Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05274


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Full Text
Auno de 1845.
Quinta Felra 25
i
1
O I ib Opublo-j lodi o dial que nao fortn santificados : o prc,o d asaiRnsttira
be rasuo do _>() ris por linhe, O res em ijpo differcnle, e as repetirles pela amelade O
que nao oren assignanl's psgao SOreispor llnlia.160 es lypo difTerentc,,.. cadanublicacao.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Soli'"V 'Mhyba,segundte sextas feiras.Aio Grande do Norle, chega a 8 e Si par
le & 40: 24,-Cabo, Serinhaem, RioFormeso, Macey, Porto Cairo, Alagoas: no 1.
" 21decadasex.Garandara, e Uonito a 10e '24 de cada mei Boa-sista e Flor
M SIS* 38 dito. Cidade da Vioioria, quintas feiras. Olinda todos os das
c, das da semana.
20 5g s. Sebash.o. And. do J. de D. da 2. y,
H Terca Ignei Ral. aud. do J. d D.de4. t.
'11 QuarU s Vi ente. Aud. J. de da 3 t,
21 Quiis Ildefonso. Aud do J. da D.da2. t .
14 Saxla ,. 'J'himollieo. Ad. do J de D da 4. ia. '
2i Sab s Ananias Bal. aud. do J. de B.da !. ,.
26 l)om_ a. Policarpo.
de Janeiro.
Auno XXI. N. 18.
culttt.
OtMfMftO
i
(Proclaniij.1.1 da Assembla Ceral do ii
i "i i ar.ii- .:;,>* "* as estaos; da noaaa pt
Vf. Unueaoi ooo priacipikmoi seresaus afemUdoa coa ,da.ra3ao entre e< nejoes esai
I -*^ai
\
CallIIOi o D|4 --' J > i i :." .
Caasbioi sobra Lonures '.'5 3|4 Our. -M'Jeda de 6,400
a l'aris 510 res por franco
I Lisboa HO por ll'J de preso
Moada ile c.'bre par.
Ideas da latas de ooae Brasas 4 pOro[0
iV
| da 4,000
Prala--I*aiaces
* Pesos coluBosnares
. Ditos
ancanos
47 000
1.,,'UU
J 4 00
1.SJ0
4,yio
1,J0
senda
17,-00
47,t 00
I JO
4 050
4 V!)
4.0.4)
PUASES DA LA NO HEZ DE JANEIRO.
L'-aaora a 8 ai 4 b. a 5'aain.darn La oLaia a ,.'i,s ll horas e 59 asi, da m
Crescente i b mi llura e 31 aa da ui. I !I : ..i a 'II al I I boraa e .1<> asn da m
Prr.anar de hoje.
1 horM -0 asn da arle (Segunda as 4 hoiM Si minulus da
DIARIO
E
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 18 D0CORRENTE.
Oflicio Ao Commissario Pagador decla-
rando em resposta ao seu oficio d'esta data
(18), queobrou em regra quando passou ao
Official d'aquella Pagadoria, Joo Arcenio Bar-
boza, a chave do respectivo cofre por ter dei-
zado de comparecer o Fscrivio ; e que a este
cumpre justificar as faltas, que tem tido o
Smc. dar a essa justicacao a consideragio, que
merecer.
Portara A1 Cmara Municipal de Goian-
na O Presidente da piovincia, tendo em con
sideracioa representagio do Juiz de Paz do 1.a
districto da freguezia de Tijuuupapo Vasco
Marinbo Falcao queixaudo-se do arbitrario
procedimento d'essa Cmara em Ihe nao confe-
rir a possu do dito lugar para que lora eleito
em 7 de Setembro do anno findo pretexto
de (a/er nova divisio dos districtos de Paz da
dita freguezia ; ordena a mesma Cmara que
sobr'esteja em qualquer delibrenlo que te-
nba tomado tal respailo at que vista da
informacao que Ihe foi exigida possa o Go
verno deferir comconbecimento de causa ; de-
vendo verificar-ge immediatamente a posse e ju-
ramento do Juiz de Paz queixoso o qual tem
direito servir em quanto se nao levar ef-
feito, seassim fr conveniente, a premedi-
tada alleracSo e nova divisio dos districtos
creadoi.
Dita Mandando passar patentes para To-
nenle-Coronel do 2. batalhao do municipio de
Goianna cujo posto eslava vago por baver-se
mudado d'aquella comarca o individuo que o
exercia ao Mejor do mesmo batallia<>, Jos de
S de Mello de Albuquerque Gadelha; e para o
de Majiir que por esta nomeagio vagou ao
Capilo do referido batalhao Francisco Xavier
d'Albuquerquo e .Mello Communicou-se ao
Commandante Superior daGruarda Nacional do
municipio de Goianna.

EXTERIOR-
PORTUGAL.
Il.ll V DA MADEIRA.
a. No dia 16 de Setembro ultimo, no sitio
denominado do Lombo das Faias, freguezia de
S. Antonio da Serra, julgado de Santa Cruz,
bouvo um tumulto sedicioso cum e/fectiva resis-
tencia'aos empregados de polica de Maxico.que
aquello lugar Ionio apprehender um criminoso
d'euai appostatas herticos e blaslemadores
pblicos contra a religiao do estado ; sendo os
amotinados todos sectarios de Kalley que na-
quella dita freguezia lem estado a fa/.er suas
praticas com grande reunio do povodas cir-
cumvisinbancas.
a. Nicolao Tolentino Vieira, natural do si-
tio do Combo das Faias, que dista da cidade do
Funcbal quatro a cinco logoas, sendo criado d
Kalley seu decidido sectario, apposlatou publi-
ca e escandalosamente da religiao catliolica
apostlica romana, pregando a heresia, e blas
femia, com escndalo da moral publica, contra
os dogmas, e as imagens : foi processado e
pronunciado e at ixcommungado por urna
pastoral; mas fugindo sempre a aegao da jus-
tica, porque se oceultava em casa de Kalley,
uunca tinlia sido preso.
Kalley deixou a cidade, e buscou a fre-
guezia de \ Antonio da Sorra, no serrado da
Amexieira, longc das autoridades, para me-
Ihor sodusir aquello povo sua seita ; eentao
Nicolao Tolentino Vieira, quo sejuljavano
meio dos seu, e por elles apoiado, estabole-
ceo urna escola de prdica, com a qual ajudava
a Kalley que de Delito, nos diasdeservigo e
nos domiugos reuna para cima de sete cenias a
oito Antas pessoas, em desprezo deigrja, e
das obrigaces parochiaes, chegando alguns ao
arrojo de quebraran as imagens dos Santos e
outros improperios horrorosos.
~-Jiir.?w.at*v~waa.iiu.'a;a>< H
A polica tendo noticia, pela publicidade
dos factos, deque all existia o criminoso Ni-
colao Tolentino Vieira, foi prendl-o ; o mal-
vado resiste, e ao toqu de um busio para mais
de dutentas pessoas se reunem, mulheros, ho-
rnens e rapazes, que sediciosamente amotinados
fazem rezistencia polica, a quein lirio o
peaso, e por felicidade dos Offi :iaes os nao ma-
lario ; elevando vozes du desobediencia s au-
toridades, que d'ella< nao querido saber, nem
precisavSo ; que por si se governavo ; appol
lami por algumas pbrases para urna outra
poca de O. Miguel que rete espera* a >, ha-
vendo-se encontrado em urna casa um retrato
do usurpador, quando all so dirigi urna fdrea
de tropa com o Juiz de Direito, e o Delegado
do Procurador Regio, para instauraren) o pro-
cesso contra os implicados, que pronunciados
so achavo presos em numero de desaceto ho-
mens, e cinco mulhores. entre os quo maisso
distinguirlo n'aquelle motim. Te ni-se Kalley
a presentado a fornecer os presos de sustento,
dinheiroe outrosobjectos ; animando-os, faz-
Ibes persuadir que estava proscripto que elles
baviao do ser presos, martyrisados ; masque
hao de sabir sollos, e hilo de ser tingados
porque pela preteccao, eimmunidado liritan-
nica ninguem Ibes pude tocar com um dedo :
Eis aqui os terriveis resultados para que
concorro directamente aquello pernicioso bo
mem ; desgranando os povos da i Iba com ma-
nifest altentado seguranca individual, e pu-
nlica, alm da immuralidade a que vai arres-
tando os povos <|uc, deixando de obedecer a
lei, e s autoridaeos, em breve gritara^que-
remosser inglezes !!! SesenSo tomarom pro-
videncias enrgicas torio as autoridades de
andar em continuo combate contra urna parle
consideravel da populagao, sobretudo recrutada
entre aquellos que anda no tempo do D. Mi-
guel fazio victimas do seu furor aquellos a
quem suspeilavao liberaes, s porque Ibe dizi-
oque crao inimigos do tbrono o do altar ; e
nao nos devenios admirar quo encaminbados
pelo seu apostlo a algum fim desastroso, talvez
nao raiba em tempo subjugal-os sem grande
numero do victimas, e sem outros esforcoS, que
presentemente nao seriao necessarios, se se l-
zesso retirar o instrumento do crime a que se
arrujau, e dos que anda pdom prepetrar.
{/i lieslaurapio )
,. aaMsWMaMaaMBMaaMMWaMaaaaM 4 aaa
NOTICIAS DIVERSAS
Os jornaes francezes ul'unaincnlo recebidos
ebegao a 4, e os inglezes a 5 de e/embro p. p.
L-se na Preste de 3 o seguinle :
O Sr. Visconde d'Abrantes, Ministro Ple-
nipotenciario do Brasil parti anto-boiitem de
Londres para o Continente. Vai a Berlim ne-
gociar ;om o Governo Prussiano o tratado de
Commercio do que os jornaes Inglezes e Al-
lomaos tanto se teem oceupado n'esles ltimos
te nipos.
SS, AA. lili, o Principe de Joinville o
Duque e a Duqueza d'Aumale eraoofficialmon-
te esperados em Marseille, ondej seprepar-
vao testas para a sua recepeo.
Foi, como o annuncimos a 25 do No-
vembro que so rcalisou em aples com a maior
pompa e na capella Real o casamento doSr
Duque d'Aumale com sua prima a Princeza
Mara Carolina de Salomo filfia do Principe
de Salerno to de S. M. o Re de aple* e
irmao de S. M a Rainba dos Francezes
O Sr. Benavides cbofe poltico de Ma-
drid, cuja demissao bavia sido annunciada, foi
substituido pelo Cenoral D Miguel Cbacon. O
Sr Benavides tornou a tomar o lugar quo oc
cupava no Tribunal Supremo de Guerra o Ma-
ri nba,
Diz>a-se em Madrid a 26 do Novembro ,
quo a Marqueza do Sania Cruz, urna das da-
mas de honor da Kainba D. Isabel deva de
ser substituida pola viuva do Conde de Toreno
O Sr. Martnez de la Rosa foi affectadi
d'uma indisposico que o impedia de assistir as
sossGis do Congresso.
O Sr. Tejada Deputado do Logrooho ,
que pronunciou ha algum tempo no Congresso
llospanhol umdiscurs que os jornaes despa-
tillos cbamarao um curso de absolutismo, e ao
ijual o Sr. Martnez to la Rosa re^ponJoo tiio
eloquentemente, acaba va tle dar a sua demi-tsao.
L so n um jornal hospanbol.quo a Aca-
demia do historia de Madrid acubava de riscar
ila lista dos seus mombros correspondento* o
turbulento Cnsul In^lo Turnbull cujas in-
trigas causarao tantos males a Davala
lia factos quo dispensao commontarios;
t-is-aqui um quedesgracadair.ente pinta om du^s
palavras as cousas e os homons da Turqua em
I s'(. soh o Governo do filho do Maiimoud :
Tendo sido um Cadi musulmano assassinado
n'unia estrada forao capturados os matadores
por orden) do Pacb i que om vez de punil-os
segundo as formulas da justea ordinaria en-
tregou-os as mos dos prenlos da victima. Um
distes degolou-os na praca do morcado Se-
gundo a logislago existente o direito do vida o
morto esta reservado ao Sulto ; porm tendo
Abd-Allah-Pach representado i Porta que as
desordens quo reinavo no seu Pacbalico tor-
navo inopportunas as delongas dajustiga a-
bantlonou-se-lhe o poder de impr summara-
monte a pena capital ; o foi com aquella barba-
ridade, que ello julgou conveniente delegal o
Fallava so inuito em Bruxellas de pr-
ximas mudancat no Ministerio. Um jornal Bel-
ga pretenda, que o Sr. Nothomb cedera a
sua pasta ao Sr. Lieds, para occupnr a embai-
Xhda da HolUnda, equeoSr. Mercier deixa-
ria a sua a M d'Huart para exercer o Governo
do Namour. Aquello jornal accrescenta que
l.ioJs e d'Huart ero mais liberaes do que No-
thomb. Seria mais exacto aflirmar, qne d'Hu-
art com o seu profundo amor do repouso, o
Lieds com a sua inalteravol circunspeccao nao
tinho, nem podiao ter mais bcralismo do
(|ue Nothomb, cuja vivacidade d espirito e la-
boriosa nfatigabilidade estavao ellos longo de
ter. Em todo o caso, parecio prematuras es-
tas noticias em referencia s ultimas correspon-
dencias de Rruxelli s. Todava passava porecr-
(o, que o Ministerio Belga nao acbava mais na
u>,ii<>na o m.-siiio apoio que outr'ora.
L-se na Gazelta universalle d'Augs-
oourg, o artigo seguinle intitulado : O pacto
dejamia do ramo d' Jrltans: '
Pai d'uma numerosa familia, oRei Philippe,
pelas suas multiplicadas alliancas, influo u do-
mina as pennsulas da Hospania, de Portugal,
dallaba, croma no Mediterrneo O Duque
de Nemours be cunhado do espozo da K.iinha
de Portugal. O Principe do Joinville he cunha-
do do Imperador do Brasil O Duque d'AuniB-
le pela sua allianga com a familia do Principe
Leopoldo Joao Jos de Salerno be sobrinbo de
Fernando II. Luii Philippe tem ja dupla allian-
ca com a Rainha f). Isabel do Hospanba e pro-
vavelmenteo Dutjue de Monlpansier de^posa-
r a Infanta D. Mara I.ui/.a. O Re dos Fran-
c<-zes contiahio puis um novo c sol o pacto do
familia. Quando a Inglaterra em 1815,polo or-
go de Lord Caslloreagh, doclarava inadmis-
sivol para o futuro o anligo pacto do ramo pri-
mognito dos Bourbons, nao punha duvida om
quo o ramo mais novo absorveria logo esso pac
to secular e tirara da sua poltica urna prepon-
derancia quo poderi vir a ser perigosa a influ-
encia Britannica.
No tempo das diliculdades da corte do a-
ples com a Inglaterra na questao dos enxofres,
bem comprehendeo o Rei das duas Sicilias, que
a Austria nao podia fornecer-lhe mais do que
urna marinha bem iraca, que nao poderia dos-
de ento protegl-o contra a ambicio Britanni-
ca, eresolveo immediatamenle buscar um al-
liado poderoso no Governo de Julho Luz Phi-
lippe soube mu hbilmente aprovoitar se dos-
tas circunstancias Fernando II, como seu pai
Francisco I tinba enrgicamente protestado
contra a mudanca da successao na Hespanba
O Rei dos Francezes soube indu/il-o a reeo-
nliecer a Rainba Constitucional I). Isabel II
Cuta allianga entre us duus casas recebe boje a
sua ultima confirmacio na uniao do Duque do
Aumale com a sobrinha de S M. Napolitana. >'
Recebemos jornaes de Lisboa, que chogao
data de 7 de Detenibro prximo pastado.
Na Cmara dos Pares, em sesso de '26 do
Novembro foi apresentado e approvado o pare-
cer d una commissio especial, delorindo a re-
prosenlaeao do Conde d'Conde dos Arcos, D.
Manoel, quo roclamava o direito hereditario de
tomar assenlo na mesma Cmara, como filho
legitimo c primognito do Conde dos Arcos,
I). Marcos; o que se verilicou na sessao do dia
9. N'este mesmo dia so tratou n'aquella C-
mara da renuncia do Sr. Joao Jos do Yaz Pre-
to Giraldas ao parialo por motivos quo nao quiz
declarar, a qual renuncia, tendo ido urna
commissio especial Horneada ad hoc, por ser
caso novo, foi esta de parecer que ficasse archi-
vadas, a sua participaeao e a Carta Regia do
nomeaiao de Par, at quo se discutisso o sanc-
cionasse- urna lei que marcasse as QtlribuicScs
da (amara a tal respeito.
Na sessao de 27. na Cmara dos Deputados,
propoz o Sr. Castello-Branco. quo ella resol-
vesse, so a actual legislatura devia ucabar n'es-
to anno de 1845, ou no prximo futuro de
1816; visto que a sessao do anno da restaura-
cao da Carta, que comecou no meado do 1RV2,
se podia considerar como extraordinaria : cita
proposta foi tambem a urna commissio espe-
cial.
Publicou-se com data do 21 de Novembro
urna carta do lei quo eleva o imposto que se pa-
ga por cada pipa de vinho verde como subsidio
litterario, de i JO rs. a 31o; e estabeleco no-
vos impostos de tres rs. por arratel sobre as car-
nes verdes, e de 20 rs. por alqueire de sal.
Na sessio de 29. apresentou o Ministro do
Reino na Cmara dos Deputados duas propos-
tas do lei, urna para a creacio de caixas econ-
micas e outra para o estabelecimento d'um Ban-
co rural no Terreiro Publico. Km seguida pe-
dio o mesmo .Miii.-.lro que aquella Cmara se
formasse em sessao secreta; a q/ial deo em re-
sultado a autorisaco concedida ao governo para
dar o seu beneplcito a um Breve Pontificio,
abolindo os dias santos em Portugal.
Publicou-se tambem em data de 29 de No-
vembro o Decreto absolutorio que confirma as
medidas legislativas anteriormente adoptadas
pelo governo.
Tinba doixado de haver sessao na Cmara dos
Deputados por alguns dias em razio de nao ha-
v r numero sufb'ciento. Conlinuava a discussio
sobre as casas p nitonciarias. OCroverno tinba
vencido as eleigoes municipaes.
RIO DE JANEIRO.
A OpPOSlf.AO CONSTITUCIONAL NA SESSAO LEGIS-
LATIVA DE I8U.
Sr. Carlos Carnciro de Campos, ex-Re-
prosenlante da Naci pela provincia de S. Pau-
lo, e um dos muito dignos redactores do pro-
jeito do resposta da Cmara Lilla do tbrono ,
pronunciou, na sessao do 20 do Maio. um bri
iban te discurso sustentando o projecto da com-
missio, e impugnando a emenda apresentada
pelo Sr. Ramiro. Ilavendo nos publicado ou-
tros improvisos, quo tiverio lugar por essa
occasio, julgamos de rigorosa justica dar o do
Sr. Carneiro de Campos, quo assim so expri-
mi :
Sr. Presidente, antes do entrar no exame
e comparacio da resposta ;i falla do tbrono, e
da emenda oflorecida polo nobre Deputado du
Babia, julgo dover expor casa quo estou in-
timamente convencido do que nao ba um su
membro da Cmara que attnbua o rneu voto e
as consideracesquo passo a fazer a algum outro
motivo que nao seja o inleresso pela causa pu-
blica. Pens que todos os nobres Deputados
eitendero que para com a administradlo ac-
tual, prescindiudo eu inteiramonte dos seus ac-
tos, nao me era powivel nem devia ter sonao
LADO


todo o interesse porque ella s mantivesse, e
encontrasse decidido apoio n'esta Cmara. To-
dos os motivos de afleco o de sympathia me
ligio a essa adrninistracao; pois lie por certo
cnlru todas as adminstraedes, om cuja presen-
ta mu' tenho adiad) aquella a quem ,
prescindindo, repito, da marcha dos negocios
pblicos, pondo de parte seas actos cu d>-va
consagrar maior sympathia. Porm, Sr. Pre-
sidente, como memoro d'esta Cmara eu nao
posso subordinar me nicamente, aos meus sen -
timentos de ami/.ade as pessoas da administra-
c,o, prescindir de encarar para seus actos, e
pesar a inlluoncia que elles possao tor sobre a
sortedo paiz. Depulado eleito pela Naeo Bra-
sileira, tenho urna misso muito nobre e sa-
grada, que religiosamente devo cumprir e
deairoso me seria trahir. sentimenlo d'es-
le dever obriga-me a por do parte todos esses
motivos de afleco e sympathia que com > par
ticular sempre nutrirei, e olhar nicamente
para a causa publica quando esta pode ser
gravemente comprometida.. .. (Apotados.)
Eu, Sr. Presidenta, ligado e sympathisando
com a adrninistracao, acho-me ligado tambom,
como disse, mu estreitamente com os eleito-
res da minba provincia, e acho-me tambem li-
gado s opinioes que sempre tivo e ate boje pro-
leaiei n'esta casa ; logo pois que a administra-
cao nao caminha, no que diz respeito as condi-
edes da existencia da tranquillidado eordem
publica, sogundo eu pens sor para isso abso
lulamente nocessario, eu nao posso doixar de
fazer alguns reparos a esta adrninistracao e
de dzer-lbeque nao me parece conveniente a
marcha que ella segu.
Devo tambem declarar que me persuado de
que a adminstralo nao obra por outros moti-
vos quo nao sejao sjas convidos; entendo que
ella pensa ser conveniente ao paiz o modo por
que vai marchando; mas entendo tambem que
o seu pensamento vai muito errado e pode
er muito fatal ao imperio.(i4/>iadoi.)
N'esta conviccao, Sr. Presidente, eu de cer-
to nao correspondera a confianca que em mim
dopositou a provincia do S. Paulo, e fallara
niesmo ao dever de gratidao para n quelles
que me elegerao, so n'esta casa nao elevass'a
uiinha voz para di/.er: Srs. do Ministerio,
vos segus um caminho rninosoa vosso paiz
Demais, esta Cmara me collocou na obriga-
cao de emitlir n'esta occasio a minha opinio.
A Cmara elogeo-mo para formular urna res-
posta ao discurso da corda. Eu estimara untes
que tivesse prevalecido o desojo manifestad >
pelo Governo de quo nao fosse eu cscolhido
para formular essa rosposta. Dito isto, pas>a
rei a comparar a resposta dada pela commissao
e a emenda oflerecida ; e c >mo a Cmara aca-
> bou de ouvir ao uobre Deputado da Babia im-
pugnar a resposta da commissao; eu julgo tam-
bem conveniente comecar pela resposta que Ihe
devo dar. A commissao de resposta no primo
ro periodo diz : Sonh >r, a Cmara dos De-
putados acompanha respeitosamonto a V. M.
I. em seu contentamento
I O nobre Deputado pela Rabia julgou. como
o outro que ja tinha fallado antecedentemente,
' quo esta expressaorespeitosamentenaoin-
dicava sentimenlo algum de alegra e prazer da
parte da Cmara : mesmo o outro n -bre Depu
tado, que tinha fallado anteriormente, disse
*> que estas oxpressdes lauto se poderiao relerir 9
um aclo de alegra como de tristeza.Mas ,
Sr. Presidente, eu julgo que, se os nobres De-
putidos tivessem smenlo vontade de fazer cor-
reccoes razoaveis, e quizessi-m lr toda a phrase
/da commissao, achano um desmentido formal
a essa sua assercao : o que di/, a falla do thro
no ? He com o maior contentamento que ve
nho abrir a Asamblea annunciando o consor-
cio, */c.
Ora, r que propoe a commissao que a C-
mara responda ? Qoe ella acompanha a S. U.
I. no seu contentamento, isto he. leva o seu
contentamento at ande sobe o contentamento
do Imperador! Porm, Srs, querendo a C-
mara associar-se ao Imperador no gozo d'esse
seu contentamento, dte como que pedir urna
concessao para o fazer; devia dizer : permit-
a V. M. que a Cmara o acompanha no sou
contentamentoDizer a Cmara que acompa-
nha a S. M. no seu contentamento, sem para
isto pedir urna especie de venia, parece que
era intrometter-so ella nos sentimentos que sao
pessoaesao Imperador; cabia pois, e era dever
sou, fazendo-o, signhcar que o fazia com res-
peito; e foi isto o que a commissao teve em vis-
ta com as palavras acompanha respeitosa-
mente.D'este modo Srs a Cmara asso-
1 cia-se no alto prazer que sent S M. olmpe-
I rador; mas associa-se pelo modo por que cum-
pria fazel-o. .
Sobreest mesmo periodo da reposta cen-
surou-se anda que a commissao nada respon
desse cerca da abertura da Assembb-a (-eral.
Eu tenho notado em outros annos que em al-
aiimas respostas falla do thr.mo a Cmara dos
Deputado tem agradecido ao tbrono a abertu-
ra da Assembla, e em eutras nio o tem feilo.
Devo porm observar primeiro, que esses a-
gradecimentos teem sempre correspondido
redaccao do discurso da cora; e em segundo
lugar, que, no caso presento, mostrando-se a
alten -fio e todo o sentimenlo da corda absorvi-
do pelo consorcio da Augusta Princeza Impe-
rial^ cumpria a Cmara s u exclusivamente a-
companh&l-o n'esses sentimentos.
O que porm admira Sr Presidente, he
|ue o nobre Deputado qu fez esta censura nao
preenchesse urna tal lacuna na emenda que o -
fereceo. Agradece elle por ventura ao tbrono a
abertura da Assembla Geral ? Nio por certo;
di/, simplesmente que ouvio com grande pra-
zer, na occasio da abertura da Assembla a
communicacio do casamento, &c. He isto o
que eu vejo na emenda que o nobro Deputado
offereceo, dizendo :Senhor, com o maior
contentamento ouvio a Cmara dos Deputados,
&c. O que ha de nova n'esta emenda que nao
esteja na redaccao da commissao be dizer ao
tbrono quando oi que elle mesmo fez a C-
mara a communicacii do consorcio do S. M. ;
mas acbo isto pueril; o tbrono bem sabe quan-
do fez essa coiiununicaca, e nao precita que
se Ihe diga que foi na occasio da abertura da
Assembla Para mais clareza nosei como a
em nda nao accrescentouna occasio da aber-
tura da Assembla no dia 3 de Maio
Perguoto pois accrescenta-se por ventura
alguma cousa ou de respeito ou de gratidao
ao Imperador, n'esta parte da emenda do nobre
Deputado ? Certamente nao Censurou-se
tambem esta expresso : allianca feliz que
dando mais um penhor purpetuidade da dy
nastiu, preencbd os mais arden tes volos do co-
raeodoV. M. &c.Inculcou-se que este
dandoera condicional, isto he, que a com-
missao quera dizer quo, se o consorcio de S.
\, I. viesse a dar mais utn penhor perpetuida-
de da dynaslia pondo assim duvidoso o que
era real; eu porm julgo que nao he preciso
grande esoreo a este respeito para mostrar a
m vontade quo o nobre Deputado tem de acbar
defeitos na resposta da commissao. Quem nao
v que a commissao com efleito afirma quo es-
te tacto da mais um penhor perpetuidade da
dynaslia, e quo por isso preenche os mais ar-
dentes votos dos cidados brasileiros ? Nao he
como o nobre Deputado entendeocondicio-
nal.Condicioual seria para se realisar no fu-
turo; mas se nos tratamos de um acto conclui-
do, do consorcio feilo; ese he a este aclo que
referimos o penhor, como podo entender o no-
bre Deputado que isto se furia no luturo ?
Nos dissemos: Senhor, este consorcio aug-
menta a possibilidodo da dynaslia imperial per-
petuarle; como, como he que o nobre Di-
putado quiz entender um fado futuro ? Eu
julgo que nao he preciso fazer mais considera-
res sobro isto, porque entende-se bem o que
a commissao quiz dizer : mas urna observadlo
arei anda sobre este primeiro periodo e he
quo o nobre Deputado que offereceo a emen-
da supprimio urna parte da resposta que a com-
missao apresenta, e julgo nao dever ser sup-
primida; que he aquella quo afianca que todos
os Brasileiios teem os meamos sentimentos da
('.amara dos Deputados. O nobre Deputado
disse que isto se comprehende na sua emenda
quando dizallianca feliz que preenche os
mais ardentcs volos do patritico coracio de V.
!. Ouem dir que isto significa-allianca fe-
liz que preenche os mais ardentcs votos da
Cmara dos Deputados, e os mais sinceros de-
sejos de todos os Brasileiros ?!
Porque nao se ba de dizer a S. M. que o
Brasileiros desejavio tr mais este penhor de
perpetuidade de dynaslia, e quo o consorcio
do S A. I. vein satisfa/or todos estes sinceros
desejos? Nao vejo que baja inconveniente em
consignar-se estas cxpresses. Srs., nao houve
um so periodo da resposta oflerecida pela com-
missao que nao merecesse iinpugnacao de dous
nobres Deputados. O segundo periodo devi-
sar < ondemnado na opinio dos nobres Depu-
tados, Jiem como todos os outros, por urna ra-
7.3o geral ; e bea commissao quiz fazer elo-
gios ao passado; a commissao nao quiz olhar
para o presente, nem para o futuro; nio se
enconlra di/orn clles na resposta falla do
tbrono seniio un.a referencia ao passadoSup-
p nhamos que assim seja, o que nogo como
depois mostrarei;mas, se tal fosse o intuito da
commissao, os mesmos nobres Deputados o te-
rio justificado. Nao sao clles mesmos os que
dizem que a adrninistracao actual nao tem acto
algum pelo qual possa ser julgada ? Nao sao
.illes mesmos qui aflirmoque ella nao tem a-
ii.da urna vida, umaduracao tal que sua ae-
reo seja sensivel'.' Os nobres Deputados teem
anniquilado inteiramenle a influencia da adrni-
nistracao actual sobre os negocios pblicos;
dizem elles: Como exigir-se isto doCoverno,
se elle nao tem duracao alguma ? Se a ad-
ministraeo actual na opinio dos nobres De-
putadoi, nada tem feilo, o que be que a res-
posta falla do tbrono poderia dizer a seu res-
peito? Eu julgo que he urna grande injustica
dos nobres Deputados quererem que nos refi-
ramos aos actos da adrninistracao actual que
dexemos o passado, quando os mesmos nobres
Deputados dizem que por ora a admiuistracao
nada tem feilo por nao Ihe sor posuvel fazer.
Ora, se a adrninistracao por ora nada tem feito,
eu julgo tarnbem que a cerca d'ella nada se po-
do ajuizar ou prever, quanto ao futuro. Mas
eu entendo que a adrninistracao actual tem fei-
lo alguma cousa, o tal ve/, tenha feito bastante
(Apoiadoi) O que digo porm he que os que
increparlo a commissao por se referir ai pas-
sado sao aquolles mesmos que nao querem que
ella se retira ao presente a pretexto de que a
adrninistracao anda nao tem vida. Ora urna
adrninistracao que nio tem vida nao tem actos;
nao tero portanto influencia sobre os negocios
pblicos, e porconseguinte nio tem face al-
guma por onde possa ser avahada.
Porm Sr. Presidente, quando mesmo a
resposta falla do tbrono se referase ao passa-
do baveria razo para os nobres Deputados
fazerem censuras ? Pois os nobres Deputados
nao teem contribuido para alguns actos d'esse
passado ? O passado, sobretudo de alguns un-
nos paraca, ser acaso tao ruinoso para o paiz,
que nao nos possamos relerir a elle ? Srs. eu
nao jultz i que pelas posQoes diversas que suc-
cessivamente nos convenha oceupar (levamos
fechar o olhos verdade, o morder at a mo
d'aquelles que fa/.em beneficios, (/poiados)
Julgo que ha injustica,bastante ingratdo mes-
mo para com os ltimos annos passados em nao
se reconhecer que, s n'elles nao se fez tudo,
ao menos fez-se bastante pela ordem publica e
estabilidade da monarchia.
Eu, Sr. Presidente, entrando n'esta discus-
sao nao me oceuparei com nomeacu de Jui
zes de Direito, e de um ou outro ompregado ;
acbo que nao pertence occasio presente dis-
cutir-so materias taes, e julgo antes que o es-
tado do paiz be grave bastante para que as
questoesdevo tomar um carcter muito mais
elevado o deixar que o Governo n.mi a
quem quizer. (.-poiado.)
Sr. Presilente, qual tem sido a marcha
quo o paiz tem seguido ha annos? Proclama-
da a independencia, alguns annos depois o
primeiro imperador abdicou a corda. Entao
todos os elementos de destruico da sociedade
estavo em eflervescencia, e continusro a de-
senvolver-so de um modo inteiramente fatal
sociedade brasileira. Todas as condieces da
ordem e da tranquillidade publica, da estabi-
lidade da sociedade, da conservarlo mesmo da
monarchia, tudo isto pareca perdido. Ku creio
que ninguem poder contrariar estas opinides.
Depois da ahdicacao o que se vio ? A socieda-
de brasileira continuou a ser o alvo de todos os
tiros das facedes; occasides houve em que pa-
receo que a sociedade se desfazia, e que a mo-
narchia desapparecia com ella. Isto durou at
o anno de 1836 para o anno de 1837; nio ha-
via f n'estas instituiedes que temos, nao se
confiava em que ellas poderiao produzir a es
tabilidfde da sociedade brasileira desconfia-
va-se d'ellas, como que se quera instituiedes
novas; os sentimentos monarebicos havio sido
profundamente abalados, o respeito s leis e
as autoridades quasi perdido c as mesmas leis
ereavao a anarebia. Tal foi o estado do paiz
at que o primeiro Regente do acto addicional
resignou o poder.
Pcrgunto i u : essa poca nio era triste para
o imperio? nao era de desanimo ? havia espe-
ranzas de que a uniiu brasileira e a monarchia
se salvassem e podessem continuar a existir ?
Persuado-me que nio; a anarebia existia em
tudo, existia nos sentimentos de grande par-
te da populacio existia na legislacao, ex
istia entre as autoridades, a ponto de mes
mu aquellas que erao da confianca do Governo
impune e escandalosamente se insubordinaren)
contra as ordens superiores. O espirito de re-
volta j havia assolado diversasprovincias do im-
perio, o oslentava-se indomavel e triumphante
no Kio Grande do Sul No meio disto, quem
poderia esperar que a oidemse ira restaliele-
cendo no imperio ? (Juaes os elementos que pa-
ra isso existan ?
Nos vimos que o primeiro Begente do acto
addicional, apezar de sua vontade forte, resig-
nou o poder, cntendendo ser irnpossivel cnca-
minhar os negocios pblicos. No en tanto, rs.,
diversos elementos exislio que, aproveitados,
podio influir benficamente na desordem pu-
blica : por um lado o horror de mullos cida
daos s desordens, e o receio de que ellas des-
truissem a sociedade, a conviccao do que im-
prudentes innovar-Oes legislativas e ideii-s inno-
culadbs na populacao bavio quebrado o respei-
to ao poder social, e apagado muito os senti-
mentos monarebicos.
PERNAMBUCO.
CORREIO.
CORRBSPONDENCIA DA. CIDADE E PROVINCIA.
Acabarlo se as noutes do Santo Amaro, du-
rante as quaes, e na (orina do costume, hou-
vero alguns exorcicios de r^itoneiros de maior
ou menor cathegoria ; parece que, acabada a
fusta,devia cessar a brincadeira ; mas nao succe-
deo assim, e anda hontem houve urna que jul-
go nao dever deixar em silencio. Na rbeira
do pexe andavo, como quem quera comprar*
tres patuscos de tope; ebegro-se para urna
peixeira, afeirrio um born peixe, e conven-
cionado o proco, um di lies comecou a apalpar
as algibeiras, em quanto os outros se io es-
cafedendo, e elle quii por se depois ao fresco ;
mas a prelinba que parece ter certa antipathia
aos topes, poz o olho nos metros, e quando vio
ma? qne nao boas gritou, correro algumaa
pessoas atraz dos bandoleiros, que, vendo-se
corados, largro o peixe e escaparo-se, Di-
zem que os tres sao aquella mesiiia trompe, de
que j em outra Ibes fallei.
' ......i
.
HMRB
Com mullicado.
(Continuar-i$-ha.)
O espirito de partido tem chegado a um tal
estado de exaltar ao que parece ser trabalho per-
dido clamar pelajustica, ou chamar os ho-
mens a razio Mascomo felizmente este frene-
im nio tem affoctado todos os Eleitores Per-
nambucanos, e pelo contrario urna grande par-
te d'elles, como eu, nao est disposta a servir
de besta de carga, e quer usar de sua razo, e
rol loca no Senado os bomens que teem mereci-
mento proprio, e verdadeiros serviros ao paiz,
vou por meio d'este Diario, com a permssao
de seus Redactores, lembrar aos meus collegas
Eleitores, para incluircm na sua lista da pre-
sente eleicio de Senador um nobre Pernam-
bucano, constitucional, antes mesmo de baver
constituicio ; Magistrado honrado quando
quazi tudo era corrupto perseguidor dos dela-
pidadores da Fazenda Publica, quando s esses
erao protegidos e se repartiao; em fim offereco
a consideracio dos Eleitores o Exm. Visconde
de Goianna natural de Pernambuco, cojo
Brasileirisrno em nada he inferior ao de qual-
quer d'aquelles, que mais Brasileiros se procla-
man ecujos serviros Independencia do impe-
rio sio tao manifeslos, e forio tio uteis a con-
solidado da iiiesma Independencia, j escre-
vendo as memorias que publicou, (') j com o
seu consolho as sociedades de que era mem-
bro, e que se instalario para tratar da emenc-
pacao da patria, j n'esta provincia, oodese
expz furia dos agentes Portuguezes, para
dcsprendel a do dominio de Portugal, e j fi-
nalmente na mesma corte como Deputado
Assembla Constiluinte Brasileira.
flereco pois a concideraco dos Ilustres
Eleitores de Pernambuco um digno candidato,
Monarchista Constitucional, de saber nio vul-
gar, de servicos relevantes, de honra illiliada;
finalmente offereco para ser votado Senador por
esta provincia o seu mu digno filbo o Exm.
Visconde de Goianna.
O Eltitor M. P.
Correspondencia.
Srs. Itedactore. Tendo se espalhado, do-
pois que meu primo e amigo o Sr. Visconde de
Goianna parti para o Rio de Janoiro que o
mesmo meu primo fdra o autor da representa-
ci que a Augusta Presenca de Sua Magosta-
do Imperial fi/ero subiros artistas d'esta ci-
dade e que esso negocio be um dos que o le-
vro Cdrte, e tendo eu scioncia certa do con-
trario, ealmd'isso, saliendo que meu refe-
rido primo assim como jamis occulla os seus
actos, nao deseja que se Ibe attribuio os alheios,
quer d'ahi Ibe possa vir gloria quor outro re-
sultado venba; apresso-me a disenganai a quem
porvenlura acreditou n'esse boato que o Sr.
Visconde de Goianna nio s nio foi o autor
da mencionada representacao como nem ao
menos aconselhou que ella se fi/esse e em fim
que s a vio depois de impressa e publicada ,
e que igualmente nao se encarregou por ma-
neira alguma de semelhante negocio ou suas
dependencias.
Resulte a gloria que resultar possa d'esse ac-
to, estou certo, que meu primo, nao quer apro-
priar-se d'ella por um s momento em pre-
juiso do seu legitimo autor; e he por saber dis-
to quo Ibes rogo, Senbores Redactores o
favor de publicar no seu estimavel Diarto estas
lnbas do seu assignante &c., dre &c.
