Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05267


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Full Text
Aonode 1845.
Quarta Feira 1>
Ol>l*Iopublio.- ,3d.i0. d,..qu.n3o fore ..nli6c. b' *L AmSuI! ffTl P'K0' ,d'*naJ1' W *. incido
. ,uo M.O iie por l.nha. qae nao lora, ..gnan... .gao tQ wllp | |,.,400 lyp0 di|r<,sen, J Cidipoblicl,;ao
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
.* 4Ji 7 Sr'nhM?,R,oFora",<,> M.c.T, Por.oC.Wo, Alago..: o 1 =
1.'A.'VhLa"~~r/T ^v* Koni, l -1 d0 C"U "" -- Flor
"*'" i8 to. dd.de d. Violn., quintaa fa.ra. Olinda lodoi o. di.i
., li bag. Hilario. And. do J. de I). d. 2. t,
U tero >.'Fl. Re. ,ud. doJ. de U.dtl.T.
15 Qu.ru a. Amaro. An 16 Quinu a. Berardo. And. do J. de D. di 2. y .
47 Saxta a Antao. *d. do J d. D da 1. va
H Sai. s. Prisc, Rd<
19 Lon>4 O. S.S. Nome de Jeaut.
DIARIO DE
PAUTE 0FF3CIAL.
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 8 DO CBRENTE.
OTicio Ao Chefe do Polica interino do-
terminando em cumprimento do Imperial Avi-
o de 10 de Dezembro ultimo quo especa or-
dons aos seus Delegados fin de que nao
consinti que nos termos de sua urisdiccao
recorra piedade dos liis beneficio dos San-
tos Lugares o esmoler, quo no aprsenla' car-
ta patente do Commissario Gcral da Corte, pa-
ra onde, exige a boa administradlo e fiel ap-
plicaco das esmolas destinadas aos mesmos San-
tos Lugares que sejao remedidas asquefo-
rem agenciadas por esrnoleres que pelo dito
Commissario Geral se mostrarem competente-
mente autorisados.
Dito Ao Engenbeiro em Chefe das Obras
Publicas declarando em resposta ao seu oflicio
d'bontem (7). .."que as licencas concedidas
antes do aviso de 4 de Dezembro de I84i, que
manda marcar o lempo desde que deve prin-
cipiar o goso d'ellas, pdem comegar correr,
quando drem presentadas urna vez que an-
da estejSo em exercicio as autoridades que as
concedro que alias, deverao ser revalidadas
por aquellas, quo Ibes tiverem succedido, e
que neste caso se acha a do Escriturario de
que trata o seu mencionado ofificio ; 2. que be
fura-do duvida que taes licencas devem ser a -
presentadas ao Chefe da reparticao para Ibes
por o ne essario cumpra-te ; e que para ler
lugar a justicacao das faltas do empregado ,
que comecasse agosard'ella antes de previa a
presen taca o be preciso, que se d esta cir-
cunstancia.
PERNAMBCOT
CORREIO.
COERESPONDEKCIA DA CIDADE E PllOVINCIA.
lia muilo lempo procurara eu um nomo,
que assentasse no artigo que no I).-novo se pu-
blica com o titulo Supplemenlo ao Comi do
liecifee quo fosse ja couhecido para facilitar
de Janeiro.
Anuo XXI N. II.
'i'ado agrura a.p.cc!. da n. nairaoi; d. nota, |iruderci. aod.racao' n rgi.: eos
UniMajo. coaio principiamoj t leramu .><>nta(!oa '. m laurajjao anire a: nroat oa.i
culi... k (Proelaaagaa Cambioi .obra Lonaree '.'!> ,'|1
Paria iM rea por franco
U'hoal'.OporiUU drpr.mi
loeda oobra ao par.
l!ti da UttMaa buaa f-rje 1 pOrojo
CiMIlOI o DI i OBJ.INKISO.-

Our.-M'Wdad. O.iU
* da 4.u..
I'rala--f atacot
Paioacolummnarfi
Uitot amcinul
venda
17 UO 17, -'00
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4,'JO 1 'J50
1,'Jlt l (,.!
l.tfjO l.'J 0
PIIASES DA LA NO VEZ DE JANEIRO.
Li.no. S i h. a 5! m.n.d. m
C'aa.:nta a 1 a (i lij-,s e Um i, m
Ln cl.ia a .:( aa -| liaras e !>9 aiin. da ai
i.(u.ntaa 0 .. |.J boras a /i".i. m
Prtumar de hoje.
Primaira as 10 lior. ni C da maahJa. | S (rundo as 10 h.ra .(O unutu
..a.u,-:. ;.:- : : jafcjcii ..
da rdi
FOL1KIIT0
UM CASAMENTO NOS C.UtCKUES (').
(E'poca do terror)
V.
islabelecido o rgimen decemviral, e adop-
tadas as medida terroristas, que lora o urna
consequencia d'elle, o tribunal revolucionario,
que na Franca veio ser enlao a chave do edifi-
cio social, substituio, na grande sala do pala-
cio, o tribunal de cassacao, obra d'assembla
conslituinte, que ainda subsista, mus que,
desterrada do Palais deJustico, tinha sido de-
predada para o lugar da praca do Pantheon,
que he boje oceupado pelas aulas de direilo.
Era nessa vasta sala, onde tanto? tlenlos orato-
rios haviao brilhado, e tantas glorias magistraes
tinho-se adquirido, que, nessa poca, via-so
a Tbemis revolucionaria, tendo n'uma mo
a batanea e n'outra oalfange; altributo mytho-
logicotSo cruelmenlo justificado pe j applicacao,
quoncessantemento d'elle se fa/ia. D'alli.onde
outr'ora havia, por assim dizer, reinado, osso
antigo e veneravel parlamento de Pariz, foco
de tantas luzes, rgido delensor e observador
das leis, alguns homens, tirados das tnais obs
curas classes da nacao, c revestidos d'um poder
Ilimitado e nunca visto, cendemnavo morte
mi I bares de seus concidadaos, sem processo,
s 'tu uppello, sem prova, e muitas ve/es injus-
tairynte e sem nerossidade. Por esse lempo,
niaisd'uui dos membros d'essa magistratura,
que,ha piuco, havia principiudoa perder a in-
(*) Vid. Diario o. 10.
a sua adopcao ; jaque esses maritafedes que
tanto se inculco sao tao miseraveis que nao sa-
ben, soiao macaquear, e isso mal e desaceita-
dos : hontem lendo o referido jornal eiclamei
inveniora cousa to fcil he o Correio
de pelas, e nesse mesmo n. do D.-novo.
se V. mes. se derao ao t.abalho de o ler, ve-
riaoquoo nome cncaixa admiravelmente. U
adamaslor nico faltando-lho factos improvi/.a
mentiras, o que mentiras ainda se elle podes-
so estampar com as asneiras quo escreve os Ire-
geitos que faz, quando falla, vado : baveria
motivo para rir : quem nao ha do rir de um
macaco, meltundo-se a fazer nicticos? mas
assim enunciadas nuas o cruas, sao milito de-
senxabidas, para merocerem perdao.
Mas vejo que o bixo leva cuneada a pacien-
cia com a miaba petulancia, e proclama que
preciso de urna correceo, assim de tapa*, de
pontape$,e outras gracolas do canzarrao.queme
quer crismar a ser civil. Se elle poiesso urna
aula de civilidade tal vez fizesse fortuna quem
sbese arapeziada da praia deve o ser assim
tao bem criada as licoes do Correio de pitat ?
l o bobo que me chama estonteado, quando
ahi mesmo da provas de o ser imputando-me
proposices que eu nunca li ? Na verdade ha
li'/.ao para decidir que os praieiros ausentes
nao pudiao deixar na praia mais dignos subs-
titutos
So do Correio de petas passo ao artigo do
vale do Burlamaque no deparo c m cousa
molhor, e parece prodcelo da mesma vasilha.
O que tem a decrepitudedoD/anoda manleiga,
a ehimtca do seu redactor, com a corresponden-
cia do Jusiceiro, que o amigo do Hurlamaquo
denuncia claramente ? (^ue tem o infame An-
(oninocom o que eu por informaedes que (o
nho por escriplo e reponsabihsadas, tenho dito
do coronel, nao insolencias; essas disso-lho o
Guarda, mas cousas quo cu devo crer veida-
doras ? Esse homem to comedido nao sabe
o meio de justificar se, q uando iiingucm fallou
em sita vida privada, senao dando urna estoca-
da .'' E se as cousas esliverem tilo mudadas, que
urna puche a nutra, em ?. .. Quem bem esti e
mal escullir do mal que Ihe venha nao e aojo.
Pago um anexim com oulro que prezo muilo
pagaras minhas dividas. E aqu aproveitarei o
ensejo para declarar, que at prezo pagar os
dainnos q ue causo outrein....
Tinha laucado estas linhashuje pela manliau
antes do lr o D-novo,porque nunca o leinsenao
quando ao meio da me rtcolho.edei ahi com ou
tra produeco do Correio de petas; assim como
com a resposta que mo d o Director do Arse-
nal de Guerra; mas tanto mo distrahirao, que
so pude collier n'uma \sta d'olhos que dei o
primeiro artigo que o Correio tte petas bo ludo
I nonio so pude allii mar de ridiculo, e de mais a
mais he UVPOCAITA.Em t|UJiito duraran os cajs
foi manducando, foi chupando sem perdour nem
ao bagayo que devor. va com lome praieira ;
agora porm que o lempo Ihe levantou a man
gedoura apparece desfuzendo-sc em desculpas.
Diz elle que = entendi durante as festas do
Naseimenlo do Hei dos eis (cousas em que el-
le nao acredita. devia de hater una (regoa ou
armisticio seno jubileo = e com lio quer
justificar o seu silencio e dar a razao por que se
calnu Quem acreditar a um praieiro ainda
que profira o nomo do Rsl dos Reis ? A moral
de um praieiro e palavra de honra de urna
prostituta sao parallela.. .
Fui hontem assassinado as mmediacocs dos
Alogados um pardo escravo do Advogado ap-
tista loares, por um Gffkial reformado com
urna eslocada e inultos golpes, do que ludo se
seguio a morte do pobre escravo, que alias as-
severo nao baver feito cousa que podesso Fri-
ta! o seu desalmado augressor.
Hoje pela maiihaa passou pela ponte da li a -
vista,conduzidc pela mai,o cadver de um ho-
mem, que disseifio ser Porluguez, e quo mos-
Irava ler recebido algumas contnsoes.
l&iKSha
nos do feudo ora nao t> o Sr. praieiro quH
o .Ministerio he que quer fazer de Pernanibu>
seu feudo, e dos Eloitoros Pernamoueanosfeua
eScravoi quando pretere o Sr. nlonio Carlos
na eleicao 11 feita por Minas, prometiendo-llio
sem falla a votaefio de Pernamhuco ? Cen-
sura-seo Ministerio por dar a Cadeira de Se-
nador ao idiota do Itanhaem com olensa do
mrito dos Srs. 1.impode Abroo e Antonio Car-
los ecom injuria dos Eleitorcs Mineiros o
censura se pela circunstancia aggravanlo do
dar-so o lugar ominenle do Senador a um
ceg instrumento ta Juanna a cuitado lirio,
o da independencia dos Eleilnres Pcrnambti-
caooi, de cujoi votos o Ministerio querds-
pr, como de faieuda sua. Desmanchare ai-
lim O (Opbima do praieiro sem se Ihe retri-
buir com pmtapis os insultos quo faz a S.
Exc., e aos oulros dignos candidatos do partido
da ordem.
Publieacao a odido.
UlAHiO DE PiNABllU
Uuencia, foi visto no heneo dos aecusados, es-
forcando-se por salvar a vida no mesmo roci-
lo, onde, alguns annos untes, tinha o poder
real inclinado a fronte ante a magostado das suas
togas senaloriaes.
Sentados em torno d'uma mesa cober-
ta de panno verde, o enllocada sobre o estrado,
outr'ora oceupado pelos conselheiros de beca
encarnada, do/e jurados forma van um semicr-
culo, em cujo centro via se o presidente em
urna poltrona. Sabe-so o que era nessa poca
o jury : cincoenta individuos, escolhidos pelas
commissoes dentro os mais exhaltados revolu-
cionarios eran os nicos, que o compunhao, e
que, exercendo, cada um por sua vez, o ofli-
cio do julgador, representa.ao (oda a n cao
para com os aecusados.
Urna mesinha, a do escrivao, posta defrn-
te da do jury, eslava coberta do papis confu-
samente espalhudosero os processos dos ae-
cusados, que tinhao de comparecer na burra
A' direita do tribunal, e assentado em urna
c/deira de rosca, cuja frente estava posto um
grande pulpito, via-se um homem de repulsi-
va feialdade, tez lvida, olbar feroz, e sempru
atacado d'uma especio d'agilu^io nervosa, quo
o fazia mover-se como urna tica encerrada em
aperlada priso. Era Fouquier Tinville, o
ctdadao aecusador publico. Elle folheava um
volumoso caderno, recheado de notas c formu-
las adaptadas s suas requisitorias, e que era
como um arsenal oratorio, onde quotidiana-
mente ia provr-se da eloquoncia bale fu-
riosa, cujos raios tao ardilosamente manejava,
-en indo.-o indill renleinente do discurso, que
ni vespera havia forjado, para'obter acondem-
nacaod'um emigrado ou d'um coospirudor rea
O praieiro do O.-novo a hontem sabe fuzer
o seu sophisma pura alcunnar de inconsequenle
o partido du ordem por uceusar o Coverno pela
pr. ferencia escandalosa,que deo uo lolo do Ita-
nhaem sobre o Sr. Antonio Carlos, e querer ao
mesmo lempo, que os Pernambucanos dem de
preferencia seus votos aos Srs. llego Barros e
Thomai Xavier os quaes tem o praieiro a pe-
tulancia de dizer,queso obtero votos dos do-
Isla, d'um partidario da commum ou d um
sectario do ultra jacobinismo. Foi, com mui
[i /iira diflerenca, em nome das mesmai utopi -
as, com os mesmos palavres, e com as mes-
illas aecusa^oes vagas, que elle fez sallar a ea-
beca d'Hhert, a de Cantillo Demoulins, a de
Dunton o a de Anacharsis Clootz Nestu oc-
casiao apreslavu-se para dar algumas edites
novas, salvas cerlas variantes, da nica cali-
linaria que al eniao Ihe havia foruecido o quusi
ciceronianno cerebro.
De vez em quando, inlerrompia Fouquier-
Tinville sua labotiosa elocubraco paiaycoin de-
ferencia consultar unta personagem, que esta-
va, a poucos passos d'elle, em um lugar reser-
vado para.os men bros da jnnta de seguraneu
geral, que, receisos de que o tribunal revo-
lucionario, caneado do erir, le deixasso tomar
de compaixao. so tinhao irrogado o direilo de
inspeccional-oedirigil-o, quando, na verdade,
aquella terrivel jurisdiccao nao necissitava de
um tal estimulante.
'O membro, ento presente, era Amar, que,
nessu dia muis encarnizado que nunca, lancava
sobro os aecusados um odioso olliar, atravez
do qual brilhava urna selvagem alegra, quan-
do poisava sobre um d'esses infolizes, que ac-
cumuljdos sobro os bancos, cujos lados ero
guarnecidos por unta companhia intuir de gen-
darmes, pareciao resignados com sua sorte, o
conservavo-se silenciosos e recolhidos. O
mesmo. porm, se nao observava no audilo-
rio composto segundo o costume de
gene dos arredores, r. busta, de bracos ns,
leieocs grosseiras e enrgicas, o com o indis-
pensavel bon phrigio, de rapazio bregeiro e
malcriado, de regateiras e d'essas megeras, co-
Illm. e Exm. Sr. Presidente da provincia.
Cunstando aos ahaixo assignados, emprega-
dos e proprietarioi da comtnarca de Nazaretb,
que urna representacao tem ido, ou vai ser lo-
vada Presidencia de V. Ex. assignada latn-
beni por pessoas moradoras nesle mesmo mu-
nicipio rom o lim do haverem de V. Ex. a de
missao do actual Delegado d'esla comarca, o
Coronel Jos Maria do Barros Brrelo, se ap-
pressao os ahaixo assignados a representar a
V. Ex. em sentido contrario, esenocomo
pro.cito seguro de tiulltlicaro clleito do seme-
ntante represenlacao, cblendo de V. Ex. o
menospreso d'ella, ao menos em sustentaco
do crdito do actual Delegado, crdito que tai-
vez se recinta de algum abalo por impressoes
menos boas, que essa representado fizesse
nasccr em o hem ajustado animo do V. Ex.
Us ahaixo ossi^nudos que nao tivero a fortuna
de ver essa represen tuco, nao poderao lam-
bom combatel-a analylicamente; deixao por
lauto de acompanhal-u em os seus pontos car-
deas, que elles nao previnem ; somonte por
iiegacao he que ellos contrario quaesquer fac-
tos du accusucOo, dando assim lugar a que
i. aaaai 'm*^m^mwimax*mnsxxru*mtmmMmmtim^mmmmmwm,
nhecidas pelo nomo do meieiras, que ero as
mais Bilduas assiatentos das sesscs do tribu-
nal; que para poderem conciliar a satislaco
de unta lonalural inclinacao comasobriga-
coos domesticas, trazio todas as manhaas para
o recinto do pretorio astucias do la, que ti
nho do fazer para os maridos ou filhos, lim
d'ahi lecl-as. oque, no entretanto que com
mo nfaligavel meneavo a agulha, saborea-
Nao um pomposo periodo do cidadao aecusador
publico, ou um bello verdiet de culpabilidade,
que mimoseava com de/, pessoas a praca da Bo-
voluco. Grucas eisse ingenhoso habito pra-
licavo ellas constantemente a mxima : ulile
dulc. Um tul auditorio nao podia deixar do
sor tumultuoso ; por isso eada um dos
que o compuiiho sem so in.portar com'o
respeito devido ao sanctuaraio da justica ,
e com o maior desembarco communicava em
voz altu c inlelligvel aos que prximos Ibe tica -
vao as impressOcs qu : Ihe faziao as dtllerentes
peripcias do drama cuju represenlacao assis-
tia. Em muitas occasioes era preciso recorrer
anteara de fazer evacuar sala paraobter-so
o silencio necessario aos debates; e mais d'uma
vez vio-IO esse fragoroso auditorio interromper
bruscamente a audiencia para grandes gri-
tos pedir a condenmaco d'um uceusado ou
a absolvilo d'algum quo havia lido a felici-
dade de grangear-lho as sympalhias. Nessa
poca (oicompletamente justificado o proverbio:
Vox populi, vox Dei.
A decorarn do tribunal nada tinha de nota-
vel excepeo d'uma simplicidade puramen-
te republicana. A bella tapeceria quo ou-
tr'ora cobria as paredes dosalo, havia sido
substituida por um papel aveludado capricho-
a
i
i/EL
-'
t *


V. Ex. justicciro como he, e ro encontr de
razes oppostas nao arrisquo qualqucr dccsSo
a respeito, procurando antes de ludo alustrar-
se sobro a queslao vertente Entretanto os
abaixo assignados, seivndo-se da opporlunida-
de, pedeut liceucu para sujeitar consideracSo
de V. Ex. algumas consideraooes sobre a pre-
tengao d aquelles peticionarios, assim como o
jui/.o o conceito, que no? abaixo assignados
merece o actual Delegado. Aquelles peticio-
narios, agc'ntes una do circulo poltico deno-
minado praioiro-se outros nMemente sedu-
zidos, e por elles recrutados para assignar,
prelendem um Delegado que, mancavel a seu
jeito, a ludo se preste sem reserva ; uir. De-r
legado do seu circulo, que obre, e que ludo
faca no ongrandecimenlo desse partido; nao Ihe
serve o actual Delegado, que nao be maneavel:
es-ahi poiso razao da representadlo c entao
todas as invectivas sao justicaveis tudo Ibes
est bem corn tanto que ebeguem aos seus
fins. Naosendo oGoverno de S. M.L.Govcr-
no de partido, e netn se deixamlo tingir d'essas
sujas cores da poltica tmsquinha por ser Go-
verno smente nacional c Brasleiro enlendem
os abaixo assignados c se convencer deque
V. Exc. o iscolhido do Monarcba e o seu pri-
meiro Delegado na provincia dotado do bas-
tante intelligcncia e pralica de governar, nao se
decidir em caso (al se rio pelo mrito leu-
do em vista o bem publico o a paz geral da
provincia, nao descendo aclos meramente sig-
nificativos de deferencias, sempre ruinosas em
poltica. O actual Delegado bem condecido | or
sua llustracSo por seu geni pacilico e or-
deiro, e ainda mais por sua independencia de
fortuna, na comarca ba em todo o lempo oflere-
eido as m.'lbores garantas de paz ba sempre
merecido a coniancados antecessores de V. Exc,,
e a sua conservacao no emprego be como um
pcnbor na comarca.
