Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05268


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Atino de lv s:
oral
Quinta Felra 16
^ BS
O Diaum pi.Mica-ie lodoiai dial que nSo Corea lanlificadoi : o preijo di siipnimr
b- de Uaa un n. por qnartei agoe adiando, Oe annuncioadoa aaaignaniee eao ineeridna
rasao de|'_>0 rii por linha, 40 rci em typo differenle, e u repelicei pala melide.' O
que nao forea anignint;i (.gao (jffipjr 1 nlia.lGOea lypo diflesent ,poi cid, publica! jo.
------------------------^----------------------------------------
PARTIDA DOS COlfc&EIOS TERRESTRES.
GoiinKi," Parahrlia, segundan eextaa fe ir,.hifi Grande do Norte, cbege a 8 alie par-
le 10a 4.Cabo, Serinhaen, KioForaeao, Macev., Porlo Cairo, Alagoai: no 4. ,
Ha >i (la rada aei. Garanbuna, a tonilo a lU a *) a cada aei. Mi mu efc'lor-
aa a iS 28 dito. Cidade da Victoria, quinta, fe i rae. Olinda lodoa oa diaa.
DAS da semana.
ti Seg. Hilario; And. do J. de 1). da 2. t. *
14 Taifa a.Felia. Re. aud.doJ. da .del.r."..
IB QuarU a Amaro. And. J. de D. da 3 t. '.;
ifi (guila a Berardo. And. do J de I), da 8. *'
47 Seila e. Anijo. Ad. do J de D dar"?, ra
18 Sab. s. Frisca Bel. -T
di I)on> O: SS Noaie dcJeiui./ __________________________________
'atmanBiBflaaaWi iaiiaaBaaaaaaraMa*aiMM^MiaaaaMBaaaaaw
de tlAiiciro.
ABDU A Al
Al. a <.
Tndo agora depende da na aeran,; da ncua prudencia. aoderagio- a en rgie: eoa
JC-, ....nenio, como princ.piaaoi e aerea! aponledo.com adnuraoao enlre a o*fio*i -el
\.i cultai (Proclaoegj. da Asieabla (.eral ao anu;
Y Cambioaeobrel.ondrea '-'5 .'!|4
Paria 8U rea por frinco
Liaboa JU por MU dt ataaai
Moeda de cchre ao par.
Idea de leirae Je boaa firaaa 1 pOr ojo
cimioi o un |5 ua ji>kiiio;
Our. -Moeda da 0.4OU
. Pi.
de 4,(XP
Plata/"aiace*
Feeoe columaoere
il.ioi aexicanoi
reada
17 OCIO 17,-iKl
l.OO 17,100
9,a0 ti liju
l.SJO 1 L'.m)
1,'J'li 1 60
1,994 I.'-.
iiss 'vnmiirateai t "
PIIASES DA LIJA NO MEZ DE JANEIRO.
L.aora a 8 al 4 h. e 5'iam.dam. i La heia .:!., 1| h,ras r B9 a!n. da a
Creacenle a la a, C luras e 31a. da ni I Miagante a O ai H borat a .ti aio da ni
Prr.arnar de hoje.
Primada as 1 hora ain 64 da ...anliJ | S.gundo as II hora 18 minuioa da rila
^-^'*~fflrrfcfrt1MrT-V,iTV*l '* V- ->:r r
aapai *,J*
RIO
.aaarw-jav u.imuaaaaei
XTERIOR.
^,-
FRANGa.
fovo'Inimigo do Ministerio Franctz.
O Ministerio est em grandu perigo, e M.
Guizot treme ci'lle, at a medulli espinhal.
Teme-se a sua <|ueda. Conjecturai de que
origem partir o terrivel golpe ? Sera de VI.
Dufaure, com o sen duplice M. Passy, diris
vos ; ou de M, Molo com o seu duplice M.
de Salvandy ; ou talvez de M. Thiers tambom
com o seu duplico Estis cem legoas distante
do verdadeiro ponto. M. Bugeaud, Marechal
de Franca, Duque do Isly, o Governador de
Aigeria, est em Pariz! Bem, quid inde ?
diris vos. Que M. Bugeaud, Marechal,
&c. est em Pariz para o llm de derribar o Mi-
nisterio. Quem, Bugeaud? Sim, Bugeaud!
ainda que corresseis todo o mundo, nao a-
charieis um derribador que saiba melhor do seu
oflcio. Tal voz nao acreditis n'isto, e vos
pareca estranho, e, at absurdo, quaeste guer-
reiro se tenha convertido em poltico da estofa
d'aquelles de que se fazem os Ministros. To-
dava nada ba mais exacto. M. le Duc nio se
d por satiseito com os lauris colbidos na A-
Irica. Nao basta para este homem de vasta
capacidade o baver deixado a colonia n'uma tal
situaco de prosperidade que os colonos pro-
rompem em gritos de alegra. Depois de tcr
salvado Aigeria, que estava ameacada pelo
guarda-sol do Imperador de Marrocos, desoja1
elle salvar a Franca. Tundo perdido a espe-
ranza do por a mao em Ab-del- Kader, espera
ser mais feliz correndoaps urna pasta ministe-
rial. Qual pilbar elle? Essa he a questao.
A dos Negocios Estrangeiros ? Elleentende
melhor d'elles do que ninguem. porque nego-
ciou o tratado de Taina. A da Agricultura i*
Elle cultiva a beterraba em Perigord, na sua
fazenda de Piconnerie. A do Interior ? Elle
servio de ama a urna princcza no seu accouche-
ment. A da Instruccj Publica? Queo ba
ahi mais litterato do que Bugeaud ? Maja
vista sua falla sobre o picotin A da Fazen-
da? j vos osquecusleij do boudjous '.' Ada
Guerra ? Oh! em quanto guurra, he esse
o seu forte ; u he provavel que sendo elle ca-
paz duc mpdr um gallineto inteiro s com a
sua pessia, nodestamente se contente com
substituir o velho Marechal. Elle tum estado
a preparar-se para esta occasiao e ha pouco apre-
senlou o seu programma. N8o ba cuusa mais
clara. Quando eu fr Ministro, disse elle,
hei de reformar quatro cousas na niinba repar-
ticao :1* as fnancas ; 2' a organisaco das
secretarias ; 3a a administradlo ; e 4*4*. ...
Cbegado a esta infeliz 4.*, M. Bugeaud nao
F0LMITOGSI.
til CASAMRNTO NOS CARCEKES{*).
(E'poca do terror)
VI
Apenas o Presidente pronunciou estas pala
vras, nao equvocos indicios de oxcessiva curio-
sidade manifestro-so nos diversos ngulos da
sala, e todos os olhos, como que levados por
um at'.ractivo magntico, voltiro-so para a
porta, que conduzia do tribunal saleta d'es-
pera, reservada s tost6munhas He a mulher,
he a umente do aecusado ? Era esta a pergun-
ta, que nesse momento dirigio uns aosoutros
os assistentes, entro os quaes nenhum, certa-
mente, bavia, que nao tivusse vivos de>ejos de
ver essa moca, cujo destino pareca to extra-
ordinario.
D'alii a pouco appareceo a Condessa, encos-
tada ao braco d um meirinho, e, ao seu aspec-
to, um grande murmurio de sympalhica admi-
r;*cao elevou-se do meio do povo. Talvez nun-
ca Adle de Saint-Di tivesse parecido tao bella,
(*) Vid. Diario n. 11.
podo mais arliar o que pretenda reformar;
mas desde entao elle tem tido tempo de ponsar,
e curtamente a tura achado, quando chegar o
momento convoninta. Ora, a fallar a ver-
dade, nao ba coma to bella como a Monar-
chia Constitucional Eis-aqui um homem de
mediocre intelligoncia, um soldado desconhe-
cido, um ridiculo orador, que alcanQou por
serviros, cuja nature/a todo o mundo sabe, a
mais bella posifao militar Jo dia. Prodigali-
s3o-se-lbe milboas, e mandao-so-lho tropas,
que desapiodadamente se negrao aos scus pro-
decessores. Com os i inmensos recursos postos
pelo budgot ^ua disposigao, com o primeiro
exercito do mundo, consegue olle com difficul-
dade pelo sacrificio da vida e lortuna da Fran-
ca estabelecer urna seguranza duvidosa as nos-
sas possessoes Argellinas, e faz-so Marechal.
Trava-seum feliz combate, recebe ello o titulo
de Duque, o he agora chamado a tomar parte
nos concelhos do Gabinete. O ignorante e bur-
lesco depulado, o soldado arenguuiro, o impo-
tente administrador, assumo o carcter de esta-
dista, e a sua espada pende ta balanca que de-
cido as questos polticas do Govorno He tao fur-
to o torror inspirado pulas eventualidades d'u-
ma morto provista, que se julga necessario um
braco experimentado as guerras civisparaa
consolidando da Monarchia. Bom Dos quao
odioso seria ludo isto, se nao fosse profunda-
mento ridiculo Seja como for, o caso he que
M. Bugeaud est em Pariz. O hroe de Isly,
que se creum Bonaparte, porque vm da frica,
meara M Guizot COin Ulll 18 Ifrumane
Quando tero fim estas parodias? (Nacio-
nal)
TURQUA.
4 Poltica Turca. A 2 de Outubro loi Ki-
faat Pasba demittido do seu posto de liis Ef-
fendi, ou Ministro dos Negocios Estrangeiros.
Shekiti Effendi, outr'ora Embaixador em Lon-
dres, foi nomeado seu successor. A queda de
Rilaat causou aqu pouca sensacao, porque com
quanto fossem geralmente apreciadas as suas
amaveis qualidades e os seus dotes Iliterarios,
todava a sua falta de principos firmes, e ausencia
da energa indspensavel para urna posigao tao
difficil tinho-no reduzido.ha muto.quasi ze-
ro no actual Ministerio, o a servir de pouco
mais do quo de canal de communicaco entre
os representantes estrangeiros e a Porta. A
sua sorte ha de vir a ser provavelmunte a de to-
dos os homens de carcter similhante. Dese-
jando agradar ambas as parles, deixoj de
concliar-se alguma d'ellas. Se elle tivesso
comprehendidoa verdadeiraposigo da Turqua,
teria condecido que o nico meio que tinha do
como nessa occasiao : a extrema pallidez, quo
Ihe cobra o rosto, dava Ihe s faces e fronte,
pura como a da antga Noba, uina alvura
baca e olTuscante que fazia sobresahir-
Ihe ainda mais o brilho febril dos grandes olhos
negros, e a ebanea cor da magnifica cabclluiru,
que, havia tanto tumpo, nao inanchava p
algum, e cujos longos anneies cabiao-lbe sobre
as espaduas, cobrindo-lbe nielado do delicado
e engragado col. Sua vestidura, lo,I,, negra,
e aperladamente ligada cintura, duixava ver-
llie toda a elegancia do talho, eos vestigios da
gravidez, se bem que j apparentes, ainda Ihe
nao tinhao alterado as harmoniosas pronor^ous
do esbelto o delgado corpo.
