Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05257


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Annp de 184;
Quinta Feira 2


O Duaioniihlioa-M todo! o di.iqoenan forea nl'fieidoi : o prego de o.rirjiatura
ka )..' tix "il ti. por quartel pego, adiaotadoi. O annunoio. doe aiiignantei laoinearido's
rasao de '.'O.ii porJinha, 10 icis em tvpo difireme, e aa repeli^oe. pela ajnelade. O.
ajar nao forea niignantti pa^.'io SU reispar 1 nli.,160 ea typo dilTi-sent po- a.d.cobliea(ao
PARTIDA. DOS CORREIOS TERRESTRES.
G'iliRRl, I rahytia. aecundaa arxiaa leu...Rio Grande do Norte, chepa a H 12 par-
le 40o 4.Cabo, Serinbaem, RioForausu, Macer, PorloCairo, e Alago*.: no 1.
41a ?'idrac* met. Garan'mn. e Bonito a 10 a '21 de cada aeiloe-liata e Fio.
- ;/ dte. Cidade da Victoria, quintan feiras. -Olinda todoi oa dei.
DAS da semana.
: Lino. Aiid. do J. de I), da %. r.
. Silvestre. Re. ad%do J. de D.d 4 t.
b ', Circumciso do Senbor.
Ai)


c l\\ ftioro. Aa. do J de II. da i. t .
'A Aprisco. Ad. do J. de 1). de 1. la,
a. j\ '-regorio -'
^T ;weao.
de Janeiro.
JEULo --..
-n..
Todo aBor. depende ao. ....o.; da no... prod.cc,.. ^'iS1 ?. *
JV linueao, oao prinotpiajno. eert<.. .pont.do. c. .d.iraydo .ntr. el os H culta. (Proclaa*;..- d. A.aeabl. Geral do .
CiMIIOJ (o BU 1. novemiio.'
C.abici.abr. londr.i ?5 .'[i Our-Moedede 0,400
a l*ari. *K re. por franco
a Liaboa 110 por 10U de premio
atoeda de sobre .o par.
Idea d. letr.. de boa. fim.a 1 pOro[o
venda
17 000 17,'JOO
r,. l.o 17,000
de 4,000 ,400 'J,60O
P,...-r.uce. >>* im
. F..o. coluaanarea 4,Gl> 1 W)U
. UHoaa.nc.no. 1, 0 l,

ti
PHASES DA LA NO MEZ DE NOVE.vlBRO.
Lu. ehei. '26 a. 2 bor.s e 44 aio. d. a.. | Luanoia 11 a. 9 h. e 4 ain. da t.rJe.
Miaguante a 4 a< 2 hora, e i ain da tarda I Cucenle a ,H b.a 58 a. d. tarde.
Prcamar dtr.hoje,
Prim.fr. < 10 bor. ala. 54 da tarde. | ^ajundo .. 11 Imr. ''& ninuio da urde
ARIO
*rz.->aK*r.ntsvrz:mi-?s*a PERNAMBUC
ftifr*fl f' "''"
AVISO.
Sabm os Srs. Susbscrptores desta folha ,
que tu pqca em quo comr'v>u a sua publicando
|ir dava dous por cento sobre o valor de 60
palacio, o boje um palacio vale mais
. i] esse valor quando alias o preco da
r bo anda o mesmo senao menor,
- te o formato desta folha be quasi o du-
ntigo quando a subscripclo nao ebega
i-i s, ore o prjmeiro de mais 60 por cent.
e'.nM tudo tem augmentado, e no ultimo
etmo ainda crescerao os valores como
Pigmento da pautada alfandega.e atcom o rn-
oslo da patente.
He visto pois que nao era possivcl azer urna
especulado que marcha sob taes auspicios face
ras despezas sempre progressivas com urna renda
inalteravel senao retrograda, sem grandes sa-
crificios como na verdade tem acontecido ; e
a vista disto forcoso era ao proprietario do Dia
rio de Pernambuco langar mo de algum recur-
so que fipsse aubstar a marcha dos prejuizos.
O rucio mtiis prompto era o augmento da subs-
cripto, mal considerando, que nesta subscrip-
cSo ha ura&certa desigualdade e desojando
conformaba tatfesolucio com os principios de
equidade rssfwS lazer desapparecer esta desi-
gualdade exigindo dos Srs. Subscriptores que
publicio annuncios urna retribuido moderada,
com o que ficaro os que nenfauoi publico bem
compensados resultara qfto. o proprieta ci
jossa^vTtar os enrw)8 sacrificios que d'alguns
tnnps a esta parte faz.
Mu i tas pessoas nao ignoro que os jornaes da
Europa, os quaes todos sio mais caros que os
nossos o contSo c* seus subscriptores por mi-
Ibares, o que, 'nao davidamos, ser compensa-
do pela sua superioridade, tem alm disto um
grande producto na publicacao dos annuncios ,
que sio pagos indifferentemente por todos, su-
bscriptores ou nio um preco enorme.
Fica pois estabelecido de boje em diante
quanto publicacao dos annuncios no Diario
de Pernambuco o seguinte :
Annuncios dos Srs. Subscriptores per linha
20 ris.
Annuncios das pessoas que nao forem subs-
criptores { como d'antes) 80 ris.
Sf'0 annuncio forem typo maior do que o
do l/tario paga** o duplo.

FOLHET.MI.
UH CASAMENTO NOS CAHCBRE9.
{E'poca do terror)
1
\ nuil II da repullica franceza, quando
tudo era leror, o palacio de Luxembourg n8o
presentav, aspecto igual aoque ollerecia no
unno da gnea de 1842. Aos curiosos, pas-
eadoTes e tciosos nao era, como nessa ultima
poca, porniltido penetrar-lbe o recinto : for-
tes grades t solidas portas, cuidadosamente
aferrolhadas e guardadas por um grosso desta-
camento de ieccoes municifaes, obstavao que
nelleentrassequalquer, qio munido nao cs-
tivesse de um nassaporte nacional, referendado
flor algum dos membros di junta de salvadlo
publica ou da de seguranfi geral. Nos arre-
lores tl'eise palacio tudo.era silencio.'tudo
|f>! cto ; as ras, qu Ihe rao adjaecntes
itese enc\5nteio delires, que, tendo
licitado a grar>jrabra?ar 0 prente,
iol tristes de la volta-
i
o
go cu o antigo am
as acosestrinpado : e bem
d'tsses ; piois muitos
a blfa-
LlgU-
'ezes porm, as vocilnrai os da maKs vil
e andrajo gentalha, quo com terriyeis impVe-
cacoes en'gi a caldca de tdguns prisioneiros a
quem o povo m>.is parliularnente odeiava,
vinho intrromper o silencJiojlepule^a,
como pe/ir
mo era o numero
forai quebrados e mnit&s alTeico
jIo riceio do comprometliment.
que de
As repelieres serao contadas pela ametade
para os Srs. Subscriptores somonte ; para os
domis contar-se-hao como pela primeira vez.
Os annuncios que nao forem dos proprios
ass'gnantes, ainda que por elles assignados, se-
rlo regeitados.
0 annuncio que r entregue depois das 5
horas da tarde, sosera publicado no dia seguin-
te mediante urna gratificacao de 320 por cada
dez linhas, e sendo entregue dcpis das Ave-
Marias, a gratificacao ser dupla.
As correspondencias e outros quaesquer arti-
gas,continuarlo como atioje,is(ohe;querasua
publicacao quer o seu preco serlo inteiramen-
te arbitrarios; c neste caso flc5o comprehendi-
dos os avisos que possao por qualquer modo ser
offensivos da honra, conceito ou bom nomede
terceiro.
AMNO de I845.
I..'i fica no dominio do passado oannode
1844, que nos fastos do Brasil deixa longa pa-
gina de miserias, de intrigas, de infamias. S
as eleicoes com a sua maligna influencia derao
um curso de immoralidades em que o Povoj
Rrasileiro mo grado seu bebeo a mais perni-
ciosa Helo, cujas consequencias terle de durar
talvez por dilatados anuos. As lutas, que por
amor deltas se travarlo. t&o rendidas, tao bar-
baras forio, que dissoreis, anta quoduainu-
coes divOWBs-ern ftrrgoagenri costumes, eren-
cas se combatan e pelejavio so movidas do
ciume, e ambicio ; que nio membros da mes-
ma familia, subditos do mesmo Chefe, criados
com a mesma educacio adorando o mesmo
Dos, e pelo mesmo cu lio Tudo foi sacrifica-
do pela sede insaciavel do mando nada Ihe
escapu ; de todas as desgracas polas quaes o
Imperio tem passado em differentes pocas c
circunstancias tivemos maior ou menor co-
pia nesse anno calamitoso que a era deo por ter-
minado.
Esta pois feita essa transicaoimperceptivel ,
puramente nominal.que nenhnm influxo tonina
vida ordinaria, mas na qual o coraclo humano
sempre vido de esperances como que procura
urna nova fonte dolas, ainda que tao falliveis
como todas as oulras de que se elle nutre. Sob
terriveis auspicios encelamos a nova era, por
quanto por mais que procuremos no vasto qua-
ordinario roinava nascircumvisinhancas d'esse
palacio. N'uma palavra, era o Luxembourg
urna das quinze ou vinte bastilhas, com que,
em troco do que anniquilada fura pelo furor
popular, havia o terror mimoseado Pariz. _
Entre os presos do distinecio, quo entio
encerrava esse edificio, boje templo consagrado
as artes e s leis, notava-se urna rapariga, que
trajava d, o que ao passo que inspirava res-
peito pela serenidade e gravidade com que cm
adesgraca seportava, pareca, por sua rara
belleza, como que caplivur os coracoes Era
a Condessa Adle de Saint-Di. Com quanto
toda- B-'gua familia houvesse emigrado, quando
foi'preso o Rei, dcixou-sc ella ficar em Franca,
nao obstante os pergos que ahi a ameacavao,
no firmo e louvavel propositode nao abandonar o
esposo, o Conde de Saint-Di, velho e gotoso
(dalgo, que, entio atacado d'uma perigosa
molestia, naoseachava em estado de suppor-
tar os incommodos d'uma viagem. Essa dedi-
carlo era ainda mais meritoria, porque Demoi-
sella-de-Malzy (assirn se chamava Adle antes
de casar-se) fra conilrangid dar a mi de
esposa ao Conde, qu ella nao podia amar nao
s pela avanzada idado d'este, como porque seu
coraclo ja de muito pcrlencia um moco pobre
de baixo nascimento, que no palacio do Mr-
quez de Malzy exercia o cargo de Secretario ;
e que, nio tendo podido subtraliir o seu amor
so ameslradb olho do Mrquez, velho deshu-
mano e cruel, fra ignominiosamente posto
fra de casa pelo pai e peloirmloda que anima.
Este ultimo, rapaz fatuo e orgulboso levou n
indignidade ameacar de bastonadas, na pre-
'dro que o Brasil nos offerece um ponto em que
satisfeito repousemns a vista baldadas sio as
nossas diligencias, tudo be escuro tudo digno
de lastima e dflr. Feles aquelles, cuja magi-
nacaoexaltada Ihes faz vroqueoutroscom tanta
antiedade procurio intilmente; se se pode ser
feliz com illusoes, se pode haver consolacio em
encarar um objecto, quo a realdade nega, que
o lempo desvanece com a rapidez que Ihe h
propria.
Se examinamos o nosso vasto territorio, la
vemos ainda em urna das suas bellas extremida-
des a gangrena revolucionaria resistindo a todo
o tratamento; la se dislinguem al>:rn symptomas
malficos de guerras dcsastrozas, asquaes por
inepcia oumalversaciotalvezvenhio adesenvol-
ver-se ainda mais depressa. Aqui junto a nos
ainda retumbio as maltas da Atalaia e as
collinas do Macei os sons do canino, os gritos
dos combates, os gemidos dos moribundos.
Por toda a parlo a rpsignagio e paciencia dos
que sacrificio o uso de seus d i rei tos manuten-
cao da ordem publica, sio as nicas garantas
contra a guerra civil.
Se volvemos os olhos magoados para aquelles
que se apossario como mais expertos do timio
da nao do Estado, procurando achar ahi a es-
perance que nos foge, ainda mais nos desfalle-
ce o animo : como que nao he de seu encargo
poupar as lulas da tripulara de que se fizerio
chefes, evtar-lhe os dainos e perigos, calcu-
lar aderrota que a nao deve seguir para salvar
esconros e UaiAtus nao, cu mu 'miau contra-
bandistas acocados por vigilantes cruzeiros co-
mo que procuraoabicar a nao praia por en-
tro rochedos tormentosos. Nio he d'ahi pois
que partirlo as nossas melboras.
Mas 16 vio reunir-so os eleitosda Nacao la
se apinhio no recinto sagrado, donde as leis
dimano, donde parte o correctivo aos descui-
dos, aos erros dos ministros; la est a yerda-
deira taboa de salvacio, d'alli vira o auxilio que
necesstados imploramos. Cruel illusao Sar-
casmo brbaro I Temos nos eletos da Naco ?
Esses poucos quo merecem tal nomo formSo
urna minora impotente: na maoria esto os
liomens cuja escolha s podia nascer da estupi-
dez,do vicio,da iniquidade.ANacionSo loi que
os escolheo; nioporcerto, e todos nos o saho-
rnos; e Pernambuco no o pode ignorar, por
que o seu contingente deste genero foi grande.
senca da irmia, e reunindo o gesto cxpresso,
ao impudente, que, dizia elle, ousra alear
audaciosas vistas sobre urna rapariga nobre. O
que por esse modo so ultrajava era um homem
brioso; mas, ao ver a moca, quedo maos
postas supplicava-lbe.desprezasseessa injuria, e
e dsso quarentena loucura do irmao, con-
tcntou-se rom quebrar a bengala, que havia
esto levantado sobre elle, e atirar com os frag-
mentos cara deste fraco o insolente adversa-
rio. Feito isto, e dito um ultimo udeos
Adle de Malzy, foi-se desesperado, e nin-
guem mais o vio.
Depois de longos soflrimentos, oxpirou o
velho Conde nos bracos de sua mlbcr, que,
com quanto o nl tivesse podido amar, teve to-
dava bastante coragem para resignar-se sua
sorte, e jamis o abandonou. Acabava ella
de fecbar-lhe os olhos o preparava-se para ir
reunir se sua familia em Inglaterra, quando
foi presa como su$peita e conduzida prisao
de Luxembourg. CJue crime havia chamado
sobre a cabeca d'essa iraca mulher as suspeitas
e os rigores dos magistrados incumbidos de ve-
lar na salvacio da repblica P Tinba ella cons-
pirado contra a naci ? Havia sido reconheci-
da como algum dos agentes dos tao famosos
Pitt o Cobourg ? Nao, certamente : mas ho
bem sabido que terrivel ledas suspeitas es-
tavio sujeitos todos os que por seu estad?, po-
sicao e nascimentJ pareciao dever sympathsar
com ogoverno decahido. E nao era Adle de
Saint-Di urna aristcrata, urna ex-nobre (ct-
devant, na phraso d'ento) ? Nao se havia,
alera d'iiso, encontrado em sua casa signaesde
ea infamia talvez ainda o augmente. I' corno
esperarque u'o mal nostenha o bem?! Dosse
recinto profanado onde bomens despresives
vio procurar louvoresda praca e nio da sala ,
discutir os seus infames interesseg e nio os da
sociedade que elles desconbecem s pdem
partir desgracas, s nos pdem vir vergonha',
misara, calamidades !
Eisaqui como principiamos o anno de 1845.
O Diario de Pernambuco entra no seu vigsi-
mo primeiro de existencia,e talvez. nunca ence-
laste a repetirlo de sua carreira annua tao me-
lanclico, lio desanimado. Que pode elle fazer
pelo paiz ? Sua fraca e mal articulada vox podo
concorrer para arredar de sobre nossas caberas
os males, que mos poderosas com tanto afn
procurao apinbar ? Tao grande ventura nao
Ihe be dada, e a falta de esperanca tira o ulti-
mo vigor. Nem por isso todaviu se apartar
o Otario da senda que tem seguido : se aigu- '
ma vez soltar un brado ser sempre em favor
da ordem, e do respeito as leis, a bem dos in-
teresses pblicos.
Nao nos fclo porm os desgostos pblicos
esquecer os termos da gralidio que devenios
aos nossos leitores, e j que nutro meio nio
temos, este nossirva para Ibes testemunharmos
o reconhecimento que tributamos a sua bene-
volencia. Possao elles ter tido ao menos a fe-
lcidade domestica, e ver continual-a a despai-
to das desgragas publicas que nos affligem.
vajatn >-a^r.=i^-.!-----*
PORTUGAL.
Tivemos jornaes de Lisboa que alcanzo al
27 de Novembro ultimo. Faziio-se naquelle
reino as cleices das Camsras Municpaes, que
pela maior parte ero no sentido ministeralista:
a opposigio aecusava o Cioverno acremente de
commeller todo o genero de sedcelo^ e amea-
$a, e at de empregai o ccete. Esta aecu-
sacio havia apparecido mesmo na Cmara elec-
tiva. O Governu havia proposto um augmento
de 5 por cento sobro todos os imposlos, o qual
depois de renhida discusso, no dia 22 de No-
vembro foi approvado na referida Cmara. Nes-
ta entre outros objectos tratava-se da creacao
de casas penitenciarias, o que pareco nao mere-
ca o apoio dos mnisteralslas. O objecto de
urna correspondencia por ella entretida com al-
guns dos emigrados ? e, comquanto fossem
esses emigrados o pai e o rmio da infeliz, urna
tal desobediencia s leis da repblica nio era
por si s motivo suficiente para expol-a seve-
riJade dos pas da patria? Muitos forao os
que, sem havereru commetlido tao graves cr-
mes, expir.iro na praca da Concordia.
A Condessa, porm, pareca ter apenas me-
dido a exteno dos perigos que ameacavio-lhe
a existencia. Utn pensamento, estranho aj
quo pessoalmente Ihe dizia respeito, a occupa-
va toda : e ao vela melanclica e distrabda di-
rieis, que sua alma, tendo, por um rpido
\ou, escapado-se dos muros da prislo em que
allerrolliado jazia o corpo por ella vivificado,
perder o triste sentimenlo da realidade, para
de todo eniregar-se s recordaces do um pas-
sado onde o incanto anilava sem duvida de mis-
tura com os pezares. Com quanto osse aot
presos permittido reunirem-se por algumas ho-
ras, raras vetes buscava ol- -"*"'" dea
companheiros d]inforlunio,
os das que, abysmada em u
templacao muda, passava en
bculo. As vezes beijava ap
medalhio de mu simples i
qual va-so a miniatura d'um .pa., poioiii
estes momentos d'extasis succedia sem duvida
o amargo desincanto, porque entio grossas la-
grimas borbulhavio em seus grandes olhos ne-
gros, e com urna voz quasi abafada pelos sus-
piros, ella exclamava Ai onde eslar elle
agora ? Morto, sem duvida, ou, se vie,
nio pensa mais em miin .
? MUTILADO
J ILEGIVEL
fi
I
;


I

Mr
W-
--.;*.-
b
maior importancia de que se occupava a Cma-
ra dos Pares era o bilde initmnidade, pedido
pelo Ministerio para as leis que fizera emquanto
o Parlamento estivera addiado : nao obstante
todos os esforcos[da opposico forao ellas appro-
vadas por 32 votos contra 2\ no dia 23 do cita-
do mcz.
Na noite de 20 para 21 pelas tres horas e meia
te declarou o ogo cm urna propriedade do se-
gundo quarteirao da ra da Magdalena. Des-
graciadamente nao s a propriedade onde o in-
cendio comecra e urna fronteira para a ra da
Padaria foraoconsumidas pelas cbammas, como
perecoo um numero de pcssoas, que n5o he
menor de doze, entre as quaes urna familia in-
teira, que occupava o segundo andar da pro-
priedade onde comecra o fogo. A hora a que
elle se declarou, bem como o ter sido logo to-
mad? pelas chammas a escada, fez com que se
nao offerecessem immediatamente os meios de
salvar as vidas, devendo-se ainda juntar como
circumstancia que concorreo para esta terrivel
catastropho o ter o incendio, soprado por um
forte vento, invadido todo o edificio com urna
rapidez pasmosa. Os soccorros apparecerao a-
penas os signaes do incendio se pdenlo fazer
conhecer. Todas as" autoridades comparece-
rain para dars providencias que o :aso pedia.
He quanto echamos de mais intcrrssanto nos
jornaes a espeito de Portugal : abaixo trans-
crevemos as noticias de outros listados.
~1
NOTICIAS DIVERSAS.
A 12 de Novembro entrou em Gibraltrar
a fragata sueca Josefina,' procedente de Cope-
nhague.
Em Algeciras continuo as prises de indi-
viduos suspeitos de conspirarem contra o Gover
no Hespanhol. Tem-se procurado capturar o
ex Deputa Jo D. Jos Gonzalves Vega Concha,
que se suppoe occulto n'uma das povoacoes do
campo de Gibraltar.
OConselheirod'Estodo D. Carlos (,'arvalho,
e o Ajudante de Campo do Bario Carondelet,
Miralles, que se achavao abordo do um navio
na bahia de Gibraltar, oro mandados sahir
por ordem do Governador da praca.
Por cartas de Marselha consta, que o Gover-
no francez mandou por disposicao do Cnsul
hespanhol oservico da linha telegraphica, pa-
ra avisar o seu Governo de qualquer occor-
rencia.
O Coranol D. Salvador Valdez, emigrado,
acaba de sabir de Gibraltar cm direccao \)a-
.:._, uuiiue seguir para Bogot na ameiiva
meridional.
Corra em Gibraltar que o Imperador de
Marrocos nao annuira a ratificaco do tractado
com a Hespanha sobro os limites do territorio
de Ceuta ; e que o Cnsul D. Antonio Bera-
mendi protestara contra esta disposicao, invo-
cando a intervenco do Cnsul Geral de S. M.
Britannica, que tanto cooperou para acabar
com a dissenco entro as duas potencias. En-
tretanto a noticia carece informecao.
A l2domesmo mez partirao a Rainha
Victoria o o Principe Alberto para Burgley,
iao em sua companhiao Conde de Liver-
pool, o Conde Delawarr, e o Conde de Jersey,
Estribeiro-Mr.
Nesso mesmo dia rebentou a caldeira do
vapor Gypsy Quien que a largar do caes de
E Cm dia, como muitos, eslava ella sentada
no mais recndito lugar da priso c taooccu-
pada do seu pensamento favorito que nao ou-
vio a porta do cubculo girar brandamento so
bre os seus gouzos, nem to potico apercebeo
dous homens, que ao mesmo tempo entrro ;
dos quaes um trazia cinta um grande molbo
de chaves, e o outro, moco, de esbelta cslalu
ja, asegundo um uso, queja comecava a de-
so'nvolver-se, com o rosto moldurado em longos
cabellos negros e lisos, trajava urna farda azul
sem dragonas, (esta insigna militar havia sido
abolida como aristcrata), c cujas bordaduras,
nao deouroou prata, mas de simples la, in-
dicavao, que o visitante linha alguin posto su-
perior no heroico exercito republicano.
He aqui, cidado \ podis (icar, disse
ao moco o guarda-chaves, que, fechando as
portas sabio, e cujos pesados tamancos fize-
ro retumbar o corredor.
Quem ho, perguntou aCondessa, levan-
tando repentinamente a cabeca, como quem
acorda de um profundo somno, quem he que
vem visitar urna infeliz proscripta !.
Sou eu Adle be Philippe disse
urna voz bem conhecida, e que por muitas ve-
'..'apezar da ausencia, pareceo-lhe ouvir.
No mesmo instante dous apaixonados bracos a
enlaparan, e ella sontio urna ardente lagrima
correr-1hn ao longo das faces.
'' meu Philippe I t aqui! excla-
mou a prisioneira, correspondendo com ardor
aos abraces do moco. Nao sou o ludibrio de
um sonho ? He ti mesmo que aperto em mc-
us bracos ? He teu o cora o, cujas palpita-
Brunswick, e morrerlo sete pessoas. fcando
muitas feridas em consequencia da explosao.
Na ultima semana entrarSo no Tamisa tan-
tos navios de todas as partes do mundo que nao
foi possivel encontrar officiaes da Allandega
lufficientes para os inspeccionar. QuaRdo
as embarcarles chegao a Gravesend recehem
guardas a bordo, que ahi se coniervSo at ao
liin da descarga. Desta vez nSo se conseguio
preencher a formalidade fiscal.
O celebre padre Matheus, apostlo da tem-
peranca, que pregou a abstinencia dos licores
fortes em tantas cidade de Inglaterra, vio-se
ltimamente em consideravel apuro por falta
do meios. Lord Heytesbury, Vice-Re da Ir-
landa, e Lord Elliot, secretario deste Governo
Ihe remeltero 50 libras sterlinas.
Tinba ebegado a Pars, vindo da frica
Mr. deNyon, plenipotenciario nomeado pela
Franca em. uniao com o Duque de Gluksherg,
para se entender com o Governo marroquino.
Mr. de Nyon. he portador das ratificarles do
tractado de paz entro o Reino dos fmncezes, e
o Imperador de Marrocos.
O Toulonnan, annuncia, que o Marechal
Bugeaud tinha chamado a Argel, o General
Lamoricire, a fim de so encarregar do Gover-
no daquella colonia, durante a ausencia do
Marechal. que vem passar algum lempo em
Franca.
As noticias publicadas pir aquella peridico,
relativas as provincias do norte do Imperio de
Marrocos sao tristissimas. Os kabylas assola
vo tudo a ferro e fogo, e as tropas enviadas
contra elles, ecommandadas por um dos (linos
do Sultao, erao insuficientes para os subjugar.
Fm Algeria n;lo tinha occorrido acontecimon-
to algum digno de particular mengao.
As cartas de Constantinopla, transcrip-
tas na Gazella de Augsburgo dizem que o Sul-
tao soffreu novos ataques de epilepsia.
Continuavo as negociacoes entre a Ingla-
terra e o pacha do Egypto para o estaheleci-
menlo do caminho de ferro do Cairo a Suez.
As lolhas de Hespanha at 16 dSo as seguin-
tes noticias.
O Governo nomeou Mrquez de Benala,
D Gaspar de Aguilera eContreras, Secretario
da legacao hespanhola em Parir. Demittio do
seu posto, e exonemu de todas as honras e con-
decorarles o Brigadeiro Lemeric, pela sua de-
sercao para paiz estrangeiro.
Constava officialmente que Zurbano se tinha
apresentado em Njera, provincia de L&fonn.
com uns u ou 5U nomens armados, proferin-
do gritos subversivos contra a Rainha, e pro-
clamando o ex-Regente Espartero; acotnpa-
nhando isto corn exaeces consideraveis de di-
nheiro, mudando a municipalidade, e obri-
gando os mancebos a que o seguissem. Na-
quelle ponto fuzilou o eommissario de seguran-
ce publica, e dirigio-se depois para Castro Ve-
Iho, e Serra de Caeros, na provincia de So-
ria. Jmmcdiatamente partirao tropas do pro-
vincial de Saragoca, e de outros corpos em sua
perseguicao, e esperava-se que em breve os re-
beldes serio alcangados e completamente der-
rotados. As provincias de Logroo. Soria e
Santander foruo declaradas em astado de
sitio.
O Governo demittio Zurbano do seu posto,
exonerou-o das suas. condecorar-oes, e orde-
nou que se fr capturado seja fuzilado, assim
como todos os que o acompanbarem.
Na Cmara dos Deputados pedio o Deputado
Rosa Togores explicacoes ao Governo, sobre as
medidas que tomava para destruir a faeco de
Zurbano ; e o Presidente do Conseibo de Mi-
nistros Ihe respendeo : Que estivessem os
Srs. Deputados tranquillos a este respeito ;
porquo o Governo crfntava com todos os meios
e forras necessarios para destruir na sua origem
essa quadrilha de malfeitores, que tinhao ou-
ado levantar a bandeira da rebelliio ; o ajun-
tou que tendo o Governo o apoio de um exer-
cito valente e disciplinado e o dos corpos co-
legisladores, nao precisava recorrer a medidas
extra-legaes para destruir os insurgentes. As-
segarou tambem Cmara, que segundo as
providencias adoptadas, era muito provavel,
que os revoltosos j tivessem recebido o devido
castigo.
A discussSo sobre o projecto de reforma cons-
titucional tinha progredido, approvando-se al-
guns artigos, o rejoitando-se as emendas pro-
postas.
O processo do General Prim, foi presente ao
Conseibo de Guerra no dia 14 O Conseibo
foi desta vez presidido pelo General Rivera, por
se julgar que o nao devia ser pelo Capitio Ge-
neral de Ma'drid. Depeis dos novos interro-
gatorios, e defensas dos reos, a presen tou-se
Prim acompanhado de una escolta de solda-
dos. Trajava de prcto, com a Grao Cruz do
S. Fernando adornando Ihe o peito, o na casa-
ca urna commenda de diamantes. Mostrava
grande serenidade, mas bem se conhecia no
semblante o seu desgosto. Falln por mais de
urna hora com ardor e energia ; mas com pra-
dencia, e circumspeccao, tractando de destruir
as aecusacoes que se Ihe faziao, e de apresen-
lar com as mais negras cores os seus delatores,
e o fiscal que instaurou o processo. Os deba-
tes duraran at as 3 horas e meia da noute, e o
conseibo depois de urna longa deliberaran, con
demnou Prim a seisennosde prisao n'uma for-
taleza, e a quatro annos os outros aecusados.
O processo devia subir para o supremo tribunal
de guerra e marinha.
Segundo o Tiempo o Governo tinha manda-
do sabir da Pennsula, em breve tempo, varios
Generaes entre os quaes se contao os Gene-
raes Aristizabal, Espinosa, e Ramires.
Em Malaga manilestou-se alguma agitaran,
com motivo das noticias que'all circularao de
ter bdviilu pronunciamtntoi em varios pontos,
o ile se adiar Espartero as agoas daqui lia ci-
dade : em Gibraltar ou na Serrana ; porm a
ordem nao loi perturbada, gracas as enrgicas
medidas das autboridades.
i
coessinto? Ah lalla-me ainda urna vez, fal-
la-me ouga euesta voz adorada, para con-
vencer-me de que me nao illudo !
Ella ama-me sempre disse Philippe com
transporte. Nao, nao he um sonho, Adle!
sou eu quem esi ao p de ti, he Philippe. que
lo ama, que vem arrancar-to aos verdugos....
Meu Dos! accrescentou elle com tristeza, de-
pois de tantas agonas, de tantos soffrimentos,
de tantas lagrimas, deveria achala assim !...
Qualo motivo ingrato, disso a Condessa
com tom de amgavel censura, porque de mim
futiste nao buscaste tornar vr-me, nem ter
novas minhas? Quantas ve/es tesuppuz mor-
F entretanto riaosei que secreto presentimento
me animava a esperar... Mas que vej ? disse
ella, inlerrompendo-se si mesma, e exami-
nando o moco com espanto ; esta farda que tra-
jas nao he tua be tal vez um disfarce de
que te serviste para conseguir fallar-me: nSo
he assim ?
No. reupondeo Philippe embaracado.
Que! exclarnou a Condessa, ser possivel
que sejes defensor dos que nos opprimem que
auxilies a cobardes assassiuos!
Em Barcelona tambem houve alvorato por
causa de urna desordem occorrida em um bair-
ro da cidade ; mas tudo ficou em socege. Ti-
nhao sido mandados sabir para Pendn de la
Gomera, Mellila, e Ceuta, o Commandante
do batalho centralista, Riera, eex-Governa-
dor de Matar, Arbella, o vogal da junta cen-
tralista.Montana eoutros revoltosos compromet
tidos nos acontecmentos do anno passado, o nos
ltimos que all occorrerSo.
Tinhao-se verificado varias manobras milita-
res nos campos de Guadalajara, sob o com-
mando do General Zarco do Valle.
Nao, nao! roplicou o moco com calor :
be ao paiz, e nao quelles, cujos excessos o
eshonrao, quo dediquei meu braco. Se to-
mei parte na insurreico do povo foi porque
sua causa, que tambem era a minha. pareceo-
me justa e santa. Porm na lucta travada con
Ira a tyranna o que eu buscava nao erSo vaos
direitos, oucos sonhos, de que nao tinba que
fazer; mas a morle o esquecimento do to-
dos os nossos males.'
A morte disse a Condessa assustada.
Sim, amorte/ repeli o moco ; porque,
quando, coberto do ultrajes, e vergonhosamen-
te expellldo, sahi de casa de teu pai, quando
te perd, meu primeiro pensamento foi o do
suicidio; mas o segundo o de urna mortepromp-
ta e honroza. A revolucao acabava de rebentar;
atire-me ella com corpooalma. Apresen-
tando-me em todos os pontos onde havi5o po-
ngos affrontar e balas receher, adqueri um
repulacao de herosmo que nao mereca ; ven-
do-mecombatter com resolucao e calma wialte-
raveis, elevavio-me todos s nuvens ; mas, no
entretanto que o povo esforcava-se para recon-
quistar sua liberdade, eu smente asprava
anniquilar-me. Por mais de urna vez julguei
haver ernrn encontrado o porto para onde me
carregavao as tempestades d'alma ; aqui, ac-
crescentou elle, pondo a mao sobre o pcito,
tenho eu as cicatrizes de profundas feridas.....
Grande Dos! exclarnou a Condessa.
E todava nao morri ; mas boje dou por
sso gragas aos cos, cuja providente bondad
velou sobre os meus dias, para que tambem po -
desse cu preservar os teus Estava as frontei-
ras r no exercito do Norte, quando sube da tua
pris8o. Nao he possivel pintar os tormentos
que sofTri, quando me derao essa terrivel noti-
cia. Corro casa do meu General, com difli-
culdade obtonho d'elle urna licenca e urna carta
de recommendacao para seu amigo, o cidadao
Carnot; bomem justo e humano, a quem devo
ter podido penetrar nessa morada de dor. As-
Assegura-se que as segundas eleicoes de Za-
mora sabirao a.favor do partido moderado.
At 19 dao as mesmas folhas o seguinte.
Pelas parlicipaeoes Oiciaes das diversas au h
thoridades das provincias de Burgos, Santan-
der, e Logronho, constava que Zurbano de-
pois de tor tirado em Njera 3:000 duros, e
imposto urna conlribuic3o de 8,000, fugira -
daquella cidade, e fra acampar as alturas d0
Serradero, tormo de Torrecilla de Cameros
tendo-o abandonado todos os mancebos que ha-
via tirado das povoacoes. O mismo ZJtrbano
tinha dirigido urna circular s Deputscdfg pro_
vinciaes, Chefes polticos, Jui/es 4L"*(nw
tancia, Municipalidades, e outraVAlhorda-
des, para que se demittissem sobpa de se-
ren fusillados se desodecessem, d pagarrm
100 ducados ele multa, se infrin\|ssem etta
ordem.
Constava igualmente que Zurbano, (lepas
de vagar por difieren tes povos presegiido uj
perto pelas columnas do Coronel D. liamo
Corres, o do General Bayona, com o bjecto.
segundo se diz, de penetrar no Aragace Cas-'
tella, e approximar-se as raas de Prtugal,
ou de Franga, se tinha visto obrigado ugjr,
porque os seus sequazes o ahandonavarT, e ul-
timamente, o deixarao quasi .
Apesar deste movimento revoltoso, qu
se deve julg'ir terminado, a tranquillid. de nal
tinha sido perturbada em nenbuma Jas provim, v/
cias prximas ao ponto da revolta, nem na*' '
outras mais distantes; e nellas tinba causado a,
maior indignacao a rev lia de /.urbano.
Na Cmara dos Deputados continuava a dis-f
cussao do projecto de reforma constitucional.-
Tratando-se da organisacao do Senado, o Mr-
quez de Monlevrgem, propoz que o'Senado
fosse hereditario de dignidade, e vitalicio ; e|
leo-se por esta occasiao urna representafao da
nobreza de Hespanha, no sentido da proposta ; l
assignada pelo Duque de Gor, Conde dePu- 1
nonrostro, Mrquez de Santa Cruz, Mrquez \
de Valmediano, e Duque de Veragua, em no- '
me da demais nobrez.a.
Depois de varios debates a proposta do Mar-
ijue/de Monlevrgen, foi rejeitada por88 vo-
tos contra 60 ; e proseguio a discusso do pro-
jecto.
O General Ramires foi mandado de quartcl
para as Canarias, o General Aristizabal, para
Cuba, e os Generes Espinosa e Basseti, para
Porto Rico. ..,
Havia em Madrid noticias da ilha de" ilST'
as quses enlo verdaderamente tristissimas. Po
dia 4 do Oulubro tinba-se all soffrido um hoi-
rivol furacSo, o qual durou mais de vinle e
quatro horas O furacao destruio 200 casas
e metteo a pique 70 navios, e alm disso arra
sou todas as plantajes de caf e assucar qui
havia na costa. ,As perdas sao incalculaveis, e
morrero as ruinas e no mar 60 pessoas. (
furacao fez iguaes destrocos em Matanzas, Ca-
banas, Cerro e Guanaboa : e sentio-se bastan-
te as Bermudas, Porlo Rico, S3o Domingos
e Jamayca. As autoridades da ilha de Cuba
tem eto quanto he possivel para remediar
tanta desgraca. Soccorrcro-se os mais neces-
sitados, dando-se casa aos que a tinhao perdido,
econcedeo-sc a livre nlr.duccao por seis rnc-
zes do milho, e sua farnha, batatas, arroz,
e oulros gneros, gado vacum, e mater.aes d
signara com prazer, disse-me elle, a ordem
de soltura, que resCtuisse a Condessa doSaint-
Di sua familia e liberdade ; mas, se as leis
da repblica sao severas, nao devem por isso
dexar de ter a mais pontual execueao. De
mais, nao he a juncia, dequefaco parte, que
compete decidir da sorte dos suspeito.
ssim pos, disse a Condessa nenbuma
esporanca me resta .'
Oh he-do salvarte, exclanou o moco'
com empbase.
Salvar-me! e como, meu leos I
Dando-te meu nome, declanndo ac,;leus
oppressores, que a Condessa de Sint-Dj ces-
sa de ser suspeita, pois que ho i esposa d'um
republicano, do patriota Philippi Renaud.
Sim, Adle! oh! minha muitr amada, con-
sent em seres ninba mulher, e teus ferru
quebrar-se-hao Masque! nao me respendes
volta a cabeca Oue devo infe/ir do leusile*
co e de tua porHinacao ? Ser possivel oue nu
recuses? Oh! o, nao podes ter semtlhanta
pensamento... anas-me, por vezes oi'o ten]
dito, e inda ha poico.... /
Oh! cala-tc'. cala-te, exclam/u a Con-
dessa. Nao me fi|;ures uma felicidale, de que
jamis podere;. g0S(r i Casar-me I eJ, cuja ca-
bega est votada acjcadafalso I Nao labes, que
sou unja paria, cijo contacto trazcomsigo i
inorlji ? (fueres desposar-mo ; mas com esse
pass/o me nao salvars; perder-tc-bas! Renun-
cia, Philippe, es|e fatal projecto Renuncia.'
De joclhos eu t'o pfco____
Que me prooes ? exclarnou o moco com
espanto: Que refcuncie a salvar-U, quando
_ MUTILADO


ir
y-
con.trucclo, e abrio-se urna subscripcSe que os presos de Justica procurarlo este, emnu-
em dous das montou a mais^de onze mil pesos. | mero de 29, evadir-se arrujando-se sobre os
Folhas inglezas at 20, e as francezas soldados, que guardavlo a porta da mesma ca-
at 18 dSo o seguinte : I deia. E como estes procurassem obstar a sua
A Rainha Victoria e o Principe Alberto acha- <"uga travou-se briga entre elle, do que re-
x. .. J___li J. .... ...i.:. Itnritliliw a cultmi frnrpm martas (1 fiTiilosG e d't'.sti'S

vio-se de volta da sua excursio a Burghley, e
residan na palacio de Windsor.
O Hispo de Londres havia publicado urna
disserta?ao sobro o estado da groja Anglicana,
na qual avulto dontrinas evangolicas. e o em-
penho de valer as classes indigentes.
O' Connell ainda se conserva em Darry-
nane, e continua a escrever varias dissertacoes
relativas revogacao da uniao ; v-se porm
que o procossoe a priso porque passou, modi-
ficarlo as suas ideias.quanto aos meios de alean-
car os seus intentos por viada reunides popula-
res. Nio se mostra boje disposto a usar de se-
melhaote expediente.
A 12. partirlo deParizo Duque de Au-
male, e o Principe de Joinville, e tomarlo o
caminho de ferro de Orleans para se dirigirem
a Toulon. Vai om sua companhia o Tenente
General Conde Dourosnel, Ajudanle de cam-
po do Rei, encarregado de o representar no
acto do casamento do Duque de Aumale com
a Prnreza Carolina Augusta, filha do Principe
de Salerno. O Bario Jamin, o Marque/, de
Beaufort, Mr. Cuvilhr Fleury, e Mr. Tou-
cbard tambem vio na comitiva dos Principes.
O Gomer, fragata de vapor de 460 cavallos,
transportar os dous filhos do Rei a aples,
e para esse porto se dirige tambem a esquadra
commandada pelo vice-Almirante Perseval Des-
ebenes.
Os Principes deiilo estar em aples a 20
ou 21 do corrente. O consorcio teria lugar a
25, anniversario do casamento do Rei e da Rai-
nha dos francer.es.
Poucodepois o Duque e Duqueza de Au-
male, e o Principe de Joinville rcgressarlo a
Fran$a. O Rei e a Familia Real irlo espe-
ral-os a Fontainebleau.
O Moniteur Algerien de 4 diz que o
Marechal Bugeaud havia entrado em Argel,
procedente de Dellys. As tsporancas que con-
cebera realisario-se completamente. As duas
tribus Flissas e B.eni D|ad fuerio a sua sub-
misslo, sem reserva. As [tropas que compu-
nhio a expedicio dirigida contra o districto de
Dellys vio de novo entrar em quart'eis. Jul-
ga-sa que em breve serlo oceupadas em tra
balhos agrcolas a fim de auxiliarem o esfor-
(os dos colonos.
O Marechal dirigi ao MTrrrstro da Guerra
as suas participacoes officiaesdetalhando as ope-
racoesom Dellys, asevera lelo que levarlo os
Flissas eosBeni Djad, a excellente conducta
das tropas, e a impressio decisiva que produ-
zio essa curta campanha no animo de todas as
tribus do Argel.
(Continuarse-ha. )
(Diario do Govtrno.)
POLICA.
Illm. e Exm. Sr. Hoje as 8 horas da ma-
nilla em occasilo que so lazia a limpoza da
prisio da fortaleza do Brum em que se achio
_ j, ,------------------------- v
sultou ficarem morios 6, feriilos6 ed'estcs
2 gravemente conseguindo fugirem 5 dos
quaes um ha toda a propabilidade ter-se afoga-
do, e outro foi preso, e nada solTreo. He de pre-
sumir, que os ii, que falli sejao capturados
pelas escoltas de cavallaria e Policia que em
procura d'elles seguirlo. Frao feridos leve-
mente 5 soldados.
Ao Delegado ordenei, que se procedesse au-
to de edrpo de delicto e proseguisse como ls-
se de lei. Dos Guarde V. Exc. Secretaria
da Polic8 de Pernambuco 30 de Dezembro
de 1844 -Illm. e Exm. Sr. Gonselheiro, Pre-
sidente d'esta provincia do Pernambuco. An-
tonio Joaquim de Siqueira.
CRREIO.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE E PROVINCIA.
Mal havia eu deixado as margens do deleito-
so Capibaribe, de que viera (lo saudoso, c to
sofreg por contar-lhcs o que por la vi e admi -
rei, que me enconlrei aqu com desagradaveis
novidades. Como he provavej que ja esteja a-
bolida a ordem do Ministro da Justica, a res-
peito da publicagio das partes da Policia ,
talvez que Vmces. ja tenbAo a que deve ter
dado conta do facto do Brum, e por isso limi-
tar-me-bw a communicar-lhes algumas refle-
xoesque sobre o caso me tem occorrido.
Costumadizer-se que o desacaulelado fecha
a porta depois de roubado ; mas nos nlo somos
nem ao menos do numero desses desacauela-
dos, por que parco-me que esta he a tercejra
vez que os presos se escaplo do calabouce dn
Brum na occasilo do o abrirem, e nao teir. sido
at hoje descoberto o meio de prevenir esse al-
tentado, quasi sempre seguido do desgracas ,
mas desta vez de horriveis consequencias.
Conbeco que o mal vem de servir aquella
fortaleza incompetentemente de prislo a crimi-
nosos de jostica ; mas a necessidado assim o
exige, eoCommandante da fortaleza, quo in-
felizmente se v reduzido a carcereiro deve
conlormar-se, e procurar por todos os modos
evitar o terrivel tifio cuidei, que he omito
feio.
Porm mais feio aindi he, que os soldados
que perseguilo os fugitivos, que t.a verdade se
ha vilo constituido aggressores em todo o sen-
tido, lovassem oseu furor a tal extremo que
mandassem ao outro mundo alguns desses des-
granados, queja nlo podiao lazcr-lbes grande
mal. Os que no conflicto forio morios, bem
morios foro; mas quando ja de corrida procu-
ravao mais evadir-se que delender-se, e muito
menos atacar he barbaridade indesculpavel :
e nos temos j tantos exemplos do barbaridade !
Mal haja quem demora naspris5es esses mise-
r'aveis, ou os vai absolvendo a torio e a direito,
para serem la conservados portanto lempo. Di-
zem-me que os mostos chegario a nove c que
entre elles pagarlo alguns ao diabo o que a
Deosdeviao. Dos Ibes perdoe.
Para explicar-mediroi que nlo creio na tal
ordem do Ministro da Justica, de que a cima
fallei, e muito n.enos depois que Vmces. ba
poucos das publicarlo urna parte da polica:
a praia asseverava lodosos dias que os assassinos
e attentados haviio desapparocido com a reti-
rada dj nobre Bario da Boa-vista da Presiden-
cia ; ora as partes de Policia, ape/.ar dos es-
quecimenlos dos seus agentes diziao o contra-
rio, o remedio era nlo publical-as o enten-
deo o espantado que devia lancar a casgo do
Ministro mais essa esperteza, porque bem sa-
bia que preso por mil preso por mil e quinhen-
tos.
Abi esteva o vapor do Norte, que conduzo
para o Sul dous Deputados por esta provincia .
eoSr. Senador Paula Cavalcanti. Quecol-
lecco de bixos e mais objectos de historia
natural lorio elles adiar a burdo meus redac-
tores da minba alma Nao Ihes sei explicar a
minha admracio Benzi-me trez vezes, e quasi
quasi fuju para trra scnWiwr adeos aos
amigos, quando vi que tam
sitados por oulros bixos ca de
exquisitos e horrendos.
Eraumdestcs tio ascoroso e lio pregado
eslava a orelha do Inspector sindicante da Al-
fandega, que tambem parti para a Bahia, que
o pobre homem estava sempro deolhos fren-
te-e de quando em quando limpava o ouvido
da immundicie de perdigotos que o bruto abi
lancava.
Mas a colleccio mais completa do museo do
vapor era a de macacos, desde o orango-tango
at o saguim, e ndla figuravio dous fr'x que
estavo na verdade horribilissmos. Dos mais
nao vale a pena fallarse: erao bixos; est dito.
Sim, Srs; la se foi a aleada, ou sindicancia
da alfandega, lembranc,a do Ministro da Fa-
zenda, que ha de sol) este pretexto mandar pa-
ra casa os baronistas, o deixsr alli os ladroes ,
que souberao pr-so de antemo debaixo da
magna capa do-pos da patria com quem o
nosso Govcrno tanto sympalhiza ; amen E
verlo entao quanlo so torna esta nossa alfande-
ga rendosa, e lucrativa para o Governo e co-
mo se ha de ella encher de logistas quebrados,
e mais traficantes conhecidos.
Em outra occasilo Ibes contarei o que coln
pela festa. o que me referom da Parabiba por
occasilo dos ltimos actos doseu insigne Presi-
dente^ outras cousinbas mais.
diz fra offertada por caridade no lempo da sua
primeira directo a certa sociedade ha que
que elle pertencia, e urnas esporas de ac, que
se mandarlo fazer em dativo de proveito, alm
das que lorio de presente para a corte; mas
isto slo cousas lio pequeas, que nlo vale
a pena fallar nellas ; quando pela boa eco-
noma que acaba de praticar agora com a
compra que fez de mil ferrager.s de correames
de cacadores para o que pedio ao Governo da
provincia autorisacao nao porque quiesse il-
ludir porque nlo tevo interesse algum mas
sim para augmentar ao grande numero, que j
tem nos armazens, de mais de dous mil boccaes
o outras tantas ponteiras Sc. #c. alm do
S59 fivelas pois que no lempo da paz no que
se prepara para a guerra fasendo parar uas
onicinas a factura de semelhantes objectos, no
que merece allos luuvores, porque poderia ha-
ver demora e assim nao queira o noticiador
, Correio metter bulla cousas serias que
erlo etfs\vi- eu sempre sahiroi a campo com a devida venia.
Z SfmenV-P" mottrar ^ue SB acha en8anado'.(lue.
tal Director realmente nlo he peco antes sim
um completo militar as direitas. Sou seu
constante leitor. O Jusliceiro.
rSlJT.'t
COMMER&IO
.TB
deshonra. Com quanto as minhas respostas lhe
tenhlo testemunbado todo o desprezo que me
elle inspira esse homem ainda nao renunciou
sua em pro/a e minhas repulsas s teem fei-
to exasperal-o.
Esse homem o nome d'esse homem !
perguntou tremendo de raiva o joven repu-
blicano.
Chama-se Amar, respondeo aCondessa.
__ Amar! que! o convencional o membro
da junta de salvaco geral i' disse o moco hor-
rorisado.
Elle mesmo ; quo he omnipotente, Phi-
lippe, porque tem direito de toda hora entrar
aqu, onde manda como senhor e onde os
mesmos carcereiros trcmein diante d'elle Oh!
Se tiveste visto de que raiva se lhe inflammrao
os olhos quando repelli a sua humilbanle pro-
tlorrespondenca.
Srs. Redactores. Escriptores ha que cos-
tumlo as vezes usar do estylo jocoserio em
narracoes simples que por sua natureza pa-
recem nlo admittir o sentido mixto eu que
nunca tive este dom porque nlo possuo a
grande arte das combinaces de fazer salyras
em louvor, por isto nlo entend bem o sentido
do Correio do Reeife quando nos deo no seu Dia-
rio n. '279 de Duzembro p. p. a noticia do que
no Rio de Janeiro andava em leilo o Arsenal de
Guerra desta provincia por nio saberem que
o actual quo o dirige nlo he peco e que j
havia mettido o Ajudanto no viollo por in-
fringir rilaos anligos de verdades dizer que
se nao devem : ora nlo sei om que poderla ter
mettido a rabeca o tal Ajudante no sugeito, que
nlo he peto, poique contra este nunca ouyi
tocar-se instrumento algum em clave de Alala,
e nem de um s bemol sse o sobredito Aju-
danto quiz fallar em urna grande mesa que se
Alfandega.
Rendimento do dia 30....... 6*020
dem do da 31.................:8t*fW
Descarrego hoje 2.
BrigueAmelialeijo e encommendas.
BrigueCesar Aujwfomercaduras.
Brigue/Mri'omassas.
Brigue Tnumphantevinhos, vinagre, azci-
te e inun!iv,is.
PatachoNcptunobarricas vasias.
PIUCA DO RECIPE, 28 lili DKSEMDRO DE 1844.
Hevista semanal
CambiosNo principio da semana houverlo
transaces a 25 /* d. p. l rs. o as
ultimas transaces effectuarlo-se a 26
d. p. 1j rs. porsommas avultadas.
Assucar As entradas teem sido moderadas ,
por causa dos dias santos.
Algodao Pela mesma causa frao limitadas
as entradas.
Couros Vendas regulares a 125 rs. por libra.
Meios de sola Vendro-se de 18700 a
lj900rs.
Farinba do trigo Nio houverlo entradas ,
e o deposito mui pouco tem dimi-
nuido.
Bacalhio Nao ebegou carregamento algum,
e o consummo tem sido regular, sen-
do o deposito boje de 1,500 barricas.
Carne secca Sem entradas e o consummo
tem sido moderado sendo o depo-
sito de 10.000 arrobas nio tendo
soffridodilerenca depreco.
Garrafes Vendrio-sc a 925 rs.
Louca ordinaria dem de 238 a 240 p. c. do
premio sobre a factura.
Entrarlo durante a semana 11 ombarcacocs .
osabir5ol2, existem no porto 51: sendo 2
americanas 22 brasileiras 1 dinamarqueza,
2 francezas, 1 nespanhola 6 inglezas, 7 por-
tuguezas A sardas,|4 suecas e 2 sicilianas.
tudo nos presagia o bom xito, a felicidade ....
Adlo esta recusa, este terror, que leio em
teus olhos fazem me presentir algum mysleno
horrivel. Tu oceultas-me um segredo...
_ Nio! nio! interrompeo aCondessa
com voz su m m id a.
Que recaas 1 Os recommendaveis servi-
cos. que tenho prestado a causa popular, nio
mo fazem merecedor de urna recompensa ? E,
quando eu dissr aos homens, que governio a
Franca : Em vez de graduaces e honras dai-
mo a liberdade da mulher, quo amo, e de
quem quero fazer minha companheira....
Bepellir-to-hio exclamou a Condessa.
_ Se me repellirem, dirigir-mc-hei ao po-
vo ; lembrar-lhe-hei os combates, de cujos
perigos em suas filoiras partilhei; mostrar-lhe-
bei as ferelas, que recebi defendendo o, e elle
tomar sob sua proteccio a mulher do c.dadao
Renaud, cujosangue correo por sua causa I
O povo! pobre insensato! abandonar-le-
ba pois est costumado quebrar boje os do-
los que hontem prestava pia adoraeao Nao o
tcns visto applaudir todos osdias o supplic.o d a-
quolles quem elle mesmo j tem elevado as
nuvens! ,
Pois bem morreremos |untos excla-
mou o moco com calor. Morrer comtigo. Ad-
lo nao he urna sorle digna de inveja? He urna
fellcidade que excede toda a minha esperanca .
7?U,^K.^ Eniao bemdird odestino-
tfl- nio o DdeTporque gabe-o emfim, j que a longo, trago, fez-mesolver a taca amarga,
r'mhme J un. dU virtuosos republi- em cujo fundo estava urna gota de mel e d am-
^r^^^^^^E' .imfanaudo, tioha oardeofor.-
paz puebado si a Condessa e com transporte
a abracava.
Phlippe disse a Condessa com voz en-
ternecida nao busques desvairar- me a razao.
Nao me facas este mal pois estou sem frcas
para resistir-te. Amo-te, o toda a minha vida
te pertence ; mas. se me amas compadece-te
de urna pobre mulher, cujo nico bem be a in-
nocencia e que deseja restituir Dos urna
alma pura como a quo d'elle recebeo.
E porque tambem te nao compadeces ,
disse o moco com exaltarlo do homem quo
tanto tem chorado e soflrido longo de ti ? E
com um beijo abafou os suspiros e as supplicas
da Condessa
posicao
! ste homem bem o vs deve ser
nplacavel e em seu ciume, esmagar-te-hia
sem caipaixio de minhas lagrimas. Isto posto,
tua dedicacio nada mais fara do quo abys-
mar-te e accelerar, talvez, a minha ruina.
Pois bem disse o moco, j que tudo no
mundo conspira contra estes dous desgranadas ,
j que devemos morrer dediquemos ao mo-
nos ao amor as ultimas horas, quo nos restio
Diz urna palavra Adle e esta prisao lgubre
transformar-se-ba para nos em um aposento
mil vezes mais incantado que o palacio dos Res.
Faz um signal e um ceo do delicias abrir-se-

tembro conduzio-me o acaso aes muro.d'A-
badia numa occasilo em que alguns furiosos
d'alli sabiao arrastando um veneravel anciio,
que iio assassinar. J;i um d'elles'brandia o ma-
chado e ia derramar o sanguo innocente, quan
do eu, ebeio de piedade e horror, arremeceime
no meio do grupo, gritando que punha o infeliz
sob minba protecao e fazendo-lho urna trn-
cheira com o meu crpo.^uasi que sou victima
d'aquclles furiosos, e ia sem duvda espirar com
o preso quando um desses fanticos reconhe-
ceo-me, o mostrou me aos companbeiros re-
cordando-Ibes a parlo quo 10 de Agosto ,
havia eu tomado no attaquo do castalio. Gracas
esse feliz acaso e depois de muitos esforcos ,
?r" as z^dzxtj rsrrpor wras
mua, conseguindo^ Lmor "r/eos tu n&o ro. ou agora esta ao .brigo de todo perigo.
Corar uianie uo m .. | d lacrimas e apertando-me as maos com
assassinos! Corar porque me ama te E quem do^m^.agu j ^^
disto poderia fSeumcm^ usao^ ^ oc^Jde mesmo
meTu.g0ae0S .^bS ZTnJ 'em \ com risco de vida provar-me o seu reconhec-
LontreeunelleumJuiz ameacador o irrita- ; com anc.edade.
que
do? Como obterei o perdi derneucrime^uem
sabe se tere lempo e mesmo vontade do ar-
repender-me.
E se Dos abencoasse nossa uniao. Lx-
clamou o ooco com exaltaQio.
Que dizes? .
Ouve: em um dos sngrenlos das de Se-
E ao que vem Uto disse o moco quasi
emvozbaixa, o anciio he um Padre.
(Con/irtuar-ie-Aa.)
\



Ufa.
.._
ttaaragag;
Movimento do Porto,
Navio entrado no dia 29 dodassado.
S. Matbeus; 2- dias, sumaca brasleira Inca-
savel Carol de 38 toneladas capito Joo
Baptista Forroira equipagem 7 carga la-
rinba de mandioca; a Antonio Francisco dos
santos Braga.
Navio saludo no tnesmo dia.
Montevideo ; galera franceza Cousin capito
Danget, em lastro.
Navios entrados no dia 30.
S. Miguel ; 29 dias brigue portuguez Ame-
lia de 152 toneladas capito Joao Joa-
quim de Menezes equipagem 22 carga
batatas leijo o pedra ; a Joao Jos da
Cruz.
liba Terceira; 34 dias, brigue portuguez Ter-
ctira, de 196 toneladas, capito Severino
de Avelar equipagem 24; a Mendes& Oli-
veira : passageiros 146.
Lisboa ; 29 dias, brigue portuguez Trium-
phane de 347 toneladas capito Silvero
ManoeldosReis, equipagem 22 carga vi-
nho e mais gneros ; a Mendes & Oliveira. \
Bio de Janeiro ; 17 dias, brigue brasileiro Vi-
rialo de 243 toneladas, capito Joo Soa-
res Barboza equipagem 15 carga varios
gneros ; a Tbomaz de Aquino Fonseca.
Navios sahidos no mesmo dia.
New Bedford ; galera americana Archer, capi-
to F. Rickelson com a mcsma carga que
trouce.
Nawtuncket; galera americana Lydia capi-
to Cotheante, com a mesma carga que trouce.
Portos do Sul ; vapor brasileiro S. Salvador ,
commandante o 2.' Tenente Antonio Carlos
do Azevedo Coutinho.
Deca raco.
j_ Faz-se saber aos subditos britannicos re-
sidentes em Pernambuco que no dia quarta
leira 8 do corrente pelo meio dia ter lu-
gar no Consulado Britannico ra da Cruz o
primeiroannual ajuntamento dos subscriptores
para os llns designado no Acto. Geo IV. Cap.
S7._- Jos: Goring Vico-Consul. J
THEATRO PH1L-DRAMTICO.
SABBADO, 18 1)0 CORRENTE.
Segunda repretentaco dos cantores M. Ltmos
E
C. Meco.
A direcgo da Sociedade Philo-dramatica
tendo concedido de novo a sala para a segun-
da represenlaco em beneficio do tenor Carlos
Ricco, este aitista so recoinmenda ao Ilustre
publico desta capital ipresenlando-lhe o varia-
do e novo diverlimenloseguinte :
Primeera parte.
1. Ouvertura a toda orebestra da opera
Yl Pirata, msica de Bellini.
2. O beneficiado cantara a interesante aria
Meco faltar di centre, da opera Norma, m-
sica de Bellini.
3. Aria iavorita dj opera II Giuramento ,
por Margarida Lemos, msica de Mercadanle.
4. U bellissiuio duelo Sul campo de la glo
ria, da opera ti Belsono, por J. Tosellieo
beneficiado, msica de Donizetti.
Segunda parte.
6. Ouvertura pela orebestra da opera Ma-
amello, msica de Carrafa.
6. c A grandiosa scena e terceto de la u-
ehesa ai prteghi, da opera Lucrecia Jiorgia ,
msica de Donizetti.
O nome do Borgia no palacio ducal de Fer-
rara tinha sido ultrajado por un Capito do
Guardas Venezianas que tirando urna das
leltras do prtico doixou a inscripcaoorya ,
este Capito loi preso e sentenciado morle po-
lo orgulbo de Lucrecia ; o Duque satislez os
dezejos do Lucrecia tanto mais que considorava
o Capito como favorito da sua consorte : Lu-
crecia quer por si mesma conbecer o autor da-
quello crimo comparece na habitaco Ducal
aonde ha de ser cundusido o reo ; esta chega ,
mas ob 1 sorpresa! o criminoso e.-a Cennuro ,
filho de Lucrecia Borgia, educado sigilosamen-
te debaixoda vigilancia indirecta de sua ini ;
que borroroza combinaco a mi tinbacon-
demnado a morte sou lilbo !!!! Lucrecia como
era natural muda de opinio, mas o Duque quo
esta mudenca o faz ainda acreditar na sua pri-
meira opinio nega o perdi de Gennaro, em
vo roga Lucrecia, nada commove o coracao
do Duque, so consegue que nao morra no pa-
tbulo, o seja alli envenenado mas Lucrecia
be designada pelo Duque para dar-lbe o narco-
tico, que magoa para o corado de Lucrecia !...
o Duque Ilude Gennaro com varias promes-
sas e por ultimo convida-o a beber em prova
de conciliaco, esta he a occasio de consum-
mar o decreto Gennaro recebe do sua mi o
calixdc veneno!.... o o Duque se aparta sa-
tisfeito de estar torminada a obra ... mas ol !
esi eranca Lucrecia tero um contraveneno ,
corre anciosa aseufilbo para que o tomo o
Actores.
JooToselli.
Margarida Lemoi
O beneficiado.
N. N.
salva a vida,. Gennero que nao conhecia ain-
da Lucrecia como sua mi recusa tomal-o ,
julgando n'aquelle momonto que he alia quem
o quer envenenar; Lucrecia adicta insta, roga
por quanto ba de mais charo que Gennaro a
crea, e por lim o consegue, Gennaro he salvo ,
oge por urna porta secreta e Lucrecia parte
satisfeita de ter salvado seu filho mas o genio
do mal a persegue, ao sabir encontra o Duque
quo considerando ter ja operado o narctico vi-
nba mandar retirar o corpo de Gennaro I ....
elle s acba o corpo de Lucrecia que cai des-
maiada aos seus ps.
Personagens.
Duque de Ferrara
Lucrecia Borgia
Gennaro Capito de Guar-
das Venezianas
Conidente do Duque e
guardas do palacio
Terceira parte.
7. Ouvertura pela orchestra Guilberme
Tell de Rossini.
8. Dueto (da corneta a pistn e clarineta
pelos Srs. Chaves com acompanhamento da or-
ebestra.
9. Duelo // rivale, da opera
lieatrice di Tenda
por Margarida de Lemos e o beneficiado mu-
sica de Bellini.
Quarta t ultima parte.
Walsut escoltadas de Araus fila orchestra.
10. Terminara o espectculo com aengra-
cada scena daPatuscada aos arrais que vilo
para cima do Douro na qual o beneficiado
cantar urna cango bespanbola de
Os touros no Porto.
Muito icolhida na corte do Bio de Janeiro.
Director da orchestra Mr Grosdidier.
N B. As pecas de cantoria sero ejecuta-
das a carcter o as sesnas arranjadas com toda
propredade possivel.
Precos de entradas.
Cadeiras de galera, 1.*orden para
hemons
Cadeiras de galera 2." e3/ordem
para familias
Bilbetos de platea
s U espectculo principiar a chegada do Exm.
Sr. Presidente da provincia.)
s bilbetes vendem se na rasa do beneficiado,
ra larga do lozano n. 30, prmeiro andar e
na mesma ra loja do Sr. Lody, o rioda no
tbeatro.
2,000
2,000
1,000
Avisos martimos.
2= Deseja-se compror urna embarcacSo de
lote de 200 a 300 toneladas; quem tiver, an-
nuncie aonde se deve dirigir.
Precisa-se de umabarcaca para ir aoSul,
mesmo de24a 30 caixas; na ra larga do Ro-
sario loja n. 21.
1 Freta-se para os portos do Sul (nopas-
sando de Maceio ) urna barcas* que carregue
o peso de 1400 arrobas; a quem convier, di-
rijase a ra do Kangel n. 50, a tratar com
Jos de Oliveija Campos. (S
Avisos diversos.
LOTERA DO THEATRO.
As rodas desta lotera
antlo iiiipreteiivchncnte
no dia 28 do corrente, e o
restante dos biihetes a-
chao-se venda no bairro
do liecife loja de cambio
dos Srs. Vieira e Manuel Go-
mes; no de Santo Antonio ,
boticas dos Srs. Moieira
Marques e Chagas; no da
Roa-vista, loja de ourives
do Si. Jacinto. (14
6
DENTISTA.
J.W. Vervalon da firma de Vervalen e Ca-
rey, Dentistas, tendo voltado a esta cidade ,
avisa aos seus amigos e aquellos que precisaron!
de siu servico que se acba na ra da Cruz n.
3 pnmeiro andar. (6
6= Precisa-se alugar alguns escravos de am-
bos os sexos,e seja de que idade forcm'para car
regar: as pessoas que os tiverem queiro diri-
gir-so a ra Bella n. 30. (4
Precisa-se alugar urna casa terrea no bair-
ro de S. Antonio, e as ras seguintes; Hurtas,
Direita Trincheiras pateo do Carino, Rosa-
rio e Larangeiras cujo aluguel nao exceda de
Jj/rs. inensaes dando-se dous a J mezes
adiantados ; quem a tiver annuocie.
- Domingo, 29 do p. p. perdeo-se urna
carteirinha com 14/rs. e um meio bilbeto da
lotera do theatro (igoora-se o oumero) ; quem
achar o quizer restituir, annuncie "ou dirija-
fe a ra de Apollo n. 8, que so gratificar com
metadedo dinheiro.
Precisa-se de urna ama de leite captiva;
na ra larga do Rosario n. 15.
Companhia geral da agricultura das vinhas do
Alto Douro.
i O abaixo assignado agente desta com-
panhia nesta praca, de Pernambuco acabB de
recober pelo navio Bella Pernambucana o pri-
meiro carregamento de viobos d'aquella com-
panbia, depois que ella foi rehabilitada pela le-
gislatura de Portugal e dotada com fundos
pblicos pela lei da 21 de Abril de 1845 para
levar a todos os mercados os padroes o bausas
do vinho genuino e puro do Alto Douro eral-
mente conhecido pelo nome de vnbo do Porto ,
a lim de servirem de guia ao commercio.
Este carregamento, contendo vinbos das mais
escolhidas oovidades deve ofTerecer aos Srs.
consumidores nao s a cortesa da sua puresa
e superior qualidade, mas o typo verdadeiro
dos excellentes vinbos do Porto.
Espera pois o abaixo assignado, que os Srs.
consumidores se dirijo a sua residencia ,
na ra do Viga rio n. 19, para trata rom do ajus-
te de todas e quaesquer poredes que desejarem
Thomaz de Aquino Fonsec*. (23
1 Aluga-se por 5/ rs. mensaes a loja do
sobrado de dous andares, da ra Imperial,
onde inorou o Capito Padilha logo adiante
do. viveiro do Munis ; a tratar na ra do Cres-
po loja n. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia.
M a pessoa que Iho (altar uns pares de
ceroulas, o uns pares de meias de linbo vin-
das de Portugal na Tentadora, queira procu-
ra l-os na ra do Crespn. 12, loja de Jos Joa-
quim da Silva Maia, que, dando os signaes, lhe
sero entreguen). (6
IPrecisa-se fallar ao Sr. Francisco de Pau-
la Vianna ; no botequim junto ao theatro, ou
na ra do Sebo primera casa terrea ao sabir
do pateo da S. Cruz. (4
i_ Ferreira # Braga fasem scionte ao publi-
co que Jos Maria Teixeira Villas Boas doi-
xou de ser seu caixeiro desde o dia primeiro
do corrente. '.4
1 Precisa-se engajar para a provincia das
Alagoas um oflicial de caldeireiro; a quam con-
vier este negocio dirija-so a ra do Rangel n.
50, a tratar com Jos de Oliveira Campos. (4
A fabrica de espiritos da ra de S. Rita
n. 85, passa a modificar os procos dos seus g-
neros, para d'oraem diante vender s a di-
nheiro a vista a saber; ago'ardente do roino a
800 rs., genebra a 720 rs., aniz a 640 rs. a ca-
llada genebra em botijas a 200 rs., licores a
160 rs. a garrafa o espirito de vinho a 1280 rs.
a caada.
Alugo-seos segundo e terceiro andares
do sobrado n. 7, da ra da Cruz ; a tratar no
primeiro andar do mesmo sobrado.
Precisa-se de urna ama de leite para criar
um menino de 6 mezes prefere-se que seja
captiva; no Atierro da Boa-vista n. 68
Precisa-se de 300^ a 400# rs. a premio
de um e meio por cento pelo tempo que se
convencionar, com seguranca em urna casa no
birroda Roa-vista que vale 2:000/ rs. fra
o negocio que tem dentro quem quizer dar
annuncie.
Deseja-se saber, se existo nesta cidado a
Senbora Maria J/tlicianna ou quem della
er noticias a qual veio da cidade de Lisboa ,
depois de 1810 o foi mandada vir por seu tio
o padre Jos Nunes que nesse tempo eslava
empregado na Administraco de urna igreja
nosta cidade, e veio em companhia da mi do
dilo padre e duas irmes sendo que exista,
dirija-se a ra da Cadeia do Recite n. 25, pri-
meiio andar, para se lhe dar noticias do sua
prima Maria Clara.
Compras
t Compra-so urna venda bem afreguesada
o em boin lugar ; quem a tiver annuncie. (2
Vendas.
FOLHINHASPARA 1845.
Vendem-se na praca da Independencia, li-
vraria ns. 0 e 8 ; na ra do Cabug, loja doSr.
Bandoira ; na ra da Cadeia do Recife loja n.
41; na ra da Madre de l)ev>s venda da esqui-
na defronte da Igreja ; na Roa-vista botica
delronte da matriz ; em Ulinda botica da ra
do Amparo e na venda do Sr. Domingos, nos
yu8tro-cantos. (9
1Vende-se muito boa bolaxa feita da mo-
llior farioha e chegada ltimamente da Euro-
pa a 9 patacas a arroba e levando de 5' arro-
bas para cima se dar a 8 patacas ; no Forto-
do-Mattos primeiro andar por cima da venda
do Sr. Alem das 9 horas da manha at as 3
da larde ou a fallar com Jos Saporiti, na ra
Nova o. 6a, primeiro andar. (8
1 Veodo-se sal de Lisboa em grandes e
pequeas porces ; a bordo o no armasem da
ra da Moeda n. 9 o preco he em conta e
trata-se com Leopoldo Jos da Costa Araujo. (4
1Vendem-se nicamente na ra do Crespo,
loja 11. 12, de Jos Joaquim da Silva Maia as
verdadeiras navalbas do ago da Cbina. (3
1Vende-se a bordo do brigue Jpiter, sal
do Ais muito bom, a 900 rs. o alqueire,
em porco se dar por menos o palha de car-
nauba ; a fallar com Jos Xavier Vianna na
ra do Vigario loja de cabos o. 1, ou a bordo
do mesmo brigue. (7
1Vendem-se meias de seda preta para pa-
dre esenhora, de muito boa qualidade sen-
I do de peso e de laia; na ra da Cruz n. 48. [3
1 Vende-se carne do serto; no largo do
Corpo Santo n. A. (2
Vende-se superior papel pautado para
msica ; na praca da Independencia n. 3.
Vendem-se 50 pecas de ouro de 6400 rs. ;
I na ra da Praia n. 22.
Vende-se um piano Inglez com boas vozes,
o com pouco uso por preco com modo; na ra
do Crespo n. 12, loja de Jos Joaquim da Silva
Mala.
Vende-se no grande deposito atraz do
1 theatro velho, um completo sortimento de ta-
boas de pinlio, chegado da Suecia a melhor
qualidade que a este mercado tem vindo, sendo
I pinhobranco o vermelho de 10 a 30 palmos
' de comprido, o 9 a 14 pollegadas de largura ,
1 serrado por vapor sem nos proprio para um
lindo forro eassoalho por ser muito alvo para
obra de envernisar ; assim como do que costu-
mavlr, costado, costadinho, assoalho e for-
ro para fundos de barricas ludo por pre^o
commodo a vista da porco e do comprador;
a tratar no mesrno deposito com Joaquim Lo-
pes de Almeida caixeiro de Joo Matheus.
Vende-se inilho muito novo pela medi-
da velha caculada a vontade do comprador a
3/rs. o alqueire, arrox de casca a 2880 rs. fa-
rinha da trra muito alva a 3840 rs. a sacca ,
2 rolos grandes que servem para ferreiro, 8 arro-
bas decera amarella e 6 ditas do estopa para
calafate ; na ra larga do Rosario n. 21.
2 Vendem-se 3 porcas ; na ra Imperial
n. 218.
2_Vende-se urna escrava de 18 anuos, cose,
marca, faz bem lavarinto engomma e cosinba;
urna dita de 22 annos com as mes mas habi-
lidades; urna dita crioula, de 19 annos, engom-
ma o cosinha bem ; urna mulatinha de 18 an-
nos engomma e he ptima para mucama por
ser recolhida ; um cabrinha de 12 annos, pti-
mo para qualquer offlcio ; 8 escravas de oaco,
do 25 a 30 annos cosinhoe lavo ; 4 escra-
vos, entre ellos um he canoeiro ; na ra Direi-
ta. n. 3. (
2Vende-se urna secretaria de jacarando com
estante para llvros urna commoda nova, viu-
da do Porto, urna banca redonda, tambem no-
va 6 cadeiras, ludo de Jacaranda 6 ditas de
mogno folheadas um banheiro do lollia, no-
vo, um berco de aDgico, um rico candieiro dou-
rado um dito de machina 10 quadros gran-
des com dilTerentes estampas 24 caricactura
inglezas um Museu Pittoresco urna rica ca-
ma de amarello com seus pe teneos, urna ca-
noa aborta nova, que pega em 700 lijlos de
alvenaria cortes de laminha para senhora e
meninas chales de seda e de toquim lencos
de seda adamascados para senhora bicos da
largura de 4 dedos chitas e madapoles finos,
ludo por preco commodo ; na ra da Cadeia de
S. Antonio n. 19. (14
2 Vende-se ptimo vi-
nho Champanhe; na ra
da Cruz n. 'JO casa de
Avrial Ii'nio.
Escravos fgidos
Fugio da cidade de Olinda um preto criou"
lo do estatura boixa rosto redondo nariz
chato, de 16annos; levou camisa do riscado
7?ul americano calcas de riscado escuro o Lo-
rie de palha com aba de couro de lustro ; desap-
pareceo no dia 27 do p. p. o foi visto urnas
poucas de vezes em dita cidade ; quem o pegar,
leve a ra da Cruz n. 10, ou em Olinda na rna
do Sol, sobrado ao peda igreja da Misericor-
dia que ser recompensado.
esappareceo no dia 24 de Dezembro p.
p. um moleque de oaco Cacange de nome
Joo de 14 annos; levou calces azues, camisa
de madapolo j suja e chapeo de couro ; des-
confia-se ter ido para o inatto por ter vindo de
Garanhuns ; quem o pegar, leve a ra do Cres-
po, loja n. 10 ou 12, que ser recompensa-
do por Jos Joaquim da Silva Maia.
Furo a escrava Mara ^ de Angola, muito
alia tem urna belida no olho esquerdo e he
muito contienda por vender todas as noutes
po-de-l junto a ponte da Boa-vista ; quem
u pegar, levo ao sitio da capella do Rosarinbo,
que ser recompensado.
Fugio, no dia 25 do p. p., um negro de
nomo Joo de nacao, porm falla melhor do
que qualquer crioulo, osle negro be muito la-
dino, tem cantigas para engandr qualquer pes-
soa ; venda pao para a banda do Tgipi trra
de S. Amaro; de boa altura,cara comprida edes-
carnada, cabcea tambem comprida,olba slguma
cousa vesgo, barba fechada e por baixo do quei-
xo : quem o pegar leve o a ra Nova padaria
de liento Antonio Dominges ou as Cinco Pon-
las padaria de Manoel Joaquim Loores quo se
dar 208 rs. de gratifcaco.
pern; ttp. de w >\ de fama 1845.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EQJIDBRU8_9BGFXK INGEST_TIME 2013-04-13T02:38:16Z PACKAGE AA00011611_05257
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES