Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05260


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Full Text
Annode 1845.
Terga Felra 7
O DlaBIOpublioa-ie todoaoa dial que n5o forem nalificada : o prego da aangnatura
he d* Ma* dril re. por auartel p.eni adan.ido. O annuncioidoi aaiignantee iao ineeridoa
a raiao de 0 lis por linha. adris em tvpo differenle, e ai repet'"* pela amelide, Os
jue nao forem asaignantra i,ago SOreispjr 1 nua.160 em lypo illesent ,Bl cadpublicasao.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gou*u,Pa(abjba,MgnodiM aextae feirai.Rio Grande do Norte, cbega a 8eS2a par-
le 40a24.Cabo, Serinhaem, RioFormaao, Macey, Porto CaNo, e Alagoaa: no 4.
41 a L\ dcada aei. Garanhuna. iionito a 40 '.24 da cada mei ioa-Tiu e Flor-
ee lie i8 dito. Cidade da Victoria, quintaa feirae. Olinda lodoi oa diae
DAS da semana.
6 Seg Dial de Reis. And. do J. de D da 2. t,
7 Terca a. l'heoiloro Re aud. do J. de D.d 4. .
8 QuaiU Lonreuco. Aud.J.aeD. dii.r.
9 Quinta [l Juliao. Aud do J de D. da 2. ? .
4U Sexia i Paulo Ad. do J. de D. da 1. la.
41 Sab. s Hi ino Ral.
i! "ara a Sa yro.
na
de Janeiro.
Aano XXI. N. 4.
Todo agora depanda de ae meimoe; da noiea prudencia, moderagio-a en rgia: eoa
linuemoa como principimoe e aerara] apuntado, ma admiracio eal'e ai ua-uis mal
cultai. (Proclamag.. da Asembla (ieral do Mil,
CiMaiO* 10 lili Our. -Moeda a a a H.
a de 4,001;
-I* atacai
Ptaoa culuniianaret
lliun mexicanoa
Prata
venda
17 000 I7,,0
16,600 17,000
J.MJ0 a. ( jo
d.SJ i y.>u
4 ,U0 1 'J.iO
t,2Q 4.9*0
Cambio! obra Londrai '.'5 |i
a a Parie 580 rea por franco
a a Lieboa 4:0 poHOU de premio
Koeda de eubre ao par,
Idaaa de letraa Ja V m Eran 1 pOm[0
PHASES DA LA NO HEZ DE JANEIRO.
Lunort 18111I.1 ieain.dam. | La haU 83 ll horas e 9 min. la
Crajcante a 15 ai 6 piral e 3U. da I M n-uante a
Tramar de hoje.
Primeira >a 2 hora nin 51 da manli' a | S-guiiilo at 3 hora 1S
Mil--------
1 al I I borai ,ii aain da m
nuliia de tarde
H
DIARIO
PBTE OFF3CIAL.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Hei por bem prorogarpor mais trez me/es,
que seriio contados da dala em que o presente
decreto chegar s nidos do Bardo de (.'avias ,
Presidente da provincia de S. Pedro do Rio
Grande do Sul, a autorisacao, que llie foi dada
pelo decreto de I4de Marco do correnteanno ,
para poder amnistiar aos individuos compro-
bendidos na rebullan da provincia du S. Pedro
do Sul, que se tornatsem dignos da minba im-
perial clemencia, depondo as armas, esubmet-
tendo-se ao meu Governo.
Manoel Antonio Galvo do meu Goncelho,
Ministro e Secretario de Estado dos Negocios
da Justica, o tenha assim entendido e (aza me-
cutar. Palacio do Rio de Janeiro, em 25 de
Novembro de 1844, 23.' da Independencia e
do Imperio.Gom a rubrica de S. .VI. o Impe-
rador.Manoel Antonio GalvUo.
DECRETO N. 591 OE 17 DE NOVEMBRO DE 1844.
Marca a maneira de se decidirem a dundas
entre as partes e os etnpregadut
das Alfandegas.
Hei por bem ordenar que, para deciso das
dnvidas que se suscitaren entre as prtese os
empregados das Alfandegas. do imperio a res-
peitoua classificacSo das mercadorias levadas a
despacli>, se observe d'ora em diante o regula-
mentoque com este baiza, assignado por Ma-
noel Alves Branco.do meu Conselho de Estado,
Senador do imperio, Ministro e Secretario de
Estado dos Negocios da Faienda.e Presidente do
Tribunal do Thesouro Publico Nacional, que
assim o teri entendido, e far executar. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em 17 de Novembro de
1844, vigsimo terceiro da independencia e
do imperio.Com a rubrica de S. M. o Im-
perador. Manoel Alves franco-
Uegulamento para a decis&o das duvidas sobre
a fjualtficacdo de mercaduras
as Alfandegas
Art. 1 Quando as Alfandegas do impeli
as partes se nao conformaren! com a quaUfica-
co que der o Feitor mercadoria, cujo des-
pacho Ibe fr distribuido, e nenhum dos em-
preados quizer usar da faculdadc que Ihes be
permittida pelos artigos 205>k> regulamento
de 22 de Junbo de 1836 e 8 de 18 do Ja-
neiro de 1838; poder recoirer contra o pa-
recer, declarando no requerimento qual sua
opiniao respeito do objecto em questao o so-
bro o preco.
Art. 2. Este recurso ser interposto para os
Inspectores das Alfandegas, os quaes, em re-
gra geral, mandaro examinar o negocio por
quatra Feitores ; mas quando da divergencia
de opinioes se puder conseguir no pagamento
dos diretos diflerenca maior de cem mil ris,
oexame sora confiado a dous Feitores e dous
peritos ou praticos do commercio, se assim as
parles oexigirem.
Art. 3.' Os Feitores serao escolhidosd entre
os mais antigos e conceituados da casa, sendo
inorados as Alfandegas onde nao houver o
numero preciso com outros empregados as
mesmas circumstancias.
Art. 4 (,)urndo o exame de urna questao
de qualilicasao fr confiado por deliberacao
dos Inspectores smente a Feitores ou emprega-
dos da casa, ser-lhes-ha sempro permittido o
consultarem, debaixo de juramento, a peritos
ou praticos do commercio antes de darem o seu
parecer, desgnando-os aos Inspectores para os
mandarem chamar.
Art 5 Concorrendo no exame do recurso
peritos ou praticos do commercio, os Inspec-
toras assignar as partes da para os apresen-
tur, sob pena de devolver-se o conheemento
do negocio sunente aos empregados da casa,
coDlorma a primeira parte do artigo 2.
Art 6.' Reunidos os empregados que teem de
tomar co nhecimento do recurso, ou sos, ou
conjunctamenle com os peritos ou praticos do
commercio, no dia marcado, debaixo da Pre-
sidencia dos Inspectores, mandars estes exa
minar por elles o objecto da questao, c, ouvi-
das as partes, dar o seu parecer por escripto o
assignado, decidindo os mesmos Inspectores o
negocio, segundo a maioria de votos, haven-
do-a, ou conforme aquello que Ihes parocer
mais acertado, no caso contrario.
Art. 7." Os peritos ou praticos do commercio,
antes de procederem ao exame do objecto ques-
tionado e de darem o seu parecer, prestaro ju-
ramento as niaos dos Inspectores de o lazerem
segundo suas consciencias, sem dolo, nem ma-
licia.
Art. 8. De taes decisoes nao haver recurso
algum; mas todos os papis a ellas relativos se-
rao guardados no archivo, e as partes poderao
reexportar suas mercadorias para fra do impe-
rio, pagos os respectivos diretos, se nao se qui-
zerem conformar.
Art. 9.' Para os casos previstos nosarts. 2. e
4., o Ministro da Fazenda na cflrte e os Pre-
sidentes as provincias nomearo, sob proposta
dos Inspectores das Alfandegas, os negociantes
ou mercadores que Ibes parecerem precisos pa-
ra servirem de peritos ou praticos do commer-
cio as questoes de qualificacao de mercadorias
que tiverem lugar as mesmas Alfandegas, es-
colbendo-os d'entre os mais intelligentes e bem
conceituados em cada um dos ramos do com-
mercio das respectivas pracas.
Art. 10 Estas nomeaeoes serao remedidas
as Alfandegas, enellas conservadas para o uso
quo Ibes he marcado Da segunda parte do art.
."enoart. 4 deste regulamento, partlcipan-
do-se disso aos norneados, os quacs flcaro in-
hibidos de ser mais despachantes ou assignantes
das mesmas Al'andegas se se escusarem a este
servido.
Art. 11. Fico revogados os arls. 206 e 207
do regulamento de 22 de Junho de 1830, bem
como o paragrapho nico do art. 8.' do da 19
de Janeiro de 1858, o mais disposicoes em con-
trario.
Rio de Janeiro, em 17 deNovembro de 18H.
Manoel Alves Branco.
Commando das Armas.
Quartel General em Pernambuco, 4 de Janei-
ro de 1845.
OitDEH DO DIA N. 10.
O Brigadeiro Commandante das Ai mas or-
dena que os sollados e outras pracas dos corpos
do exercito e da companbia Provisoria de
Guardas Nacionaes destacada, ora existentes na
guarnicao desta provincia, usem de bigode.
O mesmo Brigadeiro quer, que os soldados e
Inferiores paren) e faci a continencia devida
aos Srs. Olliciaes, os quaes jamis pdem pres-
cindir de semelbante circumstancia que im-
porta execuco deordem superior. Antonio
Correia Sera. Conforme Jos da Silva
Cuntanles, Ajudante de rdem.
EXTERIOR-
COItlESPONDENCIA DO DIARIO DE PISRNAMBl'CO.
Pariz, 20 de Novembro.
