Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05270


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Full Text
Armo ti )ltf45.
aaouitutj 10
*
O lilil >publioa-ie todos o diaequenuo forea eutificacoe : o prego da aeeignatur*
b- ilc <> mil ti. por quartel paeoe adan.j ras.'m d,VO lis por linlia, 4 reis em i\ n. difluiente, e as repetir* pela amelaile Os
que uo foraaa assignantis ^agu oUrejapir 1 nla.lO ea lypo diflesenl ,pur csdapublica'o.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gotiaaa,e Parahjba, segunda aexiaa Caira*.Rio Grande do Norle, ebega a 8 a Ti e par
le 40* 4.Cabo, Serinhaem, RioFormoso, Macar, PortoCalro, a Alagoas: no 1.
Ha i di i ada airi. Garanhuna, a (onlto a 10 a '24 da cada mea. Boa-riate a Flor
aa a 1:1a 28 dito. Cidade da Victoria quinlat fe ira. Oliuda lodoa oa diaa.
DAS da semana.
11 Seg. Hilario; Aud.do J. da D. da 3. .
14 'larca a. Felia. Ral. .d. do J. da D.da 1. T.
15 Quarta a. Amaro. Aad. J. da l). U ] t.
6 Quima a Berardo. And. do i. da D. da J.t .
17 Seia a Anlao. Ad. do J da D da 1 na
* Sab. s. Frisca Bal.
19 Do Oa: SS. Noaie de Jess.
DIARIO DE
> VI
akULkaiv *.
l-a3E*JSBSA~.\
Tndo afora depenJe da aa raesnsos; da noaa prudencia, alpdaraj.io- a aa rgta: soa
eiea.i apABladoa cora IttoiragaO entra as nn;ni aiai
(Proolaaaa|] da AsaenbUa Geral do Matil,
nt.ui irnos aooao principiaaioa
cultas.
CAWIIOJ Dli f> I JUtEIKO.1
Caaabioa aobra Loiidrea -'5 :.'|l Our .-Moada da 6.J
Paria 380 rea por franco
LiabuaKOporlOu de premio
Woedaile e-bre ao par.
Idea da letras Je boaa fraaai 1 poroto
a da i,M-
r'rata--?aiaoei
. I'taoa columtanaree
Dilu aasucanoe
17 000
lo.sOO
y iuu
1.30
l.Oit.
rea da
17,-00
17.1-U
'16J0
1 50
1 160
1,9. u
PIIASES DA LA NO HEZ E JAMURO.
I.ianor. a 3 as 4 h. a Siesta, dan,
Creanente 1 a ai (i horas e 31 ai. da ni
La -.fceia a I aa l horas e 59 alia, da ai
I* nsnaiita a =11 (a orea a .ni asta ra m
Vre.amar de ;,>.
Primada a 0 bora ain. 30 da arda l aguado a !l hora SI minutos da tarde
vtac:;
Alli ---------1ifHJ aa-.iin-..ii ara- >--... : .-.mirurrr .
"- ~'.yW ''^7Viny.,WTO'^'Ja^-a,.'a^WEyja^
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i'-
PARTE OmCIAL
Governo da Provincia.
Conhnttacao do expediente do di a 10 do
corrente.
Portara Nomeando sobre proposta do
Inspector d'Alandega, para membros da com-
missao, de que trata o artigo 9." do regula-
mento de 17 de Novembro do anno passado os
cdados seguinies ; k saber: para pannos,ba
tas, bretanha, brint, panninhos, lonas, e ou-
troi* artefactos de Ida linho e algoddo e
tambem chitas, Joao Carduzo A y ros, e Manuel
I'"rroira Ramos ; para [trragens e quaesquer
arte/actos que perlenco d esta classe; Joa-
qun. Claudio Mooteiro, e Joao Jos de Car
albo Moraes; para as tnadeiras Sabino Jos
Ribeiro, e Jos .Moreira ; para o ferro, Anto-
nio Jos Rodrigues, o JosLuiz Pereira; para
os massames, Francisco Mamode de Almeida ,
e Miguel Antonio da Costa; para as obras de
Tanoeiro, Joao Pedro da Rocha e Antonio
Joaquim dos Sanios; para a* obras de casqui-
nha, e mais objectos de metal, que devSo per-
tencer esta classe, Jos Thomaz de Campos
Quaresma, e Joaquim Henrique da Silva; para
as obras de Sirgueiro, e mais objectos, que Ihe
perienedo Thomaz de Aquno l-'onseca, e Jos
Felis dos Santos ; para as obras de urives, de
mttaese pedras preciosas de qualquer natureza,
Joaquim de Oliveira eSousa, e Vicente Anto-
nio do Espirito Santo para os instrumento
muthematicot, e pintura de qualquer genero,
Joaquim Jos de Farias Noves, e Francisco Jo-
s Marinho; para drogas e quaesquer outros
productos chimicos, Bartholomeo Francisco de
Sousa, e Joaquim Jos Pinto Guimaraes; para
obras de maretneria de qualquer sorte Anto-
nio Ignacio, e Manoel Raymundo dos Prazeres;
para louca, cristaes e vidros de qualquer espe-
cie Jos Maria da Costa Carvalho. e Ludgero
Tcixeira Lopes; para mastas e mvlhados de
qualquer natureza Caetano da Silva Azevedo,
e Joao Pinto de Lemos; para couros e seus ar-
tefactos, Antonio Francisco da Cosa Braga e
Jos Francisco Carneiro; para os vinhos e l-
quidos espirituosos, Jo3o Pinto do Lemos e
Manofll Joaquim Ramos e Silva.Oliciciou-
so respeito ao Inspector d'Alandega.
DEM DO DA 11.
Olicio Ao Inspecior da Thesouraria da
Fazenda, ordenando, que da quota votada pa-
ra as despezas do Ministerio da Guerra manda
indemnisar ao Arsenal de Marinha da impjr-
tancia das trez contas, que Ibe enva do que
por all se despendeo com o embarque e desem-
barque da plvora, vinda da Curte para o Ma-
ralo, e com o embarque de tropa e caixoes
d'armamento para as Alagoas.Communicou-
sc ao Inspector do Arsonal de Marinha, em
consequencia de cuja requisicao ospedio -se esta
ordom.
DEM DO DA 13.
lTicioAo Inspector da Thesouraria da la-
' xenda, ordenando, qne por conta das diversas
* e evenluaes do Ministerio da Guerra mande
entregar ao Commandante do vapor Guapias-
s, para ser entregue 6 ordem do Kx. Presi-
dente das Alagoas, que assim o requisitou, a
quantia do quarenta contos de ris. Kxpedi-
rao se as precisas ordens. para que o Comman-
dante do Guapiass fosse receber a mencionada
quantia.
DitoAo Commandante Geral do Corpo de
Polica, determinando que m&nde reoder o
destacamento da comarca da Boa-vista por nu-
tro de vinte pracas commandadas por 1 Ofli-
i cial; e ptovenindo-o de que Thesouraria das
\ Renda Provinciaes se expedio ordem para a-
diantar at Abril os vencimentos do destaca-
f at Feverero os do
q le regressa. Officiou-se respeito ao Ins-
pector da Thesouraria das Rundas Provin-
ciaes.
DitoAo Director interino do Arsenal de
Guerra, autorizando o comprar, com as so-
bras das diarias dos aprendizes menores, os ob-
jectos de que carece a escola respectiva.
PortaraCriando um novo Collegio Eleito-
ral na povoaco de Papa-Coca comarca de
Garanhuns.
DEM DO DA 14.
OITicioAo Commandante das Armas, ac-
cusando recebido e seu oflicio de 7 d este n.cz,
em (|u requisitava a nomeacao de mais um
Facultativo para curar os doentes militaros.que
sao tratados no Hospital Begimcntal ; e lem-
brando-lho, que, alm do Cirurgiao encajado
para o dito H ispital, existe o Doutor Jos Eus-
taquio Gomes, l.< Medido do extincto Hospital
Militar, oque soprestaui ao curativo dos inen-
cionadosdoentes.e nutrasdiligenciasdo servico,
quando for chamado.
PortaraAo Coinmaiidanle do vapor Gua-
piass, ordenando, que, apenas tiver recebi-
do por ordem da Presidencia se Ihe mandou entre-
gar, para ser l<-vado ao Kxm Presidente das
Alagoas faca-se do vela para a mesma pro-
vincia.
OficioDo Secretario da provincia a Pbi-
lippe Mona Callado da Fonseca, communican-
do que o Exm. Sr. Presidente accoita os do-
cumentos que S. S. diz poder brnecer, a
fim de serem copiado-, e remedidos ao Archivo
Publico do Rio de Taneiro.
INTERIOR.
MINAS
auacha'.
Entre as scenas horrorosas que tem tido lu-
gar na maladada provincia de Minas Geraes,
por occasiao de sevingarem all os snelas luzias
da resistencia heroica que em 1842 encontra-
do aos seus planos tenebrosos, hesemeontru-
dicao urna das mais tristes e dolorosas a de que
foi victima a Villa do Arach.
He publico que, gracas ao iniquo systoma do
se escolherein para autoridades policiaos. nao
so os inirnigos politicos, corrios mais encarni-
zados inimigos pessoaes dos homens que em
18i*2 defendrao a le e o Throno cu>ta dos
mais arduos sacrifcios, tivero estes de sollror
as mais das vezes, alm da escandalosa e violen-
ta preterir i de seus diroitos, atroz e barbara
perseguico : no Arach tinbo estes actos,
porm, do apparecer com mais furor: os h-
roes de 42 se haviao all apn sentado enlo com
notave audacia e ferocidade, e tanto mais de
energa bavia sido mistar para os rebater. quan
to mais arda em seus pcitos ferozes o cobarde
desejo de vingan$* contra aquellas que alias
tanto os haviao poupado.