Abandonando o brago do guia, aponas atra-
vessou o liminar do tribunal, caminbou ella
com passo firmo para o feroz aroopago, cujo?
nembros, nao obstante a forte couraca de que
d'ante-mo haviao forrado os peitos, sentirao
todos.ao vl-a, commogao igual a que experi-
mentro os velhos Troiannos, quando a en-
cantadora e infeliz esposa de Manelo de repen-
te appareceo no meio do seu concelbo. Boin
do pressj, porin, desvaneceo-se a apparente
ca.ma, que apresentava a Condessa ; porque,
logo que M approximou do tribunal, deo um
voltar oulra'vcz ao poder era urna sincera profis-
sao de opinious liberaes e Ilustradas, e prova
velmente teria, ha muito, resignado do boa von-
tado um posto que era evidente no poder reter
com honra propria e interesse do seu paiz. So
sacrificando estas pitas considoracoes ellos-
nicnte aspirasse fruicao do emprego, loria
procurado mostrar-so mais til e oflicioso aos
seus collegas omnipotentes. O seu successor
Sbekib Eflendi, era outr'ora Embaixador em
Londres, e desompenhou muitas miss s di
plomaticas importantes na (irccia e nos Princi-
pados. Convom lembrar quo elle loi enviado
como Commissario a Servia para inquirir dos
motivos do queixa dos habitantes d'aquolla
provincia contra o seu Princips. Os Servanos
aproveilrn a occasiao da sua presenga para su
rounirem e representaren! contra o Govcrno.
Este movmento subsequentementu produzioa
revolucao que turminou pela luga do Principo
Miguel e pela expulso da l'amilia Obreno-
witch. II i fundamentos para suspeitar-sc, que
Sbekib tirou partido das dissensous ento exis-
tentes entro os Servanos e o Governo para a-
propiiar-su d'uma somma consideravel do thc-
zouro publico. Cr-se quo o novo Ministro nao
tem decidida propensao estrangeira, e geral-
mente se antecipa quo elle vira a ser apenas um
instrumento mais tratavel do que o seu prede-
cessor. Como a queda de llifaat leve lugar
dentro d'uin ou dous das depois da audiencia,
em que Sr Stratford Ganning tinha entrega-
do ao SultSo cartas annunciando o nascimento
do Principe Alfredo foi ella geralmente
attribuida s representacoes de S. Exa. Com
tudo, temos todaa razo para crr que tal boato
he inteiramente infundado. A demissao de
Bifaat era ba muito esperada, em consequen-
cia das des; veiu/as com I!i/a Pasba. Sir Slrnt-:
ford Canning nao poda ter outro motivo para
promover a deposito d'um Ministro do que a '
esperanca de assegurar por esse meio urna poli-
tica mais liberal o Ilustrada as medidas do
Govcrno. Portento, u parte que S. Exa. tuve,
na queda de Piifaat provar-se-ha pela futura;
conducta dos Ministros Turcos. Todava re-
leamos, que nao liaja mudenca alguma prova-1
vel na administracao dos negocios d'estc paiz, em
quanto nao so verificaren) aconlecimentos de
muito maior monta do quo a demissio do Mi-
nistro dos Negocios Estrangoiros. A nossa
nica esperance hoque os perniciosos cfle tos
de poltica dos homens ora no poder entes de
muito ebrao os olhos do Soberano o mostrem
os ineios de encontrar remedio seguro aos ma-
les quo ameacSo este imperio. Malta Ti-
mes.
PE3NAMBUC0.
[Times.)
COR RE O.
COBRBSPONDBMCIA 0\ CIDADE E PROVINCIA.
O praieiro, correio de petas do O.-novo,
n. 10,appareceo com a mala chcia de as,o ins-
tructivas noticias Se pelo dedo se condece o
gigante o tal correio dovo ser um saliicheo; elle
sabe tim tita por tim tim a Escriplura Sagrada,
porque nos falla dos porcos possessos : sabo da
mythologia o a prova est na lembranga do Cha-
ronte ; prospega-nos seus bocedinhos do bom
lalim ; apresenta-nos seus versinhos ; e final-
mente de a conhecer quo tambem he amanto
do bello sexo, por quanto se do das canelas, o
todo so esganica s porquo o Correio velho dis-
se^=as Senboras rabecavloss: Digao agora
os guabirs que e praia, nao tem gente boa,
gente de pulso, quando at o seu leva e raz
he um sabicheo de tal calibre .' Na praia,Srs.,
ha gente guapa, o se melhor o quercm saber o
melhor irileirarom se desta verdae perguntem
ellcs mesmos : na praia, l por ser praia nao
deixa de baver boas cousas, ellcs mesmos as tcem
provado os seus discursos esto eslampados
emboa letra redonda,todososconiecom;nadade
m lingoa contra a repaziade i|uo sobre seus
hombros sustenta o edificio da Hbtrdude, alias
ellf s se queixo U para curte, e entao nao
makli.ao u sua sorte os que nao forem com
el les.
Entretanto o meu collega deGoianna nao
quer estar pur estes autos, c eis aqu o que elle
me diz ltimamente :
J ouvio Vine, fallar em um celebre becco
do Pavo, que aqu ha aonde se reunem to-
das as tardes os pereltes da cidade para descor-
rerem sobre os escndalos do dia e^discutirem,
a seu modo desdo as mais intrincadas questoos
da poltica, at os lautos mais recnditos da vi -
da privada ? puis um Jia d'estes introdusi-mo ,
assim p. la sorrelfa, em urna das indifl'ectiveis
reunios do tal becco, e tendo ouvido contar
muitas historias, loma i iipontamento d'aquel-
las, quo me parecern mais interessantes para
Ih as cotnictinicar lim de que Vine, faga
urna idea do como vai o cao do fila correndo
redeas solas pelo campo dos desalios e arbi-
trariedades.
Nao faz oinde muito lempo que um pardo
chamado Damasceno fez urna rnorte em Ceric,
districto de Goianninha, e em vez de ser pre-
so, e processado por baver commellido tao bor-
rivel ai tentado, recebeo em pega de sua malva-
duza o castigo de vir (rabalbar de publico em
urna casa que o Diubocxo est aformozeando
aqui na cidade; ora Vmc. nao pode ignorar;
quo vista das intimes ligagoes do Diabocxo
agudo grito, e, apenas sustendo-se, e quasi
sen) respiracao, precipilou-se nos lmeos de
Pbilippe.aquem acabava de aperceber junto asi.
Ambos, desfazendo-se om lagrimas, icriopor
algum lempo ligados por um aperlado abraco.e
j o Presidente Dumes, lendo nes olhos dos
pioprios que os cercavo, a impresso, que
esta scena ia pioduzindo nos espectadores, pro-
parava-sc para por-lhe fim, ordenando aos
meinnhos, que seperassem os dous amantes,
quando a Condessa, arrancando-se dos bracos
do Philippe, preveniu-o por esta arrebatada
a postro [i lie :
At onde levareis vossa sede de homici-
dio ? disse ella com incrivel energa, dirigin-
dose aos membros do tribunal. Que me con-
demnestes, mim, ume eristocrete, una ex-
nobre, como dizeis, era justo, e nem d'isso
me queixo. Que importa (|ue seja d'uma mu-
Ihur o sanguo com quo lingires as ma"os, urna
vez quo elle seja do fidalgo Mas qual a razo,
por que inmolis este moco, nascido da vossa
plana, onthusiasta d'essa liberdade, d'esse
igualdade, cujo culto desnaturabais, e que,
nao ha muito, defenda vossas fronteiras ?
Vergonha e desgraca para vs, que massa-
crais vossos irmos ? Pego, que, seocon-
demnarcis ao cadalalso, me destinis um lugar
junto elle ; so assim o nao fizereis, contra
vossa \oiitadi' mesmo ate l o acompanhare, e
ento ficereis plenamente satisfeitos, pois, em
vez d'uma victima, tereis trez.
Cidadoa, respondeo o Presidente, um
pouco desconcertado por esta vigorosa e impro-
visada nlerrupco, dovo declarar te, que essa
dedicaco pelo reo, de que acabas de dar pro-
va, aggrava su ni mmenlo a sua posieao, c con-
firma es suspeitas, que sobre elle peso. Se,
com efieito, alguma duvide havia, no espiri-
to Jo tribunal, cerca da qualidade dos leos,
que te unem ao aecusado, dcveella agora ter
desapparecldo.. .
Responde, pois, categricamente ao que le
vou perguntar : Reconheces leu esposo no re-
cusado Philippe Renaud ?
Reconheco nel'.e, replicou intrpida-
mente a moca, o homem, que amo, e por
quem dara a vida. Pcrtcnco-lhe como o es-
crevo aosenhor, como o corpo ilumina ce-
leste, quo o anima, l'hilippe he para mim
qual outro soberano ; so be isto o quo queris
dizer, elle be com cflcilo meu esposo.
Nada do subterfugios, cidadoa, disse o
i Presidente Duoias; intimle, que me deca-
a r\sf\


r
com o ci de fila, se podo di/er sem medo do
errar, quo o assassino esta traballiande na casa
d'este. Parece ncrivel quo lao escandalosa-
mente se zumbe da9 leis o da moral publica !
pois he pura verdad*. AH esta na ra Dirt'ita,
bem perto da casa destinada para pristo dos cri-
minosos, trabalhando do carpira e passeando
por toda a parle as horas vagas, um individuo
que, ha poucas semanas, arrancou a vida do um
cidddao pacilico, e doumpai de familia / Lis
aqu corno o cao do fila va i desempenbando a
onisso de que a praiu o encarrogou; e animo
deve ser, porque para esse partido conseguir
os seus lins, lio preciso alentar o crimo.enthro-
nisar a anarcliia, e linalmento acabar por una
ve; com esse tal ouqual respeito, que o povo
ainJa consorva pulas leis e pela ordem.
