Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05232


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Full Text
Annodel844L Segunda Feira 25
O Di BIO publica- lodos oa din que n5o forera santificado : o prego da aaaignalura
'. Ja =" pur ^Uiii (..Roa aianiaua. Oa anunciodoi Rnanlea 3o interidoa
g.atia, 8 o do que nao forera raio de 80 reia por linha. A reclamaoe derea er diri-
(i4 a>< Tjp- ru* da Cruie o. 34 ou k praga da Independencia luja da luroan. 0*8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES..
Goitwsa, Parahyba. segundase exiaa feiraa.Rio Grande do Norte, cbega a 8 ti pr
le <4024.Cabo, Serinhaem, RioFormoao, Macey, Porto Caito, e Alagoas: no 1.0
He ^i dcada net. Garaltliuna llonilo a 10 e '.Me cada mei oa-riata e Flor-
ea! 13 28 dito. Cidade da Victoria, quintas feira. Olinda todo o diae,
DAS da semana.
-5 Seg. a. Cathtrin. Aud. do J {de D. da '2. r.
'id Terca a. Pedro Alejandiino. Re, aud. do J. de D.d i. T.
L'7 Quar!J Margarida de Saboia, Aud do J. de D. da 3. t.
2* Quinta a Gregorio, Aud do I. da I) da >. r
i9 Seila Saturnino. Aud. do J. da D. da 4. y.
SJ Sab; 4 Andr.
i Dora Eloi.
msmmmtmmsmm
y oulua.
DIARIO
de rVovembro.
Atino XX 64.
r&oo agora uapende de no asesmoaj da nos prudencia
odra<;o'a en rgia: oon-
g.io entre a I na
(rVoolamag.i.. da JUsnublOa Grral do '"<.
^iTa linuemo como principiatno tere-no apuntado eoin edmirag.io entre na-jee ai*
CiliaiO ,o da i UB HOVEMBBO,
f Canbio bre Loudrc '-'5 e 11.'nom,
a Paria VJ.rria por franco
Liboa itpor 100 de VTtml
'Soeda da cobre ao par.
Ideai de letra de boa flraai i por oto
Oui.-Me.iad. 6,i0
a N.
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Prata- alace
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it Diioe eaicenoa
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PHASES DA LA NO MEZ DE CiOVEXBRO.
La obeia a 'Id aa 8 lura.s e 4 rain, da m
Kinguante a 4 ai _' boraa a 9 in da larde
eLuanoreaJ a 9 I, e i min. da tate.
ICraacaul a S ota 55
da tarde.
Preamar de koie.
rime.ri s lio a 4 rain >l) da leVdc
'! Wl1 IHaKaCaaBSe-^ -iJa-.lWwia^aL^WLi,
I S-s nnli, ai 4 I
larde
PERNAM
iwi Un iinringy imrar raan r mr-
ElfciLSa*l!l
.P~-M
Hiaa^rrrc
PARTE OFFlCML.
Tliesomaiia da Fazendu.
EXPEDIENTE DO DA 12 ni) CORRENTE.
OficioAo Kxm. Presidente da provincia ,
com os papis do contabilidade do Commissario
Pagador da Thesouraria militar, relativos ao
mez de Outubro e do correte o informan-
do, que, acbando-se os podidos conformos, po-
dio ser satisfeitos.
DitoAo mesmo Exm. Sr. .informando o re-
querimento de Manoel Jos Pereira de Ainorim,
em que pedio pir aforamento sessenta palmos
de terreno de marinba alagado na ra do Brum
at abaixa mar, no lugar de Tora de Portas.
Dito Ao Inspector da Thesouraria da pro-
vincia do Guar, participando, que pola ordem
do Tribunal do Tliciouro Publico Nacional n.
210, de 27 de Setembro ultimo, so achava
esta Thesouraria autorisada para accoitar os sa-
ques, que aquella fizesse, tanto para se indem-
nisar da quantia do um cinto trosentos e no-
venta e trez mil oitocentos e setenta ris,despen-
dida no corronto exercicio com a barca de va-
por Thetis, patacho Camiro, e recrutas do
marinba, como pira occorrer s duspe/as da
repartieao de marinha, que novamento fi/.esse,
alm das do Arsenal paraasquaes somonte
tinha crdito.
Dito Ao Inspector da Alfandeg, remet-
iendo seis Himplares do regulamento de 3 de
Outubro do corrento anno providenciando
sobre o modo de proceder as apprehensScs dos
contrabandos em flagrante, a fim de ter exe-
cugao pela parte, quo Iho toeava. Igual *ofli-
ci se enviou ao Administrador da Mesa do
Consulado.
S. PEDRO DO SUL.
Golpe de vista critico sobre as &peracb~es mili-
talares que tivero lugar na provincia do
Rio Grande de S. Pedro do Sul, desde o
anno de 1838 at 1842 por um Hio-
Grandense.
AO PUBMCO.
A campanha do continente lem sido ob jecto
de militas controversias o opinioes. Desde 1838
RSLMITII
o re. o
CASAMENTO ODIOSO.
Yuui domingo noute, poucotempo depois
daquella laboriosa e terrivel, em quo Ambro-
zio esiiulilhi) oflectuarao no interior do bos-
que de Moniiiii) eu audacioso projecto, urna
igrejinba situada na eminencia da aldeia de
Ccrny-, se ducorava com os poucos ornamentos,
que a sua pobre sacrista Ibe podia fornecer.
Ksse fraco edificio, formado de duas paredes
encostadas um rochedo, que Ibe servia de
fundo, so podia pretender o titulo de igreja
pela cruz em que terminava urna pequea si-
neira, e pela piedade dos fiis que a iao consa-
grar com suas oraces.
A rustica cabana que ficava ao lado desse
edificio ainda menos mereca o nome de pres-
biterio. Era um quarlinho guarnecido de
symbolos de piedade, de livros religiosos e]do
alguns quadros da biblia, que por sua esculla,
revelavo com tudo o gosto daquelle que all
bavia reunido ; em roda dessa choca avia uui
celleiro, um curral, uin tclhcirocheio de ins-
trumentos agrarios, quo indicavo que o pas-
tor espiritual, quando sabia do altar, ganha-
{') Video Diario o. 26
Oa
('durante a Presidencia do celebro El/.eario)
conceb a ideia de apresentar ao publico o pe-
queo folheto que ora Ihe olTeroco: na Pre-
sidencia do General Andrea me tinha cu oceu-
pado depr em ordem alg'ins documentos que
me podessom servir para o quo fe ojo empro-
hendo; porm a extenso e dilTiuuldadadesda
empreza, ombinadas com minbas apoucadas
Torcas, mo iao desalentando gradualmente.
Nestas circumstancias, apparocro obstacolos
quo muto me custou superar; comtudo venci a
a natural repugnancia quo tinha, de apresen-
tar as minbas rctlcxoes sobro ohjoclo de tao al-
ta magnitude, e conformei-me com as censu-
ras ou bom acolhimento que acaso polossem
merecer as acanhadas regras que agora traco.
O exame da campanha do Rio Grande apr-
senla dous grandes objectos: o exceso da impe-
ricia em alguns Gonoraes da legalidade, eo
excesso da fortuna e extremo vigor por parte
dos rebeldes ; a abundancia de meios de um
ladoe a falta dessos mesmos meios do outro.
Consternado com o triumpno da rcbellio,
bastante pezaroso pelo que tinha visto e soflri-
do, tomi ser parcial cm demasa o nao poder
formar um juizo desinteresado sobre os acon-
tecimentos de um periodo de quatro anuos que
tivero comego na Presidencia do Marecbal
Elzeario e acabrao no Generalato do Conde do
Rio Pardo.
O escriplor quo vio os Tactos que refere tem
delli's impresses inevitaveis ; quanto s mi-
nbas, sempro sero dolorosas, sobretudo quan-
do me lembrar do soflrimenlo do um povo, cu-
jos destinos se achrao por mutas vezes com-
promettidos pela ignorancia, orgulho e prc-
sumpcao de alguns chufes que nunca deverio
ter dirigido as nossas operacoes militares.
Passa quasi sempro corno axiomaseren os
conternporaioos muito injustos; mas so as-
sim fosse, era so para com a incapacidade ou
imbecilidade autorisada. Quo seria do no5
sea historia nos nao fizesse conheccr o que o*
anligos seculos produ/.irao de bom em homen<:
grandes ? Viveriamos em urna purfeita igno-
rancia do passado. Oque saberiamos na par-
te militar do um Julio Cesar desse Annibal
tao joven o ja o ornamento deseuseculo? O
quesoberiamosdo Malbouroug, de Frederico
o Grande, do Marechal de Saxe, do grande
Turenne, de Gustavo Adolplu, finalmente
de tantos outros ? Nada do certo.
si 11 i i ,aMKSa
va a sua vida Irabalb ndo na tona como o mais
pobre dos aldecs, ou antes era verdadera-
mente um camponez revestido da lu/ divina,
que dorramava com mais seguranca as conso-
lacoes celestes entre seus irmaos communi-
cando com el les todos os dias.
Como asarvores que nao forao cnxertadas,
como as plantas que crescem as fendas do
rochedo, o cura de Cerny podia chamar-so um
padre s.elvagcm. Desterrado ainda moco para
o fundo dos bosques, fura subtrabido a educa-
co da igreja, nn seo fausto, aos exemplos per-
niciosos : bavia recebido as ordens, esido logo
enviado para cssa agreste e pobre freguezia,
onde nenbum padre civilisado quizera servir.
Alli, guiado pela ineflavel ternura de sua alma,
e pelo estudo dos livros santos, bavia elle to-
mado as verdadeiras ordens, a piedade divina.
Elle bavia aprendido o espirito evanglico cm
sua severa essencia, julgava-se padre simples-
mente para daros soccorros espirituaes a aquel-
es cuja vida interna Ihe era confiada, sem
jamis pensar que desses dons do co so pode
tirar um beneficio pecuniario. Se elle sou-
besse que se ousava taxai um sacramento, urna
bencao de Dos, cm um certo numero do pata-
cas, c que so por csse o querio ministrar,
muito espantado (icaria dessa estpida impie-
dade.
Esse padre selvagem pois era alli como urna
guita d'agoa lustrad laucada sobro um campo
para o ben/er, como urna cruz plantada sobre
um reei fe em passagem perigosa.
