Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05265


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Full Text
^ K liMttaWKf^fc^fca^fcSesa,
Afino de 1848._____Segunda Fetra 15
O DlABiopubca-se todo* oe diae qu. nao fortan .aniific.rio. : oprimo da asaignatura
be di tre* eil rs por auartel patjoa nlun.iJo. O. annunciosdos aasignantea ,5 neeridoe
raso MH lis por luida. 4u res em lepo difireme, e as npelicSM pe. amelade Os
HM nao foro isnim i isgo t roisp >t 1 nl.a.460 en iyi,0 :li(fcsenl-, ao. cad.publicaTio.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gol!.!.,. Parahfba, segndese eextae feiraa.Rio Grande do Norte, chegae 82i pai-
la 10c 24.Cabo, Serlnhaem, RioFormuso, Macer, Porto Cairo, a Alegoea: no 4. -
14 e aderada aaei. Garanhuna, a lonilo a 40 a '.'4 da cada met aoa-riaia a Flor
a a 43 < '> dilo. Cidade da Vjoioria, quinlaa feiraa. Olinda lodoa os dias
. DAS DA SEMANA.
11 .'>. Hilario. And. do J. de D. da 2. r.
44 Tarea aj. Felis. Ral. and. do J. da U.del.r.
46 Quaila a Amaro. Aud J. da 1). da 3 r
l Quii, a Berartlo. Aud. do J. da 1). da 2. r .
4? Salta Ani.io .ni. 1S Sab. s hriaca Ral.
4y JJoa. O SS. Noaic eV.Jesm. ...... .....
de Janer
Aano XXI. N. d.
..**
mrsraf.-Y^.-rr
Todo agora depende de nos sesmos; d no.s. pnuUnoia. a.oderaQ.io' a en rgie: eoa
tiauenoe ooato prinoipiaioa e eeremue apuntado] ora edmira
cultaa. (Froclauay.i .la AsscmMa Ge:a! o in.
abi ,s .< I) I o 5 .'!(,
a a Paria 3f>0 r<-ia por fr.nco
Lisboa 4'.O por 4UU de premio
Koedad* sobre aO par.
Idaaa da le:ras >la boas Crasas 1 pOrojo
cuiio no D| I- M JANEIRO;
Our.-Moadi de fl,00
a h.
de 4.U
fajacti
Patos oiuoaoenare
Ditos amicanoe
I'rala-
47 000
46.600
V.400
i.SJ
1,jiU
4,u_>0
renda
17,00
17,' (JO
. (JO
1 050
1 1'flJ
4,0 0
PIIASES DA LA NO HEZ DE JiNEIRO.
Lia ora a S as 4 h. e 5 I aaia.de ni
Cresoenle 45 aa t las e 31a.. d> ni
i La abarla a 53 si 1 li.rss e ">9 sain ,!a
i M n;u.re ii ,. | I boras e .-,i oin ''a ai
iaanmmMHf>*ii'i, m-?;T-sr- ro-;.,^^.:.. ..

Primefra as S hura eaii
Prtamar de hoje.
ll) d. manira. { S gundo as 8 hur 54 minuloa da rila
DIARIO DE
kiastST:'^
ttTTi>Ts^yrtt-^r*3r7'-^'V'v?-Tkpa3m.\tTa*\VTar*a'' -^i^=-ffiJ!jii;i*SS^5ESfaSBeSaa1
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
O TRATADO INGLKZ.
Sendo o commercio a perm utaco da quiln
de i|ue carecemos por aqmllo de que abunda-
mos, como todos sabem, hn evidente que tan-
to (ais vantajoso sen o commercio entro duas
naces, quantp os seas productor forom mais
exclusivos de cada urna. Una nago agrcola
pouco commercio pude lu/.er coin outra naco
agrcola, a menos que os productos de urna
nao sejo absolutamente di doren tes dos da nu-
tra ; urna nagao manufactureira pouco com-
mercio pJe fazer com nutra naco manufactu-
reira. A Inglaterra pequeo commercio faz
com a Hollanda e a Blgica ; a Polonia com a
Hungra ; mesmo entre nos, o Rio Grando
nenhum commercio faz com Ltucnos-Ayres ou
Montevideo ; entre a Babia e Pornambuco
quasi nio ha trnasaces mcrcantis.
Vendo os nossos estadistas empenbados em
azer tratados, julgamos do nosso dever lein-
brar-lhes osle principio, alias tao comozinho,
porque nos paraco que teui sido esquecido.
Nunca tamos avesso a ideia de uin trtalo com
qualquer potencia do mundo ; mas desejamos
que qualquer que baja de azer-se seja em van-
tagein da nacao. E be por isso que entende-
mos preciso recordar o principio que cima ex
pandemos.t O Brasil mui fcilmente poder
tratar com algumas naces da Europa : care-
cedoras absolutamente d'aquillo que entre nos
abunda, facillimo ser estipular ventajosamen-
te para ambas as partes contratantes: com nu-
tras sera sempre mui difiicil, porque teem ellas
aquillo que temos, e por consequencia nao ca -
recem do que he nosso. Appliquemos a llieo
ra.Poderernos fazer tratado vantajoso com a
Inglaterra ?
A Inglaterra be potencia martima, commer
cial, manufactureira e agrie la. Seus navios
morcantes e de guerra correm todos o mares,
sern que ninguem ouse disputar-Ibes preferen-
cia ; os productos de suas fabricas enebem os
arnmens de todas as pracas commerciaes do
globo ; suas vastissimas colonias Ihe fornecem
na maior escala as materias primas de toda a
especie. O que querer receber do Brasil ?
que lavores pode querer conceder-lhe ? Ad-
mittir em seus portos nossos gneros para con-
sumo, he dar golpe de morte s suas colonias
da America, da Alricaeda Asia ; soilrerque
imponliamos em suas manufacturas, bu dar
golpes de morte em suas fabricas; soffrer que
nossa rnarinha se desenvolva, ha dar golpe de
morte em sua marinha. Nossos cafs, assuca-
res e algodoes sao carregedoscm navios ingle-
Id : quantas toneladas d'csses gneros furem
carregadas em navios brasileiros, tantas deixa-
ra de ser carregadas em navios inglezes ; nos-
sas fabricas por em quanto nada produem,
alm de alguna objeclos gros-teiros ; se porm
so formarem em maior escala, so seus produc
los se aperfeicoan-m e augmentarem. os pro-
ductos inglezes deivarao d.; ter proporcional ex-
traego. Peqncnos golpes nao tum levado a
industria ingleza com o commercio que temos
I ilo com outras nacoes, e com o desenvolv-
ment da industria dessas, quo, ape/.ar do ter-
rivel tratado de 1827, cjnscgui3o entrar em
concurrencia em nosso morcado. Muitos go-
neios de que a Inglaterra foi nossa unoa forne-
cedora, boje quasi n ir de li veem, osirvSo
de exemplo as ferragons. Sbem todo? que a
maior parte das ferragens hoje gastas no Brasil
j nao sSo inglezas, entretanto que em outro
lempo fe nao ha nuito), excepfao do alguma
foice, enxada, ou machado, que nos vnba
do Porto, tudo o mais era inglez.
Para que um tratado de commercio nos seja
vantajoso, he quasi de absoluta necessidade
que seja nocivo Inglaterra- ; ora temos a cer-
teza deque nao ha de ella querer sacrificar-so
por nos. Pode, he verdade, querer a Ingla-
terra favorecer alguma das fontes de sua rique-
za, a despeito de outras ; mas duvidamos Se
qui/.esse favorecer sua industria custa de sua
agricultura, poderia tratar vantajosamonte
comnosco : porrn estamos vendo essa potencia
tratar de todo o densenvolvimento s suas co-
lonias da America, e mesmo da frica.
lmente com a Suecia e a Dinamarca. Todos
essus, si di, s,ln povos que abundo no que nao
temos, e quo absolutameeto carecem do que
entre nos abunda.
Estas relimo s qne filemos sao pira o Esta-
dista do Yt; porque estarnos na firmo :onvic-
co de que d'isio nada sibe. Perguntai-lhe
que gneros recebemos de cada um dVsses po-
vo-; qua.'s as leis do seu coinmercio ; a por
consequencia que faoilidade o vantigons nos
podern oflerecer.que nao o podr.i di/er Estas
refliixOes Ihe fazemos pnra que v?ja no quo est i
medido e para que desconfie de quanto vir.
Desconfie dos Gregos, anda mesmo quando
Ihe derem presentes. Em um tratado com os
Inglezas, qualquer que seja a sua redaccSo
Sr. Paula S'Xisn outro ofiieio, que para de
plmala n;io serve. Comtudo pode servir para
do m de patis; C para isso be que nos parece for
escolbido. Ro, 12 de Dezeinbro de 184
Brasilicut.
(Senlinella da M.)
MAR MIAU.
Aos vi'nte eseleilo mezdo Dezcmbrode
18Vi na Tbisouraria de Fa/onda desta provin-
cia do Maraiihao ; reunidos o Procurador Fis-
cal Dr. Antonio Joaquim Tavares, o Amanu-
ense da Secretaria Ivo Jos da Cunha e os ne-
gociantes Francisco Fructuoso Ferrera e Fran-
cisco Jos da Costa Jnior, sob a Presiden
do Contador Jos.- I'irmno Viera, lodos mei
bros da COinmissSo (lomeada em virtude da por-
tara do Sr. Inspector Manoel Gomes da Silva
ca
Mll-
sompre ba do escapar alguma cousa que afina
___' ii iianaao^r. inspector Manoel tioines
nos venha a cuslar caro : qualquer homem ,, ., .',_ i. .
_. i Belfort sob n o 317 em dala destedia
por mais traquoiado quefosse. estara em risco ... uva,t""'. para n
'proceder ao mais minucioso exame sobre a ve-
TOLGHunro
DM CAS VMBNTO NOS CVRCERBS (*).
( E'poca do terror)
III
Depos d'essa infausta hora a Gondessa nao
vio mais Pbilippe : Amar cumprio a palavra.
Por muitos das teve ella de soffrer as assidui-
dados d'este homem abominavel, cujas sollici
tac ;s cada vez tornava i-se mais importunas.
Essesupplicioera anda mais terrivel, pela ne-
cessidade que tinha olla de, na presonca do
convencional, oceultar cuidadosamente as lri-
das do seu coraco, e suspender as lagrimas,
que Ihe vinhSo continuamente aos olhos; pois
tema que essas demonstracoes de dor conir-
massein as suspeitas d'esse horrendo adorador,
e cbamassem sobre o homem, que amava, urna
vinganca, que sabia, havia de ser funesta.
Una carta, que mysteriosamente Ihe entregou
o velho Benedicto, carceroiro do Luxembourg,
homem brando e humano, eslimado de todos
os presos, veio augmentar-Ihe o desespero.
Essa carta era do Pbilippe Uin de seas irmdos
d'armas, enloein Pariz tnba conseguido fr-
zer-lh a chegar s rnaos por este intermediario.
Pbilippe communicava-lbe, quo no dia imme-
diato o em que pela ultima vez a tinha visto,
) Vid. Alario n. '2.
Ouim, que declarara encontral-ts nos cofres a
clausula de quo so durara lo: ba a questao ... ""
.- eu cargo, havendo as recebido cm nacanienlna.
sobre o imposto as casas que tivessem caixei- pfgamenios
! i/ c ios Reus neis como vcrdadeiros : aisentnii a
ros estrangeiros, e que alinal ( Bracas ao Sr ., ,lU a
\r i .i u \ i j icommissao que para nerleito resultado do nre-
Manoel Alves Branco] tivemos de ceder vergo- !. M ', .' "uiu uu pn
l j i .uicio exame se deveria proceder a investisaco
nbosamente, como opposto ao tratado j.i i .. S. hih.hio
rr detodasasnotasdo I.* o 2.' serio existentes nos
,OSr. Paula Sousa apenas traduz francez cofres epassando a esta conferencia, ucbou-so
e nos asseverao que nao entendo urna palavra comefleitoexisr.iquanliade vinto e um coritos
de inglez ; comocabir em mil bines de lucos oquatrocentos mil res das ditas notas suspeitas
como de sua ignorancia 6e nao aproveitara os de falsas do valor de 20ji da i.' u 2.' serie as
Ingbzes 1 De certo quo o .Ministerio nao poda quaes, sendo examinadas, conbeceo so que os
acbar pessoa menos habilitada para tratar; por- [ notas presentan a primeira vista, apesar da
que para o fazer com vantagem nao basta or-' perlecto, corn que forfo fabricadas, um todo
gulho, nem mesmo basta saber arengar em que com quanto Iluda milito, nao deixa de
urna Cmara : urn tratado he obra de summa repugnar, mas quo sujeilas depois a serio exa-
Em quento a Inglaterra nos offoreco todas I difliculdado, nao so pelas estipulacoes quo con- me, ve-so que ellas eslo novas, e com mu
estas difficuldades, naces ha que pelo contra- vira contor como pela sua redaccao : c nem pouco ou nenhum uso de circulucao, sendo os
rio muito lucrario com um tratado comnosco : i para as estipulacoes, nem para a redaccao signaes caractersticos que mu bem as distin-
toda a 'llemanha, querdoNorle, representa- est habilitado o Sr. Paula Sousa. Onde es-jguem das verdadeiras 1." Dentro doMda
da pela Prussia, quer do centro e Sul, repre- i tudou ello os interesses das naces para a seu palavraImperioao lado do emblema ondo
ienlado pela Austria ; toda a Italia, ondo s o r-speito poder estipular ? Em Y't naose eslu- existe a palavraMaranhoem lugar do ul-
reino de aples nos dar8 8 milhes deconsu dan essas cousas: mesrno nos livros nao se es- timo i desta mesma palavra acba-se a lelrn
midores, o Lombardo-Vcneziano 5 milhes, a I (odio. Onde aprendeo a redigir quali|uer peca, fazendo a ultima syllaba nhio em vez
Sardenba 6 milhes, os Estados Pontificios 3; o muilo mais urna pega diplomtica ? Nada denbio2."o emblema em geral he mais
milhes; c todos esses Estados niio teem urna conheceinos da penna do Sr. Paula Sousa ; grosseiro do que no das verdadeiras, notando-
libra de caf, nem urna libra de assucar. UmlMembro urna vez da Commissfio de redaceo se na (ercera folba do ran o do cal, partindo
tratado com a liussia nos poderia ser immensa- na Camera dos Deputados, deo tal redaciio a do laco que o prende pelo lado interno que as
mente vantojoso, porque tambem nos poderia ; li do orcamento que loi precisa nova discussao, notas verdadeiras disliuguern-se dous risqui-
gastar muitas pipas de ago'ardente : semelban- e alinal oulro redactor. nhos que parlem do centro da folba em drec-
sjLSti^auyyyff isyaaycMaaMiij
moca maligno olbar, entretanto que a colera sas, nao deixes do communicar-me o dia, em
rugava-llie afronte e contraba-lhe os muscu- que 'or levada ao tribunal revolucionario.
Posso
foi-lhe vedada a entrada no Luxembourg:qucao
ao rccolher-se sua casa.j entregue a desespo-
racao, ah achara alguns bomens armados, los da cara, lel-o-bies tomado pelo genio do isso depende sua vida, cnlcndes .
que o prenderao, eemvirlude duma ordem nal. Sabio proferindo borriveis blasfemias, contar com tua exactdSo ?
do Ministro da Guerra, que Ihe apresentrao,
reconduzirao o, apezar da sua resistencia, ao
exsrcito, onde, depois do sua chegada, era
e no da seguinte Fouquier-Tinville fo por Ab por isso vos respondo eu, cdado,
elle chamado junta de seguranca geral. disseJcronimo Pichoucom arde franqueza. Mas,
Entretanto como o estado da Condessa em- di/.--mc, queris por acaso servir-lhe de advo-
cuidadosamonte viciado. Contando nao tor- peiorava de dia oin dia, foi necessano chamar jado .'
nar ver a Condessa, d'ella se despeda nos' o Medico des prses, que, depois dn haver al- Nao, dsse o Loutor ; mas cumpre, quo
mais apaix nados termos Urna s esperanca lentamente examinado a doente, c por longo eu esteja na audiencia, quando a orem julgar.
Iberestava:a certeza do bem de pressa rcu- j lempo interrogado-lhe o pulso, cujo latjo era Sim, accresccntou elle, departe, assimira
nr-so-lbe em um melhnr mundo ; pois eslava I precipitad > por urna febro ardente, visivelmcnle coiifa melhor. .. Talveiella o negu.., e met
resolvido a nio sobreviver-lhe. e terminar I commovido sollou urna exclamaco de pedade o dever he di/el o.
LADO
elle mesmo urna existencia maldita, que j
tanto aborreca, se por acaso urna bala inimiga
nao viesse em seu soccorro.
O contexto d esta carta poz a ultima de man
na desventura da infeliz Condessa. As crueis
agitacos, por que havia ella passado, tinho-
Ilie despedacado a alma, e o corpo nao pode re-
sistir esto ultimo attaque. Urna terrivel crise
nervosa fo o primeiro symptoma da grave mo-
lestia, que a poz em risco de vida, e por mui-
tos dias a conservou sobro a cama. Amar teve
a crueldado de apresentar-se cubeceira da
miserarvcl barra, sobre que jszia esta bella ra
pariga, que havia nascdo no meio do luxo:
mas (o d isto punido,' pois pelos lvidos labios
da doente, entao em ardentissimo delirio,
ouvio ser mil vezes repetido o nome do rival,
que buscava anniquilar. Ao vl o nesse mo-
mento, tripudiando de raiva, e filando sobre a
sorpreza, o com vehemencia disse ao guarda- Dentro em pouco, gracat ao tratamcnlo
chaves, que Ihe havia servido de guia : proscripto pelo Medico, loi a Condessa restitu-
Jernimo, qual he o crime, de que se da a vida; mas, para comparecer no tribunal
aecusa esta mullier !' revolucionario, apenas covalecenle ; pois a mo-
Ao certo, nao sei, cidado, respondeo o 'esla fo a nica causa de so Ihe adiar o julga-
boinem do povo. Ouvi di/er, que conspirava ment.
contra a naco ; mas, quanto ao resto. ... No dia,que Ihe (ora designado para ocomparc-
Sibcs, replicou o Doutor, se se trata de cimento caminhava ella com passo firme
julgal aja? o pelos sombros conedores da Conciergeire (*),
A'fallar a verdade, cdado, respondeo, sercada de gendarmes, que, corn *, sobre na
guarda chaves, creio que para isto s se espera uiSo, a conduzao a presenca dos Juizes, (man-
quea curis. Pobre rapariga Antes morra do um homem, que eslava encostado mura-
da doenca Fas-me, com efleilo, pena tl-a Iba, se Ihe aproxiniou, apertou-iho o braco
em tal aperto ; e, com quanto, ao menos se- com forca, e por um gesto imperioso ordenou
gundosodiz, seja ella nimiga do povo, daria i scolla que suspendesse a marcha.
alguma cousa, para que delle se sahisse. bem. A ConJessa tremeo olbou de revs para
entretanto posso ffirmar, que Jernimo Pi esse homem, e nao pude reprimir um rnovi-
chou nao ama as aristcratas. -------------------------------------------------------__.
Pois bem, se de fado por ella te nteres- (*) Prsao de Pariz.
;


Cao opposla aos traeos que a cobrom ; sismal
que mis olas adiadas se nSo enconlra 3. o
papel,apesarda pereco das letras d'agoi.ob-
seivado com a lente mostra quantidade do pon-
tos prelos, donde se piulo inferir que a sua
confcccao lie do materias menos puras do que
as das verJadeiras. 4. linalmente as assisna-
turas ern geral sao mu beni imitadas, nao dei-
xando com ludo dse encontrar algumas dif-
ferencas em partes detlai pira com os autlio
grafos existentes na Tbesouraria, e a tinta
aprsenla signal de mui Iresca, sendo salientes
as do Joaquim Valerio lavares, Jos Rodri-
gues Salgado, c Antonio do Siqueira Muraei,
A commissao anda pondera que do/e notas
que cncontrou do 1.* serie assignadas todos por
Francisco Jos Rodrigues do nmeros 3a 204.
35:207, 35:208, 35:20!), 35:210. 85:300,
35:286, 33:151, 35:152, 55:253, 38:264,
35:246, nn se aclo na rclac.Ao dos asigna-
tarios, firmadas por esto individuo esim por
Antonio Alves di Silva Jnior, $ guudo se ve
rilicou. Que das 1,070 notas que forosuh-
metlidas au presente exame chariio-se 695 da
1.* serie, sendo 7 assignadas por Jos Rodri-
gues Salgado, 37 por CstevSo Alv sdeMaga-
Ibes, 98 por Jos Manuel Fernandos Pero ira,
114 por rhilippe Nery de Girvalbo, 61 por
Antonio de Siqueira Moraes, I 48 por Francis-
co Jos Rodrigues, 127 por Ricardo Pires For
reir, 103 por Francisco de Paula Silva Juni-
- or, o o75 da 2." serie, sendo 1 assignada por
Joo Francisco Veloso Ribeiro, 5 por Phtlippe
Nery de Carvelho, 16 por Ricardo Pires Fer-
reira, 242 por Antonio de Siqueira Moraes,
30 por Francisco de Paula da Silva Jnior, 12
por Jos Manoel Fcrnandi-s Percira, 69 por
Joaquim Valerio lavares Accrescentandu por
ultimo que, havendo recotndo aos livros das
operacoes das suhstituices, verificou da que
as notas imitadas na substituirn nesa Tbesou-
raria forao todas da 3 serie viudas do Thcsou-
ro Publico Nacional, e nunca da !. e 2.* se-
rie coriio as que tema vista; cumprindo-lhe
dizer que nao pode adiar, apelar das fervorosas
diligencias que empregou, duas notas do ines-
mo numero, oque decirlo verificara 10 por
ventura o numero das vi rdadeiras existentes nos
cofres da Thesouraria fosse em maior quanti-
dade. A commissao, cuncluindo o seu traba-
Iho. entende do seu dever r llexionar que. sen-
do a maior parle das notas assignadas por l'hi-
lippe Nery de Carvalho, be sabido que infe-
lizmente este cidadao j. nao existe lia um auno,
segundo sua lemhranca.
F porque nada mais livesse a expr, lavrou-
se o presento termo em que t dos as*ignarao,
depois de lido, e por o acbarem conforme.
Tbesouraria de Kazenda do Mar anillo 27 de
Dezeinbro do 1844. Jos l'trmino Vieira,
Contador. Antonio Joaquim Tarares, Ivo
Jos da Cunha Francisco l'ructuoso Penetra,
Francisco Jos da Cos a Jnior.
Depois do leito o exame, das notas de 20.> rs.
(pastados dous dias) verificoo-sa havorem lam-
bem verdes de lOOjOOO.cujns pormenores ainda
nao sao pblicos,porm consta queso na Thczuu-
raria exitem quarenta esele coritos !.'
[Crrelo des Annuncios.)
I ma licito que devia aproveitar !
Orre que o Conde do Rio Pardo perdeo
as eleicoes no Pauby. Ksta noticia vinda
por Casias. Assim nao valeo a este digno de-
legado do 2 de Fevereiro o ter annullado as
!eie,pes legalmenle feitas pelo seu antecessor, I clamou a doutriua de que engaase aqutlle
e exposto a provincia a mesma sorte das Ala- que nao ve a patria, sendo no solo. Sopor
I a opposicao triumphou apesar do tudo \ifto Ihe perdoo eu todas as falcidades exage-
fiV>rnA flienliaccn nuaaa IaXaa -.!-. _- __~- ._ ____________.___. ___." __ t _J _!
_ I
Se o Governo rocebesse iguaes lines todas as
vezesque se mello a contrariar a vontado dos
povos, por eerto que seria monos extenso o ca-
talogo das torpeas e violencias, postas cm pra-
tica para vencer eleicoes, e estas seriao o que
devino ser entre nos, a express > da vontade
?"' (Da lie vista)
i!
ment do horror e desgosto A judada pela da
ridade, que projetava urna eslreita fresta, a-
cabava de reconhecer Amar.
Cidadoa Ibe disse este, contino ; a-
mar-te, apezar dos leus desdens Posso salvar-
te; ainda be lempo. Profira la bocea U.Tla
palavra esperanzosa, e um dito meu ao Presi-
dente Dumas bastar p:ra que sejas absolvida.
Decido-te; a bora insta.... d aqui alguna
minutos ji nao ser lempo.
Vai le disse-lbe a Coodessa com in-
dignaro, nada quero do teu unor.m ni de tua
proleccao. Antes mil morles do que pertencer
um cobarde como tu.
Kcomo.isto nao obstante,procurarse Amara
inda demoral a:
Deixa-me Ibe diz ella despre/.o le e
detesto-te.
Pois bem morre grita o republicano
com lom feroz; dentro em pouco a macbadinba
do carrasco vingar-nie-ba de leus desprezos.
D'ahi a um instante eslava a Condcssa no
bafico dos aecusados.
Foi com semblanlo ebeio de dignb'ade e no-
bro/a, quo tdla compareceo barra e res-
pondeo ao intcrro,atoro, que pro for-
mula se ihe fe/. Estava-se enlo mui perto
de 2.' do prairial (nono mez da repblica) -
l' audic) do defensor e muitas vezes a das leste -
munbas como superfluidades s proprias para
entorpecer a marcha da justica.
CORREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Sem novidades a referir-Ibes, porque as de
fora da provincia nao sao do meu d/minio s
per acadens nell.s me intrometto, voltarei a
questo dos candidatos da praia para Senador ,
j que sobro a materia disse na minba ultima o
menos que era possivel der.
lia nos dousco/nmirnicac/os do D.-novo de 10
de Janeiro bocados d'ouro de um valor inesli-
mavel, e sobretudo doutrina, i|ue equivale a
urna cundemnacao das extravagancias de que es-
sa sucia parli canina tem rabiscado ludias e
lolhas de papel. Dar-sc ha o caso de que o pri-
ilieiro desses artigos seja genero d'importaco ?
O calhegorico do escripto, a seguranca com que
bhi se da por decidida a esculla do Sr. Antonio
Carlos, que ainda ha poucos dias foi preterido
porum bixo titulado, do que entender, ese
na verdad.; a sublime peca d'architcctura nfto
veio prompta de barra lora ; pelo mens as
di menees plano e perfil d'algures veio, que
nao de IVrnambuco. E o que acbaro Vmcs
nesse artigo que possa fallar ao coracao dos Per-
nambucanos! Ha vinte e sato annos que oSr.
Antonio Carlos deixou.. nao; fizerao-no
ileixar, as plagas Pernambucanas: vinte o sele
annos! equivalem a um estirado seculo em cou-
sas polticas E se a esponja do esquccimenlo
nao apagasse 18o depressa da laboa mnemnica
das ideas popularus servicos e desservigos de
muita gente, qual seria o sentimento dos Per-
nambocanos a respailo desse vario, pon Jo de
parte a sua illuslracao e probidade ? Scm du-
vida nao seria de aleigao. Li por entrar na
revolucao de 17; oulros ha por ahi, e muilos
bouverao, que mais parle nclla tiverao e de
quem nunca se fez caso, nem para cousa de
xigua importancia, quanio mais para Sonador.
< que do tanto valor ao fado de bavci
parle nessa brincadeira, que sao os mesmos que
tanto se arripiavao inillo tempore com a idia
de urna restauracao depois da abdicar, onde
collocaro os servicos da viagem do Sr. Antonio
Carlos a Porlugal ? Nao sou cu que Ibe farei
cargo disto, porque em compensacao o censu-
ro pelo seu comportamiento em 1817 ; bom se-
r entendermo-nos; mas dovem faier Ib'o os
que lano sympalhizao com as rcvolugoes.
O que ao panegirista desso Paulistano pere-
ceo dever excitar as mais vivas emogocs de um
poro Une, em outro qualquer seria corn e fie i tu
generusidade e valor; no Sr. A. C. nao; por-
que ndle o orgulho msela, quando n; o apaga
todo e qualquer oulro sentimento. Se cu vis-
>e em nossa Ierra um partido verdaderamente
aristocrtico soberbo e intolerante diria
isalii o Sr. A. C. para ptimo candidato desse
partido ; mas causa-me nauseas, que o faca
gente que se diz liberal, popular &c. &c. &c!
Mas anda bem que na mesina folha se pro-
,------------_--------- ---------^ 0_
racjs e erros em que cabio e extasiado admi-
rador do Snr. A. C. quo com todas as suas
virtudes e excellentes predicados servicos
relevantes, fcitos e por fazer, foi ainda assim
repellido em troco do Itanhem. Nem me di-
go que o Ministerio contando com a submissao
dos Eli-itores do quetxudo o do ttemedor guar-
dou para honrara Pernambuco o Sr. Antonio
Carlos, e cassuou c m os Mineiros dando-lhe
o Itenhaem Nao, senbores. O Inlanhem
he que devia ficar para a praia de Pernambuco :
Minas poria apar de duas notabilidades mais
urna, das que abundo no partido dominante
daquella provincia, o Santa Luzia, e a praia
le Pernambuco lendo escolhido das suas nota-
bilidedcs, as duas nullidades conhecidas. met-
leria entre ellas urna terceira, e ficava assim a
cousa ptimamente arrenjada:d*alli tres unida-
des, d aqui tres cifras.
Enlao sim, diria eu que o Ministerio eslava
no seu estado per/eilo de senso commum, como
diz o Cabral ; mas o que ello fez so um doudo
o faria, a nao ser que tudo isto seja urna pulha
do nosso amabilissimo Governo.
Agora, que os elei ores maritafedes todos
votem no Sr. A. C. com os seus dous brincos
d estando pendurados as orelhas, ou sem elles ;
pouco me importa ; por quede servos do Ur-
b.no esua pandilbacousa boa nao so devo espe
rar.u quanto mais estupido,oj mais indigno for
o seu comportamcnlo, mais razao teremos.
Vi a correspondencia do Delegado de Gara-
nhuns, ecoill quanto tenha visto documentos,
que me derao toda a conviepaode que elle nao
he o que se inculca na sua carta, nem o que
dizem os seus amigos dos documentos qu^jun-
tou, todava como o que eudissea respailo desse
moco, que em todos os seus adversarios so v
eabanose desordeiros. que alias ainda nao fi-
/erao desordena, foi extrahido de cartas de pes-
soas da sua comarca, aguardarei que me d em
novas informacoes para responder-Ihe, nao
querendo mesmo valer-me das brexas que se
cncontro nos seus argumentos para destrui-las.
espoletas, por quanto este Sr. ou como Juiz de
Direito, ou como Municipal d& o oxemplo.nao
sahindo de urna casa paraoutra sem tres e qua-
tro assassinos armados de clavinotes, facas, e
outras armas prohibidas.
Para que censura o D.-novo a polica da
comarca do Bonito, se a Delegada desde que
o Sr. Antonio Aflon-o nos veio policiar, ten*
andado sempre as maos dos praieiros, tiren-
do-se assim toda a ferca moral aos amigos da
ordem, que servem de Supplentes? Porque nao
d o Delegado pioprielario as providencias, que
a praia ac-a effica es.' O que tem o procedi-
mento do carcereiro a favor dos socios de Joao
(luilbermecom o parentesco que elle tem,por
bastarda, com os honrados Bi/erras de Mello?
S ras inconsecuencias da praia se pode adiar a
explicacio.
Dos jornaes que nos (rouce o vapor Impera -
tris que ebegou sabbado a este porto, dona-
mos transcripto o quo nos pareceo interessante.
CumniHiicado.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
TAniEDADE DO DIARIO SO\0 DE 10 JANEIRO.
A villa do Bonito vai s mil maravtlhut.
A praia nao lom s variedades.tem inconie-
quencias. Com o fim de infamar o honrado
Major Andr liarboza de negligente no exerci-
cio de Delegado Supplente do Bonito, que tan-
to despeilo causa ao Sr. Dr. Rocha, fllanos
praeros da fuga d Manoel brabo, e do seu cri-
me, esquecidos de que esso Manoel brabo he,
e foi sempre espoleta (alias guarda-costas) dos
Srs. Dr. Rocha, e Joo Guilberme. deque o
crimo di brabo foi passar cdulas bentas de Joao
Guilberme, o qual por ser Major, epraieirode
diapa, nao foi pronunciado pelo Sr. Subdele-
gado Teiseira de Carvalho das Virgens, vence-
dor das eleicoes de Caruar, principalmente
lendo elle sido o guia do Ilustre parlamentar.
'iuc foi presidir em Oulubro prelerito ao Colle
gio Eleitoral do Bonito Assim comprme!
lem-se os amigos e correligionarios na pessoa de
seus miseros e cegos instrumentos! Tambcm se
esqueceoofl. novo do que deve ao Sr. Dr. Ro-
cha,quando censurou o coslume de andarem na
villa osbomens armados, e acompanbados de
No he de nossa nlengao, ao relatarmos es-
cs relos ullr.jar a revolucao ou negar os
beneficios, le que ella fui fecunda origem. Mas
os seus excessos assim como os seus fasto
perteneci boje historia ; e tao pureril seria
negar uns como olidos.
N m a mocida de.e belleza da Condcssa,ni n.
a sua innocencia, a toib s os olhos imparciaese-
vid.nte. podrao aplacar o sanguinario tribu-
nal, convocado para decidir de suasorio. Em
vo o advojjaJo, que no banco quasi vasio da
il'fesa, Ihe oi escolhido, com zulo e calor des-
empenhousua missSo;o energmeno Fouquier-
Tinville c m o odioso e inllammado tom de
que se servia em todas as requisitorias provou
que a aecusada nao pedia deixar de desojara
ruina e o anniquilamento da repblica, pois
perlencia a urna raca, que constantemente ha
via conspirado contra a (elicidade da Franca; e
alm d'isso, havia commellido o imper-,
doavel crime de corresponder se com emigrados, i
em menospre/oda le que rigorosamente pro-
hihia a menor relacio com esses inimigos do
povo. (*)
O tribunal, depois de urna consulta de al-
guns minutos, condemnou a Condcssa mor-
No podemos guardar silencio na presenca da
discusso que se agita a cerca da eleico de Se-
nador por esta provincia depois dos commu-
nicados do /V.-noio.que, lendo por fimjrecom-
mendar os Srs. Mello, e Souza Teixeira apa-
drinhados com o nomo Ilustre do Sr. Antonio
Carlos, lancio o odioso no partido da ordem,
e comettem anachronismos.
Corneja o D.-novo por dizer que os Eleito-
res Pernambucanos vo ser collocados em posi-
cao arriscada por seductores armados com todas
as armas da intriga, e da injuria. Nao pode
baver maior impudencia CJual foi a pecha que
se lan(;ou sobro o Sr. Antonio Cailiy? Quem
jamis preleudeo olluscar o seu mrito ? O par-
tido da ordem apresenta tres varos dignos para
a elec3o de Senador; absteve-se mesmo do fa-
zer comparacos entie elles e o Sr. Antonio
Carlos, que nao tem culpa da protervia com
quo o Governo tomou seu nomo para po-lo no
jogo dos intoresses da Joanna, e da praia sua
humilde serva. Onde pois a intriga, ou a ma-
n festacao de nveja? O Sr. Antonio Carlos he
probo, he Ilustrado, entrou na revolucao de
l81-7--e defendeo em Porlugal os interesses de
sua patria;inasoSr. Antonio Carlos naofoiquem
levou ao Ipiranga o inmortal Fundador do Im-
perio, o qual nunca precisou do Sr. Antonio
Carlos para tornar o Brazil independenta. At_
ha nsto anachronsmo, por quanto, quando
soou as margens do Ipiranga o grito magestoso
da Independencia do Brasil, ainda nao linba
ebegado, nem ao Ro de Janeiro, o Sr. Anto-
nio Carlos. Bem fez a praia em cobi ir com o
nomo deste Ilustre cidadao a sua chapa de Mel-
los, o Sousas; mas deve saber, que o Sr. An-
tonio Carlos harepellido pelo partido da ordem
em razo da sua poltica, etambem porque no
caso presente be elle o candidato, que o Mi-
nisterio procurou para pagar a divida em que
est para com os Mineiros, e deve porconse-
quencia ser regeilado pelos quo desvao levar ao
Senado outro cidadao; e nao porque os amigos
do Barao da Boa vista, nem qualquer Pernam-
bucano amigo da ordem, e do engradecimenlo
de sua provincia, lema cotejar os servicos deste
Musir Pernambucano com osdoSr. Antonio
Carlos.
Concluo o D.-novo que os do partido da or-
dem pedem com raso que se nao vol no Sr.
( ) O mesrro Armar, n3> havia muito Um-
po, qup. estando em commissao no departa
ment de l'Ain, c< ndemnou morte una mil-
itar por corresponder-se com um emigrado,
de quem era mi.
te. c ordenou, quo, segundo o coslume, loa-
se a leotenca ejecutada mesmo ao sabir a r
da audiencia. Se bem que lodo o auditorio se
compozesse de pessuat do povo, coberias de an-
drajos, e com brreles vermdhos, de inimigos
encarnicados dos cx-nobres, c cuja maior parlo
perlencia aos clubs, indisiveis segnaes de pio-
dadeed'espanto manifestro-se as galeras,
ao ser pronunciada a ten lenca, c j algumas
votes elevavo-so I favor da aecusada, quando
um moco abri ctmnbo entre qiiovo. apro-
ximou-seda barra, e, depois do ha ver d.loal
f. urnas palavras ao ouvido da Condessa, ex-
clamou:
Cidadaos-Ju/es.vossasentenga nao pode
por agora ser exocutada, pois esta mulhera-
cba-se grvida I
A' esta inesperada declaracao succedeo breve
silencio produ/ido pela sorpreza e que s foi
interrompdo por urna especie de mugido feroz,
que parti de um dos ngulos da sala
Alguns dias depois eslando marnacon-
venco lavanlou-se do lugar, onde se achava e
dingio-se um rapaz de rosto paludo o regu
lar. negra e estirada cabelleira olbar fixo e
impassivel que como elle, era um dos mais
influentes membros da Monlanha e i quem
disse :
Partes amanilla em commissao para o
exercito do Norte ?
Sim, respondeo eite, vou observar o que
por la su laz. e activar um puuo as operacoes
do Jordao. que parece nao querer acabar com o
sitio deCharleru.
Bem disse Amar, fa?e-me o favor de
n metler-mo para aqui sob boa guarda um
rapaz, Chefe de halalbao, quo laz das suas, e
n elle se casar com aristcratas. Nao s e"o-
piniAo de que be esse um dos crmes impordoa-
veis ?
O nome d'esse Official ? pergunlou ne-
gligenlemenle o joven convencional, tirando
d'algibciraum livrinho. j coberlo de notas.
Phihppe Renaud, Chefe do halalbao na
18 meia- brigada.
Est bem disse o moco, escrevendoo
nome nocanbenho.
Recommendo te sobretudo,puro c mag-
nnimo Saint-Just que te nao demores em
lazer-me remessa do traidor.
Ci nta com isto! respondeo o joven e myslico
apostlo da revolucao com um lige ro niovi-
mento de hombros, especie de protestado mu-
injuriosa ao seu ardento patriotismo.
Treme agora orgulhosa aristcrata!
murmurou o sombro Amar, v.ndo sentar so
ao p do velho Vadier. Se ainda vives para
d sprezar-me, ao menos teu amanle moriera
antesdeti!
(Conrt^iuar-ia-Aa.)




^-"?'JCT *!.
Antonio Garlos, porque todos sabem, porque he
teniente que os Ceot e a trra se levantarlo
para aceusar o Governoque preferisse qualquer
a este illuttre candidato. Ora o D. -novo julga
os Eleitores capazes de serem mu grosseira-
raente illuJidos. Pois agora, que o Governo
scaba de proferir so Sr. Antonio Carlos na elei-
cSo de Senador por Mina* o idiota Mrquez de
Itanhaem, e qu* o Governo nao lomeo aecusa-
Coes dosCeos.nemda Ierra,he que o mesmo P.-
two,que,apear de sua predilecco pelo illuslre
Andrada, nenhuma aecusaco, nein leve cen-
sura fez por i si.-i odiosa excluso, quor que os
Pernambucanos creio as suas contradictorias
palavras?
Bein sihomos uonde vai o lito do O.-oco;
elle conta que o Sr. Antonio Curio* est desig-
nado pelo Governo para cobrircom oseu Ilus-
tre nome as nullidades que apresenta a praia :
elle he o padrinho de un Mello, de um Sousa,
para quem os Deputados do tope nacional tem
exigido a cadoira vaga por morte do Ilustre Al
melda Albuquerque, embora os Ceos e a t rra
se lovantem contra oscaprixosdo Ministerio d 2 de Fevereiro. Oque todava duvidamos he
que os vcrdtdeiros Pernambucanos sedeixem
levar pelo canto da Sema para negaren) seui
votos a aquelles de quem mais beneficios tem a
Provincia recebido.
,~ ec*' "<* n* HMra
Correspondencia
Senhont Redactores. Lendo o Diario da
praia n. 8 de 11 do correte nelle encontrei a
correspondencia assignada pelo Eleilor do Ro-
cife, que talvez seja algum rasgado a quem se
tonba fornecidoa libr para ir dar o seuvoti-
nho, na qual diz, quo ficou envergonhado
quando leo no seu apreciavel Diario os nomes
dos candidatos do partido da ordena para o lugar
fago de Senador: e com razio devia esse adu-
lador ficar envergonhado; porque na verdade
nenhuma compareci merecen os Exms. Ba-
rio da Boa-vista, Presidento Tbomaz Xavier, e
Sebastiao do Reg, com os Srs. Mello, e Souza
Teixeira ; entes inteiramente nullos, e que
nenhum servido tem prostado a esta provincia
alm de ser o l. advogado, e o 2. proprietario
do um engenho. E serio estes os candidatos,
que devem preferir aos cladSos respeitaveis
apresentados no seu jornal ? Risum teneat
amici. Sr. Eleitor do Recife outro rumo,( pa-
gue a'quem o fez Eleitor, mas oio apparoca em
publico com comparacoes seinelhantes; e crea
que tambem sou Eleitor, mas nunca para votar
etn candidatos taes como os que Vine, inculca:
mande-os ao Joio Guilherme, e Alecrim que,
achando-se pronunciados como passadores do
codulas falsas, pdem dar livremcnle o seu voti-
nho a estes sabios praieiros. Aqui tem no col-
legio do Becife ao seu dispr,
Outro Eleitor.
PublicacAO a pedido
Tcndo dirigido o Sr. Jernimo da Costa
Guimaracs o Silva urna representado a socie
dade do medecina desta provincia, sollicitando-
a para que a bein da saude publica declare, se o
tabaco denominado rap lino Vinagrinho, pre-
pralo em su.-i fabrica oslabelecida nesla cidade,
he prejudicial is pessoas que d'elle usarein ; e
ao mesmo lempo pede-lhe, declare se o dito ra-
p hode lacil deterioraeo por perder o aroma,
seccar ou mofar : a mesma sociedade convidou
o seu socio o Sr. Dr. Simplicio Antonio Mavig-
nier para analysar por meta do um processo
chimico o rap fino Vinagrinho, cujo resulta-
do aprosentou em seu relatorio de 28 de No-
voml ro p. p no qual manifcslou que com os
Sr. Pharmaceut'cos Adelino de Paula Teixei-
ra, e Joaquim T ixeira Duarte e Sampaio, pro-
codeo uma analysc chimica, assaz rigorosa, e
que,havendo pelos processosempregadosseparado
as substan ias que enlrio em sua composicio (as
quaes mencionou no relatorio).hedeopiniioque
orapefino Vinagrinho nio he nocivo a sautledas
pessoas que d'elle usarem e outro sim que he mu
seguro em seu aroma e humidade. Observa-
se mais do relatorio,alm de outras razoes apre-
sentadas, que se procurou infrmateos de pes-
soas dignas de f que usio d'este rap, o que
nenhuma queixa se pode obter a respeito de
sua qualidade.
A vista poia das observaces apresentadas na
discussio do rlatori) loi elle posto a votos e
unnimemente approvado em sessio de boje, e
,e deliberou que se passasse o presente que vai
ass.gnado pelo Presidente e Secretario da o-
iedade.
Sala das sessorts da sociedade de medecina em
Pernlmbuco 13 d- D.mbrp de 18M
Jos Eustaquio Gome,, Presidente Dr. Jodo
Firreira da Silva, Secretario.
Alfandega.
Rendimento do dia 11...........4:338* 7
Descarregao hoje 13.
Galera Columbusmercadorias.
Sumaca5. Annaidem.
BrigueFeliz Destinobarricas vazia.
BrigueAndescarvio.
Brigue smeliaI ages.
IM PORTAS AO.
Triumphante brigue portuguez, vindodo
Lisboa entrado no mez p.p., a consignado
do Mendes & Olivoira manifestou o segu nte :
3 caixas rap 1 dita chapeos fradescos 10
pipas vinho de Lisboa, 10 ditas dito da Figuei-
ra. 1 embrulho, ignora-se; a Thomazdc Aqui-
no Fonseca.
6 barricas pos d'osso ; a Joao Baptista de
Macedo.
5 caixas chapeos decouro envernizados ; a
Cnrvalho & Irniios.
80 podras do cantara lavradas ; a Joao Jos
de Carvalho Vloraes.
1 barril vinho ; a Luiz Antonio Barboza de
Biilo.
4 barricas pos d'osso ; a Bernardo Jos da
Costa.
82 pipas o 1G0 barris vinho 18 pipas e 10
Larris vinagre 100 barricas semeas 17 ditas
cevada 3 volumes ignora se ; aos consig-
natarios.
5 barris chouricos, 10 ditos prezuntos, 19
caixas toucinho 16 barril azeile de oliveira ,
10 pipas vinho ; ao Capitio
1 caixote sementes de hortalice; a Jos Antu-
nes Guimaries.
1 caixa capsulas de porcelana ; a Sebastiao
Jos de Olivera Macedo
1 caixote impressos ; ao Exm. Bispo resig-
natario.
3 caixas cera em velas; a Manoel Joaquim
da Silva.
I caixote livros impressos, 1 embrulho, igno-
ra-se; a Manoel ('.ttano Soares Carneiro Mon-
teiro.
4 barris vinho ; a Constantino Jos Raposo
II gamellas cera branca ; a Manoel Alves
Guerra.
1 caixote impressos ; a Silva & Fragozo
4 caixas impressos, trasladse pautas; aCou-
tinho & Lopes.
6 barris azeile de oliveira 6 ditos vinagro ,
1 caixa livros impressos 3 dita cera em velas,
10 ditas cboom velas 12 ditas peras passa-
djs, 10 barricas nozes, 5 gigos batatas, 10 bar-
ris chouricos ; a Luiz Antonio de Mesquita
Falcio.
40 barricas batatas ; a Manoel Joaquim Ra-
mos.
1 dita castanhas; a Joao Jos da Cruz J-
nior.
40 volumes drogas 4 caixoles mermelada ,
2 commodas 1 mesa, 1 tocador, 3 caixas vi
nho engarrafado I embrulho com trez labo-
leiros 1 caixa seringas 1 dita candieiros I
9 portuguezes
ianos.
5 sardos 5 suecos e 2 sici- 'diante. Com esta entrada completar-se-ba 40
I por cento. F.scriptorio da Companbia 8 de Ja-
' neiro de 1844 O Secretario./?. J. Fernn-
1 des Barros
ISoviimeiito do Porto
Navio ntralo no dia 11.
THEATRO PHILODRAMATICO
ntralo no Ha ll- *$$*>$ 99999999f>
Portos do Norte; 15 uias, vapor braileiro/rn-;# v *.
peratriz, 460 toneladas, Commandanto o I BENEFICIO 1)0 TENOR g
Capitao Tenente Jezuino Lamego Costa. ^ Z
PassageirOI Francisco Taques Alvino. Fran- (jjli2i')3 VJ^333)
cisco Kmgdio Soares da Cmara Tito <* Z
dita colhcres de lati 1 barril chouricos 6
ditos vinbo 10 volumes ign ra-sc 1 caixa
oleados, urna pnrco de cebollas, 1 barril pei-
xe, 1 canoeira coclhos, 2 caes d'agoa; a ordem.
PRACA DO BECIFE, 11 VE JANEIRO DE 1845.
Revista semanal.
Cambios Houverao transaces avultadas a
25 '/i d. p. I 8 rs e nao ha mais let-
tras a este cambio.
Assucar Entradas regulares, e vendas a lj
rs. sobren ferro do novo encaixado ,
e de 2, 100 a 2*650 rs. do cu. harn-
eado branco.
AlgodoAs entradas continUao diminutas,
e sem compradores aos procos de 4
a 44100 rs. por arroba
Couros seceos salgadosTeem achado compra-
dores a 125 rs. a libra.
Carne de charque Entrro osta semana tres
carregamentos do Rio Grande pela
Babia os quaes litara i o de| osito a
37,000os procos da semana Coran
os colado-.
Kretes Ha grande falta de navios e por isso
tem subido havendo carregadores
de caixas de assucar ao Irete de 3
10, paia Triestre e Bltico
sem ter havido transaces.
Bacalhao Nao ha.
Chumbo de municao Abundancia.
EslanhoVendeo-so a 540 rs. a libra.
Pimenta da India dem a 176 rs. a libra.
Sal estrangeiro dem de 600 a 6i0 rs. o al-
queire.
Entrarle durante a semana 10 navios o sa-
liiriio 4 existen) no porto 68 : sendo 1 ame
tirano 1 austraco 3' brasileiros 1 dina-
marquez, 1 francez, 1 hesptnhol, 9 inglezes,
.'raneo d'Almeida, Manoel Luiz dos Santos.
o Coronel Jos Francisco de Miranda Ozorio,
o Senador Antonio da Costa \ asconcellos,
o Depulado Manoel Antonio Bricio, o Dr.
Manoel Lih'inio Perera da Costa, JooJosc
Inocencio Pugnes, Jos Antonio da Silva
Vlaia Jnior, Brasileiros; p.'Btl)ia o Cn-
sul Portugue/ Joaquim Jos da Costa Por-
tugal, o r. J. J. Paterson ; oquipagem 30
carga lastro : a Joaquim Baptista Moreira.
Navio sahido no mesmo dia.
I'almouth ; brigue inglez Maid' of Alhons,
Capitao Herson Lniog cquipigem 9 ,
de 286 '/i toneladas. Passageiro Oitario
Samuel Tompson. carga couros e cebo.
Observaco.
Entrou a barca sarda, que se acliava no la-
meirao.
Navio sabido no dia 12.
Canal ; barca ingleza Acapula do 442 to-
neladas, Capitao John Harrisson equi-
pagem 14, carga assucar.
Inglez William G. Cornyn.
Obttrcaclo.
Suspendeo do Mosqueiro, e
meiroa barca franceza Ztlia.
Passageiro o
fundiou no La-


Ei'iiaes.
Jodo Xavier Carneiro da Cunha Fidalgo Ca-
valleiro, Cavalleiro da Ordem de Christo ,
e Administrador da Mesa do Consulado, ic.
Fai saber, que peranle a Administrarlo da
Mesa se ho de arrematar no dia 16 du corrente
a porta da mesma duas caixas com assucar ,
apprehendidas pelos respedivos empregados
do trapiche novo, por inexactido das taras;
sendo a arrernatacao livre de despesas ao arre-
matante. Mesa do Consulado do Pornambu-
co 11 de Janeiro de 1845. _
Jodo Xavier Carmro da Cunha.
O Dr. Francisco Rodrigues Selle, Juiz de Di-
reito Interino da 1 caro do crime e Prest
dente das juntas revisaras das listas geraes
dos jurados da cmarca do Recife, &e
Faco saber que tenho marcado o da 1 > do
corrente A 10 horas da manhaa para a reuniao,
na casa das sesses do jury, da junta revisora
da lista geral dos jurado do termo do hecile, A
qual devem apresentar suas reclamacoes todos
os que m tiverem : e para seu conhecm.ento
mandei publicar o prosete. Eu Jos Afonst
Guedes Alcanforado, esenvo o cscrevi
Deca raeftes
3=lO Administrador da Mesa das Rendas
tieraes Internas avisa aos collectados dos bair-
ros do Recife, S. Antonio, Boa-vista, e Afo
gados, que estao a dever dcima do m3o murta,
carrin'hos, canoas, botes, e alvtrengas. casas
de perfumaras, venda de traste* cslrangeiros,
e modat. que o prazo marcado para o recebi-
rnento de tacs impostos he at o dia 15 do cor-
rente mez. e todos aquelles que nao pagaren)
ficarao sugeil conlormidade do novo regulumenlo. Recife 7
do Janeiro de 1841.
Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque.
O vapor Imperalriz recebe as malas para
os portos do Sul hoje f 1.') as 4 horas da tarde.
Na Administraciio do Crrelo existen) car-
tas seguras vindas do Norte para Jos Baptista
da Fonseca Jnior.
3_0 Arsenal de Guerra precisa comprar.
para a escolla dos aprendizes menores os ob-
jectos seguintes : pedras para escrever. caive-
tes, cartas de abecedario.Uboa.las, cathecismos.
coleces do traslados, macos do pennas.ditos de
ereoea e ditos de lapes ; quem estes eneros ti-
vercompareca no mesmo Arsenal as horas do
seu expediente. Arsenal de Guerra, 8 de Janei-
ro de 1845. r, .
No, impedimento do Escripturano,
Joo Ricardo da Silva. (11
DIA 5 DO CORRENTE.
fe
Vendem-se bilhetes para oslo inte-
* ressantc divertimento na loja dos Sr*. |*
Castro S> C.a
Z ra do Qucimado N. ll.
Avisos martimos.
qr\ Arspnal do Guerra compra azeito de
aU Arsenal uo ou P _-ir. os seusserv eos as pessoas que tiverem proprie-
rarranntn p doroco oara os estacors miniares, usseuswm.w r ^ r .
nuem ve! la genefo qneira comparecer no di- dados a demarcar e ahanca a mais escrupulo-
rArsnal hora do expedier.te Arsenal de sa exactidao c o ma.or zelo no desempenho de
10 Arsenal as oras uo H uevendo todos os que do seu prest-
P Jrto Hitar,Sitm. (7.0 meln ata agnlo na l!a-d,rc,(,.
coaPANHiA0O8EBiR.au. ... %'!Z!'&-*mm%
3= Para Liverpool sabe com toda brevida-
do a velcira c bem conhecida gal ra ingleza C'o-
lumbui Capitio Daniel Green recebe carga
o passageiros aos quaes oflerece as maiores
vantagens pela rapidez, das suas viagens e su-
periores coininodos ; a tratar com os consigna-
larios W. CalmontdlC. praoadoCorpo Santo
n. 11. (~
3Para Buenos Avre, o milito veleiro pa-
tacho sueco Orion segu com toda a brevi-
dado, por ter a matar parto do carrcgamerito
prompto, failando-lhe pouca cousa para o pre-
hencher; quem no mesmo quizer carregar,
iliriji-sea (iaudino Agostinho de Barros, pra-
cinha do Corpo Santo n. 60. [7
3 Para o Rio Grande d >Sul seguir em
poucos dias o brigue Santa A/aria Ba Sorte ,
(dereceber alguns passageiros e escravos ; os
preloodentes p"dem tratar na ra da Cadea
rom Amoriin & IrniSoi. (5
I Para a lllia de S Miguel o patacho na-
cional Venus torrado o pregado do cobre o
do primeira marcha tem excellentes comino-
dos para passageiros e pretende sabir at
15
de Fevereiro ; quem quizer carregar, ou ir de
passagem dirija-so a bordo do mesmo navio,
ou na ra estreita do Rosario a tratar com Jos
de Medeiros Tavares. iS
Para o Rio de Janeiro a brigue nacional
Indiano sai omanhr.a 14); os passagtiros quei-
rao vir verificar as suas passogens, assim como
os que leen, escravos a embarcar manden, os,
conhecimentos em casa do consignatario Mano-
el Ignacio de Oliveira na ra de Apollo n. IN
Avisos diversos.
3=Joo Mara da Costao Paiva retira-se
para o Rio de Janeiro. (2
5=-Na ra da i adeia n. 45 deseja-se saber
da residencia do Sr. Tenente Luiz Jeronymo
Ignacio dos Santos para negocio de seu in-
teresso. (4
2Precisa-sc para bordo de um navio quo
navega para Portugal, de um bom cozinheiro :
innuncie. (3
9 DENTISTA.
8=J. \V. Vervalon da lirma de Vervalen eCa-
rey, Dentistas tendo voltado a esta cidade ,
avisa aos seus amigos e aquelles quo precisaren!
Je seu lerviflO > que se acha na ra da Cruz n.
:{, pruneiro andar. (6
Bernardo Fernandes Vianna abri a escola no
dia 7 do corrente Janeiro.
Entina meninos a 2,000 rs. por mez,dando
s tinta, c 2,500 rs. dando todos os perlences
de escola, ncluindo alguns livros como sejao :
colleccao de compendios, primeiros contieciy'
(lientos para os meninos lices moraes tiradas
da sagrada escri|tura, os accidentes da inlan-
cia, modelos para os meninos. Ensina, lirio
do Icitura duas ve/es no dia, escripia c cuntas
uma vez. Na segunda-feira de larde taimada
pequea edobrado, pozos e medidas itcnera-
tias, algarismos de vintens al patacas, cxpli-
cacio das regras de civilidade. Na leica dou-
trina ebristia. u judar a missa. No sabuado
toda a doulrina e a sua explicacao pelo Catecis-
mo das verdades Cblholicat, Ilua da Cadeia do
Recife no priineiro andar n. 56 (18
3= Antonio Jos di veira, subdito por-
tupuez relira se para fura desta capital. (2
30 Sr. Antonio Jos Soares tem carta
na ra da Cruz n. 37, segundo andar. (2
15__(j agrimensor, abaixoassignado, ofierece
Os Srs. accionistas da Companhia do Bebe
ribe queiro realisar uma prestaco de i por
cento sobro o valor de suas accoes, dentro do
praso de 15 dias, contados de 15 de Janeiro em
(9
_ A pessoa que no Diario de 11 do corren-
diz precisar de um cozinheiro para bordo de
"avio, dirija-so a Gamboa do Carmo n. 6.


.
-y*t *-.*j.
i>
m-*
LOTERA DO THEATRO
As rodns desta lote ?i
ando itnpreterivlmente
no rlia 28 do correrte, e o
restante dos bilhetes ;t-
chfto-se venda no bairro
do Recife laja de cambio
dos Srs. Vieira e Manuel Go-
mes; no de Santo Antonio,
boticas dos Srs. Morera
Marques e Cliagas; no da
Boa-vista, loja de ourives
do Si. Jacinto. (| \
7 Claudio Dobeux! mudou sua residen-
cia da casa n. 5 para a casa n. 18 da mesma
ruadas l.arangeiras, do fallecido cirurgio Pel-
lote. ((
5 O abaixo assignado avisa aos pais de
seus alumnos, e a quem mais cmvier, que
contina a ensinar latim desdo o da 7 do cor-
rente em diunte e que da mesma sorte prope-
sea ensinargeometria por Euclides o arithmo-
tica por Bezout era casa de sua residencia, na
ra das Cinro-pontas n. 11; dando principio ao
curso de geometra no dia 20 do correte; o
mesmo abaixo assignado advoga no crime o ci-
vel e ofjerece seu prestimo a quem delle se
quier utilisar, asseverando conseguir bom
conceito daquelles, que o oceuparcm.Louren-
ro Arellino de A Ibuquerque Mello. (13
* ADMIRA VEIS
2 Jos Soarcs d'Azevcdo Lento de Lingoa
f-anceza no Lyceu, tem aberto em sua casa, ra
do Kozario estulta n. 30, tercelro andar um
corso de Rhetorlca e outro do Geographia e His-
toria. As pessoas que quizerem estudar qual-
tuerdestas disciplinas podem dirigir-se indi-
cada residencia a qualquer hora. (7
- Precisante de um rapaz, que queira
aprender a charuteiro, ou mesmo que j emen-
da ; em Fra -de-portas n. 122. (3
1Quom tiver penhores no sobrado n. 9, do
largo do S. Pedro procure-os na ultima casa
da carrein do Nicolao ao lado do theatro no-
vo em palacio velho. (i
1 Aluga-se o sobrado de um andar e sotao
na ra d" Hospicio, muito fresco com 3 salas
le frente duas ditas atraz !\ quartos e um
pequeo sitio por preco commodo ; a tratar
na ra da Gloria n. 89. ,5
I O Sr. F. D. C. queira ter a bondade de
:ru casa do aballo assignado resgastar os seus
penhores at o dia 20 docorrente e nao o fa-
tendo sevenderpara pagamento do princi-
pal e juros, e para seno chamar n ignorancia,
laz-se o presente annuncio. Valentn* Jos
Correia. .7
I Quem precisar do urna criada Portuguo-
a para todo o servir; j de urna casa, annuncie.
I RAP FINO
VlWGllLNHO
Jernimo da Costa Guimares e Silva asss,
4
\
O Sr. Francisco Rodrigues de Mello lonha
a bondade de ir ao trapiche do Snr. Angelo, a
fallar com Luiz Antonio Barbosa de Brito a
negocio de seu interosse.
A requerimento de Joao Pereira Lagos,
como tutor do orpho Domingos Pereira Lagos,
vai a prsca, para ser arrematada por 3 annos, a
renda de um Sobrado de um andar e sotS 1 ,
quintal murado cacimba e tanque para be-
rilio, sito na ruado Livramento n. 16, pelo m-
dico preco de 30# rs. segunda feira 13 do
correte, na porta do Sr. Dr. Ju de Orphlos ,
no Atierro da Boa-vista defronte da matriz ,
as K horas da tarde.
Tlie,
Compras
I Comprio-seefectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de
12 a 20 annos sendo de bonitas figuras pa"
So-so bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio <
sobrado de um andar de varanda de pao n. 20.
5 Compra-so urna escrava, que saiba co-
ser e engommar com perfeico ; na ra da Au-
rora n. 8 das 6 as 8 horas da manbaa o a
tardo das > e meia em diante. (4
2= Compra-se urna grade e balcao para cs-
criplorio : quem tiver annuncio (2
igradecido ao benigno publico pela grandeex-
Vendas
of.
es-
NAVAMIAS DE AC DA CHINA.
Tem a vantagem de cunar o cabello sem
lenca da pelle deixando a cara parecendo
tar na sua brilhanto mocidade.
Este ac vem oxclu/ivamento da China e s
nelletrabalhodous dos melhores e mais aba-
lisadosculileirosda nunca excedida e rica cida-
de do Pekim capital do Imperio da Uiina.
Autor Shore.
->. i. He recommendado o uso destas na-
valhas marnvilhosas por todas as sociedades
das scicncias medico-cirurgicas tanto da Eu-
ropa como da America Asia e frica nao
s para prevenir as molestias da cutis mas
tarnbem como um rneio cosmtico.
Vendem-se nicamente, na ra do Crespo ,
loja n. 2, de JosJoeqaim da Silva Maia. 15
i COLLBGIU S. AMONIO.
Abre-se o dito Collegio no da 13 do correte
e nelleseensinao as linguas nacional latina ,
Irancesa e ingleza e a geometra, a rhetorica,
a philosophia, a gcotfraphia e a historia. ler-
nardino Freir de Fiyueiredo Abreo e Catiro, Di-
rector. /^
3 Arcenio Fortunato da Silva remelle para
9 Rio de Janeiro 3 escravos. de Elias Cuelhu
.mira, Rafael, Simos, eTheresa, vindos de
seu engerh o. (/,
O Sur. Jos"1 Joaquim de Moraes Costa
jueira annunciar sua morada ou dirigir-se a
ua da Cruz n. 37 segundo andar, que se
he desej fallar. >o
3 Trato-se do cavallos por dia ou por
emana;tambe.T. sangro-se.curao-se evendem-
e ; na ra da Conceicaoda Bua-vista n. 60. (3
3 Aluga-se urna das casas terreas na ra
le Palacio Velho, defroi.te do theatro novo;
tratar na loja de Joaquim Goncalves Cascao. '
2 Precisa-se de urna ama lorra e de meia
iade para casa de pouca familia dando lia-
or a sua conducta; na ra da Senzalla-velha
. 1421 segundo andar. /a
2-A pessoa que precisar de lastro ou ca'r-
egamento para o Rio do Janeiro dirija-se a
raca da Boa-vista n. 2'i; na mesm. casa pro-
a
traccao que tem tido o rap fino Vinagrinho
de sua fabrica tem a satisfacao de ihe poder
declarar, quo se nao Iludi com o acolhimen-
to que fez ao mencionado rap.
A approvacao que a respeitavel sociedade
de Medicina desta provincia so dignou dar ao
rap fino Vinagrinho,depois de o haver subme
lido a urna analysechimiea asss rigorosa ho
omaior elogio queso pode fazer a sua qua-
lidade. H
O infra escripto se obriga a ter sempro boa
qualidade deste rap a disposicao de seus b-
nignos freguezes.
O embrulho dos botes ho azul, e os rtu-
los brancos ; vendem-se de cinco libras par
cima a 1/000 r.. no deposito da ra da Ca-
deia do Recito n. 0.
Joaquim da Cusa Guimaraes e Silva. (20
i Precisa-se de un prolessor do prirneiras
lettras que saiba grammatica portugueza o
qual pode ser casado, para um engenho perlo
de Iguaras.- ; quem se achar fiestas circuns-
tancias dirija-se a prava da Independencia
livraria ns. 6 e 8. 'fl
1 Hoga-se ao Sr. thesoureiro da lotera do
llieatro que nao pague o que por sorte possa
sabir aos bilheles da primeira parte da 16.' lo-
IVende-se cal.'virgem de pedra vlnda de
Lisboa propria para o fabrico de assucar, em
lugar de potassa ; na ra de Apollo n. 18. (2
1 Vende-se um preto cosinlieiro e ganha-
dor de ra por 200# rs. ; na ra da Concor-
dia n. 4. (3
1 Vonde-seuma venda nova
dos, que pretenderen! um braco, de batanea
grande com conchas e correnles de ferro e pe-
sos que quizerem; na ra das Cinco-pontas
n. 160 ;5
1Vende-se muito boa cal virgom, por pre-
co muito commodo; no trapicho da Alfandega-
velha a tratar com Henrique Maria Pereira
2 Vende-se tima' porcao de saocas com
muito boa gomma de mandioca para ver no
trapiche novo o tratar na ra da Sen/alia-vc-
Iha n. 142. segundo andar. (4
2 Vende-se carne do sertao ; na praca do
Commercio n. 4. (2
Vende-se tima propriedad e
Je Ierras denominada Zon-
com boa casa de vivenda si-
tuada ao p dos Apipucos, enlre o
rio Gapibaribe e o riacho Catnara-
gibe, propria para qualquer ramo
de industria agrcola pela sua si-
luacao m.irgcm de um rio nave-
gavel em todas as mares, com por-
to de embarque e trapiche, Ikc. &c.
Esta propriedade, de htim excel-
lente barro est inteiramente
plantada de capim cujos rendi-
mentos, sem muito trabalho, sao
de tres contos de ris por anuo.
Para mais ampias inormacoes, e
para tratar das condicoes os pre-
tendeutes dirijao-se ao Hecife ,
ra da Cruz n. 26.
Vende-se, por pceo com-
modo, um cavallo castanho
forte e possante, muito bom es-
comos fun- quipador, sem defeito algum ; na
ra da Cruz do Hecife n. 26, ou no
Mondego sobrado novo, fabrica
do rap Meuron & (\
Vende-se ptimo Champa-
nhe ; em casa de Avrial Irmaos,

a M rs.
ra da Cruz n. 2
leria inteiro n. 1647 e ineio n. 2SJ7
isa-se de um rapaz l'ortuguez, de 1 a ti an-
os, para acompanhar a urna pessoa em suas
agens. (6
2 A livraria da esquina da ra do Coliegio
ue flgurou com a firma de Coutinho & Lopes'
ertence actualmente ao primeiro com todas
dividas activase passivas; em consequencia
5 poucos credores desta firma devem enten-
er-se com o mesmo Coutiolio a respeito de
:us embolsos ; e os devedores Ocio oorigadus
imbem a pagar a elle smenle os dbitos con-
ahidos no tempo da mesma firma. g
2 Deseja-se fallar com os Srs. Maooel Jos
;rpa Senhor doei'genho Caianna e Aleixo
1 Cunha Cavalcanti ou quem suas veies (i-
r nesta praca a negocio d; interesse ; na
ia do Livramento n. 6, primeiro aniar. S
2- Diogo Jos da Costa faz sciente que
udou o seu cstabelecimento da casa n. -'J, pa-
a de u. 12. da mesma ra, aonde se sella Com
elhor sorlimentode lasendas do bom gosto,
glesas e francesas. /
2= Precisa-se do 300/a 'iDO/rs por tempo
Smezes; ou pelo que se convencional, com
,-uranca em urna casa que vale mais de Uous
nlos de ris, fra o negocio que existe dentro,
em o menor en)baraco; quem quizer dar an-
ude. (6
l)eseja-so saber das moradas dos Sr<.
So Andr d'Oliveira e Agostinho Ferreira
Silva a negocio de inleresse. ,3
2 los Ribeiro Barbse vai a Macci tratar
seu negocio. (2
1 os
quaes foro desencamlnhados com urna caria
que oi laucada no Correio desta cidade para o
Sr. Laurentino Jos do Fjgueiredo da Para-
hiba. (8
1 O abaixo assignado avisa ao publico e
especialmente ao pais de seus alumnos, que no
da 13 do corrente obre a sua aula do prirnei-
ras lettras sita na ra do Jardim n. 43. Ma-
noel AUrianiwde Albuquerque Mello. {5
i No da 10 do corrente fugio da casan. I
da ra Formosa um papagaio com um peda
co de corrente de ferro em um p fugio para
os quintaos do Atierro ; quem o pegar, leve a
dita casa que ser giatilicado. (
t 1 Joaquim da Silva Mourao participa ao
Commercio desta praca que desde 31 de De
sembr p. p. dissolveo a sociedade, que tinha
com Antonio Goncalves Lages em a loja de
arrugeos 0. lieanioo mesmo Mourao obrigadoa liquidava
tendente a mesma sociedade e d'ora em dian-
te todas as transaces sero feitas em seu
oome. (
I -Ma.oel Joaquim Se ve embarca para o Rio
Grande do Sul o seu escravo Luiz, de nayao
benguella, 13
1 Do-Se 400/rs. a premio sobro penhores
de ouro o prata ; na ra das Trincheiras n. 42
piimeiro andar. (3
1 Aluga-se o segundo andar soto do so-
brado da ra Direita n. 20 : a tratar na ra das
Escravos fgidos
de Magalhas.
I Vendem-se saetas do farinha
na ra Direita n 14
1Vende-se um faqueiro de prata, novo,
o de muito bom gosto chegado ltimamente
de Lisboa ; na ra da Praia n. 2. (3
JVendem-se 13 escravos, sendo duas pre-
tasdo 16 annos com habilidades; 3 molo-
ques de 15 annos, cosinheiros; 3 negrinhas de
14 annos com principios de costura ; 4 pre-
lasde20 annos, proprias para o servlco de
casa ; um preto de 25 anuos ; na ra do llosa-
rio da Boa-vista n 48. (7
I Vende-se farinha de trigo, de muito boa
qualidade ; na praca do Corpo Santo n. 11, ca-
si de Me. Calmont Companhia. 3
IVende-se urna preta moca de bonila fi-
gura boa engommadeira cosinhtira e tem
principios de costura o motivo da venda se
dir ao comprador ; na ra do Crespo 11. 12 a
fallar com Jos Joaquim da Silva Maia. (5
Vendem-se duas escravas de naci do 24
anno, engommadeiras, cosinheirase lavadei-
ras ; urna dita propria para todo o servico ;
um molequede nacao de 18 annos, proprio
para todo o servico ; na ra das Cruzes n 41 ,
segundo andar.
Vende-se urna t'rmacao propria para ven
da, loja. ou outro qualquer estabeleeimento ,
por prego muito commodo; na ra Direita n. S7 'cicatriz no boigo por baixo do nariz nuem
- Vendem-se queijos londrinos presuntos Pgar, leve a fabrica de chapeos de Antonio lor-
para fiambre conservas inglezas e francezasde B na ra da Cadeia deS. Antonio aun ser
sardinhas e hervilhas, muslaida ingle/a e fran-) recompensado. 4
- Na Madrugada do dia 9 do corrente fugio
do engenho S. Estevao fregueziado Cabo o
escravoJos, de nacao Angola, levouumIerro
a que so chama gancho ao pescoco ; camisa
eeroulas de algodao ; he alio, sem barba ou
1 No dia 23 de Abril do p. p. fugio um
moleque do nome Antonio, de nacao Cabund,
de 19 a 20 annos cor muito preta bonito do
rosto quando est parado sempre est com a
bocea a berta temumPno braco direito ho
bem cpnhecido por vender azeite do carrapato
de tarde, e pela manha leite; supp5e-se ter si-
do seduzdo para ser vendido no mallo por
issoquehouvo noticias de ser visto na cidade
da Victono. 0 abaixo assignado protesta con-
tra o vendedor seja quero or, e declara quo
nao passou procurado para esse, ou outro flm-
e roga a lodas a autoridades policiaes e mes-
mo alguns senhoresde engenho o favor de o
apprehonderem e mandal-o conduzir a praca
da Hoa-vista botica do Ignacio Jos do Couto
ou a seu senhor Raymundo Joc Pereira Bello '
no sitio do Jang junto do Rio-doce (t
Fugio no dia 10 do corrente, pelas 6 ho-
| rai da tarde o prolo Domingos do nacao Con-
.go, de 24 annos, levou calcas e aqueta bran-
ica, chapeo de massa ho alto, falto-lhedous
denles a frente do lado superior, tem um;
Trincheiras o. 42, primeiro andar.
I Precisa-sede urna ama de leite, prefe-
lindo-se captiva ; na ra da Assumpco n |G.
O abaixo assignado faz sciente ao respei-
tavel publico que, leudo apparceido outro de
igual nomo ao seu de Joao Pedro da Rocha ,
I d'ora em diante assigna se por Joo Pudro
da Rocha Pereira.
Joao de Oliveia Ramos tem entregue, por
ordem de Esteffio Gasee do Rio do Janeiro o
seu deposito geral de rap princesa nesta pro-
vincia deque foi administrador, ao Sr. An-
tonio Pereira da Cunha com quem do hojeem
dlantese dever entender todas as pessoas ,
que sao devedoras ao dito estabeleeimento.
O Bacharel Fonseca roga aquelledeseus
amigos, que tiver em seu poder o 25 volume
da obra de Merlin intitulada Reperloire de
Jurisprudence a mercde Ih'o rerhetter corrr
.1 brevidade possivel.
Jos Pereira da Cunha tem contratado
comprar ao Sr. Francisco Eloy Xavier urna
paite que (em na casa da ra dos Tanoeiros n.
22, com frente para o caes que perlonceo ao
fallecido Lino Fiancisco Xavier : qualquer pes-
soa que se achar com direito a mesma pro-
ceta, azeite retinado manteiga ingleza de pri-
meira qualidade, em Larris de I i) libras, vi
nho do Porto particular edito velho, muscalel
de Setubal, Carcavellos branco e lilo, Madeira
secca Malvasla da Madeira licores finos de
diffeientes qualidades paisas para pudins ,
tudo por preco commodo ; na ra da Cadeia-
velha n. 2, venda de Jos Goncalves da Fonle.
multo pouca tern um sign.l no rosto do I
^querdo que parece urna queimadura e no
ir das suissas, do tamanho de meia pollo-
., ----- ----- -------------* """"n uo meia un le-
6 Vende-se sal de Lisboa, em grandes e! 8W em nos denles da frente pela uarto na
OUenas uorcoes : a bordo mi aim.c... ,1 I rior nm> ihurinr. .... _.__ .. upe-
pequenBS porces ; a bordo e no aimasem da
ra da Moeda n. o preco he em conta e
trata-se com Leopoldo Jos da Costa" Araujo. (4
4 Vendem-se phosphoros americanos de
primeira qualidade por preco muito commodo;
em casa de L. G. Ferreira # Companhia, na ra
da Cadeia do Recifo n. 52. ,4
3 Vende-se um moleque de nacao de bo-
nita figura sem vicio algum e de 18 annos ;
na ra da Manuel Coco, venda da esquina n. 20
2 Vende-se farinha da Ierra muito nova
a 4'j8 rs.^fJela medida velha ; na ra do Han'
gel n. 25. (3
2Vende-se um violo de exeeMentes vozes
esmaltado ds madre de peroia ; na ra Velha'
n. 77, segundo andar (3
2 Vende-se um bom escravo de nacao, de
15 annos ,. vende-se para pagamento das divi-
das do fallecido Jos Antonio Falcao; na ra da
Crux n. 36 M
2Vende-se urna casa de sobrado n 22, em
(din la na ra do Balde, muito fresca com
bons rom modos para familia tem um grande
quintal e banheiro de agua doce; a tratar na
ra da Senzalla-velha n. 142, segundo andar
-Vende-se um cavallo rodado muito gor-
do carregador baixo e muito bom passeiro;
na ra do (Jueimado n. 27. (-
2 Vende-se urna poico de laboas do pinho
pnouae ou alguma das partes; haja de o de- ordinario proprias para es|acadas, ou cercas-
clarar em lempo. | no 8rmasem atraz do' theatro. ^
or urna abertura ou intervallo por ter
(Jous denles largos mas nao tem falta de den-
les, he bem parecido, e cor pouca preta; quem
o pegar leve ao dito engenho, ou no Hecife na
ra do Quemado em casa de Antonio da Sil-
va Gusmao que gratificar.
-J-Em o dia segunda le.ra do Espirito San-
lo doai.no p. p. fugio a preta Catharina de
corpo seip pequeo. cr muilo preta bem
6.1. de rosto olhos grandes e vermelhos' com
todos os denles na frente ps grandes e mi-
dos para dentro muito convefsadeira e Zl
n|.a do 22 annos, tem sido encontrada na Es-
trada-nova da Passagem da Magdalena a oSl
pertence a Manoel Francisco da Sil va ,'nraTr
liiiiicrial n 7 .. P"gar leve a ra
PER>: TYP. DE w
DEFARIA1845.
MUTI


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