Se.comoaffirmao as velhas.aquilloqueacontece
no da do anno bom, tem de acontecer ein lodo
o anno bem servidos esto os habitantes de
Goianna, pois que, alm de rnorte do filho da
senhora do engenho das Lagos, um oulro as-
sasinalo foi commcttido n'esso dia entro as po-
voacoos de Goianninba e Pilar, sendo para no-
lar, que so no da 5 foi que se encontrou o ca-
dver, detro do mallo j todo carcomido po-
los abultes, e em lal estado, que nao s.) podo a-
veriguara qualidade do ferimento, quelheoc-
casionou a morte. Que bolla Polica nao he a
do cao de fila!? izem que, tendo sido dous os
< assassinos, s um foi preso apesar de ser conhe-
cido o lugar em que se acha o oulro. Se nao
mentem os rapa/es do becco do Pavao o cao
do fila em breve pedir a sua dominio por-
que lanos despropsitos ha praticado "que
quasi toJos os prenles o muitos dos que o
ajudrao na campanhu eleitoral o teemabando-
nado, nao o poupando em quaiquer parle onde-
se achio. Eu nao dou o menor crdito so-
meliante noticia, antes pelo contrario eslou na
intima persuasio do que seria mais fcil o mar
seccar e as gallinhas crearem denles do que o
CO de-fila largar voluntariamente um crnprego
que tantas proporcoes Ibe ministra para exercer
seu genio perverso e atrabiliario; ecreia-me
que, apezar do saber quao funesta he por esla
desditosa comarca a continuacao do na Delegada com ludo o meu desojo par-
ticular ho que essa fra continuo por muilo
tempo na sua dictadura para que sejlo bem
apreciadas suas abominaveis qualidades. Ha
cortos homens que precisar) ser conbecidos a
fundo: o cao do lila be um d'esses.
A maioria da Cmara Municipal d'esta cida-
dd, guiada pelo rbula Bernardo,pai do Po Iroso
2 acaba do praticar um aoto revoltanto, o
que mostra claramente o menospreco em que
os homens d i tope teem as leis, a honra o o de-
ver. Tendo vindo os Juizes de Haz da fregue-
zia de Tjucupano eleitos 7 de Setembro do
anno p, passado, por convite do Cmara, e em
execucio da lei,prestar juramento e lomar pos-
se dus seus lugares, fonio pela mesma Cmara
repellidos sol) pretexto de ser necossaria urna
nova divisio nos districtos do Paz d aquella fre-
guo/ia, e de se ter de proceder a urna nova e-
leicio : de firma que acha-so a popularlo da
fallada fregu ia sem Juizes de l'.r, que Ihe
administren! justicai eoque mais be, em ves
peras de pas-ar pelos horrores de urna eleicio ,
quando os nimos anda se achio esoondecidos
pela lucia por quo acabarlo de passar Sabe
\ me. o motivo do tanta patifaria ? Como os
homens do topo nao poderlo vencer a eleicio
em Tijicupapo, aondo o cao do lila nao pode
apresentar-se com os seus 70 soldados municia-
(Ids, excogitarlo agora este mei anda que il-
legal para ver se consoguem alguma cousa, ra-
lendo-se da circumstancia do niohaverjuiz
do Paz juramentado, o em exercicio, para man-
res, se s, ou nao, a mulber do cidadfio'le-
naud ?
Eu declaro-vos, respondeo prompta-
mente a Condessa, que, se o seu nico criino
he ter desposado urna proscripta, podis pl-o
cm liberdade, pois que nao ou mais que sua
amasia !
Su i amasia sorprehendido repetio
Damas,
Sirn, sua amasia Sim, cntregando-
mo-lhe, sacriliquei-lhe o que urna mulbertom
de mais charo no mundo, e elle he to grande
e lao nobre, quo longo do envergonhar-mo
d'isto, ensub-rbccn-mod'eslesicrificio, e qui-
zera docaral o face de todo o mundo.
Esta despejada conlissao, disse o Presi-
dente, evidentemente demonstra a moral da
infame nobreza : quaiquer plebea corara
de fazel-a ; mas, cidadoa, sou toreado i diser-
to, quo mentes. O propr.'o aecusado acaba de
espontneamente declarar, quo he, no leu
amante, mas sim teu esposo.
Fitesta isio, Phihppe oxelumou a Con-
desas filando no moco um olhar enternecido :
a ocelo he bella he heroica '. Eu nao espera va
menos d'um coracao como o teu Mas eu t'o
tupplico amigo ,. accrescentou ella com voz j
drem algum dos seus presidir a eleicio. E
s assim se podo explicar o laclo de nlo darem
posse aos Juizes de Paz; por quanto, dado mes-
mo que fosse permittido Camaia, depoisdas
divisoes por ella Zoilas em Agosto ou Setembro
do anno passado, proceder urna nova divisao,
nao era isso motivo para negar a posse aos
Juizes eleitos, os quaes exercerio as suas func-
coos at que tomassem posse os novos Juizes de
Paz. Assegurio-me que os Juizes de Pazes-
bulhados representarlo ao Exm. Presidente
contra o procedimcnto criminoso da Cmara ; e
todos os nomos honestos d'esta comarca esperio
de S. Ex. urna medida digna de sua Ilustra-
do c imparcialidade. Estive na casa da Cma-
ra no dia em que se pralic u essa traficancia ,
o do nada me admirei lano como de ver o
comporlamcnto do Major Lul d'esse moco,
que,tendo sempre pertencido ao partido da or-
dem ao qual dove o pao que come e a roupa
queveslo. porque, apezar da sua natural inca-
pacidades encheo do emprogos, apresonta-se
agora ostentando urna insolencia desc unedida
insullando aquellos a quem a gratidao ordena-
va-lho. (|ue ao menos respeitasse, e prestndo-
se,sem a menor reserva, todas as exigencias .
ainda asmis infames, dos seus novos amigos.
Faz muilo bem; a poca actual he dos esperta-
talh&s.
%.'\J TI
Alfancfcga.
ltendirnento do dia 15......... 13:823*726
Descarrego hoje 16.
IJarcaIVaiarremercaduras.
BrigueAndescarvo.
BsreaBella l'ernambucanaarcos de pao.
,-IMPORTACAO.
Tentadora ; barca portugueza vinda do
Porto, entrada no rnez. p. passado, a consig
naco do Manoel Joaquim Ramos o Silva, ma-
nilestou o seguinte :
t caixa facndas, 1 dita salpicoes, 87 canas-
Iras macaos, 6 saceos e 1 caixa nozes, 5 ca-
nastras ceblas 1 sacca feijes 8 canastras
castanhas, 1 caixa miudezas, 4 gigos macaes ,
I dito ceblas 1 caixa frutas seccas 2 potes
uvas, 18 caixas plantas 20 gaiolas passa-
' arris vinho, I cndete doce, 50 rudas
lo, .950 resteas de ceblas ; a or-
rs,
ile arcos
dem.
1 cunheU^Truta secca ; a Joaquim Francisco
dos Santos. <
18 cadeiras de pao preto, 2 mesas de jogo ,
I dita do meio de sala, 1 commoda, I toucador,
1 sola, 1 cama de armacao, 1 caixa com 1 vi-
dro, 1 mesa de jantar do vinhatico, 1 barril
com jeropia; a Antonio Montriro Pereira.
10 barricas nozes, 18 canastras macaes; a
Manoel Fernandas Guodes.
1 caixa 1 santuario, 4 canastras macaes, 3
caixotes doce; a Jos Pereira da Cunha.
2 canastras ceblas. 1 barril vinho, 3 cai-
xotes doce ; a llenriquo Bernardes de Oli-
ve ira
16 barril pregas 7 caixas echaduras, 5
ditas caixas do cbifre, linhas e no/es, 1 eaixa fa-
zendas, 4 canastras macaes 1 dila prezuntos;
a Antonio Valentim Silva Barroca.
C caixas figos, 37 canastras macaes, 10 cai-
xas no/es, 1 dila palitos, 1 dita doce; a Ma-
nuel do Azevcdo Maia.
20 barris vinho; a Jos dos Santos An-
drade.
/ caixole mermelada ; a Antonio Gomes
Villar.
branda, permilto me recusar o leu sacrificio....
Oh continuou ella, dirigindo-se aos juizes,
como nao comprehendestes, que foi o desojo de
conservar Ilesa a honra da mulber que ama ,
quo o obrigou a preferir a morto revelacio do
segredo da sua falta He porm. o meu mais
rigoroso dever fazer baquear esta sublimo men-
tira .' Sim be falso he nleiramente lalso o
quo vos ello disse. Nao sou sua esposa, eu vol-
o repilo mas sim sua amasia !
Nesle caso cidadoa replicou o Presi-
dente como explicars a visita d'tsse Padre ,
que ao teu cubculo do Euxembourg conduzio
o cidado Renaud ?
Um Padre! disse a moca; ois aqui est outra
falsidade. Urna nica pessoa foi com Philippe
vr-mo : era um velho chamado Claudio Du-
v&l.quo havia sido mordomo de meu pai, o quo,
na vespera de deixar a Franca (|uiz dizor um
ultimo adeos lilha do seu antiso amo. Se csso
velho era um Padre; qual a razio por que o nao
prenderlo ? Desde quando contemporisais com
os .Ministros de Dos ? Confessai antes, que
esse homein no foi capturado, porque receiou-
se quo, por seu testomunno viesse elle des-
macarar a impostura que so urdi para perder
Philippe.
4 canastras macaes, 1 sacco nozes, 3 canas-
tras ceblas, alhose nozes ; a ordem.
200 resteas cebles; a Manoel da Silva San-
ios.
1 caixa biscouto, roscas e nozes; a Jos Car-
los Ferroira Soares.
1 barril vinho', 3 molhos arcos de pao, 1
sacco torneiras, batoques o molhos de pao ; a
Domingos de Olveira Pinto.
1 caixole semenles de flores ; a Manoel Pe-
reira Caldas.
