Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05238


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Full Text
Atino de 1844.
Ter*?a Fcira 5
de Dezembro.
T.I13I.IIIIIIIII lili ,
"' : ''"> lodoa ol iiiiiqurn.il) forem santificados : o jingo ra aeSignalura
|i,.It 'r. mil rs. por quartel pa^os adiantadoa. Os >n nuncios don assignantes sao inseridos
jj. otii, :. ir dos qur nao forra u razao de 8U rea por liaba. A reclamaooea deiera ser diri-
gidas i la '/>., ra dai Craiei n. 34 ou a praga da Independencia luja da lirrosn 6 a 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
GnunNi,o jrnhyha, segundoso sexiaa feiras.Rio Grandr do Norte, chege a 8 a 22 e par
le lU; .'i Cabo, Sirinhaem, Rio Form iso, Macey, Porto Cairo, Alagoaa: no 1. ,
11 Sida o*da aea. Garanhuns e Itonilo a 10 e -'Ida cada meiloa-TJia Flor-
as t 13 a j Hilo. Ctda le da Victoria, quintas feiras. Ond lodos os das
DAS da semana.
i Se-, a. Bibiana. Aud. do J. He D. da >. t.
3 Taro* francisca .Xavier. Re. aud. doj. do D.dal.T.
4 Quartas Barbara. Aod. do J. da D. da i j.
B Quinta '..'craldo. Aud do J. de I) da 2. t
ri Sena Nicolao Aud. do J. de D. da 1. r.
7 Sab ? Ambrotio Bel.
lio.n s Cnnrci Jo de N S.
tatema
IO D
Mr,i>-i:ariP'WBifr>Ta|rri Vi. i:,:..
Asmo XI., 70.
M 'y Tudo afora depands de ni masmot; di notas pn .-.iarn:' an r-i : coa-
~i*\.%t,- inueiaoa con prineipiaiaoa -a^K"^^/' cullI- la Aaminblca Oral do nuil.
1
Canatos no Uli I DI l
Cambios lohreLmares j < l2 noa,
a u Pana SU rrii poi franco
* Lisboa 1:0 por 10U de premio
Morda da cobre ao par
Ideas de letras da boas finta as 1 pOroio
renda
Our.-Moedada rJ.MO 17 -.0(1 17,500
.. 1N. 17.100 17,300
a la i,000 >.500 J.7U0
PraU 1 90
Pesos rolummnarra i,l)H 1 l-JO
a Ditos menanos I ,'Ai 1,920
PB ISES DA LA NO MEZ DE DI ZEKBRO.
Ua abaia 26 .. a horas r 41 n. da m i La ora 11 y h min ,,, r,#
Mtaguaata a 1 U J ara* a 9 mia la Urde I ,ta 55 la larda.
Pr*atcr de hoje.
-, ~-. Prmsirs s lio a 10 min 6 da irnnvua | Secundo ai II) I,,,,* minutos da ur.l
.
Governo da Provincia.
EXPRD'E.VTi DO ni A 25 ni PASSADO.
OTio -Ao^ Presidente da Relacao, decla-
rando, que ica sciente do ier o Desembarga-
dor Domingo* Nunes Ramos Ferroira follado
ao exercicio de Procurador da Corda, Sobera-
na e Fazonda Nacional, ein consequencia de
haveroin cessado as funecoes dojuz Conser-
vador dos Inglezos; cujo lugar elle oceupava.
DitoAo Commandante das Armas, com
muntcando, que, de conformdade com a sua
informacao de23d'este mez, concedeo 3 me-
zos de licenca ao 2.' Tenante da companhia de
Artifices Joio Marinho Paei Brrelo.
Dito Ao Jui/. Municipal da I." Vara, re-
melln lo, para proseguir nos termos da lei,
um oTuio do Com minie da Ilha de Fornando,
acompanhado do summario crime, que man-
dou elle proceder contra o reo Hilario Lopes,
prisionoiro do Rio Grande do Sul, pelo assas-
sinio do sentenciado Antonio Jos dos Santos ;
c prevenindo-o do que com o olTicio ser-lhe-ia
entregue o processado, e a faca, com quo per-
petrou o delicio.
dem do da 26.
OfficioAo Commandante das Armas, .di-
zendo, que, por nao harer lugar vago para
passageiros do estado no vapor S. Salvadjr,
nao pude nerj seguir para o Para o Aleres
Jorge Rodrigues Sidreira ; mas que, como
esleja a chogar o vapor Thetis com destino s
provincias do Norto. ser neste transportado o
referido OlTicial.
DitoAo Agente da companhia das barcas
do vapor, determinando, que, por conta do
Governo, mande dar passagem no vap ir 5
Salvador ao Inspector da Thesouraria da Ba-
bia Joao da Silva de Miranda, que segu para
a Purahyba.Communicou-so ao Inspector
da Thesouraria da Bahia.
PortaraNomeando para Directo interi-
no do Arsenal de Guerra ao Coronel Trajano
Cezar Burlamaque. l'articipou-se ao Ins-
pector da Thesouraria da Fa/enda, ao Com-
mandante das Armas o ao Coronel Commissa-
rio Pagador.
OHiciosDo Secretario da provincia ao Ins-
pector da Thesouraria da Fazenda, Iransmit-
tindo, para terem execucao, as ordens do Tri-
bunal do Thflaoro de ns. 226, 229, 2 JO,
232, 238 e 2*0.
A Rainha eslava impaciente, niio quera
que llie cscapasse o momento da chegaJa do
hospede, e por isso desceo ao paleo por onde
havio d'cntrar as cirruagens. Ao chegarom
estas mostrou a Rainha grande contontamento,
adianlando-se, e estendendo o braco em quan-
lo seapeavSo o Rei o Principe Alberto. Ac-
companhou dopois o augusto hospedo aos apo-
sentos t|uo Ihoestavao destinados, e quo se li-
niio preparado com muita magnificencia ; se-
rian (res horas. As oito oi o Rei convidado
para jantar, e ostevo a esquerda da Rainha.
Parece que nada so (freo com a viagem.
A recepcSo da Rainha o anno passado cm
Eu, foi recepc3o de familia sem ostentacao ;
porm a actual, posto (fue particular, lio com
grande magnificencia. Diz-se que havero
tres grandes banquetes, sendo o primeiro por
occasio do Rei ser armado Cavalleiro da Jar-
retoira.
No dia 4 tinha o Rei dos France/.es conce-
dido em Fu amnista a muitos condemnados
por dolidos polticos, parece que esta appro-
veitar a uns sossenta. O Duque de Ghiksberg
sabio de Pariz com o Tractado com Marrocos
ratificado por a Frrnca.
O Santo Padre recebeo o Arcebispo de Co-
lonia com grandes demonstaaces d'afecto ;
finhn-lhe mandado fazer honras, que o Arco-
hispo recusou : nao consentio que osle ajoelhas
se, teve-o nos bracos derramando lagrimas ;
teve-o sentado junto a s, conversando por
muto lempo. Diz-se quo vai haver promo-
c5o de Cardeacs, e que nesta entrar o referido
Arcebispo.
Lady Hcytesbury morreo no dia 7 : era mu-
Iher do Vico Rei do Irlanda, Lord Heytesbury
(A'coort.)
A Gazeta d'Augsburg d como authentica a
noticia do cazamento da Gra Duqueza Olga
com o Principe Jorge do Cambridge; diz-se que
este fflra o motivo da ida do Imperador Nico-
lao a Inglaterra. Como o Principe da Corda
de Hanover nao tem flhos, he o Duquo de
Cambridge o herdeiro presumptivo.
[Peridico dot Pobres no Porto.)
~. mimvm.
mymmm^a^mamnxitmKaa
"EXf
JOB
PORTUGAL.
NOTICIAS DO PAQUETE.
As folhaschego at 10. No dia 7 embar-
cou em Trepport Rei dos Francezes ; as prin-
cipaes pessoas que o accompanhavo. eraoo
Duque do Montpensier, INI Guizot, M. Mac-
kau No da 8 chegou a Porstmonth ; urna
deputacao da Cmara desta cidado fo compri-
mental-o a bordo do Vjpor Gomer com urna
monsagem, qual o Rei respondou. A C-
mara licou muilo agradada da ailabilidade com
que o Rei a receliera, e um dos membros pe-
du ao Rei copia da rosposta para que ficasjo
em memoria nos archivos da Cmara ; o Rei
disso que nao tinha c;)ia, que quanto dissera
fdra do coracu. O Rei nSo desembarcou lo-
go, demorando se al que ch'gasse o Principe
Alberto, o qual chegou por as doz e meia
Cumprimentro-se mui allcctuosamente, eo
Rei tomou-lhe a maos e beijou-o as duas fa-
xes. Pouco dopois veio Lord Wollington, ao
qual o Rei recebeo muito cordoalmento, e pre-
suma-se que Iho di/ia cousas lsongeiras por
as repetidas inclinacocs de cabeca do Duque.
Houve contestacao entro o Rei e Principe a
cerca do qual havl 8fe sabir primeiro ; o Prin-
cipo insisti, e o Rei cedeo. Sahio este, de-
pois o Principe, Duque de Monlpensier, Lord
Wellington. O povo viclorava o Rei com
granpe entliusiasino. EnTrrSd as carruagons
da Casi Real, queestavSo i, e abalarlo
para Wiodsor.
S. PEDRO DO SUL.
Golpe de vista critico sobre as operacoes mili-
tares que tivero lugar na provincia do
Rio Grande de S. Pedro do Sul, desde o
anno de 1838 at 1842 por um liio-
Grandense.
AO PUBLICO.
(Continuacao do n.268 )
Segunda obter'vacdo.
Bento Manocl sabia com que contrario guer-
reava e por isso se atreveo a vadear e Taquary,
quasi na presenca do nosso exercilo. Se o Ge-
neral Elzeario bsse enrgico e apreciador das
vantagens que a fortuna na guerra raras vezes
proporciona, a columna de Bento IMnnoel esta-
va perdida, sem recurso, por nao ter retirada,
e este general pagara hein caro a tomoridade
que fe/, de deixar na sua retaguarda um rio cau
dloso (como he o Taquary,) apenas com tres
passos de vo, que podiiio ser tomados por in-
fantera em menos de oito horas ; icando elle
exposto por conseguinte a soffrer o peso de to-
da a nossa columna sobre sua fraca divisao.
