, doui
quurtos bastantes grandes costaba lora e
outros commodos que sao necessaiios para fa-
milia por urna que tenha 3 ou \ quartos ,
Quintal e cacimba que soja no mesmo baiiro
de S.Antonio o tamben! em boa ra, ou um
sobradinlio de um andar ; quem este negocio
quizer faser, dirija-sea prava da Independencia,
iivraria ns. 6 e 8. (8
3 Antonio Pereira da Cunba remelle para
o Rio de Janeiro o seu escravo de nome Fran-
cisco crioulo. S
3 Lenoir Puget 6c Companhia mudarao o
seu escriptorio para a ra da Cruz n. 17.
w -- W. w_*_| (-------------------------------------------
dominios, o aprebendorem e participarem a seu
legitimo Sr. Antonio Jos Goncalves Azevedo na
ra da Praia armazom de carne n. 19 que re-
compencar e pagara toda e qualquer despeza ,
que se fizer. M'
Antonio Gomes Babia declara que no
lugar da Baixa Verde, onde lie morador, existe
um cavallo russo pedre?. desde o dia 31 do mez
prximo passado que appareceo por o dito lu-
;jar: quem for seu dono o podor receber, dando
osignaei cortos, o pagando as despesas que se
houver feilo com o mesmo cavallo.
1 Quemtiverum proto para alugar diri-
ja-se as Cinco-pontas padaria deroote do
aroial. '
!_ D-so dinheiroa premio com penhores,
mesmo em pequeas quantias ; na ra .Nova
n. 57. '
Roga-se a pessoa que oceultou em sua
casa o que della se est servindo a preta Eu-
genia que loi de Joaquim Jos Ferreira da
l'onha e boje do abaixo assignado ; a qual lu-
gio do sitio dos Afilelos na noute de 29 do pas-
sado, a queira levar a seu legitimo senhor, pois
j niio se ignora aondo se echa dita preta, do
contrario o abaixo assignado usar com todo o
rigor du lei contra dita pessoa ; assim como
tambem pode apparecer no caso de a querer
comprar.Victorino Verreira de Carvalho.
Alga-se o segundo andar da casa da ra do
Amorim no Recife n. 14, as chaves do dito an-
dar existem na loja da mesmacasa; quem pre-
tender, dirija-se a ra da S Cruz n. 80.
LOTERA DEN. S. 1)0 LIVRAMENTO.
Nao sendo possivel efeituar-se boje o an-
damento das rodas da lotera do Livramento ,
corno se havia annunciado por se nao ter con-
seguido vender todos os bilhetes, e existir
ainda om ser um crescido numero o thesou-
reiro da mesma lotera assim o faz publico, de-
clarando, que se vai sollicitar do Exm. Sr.
Presidente da Piovlncia a designacao de novo
dia para o referido andamento o qual ser
brevemente annunciado.
Francisco Jos Leite mora na ra do Co-
tovello vendan. 12; na mesma, vende-se ar-
roz vermelho em saccas.
No dia sabbado, primeiro do corrente ,
furtraoda porta da venda de Antonio Vleira ,
aira/, da ribeira do peixe um cavallo alaso ,
com cangalha pequeo frento aborta bebe
em branco pouco calcado das ruaos e o pe
esquordo calcado al a junta como aparada do
lado direito e do esquerdo cabido cauda apa-
rada caminha a passo bem, carrega baixo ,
tem pelo corpo pintas brancas pequeas, os
cascos pequeos o aparados ; a pessoa que
souber quem o lurtou, participe em dita venda,
ou no pateo da S. Cruz a Thom Carlos Peretti,
quo ser generosamente gratificado o se guar-
dar segredo.
Aluga-se o primeiro andar do sobrado n.
24 no principio da ra do Hortas ; a tratar
no segundo andar do mesmo sobrado.
O juiz da irmandade do SS. Sacramento
do S. Jos do Recife de novo avisa aos irmaos
mesarios para reunio quarta feira 5 do
corrente na igreja de N. S. do Terco para
tratar do negocios tendentes a mesma irman-
de Sil rs., na loja de llvros da viiw Cardse
Arres ra da Cadeia do Recife. (
vl_Arith mlica, Algebra e Geometra para
uso dos estudantes do Lyceoe do Collegio das
Artes Vendem-se na loja de livroi da vluya
Cardoso Ayres, ra da Cadeia do Recife. (*
1 Vendem-se saccas com farioha, por pre-
so commodo; no Forte-do-Mattoj, ra do co-
dorniz venda da esquina n. 12. (>
1 Vonde-se papel dourado e prateado ,
oculos de armaQo de todjs as graducom, pen
tes de marflm ditos de tartaruga para mar-
rafas caivetes Anos luvas da diversas qua-
lidades a 'iO rs. o par, papel alrnaco e de pe-
so phosphorosem oaixinhasa 30rs. estam-
pas de Santos, colleccSoda via-sacra ; na ra
do Cabug loja de miudosas de Francisco Joa-
quim Duarte, n. 1. '9
I Vende-se na ra do Queimado, lojas ns.
ludo por preeo commodo por seu dono se
querer retirar para a Eirjps ; na ra Novan.