9 caixas galoos, cascos para chapeos, linhas,
pentes e objectos de sirgueiro ; a Joaquim
Monteiro da Cruz.
14 canastras maraes ; a Joaquim Ferroira
Ramas.
1 pacole panno de linho; a Manoel Jos
Martins de Sonsa,
4 can asirs macaes; a Antonio Jos Nunes
Gu i maraes.
I2caixes de pinbo abatidos, 1 dito massas
para chapeos 24 canastras balalas, 6 ditas
macaes; a Antonio de Olveira Maia.
24 canastras castanhas 350 ancorelas azci-
tonas, 1 caixa boloesd'osso edelinba; a Joo
Antonio dos Sanios Andrade.
4 meias pipas e 29 barricas vinho; a Manoel
Duarte Rodrigues.
1 barril vinho; a Jos Francisco de Azevedo
Lisboa.
1 Cbixa panno do linho, 17 saccas feijoes
Victorino da Costa Moura.
6 caixotes pedras de afiar; a Eduardo For-
reira Bailar.
1 caixa meiase caturnos de linho, e I cai-
xinha de ouro ; a Vicente Alves de Sousa Car-
neiro.
2 caixas linhas, panno de linho c caturnos ;
a Joaquim Monteiro da Cruz.
10 barrig vinho; a Francisco Camello de
Mendonca.
2caix5cs linhas e no?es; a Jlo da Cunha
Maga Ih les.
3 caixas linhas, 50 barris pregos, 3 canas-
Iras macaes ; a Manoel da Cunha Guimaraes
Ferreira.
1 barril vinho, Iditoazeite de oliveira 1
sacco semenles, 4 Jcanastras ceblas, \ ca/ro
ferrado, 1 arado, 1 grade ; a Caetano Pereira
Goncalves da Cunha.
1 caixa 1 urna, 2 ditas figuras de barro ,
6 caixas e 4 gigos louca, 300pannicos. 16 har-
ria vinho; 50caixas velas de sebo, 2 barris
enxadas 200 resteas ceblas, 122 barril a-
zeitonas, 372 cadeiras surtidas, 12 moxos 2
canaps, 4 marquezas 1 sof, 12 mesas, 4
commodas, 6 caixas noz^s, 220 caixas de pi-
nito abatidas, 19 canastras albos, 1 caixa pan-
no de linho, 2 ditas ignora-se 40 canaslras
macaes, 2cunhetes diversos objectos; a Emi-
dio Jos de Oliveira
5 caixas tamancos, 3 ditas fechaduras do-
bradices e tranquetas, 1444 razas do sal 6
caixoes figuras de barro para jardm, 6 ditos
va/os dito para dito, 1 caixa fazondas 1 dita
mangas de#vidro ; a Manoel Joaquim Ramos
c Silva.
2 caixoes louca, 1 guarda-louca, 1 guarda-
roupa, 1 commoda. 1 meia dila 2 colxSes ,
2 camas, 1 lavatorio, 2 mezas de jogo. 1 di-
ta de jantar, 6 cadeiras, 1 canap 3 babs
roupa, 2 caixas ditas, 1 dita urna machina de
pao; a Manoel Pereira Rozas.
170 cabos de ceblas, 32 barris vinho; a
Rozas (Si Braga.
1 caixa quinquilleras ; a Manoel Joaquim
Das de Castro
1 caixa cascos para chapeos, 1 dita doce 1
pacole panno de linho ; a Jos Duarte das Ne-
vos.
2 canastras macies) 8 Joaquim Jos da
Costa Leitio.
5 caixas um oratorio o urna imagem : a
Lourenco Jos das Neves.
10 caixas feijoes, 1 dila caixas vazias e lam-
pos; a Bernardo Francisco do Azevedo Cam-
pos, -^
1 caixa macies ; a Francisco Augusto de O-
liveira,
2 castras macies, 1 barrica nozes; a Ma-
noel Fernandos Godois.
1 pipa vfW); a Jos Joaquim de Moraei
Sarment. ^N
64 rodas de arcos de pao, l barril pregos, 5
ditos diloso enxadas,I pacole panno de linho'; a
Manoel Ignacio de Olveira.
20 canastras albos 16 barricas 4 caixas
nozes, 4 barricas o 10 canastra.^ eastanhas 86
ditas macies, 40 ditas batatas,! 10 caixas uvas,
60 ancorelas azeitonas; a Josi Aflonso Mo-
reira. \
200 ancorelas azeilonaa, 5 camastras alhoi ,
200 Hacas de vimes; a Antonio Jtoaquim de O-
livoira Fiuza. (_
4 barris presuntos ; a Jos Goncalves da
Fon te.
53 ancorlas a/oilonas ; a Jos Dias Corroa
da Silva.
1 cndelo obras do prata; a Euiz Jos Pe-
reira Simos.
1 canastra macies; a Antonio Fernandos
Lima.
1 pacote panno de linho; a Paiva & Manoel.
1 caixa panno de linho e esloupa ; a Fran-
cisco Jos Silveira.
2 barris prezuntos; a Fortnalo Cardozodo
Gouveia.
i pacote panno de linbo ; a J. P. da Silva
Guimaries.
1 caixole doce, 1 barrica cebo em pi, i sac-
ca feijoes, 2 tullas de barro 2 barris vinho;
a Antonio Pereira da Cunha.
2 aixas frutas seccas ; a Jos da Silva Loio.
2canastras macies; a V. de Castro Moura."
1 caixa linhas, 2 barricas horlalice, 6 canas-
Iras macaes; a Jos Antonio da Cunha.
I pacote pani.o de linho ; a L. A. B do
Brito.
1 caixa ignora-se; a Manoel Ribeiro da Cu-
nha Olveira.
1 caixa pedias de aliar, 2 barris ignorase :
a Jos Borges de Castro.
1 cunhete ignora se ; a Jos Manoel Cosa e
Silva.
lovimento do Porto
Aqui Fouquier-Tinvlle julgou que deva in-
tervir no dbale para destruir a impressio, des-
favoravel aecusacio, que nos jurados comeca-
va produzir a einegica defeza, por um tal ad-
vogado pronunciada.
Cidadaos jurados, disso elle, vossa cons-
ciencia incumbe avahar qual dos dous depoi-
rnentos deve ler mais valor aos olbos da Justica,
se o de um cidadao, como Willschoritz ja co-
nhecido por seu patriotismo e equidade, se o de
urna aristcrata sem pudor como a que aca-
bis de ouvir. Entre estes dous teslemunhos, dos
quaes um foi dictado pela verdade e o oulro
todo filho da imaginario nio pde ser duvi-
dosaa escolha d'um Juiz recto e virtuoso. Ad-
mitamos, porm, por um instante, que o ci-
dadao Renaud nlo desposou esta mulber; sera
elle por isso menos culpado para rom a roubli
ca ? Pudo alguem deixar-se impunemente cor-
romper pelos miseraveis altractivos d'cssas aris-
tcratas d'cssas perigosas seras, que, mesmo
dos carceres nio deixio do conspirar contra a
nacao ? Concedamos, queeaecusado livesse
outr'ora feilo alguns serviros causa do povo ;
mas concordemos que ligando-se mulber
impudente que vem do fallar abjurou intei-
ramenle ao civismo dedicaco e ao amor
zVavios entrado no dia 15.
Rarcelona por Malaga; 51 dias, Irazendo do ul-
timo porto 36 dias, brigue-escuna hespa-
nhol Joven Uenrique de 125 toneladas ,
capilio Joio Baptsta Malario equipagem
J2 carga vinho, azeite, passas e mais gene-
ros ; a Manoel Joaquim Hamos & Silva.
NewLondon ; 18 mezes galera americana
(.eorge e Mary do 256 toneladas capillo
Lourenco Baker, equipagem 29, carga azei-
te de peixe ; ao capito
Liverpool; 40 dias, barca ingleza Elixa John-
ton de 16 toneladas capilio Paler Pe-
tra equipagem 15 carga lastro; a Jobns-
ton Paler & Companhia.
Naviossahidos no mesmo dia.
Babia ; sumaca brasileira S Hoza capilio F.
Caetano de Almeida. carga diversos gneros.
Macer ; vapor de guerra nacional Guapiasi,
commandante o Capillo-Tenante Guilhermo
Carlos Lassance Cunha : passageiros Jos
Francisco do Magalhes Bastos, Joio de Al-
da patria. Danton, Camillo e Verginaud tam-
bera prestarlo servicos ao povo, e no entretanto
odos vs sabis qual foi a sua sorto. Como el-
los, Philippe Benaud perverteo-se o manchou-
se; corno elles. Philippe Renaud lern-se tor-
nado merecedor da morte.
Se he assim e se vossa justica he igual
para lodos tambem este homem deve morrer '
exclamou a Condessa mostrando com o dedo
o membro da junta de seguranca geral.
Esta mulber est louca.. .. balbuciou
Amar.
Cidadoa lu deliras! dase-Iba o Pre-
sidente.
Nio, nio replicou a moca com frca ,
digo a verdade, a verdade pura. Esto homem
To. nimba pr.sio dizer-me que amava-mo .
que quena salvar-me; e islo com urna nica
cond.co de fazer-me eu sua amasia. R-
gele, a proposta ; mas f0 cu houvesse tido a
vileza de vender me por esse preco o puro, o
virtuoso Amar que se me oflerecia para sub-
trab.r-me a aeco da vossa justica nio receia,
na mancbar-s. pelo contacto de urna ex-nobre.
Nonba pois, elle sentar-se no banco dos ac-
osados ; tlefenda-se do crime, que Philippe
be imputado; e, se vossa equidade nio be um
'
MUTIL


niiquerque o Mello Portugueses; Macel-
lino de Carvalho Rapozo, Brasilciro.
Ubsenaco.
Suspenden do lameiro no da 14, para o Havre
de Grace.a barca franccza Z.7.a,capilao Bou-
cher, ctrga algodao, &c.
Declarac/ocs.
