Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05245


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Full Text
A nno de 1844.
Quarta Feir 1
inBwiiTwr -~1
forcm aanlifica.'V.a o prc,o
di miRnstur
U DAlIO lubliCi-t toiloto il: i|llf n'iil ..
bff de i** uii ra. por quartel pago* adiantadoa Ue annuncioadoa aasignantea sao inaendoa
g. alia, c Ofl
,,.! aata
mu n. por quariei pagos amntanos va annunciuacioe a asgname* su* \nivruio
do que no forem raio ile 80 reia por linha. A reclamaces ilerena ar dirl
l'yp.y rila ilaa Crutea n- ^4 ou a praca da Independencia loja da livroan r K
PARTIDA dos correios terrestrs.
GoiAKrU,* l'.rahba. aeundae aextaa tetraRio Grande do Norte, cbeg a 8 a 2j e ,ai
te i 10a ~ii,~Caho, S'rinhaero KloFrmeso, Macej, PortoCalro, Alagoaa: no i ."
He '.'Idacada niei. Garanhuns a iionilo a l e 24 de ca.la oaei. noa-riata Floi
ut iSt l' dito. Cida i" da Victoria quintas feiraa. Olinda tono o dia
DAS da semana.
9 Seg. a. Leocadia. Atid.doJ. de I) da '_' r
40 Tere < Melehiade. Re. and. do J. da 1).da l.i.
ll Cjuajtas Damato. Aud do J. de D. da 3 T.
4 Ouinla a Jnstino. And do J de D da 2. T
13 Sella f Luia A ud. do J. de D. da 1. T.
H Sai, a. Agnello. el.
15 Don a; I'uieliio.
Kll I alMIl lilil 'y ;HtXEZS3SZi
de Dezmhro.
Ansio XX. 277.
ludo agora
ir. uenoa ooeai
cultaa.
I da na meamos; ;!a rnissa prudar.cia. aaodar arj.10
upiaaoi arreu-a apuatedoe eoea i'.ii. -; '"" '
. Garal <'
emx:, sus. sirjBBH&l
u rgi oca
c'AXalOf no un eVJ l>8 DKiBMlKO,'
Carabiuaaebra Losare .'5 1*>.i .=i 1 I Oar-Moede de 0,400
'aria a SO rea por fr.,;u
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MHaatnOBaBKBH
PHASES DA LA NO MEZ DE DEZEMBRO.
La ehaie Jfl ia 2 boral e Ai rnin. da ro. 1 Luanura J I ., y h. 4t ma. da larde.
lafuanaa a t ti i horai e a rain da tarde "Creenenta a !8 oaa t.> m. la tarde.
/ vi Mar < 'io;>.
I rime" I i bora c n C. da man ia | h*gondo aa 6 hora minutode urde
DIARIO


Wii tmMwr-i'*i>yrr. .',^^^^>la^
PERNAMB
T\m7. EJ55ir 3'.->ffiffijr,je4i Ua BUIaMnKa
smmmmmm^LiRssaL-.vit^..-v^imxaaa u. ? ...-..^r.u^a.^-..:.^^
EXTE
PORTUGAL.
SECRETARIA DK ESTADO DOS NEGOCIOS UA MARI-
NHA E ULTKAMAR.
Secgo- do Ultramar.
Desejando remover quanto lor uossivelasdifTi-
culdades que at hoje tem apresentado na
pratica a pontual execuco do decreto do dcz
de Dezembro de mil oitocentos trinta e seis ,
difficuldades que as mais das vezes tem provin-
do da insuliciencia ou inexaclido das autori-
dades do Ultramar, que nos pmcessos das pre-
zas, nao incluidas as disposices do tratado de
tu'/ de Julho de mil oitocentos e quarenla o
dous, eito entre Portugal e Gr-Bretanha para
a completa obolico do trafico da escravatura
tem constantemente commettido tantas e taes
nullidades, que neui se tem podido sentenciar
definitivamente a maior parte dos referidos pro-
cessos pela Fielato Commercial nein castigar
os culpados, e envolvidos no referido trafico,
do que resulta urna grande morosidade, contra
a qual pedirao j providencias algumas das au-
toridades do reino de Ultramar ; por todos es-
tes motivos, e usando da faculdade concedida
pelo artigo primeiro da Carta de Lei de dous
de Maio de mil oitocentos equarenta etrez,ten-
do ouvido o Conselho de Ministros, e o de Es-
tado ; Hei por bem decretar o seguinte :
Artigo 1. Haver na cidade de Sao Paulo
de Loanda, provincia do Angola, um Tribunal
para sentenciar em primeira e ultima instancia
todas as pnv.as feitas no mar, em conformidade
do decreto de dez de Dezembro de mil oitocen-
tos trinta e seis, salvas as disposicoes do tratado
de trez de Julho do mil oitocentos quarenla e
dous.
Art. 2. O Tribunal ser composto de Pre-
sidente, trez Vogaes e um Secretario.
1. Servir de Presidente o Governador
Geral da provincia, e de Vogaes o Juiz do )i-
reito da comarca, eo Gommissario e Arbitro
Portuguezes da Commissao Mixta all estabe-
lecida em virlude do referido tratado, e de Se-
cretario o que exorcer este cargo na mosma
Commissao.
2. O Presidente nao tem voto, e o Juiz
de Direito (ara as vezes de Relator nos pro-
cessos.
it. 3. No impedimento do Governador Ge-
ral (ara as vezes de Presidente a auloridade mi-
litar mais graduada em ser vico activo na capi-
tal da provincia; quando lor impedido o Juiz
esB"""?*^"
Urflinro
O RE. ()
10.
A TORRINHA.
Decorria o lempo ; o crime commettido pe-
los dous fanticos camponezes conservava-so
impunido ; a prosperidade da aldeia de Cerny,
to extraordinariamente adquirida, e que a
todos os momentos um acaso podia vir transtor-
nar, continuava e crescia todos os das A of-
ficina estava em plena actividado. Essa fabri-
ca oceulta as gargantas de urnas collinas, ga-
rantida de todas as investigacoes hostis por urna
circumferenciadecamposaridosmarchava e fruc-
tificava secretamente. C'>mo no valle nao da-
va nenhuma estrada, os vigorosos artfices car-
regavao aos hombros as mercadorias fabrica-
das at a que primeira se Ibes oflerecia.
Ambrozio I nia envidado as ultimas forcasda
viilu em um acto de vigor e audacia, que todas
exiga,o tiiihd encerrado a sua carreira de latro-
cinios. Desdo ento havia elle enfraquecido
com urna rpido/, espantosa ; senta aproximar-
se o seu lu) pelo desperecimentn d corpo, e
pelo ardor da alma que o impeda a adiantar a
O Video Diario o. 270.
de Direito far as suas vezes o seu substituto ; fNovissima Reforma Judiciaria, he extensiva s
e se o fr algum dos outros Vogaos, ser subs-1 causas processadasem conformidade dos artigos
tiluido pelo Secretario, que neste caso accu- 7. e8. deste decreto.
mulnr as funecoesde Vogal e Socretario. Art. 10. Depois de sentenciadas e de con-
Art. 4r Os mombros do Tribunal nao ven- j demnadas pelo modo prescripto no presente de
cero tiesta qunlidade ordenado ou gratificacao crelo as prezas feitas no mar, ser o sea produ-
alguma paga pelo Thesouro. O Secretario s- to entreguo nos cofres da respectiva Junta da
ment perceber ascustas, que Ibo forem con- Kazenda, que o dividir pelos aprezad ires pelo
tadas. nos procossos como Escrivao. modo determinado no artigo S do alvar -lo
Art. 5. A carga casco, apparelho o mais Regiment de 7 de Dezembro de 1796, fican-
material das embarcHCes apre/ailas as costas do assm entendido o que a tal respeilo disnoe
dos dominios portuguezes da frica Occiden- o 4. do artigo 24, do decreto de 10 de De-
tal c Oriental, bem assim os negros que se zembro de 1836.
encontrarem abordo, serao conduzidos a Lo- Art. 11. O producto das prezas feitas em
anda, e postos disposicao do Tribunal para Ierra, processadas e julgadas na (rma do arti-
senlenciar a prez a como f(V de direito. A fr- go 9. deste decreto, ter.'i a mesma applicacao ,
ma por que serao processadas estas prezas scri que llie marca o decreto de 10 de Dezembro de
estabelecda no citado tratado de 3 de Julho de 1830.
1842, em seu respectivo regulamento annexo, Art. 12. Fica revogaua toda a legisla^o
om tudo que Ihe fr applicavel. em contrario. O Ministro e Secretario d'Esta-
rt. 6. OsCapitaes, Mestres, Pilotos e tri- do dos Negocios da Marinha e Ultramar assim o
polacao das embareaees aprezadas, bem como lenha entendido, e faca executar, Paco de
os passageiros encontrados a bordo, serao con- Relem, quatorzede Setembro de mil oitocentos
servados em custodia at que a preza soja sen- quarenla o qu-itro. =RAINHA. Joaquim Jo-
tenciada pelo Tribunal; se esta fr condemna- s Falco. (D.doG.)
da ejulgadn boa preza, serao postos dispo- --------------
sicSo do Juiz do Direito da comarca para os O J'imes ltimamente recebido alcanca ao
sentenciar e punir, na conformidade das leis, 1. de Novembro p p.,mas nao contem noticias
servindo de corpo de delicio a certido da sen- importantes do proprio paiz.
tenga condenatoria do Tribunal, quo ser As folhas de Pariz recebidas em Londres
remedida juntamente com os prezos ao mesmo chegao a 50 de Outubro : porm erao igual-
Juiz. mente destituidas de interesse. A nica mato-
nico. Da sentencia proferida pelo Juiz de ria de importancia poltica de quo davo noticia
Direito cabo appellacao para a Rolaeao de Lis- era a actual posico dos negocios da Hespanha.
boa, bem como do aggravo do instrumento dos Anda alli corrio e erao geralmente acredita-
despachos interloculorios, a quem a lei faculta dos boatos de imminentes insurreicoes. Dizia-
aste recurso. se alm dist, que Zurba no e nutro chefe ti-
Art. 7. Os donos da ombarcacao julgada nhao sido proscriptos, e postas as suas caberas
boa preza, seus correspondentes e mais indivi- apremio IMuitos emigrados influentes tinhao
dos envolvidos no trafico da escravatura, nao conseguido atravessar a frontoira, do modo que
aprehendidos na embanacao; e bem assim as sao possiveis e al provaveis movimontos insur-
autoridades e mais empregados especificados reccionaros, pelo menos no Norte da Hespa-
no decreto de 10 de Dezembro de 1836 serao riba; porm atoa data das ultimas noticias d'al-
igualmente processados pelas justicas ordinarias li nada se tinha ainda tentado n'esse genero
competentes, e sentenciados em primeira ins- Os jomaos de Madrid mais recentes, que
tancia, pelo Juiz de Direito da respectiva co- erao de 24 de Outuhro, e cartas particulares
marca, com appellacao para a Rel-icao de Lis- diziao que o partido conservador ia em augmen-
boa. tona Cmara dos Deputados. nao montando o
Art. 8. As prozas feitas em torra serao igual- numero dos opposicionistas lei da reforma ,
mente processadas, ejulgadas pela justicas or- 6 mais de 20.
diaras do local, aonde tiverem sido feitas. A A declaracao do Ministro dos Negocios Es-
frma de processo para estas prezas, he a esta- trangeiros, Martnez do la Rosa perante o
belecida na Novissinia Reforma Judiciaria para Senado, do quo nem D. Carlos nem alguem
as causas do contrabando ou descaminho. da sua familia rnlraria jamis no palacio da
Art. 9 A disposicSo do artigo 354 5. da Rainha por meio de alguma intriga, tinha pro-
consolidar a sua obra, e Ihe dizia que era tem-
po de acaba-la, para adormecer em paz. A'
approximaco da morte, esso fanatismo da hu-
manidade sempre robusto, sempre o mesmo,
que ora Ihe brilbava nosolhos, quando dirigs
os trabalhos o distribua os salarios, ora dor-
mitava sob os espessos sobr'olhos brancos,
quando voltava s e pensativo para o seu pardi-
eiro, o tornava maii respeitavel que nuncn e
pareca dar-lbe um typo sobre-natural.
Ricardo passava urna parte do dia ajudando a
seu pai em suas oceupaces ; no resto do lem-
po procurava lor, e.tudar, pintar; muitasve-,
zes por> m licava com a cabeca encostada is
maos absorvido por mil reflexoes de sentimen-
tos que precisavao manifestar-se, e sobreludo
p'or continuos e importunos remorsos, que
vollavo sempre mais vilenlos, evenciao to-
das as distraccoes, quo elle se esforcava em
proeorar.
Valentina despertada todas as manbaas pelo
sol e pelo vivo gorgeio dos passaros, pensava
que csse dia de lavoravel apparuncia, trasia
aiguma feliz minian ;a sua sorte : e comtudo
nesse da ella se lornava a achar no mesmo i
lugar, enconlrava sc-mpre por qualquer lado '
quo fosse um muro ou urna grade de ferro que |
Ihe suspenda os passos. e em vez de liberdade, .
amor, prazer, fortuna s poda colher a trepa-
deira que nascia as ruinas.
Um dia levo ella voolade do ir ao alio da
torre, quo era um pouco mais elevada que o
resto das ruinas, e donde esperava descobrir
um horizonte mais extenso. Ella nao havia
anda ousado penetrar nesta parte do edificio,
porque para l ir era preciso atravessar o qurto
de Ricardo ; mas sabia quo nesso momento es-
tava elle oceupado na fabrica at a hora do des-
canco dos operarios, cujo sino a advertira, o
que Itie permittin relirar-sp sern ser apercehiila
Ella entrou nesse quarto, onde ja urna nouto
se havia introduzido. Menos timida agora
contava examinar os cartoes de Ricardo, seus
livros, seus desenhos, e ludo que Ihe podesso
dar um momento de dislracco. Mas passan-
do por dianto de um retrato posto sobre o ca-
vallete. pararo-se-lhe os passos de repente, o a
mesma respiraeao se suspendeo, tanta fora a
sorpreza e commoc5o que Ihe causara a vista
dessa figura. Era ella ; perfeitamente seme-
Ibanto (posto que ainda aformoseada), mas
com o vestuario das camponezas do lugar A
cor, as feicoes erao completamente semelban-
tcs ao modelo ; mas alguma differenea havia
na physionomia ; o olhar tinha menos' vivaci-
dade eseguranca, a Ironte mais candura e re-
colhimcnto, a postura da cabeca era inclinada
e timida, toda a expressao do rosto sem preju-
dicar a semelhanca das feigoes, so referia ao
modesto vestuario do retrato.
Em bai'xo havia Ricardo tracado em branco
esta palavra ; sonho.
duzido um efleito eonsiilcravel. por causada1'
conjecturas, que corrio quasi como certas ,
quanto ao uso quo se havia do fazer do artigo
da le da reforma relativo ao casamento da
Rainha. Di/ia-SO ao mesmo lempo, que a fin
de acabar com toda a inquetaono e incerteza
sobre este ponto, tnncionava o Governo fazer
urna declaracao ainda mais explcita contra D.
Carlos Cmara dos Deputados. A parle da
falla do Sr. Martnez de la Rosa, na qual diese
elle, que o Governo eslava sobre-aviso a respei-
to das conspirares formadas assim pelo parti-
do Carlista como pelo exaltado interna o exter-
namente, e tinha tomado todas as medidas pre-
ventivas contra as intrigas de ambos, pareca
ha ver produzido consideravel sensacao.
A dsela de Augsburg de 2S do Outuhro
dizia que o Governo de Servia linha rocorrido
Bo gabinete austraco para remover do Yienna
o Principe Milosch e compellil-o a residir
n'uma provincia onde elle tivesse menos com-
municacao com Servia do que n'aquella capi-
tal. Continuava a predominar em Servia a
mais profunda tranquillidade.
A imprensa allemaa declarou-se de urna ma-
neira quasi unaniou! contra o syslema cel-
lular.
A tiazeta de augsburg con tinha urna carta
de Roma, na qual se mencionava que Murad
Bey, metropolitano da Syria; depois de susten-
tar vigorosamente a causa dos Maronitas peran-
te a S de Roma, tinha-se dirigido ao gabine-
te do Vienna, a fim de pedir-Ihe quo interco-
desse a Porta Ottomana pelos christaos do L-
bano, e obtivesso d'ella melhor administrac,o
e reprimisse varios abusos.
Segundo cartas da Prussia estava o cam-
bio de Berlim n'un< estado mui deploravel. Os
mais antigos dos estabolecimentos commerciaos
daquclla cidade tinhao apresentado um memo-
rial aos Ministros Hotwill, que oceupa apasta
da Fazonda, e Rother, Presidente da Seehand-
lung ( sociedade de commercio martimo ) do
banco da instituicao do crdito Silesiano, para
o fim do chamar a alteneao d'cstes estadistas
para as infelizes consequencias que so podio
seguir, se as actuaes circunstancias nao acu-
disse o estado promptamonte em soccorro do
commercio do paiz.
A Gazeladc '/.urich annunciava quo a 24
de Outuhro depois de urna discusso quo durou
desde as 8 horas da manhaa at 7 da noute.re-
solveo o Concelho do Lucerna tornar a chamar
os jesutas o confiar-Ibes a educacao da moci-
dade do Cantao. Esta grave resolucao foi a-
O primeiro movimento de Valentina foi um
impulso de reconhecimente do pintor que tao
bem havia sabido reproduzir sucs foicoes, e
talvez ainda lisonjea-las. Mas depois admi-
rou-se do vestuario singular que Ihe havia
dado ; ea sua admrac.ao tornou-se quasi em
colera, lembrando-se que quando se visse li-
vre des'ta prisSo, a sua imagem alli ficaria en-
endeiada, e se conservarla sempre sob o vestido
de urna camponeza. .. Depois apossou-so del-
la repentinamente urna tristeza mais profunda ;
esta roupa, que por assim dizer a ligava al-
deia pareceo Ihe um presagio funesto, um
aviso da sorte que a condemnava a ficar alli pera
sempre. Sentio-se enfraquecer, c cabio sobre
o (amborete que estava em frente do cavalele.
D'ahi o jardim eslendia-se seus olhos ; as lo-r
Ihas queem Abril, quando ella havia chegado
ao lugar, eslavao em toda a sua verdura, ago-
ra comecavao algumas a amarellecer I.. E
poz-se a chorar de tristeza e de temor.
Entretanto esta commoco passou to do-
pressa como todas as outras da'sua alma nova,
mais nova do que os seus vinte annos ; no
meio das suas lagrimas rio-se da sua fraqueza ;
e querendo expellir de todo esta sensacao po-
nosa, foi ao seu quarto, tomou a sua tiorba
voltou para a torre, e sentando-se sobre a cor-
nija esculpida que ainda existia, poz-se a locar
a msica de Lulli aos passaros selvagens. Letal
biou-sc que ajam ella tinha inteiramenle o


doptada ptr urna maioria de 70 volos contra
24. m
XGazeta de Augsburg publicou o seguinte
extracto do urna carta datadade Constantino-
pla a 2 de Outubro : Havia antigarnente
um cemiteno turco no sitio, onde se edifica*
ro as casas que loro destruidas durante o ul-
timo incendio de Pera. Pretende-se que. alli
fra sepultado um santo turco, Os Turcos ven-
drao o terreno ao cliristos por um proco mul-
to alto. Por algum tempo anterior o sitiodas
elegantes casas erectas n'este terreno excitou
o fanatismo da populara > Musulmana. I lli-
mamenle ao escavar-se um alicerce descorri-
se urna pedra de um tmulo turco. A parte lo-
minina da populaco ajuntou-se immediata-
mente e atirou podras as janellas das casas, pro-
ferindo ao mesmo lempo as maisterrrveis arnea-
cas e biasphemias. Kstas cmeabas reahsaro-
se |ior um incendio. A l.'casa incendiada es-
tava edificada no sitio de ama enliga mes-
quita. >
O Phart de Cherbourg de 2V do Outubro
continba o seguinte : O vapor Comer que
est preste a ser enviado *a aples para traier a
Princeza Carolina do Salerno, noiva do Duque
d'Aumale, de Mapolea para Marselba, entrou
n'este porto para solTrer cerlos reparos. A Ira-
gata belle Paule tambem enlrou no estalciro a
liui de receber os necessarios reparos dos estra-
gos que bavia soffrido na campanba de Mar-
rocos.
