Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05259


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Full Text
Annode 1845.
Sabbado 4
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Cn iNtii,* farabrl>a,>.goiidaaa kiui {iras.Rio Grande do Noria, cbega 8 5. par-
la & 40 i.Cabo, Sarinbaen, RioForuto, Mac.ro, Porto Cairo, a Alago**: no 1. ,
41 i da ruda -ei Garaobuna. a llunilo a 10 'Jad* cada ra-i *oa-riata Flor-
al i- _'K dito. Cidada da Victoria, quintal fairaa. Olinda todoa o* di**.
DAS da semana.
30 S*g. a. Sabino. And. do J. de D. da 1. r.
jl Terc a. Silrealre. Ral. aad. doJ. da D.dal ,
1 Quar'i a Circumciaai) do Senhor.
Quii* Iiidro. And. do J. da U. da 2. r
i Seila a. Aprigeo. Ad. do J. de 1). d* 4. rl*
4 Sb 5, Gregorio R*l.
5 I)ip < Simeo,
an
leiro.
TSSoXTTTrr^.
od.raSao' '',; "
a.i
y Tudo afora d.p*ri,l. da .o. -ia.; da no... Dn.d.r,ci*. "od,"fa0 *.
VA linu.-o.1o-. principii-o. a aer-. apon.ado. oo. *> ^Jj^"
Vi? eul. (Procla-.y.i,- da Ambl. Garal do ".
Cill.lO. DO BU J US jlM.IKH.
Ca-biotaabra LoD '5 :!|4
* Pri* 5S0 rea por franco
. Lil>o*150porl00 de premio
Moed* d* cobre ao par.
Id.- da (aira. boa* fira i por 0|0
?oo ooo IVJ
, N. 16.R0 l/.UH
. d. 4.U0U ,*00 ) 000
PraU-raiacOei *^-
I>..o*ootu L^U 10
Dito* -.xcano* l, l.yH
tta
PHASES DA LUANOMEZDEJVM-IUO.
Liaaora 8 4 h, a 5'laia.dam. i La. cbaia a '.3 a* 1< hora* iij -i. 3*
Crascanla i lo uli h ,.. e 31-. da m. I ITajiianla a 0 al IJ bore. ;j6 -ia :'a *>
Prtamar de kojt.
Primara a!lhora-in 4f da manlna | Sagundo M -' liora (i minlo* d* tarde
DIARIO DE PERNAM
PARTE OFFICIAL.
Governo da Provincia.
EXCEDIENTE DE 30 DE DEZEMBRO DO
ANNO P. P.
Ollicio Ao Juiz Municipal da 2.' vara ,
nomeando-o para servir na 2.* vara do criine ,
cujo proprietario deo parte de doente ,e her,
assim na dos fui tos da Fazenda ,de que este
eslava interinamente encarregado; e orde-
nando-lhe que passe ao Juiz Municipal de
Olinda a vara civel que S. m.c actualmente
occupa Parlicipou-se ao Presidente da
llelacio ao Inspector da Thesouraria da Fa-
zenda, ao Juiz de Direito da 2.* vara do Crime,
e ao Municipal de Olinda.
Dito Ao Commissario Pagador, corr.mu-
llican lo ter apprevado a tabella das etapes e
lorragens para a tropa de l.* linha no semes-
tre prximo futuro e que acompanhou o seu
Juicio de 23 d'este mez ( Du/.embro ) Re-
metteo-so ao Commandante das Armas urna
copia da roferida tabella.
Portaras Nomeando Supplentes do Sub-
delegado dos Alagados em 2 lugar Fran-
cisco de Paula Correia eem 5. a Adelo
Antonio de Moraes OfBciou-se respeito
ao Desembargador Cbefe de Polica inte-
rino.
IDEU DO DA 2 DO CBRENTE.
CircularAs Cmaras Municipaes da pro-
vincia coinmunicando-lhes constar do Impe-
rial Avizo de 9 do Dezembro do anno Gndo ba-
verS. M. O Imperador resolvido que o al-
var de 1S5 de Novembro de 1623 que prohi-
be os Mdicos e Cirurgies do serem Boticarios,
n5o foi derogado pelo artigo 179 24 da
constituico em que se garanti em gene-
ralidade a liberdadedo trabalhoe industria ,
que se nao oppozerem aos coslumes pblicos,
nem segranos e saude dos cidadaos; e re
commendando-lhes que com attencao s
circunstancias peculiares Js respectivos muni-
cipios hajao de sobre este objecto estabe-
lecer, por posturas as providencias que jul-
garem convenientes.
Oflicio Ao Commandante das Armas de-
terminando que ew. cumprimento do Im-
perial avizo da Secretaria da Guerra de 9 de
Dezembro do anno prximo passado mande
dar baixa do servico Manoel Ignacio da Costa
Monteiro soldado da companhia de Artfices
do Arsenal de Guerra d'esta provincia.
DitoDo Secretario da provincia ao Inspec-
tor da Tbezouraria da Fazenda transtr.ittindo,
para ter execucao a ordem do Tribunal do
Tbeiouro sob o u. 259.
Thesouraria da Fazenda.
EXPEDIENTE DO DA 6 DO PASSADO.
OfficioAo Fxm. Presidente da provincia,
informando sobre duas cntas dadas pelo ex- _
Commissario Fiscal do Ministerio da Guerra,
de diversas compras feitas pelo Arsonal de
Guerra.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o re-
querimentode Angelo Francisco Carneiro, em
que pedio a importancia.do frete da barca Er-
melinda.
DitoAo mesmo Exm. Sr., dem de Joao
Baptista Fornandes. sobre o pagamento dos
novos e velhos direitos que devia pagar pelo
enaiirfjgt de Avaliador dos predios urbanos des-,
ta cidade e seu termo.
DitoAo Inspector do Arsenal de Mannha,
satisfazendo ao que. em seu oflicio de 9 de No-
vembro ultimo, sollicitou sobre a execucao do
regulamento de 20 de Abril d'este anno(18H).
PortaraAo Collector de Diversas Rendas
do Municipio de Goianna -- O Inspector da
Thesouraria de Fazenda declara a. Sr. Coll.tc-
toude Diversas Rendas do Municipio deGoi-,
anna, em vista do seu officio de 24 de Novem-
bro ultimo, quoadisposicoo da ordem do tri-
bunal do Tbesouro Publico Nacional do 1. de
Outubro antecedente, que Ihe foi communica-,
na ia ai-iiir- ii T-inTTaTinirn
da parasua intelligencia nao comprehende a
vinda dosCollectores a Thesouraria para fa-
zerem entrega dos dinheiros arrecadados nos
prasos marcados e prestarcm contas; porque
esla obrigacao existe nos regulamentos em exe-
cucao que pela dita ordem nao sao revogados.
DEM DO DA 7.
OfficioAo Exm. Presidente da provincia ,
com o balancele documentado da Thesouraria
Militar da desposa do mez de Novembro prxi-
mo lindo, orcamento, e pedidos para o corren-
te mez, e informando que, adiando- se os pe-
didos conforme a distribuirlo do crdito vola-
do, podiao ser satisfeitos por a Thesouraria, sen-
do devolvidos com a competente autorisacao da
Presidencia.
DitoAo mesmo Exm. Sr., com a requisi-
to, feita pela Thesouraria Militar, da quantia
j de um cont frsenlos e quarenta e dous mil
I cento e trinta o nove ris, para se concluir o
| pagamento de despezas do exercicio de 1843-
44. que se devia encerrar no ultimo do cor-
rente mez (Dezembro).
DitoAo Procurador Fiscal da Thesoura-
ria, exigindo, em cumprimento do oflicio do
Exm. Presidente da provincia de 27 de No-
vembro ultimo, urna copia da lotaco do ofli-
eio de Contador da Relacao dosta provincia.
DitoAo Commissario Pagador da Thesou-
raria Militar, remeltondo por copia a nota re-
gulando o proco da plvora nesla provincia ,
que foi transmitlida pelo Exm. Presidente da
'provincia em oflicio de 27 de Novembro pas-
sado.Igual copia se remetteo ao Director do
; Arsenal de Guerra.
DEM do da 10.
OfficioAo Exm. Presidente da provincia ,
1 com o oflicio do Procurador Fiscal da Thesou-
raria, em que partecipou nao poder continuar
no exercicio do seu emprego por estar pioximo a
sabir para o Rio de Janeiro, como Deputado
Assemblia Geral por esta provincia, rogan-
do se dignasse nomear pessoa que sulistituisse
1 ao mesmo Procurador Fiscal durante o seu
impedimento.
DiloAo Inspector Geral do Tbesouro Pu-
blico Nacional, rogando mandaste expedir o
titulo de confirmacao do Purleiro da Thesou-
raria Antonio Jos Ribeiro de Moraes.
dem do da 11.
OflicioAo Exm Presidente da provincia ,
devolvendo as rulaces dos medicamentos e g-
neros requisitados pelo Ten< nto Coronel Com-
mandante da Ilha de Fernando que acompa-
nbaro o officio da Presidencia de 28 de No-
vembro ultimo.
dem do da 12
OfficioAo Exm. Presidente do Tribunal
do Thesouro Publico Nacional pedindo se dig-
nasse dar os necessarios esclarecimentos a res-
peito do regulamento de 20 de Julbo antece-
dente, que redusio o imposto de ancoragem so
bre asembarcacoes nacionaes e estrangeiras a
certas e determinadas laxas por tonelada, sem
atientan aos lias de demora nos portos.
DitoAo Exm. Presidente da provincia ,
pedindo transmeltisse ao Thesouro Publico Na-
cional, o precedente officio.
DitoAo mesmo Exm. Sr. informando o
requerimento do Major reformado de 1.a linha
Manoel Machado da Silva Santiago, em que
pedio o importe dos sidos, quedeixou dero-
ceber no exercicio de 1842-43.
dem do da 13.
OflicioAo mesmo Exm. Sr. idein do Dr.
Jos Bernardo Galvo Alcanforado em que
pedio o pagamento da ajuda de custo do volta,
como Deputado Supplenle Assembla Geral
Legislativa, pela provincia doCear.
DitoAo mesmo Exm. Sr. rogando se dig-
nasse fazer o arbitramento dasajudas de usto
de ida o volta dos Depulados Assemblia Ge-
ral Legislativa por esta provincia.
DitoAo Procurador Fiscal interino da
Thesuraria.sobre a appellacao do Juiz dos Fal-
tos da Fazenda da Parahiba na causa que con-
tra a Fazenda Publica muvia Francisco Jos
Meira, a lira dse fazerem em conformidadej
da ordem circular do Thesouro de 22 de A-
gosto do Hit, as despezas com o preparo da
dita causa.
DiloAo Director do Arsenal de Guerra ,
a respeito do frele da plvora vinda do Rio de
Janeiro, pela sumaca Ptrola.
DitoAo Inspector da Alfande^a enviando
quinze exemplar < do decreto n. 356 de 26 de
Abril do correte anno, que marcou a dedu-
co no imposto le ancoragem dos navios que
trouxerem colonos, a fin do Ihe dar nesla pro-
vincia inteira execucao. Igual numero de
exemplares, foi enviado ao Administrador da
Meza do Consulatio.
Dito--Ao mesmo, dizendo, que nSo baven
do consignacao de onde podesse sahir a despesa
com as grades de fono que em seu officio de
21 de Novembro ultimo, em vista da requisi-
cao de Inspector da Thesouraria da Babia, em
commisso nesta cidade, communicava ser nn-
cessurio collocar as janellas e oculos do edifi-
cio daquella Alfandoga, e na casa da abertura
da mesma pera separado das fazendas despa-
chadas, que tinhao cumpria, que sem demora, enviasse um orca-
mento circunstanciado desta despesa a lim
de ser levado ao Tribunal do Thesouro Publico
Ncional.
l)ito--Ao mesmo, remetiendo trinta exem-
plares do decreto n. 382 do 9 de Outubro pas-
sado queregulou o despacho dos sobressa-
lentes das embarcaces, para Ihe dar execu-
cao.
DEM do ni a 14.
Oflicio. Ao Exm Presidente do Tribunal do
Thesouro Publico National enviando os balan-
cotes mensaes da Thesouraria, dos me/es de
Abril a Junho do exercicio de 1843 a 44.
Dito. Ao mesmo Exm. Snr. ; dem pelo
Commandante do paquete de vapor Paraense ,
cincoenta contos de ris em notas ihutilisa-
das.
Dito.Ao mesmo Exm. Sn. idem duse.tos
contos de reis por conta do saldo disponivel
existente na caixa da receita geral desta Thesou-
raria do exercicio Ando do i843 a t8'i4.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., participando ter
ltimamente apparecido na circulacao desta
provincianotas falsas de W e de 100/ rs da se-
ui.da estampa.
Dito.Ao Exm. Presidente da provincia, pe-
dindo se dignasse transmitiir ao Thesouro Pu-
blico os quatros ofllcios precedentes.
Dito.Ao mesmo Exm. Snr.. robando se
dignasse expedir as suas ordens ao Comman-
dante do paquete de vapor Paratmt, para re-
cebar na Tbesouraria assommas, quetinho de
ser enviadus ao Thesouro publico.
Dito Ao mesmo Exm. Snr. informando
novamente o requerimento do Major reformado
de primeira iinha Manoel Machado da Silva S.
Tiago.
Dito. Ao Dacharel Vicente Pereira do Re-
g, remetiendo por copia o oflicio do Exm
Presidente da provincia de 13 do corrente do
qual constava nao ter sido approvado o paga-
mento do ordenado de Juiz de Orphos desta
cidade que recebeo por a Thesouraria pelo
lempo, que servio dito lugar, e recommendan-
do que sem demora tizesse recolher ao cofre a
importancia do mencionado pasamento.
Portara. AoTbesoureiro da Fasenda pa-
ra em cumprimento do despacho do Exm, Pre-
sidente da provincia desta data paar uo Dr.
Jernimo MartiniannoFigueira de Mello eleito
Deputado pela provincia do Cear a quantia
de 900'? rs. da ajuda de custo para ir tomar as-
sento na Cmara Geral Legislativa.
DEM do da 16.
Ollicio Ao Desembargador Antonio Joa-
quim de Siquera, aecusando a recepeo do seu
oflicio, em que particpou achar-se exercendo
as funces do cargo de Chele do Polica desla
provincia, para que foi interinamente Horneado
por portara do Exm Prosidente da provincia
de lOdo corrente.
DitoAo Inspector da Alfandega, enviando
de exemplares do decreto n. 389 de 15 de No-
vembro lindo, alterando o do 20 de Julbo dos-
te anno, sobre o imposto da ancoragem Re-
metteo so ae Administrador da mesa do Consu-
lado vinte exemplares.
DitoAo inspector do Arsenal de Marinba,
rogando mandasse entrogarao Provedor da Sau-
de, >eis remos novos, que precisava o escaler da
dita reparticAo.
PortaraAoTbesoureiro da Fazenda para
aceitar, e pagar no dia do vencimento, pela
caxa da receita geral do exercicio de 1844 a 45,
corno determinara a ordem do Tribunal do
Thesouro publico Nacional de 23 do Novem-
bro prximo lindo, n. 250, a letra quo acom-
panhava de cinco contose quindenios mil ris.
que na mesma data sar.ou o respectivo Thesou-
reiro Geral a quinzo dias precisos a favor le Jo-
o Var de Ol ve ira.
DitaAo mesmo idern de 23 de Novembro
lindo n. 255, do quatro contos de ris a lavor
de Joao Pinto de l.emos & Filho.
DitaMandando creditarao mesmo Thesou-
reiro, no livro otila da receita geral do exerci-
cio de 1843 44 pela quantia de duzentos con-
tos do ris, que recebeo o Commandante do
paquete de vapor Paratme, para entregar no
Thesouro Publico Nacional.
Ditadem no livro caixa das notas substi-
tuidas, pela de cincoenta contos de ris em no-
tas substituidas, idem.
dem do da 17.
Officio Ao Procurador Fiscal da Thesouraria,
romettendo vinte e duas contas, com as respec-
tivas letras, de diversos devedores Fazenda
Publica, extrabidas pela Contadoria, na im-
portancia do Ires contos ddenlos e vinte seto
mil cento e trese ris, afim de proceder a sua
arrecadaco pelos meies competentes.
Dito Ao Inspector da Alfandega, trans-
mittindo por copia a ordem do Tribunal do
Thesouro Publico Na ional de 26 de Novem-
bro ultimo n. 252, afim do que ficasse na in-
telligencia de que se expediro as ordens neces-
sarias para se por a sua disposico o cter Espt-
ranga dt Bebiribt, para melhor fiscalisacao dos
direitos da Alfandega, boj o mais elevados, e
do que devia praticar-a este respeito.
DitoAo mesmo, participando para sua in-
telligencia, o execucao, lera ordem do Tribu-
nal do Thesouro Publico Nacional de 30 de No-
vembro ultimo n. 253, declarado que o expe-
diento, quo o regulamento manda pagar em
diversos artigos como pena, ou multa, nao es-
teva comprehendido nos direitos de oonsummo
da nova tarifa, e devia por conseguinte conti-
nuar a cobrar-se nos casos especificados no
mesmo regulamonto ; sendo porm escritu-
rado na columna propria das multas.
Dito^Ao Administrador da Recebedoria de
Rendas internas, remetiendo seis exemplares
do decreto n. 38'i de 16 de Outubro prximo
passado, que acompanhou o regulamento para
o imposto das patentes das lypographias, afim
de que tivosse o devido cumprimento pe"r aquel-
la repartidlo na parto, que Ihe tocava.
EXTEBIOR
c.onnEsroxiiENCiA do diario de pernamblco.
Parit, 6 dt Novembro.
Quem comprar Guizot portlo, leva-lhe o
diabo odinheiro. A maneira por que elle se
propoe conjurar atormenta que o espera na
prxima sessao legislativa, tem muito de enge-
nhoso. ainda mais do inslito e muitissimo de
atrevido. Correm a este respeito, noticias de
tal maneira extraordinarias, que naohepossi-
vel omittil-as por causa da gravidade que teem.
Declaro,porm,que nao ponho por ellas as mos
no luine. Reliro-as como as ouco : nam as
affianco, nemas rejeito.
O empecilho de que o gabinete mais tem que
recear, quando se apprescntar perante a re-
presentacao nacional para dar conta do seu pro-
cedimento as duas gravissimas quesloes de
Marroeos c de Taity, he a presenea do Princi-
pe de Joinville em Pariz. Sabe-se com que
desgosto elle devorou todas as condicoes impos-
tas por Inglaterra a Franca por occasiao da con-
cluso do tratado (ou da tratada) de Tnger
e qualquer que seja o respeito cortamente
_ MUTILADO


Eu. -
lial. com que elle costunia escutar as admoes-
tages paternaes, era muito de recear que, no
momenlo em que a discussao sobre a falla do
throno ostivesse mais aleada u Real mancebo
sentisse ferver as veias o san;ue francez que
por ellas corre, e nao podosse ter inao emal-
guma rovelaca menos discreta que po/.esse o
Ministerio em tortura. Para que este ultimo se
visse na hora do passamenlo bastara que o
Principe so lembrassededeixar correr na Cmara,
debaixo da autondade do seu nome, o Tacto ca-
pital de que no mesmo momento em que elle
j linba'quasi obtido do Imperador de Marro-
eos o pagamento de urna conlribuico de guer-
ra de 30 milliiii's, paga por prestacoes anuuaes,
chegou do Pariz o Duciuo de Glucksberg com
outras instruccoes do Governo, pelas quaes se
vio na necessidado de desistir desta commissao
essencialissima, sob pretexto de que a Franca ,
segundo a infelizexpresso do J.dos Dtbatts,era
aui rica para pugar a $ua gloria Este peri-
go era na realidad gravissimo, e a melbor
maneira de evital-o consista em remover de
Pariz o lieroe de Mogador, pelo menos du-
rante a discussiio da (alia do tbrono, e se fosse
durante toda a s>sso legislativa, tanto melhor.
