Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05244


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Full Text
v
A nno d 1844.
Ter^a Feira 10
H
O jti^nio jiulilira-f* lodoa. o? diasque nao orem aanitfica.'ns : o preco da aeignelora
bj I tros ii rs. por quartef pagos adiantadoa. O* annuncioedoa aseignanles sao inMridoa
g alia, O* do* que nao forera raijo de SO rea por linlia. Aa rec.lauajee dereni ter diri-
gas jet* J'jp., ra daa Crures n. 14 ou a prsga da Independencia luja da lirros n 'i i ,
PARTI)A DOS CORRRIOS TERRESTRES.
DAS DA SEMANA.
9 Seg. a. Leocadia. Aud. do J. de J> da '.'. t.
10 Irc Melehiadea. Re, aud. doJ. da D.del.T.
11 Quaitaa Damaio. And. do J. da D. da i r.
i Quima, Justino. Aud do J de D da 2. t.
j3 Silla. I.niza. Aud. do J. da D. da i. .
14 Sab. Agnello. Re.
15 Doto s. Kuieliio.
wmrnrwrrMwtTMnwBmmmmmmammm
de Dezembro.
Anuo XX. 376
ludo pora dapand* da nos <: da noesa prndancia. oiaracio" '!' o
linuenoa como principamos. aeraaaua aponladoa rom aamira^ao^ uin i^nijioaJ m*i
cultaa. (J
fProolamajja da Aaembla Gnal *: >::!.
/ CaasbiciebreLondr.s 5 l|g .51|
11 Paria hli tria por [ranso
Lisboa 110 por tttti de premio
C1MIIOI no bu !> I>K lOrKVIBHO.
Moedada cobre ao par.
Idaaa da leirae da buaa Croas
pOr ojo
Onra-Moadi 6,400
V
a .'.a t.UOu
Praufaiacda
u Pmm colmuaaarea
JJiloa gaaucanoe
17 000
1G.&U
!>,400
1,920
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4.V.U
venda
17,-00
17. '00
y. << JO
1 y>
1 .too
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phases da la no mez de dezexbro.
La cheie a 26 aa _'oraS e 4 nain. da m 1 Luano,. ) | y |, r A ai d tarifa.
Xinguante ilu : Wes a i rain da larde I Creiceols S n > i> aa. da larde.
Vreamar de hoje.
Ptimaira a i liur* onn lt da ninba. | Segundo as 5 hora 4- minuioada larde
I!
......... < .._:. _.
DIARIO
PERNAM
W-"nTHrTU3Ugfcag;J
t.liSZ.^.
.. ij.....----- .. J >'
4C "Vi'iT THWMU
PARTE OFF;CIAL,_
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 3 DO PASSADO.
CircularA's Cmaras Muncipaes da pro-
vincia ordenando, que at o dia 15 de Ja-
neiro prximo futuro remeltao Secretaria da
Presidencia um relatorio circunstanciado do
estado dos respectivas municipios, com de-
claraco das suas mais salientes necessida-
des, e dos rneios mais proprios a mitigl-
as. No mesmo sentido se officiou ao Di-
rector do Lyco, a Administracao dos estabe-
lecimentos de Caridade e do patrimonio dos
orpbos, a cerca dos estabelecimentos, cuja di-
roccoo est a o seu cargo.
OfficioDo Secretario da provincia ao Ins-
pectar da Thesouraria da Eazenda transmit-
tindo, para seren executadas as ordens do
Tribunal do Thesouro de ns. 222 a 225.
DEM DO ia 4.
OfficioAo Commandante das Armas, ap-
provando as propostas, que 'ez. do Capitao da
3.mclasse Joaquim de Pontos Marinho para Ca-
pitao Tenente da mesma Francisco Antonio
da Fonseca Galvao para Tenente e Alferes ila
dita Quintiliano Henriques da Silva Primavera
para Alferes, da companhia provisoria : dieen-
do, faca constar estes Officiaes. que devem
sollicitar os seus titulos na Secretaria da Presi-
dencia; significando, que vai expedir as preci-
sas osdens para o alistamento das demais pracas
necessarias para o complemento da compa-
nhia; e recommendando que quanto antes or-
ganise a mesma companhia.
DitoAo Bacharel .Caetano Jos da Silva
Santiago, accusando recepgo do oflicio.em <|ue
participa ter chcgado Goianna no dia 25 de
Novemb'o prximo passado e entrado logo em
exercieio da vara criminal respectiva do que
he proprii'tario.
PortaraAo Incpector do Arsenal de Ma-
ri nba, ordenando, que faca pagar agencia
das barcas de vapor fiesta cidade a quantia de
97,000 rs. pela passagem das pracas de pret e
do Escrivo d'armada, que para o Norte frao
transportados no vapor S. Salvador.Com
municou se ao Agente da companhia das barcas
de vapor.
dem do da 5
OfficioA' Cmara Municipal d'esta cida-
de.Nflo podendo qualilcar-se crime de deso-
bediencia, para ser punido com as penas do
artigo 155 do cdigo criminal, o requerimen-
to do Vereador, que cntendeo dever a Cmara
discutir a deliberacao, j i tomada de apurar
conjunctamente com os outros o collegiu do
| Ouricuri, contra o que Ihe fra insinuado por
este Governo, em deferimento representado
dealgunsdos seus membros ; porquanto urna
semelhante insistencia da parle do dito Verea-
dor nao passa de ser urna falta de deferencia a
urna medida suggerida pela primoira autorida-
de da provincia pela supposicao talvez', de
ser o negocio excntrico das suas attribuicoes
administrativas, vista do que pelo Governo
Geral j;i foi declarado em aviso de 13 de Janei-
ro do 1843, sem se attender a que, no caso
vertente, n8o se da cssa supposta ingerencia ,
quanuo o Presidente, conscio de que he nao
compete decidir sobre a legitimidade'da eleicffo,-
nao pretende, que seja excluido algum dos col-
legios, e lembra lao somenle como medida
preventiva, que se tome em separado a votaciio
d"um d'elles, ecunvindo, para se nao parausar
o acto da apurarlo, que he do mais palpitante
interesse nacional fazer subir a Cmara do es-
tado de collisao, em que so achao os seus mem-
bros, pelas encontradas opinioes, que professo
respeito questo; nenhum outro meio ne pa-
rece mais curial que o de por votaedo o in-
dicado requorimento, observando-se o que em
resultado se vencer; e quando venha a ser re-
fmc. mando fazer esta obra sob sua immediata di-
rercao.e administracao do Ajudante dos Knge-
nbeiros Manoel [,ouroncodo.Mattos,(|uo diz a-
char-sepor ora desoccupado;erecornmendando-
Iho a maior economa, para que se nflo despenda
rr.asdo que a quantia oreada. -Conrnunicou-se
ao Inspector da Thesouraria das Kcndas Provin-
ciaes e ao Inspector-l'iscal das Obras Publicas.
DitoAo Inspector do Arsenal de iSIarinha ,
ordenando, que remella para o de Guerra,pare
ser empregada, quando d'ella houver necessi-
dade urna das bombas de apagar incendio ,
existentes na repartico seu cargo.Deter-
"ririnou so ao Director interino do Arsenal de
Guerra, que recebesse e lizesso guardar a bom-
ba, para d'ella fazer-se uso as occasioes do in
cendio; eao Commandanto Geral do corpo de
Polica, que nessas occasioes mandasso para o
ultimo dos mencionados Arsenaes os soldados
necessarios para o servico da mesma bomba.
Commandr das Armas.
expediente do DIA 16 DO PASSVDO.
OfficicioAo Exm. Presidente, informando
geilada e nao acceita a insinuagao d'estc Go-' o requerimento do Guarda Nacional aquartela-
verno, Vnices. me participarlo, dando as ra IdoJoao Pedro Paulino dos Santos, no qual
Oes, em que se (undrao fim de que sejao I snpplicava trinta (lias de licenca sem vencimen-
sario-Pagador aos vencimentos tirados ao Aju
danto na razio do 31 dias.
Dito Ao Commandante do forte do Buraco,
accusando o recebimento do relatorio do estado
do mesmo lorie e devo!vendo-lhe a rcqrjisico
do armamento, palamtnto e utensis paradella
excluir os que iao notados a margum.
DitoAo cidadao Jos; Domingues Nevos,
autonsando-o a dar por emprestimo oito opas
encarnadas ao portador Jos .Maria da Cruz ,
para gervirem na procissao do Corpus Chritti
no dia 17 deste me/, e exigindo urna relacao
das alfaias e ornamentos que etlSo em seu po-
der, rJorteocentea ao extinelo hospital militar,
e que frao entregues ao Padre Neves quando
em ISi-l se qui/. collocar o Sagrado Viatico
na igreja da Solidado.
DitoAo Major Commandante do corpo
de Infantariade Guardas Nacionaes destacado
exigindo um moppa da for^a do mesmo corpo,
com declaraco do n. de pracas fornecidas pelo
batalho dos Afogados.
i---------- i i lu i; ...i
EXTERIOR
FOLMITO
o re. o
9..
PR1MBIRA EXPLICA aO.
A cada hora que soava, Ricardo pensava,
quanto devia ella parecer longa pobre des-
terrada, e por isso procurou dar ao lempo as-
sim nutrido de um eterno aborrecimento alguns
alimentos menos amargos. Elle mandou vir
de Pariz para Valentina livros, msicas, urna
tiorba, instrumento naquolle tempo muiloem
voga, um tearde bordar e todos os utensilios
necessarios para o trabalbo de mulheres, eal
um genuflexorio com seu Christo de marim,
e coxim de velludo, porque elle entenda que
urna dama da corte devia ter necessidade de
luxo at para a orac,3o. Ricardo fa/.ia deposi-
tar estes objectos no qarto da condessa na sua
ausencia, e reioinmendava a mullier emprega-
da no seu servico, que Ihe dissesse ser sua a
lembrancade Ihe procurar estas distraces, por-
(*) Vida o Diario n. 275.
levadas ao conhecimento de S. M o Imperador,
para que o Mesmo Augusto Senhor hoja de de-
cidir, se he ou nao permittida aos Presidentes
a ingerencia, nos termos d'esta vez praticada ;
e se as Cmaras .Vlunicipaes devem ou nao con-
lormar-se com as medidas insinuadas pelos mea-
mos Presidentes em ordem prevenir inconve-
nientes, quaes os que se pdem seguir de se
nao adoptar aquellas de que se trata.
Por esta forma icao terminantemente res-
pondidas as rcpresenlages dirigidas por parte
de uns e outros membros d'essa Cmara, entre
s dissidentes sobre o modo de proseguir na a
puracao seu cargo que dever ser quanto
antes concluida, sob *ua respoiisabilidade.
DitoAo Inspector do Arsenal de Marmita,
remetiendo, para ser archivado na respectiva Se-
cretaria, e franqueada a sua leitura aosNnuticus
e Officiaes d Armada, que o qui/erem consul-
tar, um dos exemplares, que Presidencia ro
molleo o Gerente do Consulado da 1'ranc.a nes
ta cidade da descripcao e nomenclatura dos
fares accendidos, no 1. de Julho d'esto anno,
as costasd'aquelle paiz Igual remessa so fez
a Associacao Commereial d'esta praca.
Dito Ao Engenheiro em Chefe das Obras
Publicas, dizendo, que visto, segundo informa
a Thesouraria das Rendas Provinciaes, nao te-
rem apparecido licitantes ao empedramento do
pateo do palacio do Governo, cumpre, que S.
to para ir a villa do Cabo tratar de seus nego-
cios.
DiloAo Commandante Superior da Guar-
da Nacional deste municipio, communicando-
Ihe que o Exm. Sr. Presidente, altendendo as
difficuldades em que estava o corpo de Infan-
taria de Guardas Nacionaes destacado de acom-
panhar a procissao de Corput Christi no dia
17 do crrente, esolvCra que em dito dia ds-
se a guirnico da praca e que o batalho de
Guardas Nacionaes detalhado para este sorvico o
substituisse no arrumamento.
DitoA Commisso iucumbida de tomar
contas ao corpo delnfantaria de Guardas Na-
cionaes destacado remettcndo-lhe as relacocs
dos objectos que o mesmo corpo recolheo ao
Arsenal de Guerra, como que ficava preenchi-
da a exigencia feita em officios de 11 e H do
corren le.
DitoAo Capito Antonio Dornellas C-
mara Presidente do concelho do guerra do
soldado Manocl Felis da Rosa dizendo-lbe
que, estando impedidoo primeiro Tenente IVIa-
rinlio vogal do mesmo concelho, nomera para
o substituir ao segundo Tenente Luiz de Fran-
ca de Carvalbo.
Dito Ao Commandante do forte de Gaih ,
di/endo Ihe que, sendo os vencirnentos dos Of-
ficiaes contados mensalmonte a razao de 30
dias, justa fraa impugacao feita peloComuiis-
que elle se envergonzara de Ihe ser attribuido
tao miseravel favor feito aquella a quem ludo
havia tirado.
A Sr." de I.ussan, afora o dinheiro joias,
bavia conservado todo o mais de seu uso, que
se achava na carruagem ; de sorte que no seu
quarto.que em vez de tapetado era simplesmen-
te forrado de esleirs de pal ha, e onde a hera
servia de cortinas s vidracas.os vestidos de seda
eslavao semeados sobre grosseiros assentos, as
luvas perfumadas, a mantilha, o leque, como
a tiorba o msica arrumadas sobre um baha de
carvalbo, as essencias corrio em vaso de barro,
e Valentina via-se sempro bella e nobre dama
em um espelho de tres palmos posto sobre um
fogao de pedra.
Semelhante contraste existia na sua alma :
sobro as nuvens da tristeza e sombras do abor-
recimento passavao sempre luzes de esperanza,
que pareciao a radiante aurora dos bellos dias
futuros; todos os seus presentimentos, todas
as revelaeoes da sua alma erao meigas para a
(oven condessa, e como que Iheduiao :con-
sola le o aguarda.
Depois do momento em que o filho de Am-
brozio e a dama d'bonor de Maria-Tliereza ha-
viao ousado conversar a despeito dos elementos
eMBJMtaetjra
de odio.e lembrancas h.rriveiss, elles se haviao
enlretido de novo muitas ve/es. A condessa,
desde a conversaco que ella havia sorprehendi-
do entre o velhoAmbrozio e Ricardo, nao tinha
mais a este como seu oppressor, e antes oomo
urna segunda victima do fantico velho. Ella
via cntao Ricardo tal qual era, simples filho
do campo, dotado de intelligencia e coracao,
nutrido de urna eiiocacao religiosa e potica
A rpida scena do bosque de Montlhery se apa-
gava ao longe ; o salteador desapparecia por
traz do joven e bello camponez: tal be a forca
do presente contra o passado, tao poderosas
sao as impressdes diurnas. Mas a differenca
de classes subsista sempre em toda a sua exten-
so, e entre elles era urna barreifa intransita-
vel ; a semelhanca de idade, de belleza, de
gracas de espirito nao podia vencer a repugnan-
te dispandade do vestido de seda e da vesta de
burel ; ea condessa conversando com Ricardo
nao suppunha anda communcar com um ente
semelhante a ella ; Mlava-lho smente por
etsa necessidade irresislivel, que leva o preso a
privar antes com um insecto, do que a licar s
ei.tre as pandes da sua priso.
Lima tarde passeiava Naler.tina nojardim
pussos lentos sem tirai osolhos do livro que tinha
FRANCA.
Tratado de pax concluido com Marrocot.
S. M. o Re dos Francezes de urna parte e
S. M. o Imperador de Marrocos, Rei de Fez
e de Suzo da outra.
Desojando terminar e regular as desaven-
cas que se teem suscitado entre a Franca e Mar-
rocos, e restahelecer de conormidade com os
antigos tratados as relacoes de boa amisade
que por algum tempo estivero suspensas.
Nomerao e delegro como seus Pleni-
potenciarios, por parte do Rei dos Francezes ,
Antonio Maria Daniel Dar-' deNion, Official
da Legio de Honra, Cavalleiro da Real Ordem
de Isabel a Catholica, cavalleiro da l.'classe
da Ordem Grao-Ducal de Luiz de Hesso seu
Cnsul Geral e Encarregado de Negocios jun-
to a S. M. o Imperador de Marrocos.
E o Sr. Luiz Carlos Elias Decaxes, Conde
de Decazes, Duque de Glucksberg, Commen-
ladur da Real Ordem de Danehrog, e da Real
Ordem de Carlos III da llespanha Camarista
de S. M. Dinamurqueza encarregado de Ne-
gocios do S. M. o Re dos I'rancezes junto a
S. M. o Imperador de Marrocos.
E por partede S. M. o Imperador de Mar-
rocos, Rei de Fez e do Suxe, Sid Douselam
Ben-Ali.
Os quaes accordrao as seguintes estipu-
lacoes:
Arl. 1. As tropas Marroqunas reunidas
extraordinariamente na frontera dos dous im-
perios ou na visinhanca da dita frontera, se-
na mao,como que pareca declararque nao que-
ra sabor da conversaco de Ricardo ; mas logo
que o vio pegar tambem n'um livro e entregar-
se a leitura, o interrumpen nesta oceupaco
solitaria.
Ella havia parado no meio de urna ra de
amendoeiras, sobre a qual dava a longa som-
bra das ruinas.
Entilo, disse ella ao rapaz, veja esta
sombra extravagante sobre a ara, nao parece,
no meio dcstas bellas llores das'amendoeiras, o
perlil de um demunio .'
Com efleto a vclh parede cheia de dentcs
e de brechas descrevia no chao formas desusa-
das e repugnantes
Eu pens, accrescentou ella, que para
se eslabelecerem nestas ruinas, Tordo obrigados
a expedir os mgicos, os nigromantes e os do-
monios, que aqui devino ter achado um asylo
que i rile i amonte Ibes convinha, porque cada um
desses recantos me parece muitoproprioa alojar
unimao espirito,c estes campos desertos devem
abundar de plantas venenosas, proprias para
composicoes mortferas.
Peco-lhc perdao, minha senhora, esses
venenos se compoem as cidades, porque a mu-
i

s


rio licenciadas. S. M. O Imperador obriga-se
a impedir, dora em dianto quaiquer reuniau
de semelbanle naturcza. V ieara smenle sub o
commando do Cid de Oucschda urna lona, cu
jo mximo nao poder,, pnssar em regra de 2,000 su de dous meiei ou antes se lor possivel.
boiin'iis. : eslo numero poder todava ser aug-
mentado se circumslancias extraordinarias e
reconhecidas como toes pelos dous Governos o
exigiram por interesse commum.
das as cousas e occasics, do tralamento da na- \ Crem Vmcs. que semelhanle gente pode ficar
cao mais faverecida. satisfeila com algum Presidente ? Olhem, no-
iinii.i ini.-i truiua. i smmeua uiii oigum i inini-mi- ; "iiinn, uu-
da, e as suas ratilicjcoes serio trocadas no pra- bral, algum pax vobis ou mesmo Manuel de
S.iu/a e entilo pode ser.
Huje 10 de Solemhro do armo da graca de
'i8i4 que corresponde ao. ... do mes de
Cbaaban do armo >la Egira de 1260.
Os Plenipotenciarios a cima designados de
- -.-! --.j e^mrtnaamaiimuwtsi'nr:.
COBREIODO RECIFB.
CORIU-.SPONUEN'CU DA CIDADE E PROVINCIA.
(Juando a praia estava na opposico, por sig
nal que era esta a mais frentica, injusta, bar-
bara e desenlreada, e alcrn de tudo istofeila
a maneira da maritalede tal qual boje a de-
fesa do Governo ; quando a praia estava na
opposico, digo eu para fingir que sofria
grande opressio, vexames e injuslices nao
cessava de proclamar eertos principios de to-
dos conlu'cidos por sua eterna Justina protes
tanda que as suas queixas procediao do des-
pinzo e atropello desses principios e nao por
ambicio vil demando eouro, queerao esses
rapases to desinteressados e despidos de vida-
de que mais parecio anjos (de raboj do que
bomens, oucreaturas de- barro ou lodo. Mas
boje que diflerenca! Se quera conhecer o
villo, melle he o cargo na mo. Hoje que
prega a praia, que la/em os maritafedes ?