Deste estado de cousas resultrao excessos
taes e lao monstruosos que o Juiz de Direito
interino, o Sr. Dr. Joaquim Caetano da Silva
Cuimares, no pode, apezar de toda a pru-
dencia deque be dolado, deixar do, emeum-
primento da le, providenciar como Ihecumpria
para a sustentaran da mesma le e seguranga
publica, apoiado n'esta digna tarefa pelo Sup
pente do Juiz Municipal em exercicio, o cda-
dao Solero Ribeiro Roza, pelo Tenente Coro-
nel da G. N. Simo Farr.ira de Figueiredo,
e por outros muitos dignos cidadaos: a Polica,
porm, laucando mao dos valentes de 184-2, e
de todos os assassinos c criminosos que pode en-
contrar, e apoiada pe forca do linha, cujo
Commandante, o Alferes Antonio Julio de Mel-
lo, cobarde e prfido tiansfuga de todos os par-
tidos, linha suas inslruccoes secretas do seu in-
digno protector, conseguio obstar ao Juiz do
Dreto ; o sangue brasilero correo, c essa
auloridade, que so se havia armado para a
seguranea publica contra a resistencia, bem co-
mo aquellos que a acompanbaro, forao quali-
ficados de sediciosos !
Para evitar mais derramamenlo do sangue, o
Juiz de Direito, at que fossem dadas provi-
dencias pelo Governo, teve de retirar-se para a
fazenda do mencionado Solero, para onde o
acompaoliro umitas familias desoladas e per-
seguidas, de sorte que se ahi reunir cerca de
150 pessoas, deque mais da rnetadeerao mu-
Iberes ecriancas: enlo os vandatos se laoc-
rao sobro olles como fer.n ; ludo qu.int>teve
'ingancfis a tomar do anno de 1842, e todo o
desordeiro oassassino (|ue para tal fim nao du-
vidou assalariar-se, foi convocado ; a fazenda
foi cercada, roubou-se, e mitou-se toda a nu-
merosa criacao ; as plantacoes forao devastadas,
as casas arruinadas, os escravos perseguidos o
obrigailos a fugir, e at ossassinado um, bem
como um 'eilor (|uo ignorante se relirava da
roca ; e no meio deste brbaro furoi os perse-
guidores, bem longo de fazer alguma intima-
oflo que pudesse de qualquer sorte apparentar
um acto, bem que injusto, mas de auloridade,
so proclamavao oassassinato dos cidados sitia-
dos, fa/endo-lhes continuado fogo, e privan-
lo os de aumento e agoa .'
A heroica resistencia porm, dos sitiados
e a inlervencao de algUIIS cidadaos, que te di-
rigirlo aos chefes dos aggressores, fez ceder do
plano de assassinato ; conlcnlando-se por en-
lo da devastacSo e do prejuizo do muitos con-
tos de ris, causado especialmente ao proprie-
ta r 10 da fazenda : urna romo capitulaco teve
lugar, garanlio-sea vida e regular Iratamento;
o com quHnlo n esta parle a ludo se faltasse,
sendo o Juiz de Direito e seus dignos compa-
nbeiros ca regados de grossas correntes, e das
mais torpes injurias o insultos, comludotcum
prio-se a primeira parle, e j to poco nao
foi: os presos chegrao por entre lodosos mar-
tyrio, mas com a vida salva, cadoia do
A racha, regosijando-so ao verem-se collocados
sob a proteccao de um Governo regular, fos-
sem quaes fossem as suas opinioes e desejos.
N'esta eperanga, e fortes desua consoiencia,
tranquillos aguardavao a chegada do Chele de
Polica o Sr. Costa Pinto : com eleilo, este
Sr. chegou ao Arach ; mas, lludindo todas
dizer polavra porquo em bocea fechada
nao entra mosca; mosca que sosia de doce ,
eabocoatinha deum soohor do engenho nlo
pode ser azada, salvo o proverbio em casa de
ferreiro espelo depo milito caiadinh > digo
apreontar pro|octos,e indicacoei de lirar pello
e cabello Santa larbara .'
Quitara poupar-lhes urna parte das descom-
posturas do coneio de petas, pondo me a des-
coberto com lodosos biibanles que rabscao
para o I) -novo e a mais cabilda ; mas o que
<|uerem V. mes. ? Nao se pode sor cavalleiro
om tal sendeiro : o chefe da rcdacco da su.t
folha ja osla com eiles a doscoberlo, pagOU por
si o por iiiiiii, o lonha paciencia: ninguem
anda lidou com burros, sein levar um couce,
eo tul quecarrega as malas de petas para a
praia he man lioso como o diabu ; nun.a o vejo
sem orelhas murchas! o se desde que o Vale
disse que o Coronel rei Ihe poda dar una es-
tocada, nao sabia eu onde me escondesse,
como me descobrirei agora, quando o correio
dopetas renova as mismas ameacas i' .Miseri-
cordia O que me admira lie que ainda um
da destes lvesse o referido Coronel urna dispu -
la com o Ajudanto do Arsenal, na qual houvo
mais de urna razio para se desembainharem es-
padas e que o Coronel em vez de mostrar quo
era valente como trinla, foi fazer queixa ao
Exm. Presidente. *era porque elle he va-
lerse COOl algum que nao Iraz instrumenlo a
responder Ihe ao p dalettra ? Na verdade he
o que se deve pensar se he quo aquello dito do
Vale o eslojdo Adamastor nao sao asuenas
destes dotlS maritafedes, dilas sem aquiescen-
cia do Coronel. De todo o modo vamonos
encommenJando a Dos meus amigos ,
que esta gente em breve nao deixa mais um op-
posicionista com vida.
O cerlo he quo a taima com que o tal can-
zarrao virou o focinlio para o seu chefe, e dei-
as esperancus. mostrou-si\ nao o magistrado xou em paz a todas as peisoas a quem mordeo
execulor da le, mas o commissario dos ho- (de furto nao, o bicho nao morilo do furto, por
que todos IbOvem a cauda defra) lorio e
a direilo por causa do Correo, da a entender
(|ue est damnado, e enlao uardein se do mal-
mcnsde42, o que talflz quer boje fazer es-
quecer a sua fraqueza e i ncelo d aquella po-
ca A correspondencia adianto transcripta e
a que j publicamos sexta feira p. p e que
recebemos pelo ultimo correio, de pessoas
mu conspicuas d'aquelles lugares, provaoqual
foi o comportamentodo Sr. Costa Pinto ; nos-
sos leitores verao d'ellas e do quo acabamos de
expor (|ual o premio quo recebem em Minas
aquellos quo em 42 a ludo se sacrificrao prra
defender o Thron-.j atacado pelos (enlao) rabel
des, o qual a sorlo que anda os espera, sea
Providencia Divina se nao compadecer de nos,
dito bicho, que pode muito bem ter a hossa da
deslrucao, assiai como tern cara de assassino.
Varicela de.
OS IMVSTERIOS DA JANNA.
Poit MORPH (o C'aruoeiro).
Erao 11 horas de urna noate do mes de No-
vembro. Os sucios do corto club, a que ahi
mostrando ao Monarclia Brasilero quaes os | appellidio Joanna, tinhao-se retirado, ficando
traidores, e quaes os subditos (os que n'elle smenle os curitsimot Cburinada, Mestre-Es-
depositao suas esperancas. bem cerlo de quo co'a c ol-Ganoralissiino, Eis quo o Cburinada
seu coracao bemfazojo s pode permittir taes chama um dometico, e assun ordena :__\ se
crimes quando nao ebeg ao seu conhecimen-! anda ha por ahi alguem ; fecha aporta da
e que, roto o veo do mysterio, ai dos trni-, sala, poe-to a espreita, e a ninguem deixes
to
dores que procurao enganal-o !. .
(jf, da Monarchia).
entrar.
I Estas ordens forao immediatamenle cum-
pridiis.
Depois volta-se para o Meslre-Escola, e para
el-Generalsmo, a quem falla radiante de
prazer :
CORREIO. | Amigos e Ilustres membros do Supremo
C'iiUtKM'ONiiK.MiiA v cidadk b PnoviNCiA. Conceibo Privado, nossa victoria lie comule-
No diario novo n. 13 apresentou-se a chapa la! Incomparavel Mostr- Escola, nunca po-
dus candidatos que se quer, ou quer a sucia litico algum foi mais hbil do que vs nem
suio da praia para o Sena lo! ()ue bella es- mais perseverante, nem mais feliz as suas em-
colba Quanto nao tem que esperar Pernam- prezas. Esse intralavel Honorio est nullo o
buco, se tiver a fortuna de se ver representado abetido : o perverso VaSConcellos nao tem mais
no Senado por qualquer dos da tripeca'. recursos; e o triumpho da Joanna resa de
Quem viver ver. Logo quo qualquer dos trez bocea em bocea por todo3 os ngulos do Brasil,
se arnerzende na cadeira senatoria ser o seu Mas que digo ? do Brasil !... A Europa toda
primeiro cuidado sollictar a demissa de todos rospeila o nosso poder omnipotente, unal-
os Empregados baronislas.eahivem por mares c \ avisado Principe que ousou desollender-nos
venios o mandado deoceulo-ruorumpara fogt^ ex|iulso para u branca a assoalhar a sua
ludo quo nao lorda pnnu,nao pertomora unta; derrota ; e a mesma altiva Albion sollicita
porque tona praia ha cousa boa. Os tribu- ', pressurosa nosso favoi e pietecco para odese-
naes do juslica scro reformados em um abrir e jado tratado.
fechar d'olhos; porque um rbula nao he para | Nobre e potentissimo amigo, acode o
gracas, o mesmo ludo que la/, he engracado. | Mestre-Eseula, com sua.e sorriso nos labios,
meus servicos e o nosso
Pois o que ar o tercoiro da lista sobro quem exageris por certo os
i
* ]
i* m
anda o Senbor Mello Muito caladinho, e sem 1 triumpho
MUTILADO
V.


\
Oh n8o, interrompe o Churinada ;
nada de lisonjas. Vos voncesles a clcicio da
ingrata provincia do Rio do Janeiro. Ksse
formidavcl baluarte dos Saquaremas jaz a vos-
sos ps liumilliud i : e el-Generalissimo, (|ue
por elles foi tres vozos rogoitado, quo, cuspin-
do-lhes no rosto, recusou pelos jomaos i can-
didatura cm 1843, eat lastimou nao (orantes
oascido Rio Grandense, acha-se agora eloito
seu primeiro Deputado com 1,171 votos! O
jezuita Paulino nem primeiro supplento licou,
e oenlaluado Torres ut nao servio para Eloi-
tor de Saquarema, honra quo prodgalisastes
ao Padre Ce i, ai Sequeira, ao Campos de
Macah, ao Ierra, e .aqu na corte ao Axu-
chega. C^uo bello desengao nao destes aos
golosos CJuem crera ruis, dora cm diante,
quo pode ser Deputado ou Eletor sen nosso
praz-mtt Sois incomparavel, mea querido
Mestre-Escola ; sois a gloria do nosso trium-
pho. Se me lora pos*ivol, desde ja le furia
Gran Cruz universal das ordensdo anligo e novo
mundo .'