Sua "ica existencia era o excicicio do seu
Pois nao serio contemporneos os que cs-
crevrao a historia (leste grandes nom es ? E
como nao forao ? Porqua sempro so fa/ jusli-
fa ao merecimonlo (estoja elle do lado quo esti-
ver), eso so censura a incapacidade, muito
mais i|u nido he persogui lora o arrogante.
Ninguem podo tolerar a mediucridade altiva,
nem a incapacidade corn poder, porque nao ha
individuo, por mais paciente quo seja, que
queira ver seus inloresses losados, a patria
mcri' de um despota imbcil, e os seus futuros
destinos comprometidos e quiga perdidos.
Diga a provincia inteira do continute quan-
to solTroo cm vidas e fortunas pelos falsos pla-
nos do Marechal Elzeario! Seus erroscr.is-
sissimos como militar s achrao apoio e louvor
na bocea de um Ministerio injusto que ousou
(sem isso so pej ir) appellidal-o em pleno par-
lamento a gloria militar do Brasil Quo
contrasenso I Gloria militar do Brasil o Ma-
rechal Escario !... Como aquellos queteem parlilhado com nossos solda-
dos as privacoes o fudigas da guerra ? que teem
perseguido o inimigo, e queso nao teem pou-
pado nem esforcos nem traLalho para ter-
minar a lucta ensanguentadae jcom seis anuos
de existencia ? Como, cmfim, appcllidar
o General que pacificar a provincia ?
Os elogios mal merecidos nao s nodao a-
quellos que os liberalisao, como tambern a
quern elles siio dirigidos ; e nesso caso s p-
dem ter cabimento, esao bem recobidos pela
ignorancia semprecega e sempre presumpeosa
Acabo este artigo ja bastante longo, e talvez
fastidioso, para dar principio celebre campa-
nha de 1838.
A p-ssessao das tres pequeas pracas, Porto
Alegre, Rio Grande o Norte, assegurava a per-
manencia dos poucos legalistas que habitavo a
provincia, no entanlo quo o Governo nao ti-
nha outro inleresso nem oulros meios senao de-
fender estes tres pontos, em quanto nao podia
obrar ofTensivamenlc,
Por outro lado, leudo os rebeldes quasi con-
quistado a provincia na sua segunda campanha,
nao linbo cm vista senao estrellar cada vjz
mais os sities destas tres pracas, opoderarem-se
deltas, c, se tal conseguissem ficarcm com
todo o continente. No dia om quo cabissom
em ruaos da rcbellio as trincheiras do Porto
Alegre,o Governo do Brasil ou a causa da lega-
lidade nao deveria mais defenderse e-n parte
alguma, pois que s"U9 es (orcos seriao bal-
dados.
TaO forao as circumstancias, para 'nelhor
dizer, os acontecmenlos que doran lugar
creacao do Ministerio do 19 de Sotombro do
1837 ; quando elle empolgou o poder, todos
os votos, todos os desejos dos legalistas concor-
rrao para Ibe consolidar a roputacoe autori-
dade. Todos estavao desanimados de urna lucta
tao porfiada e to prejudicial aos seus nteres
ses, e quasi tocavao a meta do desespero por
falta do meios com que podessem com vanla-
gem repcllir osassedios continuados que Ibes
fa/.ia a rcbellio, sempre enrgica, felu o
consequenlemente aula/ ; porein a gloria mi-
htar que esso Ministerio nos mandou, em vez
de contrita,r para a sua conservatao, lendo
para isso tantos elementos, s conlribuio, -por
falta de habilidade o energa, para a ruina da
provincia e do excreto quo infelizmente com-
mandou por muito lempo,
O Marechal l'.lzeario ebegou ao Rio Grande
em 2deNovembro de 1837, trazendo da Corle
um batalbao de cacadores o segundo, e algu-
mas pracas do artilharia, om tudo seisccnlos ho-
mens Na provincia havio o 8. de cacadores
com 200 homens, o casco do 1. da mesma ar-
ma com lOOhomens, acompanhia de Allemaes
com 80 progas, um batalbo do Guardas Naci
naes com 250 homens, os contingentes de ca-
vallara de Guarda Nacional do Major .os Joa-
quim e do Capitao Francisco Pedro, com pouco
mais ou menos 200 homens, e o esquidrao de
lanceiros do Capitao Osorio ; todas estas torcas
se ochavan na capital.
Aimdostes, bavia no Fachinal uns 60 ho-
mens de cavallaria de Guarda Nacional do Ma-
jor Simas, o bavia em Santo Antonio da Pa-
truiha a gente do Capitao Orives.
{Continuar-se~ha )
xx
santo ministerio, e a cultura de um terreno,
quo Ihe dava a subsistencia, c Ihe permillia al-
gumas ve/es da-la aos infeli/.os ; sua nica
ventora, a cousa que Ihe fazia yir um sorriso
ao rosto, onde de ordinario s brilbava a sere-
nidade da alma, era a educagao do seu sobri-
Dho, que seu irmao Ambrozio Ihe confiara
ainda crianga.
O velbo Ambrozio, que, segundo todas as
iospiracous de sua rudo e impetuosa naturca,
bavia negado tao afloutamento ern seu ispirilo
as luis Deu o J sociedade, e ievado a re-
volta contra a serte at os ltimos limites, sen-
tia-se humilde e tmido em presenga de seu
irinOo a sua nica rcligio era seu irmao, a
quem votava o mais temo culto de amor ; e
quiz que seu filho losse nutrido, criado, e lor-
rnado nesta atmosphera de virdute.
Para instruir este menimo querido, o cura
so bavia instruido a si mesmo, e estudado ludo
o que ignorava. O numero de seus livros era
limitado; porm por isso mesmo mais provei-
lo lirava delles, porque voltando sempre s
mesmas paginas dellas extrahia toda a essen-
cia ; o ahi nchuva para o seu educando a ins-
truego solida o a cultura potica.
Fez cstudar a Ricardo smente a biblia, o
evangclho, a vida dos padres da igreja, e o
fundo do quadro sobre que se desenvolvem
ossas altas personagens, esoube assim inspi-
rar-Ihe grande copia de pensamentos sobre o
bomem e seus (iris; edar-lhe sabios preccitos
sobro a vida. Ao mesmo lempo esses livros
explorados por olle no que oflerecem de deli-
Tribunal da Relajo,
Julgamcnto do dia 23.
(Presidente da audiencia, o Sr. Hesembargador
Bastos.)
Na appellariio cvel em que bo appellanle
Emerencio Rodrigues Gaio, e appellados o Pa-
dre Antonio Soares de Albuquerque e D. An-
m.'JMWB
ciosos scntimenlos, Iho haviSo fornecido ali-
mentos favoraveis s vivas cmoccs, aos ins-
tinctos de ternura e do afleico que com cedo
so manfestavlo na alma do apaixonado rapaz.
Nos seus momentos do repouso o cura bavia
aprendido a pintar, c o ensinava Ricardo ;
onlao, guiando-lhc a mao pelos contornos
suaves de urna flor, pela harmonios& perspecti-
va de una paizagem, ou pelas linbas inspira-
das do urna figura sublimo, elle Ibe revelava a
fioozia ; a poesa, fonte de (odas as grandezas
li'aimu, e de tonas as bellas aeces da vida.
(guando o joven Ricardo vcio a fazer-se bo-
mem, bem desenvolvido por elle na intilligen-
ci.i e no coraco, via monos vezes o seu disc-
pulo, cojo trabalbo ento era til aos campos
e a manulactura eslabelecida por seu pai; mas
ainda asim nanea deixava elle do ir todos os
dias dar alguus momentos de prazer u seu mes-
tre e procura-Ios para si junto h elle.
Nesso domingo noute o padre camponez
sentio pela primeira vez cm sua vida urna forte
agitacao substituir trunquillidade da sua al-
ma resignada e serena. Havia alguma cousa
de apaixonado na sua oracao, bata Ibe violen-
tamente o coraco, urna lagrima do lempo da
mocidade Ibe bavia rociado as palpebras ; nao
era mais o sacerdote que implorava a Dos pe-
los seus fiis, era um pai que orava por seu
filho.
Na vespera o velbo Ambrozio tinha vindo
dizcr-lbo que Ricardo ir contratar urna uniiio,
quo certas rases particulares obrigarao a con-
servar em grande segredo por algn anoos;


T
9
na Thcresa Soaros.: mandaran dar visla ao Dr. ]
Curador Geral.
Na appellacfio civol vinda *da cidade do Na-
tal, em que lie appcllanto Alexan Ir de Mello
Pinto, e appellado Lu Pereira do Lago : jal-
gro provados os arligos de habilitaco.
Na appelhcao civel em que lio appcllante Jos
da Silva Oliveira, e appellado Manoel Joaquim
Fes di Costa: dcsprozarfto ns embargos.
Na appcllacao civel, cm que Inappeliante
Francisco Goncalves Casado e appellado Joao
Fr nciscoCoelho: desprezrao os embargos.
Na appellado civel em que be appellante
Clara Mariade Mirand j.eappclladoo Juizo dos
Orphos:mandrao dar visla ao dito Curador
Geral.
Na appellacao crime, em que he appellante
o Juizo, e appellado Jos Barbo/a Ribeiro :
julg'rao pr cedento o recurso nterposto.
COMREIO DO RECUE.
CORRESPONDENCIA DA CIDADE R PROVUUHA.
Hontem a rmute entrou nesta cidade acom-
panhia Jccavallaria. que, como Ihcs disse, ha-
via sahido em diligencia para o centro; mas que
ni-nbuma diligencia lez e voltou como parlio,
sern conducir nem mesmo um r.'cruta.
AlTirmo-mc que ba nesla cidade urna carta
das Alagoas, de prxima data que da aquella
provincia n> mes.no estado das ultimas noticias;
isto he que nao bouve o choque cujo busto
squi ha dias se espalhou.