Os abaixo assignados, na expressao de seus
senlimentos, julgo baver d sempenbado um de-
ver sagrado; levando aprsenle represenlay,ao
s nios do V. Exc. fico tranquillos em suas
conciencias por baverem dito verdade como
tambem pelo inuilo que conliao na administra-
cao justa e acertada de \. Kxc. espero justica.
E. R. M. Comaica de Nazarelb 0 de No
vembro de I8H. U Tenante Coronel do 2.
Batalhao da Guarda Nacional, Subdelegado e
proprietario Jos Francisco Lopes Lima, Padre
Joao Antonio Gaiao, proprietario; Juiz de Di-
reito Criminal da comarca Jpoquim Mu noel \ i-
eira de Mello .loo .Marques Ba.alhao Junir,
Juiz de Paz Subdelegado e Sr. do engenho
Craba ; Major Manoel Fclisberto Marinbo
FalcSo proprietario ; Tenente Francisco de
Paula Marinbo Falco propriclario; Jos
Carlos Bizerra Cavalcanti dito ; Juiz Mu-
nicipal da comarca Jos Bandeira de ello ,
Vigario da froguezia de Nazarelb Cbristovao
do Hollanda Cavalcanti de Albuqu<>rque Pro
motor Publico da Commarca Bento Jos de
Souza Escrivao Je OrpbSoa Ignacio Vieirade
Mello Padre Joai|uim Cypriano Bizerra de
Mello Professor de Latim ; Padre Joao Ca-
vulcante u'Albuquerque Capito Francisco de
Borja \ ieira do Mello rendeiro do engenbo
Floresta ; proprietario Manoel Bemardino Vi-
samenlesemcado do bonezin\ios da liberdade.
Na parede da frente eslava pendurado um grande
carlazcom a declaracao dvsdiieilosdo bomem.
A' cima da cabeca Jo Presidente e no lugar
boje oceupado pelo busto de >ua Magcstade ,
lia-se em um vasto quadro de papel verde, e
escripias em leltrai gordas as seguales palavras
hberdade ou morie A' pouca distancia d'esla
divisa ulira-radical observava-se urna glande
mancha prcta produzida por um pesado lin
teiro de chumbo que, havia ponen um ac-
cusado enraivando-se por ser obstinadamente
interrompido pelo aecusador publico, tinba ar-
rebatado da mesa do Escrivao e arremecado
cabeca de Fouquier-Tinville ; que supposto
tivesse a felicidade d'eicapar-se a este lrrivel
attaque ad hominem ficou todava c mu face
inteiramente ennegrecida pelo forte projectil*),
Esl aberta a sesso dille o Presidente
Dumas.tocandoacampanbiapara impor silencio.
(') O aecusado que, nessa oceasia > quasj
mata o aecusador publico era um enligo In-
tendente dos Arsenaes Touquier-Tinville .
que era frtil em giac,as picantes e motejadoras,
depois d'o baver feito condemnar morte, dis-
se-lhe ir.arolu eu le aparei o liro apara a-
gora este. Alguns dos mais anligos assisten-
tes das sessoes do tribunal do cassacao, que, ter
minada a poca do terror restabeleceo-se no
salo devem cortamente lernhmr-se de tercm
visto a mancha cuja origen? acabamos dote-
velar ; e que de fado nao desappareceo seno
nos primeiros annos do imperio do parceria
com a tapeccia dos bons da libi rdado que
entao (o substituida por um papel semeado di
insignificantes abelbas.
eir do Mello ; Aleres Luis Paulino Vieira de
Mello proprietario ; GapitSo Vicente Caval-
eantedo Albuquerque dito ; Ajudanle Feli-
ciano Jos de Mello ; proprietario do engenbo
Barra Antonio Ribciro de Moura Queiroz ;
proprietario do engenbo Sitio Novo Francisco
Xavier Carneiro da Cunba ; Antonio Bernardo
do Moraes Leopoldino Saraiva do Mello, An-
tonio Francisco de Mello Jnior Antonio
Francisco de Mello Major Antonio Lourenco
Tavares, 'Pnente Francisco Rofino Corroa de
Albuquerque CapilSo Jos Philipe Correia do
Albuquerque Aleres Pedro da Cunba Car-
neiro d'Albuquerque JosSoaresde Araujo ,
Escrivao do Paz ; Aleres Joaquim Vieira do
\cllo Lcitao proprietario; Pedro Jos Cabral
d'Oliveira proprietario ; Antonio da Silva
Cabral, dito ; Joaquim Zoferino da Silva Ca-
bral dito ; Tenenlo Manoel Gomes da Cos -
la dito ; Capitao JoSo Antonio de Moura ,
senhor do engeulio Terra nova ; Padre Anlonio
da Silva Cabral Jos Faustino Caminha, Ins-
pector do quarteirao ; Antonio Goncalvez Pc-
reira negociante-; Antonio Jos Machado,
proprietario ; Antonio Dias Borba dito ; Al-
eres Manoel Anlonio Ribciro, dito; Jos
Luis Machado dito ; Joo Moreira Cmara ,
dilo ; Francisco Ignacio Ribciro de Moraes ,
proprietario do Pag) ; Pnente Antonio Ber-
nardo Coutinho proprietario; CapilSo Ma-
noel Ignacio Correia senhor do engenho Ri-
beiro-Grande ; Manoel Gomes de Souza Bel-
tro, negociante ; EscrvSo Antonio Joa-
quim Alves de Mello Jos Bandeira de
Mello, proprielario; Juiz de Paz Francis-
co de Paula Borges Ucha, EscrvSo de
Paz Francisco Ordonho da Silva Juiz de Paz
Francisco Antonio Gaiao proprietario ; l-
enle Joao Antonio Gaiao dito; Jos Calado
Gaiao Inspector de quarteirao ; Manoel da
Silva Guimaraes proprietario ; Jos Philppe
Pereira Leite dito ; Bento Franco Romeiro .
dito; lielem Jnior, proprietario do Laran
geiras ; Jos Francisco lielem, Inspector;
Padre Francisco Xavier de Lima Pedro de
Mondonga Furlado Esciivo de Paz ; Joz
Carneiro da Silva pnprii (ario ; JoSo Velho
de Mello dilo ; Manoel Leite do Mendonca
Bangel dito ; Capitao Joaquim Francisco
Cavalcanlo de Albuquerque Subdelegado e
proprielario ; Patricio Be/erra de Menezes,
proprietario do engenho Bonito de S. Vicente;
CapilSo Joao do Bego Cavalcanle d'Albuquer-
que propietario; Tenente Manoel Cabral de
Mello dito ; Aleres Ignacio Correia d'Amo-
rim, dito; Manoel Jos da Silva, dito; Juiz de
Paz e senhor do engenho Morojo Manoel Jos de
Olivcira Mello; Jos Pedro de liveira e Mello,
Inspector; Fernando Barata da Silva agri-
cultor ; Padre Manoel Jos de Olivcira Rc-go ,
Pedro Jos de liveira Mello proprietprio do
eniienlio Japaranduba; Antonio Tavares de
Araujo ; Manoel Jos Nigromonte adminis-
trador do engenbo ConceicSo ; Joaquim Jos
Bezerra proprielario ; Manoel Antonio Re-
zerro Inspector; Manoel Carneiro da Cunba,
proprielario; Francisco d'Avila Barboza Es
crivo de Paz ; Francisco Cadena Bandeira de
Mello, agricultor; i< nuno Anlonio d'Al-
huquerque proprietario ; agricultor Joa-
quim Francisco de Paula ; Jos Raimundo de
Almeida proprielario; Sargento e propriota-
rio Jos Felis Gomes; senhor de engenbo das
Lapes, Antonio Lopes Barbalbo ; Capillo do
Guarda Nacional o senhor do engenho Buenos-
Airea Francisco Antonio GaiSo Jnior; Ig-
nacio Cavalcantede Albuquerque, proprietario;
Francisc > Jos do Olivcira lavrador de Cana-
vieira ; Jos do Oliveira Mello, Vicente Alvos
Cavalcante, Inspector ; Tenenlo Francisco
Borges de Medeiros Salles proprielario; Joa-
quim Jos do Souza Manoel Jos Alves ,
proprietario ; Joao Borges Alves Cabral ne-
gociante ; Jos Vieira de Mello proprietario;
JoSo Jos de Mello, Padre Ignacio Antonio do
Reg, Antonio Pereira Reg Feliciano Go
mes Pereira Gaiao Inspector ; CapilSo Anto-
nio Manoel Gaio; Manoel da Cunba de Lemos,
proprielario ; Anlonio Jos de Vasconcellos ,
dito ; Manoel Gomes do Araujo Pereira dito;
Joaquim Miguel de "v'oura dito ; Joaquim
Francisco de Paula dito; Francisco Ignacio
de Moura dilo ; Alferes JoSo Francisco de
Moura Varejao dilo ; Ignacio de Moura Va-
rejao dito ; Manoel Pereira do Moura, dito;
Joaquim Francisco de Moura dito ; Joo de
Barros Reg agricultor ; Mnoel Pereira
Gucdes, proprietario ; Joo Alves Camello de
Moura dito ; Joaquim Cavalcante de Albu-
querque Mello rendeiro do engenho Tame-
laupe de Flores; Francisco Pinto de Mello ,
agricultor; Manoel Freir da Paixao Inspec-
tor de quarterao; Anlonio de Lima Barba-
lbo JoSo Caetano de Mello Joaquim
Jernimo Cavalcante agricultor; Francisco
Cavalcante de Mello, proprietario eagricul-
tor ; Anlonio Lopes de Souza agricultor ;
Joao Francisco de Moura dito ; Jos Pe-
reira do Goes, dilo; Miguel Lopes de Sou
za. dito; Francisco Gomes da Cunba, dilo;
Tenenlo Coronel F'rancisco Xavier Soares de
Albuquerque. Francisco Xavier Soares de Al-
buquerque Jnior, propietarios rendeirosdo
engenho Pindobal ; Pedro Jos Rodrigues,
proprielario rendeiro do engenho Aldeia ;
Francisco do Paula Mello Brrelo, proprieta-
rio do Belgrado ; JoSo do Reg Rarret", a-
gricultor; Alexandro Correia de Castro, se-
nhor do engenho Itapissurema; Major Fran-
cisco de Araujo Correia e Albuquerque, sei;hor
do engenho Buenos-Ayres ; Joaquim Pe-
dro e Albuquerque. agricultor; Manoel Gon-
calves da Silva, Inspector; Manoel Dias do
Canto, proprietario ; Francisco Jos da Silva,
dito; Luiz Flix Ferreira, agricultor; Pedro
Theolonio Bezerra de Menc;cs, proprielario ;
Antonio Gomes Pinto, agricultor; Joao Fer-
reira Vieira do Mello, proprietario do Malem-
ba ; Jos \ ieira de Mello, proprielario do en-
genho Pedregulbo ; Manoel Cavalcante de Al-
buquerque, Juiz de Paz, Subdelegado e se-
nhor do engenho Cordeiro : O Vigario da fre-
guezia de TracunhSem, Ignacio Joaquim de
Santa Anna Cardozo ; o Professor Padre Mi-
guel Vieira de Barros Marreca ; Jos Cavalcan-
te de Albuquerque, senhor do engeiho Goit
deTracunhaem; Joao Mauricio de Wanderley,
senhor do engenbo Serrara-do-Norte; Tenente
Cbristovao da Bocha Wanderley senhor do
engenho Terra-Yermelha ; Monoel Cavalcanle
Entao levantou se o Escrivao e fez a cha-
mada dos aecusados. Depois leo diversos pro
cessos colleclivos ou individuaes que pela
maior parle continheO a imputacao vaga do
conspiracao contra a unidade e indivisibilidade
da repblica. Acabada a leitura de cada urna
d'essas pecas, dirieia o Presidente algumas per-
liuntas 80 aecusado, Irazido barra; em segui-
da ouviao-se os espios ou delatores assala-
riados para observaren) as cadeias a conducta
dos presos: cmlim I ouquier-Tinville tomava a
palavra e em urna requisitoria meada de uni-
formes criminacoes e por assim dizer tereoly-
pada pedia a cabeca dos reos.