A marinha que o General Imperial tinha
sua disposicao, cque nao tinha Bento Manool,
levando a Santo Amaro um corpo de infantaria,
podendo este sor acompanhado por um forte es-
quadrao do cavilara que por Ierra seguisse pa-
ra aquello pont'\ Bro forcas muito sufficientes
pura comprometieren! o movimento de Bento
Ma noel.
O quo digo quasi se realisou um mez dopois
da poca que aponto. O General Bento Ma-
nuel sorprendido com a marcha de nossa divi-
i.io da direita para Rio Pardo, nao deveo a sua
salvaclb selo molleza ou pouco vigt-r dos
nossos etqaadrdes da vanguarda. Todava ,
apezar do nao lor na margena direita do Taqua-
[ry quem Iho impedsse a passagom, efloctuou a
sua retirada sabe Dos como !....
A diverso o foita por Bonto Manuel em favor
da sua divisao do centro foi muito estratgica
it certo ponto ; porm nao doria tt-r pausado o
Taquary sem a certeza do que as forcas de Jos
Marianno ji havio passado o Cahy o manohra-
vao para se Iho reunir : entlo sim, porque a
passagem nao apresentava nonhum inconveni-
ente, e a columna lega! (nesta hypolhesej se
acharia hern rompromettida ; porm passar o
Taquary tjuand. as forcas que tencionava soc-
correr anda so achavao oceupando as posicOes
do Viamao foi um passo bem imprudente. O
General Ribeiro expdz-se a s()ffrer um desasir
completo, e esse sem utilidad alguma. Se
nada soffreo deve agradecl-o ft incapacidad
do General Imperial, que achou o segredo de
manobrar e collocar-sc entre duas forcas inimi-
gas sem bater nenhuma. Comtudo deveria
por ventura o General Rento Manoel fazer de-
pender das falsas manobras do seu contrario o
bom xito da sua operacao ou a utilidad de sua
diversao?. ... De corto que nao ; porque na
guerra nao se deve entrogar tudo ao acaso e
devem-se sempre considerar as cousas pelo pci-
or lado.
A fortuna hu mulher, por conseguinte in-
constante ; so hoje vos afaga e protege ama-
nha vos maltrata o abandona.
A temeridad do Genral Ribeiro na campa-
nha d 1838 foi igual do Marechal Maldona-
do na campanha de 1813 na Saxonia.
O Marechal Maldonado, opposto ao Princi-
pe Rlucher, commandava a ala direita do exer-
cilo francez, cujo centro manohrava as posicoes
de Dresde. O exercto de iMaldonado era de
80,000 homens ; o Principe prussiano tinha
em linlia mais do 120,000 homens. O theatro
da Guerra era em Sileza e o exercilo francez
oceupava as posicoes prximas ao rio Bober ,
servindo-lho esto de lnha de deesa. Sahendo
o Marechal Francez que o Imperador Napoleo
se havia dirigido, a marchas forcadas para bater
o exercto alliado commandado pelo Genera*
issinio Schwartzenberg, e libertar a capital de
Saxonia guardada por pequeas forcas fran-
cesas, incapazes de resstirem por muito lempo
ao exercilo alliado composto de mais de
200,000; quiz tambem marchar o manobrar
contra Blucher, o apezar das supplicas reitera-
das descus Generaos quo nao podio concor-
dar com seniL-lhantc movimento fez com que
todo o seu oxercito passasso o Bober. A passa-
gem leve lugar a 26 de Agosto. O General
Prussiano, com muto maior forca, e por con-
seguinte com mais razao, tinha tambem toma-
do a offensiva. Os dous exercitos enconlrrao-
so (depois do ter o prussiano passado o Katz-
bacb), no terreno situado entre este rio o o Bo-
ber. Vieraos maos e a victoria so decidi a
lavor dos Prussianos ; Maldonado perdeo a ter-
ca parte de sua forca em morios e prsioneiros ,
o vio. porm ja tardo e sem remedio, quao fatal
Ihe tinha sido a ma escolha do seu campo de
batalha e a temeridado de sua manobra, ten-
do travado pelejo com um exercto muito supe-
rior em forcas, e nao lendu por nica retirada
senao a passagem de um rio caudaloso (o Bo-
ber, ) quo sepultou em suas agoas mais de
20,000 Francozcs e todos os sem recursos.
O Marechal concorreo, por suas faltas imper-
doaveis, para a dosorgansaco do exercto fran-
cez, que soffreo depois da batalha do Kal/bacli,
desastres sobre desastres ; Maldonado perdeo
todas es posiedes da Sileza, e todo o exercto
Trance/, perdeo a occupac5o da Allemanha de-
pois da lamosa batalha do Leipsick.
Bento Manool podia o devia ter a mesma sor-
te que teve o Marechal Francez, se tivesse por
adversario um Blucher, oualguemque oqui-
zesse imitar. A sua columna nao devia passar
inclume Taquary como passou c a divi-
sao rebelde do centro quo Bento Manoel ti-
nha vindo auxiliar teria lindado os sous desti-
mto.das posiedes onde nossas forcas dco-
peraedesa tivessem encontrado
I"erceira obwvaco.
Os movmentos'Coitos pela columna rebelde
lo centro forao incnnprehensives ; nenhuma
razao militar os dirigi norn coordenou. Jos
Marianno de M ittos pordeo do todo a cabeca ,
nao (ovo eoragem para so bater nem 18o pou-
co se soulio retirar a lempo. PoJia fazer mui-
lo. nao fez nada.
A falla de comhinacao 0 do a propot em suas
manobras romprometteo tomn Ilusoria a
cooperando da columna coaimandada por Bentt)
Manoel quo se achou si'i o consequentcmente
no risco de ser batida por todas as nossas forcas
rojnidas. He imp.issivel que Jos Marianno,
tundo na capital tantos partidarios o de confan-
oa nio Boubesse que as nossas forcas se con-
centra vo junto do seu acampamento oque o
General Imperial se propunha a lomar a ufen-
sva. Parece tambem incrvel que vindo da
campanha com marchas (oreadas o General
Bento Manocl para proteger a divisao rebelde
do centro em comeo,tienda dos preparativos
do General legalista, ignorasso Jos Marianno a
direceo e approximacao de semellianlo forca.
Como pois, em violacao o menoscabo de todas
as regras da guerra se conservou quedo e lixo
como as montanhas sob cujas alturas se achava
acampado com sua forca deixando por esta
maneira a iniciativa ao seu contrario, subordi-
nando os seus movimentos aos do General Im-
perial ?
O que deveria pois fazer Jos Marianno? De-
via, logo quo soubesse que o General Imperial
so propunha a manobrar devia, digo, aban-
donar com toda a forca de seu mando as pesi-
coes de Vamo, dando para rendez-vous geral,
ou ponto da reuniao aos seus destacamentos a
colonia da S. Leopoldo, depois passar o Grava-
lahy demorando se na Colonia o lempo res-
trictamente necessario para a juncc8o desses
destacamentos ; passar com a forca toda o rio
dos Sinos depois o Cahy cscolhendo o passo
do Marat ou outro qualquer comanlo quo
fosse embarrado e depois effectuar no immen-
so terreno circundado pelos rios Taquary Ja-
cuby o Cahy a junecao de suas forcas com as do
Bento Mam el.
Fste movimento era adequado s circunstan-
cias ; nao apresentava risco algum punha o
general Imperial em grao de perplexidade c
finalmente era feito conforme as regras da arl
da guerra, que querem que nenhuma loriase
rolire senao sobre seus reforcos, e sempre ua
dircec i do seus depsitos ou recursos.
A forca do Jos Mariano, composta de 2 ba-
talhoesdo infantaria, C00 homens 6 bocas de
fogo e cerca de mil homens de cavallaria, re-
unida com a divisao de Bento Manoel, era mui-
to superior da legalidade muito mais aguer-
rida.
Qualquer que fosse a posicao oceupada por
esta forca, seria sempre prefarivel deViarnao
onde olla, por assim dizer o achava distante
dos seus recursos o sem retirada, no caso de
manobrar com vigor o General Imperial, o que
nao aconteceo.
Quo faria o Marechal Elzeario, se, em vez de
enconlrar-se so com a divisao de Bento Manoel
achasse ja esta reunida com Jos Marianno, em
boas posicoes e em altitud do se bater ?
Se nos reglennos pola sua capacidade mili-
tar e pela extravagancia e desacert de seus
movimentos, poderemos aflirmer que havia fa-
zer muito por augmentar com mais urna imbe-
cilidadc o catalogo das mnitas que praticou du-
rante o seu generalato ; c sabe Dos at que
ponto nos fariao chegar as suas malfadadas com-
binaces e que surte aguardara a nossa co-
lumna naquollas paragens.
L'ma hora que soja pordida na guerra traz
comsigo graves consequencias e immensos trans-
tornos.
Muitas vezes concorre ella para a ruina do
General que so nao sab aproveitar da occasiao
e das faltas do seu contrario,
Ouarta observacuo
I-ogo que o general imperial se vio'
' rebelde do centro (que
livre d
, seoj ver


..i.- ;,
QQcni fugia, c* embrenhou as segas pelas
las da Berra), tralou de acampar as suas (oreas
no passo da Cachoeira sobre Gravatahy ; pou-
co so importando com a permanencia da forca
do Bento Manoel no terreno situad i entre l'a-
quarv, Cahvc Jacuhy. E em vo/domino-
brar sobre as toreas rebeldes, e fazo-las pissar
OG.......ilfaooBarclai de Tontea de r-ltWM excntrico) apeaar da, frotas que nel do Aloncar Jo-e da C-,t. Araujo E 0.
.........."--------. 5 ,L7L.iP;aniraesflrerionaltaliaoni Alema- (razio da Costa Araujo Joze da Costa Agr ,
tirar se cm conseuuencia dos mavimcntos do estes ueneraes sounidu iwna o
u-rcito rrancei, a de ,.ro;urar com su for- nha, o concelho ulico nada quu mudar nos
seus planos de campanlu, e perdeocinco exer-
cilos, tendo por lim de c-der Franja a paz
que esta Ibe obrigou a assignar em Loeben.
' Commerce.)
cas outra* posico]*; poro n foi so.-nbra das
(orlilicacdosdo sou canip.) quo elle elL'tuou a
retirada.
Mail tarde, quorendo KulusolT (que tinba
oTaqinry, deixou-so (car estacionar!3 perto Isuccodido no commando do oxorcito a Barcl
de un Mies, a esperar nao se salmo que, e
concebeo entfio a latal idia de ir oceupar com
a sua ala direila a villa do Rio Pardo com
preferencia as bellas posicOos da margem es-
querda do Taquarv, posices, por assim dizer,
inexpugnaveis, que, oceupadas pelo nosso ei-
ercito. faiiao-nos senhores de um litoral de
mais de 80 leguas.