5 COMPANHIA DO BEB1RIBE.
Os Srs. accionistas da Companhia do Bebe-
ribe queirao realisar urna prestado de 4 por
cento sobro o valor de suasacccs, dentio do
rpraso de 15 dias, contados de Ib de Janeiro em
dianle. Com esta entrada completar-se ba 40
por cento. Escriptorio dvWompanhia 8 de Ja-
neiiode 184*. O Secretario.f. J. Fernan-
da Barros
__Avisa-se af> pessoas que botarlo, na caixa
do Correio, cartas para diversas pessoas. e lu-
gares abaixo relacionado sem terem d'ellos pri-
meramente pago o respectivo porte, como de-
termina a lei, queirao vir ao mesmo Correio
satislazer esto preceito para entao poderem taes
cartasserem levadas ao seu conveniente destino.
___Relacao das cartas a que se refere o annunciu
supra.Pera o Rio aos Srs. Virgilio Joaquim
Antonio, Antonio Joaquim de Santa Anna.
Para a Babia ao Sr. Capito (ieo Bata. -Para o
engenho Tentuga ao Sr. JoSo Mauricio Wan
derley. Para o Porto a Sr." Josepha de Jess,
e aos Srs. Manoel Jos da Costa, Antonio Sil-
veira Leal.Para a liba de Srs Miguel aos Srs.
JoiodeMattosdeLuz, Antonio lavares Pa
ebeco, Jos Vicente Loo.E finalmente pare
a liba Terceira aos S. Domingos Jos Coellio,
Antonio da Rocba Macbado e Francisco Igna-
cio da Costa.
Pede-se aos subditos da Suecia, e Norue-
ga, de comparecerem em o dia 17 do correnle
pelas 10 horas da manha no Consulado da Sue-
cia e Noruega : na ra da Cruz n. 4.
Avisos martimos.
corrente, as 10 horas da manha no armazem
alfandegado, na ra de Apollo n. G. Adverle-
se que estes vinbos, sendo de avullado cusi pe-
la sua genuina quanto superior qualidade e
bem merecido conceito serio vendidos en
lotes de urna du88 pipas para commodidade
dos pretendentes particulares nu em maiores
porces vontade dos compradores, quer para
consumo, quer para rcexportaeiio. (15
Hoje (16) se Tara leilo de 27 sacras com
feijiSo por conta e risco de quem pertencor, na
porta do armasen) do Bacelar, na escadinha da
Alfandega.
Avisos iliv rao.
H-Anna Barbosa de Mendonca embarca seu 2 Ausentou-se do engenho Serra-no.a ,
3Anna uaroosa oc n .v freguesia da Escada no dia 4 de Novembro do
escravo Jos para Una, por estar doente. (^0 do um eScravo de Angola de no-
3=Onercce-so urna portugueza para ama meMoe|t deaanno, baixo secco per-
de casa, sabe cozer, engommar e C0Iinar n8S flnas testa bastante grande, rosto largo,
na ra Direita n. 58. '"* cor um tanto fula, urna marca du ferida em
2 As pessoas que quizerem fornecer da- uma ai canellas que parece de queimadura,
pouca barba (uma cachimbo eas vetea tbma
tabaco : recommenda-se a todos os cupitics do
riamente d'agoa potnv. 1 a repartifao da Alfan-
dega. o igualmente d'agoa e a/eite de mamona .
nara uma luz. a casa da guarda da mesma Al-1 campo a apprehencao do dito escravo pe a
randera haiao de se acharcm na dita repart-, qual entrepa sendo no mesmo engenho ao ad-
nitega, na|ao ue ra mw i | mJn,rador ou nesta praca na ra da Praia,
cao das 9 horas em d.ante no da 22 do corten-, ^^ q ^ ^^ ^^
le. 8 se entenderao com Jos Antonio de A/e-, .antaaem a recomnen:
da Si
ve
m
doga
6= Para Liverpool sabe com toda brevida
de a veloira e bem conhecida gal ra ingleza Co-
lumbus CapitSo Daniel Green recebe carga
e passageiros aos quaes oerece as maiores
vantagens pela rapidez das suas viagens e su-
periores commodos; a tratar com os consigna-
tarios M. CalmontAC rae do Corpo Sanio
fl.-l. ^ (7
3Para o Rio Grande dpSul seguir em
poucos dias o brigue Jpiter pode receber
200 barricas a freto, e tambem recebe passagei-
ros e escravos a freto; dirijao se a bordo do
mesmo brigue ou na ra do Vigario n. 1, a
fallar com Jos Xavier Vianna. f6
Leilots.
3j=Abrabao Crablree far leilao por nter-
veneno do corretor Oliveira de toda a rica ,
quanto valiosa mobilia, e mais utencilios da ca-
sa de campo de sua residencia de um fa-
moso pianno um cavallo ensinado para car-
ro e uma excedente vacca ingleza : sexta fei-
ra, 17 do corrente as 10 horas da manha, na
Magdalena, sitio pertencente ao Sr. Joao Fer-
reira dos Santos. i
3 = Manool Joaquim Ramos e Silva far lei-
lao por intervengo do corrector Oliveira, de
grande porcao dos mais deliciosos, e j I em co-
nbecidos vinbos do Porto tinto e branco, em pi-
pas, meias ditas e barris vindoi pela barca
portugueza Firmeza segunda feira 20 do
Bernardo Fernanet Vianna abri a escola no
dia 7 do corrente Janeiro.
Ensina menino a 2,000 rs. por rae/,dando
s tinta, e 2,500 rs. dando lodos os pertences
de escola, incluindo alguns livros como sejao -
colleccao de compendios~,"~prmeiros conheci-
mcnlos para os meninos lices moraes tiradas
da sagrada escriptura, os accidentes da infan-
cia, modelos para os meninos. Ensina, leoo
de lei tura duas vezes no dia, escripia e cuntas
uma vez. Na segunda-feira de tarde laboada
pequea edobrada, pezos e medidas itenera-
rias, algarismos de vintens ot patacas, expli-
cacao das regras de civilidade. NatoiQadou-
trina chrislaa. e ajudar a missa. No sabbado
toda a doutrina ea sua explicado pelo catecis-
mo das verdades catholicas. Ra da Cadeia do
Recife no primeiro andar n. 56. (18
9 DENTISTA.
=J. W. Vervalon da firma de Vervalen e Ca-
rey, Dentistas leudo voltado esta cidado ,
avisa aos seus amigos e aquelles que precisaren!
de seu servico que se acba na ra du Cruz n.
3 primeiro andar. (6
3 Aluga-se um bom sobrado na praca da
Boa-vista n. 19 ; a tratar no segundo andar do
mesmo sobrado ou na ra da Cruz n. 38. ,'3
1 Quem precisar de uma ama com muito
bom Icite para criar, anda mesmo que seja
para (ora da praca ; na ra Imperial n 47. (*>
2 O Snr. Manoel Rufino Campos queira
declarar a sua morada que se Ihe deseja fal-
lar. (3
2 Antonio Jos de Siqueira embarca para
o Rio Grande do Sul o seu moleque de noine
Galdino. (3
2 Arrenda-se um sobrado com sitio na
ruadaTrempe; e no mesmo lugar vendem-se
terrenos ; -o (aliar na mesma ra n. I, (3
'1 Aluna-so uma casa terrea na ra dos Pes-
cadores n. 60, com quintal e cacimba ; na ra
larga do Rosario n. 52. (3
rap fino
V1NaG1\IlYUO
Jernimo da Costa Gulmaraes e Silva asss,
agradecido ao benigno publico pela grande ex-
traccao que tem tido o rap fino Vinagrinho
de sua fabrica tem a satislafao de Ihe poder
declarar, que se naoilludio com o acolhimen-
to que fez ao mencionado rap.
A approvaco que a respeitavel sociedade
de Medicina desta provincia se dignou dar ao
rap fino Vinagrinho,depois de o haver submo-
tido a uma analyse chimica asss rigorosa he
o maior elogio que se pode lazer a sua qua-
lidade.
O annunciante se obriga a (er sempro boa
qualidade deste rap a dlsposicao de seus be-
nignos freguezes.
Oembrulho dos botes be aiul, o os rtu-
los brancos ; vendem-se de cinco libras part
cima a I/00 r.. no deposito da ra da Ca-
deia do Recife n. 50. '-'20
2 D-se dinheiro a juros sobre penhores
de ouro ou prala ; e vende-se um relogio de
ouro com corrente chave ; na ruaeslreita do
Rosario n. 35. (*
. e se entenderao com Jos Antonio uc azi- recebe|1 com vant(ljjem a recompensa do qual-
do Santos encarregado do referido (Ornee.- j quer traba|h() 0 despesas, que houverem de
onto, com quem por menos o fizer. Alian-1 teri igualmente rogarse as pessoas, que com-
pga. 15 de Janeiro de 1845. : praoe vmdom escravos o favor de se Ibes lr
Jos Antonio de Azevedo San/os.(I I offreoido o mencionado ou me>mo que delle
3 Precisa-sede una amado leile que seja tenho noticias parlicipaiem ao dito Caldas ,
branca ou parda: na ra da Paz ou travessa da \ que alen, da pagar toda e quah,oer despesa
r '. f3 Ihes sera muito agrade.io, pelo graiule bene-
i.armo n. _,-. .,,., r... ficio. quo fa/.em a i orpliiios depai e nii que
3- Faz-so publico, Vn^U^ ^ apen'as he o nico bem que posiuem. (20
^'^r^TSL 2-J. Koller avisa u respeitavel publico
terrenos a elle annexos na nneira ue una, > 'i. i
Sguesia do mesmo nomo (UnaJ, da comarca | ao eommi-reio em part.cular, que des-e o 1
do Rio Formlo, est sujeito a serias questoos de Jano.ro deste anno ontrou o seu irmaoj.
indiciaras pela lesao que sofrem os herdeiros] CU.' Koller Rordorl como socio n
do mesmo enn nho com o inventario e part
Ihas e infinitas outras ras5es fundamentadas
em direito ; portanto avisa-se a qualquer n
quem or ofTerecido esso enponho ou algum
dos terrenos a elle annexos a venda que nlo
faco negocio pelas rases expendidas, em sus-
tentacaodas quaes pelo presente se protesta. 10
___ OSr. T. B. C. S queira ter a bonda-
de de apparecer no atierro da Roa-vista, loja de
miudezas n. 51. resgatar seus penhores at o
dia 28 do corrente, e nao o fazendo se vende-
ro, para pagamento do principal ejuros; e
para que so nSo chame a ignorancia faz-seo
prosete annuncio.
2 ADMIRAVEIS
NAVALHAS DE A?0 DA CHINA.
tormo vao o forte e o fraco o oppressor e o
opprimido scro imparcialmenle julgados.
Cidado Presidente faz calar esta mu-
Iher disse Fonquier-Tinville, levantando-se;
bem vs, que ella calumnia o cidado Arn; r.
Ousais sustentar, que ves eu calumnio!'!
exclamou a Condessa vollando-se para o con-
vencional entao mudo deconfuso e raiva.
Cidadoa interrompeo vehementemente
o Presidente j que t abusas da palavra eu
t'a retiro : senta-lo.
Nlo obedecerei replicou a moca reso-
lutamente, e, pois que a ustica desappareceo do
vosso tribunal. he ao povo quo me vou dirigir.
Permitlireis vos, rontinuou ella (aliando ao
auditorio permittireis que so degole um de
vossos irmaos um de vossos ompanbeiros ,
sem que ao menos elevis a voz seu lavo'. Pe-
di-lhe,que vos mostr as leridas, que Ihe cobrem
o peito.e que recebeocombatendo por vs!Ocri-
me, de que seoaecusa, foi por oulro commetti-
do; (oi Amar, este odioso Amar, que o fez entrar
em julgamento para d'elle vingar-se.. Eu e
PhiBppeamavamo-nos.ha muito lempo... mul-
to anteada revolucao... iVIasello me naodespo-
sou, entendis?.....Nao. nao. ello nao be mais
v__i. K; ... ni.. nnr vi'til II-
raiBiL.
ra um republicano ser amanlo d'uma mulber
nobro ?
Pronunciando oslas ullimas palavras com voz
quasiabafada a Condessa deixou a caneca ca
bir-lhe sobre o peito o desfallecida foi ter aos
bragos dos meirinbos.que, um signa) do Pre-
sidente ji d'ella se bavio apoderado e esfor-
cavao-se para carregal-a paro fura da sala d'au-
diencia.
__ Perdi perd3o para elle quo be in-
nocente exclamou a uma s voz, todo o au-
ditorio, prolundamenle commovido pelo espec-
tculo d'uma lao verdadeira e tocanle paixao.
__ Ah! scelerato heassim, quopersegues
os patriotas! vocifeiavoos bomens, amcacan-
do com os punhos ao membro da junta de segu-
ranza gcral, que, querendo tomar a palavra nao
o pode conseguir por haverem-o quasi inme-
diatamente inlerrompidu com apupadas geraes ,
e vio -so obrigado escanar-se depois d'haver
dado 8S ultimas nslrucc,es Fouquier-Tin
ville. O aecusador publico apressou-se de subir
o estrado do Presidente no meio da pe turba-
cao que cada vez mais se augmentava. Tro-
Tena a vantagem de cortar o cabello sem of-
fenca da pelle deixando acara parecendo es-
tar na sua brilhanto mocidade.
Este ac vem excluzivamento da China e so
nellelrabalhaodousdos melhores o mais aba-
lisados culileiros da nunca excedida e rica ci-
dado de Pekim capital do imperio de China.
Autor Shore.
JV. B. Ho recommendadoo uso destas na-
valhas maravllhosas, por todas as sociedades
das sciencias medico-cirurgicas tanto da Eu-
ropa como da America Asia o A Mea nao
sopara prevenir as molestias da culis, mas
tambem como um meio cosmtico.
Vendem-se nicamente na ra do Crespo ,
loja n. 19, de Jos Joaquim da Silva Maia. (18
Engomma-se roupa com toda perleigo
promptido. o por menos do que em outra
qualquer parto : na ra d'Agoas-Verdes n 96.
Preci/a-se de um caixoiro para lomar
conla de um depozito de pao, e bolacha c que
d fiador sua conduela, na Solidado pada-
ria N. 22aop da igreja.
1 =Preciza-se saber, se existe nesta provm
cia Jos Francisco Pereira Penna, que esteve
noMaranho em Julbo de 1818 ou alguma
pessoa, que de noticias do mesmo : na ra da
Cadeia velha. Coja N 39. (5
3- Jos Goncalves Salgado retira-se para P>
ra da provincia. .
3- Gaspar Ferreira de Sousa retira-se para
fora da provincia. {i
3- Do-se 500/ rs. a juros sobre penhores,
ou hypothcca ; na ra Nova n. 63. 2
3-O abaixo assignado faz sciente ao res-
peitavel publico que ninguem faca negocio
algum com 20 palmos de um terreno de Irr-nle ,
efundo al baixa-mar no Atierro dos A Hga-
dos junio ao sobrado do fallecido Raptista ,
por este Ihe pertencer por execucao, como cons-
ladasonlcnca o poste. Jos da Silva Mo-
re ira. *
bancos manifeslou a resolugao, em que esla-
va de resistir seriamente lorca armada e,
como era de receiar que a mnima efluso de
sanguo produzisse em Pariz urna lublevacfio po-
pular lomou Dumas o partido de dar contra
ordem e de fazer immediatamenlo recollieros
jurados sala do concelho. Ao cabo de alguns
minutos, voltraoosJuizes e o cidado Vil-
late i'l, quo ora nessediao Presidente do con-
celho pronunciou, com a mao sobre o cora-
co um verdict de absolvicao ao cidado Re-
naud.
Vivas acclamacoes accolbro esta declarafao
do Presidente do concelho. e quasi que o joven
Commandante be carregado cm triumpbo so-
bre os hombros dos seus robustos auxiliares.
Para poder subtrabir-so essa importuna ova-
negocio, a qual continuar no mesmo giro de-
baiio da nova firma de J. Keller&C. (i
2Precisa-so do dous bous Iraballiadores
de padaria, que saibo desempenhar o seu lu-
gar com perfeicao, f.i/em-se iuteress-'s corres-
pondentes ao trabalho, e alanca-se o bom tra-
tamenlo : quem quizer dirija-se a rita do lian-
gel n. V. (6
3=0 abaixo assignado previne aos seus de-
vedores, que, como nao seja possivel por boas
maneiras uagarem as suas contas e lettras quo
Ihe sao devt dores de efleitos que' Ihe compr-
rao, na ra Nova, ha 3, leo annos, e alguns
anda ha mais lempo, por esta jusla razo rogo-
Ihes.que ventilo papar por todo eslo mez de Ja-
neiro pois do contrario do principio de Fevo-
reiro em vanto ir chamando a Jui/.o sem ex-
cepeao. Frederico Chaves. (10
3=Preci/a-se de um caixeiro para venda ,
que saiba lr ; quem estiver nestas circumstan-
cias, dirija-so ao pateo do Hospital n. 14, qua
achara com quem tratar.
(*
2A requerimento de Joao Pereira !.!_
como tulor do orphao Domingos Pereira Lagos,
vao a praga segunda voz para serem arrematadas
por Ir/, annos as rendas de um sobrado de um
andar e Sto,quintal murado, cacimba tan-
que p3ra banbo sita na ra do Linimento da
partido poento n. 16 polo mdico prec,o
de Iresenlos e sossenta mi! reis ; na porta do Sr.
Doutor Juis de Orphos no alerro da Ros-vista
casa amarella defronle da matriz, quarta-feira
|6 do corrente as 4 horas da larde. (11
4 Precisa-sede uma ama de leite prere-
rindo-se captiva ; na ra da Assumpco n 10.
4 Roga-se ao Sr. thesoureiro da lotera do
theatro que nao pague o que por sorto possa
sahir aosbillielesda primeira parte da 16.* lo-
tera Intelro n. 1647 o meio n. 2SI7 os
quaes forjo desencaminhados com urna carta
que foi lancada no Correio desta cidado para O
Sr. Laurenlino Jos de Figueiredo da Para-
lotera do theatro!
As roicis tiesta loteiia
ando mpreterivelmente
lio (lia 28 do V-orreiite, -
quetn u\i nao hilhetes por
vender, e o restante dos mes-
mosacha-se a venda nos In-
gHresannunciados. (9
e moslral a pallida e inanimada. Esta vollou
emfim .-i e, instruida do que se bavia passa-
do pela alegra que em ludas as faces observa-
ra poz as mos elevou os olhos aoCo e,
ext'ax.ada com voz apenas articulada mur-
murou:
_ Salvo elle salvo Oh obrigada. meu
Dos! ,
Sim salvo por ti an|o sublime I res-
ponden Ihe Philippe ; mas do que me serve a
vida sem ti ? ... A hora de tua morte sera lam-
bem a do meu ultimo suspiro
Encaso ilho, disse-lheella
de moderada severidade..........
com vo
11' Nao leii duvida. dizia algumas de sua8
rasizmi *<>***. ii^ts?5SSChS.T ZtSES*
(*) Autor das estimadas memorias da revo-
luto. Acceitou o cargo do jurado nao por
ambicSo mas por dedicaeao, o dcsempenbou-
o conscienciosamente. Foi elle quem dirigi
o voto dos collegas no frocesso do zidado Re-
exlraordinarias.
(Continuarse ha )
Cao que cauu rct mais ao augmentara. iu- u iuiu ..a ^^-rt r------ ,
cadas cnlre elles algumas palavras ordenou o naud ; e poucos dias depois foi destituido
Presidente que o povo fsse expellido do Tri- das suas funeces o lancado em uma prisao
7!*&"mr&:^-\Z^w<^
.ADO



rhr .-.<* v.
Xirf
4',
2 Uma mulher, quo coso com muila per-
leicao se oTercce para fazor qualquer costura,
tanto em sua casa, como mcsmo na do alguma
senhora francesa ; qucm de seu prestimo se
quizer utilisar dirija-se ao pateo do S Pedro
loja do sobrado n. 3. (6
2Preciso-sude uma ama deleito; na ra
Direita n. 10. (*j
2 Jos da Silva Oliveira embarca para o
Porto Alegre a sua escrava, de nome Silveria.
O Sr. Tliom Firnandes de Castro Madei-
ra digne-so mandar pagar 53/300 rs., antes
do partir para S. Paulo ; na Ra Nova n. 47.
A possoa, que llio faltar um preto ainda
bucal dirija-se a Passagem casa do calcada
alia que vira para o Cajueiro, quo, dando os
signaos, Ihe ser entregue; assirn como o an-
nunciante nao se responsabilisa pelo o escravo.
Precisa-sede uma ama de leite lorra,
ou captiva; na ra Velha n. 81.
Manuel Cardoso da Fonseca embarca pa-
ra fra da provincia o seu escravo, do nome
Aguslinbo.
Emigdio Jos Peroira Guorra comprou
por conta do Sr. Jos Martins Ferreira do As-
s um billietu do n. 535 da primeira parte da
16. lotera do tlieatro publico desta cidade.
O bi'tequim da Cova da Onga na ra
larga do Rosario n. 34, continua a dar almocos
de superior caf e jantares tudo com promp-
ido o asseio.
SOCIEDADE THATBAL CAMPESINA.
A direccao da sociedade faz scienle aos
Srs. socios que no da 18 do corrento ir cm
scena a Legitima herdeira do Ihrono. Os bi-
Ihetes sero distribuidos nos dias 16, 17 e 1S,
cm casa do respectivo thosoureiro.
Nobeccoda Carvalha n. 5, engomma-se
roupa de bomem com promptidao o por pro-
co commodo.
* 1 lia um lindo sortimenlo de sedas e pan-
ninhos para cobrir chapeos do sol na fabrica
de chapeos de sol na ra do Passio-publico;
assirn como se concerta toda a quahdade de cha-
peos de sol, por preco oais commodo do que
em outra qualquer parle; tamboril acha-se um
sortimonto do chapeos promptos, dos mais
modernos e baratos. (8
iAluga-se um bom armasem. na praca da
ltoa-vista n. 19, pelo preco de Ityrs. mensaes,
quantia muito com moda a vista da boa casa ;
Irata-se no segundo andar por cima do dito ar-
masen). ,;:
I O
1Precisa-sede uma preta captiva, para o
servico de uma casa de pouca familia ; na ra
da Senzalla-velha n. 142 segundo andar. 3
1 Perdeo seda ra das Larangeiras al o
arco do Bom Jess um saquinho escuro, con-
tando 4 chaves pequeas, sendo 3 com uma
correte de latao e uma presa ao mesmo sac-
so ; quem o achou dirija-se a ra das Laran-
geiras n. 18 quesera gratificado.
do quo em outra qualquer parte; charutos da
Kahia caixasdo200,por tt80 rs. e rap de
todas as qualidades ; na ra do Rosario vindo
do pateo do Collegio, a primeira loja n. 18. (\0
A abaixo assignada viuva do fallecido
Jernimo Jos BustorlT convida aos credores
do seu casal para que no da 21 do crrante ,
pelas 9 horas da manhaa comparoco em sua
casa cm Fra-do portas n. 49 para resol ve-
rema rospeitodo pagamento do seus crditos,
pois agora acaba de soffrer o seu casal um em-
bargo por parlado Sr. Nuno Maria de Seixas e
convem tomar medidas para que sejo todos
proporcionalmente embolsados. Luzia Maria
da Si ha. ({{)
1 Aluga-se o terceiro andar da casa da ra
do Queimado n. ) ; a tratar na loja da mesma
casa. (3
t Aluga-se o primeiro andar da casa ua
12 da pracinha do Livramento ; a tratar n.
loja da mesma casa. (3
Na ra Nova n. 26 acaba de
se estsbelecer urna nova loja de al-
laiate, na qual se acha tun comple-
to sortitnento de pannos linos de
todas as qualidade
e verde, brim de
I
humos
merino preto,
qnadros, ditos
tem principios de engommndo e he recolhida;
narua dasCrures n. 41, segundo andar.
-Vende-se uma parda recolhida de 25 bo-
nos boa engommadeira, cosinheira e costu-
reira ; 3 escravas para todo o servico ; nina
dita por 150/rs., boa lavadelra ; um moleque
de!5annos, um dito de 18, dous pretos para
todo o servico de campo, por 800/ rs. ; na ra
de Agoas-verdus n. 46.
Vendcm-se velas de carnauba, muito boas,
vindas doAracaty e 101) couros surradoJ ; na
ra Direita n. 72.
X Vende-se bezerro de lustro a 3200 e 4/ rs ,
sapa tos de pala francezes a 3/ rs., ditos de
duas solas a -2*' rs. ditos de uma a 1600 rs. ,
ditos de couro do lustro para homem e rapases
a 2/rs. ditos para senhora a 1600 rs. bor-
zeguins gaspeados para homem a 6/ rs. ditos
de po ta a 4/rs. ditos para rapazes a 3,^ rs. ,
ditos para meninos a 2600 rs. sapatos de oor-
davo e marroquim para senhora a 1/ rs di- gommo, cosinhoe vondem na ra ; na ra da
grande com conchas e correntes de forro e-
sos que quizerem; na ra das Cinco-pontai
n. 160. (5
3Vende-se muito boa cal virgen, por pro-
co muito commodo; no trapicho da Ifandaga-
velha a tratar com Iienriquo Maria Perei ra
de Magalhaes. (4,
3 -Vende-se um faqueiro de prala novo
e de muito bom gosto ebegado ltimamente
de Lisboa ; na ra da Praia n. 1. 3
3Vende-se uma armacio envidracada, pti-
ma para qualquer estabelecimento por preco
commodo; atrado theatro o. 20, primeiro
andar. 14
3 Vendem-se 8 escravos, um perfeito co-
sinheiro de um ludo ; um dito bom carreiro
3 ditos ptimos para lodo o trabalho de campo|'
um pardo de 18 annos bom pagem ; 3 preta a
queengommo, cosinhSo o lavo roupa ; duas
ditas de 30 annos por 340/rs. cada uma, en-
-
M'ancos e escuros, risca-
l-oslo
transados
dinhos de gosto moderno para cal-
ca, setim maco preto para collete,
litos de diversas cores sarjas di-
las, casimir; preta de muito supe-
rior qualidade, lencos para grva-
las de militas qualidades, alem de
mitras militas fazendas de bom os-
lo, tem todas as qualidades de 0-
bras feitas, assirn como se recebe
toda e qualquer eiicommeuda de
obras-para se fazerein., oque se
promette pdesempenhar o melhor
possivel para agradar o freguez,
para o que tem hbil mestre j lia
muito lempo acreditado nesla ci-
dade na sua arte. (3o
Compras

S2J;^yilt"'g>,ftw'w*l
1 A direccao convida aos Srs. socios para
se reunircm no dia 17 do corrento pelas fi ho-
ras da tarde na ra da Cruz n. i, casa do Sr.
Oliveira a lm de se tratar negocio do inters-
seda mesma sociedade. (5
IQuem precisar de enlulho pude mandar
buscar no pateo do Carmo confronte a obra
da casa doum andar quo sedar gratis. (3
1Precisa-se de um preto para todo o ser-
vido de padaria, e vender pao com um homem;
na Solidado n. f 1. 13
1 O Sr. Jos Antonio da Costa Braga quei-
ra ir a prava da Roa-vista n 13 para recebar
uma carta. ,3
1 Alu;ra-se a casa n. 5, de dous andares ,
sita na ra das Larangeiras ; a tratar na ru
do Encantamento n. 8 A. [3
1 Existem dous escravos no poder do abai-
xo assignado um de nome Manuel quo diz
ser de Jos Antonio Lima ; eo outro Jos, que
diz peitencera Feliciano l'inheiro ambos mo-
radores no lugar denominado Raposa matriz
do S. Caelano ; os Srs. quo so acharen) com
direito aos ditos escravos, dirijao-se a ra da
Praia de S. Rite n. 3,11a certesa do quo o abaixo
assignado nao se responsabilisa por fuga, ou
outra qualquer cousa que posta acontecer.
Manuel Juse Dantas. (10
1Joo de Oliveira Ranos tem entregue
por ordem de Eslevao deCasse do Hio do Ja-
neiro, o seu deposito geral de rap princesa
nosta provincia deque fui administrador ao
Sr. Antonio Percira da Cunha com quem' de
boje diante se devero entender todas as pes-
soos devedoras ao dito estabelecimento. [7
i Deseja-se fallar ao Sr. Antonio Jos Cor-
reia, chegado a esta cidade na baica Tentadura
em Desembrodoai.no p. p., e Igualmente ao
Sr. Francisco Antonio de Mello, ilho do cirur-
gio Joaqun) Antonio do Mello da cidado do
Porto, ou ao menos saber o lugar da sua resi-
dencia ; na ra de Apollo 11, 0. *
1 O moco, que tirou por rafa um embru-
liio dedinheiro no dia 13 do torrente, do de-
posito de charutos
so de '! dias
Compra-seefectivamente nesta Tvpogra*
pllia toda a qualidadu do pannos cortad'os ou
velhos, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
pelo e toda a qualidado de papois velhos.
1 Compro se uma carteira do viagem, que
tenha algum uso, mas que seja forte nao mui-
to pequea e com algum segredo ; quem tiver
annuncie. ^
Comprao-se duas negrinhas de 12 a 20
annos, e dous moloques, pagao-se bem ; na
ra Direita n. 3. (q
i>m!as.