5, segundo andar defronte da matriz. (12
'2 Vende-se um cavallo gordo ou so tro-
ca por lijlos de alvenaria ou ladrilho, ou te-
Ihas ; na ruade S. Amaro n. 10. (i
2 Vende-se urna escrava de -21 annos do
bonita figura engomma, cosinha cose e faz
todo o mais servico de urna casa no Atierro da
Boa-vista n. 46. ('*
2Vende-se um braco do balanca grande,
com conchas e correntes de lorro proprio pa ra
armasom de assucar e juntamente \-i arrobas
de pezos de Ierro; a tratar na ra do Vigario ,
armasemn. ll.com Joaquim Jos Alvos Mon-
teiro. (6
2 Vendem-se boas redes para pescarla ; no
Atterrodos Aogados n. I'i7. (2
2 Vendem-se 4pretos do bonitas flguras ;
omelhododeapplicaracompanha aos vidros.
1 VendemsVsaccascomfarello pelo mo
dico proco de 3200 rs. ; na ra da Senzatla-ve-
Ihan. 138. (3
2Vendem-se uvas moscatel a 400 rs. a libra,
passas a 360 rs. peras seccas a 480 rs., amei-
chas a 320 rs ; na ra das Larangeiras, ven-
da n. 16. (*
2Vendem-se saccas de milho a ">60 rs. ;
na ruada Praia, armasem n. 20 e no Atierro
da Boa-vista n. 34. <3
2Vende-se um sellim com pouco uso ; na
ra Nova loja n. 16.
2 Vendem-se caixas com ameichas regu-
lando 6 libras, por preco commodo ; na ra
das Cruzes venda n. 40. (3
2 Vendem-se semontes do couvo aos ce-
ios, por estarem om estado de se plantar, sondo
repolho lombarda, inanteiga o de outras qua-
lidades as mais superiores que ha na Euro-
pa a 400 rs. o cento ; no quintal que (lea de-
rronte do sitio do Bom Sucesso pegado com os
tnndos do sitio da Sunhora I). Laurianna na
estrada dos Alllictos. &
3 Vende-se urna crioulinha do 11 annos;
a Nova loja n. 16. m,ui de bonita finura ; ua ra estrella do Rosario n.
3 Vende-se urna venda emum dos melho- af D0Dlia nur" 3
res lugares do bairro de S. Antonio com os
gneros que convierem ao comprador, e a casa
em que esta collocada. paga o aluguel de 8# rs.
mensaes e nao se receta que o dono preciso
della, por sor de urna irmandade ; tambem se
d com algum interesse a um caixeiro que
saiba aumprir com as suas obrigaedes; a tra-
tar no Atierro da Boa-vista, primeira venda ao
p da ponte. *
3 Vendem-se charopes para refresco de
maracuj Itrolo o tamarindos e se lazem
de outras qualidades so encommendando a 180
rs. a garrafa ; na ra da Roda n. 23. (4
3Vende-se um preto por preco commodo ;
na ra do Sebo n. 33.
4Vende-se urna escrava de 22 annos, co-
sinha e engomma, a vista do comprador se
dir o motivo da venda ; urna dita propria para
o servico de campo ; ne largo do Terco n. 7. i4
2 Vende-se Dictionaire trancis anglais per
C llamonire J v. ; oeuvres completes de P.
Ileranger, 4 v. Grne de 104 vignettes; Larayette
omAmerique, par A. Levasseur .orn de 12
gravures, 2 v. ; Politique des Nalions par lo
IJ Alex de Thtis 2 v. ; Recherches sur la
Population, par Wiliam Godwin, 2 v.; Econo-
ma politique par Maltbus 2 v. ; historie des
rovolutions parF. C. Schlosser. 1 v.;Conscils
duThroneparFrdricleGrand. 1 v. ; oeuvres
completes de Montesquieu, 1 v.; Principes d'ad-
ministration par Bonin, 1 v. ; Memoires sur le
c.onsulat.l v. ; Degeneration de la Franco par
Madrolle. I v. ; Batailles Navales I v.; Exa-
men critique des Apologistes de la Beligiou
chretienne par Freret, 1 v.; Collection des Me-
moires relatils a la revolution francjiise par M. (
Campan 2 v. ; Histoire de Plusieurs Aventu-
riera fameux, 2 v. ; Histoire de la guerra de;
l'Amerique par Charles Botla, 3 v.