0 niarecbal Elzeario sabia que a nossa divi-
san da direita n5o tinba forca bastante, nem
tao pouco meios, por estar a sua cavallaria
completamente a pe) para oceupara campanhs
noannode 1N"S. Logo nSo gnorava que a
sua mareba nao devia passar do Rio Pardo.
Como pois foi preleiir 8 occupacSo daquella,
aberta e accossivel aos ataques do inimigo, :i
do Taquary, lorte c inexpugnavel ?
Alm disto, quando a sua ala direita occu-
pou Rio Pardo e all se acampou be que o ge
neral imperial se tembra das forcas do Rio
Grande, e da ento ordens para que a divisan
da esquerda, ao mando do Brigadeiro .Cal-
inon, passe o S. Goncalo e va operar na cam-
panha
O General Imperial violou urna das primei-
ras regras daarte da guerra, que quer que to-
dos os movimentos militare:, se difljlo a um
objecto e a um lim. A mareba da divisao
da esquerda nao tinba cor nem lim algurn,
era urna marcha fcita entura o arriscadissi-
ma. Pelo menos o inimigo assim a julgou.
Bento Goncalves e Corte-Real Puerto todos
os esfnrcos para altrabirem as nossas forjas
para o centro da campanho, persuadidos, a
com muita razao, que quanlo mais' terreno
ellas ganhassem, mais se compromettiao.
O General Imperial propon ionou pois aos
seus contrarios a occasiio de bater c destruir
completamente as suas duas alas; c pouco fal-
tn para que isso nao acontecesse.
A divisao legal da esquerda, composta alie-
nas de I.OOObomens, ubandonou alinba mi-
litar do S. Goncalo, e foi operar na campa-
nha, sem nenhuma proteccio, ezpondo-se, por
urna mareba imprudente, a ser batida por
todas as forcas rebeldes ( que j; nessa poca
oceupavao as (orles posicoes do Botucarahy, com
mais de 3,500 liomcns).
guando liento Manoel e todos os de mais
cheles da rcbellio reuniao suas forcas e as con-
centravao em um niesmo terreno, be que o Ge-
neral Imperial divida ns suas e as (ormava em
dous cor pos, distantes um do nutro algumas 80
legoas! .
Aindamis: contentsimo o General Im-
perial com a esculla da pessima posiclo do Rio
Pardo faccessivel por tocios os latios-sos ataques
do inimigo1, para nelle estacionar a sua ola di-
reila, dizem que dra ordens positivos ao dig-
no e bravo Manchal Barreto para que nem um
s loirao de fortificaclo mandaste levantar, pois
que seria mostrar rnedo o inimigo. yue
previso (^ue bravura Ouc lino mili-
tar!...
As Fortificacues de cimpanha, Exm. Sr. sao
sempre uteis. Vauban as aconcelha em mui
tos casos, e nao podem nunca ser prejudiciaes
ao general que as mandar praticar. he acon-
dicaode um campo de balalha bt nao ter pre-
cipicios e desliladeiros na sua retaguarda, e ter
um dos llancos protegido por obstculos niitura
es, a contlit,-ao de urna posicao militar devora
ser a de ter fortificat oes em todos os lugares
accessiveis nos ataques do inimigo
O General Kleber, na campanha da Syria,
deveo as fortifieacGes do seu campo nao sercm
destruidas pelos Naplosanos. a pequeas lar-
cas francesas que commandava : foi a sombra
do suas forlificacOrS que o general lr..ncez pode
(oTolly)por termo i retirada do exercito russo
edarbilalha ao exercito Irancez, para ao mc-
[J. do Com )
nos salvar a honra e gloria das armas, escolben-
ilo para esse lim a forlo posigao da Moskows,
nao se liando nem na*sup.eroridade numrica j
lo seu exercito, nem no enthusiasmo e lana- ,
tismo de que esto se acbava possuido, mandou
guarnecer com fatuosos redulos o centro e es-
querda da sua linha Muito sangue custou ao
xercilo Irancez a posse c occupaeo do reduto
PEBHAMBUCO.
COHREIODO RECIFE.
CORRESPONDENCIA DA C1DADE E PROVINCIA.
Consta, mas nao afirmo, que ando por ah
alguns meninos da p-virada procurando as-
signaturas, com as quaes se requeira, nao sa-
llemos a quem, um mandado de despejo para
fra do Brasil centra os estrangeiros: so assim
do centro da linha dos Russo;. defendido com be bem se pdem ir com lempo preparando por-
encarnicamento e o mais hrilhante valor por que quem rai para o mar aviase em trra.
elles. Por fim cabio e:n po-ler dos primeiros, Contlo, e o Correio tambem vai contar,
que nelle perderio a <]0r do exercito depois urna galantaria succedida na casa da Cmara
de um renbido combato de oito horas. Municipal no dia 1." do correte. O Sr. An-
Mil exemplos se podem citar para compro- Ionio Joaquim do Mello, um dos supplentcs da
var quSo uteis sao as fortificacues de campa- ( mesma Cmara, mas que nunca se quiz prestar
nha para o exercito, que as pratica. Nao he a coadjuvar seus companheiros resolveo-se nes-
preciso ser militar para conhecer isso, pois he te dia tirando-se de seus cuidados a apparecer
tao clara a sua utilidade como a luz do me- | onde o nao chamarao; e ah dar aopublicoodi-
vertimento, ou por em execucao o ogolevan
sao mor jdores no distrito da Freguesa do Ci-
brob nestes termosP. a V. S. Illm. e Re-
verendissimo Snr. Vigario da Freguezia do Ca-
brob seja servido passir o attoslado requerido
E R Mare.
Joze Aloxandre Correia do Menezes Presb-
tero Seculsr e Vigario Collado da F'roguo.zia
do Nossa Senbora d'Assumpco por S. M. I. e
C. o Snr. D Pedro Segundo que Dos Guar-
de &c. &c. Atiesto que Joze Paz. Landim .
Major Martinho da Costa Agr Joze da Costa
Agr Joze da Costa o Araujo Joze Leonel
d'Alencar o Eufrazio da Costa c Araujo sao
Freguez.es de Cabrob tanto assim que as
presentes eleicoes (orao incluidos na lista Pa-
rochial desta Freguezia como Ellegiveis be o
que tenho a dizer a respeito em fe de Parocho ,
e por me ser pedida. Cabrob 28 de Outubro
de 1841 Joze Alexandre Correia de Venezos
Vigario da Assumpcjio.
Com mullicado.
milano.
Onde foi pois adiar o General Imperial a
celebrrima mxima, que infelizmente foi a-
tloptada pelo digno Marechal Brrelo, de nao
se fortificar urna forca para nao mostrar medo
ao inimigo '.' Um sargento do ordenancan nao
liria semelbante absurdo! ... No enlanlo
. sla fatal icsolugao foi taliez o causa verda ei-
r do revez, que sofTrerao nossas armas no fatal
30 de Abril de 1838 as Jturas do Barro-Ver
me I no.
tese se nitor fepolho que se quer sentar tenhor
Coentro'. O Sr. Mello colirio se de gloria,
mostrou seu desinteresse o imparcialidade, e
deu urna prova nao equivoca do quanto sabe
respailar seus correligionarios: am-gos, ami-
gos ; negocios apirte Ora viva e reviva o se-
nhor Mello O senhor Ricardo porlou-se co-
mo cavalheiro graeas Ibe sejao rendidas. O que
nao sei be julgar se quem vo/ou para a excluso
doSr. Bego companbeiro antigo, obrou com
O exercito francez deveo a sua conservacao justica : muito podo o espirito decondescen-
, depois da perda da batnlha de Aspern e dencia !
Essling, na campanha de Allemanba em 1809) I Alguns soldatlos da Guarda Nacional derao
3S forlificagGes que praticou na ilha de hoje gostos as ras desta cidaoe. Quantos
Lobau. cartuxoslbc ficarao as patronas servirao para
Foi com a proteccio do campo enlrincb ira- carregar as armas e atirar contra os matuti .
do, t|uc o Imperador Napoleao pode reorga- J Nunca se vio inaior indisciplina nem fallado
nisaro exercito, bastantemente diminuido pe I respeito.
las ptrdas, que ttnha soflrido na margem di-j Kspera o povo desta capital ver providenciar-
rtita d j Danubio; no entretanto que o Hedor I se o caso por quem compele para que se nao ro
la Allemanha ^o Archiduque Carlos) nada | pjlo comedias, que pdem (indar em trage-
poupi.u para tornar imprtenles (por meio de
forlilitaeGes e grandes redutos, ligados e guar-
necidos de urna (ormidavel arlilharia) as posi-
coes perdidas pelosFrancczes, cuja chave ero
as aldeias de Aspern e Essling. Cjuarenla dias
se conservou o exercito francez na liba de Lo-
bau : nao Ihe foi preciso mais lempo para re-
ceber reforcos, curar os seus feridos, e pr-sc
om atlilude de preludiar por brilhantes feitos
de armas a derrota dos exenitos austracos,
vencidos em Wagram
As fortificscoe feitas pelo Archiduque lorao
dias.
COMARCA DA B JA-VISTA.
Accuso recebido o oflicio de V. S. de hon-
tem no qual me parlecipa ter a Camera Muni-
cipal deste Municipio officiado segunda vez a
V. S. para entrar no exercicio das funcSea de
Juiz de Paz d*esta F'reguezia para servir nao s
o restante d*este anno como os seguinles, para
os quaes foi V. S. eleito visto achar-se V S
juramentado : ao que tenho de responder a V.
S. que me cuncidero anda legitimo Juiz de Paz
inutilisadas pela marcha do exercito francez, desta Freguezia, para o restante do anno : por
que as franqueou ; essim mesmo servirao de
muito so Principe austraco; do contrario tal-
rei tifetse que soflrer urna perda horrorosa em
suas forcas, tendo sido atacado quas de im
proviso pelo exercilu francez, em numero de
mais de 150,000, que nchando-se ainda nodia
\ de Julho na ilha de Lobau, j scachava de
posse no dia5do terreno, onde estilo situadas
us aldeias ds Enzersdorf, Essling e Aspern.