0 hometn pe e Dos dupoe. O plano, at-
tribuidoao Governo, de alirar com o Principe
do Joinville para o Brasil, a fim do so livrar de
revelaces indiscretas, sahiogorado. Para que
elle vingasse era preciso que a ndisposico da
Princeza, que Ihe servia de base se aggravas-
se com a estaeo; mas, como se tambem os ele-
mentos quizessem fazer opposigao ao Mi-
nisterio, tiio favoravcl se nosvai mostrando este
invern, que a temperatura media de todo este
niez de Novembro nao tem descido de 11 a 12
graos de calor. Seja por este motivo, seja por-
que a indisposicao da doente n5o era tao grate,
como a tinhao querido fazer o certo he que
S. A. nao da actualmente grande cuidado,e que
at tem loito suas viagens a (Jompiegne e Fon- j Junbo.
taincbleau sem o mnimo inconveniente. Em
consequencia disto tcm-se dissipado o terror
pnico, inspirado pelas efficiosasdeclaracoes da
l'aculdade; e tem so dissipado al tal ponto,
que nao su so nao falla ja do viagem para o
lrasil, mas nem ainda para Toulon ou para
Corsega, que tambem foi proposta por alguns
Forca he, portanto, quoo Governo se resigne
s eventualidades da presenca do Principe de
Joinville em Pariz, e que se contente, para
Ihe tapar a bocea, com a efficacia das admoesta-
toes paternai's, que provavelmente bao do pro
duzir o cfleito quo se deseja.
Temos noticias do Huily, emui recentes ,
porquo alcancao at principios do me;: passado
A Iba est tranquilla de Norte a Sul; mas a
nova Repblica Dominicana lem-se consolidado
de tal maneira quo a sua independencia podia j
passar por factoconsummado Santa.\nnagover-
no sem con trad can; a Assemb lea constitu n te dis-
cute tranquillamente as bases do constituicao ;
o Governo doPorto-Principe parece baver a-
bandonado todo o projecto de hostilidade con-
tra a repblica recem-nascida : n'uma palavra,
a confianca do Presidente Santa Anua na per-
manencia da actual ordem de couzas he tal ,
que at j ninguem falla da necessidade do pro
tectorado Irancez para que ella subsista. Em
consequencia disto, o territorio, cuja cessao
havia sido offerecida Franca, j foi oceupado
por tropas nacionaes.
Na parte franceza da Ilha, isto he naquella
de que Porto-Prince he capital, reina a mesma
tranquillidade. O Presidente Guorrier, desem
baracado finaln.ente de todos os competidores
que se Ihe oppunhao, he obedecido por toda a
parte, e hc-o sem repugnancia ; porque as
grandes cruezas de que os mulatos se receavao
sob o Governo de um Presidente negro nao
se teem verificado. Esta circumstancia da par-
te de homens de tal cor j bo bastante para fa-
zer do novo Presidente urna excepcao tanto mais
honrosa quanto menos esperada, attendida a
animosidadee irritacao q' parecafazerdas duas
racas inimigasirreconciliaveis;porm alm desta
particularidadc ha ainda outras muilas por
que o actual Chefe do Governo hailyano merece
ser conbecido. O General Guerrier, alm de
General e Presidente da repblica ho igual-
mente Duque de Ghristophe; de maneira que
lui.'in disser delle queheao mesmo tempo a pes-
soa mais retinta e mais distincta do seu paiz ,
nao dir nada do mais: portm os Du-
ques da sua cor difieren) inmensamente
dos Duques da cor do dia como ai ver-
se. Pbilosopho por systema, e extravagante
por carcter purecc que o Ilustre Presidente
se propoz por modelo das suas a eco s aquclle
famoso Diogenes da Grecia que vivia dentro
de um tonel a quem mita e at excede em
cynismo, ou antes em philosophia so se
quizer. Apezar do Duque e General despre-
zou inicuamente o uniforme de que costumao
usar as pessoas da sua graduacao ; todo o suu
vestuario consiste em calcas e vesta do cotim ,
oom um chapeo de palha esburacado e sem
mais grvala que a que Ihe deo a naturoza.
Meias cpalos botas ou outia especie de
calcado he cousa de que nao usa. Quando
o nobre Duque monta a cavallo as esperas de
ferro de que se serve asscntao inmediatamen-
te sobre o calcanhar n de S. Ex.; mas em
descont traz acintura mu bem ornada do um
cinto de pistolas, e de ambos os lados da sella
um bacamarte com que pode despedir balas
de duas libras. Daqui se v que a analoga
entre o pbilopho de Alhenas o o phosopho de
S. Domingos he extraordinaria ; porm ha
entre os dous urna differeix.a essencial que nao
dove ser omitlida : Diogenes vivia dentro de
um tonel ; no nosso caso he o tonel que existe
dentro do Presidente, (uer isto dizer que
passa por um pouco mais devoto de Baccho do
ue cumplir.i ; mas precindido desta bagatela,
que nao he cousa d'importancia no mais he
um hroe completo
Tambem chegro ooticias de Taity at 6 de
0 estado das cousas be sempre o mes-
^.a*'ea waavT-..-agraria: --ya
mo. Os indgenas anda no deposcrao asar-
mas: a Bamba Pomar conserva-se abordo
do Basilisco e p r consequencia debaixo da
proteccao da bandeira Iiritannica.
Tudo dnrrne em Inglateira as regies da
poltica : n;":o so tratra em Londres senao de
banquetes sobre banquetes. Depois do jantar
pela inaugurarlo da nova bolea \eio o jantar
pela inatallaclo do lord maire ; e neslc ultimo
tivero os convidados a coragem de devorar 250
terrinas ideo 2 cunadas e ineia cada urna) do
sopa de tartaruga C> pratos de peixe 30 en-
tradas 4 perus com ostras (10 (rangos assa-
dos, 00 travessas do gallinha cevadas, 4G do
capes 6 pratos de verdadeiro curry da india ,
50 timbales franceza 00 ditos de pornbas ,
53 presuntos de fiambre 43 linguas, 2 quar-
tos de corneiro 2 lombos de vacca 3 pratos
de bilesteques 2 do ps de vilella 13 de
lombinhos de vacca 4 de ospargos 60 do
batatas fritas 41 de dillercnlos mariscos 4
do lagostas 140 degeleas," 50 de manjar
branco, 40 de pastelinhos de nata, 40 de pastis
d'amendoa 30 de tortas de laranja 20 de
bolos de chantilly 00 de minee-pie (he urna
iguaria completa de manleiga. carnes, e to-
da a qualidade do fructasj 50 de saladas 80
pers assados 6 coelhos 80 faisoes, 24 pa-
tos 40 travessas de perdizes 15 de caca ,
2 gallinbas da India 100 ananazes 200
pratos d uvas 250 do creme nevado 50 de
macaes, 160 de peras, 60 de bolos de Saboia,
75 de nozes 80 de inicias seceas 50 do doco
de gingibre 60 de bolos de raoute 46 do
cerejas conservadas em agua ardenle niio fal-
lando em 6,500 garrafas do vinho o 200 de
sherbt (urna especie de limonada) com os com-
petentes episodios de ponches grogs o
rhums depois do jantar &c. &c. &c. Porm
todos estes banquetes parecom de Ralthasar :
mi sei que presuntimeutos sinistros ou quo re-
morsos de consciencia agilao a imprensa de
Londres actualmente que nao la/, senao dcsl'a -
zer-se em confisses publicas dos peccados do
sou Governo. Nao lia rnuilo que o Murning-
Chronicle queixando-se amargamente da no-
va tarifi brasleira c altribuindo todas estas
hostilidades contra o commercio inglez neces-
sidade em que o Governo d'lnglaterra havia
posto o do Brasil de usar do represalias, em
consequencia das novas medidas legislativas
que excluirao o assucar brasileiro dos merca-
dos nglezes sob pretexto de ser producto do
trabalho d'escravos, ili/ia desta maneira :
Por ventura nao sabern os Bfasileiros que
nao si) consumimos o caf e o labao cultivado
por escravos mas que at mesmo compramos
para relinal-o e revndelo a estrangeiros esse
mesmo assucar a que fechamos nossos mer-
cados por ser producto de trabalho nao livre ?
Por ventura nao sabem elles que as minas do
seu proprio paiz, sao explorados por compa-
nbias inglezas que nao empregao nellas outro
trabalho senao o dos escravos que possuem ? 1>
so isto nao lie ainda sufficientemenle olficial ,
nao eslao vendo na sua propria capital um Em-
baiador inglez qne se servo d'escravos para o
seu servico particular? Sendo tudo istoasim,
como nao bao de elles considerar-nos como in-
fames hypucritas que sacrificamos em provei-
to do mais ignobil interesse pessoal os mais sa-
grados principios da religio e da moral ?
Esta conlissao tem tanto de importante, co-
mo de singular; por ni, depois del la Icila,
novos remorsos, ainda mais pungentes que os
primeiros, produzlro outra declarago muito
mais grave, porque, em lugar do se referir ex-
clusivamente ao Brasil, como a precedente,
abrange todas as nacoes, corn quem a Inglater-
ra se tem achado em contacto mais immediato
nestes ltimos lempos. Ao ver a lingoagem
da folha de lord Palmerston, parece que, es-
magada pelo pcao de urna convieco irresistivel,
jest vendo a maovingadora da Providencia,
que se prepara para punir a Inglaterra de todas
as inniquidades do seu Governo. Os receios
do Morning Chronicle apparecem debaixo da
forma de lamentos e de queixumes, em que ha
MUTILADO


tanlo do significativo, como de original. Trans-
creverei as suas proprias palavras. Aborrecida
eai Franca, execrada om Hespanha, vilipen-
diada at na Grecia, denunciada em Allema-
nha, pelo Dr. List, este propheta cointnercial
da Confederagao Germnica, tratada incivil-
mente pr seu proprio irmo Jonathas (os Es-
tados Unidos), repudiada pela Irlanda, que
lez a Inglaterra para merecer tanto rancor ?
Este plienomeno de execrado universal merece
serio exame. Se peccamos pola forma, isto lie.
pela asperesa das nossas maneiras, he preciso
que aprendamos a aperfeicoar a nossa urbani-
dade ; e se o erro vem da materia, islo he, da
essencia mesmo do nosso procedimento, he
preciso que procuremos seriamente remover as
causas desta extraordinaria indisposico do
mundo.
O conselho da folha wigh be excellente ; po-
lm o ministerio lory parece pouco disposto a
abracal-o. Ninguem tem melhores palavras
nem obras mais detestaveis. Anda ha pouco
fazia lord Aberdoen a confissao publica dos ex-
traordinarios abusos, com que o direito de vi-
sita era exci citado pelos crusadores inglezes, e
mandava redigir novas instrueces por cujo
meio semelhantes abusos se evitassem ; o com-
tudo oeste mesmo momento em que as promes-
sas do Governo ingkz ns aziao esperar emen-
da, vemos a imprensa dos Estados Unidos quei-
xando-se de um insulto indesculpavol leito
sua bandeira a bordo do Cyre, o a de Franca
denunciando oo seu Governo o que acaba de
verilicar-se na costa da Alrica com a Curicuit,
que, sein mais crime que acharem-se-lhe a bor-
do 10 pipas vaziase 12 saceos d'arroz, foi cap-
turada e vendida, comosuspeila de trafico, nao
obstante eslarem descriptas no manifest as
pipas e o arroz, em que consista o pretexto da
captura.
A Hospanba ainda nao deo luz a constitu-
cao,de que so acha grvida desdo a elevaco de
Martne/. e la Rosa ao ministerio. Os symp-
tomas sinistros que teem acompanhado esta prc-
nhez, conlnuao por todo o reino. Sppoe
se quesera indisp.'iisavel a operacao cesunana.
U eclipse de Espartero, que dcsappareceo de
Londres no da 26 ou 27 do mei passado, tirou
todus as duvidas sobre a cuoperacao d'lnglaler-
ra no terrivel drama, queestava para enlrarem
scena ; porm o comportamento do Governo
de Londres neste negocio be curioso. Pare-
cendo Ihc que ascrises eslavao suflkientemente
preparadas para que o hroe da festa lizesse a
sua appariejio, enviou o ox-iegento Catalu-
nhaem um navio ad hoc ; mas como seria es
candaloso que elle apparecesse em Hespanha,
sem se dar parte do seu desapparecimento de
Londres, quando Ihe pareceo que seu prote-
gido ja teria chegado ao seu destino, fez saber
ao Governo francez, por via da legacao de Ma-
drid, que Espartero havia desapparecidosem
se saber para onde, e que era preciso que as
autoridades rance/as tomassom as medidas ne-
cessarias para Ihe nao deixar passar a fronlei-
ra, no caso de tentar entrar m llespu ha pelos
Pyrineos. Emquanto isto se passava, recebia
o ex-Regente, j as aguas da Calalunha, a
desagradavel noticia do que a empreza tmha
falhado, e do que os sous principaes amigos es-
tavao ou presos, ou fgidos, ou morios. Es-
to contratempo obrigou o a voltar alraz, e a ir
esperar em Londres que a circunstancias Ihe
deparassem mais favoravel occasio. Entao as
folhasinglezas, fazendo-s innocentes, publi-
provinciasa adheso dos difieren tes Deputidos
a um programla do que se propunha fazer.
Di/em que durante a estada de L. Philip-
peom Windsor, louvando um dos Ministros In-
glezes a firmeza com que o Gabinete Francez se
opposra ao partido da guerra que por mo-
mentos esteve a rebentar entre as duas poten-
cias por causa das questes de iVIarrocos e de
laity responder S. M. : A conservado da
paz da Europa nao depende de ser este ou a-
quelle o ministerio francez Esta resposta ,
em que apparece um pouco de mo humor, ou,
para melhor dizer de ciume tem sido con-
siderada por muita gente como o exordio da
orago fnebre do Gabinete Guizot: todava ,
das depoisdella mandou a Rainha Victoria
de mimo ao Ghefe do Gabinete Francez objec-
tos de grande preco ; e quanto a mim na i he
provavel que ella o honrasse com um presente
se nao tivesse confianca no seu futuro. Na mi-
nha opiniao o ministerio est seguro e Gui-
zot pude dormir descansado.
As noticias do Hespanha recebidas honlem
e hoje nao teom nada de agradavel. Nao se
falla seno de conspiraQes descobertas e f up-
primidas k forca de sangue; de reunioes de con-
celbos de guerra para julgar cumplices da ulti
ma conjuraco ; de deportan oes de individes
suspeitos: tudo indica que da flor, de que Mar-
tnez de la Rosa tomou o nome nao tem a
desgracada Hespanha que esperar sen5o os es-
pinos durante o seu governo. Poi cumulo
do dosgraca, corre agora que o famigerado Zur-
bano i tosa de 50 homens de cavado o de 80
de p levantara voz por Espartero e l anda
fazendo proezas no paiz montunhoso que sepa-
ra as duas provincias de Soria e Logronho.
Porm ainda nao eslava sentenciado no da
14 ; suppo-se porm que a noticia da sen-
tenca ser conhecida hoje em Pariz. Dizem os
correspondentes do National que Narvaez, de
pois de urna tontativa de envenenacSo. contra o
preso cuj constituirn resisti violencia do
veneno llie ofTerecra a liberdade urna vez
que elle consentisse em pedir perdi do crime
que commeltcra ; mas que o Conde de Reuss ,
indignado de semelhante prnposico respon-
der que preleria mil vetes a morte h n mi lia
cao do reconbecer-se culpado decrimes imagi-
narios. Que Narvaez nao he boa rz todos o
sabcm;e o que elle aqu praticou com sua mu-
llier (filba de um par de Franca) a quem com-
municou urna molestia vergonhosa 8 diasde-
pois do seu casamento bem o mstra ; pnrm
o National he seu inimigo declarado, e he pre-
ciso por em quarontena todas as suas noticias ,
quando se trata de Hespanha.
Morreo o famoso Cura Merino em Alencon ,
onde vivia emigrado erm pobreza, \ iveo 97
anuos e foi enterrado com o fardamento e in-
signias de M a rechai de Campo, n5o obstante
ser Clrigo, e al Parocho. Extravagancias doi
nossos dias !
depois sim, l se bao de ir encaixar de muito
boa vontade.
Foi nomeado Inspector do Arsenal de
Marinha da provincia do Rio Grande do Sul o
Capilo Tenente Francisco Jos do Mello; pas
sandod'aquelle cargo para o de Commandante
das forjas navaes da mesma provincia o Capitao
de Fragata Joaquim Manoel de Oliveira Figuei-
redo.
O Capilo de Mar e Guerra Jos Joaquim
Raposo foi nomeado Intendente do Arsenal do
Marinha da Babia
O cruzeiro inglez as costas do Brasil, con-
tra o trafico da escravatura, foi reduiido do
numero de der a seis navios, augmentando-se
o da Costa'A frica de 14 a 23.
O correspondente do Jornaldo Commercio dia
que causara grande sensaco em Pariz o boato
de estar concluido um tratado de commercio
entre este imperio e a Inglaterra : mas que a
missaodo Sr. Visconde de branles a Berlin
desfizera essa desagradavel impresso. Em
breve se desengaar o Sr. correspondente
deque foi isso umapatacoada, que a Ingla-
terra ba de continuar a ser a nosta fiel alliada.
Quanto Liga das Allandegas, bem sabe ella
que o Governo tinha boa vontade ; mas a sua
palavra de honra vale sobre tudo...
carao que a noticia do primeiro desappareci-
mento tinha sido falsa, e que o que tmha dado
lugar a ella, fra urna indisposicao do ex Re-
gente que o obrigra a conservar se reculhido
por alguns dias. Quem os nao conhecer que
os compre.
pretende-se que a grande questo do casa-
mento da Rainha esta decidida, e desta vez com
plena approvacao do Papa e com o consenti-
mento da Austria : aponta-se a poca, o sitio,
ca pessoa. O casamento lera lugar em Mam
seguinte; a solemnidade realisar-se ha em Va-
lencia ; a pessoa escolhida be o Conde de Tra-
pani que, nao obstante cbamar-se Francisco
de Paula ha de tomar o nome de Luiz II. Tu-
do islo he referido por folbas ministeriaes de
Pariz ; porm cuido que ainda desta vez bao de
ficar to mentirosas como de outras.
22 de Norembro.
Confesso que me nao sei entender com as
noticias que bojecorrem. Leio as folbas mi-
nisteriaes a noticia da convocaco das Cmaras
para 26 de Dezembro ; e por outra parlo no
encontr nos diflerentes jornaes e nao ouco
nos dillerentes circuios seno boatos sobro boa-
tos de mudenca de Gabinete e de organisacao
de um novo ministerio, cujos.membros perteo-
cem todos aquella frcelo do Centro Esquerdo,
denominada Tiers-Parti que tem por com-
mandante Dufaure. Aqu. ha contrad.aao Se
o ministerio precipita a abertura das Cmaras ,
he porque ja tem a maioria na mao ; e tanlo
mais se deve suppr que assim he quanto, nao
ba muito lempo andava elle sollicitsndo pelas
NOTICIAS DO VAPOR.
i: lo DE JAM llKi.
S. M. o Imperador bouve por bem escolher
Senador pelaprovincia de Minas Gcraes ao Sr.
Mrquez de ltanhaem. A lista triplico compu
n1 a-se dosSrs. Antonio Carlos Bibeiro de An-
drade, Antonio Paulino Limpo de Abreoeo
referido Sr. ItAnbaem. Diz-sc que a ausencia
do Sr. Paulo Barbosa fra motivada por essa
circunstancia, a im de nao se suppr que ello
interviera em tal escolha, Muito louvavel he a
delicadeza do Ex. Mordomo ...
Alm do Sr Paula Sousa. diz o Jornal do
Commercio, foro nomeados Plenipotenciarios
do Governolmpenal.paracf.nferenciarem com o
Sr II. Hamilton sobre as bases do tratado com
a Inglaterra os Srs. Ministro dos Negocios
Estrangeiros Ernesto Ferreira Franca, e Se-
nador Conselheiro de Estado Jos Antonio da
Silva Maia. O numero be symbolico....
Lm novo desasir occoireoa 14 de Dezem-
n'esta corte. O vapor de ferro Carlota, oulr'-
ora Rio Doce, linha fundeado, pelas 5 beras
da larde, no anroradouro da Saude, quando
rebenlou a caldeira. Felizmente nao temos
de lamentar tantas victimas como as da barca
Especuladora, pois nicamente se escaldaro
5 pessoas, das quaes talvez escape urna, haven
do j fallecido as oulras, que sao : o Inglez
Vicente Yates, de 36 annosde idade ; o Escos- tos Azevedo; Supplenle o Dr. Vianna.
sez GuillicrmeKnight, de 22; e dous prelos.
O quinto combusto betambem preto.
Falleceo sabbado(14) n'esta t\te maisum
Conselheiro do Supremo Tribunal de Justica,
o Sr. Agostinho Petra de Bitancourt Deser-
te quo ah temos para enlrarem dous dos ac-
luaes Ministros ; o Sr. Galvo, por alleci-
mento do Sr. Almeida e Albuquerque ; e o Sr.
Almeida Torres por fallccimento do referido Sr.
Petra Quererao purm largar a pasta ? Nis-
so naocaem elles; emquanto esliverem de ci-
ma, ho de deixar ir indo as eousas como vo ;
Desfecho do drama.
A guerra do Rio Grande, essa guerra ensan-
guentada e to longa, parece estar perto de seu
im No paquete Imperador que hontem de
manha deo fundo n'esle porto veiode pas-
sagem o ex-Ministro da Fazenda da fepilha de
Piratinim Antonio Vicente da Fontoura .
commissionado pelos rebeldes, dizem, para a-
presentar a S. M. a peticao de graca ; e fiamos
do patriotismo edignidade do Imperador que
nao serao desaltendidos esses Brasileiros, hoje
errependidos de sua infidelidade : mas que
su atienda tambem sorte dos briosos e bene-
mritos defensores do Throno ; que a ciernen
cia impeiial nao v mais longe que ao esque-
:mento do passado : sempre qu urna condi-
cao haja que parece um acinte ; sempre que
nfUerritorio da provincia ficar um sd'esses ho-
meni que de tantos males frSo instrumen -
lo ai entao do Rio Grande c ai da Monar-
chia! !!....
Nunca a rebellio esteve, como parece agora,
agonisante ; a paz be infallivel e paz have-
mos de ler : grecas a nossos bravos honra,
gloria o louvor ao intiepido e brioso Gene-
ral que hav< ndo jurado urna vez fidelidade
ao Imperador, lem tao nobremente correspon-
dido sua confianca He d'esla sorte, Srs. Mi-
nistros que o atraigoado vos responde. Se em
vossa vontade eslivera nao passaricis decerto
por esta derrota.
N. B. Esta commisso leve lugar segundo
nos consta por haver expirado o prazo da am-
nista concedida aos rebeldes e por julgar o
Sr. Bario de Caxas que com esse prazo finara
tambem a aulorisacao que tinha para tratar com
os rebeldes.
As frcas imperiaes vao ganbando de dia em
dia novos tiiumpbos ; porque o Sr. Baro de
Caxas protestou perseguil- as sempre at que
deponhao as armas. Canavarro foi outra vez
batido", a 25 do passado pelos Capitaes Fide-
lis e Joo Perera ; e no dia seguinte o vlenle
Francisco Pedro derrotou tambem completa-
mente o intitulado Coronel Teixeira frente
de 200 rebeldes no Arroio Grande ; icando
morto no campo aquelle caudilho o sendo to
madas urnas poucas de carretas carregadas de
roubos.
O cpmmissario dos rebeldes do Rio Gran-
de Antonio Vicente da Fontoura seguio de
volla para aquella provincia no dia 20de De-
zembro em o vapor Paranapilanga, noqual
frao tambem de passagem os Srs. Coronel Ma-
noel Marques de Sousa o Capilo Carlos Mi-
guel de Lima.
Na provincia do Espirito Santo obtive
rao votos para Deputados Assembla Geral
Legislativa, nos Collegios da capital, Bencven-
le eS. Matbcus. os seguinles Srs.:Coro-
nel J F. de Andradee Almeida Monjardim, 39;
supplcntes Venceslao de Oliveira Bello 28;
e Dr. Mauoel Joaquim de S e Matos, 16.
J he tambem conhecido o resultado da
eleico para Deputados Geraes pela provincia de
Goyaz, na qual frao volados os Srs. D. Manoel
de Assis Mascarenhas e A. Ferreira dos San-
(Sentinella da Monarchia).
COR R FIO.
CORRESPONDENC! DA CIDADE E PROVINCIA.
Conesso-lhes.mi us atmg s.que cada vez ocho
me com menos forca para este duro encargo,
que alguem talvrz julgue puro diverlimento :
como be que, lomando eu a peito furar por toda a
parte por novdades, para metter-lb'as no bic >,
e Vmces. no dos seus leilores, me escapou u m
facto 18o importante, como o que Ibes vou a-
gora contar, tarde o a ms horas ? NSosei; o
que sei he que elle me escapou, equeeu doli
sabia, ha muito lempo. He o caso : he publi-
co que a pracinha e passeio do caes do collegio
servia de arena ao jogo de pullias, e sdiscus-
soes srdidas da praieirada; mas quem se lem-
braria que esse lugar Ibe bavia de servir tam-
bem de cenculo'.' pois he justa o verdadeira-
mer.., o que eccontecia : aquellas capacida-
des. .. "Hee homens de porte lo sizudo, a-
quelle |u..es!So austeros, aquelles ancios tao
graves, a andavao vir do botequim da Estrella
a ceia, e sobre os bancos e coram populo entre-
vio nos trabalhos da mastigacao, como o faria
o amulecado rapazio E mais nao foi isto urna
ou duas vezes ; nao Srs.: muitas e muitas fo-
r9o ellas, e l se achavio todos, inclusive a-
quelle homem que a sucia nos traz sempre por
diante, como a sua mais dilecta joia, equeeu
entendo que nSo passa de um manoel de souza.
Meus ricos Srs ,nesle mundo nao se pode ser
pequeo, e nem no outro Olhem o cometa
qucahi appareceo, haoitodias, fallou |a nelle
alguem? qual! e no outro? como era grande,
todos Ihe fizerao o seu comprimento e al fr.
Trastolla poz o oome de Cometa ao seu capuz.
Entretanto, paim^se mais digno das pedan-
tescas phraz/s de cejrlo escrevinhador da praia
era este corneta, assh} pequeo, do que a f-
gida dos presos do Brum que nao passou de
urna grande castatrophe por que acabou o an-
no de 44, e urna empreza m mana e patri-
tica. Mas nao Ihe deo para ahi, e a ninguem
mais, e assim ficou o pobre comelazinbo. .
zinhoou zinba.Nao sei.arranjem-nol co-
mo quizerem... ficou o tal pobrezinhono olvido
injusto dos seus contemporneos. Tambem que
veio elle ca fazer em fns de anno, e quando
todos eslo oceupados a passar a festa:' He bem
feito : o propositotem mais forca muitas
vezes do que todo o merecimento.
Que he feito desses homens denodados que
tanta grita algures levantro a prol dos direi-
tos desta Ierra, patriados Camares, dos Dias,
dos Canteas ? Cargaramos quelle termo sus-
pirado, aquella poca marcada pelos prophetas,
em quo Pcrnambuco linha de erguer o eolio
altanado,e dizer,oie eu!.esfriou de todoessa
fornalha, onde ardia o mais puro,o mais acrisa-
lado patriotismo i' Aposlo que Vmces. nao me
sabem dar mais noticias dessa gente, do que i.|
que por c tenho ol'itido ? E todava motivos
para gritar nao falto, Beparem Vmces. oes-
tes dous pontinho, de n-nada. Os ministerios
anatemalhirados, nao hei de ser ru quem Ihcs
levante o analbema, l se havenho, esses
ministerios de Marcoe Janeiro ero uns centra-
lizadores do diabo; para nada Ibesesquecer or-
d< nrao que aquellas pracas do exercito que
fossem julgadas incapazes do sen ico, no fos-
sem despedidas sem approvacao definitiva do
Governo Imperial : isto ora sempre vexatorio,
mas cmfim era urna medida como outra sem
abuso de confianca, sem ofensa de lei. Que'
faz agora o nosso Coverno das reparaces e con-
ciliaces,e que detesta a centralisacgo? Manda
que aquellas pracas que tiverem concluido o
seu tempo, as quaes na forma da lei o dos seus
contratos,devem ser despedidas inmediatamen-
te, nao ienbio a sua baixa sem ordem do mi-
nisterio!!! E para que oexemplo viesse logo
a pos da regra, manda que duas pracas que an-
tes dfssa estupenda ordem h viao oblido baixa
legalmento.uma por haver lindado o seu tempo,
e outra por haver dado um homem por si, so-
jo de novo obrigadas a servir!!! He ou nao he
Governo de mo cheia e pai ua patria i1 Eis
aqui um dos ponlinhos, e quer-me parecer que
nao he l, como bem o digamos, urna ninha-
ria. La vai o outro. No tempo desses amuld coa-
dos ministerios a quota que esta provincia dava
para pagamento da nossa divida externa sabia
daqui por saques ou como melhor convinha em
direitura para a Europa: isto dava certa vanta-
gem ao nosso commercio provincial, c deixava
por aqui algum proveito : mas a cousa podia
ir melhor e mais federativamente e o nosso pa-
ternal Governo nao podia sera isto indiferen-
te : ordenou pois que todo o dinheiro lossc pa-
ra o Rio, e lvai, para que seja cambiado na
Corle porque em Pernambuco nao se sabe
eflectuar esta diflicil lrans8cco embora ande
aqui tudo atropelado sem esse meio de retorno,
e no Rio o cambio se lorne menos proficuo pa-
ra a uacao. Nacao-naco que diabo de na-
cao Nacao he nada ? Mas em fin temos este
Governo, temos tudo, c nao he como aquelles
outros demonios, que s queriSo centralizar.
Nada tenho podido colher de certo a cerca
das visitas do im. Presidente em oulras re-
particoes, mas do Arsenal de Guerra algn a
cousa se me lem referido e se o Director rr
tivesse entao outro embaixador como aqueje
que no Brum Ihe foi beijar a m3o, nao Ibe pe-
dira esse o que ento pedio, com o medo do
nariz que eslava mais longo do que o do-
no. A o orrespondencia que Vmces. bavio
>


publicado a respeito da compra de urnas ferra-
sen* de corroamos achoa-se ser exacta ; e
(merend o meu director, ou rei Nozou, des-
carregar sobre o Almoxarife a culpa que
era sua, aquelle empregado pregou-lbe as
boxexas, uin equivalente de vocfi mente
__ Dizcm-me que S. Exc. achou grandes
iconomias no arrano dos educandos, da-
quellas que ninguem quer em sua casa ; as-
sim como que o rei tao enojado se sentio com
as observares de S. Exc. que mandou chamar
o Ajudante,contra quem guarda grande ogeriza,
e principiando a reprebcndel-o por haver o Ca-
pital respondido a S. Exc, quando a palavra
a ello he quo tocava, passou a dosofial-o e aca-
bou por desmanchar o desalio. Tambem me
conlSoqua agora fechou a officina de corre-
ros, despedio jornaleiros de 3.' classo. e admt-
tio'16 saldados d'Artfices, aprendzes, quo
derramou pelas ofBcinas. Nao ha duvida, o
homem tem dedo para duas comas : comman-
dar fortalezas, onde ha presos, e dirigir arse-
naes, onde ha educandos.
Agora nao ficar oCoronel malcomido; lem-
bre-se que se fez praieiro, depois que o Guar-
da o cobrio de apodos, e eu nao Ihe faco nem
a metade.
BP
DIARIO DE rWYVilllliil.
O vapor Bahianna trouxe-nos jornaes do
Rio at 24 do passado e da Babia at 2 do
corrente. Dos do Rio deixamos transcrito o
que nos pareceo mais interessante ; nos da Ba-
bia nada de novo encontramos.
Com mullicado.
Descreve o Natareno em dous arligos do
seus nmeros 71 e 72, dedicados Iguarass ,
em tal estado de barbaria aquelle Jistricto ,
quo, a crl-o,ninguem tem mais all seguranca
de vida pois que os sicarios vao por toda i>
parte, arregimentados e guardados pela Poli-
ca. Perdoariamos ao Redactor do Nazareno a
parcislidade que mostra pelos seus amigos, e a
facilidade com que tudo Ihes er, se os seus ar-
tigos nao fossem tao ollensivos da reputado e
bom nome de terceiro; mas pois que se tratava
de cousa tao melindrosa, devia elle ser mtia
ciscumspecto, e como o nao foi permittir-nos-
ba que Ihe digamos, que se houve ou com
demasiada e criminosa condescendencia ou
com urna boa fe que ja ero ninguem sea
ha.
Nem mesmo quiz contar o Nazareno a sua
historia bem contada : diz elle que se trata de
factos realizados e nao do suspeitas; que o seu
amigo Manuel Pereira de Moraes be procurado
por grupos de assassinos em sua propria casa ,
e accrcscenta logo, que se aflirma andar entre
elles a noute um agente de polica, o que nao
passa de suspeita, e sem fundamento algum :
diz que no da 14 de Dezembro entra rao qua-
tro assassinos no engenbo Inhama e dero
dnus tiros em urna das pessoas do engenbo,que
felizmente nada soflreo, do que, a ser acredi-
tado,concluir-se-hia que esses assassinos anda-
vofazendo exerciciodefogo com plvora secca;
porque entraren) assassinos em um engenbo,to-
mando-se aqui o termo pelo local da fa-
brica e entendido que eslava presente o
Moraes,visto queo Redactor dizque o procurrao
em sua casa, darem dous tiros em pessoa tal,
que no mereceo ao Redactor a honra de ser
nomeada, nao soffrer essa pessoa cousa algu-
ma e sahirem os outros muito lepidose airo-
sos, quando o Moraes achou immediatamente
pessoas que os seguissem, be tao mal concebi-
do para fazer acreditar em intences sinstras .
que deixa suppor que era brincadeira. Mas a-
inda aqui nao para a inverosmilhanca : a gen-
te que os seguio,, enconlrou-os no cercado ja
em numeio de oito e entrou com elles em
cootestacao oestes sahirao publicamente com
direccao Monjope: isto pode o Nazareno a-
creditar, por attencao ao seu amigo, porm
mais ninguem. Pois a gente do Moraes seguio
os assassinos para teremuma discussao e estes
vierao dar tiros no engenho o retirro-se
pacificamente do cercado ? Era preciso urdir es-
ta fbula, para poder dizer-seafinal, que os as-
sassinos tinhao tomado a direegao de Monjope,
oque alias, quando muito he urna conjectu-
ri. Entretanto o Nazareno que tinha factos
realizados a contar referi este revestndo-o
das circunstancias que pOde, quando s se tra-
tava de urna pessoa sem nome e quando de-
via contar miudamente o que dizia respeito
particularmente ao seu amigo, contenta-se com
dizer, que outras partidas anteriormente ba-
vio-se arrojado a atacar o seu amigo Feliz-
mente accrescenta elle; mas tudo intilmen-
teo que da a entender que us atacantes nunca
viraoo atacado, e que a cousa nao passa de pa-
tranha dos sequazes do Moraes.
At aqu olbamos para o primeiro artigo,
vamos ao segundo. Neste diz o Redactor, de-
poisdo seu protesto do boa f.que nsqueromos
acreditar, que sem se servir de boatos de pla-
nos de assassinatos, s referir o occorrido no
engenbo Inhama, que be justamente d >nde
veem as patranbas, por mais que o Nazareno
Ihes chamo factos incootestaveis, de que s
um sceptico pode duvidar, dando-se pacien-
cia de lr a sua narracao. Vejamos se cssa nar-
radlo tem tal forca de persuasSo.
O Moraes ja estava prevenido, quando pelas
10 horas do urna noute dous individuos lorio
a estribara fazer barulbo com os eavallos, a
ver se elle sabia; mas os caes dero com os em-
boscados, atraz dos caes veio urna pessoa do
engenbo, a cujo aspecto, e pergunta do que
querio, correrao os dous assassinos, e a tal
pessoa deo- lijes um tiro, de que um cabio ; e
como era noute escura esperou-se pelo da
Um homem que nao tivesse razoes para sonhar
com assassinios acreditara antes, que os dous
sugetos erSo ladroes de eavallos ; e se ero
assassinos ero bem novicos e de mais a mais
muito fracos. Fazer barulbo na estribara
para acudir o dono da casa, j era urna gran-
de parvo ice ; porm correr e deixar-so quem
vai acompanhado assassinar a outrem espingar-
dear por um smente, be asneira em que nin-
guem cai. E o que diremos da valenta do
que os persegua, da indiflerenca do dono da
casa, da solidaoem que se achava, que tendo
cabido um dos dous assasinos, nao pode nin-
guem seguir a pista do outro ? E como sou-
be esse homem que tanto crdito merece ao
Nazareno que os dous assassinos baviocor-
rido em derredor da casa, quando os caes s
na estribara he que vierao a presentil-os i'
Como soube depois, nada vendo no outro dia,
em que nem o cabido se achou, quem ero os
assassinos ? Nao v o Redactor do Nazareno,
que sceptico be aquelle que nao er, que to-
jas estas historias sao urdidas parase dizer no
fimsao moradores de Monjope ?
Mas vamos adianto, que ha anda panno
para mangas. A 2 de Dezembro pelos 9 ho-
ras da noute apparecero dous emboscados ao
p do engenbo,e, porque procurrao reconhe-
cel-o,deitr8o a correr: estes anda erao dos
fracalboes, logo apparecerio os bravos ; sein-
pre sao emboscadas que apparecem. D'ahi a
quatro das veio um molino tambem pelas 9
la noute que esbordoou os caes ecorreo, mal
o quizerao examinar; mas adiante juntaran
se-lbe tres, que atirro sobre o que persegua
COMMERCIO.
Alfandega.
o primeiro, (era um s que o segua! n'um
engenbo! deum homem que estava prevenido
le o quererem assassinar! ) e tiverao em volta
tambem um tiro.
Aperar das inverosimlhancas que por ah
vo pude um homem sensato binda quede
f robustissima acreditar na historia, mas pa-
ra o resto nao ba f que chegue. Como na ver-
dade acreditar, que, depois do encontr da ul
tima noute os assassinos em numero de 8 ar
mados de clavinotes que havio mandado o
seu barauto esbordoar os caes para destruir a
lrca do dono do engenbo, esperassem pelo dia
no aceiro para d'ahi correrem descobertos at
um alto e d'alli desaliaren os rastejadores ? E
tudo isto para que ? Smente para que os vis
eem seguir para Monjope.
Ora sabe Dos e todo o mundo, que o Mo-
raes tem sempre comsigo apaniguados, a quem
sustenta-, o empenbo desta gente|he persuadir a
quem os mantem que tem razo de viver ro-
ceioso para existir a necessidade de os con-
servar : supponhamos que essas patranbas que
levamos analizadas, nao sao produeco do Mo-
raes porque nao sero dos seus sicarios i' Seja
porm a ideia de quem quer que fr, nao crea
o Sr. do engenho Inhama que com isto faz acre-
ditar a quem o conbeco, que elle est com mui-
to medo de ser assassinado ; o ePleito he pelo
contrario pr-so cada um em devida guarda ;
que a conservaban da vida difiere muito de at-
tentar contra a dos outros. Os antecedentes do
Sr. Moraes bastavao so por si para fazer prem
cautela quanto mais juntando-Ihe elle estas
actualidades ; e fique certo de que assim como
por cousas polticas e em des lo reo de insultos,
nenhum dos que elle pense ha de concorrer pa-
ra se Ihe tocar em um cabello tambem nao
bao de vel-o indiflerentes e impassiveis arrojar
se as vias defacto por que elle parece tanto
suspirar.
O mais que o Nazareno ajunts como de sua
casa, merece tanto crdito quanto as outras
historias que parece ter tirado do relatorio ,
porquecsperava;o que nos admira beque pro-
testando servir-se s de factos lancasse mao de
tantos e tao absurdos boatos, que s pdem par-
tir de homens despeitosos mais attentos em
menoscabar os seus adversarios, do que em exa-
minar e acautelar as propnas palavras e an-
da menos as proprias acedes.
Rendment do dia 4...........1:690*035
DescarregSo hoje 7.
Patacho Daromerca dor i as.
Brigue Andedem.
GaleraColumbusidem.
PatachoNeptunoharria deazeite doce.
Brigue Sardo Cezar Augusto laboado e
cebollas.
Brigue Amelia~ batatas.
BrigueTrmmphanlemercaduras.
BarcaNile farinha de trigo barricas com
lampos, ditas abatidas.
PRACA DORECIFK, 4 DE JANEIRO DU 1845.
Revista mercantil.
Cambios Nao houverao transacoes durante
a semana por falta de navios.
AssucarContino moderadas as entradas.
Algodao As entradas fro mu diminutas ,
e nao ha compradores a 4$200 rs. a
arroba.
Couros Al jumas vendas a 125 rs. a libra.
Muios de sola Vendrao-se de 1$700 a
18900rs.
Bacalbo Nao ebegou carregamento algum ,
e o depozto be de G00 barricas que
se estiio ret&lbando de 12.) 1(10 a
12*500 rs.
Carne secca Entrro trez carregamentos do
Rio Grande do Sul, de carne nova, e
com elles ficar o depozito elevado
26,000 arrobas ; us vendas frao pe-
quenas de 3*600 a 3*800 rs. a ar-
roba da antiga nao tendo eflectua-
do-se nenhuma da nova.
Chumbo do municao Ycndeo-se a 19* rs.
o quintal.
Familia de trigo O depozito pouco tem di-
minuido por terem sido pequeas as
vendas.
Entrro durante a semana 15 embarcacoes .
e sahirao 4 exstem no porto 62 : sendo 1
americana 28 brasileiras 1 dinamarqueza .
2 francezas, 1 hespanbola 9 nglezas, 9 por
tuguezas 4 sardas, 5 suecas e 2 sicilianas.
CAMBIOS.
Alo de Janeiro 23 de Dezembro.
Precos da ultima hora da praca.
Cambios sobre Londres 24 '/ a 25
Pars 380
Hain burgo 705
Melaet. Dobroes hespanhes 32.150 a 32,200
da patria
Pesos liespa iihes
da patria
Peca de 6.400. v.
de n.
Moedas de 4,000
Prata
32.000 a 32.050
2 030 a 2.040
1.960 a 1,965
18,400 a 18,500
17.200 a 17.300
9.550 a 9,600
105
A plices de 6 por cento 73
(Jornal do Commercio.)
Movimcnto do Porto
Navios entrados no dia 4.
Liverpool ; 30 das barca ingleza Columbus,
de 319 toneladas capitao Daniel Green ,
equipagem 19 carga faxendas; a Me. Cal-
mont & Companhia.
Rio Grande rio sul; 24 das brigue brasilei-
ro Flor do Norte de 131 toneladas capi-
tao Antonio de Moraes, equipagem 13, car-
ga carne secca ; a Nascimento Schaeffer &
Companhia.
Navio entrado no dia 5.
Babia; lidias, brigue austraco Roa Mathil-
des, de 202 toneladas capitao GeorRo
Mowick. equipagem 12, carga sal; a Le
Bretn & Companhia.
Navio sahido no mesmo dia.
Genova; barca sarda I-'elice capitao Antonio
Risso carga assucar e agoardenle.
Navios entrados no dia 6.
Rio de Janeiro, 12 das e 16 horas trazendo do
ultimo poito 20 horas; paquete de vapor Bai-
anna, de 200 toneladas, commandante Joo
Henriques Otelen equipagem 25 : passa-
sageiros, L)r. Manuel Duarte de Faria Tho-
maz Xavier Garca de Almeida Jnior, com
1 escrava, 2.Tenente d'Artilhara Jolu
Evangelista Neri da Fonseca 1 Cadete da'
Cavallara Jas Negreiros de Almeida Sari-
no, Marcellino Joaquim Monteiro, Jos An-
nio da Cunha Francisco Ferreira deAn-
drade Bento Joaquim de Medeiros, Ma-
noel Jos de Magalbaes Bastos e 1 escravo,
l.'Tenente da Armada Nacional Severianno
Nunes Manoel Macario Galvo Dr. Jos
Tbomaz Ferreira do Amaral Reinaldo M.,
Brasilciros ; D. Francisco Pablo Res, Iles-
panhoi; Alexandre Vuly Hamburgus e
1 escravo a entregar.
Buenos Ayres; 30 das brigue inglez Maid
Ofathens de 205 toneladas, capitao Her-
son Laing, equipagem 9, carga couros e se-
bo ; ao capitao.
Baha; 10 das, patacho brasilciro Feliz UniHo,
de 150 toneladas equipagem 11, carga
carne secca ; a Amorim & Irmaos.
Declaracoes.
iNo dia i5 do corrente mez
indar-se-ha o praso de 30 das
marcado para o pagamento, a bocea
do cofre, da decima dos predios
ni lanos desla cidade, e povoacao
dos Afosados, depois dos qnaes
pagaro os devedores a multa de
tres por cento. Mesa de Rendas
Provnciaes,3 de Janeiro de 184->-
liiliz Francisco de Mello Caval-
canti) Escrivao e Administrador (t5
O primeiro Ksrripturarioda Mesa de 'ven-
das Provinciaes abaixo assignado Paz seiente ,
que no da 7 do corrente mez principia o lan-
camento da decima dos predios urbanos do
bairroda Hoa-vista. Recite i de Janeiro de
1845. Joo Ignacio Oabaixo assignado, segundo Escripturio
da Mesa de Rendas Internas Provinciaes desta
cidade encarregado pelo Sr. Escrivao e Admi-
nistrador, para proceder no bairrodo Recite ao
lancamento da decima dos predios urbanos fa/.
seiente aos inquilinose proprietarios do mes-
mo bairro que no dia 7 do corrente da prin-
cipio ao lancamento pela ruada Cadeia ;e pa-
ra constar a todo os interessados, mandei pu-
blicar o presente pela imprensa. Recite 4 de
Janeiro de 1845. Francisco de Paula e Silva.
O primeiro Escrlptuiario da Mesa de
Rendas Internas Provinciaes desta cidade abai-
xo 8ssignado encarregado do lancamento da de-
cima dos predios urbanos do bairro de S. An-
tonio avisa a todos os proprietarios e mais
pessoas interessadas na collecta dos predios do
ditobairro, queda principio ao dito lancamen-
to no dia 7 do coi rente mez. Recie 4 de Ja-
neiro de 1845. Jos Queden Salgueiro.
THEATRO PHILO-DRAMAUCO.
Odivertimento annunciado no Diario 2 do
correte em beneficio do Tenor Carlos Rcco
tica transferido para o dia 25 do presento me?.
Avisos martimos
2 Para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Indianno sai na seguinte semana, tem bons
coromodos para passageiros eescravos a frete.
tambem pode receber alguma carga miuda ;
quem pretender embarcar, entenda-se com Ma-
noel Ignacio de Oliveira na ra de Apollo
o. 18. (7
1 Para o Maranbao, esta sabir at odia l>
do corrente, o brigue-escuna Laura ; quem no
mesmo quizer carrregar, ou ir de passagem ,
dirija-seaocapitao a bordo, ou a Novael #
Companhia ra da Cruz n. 37. ;5
i A barcaca Bosario de Maria de lote de
26 toneladas sai para o Rio de S. Francisco ,
Penedo e Macei no dia 11 do correle : quem
quizer carregar, falle com o meslre Antonio Fer-
reira Marques. (5
Avisos dm-rsos.
3 Aluga-se por 6*000 rs. mensaes o3
andar da casa do becco do Abreu no Recife,
em cuja loja se acha um funileiro : trata-se na
ra da Cadeia n. 47, 1. andar, com Manoel
Jos Machado Malheiro. (5
3 Aluga-se a casa n. 11 da ra do Pala-
cio, de urna porta e duas janellas, sala na fren-
te e atraz alcova e 2 quartos, cosinha fura,
quintal e cacimba : trata-se na loja da ra da
Gadeia-velha n. 40. (5
3 Precisa-se alugar um sitio com boa casa
ou urna casa com bom quintal e fresca perto da
praca, sendo na Solidado ou Santo Amaro:
quem tiver dirja-se a ra Nova n. 3. (4
A pessoa, que annunciouno Diarit- de 3
do corrente querer um socio para sociar em
um negocio, que se acha em andamento o di/
ser de interesse dirija-se a ra larga do Rosa-
rio n 39.
Quem tiver um bom cosinbeiro para alu-
gar annuncie.
2 = Precisa-se de um caxeiro qua tenha [ira-
tica de venda para tomar conta de oulra por
balanco ; e de outro menor de 12 annos dos
chegados ltimamente : na rus do Sebo nu-
mero 33. (5
3-- Aluga-se a casa n 137 na ra Imperial,
prompta e bem pintsda com commodos tara
pequea familia.na ruaDireita lojadecran. 135
3 Aluga-se urna preta escrava para o ser-
vico de casa de pouca familia, na ra do Cabu-
g loja n. 4. (3


4a
cr
ei
di
n
d
11
ti
f<
i
$>
F
1
c
c
I

!
LOTERA do theatro
As rodas desta loterin
ndito nipretervelmeiite
no dia 28 do corrate, e o
restante dos billietes a*
chio-se venda no bairro
do Itecife loja de cambio
dos Srs. Vieira eManoel Go-
mes; no de Santo Anonio,
bolitas dos Srs, Moreira
Marques e Cliagas ; no da
Boa-vista, loja de ourives
do Si. Jacinto. (1 4
2 Aluga-se urna casa terrea na ra Bella,
com duas salas 3 quarlos, cusinha fra, quin-
tal e cacimba; i ir.itiir na ra do Collegio n.
15 terceiro andar. (4
2 Na ra da Flores n. 21 precisa-se de um
criado. 12
2Aluga-se um sobrado dedous andares no
pateo do Hospital do Paraso que fa: esquina
para a ra da Roda muito fresco e todo en-
vidracado com janellas no oito ; a tratar na
ra das Trincheiras n. 8.
3 Quem annunciou no Diario do quinta
feira 2 do corrente, querer comprar urna ven-
da bem alreguesada dirija-sea ra do Hospi-
cio n. 34. 4
2Aluga-se um sobrado do um andar na
ra das Larangeiras n. 2 ; a tratar com Clau
dio Dubeux na musma ra n. 18. (3
2 Claudio Dubeux mudou a sua residen-
cia da casa n. 5 para a casa n. 18 da mesma
ruadas Larangeiras, do fallecidocirurgio Pei-
xoto. (4
2 SOCIEOADE MELPOMENENSE.
A direceo convida aos Srs. socios para
urna reuniaogeral no dia 7 do correte, pelas 0
horas da tarde em casa do Sr director Oli-
veira na ra da Cruz, a im do tratar-se de
objectos de importancia. 6
2Precisa-sede 400? rs. a premio, dndo-
se por hypolheca urna casa terrea que custou
um cont e dusentos mil rs. e livre e desem-
barazada ; quem quizar dar annuncie. ;4
2 O pretendente a compra do navio de 200
a 300 toneladas annuncie sua morada. "2
1Aluga se um segundo andar do sobrado
da roa Direita e urna loja na mesn ra ; a
tratar na ra Direita padaria n. 24, ou na ra
das Trincheiras n. 42, segundo andar. (4
2 W G. Comyn retira-se para fra do im-
perio. (2
2Antonio Goncalves Bastos retira-se para
fra do imperio. (2
Si Oflerece-se umhomem Brasileiro ainda
moco, para feitor do um sitio ou qualquer
outro servico ; quem o precisar, dirija-sea ra
de S. Theresa n. 4o. (4
2D-se dinheiro a juros, sobre penhores
de ouro ; o vendu-se um relogio de ouro ; na
raestreita do Rosario n. 35. (3
2 'iliornas Mellor, subdito britannico, re-
tira-se para fra da provincia. (2
3Roga-se a pessoa que por brincadeira
tirou deum boleo dajaqueta de Francisco Jos
Goncalves no dia do Monte no Jardim Bo-
tnico urna carteira com urna letlra da quan-
tia de 217^797 rs. e mais algumas cousas de
valor que se dird a mesma pessoa da graca ,
que nao se ignora quem be por isso roga-se o
favor de a ir entregar quanto antes, para nao
passar pelo desgosto de ver seu nome publica-
do ; pois alettrade nada Ihe pode servir por
quanto s he paga ao sacante, que j prevenio
ao acceitante. (12
3Carlos Dubois relojoeiro recentemento
ebegado da Europa com grande sortiment-
de relogiosde todas asqualidades patentes in-
glezese suissos, ditos horisontaesde cala co,
berta, ditos de vidro para homem e senhora e
correntinhas etranselins de ouro, tudo de gos-
to e por preco commodo ; como tambem sem-
pre estar as ordens de seus l'reguezes para qual-
quer concert de scu ollicio ; na ra do Cabuga,
loja delronte do ceneiro f 10
3_ o Padre Francisco Coelho de Lemos e
Silva faz sciente ao respeitavel publico que o
exercicio de sua aula de primeiras iettras, gram-
matica portugue?a e arithmetica cometa no dia
16 do corrente roez de Janeiro ; os pas de (a
milia, que quizerem matricular seus filhos ,
dirijo-so a ra Bella n. 45. (7
2= O Sr. que annunciou querer comprar
uma venda bem afreguezada, dirija- su a ra do
Rosario da Boa-vista venda n. 43, que se Ibe
dirir quem tem urna bem afreguezada para
vender. (5
1__ Desaparecern do sitio da casa caiada ,
Janeiro a sua escrava crioula, do nomo Arcan-
ja, de 14 annos.
(3
1 Aluga-se o primeiro andar do sobrado da
ra Nova n. 2; a tratar no segundo andar do
mesmo sobrado. (3
1 Quem quizer contratar uma criada Por-
tugueza, de 19 annos pela sua passagem a
qual sabe coser e ongominar soll'i ivelmento, di-
rija-se a rus da Aurora r>. 16. 'A
1Alugo-se os primeiro e segundo anda-
res da rasa ns. 6 e 3 dito da casa n. 4, no At-
ierro da Boa-vista com escolenles commodos;
um sobrado de 2 andares n. 20 na ra da Auro-
ra onde habita o Sr. Desembargador Rocha
Bastos; os primeiroe segundo andares do so-
brado n. 20, da ra estreita do Rosario ; as
casas terreas n. 27, por Ig rs. n. 35. por I2#
rs en. 37, porC# rs. na ra da Solidado ;
um sobradinho no Manguinho a margem do rio;
e tambem vende-se uma carroca nova, de sica-
pira para um, ou dous animaes; a tratar com
Francisco Antonio de Oliveira, ou com seu cai-
xeiro Manuel Joaquim da Silva na ra da Au-
rora n. 26. (15
1 Aluga-se um armasen) na praca da Boa-
vista n. 19, proprio para qualquer estabeleci-
mento ; a tratar no primeiro andar da mesma
casa at as 7 horas da manha ou na ra da
Cruz n. 3S. '5
1 Precisa-se de uma ama de leite para
criar uma crianca, ha pouco nascida, preferin-
do-se captiva ; na ra da Assumpcao n. 16. (3
IPrecisa-se alugar uma preta para servir
em uma casa de pouca familia, e mesmo vender
alguma cousa; quem tiver annuncie. 3
I O Padre Venancio Henrique de Resende
d liccoes de latim, inglez e francez, do pri-
meiro de Fevereiro por diante na casa de sua
residencia no Coelho sobrado n. 2; e ten-
do um numero de alumnos sufficiente pro
curar lugar mais apropriado e commodo
aos que se quiserem utilisar do seu prestimo.
Principiar mesmo antes de Fevereiro se hou-
ver quem isso deseje (9
I Acbuu-se um cavallo selado ; quem for
seu dono dirija-se a ra da Florentina n. 2.
que, dando os signaes Ihe ser entregue. '3
1 Aluga-se o sobrado de um andar, com
bastantes commodos para uma grande familia ,
com quintal e cacimba sito na ruado Fagun-
des ; a tratar na ra do Cabuga loja de miu-
desas n. 1 D / (5
1 Precisase alugar dous preto possantes
e sem vicios, paga-se 10/rs. mensaes por ca-
da um e d-se-lhes o sustento
Compras
3 Compra-se uma mulatinha bem pareci-
da de 10 a 12 annos, ainda mesmo sem pren-
das ; na casa do Coronel Martios, no Atierro
dos Afogados n. 116. (4
3 Compra-se um preto ou moleque de
16 a 25 annos que entenda de cosinha, seja
del e que se venda por qualquer circumstan-
cia que nao seja de bebado e fujao paga-se
bem ; na ra do muro da Penha sobrado
n. 36. (5
3 Compra-se um preto nao para o servico
de casa e sitio, e que entenda de andar com ca-
noas quando se flzer preciso ; na ra da Ca-
deia do Recile n. 52. (4
3 Compra-se uma casa terrea com quintal,
em ra que sirva para venda ; quem tiver an-
nuncie. (3
I Na praca da Independencia loja n. 21,
comprao-se electivamente aparas de papel, pa-
peleo iivros e toda a qualidade de papel ve-
Iho 1120 rs. a arroba. (4
Compra-se o livro intitulado o Peccador
convertido do cunho da verdade ; quem ti-
ver annuncie.
ComprSo-seeflectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de
12 a 20 annos sendo de bonitas figuras pa-
gao-se bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio ,
sobrado de um andar de veranda de pao n. 20.
Vendas
na pra;a da
Independencia loja n. 21. (4
1= Jos Pereira de Andrade retira-se para
Portugal. (2
Oflerece-se para ensinara lor, escrever,
coser, bordar, lazar lavarintoe renda, a qual-
quer menina, branca, parda, ou prela, forra,
ou captiva, em casa de uma senhora capaz, na
ra do Hortas n. 46, por preco commodo.
1 Precisa-se (aliar ao Snr. Joao Baptista
Barbosa, para se Ihe entregar uma carta, man-
dada por seu mano ; na ra larga do Rosario
o. 24. (*
Precisa-se de um homem que entenda
de borta e saiba andar com carroca para fei-
tor de um sitio perto da praca ; na ra da Ca-
deia do Recife loja de erragens n. 60.
pegada ao Rio-doce no dia 3 do corrente *>
cavalSos sendo um ruco igualando pequeo
de estatura com dous signaes de bechiga no
eipinhaco e com o Ierro 3,
rajado com 2 signaes de fstulas
dos queixos e o outro na charneira de 7
annos com o ferro Me; quem dellessou-
ber, participe a Exaquitl Maximianno de O.i-
veira em dito sitio, ou no Forte-do-Maltos, a
Jos Francisco Beiem. (II
1 A viuva Cunha embarca para o Rio de
ADMIRAVEIS
NAVALHASDE ACODA CHINA.
Tem a vantagemdo cortar o cabello sem of~
lenca da pella deixando a cara parecendo es
lar na sua brilhante mocidade.
Este ac vem excluzivamcnte da China e s
i.elle trabalho dous dos melhores e mais aba-
leados cuteleiros da nunca excedida e rica cida-
pe Pekim capital do imperio da China.
Autor Shore.
N D. He recommendado o uso destas na-
valtias maravillosas por todas as sociedades
das sciencias medico-cirurgicas tanto da Eu-
ropa como da America Asia e frica nao
s para prevenir as molestias da cutis mas
tambem como um meio cosmtico.
Vendem-se nicamente na ra do Crespo ,
loja n. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia.
Em resposta ao annnncio do Sr. Marcel-
lino Jos Lopes, inserido no Diario de 17 de
M.'/eniliro passado sou a dizer-lhe que eu
ignoro se elle tem direito algum na mencionada
flauta por ella me ter sido entregue pelo Sr.
Auuuslo Carlos de Lemos Pacheco, c que eu
nao a posso entregar sem ordem do mesmo Sr.
Lemos Pacheco, pagando primeiramente 6/ rs.
do concert, no caso contrario, passarei a ven-
d I a para meu embolco. J. Ployon.
O NAZARENO N 74
Est a venda nos lugares do costume a 80
rs. cada exemplar, conten : defesa que no Ju-
ry de Nazareth fez ao mesmo peridico o muito
Reverendo Padre Luiz Igoacio de Andrade Li-
ma > que he digna de ser meditada ; um artigo
do Guaycuru' deendendo-se da calumnia de ter
auieacado de morle o General Andrea, onde ap-
parecem luminosos principios de ordem ; cor-
tesas do ministerio.
3 JosSoares de Azevedo lente de lingoa
e outro dito franceza no Lyceu desta cidade tem aberto em
um debaixo sua casa,na ra estreita do Rosario n 30,tercei-
FOLHINHASPARA 1845.
Vendem-se na praca da Independencia, li-
vraria ns. 6 e 8 ; na ra do Cabug, loja doSr.
Bandeira ; na ra da Cadeia do Recife loja n.
41; na ra da Madre de Dos venda da esqui-
na defronte da Igreja ; na Boa-vista botica
delronte da matriz ; em (linda botica da ra
do Amparo e na venda do Sr. Domingos, nos
Quatro-cantos. 9)
1Vende-se resina de angico de muito boa
qualidade e por preco commodo em arrobas
e libras; na esquina da ra das Cruzes na
travessa que volta para os quarteis n. 2. (4
1Vendem-se 8 escravos; um preto perfeito
cosinheiro de um tudo; 3 ditos bons para o tra-
balho de campo ; um pardo de 1S annos, bom
pagem ; uma preta boa eogommadeira e cosi-
nheira ; duas ditas que cosinhao e engommao,
por 350/ rs. cada uma; uma negrinha de 12
annos muito linda e cose bem ; uma parda
de 20 annos boa engommadeira costureira,
e faz todo o mais servico de uma casa ; oa ra
do Crespo n 10, primeiro andar ;i 1
I Vende-se um cabrinha de 12 annos ; um
moleque de nove ; uma mulatinha de 18 an-
nos cose bem engomma e he recolhida ;
uma escrava de 20 annos, boa engommadeira
e cosinheira ; duas ditas boas cosinheiras ; 4
ditas quitandeiraselavadeiras ; 4 ditos de na-
cao entre elles um he bom canoeiro; na ra
Direita n. 3. (8
1 Vendem-se 3 moloques pecas de 16 an-
nos cosinheiros e outro de 12 ; 4 pretas de
18 a 20 annos, com habilidades e de elegan-
te* figuras ; na ra do Rosario da Boa-vista
o. 48. fS
IVende-se boa e nova farinha de mandio-
ca chegada prximamente de S. Matheus,
propria para familia por preco commodo ; a
bordo da sumaca Incansavel Carrol Tundeada
em (rente do caes de palacio, ou na ra da Mon-
da armasen) n. II. (g
I Vende-se urna preta de bonita figura, de
20 annos, boa cosinheira, e tem principios
de costura o motivo da venda se dir ao com-
prador ; na ra do Crespo n. 12, a fallar com
Jos Joaquim da Silva Maia. /g
1Vendem-se charutos de regala chega-
dos ltimamente ; na ruada Cruz n. 37 se-
gundo andar. 3
1 Vende-se sarga parrilba de superior
qualidade, e oleo de cupahiba ; no armasem
do Braguez ao pedo arco da Conceigao. (3
1Vende-se rap de Lisboa muito bom ,
chegado ltimamente; na ra da Cadeia n. 15
loja do Bourgard. (3
I Vendem-se saccas com farello novo, a
3600 rs.; na ra do Crespn. 9. (
1 Vende-se uma ptima armacao propria
para qualquer estabelecimento ; na ra estrei-
ta do Rosario n. 33. '3
1 Vende-se uma preta crioula de 20 an-
nos ; na ra do Mondego n. 48 (2
1 Vende-se farinha superior a 3840 rs. a
sacca milbo a 3200 rs., arroz com casca a
2880 rs. o alqueire; na ra larga do Rosario
n. 24, primeiro andar. m
Vende-se azeite de carrapato a oito pata-
cas em todas as medidas ; na ra Direita, con-
fronte a travessa de S. Pedro n 5.
Vende-se cera para limas de cheiro de co-
res a 1200 rs. a libra ; na ra do Rangel n. 52.
4Vendem-se nicamente na ra do Crespo,
loja n. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia, as
verdadeiras navalhas de ago da China. (3
- Vende-se um casal de cachorros de agoa,
sem vicios, ou molestias ambos por 1:200/
rs. livres de despesas; no Atierro dos Afoga-
dos n. 116, casado Coronel Martios, tenhor
dos ditos escravos. (7
3Vende-se um lindo molecote, sadioe de
boa conducta, entenda de cosinha o motivo
da venda se dir ao comprador ; na ra estrei-
ta do Rozario n. 34, primeiro andar. (4
HVende-se um escravocrioulo de 22 an-
nos ptimo oflcial de carpina ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 47, primeiro andar, em casa
de Manoel Jos Mechado Malheiro. (4
3 Vende-se um moleque de 19 annos, de
bonita figura sem vicio algum; um pardo mo-
co ofilcial de ferreiro, canoeiro e bom vaquei-
ro; na ra do Rosario venda n. 39, ou na do
Queimado loja n. 18.
3Vende-se a bordo do brigue Jpiter sal
do Ass muito bom, a 900 rs. o alqueire, e
em porcao se dar por menos e palha de car-
nauba ; a fallar com Jos Xavier Vianna no
ra do Vigario loja de cabos n. I, ou a borda
do mesmo brigue. (6
3Vende-se muito boa bolaxa feita da me-
Ihor farinha e chegada ltimamente da Euro-
pa a 9 patacas a arroba, e levando de 6 arro-
bas para cima se dar a 8 patacas ; no Forte-
do-Mattos primeiro andar por cima da venda
do Sr. Alem das 9 horas da manhaa at as 3
da tarde ou a fallar com Jos Saporiti, na ra
Nova o. 66, primeiro andar. (8
3 Vende-se sal de Lisboa em grandes e
pequeas porgos ; a bordo e no armasem da
ra da Moeda n. 9 o preco he em conta o
trata-se com Leopoldo Jos da Costa Araujo. (4
2Vende-se uma canda aberta que carrega
1200 lijlos nova t bem construida por pro-
co commodo; na esquina da ribeira de S. An-
tonio venda n. 1. (4
2 Vende-se uma loja de calcado com [lon-
cos fundos, na ra da Madre de Dos ; a tra-
tar na mesma loja ou por detraz do theatro
publico n. 20, primeiro andar. (4
2Vende-se farinha de mandioca de superior
qualidade a melhor que ba no mercado e
por preco commodo em saccas ou medida a
vontade dos compradores ; no tanque de agoa,
junto ao theatro velho, que foi do fallecido
Joaquim Jos da Costa Oliveira ou na ra das
Cruzes n. 28 segundo andar. (7
2Vendem-se barricas com cuim (farellos j
muito encllente para cavallo, por ser fresco e
engordar; no largo da Alfandega armasem
de Joaquim Goncalves Vieira Guimaraes. (4
2 Vende-se potassa da Russia superior,
e cal virgem de Lisboa, para o fabrico de as-
sucar ; na ra de Apollo n. 18 (3
2 Vendem-se phosphoros americanos de
primeira qualidade por preco muito commodo;
e"! casa de L. G. Ferreira $ Companhia, oa ra
da Cadeia do Recifo n. 52. (4
2 Vende-se uma preta da Costa moca de
bonita figura sem vicios nem achaques, co-
sinha lava, engomma, e vendo na ra ; no
Atierro da Boa-vista, loja da esquina do becco
o. 40. (5
3Vendem-se 400 caadas de azeite do car-
rpalo, pela medida velha, por prego de 2*400
rs. cada uma caada : quem pretender dirija-
se a venda n. 8, confronte a Igreja dos Marly-
rios. 6
Escravos fgidos.
3 Noamanhecerdodia 2 do corroo te fu-
gio um casal de escravos do sitio do Cajueiro,
sendo o negro j velho que representa 30 annos
do dado pouco mais ou menos, e o corpo com
urna caspa branca, no rosto com um pequeo
signal, vestido decalca o camisa branca, cha-
peo de couro; a negra representa 40 annos,
corpo grosso, peitos pequeos, bstanlo preta
na cor, foi vestida de saia a/ul. ou preta de li-
la, panno da costa, e cabecao branco, esta
de nomeCatharina e aquelle Mal eus: quem
os pegar lveos na ra das Trinxeiras sobrado
n. 19 ou no mesmo sitio, que foi do Fallecido
Bairao, que ser recompensado. (13
Fugio no dia 3 do corrente um moleque
de nome Joaquim corpo regular tem lepra
na eabeca suppoe-se estar oceulto em alguma
casa ; quem o pegar, leve ao paleo do Terco
n. I, segundo andar, que ser recompensado.
I Fugio nos principios do Dezembro um
mulato de nome Luiz do 28 annos alto, cor
de mulato verdadeiro cabello torcido
marcas pequeas de ferirnento
na face outra no beico ,
qual he natural do Cear
Padre Antonio de Castro
muito bonitos ecrateirosde todas as
grandes e pequeos ; nos Afogados
edres.
. primeira
ro andar,um curso de liogoa francesa^outro de casa defrunte de N. S da Paz. ti
philoaophia. As pessoas que quizerem estudarj 3 Vende-se uma porco de Iivros pequeos
qualquer deltas disciplinas, pdem dirjgir-se de prata ; na ra da Cruzn. 23. ('2
indicada residencia a qualquer hora. t7 o Vende-se uma moleca crioula bem pa-
3 Precisa-se deum pequeo, que enten- recida com algumas prendas; um molecote
da de venda ; na ra do Hospicio o. 34. (2| com bons principios de sapateiro so irrnaos
tem 3
no rosto urna
e outra na testa ; o
e foi all captivo do
Da mesma casa se-
duno elle urna muala de nome Auna baixa
com alguns signaes de bechiga no rosto mais
tr.gue.ra pouco do que o dito mulato tem
cabellos annelados, com um palmo pouco mais
ou menos de comprido ; e um moleque criou-
lo de nome Severo baiso, rosto comprido ,
fulo muito mal feito de corpo tanto que pa-
rece ser quebrado das verilhas, foi carregando
uma trouxa com 9 ou 10 vestidos de chita e de
cassa e entre ellos um de laa cor de tnica; o
mulato levou um fardamentocom divisas ama-
relias ; quem os pegar, receber 200/ rs. de
gratificado levando-os a praca da Boa-vista
por cima da botica. (.2f
n. 2.
pern; typ. de -defaru1845,


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