1Vendem-se suecas com muito boa gomma
de mandioca ; no trapiche novo ou na ra
da Senzalla-velha n. 142, segundo andar. (3
IVende-se una salva de prala grande,
muito bonita e chegada pelo ultimo navio do
Porlo ; na ra da Senzalla-velha n. 142, segan-
do andar. i
1 Vende-se sarja preta muito boa para ves-
tido ; na ra da Cadeia do Becifo loja de Jos
(ornes Leal. 3
1Vende-se por commodo preco uma casa
terrea de podra e cal em Olinda deronle da
igreja de S. Theresa com duas salas grandes,
4 quartos, cosinha fra e um quarto conti-
guo a cosinha para escravos o tem um terreno
bstanlo comprido.com alguns ps do coqueiros,
tendo a commodidade do ter perlo banho de
agoa doce e de salgada quando a marest
cheia e desalobra na vasante, lenha de man-
gue, ecom embarque e desembarque no fundo;
quem pretender annuncie. (10
1Vende-se um sitio na Capunga a mar-
gem do rio com boa casa de vivenda por
preco commodo ; na ra da Madre de Dos, lo-
ja do Cunha. 4
3 -Vendc-se asalte de carrapalo em porco e
a retalho ; na ra de Agoas verdes loja do
sobrado de dous andares vindo da igreja do
Torco lado direito (/,
lVende-se um forro completo para sala do
lindo ebrilbante papel dourado uma balan-
ca grande com pesos de bronze e ferro uma
porco de diaiius o outros impressos a peso; oa
ra de Apollo n 6. (5
i Na ra das Cruzas, venda do Snr. Joo
Jacinto Moreira vende-se leite puro as 7 ho-
ras da manhaa ; vai o (landres fechado comea-
diado o he aberto pelo mesmo Sr. Moreira. (4
- Vende-se milhoa 3'UIOrs. a sacca ar-
roz do casca a 2560 rs cera amarella a 80
ra
quera Ir entregar no pra- 'SU KSRS*1 "" '' ""
pos vio.. ,;;& rvio0 "C-Hris ra ^f^rprela rtboa cosnhei-
praso ver o s,,. Jm. nnr ...^ "V,*. }"J?Mn. e co"' pnncip.os de costura ; na
no me
todas ai
..-.,, au s.ucgauao nrslCjra. lavadeira ecom principios de costura na
5 Vendem-se phosphoros americanos de
primeira qualidade por preco muito commodo;
em casa de L. G. Ferreira S[ Companhia, na ra
da Cadeia do Hecifo n. 52." i
S Vende-se sal de Lisboa em grandes e
pequeas porcoes ; a bordo o no armasem da
ra da Moeda n. 9 o preco he em conta o
Irata-se com Leopoldo Jos da Costa Araujo. (4
2Vende-se a recreacao do homem sensivel,
em 5 volumes novos; na ra do Collegio loja
n. 3. (3
2Vende-se por 500/rs. um bom escravo .
do 20 annos sem vicios nem achaques e
muito del, ao comprador se dir o motivo da
venda ; na ra Imperial n. 27. (3
2Vende-se urna porco de couros de cabra'
corlidos, e saccas de milho a 3500 rs. ; na ra
daConceico, venda n. 0. (3
2 Vendem-se duas escravas de nacao, de
24 annos, engomniadeiras, cosinheiras, costu-
raras o lavadeiras ; umdita propria para todo
o servico dous escravos; uma moleque de 18
annos ; um preto de 28 odlcial de sapateiro ;
na ra das Cruzos n. 41, segundo andar. (6
2 Vendem-se 14 escravos sendo 4 mole-
cas de 12 a 16 annos com habilidades; 5 pre-
tas do 18 a 20 annos lambem com habilida-
des ; uma paidado 20 annos ; dous moleques
cosinheiros ; 2 pretos de 20 annos proprios
para lodo o servico; na ra du Rosario da Boa-
vista n. 48. (7
2 Vende-se uma morada do casa terrea ,
sita na ra dos Copiares n. 22, com soto, com
duas portas eumajanela; a tratar no cartorio
dosorphos. (4
2Vende-se uma casa terrea muito bem
construida com 4camarinhas sala adianto e
atrat com cosinha na mesma o bom quintal,
na cidade de Olinda no largo do Amparo, co-
mo quem sobe para a Misericordia ; no esln-
leiro defronte do S. Francisco, a fallar com
Manoel da Silva Mariz. 7
2Vende-so uma casaca o caigas do panno
fino preto por preco commodo ; no pateo do
Carino, luja do alaiato 11 3. (3
2Vende-se uma raboca de excellentes vozes,
e os seguintes livros ; a collecco do Carapucei-
ro desde 1837 al 1842, encadernada em dous
volumes; diccionario inglezcom pronuncia, as
carias geographicas em ponto grande gcogra-
phia universal com estampas do habitantes e
moedas de todas as nacoes 4 v. em ingle o
secretario portuguez ; no paleo do Carino n. 3.
2 Vende-se um relogio do paredo bom
regulador; no pateo do Carmo n. 3. ;2
2 Vende-se superior bolaxa f'eita em Geno-
va muito torrada o alva propiia para em-
barque e para mesa ; no armasem do taboa-
do de pinho, atraz do theatro ou em Pora-de-
portas n. 1)6. (5
2Vende-se na ra da Ciuz n. 63, primei-
ro andar, um ptimo sortlmcnto do charutos,
sendo uma parte da afamada marca Begalia ,
deS. Felis comarca da Baha por preco com-
modo. (5
2 Vende-se uma escrava de naco de bo-
nita figura lava, engomma, cosinha e cose;
portadas depedra do cantara, de lamanho re-
gular e para cocheira cordo do pedra de can-
tara e da Ierra e portas intuiros de amarello ;
na ra da Cadeia do Becifen. 51, primeiro an
dar. (j
3 Vende-se uma venda nova com os fun-
dos que pretenderen! um braco de balanza
Crespn. iO, primeiro andar. (s
3 Vende-se muito boa farinha de mandio-
ca chegada recentemente de S. Matheus pro-
pria para familia por ser de muito descimen-
t ; a bordo da sumaca Incangavel Carol, fun-
deada defronte do caes de palacio, ou na ra
da Moeda n. 11. (6
3 Vendc-se uma parda moca de bonita
figura, com habilidades; no Hospicio n. 4. (2
3Vendo-se vinhodo Bordeaux e Madeira ,
em caixa de urna duzia de garrafas a K rs. ;
no Atierro da Boa-vista na fabrica de licores
na rna da Cruz, armasem I n. 20. (4
3 Vendcm-se manteletes do grs de naple ,
lisos e de chamalotos furta cores e pretos ,
unsguarnicidos do folhos e rendas, e outros
nicamente com babados sendo todos da ul-
tima moda como attestao os ltimos (igurins ,
quo o annuncianto tem em seu poder; a tratar
com Alfonso S. Martin prximamente chega-
do de Pari/. aboletado na loja de seu irmo
i Vendem-se saccas com dous alqueires de
muito boa farinha, chegada ltimamente do
l'.io de Janeiro; na ruada Cadeia-velha arma-
sem n. 12. 14
Vende-se sal do Ass ; a bordo do brigue-
l)eos-te-guarde tundeado defronte do tjapicho
novo, ou na ra da Cadeia-velha armasem
n. 12, do Iienriquo Bernardos de Oliveira S
Companhia. 16
tos de duraquoa 480 rs. ditos de setim bran-
co para menina a 200 rs. ditos de marroquim
para meninos a 120 rs e outras muitas qua-
lidades decalcado por preco muito commodo ;
na praca da Independencia n. 33
Vendem-so duas purelhas de bicudo uma
dita de curije-j uma dita do checheos, duas
ditas de canarios da torra e outros passaros ;
na Camboa do Carmo n. 15.
Vendem-se garrafinhas vasias para Le-Boy
purgante e vomitorio efrascos de bocea larga
de 4, 6, 8, 10 e 12 libras, proprios para boti-
ca ou para bichas
n. 48.
Vendem-se meias de soda sendo de peso
o laia para padre ; na ra da Cruz armasem
n. 48.
1Vende-se uma porco de baunilha muito
fresca, por preco commodo; na ra Nova n. '23
4 Vende-se uma poico de saccas com mi-
lho bom, por preco commodo; na ra da Praia,
armasem 11. 20. (3
5Vende-se um bom preto ao comprador
se dir o motivo da venda ; na ra do Sebo
n. 33 ou na ra da S. Cruz venda n. 58. (3
Escravos fgidos.
Ainda contina a estar fgido o preto Ju-
venal que he muito condecido na ra por Jos-
Congo baxo tem uma corda na cabeca de
ha. .estregar peso olhos grandes rosto redondo,
beicos grossos ps muito curtos; qlam o *pe-~
jgar, leve a praca da Boa vista, venda n. 18, que
sei gratificado.
I Desappareceo no dia 14do correte as 7
horas da nouto o preto Antonio de naco Con-
go cor preta alto, barba no queixo bstan-
lo comprida com um talho no dedo graodeda
mao direita, o qual ainda esta aberto.com
urna belida ao p da menina do olbo esquerdo ;
lovou calcase camisa de riscado azul; tem as
maos calejadas de trabalhar na masseira de pa-
daria o qual tinha do levar bolaxa na Passa-
gem da Magdalena ; quem o pegar, leve a ra
Direita n. 69, quesera recompensado. (|0
3 Do-se 100/rs.de graliauacao a quem
levar no sobrado da ra estreita do Bosario o.
41, primeiro andar, o moleque Francisco
que desappareceo desde 24 de Oulubro do p.
p., de 15 annos, cabeca algum tanto compri-
da denles limados os dedos grandes dos ps
alguma cousa desonidos dos outros he bem
parecido e esperto ; levou camisa de riscadinho
de algodo trancado, com mangas do meio bra-
co calcas brancas j usadas, o na coucha da
perna esquerda junto a verilha tom um incha-
(l
2 Desappareceo no dia 24 Detembro urn
moleque de naco Cacange de nome Joo de
14 annos; levou calcas azues camisa de ma-
dapolojsujae chapeo de couro, desconfla-se
ter ido para o matto por ter vindo de Gara-
nhuns ; quern o pegar, levo a ra do Crespo
loja n. 10,00 12, que ser generosamente raV
compensado por Jos Joaquim da Silva Maia.'
3 Fugio no dia 8 do corrento o preto Jos ',
de naco Congo do 0 annos, ; levou camisa o
ceroulas de algodo da Ierra, chapeo de pa-
Iha chelo do corpo nao he muito alto tem
dous signaes brancos as nadegas desurras que
Ihedero, tem falla de 3denles nfrente; quem
o pegar, leve a ra da Praia n. 22, que ser gra-
tificado, .g
2 Fugio na madrugada de 14 do corrento
da casa do abaixo assignado urna escrava de
nomo Anua levando com sigo duas crias fllhas
da mesma a primeira do 4 annos de nome
Carlos a segunda do um anno e meio de no-
me Zeferino a qual escrava tem o signaes se-
guinles : estatura regular secca do corpo
cor lula ; levou saia de chita j desbotada o
velha cabefo de madapoln e panno da Cos-
ta ella costuma-se a embreagar, e neste esta-
do so di procurar senhor que a compre com os
fllhos 5 quem os pegar, leve a seu senhor, na
ra do Mondego botica n 04. Joo Cans'
rereira Freir ,ln
NUJd
^ TYP. DE v. DEFARIA1845.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EUPNWPG8I_6J594O INGEST_TIME 2013-04-13T01:03:03Z PACKAGE AA00011611_05268
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES