Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05256


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Full Text
Anno de 1844.
__Segunda Felra SO
O i)l*aiO jubol-a tuiiuaoi iliai qu* 11:10 forta santificad: prago di aaifrnaturi
y. i! uai m. por quartal piROi adianlailot. O anauncioailoa aaiifrn.nlaa alo ioMridni
r'alia, o0t *" 1u* io'or** raao 8U reit por lintia. Ai neltmifSc Atrtm aar dlri-
,,itt aataXrp.a rn dae Cruici n. 54 ou a praga da lnd*pndneia loja dt Urroan. 6*8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GoiiRDia P*rabfba,gan ta 440c *.Cabo, Sarinhaem, RioFornvio, Macay, Porto Cairo, Alagoaa; no 4. ,
Ha '2i datada mei. (iaranhuna a Bonito a 40 e -'Ida cada art. loa-vista a Flor
(aa 43 -'S dito. Cidide da Victoria, quinta fe ira.Olinda todo ot din
DAS DA SEMANA.
JO Sg. i.- Subjno. And. do J. de I) da >. t,
34 lar,' Si*teUa? Bel. ud. do J. da l).d 4. ,
1 Quara Circumciao do Snior.
'.' Quinti a. hidro. Aad. do J. de 1). da 2. t .
3 SaiU Aprigeo. Ad. do J. de D. da 1. tti,
4 Sab. ai Cregorio Ral.
5 Dea Sime.io
U3
de Dczcmhro.'
aluno
28ft.
Todo afora apanda de ana aaaaoa; da.noaaa prudencia, arodaragao-e. aa rpa eoa
tinueaoa ooao (.nan.piiao e aoreaua a,ioitacloi > '' ; '" '
lite:
(ProolamagAe di Aaaaaablaa <'i'
A
Caubut eobie l.nniirea ''> |l
a a Paria *>0 r- i j
a L'iboa ..0 po
cajuio o yii SO u* uimniio,
franco
i [iraaio
Moedadecisbre ao par. i
idea da latrae .. boaa firaaa 1 por o|o
Our.-Koedade O.4C0
a IV
. da 4.00U
1 rata-rata-Cea
a Pesoacoluaanar'a
Di'-oiaaiieano
M 000
y, oo
4,Sr.0
1,'JC.J
4,tf 0
reda
l/.-Otf
47,1-0
,600
4.Mi
4 iiiu
4.W
PUASES DA LA NO UEZ DE H'/X'.IBRO.
La aheia a 25 ai 2 horas e 44 an. da a. i Luanora 44 a 9 I, e 4 ain da larde.
Miugutnta al ai hora a ain da larde I Crea-ante a 8 oas 55 a. da larde.
Prxamar de hoje.
Piiaaairi >i 'II Itnra air l> da larde. | Sfgundo a 40 hora S minul-n da tarde
mmmaaammBSemmmmmamsag'jatammL ajamam*. <
DIARIO DE

AVISO.
Sabem os Srg. Susbscriptores desta folha ,
que na poca cm que comegou a sua publicacao
a prata dava dous por cento sobre o valor de 960
por cada pataco, o boje um pataco vale mais
do duplo d'csse valor quando alias o proco da
asignatura be anda o mesmo seno menor ,
por quanto o formato desta folha be quasi o du-
plo do ontigo quando a subscripcao nSo chega
a ser sobro o primeiro de mais 60 por cento.
Entretanto ludo tcm augmentado e noste an-
no mesmo anda crescerSo os valores cotn o aug-
mento da pauta da alfandega o at com o im-
posto da patente.
He Visto pois que nao era possivel azer urna
especuladlo que marcha sob taes auspicios face
s desbezas sempre progressivas com urna renda
inalt,eravel senao retrograda, sem grandes sa-
crificios como na verdade tem acontecido ; e
a vista disto forcoso era ao proprietario do Dia
ri> de Pernambuco langar mao de algum recur-
so que fizpsse substar a marcha dos prejuizos.
O meio m, is prompto era o augmento da subs-
cripto, mas considerando, que nesta subscrip-
cao ha urna certa desigualdade desejando
conformar a sua resoluco com os principios de
equidade resolveo lazer desapparecer esta desi-
gualdade ezigindo dos Srs. Subscriptores que
publico annuncios urna retribuidlo moderada,
com o que ficarao os que nenhum publico bem
compensados e resultara que o proprietario
possa evitar os enorme sacrificios que d'algun
annos a esta parte la/..
Muitas pessoas nao ignoro que os jornaes da
Europa, os quaes todos sSo mais caros que os
nossos e conto os seus subscriptores por mi-
litares, o que, nao duvidamos, ser compensa-
do pela sua superioridade tem alm disto um
grande producto na publicacao dos annuncios ,
que sSo pagos indilTerentemenle por todos, su-
bscriptores ou nao um proco enorme.
Fica pois estabelecido para o anno prximo
futuro quanto a publicacao dos annuncios no
Diario de Pernambuco o seguinle ;
Annuncios dos Srs. Subscriptores por linha
20 ris.
Annuncios das pessoas que nao forom subs-
criptores ( como d'antes) 80 ris.
Se o annuncio for em typo maior do que o
do Diario pagar o duplo.
As repetientes sorao contadas pela ametade
para os Srs. Subscriptores somente ; para os
dentis contar-se-hao como pela primoira vez.
Os annuncios que nao forem dos proprios
assignantes, anda quo por elles assignados, se-
rao regeitados.
O annuncio que r entregue depos das 5
horas da tarde, sosera publicado no dia seguin-
te mediante urna gratificaco de 320 por cada
dezlinhas, e sendo entregue dopois das Ave-
Maras, a gratificaco sor dupla.
As correspondencias o oulros quaesquer rti-
cos, conlinuarao como at boje,stohe;quera sua
publicacao quer o seu prego sero intoiramon-
te arbitrarios; e neste caso flciio comprehendi-
dos os avisos que posso por qualquei modo ser
ofensivos da honra, conceito ou bom nome de
terceiro.
..rosan u- '--'e. b?_ij ',; y.jj!u.'-L_.ii?,*:?i'Mrfjaggr--
;,'

F@LHnrBiai.
TTPOS DE NOSSA dPOC\.
O procrastinador e o occupadi$imo.
Ha typos que lgo as poscoes, outros ha
que ligo ao carcter. A fatalidade do editor
o colloca na primis classe ; o homem que pe-
de emprestado se acha na segunda, onde clas-
tificarei tambem o humem de amanhau, e que
na lingoa ngleza chamamos procrastinador,
expresso excedente para mis povo negociante,
porque este deleito nos h especialmente odioso.
Todos vos con heces tes o cavalleiro Slowley,
que perdeo um casamento e duas excellentes
emprezas por'nSo ebegar hora convencona-
da. Sua respostn ordinaria era : Tenho muito
lempo e forca de er lempo para fazer as
cousas, nosso uomein nao tinha lempo para
nada. O.Sr. Skurry me parece anda mais
digno do atten^-ao Cliega mesma meta por va
opposta ; faz(vinte negocios ao mesmo lempo
e a nenhum c/omplemento d Sir Henrique
Skurry he o Lomtm oceupado por oxcellencia ;
0 tempuanda muito rpido para fta, ou antes
elle carrega a)s azas do lempo de lao grande nu
111 >ro de oceupaces diversas, que o pobre ve
I" atiraconj a metade no caminbo.e deixa Sir
Henriqua tirar-se dos aperlos como poder. J
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 19 DO CORENTE.
OfUcio. Ao Commandantedas Armas, de-
clarando em resposta ao seu ollicio d'hontem
18), que, visto constar do resultado dos tra-
balhosdacommissoencarreKuda do ajuste de
contas do corpo destocado, acharem-sedesone-
rados para com a Faienda Publica oMajorGom-
mandante d'aquelle corpo e os respectivos 0111-
ciaes, devem as guias dos seus veocimentos ,
relativas aos mezes de Outubro e Novembro l-
timos, ser rernettidas ao Commi-sario Pagador,
para que sejo elles pagos do que se Ibes esti-
ver dever. Exepedirao-se as precisas or-
den ou Coiiuiiiasario Pagador.
Dito. Administraco dos estabelecimen-
tos de candado, determinando, que mande
recbete curar no respectivo Grande Hospital o
servente do Arsenal de Marinha Marcos Jos de
Mello que segundo informa o Inspector ,
acba-se gravemente enfermo e sem meios de
tratar-se. OlDciou-su respeito ao Inspector
do Arsenal de Marinha.
Dito. Ao Dcsembargador Chele de Polica
interino, dizendo, que, na forma das ordena.
Imperiaes o das da Presidencia, laga transpor-
tar para Montevideo na galera franceza Cousin,
que para all tem de partir no dia 'Z'i d'este mez,
o deportado Joaquim Ignacio da Costa Oreibas.
Dito.Do Secretario da provincia ao Inspec-
tor da Thesouraria da Fazenda transinittindo,
para ter execucao, a urdera do Tribunal do
Thesouro sob n. 254.
dem do da 20.
Ollicio. Ao Jim de Direito interino da co-
marca de Garanhuos declarando em resposta
ao seu ollicio de 15 de Novembro ultimo ,- para
que faca constar aoJuiz de Caz da respectiva
primeira freguezia, que elle exhorbitou de suas
attribuicdes quando na formacao da Mesa do
Collegio Eleitoral d'aquelleinrmo deixou de re-
ceber os votos do aJgutis Eloitores, sob o pre-
texto de haverem sido estes ilealmento eleitos;
oois que s ao referido Collegio perlones veri-
ficar a legitimidade dos diplomas dos Eloitores
Dito. Ao Director interino do Arsenal de
Guerra dizendo que visto, segn io informa
em ollicio d'hontem ',!i)), ser mais econmico o
prego, que pelos apparelbos completos para cor-
reame pede o caldeirciro Manoel Joaquim Car-
neiro Leal do que aquello por quo virio el-
les aricar, se fossem manufacturados naquel-
lo Arsenal., podecompraJ-os ; urna vez que a
quantia de 1:000/ do rs. em que importo ,
chegue na quota quo para acquisico de taes
objectos foi marcada aquella repartico no cor-
rento anno financeiro.
' dem do da 23.
Ollicio Ao Commissario Pagador. Re-
solvendo sobre a representadlo, que Vine, me
dirigi em data do 4 do corrente respeito ao
conflicto, occorrido entre Vene, o o Escrivao
d'essa repartico, por pretender esto, como cla-
vicularlo do respectivo cofre, ingerir-s<; na lis -
cal sarao da receita e despeza da mesma, tenho
nesta data (25) eito saber ao referido Escrivao,
por despacho em requerimento dirigido esta
Presidencia, queVmc., como Chefe da repar-
tico, he o nico responsavel pela receita e po-
la legitimidade da despeza da mesma; nao
compelindo por isso ao Escrivao, como empre-
gado subalterno, instituir exame sobre o estado
do cofre, ou sobro a conducta o responsabilida-
de de Vmc., para o que o nao autorisa a qua-
ldade de clavicalario, que be medida mera-
mente preventiva e tendente a garantir os di-
nbeiros pblicos e a seguranza do cofre, guar-
dando urna cbavs d'elle, e nao se prestando
abril-q senao por autoridade legitima, e na
preseDca dos outros claviclanos. Pelo que
respeita i fiunca, que be obrigado prestar o
mesmo Escrivao, entendene, que he esta para
o caso de entrar elle para o lugar de Vmc. por mostrando Ihe o estado em queseacha.com de-
Portara. Creando um novo collegio ele-
tom' no freguexil de Sorra-Talbada da comarca
de r1 res. Oliciou-se respeito i Camaru
Munn '[>; i jspectiva.
DEM l0 DIA 24.
Oico Ao Juiz de Paz da freguezia do
Santa Mara na Boa-vista, prevenindo-o, de
que a ordem, que Ihe foi expedida a 12 do cor-
rente, marcando o dia 19 do Janeiro prximo
futuro para a eleiclo de Eloitores d aquella fre-
guezia, (ove ter clJeito, no caso de nao haver
antes tido lugar a referida eleicao.
Dito A'Cmara Municipal deSerinha-
em, declarando-lhe, que obrou regularmen-
te, quando concluio a apuraco dos votos para
os novos Vercadores, nao obstante a falta das
cdulas dos votantes da fraeco da freguezia de
Ipojuca, pertencento quelle municipio, quo
a respectiva Mesa Parochial deixou de apurar
em separado : e que nada pode resolver cerca
da eleicao de Juiz de Pan para a referida frac-
cao, sem que aquella Cmara informe, se nel-
la tem havido sempre Juiz de Paz, ou, no caso
de negativa, proceda diviso d'aquelle dis-
tricto na forma doart. 2. do cdigo do pro-
cesso.
Commando das Armas
EXI'EDIEMTE DE 21 Du COKUENTB.
OficijA lixm. Presidente rogaodo-lhe
suas ordens, para que por o Arsenal de Guer
ra se fornecesse ao sogundo batalbo de Guar-
das Nacionaes aquortelado cito rels para ar-
mar os Inferiores.
DitoAo mesmo Exm. Sr. enviando-lhe
o proesso verba! feto ao reo Manoel P'elis da
Rosa soldado da companbia de Cavallaria de
linba pelo crime de desergo a m de ser de-
finitivamente julgado pela Junta de Juslica.
Dito^Ao mesmo Exm. Sf., dando conta
da inspeccao que passra a fortaleza do Brum
vsm
Sua vida he urna cacada ; corre a rdea solta,
tendo sempre cuidado de perseguir o que nao
apanhar, renunciando tudo que pude apa-
ar.
Nao Ibe falta cuidado ; nao sabe o que he
preguica. Que digo r he o homem mais acti-
vo do mundo. Mais um pouco ue ordem o
salvara, e elle o nao ignora ; mas responde-
vos mui seriamente que para por os seus nego-
cios em ordem he preciso tempo, quo nao tem,
que vira, quo antes tcm tres ou quatro especu-
lacesque devo fazer progredir; e que urna vez
desembarazado.todo mundo ficar perfeitamento
contente com elle.
Terca feira passada fui a casa de Sir Henri-
que ; ero tres horas. Encontrei seu gruum
esbaforido, como sempre, em consequencia
das commissdes que Ibe dera seu amo, das que
se esqueceo, e das que procurava lembrar-s.
Ridgeway, vosso amo esta em casa ?
Oh! sim, Sr., mas esta lao oceupado,
to oceupado !... Mandou apromptar a car-
ruagem s nove horas e ella anda o espera.
Est bom, virei oulra vei.
Oh! Sr., ainda que esteje muito oceu-
pado, muito prazer ter em ver-vos : vou di-
zer-lho que estis aqu.
Subo ; meu amigo eslava em loda sua gloria.
No meio da sala'eslava urna mesa redonda car
regada de papis ; as duas outras extremida-
des duas mesas quadradas; por toda a parte
seu impedimento, nos termos do 5." do art.
3. das instruegoes das Pagadonas Militares :
o que communico Vmc. para sua intelligencia.
Dito Ao Agente da companbia das barcas
de vapor, dizendo, ordene ao Commandante
da quo est chegar do Norte, que receba, e
transporto para a Baha, como passageiros do
Estado, o Inspector da Thesouraria d'aquella
provincia, a ui em commisso, JoSo da Silva
de Miranda, c o empregado, que o acompa-
nbou, Loiz Antonio de Sampao Vianna
Communicou-se ao referido Inspector.
monstracn dos concertos quo necessita e ao
mesmo tempo enviando as requisigoes dos ob-
jectos indispensaveis ao servco da artilharia.
DitoAo Director do Arsenal de Guerra
enviando-ibe os papois pertenecntes fortaleza
do Brum, para que praticasse vista delles
o mesmo que observou a respeito dos do forte
do Buraco.
DitoAo Pagador Militar, participando-lbe
o fallecmento do Alferesda quarta classe Fran-
cisco de Assis Mendes Guimaraes, e fazendo-
Ihealgumas reflexdes a cerca dos descontos que
i vi os, cartas, pergaminhosespalhadosem urna
confuso indisivel sobre os sophs e cadeiras.
Nao pude sentarme senao depois que empur-
rci d jas ou tres de suas correspondencias atraza-
das, cuja data lobriguci ser de 1834. (Quan-
to a meu amigo, seu vestuario ora ao mesmo
tempo caseiro e de ra ; um botim e urna cbi-
nella, um colete de veludoe um roupao ; sua
rno diroita brandia urna navalha, a esquerda
um mu/fin. Urna parte de seu rosto cstava ras-
pado, a outra coherta de escuma de sabo. Pas-
seava pela sala com ar penetrado, levantando
os oihos ao co, parando dianlo das mesas e
sophs cheios de papellab'*> olhando para mim
com ar conlricto, chamando de lempos om
lempos seu criado e acabrunhando-o com or-
dens contradictorias.
Ah exclamou elle (as phrases de Sir
Henrique somente se compom do palavras
que precipitando-se urnas sobre as outras,
n8o pefmittem acabar os periodos).... sois vos,
meu charo... tenbo grande prazer... mas nao
sai, palava de honra... vedes que mullida \ .
Se tivesseis o trabaiho de. ..
Eu me tinha sentado e admirava.
Nao vos incommodeis : continuai vosso
trabaiho ; virei ver-vos outro dia, se nao ten-
des tempo...
Tempo, tempo, quando be que o te-
nho ?... (uinze dias antes'.'.,.. e com urna
actividado devoradora, asseguru-vos que.. .
Nao podia deixar de ter delle compaixio.
Almocai, disse-lbe, ou acaba i de fazer a
barba ; conversaremos em quanto acabis urna
ou oulra operaco.
He justo, muito justo.... nada tenbo comido
desde...
Sobre urna mesinba redonda, sepultado sob
um moiilo de peridicos mais ou menos anti-
gos eslava o bule de cb, que nao exbalava mais
vapor algum, ao lado de urna leileira com taile
fro.
Esquece-so a gente de comer... isto ho
urna torre de Babel.. Almocar !... Com eflei-
to tenues razao...
Mas das duas armas que elle tinha as mos
tomou desgraciadamente urna por outra, e sem
apressa.com que amigavelmente Ihe retive o
braco, sua dislraccao poderia ser-lbe fatal.
Charo' Sir Henrique, fazei cada cousa
por sua vez, eu vol-o peco. Fazei a barba pri-
meiro, depois almocareis.
Fazer a barba primeiro.... be verdade he
verdade....
Com a ponta do guardanapo enebugoo a es-
cuma.
Demais tudo esta fri... impossiveial-
mocar... explicar-vos-hei rpidamente os mil
negocios que me sobrevierao, e^aue...
Inlerrompendo-se entio, ensaboou o lado
tqoerdo do rosto, e dirigio-se para urna das
mesas cobertas de papis.

MUTILADO
ona
Ai


/
?
/
lflvn solTrcndo no seussohloi ante de sua
mort-'
DitoAoMajor C >mmandantc interino do
segundo baUlbao du Arlilharm a p ni serv* o
as Alagas, remettendo-lhe as relaees das
pravas do destacamento que no>ta ficou ; que
assent.iro praca foro domiltidas tvero
passagem fallocro e .desertro pira que
lancasse taes oceurrencias nos seus asscnlamen-
to*.
DEM DO DI A 22.
OflicioAo Pagador Militar, communican-
do-lhe que de ordem do Exm. Sr. Presidente
fTa hontem (21) ompregado no servico o lim-
pesa do hospital regimental o calceta Jas Mai-
cellinode Santa Izabel.
Dito Ao mesmo participando-lhe que
hontem fra recolhido ao hospital regimental
para ser tratado o Alfores da segun.da linha pri-
ioneiro do Rio Grande do Sul Ignacio Pires da
Silva, cuja diaria devia reverter em beneficio da
caixa do mesmo hospital em quanto nelle se
conservasse.
DitoAo Commandante do forte do Bura-
co, dizendolhequu mandasse receber no Ar-
senal de Guerra os objectos constantes da suas
requisicoes, menos os espeques, que por fal-
ta de madeiras nroprias, ainda se nao achavo
todos promptos.
Dito Ao Tenente Coronel do segundo ba-
talhSo de Guardas Nacionaes aquartelado or-
denando-lbeque mandasse receber no Arsenal
de Guerra os oitos refes que requisitara para ar-
mar os Inferiores.
dem do da 23.
OficioAo Exm. Presidente, pedindo-lhe
que bouvessede deprecar aoGoverno das Ala-
gas a remessa para esta provincia do soldado
do segundo batalhao de Artilhario a p Jos
Joaquim de Santa Aona que por inadvertcn
cia do seu Commandante embarcou para all
incompetentemente; por isso que se achava pre-
so para responder a conceiho de guerra por
crime do grava insubordinaco achando-sc
envolvido no mesmo processo un Sargento que
tambem se acha preso.
DitoAo mesmo Exm. Sr., reenviando-lhc
o requerimentc do boticario Paranbos com a
copia do termo derremataco, ltimamente
procedida, dos medicamentosnecessariosao bos
pital, conforme foi por S. Ex. exigido em seu
oflicio de 19 deste mez, e significando-lbe que
como a arrematado tinha sido feila em lempo
de seu antecessor nada podia adiantar alm
das informacOes dos empregados fiscacs e mais
documentos que estavao apensos ao mesmo re-
querimento.
dem do da 25.
OflicioAo Director do Arsenal de Guerra,
coinmunicando-lhe em resposla ao seu ofiicio
de 22 do corrente, que ficava prevenido o Ca-
pillo de Cavallaria Lopes Guimaraes, para
mandar receber os 30 sellins que se achavo
concertad us.
Dito Ao Duutor J. E. Gomes, Presiden-
te da Junta de Sade, cbamando-o aoquar-
tel do Commando das Armas a objecto do ser-
vico.
No mesmo sentido se oDciou ao Cirurgio
encarregado do hospital, Manoel Bernardino
Monteiro,
DitoAo Delegado do Brejo, dizendo-lhe
em soluco ao seu oflicio de 20 deste mez, que
urna vez abonadas ao destacamento as etapes
que fossem vencendo, seria a importancia paga
nesta capital imraediatamente; quanto aos sol-
ito, que o segundo Ttente Commandante de-
via de enviar o competentei preti, para aerem
p vencimentos do
prets do |,t| JO da Novembro forSo logo sa-
tisleitos.
S.
Trinta e duas cartas que responder...
trinla e duas por onde comecarei ?
Pela pnmeira que se apresentar, depois
pela segunda, terceira, &c.: este syslema tera
a vantagem de livrar-vos dos embaraces da in-
decisao.
Sim, a niinha volta da caca E' o par-
tido que hei de tomar. Tere i lempo ; vos me
dais un excedente conselbo.
Como A vossa volta ? Comcai j.
Oh pois eu (Ao ves disse...
E elle enebugou o outro lado do rosto, sen-
tando-se sobre um monto de pergaminhos...
u Todos os meus amigos ui o aconselhao... a
sesseiila milbas de Londres, e acho que a dis-
tancia. .. Conversei com o procurador, que
pretende leverem-se tomar informales mul-
to. .. Ora vede s, tenho mais de quarenta per
gaminhos para decifrar... E o negocio da mi-
nha pup.Ila. Urna cabecinha de mu'erque
nao se pode... Mais de doze cartas della, cheias
de sentimentos patheticos, extraordinarios, e
que pdem. necessorio que eu responda j...
Pegou na peona e molbou-a na tinta...
Mas onde estao ellas ?.. Bidgeway Rid-
geway quo delle ?... novem!...
Ridgewy enlrou.
v Meu cha estfrio, disse, levando a chi-
cara os beicos.
Ha cinco horas que foi feito. Meu amo,
que manda paraojantar?
\
.
/
* I '
TlieuuH'aria da Fazenda.
EXCEDIENTE DO DA 29 DO PASSADO.
Oflicio Ao Exm. Presidente da Provin-
cia, informando o requerimento de Manoel
Joaquim Pereira Lobo, em que pedio a S. M.
0 Imperador, se dignasse prove o no lugar de
terceiro Escriturario da Contadoria da The-
souraria, ltimamente vago pela nomeacSo de
Fumino Jos d'Oliveir.a para o de Conferente
externo da Alfandega.
Dito Ao mesmo Exm. Sr. enviando os
papis relativos a compra de cem meiosde sola,
queso fez pelo Arsenal de Guerra, sobre que
yersaro duvidas do ox-Cammissario Fiscal d.
Ministerio da Guerra, e informando^que fi-
cava eflriituado o pagamento da refonda sola.
Dito Ao Coronel Tiajano Cesar Burlama-
que, aecusando a recepcao do oflicio de 28 do
corren le (Novembro) am que participou ter
tomado posse de Director do Arsenal de
Guerra.
Portara Mandando debitar ao Thesourei-
ro da Fazenda no livro caixa das notas substi-
tuidas pela quantia de qualro conloa duzentos
e cinco mil ris., em notas inutilisndas, que
em um maco lacrado com as Armas Imperiaes
e pela mala do correio terrestre remetteo a The
souraria da Provincia do Rio Grande do Norte
para ser enviado ao Thcsouro Publico Nacional
pela primeira occasio opportuna.
DEM DO DA 3 DO CBRENTE.
Oflicio Ao Exm. Presidente da provincia,
informando o requerimento de Thomaz Jos de
Sena, em que pedio novamente a S. M. O Im-
perador a reintegrac do lugar de Ajudante
do Guarda Mor da Alfandega desta cidude, de
qui! foi demitlido por decreto de 13 de Julbo
de 1841.
DitoAo Procurador Fiscal da Thesouraria,
remetiendo por copia para sua intelligencia ,
a ordem do Tribunal do Thosouro Publico Na-
cional, n. 242 de 15 de Novembro prximo lin-
do.Igual ordem foi remottida ao Dr. Juiz dos
Feitos da Fazenda.
DitoAo Contador da Thesouraria, envian-
do os ttulos que acompanharo a ordem do
Tribunal do Thesouro Publico Nacional de 12
de Novembro prximo ando, de diversas viuvas.
o filhos de Militares para a percepeo do maio
sold, pastados em vista das habilitares remet
tidas ao mesmo Thesouro em oflicio da Thesou-
raria de 30 de Agosto do corrente anno n. 56 ;
e que, declarando dita ordem. que D. Candida
Mariada Penha e D. Januaria Ferreira. fi-
lltas do Capitao reformado Jos Jernimo Fer-
reira nada podio receber em quanto existisse a
viuva do mesuio Capitao D. Anna Mana de
Jess, por pertencer a esta cerno cllocada e
graduada pela le em primeiro lugar o meio
sold por inteiro ; equeaD. Mara Francisco
da Assumpco. viuva do Cirurgio-Ajudante
Joo .ibeiro da Costa Antonia Florencia, fi-
Iha natural do fallecido Capitao Antonio Jos
Correa dos Santos e D. Francisca de Paula d<
Oliveira Pita, viuva do segundo Tenente Joao
Pita Porlo-Carreiro.nada competa do sold dos
fallecidos maridos da prirm ira, e terceira c
do pai da segunda, pelas raines constantes dos
pareceres que acompanbavao por copia :
cumpria, que de ludo se tueste no assentamen-
to as convenientes notas; devolvendo-ie me-
sa da Thesouraria os referidos ttulos para se-
ren registadoi, e entregues a seus donos, e
enviando-se finalmente, com a babilitaco de
D. Anna Mara de Jess, que a sobredita or-
dem exiga, ascontas do quanto linhao recebi-
do, at ao | resente. as trez ultimas pensionis-
tas julgadas sem direito k vencimentos para
se diligenciar a competente indemnisaco.
DitoAo mesmo, recommendando, em con
formidade do que determinava a ordem do Tri-
bunal do Thesouro Publico Nacional de 7 do
Novemlro ultimo n 234, mandasse fazer no
assentamenlo da fallecida D. Mara Barbara
Xavier da Silva viuva do Brigadeiro graduado
Francisco de Assis Castro Botelho Torrezno, as
competentes notas.
DIARIO DE l'EKYtHrllCO.
O vapor S. Salvador chegado a este porto
no da 28 do corrente, deixou em tranquilli-
dade as provincias do Norte, porque, em sua
viagem, passou.
Correspondencias.
Fallar-me dejantar agora! Pois eu te-
nho lempo para jantar I... que hzestes dessas.
das costeletas de carneiro ,. ludo que quizerde
pouco me importa.
Senhor, a carroagem est a vossa espera.
Fico louco !... lenbo negocios nos qua-
lro cintos de Londres ; urna conferencia ao
meio dia a que faltei : um processo as duas ho-
ras, que se decidir na niinliu ausencia.... Eu
tol-o repito, meu charo, jamis, sem urna ac-
tivniade devoradora, nao... Ridgeway, ama-
nha acordar-me-heis as cinco horas da ma-
nha...
Ora, disse eu > meu amigo, so queris,
vou tracar-vos um plano de proceder que vos
permittir o cumprimento de todos os vosios
deveres, fazer todos os vossos negocios fazer
a barba e almocar como qualquer oulro bo-
mem.
Ah seria minha salvacSo, seria minha
felicidade; fallai, fallai .'
Na primeira carreta que encontrardes
arrumar'todos os vossos papis : mandai-os pa
ra a casa de campo de algum amigo voiso ou
alugai aposento na primeira aldea que vos'de-
parar o mappa; fechai-vos Hess* solido : nao
vos apresseis; compuisai umporum esses pa-
pis; ponde de parte tudo que he intil ou
atrasado; queimai tudo que nao exi'go respos-
la; dai urna di zena do horas a este grande tra-
balho e o resto ao somno e o prazer.
Sr$ lieiaclorei. m additamento minha
correspondencia, publicada em o n. 260 do seu
Diario de 20 de Novembro do corrente anno ,
contendo um trecho da brilhanle allocuco do
velbo Sr. de engenho de 1817 c de 1824 aos
Eleitores docollegiode Goianna rogo-Ibes a
graca de fazer transcrever no seu Diario o arti-
go do Brasil n. 6t de Novembro e que lem
por titulo Descaramcnto protestando, Srs.
Redactores, nao perder nenhum pedacinho de
ouro que possa esmaltar, e dar mais realce
aquella allocuco, em quanto Vmcs. se nao en-
fadaren) commigo. O Castrioto.
DESCAIUMEISTO.
Julgavamos que s a sucia atrelianica nos da-
ra modelos desse inaudito descaramcnto que
anda em v ga : entretanto temos vista urna
circular dirigida acs Eleitores Pe nambucar.o
pela sucia ministerial praieira recommendan-
do-lhes a sua chapa, e distribuida por interme-
dio dos Subdelegados. Essa lista composta
em geral de Juizes de Direito e combinada
nessn club beneficente, que recruta instrumen
tos passivos as classes inferiores da sociedade,
comer pelo Chefe de Polica e pelos Srs. Ur-
bano e Nunes Machado : sao esses trez os que
assigno a circular. Os Srs. Urbano e Nunes
Vlachado sao personagens assaz conhecidas na
Corte : membros fiis da maioria compacta das
sessesde 1838com.o Ministerio de 19 de Se-
tembro o de 184] com Ministerio de 23 de
Marco nao bouve medida importa rtante des-
sa poca que esses Srs. nao sustenlassem com o
seu voto quando nao sustentavo com os seus
discursos... fiis as opinioes dessa maioria, del-
la se segregrao nao por divergencia poltica ,
mas pura e simplcsmente porque nao quiz o Go-
verno por ella e por elirs sustentado sacri-
ficar aos seus interesses provinciaes >> Sr. BarSo
da Boa-vista e a provincia de l'ernambuco.
Pois bem : esses dous homens (nao os quali-
ficaremos como merecem) assigno contra esses
Ministerios a quem sustentro tosuhmissos,
contra essas maiorias a quem (o fiis acompa
nhro as maiores invectivas as calumnias
as mais aflrontosas. O manifest, -recommen
dado pelas suaiaiaignaluraa, he a comfemna-
c8o dellei proprios, a sua condnmnacio do in-
famia !
Quanto futuros aurelianos ahi vao luroin-
do... Dos se compadece do Brasil onde
ideas de de:oro, de dignidade pessoal, as ulti-
mas qualidades moraea que o homem i vao de da em dia desappareccndol
Se nao comprehendemos como i>udero cis(s
doua liomens sem Ibes subir as faces o rubor
do pejo, ler semelhante exposicao, se nao coin-
prebendemos como se arrojro afrontar a
indignacao publica assignndo contra si pro-
prios semelhantes infamias urna cousa ainda
ha que mais nos admira he que os Eleitores
Pernambucanos de todos os partidos se naoer-
guessem para bradar-lhes Ex-membros da
maioria de 1838, 1839, 1840 e 18*1, ex-sus-
tentadores do gabinete de Setembro e de Mar-
co, homens sem conscicncia, immoraes, corrup-
tos, por confisso propria homens que fizestes
e ajudastes a fazer ao imperio tantos males, co-
mo dizeis que lizero esses Governos e essas
maiorias, em que conta queris que vos tenha-
mos ?... Nossos votes nao sao para judas tao
judas. ..
Oh
nunca o conbecerei em
o prazer
minha vida.
He umenganol... e de todas as condicSes
que vos imponho esta he a mais strictamente
indispensavel: sem descanto esem prazer nao
se fazem negocios.
Parece que tendes raza. Mas vede es-
las cartas. Como terei tempe de emmacal-as e
pol-as em ordem ? espero-me s trez horas ...
Sao qualro.
Vedes por tanlo que he immpossivcl !
Fallai, Sir James, nosso amigo, vosof
ferecera voluntariamente um asylo.
A proposito, caso-rne com sua ilha.
Fazeis muilobem; a familia vos offerc-
c-r distracres e mesmo enojos necessarios ,
lindos filhinhos, urna mulher amavel he de que
precisis para amancar-vos desta situaco que
tanto lastimo, quanto reprovo. Casai-vos, ca-
sa i vos quanto antes.
Mal como terei tempo para isso ?
Sois incorrigivel exclamei pegando no
meu chapeo, no momento em que um agente
do procurador Ibe trazia urna carta que Ihe an-
nunciava urna nova heranca, que se reuna a
tre ou quatro testamentos que tinho ja en-
grossado a fertuna do meu amigo. Foi para el-
le urna verdadeira desesperacao.
Vossa presenga, Sr. he indispensavel,
Ihe disse o agente, porque nao se pdem que-
brar os sellos sem vos.
Sri Iiedaclortt. .Nao obstante a minha pu-
blica retirada das nossas questes polticas, nao
obstante a declaradlo, que liz pelo seu estima-
vel Diario, em o numero 190 de 7 de Setem-
bro do presente anno ; alguem que me tcm
votado eleino odio, vilmente intriga-me, eme
attribue (alvez os seus proprios lacios: sou por-
tanto obrigado a defender- me; franqueem-nie,
Srs. Redactores, o seu Dtario. _/
Eu, be verdade, sustento, desde 1835, a res-
peito das nossas instituices polticas, urna opi-
niao diversa da que em outro lempo sustentei
e cada um dia dos que se vao passando i
homens c os (actos mais a vigoio. Essa opi
nio que eu muitas vezes lenbo emittido pu
tilica, e francamente, lem um fim poltico, qi
est na rbita da nossa consliluico : e porqii
naturalmente desejava ( e ainda desejo ) rt,*v
a elle acompanbei os homens que pej
actos, e palavras me lizeiao persuadir q.
ravo ao mesmo alvo : porm depois cuoi 5
nheci que eu ( sem pensar! ) nao do que mero instrumento...., i> que em Pei-
nambuco invertida at a significaco dos vo-
cabulos, o nomo nao era urna voz que servia
para designar as cousas, ou as pe^soas, mas
que pelo contrario para uns mgicamente cons-
titua um direito, que os tornava aptos para tu-
do e para oulros era ocunbo da inhabilita-
cao; retirei-nie d'isso que se lem chamado
poltica sem todava deixar de tributar a mes-
mu amisiide adbesao e respeito lodos, que,
independento de poltica sempre Iributei o
que, polas suas virtudes e honra sao credores.
dos respeitos de lodos os bomens
Mas, apvsar da minha publica rotirada ha
quem para malquistar-me insina, que eu an-
da escrevo para os joroaes : sou obrigado por-
(anto a repetir o que ja disse pelo seu cilado
Diario de 7 de Setembro.
Acceito, e sempre acceilarei de boa \onlade,
todas as consequcnciasce meus proprios factos:
mas regeto com toda a fdrea da expresso ,
tudo quanto nao fr meu. Esse que insina ,
que eu escrevo para algum dos peridicos, pro-
ve o que diz ou ao menos demonstre um in-
dicio '.ehemente ; c em quanto o nao i/er, que
nome Ihe cabera ?
Eu desde o lempo (1842) no qual se ele-
- Amanha i'
Amanbaa, s 10 horas.
Tenho amanba trez conferencias pro-
mettidus para as 10 boras.
O Agente nao pode deixar de rir" se.
Cento e cincoenta mil libras vos conso-
larlo talvez dessa falla momentnea. Quanto
a casa de campo do condado de Surrey cahir
em vosso poder sem duvida Algum apeserdo
processo que vos *ao intentar.
Um processo ja tenho seis que nao
progridem.
Fareis muito bem continuou o agento,
si forcardes o intendente a dar contas o que
nao faz ha oilo annos.
Vede exclamou S\- Henrique Skurry
lancando-me osolhos arrazgdos de lagrimas,
vede se se podo imaginar um homem mais
desgranado Nao se far o meu casamento; es-
tes papis ficaro emseu estado actual; as tun-
ta eseis pessoas a quem nao tenho respondido
me tero odio de morte ; nao almocei, w
jantarei; minha vida be um suppl/cio.
ocio* de
O que ba de curioso le que os, neg
Sir Henrique ainda nao deixro o proPerar'
que sua fortuna augmenta, que s)ua sade |
conserva e que tudo Ihe sabe dfl suas atu'-
buicoes.
(Do
ChroHOta)
i Brasil-)
mutii Ann
i


r-"
serio oiDeputados da presento Legislatura Pro
vincial, at boje nunca mais escrovi para po
riodico algum urna s linlia sobre poltica ,
ou assumpto, que com ella tenha rolaoao (excep-
tuando aquellos artigos, que no dito Diario de
7 de setembro aflrmei queerSo meus) o nem
estou resolvido a esrrnfr, alvo sob minha pro-
pria firma om negocio meu. Em fim eu tri-
ibando ocaminho quesempre- trilbei como
obediente, e subordinado Militar, entrego-me
tnicamente ao curnprimento de meus deveres ,
s com a diflerenga que o tempo que me rosta
do servico e que outr'ora matei cscrevendo
para peridicos hoje o aproveito ou para
ilescancar ou para corrigir as minhas Memo-
rias Histricas que estou imprimind >; o saihao
mais urna vez esses que debalde propalao in-
siuuaces contra niim que c descanco mui-
to em minha consciencia, no meu comporta-
ment, e finalmente na honra e justica de meus
superiores.
Pig-iui, Si. oJaciiies mais o favor de
inserirem em seu estimavel Diario estas linhas
do seu assignant, &c., &c., &c.
Jos Bernardo Eernandfs Gama.
IHiblicaeao a pedido
tjC-,i,..,.i*.;M. SYSTEM A AMEU1CANO.
Extraviada em algum tempo a opinio no
Brasil, prodigalizavo-se a Rosas us nomcs do
(irande Americano, de defensor da Indepen-
dencia Americana, e nao ostranhavamos, que
os artigo da gazeta de Buenos-Ayres, tchas-
sem echo quando o Brasil eslava em contesta-
cues com a Franca sobre o Oyapock, eessa na-
ro mantinha o hloqueio no Rio da Prata, po-
rm estranhamos, baja hoje quom consagre as
suas columnas para pregoar a fortaleza d'esse
systema que, sob o rrome apparente de conve-
niencia para a America, lia quatorze annos, s
serve para ensinar o que pode a corrupcao, o
ultrage, as espoliacOes e a morte, convortendo
a moral, a civilisacao e o progresso em funda-
I -r-slos para mandar sem freio e levar to ini-
nretencao at querer submetter essa re-
je discricao nacin .es e esrrangeiros.
tlo'i, que os (actos teem esclarecido tanto
tssas cousas, anda ha quem queira insistir em
louvar esse principio no Brasil ? O Brasil he
dos Estados Americanos o mais aventajado no
systema poltico, e quem tem mais afiancado
um rgimen constitucional livre, que repousa
sobre o principio da ordem legal, principio
opposto ao de faculdades extraordinarias sem
as quaes Rosas tem declarado que nao pode
mandar ; como be pois que se louva esse syste-
ma P como he que ha quem so cleixe allucinar
do principio Americano ? E qual he o princi-
pio Americano que Rosas proclama ? om que
consiste ? que elementos o conslituem i' a que
fim se dirige ? Cada ver que isso se pergunta,
ninguem responde. Os seus assalariados ,e pa-
rsitas repetem 'Principio Americano Go-
verno forte e repetem palavras que nao teem
BgnificacSo, que he um dolo consagrado s vis
tas e ao capricho de um homem, porque esse
principio Americano he o instincto selvgom de
perseguir a todo ser civilisado que respira sen-
timientos de humanidade e de raso ; e sao os
deputados de Rusas os que explicao esse princi-
pio quando te'em que oceupar-s de qualquer
estrangeiro, sejao Francezes, Inglezes, Brasi-
leros ou Americanos do Norte.
que depois f >i causa do hloqueio da Franca ;
que se poz mal com Boiivia s porque Santa
Cruz nao quiz moldar-so pelo Grndi Ameri-
cano-,que sublevou quasi todas as proviucjas
do interior e que ai opprme com sango j o ter-
ror ; que por duas vezes lom posto em armas
a provincia de Corrientes; que mantm om
interdicto ao Paraguay ; quo invadi a rcpubli-
ca Oriental querondo pela torca o sem misso
misturar-se em seus assumplos domsticos, pi-
ra dar-lhe um Presidente que nao he da. sua
eleico ?
Como seentende esse systema Americano que
falta s ohrigacoos d'uma convencao solemne,
querendo ejercer direitos, que se tivesse, nun-
ca poderia exercer sem a concorrencia do Bra-
sil, a quem ameaca, porque er que est dis-
posto a nao deixar-se burlar nem atropellar
suas prerogativas ? V, anda ha no Brasil
quem applauda e elogie esse systema Ameri-
cano que injuria com fados e provoca com in-
solencias ?
Depois de quatorze annos,quom nao sabe que
por efieilo d'esse systema Americano, a pros-
cripcao e a morte tem reduzidoe anniquilado
povoacoes consumidoras que devino progressar ?
O exe.mplo do Estado Oriental que elle julgava
que se elevava e enriqueca s pela tolerancia
de um systema que Ihe he opposto, nao be a
verdadeira causa da perseguido e guerra que
!be faz o Grande americano ? quem nao v
que as confiscacocs tem empobrecido aos que
nao emigrara ; que essas guerras externas,
que essa anarchia do Rio da Prata tem aniqui-
lado o ineio circulante ; que urna divida inte-
rior de 14 millies boje be de quarenta ; que
todos vivem em sobresaltos teniendo a matan-
ca e o destroco ; que todos estao fora da pro-
teceo das les ; que ondo a vontade, o capri-
cho, as paixes de um homem he a nica lei,
he impossivel que possa haver ordem, systema,
nem paz, nem (olicidade.nem porvir ? que esse
systema dura e durar em quanto governa
Rosas; que cada anno, cada da se annuncia
que vao collier-se os fructos do systema Ameri-
cano, e cada dia se aparta mais o mais o ter-
mo dos males que affligem esses desgranados
paizes ; que bada dia a violencia, a confisca-
cao, o sanguo derrama-so e augmenlo-se os
odios e o desejo de vinganga ? E a isso cba-
ma-se Governu forte ? E ha quem deseje esse
systema;quem o gabe.quemoapresente or mo-
delo,somonte porque se diz que he systema Ame-
ricano, e que a America precisa de Governos
fortes / J he tempo de desengaar aos povos.
tempo he que conbecao que esse systema de
Rosas nao he outro senao t de faculdades extra-
ordinarias ; que esse decantado poder forte, be
tao smento forte com os debis, e que tudo
he astucia, tudo be vozeria com qu se engaa
ealtucina ao longe, que a impunidade faz de
semelbante Governo um monstro que assusta
em quanto se nao aprjximo a contemplal-o ;
que a sua sciencia consiste em aproveitar a oc-
casiao para lancar-se sobre a presa como o lobo
feroz e o tigre carniceirp, qu sempre a esprei-
ta, e que cumpre prevenil-o para o destruir e
anniquilar, purgando a trra dos males quo
anda Ihe resto. se sedeixa progredir esse fe-
mentido systema Americano que a nenhum
paiz convem menos que a America, rica de
prodceles e pobre de homens que as explo-
rem e facao progredir.
Attenda-se aos mesmos escriptores e pane-
Esse Governo forte, o (o '.mente para in- giristas d'esse systema que se>em obrigados
saltar ao Re d" Franca e aos Francezes, em a declarar successos que nunca pdem ser
quanto os canhoes da Franca nao vierSp exi- sulllcjentemente deplorados, e que sao dema-
gir o que Rosas tinba negado a seus agente^, siado n torios para necessitarqueselembrem.
tcem impressionado grande maioria de
Americanos do Sul com a convcrao de que
os poderes Europeos creem-so livres da o-
hrigaco de observar a lei das nacoas em suas
relacoes com as novas repblicas d'este con-
tnente (British Pcket de 19 de Outubro
de 1844;.
V-se pois que esse systema, longe de ser fu-
voravel America, Iho he prejudicial, porque
pe-se em contradicho com os principios que
a civilisacSo e bem estar do mundo reconbecem;
que,nao devendo permittir se que v mais lon-
ge, he urna necessidade para a America onpor-
se a continuadlo de semelbante systema, eo
Brasil deve precaver-se de suas avancadas pre-
tercoes, porque do contrario nao teria outro
meio senao repellir a forr;a com a (orea, para
manter o equilibrio roto pela invaso.
m
Omtga, de 360 toneladas capitao Cb. S. dia 24 do corrente sem tor podido lomar
Maten .' cquipgum 28 carga petroxos pa- llha.
ra a pesca ; ao capitao : llCOU d quarenlena ll*mmmmtmmm*mmmmmmmmmmmm .j_M...
por ter bexiguentos a bordo. f>'Cai*aC)CS.
Ais ; 25 das, brigue brasileiro Jpiter, ''"'_____ ___. ------annev
248 toneladas, capitao Antonio Jos Rodri-f
- Cartas seguras viudas pelo vapor Aal-
nuos equipagem 13 carga sal
Jos Xavier Vianna.
palba
vadorpara Antonio Jorge Ribeiro de Rrito o
dem; 14 das, sumaca brasileira Estrella do Goncalo Jos* da CoiU e Si
Cabo, de 90 toneladas capitao Antonio o vapor 5. 5a/'-odor r.cebo as malas pa-
joso Vianna equipagem 10 carga sal: ao ra os porlos d0 Su| i,0je' (JO^Uo corrente as 11
capitao.
Navio tahidos no mesmo dia.
Liverpool: barca ingleza Priscila, capitao H.
Donaldson carga algodao e assucar.
Triestre : brigue lubek mse Trifoum capi-
t5o J..C. H. Kaihl carga assucar.
Vanos entradas no da 25.
Maranbao ; 14 das brigue escuna brasilei-
ro Laura de 163 toneladas capitao An-
tonio Ferreira da Silva Santos equipagem
15 carga diversos gneros ; a Novaos &
Companbia.
horas da manh3a.
O Sr. que botou urna carta na Adminis-
trado do Corrcio,pura Babia,para Jos Domin-
gues Pereira de Mallos queira vir pagar o
porte para poder seguir o seu destino.
Aviso-; martimos.
= Deseja-so comprar um embarcacor3*\>
ote do 200 a 300 toneladas; quem tiver, an .
Palermo ; 42 dias polaca scilianna Scipione ,) nuncio aondo se deve dirigir,
do 174 toneladas capitao Constantino Bar-j_____________________________________
o que tinba proclamado muita* vezes que nao
havia de conceder jamis. Esse Governo forte,
o oi para cogular de improperios aos Inglezes,
porm dbil e miseravel para oppr-se s recla-
u-.ucoes e exigencias de um Comodore firme, a
quem cobre desde longe de insolencias, porque
cumpre o dever de proteger o seu commercio^
Esso Governo (orto, o foi para velipendiar ao-
Minisiros do Brasil porque n8o queriao soster
a absurda e quichotesca proteceo a um hlo-
queio iliegal contra o dimito martimo. Esso
Governo forte acaba de baixar a sua bandeira
ante urna fragata dos Estados-Unidos sem ter
fcito a menor demonstraeo de ter honra para
sostl-a.
Em que consiste pois esse systema America-
no que senao concilla com nenhum outro esta-
do Americano i' Oppressor e tyranno,. onde
quer que alcanca, persegue o saber, o inutilisa
os eslabelecimentos scientificos e litlerarios; fe-
cha as casas de misericordia ; pe torpecos ao
exercicio do toda a industria, fazendo que se
annuncie no pulpito, como virtudo evanglica,
a de perseguir aos que elle chama seus inimi-
ros ; e restabelece a confiscaco revelando ao
mundo as vistas do homem que se appellida
fortt porque tem na sua retaguarda os pampas I
e na sua frento o Ocano.
Qual he a hondade d'esse systema America- *
no que nao tem podido evitar desintelligencias Navios entrados nodia 24.
ao Chile porque quizfazer com os Chilenos o 1 llha da Madeira ; 20 dias, galera americana
C
%iandega.
Rendimento do dia 24............916*456
dem dos dias 27 e 28.............945,v460
Hoje nao ha descarga.
JHoviuiento do Porto
tholo equipagem 10 carga vinho, azeite
doce, &c.; ao capitao.
Ivica ; 42 dias polaca sarda Dario do 167
toneladas capitao Giacomo Bonsignore ,
' eqUtpagom i i carga sai; ao capitao.
Mimos sahidos no mesmo dia.
Rio do Janeiro ; hiate hrasiloiro Tellina ca-
pitao Antonio da Silva Pombo carga sola :
passageiros Brasileiros, Her.rique da Silva
Freir, e 2 escravos, Joo Baptista do Ama-
ral e Mello, Alexandrino Caetano de Onda,
e 8 escravos a entregar.
Lisboa ; patacho portuguoz ftstaurago ca-
pitao Alexandre JosCarnoiro carga as-
sucar.
Londres ; brigue inglez Fanny capitao John
Hallet carga assucar.
/Vatio entrado no dia 26.
Genova ; 40 das, polaca sarda Sao Sir de
154 toneladas capl5o Pi Manoel Costa,
equipagem 11, carga lastro; a Jos Saporiti.
Navio salado no mesmo dia.
Barcelona por Porto Rico ; polaca hespanhola
Ardilla, capitao Jos Oliver, carga algodo.
Navio entrado no dia 27.
libas de Sandwich ; 41 mezes galera ameri-
cana Archer, de 322 toneladas, capitao Fie-
derck Rickelson, equipagem 24, carga aze
tcdepeixe; ao capitao. .
Navios entrados no dia 28.
Para e portos intermedios ; 18 dias e 6 horas ,
com 13 horas do ultimo porto, vapor nacional
S Salvador, de 300 toneladas, commandan-
teo2.'Tenenle Antorio Carlos do Azevedo
Coutinho equipagem 31 carga lastro ; a
Joaquim Baptista Moureira : passageiros ,
Pedro Pires Gomes, e 1 pardo escravo Bal-
duino Jos Coelho Dr. J. C. lbiapina e
3 irmos, D. Francisca, D. Anna, l). Mara,
e 2 escravos, Francisco Xavier Nogueira Ju
nior e 2 escravas Mara, e Luiza cabocla ,
2 Caboclos D. Laurentna Constanca Ta-
vares de Moura e 2 filhos menores 8 es-
cravos e 3 Caboclos, D. Anna Cbristina de
Moura o Jos escravo Dr. Joao Jos de
Moura Magalbaes Dr. Jos Janeen do Pa-
co D. Marianna O. Emilia Janeen e 2
escravos Dr. Jos Ildefonso Snuza Ramos ,
e 2 escravos, Dr.Casimiro Jos de Moraes Sar-
ment, Dr Jos Ignacio Accyoli de Vascon-
celos. Dr. Jo8o Colho Bartal, e 1 escravo,
Dr. Felizardo Tosca no do Brto Dr. Bene-
dito Marques a Silva Acahu e 1 escravo,
Dr. Joaquim Francisco da nilva, 1 fillio me-
nor e 4 escravos Dr. Miguel Joaquim Ay-
res do Nascimehto, Antonio Pedro de Alem-
castro esua mulber U berta Julia de Alem-
castro Manoel Janeen. Lobo Jos Fels
Bandeira Conego pncalo Pereira da Cu-
nha e 5 escravos, D. Erenia Benicia Ay-
res do Nascimento e 2 escravos, 4 Ofliciaes
inferiores e 30 recrutas, Brasileiros; H.
Kalckam, Allem8o; D. Maria Jos com 2 fi-
lhos menores e 1 escrava Padre Manoel
Jos de Souza Lobato, Gamillo Fernandes Lo-
bato Facao, Miguel Peixoto Palhinha, Por-
tuguezes.
Talcahuno ; 5 mezes, galera americana Lydia,
de 350 toneladas capit8o George G. Cathe-
urt, equipagem 24 carga azeite ; ao ca-
pitao.
Boston ; 57 dias polaca sarda Cezar augus-
to, de*180 toneladas, capitao Lourenco Gas-
par Sceardi equipagem 13 carga varios
gneros ; a Henrique Foster.
Aauo sahido no mesmo dia.
Ass ; brigue nacional Sagitario, capitao Jo-
s Joaquim Gomes Vianna em lastro.
Observaco.
Avisos diversos.
Precisa-se de um rapaz de \-2 a 16 annos ..
para caiieiro dos de prximo ; quem estiver nestas circuns-
tancias annuncie.
= Constando ao abaxo assignado, queLu*
iz Gonzaga da Rocha pretende vender o.sobra-
do d'urn andar, que esta edificando no pateo du
Carino em terreno contiguo ao de dou, perten-
cento ao mesmo abaixo assignado e do n. 18,
ulga este conveniente declarar, para evitar du-
vidas para o futuro, que, quando principiou
aquella edificarlo, cedeo elle ^ratuitamente-ao
dito Gonzaga' a parte do oito do sua proprieda-
do que Ihe losse necessaria para elevar um 1."
andar, coqt a condico do dobral-o elle se-
gundo as posturas da Cmara at essa altura,
e o annuncianto d'abi para cima ; (cando o e-
dificante ohrigado a comprar o restante do dito
oito, se por ventura prelendesse levantar 2.
andar ; forneccr ao declarante o andaime ,
que preciso losse para que esto podesse effei-
tuar o deliramento o quo se havia sugeitado ,
a azer por dentro a trapeira que pretenda:
e ohrigando-se tambem o annunciante nao
abrir janella no seu oitao ; o que tudo consta
d'escriplura lavrada no cartorio do Tabellio
Guilherme : o como o mesmo declarante s ti-
vesse resolvido nao querer mais vender a rneia-
co do oitao,qu lita ao lado 1. andar recem-e-
dilcado o dito Gonzaga nao so capciosamente
(ez com que o annuncianto nao principiasse
dobrar a parte do oito que Ihe tocara no
dia 20 do corrente como pretenda, mas tam-
bem aproveitando-se do descuido que houve,
em se nao faer na escriptura urna bem explci-
ta declaraio cerca da trapeira mandou oc-
culta c maliciosamente preparar.todo o madei-
ramento necessario 6 um grande soto que ao
ser sentado estragara tuda a cornija do sobrado
do annunciante que deita para o lado do que
est em conslruceao e procurou scntal-o no
dia 21 ; o que de facto conseguira se o de-
clarante aoser arisado d'este mo e repre-
bensivol eomportamento nao tivesse immedia-
tamente embargado a obra como fez. O que
que faz o mesmo abaxo assignado publico, pa-
ra que quom quer que se proponba a comprar o
sobrado em queslao fique certo de que tem de
sujeitar se todas as condiedes da mencionada
escriptura de sustentar o pleito que vai o
declarante intentar edeluctar com qualquer
outro incidente, que a semelbante respeito ha-
ja de apparecer. Joo de Souza Peixt,

Rap fino Vinagrinho.
Jernimo da Costa Guimaraes e Silva, deso-
jando elevar o rap de sua (abrica ap ultimo
grao de per le ii; a o mandou Fu ropa con trac -
tur com um perito fabricante a factura do rap
de sua (abca, o qual, logo depois de sua che-
gada esta cidade, apresentou o excedente rap
vinagrinho.
Este rap nao he preto lie verdadeirament0
cor de rap: tal he a sua preparadlo, que urna
oitava d'este rap espalhada sobre um papel con-
serva por muitos dias a pouca humidade com que
he fabricado;accommodado a todas as differenles
alurezas elle faz o seu efl'eito tem que esti-
mule aos tomantes e sem que estes soflro a
repugnaucia que costumao a sentir quando
variao para diferentes qualidades de rap ; as
hcelas, e os dedos nao se sujo com este rap ;
o seu bom aiomu, e todas as mais qualidades o
lorno recommendavel aos apreciadores de urna
boa pitada: o papel de embrulho he azul, c os
rtulos hrancos. O propietario,tondo em vis-
ta mais o crdito d'este rap, que os seus inte
\ resses.tem resolvido mandar vendel-o as libras a
1400 reis, e a preco mais commodo de 5 libras
- i
>!
\
' A escuna iugleza Cdiz Puckett, que sahio para cima: no deposito da ra da Cadeia do
para a llha de Fernando ha 12 dias, entrou no Recife n. 50. (26
\


/
14U agrimensor, abaixo assignado, oAertce
os mu Mifiicoi ti pi Hoai que ttverem proprie-
iuilcs a demarcar e alianga n mais escrupulo-
sa aiaotdlo e o mnior zulo nu dosempenlio do
sua arle ; devendo ludo os que do seu presti-
mose quizeren utilisa,,dirigirem-se (porcartaj
ao mesmo abaixo assignado, na Rua-direita,
terceiro andar do obrado n. 40. Joaquim da
Fonseca Soares de Fiqueiredo. (9
5=Precisa-se alugar algunsoscravos de am-
bos os sexos.c seja do que idado forem, para car
regar: as pessoas quo os tivercm queiro diri-
gir-so a ra Bolla n. 30. (4
5 DENTISTA.
J.W.Vervalen da (irma do Vervalen o Ca-
rey, Dentistas tondo voltado esta cidado ,
avisa pos seus amigos e aquelles que precisaron
de seu servico que so acha na ra da Cruz n.
3 primeiro andar. (6
2=Precisa-se, para caixeiro de um deposito
de vender pao, de um rapaz de 12annos, pro-
fere-se dos chegados ltimamente da cidade do
Porto: quem estiver nestas circumstancias ,
dirija-se a ra do Uangcl n. 45. (6
2 Quem iiui/iT alugar urna oscrava parida,
ha 6 dias, sem lillio, a qual tem muito bom le-
te ou quizer dar para criar em casaalguma
crianga ; poder entender so na praga da Inde-
pendencia toja n. ti e 8 ou na ra estreita do
Bozario n. 2 segundo andar, quo achara
com quem tratar sobro o juste. (7
2=Furtro na noute do dia 22 para 23 do
presente, do quintal da casa do fallecido Ma-
nat Joaquim Pedro da Costa, na ra do Brurn.
dous taxos de cobre com o pe'0 de 102 libras ;
quem delles souber ou der noticia receber
urna gralificaco de 208 rs. dirigindo se ra
da Cruz do Recife n 51. (7
3 Aluga-se um segundo andar e olao ,
com muitos bons commodos ; na ra do Fa-
gundes ; a tratar na mesma ra n. 12 pri-
meiro andar. (4
3O abaixo assignado por especial favor
pede ao Sr. Manuel Joaquim Antunes Correia,
morador no engenho do Meo em trras da
Varzea c ao Sr. Simplicio, ou a seu mano ,
quesejulga um destes senhores morar na So-
lidado que no caso de apparecer em suas casas
um preto, ("que ja fol escravo dos ditos senbores^
de nome Joe-q*rTm'T de nago Mocambique, bai-
xo grosso do corpoem proporco da altura ,
cor fula nariz choto olbos pequeos nao
tem barba, bebe muita ago'ardente, tem o apel-
lido de Jos ou Joaquim Padre que assim u
chamavoquando estove em poder do dito Sr.
Manoel Joaquim Antunos Correia; este escra-
vo fugio no dia 28 de Novembro p. p., e levou
roupa branca eum chapeo de palha ; ultima-
mente fol comprado a Joo Fredirico de Abreo
Reg que negocia com escravos, morador na
praca da Boa-vista ; consta que o mesmo escra-
vo tambera foi do Sr. Dr. Clemente e de um
francez de nome Lutier ; por quanto tondo o
abaixo assignado noticias que o dito escravo
anda pela Varzea a titulo de licenca de seu se-
nbor talvez para encubrir a sua fgida lem-
brou-se de fazer este annuncio para que no
cato de apparecer em qualquercasa dos Srs. a
Cima de o mandaren) pegar, ou dar parto ao
abaixo assignado quo Ibes flear summamente
agradecido e muitissimo obrigado e quem o
levar a ra do Sebo n. 33, receber oQ rs. de
gratificago Jos Soares Pinto Correia. 'XI
3= Desappareceo o moleque Paulo de na-
ci Quigam de 17 anuos sem barba ca-
ndas finas os dedos grandes dos ps abrem
um tanto para fura tem urna ferela ao p dos
dedos de um p procedida de urna queima-
dura cara larga nariz chato olhos peque-
o e vermelhos cora na cabeca de carregar
taboleiro ; levou calcas brancas de brim e ca-
misa do ulgodo fino he multo conbecido por
sempre andar vendendo doce de jalera em co-
pos; quem o pegar, leve a seu senhor Antonio
Goncalves de Azevedo na ra da Praia arma-
sen) de carne n. 19 que ser gratificado. (10
2 Precisa-se de 500^ rs. a premio dndo-
se o0# rs. por cunta mensalmente, e para se-
guranza se offerece um escravo fiel e des-
embarazado com ofllcio de cosinbeiro o ca-
noeiro ficando ou servigos do mesmo pelo ju-
ro da quaotia pedida ; quem quizer dar an-
nuncio. (7
2 Precisa-se de urna ama de leite, preio-
re-se captiva ; na ra da Lingola venda n.
5 a tratar com Bernardo Roque. r
2 Jos da Maya contina a ensinar o inglez,
indo elle dar as ligues a casa dos alumnos; tam-
bera em sua casa na ra Formosa n. 4 das
duas as 5 horas da tarde tem urna aula, aonde
ensina meninos a fallar e escrever inglez e fran-
cez, arithmetica, escripia, e escripturago mer-
cantil por partidas dobradas. (7
O abaixo assignado declara ans seus de-
vedores que nao tem autorisado pessoa alguma
para receber as suas dividas por isso que he
duIIo o annuncio inserido no Diario de Per-
nambuco n. 287 de 24do corrento feito por
Luiz Jos de Souza, em que me inhabilita de
a poder receber.
Manoel Antonio Su pardo.
Copia da carta que o abaixo assignado dirigi a
seus credores.
Ulna. Srs. Previno a Vv. Ss. que tendoche
com quem tinlin eu leito sociodado particular
no fundo de ris 6'94t#7i7, de fazendas que
existido na luja em Mareo de 18 4-7. tem oha-
busado de minba boa l. introdutrftdc-lt na
mirilla casa cominercial, o pretendomlo apodo-
rar-su das fazendas ora existentes, alias com-
pradas crdito a Vv. Ss. e a outros negociantes
desta praca ; o que me obrigou a requerer urna
busca, na qual verilcou-se que a loja foi aber-
ta pela porta trasoir e introduzida a chavo
por baixo da mesma porta que so achava com os
ferrolhos abortos. stou resolvido a proceder
contra o dito I.uiz Jos de Souza, por esta frau-
do praticada com abuso de conlianea em prejui-
so de meus credores e do meu crdito : o quo
me parece conveniente participar a Vv. Ss para
proteger-mo na perseguico do defraudador.
Sou de Vv. Ss. muito venerador e criado -Ma-
noel Antonio Supardo. Kecife 24 de De-
zembro do 1844.
- 2 O Sr. Antonio Pereira da Silva queira
dirigir-si! a ra do Rosario da Boa-vista n. 43 ,
para receber urna carta, vinda do Maranho. (3
2 Aluga-se para se passar a festa urna casa
na Torre a margum do ioCapibaribe ; a tra-
tar no pateo da matriz de 8. Antonio, n. ?. (3
2 Precisa-sode um Portuguei de 14 a 16
annos para criado de um senhor du engenho
perlo dcsta praga, dando-so preferencia aos
chegados de prximo; na ra Nova armasem
n. (7. (5
4A. Piloux, rclnjoeiro e machinista fran-
cez chegado ltimamente a esta cidade mora-
dor no Atierro da Boa-vista n. 3 so propoe a
concertar relogios de sala de parede, do torre
o toda a qualidade demachinismos, como sejo
candieiros caixas de msica e mesmo se
propoe a concertar e dar corda a relogios, men-
sa I ou annunulmcnte por prego commodo. (8
Aluga-se um segundo andar sotao, com
muito bons comrnodos na ra do Fagundes ;
quem pretender, dirija-so a mesma ra n. 12.
O TenentoCoronel Ignacio Antonio de Bar-
ros Falco comprou, por conta do Reverendo
Conejo Joo Rodrigues de Araujo os bilhetes
iiiteirosde ns. 1378 e 2451 este da quarta c
ultima parto da segunda nova lotera a favor
das obras da matriz da Boa-vista e aquello
da primeira parto da terceira lotera do Guada-
lupe.
Aluga-se urna casa terrea no bairro do
Recito com a frente para as ras da Cacimba,
o Azeite de Peixe a qual, ha"mais de 30 Bu-
hos tem servido da ar;ougue ; a fallar na pra-
ga da Boa-vista n. 6.
A pessoa, que botou na Administraglo do
Correio urna carta dar Marlinbo Alves da Cu-
nta queira ir pagar o porte para poder seguir
o seu destino
O abaixo assignado mudou-se para o con-
vento de S. Eranciscoda cidade de Olinda on-
de tem fixado a sua residencia ; as pessoas, que
de seu diminuto prestimo precisaren) o' po-
der all procurar ou dirigir-be por carta ,
que o acharO sempre disposto a servil-as no
seu ministerio. Fr. Jydo Capistrano de Men-
donea.
A peasoa, que deseja saber da assistencia
de Luiz Francisco-de A rrexelas Galvao Carape-
ba, dirija-se a povoago do Monteiro na pe-
nltima casa que lica no fundo da igreja de
S. Pantaleo, ou annuncie sua morada.
Aluga-se urna grande casa, loono prin-
cipio da ra do Sebo do lado da sombra ,
muito fresca, e com commodos para familia'
quem a pretender, dirija se a ra da Alegra
n. 34.
oflerece rompi a (tatuar todas ai tranxaooes
assim ilu compras como de venJa* o.troca do
escravo com as im-miias garantas corn quo at
aqu o tem feito; igualmoiitn se ei,crro;, me-
diante urna poquena rotribuigo, de obtor di-
nbeiro a premio sobre penhore, quando os
donos destes nao queirSo directamente fazerem
este trato por si. "J-
Joto Frederico Abre Reg. (13
edito demarrfa _,
loja do Lrtaruguelro "
quo volta para o pa,e
Compras
9 Compr-o-se duas vaccas com crias ; na
ra Imperial n. 120. (2
Comprao-se elTectivamente para lora da
provincia mulatas negras, e moloques de 12 a
20 annos, pagao-se bern ; na ra Nova loja
de lerragens n. 10.
ComprSo-se efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de
12 a 20 annos sendo de bonitas figuras, p->-
go-se bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio ,
sobrado de um andar de varanda de pao n. 20.
Compra-se electivamente, nesta Trpogra-
phia toda a qualidada de pannos cortados ou
velhos, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
pelao e toda a qualidade de papis velhos.'
Vendas.
O NAZARENO.
Subscreve-se para este peridico a 2/ rs
por trimestre na Typographia Nazarena no
paleo do Paraiso ; na praga da Independencia,
loja do Sr. Tbemoteo ; na Boa-vista, loja d
chapeos do Sr. Res n. 26. Est tambem au-
torisado a receber subscripg5es o distribuidor.
O trimestre corre de Janeiro a Margo e paga-
se no acto de subscrever como he pratica.
Os nmeros avulsos se vendem d'ora a vante
a 80 rs.
Redusido como est o jornalismo aos dous
Diarios, todos os partidos devem convir na ne-
cessidade de um peridico, que se oceupe mais
mmediatame'nte dos interesses sociaes e poli-
ticos do paiz e principalmente sendo este da
oposigo a .setuaiidade, e aos principios que
ella consagra. O Redactor espera ser breve-
mente habilitado a dar 3 nmeros por semana ,
pois confia que os Pernambucanos o auxiliaro'
na empresa que tem sustentado at agora nao
sem graves incommodos.
FOLHINHASPARA 18iS.
Vendernrse na praga da Independencia, li-
vraria ns. 6 e 8 ; na ra do Cabug, loja doSr.
Bandera ; na ra da Cadeia do Recife loja n.
41; na ra da Madre de Dev> venda da esqui-
na defronte da Igreja ; na Boa-vista botica
defronte da matriz ; em olinda botica da ra
do Amparo e na vendado Sr. Domingos, nos
Quatro-cantos. (9
1Veiide-se ptimo vi-
nho Champanhe; na na
ta Cruz 11. HO, casa de
Avrial Irmao. (4
1 Vendem-se 3 porcas; na ra Imperial
n. 218.
1Vende-se urna escrava de 18 annos, cose,
marca, faz bem lavarinto engurrua e coiinba;
urna dita de 22 annos com as mesmas habi-
lidades; urna dita crioula, de 19 annos, engom-
ma e cosinha bem ; urna mulatinha de 18 an-
nos engomma e he ptima para mucama por
ser recolhida ; um ctbnnha de 12 annos, pti-
mo para qualqucr oflkiu ; 8 escravas de nago,
de 25 a 30 annos cusinbao e lavSo ; 4 escra-
vos, entre el les um hecanoeiro ; na ra Direi-
ta n. 3. (0
1Vende-se urna ecretara de Jacaranda com
estante para livros urna commoda nova, vin-
da do Porto, urna banca redonda, tambem no-
va 6 cadeiras, tudo de Jacaranda 6 ditas de
mogno folheadas 4 um banheiro de folha, no-
vo, um bergo de angico, um ricocandieirodou-
rado um dito de machina 10 quadros gran-
des com diferentes estampas 24 caricacturas
inglezas um Museu Piltoresco urna rica ca-
ma de amarello com seus pertences, urna ca-
nda aberta nova, que pega em 700 lijlos de
alvenaria cortes de laminba para enhora e
meninas chales de eda e de toquim lengos
de seda adamascados para senhora bicos da
largura de 4 dedos chitas e madapoloes finos ,
tudo por prego commodo ; na ra da Cadeia de
S. Antonio n. 19. (|4
1 Vendem-se urnas trras com urna legoa
de frente,, e duas ditas de fundo na serra do
Carrapato proprias para todas as lavouras, ou
para criar no termo do Limoeiro ; a tratar
na Laga da Velha, com Jos Camelo Ferreira
de Carvalln, ou no sitio dos All idos nesta
cidade com Antonio Manoel de Moraes da Mes-
quita Pimeutel. s
1 Vende-se superior assucar refinado a
2560 rs. a arroba e90 rs. a libra, orchata mui-
to boa feita de pevide de roelancia ; na ra
Direita n. 10 e no deposito do pateo do Hos-
pital n. 2 [8
moda abortos e lisos
ra dai Trincheiras ,
na venda da esquina
do Carino.
Vende-se um cavallo muito novo, com b0n
andares ; na ra Imperial n. 63. s
2 Na loja do bom ba/ateiro, de Guerra Sil-
va & Coinpanhia na ra Nova n. 11 Vc~
deui-seriquissimos sedas brancas o do cores n>!
ra vestidos chales o mantas de seda da ultima
moda chapeos de seda e de palha para seoho
ra e meninas, chapeos de sol, de seda pBra
senhora lengos de seda para senhora iUvas
de pellica e de seda para homem e senhora
bordadas, lisas e com guarnigdes, bicos deblon.
de seda, e de linho sapatos de setm laa
ede marroquim para homem e senhora, dd_'
masco de floras para cuberas fitas do setm
e de veludc. do melhorgosto, bons para ho-
mem e meninos, espedios dourados grandes e
pequeos bandejas guarnecidas e de outras
qualidades ricos estojos para costura, com
msica e sem ella, estojos completos para bar-
ba candieiros para meio do sala ditos para
cima de mesa ditos com relogio livros em
branco e pautados de todas as qualidades e
formatos, rico papel de todas as qualidados
para forrar sala dito para guarnigo e para
barras superiores labecas violes, e flautas
um completo sortimonto de instrumentos niar-
ciaes para msicas bolucas urna grande col-
leegao de msica para todos os instrumentos
urna miscellanea de calungas animaes o bone-
cas em pao e em vidro os verdadeiros pur-
gantes e vomitorios del.e Roy e outras mul-
ita cousas de gosto. (27
2- Vende-se muito boa farinha do reino pa-
ra pastis a 100 rs. azeitonas do Porto a 280
rs. a garrafa figos de comadre a 160 rs. h-
lalas a O rs., carne de toucinho a 80 rs. pro-
pria para as boas feijoadas ; na venda da es-
I quina da ra do Arago n. 43. c
2Vende-se a refioago das Cinco-pontas n.
18, com todos os seus uteocilios para relinar ; a
tratar na mesma refinago. (;;
2Vende-se um moleque de 14 annos, mui-
to robusto e sadio ; na ra da Cadeia do Reci-
fe loja de Joo da Cunha Magalhes. (3
2 Vendem-se couros de cabra, sola, bezer-
ros cera do carnauba e pennas de ema, tudo
por prego commodo ; na ra da Cruz n. 51. (3
3Vende-se o repertorio das ordeuages do
reino, em 2 volumes al o quinto livro ; apn-
dice das leis extravagantes, decretos e avises ,
omumvolume, tudoem muito bom estado,
e por prego commodo ; no caes da Aii'andcga ,
armasem n. 5. (6
3Vende-se um bote em muito bom estado,
pintado de novo proprio para passeio e pa-
ra ira sitios ; e urna lancha com todos os ap-
parelhos e vellas em bom estado ; a tratar com
Francisco Tarault, no becco da Lingo'a n. 2. ;5
3Vendem-se saccas com larello pelo mdi-
co prego de 3600 rs. na ra da Senzella-velha
n. 138. r (5
3 Vende-se um sellim inglez em muito
bom uso e com todos os seus pertences; urna
manta de pello de onga junto ou separado ;
na ra de S. Francisco defronte da cadeia, ar-
masem por baixo do sobrado a. 6. (5
Escravos fgidos.
2 No dia 10 do corrento desappareceo um
escravo de nome Joo, de nago Cagange, alto
o magro do 30 annos bo gago com ofiicio
de serrador, consta andar pela passagem da
Magdalena a procurar senhor; quem o pegar,
leve a seu senhor Antonio Vaz de liveira na
ra do Antorim que ser recompensado. (7*
3 Em Malo de 1844, de bordo do patacho
Aurorm fugio um preto de nome Antonio ,
de 30 annos ; levou chapeo de palha e roupa
de ganga azul e sem a parte inferior, de urna
das or'elhas; o qual pertence a Jos Dias de
Sousa de Porto Alegro ; quera o pegar, leve a
pracinha do Corno Santo n. 66, casa de Uaudi-
no Agostinho do Barros quo ser gratificado ,
ou ao Capirao Jos Francisco Alves a bordo
do dito patacho, Tundeado junto a ponte do Re-
cife. (i0
Vendem-se figuras proprias para presepio, 3 No dia 29 de Novembro p. p. fugio o
escravo do nome Victorino
1 Aluga-se a casa de 3 andares da ra da
Cadeia-velha com bastantes commodos para
familia ; a fallar com Jos Pires de Moraes,
ta mesma ra, loja de ferragans n 48. (4
1 Precisa-se alugar urna preta quo saiba
engommar, cosinhar e comprar na ra ; ouem
a tiver dirija-se a ra larga do Rosario a.iQ ,
primeiro andar. d
Precisa-se alugar urna casa terrea no bair-
ro de S. Antonio, e as ras seguintes; Hortas,
Direita Trincheiras pateo do Carmo, Rosa-
rio o Larangeiras, cujo aluguel nao exceda de
12/ rs. rnensaes dando-ae dous a 3 mezes
adiantados ; quem a tiver annuncie.
30 abaixo assignado mudou o seu esta-
Ijeleciinentode comprar e vender escravos para
a mesma casa em quo anteriormente o tinha na
<
gadoba 8 dias, de Lisbi-a. Luiz Jos deSouza, ra d'Agoas verdes n. -46. onde de novse
tanto de louga, como de barro e madeira ;
ra da Cruz n. 68 atraz do Corpo Santo' em
casa de Antonio Dias Souto.
Vendem-se hervilhas muito novas che-
gadas prximamente, gomma de araruta a 320
rs. superior vinho velbo do Porto, Figueiro ,
e Lisboa e tddos os mais gneros de venda
por prego commodo ; na praga da Boa-vista
venda n. 18.
Vende-se urna bonila escrava, boa engom-
madeira cose e cosinha soffrivel ; na ra da
Passagem da Magdalena terceira casa alta do
lado esquerdo indo da ponte pequea para a
grande.
Vende-se urna parda de bonita figura de
16 annos engomma e cose perleitamente, e he
muito carinbosa para meninos ; urna preta de
todo o servigo e be quitandeira ; urna dita por
380/rs. ; um preto de 22 annos ; na ra Di-
reita n. 81.
Vendem-se dous espelhos de parede pe-
queos e muito bous; na ra de Agoas-ver-
des n. 15
Vende-se urna taboleta de ourives urna
mesa de amarello pequea, ainda nova com
gaveta ; na ra de Agoas-verde n. 15.
2Vendem-se peutes de tartaruga da ultima
alto, secco do cor-
po, peinascompridas bastantes finas e zam-
beas ps apalhetados semblante carregado ,
beigos grossos, tendo no inlerior urna cicatriz,
urna grande belida em um olho ; quorn o pe-
gar, leve ao engenho Poeta Ireguesia dos Ao-
gados, que ser generosamente recompensado.
Fugiro do engenho S. Cruz os escravos se-
guintes ; Joo, do 44 annos, grosso, falla mui-
to manga foi escravo de Antonio lavare de
Souza Jnior. Getrudos, de 35 annos grossa,
ps e mos grandes, foi escrava de Jos Anto-
nio de Barros ambos moradores na villa do
rombal. Antonio.da Costa alto com unas
cicatrizes no rosto ; quem os pegar, levo ao
mesmo engenho ou na ra de Hortas n. 70,
que recober 40/ rs. de gratifleago por ca{/^
da um.
No dia 27 do corrente desappareceo um*
escrava de nago Benguela do nome Mari.
alia, cheia do corpo nariz chato tem oma
cicatriz de chicote as costas pos grossos, N"
vou vestido de coila azul ; quum a ptvar, !eV''
Fra-de-puiias na ra dos Guararapes o. -M.
que ser gratificado.
PEhKJ TTP. Dfc .. .DEFAMA iW*
..'J


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