Justumerileaquilloqueexprobravioaosseusad
versarios e nao s isto que ja llies parece
** y.-- t ittii|iv(Liibiain'a a '1111,1 Ill'aiUlltiUUS u
Art. 2. Impor-Se-ha um castigo eiem-|SS. MM os Imperadores de Franca e de Mar
piar aos chefes Marroquinos que d.ngiro ou I reos assignro a pr< sent convenci e Ibe po-
tolerarao aclos de-eggre.sao commeltidos em ier|o osseus respectivos sellos. '(Prtue.)
tempo de paz no territorio de Algeria o con- '
tra as tropas de S. M. u Re dos Franceses. O
Governo .Marroquinj communicaw ao (iover-
no Franee/, as providencias que tverem sido da-
das para execuco da presente clausula.
. \l. (J Imperador de Marrocos
obriga-se de novo da maneira a mais loruial e
absoluta a nao dar nem consentir que sed
nos seus estados auxilio ou supurimenlo d'ar-
mas municdes ou oulros quaesquer petrechos
de guerra a algum subdito rebelde ou inimigo
da h ranga
Art. 4." llady Abd-el-Kader be pros-
cripto [mi hora lu le) de toda a extensSo do
imperio de Marrocos assim como de Algeria.
Sera por consegunte perseguido com mao ar-
mada pelos Franceses no territorio de Alegra,
e pelos Marroqu nos noseu territorio at <|ue
seja d'elle expulso, ou caia em poder d'uma das
duas nacoes Caso que Abd-el-Kader caia as
maos das tropas Francesas o Governo de S.
M. o Re dos Franceses obriga-se a tratal-o
com atteneao e generosidade hendo por m que
Abd el-Kader caia em poder das tropas Marro-
quinas, S. M. O Imperador obriga-se n encer-
ral-o n'uma (las cidades da costa occidental do
imperio at que os dous Governos lenbfio adop
lado decommum accordo as medida indispensa
veis para que Abd-el-Kader nao possa em ca-
so algum lomar a laucar mi das armas e per-
turbar a Iranquillidade de Algeria e Mar-
rocos.
Art. 5." A delinaeio dos limites ou fronlei-
ras entre as possesses de S. M. 0 Re dos
Francezes e as de S. M. Imperador de
Marrocos lica lixada e ajustada em conformida-
de do estado das cousas reconbecido pelo Gover-
no Marroquino na poca da dominacao das
Tunos em Alegra. A execuco completa e re-
gular da presente clausula far objecto d'uma
convenci especial que ha de ser negociada e
concluida nos meamos sitios entre J Plenipoten-
ciario numeado para esseelleito por .S M. o Rei
dos Franceies e um Delegado do Governo Mar
roquino. S. M. Imperador de Marrocos obri
ga-so a dar sem demora as providencias neces-
sarias para aquelle lim e a informar d'ellas o
Governo Francs.
Arl. 6." Logo depois de assignada apr-
senla convenci cessartO as hostilidades de am-
bas as partea. Apenas bouverem sidocumpri-
das a contento do Governo Francs as estipula
(descontidas n sartigos primeiro,segundo,quar-
to e quinto, evacuara as tropas Francesas a
i Iba de Mogador assim como a cidde de u-
esebda ; c todos os prisioneircs capturailos por
un a e ontra parte serio postos immediatamenle
disposieio das suas resp divas naces.
Art. 7. As Altas partes conlrai -tan tes obri-
gio-se a proceder de boa iiitelligencia e o mais
brevemente possivel coaclusio d'um novo tra-
tado, que. sendo bascado nos que se acho pre-
sentemente em vigor tenbio por fim consoli-
da l-oi a completal-os nu interesse das rela-
ces polticas e commerciaes dos dous imperios.
No ntrelant serio os antigos tratados escrupu-
losamente respeitados a, observados, em to-
das as su; s clausulas, e gozar a Franca, em lo-
pouco; mas tudo que lia de impoltico, de in-
justo, de immoral, de infame e torpe : para que
a sua torpeza e infamia, a sua immor&lidadu e
injustica sejo mais escandalosa, mais pungen-
tes, mais hediondas, fazem da tudo um alarde,
urna ostentacao como se do virtudes e accoes
heroicas se Iratasso
Para nao reduzir a minba missiva a um es-
tirado ariigo de fundo apontarei aqui um so
exemploOuerernos diziao ellos, um Presi
denle que nao favoreca a um partido e espesi
nbo a outro um bomern imparcial, que nos
administre justica e nao favores Nao bavia cou-
sa mais jusa.e como la para ellesnioera possi-
vel que essa justica e imparcialidade se achas-
sem em um bomem, que ia de acord, com um
Ministerio, com quem os seus coripbeos se ba-
viao desamistado, exigirao outro, logo que en-
trario em transaeces e este se Ibes deo ; o
qual sem afleicoes na P'ovincia sem indispo-
siefies contra si pareca prometter o quo elles
desejaviu em outro tempo. V. io o bomem ,
fez-Ibes muila cousa, mas nao tudo quanlo el-
les quero por que para isso preciso era que
elle losse um a'utomato mas nio favoneou de
modo algnm a chamada < pposiyo que nio
existia essa que tal neme merecesse. E o que
succedeo ? \ enoscabarao-no intrigarao-no ,
depozerio no insultario-no I .. \.j
outro; pensao que os salisfcz ? Qual! Nao
deinmitlio, nao accommodou nos empregos
quanlo vadio e buriego bavia por ah com
a capa dos passa-cedulas ( o tope), encar
regou das dArenles commissoes que occor-
rerio a quem bein Ibe pareceo, os rapase-
arripiariq; veio a questo da apuraco de
votos, uao deo a decisao despotjoa insuflada pe-
lo D. queixio, |ielo doudo e seu ranxo ,
os maritafedes desatremario e lancro u ao da
suas armas senio pelos j< rnaes pelas esqui-
nas, tabernas, e bolitas, eje o bomem lien
peior cousa que veio ao mundo. E eolio?
lMar.;:
lignidade,
a inveja, a supersticio sao as suas
materias primas.
Quem jamis acreditara, conlinuou ella
sem responder-Ibe, que semelbanlecovil viria
a ser a minha inorada .' equo eu aqui deveria
licar tanto* dia< lanos meses talvcs,.. Mas
nao, quanlo mais lempo decorre, mais pr-
ximo oigo o meu livramc-nto, e a ledos os mi-
nulos espero o libertador que o co deve en-
viar-me.
He levar muilo longe a esperanca ; ver-
dade he que lendo a religii feito desla ventura
urna virluie, nao ppde o seu coracio em de-
masa pralica-la,
Pode ser que em lempos barbaros, em
que so exista a lei do mais forte, se visse rou-
bar nuilheres, o retel-as presas ; lalve se
possa anda em algum caslelin dos confitis da
Franca enterrar urna desgracada que se
quena roubar ao mundo ; mas nos das em
que vivemos, e aqui a poucas leg as da bal.i-
laco real, semelbanle attentado he impossivel.
Ricardo cheio de tristeza abaxou a cabe-
ca, nao pela dr da rcprehencao.que estas pala-
vros de Valentina parecif.o dirgir-lbe, mas pm
nao poder participar das suasesperancas.
Veja, diz ella mostrando um ramo de
a"3.T*wv*Ma,
goiveiro a borda do edificio arruinado, essa
planta eslava estreitarnenle fachada na junt
da prele, mas apezar de ser o fraco a vista das grandes pedras que a rodeiao
ella conseguio sabir da sua prisio. e hoje se
estende em liberdade, e goza de todos os ven-
tos : porque nao sahire eu tambem desles mu-
ros para tornar a gozar do ar e do espaco ?
Ricardo dizia com sigo mesmo :
- Ella s falla em deixar a sua prisio, para
loinar-se livre ; ao que parece, pouco er no
casamento que nos liga. Tem rasao. ror
mais santa que seja a formula que une dous
entes, so o amor a pude consagrar.
de urna amendoeira.
Sim, disse ella a Ricardo, para o affron-
tarcom a sua seguridade e esperanca, eu to-
rillo f no futuro. I)iiem-me que a minha in-
fancia foi che ia de falizes presagios; cunti-
me que ao nascer em ves de chorar, sorri-rne ;
quando tu era menina, urna adevinha, lendo-
me a boen dicha, disse que se ella nio livesse
enio de-I i nos como os mcus a predizer. a sua
rofissio seria mais agradavd ,. ao haveriio
tantas lagrimas sobra a trra E hoje no meio
das miobas extraordinarias desgracas, e apezar
A proposito. Nio he novo, o que vou conlar-
Ibes porquanto vem no /K-novo n. 267 que
anda pelas maosde lodos pelos ps mesmo, e tai-
ves por oulras partes ;nao he novo ; porm be e
galante, nao llavera alma lio desapiedada, que
assim nao sinta,porque beo elogio doSr.Souza,
elogio que alguem agradecido a alguma car-
guinba de rapaduras e com esperanca na repe-
lico, Ihe leceo quem d parece-se com
Dos. Dis o amigo das rapaduras e por con-
sequencia do Sr. 7#x*ra=.que elle (na ques-
tio de apura, nao apura Ouricuri) obrou___
prudencialmenti.... &[c. Se o Sr. Souza Tei
xeira obrou bem que Iba faca bom proveto nao
queremos disputar sobre obras taes porque he
adagio sabido que aquelle=que boa cama la?
nella se deitue que quem obra para elle obra.
Agora o que nio podemos soffrer lie a vil adu-
lacio com que a praia traa ao Sr. Souza =
por BXCBLLSNGI v= Esta barrigada s pode
dar o ^rut'a: s pode sabir de beteinhos doces...
Os Srs...diz-se por ah que parlein no dia
1 .' do crrante, dia que nos diz a Folhinlia de
porta e algibeira, ser de Santa Luzia Dia
de Sania Luzia parlem para unirem-se aos do
Santa Luzia,aquellos que nio sio de Santa Lu-
zia I Pernambucanos roguemos a Dos se
digne por nlercessao de S. I.u/ia. dar vista
no corpo(n'alma tem elies) dos argonautas va-
lentes as quo desta provincia parlem a fazer
parte do partido ordeiro.
O Correio quer e vai dar urna noticia agra-
da vel todos; e be a noticia = que teremoso
nosso cdigo do commercii) = nesta sesso sim,
Senhores, nao se eslejao a rir, bavemos de ler
o cdigo e cdigo commercial porque catkego-
ricumente allando temos um procurador de
casa commercial, que ha de botar os bofes pela
bocea lora a favor do'commercio. lito nio
be cousa de Costa cima que nao possa aconte-
cer : Santa Luzia ha de permetlir quo veja-
mos. .. .
Publicac?ftd a pedido.
film, Sr. Constando-me quo o Vigario
Jos C.aetano eslava em Taquary com urna
oorcaode Indios d'esla missao e que um tal
Laguiro tratava do juntar assassinos para o
ajudar a atacar esta villa, como he publico em o
distrito do Papacaca marchei d'nqui com 200
bomens, e em virtude da faculdade de que V.S.
me deo em i do mes p p., entrei no Taquary
tratei d'os prender, e chegando a casa do Ca-
pitio Jos Tavares, e depois destar debaixo de
prilio o Vigario e Raslos rompeo um terrivel
fgo da gente que estes tinhio inguerrilhado
ao redor da casa do mesmo Tavares e pela es-
trada que vem para Sonhum at distancia de
meia legoa cujo fgo sendo correspondido pe-
lo da (ropa que levei deo lugar a scenas bemde-
sagradaveis; morrrio o Vigario e Rastos e
dizem ( mas nio afirmo ) que alguns Indios ,
o nao se sabe se os 2 primeiros lorio morios
mesmo pela sua gente, quealirava do mallo, ou
se foi por gente da minha frca; o certo he. que
o fogo do mftlo nos circulou e cada um Ira
tou de so defender como poda e nao soube
mais dos prizioneiros, se nio depois d'cstar fu-
ra, por me dizerem que tinhio morrido ; por
que poz-se lores em retirada debaixo do mes-
mo logo que foi incessante por 2 horas, e al
distancia de meia legoa para c de Taquary
Da gente que levei morreo um Guarda Nacio-
nal do nome Francisco Jos Bizerra e tenho
16 pracas ftidas e entre estes 2 Alfares de
Guarda Nacional e um soldado que se julga
nao escapar extravirao-se 6 pracas e talvez
alguns tenhi'> morrido &c. A vista do que
ver V.S. que de la nao Ibe podia fazer
parlicipacao competente com he do meu dever,
e nem lio pouco poda demorar-me para esse
fim e a faco agora d'aqui para V. S. ficar sci-
ente do que occorro, e n'esta mesma data tam-
bem o faco ao Subdelegado de Papacaca.
Chegro ento prezos aqui dito Laguiro,
quejuntava assassinos para o Vigario e2 In-
dios, que ficao na cedeia desta villa. Domis
que souber a respeilo ser V. S. communicado.
Dos Guarde a V.S.Sjbdelegacia do dislrictoda
villa da Palmeira, 28 de Novembro de 1844-
lllm. Sr. Jos de Carvalho d'Araujo Cavalcanti,
Delegado do termo de Garanhuns. Antonio
das (.'hagas Pinto, Subdelegado.
Alfndpg.v.
Rendimento do dia 9...........8:945*286
Descarreg&o hoje 10.
BrigueMaria Felizo resto.
Patacholiestauracovinhos e mercadorias.
Barca Ziltafasendas.
Galeraf,oujin de Grandrilletaboado.
BrigueAmericano Felizfazendas, astuta de
peixe e fumo muido.
Briguel'annybacalho.
BrigueSertafarro e taboado.
BrigueA streataboado.
BarcaGlolefarnha bolaxinhas pimen-
ta e spermacete.
BrigueIndianoa/eit de peixe.
Briguerasxliam bacalho.
^ i ... i ni i l m__uu.,, Movimento do Porto
de ludo o que me deveria ahater.como que ouco
sempre na minha alma urna voz de Dos que
me diz. que elle vella sobro mim. Nesta
mesma prisio que Vmc. me deo no lundo des-
les campos incultos, a anda objectos cuja
vista me consola: a rea sobre que ando me
faz pensar que sobre a da floresta licarioas
miabas pegadas para descobrir o caminho do
meu retiro quelles que sem duvda o procu-
rao ; estes ramos d'ospinho me recordao que.
pelos abrolbos da estrada ficrao pedacos do
meu veo que elles romperio. eservirao tam-
bem de indicio para descobrir os meus vestigios.
estes passaros que crusao num instante tedas ai
SSSLEsr =-*< F- -~: arisr:
mcus amigos percorrerao assim todos os pontos
da Ierra, para ahi me descobrirem ; em fim a
menor nuvern que vejo erguer se no horizonte
me diz que a tempestad* pode vir derribar os
muros, onde me acho prisioneira.
Accrescente aSr.\ disse Ricardo, que
estes muros desabados, abrindo urna passagem
a victima, esmagaro sem duvida s seus on-
pressores. .. Sim, a senbora tem rasao ; he
Varios entrados no dia 8.
Terra Nova; 33 das, brigue ingles Brasiiam,
de 179 toneladas capilao Thomas Kemp \
equipagem 10 carga bacalho ; a James
Crablree & Compaohia.
Liverpool ; jodias barca ingleza ysson, de
267 toneladas, capilao J. Crockelt, equi-
pagem lo, carga fazendas ; a Jcs Redgnay
& Companbia.
Stockholm ; 77dias, brigue sueco ^srr 204 toneladas, capilio Carlos lsson equi-
pagem 11 carga fazendas ; a Lebreton
Schramm & Compartira.
Nanos entrados no da 9.
Trapani ; 50 das, brigue Sicilianno Gabriel,
de 269 toneladas, capilao Paulo Insirillo ,
equipagem 12 carga sal ; a N. O. liieber
& Companhia
Gibraltat; 41 das, escuna ingleza Cdiz Pocket,
de 151 toneladas capilao Samuel Sander-
son, equipagem 7, carga lastro; ao capilio.
Navio sahido no mesmo dia.
Haldas ; brigue ingle/. Louize capilao John
IW. Newman carza assucar.
Observaco.
0 Piloto da escuna ingleza Cdiz Packtl.que
veio a trra deo parte, de que tendo ella lo-
cado na liba de Fernando, o Capito, metten-
do-seem um bote com quatro bomens para
'lli se dirigir deixaodo a escuna sobre ve-
la ; e quo. depois de ha ver se conservado nessa
posicio por trez dias. sem que nem o Capilao,
nem a gente que o bavia acompanhado, tives-
lem voltado resolveo seguir para esle porlo na
supposicao de que elles liaviio morrido
quelles que mais m'o fizerao:meu corario oceu-
pado de melgas alleicoes, nio tem lempo de
odiar ; u meu pensamento, livre desles muros
nde o meu corpo se acha faicl.ado. volta
quelles a quem amo. Eu vejo sempre a minha
querida ama, a rainha Maria-Tuercza ; eslou
entre essas engranadas acafatas que lio de-
pressa se lornarao minhas irmias;no meio des-
ses br.lhanle,cavalleiros, lio ardentes na cae.
no curso, nos torne.os.para depositarem as suas
palmas a nossos ps ; vejo sempre o meu lindo
tanfrtiueht saltando em redor de mm...
Ricardo muilo admirado de a ver rnda
miTura0 r,,',er0 COl,0,,U' ,az" lio absurda
reflexa" SCU8 Sen,,Dlentos. "ven.urou urna
do aran,. "!" C0m S0T 6"erada, apezar
do grande numero de afleicoes que derrama por
nrlL!/", 1 "Pn,a- que naoponbana
primera bnha das suas lembrancas e saudades
queMe .. (|Ue 0 rei havia esco||j|(Jo um|_
talvez o quo podia acontocer de melhor'nara a*~'
todos. ... i bcm d"v"Ja '> senbora ia desposal-o ..
mV .. amava-o. '
i>ao, disse ella, eu nao desejo mal -' E!l
[> marquez deSaverny ?
m'duvida ; a senbora i
correo pelo espaco esse olbar perdido


fidital.
Avisos martimos
Miguel Arcanjo Monteiro d'Andrade, Oficia Z
da Imperial Ordem da Hoza Cavalleiro da a
de Christo, e Inspector d' 4lfandega de Per
nambuco por S.M I. O Senhor Pedro 11.
Faz saber, que hoje, 10 do correte ao meio
dia se nao de arrematar em hasta publica, rento
e cincoenta e seis mantas de seda, no valor de
793*000 rs impugnadas pelo guarda Jos Ja-
cintho dos Santos, no despacho por factura de
Lenoir Puget & C., sendo a arrematadlo su-
geita a direitos ao arrematante. Alfandega,
9 de Dezemlro de 1844.
Miguel Arcanjrf Monteiro d'Andrade.
*,..----- uarm
lanicoes.
Itech
2= D'ordem do Scnbor Inspector d'este Ar-
senal laco publico, que n'esta secretaria existo
archivado um exemplar da descripcao e nomen-
clatura dos lares accendidos no l.'deJullio
do corrente anno, as costas da Franca, o qual,
em virtude das ordens di Exm. Sr. Presidente,
ser franqueado para serlido porqualquer Nu-
tico, ou Ocial d'Armada que o queira con-
sultar. Secretaria da Inspeccao do Arsenal de
Marinba de Pernambuco 7 de Desembro de
1844. O Secretario, Atexandrt Rodrigues dos
Anjos. (12
1 0 Administrador do Mesa da Recebedo-
ria das Rendas Geraes internas, tendo por mui-
tas vezes annunciado pelos Diarios convidando
aos moradores do bairro do Recife, S. Antonio,
Roa-vista, e Afogados, para pagarem o que es-
tao a dever de laxa de escravos imposto do
banco, seges, e carrinhos, terrenos de marinba
f mo morta, ninguem tem comparecido a pa-
gar ; e por isso toma a deliberadlo de mandar
para Juiso urna relaco de todos os devedores
dos referidos impostos cima declarados, se por
ventura n8o vierem pagar at o fim do corrente
mez ; ficandosujeitos a pagarem mais trez por
cento sobro aquelles imposto que o novo re-
gulamento determina os quaes sero divididos
pelos empregados da Mesa, como foi determi-
nado pela l'hesouraria; e para que ebegue a no-
ticia a todos iz o presente. Recebedoria 10
de Dezembro de 1844.Francisco Xavier Ca
calcante de Albuquerque. (20
5 COMPANHIA DE RKBIRIBE.
O caixa da Companhia de Bebiribe avisa aos
Srs. accionistas, que se acha indo o praso mar-
cado para se recolher a prestacao de 6 p. c. lti-
mamente pedida e que at o dia 15 do coi-
rente, tem elle de prestar contas i Administra-
cao ede apresentar-lbe a rclac.ao dos que se
acho em atraso a fim de se por em execuco
o artigo 9 dos estatutos. Perde o direito de ac-
cionista aquelle que em lempo nao realisar a
sua prestacao revertendo neste casi em bene-
ficio da Companhia as contribuicoes, que tiver
feito. Recile, 3 de Desembro de 1844. M.
G. di Silva. (H
PURLIC4C0 MTTERARIA.
5Sabio a luz o importante folbeto inti-
tulado Resumo da Vida, Paixdo. Marte
e Resurreicdo de Ar. S. Jess Christo desde o
$eu \ascimenlo at a viuda do Espirito Santo;
ou Historia abreviada da Hedempcdo do Gene-
ro Humano coligida dos qualro Envagelbos e
dos Aclos d s Apostlos para ligio ) exames das
escolas primarias e collegios de educacao. Ven-
de-se na Praca da Independencia loja ns. 6 e
8 a 320 cada folbeto.
Este Opsculo he de grande utilidado ; por-
que aprsenla em um quadro resumido toda a
Historia da Redempco do Genero Humano (13
3Para o Porto sahir.no dia 20 lo andan-
e mer. de Dezembro o muito veleifo brigue
~_\ portuguez Primavera, capitao Jos Carlos
Ferreira Soares, portera itiaior parte de sua
carga prompta, quem no mesmo qui/er carre-
gar ou ir de passagom para o que tem horis
commodos, entenda-se com o mencionado
cap quim de Souza Ribeiro. (9
2 Para Lisboa, segu viagem com muita
brevidade, o patacho portuguez Restaurando ,
capitao Alexandre Jos Correa ; quem quizer
carregar, ou ir de passaizem dirija-se aosseus
consignatarios Mandes & Oliveira na ra do
Vivario n. 21 ou ao referido capillo. (6
2Para o Aracaty segu viagem no dia 1*6
do corrente o hiate Noca Olindi; quem no
mesmo quizer carregar, dirija-se a ra da Cruz
n 51, ouao mestre Jos Rodrigues Pinheiro.(4
d 500*000 rs. a juros, sobre firmas ou hy- \ entregou na ponte da Boa-vista a um negro um
pothrca. (3 cavallo para entregar no Recife na estribara do
I AT17 R I A Y\C\ THRATRO Wdischard no forte junto ao arco da Rom Je-
''ULlUA MU I "LA i ny. sugi o como o cava||o n.o (osse enlrHguet roxa.
As IO(];lS lostt |Ot(Tl |e a quemo adiar, ou souber delle, <> obsequio
1_ I..,,..*,- i de o mandar entregar na dita estribara quese-
aiutao impreteriveimente rPecolBpeoMdo (,cavil|iotem o*signaos se-
no ' jaslante grande e niio est muito gordo.
1= Aluga-se o sobrado de dous andares na
Leiloes.
= Avrial Freres farSo leilao de urna caixa
de cazemiras arawadas, a bordo do brigue Iran-
cez Adolphe, na sua recente viagem do Havre
para este porto : quarta feira, 11 do corrente ,
s 10 horas da manba no seu armazem na
ra da Cruz.
Os administradores da extincta casa de J
O. Elster arao leilao por intervencSo do cor-
relor Oliveira de grande sortimento de fazen-
das de seda la hnho e d'algodo para li-
quidacao de contas no corrente anno : quarta
feira 11 do corrente, s 11 horas da manha,
no armazem de .loao Keller na ra da Cruz.
= O corretor Oliveira far loilo de muitas
fazendas que se hSo de vender porqualquer
preco para findar contas: quinta feira 12 do
corrente, no primeiro andar da sua casa na ra
da Cadeia.
Avisos diversos.
*B*m
que acompanba a reflexao e respondeo com
um ligeiro movimento de cabeca.
Nao.
__ A senhora nao o amava disse Ricardo
com voz singularmente commovida.
E se eu o amasse meu senbor estara
aqu !
Valentina tomou urna expressao de resolucao
e de coragem que pareca incompativel com
a brandura e calma de suas feices e con-
tinuou :
Estara eu bqui estara viva nao te-
ria mil vezes preferido a morte a urna separa-
. j tao cruel ao horror de contrahir a sombra
de um casamento com outro Oh Ern verda
de pde-se sacrificar afortuna, o lugar a li-
berdade ao desejo de conservar a vida porque
aos vinte annos ha ainda muita vontade de vi-
ver; mas amor nao se sacrifica! Oamor d urna
coragem que s delle nasce e so pertence el-
le ; o amor d urna alma nova muito forte e
muito grande. Se eu amasse Savcrny, teria re-
ceido do ceo inspirantes poderosas para com-
bato? a violencia tena echado em meu cora-
vao meios de salvaco fgido desta prisao ,
ou seria hoje antes morta do que corjservar-me
- Pergunta-se se depois do art. 2." da lei
provincial n. 13 de 2 de Maio deste anno, em
virtude da qual os Juizes Municipaes de Olinda
0 Iguarass passariio a exercer toda a jursdieco
civel nos seus termos, pdem estes Juizes ser
substitutos dos Ju i/.es do civel do municipio do
Recife, que nao tem mais jursdieco nos ter-
mos de linda e Iguarass.
3= Aluga-se urna casa na ra Bella com 2
salas, 5 quartos, cozinha fura quintal e cacim-
ba : na ra do Collegio terceiro andar da casa
n. 15. (4
1 Agencia de passaportes.
Ka ra do Rangel n. 34 tiro-se passapor-
tes para dentro e fra do imperio,correm-se fa-
llas, e despacho-se escravos, tudo por preco
commodo. (5
l=Copiao-se sentencas, processos e todo pa-
pel judicial ou outra qualquer escripturaco,
com muito boa lettra preco muito commo-
do e a maior brevidade ; na ra do Rangel n.
34. (5
1 = D. Constancia Emilia deMedeiros reti-
rase para lora da provincia. (2
l=Joaquim Lopes de Almeida embarca pa-
ra o Rio Grande do Sul o seu escravo Andr ,
do gento de Angola. (3
= Aluga-se urna grande casa no principio
da ra do Sebo muito fresca por ser do lado
da sombra e com commodos para familia ;
quem a pertender dirija-se a ra d'Alegria
casa n. 34.
l=Na la d'Alegria casa n.34, se dir quem
aqu longe delle. Oh se eu amasse nao teria
tiil medo de urna punhalada.
Era a primeira vez que a mora ousava fallar
assim de amor ; ella havia sempre occultado na
sua alma toda a sua religio por essa paixo *
esta animacao do seu coraco derramando-se
sobro sua physionomia dava-lbe urna belleza
toda nova.
Ricardo encarava-a com ardonte admirado
A senhora nao o amava! repeta elle an-
da porque urna alegra interna cuja causa
elle desconhecia Ihe tirava qualquer outro
pensamento.
Mas que tem e Sr. com isto? disse a con
dessa, cortando a effuso com que fallava, e que
talvez Ihe pezava com um tnm framente in-
terrogador.
Na verdade senhora, nao sei respon-
deo o mancebo sentando se em um banco ,
em quanto nos olhos Ihe arrebenlavao duas la-
grimas e se Ihe arqueava o peito com as pan-
cadas do coraco ; nao sei, mas parece-me que
a senhora acaba de tirar-me um peso de cima do
coracao ; parece-me que me acho livre iesse
tieso rancor contra os grandes que me oppri-
mia ba tanto lempo e me futiu lauto padecer.
e restaute dos MTbefes
tehsc-se venda nos luga-
res ;nsiniciados. (7
1= Aluga-se um segundo andar com com-
modos para familia, sito na ra da Sen/alia no-
va prximo 10 Porto das canoas : na Pra^'a da
Independencia n. 6 e 8. (-i
1 = Aluga-se urna casa na ra da Concordia,
muito fresca, com commodos para urna grande
familia e pode conter duas por tersotao corr-
do e repartido e com independencia entre
os baixos e altos ; quem a pretender dirija-se a
ra Augusta n. 22. (6
= Aluga-se por 5.000 ris mensaes a loja
do sobrado da ra Imperial em que mora o
Senbor Capitao Padilba ; a tratar com Jos
loaquim da Silva Maia na ra do Crespo n.
ti
= Precisa-se de um rapaz para andar ven-
dendo pao com um preto ; quem quizer dirija-
se a traz da matriz da Roa-vista n. 22.
= O Sr. Manoel Jos Soares queira procu-
rar na ra Direita n. 119, urna carta vinda do
Rio de S. Francisco.
= A pessoa que deixou duas cartas na Ad-
ministraco do Correio dirigidas a Manoel de
Villas Roas em Angra dos liis, venha pagar
os portes dellas para serem remettidas ao seu
destino.
= O Sr. H. B. S. M., morador em Santo
Anlao, nao abuse tanto da paciencia, e confian
ea doabaixo assignado que segunda vez o a-
visa para que quanto antes venba pagar-lhe o
resto daquella quantia. quo cobrou, do contra-
rio infallivelmente passar pelo dissabor de ver
o seu nome publicado por extenso, e as cir
cumstancias do negocio.
Jos Mara de Catvalho.
1 .--i Precisa-se de alugar urna escrava que en-
tendade cozinha,e doserviyo internod'umacasa;
na ra do Collegio n. 6, segundo andar. (3
- F'rediricoFremont, fabricante de pianos
de Pariz, ra nova sjbrado cuja entrada he pela
travessa dos expostos avisa ao rcspeitavel pu
blico desta cidade que elle afina pianos por pre-
co muito commodo as partes onde o honrarem
e ahora que maisconvier aos seus freguezes.ebem
assim que como fabricante destes instrumentos,os
concerla de tudo e Ihes remedeia qualquer de-
feito ou em casa de seus proprios donos ou na
*ua ; os Senbores que se quizerem utilsar de
seu prestidlo podem dirigir-sc ao referido so-
brado a qualquer hora do dia : e espera o an-
nunciante nao desmerecer nesta cidadedo con-
eaito de que gosou alguns annos em Pariz, ondn
nprendeo exerciciosdo oficio. No mesmo sobra-
do existem pianos chegados por o ultimo navio
d'Franca.e tambemtroco-se por oulros antgos
Desappareceo da casa do abaixo assignado,
no dia 5 do corrente,o seu essiavo de nome Ju-
venal de idade 30 annos.de nacao Congo, bui
10, e grosso, tem os denles da frente ahertos, e
urna cora na cabeca por causa do carregar
peso; roga a todas as autoridades policiaos a a-
prehonQaodelle, e aos Senhorescapitaes de em-
barcantes que o nao rerebao a seu bordo; assim
como roga ao Senbor Commandante do registro
toda a vigilancia em que nao saia para fora em
alguma embarcaco. Jos Alies Lima.
As 8 horas da noute de domingo (8) si'
ra do Fagundes n. 25, o terceiro andar do so-
brado do Atterro da Roa-vista n. 34, a loja do
sobrado dos CJuatro cantos da Boa-vista n. 1, e
us duas casas terreas mimediatas n. 3, e5 ; a
fallar com Manoel Cela no Soares Carneiro
Ilonteiro. (7
2Isabel da Silveira e Miranda Seve, viuva
do finado Jlo Maria Seve, faz publico todas
us pessous, que tem transaces com a sua casa,
que esta contina no mesmo giro de commer-
cio, e com as mesmas relaees, com a differen-
ca smente, que as communicacOw sero a ella
annuncianle dirigidas com a firma Viuva Seve
& Filbos. Recile. 7 de Desembro de 1844. (8
2 Quem precisar de um homem Hrasileiro,
casado com pouca familia para feitor de
sitio, ou engenho o qual entende de carpina,
dirija-se a Tra-de-portas n. 5'. (*
CONCERT DE MSICA
VOCAL E INSTRUMENTAL,
2Joao Tosejli dai o seu concert de msi-
ca quarta-leira 11 do corrente no Hotel l-'ran-
ctsco onde espera merecer a proteccao dos habi-
tantes desta capital. O resto dos bilbetes adia-
se venda no mesmo Hotel. (4
3=Roga-se aos Srs. Fiscaes da cidade de lin-
da, que lancemsuas vistas, porcaridade, na im
mensidade de porcos sollos pelas ras,que vivem
estragando niio s a estas como os quintaes, e
sitios, que com isto cumprom com os seus deve-
res, a vista das posturas da Cmara; e lembrem-
se que agora nao ha mais o trabalho de os con-
duzir para o Recife. (8
3Aluga-se o segundo andar o sotao do
sobrado n. 9, da ra da Moeda, com commo-
dos independentes para duas familias : na ra
larga do Rozario n. 28, primeiro andar. (4
16= A medicina popular americana, e as
pilulas vegetaes que,ha muitos annos, estao em
uso em todos os paizes tropicaes, tem se prova-
do como urna medicina ineslimavel, sendo pre-
parada de proposito para clima quente, e com-
posta de ingredientes que nem requerem dieta
n t ni resguardo e pode ser administrada a cri-
anza mais tenra.
Cada caixinba leva o seu receituario, cusa
1 000 ris a medicina pupuiar e americana de
30 pilulas, e 800 ris as pilulas vegetaes do Dr.
Rrandreth de25 pilulas.
Avisa-se ao publico que a medicina popular
ainda nao apparecco falsificada e para maior
seguranca das verdadeiras pilulas vegetaes,
vende-se de hoje em diante cada caixinba em-
brulhada no seu receituario fechado com a firma
dos nicos agentes para o Brasil no Rio Janeiro.
Yende-sc nesta praca em casa do nico agen-
to Joo Keller ra da Cruz n. 18, e para maior
commodidade dos compradores na ra da Ca-
deia em casa da Y-uva Cardoso Ayres, ra No-
va (nena .Siy;i e Companhia, Atierro da Roa-
vista, Salle* e Chaves. (24
12O agrimensor, abaixo assignado, oflerece
OS seusservicos s pessoas que tiverem propie-
dades demarcar e afianca a mais escrupulo-
sa exactidao e o maior zelo no desempenho de
sua arto ; devendo todos os que do seu presti-
mose quizerem utilisar,dirigirem-se (porcarta)
ao mesmo abaixo assignado, na Rua-direita,
terceiro andar do sobrado n. 40. Joaquimda
Fonstc Soares de Fiauei/edo. (9
Elle sepa rou os cabellos da fronte e seu bel
lo rosto mostrou um ar de feliz admiraeao.
Pois esses homens, acrescentou elle, com
tantos diamantes e decoracoes em seus vestidos,
tantos perfumes e gracas ern suas pessoas, tan-
las flores e agude/.a om sua lingU8gein pdem
nao ser amados pdem ser vistos com indif-
ferenca com frieza como osera, o homem
do povo, sem brilho, sem ornatos, sem arte.'. ..
Nao sei como isto he, mas emfim parece-me
que os nao delesto mais. ..
Este momento acabava de anniquilar urna
parte do immenso intervallo que separava a jo-
ven condessa de Ricardo ; atelli havia entre el-
les a inclinacao que Ricardo Ihe suppunha pelo
homem da sua classe e a repugnancia que es-
te devia excitar em Ricardo ; agora' a metade
desta distancia eslava desfeita e como do tudo
se julga pela comparacao como dous amigos
que tem estado separados pelos mares se crem
reunidos logo que estao sobre o mesmo conti
nente, essa distancia em que o joven campo-
nez liuvia estado at ento de Valentina Ihe pa-
reca quasi desvanecida.
Era a fonte desta docura que nelle acabava
le eiramar-se sem que o soubesse ; o que o
lana assim docemenle estremecer, era a proxi-
milla,le de uina mulher cuja distinecao e gra-
cas despirito realisavo seus elevados desejos ;
seduziao seu pensamento e cuja belle/a em
flor, e attrativos delicados e encantadores n-
trodu/i3n-lbe as veias um fago subtil, que liie
inflammavB o coracao de vinte annos.
Quando Ricardo levantou os olhos Valen-
tina havia seguido a ra de amendoeiras con-
tinuando a sua leitura ; e ello pode contem-
plal-a em libcrdade. Pensou entilo que se algum
dia ousasse amar essa nobre dama nao vera
muis entre ella o elle a imagem desse cortezao ,
fantasma privilegiado, inimigo, que toda a co-
ragem humana niio poderu vencer; e foi a pri-
meira vez que esta supposicao de amar a con-
dessa de I.ussan Ihe veio ao pensamento. ~>
Desde esse momento mudou a situacao dev
espirito do mancebo. Essa aversan pela casta
fidalga, que as ligues d Ambrozio tinhao gas-
to annos para inocular llie no peilo havia-se
modificado em um instante. Na juventude p-
em-se a maior so mina de ventura no amor.
Ricardo nao tendo entao mais esse objeclo de
inveja, encarou a desigualdade de fortuna com
olhos mais Iranquillis e por consequencia
mais Uttos; a le ida ainda subsista mas o es-
l'iuhu estaia arrancado. (Continuarse-ha.)


4
2 Na ra da Guia n. 17, se fa: todo obra 1Comprao-sc dous mil palmos de pedra de
de alfaiate, por preco commodo. cantara da trra que sirva para caes ; na run
2 -O aballo a Signado faz publico pe > pre- de Apollo n. (i a fallar com Salustiano Augus-
sente annuncio que Florencia Margariua dos to l'imenta de Sou/.a Peres. (4
Prazeres. se acna ha milites annos cega de ; I Compra-se urna inorada de casa terrea,
ambos os ollios e com 70 e tantos annos de queteoha 4 quartos, quintal murado e caciin-
idade por cuja rasao incapaz do regar sua ba sendo no bairro da Boa-visla., as ras da
pessoa e bens tanto assim que para des- .Gloria Velha S. Cruz, ou Conceicao: na ra
herdar a seus filhos e nao pagar o que o casal das Cru/es n. 41. (5
de seu finado marido deve ao annunciante, tem 1 (Jompro-se effectivamente para lora da
formado simulados dbitos activse passivos provincia mulatas negras, emolequesde 12 a
fim de beniliciar a quem a domina, e o abaixo 20 annos, pagao-se bem ; na ra Nova loja
nado suspeita de que se tenbao lorja- de fcrragens n. 11. 4
a
assi
do obrigacoes nao passadas nem assignadas pe-
lo punlio da dita Senhora que o no podo la
zer nem pessoa aLum a rogo delta mas sim
por quem Ibe tenha leito essa caridade som
ella disso ser sabedora a tiui de as cobrar rJe-
pois de seu lallecimenlo. Ninguem pois a vista
do presento poder do boa fe contratar negocio
de qualidade alguma com a dita Senhora sem
comprometter-se ao perdimento de seu valor ,
e sem incorrer no crime de urna transaca do-
losa em prejuizo de terceiro Francisco Jo-
ne Dias da Costa. (20
2 Aluga-seo sobrado da ra do Queima-
do n. 21 altos e baixos ; a tratar na m.sma
ra n. 2'J. (3
2Antonio Bernardino dos Res embarca pa-
ra o Rio Crande do Sul a sua esclava do nomo
Izabel, de naco Angola. 3
2OSr. J. R. S. tenha a bondade de inanda
pagar a conta que deve na venda da ra das La-
rangeiras ha 3 annos, ale o fim de Dozembro,
se nao quizcr passar pelo descosto de ver o seu
nome por extenso, e usar-se dos malos jud-
ciaes. 6
2 T">rna a andar em prac,a do Jui/.o da pri-
meira varado Cifel para ser arrematado a quem
pagar o palmo por 8/ rs. o terreno j an-
nunciado entre as duas pontos da estrada da
Magdalena com alguns arvoredos de (ruto ,
que fui desmembrado do sitio de Jos Joaquim
Bczerra e esleve a forado a JoSo Tilomas Pa-
reira e hoja isento de loro que tem cem pal-
mos de frente na estrada 520 de fundo e nes-
te 75 de largura ; assim corno se vende a quem
o arremataras bemfeitorias da casa e cacimba ,
que mlleexisten) por 2oo# rs., ficando o ar-
rematante obrigado a siza de urna e outia cou -
a. (|2
2 Avisa-se ao Sr. Antonio (joncalves, mo-
rador no engenho das Freixeiras para aspar-
tes de S. Anto sendo que tenha um escravo
fgido, dirija-so s ra do Queimado n. 39, pa-
ra se lite dar noticias delle. .5
Vendas
2Vendc-se um preto da Costa peca bom
canoeiro e trabalhador de p sabe cjvar vi-
veiros e entende do ollicio de sapateiro nao
bebe ago'ardente e nem loge o que se alfian-
ca um piano com pouco uso e de excedentes
votes ; um sobrado do um andar o dous sotos,
feito a moderna, em chaos proprios, comquin-
lal e boa cacimba ; a collecco das leis Brasi-
leiras al o anno de 1831; um guarda-livros
moderno ; urna travede boa qualidade muito
grossa com 54 palmos de comprido ; na ra
estri'ilxd Hosario n. 10, terceiro andar. (10
2 Vende-se feij 'saces* viudas do Aracaty ; na ra da Cru
n. 52. 3
2 Vende-se um escravo moco de bonita fi-
na ra das l.arangeiras n. 2 a
gura
)
2 SERRARA HVDRAULICA 1)0 PISA.
Os propietarios aviso as pessoas, que leem
umarrello louro ou sedro para serrar ,
que, estando de tudo prompto o seu cstabele-
cimento, propoem-sea fazer o dito trabalho
com pereicao, serrando a madeira de qualquer
grossura queseja exigida e com toda a brevi-
dade possivel ; para ser mais commodo as pes-
soas, que se qulserem servir da dita serrara,
os propietarios toma re o o entregar a ma-
deira em qualquer porto designado : e para is-
so trata-se com Ruessard, na ra Nova n. 39 ,
ou com Boulitreau no sitio do Pisa junto de
S. Treresa em Olinda. {12
2 D-se dinheiro a premio com penhores
de ouro, mesmo em pequeas quantias ; na
ra Nova n. 57. (3
2 Aluga-sc o acousu do becco do Padre ,
com todos os seus pertences ; a tratar na praca
da Independencia n. 28. [3
Os Srs Manoel Kufino Campos e Jos
Nicolao Nunes Selle queirao mandar procurar
na praca da Independencia livraria ns. 6 e 8 ,
urnas cartas.
= Precisa-se de dous homens, um para ti-
rar areia e outio para tirar barro no sitio
que fica por detraz do sobrado do finado Mon-
te i ro.
Casimiro Antonio de Mello, leudo vendido
sua venda da esquina da travessa da ra Bella ,
faz sricnle a toda c pessoa que se julgar credo-
ra que Ibe aprsente suas conlas para .seren
pagas.
Aluga-se afrente de um primeiro andar,
na travessa dasCruzesn. 14.
Quem annunciou querer comprar urna
balanca de pesar rap, dirija-se a ra das La-
rangeiras venda n. 10.
1 Na padaria da ra da Solidado n. II, pre-
cisa-se do um hornero amassador, e que tenha
alguma freguesia. .3
Quem annunciou querer comprar urna
Dalanca de pesar rap, dirija-se a ra das Cin-
co-pontas I). lijo.
iras
2 Comprao se efectivamente para fra da
provincia escravos do ambos os sexos de
12 a 20 annos sendo do bonitas figuras pa-
go-se bem ; na ra da Cadeia de S. Antonio ,
sobrado de um andar de varanda de pao n. 20. 5
Compra-se eil'eclivamente nesta l'ypogra-
phia toda a qualidade de pannos cortados ou
velhos, sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
pelo e loda a qualidade despapis velhos. 4
3 Compra-se ago'ardento de cor de 20
graos em pipas ; na ra da Cruz n. 63.
2 Compra-se um cordo grosso e um
transeiini fino tudo de ourodelei, paga-so
bem, estando em bom estado ; na ra do Liga-
mento n. 3. 4
2 Vende-se um forro completo para sala ,
de lindo o brilhanto- papel dourado; urna batan-
ea grande com pesos de bronze e ferro ; urna
porciio de Diarios e outros imprcssos a peso;
2 bahus glandes com pouco uso ; na ra de
Apollo 11. (i. (
2Vendo se a venda da ra do Collegio n.
21 muito bem afreguesada e com poucos
fundos, a dinheiro, ou a praso com firmas a
contento do vendedor ; a tratar na mesma ven-
da. ^ (5
2Vendem-se apparelbos dourados para
cha, com duas duzias, chicaras e pires doura-
dos as duzias mangas de vidro lapidadas,
garrafas de cristal lapidado, compoteiras para
doce copse clices para vinho galheteiras
para azeite o vinagre, vasos para doce, ou fru-
tas e oulros muitos vidros por menos do que
em outra qualquer paite 10 por cento ; na
ra da Cruz n. 62 (9
2Vende-se um sortimento de toalhas de
linho adamascado, de qualidade superior, com
largura da duas varas e de comprimento de
duas e meia ato 5 varas com guardanapos e
sem elles, urna mesa de jantar chegada de
llamburgo e que serve para mais de 18 pes-
soas o alguns mochos para escripia ; na ra
da Cruz n. 46. (g
2-Vende-se urna escrava de 20 annos, boa
er.gommadeira, lavadeira cosinheira e tem
principios decostura ; um molequo de 12 an-
nos por preco commodo ; na ra da Cruz
n. 51. f5
2Vende-se o botequim do becco do Azeite-
de peixe com poucos undos ; a tratar no mes-
mo botequim. (3
2 Vende-se por baratissimo preco urna
pulceira de coraes engrasados, obra muito de-
licada urna cruze cuntas de ouro, um ves-
tido de merino cor de rap com gola de ve-
ludo proprio para montara una sobre-ca-
saca e calcas de merino preto urna sobre-ca-
saca de panno azul urna boa mana de fil de
inho, duas empalmadas novas; no largo de
S. Pedro sobrado n. 9, de varanda de pao ,
pintada de verde, das 6 as 10 horas da manhaa,
e do meio da as '1 da tarde. 10
">Vendem-se as operas seguintes : Roberto
de Rerux-de-onizetti para tocar ao forte-pia-
no ; Lucrecia Borgia ; Esmeralda; Domino Ne-
gro ; os Dous Fgaros; os Cruzados e Egipto ;
Elena de Feltre ; la Cenerentola ; la Italiana
em Argel ; ronds Tantcsias, variacoes qua-
drlhas de contradanzas valsas, msica para
rabeca aitedo violino, concertos do Bode, de
Creuzzer e de outros autores caprichos so-
natas dos, trios, variacoes, quartetos sin-
fonas musita para cantar com acompanha-
ment de (orle piano modinhas; arias, dos ,
solo e a duas vozes, nova arte de cantar, pelo
celebre Vacai, collecco do lo dos, que uso os
discpulos do conservatorio de Italia para for-
mar o goslo dos alumnos, que se dedico a
cantoria, tratado do armona pratica dos con-
servatorios diccionario de msica em 2 volu-
mes o mais moderno, 36 mappas geogra-
phicosdo mundo antigo e moderno encader-
nados e nutras multas msicas para todo e
qualquer iiis(rumeiito;ua'rua Nova n, 5, segun-
do andar, (y
1 Vende-se superior cha hisson de caixa
grande a > 2300 e 2560 rs. manteiga ingle-
za a 640, 720, e 960 rs., dita franceza a o40 rs.,
dita de porto a 360 rs. biscouto Irancoz tino
e 8S0 rs., linguicas a 480 rs. palos a 240 e
2S0 rs. presuntos de quartos pequeos a S '
rs. a libra toucinho de Lisboa a 280 rs. e
de Santos a 200 rs. esteiras de Angola a 320
e 4ho rs. a verdadeira genobra de Uollanda en
gigos de duzia a 400 rs. a botija cerveja a 440
rs., e a duzia a 5^ rs. licores franceses finos
de todas as qualidades quartinhas grandes a
120 e 210 rs. sal em paneiros de urna quarta
a 500 rs. vinho de Lisboa a 1600 rs. a caa-
da e a 220 rs a garra la, dito du Cele a 1280 rs.,
urna porciio de louca vidrada tudo por junto
a 22o rs. a peca e outros mtitos gneros por
preco commodo ; na ra larga do Rosario ,
venda da esquina por baixo do sobrado de 3 an-
dares n. 39. (31
i Vendem-se barricas vasias, proprias pa-
ra armasem de assucar em grandes e peque-
as parcoes; na ra da Senzalla-volha n. 106.
1Vende-se, por preco barato urna porcao
de sal muito graido em grandes e pequeas
porcSes; a tratar na ra Nova com Mauoel
Ferroira Lima. [i
1 Vendem-se 14 paos de condur de lo a
12 palmos de comprido de boa qualidade e
por preco commodo ; na ra da Praia n 21. (3
i Vendem-se saceos com farinha de man-
dioca ; na ra da Cadeia-velha n. 35. (-2
1 Vendo-sobolaxa muito boa e nova feita
da niel ir >r farinha chegada, ha pouco, da Eu-
ropa propria para arranjode familia e tam-
bem para embarcarles, por ser do muita dura ,
e vende-se pelo commodo preco de 3/ a arroba,
eein grandes poicos sedar mais em conta ;
no Forte-do-Mattos por cima da venda do
Allern ou a fallar com Jos Saporiti, na Al-
lendega ou na praca armasom de J. M. Pat-
n eir. (9
1 Vende-se ladrilho do marmore de 12 pol-
legadas em quadro azues e brancos com o.
seus competentes cantos j collados, por pre-
co commodo ; a fallar com Jos Saporiti, na
Alfandega ou na ra Nova n. 65 primeiro
andar (i
1Vende-se,-para fra da provincia um es-
cravo do gento de Angola, de 30 annos, ca-
noeiro ; e urna preta da Costa ao comprador
se dir o motivo da venda ; na ra da Cruz
n. 62.
1Vendem-se duas pretas e urna parda ,
boascosinheiras, lavadeirase engommadeiras;
na ra do Crespo loja n. 2 A. (3
I Vende-se manteiga ingleza a 640 rs. ,
queijos a 1120 rs. cha hisson a 2240 rs. dito
uchim a IfiOO rs. tapioca do Maranho a SO
rs. gomma de ara ruta ou matarana a 320 rs.,
bolaxinha americana a 200 rs. presunto dito a
3^0 rs. paneiros com urna quarta da medida
velha de sal a 500 rs. gamelas de lodosos ta-
maitos e prec/os de boas mudeiras ; na venda
da esquina da ra do Aragao que vira para
a S. Cruz, n. 43. (&
em caixinha de duzia a 24o
rs. espermacete
americano a 8S0 rs., dito francez de 5 o 6 em Ib.
a 760 rs..carnauba de 7 e 8 em libra a 20 rs. ,
larinlia do Maranho a 80 o i 40 rs. passas no-
vas e grandes a 32 rs. figos de comadre a 2'i0
is. amendoas de casca nicle a 280 rs. thi-
colate a i'SO rs. uvas grandes a 40 rs. ceva-
rJtna de Franca a 240 rs. queijos a 12S0 rs. .
bolaxinha ingleza a 2-iO rs. letria a 260 rs.
1Vende-se ou troca-se por um preto, um
moleque muito esperto proprio para aprender
ollicio ; na ra Nova loja n. 15. (3
1 Vendem-se duas moradas de casas de 2
andares cada urna sitas na ra Nova ; urna
dita de dous andares nos Quatro-cantos da Boa-
vista duas ditas terreas junto ao mesmo,
urna dita terrea na estrada do Manguind, urna
dita na ra do Padre Florianno um terreno
com alicerces no lugar do Caldeireiro, urna mo-
rada decasa de 3 andares na ra do A'rnorim ;
a tratarom Manoel Caetano Soares Carneiro
Monteiro. i\q
1 Vendem-se 3 escravos novos de boas
figuras ; na ra da Cruz n. 3. (2
1 Vendem-se 9 escravos, sen'do urna mo-
Itca do KS annos com habilidades; 3 pretas de
20 annos boas quitandeiras; um moleqne pe-
ga de 12 annos ; duas negrinhas de 12 annos,
duas moletas de 47; dous pretos de 25, proprios
para palanquim ; na ra do Rosario da Boa-
vista n. 48. (7
Vende-se superior vinho de Champanhe ;
em casa do Avrial Irmao na ra da Cruz n. 20
Vende-se mtl de pao a 240 rs. a garrafa ,
resina de angico nova a 400 rs. a libra; no For-
te-do-Mattos ra do Codorniz venda n. 4.
Vende-se taboado vindo do Porto coei-
rosdealgodo de varias qualidades, tambem
do Porto tudo por preco commodo ; no Forte-
do-Maltos ra do Codorniz n 4.
Vende-se urna casa terrea na ra Dlreita
dos Afogados n. 38, em chaos proprios, quin-
tal murado por preco muito em conta ; atraz
da matriz da Boa-vista n. 22.
Vendem-se 12 pranches do louro j ser-
rado em assoalho travs de louro e camassa-
ri do 30 a 36 palmos de comprido ; urna canoa
propria para abrir de50 palmos decomprido,
34 pranches de louro tudo por preco com-
modo; na travessa do (jueimadon. 3, a tra-
tar com Manool Firmino Ferreira de manhaa
at as 9 horas edas duas as 4 da tarde.
Vende-so um bom relogio de ouro, inglez,
ptimo regulador", e do melhor fabricante; na
ra largado Rosario n. 19.
Vende-se para fra da provincia urna
escrava de 20 aanos cosinba, engomma, lava
e laz todo ornis servicode una casa a vista
do comprador se dii o motivo da venda ; na
ra eslroita do Rosario n. it, primeiro andar,
das 9 horas da manhaa as duas da tarde e das
3 as 6 da tarde.
Vende-se bezerrode lustro francez a K& rs.
Mli Mi nri r~T7^--------111111 1 muMJg^
3520 rs. ditos para rapazes a 6/ rs., sapati-
n.'.os de lustro curdavo o marroquim para
meninos a 240 rs. ditos de marroquim ordi-
nario para dito a 120 rs., sapatos de setim pre-
to para senhora a 500 rs. ditos brancos para
meninas a 320 rs. sapatos brancos e pretos
de cabra para homem a 400 rs. (amneos sor-
tidos a 320 rs. sapatos de duas solas de en-
trada baixa Irancezes para homem a 2^'rs. di-
tos de urna sola a 1600 rs. sapatos de lustro
preto e de cores para senhora e meninas di-
tos de marroquim e cordavo para senhora, sa-
patinhos de lustro com clcheles para meninos,
meios botins francezes para homem, sapatos de
lustro para dito ditos de urna e duas pallas,
o nutras qualidades decalcado tanto francez,
corno da Ierra por preco o mais barato pos-
sivel ; na praca da Independencia n. 33.
Vende-se a medicina curativa de Mr. La
Roy ; o secretario portuguez por Francisco Jo-
s Freir ; e as pecas Noima, Anna Rolena ,
um anno do catholico desde o seu principio ,
a os tenebrosas mysterios da torre de Londres ;
na ra do Crespo loja n. 15.
Vende-se um escravo moco, que cosinba ,
ensabea e cose costuras grossas; na ra da
Gloria n. 14.
1Vendem-se tamarindos por junto e a
retalho em toda a medida ; no silio da estrada
de Bellem na entrada do becco do Espinheiro
do lado esquerdo.
Vende-se bom tabaco da Baha em latas
de 16 libias, por preco commodo ; no arma-
sem de Fernando Jos Braguez no arto da
Conceicao.
Vende-se urna bonita parda recolhida, per-
foita engommadeira, costureira e he muito cari-
nhosa para enancas; dous pretos de todo o ser-
vico ; duas pretas de boas figuras, sendo urna
por 380/rs. e a outra por 400/rs sendo mui-
to boas quitandeiras; na ra Direita n. 8i.
Vende-se urna casa terrea sita na ra Im-
perial n. 166 da parte da mar pequea ; os
diccionarios de Moraes da quarta edicao ; urna
llanta apparelhada de prata ; na ruadas Cru-
zes n. 39.
Vendem-se, por preco commodo, 12 du-
zias de superior assoalho de amarello ; na ra
da Praia do Rangel n. 49.
yende-se urna brago de batanea grande
com correntes de ferro e conchas ferradas, urna
porcao de caixas vasias do Porto ,"e outra dita
de maos travessas, todo o negocio S6 far ; as
Cinco-pontas n. 160.
Vende-se urna barretina bon e grtvata,
tudo em meio uso para guarda nacional por
preco muito commodo ; na ra da Senzalla-
velha n. 40.
Vende-se urna elegante inoieca de 13 an-
nos mucama recolhida cose muito bem e
tem uutras muitas habilidades ; urna dita de 20
annos, com as mesmas habilidades ; dous mo-
lequos de 16 a 18 annos de bonitas figuras; 3
escravos para todo o servico ; um molequo e
mulatinho de 12 a 13 annos; na praca da Boa-
vista n. m.
Vende-se urna preta par8 todo o servico
de urna casa, por 17u/ rs. ; no Bairro-baixo
n. 16.
- Vende-se urna escrava da Cosa, de boni-
fa figura ; na ra do Collegio n. 18, terceiro
andar.
Vende-se urna escrava crioula de 22 an-
nos, cosinba, lava e vende na ra ; 3 ditas de
nacao proprias para lodo o servico de una
casa ou mesmo para ra ; na ra das Cruzes
n. 41, segundo andar.
Escravos futidos.
macarro a 240 rs. talharim a 210 rs. azei-! chapeos do castor finos a 9/ rs. borzeguirw
tonas a *S0 rs. a garrafa e ancorlas a 1500 \ gaspeados para homem a 6 o' 7^ rs. ditos de
rs., eaixdei de doce de guiaba fino a 32o, 720! ponta a fc/fl., ditos gaspeado* para senhora a
1 Acha-se fgido um preto de nome Mano*
el de na?ao Benguella, alto, secco sem den-
tes na Irente da parte superior nao tem unha
no dedo grande do p esquerdo; levou caicas
de ganga amarella usada camisa de algodo-
zinho trancado com alguns remendos, chapeo
de palha de carnauba j usado ; quemo pegar,
leve a ra da Alegra a seu senhor Marcelino
Jos Lopes que gratificar. ;(j
1 No da 7 do correte fugio um pardo de
nome Luiz, do 3o annos, estatura regular, gros-
so do corpo tem urna cicatriz em um lado do
rosto ou beco ; levou caifas e jaqueta de brim
pardo e um rardamento de lacaio sendo a
Tarda a maneira de sobre-casaca com divisas
amarellas de galo do ouro, e collete de casi-
mira amarella ; quem o pegar, leve a Boa-vista
casa deronte da matriz por cima da botica a
seu senhor e bacharel Jacinto Paes de Mendon-
ca que ser recompensado. (g
- No dia 5 do corrento fugio um escravo de
nome Daniel, do boa estatura cor fula, olhos
e cabellos vermelhos, betcos grossos, gosta de
andar sem chapeo; levou camisa de metim azul
ri?!CaK fCaS ; fugi0 com u,na ca" decar-
reira aberta com o paneiro de tirar o a pin-
tura j usada ; quom o pegar leve a Fra-d-
porlas n. 95, que ser recompensado
nnmSr.id,a41dOCOrreDtrugi n'a preta de
nome Febea, de 00 annos, crioula. muito |a-
aina tem cicatrizes de chicoto as cosas, um
aro de correte na perna, que talvez iba t
da-oJmPPOe"M andaf poU Bua-Vis'a ou Wlo-
sohrrt, "f*"'l6Ve Uave8Sa da Concordia,
sobrado n. i qUe seI grali(icatl()i
PER>; TYP. DE M. F. DE FARIA184/.


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