Ao ouvir estas ultimas palavras, o Mestre -
Escola, com physionomia expansiva e agrade-
cida, curvoti-se profundamente, apertou a
mao ao rochunchudo Churinada, o responded
com voz solemno e concentrada : Generoso
amigo, tanta leficidado nao lie il.ida a ncnhum
mortal. Entretanto conlesso-vos que seria esse
o cumulo dos meus desejos, a minha gloria su
prema, minha perfeita boatlude terrestre,
com a cjual nem mesmo invejaria a bemaven-
turanca do co. Mas para que me infl iinmas
a imaginaco, amigo cruel ? para que me des-
portas um tonbo de ouro, que me acompa-
nli i sompre, quo me persugue por toda a par-
te, e que vejo impossivol de realisar !
Mas como impossivel !. torna o Churi-
nada Pois quando encelamos a carreira de
nossos triumphos, quando apenas tocamos o
fastigio d'aquelle poder a que sempre tanto
anhelamos, nio vos ser > licito esperar que na
posse d "essa ventura alcancis o resto dasGran-
cruz.es, que anda nao enfeitiio vosso peilo ''
Sim, amigo, agora seris de novo Ministro
dos Estrangoiros, fareis fritados com todas as
Nacoes da Europa, Asia, frica, America, e
da Australia," como artigo secreto, estipulareis
em todos ellos urna Oran-cruz pra vos ealgum
ptil bijou pour moi; por exemplo, urna cai-
xa com-brillantes, algumas mil libras esterli-
nas, ou letras sobre Londres, Pars ou Harn-
burgo. Convein-mo mea amigo, tor mais al
guias quintas na Europa ; e em todas ellas
colxes macios ; porque, se alguin dia deixar a
mordomia (curnpre sempre acautelaro futuro!,
espero ainda ser Manchal du pulis n'algum
corte europea. Maseonliui que, setal suece-
der, nunca ser antes de qnatro annos ; pois
que temos agora una (amara de Deputados
nossa, e um Senado convenientemente aceita-
do. Ji la so foi o Atirantes, hi touco nos
descartamos do Lop s Gama, veremos se envia-
rnos o Vasconcellos para alguma missSo diplo-
mtica (anda que o melro he dillicil de cahir
na espjrrella'i; mas promessas magnificas, liem
magnificas. ... entendis!'.... (Juem resiste
ao ouio, mi'U amigo
(El-Generulissi-
mo : He verdade, he verdade... )
Teromos pois o Senado por nos Na C-
mara dos Deputados dirigirei tudo a meu ta-
lento : larei mais que o Honorio ; porque,
meu esmerada, n8o he a eloquencia das pala-
vras quem conquista maiorias ; mas sim a elo-
quencia das commendas, dos hbitos, dos em
pregos, e mais honras, e dinheiro ; e com tal
lgica protesto queninguem sera melhor orador
nem mais convincente do que eu.
Oh! bemosei. potentissimo Churina-
da, replica o Mestre-locla ; bem sei a effica-
cia dos vossos recursos. .Mas.... mas....
(abanando a esbeca1 receio que vossas esperan-
cas sejao malogradas.
Malogradas !.. acode o Churinada ;
como malogradas .'!.... explica! -vos : isto
me impacienta. Pois nao queris ser Ministro
dos Estrangoiros? .' !
Oh l sequero ....(Responde o Mestre -
Escola, e depois de alguma pausa continj com
calor).
[Mas esses malditos snelas-uzias, que
nos devfin tudo ; esses nnseraveis que ergue-
mos do p, que salvamos das garras da justica,
dando Ibes amnista, que nos deviao servir de
rastos, os infames nos querom trahir! Diiem
quo me nao soflrer no iVIinisteri que se li-
gara opposicao. Ja o Limpo e o Pilar se
enlendem com o Honorio. O mesmo Antonio
Carlos, esquecido da honra qu; vou la/er i fa-
milia dos liolialiellas, at esse mesmo se declara
contra mim Mas o que mais accende a minha
colera ho quo aliuns badaniecos, como certo
galtimbanco perdulario, ob rado d- dividas, de
sacreditado e regeitado por todos os governos, a
quem fu Deputado, &e., tic, ce, al es mesmo me renega Monstro de ingralidio,
ja diz que o Ministerio deve ceder o lugar nos
sanctas-luzias. Meu amigo, estamos trahidos;
nao podemos contar com fideliJade em nenhum
dos nossos ; ja nao tenho esperanza de organi-
saruma maioria que me sustento, e all a meu
nobre ilmo, no Ministerio. Minha brilhan-
te estrella parece quo est propnqua a offus-
car-se !....
Este trecho foi enunciado com tanta vehe-
mencia do affectos quo os outros dous interlocu-
tores (carao boquiabertos. cst'anhando tanta
exaltacao no humor hypocrita e refolhado do
Gran-Couro d'Anta.O Churinada ficou como
interdicto, refleelindo na gravidade o caso,
em quanto quo el-Generalissimo merencorioas-
sim discorre :
Mas, meu nobre ilmo, ao menos sede
Ministro para referendardes o tratado inglez: vos
o eu estamos comprometidos n'este importante
negocio, e tambern o sapientissimo amigo Chu-
rinada. De m lis podereis oidor para vos a Gar
rotea, o a mim fa7er Senador por Pernambu-
co, ou seja 16 por ondo fr : depois d osles ar-
ranjos largai apasta, se quizerdes ; porque, a
ser exacto o que affirmais, nao tenho mais es-
peranza de ir para o meu suspirado Rio Grande!
Ah querida Presidencia! doce consolacao da
minha saudade, alicerce da minha fortuna, e
delicias do meu coracao !.... Ficareis perdida
para sempre i' nunca mais brandirei a espada"!
Minha gloria militar litar reJuzida s fara ribas
do Theatro o do .Mata Porcos e ao immortal
Rosque jo ? !___
A dr cmhargou-lhc a voz, o salsas gotas
corrern pelo semblante alflicto do galante ge-
neral. Pareca Napoleao em Fontaincbleai.
despedindo-se dos seus velhos guerreiros, e daf
glorias do Marengo, do Jenna, e de Austcrlitz.
0 mesmo duro Churinada ficou cominovido ;
mas depois de breve espaco assim tornuu :
= Amigos, que deslenlo he osse ? Des
conheQo-vos, General, e tambem a \s, m-
pc-rlurhavol Mestre -Escola. Pois agora, que
estamos no apogeo do^poder, no Iriumpho to
victoria, he que mostrai,tanta frouxido? Quan
do vencemos as eleices, dirigimos osMinis
tros, e temos a mais bella perspectiva do domi-
nar as Cmaras, perdis a coragem, e desespe-
ris da omnipotencia dajoanna?! ..Que sus
tos, que terrn s pnicos sao esses!' Sonhais
com traicos? Acreditis em cuntieras ?/....
Ah nao hesouho, potentissimoChuri-
dada, retruca o Mestre-Escola; nohesonho,
nem chimera ; he a pura verdade. Verguei-
ros, Paulas Sousas, l.impos, Ottonis, Mari-
ulios, A miradas, &c., lodos nos sao traidores,
o ncarrotar comsigo, oh desesperac;iio mui-
los desertores das nossas fileiras desamparodas.
Mas demos que traidor, s sejao ; pensis
que ainda nao tendamos recursos ? O inters-
se bem o sabis he a mola real da poltica.
f'aramos mover essa mola e veris come se
lorcem as opinics e os pcnsamenlos d'esses pa-
triotas.
Por cxcmplo a Antonio Carlos promeltei a
Senatoria por Pcrnambuco ; ao Ottoni um as-
sonto no Tribunal do Commercio; ao Marinho
um Uispado ; ao Paula Sousa l.impo e Ver-
gueiro cadeiras no Concelho de Estado com
eliir.inacao de outros que alli lem assenlo. Ten
tai os meamos opposicionistas. Ao Torres e
Vasconcellos olTerecei a missao ao Congrcsso A-
mericano ou a alguma corto Luropa ; aos
Viscondes de Olinda e Mont'Alegre urna cora
de Conde pela qual ha mullo se bab5o ; ao
Limpo fazei Presidente da Cmara dos Depu-
tados com urna gratificacao conveniente. Em
lim promettei chaves, ttulos honras tudo
quanto virmos que el les aspiro ; e eu vos fico
por garante que nosso Amo em ludo consentir;
ar-lhe-hei crr que tudo isso he necessario pa-
ra assegurar seu Throno o salval-o das cans-
piraedes de seus inimigos c cont o successo
infallivel.
Ah potentissimo amigo, replica o Mes-
tre-Escola de que nos serve promelter se
ellos nos nao acrediloo .. Tantas vezes
lomos trahido a esses e a outros que ninguem
mais em nos confia. E se Ibes dennos adianta-
do, talvez nao poro duvida em atraicoar-nos,
para pagar-nos na inesma mnda. De mais ,
ellos aspirao ao poder o queiem sem depen-
dencia nossa governar o Estado
Loucos presumidos! torna o Churina-
da com desdein pois ouso pensar em tal!'!...
Em quanto ou presidir esta sabio Concelho ;
em quanto as plagas do Janeiro cu existir (e
isto disse batendo com a mao direita no paito),
ninguem grimpar ao Ministerio sem nosso be-
neplcito. Se esses latuos reminicarem, se qui-
zerem agitar a Cmara para (azar oppo-iQao ,
ai d'elles a Cmara ser outra vezdissolvida
todos os seus sectarios perder empregos e in-
tluoncia em Minas, em S. Paulo e por toda
a parte ; o nos por loda a parto triumpharemos
na nova eleico com a hmpe/a com que oi-
zestes, incomparavel amigo, na vossa actual e
gloriosa Presidencia. Ellos ser o redu/idos a
a p nullidude como os Saquaremas ; e
nossa omnipotencia nao encontrar mais resis-
tencia do Amazonas ao Prata.
3 .^^^=s=^===._.
Estas ornear/adoras palavras frSo proferidas
com tanta seguranca quenosrostos dos outros
'dous interlocutores hrilhou um raio de esperan-
es; mas acudi logo el-Generalissimo :
Hem colillero e admiro a tua grande es-
(diera h mico Churinada; cabera vasta e ge-
nio dignos de Richelicu ou Mazarino Mas re
flecli que o Brasil d'agora nao he o mosmo que
a Franca de Luiz XIII. Nao vos lemhraisquo
os Sanctas-J.ii7.ias em 1842 revolucionro Mi-
nas e S. Paulo com tanto efleito que quasi a
revolucao ganda por todo o Imperio? que, s
o Caxias parte i horas mais tarde ellos esta-
riao ja de posse da capital psulistana e at do
passo do Cubatao ? O que nao farao agora, el-
los, que j lem o seu partido completamente
orgamsado n'estas duas provincias e tambem
as outras ellos, quo tom por si todas as au-
toridades electivas desde o Juiz do Paz e Ve-
reador at o Deputado Provincial o Coral?
ellos, que (em Delegados e Subdelegados seus,
e seus tambem os Cbefes e fficiaes da G. N. ?
Nao prevedes que urna nova dissolucao da C-
mara ser um grito de alarma contra nos por
todo o Imperio? nao receias que os Saquare-
mas se junlcm com ellos ou pelo monos nao
obslcm ssuas tentativas? Temerario, vsr-m
tal lango arriscis a cora do Principe e po-
dis compromelter a posicao sempre excellente
de meu nobre ilmo e a minha.
Meus amigos, acudi o famoso Chur
nada meu partido est tomado ; minha reso-
lucao nao volta alraz. Ou a Joanna governa-
r; os Ministros e o Brasil ou Churinada nao
pisar mais a trra de Cabral !
Mas, potentissimo amigo, replica o Mes-
tre-Escola, a quem nao agradava esse parti-
do extremo e decisivo; tu lens colxes macios
na Europa, e mis agora ho que comecamos a
elevar o edificio da nossa fortuna. Temos fi-
Ihos, e nao podemos prescindir dos bons em-
pregos que deslrutamos. Almdoquc, somos
cimeramente devotos ao throno imperial cuja
estabilidado garante nossas posices. E nao
sor urna especie de perfidia arriscar a Cora e a
Monarchia para preservar o predominio do nos-
so Concelho Privado ? !
Com isto subi o snngue ao carao do Churi-
nada, entumecrao-se-lhe as cordovfias, e com
aspecto colrico rompeo em descompassadas
vozes:
Com mil diabos !. queris insultar-
me !' !. .. ou presums ser mais do que eu fiis
e leaesao nosso Amo? Quem ousa em minha
presenca disputar d*dca$Ao o dovooSo 6s anea
supremas vontades ? Eu mesmo nao Ihe tenho
declarado tantas vozes esta minha resolucio
inabalavcl ? nao Ihe tonbo ditoque, logo que
deixar a Mordomia, rci descancar nos colxoes
macios l em Franca ?.... E de mais, pensis
vos ser decoroso a um Soberano recebrr a lei
dos seus inimigos? nomear Ministros i anar-
chstas demagogos, quaes Ottonis, Paulas Sou-
sas, l.impos e Andradas !' ou a conspiradores ,
quaes Vasconcellos, Honorios, Paulinos ePa-
ranagus? Um Soberano, digno d'este nomo
nao sacrifica os seus verdadeiros amigos igno-
hil posse do urn throno enxovalhado. Se a Ra -
nha Victoria cede s exigencias dos fortes e
l.uiz P.'iilippo transige cmn as influencias dos
partidos polticos da Franca tal raqueza he
indigna de um Imperador do Brasil. Elle lem
o exemplo de seu pai o de Carlos X e meus
piovidos conselhos a seguir ; o antes renuncia-
r o cora e sceptro.do que abandonar seus fiis
serves, os membros da desinleressadissima Jo-
anna. Como sois pusilnimes E com a mas
cara da (dedado e devocao queris dcsculpar a
vossa cobarda ? ..
A esta enrgica invectiva os dous ficrao cor-
ridos do vergonha. El-Generalissimo, mudo?
quedo, sentou-so em urna poltrona; maso
Mestre-Escola, com o ar pra/enteiro o insinu-
ante que Ihe he proprio, chega-so para oChu
rinada e pegando-lhe brnndamenle ni braco,
que elle indignado pareca esquivar assim Ihe
falla :
Meu sublimo o generoso amigo, peejo-
vos que vos nao deis por oflendido de minha
imprudente refiexao : nunca foi meu pensaki
monto lancar-vos em rosto, nem marear em
nada vossa nobre dedicacao a nosso augusto A-
mo. Bem sabis que a minha sorle, e de meu
nobre ilmao, esta ligada vossa por indisso-
luvel juramentoOu vencer com a Joanna ,
ou com ella perecer.ser nossa perpetua di-
visa .' Mas, q uaudo na intimidado de aini/ade
vos manilesto com franqueza os perigos do tao
arrojada empreza, deveis pcrmiltir me obser-
vaces, inda quo duras ou desarrazoadas vos
parecao. Quizera fazer comprohender a ne
cessidade de urna transacco (posto que tempo-
raria) com os santas-I usas, para ao depois re
cbrennos o nosso predominio em mais oppcr-
tuno eusejo.
Esta replica, adubada de adulago e humil-
dade, moderou os assomos do Churinada, que
com tudo, firme cm suas ideas fixas u invaria-
veis, assim replicou :
Sim, tratuacedes, meios termos, posi-
ces ncerlas e indefinidas. Mas isso be erro
capital Em poltica rocuar he cahir. Nao ve-
des que os santas luzias urna vez na posso
do poder se fortificar n'elle ? Nao vedes
quo invocarlo o apoio de todos os anarchistas
demagogos as lezes da populacSo ? Contra
tumultos, sedces o rebellines de que valo o
poder da Joanna ? de que vale a intriga, a ca-
lumnia, e os manejos do nosso astuto concelho
contra essas massas exaltadas e Ireneticas ? Se
elle* assaltarem o poder como poderemos eu
o tu escapar sua vinganca ? nao reconheces
que las traices no Ministerio, e leus atienta-
dos na gloriosa Presidencia sao bastantes para
te levar ao cadafalso ? ... ~
E o que, replicou atemorsado o Mestre-
Escola, nos convira fazer em laes circumstan-

cas i
O que vos cumpro fazer he entrardes pa-
ra o Ministerio, apressar a conclusSo do trata-
do, edividirmos entre nos as amendoas. De-
pois fazei algumas remessas mais para a Europa,
emitti apol ees, ou papel moeda, e do melhor
modo arranjai-vos u'essas transaeces. Se nao
acbardes apoio no Parlamento, dissolvoi outra
vez a Cmara dos Deputados; e em quanto se
convoca outra, estarcs tranquillos e podereis
fa/er novos tratados lucrativos. Se nova rebel-
lio lebenlar, boas occasies se oflrecem para
despender dinheiro a maos cheas, j se sabe ,
com lucro.... Se os revoltosos forem de cima,
salomo-nos com o que pdennos, e vamos ao
longo nr dos papalvos que nos acreditrio.
Mas, em quanto existir a Joanna nao largue-
mos o poder e vinguemo-nos de nossos ini-
migos : a vinganca he o nctar dos Deoses,
disse um Andiada .Nao me sai do pensilmen-
te essa endiabrada Jera do Areal, que j fiz ci er
ser conspirador; mas nao descanco em quanto
o nao expellir do Concelho de Estado, e talvez
do Mr;.sil; assim como j fiz remover o iimao
para o Par.
Eu tambem, diz o Mestre-Escola, j me
tarda vingar-me do Paulino, do Jos Clemen-
te e do Honorio, que tramarao a minha sabida
do Ministerio, e do insolente Antonio Carlos,
que me abamou touro danta alcunba que
trago atravessada na garganta.
E ou, acodo el-Generalissimo, do Vian-
da, que me quiz demiltr; do odioso Caxias,
qne me cxpcllio do Rio Grande : e do t do
Sousa Martins, quoousou contestar minba sa-
benca financeira.
K.ntao, disfo o Churinada,, visto concor-
dando, lujos, bebamos um copo do generoso
Lacrima Chrisli, que de aples me fizerao
mimo : e logo, cheos os copos, todos os er-
gueirao ao ar, tocrao tres vezes, e exclam-
ro a una voz vinganca de nossos itvmigot,
ainda que a Cora ve pelos ares, e a patria
fique reduxida a cinzas Http, heep, heep,
urrhai!'.'.'....
O domestico do Churinada, que tudo isto
ouvio, oi logo contar em segredo sua es-
quiva namorada cujos .favores pretenda con-
quistar por itico d'esta importante confidencia.
Mas a travessa Risoleta, que- lem outro predi-
lecto, revelou Ihe a historia, que o indiscreto
escreveo e mandou para o prlo.
Ao ouvirmos lr to negra trama ficemos
transidos de espanto e horror; e apenas pode-
mos crr que soja tal a petulancia d'essa teme-
raria pandilha quo espere Iludir a um Prin-
cipe perspicaz e Ilustrado a ponto de o a/er
arriscar a prosperidade de um grande imperio,
eexpr sua cora e dynastia pola conservacao
de taes turbantes, que jogio ao azar os mais
elevados interesses do Estado, em cambio de
sua posicao sempre excelentt.
(Stntinilla da M.)
i .' T-ajr..-S5gt~:a/-j .-r* <
COMMEfiCfG,
Alndegi.
Rendimento do dia 17..........13:516 117
Descarrego hoje 18.
Escuna inglezaQuizbacalbao.
MarcaNacartelarinha e bolaxinba.
Mriguo Cumberlandmercaduras.
MrigueLoperidem.
IMPORTACAO.
Cumberland; brigue escuna americano vindo
de Philadelphia, entrado no c rrente mes a
consignaco de Matheus Austin & C., manifes-
tou o seguinte :
1000 barricas com larinha de trigo, 300
barricas bulaxinhas, 50 caixas canella, 10 far-
dos cravos da india, 115 caixas velas de esper-
macete. 38 ditas cha, 3 ditas ignora-se ; aos
consignatarios.
f. /'. Loptr; briguc-escuna amcricano,vin-
do de Philadelphia, entrado nocorrente mez ,
t consignaco do Matheus Austin & C "mani-
festou o seguinte:
1167 barricas com farinha de trigo, 100
T

___. J.j
MUTIL/


)
uceas pimenta, 20 caixas cha 25 ditas velas
ck'compojicSo, 100 ditas ditas deespermacete,
5 pecas de cabo 69 barra patassa 400 bar-
ricas bolaxiohas, 3 caixas setim e sedas, iO
barricas sal-aratus, 1 caita,1 carrinho e perten-
ces, 2cadeiras debalanco, 5i remos, 1 em-
brulho com arvores, 4 gneos; aos consignata-
rios.

E!it*I.
O Sr. Inspector da Thesouraria das Rendas
Proviociaes ein cumprltnento dos officios do
Exm. Sr. Presidente da provincia de 9 do cor-
rate marula fazer publico, quo no dia 7 de
Fevereiro prximo vindouro ao meio dia pe-
rante a mesnia Thesouraria se arrematars a
quem por menos fl/er, e sob as clausulas es-
peciaes abaixo transcriptas, as duas seguintes
obras:
Urna calcada de barro no primeiro lanQo da
estrada do Norte, na importancia de 3:960/000
ri. .
ConstruccSo de urna pontesinha na Gamboa
dos Arrumbados, na importancia de 2:608,1200
rli.
Os licitantes devidamente habilitados com
parecao na dita Thesouraria no dia e hora in-
dicados.
Secretaria da Thesouraria das Rendas Pro-
vinciaes de Pernambuco 13 de Janeiro de ISAS,
O Secretario,
/-. da C. Porto carreWo.
ESTRADA DO NORTE.
Primeiro lanco desde o caminho do Pom-
bal ate o Varadouro de Olinda.
Feitura de urna calcada n'uma parte do dito
lanco.
Clausulas especiaes da arrematado.
1.a As obras dependentes desta arrematacao
sero feitas de conformidade com o orcamento
appresentado n'esta data ao Exm. Sr Presiden-
te pelo precode 3:960/000 rs.
1.* As obras principiarn no decu.so de um
mez, e serS acabadas no de 6 mezes ambos
contados conforme ao artigo 10. do regula-
mento das arremataces.
8. O pagamento do importe da arrematacao
realisar-se-ha conforme a prescricSes do ar-
tigo 15. do regulamento respectivo sendo de
6 me/es o praso da responsabilidade.
4.1 Para ludo o mais, que nao est deter-
minado pelas presentes clausulas, seguir-se-ha
intuir me rito o que dispon o regula ment das
arremataces de 11 de Janeiro de 18-43.
Repartilod*l Obras publicas 7 deNnvem-
brodet844.O Engenheiaoem Chefe.YVau-
Ihijr. Approfo. Palacio de Pernambuco 9
de Janeiro de 1845. Almeida, Presidente.
PONTES E ARCOS.
Pontesinha da Cainboa dos Arrombados.
Clausulas especiaes da arrematacao.
1.a Os trsbalhos e obras da dita pontesinha
far-so-lio, conforme o orcamento e risco ap-
presentados em 8 de Oulubro ao Exm. Sr.
Presidente, e additamento ao orcamento desta
data, prego de ris 2:608,200
2.a As obras principiars no praso de um
mez, o Andarn no de seis mozes ambos conta-
dos em conformidade do artigo 10 do regula-
inento das arremataces
3.a O pagamento far se-ha conforme ao ar-
tigo 15 do dito regulamento, sendo de 8 me-
tes o praso de responsabilidade.
4.J Pura ludo o mais que nao est determi-
nado as presentes clausas, seguir-se-ha inlei-
ramente. oquedispoeo regulamento das ar-
remataces de 11 de Julho de 1845.
Repartidlo das Obras Publicas l3deDe-
zembrode 1844.O Engenheiro em Chefe.
Vauthier.Approvo. Palacio de Pernam-
buco, 9 do Janeiro de 1845.Almeida Presi-
dente
dosexpostos; as pessoas qua quizercm criar .
dirijSo-se a mesma casa, (
O Administrador da Moja da Receb-doria de
Rendas (eraos internas, pelo presento, avisa
aos Srs. Thczoureiros das rmandtdus abaixo
mencionadas, para virem sitisfazor os respec-
tivos dbitos da 2.a decima le mSo morts.
contada do 2." semestre de 1812 18i3 al o
l.o semestre do eorrente anno ; sob pena d-
mandar proceder a executivo, se nio realiarem
os pagamentos at o ultimo do eorrente me/.
accrescendo a multa de 3 por cento. A saber:
Irmandade do S. S. da frcg.a do R r 358,965
Dita dita dita de S Antonio 1:015,251
Dita dita dita do Afogado 62.958
Dita dita dita do Poco 18.360
Dita dita dita de Reberibe ">0.240
Dita dita dita de Jahuato 25,920
Dita das Almas da freg.* de S. Antonio 74.381
Dita dita dita da Roa-vista 10,800
Dita do Ro?ario dos brancos do R.e 74.160
Dita dita dos pretos de S A ni. 123,870
Dita dita ditos da Roa-vista 27 270
Dita dita do Afogado 3,240
Recolhimento da Gloria 645.321
S de Olinda 52.380
O Arsenal de Guerra compra cal preta boa :
quem tal genero tiver, comprela as horas do
expediente no mesmn. Arsenal de Guerra 17 de
Janeiro de 1845 =No impedimento do Escrip
furario.
Jorl Ricardo da Silva
3 PUBLICAgOES LITHERARIAS.
AOS SRS. SACERDOTES QUE SE DlDICAM k
PnDICA.
As duas excellenfes obras ebegadas ultima-
mente de Franca :
Meditaces Religiosas em forma de Discur-
sos para todas as pocas, circunstancias e si-
tuacSes da vida domestica e civil, 6 volumes em
grande oitavo francez e rica encadernacao al-
lemia.
La Mermis obras completas em 12volu
mes, frente das quaes vem o erudito tracta-
do Da imlifforenca em materias de Religiao,
com o retrato do author.
Vendem-se em casa de Jos Joaquim da Sil-
va Meya ra do Crespo n. 12. (15
rapitao ou aoseu consignatario Manoel Joa-
quim Ramoso Silva. (6
O brigue-escuna Laura sai imprelerivel-
mente para o Maranbao, terca feira 21 do
eorrente os Srs. passageiros pdem realisar as
suas pawagni com o Capito a bordo, ou com
Novaos \ (. iinp.-iiilii i na ra da Cruz n. 37.
i Para a Rahia segu at o fim do eorrente
a sumaca nacional S. Anna, mestr Joao An-
tonio da Silva ; quem na mesma quitar carro-
gar ou ir de passagem dirija-se a ra da
Cruz n. 87. (S
l --Para o Rio de Janeiro com brevidade par-
tir o brigue Americano Veliz de que he capi-
to Joao Antonio Gomes : para carga, escravos
afrete, ou passageiros trata-se como Firmi-
no J. F. da R">d & Irmo na ra da Moeda
n. i ou com o capitao.

Lelo
4 = Manoel Joaquim Ramos e Silva far lei-
lao por intervencao do corrector Oliveiru, de
grande porco dos mais deliciosos, o ja I em co-
nhecidos vinhos do Porto tinto e hranco, em pi-
pas, meias ditas, e barris vind >s pela barca
portugueza Firmeza, segunda feira 20 do
eorrente, as 10 horas da manha no armazcm
alfandcgailo, na ra de Apollo n. 6. Adverte
se que estes vinhos. sendo de avullado custo pe-
la sua genuina quanto superior qualidade e
Iiimii merecido conceito sero vendidos em
lotes de urna duas pipas para commodidade
dos pretndanles particulares ou em maiores
porcoes vontade dos compradores quer para
consumo, quer para reexportaco. (15
f
5
i

II
1
lie clarado 09.
2A Pagadoria Militar tem de remetter
para o Rio de Janeiro a quantia de 1:290,235
rs producto da venda de plvora; quem qui-
zer saccar sobre a mesma praca pela referida
quantia, dirija-se a dita Pagadoria as horas
de seu expediente. (2
2 O Arsenal de Guerra preciza contratar
um escravo cozinbeiro para a companhia de a-
prendizet menores, pagando-se 500 rs. diarios,
e dando-se a comida trez vezes aodia; quem
o tiver, entenda-se com o Sr. Coronel Direc-
tor do mesino Arsenal as horfs do seu expe-
diente. Arsenal de Guerra, 16 de Janeiro de
1815. No impedimento do Escriplurario .
Jodo Ricardo da Silva. (9
PHILO-DRAMAT1CO.
Sablmilo 25 de Janeiro,
BENEFICIO DO TENOR CARLOS BICCO.
I Vendem-sc bilhetes para este inte-;
fjrossante divertimento na ra do Qtici-J $
[loado N. 11, loja do Sr. Castro & C.; 11
.jjna do Crespo, loja do Sr. Jos dos?
p San tos Xeves ; na ra .Nova N. 11 lo-j $
fija do Sr. Guerra Silva & C.; no Rccife,;
I ra da Al Tandera Velha no Hotel i $
f |Francisco; na vespera c no dia noi
Theatro. jl
I 5*4S t^mmmBjfjBjajMiw

%\ sos iiicirstimos.
5Para o Rio Grande do Sul seguir em
poucos dias o brigue Jpiter pode receber
200 barricas a frete, e tambem recebe passagei-
ros e escravos a frete; dirijosea bordo do
mesmo brigue ou na ra do Vigario n. 1, a
fallar com Jos Xavier Vianna. (ti
2Para o Ans e Cear. sahir em poucos
dias a sumaca Estrella do Cabo,quem nella pre-
tender carregar pode enlendcr-se com Antonio
Rodrigues Lima, na Praca do Commercio, ou
com o Mestre da mesma Antonio Jos Vianna ;
no Trapiche Novo. (6
Para o Rio Grande do Sul com brevidade
segu o brigue-escuna Cacique, oqual pude
receber passngeiros, e escravos a frete, quem
quizer embarcar no mesmo pude tratar na ra
da Cadeia 1. 45 com Amorim Irmos.
2 Vende-se a sumaca brasileira Incansa
vel Carrol, de construccao brasileira, e de pti-
ma marcha prompla a seguir viagem ; na
ra da Moeda n. 11, ou a bordo da mesma su-
maca, tundeada em frente do caes de Palacio.
2Vende-se o patacho brasileiro EmulacSo,
de primeira marcha forrado e encavilhado de
7 COMPANHIA DO REBIRIRE.
Os Srs accionistas da Companhia do Rebe- | cobre tem excellentes commodos para passa-
ribe queiro realisar urna prestaco de por W"* upparelhado de novo pajino em meio
cento sobre o valor de suas accoes, dentro do
uso S,r. ; a tratar com Manoel Goncalves da
Silva na ruada Cadeia ou com o capitn a
prasodel5dias, contados de 15 de Janeiro em bordo do mesmo pa,acho fundeado de(ronlp
dianle. Com esta entrada completar-se-ua 40 do ,rapiche noT0. (8
por cento. Escriptorio da Companhia 8 de Ja- Para o Porto segu viagem com muita
neiro de 1844. O Secretario.B. J. Fernn- brevidade a barca portugueza Tentadora capir
des barros.
I visos tH'i rsos.
10 DENTISTA.
=:J. W. Vervalon da firma do Vervulen e Ca-
rey, Dentistas lendo voltado a esta cidade ,
avisa aos seus amigos e aquelles que precisarem
de seu servico que se acha na ra di Cruz n.
3 primeiro andar. (6
3Aluga-so um bom armasem, na praca da
Roa-vista n. 19, polo precode Ityrs. mensaes.
quantia muito commoda a vista da boa casa ;
trata-se no segundo andar por cima do dito ar-
masem. 'o
3 Precisa-se de urna preta captiva, para o
servico de urna casa de pouca familia ; na ra
da Senzalla-velha n. 142 segundo andar. 3
6 Precisa-sede urna ama de leite prefe-
rindo-se captiva ; na ra da Assumpcao n Ifl.
AULAS bu PRlIVielRAS
LETT1US.
O abaixo as.signado participa ao
publico, que as suas aulas para me-
ninos e meninas, achao-se o bertas
desde odia 10 do eorrente mez, rni
casa de sua residencia, ra da
ConceicSo da Hoa-Vista, sobrado
n. 8, onde ainda pode admittir al-
guna pendonistas. U annunciantc
declara, que para melbor adianta-
mento das meninas, toma a seu
cuidado o fjiie diz respeilo a escrip-
ia, le i uta e conlabilidade, c o mais
que consernente lor 'i costuras, cVc
fica entregue sua Senhora e filba.
que possucm os conliecimentos ne-
eessarios a este fim.
Polycarpo JSttnes Correia
2Jos Ramos de Oliveira remette para a
Rabia o escravo Jos de nacao Costa perten-
cente a Jos Antonio liorges daquella cidade
2 OTerece-se um rapaz Portuguez para
caixeiro de escripta ou ra ; quem o precisar,
dirija-se a ra das Cruzes n. 14. (3
3Precisa-se de um prcto para todo o ser-
vido de padaria, e vender pao com um homem;
na Solidado n. ti. (.">
=Na padaria da camboa do Carmo n. 12 ,
la/ein-se delici sos pastis de nata, pudim e
bolo ingloz, tudo com o maior asseio possivel :
na mesma casa precisa se alugar pretas para
venderern bolos.
l^=Manoel Jos Machado Malheiros embar
capara o Rio de Janeiro, por conta de Jos
liento Ferreira Bastos da mesma cidade, um
molequede nacao por nome Ventura. (i
(uem annunciou querer comprar urna
carleira de tiagem, procure na ra da Praia
asa n. 32.
AGENCIA DE PASSAPORT E8
2 Na ra do Rangel n. 34 correm-se fo
clhas etirao passaporles para dentro e fra do "
imperio com mulla brevidade e preco commo-
do. (o
?
2 0 moco, que tirou por graca um embr
Ino de (linli-iro no dia I do corrent-;, do d
psito de charutos queira ir entregar no pr
so de 3 dias, na botica junto ao dito deposit
pois vio-se q iein fu o nao entregando nes
praso ver o seu norne por extenso publicad
no mesmo deposito vende-se cha charutos i
todas as qualidades por preco mais cominoi
doquoemoutra qualqucr parto ; charutos <
Bahia caixas do 201), por Ii8l> rs. o rap >
todas as qualidades ; na ra di Rosario viiu
do pateo do Collegio, a primeira bija n. 1S./I
O VBRDA0BIRO REGENERADOR N. 10
Est a venda nos lugares Jo c >StUfl)6 a 60 r
cada eiemplar e no$ meamos lagares em qi
sevendesubscreve-.se a 1 rs. por trimestr
Tambem so acha a venda o Mazareno n. 77.
2Desappareceodo Kscriptorio doCionsulai
Rritannico um relogio de prata com despeitad<
autor Roikell, a quem foi oflerecido o pin
aprehend r e leva!-o ao dito Consulado que se
generozamente recompenrado. (
3 Ha um lindo sortimento de sedas e pal
ninhos jiara cobrir chapeos da sol na fabril
de chapeos de sol, na ra do Passclo-publlc
assim como se concerta tod i a qualidade de chi
peos de sol, por proco mais com modo do qi
em outra qualquer parle; tambem aliase ui
sortimento de chapeos promptos, dos ma
modernos e baratos.
3 Bsiltem (lous escravos no poder do aba:
xo assignado um de nomo Manoel que d
ser de Jos Antonio Lima : eo outro Jos, qu
dix pertencer a Feliciano Pinheiro, ambos mi
radores no linar denominado Raposa matr
de S. Caetano ; os Srs. que so acharem coi,
direito aos ditos escravos, dirija-se a ra d
Praia de S. Rita a. ^3,na certesa de que onbaix
assignado nao se respontabilisa por fuga, o
outra qualquer eousa que possa acontecer.
Manoel Jone Dantas (1
'i Ausentou-se do engenho Serra-nova
freguesia da E anno passado, um escravo de Angola de ni
me Manoel. de ..5 annos baixo secco pe
as finas testa bastante grande rosto arg<
cor um tanto fula umu marca de ferida ci
urna das candas que parece de queimadur
pouca barba fuma cachimbo eas vezes to
tabaco ; recoinmenda-se a todos os capilSes
campo a appreliencao do dito escravo pe
qual entrega sendo no mesmo engenho ao a
ministrador, ou ncsla praca na ra da Prai
armasem n. 1 \, de Antonio Caldas da Silva
recbela com vantagem a recompensa do qua
quer trabalho e despesas ,, que houverem
ter, igualmente roga-sc as pessoas, que con
[iro e tendeos escravos o favor de se Ibes f*J
ofTrecido o mencionado, '.u meno que del
lenhao noticias participaren ao dito Caldas
quealm de |iagar toda e (quolquer despesa
Ibes ser^ muito agradecido), pelo grande bom
'icio, (ue faxein a i orphaoV de pai e mi q<
apenas he o nico bem quo luossuem.
3 ssPreeiza-se saber, se ex istc nesta provi.
ca Jos Francisco Pereira lJ enna, que este
no Maranbao em Julho de 1.818 ou algui
pessoa, que d noticias do iucsiimo : na ruu
Cadeia velha, l.oja N. 39.
4 ADMIRA VEIS
XAVAI.IIAS DE AC0 DA CHINA.
Tem a vantagem do cortar o cabello em of
fenca da pello deixando a cara parecendo es
lar na sua brilhante mocidade.
Este ac vem exclu/ivamente da China e s
nelle (rabalho dous dos mclhorcs c mais alia
usados cutileiros da nunca excedida e rica ci
dadede Ptkim capitaldo imperiode China.
Autor Shore.
N. U. He recommendaao o uso deslas na
valhas maravilhosas por todas as sociedade
das sciencias medico-cirurgicas, tanto da En
ropa como da America Asia e frica na>
si) para prevenir as molestias da cutis, r-*
tambem como um meio cosmtico.
Vendem-se nicamente na ra do Crespo
loja n. t-2, de Jos Joaquim da Silva Maia. (l
\a grande [al/rica de licores do Atierro da Bou.
vista n. 20.
4 Acha-scsempre grande sortimento dh to
das as qualidades de licores desde o mais fim
at o ordinario de i0(1 rs. agarrafa assevera
se que os licores iuiito perleitamente aquelle
que vi em de Franca ; tambem existe crandi
sortimento de genebra tanto em botijas com
em caadas ago'ardenle do reino e de Fran
ca dita de anis espirito de 36 graos, cha
ropos de todas as qualidades para refrescos, di
to feito da verdadeira resina de angiro excel
lente para todas as pessoas, que padecem di
peito ; na mesma (abrir se encarrega de qual
quer encnmmenda de champes licores e agoa'
ardentes, tanto para a provincia como pan
i
:
i
exportucao; as amostras se achao sempre t'ran
cas aos compradores o os procos sao por me
nos e do quem outra qualquer fabrica. '11
*2 A ofTicina de encadernacao, que o Padru '(
F. C. de Lomos c Silva dirige na ra Relia n, |
4i, acha-se provida de ricos forros de dourar, I
magnificas placas de relevo, excellentes couroi
e marroquins de todas os cores, com <>|quc pd
executar as mais elegantes oncadernaces qu
se exigir quer inteiras quer cartonadas I
e o novo processo que emproga no applicar i
o uro
- Preciza-se de um homem quo entenda brumr Q ouro lori)a m dourad() dn umy
de cscripluracao, ommorcial para tomar corita de pi.rmanencia infallivel. A mesma officina st en4
urna escripturacaopara a trazor sempre em dia : carrega tambom de brochar quaesquer ebras
to Emigdio Jos de Oliveira; quem quizer car- quem esliver nestas ter cijconstancias.annuncie i impressas com a perfeicoj conhecida do pu-
5Procisa-se de amas de leite para a casa regar, ou ir de passagem dirija-se ao mesmo para 6cr procurado.
blico e a um preco moderado.
IH
ADO


>,
|
4
i&~1
2 Jos Joaquim de A/e vedo Carvalho, re-
ra-so para lra da provincia. (2
2Lu/. Antonio l'int >, subdicto Portuguoz,
lira se para Portugal. (2
3 Aluga-se o primeiro andar da casa na
', da pracinha do Livramento ; a tratar n.
ja da mesma casa. (3
3 Aluna-so o terceiro andar da casa da ra
i Quoimado n. 9 ; a tratar na loja da mesma
sa. (3
3 Aluga-se a casan. do dous andares ,
tana ra das Laraogelras; a tratar na ra
i Encantamento n. 8 A. (3
2 Precisa-se do un preto para andar com
boleta na ra ; na casa de relojoeiro junto
i arco deS. Antonio. (3
-As pessoas, que teem penhores em casa
relojoeiro junto ao arco de S Antonio, e
ntamenle relogios para concertar queirao
praso de oito das procural-os do contra
jsero vendidos para pagamento. (5
2 Dase dinheiro a juros sobre penhores de
iro ou prata, em grandes o pequeas quan-
s ; na ra do Livramento n. 13. (3
_' Nao so pode tratar com seguranca com
Sr. Manoel Zeerino dos Santos a venda ,
i arremataco, quo elle tem pretendido afiel-
ar pelo Julio do Civel da primeira vaia.de
n terreno com arvores do Iruto casa, o ca-
Mba sito na Passagem da Magdalena en-
as dus pontes porque entre elle e Joo
lomaz Pereira em auyo de destrato de al-
menlo e palo mesmo Jalao, Escrivo San-
s entre elle eo abaixo assignado em execu-
o que corro pelo mesmo Juizo Escrivao
'go existem judiciaes e legaesombaracos ; o
le se declara para inteligencia do m^smo Jui-
e do qualquer pretndante a csse terreno e
ais objectos plantados sobre o seu solo. Jos
d( u im Bezena Ca valca ni i. (13
2 L'm homem l'ortuguez de 3o anuos que
be trabalhar em jaidim e podar parreira ,
offerece para fuilor de sitio perto da praga ;
iem o precisar, dirija se a ra larga do Rozu-
>n. 40, primeiro andar (o
2 Joo 1.'ando Pereira Freir embarca para
Rio de Janeiro a sua escrava de nome Auna,
nacao Angola e de 30 unnos (3
COLLEGIO S. ANTONIO,
2Abrio-se no da lodo correte. sma-
las que elle se ensino sao : as lingons na-
mal, latina, franceza, ingiera ; e os cursos de
oinetria, rrietorica, philosophia geographia
listoria.
''a cada alumno em trimestre adiantado ,
ido Interno 25/ r?. por mez, sendo meio pen-
isla 14/rs e vendo externo 5/ rs.
Jualquer alumno pode frequentar mais de
a aula, sem que pl >r isso se augmente a re-
'Uiyo. As aulas de'recreio sao pagas em so-
ado e a retribuicf 10 de cada urna dellas lie
rs. mensaes.
I is estatutos do co llegio se addicionao as se
ites disposicus.
* Como a direcc ao devo sempre estar em
umstancias de 1 rasar em dia o costeamento
ollegio, por iss .o previne que aquelle alum-
tuja prestacr.io nao for satiesta no prao
15 das, se julga despedido do collegio ,
vez que se js pais, ou correspondentes se
lenbio entendido com o director, ou com o
'jcd- jr; pois que he bem obvio quo se nao
o sobrecarregar de dilliculdades urna direc-
tas, casimira prela de mu t supe-' o'asticos, osmelhores que existem no merca-
..;,.,. ,,,,,i;,l., L. 1 I do. e relogios patentes ingleses do ouro e
10. (pnlidade, lencos para grava- ra'ta na *ua dapCrui> arma*em n'. a*. (4
fas de militas qualidades, aleni de
mitras militas fazendas de bom gos-
to, tem todas as qualidades de o-
bras leitas, assim como se recebe
tola c qualquer encommenda de
obras para se fazerem o que se
promette desempenliar o mellior
possivel para agradar o freguez,
para o que tem hbil mestre j lia
muito lempo acreditado nesla ci-
dade na sua arte. (3o
I Ausentou se do engenho Serra-nova ,
freguezia da Escada no dia 31) do correntedo
auno passado, um escravo pardo de nome Ca-
listo de 35 annos baixo corpolento u on
i,n,(o barrigudo cabellos sollos, rosto redondo
a carnudo, a perna direita torta,que encootra os
joellios quando anda; recommenda-se aos capi-
les de campo a aprehenco do dito pardo,assim
como a todas as pessoas,quo doli tiverem noti-
cias o mesmo as autoridades policiaes o faco
prender, e avisarorn no mesmo engenho a Joa-
quim Rodrigues Esteves, ou nesta praca, na ra
da l'r.iiu, armasem n. I'i.de Antonio Caldas da
Silva que alin de se nao (azer repugnancia
de qualquer despesa, sera bom pago pelo tra-
balho. (13
INa ra da Cadeia do Recife loja de Joo
da Cunda Magalhes existem urnas cartas para
os Srs. Joaquim Francisco dos Santos Joo
Manoel de Siquoira Antonio Joaquim de Mi-
randa Jos Joaquim Jo Lima Couto, Jos (lo-
mes do Sobral do Nascimento l'.ernardino de
Ambrosio e Theresa d Jess. (7
I Aluga-se o segundo andar do sobrado n.
'' da ra do Queimado ; a tratar na loja do
mesmo sobrado. 3
I Avisa-se ao Snr. thesoureiro da lotera
do (heatro que no caso de sabir premiado o
meio bilheto n. 1097, nao pague serum ao
abaixo assignado que o perdeo, estando as-
signado pelas costas pelo mesmo. Fortnalo
Francisco Marones. (
1 Precisa-so de urna ama de leite lorra ,
ou captiva; na ra do Kangel n. 50. (2
10 Padre Joo liento Alves Ferreira re-
tira-se para o Aracaty.
t Vende-se um ca vallo bom passeiro e ear-
regador ; na ra Nova loja n. 16. (2
1Vende-se sarca-parrilha,oleo cupaiba em
Larris, tu.io de superior qualidade e por prego
commodo ; no armasem do Braguet junto ao
arco da Conceico. (4
1Vende-se urna parda de 30 annos com
um nlho de 8 metes ; na ra do Crespo n. 13.
I Vende-se um escravo peca de bonita fi-
gura S|,m vicio algum ; na ra das Larangei-
ras n. 22. (3
iVende-se Champanhede boa qualidade ,
vinho de Bordeauxem caixas de duzias vinho
do Rheno, ago'ardente de Franca ; na ra da
Ciu n. 10, em casa do Kalkmann & Rosen-
und.
1 Francisco Coelho Leito relira-se para
lora da provincia. (2
2 Descja-se fallar ao Sr. Antonio Jos Cor-
reia, chegado a esta cidade na barca Tentadora,
cm Descmbro do auno p. p., e igualmente ao
Sr. Francisco Antonio de Mello, tllho do cirur-
gio Joaquim Antonio do Mello da cidade do
Porto ou ao menos saber o lugar da sua resi-
7
i, que deve sempro estar applicada aoensi-
e educacao ; e que bom mal o pode lazer ,
ando falto os meios para o costeamento dia-
, e para o pagamento dos empregados.
2.J Os aluumnos internos s podero sabir
1 dia feriado eu> cada mez, o as ferias gran-
i, no entrujo, na Pascua e Espirito Santo.
>." Fica vedada toda e qualquer correspon-
da dos alumnos internos coro os meios pen-
nislas e externos e por isso a estes so he
mitlido entrarem na aulas, no gabinete e
1 da dirceco, quando liverem que represen-
, e no refeitorio as horas do comer,
i.* Nenhum alumno interno podar admittir
seu dormitorio pessoa alguma e quando
*\iem o vier visitar, logo que for avisado e
ar licenca vira tomar a vis ta na sala que
ireceo ha destinado para isso.
>. todas us cartas e roupa ser recebidas na
>a para isso destinada bem como ah se eo-
(i.* As horas mais proprias para receber a
ipa lavada c entregar a suju he das ti horas da
nhaa as 9 e das 5 da larde as 6. Aquelles
rtadores que vierem (ora desta occasio se-
ialgumus vezes demorados.
1.* llavera no collegio um recebedor que
ualmente ho oSr. Gaspar da Silva Loyo a
go de quem lica a contabilidad a cobrar"*
tas prestaces e o passar os compatentes re-
os. O Director, aernardino Freir de ti.
iredo Abreo e Catiro, iU0
Na ra i\ova n. -a acaba de
estabeleccr nina nova loja de al-
ale, na qual se acha um comple-
sortitiunlo de pannos linos de
das as qualidade, merino preto.
verde, brini de quadros, ditos
ansados blancos c escuros, risca-
nbos de gosto moderno para cal-
, setim maco prelo para collele,
tos de diversas cores sarjas di-
dencia ; na ra de Apollo n. ti.
Precisa-se de um leitor que tenha bas-
tante pratica de engenho, para um distante
desta prava oito legoas, edeve dar (hinca sua
conducta; na ra estrellado Rosario n. 31, ter-
ceiro andar.
No dia 19 do corrento tem de se faser a
festa do Glorioso S. Amaro e os devotos que
subscrevero para a mesma (esta hajo de en
tregar as suas joias ao procurador geral An-
tonio Jos Gomes do Correio.
Koga-se a certoSr. negociante ( se he que
o he morador no Kecife haja de receber e ler
urna carta muilo civil que se Ihe dirige, exhor-
tando-o a pagar a quantia de 4740 rs. que li-
cou restando de um algodo que comprou ,
isto para que as cousas nao passem alm e o
mesmo Sr. nao se goseda dita quantia em pre-
juisodoseu credor, que nao pode perdel-a.
Novaes Companhia comprrao por ordem
de Antonio Pereira de Almeida do Para 10
meios muleles da primeira parte da 16.a loteria
do (heatro de ns 1990 1909 1963 3489 ,
3174, o 175, 2539, 540, 2361, 25X8, 08 quaes
Ihe remeltera.
Aluga-se o grande sitio da passagem da
Magdalena pertencentea viuva do fallecido
Manuel Rodrigues do Passo; no Atierro da Boa-
vista ; n. 47.
O abaixo assignado avisa aos Srs. seus
assignanles do jornal Panorama, quo os ine-
zes de Seembro e Outubro se acho no seu
escriptorio. Francisco Severianno Rabello.
O Sr. embarcadii'O que quiz comprar o
moleqiie da ra das Trinchelras n. 1S, queira ir
buscal-o.
Compras
l-Compra-se urna flauta de bano, de
chaves ; na ra do Padre Florianno n. 07.
I Compro-se efectivamente para fura da
provincia mulatas negras, e moleques de 12 a
:20 annos pago-se bem ; na ra Nova loja
de lerragens 11. 1(5.
Na praca da independencia ioja n. 21 ,
comprao-se aparas de papel, papelo livros e
papis velhos paga-se a arroba a 1120 rs.
Venda*
I Vende-se estopa que serve para saceos
de assucar, ou de aiinha ; na ra da Cruz 11
46, primeiro andar. (3
1Veodem-se ptimos sellins de molas, e
mua,
V i Vende-se um carro de4 rodas para dous
cavallos; outro de 4 rodas, muilo leve para um
cavado e outra de duas rodas ; no Atierro
da Boa-vista a tratar com Miguel Segeiro.
Vende-se urna armaco envidracada, pro-
pria para loja de ferragens ou miudesas si-
ta no Atierro da Boa-vista por preco commo-
do ; na ra Nova n. 83.
Vende-se urna preta de 16 annos; na ra
dos Guararapes em Fra-de-portas.
Vende-se urna escrava de24 annos, muilo
sadia e sem vicios, boa quitandeira, ao com-
prador se dir o motivo da venda; na ruadas
Cruzcs sobrado de 3 andares na esquina do
becco da Pol.
Vende-se urna mucama rccolhida de 16
annos cose, engomma e laz lavarinto : duas
pardas de 22 a 5 annos engommadeiras, co-
sinheiras e costureiras; 3 moleques de 13 a 18
annos sendo um carpira ; um escravo para
todo o servico ; na ra de Agoas-verdes n. 46.
No escriptorio de Francisco Severianno Ra-
bello ha a venders duas seguintes obras ; Ruy
o Escudeiro cont por L. da S. Mousinho de
Albuquerque, um volume em papel imperial e
exccllento typo ; o Monasticon por A. Harcu-
lano J v.
Vende-se cal virgem em pedra, de Lisboa ,
em caixotes e barris ; no escriptorio de Fran-
cisco Severianno Rabello.
Vendem-se barricas com superior farelo de
Lisboa chegado recenlemenle ; no armasem
de Fernando Jos Braguez ao p do arco da
Conceico. (3
Vende-se um papagaio contra-eito ; as
Cinco-pontas n. 80.
2Vende se sal do Ass; a bordo do brigue
l)eos-te-guarde lundeado defrontodo tjapiche
novo ou na ra da Cadeia-velha armasem
n. 12, de Henrique Bernardas de Oliveira ,\
Companhia. ,5
3Vendem-se manteletes de grs de naple ,
lisos e de chamelotes (urta cores e pretos ,
unsguarnicidos de folbos e rendas, e outros
nicamente com babados sendo todos da ul-
tima moda como altesto os ltimos flgurins ,
quo o annunciante tem em seu poder ; a tratar
com Affonso S. Martin prximamente chega-
do de Pariz aboletado na loja de seu irmo
HlpolitoS. Martin 0. 10. (8
2 Vendem-se saccas com dous alqueires de
muito boa farinha chegada ltimamente do
Rio de Janeiro; na ruada Cadeia-velha arma-
sem n. 12. 1 4
2 Vende-se um escravo da Costa, de bo-
nita figura, ptimo para palaaquim; urna mu-
lalinha de 16 annos de muito boa conducta ,
engomma, cose bem, e herecolhida ; um ca-
britilla do 12 annos ptimo para qualquer
offlcio ; um moleque de nacJo de 9 anuos ;
urna escrava de 20 annos cosinha e engom-
ma bem; urna dita cosinheira e lavadeira; duas
ditas quilandeiras ; 3 escravos do nacao de
ser vico de campo ; na ra Direita n. 3. (10
2Vendem-se 4 caixes envidracados para
venda em boro estado, um braco de balanca
e conchas com pesos de meia arroba a rueia
quarta j aferidos ; na ra larga do Rosario
n. 29. (4
2 Na padaria da ra da Senzalla velha n.
94 se vende e fabrica superior pao bolaxa ,
biscouto o bolaxinha ludo muito enchuto e
das melhores fariuhas que ha no mercado. (4
2 Vende-se urna preta boa cosinheira en-
gommadeira e quitanteira ; na ra da Senzal-
la-velha n. 92 (3
2 Vendem-se 12 escravos, sendo 4 protas
de 12 a 16 annos, com habilidades ; 2 mole-
ques de 12 a 16 annos cosinheiros ; um dito
de 12, muito lindo ; 4 pretas de 2o annos, com
habilidades; urna parda de 22 anuos, com ha-
bilidades ; um preto de 25 annos ; na ra do
Rosario da Boa-vista n 48 (7
2Vende-se a venda n. 11 das Ciaco-pontas;
a tratar na mesma venda. (2
2Vende-se urna venda nova com os fun-
dos que quizerem sendo de esquina a di-
nheiro ou a praso ; um bravo de balanca
grande com conchas ecorrentes de ferro, e com
os pesos que qui'erem lodo o negocio se fara;
as Cinco-pontas n. 100. ,0
2Vende-se um mulatinho de 18 annos, sa-
pateiro, e be ptimo para pagem ; na ra do
Rangel n. 52. (3
2 Vendem-se barretes de retroz preto ,
singelos e dobrados para Padre lacre preto
e encarnado o mellior que tem apparecido, oleo
da China ou essencia da formosura pos car-
minados para os dentes ; na ra da Cadeia o
15, loja do Bourgard. (6
2Vende-se urna preti moca de 20 annos
para todo o servico, e he lavadeira e quitandei-
ra ; urna parda recolhida de 16 annos sabe
perfeitamente engommar, coser e tratar de
enancas ; um preto de 22 annos para todo o
servico; na ra ra Direita n. 81 (6
2 Vendem-se 4 sacadas do superior canta-
ra de Lisboa 40 palmos de soleira de cordo,
urna verga para porta de cocheira e 4 portas
de amarello ; na ra da Cadeia do Recite n. 1.
3Vendem-se saccas com muito boa goroma
de mandioca ; no trapiche novo ou na ra
da Senzalla-velha n. 142, segundo andar. (3
3Vende-se urna salva de prata, grande ,
muito bonita e chegada pelo ultimo navio do
Porto ; na ra da Senzalla-velha n. 142, segun-
do andar. (4
3 Vende-se sarja prela muilo boa psra ves-
tido ; na ra da Cadeia do Becife loja de Jos
Gomes Leal. '3
3Vende-se um sitio na Capunga a mar-
gem do rio com boa casa de vivenda por
preco commodo ; na ra da Madre de Dos, lo-
ja do Cunta. (4
3Vende-se um forro completo para sala de
lindo e brilhante papel dourado urna batan-
ea grande com pesos de brooze e ferro urna
porco de diaiios e outros impressos a peso; na
ra de Apollo n 6. (5
6 Vende-se urna poicode saccas com mi-
Iho bom, por preco commodo; na ra da Praia,
armasem n. 20. (
4Vendem-se duas moradas de casas terreas
novas urna dellas com soto corrido com as
demencoes para se levantar um sobrade na
ra da Concordia ; tambem se troco por algum
sobrado ou casa terrea em ra de negocio ; a
tratar na ra Augusta n 22.
5 Vende-se urna parda moca de bonita
figura com habilidades; no Hospicio n. 4. (2
Vendem-se saceos com farello a JGOo rs. ;
na ra da Senzalla-velha 138.
Vende-se una porco de bau-
nilha muilo fresca, por pre^o com-
modo : na ra lNovo n. 23.
Escravos fgidos.
Fugio no anno de 1825 um moleque de
nome Florencio neste te ni p o tinha a (alia des-
cansada cabeca meia pontuda para traz, olbos
grandes, pestaas compridas com urna fer-
ela em urna das pernas da parte de fra logo
a cima do lornozelo ; consta ter sido visto em
Porto Calvo e Rio Formoso ; roga-so aos capi-
tes de campo empregados da polica a ap-
prehenco do dito escravo, que receberd 100/
rs. de gratificado levando na ra estreita do
llosa rio n. 43. 1 v,
No ultimo de Outubro desappareceo urna
nogrinha de nacao Cacange de 14 annos de
nome Faustina, tem um taquinho tirado na
orelha esquerda temuns talhinhos muito miu-
dinhos pelas costas rosto redondo, olhosgran -
des dentes da frente largos; quem a pegar,
leve a Fra-de-portas delronte da venda do
Diogo parede e meia da padaria, que ter de
gralificaco 50/ rs.
1Anda nao appareceo o preto Antonio,
nacoCabinda que fugio no mez de Novem-
bro do anno passado, representa 40 annos, es-
tatura regular cheio do corpo bastante ca-
belludo dos peitos, e com alguns cabellos blan-
cos na cabera; quem o pegar, leve a casado
seus senhores Mosquita Dutra & Companhia ,
na ra do Brum fundico e caldeiraria qu
ser bem recompensado. [
3No dia 12 do correnle fugio de Angelo
Francisco Carneiro o escravo Manoel, de na-
cao Renguella estatura regular, cheio do
corpo olhos pequeos beicos grossos bem
retinto da ror, he quebrado de urna verilha u
anda de funda ; levou jaqueta de chita amarel-
la, calcas brancas colletede riscado e cha-
peo preto de pello ; quem o pegar, leve a casa
do annunciante na ra da Aurora que ser
recompensado. (iu
= Na madrugada do dia 9 do correnle fugio
do engenho S. Eslevo, freguezia do Cabo, o
escravo Jos, de nato Angola, levou um fer-
ro, a que se chama gancho, ao pescoco ; cami-
sa e ceroulas de algodo, he alto sem barba,
ou muito pouca, tem um signal no rosto do la-
do osquerdo, quo parece urna queimadura, o
no lugar das suissas, do tamanho de meia pol-
legada, tem nos dentes da frente pela parte su-
perior urna abertura, ou inlervallo, por ter s
dous dentes largos, mas nao tem falta J : dentes,
lie bem parecido, e cor pouca preta ; quem o
pegar, leve ao dito engenho, ounoRecileem
casa de Antonio da Silva Gusmo, que grati-
ficar.
1= Fugio no dia 13 de Janeiro urna escra-
va de nome Benedicta baixa, c secca, vesga de
um olbo, tem falta de dentes no queixo do cima,
tem urna cicatriz as costas; levou vestido bran-
co velho e por cima urna saia de ganga azul,
panno da coila com listras a/ues e branca: quem
a pegar dirija-so a ra Augusta n. U, que
sera recompensado.
PERS; TYP. DE v. F.DEFAMA----1845.
I
4t

\
MUTIL


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