Jos Bernardo Fernanda Gama.
(,'j Motivos por que o Brasil deve leassunvr os
seus direitos: broxura impressa no Ro de Ja-
neiro em 1821. Al n d'esta obra escreveo o
dito Sr. Visconde outra sobre o mesmo objeclo,
cujo titulo me nao lembra.


ss a-----------i
\
Alfandega.
Bendimento do da 22...........9:5l05W
Descarrego koje 23.
BrigueAragomercadorias.
BrigueFeltz Destinodem.
BarcaGratiabacalho.
Escuna Archimedetidem.
BrigueCinthiadem.
BrigueJdolphgauafes vazios queijos e
farellos.
BrigueGor^efarinha de trigo.
BrigueP.iquete de PernambucoTumo.
IMPORTADO.
: Archimedes, brigue inglez* vindo de Terra
Nova entrado no corrente mez a consigna-
do de J. Crabtree& Gompanhia manifestou o
"2435 barricas bacalho ; aos consignatarios.
Gratia. brigue ingle*, vindo de Terra-Nova,
entrado no corrente mez a consignado de J.
Crabtree /Companhia manilestou o aeguinte:
2205 barricas bacalho ; aos consignatarios
Cynthia, brigue inglez, vindo de Terra-Nova,
entrado no corrente mez a consignado de i.
Crabtree # Companbia, manifestou o segulnte :
2732 barricas bacalho; aos consignatarios
_____
ilovnento do Porto
Navio entrado no dia 21.
Amsterdam; 60dias, galiota hollandeza Ben-
dricka, de 160 toneladas capito Seitzma,
equipagem 8 carga lastro ; a Le Bretn
Schramm & Companbia.
Navto tahido no mamo dia.
Cutinguiba; galiota hollando? a Bendricka, ca-
pito Seitzma em lastro.
Navio entrados no dia 22.
Rio de Janeiro tendo sabido a pesca ha 13
mezes ; galera americana Paladiam, de 324
toneladas capito A. M.'Lcan, equipagem
32 carga azeite de peixe ; ao capito.
Abrolhos; lOdias brigue americano Froy ,
de 156 toneladas capito Grennel, equipa
gem 21 carga azeite de peixe ; ao capito.
Terra Nova ; 31 das brigue ingle/, Sir lio-
bert Campbeel, do 178 toneladas capito
Wyne, equipagem 12 carga bacalho ; a
Charles Roope & Companhia.
Londres-; 34 dias, barca ingleza Cicilia de
244 toneladas, capito W. Pearce equi-
pagem 14 carga lastro ; a M.c Calmont &
Companbia.
Hamburgo; 50 dias, galiota Hanoverianna An-
na Hebecca, de 200 toneladas, capito Kreye,
equipagem 7 carga diversos gneros ; a
Lutkins &Companbia.
Rio Grande do Sul; 41 dias brigue brasileiro
Paquete de Pernambuco de 189 toneladas,
capito Manoel Jos de Azevedo Santos ,
equipagem 15 carga carne secca ; a Leo-
poldo Jos da Costa Araujo.
Alcoba.ca ; 21 dias, garopeira brasileira zY. S.
d'Ajuda, de 26 toneladas, capito Martini-
anno dos Santos Miranda equipagem 7 ,
carga farinha de mandioca ; a Amorim &
Irmos.
Navioi tbidos no metmo dia.
Maranho ; brigue-escuna brasileiro Laura ,
capta Antonio Ferreira da Silva Santos ,
carga"')versos gneros.
Palermo ; brigue scilianno Gabriella, capito
Paulo Insirillo carga assucar.
Genova; polaca sarda Catharina, capito Fran-
cisco Massone carga assucar.
Obsrvatelo.
Fundiou no lameiro para acabar di carre-
gar fro dia 21 a barca ingleza Sunftower.
Edital.
Lista -tos Juizes de Fado qualificados e ap-
provados pela Junta llevisora para servirem
neste corrente annode 1845.
Dr. Alfonso de Albuquerque e Mello.
Antonio Jos Pires.
Pedro Soares Brando.
Ferreira Bailar.
Tinento Coronel Antonio Lins Caldas.
Dr. Agostinbo da Silva Neves.
Anselmo Jos Pinto d> Sou/a Jnior.
Antonino Jos de Miranda Falco.
Antonio Alves da Fonseca.
Dr. d'Assumpto Cabral.
Bento Fres.
Dr. Colho de S Albuquerque.
> Felis dos Santos.
Francisco de Moura.
Ignacio da Purificaban.
Joaquim de Almeida Guedes.
Correia de Brito.
Capito Antonio Joaquim de Mello.
Antonio Joaquim de Moli Pacheco.
Dr. Jos Alve Ferreira. .
Major Antonio Jos de Oliveira.
Dr. Pereira.
Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior.
Luiz do A mar I o Silva.
Pedro de Figueirodo.
Ricardo do Reg.
Antonio de S Leito.
Major Antonio da Silva Gusmo.
Dr. Vicente do Nascimento Feitoze.
Antonio Vital de Oliveira.
Dr. Joaquim de Moraes Silva.
de Souza Reis.
Botelho Pinto de Mosquita.
Henrique Mafra.
Alexandru Rodrigues dos Anjos.
Antonio Annes Jacomo Pires.
Carlos Francisco da Silva.
Pereira Barros.
Joo da Ressurreicao o Silva.
Francisco Maia.
Xavier.
Egidio da Silva.
Luiz de Souza.
Brasilino de Hollanda Cavalcanti.
de VasconcellosMenezesde Drumond
Jos de Albuquerque.
Amaro Benedicto de Souza.
Brigadeiro Aleixo Jos de Oliveira.
Antonio Goncalves Ferreira.
Marlins Bibeiro.
Brigadeiro Antonio Rodrigues de Almeida.
Anccleto Jos de Mendonca.
Antonio Gomes do Corroio
Capito Alfonso Honorato Bastos.
Augusto Frederico de Oliveira.
Tenente Coronel Antonio Pedro de S Brrelo,
Antonio de Souza Rangel.
Capito Anecleto Lopes de S. Anna.
Amaro de Barros Correia.
Antonio Jos Pinto.
, Carlos Pereira de Burgos Ponce.
Clemente Esteves de Larras.
Anetelo Antonio de Moraes.
Antonio de S Cavalcanti Lins.
de Souza LeSo
dos Santos Siqueira
de Hollanda Cavalcanti.
Bartholomeo Francisco do Souza.
Bento Jos Fcruandes Barros.
Birnardino Pereira de Britu.
Bonifacio Max mianno de Mallos.
Bruno Antonio de Serpa Brandao.
Bartholomeo Alves Quintal.
Bento Jos: da Costa.
Bandeira de Mello.
Caetano Gomes de S.
Jos da Silva.
Capito Claudino Benicio Machsdo.
Dr. Casimiro de Sena Madureira.
Candido Thomaz Pereira Dutra.
Caetano Gomes Moreira.
Pinto de Veras.
Quintino Galhardo.
Dr. Clemente Jos Ferreira Ja Costa.
Clorindo Ferreira Catao.
Carlos Marlins de Almeida.
Canuto Jos, Vellozo da Silveira.
Delfino Goncalves Pereira Lima.
Diniz Antonio de Moraes Silva.
Domingos das Neves Teixeira Bastos.
da Silva Guimares.
Dr. de Souza Leo.
de AzerodoCoutinho.
(Continuar-te-ha.)
Declara cao.
1A Pagadoria Militar.em presenta dos an-
nuncios feitos neste Diario porvezes=de que se
rebate o sold de Ofciaes reformados por me-
nos Je que em outra qualquer parle na ra da
Assumpgo n. 16;= avisa ao mesmos Srs
Ofciaes reformados, que seus pagamentos se
teem fe i lo, e lazem nos dias para elles destina-
dos, como se publicou, e que aquellos Srs.
fliciaes, que rebatem seus sidos, ou os teem
rebatido be, porque assim Ibes convem, o nao
pela fulla d seu recular pagamento em dia,
que tem sido promplo como todos os mais paga
montos a cargo da Pagadoria. (13
THEATRO PHILO-DRAMATICO.
Quinta-feira 30 do corrente.
Segunda representacio dos cantores M. Lemos
E
4 C. Jileco.
A directo da Socedade Pbilo-dramalica
tendo concedido de novo a sala para a segun-
da roprescntoco em beneficio do tenor Carlos
Rcco, este aitista se recommenda ao Ilustre
publico desta capital apresentando-lhe o varia-
do e novo divertimenloseguinte :
Primeira parle.
1. Ouvertura a toda cabestra da opera
// Pirata, msica de Bellini.
2. c O beneficiado cantar a ioleresante aria
Meco Paliar di venere, da opera Norma, mu-
sica de Bellini.
Actores.
Joo Toselli.
Margarida Lemos
O beneficiado.
N. N.
3. Aria favorita du opera II Giuramento ,
por Mar^arida Lemos msica de Mercadanle.
4. O bellillim duelo Sul campo de la glo-
ria, da opera II felizario, por J. Toselli e o
beneficiado, msica de Donizetti.
Segunda parte.
5. Ouvertura pela orebestra da opera Ma-
saniello, msica de Carrafa.
6. A grandiosa scena e terceto de la Du-
obesa ai prieqhi, da opera Lucrecia Borgia ,
msica de Donizetti.
Personagens.
Duque de Ferrara
Lucrecia Borgia
Gennaro Capito do Guar-
das Vene/.ianas
Conidente do Duque e
guardas de palacio
'/'erecira parte.
7. Ouvertura pela orebestra Guilherme
Tell de Rossini.
8. Dueto de corneta a pislon e cirmela
pelos Srs. Chaves com acompanhamento ebestra.
9. Dueto // rirale, da opera
llealrice di Tenda
por Margarida Lemos e o beneficiado msi-
ca de Bellini.
Quarta e ultima parte.
Walsas escolhidas de Araus pela orebestra.
10. Terminar., o espectculo com aengra-
cada scena daPaluscada dos arraes que vo
para cima do Douro na qual o beneficiado
cantar urna cango hespanhnla de
Os louros no Porto.
Muito acolhida na corte do Rio de Janeiro.
Director da orebestra Mr Grosdidier.
N B. As pecas de cantona serlo executa-
das a carcter e as scenas arranjadas com toda a
propriedade possivel.
Prego de entradas.
Cadeiras de galena, l.'ordein para
homens 2,000
Cadeiras de galera 2.* e3.*ordem
para familias 2,000
Bilhetes de platea 1,000
(U espectculo principiar a ebegada do Exm.
Sr. Presidente da provincia )
Os bilhetes vendem se na casa do beneficiado.
ra larga do Kozano n. 30, primeiro andar, e
na mesma ra luja do Sr. Lody, e nodia no
theatro.
AVISOS uiariliiiuiS
i Para o Porto a barca portugueza Espiri
lo Santo, seguir com brevidade, por ter prom
pta asuacarga ; quem quizer carregar, ou ir
de passagem por ter muito bous commodos .
dirija-se a Francisco Alves da Cunta, ou ao
capito da mesma barca, Rodrigo Joaquim Cor
rea na praca. (7
3 Para o Porlo o brigue portuguez Mana
Feliz capito Antonio l.uis Gomes, est a saln
muito breve, por ter parte de sua carga prom-
pla ; quem nelle quwer carregar, ou ir de pas
sagem dirija-se ao dito capito na pra^a ,
ou ao seu consignatario Antonio Joaquim d<
Souza Bibeiro. "1
-O brigue ascuna Cacique,nao havendo in-
conveniente,sai para o Rio Grande do Sul no di,
25 do corrente Capito Jos Mara Alfonso
Alves Bacellar. Elle lem superiores c nimio
dos para passageiros e pode receber escravos
a frete, a tratar com u mesmo Capo, ou
com Amorim Irmos.
2Para o Cear segu nestes 15 dias a suma-
ca Estrella do Cabo os pietendentes a carre-
garam, se pdem entender com Antonio Rodri-
gues Lima na praca do Commercio ou na
ruada Cadeia-velha n. 1, primeiro andar. (b
Leilo.
2 N. O. Bieber Companhia faro leilo,
por intervengo do Corretor Oliveira do 112
barricas de farinha de trigo americana sexta
feira 24 do corrente as i I horas da manha
em ponto no armasein do Sr. Mendonca, no
Forle-do-Mattos. ib'
Avisos diversos.
2=r Jos Pinto de Campos retira-se para
a cidade do Porto tratar de sua sade. (2
Precisa-se de um pequeo para caixeiro ,
sendo destes chegados agora ; na ra de S.
Theresa, venda o. 25.
Aluga-se urna casa teirea na ra Relia,
com Squartos duas salas, corredor indepen-
denle cosinha lora, quinfal e cacimba; a tra-
tar na mesma ra, sobrado prximo a mar
1O abaixo assignado faz sciente ao respei-
tavel publico que Ibe consta que o Sr. Francis-
co Borges Mondes tem em varias parles fallado
em desabono do seu crdito publicando que
eu abaixo assignado devo praca para mais de
10 conlos de rs., o que estou prestes a quebrar;
por isso declaro ao mesmo Sr. Borges que
procure outro modo do vioganca ; porque esta
nenhum geito nem lugar tem : lio verdade,
que neuhuma satisfaco tin lia a dar ao Sr.
Borges, mas para que o publico nao o acredite
a tal respeito, declaro, que o meu debito nesta
praca noexcede a trezonlos mil rs. ,e quo quem
dew tanto (juantooSr. Borges diz, nao tem
dinheiro a premio como cu tenho ; agora pee
aoSr. Borges, ca poltica que entre nos ha,
que procure outro meio que este he muito cal-
vo, que mais descrdito be para o Sr. Borges,
do que para mim.
Serafn Jos Correia de S. (20
1Manoel Joaquim Pascoal Ramos embar-
ca para o Rio Grande do Sul o escravo crioulo
donme Paulo, a entregar ao seu Sr. Joao
Antonio Jor;e. (I
1 Aluga-se um segundo andar do sobrado
n. 65, na ra Nova : a tratar na venda por
baixo do dito sobrado. (3
A pessoa quo annunciou precisar de um
rapaz de l(i annos para escriplorio, procure na
ra do Collegio 11. 16.
Precisa-se de 500OOO mi! rs. 3 premio
dando se por seguranza un sitio : quem quizer
dar annuncic.
3O abaixo assignado tem contrafado com-
prar ao Sr. Jos Antonio \ ieira do Mello, a
motade do sitio de Ierras denominadoOla-
rano lugar do Lorelo, que I he coube em
partillias por (allcciincnto de sua mai Eugenia
da Costa Cordeiro, viuva de Jos Antonio Viei-
ra do Mello: se alguem so jnLar com dircito ao
dito sitio, queira declarar por esta folha no ira-
so de 8 dias contados da data deste. Recile 20
de Janeiro de 1845.
Antonio Sobrede 4Imeida Jnior. (10
1 Precia-so de um moco Portuguez de
idado de 16 a 20 annos, que entenda do servi-
do de padaria, o possa tomar conta de urna fre-
guesa do vender pao aqu me$mo na praca;
as Cinco puntas n. 30 ou 32. (5
1 Um rapaz Brasileiro de 15 annos, quo
sabe lr, escrever e contar, olforece se para cai-
xeiro de qualquer negocio, e mesmo para co-
I r. rica de ra, dando fiador idneo sua con-
ducta; quem delle sequi/er uti lisa r annuncie
para ser procurado. (6
Roa-se ao Sr. E J. C queira no pra-
zo de tres dias ir pagar a quantia que nao ig-
nora, na ra do l.ivramcnto n. 39, do contra-
rio o seu nome sera publicado por extenso por
esta folba.
1 = 0 abaixo assignado,pretendo abrir no dia
6 do l'evereiro um curso completo de Theolo-
gia Moral, Dogmtica o Historia, no convento
de S Francisco do Olinda : os pretendentes
podem all dirigir-se: a matricula est desde ja
aberta.
Fr. Judo Capistran de Mendonca. (7
1 Nodia 6 do Fevereiro prximo vindou"
ro achar-se lia em seu exercicio a aula publica
de latim do bairrodo S. Antonio, no primei-
ro andar do sobrado n. 12, na ra da Ouei-
mado; ospaisde familia, qne quizerem ma-
tricula seus filhoaahi podero procurar o res-
pectivo Professor. (7
1 A pessoa que annunciou precizarde um
moco para escrever em escritorio; dirija-so a
ra do Bangel 11. 34, que achara um com boa
letra, o qual nao deixar de lazer o ajuste. (4
1 O Bocbarel Fonseca roga aquello do
seus amigos, quo tivr em sru poder o volume
25. da obra de Merlin, intituladaRepertoi-
redo Jurisprudencea merco de Ih'o remelter
com a brevidade possivel. (5
Sabbado25 do corrente pelas quafro ho.
ras da manbaa tere lugar o lotantamento da
bandeira da Senhora dos Aflictos na sua ca-
bella, c domingo 26 se fara siesta da mesma
Senhora.
1Jos Valenfimda Silva abre a sua aula
de latim a 6 de Fevereiro, na ra da Alegra
la Boa-vista o. 42 c recebe alumnos. (3
\ AVISO AO PUBLICO.
() abaixo as.sigusilo, com nova
falii ic> de* estampar icsistos, faz
sciente aos Srs. Tliesout/eiros de
Irmandadea, e ( onfraras, que con-
tina de !i"jc em diante a estampar
resislos de todas as qualidades com
muita perfeicSo e aceio, e bastante
promptidao, por ser este serv-
co feito por nina pessoa que tem
bastante cotilieeimenlo da olicina,
a qual se responsabilisa pela m-
perfeicSo que baja, por pieeo mais
commodo do (pie em outra qual-
quer parte Aquelles Senhores que
se quizerem citilisar do seu presti-
n.o. dirijao-se ra do Livrameu-
to, loja n. 13.
Joaquim Pereira Caetano.
p


1
I
V

LOTERA do theatro
As rodas desta lotera
ndito iin preter velineiite
no (lia 28 do 'orrente, (i-
quem 011 nao bilhetes por
vender, e o restante dos mes-
ritos acha-se a venda nos lu-
gares ennunciados. (9
AULAS DE IMUMIKAS
LETTKAS.
5O abaixo assignado participa ao publi-
co que as suas aulas para meninos e meni-
nas, achao-se abortas desde o dia 10 do cor-
rente mez em casa desua residencia ruada
Conceicao da Boa-vista sobrado n. 8 onde
anda pode admiltir alguns pensionistas. O an-
nunciante declara que para melhor adianta-
inento das meninas toma a seu cuidado oque
diz respeito a escripia leitura e contabilidade;
e o mais que concemente for a costura &c.,
licu entregue a sua senhora e filha que pos-
sucm os conhccimcntos necessarios a esto fim.
Plycarpo JSimes Crrela
4 Roga-seao Sr. A. M. R. 15., que,ha pou-
cos das, se retirou desta praca para Nuzarclh ,
haja de mandar entregar o transelim o a moo-
da de ouro e juntamente os brincos de curo ,
que tudo tomou emprestado a pcssoa que nao
ignora, isto no praso de i 5 das, seno ter
de ver o seu nome publicado por extenso nesta
folha e se fura ver ao publico a maneira por
que sua merc, obrou con: tanta (alsidade para
i'urn s dona do dito ouro. (9
4Precisa-sede urna ama de lelle prelo-
rindo-se captiva ; na ruada Assumpco n. 16.
4 Kebale-se sold de Olliciaes reformados,
por menos de que em outra qualquer parte; na
ra da Assumpcao n. 16. 3
3 Alugo-se duas casas torreas urna nos
Quatro-cantos da Boa-vissa e a outra na ra
do Alecrn) n. I ; a tratar na ra do Amorim
i). 15 ,4
2 Precisa-sc de um forneiro quoentenda
bem de seu offlcio tanto de Tornear como de
conhccimenlo demassas; na ra larga do lo-
sano padaria n. 'is, de manha ale as 9 ho-
ras e das 3 da tardo em diante. (5
2Precisa-se de douscontos de ris aume
meio por cenlo ao miz por lempo no, com seguranca em um sobrado de um an-
dar e sota, ha pouco lempo edilicado, no buir-
ro da Boa-vista o qual est no valor de doze
contos de ris; quem quizer dar annuncie. /6
2 Pedro Jos Fernandos avisa aos seus fre-
guezes que mudoua sua loja du alfalate para
a ra da Senzala-nova n. 6 e prometi ser-
vir com promptidao a todos os freguezes. (4
3 Precisa-so de um cosinheiro ; na ra
larga do Rosario, botequim n. 27. :2
0 Joo Ferreira dos Santos official de car-
pina assistente em Fra-de-portas e subdito
- pbftuguez retira-se para o Rio tirando do
Sul. *
2 Oflerece-se urna ciioula de meia idade ,
e de bons coslumes para ama de urna casa de
pouca familia ou de homem solteiro sabe
bem cosinhar eengommar ; quem a pretender
dirija-se a ra Direita, loja de barbeiro n. (33.
2 Aluga-se um segundo andar de sobrado,
com duas salas S quartos e cosinha o qual
tem excedente vista de mar ; a tratar na praca
da Independencia, livraria ns. 6 e 8. (4
2Os Srs. Pedro Ferreira llamos e Francis
coJos Tavares, queiro procurar na ra da
Cadeia,armazem n. 12, urnas curtas viudas da
cidade do Porto. (4
3 Os administradores da exlincta casa de
J. O. Elsler vendem por todo e qualquer pre-
50 nuatorze lettras ac eitas por Francisco Anto-
nio Pontua! na importancia de Rs. 676,427 ,
sendo treze da quantia de Rs. 50,000 cda
urna e urna de Rs. 26, i27 vencidaa men-
talmente cada urna de per si, desdo 26 de Mar-
co de 1812 al 26 de Abril de 184, e todas
protestadas; quem este negocio pretender, di-
rija-se a ra da Cru/. n. II. (10
3__Joao de Oliveira Ramos relira-se para o
Rio, com escala pela Babia levando em sua
companhia o seu escravo crioulo de nome
Marcellino.
1 Aluga-se um sitio nos Allegados, no pa-
teo da Paz com bastantes arvoredos de Iru-
to boa casa de vivenda, cacimba com boa agoa
de beber; a tratar na ra das Ciuzes n. 20 IJi
J No dia 6 do prximo Fevereiro no bec-
co da Bomba n. 2, d-se principio ao ensino
das aulas de primeires lettras, grammatica por-
tuguez e msica vocal e instrumental ; as pes-
soas que so quizerem utilisar pdcm diri-
cir-se ao mencionado lugar. .0
Precisa-se de 30^ rs. a juros dando-se
boa firma e por espaco de metes ; quem
quizer dar annuncie.
D-se dinheiro a juros com penhores de
ouro ou prata, mesmo em pequeas quantias;
na ra da Praia n. 22.
__ Aluga-se um sobrado de dous andares e
solao sito na ra da Penha com multo bom
quintal e cacimba ; a tratar na ra do Cabug .
luja de miudezas de Joaquim Jos da Costa Fa-
joge.
O abaixo assignado roga a todas as pes-
soas quo teom penhorus em sua padaria, ha -
jo dos ir rosgatarat* o dia 30 do corronte ,
do contrario sor5 vendidos. Antonio Mar-
ques Silva de Almeida.
U provedor da irmandade do Sr. Bom
Jess dos Martyrios da igreja nova determi-
na quo em virtude do capitulo 4.do compro-
misso convida aos mesarios do presente anno,
e os limaos ex-provedore escrivo e os domis
a comparecorem boje (23) pelas 6 horas da tar-
de no concistorio da rncsma igreja, a fim de
so tratar do um negocio pertencente a procisso,
j que por muitas vezes teem sido convidados ,
Aluga-se urna casa de dous andares o so-
tao com quintal, sita no Atierro da Boa-vis-
ta n. 30 ; a tratar na ra do Mondego n. 78.
Quem annunciou precisar de um moco
de 16 annos com boa lettra para escrever
em um escriptorio,dirija-se a ra do Quoimado
n 57.
Quem annunciou precisar de dous contos
de ris a um e meio por cento dirija-se a ra
Direita n. Id.
I ADIMRAVEIS
N.WALIIAS DE ACU 11 V CHINA.
Tem a vantagem de cortar o cabello sem of~
renca da pelie deixando a cara parecendo es"
lar na sua bullante mocidade.
Este ac vem exclusivamente da China e s
nelle (rabalbo dous dos 111 el h o res e mais aba-
lisados cutileiros da nunca excedida e rica ci-
dade de Pekirn capital do Imperio de China.
Autor Shore.
N I!. He recommendado o uso deslas na-
vallias maravilhosas, por todas as sociedades,
das sciencias medico-cirurgicas, tanto da Eu-
ropa como da America Asia o frica nao
sopara prevenir as molestias da culis, mas
lamben) como um meio cosmtico.
Vendem-se nicamente na ra do Crespo >
loja n. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia. (1
Compras
t Compra-so um tonel grande usado '
inda mesmo servido de azeile de carrapato; na
ra das Cruzes n. 2S loja do pintor e vidra-
cniro. (4
Vendas
= Vende-se farinlia do mandioca de boa
qualidade a 2,560 rs o alqueirc; a bordo da
lancha /V. S. da /juda na Praia do Colle-
gio.
=Vcnde-se um cavallo castanho foveiro quo
tem bom passo ucarrcga at meio ; a tratar na
ra de Santo Amaro casa n. 10.
1Vendem-se saccas com dous alqueires e
meio de muito boa farinha chegada ltima-
mente do Rio de Janeiro ; na ra da Cadeia-ve-
Iha armasem n. 12.
I Veude-sc farelo novo em saccas e barri-
cas, chegado de Lisboa pelo ultimo navio ;
na ra da Cadeia n. ti.
I Vende-seuma crioula de 19 annos sem
vicios nem achaques, ensaboa e ose alguma
cousa ; na ra de Ilorlas n. 94
1 Vendem-se superiores perolas da India ,
muito iguaes tanto na cor como em tamanho,
proprias para ornar as senhoras conforme o
ultimo gosto ; na ra da Cadeia do Becife, loja
de cambio do Vieira. 5
1Vendern-se as vendas ns. 86 e 88 na ra
do Pillar em Fra-de-portas, com pouco. fun-
dos e teem commodos para pequea familia ;
a tratar as mesinas vendas. (4
-IVende-se sal do Ass, a bordo do brigue
Dos-te Guarde, fundeado delronte do trapiche
novo, ou na ra da Cadeia-velha armasem
n. 12 de Henrique Heanles de Oliveira :S
Companhia. (4
1Vende-se um casal de escravos, de bo-
itas figuras ao comprador se dir o motivo
da venda ; na ra do Sebn. 39. (3
1 Vende-so um preto moco de boa figura
para todo o servico ; duas pretas lavadeiras e
quitandeiras ; una dita engommadeira costu-
ren a, laz Iavarinlo e renda para ra da pro-
vincia ; urna parda de 16 a 18 de bonita figu-
ra engommadeira e costuieira ; um preto
proprio para o servico de campo; na ra Di-
reita n. M (7
1 Vende-se um bote novo mui bem cons-
truido, de boa madeira, a bordo da polaca sar-
da/ osa tundeada em frente da Lingota ou
com o capito na praca do Commercio no ar-
masem de Jos Mara Palmcira. (5
1 Vende-se urna preta de naQo moca e
do bonita figura cosinha bem engomma ,
ensaboa, cose alguma cousa, e he recolhida ;
na ra da Senzalla-velha n. |4?, segundo an-
dar. (5
1 Vende-se na ra do Rangel n. 50, a in-
lercssante historia do judeo errante contada por
elle mesmo em 183!). !3
1 Vende-se urna porcao de saccas com 111 i-
Iho por preco commodo; na ra da Praia, ar-
masem n. 20. (3
) Vende-se boa cal virgem para o fabrico
de assucar; na ra do Vigario, casa da esquina
n. 33. 3
1 Vende-se a armacao e mais pertences da
loja n. 2) da ra Nova ; a tratar na ra da
Cruz casa de Didier Colombier C. e J. P.
Adour Companhia. (41
1 Vende-se um moleque de naci; na ra
Bella n 22. (2
1Vende-se a mais bem fabricada tinta de
escrever; na ra do Livramento loja n. 31 ,
0 no palto do Carino n. 22. (4
Vendem-se dous barris com azeitede carra
pato por preco commodo ; na ra das Cruzes
11. 40.
Vende-se superior chocolate novo a 7500
rs a arroba ; no armasem do Bacelar defronte
da escadinha da Alfandega.
Vende-seuma negrinha de nacao Angola,
de 16 annos bem prendada e parida e dous
mezes ao comprador se dir o motivo da ven-
da ; na ra da Praia n. 39.
Vende-se um casal de cachorros de fila dos
melhores que aqui teem apparecido echoga-
dos prximamente da Illia de S. Miguel; na ra
do Rosario vindo pelo pateo do Collegio, pri-
meira loja n. 18.
Vende-se, por preco commodo um sitio
em trras proprias, com alguns arvoredos no-
vos e vantagens, que se farad ver aos pre-
tendentes ; na ra Nova, loja de Ferreira &
Braga ; na mosma loja precisa-se de um Por-
tugus de menor idade e chegado a pouco ;
tambem se precisa de 600 rs. sob hypothe-
ca em um sitio no valor de 3:OoO# de ris.
Vendom-se rodas para carroca muito for-
tes proprias para cogenho e mesmo para
conduco de pipas; na ra de Apollo n. 34.
3 Vende-so assucar mascavado refinado ,
muito proprio para caf, assim como do outras
qualidades tudo por preco commodo ; na re-
llnacao da ra da Sonzalla-nova n. 4, e nos de-
psitos da praca da Boa vista n. 7, e na ra lar-
ga do Rosario n. 38. (6
3Vende-se um casal de escravos, com 4
fllhos menores ecrioulos a saber : um escra-
vo crioulo de 30 annos, pedreiro: urna dita
de 35 annos, quilandeira, lava de sabo e co-
sinha ; um moleque de 13 ar.nos ; um dito de
8; um dito 3 e outro de 2; em Fra-de-portas,
ra dos Guararapes n. 38. (7
3 Vendem-se dous moloques de nacao de
14 a 18 annos ; na ra dcManoel Coco, venda
n 20. (3
2Vende se a posse de um solo na ra de
Apollo ; a tratar na ra da Cruz ; loja do so-
brado n. 32 das 9 horas da manha as 5 da
tarde. (4
3Vende-se a colleccjio do Pa/forama do an-
no de 1841; na ra do Crespo n. 4. (2
12Vende-se sal de Lisboa em grandes e
pequeas porcoes ; a bordo e no armasem da
ra da Moeda n. 9 o preco he em conta
trata-se com Leopoldo Jos da Costa Araujo. (4
6Vende-se um sitio na Capunga a mar-
gem do rio com boa casa de vivenda por
preco commodo ; na ra da Madre de Dos, lo-
ja do Cunta. i'1
7_Vendem-se duas moradas de casas terreas
novas, urna dellas com soto corrido corn as
demencoes para se levantar um sobrade na
ra da Concordia ; tambem se trocao por algum
sobrado ou casa terrea em.rua de negocio ; a
tratar na ra Augusta n 22.
2Vende-se chocolate de superior qualidade
a 280 rs. a libra, e em porcao a 8^ rs. a arroba ,
caf muido a 200 rs. a libra e em porcao a
5760 rs. a arroba dito em grao a 140 rs. e em
arroba a 3840 rs. ; no pateo do Carme esqui-
na da ra de Ilorlas n. 2. ^0
2 Vende-se urna preta de idade por 250
rs.; na ra do Agoas-verdesn. 4. t'
Vende-se urna preta boa para ama de lei-
te cosinha, engomma, cose o lava ; no Hos-
picio n. k, ja no flm da ra. 3
. 2 Vendo-se um preto de na^ao bom co-
sinheiro para casas Irancezas ou para outra
qualquer oceupa cao ; na ra do Sebo n. 53. (3
2Vende-se urna escrava crioula, de 20 an-
nos, engomma, cosinha e he quilandeira ; na
ra das Cinco-ponas n. 32. (3
2Vende-seuma rebeca deexcellentes vozes;
o ensaio sobre os coslumes e espirito das na-
efies. e sobre os principaes lacios da historia ,
rm francez, 8 v.; no pateo do Carmo n. 3. (4
2 Vende-se na ruada Praia do S. Rila urna
porcao de pedra da trra, a saber: sacadas ,
portadas sepos, cordo e lagedo tudo lavra-
do e por preco commodo, em raso de seu do-
no se querer retirar; a tratar na mesina ra
n. 22.
2Vendem-se 3 negrinhas do 14 a IC annos,
com habilidades ede bonitas figuran; dous mo-
leques cosinheiros, de 16 annos; um dito de
12 duas pretas de 20 proprias para todo o
servico ; na ra do Rosario da Boa-vista n. 48.
2 Vende-se urna escrava de nacao, que faz
todo o servico de urna casa; na praga da Inde-
pendencia loja n. 21. (3
7 Vende-se farinha de trigo, de muito boa
qualidade; na praca do Corpo Santo n. II, ca-
sa de Me. Calmont j Companhia. (3
9Vende-se um bom preto ao comprador
se dir .'motivo da venda ; na ra do Sebo
n. 33 ou o ra da S. Cruz, venda n. 58. (3
4 Vende-se um carro de 4 rodas para dous
cavallos; outro de 4 rodas, muito leve para um
cavallo e outra do duas rodas ; no Atterro
da Boa-vista a tratar com Miguel Segeiro.
3Vende-se urna venda com os fundos, que
eonvier ao comprador; na travessa doQueima-
do n. 3. (3
3 Vendem-se dous melhodos de msica ,
sendo um para violo eo uutro para flauta ;
o urna flauta com 6 chaves, tudo em muito bom
estado, e por preco commodo ; na ra larga do
Rosario n. 52. Ia
4 -Vendem-se saceos com farello a 3600 rs. ;
na raa da Senzalla-velha n. 138.
3 Vendem-se 10 escravos, 4 pretas com
boas habilidades ; duas ditas de 30 annos, por
340/rs. cada urna cosinhao engommo e
lavo roupa; duas pardas com boas habilida-
des ; 4 escravos bons para o trabalho de cam-
po ; um preto bom cosinheiro ; um pardo de
18 annos bom pagem ; na ra do Crespo n.
10, primeiro andar. (8
3 Vendem-se 12 vasos para 11 >res sendo
muito lindos e vindos do Porto ; a tratar com
Antonio Joaquim de Sousa Ribeiro. (3
3 O capitao da palaca sarda Roza tem pa-
ra vender um bonito escaler: a tratar com o
mesmo capito na praca do commercio, ou com
os consignatarios J. P. Adour S[ Companhiari-
2 Vende se a casa junto ao muro do so-
| lirado que l'oi do fallecido Joo Manoel Pereira
i Giraldes, na ra do Cotovello n. 139, boa ca-
sa de campo para grande familia, e em hun lo-
cal; quem a pretender dirija-se a ra de S.
. Goncalo n. 22, que achara com quem tratar.
i 3Vendo-se urna cadeira de arruar, em mui-
to bom estado forrada de seda, um piano de
muito boas vozes e de forte construccao ma-
cacos para estivar carga encerados para co-
brirgneros, oleo de linbaca em botijoes ; na
ra do Amorim n. 15. (6
Vende-se urna casa terrea na ra da Pal-
ma e um terreno com grande porcao de ma-
teriaes ; na ra da Camboa do Carmo n. 17.
Escravos fgidos
2 No dia 18 do corrente desappareceo um
molequinho crioulo de nome Ciiristiano de 7
annos o qual se suppe estar acolhido em al-
guma casa, ou que fosse conduzido para o mal-
lo por algum matulo ; quem u pegar leve a
ra da Cadeia do Recife n. II, terceiro andar ,
que ser gratificado. (7
i No dia 20 do corrente fugio urna preta
crioula, de nome Francisca, de 16 annos, esta,
tura regular, bonita figura, tem um dedo da
riio direita sem unha urna marca preta em 0
hombro esquerdo ; quem a pegar leve a rua
Velha n. 35, que ser generosamente recompen.
sado. (7
50^000 ris de gratificado
2Fugiro na noute ne 19 para 20 do cor-
rente me de Janeiro do sitio da estrada dos
Remedios propriedade da viuva Vasconcelos,
dous escravos de nacao Congo, sendo um de
nome Pompeo, alto, reforcado, fulo, com nar-
ras as faces peitos e ventredo uso de sua tr-
ra tem os dous denles da frente abertos ; le-
vo u calcas de riscado azul e camisa do bviint
branco collete branco com botes amarelios ,'
tem as orelhas turadas e usa de brincos; e 0/ bu-
tro de nome Domingos da mesma nacao/, he
muito baixo corpo proporcionado a altura ,
cor retinta, tem us dous denles da frente albor-
tos ; levou calcas de riscado azul, cami.'i de
bata verde e collete de veludo preto ; quetjn os
pegar, leve ao dito sitio ou na rua de Aaoas-
verdes n. 46, quo receber por cada um 25 ^>00
ris. (17
2Fugio no dia 19 do corrente, pelas 11
horas da noite, dos Afogados do sitio de The-
philo de Souza Jardioi um escravo de nome Ma-
noel, de nacao da Costa, com marcas da (mes-
ma nagrio pela testa e esta grande com ca ritos,
pouca barba, e j pinta porter 45 annos, /pou-
co mais ou menos, cor fula, corpo cheio, al-
tura proporcionada, com marcas de urna sjurru,
queapanliou, ha bastantes annos, pernasros-4
sas, ps pequeos e com a pelle do peito Ido p
um tanto encolhida ; he bastante ladino! po-t
rm com a falla puxando sua nagao ; levou
calsa de brim, camisa de madapolo, jaqueta
branca e preta, chapeo de palba no de pello.
O dito escravo j esteva bastantes annos fgido
do poder do meu fallecido sogro Joo Antonia-
Goncalves de Macedo, e esteve este lempo ern
um engenbo perto do Cabo : consta, que
dito escravo tem no Recife em mo nao sei de
quem, urna porcao de dinheiro a premio, e
por isso roga se a essa pessoa, que nao Ihe en-
tregue este dinheiro, sem que venba, ou mun-
do entender-se com o seu senbor ; porqus
assim o nao fizer e sendo descobertoficar res
ponsavel al pelo mesmo escravo ; quem o pe
gar dirija-se casa do seu senhor, que ser
recompensado, ou na rua do Quoimado n. 1
2. andar. 28
Fugio da villa de Iguarass na madrugada
do dia 21 do corrente, um cabra de nome oto,
de cabellos carapinhados ollios grandes testa
pequea labios grossos, dentes abertos a fer-
ro com bastantes manchas brancas pelo pes-
coco tem os joelhos mettidos para dentro, ps
grandes, secco do corpo estatura mediana ,
representa -2> annos est um pouco descora-
do ; levou urna trouxa com duas calcas urna
de llamburgo e ouira de um panno listrado,
e urna jaqueta de algodo arul ludo usado ;
ha toda a certeza que se dirigi para esta pra-
ca por seducao ; quem o pegar, leve ao Sr. Joo
Francisco Puntes na rua do Vigario n 20, o
a seu aenhor Antonio Jos do Amaral, na mes
ma villa quesera recompensado.
PERH J TYP. DE V.DE FARIA 18/|5.?

V
MUTILADO

iLL.


Full Text
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