Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05272


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Full Text
fe .
i
Atino (le 1845.
Ter$a Feira 21
- *

i

1 i
/
1
O UI publioi-ta lodoi o diaeqoeno ton tanlificmrtoa : o prago da aaaignatara
b* d '" mi' r. por auartal paeoe adianlaJoe O, annuncioa doe aaaie;nanies afln'nearidoe
rm.'io da 20 rii par linda, a res em lypo diflerente, a at repetiras pela amelade Oa
fu nao lora aignantri paga 9 reiapo' linlia,16U a lypo 'lifferentc, a" cadapublicac.o
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiAM* Parahaba, eegundase arxiaa (airas.Rio Grande do Norte, chega a 8 a a j.a
te i 10 24.Cabo, Sarinham, Ri'oFormoao, Macey, Pono Cairo, Ala^oes. no 1
ff a dcada moa. Garantirme Momio a 10 '.'4 da ea eee<3< i" dito. Cidada da Victoria quinlaa fairas. Olinda lodoa oa diaa.
DAS DA SEMANA.
2 So* a. Sebastiao And. do J. de D. da 2. t.
,1 Tarca a Ifrnot Ral aad. doJ. dD.del.T,
99 Quaita a V ente. Aad J. de D. da 1 f
:1 Quinta Ildefonso. Aad do i da l).da 2. t .
54 Saita Ihimolbeo Ad. do J da D da 4. ra
25 Sab s Anana* -al. aud do J. de D.da 1. t.
26 Doa 1 Policaruo
II I 0aWalaaa1tMaBaaaMaMaa|aaMaaaaaa^^
de Janeiro.
Ano XXI. N. 1*
Todo arora apanda da ae MIt) da noaaa prodancia. eeodaraeo Ra.
t.nueoa uoo arinoipiaaoa a eent.ua apuntados non da>U9*> S0" *'
CPfOBlaaur.Ja da AJUambli <>etal .!o iiaiil,
cultas.
Ciatiioa ,0 un 0 lBa\0;
Caaabiii aobra Londraa '.'5 ,'| 1
a Paria 38 reta por franco
a Lisboa i:U por iUU drprem
Hjeda.le obra ao par.
Ida* da latrn hoai firaiaa i pornio
Tenda
Oar,-Mo.d.d. (1,400 17 000 1/200
. da 4,00o .*! !
, P..o.cu!un.n.. 1.'-' *
, Ditoaa.aiie.noa 4,-'0 i,**
PHASES DA LA NO HEZ DE J INEIRO.
L9 "i. da m.
Cscame a 15 aa 6 lijras e 31 da ni I aftaruanta a II a I I boraa a >*> in lll '
Pr*mm*r de tugt.
I' mura aa J lluras 54 aa'm da (ar.Ie | Segunda as 3 horas I1* minuloa da tar.l
>>
DIARIO DE PERNAM
aaaaaaaa)aaSsaaajaaMaaaKBSaiai lliai w ialeaii'II lil 1 aassamn 11 .-.affrrivCTe>irr-reiTx'^taia,ViT^.O-'r?T3^ .'ffi::.-..y.-icsii.-,Tgi>TMar-Mn- .v,^..-aaaMraTxr3 *t- tt -- nu *t ? a,w;;^amf1ajuaie>.T;<
PESNAMBUCO.
CORREIO.
CORRESPONDENCIA I) V CIDADE E PROVINCIA.
Faz-se-me Ha especie de annuncio, que
vnics. me enviarlo, uma pergunta, que acho
ISo engrapada, que aqui a transcrevo :
Perguntase o Gorreio do Recifo Se este
praeiro Eloy Sera F. E. X. com asua respos-
ta Salvarei Meu Crdito.-O ni'mtao da Praia.
Nao tenl.o a honra decunhecer individual-
mente e pelos nomes intuiros esses patuscos que
ando por ah a divertirse noute, como os
taes meninos de quem lallei; nao posso pois em
consciencia dizer se o Eloy de quem trate, he
F. E. X. ou outro; o que sei he que ca o meu
Eloy he praieiro, trazo distinotivo do partido
nacional, etc. etc. Se o inimigo da praia pen-
ga que o podem confundir com o outro, decla-
re pelas folhas, que elle nao be praieiro, nem
reo de polica, nem cousa alguma do que eu
disse, e nSo haver christao que o nao acre-
dite.
O correio das petas nada nos disse no I), novo
0. lf>: (icaria a Besta embargada l pela ro-
mana em Santo Amaro. Tira-nos de tal cui-
dado a certeza de queaos marilafedti nun:a fal-
li evazivas a safarem-se de qualquer apuro em
que se vejao, e daqui talvez venba o serem co-
nhecidos por tajados. Se porem nao temos cui-
dado, temos sauJade de suas asneiras, pois tal
be a nossa triste condiejao que mesmo asneiras
.ios' dlvertem Coro a auzencia do papa-ang
ficou a comedia sem pahaco, o que se no sen-
tio muito porque rendeo ao Guarda o correio
de petas, mas se as petas nao apparecerem que
sera de nos i* uma leijoada de Sybilla e de Salo-
mo tem sua graca : uma licao de mythologia
bastarda tem que se Ihediga pois a gramma-
tica com que ludo isto se aduna, nao be para
sentir ?
A festa de Santo Amaro passou-se este anno
sem maior novidade ; quatro cacetadas u'um
soldado de polica, e seis cascudos n uma (liba
dejerusalem, sao cousas que agoem o prazer
de uma patusca de arrebalde, onde seachavo
maisde cinco mil devotos? Cinco mil digo eu,
lembrando-me daquelles celebres cinco mil,
porque desde quelle tempo sempre que vejo
povo reunido, digo logo. = Ha all mais de
cinco mil essoaw. Mas, seriamente, a func-
cao ogtava pithoresca, picante, caracterstica
&e. &c. Os festeiros Hiera o portentos com a
bandeira do scu patrono, o povo correspondeo
aos eslorcos dos festeiros com a sua amavcl prc-
senca. Quo encontros (ao meigos! Que
liberdade Que alegra E o mais he, que
boje ha de ser o melbor da (unecio pois que
a noite haver fogo magnifico, brilhante, ad-
miravel.
Em quanto a maoria da populacSo desta ci-
dade estirava as pernas na campias de S A-
maro, dous espiculondrificos praieiros amarra-
dos a um joguinho de quiilia todo o da fj
nolrSo Vrncs. que lodos os jogadorosdo pro-
fissao sao praieiros? pois se algum escapa he
por excepcSo da regra :) vendo-se a noute bal-
dos aos cum quxbus forao empenhar os seus lin-
dos chapellinhosbrancos com suas rodullazinhas
e um pnnhal a uma taberna prxima, l para o
Becco Largo, e forao decidir questaocomdi-
nbeiro 'resco. Pois gente nacional de top?
faz islo ?
II i se ella 11 ca.
1
j
FOLHETO
OQABTODE AMIGA.
Vest-me e fui casa da mulher do zuarda-
porto. Disse-me ella que seu marido me nao
tinha fallado a verdade, que vos vos occulta-
veisem alguma parte, que trataveii de arran-
jar vodsos negocios, para vos cazardes; que,
quanto a ella, era-lhe impossivel dizer-me on-
de estaveis, pois que o nao sabia.
Mandei que me conduzissem intendencia
da polica, penetrei sem temor nos carinos,
eu ha pouco Ido tmida : era por meu filbo !
Interrogue! os cmpregados, examinro-se to-
dos es registos; olTereci dinbeiro, prometteo-
se-me que vos descobririSo. Vollei caneada pa-
ra casa, porm um pouco mais socegada. Ai
de mim todas as pesquisas Tordo baldadas, e,
nofin de alguns das, desenganei-me de que
estaveis perdido para mim. Fiquei poissosinba
no mundo!
O que eu linba ouvido dizer da vida de Pa-
riz, a curta experiencia que acabava de fazer,
me derao a conhecer que a diminuta somma
que ora constitua toda a minha fortuna n3o
poda sustentar-me muito lempo. Era preciso
trabalbar. Resignei-me : o que nao teria eu
JUIZO DE UM FRANCFZ A REsPElTO
DO RIO DE JANEIRO.
Quando vemos o afn, com que certo circulo
procura difTundir por todo o Imperio as expres-
soes calumniosas ou inexactas, e mesmo inju-
riosas, que a rospeito do Brasil e dos Brasiles-
ros fuera publicar certo eslrangeiro n uma das
mais Acreditadas revistas europeas, mas aquella,
cuja leitura he justamente rarissima em nossa
te'ra, damos parabens fortuna por acbarmos
em uma folba diaria de Parz outro artigo de
outro Europeu mais conciencioso, o Sr. I)r.
D. Yvan, addido embaixada franceza na Chi-
na, que parece talhado de molde para contun-
dir j ao temerario escriptor, j aos impruden-
tes e indiscretos zeladores da honra da patria e
do esplendor do throno brasileiro, que, com
estranha e nunca vista dedicacao, teem feito
ludo o que pdem para levar o conbecimento
d'essas infamias ao mais recndito lugarejo do
Imperio. Folgamos anda uma vez de repro-
duzir as paginas da << Sentinella da IVIonar-
chia o|uslo tributo do consideraeo, pres-
tado ao Brasil por outro eslrangeiro, que, pro-
pondo-se a tratar do que vio, o fez. com menos
imprudencia e exageraco : eis o seu artigo, o
qual copiamos da Patrie de 29 de Setomnro.
nvid-
Diirio n. 15.
leito por meu filbo! Fui outra vez casa dV
quella excellente mulher : ella dirigio-mo a
uma loja de fancaria, e, recomrnendando-inc
paciencia e bom comportaroento, entregou-me
minba sorte.
Podis conceber uma mulher de vinte annos,
acostumada ao luxo, que nunca ronheceo pri-
vadlo alguma, tendo passado os seus primeiros
annos rodeada de amigos, e agora meltida em
urnas agoas lurtadas, separada de ludo quanto
amou e obrigada a ganhar o sou pao ? E acre-
ditais que, se seu amor de mi nao a (ivesse
sustentado, nao teria preferido a morte ? A-
creditais que, durante essas longas horas de so-
lidao, ella nao amaldicoou o seu seductor ? So,
sempre s, sem nenhum ente a quem dissesse :
Eu padeco Entretanto, tenho saudades
d'esse lempo; eu tinha uma esporanga !
Tinha-mo imposto a le de nao bulir no que
me restava de dinbeiro. Guardava-o para o fu-
turo, para o da em que fossemos dous Viva
pois com o producto dos meus bordados. A."*m
se passrao os ltimos mez.es da minba gravi-
dez : nunca sahia senao para levar a minba
obra, levontando-mecorn o sol, nao tendo dis-
traccao alguma e contando os das que deviao
passar at o que devia fazer-me mai. O momen-
to chegou : dei luz un. filbo, um filbo que
era vosso, Leopoldo que tinha as vossas fei-
tdes, que nao vistes, e que nunca conheceo a
arribada ao Brasil.
A 28 de Janeiro descobrmos as praias do
Novo Mundo. Sentado proa do navio, eu
contemplava esta trra mystoriosa e fecunda, a
trra das florestas vrgens e das palmeiras, cujos
reflexos poticos nntietiver3o os sonhos de mi-
nba inlancia. Por um extravagante capricho
da nature/ii, o cume das montanhas, esqunrda
da barra do Rio de Janeiro, semelha a lrma
de um immenso gigante deitado de costas: es -
te sytnbolo nao he engaador. Tudo he gran-
de n'esta trra, em que as arvoros se elevan
cem ps cima do terreno, cujas praias parecem
bracos domar, e cujos portos sao extensas ba-
has.
Deo fundo a Synine s 5 horas da tar-
de. A falla de vento roteve-a por muito lempo
entrada do estreito ; mas apenas soprou a vi-
raco, eil-a quo estende as azas, e doixano
aps si o morro do Po de Assucar, e as forta-
lezas de Santa-Cruz e Villegaignon, veio fon-
dear no ancoradouro, povoado de navios de to-
das as nacoes, cortado pelas toscas chalupas de
pescara e pelas esbeltas canoas de negros. A
baha do Rio he um pequeo mar interior, que
lieija tmidamente a arcia de formosas ilhas ; a
pureza e transparencia de suas agoas s pode ser
igualada pela limpidez dos lagos que a rodSo.
Cada um de nos admirava o magnifico espect-
culo d'esto vaslissimo porto, o melhor no mun-
do, com suas florestas, e dupla guarnicao de
casas brancas, e suas montanhas de verdura,
queso limilao no espaco. O Sol, que n'estas
regioes tropicaes desapparece de repente para
ceder lugar noute, deixou-nos n'uma pro-
lunda scuridade. que nos encobrio todos es-
ses objectos: mas para logo todo r/rdeintose
elumiou com mil luzes, eos fanacs dasemhar-
cacoes, as casas do Ro c da Praia Grande,
improvisar!) a nossosolhos umad'dssas illumi-
nacoes mgicas, que eu nSojulgava realisaveis
senao na Opera. Apezar da hora avanzada,
einbarquei no primeiro bote que passou. para
ir Ierra, a fim de comecar desde o dia seguin-
le a percorrer o bello paiz a que acalmamos de
aportar.
A primeira vista d'olhos que um Europeu,
aleilo monotona do nossas physionomias
brancas, lanca sobre o Rio, sorprehende-o cstra-
nhamente ; e eu fiquei sob a mpressao de um
assombro real vendo a immensa poplenlo ne-
gra que corra e agitava-se em derredor do
mim, comparada com a pouca popularan kan-
seu pai
i !_
1
Leopoldo fez um mov ment. Depois de pe-
ILEGIVEL
quena pausa, como para dar-lhe lempo de fal-
lar, ella tornou :
Quando m'o trouxerSo, quando me pe-
gou no peito, lombrei-me smente que elle era
meu; nada mais vi no universo leolo ello. Ou-
tro teve uma saudade; foi esse o meu ultimo
pensumeiito de amor. Continuei em minhas oc-
cupaQoes com novo ardor.
Os poucos instantes que sublrabia ao traa
Iho, emprt'gava-os em enfeitar o meu dolo.
Tinha leito um enxoval com os restos de minba
antiga opulencia. Contentava-me para mim
com os vestidos os mais simplices. Manoel ti-
| nba seu lindo rosto, seu pescoeo, seus bracos
circumdados de rendas. Quando eu sahia com
elle, fa/io-nos parar para miral-o; lomavo-
me por sua ama de le le, tanta era a difleren-
ca que havia no nosso trujar : eeu dina com
orguio que era sua mai Em casa de M. Lau-
rent, a mcrcieira, lodos Ibes fazio festa; c,
quando eu entrava na loja, as mocas traziao-
me sempre uma nu outra cousa para elle. Uma
d'ellas, sobre tudo, Marianna, nunca deixata
de ler para nos algum presentesinho. Inspira-
va interesse aquella joven rapariga : suas com-
panheiras aecusavao a de mo proceder, no que
nao p dia acreditar, vendo-a lo compassiva e
(ao boa. Um dia ella foi despedida por sua ama;
em vao incercedi por ella, parti : causou-me
aqullo profundo pezar.
Quanto era bello o meu filbo Ob quando
elle passava seus dous rolicos bracinhos em tor-
uo de minba cabera e se punha a brincar com
ca Parava a cada passo, ora diante das pre-
tas quitandeiras de fruclas, cujos trajos varia-
dos atlraliio minba atlenca; ora diantoda
tropas de negros a correrem com um fardo a
cabeea, e psalmodiando montona cantiga, ao
mesmo tempo qu-' um de seus parce ros agitava
as maos um chocalbo rouco e gritador, cujo
som Bgudissimo servia de acoinpanliameiito ao
canto lastimoso.
As ras do Rio de Janeiro sao corladas em
ngulo direilo, como as de todas as cidades de
recento lundacao ; as casas edificadas 6 curo-
pea; e nada se prevenio para por os habitantes
ao abrigo do calor, que ne s vezes excessivo.
O Largo do Paco, no qual se ostenta, como
indica seu nomu, a babitatjao imperial, mo-
desto palacio, quo nada (em de caracterstico,
he uma praca soberba, devasta extencao : da
parto visinba ao mar corre um cbafuriz do abun-
dante agoa. lie para lamentar que se nao te-
nhao plantado algumas arvores as suas extre-
midades.
Os monumentos pblicos, taes como a casa
da Cmara dos Depulados, o Senado, e a Pra-
ca do Gommcrcio nada oloreccm quoseja dig-
no da altencao do viajor; porem se este alon-
gar suas vistas sobre a variada e ruidosa mulli-
dlo que corre a cidade em lodos os sentidos .
quantos objectos desaliaran sua curiosidade.''
Aqu, as pretas de Angola, Irajando moda
oriental, urna baeta lustrosa, que Ihos cobre
as espados nuas ; alli, nutras, com o corpo
extravagantemente pintado de diversas cores o
cujos bracos sao estraiihamente ornados de bra-
celetes de cobre ; acol>, mulatas de olbos re-
quebrados o cbaminejanles, que nos rostos ox-
pressivos aprsenla todas as cores, desde o pre-
to o mais carregado at ao brauco o mais tosco;
trajos cm fim de todas as nacoes, c dandys do
luvas amarollas porquunto n este pai' ha
grande quantidade de gente que tem a estranha
coragem, aos trinta e seis graos de calor do
metterem-sc em os nossos vestidos de panno
sem roda, de afogar o pescoco em setim preto,
e esprcmer os dedos na pelle elstica do cabrito
enregelado. O Rio de Janeiro tem toda a
animaran de urna cidade commercial em es-
tado completo de prosperdade ; tem alm
d'isso, um carcter do originalidade que Ihe
d adiversidade de sua populacao. A prospe-
rdade d'esta grande cidade repousa no traba
Iho o no luxo : duas con dimes estas de existen-
cia das sociedades modernas.
meus cabellos, eu eslava no co E eu o per-
di, e vos nunca o vistes, e he esse o coineco de
vosso supplicio !
Ella torceo os bracos dando gritos. O Mr-
quez tonlou approximar-se para acalmal-a : ol-
la rcpollio-o com desdem, e assim prosegu :
Escutai, escutaioque me resta a dizer-
vos. O meu querido lilho cada dia se tornava
mais bello; n ello tinha cu empregado todas as
minhas afTcices : orgulhosa do suas gracas in-
fantis, qui: ir mostrnl-o minba primeira pro-
tectora n'esta grande cidade chamada Pariz.
N um Domingo, enleiteo-o com quanto elle
possuia de mais bello e encaminhei-me para a
Praca Real.
A boa mulher achou Manoel encantador; lez-
me perguntasque estimulara a minha curio-
sidade: emlim, soube que linheisvoltado, que
ella vos havia fallado o contado a minha obesa-
da, c que vos linheis mostrado commovido com
a narrar que vos fez : devieis vir minha
casa, e nao viestes. Era infame esse procedi-
mento Comtudo, regosije-mo com ello :
quera ser a nica dona de meu filbo; queria,
sobre tudo, nada partilhar comvosco, nem mes-
mo a minha dr : ja vosnoamava, despreza-
va-vos; julgava-me quasi ditosa com esse ul-
trage, <|ue me dava direito de aborrecer-vos.
Passrao se algumas semanas. A sade de
meu fiiho causou-mo graves nquietaces: eu
o tratava com desvelo, em quanto julgava ter
certeza de salval-o. Nao ousava tixar-me
ideia de nerdel o : uuu Dos! era horrivel 1
I

t


X*
\
A ra do Ouvidor, que he a ra Vivienne do : magnificas arvores. Eu, quo nunca vi
Rio, encerra armazens do urna grande belleza : x
tudo o que a moda produz om Pariz do mai
......n.....'.ivuici. iu, quo nunca vira as pro-
: I ducgoes do solo americano sooao atravez das pa
s | redes de vidro de nossos jardins botnicos, os-
elcgante, do mais delicado, encontra-se ah con
prolusao; as invcnges as mais extravasantes,
apenas apparecida vao n'ella "ITerecer-se /i
fanta/ia dos compradores. Um Francez pude
considerar se all em sua casa poraue encon-
trsio-se n ossa ra alaiales francezes, sapat- perfumes, que so respira n'essa altura, onde
roa francezev e, oque lie raais francez ainda, | brincao borboletas
modistas parisienses... Alem
tendendo com pe/ar seus ramos enguigados no
meio do clima artificial quo llies concedemos,
fiquei sorprehendidoaovoro3 vigorosos impulsos
d'estariquissimavegetacao. Julguei-me feliz o
desaude no ar tepido e embalsamado de
mi
de enganar-se dobradamente; ora, vendo a ma
neira com que os negociantes tratao aos com -
pradores; ora ouvindo a Imsoagem polida ,
insinuante, inleiramente especial aoscommer
ciantei de nossa naci, c to propria para en-
gaar os freguezes.
Depois d'esta primoira e rpida vista d'olhos
sobre a cidado fui entregar a um botnico
muito instruido, o l)r. Ildefonso Gomes, urna
carta de rocommendacao que lra-me rcmet-
tida a Pariz por um de meus moldures amigos.
A habitagaod'esto Dr. fita a pequea distancia
da cidade, situada n'um valle estreito um-
broso, banhado por um agradavel rio de agoa
cristallina. Sua descripcao pode dar una id a
dessas encantadoras moradias, t3o numerosas
nos arredores do Rio de Janeiro. Um vasto
portao, dominado por inmenso lampcio, in
dicou-me a propriedade do r. Urna longa
roa, guarnecida de palmeiras, goyabeiras, m.
mosas e volkamerias, conduz cas":. que est
junto a urna collina plantada de cafeseros;
esquerda sao os senzalasdos negros abrigadas
debaixo de arvores gigantescas; a direila, no
fundo do valle, trras de nnlho e um jardn). A
entrada de sua habitaciio be precedida de um
grande terrado coberlo. que serve de lugar do
estudo, e de gabinete de repouso ; inuitas es-
tantes ebeiasde litros de auiencias o mais rc-
conteniente publicados cm Tranca confirma-
ro-me na opim'S i, que so me tnlia dado so-
bre o saber c telo scientifico de meu amllente
collega Um vastitsime sali, mobiliado com
um inmenso divn de vime boas cadeiras de
bracos, um bello piano, c una elegante mesa,
abre SUS largas portas para o terrado de que
fallei. Unta cata de jantar segu ao salgo; es-
pajosa o bem arejada separa-se da cosinba
por espago consideravel. Por detra/. d'estas dif-
ferentes salas, existen) mitras fechadas aos o-
Ihares dos eslranboi Em fim urna cspellinba
decente e graciosa, onde um padre vai dizer
missa todos os domingos, completa a enumera-
cao de tudo o quocontm esse palacete. Re-
cebi do Dr. o melhor acolhirnento. Por sua
ordom urna negrinhi. trouxe. n urna bandeja
de prati grande e massica, copos de limonada,
ago'ardentedo laranja, o di lie. rentes licores do
paiz; e como, sem que o souhesse cheguei a
horado antara brasileira f 2 depois do meio
dia), ofTerecrSo-ineasiento a mesa da familia.
que acceitei com pra/er.
Logo que nos levantamos da mesa, propo'. o
Dr. quesuhissemos ao Corcovado cujo cume
avistamos por cima de nossas caliecis. DerSo-
ine um cavado; oponeos minutos depois, cs-
tavamos na vereda que conduz a esse celebre
penbasco,
Nao procurarei pintar a niinlia admiragj.
O caminbo que COSteia o lado do morro repre-
sentou a meus odios una trra immensa, on-
de, a par dos mais bellos arbustos, estao amon
toadas as plantas s mais odorferas, c as mais
a.jrincao DorDoietas como aves, e vice-versa.
i p Os primeiros beija-llures que vi apanhar sobre
a abobada florida do bosque me fizeram soltar
gritos de alegra. Persegu uns colepteros,
arremessei-me a urna flor, agarrei um grande
morphos do azas azuladas, cujo vo atrevido
pareca ser obstculo invencivel sua posse; e
tildo lio fiz com a viveza eagilidade dajuven-
tude. O Dr. procurou moderar os meus trans-
portes; mas, bastante tenho vivido j, para nao
saber que estas horas do delicias sao bem raras ;
assim pos deixei-mc possuir do enlevo, e, Ion-
ge de restrngil-o, a elle me ahandonei corn
toda a latisfacio. He identificando nos com os
grandes espectculos da naturoza. que nossa
alma se remoga, e o corpo cobra vigor. Ja sou
velho. e comtudo, em presenca d'essa natureza
formidavcl, en senta aflectos invenciveis, inef-
faveis atlractivos quo me arrastavao para o des-
conhecido, e que me fa>5o saudavelmente a-
preciara importancia da magna viagem quea-
gora terminamos Mas volvamos aoCorcova
lo, doqual me ia afastando tao lora do propo-
A ded cacao de sua mai, quasi que asenta
aquelle pobre pequeo eberubim Em quanto
eu trahalhava, elle orno que se COOStrangia;
mesmo quando padeca, sulTocava seus gritis
infantil entre meus bracos.
sito.
0 caminbo do morro he quasi constantemen-
te ladeado pelo vasto aqueducto quo conduz
cidade as agoas quo a abastecen). Esse aque-
ducto he urna obra immensa, de que com |us-
tica se ensoberbecem os habitantes do Rio.
Construidode granito, tem para mais de urna
legoa de comprimento, e quasi um metro de
largura; e sua devacao da Ierra nunca passa de
rjojis metros, excepto entrada da cidade, on-
de descanst em arcos com mais de 20 metros de
altura. Em seu trajelo, tem-S praticado por
nlervallos algumas pennas para permittir as
chcaras da visinbanea a ajoa necessaria pata
seu gasto, e matar a ede aos camnhantes.
Encontramos algumas n gras, quo enchio seus
potes de barro vermelho com ajuda de um pe-
daco de coco ou decabaca, asquaes nos oiTere-
cerao desveladas a agoa do sua vasilha, que car-
regiio graciosamente cabeca. Oepois de 3 llo-
ras de viagem diezmos ao cume do Corco-
vado. O ponto culminante divide-se em dous
cabegos de forma desigual, donde Iho vem cor-
tamente o nome de Corcovado. Esses cabecos
estiio boje s parados por um intervallo que se
nao poderia transpor sem perg i e osquaes o
Imperador D. Pedro I coramuoicars por urna
ponte que j nao existe. Causa espanto o en-1 rm, ntellectual omeditativa do Principe de-
contrarem-so vestigios de construegao e gra-j via ter pouca propensSo para os exercicios vio-
des de ferro firmadas na rocha, no ponto o mais j lentoi que necessilo do desenvolvimento de
elevado do morro ; sao as ruinas de um antigo i torga physica. E essa falta apparente de ener-
pavilbao especie de tenda permanente que' Ra nao so pode pois attnbuir s-nao a um de-
o ix-lmperador all mandara edificar. Diiem feto de habito de certos exercicios corporaei. 0
que ello gostava de relugar-se ssnho n'essa acolhirnento quo nos loz o Imperador foi a fia-
rocba e om contemplaco dianle de um dos ve! e simples. Fomos igualmente apresentados
mais bellos pontos de vista do universo acal- | Imporatriz e Princeza D. Januaria. quo fal-
mava a agtacao do espirito, identificando-so; lao francez com inteira facilidades graca.
com esse espectculo magestoso. O palacio de S. Chriitovao nao tem cousa al-
O cume do Corcovado, que fica perpendicu- guma da grandeza e magnificencia dos de St.
lar cima do terreno nao tem menos do 800 Cloud Neuilly.e todas as mais habitacoes Reaes
metros de altura J porm o abyimoque de lo '.do Franca; porm tudo n'elle be decente e de
dos os lados vos rod) he coberto de urna vege- bom gosto. O Imperador que ama apaixo-
tacao qua voi oceulta seu horror. D'essa po-
sico os olhos se mergulbio n'um borisonte
sem fim : aqui a cidade do Rio, que ostenta
as suas casas brancas ; alli, as montanhas visi-
nhas elevndose gradualmente com os seus
profundos valles ; acola o Jardim Botnico e
os lagos interiores que o rodeSo sua baha ,
seus navios empavezados, Ibas numerosas o
mar alto, om fim, e sua immensidade.... Em
que outro lugar podar avista humana abran -
ger tantas maravilbosas graodezas!
Era j noute quando deseemos do Corcova-
do ; mas de repente vimos surgir do meio das
hervas milharesde lucernas que nos allumi-
rao com seus claros phospboresccotes. Estavu
prevenido d'esso phonomeno mas sua magni-
ficencia me sorprehendeo. Foi com o maior
sacrificio do mundo que o Sr. Gomes conseguio
obstar-me a quo Jsse caga mesino de noute ,
a esses insoctos exquisitos. Continuamos o ca-
minbo ; mas, chegados parte da estrada que
domina o vallo d'Aranguera multiplicrao-se
a tal ponto os pyrilamnos quo crer-se-hia na
existencia por baixo do lugar em que eslava-
mos de urna grande cidade magnficamente
Iluminada.
A perola a maravilha artista de que com
admiraco fallo todos os Brasileiros he o
Theatro S. Pedro d"Alcntara, em que repr-
senla una companbia Italiana. O Imperador
D. Pedro I., grande amador de msica, e mes-
mo compositor como Frederico da Prussia era
professor dignara -se oceupar da construegao
d'esse theatro da cornposico da orchestra e da
companhia que deviao encantar seus augustos
ouvidos e durante todo o seu reinado pode
acreditar-se a 2 mil legoas da Europa que o
theatro italiano do Rio era capaz de rivalisar
com os de Pariz, Mlao e aples. Mas ah !
d'essa poca de esplendores apenas resta boje
urna sala muito linda he verdade mas onde
se aprsenla urna companhia mediocre a par
do urna orchestra insuficiente Os camarotes
silo mui espacsos, dispostos de maneira a dar
sala a forma oval, troncada na extremidade
pelo scenario, que fica em fronte da tribuna do
Imperador.
Fomos apresentados a S. M. A recepgao te
ve lugar em S. Christovo casa decampo si-
tuada a pequea distancia da capital n'um si -
lio bem arejado e perfeitamentesaudavel. O
Imperador que ainda nao chegou aos 22 an-
n is tem urna figura expressiva e agradavel ;
seus olhos guarnecidos de grande* pestaas .
dao-lbe pbysionomia urna expressio do en-
cantadora docura. Talvez ra melhor encon-
trar-so no Chefe d'esse vasto Imperio, mal con-
glomerado ainda mais ardimento no porte ,
maior frca de organisacio ; a natureza po
nadamente a I i Itera tura franceza possue mui
tos livrosd'esta lngoa o vimos n'um dos gabi-
netes do palacio um crescidissimo numero de
obras de nossos escriptores os mais celebres, col -
locadas urnas ao lado das outras sobre bufetes e
mesas redondas, como para testemunhar e uso
habitual que d'ollas faz.
[Sentinella da Monarehia.)
COMMERCIO.
Alfandega.
Bendi'mento do dia 20...........7:0 7.>222
DetcarregUo hoje 21.
BarcaGraliabacalbo.
BrigueCinthiadem.
Escuna Archimedttidem.
BarcaNavarrefarinba e breu.
BrigueJoven Henriquemercadoria*.
BrigueLoperidem.
Brigue Aragoidem.
tos hornens. julgando-ie autorisados por minha
miseria, olTorlaro-me um amor que desprezei.
Repellindo-os, nao sabis a quem guaidava fi-
delidad ? era a meu lidio. Era preciso que um
da podesse elle estimar sua mai; era preciso
que mais tarde podesse ella confess. r-lbo que o
tres me/es. O pouco dinbeiro que cu possuia
acabou-se logo; v-me obrigada a venJor a
minha roupa, a d'ell : nao ficou no meu mi-
sero quarto mais do que o leito de dor sobre o
dual elli jazia. Oh! Senlior ninguem lar
Mu.losofferecimentosmelorao fetos; mui- ideia da desesperagao de urna mai que v defi-
nbar seu lidio sem poder soccorrel-o Tentei
excitar a compaix9o dos visnhos, mendiguei !
eu .' Seuhor, eu eslendi a mao na ra, e ape-
nas receb mesquinha asmla. Chegou o Med
co o vio nossa miseria. Ficou compadecido.
A'iui tendel, me dsse um bilbete pa-
seu D8IC ment, ded-, era a nica nodo d rao hospital dos pobres ; levai para l este a-
minbavida; era percso dizer-lhe : Meu Ma- jginho. __
nool.teupaienganou-me. deixod-me sosinha Para o hospital dos pobres! nao consent ,
no mundo; so te tuca ti para consol, e pro- era misler separar-mo d'ellc. Passei una com-'
testei qucnerihum ente humano repartira com- prid noute junto de sua cabeceira: meus olbos
tigo o meu coracao Perdoas-me a minha fra- j nao tiollSo lagrimas ; eu o contemplava s-
queza ? Caro a paguei, e a ella he que deve- enciosa batia nos peilos; lombrei-modi vos
mos a dita de estar juntos. Elle ter m'a-hia Obi pragueei-vos! So estivesses presente, ter-
perdoado, porque elle lamber nao am.iva se : vos-bia morto !____Meu lho morria. e vos .
nao a sua mil : favorecido com os dona da fortuna talvez dan-
m da lu. como costjmava, levar um ves- sasseis a essa hora Meu filho! elle tinha sJe,
lido a M. l-aurent. a mercicira; tinba passado e eu apenas linha agoa para Ibe dar! tinha fri'
a noule n esto trabadlo. Varias vcies o meu fi e cu despojando-mo nao podia cobrl o se'
Iho tinhadado gemidos emquantoeu trabalh .va; nao de trapos!.... Sent que ora necessario de-
demanhaellenloeitavaiKim. Come-eu nunca o terminar-me: peguoi ..'elle, embrulhei-oe en- e-s me bavia arrebatado minha ultima es^
de.xava.lovei-ocom.go. Elle mesegu.a com dilli- treguei-o as mioi d'essas anglicas doncellas peranca Ouando a minha sade estevo quasi
culdadcilomei O em ...cus bracos. Quando che- que a tudo se presta., o que se desvelo com os resiabelecida despedirSo-m- com fraca amo-
gamos a loja. ello se achava gravemente mco.n dcs.ragi.dos e os consolao. la ; eu estmei-o. Minlia ideia fixa era mor-
modado: lo. extrema a minha inquietado, j Enternecidas pelas lagnmas quo eu derra -: rer e nao o poda no bofycio ; vigiavo-me
I.evei-o para casa A pobre trunca comecou a mava concedro-me que passasse odiaaop >uslnba-me apenas; j nao tinba mais pao ,
padecer urna molestia de languidez quo durou d elle. De noute despedirao me com aflabili-1 nem asylo meu lho !
dade promettendo-me que tornara no outro
da. A' porta do hospicio bavia um banco de
pedra n'elle fiquei sentada : no dia seguinte,
ainda alli estava. Logo que foi possivel entrar,
apresentei-me. Urna irma dirigio-se para mim
e afastou-me da cnlermaria ; eu nao quera se-
gul-a. Meu filho repeta eu meu filho !
A caridosa donzella olhou para mim com com-
paixao : fiquei agitada pelo temor o mais hor-
nvel. Correndo como urna louca cheguei ao
dormitorio antes que tivessem podido deter-mo.
O leito do meu Manoel estava cobeito com um
panno ; urna corda branca e um crucifixo ah
estavo collocados: eu linha perdido tudo!...
Um suspiro convulsivo sabio do peito d'a-
quella infeliz mai ; estava to paluda que Leo-
poldo de Blancay receiou que se achasse inco.n-
modada: nao ousava interrogal-a. Sabendo tudo
quanto bavia ella padecido comprehendia o
seu odio e tema Ihe a expressao. Por lim a
msera conlinuou :
Oito das depois, ainda eu estava s por-
tas do tmulo. As irmaas da caridade (raton-
me com tanta perseverarla, que tornei a mim:
foi para padecer ainda mais. A minha dr no
tmlia limites.Tentro ollas fadar-me de Dos:
PRACA DORECIFE, 18 DE JANEIRO DE 1845.
ftvitla semanal
Cambios Por falta de navios nio houverao
transagoes durante a semana.
Assucar As entradas teem sido regulares e
as vendas do encaixado a 13 rs. por
arroba sobre o Ierro.
Algodao Fro mui diminutas as entradas ,
e he o fie rec ido a 4000 rs. a arroba.
Couros Houverao algumas vendas a 125 rs.
a libra.
Azeite de oliveira Vendeo-se a 18850 rs. o
galao.
Bacalbo Chegou um carregamento de Ter-
ra-NovA com 1,375 barricas, que
fro vendidas a 13j rs. a barrica.
Batatas Venddrio-se de 400 500 rs. a
arroba.
Breu dem a 38600 rs. o barril.
Bolachinha dem a 3,.600 rs a barrica.
Caf dem de 3*000 3600 rs a arroba.
Carne secca Nao houverao entradas durante
a semana, e o depozito he de 22:000
arrobas sendo as vendas regulares
de 2, 600 3.) rs. a arroba da de Rio-
grande.
Dita de vacca salgada Vendeo-se a 28# rs. o
barril.
Cha hysson dem de 1850 28100 rs. a
libra. v *-
Chumbo do munico dem a 17^000 rs. o
quintal.
Farinba do trigo Chegarao trezcarregaman-
tos durante a semana com 3523 bar-
ricas, com asquaes o depozito aug-
mentou de 17000 18000 barricas,
sendo regulares as vendas de US
168 rs. a barrica
Feijo Vendo-se de 88500 108000 rs. a
sacca.
Manteiga Teem llovido oflertas de 560 rs. a
libra pela ingleza mas os vendedo-
res Dio teem querido entregar.
Passas Vendrao-se a 58 rs a caixa
Potassa NSo lia
Taboado de pinho Vendo-se de 38 40
rs. o p.
Vinhos dem a 1158 rs. pipa do de PRR ,
e858 rs. de outras marcas do Lisboa,
e783 ^. a pipa do de Hespanha.
Encaminhei-me para o Sena bem resolvi-
da a n'elle precipitar-me: be o ui.ico genero de
morto que nada costa! Atravessei as Tuilerias:
incapaz do r mais adianto sentei-me. Esca-
pavo-me palavras sem nexo d'essas palavras
que expressao a dosospor..go. Um grupo ale-
gre passou perlo de mim : erSo trez mocas.
Urna d'ellas reparou para mim deoum grito,
recoi.heci a Mananta. Ella trazia a libr d'esse
uxo que indica a desorden.
Que fazeis ah pjbre Julia s e pa-
decendo ?
i
Parecia-me to natural deitar-me a aflbgar ,
que Ihe respond sem hesitar:
Vou atirar-me no rio Marianna.
No rio, meu Dos! mas, etasdouda ?
Porque, retorqu-lbe procurando tahir-
me dos seus hragos ; pos com elles me agarra-
va porquo emharacar m'o ? Que tenho eu
que lazer da vida ? j perdi meu filbo Que
queris quo seja feilo de mim ?
Ellas me levar3o repetindosempre: Est
douda 1 Marianna fez-me entrar em urna se-
ge, collocou se ao meu lado, e procurou conso-
lar-me. Nao comprehendia que nunca se pode
consolar a urna mi pois nao era mai. Che-
gadas sua casa ella deitou me em urna ca-
ma e deo-me o seu proprio quarto este em ,
que estamos e os cuidados os mais desvela-
dos me rao prodigalisados com perseverancia
por urna mulher apenas de mim conhecida....
(Conlinuar-tt-ka )
-------
*%
u--T
MUTIL


Velaa de espermacele dem a 800 rs.a libra.
Frotes Contnu8o a subir por falta de
navios
Entrarlo durante a semana 7 navios e sa-
hiro 7 existem no porto 68 : sendo 4 ame-
ricanos, 1 austraco 29 brasileiros 1 dina-
marquez, 1 hespanhol, 10 inglezes, 9 portu-
guezes 6 sardos 5 suecos e 2 sicilianos.
IMPORTACXO.
Cexar Augusto; polaca sarda, vinda de Bos-
ton, entrada no corrente me/ a consignado
de Henry Forster &C, manilestou o seguin-
-te
150 barris com breo, 40000 ps de taboa-
do, 1000 caixas de sabio, 27 du/ias de cadei-
ras, 10 cadeiras de balanco, 4 caixas com pen-
tes, 11 ditas com phospboros, 20 barrscame
de vacca, 50 latas e 90 barra manteiga de por-
to, 5 ditos prezuntos, 3 caixas chapeos de pa-
Iba, 1 caixa com retroz e veludo, cem medidas
de ceblas, 1 caixa com kalcides-copes, 3 sac-
eos com mil pa tacos, e 1300 ditos de 5 fran-
cos ; aos consignatarios.
\;,iQuit, escuna inglca, vinda de St John,
entrada no corrente me/, a consignadlo de Me.
Calmont & 1350 barricas e 60 meas ditas com bacalho;
aos consignatarios.
Columbas, galera inglesa, vinda de Liver-
pool, entrada no corrente me, aconsignacio
de Me Calmont., & C. manifestou o seguinte:
1 caixa fasendas de seda e algodio ; John
Stewart.
2 caixas fasendas de algodio, 50 barris min-
teiga ; Latbam Hibbert.
200 embrulbos arcos de ferro, 8 ditos ferro
ero lengoes ; a U. Cox.
27 fardos e 91 caxas fasendas d'algodio, 15
dita e 5 fardos ditas de linho, 2 caixas lencas
de seda, 11 fardosestoupas d'algodao, 50 bar-
ricas cerveja, 2 embrulhos amostras ; Me.
Calmont 7 caixas e 4 barricas lerragens e foles, 6
barricas ferros de engommar, 2 ditas grades de
ferro, 6 ditas pesos de ferro, avulso 100 posos
dito, 400 fugues dito, 2 machinas de copiar
cartas, 90 caixas e 47 fardos lasendasd'algodio,
8 ditas fasendas de linho e algodo, 2 ditas co-
bertores d'algodao 10 pessas e 1 caixa ma-
chinismo, 2 embrulhos ignora -se ; Jobnston
Pater & C.
200 br" as chumbo de municio, 7 caixas
fasendas de soda e algodao, 18 ditas e 22 far-
dos fasendas de algodio, 3 caixas fasendas di'
linho e algodio, 5 barricas ferragens, 2 caixas
sellins e botos, 1 barril vinho, 2 caixas ferra-
gens, couros e botSes, 1 dita oleados, 1 dita
papel, luvas e roupa, 1 dita fa;endas de seda,
1 fardo fo, 5 caixas cassas, 1 fardo fasendas de
lia e algodio, 2 caixas chapeos castor, 1 dita
linhas, 4 voluntes ignora-so ; G. Ken-
worthy & C,
30 lardos e 24 caixas fasendas de algodio,
6 ditas chapeos de sol de algodao, 1 dita casi-
miras, 5 ditas miud '/as, 4 ditas fasendas de
lia, 12 ditas cobre; 1 embrulho toucinho,
ordem
5 caxas fasendas de algodio, 1 dita ignora-
Adamson Howee & C. .
Publicado a pedido.
Remello Ihe para que tenha a devida etecu-
cio como dte, a portara inclusa pela qual S
Exc. o Sr. Presidente da provincia hoive por
bem conceder-me trinta dias de licenca com
os respectivas vencimentos. E commecandn
essa licenca no dia 16 do cerronte como he
expresso na mesma portarla dia em que com-
parec nessa reparticio desapparecem assim
as faltas dos dias 17 e 18 do corrente em que
deixei de comparecer, havendo com todo mo-
tivado taes faltas, em participacio oulcial que
Ihe dirig em o referido dia 17.
Dos Guarde a Vmc. Pernambuco 20 de Ja-
neiro de 1845.Snr Commissario Pagador,
Jos de Brito Inglez. Joaquina Marinho Ca-
valcant de Albuquerque, EscrlvSo.
Edital.
Manoel Jos Ferreira do Nascimento, Fiscal da
freguetia da S, em virtude da lei, etc.
Faz saber aos seus comparochianos, que da
data do presente a vnle dias, principia fa-
zr as corridas em sua freguezia, revistando os
pesos, medidas, varas, covados, bilhetes de li-
cenca, ras, estradas e ludo o mais quanto fr
concernente as posturas da Cmara Municipal
desta cidade; e para que nao haja ignorancia
respeito, manda afxar o presente nos lugares
mais pblicos de sua fregu/ia eo publicar pela
imprensa. Olinda 18 de Janeiro do 1845.
Manoel Jote Ferreira do Nascimento.
A segunda serie ter outros 8 nmeros,
comegando em n. 25 o terminando em n. 32
inclusivo.
JV. R. Dar se-hn com o n. 32 um novo
fioiltspi.io, o o ndice gcral das materias tra-
tadas em os 16 nmeros das duas series=\l
at 25 inclutive i\\io reunidos formars o se-
gundo volunto do M us mi. (55
THEATRO PHILO-DRAMATICO.
O espectculo annunciado para o dia 25 do
corrente, em razio da festa deS. Gongalo na
floa-viogem e da di Bebiribe, que nao s dis-
trahe muita parte do publico para aquelles si-
tios, como tatnbum oceupt alguns professores
da orquestra, nio pode ter lunar em dito dia,
e fica transferido para Quinta-feira 30 do pre-
sente mez
Para Lisboa sai no dia 25 do corrente
o brigue Conc.ico de Mara, ainda recebe
alguna carga e passageiros, e lem os melho-
res e mais asseiados commodos; trata-se com o
Capitio na Praca doCommercio ou com o
consignatario Thomaz de Aquino Fonseca na
ra do Vigario n. 18.
Avisos diversos.
e clarado es.
20 Arsenal de guerra precisa para lome
cimento dosaprendizes menores, do 1. de Fo-
vereiro ao ultimo de Junho do corrento anno ,
os gneros seguintes : carne fresca e secca, ha -
calhao, toucinho feijio coco, arroz, milho,
manteiga assucar, azeite doce, vinagre, cha,
caf, farinba, lenha verduras, temperos e Inic-
ias : as pessoas, que tiverem taes gneros, e
queiro forneccr por 5 mezes, sendo de melhor
qualidade, e por preco commodo, pode rao com
parecer nos dias 21, 22 e 23 as horas do sou
expediente. Arsenal de Guerra, 18 de Janeiro
de 1845. No impedimento do Escriptururio
Joo Ricardo da Silva. (<4
tA Pagador a Militar tem de remetter para
o Rio de Janeiro a quantia de 1:290/235 rs. ,
producto da venda de plvora ; qaem quizer
sav.car sobre a mesma praca pela referida quan-
tia dirija-se a dita Pagadoria as horas de seu
expediente. (6
Precsa-se contratar o fornecimento de
agoa para o destacamento do segundo batalhio
de artilharia a p ; a tratar no quartel do Hos-
cio, hoje as II horas da manhaa.
Actores.
Joio Toselli.
Margarida Lemos
0 beneficiado.
N. N.
Ouilherme
se
36 quoijos, 24 presuntos, 6 jarros conser-
vas, 1 barrica dita, 2 caixas biscoutos;
Jos Goncalves da Fonte.
fc^25 quoijos, 15 presuntos, 10 barris mantei-
ga, 4 saceos guana, 4 barricas cerveja, 1 dita
conservas, 5 voluntes ignora-so; a A. J. do
Araujo.
17 fardos e 4 caixas fazendas d'algodao; a
Rozas Braga & Comp."
3 caixas e 1 barrica cobre; a W. E. Smith.
1 caixa, 1 chapeo, 4 volumes ignora-se; a
Taylor.
1 caixa, 1 chapeo; a Cardoso.
15 fardos e 45 caixas fazendas d'algodao, 2
ditas fazendas de lia.
38 caixas e 14 fardos fazendas d'algodio, 1
caixa ditas de linho, 1 barril manteiga, 1 dito
carne de vaca; a Jones Patn.
10 fardos fazendas d'algodio; a Russel Mel-
lo rs & C."
24 fardos fazendas d'algodio, 3 barris carne
de vaca, 1 sacco castanhas, 1 lata pudim, 2
caixas pertences para escriptorio; a Deane You-
le ftC.
6 caixas fazendas d'algodio, 1 dita de lia e
algodio; a Ridgway Jamerson&C.1
1 caixa botoes, 8 ditas fazendas d'algodio;
a R. Hoyle&C.
1 barril ago'ardente de Franca; do navio.
1 embrulho ignora-se; a Nash.
2 ditos dito; a Rawmann.
1 dito dito; a Or. May.
1 caixa e urna lata dito; a Wood.
t 1 embrulho e 3 jarros dito; a Comber.
1-chapeo; a Astley.
10 caixas e i barrica cobre; a L. G. Ferreira
& Comp.*
2 PUBLICACAO LITTERAR1A.
MSRO PITTORESCO.
Este jornal,publicado em Lisboa por urna so
ciedade de litteratos Portuguezes, conlem as
seguintes materias ; religio, historia antig,
e moderna ; philosophia ; geographia ; via
gens ; sciencias, e bellas artes ; agricultura ;
novollas escolbidas ; esludos moraes, e bio-
grahpicos ; (oflerecendo nesta classe a dcscrip-
i'io da vida, c accSes de todos os Res de Por-
tugal, e dos hroes que rnais florescerio em
cada um dos reinados, dando-se os seus res-
pectivos retratos} pensamenlos ; anedoelas ;
mximas moraes, e miscellanea. Todos estes
objectos, tratados com o esmero de que sio
ciedores, formio urna biblioteca variada, e
instructiva, um alimento para a reflexio, um
recreio depois dos trabalhos do dia.
O primeiro volume consta do 16 cedernos ou
nmeros, em cada um dos quacs ha duas fo-
Ihas d'impressio de 17 pollegadaa de comprido,
e 11 de" largo ; duas magnificas estampas (de
formato igual ao da impretio para a final te
encadernar o volume) lylbografadas em papel
velin (de 40jC00 rit forttt cada resma) com
tal perfeicio que, medidas em quadroa, pdem
servir para ornamento das melbores salas, o
finalmente em cada numero impar se v urna
exacta descripcio das modas sendo esta acom
panhada de figurinos, ecolleccoes de lindsi-
mos debuxos para bordar de branco e de matiz,
o que servir de muita utilidade para as Senho-
ras do bom tom.
As pessoas que pretenderem subscrever para
esta excellente obra podem dirigir-so a Joaquim
Baptista Moreira (ra do Apollo n 6) agente
da sociedade nesta provincia, em casa de quem
se achao as collecees do primeiro volumeJ
at 16e da primeira sene do segundo volu
me at n 21.
Primeiro volume do Muteu.
Consta de 16 nmeros 1 at 16 = com
32 estampas, frontispicio, ndice, iVc. por
128960
Segundo volume do 31 uteu.
A primeira serie sera de 8 nmeros, princi-
piando em n. 17 e finalisando em n. 24 in-
clusive, 6*720
ano
Quinta-feira 30 do corrente.
Segunda representacao dos cantores 1/. hemos
E
C. Hicco.
A direegio da SocieJado Philo-dramatica
tendo concedido de novo a sala para a spgun-
da representado em beneficio do tenor Carlos
Ricco, este artista so recommenda ao Ilustre
publico desta^ capital npresentando-lhe o varia-
do e novo divertimento seguinte :
Primeira parte,
1. Ouvertura a tola orcltestra da opera
// Pirata, msica de Bellini.
2. O beneficiado cantar a intere inte, aria
Meco l'altar di venare, da opera Woima, mu:
sica do Bellini.
3 Aria favorita da opera // Giuramento ,
por Margarida Lemos msica de Merendante
4. O bellissim-i duelo Sulcampo de la glo-
ria, da opera II Belizario, por J. Toselli e o
beneficiado, msica de Donizetti.
Segunda parte.
5. Ouvertura pela orchestra da opera Mu.
saniello. msica de Carrafa.
6. A grandiosa scena e terceto de la Du-
chesa ai prieahi, da opera Lucrecia Borgia ,
msica de Donizetti.
Pertonagens.
Duque de Ferrara
Lucrecia Borgia
Gennaro Capitio de Guar-
das Venecianas
Conidente do Duque e
guardas de palacio
Terceira parte.
7. Ouvertura pela orchestra ,
Tell de Rossini.
8. Duelo de corneta a pistn e clarineta
pelos Srs. Chaves com acompanhamento da or-
chestra.
9. Duelo// rivale, da opera
featrice di Tenda
por Margarida7 Lemos e o beneficiado msi-
ca i!e Bellini.
Quarta i ultima parte.
Valias etcolhidat de Araut pela orchestra.
10. I erminari o espectculo com a engra-
eada scena daPaluscada aot arraes que ido
para cima di fouro na qual o beneficiado
cantar urna cangio bespanhnla de
Os touros no Porto.
Milito colinda na corte do Rio de Janeiro.
Director da orchestra Mr Grosdidier.
N B. As pec.is de cantoria serio executa-
das a carcter e as scenas arranjadas com toda
propriedado possivel.
Precot de entradas.
Cadeiras de galera, 1.* ordem para
homens
Cadeiras de galera 2.a e 3.* ordem
para familias
Bilhetes de platea
(O espectculo principiar achegada do Exm.
Sr. Presidente da provincia )
Os bilhetes vodem se na casa do beneficiado,
ra largado ozario n 30, primeiro andar, c
na mesma ra loja do Sr. Lody, e no dia no
theatro.
2,000
2,000
1,000
1 As pessoas quequizerem fornecer diaria-
mente d'agoa potawl a reparticio d'Allandega ,
e igualmente d'agon o de azeite de mamona pa-
ra una luz, a casa da guarda da mesma Alfan-
dega ; hajfto do so adiar na dita repartico
das 9 horas em diante no dia 22 do correlo ,
ese ontenderao com Jos Antonio de, Azevedo
Santos encarregado do referido fornecimento .
com quem p ir menos o fizar, (9
=Joai|Um Aurelio Pereira de Carvalho em-
barca para o Rio do Janeiro o seu escravo. Am-
brosio crioulo.
= O Doutor Jos.; Eustaquio Gomes em-
barca para o Rio do Janeiro o seu escravo Turi -
bio, crioulo.
1 Os administradores da extincla casa de
/. 0. Elsler vendem por todo e qualquer prc-
co quatorzo ledras aceitas por Francisca Anto-
nio Pontual na importancia de Rs. 676.427 ,
sendo treze da quanlia do Rs. 50,000cada
urna, r unta de Rs. 26, i27 vencidas men-
salmente cada urna do per si, desde 26 di Mar-
co de t842 at 26 de Abril de 18m. e todas
protestadas; quem oste negocio pretender, di-
rija se a ra da Cruz n. 11. (11
1O abaixo assignado tem c intratado com-
prar ao Sr. Jos Antonio Vieira de Mello, a
metade do sitio de torras denominadoOta-
riano lugar do Loreto, que Ihe coubc em
partilbas por (allecimento desuamai Eugenia
da Costa Cordeiro, viuva do Jos Antonio Viei-
ra do Mello: se alguern se julgar com dircito ao
dito sitio, qu ira declarar por esta folha no pra-
so de 8 dias contados da data desle. Rccife 20
de Janeiro do 1845.
Antonio Sobrede 4'Imeida Jnior. (10
1O abaixo assignado faz ver ao respeitavel
publico que, estabeiecendo-se nesta cidade em
negocio de fabrica dereslilaca com o seu ver-
dadeiro nomo do Joai)uim Jos Lobato e
constando-lhe haver nesta cidtde outro do mes-
mo nomo passou assignar-se simplesmente
Joaquim Lobato e como sem embargo desla
mudanca de nomo tem apparocido contas e
lettras para pagar sem as dever, do novo decla-
ra ao respeitavel publico que do hoje em di-
ante p se signar rom o nome de Joaquim
Lobato Ferreira. (12
Quem aununciou querer comprar urna
oarteira di viagom, procure na rita do Trapi-
che casa n. 32.
A pe^soa quo aununciou no Diario de
hontem precizar de 50j000 rs. dando 58/000
nofim de 5 mezes, dirija-se a ra da Senzalla
Velha n. 96.
AGENCIA DE PASSAPORTES.
3 Na ruadoKangel n. 34, correm-se fo
Ihas e tirio passaportes para dentro e (ora do
imperio com muita brevidadee preco comino-
do. (:i
3Na ra da Cadea do Recife loja de Joao
da Cunda Magalhes existem urnas cartas para
os Srs. Joaquim Francisco dos Santos, Joio
Manoel doSiqueira, Antonio Joaquim de Mi-
randa Jos Joaquim do Lima Couto, Jos Go-
mes do Sobral do Nascimento hernardino do
Ambrosio o Theresa de Jess. 17
11 DENTISTA.
=J. W. Vervalen da firma de Vervalen e Ca-
rey, Dentistas lendo voltado h esta cidade ,
avisa aos seus amigos o aquelles quo precisaren
de seu servico que seacha na ra da Cruz n.
3 primeiro andar. (6
AVISO AO PUBLICO.
Avisos fiiaritojos.
3 Para a Baha segu at o lim do correte
a sumaca nacional S. Anna, rnestr- Joio An-
tonio da Silva ; quem na mesma quizer carre-
jar ou ir de passagem dirija-se a ra da
Cruzn. 37. ,'S
t Para o Porto a barca portuguesa Espiri-
to Santo, seguir com brovidade, por ter prom
pta a sua carrega ; quem quizer carregar, ou ir
de passagem por ter muito bous commodos ,
dirija-se a Francisco Alves da Cunta ou ao
capitio da mesma barca, Rodrigo Joaquim Cor-
rea na praca. (7
I Para o Porto o brigue portuguez Mara
Feliz capitio Antonio l.uis Gomes, est a sabir
muito breve, por ter parte de sua carrega prom-
pta ; quem nelle quier carregar, ou ir de pas-
sagem dirija-se ao dito capitio na praca ,
ou ao seu consignatario Antonio Joaquim de
Souza Ribeiro. (7
O uhaixo assignado, rom nova
fabrica de estampar esistos, faz
seente aos Srs. Tliesoureiros de
lrmandades, e ( onfrarias, que con-
tina de hoje em (liante a estampar
resistas de todas as qualidades com
muita perlcicao e aceio, e bastante
prompliilclo., por ser este servi-
co feito por nina pessoa que tem
bastante coiiliccimento da olicina,
a qual se responsabilisa pela in-
perfeicao que haja, por preco mais
commodo do que em outra qual-
quer parte. Aquelles Senhores que
se quizerem utilisar do seu presti-
mo, "dirijao-se ra do Livramen-
lo, loja n. 13.
Joaquim Pereira Caetano.

\


4
LOTERA do theatro
As rodas tiesta soe = i;i
ando impreterivelinent
no (lia 28 do f* orre lite, i-
quem ou nao bilhetes por
vender, eo restante dos mes-
mosacha-se a venda nos lu-
gares snnunciados. (9
3sManoel Jos Hachado Malheiros ombar
capara o l o do Janeiro, por corita do Jos
liento l'erreira Bastos da mesma cidade, um
molequede naco por nona- Ventura. (V
3 Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
9 da ra do Queimado ; a tratar na luja do
ini'sino sobrado. (3
3 Precisa-se do urna ama de leito torra ,
ou captiva; na ra do Rangel n. 50. (2
3 O Padre Joao liento Alvos Ferreira re-
tira-se para o Araraly. (2
X Francisco Cocido Leitao retira-so para
fra da provincia. 2
AULAS DES PRIMEIRAS
LETTKAS.
3 O abaixo assignado participa ao publi-
co que as suas aulas para menino* o meni-
nas achao-se abortas desdo o dia 10 do cor-
frente mez emeasadesua residencia, ruada
Conceico da l?oa-visla sobrado n. S onde
ainda podo admittir alguns pensionistas. O an-
nuncianto declara quo para fnelhor adianta
ment das meninas toma a bou cuidado o que
diz respeito a escripta leitura e contabilidade;
e o mais que concernente lor a costura &e.,
fica entregue a sua tenhora a fillia que pos-
suom os conbecimentos necossaros a esto flfn.
Polycarpo JSmies Correia
2 Roga-seao Sr. A. M R. B., que,lia pou-
cos dias, se retirou desta praca para Nazareth ,
haja do mandar entregar o Iranselim e a moe-
da de ouro juntamente os brincos do ouro ,
quotudn tomou emprestado a pessoa que nao
ignora, isto no praso de 15 dias, seno ter
do ver OSOU nomo publicado por extenso nesta
olba e so far ver ao publico a maneira por
quo sua merc, obrou COK tanta (alsidade para
rom a dona do dito ouro. (!)
2 O aballo assignado avisa ao Sur. Gon-
calo Lopes Galvao morador em Curraes-no-
vos que tem em seu poder urna sua escrava
de naco Angola do nomo Mara, a qual, sen-
do capturada no dia ti do corrento auno do
18^5 pelo capitao de c. Victorino Jos da Costa,
vcio procurando a casa do abaixo assignado ,
por ter pertencido em algum tenipo ao Bogro do
abaixo assignado. Jos Antonio de Souza; e para
quo consto ao publico e cheguo aos ouvidos
dosupradilo Sr. vai inserido neslo Diario;
assim como I lie admoesta que deo do gratili-
cacaoao appreliendedor |0^'rs. oque nao se
responsabiliza poi aiguma rugida que a escra-
va posa lazor. Jodo Scpomuceno Gomes (13
2Joao Antonio dos Santos Andrado lindo
dea/erun.a viagem a Portugal faz publico,
que tem associado no seu estabelecimento de
lerragens na ra do Queimado u. 30 desde
odia primeiro do crranle a seu irinao Anto-
nio Joaquim dos Santos Andrado, o debaixo
da lirma de Joo Antonio dos Santos Andrado
\ Irmio a qual fica autnrisada liquidacSo
do seu activo o passivo. 2 A criada Portuguesa quo annunciou
no Diario o. II querer prestar sous Borricos ,
dirija-se a ra do Rangel n. 64, ou outra qual-
quer, que esteja as mesmas circumstancias /i
2Precisa-se do urna mullier para o servico
de urna casa do familia o que saiba engom-
la r ; na ra das Cruzes n. 26. 3
5Faz-so publico, para evitarduvidas lulu-
ras, que o engenho Araguaba com todos os ter-
renos a elle annexos, na ribeira do Una, fre-
gosla do mesmo nomo ;Una da comarca do
Rio Formoso esta sugeito a serias questes
judiciarias pela lezao que sofrem os herdei-
ros do mosmo engennocom o iventario e par-
tilhas o Infinitas outras rasos lundamentadas
em direilo ; porlanto avisa-so a quem Cor ofle-
rocido esseengenho, ou sigues dos terrenos a
ello annexos a venda que nfio faci negocio
pelas rasos expendidas em sustenlaco das
quaes pelo presento so protesta. (i I
2 Aluga-se a casa de 3 andares n. 51, sita
na ra da Cruz pegada a que mora .Manuel
Joaquim Ramos c Silva ; a tratar na venda da
mesma casa. 4
2= Antonio Jos Goncalves avisa ao publi-
co que por baver oulio do igual nomo se as-
signa de boje em dimite por Antonio Jos Po-
dro Goncalves. (4
2 Precisa-se do urna casa torrea que to-
rillo quintal e cacimba ainda que lenba pe-
queos commodos para urna pequea fami-
lia e sendo as seguidles ras : S. Rita Pa-
dre Floriano, Noguoira S. Jos Fagundos '
ou as traviissas dostas ; quem liver annuncie.!
3 Precisa-sede urna ama de leito pree- !
rindo-se captiva ; na ra da Assumpcao n. 16.
2 Rebato-so sold do Olliciaes reformados, I
por menos de que em outra qualquer parte; na
ra da Assumpco n. 16. .;
2 O Sr. Joaquim da Costa Ramos baja do
Ir resgalar os seus penhores que leein empe-
iihados en mo de Antonio Gomos de Ara ojo
Isto no praso de oito dias, contados da data
des'e do contrario soro vendidos o nao Ihe
(loando direito algum de rcclamacio. :6
2 Necessita-se fallar ao Sr. Sargento Jos*
Alvos de Souza ; na ra Direita n. 6. (2
2Aluga-se o t rceiro andar de nma casa da
ra da Guia com bastantes commodos por
8/ rs. monsaos ; eo segundo andar da casada
ra larga do Rosario n. 30 ; a tratar derontu
do Corpo Santo loja do cabos n. 17.
2 Manoel Francisco Coelho faz sciente ao
publico, quo o exercicio da sua aula de ram-
matica latina e pormgueza comegou no dia 7 do
nrrente mes de Janeiro ; que contina a ac-
Cflitar alumnos para as mesmas disciplinas, e
|ii" as lloras vagas so propa a dar jicos das
mesmas disciplinas emeasas particulares; quem
e quizer ulilisur, dirija-so a aula o casa do sua
residencia na ra de S. Amaro ontrand' po-
la ra Nova primeiro sobrado n. 18. /i0
2 Odepisito do rap princesa de Gasso
transferio-so para a ra da Cruz n. 38 defron-
te da Cacimba aonde so acha a venda as tres
superiores qualidudcs de rap princesa fino ,
grosso, e moio grosso pelo prego ja estipulado.
2 Aluga-se urna casa na ra doJardim ,
com comm idos para duasfamilas, por terduas
salas duas alcovas cosinba fra quintal o
cacimba, com solio com 'tquartose cosinba;
1 tratar na rna da Senzalla-nova n 7. (5
*2 O abaixo assignado faz ver a todas os
seus devedores que comprarlo azandas u
Antonio Jos do Magal tiles Basto assim como
1 oxtincta (irma de Novaos A/ Basto por conta
de livro, lett'as, obripraces ou outro qual-
quer til 1I0 quo no praso do 15 dias, conta-
los da data desle ventilo realisar suas contas
com o abain assignado por quanto ha deve-
dores de 1828 at 1844, como o abaixo assigna-
do nao pudo possoalmonte fazer ver aos seus
.levedores a (alta que os mesinos teem comme-
lido em desempenho do sous deveres muito
principalmente nesta ciclado e sous suburbios.
'f.iz-se-lhes sciente, quefindoo praso referido
nao vindo arranjarsuas contas os manda exe-
cutir som cxecepclo do pessoa. Jodo AnU-
nio Marlins l\ovaes. (lo
A pessoa que annunciou querer 50^ rs.
a juros dirija-se a ra Direita n. H7.
O Professor publico de G. latina da cidade da
Victoria em S. Ailo faz sciente a quem con-
vior, quo a sua aula abro-so no dia primeiro de
Fevereiro ; as pessoas que quizerom matricular
seus filos compareci em casa de sua residen-
cia. O mosmo recebe alumnos para assistirem
em sua casa, como pensionistas, darjucllas pes-
soas quo llie quizerem confiar a educacao de
seus filhos.
ASenhora I). M II. 8. N. queira no pra-
so de 15 dias, mandar pagar 3Ujj( rs. que deve
a pessoa quo nao ignora do contrario lera o
desabor de ver o seu nome publicado por ex-
tenso nesta folha por repetidas vezes.
Quem precisar de um bom destilador de
ago'ardente e quo tem mais algumas habilida-
des das quaes lein bastante pratica annun-
cie.
Quem tiverduas negrinhas de 12 a 14,
anuos, quelite convenha trocar por um mo-
leque de i) anuos tobusto, e sem achaques ,
dirija-so a ra .Nova 11. 65.
Pt-rgunla-se em que loi se estribar o Con-
tador do Juiso para contar ao Curador dos Or-
pbos a quunlia do 720 rs. todas as vezes,
que o mesirio Curador d qualquer resposta
nos autos '.'
Oflerece-sc, para caixeiro de ra, um ra-
paz do 22 anuos quo tem pratica de negocio;
quem o precisar dirija-se a ra do Livremen-
to u. 8.
O Sr. Joao Arcenio Freir tem urna carta,
vindado Portugal, na ra do Crespn. 19,
loja de Carvalbo # Maia.
I Aluga-so urna excellonte casa terrea em
Olinda, ruado Passo Castelbano, perto da aca-
demia, por proco comuiodo; na ra da Cadeia-
volita n. IG. c
1 Precisa-se de um moco de 1C annos, que
lenba boa letlra para o servido de um escripto-
rio ; quem estiver neslas circumstancias an-
nuncie. ,^
i Alugao-se duas casas terreas urna nos
Quatio-cantos da Boa-vissa e a outra na ra
do Alecrim n. I ; a tratar na ra do A'norim
II. lo v4
J ~ D-se dinheiro a juros com penhores de
ouro mosmo em pequeas quantias ; na ra
Nova n. 87, |/j
J Desappareceo na madrugada de sabba-
do de 18 do correte da casa n. 34 da ra
do Hospicio, urna gata malleza, cor de chum-
bo orelbas o rabo cortado ; quem a tiver e
quizer restituir, o poder fazer na dita casa ,
quo recbela dcgralificacao 2/rs. (6
1 Joao de Oliveira Ramos rotira-se para o
Rio com escala pela Rubia (2
A pessoa que annunciou querer 50.000
rs. para dar no lim de cinco mezas58,000 ,
sendo d por penhores de ouro ou prata podo
dirigir-so a ra do Rangel n 31.
Compras
1 Compra-se qualquer obra de ouro ou pra-
la na ra de S. Amaro n. 32. (2
3-Compra-se urna (lauta de bano, de 4
chaves ; na ra do Padre Florianno n. 67. (2
2 Comprao seeflectivamenle para fra da
provincia escravos do ambos os sexos do
2 Vendem-se dous moloques de nacao d6"
14 a 18 annos ; na ra de Manoel Coco ven da
n 20. (3
2Vende-se a colleccao do Panorama do an-
no de 1844; na ra do Crespo n. 4. (4
2 Vende-se urna parda de 20 annos, e duas
pretas de 18 annos, todas com habilidades ; na
; ra Nova n. 50, terceiro andar. (5
2 Vende-se assucar mascavado refinado ,
1 muito proprlo para caf, assim como de outras
qualidades tudo por preco commodo ; na re-
Anecio da ra da Senzalla-nova n. 4, e nos de-
1 Vende-se urna venda com os fundos que pogtog da praca convier ao comprador; na travessa do Queima- .ra ,)0 p,sario n. 38. '6
1 n- 3- 6 Vende-se muito boa farinha de mandio-
I Vendemrse duas escravas de nacao, de 20 ca ^ cnegada reCentemente de S. Mathous pro-
annos com algumas habilidades ; urna mula-
12 a 20 annos sendo de bmitas fumas pa-
zio-se bem ; na ra da Cadoia de S. Antonio ,
sobrado de um andar de veranda de pi n. 20.
2 G mpra-so, na Ra da Cadeia Vellia do
Recite n. 29. no terceiro andar, urna bomba de
forro para cacimba :m mesma casa vende se
oleo de li.ihaga em barris, e essencia d'anis.
Vendas
ta de IG annos engomma, cose cosinha e he
recolhida ; 3 escravos de nacao, ptimos para
todo o servico ; a ra Direita n. 3.
2Vendem-se barricas com superior farelo
de Lisboa chbgado recentemente ; no arma-
sem de Fernando Jos Braguez ao p do arco
da Conceicao. (4
I Vende-se por preciso e por preco mui-
toftommodo, urna preta de 24 annos lava de
sabio e varrella cosinlia aiguma cousa he
muito sadia o diligente para todo o servico e
he muito boa quitandeira que di 480 rs. por
dia ; na ra do Collegio loja de bahus n 7.
IVende-se urna cadeira de arruar, em mui-
to bom estado forrada de seda, um piano de
muito boas vozes e de lorte construccio ma-
cacos para estivar carga encerados para co-
brir gneros, oleo de linhaca em botijos ; na
ra do Amorini ii. 15. ^ (6
I Vendem-se 10 escravos, 4 pretas com
boas habilidades ; duas ditas de 30 annos, por
340/ rs. cada urna, cosinhio engommio e
lavo roupa ; duas pardas com boas habilida-
des ; 4 escravos bons para o trabalho de cam-
po ; um preto bom cosinheiro ; um pardo de
18 annos, bom pagem ; na ra do Crespo n.
10, primeiro andar. (8
i Vendem-se 12 vasos para flores sendo
muito lindos o viudos do Porto ; a tratar com
Antonio Joaquim de Sousa Ribeiro. (3
I Vendem-se dous methodos de msica ,
sendo um para violan e o outro para flauta ;
o urna flauta com 6 chaves, tudo em muito bom
estado, e por preco commodo ; na ra larga do
Rosario n. 52. (5
1 Vendo-se um oratorio grande, pintado
de novo e por preco commodo ; na ra Di-
reita n. 87. 3
I O capitao da palaca sarda Roza tem pa-
ra vender um bonito esraler: a tratar com o
mesmo capitao na praca do commercio, ou com
os consignatarios J. P. Adour V, Compaebia. (4
Vende-se ma preta boa cosinheira com
urna cria crioula recolhida de 12 annos, sem
vicio ncm achaques ; no pateo do Caruio, ven-
da o. 1.
Vendem-se herviIhas descascadas a 100 rs.
a libra, leotilba para soupaa 100 rs. macar-
an lalhaiim, lelria branco de Italia a 200
rs. a libra passas, figos muito bou., amen-
doas novas, chocolate iarinha do Maranhao ,
sag, ara rula cala com 12 garrafas de violto
da Madeira urna porco de chumbo de manta
usado ; urna porcao de frascos proprios para
botica tudo por preco commodo; na ra No-
va venda n. 65.
Vende-se urna preta moca muito boa la-
vadeira e cosinheira ; na ra do Rangel n. 4 ,
segundo andar.
Vendem-se duas escravas de nacao. do i
Vi anaos, engommadeir.s, costurelras e lava- f"0C C-1U't0- bra-nco Com bol5e8 'o .
deiras ; urna dita '
lodo o servico
moleque de
prios para todo o servico ; na ra das Cruzes
n. 41, segundo andar.
Vende-se um moleque de 18 a 20 annos ,
sem vicios, e de bella figura ; na ra estreita
do Rozario n. 4b.
2-Vende-se estopa que serve para saceos
deassucar, ou de farinha ; na ra da Cruz n.
46, primeiro andar. (5
2Vendem-se ptimos sellins de molas, e
elsticos, os melhores que exislem no merca-
do e relogios patentes inglezes de ouro e
prata ; na ra da Cruz, armasom n. 24. (4
2 Vendem-se saceos com farello a 5600 rs. ;
na ra da Son/alia-velha n. 138.
2Vende-se a colleccao do Panorama at
18*2, outra do Archivo Popular completa ,
urna grammatica italiana por A. Prelenuo, um
diccionario francez e ituliano, e italiano e l'ran-
cez porG. Biagioli; na ra ra da aladre de
Dos n. 9. (g
2 Vendem-se duas pretas mocas de 16 an-
nos de todo o servico sendo urna lavodeira;
unta dita de bonita figura, costureira, engom-
madeira faz lavariitto, renda e borda para
fura da provincia ; urna parda de 16 annos ,
peifeita engommadetra costureira e he mui-
to carinhosa paru meninos; 11a ra Direita
n. 81. (8
2Vende-se urna casa de um andar, com
grande quintal murado boa cacimba com
chaos proprios e por preco commodo, sita
na ra das Trincheiras ; a tratar na ra Cadeia
do Recife 11. 25. (5
2Vende-se um casal de escravos, com 4
filhos menores ecrioulos a saber: um escra-
vo crioulo de 30 annos pedreiro: urna dita
do 35 annos quitandeira, lava de sabio e co-
sinha ; um moleque de 13 ar.nos ; um dito de
S ; um dito 3 e outro de 2; em Fra-de-portas.
ruados Guararapes n. 38. 17
pria para familia por ser de muito crescimen-
to ; a bordo du sumaca Incancavel Carol, fun-
deada defronte do caes de palacio, ou na ra
da Moeda n. II. (6
11Vende-se sal de Lisboa em grandes
pequeas porces ; a bordo e no armasem da
ra da Moeda n. 9 o prego he em conta e
trata-se com Leopoldo Jos da Costa Araujo. (4
4 Vendem-se barretes de retro? preto ,
singlos e dobrados para Padro lacre preto
e encarnado o melhor que tom apparecido, oleo
da China ou essensia da formosura pos car-
minados para os denles ; na ra da Cadeia n.
15, loja do Rourgard. 6
4 Vendem-se saccas com dous alqueires de
muito boa farinha chegada ltimamente do
Rio de Janeiro; na ra da Cadeia-velha arma-
sem n. 12. 14
5Vende-se um sitio na Capunga a mar-
gem do rio com boa casa de vivenda por
preco commodo ; na ra da Madre de Dos, lo-
ja do Cunha. (4
6Vcndem-se duas morudas de casas terreas
novas, urna deltas com sotio corrido com as
domenos para se levantar um sobrade na
ra da Concordia ; tambem se troci por algum
sobrado ou casa terrea emjrua de negocio ; a
tratar na ra Augusta n 22.
3 Vende-se um escravo peca de bonita fi-
gura sem vicio algum ; na ra das Larangei-
ras n. 22. (3
3Vende-se Chatnpanhe do boa qualidade ,
vinho de Bordeaux em caixas de duzias vioho
do Rbeno, ago'ardente de Franca ; na ra da
Cruz n. 10, em casa de Kalkmann & Roseo-
mund.
1Vende sea posse deum solo na ra de
Apollo ; a tratar na ra da Cruz ; loja do co-
brado n. 32, das 9 horas da manliaa as 5 da
(arde. (4
Escravos Fgidos.
I No dia 18 do correte desappareceo m
"olequinho crioulo de nome Cliristiano de 7
annos o qual se suppe estar acolhido em ai-
guma casa, ou que fosse conduzido para o mal-
lo por algum matuto ; quem o pegar leve a
ra da Cadeia do Recife n. 11, terceiro andar
que ser gratificado. (J
50/000 ris de gratificado
IFugirio na noute ne 19 para 20 do cor-
rente mez de Janeiro do sitio da estrada dos
Remedi is propriedade da viuva Vasconcellos,
dous escravos de naco Congo sendo um de
nome Pompeo, alto, reforcado, fulo, com mar-
ras as faces, pcitos e ventredo uso de sua tr-
ra tem os dous denles da frente abortos; le-
vou calcas de riscado azul e camisa de brirn
branco
as oreihas turadas o usa de brincos;
1.1 dita dn Ift n ?o- urna nLnh d lTinoo.PJiI l*9*" Dooilog*. da mefma naci, he
na'cio de 18 annos ambos 'n?Ti T"0 ba1 Crp P'PW*Hilo a altura,
" 'J" .!?.'"' TSJfi: rulinla. i o ds denles da frente aber-
tos; levou calcas de riscado azul, camisa de
bata verdee collete de veludo preto ; quem os
pegar, leve ao dito sitio ou na ra de Aguas-
verdes n. 46, quo roceber porcada um 25/000
rls. (,7
1 Fugio no dia 19 do corrente, pelas 11
horas da noite. dos A Togados do sitio de The-
philo de Souza Jardim um escravo de nome Ma-
noel, de naci da Costa, com marcas da mes-
ma naijo pela testa e esta grande com cantos,
pouca barba, e j pinta por ter 45 annos, pou-
co mais ou menos, cor fula, corpo cheio, al-
tura proporcionada, com marcas de urna surra,
que apanhou, ba bastantes annos, pernas gros-
sas, ps pequeos o com a pello do peito do p
um tanto eneolhida ; be bastante ladino, po-
rm com a (alia puxando sua nago ; levou
calsa de brirn, camisa do madapolo, aqueta
branca e preta, chapeo de palba no de pello.
O dito escravo j esteve bastantes annos fgido
do poder do meu fallecido sogro Jlo Antonio
Goncalves de Macdo. e esleve esle lempo em
um engenho perto do Cabo : consta, que o
dito escravo tem no Recife em mi nao sei de
quem, urna porco de dinheiro a premio, e
por isso roga so a essa pessoa, que nao Ibe en-
treguo este dinheiro, sem que venha, ou man-
de encender-se com o seusenhor; porque se
assim Ojnao fizer e sendo descohorloficar res-
ponsavel at pelo mesmo escravo ; quem o pe-
gar d.r.ja-se casa do seu senbor, quo ser
recompensado, ou na ra do Queimado n. 19
2 anda.. g.
perm: typ. de w.
DEFARIA1845.
)
MIIT


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