Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05284


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Full Text
-V
A (Uiodt 1845.
Ter$a Felra 4
.....-^Hs-sasij.rrrsrtnmEei. "^Trr^^^T^^
.' ,,. todo> <> diaa nua nao fora aanlil"odoi : O DW90 4. aaa.gnatar.
l B tesmilr. por guara! pago. adian:adoi. Oa annuncioadoa aaignantaa aao^naando.
.' v ,0 de 20 leia'por ln!i. 40 reia em tyuo differea.e, e repeiiroei pe. .met.de Oa
*:. ":.'. i'"".* aa..rnal a pagan SO rei.po-1 nl..t60 o tyt.o dineranle.ao. caJapoblicacuo.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
.-, lafanjoa acgundaK aextaa fairaa.o Grande do Norte, chega 4 8 li p*r-
, iSi bo, S.rin!iem, RioForavao, Macer, Porto Calvo, a Alago":
; nada mu. G.ranhune a Bonito a lU a Jl da cada aea. ioa-riila a Flor-
i-l di.. __Cidaee da Victoria, quii., fairaa. Olinda tadoa m diaa.
DAS DA. SEMANA.
Rrar. Aud.doJ. de D. da j.
,. Andr. Re. and. do J. deD.d.i.T.
.? Agtwdt And J.daD. da t,
. l)o t.| ca. And do,!, da ll.de 2. y .
Ricardo ti!, do], deD da 1. la.
Corinili a. Ral. aud do J. le D.da !. r.
y 1. 0 da qnarcsma s. Apoloni. .
; S t 1
4 Tato"
p Qur.a
1; (uin'a
7 y"
iab. S
de T^yereiro. AaBoXXL N. tg>
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f.d ar.,r -^" H* 0, Pra,,*ne"- O,U"a0' V': "!
r--'-^i^rr^rar:,.-,:----"
C.kloi,braLond.-* '-'5 3|4
Paria *80 rea por f,.n00
, I.iaboa 410 por 400 da ur.aiu
Moedadeoobra ao par.
Idas da letraide boaa Snaaa 1 pOrO[o
C4MBIOI 0 tu J DI rif*B Qur-Moeda de 6,400
. N.
. da 1,00
Prata--Pataco*.
Paaoa coluaanarea
Ditoa iic.ni).
17 000
I6.0UU
v,oo
1,830
4,>
1,20
l7,i0U
47,1.00
9,600
i 50
4 60
1.9*0
gg-8a mi i
^"iiaiMtJ^25i2efi::TS!5ri.5'oEiniMei!iac^e
PHASES DA LA NO MEZ DE PEVBRMRO.
Luaaora a fi ai 5 h. a 46 a>ie. da I ,,le. 1 La al.aia a 88 al 4 hurai 7 !.<
Craacania a 4 aa .' hora e Jo da m. I MirfuaBt. a '(I al 14 borai a 36 atin M ni-
Preuniar de hojt.
Primar. .a i horas G aia da manhia I Segunda as J liorna .11 minoloa da UfoV
PERNAM
. ....... vr-r-T-.M-'n- "" 'iri O T^TflIHff^Wr"'"*"'111^"""11 HVBSIfif.XiaiSSBS&aat.rmnimHmr.....nai-a. .iilBBflWBMe^
E"eSS- 5HEHBBWESaMa
? Wfrscu
I'KI.'.TOIUI) DAP.EPAltTI;\(*> DOS NEGOCIOS DO IM-
l'KRIO, APIIESENTAO) a' \SSEUItLA GRR.U
l.'iGlSI. VTIVV NA 1.a SESSAO DA fi." LECISL \-
T0RA, PBLOMINI6TR0B SECRBTaJUO DBB8TA-
II ) D IS NEGOCIOS DO IMPERIO J03R CARLOS PE-
KF.IIIA DE ALMEID.V TORRES.
Minerato.
Em consci|uenca do noticias colindas na
obra dos Ilustres viajantes Spix e Mirtins. o
fornecidas o Govcrno pelo citad i l)r. Sch-
midt, tem o inesino Governo mandado la/.er ns
convenientes ndftgatjSes solre a atida do mar-
ne, substancia mili til para o adubo das trra*,
e quo p le vir a formar um artigo da nossa ex-
porUQio. Por or i as dli|,encissteeni idu infruc-
tferas; mas nellas se contina, bem como as
que respeitao ja/ida do guano, e do salitre.
Nodistricto de ttapetioinfa, provincia de S.
Paulo, descobrio o Tenento Urias limigdio No-
guoira de Barros um mineral, que se suppoz
rico de prata, e no de ltapeva da Faxina um
diamanto. Procedendo o Director do museo,drs-
ta corte- analyso da primeira daquellas subs-
tancias, reconheceo que ella no era mais, do
cue o sulfrelo do ferro, o qual apenas podo
ser empregado na composicao da caparrosa, e
pedra hun.e, aproveitando se a facilid'de, com
que taes materias se decompempela simples in-
lluencia da atmosphera. Quanto a segunda, e-
rificou sor olla com efeito um diamante, e,
inda que levemente nmarelUdo, de boa agoa.
as amostras do cascalbo, que foro fornecidas
aquella Director, existen) algunj minerales, e
fragmentos de rochas, que igualmente se en-
ContrSo nostirrenos do Abaolbo, c mesmo do
Gequitinhunha; mus nem todos ahi so nchao,
e, quando mismo todos se acbassem, como dei-
xao presumir os que eiistem, nemassim sepo-
deria saber qual a riqueza do terreno como fot -
matjio diamantina, e qual a sua extensao; cir-
cuinsluncias estas, cujo ronhecimento s com
ciames repetidos no lugar so pdder conseguir.
O naturalista Pedro Clausi-cn desrobreo. na
sua ultima agom A provincia de Minas Geraes,
una abundante pedreira calcrea, as visinhan
casda villa da Parabybado Sul, em cujas ca-
riadas monos puras encontrou pedras, quo Ihe
parecerao sapbiras, e spinellos de diversas tO-
res. Commi'tteo o Governo o exame desto ob-
jeclo ao Director do museo, n comniendando-
se-lhe que ouvisse o dito naturalista; mas, ten-
do-se este ausentado para a Kuropa, nao se po-
do realisar aquella conferencia. Secundo a opi-
nio do dito Director do museo, a descobert,
de que se trata, com quanto de bastante im-
portancia mineralgica, pois he raro o spinel-
lo acompanhado da ganga primitiva, achando-
semais ordinariamente com os detritos allu-
viaes, nao parece todava do mesmo interesse
em relagao industria. O spinello s adquire
um valor subido como pedra preciosa, quando
aumvolunie consideravel reunem os crystaes
umaperfeita transparencia, e um tom de cor
bem pronunoiado. e agradavel avista; carac-
t'-res estes, que todos faltao ao spinello da Pa-
rahyba, no qual sao pequeos os graos, e in-
terceptados pela substancia calcrea; e as cores
pouco favoreveis : au constando que em idn-
ticas oircumstancias lavra alguma se tenha in-
tentado
Refer no ultimo rvlalorio que, havendo-se
mostrado o Dr. Pafigot pouco diligente na
commissao, que llie fAra confiada, relativa
compra do instrumento, o ao ajusto das pessoas
neo ssarias para o exume das minas de cana i
do pedra na provincia de S. Galharlna. forAo
suspensas todas s dospezas s un esto objecto, o
qual entretanto o Governo |ulga.a nao dever
abandonar. O Governo permanece na mesma
opjiio, e espera quo o habilitas com meios
para mandar progredir as diligencias encela-
da aujeitaodu-DOS S incerteza do resultado.
A eonaignaco ltimamente volada pura ellas
nSo loi despendida; e, segundo os eselareei-
iiientos, que o Governo tem obtido, pareceque
com a quantiade 10:000,000 rs podor occor-
rer is despezas do exame, comprebendida a
compra, ou construcgSo dos instrumentos que
andas5o precisos, e o pagamento as pessoas
empregadas.
Commercio.
NSo podondo no presente relatorio apresen-
tar-vos o quadro do resultado das nossas rela-
edes commerciaes com os paizes estrangeiros,
ser este objecto contemplado no seguinte.
Industria.
Depois do ultimo relatorio, no qual refer
haverem-se concedido privilegios exclusivos a
Antonio Ceutat eaJos-- Wamosi, aquello pa-
ra fabrico de couros envernisados, ea este para
o de vellas deostearina, privilegio semeliante
seconcedeo a Jacques Bourbousson para a mon-
tagem de carros o carroagens por um methodo
que os correios, os carteiros pblicos os Offi-
ciaes de Justica, os aprendizes de offlclos e os
caiados, quo nao vivem em companhia das mu-
Iheres, n5o estaoisentos do recrutamento.
Dito. Ao Agente da Cimpanhia das barcas
de vapor para quemando recebar e transpor-
tar para o MaranhSo no Vapor Imperador o
Commissario extraordinario da Armada que
naquella provincia vai servir Jos Paulino de
Almeida e Albuquerque. Communicou-se ao
Inspector do Arsenal de Marinha.
Portara. Reformando na lrma da lei ,
o TenenteCoronel do i. batalhao da Guarda
Nacional do Limoeiro J080 d" Moura Borba,
que o respectivo Chele de Legio representou
em offlc.O de 19 de Dezembro do anno Ando
achar-se paralitico quasi ceg, e por conso-
guinte em estado de nao poder continuar ser-
vir. Participou-se ao Chefeda Legio do Li-
moeiro o ao reformado.
poT elle inventado, e que se reconheceo ser! Dita. Ao Com mandante da Cui vela Cario-
commodo, e menos dispendioso, do que o usa- ca ordenando que durante a noute, J faca
U at a,ora,sem com ^-g.^Te Z^^^^lXTZ^^
Igual pr.v.legio tem soll.ctado O Capitlo de ^ ^omt7u pra^s. quo netle veem com
mar e guerra Barlholomeo HayJen para um destn() 8 Cear. Communicou-se ao Agen-
processo de sua invencSo, por moio do qual se {e dj Companhia das Barcas de Vapor,
consom a fumaca, e economsa o carvo de; idkii do da 27
pedra em todas as machinas movidas p r vapor ^^ .^.^ Jo Argena| Je
e o Governo tem resolv.do conceder-lh o, a.M.e em consequencia de ro-
NameeeWalkerallendeoo Governo ta nbe n 3o' (|o Co.nman com privileg.0 exclus.vo, depen ente porrn d Commandante da companhia Proviso-
vossa approvacao ^^^^^^mm49aSmUt para uso das respect.vas
umd.quefluctuante NjMMmM,!, frdame, to do
nos mesmos termos, a H.nn,aeg.ldo Antonio JJg ^ ^ ^\*n*deatoe.-
P.nto para o fabrico de asphalto +** ^ ra um U| mistar poderem servir;
ro.rt,.ic.a. Achao-se rM>P^ pre JK de que as referidas pravas deve
pnv.leg.os exc us.vos para urna machina, y>* 9 rrcgar 0 8|or, quH justamen e me'recerem as
torna as made.ras mcorrupt.ve.s "comba .- J ^t e'\e ifdim0nlo e declaran.
veis; para um processo. que preserva os eo os uea,|ud, Ca|)ita deve passar rec.bo. do
do estrago da pol.lha; e para se estabelece um ; V J dJa ^ {6{ enlfeue._
serveo regular, e decentemente arran,ado. pa- 0fnmun|COU_8e Cmmandante das Armas,
ra limpeza desta capital.