Destillateur des esprits 1 v
10, terceiro andar. >
3 Vende-se um lindo carro de 4 rodas,
novoe muito forte, por prego muito commodo;
na ra da Cruz n. lo. l3
3Vendem-se 20 varas do lagedo chega-
do recntenteme de Lisboa ; na ra da Madre
de Dos n. o, primeiro andar a fallar com Ma-
noel Jos Machado Malheiros. (4
3Vende-se sarca-parnlha de superior qua-
lidade ; no armasem doBraguez ao p do ar-
co da Conceico. (3
3Vendem-se barricas com farelo do Lisboa,
por preco commodo ; na ra do caes da Alian-
dega armasemn. 5, dC Antonio Annes. (3
3Vende-se urna bonita escrava de 20 an-
nos recolhida perfeita costureira de cortare
lazer vestidos de senhora e camisa de horneen ,
(az lavannto borda engomma c vesle una
senhora ; na ra do Crespo n. 10, primeiro an-
dar, i;{
t5_Vende-se um sitio na Capunga a mar-
gein do rio com boa casa do vivenda por
preco commodo ; na ra da Madre de Ueos, lo-
ja do Cunha. (4
Jucos apparelho de difieren-
tes gostos para cha com el tica ras o
pires, casticaes grandes e peque-
nos, tudo do verdadeiro metal li-
no, chegado prximamente ; i.a
ra Nova loja de ferragem n. 4l.
Escravos fgidos
2 No dia 25 de Janeiro fugio urna preta de
L'art du nome Quiteria crioula do 20 annos altura
, Orara complet' regular, bem leita de corpo e reforcada; levou
'anglais par Lat FrancoU Isidoro le Fort, i v.;! vestido de chita rouxa e sala preta por cuna .
Telemauue 2 v. truncado; Histoire de la de- i mas pode s,,r quo ja a tenha tirado ; ten, urna
cade reed la chute de L'Empire Romain belida no olho d.re.to macaos do rosto altas ,
dado as 5 horas da tarde.
Compras
1 Comprao-soeflectivamente para fra da
provincia escravos de 12 a 20 annos sondo
de bonitas figuras pago-so bem ; na ra da
Cadeia de S.Antonio, sobrado do um andar de
va randa de pao n. 20. (o
1Compra-s um Ierro de fugao inglez j
usado e se for pequeo molhor ; na ra do
Cotovello venda u. 31. 3
1Compra-so um terno de pezos de urna
arroba al meia quarta do libra; na ra da Soli-
dado padaria do urna s porta n. 11. (3
I Comprao-se dous parus de botoes de>ou-
ro para punho ; assim como outra qualquer
obra de ouro e prata ; na ra de S. Amar0
n. 32. (4
Vendas
\-
3Procisa-su de um pe fe i to oilicial litogra- 1 -Vende-se urna negiinha de 16 annos, co"
nho Dar trabalhar efectivamente em urna principios de engommar e cosinhar ; urna mu-
ii ff'rauhia na praca ta Independencia li- latinha de 18 annos engomma muito bem e
vraria ns 6e 8. (4 he recoli.ida 3 moloques de naco, todos com
{ Aluna-so um moleque para servir em al- habilidades; 3 escravos do bonilas figuras, e
i. casa-nuein o pretender, dirija-so a ra [uoidelies he pedreiro todos de muito boas
, (3 .'conductas ; na ra Direita n. 3 (7 <> r-----1-.-;;
^IV Constanlina Jacinta da Molla viuv'a -.- As Dcadas de Joo de Barro, cont, ca para rebeca _, de toda^ a^W^-^
A*TMtu,te Coronel Manuel Antonio de Almeida nuadas por Diogo do Coulo 24 volumes in 8.
," Sf jooManoolde Barros Wanderlei, < portuguez nil.da edcao de Lisboa, encader-
e a. respeilarel publico qtM BO dia 2 do cor-1 nacao inteira.
irauoin w ** **** ** ~
traduite par F. Guisot, 1 v. truncado; oeu
vres completes de Duelos, i v. truncado; (obras
inglezas) France social literary political, by
Henry Lytton Bulicer, 2 v.; Prononciog, dictio-
naryby Johns Wolker, 1 v. ; Memoirs of Ihe
Duchess D branles, Mm" Junot.l v. Ihe
e por cima tem urnas mar cu- de ventosas e tam-
ben! as costas ; he provavel tratr o mesiiio
taboleiro corn quo sabio o qual he pintado de
amarello e com 4 pos; descontia-so estar aqui
mesmo na prata acuitada por se ter visto no
Recile e Boa-vista a semana passada ; esta pre-
SSTm AtUn souveir IT Leters*. 1 la foi escrava do Sr.Thomaz Pinto to Qe.ro. ,
v K.sselas Acale, by Doctor Johnson I. v. ; | morador na Boa-vista ; tamben so uescona
tino Z V rgilio m Irancez e latim 2 v ; estar recolhida em ce. la casa1, por qoanlo sen-
ira em latirn 1 v. ; lito Livio em latim e do assim para evitar questots. sera bom man-
nortUltt lv. arte latina do Padre Antonio dal-a entregar para nao ter do que se queixar,
Pe eir 1 v tica de Eduardo Job 1 v. ;! pois se protesta proceder com todo o rigor da
i limo v ^-- ------- -
Burro de Fedro em iatim numerado o rancez,
1 v ( porluguezes; diccionario portuguez,
Iranceze latino, anllgo porm rico emno-
niesdo nacSes reinos provincias e cidades ;
dito classico histrico, potico e mithologico,
I v 3 annos do Panorama, encadornados
v. ,' ocavalleiro Faublas,4v. ; Talismn por
WalterScote 3 v. ; Cootos a meus filhos i.
v Biblia sagrada novo e velho testamento,
l'v. ; Economa politice por J. taptista Say ,
1 v.; mestro francez por Clamopio I v. ; car-
tas do Echo a Narciso, 1 v. ; diccionario poeti-
co de Cendido Lusitano, 1 v. ; methaphisice de
conlabilidede cummercial por E. II. de Carvalho
1 v. ; elementos de grammalica ingleza 1 v. ;
todas estas obras urnas esio novas e outras
emboes uso, tudo por preco muito commodo;
na ra da Cadeie do Becife n. 53, loja de Jos
Gomes Leal. ... (5
2Vende-se a obra biblioteca familiar ere-
creativa muito bem encadernada v.; 26
folhetoscom 146 estampas; os crimes do go-
verno ingle.;, obra que a pouco sabio a luz I
v. ; diccionario de msica moderna por Castil
Blac 2 r. com estampas de msica, boa en-
cadernacao ; msicas para piano as mais mo-
dernas, operas, arias, dos para cantar mus-
le cunta a pessoa aonde ella ior encontrada ;
tambem se recornmenda a lodos os capilfes du
campo polica o mesmo pessoas particulares,
no caso de a encontrar a leve na ra da Praia ,
armasem de carne n. 5 defronle do Trom, quo
receber 30/ rs. de gratificacao. (20
2 Fugio um preto na noute do primeiro do
corrente do nome Severino de 30 annos, al-
to cara picada das bochigas ; levou calcas e
camisa branca ; suppo-se ter ido para o scr-
lo do Riacho do Sauguo por ser Qiu do la ;
quem o pegar, leve a ra do (Jueiinato, loja 11.
29 de Joao Antonio Marlios Movaos que ser
bem recompensado. 18
4Fugio urna preta do gentio de Angolao
de nome benedicta de 26 anuos he muil,
alta sueca do corpo ; levou vestido azul com
babados as mangos ; qeui a pegar, ieve a iua
da Cadeia do Kecife em casa de Joo Jos do
Carvalho Moraes, ou na Magdalena dolime
do viveiro. !'
3 t'ugio um preto crioulo do nome .Mano I,
de 30 annos alto, reforcado e bom parecido,
muito esperto tem ollicio do sapateiro ; leou
calcjs e jaqueta de riscadinho ; quum o pug/'i,
leve a sua senhora D. Joaquina Malaqdas de
Moraes Mayor no conedor do Bispo, quasi
defronte de palacio.
.
para llauta, trompa, e clarineta, melhodos para________________________________________
- rabecao grande e pequeo, simpl-oniss pereor- __ ^
Vendem-se pelo mdico preco diestra; e se fazem todos os airamos de uiusiua, l PLR m n P. de a |


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