Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05251


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Full Text
\
Auno de 1844.
Quarta Fclra 18
O LM.BI >nobliee-a. indo* na das iiu. no foreej santificados : u intcn it aeeinatu'a
...la m il r. por quartel pa g tia, o O don que nao forem raio de 80 reie por linba. A reclamacee deven. Mr diri-
(i.! mi f Tp., raa da* Cruin n. 4 ou t prega -la Independencia Ipja de liroi n 6 t 8
PARTIDA DOS CORUEIOS TERRESTRES.
GoiRN,s l'arahrba, segundase eexias (iras.Rio Grande do Norte, cbejfa a 8 t.Si e par
le iti<- 24.Cabo, Serinhaem. Kio Formulo, Mscey, PortoCelso, e Alagoas: no 1. c
H e 1 daada niez. Garanhuns e llonilo a 40e .lde cada el loa-rala Flor
es a l.Se H dito. Cidado da Violoria quintas feiraa. Olinda iodo* o. diaa.
DAS da semana.
16 Seg. i. Aiuniss, Ataras e Mizael. Aud. do J. de U. da .
47 larca, a. BerlhuUmeo Kel aud. do J. da 1>. d I..
18 Quaru N. S. do O'. Aud do J. de D. da S t.
49 Quinta a Fausta Aud. do J de 1) da i. r
20 SaiUi, Domingos Aud. do J. de D. da I. t.
ti Sab. 4 Tboni
12 Dos H. Honor..lo.
i .'. v UT3gag?vTr"W,JI- ua^a-y "lajraKMaMBMalagaaaaaaagPaMaaMaaaaaaaaaaajaaaaaaaaaal
de Dezcmbro.'
Anuo XX. 83
Tudo agora dependa de nos aaaanoa: d.
t:nurn.os cono principiamos serenata apoutauoa ""* -.......-
cultas. (Proclama.; .i- da Asiembla Geral do aiam.
da nos., prudencia, rsoderagao- a en rg,,: o
CillIOt ajo Ul 17 "r l"KMIIKO,
C.aabioaeobre Londres '6 l|ia.>.(|, e OurM'ieila de 6,4(10
l'arie 8Q rail por fraaop I N.
a Lisboa )"U |ior 1U0 dr premio j I Frala -i'a.a.-rfi
Morda de cobre ao par. Pesos oolummit arce
Idea, de letras Je boas Creas 1 BOTOIO | Di'.os eaeticaiiot
17 000
1.B00
J 4UU
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vrada
17,108
17,1- un
'J.6.IU
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i .y*i DIARIO DE
PHASKS DA LIJA NO MEZ DE DEZE.MBRO.
La ebeia e 26 es '.' horas e 44 nein. da m i Llanosa a 11 'J |, r 4 nin. da lare.
MioRuenle a 4 al J hurae e v asn la tarde i Craecanle a S 55 aa da larde.
Pr'.amar de hoje.
Priaiefr, i s ',\ hora siin 42 da manh.ia | Sagundil av I .' hora 6 miuuimda larde
i mui mi i ir iiiiiihi riaK'M ii^iMiiiiiesamiaTBign... j rt...L'ia*a-..
NAMBUC
taaaaaftaaWBa fi-SJSEiA i
::gca II iillfHH'n IB
NOTICIAS UO KIO ttAN.
Margeos de S. Gongalo, 15 de Novetnbro
de 1844.
Remeti -Ilie o decreto promulgado pelo Ge-
neral Rivera, autorisando o roubo de gados
das estancias brasileiras no Estado Oriental, e
o contra-decreto do Bario do Canias, para por
cobro a esse estado do cousas. D. Fructo tra-
tou de resto aquella ordem do Bario e vendeo
urna tropa de 800 bnis e 4 000 couros. O Ba-
rio mandou rematar aqui o gado para ser en-
tregue o producto a seu legitimo dono e fe/, ap-
prender no Pirahy os 4,000 couros. Francisco
Pedro fez urna igual tomf.dia.ha 7 dias,as As-
perezas, de sorte que, se o Barao nilo toma es-
tas medidas, agente de D. Fructo lirnpavaos
gados dos Brasileirose vinba os vender a seus
donos nos nossos mercados.
Urqui?a a tanto ou mais que Rivera pois
tcn coureado em ponto grande, e remlleos
couros para S. Servando ejaguaro. Meu ami-
go, os nossos bens na mao destes meus senbo-
resso roupa de Irancez.
Os farrapos acabo de mandar o Fontoura e
o Padre Cbagas ao acampamento do Barao com
propostas. O Barao os recebeo bem, e consta-
me que as propostas sao as seguintos : Paga-
mento dos roubos que tem feito, a que cbamao
pagamento da sua divida ; liberdade aos negros
que trazem armados, pagando-os o Governo a
geusseiihores: confirmacao do postos, approva-
gode casamentos, ea sabida de Rento Manoel
para lora da provincia.
O Barao respondeo-lbes.dando-lhessovas co-
mo a de 30 do me pass.tdo, em que destrocou
50 farrapos e Ibes tomou 2,000 cavallos ; a de
7 docorronte.em (jueGuedes foisorprenhendido
por Propicio e a do dia 10 em que Chico
Pedro fet o mesmo as Pedras Altas partida
do Polvadeira, o mesmo que om Marco Ihe cu
tilou a cabera.
Desta forma he que se ha de acabar esta
guerra porque quanto a arranjos amigaveis
i se acabou o tempo dos engaos. 0 Francis-
co Pedro disse no dia ll que s esperava pela
FOrHMIFl]
O RE. O
' 15.
LUIZ 0-GRANDK.
Luii XIV recebando por to estranha ma-
neira o retrato da condessa de Lussan, de que
Saverny fora portador sem o saber.conhecera
pelas poucas linhas tratadas no revez da meda-
Ibaque a moga eslava retida einum lugar deserto
muito pouco distante da estrada de Fontaine-
bleau ; masa prisioneira nao havia podido dar
outras info mceles sobre o lugar de sua resi-
dencia vierto i'omo fra para alli comlu/ida da
nouto. O principe, combinando a presenta
do retrato com a parada que Saverny luera as
ruinas, no meio de torras agrestes, nao duvi-
dava que fosse neste mesmo lugar que se achas-
so a condessa de Lussan ; mas a bobedeira ten-
do feito perder ao viajanto primeramente a
rasao.edepoisa memoria,nao havia o rei por esto
lado podido obter inlormaQos mais precisas.
Elle portanto s tinha empregado o nico re
curso de a/.et examinar por seus agentes todas
as paragens deshabitadas entre ParizeFontaine-
bleau para descubrir este retiro. No lim d'al-
gum tempo a lilutcao das mysteriosas ruinas
foi indicada do urna manoira positiva, o elle
vinha exploral-as em pessoa e em segrodo, por
nao querer confiar de outrom o cuidado de
descobrir a sua cara conJessa, o sobretuilo por
nao querer que se soubesse da sua volta ao
mundo, sono quando tile a conJuzisse em tri-
umpho corte.
(*) Video Dicipo o. 282.
uoute para marchar sobre os farrapos que es
lavo a 5 leguas de distancia.
Dizem que Bento Goncalves fora consultado
pelos farrapos para ir ao Rio. D. Fructo quiz
mediar na conciliagocoin os farrapos. Remet-
lo-lbe a resposta do Bario.
Decreto de D. Fructo Rivera.
O General em Chofedo ezercito da Repbli-
ca Oriental do Uruguay eucarregado da di-
reccio da guerra contra o Governador de Bue-
nos-A y res.
O exercilo da Conedoragao Argentina ao in-
vadir o territorio da repblica praticou actos
desusados entre naces cultas e contrarios ao
direito das gentes: taes act-isespalharao o ter-
ror entre os habitantes da campanha e seus de-
partamentos, ficando desertos; faltando deste
modo o systema de regularidado as rondas, fal-
li tambem os recursos com que o General em
Chele encarregado da direceao della tem de fa
zer frente aos seus inimigos. Acha-se pois no
caso do fa/or uso dos meios extraordinarios que
a constituidlo do Estado deposita era suas mos.
A salvacao da repblica he hoje a suprema loi;
olla nao pode ser comprometida por conside-
rarles mal entendidas; urna parte da fortuna
particular deve ser sacrificada para salvar a pa-
tria, porque, se ella se perde, tudo est perdi-
do. Por estas consideracoes, o General, que
tem em suas maos a di recri da uerra, com-
petentemente autorisado, far prudentemente
uso de parte das propriedades particulares para
a sustentacio da capital e doexercito em cam-
panha; e para que de nenhum modo se possa
entorpecer a sua marcha resolve e decreta :
Art. 1. Todas as tropas de gados e de couros
que entrarem no territorio da provincia limi-
trophe, vendidas porconta doexercito da re-
pblica com guias do General em Chefe com-
petentemente selladas e referendadas serio
resucitadas e legalmento havidas.
2. Os propietarios que, infringindo as dis-
posiges do artigo I., ernbaracarem ou em-
bargaren! os gados ou-couros vendidos pelo
exercito, perders por este nico laclo o uso
de suas propriedades at a soberana resolucao
do corpo legislativo da repblica a quem se
submelterao opporlunamenlo suos causas.
O rei foi obrigado a apear-se no valle, cujos
trilitos nao orio praticaveis para cavallos. A
vista das ruinas elle reconheceo pcrfeilamenle
o lugar de que Ibe havia fallado o marquez de
Saverny ; lez oceultar os seus criados nos mal-
tos da ladeira visinha, para nao chumar u at-
tencao, e quiz penetrar s nn pardieiro, que
sendo habitado por dous camponer.es smente,
nao podia oflerecer perigo algum, e aonde
alias um tiro de pistola dado por elle deviio
acudir inmediatamente as pessoas da sua co-
mitiva.
Elle tomou pela ponte, e eomo a grade es-
tivesse aberta entrou pora o jardim.
Achando-se em frente do castello erecto em
cabana, Luiz licou em extremo admirado. Es-
ta mistura de ruslicidade e do grande/a, este
odicio rajado de esculplura e de colmo tinha
um aspecto tio singular que nao podia esque-
cer a quem urna vez o tivesse visto, e parecia-
Ihe ao principe que o tinha em sua memoria.
Os sentimentos que um momento antes o
animavao, lorio dominados por esta idea ; e
por algum tempo oceupou-s examinar a fa-
chada do pardieiro,e desenganou-se Je que ja all
tinha viudo ; mas nenhuma das circunstancias
ue I o haviao condur.ido se Ihe apresentou
a ideia : a sua lembranca desle extravagante
edilicio era mesmo tio vaga, que elle nao sa-
bia se o tinha visto em realidade.ou se em algu
ma paisagem, decoragao do theatro ou em lim
em sonho, estando comtudo certo de o haver
j tido diante dos olhos.
Urna porta do rez do chao eslava smente
encostada, elle a abri sem fazer bulha e entrou
na sala baixa. Pareco-lhe esta inleirsmcn-
tfl deserta, porque as cortinas da cama de Am-
brozio estavio corridas, e o padre oraodo em
f 3. Os propriotarios de cujos bens so fizer u-
so passarao ao quartel general para receborem
oj seus respectivos documentos, e seren nota-
dos no registro que para esse lim mandoi for-
mar em 18 do Julho do presente anno.
4. Transcreva-se epubliquo-so para conho-
cimento de todos. Para osle lim vai assignado
por mim sellado com o sollo do exercito, e
referendado peloprimeiro Official da minha Se-
cretaria. Dado no meu quartel-general del
Hospital, em 22 de Outubrode 184.
Fructuoso Uvera.
Por ordem superior.
O l*. Official da Secretaria do exercito nacio-
nalMateo Lula.
Contra-decreto da BarSo de Caxtas.
') Bario de Caxias,Viador de S. M. A.Impera-
rairiz, Marechal e Ajudante da Campo de
5. M. I. Grio-Cru/. da Ordem de S. Ben-
to de Aviz, Cavalleiro las Imperiaes Ordens
do Cruzeiro c Rosa, condecorado com a me-
dalha da guerra da Independencia, Presi-
dente e Commandanto em Chele do exercito
em operagoes na provincia do Rio Grande do
Su I, &c.
Reconhecendo que, polo abuso praticado na
introduccio de gados de corte e couros do Es-
tado Oriental para esta provincia alom do es-
candaloso roubo feito a seus legtimos propie-
tarios grandes vantagens tem resultado aos
inimigos do imperio pois que forca de ar-
mas exigem dos conductores de taes gneros
'|iiantias enormes a titulo de direitos com os
quaes mantm a guerra em continuas correras
pelas fronteiras, resolv o seguinte que ser
religiosamente cumprido:
Artigo 1. Fica especificadamente prohibida
nt segunda ordem desta Presidencia a intro-
duccio de gados de corte e de couros do Estado
Oriental por qualquer ponto da fronteira.
Art. 2. Os contraventores do determinado
noartigo l.sero presos como contrabandistas
conniventes com os rebeldes desta provincia ,
o os gados e couros apprehendidos serio vendi-
dos em hasta publica sendo seu importe reco-
Ihido nos cofres da provincia para screm entre-
gues a seu legtimos piopriotarios das marcas,
voz baixa ante um crucifixo, que ficava na pa-
rede do outro lado do leito, nem podia vor
quem ontrava, nem ser apercebido por elle.
Todava o principe tirou o capole para poder
servr-se das suas armas no caso de'necessidado,
t: passou a examinar o lugar em que se achava.
Aqui a emogio que sentir fra, se renovou
mais viva e penetrotante.
A luz do dia que comegava a declinar no
campo, era ainda mais escassa no interior da
sala de grande profundidade, oque Ibe dava
um aspecto mais magestozo, sem impedir que
podesse ser vista em seus pormenores. A luz
bassa alliava-se com a cor escura das paredes
e da abobada, com a sua grandeza antiga, com
o silencio que ah reinava ; aquellos ohjectos
rsticos na construccao senbnrial, aquelles mo-
vis grosseiros em face de forros de brasoes e
de tropheos, aquelles instrumentos agrarios
suspensos sob cornijas de acantilo, e ogivas
ciscladas, e tudo a mcia luz, tomavao um as-
pecto vago e melanclico, que pareca oflere-
cer a imagem da pobreza sonhando em grande-
za. .Mus para Luiz este recinto tinha b quali-
dade de Iho recordar urna lembranca. e sem
que podesse explical-o esta idea tio simples,
tio pouco importante de ter ja vindo este lu-
gar, eslava para elle envolvida em urna sombra
fnebre, em urna emocio pungente romo o ar-
rependimento, triste como a morte.
Elle reconhece o vasto fogio onde vira urna
vez as chammas do tojo, recorda-se que esse
bah de carvalho se havia aberto para se Iho
servir urna comida rustica ; v tambem a mesa
onde havia comido, o escabello em que se sen-
tara. No meio de um escudo d'annas ainda
est riivadaesta divisa -. Pedir s a eo$ aos
ouirot commandar.
tima vez que nao sejiio filas cmplices nain-
Iroducgio de taes roneros.
Quartel General do Commamlante em ('hele
do exercito no Pirahy Grande, "29 deOutubni
de 18Vi.Haro de l'iuias. Est conforme
O 2. o Official daSocrelaria do Governo, Jote
de Miranda ('nitro.
fes posta do farode Caxias ao Mediador
dos farrapos.
Illm. e Exm Sr Tive a honra de recober a
communicacio que \. El, me dirigi em 30 do
niez p p. ,ein a t|ual me fsz saber que est autori-
sado por parle dos chefes rebeldes desta provincia
para accordar cominigo nos meios do terminar
a guerra civil que por mais de 9 annos a tem
agitado, e servindo-se V. Ex. dizer-mo que ,
nio desojando nada deixar por (azor a esse ros-
peilo me convdt cnvnome de seus constitu-
intes para ordenar em todos os pontos do meu
('ominando urna suspensio de armas pelo lem-
po do 30 dias at qye jegule as bases quo de ac-
eordo commigo devem ser apresenladas consi-
deradlo de S. M o Imperador, por etm ou
mais Chefes rebeldes que se destinarem a esse
lim devondo-so prolongar a dita suspeoso
de hostilidades pelo lempo quesejulgar neces-
sario ao Governo de taes .Citlos, esperando V.
Ex. queeu lite enve urna resposta que importe
o mesmo consontimento ao ohjeclo que deixa
indicado para levar aos Ghefes rebeldes que V.
Ex. representa a um igual iccordo, para que
por seu intermedio se possa por em pratica os
passos precisos que devem levar a seu termo
tal negociacao, que de mutuo accordo ter por
base a terminagfto da guerra que tanto importa
no Governo de S. M o Imperador e a seus
(invernados. espondendo como devo a tal
proposieao, cumpre-me em prmeiro lugar fa-
zer saber a V. Ex., para transmittir aos seus
constituintes quo tenho expressas ordens do
Governo Imperial para nao aceitar nenhuma
proposigio por parte dos rebeldes desta provin-
cia que nao tenha por base a deposicio das ar-
mas; e urna vez que issose eflectuo suspensas
(icio as hostilidades por parte das tropas do
meu commando. Se os rebeldes desta provin-
cia desejao dirigir alguma representagao a S.
M. o Imperador pelo intermedio de algum dos
Luiz estfemecco a vista destes caracteres que
a memoria lite repele sem que elle precise le,
o diz comsigo, quo se se nSoengaa, sena
realidade tem conhecimenlo deste lugar, ha de
haver no escudo em frente desse a outra divisa
da casa de Monthason ; volta-se e l com eflei-
to : Minha espada he a lei que me faz rei. A-
eima est gravado com a ponta de urna lamina ;
Depois de mim Luiz cabe abatido e conster-
nado sobro urna cadeira, e esconde a cara as
maos ; porquanto estas ultimas palavras baviio
sido por ello gravadas, e a sua viita Ihe recor-
da sbitamente, c mo um raio de lemhranga,
o tempo em que so elle alli achara e tudo quan-
to se passara. Erguo de novo a cabega, e v
urna espada suspensa na parede abaixo dessas
ultimas palavras; esta espada he sua propria,
com ella he que havia escripto aquelles caracte-
res, e a tinha alli deixado por esquecimento.
A um pequeo ruido o principe volta os
olhos |i8ra o la lo donde elle partir. Abrem-
se as cortinas lo leito, e a paluda cabeca de um
veluo so ergue diante delle, envolvida em um
lencol : esse lioniem, ou antes esse espec-
tro, como elle pareca por mirrado je lvido,
com um braco sustem a cortina, e com outro
se recosta na borda da coma, e prega os olhos
nelle tio lixos que attorrorisio.
Com efleito. murmura o velho, que re-
conhecera o rei pela sua facha azul, sem mos-
trar-so admirado da sua presenga naquelle lu-
gar, eolito parecera natural: com efleito estou
chegado a hora da minha morte, porque um
mo genio se ntostra dianto de mim.
O padre admirado deste movimento corre
para unto de seu irntao. A1 vista do desco-
nhecido, dessa decoracao real que Ihe orna o'"
peito, d um grito de sorprea, dizendo :


A
eusChefes pode V. Ex. assegurar-lhes que
consentirei no seu livre transito at capital
do imperio nao deixando por esse facto de
continuara hostilisar-se os grupos que arma-
dos se sonservarem no territorio delta provincia,
podendoelles (nocaso que nao queiro depr
alarmas antes do receber a d-cisao da repro-
sontacao que tiverem de dirigir corte), passar
todos a fronteira para alguns dos estados vizi-
uhos, e ahi esperaren pela volta do seu Com-
missionado.
Dos guarde a V. El. Quartel General da
Presidencia e do Commando em Chefe do
exercitoem marcha as ponas do .laguarv, 1.*
de Dezembro de 18M. Illm. e Exm. Sr. Ge -
neral D. Fructuoso Rivera. (Assignad)
Barao de Canas. [J. do Comm.)
BAHA,
Eleices.
Terminou no dia 10 do correnle a apuracao
geral dos Deputados Geraes e Provinciaes pela
Cmara da capital, tendo-se apresentado depois
de abortas todas as outras actas, a do collegio de
Urub que achava-se em branro, em poder do
Secretario do Governo: recusou a Cmara in-
cluil-a na apuracao visto estarem declaradas
as eleices, e aliento o abuso desse procedimen-
to, que nada podia autorisar; o Presidente da
Provincia, mandou que a Cmara apurasse o re-
v, ferido collegio, o que so nao tinha ainda oxecu-
tado at o dia 11.
Os Deputados Ceraes sao os seguintes Srs.
Nomes Votos.
1 Cons. Franciico Ramiro de Assii C. 1834
2 Dr. Francisco Gongalves Martins 1797
3 Dr. Angelo Moni/; da Silva Fcrraz. 1738
4 Cor. Manoel Joaquim Pinto Pacca 1725
5 Dr. Joo Mauricio Wanderlev 1722
6 Dr. Luiz Antonio Barboza de Almeida 1672
7 Cons. EmeitO l'erreira Franca 1660
8 Dr. Jos Alves da Cruz Rios 1651
9 Des. Joo Jos de Oliveira Junqueira 1585
10 Dr. Jos Ferreira Souto 1536
11 Dr. Amancio Joao Pereira d'Andradu 1515
12 Dr. Aprigio Jos deSou/.a 1515
13 Dr. Francisco Antonio Ribeiro 1510
14 Dr. Manoel Mara do Amaral 1 477
Suppltntes.
1 Dr. lnnocencio Marques de Araujo G.1400
2 Cans. Joaquim Marcellino de Brilo 1562
3 Dr. Jo3o Jos de Almeida Couto 1353
Os Deputados Provinciaes, segundo a apura-
do geral da Cmara, sao os que vaoabaixo ;
e consta-n s, que com a apuracao de Urub en-
raro, o Dr. Ignacio Freir e Manoel Ignacio da
Silva Mene/esem lugar dos Drs. Pedro Autran
e Olegario.
Os Srs. Votos.
1. Dr. Pedro de Souza Marques 1,518
2. Dr. Francisco Mendos da Costa C. 1.5JM
3. Dr. Figueiredo Rocha 1,472
4. Dr. Alvaro Tiberio de Moncorvo L. 1,467
5. Raimundo Rarroso do Souza 1,455
6. Christovio Pessoa da Silva 1,421
7. Joaquim ntonio Moilinho 1,400
8. Dr. Joao Simoes da Silva 1,3,55
9. Dr. Joao Antonio de Azevedo Chaves 1,342
10.
II.
12.
13.
14.
15.
16.
17.
18.
19.
JO.
21.
22.
23.
24.
25.
26.
27.
28.
29.
30.
51.
32.
33.
34.
35.
36.
Meu Dos o rei !... s aqu !. .. nes-
ta morada !...
Sim, o rei Luiz XIV aqui est, s em
nossa cubana, disse Amhro/.io ergu>-ndo a fron
tedelironze. Ignoro qual seja o motivo ap-
parenle que aqui o trouxe ; mas sei qual be o
pensamento divino que presidio a esta resolu-
cao. Dos quiz que este rei, tao adulado so-
bre toda a (erra, ouvisse urna vez a verdade em
sua vida de usurpada gloria, e o fez compare-
cer na presenta de Ambrozio moribundo.
Meu irmao, rneu irmao exclamou o
cura estremecendo.
Silencio! ministro do co, interrompeo
Ambrozio, vos julgareis, quando liverdes ou-
vido o monbarcha e o velbo aldeao.
Em todo o lugar, onde cu csteja, s a
minha voz deve ser ouvida, disse o principe le-
vantando-se cheio de colera. Um erime loi
contra mim commettido, a condessa de Lussan
roubada da minha corte, est presa neslas rui-
nas ; eu vim ordenar a reparaco dcste ultra-
ge, e inflingir a sua punirlo.
Senhor, disse Ambrozio com irnico
sorrizo, a aecusaco que intentis contra mim
vira aps da que tenbo de azer-vos ; e esta
ser tao longa que pouco tempo vos res&ra para
a vossa. Quanto punicao que queris juntar
ao ultrage por mim commettido, a morte vos
poupara esse cuidado, porque ella dispoz de
mim primeiro do que vos. Olbai para o livro
que esf as maos deste santo pastor, que ora-
va a minha cabeceira, e veris que esta aberto
no lugar das preces pelos agonisanles.
Luiz fez um movimento para sahir. mas o
olhareogestoimperiososd'Ambrozio.esiendcn-
doo braco para olle.tiverao urna forca magne-
Cura Vicente Mara da Silva 1.32 1
Vigario Joaquim d'Almeida 1,301
Dr. Jos Pires de Carvalho 1,262'
Dr. Aprigio Jos de Souza 1,252 .
Jos de Rarros Reis 1,234
Joo Alves Portella 1,224!
Dr. Jos de Goes Siqueira 1,207
Dr. Fduardo Ferreira Franca 1,199
Dr. Caelano Vicente d'Almeida 1,192
Dr. Luiz Mara A. Falclo M. B. 1.146
Dr Joo Mauricio Wanderley 1,137
Dr. Alexandre Braulio de M.Taques 1,105
Dr. Francisco Morera Sampio 1,105
Dr, Leovigildo de Amorioi Figueira 1,099
Dr. 1 ranciscoMariadAlbuquerque 1,090
Manoel da Silva Barauna 1,088
Dr. Jos Augusto Chaves 1,069
Dr. Zacaras de Goes e Vasconcelloi 1,068
Dr. Joaquim de Azevedo Monteiro 1,068
Dr. Antonio Navarro de Siqueira 1,050
Padre Ignacio Aniceto de Souza 1,039
Dr Jos Alves da Cruz Rios 1,039
Dr. Antonio Augusto da Silva J 1,027
Dr. Luiz Antonio Barbozad'A. 1,022
Dr. Pedro Autran 1,020
Dr. Angelo Francisco Ramos 1,012
Francisco Olegario Rodrigue Vaz 1,010
muiio senhora da scena, excedente msica, do-
tada de urna voz meliflua, de um orgo correc-
to e de um estilo apurado, e o Sr. Carlos Riccd
nao s em nada inferior esta artista porm ain -
da superior a muitos respeitos; outra que con-
derana a pebre dama de usar de urna nica po-
sico em scena, e essa nao das mais lindas, de
urna escassa voz, de lalta de estilo, de um orgao
estafado, e o seu companheiro de urna voz de
cabeca, e de um corpo sem garbo.
tem valido para desfructar de graca o dito enge-
nho com escravalura e gado ba perlo de 14 an-
uos : mais emlim era-me forcoso fazer aquello
annuncio, assim uno agora ainda me be mais
forcoso responder-lhe. O fundamento em que
o dito Feij se baza para nao pagar as reposi-
ces dos mais berdeiros 14:2958817 rs., he a
char-se o engenbo Bamburral sugeito ao Te-
nenie Coronel Jos Rodrigues de Sena eseus
berdeiros pela quantia de mais de seto contos
Eisahi o que tenho colhido nao s na occasi- de res sobre o que existe letigio em juizo co-
ao do espectculo, como depois as conversa- ] mo elle confessa desde 1807 (s esta confissao
CORREIO DO RECIFE.
CORRESPONDENCIA DA CIDADB E PROVINCIA.
Estou hoje s ordens. e principiarei pelo ne-
gocio que bontem Ibes disse ter sobre o tapeto.
He elle o concert, ou espectculo dadosabbado
tillimo no theatrinho da Thilo dramtica a
beneficio da Sra. Margarida Lomos, e Carlos
Ricco; cantores a primeira Portugueza e o se-
gundo Hespanhol. Semetivesse cabido fallar
desse espectculo immediatamente depois, dira
a minha opinio com a ingenuidado que costu-
iini ; mas coano sejao passados trez dias, e o no-
socio esteja submettido j a jurisdiclo do publi-
co nao me parece prudente usar da mesma
franqueza em um tribunal de quesou membro,
be verdade. mas entre tantos que faco mu'.to
pequenina fraeco. Permilto-me pois Vmcs.
que eu trate a materia como me parece conve-
niente.
No Brasil a platea he o Juiz de primeira Ins-
tancia as causas dos actores: as galeras sao
impassiveis, eda sua impassibilidade abusa mui
tas vezes o tal Juiz, que he desptico como um
Turco. Isto posto digo que os dous cantores li-
verao sentenca a seu favor na primeira instan-
cia, pois que nem applausos nem capot Ibes
faltaro sendo os primeiros muitas vezes in-
tempestivos, e reveladores de lalta deconheci-
mento de causa nos juizes, e os segundos barba-
ros e crueis, pois que he preciso nao ter a me-
nor deia do que he cantona para pedir repet-
cao de urna aria de um duelo a cantores que
tem de desempenhar outras pecas. Ainda bem
que os da Philo-dramatica nao cederao sempre
indiscreta exigencia.
Mas se a platea foi benvola, nem toda a ga-
lera se mostrou tao enthusiasmada e pode-se
di/er que se dividi em duasopinies bem op-
postas; urna que julga a Sra. Margarida Lemos
coes a que tenho assistido sobro os dous ar-
tistas. Mas pois que tambem devo dar o
meu voto, aqui o darei agora; e attendendo aoi
trabalboi que sao obrigada a ter aquellas pes-
soasque tem de dar um beneficio, mxime em
theatros, que nao o sao verdaderamente, m
localidade tem regra alguma da acstica, ser a
primeira vet que perante um publico desconhe-
cido comparecido, e o mais dos autos, voto pela
'primeira opioio com pequeas restrieces o
salva a redaccao. E declaro qne por mais de-
feitos que tivessem a Sra. Margarida e o seu com-
! panheiro tudo Ihes perdoaria aquella, pelo
: Duelo da Norma, este pela cancao Hespanho-
! la execucoes que me deria infinito prazer a
mim pobre Provinciano que nunca puz ps nes-
sas venturosas plagas, onde a cantoria tem tan-
tos professores e ainda mais diletanli aprecia-
dores. Tenho a minha liberdade de votar, e
em minha consciencia nao levo a verdade oflen-
dida na expresso desse voto.
O crrelo do I).-novo n. 276 parece se quer
I voltar Dos, pois j falla em caridade, e re-
! prebende ao correio velho, porque falta a cari-
I dude quando chama rodella ao tope com que
1 se enfeitou a gente da prain, e os que nao erio
da praia mas queriam parecer, afim de so Ihe
aquinhoar alguma das innumeraveis gracat,
que dizia o Pedrozo 2.'&C. tinhao fechadas em
seus thesouros. Volte se, Senhor, correio para
Dos, volle-se certo de que quem com Deot
anda, com Deot acaba.
Quem ouvir fallar o correio do D. -novo, ac-
creditar.que s os que elle chama guabina sao
o.s peccadores e que os praieirot sao uns santi-
nlios. Aquelles introduzem cdulas falsas ,
fazem contrabandos traficao em pao brasil ,
admiltem bicuics &c. &c: estes (praieros)
nada fazem, apenas sao espectadores de tudo
isto : sao patriotas, so querem o bem da patria,
e tudo que nao be ser tantinho nade vale para
elles! He pena nao estejio no oratorio! O
correio velha por mais que tenha folado o
Martyrologio nao encontra Santo maritafede.
E para que co ira o praieiro ? A o fazer esta
perguntinba me responde catbegorcamente
um bltre=para o co de Sotoposto.
Correspondencia.
Snnore Redactoret. Quando eu fiz meu
annuncio em seu Diario de 5 do p. p mez pre-
venindo a quem comprassse o engenbo Bam-
burral, da reposicao a que o dito engenbo es-
lava sugeito ; j eu esperava, que meu cunha-
do Jos Feij de Mello acarretasse para o Dia-
rio toda a xicana do foro contencioso de que se
tica tao poderosa, que o rei ficou pregado no
lugar.
Sim, be com effeito elle, disse Ambro-
zio olhando sempre para o rei, e fallando a si
mesmo. Vinte e dous annos se tem volvido
depois que o vi. e todava reconheco-o muito
bem; he aquella belleza altaneira e fria que
Ihe notei no rosto.. Os annos tem apagado
urna parte da formosura, mas o orgulho e a in-
difTerenca zero-se cada vez mais profun-
dos. Sim, he esse bomem que fez da minha
santa vida de trabalho e de amor, um compen-
dio de desesperacoede crimes. Eis a ima-
gem que se conservou sempre dianle dos meus
olhos, para que eu podesse sempre amaldi-
coal-a. .
Em nome de Dos meu rmo, excla-
mou o padre, reflecti que a pessoa do rei be
sagrada.
Luiz por um movimento de violencia levou a
mao espada... mas nao pode siral-a da bai-
nba, porque a sua grandeza real Drotegia seu
inimigo: um rei, um simples cavalleiro mes-
mo, nao podera matar um camponez, um
moribundo, defendido smente por um padre.
Ambrozio recobrara por um ii.stante todas
as forreas da vida que lancao a ultima e viva,
chamtria antes do se exhalarem para sempre. '
Sentou se no leilo, mostrando no rosto urna
forca de dominacao sobre-natural.
Meu irmao, disse elle, havia resolvido
azer-vos esta noute a confissao de toda a mi-
nha vida, e eis que a occasiao se me aprsenla
favoravel para a desenrolar a vossos olhos O
que eu tenho a dzersera para este homem urna
reprehencao lerrvel. e para vos a confissao das
mmhai culpas, uvi-me pos, ministros do
AUsimo, o tos tambem, principe, ja que Dos
conduzindo-vos para aqui, quiz condemnar-
vos a ouvir-me.
Havia eu ebegado aos trinta annos na vida
austera do trabalho, e sem sentir no mu co-
racao outro aflecl> que nao fosse o devido a
Deose a meus pas. Nessa idade urna orpba
me foi confiada pela Providencia, iduquei-a,
amei-a com todo o amor que havia reservado
durante minha ardente mocidade; o meu
amor era urna idolatra, o meu respeilo era
um culto religiozo. Havia ella tocado osde-
zasete annos, e eu devia esposal-a... Oh !
que havio feitoaoco dous entes tao puros,
que vivio em um canto obscuro do mundo,
que nao tinho um lugor sobre a trra, eso
pedio como ventura a faculdade de se amarem
empaz.'.. Lmdia, a mesma hora em que
estamos, o solcaminhando para ooccaso colo-
rava smente a extremidade desta ogiva, un
homem entrou aqui, com o rosto desfigurado,
os cabellos eos vestidos em desordem, eme
disse com vozes interrumpidas, que bavendo-
se separado da cacada real.e perdido nestes bos-
ques, tinha sido assaltado por siccaros postos
em cilada pelos bispos jansenistas, que ha
muilo tempo attentavao contra os seus dias,
que Ihe tinho morlo o cavallocom um tiro de
pistola ; c que elle achara a sua salvaco na
fgida. Nenhum distinclivo se Ihe via nos
vestidos; suppuz que era um dos membros da
nobreza encarregados enlo deporem a limpo
esses negocios ecclesiaslicos.
Marianna apressou-se a accender o fogo,
afim de que o nosso hospede se aquecesse, e
oflereceo-lbe a nossa ceia ; e eu fechei a porta
e armei-me para mestrar-lho que juntava
hospitalidad a proteccao.
lgumai horas depois, quiz elle relirar-sc,
o condemna, porque letigio que tem 37 annos
de idade sem que os AA. jamis alcancassem
urna sentenca seu favor, isto prova a sem ra-
zio da parte dos AA). Eis-abi, est o primei-
ro ponto de xicana em que o dito Feij se tem
estribado, e ahi nos empurra pira o seu pri-
meiro documento (veja-se o Diario a. 269)
entretanto este documento longe de provar esta
divida, he urna formidavel massada que elle
pregou ao publico, porque he urna escriptura
de venda toda inteira, quenada vem ao caso ;
c se o fim dcso documento foi s mostrar que
o engenbo ficava hypotbecado at real embolso,
eu tambem me sirvo deste documento para mos-
trar que o real embolso depende de cstrcm as
condicesda venda (rehenchidas, o que nunca
se verificou, como adianle provarei ; mas em-
lim seja oque fr, como o dito Feij nao ajun-
tou documento que provasse essa divida de
mais de 7:000. rs., tomarei eu esse trabalho
com o documento junto. Ora ahi se ver: 1.",
que o capital dessa divida mesmo imaginaria be
simplesmente 1:527^852 rs., que com os juros
apenas chegar a 4:000 rs., ahi se ver : 2.,
que para que os ditos berdeiros do Sena tenhao-
jus a esta divida, faz-so mister que entreguen
primeramente toda a trra, que vendero, isto
he, mais de meia legoa quadrada, que perten-
ce ao engerih Cabeca de Negro e nestecaso
ganha o dito Feij em pagar esta divida com
esta adjudicarlo e se isto assim nao be, por-
que razio tendo eu obtido esta sentenca de que
trata e-documento junto para se demarcar o en-
geuho j perto de 3 annos,que passou em jul-
gado at boje o nio lizero i' Mas quero sup-
pr por um pouco que esta divida he de 7:000.*
rs., e ludo o mais que o dito Feij quer ( fi-
gurando de A. e Reo ) ; pergunto qual he o-
meio que a le marca para se pagar i' ha dous t
o primeiro he um de que elle j se valleo exi-
gindo de nos urna caucao em juizo, a qual cau-
co j prestamos no cartorio do Escrivo Pe-
reira ; o segundo he justificar esta divida para
se levar em cunta na sobreparfilha tendo elle
em seu poder para esse fim urna boa cauco ,
quehe7:o00tf rs. de rendas do engenho que
ficarao em seu poder para sobrepartilha Mas
nada disso serve ao dito Feij. s o que Ihe con-
vem he lazer urna tal conta, que fique a despeza
pela receita.
Passo a tratar do outro forte da chicaoa, que
he as intituladas bemfeitorios que elle fez no
engenho para com ellas descontar as rendas do
engenho, e ahi nos empurra para o seu 2.
documento entretanto este seu 2.a documento
he contra producenlem, porque abi vem a sen-
tenca dada pelo Sr. Dr. Urbano que manda
despiezar as bemfeilorias; e se esta sentenca loi
dizendo que Ihe convinha chegar a Versailles
antes de amanhecer, e era da mais alta impor-
tancia que ninguem soubesse da sua ausencia,
nem do perigo que havia trrido I'cdio-me
que Ihe fosse procurar cuvallos na povoa(,ao vi-
sinha, e que o acompanhasse al a estrada real,
para o soccorrer, se ocaso o exigisse e sobre lu-
dj para o guiar afim de que se nao exlraviasse
neslas paragens desertas. Sahi, erao dez horas
da noite; cahia enlo urna horrorosa trovoada ;
o vento levantava em rodomoinho a folhagem
secca do campo, parta levando pelos ares os
ramos das aores, e varria a nev das monla-
nbas, embarazando a passugem por toda a
parte.
A villa em que eu podia acbar cavallos era
a duas legoas e meia d'aqui. Andei portan-
to durante cinco horas da noute, cercado de
trevas, augmentando o caminbo pelas vezes
que me desviova do verdadeiio. E ni fin a Ira-
vez de todos os incommodos imaginaveis, roto,
arranhado, ensopado cheguei conduzindo dous
cavallos, sempre decidido a acompanhar o pro-
teger at o fim, aquelle que havia reclamado a
minha bospitalidado.
A' bulha que eu fiz co abrir a grade do ar-
drm, ello apresentou-se no poial, com ai per-
turbado e vista espantada, e agarrando-me do
braco, arrstou-me comsigo no mesmo ins-
tante : esta precipitacao, esta perturbagao cesta
impaciencia de partir sem me deixar tempo de
entrar na cabana, devra ter-rne admirado ; mas
eu attribui ludo ao terror que Ihe causuva a sua
posiga'o, e ao desejo extremo de se acbar ern
lugar de seyuranca. Part mol; elle RO dava
urna palavra, nem um obrigado pelo que eu
por elle bavia leito; a noute eslava negra, e


N
eformada por outro Sr. Jui/. veremos um
pouco mais, a opinio d um hornera nao deci-
de, eu appellei para a Relaco; mas como o di-
to Feij aoarretou toda a xieana para o Diario ,
eu Ihe rosponderei da mesraa maneira que tu-
ili > resp.1:1 li I o. Principio lugo duendo que he
lalso ; taes bomfeitorias nao se fuero isto he
um subterfugio para nao pagar : o dito Feij
desde era vida de ininha falloscida mi peJe li-
cenca para (azur bomfoitorias e serapre tinha
a respoita seguate : nao quero que faca bom-
fe.lorias no engenlio sono Ihe la/, cunta lar-
gue ; mas quero suppr por um momento ( eu
goUo de Iho conceder todos 01 seus sophismas),
que elle fe/, bomfeitorias mesmo contra a von-
ta le do leu dono ; se elle as fez foi par* si, foi
para ileslruetar melhor o engenho, lez para ser
senhor d'ellas, como por exemplo o engenbo
Maravilha que elle levantm estando ho|e se-
nhor de dous engenhos com todas as bemieito-
rias e dahi que se segu ? CJue nao devo pa-
gar as rendas do engenho com escravatura u ga-
do ? Qual he o lucro dus mais herdeiros ueste
vaso lie saborearom de longe as bella bom-
feitorias que elle le '.' Liste caso nao estar
em paralello com o caso seguinte ? Pedro por
exemplo metleo -se em cusa de Paulo contra a
vontade de seu dono e quando Paulo fr exi-
gir ao menos os alugueis de sua casa, Pedro Lie
responde que nada deve, pelo contrario Pau-
lo he que Ihe deve pagar o favor de Pedro estar
beneficiando seu predio contra a vontade.
que se segu he muito singular. O dito Feij
nao quiz entrar em polmica, quiz s (azur urna
conta tal que licasse a receita pela despeza
Ora; portanto de reposicoes 14:29o$8l7 rs., do
rendas que (carao para sobrepartilhas 7:500*
rs.. somma perto de 22:0008 La vai de Se-
na 7:00j rs., que deve licar na mo delle; de
bemfeitorias 6:927. 120 rs. ; anda falta uns
8:000* rs., como ha de ser isto ? Nao tem du-
vidu a xicana d para tudo e elle sera absol-
vido de pagar as rendas do engenho ; e assim
acooteceo, a sentenga que reformou a do Sr.
I)r. Urbano relativamente a bemfeitorias, re-
formou juntamente a respeito das rendas ( V. o
seu documento contra producentem ) porque
o dito Feij provou duat cousas bem originaes ,
a primeira que o engenho Ihe pertencia mes-
dio antes de serm as partilhas juigadas por
sentenga; a segunda, que eue os outros Ihe de-
vemos pagar uos cortos juros das dividas do ca-
zal ( como eu bem conbeco.) Com quanto isto
nao val apena ser analisado, anda que seja pro-
ferido em urna sentenca porquo basta o sim-
ples enunciado ; com tudo como elle diz que
eu bem conbeco, que Ihe devenios pagar os
taes juros, &c.; eu sempre exporei o facto, por
que he ensacado : o dito Feij sempre com
o intento dse (icar as partilhas com o enge-
nho ( de que elle hoje est com muito toado
pela divida do Sena!... ) pegou no dinneiro das
rendas do engenho que deixou de pagar des-
de 1831 (anuo da abdicago) e loi comprar
duas dividas do cazal que sao do fallescido
Bento Jos da Cosa e do Hospital do Parai-
zo, em que fez negocio por lodos os lados: l.9,
porque os credores actuaes ou administrado-
res vendo as dividas mal paradas venderlo com
eu nao poda examin ir-lbe as feices, mas co-
mecava a sentir por elle grande averso.
la eu j; indicar-lbe a estrada, e voltar a ca-
sa, quando tres bomens armados, que a pe/.ar
do seu deslaj.ee reconheceinos por Irados jan
s.mistas pela cruz quo se Ibes va por baixo dos
capotes, cahiro sobre o meu couipanhairo :
esqueci o odio secreto que me inspirava, tiroi
pelas minbas armas, e urna lula violenta se
travou llecebi urna fenda prolunda, aqu
(Ambrozio descob.io o peito, e indicou all a
cicatriz), mas dous dos aggressores cabiroaos
meus pulpes, e o terceiro doitou a correr. O
meu sangue corra!... E elle nada Unba, neto
um arranho !... Entramos na estrada ; ao
Ijnge vao-se as luzes das barreiras de Versar-
les; indiquei o caminbo ao meu companheiro,
e despedi-me. Elle olhou para mira de um
modo extraordinario ; alguna cousa mais do
que terror. Ihe pude descubrir no rosto, como
no momento da partida ; procurou a bolsa na
algibeira ; mas nao ousou tiral-a, um reuiorso
o conteve. Eu estava fraco pela perda de san-
gue, voltei a passo, entrei na cabana.,.
Ambrozio suspendeo a narraco : corria-lhe
da testa um suor fro ; a vista lurva eslava pre-
gada no chao para um dos cantos da sala. De-
pois leva ntou a cabera e roanimando-se conti-
nuou :
__Marianna eslava all, disso elle aponlan-
do com o dedo para o lugar onde tivera por
tanto lempo os olhos (ixos, acola, estendida so-
bre o ladrilho, o meia uesmaiada os meinbros
pizados. os vestidos rotos na luta ternvol em
uue bavia succombido, o peito se llie parta
em s dugos ; todo o corpo Ihe trema de febre
e desesperara.) ; e pareca repellir-me e ao IMV-
mo lempo implorar a nimba compaixo... O
prejuizo ( haja vista a do Hispitil do Paraizo)
em quanto elle recebe) esse dinheiro por n-
teiro no mesmo engenbo: 2., porque se suppu-
nha assim com jus de so licar com um engenho
come scravatura e gado pelo baixo prego da ava-
liacio: 3.', linalmente porque punha a giro e gi-
ro muitoseguro, essedinheiro que dovia ler
pago aos mais berdeiros ; deminoira que lon-
ge de pagar o dinheiro quo dovia aos lier le -
ros negociou com ello isto he, negociou com
o que ora nosso ; agora pretende muito seria-
mente, que longe d'elle pagar-nos os juros do
nosso dinheiro, que fcou devendo ; nos somos
que devemos pagar-lhe os juros do nosso di-
nheiro, com que ellenogociou! CJuerem-no mais
claro ? E taes provas deo, que foi absolvido de
pag-tr as rendas 7:500* rs., que sommad >s com
os 14:000* rs., de Sena e bemfeitorias nao
tem duvida fica a receita pela despeza ...
Como o meu intento tambera nao he entrar
om polmica, e ssim sustentar o meu annun-
cio limitto-ma ao quo lica dito com o docu-
mento junto ; o rogo aos Srs. Kedactores, o fa -
vor de darem ao prelo no seu Diario do que
Ihcs licar muito obrigado o seu assignante O
Maj >r Jote Gabriel de Maraes Mayer.
Francisco Jos do Reg, escrivo do civel
nesta cidade do Recife de Pernambuco, &c.
Certifico vista dos autos mencionados na pe-
tico retro, delles consta ser o principal
do debito pedido em o li bel lo a quantia de
1:527*852 rs. ; assim como consta ser o tbeor
da interlocutoria a folha 183 da forma e manei-
ra seguinte Visto que os reos nao provro
suficientemente o que allegfto por excepeo of-
ferecida na sua contrariodade de folhas 24 a fo-
lha 26, e as rasos finaes de folhas 155, pro
ceda-se .1 vistoria judicial as trras do engenbo
Bamburral em questao, na qual se moca o ter-
reno, a fim de poder conbecer se, se os reos
esto ou nao entregues de todo o vendido, pela
escriptura de folhas (i,citadas as partes interessa-
das, e prepararen! para rila as que interessarem
no adiantamento da causa. Recife 9 de Maio de
1842 = Rtgo. =
T
ga vinbo vinagro, sal, dco. a Tho naz de
Aquino Fonseca.
Navio entrado no da 17.
Rio de Janeiro; 22 dias polaca hespanhola
Ardilla, do 110 toneladas, capilo Jos
Olver, equipagem 10, carga lastro; a Joo
Pinto de Lomos & Filho.
Navios sahidn no metmo dia.
Pjrtos 1I0 Sol ; vapor brasileiro Parahense ,
commandante Joaquim Peixoto Guimares:
passageiros, Joo d'Almeida Montero, Ma-
no.'l Jos Magalhes Bastos, e 1 escravo ,
Sancho Bittencourt iierenguer Cezar. e 1
escravo, George Eduardo Sterenson, Inglez,
e 1 escravo, Guilherme Vicira Lima, Anto-
nio P. Serpa Brando e 1 eseravo An-
tonio da Costa Reg Monteiro e 1 escravo,
Dr. Jeronymo Martianno Figueirade Mello,
e 1 escravo. Dr. Alvaro liarbalho Ucba Ca-
valcanti e 1 escravo Joo Machado For-
reira Dr. Jos Tboma/ Nabuco d'Araujo
Jnior, e t escravo Major Manoel Macha-
do da Silva Santiago Dr. Jos Perera da
draga Jnior, e 1 escravo Jos Thomaz
dos Santos o Almeida com 2 escravos, sen-
do 1 a entregar.
Babia e Rio de Janeiro; paquete inglez Pelerel,
commandante Croser.
Parahiba ; hiate nacional 5. Cruz, mestro Ni-
colao Francisco da Costa carga varios g-
neros.

Alfandega.
Rendimento do dia 17..........8:835*064
DeicarregSo hoje 18.
Barca franee/aZiamercadorias.
Barca Waldmardem.
BarcaTentadora cebollas e fructas.
I tripueSagitariofumo.
BrigueGabrielamercaduras.
BarcaAcapulcoferro.
Barca nglczaUysonidem.
fovimento do Porto
Navio entrado no dia 16.
Lisboa ; 28 dias brigue portuguez Conctig&o
de Mana de 265 toneladas capito Ma-
noel da Costa Neves equipagem 15 car-
miseravel que eu havia recebido sob o meu toc-
io, que eu havia defendido, salvado, por quem
o meu sangue anda corra, havia na minha
ausencia deshonrado aquella que era minha
mulber minha lilha I Mariana! c eu o ouvia
de sua bocea... Oh teria dado o resto da mi-
nha vida e a eternidsde para adiar -me anda a
seu lado, derribal-o meus ps, atravessal-o
mil ve/es com a faca que tinha a cinta, e en-
terrar na neve o seu cadver anda palpitante e
gemebundo.
Nesle momenlo os olhos vidrados de Ambro-
zio pareco exhalar o fri da morle
Mas nao, proseguo o velho ; elle me bavia
roubado o meu sangue, o meu amor, a minha
alma, Marianna, e eslava feliz eorgulbosono
iiicio dos seus, em paz e seguranca. Marian-
na conservava-se deitada no chao ; eu nao sa-
bia se ella ainda viva, e nem o procurava sa-
ber : poda haver maior desgraca para ambos, do
queo que eslava leito ? Vi entretanto brhar al-
guma cousa no chao, e levantei-a: eia a espada
que esse odioso profanador bavia esquecido, e
em cujo punhojli estas palavras:
Luis rei de Franca.
E Ambrozio com gosto violento, estendeo a
mo, e mo'.trou o principe.
O padre fez um movimento de horror, e re- |
cuou escondendo o rosto. O rei atterrado por
urna forra irresistivel fcou immovel.
Sim, proseguio Ambrozio, era o rei,
de quem eu nao poda aproximar-me para ma-
tal-o. Oh quo se ra outro O tigre esfai-
mado nao espatila melhor a sua presa, do que
eu u fizera se o houvera colindo s maos Mas
.1 penoa dos roi he inviolavel. Era forcoso
devorar o ultrage em silencio, consonar-mu
iiipasMtc! o scui Tiiigoya.
Deca ra^ao
ss Cartas seguras existentes no Correio Ge-
ral para os SenhoresVicente Ferreira de Li-
ma. Ferreira & Oliveira, Nuno Maria de Seixas,
Joo Pinto de Lemos & Filho, Joo da Silva de
Miranda, Joao Jos de Carvalho Moracs.
THEATRO PUBLICO.
O beneficiadoque tinha transferido o espetacu-
lo de Domingo 15, para hoje 18 docorrente, a-
visa aquellas pessoas que se dignro receber os
bilbetes do seu beneficio, que nao ha mais o es-
petaculo transferido por occorrerem justos moti-
vos. Por meiodeste agradece cordialmente aquel-
las pessoas que recebro os bilhetes do seu be-
neficio tirando sem elcito aigum os bilhetes
distribuidos.
Avisos mariuBuS
2= Para o Rio de Janeiro segu viagem im-
preterivelmente no dia 25 do corrente Dozein-
bro o hiate brasileiro Tellina de primeira mar-
cha tem o seu carregamento prompto e s
recebe passageiros, ou escravos a (rete; a tratar
com o consignatario Jos Antonio Bastos, ra
da cadeia do Recife n. 54. 1,7
3 Para Lisboa no dia 20 do corrente impre-
terivelmente sahir o brigue portuguez fobim,
o qual tem a maior parte do carregamento
prompto, e ainda recebe alguma caiga, e pas-
sageiros : na ra do Vigario n. 19, ou com o
Capito na Praca do Commercio. (5
Depois de urna longs enfermidade Marian-
na voltou vida, mas deshonrada, infamada...
Deshonrada infamada exclamei eu repe-
tindo essas mentirosas expressoes que o uso tem
consagrado. Oh nao, nao, para iiiim he ella
to pura e to santa como dantes, porque a sua
alma se conservou pura e santa. Para que exis-
ta culpa he preciso que haja um acto de von-
tade de outra sorte be desgraca e nao fal-
ta. Como sao absurdas as condemnages do
mundo se aquella que sollre o ultrage da im-
pureza se deve chamar impura, chame-se as-
sassino aquello que he assassinado Eu pois
amava Marianna como no lempo passado; ama-
va-a ainda mais por causa de seus soflrimentos.
A desgravada moga trazia em si a lembranca vi-
va dessa noute borrivel ; e depois de alguns
lempos de dores atrozes deo luz um filho.
Lu/, ergueo a cabeca estremecendo; Ambro-
zio proseguio:
A vinganca que eu aiimentava nojpeto
sem poder maniestar-se me inspirou urna
ideia. Resolv casar com Marianna adoptar
seu filho tomal-o por meu fazer delle um
camponez e educal-o no odio dos res o dar
em seu filho esse hornera que me havia feito
tanto mal, o seu mais mortal inimigo.
Miseravel exclamou o principe, pois tu
ousaste ...
Vos nao podisduvidal-o, respondeo Am-
brozio porque nessa occasio vos escrevi, (a-
zendo-vos sabedor do meu djfeignio e achei
modo de fazer que a carta niegasse a vossas
maos.
Sim, disse o principe eu recebi esso in-
fernal cscripto que pareca tragado com iei e
sangue.
Eu abi vos dizia, que a vossa victima era
33 Para o Rio de Janeiro o brigue nacional
Indiano, Capitao Antonio Baptista d'Oliveira*
sai com brevidade: pode receber alguma carga
miuda escravos a frete, o passageiros para o
que tem muitos bons coramodos ; trata-se com
o consignatario Manoel Ignacio de Oliveira, na
ra do Apollo n. 18.
2Para o Porto est sabir a barca porlugue/:i
/S'/irio'ano,quem na mesmaquiser carrega
ou ir de passagem para o que tem excellentes
e aceiados commodos dirija-se a ra cslrei-
ta do Rozario n. 13. a tratar com o consig-
natario Francisco Alves da Cunba ou ao
capito Rodrigo Joaquim Correia, na praga ou
a bordo. (8
2Para Lisboa segu viagem com toda a bre-
vidade o brigue portuguez S. Domingos, du
que he capito Manoel Goncalves \ ianna ; tem
ptimos commodos para passageiros : quem no
mesmo quiser carregar ou transportar-so diri-
ja-so aos consignatarios Mendts &. Oliveira,
ra do Vigario n. 21, ou ao referido capi-
to. (8
2- No da 19 do corrente sabir impreter-
velmente para o Rio de Janeiro o brigue escuna
Bonito Porto ; recebe nicamente escravos a
freto para o que ajusta-se com Gaudino Agosti-
nho de Barros ; na pracinha do Corpo Santo
n. 6 6
^BM
es.
= Leilo (jue faz Manoel da Silva Santos
de vinte caixas com queijos llamengos, muito
frescos, por conta de quem pertencer; hoje ,
18 do corrente no caes d'Alfandega .s 11
horas da manba.
2Os adminslradoies da extincta cusa de J.
O. Elster faro o seu loilo transferido do fa-
zendas, boje 18 do corrente as 10 horas da
manha, em o armazem de Joo Keller ra
da Cruz. (5
avisos diverso.
Hoje 18 do corrente mez, se ha de arrema-
tar em praca publica do Sr. Dr. Juiz do civel
da 2.a vara um pardo escravo do fallecido Lu/
Eloy Duro, porexecuco que contra o casal
deste fallecido movem a viuva e filhos de An-
tonio da Cunha Soares Guimares.
A pessoa que por engao levou um cha-
peo da sachristia da Congregago durante a
festa de N. S. da Conceico sendo queira
onlrcgal-o a seu dono, pode levar na ra do
Queimado n. 30, ou annnncie.
LOTERA DO THEATRO.
Nao tendo sido possivel realisar no dia 17
do corrente rnez o andamento das rodas da lo-
tera, por existir ainda por vender urna porco
de bilhetes cujo valor excede a quantia. que
poder ser arriscada foi esta impossibilidade
levada ao conbecimentodo Exm. Sr. Presiden-
teda provincia, e por S. Ex. resolvido que li-
casse o reerido andamento transferido para o
dia 28 de Janeiro prximo futuro. O resto dos
bilbetrs continuao a estar a a venda nos lugares
j annunciados.
i^H
mi, que eu ensinaria a vosso filho a amaldi-
coar-vos como rei como oppressor do povo ,
sem com tudo vos conhecer por pai. Julgaei
que este pensamento, apresentando-se ao vosso
espirito ainda que raro e fugitivo seria toda-
va urna dor para vos e algumas ve/es vos a-
guaria os prazeres fazondo passar urna nuvera
pela vossa fronte.
A pallidez de Luiz nesse momento revelava
que isto era verdade.
(guando o rei recebeo essa carta havia mais
de um anno que elle linba estado na cabana ;
esse anno havia sido marcado com guerras nao
inlerrompidas victorias continuadas, com
o tratado dos Pyreneos quo pacificava a Euro-
pa com estabelecimentos gloriosos, amores
e festassem numero ; a lembranca dessa noute
da cabana do aldeo se havia enfraquecido na
memoria do rei e havia perdido em parle essa
viva impresso de remorsos de que ella vinba
acompanhada. Elle pois nao se oceupou mui-
to deste incidente secreto para procurar um me-
nino perdido em um canto esquecido do mun-
do. Porm no meio de sua vida dedissipaco
e i lucilos amores conservou sempre um pe/ar
vergonhoso do acto de violencia commettido
contra essa simples camponeza assim como
urna vaga mas trite ideia desse menino que a
vinganga nutria de implacavel odio para com
elle e que o aceitava na ignorancia de seu co-
racao. Era este mesmo sentimento de remor-
sos e tristeza que ainda neste momento o aca-
brunhava a ponto de lazel-o ouvir em silencio
as audaciosas increpaces do velbo.
(Continuar-se-ha )
'^='


,
3Na ra da Florentina, casa n 16. acha-i 1 D-se dinheiroa premio com penhores
se montada una faltricu de fazer botijas vidra- deouro ou prata, mesmo em pequeas quan-
das, em ludo ignal as da Hollanda, de que pode' lias ; na ra Nova n. 57. (3
resultar grande vantagem aos exportadores de ] 1 Precisa-sede um ofricial debahuseiro; na
espiritos (alineados na provincia e que quei- \ ru? mV'!?RI"? ": .
roajudar o seu andamento promcttendo-se!, Nod'alSdo corrente se ha de arrema-
. i. o ii tar, na porta do sr. Juiz da segunda vara do
que a fabrica so trabalhar para aquella pewoa, Civ'el Vum cscrav do offlc|a de jna
que a isto se proponer: ncsta fabrica existe grana marinhciro. (4
de porcao de obra leita, aonde se pode Vir | Quem annunciou ter para vender urna
melhor imitacao na fabrico das botijas. Na corrente de ouro sem feitio dirija-se a ra de
mesma casa ha para vender, urna porreo de bo- S. Amaro n. 32. (3
nitos vasos para flores alguidares e nutras! 1Aluga8-se, a alguma familia capaz, o* se-
obras. executadas por um babil mcstre. (13 Rundo e terceiro andares da casa n. 7, da ra da
es Acha-se a assignar o requerimento que Cruz > a tratar n0 primeiro andar da mesma
osPernambucanos artistas de todas as mais casa 'das,9 toras da manbaa em diante. (4
clanes fio dirigir a S. M 0 Imperador, o qua| -"\toinem j idoso *e ofTerece para qua -
;:n^om .. i oaa i i quer servico, a algum Sr. prefenndo-se sol-
ja cootem perlo de 800 assignados e como de-
va j seguir para o Rio de Janeiro avisa-sc to-
dos quantos quizerem assignar dirijo-se a -asa
de Luiz Gonzaga de Viterbo ; na ra estreita
do Rozario n. 39
ss Jos Rodrigues Guimaies avisa ao res-
peitavel publico que. mudou o seu nome para
Jos Rodrigues dos Santos Tavares.
= OsSrs. assignantcs do Nuzureno quei-
rao mandar ver subs folhas em casa do Sr. Tbe-
moteo, ou na respectiva typographya, visto que
faltou-nos o distribuidor.'
= (pueril qui/er se encarregar da distribuico
do Nazareno e do / erdadetro /(generador ,
dirija-se na typographya nazarena ao pateo do
Paraizo n. 6.
O AERDADEIDO REGENERADOR.
O numero 7 estar a venda nos lugares do eos
turne, as 9 horas da manbaa, cada exemplar a
40 ris, e tambem na praca da Boa-vista loja de
chapeos n. 26.
1= Precisa-sede 2:000,000 a uros, a um
e meio por cento, por lempo de um anno, sobre
dnas casas terreas livres e desembarcadas; quem
estiver nestas circunstancias annuncie. (4
1= Antonio Monteiro Pereira, assistente na
ra do Livramento d'esta cidade, c recentemen-
te chegado de Portugal, participa a todos os seus
freguezes. e amigos com quem tinha transac-
ces commerciaes, que vai continuar com o seu
estabelecimento de fazendas, e que oulro sim se
acha munido de procuraeo bastante de seus
paies ( legitimament habilitados) para poder
receber o administrar tudo aquilio. que par-
tencia a seu irmo Jos Monteiro Pereira ,
fallecido nesta cidade em 31 de Julho deste pre-
sente anno. (12
Precisa-se deum caixeiro de 12 a 14 an-
nos, dos ebegados prximamente na barca Ten-
tadora; na ra do Rangel h. 1.
Quem encontrar um quarto castanho es-
curo secco ainda novo com as dinas aver-
melbadas e |os fquadriz esolados laca o fa-
vor de leval-o ao sitio do Olho d'Agoa, na pas-
sagem de Olinda, d'onde desappareceo na nou-
tede 13 para amunhecur o da 14 do corrente ,
quesera recompensado ; consta que nesta mes-
ma noute lora elle encontrado na estrada de
Paulista indo montado um crioulo alto e secco
Quem annunciou querer vender urna cor-
rente do ouro, sem feitio, dirija-se a ra larga
do Rosario venda n. 33.
A mulber viuva que se ofTerece para
ama de urna casa dirija-se a praca da Inde
pendencia loja do relojoeiro Saboia.
Hoga-se a certo segundo sargento do se-
gundo balalho de Artilharia a p de ir pa-
gar a quanlia de 4490 rs. que deve na venda
do l.eao de Ouro isto no praso de 3 das do
contrario ser o seu nome publicado.
Roga-se ao Sr. Thesoureir da lotera do
theatro, que nao pague o meio bilhete n. 296S
da primeira parte da 16.a lotera do theatro,
por ter sido perdido o qual pertence a Mano-
el Pereira de S. e Silva e Antonio de Jess Pr a-
fitas queesto assiguados no verso do dito
bHhete.
Continuo-se a recolher barricas de lari-
nlia a 60 rs. e lodos os mais gneros por pre-
co commodo ; na ra de Apollo armasem n.
b-2 o qual be muito rejado e tem bom em-
barque a qualquer ora.
Pela segunda vara do Civel, escrivao Ma-
gilbes se pora em praca o escravo Joaquim,
penborado por execucao de Joaquim Marlins
Moreira contra Francisco Ignacio de Araujo;
'az-se este annuncio por essiui o determinar
o Juiz.
A casa de pasto i ra das Cruzes n. 33,
alem da comida diaria faz bons petiscos, e le-
ra mao de vacca todos os domingos e das San-
tos ; recebe encommendas de comida para f-
ra, de podins de qualquer tamanho, muito
bem feitos
Manoel Joaquim Silveira avisa a quem
convier que mudou a sua residencia para a
ra das Cinco-pontas o. 44.
Precisa-so de um caixeiro que tome con
ta de urna venda por balanco e que de fiador i
a sua conducta ; na ra Nova, venda n. 65.
l)-se a premio 1:000/ rs. ou em me-
nores quantias tanto com penhores de ouro,
prata ou pedras finas ; na ra do Rosario da
Boa-vista n. 53 segundo andar.
Aluga-se para se passar a testa por 60.'
rs. urna casa na Capunga do lado da som-
bra, com sala atraz e adianto, duas cama ri-
ndas cosiuha lora quintal cercado de imao,
c con algumas laraogeiras com fruto.
teiro ; entende alguma cousa de cosinha e da
fiador a sua conducta ; quem de seu prestimo
se ouitor utilisar dirija-so a ra do Collegio,
venda n. 12. (6
1 Na noute do dia 15 para 16 do corrente,
perdeo-se um annelde ouro lavrado com um
diamante cravado, que pesar tudo de duas a 3
oitavas da ra das Cinco-pontas at a ra
do Livramento, indo pela ra Direita ; quem o
ti ver adiado e quizer restituir, dirija-se a ra
Augusta sotao do sobrado n. 9. !9
I A Sen hora D. Mara Theodora do Sacra-
mento queira mandar na ra do Cadeia-velha
loja n. 2(5 na esquina do becco largo rece-
ber urnas encommendas vindas da lina deS
Miguel. (5
1 Joao Loubet, cum fabrica de chapeos de
sol, tem a honra de participar ao respeitavel
publico que acaba de receber um lindo sorti-
mento de chapeos de sol para homem e senho-
ra lindas sedas de differentes cores, panni-
nhos de cores para cobriros mesmns ; tambem
concerta toda a qualidade de chapeos de sol,
tudo por preco commodo ; na ra do Passeio-
publico. (8
2 Quem annunciou querer comprar um re-
logio de ouro patente, de ouro inglez ; va na
ra atraz da matriz da Boa-vista n. 34. (3
2Aluga-se um sobrado de um andar com
sotao quintal e cacimba na ra do Padre
Florianno n. 7 ; a tratar na ra larga do Rosa-
rio n. 52 (4
2 Victorino Moreira de Souza vai a Portu-
gal. (2
2Joao rcenlo Freir retira-se para fra do
imperio. (2
2D-se dinheiro a premio sobre penhores
de ouro mesmo em pequeas quantias ; na
ruada Praia n. 22. (3
20 abaixo assignado avisa ao respeitavel
publico que ninguem contrate compra ou
negocio algum com Francisco Chabrillac sobre
o sitio de Agoa-fria de Beberibe debaixo por
quanlo paro a sociedade da compra do mesmo
sitio, elle se acha alcancado com o abaixo as-
signado na quantia de 2:597/ rs. com que
al esta data nao entrou como devia tendo de-
sistido da parte que llie tocara para pagamento
do abaixo assignado o que se avisa para nao
se cliamarem a ignorancia. Jernimo Scasse.
2Quem precisar de urna ama estrangeira
para casa de um homem solteiro, dirija-se a ra
da Roda n. 29. (3
mais ordinaria a 2560. 2880 e 3200 rs. ; e tam-
bem se aprompta com brevidade qualquer en-
commenda ; na mesma padaria se precisa de
um bom amansador paga-se bem agradan-
do o seu trabalho. (7
2Vendem se 3 escravas mocas e de boas fi-
guras com habilidades que se dirio ao com-
prador; na ra da Cadeia de S. Antonio por
cima da loja de chapeos 11. 2->. [1
2 Vende-so farinha de mandioca de supe-
rior qualidade, chegada prximamente do S.
Matheuse Cravelas a mais nova que ha na
trra em saccas ou a retalho a vontade do
comprador e por preco mais barato do que
outra qualquer pessoa possa vender; na loja de
Manoel Jos Goncalves Braga, junto ao arco de
S. Antonio, ou na ra das Cruzes n. 28 se-
gundo andar. (9
2Vende-se urna parda de26 annos, engom-
ma, cose e faz lavarinto tudo com perfeicao ,
e com urna cria domis de dous anuos, ao com-
prador se dir o motivo da venda ; na ra da
Praia n. 22. (S
2- Vende-se, muito barato, ou troca-se,
porum preto, um moleque de bonita figura ,
muito esperto e proprio para todo o servico; na
ra Nova loja n. 15 (4
2 Vende-se um bote bem construido e
prompto com vellas; em Fra-de-portas n 135
2Vende-se superior panno de algodao da
(erra em rolos, proprio para roupa de pretos,
por preco commodo ; na ra do Vigario casa
de Mendes S Olivelra n. 21. (4
2Vende-se, por cessaco do negocio, e com
20 por cento de prejuiso relogios patentes ,
deouro e prata, ingleses e franceses ditos de
mesa e de parede ; na loja de relojoeiro jun-
to ao a/co de S. Antonio. (5
2Vende-se a terca parle do sitio Agoa-fria
de Bebiribe debaixo com 3 casas novas, de
telha e lijlo, e todas as mais bomfeitorias que
alli exlstem vende-se tambem com desobliga,
e por menos de metade de seu valor ; na ra
Nova n. 60. (g
2 Vendem-se saccas com farellos, pelo
commodo preco de 3/600 rs. a sacca ; na ra da
Senialla-velhan. 136. (3
2Vende-se urna linda escrava da Costa de
bonita figura ptima para todo o servico; urna
canda aberta de carga de 700 lijlos de alve-
naria ; tambem se aluga a mesma canoa ; na
por
Compras
2 Comprao-se efectivamente para fra da
provincia escravos de ambos os sexos de
12 a 20 annos sendo de bonitas figuras pa-
o-se bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio ,
sobrado deum andar de veranda de pao 11. 20. ;5
2Compra-se urna escrava sem vicios e nem
achaques ainda mesmo nao tendo habilida-
des e que seu preco nao exceda de 300/a 320 i
rs.; quem tiver annuncie. (4
\ Compro-se effectivamente para fra da
provincia mulatas negras, e moloques de 12 a
20 annos, pagao-se bem ; na ra Nova loja
de lerragens o. 16. (4
1 Compra-se urna preta de 16 a 20 annos,
sendo .adia por 300/ a 350/ rs. ; na ra de
S. Rita, venda esquina da ra do Nogueira n. 1
1 Na praca da Independencia, loja de An-
tonio Filippeda Silva n. 21, compra5-se effec-
tivamente retalhos do papeloe papel de to-
da a qualidade e couros velhos paga-so a 3
patacas e meia a arroba. (6
Compra-se um moleque de 6 a 8 annos ,
que seja de bonita figura ; na ra do Encanta-
mento o. 1.
Compra-se um relogio de parede que
seja bom ; na ra dos Pires n. 14.
Venda.
FOLHINHAS PARA 1845.
Vendem-se na praca da Independencia, li-
vraria ns. fi e 8 ; na ra do Cabog, loja doSr.
Bandeira ; na ra da Cadeia do llecife loja n.
41; na ra da Madre de Dos venda da esqui-
na defronte da Igreja ; na Boa-vista botica
defronte da matriz ; em olinda botica da ra
do Amparo c na vendado Sr. Domingos, nos
Quatro-cantos. (9
4Vende-se um ptimo ca vallo carregador
baixo tiom passeiro muito novoe sem acha-
ques vende-se por ser ardigo ; nos Afogados,
ra do Motocolomb n. 28. ('1
3 Na padaria da ra imperial o. 120, ven-
de-sebolaxa de superior qualidade a 3520 rs. e
ra da Cadeia deS. Antonio n. 19. {5
Vende-se um sellim inglez, quasi novo ,
com todos os seus portences ; na ra de 8.
Francisco defronte da cadeia armasem
baixo do sobrado de 3 andares n. 26.
Vendem-se 70 toneladas de pedra do Rio
de Janeiro ; na ra da Moeda armasem n. II.
Vendem-se 4 garrotes para acougue;
adiante da estrada do Bongi trras do enge-
nho da Torre ; casa aonde morou Francisco
Campello.
Vendem-se os seguintes livros ; Thadeo de
Varsovia 4 v. : secretario portuguez guar-
da-livros moderno, um anno do Catholico is
pecas Norma, Anna Bolena, os tenebrosos mys-
terios da torre de Londres ; por preco commo-
do ; na ra do Crespo, loja n. 15.
Vendem-se dous bons quarto* para todo
o servico ; na praca da Independencia na por-
ta da loja do Sr. Themoteo, onde estaro at ao
meio dia
Vende-se urna preta de nacao cosinha ,
lava e he ptima para todo o servico de urna
casa ; no paleo da S. Cruz padaria n. 6.
1 Vende-se sement de salea muito nova ,
chegada ltimamente do Porto dita de coen-
tro tambsm muito nova ; no Atierro da Boa-
vista na primeira venda ao p da ponte.
Vende-se urna cssa terrea na cidade de
Olinda na biquinba do Varadouro ; na ra
da Cadeia de S. Antonio n 19, segondo andar.
Vendem-se 500caadas de azeite de carra-
pato da medida velha a 2400 rs. a caada ;
na venda defronte da igreja dos Martyrios, n. 8.
Vendem-se ps de craveiros, grandes e pe-
queos ede todas as cores ; nos Afogados ,
n. 1, defronte da igreja de N. S. da Paz
Vendem-se ptimas quartinhas feitas no
paiz de differentes gostose lmannos aos
ceios por preco commodo ; na ra Nova loja
n. 58 e na Boa-vista travessa do Martins
n. 3.
Vende-se urna escrava moc,a de elegante
figura eogomma cosinha cose, lava e he
quitandeira ; na ribeira venda 0. I.
Vendem-se uns alicerces no Atierro edi-
ficados para duas casas ou mesmo para r-
maseos ; na ra da Praia de S. Rita serrara
11. 23.
Vendem-se uns coraos
com 15 oitavas a 3200
n. 73.
Vende-se um excedente violao com boas
vozes, esmaltado de madre de perola por pre-
co commodo; na ra Vtlha n. 77 segundo
andar.
1Vendem-se 10 escravos sendo 3 negri-
nhas de 13 annos com habilidades ; 4 pretas
de 20 annos boas quitandeiras; 3 pretas com
boas habilidades; na ra do Rosarlo da Boa-
vista n. 48. /5
1 Vende-se urna casa terrea na ra Direita
dos Afogados n. 28, em chaos propnos quin
tal murado e cacimba ; a tratar na ra atraz da
matriz da Boa-vista n. 22. 4
1 Vende-se um lindo preto carpina ; cuma
bonita escrava de nacao; na ra estreita do Ro-
zario n. 54, primeiro a dar. r$
IVende-se um lindo moleque. proprio
para qualquer servico e de muito boa conduc-
ta o motivo da venda se dir ao comprador;
na ra estreita do Rosario n. 34, primeiro an-
dar. '5
1Vendem-se 3 escravos do bonitas figuras,
ptimos para todo o servico ; urna escrava rjj
nacao parida de dous mezes com urna cria
muito linda ; dous moleques um de 8 annos,
e o outro de 12, ptimos para qualquer officio;
urna escrava boa cosinheira ; na ra Direita'
n. 5. (7
1Vende se urna canoa armada com rodas
como vapor, mui bem construida e pintada
de novo com sua tolda bandeira $c. ; na
ra da Aurora n. 30. (i
1 Vende-se um preto de bonita figura do
20 annos canoeiro sncador de assucar e tem
principios de ierreiro ; na ra da Conceico do
Kecife, loja do fazendas n. 51. (4
1 Vende-se superior potassa da Russia e
cal virgem em pedra vinda de Lisboa pro-
liria para o fabrico de assucar; na ra de Ap-
pollon. 18. (4
i Vende-se urna escrava do nar^ao de
23 annos, com principios de cosinha, por 380/
rs. ; no Atierro da Boa-vista loja 11. 48. (3
Hoje acha-so a venda no largo da cadeia ,
pelas nove horas da manha urna boa vacca ,
que est muito gorda e d 4 garrafas de leite,
e com urna cria ainda muito nova.
Vende-se urna pedra do filtrar agoa com
a competente armario j curtida ; e a nistoria
eccles8Stica em 11 V. em quarto pelo Abba-
de Ducreux ; na ra da Praia, armasem n. 3o
1 Vondem-se cbspos de seda para scrrio/
rasedeciepe, da ultima moda, tocas para di-
las, e para meninas, cahecoes, lengos borda-
dos de pescoco para, montara, ricas e lindas
mantas de bico preto, vestidos de meninas,
cortes de vestidos de carege e tarlatana borda-
dos, eoulras fazendas de bom gosto, em casa
de Maria Anglica Millochau na ra Nova n.
39 1. o andar; na mesma casa fazem-se sompre
vestidos c chapeos do senhoras e meninas, e em
geral tudo o que for preciso a toilette das da_
mas. (i2
Escravos fgalos
de ouro de le,
rs. ; na ra Direita
1 No dia 18 do corrente pelas onae horas
da manbaa desappareceo urna negrinba de no-
me Joaquina, naco Angola, do idade 14 a 15
annos, secca do corpo, cara comprida, nariz,
grande, tem os ps alguma cousa apalhetados,
levou vestido de riscado dealgodo e bastante
sujo; alem de tudo isto. tinha urna corrente
m um p, por haver desconliancas de se que-
rer evadir. E da toda a certeza de que se acha
oceulta, e por isso rogase a pessoa aonde ella
estiver, que a mande entregar a seu senhor na
ra Nova n. 33. t\%
1 Roga-se a pessoa, que em seu poder
tem a escrava Maria do Rosario, a qual nao
resta duvida que foi seduzida a queira man-
dar entregar a Maria Rosa da Assumpco, mo-
radora no Atierro da Boa-vista, casa de 3 anda-
res n. 47, ou no Monteiro a Jos Rodrigues do
Passo. Pede-se com instancia a todas as au-
toridades policiaes capites de campo, ou
quem da mesma escrava tiver noticias a cap-
tura da mesma escrava cujos signaes sao os
seguintes : crioula altura regular, rosto pe-
queo leices miudas corpo secco, bem fal-
lante, conversadera e risonha lem o andar
um tanto demorado os tornozelos dos ps sa-
bidos para fra os pos um tanto grossos e
apalhetados ; o seu laboratorio he de cosinhei-
ra ; mas pela manha do dia 13 do corrente ,
indo vender flores at o presente nao appare-
ceo ; a pessoa que aapprehender, leve em di-
tos lugares quesera gratificada. (|g
1 No dia 10 do corrente desappareceo um
oseravo de nome Constantino crioulo de 20
annos, sem barba, baixo, grosso do corpo, tem
algumas marcas de relho pelas costas ; levou
calcas do algodao trancado azul e camisa de ris-
cado tambem azul ; este escravo veio do Ara-
caty por isso talvez se tenha dirigido para
aquella villa ; quem o pear, leve a ra da
Cadeia do Recie loja de lerragens n. 44 ; que
sera gratificado. wf,0
1 No dia 14 do corrente fugio um escravo
crioulo meio fulo, de 18 annos, cheio do cor-
po cabello acabocolado cortado rente ros-
to cheio e amarellaco, ps pequenos estatu-
ra regular, falla espantada ; levou camisa de
chila azul ,e calcas de algodaosinho de listras
:ues e anudas. suspensorios de meia tudo
novo ; julga-se ter seguido a ostrada de S A-
ilo at Bebedor, de onde era caplivo o natu-
ral ; quem o pegar, leve a seu senhor Manoel
Jos de Bastos e Mello, morador as Cinco-pon-
tas n. 71, que ser recompensado. (10
2 No dia 15 do corrente fugio um preto de
40 annos barbado quebrado, nao falla por-
tuguez claro de nome Antonio; levou cami-
sa dochiU ecalcas de ganga a/ul ; quem o
pegar, leve a ra Direita n !'i. 5
2- No dia 10 do corrento desappareo um
escrjvodo nome Joao de nacao Cacunge de
30 annos alto, e magro he alguma cousa
Kago, e he serrador; quem o pegar leve a
seu senhor Antonio Vaz de Oiivei.a na ra do
Amoriin n. 36 que ser gratificado. ti
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