Esta manbaa indo eu a missa vi um adjunt
na travessa de S. Thercza, e aproximei-mc pa
ra saber o motivo e vi urna niulher preta mo-
ribunda sobre urna csteira da qual havia sido
desenndada: contou-me entao um dos circuns-
tantes que vendo algumas pessoas passar aquel-
lo e'mbrulho carrogado p r dous escravos, per-
guntro-lhes o que era aquillo e onde o leva-
vao ; responderlo que io deilar a inare e
como ouvissem gemidos, fizerao arreiar c de-
rao com a infeliz ainda viva e os que a car
regavao escaparao-se immediatamente. Alguom
lernbrou cnto que deviao ir dar aviso polica,
eeu retirei-me e na volla nao acbei mais nin-
guem que me soubesse inlormar do deslecho
(leste caso
Ouviumdestesdiasdizer.que finalmente veio a
lu a preconizada obra Poltico Medica, do !)r
Aquino a quem as parteiras da escolla se em -
penharo de balde para suflbear no nascedouro ;
triumpbou a natureza patritica, e a menina j
falla muito desimpedida, c demonstra com evi-
dencia mathematica por todos os Esculapios pre-
tritos presentes e futuros que a poltica
transacta nao s produzio todos os males, ja re-
pizados pelas gazetas da praia porm que de
mais a mais espalhou nesta provincia os cancros
uterinos, maltratados por um medico eslran-
geiro. Dizem-me em fim, que" a tal obra prima,
(nao digo bem) o tal chefe d'obra acaba acu-
lando a commissao da praia para mondar vir
do S.Domingos um balalhao de moleques li-
geiros que desagravem nossas patricias, e cs-
panquem o eslrangeirismo, como lizero a Mr
Garnier de Cassagnac 1
DIARIO DE PERNAHBCO.
ELEICES.
Logo que no Diario do 20 do correntc pu-
blicamos a lista que chogou com a authentica
do collegio di Boa-vista formado pelos Edito-
res de Ourieuri, esperamos pela resposta do
O. -novo, que dizia ser imaginaria aquella e-'
leicao porque deslruindo ella em parte os
seus clculos, todas as orJens so tinhao dado
parra ser inutilisada ou toman lo-so a authentica
a forca ou petando-so o portador, que a
troucesse. Sua demora leve o 'li.-novo em
acertar com a sahida que havia de dar depois
de malograda a esperanza do roubo da authen-
ca, c veio elle no fim de 4 dias com um peque-
o artigo de fundo, em qu^ declara ter docu-
mentos comprobatorios da infamia com que
os adversarios do Govcrno fizerao a celebre e-
lecao de Taquaritinga, edoOuricui, e que
esses documentos revelo que nao houve cleicao
nem em Taquaritinga, nem em Ourieuri,e que
tudo planto apparece he resultado de um piano
forjado por homens que foio repellidos das
urnas eleitoracs pelo bom senso da provinca
pura neutralisar na forte a noticia de sua der-
roto, o
Os redactores do D.novo lem perdido a ca-
bera, ou suppem o publico muito estupido
Foi o mesmo l>.-novo que antes da eleicao se-
cundaria ddiunciou ao publico que a freguo-
zia de Taquaritinga dava mais de cem eleito-
res, ate dic que 130, qoe esse augmento de
eloitorosera escandaloso. Corrigio depois esta
noticia assovcran.!o que em Taquaritinga nao
houve eleicao primaria, e que esses falsos Elci-
tores, que perlendiao contaminar o mais rom
pictio e legal collegio do Limoeiro o Bom Jjr-
dim, haviao de ser repellidos desse collegio.
A ameaca realisou-so, e a villa do Limoeiro
foi lostcmunha da torea, que o Sr. Delegado
Barbosa apresentou a 20 de Outubro tomando
todas as entradas, c repellindo violentamente
os Eleitores de Taquaritinga de entrarcm no
collegio ; foi publico o conflicto, e o risco
que houve de ser alterada a lranquilidade.se os
Eleitores dessafregueziaassim indignamente tra-
tados pela torca doGoverno,nao fossem do part
do da ordem : os Eleitores pois reunirSo-so em
separado, o formarao o seu collegio com o mes
mo direito c >m que o Sr. Barbosa fez o seu de
100 votos para a priia. Como ton os mesmos
redictores do novo ousadia de avancar, que
he imaginan > o collegio de Taquaritinga, e
apenas ideiado agora para neutralisar noticia
de derrotas ? Dirao talvez que 103 Eleitores be
um numero excessivo para aquella freguezia.
Nos ignoramos a estutstica della, mas notare-
mos que as freguezias praieiras todas derao E-
leitores de mais. Bom Jardim que em 1842 deo
iO, depois de um auno deo 60 eassimas
nutras So quizermos apurar o numero dos
ogos toda a eleicao da provincia he nulla. He
millo o collegio do Recife, porque S. Jos deo
mais Eleitores do que devia, como declarou o
Vigario, por que a freguezia da Boa-vista clas-
silicou ogos, que nao existiao. Henulloo
collegio de S. Anido, por que all se fez o mes-
mo he millo o collegio de Goianna, &c.
NoAoMie eleices em Ourieuri, tudo riso
he um pluno dos homens repellidos ( forca Vas
urnas, diz o D.-noco quo tem uisso docu-
mentos. Apparecao esses documentos.
Sabe-fe da distancia quehad'aqui a Ouri-
euri, e que s em 20 e mais dias vai all um
portador, e s no fim de 40 ou 50 pode voltar
Se he um plano combinado depois da derro-
ta para neutralisar na corte a noticia dola .
deve ser falsa a authentica, deve ter sido tudo
feitoaqui. Aprsente o D. -novo esses docu-
mentos que provao a falsificado. Se os che-
fes da praia conseguissem roubar as actas como
tentro por meio de seus agentes policiaca, se
o pardo Pedro Rodrigues' que inha de Ouri-
euri om a authentica nao podosse occullal-o
da polica do Sr. Manoe! Lopes de Barros e do
Sr. Arruda quando foi preso para entregal-a ,
se a ollera de 300*000 rs. ao pardo Lucas ,
que julgavao ser o conductor da acta, produzis-
se efleito, p >duio diier aloitamonte que tudo
era falso; mas felizmente a authentica escopou
destas sitadas, o foi entregue ao Exm. Presiden-
te da provincia pelo conductor.
Pelos correios que aqui chegario a 7 do cor
rente apenas viero noticias das eleices do
Ex em Cabrob e do Ourieuri essa fre-
guezia por nao haver lempo de chegarom as
aulbenticas : as do Ourieuri chegaraj a 19 o
as do Ex no noute de 21.
Mostrem-nos os redactores do I).-novo como
hatera lempo depois da derrota deird'aqui
um plano para se fingir que houve eleicao e
de voltar o resultado a 19 do corrente. O artigo
do fundo do D.-novo lie urna miseria de que
nao nos llovemos mais oceupar. Compre-nos
sim responder a alguns adversarios do partido
da ordem que nao tendo a infame estupidez
ou impudencia de alcunharcm de falsas elei-
ces feitas publicamente arguem de excessivo
o numero dos Eleitores de "uricurl e achao
rasoavel o que apresentou o collegio do Ex em
Cabrob, e isto sem terem as mais insignifi-
cantes informaces da populaco dessas fregue-
Actualmcnto nao nos consta que baja
que elle conduziria na seguintc noute o rapaz
e aquella que se-lhe-devia unir, oirn da que
o santo ministro, o segundo pai de Ricardo,
abencoasse o seu casamento.
Revestido do seu mais fino roquete sobre o
qual Ibe cahio os broncos cabellos depois de
haver ornado o altar com a mais alva tualha ,
urna cruz de praia e dous vasos de llores, o vo-
lito cura veio para a porta do pequeo templo ,
poz abi dous tocheiros para Iluminar a escra-
brosa ladcira que era preciso subir, e de joc-
Ibos poz no chao o ouvido como fazcm os ho-
mens dos paizes selvagens, para ouvir de mais
unge os pasaos uo seu amado Ricardo.
I) ah a pouco chegou vagaiosi e no mais pro
fundo silencio a comitiva. Montada em urna mu-
la vinha urna mulher vestida do branco, cober-
ta de um veo da mesma cor, cm altitude indi
nada e abatimento extremo : do um lado mar-
chava Ambrozio, de ca! cea erguida e com n
braco passado pela cintura da mulher a fim de
tostel-a sobre a mua ; do outro segua Ricar-
do com os bracos cruzados sobre o peito, com
a cabeca inclinada coberta com um chapeo de
grandes abas, que Ihe oceultivo inteiramente
a expressao das fcices.
Os trez viajores cntrarao na igreja, ea ceri-
monia comecou
O padre eslava junto ao aliar os esposos de
jocllios sobre urna esleir Ambrosi) a etqxier-
da, do altar arrimado parode, e meio encu-
berto pelo tabernculo aos olbos do lilho e do
cura mas bem visivel aos da condena de I.us-
san que ficava em frente doli.
zias.
A noite eslava lepida a limpa : as sombras
crao atenuadas pelos mais limpid >s raios das es-
trellas, c a calma do ar era cheia de secnidade.
No seio desses tres entes ao contrario se agitavu
as mais violentas paixes c as maiscrueis do-
res sem que o menor movimento todava Hies
alterasse a immobilidade das fcicoes.
Ambrozio, dopuis do rapio da condessa, ha-
via Ibe revolado oque della exiga ; linha-lhe
nesta cidade quem a excepeo do Reverendo
Vigario Pereira do Lago, que servio desdo 1812
at agora de Vigario do Ex nosnossadar
exactas informacocs desses cortees : el!e porm,
que optou a freguezia de Ourieuri logo quo foi
creada, por ser a mais populosa asevera que
a povoacao das duas freguezias doExeSal-
guciro reunidas, (e quo formarao collegio em
Cabrob) be muito inferior a que conla a nova
freguezia do Ourieuri, que d'alli foi desmem-
brada. Sempre ouvimos que depois da divi-
sao feila esto anno o Ex apenas daria 8 ou9
Eleitores, e o Salgueiro do 9 a 11. Quem ad-
milte 70 Eleitores de freguezias inleriores em
populaco nao pode repellir noventa o lan-
os de urna freguezia mais populosa.
Oucm tolera 60 Eleitores de Bom Jardim ,
quem ocha que o augmento fcito em S. Jos
contra o testemunho do Parocho, e o que se
fez em S AnlSono da da eleicao depois do con-
cluida a qualificscao, nao pode estranhar o a-
vu'tado numero do Taquaritinga porque a
execuco da lei nao tem meto termo. (1)
( I ) Damos urna relaciio das fregue-
zias em que um ou outro partido dominou ,
paraconhecer-sc deque lado houve abuso no
augmento dos Eleitores : devendo notar-se
que s o partido da ordem foi queguardoua de-
cencia de dar cm varias freguezias o pequeo nu-
mero do 10, 16 e 18 Eleitores, como em Ti-
jucupapo, Papacara, Fazcnda Grande, Inga-
zeira, &c.