Urna carta de Stockolmo de 8 di/.ia o se-
guinte : As tentativas feitat al boje para
introduzir melhoramenlos as nossas institu-
cues nao teem obtido resultado algum e
isto por causa da opposic&o da aristocracia a to-
das as especies do rolorma A esperanza da Sue-
cia de obter alguma reforma ellicaz repousa so-
mente sobre a classe paisana que vai diariamen-
te fazendo progressos ein influencia e intelli-
goncia ao paaso que a classe cidadaa pde-se
considerar como relativamente insignificante. >>
P
v.
COBREIO DO REGIFE.
CORRESPONDENCIA DA CIDAOB B PROVINCIA.
Como vai isto pobre e mesquinbode notici-
as e eu que bei por forca de enviar-Ibes a mi-
nba tarefa diaria, que Ibes direi ? Chic lia
um tartufo que se preza deste nome, que fa
annuncios no Diario da praia, ameacando-
me de nao sei que '? isto he tao estpido, to
vil, to infame I Que o Alecrim da; cdulas
falsas moscou-se, para ir tratar das eleicoes de
um Senador maritafede ? Isto be sabido e ve-
Iho. Que a Cmara do Olinda est calcando
as ras com urna presteza e economa que he
um portento ? utra cousa se nao poda es-
perar, e l estao, em calcetero, quatro serven-
tes e um leitor fazendo cera em vez decalcada.
Que amanba vai nina parle da colloccao sci-
enlifica patritico praieira nomeada pelas
commissoes invisiveis de meia duza de comar-
cas ? He cousa d'que ja Ibes fallei.e a corte ico
desdo agora pertencendo os taes rapazolas; que
faci muito bom proveito aos Ministros conci-
liadores, seus correligionarios. Que Ibes bei
de di ler entSo? Nada, que nada de novo
temos.
. DIAlil DE PrRMAMBLCO.
O cinismo, e a insolencia com que o pasquim
aspecto de urna castalia presa em urna torre
maldita, e julgou que com elleilo era urna
daquellas cuja vista devia dar a todo o cavallei-
rovingador de inju9licas urna coragem inven-
civel para vir livra-la,
Todava essa nova parte do campo nao offe-
recia nenhuma babitaco, nenbuma estrada
vsinba, nenhum vestigio de pasaos humanos.
Era como do outro lado, um horizonte limita
do, urna cadeia de ridos outeiros, e ao nge
o bosques, um musgo geral triste verdura do
deserto, alguns espinbeiros pendentes de rochas
nuas, algunias cabras suspensas nesaea espi-
nbeiros.
A hora passou-se sem que a condessa des se
por ella ; o peso da athmosphera faca i|ue
esse lugar elevado fosse favoravel ; porque alli
rebojav um ar rnais fresco.
Ao sabir da fabrica Ricardo, que eslava
acostumado a ouvir es sons da tiorba partidos
do quarlo de Valentina, admirou-se de os ouvir
d'outro lugar. Descobrie ento no alto dessa
torre, Onde ha muitos habitavo aves noctur-
nas, urna figura celeste, que um clarao do co
carregado de escuras nutens ainda illuminava
por cima da Ierra obscurecida. Kilo vio que
a prisioneira se bavia aventurado a passar pelo
quarto delle para alargar o circulo da sua re-
clusao. Se ella shouvesse invadido urna nova
parte das ruinas, Ricardo pouco se teria con
sso inquietado ; mas ella havia penetrado tam-
mor da praia o rnais nojento e abjecto jornal",
que no Brasil se tem publicado, falla oestes l-
timos dias das eleicoes desta provincia tiro-
noi a possibilidade de sustentar urna discusso
a este respeito porque insultos nao se re-pon-
dem, casligao-se. Todava o partido da ordem,
em quanto vai solTrendo resignado as infamias
da praia deve ir desmascarando cada vez rnais
as mentiras dos praieiros, que teem coragem de
salteador para insistir em aecusar os outros dos
crimes, que su ellos teem commettido, e para
negar aquillo que todos os dias se Ibes prova
I plenamente. De balde temos mostrado as nul-
lidades, e as illegadades das eleicoes das fregue-
sas da Boa-vista S. Joso Limoeiro Bom
Jardini, Goianna e Bizerros ; o escndalo com
que foi feita a nulla eleicao do Ex e# Salgueiro;
o I), novo foge de todas estas questes, eso
trata de aecusar de nullo o collegio deGara-
nbuns, e de falso o de Ouricuri porque estes
douscollegios segurarn os dous candidatos do
partido da ordem mais guerreados pela praia.
A 9 do passdo, prornetteo o l). novo apre-
sentar no dia seguinte documentos authenticos
de nao ler bavido eleicao em Ouncuri de ser
lalsa authentica deste eoliojio. Desde esse
dia at boje ainda noappareceo um s docu-
mento no I).-novo. Nesso numero assevera o
l> -novo, que de urna carta aqui feita 13 de
Novombro e por um de seus redactores rou-
bada e aborta constava que o Ur. Alexandre
nSo tinha, 22 de Outubro, mandado a lista da
votacio, e (|ue, tendo o Otarte publicado a 11,
urna volaeao contando com 98 votos de Ouricu-
ri, era claro serem inventados, e aqui forja-
dos com urna falsa authentica esses 98 votos :
no If.-novo de 3 do corrento apparece im-
pressa essa rnosma carta, na qual, ao passo que
se faz queixa ao Dr. Alexandre de nao querer
enviar a lista pelo portador, que voio da Boa-
vista a 22 de Outubro, se diz que o Dr. Amaro
escrevera deCabrob assegurando que os 98
Bleitorea de Ouricuri tinbo dado unanimida-
do aos 12 candidatos do partido da ordem. Des-
ta sorte o mesmo D.-novo desfez o seu primei
ro argumento e descubri a aleivosia com que
adultera as cartas, que seus redactores roubo.
rallando do um supplemento do Diario do
7 de Novembro, duque essa impressao nao foi
aqui publicada para nao dar tempo a chegar um
portador da Boa-vista com documentos, que
dosmentissem a falsa authentica esquecido de
ter dito n'outra occasio que ; 13 se mandara
um portador com instruccoes sobre as eleicoes,
e quo em 11 dias os seus portadores fazio a
viagem.
Publicada pois a votacao no Diario de 11 ,
podiao esses caminheiros de 11 dias ir buscar
os documentos, e voltar 4 do crrente. Des
truido este argumento do D.-novo vamos ao
ultimo, que i e nao ser a authentica extrabida
pelo Secretario da Cmara nem concortada
com Tabellio. He verdade, que foi o Secre-
tario do collagio e nao o da Cmara, que co-
piou a acta ; mas quom a confono foi o Tabel-
lio da Boa-vista. So esta circunstancia pro-
va falsidade falsas sao as authenticas deT'lo
res e Tacarat cxtrahidas pelo Secretario do col
legio, e falsissima a do Ex que nao vem ex-
trabida pelo Secretario da Cmara nem con-
ferida com Tabellio mas apenas com um ,
que se diz Escrivao do Juiz de Paz.
He falso, que a Cmara da Boa-vista negasse
a existencia da eleicao de Ouricuri antes fir-
mada notestemunho dessa Municipalidade, foi
que a Cmara da capital insisti em apurar os
iiem no seu pensamento descobrindo esse re-
trato pintado para elle s. Era urna phanta-
zia (Kartista, um desojo de ver reunidas na
mesma pessoa a belleza ideal e a simplicidade
exterior, um sonho de pintor, que dera um
passo para a realidade estampando-se no linho
sem dever passar alm : elle soflria vendo tra-
hido seu pensamento.
Os sons da aeria msica vierao dislrahi lo
desta preoecupacio. A voz de Valentina era
no canto como na palavra cheia de modularles
diverssimas, ora doce e clara, ora profunda
e vibrante, sempre do um metal harmonioso
Essa voz vindo assirn do alto, do meio daquel-
las beras lazia-lhe o efeito de um canto de pas-
saro, porm de urna harmona mais ntellgivel
para os nossos sentidos, mais appropriada aos
nossos orgaos. Ricardo atiento sua conso-
nancia, aproximava-se da plataforma devaga-
rinho. de sorte quo em breve se achou defronte
della, sem que fosse presentido.
Quando ella o vio. tornou-se vermelha e
fez um rnovimento para retirar-se, mas Ricar-
do eslava ja sentado a seus ps sobre urna pedra
desmoronada. Ella vestida de seda branca ar-
genteada pela luz, sentada sobre urna cornija
esculpida, com urna tiorba na mfto ; elle, re-
pousando mais abaixo, na sombra, sobro urna
pedra bruta, oslavo assirn collocados confor-
me a sua policio sobre a trra, de que ambos
pareciao comprazer-se.
votos de Ouricuri apesar das alicantinas da
praia Teima o D.-novo que Ouricuri be um
collegio nullo. porque s poda dar 30 Eleito-
res e s 30 doo segundo os documentos que
promedia apresentar. Sentimos que o D.-novo
laca sogredo desses documentos, e acbe que
prova a sua assercao argumentando com os 40
Eleitores, que o Ex deo agora, porque assirn
s 8 restavo para Ouricuri que do Ex foi
desmembrado por graca da Assembla ,. a qual
nao dara mais para a freguezia do seu predilec-
to, que o 5." da do Ex.
Quom naoestiver fascinado pelo espirito de
partido concluir que na partilha da fregue-
zia eita segundo o D,-novo para satisfazer
as vistas oleitoraes do Dr. Alexandre so deixass
antes o 5." aos turbulentos do Ex e se dessem
os 4 quintos a nova freguezia de Ouricuri. So-
bre esta presumpco temos a prova da opgo do
Parodio, o qual certamente nao bavia de dei-
xar a freguezia rnais populosa para ser collado
na que apenas continba o 5." da popularan He
pois evidente que Ouricuri, be que tem os 4
quintos da populaco.
Que Ex s pode dar 8, ou 9 Eleitores, que
a sua eleicao foi de 20 os quaes por artes do
Sr. Arruda se duplicrao vindo 40 votar em Ca
brob be f.cto mu lo publico; assirn como, que
a eleicao de Juiz de Pal s tinha sido feita por
100 votantes, os quaes o Sr. Arruda metamor-
phoseou em 900 para desculpar o augmento es-
candaloso de Eleitores. Da mesma sorte Sal-
guoiro que em 1842 deo 12 Eleitores agora
deo 50, sem quo em nenbuma dessas fregue/ias
so li/.essc qualificacao regular. He verdade, que
a praia em toda a parte augmenlou com o 3.' ,
ou com outro tanto o numero do seus Eleitores.
Us 18 de S. Jos passrao 32, os 40 de Bom-
Jardim 00 os 18 de Flores 27 os 26 da
Boa-vista 36 os 18 da Gloria 30 &c. ;
mas ludo isto be nada para o partido nacional
vencer, porque s elle, es assirn pode, e dove
veneer. Nao fallemos na perturbacao da eleicao
de Santa Maria nao so mencione o embanco
posto eleicao de Cabrob no lim da apuraco
dos Eleitores, por serem estes do partido da or-
dem e nao convirem aos Srs. Juiz de Direito,
e Delegado do termo ; o3o fallemos na diff-
renca do votos de 27 freguezias da ordem para
22 da praia.
A prova da incompetencia do Juiz do Paz ,
que presidio ao collegio do Ex j a aprsenla -
mos; a de serem Eleitores de Salgueiro 6 mo-
radores de Cabrob, j foi publicada. Sao os
que sustentan a eleicao escandalosa da Ex, os
que querem alcunbarde nulla a deuma Iregue-
zia rnuito maior. A demora da acta foi outro
argumento da praia, esquecida do ter a sua au-
thentica ebegado ainda mais tarde. Apczarde
ludo isto nunca chamrnosos praieiros falsifica-
dores d'aclas, elles que juIgSo os mais por si, a
ludo se attrevem.
O desaforo que mais indignaco causa he di-
zer a praia que o partido da ordem foi favo-
recido as e eices por um Pnsidente, que.tra-
hindo at vistas do Governo, se he uni com a
promessa de um lugar na dsputuc&o. Ingra-
tos, e aleivosos nao fflstes vs quo mandasles
para o sertao a vossa chapa com o nome do
Exm. Marceilino de Brito na frente para acre-
dital a, com o lim de o trahir como afinal II-
zesles? Nao foi esse Presidente, que para satis-
fazer as vistas do Governo vos deo a eleicfio de
Goianna, e do Limoeiro, com a nomeacao de
Delegados, que a lizerao a rca d'armas ? Nio
foi esse mesmo Presidente.que, nomeando para
A Sr.1 voio para ahi, disse Ricardo
para fazer ouvir os seus doces sons de mais lon-
ge : pensou quo al a nalure/a selvagem de-
via sersensivel a sua harmona.
So algum dia as podras o as srvores se
movero como se diz ao som da Jyra, nao
forao as pedras de nina priso nem as arvores
do urna trra de exilio. Yim a este lugar so-
mente para dissipar por um instante a minba
tristeza ; por quo vondo-me tenho as vezes
erna grande compaixao de mim mesma e pro-
curo com sollicilude distrahir-mo dos meus des-
gostos para nao morrer delles.
Sinto.senhora.que nao possa tirar os olhos
da sua propria desventura; setodavia istoaconte-
cesso voria a senhora ao p do si outras mais
crueis ainda e algumas vezes ha urna celia
consolaco em nao soTrer s.
Sei disse ella olhando para Ricardo ,
que o primeiro autor do meu extraordinario in-
fortunio delle sofTre tanto como ou.
Os grandes olhos to expressivos do Ricardo
erguero-so ebeios de admiracao e de meiguice.
Nunca havia elle acreditado que Valentina pen-
sasse em conhecel-o.
Sim repeli elia eu sei quo Vmc. s
foi-arrastrado um acto de barbaria sern exem
po pela potencia de urna ideia generosa trans-
formada em cruel fanatismo no peito de um ve-
Ibo...
Senhora...
Boa-vista um Delegado como Manoel Lopes do
Barros, que tanto abusou de seu cargo e da
lrca publica, e vos proporcionou embaracar-
des as eleices de Santa Maria o Cabrob e
conseguirdes o escandaloso collegio de 70 votos
unnimes do Ex e Salgueiro? Quando foi,que
vencestes em Goianna Limoeiro e n'algurna
freguezia da Boa-vista se nao depoU que o
Exm. Marceilino de Brito vos deo frca, e co-
cheo do empregos os vossos sequazes? Esse Pre-
sidente nunca trahio a sua miss3o, nos primei
ros mezes de seu Governo deo toda a influen-
cia que podia dar aos praieiros; he verdade
que sua honeslidade o fez envergonbar-se, de-
pois que vos pode conhecer, de ter-se unido a
gente tan infame ; he verdade que elle se hor-
risou de ver um Cbefe de Polica alimentando
a sedicao como o nformou o honrado militar
que foi explorar o rnovimento dos Afogados.e de
ver um Juiz do crime capitaneando os ligeiros
d'aquella povoacao.e enlaodivorciou-seda praia;
masem seu divorcio nao tomou urna s medi-
da, quo favorecesse o partido da ordem. Ingra-
tos, sem os 7>00 votos, que as demisses e no-
meaces do Sr. Marceilino de Brito vos derao,
onde tiraran os vossos improvisados candidatos?
Tendes coragem de salteador para calumniar, o
mentir.
Correspondencia.
Srs. Redactores.Como o seu jornal tem do
correr o mundo Iliterario julgo fazer algum
servico ao Sr. J. E. S. Cabra! para acreditar o
seu estabelicimenlo typograpbico e respeilar
as prodceles do grande escriptor dramtico o
finado Antonio Xavier Eerroira de Azevedo.
\ eio-me a mao o drama Zulmira,do qual
tenho urna copia fidedigna extrabida em Lisboa,
do original do grande A'avier e achando-lbo
alguma diflerenca, c at versos de menos, vaci-
lei no juizo que deveria lazer entre a copia que
possuo, o a do segundo numero do repertorio
dramtico do Rio de Janeiro; mas vendo a pa-
gina azul dodito, que menciona as erratas, de -
cidi-me contra este, e estou corto que todos
me darao ra/o. Na pagina 28 tinha 26, quer
que se lea faces, por fauces, erro crasso, que so
condece at pelo seguinte verso do autor O
pranto prende ao triste a voz as fauceso
quo as faces nao podem fazer. Consulte o pre-
cipitado corrector os diccianarios, ou as func-
ces destas partes do corpo humano. Escuso
mencionar outros muitos orros ilbos lalvez da
pouca reilexo do Sr. corrector que pdem
para o futuro por em duvida o ment do autor,
cujas cinzas muito aprecia
Um actor da provincia de Pt'nambuco.
Alfa ii dega.
Rendimento do dia 10..........3:274*779
DesearregSo hoje 11.
BrigueAslreataboado e vergonlas.
BrigueGabrielalbos.
BrigueSevtaferro e taboado.
BrigueFannybaca I bao.
BarcaGlobemercadorias.
GaleraCousintaboado.
Patacholiestauracopedra.
BrigueIndianobarricas com rolo, e fa-
rinba.
Oh nao lema quo eu o desculpe a \ ni.
em prejuiso delle He seu pai. Mas apenas o
odioso attentado foi commettido Vm. o auial-
dicoou.
Ricardo estremeceo, o deixou resumbrar meo
grado seu um clarao do seus remorsos.
Qu8ndo o hornero nao possue urna alma
moldada para o odio e para a vinganca, disse el-
le,quando a exaltaco de seusseiUinientos.a que
se tem entregue de repente se desvanece he
borrivel proseguir em suas consequencias, de-
ver sempro conservar se armado da sua cole-
ra. .. He como se so lancera mao de urna torpen-
te para ferir ao seu inimigo e esta serpentese
enroscasse depois no braco do aggressor para
nunca mais largar-so delie. vida se esgota
dolorosamente em um mal onde nao ha nem
queixa possivel neb esperanca permittida.
as feices de Ricardo bavia naquelle instan-
te urna expresso de tristeza quo tocava o cora-
c8o. Valentina por um inslincto de piedale
deixou sbitamente o lugar elevado da torrinha,
esentou-so sobre a longa e musgosa pedra, em
que eslava Ricaido rnovimento que exprima
entre elles urna especio do perdao e do fraterni-
dade. Um fraco arbusto que havia crescido o-
bliquamente entre as juntas das pedras, doila-
va sobre as suas cabecas os delgados ramos e
este ligeiro envoltorio de verdura que osappro-
ximava, pareca dar tambem sua conversaco
mais intimidado e confianca.


Bn'g Americano Ftlix pipas oe fu ni o
moido.
BrigueBrasiliambacalho.
Barca Waldmarmercadorias.
BarcaAcapulcoidem
BarcaOytonidem.
ASovmeiilo do Porto
Navios entrados no da 10.
Gibraltar ; 42 das briguo ingle/ Stepten
Wrighl, de 326 toneladas capillo Josepb
Jackson equipagom 18 carga lastro ; ao
canitao.
Atarac viudo doCear: 11 dias, biate brasi
leiro Felina de 108 toneladas capitao
Antonio da Silva Pombo equipagem 6 ,
carga sola a Jos Antonio Bastos.
Navio sahido no meimo dia.
Aracaty ; biate americano Naumkeag capilo
H. Town em lastro.
ObservacSo.
O brigue ingle/. Stepten fVreghl, desarvorou
do mastro grande e perdeo os mastaros do
juanete de prd e velacho por causa d'omi
manga de vento que cabio solire o navio na
Latt.N.de 3o 26* e Long.30'14' O.puxandoel
le com vento S. O.
Deca racoes
2-0 Administrador da Mesa da Recebedo-
ria das Rundas Geraes internas, tendo por mui-
tas vezes annunciado pelos Diarios convidando
aos moradores do bairro do Recife, S. Antonio,
boa-vista, e A Togados, para pagarem o que es-
toa dever de laxa de escravos imposto do
banco, seges, o carrinhos, terrenos de marinba
e iiiilo morta, ninguem tem comparecido a pa-
gar ; e por isso toma a deliberaeao de mandar
para Juiso urna relacao de todos os devedores
dos referidos impostos cima declarados, se por
ventura nao vierem pagar at o fim do correte
mez ; ficando sujeitos a pagarem mais trez por
cento sobre aquelles impostos que o novo re-
gulamento determina os quaes sero divididos
pelos empregados da JMesa, como foi determi-
nado pela I hesouraria; e para que ebegue a no-
ticia a todos fu o presente. Recebedoria 10
de Dezembro de 1844.Francisco Xavier Ca-
calcant de Albuguerque. (20
= De ordem do 111 m. Sr Inspector da The-
aouraria da Fazenda d'esta provincia fica trans-
ferido o concurso para prcenchimento da va-
ga de um terceiro Escrpturario, para o dia 14
docorrente. Tbesouraria da Fazenda de Per-
nambuco 9 de Dezembro de 1844. No impe-
dimento do Oflicial-Maior, o Amanuonse Emi-
lio Xavier Sobreira de Mello.
= O patacho Esperanca recebera a mala pa-
ra o Bio de Janeiro no dia 12 do corrente De-
zembro.
= O patacho Espadarte receber a mala pa-
ra Lisboa no dia 12 do corrente Dezembro.
= A escuna Amazonas receber a mala para
o Bio Orando do Sul no dia 13 docorrente
Dezembro.
= O brigue Emportador receber a mala
para o Porto, no dia 23 do corrente mez.
uigiGU concucr s ssia paci a pi(muir r3pr>
sentacao em beneficio da cantora Portuguc/a
Margarida Lemos, que confiada na proteceo do
illustre publico desta capital tem a honra de
apresentar-lhe oseguinte ivertimento :
Primeira parte.
1." Ouvertura pela orchesta da opera F-
glia del regiment,msica do celebre Doni-
zetti.
2.' Aria e introduccao Fatal Col (redo da
operaTorquatro Tasso, pela beneficiada ,
msica de Donizetti.
3. Aria da quel di da operaAnna Bolle-
na,por Carlos BiccoDonizetti.
4 Concert de flauta com acompanhamen-
(o da orchestra ; solo do professor o Sr. Diogo
Chaves,poi obsequio a beneficiada Mayerberg.
5.c Grande scena e dueto Sgombra la Sacra
Selva da operaNorma, de Bellinipela be-
neficiada e Garlos Bicco.
Segunda parte.
6.' Ouvertura pela orchestra da operaFes-
la di Bronze,msica de Mercadanle.
7 Duelo Ecco il rivale da opera Elixir
de Amor,por Ca los Bicco e J. Toselli por
obsequio a beneficiadaDonizetti.
8 Aria Lelo dil dolce incanto da opera
Jullita o Borneo,pela beneficiada vestida de
homem em carcter de GuerreiroBellini.
9. Carlos Ricco, em carcter de Marinhei-
ro, cantar urna modinha hespanhola muito a-
colhida na Corte intitulada.O Charrn.
10 O habilidoso joven Antonio Felis Chaves
ext cutara ra sua corneta pistn urna linda Aria
da opera Belisario, acompanhada da orchestra.
Ttrceira e ultima parte.
11. Ouvertura pela orchestra da operaII
Giuramento- -msica de Mercadante.
12. A beneficiada e Carlos Bicco cantarn a
scena completa daBrlela, o sapa leiro e a
condesssa encantadamsica do celebre Mar-
cos Portugal.
cuna brasil, ira Amazonas, capitao Fructuoso
JosFerreiraDutra;recebe smente passageiros,
e escravos: quem qui/er mandar ou ir de passa-
gem dirija-se a ra daCruzn. 10. ouaoca-
piljio. (7
= Precisa-se de urna embarcacao para o Rio
de Janeiro, a.carga se echa protnpta ; a p'S-
soa que tiver, annuncie para se ejustar.
Le loes.
2= Os administradores da extincta casa de J
O. Elster (arao leilao por intervenco do cor-
rotor Oliveira de grande sortimento do fazen-
das de si-da la linho e d"algodo para li-
quidadlo de contas no corrente anno : quarta
leira 11 do corrente, as 11 horas da manha.
noarmazem de Joao Keller, na ra da Cruz.(7
1Kalkmann & Bosemund ferio leilao, por
intervencao do correlor Oliveira de variado
sortimento de fazendas de seda, la, linho e de
algodo recentemente despachadas, e as mais
proprias da estago : sexta (eir, \~< do corren-
te s 10 horas da manhaa no seu armazem
na ra da Cruz (7
2= Avrial Freres farao leilao de urna caixa
de cazemiras arariadas, a bordo do brigue fran-
cez Adolphe, na sua recente viagem do Havre
para esle porto : boje 11 do corrente, as
10 horas da manha no seu armazem na
ra da Cruz.
2= O corretor Oliveira fara leilao de muitas
fazendas que se bao de vender por qualquer
preco para findarcontas: quinta feira 12 do
Todas as pecas de cantoria serao executadas corrente. no primeiro andar da sua casa na ra
THEATRO PHILO-DRAMATICO.
SABBADO 14 DE DKZEMBRO DE 1844.
Primeiros debutes dos cantores
Margarida Lemos, e Carlos llicco.
i direccao da sociedado Philo-dramatica se
com vestuario adequado ao carcter. A orches-
ta ser augmentada c regida pelo digno profes-
sor Mr Grodidier.
Os bilbetes vendem-se na casa da beneficia-
da, ra da Alfandega velba no Hotel Fran-
cisco, e na ra larga do Bo/ario, foja do Sr.
Lody ; e no dia no'bealro.
Prego de entrada.
Cadeira de galera da 1.a ordem para
homem. 2,000
dem da 2.' para familia 2,500
dem da 3/ordem 2,000
Assentos de platea. 1,000
N. B. As familias que quizerem estar reuni-
das oceupando um espaco da galera pdem a-
visar at o dia 12 do corrente, advertindo po-
rm que devem coiiiprar pelo menos 24 cadei-
ra s. '
O espetaculo principiar chegada do Exm.
Presidente da provincia. (68
THEATRO PUBLICO.
= Hoje quarta-feira 11 subir a scena pela
primeira vez nesle tbeatro de Pernambuco, a
grande peca frei Luiz de Souza : esta peca que
tantos aplauzos mcreceo no tbeatro do Rio de
Janeiro.
Avisos inartiins
3 Para Lisboa segu viagem com muila
brevidade, o patacho portuguez liestauracSo ,
capitao Alexandre Jos Correa; quem quizer
, carregar, ou ir de passagem dirija-se aos seus
na ra do
Sim disse Valentina Vm. tem pago
urna noute de embriaguez leroz por muitas nou-
tes de pezares. Vm. tem detestado o seu crime,
nao tmenle por causa do mal que (ez soflrer a
outrem, mas tambem por urna reflexo sobre si
mesmo.pelopezarde baver perdidoa sua liberda-
de,tirando-me a minha.de Se baver posto na im-
possibilidade de contrabir urna uniao que seria
tonatural e doce,como a que formou pela vio-
lencia tinba de amarga e desesperada.
Ou a senhora tinba adevinbado os meus
seiitimentos, ou ouvido-os exprimidos pela mi-
aba bocea, o que a senhora diz he a pura verda-
de. Sim, lie verdade, que na minba dor pro
funda de baver assim renunciado ao amor ao
amor puro e reciproco eu nao a lastimava tai-
vez tanto como o deveria ter feito porque
eu nao acreditavaque alguem no mundopodes-
se ser mais desgranado do que eu.
Vm. bavia sonhado com amor na aldeia ?
E podemos nos oulros carnponezcs procu-
rar em oulra parte que nao seja na plana a que
consignatarios Mendes & Oliveira
\ igifio D, 21 ou ao referido caplo. ^u ^o tlanoei JOS anna.
3Para o Aracaty segu viagem no dia 16 1 = Nicolao Hartery embarca para o Bio
do corrente o hiato Noca Olinda ; quem no Grande do Sul o seu escravo Antonio de Da-,
mesmo quizer carregar, dirija-se a ra da Cruz cao gento de Angola. [3
n. 51. ou ao mestro Jos Rodrigues Pinheiro.(4 I 1Arrenda-sc um ptimo terreno plantado
3= Segu viagem, at 15 do corrente tnpre- e muito productivo, para o <|ual dollo os un-
erivelmente para o Rio Grando do Sul a es- dos das casas das ras deS. Goncalo, e CotU-
vello ; a tratar na ra Nova n. 41 segundo
andar. (i
l=Jos Dias da Silva faz publico que por
baver outro de igual nome, d'hoje em diante o
seu nome fica sendo Jos Dias da Silva Gui-
m a raes. (4
= Precisa-se de um amassador que seja
pessa capaz e dezempenhe sua obrigacao ; em
Fra de Portas padaria n. 122.
= Precisa-sede 200j rs. a juros com hy-
pntheca em um moleque; na ra Direita n. 67,
se dir.
= Precisa-se de um rapaz de dad.) de 14 a
18 annos de idade, para cnixeiro de urna pada-
ria dando liaoor a sua conclua; na ra Direi-
ta n. 69.
= O Sr. J. A. S. queira mandar entregar a
flauta preta de quatro chaves de pratn, que pe-
dio emprestada por uns dias ejafaz um an-
no, do contrario lera o desgoslo de ver seu no-
me por extenso nesla follia.
= Precisa-so de um homem que tenha bas-
tante pratica de padaria para administrar o
trabalho d'urn destes astabelecimentos prompto
d um ludo ; quem estiver nestas circumstan-
Jas dirija-se a ra do Bozario da Boa-vista
n. 53 2." andar.
LOTERA DO THEATRO.
As rodas desta lotera
ando impieterivelmente
no (lia 17 docorrente mez,
e o restante dos bi litotes
ficlio-se venda nos logra-
res aun iniciados. (7
2 Agencia de passaportes.
Na ra do Bangel n. 34 tiro-se passapor-
tes para dentro e fra do imperio, correm-se fo-
Ihas, e despacho-se escravos, tudo por preco
commodo. (5
2=Na la d'Alegria casa n.34, se dir quem
d 500j000 rs. a juros, sobre firmas ou hy-
potheca. /",
2=Joaquim Lopes de Almeida embarca pa-
ra o Rio Grande do Sul o seu escravo A ndr ,
do gontio de Angola. (3
CONCERT DE MSICA
VOCAL E INSTRUMENTAL.
3Joao Toselli dar o seu concert de msi-
ca hojell do corrente no Hotel Francis-
co onde espera merecer a proteceo dos habi-
tantes desta capital. U resto dos bilhetes echa-
se venda no mesmo Hotel. (4
= Hoje 11 do corrente pelas 4 horas da tar-
de na ra do Sol, na praga do Juiz do civel da
segunda vara se hao de arrematar em praca
publica tres f itios com casas por acabar, sendo
dous no Caldeireiro com frente ao rio, e outro
na estrada que vai do Monteiro paia o Caldei-
reiro por execuyao de Henrique Jorge contra
Julio Boyer & J.umax.
=Preeaa-se de um caixeiro para tomar con-
ta de urna venda por balando ; quem estiver
nestas circunstancias dirija-se a Fora do portas
n. 20.
da Cadeia.
(i
Avisos diversos.
3Isabel da Silveira e Miranda Seve, viuva
do finado Joao Mara Seve, faz publico todas
as pessoas, que (em transacoes com a sua casa,
que esta contina no mesmo giro de commer-
cio, e com as mesmas relacoes, com a differen-
ca Minente, que as communicacoes sero ella
annunciante dirigidas com a firma Viuva Seve
S Filhos. Recile, 7 de Dcsembro de 1844. (8
2= Aluga-se um segundo andar com com-
modos para familia, sito na ra da Senzalla no-
va prximo ao Porto das canoas: na Praga da
Independencia n. 6 e 8. (4
2 Aluga-se urna casa na ra da Concordia,
muito fresca, com commodos para urna grande
familia e pode conterduas por ter sotao corri-
do e repartido e com independencia entre
os baixos e altos ; quem a pretender dirija-se a
ra Augusta n. 22. (6
2D. Constancia Emilia de Medeiros leti-
ra-se para fra da provincia. (2
3 Quem precisar de um homem lirasilero,
casado com pouca familia para feitor de
sitio ou engenho o qualentende de carpina,
dirija-se a Fra-de-portas n. 5. (4
= No dia 12 do corrente, pelas 11 horas do
dia se hao de arrematar perante o Senhor Dr.
Juiz dos auzentes na ra larga do Bozario ca-
sa n. 30 primeiro andar, a mobilia, escravos
e diversos oulros objeclos deixados pelo fallec*
Desse modo nos seus prejectos de moco
contava tecer urna cadeia toda de margaridas e
violetas com um coracao innocente oceulto sob
um vestido de burel.
- Era o que eu esperava de melhor no mun-
do. No campo nos nada temos dessa segunda
vida ficlicia creada pelo luxo no meio da primei-
ra, nem os prestigios das artes nem as festas
sumptuosas cujas alambicadas volupluozi-
dades espargem na atbmospbera dos grandes
urna continua embriaguez. Quanto a gozos,
ns ainda estamos na simplicidade do para-
izo terrestre no amor : e entao porque
nao adiaramos nos ao domingo nadancade-
baixo das arvores essa magia poderosa que torna
tao bella a relva com a salla envidracada de Ver
sailles, a msica do cbarameleiro tao barmoni-
osa como a dos vossos instrumentos encantados,
o copo de cerveja em que tem tocado os labios
da don/ella tao delicioso como os vossos clices
de perfumado licor.
Nao pensava disse ella sorrindo-se, que
pertencem nossas mais e irmaas a mulher que as mulberes acostumadas a semear o grao no re-
devo ser para ns tanto como urna mai tanto go do arado podessem tambem 6emear tantos
como urna irma e ajuntar a estes sentimentos: prestigios em redor de si... Ficarei agora sa-
cia natureza o attrativo divino do amor ; u mu- bendo quanta ventura Vm. perdeo.
Iher que deve dar-nos toda a ventura conhecida Pois bem minba senhora, enganar-se-
neste mundo o todas essas delicias que a lin ha, porque eu disse-Ihe o que deveria ter es-
goa humana no pode exprimir, porque ellas perado e procurado se a ambicio do meu co-
por certo sao o preludio do futuro celeste ? | radio fosse rosoavel, se os meus desejos fosscui senliincnlu, dcvio dar a maior ventura essa
prudentes; mas assim nao he. Dos sabe que
nunca pensei em achar amor em lerno de mim ;
um falso orgulho de sentimentos, exigencias
excessivas que eu devo talvez a natureza, tai-
vez a urna educaco em demasa cultivada para
a minha esphera, me tem sempre impedido de
desejar urna companbeirada classe em que nas-
ci e nao podendo procunl-a em outra parte
nunca a nomeei no secreto do meu coracao.
Tenho amado muito mas sem saber o que a
mava: o amor no meu peilo era um lago triste,
profundo sem voz e nao um rio que corre
murmurando docemente a um extremo conheci-
do edesejado... Por isso tenho soflrido mui-
to mas tal era a minha loucura que hornera
preferido o meu padecimento a todos os bens
facis que tivera podido possuir.
Com ludo a sua predileccao pelas suas ir-
i po-
deo
posse : nao he culpa minha se tracei a imagem
da senhora ...
Bicaroo admirado da propria ousadia, calou-
se sbitamente ; \ alentina com a cabeca incli-
nada sobre a tiorba vibrava de quando em
quando a argentiada corda:depois dos doces pen-
samentos que elles por um instante haviao des-
pertado ambos sentiao profundamente a tris-
teza de suas situacoes; Ricardo acabava de re-
cordar seus sonhos de uniao perleita de sym-
pathias de ineffavel ternura na atbmospbera
do amor, e pensava em toda a repugnancia que
a moca sentada ao p delledevia sempre sentir
no intimo da alma pelo camponez salteador
do bosque, e carcereiro da barbara prisao.
As influencias albmosphericas estavao de a-
cordo com a sombra cor dos seus pensamentos;
nuvens carregadas se abaixavao sobre a trra ,
maasaldeaas he bem grande; porque, nao po- o calor abafado derramava um profundo abati-
dendoVm. ser unido a urna camponeza leo mu.n, T ,odo ocam'10 re,nava 8lJenC10
aquella a quem a desgraca o lgou o vestuario 'ma's com"lel; /uviao mais sobre a tor-
da aldeia rmha os vagos sons da tiorba que valentina
' tocava com dedos distrahidos,mas os agudos cri-
Ao ouvir a allusao que a senhora de Lussan ,tos dos passar0Si quo abaixavao ovosentindo
faz.a ao seu retrato Ricardo cobno- su de vivo pezar_ihos sobre as azas o vento da trovoada
rubor ; e respondeo com voz entrecortada : GroMM pjngos (|e chuva k%inl)rarao a condes_
D.sejava ver por um instante na classe sa que era lempo de recolher-se e Ricardo se-
ondeella podero pertencer-me, a mulher cuja parou-se della acabrunhado das mais tristes im-
bftllea ideal, cujos encantos de espirito e de presses.
[Continuar-m ha,)


f
3 A!uca-seo sobrarlo da ra d" Queima-
do n. 2"'. altos i' baixos ; a tratar na m tma
ra n. 29. l3
3 Antonio l'.ernardino dos Reis embarca pa-
ra o Rio Grande do Sul a sua escrava de nome
Izabel, de naci Angola. 3
3_OSr. J. I'. S. lenha a bondade de mandar
pagar a emita que deve na venda da ra dai La-
rani-'f-iras ha 3 anuos, ate o fita de Dezcmbro,
te nao qui/er passar pelo rjesgosto de ver o MU
nome por extenso, e usar-se dos meios judi-
ciaes. [6
3 Tima a andar em prara do Juizo da pri-
meira varado CivH pun ser arrematado a quem
pagar o palmo por 8/ rs. o terreno j an-
nunciado entre as duas ponte* da estrada da
Magdalena, ('om BlgUOS arvoredos do (rulo,
que foi desmembrado do sitio de Jos Joaquim
liezerra eestevea forado a Joao Tilomas IV-
reira e boje isento de loro que tem cen pal-
mos de frente na estrada 520 de fundo e oes-
te 75 de largura ; assim como se vende a quem
o arremataras bemfeitorias da casa e cacimba ,
que nelleexistem por 2oo# rs., Rea nao o ar-
rematante abrigado a siza de urna e outia cou-
aa. (11
3 SERRARA BYDRAUL1CA DO PISA.
Us propietarios aviso as pessoas, que leem
amarretlo laura ou sedro para serrar ,
que, estando de tuda prnmpta o seu estbale-
cimento, propSem-sea fazer o dito trabalho
com pereicao, serrando a madeira de qualquer
grossura que seja exigida e com toda a brevi-
dade pcssivel ; para ser mais cornmodo as pes-
soas, que se quiserem servir da dita serrara,
os propietarios tomarO e ent'egaro a ma-
deira em qualquer porto designado : e para is-
so trata-se com Buossard, na ra Nova n. 311 ,
ou com Roulilrcau no sitio do Pisa junto de
S. Treresa em Olinda. (12
2Na padariu da ra da Solidada n. II, pre-
cisa-se de un tionieui amassador, e que tenba
alguma Ireguesia. (3
Pede-se por especial favor ao Sr. que
por este Diario annunciou ter apparecido um
moleque na matta da Torre de ver se o mes-
mo tem os signaos seguinles : crioulo de 1?
a 14 annos com o andar bastante apressado,
gagueija quando falla de pressa tem urna das
faces amasjada, e d pelo nome de Jos Casuca,
pelo qual lie bem conhecido DO Forte-d-..-.Mal-
tos, sendo que seja, pode manda)-o levar a ra
da Senzalla-velha n. 94, que se pagar todas
as despesas, e sedai 50/rs de gratificacao.
Antonio DSS Souto faz. publico que se
acha despidido de sua casa Antonio Jos da
rece bii a
nenbum
Fonseca; prtanla qualquer divida
de
pelo mesma depois desta data (ira
effeito.
Alupa-se ou vende-se um escravo de
uacao ptimo socadorde assucar, e apto para
qualquer servico ainda mesmo ganhador, que
d 640 rs. por dia maco e robusto ; urna pre-
ta de nacao com habilidades ; uns pedacos de
pedra proprios para soleiras ; em Olinda ra
de S. liento n. 3 ; na mesma casa lava-see en-
gomma-se com todo aceio e precocommodo.
l)ao-se 600# rs. a juros sobre penhores
de ouro, prata ou predio livre e desembara-
zado e mesmo em pequeas quantias ; quem
precisar annuncie.
Na ra Uireita n. f>9, precisa-se de um
amassador, e um forneiro para urna padaria na
Boa-vista.
O Snr. A. A. P. B. -queira ir ou mandar
pagara quanlia de 3/rs. que pedio empres-
tada lia mais de oito tne2es na ra das Cru-
zes n. 42 do contrario ser o seu nome publi-
cado par extenso.
I A pessoa que havia pedido ao falleci-
do Manoel Joaquim Pedro da Costa, para man-
dar vir do IIo de Janeiro urnas colleccoes de
leis queira entender-se na casa da viuva do
mesmo, visto ignorar-se quem seja. (4
1 No engenho Macug da freguesia de S.
Amaro Joboato precisa-se de um destilador
de ago'ardcnte, edoum (eitorde harta, que
entenda de outros servicos de. campo como la-
vrar da arado, V,c. ; quem se quaer ajustar pa-
ra taes empregos apresente-se habilitado
com documentos ou informacoes satisfatorias
no mesmo engenho ao seu proprielario e nes-
ta praca ao Sr. Antonio Baptista liibeirc de Fa-
ria Jnior na ruado Queiinado loja do fa-
sendas n 46. (11
I A pessoa que no dia S do correte as
8 boras da Koute enlregou a um preto um
cavallo, na poute da Boa-vista para segurar, e
nao aparecendo mais quem o enlregou e fi-
cando muito tarde da noule o preto retirou-
se com o cavallo; quem for seu dono, dirija-se
a ra do Livrarnento, artuasem de louca e mo-
Ihadon. 2a que dando os signaes, ser entregue
1 Offerece-se um moco Portugus chega-
do, ha pouco tempo para trabalhar ern qual-
quer sitio BOSta praca ou lora della o qual
tem alguma pratica ; quem a precisar, dirija-
so a ra das Cruzes loja de pintor u vidracei-
ro n. 28. (6
1 Quem precisar de duas amas para casa
de pouca familia ou hoinum solteiro para
todo o servico, dirija-se a ra do Jardim n. 36.
- Compra-se urna
crrante de bom ouro,
sem (eitio e.estando em bom estado ; na ra
da Senzalla-velha padaria n. '.)4.
Compra-se a lista da ultima lotera que
corroo, de N. S. do Livrarnento; na praca da !de dous mezes ,
Indepjnden'ia n. 7. com leite ; uma
2Comprao-se dous mil palmos de pedrada engomma muito bem e cosinha ; outra dita de
cantarla da trra que sirva para caes; na ra: 22 annos, cose, engomma. borda, e az lavarin-
Miguei nos Alagada de pedra c ca, caaos
proprios oites meieiros quintal murado e
cacimba; na ra Nova n. 41, segundo andar.
I Vende-se uma escrava do nacao parida
com uma cria muito linda e
dita de 18 annos recolhida ,
de Apollo n. 6 a fallar com Salustiano Augus-
to Pimenta de Souza Peres. 'A
2 Compra-se uma morada de casa terrea ,
quetenha i quait is quintal murado e cacim-
ba sendo no bairro da Boa-vista as ras da
Gloria Velha S. Cruz, ou Conceicao : na ra
das Crasas n. 41. 5
2 Compr-So-se cffectivamente para lora da
provincia mulatas negras, ernoleques de 12 a
20 annos pagao-se bem ; na ra Nova foja
de Ierragens n. 10. (4
Vendas
1Vende-se sal de Lisboa, muito alvo; a
bordado brigue Helena, ou na ra do Vigario
n. 19. 3
Vende-se ou permuta-se urna preta de
nacao, boa lavadeira ptima para o arranj >
de uma casa robusta e sadia par um preto
que sirva para o trabalho de campo, e que seja
moc_o e robusto; no Atierro da Boa-vistan. 12,
das 9 horas da manhaa as 3 da tarde
Vende-se cera de carnauba; na ra da Sen- [
z.illa-velha n. 114, casa de Joaquim Lobato.
Vende-se ladrilhode marmore por pre-
co cornmodo ; na ra da Moeda n. 7. primeiro I
andar, ou a fallar com Firmino J. Felis da Rosa I
\ndem-sc sapatos de couro de lustro
para senhora a 2^ rs. ditos de rordavao e de '
marroqulm a 1280 rs. borzeguins para se-'
nhora a homem botin?inhos e sapatinhos pa-
ra meninos, sapatos de bezerro com pala pare
homem a .">'200 rs. ditos de marroquim para
dito, pentes de marfim para alisar a 1280,;
! 'i U) e lOrjO rs ditos de baleia para segurar'
cabello, caixas debtalo para rap a 400, 480,
660 o 640 rs. ditas de massa de tartaruga a
(mu rs. gargantilhas pretas de missanga a
fiOO e 1/ rs. ditas de filagra a 1440 rs. sus-
pensorios de seda caslicaes de casquinha a
2600, 2JO0 e y rs. ricas litas de seda lisas e
lavradaspara chapeos de senhora, ramos de
flores para ditos agulhas francesas em caixi-
nhas a .'>20 rs. ditas em carteiras a 400 rs ,
linha de carretel branca a 240 is. a duzia a
muito acreditada linha de carretel branca de
200 jardas a 960 rs. a duzia, agulbas portu-
guesas curtas para alfaiate bocetas e bahuzi-
nhosde pinho pintados luvas de seda curtas
para senhora a 600 rs., ditas compridas a 1600
rs. meias de seda para homem e senhora di-
tas de algodo pretas para senhora ditas para
padre a 640 rs ditas brancas para meninas a
'280 e 320 rs. luvas de cores para homem ,
papel de peso dito de machina dito meia
hollanda macass perola pomada francesa ,
e banha superior agoa de Colonia sabonetes,
essencia de rosa e jin completo sortimento
de miudcsas por proco muito barato ; na ra
do (Jueimado junto a ra do Bangel n. 67.
Vendem-se meias de seda preta de peso
para senhora e meninas sapatos de duraque
preto, branco e de cores com fitas e forrados de
pellica botins e sapatos de bezerro para me-
ninos botins, butes e sapatos do couro de lus-
to ; uma inulatinha de IS annos, engomma,
cose, e he recolhida por isso ptima para
mucama ; duas negrinhas de nacao de 11 an-
nos, de muito boa conducta,|cosem, e cosinha;
uma dita de nacao boa cosinheira ; urn cabri-
nha de 12 annos ; um moleque do 8 annos ; 4
escravos de bonitas figuras; um dito canoeiro ,
e com bastante pratica de sitio ; na ra FWrel-
ia n. 3. i ll
I -Vende-se, por precocommodo, una ca-
sa de laipa sita na povoafo da Vanea com
35 palmos de (rente e mil de fundo ; na ra
do Bangel n. 54, a tratar com Victorino Fran-
cisco dos Santos. (4
1 Vende-se uma preta crioula de US annos,
com um muiatinho de 7 mezes a preta he boa
engommadeira cose, cosinha e lava ; na ra
do Vigario ao p do Sr. Antonio Joaquim Fer-
reira de Sampaio ao comprador se dir o mo-
tivo da venda. 6
I -Vende-se tinta de escrever em garrafas e
boies (eita pelo Sr. Francisco Antonio Basto,
a mais bem fabricada, que tem apparecido nesta
provincia, por preco cornmodo ; na ra da Ca-
dei i do Recif loja n. 44 (5
I V ende-se, por barata preco uma ca-
nda grande em muito bom estado, que pega
em mil lijlos (ie alvenaria ; na ra do Livra-
rnento n. 0, primeiro andar. (4
1 Vende-se urna preta crioula para en-
genho de bonita figura e he boa quitandei-
ra ; em Fara-de-partas ra do Pillar, por
baixo do sobrado n. 63. (3
1 Vende-se uma carroca nova de sicupira,
propria para um, ou dous bois; na ra da Au
rora n. 26. (3
1 Vende-se superior tinta preta de escrever,
que j he bem condecida a sua bondade; na ra
de S. Bita-nova n 88, e na ra da Cadeia-ve-
Iha loja de ferragens n. 63. ,3
1Vende-se rap de Lisboa chegado ltima-
mente ern libras e oitavas cha hisson mui-
to bom ; na ra do Collegio loja do llena-i
es n. 4. (4
Vende-se uma preta de 25 annos, perita
cosinheira de um ludo laz todas as qualida-
des de doces enlende de padaria e he boa
lavadeira ; na Solidado indo pela Trempc la-
do direito, quasi ao p da igreja, n. 7. (5
3Vendem-se saccas com dous alqueires e
meio de farinha de muito boa qualidade che'
gada ltimamente do Bio de Janeiro e por
preco cornmodo ; na ra da Cadeia do Becife ,
n. 12. (5
3 Vende-se uma porcao de barricas com
muito bom sebo por precocommodo ; na ra
da Cadeia do Becife, armasem n 12. (3
3Vende-se um piano e um relogio de cima
de mesa ; na ra Velha sobrado n. 63.
5 Vende-se a mais bem labricada tinta de
escrever, excedente pelas suas qualidades de
se tornar mui preta, fita e de resistir acea
de qualquer acido ; na ra do Livrarnento, to-
ja de miudcsas n. i). 5
3 Vende-se um escravo moco de bonita fi-
gura ; na ra das Larangeiras n. 22. (2
3 Vende-se um forro completa para sala
2__ Vendem-se barricas vaie?, nropriasp.
ra armasem de assucar em grandes o peque-
as perces; na ra da Senzalla-velha n. 106.
2Vende-se, por preco barato uma porcao
do salmuit grai-Jo ern grandes e pequeas
porces ; a tratar na'ra Nova com Manoel
Ferreira Lima. '/i
2Vendern-se 14 paos de condur de II! u
12 palmos de comprido do boa qualidade e
por preco cornmodo ; na ra da Praia n 21. (3
2 Vendem-se saccas com farinha de man-
dioca ; na ra da Cadeia-velha n. 35. (2
i_ V'ende-sebolaxa muito boa e nova feita
da melhor farinha chegada, ha pouca, da Eu-
ropa propria para arranjode familia e tam-
bein para embarcaefies, par ser de malta dura ,
e vende-se pela cornmodo preco de 3# a arroba,
eem grandes porces sedar mais em canta ;
no Forte-do-Mattos por cima da venda da
Allem ou a fallar com Jos Saporiti na Al-
(endega ou na praca armasem de J. M. Pal-
meira.
2 Veride-se ladrilho de marmore de 12 pol-
legadasem quadro azues'e brancos com os
seus competentes cantos j corlados, par pre-
co cornmodo ;_a fallar com Jos Saporiti na
Alfandega ou na ra Nova n. 65 primeiro
andar 6
2Vendem-se duas pretas e uma parda ,
boas cosinhoiras, lavadeiraso engommadeiras;
na ra do Crespo loja n. 2 A. (3
'2 Vende-se manleiga ingleza a 6*0 rs. ,
queijos a 1120 rs. cha hisson a 2240 rs. dito
uchim a 1600 rs. tapioca do Maranhao a 0
rs. gomma de araruta ou matarana a 20 rs.,
bolaxinha americana a 200 rs. presunto dito a
3^0 rs. paneiros com urna quarta da medida
velha de sal a 500 rs. gamelas de lodosos ta-
annos e precos de boas madeiras ; na venda
da esquina da ra do Arago que vira para
a S. Cruz, n. 43. {&
2Vende-se ou troca-se por um preto, um
moleque muitaesperta propriopara aprender
oflicio ; na ra Nova loja n. 15. (3
2 Vendem-se duas moradas de casas de 2
andares cada uma sitas na ra Nova ; uma
dita de dous andares nos Quatro-cantosda Boa-
vista duas ditas terreas junto ao mesmo,
urna dita terrea na estrada do Manguinho, urna
dita na ra do Padre Florianno um terrena
com alicerces no lugar do Caldeireiro, uma mo-
rada de casa de 3 andares na ra do Arnorim ;
a tratar zam Manoel Caetario Soares Carneiro
Monteiro. (M>
2 Vendem-se 3 escravos novos de boas
figuras ; na ra da Cruz n. 3. ,2
2 Vendem-se 9 escravos, sendo uma mo-
leca de AS annos com habilidades; 3 pretas de
20 annos boas quitandeiras; um moleqne po-
Qa de 12 annos ; duas negrinhas de 12 annos ,
duas molecas de 17; dous pretos de 2o, proprios
para palanquim ; na ra do Rosario da Boa-
vista n. i'iS. (7
2Vendem-se tamarindos por junto e a
retalho em toda a medida ; no sitio da estrada
de Bellem na entrada do becco do Espinheiro,
do lado esquerdo.
Escrayos ''fgidos
Compras
1 Compra-se um moleque., ou muiatinho
de 12 a 15 annos que naa tenha vicios nern
achaques; na ra doQueimsdo loja n. 5. (3
que com ponta de lustra para meninos e meni-
nas meias do la proprias para doenles ligas
de seda linba de marca em miadinha mui
fina, escovas inglesas para cabello, (ato, e den-
les, apitos grandes de marfim, colheres de
marfim de tirar rap suspensorios de seda
para meninos meias de linho abertas para se-
nhora dedaes de marfim um completo sor-
timento de oculos e vidros e tambera se pe
vidros nos mrsmos; na ra da Cadeia-velha ,
loja n. 15, do llourgard.
Vende-se uma porcao de couros surrados ,
e outra de velas de carnauba, viudas do Ara-
caty ; ua ra Direita venda n. 72.
Vendem-se saccas com eijao muiatinho ,
bom e barato no armasem de Fernando Jos
Braguez, junto ao arco da Conceicao.
Vende-se nm bom cavallo de estribara,
gorda, de bonita cor, bem feito, carrega e tam-
bem esquipa alguma cousa e he muito forte
para yingem ; no corredor do Bispo, logo no
principio, indo do Becio a esquerda casa
terrea nova de fronte do sitio do Sr. Carvalho.
Vende-se au aluga-se um preto de 25 an-
nos ilustre campia como do carniceiro ,
he muito diligente em ludo e bom comprador
de ra ; no acougue francez deronto do estado
maior do corpo de polica.
1Vende-se uma canoa que carrega 800
lijlos de alvenaria, em bom estado, e por pro-
co cornmodo ; na ra do Caldeireiro armasem
de madeiras de Jos Antonio de Moraes. (4
1Vendem-se queijos londrinos os melbores
o mais (rescaes que aqu teem vindo, inteiros
e a retalho ; no rmaselo n. 44, da ra da Al-
landega velha. (4
i Vende-se uma casa terrea com sotao na
ra dos Copiares n. 2; nocartorio dos Orphos,
na ra das Flores so dir quem vende.
i Vende-se cerveja branca e preta de su-
perior qualidade, por preco cornmodo, em
porces de duas duzias para cima; no Forte-
do-Mattos ra do Arnorim n. 35. (k
5Vende-sc a casa terrea n. 70, da ra de S.
tro para homem e meninos botinas de dura- de lindo u brilhante papel dourado; uma balan-
ca grande com pesos de bronze e ferr ; urna
porcao de Diarios e outros impressos a peso;
2 bahus glandes com pauco uso ; na ra de
Apollo n. 6. (0
3Vende-se a vendada ra do Collegio n.
21 muito-bem alreguesada e com poucos
fundos, a dinheiro, ou a praso com firmas a
contento do vendedor ; a tratar na mesma ven-
da, (o
3Vende-se o botequim do becco do Azeite-
de peixe com poucos (undos; a tratar no mes-
mo botequim. f3
2 Vende-se superior cha hisson de caixa
grande a .^ 2300 e 20 is. manteiga ingle-
za a 640, 720, e 960 rs., dita franceza a 640 rs.,
dita de porco a 360 rs. biscouto Irancez fino
em caixinha de duzia a 240 rs. espermacete
americano a 8S0 rs., dito francez deo e 6em Ib.
a 760 rs..carnauba de 7e 8 em libra a 320 rs.,
farinha do Maranhao a 80 o 120 rs. passas no-
vas o grandes a 320 rs. figos de comadre a 210
rs. amendoas de casca malea 280 rs. clii-
colale a 280 rs. uvas grandes a 400 rs. ceva-
dinha de Franca a 240 rs. queijos a 1280 rs.,
bolaxinha ingleza a '2i0 rs. letria a 260 rs.,
macarrao a 240 rs. talbarim a 240 rs. azei-
tonasa280rs. a garrafa e ancoretas a J5O0
rs. caixes de doco de goiaba fino a 320, 72o
e 880 rs., linguicas a 480 rs. paios a 240 u
280 rs. presuntas de quartos pequeos a 480
rs. a libra, toucinho de Lisboa a 280 rs. e
de Santos a 200 rs. esleirs de Angola a 320
e48 rs. a verdadoira genebra do Hollanda ctti
gigos de duzia a 400 rs. a botija cerveja a 440
rs., e a duzia a 5^ rs. licores rancesos finos
de todas as qualidades, quarlintias grandes a
I20e240rs. sal em paneiros de uma quarta
a ili rs. vinhode Lisboa a 1600 rs. a caria-
da e a 220 rs. a garrafa, dito do Cele a 1280 rs.,
uma porcao do louca vidrada ludo por junto
a "22o rs. a peca e outros mtitos gneros por
preco cornmodo ; ua ra larga da Rosario ,
venda da esquina por baixo do sobrado de 3 en-
dures !. 89. (3i
Fugio no dia 'J do corrente, indo entregar
pao em S. Antonio, o preto Manoel, Congo ,
bastante ladino, estatura regular, cor preta, sem
barba corpo regular ; quem o pegar, leve a
ra da Senzalla n. 90, ou r.a ra Direita n. 69.
Desapareceo no dia 6 do corrente, no ra-
minho do engenho das Mallas para o Becife ,
um moleque crioulo de nome Francisco e um
preto forro de nome Francelino um de 12 e
outra de 14 annos; elles levaraa um cavallo
castanhocarrgado com dous bahus pequeos;
quem os pegar, leve aa hotel Francisco, na ra
do Trapiche que receber 100^ rs. de grati-
ficacao.
1Fugio um muiatinho de 15 annos, cabel-
las crespos cor paluda, tem um talho no ros-
to sobre uma mancha preta corno panno; quem
o pegar, leve ao seu senhor o Tenente Coronel
Mnoel Joaquim nosAfogados, quo ser re-
compensado, (i
I No dia 8 do correnlo do engenho dos Pe-
reiras freguesia de S Antao fugio o escra-
vo l.uiz crioulo alto, secco do corpo, cor
preta. rosto redonda, testa grande, cabello
rente com todos os dentes, o qual veio do i'a-
ja da lugar do Bom Jardim tundo pertenci-
do a Francisco de Barros Souza morador no
mesmo lugar ; quem o pegar, leve ao dito en-
genho ou na praca da Boa-vista n. 19 que
receber 50/rs de gratificacao. (lo
No dia 20 do p. p. fugio um preto de
nacoliaca de 18 annos, de nome Pedro, bai-
xo, rosto marcada do bechigas tem uma ore-
Iba lurada uma bolida no olho esquerdo ; le-
vou camisa do algodao da trra e de mangas
curtas e coroulas do mesmo panno com urn
bon de palhinha do varias cores a maneira de
rede; este preto'trabalhava de servente de po-
dreirocomo mestre Manoel e agora venda
(rutas do sitio ; quem o pegar, leve a ra do
Livrarnento, sobrado do dous andares defron-
te das catacumbas ou na estrada do Joao do
Barros sitio defronte da Conceicao quo se-
r recompensado
>, TY1\ DE M. F. DEFAMAIO44,


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