Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05261


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Full Text
Anuo de 1845.
Quarta Feira 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
mi 1ft'.\ r k "an ...4a. a8 ..o.-Cidad. d.Vic,ori., quinu. f.i..-OHnd. todo.\, d
iv .- DIAS DA SEMANA.
7 l.roa Jbeodoro. B.l. d. i0J. d. D.d. 1. ?
8 guar. .. Looreufo. Aod.J. da D. .1.3 t.
9 guate ,. Juliao. Aud. do J. d. D.d. 2 T
10 Sute P.ulo. Ad. do J. d.D. d. 1. ti.
11 Stb. s Hi ino B.l.
i i I Ion. S. Tro
de Janeiro.
Anuo XXI N. S.
Todo .Rora dapaad. d. a. >; d. imii prudencia. od.r.gao- a .a rp.:
ioueaot oobo principi.moe eeraaae poat.dot coa adama^o u.qe'
:laaag di Asembla Geral o <"".
un
culi...
(Pr.
CiliaiOJ no BU 1 D M*WtO
' Caabi.. .abre Loaor. ?S .1|4 Our.-.V'xut d 0,400
Par. 380 re. por fr.nco
Litbo. ilOpurlOO d.pr.Biol
afocd.d.oobr. topar.
Id.a d. l.trt. >!a boa. lira ti 1 por ojo
El.
... 4,00u
Fr.lt- tltcoti
P.tua coluaanarea
Ditoi aaxicano.
Teda
47 000 I7,*00.
lu.oUO 17.CU0
y.luo r.Gjt)
4,930 4.950
1,0 lu 1 960
i,9>Q 4.'J4tt
MU h WffCaaac35aj-e jl-j impw
PHASES DA LA NO HEZ DE JANEIRO.
L.ia.uT. $ "* h- 5iaia.da.n. La. tbai. 3 ai di horas e 59 aiia. da
IMMRaa i15m6 lur.s e 31.. da m. 1 H aguanto a 0 t> 11 faorai a 36 a.i. a ">
Priamar dt hoje.
Primafra 'J,s hora ain 4-' da maohia. | 5-gundo a* 4 hora f> minuiot da tirde
BaaaBBaaBBmi. am >>.. aasatA^__
DIARIO DE PERNAMB
>. i. aMaSt^n
EEiEii^.t.MYJt23BRMi!iL^iMJaK^-a^>yaK?^Tr--j.. -^"maaTnrr TTi~' i
PARTE OFFiCIAL.
///m. e J&rm. 5r.Communico a V. Ex.
que esta provincia j gosa de tranquillidade ,
tendo-se-me no da 29 de Dezembro ultimo
apresentado nesta capital Vicente Ferreira de
Paula. Dos Guarde a V. fcx. Palacio do Go-
bern das Alagoas 5 de Janeiro de 1845.
Hlm. e Exm. Sr. Concelheiro Thomaz Xavier
Garcia de Almeida, Presidente da provincia de
Pernatnbuco. Caeiano Marta Lopes Gama.
.-._'";v"
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE PERNAMBCO.
Pariz, 30 de Novembro.
O decreto da convocaco das Cmaras que de-
vem estar reunidas em 26 de Dezembro veio
fazer sabir a poltica da especie de torpor, ou
de coilapso em que liaba cabido.desde a viagem
de Windsor J tocou a alvorada no acampamento
da opposicao; j os saldes polticos se povorSo.
Segundo o costume e cada anno.concerto se
planos para faier cabir o gabinete durante a
discussao da falla do tbrono; porm, em quan-
to a tctica da opposicao for a que he, ou o re-
sultado dos seus esforcos ba de ser nullo ou
de neohuma utilidade para o paiz. Oque se
pretende he organisar urna coalisao para derri-
bar o Ministerio Guizot a lim de Ibe substituir
urna tfdministracSo, ou ja presidida porTbiers,
ou que obre dflbaxo d ,t suas i nsp i raques para
Ibe preparar o caminbo. Nao he portanto o
systema que se pretende mudar, sao as pessoas;
mas se os santos do calendario hao de ncar os
mesmos, para que he estar a demolir os alta-
res ? Os inconvenientes e a eslorilidade de se-
melbanle plano de operaces todos os conbe-
cem; mas ainda ninguem os explicou melhor
do que Lamartine em urna especie de manifes-
t que acaba de publicar no Htm Publico de
Macn, donde todas as outras folhas o copirSo
ou extraclro, inclusivamente o J. dos tba
tes que, envergonhado de o nao poder refutar.
se contentou de o metter a ridiculo.
O lim que se teve em vista, quando se le/ a
revoluciio de 1830 diz o poeta, foi consagrar
e consolidar os grandes principios da grande le-
volugSp de 69, purificando-os porm ao mes-
mo tempo de tudo quanto ella Ibes communi-
cou de exaggerado edo perigoso : ora a nica
cousa que o systema tem feto at agora tem si-
do retrogradar de tal maneira no caminho que
se Ihe marcou e que Ibe cumpria seguir que
de todo o genio, de todo o sangue e de toda a
gloria da grande revoluco.no resta boje senio
umadynastia mudada, e urna representacao
corrompida. Deste peccado, porm, commct-
tidosob pretexto de fazer voltar a naci ao es-
pirito de monarchia nio tem sido culpado
este ou aqoelle Ministerio, sao todos ; porque
se o primeiro (oi reo das leis de Setembro e
seu segundo transformou a Cmara dos Pares
em Tribunal para julgar crimes polticos o
3.', o 4.'e o 5. abandonarlo Anona e o E-
gypto, produsirao a le das lortificacoes, diri-
gidas contra a nacao e nao contra os seus ini-
migos e imposrao a lei da regencia, pela
qual o povo Irsncez loi esbulhado do direito de
nomearoChefe do Governo executivo nos in-
terregnos. A arto de corromper tem sido a
nica regra lita de governar. Compra-se por
favores venaeso que so nao pode obter pelo voto
da maiora; faz-se virtude da defcelo ; cada
apostasia comprada he considerada como um
despojo opimo. N'uma palavra ao mesmo
lempo que a consciencia privada t 'in sido posta
um leilo publico, tem-se imposto silencio
consciencia publica por meio d'escandalos fe
lizes ; esealgumaver a incorruptibilidade se
maniiesta,doestao-nade simplicidade ou de far-
co. O procedimenlo dos que compro chama-
se hbilidude; ao dos que se vendem da-se o
no me de transaecdo.
Ora ou a opposicao nao tem missao nenhu
dos estes escndalos; mas como lie possivel tri-
umpbardelles, se subir ao poder por meio de
allianca que a desbonro e que Ihe impoe
o sacrificio dos seus principios ? Como he pos-
sivel porexemplo, que a opposicao obtenha
a revisao da lei da regencia daquelles que ou a
proposrao ou a votiro ? Como poder abolir
as leis de Setembro por meio que as fizerao i' Como poder remediar os resul-
tados da lei das fortificacoes apoiando-se na-
quellesque a defendetn ? Semelbante allianca
equivale a urna especie de suicidio; e logo que
a opposicao a fizer. deixar de ser opposicao.
Tal he, em substancia e pensamento de La-
martine, e para dizer o que sinto, qualquer
que seja o merecimento das facecias do Jornal
dos Debates, nada vejo nelle, que me nao pa-
teca irresistivel o solido. E isto mesmo ba de
ser comprehendido pela maioria da cmara,
que de cert se nao ha de prestar peloticas
parlamentares, de que nao pude resultar outra
utilidade senao a satisaco de ambicesinbas
particulares.
D'aqui concluo eu, que a mudanca de ga-
binete nao be provavel por ora; porm, alm
destes motivos, queja nao sao de pequea im-
portancia, tenho ainda outro mais forte, que
me confirma na minha opiniao. Jlbesdisse
na minha correspondencia passada, que o go-
verno andar sondando pelas provincias o ani-
mo dos deputados relativamente ao programma
do que se propunha fazer na prxima sessao, e
muito especialmente a respeito da lei da do-
tacao que ainda nao perdem as esperanzas de
principio da lucta, para a corveta ingleza Fish-
guari, que a levou para a ilha Rolbala, onde
ficava.
Note-so, que a noticia da resolucao do Go-
verno Franccz, que Ihe minina restituir a
soberana das suas ilhas, j a este tempo era
conhecida em Taity, o j he linha sido com-
municada peloGovernador Bruat; porm a nica
resposta, que pode obter o Chefe d'Estado
maior do dito Governador, encarregado desta
participado, foi que S M. parta para Bola-
bola, e que l tomara a resolucao, que Ihe
parecesse.
Id* Dezembro.
A poltica estrangeira appresenta por toda a
parte factos dignos de seria corrsideraco. O
Governo Ingle/ est desesperado com o inespe-
radissmo deslecho da eleico presidencial nos
Estados-Unidos, (guando todos contavo com
o Iriumpho de Clay, candidato Wgh, como
cousa segua, eis que apparece, sem se saber
como, elevado presidencia James Knox Polk,
representante e candidato da opiniao democr-
tica. O descontentamento do Governo Ingle?.
por este motivo, nodeixa de ter fundamento:
Polk he partidista declarado da annexao de Te-
xas, da occupaco do territorio do Oregon, a
que Inglaterra se suppe com direito indispu-
tavel, e sobre tudo da conservado da escrava-
tura ; e se a maioria da Umao Ibe deo a prefe-
rencia sobre o candidato, que representava as
opiniOes contrarias a estas, claro est, que o
seu modo de pensar nestes 3 pontos importan-
tissimos coincide com o do novo Presidente.
fazer acceitar : ora, se as revelaces daqui lei-1 D'aqui a um rompimento com Inglaterra na
tasa Gazeta ti Auglmurgo, s5o verdadeiras, primeira occasiao, quo se aprsente, nao me
o resultado deste bataneo das forcas do gabi-! paiece a distancia infinita.
note, be que nao s pode contar com toda \ O jornalismo inglez, que nao est menos
a maioria, que tinha na sessao passada, mas
alm disto com mais desoito recrutas arrancados
ao centro esquerdo, que he precisamente o
zangado que o governo, tanbem tem mostrado
grande repugnancia em devorar esta pilula ;
mas, como nao tem mais remedio seno engu-
grupo, em que se fundo todas as espera nas li-la, em que se vinga he em desacreditar o chele
da coalisao. do governo executivo da Lniao americana, di-
Accresce isto; que um dos mais poderosos \ zendo, que nao pode comprehender como bo-
auxiliares com que contavo os inimigos do ga-i mein (o mediocre, que se nao lazia rocom-
bincte, nao estar presento na occasiao do com- l ineudavel, nem pelos seus servicos. nem pelos
bate. Este auxiliar be o Almirante Dupetit- seus conhecimentos militares, nem pela sua
Tbouars, que se propunha voltar Franca, capacidade poltica, podesse triumphai de urna
inmediatamente, depois da chegada do Almi-das mais respeitaveis notabilidades da Unio.
rante Amelio, que o foi substituir ; porm oJNo quero tirar ao afiibado da imprensa de
governo, que bem sabia quanto a sua presenta I Londres o merecimento, que talvez tem ; o
em Pariz Ihe poda ser prejudicial, teve o cui- que digo smente hoque o novo Presidente,
dado de I lio rranjar urna commissao especial nem por isso he bomem de despresar. Filho
nos mares da China, onde ser conservado, em-, de pas Ilustres, que fizerao servicos impor-
quanto ascircumstancias oexigirem. tantissinios durante a grande lucta da emanci-
Dias depois de ter enviado a minha corres- poco, James Polk tem-se constantemente feito
pondencia, fechada em 22 do correntc. che- notivel pelo desinleresse do seu patriotismo e
gro por duas vezes noticias de Taity muit > por urna probidade sem mancha. Tem sido
mais modernas, que as que por ella mandei. constantemente deputado pelo Estado de Ten-
As primeiras alcanco at 30 de .1 un lio ; as se- nessee a que pertence ; e elevado pouco tem-
gundas estendem-se a 15deJulho. Urnas e po presidencia do congresso, desencarregou-
outras sao ms, ou, para melhor dizer, pes- se das difliclimas funecoes do seu cargo com
simas. Os indgenas vierodenovo a mios rara imparcialidade e satisaco geral.
com os Francezes, e com maior encarni^amen- Em Franca nao tem a sua eieicao encontrado
to quo nunca. No dia 20 de Junho bouve 2 a mesma opposicao ; antes pelo contrario, e
combates simultneos em dois dlTerentes pon- assim deveser. Em primeiro lugar o simples
tos da ilha, em ambos os quaes elles fcro facto de suas opinioes politices seren dame-
batidos ; mas, em lugar de se .desanimaren) tralmente oppostas aos interesses d'Inglaterra j
com isso, voltro depois em maior Torca, e Ihe deve dar grande popularidade em toda a
queimro a legacao franceza e a Igreja. Um Franca; mas, alm disto, como elle se mos-
dos ditos combates occasionou a morte de um trou e tem continuado a moslrar-se udversario
missionario inglez. A morte foi casual, por- do systema de tarifas, ltimamente decretado,
que morreo do urna bala, que o apanhou em em consequencia do qual grande parte do ar-
occasio, que elle ia sabir da casa da sua mis- tigos francezes ficro excluidos do mercado a-
so ; mas he provavel, que ella sirva de thema mericano, com razSo se suppo -, e se espera,
e pretexto para novas indemnisecoese arrogan- que. durante o seu governo, o dit systema
cias da parte d'Inglaterra. ; sofra alguma modiicacao, que, qualquer que
Est visto, que nao resta outro meio de res- ella seja, nao pude ser seno favoravel ao com-
tabelecera harmona o tranquillidade senao o mercio francez.
emprego da forca : resta saber se a Inglaterra, | O nico at onde me consta que aqu so
nossa senhora, dar licenca. O que parece be tenhu mostrado descontente com o trumpho de
que a poltica desta ultima potencia consiste em James Polke he o J. dos Debates: Coitado! Ti-
faier da Rainba Pomar base do plano da ex- nlia prophetisado com tal conlianca o triumpho
pulsao dos Francezes e da sua substitucao pe- do seu adversario, que Ihe custa amargamente o
la dominacao ingleza. Pelo menos he o que desdiser-se, e alem disto, como a cousa he con-
indicao 6S ultimas noticias de 15 de Julbo, pe-1 traria uos interesses d'Inglaterra, que Ihe paga
las quaes consta, que Pomar passou do fasi- j por alto preco os seus servicos nao admira que
ma real, ou se a tem he a de acabar com to- lisco, a cujo bordo se tinha conservado desde oj se mostr pouco satisfeitu daquelle que nao
agrada aos seus amigos. Tem porm ainda
nos Estados Unidos muito com quem so con-
sol a este respeito. Com effelo tal era a con-
fianga com que o partido wigh contava com a
eleigao do seu candidato que raro f ii o indi-
viduo do dito partido que nao aposlou. alguma
cousa a seu favor. Os ricos comprarao casas e
outras propriedades com a cmdigao de nao
paga-las senao depois da elego de Polke ; os
pobres apostarao cada um seu chap o com os
do partido opposto.
Seos Inglezes se mostrao tao descontentes
com a eieicao do Presidente da Uniao ameri-
cana nao parecem mais satisfeilos com o Bra -
sil em consequencia da missao do Visconde do
branles Allemanha. He um riso ver a lingua-
gem das differente folhas de Londres por esta
occasiao. Apenas o emissario brasileiro do-
sembarcou em Falmoulh suppondo que nao
poda vir seno para pedir perdi da descorte-
sa com que forao regeitadas asamigaveis pro-
posicoes de Ellis e para por o mercado do
paiz disposcao do governo ingle;. assim o
publicrao dizendo que o gabinete do Ro de
Janeiro tinha comprehendido finalmente o que
Iba cumpria fazer ; mas logo que souberao que
a missao do dito enviado era para Berlim e nao
para Londres, comecro immediatamente as
ameacas e as injurias. O IHorning.Herald
tem levado as palmas a todos pela extrava-
gancia de seus artigos emquea estupidez e a
immoralidade se pedetn mecas. Diz elle ao go-
verno prussianoque nao caa em concluir tra-
tado algum de commercio com o Brasil, por-
que com toda a certeza os resultados ho-de ser
terrivclmente prejudicaes liga de alfandegas,
a que presido. a sua opinio as manufactu-
ras brasileiras bao do vir fazer terrivel concor-
rencia as do paiz dentro de seus proprios mer-
cados ; e se a Prussia espera que esta desventa-
gem poder vir a ser compensada pelos resul-
tados das suas exporlecoes para o morcado bra-
sileiro desde j pode ir pordendo cssa espe-
ranza em consequencia da concorrencia in-
venclvel que o contrabando de fazendas ingle-
zas Ihe be-de fazer no mesmo peiz. At aqu
immoralidade cat aqu estupidez! Cjue a
politica do Governo inglez seja a que Ibeatlri-
bue o Morning-Herald (note-se que a folha
he ministerial ) de cubrir com a sua marinha de
guerra o contiabando do seu paiz afim de ob-
ter pela fraude o que nao pode obter
por meios honestos c legtimos he cousa
que todos sabem ; mas ao menos, parece que
exiga a decencia um resto de pudor para nao
poltica -lo tanto as claras. Quanto a concor-
rencia que as manufacturas brasileiras ho-de ir
lazer nos mercados de Allemanha s do paiz, he
cousa a que se nao pode responder seno com
urna grande risada.
De resto parece que osconselhos caritativoa
da imprenca ingleza tem sido inteiram<"-le sem
Iructo ; porque a Staats Zeitung de Berlim
(Gazeta d'Estado) tem exprimido por mais de
urna vez a satisaco, com quo a idia de um
tratado de commercio com o Brasil tem sido
accol ida por todas as nacoes qne fazem parte
do Zollveretn (liga d'Alfandega).
A atlenco publica continua a seguir com
grinle interesse o circulo vicioso de atrocida-
des, que vai devastando a desgravada Heipanha.
I'udo he confuso tudo he desorden) neste
malfadado paiz. Aqui dcscobre-se urna cons-
piradlo, acola suffoca-se um levantamento; es-
la povoacodeclara-se por Espartero, aquella
proclama Carlos V. As provincias vo sendo de-
claradas em estado de sitio urnas depois das
OJtres ; as prisGes as deportarles, as execu-
ces constituem actualmente a marcha normal
da adiniiistracao hespanbola. Todo o exerci-
lo tem sido posto em movimento' para apanbar
/urbano e ainda o nao pode conseguir. Cada
fiontcira tem seu exercito de observaco cada
inargem de rio seu cordo sanitario cadu gar-
ganta do montanha seu destacamento de tropa.
guerrilbeiro fugitivo foi mal succedido na
sua tentativa, mas at agora tem conseguido
escapar a esta parte de montara geral. Quem
i


-
:
icou pelas rustas oi um de seus fiIhos e seu cu-
nhad. que logo depos de apprebendidos, se-
gundo a pratica summarissima dos Hespanhoe*,
subirn ao oratorio para se prepararen! para
morrer.
O mesmo mo resultado levo a tentativa de
general Ruiz] que procurou sublevar o Alto
Aragao, e que tainbem agura se acha fugiti-
vo ; porm os lovantarnentos e sublevaron suc-
cedem-se uos aos outros com tanta frequen-
cia e i'ni tantas partes que se nao sabe quando
islo acabar, ese acabar.
O en.-ra Prim, condemnado a 6 annos de
prisfio n urna lorlaleza pelo concclho de guer
ra que o ulgou, appellou para o supremo tri-
bunal de guerra i: iio n.unnli,i queconlirmoua
sentenca. Em consequencia disto devia par-
tir no dia 23 de Novembro, debaixo de boa
escolta, para um porto de mar, donde ser
comlusido s illias .Mariannas, lugar destinado
para a expiacao da culpa.
Anda ha grandes duvidas c incertezas subre
a questo do casamento da ruin lia. O partido
dominante parece ter assentado deiiiiliviiincnte
na e-colha, que ja annunciei, do Conde de
Trapa ni, porm os adveisarios desta alliama
nao cesso de trabalhar, e ainda esperao emba-
raga-la. A primeira idea desle partido bavia
sido ) casamento com o Principe das Asturias,
lilbo ilc 1). Callos, e para realisa-la boque fui
mandado a Bourges diiflni que de accordo com
Christina) o famoso Padre Fulgencio, cncarre-
gado de ultimar a neguciagao. 1). Carlos, assen-
tando que as condicocs que se Ibe oflerecio,
nao erao de acceitar, regeitou a prnpos cao de
urna maneira que nenbunius esper ancas deixou
ao negociador ; mas como este nao quera per-
der as passadas, imaginou cboliear o negocio
por meio de urna especie de rapto perpetrado
sobre a pessoa do Principe, que devia ser con-
duzido a Madrid contra vontade de seu pai, no
caso de assentir aos concelbus que se llie davo.
O respeito filial do mancebo (ezfalbar igualmen-
te este projecto, donde resultou que o casamento
nao pode ter lugar por lalta de marido. Foi em
consequencia de ludos estes contn,lempos qued
partido que propunba esta ulliun^a se voltou
para oulra paite, e fez bem ; porque se Ibe foi
necessano obt-r por meio de rapto o principe
da sua escolha, ter a empresa multo menos dif-
liculdades, visto pezar o dito principe apenas 50
libras. He o filbo mais velboda rainha D Ma
ria da Gloria, que deve ter a estas horas obra
de 7 annos; de maneira que so r< unir as 7 an-
uos que tem aos 14 da sua futura esp sa, viran
ficar precisamente coma idjde que se exige p,ra
que seja maior. Os delensoies desta idea des-
fazem-se em consid< races sobre as vantagens
de urna uniao, pela qual ai dual coroas da pe
ninsula, sem guerras e por urna, maneira tao
natural se viro a leunir na mesma cabeca ;
receio, porui, grande oppoiicio da parte dr
Inglaterra, que nao lia de querer queaHes-
panba adqira tanto poder. ludo isto be cer-
lamente muilo bem dito ; mas, quanto a mim.
o inimigo mais poderoso que o projecto ba-dc
encontrar contra si. sao as riladas que a noticia
da lembranca hade occasionar em Lisboa, em
Londres e em Madrid.
2 de Dtztmbro.
Accrescentarei em poucas buhas as noticias
que pu le recolher hoje. O Parlamento Ingle/
f oi prorogado para 4 de Fevereiro. Lsla pro-
rogaco be a ultima, e di/ein que teve lug>>r no
interesso do Gabinete Francez ; e se assim he ,
o que tenho por mui provavel parece me que
a dita prorogaco be de terrivel agouro para os
interesses da Franca O que della deve infe
rir-se he que o Governo de Inglaterra nao fe/ ao
de Franca as concesses de que tanto se tem lal
lado sobre a modificaco dos tratados de 1831
e 1833 relativos ao direilode visita. Se as ti
vesse leito, a reunio do parlamento .donte i.
discusso da falla do Throno as Cmaras Fran-
cezas seria de grande vantagem para o Governo
deste ultimo pai/. porque lerio os .Ministros
Inglezcs occasiao de confirmar as asscicOes de
Guizot a este respeil) : nao existindo ellas, he
evidente que sendo o nico meio porque o Mi-
nistro Frunce/, pude escapar s OterpellacGei ,
com que o a pertarao.servir-sede utsercdei equi
vocas quedeixem o caso emdovida n ueiia-
riamente estas auercGos haviiio de produ/ir in-
terpellacSes correspondentes em Inglaterra s*
o parlamento estivesse reunido o que poria !i.
Peel ou Lord Aberdeen na dura necessidade de
por patentes todas as ma/elas do Gabinete dou-
trinario. Verdade be que as mesmas interpel-
lage pdem vir depois, quando o Parlamento
se reunir ; masento ja a resposla falla do
Throno deve ter sido votada e ja o grande pe-
rigo ter pastado.
Todas asearlas que hoje sereceheri deLon
dres sao conformes sobre o grande cuidado que
d ao Governo de Inglaterra a elen o do Pre-
sidente dos Estados Unidos. Costumado a pre-
ver as cousas de longe o Gabinete de S. Jrt-
me trata j de preparar os meios de resistir s
difficuldades que pdem vir-lhe por este lado; e J
como a annexacao de Texas be o reve que Ibe
parece mais prximo sollicita neste momento
lo Governo Francez urna declararlo terminan-
te e categrica ao dos Estados Unidos para Ibe
fazer saber que a reuniao do dito Estado aos
mais da confederadlo americana ser conside-
rada como um caso de guerra por todas as po-
tencias que reconhecerao a independencia da
Repblica Texiana. Veremos se Guizot accei-
ta mais esta aibarda.
Por outra parteas folhas de Nova York que
lambem hoje chegao com noticias at 15 de No
vemhro fazem ver que os receios do Governo de
Inglateira nao deixao de ter muito justificad
motivo. Se he corto o que ellas dizem um
dos principaespintos da poltica do novo Pre-
sidente sera de concluir tratados de commercio
com todas as potencias que tiverem interesses
livaes dos da Gr-Bretanba. Daqui se v que
quando cu escrevia que a distancia entre as opi-
nioes de James Polk a um rompimento com In-
glaterra me nao pareca infinita nao dizia na-
da de mais.
E porm em quanto o Governo de Ingla-
terra assim vai dispondo por meio da diploma-
cia os meios de contraminar as difficuldades de
que se teme por occasiao da annexacao de Te-
xas nao se descuida do essencial que he lor-
necer ao Mxico os materiacs necessarios para
romecer a guerra contra a Repblica rebelde ,
ou reputada lal O Presidente Santa Anna re-
cebera dentro de pomo lempo navios que se
i onstruem em Inglaterra para seu servico di-
obeiro para pagar as suas tropas, e officiaes pa
ra rommandal-as He provavel que este confor-
tativo Ihe d mais animo do que at agora tern
ido; porm *S. Ele. acha-se oceupad > neste
inimento de oulras guerras tao diflerontes, da-
quella de que se pretende que se oceupe que
nao poder por agora, dar-lhe grande cuidado
O caso be com quanto elle se tenha retirado pa-
ra o campo a fin de chorar mais sua vonta-
de a recente morle da sua querida esposa a-
eonteceo appresentar-se-lbe urna Senbora com
um requerimento que ellejulgou dever inde-
lerir. Segunda terceira e quarta instancia d
[irelenderite e sempre o mesmo resultado. A-
linal, a Senbora julgando que a presenca de
urna creatura interessante e desvalida poderic
amaciar a dureza do Magistrado, appresentnu-
e pela quinta ve/ levando em sua companhia
urna filil nica que tinha. Era esta ultima
proprietaria de 18 annos o alm disto de un
par deoihos ramalhudos pestanudos fulmi-
nantes penetrantes, e capazes de derrotar to
los os Santos do Paraso at S Pedro inclusi-
vamente, quanto mais um Presidente do Mexi
o, que, vista de personagens tao eminentes,
he um bisborria conspectu Uomini. Por en-
urlar ra/oes Santa Anna ficou amorudoco-
(iio um jumento e fez as declaracoes necessa-
riks ; mas c mo a dama Ihe respondeo que pa
ia o seu quarto nao era possvel entrar seno
pela igreja nao leve o bomem remedio seno
capitular, e casou. '
Outro revez de menor importancia ainda
iue de muita significarlo acaba de soffrer em
liorna a poltica ingleza. Desejava o Governo
Ingle* restabelecer com o do Santo Padre a
relacoes diplomticas, interrumpidas deste tem-
oo inmemorial. Para conseguil-o enviru a
Boma um emissario que sollicitou o negocio
om grande habilidade diligencia ; o Papa ,
porm, firme as suas ideias respondeo sem
pre que antes de comegar qualquer negocia-
cao a este respeito era preci/o, que o Gover-
no de Inglaterra abolis&e todas as le- penaes ,
|ue havio sido promul adas em diflerente
[incas contra os calmbeos ; e que em todo o
aso nenhuma negociacao era possivel, sem que
i v Apostilica licasse autorisada por meio del -
la a ter um Nuncio junio do Governo de S. iVl.
liritainica. Esta firmeza desagrndou extraor-
dinariamente a B Peel mas faz umita boma
ao chefe visivel da igreja.
De nada valeio ao i un liado e filbo de Zur-
bano as sollicitacoes de dillerenles Deputacoes
que lorio a Madrid para implorar o seu perdo.
Os 2 presos frao fusilados.
As consequenciai possiveis da presenca do
Principe dejoinville em Pariz durante a dis-
cusso da falla do Throno continan a ser o pe-
sadlo do Gabinete Francez. Como falhou o
plano imaginado para atirar com elle para o
Brasil trata-se agora de urna commissao mui-
to honrosa pela qual S. A logo que chegar
de aples, sera encarregado de ir inspeccio-
nar tod'.s os porlos militares do Reino, afim de
piO|r ao Governo as medidas que Ihe parece-
re m noessarias para collocal-os nal ciicums-
tancias que exigem as necessidades martimas da
Franga. A pilula be bem dourada; veremos se
o doente a engole.
-.lli.l?J.'.!?gttB''_'."HHf"B.;i^"w,,..",^*. -...
PERNAMBUCO.
RISPADO DE PERNAMBUCO.
Totalid. de da quantia que S.
Ei. Reverenditiima despendeo na -
forma abaixo declarada desde Ou-
tobro de 1833 at 31 de Detembro
de 1843, como consta dos reci-
bos ......Bs.133:967,885
Quantia destribuida no anno de
1844 peloi pobres das trez fregue-
xias do Becile, da S c S. Pedro
Martyr, peles recolhimentos de O-
linda, Boa-vista, Iguarass e Goi-
anna ; pelo 'Seminario em dis-
pensas matrimoniaei gratuitas, e
para o Culto Divino nesta capital
e fra d'ella .... Bi. 10:845,980
Bi 144:813,865
Palacio da Solidade, 3 de Janeiro de 1845.
Antonio Teixeira ,
Mordomo de S. Ex. Reverendsima.
CORREIO.
COBRESPONDENCI \ DA CIoADB E PROVINCIA.
Os maritaftdet do D.-mvo de 30 de de De-
zembro acusaro o Comi de 19 do mesmo
me/ por haver fallado na caresta da carnee fa-
rinha; e dizem se nao maravil o, tocasse o
Correio em tal ponto = porgue de ordinario a
Ungoa bale, onde o dente de=0 Comi velb o
agradece, ao novo a lembranca do proloquio ,
porque com elle lica dada a rasan de fallarem
os praieiros tanto e tantas vezes = em eulatra
de hispo inglez= A Ungoa bate onde o dente
de.
O correspondente do D novo n. 2 deste anno
como fim de melar a cara o seu candidato ( o
Sr. A. C. R.) para Senador, faz tal choradei-
ra, que nem mesmo Democrito se poderia pou
para verter por algum dos olhd a sua lagri-
mazinha. He para lamentar porm so alero
branca de que nenhum Eleitor so ha de con-
verter. Se o nobre candidato prestou serviros ,
tamhem a praia tem guapos servidores : a praia
tem os S., 09 M., os T., todos estes sio da pra ia,
de praia 4ignos. Agnas pasiadat no
moem moinhoi, e a caridade bem ordenada prin
cipia por cata.
L-se no D.-novo n. 1, urna sentenca da
praia; convem a saber= tar a polica da provincia .'e tivessemos pro-
curacao da polica, diriamos ao corresponden-
te do D.-noi'o=:/oi=Se porm quer entender
ixir wion/ar, o poder de nomear o Chefe a sua
vontade os seus subalternos; Ihe pergunUria-
inos c Coianna e Pao do Alho onde totta gen-
te de mando, be da praia, e a geito do CTn fe
tremedorest mais moralisada mais obedien-
te i lei?=Ahvamaisuma verdadeseaquelles
quem a praia escolbe, fosse dado o poder,
andara ludo em Pernambuco de pernas ao ar :
somo, o perverso encontrara guarida na
justiga da praia=rnA impostores =
Tanto os 2,000 artistas que figurao urna
celebre representsgao que par ah, por aqu e
por acol corro impressa; como quem a dictou,
tomro entro dentei o que obro os Portu-
guezes, que nao consentem abrem dentro da
prnca, eaponto as matas do Brasil para la o-
hrarem He lorie imbirreco E porque nao
imbirrar a gente da praia se nao com os es-
trangeiros Portuguezes ? Nao obro estes (mu-
co mais eu menos como os Ingle/es.os France-
zei, Russos, Belgas, &c. Ai.? Senhoresda
praia, acommodem-se: os Portuguezes s8o boa
gente.
Cominnncado.
A COMPAA ITALIANA.
Com a recente chegada a esta capital dos Srs.
Jos Galletli Director e Buffo Cmico e Luiz
Guizzonni Baixo cantante pdc em fim reu-
nire urna pequea Companhia Italiana que
por estes das lalvez dar comeco aos leus traba-
dlos debaixo da direegao do nfaligavel profes-
sor Jos Gallelti: he de esperar que esta com-
panhia satisfaca o respeitavel publico sobre tu-
llo os amadores da mu/ica que ba tanto ambi-
cionao um deverlimento desta ordem.
Os Sis. Gallet e Guiz/onn juntos Sr.'
Margarida Lemos, e os Srs.Carlos Rico.ejoao
Toselli vao por em scena algumas operas do
immortal Bossini, e podemos annunciar <|ue
ja comecro e ensaiar o Barbeiro de Sevilba,
opera que bastante furor tem feito em todos os
theatroi da' Europa e ltimamente na Arle des
te imperio onde os Srs. Galletli e Gnizzonn
ja dero bastantes provas de ment na sua arte.
Este ultimo desempenhando a parle de Fgaro,
e aquelle a do Dr. Bartalo e nao he injustigaque
te faz quando se diz quo Guizzonni tem urna
voz estrondoza que nao oliendo o m ido, he
pnd>rosa, e melodiosa ao mesmo lempo, quali-
dadesque raras vez. se alliao. Sm ja o ouvi-
ii>os a cantar econfirmamos esta opiniAo juntan-
do mais que o seu estilo he sublime. 0 Sr
Galletli com quanto tenha urna voz mais Iraca
he professor e segundo nos consta conhecedor
da icena.
Nio duvidamoi affirmarque aSr.1 Marga-
rida Lemoa e o Sr. Carlos Ricco v8o de novo
agradar ao reipeitavel publico, a primeira no
interessante papel de Rosina, eo segundo no
dificultoso do Conde de Alma Viva.
Finalmente o Sr. JcSo Toselli vai-noidar o
prazer de apparecorem scena, exscutando a par*
te de Dom Bazlio. Este artista que tantos ap-
plauoi tem merecido nesta cidade vai de novo
cobrir-se de elogim, no desempenbo de um
papel que exactamente est no aeu carcter. Ei-
tamos certoi que o Sr. Toselli nao poupar fa-
digas, para cada vez mais merecer ailympa-
thiai do publico a quem tanto tem agradado ;
por Ihe reconhecer talento na sua arle, voz sua-
ve, e alem disso reunir em si qualidadei que o
tornao recommendavel. Toielli, U tuo m-
rito lo reconocciamo.
Urna das cousas que mais se precisa para o
bom andamento das operas he a boa exeeugio
da orchestrajhe de eiperar que oa senbores pro-
fessores que a compa, satisfagSo o respei-
tavel publico, e nao desprozem as observacei
que Ibes possa fazer o insigne director Mon-
sieur Gros Didier. [Um Dilletanti )
t
Correspondencia
Sf. Redactor do Diario de Pernambuco.
Vendo publicado no seu Diario n. 270 de 3
do correte urna carta dirigida a mim pelo Sr.
Joo Jos de Vasconcellos Souza conlendo um
longo aranzel do seus fingidos prejuisos pelo
fallecimento de meu primo Joaquioi da Silva
Begadas, exigndoque eu Ihe pague o que Ihe
ficara devendo o casal daquelle finado alle-
gando que deixara grandes fundos de sua con-
ta em Benguella e Angolla &c.&c.&c; para evi-
tar qualquer juizo desfavoravel que contra o
meu cedito possa ter produzdo no respeitavel
publico dessa Capital a publicedlo da dita car-
ta perimtta-me que por meio da sua eslima-
vel folba eu faga urna sucinta narrago dos
fados para que o mesmo publico possa fazer
idia de que parte est a rasao. O Sr. Vas-
concellos depoii de ter feito algumas viagens
de Capilo em dous navios do dito meu primo ,
despedio-seem 1839 para ir a Lisboa tratar
da sua saude e nessa occasiao Ibe eoviou meu
primo urna conta corrente de suas traniacei
por onde mostrava um saldo a seu favor de cen-
to e tantos mil rs. alm de urna conta da Para-
b\ ba que o Sr. Vasconcellos Ibe hcara deven-
do na viagem antecedente cuja conta naoencon-
trava naquella occasiio por isso ia aquella
parcella com cifro em branco (cando em po-
der de meu primo urna letra de um cont e tan-
to de conta do Sr. Vasconcellos para cobrar
quando se vencesse : na mesma conta so lazia
menean em parte separada do producto de um
pouco do doce que o Sr. Vasconcellos tinha
deixado de sua conta em Angolla entregue a
Carlos Ubeitalie, que este deu conta de venda
meu primo sendo seu liquido 79000 moe-
da d'Angola cuja quantia enviou ao mesmo Sr.
Vasconcellos em 79 pilaces. O Sr. Vascon-
cellos aecusou a recepgao de.-ta conta bem co-
mo dos 79 patacoes, dizendo que a conta esla-
va correntee conforme em tudo.conlessando que
ficava restando os cento e tantos mil rs. alm da
conta da Parahyba que exceda a cem mil n
mas que se nao lembrava ao certo quanto im-
portava que quando meu primo a achasse des-
contasse do importe da letra que ficava em seu
poder o que Ihe ficava restando o Ihe remetes-
se o resto para Lisboa. Dahi a dous das (oi
o Sr. Vasconcellos ao sitio despedir-se de men
primo e ainda nessa occasiao Ihe pedio para
os seus ara ojos !!,() patacoes de que pasiou re-
cibo para se pagar quando recebesse o importe
da letra, e receben mais um pouco de ouro para
mandar fa/er uns oluIos em Lisboa e 3 pecas
de ouro para p.gur u- leitios. Fallecendo
meu primo dahi a poucos mezes o testamen-
leiro o Sr Antonio Flix dos Santos deu par-
te deste acontecimento ao Sr. Vasconcellos,
dizendo-lhe que poda vir, ou mandar procu-
racao para receher o resto da letra que linba
ficado em poder do fallecido : o Sr. Vasconcel-
los mandou logo procuraco ao Sr. Pedro Ig-
nacio Baptista para ajustar suas contas com o
casal e urna carta de ordens a este seu procura-
dor em a qual diza que o casal Ihe devia ai
soldadas de todas as viagens bem como os lucros
que Ihe pertencio como socio nos navios
outros muitas cousas; de sorte que segundo se
colligia desta carta fazia-se credor de mais
de vinte contosde rs. !
O procurador apresentou se ao testamen-
teiro e tttu) Ihe fez ver copia da conta torren-
te quo o finado tinha prestado ao Sr. Vascon-
cellos bem como a carta que aecusava a recep-
can da mesma conta approvando-a e por ella
se ia que as soldadas e utas addices que el-
le allegava se Ihe devio, estiva ludo abona-
do na a esiiiii conta corrente, e que quanto a
interesses nos navios nunca os tivera assim co-
mo commisses de vendas ello nada linba a re-
ceber porque tudo tinha entregado as auzen-


^ T----------------------
as que disposero deludo e derao contas de
renda tirando a sua commissao que deseonta-
ro das meamas coritas e que ae o Sr. Vascon -
cellos tivesse vendido esses carregamontos elle
quando desse as contas de venda ha ti a de des-
contar nellas a sua commissao A vista disto
o procurador concordou com a conta que Ihe
prestou o testamenteiro recebendo o saldo ,
de que Ihe passou recibo por saldo de todas as
contas Viudo o Sr. Vasconcellos de Lisboa
para Pernanbuco disse ao testamenteiro que
eslava muito prejudicado porquanlo selhede-
viao os lucros, quetinha tido como socio nos
navios ecommissoes como consignatario alm
de outras muitas cousas ; o testamenteiro dis-
e-ltte. i|uejfiltnha ustosuas contas com seu
procurador, quo nao estava para o aturar, e
fque se se julgava orejudicado viesse tercommi-
go. Em consecuencia disto elle veio esta
Corte ; mas quando aqui chegou tinba eu par-
tido, havia poucos das, para Per'nambuco, e
por isso esperou, que eu voltasse, Picando hos-
p dado em minha casa: voltando eu de Per-
nambuco, elle me entregou urna carta, na
qual me quera faier persuadir, que era inte-
ressado nos navios, que se Ihe devia as com-
missoes com consignatario dos mesmos, que ti-
nba deixado em Benguela e Angola muitas cou-
sas de sua conta, e at alegava, que se Ibe devia
mais um cont e tanto de urna letra, que tinha
deixado em poder do fallecido alm da outra,
que se mensionava na conta corrente. Eu,
que j a este le'npo tinha examinado toda a es-
cripturacao do fallecido e toda a corresponden-
cia entro elleeoSr. Vascconrellos. por onde
seconhecia, que elle nunca teve interesse al-
gu< signados as duas nltimas viagons, elle de na-
da quiz tomar :onta, avisando as ausencia*
para que mandassem tomar conta do tudo n Al-
fandega, parlecipando depois a meu primo que
tinba assim obrado por se nao acbar com capa-
cidade de poder dispor de semelhantes carrega-
mentos, e vendo eu que a quantia de um cont
e tanto que elle me diziasclho devia de urna
outra Letra que tinha ficado ern poder de meu
primo, Ihe tinha sido paga por este adiantada
a pedido seu de que Ihe passou recibo, alm de
outras muitas laicidades de que estava recheada
a dita caria, bem como esses fundos que tinha
deixado em Benguela, e que pelas suas contris
se canbecia nao chegarem a cem mil' ris e que
Ihe tinUao sido levados em conta pelo testamen-
leiro quando prestou contas ao seu procurador;
tudo isto me indignou de tal sorte que nao pu-
de deisar de Ihe dar urna tremenda sarabanda
na prezenca de meu sogro e de mais dois ami-
gos quo se achavao em minha casa nessa occa-
sio, fazendo-lbe ver com documentoe reci-
bos teus que ludo quanto elle exiga de mim
era inventado de sua caheca : elle, que estava
persuadido que eu n8o tinba documentos al-
gunsem minha mi, cabio na fraqueza dedi-
zer que sesoubesse quo eu possuia taes docu-
mentos nao tinha vindo ao Rio de Janeiro, e
que o culpado de tudo era o testamenteiro que
o tinha engaado dizendo-lbe quo o fallecido
nao tinha assentos alguns e que toJa a sua cor-
respondencia nao existia ntreos papis da ca-
sa ; ou entao mais indignado fiquei contra elle
fazendo-lbe sentir a sua perversidade ui me
querer roubar no caso de nao existirem os do-
cumentos que acabova de Ihe mostrar. Em ra-
so desta desavenca elle mudou-so de minha
casa e para se vingar de mim assentou de man-
char o meu edito publicando correspondencias
contra mim no Jornal do Commercio e no Dia-
rio do Rio : eu respondi-lhe pelo mesmo Jor-
nal do Commercio que, se elle se julgava pre-
judicado que nomeasse dous negociantes de ere
dito para arbitros que eu me sugueitava quillo
que elles decidissem vista dos documentos que
tinba em meu poder: Elle por escarneo nomeou
a meu Sogro e a um dos meus amigos que estava
presente na occasiao em que Ihe dei a saraban-
da ; estes dero-se por suspetos, mas elle nao
quiz nomear outros porque estava bem corto
quequaesquer que nomease havio de decidir
contra .lie, e preferio continuar com as suas
correspondencias contra mim pelos Jomaes.
at quepassado algum lempo retirou se para
Lisboa. AgoPa aparece de nevo a publicar cor-
respondencias contra mim so com o llm do me
desacieditar. porm ja me nao pede soldadas
nrm lucros de interesses nos Navios mas s.m
urna pouca de sebola que trouce de Lisboa em
1838 a qual chegou toda podre e que elle aban-
donou pelos fretes e direitos, e pede-me tam-
ben, todo carregamento da Escuna Quendal
na sua ultima viagem a Benguella e Angola,
cujo carregamento foi todo de conta do finado
meu Primo a consignacao dalle lente Carlos
Ubertali, tomando este conta do tudo como au-
sencia visto que elle nao w"httucn'c;p'cl;'
dfde dispor delle. levando apenas deSU
conta urna* miudezas que tendeo em Benguella
e recebeoo importe dcllasficando ee-lh. i. dbnr
nicamente do que era do sua conta ses e la c
tantos mil i que lhe loro pago, ede.xando
em Angola entregue a Ubertali umpoucode
doce que rendeo 79 pataedes que tambem re-
cebeo.
Tendo narrado o que se tem passado a cate
reipeito, resta-me aconcelhar ao Sr. Vascon-
cellos, que nao se incommode mais publicar
correspondencias contra mim, queperdeoscu
tempo, e se tom esses documentos e testernu-
nhas, quo alardeia, por onde possa mostrar o
seu direito, eu de novj o convido a que venha
esta Corte, e que nomeie dous negociantes
de crdito para arbitros, que eu me sujeito -
quillo que elles decidir m, esejulga, que nao
encontrar aqui dous negociantes capazas de
Ihe fazor justica, entio chamo-mo n juizo,
que eu protesto fazer patentes as suas calum-
nias e malvadeza.
Rio de Janeira 2 de Dezembro de 18 i.
Luiz de Qutiroz Monteirt Regadas.
Publca^ao a pedido.
IA esculla de Senador por Minas.
O mez de Dezembro he um d'aquelles em
que aJoanna mais tem mostrado a sua influ-
encia tramas e poder. Em 2 de Dezembro de
1833 presenciamos no theatro S. Pedro de Al-
cantara os morras ao fallecido Tutor de S. M.,
e dias depois as scenas horrorosas do largo de S.
Francisco de Paula do quebramento da Ty-
pographia do Diario e das pedradas as vi-
dragas de muitoscidados respeitaveis ; sendo
tudo promovido ou autorisado pelo entao Mi-
nistro da Justica o celebre couro danta. Em
15 de De/embrodo mesmo anno fui o Puco
Imperial assaltado ; o Imperador veio para a
cidade rodeado do tropa ; o Tutor da escolha
da Assembla Geral foi suspenso preso e de-
portado. Foi entao que se introJuziro no Pa-
co 1 ni per iu I os ambiciosos intrifnles, e cons-
piradores que boje nao cessao de cavar a rui-
na do Imperio, querendo estabelecer um quin-
to e o maior poder da Nacao a Joanna.
Finalmente no mez de Dezembro o esco-
Ihido Senador por Minas Geraes oSr. Marque*
dellanbaem, cujo merecimento consiste em
ter sido sempre um dous de paos urna nulli-
dade absoluta governado a cabresto por Pau
lo Barboza da Silva ; e para esta escolha ter lu-
gar despreiou-se urna notabilidade Brasileira,
cujo nomo se acba associado nossa historia, e
cuja honradez merecimento scientifico, e ser-
vicos ao Throno e a Nacao sero sempre apre-
ciados no Brasil. Nao tardar muito que al-
gum iniciado nos mytterios da Joanna nos ve-
nha dizer que a escolha de Senadores he do Po-
der Moderador, e que o tal respeilo nada se p<>
de dizer. A resposla he a seguinte : Ja se
demittio um Ministerio no Brasil por causa
da escolha de um Senador; o est portanto fir-
mado o precedente de que os Ministros como
os i rimeiros Conselbeiros da Cora teem par-
te n'essa escolba ; e em tudo devem tl-a, por-
que o que be sagrado e inviolavil nunca pode ,
nem deve expor-se ao menor desar. Em todo
o caso sio sempre os Ministros os responsaveis ,
e a elles dirigirei sempre asminbas censuras :
tenhaocoragem carreguem com o peso do to-
da a responsabilidade e nao se desculpem com
oque beimpeccavel. Disse-se sempre que o
Sr. Itunbaem seria o Senador, se viesse na lis-
ta trplice ; e eu duvido que os Ministros, bem
que nu passein de seis amanuenses ou testas
de ferro da Joanna se esquecessem de que a
Constiluico noart. 45 marcando os predica-
dos para se ser Senador l no 3.a do mesmo
art. indica que seja pessoa de saber CBpa-
cidade e virtudes com preferenciaos que tive-
rem feto senteos a patria. E ousaro os Mi-
nistros comparar o Sr. Itanhaem com o Sr. An-
tonio Carlos? Tel-o-ao por mais consumma-
do estadista por mais profundo orador do quo
o Andrada que no dia da sua entrada no
Congresso de Lisboa pulverisou os discursos
anti-brasileiros do insolente Trigoso? Ter
mais servidos o Sr. Itanhaem do que o Sr. An-
tonio Carlos ? Nao meadmirar Jequedigao
tal blasphemia quando j mandarao escrever
pela imprensa que o nome de tao distincto Bra-
sil' iro nao era conhecido em Santa Catbarina !
Risum tentatts ? Pde-se aqui paraphra-
soandooCames dizer que actos taes appare-
cem no tempo de Ministros
...................cuja vontade
Pode mais que a razo e que a verdade !
Emfim abi est Senador o idiota Sr. Ita-
nhaem com pretirico dos Srs. Antonio Car-
los e Limpo de Abreu notabilidades a quem
eu bem que seu adversario poltico nunca
larei a injustiya do negar os seus merecimentos.
nem de pol-os abaixo de um pobre Sacbristo
de Aldeia. Rio de Janeiro 19 de Dezembro
de 1844. l M Mineiko.
(Da Sentinella.)
DescarregUo hoje 8.
BrigueAmeliacebollas.
BarcaNile mercadorias.
GaleraColumbusdem.
BrigueAndesidem.
PatachoVenusidem.
Brigue7riKmpAanrepedras.
Brigue Sardo Cezar Augusto taboado.
BarcaBella Pernambucana cunheles aba-
tidos.
ovimento do Porto.
Navios entrados no dia 7.
Falmouth pela llha da Madeira e Canarias; 31
dias paquete ing'ez Lxmet commandan-
te o Tenente Dickson.
Bahia ; 10 dias sumaca brasileira S. Anna ,
de 83 toneladas capito Joo Antonio da
Silva equipagem 10 carga diversos gene-
ros ; a Manoei de Souza Couto.
A carac ; patacho brasileiro Emulacao de
122 toneladas capito Antonio (jomes Pe-
rera equipagem 11 carga sola ; a Ma-
noei Gongalves da Silva.
liba do Sal; 17 das brigue bamburguez Al-
vino de 140 toneladas, capito John Rotb,
equipagem 10, carga sal; Rothe & B-
doulac.
Beclaracoes.
O vapor Baiana recebe as malas para o
p rtos do Norte hoje (8) ao meio da.
O paquete inglez Limft recebe as malas
para o llio de Janeiro e Bahia amanha (9) as
8 horas da manha.
1-0 Arsenal de Guerra precisa de comprar sol
la, sapatos para soldados, botins para ditos de
Cavallaria, luvasde carmuy-i para os ditos, es-
teiras de Angola; quem tiver taes gneros de
melhor qualidadequeirao mandar em carta te i
xada os seus ltimos presos e amostras : assim
como quem se quiz.er encarregar de fazer bons
de gorra para soldados de Cavallaria, ditos para
a compendia de Artfices; queiro comparecer
nodito Arsenal as horas do seu expediente. Ar-
seual de Guerra, 8 de Janeiro de 1845.
No impedimento do Escripturaro,
Joo liicardo da Silva. (13
10 Arsenal de Guerra precisa comprar .
para a escolla dos aprendizes menores os ob-
|ectos se;uintes: podras para escrever, caive-
tes, cartas de abecedario.taboadas, cathecismoi,
collecoosde traslados, macos de pennas.dtos de
creoes e ditos de lapes ; quem estes gneros ti-
ver comprela no mesmo Arsenal as horas do
seu expediente. Arsenal de Guerra, 8 de Janei-
ro de 1845.
No impedimento do Escripturaro,
Juo Ricardo da Silva. (11
1=0 Arsenal de Guerra compra aieite de
carrapatoe do coco para as estafos militares;
quem tver tal genero qneira comparecer no di-
to Arsenal as horas do expediente. Arsenal de
Guerra, 8 de Janeiro de 1845.
No impedimento do Escripturaro,
Joo Ricardo da Silva. (7
Avisos diversos.
UlagWMJ!.-
Alfandegu.
Rendimento do dia 7...........6:699>99
Aviso* martimos*
1Para Lisboa sai no dia 23 do corrente o
brigue portuguez Triumpkante, Capito Silve-
rio Manoei dos Beis; quem quizer carregar ou
ir de passogem, para o que tem bons commo-
dos, dirija-se a Mendes ct Oliveira ra do
Vgario n. 21, ou ao referido capito. (6
2 Para o Maranbao, esta sabir at o dia 15
do corrente, o brigue-escuna Laura; quem no
mesmo quizer carrregar, ou ir de passagem ,
dirija-se ao capito a bordo, ou a Novaes N
Companhia ra da Cruz n. 37. (5
2 A hartara Bosurio de Marta de lote de
26 toneladas sai para o Bio de S. Francisco ,
Penedo e Macei no dia 11 do correte : quem
quizer carregar, falle com o mestre Antonio Fer-
reira Marques. (5
1 Para Lisboa o brigue portuguez Concei
co de Mara esta sabir com toda brevida-
de por ter a maior parte de seu carregamento
completo, recebe algum carga e passageiros,
para o que tem os melhores e mais aceiados
com modos ; a tratar com o capito, na praca
do Commercio ou com o consignatario Tho-
mazde Aquino Fon sera na ra do Vigario
n. 19. (9
Leilo.
1Quinta-feira 9 do corrente baver um
leilo de manteiga ingleza na porta do arma
cem de Francisco Dias Ferreira. (3
1 No dia 9 da corrente pelas 10
horas da manha em casa de L. Bruguiere
na ra da Cruz n. I perante um Dele-,
iado do Consulado de Franca ha de ser ven-
dido em leilo por conta e risco de quem pie-
tenrer o casco e mais pertences do navio fran-
cez Joven Ernesto, naufragado no Barra-gran-
de tudo no estado em que se acbar. (8
3= O Sr. que annunciou querer comprar
urna venda bem afreguezada, dirija-so a ra do
Rosario da Boa-vista venda n. 43, que se Ihe
dirir quem tem urna bem afreguezada para
vender. (
3=Precisa-se de um caxeiro qua tenba prac-
tica de venda para tomar conta de outra por
balanco ; e de outro menor de 12 annos dos
chegados ltimamente : na ru do Sebo nu-
mero 33. (S
3Aluga-seum sobrado do dous andares no
pateo do Hospital doParaiso que fa: esquina
para a ra da Roda, muito fresco o todo en-
vidracado com janellas no oito ; a tratar na
ra das Trincheiras n. 8.
3 Aluga-se um sobrado do um andar na
ra das Larangeiras n. 2 ; a tratar com Clau-
dio Dubeux na mesma ra n. 18. i'&
3 Claudio Dubeux mudou a sua residen-
cia da casa n. S para a casa n. 18 dd mesma
ruadas Larangeiras, do fallecido cirurgiao Pei-
xoto. ,/j
3Precisa-sede 480/ rs. a premio, dndo-
se por hypotlieca urna casa torrea que cuslou
um cont e dusentos mil rs. e livro e desem-
barcada ; quem quizer dar annuncie. *
2 W (. Comyn retira-se parafra do im-
perio. I-
3Antonio Goncalves Bastos relira-so para
ra do imperio. -
3 OlTerece-se um homem Brasileiro ainda
mogo, para feitor de um sitio ou qualquer
outro servigo ; quom o precisar, dirija-se a ra
de S. Theresa n. 15. fn
-Perdeo-so urna carta com urnaordem den-
tro, saccada pelo lllm. Sr. Iz.idro Francisco de
Paula Mesquita e Silva, sobre o Sr. JosPerei-
ra Vianna da quanli de 273,000 rs.; quem
i achou e quizer restituir,leve na ra Nova n.
28, pois ae acha prevenido o Sr. Vianna para
a nao pagar se nao ao abaixo assignado, por is-
so do nada serve a outra qualquer pessoa.
Antonio /''trretra da Costa Braga.
Ro;a-se ao Sr. B. B. P. M. o obsequio
ile mandar tirar urna conta queso Ihe tem pe-
dido por muitas ve?es para se encontrar, para
saldo snndo escuzada a desculpa de ter o livro
no sitio
Roga-soaoSr. Manoei l'rancisco viu-
do de S. Miguel com umsa encommendas, que
darija-sc a ra de Agoas Verdes n 82.
Os abaixo assignados, passageiros do
brigue portuguez Triumpkante entrado de
Lisboa em 30 do mez p. p. penborados pelo
hom tratamento e allaveis maneiras, com quo
loro obsequiados pelo Sr. Capito Silveno
Manoei do liis e mais Ofliciaes do dito brigue,
Ibes consagro os devidos agradecimenlos em
signal da cratidao, que os acompanba. Per-
nambuco 4 do Janeiro de 1845. Ignacio
Pereira de Carvalho, Esteio Jos Altes J-
nior, Manoei Fernanda de Lastro Jnior,
Antonio Marques de Carvalho, Domingos Lo-
pes de Amorim, Antonio Bsnto Barboza. Joa-
quim Jos Pereira de Magalhes, Joo Tei-
xeira Soaret, David de Souza.
1A firma do Coutinho& Lopes, que figu-
rava na loja de livros da esquina da ra do Col-
legio, termnou em 51 do Dezembro de 1844.
scredores desle estabelecimento, que teem
etras vencer, sero em tempo prevenidos
pelos diarios da pessoa a quem devero apre-
sental-as no vencimento e os devedores sao
convidados pagarem suas contas, quanto an-
tes, parase ultimaren os negocios relativos a
firma exiincta
No dia 4 do Janeiro do corrente anno
perdeo-se una letra de 2008 rs., aceita por
Manoei Cavalcanlo Viera, a favor de Luza
Thereza de Jess Barboza, cuja letra est paga,
e foi perdida no dia em que se pagou ; roga-
se a pessoa, que a achou. e a quizer restituir,
dirija-se ao mestre pedreiro Manoei Cavalcante
Vieira na ra de S. Jos.
= Precisa-se alugar urna preta ou preto que
si) sai lia engomniar e possa sabir a ra so pagar
bem; na ra larga do Rosario 1. andar n. 30,
3=Aluga-se urna casa terrea na ra do Co-
lovello n. ."i. com trez quartus, cosinha fra ,
quintal e cacimba; quem a pretender dirija-se
a casa junto ou na ra do Cabug, loja de miu-
dezi s junio da do Bandera. (a
Bernardo Fernandes Vianna abre a escola no
dia 7 do corrente Janeiro.
Ensina meninos a 2,000 rs. por mez,dando
s tinta, e 2,500 rs. dando todos os pertences
de escola, ncluindo alguns livros como sejo
colleceo de compendios primeiros conheci-
mentos para os meninos, licoes moraes tiradas
da sagrada escriptura, os accidentes da infan-
cia, modelos para os meninos. Ensina, liego
de leitura duas vezes no dia, escripia e contas
urna vez. Na segunda-feira de tarde laboada
pequea e dobrada, petos e medidas itenera-
rias, algarismos de vintens at patacas, cxpli-
cago das regras de civilidade. N:i teija dou-
trina christa, e ajudar a missa. No'sabbado
toda a doutrina ea sua explicacio pelo catecis-
mo das verdades catbolicas. Ra da Cadeia do
Recite oo primeiro andar o. 56. (18



=a 4
LOTERA do theatro
As rodas desta loteri;i
ando im preter velntente
no (lia 28 do (torrente, e o
restante dos bilhetes a-
chao-se venda no bairro
do Recife loja de cambio
dos Srs. Vieira e Manuel Go-
mes; no de Santo Antonio,
boticas dos Srs. More ira
Marques e Cliagas; no da
Boa-vista, loja de ourives
do Si. Jacinto. (14
2 A viavaCunha embarca para o Rio do
Janeiro a sua escrava crioula, de nome Arcan-
ja, de 1& annos. (3
2 Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra Nova n. 2; a tratar no segundo andar do
mesmo sobrado. (3
2 Quem quizer contratar urna criada Por-
tugue/a, de t) annos pela sua passagem a
qual sabe coser e ongommar sotl'rivelmente, di-
rija-se a ra da Aurora n. 16. 'k
2Alugo-se os primeiroe segundo anda-
res da casa ns. 6 e 3 dito da casa n. 4, no At
trro da Boa-vista com encllenles commodos;
um sobrado de 2 andares n. 20 na ra da Auro-
ra onde habita o Sr. Ueseinbargador Kocha
Bastos; os primeiroe segundo andares do so-
brado n. 20, da ra estreila do Rosario; as
casas terreas n. 27, por 7/ rs. n. 35, por 12#
i's., en. 57 porii rs. na ra da Solidade ;
um sobradinho no Manguinho a margem do rio;
e tambern vende-se urna carroca nova, de sicu-
pira para um, ou dous animaes; a tratar com
Francisco Antonio de Oliveira, ou com seu cai-
xeiro Manuel Joaquim da Silva na ra da Au-
rora n. 26. (15
2 Aluga-se um armasem na praca da Boa-
vista n. i9, proprio para qualquer estabeleci-
mento ; a tratar no primeiru andar da mesma
casa at as 7 boras da manlia ou na ra da
Cruz n. 3S. 5
2 Precisa-se de urna ama de leite para
criar urna chanca, ha pouco nascida, preferin-
do-se captiva ; na ra da Assumpcao n. 1 2Piecisa-sealugar urna preta para servir
em urna casa de pouca familia, e mesmo vender
alguma cousa; quem tiver annuncie. 3
2 O Padre Venancio Henriques de Resende
d liccoes de latini, inglez a francez do pri-
meiro de Fevereiro por diante na casa de sua
residencia no Coelbo sobrado n. 2 ; e ten-
do um numero de alumnos sufllciente pro-
curar lugar mus apropriado e commodo
aos quese quiserem utilisar do seu prestimo.
Principiar mesmo antes de Fevereiro se hou-
ver quem isso destje 9
2 Achou-se um cavallo selado ; quem for
seu dono dirija-se a ra da Florentina n. 2,
1 Jos Teiteira Bastos
. subdito Portuguez
retira-se para Lisboa, (2
I Do-se 450/rs. a premio sobre penbnres
de ouro ou prata ; na ra Direita o. 69. (2
1 Fernando JosBraguez embarca os seus
escravos Joo, de naco Mina e Aleixo, An-
gola. (3
1 Um homem Brasileiro se oflarece para
tomar conta de qualquer estabelecimento, dan-
do fiador a sua conducta ; quem de seu pres-
timo se quizer utilisar annuncie. (4
1Aluga-se urna preta boa quitandeira, sem
vicios, a quem seda 10/ rs. mensaes ; na Ca-
punga a terceira casa ao p do porto. (3
1Precisa-sede um pequeo dos chegados
agora para caixeiro ; na ra do Sebo n. 33 ou
na ra da S. Cruz venda n. 58. (3
t Domingos Jos Ramos embarca para
ra da provincia o seu esuravo de nome Anto-
nio Luiz de naco Angola (3
I Joo Jos da Cunha Lage eomprou por
ordem de Sr. Francisco Luiz Salgado dous meios
bilhetes de os. 3024 e 2221 da lotera do thea-
tro (4
1 Olerece-se para onsinara ler escraver,
coser, bordar, fazer lavarinto e renda a qual-
quer menina branca, parda ou preta Torra ,
ou captiva urna senhora capaz, por preco
commodo; na ra de Hortas n. 46. (b
1 Precisa-se de urna preta forra para cosi-
nhar comprar, e&c. para pessoa solteira ;
na loja de livros da esquina da ra do Collegio.
I B. Lansac retira-se para a Franca. (1
I Jos Pedro Thomaz Jnior
do Amparo e na venda do Sr. Domingos, nos
Quatro-cantos. 0 9)
1Vende-se para liqudacao de contas, i oi-
to patacas a arroba, a bolaxa j annunciada
cao, de 18 annos; na ra das Cruzes n. 41, se"
gndo andar.
Vendem-so barretes de retroz sfngelos e
dobrados para padres ; pos carminados para
por varias vezes ; a fallar com J. Saporiti, ou denles, oleo da Cnina, ou essencia da for-
_ ._. I ? _,^__ 1 .. K I I 1 ._* __ ?___ A -. -- ---k n < a n m i fin I niliu ~ fin D haIa ln!n .1 ...
que, dando os signaes Ihe ser entregue. 3
Aluga-se o sobrado de um andar com
bastantes commodos para uuia grande (arnilia ,
com quintal e cacimba sito na ra do Fecun-
des ; a tratar na ra do Cabug loja do iniu-
desas n. 1 D (5
2 Precisa-se alugar dous prctos possantes
e sem vicios, paga-se 10/rs. mensaes por ca-
da um e d-se-lhes o sustento ; na praca da
Independencia loja n. 21. 4
2= Jos Pereira de Andrade retira-se para
Portugal. (2
2 Precisa-se (aliar ao Snr. Joo Baptista
Barbosa, para se Ihe entregar urna carta, man-
dada por seu mano; na ra larga do Rosario
n. 24. (*
3D-se dinheiro a juros, sobre penhores
de ouro ; e vende-se um relogio de ouro; na
ra estreita do Rosario n. 35. (5
3 Ihomas Mellor subdito britannico, re-
tira-se para fra da provincia. (2
4 O Padre Francisco Coelho de Lemos e
Silva faz scienle ao respeitavel publico que o
exercicio de sua aula de primeiras iettras, gram-
matica portuguera e arilhmetica cometa no dia
16 do corrente mez de Janeiro ; os pais de la-
milla que quizerem matricular seus filhos ,
dirijo-se a ra Bella n. 45. (7
2__ Desaparecro do sitio da casa calada,
pegada ao Rio-doce no dia 3 do corrente 2
cavallos sendo um rugo igualando pequeo
de estatura com dous signaes de bechiga no
espinhaco e com o Ierro 3, e outro dito
rajado com 2 signaes de stulas um debaixo
dos queixos e o outro na charneira de 7
annos com o ferroMe; quem dellessou-
ber, participe a Exaquiel Maximianno de Oli-
veira em dito sitio, ou no Forte-do-Mattos, a
Jos Francisco Belem. (I I
7 DENTISTA.
J.W.Vervalen da firma de Vervalen e Ca-
rey, Dentistas tendo voltado a esta cidade ,
avisa aos seus amigos e aquelles que precisaren)
de st servico que se acba na ra d Cruz n
3 primeiro andar. (6
1 Maooel Joaquim Fernandes Eira e Joao
Nepomuceno Dias Fernandes reliro-se para
o Rio de Janeiro ; levando em sua companhia o
sea escravo pardo, de nome'Francisco. (4
retira-se
para Portugal. 2
I O abaixo assignado participa ao publico
o especialmente aos pais de seus alumnos, que
nodia 10 do corrente abre a sua aula de primei-
ras Iettras na casa de sua rasidencla na ra
da Conceico da Boa-vista n. 8; e tambero re-
cebe alguns alumnos pensionistas e meios pen-
sionistas tratando-os com todo o disvello,
como at aqu tem praticado e rasoavel es-
tipendio. Policarpo Nunt$ Correia. (9
1 O abao assignado avisa aos pais do
seus alumnos, e a quem ruis convier que
contina a ensinar latim desde o dia 7 do cor-
rente em (liante e que da mesma sorte propoe-
se a ensinar geometra por Euclides e arithme-
tica por Bozout em casa de sua residencia, na
ra das Cinco-pontas n. 11; dando principio ao
curso de geometra no da 20 do corrente; o
mesmo abaixo assignado advoga no crime e Bi-
sel e oRerece seu prestimo a quem delle se
quizer utilisar, asseverando conseguir bom
ronceito daquelres, que o oecuparem. J.ouren-
co .i i-vil i na de A Ibuquerque A tilo. (13
I Aluga-se o segundo andar e soto da ca-
sa da ra da Senzalla-nova n. 42, com bons
comm.idose cosinha ; a tratar no armasem da
mesma casa. (4
i Joao de Oliveira Ramos vai ao Rio de
Janeiro (2
Quem tem annunciado querer comprar
urna venda liem afreguesada querendo urna
nova de esquina com poucos fundos dirja-
se a ra das Cinco-pontas n. 160 que todo o
negocio selar
Arrenda-se urna casa 3 de andares, na ra
da Cruz com fundo de ra a ra muito pro-
pria para moradia do alguin negociante com a
condico de azer alguns pequeos concertos ;
a tratar com Kalkmaun 5f Rosemund na mes-
ma ra.
Arrenda-so o sitio que foi do cirurgiao
Peixoto na estrada dos Alllictos com grande
casa com todas as commodidades para urna nu-
merosa familia como por vezes se tem an-
nunciado ; tambem se permuta o mesmo sitio
por casas nesla cidade ; a tratar na ra Nova
de S. Amaro sobrado de dous andares e soto
n. 6.
Quem precisar de um rapaz Portuguez, de
18 annos e de boa conducta para caixeiro de
qualquer estabelecimento nesta praca, annun-
cie.
Os bilhetes ns 562 e 890 da primeira
parte da 16 lotera do theatro foro compra-
dos por conta dos Srs. J. M. de Carvalho & F-
Ihos, e n. 1609 por conta dos Srs. Cunba 6 J-
nior, ambos do Para.
Aluga-se urna liteira ; quem tiver an-
nuncie.
no Forte-do-Mattos primeiro andar por cima
da venda do Sr. AIem das 9 boras da manba
as 4 da tarde. (6
d Vendem-se 4 candas quecarrego 800
a tono lijlos em muito bom estado ; tam-
bem se trocao por tijolos de alvenaria ; a tra-
tar na ra Nova com Manoel Ferrera Lima. (4
1Vende-se um banbeiro de folha novo e
muito bem construido, por preco commodo; no
pateo da S. Cruz, venda da esquina da ruados
Pires n. 70. (4
Vende-se, ou arrenda-se por muito com-
modo preco urna boa propriedade em Apipu-
cos com todas as vantagens que se'procura" ,
a saber ; urna grande casa de vivenda murada
mosura ; na ra da Cadeia do Recie loja do
Bourgard.
3Vende-se um moleque de 12 annos ; na
ra do Amorimn. 33 segundo andar. (2
3 Vende-se um pedaco de matta na Mero-
eira de-baixo com muito boas madeiras, rio
corrente pelo meio da dita matta;dua* moradas
de casas terreas urna sita na ra Velha n. 54,
o a outra na ra doCotovelloo. 33; urna dita
na ra do Sebo com um andar da parte de
letra, com quintal de 220 palmos em chaos
proprios, do ladodireito e nao tem numero
em raso de ter sido acabada, ha pouco lempo ;
dous escravos sendo u.a preta moca, de bo-
nita figura e um preto ptimo cosinheiro ;
e com um pequeo sitio de fruteiras, urna gran- todos estes o ojelos est o. livres e desembaraza -
de olaria de pilares com bastante barro para
trabalhar, boas baia? de capim a margem do
rio e mais terreno desoecupado para plantar,
senzalla para preos estribara e um terreno
mais separado com urna grande plantaco de
caf, o muitos arvoredosde fruto e sobretudo
urna parte no direito deheranQa de Apipucos ;
tambem se vende ( por estar dentro da mesma
propriedade; um estabelecimento de refinaco e
destilaco, com todos os utencilios necessarios;
a tratar em Apipucos com Joaquim do Bogo
Barros Pessoa ; adverte-se que em todo caso se
dos; a tratar na ra do Sebo n. 39. (13
2Vende-se resina de angico da muito boa
qualidade e por preco commodo em arrobas
e libras ; na esquina da ra da* Cruzes na
travessa que volta para os quarteis n. 2. (4
2Vendem-se 8 escravos ; um preto perfefto
cosinheiro de um tudo; 3 ditos bons para'o tra-
balho de campo ; um pardo de 18 annos, bom
pagem ; urna preta boa cogotnmadeira e cosi-
nheira ; duas ditas que cosinho e engommo,
por 350/rs. cada urna ; urna negrinha de 12
annos, muito linda e cose bem ; urna parda
prefere a veuda eentose far todo o neg- de 20 annos boa engommadeira costurera,
ci. (|9 e faz todo o mais servido de urna casa ; na ra
IVende-se um preto de bonita figura, per- do Crespo n 10, primeiro andar ,t l
(eito cosinheiro ; urna parda de 16 annos de
bonita figura engomma ecose, tudo com per-
feico ; urna preta de todo o servico, e he mui-
to boa quitandeira ; urna dita lavadeira ; na
ra Direita n. SI. (6
1 Vende-se um bom preto moco a vista
do comprador se dir o motivo da venda ; na
ra do Sebo n. 33, ou na ra da S. Cruz, ven-
da n. 58. (4
1 Vende-se urna casaca de panno fino pre-
to e urnas calcas do mesmo panno novas
por preco commodo ; no pateo do Carino loja
de allaiate n. 3. (4
1 Vende-se um taz grande de ourives, mar-
telos,e urna forja em bom estado, por preco com-
modo ; na Boa-vista ra dos Pires casa de
Cyprianno Correia. (4
1Vende-se urna rabeca em bom estado, e
os seguintes livros ; a collecco do Carapuceiro
desde 1837 at 42 encadernado em 2 volu-
ntes diccionario inglez com pronuncia his-
toria de Inglaterra geographia universal com
estampas dos habitantes do cada pais 4 v ,
as cartas geographicas em formato grande, ma-
nual de pbilosophia secretario portuguoz, tra-
tado sobre os tombos, por preco commodo ;
no pateo do Carmo n. 3 (10
I Vende-se um relogio de
parede, bom regulador ; no pateo
do Carmo, loja de charutos n. 3 (3
1 Vendem-se dous anneldes, um transe-
lim, :i cordes um coraco urna garganti-
lla um pardeargolas de menina um botSo
de aber tura dous pares de ditos para menino,
tudo de bom ouro ; na ra de S. Amaron. 32,
ou na ra Nova n. 57. r
1 Vende-se f.arinha de mandioca damelhor
qualidade, que ha na trra, por preco com-
modo, em saccas, ou medida como os matu-
ompras
Compra-se urna commoda em bom uso ;
na praca da Independencia, livraria ns. 6 e 8.
1 Compra-se qualquer obra de ouro e pra-
ta ; na ra de S. Amaro n. 32. .2
1 Compra-se urna escrava que safba, co-
ser e engommar com perfeico ; na ra da Au-
rera n. 8 das 6 as 8 horas da manba e a
tarde das e meia em diante. (4
2 Na praga da Independencia loja n. 2t ,
comprad-se directivamente aparas de papel, pa-
pelo livros e toda a qualidade de papel ve-
Iho a 1120 rs. a arroba. (4
leudas
FOLHINHASPABA1845.
Vendem-se na praca da Independencia, li-
vraria ns. 6 e 8 ; na ra do Cabug, loja do Sr.
Bandeira ; na ra da Cadeia do Becife loja n.
41; na ra da Madre de Dos venda da esqui-
na defronte da Igreja ; na Boa-vista botica
defronte da matriz ; em linda botica da ra
toscostumioa vender; no largo de Palacio,
venda da esquina da casa do fallecido Antonio
da Cunha SoaresGuimares, n. 25. (6
1Vendem-se 2 arrobas de mrcela muito
fresca ; nos quatro-cantos da ra ruado Quei-
mado, casa de Jos Joaquim de Novaes. (3
Vende-se um terreno proprio na estrada,
que segu da Magdalena paraos Remedios, com
408 palmos de frente e mais do mil de funajo,
com alguns arvoredos com cacimba de agoa
de beber da melhor que ha em toda visinhan-
Ca e por preco commodo ; os pretendentes
dirijao-se ao sobrado da esquina da dita estra-
da a fallar com o caixeiro da venda.
Vende-se urna casaca e caifas pretas de
panno fino um collete de setim branco que
so servio urna vez-; na ra do Livramento lo-
ja de allaiate n. 26, que est autorisado para
vender por proco commodo.
Vende-se urna venda bem afreguesada, com
os fundos, que convier ao com prador ; na tra-
vessa do Queimado n. 3.
Vende-se um cavallo rodado, muito gor-
do carregador baixo e muito bom passeiro ;
na ra do Queimado n. 27.
Vende-se urna preta mofa muito boa
cosinheira lavadeira e com principios de cos-
tura ; na ra larga do Rosario n. 46, primeiro
andar.
Vende-se um braco de balanca grande ,
com conchas e correntes de ferro urna porco
de caixas vasias do Porto e pesos de ierro ;
na ra Imperial n. 160.
Vende-se urna escrava crioula de boni-
ta figura lava, engomma, cosinha e tem prin-
cipios da costura; La ra das Larangeiras
o. la,
Vende-se urna rica mesa redonda de Ja-
caranda, feita a franceza para meio de sala-
na ra estreita do Rosario n. 32.
Vendem-se duas escravas de naco de 20
annos engommadeiras, costurelras, coslnbei-
rase lavdeiras ; duas ditas de 18 a 22 anno*
2 Vende-se um cabrinha de 12 annos ; um
moleque de nove ; urna mulatiulia de 18 an-
nos, cose bem engomma e he recolhida ;
urna escrava de 20 annos, boa engommafJdira
e cosinheira ; duas ditas boas cosinheras ; 4
ditas quitandeiras e lavadeiras ; 4 ditos de na-
cao entre elles um he bom canoeiro; na ra
Direita n. 3. (8
2 Vendem-se 3 moleques pecas de 16 an-
nos cosinbeiros e outro de 12 ; 4 pretas de
18 a 20 annos com habilidades e de elegan-
tes figuras ; na ra do Rosario da Boa-vista
o. 48. f3
2 Vende-se urna preta de bonita figura, de
20 annos, boa cosinheira, e tem principios
de costura o motivo da venda se dir ao com-
prador ; na ra do Crespo n. 12, a fallar com
Jos Joaquim da Silva Mala. (5
2Vendem-se charutos de regala chega-
dos ltimamente ; na ra da Cruz n. 37 se-
gundo andar. (3
2 Vende-se sarca-parrilha de superior
qualidade e oleo de cupabiba ; no armasem
do Braguez ao pedo arco da Conceico. (3
2Vende-se rap d Lisboa muito bom
chegado ltimamente; na ra da Cadeia n. 15*
loja do Bourgard. _-
2 Vendem-se saccas com farello novo, a
3600 rs.; na ra do Crespn. 9. (
2 Vende-se urna ptima armaco propria
para qualquer estabelecimento ; na ra estrei-
ta do Rosario n. 33. 2 Vende-se urna preta crioula de 20]an-
nos ; na ra do Mondego n. 48 rg
2 Vende-se farinha superior a 3840 rs a
sacca, milhoa 3200 rs., arroz com casca a
2880 rs. o alqueire; na ra larga do Rosario
n. 24, primeiro andar. /
4 Vende-se sal de Lisboa em grandes e
pequeas porcSes ; a bordo e no armasem da
ra da Moeda n. 9 o preco he em conta o
trata-se com Leopoldo Jos da Costa Araujo (4
. Ji~"e?dwe Uma cana aborta Que ^rrega
1200 lijlos nova b bem construida por pre-
Co commodo; na esquina da ribera de S An-
tonio venda n. 1. ^
3 Vende-se uma loja de calcado com pou-
cos fundos na *ua da Madre de Dos ; a tra-
tar na mesma loja ou por detraz do theatro
publico n. 20, primeiro andar. (4
Vendem-se 14 caixilho? de amarello e-
vernisados, e em bom uso proprios para lo-
ja ; estampas do Bom Jess, j* encaixilhadas
na venda da esquini da ra do Bangel, com a
frenda para a ra do Queimado.
Escravos fgidos.
2- Fugio nos principios de Dezembro um
mulato de nome Luiz, de 2S annos alto, cor
de mulato verdadeiro cabello torcido m 3
marros twi.n......... j^ "*' "*
marcas pequeas de ferimento
na face outra no beico e
qual he natural do Cear
Padre Antonio de Castro
no rosto urna
outra na testa ; o
e foi all captivo do
Da mesma casa se-
dujo elle uma mulata de nome Auna baixa
com algunss.gnaes de bechiga no rosto mau
rigueira pouco do que o dito mulato tem
cabellos annelados. com um palmo pouco "
ou menos de comprido ; e ubT moleque crtou!
lo. de nome Severo, baixo, rosto comprido
fulo muito mal feito decorpo tantoTe Dal
rece ser quebrado das verilhas /foi e.rSJodo
urna trouxa com 9 ou 10 vestidos de chita e da
cas a e entre ellos um de 15a cor de tnica o
mulato levou um fardamenlocom diosas
: quem os pegar
receber 200/
ama-
ra, de
para todo o servico ; um moleque peca, de na-
gratiflcaQao, levando-os a prafa d. Boa vista
n. 2, por cima da botica. ("f
perk: ttp. de.i,
DEFAKIA-1845,


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