No enlanto, se o Imperador dos Francezes
adptame a extravagante mxima de se nao actuaes Juisesde Paz em suasFreguezias, devem
i _____._________i. .. \ _____.________.:i...:-5____ii___!_.-.,. ,........i,,i ...
t|uanto nao tendo a Cmara Municipal feito a
divisao desta Freguezia em districtos como
lhe cumpria e muito menos mandado proce-
der eleigos de Juizes de Paz para o restante
do anno na foima das ordi ns da Prezidencia ,
nao devo ceder o meu posto em quanto nao
lor legtimamente substituido: acaece mais que
o Eim. Prezidento da Provincia em cazo quas
idntico decidi por oflicio do 6 de Agosto do
corrente anno a Cmara da Capital que os
entrinebeirar, para nao mostrar medo ao Ar-
chiduque loria de certo concoirido para a
destruicAo do seu exercito, nao Ihe perdoando
a posteiidade semelbante erro militar.
Quinta obseri-afilo,
Um plano de campanha deve prevenir ludo
quanto o inimigo possa lazer, e conter em si
os meios tle o mallograr : senao nao be plano
de campanha.
O General Imperial lez sempre, em toda
as suas marchas, as mes mas demonstracoes e
manobras, sem nunca Ihcsdar um carcter de
exercer as atribuiges que Ibes foro concedidas,
pelas Leis, the que sejao edeclivamente eleitos
os que devem succeder-lhes; ora nao tendo ain-
da legitimo sucessor para o restante do anno ,
he claro que amim compete exercer todas as
atribuieoes e nao a V. S. que foi eleito Juis de
l'az para o futuro anno : releva ainda dizer .
que V. S. me corr.municou f suposto parti-
cularmente ao que dei todo o crdito pela
firmeza de seu carcter) que a Cmara Munici-
pal Ibe ofTiciara communicando ter anudado as
eleicoes desta F'reguezia por nao terem sido
O Commandanto da divisao naval do centro
e o Commandante do brigue escuna Leopoldi-
na acabao do ser substituidos nos cargos, que
oceupavao e a voz do povo. do povo que sabe
das cousas mais recnditas como por milagre,
denuncia que assim se procedeo por no terem
aquelles Commandantes assentitlo as inconside-
radas exigencias to Presidente das Alagoas
Souza Franco ulteriormente demitlido, exi-
gencias inteirainente oppostas ao brio militar
ea legislaeo vigente no paiz. (')
Bem longe estamos nos, tracando estas li-
nhas, de contestar o direito queconlere ao po-
der executivo o artigo 102 no 5 da constitu-
cao do estado, o que censuramos be que taes
remocoes fossem acintosas, e adrede sollicita-
das por alguem para satislacao de seus capri-
chos, e que, os agentes do poder a ellas annuis-
sem sem que previamente devassassem ou antes
se informasseni acaneladamente da veracidade
do que se dizia a respeilo de taes officiaes, que
no caso de so mostrarem pouco interessados, e
exactos em cumprir com zelo as lunctes inhe-
rentes ao seu Ministerio, ou se excusassem eo
cumprimenlodosrequisicoes ou ordens legocs
que Ibes fossem enderezadas pela respectiva au-
loridade, recorrundo para isso a subterfugios ou
mal fundadas desculpas, devio ser responsabi-
lisados por taes faltas : na forma dos artigos de
guerra de nossa marinba s assim se po-
derio taes officiaes justificar, ou conhecer se o
valor d'essas gratuitas arguyes, e ainda so
essa medida ia de acord com o interesse do
servico : haver-sc de nutro modo he zombar
manifcslamenteda le, he tirar a forca moral
tao precisa aos ebofes militares como esseneiaes
manutencao da disciplina, he em summa ,
pronuncierno-nos com franqueza desgoslar
a essa briosa classe dos servidores du estado ,
que quafldo nao tivessem outros ttulos a nossa
gratidao. bastava, como disse o honrado Mar-
que/ deParanagua rmi3 na Cmara Tempora-
ria, ter ella lido a gloria de atravessar ille/a da
verligem revolucionaria, lodo o rs| ac decor-
rido al boje, desde a poca da nossa inde-
pendencia.
C. ..
(')Fallanios das ordens que sedeo para so
mctlcr no puro dos navios de guerra os Offi-
ciaes de patente e Cadetes, e dos meios que
se empregarao par quo o Sr. Leal Fern ira,
aflaslasse de sua mcsa. gente qualificada que se
acbava a boido da crvela Januaria de. &c.
resistir e fazer frente aos analtos de seus ni- rajar os seus contrarios, oflerecendo-lhes a oc-
verdade, e com isso nao lez mais do que enco- feitas em conloimidade das Leis. era sendo as-
migos em numero de mais de 20.000 homous.
Porm se pelo contrario, se tivesse conserva-
do em campo raso e niio se fortilicassr segun-
do a mxima errada de Dio mostrar medo
ao inimigo, teria sido balido sem duvida al
guma.
Temcndo o Imperador Alexandre urna inva-
sao franceza nos seus Estados, e suppondo. com
muita discrico, que se ella tivesse lugar, havia
do ser feila por um exerc lo numrrosissimo, nao
julgando alias que o theatro da guerra foSSC no
interior da Russia, mas lim m territorio da
malfodada Polonia, mandou em 1811, a todo
o cuito, lorlificar o famoso campo de Drissa. e
concentrou nelic todas as (oreas ectivas do Im
casiao de baterem as suas forcas soladas
Com efToito o exercito imperial tini a noco-
mecoda campanha a iniciativa do movimento,
o nuda lez do que poda fazer. ose esperava
(izesse; porque? porque o General que o
commandava era irresoluto, e he o que acon-
tecer sempre aquellos, que manobrao sem
principise as apalpadelas : os meios termos
perdem ludo na guerra.
O General Elzeario era velbo, nada enten-
da da nova escola da guerra nao sabia apre-
ciar as vantagens, que aprsenla o systema
concntrico; segu, pelo contraro, todos os
prejjizos do systema excntrico fsystema de di-
visan de (oreas) boje su em vuga para medrio-
Ncsta fortificacao gastou o czar som- crifCeneraes.
mas enormes e um anno de assiduos traballios; | Os Generaos austracos Beauleu, Wurmu-
noentantode nada Ihe servio. s.r, Alvinzy, e o Archiduque Carlos, pagrao
O oxeicito francez, na sua marcha deinva-'bem caro, na guerra que o Imperador d Aus-
*3o inutilisou as fortificacocs d Prissa, Han- tria declarou Fram-a em 1790, o se terem
quo'ando-as. guiado pela velba escola (quero dizer pelo sys-
siin concidoradas nullas as eleifoes, como ex-
ercer \ S. as (unces de Juiz de Paz i1 Avista
do que tenho dito declaro a V. S. quo nao
cedo o meu emprego em quanto nao for legi
tunamente substituido mas que como todas
estas arlimanhas, sao para arredar-me da Pre-
sidencia do collegio eleitoral que deve boj*'
ter lugar, pode quem quizer presidir que a bem
da tranquilidade publica cedo o lugar so-
mente para a Pre-dencia das eleicoes porem
que ludo islo levarei o conhecimento do
Exm. Prezidenle da Provincia para quo elle
conbeca a maneira com que se dezeja proceder
eleicoes nesta comarca. Dos Guarde a V.
S. = IMm. Sar. Alexandre Gomes de Si =Juiz
de Paz da Legislatura futura = Francisco Go-
mes de S Batinga.
Diz Pacifico Lopes de Sequeira, quo a bem do
seu direito necessita que V. S Ibe ateste se
Joze Paz Landim Francisco Alez de Car va-
Iho, Major Mr'nho da Costa Agr, Joze Leo
L-.J-iJ.LBJig
Publicado a pedido
Sr. Luis de Queirot Montexro liegadas.
Pe nambueo 2i de Setembro de 1844.
Assas me tenho eslorcado do mostrar a\m.
de quanto fiquei prejudicado coma morte do
seu testador Joaquim da Silva Regadas, que
Dos lenha em gloria, sollrido incommodos e
feito despezas, s para se nomanchareiMas cin-
zas dos mortacs a quem doramos rospoilar &c.
Mas todavia baldados tem sido os meus esfor-
eos, e presumo que vai accontecer a Vm. o
mesmo t|ue acconteceo nessa cidade a Joao
Manrel Monte negro, e em Lisboa a Ricardo
Knoulles, a onde o publico me (ezjustica qu-
ando me vio publicar factos quas paralellos
aos que abaixo se seguem, e que sendo necessa-
r0 provo com testemunhas, e documentos l-
gaos, quando \ m. nao queira por bem pa-
gar-me o que me licou a dever o seu finado tes-
tador Joaquim da Silva Regadas, do quem Vm.
herdou mais de cem contus de ris ; parte del-
b'S adqueridos a custa do meu suor, e sacrifi-
cios.
Devendo Vm. attender como j Ihe fiz. vez
por muitas vezes que o testamntelo do seu
testador, Antonio Flix dos Santos, remetteo-
me urna conta para Lisboa em data de 29 de
I


-91
3
j.iciro de I84-!, que nao tem principio nem
(m dos meus negocios com o sou testador Re-
gidas, motivo porque a inandei publicar no
Diario do Rio de Janeiro n. 4 de 7 de Janeiro
de 184.2, por Vm. me nao querer attendor, qu-
ando I lio fz ver qu) ou o testamenteiro eslava
dtnliido quando fez a dita carta, ou que de
proposito me quiz prejudicar ; por cujo moti-
vo fez-me vir de passagem do Lisboa a esta ci-
d ido ; o dopois com manifest engao desta ci-
dide, a essa, por dizer que o finado Regadas,
nao tinha deixido os sous negocios claros, o que
eu me folie entender com Vm. ao Rio de Ja-
neiro, porstndindo-mo que Vm. nao vinlia a
ert cidade tomar cunta da testamentaria ;
se nao depois da Coroaco de S. M. I. e por
is-o nao esporoi por Vm. nesta cidade como
lencionava e segu pira essa a 9 do Junh > de
18. Mas lugo que ebeguei a essa cidade,
e liz ver a seu sogro e a sou cunhado o quo o
testamenteiro desta cidade me disso ; respon-
der3o quo o testamenteiro me tinlia enganaJu,
porque Vm. Uto tinlia escrevido que vinba a
esta cidade no primeiro vapor que partase para
o norte como assim tinha acconlecido.
Vondo quo o tostamenteiro me tinba engaa
do, logo suppuz quo indispunha a \ m. contra
Ira mim, como assim succedeo, porque Vm.
se tem Jeito surdo, e mudo a voz da razao, e
n5o quer terotrabalho de examinar os livros,
e correspondencias do seu testador ja que o tes-
tamenteiro o nao fez comodevia; fazendo-me
iuslica como se cin meu lugar a exigisse por
rjarrisdealcatroda minhi conti, e outros gu
rioros mais do conta do dono di escuna ; unto
com urna relacodos quo me dovio : a saber,
do Govornador Antonio Manoel Noguoira de
Campos 200J rs. de 10 barricas do farinha a
l.'j.) rs., um barril do mintoiga !()> rs., o 2
saccas de arroz a 10 rs. do Manool de Narros
Cunba, 30f rs. doJooMaria do Siuza Al-
meda, 56, rs. de 3 barricas de bacalho, do Jo
s Nunos Ferroira IOS ('e l 8acca uo arroz,
do Jos Mara, 20j rs. do 2 saccas de arroz, do
Jos Joaquim Toixeira 8 rs. de 2 frascos, e
2 barrilinhos do doce.
Ora sendo verdado como be que tudo est
conlorme adieio por adicocom a conta pres-
tada por Jos Joaquim Toixeira ao Sr Pedro
Ignacio Baptista em 3 de Selembro de 1839 na.
cidade de Benguellaporque razio o testamentei-
ro do sou testador Joaquim da Silva Rogadas
nao abonouo liquido dest^s gneros a meu fa-
vor na corita que me remetteo para Lisboa E
quem estar go/.ando do liquido do quo levo
dito, o do mais quo so segu quo por causa da
mesma doensa entreguei a minba auzencia na
cidade de Loanda o l)r. Carlos V, Bertaly.
Mil pessas de ouro de tOjOOO rs cada urna ,
novo pecas do 9500 16 oncas do ouro de cu-
nti espanhol 13 pipas deagoaidonte branca,
110 barricas do farinha 6 barris de manteiga.
2 barricas de bacalho 15 sacas de arros 1
barril de agoardente branca, 4 barris de agur-
dente de aniz, 2i pas 2 barris do lcatrSo ,
ima porco de Irascos barrilinhos e caxoli-
usucu como so ti" -" "(, "-*,----- r !"-------- .
ter ha mais de tres annos tomado conta da tos- nhos com doce de calda e de goiabada b lexes
____1_ ^ a .. J- ,.; I ..__.*.. ..m nnal a rvrvr nilt* r.1iii 1.'11(1 ti CA-
lamentara, e ter no seu poder toda a escrip
turaco do finado Regadas, o do tempo que cx-
efei o cargo de Capito e do Caixa do sou bri-
gue lito d'ouro o depois da sua escuna Guen-
dal para os poitos da frica. Deixando de
continuar por falla do saude resolvi-me a r as
caldas da Rainba, e deixar os meus negocios ao
cuidado do seu testador Joaquim da Silva Re
gadas, como nao ignorava o seu testamenteiro
Antonio Flix dos Santos, nico inimigo que
me consta ter nesta cidade que muilo me tem
an.eacado por me queixar delle o que jamis
deixarei do fazor por ser o culpado dos meus
incommodos, eprejuizos.
Porque tendo como tove no seu poder toda
aescripturaco, livros, cartas de ordens. factu-
ras, conhecimentos, livros da carga dos navios,
borradores, &c. &c. Nao vio que do carrega-
mento da escuna Guendal quu de Lisboa ex-
portou para esta cidade em Selembro de 1838,
me perlencia 620 molhos de ceblas, e mais
100 molhos de conta, de Antonio Jo3o Lopes
que carregou a minha consign^ao, e porque
nao abonou o liquido a meu lavor na conta que
me rometeo para Lisbea, o da mesma forma,
porque nao vio que docarregamento da dita
escuna que exportou desta cidade para Bengue-
la ,e Loanda me pertenco os gneros soguintes,
comprados nesta cidade pelo Sr. Pedro Igna-
cio Baptista 10 barricas com 174 arrobas e22
libras de arroz; 10 barricas de bacalho. 30
frascos de follia com 7 arrobas do doce em cal-
da, e 12 barrilinhos de 8 libras cada um com
doce de varias quelidades, 36caxotinhos de 4
libras, e 31 caxotinhos de 6 libras cada um de
doce de goiabada, 5 barris dealcatro, 24 pus
em conta do Sr. Caetano da Costa Moreira que
carregou a minba consignado ; 4 barris de
agoa ardente de aniz, 4 barris de agoa ardente
branca em conta do Sr. Joaquim Lobato que
carregou a minha consignado, e porque razao
tondo o testamenteiro do seu testador Joaquim
da Silva Recadas as contas do liquido destes
gneros no seo poder dadas pelas minhas au-
zencias de Benguella e de Loanda em 1839 e
18H), nao abonou o liquido meu favor na
conta que me remetteo para Lisboa, e mais de
um escravo de minba conta que o seu testador
Regadas, vendeo fiado junto com outrosseus,
quando eu eslava ausente o qual me bavia ro-
mettido Joaquim Goncalves da Cruz Gaia? E
porque nao vio o testamenteiro das nimbas
contas do costoio da escuna Guendal que dei ao
seu testador a 22 de Abril de 1839. eque abo-
nei pelo frete dos sobreditos gneros rs. 99,>b0
e que mais prova sera precisa para Vm. pagar
o liquido dos meus eneros, o servicos presta-
dos ao seu testador Joaquim da Silva Regadas
de ser consignatario para frica de duas nego-
ciares das quaes nao tirei comroisso por me
prometter verbalmente urna gratiicacao alm
da do costume de Capito de tudo isto se es-
queceo o seu testamenteiro, e so se Umbrou de
lancar a meu favor sessent e cinco mil ris na
conta que me remetteo para Lisboa duendo ser
do 4 barris de agoa ardente vendidos ao patro
mor de Benguella nao sendo mais do que 3 que
eu Me vend antes da minba partida de Ben-
gella para Loanda a 16* rs. cada um, e 1 saeca
de arroz por 10 rs. junto com urna barrica de
bacalho por H rs.
Ao mesmo tempo que vend tamnem ao Sr.
Jos Joaquim Teixe.ra 4 saccas de arroz a 10*
rs junto com 2 barricas do bacalho a II* rs
e Ihe deixei para vender 3 saccas de arroz, eJ(
Je arcos para pipas ; e por que razao tendo co-
mo tinha o tostamenteiro do sou testador as con-
tas do liquido de ludo isto no seu poder nao
abonou a meu lavor o liquido na conta que me
remeteo para Lisboa e pelo contrario abonou
cein mil rs. a favor de Vm. dizendo ser o saldo
da minha conta da Parahiba sem saber quanto
he o saldo nem a lavor de quem he, disprezan-
do a nota que lez o tostador na conta que me re-
meteo a 16 de Maio de 1839 dizendo quo como
nao aChava a minha conta da Parabiba licava o
saldo do nenhum efeito declarando mais que
quando recebeu o liquido dos meus gneros que
dexei cm Loanda ; e o importe da lotra pa'sada
a meu favor por Silvestre Joaquim do Nasci-
mento Siqueira as minhas ordens; que nao
cumprio por acabar a existencia ; e que discul
pa dan o testamenteiro por ter formado urna
conta lao Ilegal, e fraudulenta eque discul
pa dar Vm. ao publico do Rio de Janeiro tendo
anunciado no diario n. 263 de outubro de 1841
que as contas do testamenteiro sao verdadeiras e
que eu com exigencias de rocheadas falcidades
o queria roubar depois de ter se Picado com onze
documentos que Ihe dei para examinar, e per-
suadido de que eu nao teria mais documentos
para fazer aparecer a verdade insultou-mecom
palavras infames no centro da sua caza aondo Ihe
nao respond para nao ser desfeiteade o vendo
depois as minhas publicacoes fez se mudo allie
hoje por quo nem me quiz responder as-cartas
que Ihe escrevi de Lisboa enviando-lhe a co
pia do recibo de OjOOO rs. quo paguci ao Dr.
Joze Pedro de Menezes pela concluzao da de-
manda movida por Francisc > Rodrigues Batalha
contra a propriedade do seu testador Joaquim da
Silva Regadas que me propuz a defender pela
illegadade do pnxesso e como tal fo jul
gado.
Por tanto he precizo que Vm consulte a sua
consciencii com parecer de algum amigo corda-
to licando certo que eu ainda espero athe a
vinda do segundo vapor que Vm. me mande pa-
gar ao depois no se queixe do que se seguir se
nao tomar em concideraquo o que levo ito.
Disculpe a minha infadonha carta por que as-
sim se faz mister e sou da Vm. atiente vene-
rador e obrigado JoSo Joze de Vasconcelios
Souza.
Ionio Harta da Silva, e Jos Machado Ha-I
Ihu-ira Braga.
Hambur^o ; 50'dias, barca dinamarquesa
TValdemar de 210 toneladas capital
Hansen Rasm, cquipigom II, carga va-
rios gener.is; a Biabar C. : passageiro?,
os Hamburgue/.es A L Strane;, c sua se-
nhora, e C Rock.
Rio do Janeiro ; 22 dias, brigue nacional
Le/lo, do 233 tonoladas, capito Joaquim
da Costa Roma Gue.les, equipagem 12, car-
ga lastro, ecaf; a Gabriel Antonio.
Navios sabidos no mesmo dia.
Lisboa ; escuna portuguesa Tarujo e Filhot,
166 toneladas,'; capito Francisco Antonio
de Almeida, equipagem 9, carga varios
gneros.
Liverpool; briguo tnglez Pomo*, do235V<
(toneladas, capitn J. M. KennOr, equipa-
gem T, em lastro. g>
Navios entrados no dia 2 do corrente.
Rio de Janeiro ; 30 dias. pataxo nacional Au-
rora 125 toneladas, mestre Jos Francis-
co Alves, equipagem 9,carga carne ; a Gau-
dino Agostinho de Barros.
Lisboa; 36 das, patapho portugus raflo de 160 toneladas, mestre Jos Corroa,
equipagem 9, carga varios gneros; a Mon-
des Oliveira : passageiros. os Brasileiros
Joo Cbrisostomo Pires. Antonio Pereira do
Farias, o oPortuguez I.uiz Manoel Fernan-
dos Chaves.
Philadolpbia ; 32 dias Inrca americana
Globe do 250 toneleilas, mestre Naholal
Esteig. equipagem 13, carga farinha a
LuizGomos Ferroira.
Rio de Janeiro; 20 I as, brigue nacional
Sania Mara Roa Sorte, de 222 toneladas,
meslre Jos Joaquim Dias dos Prazeres,
equipagem 16, carga sabao e lastrj ; a Jos
GoucalvesCasco,
Leudes.
Kalkmam & Rosenmund faro leilo, por
intervenco do corretor Oliveira, de variado
sortimento de fazendas de seda, la, linho, e
de algodo recentomente despachadas, e as
mais proprias da estaQo : quinta feira 5 do
corrento s 10 horas da manbaa, no seu arma-
zem, ra da Cruz.
2 Lenoir Puget & C. continuara. por in-
tervenco do corretor Oliveira. o seu leilio do
esplendido sortimento do fazendas de seda, laa,
linho. e de algodao, de miudezas, e ferragens,
e de grande sortimento de calcado para homens,
son horas e meninos: quarta-feira 4 do corren-
te s 10 horas da manbaa, ni eu armazem ,
na ra da Cruz. (8
copeselo.
Alfandega.
Descarrego hoje 3.
Galera Cousinbacalho.
BrigueSeveamercadorias.
BriguoJane $ tstercervo.
BrigueFannybacalho.
BarcaPritciamercadorias.
ii". .!_ _..- V.H---
CJ9RKM
Movimento do Porto
iVaetos entrado no l.do corrente.
Salem ; 42 dias. biate americano Naum-
Keag, de 98 toneladas, mestre Henrique
Towa, equipagem 7, carga varios gerenos ;
a Henrique Fosler.
Rio de Janeiro ; 38 dias. brigue nacional
Indiano, de 223 toneladas, capito Anto-
nio Baptista de Oliveira. equipagem lo,
carga varios gneros ; a Manoel Ignacio de
Oliveira: passageiros, os Portuguezes An-
PUBLICACES LITTERARIAS.
1Sabio a luz o importante folbeto inti-
tulado Jiesumo da Vida, Paix&o. Marte
e liesurreicu [de N. 6'. Jess Chrislo desde o
stu Nascimento at a vinda da Espirito Santo;
ou Historta abreviada da HedempcSo do Gene-
ro Humano coligida dosquatro Envagelbos e
dos Actos dos Apostlos para licao o exames das
escolas primarias e collegios de educaco. V en-
de-so na Praca da Independencia loja ns. 6 e
8 a 320 cada folheto.
Este Opsculo he de grande utihdade ; por-
que apresenta em um quadro resumido toda a
Historiada Redero pcao do Genero Humano (13
galera
da
ORDEMS KELIGIOSXS K MILITARES,
dtsic a mais remota antiguidade at os nossos
dio?.
Suliscreve-so na praca da Independencia li-
vraria n 6 e8a 8.500 rs.poranno, pagos adi-
antados, onde so recebero lodos os nmeros do
1,'anno, e6do2.: cada numero contem 2
estampas coloridas, e 8 paginas de impressao
oo formato de folha de popel de peso.
Osedictores desta obra teem em vista publi-
car resumidamente oque loro as ordens reli-
giosas de um e outro sexo, como se fundrao,
dividirlo e ramificrao, cuaesseus lundadores,
que vida tivero, de que virtudes se adornarlo,
e o que fizerao a bero da religiao e hurnanida-
de : as ordens militares nao sero esquecidos
os importantes servicos prestados pelos institui-
dores religioc cvlisa?o. Por est inte-
ressante publicacSo conbecero os leitores o
que ordem pertencem os que existem entre nos
como os Carmelitas, Benlos e Franciscanos,
e as militares Christo e Aviz. (25
/
Avisos diversos.
\__O abaixo assignai'o avisa ai respeitavel
publico, que Elias Jos dos Santos Andrade
deixou de ser seu caixeiro desde o dia 30 de
Novembro.
Antonio Jos Jntunes Gvimar&$,
*;l = Do segundo andar di casada ra d'Auro*
ra do Sr. Maoial desaparoceo urna rola parda
do ps encarnad is que so pareco com as do
Fernando, tendo a a/.a esquerda cortada, o
muito mansa ponto de se deixar pegar por
qualquer pessoa ; suppem-se que tallara da
varanda na ra, eque fora apanhada por al-
guern : si a pessoa que a apinbou, ou com-
prou quizer restituir, alm de se Ihe ficar em
agradecim-nlo, ser recompensada, ou in-
demnizada, na sobredita casa. (11
LOTERA do theatro.
s= As rodas desta lotera, andao impreteri-
vclmente no dia 17 do corrente me;., e talvez
antes desse dia se continuar com dividade a
oxtrac^io den billietes : os quaes acbo-se a
venda as tojas de cambio dos Srs, Manoel Go-
mes A \ ieira no bairro do Recife, nas boticas
dos Srs. aoao Moreira. e Chagas no bairro de
Santo Antonio, e no da Boa-vista na loja do
ourives do Sr. J.icintlio.
HTCtDMMATICA
0 1. Secretario avisa aos Srs socios, quo
hoje pelas G horas e meia da farde tem lugar a
sesso do 1." do correle.
r>=Francisco Tarault tem a honra de previ-
nir o respeitavel publico que acaba de receber
um grande sortimento de bijoutarias francezas o
outras fazendas, romo pentes de tartaruga dou-
rados com belotas ditos a imitncao e outros
mais singlos allinetes de cabeca dos mais mo-
dernos ditos de peilo de muito bum gosto ,
pulceiras ricas de varias qualidades garganti-
llas e correntes d'relogio de modelos modernos,
ricos chales do siMa mantas, lencos, gravatas
de qualidade superior luvas de seda bordadas
e lisas, dita do pelica e muitas outras qualida-
des de fazendas; convida as pessoas que das
mesmas precisarem de Ihe mandarem participa-
cao no becco daLingoeta numero 2, que promp-
tamentc se levar um sortimento para se es-
colber : o mesmo Tarault precisa alugar una
negra esperta para andar com fazendas na ra .
que seja fiel e do boa conduta. (19
| Preciza-se do urna ama de leito para
criar um menino: na ra das Flores n. 21. (2
1 o Snr. Joo Antonio Pinbeiro, procu-
re urna carta vinda do Porto, no largo do Car-
OIO, venda de Narciso Joze da Costa. (3
Aluga-se o segundo nndar do sobrado n.
36 da ra direita com excellenles commodos.
a sab'cr tro/ salas um gabinete seis quartos ,
cosinha fora quintal e cacimba ; no terceiro
andar do mesmo.
Quem quizer alugar urna caza no lugar
da Varze com quintal suficiente alguns pes do
larangeiras e bananeiras e um de jaqueira e ca-
jueiro tendo a caza trez qusrlos, cozinha fora
botando o lundo para o rio de Capibaribe; diri-
ja se ao boceo deJoo Francisco n. 20.
1 Preci/a se do urna ama de leite para
criar urna enanca ; ni ra velha caza do vidra-
cas n. 55. # (3
1 O abaixo assignado laz sciente ao pu-
blico, que est sem vigor a procuraco bastan-
te, que passou a seu irmo Joo Ignacio Ri-
beiro Roma, por ter expirado o motivo pelo
qual a passou, visto quo o mesmo abaixo as-
signado se acha presente.
Antonio Ignacio liibtiro Roma. (7
O beneficio de Joo Toselli no Hotel
Francisco ter lugar no dia 10 do corrente.
NA LOJA DE CASTRO & C. RLA DO
QLE1MADON. 11
Ib para vender-se ganga aroarella da India,
sedas de gosto, laa e seda para vestidos, cassas,
cambraias rouxas e pretns, pannos finos, ca-
simiras, chapeos de castor o .eda, chitas finas
e toda qualidad<.dc fasendas do linho e algo-
do, sarja preta, e setim do Maco. (8
15= A medicina popular americana, e as
pilulas vegelaes que,ha rouitos annos, estSo em
uso ero todos os paizes tropicaes, tero se prova-
do como urna medicina inestimavel, sendo pre-
parada de proposito para clima quente, e com-
posta de ingredientes que nem requerem dieta
nem resguardo e pode ser administrada a cri-
anza mais tenra.
Cada caixinha leva o seu receituano, custa
l/>()()() ris a medicina pupuiaro americana de
30 pilulas, e 800 risaspilulas vegetaesdo Dr.
Brandreth de25 pilulas.
Avisa-so ao publico que a medicina popular
ainda nao appareceo falsificada e para maior
seguranr.i das verdadeiras pilulas vegetaes,
vende-so de boje em diante cada caixinha em-
brulbada no seu receituario fechado com a firma
dos nicos agentes para o Brasil no Rio Janeiro.
Vende-se nesta praca em casa do nico agen-
to Joo Ieller ra da Cruz n. 18, e para maior
comroodidade dos compradores na ra da Ca-
deia em casa da \ ;uva Cardoso Ayres, ra No-
va Guerra Silva e(onipanhia, Atierro da Boa-
vista, Salles e Chaves. (24


4
H, ffci- .wmin^w'
2-.;'Teiilio so desoneaminltado do poder do
abaixo assignado urna letlra da quanlia do
quatio ceios mil res, aaooada a si'u favor pof
Victorino Peroira Main, da cidado ila Parahiba,
contra a casa dos Srs. Me Calmont iS C,, dea*
ta, o acceita j pjr estos para ser pega a 5 ou 6
do presento Diez de ezembro : achJ-so ja
prevenidos os accuilantes pira a nSo p agarem
a outra pessoa que nao seja ao mesrno abaixo
assignado, o que taz publico para evitar algu-
ma transaccao fraudulenta.
Joo Tarara Cordeiro. (12
2=.\lugao-se dous pretos para qualquer sor-
vico ; quem pretender procure na ra da Praia
n. 6fi. (3
j=rResponde-se ao annuncio foito no Dia-
rio de Pernambuco 29 de Novembro que esta-
va justo e contratado cmprar-se urna casa
meia agoa sita na povoacao dos Afogado* na
esquina,ou no lieco do \ intem,declarando o mu
propriotario, que a nio vende, e ero a (ratou
vender, [iorque niio precisa, o a toinu judici-
almente em pagamento, pelo cartorio do Rscri
vao Magalhes, o quem quisor sabor melbor
desta vordada, d ir ij a-s ao a Herr dos Afoga-
dos sobrado n 17, logo no principio. (11
3 = Precisa -su de urna ama deleito', prefe-
rindo-se sendo cativa : no atierro da Boa-vista
n. s.