Freguezias onde venceo Partido da ordtm.
a praia.
Santo Antonio. Afogados.
um rustico isto parecia-lhe um sonho horri-
vel. .
Emfim a esperanca cquasi que a corle a de
em breve ser descoberta pelos seus amigos, que
por corto a haviao de procurar, de ser posta em
liberdade e roto um Inco lormadopila violencia,
a tinhao determinado a consentir no sacrificio
para salvara vida.
Mas Ambrozio lemia ainda o momento deci-
- 1 ---------------o > --------- ----- .iiuj niiiuiunu icillld illliua U lili) III (MI IO UPCI-
declarado que casaria em segredo cm seu filbo i sivo da ccrimonia. Sempre fraco c tmido em
sob nona de nonior a vida, e uuo denois (icaria nmcnn-, ,u <,. :>i. ..., ,.n____:. .-
sol) pena de perder o vida, o que depois fiearia
p.ira sempre inromrnuniravcl; por quantoavista
do acto de violencia que usara por com ella.
da lei que agora Ihe dclava a sua restituios.)
a liberdade serie infallivel signal da perdtt delle.
O raptor para leval-a seus lins, vira-sc for-
presenca de seu irm5o o que elle mais tema
no mundo era que um de seus attentados viesse
cor ftpcrnnnrl
pe
'"i""i di pifuauo 1} lesig-
i----------------------------t ~- ^- .|.*^.......v.. u un o\j tig 3rt
cado a fa/er 6 trmula mu .cr amescas, cuja_j^aielbantcs. O roubador de Valentina ha
va jurado e Ihe mostrava o punhal no cinto ,
que se ella deixasse entrever ao padre que ia a-
bencoar o seu matrimonio, o constrangimento,
om que a punhao que se ella rcvelasse sua s-
tuaco pelo menor queixa, pelo menor geto do
execucao eslava binn longe de seu pcnsamenlc ;
pcis que em todos os seus anteriores roubos ao
menus suas mos nunca haviao derramado urna
s gotta de sangue.
\ alentina de Lussan entre as mos do impla-
naco que entenda que antes se devia aceitar
o martyrio, sob qualquer forma que se ello a-
presenlasso do que offender a um s de seus
--------------------------------- -----1----- ---*-" y--- v.,^1 ijuii.tu, |IC1U III' II 71 geno 00
cavel campone/, achava-so na situaco dos pri-j rebelda, elle a matara antes que ella tivesse
sioneiros do guerra fritos por selvagens. e lempo de concluir a sua declaracSo.
destinados aos supplicios Mas os homens des- No momento de que fallamos pois, o volho
sos barbaros paizes s lazom soflrer aos souscap- em p defronte da victima, mostrando no rosto
tivos os tormentos do corpo; entretanto que ella urna resoluc5o terrivel, com a mao posta sobre
tinha de padecer n'alma na honra, em todo o o punhal que tinha a cintura com o olhar fi-
seu dcslino, que Ih'o queriau encadear, | ator- ; xo sobre todos os movimentos da trmula mu-
mentar com os mais cruoir golpes. O susto e o Ihcr, mostrava que era capaz de tudo para sus-
terror Ihe perturbavao rnsao ; custava-lhc a pondei urna palavra imprudente que ella podes-
comprehender oque dola se exiga, porque se deixar escapar.
seu e*pirlo nao po.lia admittir a extravaganle A bella Valentina de joolhos, com a cabe-
vonlado do terrivel velho.. Ella! casar com ca cabida sobre o peito a fronte coberta duma
Os praieiros team a ousadia de pertenderem
ru se annulle o collegio do Cabo por quo oSr.
loao di) Rogo tinha torca, que poz em coaeco
> Subdelegado, e mais agentes do polica, que
pleiteavao com elle a eleicao primaria. Onde so
vio um Subdelegado coacto, a nao ser o Sr.
Luis Francisco Pacs BJrrcto? Essas falsidades
| orao desfeitas, a se moslrou quo o Subde-
legado fugio quando vio que seus votantes erSo
sOOO, e que haviao 1200 por parte de seus
contrarios .
So a torca do um bomcm contra toda forca
de Polica do Governo viciasse urna eloigao o
que diriamos das eleices de Goianna, do Li-
moeiro e Cabrob feitas com a torca dos Dele-
gados? Se o praia apura por este lado o nego-
cio, est aggredndo em Vez de defender o Go-
verno. Lea no Diario do 22 a parte do sexa-
genario Coronel Manoel Ribeiro Granja, quo
i[iosar da ainidade que seu filbo oTenenteCo-
ronel Severo tem, com os homens do Ex, deo
parte a S. Ex. das violencias, que o Delegado
(ez as eleices especialmente aos Eleitores do
Ourieuri. Ser o Sr. Granja capaz de fallar de
Eleitores que nao existirSo, c de levantar
falsos ao Delegado ? Parece-nos que alm dos
praieiros ninguem o dir.
Sabemos que oclub da praia trabalha por
induzir a Cmara Manicipal, ou por conseguir
que S. Ex. determine que ella nao apuros
volosdoscullegiorf que nao lazem conta ao tri-
urn vira (o sob o ftil pretexto de nullidades. Sa-
bemos tambem que perde o seu lempo, por quo
ainda que S. Ex na questSo da ocla dos Afo-
gados nao tivesse mostrado que se nao inlro-
mette as sesses da Cmara Municipal, basta
a convieco em que estamos do que o Exm, Sr.
Thomaz Xavier jamis deo exemplo de opposi-
cio as ordens do Govcrno Imperial O aviso de
3 de Janeiro de 1842 que abano transcreve-
mos, decide quo a Cmara Municipal nao po-
do excluir vot.s por pretexto algum. Ainda
quo o numero de Eleitores exceda a mil, como
S. Jos.
Boa-vista
S Pedro Martyr.
Stamarac.
Goianna.
Nazaretb.
Gloria.
(pojuca.
Una.
Agoa-Prela.
Limoeiro.
Bom Jardim.
Bezcrros.
S Cactano.
Logoa do Baixo.
Flores.
Tacaral.
Ex.
Salgueiro.
Poco
Mar n gu a pe.
Iguarass.
Tejucupapo.
Tracunhaem.
Pao d'Albo.
Cabo.
Muribeca.
Limoeiro.
Rio Formozo,
Barreiros.
Escada.
Ronito
Garanhuns.
Papacaca.
Agoas-Bcllai.
Buique.
Brejo.
Pesqueira.
Ingazeira.
l'dzcnda Grande.
Serra Talbada.
Ourieuri.
Mixt:
Recife.
Santo Antao.
Altinho.
N. B Em Cabrob o na cabeca da comarca
da Boa-vista os praieiros impediro as eleices,
palidez, mortal deixava cumprir-se o ritual da
ceremon a sania, sem seguir-Ihe o curso ; por
que nao linha forca para revoltar-se nem
blandura para se entregar oracao. Ella ha-
via esperado at o ultimo momento que algum
milagre do Co a viria livrar do novo suppbeio ,
que eslava condemnad i. Mas agora tudo
eslava acabado. Proslrada por um abatimento
quo quasi Ihe tirava o conhecimento do que suc-
redio, sem urna s idea quo nao fosse vaga, so
enlia urna violenta dor no cerebro. E quando
i infeliz, tornando um poue a si, quiria pro-
curar aiguma orca, alguma consolaco na con*
templacao de Christo, erguendo os olhos cn-
conlrava a figura calma c implavel de Ambro-
zio cuja firme e cruel vontade pareca escripia
sobre a fronte com profundas rugas.
Ricardo continuava ainda suhjugado poreiM
irritaco ao mesmo tempo exaltada o profunda
que o havia mpellido a consentir no atlentado
quo seu pai o havia arrastrado. O acto de
violencia quo n'aquelle momento commellia
no qual nao livera lempo do ver quanto nclle
havia de brbaro o sacrilego, nao Ihe pareca
mais quo a conclus de sua vinganca : era o
roubo dos hens da nobrczaqueelle consumira4
pela capturaco irrcfragovel de urna mulher des-
sa classe ; acabava o sua obra de triste justioa
com umi vontade firme, mis com a dor de urna
alma pouca disposta para os senlimentoscruo"!
e a sua voz quand.i responda aos versculo! das
oraeSes era sarda e manfostamente alterada.
Ao mesmo tempopor um extraordinario con-
traste tudo quanto rodeava este escuro quadro


JE
o de Saboeiro anda que 8 reunio nao seja
nos lugares marcados para isso, como tamben
aconleceoem Saboeiro, a Assembla Geral
pertcnce examinar a validado das eleices.
Illm. e Exm. Sr. Sendo presentes a Sua
M a gesta de o Imperador os oTicios do V. Ex.
de 22 de Maio, e 16 de Dezembro do anno pas-
sado sobre o procedimento. que tivera a Cama
ra Municipal da capital d'essa provincia, ex-
cluindo da apuracao final -Jo3 votos para Depu-
tadus Geracs os do collegio de S- Matbeus rou -
nido na povoacao do Saboeiro: Ha o VJesmo
Augusto Senbor por bem que a referida C-
mara proteda a nova apurac.no, incluindo n'ella,
os voto* daquce collegio por que apesar dos
defeitos argidos < cii'8o,n8o ijuella Cmara,
mas sim Assembla Geral Legislativa com-
pete o conbecimento d'elles e a deciso sobre
a validado da mesma eleico. O que commu-
nico a V. Ex. para que o faca constar men-
cionada Gomara.Dos Guarda a V. Ex. Pa-
lacio do Rio de Janeiro em 13 de Janeiro de
4843. Candido Jos de Araujo Vianna.
Sr. Presidento da provincia do CearCum-
pra-se e registe-sc. Palacio do Governo do Cea-
r cm 5 deFovereiro do 1842 Coelho. Con-
forme- Anselmo Francisco Perttti, Secretario
do Governo.
Carne secca Entrou um carregnmonlo do | H avre de Grace ; brigue francez. AtmoriqUt ,
1
I'/SOb
Alandega.
Rcndimento do da 23...........2<757776
Dtscarrega hoje 25.
Marca Guilfordfarinha.
I'IUi; \ DO HKCIFK, 23 I>E N0VKMIIH0 1844.
/itvista semanal.
Cambios Fizerao-se transaces regulares a
257/8 d.p. 1.) rs. durante a semana,
o algumas so ninas se passarao tam-
bem a 25 d. e ha leltras oilerecidas
a primeira cotacao.
Anucar As entradas do novo em caixas tcem
sido moderadas, o o proco anda nao
foi aborto ; cm cargas tem sido re-
gulares e vendeo-se o branco em-
barricado de 24 350 a 2j"5 rs. a ar-
roba, em saceos de 2 500 a 2700 rs.;
e o mascavado em harneado do 1#650
a 18700 rs e em saceos a 1 i620 rs.:
o depozito do velho he do 300 caixas,
o o do novo de 350 ditas.
Algodao Continuao limitadas as entradas ,
e tem sido olerecido a 4^200 rs. a
arroba.
Ago'ardentu cachaca Vendeo-so do 40ji a
4o.) rs. a pipa.
Couros Estao menos procurados, valendo
com ludo 125 rs. a libra.
Ago'ardenle de 25 graos Nao ha.
Alfazoma Vendeo-so a 2^500 rs. a arroba.
Amendoas doces Nao ha.
Bacalho As vendes so moderadas aos pro-
cos de 12* o 12*300 rs. a retalho ,
sendo o depozito de 4,500 barricas.
Ratatas Vendro-se do 640 a 700 rs. a ar-
roba.
Rio Grande com o qual ficou o de -
pozito redundo a 18,000 arrobas ,
tendo as vendas regulado do 2*800 a
3*300 rs. a arroba.
Farinha de trigo Chegou um carregamento
de Richmond com 1830 barricas, que
clevro o depozito a 18 500, n*o
tendo soffrido alteraco as vendas.
Farello Nao ha.
Folha de Flandres Vendeo-se a 20*500 rs.
caixa.
Garrafas pretas Nao ha.
Lona a imilaco da Russia Vendeo-so de
248500 a 25*500 rs.
** inogre de Portugal dem de 58* a 608 rs
a pipa.
EntrrSo duranlo a semana 5 embarcacOes ,
o sahir5o 14 existen) no porto 40 : sendn 1
americana 16 brasileiras 1 franceza, 1 hes-
panhola 9 inglozas, 1 lubekonse 7 portu
guezas 3 sardas e 1 sueca.
yy.'1 L.j'.'j.i'mai.i
Baaea.'W!^'?'
tmmmm
tinha urna dogura toda radiosa o urna simplici-
dado cheia de graga ; a mais suave e pura ath-
mosphera envolva estas figuras frias e tristes
como as estatuas dos tmulos. A rcligiao all
esta va nesse natural que Ibo deixa toda a sua es-
6encia divina ; a voz do sacerdote lendo as pa-
labras sacramentaes fazendo ouvir a santa po-
czia dos psalmos, era cheia de urna grave pie-
dado ; as ternas emocoos que palpilavo no seio
do ancio Ihe dav3o um ligeiro tremor o a mais
afectuosa nflexo. Nesse pequeo templo ,
misturado de sombra e do luz, os ramos dos ar-
bustos que Ihe ficavo ao p penetravo pelas
(restas e oculos desmonte ludo* a tof&tl&Q pen-
dentes no interior festoes de madresilva, doro-
seira-brava de jasmneiros que embalsama-
vio o ar com suas suavrs emanaces. A vira-
eo da nouto introduzindo-so por toda a parto
halancava a luz dos castcaos, cuja claridade em
suas brandas ondulaces alumiava por seu tur-
no os livros santos as llores do altar os ca-
bellos brancos, o rosto sereno o santo do velho
sacerdote o a superior belleza dos dous jovens
que se apresenlavao sua bencSo. De oulro la-
do sobre urna amendooira que verdejava em
frente das janollas um rouxinol, em pertur-
bar as palavras bdxas da mysleriosa cerimonia,
continuava a sua cancao nocturna,e deixava ca-
bir apoz cada versculo dos psalmos sua longa e
melodiosa nota.
Havia chegado o momento decisivo; o padre
fezao mancebo a pergunl costumada ; e este
responder o sim sacramental com voz cheia o
e que loi ferir olorosamente o seio da
3f ovimento do Port
Navio sahido no dia 23.
Liverpool; brigue inglez Oberon, capitao John
Carr, carga algodSo e courns.
Navios entrados no dia 24.
Terra Nova ; 32 das, brigue inglez Bonanza,
de 180 toneladas capitao Young equipa--
gem 9 carga bacalho : a Latham & Hib-
bert.
Buenos A y res; 34 dias, patacho sueco Uranum,
do 180 toneladas, capilao N. Larsum, equi-
pagem 9 carga carne ; a Gaudino Agost-
nho de Barros.
Terra Nova ; 64 dias galera francesa Cousin,
de 360 tonoladas, capitao Douget, equipa-
ge m 17 carga bacalho ; a Ar riel & Com-
partira.
Babia ; 12 dias polaca sarda Abdul Medyd ,
de 186 toneladas capitao Lourenco Ca-
vesan equipagem 18 carga varios gne-
ros ; a JoSo Pinto de-Lemos.
Liverpool ; 37 dias, barca ingleza Precilia ,
de 218 toneladas, capitao Williams Donald-
son equipagem 14 carga fazendas: pas-
sageiro, Robert Dncan.
Fernando; 51 horas, barca nacional Ermelin-
da de 244 tonoladas capitSo Antonio
Francisco de Jess equipagem 16 carga
pedra e varios gneros : passageiros, o Ca-
pitSo Joaquim de Pontos Mari nho sua Se-
nhora e 3 filhos 22 pracas do pret, o Ma-
jor Gustavo Adolfo Fornandes Pinheiroda
Cunha, Tenente Francisco Joaquim Macha-
do Freir, sua Senhora e 1 filba Cirurg5o
Jos Soares de Souza sua Senhora e sua
mi Fclis Goncalves de Menczes, Manoel
Antonio da Silva 18 prsioneiros do Rio
Grande do Sul e 6 sentenciados.
Navios sahidos nomesmodia
Cear ; sumaca nacional S Cruz, mostr Ma-
nuel Pereira deS cirga varios gneros,
liba do Principe ; hiato nacional S Domingos,
mostr Manoel Francisco do Nascimento ,
carga varios gneros' passageiros, Andr Jo-
s Goncalves da Silva Sebastio de Arruda
e Eduardo Ferreira GuermiSo.
capitao Vctor Lucianno Valct, carga varios i
gneros.
Les loes.
Declaraban.
1 Collectoria da cidade de O/inda.
O Colector de Diversas Rendas dacdado de
Olndn faz publico todos os seus collectados ,
que do dia primeiro de Dejernbro prximo fu-
turo principia o pra/o de 30 das marcado no
4O Corretor Olivoira fari loilo de grande
porcaode mobilia &c, a maior parte nova ,
consislindo em caderas, solas, marquezas, me-
sa redonda para mero de sala bancas para jo-
go mesas do jantar, commodas, camas, lou-
cadores guarda-roupa estante para livros ,
quadros, um esplendido relogio do bromo com
igura para cima de mesa obras de ouro e pra-
cristaes ulcn-
arlgo 2ldoreglamcnto numero 152 do I0do'la; loucas finas e entrefinas
Abril do 1842, para proceder a cobranca a bo,:- cilios de cozinlia.o muitosoutros objectos uteis:
ca do cofre do primeiro semestre docorrentoan- '"'i'' 25 do corrento, i'ii 10 horas da manha.
mSo de Valentina sobre a do noivo esta senlio
a fijeza dessa miio de trabalhador, e a aspereza
de sua pelle; vio tamben? o braco a tiracollo da
ferida recebida no ataque nocturno; e esto con-
tacto a fez estremecer at o fundo d'alma ; to-
da a desgraca de sua situaco so Iho apresentou
cntao aosolbos ; apossou-so della o pensamen
to de sabir da igreja o partir cabeca nos roche-
dos e lo/ um movimento para tra/... Mas
anda que ella livesse os olhos baixos, como al
entio o havia feito urna luz a/ulada Ihe pas-
que Ambrozio por detraz de seu irmiio fa/ia
briihar aos oihos dela. Valentina era em fim
urna Iraca mulber e anda desojando a morte
e estando determinada a procural-a por suas
mos tinha modo daquelle ierro,. I-Illa s o I -
tou pois a palavra um como quem gritava
perdao.
A cerimonia conlnuou o leu curso, e aca-
liou-so na limpidez pacifica da meia noite, com
os perfumes das flores selvagens, e o canto do
passaro nocturno.
O bom sacerdote vendo a emocao profunda e
mysteriosa que Ricardo eslava entregue, n3o
pode esquivar-se do aperlal-o em seos bracos,
e dizer-llie por este amplexo, que junto a elle
sempro acharia consola^Gos.
As tres porsonagens desla scena vollarao no
mesmo sombro silencio, em que tnhao viudo,
e chegarSo casa alta noite. O velho Ambro-
zio pegou em urna luz e conduzio a condessA
para um quarlo superior, em que ella bavia
habitado desde que all chegara, oque como
ipn
no financeiro. o de todosos atrazados na casi da
Cmara daquella cidade cm todos os dias uteis
das 9 horas da manhaa al as 2 da tarde e fin-
jo pste prazo pasear a cobraros 3o do mulla
marcardos no 1." do dito artigo, o proceder;!
execulivamente contra os omissos : oulro sim
faz publico que (do cunformidade com nitros
regulamentos ) nesle mesmo prazo cobrar o
imposto das olarias, decima do m5o mora ,
tnxa dos cscravos o imposto sobre lojas ta-
bernas, e Ap. inclusive toda a divida activa des-
les impostos; e da mesma forma executar os
que deixarcm do comparecer : e para nao alle-
garen) ignorancia faz publico pelo presente. Ca-
linda 20 doNovembro de 1844. O Escrvo.
Jotto Goncahes Rodrigues Franca.
PUBLICACAO LITTERARIA.
Memorias Histrica? da provincia de Pernam
buco com pos tas pelo Tenente da primeira
Ciaste do Estado Maior do Exercito Jos
Bernardo FernanHes Gama,
A subscripto d esta obra contina a estar
aborta at o tempo de imprimir-so o ultimo to-
mo, no fim do qual hao de sor inseridos os no-
mes dos Srs. subscriptores.
O 1.a e 2.a tomos vao a ser distribuidos pelos
Srs., que teem assignado oquando se distri-
buir o 3 *, (lis(ril)uir-se-bilo igualmente as es
lampas dos dous primoiros porque o Sr Gui-
mares que empreitou todas as estampas, dc-
pois de ter lithographado, ou desenhado-as na
pedra primorosamente achou grande difificul-
dade na impressao, de maneira que apenas pd
do tirar mui poucos ejemplares c nenhum
d'elles perfeito ; e ou fosse islo pelo defeilo da
tinta ou dos apparelhos da machina o ceito
he que, depos do mais de quatro me/es dede-
longas, e depois de prejuisos ou despezas in-
fruct'feras o autor das Memorias se v obri-
gndo a mandar fazer esto trabalho emoutra pro-
vincia visto que n3o Ihe he possivel por ora
obter isso em Pernambnco como tanto dese-
java ; mas espera anda ter o prazer de ver li-
Ihographar aqui as ultimas estampas da obra ,
se o Sr. Guimares (como diz espera) ja livor
recebido as tintas, e outros apparelhos que pre-
cisa para trahalhar e que aqui nao ha.
Os Senhores assignantes. que morao fra dn
cidade pdem mandar receberol.* tomoj. r
o 2.* depois do primeiro do futuro Dezembro,
na praca da Independencia livraria n. 6 e 8, ou
na praca da Boa-vista botica do r. Ignacio Jo-
s do Couto: n'estes dous lugares he smente
onde d'aqui por dianto se assigna para as Me-
morias.
na ra do Collegio n. 18, segundo andar. (12
1 s Joo Kaller continuar, por ntervcnco
do corretor Oveira, o seu le 12o de grande sor-
lmenlo do azendas, muitas receitemente des-
pachadas : Terca-leira 26 do corrente s 10
horas da manilla no seu arniazem da na dn
Cruz. (6
l:u= Lenoir Puget & V. farao lelao por in-
tervencao do corrotor Olivoira de um esplen-
dido sortiment'i de fazendas, o miudezas, con-
sislindo em sedas de lindos gostos para vestidos,
o colotes, cambraias adamascadas, lirios lista-
dos c de cores, lencos encarnados para tabaco,
ditos do setim para grvalas meias de seda
d'algodao cazimiras bonos para homem ,
merinos de lodas as cores chapeos do castor ,
dilos deso para hornero, e para senhora car-
neiras de coros um grande sortimenlo de cal-
cado e variedade d'outros arligos o que tu
do se vender por todo o preco para saldar con-
tas: Quarta feira 27 do corrente >s 10 horas da
manha cm ponto no seu armazem ra da
Cruz. (16
;1 VISOS
ersos.
.i ------.....------"- -<*' "" i uuuimuu uosuo que um cnegara, que cun u
--pacana noiva. hntao o Ministro pondo a j de Ricardo que Ihe ficava junto, formava todo
o primeiro andar das ruinas. Poz a luz sobre
urna mesa ao p de Valentina e deixou-a s.
A rapariga lancou-so sem frca e desani-
mada sobre urna radeira de couro. Acamara
em que so ella achava tinha as paredes despidas
e chcias de buracos e toda a mobilia consis-
ta em urna mesa tosca fixa na parede urna
grande caixa de pinho guarnecida de cortinas
de sarja verde, e qu> lazia vezes decama, e
alguhs escabellos de pao que serviao do assen-
to, assim como essas podras que em outro lem-
po so dcixavo para esse effeilo nos vaos das ja
nellas ; e trido istn ora iittffltinadc pela rses
luz de urna alampada que era a que Ambro-
zio conduzira.
Era ah que Valentina de Lussan se achava
casada eslabelecida senhora e soberana.
O roi que havia um anno procurava urna
residencia sumptuosa e magnifica provida de
tudo oque encanta o espirito o os sentidos,
onde podesso estabelecer a sua cara condessa
de Lussan nao tinba pensado nesta.
Valentina cstava absorvida na mais triste me-
ditacio quando ouvio passos na osead? e re
conheceo por instincto que ero do Ricardo.
Estremeceo, poz as mos juntas sobre o peito ,
o todo o sangue se Ihe gelou as veas. Olhou
para a porta do quarto com vista turva. Ella
havia entendido que pelo casamento a que a ti
1 = A pessoa que lem annunciado por este
Diario, precisar de urna ama de casa ; sendo
ainda queira, dirija-so a ra do Fagundos nu-
mero 17. (4
= Oabaixo assignado, tendo annunciado no
Diario Novo de 12 e no Diario de Pernam-
buco do 13 do corrente me/. que nao dem
cousa alguma a seus escravos e fmulos de sua
casa sem escripia sua o como tem lido a crio-
la cria de sua casa de nome Josefa a lembranca
de mandar escrever bilhetes falsos em seu no-
me, pedindo dinheiro, e o mais quo Ihe parece
quem o c nhecc ; previno de novo ao rospei-
lavel publico que nada responde por esta ser
forra. Antonio da Costa Ferreira.
LOTERA do theatro.
As rodas desta lotera deixSo de ter anda-
mento no dia 27 do presente mez, como so ha-
via annunciado,por se Ihe terem anteposto as de
S. Pedro Martyr, o por isso o Thezoureiro da
mesma lotera do Theatro laz publico, que as
mencionadas rodas andard improterivelmenlo
no dia 17 de Dezembro prximo futuro, por
assim o haver determinado o Exm. Sr. Presi-
dente da provincia. Os respectivos bilhetes
achao se venda nos lugares do costume. (11
desproporcionada reas nunca suppoz que esse
rustico ousasse pensar nos direitos que sobro el-
la havia adquirido. Se tal pensamento so bou-
vesse gmente apresentado ao seu espirito, an-
tes se loria dado a morle do que contrahir es-
se laco primeiro toque dcslo terror teve-o
ao ouvir os passos; esperou que o mancebo
procurasse o quaito quo Ihe licava junio, e pro-
curou persuadir-so disto para tranquilizar o seu
espirito porque sentia-so morrer do susto....
Porm no mesmo instante Ricardo entrou.
Nunca elle Ihe havia inspirado tanto terror, e
frti cem tudo nesse momento que ella pea pri-
meira vez o encarou. Sua bella c nobreeslaturase
desenhava sob a simples aqueta de panno cin-
zento; os longos cabellos pretos que Ibe cahiio
sbreos hombros torneavao com graca um ros-
to regular, onde brilhavao magnficos olhos ne-
gros, a pallidcz e tristeza impressaj sobre as
feicocs assentavo admira1, el ment nos seus con-
tornos masculinos e severos.
Senhora... nao trema, disse ello, jamis
pretend levar a criminosa acc,ao que acabo de
commelter al o ponto de sacrilegio. A se-
nhora achando um homem em um campone/, e
cu roubando pela violencia o que s o amor de-
ve dar, ambos nos desdouranamos. Juro que
jamis passarei os bombraesdesta porta antes da
minba morle : eis aqui a chave do seu quarto,
nho forondo essos ramponc/es invojosos o exas- com a qual so pode fechar. Ella he sua, e sua
perados pelas vexacoes dos fidalgos, queriao as- s. Dou-lh'a como um penlior visivel do meu
senhorear-se de todos os seus bens em vez de juramento.
simples joias somonte roubadas em urna noute ,! A esl?s palavras lancou a chave sobrs a mesa,
e humilhar urna nohre?a inimiga na sua pessoa e sabio.
submeltendo-a urna allianca horrivelmente, (Conttnuar-te-ha.)


1
4
ter.
2=iUina pessoa mora de boa conducta deso-
ja-so nrranjar como criada n'uma casa do pou-
ca familia ou tomar conta da casa de um ho-
rnero soltciro ; quem precisar procuro cm
Fra de Poitas defronte da casa de Mr. Por-
2OSr.I, R.P. morador na Boa-vistaquoi-
ra comparecer no praso de 8 dias, para pagar a
quantia, que nao ignora ou vir ejustar suas
contas do contrario ter o desgoslo de ver seu
nome publicado por eslenso ; na ra Nova ven-
da n. 65. (<>
3 Aluga-se o sitio n. 39 da ra de S. Mi-
guel nos Afogados ; quem o pretender dirja-
se a ra da Conceicao da Boa-vista n. 58. (3
30 abaixo assignado, ofllcial que Col do Sr.
Antonio Francisco Lima Guimaraes acha-se
estabelecido com loja de barbeiro na ruaos-
treita do Rosario n. 25 e est prompto a ser
vir aos sous freguezes, nao s na loja, co-
mo em suas casas. Manoel Pereiru Lepe$ Ri-
btiro. ('
2 Eduardo Jones cliegado do Itio do Janei-
ro avisa ao publico que cstabeleo a sua loja e
olllcina de ouiives, na ra do Atierro da Boa-
visla n. 16 aonde vendo e fabrica ludo quo diz
respeito a sua arlo corn a melhor perfeiQo e
gosto, pois possueos instrumentos o modelos
mais delicados quo se teem visto ; na mesina
loja precisa-se do 3 olliciaes que trabalhem
perfeitamente em obras de ouro poli Jo e lila-
graa assim como do dous aprcndizes.rquo te
nhSo alguns principios. (10
2 Qucmquizer mandar engommar roupa
dfc homem dirija-se a ra do Rangel n. 37
primeiro andar. (3
2 Precisa-se de um escravo quo saiba
cosinhar paga-so bem; na ra da Cadeia-vo-
lha n. 1C. (3
2Aluga-se urna casa para so passar a tes-
ta com commodos paia familia, quintal e
banho no fundo na Passagem da Magdalena,
psssando a primeira ponte n. 1 V, junto a tonda
de forreiro; quem pretender dirija-se a mes-
ir casa. (6
2 Nao se tondo realisado no dia 11) do cor-
rento a venda do sitio e casa quo fra do fal-
lecido Jos Francisco Xavier Lima cm Apipu-
cos em trras arrendadas o qual so acha
avallado em 38"# rs. ; tem do effeituar so a ul-
tima praca Sexta feira 29 do correte; os
pretendentes dirijao-ec a porta do Sr. l)r. Juiz
do Civel, da primeira vara as horas da tardo,
na ra do Queimado. (9
2Precisa-se de um caixeiro para ajudara
nutro cm urna padaria o qual devo dar fiador
a sua conducta ; na ra larga do Bosario pa-
daria n. 18 junto ao quarlol do polica (4
2 Olferece-se urna ama do leito com sou II-
lho para criar ; quem a pretender dirija-so
ao viveiro do Muniz. 2
2 A pessoa que foi no pateo da matriz de
S. Antonio n. 2, loja do ourivos e abridor ,
para mandar fazer dous timbres, caso anda
queira pode dirigir-se a mesma loja que se
Ihe far urna diminuico no preco. (5
Quem precisar do um homem capaz para
cobrar dividas aqui na praca bem como divi-
das de lojas de fazendas, ou nutras quaesquer,
dando fiador a sua conducta, dirija-se a ra da
Boda n. 23.
Na padaria do aral das Cinco-por.tas,
precisa-se do quem venda pao de vendagem e
paga-se bem a vendagem.
Furtrao da casa do Luke Roberto um
relogio patente inglez de prala tem a corda
quebrada ejuntamente com olle a sua com-
petente correte de prata ; portanto roga-se a
pessoa que delle souber ou Ihe for oflerecido,
de o apprender e leval-o em dita casa na ra
do Trapiche n. 40, que receber 30/rs. do gra-
tifleacao.
Respondc-se aos Snrs. Joaquina Ribeiro
Poniese Jos Ribeiro Pontes quo o aununcio
das lettras 1. B. P. nao se entendecom ditos
Senbores.
Aluga-se um bom escravo para cosinhar
e comprar, e he muito fiel ; quem o precisar ,
dirija-se a travessa do Carmo n. I, segundo an-
dar.
O abaixo assignado pede por muito favor
aos Snrs. que esto devendo no botoquim da
Estrella, contas anda que passarao dos Srs.
Pegado \ Companhia bem como os que se
achao devendo ao mesmo abaixo assignado ,
hajaode ir pagar, ocio qo Ihes Acara fumma
mente obrigado. Jos Goncahes Nunese
Faria.
1 O Sr. Furtunato Cardoso de Goveia quei-
ra annunciar a sua morada, ou dirigir-se a ra
da Praia armasem n. 18 para negocio de seu
i ij torease.
Precisa-se de um caixoiro Portuguez de
12 a 16 annos e que de fiador a sua conducta;
na ra da Praia n. G8.
O abaixo assignado, a partir para sua
comarca de Goianna nao pode pessoalmcnle
despedir-se de lodosos Srs. quo o tem honra-
do com sua amisade e por isso o faz por meio
deste, pedindo-Ihes quo o desculpem por esta
falta involuntaria e ao mesmo lempo Ihes o(-
ferece seu pequeo prestimo naquella comarca.
Caetano Jos da Sil/a S. Tiago.
Joao Lopes de Lima deixou do ter taber-
na na ra Imperial n. 2 eonlregou as chaves da
casa a seu proprfetario Jos Maria de Jess
Muniz no dia 19 do corrente mez.
Quem annunciou querer comprar um ter-
no de medidas de pao e 6 ditos de folha diri-
ja-se as Cinco-pontas n. 100.
A possoa, quo annunciou precisar de 00 j
rs. a juros doquatro por cento dirija-se a ra
da Sonzalla-vellia n. 96.
= Precisa-se para um engenho porto dosta
praca do um caixeiro, que ja tenha alguroa
pratica ,e nao soja casado ; quem estiver ties-
tas circunstancias, dirija-se a Boa-vista b3c -
codas Barreiras a fallar com Jos Antonio Alves
da Silva.
Precisa-se de urna ama que tenha bom
leito, para acabar do criar um menino 8gra-
dando-e, paga-se bem ; na ra Nova n. 35.
Aluga-se um sobrado do dous andares no
Atierro da Boa-vista n. 36 ; a tratar no Monde-
go n. 78.
Prccirasc de um caixeiro para urna ven-
da no pateo do Livramenlo que tenha bastan-
te pratica para urna venda no matto, sendo
que agrado nao so duvida a dar bom ordenado ;
quem eslivor nostas circunstancias embora
.leja arrumado e quo osteja desgostoso por
algum motivo dirija-so a ra da Penha n. 1,
primeiro andar.
1 O abaixo assignado deseja saber se nesta
praca ou om outra qualquer parto existe Joo
Silveira Maciol, do 10 annos, vindo de Lisboa
no brigue Mrquez de Pombal, o quo se faz
bastantemente intoressante por um seu mano,
<|uo o procura apresentando-so om casa do
Joo Francisco do Carvalho no largo do Cor-
po Santo n. 4, o a bordo do patacho nacional
Francolina.
Joaquim Antonio Silveira Maciel.
Ilima mulher de bons costumes seencar-
rega da eriacao de meninos de peito impedidos e
desimpedidos ; e tambem recebe-so meninos
para se desmamar, no que prometi esmirar-se;
quem de seu prestimo se quizer utilisar, diri-
ja-se ao pateo do Carmo n. 2i ; na mesma ca-
sa vende-so urna toalha toda ubeita dolavarinto;
o urna escrava, por precisao o he boa quitan-
deira que d 480 rs. por dia. (9
1 Precisa-se alugaruma escrava que sai-
ba cosinhar ongommar, e fazer as compras de
urna casa ; tambem so recebem aprendizos pa-
ra aprenderom o olficio do alfaiate ; na ra do
Torres junio ao corpo Santo n. 12. (3
I Aluga-so o segundo andar do sobrado do
pateo do Livramenlo n. 36, com bons commo-
dos ; assim como urna casa terrea nos Quatro-
cantosda Boa-vista outia dita na ra do Alc-
crim n. 1; tambem so alugo varias casas
maiores e mais pequeas por preco commodo ,
tanto na campia e ra da Gasa-forte o no ca-
n.indo do Poco para se passar a (esta, ou an-
nualmente ; a tratar na estrada do Gordeiro ,
sitio de Nuno Maria de Sefxas ou no Bocifo ,
ra do Amorim n. lo. (10
1 Aluga-se o segundo andar e sotuo do so-
brado do pateo da matriz de S. Antonio n. 4,
com excedentes commodos, muito Iresco, e com
bonita vista ; a Iratar na loja do mesmo so-
brado. (5
1 Furtrao da mao de urna prela que li-
nha ido comprar rap urna caixa do prata
antiga com o poso de 40 oilavas, tendo os en-
goncos da lampa quebrados; o abaixo assigna-
do roga a qualquer pessoa a quem seja oHere-
cida o obsequio de apprendol-a e levar a ra
da Praia, armasem n. 66 Jos da Silva
Oliveira. (8
1 Aluga-so um armasem tendo dentro
umagrando chamin e cacimba, com sulli-
cientes commodos para urna padaria, s fal-
tando para isto o lomo sito nos Coelhos da
Boa-vista lugar este marcado pela Cmara pa-
ra o estabelecimento das padarias ; quem o
pretender dirija-se a ra da Alegria n. 34. (7
1I)So-se 500^ rs. a juros de dous por cento
ao mez sobro firmas, ou hypotheca ; quem
pretender annnuncio. (3
Compras
1= Compra-se, tu aluga-se urna ama de
leite. Se houver alguma pessoa livre, que quei-
ra criar sugeitando-se a ir para o Bio, mas
com a certea dse mandar trazer a esta pro-
vincia depois da criaco proure na ra das
Larangoiras n. 18. (6
1Compra-so um palanquim ou cadeiri-
nlia om bom uso no Forle-do-Maltos pren-
sa do Joaquim Jos Ferreira. (3
2 Comprao-se para lora da provincia e pa-
gao se bom escravos do ambos os sexos; na
iiiiiir Hp Antonio Pedro das Revs.
Vendas
i Vendo-se, ou troca-Se, urna parda muito
alva do 27 annos boa cosinheira, engom-
madeira roudeira o faz todo o mais servico de
urna casa por urna preta que saiba comprar
e vender na ra o se for mais moca se vol-
tar o quo convier; na ra de S. Theresa n. 25.
IVendo-so urna escrava do nacao que az
lodo o servico do urna casa ; na praca da Inde-
pendencia loja n. SI. ,3
1Vende-se urn diccionario inglez do melhor
autor e urna geographia por Alfonso, por pre-
co commodo ; na ra do Queimado loja do
fasendas n. 42.
1Vende-so um piano com pouco uso, de
excollonles vozes e por preco commodo ; um
sobrado de um andar e dous sotaos em chaos
proprios, com quintal murado o boa cacimba ;
colleccao das lois brasileiras al o armo 1834, de
om bom uso : um guarda-livros moderno; urna a pega eoutros muito gneros por barato pre.
trave de boa' qualidade muito grossa com co ; na ra estre.ta do Rosario venda da es-
oi.palmosdocomprida; na ra estroita doli- quina por baixo do sobrado de 3 andares
sario n 10, terceir andar. (8 n. 39. (21
i_v'ende-se um moleque de nacao Angola 2- Vende-se urna grande canoa aberta do
de 16 annos ; o sola de boa qualidade ; na ra muito boa e nova construccao poga em 3Uoo
daCruzn. 51. ,(3
1_ Vende-se um bicudo-muito bom canta-
dor ; na ra dos Martyrios n. 32.
1 Vunde-se um urub re; na ra Direita
72. <2
"' I-Vende-se potassa russiana, em barris po- prenhes prximas a parir ,
menos or preco commodo ; na ra da Gadoia, mancos e j costeados ao car
quoiio h v parte n ^le Q que S -
Vende-se urna preta com todas as habilida- larga do Rosario n. 18.
des quo se pdem procurar e urna cadeira
de bracos nova e rica ; na ra de Agoas-verdei,
o. 66. -*'-.
__Vende-se um pardinho do 14 annoa bo-
nita figura e proprlo para aprender qualquer
ofndo ou para pagem, por saber born montar;
e um cavallo gordo bom carregador baixo al
quasi a esquipar ; na ra do Rangel n. 52.
__Vendo-se, para o Bio Grande do Sul, um
pretocrioulo moc.) e de boa figura muito
proprio para o servico de agricultura ; na ra
do Livramenlo n. 2'2.
__Vendo-se um marqueza de angico nova e
bem leita por preco commodo ; na ra do
Baugel n. 60.
Vendem-seduas negrotas de 17 a 18 an-
nos com habilidades ; um preta de 20 annos,
boa quitandeira ; urna negrinha de 10 annos ;
3 pretas de 25 de bonitas figuras; na ra do
Rosario da Boa-visla n. 48.
Vendem-se os portonces de urna venda ,
como medidas do novo padrSo, que ho de
ser afondes uns bracos de balanca* grandes o
pequeos com conchas ou sem ellas, urna
mesa de meio de sala urnas pipas vasias, urna
porcao docaixas vasias do Porto e urnas maos
traveseas ; as Ginco-ponlas n. 1(10.
Vende-se urna preta de 18 annos, cosi-
olia lava e tem principios de ongommar; 3
escravas do nacao mocas, proprias para todo
o servico e mesmo para ra; um molecote de
18 annos proprio para todo o servico ; e urna
negrinha ; ptima para ser educada ; na ra
das Cruzes n. 41, segundo andar.
Vonde-se unta escrava de meia idade por
prego commodo ; na ra de Agoas-verdes do
lado da groja de S. Pedro n. I i.
2 Vende-sc urna loja de sapalos e armacao
envidracada contendo muito boas obras de mar-
roquim ebezerro com poucos fundos ludo
pelo preco da entrada est muito afroguesa-
da e faz-se todo o negocio com as obras e ar-
macao anda mesmo com alguns por centos
de abate no bataneo que orear os fundos, pa-
ra se liquidrosla venda por seu dono que-
rer ir ao Rio de Janeiro, com brevidade e se
faz todo o negocio que convier ao comprador,
tanto a dinheiro como a praso em fim ajvista
tudo se arranja ; a tratar na mesma loja na ra
do Livramenlo n. 19. (H
2 Vende-se, por nao se precisar urna ca-
nda grande, quecarrega 1200 lijlos do alvena-
ria com pouco uso por preco commodo; na
ruada Cadoia-vi-Ida, loja de fazendas n. Gl. (4
2Vendem-se vasos vidrados de p elegan-
tes para guarnecer jardins ; no largo do Gorpo
Santo n. 4. (3
2Vende-se muito boa bolaxa nova feita da
melbor farinha chegada, ha pouco, da Euro-
pa propria para arranjo de familia o embar-
caces por preco commodo ; no Forte-do-
Mallos no primeiro andar, por cima da ven-
da do Alern ou a fallar com J. Saporili, na
Alfandega. (7
lijlos do alvenaria grossa correspondente a
170 barricas de assucar ; na ra larga do Ro-
sario padaria n. 18, ao p do quartcl de poli-
ca, (6
2 Vendem-se, ou trocao-se duas vaccas
por dous bois
ro, dando-so de
parte a parte o que se convencionar; na ra
io n. 18. ,5
2Vendem-se duas pretas de nacao, urna he
boa quitandeira cosinlia, lava bom tom una
cria o tem muito bom leito c a outra cosinha o
la va ; no Atierro da. Ginco-ponlas n. 154. (i
2Vcndc-se um cavallinho pequeo, do bo-
nita figura e com bons andares o he ptimo
para senbora ou menino ou troca-se por fa-
sendas; quem o pretender annuncie. (4
1_ Vende-se, para liquidar urna conta, bom
setm cor de rosa a 700 rs o covado velbuti-
na decOres a 3'20 rs. lusloes para colloto rj
400 rs., moias de linbo curtas a 2500 rs. a du-
zia, rneias de seda a 1000 rs o par; na ra
da Madre de Dos n. 2o, iG
2 Vende-se sal do Ass a bordo hiato
iVoro Olindu, Tundeado defronte do trapicho
novo, afallarcomo mestre ; ou com o pro-
pietario Manoel Joaquim Pedro da Cosa na
ra da Cruz n. 51. 15
3 Vende-se cera de carnauba do muito boa
qualidado em porcoes grandes e pequeas; na
ra da Conceicao da Boa-vista n. 58. (3
3 No armasem de deposito do viveros, na
ra da Praia, becco do Carioca por baixo da
sociedado Pliilo-Thalia conlinua-so a vender
arroz pilado branco e verme!ho dito com cas-
ca farinha de mandioca saccas com muito
bom muilo bom milho novo a 3500 rs. : no
mesmo armasem so recompensar a quem levar
3 chaves pequease urn ponleiro de ierro ludo
em urna corrento de latao que se perdoo da
ra da Praia al a casa do Sr. Ramos'
3 Vende-sc, ou permuta-se, por um ne-
gro ou negra um moleque de 12 annos, de
bonita figura o rnuito esperto ; na ra Nova
n. 9. (4
3 Vende-so um relogio, patente inglez,
muito born regulador por proco commodo; na
ra da Senzalla-velha n. 142, segundo andar.
Escravos fgidos
I Fugirao no dia 7 do Junho as 7 horas da
noute urn pretoe urna preta, ambos parcoiros
da mesma casa sondo o proto de nomo Bene-
dicto e a prelado nome Maria levrao una
caixa pequea do madoira oleada de verde j
a tinta usada c um assafate pequeo do Por-
to cem porcao de roupa de seu uso ; o prolo
temos signaos srguinlcs; do nacao ia mon-
dongo estatura baixa corpo grosso ollios
grandes, cabeca a proporcao cabello cortada
somonte alraz pe coco grosso, costas largas ,
pes grossos o largos urna orolha furada em
quecostumava trazer uina rosetinha tem na
frente da cabeca de urna lado ao p da testa o
junto ao cabello urna costura, cor preta nao
retnela maos grossas e clieias do calos de to-
car canda ofllcial do cascavel quo trabalhava
no trapiche do assucar, tem barba smenle na
ponta do queixo e buco do idado do 25 annos,
muito ladino. A preta tom os signaos segua-
les: de nacao Benguella estatura regular, cor-
po secco e espigado olhos amortecidos princi-
2Vendem-se superiores lijlos de rnarmo-1 plmente quando falla; as fallas muito bai-
xa peilos pequeos rosto descarnado rua-
Caes altas, ps seceos c nervosos maos regu-
lares cor preta nao retnela mu bem fallan-
te dentes aparados ; lovou um panno da Cos-
ta vestido de chita encarnada com ramagens
pretas e aberto pola frente corn abotuadura do
clcheles de 25 annos ; em algum lempo ven-
re, de SO a 12 pollegadas em quadros azuos
o broncos com os seus competentes cantos, e
pedrs marmore para mesas de meio de sala e
tremes; a fallar com Jos Saporili, na ra
Nova n. 65, primeiro andar. (6
2Vende-se urna bonita preta de 20 annos,
com habilidades, vende-se por ella nao querer
rnais servir a seus senhores ; na ra da Con-1 deo fasendas ; quem os pegar levo a ra da
rcicao da Boa-visla n. 6. (4 Palma por detraz do Carmo ; e"m casa de Anto-
2Aindase acha5 alguns terrenos para se \ nio dos Santos Ferreira, quo ser gratificado
vendorem, na ra Nova por detraz da ra da ; com 200/rs. (3o
Concordia, quedividem com as travessas do i No da 11 do corrento fugio um casal dY
fallecidoMonteiro e Caldeireiro, com 150 palmos' pardos do lugar do Rolo termo da villa do
de fundo e 30 ditos de frente, por preco corn- Nazareth da Malta freguesia de S. Antonio do
modo ; a tratar na ra larga do Rosario n. 18
2Vende-se bolaxa a 1920 e 3520 rs. a arro-
ba e 70 e 120 rs. a libra sendo a pftaieira
muilo com moda para arranjo do escravos ; o
farinha para bolaxa e para fabricas do chapeos,
a 6/e 9/ rs. a barrica ; na ra larga do Rosario,
padaria n. 18. <
2Vende-se manleiga inglca a 560 610 o
800 rs., e franceza a 720 rs., cha de caixa gran-
de a 1$ o 2300 rs. biscoutos finos franceses
em massinhos de 12 fatias a 2'iO rs. esperma-
celo franceza 760 rs. e americano a 880 rs. ,
velas do carnauba de 7 e 8 em libra a 320 rs. ,
farinha do Maranho muito alva a 120 rs. ca-
f a 160 rs. e muido a 200 rs., toucinho de San-
tos a 180 rs. e do Lisboa a 280 rs. figos no-
vas u 180 rs. superior doce de goaba a 5C0
rs. cevadnha de Franca a 240 rs. lelria a
260 rs. (alharm novo a 240 rs. amendoas
de casca mole a 280 rs. qneijos a 1280 rs. sal
em pancirosa 560 rs. esleirs do Angola a 320
rs vindo do Lisboa a 1600 rs. dito do Cele
a 1280 rs. dito engarrafado a 480 rs. lin-
guicas a 400 rs. cerveja a 480 o a duzia a
0/rs. quartinhas a 120 e 240 rs. uina por-
Cao de louca vidrada tudo por unto a 1lQ rs.
Tracunhaem, do Sr. Capitao Jos do liarros
Cavalcanli Marinho Falcao os quoes teem os
signaos seguintes : um cabra rodo acabocoiado,
baixo grosso born empernado, cabellos pre-
toso urn lano cachiados rosto redondo na-
riz afilado denlos limados anda nao barba,
tem um dedo grande de urn p sem urda de urna
ferida que leve de 24 annos, do nomo Anto-
nio ; uconduz a parda Josefa baixa grossa,
peitos grandes bracos grossos nariz grosso,
denlos limados, cabellos picha!m o vermellios,
ps pequeos e meios torios- de bichos que lo0
em pequea pojada do 22 annos ; quem os
pegar, leve ao dito lugar e seohor que ser
gratificado.
2 No dia 20 do corrente, para amarillecer no
dia 21, fugio a escrava Euzcbia a qual he mul-
to conhocida neslapraca, de boa altura,(grossa do
corpo, roslo redondo o rnuito marcado de be-
chiga nariz chato cor lula ; lovou vestido
branco saia preta por cima o panno proto he
muito regrista; quom a pegar, levo a prae/i da
Boa-vista n 24, que ser gratificado.
PERN j
TYP. DE VI. F.
DE FARIA1844-


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