Mas que expediente su poderia imaginar para
obter este resultado sendo quo o Principe
recebetse a trempe que Ihe armavao c abra
casse de boa vontadeo desterro temporario que
Ihe procuravo impr? Eisaqui siveraesi
fama, como o gabinete procurou desatar este
n gordio : para dizer a verdade ideia de tal
maneira estravagante s a Guizot.mao diabo.be
que podia lembrar. Trata-se de nada menos
que de fazer da Princeza de Joinville base de
urna intriga ministerial.
Havia tempos.que a Princeza se queixava que
nao passava bem. Oanno passado em fins
do Outono, soflreo um catarrho mu forte, se-
gundo por esse lempo ilius communiquei; esto
anno voltario os mesmos incommodos, nao com
maiorgravidade mas mais teimosos. Guiznl
informava-se com muito cuidado do estado de
saule de S. A.; e esta prova de inleressc, em
que nada havia que nao fosse mui natural, nao
podia dcixar de ser recebida com muito espe-
cial agrado, entretanto um dos Mdicos as-
sistentes murmurou as expressoos de propenso
para molestia da peilo. Insistio-se de urna ma-
neira mysleriosa sobre a delicadeza da consli-
tuicao pliysica da doente, e disse se que fazer-
Ihe passar o invern em clima mais meridiona
que o de Pariz era cautela que em caso nenhum
Ihe podia ser prejudicial,e cujo despreso poderi
mais tarde dar origem a serodios arrependi
mentos.
Se a lemLranca do Facultativo foi espontanea
ousuggerida, be cousa que ninguem sabe; po-
rm o que se sabe ou p "lo menos o que se
diz, be que Guizot se approveitou logo della
como mesmo entliusiasmo com que Pylhago-
ras grilouInveni'! quando esolveo o pro-
blema do quadrado do hypothenusa. Deprcs-
sa
quanto os Augustos viajantes se acharem na ci-1 as provincias do reino setn excepcSo. Trala-
pital do Brasil, partir todos os mezes um va- va-sede restabelecer a dictadura militar de Es-
Dcpressa lie preciso que a l'rincc.a parta
sem mais demora para clima mais meridional
que o de Pariz.
Decidido que a doente devia sabir de Pariz,
tratava-se de escolber sitio que Iheconviesse.
Toulon foi a primeira coisa que lembrou e
nisso conveio a Camarilha ou o que aqui faz
as vezes de Camarilha. Esta acquioscencia ,
porm, nao era senao fingida : Toulon a 4
dias de jornada de Pariz, no podia satisfacer
as necessidades do Ministerio.
Com razao diz o adagio Facile est inventis
addere. A grande difficuldade eslava em fazer
acceitar a necesidades da remogo : determi-
nar a localidad della nao era senao modifica-
gao de pouca importancia ideia principal.
(guando a coisa pareca sufficientemenle
preparada, tornou a fallar o mesmo Facultativo
disse : Toulon lie certamente melhor do
quo Pariz; porm,se S. A. deve procurar clima
que Ibeconvonba perfeitamente, para que he
estar a perder tempo como que se cosluma cha-
chamar meias medidas ? Porque nao ha dea
Augusta doente procurar antes o clima do Rio
de Janeiro que nao smente he archi-meridio-
nal, mas que de mais a mais rene a cir-
cunstancia de ar natal ? Nome de Dos
verdadeiro (exclamou n Rainha). To Ion
ge! ..Tem V. M toda a razio aecudio
um dos conjurados. Desterrar a Princesa para
to longe de todos os ohjectos das suas mais
caras alleices, he sacrificio impralicavel ; po
rom. se consideracoes de sade imperiosamente
o exigirem, de nenbuma maneira deve ser
sem que o seu Real esposo metigue pela sua
companhia o amargo de semelhante separa-
cio.
Lanzada por este modo a sement trra.
nao se tratava senao d'esperar que ella frucli-
ficasse. Que mais querem que Ihes diga ? 0
que agora corre he, que, logo que o Principe
de Joinville volte de aples, aonde vai buscar
a Duqueza d'Aumales sua cunhada, partir
com a Princeza para o Rio de Janeiro, donde
ao voltar senao para Junho que vem. Em
por, para levar-Ibes noticias da sua familia.
9 de Novembro.
Ao que fica dilo no artigo antecedente sobre
a poltica do paiz, pouco tonho que accrescen-
tar. U Principe de Joinville parte depos da
manha para aples com seu irmao : o casa
ment deste ultimo ter lugar no dia 25, an-
iversario do de seu pai. A noiva, como bem
podo suppr so, est impaciente esaliseita por
motivos: 1." porque se casa ; 2. porque se
asa com Principe Francez. Os Francezes,
geralinentc fallando, passo por bons maridos ;
e em consequencia disto tcm a joven Duqueza
todos os motivos d'esperar melbor fortuna que
sua mai, que Dos baja, a qual, mais de urna
vez, provou as mos de seu augusto esp >s >. 0
caso be que o Principe de Salomo, que pasta
por liberal, o era sobre tudo em materias de
bofetoes ; ecomo sua mulher Ihe ficava mais
na", era ella sempre a mais bem aquinhoada
na partillia : daqui as continuas reprbeosnos
do Imperador Francisco, que urna ve' disse por
estas formaes palavras ao Principe de Salerno :
Quem he um Principiculo de aples para
ousar por mo um urna Archi-Duqueza !
O Commcrcio francez qucixa-se de um ac-
to recente do Governo do Brasil, e creioque
tem razao. Um decreto datado do 12 de Ju-
nho manda por em aclividade desdo o dia 11 de
Novembro a nova tarifa : 5 mezes, parte dos
quaes se perdem necessariamente em quanto
nao ha navios para transportara noticia, he cer
lamente espago pouco sufficiente, para quo os
negociantes estrangeiros nao fiquem expostos ao
perigo de verem Iranstornadas por legislacao
posterior as especulacoes que fizero antes de el-
la ser conhecida.
As noticias d Inglaterra que aqui temos, san
um dia mais modernas do que as que ahi devem
(er chegado pelo paquete. As folhasde Lon-
dres anda nao tornarn a si do paroxismo de
enlhusiasmo em que as fez cali ir a inauguracao
da nova bolsa. A bolsa de Londres, he o gran-
de sancluario em que la se adora o bezirio de
ouro ; o todos sahem que esta divindade he a
que conta em Inglaterra maior numero do ado-
radores. O que mais satisfez os Inglezes foi a
docilidade com que a Rainha se submetteo a
urna especie de macaquice trad cional, a que
elles dio muita importancia, e cu nenbuma.
Entre i.s inmunidades do Juiz do povo da ca-
pital (he asim quo os quizerem fallar portu-
guez lio de chamar ao lord mayor ou maire)
ha urna, em consequencia da qual o Rei d'In-
glalerra nao pode entrar, sem previa I i cenca
sua, no distrido de Londres, vulgarmente
chamado The City (a cidade): a Rainha Victo-
ria, pois, lembrada provavelmenle da regra que
do que ctista pouco, dase bom mercado, nao
teve duvida em sugeitar- se execucao desta an-
tigalha. Antes de entrar na City, fez expedir
um amulo ao ('.befe do Corpo Municipal para
Ihe pedir li:enca do costume.. Acudi logo o
magistrado popular, que j esperava pelo reca-
do ; e entregando i Soberana as chaves do re-
cinto vedado, exprimio-lhc ao mesmo tempo
a satisfaco com que o corpo commercial de
Londres recebia a honra que S. M. vinha fa-
zer-lhe Como se v, tudo isto sao meras for-
malidades, sem a mnima significacao ; porm
Inglaterra be o paiz das formalidades por excel-
encia.
Nao obstante todos estes enthusiasmos, bou-
ve ms linguas, que, comparando a solemnidad?
da abertura da nova bolsa, com a solemnidade
anloga que teve lugar, quando a velha foi
inaugurada no lempo de Izabel, disserio que a
primeira foi incomparavelmente mais pomposa
quo a segunda ; e porque ? Porque Thomaz
Gresham, querendo por essa occasiao fazeros-
tentacio das suas riquezas, offereceo Rainha,
redunda a p impalpavel e desfeita n'um copo
de vinlio, urna perola do valor de 1,500 libras
esterlinas, somma enormissima para aquello
lempo. Esta maldade, jase sabe que foi obra
das folhas da opposico, que por manha velha,
por c como por la, em tudo oque o Governo
faz. ho de langar veneno ; porm os jornaes
governistas negiro redondamente o facto,por-
que, dizein elles, era impossivel que um nego-
cia ule de bom juizo cabsse am ser to besta ;
*(trould made such on ast of himself). A an-
tiga Cleopatra pensava d'outra maneira.
O facto poltico que mais contina a abtor
ver a attenco dos novcllistas, he a conspiraco
de l'riin. Este ultimo eontra quem
o Promotor Publico ruquereo pena de morte ,
requereo ser julgado em concedi de guerra ,
que he o seu juiso natural e assm o conse-
guio. As diligencias que elle faz para escapar
da morte inculcan pouca disposieo para o mar-
Uno nao obstante o proverbio que diz: Dul-
ce el ecorum est pro patria mor ; isto he,
segundo a traduego he-panhola: Morir por la
patria es dulce morir.
He hoje lora de duvida que a Inglaterra era
a alma da dita conspiraco que abrangia todas
partero, para quem j eslava reservada in petto
a digndade de Cnsul. A politica d'Inglater-
ra, relativamente a Hespanba, he fcil de com-
prehender. H inda neste desgranado paiz 3
govemos possiveis: de D. Carlos o de Cbris-
tina e Izabel e o de Espartero ; ora as sym-
pathias d'Inglaterra, so por aquelle que com
mais certeza pode lngaro paiz em anarchia, pa-
ra queem aguasturvas Ihe sejapossivel fazer pes-
ca. Peco perdi ao governo de Londres de in
terpelrar desta maneira o seu procedimento;
mas desgracadamente quem quizer fallar pela
porta dianteira ha-de fallar assm.
As cartas de Lome do principio deste mez
tornio a fallar de novas perturbares nos Es-
tados pontificios; porm as minhas noticias par-
ticulares que tenbo por mais seguras, porque
provem de pessoaimparcialissima, desmentem-
as completamente. A manha dos propagan-
distas he semearcm a torio e a direito estes boa-
tos falsos para os seus fins. Por va de regra ,
todas as noticias publicadas no Commerce de
Pariz, e na Reforma a respeito d'Itala sao
falsas ; e sobretudo quando se referem a car-
las de Leorne ou recebidas directamente ou
por va das folhas de Allemanha. O mesmo ac-
contece com o National, e as ve/es com a Pa-
trie. Declaro isto de urna vez para sempre ,
para que se nao pense que ignoro o que as di-
tas folhas dizem quando aponan coisas em
que eu nao toco. Calo-me por que tenho mo
tivos para nao acreditar noticias espalhadas com
fins particulares e sem o mnimo funda-
mento.
INTERIOR.
ALAGOAS.
Caetano Mara Lopes Gama do Conselho d'Es-
lado de S. M. o Imperador, Senador do lm-
erio e Presidente da. Provincia'das Alagos,\ic
Fago saber todos os habitantes desta pro-
vincia, que tendocessado a sedicio nellaoccor-
rida no mez do Outubro do presente anno ,
por se me terem apresentado implorando o
perdi de S. M. o Imperador, os cidadaos que
a promoverao e sustentro lico todos el-
les amnistiados, em virtude do Decreto de -jo de
Novembro do presente anno.
Nocasode exislirem anda reunidos e arma-
dos em algum ponto da provincia quaesquer
individuos, que tivessem tomado parte na re-
ferida sedigo, assigno-lhes o praso de vinte
dias para deprem as armas, e se me apresen-
tarem 6 flm do gosarem da amnista nos ter-
mos que, segundo o mesmo Decreto eu bou-
ver de applicar-lhes. Palacio do Governo das
Alagoas, "20 de Dezembro de 1844 Caetano
Mara Lopes Gama.
PERNAIvBCO~
Rendimtnto liquido da Aljandega di Pernam-
buco no mez de Dezembro p. p.
Direitos de f>0 por tent
de 50 por cenlo
de 40 por cento
de 30 por cento
de 25 por cento
de 20 porcento
do 10 porcento
de 5 por cenlo
do 4 por cenlo
de 2 por cento





s
454,125
15:099.636
4:533,962
91:191.628
23:393,073
13.047
258,168
243,616
383,160
3,955
ReexporlagSo 1 por cento
Armazenagem de 1/4 por cenlo
Premio dos assignados
Multas calculadas nos despachos
Expediento de 1 1/2 por cenlo
Gneros naronaes 1/2 por cento
*ellodos despachos vres
Emolumentos de certidoes
138:574,270
1,016
6,206
2:470,807
8.630
485,820
49.468
21.818
12.840
141:630,875
Aifandega, 2 de Janeiro de 1845
O Escrivio da Aifandega,
Jacomo Gerardo Maria Lumaehi de Mello.
CORREIO.
COnRESPONDBNCIA DA CIoADE E PROVINCIA.
Tive das Alagoas o incluso documento au-
tentico da amnista concedida aos rebeldes da-
quella provincia, o qual Vmcs. publicaran
como Ibes convier. Por ello se v que o Go-
verno Imperial que havia adoptado e recommon-
dado aos scus Delegados o systhema da inver-
sao geral, de apear todos os Ernprega los e re-
montar outres a im de se obterem nomeacoes
em vez de eloices, &c. &c. desapprovou o
comportamento do Presidente das Alagoas,
para o qual olhos lo invejosos lancavao os m-
nisterialistas praieros, e mais caterva de ma-
ritafedes ca de Pernambuco : d'aqui se con-
cluo que o nosso Governo quer os seus fins com
tanto que os seus agentes posso levar o bocea-
do a bocea, quando nio, no. Embora fi-
quem lodos os seus partidistas sem Dos, sem
amor sem honra : que Ihe importa ? O
que ha hi de importante he a admoestacao
indirecta feta a todos quantos soflrao ou pos-
sao sollrer prepotencias da parte dos agentes da
autoridade publica, de Ibes fazerem opposigo ,
que sendo forte, resoluta, e persevejanle ,
podem ter a certeza de vl-a coroada do bom
resultado, e o crime amnistiado.
O que me dizem daquella provincia he que
todos os caudilhs das (oreas rebeldes tem fei-
to a sua apresentacio ao Exm Presidente, e
entregado as armas, depos que foi publicada
aquella proclamaco no dia 20 do passado com
grandes demonstragoes de jubilo excepto da
parte dos ministerialistas que nao podiao es-
perar semelhante desbebo encarnizada em
que se metterao. Como quer que seja, e isto
he o que mais nos deve importar a nos que
no estamos envolvidos nessas rixas das Alago-
as e nos no falta divertimento ca por casa ,
esta concluida a guerra civil e dizem-me que
ha esperangas de que o Vicente de Paula ebe-
fe dos cabanos far tambem a sua apresenla-
go deixando a residencia das maltas ; no
que ponha Dos a virtude.
Urna consideraran anda larei e esta be
aprol de um amigo. Li em um n. do Mer-
cantil de Novembro que o Dr. Telles Che-
fj de Polica interino das Alagoas havia feito
insinuages prfidas ao Presidente Franco a-
cinselhando Ihe a paz por instigacoes do Dr.
Bastos : sei que o meu amigo nao se metteo
aconselhar aquelle Presidente, quando mais
no fosse pelo seu conhecdo acanbamento.
e na verdade porque tinha o tal Pr sidenle
muitos conselheiros de seu peito, o que bem
sabia o Telles ; mas quero suppor que de fado
essa insinuadlo foi fcita nao entendo o Mer-
cantil que era melbor,ter se deixado correiem
aseleigesem liberdade como Dos quer que
sejao sem se derramar por essas maltas e
campias o sangue e o dinheiro dos t>rasloros,
sem as immoralidades de que foi tbeatro aquel-
la pobre provincia do que depois de tantas
desgragas tantas miserias, tantos crimes ,
vira sua gente a perder tudo dando-se para
cumulo de desgraca mais urna vez o fatal ejem-
plo de amnista ?
Assm ficaro todos os empenhados na sus-
tentaeo da contenda com cara de pao, e se al -
guam houvesse aconselhado a paz, teiia sem
duvida o direito de perguntar-lhes : No vos
disse eu que ieis errados e cegos ; porque vos
obstinastes ? --
Escrevem-me da Parahyba que no dia 14 do
mez passado e j quando o novo Presidente vo-
gava para aquella provincia, forao demiltidos
tres empreados da Tbesouraria provincial, e
substituidos por creaturasdo rencoroso Fcli'ar-
do, que la foi para o Rio alegar os seus impor-
tantes servaos, e os dos seus sevandijas: que
no dia 16 foi aggredido o cngenlio Pacatuba de
cuja familia he accerrimo inimigo o referido
Felizardo, por urna tropa de 60 pracas, que
io munidas decuias, saceos, e cabagos, nin-
guem sabe para que,a pretexto de reciutamento;
mas que cmfim no dia 17 appareceo a noticia
do vapor queconduzia o novo Presidente, com
o quo para rao as arbitrariedades, tomando este
posse no dia 19.
Dizem-me mais, que antes da partida do
Franco houvero anda muitos bailes e festan-
gas, onde se apresentaro as figuras do costume;
que o Avondano convidou o novo Exm. para
o baile que deo no mesmo dia de sua posse ;
mas S. Ex nao levou sua senhora : que este
mandara suspender cellos pagamentos de favor
concedidos pelo Franco; que o Aragaoser
nomeado Secretario ; e qu finalmente pensao,
findaro agora os bailes, pela auzencia de cor-
tos bailarinos muito interesantes.
Para Ibes di/er miudamcnle o que observei
nos dias em que eslive fura desta nossa risonha
e aprasivel cidade (materialmente fallando) se-
ria preciso levar muito tempo, e talvez enfa-
dasse os seus leitores. Portento, visto que o
prometli, e que o prometlido hedevido, limi-
tar-me-hei a dizer Ibes, que no lugarejoonde
eslive as madamas lomatao banlio i rabecarOo,
almocavao e rabicavo, jantavo e rabecavUo,
tomavo cha e rabecavo, sempre rahaja : os
liomens polticavo banbando-so. politicavAo
comendo, politicavao jogando, e jogavo poli-
ticando, isto he jogo e poltica semper et ubi-
que.
Em urna das excursoes que fiz nesses dias de
natal, fui ao Caxang, e la vi, vi, e nem sei
o que vi; o que me parece he que o Exm. Pre-
sidente, que ora visita certas estacos, deve por
alli tambem fazer alguma digressao, o no%ner-
der o seu tempo, e a provincia ter de ficar-
Ihe agradecida.
Hontem appareceo por detraz do tbeatro no-
vo o cadver de um escravo que havia morrido
-----*


*?


singado ao que pareca : cenheceo-se que era
o que no (lia antecedente havia maltratado gra-
vemente urna preta, que deixra em perigo de
vida, e se precipitara no rio, dizem que, por
ciumes. s~~
r> Com a entrada do novi anno do 18i5 ap-
pareceo urna representacaoVque se diz leita pe-
los artistas, e outros habitantes em Pernam-
buco;afirma se vai ser levada ao Augusto Soliu]
Para fazer seu completo elogio basta dizer-se,
que he obra da prna, pois todos sabem que na
praia s so encontro obrat primas, obras dig
ras de s^us hroes O cometa apparecido nos
ltimos dias de Dezcmbro lindo promeltia[a ap-
paricao de alguma grande cousa ou obra, e
eis que nao tarJou a sabir luz a obra, e obra
da praia, isto he, a representaco dos artistas,
que deve ser remctt'.da por via do Urbano com
ausencia ao papaangu' afim de la, e por la fa-
xerem della o uso, que Ihe parecer: pobres
artistas At quando a praia abusar da vossa
paciencia Quando vos desengaareis de que
a tal proo s quer pescar para si, e so de vos se
lembra, assim como qualquer se lernbra da
descalcadera dos botins, a qual atira um pon-
tap logo que se v descaigo ? Sea praia quer
proteger-vos nao esta em suas mos o fazer
urna lei salutar, que ponha temo aos vossos
males? Nao pode ella.no centro da representa-
do nacional, orar por vos, expT vossas neces-
sidades? Para que pois requerimentos.para que
assignaturas, e choromingaces que bem en-
tendidas vos sao aflrontosas i' O Comi nao
quer lazer de vos os peixinhos de S. Antonio ;
mas quer s dzer-vos urna verdade, e vem a
ser os PRAiBiRos sao impostores : basta por
agora. '
A gente da praia mente mais do que d pe-
lo amor de Dos: at o fim de 1844 o Barao
era a causa de todos os males, de todas as des-
granas, o mesmo houve gente da praia que at-
tribuisse ao Barao a falta de chuvas, e os re-
saltados da secca que nos ameacava; agora po-
rm a causado todas as ruinas do imperio sao
os Portuguezes! Todos os movimenlos revo-
lucionarios sao devidos aos Portuguezes : toda
moeda falsa he obra dos Portuguezes; as cdu-
las falsas lambem sSo obras dos mesmos: o
trafico dos bicudos, o contrabando do po-bra-
sil hu obra dos taes Porluguezitos ; emfim tudo
e tudo vem, nasce e proveen dos Portuguezes!!
Se assim he, fica a praia cheia do que obro os
Portugueses, que Ihe fa?a botn proveilo. Quan-
to aqui diz o Correio so l na tal representa-
cao dos artistas, que por arte da praia, fai
forjada poralgum praieiro que deseja o man-
do, e se quer servir, nao da mo do gato para
puchar a braza ; porm dos dout mil artis-
tas assignantes da decantada representarlo !
Tambcm quando chegou o ex-Presidente Mar-
celhno apparecrao 5,000 praieiros, homens
todos do maoscheias, probos, conspicuos, que,
percorrendo as ras da cidade atraz do batuque,
Ihe derao vivas.... e afinal ? Tudo ficou o que
era, id est, nada, e os papat angu't forao os
mamantes, e chupantes... Se os que gritrao
nada chuebrao, o que pdem esperar os que
assignro ? Nem pelo menos Ihe coube ver
seus nomes em letra redonda.
Com m nieados.
SUICIDIO DA PRAIA.
0 D.-novo de 30 do passado depois de fal-
lar da falta e caresta da carne, attribuindo-a
ao Sr. Barao da Boa-vista, por nao ter elle
approvado um contrato, que alias a Cmara
nao celebrou por achar embaracos a vista do
regulamento, que fez o Sr. Manuel de Souza,
e da Lei, que auterisava o monopolio do talho
deste genero, aprsenla como candidato da
praia, e do Ministerio para o lugar de Senador
o Sr. Antonio Carlos. Nao podemos descu-
brir a relariio, que possa lera candidatura do
Sr. Antonio Carlos com a caresta da carne,
por estarmos certos da que o Ilustre Anciao
nao he um Paulo Barboza que s so laca recom-
mendavel ao paiz pelo uiclhoramento dos ma-
tadouros pblicos : vemos sim o suicidio da
praia na adopcao, que ella fai deste candidato
do Ministerio, lembrado apenas como urna no-
tabilidade, que era necessano oppor aos Exms.
Reg Barros, porque essa adopcio importa a
confisso de nfio haver no circulo da praia um
nome, que se podesse apresentar, quando fi-
lustres Pernambucanos, carregados de servi-
cos importantes feitos nao s a esta provincia,
como a outras do imperio, quando Brasileiros
dignos residentes em Pernambuco, e que tem
feito valiosos servicos em varias provincias, e
principalmente nesta, sempre em sustentacao
da ordein e tranquillidade publica (o que be
cortamente mais meritorio do quo a iniciativa
ide revolueOcs) sao apresentados pelo partido da
ordem para eneberem a vaga do Ilustre Per-
nambucano fallecido.
terio implem candidatos As provincias e al s
de primeira ordem, onde ha Ilustres cidados,
cuja escolha deve-se deixar cunsciencia dos
Eleitores, nao referimos o nome do Sr. Anto-
nio Carlos por termos pojo do revelar ao publi-
co o insulto que o Ministerio Ihe fasta de to-
mal-o para instrumento da exelusao dos nomos
Ilustres, que ha em Pernambucu. o Ministerio
que o mandara guerrear em Santa Calharina para
dar preferencia ao Nafrado Sr.Coelho.o Minis-
terio que o vai preterir na eleicao deMinas pelo
candidato da Joanna, o imbcil amigo de Paulo
Barboza;foiportento para poupar esta injuria ao
Sr. Antonio Carlos, que n8o referimos o seu no-
me, e nao porque os Pernambucanos podessem-
Ihedar preferencia sobre uSr. Barao da Boa-vista
que tantos servicos tem prestado a sua patria,
e sobre outros dignos Vares residentes nesta
provincia, e quo a ella tem feito sorvcos mais
proficuos em defeza da ordem, do que esse de
1817, que o D.-novo menciona Ibe li/era o Sr.
Antonio Carlos.
Quando os nomes Ilustres de dous Pernam-
bucanos pleitearfio em 1837 a eleicao de Sena-
dor fo i o Sr. Antonio Carlos apresenlado para
decidir a contenda ; mas os Eleitores Pernam-
bucanos fizerao o seu dever, e dorao seus suflra-
gios aos Exms. Viscondes de Olinda e Hollan-
da Cavalcanti ; o Sr. Antonio Carlos nao ob-
teve maioria. e podemos asseverar, quo dos
partidistas da praia nem um voto teve. Dan-
do-se em 1838 nova eleicao, os Pernambuca-
nos tornarao a levar na frente da lista o Sr.
Hollanda Cavalcanti, e o Ministerio pundo de
parte a divergencia de opnioes polticas, sa-
lislez aos votos da provincia, e assim lo pro-
cedendo sempre as vagas que so derao. som
ter o arrojo de impor Pernambuco seus can-
didalos. Hojetudo est mudado ; e os homens
da conciliafSo para abatercm as iulluencias legi-
timas das provincias mandSo fazer as eleces
forca d'armas, e de fraudes, e intimao aos
Eleitores quo votem nesles, e n'aquelles, que
sao os escolbdos doGovcrno : os mesmos co-
rifeos da prat'a quo em 1837 guerrearo a elei-
cao do Sr. Antonio Carlos, abandonSo com a
mais abjecta adulacao 0 cobardiaa licaeleitoral,
e aceitao u candidato imposto pelo Ministerio
com o fim de guoirearem mais vantajosamente
os nomes esclarecidos dos Regos Barros, e ou-
tros cidados prestantes, que existem na pro-
vincia.
Quando o D.-novo menciona a eleicao de
S. Paulo em favor do Sr. Antonio Carlos,
commemora um acto quo honra a provincia,
o o seu digno Bepresenlante;mas para quo vem
o D.-novo manchroste acto generoso dos Pau-
listas com a candidatura do Sr. Antonio Car-
los pelas provincias do Cear, e Para no tompo
do seu Ministerio da Maioridade, para que vem
dar mais urna prova de quantoos Ministros se
empenhao por tornar do Senado o seu patrimo-
nio? Concluiremos notando que foi infeliz ou
antescontraproilucentema lembranca descriar-
se actualmente o Sr. Antonio Car losa presentado
Senador por Minas, por quanto se este Sr. me-
rece a escolha de S. M. o Imperador para en-
trar no Senado, na be necessario que Per-
nambuco exclua os que Ihe tem prestado os mais
relevantes servicos, para apresental-o, ese elle
tem de ser excluido pelo Governo na escolha
que se vai fazer para prehencher a vaga do Se-
nador por Minas, naodevem os Pernambuca-
nos apresentar a S. M. o Imperador na lista
trplice um nome, que o Mesmo Augusto Se-
nbor Acaba de regeitar por Minas, mxime
havendo na provincia Benemritos da Patria.
que tinhao occorrido nos dous mezes de. Outu-
bro e Novembro, e lornando-se publica a sua
parte de 23 de Dezembro, della vimos que
ncases dous mezes houve 16 assassnos e que
as tentativas de morte ferimentos graves e le-
ves sao em tal numero que o Snr. Chele de
Polica nao |os expo porque seria necessario
escrever muitas paginas Attenda-so que
esta parte do Snr. Dezembargador Chefe de
Polica em additamento de l8de Dezembro
do Snr. Antonio Aflonso o que anda nao ti-
nhao sido rncebidas as partes de todas as Dele-
gadas o quando de tantos homicidios, de
dous apenas foro presos os autores e diga-se-
nos em que estado dexarao a Provincia o Snr.
Antonio Alfonso e os Directores da Polica e
de toda a Poltica da Provincia debaixo do actu-
al Ministerio Um quadro somelbante nunca
appareceo sob a administracao do Snr. Barao da
B. Vista com os Cbefes de Polica e Delega-
dos que a Praia tanto calumniou e insullou :
pela primeira veza Provincia mostra urna lista
de chines, que arripia os cabellos queparoce
corresponder a urna barbaroz livre de todas as
peas ou o que o mesmo ao completo aban-
dono da Polica. Qu'he de os contrabandistas
processados pelo Chefe de Polica regenerador;
onde esto os introductores do africanos os
ron ha dores d'escravos por elle presos: onde cs-
tao Alecrim e seus socios ? Depois que forSo
rendidos o Chefe de Polica e o Delegado quo
nomera o Sr. Barao da B. Vista esta gente est
em liberdade.a cadeia nao recebe mais osladres
d'escravos, nem os sicarios que a nova Polica
tinlia as suas ordens. O contrabando d'Afica-
nos esse tem tido um augmento espantoso ,
o se tem feito com passaporte da Policia as
diligencias contra a sua introducto servem so-
mento para encher as algibeiras dosalchimistas
da Polica:diglo os bem (titos peccadores co-
mo so houvorocom os anjos que descero a sau-
ila-loemS. Amaro, e que acommodare-iios
com urna bagatella. Infames fug da publici-
dado e prociirai as trevas em que podis fazer
as vossas surtidas com mais seguranza.
se apenas mandou faier o signal do achar so
em perigo; se S. Ex. nao pode saber que
noviilade era a que indicavaoos tiros da for-
taleza, nem teve tempo do concorrej para a
captura dos fugitivos, apezar de sua reconhc-
cida actividade, e energa se tudo foi feito pelos
soldados do Brum.para que ha deo D.-n. quei-
maro nojento incens da adulacioPParaque veo
na historia o Delegado de Polica, quejnada fe/,
e a promessa da aclividado da Polica, quando
consta que dous destes desgranados tem vagado
pelas immed8Coes de Santo Amaro e Belm'
todos estes dias sem acharem quom os prenda ".'
Mclbor he qne o .-novo desporte o seu Dele-
gado nestoe n'outros casos acontecidos no leu
districto, Seu Leilor constante ,
y.
Variedadc.
Correspondencia.
PROGRESSO OA JUSTICA COM A POLICA DO NR.
ANTONIO AFFONO.
Tomando a policia da Provincia o Snr. An-
tonio Alfonso Ferreira proclamava a Praia quo
io cessar os delictos na Provincia 'o voltar
trra a lugitiva Astrea ; os roubos os homi-
cidios os ferimentos o contrabando a in-
trodcelo de papel-moeda lalcilicado, a impor-
ta cao de africanos, todas essas graves infraccoes
da Lei nao deviio mais affligir o coracSo do lio -
ineiii amigo da Provincia e da civlisacao. Um
ebefe de Policia intelligenle zelpso enrgi-
co, e activo tinha de por freio a todos esses ma-
les. Desde o principio que protestamos contra
os preconizados melhoramentos e esperava-
mos dentro em pouco poder pela experiencia
dar total desengao aos sycophantas que attri-
buindo aos seus inimigos. todas as calamidades
da Provincia inculcavao-sc os regeneradores
universaes como se houvessem descoberto a
panacea para os males sociaos. Mais de urna
vez pedio-se a Policia do Snr. Antonio Alfonso
que publicasse as partes dos seus Delegados ,
ou o que ellas continhao ; o Snr Antonio Af-
fonso rompendo ocostume dos seus antecesso-
Srs Bit.
Tam projtctiv ttreitutis ttvdebat.
Causanojoo communicado decerto Agente
do Policia D. novo que para atenuar a culpa
de quom nao prevenio a fuga dos presos en-
tregues sua guarda, enche de elogioso Com-
mandanteda fortaleza do Brum ,e eleva ai
nuvens com a mais baixa adulacao as provi-
dencias que para a captura dos mesmos deo
o Exm. Presidente da Provincia. Pomos de
parte as frazes impoladas e o bello estilo, o
tiro do pega que o commandanto fez, a etleri
dade do raio com quo chegaro os soccerros,
os termos necessarios a que a Poliica do De-
egado foi proceder e a resistencia formal ,
qne os presos com pequeas bastes de urna
grelha 'fizerao s baionetas caladas que com
toda a precaucao os guardavo e demos o seu
a seu dono.
Aossoldadosda guarnieao e s a elles se
deve a porseguicao e a captura dos vintee
tantos presos que fugrao a excepcSo de qua-
tro morios em resistencia porque s os solda-
dos sem chefe sem ofliciaes ( pois o Comman-
danteticou na fortaleza, o o Ajudante esla-
va passando a fosta ) lancaro-se pela praia
sobre os presos pcrsegundo-os baioneta e
depois que Ihes veo cartuxame tiros e com
o soccorro de duas canoas, que vinho de
Olinda cercarSo, e prendero todos esses fu-
gitivos. A57 horas e meia foi o rompmento,o as
novo j estava tudo acabado, restando apenas
por capturar o preso que o Alferes Barbalbo
trouxe de Sanio Amaro pouco antes de ineio
da.Os primeirosquatro soldados queS.Ex.man-
dou marchar da guarda principal j nada tive-
rio, que fazer quando chegaro fortaleza as
9 horas; o mesmo acconteceo com o destaca-
mento docorpo de Policia que aili chegou pou-
co depois.
Tambem o piquete de Cavallaria que foi para
Santo Amaro j nao alcan?ou os fugitivos.
Quando o Sr. Commandanle das Armas che-
gou fortaleza depois de 9 da horas estava a
empreza concluida o assim osSrs. Choles,
e Delegado de Polieia que l lorao algum tem-
po depois do Sr. Commandante das Armas s
tiverao que fazer vistorias nos presos mortos,
em ra/o de liaverem os soldados da guarnieao
assim mesmo acepha-los como os dexarao;
sem umofficial que os dirigisse mostrado grande
actividade depois da fuga na apprehensao dos
referidos presos, e a vista desse abandono de
seus chefes desculpa merecen) os que assasina-
ro dous ou tres dos fugitivos j presos e de-
Archenlotjia. As ruinas da antiga e 18o ce-
lebrada Ninive ainda nao tinhao sido descober-
tas por ninguem. Em 1833 dra-se Richte .
archeologista inglez residente em Bagdad ao
trab8lho de procural-as; porm pouco obteve.
e a sciencia nada ganhou O que Richte nao
pode conseguir em 1S33 acaba de conseguil-o
Botta Cnsul francezem Moussoul homem
desde menino amiliarisado com os estudos ar-
cheologico*, e apaixonado por elles. Subindo
pelo rio a cima, despresando perigos, e ajudan-
do-se das luzes da historia e da tradicao, achou
finalmente o intrpido archeologista francez a
velha rainba do Tigre; porm em tal estado de
decadencia e tao maltratada do tempo, que bem
pode dizer-se della o que j a outro respeito su
dlsse : Stal magni nominis umbra. Tudo quan-
to lioje existe'da tao famosa capital dos Assy-
rios he a mesquinha aldea de Jonnus nome
com que o lempo provavelmente porpetuou a
tradicao do profeta Joas, cujo historia anda na
Escriptura Sagrada, tao entrelacada com a de
Ninive.
Ninive comecou a perder o esplendor im-
menso com que brilhra a 3 mil annos logo
depois da conquista dos Modos; continuou com
tudo a gosar de certa importancia at o tempo
do Imperador romano Claudio, e ainda so con-
sorvou at o reinado dos Gordianos. Be enlo
por diante nunca mais ninguem fallou della.
O Cnsul francei, for?a de escavaces que
mandoujfazer junto d'alda de Jonnus,pode|reu-
nir grande numero de objectos curiosos que re-
metteo para Parii cuja colleccao reunida em
um s grupo vai enriquecer com um supple-
mentointoressantissimo para a historia que
lcar sendo conhecidocom o nome de Museu
Assyrio o j inmenso eslabelccimento do
Louvre que he sem par na Europa.
[Diario do Governo (

lfandega.
Rendimenlo ;do da 3...........2:535*994
DescarrtgOo hoje 4.
PatachoPieptunolar m ha.
PatachoDariomercaduras.
lirgue Trtumphanleidem.
Brgue SardoC'erar Augusto dem.
BrigueVertatofumo.
BrgueAmeliabatatas.
Movimiento do Porto
.Vaco entrado no dia 3.
Boston ; 33 das barca americana Nil
180 toneladas, Capitao Rnott Pedrcck,,
equipagem 9, carga varios gneros : Luz
Gomes Ferreira.
])< clai atoes.
res nao consentio que continuassem a ser im-
pressas as partes mensaes que diriga ao Presi- nrmados na Cruz do Patrio, lendo morto com
dente da Provincia e poz o sello em tudo que! legalidade tres ou quatro no acto de ser ataca-
respeilava Policia. O Snr. Dezcmbargadnr da a guarnieao.
Guando censuramos o cinismo (que o I).- Siqueira apenas lomou interinamente a seu car- Se pois e Commandante da fortaleza ne-
novo igualmente condemnaj com que o Minia-go a Policia deo parto a S. Ex, dos successos nhuma providencia deo para prevenir a fuga,
Existem aa Administrarlo do Correio
duas cartas seguras para os Srs Joao P.aptista
dos Santos e Bento Joo Cerdoso.
O Administrador da Mesa da Recebedoria
das Rendas Goraes Internas avisa aos thesou-
reiros da dcima de m*o morta dos bairros do
Recife S. Antonio Boa-vista e Afogados ,
quo o praso marcado para o recebimento he
ateo 15docorrente oaquelles, que nao pa-
garem pagars 3 por cento e para que che-
gue a noticia a todos, mandei (azer o presen-
te annuncio. Recebedoria 3 de Janeiro de
)S45 Francisco Xavier Cavalcanti de Alb\s-
querque.
Aviso i martimos.
t para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Indianno sai na seguinte semana, tero bons
commodos para passageiros e oscravos a rete .
tambem pode receber alguma carga muida ;
quem pretender embarcar, entenda-se com Ma-
nuel Ignacio de Oliveira na ra de Apol o
n. 18. [1
MUTILADO


Avisos diversos.
0 VEKDADEIRO REGENERADOR N. 8
est a venda ao meio da nos lugares costuma-
dos a 40 rs. cada exemplar. Trata do roque-
rimento que os artistas queram dirigir a S. M.
I. a respeito dosestrangeiros, dando seu pare-
cer sobre este requerimento.
O NAZARENO N. 73
est a venda nos lugares annunciados hontem ,
80 rs. cada exomplar.
1=0 Sr. que annunciou querer comprar
urna venda bein afreguezada, dirija-se a ra do
Rosario da Roa-vista venda n. 43, que se Ihe
dirira quem tem urna bem afreguezada para
vender (5
O Sr.Caetano Gongalves Moreira, queira ir
receber urna carta inda do Porto na ra Direi-
ta n. 10.
Nova deicobtrta.
Remedio para nao deixar criar percebejos
em os leitos uo tornando a criar por espago
deoito annos experiencia do auctor: vnde-
se na [ra Uireita n. 42. preco de mil rs. ca-
da cacbinha.
Bernardo Ferandet Vianna abre a eico'a no
da 7 do correrte Janeiro.
Ensina meninos a 2,000 rs. por mez,dando
tinta, e 2,500 rs. dando todos os pertences
de escola, incluindo alguns livros como sejao
collecco de compendios, primeiros conbeci-
mentos para os meninos lices moraes tiradas
da sagrada escriptura, os accidentes da infan-
cia, modelos para os meninos. Ensina, licao
de leitura duas vezes no dia, escripia e contas
urna vez. Na segunda-feira de tarde taboada
pequea edobrada, pe/os e medidas itenera-
rias, algarismos de vintens at patacas, expli-
caco das regras de civilidade. Na teic,a dou-
trina christa. e ojudar a missa. No sabbado
toda a doutrina e a sua explicacao pelo catecis-
mo das verdades catbolicas. Ra da Gadeia do
Recife no primeiro andar n. 56. (18
2=Aluga se urna casa terrea na ra do Co-
tovello n. 59, coni trez quartos, cosinha fra ,
quintal e cacimba; quem a pretender dirija-se
a casa junto ou na ra do Cabug, loja de miu-
dezas junto da do Bandeira. 5
l=rPrecisa-se de um caxeiro qua tenba pra-
tica de venda paru tomar conta de outra por
balanco ; e deoutro menor de 12 annos dos
chegados ltimamente : na ra do Sebo nu-
mero 33. (5
Aluga-se um sobrado de dous andares no
pateo do Hospital do Paraso que faz esquina
para a ra da Roda muito fresco e todo en-
vidracado com janellas no oitao ; a tratar na
ruadasTrincheiras n. 8.
Precisa-se alugar urna preta para o ser-
Tico de urna casa ; na ra do Livramento n. 39
Precisa-se alugar um preta escrava para
o servico de urna casa de pouca familia; na ra
do Sol n. 9.
LOTERA DO THEATRO
As rodas desta lotera
audfto impreUrivelineiite
no (lia 28 do (oriente, e o
restante dos bilhetes a*
chft-se venda no bairro
do Recife loja de cambio
dos Srs. Vieira eManoel Go-
mes; no de Santo Antonio ,
boticas dos Srs. More ira
Marques e Chagas; no da
Boa-vista, loja de ourives
do Si: Jacinto. (14
Companhia gerul da agricultura das vinhas do
Alto Douro.
3 O abaixo assigoado agente desta com-
panhia nesta praca de Pernambuco acaba de
receber pelo navio Bella Pernambucana o pri-
meiro carregamento de viohos d'aquella com-
panhia, depois que ella foi rehabilitada pela le-
gislatura de Portugal, e dotada com fundos
pblicos pela leda 21 de Abril de 1843 para
levar a todos os mercados os padrSes e balisas
do vinho genuino e puro do Alto Douro geral-
menteconhecido pelo nome de vinho do Porto ,
a fim de servirem de guia ao commercio.
Este carregamento, conlendo viohos das mais
escolhidas novidades deve otTerecer aos Srs.
consumidores nao sacertesada sua puresa
esuperior qualidade mas o typo verdadeiro
dos excellentes vinhos do Porto.
Espera pois o abaixo assignado que os Srs.
consumidores se dirijo a sua residencia ,
na ra do Vigario n. 19, para tratarem do ajus-
te de lodase quaesquer porcdes que desejarem
Thotnaz de Aauino Fonsec*. (23
3Aluga-se por 5# rs. mensaes a loja do
sobrado de dous andares da ra Imperial ,
onde mopu o Capitao Padilha logo adiaote
do viveiro do Muniz ; a tratar na ra do Cres-
po loja o. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia.
3 A pessoa que Ihe faltar uns pares de
remulls e uns pares de meias de linho vin-
das de Portugal na Tentadora queira procu-
rados na ra do Crespo n. 12, loja de Jos Joa-
quim da Silva Maia, que, dando os signaes, Ihe
tero eotreguem. (6
3 Ferreira Sj Braga fazem sciente ao publi-
co que Jos Mara Teixeira Villas Boas dei-
xoudeserseu caixeiro desde o dia primeiro
do corrente. A
3 Precisa-se alugar urna preta que saiba
engommar, cosinhar e comprar na ra ; quem
a ti ver (iirija.se a ra larga do Rosario n. 30 ,
primeiro andar. (i
2 Manoel Francisco Coelho faz sciente ao
publico e particularmente aos seus alumnos,
que o exercicio de sua aula de grammatica la-'
tina eportugueza cometa no dia 7 do corrente
mez de Janeiro, e que contina a receber alum-
nos para as mesmas disciplinas; quem se qui-
zerutilisar, dirija-se a mesma aula e casa de
sua residencia na ra de j. Amaro entrando
pola ra Nova, primeiro sobrado n. 18. (8
2 O Padre Francisco Coelho de Lemos e
Silva faz sciente ao respeitavel publico que o
exercicio de sua aula de primeiras lettras, gram-
matica portuguesa e arithmetica comeca no dia
1G do corrente mez de Janeiro ; os pais de fa-
milia que quizerem matricular seus filhds .
dirijao-so a ra Bella n. 45. (7
2 Aluga-se urna casa terrea na ra Bella,
com duas salas 3 quartos, cosinha fra, quin-
tal e cacimba; a tratar na ra do Collegio n.
15 terceiro andar. (4
2Na ruada Flores o.21 precisa-sede um
criado. (2
2Carlos Dubois relojoeiro recentemento
chegado da Europa com grande sortiment-
de relogiosde todas asqualidades patentes in-
glezese suissos, ditos horisontaes de caixa co,
berta, ditos de vidro para homem e senhora e
correntinhas etranselins de ouro, tudo de gos-
to e por preco commodo ; como tambem sem-
pre estar as ordens de seus reguezes para qual-
quer concert de seu ollicio ; na ra do Cabug,
loja delronte do cerieiro. (W
2 JosSoares de Azevedo lente de lingoa
franceza do Lyceu desta cidado, tem aberto em
sua casa,na ra estreita do Rosario n. 30,tercei-
ro andar,um curso de lingoa francesa,eoutro de
philosophia. Aspessoasque quizerem estudar
qualquer destas disciplinas, pdem dirigir-so
indicada residencia a qualquer hora. .(7
2Roga-se a pessoa que por brincadeira
tirou deum boleo dajaqueta de Francisco Jos
Goncalves no dia do Monte no Jardim Bo-
tnico urna carteira com urna leltra da quan-
tia de 217^797 rs. e mais algunas cousas de
valor, que se dir a mesma pessoa da graca ,
que nao se ignora quem he por isso roga-se o
favor de a ir entregar quanto antes, para nao
passar pelo desgosto do ver seu nome publica-
do ; pois a lettra de nada Ihe pode servir, por
quanto so he paga ao sacante, queja prevenio
ao acceitante. (12
2Otlerece-se um hbil offlcial de pharma-
cia ; quem o precisar annuncie. i2
2 Quem annunciou no Diario de quinta
feira 2 do corrente, querer comprar urna ven-
da bem areguesada dirija-se a ra do Hospi-
cio n. 34. ;4
2 Precisa-se deum pequeo, que enten-
da de venda ; na ra do Hospicio n. 34. (2
2 Precisa-sede urna preta forra que sai-
ba fazer o servico de urna casa sobre ludo co-
sinhar e comprar, adverte-se que he para
casa de pessoa solteira aonde o servico nao he
pesado ; na ra do Collegio n. 17, segundo an-
dar. (
2 Aluga-se por 6000 rs. mensaes o3-
andar da casa do'becco do Abreu no Recife,
em cuja loja se acba um funileiro : trata-se na
ra da Cadeia n. 47, 1. andar, com Manoel
Jos Machado .Malbeiro. (5
2 Precisa-se de 300 a 4008 a premio
de um e meio por cento e pelo lempo que se
convencionar, com seguranca de urna casa no
bairro da Boa-vista que vale2:0008000 de rs.,
fra o negocio que tem dentro, quem quizer
annuncie. (6
2 Aluga-se a casa n. 11 da ra do Pala-
cio, de urna porta e duasjanellas, sal i na fren-
te e atraz alcova e 2 quartos, cosinba fra,
quintal u cacimba : trata-se na loja da ra da
Cadeia-velha n. 40. (5
2 Aluga-se urna preta escrava para o ser-
vico de casa de pouca familia, na ra do Cabu-
g loja n. 4. (3
2 Precisa-se alugar um sitio com boa casa
ou urna casa com bom quintal e fresca perto da
praca, sendo na Solidado ou Santo Amaro :
quem tiver dirija-se a ra Nova n. 3. (4
2 Aluga-se a casa n. 137 na ra Imperial,
prompta e bem pintada com comniodos j ara
pequea familiama ruaDireita luja decoran 135
1Aluga-se um sobrado de um andar na
ra das Larangeiras n. 2; a tratar com Clau-
dio Dubeux na mesma rus n. 18. (3
1 Claudio Dubeux mudou a sua residen-
cia da casa n. 5 para a casa n. 18 da mesma
ruadas l.arangeiras, do fallecido cirurgiao Pei-
xoto. (4
1 SOC1EDADE MELPOMENENSE.
A direceo convida aos Srs. socios para
urna reuniogeral no dia 7 do corrente, pelas 6
horas da tarde em casa do Sr director Oli-
veira na ra da Crut, a flm de tratar-se de
objectos de importa ncia. "
1Precisa-se de 400f rs. a premio, dndo-
se por hypotheca urna casa terrea que custou
um cont e dusentos mil rs. e livre e desem-
barcada ; quem quizer dar annuncie. (4
l O pretendente a compra do navio de 200
a 300 toneladas, annuncie sua morada. (2
1Aluga-se um segundo andar do sobrado
da ra Direlta e urna loja na mesm ra; a
tratar na ra Direita padaria n. 24, ou na ra
das Trincheiras n. 42, segundo andar. (4
1_ w G. Comyn retira-se para fra do Im-
perio. lf
1Antonio Goncalves Bastos retira-se para
fra do imperio. (*
I Ofierece-se um homem Rrasileiro anda
moco para feitor de um sltb ou qualquer
outro servico ; quem o precisar, dirija-se a ra
de S. Theresa n. 15. [
1 Aluga-se o segundo andar do sobrado
o. 36 da ra Direita, com muitos commodos ;
a tratar no primeiro andar do mesmo sobrado.
1 D-se dinhero a juros, sobre penhores
de ouro; evende-se um relogio de ouro; na
ra estreita do Rosario n. 35. (
1 IhomasMellor. subdito britannico, re-
tira-se para fra da provincia. (2
DSo-se 00/ rs. a premio de dous por cen-
to sobre alguma hypotheca ; na ra de S.
Francisco n. 68.
Precisa-se alugar urna preta para vender
frutas e verduras para um sitio perto da pra-
ca ; na praca da Independencia loja do Sr.
Meros.
Aluga-se um armascm na ra da Senzal-
la-velha n. 66 proprio para qualquer esta-
belecimento ; quem o pretender, dirija-se a ra
do Vigarion. 33.
Deseja-se arranjar de feitor de um sitio
perto da praca, om moco Portuguez de 18 an-
nos, chegado agora de prximo da Una de S.
Miguel, tem a passagem paga e d fiador a
sua conducta ; quem o precisar, dirija-se a ra
das Cinco-ponUs n. 71.
Compras
3 Compra-se urna venda bem afreguesada
e em bom lugar ; quem a tiver annuncie. (2
2 Compra-se um preto ou moleque de
|6 a 25 anflus que entenda de cosinha seja
fiel eque se venda por qualquer circuinstan-
cia que nio seja de bebado e fujo paga-se
bem ; na ra do muro da Penha sobrado
n. 36. (S
2 Compra-se nina mulatinha bem pareci-
da de 10 a 12 annos, anda mesmo sem pren-
das ; na casa do Coronel Martins, no Atierro
dos A togados n. 116. (4
2 Compra-se um preto nao para o servico
de casa e sitio, e que enlenda de andar com ca-
noas quando se fizer preciso ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 52. (4
2 Compra-se urna casa terrea com quintal,
em ra que sirva para venda ; quem tiver an-
nuncie. (3
Compra-se urna armacao de venda com
os seus pertences em bom estado ; na ra Di-
reita n. 2.
Compra-se um braco de balanca com con-
chas para armasen) de carne ; na ra Impe-
rial n. 167..,
Compro-seefiectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de
12 a 20 annos sendo de bonitas figuras pa-
go-se bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio ,
sobrado de um andar de veranda de pao n. 20.
Vendas.
FOLHINHASPARA 1845.
Vendem-se na praca da Independencia, li-
vraria ns. 6 e 8 ; na ra do Cabug, loja doSr.
Bandeira ; na ra da Cadeia do Recife loja n.
41; na ra da Madre de Dos, venda da esqui-
na defronte da Igreja ; na Boa-vista botica
defronte da matriz ; em Ulinda botica da ra
do Amparo e na vendado Sr. Domingos, nos
Quatro-cantos. 9)
3Vendem-se meias de seda preta para pa-
dre e senhora, de muito boa qualidade, sen-
do de peso o do laia; na ra da Cruz n. 48. ;3
3Vendem-se nicamente na ra do Crespo,
loja n. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia as
verdadeiras navalhas de aco da China. (3
3 Vende-se carne do sertao ; no largo do
Corpo Santo n. (2
)Vende-se uina preta moca boacosinbei-
ra lavadeira e com principios do costura; na
ra larga do Rozario n. 46, primeiro andar. H
2 Vende-se um casal de cachorros de agoa,
muito bonitos, ecraveirosde todas as cores,
grandes e pequeos ; nos Afogados primeira
casa defronte de N. S. da Paz. (4
Obras de ouro e prata sem feitio.
2 Vende-se urna moeda encastoada dous
coraces duas medalhas lavradas um par de
brincos de lilagra, 7 enleites de cinteiro, dous
coraos encastoados 3 pares de botes cortados
para punlios um dito lavrado e mais uu-
tras obras, 209 oitavas de prata em colheres ,
maracaes .Se ; na ra da Cadeia de S. Anto-
nio venda n. 16. (9
l Vendem-se duas vacuas muito gordss ,
ptimas para acougue ; na ra do Crespo n.
10, primeiro andar. (
2Vende-se um pedaco de malta na Mero-
eira-de-baixo com rnuito boas madeiras, rio
corrente pelo meio da dita malta;dua. moradas
de casas terreas, urna sita na ra Velha n. 54 ,
e a outra na ra do Cotovellon. 33 ; urna dita
ns ra do Sebo com um andar da parte de
detrai, com quintal de 220 palmos, em chaos
proprios, do laddirelo e nao tem numero
em raso de ter sido acabada, ha pouco lempo ;
dous escravos, sendo usa preta mor;a, de bo-
nita figura e um preto ptimo cosinheiro ;
todos estes objectos esto livres e desembarca-
dos ; a tratar na ra do Sebo n. 39. 113
2 Vende-se urna porcSo de livros pequeos
de prata ; na ra da Cruz n. 23. (2
2 Vende-se urna moleca crioula bem pa-
recida com algumas prendas ; um molecote
com bons principios de sapateiro sio irmaos,
sem vicios ou molestias ambos por 1:200/
rs. livres de despesas ; no Atterrodos Afoga-
dos n. 116. casado Coronel Martins, senhor
dos ditos escravos. <7
2Vende-se um lindo molecote, sadioe de
boa conducta entende de cosinba o motivo
da venda se dir ao comprador ; na ra estrel-
la do Rozario n. 34, primeiro andar. (*
2Vende-se um escravocrioulo de 22 an-
nos ptimo offlcial de carpina ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 47, primeiro andar, em casa
de Manoel Jos Mechado Malheiro. (
2Vende-se agoa de Ungiros cabellos esuis-
sas omethodode applicar acompanha os vi-
dros; na ra doQueimado, loja de ferragens
ns. 31e33. j4
2 Vende-se um moleque do 1!) annos da
bonita figura sem vicio algum; um pardo mo-
co offlcial de ferreiro, canoeiro e bom vaquei-
ro; na ra do Rosario venda n. 39, ou na do
Queimado loja n. 18.
2Vendom-se 400 caadas de azeite de car-
rapato, pela medida velha, por prego de 24400
rs. cada urna caada : quem pretender dirija-
se a vendan. 8, confronte a Igreja dos Marty-
rios. (o
2Vende-se um moleque de 12 annos; na
ruado Amorimn. 33 segundo andar. (2
2Vende-se a bordo do brigue Jpiter, sal
do Ass muito bom, a 900 rs. o alquelre, e
em porga o se dar por menos e palha de car-
nauba ; a fallar com Jos Xavier Vianna no
ra do Vigario loja de cabos n. I, ou a borda
do mesmo brigue. (6
1 Vende-se urna loja de calcado com pou-
cos fundos na ra da Madre de Dos ; a tra-
tar na mesma loja, ou por detraz do theatro
publico n. 20, primeiro andar. (4
1Vende-se farinha de mandioca de superior
qualidade, a melhor que ha no mercado, e
por preco commodo em saccas ou medida a
vontade dos compradores ; no tanque de agoa,
junto ao theatro velho que foi do fallecido
Joaquim Jos da Costa Oliveira ou na ra das
Cruzes n. 28 segundo andar. (7
1Vendem-se barricas com cuim (farellos}
muito encllente para cavallo, por ser fresco o
engordar; no largo da Alfandega armasem
de Joaquim Goncalves Vieira Guimaraes. i
1 Vende-se potassa da Russia superior ,
ocal virgem de Lisboa para o fabrico de as-
sucar ; na ra de Apollo n. 18 (3
i Vendem-se phosphoros americanos de
primeira qualidade por preco muito commodo;
em casa de L. G. Ferreira \ Companhia, na ra
da Cadeia do Rccifo n. 52. 4
1 Vende-se urna preta da Costa moca do
bonita figura sem vicios nem achaques co-
sinha lava, engomma e vende na ra ; no
Atierro da Boa-vista loja da esquina do becco
n. 40. (5
1Vende-se urna canoa aberta que carrega
1200 lijlos nova t, bem construida por pre-
co commodo; na esquina da ribeira do S. An-
tonio venda n. 1. (4
Vende-se urna porcao de sola da malta, o
de pelles ; as Cinco-pontas n. 71.
Vende-se um timo o urna saia preta de
lila muito boa e nova ; na ra da Cadeia-ve-
Iha loja de lerragens n. 60.
Vende-se urna escrava crioula do 20 an-
nos propria para todo o servico ; na ra do
Hospicio n. 34
Vendem-se pecas de ouro de 6400 rs. do
cunho velho, e mercurio em caixinhas do duas
libras; na ruado Vigario n. 19.
Vende-se tinta preta de escrever a 400 rs.
a garrafa ; na ra do Queimado n. 57.
Escravos fgidos
2 Noamanbecer do dia 2 do corrente fu
gio um casal de escravos do sitio do Cajueiro,
sendo o negro j velho que representa 50 annos
de idade pouco mais ou menos, e o corpo com
urna caspa branca, no rosto com um pequeo
signal, vestido de calca e camisa branca, cha-
peo de couro; a negra representa 40 annos,
corpo grosso, peitos pequeos, bastante preta
na cor, foi vestida de saia azul, ou preta de li-
la, panno da costa, e cahecao branco, esta
de nomeCatbarina.e aquelle IWatheus: quem
os pegar lveos na ra das Trinxeiras sobrado
n. 19 ou no mesn.o sitio, que foi do Fallecido
Bairo, quesera recompensado. (13
PERNJ TYP. DE". v.DEFARIA----1845.


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