3 = Aluga-se urna casa de qualro andares, c
mirante, si ti na ra da Ca 'eia do Hecifc
n. 38 : na ra do Kncantamcnto n. S A (3
3Kurtaro do quintal da ra da Conceicao
da Boa-vista n. 9, urn laxo usado de conslru-
co fina ; provino-se a todas as pessoas a quem
for olTerocido que o baja de appreliender, o le-
var a casa cima mencionada, que ser gra-
tificada generosamente. (C
2 Aluga-se um primeiro andar le um so
lirado coin suflicicntes commodos para urna
grande familia, a qual be muitofresca e lem
muito bonita vista para o marta tratar na ra da
Praia de Santa Rita n. 36. (o
7 Johnston Pater & C. J. N. mudJrao o seu
e9tabelecimento de ferrngons para a ra da Son-
zalla Nove n. 42, onde outr'ora mur rao l'ox
ii Stodart, em cuja casa se ada um completo
sortimento de taixas fundidas e batidas, mocri-
da,<( para agoa e bostas, e machinas de vapor do
alta o. baixa pressao, de lonja do 3, i o (i caval-
los ingltzos. l8
11O agrimensor, abaixo assignado, ofioroce
us BCUSservis'os s pessor.s que tivorem propric-
ilailes demarcar c afianca a mais escrupulo-
sa exactido e o maior zelo no desempenbo de
sua arto ; deven lo todos os que do seu prest-
mose quizerem Uiilisar,dirigrem-S0 (porcarta)
ao mesino abaixo assignado, na Bua-diroila,
terceiro andar do sobrado n 40. Joaquim da
Fonscca Soaret de Fiaueiedo. (9
26M.c-Callum Cornpanhia respetosamen-
te avisao aos senhores du engenho e no pu-
blico em geral que na nova ra do Brum, que
passa por detraz do Arsenal de Mannha tceni
estabelecido urna ferrara ( sendo a ultima do.
lado do poente da mesma ra;, onde fazem
cavilhoes atracadores, parafuzos de aportar o
outras ferragens paraengenho, eixos trilhos e
outras ferragens para carros paraluzns e por-
cas de lodos os lamanhos ferragens para na-
vios, verandas, portaes, canos de mao e todas
as mas obras de i'erreiro; c como os seus appa-
relhos recentementechegados de Inglaterra sao
de primeira quaiidade, promeltem agradar as
seus freguezes tanto na quaiidade da m5o
d'obra como no precoc promptidSo. :i!i
OlTerece-se um hofnem casado com pou-
ca lamilla para administrar engenho ou si-
tio para o que lem bstanlo pratica por sor
afeito a este servico e da liador a sua conduc-
ta ; o annunciante possuu escravos os quaes
empregara no servico do contratante sem que
por isso nada venca ; quem de seu prestimo se
quizer atilisar, diiija-se a ra da Senzala-vo-
Iha n. 36, segundo andar. 8
2 Precisa-se alu.gar urna escrava que sai-
ba vender pelas ras e mesmo sendo forra ,
quo a Isto queira assugcitar : na ra da Sen-
zalla-velha sobrado n 3< i
2Fazem-se obras de aifaiate tfndoj corta-
das, com todo a$eto piomptidao e por pc-
eo commodo u tambem se ongaja com qua!-
quer mestre deste olllcio ; na ra da Sen/alla-
velha, sobrado n. 30. [
2 Precisa-se de amas do loite para a casa
dosexpostos; as pessoas que quuerem criar,
ilirijao-se a mesma casa. (j
2Arrenda-se um ptimo terreno plantado e
muito productivo para o qual deitao os fun-
dos das casas das ras de S. Goncalo e Cotovel-
lo ; a tratar na ra Nova n. 41 segundo an-
dar. 5
2 precisa-se alugar urna escrava ; em F-
ra-de-portas n.a2;na mesma casa existe urna
carta para o Sr. Francisco Jos dos Santos, viu-
da da liba de Fernando. (3
2 A arrernalaco da casa e olaria com seus
pertenees sita na ra do Cotovello do bair-
ro da Boa-vista, D. 35 com chaos proprios ,
peranto o Juisodo Civel da segunda vara, lien
transferida paraos dias 2 e 3 do corrento, quan-
fio torri de concluir-se por ser a ultima praca ,
a.s 4 boras da tarde. i7
1Deseja-se saber se existe neatu provincia
Mano! Luii da Costa, natura! de Portugal ,
reguezia de Sepaens, llho da, Jos Luiz da
Costa Guimaraes (^
1 OITerece-se urna mulher Portugucza de
meia idado para ama do urna casa de pouca
familia; quem do sou prestimo so quizer uti-
lisar dirija so a Solidado, sobrado n. 2l.
1 Do-se ;i00^ rs. a juros, pelo tompo que
se convencionar, sobro pjnhoros de ouro, pra-
ia ou boas Urinas; na Cinco-pontas n. 100,
das Q as 9 horas da manhaa, e das 5 as 6 da tar-
de. (5
Precisa-so saberse aqui sxisto um preto
forro de nomo Manoel Soares Machado quo f-
ra rocrutado a dous annos e tantos mozes na
vill do Lorena ed'alli remettido para o Bio
di Janeiro d'onde fura enviado para esta pro-
vincia, por portara do xm. Ministro da Guer-
ra de 20 de Agosto do correte, ao Exm. Pre-
fjente desta provincia; a possoa que for quei-
ra dirigir-so a ra do Collogio fabrica de cha-
peos n. 9, quo ahi achara pessoa que Ihe de-
soja fallar. (1
Aluga-se a i ja do sobrado da ra Impe-
rial onde mora oSr. Capit5o Padilha ; a tra-
tar na ra do Crespo n. 12, com Jos Joaquim
da Silva Maia.
Precisa-se de um moco para padaria ,
oroforindo-so dos chegados do protimo anda
mesmo nao ontendendo deste trafico ; no cor-
redor do Bispo n. 6.
Precisa-se do alguns oflleiaes de marci-
noiro no Atierro da Boa-vista n. 63.
Desoja-so saber se nesta cidade existo a
viuva e filhos a Jos Caetano de Medeiros Bar-
bosa natural da liba de S. Miguel fallecido
no Bio de Janeiro ; quem souber annuncie ,
para se tratar negocio de ntoresse.
Deseja-se fallar com oSr. Carlos Jos Das
Corrcia a negocio do seu inleresse ; annuncie
sua morada.
Precisa-so do urna ama quo saiba cosi-
nliar engommar o lavar para urna casa es-
trangei.a, o quede fiador a sua conducta; na
ra larga do Bosario, loja do miudezas n. 35.
-- Ksl justa para se comprar h casa meia
agoa n. 1, sita na quina Jo beco Jo Viiilem
nos Alocados ; quem a dita casa tiver direito
por hvpotheca, embargo, pinhora, ou por
qualquer outro motivo ; queira declarar por
osla lolha no prazo de i dias ; undosos quaes,
o comprador nao se responsabelisa, quando
a p paraca.
No da 30 do p p. perderao-so 30^ rs. em
3 sedulas, urna de Oy rs., encarnada das novas
duas de 5# rs. brancas, desde a ra da Cruz
ao Reclfo pclsrdasda Cudeia, Cllegio, pa-
b'L de palacio becco da Congregaco, praci-
nlia o ra do Livramento at a venda do Ma-
n .'el Muniz de Souza Bnrges ; quem as acbuu ,
i qu/er fazer a enrila de as entregar dirja-
se a dita venda a entreuar a Manoel Ignacio de
Jess que foi quern perdoo.
Sr. Antonio Francisco da Cunha, natu-
ral de S. Christovo de Kio-mo, destricto de
Braga procure urna carta no armasen do Ba
eellar na Alfanrfega que por engao foi li-
rada do Crrelo.
3= Carlos Hardy avisa ao publico quo esla-
belccen a sua casa do ourives no Atierro da
Boa vista n. 68; todas as pessoas que com o
riiosmo quizerem tratar de qualquer negocio' c
mesftio tendente ao seu oficio, ahi o acharad e
ferao servidas a contento das ditas pessoas, com
aquella brevidade que for possivel ; offercCe
um sortimento do bijoufaria, chegado ultima-
mente de Franca, de ouro de lei, e pelo qual se
responsadisa o mesmo, a saber; aderecos de
sen hora gargantilhas esmaltadas, brincos de
senhora c de menina macacoes de menina ,
anneis. botos para abertura, allinete de peito
para honiem e senhora trancelins de relo-
gio e outras obras feilas na Ierra : tambem
vende camafeos de coral de muito bom gosto e
sollos: na mesma casa se Compra prala velba
c ouro. (18
rato ; excellehte pao blscoutinhoe bolaxinha
doco biscouto d'agoa e sal, roscas, e o mais
quo forencommendado ; e se da pi a quem
derfiador para ser vendido, dando-se a com-
petente vendagem.
__Venda-so um bonito escravo de 19 annos ,
iempotra *q'olqiwr7'ta Cruz'ollcialdo pedreiro e bom pagem ; um molo-
n 62 ;ia'que pega do 18 annos; dous escravos ainda
"l- Na ra Direita sobrado de um andar mocos por 700/rs. ; um escravo peca, proprio
n. 33; ao pede dous de varandas doufada*, ; para prensa dd algodao ;
vende-se doce do caj secco o de calda muito
alto bolinhos para cha ; e tambem se fazem
ce a 3, 6, 7, 8, 10 e \i rs, califtes lapidados
para v'inh'o ,' inglezes a 3500 rs. a duzia, ditos
mais ordinarios a iiiO o 2/rs. a duzia appa-
relhosdourados para cha com duas duzas a
261 rs. galhetuiros para azoitoe vinagr a 2, 3
o 6/ rs. e outros muitos vidros mais barato do
bandeijas de bolos enditadas com figuras e Hj-
rSesdo mesmo bolo flores e ramos de alfinim |
o todns as qualidades de sobre-mesa. (7
1 Vendem-se toalhas de lavarinto d^ bom
gosto e salas do mesmo ; na ra de Jos da ,
Costa ou boceo das Boias no Beoifo, no For-
te-do-Mattos, sobrado n. 6. 'A
1 Vende-se milho muito novo a 12 patacas
pela medida volha e a sacca a 3# rs. ; na ra
das Cruzes n. 4"2. '3
1 Vendem-sc palbas de coqueiro verde e I
socca a 1600 rs. o cento indo buscar na Ilha
do Nogueira.
mulatinho d 13 annos ; urna escrava porfeita
mucama cosinha e engomma com todo aceio
c perfoico ; urna parda de 20 annos com as
mesmas habilidades; urna escrava de 25 annos,
engomma e cosinha muito bern na praca da
Boa-vista r>. 19.
Vende-se urna preta de 16 annos cosi-
nha engomma lava e tom principios de cos-
tura ; na ra dos Martirios n. 3o.
Vende-se urna mulatinha de 10 annos e
um cabrinha de 5; na ru do Encantamento n.
13, primeiro andar.
Vonde-se urna escrava crioula, perita co-
sinholra coso, engomma lava o sabe faier
todo o servico de urna casa; na ra Nova 39.
Vende-se um moloque proprio para o ser-
I Vende-se a fabrica de charutos do Altor-
ro da Boa-vista n. 41 com todos os seus per- vico de campo, por ser do matto ; na pracinha
tcnces, a dinheiro ou a crdito ; na ra da do Livramento n. 42.
S. Cruz n. 38. (* 2 Vendem-se lindos cortes de seda escoce-
1 Vende-se cerveja branca e prota de supe-' sa cassas desoda do bonitos p.dres sedas
rior quaiidade em porcao de duas duzas para ricas para vestidos riscadinhos do bom gosto
cima e Champanhe da marca da aguia do- je dequadros, luvas, meias de todas as qualida-
rada em cestos do urna duzia; no Forte-do- i das, chapeos de sol para homern e senhora,
Mallos, ruadoAmorim n. 5. loncos de seda para senhora dilos para cha-
1Vende-se um relogio do ouro, com corren-! peo, chales e mantas de seda muito ricas, pan-
te e chavo tambem de ouro muito bom regula- \ nos finos merino de superior quaiidade, lin-
dor, c proprio para senhora por ser pequeo das caixas do prala dourada relogios palen-
por proco commodo; na ra dos Quarleis n. 19. tes, bons reguladores de ouro
1Vendem-so redes do Maranhao, de diver-' tos objectos para homern e senhora, ludo por
sas qualidades
quizer annuncie
por preco commodo
Compras
Cornpra-sn effectivamente nesta Typ'gr-
phia toda a quaiidade de pannos cortados ou
vi-lhns. soins. mi liuinos annrat f pape!, pa-
pee e toda a quaiidade de papis velhos. 4
Comprao-se 3 soleirasde pedra de Portu-
gal de S a 9 palmos de cmprimento; quem
livor annuncie.
2 Comprao-sc escravos de ambos os sexos,
mocos o fortes para o servico de engenho com
ofilcios ou son ellos anda sendo viciosos ;
no Atierro da Boa-visfa sobrado de um andar
n. 16. (5
2 Compra-sea historia de Carlos e Fanny;
quem tiver annuncio. {-2
Vs*n-das.
quern
(3
1Vendo-so um escravo pardo muito mo-
co ptimo carreiro centendede lodo o sor-
vico decampo ; umaescrava moca coso, laz
renda e cosinha; na pracinha do Livramento ,
loja n. 51. (5
1Vende-se um cavallo de estribaiia, de
bonita cor, bomfelto, muito forte para viagem,
carrega e esquipa alguma cousa ; no corredor
do Bispo indo para a Solidade a primcir
casa terrea nova a esqurda defronlo do sitio
do Sr. Carvalho. (6
Vende-se abordo da sumaca S. Rosa, Tun-
deada defronte do caes do Collegio por preco
commodo superior forinha do mandioca e
quem quizer porcSes miores dirjase ao es-
criptorlo de Manoel Joaquim liamos e Silva ,
na ra da Cruz.
Vendo-se urna bonita gargantilha meda-
llias, anneles com diamantes grandes, dedaes
doourodelei.de bonitos moldes, transelins
e cordes de diversas grossuras, pares de brin-
cos do diversos moldes argolas de diamantes,
e lisas para meninas, um bonito ponteiro de
ouro, Espirito Santo Conceicao S. Braz e
vernicas para meninos urna colher de' tirar
soups urna par de casticaes de prata ; as
Cinco-pontas n. ha.
Vende-se, um sitio bastante grande com
bastantes arvoredos de fruto do diversas quali-
dades .com casa de vi venda trras pioprias,
com bastantes plantococs do mandioca maca-
chuiras, com pasto para 4 a 0 vaccas do leite ,
annualmente ; a tratar na estrada do Arraial ,
defronte do sitio da viuva Burgos.
Vendem-se queijos dos mais novos que ha,
a 1 ;>() rs. letria a 280 rs. macarra^ a 260
rs. farinba do Maranhao a 120 rs. passas
novas a 260 rs. btalas a 40 rs. manteiga
ingleza a 720 rs. e franceza a 540rs., rap Meu-
ron a 1040 rs. a libra, e do Campello a 700 rs., |C8S muito boa obra feitas por um mestre
cha bisson a 2*240 rs, cerveja branca e preta a Portuguez aqui no paz por muito commodo
e outros mui-
senhora tudo
proco commodo ; na ra Nova n. 12 loja do
Diogo Jos da <,osta. (I I
1Vende-se urna escrava de nacao de 40
annos, perita engommadeira cosinhoira, la-
vadeira faz doces e vendo na ra tambem
se troca por um moloque do nacao ; na ra do
Livramento loja de fazendas n. 18. (5
2 Vende-se um tolheiro que servio de
estribara com um milheiro de telhas o mais
madeiras ; na ra da Alegra n. 34. (3
2Vende-se urn talim e canana obra nova,
de muito bom gosto pelo modelo dos Ollici-
ciaes da guarda nacional do batalho da' Boa-
vista ; no Atierro da Boa-vista, loja de seleiro;
na mesma loja se dir quem da 500/rs. a pre-
mio (6
2 Vende-se, ou permuta-se, por um preto,
ou preta um moleque do i'-' annos, muito es-
porto e ptimo para qualquer oficio ; na ra
Nova n. 9. (5
2 Vende-se o direito e aeco a urna divi-
da de mais do 20:000.?' de reis j liquidada ju-
dicialmente em execucao, e com penhora nos
rendimenlos d 3 predios urbanos; quem pre-
tender annuncie. (5
2Vende-se a casa terrea n. 70, da ra de
S. Miguel nos Afogads de pedra e cal chaos
proprios oites meieiros quintal murado e
cacimba ; na ra Nova n. 41, segundo andar.
1 Vende-se urna escrava de 16 annos, de
nacao Cacangc, cosinha o vende na ra o mo-
tivo da venda se dir ao comprador; na ra No-
va n. 16. (4
2Vende-se urna casa nova de taipa ac- .
bada ltimamente, combos commodos para
grande familia bom quintal, com 150 palmes
de fundo sita no Barro-vermelho; a tratar no
mesmo logar com o profossor do prioioiras let-
tras Jos Bonicio. (3
3Vendem-se e fazem-se tamancose chan-
I Vendem-se caixas redondas de muito
bom gosto e de verdadeira tartaruga chapa ;
na ra do Cabug/i loja de Amaral c Pinhel-
ro e na praca da Independencia loja do
Meroz. (5
1 Vendem-se mangas de vidro lapidadas a
s. rs o par garrafas lapidadas para vinbo a
o, 6,7 o 8/rs., e outras mais ordinarias a 300
e 1/ rs. o par, compoteiras lapidadas para do -
480 rs. licor a 200 rs dito fino a 400 o 50
rs. banha de porco a 280 rs. toucinho de
Santos a 160 rs. velas de espermaceto a 800
rs. e outros muitos gneros por preco commo
do; na roa Direita, defronle de oitao do Livra-
mento venda nova n. 8.
Vendem-se sapatos de lustro para senhora
e meninas dilos de marroquim de crese pre-
tos ditos de panno o de duraque e outros
calcados para se passara festa, borzeguins jas-
peados e de ponta do lustro, pretos e decores ,
sapatos c borzeguins inglezes, dilos francezes
de pala com feitiode bolins e outros calcados .....* "> ,
pru|iriOB paranuHiciii >.u ,.u.lu UJ niuepen- "-vu uuiua i.|wuu uo o uu i
doncia n. 28; na mesma se aluga um acougue
sito no becco do Padre com seus pertenees.
Vende-se oleo decupahiba e salca-parri-
Iha tudo do boa quaiidade e chegado do Pa-
ra polo ultimo navio ; no armasen de Fernan-
do Jos Braguez junto aoarcq da Conceicao.
Vende-se rap de Lisboa chegado pelo ul-
timo navio, por preco commodo; na ra da
Cadeia n. 15, loja do Bourgard.
Vendem-so garrafas com essencia de aniz,
barris com oleo de linhaca e caixas com en-
chofro, por preco commodo ; na ra da Cadeia
do Becife n, 29 terceiro andar.
Vende-so um cavallo a'fazao esquipa-
dor e carregador ; na ruado Cabug n. 16.
Vertde-se urna negrinha de nacao de 12
annos, multo esperta e ladina, com principios
de cosinha; na ra larga do Bosario n. 15
Na padaria de urna s porta junto ao
sobrado na praca da S. Cruz na Boa-vista se
vende efiecti va mente bola xa de todos o* la ma-
nilos ouca, furada e marcada, por preco mais
em corita possivel, a quaiidade est a vista ,
propria para quem quizer comprar bom e ba-
preco tanto a relalho como atacado; na ra
do Encantamento n. 1. (5
Escravos fgidos
Na madrugada de 29 do p. p. fugio um
preto de nome Antonio Cauel, de nacao Ben-
guella de 25 annos bonita figura, cor boin
preta, odos grandes, beicos urn pouco encar-
nados lem urna pequea cicatriz na testa em
forma do meia la de urna quea tem a ca-
Tij 3 ou 'i dias, quando an-
da curva-se um tanto para drante por afTectacilo,
tem urna ferida rasa no peito do pe a qual traz
coborta com p6 de carvo ; levou calcas do
brlM o camisa de madapolo com um lenco
amarrado na cabeca e chapeo do pello ou do
palha ; quern o pegar, leve a ra larga do Bo-
sario junto ao quartel de polica padaria n.
18 que ser gratificado
2No dia 27 de Outubro p. p. desappare-
ceo um moloque do nome Paulo, do naco Qui-
carn d 17 annos, cOr pouco regular, com
principios do buco de barba tem urna peqoo-
na esoladura entro os dedos de um p, de urna
queimadura que pouco se condece levou
camisa de algodao fino, e caigas do brim bran-
co de rnuito condecido por vender doce do
jaleiaem copos ; quem o pegar leve a seu o-
nhor Antonio Joso Goncalves do Azevedo na
ra da Praia armasem de carne n. 19. que se-
r recompensado. (10
>; TYP. lr: M. F. DEFAMA l814.
I


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