Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05204


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Full Text
Anno de 1044. Segunda Feira 21
O Diario public-e lodos os lias que nao forem eantincados : o prego d anignaiura
ti Ai Ircs mil rs. por qurtel pgoa adianlados. O m nuncio dos isignintes sao inseridos
rilis. o os don que nao forem raio de 80 res por linht. As reclatnacea derem er diri-
gida iU yp., ra da Cruzes n. '4 ou praga t Independencia loja da lirroin 6 8
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Goi""*,j Parahyba,e;anda3 eextaa feiras.R*p Grande do Norte, chega a 8 a 22 e
le 410- 34,Cab Serinbaem, Rio Formvao, Haoey, 1'orioCalTO, Alago*: no 4
11 o '-'1 lead met. Gsranliun e Bonito a 10 e 4 de caa mez aoa-viita a b'
eiel'j >J. dito. Cidade d Victoria. i[uints feirn.Olinda-lodoi os dial.
DAS DA semana.
21 Seg s. rsula. And. do J. de da 2. t.
11 Terca Mara Salom. Re. aud. do J. da D.da 3. T.
2.1 Quartr s. JnSa Caplslrano. Aud do .1. de 1). da 3 t.
-'1 QuinU Rafael Arcanjo Aud do J de D di 2. t
25 Seita s Chritpim e Criapiniano. Aud doJ. da da 2. T.
i6 Sab a. Erara,'o. Hel. aud do J. da D. da 1. y.
27 Doin i. E'esbo Imperad ir .___________________
i rii'Miwm i" iii ii \\M\im*\\iiVBwnT*svT~7wmmmmmmnmwwmnmmmt9\\'mHi
de Outubro
ludo agora depende de n
liauemoa cozao principiamos a seren
culta,
Atino XX. El. 256.
imoi: da nota prudencia, oderaejio- anergi.: ooa-
entra aa ei mais
ireaoi aponte los coa id.niragao en
(/rciaaukjaa .i.se-Ma ISawd So
.,..>!
Cambio* aobre Locerea -Se 1|.'nom.
ii m Paria 380 rea por franco
x Lisboa I .0 por 10O de premio
ii.cla.i cobre ao par
dem de letraj Je boa firraa 1 porojo
cumio* o DI* 1 ue ouibro.
Our.-Moedade 6,100 V.
i i* i rs.

l.OOd
Pral--ftat '
ii Fesos columianarc*
i Diloi mezicanoa
compra
17,500
17.300
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17,70
17,400
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PllASJSS DA LA NO MEZ DE OUTUBRO.
La chai* a 26 aa 2 luras e il an. da ia i Luaaor a a 1 I s 0 h. 4 _ia. d trJ*.
Minguinl* aja.' hora e i min da Urde Cieosute a S 0s 55 o, d tarde.
Preamar de hoje.
rmilri ioi 20 oin di larde | Segundb 0*9 '' minuto* da larde.
aaaaaaet_mh^___s^aj^jy_
DIARIO
p^a.-wK-.
-
PERNAMBUCO

,.- ..- :. j :.
PORTUGAL.
(correspondencia do times.)
Lisboa, 14 de Agosto.
No numoro das reformas econmicas entra,
em primeiro lugar, asuppresso to Ministerio
dos Negocios Ecclesiasticos e da Justicia, que a
vaga actual dosta pasta permitte lovar-se a efei-
to. Esta medida foi positivamente decretada, e
producir para o Tuesouro urna economa do
16 cintos de ris por anno, abolindo-se os or-
denados do Ministro daJustica, dos Secretarios
e outros Ofliciaes da Repartico. As luncgoes
daquella pasta so annoxar as do Ministro do
linino.o o corpo dos empregados ser i transferi-
do para urna nova Secco da Repartico do In-
terior (l).
Publicou-se outro docroto mu importante,
prohibindoa accumulacao demaisd'um cmpre-
go com ordenado, por qualquer servidor do Es-
tado. He este um complemento necessario da
annunciada doterminaQo de rcduzir 5 por /o na
despeza de todas as Repartieses publicas. Aquel-
te decreto he assignado pela Rainha, e referen-
dado por todos os Ministros, e a economa que
delle resulta anda por perto do 88 contos de
ris por anno Elle ollera os voncimentos do
proprio Costa Cabral, como Concelheiro d'Ci-
tado. Todos os empregados civis, militares ou
eclesisticos, que exercerom dous ou mais om-
prego', devom do fazer opeo do ordenado que
preferirem ; mas de um s omprego. O decre-
to deve tur elToito desde o principio do corrento
me/, (do Agosto) (_). Publicnu-se igualrnento
outro decreto, regulando o periodo, durante o
qual so recebero recursos contra o lancamento
da dcima, e (acuitando a inspecc'io das listas
nos dislrictos do par/, onde cada qual possa ver
em quanto est colloctado o seu nomo na groja
da sua parochia, Ctc. O estado lucra com esta
medida e outras vigorosas restrieces, relativas
exacta cobranca da decima, corea de 600 con-
tos por anno ; e de (acto, ser pouco urgente a
imposicao do novos tributos(3).
Por outros decretos reaes foro abolidos os
corpos de seguranca cm lodo o reino, os quaes
sera substituidos por destacamentos militares.
: ila medida produz urna economa do 38 cori-
tos por anno ( foi nomeada urna cominissao, composta dos Srs.
Florido, Ferraz, Silva Ferrao, e J. J. Lobo,
para investigar e propr os melbores meios de
simplificar o servido do Thesouro, supprimndo
os lugares desnecessarios, e introduzindo em
todos os ramos os mais rigorosos e severos prin-
cipios de economia, tendo em vistas a inmedia-
ta reduegao de 5 por cento na despoza. O Mi -
nislro dirigi igualmente urna portara ao Tri-
bunal do Thesouro, exigindo que se convocas-
sem immediatamente todas as juntas do reino
para completar-se sem demora o lancamento da
decima de 1843 a 1844.
Ao passo que a poltica geral doGoverno he
(1) Na Secretaria da Justica nao existem lu-
gares de Secretarios ; por consequencia esta
emularle deve desapparecer do quadro da eco-
nomia, visto ser imaginaria, assim como a que
so comtempla em outros ofliciaes ; pois em vis-
ta do decroto, ellos passao a fazer urna seccao
nova na Secretaria do Reino.
(2) Por um decreto da Dictadura do Setom-
bro de 36 se providenciou este respeito; s se
permittia a accumuladio das gralificaces, e
aos Ueputados a accumulacao do subsidio com
o ordenado que voncessem por qualquer em-"
prego publico, sendo fra da capital exercido.
(3) O dficit em Janeiro de 1844 ora de mais
de mil contos de ris; logo.ainda sendo exacto o
calculo das economia, niio cobr.'tn estas o dfi-
cit annual, nao moliendo em conta o aecumu-
lado; o ento duvida-se da nao necessidade de
mais tribuios.
(1) Ho lei do Parlamento, sob proposta do
Ministro do Romo Foneeca Magalbaes.
Notas da redacgSo.
i Ilegal e desptica no ultimo ponto, a sua poli-
tica linanoeira nao pode ser asss louvada. As-
sim, anda que Portugal nao tenha mostrado
outra virtude publica senao economia, deve de
| ser louvado em tudo quanto nterossa ao credor
\ ostrangero.
Por decreto real, referendado por todos os
Ministros, Coi adoptada a recoramendaco de
urna commissao nomeada em Abril passado, o
os direilos do tabaco e sabao devem de ser uni-
dos n'um s contrato e arrendados juntos.
O celebro Gonzlez Rravo, primeiro ex-M-
nistro da Hcspanha, chegou finalmente aqui, e
assumiVas funeces do seu cm prego de Envia-
t do Extraordinario e Ministro Plenipotenciario
da Hespanha na corle de S. M. F.
O decreto do destruirn da independencia
do Poder Judiciario, da Univcrsidade o do
exercrto, causou aqui urna sensaQo extraor-
dinaria. E importa elle em substancia nada
menos que o estabelecimento do Absolutismo ;
est completamente extinelo em Portugal o
mais fraco vislumbre de liberdatle : todos os
artigos da Carta loem sidosuccessivamente vio-
lados ; e finalmente o seu mesmo espirito est
anniquilado. A Carta garanta a independen-
cia dosjuizes, a inamovibilidado dos Lentes,
a involabidade dos postos militares, e a pro-
mogao, segundo a graduaco. Alm disto,
leis especiaos asseguravao anda todos estes ina-
prociaveis dreitos doedado, eso um proces-
so crime legalmente perfeito e acabado poda
dostruil os. Todas essas garantios estao nul-
lificadas por cquelle decreto cuja parto mais ro-
voltanto he o seu artigo final, quo diz as-
sim : Fica revogada toda a legisUrao cm con-
trario Assim a palavra de um Ministro
anniqna meia duzia de actos do Parlamenta !
Os jornacs fjllo em organisar-se um novo
partido de opposico econvidao o Duque de
Palmella para pr-so frente d'ello ; mas o
Costa Cabral, avahando exactamente o animo
poltico do Duque, inserio no Corre ib um dos
80US costumados artigos ameagadores, conhe-
cidos como seus pelos numerosos itlicos e tora
insolento, quo os rovestem ; o que effectiva-
mente impedir o Duque de affrontar os peri-
gos da hora.e o (ara partir 8 toda a pressa para
a Franga e Blgica : Se o Duque ousar fazer
talcousa, diz este recto Estadista, perder in-
mediatamente o seu lugar de Concelheiro do
Estado e se arruinar para sempro. (guando
appareceo isto, o Duque apressou a venda dos
seus cavados,o complctou os preparatorios para
a sua viagem. Assim se remover dr> Consclh de
Estado um voto hostil. Outro homem de tem-
pera mui'diferonte, o Viscondo S da Randei-
ra, que perdoo um braco om defeza da Carla,
pega da penna com a mao que Ihe resta, e faz-
so ainda sou defensor constitucional no segun-
to protesto, que foi entregue ao primeiro Mi-
nistro :
Illm. o Exm. Sr.A folha oicial de
hoje, 9 do Agosto, publica Um decreto pelo
qual o Govemo assume o poder de legislar,
quando esto poder pertence exclusivamente as
Cortes com a sancho da coroa, em conformi-
dade da Carta Constitucional da Monarchia.
que o mesmo Govemo reconhece em seus actos
oficiaes como le vigenlo. He pois evidente
que por este decreto usurpa o Governo um po-
der, que Ihe nao pertence. Mas he igual-
mente manifest que nao se pode legalmente
exigir obdecer ao dito decreto; pois que a Car-
ta diz expressamente, que Nefihum cidado
pode ser obrigado a fazer ou deixar de fazer
algumacousa, senao em virtude de lei. To-
nho a honra de ser membro do Corpo Legisla-
tivo, e julgo do mcu dever protestar contra o
dito decroto, o que faco pelas razSes soguin-
tes:1.* Porque he urna usurparlo dos di-
reilos do poder legislativo ; 2.*, Porque he um
attentado contra a independencia do poder ju-
diciario ; 3.*, Porque he um attentado con-
tra o direito garantido pela Carta aos cidadaos
do seretn julgados s por tribunaes legalmente
constituidos, o rio por commisses formadas
pelo capricho d'um Ministro,como se projecta
n'esto decreto ; 4." Porque ello dcstro a ga-
ranta concedida pela lei aos Ofliciaes do ejer-
cito e armada, cm recompensa dos seus ser-
vicos contra D. Miguel; S.*, Porque ataca os
direitos que a lei concede aos Lentes e Professo
res ; 6.', o ultimo porque o Governo aniqui-
lando pelo seu decreto a Carta Constitucional,
pooanacaoem situacaosemolliante aquella que
estovo redusida em 1828 pela deslruicao da
mesma lei fundamental, o mette-so n'uma ve-
reda, que nao pode seguir, senao por meio de
successiva e nterminavel violencia. Ao passo
que cedo dura necessidade de enviar este pro
testo a V. Ex quo adquiri tanta gloria em
restaurar o usarpado Ihrono da Rainha, o
assegurar nac;ao Porlugueza o tranquillo gozo
das instituicoes liberaos, oulorgadas por aquel-
lo grande Principe que como V. Ex. sabo,
ainda no meio das maiores difliculdades do
creo do Porto, nunca separou a causa do sua
Augusta I'ilha da das libcrdades nacionaes,
nao posso deixar de lamentar, quesejaV. Ex.
quein hoje coopere para a restabelecimcnto do
poder absoluto. Dos Guarde a V. Ex. tc.
Illm. o Exm. Sr. Duque da Terceira.
S da fandeira.
Isto esli milito bom, porrn nada vale. Es-
t tirada a mascara; estabelecida a dictadura ,
e cmquanto viver Costa Cabral nao haver
um fragamento de liberdadeern Portugal.
As disposices monetarias do Ministro da
Fazcnda j estao completas para o corrcnle
anno. Elle concluio com a Unido Commercial
urna operacao pola qual deve do roceber 550
contos om moeda e 100 em papel, o ttulos das
trez operaces, sendo esta quasi a ultima da
divida ffuctuante. As rendas hypothecadas em
seguranca sao o rstanlo das que formavao a
garanta do primeiro emprestimo contrahido
com es mesmas partes, sellos, impostossobro a
successo da propriedade, szas, &c. O Minis-
tro j rocebeo a 1.* prestaco de mais de 100
contos do res. Concluio segunda operacao
com o banco c oulros capitalistas, pela qual ro-
cebe 340 contos cm dinheiro de contado em
periodos determinados e 80 contos om moeda
papel depreciada da mesma ospecie que a cima,
dando por garanta urna parto da decima o
outras rondas. Contina igualmente a sua
transaccao com o banco de Lisboa, pela qual
recebo elle, como no mez passado, 120 contos
por mez a 5 por cento, sob a garanta de urna
parto dos direitos das Alfandegas. Esta semana
reccbeoollo aquella somma polo corrente mez;
o assim, despeito da momentnea liga contra
elle, pode pagar todas as classes do exigencias
do Thesouro.
Estamos aqui sem navios do guerra eslran-
geiros e tainbem nao precisamos de nenhum.
Lancou-se ao mar no Porto um novo vapor ,
que he destinado a percorreros diflerentes por-
tos do Norte de Portugal.
O Ministro dos Eslrangoiros Gomes do Cas-
tro fn com a sua familia para o Porto tomar
algunsdias de repouso. O Duque de Palmel-
la foi passar um ou dous das cm Mara, antes
de partir do reino, segundo geralmento so sup-
pe.
John Alfred Tozer, subdilo Inglez preso
por causa da revolta d'Almeida, ha j 120 das,
tem estado quasi sompre to rigorosamente en-
cerrado, que por semanas successivas nao tem
podido obter permissao para passear no pateo
do castello acompanhado por um soldado ar-
mado nao osbstante haver em todas as portas
sentinellas por quein seria mpossive! passar.
Correspondencia.
Sr$. /{dadores Bem presenta eu que a
pandilha praicira tinha planos, o planos gigan-
tescos a executar as eleices de Deputados;
e mcu presenlimento passou a certo/a, quando
vi quoelles contavao como um triumpho a de-
signacao da igreja do S. Pedro para a reuniao
do coilegio desta cidade. Denuncio pois Per-
uambuco e ao Brasil inreiro mais urna infamia
dessa pandilha tao a por meios llegaos e criminosos, e grif depoi*
quo leve por si i opniao publica, l'ma ques-
t5o tem de ser apresentada no dia 21 do corren-
te no coilegio do Recife, por meio da qual ul-
trapasse a pandilha lodos os limites do honesto
e da decencia depois do assassinar a lei; e co-
rno conta urna maioria cegaja proclama a vic-
toria He essa que-tao que as lisias para Do-
putados nao sejAo assignadus pelos Eleitorcs o
que conseguido os salteadores das elein5es fa-
rao substituir essas por outras, durante a noite,
o n'uma igreja quo fica a sua dsposicao e as-
sim ohlor urna votacao serrada noscoripheos
da pandillu deixnndo ludibriados todos os vo-
lantes entre os quaes, mesmo do seu lado ,
homens ha que nao volao como cscravos na cha-
pa empingida polos coriphens. Pernambuca-
nos, es ah o que he a praia! E dar-se-ha rnai-
or audacia, maior escndalo e patifaria ? E
so n3o fra com esse sinistro intento para quo
quereria a pandilha essa medida, alias contra o
que sompre se tem pr?licado deaccordocom o
decreto de 26 de Marco de 1824, 7." do capi-
tulo 9., que expressamante prohibe com im-
posicao do penas, que se vol em certos paren-
tes ? Conscguindo ella isto, todas as cautelas
da lei (can burladas, nem aquella disposico do
citado decreto nem a da revisan das listas na
MunicipalJdadc pcrmiltida pelas instrucedes
de 4 do Malo de 18*2 pdem toreffeito deuti-
lidade ludo rer urna burla, o scrao Dcputa-
do quem o Sr dos praieiros quizer. Alerta,
Srs. Eleitorcs, vos todos que vos no curvis ao
vorgonhoso dominio de ninguem;]vs que que-
ris que o vosso voto seja valido e tenha o seu
devdo clet, nao vos deixeis burlar por modo
to indigno, assigna as vossas listas, trans-
tornai o plan > infame que vos denuncio, om
quanto me ponho a pista de outra palifaria;por-
quo so a pandilha nao dorme, tambem nao a
perde de vista o Inimigo da anarchia.
Piibiicacao a pedido.
Freetrade, and sailor's right.
Liberdado dos praieiros, o o direito dos ratos.
Fitiro os irmaos Terceiros do N. Sra. do
Carmo a festa da sua Padrocira na terca feira
15 do corrente, e espalhou-se que havia urna
grande c esplendida mesa para os convidados 1
A palavra mesa soou harmoniosamente as tocas
da praia, c as ratasanas todas uinxran r-apoia-
do, apoiado fra, lora baronistas (e baronis-
tas era..) os d nos da festa) =eia, mous (ilhos,
avanca, gritava um ralao de rabo muito com-
prido, a mesa deve ser nossa, devoser do parti-
do nacional, ella = (ora baronistas. = E eis
que um tropel de ralos molhados invadirao a
igreja,todos com um distinctivo vorde e amarel-
lo sobro a orelha esquerda com este moto no
centro = Liberdado dos praieiros, e direito dos
ratos: freetrade, and sailor's right = grimpo
com a maior gentileza pela oseada do consisto-
rio, e qual trepa riba, qual escudas deita, pe-
los ps da mesa, pelas cadeiras, foi tudo urna
barafnnd. nmn desordem _s Chama o gato :=
dizem o Delegado e Subdelegado da confraria.
Qual gato, nem meio gato, guinxava um ratao
mui magro, pellado e desrabado, como quem
havia j escapado de muitas ratoeiras, qual ga-
to, nem meio gato ? Emquanto aqui houve-
rem osanimaes deredinha, ninguem mais to-
ca em cousa alguma. Apoiado, apoiado,
guinxrao lodos = fra baronistas. = E, como
j cu disse, baronistas cro os donos da fosta,
quo havio preparado a mesa, e collocado sobre
ella urna rica e primorosa urna de precioso mar-
rasquinho, qual atirando-se famintas o s-
denlas essas ratasanas da praia, em um momen-
to a mesa, a urna, tudo licou enxafurdado o
incapaz. Al que por fim, tendo-se espantado
o gato, algueru foi pesando do rato desrabado,
o atirando com elle pela porta fra ; mas tudo
eslava j perdido, e para ninguem mais servirn
nem os doces da mesa, nem o marrasquioho da
urna.


Eis a pintura exacta das eleicSes de alguns
coiiugios, ein que provakceo a liberdade dos
praieiros, e o diretto dos rato$ : freelrade, and
sailor's righl II ...
msccllanea.
CARTAS SOBRE A AMERICA DO SUL. (*)
O bloqusio do Prata.
15o romper as hostilidades : o Sr. Lo-Blanc
conlava tao pouco com a resistencia, quure-
gressouao Rio de Janeiro, deixando adirecco
do bloqueio a um simples Capito-Tenente.
Mas para logo conlieceo-se que se havia com-
promettido inconsideradamente sobre a fe de
alguns inimigos de Rosas, que o tinho repre-
sentado como un i/runo i inmundo e des prezivel,
de quema Conledorago s aguardava a oppor-
tunidadedo libertar-se ; e precisamente o con-
trario Coi o que occorreo Os Governadures das
quatorze provincias da Confedoraco puzorao-
se disposico absoluta do Presidente de liue-
nos-Ayres, approvando plenamente a conduc-
ta por elle observada ; e o povo argentino Ibo
delegou unnimemente poderes extraordinarios
e Ilimitados. Rosas, que nos tinho pintado
tao fraco e tao umversalmente detestado, nao
se commoveo com as nossas antearas, o tran-
quillo esperou pelo destecho. O que fazer en-
tretanto? Mas que tarde ja era para rocuar ;
sem o sabermos acbavamo-nos empenhados
n una guerra insensata, quo nao estavamos eni
circunstancias de sustentar dignamente, por-
que n8o a tinhamos previsto. Foi ento que
alguns proscriptos Argentinos se organisrao
em junta instituindo-se, de sua propria au-
toridade, legtimos representantes da Confede-
rado. I .avalle acabava com efleito de crear em
seu nome um batalho, que veio a ser a base
de operaces dos nossos agentes.
Acooperacao de Rivera ea do General La -
valle, que se olTerecia a passar o Uruguay para
sublevar as provincias argentinas, tornro-so
indispensaveis nocaminbo a quo nos haviao ar-
restado a impreviso e o despeito. Desde esse
momento, por6m o bloqueio nSo teve mas
por objecto a reparacao devida nossos compa-
triotas prejudicados, mas sim o nicamente a
queda e exterminio de Rosas; como inimigo
commum.
No entretanto, nao podendo saber ainda o
Governo do Rei o mo passo que se aventura
rao nome da Franca, fez constar sua appro-
vafo conducta douosso agento ; e o Sr. Bu-
chet Martigny foi enviado para desempenhar as
funeces de Cnsul Geral em Buenos A y res ,
em logar do Sr. Roger.
Talvez que, se o Sr. Martigny e tivesse decla-
rado, no momento de ser assignada a sua no-
meacio que, durante o lempo em que resi-
di como Cnsul na America do Sul, nao co-
nhecra a questao do Prata senao pelas relac,oes
parciaes dos refugiados Argentinos que por
si mesmos bavio mallogrado suas empresas de
guerra civil ou seus panos de reforma ; tal-
vez, digo, que o Governo tivesse mudado de
resoluco a seu respeito. Ja no anno prece-
dente ein sua passagem por Buenos Arres ,
o Sr. Buchet Martigny nao teve um acolhi-
inento inuito cordial ra parte do Presidente
Rosas, que sabia das intimas relac,oes deami-
zade, em quanto esleve na Bolivia, entre o Sr
Martigny e o ex-Governador Rivadavia, o mais
ardente inimigo da poltica argentina.
J tinha portanto o nosso Cnsul quando
chegou a Montevideo estabelecido all a sua
residencia.
O General Lavalle, acreditado por nos, ti-
nha passado o Uruguay. Precisou de dinheiro
para levantar cavalbadas, e parancrutar pro-
selytos; e os nossos agentes Ih'o derao promp-
tamente. Entretanto nada Ihe sabia bem.nem
proclamadles, nein dinheiro, tem combates.
, cousa singular quanto mais estrepitosos
erao seus re ve/es tanto mais exigente se lor-.
nava a Junta Argentina para com os nossos
Cnsules, o exagerava assuns pretoneocs. Dt-
zia-se que, se Lavalle nao fura bem succedido,
era porque nao tinha sido secundado pela nos-
sa marinha ; isto he que a Junta quera que ,
em vez de preparar posii.oes para Lavalle Ira-
var a peleja e em lugar de dspr os navios do
bloqueio para salval-o em suas retiradas preci-
pitadas, como o fazio nossos marinheiros, pro-
movessem elles mesmos a guerra,bem enten-
dido, debaixo das ordens de Lavalle E era
este o enthusiasmo que devia acolher nossos al-
liados em sua entrada na campanba ? erao es-
tes os triumpbc-s promettidos como lacis ? ...
O proprio Rivera, nosso auxiliar natural n'esta
empresa inconsiderada contra Rosas pois que
a nossa marinha o flzera senhor de Montevideo;
Rivera recusara unir suas torcas s de Lavalle ,
ape/ar do dinheiro que para isso recchra do
Sr. Buchet-Martigr y.
(*) Vide Diario o*. 22G.
Como podiSo nossos Cnsules illudir-se an-
da com a hoa f d'esta faeco quo proclamava-
se partido americano ? E depois de urna expe-
riencia to funesta como nao queriao elles
comprehender que urna causa que para tr
bomexlo, consonto em opoiar-se na interven-
cao ostrangeira, hesempre urna causa impa ,
condemnada de antemao ?
i mombros da Junta Argentina que nao
viviao nein intrigavo, seno por meiodoou-
ro da franca, recorrerao desde logo noticias
falsas para palliar a Iraqueza da influencia de
que dispunho para a causa commum. Redi-
gro pomposos holotins de victorias; mas,
vindo inmediatamente os factos desmentir a
assercao foi preciso recorrer expedientes
enrgicos para azer errar a opinio sobre os
clculos de Rosas.
( onservro correspondencias com Buenos-
Ayres, quo resol vro aproveitar para o sucecs-
so do seu plano. Alguns estrangoiros, Linche,
Oliven, &c, fazio parle do urna conspiracSo
que so urda contra Rosas, mostno em Buenos-
Ayres: denunciados por via de Montevideo ,
for5o'uzilados. Estas execuroos servir> pa-
ra representar a Rosas como um monslro furio-
so, que todas as nacoes tinho interosse em
destruir. Ouem lo entretanto quo denunciou
esses desgranados'.' Depois o soubemos.
Constava que o Presidente da Cmara dos Re-
presentantes em Buenos-Ayres, o Dr. Maza ,
era afTecto llosas; mas seu filho consprava.
Uenunciro o pai pelo filho. E d'onde partir
a dolacao que fez perecer a ambos ? De Mon-
tevideo A impronsa repetio com indignacao
que Rosas ja nao poupava ncm mesino a velhi-
ce, nom a adheso. Pacheco o melhor e o
mais fiel dos Generaes de Rosas nao escapou
igualmente urna morte certa, senao pela con-
fianza que a este ultimo elle inspirara. lina
carta quo Pacheco escreveo a Lavalle, para tra-
tar do sua delecoo, cahio as mos de Rosas.
Knti'io eslava aquello frente do exordio em
presenca do Lavalle: Rosas nao o mandou as-
sassinar, nem tao pouco o demittio do com-
mando, o Pacheco ganhou urna victoria assig-
nalada. Rosas enviou-lhe a carta interceptada ;
o General ficou mudo do astombro : a carta
era urna obra prima de falsificarlo em escripto
privado-
Um derradeiro fado far vCr todas as luzes
qual o systema de cooperacao que nos oflerecia
o partido unitario nosso alliado as diver-
gencias que tinhamos com Rosas. Algum
lempo depois da conclusao do tratado Mackau,
o Almirante Dupotcl foi trra para informar-
se da situaco de nossos compatriotas em Bue-
nos-Ayres. L'ma caixa de medalhas vinda
da llollanda, Ihe foi remettda de Montevideo
com endereio a Rosas, grande amador da nu-
mismtica. Esta caixa, bem marcada e cui
dadosamcnle fechada era simplesmente urna
machina infernal, confeccionada em Monte i-
li.i. Felizmente para o Almirante e para Ro-
sas quo abrlrao-a esta peca homicida nao
tinha podido conservar o vigor das molas du-
rante toda a viagem ; c por isso a exploso nao
fui immediata. He bom que se saiha que o Al-
mirante era enlao em Montevideo tao detesta-
do como Rosas, em consequencia da entrevista
que havia conccJido ai Governo Argentino
bordo da corveta anglo-arnericana Acteon; en-
trevista que preparara a solucao de nossas dif-
ferencas. Noto esta infamia porque se conhe-
ce o seu aulor e os seus cmplices.
Eis-ahi pois os alliados de nossos agentes ,
e os que o Sr. Thiers teve a imprudencia de ,
em plena cmara, chamar alliados da Franca.
Todava, no meio dos graves interesses que
estavoem pgo, nossos Cnsules nao tinhao se-
quer lentado subtrabr nossos residentes em
Buenos-Ayres aos perigosque os ameacavo de
continuo nosciodc una cidade inimiga. Es-
tavao portanto merc de urna populara furiosa
que nada houvera tanto desejado como saciar
sobre elles sua vinganca patritica se Rosas
mesmo, a quem movamos urna guerra pessoal,
nao os tivesse tomado mb sua proteccao. So ,
nao obstante, algum d'elles fosse assassnado ,
havia a melhor disposico em Montevideo para
tirar pretexto d'isso a fim de excitar a vinganca;
mas nao decerto com a intenco de preve-
nir semelhantes desgracas. Os jornaes em
Franca nao deixavao de registar a opinio do
nossa populaban em Montevideo sobre esta guer-
ra ; mas abstinho-se de declarar qual era a de
nossos residentes em Buenos-Ayres.
Comlu io erao estes os nicos que teriio di-
reito de fallar porque era por elles que a
Franca intervinha. Mas nao se pensava j nos
motivos da guerra ; cuidava-se smente nos
muios de perpetual-a : nao erao j os interesses
de nossos compatriotas, senao os de Montevideo
que se tinho em vista.
Isto se fez muilo bem ver ao Sr. Dupotet,
quando veio substituir ao Sr. Le-Blanc no com-
mando da esquadra. Durante o bloqueio, um
contrabando muilo activo s< tinha organisado
no Prata, e provia Montevideo d.js productos
que o commercio nao podia r buscar a Buenos-
Ayres. Este contrabando renda lucros enor-
mes e a todos faza conta, excepto Franca.
O bloqueio tornava-se urna irriso, logo quo
noobtinha em resultado impedir toda a com-
muncaco com a provincia bloqueiada. OAl -
mirante tomo'u com tal acert as suas medidas
que o contrabando veio a ser impossivcl. I'oi
ento quando conheceo-se em Montevideo que
o bloqueio nao so destinava k cobrir urna espe-
"culacao de contrabandistas e todas as furias se
desencadero ao mesmo tempo contra este des-
gracado Almirante, que assim atraicoava a causa
commum para cumprir seu dever Nossos Cn-
sules, contrariados em seus projectos, deixarfio
censurar o at ajudro os clamores. Anda
mais: procurou-se abertamente subornar em
seu nome os marinheiros da armada, e provo-
cados deserco. Teve entao lugar contra o
Sr. Dupotet urna conjurado de diffamagdas e
calumnias, deque a imprensa franceza to in-
consideradamente se fez cmplice n'essa poca
(ainda que depois dsse publica satisfacao um
dos mais dignos representantes de nossa mari-
nha ). Esta conjuradlo tevo por desfecbo
conduzir o Sr. Barao de Mackau as margeos do
Prata. M
A' suachegada Montevideo, o Sr. do Ma-
ckau vio-se accommettido de petigoes e visitas de
todas as classes.Os Francezesda margem direita
lhedirigiro um memorial,em que dizio isto:
'orinis longe que esteja o termo d esta lucia fu
tal. achamo-nos dispostos a vel-a prolongarse
indefinidamente, #c Que singeleza! Esta pro-
longacao era piecisamente o que so quena em
Montevideo, e lodos fizero quanto foi possivel
para tornar intermioavel urna guerra to pro-
ductiva.
O Almirante nao teve difficuldade em domi-
nar todas estas influencias, deslindar tolas as
intrigas, e collocar-so cima de todas as paixoes.
Escutot com paciencia a todo o mundo, e todo
o mundo se oppunha a que elle seguisie para
Buenos- /yrts sem ficar suficientemente ins-
truido. Mostrou-se fri, impassivel, e nin-
guem pode advinhar a resolucSo quo tinha to-
mado, ou a impresso que havia recebido, atra
vez da nobredignidade deseu porto, edistinc-
cao de suas maneiras.
Mas, quando se soube em Montevideo que el-
le tinha tratado com Rosas, lovantaro-se altos
gritos, antes de reconbecerem-se as bases do
tratado. Pois quo em todo o caso o tratado de-
via ser criticado, nao deve admirar que gritas-
sem ainda mais forte quando conhecrao os seus
pormenores.
Por largo tempo os jornaes de Montevideo
ennegrecro suas columnas com injurias e in-
sultos : nao se respeitava nem a honra do nossa
marinha, nem o Governo Real, nom o proprio
Rei. Quanto ao Sr. de Mackau, elle foi ainda
mais maltratado do que o Sr. Dupotet.
Todas estas infamias forao mercadejadas em
Franca, autorisadas pelo silencio significativo
de nossos agentes. Um Sr. Varella, membro
da Junta Argentina, redigio um longo folheto ,
recheado de extravagancias o necedades, contra
a convencao Mackau. Esto Mhelo, ultrajante
para o Franca, obteve a approvacao dos amigos
de nossos Cnsules, e at os Delegados da popu-
lacio franceza do Moutevido se atrevrSo pro-
duzil-o na Cmara dos Deputados(') Desde en-
to as folhas da opposico julgaro praticar urna
aeco patritica franqueando suas columnas.so-
bro osta questo,nicamente s correspondenci-
as de Montevideo, redigidas todas por eslran-
*geiros, e concebidas no esperito que dictara a
broebura do Sr. Varella.
Esta broebura contem, com tudo isso. um
documento precioso : be a convenci celebra-
da pelo Sr. Buchet Martigny com a Junta Ar-
gentina, em nome da Franca, para a regulacao
de nossos negocios no Prata. Nao carece dizer
que esta convencao merece toda a admiracao
do Sr. Varella : difiere do tratado concluido
pelo Sr. de Mackau em estipular de mais a que-
da de Ros .s, e de menos os interesses de nossos
compatriotas prejudicados Em quanto a in-
dependencia da Banda Oriental, reservada pelo
Sr. de Mackau. os signatarios da convenci nao
julgaro dever fallar n'isso.
(Cbnnuar-s-na.)
Assucar Nao houverSo transacc5es durante *
semana, liaveodo pouco do velho.
Algumas cargas enlradas do novo ob-
tivero de 2,400 a 2,600 a arroba do
branco.
Algodo As enlradas teom sido regula res, o
as vendas a 4,600 a arroba.
Couros Sio oflerecidos a 120 rs. a libra.
Azeite do Mediterrneo Vendeo-se a 1,750
o galo.
Bacalho Nao bouve entrada alguma, e nao
existe nenhum no mercado, nem
mesmo relalho.
Carne secca Enlrou um carregamento do
Rio de Janeiro com 10,000 arrobas,
do qual se tem vendido melado a 4
rs. b arroba, havendo em deposito
nesta dala nicamente 5000 arrobas.
Cha bysson Vendeo-se a 1,800 a libra.
Chumbo de municao dem a 20,000 o quin-
tal.
Farinha de trigo Nao houverao entradas, e
mu poucas vendas de 9 a 19,000
conforme a qualidade antiguidade.
Gonebra em botijas Vendeo-se a 3,200 rs. a
duzia.
Manteiga dem de 345 a 360 is. a libra da
franceza.
Milito dem a 2,880 rs. a sacca.
Passas dem a 4,800 a caixa.
Sabo amarello dem a 106 rs. a libra.
Sal cstrangeiro dem a 950 rs. o alqueire,
oflorocido.
A presente semana foi de poucas IransaccSes.
linlrrao 8 embarcages, e sahiro 11 ; exis-
tem no porto 28, sendo 1 i brasileiras. 2 bes-
panholas, 7 inglezas, 4 portuguezas e 1 sarda.
Movimento do Porto.
COMMERCm
PRAA DO RECIPE, 19 DE OUTUBRO DE 1844.
ftvista mercantil. N
Cambios Tem regulado a 25 d. por 1,000 rs#
(*) Esta broebura era to injuriosa para a
Franca que um Oflicial de nossa esquadra jul-
gou dever fazer ao Sr. Varella a honra de urna
refutadlo victoriosa e peremploria. Esta refu-
tado foi publicada em Buenos-Ayres : conli-
nha trechos tao positivos argumentos lo for-
maes e evidentes que a Junta Argentina deo-
se por batida, e nunca mais renovou por este
lado as suas tentativas dediflama^o.
Naoios entrados nodia 18.
Liverpool, 51 lias, brigue inglez Elixabeth ,
de 229 toneladas.capito James Gutberidge,
equipagem 12 .carga farinha : a Jones Pa-
tn & C.
Aracaty; 19 dias, sumaca brasileira S. Cruz,
de 74 toneladas, capito Manoel de Si, e-
quipagem 10. carga algodao e soa: a Anto-
nio 'ugusto da Costa Guimares.
Londres; 49 dias barca ingleza Jeltn Jovt ,
de 266 toneladas, capilo George Beileraig,
equip8gem 14, carga lastro: a Russell Mel-
lon & C.
Ichaboe; 29 dias, galera ingleza Kuagnston,
de 138 toneladas capito I llompson, e-
quipagem 21 carga guana : ao capio.
Navios sahidos no mesmo dia.
Barcelona; brigue hespanhol Cornomeler, capi-
to Jacinto Hombravella : carga algodao.
Pbiladelphia; brigueescuna americano Cum-
berland, capito Antonio Philippe : carga
assucar.
Sumatra; gelera americana Carolini Augusta,
capito Winne carga a mesma que trouxe
de Boston.
Navios sahio sahido no dia 19.
Una; hiele nacional 5. Antonio Flor do Mar,
mestre Thomaz Gomes de Almeida : carga
varios gneros.
navios entrados no dia 20.
Porto; 48 dias, brigue porluguez Importador,
de 312 toneladas, capito Jos Francisco
Carneiro equipagem 24, carga varios g-
neros : a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Passageiros o Brasileiro Manoel Jos Ro-
drigues Brazao e os Portugueses Tose Ma-
ra Percira, Joaquim Francisco da Silva,
Antonio Jos Gomes de Brito, Joo Anto-
nio de Carvalho Joao Pinto, JosGoncal-
ves Jos Antonio da Cosa, Francisco Jo-
s Rodrigues Bastos o Rev. Antonio Joa-
quim da Conceicao e Silva, Antonio Jos
Lopes, Joa Lopes Ribeiro, Daniol Pereira
Braga, Francisco Jos Lardoso, Jos Fer-
reira Cazado e Lino Pinto Leal.
Parahiba; 22 horas, hiate nacional Purtsa de
Mario, Mestre Antonio Manoel Alfonso ,
equipagem 3 carga loros de mangue.
Liverpool; 52 dias, barca ingleza lidteard
Hoyes, de 213 toneladas, capito Golbert,
carga fazendas e plvora : a Diane Youle &
C.
Liverpool; 45 dias, patacho inglez Mensageiro,
de 155 toneladas, Mestre Ch. Larbaustem ,
equipagem 9, carga varios gneros.
Declararn.
2 O Sr. Engenhciro em Chelo das obras publi-
cas da provincia em virlude de outorisaco di
Presidencia em 30 de Setembro prximo passado
manda fazer publico quo se vender por esta
repartico quem mais der nos dias 19 21 .
e 22 do corrente urna porco de maleriaes do
pedreiro e carpina que se achao depositados na
ponte dos Carvulhos avaliados em 4oj000; cu-
ja rclaco sea presente aos pretendentei nesta
repartico; sendo vendido tudo em um s lte.e


>* XI
o
ob a condiclo de ser entregue ao comprador | 20 briguo LeSo, forrado da cobre e de
!~zo que et* nresflntn documento de. ter reco- prirneira marcha dove obelar do Ass por es
i'hido Thesouraria Provincial o importe da; tes seis das, e seguir, 2itmrai\dpai8, pira o
compra, recebendo os objectos no mesmo lu- Rio de Janeiro ; .-ecebo nicamente eslavo; ,
car do deposito. Repaaticao das Obras Publi-| frete : a quom .convier, dirija so a Gaud.no
caS17deutubrodel8'f.OKscripturario '
Joao Baptitta de S, (^
PUBLICADO LITERAR U.
O PERNAMBUCANO.
Synopst dos artigos comidos nos nmeros
queteem sahid>lut.
N.'l.
prospecto. Eis que se erguo maisum filho
di improma pornamhucana No meiod) tu-
multo la poltica, abro elle o olhospira ver,
asuca o ouvidos pir > ouvir, e vai lambem tal-
lar nos negocios da Patria. O Pernambucano
n3o tra/. encommenda alguma. nom tracara
programma ; sem tomar contas a alguem por
culpas passadas, e limittando se s ao presento,
fallar como entender, segundo o que lor ven-
do o ouvindo. E tal he a pureza de suas inten-
coes, que elle convida a todos quantos llie fize-
rom a honra do o ler, para que o desminto,
quando assoalhardoutrinas falsas; que cub.'ao-
riD do invectivas, quando se desusar da docen-
cia, ou quando embar o povo para especular
com elle.
__O que significSo opposiciontstas e gover-
nittas?
A dissoluco da Cmara [ emporana.
__Escolhos quecostumo apresontar as oxa-
geracos dos partidos.
Em que he que os escriplos peridicos hao
contribuido para o nosso melboramento ?
_ O voto nacional.
N.2.
O Governo Representativo, e a imprensa.
__O que he a Cmara dos Depulados, e o
que devo ser.
__A constituyo pralica do Brasil (poesia).
N.3.
__Origem das nossas perturbacoes,
Rdueacao do povo.
__Mantor as relacoes de commercio he um
dos meios de progresso.
Fluxo e refluxo das eleices.
N.M.
__O Pernambucam (artigo de fundo).
__Ainda a educac3o do povo.
__Qual be o melhor systema eleitoral ?
__VariedadeI-amentacoes politicas e re-
ligiosas do Abbad do Lamonnais (extracto).
* N 5.
__O Pernambucano (artigo de fundo).
Em que consiste o verdadeiro piogresso ?
__\ verdadeira igualdade bo obra do cris-
tianismo.
__Negras para os Eleitores, traduzdas das
obras de Sir Richard Fbillips.
N6.
__O systema das transaccoes he o cancro da
Mciedade.
Toda a soioncia humana, que" nao tem por
base a Relig'o, be ftil e do nenhum valor.
Curta !. a cerca da agricultura no Rra-
sil, o especialmente em Pornambuco.
__Extracto do urna carta de um Inglez, fa-
bricante de assucar, sobre a cultura doste pro-
ducto no Brasil.
Varicdado: vantagens da pobreza.
N.7.
__O positivismo do nosso seculo.
Litteraturao estudo da grammatica e
da lingoa nacional.
Variedadea vida privada.
__Noticia scientifica : a voz de Israel.
N.8.
__ A fraudes eleiloraes.
Qual ser o partido nacional ? ^
__Quaes s5o os tyrannos do povo i
_ Noticia scientificaestatistica da acade-
mia francesa.
Subscrevo so para o Pernambucano a .uuu
r8 por cada serie de 25 nmeros, pigos adian-
tados, na livraria da ra da Cruz do bairro do
noc,e n, 56. e na de Coutinlio e Lupes, es-
quina 'da ra do Collegio n. 20 ; onde tamben,
se vendem os nmeros avulsos a 80 rs. cada
exemplar. _________
Avisos martimos.
Agostinho de Barros, na ra da Cruz. n. 06 (6
= Para o Maranho a sumaca brasile ra San-
ta Cruz seguoat odia25do Outuhro.port ral
gu ma carga prompta; quem na inesma quizc.r
carregar ou ir do passagem para o que te n hons
commodos, dirija se ao lado do Corp Santo
n. 25 ou ao Capitao Manoel Pereira de
S.
1 = Soguem viage para os portos doSul, o
Norte, com toda a brevidade duas barcacas
novas e bem construidas por nome Gatvola Mu-
rante e Soco Destino, e quem as mesillas
qnizer carregar, frotar ou ir do passagem, di-
nia-so a seu dono na rua da Cadeia Velha luja
de fazendasde Joaquim Ribeiro Pontes ou a
b^rdo ao p das escadinhas ou (orto do Multo; o
tambem se vendem as mesmaj. (9
1-Parj o Rio de Janeiro seguir breve o ve-
leiropatacho Oliveira Capitao LuizdaPena; por
ter urna parle do seu carregamento prompto ;
quem no mesmo quizer carregar, ou embarcar
escravos.pde entender-se com os consignatari-
os Amorim Irmaos, na ra da Cadeia n i5 (6
Adorte-so aoSr.J.L M que, quando | a venda das rasinhas da ribeira da Boa-vista,
tjfef de Miar a f.,r de algum seo amig,; 0 que partencia a Jos Soarcs P.oto ^"'j 5
" i i i .. r,,i":i. i .de ora cm d ante grandosobrea firma social de
polo fojersom montara honra o a probidad o JJpnto s r,lri. (5
.le quem nunca le.eine.ilo o oflendeo ; na cor- | off*rece-*e umhoinem casado para lei-
tor de algum sitio, olaria ou para administra-
dor do alguma obra do que tem conhecimen-
tirza de que nao sorao as imposturas aleivosas de
S.Me. quj desacro lituin a quem he bem co-
nhrtofdo, nem t i pouco as suas br avatas ate-
inorlsSo ao olTendido.
Leiloes.
1= Por ordem do Cnsul de Portugal n'osta
provincia e para pagamento do frete. e mais
despezas da barca portugueza Firmeza confor-
me as condiciies do contracto de frotamento co-
.ebrado polo Capitao Joaquim do Freitas Fal-
cao se bao de vendor em leilSo publico por
inlervenco do corretor Oliveira, quarta fqira
23 do corrente pelas 10 horas da manhaa, do
carregamento de vinhos que a mesma barca
condu/.io da cidade do Porto, e se acha deposi-
tado n'alfandega d'esta cidade, no armazem da
ra d'Apollo n. 6, a requisito do moncionado
Cnsul, 65 pipas do vinho do Porto o mais es-
pecial, quo a este mercado tem vindo, e os lo
tes serao de 1 2 pipas, ou a vontade dos lici-
tantes. (IG
1 _. Quarta feira 23 do corrente, Bolli &
Chavannes mandars fazor leilo do urna por-
co de arroz, recebida ltimamente do Mara-
nbo, porta do armazem do Bacellar, s 10
H SOCIEDADES
HIL-DKAMATICA
O 1. Secretario avisa aos Srs. Socios que
hoto pelas 6 e meia horas da tardo contini a
sossao do dia 18 do corrente.
=No di i sinbado 19,do corrente, perdeo se
um manda lo c >m reci'o > do n m> imposto; ro-
ga-se a pesso que o achou, que o luja de en-
tregar na ra d;> Cadeia d) Recife n. 30.
i Rap fino Vinagrinko.
Jernimo da Co4a Guimaraes o Silva, deso-
jando elevar o rap de 9ua labrica ao ultimo
grao de perleigao mandou Europa conlrac-
tarcotnl-in perito fabricante a factura do rap
de sua labrica, o qual, logo depon de sua che
gada esta cidade, apresontou o excellonle rape
vinagrinho.
Este rap nao ho preto he verdaderamente
cor de rap: tal ho a sua proparacao, quo urna
oitava d'esto rap espalhada sobre um papel con-
serva por muitosdiasa pouca humidadecom que
he fabricado;accommodado a todas as diflorentes
nalurezas elle uz o seu effeito sem que esti-
mule aos tomantes esem quo osles aofiflo a
repugunancia que custumao a sentir quando
variao para diflorentes qualidades do rap ; as
bobetas, e os dedos nao se ojio com este rap ;
0 seu bom aroma, e tottag as mais qualidades o
tornao recommendavel aos apreciadores de urna
boa pitada: o papel de embrulho he azul, e os
rotlos brancos. O proprielario.tendo em vis-
ta mais o crdito d'oste rap, que os seus inle-
reces.tem resolvido mandar vendel-o as libras a
1 iOO ris, e a prego mais commodo de 5 libras
para cima : no deposito da ra da Cadoia do
Recife n. 50. (26
1R. C Dlon retira-se psra o Rio Gran-
de do Sul. (2
1= Joaquim Paulo dos Santos annuncia ao
respeitavel publico quo est em negocio para
comprar a venda cita no atierro dos Afogados ,
horas da manhaa. (5 portcncenle a Antonio Jorge do Brito, havendo
2 corretor Oliveira continuar o leilo quem nclla tenha a propr aigum coriveniento
cornecado o interrompido da mobilia, &c (qua
si toda em ser) do Dr. P. Thobcrge, e de mais
mobilia nova pertenconto um marceneiro,
que liquida o seu eslabelocimenlo, e que por
isso se vender por todo o proco, consistindo es-
ta em guarda-roupas, marque/.as, sofs, com-
modas, loitos do madeira e de ferro, cadeiras,
e mais objectos, segunda feira 21-do corrente,
s 10 horas da manha, na casa que foi do col-
legio de meninas, principio da ra do Hospi-
cio. (6
2 L. G. Ferreira & C. conlinuarao. por
intervencao do corretor Oliveira, o seu leilo
de farinha de trigo, sondo a maior parto das
rnelhores e mais acreditadas marcas de fogo,
terca feira 22 do corrento s 10 horas da ma-
nhaa, no seu armazem do becco de Manoel
Luiz Goncalves, no Recife. (7
2 Para o Cear. at o dia 28 do corrente.
sabirobem conhecido e velleiro patacho na-
cional Laurentina Brasilea, forrado e prega-
do de cobro ; quom no mesmo quner carregar,
ou ir de passagem. dirija-so ao seu propieta-
rio Lourenco Jos das Nev na ra da Cruz o
64, ou Manocl Jos Salgado. ,J]
, ? Z taCado de cobrt ZI mET "com todos os utensilios para venda :
bf,gT Zm 'no mesmo quizer carregar, ou a tratar na mesma casa, ou sitio. (3
marcha ; quem no. mm ^ ^^^ A| M () scgun(,0 da da casa da rua
,r de passagem, dir |a se r Rosario ^.^ 32 a ,ratar no pnme.-
do Barros na rua ^l \Q P(6 ro andar da mesma casa,
to Jos Luiz da Fonceca, a Doruo. ^
avisos diversos.
3 Francisco de Freitas Gamboa convida a
qualquer joven quesequeira applicar a arte
dramtica recebendo 5# rs. cada noute do re-
presentado, queser pagos puntualmente o
este estipendio augmentar a proporgo da ha-
bilidade o progreco dos novos artistas; os pro-
tendentes, dirijo-se ao theatro publico, das
8 horas da manhaa em diante, a fallar com
Francisco de Freitas Gamboa. (9
2 Do-se 300/rs. a premio sobre hypothe-
ca em alguma preta que salba coser, engom-
mar e cosinhar, fleando os juros pelo o sorvico
da dita negra ; na rua da Conceicoda Boa-vis-
ta n. 9. *
3 Quem precisar do urna muiner, que cose
de alaiate annuncie. [
__Eduardo Augusto Vieira Brando, geral
e bastante procurador de sua av D. Rosa En-
gracia do Santa Mara d'Abreu Brandao. mi
e herdeira do fallecido Alipio Justiniano Perei-
ra, que nosta cidade era vulgarmente conheci-
do pelo nome de Antonio Joaquim Pereira,
tem resolvido vender um magnilico sobrado de
dous andares c sotao, ainda por acabar, na rua
do Apollo, e nove moradas de casas sitas em
Fra de Portas ; quem as pretender pode dr-
gir-se ao hotel de Luiz Victor, na Lingoeta, a
tratar com o mesmo.
l=Aluga-se por prccocommodi urna casa
confronte a entrada do becco do Pombal, na
.l..w... HV. ----------------- II **
queira annunciarpor esta folha para o depois
nao se chamar a ignorancia, ficando assim sem
responsabilidadc aluma ao comprador. (8
__Da-se lOO ris a juros do dous por cento ao
rnez sobre pinhores de ouro ou prata ; na rua
das Trincheiras n. 16. primeiro andar.
__Precisa se de um amassador o do um for-
neiro que sejao pessoas capazes e que desempe-
nhem o seu trabalho; a tratar no recife rua do
Codorniz n. 2.
l=Aluga.se a melado de urna casa a urna
Senhora capaz com pouca familia, no palio do
Carmo n. -2i. na mesma cosa vende se urna lua-
Iha do bretanha lina toda aberta do lavarinto e
um berco em bom uso com sous cortinados. (5
1Tirou-se por engao urna carta do cor-
reio vinda do Porto ou Lisboa com o nom; de
Joaquim Jos Pinho quem for seudono dirija-sc
a rua da Cadeia no Recife loja de fazendas n.
53. (5
=Precisa-sealugar mensalmcnte urna bar-
cassa de 16 a 18 caixas, prompta de ludo para
navegar, quem liver procure na venda da rua
do Colegio n. 17.
2=Um homcm de meia idado e de boacon-
ducta se oflerece a dar licoes, em casas particu-
lares de primeiraslettras.contar.grammatica por-
tugus, e francez, com todo o melindre, por
preco commodo na rua Nova n. 67. (5
2 Casa de commisso de eicravos.
A casa de commisso de escravos da rua Ve-
Ihan lll mudou-so para rua do Rozario da
Boa-vista n. 48. e contina-se a recebor escra-
vos em commissio. (5
2__PrBcisa-sc do meninos de <0" 13 annos,
que nao tenhio em quo se empregar, para ser-
vico de urna olaria, onde se Ibes ensinara
mesma oceupacao, dndose Ibes de comer
vestir proprio deste trabalho, at quo cstejao em
estado de perceber um jornal ; quem pretender
diriia-se a rua do Rozario larga padana n 18.
30 corretor Oliveira aluga a sua cosa e
sitio no Poco da Panella, pelo lempo da festa,
ou annualmente ; os pretenderles d.r.jao-se ar
(4
m 3= Qual quer Reverendo Sr. Sacerdote que
quizer ser Coadjuctor da Ireguezia do N. S. da
Paz dos Afogados annuncie por esta folna, pois
tos, e presta fiador a sua conducta; quem o
precisar annuncie. '*
1 Tela primeira vara do Civel so ha de ar-
rematar no lia '11 do corrente mei, a ronda dp
engenlu. N >vo da Conceic freguexia de S.
Amarodo Jaboalao por um trienio; os pre-
tenderes compareci naquHIa dia pelas *
horas da larde, a porta do Sr. Juu Itodrigues Sel-
le no Atierro da Boa-vista. ('
1 Antonio Alves Vianna embarca para o
Rio Grande do Sul a sua escrava yuiteria .
(rioula de 3- anuos. (*
I Carlos llardey $ Companbia estabeleci-
dos no pateo da matriz de S Antonio n. 2, con
loja de ourives, acabo do recebar um lindo-
sortimento do obras de ouro do ultimo gosto ,
como teji ; transelins para liomem aderecos
paralenbora brincos, annel. allnetes cai-
xas de prata pira rap maracaes para meni-
nos ; na mesma lija sefjizem encommendas do
qualquer qualidade que ellas sejio tanto do
ourives como .lo r-ravad >r. e C Miipromettcm-so
a fazer qualquer obra de bullante de oslo mo-
derno e rateen tambem qualquer concert de
ourives.
1_ Aluga-se urna boa casa para so passar a
Testa capaz de conler grande Tamilia no P-
co-da-panellu defrontc da casa do Snr. Pedro
Jos Carneiro Monteiro ; quom a pretender, di-
rija-so a fallar a Manoel da Silva Neves em
Fra-do-portas. I'
I Aluna-se urna casa terrea na ruada l.on-
ceicao da Boa-vista com bastantes commodos;
o o armasem d > sobrado n. 3S, da rua larga do
Rosario proprio para algum estabelecimen-
to ; o tambem urna casa a margem do rio Ca-
pibaribo ; a tratar no Atierro da Boa-vista com
Adrianno Xavier Pereira de Brito. (7
1_ Avistada falta que constantemente ha
do rap de Lisboa nesla provincia lembra-sa
aos amante; desse genero, nenhuma sensibili-
dadesepde sentir cor.) esta falta, pois quo
havendo nos depsitos de Eslevo Gasse da rua
da Cruz do Recife n. 38, e rua do Livramento
n 13 um rap denominado Princesa meio gros-
so e dito grosso fabricado no Rio do Janeiro ,
o qual j he conhecido por immensas pessoas ,
e pela sua excellente preparaco se tem torna-
do recommendavel e merecido a estima de mui-
tos tomantes pnla seinellianu aquello rap ;
por isso julga de seu dever advertir a aquelles a
quem dito rap nao he conhecido que nao so
acharo boje a venda nos depsitos, como a re-
talho em algumas lojas desta cidade. Jt>
.)_ Precisase de um caiieiro para se llie dar
sociedadoem urna venda entrando com algum
dinheiro; na ribeira da Boa-vista venda ni
Extracto da Gazeta dos '/nbunaes da Itelaco
' do Ro de Janeiro numero 165 de 9
tembro de 18H.
Recorrenles Marianna lhereza de Jess
Siqueira o oulros recorrido Antonio Perrei-
ra: foi relator o lllm. S. kDesembargador Si-
moes; julgou-se haver por subsistente a possa
tomada polo recorrido em toda a casa da ques-
tSo, o ter o mesmo recorrido direito a totalida-
de das cusas: este julgatncnlo foi em 6 de Se-
tembro prximo passado. (10
3 Alfaiale fashiomble.
F.Tempetc, cl.egado recentemente de Pariz,
onde exereco por muitos annos a sua avie cora
teral approvaeao. avisa ao publico desta cidade
que acaba de abrir loja de alfaiale na rua Nova
n 4. aonde se oflereeo para fazer toda e qual-
quer qualidade de falo na ultima#noda, e com
toda a perreicao exigida ; prometiendo as pes-
soas quo o honraren! com as suas obras, de os
servir com o maior esmero, tola a promptidao,
c de forma a deixal-os completamente satisfei-
tos. F. Tem pete far tudo o que estiver ao seu
alcance para obter em Pernambuco a mesma
voga quo soube grangear en. Pariz. Na mesma
loja acha so pannos superiores para casacas, o
um bonito sortimento de lazendas para calcas o
colotes. (U
LOTERA DE S. PEDRO
MARTYft DE OL1NDA.
Nao pode tr lugar o andamento das rodas
desta lotera no dia 10 do correle, em conso-
quencia de existir grande quar.tidado de bilhe-
les ainda por vender; porm lera agora i nial-
livolmente no dia 6 do mez do No\cmbro vin-
douro por assim ter determinado o Exm. Sr.
Presidenle da provincia ou ante* disto se se
vendercm o restante dos bilhelcs. Os ditos bi-
Ihetes acho-se a vendo na rua do Cabuga lojas
dos Srs. Pereira & Guodes e nos mais luga-
res annunciados. ',&
5 = Antonio Alves Vianna embarca para o
2 Os abaixo assignados lazem publico, que n. M.


4
ti... lifi^ "' **"..--*
Precisa-se de um forneiro que seja ca-
paz dedesempenhar bem a sua obrigacjto ; no
pateo da S. Cruz padaria n. 0.
Perdeo-se urna (lauta de madeira branca,
rom 4 chaves amarella de Bebiribe ale esta
praca ; quem a achou querendo restituir, di-
rija-so a ra du Encantamento, armesein n. II
O Snr. Domingos Alves Barbosa queira
comparecer dentro do praso de 3 dias para tirar
o seu rologio que est empenhado por princi-
pal e juros, do contrario ser vendido para pa-
gamento da dita quantia visto j ter sido an-
nunciado varias vezes e lloara sem vigor al-
gum um documento que existo na mo do
dito Sr., assignado pelo annunciante; na ra
Nova n. 6o.
Aluga-se urna casa terrea na ra da Ale-
gra n. 111 ; a tratar na ra da Aurora n. 44.
Aluga-se urna sala propria para escripto-
rlo : na ra do Livramento n. 3.
Precisase de um cont de res na cidado
da Babia ; quem o tiver e queira recebor aqu
igual quantia annuncie, ou dirija-so a casa
de Manoel Jos de Magalhos Basto na ra
do Queimado n. 31.
iCopiSo-so sentencas procossos o qual-
quer papel judicial, assim como outra qual-
quur escripturacao tudo con muito boa lot-
tra, e por preco commodo, e com a maior bro-
vidade ; na ra do Rangel n. 34. 15
i Manoel Jos Machado Malbeiro embar-
ca para o Rio de Janeiro a sua escrava Thoresa,
de nacao Baca.
1Na padaria do areal das Cinco-ponlas ,
d-se pao de vendagem e paga-so bem pago ,
t-into apessoas captivas como forras. (3
1 Precisa-scdc um olllcial de charuteiro ;
eui Fora-de-portas, ruado Pillar o. 118 (2
agencia de passaportes.
1 Na ra do Hangel n. 3i tirao-se passa-
portespara dentro e lora do Imperio correm-
se folhas e despachao-se escravos, tudo com
a maior brovdade e preco muito commodo. ('i
Aluga-se urna escrava moc,a para o ser-
vico de urna casa du pouca lamilia, e faer al-
gumas compras na ra ; quem a pretender, di-
rjanse a ra larga do Rosario n. 20. 5
1 D-so dinheiro a premio com penhoros
de uuro mesmo cm pequeas quantias ; na
ra Nova n. 55. C
1-Aluga-se urna boa casa nacidadede Olin-
da ; a tratar na ra da Cadeia-velha n. 16. ,2
1 Rufino Jos Correia do Almeida embar-
ca para o Rio Grande do Sul os seus escravos
Francisco eJoanna ambos crioulos. (3
2D-se dinheiro a premio da quantia do 1#
a 100# rs., sobre penhores de ouro, prata, mo-
vis fasendas ou roupas boas a pequeos
prasos (excepto osueouro.ou prata.) o-se
lices de msica e de qualquer instrumento
bellico; copiao-se msicas, transportao-se ,
eapropro-se para diTercntes bandas de msi-
cas ou instrumentos ; encarrega-se da or-
ganisaco de qualquer banda da dita tanto
particular, como para qualquer batalho. Com-
prao-se instrumentos bellicos usados, o ven-
dem-se por preco commodo algutis usados, e 1
riquissimoe comple'" jogo de clarinetas, con-
tando urna igual requinta. Aluga-se urna escra-
va, que saiba cosinhar e vender na ra fcan-
coo seu dono responsavel pela fidelidade pa-
ga-se bem o mensalmente ; de tudo so trata
com Francisco Gomes Coelho ou com seu bas-
tante procurador Antonio Augusto Pereira de
ltritc. no pateo de S. Pedro n. 9, das 6 a 10
horas da manhaa e de urna as 4 da tarde. (2o
1 Precisa-se do umeaixeiro Portuguez, de
lSannos, que terina pratica do venda, e de
fiador a sua conducta ; as Cinco-ponlas n. 32
Refrescos para o lempo de rero.
Achao-se constantemente em casa de Sal-
Jes & Chavej no Atierro da Boa-visla n. 26 ,
charopes superfinos demaracuj, limad, ta-
marindos, ginipapo, &c. muito claros e de
um agradavel paladar, pelo aceio e perfeico
com que sao fabricados ; o seu inalleravel pre-
(0 he de S60 rs. cada urna garrafa. (8
1O enuadernador Francisco Antonio lias-
tos, morador na ra de S. Rita n. 88, fa/ ver
ao respeitavel publico e principalmente aos
seus freguezes que qualquer obra que quiserem
feita por ello lia de ser entregue na sua casa;
pois nao so responsabilisa por obra que nao
seja entregue a elle, para nao desacreditar a
sua encadernacao: na mesma casa so vendo
superior tinta preta de escrever, o livros em
branco do toda a qualidado de papel almasso de
sorte e pautas, o abecedarios o bonecas do
goma para escripia; e risco-se livros de toda
qualidade de escripturacao eapara-se papel
a 120 rs. a resma e entrega-so umacustanei-
ra a seu dono (cando duas ne resma como he
do costume ; tudo por preco cmodo, e promp -
tido o asseio : na mesma casa precisa-se de
urna casa na* seguintes, ras do Rozario, Quei-
mado, Collegio, Cadeia de S Anlonio. (19
Vendas
Compras
2 Compra-se refuiaco da obra de Moral
do Bispo do Rio de Janeiro, D. Manoel do Mon-
te por um Lente da universidade de Coimbra;
quem tiver annuncie. 4
1 Compra-se papel para ejnbrulho a 1720
rs. a arroba ; na ra- da Senzalla-velha n. (J0 ,
em Olinda na ra do Amparo, venda n. 7. 3
Vendera-se borzeguins gaspoados para no-
mem o senhora botins francozos para homem,
sapatos do pala ditos inglezos de costura ,
ditos de entrada baixa sapatos da lustro e de
marroquim, ditos de duraque de Lisboa para
senhora e nutras muitas qualidades por pro-
co commodo ; ua ra da Cadeia do. Recife n.
35, deronle do cambio ; assim como caixas do
tartaruga muito fornidas e feilas no Aracaty.
Vendem-se caixas de prata para rap, de
bom Rosto e chegadas ultmente do Porto, por
preco commodo; na ra do Crespo, laja n. 12,
de Jos Joaquim da Silva May.
Vendum-se 3 moradas de casas na ra do
Calabouco-velho n. 5, 6 o 7 ; a tratar na ra
do Hortas n. 11 f o.
Vende-so ou troca-se urna casa de sobra-
do na ra do Arago por outra terrea no
bairro da Boa-vista ; na ra da Gloria casa ao
peda fabrica do Gervasio. 4
Vonde-se urna cabra moca de 20 anoos ,
cose, engomma, cosinha e lava, por preco com-
modo ; na ru. larga do Rozario loja de miu-
desasn. 35.
3V'ende-se cha hisson da mclhor qualida-
do a 250 rs. superioros charutos de todas as
qualidades, bem como regala dos verdadeiros
a 3200 rs. a caixinha ditos meia regala a
*2 rs. ditos da Cachoeira a i500 rs., ditos da
Babia caixas de 200 charutos a 1600 rs. di-
tos da Ilavana a 8? rs. a caixa de 250 cha-
rutos ditos de Manilha e outras mais quali-
dades chapeos de palha do Chile enformados
a 3800 rs. o por enformar a 3400 rs. ; rap Vi-
nagrinho Arela preta, princesa de Gasse e
Vilele ; na ra do Rosario vindo pelo pateo
do Collegio a primeira loja n. 18. (13
3Vcnde-seum bom cavado bastante gor-
do, muito novo, ruco-pedrez carregador bai-
xo al meio muito passeiro e sem achaques ;
nos Afogados ra do Motocolomb n. 28. (4
3 Vende-so urna negrinha de nacao, de
14 annos ; na ra do Hospicio n. 23 at as 8
horas da manhaa. (3
3 Vende-so um pianno novo de ptimas
vosos por preco commodo ; na ra da Au-
rora n. 54 primeiro andar, a tratar na ra do
Trapiche n. 36, em casa dos Srs. Mathcus Aus-
tin & Companhia. (5
3 Vende-so urna preta de 18 annos de
linda figura o com habilidades ; por detraz
da ra do Caldeireiro, ao sahir do Pocinbo, ca-
sa que se vende malcraos n. 4. (4
3 Vende-se urna grade propria para acou-
guc ; urna bomba de despeijar pipas urna ba-
lanca com conchas ludo por proco commodo;
na ra larga do Rosario n. 52. (4
3 Vende-se um escravo de nacao de 30
annos ; na ra do Encantamento armasem de
molhados n. II. (3
3 Vende-se vinho de caj engarrafado, por
preco commodo ; na ra do Queimado casa
amarella n. 29. (3
3Vende-se urna porcao de aieite de peixe ;
em Fra -de-portas vendan. 8'J. (2
3Vende-se um bonito escravo com offlcio
desapateiro, eentendedo servico de campo ;
na ra do Livramento n. 23, primeiro andar. (3
2 Vende-se cobre para forrar navios de
18, 22e24 oncas em porcous grandes e pe-
quenas por preco commodo ; em casa de Me.
Calmont $ Companhia na praca do Corpo
Sanio n. II. (5
Vende-so a venda da esquina da ra Im-
perial n. 2, por precisao com os fundos que
quizerem, ou s a arrnaco ; uns bracos de ba-
larla grandes o pequeos, com conchas e cor-
reles de ferro, urna porcao de caixas vasias
do Poito, urna mesa redonda para meio de sa-
la; a tratar com Joaquim Pinheiro Jacome,
na mesma venda.
1 Vende-se superior vinho de caj en-
garrafado por preco commodo; na ra do
Queimado casa amarella n. 29. (3
1Vendem-se sacas com muito boa farinha
de mandioca por preco commodo ditas com
milho e arroz de casca ; no armasem do Bra-
guez ao p do arco da Canceicao junto a bo-
tica. (5
Vendem-se um tacho grando de cobre em
bom estado, urna bacia de rame tambem em
bom estado ; na ra do Livramento n. 23, loja
do couros. a
1 Vende-se vinho do Bordeaux de muito
boa qualidade, em caixas de duzia ; na ra
da]Senzalla-vclha n. 138. (3
iVendo-so um sobrado do um andar e 2
solos na ra do Fogo n. 17 em chaos pro-
prios ; a tratar na ra estreita do Bosario n.
10, terceiro andar das 10 horas da manhaa
em diante. (5
1 Vende-se um cavallo pequeo bom car-
regador baxo o qual serve para menino ; na
ra'da S. Cruz n. 78. 3
1 Vende-se, ou troca-se urna mulata muito
alva de28 annos, boa cosinbeira engom-
madeira rendeira e faz todo o mais servico de
urna casa por urna negrinha, ou molequode
13 anoos, e se tornar quillo quefor de raso ;
na ra de S. Theresa venda n. 25. (5
2Vendem-se saccas de farinha de mandio-
ca da ierra do superior qualidade, por pre-
Co commodo; na ra da Cruz n. 64. (3
1 Vende-se um sorlmento de toalias de
inlio adamascadas de qualidade superior, sen-
do de urna das melhores fabricas de Prussia em
Allemanha em largnra de duas varas o meia
e em comprimeoto de duas varase meia at 5
de 22 annos
varas com guardanapos e sem ellas ; em casa I bello corrido ,
2fl! 'StL, natua da Cruz n. 40. (7 Mfri na ra c
2Vende-se um mulatinho bom carreiro, ou
para pagem e mesmo para qualquer offlcio ;
na praca da Independencia, loja n. 21, do An-
tonio Filppo da Silva. (*
2__ Vendem-se dous rolos de encerado para
caustico por 2560 rs. ambos ; no Atierro da
Boa-vista loja do miudesas n. 51. (3
engomma sol-
casa de Manoel
Jos de Magalhos Basto no sogundo andar do
sobrado n. 31.
1_ Vende-se um carrinho de duas rodas,
mu levo e elegante, por preco commodo ; na
cochoira da ra das Flores.
Vendem-se dous transelins de ouro
annelao com diamantes, um pai'do argolas
(3
um
2 -Vende-se a vida do S. Agostinho em fran- um alflnete de peito um botao de abertura e
cez, 3v. ; as cartas geograpbicas em forma- 1 co.dao. tudo obra nova, por preco commodo;
to grande e mais oulros livros ; no Atierro da na ra Nova n. o5.__________________(4
Boa-vista n. 54. c* r.______
2Vendem-se saccas com farinha de superior
qualidade por preco commodo; na ra da
Cruz n. 51. (3
2 Vendem-so tainhas do Rio Grande, che-
gadas pelo ultimo navio por preco commodo;
na ra da Praia armasem n. 21. (3
2 Vende-se urna escrava de nacao do 18
annos, engomma bem e cosinha com perfeica >;
um moloque de nacao, de 15 annos, com prin-
cipios de cosinha ; um dito de S annos ; 6 es-
cravos ptimos para todo o servico ; duas es-
cravas boas cosinheiras o doceras urna cose,
borda o faz lavarinto de todas as qualidades ,
todos do-se a contento; na ra Direita o. 3. (8
2Vende-se urna toalha d.j esguiao com
lavarinto a roda muito bem feita ; na ra do
Cabug loja n. 9. (3
2 Anda restao para se venderem algumas
casas terreas defronte de S. Jos do Manguind,
sitas em chaos proprios ; a tratar no sitio jun-
to das mesmas. (4
2Vendem-se barricas com sebo, e couros
miudos, tudo chegado do Aracaty ; na ra da
Cruz n. 26, venda de S Araujo \ Irmo. (3
2Vende-se urna mulata escura de 18 an-
nos cosinha, lava, u engunrna ; na ra das
Trincheiras n. 24. (3
2Vendem-se barricas com farinha propria
para fabricas de chapeos e para bolaxa de 6 a
;.-'' rs. a barrica ; na ra larga do Rosario n 18
2 Vende-se bolaxa muito commoda para
casas de familia de 2# rs. a II patacas a arro-
ba ; na ra larga do Rosario n. 18. (3
2Vendem-se barricas e meias ditas de ex-
cellente farinha; na ra larga do Rosario n. is
2 Vendem-se? s-SOO tenas de muito bom
barro e bem cosidas ; na ra larga do Rosa-
rio padaria n. 18. (3
2Vende-se urna porcao de madeira de lou-
ro em pranchoes e outra serrada costado de
amarello largo urna canoa, nova, pequea,
e um banheiro de amarello novo o bem feito ;
na ra da Praia do S. Rita, serrara n. 23. (5
2Vende-se urna opa para a irmandade do
Santissimo Sacramento por preco commodo ;
na ra de Agoas-verdes n. 102. (3
2 Vende-se urna preta de linda figura ,
muito hbil em todo o servico por ser muito
activa de 16 annos cosinha lava, ensaboa,
tem principios de engommar, he boa compra-
deira de ra e nao tem vicios vende-se por
nao querer servir ao seu senhor ; na ra Nova,
armasem de trastes n. 67, das 6 as 9 horas da
manhaa e das duas da tarde em diante. (8
2 Vendem-se pianos do molhor autor de
Londres e carvo do pedra por preco com-
moo ; em casado Me. Calmont #Companhia,
oa praca do Corpo Santo n. 11. (4
Vende-se um piano novo, de armario ,
muito bem feto e de boas vozes por preco
commodo e se vende a praso ; urna canoa ,
que carrega 1200 lijlos dej alvenaria ; na ra
da Praia de S. Rita, casa do Vianna ou no
Atierro da Boa-vista n. 2.
2 Vendem-se esporas de molas de differen-
tcs modelos ; na ra do Queimado, loja de fer-
ragens n. n. 10.
Vende-se um lambique de Dcrosne n. 3,
completo mas usado : em casa de Me. Calmont
V Companhia, na praca do Corpo Santo n. 11.
Vonde-se mel de abelha a 1600 rs. a cana-
da ; na ra do Livramento n. 22.
Vende-se urna porcao de telhas velhas a
retalho ou por junio ; urna armacao de ven-
da e com todos os seus pertences ludo na po-
vaacao do Monteiro ; a tratar com Joao da Cu-
nha Res junto a sorra da agoa, ou nesta pra-
Ca com Manoel Firmino Ferreira, a travessa
do Queimado n. 3.
Vendem-se duas escravas ; urna do 14 an-
nos e a outra com 18 e com habilidades ; na
ra Nava n. 50 terceiro andar.
Vendem-se 3 pretas de naco, de 18 a
22 annos, proprias para todo o servico, e mes-
mo para quitandeiras ; urna dita de 30 annos,
cosinha, lava e vendo na ra : urna negrinha
crioula, de 14 annos propria para todo o ser-
vico ; um mulatinho de 7 annos por proco
commodo ; na ra das Cruzes a. 41, segundo
andar.
Vendem-se 6 pretas mocas com boas ha-
bilidades; urna dita rccolhida, cose, engomma,
e faz o mais servico do urna casa ; urna dla boa
veodedeira do fasendas e miudesas; urna mu-
lata de 20 annos, cose e engomma; urna ne-
grinha de 8 annos, muito linda para urna me-
nina andar na escola ; 3 escravos ptimos pa-
ra o trabalho du campo; na ra do Crespo n.
10, primeiro andar.
Vende-se mu escravo de bonita figura, olll-
cial de pedreiro ; um dito canoeiro; um dito
oflicial de ferreiro ; um molecao pessa bom
pagem e servo muito bem a urna casa ; urna
bonita mulata de 16a 18 annos, coslureira e
engon.madoira ; urna negrinha de 10 annos;
na ra do Fogo ao p do Rosario n. 8.
Vende-se i""* mulata bastante alva, ca-
Escravos fgidos
Roga-so os capilaes de campo a apprchen-
c3odo escravo Francisco do nacao Cacango ,
baixo tem urna belida no olho direito cabe-
Ca corada de carregar poso o as juntas dos
psestal3oquando anda; levou caifas de os-
topa e camisa do algodaosinho ambas re-
mendadas ; quem o ppgar, leve a ra do Vara-
douro em Olinda n. 3.
No dia 17 do corrente fugio urna escrava
de nome Marcela, de nacao Baca, mas pelas tro-
las o momos parece ser crioula baixa e nao
muito grossa macaos do rosto.altas, beicos
grossos algumas nodoas protas que foro do
bechigas, maos e ps curtos, c os tornozelos
meios grossos; quem a pegar, levo a ra do
Hortas n. 2, que ser rocompensado.
2 Fugiro do engenho S. Cruz (cabeca do
porco ) 3 escravos ; Joao e Getrudos crioulos,
sendo o pretodo 45 annos grosso do corpo ,
fallas mansas ; a preta he baixa, representa ter
35 annos, grossa do corpo ps o maos gran-
des ; Antonio, da Costa, alto, boa figura, tem
urna cicatriz ou signa! de lalho no pescoco ;
quem os pegar, levo ao mesmo engenho ou
nesta praca na ra de Hortas sobrado n. 70 ,
que receber por cada um 40^ rs. de gratifica-
cao. (II
2 No dia 5 do corrente desappareceo urna
escrava de nacao de nomo Filippa levando
um taboleiro com cocos seceos, a qual he ma-
gra estatura regular, cor fula tem entre os
dous denles da Irente da parlo superior um bu-
raco tem falta de cabellos no mciada cabeca,
do carregar taboleiro levou vestido de chita do
palmas grandes, j desbotado e sem estar em-
bainhado por baixo saia de ganga azul, pan-
no da Costa com una cruz branca no moio ,
e as pontas urnas llores tambem brancas, gos-
ta muito de fumarcaximbo o lio muito con-
vorsadeira ; foi escrava do Sr. Joao Rodrigues
Aracangel; foi vista de prximo no bairro ao
S. Antonio e ha alguma desconfianca da mes-
ma estar oceulta cm urna casa para as partes
do covento do Carmo ; portanlo pede-so com
instancia a todas as autoridades policiacs o cri-
minaes, assim como aos empregados do rogisto,
a fim de que se proceda a apprehensao da mes-
ma escrava caso por algum modo venha a re-
ferida escrava a cahir debaixo dn suas vistas e
leval-a a ra da Cruz n. 64. (22
2 Fugio no dia 13 do corrente um preto de
nome Estevao crioulo offlcial do pedreiro ,
de 2o annos alio secco do boa presenca ,
eflr preta, olhos pardos e grandes, nariz aqui-
lino bocea regular rosto comprido e descar-
nado temalguns pannos no rosto o pescoco ;
levou calcas e aqueta branca camisa de ris-
cadode quadros largos ; conserva os ps um
pouco enchados ; quem o pegar, leve a ra No-
va n. 65, a Jos Thoodoro do Sena ou no en-
genho Novo do Cabo ao Sr. Coronel Francisco
Jos da Costa, que ser gratificado (12
2 No dia primeiro do corrente fugio do en-
genho Crussah o escravo pardo do nome Mi-
guel cor nao muito escura alio, espadado ,
bonito sem barba, tem do baixo do queixoda
parte direita duas cicatrizesde marcas de feri-
radas muito visiveis ventas pouco grandes ,
he um tanto carcunda olhar naixo ; quem o
pegar, leve ao referido engenho ou na ra do
Vigario n. 9, que receber 100/rs. degratifi-
caco ; assim como se d 50^ rs. a quem sou-
beraonde esl Jilo oseravo dando urna verda-
peira noticia. (|o
O^'OOO rs. de graliflcacao.
1 Fugio no dia 5 do Outubro de 1S44 pe-
las 9 horas da manhaa um mulato acabocola-
do de nome Cosme, baixo o reorcado do cor-
po representa ter 17 at 19 annos do idado ,
pouco mais ou menos ; levou camisa branca e
calcas de algodoznho trancado com riscas
azues quando falla inclina a cabeca para urna
banda e a bocea da mesma forma desconf!a-se
quo esteja em algum lugar para o mallo a titu-
lo do forro ; quem o pegar, leve ao largo do
CorpoSanlo n. 15.
1 Fugio no dia 16 do corren lo do silio
Cajuoiro urna cabra de nomo Luzia quasi ne-
gra. Anda est sumida a crioulinha do nomo
Maria da Conceicao do 11 annos qucsojul-
ga ter sido furtada desdo Janeiro deste anno ,
he baixa pouco fula, grossa do corpo ; e tam-
bem o inolequo Lourenco, quo se acha fgido a
lempos: quem os pegar, leve ao mesmo sitio,
quesera gratificado.
No dia 18 de Julho do corrente anno fu-
gio ou furlrao urna preta da nomo Joanna ,
de 18 annos, sem peitos, nao trn denles na
frente da-parto superior, nariz e cara toda cheia
do calombinhos de sua trra tem marcas do
custicos nis barrigas das pernas ; quem a pe-
gar, leve a ra do Collegio n. 6 que receber
50 000 rs., de Cypriano Luil da Paz.
Kcibfb w\Ttp. o* MK, pf apia.1844.


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