Depois de mullos desgravados j baverem si-
do votados ao supplicio ebegou a vez do Com-
mandanle Renaud que immovel sobre o ban-
co e apparenlemento submerso em (acilurna
patina pareca eslranbo a tudo que em der-
redor de si so passava. Chamado pelo Presi-
dente, levanlou-se como que por efieito d'uma
impulso mechanica e veiocollocar-sc junto
barra laucando sobro os membros do tribunal
um golpe de vista onde o mais experimentado
observador nao teria podido descobrir o menor
vestigio de turbacao ou temor.
Que lindo moco disser3o ao vl-o ,
as mulheres do auditorio. Soria urna cruolda-
decondemnal-o a Ruilhotina! Esto nao be me-
droso ; mas vedo como esta palbdo, e quao ma-
gras tem as faces ? Na verdade, isto faz parlir o
coracao !
Cidadao disse-lhe o Presidente in-
culcando urna piedade, de que todas duvidarao,
s aecusado d'um grande crime. A patria sin-
cramele se compunge de ver que um republi-
cano ba pouco, nuro e virtuoso, se tenha es-
msM
quecido dos seus deveres para com ella ; mas ,
seja qual fr a enormidade do delicio que se
lo imputa podes conlar com a imparciulidade
do tribunt.1.
Obrigado cidadSo Piesidente, disse o
reo com loz calma, se bem que irnica c des-
denbosa. Espero, que me lacas conhecer o
crime, de que se me acusa. Pn so nasron-
teiras, ondo combata em defeza do paz, e de-
tenlo, ha um mes, anda estou por saber nual
o delicio que lez com que por esle modo se re-
compensassem os mcus servcos.
Vas sabl-o agora, respondeo lhe o Pre-
sidente : ci.l; do EscrvSo l nos o processo.
Enlao o Official publico leo essa peca mais
desenvolvida e mais hbilmente trabalhada, que
o erao d'ordinario os autos d'essa especie. To-
mando por base urna denuncia do agente de
polica Wiltscheritz que prelendia ter visto o
Commandaiile Renaud introdu/ir na prisio de
Luxembourg umecclcsiasticosob nome suppos-
lo, e aproximando d'essa poca a da prenhez
I da ex-Condessa de Saint-Di que pareca ser
i a mesma d'essa visita mysteriosa, a aecusagao,
. sem hesitar, conclua d'essa coincidencia, que
] o Commandanle Renaud havia, segundo os ri-
j tos do um culto odioso nacao. e em menos-
i prezo das lois desposado clandestinamente na
| prsao urna cx-nobre, sobro quem enISo rc-
j cahiao legitimas suspeitas do crime de contra-
revolucao, por que fora depois condemnada
morte pelo tribunal. Em consequencia, jul-
gava a aecusacao, que o Comman.-ante Renaud
mereca ir ao cadalalso
Apenas terminou a leitura, vivo rumor ma
nifestuu-sc em todo o auditorio. Por mais
, que te eslorcou o ministerio publico para cor-
da Rocha Wanderbjy. Inspector e proprietario-*
Paulo Cavalcante df Albuquerque Wanderley,
proprielario; Jos Alvos de Amorim, proprie-
tario; Antonio da Molla Silvera, Inspector e
proprielario ; Sebastio Anlonio do Reg Bar-
ros Wanderley, proprielario; Aureliano Ca-
valcante da Rocha Wanderley dilo ; Jos
Joaquim da Cunba Pinto, agricultor ; Alferes
Josqum F'rancisco de Albuquerque ; Antonio
de Hollanda Cavalcante da Rocba Wanderley,
Inspector; Jos Paulo da Silva, proprietario ;
Jos Alfonso da PaixSo ; f nIonio Luiz de Mo-
raes ; Candido Jos Ribciro, agricultor ; Joa-
qun) Francisco Delgado Jnior, Inspector;
Joaquim Jos da Silva, agricultor; Antonio
Mauricio do AragSo, dito ; Paulo Ordonho
Mendes de Souza, dilo; Francisco Jos d'Oli-
veira, dito ; Alexandre Jos de Oliveira, dilo ;
JoSo Cavalcante Mauricio Wanderley, proprie-
tario ; Jos Cavalcante de Albuquerque Wan-
derley, dito; ChristovSo de Hollanda Caval-
cante de Albuquerque, dilo; CapilSo Ignacio
Xavier Carneiro de Albuquerque, senhor do
engenho Ronito : Diogo Soares do Albuquer-
que, senhor do engenho Alagoa-do-Ramos -r
Jos Pedro Carneiro de Albuquerque, lavrador;
Francisco Xavier Carneiro de Albuquerque,
negociante ; HenriqueRibeiro do Vasconcellos,
proprietario ; Jos Ribero da Silva, dito ; An-
tonio de Barros Vieira de Mello, Escrivao de
Paz ; Antonio Pinto Cordeiro, proprietario ;
Marlinho da Silva Costa, dito ; Ignacio Pereira
dos Sanios, dito ; Joao Ferreira Lima, dito ;
o proprietario do engenho Po-Santo, Manoel
Carneiro da Cunha c Albuquerque ; o Juiz de
Paz supplente Antonio Lourenrjo Tavares de
Albuquerque; Ignacio do Sou/a MagalhSes;
Manoel de Hollanda Cavalcantede Albuquer-
que ; Jos Lopes da Fonseca Galvo ; Paliicio
Jos do Araujo, proprietario; Manoel Ferrei-
ra de Andrade Jnior, dito ; Manoel Ferreira
da Silva, dilo ; Antonio Tavares do Andrade
dito; Manoel Ignacio Ferreira, dito; Tbeo-
philo Lopes Coelho, Escrivao de Paz ; o pro-
prietario do engenbo Santa Anna, Manool da
Trindade Bezerra; Anlonio Barroso de Moraes,
proprielario ; Manoel da Trindade Bezerra J-
nior, dilo ; Vasco Vas da Silva, dito ; Anto-
nio Pereira do Moraes ; proprietario do enge-
nbo Matarsinbo, Joao Velho Brrelo ; Fran-
cisco Xavier Brrelo, proprietario; Capitao*
Jos Zefirno da Silva, dito ; Jos Ribeiro da
Cunba, dito ; JoSo da Silva Sampaio, dito ;
jos da Silva Sampaio, dito ; JoSo da Costa
Henrique, dito ; Manoel do Oliveira Pinto, di-
to ; Jos Gregorio da Silva Coulinbo, dilo ;
CapilSo Manoel de Oliveira Pinto Coutinho,
dilo ; Anlonio da Cunha Navarro Lins, pro-
prietario do engenho GoicanacJuiz de Paz;
Capitao Manoel Cabral de Oliveira e Mello, se-
nhor do engenbo Canavieira ; Nicolao Luiz Bi-
onis, EscrvSo de Paz ; Anlonio Cabral de Me-
deiros, proprietaiio ; Antonio Ferreira da Sil-
va, lavrador ; Jos Vieira da Silva, proprie-
tario ; Pedro Jos Pereira Lcle, dilo ; JoSo
Leite Pereira Rangel, dilo; Alferes Severino
Velho de Mello, dilo ; Lourenco Paulino Ve-
lho de Mello, dilo; Alferes JoSo Patricio Pe-
reira Leite, dito ; Manoel Francisco Pereira
Leite, dito; Francisco de Souza, dito; Can-
solidar a sua accusacSo contra o reo, a lovian-
dado com que do um nico lestemunbo, to
pouco digno de f, e que, alm d'islo nao po-
da constituir prova conclua a necessidadeda
imposicao da pena capital pereceo chocar a
lodos os assistenles, sem excepcSo dos pro-
prios jurados, alguns dos quaes al pelos gestos
manifestavao nao equivoca ncredulidade. Os
inesmos aecusados nln podro reprimir mu i
visiveis signaes de espanto c indignaco.
J se vio absurdo igual i' rindo-se dizia
aos visnhoso imperturbavcl MarquezdeMont-
crif.
Eia, porm, sobretudo no mbito, destina-
do ao povo, quo a sgiUcao tinha locado i mo-
la. Criticas reflexcs sobro a peca, quesea-
eabava de lr, erao all ruidosamente trocadas
de urna oulm cxlremidade da sala. Mutos dos
sansculotles, que assisliSo audiencia tinbSo
reconbecido no aecusado um dos ousados cam-
peocs, que com elles havio conquistado a Bas-
tilba e o caslello das Tulberias; e esla circuns-
tancia muito contribua para augmentar a sym-
pathia, que o Commandanle principiava ga-
nhar.
CJue asnera! dizia um, he crivel.quc um
coroado se allreva a por os ps as prsoes da
repblica,e que ah nao baja umgendarmepara
o fa-er recuar i'!
Di/ei-me, exclamava outro, observasles,
a alegra, que manileslou o cidadSo Renaud ,
quandoo EscrvSo comecou a Iciturn d'esla ri-
dicula aecusacao ? Parece estar persuadido que vista d ella o nao pdem condemnar.
Nao se me da de apostar di/ia outro ,
que mentem os que o arcusao, e que o cidadao
contundir os seus denunciantes.
.*
rt_
-v-



mrwu
dido Jos Corte/., lavrador ; Joao Francisco de
Oliveiro Mello, proprietario ; Miguel Fran-
cisco de Arruda, lavrador; Vicente Jos de
Arruda, negociante ; Antonio Francisco de
Oliveira, proprietario; Manoel Machado, dito;
Podro Jos Machado, dito ; Jos de llollanda
Cavalcanti Leitao, Inspector e proprietario; Ma-
noel Xavier Leitao; Antonio da Costa Leitao;
Cbristovoo do Hollanda Cavalcanti ; Joaquim
Pedro Cavalcanti da Rocha Wanderleyjjos Pa-
tricio de Mello,proprietario; Francisco Ferreira
do Mattos.negociante; Antonio Jos de Sousa,
agricultor; Manoel Antonio do Reg, dito;Joo
Francisco de Paula, dito; Severino Jos do 0-
Jiveira Jnior, dito; Antonio de Moura Vare-
io, lito; C.apito Joaquim Jos Mondes de A-
evedo, proprietario; Joaquim Correia de A-
morim. senhor do engenho S. Joao; Antonio
Bernardo de M^ura proprietario e agricultor
( Estavao reconhecidas.)
Vendem-se em casa de Jos Joaquim da Sil-
va Maya ra do Crespo n. 12. (15
Alfandega.
Rendimento do dia 14...........8:421*853
Descarrego hoje 15.
BrigueAmelialages.
Sumaca5. Annafarinha de trigo.
Birca Bella Pernambucana cunhetes aba-
tidos.
BarcaNavarremercadorias.
BrigueAndesidem.
Movimento do Porto
Navio entrado no dia 14.
Philadelphia ; 45 (lias, barca americana .Va-
torre, de 242 toneladas, capito Henry Co-
l equipagem 13 carga farinha de trigo e
lazendas : a L. G. Ferreira & Companhia.
I) claracao.
4 COMPANHIA DO BEBIRIBE.
Os Srs, accionistas da Companhia do Bebe-
ribo queiro realisar urna prestado de por
cento sobre o valor de suas aegoes, dentro do
praso de 15 dias, cantados de 15 de Janeiro em
diante. Com esta entrada completar-se-ba 40
por cento. Rscriptorio da Companhia 8 de Ja-
neiro de 1844. O Secretario.B. J. Fernan-
des Barros
i PUBLICACO LITHERARty.
AOSSRS. SACBRDOTtS, QK SK DEDICAM *.'
PRKOICA.
As duss exccllentes obras chegadas ultima-
mente de Franca :
Meditacoes Religiosas em forma de Discur-
sos para todas as pocas, circunstancias e si-
tuacoes da vida domestica e civil, 6 volumes em
grande oitavo francz e rica encadernayo al-
lema.
La Mennais, obras completas em 12 volu-
mes Irente das quacs vem o erudito tracta-
do Da indiflerenca em materias de Religiao,
com o retrato do aulhor.
Avisos martimos
0=3 Para Liverpool sahecom toda brevida-
de a velcira e bem conhecida gal ra ingle Co-
lumbu Capito Daniel Creen, recebe carga
e passageiros aos quaes ofloreco as maiores
vantagens, pela rapidez das suas viagons c su-
periores commodos; a tratar com os consigna-
tarios M. Calmont&C. prar;a do Corpo Sanio
n. 11. (7
3 Para a liba deS. Miguel o patacho na-
cional Venus forrado e pregado de cobre e
do primeira marcha tem excellentes commo-
dos para passageiros e pretende sabir at lo
de Fevereiro ; quein quizer carregar, ou ir de
passagem dirija-so a bordo do mesmo navio,
ou na ra estreitado Rosario a tratar com Jos
de Medeiros lavares. (8
2Para o Rio Grande d<> Cu seguir em
poucos das o brigue Jpiter pode receber
200 barricas a freto, e tambem recebe passagei-
ros e escravos a frele ; dirijaosea bordo do
mismo brigue ou na ra do Vigario n. l,a
fallar com Jos Xavier Vianna. (Q
Leiles.
2 = Abrabao Crablree far leilo por inter-
vengo do corrotor Oliveira do toda a rica ,
quanto valiosa mobilia, e mais utencilios da ca-
sa de campo de sua residencia de um fa-
moso pianno umcavallo ensinado para car-
ro e urna excedente vacca ingleza : sexta fe i
ra, 17 docorronle as 10 horas da manha, na
Magdalena, sitio pertencente ao Sr. Joao Fer-
reira dos Santos. (9
=Quinta feira 16 do cor rento se far leilo
de 27 saccas com feijao no estado, por conta
e risco de quem pertencer, na porta do arma-
zn) do Bacelar na escadinha da Alfandega.
2 = Manoel Joaquim Ramos e Silva far lei-
lo por intervenido do corrector Oliveira, de
grande porcao dos mais deliciosos, e j I em co-
nbecidos vinbos do Porto tinto e branco, em pi-
pas, rneias ditas, e barris vindos pela barca
portugueza Firmeza : segunda feira 20 do
crrenle, as 10 horas da manha, noarmazcm
alfandegado, na ra de Apollo n. G. Advorto-
se que estes vinbos. sendo de avultado cusi pe-
la sua genuina quanto superior qualidade e
bem merecido conceito sero vendidos em
lotos de urna a duas pipas para commodidade
dos pretendentes particulares ou em maiores
porces vontade dos compradores quer para
consumo, quer para reexportado. (lo
Avisos diversos
E mesmo quando fosse verdado o que
dizem, proseguio, bamboleando-se um rapazo-
la alto e espigado, que, com ar do vencedor ,
trazia ao brago urna gorda mocoila, o Com-
mandante commelleo um bello crime Sede
fado amava a tal mulher fez muito bom em
casar-sc com ella. Por ventura pode isso con-
correr para que deixe o He de ser patriota ?
Que estas a di/.er, Regulo respondeo
a florescente matrona, lancando-lho urna furio-
sa olbadella. Devem-se amar as aristcratas ;
n3o ha entre as cidadoas tantas raparigas boni-
tas que dispenso do ir procurar as nossas
morlaes inimigas ? Por Dos.' nao te lembres
defazeroutro tanto, pois que eu.......
Silencio silencio gritrao os meiri-
nhos no meio da vozeria produzida por estas
nterpellacoes, e outras muitas da mesma es-
pecie ; mas em vo so elles esganicavao, e o
Presidente tanga a campanhia ; a calma Ja
audiencia tSo bruscamente interrompi-
da nSo podia ser t5o promptamente res-
tabelecida. Durante este tumulto Amar,
recoioso do mo acolbimento, que tivera a ac-
cusacao contra seu rival intentada, e ternendo,
que a victima Ihe escapasse, havia-so approxi-
mado de Fouquier Tinville e fallava-lhe ao
ouvido
Cont com a tua dedicaco, duia-lhe elle
com vehemencia. Cumpre, quoesgotes os lti-
mos recursos da tua eloqnencia, eque, na fal-
ta de provas materiaes, leves a conviccio moral
afma dos jurados. Preciso da cabeca d'esse
homem; ella me he necessaria, entendes, Fou- '
quier?
__Tranquillisa-te cidado affiango-tc.
1 As pessoas quo quizerem fornucer dia-
riamente d'agoa potav I a reparticao da Alfan-
dega, e igualmente d'agoa e a/cife de mamona
para urna luz, a casa da guarda da mesma Al-
fandega, bajao de se acharcm na dita reparti-
cao das 9 horas em diante no dia 22 do c >rren
le, ose cnlendero com Jos Antonio do Aze-
vedoSanto3, encarregado do referido forneci-
queo negocio nao vai mal, respondeo o aecu-
sador, rindo-se malignamente; conta commi
igo. Vou j interrompl-o.
Tendo, no entretanto, os meirinho conse
guido obleralgum silencio, Fouquier-Tinville,
levantou se, o disse :
Cidado Presidente baseando-se toda a
aecusag) no verdico testemunho do agente
Wiltscheritz e sendo este bastante para que
possa o tribunal formar o seujui/.o pareco-
mo quo so deve dispensar o nterrogatoiio do
reo. Este negar, sern duvida, oslados, que
se Ihe imputo; mas o que he quo prova urna
negativa i' Requeiro, pois, que, para que nao
baja a mnima perda do tempo, seja Wiltschritz
admittdo dopr j e j.
Para que cssedepoimento ? exclamou o
aecusado com voz forte. Nao negarei nada do
que ti/. Sou o esposo da Condcssa doSaint-
Di. Longo de procurar repellircsse titulo ,
honro-mc d'elle e altamente o proclamo. Ja
disse e agora o repito sou marido d'essa mu-
lher... Agora, condemne-meo tribunal mor-
te!
Se um raio houvora cabido na sala nao loria
por corto producido um to forte pasmo como
o que causou esta declararan. He com efleito
pouco ordinario ver um reo ir ao encontr das
aecusacoes, que sobre si ptso, e por esse mo-
do entregar-se voluntariamento ao alfangeda
justiea. Cumpre, porm, confessar que ludo
o que liavia nesla magnnima iniciativa, de
grandeza, nobre/a e abnegedlo deixou do ser
comprehendido pelo vulgo. Os jurados, o pu-
blico, o os reos ficaro como mudos de sorpreza :
um peniro.que a commocao,que do aecusado
ment, com quem por menos ofzer. Alfan-
dega, 15 de Janeiro de 1845.
Jos Antonio de Azevedo 5anfos.(l 1
A labricade espiritos da ra de Santa Ri-
ta n. 85 modificou os procos deseus genero ,
e s vendo a dii.hciro a vista. A sabor: ago'ar-
denie do Franca a 960 rs. a caada, ago'ar-
denlc do reino a 800 rs. dita, genebra a 720
rs. dita, aniz a GiO rs. dita, espirito de vi-
nho a 1,000 rs. dita, genebra a 200 rs. a bo-
tija, licores a 160 rs. a garrala dit s finos
a 400 w. dita.
Francisco Jos Regallo Braga Conlra-
Mestroquo foi do Sr. Antonio da Silva Jnior,
com leja de ladura de calcado na ra da Madre
de Dos, faz setenta a lodos os seu* freguezes
que se mudou o dilo estabelecimento para o
sabir da ra da Cadeia ao entrar para a Puca
do Curpo Sanio 11. 27, o qual SviK a todos os
seus freguezesque sero muito l> 111 servidos o
com promptido anda mais que at agora.
lJ. Keller avisa ao respeitavel publico e
ao commercio em particular, que desde o 1
de Janeiro deste anno entrn o seu irmai J
Ch.r Keller Rordorf como socio na sua casa de
negocio, a qual continuar no mesmo giro d-
baixoda nova firma de J Keller & C. (6
=Polo Juizoda 2 Vara do livel deslaci -
dade, Escrivo Rogo, vo praca pola ultima
vez, boje 15 do correlo mez, alguns movis
constantes do escripto quo so acba em mo do
Porleiro levados praca por execuco de J. S.
Coimbra por seu bastante procurador contra o
Padre Antonio de Jess Mara Lobo.
IPrecisa-se do dous bons trabalhadores
de padaria, que sabo desempenhar o seu lu-
gar com perfocio, fazem-so interesses corres-
pondentes ao trabalho, e aflianca-seo bom (ra-
tamente : quem quizer dirija-so a ra do lian
gel n. 45. (6
O Fngenheiro Civil que se oflerecp aos
enhores do engenbo como tnachinista, quei
ra annunciarsua morada.
Precisa-so de um caixeiro para lomar
conta do urna venda bem afreguezada a quem
convier d-se-lhe interesso na mesma : a fallar
na ra do Caldereiro n. 58.
1A requerimentode Joao Perera Lagos,
como tutor do orpbo Domingos Pereira Lagos,
vo a prac,a segunda voz para serem arrematadas
por trez annos as rendas de um sobrado de um
andar esolo, quintal murado cacimba, tan-
que para banbo sita na ra do Livramcnto da
parta do poente n. 16 pelo mdico prego
de tresentos e sessenta Di res; na porla do Sr.
Doutor Juis do Orphaos no atorro da Boa-vista
casa amarilla deronto da matriz, quarta-feira
l(i do curenle as i horas da tarde. (11
2 = 0 abaxo assgnado previne aos scus da-
redores, quo, como nao seja possivel por boas
maneiras pagarem as suas contas e lottras que
Ihe sao devedores de efleitos quo Ihe compr-
ro, na ra Nova, ha 3, 4 ea annos, e alguns
.linda lia mais lempo, por esta justa razao rogo-
llios.quo venlio pagar por lodo este mez de Ja-
neiro pois do contrario do principio de Fevo
rciro em vanle ir chamando a Jui/.o sem en-
cpelo. Frederico Chaves. (10
2=Prec/a-se de um caixeiro para venda,
que saiba Icr; quem esliver neslas circumstan-
produziraa sua critica posco,(ranstornou-llie o
cerebro,e o fez delirar; oulros, que elle, aborre-
cido da vida, sproveitra-se d'essa occasio, co-
mo a mais opportuna, para d'ella desembara-
car-se, e que a espontanea confisso do seu cri-
mo, verdadoiro ou supposto, nada menos im-
portava do que um suicidio.
J Fouquier-Tinville se baria levantado a-
meacador e preparava-so para incontinente
requerer a npplicaco d.< pena, quando Amar,
cujo triunpho sobrepujava 1 esperanca mos
qnc anda nd julgava completa a vinganga a
garrou-o pelo braco e dsse-lho em voz bai-
ba :
Nao dispenses os debales. A vida d'esle
homem me porlcnce na verdade ; mas isto
nao basta.. .Con\em que a cx-nobre assista
condemnacao do amante; assim o quero...com-
prehondes ?
Muito bem disse o aecusador, piscando
os olhos Amar, como em signal do baver en-
tendido; e, voltando-se immediatamente, de-
pois de se ter esfbrcado para dar ao rosto urna
expressodo benignidade e brandara quelhe
nao erao habituaos, disse :
Cidado Presidente vista da formal
confisso, que acaba de fazor o aecusado, pare-
ce que devia-se immediatamente pronunciar a
sentenca de morte, que ello como quesolli-
eita. Mas, comquanto o seu crime esteja pro-
vado, o nao possa serduvidosa a sua condem-
nacao, exige nossa alia imparciadade, que ,
isso nao obstante, requeirumos ao tribunal ,
digne sedeouvirotesteniunho de Wiltscheritz,
e o da cmplice do reo. Ksses depoimentos
devem ser insigniGcantes, depois da declara-
das dirija-se ao pateo do Hospital n. 14, que
adiar com quem tratar. (4
2Precisa-se de urna ama de leite que seja
branca ou parda: na ra da Paz ou travessa do
Carmo n. 21. (3
2Anna Barbosa de Mondonga embarca seu
escravo Jos5 para Una, por estar docnte. (2
2Precisa-se do um caixeiro de 1 i a 1G
annos, prefere-se dos bagados agora: na ra
Direita n. 58. (3
2=OfIerece-so urna portuguesa para ama
de casa, sabe cozer, cnrrominar e cozinhar :
na ra Dircila n. 58. (3
3 o abaixo assignado avisa ao publico e
espocialmento ao pais de scus alumnos, que no
dia 13 do corronte abri a sua aula do primei-
ras lettras sila na ra do Jardim n. 43. Ma-
noel Adrianno de Albuquerque Mello. (5
3No dia lo do correte Tupio da casa n. I
da ra Formosa um papaguio com um peda-
co de correle de ferroem um pe fugio para
'os quintaes do Atierro ; quem o pegar leve a
dita casa que ser gratificado. (>
"5 O Sr. F. D. C. queha ter a bondado de
ir a casa do abaixo assignado re?gastar os seus
penhores al o dia 20 do corrento e nao o fa-
sendo sevender para pagamento do princi-
pal e juros, e para sono chamar a ignorancia,
az-se o presente annuncio. Yalentim Jos
Correia. i7
3 Mai.oel Joaquim Seve embarca para o Rio
Grande do Sul o seu escravo Luiz, de naco
tSenguella. (3
3 Roga-so ao Sr. thesoureiro da lotera do
tbeatro que nao pague o que por sorte possa
sahir aosbilheles da primeira parte da 16.* lo-
tera inteiro n. 1617 e meio n. 2S17 os
quaes foro desoncaminhados com urna carta
que foi aneada no Crrelo desta cidado para <
Sr. l.aurentino Jomj do Tigueirodo da Para-
laba. l
3 Quem precisar do urna criada Portugue-
za para todo o servido de urna casa, annuncio.
3 Aluga-so o sobrado de um andar e soto
na ra do Hospicio, muito fresco com 3 salas
de frente duas ditas atraz ri quartos e uro
pequeo sitio, por prego commodo ; a tratar
na ra da Gloria n. 81). 5
3Quem tiver penhores no sobrado n. 9, do
largo de S. Pedro procuro-os na ultima casa
da carreira do Nicolao ao lado do tbeatro no-
vo em palacio velho. (A
4_precisa- se de urna ama forra e de meia
idado para casa de pouca familia dando fia-
dor a sua conducta; na ra da Senzalla-velha
n. 142 segundo andar. f*
3 Joaquim da Silva Mouro participa a_
Commercio desta praga que desde 31 de De"
sembr p. p. dissolveo a sociodado, quo tinh
com Antonio Gongalves Lages em a loja d
ferragens n. G3 denominada Mouro & Lagos'
(lean lo o mesmo Mouro obrigado a liquidago
tendente a mesma sociodado cd'ora em dian-
te todas as Iransagoes serao feitas em seu
nome. (7
9 Claudio Dubeux mudou sua residen-
cia da casa n. 5 para a casa n. 18 da mesma
ruadas l.arangeiras, do fallecido cirurgiao Pe
xoto. (4
3 Do-se'i00/rs. a premio sobre penhores
de ouro o prata ; na ra das Trincheiras n. 42,
primeiro andar. (3
o Precisa-sede urna ama de leite prefe-
rindo-se captiva ; na ra da Assumpgo n. 16.
ci do proprio aecusado ; mas compenetra-
do do respolio,que voto as formulas tutelares da
justiea, desrjo que emquanto esliver encar-
regado das penosas e eminentes funecoes do mi-
nisterio publico, sejo ellas estrictamente ob-
servadas
Um signal do assenlimenlo e ao mesms lem-
po de sorpreza loi a resposla do Presidente, quo
imniediatamento ordenou fosse introducida
no tribunal a lestemunha Wiltscheritz.
I'ra este um miseravel brojeiro, nascido na
Pollonia, remendo no seu officio, quo depois
de haver, por alguns annos frequentado os
clubs com assiduidade, havia sido recentemen-
te promovido eminente dignidade d'agenta
da policio. Convidado pelo Presidente dizer
o que sabia cerca do reo Rcnaud, repeli
imporlurbavelmentc os (actos referidos no pro-
cesso; aflirmou, sob palaua d'honra, ter visto
na prisa > de Luxembourg, e arrimado ao bra-
co do cidado Rcnaud um padre velho, ex-
cura de S. Germ&no-dos-Prados, o declarou
ter sido informado pelo carecreiro da priso de
que estos dous homens havio passado muitas
horas no cubculo da cx-Condessa de Saint-
Di.
Aecusado, disso o Presidente, tens fa-
zcr algumas observaoes ao depoimento que
acabamos do ouvir ?
Nao, respondeo framente Philippe Re-
naud. >
Nesle caso, replicou Dumas, seja quan-
to antes conduzida a ex Condcssa de Saint-
Di.
(Continuar-tt-ha.)
i*? r
*>-
e_
/


r
LOTERA DO THEATRO
As rodas desta loto a
ndito iinpreterivchneitt
no da 28 do corren te, e o
restante dos brinetes n~
chao-so venda no bairro
do Recife loja de cambio
dos Srs. Vieira eManoel Go-
mes; no de Santo Antonio ,
boticas dos Srs, More ira
Marques e Cliagas; no da
Boa-vista, loja de ourives
do Si. Jacinto. (14
3 Aluga-se o segundo andar solao do so-
brado da mu Direito n. 20 ; a tratar na ra das
Trincherasn. 42, primeiro andar. (3
2 Jos Gongalves Salgado retira-se pura To-
ra da provincia. (2
2 Aluga-se um bom sobrado na praca da
Boa-vista n. 11) ; a tratar no segundo andar do
mesmo sobrado ou na ra da (tu/, n. 38, 3
2Jos Pereira da Cunha lum contratado
comprar ao Sr Francisco Eloy Xavier urna
parlo que tem na casa da ra dos Tanoeiros n.
22, com Trente para o caes, que pcrlenceo ao
fallecido Lino Francisco Xavier : qualquer pus-
soa que se achar com direito a fucsina pro-
priedado ou a alguma das partes ; baja de o
declarar cm (cmpo. (8
2Gaspar Ferreira de Sousa rctira-so para
ra da provincia. (2
2 Faz-se publico, para evitar duvidas fri-
turas que o engenho Araguaba com todos os
terrenos a elle annexos na ribeira do Una ,
Ireguesia do mesmo nomo Una/, da comarca
do Kio Formoso est sujeitoa serias quesles
judiciarias pelu leso quesofremos berdeiros
do mesmo eng nho com o inventario e part-
litas e infinitas outras rasoes Tundamenladus
eoi direito ; porlanto avisare a qualquer a
quem for oTTerecido esse engenho ou algum
dos terrenos a elle annexos a venda quu nao
facao negocio pelas rasoes expendidas, em sus-
tentculo das quaes pelo presente se protesta, f 10
2 Precisa-se de um rapaz, preto, forro, de
12 a 18annos para servir de criado n'uma
viagem para a Euiopa ; na ra da Cruz n. 03,
primeiro andar das 9 at as II horas dama-
oha. (5
2 Dao-so 500^' rs. a juros sobre penhores.
ou hypotheca ; na ra Nova n. 03. [>
2Precisa-se alugar dous pretos possanlese
sem vicios, pagao-se 10^ rs. mensaes por cada
um dando-seo sustento e indo dormir em
casa de seu ienhor; na prafa da Independen-
cia o. 21. (5
2 O abaixo assignado faz scienle ao res-
peitavel publico que ningucm faca negocio
algum com 20 palmos de um terreno de Irente ,
efundo at baixa-mar no Atteiro dos Afoga-
dos, junto ao sobrado do fallecido Baptista ,
por este Ihe pertencer por execucao, como cons-
tada senlenca o posse.Jos 9 Silva Mu-
reira. S
1 Ausentou-se do engenho Serra-nova ,
freguesia da Escada nodia 4 de Novembro do
anno passado, un escravo de Angola de no-
me Manuel de 25 anuos baixo secco per-
Das finas testa bastante grande, rosto largo,
cor um tanto Tula, urna marea de ferida em
urna das candas que parece de queimadura,
pouca barba fuma cachimbo o as ve/es toma
tabaco ; recommenda-se a todos os capitaes de
campo a apprehenco do dito escravo pela
qual entrega sendo no mesmo engenho ao ad-
ministrador ou neala praca na ra da Praiu,
armasem n. 14, de Antonio Caldas da Silva
recbela com vanlagem a recompensa de qual-
quer traballio e despesas quo houverem de
ter igualmente roga-se as pessoas, que com-
pro e vendem escravos o favor de se Ibes lor
otl'recido o mencionado ou me.-mo que dello
tenho noticias participarem ao dito Caldas,
que alm de pagar toda e qulquer despesa,
Ihes ser multo agradecido pelo grando bene-
ficio, que Tazein a 4 orphaos de pai e mOi que
apenas lie o nico bem que possuem. (2(1
1 ADMIRA VEIS
NAYALIIAS UK AC DA CHINA.
Tem a vanlagem do corlar o cabello sem o-
Tenca ta pelle deixando acara pancendo es-
tar na sua brilhante mocidade.
Este ato vem exclusivamente da China eso
nelle Irabalhao dous dos melbores e mais aba-
lisados culileiros da nunca excedida e rica ci-
dadede Pckim, capital do imperio de China.
Autor Shore.
JV. B. He recommendado o uso deltas na-
valhas maravilhusas, por todas as sociedades
das sciencias medico cirurgieas, tanto da Eu-
ropa como da America Asia e A Trica nao
sopara prevenir as molestias da cutis, mas
tambem como um meio cosmtico.
Vendem-se nicamente na ra do Ciespo I
loja n. 12, de Jos Jouquim da Silva Maia. (13
IJos da Silva Olivcira embarca para o1
Porto Alegre a sua escrava, de nome Sllveria.
1 Quem precisar de urna ama com muito
bom leile para criar, anda mesmo que seja
dar fra da praca ; na ra Imperial n 47. (."i
1 O Snr. Manoel Rufino Campos queira
declarar a sua m irada que su I lie deseja fal-
lar. (3
t Antonio Jos de Siqueira embarca para
o Hio Grande do Sul o seu moleque de nome
Galdino. (3
1Precisa-sede urna ama de loito ; na ra
Direitan. 10. (2
1 Arrenda-se um sobrado com sitio, na
ra da Trompe ; e no mesmo lugar vendom-se
terrenos; a (aliar na musma ra n. 1. (3
1 Aluga-so urna casa terrea na ra dos Pes-
cadores n. 00, com quintal e cacimba ; na ra
larga do Rosario n. 61. !3
1 Urna mulher que coso com muita per-
leico se oflerece para Tazar qualquer costura,
lauto em sua casa, como mesmo na de alguma
senhora Trancesa ; quum de seu presumo se
qulzer ulilisar dirjase ao pateo de S Pedro,
loja do sobrado n. 3. (6
i D-se dinheiro a juros sobre penhores
de ouro ou prata ; e vndese um relogio de
ouro com crrente o chavo ; na ruaestreita do
Rosario n. 35. (4
O abaixo assignado avisa a todas as pes-
soas, quu tiverem terrenos aTorados no sitio do
Manguind quu foi purlencente ao casal de
sua fallecida mi JoscTa Joaquina hajao de mandar apresenlar os seus recibos ul-
timse pagaren) o quu su acharem a da ver at
o lim do auno p p. no praso de 8 das na
ra do (Jueirnado n. 4 ao Sr. Albino Jos Fer-
reira da Cunha a quem pertoncom os ditos Toros
I/turenco Justianno de Siqueira.
Quem annunciou querer comprar urna
canoa para familia que carregue 20 pessoas ,
dinja-se ao trapiche novo, e para ver em S.
Amaro, casa de Francisco Augusto da Costa
Guimares, que tem urna que ha de agradar ao
prelendentu tanto por ser nova como pela
sua construeco.
Manoel Francisco Coelho Taz sclenlo ao
publico que o exercicio da sua aula de gram -
malica latina e portuguuza comecou no dia 7 do
crrente mez de Janeiro ; que contina a accei-
(ii alumnos para as mesmas disciplinas, e que
as huras vagas so propu a dar lices das mes-
mas disciplinas, em casas particulares : quem
se quizer ulilisar, dirija-so a aula e casa de sua
residencia na ra du S. Amaro entrando da
ra Nova n. 18, primeiro sobrado.
I). Izabeld'Auslna e Aurelia Umbo-
lina mucirao a sua residencia para a ra da
Auroran. '20, e all conlinuo a dedicar-so ao
ensino eeducacao de meninas, admittindo pen-
sionistas metas pensionistas e externas. En-
sino a ler escruver contar, grammalica por-
tuguesa geographa, historia, coser, bordar
de todas as qualidades, marcar, talliar, tocar
piano cantar, desenliar e dansar.
A pessoa que annunciou no Diario de
lerca leira i4 do trrenlo existir no enge-
nho l.'ovas, freguesia de S. Lourenco da Malta ,
um moleque do nome Joao, sendo que seja um
que tem una belida em um olho, que foi ven-
dido por um Si. Carvulho, na ra da Cadeia do
liedle, pode dirigir-sea rna do Collegion. 4,
que se pagar as despesas que houver feito.
OSr. Antonio Jos de Mello dirija-so a
ra eslreita do ".osario segundo andar, que ,se
Ihe deseja fallar a negocio de seu interesse
A pessoa que ha lempos, annuuciou
curar estalecido annuncie a sua morada.
Compras
Compra-se um lustre desala, de 8al
luzes ; quem tiver annuncie.
3 Comprao-seefleclivamente para fra da
provincia escravos du ambos os sexos de
12 a 20 anuos sendo de bonitas figuras pa-
gao-su bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio ,
sobrado de um andar de varanda de pao n. 20.
2 Cumpra-se um quarto novo possante,
e forte para urna viagem longo na ra Au-
gusta solio do subrado n. 1).
e
S-
1 -Vende-se a recreaco do homem sensivel,
em 5 voluntes novos; na ra do Collegio loja
n. 3. 3
IVende-se po/500/ri. um bom escravo,
de 20 annos, sem vicios ncm achaques, e lia
muilo fiel ao comprador se dir o motivo da
1Vende-se urna casa terrea, muilo bem
construida, com 4camarinhas sala adianto o
atraz comcosinha na mesma e bom quintal,
nacidadede Olinda no largo do Amparo, co-
mo quem sobe para a Misericordia ; no esta-
leiro defronte de S. Francisco, a fallar corn^
Manoel da Silva Mariz. I?
IVende-se urna casacae calcas de panno
Uno preto por proco commodo : no pateo do
Carino, loja de alaiate n 3. (3
JVende-se urna rabeca de cxcellentes vozes,
e os soguintes livros ; a collecco do Carapucei-
ro desde 1837 at 18i2, encadernada em dous
volumes ; diccionario inglez com pronuncia, as
cartas geographlcas em ponto granio geogra-
pha universal Cun estampas du habitantes o
moedas de todas as naces 4 v. em inglet o
secretario portuguez ; no pateo do Carino n. 3.
1_ Vende-se um relogio do parado bom
regulador; no pateo do Carmo n. 3. (2
1 Vende-se superior bolaxa feita em Geno-
va multo torrada e alva propria para em-
barque e para mesa ; no armasem de tabea-
do de pinho, atraz do theatro ou em Fra-de-
purtas n. 96. (5
IVendo-se na ra da Cruz n. 63, primei-
ro andar um ptimo sortimento de charutos,
sendo urna parte da alamada marca llega lia ,
deS. Fells, comarca da Bahia por prego com-
modo. (5
1 Vende-se urna escrava de nacao de bo-
nita figura lava, engomma, cosiuia e coso ;
portadas de pedra do cantara de tamanho re-
gular e para cocheira cordao do pedra de can-
tara e da Ierra e portasinleiras de amarello ;
na ra da Cadeia do Ilecile n. 51, primeiro an
dar. (7
Vende-se urna banca redonda de Jacaran-
da nova feita a francesa, e de muilo bom
gusto C cadeirase um canap da mesma ma-
deira urna marqueza o um sopha de angico ,
ludo por preco commodo ; na ra estrella do
Rosario n. 32.
^Vende-se urna collecco do Panorama at
1842 outra do Archivo Popular completa ,
urna grammalica italiana por A. Prefenno e
um diccionario Trancez italiano e italiano Tran-
ce; por G. Biagioli; na ra da Madre de Dos
o. 9.
Vende-se fumo em folha para charutos,
chegado prximamente da Babia, em arrobase
libras ; no Forte-do-Mallos rus do Codorniz,
venda n. 4.
2 Vende-se urna venda nova com os fun-
dos que pretenderen) um braco de balanca
grande com conchas e correntes de Trro e pe-
sos que quizerem; na ra das Cinco-pontas
n. llio. (5
. 2Vende-se muito boa cal virgen, por pre-
co muitocommodo; no trapicho da .-lllandega-
velha a tratar com Ilemique Mara l'eieira
de Magalhaes. (4
2 Vende-se um Taqueiro de prata, novo,
o de muito bom gosto chegado ltimamente
de Lisboa ; na ra da Praia n. 2. 3
2 Vendem-se 13 escravos sendo duas pre-
tas de 16 annos com habilidades ; 3 molo-
ques de 15 annos, cosinheiros; 3 negrinhas de
14 annos com principios de costura ; 4 pro-
lisio annos, proprias para o servico de
casa ; um preto de 25 anuos ; na ra do llosa -
ro da Boa-vista n 48. (7
2Vende-se unta armado envidracada, pti-
ma para qualquer es tabelecimento por preco
commodo ; atrado theatro n. 20, primeiro
andar. (4
2Vende-se una escrava de 19 annos, pt-
rita cosinbeira e engommadeira 5 escravas
quitaudeiras e lavadeiras ; urna mulatinhu du
16 annos com valias habilidades; 4 escravos
mocos; sendo um delles perito canociro o
i ai medro ; na ra Direita n. 3. (G
2 Vendem-se S escravos umpeifeilo co-
sinheirode um ludo ; um dito bom carreiro ;
3 ditos oplimos para todo o trabalho de campo,
um pardo de l> annos bom pagem ; 3 pretas
queengommio, cosinho s lavo roupa ; duas
ditas de 30 annos por 340jfn. cada urna, eu-
gommo, cosiohoe vendem na ra ; na ra do
Crespn. iO, primeiro andar. (8
2Vendem-se pretas mocas de boas figuras ,
lavadeiras e quitaudeiras ; unta parda recolhi-
da de 16 annos cose e engomma perleita-
Hipolito S. Martin $C>mpanhia, na ra Nora
n. 10. '.a
g|2 Vendem-se rolhas deboaqualidade e bem
sortidasem tamanhos, a 2400 rs. o milheiro ;
no Alterro da Boa-vista, fabrica de licores
n. 2G. (4
2Vende-so doce de caj secco muito bem
feito ; na ra do Cabug loja de mludesas ,
junto da do Bandeira. (3
2 Vende-se um cabrinha de 16 annos, o
umacabrinha de 17, com algumas habilida-
des ambos com bonitas figuras e sem vicios ;
a tratar no botequim junto ao theatro. (4
2 Vende-so urna barcaca quo carrega 10
caxas; e unta preta de 20 annos na ra das
Trincheiras n. 10, primeiro andar. (3
2No grandu armasem atraz do theatro ve-
Iho, ha um completo sortimento de taboas de
pinho chegadas da Suecia da melhor qua-
lidade que a este mercado tem vindo sendo
pinho branco e vermelho, de 10 a 30 palmos
decomprido, ede 9 a 14 pollegadas de largu-
ra serrado por vapor, sem nos proprio para
um lindo forr e assualho por ser muito al-
vo para obra d envernisar, assim como do
quecostuma vir, costado, custadinho assua-
lho e forro para fundos de barricas; assim como
americano de 10 a 30 palmos de compriJo e 3
palmos de largo chegado ltimamente ludo
por preco commodo a vista da porco e do
comprador; a tratar no mesmo deposito, ou
a fallar com Joaquim Lopes de Almeida cai-
xeiro doSr. Joao Matheus. [14
2Vendem-se duas moradas de casas terreas
novas, urna dellascom soto corrido com as
demencoes para so levantar um sobrade, na
ra da Concordia ; tambem se trocao por algum
subrado ou casa terrea em ra de negocio ; a
tratar na ra Augusta n 22.
3 Vende-se farinha de trigo, de muito boa
qualidade ; na praca do Corpo Santo n. 11, ca-
sa de Me. Calmont i Companhia. (3
3 Vende-se um preto cosiniteiro e ganba-
dor de ra por 2f rs. ; na ra da Concor-
dia n. 4. 3
3 Vende-se urna preta moca de benita fi-
gura boa engommadeira cosinbeira e tem
prfijciplos de custura o motivo da venda se
dir ao comprador ; na ra do Crespo u. 12 a
fallar com Jos Joaquim da Silva Maia. (5
1 Vende-se urna escrava de Angola, mo-
ca e de bonita figura cosinha, lava o engom-
ma ; na ra Direita padaria n. 40. (3
Escravos fgidos.
1 Fugio na madrugada de 14 do corrente
da casa do abaixo assignado urna escrava de
nome Anna levando com sigoduas crias filhas
da mesma a primeira de 4 annos de nome
Carlos a segunda de um anno e meio de no-
nio Zelerino a qual escrava tem o signaes se-
guintes : estatura regular, secca do corpo ,
cor lula ; levou saia de chita j desbotada u
velha cabccodc madapoloe panno da Cos-
ta ella cosluma-se a embreagar, e neste esta-
do s diz procurar senhor que a compre com o
filhos ; quem os pegar, leve a seu senbor, na
ra do Mondego botica n 04. yoao Canso
Pereira Freir (j y
INodia 12 do corrente fugio de Angelo
Francisco Carneiro o escravo Manoel, dona-
cao Benguella estatura regular, chdo do
corpo olhos pequeos beicos grossos bem
retinto da cor, he quebrado de urna verilha o
anda de Tunda ; levou jaqueta de chita amarel-
lo, calcas brancas cohete de riscado e cha-
peo pelo de pello ; quem o pegar, levo a casa
| do annunciantu na ra da Aurora que ser
' rcco.Tipensado. (iq
No domingo 12 do corrente fugio do sitio
de Antonio Baplista llibeiro de Faria, a escra-
va Mara da Costa talhada, alta, corpo reTor-
cado um tanto bucal e lio lavadeira ; quem
a pegar, levo ao mesmo sitio em Ponte d'Ucha,
ou na ra do Crespo D. 11 que ser recom-
pensado.
2 No dia 25 de Abril do p. p. fugio um
moleque de nome Antonio, de nacao Cabund,
de 10 a 30 anuos cor muito pela bonito de
rosto quando est parado sempre est coma
bocea aberla lemumPno braco direito lio
venda
na
ra Imperial n. 27.
mente ; una preta costureira engommadeira, bt,m t0"t'ci(l0 por vender atolle do carrapato
rendeira eosinheira e Taz lavarinto, tudo Taz ('c larde, c pela manliaa leile; suppoe-se tersi-
com desembaraco, para fra da provincia ; um "seduzido, para ser vendido no mallo, por
| preto para todo o servido; na ra Direita | l.M.9u0 houv noticias de ser visto na cidado
l Vende-se urna porcio de couros de cabra
curlidos e saccas de loillio a 3500 rs. ; na ra
daCooceicfiO, venda n. 0. (3
1 Vendem-se duas escravas de naci, de
21 annos, engominadeiras, cusinheiras, costu-
reras o lavadeiras ; um dita propria pora todo
o servido dous escravos; urna molequede 18
annos ; um preto de 28 ollicial de sapateiro ;
na ra ras Crutes n. 41, segundo andar. (G
I Vendem-sc 14 escravos sendo 4 mole-
CBgdfl 12 a 16 annos com habilidades; 5 pre-
tas de 18 a 20 annos, tambem com habilida-
des; urna paida de 2 annos; dous moleques
cosinheiros ; 2 prelos de 20 anuos proprios
para todo o servico; na ra do Rosario da Boa-
vista n. 48. (7
IVende-so urna morada de casa terrea,
sila na ra dos Copiares n. 22, com soto, com
duas pollas o urna jancla ; a lidiar no cartorio
dosorphos. (4
3 Vendem-se saccas de farinha a 3y rs. ;
na ruu Direita n, 14. (2
(3 p. 81.
2 Vende-se muito boa farinha do mandio-
ca chegada recentemente de S. Matheus pro-
pria para familia por ser de muito descimen-
t ; a bordo da sumaca Incancarel Carol, tun-
deada defronte do caes de palacio, ou na ra
da Moeda n. 11. (6
2 -Veudem-su 4 carneiros capados e gordos ;
as Cinco-pontas n. 80. r2
2 Vende-se urna parda moca de bonita
figura com habilidades ; no Hospicio n. 4. 2
2Vende-se vinho de Bordeaux e Madeira ,
em caixa de urna duzia de gnalas a 4/ rs. ;
no Atierra da Boa-vista na fabrica de licores
u. 20. (4
2Vendem-se manteletes de grs de naplo,
lisos e de chamelotes, furia cores e pretos ,
uns guarnicidos du Tullios e rendas, e oulros
nicamente com babados sendo lodos da ul-
tima moda como attesto os ltimos figurins ,
que o annunciantu tem em seu poder; a tratar
com Allouso S- Martin prximamente chega-
do de l'aru abolelado na loja de seu irmo
(S | da Viclorio. O abaixo assignado protesta con-
tia o vendedor seja quem for, e declara quo
nao passou procurado para esse, ou outro lim;
e roga a lodas a autoridades policiaos e mes-
mo alguns senhores de engenho o favor de o
apprehciidercm e mandal-o conduzii a praca
da Boa-vista botica du Ignacio Jos de Couto,
uu a seu senhor Ilaymundo Joc Pereira Bello,
no sitio dojanga junto do Rio-doce (16
2 Do-so 100^ rs.de graliBcayao a quem
levar no sobrado da ra eslreita do Rosarlo n.
41, primeiro andar, o moleque Francisco,
que desappareceo desde 24 de Outubro do p.
p., do 15 annos, cabeca algum tanto compii-
da denles limados os dedos grandes dos ps
alguma cousa dusonidos dos oulros he bem
parecido e esperto ; levou camisa de riscadioho
de algodao trancado, com mangas de meio bra-
co calcas brancas j usadas, o na coucha d*
peina esquerda junto a verilha tem um incha-
co (|0
PER* } TYP. DE '.DE FARIA ----1845.
._*. MUTIL


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