Terminarei este artigo trazendo ao vosso co-
nhecimentoque o Governo comprou a Augus-
|)(0 Ao Chefe de Legio de SerinhSem ,
dizendo fica sci.-nto de haver passado oCom-
Commando das Armas.
Quarel General da cidade do Recife 1." de Fe-
vertiro de 1845.
ORDEM DO DA N. 17.
S. Exc. o Sr. General Commandante das Ar-
mas manda publicar os dous offieios, abaixo
transcriptos, do lllm. e Esm. Sr. Presidente
da provincia, datados de 28 e 20 de Janeiro
prximo passado.
Illm.eExm. Sr.Havcndo S. M. o Impe-
rador mandado servir no deposito de recrutas da
provincia da Babia o C.irurgiao Ajudanto do
quarlo balalhlo de Arlilliaria p Policarpo
(osario de Barros, secundo me foi cominuni-
cado em aviso de 2i de Dc/embro prximo pas-
sado, expodido pela Secretaria de Estado dos
Negocios da Guerra, assim o participo a V. Ex.
para sua intelligencia. Dos guarde aN. Ex.
Palacio de Pernambuco 28 de Janeiro de 1845.
Thomaz Xavier Garda de Jlmeida.lllm.
e El di. Sr. Antonio Corroa Sira, Brigade-
ro Commandante das Armas.
lllm. e Exir. Sr Havendo Sua Magostado
0 Imperador resolvido,sobre consulla da Seceso
de Guerra e Marinlio do Concelho de Estado
de 17 do Outubro do anno prximo pas-
sado quo os lilhos dos membros do qualquer
das ordens honorficas do imperio cavalleiro,
ou dignidades que nao tiverem as habilita-
ta(,es precisas segundo o disposto no alvar
de 16 do Marco de 1757 para serem primei-
r.s Cadetes s possao oceupar a classe de se-
gundos Cadetes conforme me foi communi-
cado em aviso de 28 de Dezembro ultimo ; as-
sim o participo a V Ex*, para sua intelli-
gencia e eieeuQio. De s guardo a V. Ex. Pa-
lacio de Pernambuco 29 de Janeiro de 18i5
7'Aomus Xavier (iareia de Almeidalllm. e
Exm. Sr. Brigadeiro Commandande das Ar-
mas Antonio Correia Sira..lote da Silva
(uimaret, Ajudante d'Ordens.
nheemento que o overno comprou a Augu.- ; TenenteCoronel Jlo Bap
,o Merlet urna machina por elle inventada par "" consequencia de achar-
o descarocamento do algodao dando-lhe e dvertindo-o de que devia Irazer
quanl.aae 3:00,000 r. "*"* 0 seu mpedimanto ao conbecmento da Pres-
preslarosseus semeos no Arsenal de Guerra l ^_
por lempo de dousannos. ^*+* ? do Julho de 1836. desgnasse-.he el-
rayate. A machina reno s mp icidade |obtlU(|lo._Re,p0n<,eo.M 0 officio do Te-
solidez dei sua consruccao. o produi r rna"d". nentt) Coronel Joao 15-ptista em que partici-
quantidade do trabalbo para ,ue be de tinada ^.^ J f
e o sabir este trabalbo to perfe.to, quanto de Vuu
semelbante artefacto se pode esperar. Movida1 i)i(0 Ao Delegado do Garanhuns signi-
por um s homem p<>deella descarocar de 180 ficando em resposta ao seu ofB'io delOd'este
a 200 libras de algodao em 12 horas, conser- mes; 1. qu>;aol Commandanles de destaca-
vando os fios do mesmo algodao a precisa inal- menlos s be permittido um camarada e que,
terabilidsde O Governo mandou construir seis a|m da praca para isso designada nao pdem
machinas daquellas, para vulgrisal-as as pro- distrahir do servico soldado algum para acom-
vincias, onde se cultiva o genero, em que tem panhal-os seno quando assim o exigir algu-
ma diligencia de utilidade publica: 2., que os
i ditos Commandanles nao pdem dispr de toda
! a frc,a, mas smente de parte d'ella para a con-
ducco de sidos e remessa de presos e siempre
do int< Ihgencia com a autoridade cuja dis-
posico estiver o destacamento : 3.', que, da-
do o caso d'estar todo o destacamento oceupatio,
e de ser nicessaria alguma frga deve lancar
mi dos meios autorisados, para quando nao
ha destacamentos.
Dito Ao Commandante do !. batalhao da
devem elle ser juramentados para ser- Guarda Nacional do Cabo, aicusando reccpcSo
do seu officio de 25 d'este mez cm que parti-
cipa achar se do me e por isso i m possibil i la-
do de tomar oCommando da respectiva l.1 Le-
gio. Nomeou-se o Commandante do ba-
talhao para commandar a Legio ; e communi
cou-se ao Commandante Superior.
Dito Ao Commandanto Geral do Crpo de
Polica autorisando o demittir do respectivo
servico ao soldado da 4.* companhia Joaquim
da Costa Velloso Ros sobre cuja conducta ir-
regular representou em seu officio d'bojo (27).
Dito Ao Inspector do Arsenal de Marinha,
communicando quo S, M. O Imperador hou
ve por btm determinar, por aviso de 30 do mez
lindo que fique sem effeito o nutro de 23 de
EXTEMOft.
de ser empregadas.
[Continuar te-ha.)
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 25 DO PASSADO.
Officio. A' Cmara Municipal deGaranhuns,
declarando em resposta ao seu officio de 9 deste
me* que, se as eleicoes que alli ultima-
memente se procedeo forSo eleitos 4 Juizes de
Paz, segundo a disposico do cdigo do pro-
cesso, devem elle ser juramentados par
virem pelo lempo por aquella lei determinado ;
e que, se de accordo com a lei de 14 de Abril
de 1836 fro smente eleitos um Juiz de Paz e
Supplente, porigualmodo cumpre com estes
proceder. No mesmo sentido se offlciou C-
mara Municipal do Bonito.
Dito. Ao Delegado de Garanhuns, signi-
ficando em resposta ao sen officio de ) do cor-
rente ; I.9, que o individuo recrutado s pode
ser retido em costodia por 3 dias.para que.nesse
prazo. de provas de qualquer isenco que te-
nha de allegar em seu favor ; e que a diaria de
241) rs. s principia acorrer desde quandoesse
individuo hejulgado capaz de assentar praca,
at ser entregue nesta capital ; 2 que aim
das instrueces de 10 de Junho de 182*2 tam-
bero regulo o recrutamento as leis de 0 de Ou
cruiamenio as .e.s ae u ae wu- i -7 ... ,
lub.ode 1S35 l3deutubrodel8i7,e-2 Agosto do mesmo anno, mandada observar pe- s Faustino do Porto no lugar de iMestre do tro-
to artigo 0 da de 26 de Setembro de 1839; 3.",o. e casa de velas daquelle Arsenal.
Extracto das lolhas ingle/.as at 11 e fran-
cezas al 9 de De.embro.
ICantinuacdo do numero antecedente.)
As cartas de Klorcnca de 25 do Novembro,
annuncio o termo das innundacoi-s, queaflli-
girfio reoentemente aquella cidade e seus con-
tornos ; o lazein lambem mencao nao s das
medidas tomadas pelo Governo o Muncipalida-
de. para remediar os malos, quo cousou aquel-
le flagollo; mas igualmente dos actos de bene-
ficencia praticados por varias pessoas a favor
das desgranadas victimas da innunda?3o. Pelos
cuidados do Governo, 229 familias contendo
700 membros que tinhao ficado sem casa, f-
ro recolh.dos em diversos conventos e cssas
pas dacidado. A quinta do Poggio em Ca-
jano pertencente ao Cro-Duque eonleS.
A. se avhava no momento da catastrophe offe-
receo a mais do 200 individuos, pela maior par-
te mulheres e criancas umrelugo, de camas
e alimentos. Em lim, urna commissao cvica .
composta dos cidados mais notaveis, e dos cu-
ras se instaurou sob a presidencia do Mr-
quez do Beinucc maire de Florenca com o
fim de receber as subscripces e distribuir os
soccorros. Pelos eslorcos desta commissao a ci-
fra das subseripcoes at boje recolhidas monta
a 15V.000 liras ou 130,000 francos. Nesta
lumina na. se incluem as subscripces em g-
neros S a confraria de S. Joao Baptista poz
a disposico da commissao cem camas com-
pletas
A Condessa deOrlofl fez urna lotera em sua
casa a favor dos ditos lesgracados que pro-
dutio mais de 3,250 francos; e varios artistas
de mrito, e outras pessoas apaixonadas de m-
sica dero um concert phylarmonico que
produzio mais de 6,000 piastras.
Segundo a Gazeta de Leipack o Governo
Austraco concebeo o plano de estabelecer um
grande deposito central de lilteratura Allema,
para os Estados-L'nidos da America. Este pro-
jecto tem leilo muita sensaco nos grandes li.
ILEGIVEL


vroiros, n5o s de Vienna mi* tambem nos
de Berln Stuttgardt, Franckfort e oulras
gran los cidados da Allemanha.
Carlas de Katishonna dizem, que o Goveron
austraco se iiccupa actualmente do medida* pa
ra prolongar > caminho de ferro de Fernando
Norte al as fronteiras d.i Batiera. O mes no
Govern propUe-se tambem fazer regularisar
em varias par agen* o curso lo Danubio logo
que a estaca*) o permitta a fim de favorecer a
navegaciio desse rio ; navegaciio que, de algum
lempo a esta pule tem tilo grandes desenvol-
v men los.
Governo do ducado de Brunswich sub-
melteo aos Estados um propeto de lei, que tem
por olijecto regular i frmula do juramento,
que devom prestar os Israelitas. As leis ante-
riores relativas a esta materia tinliao estbale-
cido formalidades muito complicadas e muito
solemnes. Nos termos do novo projecto de le,
os Israelislas deverao pr st.ir o juramento (lian-
te do Tribunal, ou de um Notario Depois de
se lerem de*cobei lo e lava lo as cnAos porao a
mao dreita sobre a Biblia hebraica, e pro-
nunciarlo do juramento seguiote: Pido Dos
de Israel juro, sem reserva, nem restriccao ,
na sinceridado do coracao.&c. Assini o Eterno,
o Dejs de Israel me ajude. Amen. 15m cortos
casos de excepco, o juramento devora ser pres-
tado na mesma synagoga em presenta do rabbi-
no. O piojillo de le conten urna disposic-io,
que chama a attencao sobro as consequcncias
graves, que contralle o perjuro.
A Gazita l'nicersal -lleinn annuncia que
o Re de Prussia tinha declarado que deixava
ao cuidado do seusuccessor o mandar exocutar
a senten^a, que condemnou Tschech a ser dora
pitado. iz-se que Tschech sera encerrado por
toda a vida na fortaleza de BgdeburgO
.4 Gazita de Colonia dh que em breve o
Governo prussiano far aos Estados urna pro-
posta, tendo por objeoto estahelecer um tribu-
nal de disciplina que exercer urna (iscalisa-
CO til sobre os Advogados Tabelliaes e ou-
tros funccionarios pblicos. Este tribunal re-
ceb'r as queixas que se (zorem contra os Ad-
vogados e contra os Tabelliaes. Dever lam-
bem telar pela conservadlo da sua honra di-
rigir as admoestacOes e poder pronunciar
coutra elles a pena de suspensao, e mesmo a de
demissao.
0 mesmo jornal diz qn as insignias e dons
honoriiicos do Marecbal Blucher, que tinhao
sido roubados, foro encontrados pelo director
da polica Dunkor. Os autores do roubo lorao
presos em Oromburbo. Ajunto quetinho
enterrado os objectos roubados em um bos-
que.
Urna caria delireslau (Silesia)diz que o che
fe da familia Holhschild tinha sollicitado de
todos os soberanos da Allemanha a autonsaiao
pata comprar dominios nobres, sto he. domi-
nios aos quaes estivessem adheridos dreitos no
biliarios cujo exercicio pertencesso ao propie-
tario; mas esta pretenco 1 lie tinha sido recu
sada, porque ns leis allemiel eicluem os Israe
litas da propriedade de semelhantcs bens
Comtu lo tendo feito a mesma solliciiacio ao
Governo prussiano, a obteve doste, e. aprovei-
tando se dola comprou por S00.000 tballers
funs 3 millioes e 200 000 francos; os senho-
riosde Schillerdorf, demberg e Haldschin ,
situados na parte meridional da Silesia, nao
longe das Ironteiras austracas. Estas vastas
possessoes formro o ncleo de um rendiinon-
to perpetuo na familia Itolhschild.
Cartas de Copenhague f Dinamarca), ditem,
quo urna sociedade de ricos capitalistas ingle
zes, bamburgue/es e do Ducado de Ilolstein ,
fazem instancias junto do Governo dinamarqus
para obter a autorisacao de r alisar o projecto
de urna empreza collossal, que tem por lim dar
grandes vantagens ao commercio entre o norte
da Europa e todos os outros pai/.es. 1'rata-S'' de
tornar navegavel a parte do ri > Elba, entre
Gluckstad (Holstoin) e llamburgo melhoran
do tambem outros logares, que segundo a opi-
niodos gelogos, se tornatao em breve na-
vogaveis.
A Gazetade Augtburgo diz que j i be co-
nbecida a resposta da Bussia as declaracOes da
Austria relativas aos negocios da Grecia. O
gabinete moscovita pronunciou-se, como o de
Vienna, contra a possibilidade de una tentati-
va de etlenso das fronteiras da Grecia, em de-
trimento da Turqua. O representante la Bus-
sia em Alhenas recebeo as nstrucedesnecessarias
a este respeitO. A Russia nao pensa rom todo,
queseji necessario recorrer urna m dida pre-
ventiva; porque os tratados existentes previnem
todos os casos.
Cartas de Chrisliai.ia, (Noruega) dizem que
o Governo sueco acaba de abrir naquella capi-
tal urna exposigao de Bel las-Artes, a qual leve
lugar na grande sala da Universilade Real de
Frederico. lie a primeira eiposicSu deste se-
ero que se tem feito m Noruega comple-
le da trezentos e vinto e dua obras, lo las de
pirlura desenbo e gravura. A maior parte
^> 5g
das obras sSo de artistas estrangeiros, no nume-
ro dos quaes ba cinco de pintores francezes.
Segundo escrevem de konysberg, extrahio-
>e das minas das immediacoes daquella cidade
urna prancha de prata que pezou mais de 6
skippunds (960 killogrammas rance/es), e que
oroduzir pelo menos 3 skippunds ( 480 killo-
grammas) do prata lina. He sem contradicco
i maior massa de prata que se tem extrabido
le minas.
A Ganla de Augslmrgo diz que a Porta Ot-
tomana, nao tem fenlo completamente salis-
(eila com a resposta do Gabinete austraco a cer-
ca da sua reclamaeaorelativa ao principeudoseb.
Sabe se que o Gabinete de Vienna se limitou a
dirigir serias advertencias s autoridades das
fronteiras, o a ordenar urna devassa. O Divn
pretendo que o Principa Milosck se acha impli-
cado na ultima insurreicao contra o Goterno da
Servia, e insisto para que seja affastado de Vi-
enna. NSo se sabe como o Gabinete austraco
accolhers esta pretengao.
Dos Estados-Unidos havia jornaes al 16 do
passado, que nada adiantao .Mr. Tyler de-
via abrir as Cmaras nosprmeiros das do De-
zernbro, apresenlando por ossa occasio a sua
rnensagem do despedida que deve ser inleres-
sante. commercio conservava se em expecta-
tiva.
Escrevem do Vera-Cruz que o Mxico apro-
s nta um aspecto pouco lisongeiro. Reina con-
troversia drsagradavcl entre o Govorno M :xica
ii > e o Ministro dos Estados Unidos por causa
da oceupacio de Texas; e tambem ha desin-
tolligencia do Presidente S. Anos com o Con-
resso.
Entretanto os jornaes do paiz dao extensos
pormenores a cerca do casamento do Presidente
S. Anna com I) Mara Dolores, o qual se ollec-
luou com circumstancias um pouco romanes-
cas.
[Diario do Governo.)
dem das primeiras at 18, e das segundas
at: 16.
Venficou-se no dia 12 no palacio de Win-
dsor a investidura do duque de Saxonia Cobur-
go, o do conde de Grey na ordem da Jarretei-
ra. Assistirao a osla cerimonia a rainba Victo-
ria, o principe Alberto, os Duques de Cam-
bridge, Wellington, e outras personagens dis-
tinclas.
O Duquo e Duqueza de Saxonia Cohurgo, as-
sim como o Duque de Wurtemherg partiro no
lia 17 para Ostende, onde devem emliarcar pa-
ra os seus estados.
Uiz-se queaRainha Victoria, e* Principe
Vi eito, faro depois do Natal urna visita as
propiedades do Duque de Wellington, situa-
das em Sir.iibliel.l-Saye, onde so esto fazen
lo grandes preparativos para a sua recepcSo.
O Times publica urna disposicio addicional
lei do Banco de Inglaterra, pela qual lodos
os banq iciros sao obligados a remetter aos
lomimssarios do sello uma'relaco dos seus so-
ios, eempregados, com declararles das no-
tas, que teem em circulacao, sob pena de 511
libras de inulta.
O General Espartorocontinuava a habitar em
VIbey Lodgo Regenta Park, em Londres, em
ompanhia do sua esposa, sobrinha, e do Ge-
neral Gurrea. Uex-r.gcnto de Hespanba ti-
nha passado muito incommodado de saudc, pe-
lo que os mdicos he aonselbrao a mudanza
do clima.
U invern continuava a ser rigorosissimo em
Londres, a ponto de que os conductores das lo-
comotivas dos caminhos de ferro ero mudados
todas as horas para nao gelarem.
O commercio de Londres tinha dado um
sumpluoso banquete a Sir Henrique Potinger.
leve logar o casamento do conde de Jarnac,
primeiro Secretario da embaixada franceza em
Londres, com a (Iba de lord Foley.
No tbealro de Drury lae occorreo urna la-
mcntatel desgrava. Durante que se executava
a danca A Bevolta do Serralbo pewou fo-
go n vestuario da joven dancarina Misa We-
bster, e ateoU-Se 18o rpidamente que quando
Iho acudirn ja eslava horrivolmente queimada:
em consequencia do que morreo no dia se
guinte.
A repartidlo das Postas em Londres an-
nunciou urna grande diminuicao no porte das
cartas. As das Indias Orientaes pagara 4
pences.
Ilouve em Muichester urna reuniao a fim da
recolber subscrip^fies para se soccorrer o Padre
Malbeus, chelo da seita da Tempcranca.
Na Irlanda nada tinha occorrido de impor-
tancia.
As noticias da America dizem, que o con-
gr sso se abrira a 2 do corrento, e que nelle
se \entilaran acaloradamente as quesles da
aggregacao de Texas, e cerca do territorio de
Oregon.
O congresso do Mxico tinha recusado con-
ceder o euiprestimo para a guerra contra Te-
xas.
Dii se quo Santana enviou urna mensagem
conciliadora ao Presidente de Tesas. SuppSe-
se que isto be causado pela noticia de ter rehn-
tado a guerra no norte do Mxico onde se a-
cha e General Arista, frente de 17:000 bo-
mons, para marchar contra o Governo.
(.4 fevolufo de Setembro.)
PERNAMBUCO.
Rindimento liquido arreradado pela Meta do
Consulado d'etta cidadt em todo mtx de
Janeiro findo.
A saber :
Deipachos martimos.
15 ancoragem 6:103,522
Exporlae.Ho.
17 Dreitos de 7 p.o/o 72:786,471
19 de 1/2 o/o
de ouro e prata a-
moedado
23 Emolumentos de
certiddes
39,350
16.160 72:8*1,981
47 Sello provincial 1:457.702
Sello fixo dos do-
cumentos 522.240 1:979,942
Depsitos.
92 Imposto de 5 p.
o/o na compra e
venda das embar-
carles nacionaes 162,500
Diversas provincias.
Dizimo do assucar da
provincia d'Alagoas 2:514,351
DilodoalgodSoda pro-
vincia da Parahiba 16,836
Dito do dito do Rio
Grando do Norte 11,660
Dito do dito doCea-
r 556 2:543,403
Provincial.
Dizimo do assucar 27:965.781
doalgodao 2:211,993
do caf 15.287
do fumo 3,600
Taxa de 40 rs. por sac-
ca d'algodao 92,280
de 160 rs. por
caixa d'assucar 597,760
de 40 rs. por fei-
xo de dito 8,960
de 20 rs. por
sacco com dito 1:059.620 31:955,281
Restiluicio de multas
115:586.629
775.073
Rs.114:811.556
Pernambuco, 1. de Fevereiro de 1845.
O Administrador, Joao Xavier Carneirt da
Cunha.
fendimento da Mesa do Consulado desta pro-
vincia no I. semestre do cor rente anno fi
nanceiro de 18Vi 45, comparado com o
rendimento do primeiro semestre do passado
anno de 1843 (i 44 i saber
1844*18451.* Oeral Povincial.
semestre____ 192:961,887 68:862,939
1813 1844 1
Dito....... 151:211,900 55:746,530
Differcncaa lavor
do 1.' semes-
tre do presente
anno....... 41749,987 13:116,409
.Mesa do Consulado 20 de Janeiro de 1845.
- O Administrador, JoHo Xavier Carneiro da
Cunha.
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDAUK B PROVINCIA.
Lrlo Vmcs. o communcado do I).-novo de
boje cerca do Exm. 8r. Thomaz Xavier? Que
laes os rapazes ? Nao tem duvida; nao ba quem
Ibes agrade nao ser algum Man, que, ser-
vo humilissimo da cabilda, e incapaz de dirigir-
se preste-se obedientemente s mais asnaticas
e desprositadas exigencias; demilta tudo, quan-
to'nao for maritafede e reduza toda esta cida-
de e seus contornos tocas d'estes nojentos sni-
malejos. Tenha S. Exc. paciencia. He esta a
sortede qualquer autoridade que, como elle,
abo cuii'prif com seus deveres e em todos os
seus actos toma por nortea lei.e s a lei;quan-
do Ihe cabe a desventura de ser delegado d'um
Governo, cujos asseclas sao da laia dos p'aieiros
Nao ha muito, que, por occasiio de Ibes re-
ferir urna briga de duus maritafedes, fallei-lhes
d'uma C8sa do pateo do Terco onde, a noute,
se ajuntavao os mocos de rodella para darem i
tramlla atassalhando o crdito albeio ; e .
porque entao Ibes nao indiquei ao certo a tal
espelunca julgodever remediar agora esta fal-
ta, e outras, em que cahi, por nSoserem exac-
tas as nformacSes, que me derSo, di*endo-lhes
que he ella um botequim dourado ; assim como
que nao he s para desenferrujar a lins;oa quo
K v8o os patuscos, mas tambem pira rogalar a
panga e goella e isto cusa dos tolos e ines-
pertos filhos familias, que por acaso all passao,
equem taes lagos armSo quo sempre Ihes
pilhio os cum quibus.
Jaque Ihestoquei as Cinco Ponas, e he all
que mora o Inspector de Quarteirao do cujas
bravatas oceupei-me na minba de 30 do passa-
do, permitan que Ihes conle urna ultima d'es-
te moco que vais parece de leo que de
gente Eis o caso Nao sei l porque tra-
v u resinga com a m i e palavra vai palavra
tem, atirou-se ella com unhas edenles, e de
leerlo a teria esmagado, se um santo milagroso,
que prximo Ihe tica, o nao viesso separar da
pobre e decrepita mulher, quem eslava agar-
rado como ostra mangue.
O Domingo d'enlrudo que foi hontem, nao
passou inclume dos desastres que comsigo
costumao trazer esses das, em que o vulgacbo
sa desonfra e aproveita-se do barulho gerul
para dar expanso ao seu genio turbulento e de-
sordeiro. Na ruaestreila do Rozario, onde havia
urna tinacom agoa, em quequalro.ou seis rapi-
zlas mergulhavo quantos, por all passavo ,
bouve jugo do ccete e bofetadas, de que resul-
tarlo graves ferimentos ; e no pateo de S. Pe-
dro um preto nao sei se lorr >, ou captivo ,
deo urna estocada nuin menino, por havel o
este entrudado.
O meu correspondente de Goianna diz-me
d all o seguinle :
CJando tomei a resolucao de palentear os cri-
mes, as violencias, e os desatinos do cao de fila,
e sua inlernal sucia, logo previ, uuo oo me
deixaiiao seguir em paz o meu caminho, e que
essa cabilda do infames sevandijas, convicta de
suas inniquidades nao respondera as nimbas
correspondencias, senao com insultos os mais
revoltanles, e com as mais grosseiras calum-
nias. Nao tardn muito que nimbas previsovs
se reasassem, e nos Diarios novus de 16 e 22
do correte, lera \'me. sem duvida lido, dous
nojentos communicados, que mais servem para
provar o desvergonhamento c insolencia dos
seus autores, do que para delender o indefenso
Delegado de Goianna. Nao entra no meu pro-
posito travar polmica corn quem quir, que se
aprsente contradizendo-me sem exhibir una
prova, um documento em zpoio de suas asser-
ses, e nem tao pouco responder as injuiias o
calumnias irrogadas quem nenbuma parte
tem nos mcus escriptos. Nao tocarei portad-
lo na catehnaria do D.-novo de 16 que nao
passa de um resumo d'aquella estupida u petu-
lante allocuii, que o dial ocoxo dirigi a Seus
parceiros Eleitores d'esta e da fregue/ia do
Itamb : entretanto sempre direi esse velbo
matreiro, que nao so fe muito na bondade de
seus adversarios, para ostentar tanta protervia e
atrevimento ; porque bom pude acontecer, que
alguem se rrsolva a revelar cerlos fados de sua
vida, que, como Ihe dir a propria consciencia,
nao be das mais oscoimadas.... Tarnb- m entre-
garei ao mais completo o soberano desprezo a
segunda muxinifada que pilo estilo torpee
bordalengo, na > pode negar ser proouegao do
lamigerado cao d lila : se es-e reo do polica
quer, que me oceupo em responder-lhe, pro-
cure deflender se como puder, e ofio se apr-
senle fuzendo o papel de aecusador quando
seus muitos crimes e seus innumeraveis desa-
tinos e violencias o teem constituido um \eida-
deiro reo; alm de que por sua eterna vergo-
nba e confuslo, basta-me a sua propria de/esa,
na qual esse reo de polica se vio obrigado a
confessar quasi tudas as imputarles que Ihe te-
ndo feito, dando apenas miscraveis desculpas
e nverozimeis explicae oes, quo anda admilli-
das, nao o juslificario de forma alguma. En-
tn gando pois ao merecido esquecimenlo, essas
locubraces lilhas do desvergonhamento o mais
despojado, continuare! na minba lurefa sem
me importar com o agudos e d< scompessados
latidos d'essi s ciies damnados.
No domingo,26do rorrente chegou por aqu a
noticia d'baverem sidoexcluidosda representado
nacional osDeputadosda opposicao, tanto d'esta
como de outras provincias; assim como que
pelo primeiro vapor vira o diploma de Presi-
dente d'esta provincia para o basbaque Manuel
de Sousa : tao agrada^ eis noticias enebrao de
alegra a rapaziada de tope que noute sabio
pelas ras, com una msica composta de urna
ckrineta e urna rebeca a dar vivas e morras a
quem bem Ihes paree o. Dizem-me que o cao
de Ra nao acompanhra o farreneho porque
o numero dos patriotas era muilo ridiculo i nao
passavo de vinte cinco) e a msica muito ia-
ada ; porm que quando passou-I he pela porta
a sucia, j toda em aguas sahira fura odert..
uns poucos de berros ou vivas. Acabo do sa-
ber, queocarpina Dam.ceno, o qual comoja
Iho disse, esta (rabalhando no pa acete do dia-
do coxo. alm da morto que fez em Cari- ,
prepetrra outra, ha dous anuos, na cidade da


ggsl ... I
Parahiba, por cujo crime fAra alli processada-
du e pronunciado. Em Agosto ou Setembro
doanno prximo passado um tal Chico Cara-
peba esfaqueou, em urna das ras mais publi-
cas d'esta cidade, um pobre homem chamado
Alexandre, e tentou assassinar a um matulo,
quo felizmente pode livrar-se, tendo o sou ca-
vailo recebido a punhalada, que Ihe era diri-
gida. Nao soi se o Delegado reputou este fac
to digno do um processo, o que soi he que o
Carpeba passeia muito sua vontade por toda
a cidade, sem o temor de ser perseguido por-
que um primo do Delegado o tomou de baixo
de sua proleccao. Nao ha pois que duvidar ,
quem troucer tope no chapeo ou pertencer a
sacra f.imili a do ca > 'le fila, loin orden* francas
para na> s commetter quantocrimo ha, como
pura prologer aos mais terriveis assassinos.
Ja Ihecontei em urna das minhas anteriores ,
que o cao de fila havia soltado um Guarda ,
que por ser insubordinado, e nao cumprir com
seus deveres,fra recrutado por ordem doCom-
mandante >uperior; sou agora informado (|ue
csse roo de polica esli morando em casa do
cao de fila, quo por dar o exemplo, lomou-o
de baixo ae sua poderosa proteegao.
'l'enlio ouvido dizor, como cousa certa, que
o cao do fila recebCra ordens muito positivas
do Chefe do Polica para pr< nder o baronista de
rodella, passador de cdulas falsas entretanto
nenhum passo se tcm dado, que se pareca com
desejos de cumprir essa ordem sendo corto
que em Pedras do Fogo contina a lovrar a pre-
ga das notas falsas, somonte com urna pequea
differenca, quo em ve/, de ser o alccrim, he
o antonio da mesma fllor, quem se acha incum-
bido do escorregar as bentas. He para admirar,
que o cao de fila, que se diz to inimigo de
ludo quanto ebeira cdulas falsas, feche os o-
bos essas hrincadoiras das cheirosa* p!anta$
que nasccm em Pedras de Fogo. A vinda de
um destacamento de Polica, que aqu chegou
quinta eira passada.pz em alarma esta cidade,
nao pelo destacamento em si; mas porque to-
do mundo sabe, que o cao de fila, com solda-
dos sua dispoicao, proseguir com maisen-
carnigamento e furor na estrada de perseguirlo,
e exterminio de todos aquelles que nAo perten-
cem ao seu infame e amolecado circulo. I'.u
s peca a Dos que d bem paciencia este des
grabado povo para supportar com resignacao
lodosos fligellos por quo est passando!
Comanniiicados.
O DOS VOTO.
l'MA CUAPA DE SENADORES.
U Exm. Sr. Thomaz Xavier Garca de AI-
meida.
OSr. Antonio Carlos Ribeiro .Machado de
Andrade c Silva.
{&* O Sr. Manat de Sousa Tetx ira '. t
OBSERVACOES.
Supposta a corrupeao dos nossos costu-
mes, Srs., e o desmantello da nossa poltica ,
o nosso diluvio parece inevlavel ese por ven-
tura o livermos, nao esperemos pola Arca, por-
que ella nao existo, o nem haver quem a cons-
trua ese alguem so lemhrar deserNo, po-
de ser que- se afogue mais de pressa do que
nos. O noso diluvio ("Dos o affastar, Srs..')
deve ser de oulra especio : he verdade, que se
r urna innundacao p realisar se produzn desgracas, tao notaveis ,
como as que soffreo o Universo inicuo, urna
poca de verdadeira angustia, e verdadeira des-
greca.
O meii de o evitar he dar legislaturas de ver-
dadeira equidade. (lesgisladokes. } Mas quan-
tos emharacos l Que terribilsima immoralida-
de I Ha nestes funestos das de eleicoes um re-
volvimcnto em lodas as provincias...........
Ha urna cruzada, levanta-se urna nuvem de va-
gabundos polticos, e o lugar da sua perigrina-
co he lodo aquello pai em que elles desco-
brem o seu Dos quo lio novo e ser sem-
pre novo entre os christaos po que chama-ie
Vol Pobre voto vive seinpre s escuras,
c s i"e accendem a alampada, em dias de elei-
coes Kste voto Srs., adquiri urna frca e
um prestigio quo elle por s s obra, e regu-
la ludo ; o por urna especie do conlradicao, por
urna singulafidade que sr nao sabe explicar ,
obra o bem eo mal ao mesmo lempo Liga
os nimigos, c separa os amigos uns dos outros.
Km seu nome priitnctle-se, e falta se, elogia-
se, prende-so e solla-se castiga-se e perda-
se protege-se e desampara se. Voto Que
Divimlado contradictoria, e turbulenta! Eu
quereiia antes ignrala, e morrer sem prestar-
Ibe o meu culto E com tudo, Srs!, a lei me
trouxo agor e devo tambem pagar o meu tri-
buto : eu vou dar o meu voto. Tremo nterior-
k meato Dos o sabe .. Vede :
Para Senador do Imperio *= Manuel do Sou-
sa Teixcira !
Disse.
(Extrahido da Allocuco de 20 de Out.
de!8V4)
KmmmsmmmmmmmBmmsssssm .i..
O TERMO DO RI0-FORM0S0 E A POLICA
DO TREME-TREME.
Depois que a villa do Rio-Formoso moslrou
que era independeote em materia de el icoei;
depois que os seus honrados, e briosos habitan -
les,tendo a sua frente as duas autoridades poli
ciaes da fregue/ia, lierao sentir a sucia praieira
seu desprezo para com esta horda de ganhado-
rei, e saltirobancos que infestan o Brasil as-
sentou o chefe dos tremores de acabar com essa
independencia tirando-lhes aquellas duas in-
fluencias ; mas felizmente debalde proenrou
conseguir a domisiao de ambas; porque o Exm,
Sr. Joaquim Marcollino de Brilo, conhecendo
sua intoncao, Ihe nao fez a vontade. > Tomando
porm o Exm. Sr. Thorraz Xavier as redeas
do Governo da provincia pode o Sr. Antonio
Alfonso, usando das tramoiis que costuma ,
collocar acintosamente o seu reipeitavel adepto
Thomaz Cavalcanti da Silveira l.ins na Subde-
legatura do Rio Formoso acintosamente di-
zemos nos porque sendo a proposta dos Sub-
delegados da competencia do Chele de Po-
lica mas com audiencia do respectivo Dele-
gado este nao conveio fe nem pessoa alguma
que possuir algu-n restinho de honra pderia
jamis convir) napropostido Thomaz Caval-
canti quo o Sr Alfonso Ihe reroetteo e an-
tes propoz-lhe, nos termos doart. 27 do regu-
lamento n. 1 -20 de 31 de Janeiro de 1842 os
Juizes de Pazdo l.*e 2.dislriclo e o Dr.Sebas-
tiao Antonio Acciol Lins; mas oebefe prai-
eiro que nao he para gracas fez com que fosse
encaixado o Sr. Thomazinho no lugar que de-
sejava para pder la/er das suas costumadas gen-
tilezas e para que fosse urna sentinella perdida
da praia itaquclla villa quando por ventura se
tratasse de alguma eleicSo. Ora quando nos sou-
hemos de semelhante nomearao quando vi-
mos o nomo do Sr Thomazinho em ledra
redonda supposemos logo que aquello moco
nao dava barrigada c que havia de em breve
mostrar o para quanto presta mas nunca acre
ditamos que o seu arrojo c impudencia cho-
gasse ao ponto que chegou posto que o temos,
em ludo por um segundo tomo do cao de fila
de Goianna seu comparce e mimoso da praia.
Com elleito parece incrivel que o marita-
lede Thomaz Cavalcanti, boje Subdelegado do
Rio-Formoso uusasse determinar o contrario
do que tinba o Delegado seu superior ordena-
do a bem da policia e da tranquillidade pu-
blica em certa noule de urna novena que all
se fazia e que levasse a sua impostura a ponto
de desobedecer e insultar ao mesmo Delega-
do dizendo-lhe que elle alli nao mandara
cousa nenhuma em occasio que o Sr. Ma-
noel Henrique dispunha algumas patrulhasda
Ir' pa de Policia para evitar desturbios, e ar-
ruidos e isto porque o Sr. Thomazinho as-
sentou que pdia entrar na villa do noule com
10 ou 12 assassinos e reos de Policia arma-
dos de bacamartei, o faccas de pona eque
receiava fossem perseguidos e aprehendidos
pela tropa de Policia em vista das ordens do
Delegado ; tadavia o facto he exalissimoe da-
ra lugar a urna grande desorden), se acaso o
Sr. Manoel Henrique nao prudencissse.soffren
do impunementesemelhante insulto, confiado
sem duvida as providencias que devern ser
dadas pelo Exm. Sr. Presidente e pelo inte
gerrimo Sr. Chefe de Policia interino, a quem
rogamos que, informando-se da existencia do
mesmo facto e da conducta daquelle Suhdele
gado e bem assim da maneira por que elle foi
preposto a despeilo de nao concordar com sua
proposta o Delegado de quem he elle inimigo
acrrimo se sirva de requisitar, como muito
urge a seguranca dos cidadaosque alli habitu,
ademissode semelhante luncionario de Po-
lica, que cortamente he mais capaz de ser poli-
ciado do que de policiar Kisaqui o que he
a cfila praeira que se arvorou em partido
nacional 1 Recusa tres cidados honestos e
amantes da ordem, e propr5e para Subdelegado
a quem ja foi preso no acampamento de Panel-
las nao por dar Minlas.. Insta por agora
pois talvez tenhamos de vollar, se a isso fonnos
compellidos, e entao seremos mais extensos.
O amigo da verdade.
". .
0
D,
Alfandpga.
Rendimento do dia 3...........2:556 Descarrego hoje 3.
RriguoPytagoratcarvo.
SumacaFelictdadefarinha.
l-eclara^tles.
3Acha-se recolhido a cadeia da cidade de
Olinda pela Subdelegada da freguesia da S ,
o preto Jos, de naci Cacange do 25 annos ,
pouco, maisou menos, diz ser escravo do Pa-
dre Manoel Isidro que morou no Ico e ago-
ra se acha a cidade da Forlalesa no Cear, dt
cujo lugar diz ter fgido, ha um anno.
1 Pelo l.yceo desta cidade se faz publico,
que este estabelecimento dever comecar os tra-
balbos do novo anno lectivo, no edeficio em
queoutr'ora osteve a companhia dos engajados
no areial de Fura de Portas, do dia 12 do cor-
rele em diante, emoqual terminio as ferias,
o adiase aborta a matricula para todos osa-
lumnos, que se examinrao e forSo approva-
ilos no estudo de lingoa nacional, e para aquel
lesquesequi/erem matricular nesta aula : ou-
tro sim, que sern examinados no estudo da
lingoa nacional, e no de latim, antes d'aber-
lura e dostrubalhos do referido estabelecimento,
lodos aquelles que pretenderem matricularse
emqualquer das suas aulas, eque n8o podrao
lazer os seus exornes em o anno prximo passa-
do. -Secretaria do Lyro 1. de Fevereiro de
I8i5 -Jod Facundo da Silva GuimariJei.
Secretario. (*
'i= O Administradoi da Mesa de P.endas In-
ternas Geraes avisa aos devedores da laxa de
escravos, boles e canoas, imposto de banco,
decima de mi morta, que a relacao est
promptapara ser remettida para Juizo ; e por
isso elle convida aos moradores dos bairros do
Recife, S. Antonio, Boa-vista e Afogados ,
para que venho pagar o que devern at 15 do
correntemez. Kecebedoria l. de Fevereiro
de 1845. -francisco Xavier Cavalcanti de Al-
huquerque. (H
COMPANHIA ITALKNA.
Quinta-Feira 6 do corrente, val a scena no
THEATRO PHILO DRAMTICO
a 1* represenlagao da opera Rufa em 8 aclos
YL BARBIEHO DE SEVIGI.IA
msica do celebre Rossini.
O Conde d'Almaviva. Fidalgo esclarecido de
Madrid, capital de Hespanha, tomou urna ar
dente paixao por Rossina, bella Andaluza, e
possuidre d'um dote, que conservava com
muito nterose o impertinente velho D. Bario
lo seu tutor, que, nao obstante sua velhice, ti-
nba o empenbo de esposar sua pupilla. Alma
viva, sigilosamente encuberto debaixo do ds-
farce de um simples particular por nome Lin-
doro, tinba seguido os passos de sua amada at
Sevilia. onde passa esta scena, a fim de burlar
as intenedes de D. Bartolo; mas este que guar
dava seu thesouro com todas as precau pedia toda occasio de que Lindoro se enten-
desse com sua pu pilla ... Certamente o Conde
pe'diria suas esperanzas, se a casualidade Ihe
nao permittisscencontrar-secom o insigne F-
garo barheiro afamado da cidade, que j ti o lia
servido ao Conde em algumas oulras incu'Soes
amorosas, por va de urna justa recompensa; F-
garo facilita a empresa, aconselhando ao < on
deque, em trajes de Sargento de ca vallara, e
fingindo-se bebado enlrasse na casa do tutor e
procurasse alojar-se. Caminhava bem a empre-
za, mas o barulbo d'aquella entre-vista e os
gritosdas pessoas alliadas ao tutor fizerSo con
correr for^a 8rmada, e frustrarn o desentrecho
da tao bem comecada larca. Um tal D. Basilio,
mostr de msica de Rossina e confidente privi-
legiado do tutor, que tinba sabido a entrada do
Conde disfarcado em Sivilia, propo a D. Rar
lolo inventar una calumnia, que o desconcei
tuasse na cidade para assim conseguirem que
Rossina arrefecesse na sympathia. que por ven-
tura tivesse pelo seu amanle Lindoro. L'm dia
que o tutor nao imaginava se introduz na soa
casa um noto meslrc de msica (o Conde dis-
farcado) intitulando-se escolar de D. Basilio,que
traziaoutro novo enredo formado por Fgaro
para poder continuar suas entre-vistas com Ros-
sina; ludo marchava bem, mas de repente ap-
parece D. Basilio que destroe de promplo o re-
sultado do lance; o dinheiro, que tudo vence
fez com que D. Basilio se fingisse doente e dei-
xasse o negocio no primeiro estado : neste mo
ment Fgaro por meio do um estratagema r nu-
da occultamenle a chave da geloria da casa do
tutor por onde ha de entrar com o Conde para
realisar a fuga dos amantes; urna nova indiscri-
clio do Conde na occasio de estar dando lico
de piano a Rossina, descobre seudisfarcee n
fingido incstre sai de casa de D. Bartolo, mas
j entendido com a sua bella amada Por ulti-
mo So burladas as esperanzas do tutor, o Con-
de alfim se descobre no seu verdadeiro carcter,
e d a mao desposa a Rossina.
Penonagens. Adores.
Rossina, pupilla de D. Bartolo Madama Lo-
mos.
Bartolo, tutor Giuseppe Gallelti.
Conde d'Almaviva Carlos Ricco.
Fgaro, barbeiro Luiz Guizzonni.
D. Basilio, meslre de msica Joao Toselli
Florello,chefe da banda dosmuzicos- J.Chaves.
Choro da banda, soldados, &c. Y N.
Director d"orquestra Mr Grosdidier.
Precoi da entrada.
Entrada geral 1,000
Caderas de galera, 1.a, 2.'e 3* or-
dem com enliada 2,000
N. B O thealro lera urna 's porta de entra-
da; as pessoas que queirao estar na plateia s
piecisLo de bilhutes de entrada geral 1,000
As pessoas que queirSo estar na galeria pre-
cisarlo comprar dous bilhetes 1 da entrada
geral que deixara > na porta de entrada por
1,000 rs
Outro de galeria que entregarao ao porteiro
da galeria por 1,000 rs. tudo por dous mil
ris
Os bilhetes vender-se-h5o na vespera e no
dia. no mesmo theatro no pateo do Colegio.
O espectculo comecar a c'uegada do Exm.
Presi lente da pr'Vncia, e a porta achar-se-ha
aborta as 6 ', horas da larde. (91
Leilad.
2 Kenic.irthy & Itrendor a Brandis conti-
nuars para liquidaeSo por intervenco do
corretor Oliveira, o seu leilo de ferragens Unas
e grossas entilarla e miudesas quarta lora ,
do corrente as 10 horas da manhaa em pon-
to no seu armasen), ra da Crui. ,6
?tu 'sos iVI r80S.
1=0 Sr. Francisco Jos Leile queira an-
nuncar a sua morada por esla folba, para ser
procurado a negocio de sou interesse. ('.\
1 Precisa se de urna ama de loile, forra ou
escrava que o lonha em abundancia seja
bem sadia e de bons coilumes ; annuncie por
esla folha. (4
l=Qucm quizer saceos de milbo por proco
em conta procure na ra Dir i ti n. 6 (2
1=A viu\a do finado Manoel MunizdeSou-
Zl Borges, leudo convocado os credores de seu
casal para o dia 3 corrente a lim de Ihe paten-
tear o estado da casa nao leve lugar neste da
por causa doenlrudo; e por isso novamente as
convida para o dia ti do corrente pelas 3 horas
da (arte a ileliherarein conforme os seus
mteresses e os que d> ixarern de comparecer
tirar, o sugeitos ao que os mais uccordarem a
respe i tu. (12
ssQuinta feira p. p. furtanlo no lugar do
Arraial nao sendo esla a primeira gracnha
que alli se laz um cavado russo grande, e
carnudo boni eiquipador esta com os pl
corlados por andar peado : quem delta der no-
ticia na ra da Santa Cruz n. 38, ser recom-
penado.
- Antoni.i Jos Bandeia de Mello, de accor-
docom seus credores, tem resolvido vender seu
estabelecimento de miudezas sito na ra do
Cabug ; os jirelendenles queirao enlender-se
com o Sr. Antonio Jos Poreira na mesma
ra.
1Aluga-se um preto para o servico inter-
no de urna casa na ra da Cruz n. 38, ou an-
nuncie para ser procurado. (.1
1 A luga so o primeiro andar de um sobra-
do aira/, da casa n. 63 no atierro da Boa-vis-
ta muito fresco e tem commodos para peque-
no familia por proco coinmodo. (4
Antonio Poreira da Cunha embarca para
o Rio de Janeiro a sua escrava enrula,de nome
Romana.
Troca-se um moleque de idade de 20 an-
nos sem acbaijue i.igum por 2 negrinhas de 12
a 15 annos : quem Ihe convier este negocio
dirija-so a ra Nova, venda n. 65, ou no Poco
da Panella,venda da cocheira.
1 = Aluga-se um sobrado de um andar na ra
da Sensata vel\ia u. 52, a tratar na la Dircita
sobrado de um andar n. 42 onde tem um ni-
cho. (4
= Antonio Gomes Rabia declara que no
lugar da Baixa Verde, onde he morador, existe
um cavallo russo pedrea desde odia 31 do mez
prximo passado que appareceo por o dito lu-
gar: quem for seu dono o poder re< elier, dando
os signaes cortos, e pagando as despesas que se
houver feilo com o mesmo cavallo.
1 Aluga se para casa france/a umo escra-
va que sabe engommar cosinhar, coser to-
da a qualidado de costura cnsaboa o faz todo
o mais servico de urna casa com muito asseio e
perTeicao adverto-so que esla esclava nao he
para o servico de ra, e s para dentro de casa;
quem a pretender, dirija-se a ra Imperial
n. 63. (7
5---Aluga-se urna casa de ? andares e tra-
pn a sita na ra das l.arnngeiras n. 5; a tra-
tar na ra do Encantamento n 8 A. (3
2 Precisa-sealugar urna preta para todo o
servico de urna casa ; na ra de Hurtas n. 70.
2=r Ha para sealugar na ra do Mondego
urna casa terrea, com commodos para familia,
tem quintal e cacimba com boa sgoa por pre-
co commodo ; a tratar com o proprietario Jo5o
Canrin Pereira Freir na mesma tua,botica nu-
mero 64. (6
."5 Resencaminhou-se urna lellra da quan-
tia de 6:931/100 rs. saccada pelos abaixo as-
signados do dia 15 de De/embro do anno p.
p. do C mezes acceita pelos Srs, Joao lava-
res Cordeiro e Joaquim Pinheiro Jacome os
quaesse acho pievenidos para nao pagarem
senao aos nnnuncianles ; pelo que rogao a
qualquer pessoa que a achou e quizer resti-
tuir, dirija-se a ra da Cruz n. *. K, O.
Bieber&t.. (S



SEm 27 do Outubro de 1841 desappare-
ceo um molpque de nome Paulo denacao
Quigam de (8 anuos pouco mais. ou menos,
est Ihosaliindo buen de barba he um tanto
secco do crpo abre os dedos grandes dos ps
um tanto para lora pernal linas, nariz chato,
olhos pequnos e avermelhados era costuma-
do andar vendendod.o de jalea em copos, por
toda a parte desta cidade, julga-so ter sido lur-
tado porque nunca fugio ; roga-se a qualquer
senbor de engenho, ou outra pessoa quem el-
le Cor offerecido, ou por acaso acoilado em seus
dominios, aprehendern! e participaren! a scu
legitimo Sr Antonio Jos Goncalves Azevedo na
ruada Praia armazem de carne n. 10, que re-
compencar o pagara tod.i e qualquer despeza ,
que se Oler. (17
LOTERA DE N. S. DO LIVJUMENTO.
f>As rodas desta lotera ndito no da 5 de
Fevereiro do correte anno, e os bilhetes acho-
se a venda nos lugares do coslume. (3
7 LOTERA DA MVTBIZ DA 15ja-vista.
As rodas desta lotera rorrem no dia 17
de Fevereiro, e os bilhetes acho-so a venda
nos lugares do costume. ,4
3 0 relojoeiro no aro > de S. Antonio mu-
dou-se para o pateo da S. Cruz, ao poda Igreja
n. i 2. ;3
3 Quem precisar do um bom destilador ,
snnuncie (2
2 O abaixo assignado te.n a honra de se
. ollerecer ao reapeitavel publico para encinar
emeasa ou em a di< seus alumnos ; primeiras
lettras gramoialica portugueza e msica ,
pelo mais lacil e usado methoilo principal-
mente do solfejar quem de sen pequeo pres-
timo se quizer utilisar o procurar em sun
residencia, na ra da Guia n. 28, das 6 horas
da manliaa as 10 e de urna da tarde as 5 ;
do-se la.Tibem lices de flauta, clarinela o vio-
lar). Candido Jos l.i-boa 'J
2 Precisa-se de moco Portugue? do lean-
nos para trabslhar em padaria e para to-
mar conta de urna freguesia de vender pao ,
aquina praca ; nasCinco-pontas n. 311. (4
2 Precisa-se de urna, preta que saiba la-
var engommar e cosinhar para o setvico
de urna casa de pouca ramilla ; na ra do Ara-
gao n. 1.3. /4
2 A sociedado de Simes ^ Ferreira fus
sciente ao respeitavcl publico que tem dissol-
vi lo a meso,a sociedade licando d'ora em
diante girando o mcsino estabelecimento to
mmenle pertencendo aoSr. Francisco Ferreira
da Silva e obrigado a todas as (ransacoes at
esta data. 7
i Troca-seuma casa terrea em boa ra do
bairio de S. Antonio, que tem duas salas, dous
quurtos bastantes grandes cosinha fra u
uutros commodos que sao necessarios para fa-
milia por urna que tenha 3 ou 4 quartos ,
quintal e cacimba que leja no mesmo baiiro
de S. Antonio e tanibein em boa ra ou um
sobradinho de um andar ; quem este negocio
quizer faier, dirija-sea praca da Independencia,
Jivraria ns. 6 e S, (8
2 Antonio l'ereira da Cuuha remelle para
o Rio de Janeiro o seu esetavo de nome Fran-
cisco crioulo. i'3
2 Le.ioir Puget & Compendia mudrao o
seu escriptorio para a ra da Cruz n. !7. (2
2Precisa-se de um perfeilo ollicial lilogra-
pho para Irabalhar elecli va mente em una
litographia ; na prava da Independencia li-
vraria ns. 6 e 8. (4
2 Jos V alentim da Silva avisa a quem con- j
vicr que abre a sua aula de latim a 6 docor-
rente Fevereiro na ra da Alegra da Boa-vis-
ta n. 42 e recebe alumnos. (4
2Aluga-se um moleque para servir em al
guma casa ; quem o pretender, dirija-se a ra
Noa n. 44. (3
3= O numero da casa do demente \ gario
Patricio Jos de Sou/a he 110, e nao 10 como
por engao se annuuciara. (3
3=Na ra di- Sania Hita ou do Fagondea
sobrado n. 40, aeha-se em eiercicio umaau-l
la particular de primeiras leltras. (3
LJ/RIA DO GADLLLI'E.
A lotera do Guadelupe que lora preterida
no andamento de suas rodal pelas de i>. Pe-
dro Martyr e theatro lleve correr mpreteri-
velmentc no dia 15 de Mario, como por S.
Ex. o Sr. Presidente da provincia fui confir-
mado. Os I) Hieles eslo a venda as lojas de
cambio na ra da Caleta do Recile n,i Je
niiudezas do Sr Fortunato praca da Lniao,
na botica do Sr. Moureira Marques em S.
Antonio na botica do Sr. (Jouto largo da
Boa-vista e (inalmente em Olinda loja do .Sr. I
Domingos nos Quatro Cantos. (12
1-r. No dia 3 do correte entregoo-se uuial
barrica de bacal bao de marca de logo a um pro-
lo no Recife para entregar na Boa \ isla na ven
da do abaixo assignado na ra do Aragao,esqu i
na que olla para o paleo de S. Cruz, o. 4), o,
como o dito prelo a ni i entregaste, roga se a
qualquer senbor que lella souber ou lite fon
ollerecida para comprar, de a aprehender par-
ticipar ao dito dono que ierj generosamente|
reeornpenSdo: uprclo diz ser escravo do Se-
nbor Bastos as Cinco ponas 0 he do estatura
alia. Amonio l'ereira da tlta Marl.nt (l
i D. Constantina Jacinta da Molla viuva
do Tenente Coronel Manot I Antonio de Almeida
avisa aoSr. Joao Minoel do Barros Wanderlei,
o ao respeitavel publico que no dia 2 do cor-
rente dcsapareceo de sua casa em Ponte de
l'chda o escravo de nome Felippe j annun-
tiado nos Diarios ns. 26 e 27
Antonio Pinto do Barros mudou-se do
birro da Boa-vista para o de S. Antonio, ra
de Hortas n. '.'ti.
Offereco-se um homem Portuguez casa-
do com familia, para Teitor do algum sitio, ou
para caixeiro de engenfio ou mesmo foitor ;
quem de seu prestidlo se quizer utilisar, a>-
nuncie.
Boga-sea quem no dia 23 de Dazembro
recobeo i barril do vinho que (oi mandado
para a ra Nova do dizer a Manoel da Silva
Santos pois nao se pudendo saber j qual o
pelo que o conduzio por estar ausente quem o
enlregou, motivo por que se faz o presente.
O Sr. D. F. do Barcelos Gato dirija-se a
ra da Moeda n. 13, para receber cartas, viudas
do Aracaty.
Achou-se um cavallo no sitio da Capunga;
quem for seu dono dirija-se a ra do Aragio
u. 8.
Compras
Compra-seelTectivamente nesta Typogra-
phia toda a qualidadede pannos cortados ou
velhos, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
pelo e toda a qualidade do papis velhos.
I ; lidias
1 Vendem-se uvas moscatel & 400 rs. a libra
paisas a 360 rs. peras seccas a 4N0 rs., ame''
das a 320 rs ; na ra das Larangeiras, ven'
dan. 16. (*
1Vendem-se saccas de milho a ?60 rs. ;
na ruada Praia, armasem n. 20, e no Atierro
da Boa-vista n. 34. ,3
1Vende-se um sellim c un pouco uso ; na
ra Nova loja n. 16. (2
* t Vende-se Diclionaire trancis anglais par
C. Bamonire 1 v. ; oeuvres completes do P.
lierooger, 4 v. orne do 104 ignottes; Lafayette
ain Ameriquo par A. Levasseur orn do 12
gravures, 2 v ; Politique des Nalions par lo
H. Alex de Thtis, 2 v. ; Becherches sur la
Population, par Wiliam Godvvin, 2 v. ; Econo-
mie politique par Malthus 2 v. ; historie des
rovolulions par F C. Schlosser, 2 v.; Gonscils
duThrone par Frdric le Urand, 1 v. ; oeuvres
completes de Montesquieu, 1 v.; Principes d'ad-
ministration par Bunio, I v. ; Memoires sur le
consulat, I v. ; Degeneration de la Franco par
Madrolle. I v. ; Itatailles Navales I v. ; Exa-
men critique des Apologistes de la Religiou
clirelienne par Freret, I .; Collection des Me-
moires relalils a la revoluti mi frangaise par M."1*
Campan, 2 v. ; Hisloire de Plusieurs Avontu-
riers lameux 2 v. ; Histoire do la guerre de
l'Amerique par Charles Reta, 3 v. ; L'artdu
Destillateur des esprits 1 v ; Cours complet
d'anglais par Cuiz Francois Isidoro le Fort, i v.;
Telemaque, 2 v. truncado; Histoire de la de-
cadente e de la chute de L'Empire Romain ,
traduite par F. Guisot, 1 v. truncado; oeu-
vres completes de Duelos, 1 v. truncado; (obras
inglesas ) Franco social, literary political, by
llenry Lytton Bulicer, 2 v. ; Prononeing, dictio-
naiy by Johns Wolker, 1 v. ; Memoirs of the
Duchis D branles Mm" Jonot, t v The
Tnkeii and Atlantie souvenir, I v. ; Letters, I
v. ; Basselas Acale, by Doctor Johnson I. v. ;
( latinos Virgilio em Irancez e latim 2 v ;
Oracio em latim i v. lito Livio em latim e
portuguez, 1 v. arte latina do Padre Antonio
l'ereira I v. : Etica de Eduaido Job 1 v. ;
Burro de l'edro em atim numerado o francez,
1 v. ; ( portugueses j diccionario portuguez ,
lianccz e latino antlgo porm rico em no-
mes de nacoes reinos provincias o cidades ;
dito classico histrico, potico o mithologico,
I v. ; 3 annos do Panorama, encadernados 3
v. ocavalleiio Faublas,4v. ; Talismn por
WalterScote 3 v. ; Coritos a meus filhoi 2.
v. ; biblia sagrada novo e velho testamento,
I v. ; Economa poltica por J. Baptista Say ,
I v. ; Diestra francez por Clamopin I v. ; car-
tas de H co de Candido Lusitano, 1 v ; melhaphisica d
contabiltdade comoiercfal por E. 11. de Carvalbo
1 v. ; elemento!, de grammalica inglesa ,1 v. ;
lodas eslas obras urnas es.ao novas, e outras
em bom uso ludo por prego muito commodo;
na roa da Cadeia do Becio n. 53, loja de Jos
Comes Leal. (50
>, I V ende-se a obra biblioteca familiar ere-
creativa muito bem encadernada 8 v.; 26
lolbetos co.ii I4d estampas ; os mines do go-
verno ingtez obra que a pouco saino a luz 1
v. ; diccionario de msica moderna por Castil
Blac 2 com estampas de msica, boa 80-
cadernato ; musitas para piano as mais mo-
dernas, operas, arias, dos para cantar msi-
ca para rabeca de lodas as qualidades ditas
para flauta, trompa, e clarinela, melhodos para
rabesAo grande e pequeo, simphonias para or-
clieslra; e se fazem lodosos aiianjos de msica,
ludo por prego commod>> por seu dono se
querer retirar para a Europa ; na ra Nova n.
o, segundo anar delronte da matriz. (12
1 Vende-se um cavallo gordo ou se tro-
ca por lijlos de alvenaria ou ladrilho, ou te-
Ihas ; na ra de S. Amaro n. 10, (3
1 Vende-se urna escrava de 22 anaoi, di
bonita figura engomla, cosinlia cose e faz
todo o mais servico de urna casa ; no Atierro da
Boa-vista n. 46. I*
VIVende-se um braco de balaoca grande,
com conchas e correntos de forro proprio para
armasem de assucar, e juntamente 12 arrobas
de pezos de ferro; a tratar na ra do Vigario ,
armasem n. il.com Joaquim Jjs Alvos Mon-
telro. '*
t Vendem-se boas redes para pescara ; no
Atierro dos Afogados n. 147. (2
1 Vendem-se 4 pretos de bonitas figuras ;
o urna preta que cosinha e Uva; na roa da
Cruz u. 51. 8
1_ Vendem-se caixas com amelonas regu-
lando 6 libras por preco commodo ; na ra
das Crucs venda n. 40. 3
Vende-se ou permuta-se por um pequo-
nositio, prximo da praca um sobradinho ,
na ra Imperial n. 100 ; a tratar defronte do
mesmo sobrado.
1 Vendem-se sedientes de couve aos ce-
ios, por estarem em estado de le plantar, aendo
repolho lombarda, manteiga e de outras qua-
lidades as mais superiores que ba na Euro-
pa a 400 rs. o cento ; no quintal que li;a de-
fronte do sitio do II im Sucesso pegado com os
fundos do sitio da Sjnhora D. Laurianni na
estrada dos Afllictos. (8
Vende-se urna exceilente canda de doas
varas mui bem construida e com bancadas
em roda do paneiro para 10 a 12 pessoas, por
proco muito commodo ; adverte-se que na fal-
ta de compradores a dinheiro so trocar por
taboado de louro ou vinhatico ; na ra do
Camaro venda do Theodoro.
v Vende-se urna colloccao completa do jor-
nal Panorama 8 v. encadernados; Amor e
Melancola, de Castilho I v. Cartas de Echo
a Narciso ,1 v.; grammatica trncese por
Monte-verde, I v.; diccionario portuguez e
francs por Constancio, 2 v. ; Telemaco em
portuguez, 1 v.; guarda-livros moderno, 3 v.;
vida do grande Padre Antcmio Vieira 2 v. ;
historia romana em inglez 1 v.; dita da Gre-
cia em francez, 1. v. ; meditacao poema por
Jos Agostinho do Macedo, I v. ; ohoraoin ou
os limites da rasao por J. A. de Macedo ; os so-
litarios de Murcia por preco commodo ; na
ra do Crespo n. 12.
Vendem-se, ou alugo-se bichas de supe-
rior qualidade, por preco commodo, e agoa
de Colonia; na ra do Trapiche n 26.
2 Vende-se urna crioulinha de 11 annos;
de bonita figura ; na ruaeslreita do Rosario n.
10, terceiro andar. (3
2 Vende-se um lindo carro de 4 rodas,
no.oe muito forte, por preco muito commodo;
na ra da Cruz n. 18. (3
2 Vendem-se 200 varas de lagedo chega'
do recentemenle de Lisboa ; na ra da Madre
de Dos n. 5, primeiro andar, a fallar com Ma-
noel Jos Machado Malbeiros. (&
\ ende se um preto de 22 annos cosinha
e he ollicial do allaiale ; duas pretas de todo o
servico, esSo muito boas quitandeiras : urna
dita engommadeira coslureira faz lavarin-
to e borda, ludo com perfeicao para fora da
provincia; um dita que cosinha, e he muito
boa lavadeira por 380^ rs. ; urna parda de It
annos recolhida coslureira engommadei-
ra e de muito boa conducta, o que se afanca;
na ra Direita n. 81. .8
2Vendo-so sarca-parrilha de superior qua-
lidade ; no armasem do Braguez ao p do ar-
co da Conceico. (3
2Vendem-se barricas com (arelo de Lisboa,
por preco commodo ; na ra do C8eg da Allan-
dega armasem n. 5, de Antonio Annes. (3
2Vende-se urna bonita escrava de 20 an-
nos recolhida perfeita coslureira de cortar e
lazer vestidos de senhora e camisa de homem ,
faz lavarinlo borda eugomma c veste urna
senhora ; na ra do Crespo n. 10, primeiro an-
dar, i*
2_ Vende-se urna venda em um dos melho-
res lugares do bairro de S. Antonio com os
gneros que convierem ao comprador, e a casa
einque est collocada, paga o aluguel de t/j rs.
mensaes e nao se receia que o dono precise
deila, por ser de urna irmandade ; tambein se
d com algum interesse a um caixeiro que
saiba aumpnr com as suas obrigaces ; a tra-
tar no Atierro da Boa-ista primeira venda ao
p da ponte 8
2 Vendem-se charopes para refresco.de
maracuj limio e tamarindos e se lazem
de outras qualidades se encommendando a 4S0
rs. a garrafa ; na ra da Boda n. 23. (4
2Vende-se um preto por precc commodo ;
na ra do Sebo n. 33.
Vende-se para fra da provincia urna lin-
da escrava de naco, de 20 annos cozinha ,
lava v. engomma ; na ra da Cruz n. 51.
Vendem se gamelas grandes e pequeas,
feilas na Babia superiores para banho al-
guidares de gommos e lisos grandes e peque-
nos ludo de bom goslo ; na ra de Apollo ,
venda n 1, defronte das casas do Snr. Angelo
Francisco Carneiro. (6
Vende-se urna escrava de 22 annos co-
sinha e engomma a vista do comprador se
dii o motivo da venda ; urna dita propria para
o servico de campo ; ne largo do Terco n. 7. (4
(,m; Vendem-se 4 escravas mocas com boas
(guras e com boas habilidades ; duas pardas
mocas com habilidades ; urna preta de 30 an-
uos por >>40/rs. cosinha, lava e vende na
ra ; 4 escra vos bous para o campo ; um dito
bom cosinheiro ; um moleque peca cosinha
bom ; um pardo bom pagem ; na ra do Gres -
po n. 10, primeiro andar. (7
14 Vende-se um sitio na Capunga a mar-
gem do rio com boa casa de vivenda por
preco commodo ; na ra da Madre do Djos, lo-
ja do Cunha. (4
Vende-se tima r.ilicca de ex-
celentes vozes; no pate do Carmo
n. 3. O
Ricos apparelhou de diferen-
tes "ostos para cha com chicaras e
pires, casticaes grandes e peqle-
nos, ttido do verdadeiro metal fi-
no, chegado proxini.iin-inte ; na
ra Nova loja de ferragem n. 4i.
Escravos fgidos
Fugio no dia 23 do Janoiro urna- prela de
nome (iervasii, do naci Galibar, de 30 anuos,
cor preta altura regular, baUanti gorda ; le-
vou vestido do chita de assonto branco tendo
ido vender pi no Manguinho ; quorn a pegar,
leve a ra da Assumpgao n. 60.
I No dia 25 do Janeiro fugio urna preta d
nomo Quiteria crioula.de 20 annos, altura
regular, bem feita de corpo e reforcada; levou
vestido de chita rouxa e saia preta por cima,
mas pode laf quej a tenha tirado ; tem urna
belida no olho direito macaes do rosto altas ,
e por cima tem urnas marcas do ventolas e tam-
bein as costas ; he provavel trazer o mesmo
taboleiro com quesahio o qual he pintado do
amarello e com 4 pes; descunfia-so estar aqui
mesmo na praga acuitada por se ter visto no
Becife e Boa-vista a semana passada ; esta pre-
ta foi escrava do Sr. Thomaz Pinto do Queiroi,
morador na Boa-vista ; tambem se desconfa
estar recolhida em certa casa por quanto sen-
do assim para evitar questes, ser bom man-
dal-a entregar para nao ter de que so queixnr,
pois se protesta proceder com todo o rigor da
lei contra a possoaaonde ella (or encontrada ;
tambem se recommenda a todos os capitaes do
campo polica e mesmo pessoas particulares,
no caso de a encontrar a leve na ra da Praia ,
armasem de carne n. 5 defronte do Trem, que
receber 30/rs. do gratificacao. (20
1 Fugio um preto na noute do primeiro do
corrente do nomeSoverino de 30 anuos, al-
to cara picada das bechigas ; levou caigas e
camisa branca ; tuppoe-se ter ido para o ser-
lio do Biacho uo Sangue por ser filho de l ;
quem o pegar, leve a ra do Oueimado, loja n.
20 de Joao Antonio Martins Novaes que ser
bem recompensado. ;S
i Fugio ao amarillecer do dia 23 do p p.
urna parda de 30 annos do nome Baymunda ,
tem urna belida no olho esquerdo baua, aca-
bildada cabellos bonitos que os traz por bai-
xodas orelhas, nariz um pouco afilado e com-
prido testa um tanto larga qu'ixo fino, boc-
ea regular denles limados pernas arquea-
das ps mal leitos e pisar de papagaio, falla
descansada; quem a pegar, leve a ra do Quei-
uiado n. 31, primeiro andar, quo ser genero-
somente recompensado. (10
2 Fugio um preto crioulo do nome Manoel,
do 30 annos alto, reforcado e bem parecido,
muito esperto tem ollicio dosapateiro; levou
calcis e jaqueta de riscadinho ; quem o pegar,
leve a sua senhora D. Joaquina Malaquias de
Moraes Mayer no corredor do Bispo, quasi
delronte de palacio.
3 No dia 26 de Janeiro ugio um moleque
de nome Antonio estatura baixa socco re-
presenta ter ni annos, levou caicas de riscado o
camisa demadapolao, tem urna marca no pei-
to he muito esperto e por isso ser prvaovel
mudar de nomo e mesmo de trago ; quem o
' pegar, leve a Passagem no sitio entre o tnea-
j tro e a ponte pequea ou no Recife loja do
| forragons n. 50, que ser recompensado. (8
3 Fugio urna preta do gento de Angolao
de nome Benedicta do 26 annos ho muit,
alta secta do corpo ; levou vestido azul com
bailados as mangas ; quem a pegar, leve a ra
da Cadeia do Recito em casa de Joio Jos de
Carvalbo Moraes, ou na Magdalena defronto
do viveiro. (1
3Fugio no dia 31 do p. p. um escravo criou-
lo de nome Ambrosio pertenecnte a Joaquim
Aurelio Pereira de Carvalbo o qual se achava
para e.nbarcar por ordern do mesmo Sr. ; le-
vou camisa e caigas de algodio e mais urnas
caigas de panno preto e chapeo do seda ho
de slatura regular magro som baiba tem
os denles da frente podres ; quem o pegar, le-
ve ao engeuho Massangana ao mesmo Sr. ou
uesiii praga em casa de Joo Pinto do Lomos
# Filho. (10
Fugio no dia 13 de Janeiro urna escrava
de nome lienedieta baixa, secca vesga de um
olho tem cicatri/es as costas com (alta de
denles na frente do lado supeiior e em baixo
podres ; levou vestido velho branco e saia de
ganga azul nova e panno da Cosa com lis-tras
azucs e brancas e um (aboleiro com sapatos :
consta andar calvada porassim ler sido v: ta ;
quem a pegar, leve a ra Augusta u 14, que-
sera gratificado.
PF.RMj TYP. DE *" '' DEFAMA 1 i


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