Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:05201


This item is only available as the following downloads:


Full Text
Auno de 1844.
Quinta Fera 17
v ". :----. .: '.-:. -
O DlB!0|>ubUoi-M lodoa 01 das que nao forera laatifioadoi : O prego d* asiignMur
lt ti trel mil n. por quartel pagoa adianladoa. O annuncioadoa asignantes sao inaeridna
pnAt'l *''" ''!* ''" form :': rs;.So di S c mu llalli. As cln.'.~ii dCvem r diri-
gi,]j MU Typ., ra das Cru?.ea u. ou a praga da Independencia loja de uviol n 3*8.
PARTIDA DOS CORREIOS TERRESTRES.
Gousna.o Parahyba,aeundasB iextaa feiraa.Rio Grande do Noria, chega a'8* 22 e par
te A 40= '2i.Cabo, Seriniaetn. Rio Frmalo, Macej, PorloCalvo, Alagoaa: no i. :
11 -l'lcdada mea. Garanhuna e Bonito a ie _-| de cada met ooaVyista Flor
el t '.:',- .: dio. Culi!- da Victoria, das da semana.
I i Seg s. Calslo Aud. do J. de D. da 2 t.
45 Ter9a a. Tliercza de Jess. Re, aud. do J. de D.da 3. y.
1 QuarU s Marlinlann. Aud do J. de I), da 3 t.
I 7 Quinta s. Ilcduvirgos Aud do J de D da 2. 1
48 Sella Lucas. Aod doJ.de da 2. t.
lll Sal a. Pedro de Alcntara val. aud. do J. de D. da i. 1.
2() Dom a JoiO Cnneio.
de Oh tubro
Atino XX. N. 25.%-




leracAo' ngia: eoa-
rereawa -;
utiil.)
comi.ra venda
Cambio, sobra l| nom, I .j JJ'Jj*
u ,> i'tlls 8 r 19 pul ..

.1 Lisbuo
00 par
Uei* da letras boai firatai i y ir o o
100 47.t)
., gmaaret 1.11 W'i)
PHASES DA LA NO HEZ DE 01 t\ BRO.
Loa otaie a 36 af 2 hjral e it aa, dam a Lua aova a 41 a* 9 b e 4 mo. da tara.
.te liuJ uorea t J tata I Urde |C*M s o 5 ut li lo- I,
Preamar de hoje.

v; -.;- rreamar ce "<'/r.
Primad* 0 horaa amia I- da manu'ta (Segundeas Dhorai 42 r aiiaoloi da tarc
DIARIO DE PERNAM
wtamsrrr ..-._

.

TJC1AL
Governo da Provincia.
EXPEDIENTE DO DA 12 DO CORUETE.
OficiuAo Commandanto das Armas,scien-
tficando-o de tor S, M. o Imperador concedi-
do passagem para o 2. batalhao d'Arlilha.ia
pao Particular Sargento Ajudante do 4." ba-
talbao do Fuziloiros Francisco Xavier Rodri-
gues de Miranda.
DitoAo Juiz de Paz da freguezia de Santa
Mara significando cm resposta ao seu ofTIcio
de 26 do mez lindo que obrou em regra a
Junta parochial d aquella freguezia quando
deixou do comprebender na lista dos cidados o
Bacbarel Jo Francisco Arrudada Cmara;por
isso quo, tendo elle alli chegado no dia 14 do
referido me/., nao contava um mez de residen-
cia na paroebia antes da l.1 reuniao da Junta ,
e nao podia por consoquencia nos termos do
artigo 2. do decreto do 4 do Maio de 1842 ,
ser incluido na inoucionada lista.
DitoAo mesmo, declarando em resposta
ao seu offico de 26 de Setembn (indo, qno
nao podo deixar d'cstranhar o ter S. me. aban-
donado a Mesa Parochial juntamonte com o
respectivo Vigario e dado assim lugar que
nao bouvessom alli eleicoes primarias no dia
22 do mesmo mez; por isso quo se alguem
houve, que pretendeo pertubar a ordem das
mes mus eloicoos, S. me, como Presidente
da dita Mesa compela requisitar auxilio do
ofea armada para consoguir, quo os respecti-
vos trabalhos so fizessem regularmente; quo ,
como nao soja possivel fazer as ditas eleicoes
primarias naquella Iroguo/ia lempo que os
liloitores posso volar na prxima eloico dos
Deputados designa odia 15 de Novembro
prximo futuro para se procodor ellas, segun-
do a qualilicacao, que jase fe ; o que osK-
leitoros. cuja eleicAo se vai assim oporar nao
de vem volar as eleicoes do dia 20 do cor-
rente massomente as outras que houve-
remdeter lugar durante a nova legislatura.
Officiou se a respeitoao Vigario de Santa Ma-
ra e Cmara Municipal da Boa-vista.
DitoA' Cmara Municipal doGaranbuns ,
a parolando a nooieacio, que em officio do 10
do Setembro ultimo participa tor leito do Pe
drodeSousa e Vasconcellos para encarregado
da vaccina naquelle municipio.Communicou-
se ao Inspector daThesouraria das Rendas Pro-
vinciacs.
Command> das Arma^.
EXPEDIENTE DO DIA%5 DO CORENTE
OfficioAo Bxm. Presidente, encaminhan-
do-lhe competentemente informado, o reque-
rimento do Coronel Francisco Jos Martins ,
que pedia trez menea do licenca para ir a cida-
de da Babia com fim de restabelecor se.
DitoAo mesmo Exm. Sr., para que hou-
vesse de propor para demissao ao Governo de S.
M. o I a trez pracas do linha, quo na inspec-
n iU iunf ilfl ade de 30 do me/, p. p. ,* fo-
ro consideradas incapazes do servico.
DitoAo mesmo Exm. Sr., onviando-Iho
o parecor da junta de sade quo julgou necos-
sariosedesso ao 1. Tenonte J. M. do Albu-
querque dous mezes de licenga para so tratar ,
e pedindoa S. Ex. autorisaco para fazer ef-
fectiva dita licenca.
Dito Ao mesmo Exm. Sr., participando-
Ihe, que mandara excluir com guia para o ba-
talbao a que d'antes pertencia, o soldado Do-
mingos Lucas Moreira do corpo de guarda
nacional destacado, considerado incapaz do
servico na inspeceo de 30 de Setembro ulti-
mo. ,
DitoAo Commandante da fortaleza do lia-
marac, accusan.io recebido o mappa dos arti
gos bellicos, oqual devia segundo aclassifica-
cSo estabelecida no n-gulamrnt i do 8 de
doanno passado rei-eber a numeracio de 5, e
disendo-lbe que aguardava as providencias pe-
didas, sobre varios utencis da fortaleza qu e
estavao inutilizados outroi em estado de
concert para quando tivesso do inspjcio-
nal-a.
PortaraMandando excluir com guia para
o batalbao a que d'antci portencia, o sold do
do corpo d'Infanlaria de guarda nacional desta-
cado Domingos Lucas Moreira, julgaJo in-
capaz do servido pela junta do sade em sesso
de 30 de Setembro ultimo..
dem dodiv 4.
OfficioAoExm. Presidente, requisitando
a expedicao desuasordens para quo fosem no
Arsenal de Guerra rocebidos o concertados ,
trinla selins da companhia do cavallaria.
DitoAoCbefo do Polica, sob a apreben-
cao de varios desertores dos cor pos de liaba.
aBiiTaani~r"rvr-
H
ixtrim
"JP
PENAMBUCO.
SESSO DO JURY NO DIA 10 DE
OCTBIIO DL" 1844.
(Continuaco do numero antecedento.)
OSr.Advogadodadefe$a:Srs. Jurados. He
esta a segunda vo/ que encarregado da defesa
do um reo desvalido por conviccao da sua in-
nocencia, tonho a honra de alear a minha dbil
voz neste Tribunal;e por isso cont com a vossa
indulgencia para algumas faltas quo possa com-
metter, ltenlo o meu pouco habito do la.lar
em publico.
He esta, Srs., a torcoira vez que o meu cli-
ente vem barra d'esto mesmo Tribunal car-
regando com aimputacaodo um crimo imagi-
nario, como depois mostraroi. Da primeira
vez, nao chegou a ser julgado porque tendo
aecusador particular que era o Sr. Gaudino
Agostinbo do Barros fora esto (aneado da ac-
cusaco por nao ter comparecido possoalmenle;
por consequencia ficou o seu julgamenlo ad-
diado para outra sessao, em quo foi condem-
nado no gr.io mximo do artigo 263 ; mas ap-
pellando se desta sentenca para a Ilelaco do
dislricto obteve provimento mandando o Tribu-
nal Superior que so procedesso a novo julga-
menlo sob o fundamento bem plausivel de
ter havido con radiejio as resposlas do jury ;
por isso que o mesmo passo quo sssoverou nao
se ter dado fraude da parte do reo, circunstan-
cia que constitue o elemonto ossencial do dclic-
l.) da banca rota fraudulenta, tendo por conso-
guinte refutado o crime como de banca-rota
simples, todava affirmou quo o reo o com met-
iera em fraude dos seus credores. c por fatali-
dade foi condemnado no grao mximo Dessa
decisSo se appellou para o Tribunal da RelacSo
(como ja disse) e vem hoje o aecusado cm con-
sequencia do provimento que obteve appro-
sentar se peranto vos a pedir repara^ao das in-
justicas, o gravamos que tem soffrido ; vm
boje implorar remedio aos padecimentos por
que tem passado e que s a desgraca I he tem
acarretado. Parece, Srs., que um mao fado
persegue o reo; por quanto tendo sido, como
bo evidente tocuriale recta a deciso do Tribu-
nal Superior,que mandou proceder a novo julga-
menlo por q' reconbeceoain|Usliga,eaerregula-
ridadedoprimeiro;comtudo nao quizoministo
rio publico conformar-se com essa decisao, o in-
terpo/. della recurso para o supremo Tribunal de
Justicajconcorrendo assim para que se demoras-
se o final julgamenlo do aecusado o fazendocom
que ellesoTYesss urna priso mais longa ; e tal
vezmesmoquenellatcrminasseasua existencia,
ou pelo menos jazfria na cadea, em quanto
nao descesse o processo do Supremo Tribunal ;
so nao tivesse'o mesmo reo requerido ao Sr.
Dr. Juiz" do Dircito da 2.a vara que fizesse
cumprir o accordo da Relarao : o quo foi fa-
.almao'o Antnriiln o,no orj ltenla a justica da pretencao : mas anda as-
sim o ministerio publico nao se conformou com
esse detrimento, inda assim nosei, se por
despeitoj ou so por eicesso o zelo de sua-;
uncedes, appellou de novo do mesmo defer
ment; portanto vista de ludo isto, he clara
a persoguiao, ou antes o mi fado quo tem
ippfimidu o aecusado.
O fado, Srs. quo deo lugar a oslo" processo,
be bem simples ; eu o exporei em poucas pa-
lavras; a 4e o do Janeiro doanno do 1842
oomprou o reo ao Sr Gaudino duas partidas
de carne secca, 300 arrobas que a razSo de
2,500 rs. a arroba montariio em 750,> mil rs.;
a 29 do mosmo mez lez ello o primeiro paga-
mento de lOOs'OOO mil rs., e desojando progre-
dir no seu negocio, todava a 20, ou 21 do
Fevereiro aubou-se muito alcamado em suas
transac{5es ; resolveo-so a convidar o Sr
(audino como ultimo crodor e de maior qimn
tia por urna enra (quo so aclia no processo)
para vir examinar o estado da sua casa, een-
tregar-lbeo que n'ella havio, vislo quo as suas
circunstancias nao lbo permittiao continuar
o gyro do seu commercio. Eiso facto, Srs.
porque o Sr. Gaudino, talvez por m6ra tenta-
tiva, talve/. para se c nvencor da verdado o ovo-
riguar, intimidando o reo, secomefleito tinlia
ello ou nao meltido cm si algum dinheiro, in-
lentou contra ello a aocio criminal : mas bre-
vemente so convenceo o Sr. Gaudino de que o
reo nada liaba, que nao havia quebrado do-
losamrnlo, antes tinlia sido arraslado porcir-
cumstancias imprevistas aquello estado ; e por-
isso abandouou a aecusaco quo nao podia ab-
80
'ei
a prova da fraudo, ou dolo do reo ? Em que
parte do processo ge mostra ella com ovjen
C;a ? Polo por ventura presumir-se aqui ;i
fraudo-ifa o dolo ? Cortamente que n8o ; o
eu vou mostrar que o processo ollereco antes
provas evidentes do boa le do reo ; e que o
mais que se llie podo impu!;:r lie ignorancia,
inaplidao, e talve/ algum desleXO. A primei-
ra prova, t|ue oxisto no pro esso da boa f do
reo, he que ello fe a '-1!' do Janeiro o si u pri-
meiro pagamento de lOOjO mil rs. oro, se
0 lO tivesso ntfloeOes dfl fraudar os seus (redo-
res, e principaliuen'.e o Sr. Gaudino, que
d'elle oonfiou maior quanlia, ar Iho-hia este
pagamento? Nao so teria antes lorupletado
com ludo que havia d'elle recebido ? Outra
prova ila sua boa I', he a carta, em que pe-
dio o r ) ao seu crodor quo viesse examinar o
(-lado da sua ca. Esta carta que servio do
corpo de dolido c de Lase ao pr jccsso, he a meu
ver o documento mais aulhentco da sincerida-
de o da boa f.: do roo ; porque se elle livesse o
m foque se lbo imputa, se fosse doloso, pro-
curara evadir-se, e nao tratara do chamar os
seus credores pira llies apresenlar o estado mi-
se'avel em que so acbava. Fu escuso de can
car-vos com a leitura desta carta, porque vos
j a ouvislos ler por duas veres; mas reclamo
loda a vossa atteu^&o sobro ella ; o reconbereis
leudo do reo na opi-
ova
jurdicas. He pois mistar Srs. quo eu faga
algumas rellexoes a esto respeilo pelo que
permitti-mo quo vos appresenle o Diccionario
Jurdico Commercial do Sr. Ferrera Borges,
onde so achao consagradas em toda a luz essas
distinecoos que devem guiar-nos a nao
iilutamense suspender por ser o crimo d'aquel- que aquillo que prora rj delicio do reo na o
.31 em quo a j US tica podo proseguir ex-oflicio. I nao do aecusador, pelo contrario be a pr
Antes porm de entrar tu analyso das prvas, mais evidente da sua boa T. Outra prova te-
permitta-so-me, iue appresenle algumas dis-1 mos pois Sis em nao ter-c o reo ausentado ;
(incoes iuridico-commerciacsarcspoit. de quo-' antes conservou-se ompro promplo a su|eilar
liras, distincQes alias muilo importantes para o se As disposieoes o actos dos seus credores. Fi-
caso vertente. nalmentctodnsassuasdeclaragoesleitasemJuiso
Nem todos* sao peritos as materias commcr-1 sao uniformes; exislem no processo nao me-
caos, nom todos sao legistas, nem todos tem nos de tres interrogatorios, um fe.to na for-
cabalconhecimento dos principios, edislincdes macao da culpa, e dous neste Inbunal ; por-
que da primeira vez anda que nao loi julga-
do. chegou a ser interrogado da segunda vea
tambemofoi, eainda ha pouco acaba de o ser
de novo, apresentando em todas as suas res-
postas a maior conlormidade possivel; o que
liern revela a sinceridado o boa f do reo. Mas
confund, o simples falmento com a ban- he ello Srs. argido de nao ter apresentado a
ca-rota; eainda mis distingue a Jurispru- I sua cscriptuncao, os seus l.vros, e he isto o
lencia Commercial outra especie, a saber que se considera como o lundatamento pr.n-
9banca rota de boa fe da banca-rota fraudulen- j oipal da aecusaciio, como a maior prova da
ia A Legislado criminal Franccza Srs. nao sua mi f ; ora Srs. repara, bem cm que con-
impoo pona alguma alloncia simples; gesse sistia o eslabolec.mei.to do reo e vere.s que
estado esta sujoito qualquer homem, ainda elle nao mereca sequero nomo de armazem do
auuellei que nlo sao commerciantea estao su- carne secca ; mal so llio poder.a dar o de ten-
jeitos a tornarse insoluveis, a niio poderem da; porque era urna casa cujos fundos em ge-
satisfaserosseusempenbos; neste caso nao se eros nao chcgavSo a um cont do rs. urna
impooponaalguma, mas ainda na banca-rota, ca,o cujo estabelec.mcnto consista em qua-
l,a duas especies, urna simples, oo do boa f, Iro esleirs, urna banca, e urna balanca com
nutra fraudulenta ; a I.egislacao Franceza es- algn8 pesos ; que f i o que restou depois do
tabeleco diflerentes penas para cada urna del- vendidos os gneros com grande perda, como
ias: por ejemplo, a banca-rota simples, ou ello vos declnrou ha pouco no seu ultimo inter-
de boa f h > considerada por assim dizer como rogatorio o consta do processo; por isso que ho
orna contravenco. e punida con. penas, cor- um genero muito suje.to corrupcao. um ge-
recconaes, taes como um moz a dous annos de ero que a nao ter prompta cstraccao, nao obs-
prisio; entretanto que a banca-rola fraudulenta Unte sor carne salgado, ou por ser mal salgada,
,e rigorosamente punida : se ella h- reconhe- ou pela diuturnulalc do lempo detcr.ora-se,
cida o provada evidentemente como tal, apena pelo que vio-so o .eo obr.gado a vende-a por
,1.....a u trabalhos forcados temporariamente : muito menos doquesquillo que Ihe t.nba cus-
prem o nosso Cdigo nao tendo estabelecido todo; alen, d.sso o reo fez remessas do carne
essa disionccao he bom expresso no arl. 263,; para inrenlos partes do sul das quaes nao
.,uo diz assim (leo): porlanto ja vedes que obteve resultado algum: devc.s mmente
pelo nossa Logislaco criminal s he punida a altender Srs. ao sub.do ponto a quo t.nhao
banca-rota fraudulenta, e nao o simples fall- chegado n aquello lempo os alugueres das casas
ment, nem mesmo a banca-rota simple*, ou de negocio, os armns ; .nrmenledepois que
de boal que todava o ho pela Legislaco a Cmara Municipal fez remover os chamados
Franceza Diz o Sr. Ferrera Borges. estre- carnes seccas que so achavao estabelec.d.s na
lamente fallando na simples banca-rota o se- ra do Colleg.o e n'outras partes ; oque fez
auinto (U): mas note-se que qualquer dcstas subir a um auge excess.vo os olugures destes ar-
;ircumstancias he preciso que seje evidente- mazew; tudo .sto concorreo para o falimiento
plesmente a banca-rota ; e a este respeilo per- inhbil como o reo que apenas mostra saber ler,
mitti que ainda vos appresenle a opiniao de e escrever c mal; e que mesmo quando
Boceara; e desculpa, quo eu insista sobre ca.xeiro, consta que foi sempro reconhecido
esta especio porque a julgo do grande monta como inepto por todos que o condecoro Am-
para o caso presente : diz Becearia o segunte ,da assim rito est provado no processo. que o
/V Ora Srs i vista disto, aunde exiatej reo deittsse de presentar escripturaeto ifgu-


tna ; o quo d'elle consta, he apenas o fado da
compra da carne, e a [alta do pagamento :
mas em parte nenhuma se evidencia que o reo
nao tivesse prejuisos: aqui mesmo deposerao
as lestemunhas ha pouco que ludo ignoravo,
porque comefleilo nao podio saber das tran-
sacedesdo reo, nem dos seus patticulares ne-
gocios : so pois nada se prova, como afir/nal
o a aceusacao '.'
Tambem fuilarei, Srs., do passegemna irro-
gularidade do summario, ou, pura melhor di-
zer, na (alta essencial que nelle se enconlra, c
da verdado e vem a ser, que, lendo sida este
processo organisado, depois da publcaco da
lei de 3 de Dezemliro de 18U, que exige em
taes casos pelo menos lestemunhas, nao se in-
cjuirirao mais de 4. Ora, se a lei considera co-
mo mais graves os casos em que ha lugaropro-
cedimento official da Justica, e por issorequer
maior esclarecimenlo da verdade, he certo que
jamis se pude preterir to essencial formalida-
de scm flagrante injustica e olTensa da razo e
do direito, como acontece no caso presente.
Has, Srs., o ministerio publico descobrio, alm
docrime, circumstancias que tendera a aggra-
var a sorte do reo ; nao so Ihe descohrio m le-
para considerul-o banca-roteiro fraudulento,
mas outras circumstancias aggravantes; isto he,
recorreo ao 9 do art l do cdigo criminal
para buscar a ciroumstancia ggravante de Irau-
de, e ao 10 do mesmo artigo para descobrir a
circumstancia aggravinte de huso de con flan-
ea ; como porm se poden dmittir taes cir-
cumstancias aggravantes, ainda quando o reo
fosso criminoso, ainda que sen respailo se po-
desse dar a banca-rota fraudulenta ; quando
essas circumstancias sao elementos essenciacs do
delicio, constituem o mesmo delicio ? Como ir
desenlranhar semelhantes circunstancias aggra
vanlesdo cdigo para este caso i1 Nao he po.-si-
vel ; porque circumstancias aggravantes ou al-
tonuuntes sao aquellas, que sendo, p. r assim
dizer, accidentues ou extrnsecas :;o delicio, p-
dem influir pura a sua maior ou menor grav-
dade, e nao aquellas que Ihe sao inherentes o
intrnsecas, que constituem a essencia do mes-
mo delicio Ora, a circumstancia da fraude es-
t incluida na palavra fraudulenta, de que usa
o cdigo. .1 banca-rula que fur qualificada
de fraudulenta : p r consequencia nao se po-
de dizer que a'fraude seja neste caso urna cir-
cumstancia aggra van te, estranha ao delicio;
visto que, nao havendo raude, desapparece o
mesmo delicio ; logo isto nao tende senao a
aggravar a sorte do aecusado, ;rin apoio na ju-
risprudencia O mesmo se devo dizer i resuci-
to da circumstancia de abuso de conianca ; por
isso que aquello, que obleni de outrem fazenda
ou dinheiro, be porque eanhou a sua con flan-
ea ; e se dcixa de pagar tcm por certo ahusado
dessa conianca so por esse fado ; mas poder-
se -ha dizer, que he mais urna circumstancia
......----------------,. 2
que he punida a banca-rota fraudulunta .' De.
mais, Srs., sonde est a prova de quo elle dis-
dpou bens, que os gaslou era jogos, ou mesmo
em despezas excessivas da sua casa, que os met-
teo em si, ou quo os possue cm nome de ou-
trem ? Na i existe no processo.
A vista disto, Srs., o doeslado miscravel, a
que se echa redu/ido o aecusado, que a nao se-
ren os soicorros quo Ihe teem prestado pessoas
caritativas, tor) elle perecido mingoa, he de
operara su'ubsoivicao.Se todava ainda nao es-.
tais convencidos da innocencia do reo, se ainda
exigs mais alguma prova dalla, mais algum es-
claree i nu-nto, nao obstante a deficiencia que ex-
iste no processo para provar sua criminalidade,
eu invocarei o testemunho de urna possoa nao
suspeita e respeitavel, daquelle mesmo que no
principio trouxe o reo aos tribunaes, em lim do
Sr. Gaudino Agostinhode Barros, queso acha
na casa : para o que, icqueiro ao Sr. Lr. Juiz
de Direito que baja de convidar o Sr. Gaudino,
para que declare ao Tribunal, quaes as infor-
macoes que tom colindo respeito da morali-
dade do reo, quaes as suas uonvioces cerca da
sua innocencia, e qual o concedo que delle
forma boje.
lotroduzido, par ordem do Sr. Juiz Presi-
dente, na sala das sesses o Sr. Gaudino Agos
nho de Barros, e apresenlando-se para prestar
juramento,
O Sr. Promotor oppoz-se com o funda-
mento de que, tendo o Sr. Gaudino sido parte
no [ rocesso, s como informante podia compa-
recer, e nao corno lestemunha.
O Sr. Juiz /'residente concordou com a
opiniao do Sr. Promotor: convidando o Sr.
Gaudino a informar o Tribunal cerca dos fac-
los que pelo Advogado da defe/a Ibc lossem
pergunlados.
\lguns Srs. Juradosdeclararao, que a pala-
vra do Sr. Gaudino Agostinbo de Barros tinha
para riles tanta forca, como o juramento.
Pergunlado pois oSr. Gaudino Agostinbo de
Barros sobre as circumstancias que mencionou
o Sr. Advogado da defeza na ultima parto da '
sua oracao, disse
Que chamara o reo a Juizo, porque se per- guico chegou a todas as classes, ninguem vivia
suadira deque elle tinha mettido dinheiro em tranquillo, porque os pequeos pcrnoilavo
si; mas que depois soubera o contrario, por- nos malos com medo do recrulamento e os
que tivera noticiaque no genero que Ibe ven- grandes perseguidos com processos por crimes
deo soffreo grandes p.ejuizos, porque, tendo- i imaginarios, lendo por fin principal todo este
Ihe comprado a razao de 2,000 a arroba, o ven-| jogo e manejo desregrado, levar o terror e o
dera a 1,280 rs. | medo a todas as classes, para que collocados os
Que sabe l.oje que o reo era inepto para o destacamentos as (reguezias no dia da eleicao,
ommercio, tendo senipre dirigido mal os seus ninguem se animasse a comparecer no campo
seguir o lim que desejava, porque quando una
provincia inteira repelle a candidatura do Sr
Cansancio, coagil-a pelos meios da forca e da
violencia a quero-lo como seu predilecto, lie
imhecilidade de um Governo comprometler des
la sorte a paz o o socego publico por meras cau-
sas eleitoraes que s aproveileo ac individuo
conciderado era particular; e foi desde enlo
que para este lim o Exm. Sr. Franco demit-
tio a todos os empregados da provincia que
cstavo debaixo de sua jurisdicc,ao ; e para que
se faga umaiida aproximada do numero dos de-
mettidos, diremos que for5o os Subdelegados
da provincia c seus respectivos Supplentes, os
Delegados, e seus Supplentes, a quasi totali-
dade dos Officiaes de Guarda Nacional, a ex-
cepcao de um ou outro Alferes ou Tenente e
assim demittio a lodos os Empregados. prepa-
rando o paiz Official em favor de seus protegi-
dos ; nojulgou porm este manejo snfficiente
para que obtivesse completo triumpho na clei-
cao dos '6 Deputados e dous Supplentes, como
pretenda ; e por esta causa mandou meltercm
um sarilno de processos a maior parte dos pro-
pietarios da provincia em quem elle enxer-
gava alguma influencia eleitoral, capaz de pro-
duzir resultados contrarios aos seus desejos: nao
escaparao deste manejo infame nem mesmo os
Parochos das freguezias, oseuscoadjuctores: na
villa da Palmeira em um processo forao compre
hendidos o Vigario, e mais trinta e tantos seus
partidarios ; em Anadia o Parodio, eex Dele-
gado, e oulros na villa do Norte urna forca res-
peitavel s oceupava-se no cerco evarejo das
casas dos primeiros propietarios, inclusive os
do proprio \ gario, c do Dr. Nlatheos Casado,
a quem correrao at os baus de roupa, nao obs-
tante haver sido companheiro de casa do Exm
Sr Franco por espaco de dous annos na cor-
le do llio de Janeiro ; cm Pioca o ex Tenenle
Coronel Pcixole o oulros; em Porto Calvo o
Tenente Coronel Bernardo, e iao ser igual-
mente processados seus lilhos e genros; os Bu-
arques o Tenente Mavigmer ; cm Porto de
Pedras o Rev. Antonio Jos Pinto e oulros j
nao dormiao em suas proprias casas, a perse-
aggravante do delicio ? Certo que nao ; porque
se assim fosse, seguir-se hia que sempre se de-
via impr ao leo incurso no crime de banca-
rota o mximo ou o medio da pena; mas
aquellas circumstancias sao taes, que, nao se
dando ellas, deixa de existir o delicio; pelo
contraiio, se acenso se ] odesse suppr que o
reo tinha commdlido o crime que se Ibe impu-
la, dar-se hia a favor do reo a circumstancia
atenuante do art. l8 l.", isto be. a falta de
[deno conheeimento do mal, e directa intencao
de o praticar ; atientas as suas poucus luzes de
ommercio, atienta a sua ignorancia, attenden-
do-se a quo elle nao podia ter conheeimento
tao cabal das leis e obrigacOes commerciaes,
como dte ter um negociante de grosso trato,
ou mesmo um mercad r,
Porm, Srs., eu chamo, alm disto, G vossa
altenco sobre o constrangimento pessoal que
tem soflrido o reo, estando, ha quasi dous an-
nos e meio, preso, scm ser definitivamente jul-
gado ; pelo que. ainda quando se podesse sup-
pr que elle tinha incorrido no crime de banca-
rota simples, que pela legislacao frenceza nao
podia ter maior pena de que a de dousann s
de prisao, tem soflrido mais que essa mesmi
pena Portante, parere-me, Srs baver de-
--., que o reo, quando muito, so pi de-
ncgocios, e bem assim que era de boa f.
Que soubera ter vendido o genero que Ihe
comprara por Iao diminuto preco, porque se
Ihe ia deteriorando, e bem assim que na cadeia
so tem sustentado por esmollas que Ihe teem
dado, algumas pessoas, a quem elle se tem di-
rigido.
Que elle informante Ihe tinha feilo duas ven-
das, tendo-lhc o reo dado alguma quanlia por
conla dessas vendas, saliendo agora que elle reo
comecra o seu negocio sern lundos aguns.
Tendo replicado o Sr Promotor, e Advoga-
do da defeza,
O Sr. Juiz Presidente fez o relatorio das
provas contra o lavor uo reo, e, terminando o,
entregou ao Jury os quisitos; lendo esle res-
onddo a ellas,
OSr, Juiz lavrou, e Ico a 6eguinte
entenca:
Em vista dadeciso do Jury, com que me
conformo, o em conformidade do art. 263 do
cdigo criminal, absolvo o reo, dundo-se-!e
baixa na culpa, pagas pela municipalidade as
cusas.
E sendo tres boros, oSr. Juiz deelarou que
eslava levantada a sessao.
Coiiu;< nicados.
na ser considerado como banca-roteiro simples,
ou de boa l, e nao como fraudulento, que el
le tem sido sobejamente punido ; tanto mais
quanlo a nossa legislneiio, o nosso cdigo cri
minal naopunesenao a banca rola fraudulenta.
Srs., um argumento Tenho ainda a apresen-
tar-vos, lirado da legislacao civil Ella autori-
sava antigamenle a prisao por dividas civeis;
mas ?ssa legislacao acha-se boje revogada pela
lei de 20 de Junho eassento de 1S d'Agosto de
1774, que delerminao que nao se possa exercer
violencia alguma contra devedores que nao ti-
verem bens, mostrando o credrr q^e e|!es es
possuem, e que os oceullao dolosamente ; se
pois ainda pela legislacao civil nao poda o reo
ser preso, porque nao se provou que o reo pos -
suia bens, e que os oceultava, como sugeital-o
sos, estivero no pur
ferros aos ps, sendo ur d'elles Jos Joaquim
de Faria Carnoiro Sr. de engenho na ribeira
de S. Antonio Grande, e o Capiliio de Guar-
das Nacionaes e Escrivo do Jury em Macei
Manoel Francisco Barauna*, aquelle porque
disertara do quartel um seu irmo que sendo
caxeiro de escripia na praca da Baha e vindo
estdielccer-se com casa commercial em IMacei
S. Ex. Ihe assenlou praga na primeira linha,
pelo motivo de se haver involvido na eleicao de
Cmara no dia 7, e o ultimo porque passan-
do S. Ex. a challo dcixou-se ficar sentado
na porta da casa de sua residencia. Forao estes
os mos preludie s da soile futura dos proprida-
rios quo se achavao perseguidos e processados ,
de manera que ja se achavao cm suas casas com
gente armada para se defenderem, quando na
villa de Santa Mana no dia 28 de Sctemhro por
occasiao da cIcqo de Cmara, prende o desta-
Alagoaa nao corri adulterados e nao se comento ao ex Tener ente Coronel Jos Lopes
d a el les nina causa difiranle da que ::- rea-
A provincia das Alagos, e os motivos das de-
$i rdtnt, quea perlrbBo actualmente.
Para que os fados acontecidos na provincia
das
eleitoral.
Era na verdade um meio indigno de que lan-
cou mao o Exm. Sr. .^-ouza Franco um verda-
deiro aniquilumenlo do poder eleitoral ; mas
ao certo ninguem negar que elle era profi-
cuo, que debalde em lim era pensar-sc que na
provincia das Alagoas bavia eleicao, que seme-
Ihante nome mcrcccsse. Com ludo j lodos se
haviao resignado a abandonar o campo e dar
ao Presidente o direito de fazer os Deputados ,
como Ibc conviesse ; nao mnorou porem esta
circumstancia o rigor da perseguicao, e dous
dos perseguidos, que porinfortunio for?o pre-
o hiato Cacudor com
: por ji:
laiylo
um d'
mar nao votarao no mesmo dia, por que o des-
tacamento concluindo sua misso em um lugar
parta iogo para o oulro ao mesmo lim, o ero
por conseguinte votados os mesmos candidatos,
como aconlcceo na villa de Porto de Pedras ,
cuja eleicao sendo no dia 22 a de Camaragihe
levo lugar no dia 11 ou 12, o nolo-se quo am-
bas estas freguozias elegiao urna s Cmara.
Que finalmente nao contando o Exm. Sr. (ran-
eo com um s dos 4 Juizes de Paz do Porto do
Podras ordenou que a eleicao se lizesse na ca-
pella filial do S. Miguel dos Milagres com assis -
tencia do respectivo Juiz do Puz, e assim S.
Ex. nao reconhecia dilficuldades para salisfa-
zer as vistas de seus protegidos ; sendo certo ,
que manejos semelhantes e ainda piores, deve-
rioapparecer na eleicao de Eleitorcs. Por esta
ex posicaoresumida avalio o publico o estado da-
quella infeliz provincia assim como o, tino ad-
ministrativo e eleiU-ral do Exm. Sr. Franco ,
que sesubordinou na provincia das Alagoas a
urna influencia maligna, e constantemente in-
fensa a ordem publica. Nao pensem os lei -
lores quo temo- nos aproximado da historia do
sua administracao, nao; relatamos a pen; s as
causas que dent lugar as recentes dosordens.
Haver ainda quem duvide que a canalho-
cracia praieira perdeo de lodo a cabeea ? nao
he crivel. s dous corifeos do triumvirato da
praia escreverao para a Corte dizonda que Per-
nambuco eslava em anarchia e scm lorias
para a combater porque enlre outras razoes
o mesmo batalhao do artilharia eslava anarchi-
co e em lal estado, que Officiaes e soldados do
corpo haviao dado fora ao seu Commandante ;
mas quem foi que anarchisou e insubordinou es-
te corpo ? Nao Berilo os sucios e condignos
correligionarios, dos Urbanos, Nunesc Alfon-
sos i' Nao forao ellos que conduzro para o A-
fogado no dia 8 de Setembro urna grande par-
te dos soldados desse batalhao armados de cace-
tes para enfrear o Sr. IManoel Joaquim, como
se exprimi o Sr.Ouinquim Yillcla-'E quando
s por islo deviao files ir pora a camisola ,ainda
se querem justificar; amnacando-nos lodosos
dias com sienas novas de horror, como o provao
os seus escriptos insultando lodos os (lias
Brasileiros dislindos, Ministerialislas e oppo-
sicienislas, todos quantos nao vao de sucia para
os seus destemperos.
Desengane-se porm a gente eslonleada.qno
o Governo qualquer que seja sua poltica ,
nao pode acompanhal anos seus crimes,nao sao
estes os bronzes em que se sustenta e se he
ainda succeptivel de tanto arripie carreira ;
do contraro declaro-se em antagonismo com
ludo quanlo seja virlude, honra, ordem, dfc.,
que assim estartO no seu elemento !
O inimigo d'anarchia.
a urna pena tan rigorosa, como
aquella
rota
licade concitou o povo a apresental-os coiiio em
theatro de urna desobediencia formal, apressa-
mo-ROS a publicar os pormenores desso allen-
tado filho do desespero que bomens persegui-
dos se virio fincados a praticar, nao obstante
as mais lenuzes insinuacoi s de seus alliados para
que com um crime n5o [irctt-ndessem oppr um
dique a torrente de males e de vexages, que a
(nal derao lugar a excessos, que ninguem do-
lado do bom senso podar acolber como pro-
prios somente para ennegrecer, e lancar a pecha
de revolucionarios aos que na' poltica disputo
a justica de su j causa, e o direito de suas aspi-
fuioe. Chegou o Exm. Sr. bou/a Franco a
provincia das Alagoas na qualidade de seu Pre-
sidente,sua missiodizia elle era melhorar a s r-
le desou amigo Cansancio ; mas todos enxer-
garSo logo nos aclos de sua administrado, que
ser o meio empregado para con-
ieiiena o povo reclama asoltura deste, di-
zendo que quer fazer a eleicao com plena lber-
dade, nao he allei.dido, rdira-se da villa o po-
vo c depois do meia hora entra armado bale o
destacamento que era de 40pracas; sendo po-
rm baleado o Commandtnte, e mortos alguns
soldados os autores julgao-se comprometidos ,
c recci'. ses tralao de se fortificar cada vez mais;
o contagio foi perigoso, o Tacho da desordem se
accendeo na provincia, c suas cbammes lavrarao
per lodos os municipios.
Eis em resumo o que deo causa aos movi-
rnentos actuaes das Alagoas devendo ainda a
cteiicnlnr n cirrnmslenci de haver O Exqi, Sr.
Franco mandado fazer as cleicocs de Cmara
por um destacamento de oitcnta pracas, cada
urna em diverso dia, de manera que a ultima
lora no dia 28 do passado em Sania I\Iaria, e
por occasiao d'ella apparecerSo as desoidens ;
Ircguezios que concorriSo para urna mesma Ca-
Correspohdencias.;
Quis lulerit GracchosdeseditionequcurenlesTUl
Srs. {eductores. Pcrguntao os praieiros
pelo seu Diario do sexta-fcira 11 do-corren te
Outubro em que collegio irao votar os 130
Elcitores da fregu/a de Taquaritinga e eu
creio poder-Ibes responder, que onde volaren)
os Eleitorcs da fuguezia do Ex, que de 6 a
Oquedava, os elevou a 00, assilh do p para
a mi, Seclles votaren) em algum collegio
praieiro. esso collegio sera nullo segundo os
principios da praia, o se forem votar em algum
collegio da ordem elles ser repellidos, co-
mo en I en de ni os mesmos praieiros quo devem
ser.
Ora para quo andarem com estas cousas ho-
mens, que menos do que ninguem, pdem
ullar .' Bem dizem que Dos quelles, a quem
quer perder, cega-lhes o cntendin enlo Di-
zem que promovem una denuncia contra as
autoridades dos A fugados : bem ; cstao no
seu direito, e eu antes quero este meio, o
que o emprego do batalhOo ligeiro : masentao
resignar-se-ho a ver denunciar dos Juizes de
Paz de S. Jos, de Santo Antonio da Boa-
vista do Delegad e Subdelegado de Gwiwiiia,
o do Juiz de Paz dic. &c., cujo corpo do de-
licio est nessas representaces, assignadas por
tanta gente. Pois centa essa sucia comanla
parcialidade na autoridade a quo esse negocio
f a fcelo, quo condemne a uns, o santifique
a oulros ? Pode ser, mas entao he preciso ie-
tonheter,que isto (em de acal ar de estouro e
he preciso que acabe. Que genio Iao desali-
ada sao estes praieiros que enxergao um al-
gueiro no olho do seus adversarios, o nao vcm
a travo que se Ibes alrevessa nos seus!! Uh t se
houvesse boje um Herodes, eu Iheapontaria
esses sanios innocentes de quem nao a igreja,
mas a synagoga rezara.
Dizem os praieiros que o Juiz de Paz na vil-
la do ( abo levou a urna para casa da Cmara ,
onde a guardava com tropa toda a noute. E
eu Mus digo que isso era mil vozes mais decen-
te do quo o pralicado aqu as matrizos de
Santo Antonio S. Jos i onde o.


?> ,.,.,
templo de Dos, a casa de oracao dos fiis fo
convertido em espelunca de orgias e escanda-
losas baccanaos. Km (im os praieiros pordo-
rao a tramontana, e nao atinao com regulari-
dade alguma cm seus pensamentos e em suas
palavras. Pensao elles que o mundo est tao
depravado om sua moral, o t5o desvairado em
suas idoias, que ludo podem dizor o obrar sem
que ningnem Ihos possaconhecor a immorali-
dadedesua conducta, nem o extravio do sua
inteligencia : om julgar do todo asado nesto
mundo tudo quanto poderia inspirar vergonha,
o temor aos maos A mofina dos praieiros.
qui entrem carrogacoes de Portugueses sem pas-' mercado, sexta feira 18 do corrente, M 10 ho-
aaporte ; por que assim, nao somonte promo- ras da manilla, no seu armazem da ra da Cruz.
veris a fiel exocueao da lei, como lambem ovi- _...... I1IJL.....-......u. _
** rsos.
Srs Redactores. Nada ha de que a praia
nao si'j i capuz/ Vive aquella sucia tao exas-
perada, que deludo tanca nio, a fiin de por
em oxecucao seus tenebrosos planos e iro-
por popularidade. Pblicos e muito p-
blicos sao em Pernambuco os meios infames de
que a praia se servio para vencer as eleieoes pa-
rochiaes desta cidade e d'outros lugares, e com
o maior descara ment grita que a opiniao pu-
blica se ha declarado a seu lavor,lanzando sem-
pre a nossa conta os seus propiios crimes. A-
gora trata do denunciar das eleicoos dos A fu-
gados que ella mesmoe seus sucios do batalhao
ligeiro perlurbarao querendo intimidar o Sr.
Manoel Joaquim ; e para que esta denuncia ?
para privar que aquellos 26 eleilores ttem
ueste coliegio.
Ainda nao parao aqu os recursos da sucia
praieira: mandarao vir eleilores de fra para
azerem urna maioria no coliegio, o obtereni
por esse meio a votacao para urna Meza sua ,
eenvidarem assim seus ltimos recursos con-
certados nos seus clubs : urna denuncia dever
apparecer nessa occasio [talvez seja encar
regadodella o Borges Mendos !!! ) com o in-
tuito de so conciderarem millas as eleieoes do
Poco, S. Lourenco, S. Amaro e Afogados ,
e a Mesa com a sua maioria decidir pela aflir-
mativa e desl'art perderemos esses cento e
lanos votos. A estas hranquinhas o que so ha
de oppor Srs. R. R. ? desconcertar Ihes o
plano ; e eis-aqui como.
As quatros frcguezius islo he, os eleilores
daespinhade garganta dos praieiros tomaro
a deliberacao d'irem enriquecer os collegios
visinhos, os do Poro para Iguarass, os do S.
Lourenro para Po-d'Alho os de S. Amaro
para S. Anto.e os do Afogados por serem os da
maiorzanga, para o Rio Formoso;ois-ahi urna
forquilha Fiquem-se c com osseusestran-
geiros, pintadinhos, e mais sucia, e se islo os
affligc, acudao aos pontos convenientes com o
seu batalhao ligeiro, peturbem aquelles col-
legios. como j fizerao e com urna ligoiradu
geral terao dado a ullima respofta. Ora facao
isso Eu lamento, Srs. R R. que Pernam-
buco tenba produzido taes abortos como a geo-
teda praia o que baja outra tao fcil que se
deixe por essa Iludir e a siga e aajude em
suas patifarias massempre estar a torta para
us desmascarar inimigo d\marchia.
i ~n niTiiMiigHiing gBBiBL--^T~~------------'--
Publicado a pedido.
taris, que se derramem pela popolacio liras:- '
leira muitos criminosos encubertas o escapados
justica com gravissimo prejuiso do Brasil ,.
e terrivel descrdito dos nossos compatriotas. I
Assim o espera. Un% jcoriano
commercio,
Alfandeg.
les Goal qoo, Reverendo Sr. Sacerdote quo
qui/er ser Gbadjnctor da Ireguezia do N. S da
Paz Jos Afogados anriuncie por esta folha, pois
i-. ------..... pois
tein duas oapellanias, urna nos domingos, e di-
s Santos, dentro da .Matriz, e outra nasqaiotas
feias, lambem dentro da -Matriz ; alm disto
tein 200 rs. de gratificaco pagos da forma quo
seconvencionar; a quem convicr dirija-se aos
Rendimento do dia 16.........9:106*163 A8aos na ra de Motocolomb n. 28. (9
Descarrega hoje 17.
BarcaNightingale mercadorias.
h
O Amor da patria, que em todos he um dever
sagrado, he quem boje me impello aun.rm-
nha dbil voz ao illustro Portuguoz que nes-
te ki.esmo Diario n. 229 publicou dolorosas e
eternas verdades a cerca dos infelues Ac-
nennos ; e nada mais tendo quo acrescentar ao
quedisse o correspondente, ser todo orneo
lito dirigir duas palavras aos Delega dos de >.
M I'"
Como he possivel, Srs. Delegados da I Iba de
S Miguel que vos consintis nesse infame
traficode urna bella porcao de vossos compalrio
las. os Accriamos desses infeli/es que fas-
cinados p ir vas promessas e por um briIbantc
futuro imaginario, experimento mil adversi-
dades, e torno-se verdadeiros cscravos a-
bandonando seus patrios lares Nao vedes ,
que assim alraicoais vilmente aquelles que
por certo tero deposto em vos sua inteira conti-
anca ? Nio vedes, que assim mirarais as ue-
nienas vistas da vossa augusta soberana que
s se esmera em proteger os seus fiis subditos
0 procurar Ihes o maior bem possivel ? Nao ve-
des, que assim calcis aos ps as Iris e a cons-
tituido do vosso Paiz, quo nao permiltem, an-
tes repeiiem essa escandalosa emigrarlo que
ha de por fim cavar a ruina da vossa patria, pri-
vando-a de bracos para a sua agricultura e
para as suas colonias ? Nio vedes finalmente,
que vos cubris de eterna maldicio c vergonha,
doixando assim de cumprir os deveres do minis-
terio que vos foi confiado ? Oh! Sede vigi-
1 ..,. BPOntuaeS <-nmnrimentode vossos de-
veres ; e rede que se nossa augusta soberana
ainda ignora 15o deploravc.s aconteementos,
elles cbegarxS brevemente a sua prsense por
urna epfeaentacao de milhares de Portogue
zea amantes de seu paiz; e eolio a. de vos .
r.vs, Delegados de S. M. F. nesta provin-
cia wUi l n5 consintis
!tf ovimno do Porto.
Navios entrados no dia 1 o.
Rio de Janeiro c Babia; 18 dia, trazendo do
ultimo porto 4 o paquete ingle/, /'enguin,
commandante Leslie.
S. Thom ; ltate brasileiro 5. fom Jess dos
Navegantes, commandante Antonio Macha-
do Bithanocurt: carga diversos gneros.
Sahidos no mtsmo dia.
Ichaboe ; briguo inglez Blucher, capitao J.
Scarrow, cm lastro.
Londres; galera ingleza Ganges, capitao M.
Me. Donald; com a mesma carga que trou-
xo de Sidiney.
Babia ; briguo inglez Swifl capitao John
David; com a mesma carga que trouxo.
Navs entrados no dia 16.
Parahiba ; 3 dias, hiate nacional Conceicdo
l'lor das Virtudes commandante \ icto-
rino Jos Pereira, carga lenba equipa-
ge m 4.
Barcelona e Malaga; 31 dias do ultimo porto,
o briguo hespanhol Comprthendedor, de 203
toneladas, capitao Antonio Siches, equipa-
gein 1S, carga varios gneros.
Rio de Janeiro; 18 dias, paquete inglez, que
fundeou no lameira, hontem as 7 horas da
tarde.
Navio sahido no mtsmo dia.
Ilha do Principe,hiate nacional'. fom Jesusdos
Navegantes, commandante Antonio Macha-
do Bithancourt; carga varios gneros.
Editaos.
Miguel Archanjo Monteiro de Andrade, Ofi-
cial da Imperial rdem da Rosa, Cavalletro
da de Chrtsto, e Iniptctor d'Alfandega, fc.
Faz saber, que no dia 18 do corrente, ao
meio dia, na porta d'Alfandega, sohodear-
rematar, em hasta publica, 4 caixas com 24
relogios de parede, e seus pesos, no valor de
150,000 rs.. el dita com 12 bules para cha,
no valor do 15.000 rs., impugnadas pelo Aju-
danlo do Stereometra Joao Tbeodoro da Cruz,
no despacho por factura de Henrique Forster
S C., sendo a arremataco sugeita a direitos.
Alandega, 16 de Oulubro de 1844. Mi-
guel Archanjo Monteiro de Andrade.
5_ O Illm. Sr. Inspector da Thesouraria
das Rendas Provinciaes manda fazer publico,
que em os dias 25, 29 e 30 de Oulubro prxi-
mo futuro, ao meio dia, se ha de proceder a ar-
rematarlo cm hasta publica, quem por menos
fuer, do contrato da Iluminarlo publica desta
cidade do Recife, por tempo de anno o meio,
contar do 1 de Janeiro em diante
As pessoas que se propozerem esta arrema-
taco compareci perante a mesma Thesoura-
ria, nos dias a cima indicados, munidos de fia-
dores idneos. E para constar se mandou afli-
xar o presente, o publical-o pelo prelo
Secretaria da Thesouraria das Rendas l ro-
vinciaes de Pernambuco. 25 de Setembro de
1841. O Secretario interino Joao Valentim
mua. i17
A-viso-iaarilimos.
3 = Segue viagem para a Babia o br.guc-
escunn americano Washington, tendo bons
commodas para passageiros; os pretendentes
diriio-so aos consignatarios Malheus Austm
& C (
3Segueviagem em poucos diass para o Rio
deJaneiroobrigucamericano/randy.e,ten.
do excellentcs commodos para passageiros; os
pretendentes dirijao-se aos seus consignatarios
Malheus Aualin & C na ruado Trapicho Nu-
vo n. 35.
Leilo
1 Joao Keller continuar, por interven-
Cao do corretor Oliveira, o seu jeilio de grande
,ment de fazendas as mais proprias desta
1 -Desoja- se subsorevor a Revisto Lisbonet-
st, desde u seu principio ; e roga-se a pessoa
que nesta cidade est enearregada de recober
essas assignaluras, de o fazer publico por esta
fulha. ;;
=Roga-so pessoa que achou uns oculos
com armaco de tartaruga e vidros brancos de
g*"ao, dentro do urna caixa encarnada sem lam-
pa, bontem 15 do corrente desde a Matriz de
S. Antonio at aordem3.' do Carino, iodo
pela ra das Trincbeiras; o favor de os resti-
tuir na loja do Arantes na Praca dj Indepen-
dencia, que muito so agradecer.
1 D-se dinbeiro a juros sobre penhores
de ouro ou prata ; na ra Jo Rosario estreita
n. 35 se dir quem da. (3
O Portuguez que ainiunciou querer ser
caixeiro de venda, ou outro que estiver em lacs
circumstancias, dirija-se Boa-vista, ra da
Conccicao, casa n. 20.
= D-se 200,000 rs. a juros, com penho-
res de ouro ; na ra do Coliegio n. 8 se dir
quem os d.
'm S0CIEDADE ii
PHILO-DRAMTICA
O 1 Secretario avisa aos Srs. Socios, que no
dia 18 do corrente pelas G ho/as da tardo ha
sessao da sociedado.
A pessoa que annuncrou querer dar 300
mil rissobre hypotheca, queira annunciar pa-
ra ser procurada.
2 = D-se tresontos mil ris a juros sobre hy-
poteca em alguma negra quo saiba co/inhare
engommar (cando os juros pelo servico da
dita negra ; a quem convicr este negocio, di-
rija-se a ra da Conceieao da Boa vista n. 9. (ti
2 Aluga-so ou compra-sc uro negro bom
cosinheiro ; em casi de Avrial lrmaos na ra
da Cruz n. 20. (5
2=No dia sabbado 12 do corrente das 5 ho-
rasda larde as 7 da noute perdro-sc unsbotoes
de punhode ouro lavrado com o peso de duas
oitavas, desde a Igreja de S. Thereza paleo
doCarmo ra das Trincbeiras, dita do Cabug
em direitura at a da Cadeia a botica do Senhor
Vicenlo Jos do Brito na volta em direccao a
ra do Crespo loja do Sr. Benlo Jos da Silva
Magalhaes, de l em direitura a ra do Quei-
mado, beico do Padre, o Iravessa do Carmo at
o pateo do inesmo nomo; quem os achou, que-
rendo restituir, dirija-se ao mesmo pateo n 13,
que ser gratificado com 4000. \ (13
3 = Piecisa-se de 1:900,000 rs. a premio
de um por cento, por tempo dedousannos,
lazendo-se os pagament s por trimestre adian-
tado sob hypotheca em urna morada de casa
terrea grande nesta cidade ; quem este nego-
cio quizerannuncie. (6
2=0 abaixo assignado faz publico, que o
Sr. Caetano Jos Coelho, deixou de ser mos-
tr da sua ferrara: o assim nenbuna inge-
rencia mais tem na mesma.
Joo Mara Stve. (5
3 Jos Lttiz de Gardel laz saber aos pa's
que desejfio fazer aprender o desenho a seos fr
Itios, que vai ablir aula de desenlio, das 7 al as
9 horas da noite, tres veOS por semana, promet-
iendo ensinar- Ihes com todo o disvello; e lam-
bem ensina os ornatos, cousa tao necessaria pa-
ra qualquer, seja de officio. principio de figura
epaizagem ; no pateo da Motriz c S. Anto-
nio, loja n. 2. (p
2 Roga-so a pessoa a quem lor oerecido
unTboto redondode abertura com o ptambeni
redondo vasado e todo lavrado que foi des-
apparecido da casa n. 52 da ra Nova no ter-
ceiro andar; quem o comprar dirija-se a mes-
ma casa que so Ihe dar o valor do mesmo. (6
Aluga-se o primeiro andar da casa do
largo do Corpo Santo n. 4 ; a tratar na mesma
casa com Joao Francisco de Carvalho. (3
2=Aluga-se urna casa de dous andares e
sotao pintada do novo, e com commodos pa-
ra granda familia ; na ra Imperial adianledo
viveiro do Muniz; a ailar na ra do Crespo n.
12 com Jos Joaquim da Silva Maya. (5
2=.Roga-se ao Sr. Assenco Goncalves fer-
reira o favor de dirigir se a ra do Vigario n.
19, que se Ibe deseja fallara negocio de seu
interesse. .
Frederic FreroonMabricsrote de pianos de
Parz rus nova sobrado, cuJ9 entrada he pela
travessa dos eipostos,avisa ao respeitavol publico
desta cidade, que elle n3 1 s aina pianos por
preco muito commod > as casas, onJo o hon-
raren), a hora que mais convicr aosseusfro-
guezes, senSo que, como fabricante destes na-
tru melos, <>s concerla de lulo, c Ihes rem-
dela qualquer defoito, ou em casa do seus
proprios donos, ou na sua; os sen boros que
so quizerem utilisar de seu prestimo, podem
I dirigir-se ao referido sobrad.) a qualquer hora
do dia, o espera o nnnunciante nao desmerecer
nesta cidade do conecilo, do quo gozou, por
alguns annos, em Pariz, onde aprendeuo cx-
ercicio do officio; e em sua casa esistein pianos,
chegad.-s prximamente de Par/, a lambem
iroeu-se por oulros antigos.
PHfif&NCO CONTRA OS FALSIFI-
CADORES.
Cstovao Gasse, sabendo que em algumas lo-
jas e vendas desta cidade se vende 11 m r
feito nesta provincia com o titulo de princeza ,
e falca imitaco de botes rotlos de sua fabrica,
previne ao publico seus I egue es que a bem d
direito de proprledadosua, acressenta nos ver-
dadeiros boles le. sua fabrica um sello com sua
rma o nsinuseaodo nico deposito do legiti-
mo rap princesa nesta provincia. A vista do
exposto, qualquer outro rap inculcado com a
denominacSo assima he alsificacao as fabricas
de Estev8oGaso nico inventor e propriotario
do rap princesa (loito no Brasil', tanto no Rio
de Janeiro, Babia, e em deposito no Mara-
lo Par, assim como em Pernambuco na
ra da Cru do Recife n 38. (}?)
3O abaixo assignado, engenbeiro civil,
tendo de passar algiini tempo fra da cidade no
dosempenbo do seu officio, roga u todas ss pes-
soas que quizerom utilisar-sc do seu prestimo,
de dirgirem-so por carta) ao mesmo abaixo
assignado na casa de Novaos & C, rur. da Croa
n. ;J7 Alfredo de Mornay.
LOTERA DE S. PEDRO
MARTYR DE OLINDA
Nao pode lr lugar o andamento das rodas
desta lotera no da 10 do corrente, em conso-
quencia de existir grande quantidado de bilbe-
tcs ainda por vender; porm ter agora nial-
livelmente no dia 6 do mez de N'ovembro vin-
douro por assim ter determinado o F.xui. Sr.
Presidente da provincia ou antes disto se se
venderem o restante dos bilhetes. Os ditos bi-
Iheles acbao-se a venda na ra do Cabug lo|as
dos Srs. Pereira & Guedes o nos mais luga-
res annuiiciados. y \'
'1 O Secretario da irmandade do N. S. do
Terco convida a todos os irtnaos da mesma ,
paracomuarecerem a reuniao da mesa geral,
em o respectivo consistorio domingo "20 do
corrente as 8 horas da manhaa a fim de se
proceder a eleiclO da nova mesa regedora para
o anno futuro. '
2 No Fortc-do-Mattcs, na ra de Jos da
Costa n. 6, laicm-scsequilhos de todas as qua-
lidades podins de diversas especies, pastis do
nata, doces d'ovos com seus competentes en-
eiles pao-de-l, tortas eem fim todas asqua-
lidades demassase doces; lambem so armao
bandejas enftitadas dessas mesmas qualidades.
para sociedades, bailes cScc.
2 Aluga-se a loja do sobrado n. 16, da ra
.las Trihcheiras propria para armasem ou
outro qualquer pstabelecimento ; a tratar no
primeiro andar do mesmo sobrado. :?
S0C1DADETHEATRAL
MELPOMEHENCE.
O primeiro secretario participa aos Snrs.
socios, que no teve lunar a sessao no dia 13 ,
por nao ter comparecido numero suficicnto e
loi transferida pera domingo prximo : deven-
do nesse dia ( -20 do crlente ) dar-se cumpri-
mento as disposicoes dos $ 5.", .ac 7.a do art.
3." dos estatuios, s5oconvida los a reunircm-
se na casa das rcprcsenlaces da sociedado no
Chora-menino pelas 3 horas da tarde certos
de que se ell'ciluarO os trabalhos com o nume-
so de socios que as horas se acharem pre-
rentes. .''*
Prccitc-sc alupar u:;a sala, qu sirva
paraescriptorio sendo as ras principaes do
bairrodc S. Antouio ; a tratar na ra do Li-
vr a ment n. 26 segundo andar; na mesma
casa aluga-se urna parda que sebe cosinhar,
lavar c arranjar bem urna cusa, por ter bastan-
| te pratica.
2A pessoa, queempenhou um annelao, na
: ra de Uortas baja de no praso de 3 dias o ir
tirar, poisapesse-a que o empenhou retira-se
; para lora e pura se nao chamar a ignorancia
i faz-se o presente annuncio. (>
2Aluga-se o sobrado da prafa da Boa-vis -
!ta n. 10, acabado de pintar nestes ltimos dias;
quem o pretender dirija-se a Joaquim Gonjal-
!vcs Cselo. '*
.' Joao lavares Cordciro faz sciente a todas
aquellas pessoas que t< pi der, bajo de os ii resgatar no p;aso de S
dias, ou aliasfindo o dito praso os passar a
vender para seu embolco ficando seus do-
nos sem direito de reclamacao alguma para o
(uliu'i. (7



A

Roga-sc por favor ao Sr. Ricardo Aolo-j
rito Viunnade ir, ou mandar na ra lardado
Rosario ii. 2 i que se i lie deseja tallar a nego-
cio, que o mesmo Sr. nao ignora.
OsSrs, Rev. Jos Joaquim da Silva Guer-
reir>, Antonio de Souza Mendos, Manoel l'ran-
cisco Coimbra e Dr. Francisco Luil Ferreira
da Silva, pdem procurar cartas viudas do Rio
de Janeiro, na ruado Queimado loja n. 25.
Hoje pelas 4 horas da tarde se ha de ar-
rematar de renda annual a casa do sobrado u.
10 sita na ra Direita c:n a qual mora Jos
Rogerio Marcelino.
Urna Portuguesa de boa conducta so of-
ferece para criada do qualquer casa ; qucm de
seu prestimo so quizer ntilisar, dirija-so ao bec-
code Joaquim Jos do Veras n. 10.
Manoel Jos Machado Malheiro embarca
para o Rio de Janeiro a sua cscrava Theresa ,
de nacao Baca.
A pessoa que annunciou querer com-
prar um cornetim de 3 pistoes diiija-se ao
Atterro da Boa-vista loja n. 17.
OTerece-so um homem Brasiieiro casado,
e com pouca familia para ensinar tudo quanto
dizrcspeilo ainstrucgocs primarias secundo o
methodo hoje niais adoptado ; assim como to-
dos os preparatorios que so exigom na aca-
demia excepto o inglez ; esua senhora a to-
da qualidade de costuras ; em algum engenho,
ou povoaco perlo ou distante da praca, tnes-
mo em outra provincia nao so discpulos de
urna familia como do mais reunidas no mcs-
nio lugar em que for determinada sua mora-
da. De qualquer maneira que convenha as
pessoas, que do seu prestimo so quizerem til i -
sar, no que promelte todo o desvello possivel,
para o mais prompto augmento de seus alum-
nos. De tudo isto alm de ter os conhecimen-
tos necessarios tem bastante pratica p lis a
4 annos que disto usa assim como tambera da
fiador a sua conducta e capacidade, sendo-lho
exigida; na ra da Cruz n. 43, melhor se in-
formar.
Quem precisar de unta ama para casa Jo
homem sulleiro ou do pouca familia dirja-
se a Ordem terceira de S. Francisco n. 20, con-
fronto a venda do Nicolao.
Manoel Francisco Coelho faz sciente ao
publico que mudou a sua aula de grammatica
latina o portugueza para a ra do S. Amaro ,
entrando pela ra Nova primeiroobrado n.
1S ; quem de seu prestimo se quizer utilisar ,
dirija-se a mesma aulae casado sua residen-
cia a cima mencionada.
iFrancisco Severianno Habello embarca
para o Rio de Janeiro o seu eicravo do nomo
Antonio, de nago Cagange. ;3
1 Francisco de Freitas Gamboa convida a
qualquer joven quesequeira applicar a arte
dramtica reeebondo5#' rs. cada nouto de ro-
presentacao que sero pagos pontualmenlo e
este estipendio augmentar a proporcao da ha-
bilidade c progreco dosnovos artistas; os pro-
tendentes, dirijo-se ao theatro publico, das
8 horas da manha em diante, a fallar com
Francisco de Freilas Gamboa. (9
1 OfTereco-so um rapaz Brasiieiro de 2i
annos, para caixeiro de qualquer arrumacao ,
ou para armasem deassucar do que tem bas-
tante pratica, e d fiador a sua conducta; quem
de seu prestimo se quizer utilisar dirija-se a
ra Nova n. 8. f'?
1 No dia 11) docorrente, so ha de arre-
matar na porta do Sr. Dr. Juiz do Civel da se-
gunda vara um escravo penhorado porexocu-
co de Elias Emiliano Banios contra seu deve-
dor Antonio Jos Pinto. (o
1 Aluga-.sc urna tasa do 4 andares e mi-
rante sita na ra da Cadeia do Rccile n. 38 ;
a tratar na mesma ra n. 35. (>
1 Aehoo-90 um pranchode louro junto
ao forte do Buraco ; quem se julgar com direi-
to a ello dirija-se a Fra-de-portas ra do
Pillar n. 141. 4
1Aluga-se urna negra para o sorvico de
casa e propria para trabalhar em sitio ; na
ra da Praia n. 39, primeiro andar. (3
1_ Quem precisar de urna mulher, que cose
de al.'aiale annuncie. (2
1 Johnston Pater & Companhia J. N. mu-
drao o seu cstabeleciniento de lerrugens para a
ra da Senzalla-nova n. 42, onde outi'ora mo-
rrao Fox Stodort. (4
D-scdinheiroa juros com penhores de
ouro, nnesmoem pequeas quantias ; na ra
Nova n. 55. (3
j_ <> sr. Herculano Oleaario Ribeiro Castro
queira dirigir-se a ra do Queimado loja
n. 10. i3
1 O Sr. Bernardino do Serpa Lins mora-
dor em Olinda dirija-se a ra das Cruzes n.
42, a negocio que nao ignora. 3
1 Antonio da Costa Guimaraes no estado de
>iuvo e tendo de partithar o seu casal com os
Iierdeirosescriptosde sua mulher precisa (a-
zer certo em juiso o estado de seu debito pas-
sivo por isso roga a seus credores queiro ter
a bondade de promoverem os termos de suas
;k c5es para seren altendidas suas dividas
do.pois nao" suceder que se partilhe o casal e
nao fique com que sejao pagos. !>
__ Aluga -se um sobrado de um andar, que'
representa alraz dous, com commodoi para!
qualquer familia sito na na Au^uMa tem
quintal e cacimba e d-se por proco commo-j
do ; quem o pretender, dirija-se a ra do Ran-
gel n. 3, a tratar com Frcderico Augusto de
Lemos.
__ O Sr Manoel Joaquim Venancio de Souza
queira dirigr-soa roa da Cruz n. 52.
2 Da-so qualquer quanlia a premio sobro
penhores do ouro e prata ou outra qualquer
joia; oa ra do Queimado a,-3 segundo an-
dar. <4
30 Sr. Jo< Botelho e Couto chegado a pou-
i( da Ilia de S. Miguel, no patacho Alberto ,
queira annunclaf a sua inorada para so ir re-
ceber urnas oncommendas e pagar-se-lho o tra-
;n).
3A viuva de Florido Augusto Meirelles,
coovida a todas as pessoas quo se julgarem
prodoi ito seu fallecido marido acom-
101 quarta feira 1<*> do crrante pelas 10
loras da mauna, m casa de sua Mai I). Joan-
na do Rosario Guimaraes Machado, na ra Di-
reita n. 82. pririciro andar a tim de xa-
:niiurem o estado da casa e deliberarem o
quejulgarem mais conveniente. {9
3 Furlrao urna canoa aberta que con-
duz 1)00 lijlos de alvenaria com 10 palmos
de bocea e 30 ditos do comprido tinha don-
tro da mesma urna p, urna gamola e urna en-
xada; quem a lurtou foi um crioulo, queja cor-
tou ca no em um acougue o carregava mate-
riaes em cavallos cuja canoa he pintada de
encarnado, mas desqotada ; quem dola sou-
ber, leve a casa de Manoel Francisco Guimaraes,
do sitio que floa por detrs do sobrado do fal-
lecido Munteiro; na mesma casa aluga-so um
prelo por me;, para o servico do campo ; lm-
bela se precisa de um hornean que soja dili-
gente pura tirar barro no Poco, effectivamonto.
3 O Bacharel Pedro Bezerra Pereira do
Araujo Belirao passou a sua residencia da ra
do Bngel para a travssa da Concordia so-
brado n. 5. (d
3_ Aluga-sea loja, e segundo andar sotao
do sobrado da ra da Boda n. 45 ; a tratar na
travssa da Concordia n 5. (3
3 No lugar da Capunga porto do rio, ha
para aiugar casas decentes para familias passa-
rem a fesla ; com estribara e banho na porta ;
a tratar na ra da Senzalla-velha n. 138, ou no
mesmo lugar, ultima casa terrea do lado di-
reito indo para o rio. .'6
3Na ra do l.ivramento sobrado n. 35 ,
precisa-se lugar negras que lenho pratica
de vender azeite de carrapato. (3
3 Aluga-se metade de urna casa a una
senhora capaz, com pouca familia ; no pateo do
Caimo n. 2 i. (3
3 Quem tiver um menino para criar di-
rija-se a ra de Horlas n. 32. (2
CofcTjfi.ras
- Compra-se um jogo de gamo ; na praca
da Independencia livraria ns. 6 e 8.
2 Compra-so urna morada de casa terrea
no bairro do S. Antonio um colar grosso de
ouro o sem feilio; na ra Direita, sobrado
de um andar n. 513.
Compra-se um braco conchas e pesos de
das arrobas at urna libra a balanca que sa-
ja usada e de boa qualidide ; na loja de ferra-
gens da ra do Queimado n. 13.
Comprao-se diarios velhos e sentencas, as
libras o as arrobas ; na ra larga do Rosario
n. IS.
1 Compra-se um tronco em bom uso ;
quem tiver annuncio. (2
Compra-so qualquer armacao do oculos
sem vidros; e lambem so daito vidros nos
mesmos ; na ra da Cadeia n. 15.
1 Compra-se urna negrinha de 12 annos ,
com principios de costura ; na ra estreita do
Rozarlo n. 21. (3
Comprao-se travs de 30 palmos para ci-
ma ,c um jamao com tabolas do meriim ; na
praca da Independencia n. 31.
' Compra-se um casal de cachorros atra-
vessados que sejao de marca grande e quer-
se [u'quenos para se criarem ; no Atterro da
Boa-vista n. 12
Compra-se urna vara de cordo grosso de
ouro de le sem eitio : atraz da matriz da Boa-
vis! ;i n. 22
9Compra-se effertivamente nesta Typogra-
pbia loda a qoalidadade pannos cortados ou
velhos, .sujos, ou limpos aparas de papel, pa-
) e loda a qealidade de papis volhos. (4

o Vende-seo muito velleiro brigue escuna
americano Washington -iiarge de primuira
marcha, forrarlo e encavilhadode cobre, promp-
to a seguir tiagem para qualquer parte ; a tra-
tar com os seus consignatarios Matheus Austin
if Companhia na ra do Trapicho n. 3 (6
3Vcr.de-se urna escrava de IS annos, sem
vicien nem achaques, e com habilidades; na
ra Direita loja n. 1:2. (3
3Vende-so vinho de Bordeaux de muito
boa qualidade em caixas do duzia; na ruada
Senzalla-velha n. 138 (3
3 Vendem-se bichas, por preco mais
i'Ommodo, doqueem outra qualquer parte;
1 :a ra de Apollo armasem n. f>. (3
3Vendem-se 6 pares de quartinhns de di-
versas cores e tamaitos com os fetios os mais
1! lirados, que pode haver, emuo ben dou-
radaf, sendo um p.ir azul, e pp prlas para sala;
na ra da Cruz n. 52. (5
2 Vendem-se dous toneis que leva cada
um duas pipas e meia um foi de a go' arden te ,
e outro do azeite de carrapato ; 5 torneiras do
metal branco proprias para qualquer liqui-
do tudo por prect com modo ; no iargo do
Paraso venda n. 14. >6
2 Vendem-se as seguites pessas thealraes;
o Judeu, a Tomada de Santarcm os dous Re-
negados, Leonor de Floristan, Aflonso 3., Mar-
que/, de Pombal Zulmira, Filippo o Bello D.
I). Rodrigo o Conde Andeiro
Vendo-se um preto de bonita figura, bom
cosinheiro sabo tratar do gado tira leilo o
iiabiiiu do ciiXoda ; na ra QO Agoas-verdes
11. 70.
Vendem-se sapatos pretos brancos e de
cores para senhora e meninas sem fitas e com
fitas torrados de pellica bules, botina o sa-
patos de lustro p8ra homem e meninos, botfns
deduraquecom punta docouro de lustro, ditos
, sapatos o bo-
is, moias e luvas
P.ulrn 7p7iir II Uilitl 1UO O VjUiiuo niiumiu
Mar2Tudor,"ova Castro', a Moura Christi- de duraque preto par,
nieroo; na praa da Boa-vista, loja do c
pcos n. 26.
2Vndese urna porcj5o de frascos de bocea
larga proprios para botica ou para outra
qualquer cousa : na ra Nova n 57. (3
2 Vende-se um urub rei ; na loja da es-
quina que vira para a cadeia junto ao arco
da S. Antonio. (3
2Vende-se um cavallo melado ; na loja da
(8 de laa para homem esonhora, rop^ rojao Ham-
burguez essencia de formusura pos carmi-
nados para os dentes ; na ra da Cadeia n. 15,
loja do Bourgard.
Vende-so a venda da esquina da ra Im-
perial n. 2, por preciado com os fundos quo
quizerem, ou s a armacao ; una biacos do ba-
langa grandes e pequeos com conchas e cor-
, quo vira para a cadeia junto ao ar- rentes de forro, urna porcSo de caixas vasias
co de S. Antonio. /i'do Poito, urna mesa redonda para meio de sa.
2 Vende-se superior simonteda Cachooira
da Bahia ; na loja da esquina que vira para a
cadeia junto ao arco de S. Antonio ou a fal-
lar com Manoe Joaquim Gomes. (4
2Vende-se urna preta iadina do bonita fi-
gura propria para todo o sorvico o sabe
vender na ra ; na prenca de Jos Ribeiro do
Brilo ; no Forle-do-Matto. (4
2 Vende-se urna flauta de bano de k cha-
ves apparelhada do prata, por preco com-
modo ; ne Forte-do-Maltos ra do Jos da
Costa n. 6. (4
2 Vendo-se potassa americana superior,
chegada a este porto no dia 8 do corren te no
brigue escuna Cumberland, cm barris pequeos;
na ra da Cadcia-velha armasem n. 12, de
HenriqueBernardes do Oliveira Sf Companhia.
2 Vende-se o apndice asprimeiras lionas
do Pereira e Souza comprehendendo as lois ,
alvars, decretos, #c., citadas no referida obra,
4 v. diccionario jurdico do mesmo Pereira e
Sou/a 1 v. ; na livraria da esquina da ra do
Collegio. (6
2 Vende-se urna venda com poucos fundos
e sem alcaides por ser moderna com commo-
dos para familia indepondente da venda eos i-
nha fra cacimba de boa agoa, e port5o no
(undo do quintal; na Boa-vista, travssa do
Veras n. 14. (6
2 Vende-so cobre para forro de navio, car-
vaodepedra, sabao em caixas, pianos-fortes
dos melhores autores de Londres por prego
commodo ; em casa de Me. Calmont & Compa-
nhia na praca do Commercio n. 11. (5
2 Vendem-se meias de linho para homem
pelo barato preco de 2o00 rs. a duzia fustoes
para collete a 4(10 rs. o covado, velbutina de
cores a 320 rs., setim cor de rosa a 640 rs. ,
baota a 480 rs. um jogo de espelhos de mol-
dura dourada por 25/ rs. ; ua ra da Madre de
Dos n. 20. (4
2Vende-se urna parte do sitio em Bebiribe,
quo foi do fallecido Souto ; dous barris quo fo-
ro de azeite de carrapato tudo por prego
commodo ; na ra Direita n. 56. (4
2Vendem-se dous moleques de 9 a 10 an-
nos sendo um mulatinho ; nos Cinco-pontas
n 70. (3
2Vende-se um bonito escravo com offtcio
desapateiro, eentendodo servico de campo ;
na ra do Livramento n. 23, primeiro andar. (3
Vende-se urna escrava de bonita figura ,
de 22 annos, herecolhida cose, cosinha en-
gemma, e faz todo o mais servico do urna casa
de familia ; um preto para todo o servico ; na
ra da Cadeia do Recie, loja de Joaquim Goo-
calves CascSo.
Vendem-se 3 pretas de 18 a 22 annos ,
proprias para todo o servico de urna casa e
mesmo para quilandeiras ; urna dita de 30 an-
nos cosinha, lava o vende na ra; urna criou-
la de 14 annos, propria para todo o servico de
urna casa ; um mulatinho por preco commodo;
na ra das Cruzes n. 41, segundo andar
Vendem-se 18 Iraves com 35 palmos de
comprido, e mais de palmo em quadro tudo
de qualidade; na ra larga do Rosario, ven-
da n. 33.
Na ra Nova n. 12, 8cha-se recentemente
chegado um completo sortimento de fasendas
inglesase rancesas, de todas as qualidades ,
bem como sejo : ricos cortes de soda escocesa ,
de bom gosto ditos de seda lavrada ditos de
groz da India fasenda nova o de bom gosto ,
ricos chales, mantas, meias o luvas de seda ,
chitas francesas de boa qualidade e bonitos pa-
droes, pannos finos, casimir*, hrirn cesguia^
de linho, bretanhas para jaqueta lencos do
seda escoceses chapeos do sol para homem e
senhora oculos para theatro bandejas, flo-
res para cabrea o chapeos de senhora longos
de seda para hombros laa e seda para vestido
de senhora cambraias lisas, mantas para pes-
cogo do homem, cortes da collete, merino pre-
lo e de cores, lengos pretos e de cores para gr-
vala c outras militas fazendas de goslo que
se vende por prego commodo.
Vende-se urna bonita mulata de 18 annos,
recolhida sabendo pcrfeilamente engommar ,
coser ecosinhar; um bonito moleque de 18 an-
nos, proprio para pagom e serve muito bnm
atrito* *>, por ser muito geiro em udo o
servico ; dous pretos possantes proprios para
armasem deassucar e mesmo para o campo;
urna negrinha de 10 annos, muito bonita ; na
ra do Fugo ao p do Rosario 11. 8.
Vendem-se superior;-:s chapeos do Chile;
na loja da esquina que volta para a cadeia, jun-
to ao arco de S. Antonio.
la; a tratar com Joaquim Pinheiro Jacome ,
na mesma venda.
Vondo-se urna negrinha do 12 annos ; na
ra da Gloria n. 23.
Vende-so urna porgao de roios do tumo da
trra por prego commodo ; na ra do Quei-
mado luja n. 4.
Vende-se urna paite do urna casa oa ra
de Hurtas ; quem quizerannuncie.
Vonde-seum preto proprio para o servi-
go de campo por ter sido do mallo ; na ra do
Livramento loja n. 10.
Vendem-se travs de louro com 35 palmos
de comprido, o 4 pranchoesde pao d'oleo, por
prego commodo ; na ra Nova 11. 3o.
Vendem-se ancorlas com aseitonas de El-
vas do superior qualidade o por prego om-
modo ; no becco da Lingola D. 14.
Vende-so urna porgao do barricas vasias ,
quo foro de farinha do trigo ; atrs da matriz
da Boa-vist n. 22.
Vendem-se duas mulatas do bonitas figu-
ras ; na ra da Senzalla-velha n. 70.
1Vendem-se 3 casas do taipa no becco do
Quiabo na povoago do Monteiro ou se alu-
gao para se passar a festa cuda urna de per
si ; a tratar com Luiz Jos Marques. (4
1 Vende-se um escravo do nagao bom
canoeiro o capinheiro ; urna escrava do nagao ,
de 30 annos, quitundeira o cosinheira ; na
ra Direita n. 27. (4
I Vondein-se canoas abortas e fechadas,
de earreira e lambem se alugao para carregar
familias para sitios; arroz pilado o do casca ,
carne do toucinho a 80 rs. a libra cerveja boa
a 320 rs. a garrafa chocolate do Lisboa, azei-
te do coco a 22'i0 rs. a caada e a garrafa a 320
rs. travs de louro e carnassari de 30 a 36 pal-
mos ; na ra do Rangol venda n. 50. (8
1Vendem-se 3 transelins de ouro com pas-
sadores sendo um obra superior um cor-
do emedalha para senhora, um alflnete de
peito um par de botos do punho um dito
de abertura um par defivclas do prata para
suspensorios, tudo obra nova o por prego com-
modo ; na ra Nova n. 55. (7
1Vendem-se duas vendas sitas em Fra-
de-portas muito alreguezadas, tanto para a
lema como para fra e os alugueis das ca-
sas muito em conta c tcem bons cummodos ; a
tratar no mesmo lugar n. 88, (5
1 Luiz Jos Marques contina a vender pa-
ra liquidago de contas, na ra do Rangel 11.
II, vinho da Madeira ongarralado a 5000 rs.
a duzia, ditodo Porto, velho a 5# rs., dito
Moscatel a 4500 rs. dito do Lisboa a 1440 rs.
a caada, e a 200 rs. a garrafa dito em bar-
ris de 12, 15 e 17 caadas una pipo inteira ,
eh superior a 2400 rs. o mais ordinario a 1020
rs pratos de belra azul a lj( rs. a duzia ti-
jelas esmaltadas a 1120 rs. e de outras quali-
dades a 1^ rs. urna carteira do amarello nova
cascos para ago"ardente e azeite do carrapato,
urna prensa de esprcmer caj e urna ptima
armago de amarello, que se pode armar em
outra qualquer parlo com todos os seus 11er-
tences. '/js
1Vende-se farollo muito novo chegado do
Lisboa no ultimo navio por prego commodo ;
na ra da Cruz n. 52. (3
1Vendo-so urna escrava de 15 annos co-
sinha muito bem engomma o la? todo o mnis
servigodo urna casa ; na ra estreita do Rosa-
rio n. 21. ,*
VtorTA-TAq

No da 18 do Julho do corrente anno ru-
gi ou furtrao urna prelado nome Joanna ,
do 18 annos, sem peilos, nao tem denles na
Trente da parte superior, nariz e cara toda cheia
do calombinhos de sua trra tem marcas de
custicos as barrigas das pomas ; quem a pe-
gar, leve a roa do Collegio n. 6 que receber
50 000 rs. de Cypriano Luiz da Paz.
A a7!?dia 28 deSetembrop. p. fugido sitio
dos Afilelos o preto Domingos crioulo, alto ,
secco do corpo, rosto descarnado olhos gran-
des gagueja pouco ponas linas as palmas
das raaos untadas rl,. ,2.,.r d, Sg t-arba de.>0 annos; quem o pegar, leve ao
dito sitio a Joao Manuel de Souza Vianna na
praca da Boa-vista bolica de Victorino Fer-
roirade Carvalho ou a seu sen fio r Andr Pc-
reirade Albuqnerquo morador
Fagundcs, que gfa re iado.
no Brejo do
RCIEFB MT,p. n HF. DSFAWA.-18


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EOI0WWN3J_9EZ7FF INGEST_TIME 2013-04-13T01:34:37Z PACKAGE AA00011611_05201
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES